Caderno de Resumos de TCC's de Odontologia 2018
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3 ORGANIZADORES: MARCOS AURÉLIO VASCONCELOS LIMA JÚNIOR LAUDENICE DE LUCENA PEREIRA JAQUELINE PATRÍCIA DE ALBUQUERQUE VIDERES PRODUÇÃO EDITORIAL: NÚCLEO DE PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS (NPI) COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO: FILIPE CARVALHO DE ALMEIDA DIAGRAMAÇÃO: RAIFF PIMENTEL FÉLIX ALMEIDA Caderno de Resumos de TCC’s de Odontologia 2018 | Organizado por: Marcos Aurélio Vasconcelos Lima Júnior, Laudenice de Lucena Pereira, Jaqueline Patrícia de Albuquerque Videres | Unipê: João Pessoa, 2019 | 167 páginas | ISBN 978-85-87868-81-7 DOI 10.5281/zenodo.17830786
4 APRESENTAÇÃO O Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, enquanto atividade obrigatória para a conclusão de curso e colação de grau de bacharel em Odontologia, constitui-se um exercício acadêmico que possibilita aos alunos a incorporação da atividade de pesquisa ao seu cotidiano formativo, favorecendo o desenvolvimento de competências necessárias à capacidade de organização e de elaboração intelectual em uma determinada área do saber, que envolvem criticidade, domínio do tema e dos métodos de pesquisa. O TCC estimula a leitura e o desenvolvimento do senso crítico, que permite uma análise mais criteriosa sob as formas e processos do cuidado em saúde nas populações humanas, e mais precisamente em saúde bucal, favorecendo a atuação de uma Odontologia baseada em evidências. No Curso de Bacharelado em Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), o TCC é produto de uma pesquisa, que pode ser bibliográfica ou de campo, incluindo-se aí os estudos epidemiológicos, socioeconômicos, relatos de casos e ainda os ensaios laboratoriais. A forma de publicação e apresentação pode ser a monografia ou artigo científico, que segue fielmente as normas do CB-14 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, mais precisamente a NBR-14724, que normaliza a construção de trabalhos de cunho monográfico no país, e as normas da Revista Interscientia (https://periodicos.unipe. br/index.php/interscientia), para o caso de artigos. O objetivo desta obra é registrar os resumos de todos os trabalhos apresentados e aprovados no Curso de Bacharelado em Odontologia do UNIPÊ no ano de 2018, oportunizando o acesso à produção científica do curso a toda a comunidade acadêmica, subsidiando novas pesquisas e fomentando a sociedade com evidências a serem adotadas no processo de cura e melhorias das condições de saúde e qualidade de vida das pessoas.
SUMÁRIO A EFETIVIDADE NA APLICAÇÃO DA TERAPIA CIRÚRGICA PARA CORREÇÃO DE DESORDENS INTRACAPSULARES NA ATM ..... 20 MEDEIROS, J. K.; PINHEIRO, R. C. Q. A EXTENSÃO ANTERIOR DA ALÇA DO NERVO MENTUAL E SUA INFLUÊNCIA NO PLANEJAMENTO DE IMPLANTES OSSEOINTEGRADOS: ESTUDO EM TOMOGRAFIAS COMPUTADORIZADAS DE FEIXE CÔNICO DE PACIENTES TOTALMENTE EDÊNTULOS .................................................................................................. 21 BRAGA, A. L. P. C.; ARAÚJO, J. M. S. A IMPORTÂNCIA DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA UTI: REVISÃO DE LITERATURA ..... 22 MONTEIRO, J. A.; COSTA, D. F. N A SÍNDROME DE BURNOUT EM CIRURGIÕES-DENTISTAS DOS CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS ................................... 23 BRANDÃO, S. A. S.; BRITO, C. S. M. ABORDAGEM DAS FRATURAS MANDIBUALRES: UMA REVISÃO DE LITERATURA ... 25 OLIVEIRA, B. R. T.; ARAÚJO, J. M. S. ACEITAÇÃO DOS PAIS ACERCA DAS TÉCNICAS DE MANEJO DO COMPORTAMENTO APLICADAS NO ATENDIMENTO ODONTOPEDIÁTRICO ......... 26 VILAR, Y. C. Q.; OLIVEIRA, R. V. D. ACEITAÇÃO DOS PAIS EM RELAÇÃO AO USO DE SEDAÇÃO FARMACOLÓGICA EM ODONTOPEDIATRIA....................................... 27 SILVA, J. D.; BRITO, C. S. M. ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS EM CIRURGIAS BUCODENTAIS: UMA REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................... 28 ROQUE, A. B. A.; SANTOS, L. A .M.
