DESFECHOS FUNCIONAIS E RESPIRATÓRIOS NO MANEJO DE PACIENTES PÓS-CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO COM EXTUBAÇÃO TARDIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Full text
Revista Brasileira Método Científico TIPO: Artigo original PUBLICADO: 30 de Dezembro de 2025 . DOI: 10.5281/zenodo.17794662 EDITADO POR Edson Silva-Filho REVISADO POR Donato Braz Junior e Juliana Guimarães RECEBIDO: 28 de Novembro de 2025 ACEITO: 11 de Dezembro de 2025 PUBLICADO: 30 de Dezembro de 2025 COPYRIGHT © 2025. Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da Licença de Atribuição Creative Commons (CCBY). O uso, distribuição ou reprodução em outros fóruns é permitido, desde que o(s) autor(es) original(is) e o(s) proprietário(s) dos direitos autorais sejam creditados e que a publicação original neste periódico seja citada, de acordo com a prática acadêmica aceita. Não é permitido uso, distribuição ou reprodução que não esteja em conformidade com esses termos. DESFECHOS FUNCIONAIS E RESPIRATÓRIOS NO MANEJO DE PACIENTES PÓS-CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO COM EXTUBAÇÃO TARDIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA João Carlos Naldoni Júnior1, Isaac Newton de Abreu Figueiredo2 1 Fisioterapeuta – Pós-Graduado em Fisioterapia em Terapia Intensiva, PUC-Minas e Fisiologia do Exercício, UFSCar 2 Fisioterapeuta e Mestre em Gerontologia, Universidade Federal de Pernambuco – UFPE RESUMO Apesar dos avanços na cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM), complicações como a ventilação mecânica invasiva prolongada (VMP) ainda representam desafios clínicos significativos, influenciando negativamente a morbimortalidade e a qualidade de vida dos pacientes. A fisioterapia perioperatória tem papel essencial na prevenção dessas complicações e na promoção da recuperação funcional. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, analisando 22 estudos com um total de 13.400 pacientes, para avaliar a efetividade das intervenções fisioterapêuticas em pacientes submetidos à CRVM, com foco naqueles sob VMP. Os achados revelam que a extubação após 12 horas da cirurgia está associada ao aumento da mortalidade, maior tempo de internação em UTI e maior incidência de complicações pulmonares. Embora a VMP afete uma minoria (2,8% a 6,5%), está fortemente associada a piores prognósticos. Estratégias como o Treinamento Muscular Inspiratório (TMI) pré e pós-operatório demonstram reduzir complicações pulmonares e o tempo de internação. A mobilização precoce intensiva também se mostrou eficaz na redução da duração da VM e na melhora da capacidade funcional. A fisioterapia precoce em pacientes já sob VMP contribui para encurtar o tempo de ventilação e internação hospitalar. Conclui-se que uma abordagem fisioterapêutica integrada e individualizada no período perioperatório é fundamental para a recuperação eficaz após a CRVM, promovendo melhores desfechos funcionais e respiratórios, apesar dos desafios logísticos da sua implementação. Palavras-chave: Fisioterapia. Reabilitação Cardíaca. Revascularização Miocárdica. Ventilação Mecânica Prolongada. extubação Tardia. Revista Brasileira Método Científico 1 revistabrasileirametodocientifico.com
ABSTRACT Despite advances in coronary artery bypass grafting (CABG), complications such as prolonged invasive mechanical ventilation (PMV) still represent significant clinical challenges, negatively influencing morbidity and mortality and quality of life of patients. Perioperative physiotherapy plays an essential role in preventing these complications and promoting functional recovery. This is an integrative literature review, analyzing 22 studies with a total of 13,400 patients, to evaluate the effectiveness of physiotherapy interventions in patients undergoing CABG, focusing on those undergoing PMV. The findings reveal that extubation after 12 hours of surgery is associated with increased mortality, longer ICU stay and higher incidence of