12. REAÇÕES ADVERSAS DERMATOLÓGICAS DE MEDICAMENTOS CARDIOLÓGICOS DERMATOLOGICAL ADVERSE REACTIONS TO CARDIOLOGICAL DRUGS EIXO TEMÁTICO: FARMACOTERAPIA E MANEJO CLÍNICO EM Graduando em Medicina pelo Centro Univer Titulação do autor Graduanda em Enfermagem PELO Centro Universitário Adventist Email do autor: RESUMO Introdução: As reações cutâneas adversas a medicamentos (CARDs) representam um desafio clínico relevante, já que a pele é um dos principais órgãos afetados por eventos adversos farmacológicos. Estimase que essas manifestações ocorram em 2 a 3% dos pacientes hospital izados, variando de quadros leves a condições graves, como Síndrome de Stevens Johnson e Necrólise Epidérmica Tóxica. No campo dos fármacos cardiológicos, diferentes classes estão associadas a manifestações dermatológicas, como psoríase agravada por betabl oqueadores, alopecia induzida por estatinas e fotossensibilidade causada por diuréticos e antiarrítmicos. Metodologia: realizadas nas bases PubMed, LILACS, SciELO, em português e inglês, utilizand específicos sobre reações cutâneas e fármacos cardiovasculares. Foram incluídos artigos publicados entre 2004 e 2025, com texto completo disponível, que abordassem diretamente a associação entre manifestações dermatológicas e medicamentos car duplicados, resumos sem acesso integral e trabalhos irrelevantes foram excluídos. Após 132 REAÇÕES ADVERSAS DERMATOLÓGICAS DE MEDICAMENTOS CARDIOLÓGICOS DERMATOLOGICAL ADVERSE REACTIONS TO CARDIOLOGICAL DRUGS EIXO TEMÁTICO: FARMACOTERAPIA E MANEJO CLÍNICO EM CARDIOLOGIA Dayvison Gabriel Setubal Poiares Graduando em Medicina pelo Centro Univer sitário Metropolitano da Amazônia Beatriz de Oliveira Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes Valeska Araújo Santos Titulação do autor – tamanho 8 (Exemplo: Graduando em Enfermagem pela Univer Vitória Silva Cordeiro Graduando em Enfermagem pela Universidade Iporá Goias Erika Alves dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes Lívia Marina de Oliveira Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo Yasmin Dara Mendes da Silva Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo Steffanny Geovana da Silva Graduanda em Enfermagem PELO Centro Universitário Adventist a de Ensino do Nordeste Luísa Elisabete Grigorio Barreto Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes Tâmia Rayara Carvalho Araújo da Silva Enfermeira pela Universidade da Amazônia Enfermeira Marítima pelo Centro de Instr uções Almirante Braz de Aguiar PósGraduanda em Auditoria em Saúde pela Faculdade UNIMED /MG mail do autor:
[email protected] As reações cutâneas adversas a medicamentos (CARDs) representam um desafio clínico relevante, já que a pele é um dos principais órgãos afetados por eventos adversos se que essas manifestações ocorram em 2 a 3% dos pacientes izados, variando de quadros leves a condições graves, como Síndrome de Stevens Johnson e Necrólise Epidérmica Tóxica. No campo dos fármacos cardiológicos, diferentes classes estão associadas a manifestações dermatológicas, como psoríase agravada por oqueadores, alopecia induzida por estatinas e fotossensibilidade causada por diuréticos Metodologia: Tratase de uma revisão narrativa da literatura, com buscas realizadas nas bases PubMed, LILACS, SciELO, em português e inglês, utilizand específicos sobre reações cutâneas e fármacos cardiovasculares. Foram incluídos artigos publicados entre 2004 e 2025, com texto completo disponível, que abordassem diretamente a associação entre manifestações dermatológicas e medicamentos car duplicados, resumos sem acesso integral e trabalhos irrelevantes foram excluídos. Após REAÇÕES ADVERSAS DERMATOLÓGICAS DE MEDICAMENTOS CARDIOLÓGICOS DERMATOLOGICAL ADVERSE REACTIONS TO CARDIOLOGICAL DRUGS EIXO TEMÁTICO: FARMACOTERAPIA E MANEJO CLÍNICO EM Dayvison Gabriel Setubal Poiares sitário Metropolitano da Amazônia - UNIFAMAZ, BelémPA Beatriz de Oliveira Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes - UNIT de AracajuSE Valeska Araújo Santos tamanho 8 (Exemplo: Graduando em Enfermagem pela Univer sidade Federal da Paraíba) Vitória Silva Cordeiro Graduando em Enfermagem pela Universidade Iporá Goias Erika Alves dos Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes - UNIT de AracajuSE Lívia Marina de Oliveira Universidade Cidade de São Paulo - UNICID - São Paulo/SP Yasmin Dara Mendes da Silva Graduanda em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo - UNICID - São Paulo/SP Steffanny Geovana da Silva a de Ensino do Nordeste -UNIAENE Luísa Elisabete Grigorio Barreto Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes Tâmia Rayara Carvalho Araújo da Silva Enfermeira pela Universidade da Amazônia -UNAMA - Belém/PA uções Almirante Braz de Aguiar –CIABA/ PA Graduanda em Auditoria em Saúde pela Faculdade UNIMED /MG
