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GESTAÇÃO E MICRONUTRIENTES: INTERAÇÕES ENTRE FERRO, ZINCO E COBRE E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE MATERNO-FETAL

Sofia Morais Tornis; Luís Eduardo de Moura; Ícaro Ricardo Rodrigues de Oliveira; Mayara Bocch; Morato de Oliveira, Fábio; David Michel de Oliveira; Fernandes, Eduardo Vignoto

Abstract

INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: Durante a gestação, as demandas nutricionais aumentam devido ao crescimento do feto, da placenta e dos tecidos maternos. A regulação adequada de ferro (Fe), zinco (Zn) e cobre (Cu) é fundamental para a saúde materno-fetal. A homeostase desses elementos envolve absorção, transporte e regulação metabólica, com interações que influenciam diretamente o desenvolvimento fetal. Este trabalho teve como objetivos analisar as interações entre Fe, Zn e Cu na gestação e avaliar seus impactos na saúde materna e fetal. MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se revisão bibliográfica de artigos publicados nas bases de dados Pubmed e Scielo entre os anos de 2020 à 2025, sem restrição de idioma. Foram utilizados os termos “pregnancy”, “iron”, “zinc”, “copper”, “interactions” e “maternal-fetal health”, sendo feita uma triagem de títulos e resumos. Os artigos selecionados foram lidos e aplicados ao processo de escrita. RESULTADOS: A gravidez provoca alterações fisiológicas que exigem nutrição adequada para a saúde materno-fetal. Fe, Zn e Cu são essenciais para metabolismo celular, defesa antioxidante e desenvolvimento fetal. O Fe é central no transporte de oxigênio e síntese de hemoglobina; sua deficiência causa anemia materna e comprometimento do crescimento fetal, enquanto o excesso aumenta estresse oxidativo e risco de parto prematuro. O Zn auxilia na maturação dos oócitos e em processos enzimáticos e imunológicos; sua deficiência relaciona-se a malformações fetais e pré-eclâmpsia. O Cu é cofator de enzimas antioxidantes, protegendo contra danos oxidativos, e sua carência associa-se à hipertensão gestacional. As interações envolvem competição: Cu é necessário para o Fe heme, mas excesso prejudica a absorção do Fe; suplementação excessiva de Fe reduz Cu. Fe e Zn competem pelo transportador de metal divalente 1 nos enterócitos; Zn elevado pode reduzir Cu via indução da metalotioneína. Limitações incluem diversidade metodológica e escassez de estudos sobre suplementação combinada. Estudos futuros devem investigar suplementação conjunta e considerar estado nutricional e comorbidades para proteger a saúde materno-fetal. CONCLUSÕES: As interações entre Fe, Zn e Cu formam um sistema de regulação complexo, em que desequilíbrios podem comprometer a saúde materno-fetal. Avaliação individualizada da suplementação é essencial para garantir uma gestação segura.

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10.5281/zenodo.17705428 GESTAÇÃO E MICRONUTRIENTES: INTERAÇÕES ENTRE FERRO, ZINCO E COBRE E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE MATERNO-FETAL Sofia Morais Tornis¹ ; Luís Eduardo de Moura¹ ; Ícaro Ricardo Rodrigues de Oliveira¹ ; Mayara Bocchi 1,2 ; Fábio Morato de Oliveira 1,2 ; David Michel de Oliveira 2,3,4 ; Eduardo Vignoto Fernandes 2,3,4 1 Departamento de Medicina, Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás. 2Laboratório de Imunometabolismo, Nutrição e Exercício – LABINE. Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás. 3Programa de Pós-Graduação em Biociência e Saúde Única. Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás. 4Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde. Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS : Durante a gestação, as demandas nutricionais aumentam devido ao crescimento do feto, da placenta e dos tecidos maternos. A regulação adequada de ferro (Fe), zinco (Zn) e cobre (Cu) é fundamental para a saúde materno-fetal. A homeostase desses elementos envolve absorção, transporte e regulação metabólica, com interações que influenciam diretamente o desenvolvimento fetal. Este trabalho teve como objetivos analisar as interações entre Fe, Zn e Cu na gestação e avaliar seus impactos na saúde materna e fetal. MATERIAL E MÉTODOS : Realizou-se revisão bibliográfica de artigos publicados nas bases de dados Pubmed e Scielo entre os anos de 2020 à 2025, sem restrição de idioma. Foram utilizados os termos “pregnancy”, “iron”, “zinc”, “copper”, “interactions” e “maternal-fetal health”, sendo feita uma triagem de títulos e resumos. Os artigos selecionados foram lidos e aplicados ao processo de escrita. RESULTADOS : A gravidez provoca alterações fisiológicas que exigem nutrição adequada para a saúde materno-fetal. Fe, Zn e Cu são essenciais para metabolismo celular, defesa antioxidante e desenvolvimento fetal. O Fe é central no transporte de oxigênio e síntese de hemoglobina; sua deficiência causa anemia materna e comprometimento do crescimento fetal, enquanto o excesso aumenta estresse oxidativo e risco de parto prematuro. O Zn auxilia na maturação dos oócitos e em processos enzimáticos e imunológicos; sua deficiência relaciona-se a malformações fetais e pré-eclâmpsia. O Cu é cofator de enzimas antioxidantes, protegendo contra danos oxidativos, e sua carência associa-se à hipertensão gestacional. As interações envolvem competição: Cu é necessário para o Fe heme, mas excesso prejudica a absorção do Fe; suplementação excessiva de Fe reduz Cu. Fe e Zn competem pelo transportador de metal divalente 1 nos enterócitos; Zn elevado pode reduzir Cu via indução da metalotioneína. Limitações incluem diversidade metodológica e escassez de estudos sobre suplementação combinada. Estudos futuros devem investigar suplementação conjunta e considerar estado nutricional e comorbidades para proteger a saúde materno-fetal. CONCLUSÕES: As interações entre Fe, Zn e Cu formam um sistema de regulação complexo, em que desequilíbrios podem comprometer a saúde materno-fetal. Avaliação individualizada da suplementação é essencial para garantir uma gestação segura. Palavras-chave : micronutrientes; gestação; saúde materno-fetal