ANALGESIA PRÉ-EMPTIVA EM CIRURGIAS DE TERCEIROS MOLARES INCLUSOS ............................................ 29 OLIVEIRA, V. T. M. B.; MORAIS, L. A. ANÁLISE DAS VARIAÇÕES DA POSIÇÃO CONDILAR EM RESSONÂNCIAS MAGNÉTICAS ................................................ 30 VIEIRA, B. F.G.; PINHEIRO, R. C. Q. ANALISE DE FRATURAS DOS OSSOS NASAIS, UMA REVISÃO DE LITERATURA .. 31 DANTAS, L. A.; ARAÚJO, J. M. S. ANÁLISE FRONTAL FACIAL COMPUTADORIZADA EM CRIANÇAS COM MICROCEFALIA: IMPLICAÇÕES DA ALTERAÇÃO DO PERÍMETRO CEFÁLICO SOBRE A FACE ....................................................... 32 VENTURA, L. A. F.; BRITO, C. S. M. ANÁLISE TOMOGRÁFICA DA PRESENÇA DE CANAIS MANDIBULARES BÍFIDOS ..... 33 MADRUGA NETO, J. A.; SANTOS, A. M. ANOMALIAS DENTÁRIAS E CRONOLOGIAS ERUPTIVAS CORRELACIONADAS EM CRIANÇAS NASCIDAS COM MICROCEFALIA ............... 34 INTERAMINENSE, A. T. S.; PINHEIRO, R. C. Q. APLICABILIDADE DE BMP2 NAS CIRURGIAS RECONSTRUTIVAS ...................... 35 ARAÚJO, C. M.B.; ARAÚJO, J. M. S. ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA AO PACIENTE ONCOLÓGICO PÓS-TERAPIA ANTINEOPLÁSICA .............................................. 36 BRASILEIRO, M. M. M. S.; BATISTA, M. I. H. M. ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA PEDIÁTRICA EM PACIENTES LEUCÊMICOS ....... 37 SANTANA, M. C. L. C.; LIMA, J. M. ASSOCIAÇÃO ENTRE RENDIMENTO DE ATLETAS E SUA SAÚDE BUCAL: REVISÃO DA LITERATURA .............................................................................. 38 SILVA, B. V. S.; CAMPOS, F.
ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO HOME CARE: ESTUDO BIBLIOGRÁFICO .......... 39 VIEIRA, E. A. M.; DINIZ, L. V. O. ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO DENTISTA NA ORIENTAÇÃO CONTRA MUCOSITE ...... 40 ARRUDA, J. N. C. C.; ALMEIDA, M. R. L. ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO DENTISTA NA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ............................................................................................... 41 ARAÚJO, R. D., GONÇALVES, P. G. P. AVALIAÇÃO DA ALTERAÇÃO DE COR DO ESMALTE CLAREADO APÓS IMERSÃO EM SOLUÇÕES COM ELEVADO POTENCIAL DE PIGMENTAÇÃO .............................. 42 GALDINO, J. S.; FERREIRA, A. C. A AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE PRIMÁRIA PARA INSTALAÇÃO DE IMPLANTES EM OSSOS TIPO II E IV ........................................................................................ 43 OLIVEIRA III, J. E.; PAIVA, R. G. AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA CORTICAL ÓSSEA NA ESTABILIDADE PRIMÁRIA DE IMPLANTES OSSEOINTEGRÁVEIS .............................................................. 44 SENA, P. E. B.; ARAÚJO, J. M. S. AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DOLOROSA DO PACIENTE APÓS EXODONTIAS SIMPLES ....................................................................................................... 45 FONSECA, M. M. S.; PAIVA, R. G. AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE MORDIDA CRUZADA EM CRIANÇAS NA DENTADURA MISTA DA CLÍNICA INFANTIL DO UNIPÊ ...................................... 46 VILLAR, A. D. J. M.; ANDRADE, S. G. B. AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DE ANESTÉSICOS LOCAIS DE USO ODONTOLÓGICO AOS ESTÁGIOS INICIAIS DA VIDA DO PEIXE-ZEBRA (DANIO RERIO) .................. 47 CALDAS, A. T. L.; ARAÚJO, J. M. S.
AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DE UM CIMENTO ENDODÔNTICO BIOCERÂMICO ............................................................................................... 49 ANGELO, T. S.; SOUZA, C. F. M. AVALIAÇÃO DE DENTES ARTIFICIAIS PARA USO NO ENSINO DA ENDODONTIA .. 50 MORAIS, T. T.; SOUZA, C. F. M. AVALIAÇÃO DE ESTUDANTES DO CURSO DE ODONTOLOGIA QUANTO A PRESENÇA DE BRUXISMO E DTM..................................................................................... 51 ALBUQUERQUE, M. T.L.; PINHEIRO, R. C. Q. AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA SOBRE A ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO-DENTISTA DENTRO DAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA ...................................................................................... 52 SILVA, K. N.; CARDOSO, M. M. N. AVALIAÇÃO DOS CONHECIMENTOS DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA DA UNIPE SOBRE A MORDIDA ABERTA ANTERIOR .................... 54 NASCIMENTO, S. K. B.; ANDRADE, S. G. B. BRUXISMO NA INFÂNCIA: FATORES ASSOCIADOS E SUA INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA ...................................................................................... 55 OLIVEIRA, R. M. B.; CAMPOS, F. A. T. CIMENTAÇÃO EM PRÓTESE IMPLANTOSSUPORTADA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA ....................................................................... 56 SOUSA, V. M. R.; MOTA, A. C. L. G. CISTOS GENGIVAIS EM RECÉM-NASCIDOS: MANUAL DE CONDUTA CLÍNICA .... 57 MARINHO, D. I. S.; LIMA, J. M. CLAREAMENTO DENTAL: ATUALIDADES E INOVAÇÕES .................................... 58 BEZERRA, K. G. D.; GONÇALVES, P. G. P. CLAREAMENTO DENTAL: TÉCNICAS E POSSIBILIDADES .................................. 59 FIGUEIREDO, K. K. L.; NOGUEIRA, M. M. C.
COMPARAÇÃO DA TERMINAÇÃO CERVICAL PROTÉTICA NOS MODELOS DE TRABALHO COM O TIPO DE PRÓTESE FIXA SOLICITADA .................................. 61 SARMENTO, C. L. A.; PINHEIRO, R. C. Q. CONDIÇÃO BUCAL DOS IDOSOS ..................................................................... 62 SARMENTO, L. C.; CARDOSO, A. M. R. CONDIÇÃO BUCAL E DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ................................................................... 63 SILVA, M. B.; CARDOSO, A. M. R. CONDUTA CLÍNICA E TERAPÊUTICA PARA A SINUSITE MAXILAR ODONTOGÊNICA: REVISÃO DA LITERATURA .............................................................................. 64 AURELIANO, M. S.; GONÇALVES, P. G. P. CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA NO DIAGNÓSTICO DAS MÁS OCLUSÕES DE ANGLE ............................................................................ 65 RODRIGUES, F. B. R. B.; ANDRADE, S. G. B. CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA QUANTO À RELAÇÃO ENTRE OS PROCEDIMENTOS RESTAURADORES E O PERIODONTO ................... 66 DELFINO, L. F.; LUCENA, K. R. CONHECIMENTO DOS ALUNOS DE ODONTOLOGIA A RESPEITO DA INDICAÇÃO DE PRODUTOS FLUORETADOS PARA CRIANÇAS .................................................. 67 SILVA, T. F. S.; OLIVEIRA, R. V. D. CONHECIMENTO DOS ESTUDANTES DE ODONTOLOGIA SOBRE A HIPNOSE TERAPÊUTICA ............................................................................................... 68 RODRIGUES, M. R. C.; BATISTA, M. I. H. M. CONTRIBUIÇÃO DA TOMOGRAFIA DE FEIXE CÔNICO PARA O DIAGNÓSTICO DE FRATURAS RADICULARES .............................................................................. 69 LIMA, B. C. F.; ALMEIDA, M. M. R. L.
PREPARO MINIMAMENTE INVASIVO PARA LAMINADOS CERÂMICOS DO TIPO LENTES DE CONTATO: REVISÃO DE LITERATURA ............................................. 129 BARBOSA, M. S. L.; MOTA, A. C. L. G. PREVALÊNCIA DA DOR DE DENTE POR CÁRIE E SEU IMPACTO NA ANSIEDADE E QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL EM CRIANÇAS ............... 130 LACERDA, M. C., CAMPOS, F. A. T. PREVALÊNCIA DA MORDIDA ABERTA E SUA RELAÇÃO COM HÁBITOS DE SUCÇÃO NÃO NUTRITIVOS .......................................................................................... 131 SILVA, J. C.; ANDRADE, S. G.B. PREVALÊNCIA DA PERDA DE PRIMEIROS MOLARES PERMANENTES EM CLÍNICA INTEGRADA INFANTIL DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR ................ 132 SOUSA, M. M.; TRINTA, R. R. S. PREVALÊNCIA DE DISTOMOLAR EM RADIOGRAFIAS PANORÂMICAS DIGITAIS .. 133 CARNEIRO, Z. M. L. G.; FELIX, L. F. C. PREVALÊNCIA DE GENGIVITE EM CRIANÇAS ATENDIDAS NA CLÍNICA-ESCOLA DE ODONTOLOGIA DO UNIPÊ .............................................................................. 134 SILVA, A. G. B.; ALVES, V. F. PREVALÊNCIA DE MORDIDA CRUZADA POSTERIOR EM DENTIÇÃO PERMANENTE NA CLÍNICA ESCOLA DE ODONTOLOGIA DA UNIPÊ .......................................... 135 OLIVEIRA, M. F.; TRINTA, R. R. S. PREVALÊNCIA DE RAIZES RESIDUAIS EM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE .............................................................................. 136 GOUVÊA, A. F.; BATISTA, M. I. H. M. PREVALÊNCIA DE ROMPIMENTO DO NERVO FACIAL APÓS REDUÇÃO DE FRATURA DE CÔNDILO MANDIBULAR ............................................................................ 137 VIEIRA, R. S. S.; LEMOS, S. S.
