scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

THE TRAUMA OF LOSING PARENTS IN CHILDHOOD: HOW IT AFFECTS HUMAN DEVELOPMENT

Lira, Anna; Freitas, Giovanna; Souza, Julia; Spinola, Luara

Abstract

This project aims to explore in more depth how the loss of parents in childhood, whether through abandonment or death, influences human development. In other words, how children who have experienced this trauma develop their mental aspects, such as their social, intellectual, and emotional development. Another very important topic explored is the best methods and tools to help these children navigate this process as smoothly as possible, without negatively impacting their lives, whether emotionally, professionally, or socially.

Full text

__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 93 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) O TRAUMA DE PERDER OS PAIS NA INFÂNCIA: COMO AFETA O DESENVOLVIMENTO HUMANO THE TRAUMA OF LOSING PARENTS IN CHILDHOOD: HOW IT AFFECTS HUMAN DEVELOPMENT Anna Júlia Gradwool Lira, Giovanna Dias de Lima Freitas, Julia de Assis Souza, Luara Spinola (orientadora) Colégio Novo Tempo, Ensino Médio E-mail para contato: [email protected] RESUMO: Este projeto tem como objetivo explorar mais a fundo como a perda dos pais na infância, seja por abandono ou morte, influencia no desenvolvimento humano, ou seja, como a criança que teve esse trauma consegue desenvolver seus aspectos mentais, como a sua parte social, intelectual e emocional. Outro tópico muito importante que este projeto explora é quais são os melhores métodos e ferramentas para ajudar essas crianças a passarem por isso da forma mais leve, e que não tenha uma influência negativa na vida da pessoa, tanto emocional, quanto profissional e social. Palavras-chave: Desenvolvimento; Infância; Trauma; Abandono. ABSTRACT: This project aims to explore in more depth how the loss of parents in childhood, whether through abandonment or death, influences human development. In other words, how children who have experienced this trauma develop their mental aspects, such as their social, intellectual, and emotional development. Another very important topic explored is the best methods and tools to help these children navigate this process as smoothly as possible, without negatively impacting their lives, whether emotionally, professionally, or socially. Keywords: Development; Childhood; Trauma; Abandonment. 1 INTRODUÇÃO O tema que nosso grupo escolheu foi algo que pesquisamos mais a fundo e sentimos a necessidade de falar sobre, pois é um assunto bem importante e que influencia várias pessoas do mundo em que vivemos hoje. Este tema é importante desde o nosso nascimento até a nossa morte, sendo assim, algo que precisa ser falado com mais frequência. Para esse projeto, __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 94 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) decidimos então, abordar sobre a perda dos pais na infância e como esse problema influencia em seu desenvolvimento. Diante desse cenário, temos como hipóteses que pessoas que perdem os pais na infância, tem um desenvolvimento mais complicado e conturbado, tendo grande influência em seu futuro. Além disso, também acreditamos que há outra hipótese de que essas pessoas têm mais chance de serem possíveis criminosos. No processo do nosso projeto, estabelecemos como objetivo fazer pesquisas de campo com crianças que vivem no orfanato e com pessoas que perderam seus pais na infância para que possamos entender como esse trauma afetou ou/e ainda afeta suas vidas. Durante algumas pesquisas, encontramos relatos de profissionais, como psicólogos, que relataram problemas que essas pessoas que perderam os pais podem sofrer e afetar em seu futuro. Também encontramos alguns criminosos que perderam seus pais. Temos que a questão problema do projeto é como a perda ou o abandono dos pais ainda na infância pode acarretar na formação e desenvolvimento humano, podendo influenciar negativamente na vida dessas pessoas e das pessoas ao redor. Com isso, o objetivo dessa pesquisa é entender como essa influência pode acontecer, o pensamento que crianças órfãs têm atualmente e se esse pensamento possui alguma influência causada por traumas e se há alguma solução, ou melhoria para que essas crianças tenham uma melhor qualidade de vida, socioeconômica e psicológica. 2 MATERIAIS E MÉTODOS Para a metodologia de nossa pesquisa qualitativa com uma psicóloga infantil, começamos pesquisando e procurando por psicólogas infantis de Santos no Instagram e Google, listamos as opções que mais se encaixavam com o tema escolhido, entretanto não entrevistamos nenhuma por questões de prazo. Assim, fizemos contato com a psicóloga de nossa escola e entrevistamosa sobre como o trauma afeta o desenvolvimento humano. A seguir, as pesquisas mais afundo sobre o assunto foram feitas, para sabermos mais como fazer com que a entrevista fosse mais profunda na questão de conteúdo. A partir de nossas pesquisas foram feitas as perguntas para a entrevista, deixando algo menos fixo, para podermos deixar a conversa com ela fluir. Queremos que sua resposta nos ajude a aprofundar o nosso trabalho e também influenciar em como vamos fazer a pesquisa quantitativa. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 95 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 Fundamentação Teórica 3.1.1 A influência do papel da família no desenvolvimento humano A infância é o momento da vida humana em que o corpo humano se desenvolve, cresce, mas principalmente onde o cérebro humano se forma, cria memórias afetivas, estímulos sociais, proporciona estímulos sensoriais e emocionais, fazendo com que, os primeiros anos de uma criança sejam os mais importante de sua vida, pois é ali que sua personalidade, e seu pensamento crítico começam a se formar, por isso, como esses anos da vida da criança são vividos, ou seja, ciclo familiar, educação e ambiente tem extrema importância no desenvolvimento humano. A família então, é um dos principais pilares no desenvolvimento humano, exercendo o papel de cuidado, todavia, esse papel não é apenas instrumental, mas sim uma conexão afetiva, íntima, com uma relação de “dependência” e pertença. O ambiente familiar, no momento de fragilidade e desenvolvimento, onde as emoções e curiosidade estão à flor da pele, é de extrema importância, servindo como proteção e o sentimento de “lar”, de pertencimento, que é muito importante nesse cenário de crescimento. Isso acontece, pois a mente dos humanos, em seus primeiros anos de vida (infância e adolescência), por estar em formação, tende a ser muito influenciável, fazendo com que eles tornem sua “base”, seu pensamento crítico e moral aquilo que veem, seja na internet ou até no ambiente em que vivem, então um ambiente familiar onde é ensinado o “certo”, o ético é importante para o senso crítico dos seres humanos. Outro fator que também tem grande influência no desenvolvimento humano são as influências negativas durante o crescimento, seja na escola, ou em um ambiente de convivência comum, as crianças e adolescentes são demasiadamente influenciáveis, querendo ser como todas as pessoas que acham “maneiras”, fazendo escolhas erradas na que geram consequências negativas em sua vida. Mesmo que escolhas erradas possam ajudar as crianças a terem um discernimento sobre o certo e errado, o papel dos pais quando eles fazem escolhas erradas é mostrar as consequências, para aprenderem com seus erros, entretanto, com a ausência desse ambiente familiar, seja ele por abandono, pais não presentes ou a perda dos mesmos, influencia na concepção do errado e do certo, fazendo com que eles não saibam aprender com seus erros, __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 96 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) fazendo com que essas escolhas erradas só aumentem, podendo acarretar em problemas maiores, como os ilegais, levando essas pessoas para uma vida criminosa. Dados da (Fundação CASA em São Paulo) indicam que cerca de 70% dos menores infratores atendidos não tiveram a presença parental em suas vidas. Isso mostra como o desenvolvimento humano sem o apoio parental tem enorme influência nesse desenvolvimento, e como isso pode acarretar em consequências maiores. Por isso, é de extrema importância que os lares de adoção ou parentes que cuidam dessas crianças abandonadas ou que perderam os pais tenham um maior cuidado com essas influências, e com o sentimento de pertencimento, que é um dos principais motivos pelo qual essas crianças e adolescente procuram achar isso em outras coisas, que muitas vezes afetam seus desenvolvimentos. 3.1.2 Trauma do abandono na infância O primeiro passo para o nosso desenvolvimento na infância é o acolhimento parental, é nesse momento onde formamos nossos gostos e a forma de como iremos enxergar o mundo, mas esse momento não acontece na vida de todos, muitas crianças perdem seus pais nesse momento crucial da vida, e como essa perda é muito importante e dolorosa, e causam danos irreversíveis e as consequências se manifestam em vários fatores ao longo da vida e o mais presente nesses casos é a criminalidade desde a infância ou na sua vida adulta. Quando acontece a ausência dos pais na vida de uma criança,com a média de 44 mil crianças que ficam órfãs por ano, mostra quão recorrente isso é no Brasil, e ao longo de suas vidas elas têm que lutar com um conflito de sentimentos além da sensação de solidão, a perda de confiança, um apego excessivo e principalmente a instabilidade emocional. Essa falta de afeto na infância, um estudo feito por John Bowlby chamado “Teoria do Apego” revelou que a forma em que a criança se recupera desse acontecimento varia de acordo com o momento em que recebem cuidados, crianças acolhidas antes dos dois anos apresentaram melhor desenvolvimento emocional e também cognitivo, mostrando quão importante essa fase é na vida. O estudo também mostrou que as crianças que vivem em institutos do Estado têm um QI mais baixo entre 70 e 50 pontos em comparação às adotadas que tiveram 50 pontos a mais. Além disso, apenas 18% das crianças que moraram em abrigos formaram vínculos afetivos seguros, enquanto as crianças adotadas conseguiram 68%, além das crianças de abrigos apresentarem atrasos na fala, nos relacionamentos entre outros âmbitos da vida. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 97 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) Esse abandono na infância pode gerar traumas e danos psicológicos irreversíveis refletindo em suas ações, vínculos afetivos ao longo da vida portanto é de extrema importância que o Estado, e órgãos públicos trazem um auxílio a essas crianças oferecendo moradia, suporte na saúde mental de qualidade para que acontecimento se torne menos danoso,criando um futuro com mais equilíbrio em suas emoções, superando esse trauma. 3.1.3 Como o trauma do abandono ou perda parental na infância influencia na vida adulta A infância é um período crucial para o desenvolvimento humano e altamente moldável, principalmente por interações com o ambiente e com os cuidadores. Entretanto, podem haver traumas durante esse período, chamados de traumas infantis. Os traumas infantis resultam de experiências impactantes e prejudiciais durante a infância e possuem grande potencial de causar impactos na vida adulta, influenciando em comportamentos, emoções, relações e a visão de mundo. Essas experiências traumáticas podem surgir de situações como abuso (físico, sexual ou emocional), negligência, perda de um ente querido, bullying, instabilidade familiar, abandono parental, testemunho de violência doméstica, divórcio dos pais, entre outros traumas. Os impactos do trauma infantil são diversos e podem manifestar-se de várias maneiras. Sendo assim, essas influências afetam o desenvolvimento físico, emocional e psicológico do ser humano. Esses impactos podem ser devastadores e prolongados, afetando não apenas o desenvolvimento cerebral, mas também padrões psicológicos que persistem na vida adulta. Quando o trauma vivenciado é o abandono parental ou a perda dos pais, os impactos podem ser ainda mais profundos por se tratar da perda dos principais criadores e cuidadores da criança, fazendo com que o desenvolvimento da vida adulta também seja afetado. O desenvolvimento da pessoa durante a virada de jovem á adulto pode ser impactado de diversas formas, entre elas as principais são a dificuldade em relacionamentos, problemas na regulação emocional, impactos no desenvolvimento cognitivo, comportamentos de risco e impactos físicos. Uma pessoa que passou por um trauma como a perda dos pais ou o abandono deles, pode ter dificuldades de se relacionar com as pessoas ou estabelecer e manter um relacionamento saudável devido a problemas de confiança, medo e abandono. Além disso, pode __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 98 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) ter sofrido interferência no desenvolvimento da capacidade de regular as suas emoções, podendo resultar em “explosões emocionais” e sem saber lidar com o estresse, possuir a dificuldade de expressar seus sentimentos e recorrer a comportamentos de graves riscos como o abuso de substâncias, comportamento sexual de risco ou automutilação, como formas de lidar com a dor emocional que vivenciou anteriormente. Os traumas infantis também podem ter consequências físicas a longo prazo, acarretando em problemas de saúde física e uma maior vulnerabilidade a doenças crônicas e podem também afetar negativamente o desenvolvimento cognitivo da pessoa, incluindo a capacidade no campo de aprendizado e concentração, esse fator pode ser responsável pela criação de implicações a longo prazo na educação e no desempenho acadêmico que essa pessoa possa ter. Segundo o site Telavita: “O trauma infantil pode ter profundas ramificações na vida adulta, deixando cicatrizes emocionais e psicológicas que podem estar presentes ao longo dos anos” e por esse motivo, deve ser tratado ou melhorado por meio de diversas abordagens terapêuticas para construir uma vida mais equilibrada. No cenário atual, por conta dos avanços tecnológicos, há diversas terapias que ajudam uma pessoa traumática a tratar esse aspecto. Esse processo é certamente desafiador, mas é importante por ser transformador e trazer mais paz, liberdade emocional e qualidade de vida ao traumático. 3.2 Pesquisa de Campo Realizou-se uma pesquisa qualitativa cujo intuito foi realizar perguntas acerca do tema estudado para a psicóloga infantil Márcia Cristina Fernandes. Desta forma, a partir das questões abordadas foram obtidas respostas que podem ser averiguadas a seguir. 1Você acredita que o desenvolvimento de uma criança é muito diferente a partir do momento que ela perde os pais? Resposta: Sim. Considerando que os pais (ou representantes) são as primeiras figuras de referência de segurança e afeto (com quem a criança estabelece seus primeiros vínculos afetivos), quando há a perda, há o risco de um impacto importante para o desenvolvimento. Essa ausência tende a afetar diretamente no modo como ela vai construir sua relação consigo mesma e com o mundo. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 99 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) 2Como isso influencia no futuro da criança? Resposta: Essa experiência pode marcar profundamente o inconsciente e sem acompanhamento adequado, pode aparecer mais tarde dificuldades em confiar nas pessoas, medos (como o de abandono) ou até sintomas emocionais. Mas, se houver um ambiente acolhedor (apoio de pessoas cuidadoras que ofereçam amor, escuta e estabilidade), a criança pode elaborar a perda e encontrar novas formas de vínculo. 