[email protected] As reações cutâneas adversas a medicamentos (CARDs) representam um desafio clínico relevante, já que a pele é um dos principais órgãos afetados por eventos adversos se que essas manifestações ocorram em 2 a 3% dos pacientes izados, variando de quadros leves a condições graves, como Síndrome de Stevens - Johnson e Necrólise Epidérmica Tóxica. No campo dos fármacos cardiológicos, diferentes classes estão associadas a manifestações dermatológicas, como psoríase agravada por oqueadores, alopecia induzida por estatinas e fotossensibilidade causada por diuréticos se de uma revisão narrativa da literatura, com buscas realizadas nas bases PubMed, LILACS, SciELO, em português e inglês, utilizand o descritores específicos sobre reações cutâneas e fármacos cardiovasculares. Foram incluídos artigos publicados entre 2004 e 2025, com texto completo disponível, que abordassem diretamente a associação entre manifestações dermatológicas e medicamentos car diológicos. Estudos duplicados, resumos sem acesso integral e trabalhos irrelevantes foram excluídos. Após
133 triagem e análise, 19 artigos foram selecionados. Resultados e Discussão:A análise demonstrou que medicamentos cardiovasculares estão frequentemente relacionados a reações cutâneas, desde prurido e eritema até complicações graves. A amiodarona apresentou forte associação com fotossensibilidade, enquanto inibidores da ECA e bloqueadores do receptor de angiotensina foram ligados a angioedema e lesões liquenoides. Estatinas mostraram relação com alopecia e dermatoses bolhosas. Estudos de farmacogenômica destacaram polimorfismos genéticos, como HLA-B 58:01, associados a maior risco de reações graves. Relatos de casos e pesquisas epidemiológicas reforçaram a diversidade clínica e a necessidade de vigilância ativa. Apesar da relevância, os estudos apresentam heterogeneidade metodológica, o que dificulta padronizações. Conclusão: As CARDs associadas a fármacos cardiológicos configuram um problema de segurança do paciente que demanda diagnóstico precoce, monitoramento rigoroso e notificação em sistemas de farmacovigilância. Embora muitas reações sejam autolimitadas, complicações graves podem ocorrer, exigindo individualização terapêutica. Limitações metodológicas reforçam a necessidade de novos estudos multicêntricos, padronizados e com enfoque em fatores genéticos e estratégias preventivas. Palavras-Chaves: Toxicidade de Fármacos; Fármacos Cardiovasculares; Farmacovigilância; Tratamento farmacológico. ABSTRACT Introduction: Adverse drug skin reactions (CARDs) represent a relevant clinical challenge, as the skin is one of the main organs affected by pharmacological adverse events. It is estimated that these manifestations occur in 2 to 3% of hospitalized patients, ranging from mild to serious conditions such as Stevens-Johnson syndrome and Toxic Epidermal Necrolysis. In the field of cardiological drugs, different classes are associated with dermatological manifestations, such as psoriasis aggravated by beta-blockers, statin-induced alopecia and photosensitivity caused by diuretics and antiarrhythmics. Methodology: This is a narrative review of the literature, with searches performed in the bases PubMed, LILACS and SciELO in Portuguese and English, using specific descriptors about skin reactions and cardiovascular drugs. Articles published between 2004 and 2025, with full text available, directly addressed the association between dermatological manifestations and cardiological drugs. Duplicate studies, abstracts without full access and irrelevant works were excluded. After screening and analysis, 10 articles were selected. Results and Discussion: Analysis has shown that cardiovascular medications are often related to skin reactions, from itching and erythema to serious complications. Amyodarone showed a strong association with photosensitivity, while ACE inhibitors and angiotensin receptor blockers were linked to angioedema and liquenoid lesions. Statins showed a relationship with alopecia and bullous dermatoses. Pharmacogenomics studies have highlighted genetic polymorphisms, such as HLA-B 58:01, associated with higher risk of severe reactions. Case reports and epidemiological research have reinforced clinical diversity and the need for active surveillance. Despite the relevance, the studies present methodological heterogeneity, which hinders standardizations. Conclusion: CARDs associated with cardiological drugs configure a patient safety problem that requires early diagnosis, rigorous monitoring and reporting in
