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HIV/AIDS AND ANTIRETROVIRAL THERAPY: AN ANALYSIS OF THE EVOLUTION OF MEDICATIONS IN BRAZIL

Silva, Joice; Silva, Thiago; Santos, Valter

Abstract

It has been four decades since the human immunodeficiency virus (HIV) was identified as the causative agent of acquired immunodeficiency syndrome (AIDS). Since then, scientists have been working on the mechanisms of HIV. In light of this, the research sought to trace a timeline of the evolution of antiretroviral treatments provided in Brazil, with the aim of analyzing the path to date and what the prospects are for the future. It was concluded that, with advances in HIV treatment, patients now have a better prognosis and quality of life compared to the beginning of the pandemic. However, when analyzing the overall picture, it is observed that it is still necessary to develop new therapeutic approaches, especially to achieve the definitive eradication of HIV.

Full text

_____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 40 (Ciências Biológicas e da Saúde) O HIV/AIDS E A TERAPIA ANTIRRETROVIRAL: UMA ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DOS MEDICAMENTOS NO BRASIL HIV/AIDS AND ANTIRETROVIRAL THERAPY: AN ANALYSIS OF THE EVOLUTION OF MEDICATIONS IN BRAZIL Joice Nunes da Silva, Thiago Soares da Silva, Valter Garcia Santos Universidade Santa Cecília, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Curso de Farmácia E-mail para contato: [email protected] RESUMO – Já se passaram quatro décadas desde que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) foi identificado como o agente causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Desde então, os cientistas começaram a trabalhar nos mecanismos do HIV. Diante disso, a pesquisa buscou traçar uma linha do tempo da evolução dos tratamentos antirretrovirais fornecidos no Brasil, com a finalidade de analisar o percurso até aqui e quais são as perspectivas para o futuro. Conclui-se que, com os avanços no tratamento do HIV, os pacientes agora possem um melhor prognóstico e qualidade de vida se comparado ao início da pandemia. No entanto, ao analisar o quadro geral, observa-se que ainda é necessário desenvolver novas abordagens terapêuticas, especialmente para alcançar a erradicação definitiva do HIV. Palavras-chave: HIV, AIDS, Terapia antirretroviral, Evolução dos tratamentos, Medicamentos antirretrovirais. ABSTRACT – It has been four decades since the human immunodeficiency virus (HIV) was identified as the causative agent of acquired immunodeficiency syndrome (AIDS). Since then, scientists have been working on the mechanisms of HIV. In light of this, the research sought to trace a timeline of the evolution of antiretroviral treatments provided in Brazil, with the aim of analyzing the path to date and what the prospects are for the future. It was concluded that, with advances in HIV treatment, patients now have a better prognosis and quality of life compared to the beginning of the pandemic. However, when analyzing the overall picture, it is observed that it is still necessary to develop new therapeutic approaches, especially to achieve the definitive eradication of HIV. Keywords: HIV, AIDS, Antiretroviral therapy, Evolution of treatments, Antiretroviral drugs _____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 41 (Ciências Biológicas e da Saúde) 1 INTRODUÇÃO O HIV (vírus da imunodeficiência humana) é responsável por causar a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), onde o primeiro caso declarado foi em 1981 e desde então espalhou-se rapidamente por todo mundo tornando-se uma pandemia, representando uma séria ameaça à saúde em diferentes regiões mundiais. (Brooks et al, 2014) O principal alvo do HIV são os linfócitos T CD4+, células responsáveis por memorizar, reconhecer e destruir os agentes patógenos que possivelmente podem invadir o organismo.3 Com isso, ocorre a fragilização da defesa do organismo favorecendo o surgimento de doenças