PROMOÇÃO DA SAÚDE BUCAL E PREVENÇÃO DA CÁRIE DENTÁRIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA........................................................................ 138 ARAÚJO, M. C. C. N.; ARAÚJO, I. M. QUALIDADE DE VIDA DOS CUIDADORES DE CRIANÇAS COM MICROCEFALIA POR ZIKA VÍRUS ................................................................................................... 139 BARBOSA, K. M.; CARDOSO, A. M. R. REABILITAÇÃO ATRAVÉS DA RESTAURAÇÃO DENTO ALVEOLAR IMEDIATA ....... 140 OLIVEIRA, R. M.; ARAÚJO, J. M. S. RECONHECIMENTO CLÍNICO DAS LESÕES POTENCIALMENTE MALIGNAS SUGESTIVAS DO CÂNCER DE BOCA ................................................................ 141 PASCOAL, A. P. A.; PEREIRA, L. L. RELAÇÃO ENTRE DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR E ZUMBIDO: REVISÃO DE LITERATURA .............................................................................. 142 FERNANDES, J. A. A.; CARDOSO, M. M. N. REPARO TECIDUAL DE ALVÉOLOS SUBMETIDOS A EXODONTIAS EM PACIENTES USUÁRIOS DE BISFOSFONATO: UM ESTUDO RETROSPECTIVO ........................ 143 FERREIRA, B. F. B. D.; LIMA, J. M. RESISTÊNCIA À FRATURA EM DENTES COM RIZOGÊNESE INCOMPLETA SIMULADA APÓS PROTOCOLOS DE IRRIGAÇÃO FINAL ..................................................... 144 BARBOZA, M. H. A. S.; CAMPOS, F. A. T. RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃO-DENTISTA E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: UMA REVISÃO DE LITERATURA ............................................... 145 CASTRO, I. G. S.; TORRES, B. O. RETENTORES INTRARRADICULARES SÃO REALMENTE NECESSÁRIOS? UMA REVISÃO DE LITERATURA .............................................................................. 146 DANTAS, T. M. F. B.; DINIZ, L. V. O.
RUGOSCOPIA PALATINA: AVALIAÇÃO DO PADRÃO DAS RUGAS PALATINAS EM MODELOS DE GESSO ..................................................................................... 147 SILVA, R. R. A.; TORRES, B. O. SATISFAÇÃO DE PACIENTES ODONTOLÓGICOS NA REDE INSTITUCIONAL E PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ......................... 148 CABRAL, R. A.; PAIVA, M. B. M. SATISFAÇÃO DOS CUIDADORES COM OS SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS OFERTADOS AOS PACIENTES PEDIÁTRICOS COM SÍNDROME DE DOWN ........... 149 FRAGOSO, D. N.; CARDOSO, A. M. R. SCREENING ANTIBACTERIANO DE SPONDIAS MOMBIN SOBRE MICROORGANISMOS RELACIONADAS À INFECÇÕES ENDODÔNTICAS PERSISTENTES .... 150 SANTOS, C. A. O.; COSTA, M. R. M. SISTEMAS ROTATÓRIOS E RECIPROCANTES NA ENDODONTIA ........................ 151 FERREIRA, J. M. C.; CAMPOS, F. A. T. TAXA DE SOBREVIDA E COMPLICAÇÕES DE LAMINADOS CERÂMICOS ............. 153 GERBASI, A. B. F.; ABILIO, V. M. F. TÉCNICAS PSICOLÓGICAS UTILIZADAS PELOS ODONTOPEDIATRAS DA PARAÍBA ................................................................... 154 TARGINO, M. I. M. F.; TRINTA, R. R. S. TELESSAÚDE NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: AVALIAÇÃO DE APLICABILIDADE DA TELECONSULTORIA ASSÍNCRONA PELOS CIRURGIÕESDENTISTAS NAS USFS DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ................................. 155 DANTAS, R. A.; ARAÚJO, I. M. TERAPIA FOTODINÂMICA E LASER VERMELHO DE BAIXA INTENSIDADE NO TRATAMENTO DE PACIENTES ONCOLÓGICOS COM MUCOSITE ORAL ............... 156 GONÇALVES, R. I. S.; PINHEIRO, R. C. Q.