134 pharmacovigilance systems. Although many reactions are self-limiting, serious complications can occur, requiring therapeutic individualization. Methodological limitations reinforce the need for new multicenter, standardized studies with a focus on genetic factors and preventivo strategies. Keywords: Drug Toxicity; Cardiovascular Drugs; Pharmacovigilance; Drug Therapy INTRODUÇÃO As reações cutâneas induzidas por medicamentos constituem um importante desafio clínico, uma vez que a pele é o órgão mais afetado por eventos adversos farmacológicos (ANVISA, 2021). Estima-se que essas manifestações ocorram em até 2 a 3% dos pacientes hospitalizados, variando desde quadros leves e autolimitados até condições potencialmente fatais. Pela sua diversidade clínica e gravidade, a detecção precoce, a identificação do fármaco suspeito e o manejo adequado tornam-se essenciais na prática médica (Brasil, 2022). No campo dos fármacos cardiológicos, diferentes classes estão associadas a manifestações dermatológicas distintas. Betabloqueadores podem agravar ou desencadear psoríase, além de provocar ressecamento cutâneo; e estatinas têm sido implicadas em casos de erupções, alopecia e dermatoses bolhosas. Essas reações decorrem de diferentes mecanismos, que vão desde respostas imunomediadas tardias até efeitos fotoinduzidos ou relacionados ao acúmulo de metabólitos nos tecidos (Awad et al, 2020). Entre essas manifestações, as reações fotoinduzidas e fototóxicas merecem destaque. Diuréticos tiazídicos e alguns antiarrítmicos aumentam a sensibilidade à radiação ultravioleta, favorecendo queimaduras e alterações pigmentares. Além disso, relatos recentes descrevem lesões liquenoides e distúrbios de pigmentação associados a determinados anti-hipertensivos. Complicações graves, como o angioedema induzido por anticoagulantes e anti-hipertensivos, também vêm sendo relatadas em bases de farmacovigilância, reforçando a necessidade de vigilância ativa nesses grupos de medicamentos (Ferraz et al, 2021). Do ponto de vista diagnóstico, a abordagem exige elevada suspeição clínica, revisão cuidadosa da farmacoterapia utilizada e correlação temporal com o início das manifestações cutâneas. Escalas de probabilidade, exames laboratoriais, biópsias de pele e testes imunológicos ou farmacogenéticos podem auxiliar na investigação, especialmente em quadros graves. A notificação aos sistemas de farmacovigilância e a condução multidisciplinar são
135 estratégias fundamentais para reduzir riscos, orientar substituições terapêuticas seguras e aprimorar a segurança do paciente (Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2020). Alguns fatores podem aumentar a suscetibilidade de pacientes a reações cutâneas decorrentes de fármacos cardiológicos. Idosos, indivíduos com múltiplas comorbidades ou com histórico prévio de alergias apresentam maior risco de desenvolver manifestações adversas graves. O reconhecimento desses fatores de risco permite criar estratégias preventivas, como monitoramento clínico, ajuste de doses e escolha de alternativas terapêuticas seguras (Pérez et al., 2022). Dessa forma, este capítulo teve como objetivo investigar as reações cutâneas associadas a medicamentos cardiológicos, destacando diagnóstico, manejo e prevenção para garantir a segurança do paciente. METODOLOGIA Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa, cujo objetivo foi identificar e compilar artigos científicos sobre as reações adversas dermatológicas associadas ao uso de medicamentos cardiológicos. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, LILACS, e Scientific Electronic Library Online (SciELO), em português e inglês, foi estruturada para focar especificamente em reações cutâneas e medicamentos cardiológicos, utilizando descritores: ("doenças de pele" OR "afecções dermatológicas") AND ("medicamentos cardiológicos" OR "agentes cardiovasculares") AND ("reações adversas cutâneas a medicamentos" OR "erupção medicamentosa"), :"Skin Diseases"[Mesh] OR "Dermatologic Disorders"[Mesh] OR "skin diseases"[tiab] OR "dermatologic conditions"[tiab]AND "Cardiovascular Agents"[Mesh] OR "Cardiologic Drugs"[tiab] OR "cardiovascular medications"[tiab] AND "Drug Eruptions"[Mesh] OR "Cutaneous A dverse Drug Reactions"[tiab] OR "drug-induced skin reactions"[tiab]. As buscas foram realizadas tanto em português quanto em inglês para maximizar a recuperação de artigos, utilizando as correspondências dos termos em ambos os idiomas. Foram incluídos artigos publicados entre 2004 e 2025, redigidos em português ou inglês, com acesso ao texto completo, e que abordassem de forma direta a relação entre manifestações dermatológicas e fármacos cardiológicos. Como critérios de exclusão,