pulmonary complications. Although PMV affects a minority (2.8% to 6.5%), it is strongly associated with worse prognoses. Strategies such as preand postoperative inspiratory muscle training (IMT) have been shown to reduce pulmonary complications and length of hospital stay. Early intensive mobilization has also been shown to be effective in reducing the duration of MV and improving functional capacity. Early physiotherapy in patients already on PMV contributes to shortening the duration of ventilation and hospital stay. It is concluded that an integrated and individualized physiotherapeutic approach in the perioperative period is essential for effective recovery after CABG, promoting better functional and respiratory outcomes, despite the logistical challenges of its implementation. Keywords: Physiotherapy. Cardiac Rehabilitation. Myocardial Revascularization. Prolonged Mechanical Ventilation. Late Extubation. R Bras. Met. Cient 2 revistabrasileirametodocientifico.com
RESUMEN A pesar de los avances en la cirugía de revascularización coronaria (CABG), complicaciones como la ventilación mecánica invasiva (VMP) prolongada aún representan desafíos clínicos significativos, afectando negativamente la morbilidad, la mortalidad y la calidad de vida de los pacientes. La fisioterapia perioperatoria desempeña un papel esencial en la prevención de estas complicaciones y la promoción de la recuperación funcional. Este es una revisión bibliográfica integral, analizando 22 estudios con un total de 13.400 pacientes, para evaluar la efectividad de las intervenciones fisioterapéuticas en pacientes sometidos a CABG, centrándose en aquellos sometidos a VMP. Los hallazgos revelan que la extubación después de 12 horas de la cirugía se asocia con un aumento de la mortalidad, una mayor estancia en la UCI y una mayor incidencia de complicaciones pulmonares. Si bien la VMP afecta a una minoría (2,8% a 6,5%), se asocia fuertemente con un peor pronóstico. Se ha demostrado que estrategias como el entrenamiento muscular inspiratorio (EMI) pre y posoperatorio reducen las complicaciones pulmonares y la duración de la estancia hospitalaria. La movilización intensiva temprana también ha demostrado ser eficaz para reducir la duración de la VM y mejorar la capacidad funcional. La fisioterapia temprana en pacientes que ya reciben ventilación mecánica progresiva (VMP) contribuye a acortar la duración de la ventilación y la estancia hospitalaria. Se concluye que un enfoque fisioterapéutico integrado e individualizado en el período perioperatorio es esencial para una recuperación eficaz tras una cirugía de revascularización coronaria (CABG), promoviendo mejores resultados funcionales y respiratorios, a pesar de las dificultades logísticas de su implementación. Palabras clave: Fisioterapia. Rehabilitación cardíaca. Revascularización miocárdica. Ventilación mecánica prolongada. Extubación tardía. R Bras. Met. Cient 3 revistabrasileirametodocientifico.com
INTRODUÇÃO A Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRVM), popularmente conhecida como bypass coronariano, é um procedimento cardíaco-cirúrgico de grande porte cujo objetivo é restabelecer o fluxo sanguíneo adequado ao músculo cardíaco (miocárdio) e utiliza enxertos vasculares (retirados geralmente da artéria torácica interna ou veias safenas) para criar desvios (pontes) que contornam as obstruções, garantindo assim a perfusão de oxigênio e nutrientes à área do miocárdio previamente isquêmica. O período pós-operatório imediato é crítico e suscetível a complicações pulmonares que impactam significativamente a morbimortalidade e a utilização de recursos em saúde (Barbeiro et al ., 2014., Shojaei et al. ,2023). As complicações pulmonares pós-operatórias (CPPs) e a necessidade de ventilação mecânica invasiva prolongada (VMP) destacam-se pela sua frequência e gravidade (Katsura et al. , 2019; Najjar et al. , 2009). A VMP, definida variavelmente como suporte ventilatório superior a 24 ou 