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BIOMARCADORES NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau - UNINASSAU, Fortaleza - CE Emanuela de Oliveira Reis Enfermeira pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Petrolina-PE Esterlito Neto Gomes da Costa Fisioterapeuta, Pós-Graduação em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva, Universidade da Amazônia - UNAMA, Belém- PA Dejanira Costa do Nascimento Neta Graduanda em farmácia pelo Centro Universitário FTC Steffanny Geovanna Da Silva Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste -UNIAENE Ana Carolina Reis Bezerra Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Unibras, Juazeiro-Ba Laura Santana Carvalho Graduanda em Medicina na Faculdade Zarns- Itumbiara Ana Carolina Barros da Silva Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Anhanguera de Campinas Josiane Könzgen Schneid Graduanda em Farmácia pela Universidade Federal de Pelotas-RS

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9. BIOMARCADORES NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DAS BIOMARKERS IN THE EARLY DIAGNOSIS OF CARDIOVASCULAR DISEASES TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E PESQUISA EM CARDIOLOGIA Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Fisioterapeuta, PósGraduação em Fisioterapia Traumato Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste [email protected] RESUMO Introdução: As doenças cardiovasculares (DCVs) permanecem como uma das principais causas de morbimortalidade no mundo, representando desafio contínuo para os sistemas de saúde. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa da literatura acerca dos métodos de prevenção da s As doenças cardiovasculares (DCVs), considerando intervenções clínicas, educacionais e de estilo de vida. Metodologia: Foi realizada busca em bases de dados nacionais e internacionais, utilizando descritores relacionados à prevenção, risco cardiovascular e saúde pública, incluindo artigos publicados nos últimos dez anos. Resultados e Discussão: Os estudos apontaram que a adoção de hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada, prática regular de atividade física e abandono do tabagismo, quando as sociada ao acompanhamento multiprofissional, constitui estratégia eficaz na redução do risco cardiovascular. Além disso, políticas públicas de promoção da saúde e ações interdisciplinares ampliam a efetividade das práticas preventivas. Concluise que a prevenção das As doenças cardiovasculares (DCVs) deve ser pautada em abordagem interdisciplinar, integrando educação em saúde, acompanhamento contínuo e estímulo ao autocuidado, de forma a potencializar os resultados e minimizar o impact doenças. 99 BIOMARCADORES NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES BIOMARKERS IN THE EARLY DIAGNOSIS OF CARDIOVASCULAR DISEASES TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E PESQUISA EM CARDIOLOGIA Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Emanuela de Oliveira Enfermeira pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Petrolina Esterlito Neto Gomes da Costa Graduação em Fisioterapia Traumato - Ortopédica e Desportiva, Universidade da Amazônia Dejanira Costa do Nasciment Graduanda em farmácia pelo Centro Universitário FTC Steffanny Geovanna Da Silva Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste Ana Carolina Reis Bezerra Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Unibras, Laura Santana Carvalho Graduanda em Medicina na Faculdade Zarns Ana Carolina Barros da Silva Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Anhanguera de Campinas Josiane Könzgen Schneid Graduanda em Farmácia pela Universidade Federal de dasilvaferreiraleandro2[email protected] As doenças cardiovasculares (DCVs) permanecem como uma das principais causas de morbimortalidade no mundo, representando desafio contínuo para os sistemas de Realizar uma revisão integrativa da literatura acerca dos métodos de s As doenças cardiovasculares (DCVs), considerando intervenções clínicas, educacionais e de estilo de vida. Metodologia: Foi realizada busca em bases de dados nacionais e internacionais, utilizando descritores relacionados à prevenção, risco e saúde pública, incluindo artigos publicados nos últimos dez anos. Os estudos apontaram que a adoção de hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada, prática regular de atividade física e abandono do tabagismo, sociada ao acompanhamento multiprofissional, constitui estratégia eficaz na redução do risco cardiovascular. Além disso, políticas públicas de promoção da saúde e ações interdisciplinares ampliam a efetividade das práticas