TESTES DE ANSIEDADE INFANTIL AO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO: UMA REVISÃO NARRATIVA ............................................................................ 157 ABRANTES, Y. G.; OLIVEIRA, R. V. D. TOXINA BOTULÍNICA NA ODONTOLOGIA......................................................... 158 PONTES, S. I. S.; ARNAUD, R. R. TRATAMENTO DAS FRATURAS MANDIBULARES .............................................. 159 MARANHÃO, P. S. G.; PAIVA, R. G. TRATAMENTO DE LESÕES ORAIS EM PACIENTES PÓS-QUIMIOTERAPIA ........... 160 GUIMARÃES, S. F.; GONÇALVES, P. G. P. TRAUMA DE FACE E SEUS ASPECTOS PSICOLÓGICOS ..................................... 161 LUNA, E. D. A.; SANTOS, L. A. M. USO DA MICROSCOPIA OPERATÓRIA COMO AUXILIAR DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO .............................................................................................. 162 GOMES, M. I. A. M.; SOUSA, J. C. N. USO DE PRÓTESE REMOVÍVEL DO TIPO OVERLAY NO RESTABELECIMENTO DA DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO ................................................................ 163 SOUSA, I. J.; MOTA, A. C. L. G. UTILIZAÇÃO DO SERVIÇO ODONTOLÓGICO PELOS PACIENTES PEDIÁTRICOS COM SÍNDROME DE DOWN: percepção dos cuidadores ............................................ 164 SILVA, G. M. L. N.; CARDOSO, A. M. R. VACINA ANTICÁRIE: CONCEITOS, ESTÁGIO ATUAL E PERSPECTIVAS FUTURAS..... 165 QUEIROZ, M.M.; FERREIRA, A. F. M VARIAÇÃO DE TEMPERATURA NA SUPERFÍCIE DENTAL DURANTE UMA SESSÃO DE CLAREAMENTO FOTOATIVADO POR LED VIOLETA E LED AZUL ......................... 166 BENICIO, T. C. M.; PATRICIO, C. E. G.
20 A EFETIVIDADE NA APLICAÇÃO DA TERAPIA CIRÚRGICA PARA CORREÇÃO DE DESORDENS INTRACAPSULARES NA ATM MEDEIROS, J. K.; PINHEIRO, R. C. Q. As desordens temporomandibulares representam um amplo espectro de mudanças funcionais e condições patológicas que afetam a articulação temporomandibular (ATM), além de envolver músculos mastigatórios e demais componentes da região bucomaxilofacial. Diferentes alternativas têm sido propostas para o tratamento do desarranjo interno (DI) na ATM, sendo interdependentes ao grau de severidade da condição. O presente estudo analisou se as técnicas cirúrgicas de artroscopia e artrocentese estão associadas a uma melhora sintomática e funcional de pacientes com DI na ATM, verificando possíveis diferenças referentes ao grau de sucesso de cada uma, observando seu acompanhamento pós-operatório e parâmetros clínicos para determinar o sucesso da terapia cirúrgica. As buscas foram feitas na base de dados PubMed, e as palavras-chave utilizadas para a busca dos artigos foram “Arthroscopy TMJ”, “Arthrocentesis TMJ”, “TMJ Surgery”, as buscas foram feitas no período de julho a setembro de 2018. Obtivemos 75 títulos inicialmente, e dentre estes, 15 foram selecionados onde seis foram descartados por se tratarem de estudos retrospectivos, ficando dentro dos critérios de inclusão 9 artigos de língua inglesa que foram lidos integralmente, avaliados, e disposto na discussão desta revisão sistemática da literatura. Observando de modo geral, existem ainda poucos estudos clínicos utilizando amostras mais representativas que façam acompanhamentos mais detalhados durante um tempo prolongado. Houve muita escassez quanto aos procedimentos que envolvessem artroscopia, que apesar das limitações, mostrou-se eficaz, mas a artrocentese ainda se mostrou mais eficiente, principalmente quanto a redução da dor a longo prazo. Apesar de uteis, só devem ser aplicadas dentro de suas indicações, ainda muito restritas, onde teremos sempre como tratamento de primeira escolha, os procedimentos não cirúrgicos. DESCRITORES: Síndrome da Disfunção da Articulação Temporomandibular. Procedimentos Cirúrgicos Bucais. Artroscopia. Artrocentese.