3. Você acredita que o comportamento da criança é modificado quando ela perde os pais de quando ela sofre abandono? Resposta: Sim, nos dois casos o comportamento muda, mas de modos diferentes, pois são experiências distintas. A perda está ligada ao luto e à ausência real (envolvendo tristeza e saudade); já o abandono envolve sentimentos de rejeição e de não ser amado. 4. Como você acha que a perda dos pais influencia no sentimental e no comportamental na adolescência e vida adulta? Resposta: A adolescência já é uma fase de intensas transformações. E a perda parental precoce pode intensificar conflitos internos, trazendo angústia, agressividade, retraimento ou dificuldade em lidar com emoções. Na vida adulta, pode desencadear em questões com a autoestima, dificuldades de manter vínculos amorosos ou em um medo constante de perder quem se ama. Mas, com apoio e/ou psicoterapia, essas marcas podem ser elaboradas. 5. Quais estratégias você prefere usar para o acolhimento dessas crianças? Resposta: Na minha prática clínica, utilizo o aporte da psicanálise; que compreende ser essencial oferecer um espaço de escuta e acolhimento, onde a criança possa existir de fato é expressar (por meio de palavras ou do simbólico - desenhos, pinturas e brincadeiras) suas dores, fantasias e angústias. 6. Você acha que nossa proposta ajudaria nessa situação? Você possui alguma sugestão do que poderíamos abordar nesse livro? Resposta: Penso que seria uma boa ferramenta ao auxílio no trabalho com crianças nesta situação. Na perspectiva psicanalítica, é importante que a criança tenha recursos simbólicos para elaborar a perda e por meio da fantasia, é possível elaborar sentimentos difíceis, que na __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 100 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) realidade seriam insuportáveis. Livros com histórias de perdas, transformações e superações são válidos, porque possibilitam que a criança entre em contato com a falta, de maneira suportável. O livro pode trazer histórias que falem de ausência, mas também de novas formas de laço, mostrando que é possível se reconstruir. 7. Além dessa proposta, você acredita que a ideia da criança ter um diário para abordar todos os seus sentimentos livremente é uma boa ideia? Resposta: Respeitando as diferenças de capacidade de expressão (conforme as idades) acho uma boa ideia; pois pode ser uma ferramenta de expressão muito positiva: ajudando a organizar pensamentos e sentimentos e dando espaço para que a criança se sinta livre para se expressar. Isso devido ao fato de a transformação em linguagem (escrita, falada ou desenhada) ser essencial ao processo de elaboração do sofrimento: "escrever" é uma forma de simbolização: colocar em palavras o que antes era só dor ou vazio. 8. Acha que podem ser feitas perguntas nele? Se sim, quais? Resposta: Sim, mas sempre respeitando a idade (e as diferentes formas de compreensão e de expressão) e o tempo da criança (sem forçar que ela fale diretamente da perda, mas oferecendo caminhos simbólicos para elaborar a ausência). De maneira geral, as perguntas devem ser simples, abertas e que estimulem a criança a entrar em contato com suas emoções. 3.3 PROPOSTA Como proposta do nosso projeto, tivemos a ideia de trazer alguns objetos de ajuda emocional/social para as crianças, um kit com um livro e um diário. Para o livro, temos como ideia fazer livros lúdicos que ajudem a criança na percepção dos sentimentos e da compreensão da situação ocorrida com seus pais. Livros que ajudem aos novos responsáveis (sejam orfanatos, parentes próximos ou a família que os adotou) e a criança entenderem como lidar com esse sentimento de perda da melhor forma para que essa perda não tenha uma influência negativa no desenvolvimento humano, mas sim seja visto como um aprendizado, um obstáculo vencido. Nosso outro componente da proposta é um diário, mas não um diário normal, um diário didático em que tenha espaços para desenhos, para fazer com que a criança consiga manter o foco, e espaços com perguntas e frases que ajudem a criança a entender e falar seus sentimentos, __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 101 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) para que ela não deixe seus sentimentos se acumularem só para ela. O diário terá perguntas estratégicas e que não sejam óbvias as intenções para que a criança não se sinta diferente, e apenas sinta que o diário é um lugar seguro para ela falar sobre os sentimentos. O diário e o livro têm intenção de deixar esse período difícil na vida das crianças mais leve, além de tentar fazer com que eles consigam expressar seus sentimentos, mesmo que não seja para uma pessoa, que consigam começar compartilhando no diário, expressar o que estão sentindo. Através da Figura 1 e Figura 2, identifica-se uma ilustração de como seria o diário e livro. Figura 1 – Exemplificação do kit com o diário, livro e pelúcia