oportunistas e cânceres, reduzindo de maneira significativa o número de células T CD4+, o que propicia o desenvolvimento da AIDS (Teixeira et al, 2023). A transmissão do vírus ocorre principalmente durante o contato sexual, com isso o principal método de prevenção é a utilização de contraceptivos de barreira, mas também pode ocorrer por diversas outras formas como: via parenteral, entre usuários de drogas injetáveis, transfusão de sangue, sendo quase nula atualmente graças a realização de triagens especificas nos bancos de sangue, e transmissão vertical, que ocorre durante a gestação ou no parto passando da mãe para o filho (Teixeira et al, 2023). De 2007 até junho de 2024, foram notificados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) cerca de 541.759 novos casos de infecção pelo HIV, em 2023, foram notificados cerca de 46.495 casos de infecção de HIV no Brasil o que representa um aumento de 4,5% em comparação ao ano interior. Já a AIDS apresentou nos últimos cinco anos uma média de 36 mil novos casos por ano, após a queda da taxa de novos casos durante a pandemia de covid-19 ocorreu um aumento de 2,5% nos casos entre os anos de 2022 e 2023 (Ministério da saúde, 2024). Nesta pesquisa, temos como objetivo apresentar a evolução dos medicamentos antirretroviral para o tratamento do HIV no Brasil, desde a sua descoberta na década de 80, no auge da pandemia, até os dias atuais, com as mais recentes inovações, além de explorar as perspectivas futuras. 2 MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo consiste em uma revisão bibliográfica, com a intenção de explorar como os tratamentos para o HIV/AIDS se desenvolveram ao longo do tempo, destacando especialmente a Terapia Antirretroviral (TAR). A pesquisa envolveu a análise de artigos científicos, livros, teses, dissertações e guidelines atualizados, obtidos a partir de bases de dados como PubMed, Scopus, LILACS e SciELO. Foram excluídos os artigos que não abordavam diretamente o tema ou que _____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 42 (Ciências Biológicas e da Saúde) não apresentavam uma metodologia adequada. A busca foi feita com o uso de palavras-chave como "HIV", "AIDS", "terapia antirretroviral", "evolução dos tratamentos", entre outras, além de filtros de data entre 2020 a 2025 para garantir a seleção de estudos mais relevantes e recentes. Ao total, foram analisados 55 artigos científicos. Após uma análise criteriosa, foram selecionados 30 artigos que forneceram as informações mais relevantes e atualizadas, servindo como base para a construção e desenvolvimento deste trabalho. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante as primeiras semanas de infecção, caracterizada com fase aguda, as interações entre o vírus e o organismo determinaram se o vírus será expelido nas mucosas ou se ele irá se estabelecer como agente infeccioso. A resposta imune é dividida em humoral e celular, na primeira induz a produção de anticorpos após a queda da replicação inicial do vírus, mas tem ação limitada no controle inicial, possivelmente devido à alta variabilidade das regiões expostas da proteína gp160. Na resposta celular, são recrutados diferentes tipos de células como: linfócitos CD4+, linfócitos CD8+, citotóxicos (CTLs) e células NK; que são de suma importância para o controle precoce da replicação viral, reduzindo o pico de viremia, porém a rápida mutação dos antígenos virais subverte o controle estabelecido anteriormente. (Sued, 2022; Cachay, 2024) Ao longo dos anos, o desenvolvimento da Terapia Antirretroviral (TARV), possibilitou o controle da replicação do HIV, contribuindo para a estabilização do quadro clínico e prevenindo o avanço para a AIDS. Esses avanços proporcionaram às pessoas vivendo com HIV (PVHIV) um melhor prognóstico, com a possibilidade de redução da carga viral a níveis indetectáveis, transformando o HIV em uma doença crônica tratável. Além disso, a TARV, aliada a outros avanços tecnológicos, contribuiu para a diminuição da morbidade