21 A EXTENSÃO ANTERIOR DA ALÇA DO NERVO MENTUAL E SUA INFLUÊNCIA NO PLANEJAMENTO DE IMPLANTES OSSEOINTEGRADOS: ESTUDO EM TOMOGRAFIAS COMPUTADORIZADAS DE FEIXE CÔNICO DE PACIENTES TOTALMENTE EDÊNTULOS BRAGA, A. L. P. C.; ARAÚJO, J. M. S. A osseointegração proposta por Branemark trouxe um grande aumento nos níveis de sucesso para a implantodontia, visto que essa técnica garante uma conexão estrutural e funcional entre o tecido vivo e o implante, permitindo que se obtenha uma melhor fixação e um maior suporte às forças mecânicas. O tratamento proposto por Branemark foi o “protocolo de Branemark”, onde eram instalados de 4 a 6 implantes interforames mentuais com o intuito de reabilitar o paciente com uma prótese fixa. O forame mentual é um acidente anatômico de primordial importância no planejamento e instalação de implantes nessa região. Por se tratar de uma estrutura nobre, o profissional deve manter uma margem de segurança em relação ao seu término. O estudo proposto visa investigar a prevalência das diferentes variações anatômicas relacionadas à emergência do nervo mentual e analisar a extensão anterior de sua alça, por meio da avaliação em tomografia computadorizada de feixe cônico. Esta pesquisa se caracteriza como descritiva, exploratória, documental e quantitativa, realizada nas dependências da clínica Interface - Diagnósticos Odontológicos por Imagem. A amostra não probabilística contém um total de 80 (oitenta) tomografias selecionadas por conveniência. Na análise dos dados são realizadas distribuições absolutas e percentuais. Os cálculos estatísticos são realizados por meio do programa Statistical Package for Social Science (SPSS), versão 20.0. Os requisitos propostos pelo Conselho Nacional de Saúde/ Ministério da Saúde, através da Resolução nº 466/2012 (BRASIL, 2013), como a apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do UNIPÊ (CEP) e o recebimento da certidão de aprovação do mesmo, estão devidamente atendidos e respeitados. Como resultados, demonstra-se uma grande prevalência do loop entre os exames analisados, com medidas mais frequentes entre 2,0 e 2,9 mm. Conclui-se a efetivação dos objetivos da pesquisa e defende-se a importância do planejamento adequado em implantodontia osseointegrada e a divulgação das informações coletadas e analisadas, a fim de um melhor planejamento clínico. DESCRITORES: Forame Mentoniano. Implantes Dentários. Tomografia.
22 A IMPORTÂNCIA DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA UTI: REVISÃO DE LITERATURA MONTEIRO, J. A.; COSTA, D. F. N As unidades de terapia intensiva (UTIs) são voltadas às necessidades de atendimento do paciente cujo estado exige uma assistência e observação contínuas dos profissionais de saúde. A presença da placa bacteriana na boca pode influenciar as terapêuticas médicas, devido aos fatores de virulência dos micro-organismos que nela se encontram, os quais podem ser agravados pela presença de outras alterações bucais como a doença periodontal, cáries, necrose pulpar, lesões em mucosas, dentes fraturados ou infectados, traumas provocados por próteses dentárias, dentre outras, que podem trazer para o paciente repercussões clínicas. Para estas condições serem adequadamente tratadas, fazse necessária a presença de um cirurgião-dentista em âmbito hospitalar como suporte no diagnóstico das alterações bucais e como coadjuvante na terapêutica médica; seja na atuação em procedimentos emergenciais frente aos traumas, em procedimentos preventivos quanto ao agravamento da condição sistêmica ou o surgimento de uma infecção hospitalar e procedimentos restauradores, como raspagem de tártaro, exodontia, entre outros, na adequação do meio bucal e maior conforto ao paciente. O presente estudo tem como objetivo analisar a importância do cirurgião dentista frente à prevenção de infecções odontológicas em pacientes hospitalizados em UTIs, elucidando a importância da manutenção da higiene oral de pacientes internados em UTI, apontando os riscos sistêmicos relacionados às infecções de ordem bucal e descrevendo os protocolos de higiene bucal em pacientes internados em UTIs. DESCRITORES: Cirurgião-Dentista. Unidade de Tratamento Intensivo. Infecções Odontológicas.