preventivas. Considerações Finais se que a prevenção das As doenças cardiovasculares (DCVs) deve ser pautada em abordagem interdisciplinar, integrando educação em saúde, acompanhamento contínuo e estímulo ao autocuidado, de forma a potencializar os resultados e minimizar o impact BIOMARCADORES NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES BIOMARKERS IN THE EARLY DIAGNOSIS OF CARDIOVASCULAR DISEASES TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E PESQUISA EM CARDIOLOGIA Leandro da Silva Ferreira Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau - UNINASSAU, Fortaleza - CE Emanuela de Oliveira Reis Enfermeira pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Petrolina -PE Esterlito Neto Gomes da Costa Ortopédica e Desportiva, Universidade da Amazônia - UNAMA, BelémPA Dejanira Costa do Nasciment o Neta Graduanda em farmácia pelo Centro Universitário FTC Steffanny Geovanna Da Silva Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste -UNIAENE Ana Carolina Reis Bezerra Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Unibras, Juazeiro-Ba Laura Santana Carvalho Graduanda em Medicina na Faculdade Zarns - Itumbiara Ana Carolina Barros da Silva Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Anhanguera de Campinas Josiane Könzgen Schneid Graduanda em Farmácia pela Universidade Federal de Pelotas-RS As doenças cardiovasculares (DCVs) permanecem como uma das principais causas de morbimortalidade no mundo, representando desafio contínuo para os sistemas de Realizar uma revisão integrativa da literatura acerca dos métodos de s As doenças cardiovasculares (DCVs), considerando intervenções clínicas, educacionais e de estilo de vida. Metodologia: Foi realizada busca em bases de dados nacionais e internacionais, utilizando descritores relacionados à prevenção, risco e saúde pública, incluindo artigos publicados nos últimos dez anos. Os estudos apontaram que a adoção de hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada, prática regular de atividade física e abandono do tabagismo, sociada ao acompanhamento multiprofissional, constitui estratégia eficaz na redução do risco cardiovascular. Além disso, políticas públicas de promoção da saúde e ações Considerações Finais : se que a prevenção das As doenças cardiovasculares (DCVs) deve ser pautada em abordagem interdisciplinar, integrando educação em saúde, acompanhamento contínuo e estímulo ao autocuidado, de forma a potencializar os resultados e minimizar o impact o dessas 100 Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares; Estilo de vida; Prevenção; Promoção da Saúde; Saúde Pública. ABSTRACT Introduction: Cardiovascular diseases (CVDs) remain one of the leading causes of morbidity and mortality worldwide, posing a continuous challenge to healthcare systems. Objective: To conduct an integrative literature review on Cardiovascular diseases (CVDs) prevention methods, considering clinical, educational, and lifestyle interventions. Methodology: A search was performed in national and international databases using descriptors related to prevention, cardiovascular risk, and public health, including articles published in the last ten years. Results and Discussion: The studies indicated that adopting healthy lifestyle habits, such as a balanced diet, regular physical activity, and smoking cessation, when combined with multiprofessional follow-up, represents an effective strategy for reducing cardiovascular risk. Moreover, public health policies and interdisciplinary actions enhance the effectiveness of preventive measures. Final Considerations: It is concluded that Cardiovascular diseases (CVDs) prevention should be based on an interdisciplinary approach, integrating health education, continuous monitoring, and encouragement of self-care, in order to maximize outcomes and reduce the impact of these diseases. Keywords: Cardiovascular Diseases; Lifestyle; Prevention; Health Promotion; Public Health. INTRODUÇÃO As doenças cardiovasculares (DCVs) continuam a ser a principal causa de morbidade e mortalidade em nível global, responsáveis por aproximadamente 32% de todas as mortes, totalizando cerca de 19,8 milhões de óbitos em 2022 (WHO, 2023). Esse cenário evidencia o impacto devastador das doenças cardiovasculares (DCVs) sobre a população e os sistemas de saúde, incluindo altos custos econômicos e sociais, além de perdas na qualidade de vida. Apesar dos avanços em terapias farmacológicas e intervenções clínicas, a detecção precoce continua sendo um desafio crítico, uma vez que muitos casos evoluem de forma silenciosa até a ocorrência de eventos cardiovasculares graves, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (NEUMANN et al., 2024). Nesse contexto, os biomarcadores emergem como ferramentas de vanguarda para a estratificação de risco e identificação de alterações fisiopatológicas na fase subclínica da doença, oferecendo oportunidades únicas de intervenção precoce e prevenção secundária. 