e da mortalidade relacionadas à AIDS, promovendo o aumento da expectativa e da qualidade de vida dessas pessoas. (Stacanelli, 2024; Bomfim, 2022; Ministério da saúde, 2024) Com a introdução da terapia antirretroviral altamente ativa (HAART), que usa combinação de medicamentos de duas das três principais classes: inibidores de transcriptase reversa nucleosídeos (ITRN), não nucleosídeos (ITRNN) e inibidores de protease (IP), o controle da infecção ficou mais eficiente. Essa combinação também previne o desenvolvimento de resistência, devido à alta taxa de mutação do HIV, causada pela falta de revisão do DNA e alta replicação viral (Stacanelli, 2024; Azzman, 2024). 3.1 CLASSES MEDICAMENTOSAS NO TRATAMENTO DO HIV _____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 43 (Ciências Biológicas e da Saúde) 3.1.1 Inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN) Atuam contra a transcriptase reversa, impedindo a replicação viral ao se incorporar ao DNA viral em formação e bloquear a ligação entre nucleotídeos. São considerados a base da terapia de primeira linha devido à sua eficácia e à boa adesão dos pacientes, devido à sua baixa metabolização hepática e geram poucas interações medicamentosas. No entanto, o uso isolado pode resultar em supressão virológica incompleta, levando ao desenvolvimento de mutações e resistência. Como por exemplo, Abacavir (ABC), Lamivudina (3TC), Tenofovir (TDF) e Zidovudina (AZT) (Stacanelli, 2024; Amblard, 2022). 3.1.2 Inibidores da transcriptase reversa não-análogos de nucleosídeos (ITRNN) Ligam-se diretamente ao sítio ativo da transcriptase reversa, inibindo sua função sem causar resistência cruzada com os ITRNs, permitindo que sejam usados concomitantemente. A combinação de ITRNs e ITRNNs demonstrou ótimos resultados, reduzindo a resistência viral e promovendo uma ação sinérgica. Como por exemplo, Efavirenz (EFZ) e Nevirapina (NVP) (Shirvani, 2018; Stacanelli, 2024). 3.1.3 Inibidores de protease (IP) Impedem a maturação do HIV-1 ao bloquear a protease viral, sendo frequentemente usados quando há falha no tratamento inicial. A resistência cruzada entre IPs é comum, o que pode reduzir sua eficácia a longo prazo, tornando sua utilização mais desafiadora. Exemplos: Atazanavir (ATV), Lopinavir (LPV) e Ritonavir (RTV) (Stacanelli, 2024). 3.1.4 Inibidores de integrase (INI) e Inibidores de fusão (IF) Os INIs bloqueiam a atividade da integrase, impedindo a inserção do DNA viral no genoma da célula hospedeira, enquanto os IFs, como o enfuvirtida, evitam a fusão do HIV com os linfócitos TCD4+. Os INIs têm um excelente perfil de tolerabilidade, menos interações medicamentosas e boa eficácia, sendo preferidos como terapia inicial. Já os IFs, apesar de eficazes, podem causar neutropenia e aumentar o risco de pneumonia. Como por exemplo, Dolutegravir (DTG) e Enfuvirtida (T20) (Stacanelli, 2024). 3.1.5 Antagonistas de CCR5 O maraviroque, principal medicamento desta classe, impede a entrada do HIV nas células do hospedeiro ao bloquear o receptor CCR5, fundamental para a ligação do HIV às células TCD4+. _____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 44 (Ciências Biológicas e da Saúde) O uso dessa classe é limitado a cepas de HIV que dependem do CCR5 para infectar as células. Como por exemplo, Maraviroque (MVC) (Stacanelli, 2024). 3.2 VISÃO GERAL DOS FÁRMACOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO HIV FORNECIDOS PELO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Atualmente, existem várias opções de medicamentos e apresentações disponíveis para o tratamento, conforme mostrado no quadro 1 abaixo, com a data de incorporação ao SUS (Silva e Silva, 2023; Ministério da saúde, 2024). Medicamento (sigla) Dosagem Forma Farmacêutica Data de inserção abacavir (ABC) 300mg Comprimido revestido 2001 abacavir (ABC) 20mg/mL Solução Oral atazanavir (ATV) 300mg Cápsula gelatinosa dura 2004 darunavir (DRV) 75mg Comprimido revestido 2007 darunavir (DRV) 150mg Comprimido revestido darunavir (DRV) 600mg