23 A SÍNDROME DE BURNOUT EM CIRURGIÕESDENTISTAS DOS CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS BRANDÃO, S. A. S.; BRITO, C. S. M. Cirurgiões-dentistas (CD’s) que trabalham na rede pública de atendimento estão sujeitos às condições precárias de trabalho decorrentes de uma estrutura por vezes deficitária, podendo colocar em risco suas vidas. A literatura aponta os CD’s como profissionais vulneráveis a riscos ocupacionais, devido às características peculiares a sua atuação laboral, assim como existência de alta prevalência da Síndrome de Burnout (SB), uma das formas mais graves de estresse ocupacional, o que resulta em baixa satisfação profissional e consequente queda da produtividade e qualidade dos serviços prestados, gerando consequências negativas quanto à qualidade de vida no trabalho desses profissionais. Sendo assim, o objetivo geral deste trabalho científico foi comparar os indicativos da SB dentre os cirurgiões-dentistas que atuam nos Centros de Especialidades Odontológicas nos municípios de João Pessoa e Cabedelo na Paraíba, em relação à rotina de trabalho, traçando o perfil sociodemográfico dos participantes da pesquisa; verificando se existe prevalência da SB entre os CD’s que atuam em especialidades distintas nos CEO’s; e aferir os índices relativos aos riscos da SB dos CD’s quanto à rotina de trabalho: carga horária, perfil e número médio dos pacientes atendidos semanalmente. Tratou-se de pesquisa exploratória descritiva, de abordagem quantitativa e transversal. Quanto à coleta de dados, foram utilizados dois questionários (sociodemográfico e MBI-HSS). Participaram, voluntariamente, 30 CD’s que trabalham em seis CEO’s, localizados em João Pessoa e Cabedelo. Analisando as variáveis sociodemográficas, verificou-se que a maioria era do sexo feminino (63,3%), idade acima dos 35 anos (80%), estado civil casado (73,3%) e com filhos (70%). Observou-se que 70% tinham especialização; 13,3% fizeram mestrado; 6,7% possuíam doutorado; e 10% possuíam outro tipo de pós-graduação, tendo um tempo médio de atuação profissional superior a 31 anos (33,3%). Os resultados ainda apontaram que: 6,7% dos CD’s apresentavam evidências da SB (quarta fase); 30% têm alto risco de desenvolver essa síndrome (terceira fase); 20% apresentam médio risco (segunda fase); e 43,3% têm baixa chance de manifestar algum sinal dessa síndrome (primeira fase). Também foi possível afirmar que a SB não depende diretamente da atividade laboral relacionada ao atendimento a pacientes com necessidades especiais. Todavia, a prevalência da SB apresentou risco aumentado quando avaliados os números médios de pacientes atendidos (p=0,032) e a carga horária semanal dos profissionais (p=0,021). Diante dos resultados, sugerem-se modificações no
24 ambiente de trabalho visando a melhoria da percepção dos profissionais, servindo como medida de prevenção da SB, pois características organizacionais, como o ambiente físico laboral, podem atuar como desencadeadores desta síndrome. Outros aspectos a serem identificados e trabalhados referem-se às características pessoais de envolvimento com o trabalho, às relações mantidas com colegas, pacientes e gestores. Deve-se enfatizar que o estudo da Síndrome de Burnout em cirurgiões-dentistas atuantes no serviço público tem, além do interesse com a saúde do trabalhador, a intenção de melhorar atendimento e serviços prestados à população, visto que a negligência, a irritabilidade e a agressividade são sintomas comportamentais que podem estar presentes nessa síndrome e prejudicam, portanto, o atendimento aos pacientes. DESCRITORES: Cirurgiões-Dentistas. Burnout. Saúde Pública.
25 ABORDAGEM DAS FRATURAS MANDIBUALRES: UMA REVISÃO DE LITERATURA OLIVEIRA, B. R. T.; ARAÚJO, J. M. S. O trauma é considerado um problema com grande relevância na saúde pública, estando associado à um número significativo de óbitos, o qual soma parte da população jovem e produtiva, estabelecendo sequelas significativas em suas vítimas. Os principais agentes causadores em ordem de prevalência, são os acidentes automobilísticos, sobretudo envolvendo motos, agressão física, queda da própria altura, atingindo principalmente o sexo masculino na terceira década de vida. A mandíbula é o único osso móvel da face e tem importante função na mastigação, deglutição, fonação e estética facial, devido à sua topografia anatomia e projeção anterior corporal é um osso muito exposto, fazendo com que a fratura mandibular ocupe o segundo lugar entre as fraturas dos ossos da face, os sinais e sintomas mais comuns das fraturas mandibulares incluem sensibilidade intensa à palpação, dor, trismo de leve a severo, edema, hematoma, sialorreia, assimetria facial, crepitação óssea e alteração da oclusão. As fraturas mandibulares na maioria das vezes são causadas por traumatismo direto, mas, eventualmente, podem surgir fraturas patológicas, em função de lesões tumorais. São classificadas quanto ao tipo, região, exposição ou não, ao lado da ocorrência (esquerdo/direito) e também quanto à extensão. O atendimento inicial ao paciente vítima de traumatismo envolve uma sequência de avaliações detalhadas e procedimentos imediatos, os quais quando executados podem diminuir o risco de óbito do paciente nas primeiras horas após o trauma, os tratamentos são empregados para redução e fixação das fraturas mandibulares, as técnicas de fixação buscam atingir os requisitos para uma melhor imobilização. DESCRITORES: Trauma facial. Fratura de mandíbula. Pacientes politraumatizados.