48 horas, embora não majoritária (incidência reportada entre 2.8-6.5%), está intimamente associada a piores desfechos clínicos, incluindo maior mortalidade hospitalar e em longo prazo, maior permanência hospitalar em unidade de terapia intensiva (UTI) e hospitalar, e pior estado funcional na alta (Shojaei et al. ,2023; Guimaraes et al. , 2023; Lone et al. , 2016; Chou et al. , 2013). A extubação refere-se ao processo de remoção do tubo endotraqueal, inserido para garantir a ventilação mecânica durante a Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRVM). No período pós-operatório, o tempo de extubação é determinado pelo intervalo entre o término do procedimento cirúrgico e a retirada da cânula na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A literatura geralmente classifica esse tempo em duas categorias principais (JARDIM et al., 1993): Extubação Precoce (ou rápida): Retirada do tubo dentro das primeiras 4 a 8 horas após a chegada à UTI. Esta é a prática preferencial nos protocolos de recuperação otimizada (Fast Track). Extubação Tardia (ou Prolongada): Caracterizada pela remoção do tubo após um período superior a 8 ou 12 horas do término da cirurgia. A Extubação Tardia configura-se pela manutenção prolongada da Ventilação Mecânica (VM) devido à incapacidade do paciente em cumprir os critérios de desmame ventilatório no tempo ideal. Essa manutenção está associada a fatores de risco como instabilidade hemodinâmica, baixa reserva cardiopulmonar pré-operatória e alto suporte inotrópico. Neste complexo cenário, a intervenção fisioterapêutica perioperatória assume um papel central e proativo (Freitas et al. , 2023). Não se limitando apenas ao tratamento de disfunções R Bras. Met. Cient 4 revistabrasileirametodocientifico.com
instaladas, a fisioterapia visa otimizar a condição pré-operatória do paciente, prevenir complicações, acelerar a recuperação funcional e respiratória no pós-operatório e facilitar a liberação precoce do suporte ventilatório (Katsura et al., 2019; Freitas et al., 2023). Estratégias como o Treinamento Muscular Inspiratório (TMI) pré-operatório, a mobilização precoce intensiva e agressiva pós-operatória, e a reabilitação pulmonar estruturada são cada vez mais incorporadas, inclusive em protocolos de Recuperação Otimizada PósCirurgia Cardíaca (Gulden et al. , 2024; Katsura et al. , 2019; Borguisilva et al. , 2021). Evidências crescentes suportam a eficácia dessas intervenções na modulação de desfechos relevantes (FREITAS et al., 2023; DSOUZA et al., 2021; ELKINS et al., 2017). Considerando o impacto substancial da VMP e a necessidade contínua de otimizar os cuidados pós-CRVM, torna-se imperativo sintetizar o conhecimento atual sobre as abordagens fisioterapêuticas mais eficazes. Esta revisão, objetiva sintetizar criticamente através da literatura científica acerca dos desfechos pós-operatórios (Funcionais e Respiratórios) após extubação tardia em revascularização do miocárdio. MÉTODOS Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, sistematizada em seis etapas: (1) elaboração da pergunta de pesquisa; (2) definição das fontes de dados e dos descritores utilizados nas buscas; (3) estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão dos artigos; (4) definição dos dados a serem extraídos dos estudos selecionados; (5) análise crítica dos estudos incluídos na revisão; e (6) síntese dos resultados (Mendes et al .,2008). Foi norteada pelas diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and MetaAnalyses – PRISMA (Moher et al .,2009), obrigatório para revisões sistemáticas e metanálises, e recomendado para revisões integrativas. A pergunta de pesquisa foi elaborada com base na estratégia PICOT (Santos et al .,2007), considerando os seguintes elementos: a população (P) inclui pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM), com foco naqueles que evoluem com ventilação mecânica invasiva prolongada (extubação tardia); a intervenção (I) envolve estratégias fisioterapêuticas aplicadas no período perioperatório, como o treinamento muscular inspiratório (TMI) e a mobilização precoce intensiva; a comparação (C) não se aplica; os desfechos (O) analisados compreendem a melhora da função respiratória e funcional, a redução do tempo de ventilação mecânica, a diminuição da incidência de complicações pulmonares e da mortalidade R Bras. Met. Cient 5 revistabrasileirametodocientifico.com