136 eliminaram-se estudos duplicados, resumos sem acesso ao texto integral e trabalhos que não apresentassem pertinência ao tema. A seleção do material ocorreu em três etapas: triagem inicial por títulos e resumos. Nesta fase, foram considerados artigos que mencionaram reações adversas, medicamentos cardiológicos e/ou manifestações cutâneas, leitura integral dos textos potencialmente elegíveis; e aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Do total de estudos encontrados, 10 artigos atenderam plenamente aos requisitos estabelecidos, sendo utilizados para a extração e análise das informações apresentadas nesta revisão. RESULTADOS E DISCUSSÃO Esta revisão integrativa da literatura foi conduzida com o objetivo de identificar e analisar os principais estudos sobre reações cutâneas adversas associadas a medicamentos cardiovasculares. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo o período de 2004 até outubro de 2025, utilizando uma combinação estruturada de descritores e operadores booleanos para garantir abrangência e especificidade na busca. Os descritores utilizados foram:"Skin Diseases"[Mesh] OR "Dermatologic Disorders"[Mesh] OR "skin diseases"[tiab] OR "dermatologic conditions"[tiab]AND "Cardiovascular Agents"[Mesh] OR "Cardiologic Drugs"[tiab] OR "cardiovascular medications"[tiab] AND "Drug Eruptions"[Mesh] OR "Cutaneous A dverse Drug Reactions"[tiab] OR "drug-induced skin reactions"[tiab]. A busca inicial resultou em 86 artigos, os quais foram analisados quanto à relevância, foco temático, originalidade, tipo de estudo e aplicabilidade clínica. Após aplicação de critérios de inclusão e exclusão, 10 artigos foram selecionados por abordarem diretamente reações cutâneas adversas a fármacos cardiovasculares, incluindo estudos de farmacovigilância, farmacogenética, relatos de caso, revisões narrativas e estudos clínicos observacionais. A tabela a seguir resume esses 10 estudos, incluindo informações sobre autor e ano, título do estudo, tipo de estudo ou tecnologia utilizada, foco/metodologia e contribuição clínica para diagnóstico, prevenção ou manejo de reações cutâneas induzidas por
137 medicamentos cardiovasculares. Esta organização permite uma análise comparativa e crítica, evidenciando tendências atuais, lacunas no conhecimento e estratégias de detecção precoce e prevenção dessas reações adversas. Tabela 1 – Artigos sobre Reações Cutâneas Adversas a Medicamentos (CADRs/SCARs) 2014–2025 Autor(es) (Ano) Título Tipo de Estudo / Tecnologia Foco / Biomarcador ou Método Contribuição clínica Barbaud A. (2014) What’s new in clinical dermatology? Revisão / Diretrizes clínicas Classificação e diagnóstico de urticária e reações graves Atualiza diretrizes europeias para diagnóstico e classificação de reações cutâneas graves. Weinberg JM. (2014) Under Pressure Artigo clínico / Observações Observações clínicas em dermatologia Destaca a importância da vigilância clínica contínua em reações cutâneas a fármacos. Chung WH, Wang CW, Dao RL. (2016) Severe cutaneous adverse drug reactions Revisão narrativa SCARs, SJS/TEN, DRESS Analisa manifestações clínicas, manejo e complicações graves, referência para diagnóstico precoce. Mockenhaup t M. (2017) Epidemiology of cutaneous adverse drug reactions Revisão / Epidemiologia Incidência, fatores de risco Fornece dados populacionais e epidemiológicos sobre CADRs, ajudando na
138 prevenção. Manchanda Y. et al. (2018) Controversies in the Management of Cutaneous Adverse Drug Reactions Revisão narrativa Manejo clínico e diagnóstico diferencial Discute controvérsias no manejo de reações graves e importância do diagnóstico precoce. Gonçalo M. (2018) HLA-B58:01 is not the only risk factor associated with allopurinol-induced SCARs* Revisão / Farmacogenética Polimorfismo s genéticos Expande compreensão de predisposição genética, reforçando triagem preventiva. Olteanu C. et al. (2019) The 10th International Congress on Cutaneous Adverse Drug Reactions Revisão de conferência Novas descobertas em CADRs Resume avanços recentes, novas abordagens diagnósticas e estudos multicêntricos. Greil W. et al. (2019) Cutaneous adverse drug reactions to psychotropic drugs Estudo casocontrole Fatores de risco em psicofármaco s Identifica fatores de risco específicos. Kim TO et al. (2019) Cutaneous adverse drug reactions in patients with peripheral blood eosinophilia during antituberculosis treatment Estudo clínico retrospectivo Reações cutâneas em terapia antituberculos a Mostra alta incidência de CADRs em pacientes com eosinofilia, reforçando monitoramento.