Comprimido revestido darunavir (DRV) 800mg Comprimido revestido dolutegravir (DTG) 50mg Comprimido revestido 2016 dolutegravir (DTG) + lamivudina (3TC) 50mg + 300mg Comprimido revestido 2023 efavirenz (EFZ) 200mg Cápsula gelatinosa dura 1999 efavirenz (EFZ) 600mg Comprimido revestido efavirenz (EFZ) 30mg/mL Solução Oral enfuvirtida (T-20) 90mg/mL Solução injetável 2005 etravirina (ETR) 100mg Comprimido revestido 2010 etravirina (ETR) 200mg Comprimido revestido lamivudina (3TC) 150mg Comprimido revestido 1996 lamivudina (3TC) 10mg/mL Solução Oral lopinavir + ritonavir (LPV/R) 100mg + 25mg Comprimido revestido 2002 lopinavir + ritonavir (LPV/R) 80mg/ml+20mg/ml Solução Oral maraviroque (MVQ) 150mg Comprimido revestido 2012 nevirapina (NVP) 200mg Comprimido simples 1998 nevirapina (NVP) 50mg/5ml Solução Oral raltegravir (RAL) 100mg Comprimido mastigável 2009 raltegravir (RAL) 100mg Sachê raltegravir (RAL) 400mg Comprimido revestido ritonavir (RTV) 100mg Comprimido revestido 1996 ritonavir (RTV) 100mg Solução Oral tenofovir (TDF) 300mg Comprimido revestido 2003 _____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 45 (Ciências Biológicas e da Saúde) tenofovir (TDF) + entricitabina (FTC) 300mg + 200mg Comprimido revestido 2017 tenofovir (TDF) + lamivudina (3TC) (DFC - 2 em 1) 300mg + 300mg Comprimido revestido 2014 Tenofovir + lamivudina + efavirenz (DFC – 3 em 1) 300mg + 300mg + 600mg Comprimido revestido 2014 zidovudina (AZT) 100mg Cápsula gelatinosa dura 1991 zidovudina (AZT) 10mg/ml Solução injetável zidovudina (AZT) 10mg/ml Solução Oral zidovudina + lamivudina (AZT+3TC) 300mg + 150mg Comprimido revestido 1998 FONTE: Ministério da Saúde 3.3 FARMÁCOS ANTIRRETROVIRAIS NÃO INCORPORADOS AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 3.3.1 Cabotegravir + Rilpivirine – 2021 O Cabotegravir é um inibidor da integrase de transferência de fita (INSTI). Ele atua ligando-se ao local ativo da enzima integrase do HIV, bloqueando a etapa de transferência da fita do DNA viral para o DNA da célula hospedeira. Essa etapa é essencial para a replicação do vírus, e sua inibição impede que o HIV se integre ao material genético das células humanas, interrompendo o ciclo de replicação viral (Bula Vocabria, 2025). Já a rilpivirina é uma diarilpirimidina NNRTI do VIH-1. A atividade da rilpivirina é mediada pela inibição não competitiva da transcriptase inversa (TI) do VIH-1 (Bula Edurant, 2025) A principal característica dessa associação é que ele é administrado por injeção intramuscular uma vez por mês, ao contrário dos tratamentos anteriores que geralmente envolvem comprimidos diários (ANVISA, 2025; Sension et al, 2023). 3.3.2 Lenacapavir – 2022 É um inibidor seletivo, inovador e multiestágio da proteína do capsídeo do HIV, de primeira classe. Interfere em múltiplas fases do ciclo de vida do HIV. Ao se ligar a duas subunidades vizinhas da proteína do capsídeo do HIV, o lenacapavir interfere em suas interações essenciais para múltiplas fases do ciclo de replicação viral. Estas incluem a captação nuclear mediada pelo capsídeo de complexos de pré-integração, a produção de vírions e a formação adequada do núcleo do capsídeo. O vírus produzido na presença de lenacapavir apresenta capsídeos de formato inadequado que podem penetrar em novas células-alvo, mas não podem se _____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 46 (Ciências Biológicas e da Saúde) replicar. Em estudos clínicos, o lenacapavir demonstrou atividade antiviral bem-sucedida e exposição farmacocinética adequada por até 6 meses após uma única injeção subcutânea. (DvorySobol et al, 2022) 3.4 LINHA DO TEMPO DOS ANTIRRETROVIRAIS Com base nos dados obtidos ao realizarmos a pesquisa, elaboramos uma linha do tempo (figura 1), conforme a chegada dos antirretrovirais no Brasil, tendo como principal objetivo ilustrar o desenvolvimento dos tratamentos do HIV, ao longo dos anos no país. Figura 1 – Linha do tempo da evolução dos antirretrovirais no Brasil. FONTE: Autores 3.5 PERSPECTIVA