hospitalar; e o tempo (T) considerado é o período perioperatório, desde o pré-operatório imediato até 30 dias após a cirurgia. Dessa forma, a pergunta norteadora desta revisão integrativa foi: “ Quais são os desfechos funcionais e respiratórios associados às estratégias fisioterapêuticas perioperatórias em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com extubação tardia? ” Realizou-se uma busca abrangente nas bases de dados PubMed/ Medline , LILACS, SciELO e web of science sem restrição de data inicial, mas com priorização de publicações dos últimos 5-10 anos. Utilizaram-se descritores e palavras-chave em inglês e português, incluindo: "physical therapy/ physiotherapy/fisioterapia/rehabilitación", "cardiac surgery/cirurgia cardíaca", "coronary artery bypass/revascularização miocárdica", "prolonged mechanical ventilation/ventilação mecânica invasiva prolongada", "delayed extubation/remoção da ventilação mecânica invasiva invasiva (extubação) tardia", "functional outcome/desfechos funcionais", "respiratory outcome/desfechos respiratórios", combinados com os operadores booleanos " AND " e " OR " como sistematizado na Tabela 1 , abaixo: Tabela 1Esquematização de estratégia de busca Fonte de informação Estratégia de busca Registro identificados PubMed ("physiotherapy" OR "physical therapy") AND "cardiac surgery" AND "coronary artery bypass" AND "mechanical ventilation" AND "delayed extubation" 160 Lilacs (fisioterapia AND revascularização miocárdica AND ventilação mecânica AND extubação tardia) 30 Web of science TS=(("physiotherapy" OR "physical therapy") AND "cardiac surgery" AND "mechanical ventilation" AND "delayed extubation") 30 Fontepróprio autor (2025) Foram incluídos diversos tipos de estudos (revisões sistemáticas, meta-análises, ensaios clínicos randomizados - ECRs, estudos observacionais e diretrizes clínicas) que fornecessem R Bras. Met. Cient 6 revistabrasileirametodocientifico.com
informações relevantes sobre os desfechos das intervenções, preditores de VMP, protocolos de reabilitação (incluindo ERAS) e barreiras à implementação. Foram excluídos da análise os estudos que não se enquadravam no escopo temático da revisão, incluindo aqueles que: (1) não tratavam da Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRVM); (2) não enfocavam pacientes com extubação tardia ou em Ventilação Mecânica Prolongada (VMP); (3) não apresentavam intervenções fisioterapêuticas de forma detalhada; (4) consistiam em revisões de literatura sem o rigor metodológico necessário — com exceção das revisões sistemáticas e meta-análises de alta qualidade, consideradas fontes válidas de evidência; (5) correspondiam a cartas ao editor, resumos de congresso, editoriais, protocolos de estudo ou pesquisas com modelos animais; e (6) não estavam disponíveis na íntegra ou estavam redigidos em idiomas diferentes do português, inglês ou espanhol. Foi realizada síntese descritiva, os artigos duplicados foram excluídos pela plataforma online Raynn. Os artigos foram destrinchados e adicionados em tabela. RESULTADOS A busca realizada nas bases de dados resultou inicialmente em 220 publicações. Após a remoção das duplicatas e a análise preliminar dos títulos e resumos, os estudos potencialmente relevantes foram selecionados para leitura integral. Concluída a etapa de elegibilidade, nove artigos atenderam plenamente aos critérios estabelecidos e compuseram a amostra final desta revisão ( Fluxograma 1 ). A seleção final abrange três revisões sistemáticas com meta-análise , duas revisões sistemáticas de caráter