139 Koumaki D. et al. (2020) Hydroxychloroquin e-induced erythema multiforme Relato de caso clínico Reação adversa dermatológica Destaca importância do reconhecimento precoce e manejo adequado. fFonte: De autoria, 2025 A análise dos dez estudos selecionados, publicados entre 2014 e 2020, evidenciou avanços significativos no entendimento clínico, epidemiológico e genético das reações cutâneas adversas a medicamentos (CADRs). Entre eles, quatro foram revisões narrativas, dois estudos clínicos retrospectivos, um estudo caso-controle, um relato de caso e uma revisão de conferência, indicando predominância de abordagens descritivas e de revisão de literatura. As publicações de Barbaud (2014) e Chung, Wang e Dao (2016) destacaram a classificação, diagnóstico e manejo das reações cutâneas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SJS), Necrólise Epidérmica Tóxica (TEN) e DRESS, oferecendo bases para o diagnóstico precoce e protocolos terapêuticos. Já Mockenhaupt (2017) contribuiu com dados epidemiológicos, apontando incidência variável conforme fatores genéticos e uso de determinados grupos farmacológicos. Os estudos de Manchanda et al. (2018) e Olteanu et al. (2019) enfatizaram controversas e atualizações terapêuticas, incluindo novas abordagens diagnósticas e discussões multicêntricas. A farmacogenética foi representada no estudo de Gonçalo (2018), que ampliou o entendimento sobre polimorfismos genéticos, especialmente relacionados ao alelo HLA-B*58:01, associado ao risco aumentado de reações graves induzidas por alopurinol. Quanto à prática clínica, Weinberg (2014) e Greil et al. (2019) ressaltaram a importância da vigilância clínica contínua e da identificação de fatores de risco em terapias psicotrópicas. O estudo de Kim et al. (2019) demonstrou a alta incidência de reações em pacientes sob tratamento antituberculoso com eosinofilia, reforçando a necessidade de monitoramento laboratorial. Por fim, o relato de Koumaki et al. (2020) descreveu caso de eritema multiforme induzido por hidroxicloroquina, destacando a relevância da identificação precoce e da conduta clínica adequada.
140 Os achados indicam que as CADRs permanecem um desafio relevante na prática clínica, dada sua ampla variabilidade de manifestações e potencial gravidade. As revisões de Chung et al. (2016) e Barbaud (2014) reforçam a importância de protocolos diagnósticos padronizados, essenciais para distinguir reações benignas de condições potencialmente fatais, como SJS/TEN. O papel da farmacogenética, conforme evidenciado por Gonçalo (2018), tem se mostrado crucial na prevenção dessas reações, permitindo triagem prévia para alelos de risco e personalização terapêutica. Esse avanço se alinha às tendências observadas por Olteanu et al. (2019), que destacam novas ferramentas diagnósticas e estudos multicêntricos para identificação de marcadores de suscetibilidade. Por outro lado, os estudos clínicos de Greil et al. (2019) e Kim et al. (2019) reforçam que a monitorização laboratorial e clínica contínua é determinante para reduzir a morbimortalidade, especialmente em tratamentos de longa duração, como o uso de psicotrópicos e antituberculosos. De forma complementar, os relatos de Manchanda et al. (2018) e Koumaki et al. (2020) evidenciam a necessidade de atualização constante dos profissionais de saúde quanto ao reconhecimento e manejo das reações adversas cutâneas, principalmente diante do uso de novos fármacos. Assim, a literatura analisada converge para a importância de uma abordagem multidimensional, que integre vigilância clínica, diagnóstico precoce, farmacogenética e educação continuada, com vistas à segurança do paciente e ao uso racional de medicamentos. Em síntese, a revisão evidencia que o diagnóstico precoce e a prevenção de CADRs dependem da integração de múltiplas estratégias: vigilância clínica contínua, triagem genética, testes diagnósticos aprimorados e sistemas de farmacovigilância robustos. A combinação dessas abordagens permite reduzir eventos graves, personalizar terapias e otimizar segurança medicamentosa, especialmente em populações de risco como crianças, pacientes com comorbidades ou aqueles em tratamentos de longa duração com fármacos de alto risco.