PARA O FUTURO O combate ao HIV/AIDS depende do contínuo avanço das pesquisas científicas e da ampliação das estratégias de prevenção e tratamento. Com o desenvolvimento de terapias mais eficazes e menos invasivas, como as injeções de aplicação semestral, e novas formas de prevenção, há perspectivas concretas de maior controle da infecção. Embora a erradicação completa, ainda seja um desafio. Os avanços atuais aproximam o mundo da meta de eliminar a transmissão com o desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra o HIV (Dvory-Sobol et al, 2022; Ventas, 2022). Apesar de quatro décadas de pesquisa, ainda não há uma vacina contra o HIV. Os esforços mais recentes para desenvolvê-la incluem um ensaio clínico de três vacinas experimentais _____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 47 (Ciências Biológicas e da Saúde) baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) sintético, já utilizada em algumas vacinas contra a covid-19. Realizado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID, na sigla em inglês), o ensaio clínico ainda está na primeira fase (Ventas, 2022). 4 CONCLUSÃO O avanço no tratamento do HIV/AIDS transformou a infecção em uma condição crônica controlável, graças ao desenvolvimento contínuo da terapia antirretroviral. Desde a introdução da zidovudina (AZT) até as atuais combinações de medicamentos de ação direta como os inibidores da transcriptase reversa e os inibidores de protease, houve uma melhora significativa na qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV, com a carga viral podendo ser reduzida a níveis indetectáveis. No entanto, a resistência aos medicamentos ainda representa um desafio, exigindo vigilância constante e adaptação dos tratamentos. Nesse contexto, os medicamentos de longa ação, que permitem administrações menos frequentes, surgem como uma alternativa promissora para aumentar a adesão ao tratamento e superar as dificuldades associadas ao uso diário dos antirretrovirais. Embora a erradicação completa do HIV seja um objetivo distante, o controle viral eficaz tem permitido aos pacientes viverem de forma saudável e com menos complicações. A pesquisa continua a avançar, com foco em novas classes de medicamentos, terapias combinadas e possíveis abordagens curativas. 5 REFERÊNCIAS Amblard F, Patel D, Michailidis E, Coats SJ, Kasthuri M, Biteau N, Tber Z, Ehteshami M, Schinazi RF. HIV nucleoside reverse transcriptase inhibitors. Eur J Med Chem. 2022 Oct 5; 240:114554. doi: 10.1016/j.ejmech.2022.114554. Epub 2022 Jun 20. PMID: 35792384. Anvisa aprova novo medicamento para prevenção do HIV [Internet]. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/ptbr/assuntos/noticiasanvisa/2023/anvisa-aprovou-um-novo-medicamento-para-aprofilaxia-do-hiv. Acesso em 24 jun 2025 Azzman N, Gill MSA, Hassan SS, Christ F, Debyser Z, Mohamed WAS, et al. Pharmacological advances in antirretroviral therapy for human immunodeficiency virus‐1 infection: A comprehensive review. Reviews in medical virology. 2024 Mar 1;34(2). Bomfim IGO, Santos SS, Napoleão A.A. Adherence to Antiretroviral Therapy in People Living with HIV/AIDS: A Cross-Sectional Study. AIDS Patient Care STDS. 2022 Jul;36(7):278-284. doi: 10.1089/apc.2022.0056. PMID: 35797650. _____________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 48 (Ciências Biológicas e da Saúde) Brooks GF, Carroll KC, Butel JS, Morse SA, Mietzner TA. Microbiologia médica de Jawetz, Melnick e Adelberg. 26ª Edição. Schwanke A, editor. Porto Alegre RS: AMGH Editora LTDA. 2014. Cachay ER. Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) [Internet]. Manuais MSD edição para profissionais. Manuais MSD; 2024. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7asinfecciosas/v%C3%ADrus-daimunodefici%C3%AAncia-humanahiv/infec%C3%A7%C3%A3o-pelo-v%C3%ADrus-daimunodefici%C3%AAnciahumana-hiv#Preven%C3%A7%C3%A3o_v1022592_pt. Acesso em: 28 fev. 2025 Dvory-Sobol H, Shaik N, Callebaut C, Rhee MS. 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