qualitativo , uma revisão de escopo , um ensaio clínico randomizado e dois estudos observacionais, incluindo delineamentos de coorte e antes-depois. Considerando exclusivamente os estudos de revisão, o conjunto analisado reúne um universo amostral superior a 70 mil pacientes, fornecendo uma base sólida para a compreensão dos fatores envolvidos na extubação tardia, na ventilação mecânica prolongada e nos efeitos das intervenções fisioterapêuticas sobre os desfechos clínicos dos pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio. Fluxograma 1 – Seleção de estudos dessa pesquisa R Bras. Met. Cient 7 revistabrasileirametodocientifico.com
Fonte: Dados da pesquisa do próprio autor (2025) Com base nos estudos presentes na amostra final, foram obtidas informações essenciais para a análise crítica e a síntese dos trabalhos escolhidos. Entre os dados coletados, estão o país e o ano de publicação, os objetivos, o delineamento do estudo e o tamanho da amostra. Essas informações permitiram identificar tendências e padrões relacionados aos desfechos clínicos e operacionais das estratégias de reabilitação fisioterapêutica aplicadas no período perioperatório de pacientes submetidos à CRVM ( Tabela 2) . Tabela 2Categorização dos artigos selecionados do estudo Autor/Ano País Objetivo do Estudo Delineamento do Estudo NDesfechos Clínicos e Comparativos Alghadir et al. (2024) Arábia saudita Mobilização Precoce na UTI Revisão Sistemática 11 estudos A mobilização é segura e viável, melhorando a força muscular e a função física. Aliyanto et al. Fatores de Revisão de Identificação de preditores R Bras. Met. Cient 8 revistabrasileirametodocientifico.com
(2024) Indonésia Extubação Tardia Escopo 10 estudos (idade, tempo de CEC) para prevenir falhas na extubação. Borghi-Silva et al. (2021) Brasil TMI eletrônico vs Convencional Ensaio Clínico (ECR) 45 pacientes O TMI eletrônico preservou melhor a PImáx e o fluxo inspiratório que a fisioterapia convencional. Chen et al. (2021) China Mobilização Precoce na UTI Meta-análise 5 ECRs (652 pac.) Tendência favorável à redução do tempo de internação, com melhora funcional significativa em 3 estudos. Dsouza et al. (2021) Índia TMI (Pré e Pósoperatório) Meta-análise 5 ECRs (293 pac.) O TMI melhorou significativamente a PImáx, a função pulmonar (VEF1, CVF) e a distância no TC6M. Freitas et al. (2023) Brasil Mobilização Precoce pós-CRVM Revisão Sistemática 4 estudos A mobilização precoce previne o declínio funcional e reduz a incidência de complicações pulmonares. Gülden et al. (2024) Alemanha Protocolo ERAS (Extubação em Mesa) Estudo AntesDepois 488 pacientes Redução significativa do tempo de UTI e internação hospitalar com extubação imediata segura. Schujmann et al. (2023) Brasil Escala de Mobilidade (IMS) Coorte Prospectiva 140 pacientes A escala IMS mostrou-se segura e válida para monitorar a progressão da mobilidade na UTI cardíaca. Shojaei et al. (2023) Irâ Prevalência de VMP Meta-análise 30 estudos A taxa de Ventilação Mecânica Prolongada varia entre 2,8% e 6,5%, associada a alta morbimortalidade. Fontepróprio autor (2025) Estudos como os de Shojaei et al. (2023) evidenciam prevalência entre 2,8% e 6,5% e reforçam que a extubação tardia — variando conforme definições (>6h, >24h, >48h ou >3 dias) — está diretamente associada ao agravamento clínico. Preditores incluem fatores préoperatórios (idade avançada, DPOC, DRC, fragilidade), intraoperatórios (tempo de CEC, complexidade cirúrgica) e pós-operatórios (baixo débito, infecção, LRA, delirium). Nesse cenário, intervenções fisioterapêuticas estruturadas antes e após o procedimento assumem papel fundamental. O treinamento muscular inspiratório (TMI) pré-operatório apresenta evidências consistentes de redução de atelectasias, pneumonias e tempo de internação (Katsura et al., 2019), enquanto a mobilização precoce (24–48h) mostrou segurança, melhora da função física, força muscular e R Bras. Met. Cient 9 revistabrasileirametodocientifico.com