101 Estudos recentes, tanto em contextos internacionais quanto no Brasil, têm demonstrado o potencial dos biomarcadores na previsão de eventos cardiovasculares. Evidências do estudo ELSA-Brasil revelam associações significativas entre biomarcadores inflamatórios e alterações metabólicas subclínicas em indivíduos sem histórico de doenças cardiovasculares (DCVs) ou diabetes, reforçando a possibilidade de detecção precoce em populações aparentemente saudáveis (ALMEIDA-PITITTO et al., 2016). Paralelamente, revisões sistemáticas internacionais indicam que troponinas de alta sensibilidade, peptídeos natriuréticos e marcadores de estresse oxidativo apresentam forte correlação com eventos fatais e não fatais, demonstrando valor prognóstico independente de fatores de risco tradicionais (NEUMANN et al., 2024; DEGROAT . 2024). Apesar do potencial clínico promissor, a implementação generalizada de biomarcadores enfrenta desafios significativos, incluindo variabilidade biológica, ausência de referências populacionais padronizadas, custos elevados e limitações de escalabilidade em serviços de saúde pública. Estudos globais indicam que a adição de biomarcadores a modelos de risco tradicionais proporciona melhoria modesta na estratificação para doença aterosclerótica, embora seja mais relevante para predição de insuficiência cardíaca e mortalidade geral (NEUMANN et al., 2024). Além disso, a heterogeneidade dos achados evidencia a necessidade de contextualização regional e validação longitudinal em diferentes populações, considerando fatores sociodemográficos e epidemiológicos. Diante desse cenário, torna-se imperativo consolidar as evidências científicas sobre o papel dos biomarcadores no diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares (DCVs) e compreender suas limitações e potencial clínico. O presente estudo tem como objetivo geral analisar criticamente o valor preditivo, a eficácia e as aplicações dos biomarcadores na detecção precoce e estratificação de risco em doenças cardiovasculares, oferecendo subsídios para integração dessas ferramentas na prática clínica e na formulação de políticas públicas de prevenção cardiovascular. METODOLOGIA Para a elaboração deste capítulo, realizou-se uma revisão narrativa de literatura com caráter analítico e integrativo, que tem como tema: Biomarcadores no diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares. O processo de busca foi conduzido nas bases de dados do 102 PubMed/MEDLINE e LILACS. A estratégia de busca foi estruturada a partir de descritores combinados com o operador boleno “AND”. Foram empregados os seguintes termos: “biomarkers”, “cardiovascular diseases” e “screening”. Os resultados foram refinados por os seguintes critérios de inclusão: estudos dos últimos 5 anos, com disponibilidade de texto completo e gratuito e apenas no idioma inglês. Sendo assim como critérios de exclusão foram retirados artigos de revisão e estudos duplicados. Em um primeiro momento foram encontrados 302 artigos no LILACS e 10.421 no PUBMED/MEDLINE, depois de aplicar os filtros resultou um total de 51 estudos no LILACS e 2.310 no PUBMED/MEDLINE. Em seguida, após a análise dos Títulos e Resumos, e de ser feita a exclusão de trabalhos que não dialogassem com os objetivos centrais deste capítulo sucedeu uma contagem final de 15 artigos. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os quatro documentos referenciados três artigos empíricos/orientados à pesquisa e um relatório institucional da WHO juntos oferecem uma visão abrangente sobre o papel dos biomarcadores cardiovasculares, sua utilidade prognóstica, e o contexto da carga global de doenças cardiovasculares. O estudo de Almeida‑Pititto et al. (2016) foca no estágio precoce do processo aterogênico em indivíduos que ainda não manifestaram diabetes ou doença cardiovascular, examinando biomarcadores circulantes correlacionados com fatores metabólicos e de adiposidade. Essa abordagem permite captar sinais subclínicos e intervir preventivamente, o que é importante na medicina preventiva e epidemiologia. Por sua vez, DeGroat et al. (2024) utilizam técnicas modernas de machine learning e dados transcriptômicos para extrair biomarcadores moleculares que distinguem indivíduos com e sem doenças cardiovasculares (DCVs), propondo um modelo de predição de alta acurácia (96 %). Esse tipo de abordagem exemplifica a convergência entre genômica, bioinformática e cardiologia, representando um salto em direção à medicina personalizada. Neumann et al. (2024), por meio de meta‑análise de coortes internacionais, oferecem uma avaliação clínica-epidemiológica do valor incremental que biomarcadores “convencionais” (troponinas de alta sensibilidade, NT‑proBNP, PCR ultrassensível) podem agregar aos modelos tradicionais de risco. Eles mostram que, embora essas moléculas estejam 103 associadas a eventos cardiovasculares, o ganho em discriminação para doença aterosclerótica é modesto, mas mais expressivo para insuficiência cardíaca e mortalidade. O relatório WHO (2023) traz o cenário macro: as doenças cardiovasculares (DCVs) são responsáveis por uma parcela significativa das mortes globais, com elevada concentração nos países de renda média e baixa, e muitos dos fatores de risco são modificáveis (como dieta, sedentarismo, tabagismo). Isso enfatiza a importância de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e política pública. Autor (es) Ano Objetivo Tipo de estudo Amostra Principais achados Relevância Almeida‑ Pititto, B. et al. 2016 Descrever a distribuição de biomarcadores circulantes precoces associados ao processo de aterogênese em participantes do ELSA‑ Brasil sem diabetes ou doença cardiovascular Estudo observacional (seletiva de subcoorte /análise transversal dentro de coorte). Subgrupo de participantes médios do ELSA‑ Brasil sem DCV ou diabetes (dados demográfi -cos / biomarcadores) Houve variação dos biomarcadores conforme idade e sexo, ajustando para adiposidade e insulinemia (HOMA‑IR) — sugerindo que mesmo em indivíduos sem doença franca já existem diferenças biomoleculares precoces Contribui para a área de epidemiologia cardiovascular , endocrinologia (metabólitos, resistência insulínica), saúde pública (identificação precoce de risco) 104 DeGroat, W. et al. 2024 Identificar biomarcadores associados e prever doença cardiovascular com alta acurácia usando uma combinação novel de técnicas de machine learning para medicina de precisão Estudo de modelagem / bioinformática / preditivo com uso de transcriptoma + ML (estudo analítico) Dados de expressão gênica (transcriptoma) de pacientes com DCV e controles saudáveis (coorte molecular) Identificaram 18 biomarcadores transcriptômicos significativamente associados e construíram modelo preditivo com até ~96 % de acurácia em discriminação entre doentes e saudáveis Integra genética, informática biomédica, cardiologia, ciência de dados — abre caminhos para medicina personalizada, diagnóstico molecular e sistemas de apoio à decisão clínica Neumann , J. T. et al. 2024 Avaliar o valor prognóstico de biomarcadores cardiovasculares “rotineiramente disponíveis” quando adicionados a fatores de risco estabelecidos na população geral Revisão sistemática e meta‑análise de dados individuais de coortes populacionais 164.054 indivíduos de 28 coortes populacionais de 12 países, seguimento mediano de 11,8 anos Biomarcadores como troponinas de alta sensibilidade (I e T), NT‑proBNP, BNP e PCR‑ultrasensível foram associados a eventos cardiovasculares. A inclusão desses biomarcadores trouxe apenas modesta melhora nas métricas de predição para doença aterosclerótica , mas melhorou mais para Interface entre epidemiologia , cardiologia, bioestatística, medicina preventiva — informa políticas de predição de risco e uso clínico de biomarcadores 105 insuficiência cardíaca e mortalidade WHO 2023 Apresentar panorama global das doenças cardiovascular es (CVD), fatores de risco, carga e estratégias de prevenção (ficha informativa) Relatório institucional / documento de síntese Dados globais e regionais de mortalidade e prevalência de DCV As DCVs são a principal causa de morte no mundo (≈ 32 % de todas mortes em 2022), com 85 % decorrendo de infarto e AVC; a maioria das mortes ocorre em países de renda média/baixa; fatores como dieta, sedentarismo, tabagismo e poluição são modificáveis Fundamenta a urgência em saúde pública, políticas de prevenção, planejamento global de saúde, diálogo entre cardiologia, epidemiologia , ambiente e políticas sociais Fonte: Autoria Própria, 2025. 106 Os achados apresentados convergem para a relevância dos biomarcadores como ferramentas de apoio no diagnóstico e no prognóstico das doenças cardiovasculares. O estudo de Almeida-Pititto et al. (2026) reforça a importância da detecção precoce, ao demonstrar que mesmo em indivíduos sem diagnóstico prévio de diabetes ou doença cardiovascular já é possível identificar alterações metabólicas e inflamatórias subclínicas. Essa perspectiva se alinha à necessidade de estratégias preventivas em saúde pública, capazes de intervir antes do aparecimento de manifestações clínicas mais graves. De forma complementar, DeGroat et al. (2024) evidenciam que o uso de técnicas de machine learning aplicados a dados transcriptômicos pode ampliar significativamente a acurácia preditiva, alcançando resultados superiores aos modelos convencionais. Tal avanço ilustra o movimento crescente em direção à medicina de precisão, em que a integração de dados moleculares e computacionais podem permitir não apenas maior precisão diagnóstica, mas também intervenções mais direcionadas e individualizadas. Em contrapartida, a meta-análise conduzida por Neumann et al. (2024) reforça que biomarcadores clássicos, como troponinas de alta sensibilidade, NT-proBNP e PCR ultrassensível ainda possuem papel essencial no cenário clínico. Embora o incremento na estratificação de risco aterosclerótico seja modesto, a utilidade desses marcadores se mostra mais evidente na predição de insuficiência cardíaca e mortalidade, o que confirma seu valor prognóstico consolidado. Essa comparação ressalta que a combinação de biomarcadores tradicionais e emergentes pode representar uma estratégia mais robusta para o cuidado cardiovascular. Outro marcador de relevância é a metaloproteinase de matriz-9 (MMP-9), que reforça a importância de marcadores moleculares relacionados à degradação da matriz extracelular como preditora de insuficiência cardíaca. De forma semelhante, pesquisas que analisaram os níveis de lipoproteína(a) sugerem que esse biomarcador pode ser determinante na avaliação do risco cardiovascular residual, mesmo em indivíduos com níveis controlados de LDL. Por fim, o relatório da WHO (2023) contextualiza a relevância dos biomarcadores no cenário global, destacando que, apesar dos avanços científicos, a carga das doenças cardiovasculares permanece concentrada em países de baixa e média renda, fortemente 107 influenciada por fatores de risco modificáveis, como sedentarismo, tabagismo, e padrões alimentares inadequados. Esse dado reforça que os progressos em biotecnologia e identificação molecular precisam ser acompanhados por políticas públicas que ampliem o acesso a ferramentas diagnósticas e preventivas, sob risco de perpetuar desigualdades em saúde. Diante desse panorama, observa-se que os biomarcadores analisados apresentam grande potencial para fortalecer tanto a prática clínica quanto estratégias de saúde populacional. Contudo, é igualmente necessário reconhecer as limitações metodológicas e os desafios de implementação em larga escala, como a padronização de valores de referência e os custos envolvidos. Além disso, outros biomarcadores emergentes, relacionados ao estresse oxidativo, à homeostase glicose-insulina e a fatores genéticos, vêm se mostrando promissores. Os biomarcadores de ferro (ferritina, sérica, saturação de transferrina, transferrina) devem ser considerados quando se trata de saúde cardiovascular. Em mulheres, por exemplo, os níveis elevados de ferritina sérica foram associados a níveis elevados de insulina e glicose. Na mesma população, a transferrina, em níveis mais altos, foi associada a níveis elevados de glicose, insulina e colesterol total e pressão sistólica e diastólica. A transferrina foi associada a vários fatores de risco de doenças cardiovasculares, e essas associações não se alteraram de acordo com o estado menopausal. Compreender a interação entre biomarcadores de ferro e fatores de risco cardiovasculares em mulheres na pré e pós-menopausa é essencial para o cuidado de alta qualidade nesse público (AHANCHI et al., 2024). O infarto do miocárdio com elevação do segmento ST (IAMCSST), o tipo mais grave de ataque cardíaco, é um dos tipos da síndrome coronariana aguda (SCA). O diagnóstico de IAMCSST baseia-se na evidência de biomarcadores de necrose miocitária. Os biomarcadores diagnósticos preferidos são as isoformas I e T da troponina cardíaca, pois são altamente sensíveis e específicas para lesão cardíaca. Como biomarcadores tradicionais de SCA, a troponina cardíaca e a banda miocárdica da creatina quinase têm sido recomendadas para diagnóstico precoce em casos suspeitos de SCA. É fundamental, no entanto, a procura de novos biomarcadores com alta sensibilidade e especificidade para uma prevenção de alta qualidade e diagnóstico precoce (ZHAO et al., 2024). A disglicemia e a resistência à insulina aumentam o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, no entanto,as associações com biomarcadores homeostáticos específicos de glicose-insulina ainda permanecem inconsistentes. Marcadores únicos de resistência à