32 ANÁLISE FRONTAL FACIAL COMPUTADORIZADA EM CRIANÇAS COM MICROCEFALIA: IMPLICAÇÕES DA ALTERAÇÃO DO PERÍMETRO CEFÁLICO SOBRE A FACE VENTURA, L. A. F.; BRITO, C. S. M. Esta atual pesquisa tem como objetivo a análise frontal da face em fotografias, por meio do software Radiocef(Radiomemory), buscando as implicações sobre a morfologia da face, decorrentes da diminuição do perímetro cefálico em crianças com diagnóstico conclusivo de microcefalia e menores que doze anos. O projeto pretende mensurar distâncias e angulações entre pontos específicos em cada face, idealizando obter relações entre alterações do perímetro cefálico e o padrão facial dessas crianças. Também prevê subsidiar planejamentos para o desenvolvimento de tratamentos preventivos e/ou intervencionistas ortodônticas especiais, além de estimular o desenvolvimento de pesquisas e os conhecimentos da odontologia na microcefalia. A coleta será feita no banco de dados disponibilizado pela Caravana do Coração e todos os dados coletados serão anotados cautelosamente no formulário, usado como instrumento de coleta para esta pesquisa. A amostra será de 67 fotografias, onde não serão expostas as identidades ou similares daqueles que dispensaram tais imagens, de acordo com os princípios da Resolução do CNS nº 466/2012, no que se refere à preservação do anonimato dos sujeitos envolvidos na pesquisa. Os dados oriundos das fotografias das faces, serão processados por meio da análise facial computadorizada software Radiocef, da radiomemory. Este programa permite a marcação de 20 pontos nas faces que serão calculados por meio de dados estatísticos e obtidos os resultados. DESCRITORES: Microcefalia. Análise Facial computadorizada. Fotografias.
33 ANÁLISE TOMOGRÁFICA DA PRESENÇA DE CANAIS MANDIBULARES BÍFIDOS MADRUGA NETO, J. A.; SANTOS, A. M. Alguns procedimentos na odontologia, como anestesias, instalação de implantes dentários, cirurgias ortognáticas e exodontias de terceiros molares podem variar quanto ao grau de dificuldade e complicações cirúrgicas devido a anatomia do canal mandibular. Detectar essas variações é de considerável relevância para o cirurgião dentista, sendo vital na prevenção de complicações trans e pós-operatórias. Neste estudo epidemiológico observacional descritivo, foram avaliadas 120 tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) realizadas entre os anos de 2016 e 2017 de pacientes de ambos os sexos, excluindo amostras de pacientes com histórico de trauma na mandíbula, lesões ósseas na arcada inferior e cirurgia ortognática ou reparadora na região posterior da mandíbula. Os canais mandibulares bífidos encontrados foram classificados segundo Langlais et al. (1985). Foi observado a presença de canal mandibular bífido em 16 (13,3%) TCFC analisadas, destas, 5,8% foram no sexo masculino e 6,7% no feminino. O Tipo I (43,75%) foi o mais comumente encontrado e o lado esquerdo da mandíbula (8,3%) foi o mais afetado. Desta forma, pode-se concluir que a TCFC é um ótimo meio de diagnosticar a presença de canais mandibulares bífidos, proporcionando uma visão detalhada da mandíbula, além disso, a sua incidência é significante, não tendo prevalência por sexo, lado da mandíbula e tipo de bifurcação. Ainda cabe salientar que a presença de canais mandibulares bífidos não deve ser desconsiderada pelos cirurgiões dentistas. DESCRITORES: Tomografia Computadorizada por Feixe Cônico. Canal Mandiblar Bífido. Mandíbula.
34 ANOMALIAS DENTÁRIAS E CRONOLOGIAS ERUPTIVAS CORRELACIONADAS EM CRIANÇAS NASCIDAS COM MICROCEFALIA INTERAMINENSE, A. T. S.; PINHEIRO, R. C. Q. A microcefalia não é uma doença em si, mas um sinal clínico que consiste em uma má formação em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada e possui etiologia complexa e multifatorial. Uma maturação tardia do cérebro pode estar associada a uma dentição completa em atraso em seres humanos modernos. Esta pesquisa teve como objetivo identificar as anomalias dentárias e cronologias eruptivas mais frequentes em crianças nascidas com microcefalia, assim como identificar qual o sexo mais acometido por estas, e analisar se estes pacientes tiveram contato com o ZikaV através da mãe. Tratase de uma pesquisa exploratória com abordagem quantitativa e a amostra foi composta por 30 participantes. A análise dos dados foi realizada por meio do software R. Utilizou-se ainda o Microsoft Excel, para tabulação dos dados e criação de gráficos dinâmicos. Das crianças participantes, o sexo feminino foi predominante sobre o sexo masculino. Mais da metade das mães (53%) não apresentaram qualquer sintomatologia inerente a infecção do ZikaV, enquanto uma menor parcela (47%) não apresentou sintomatologia. As famílias das crianças participantes pertencem às classes sociais C1 (13%), C2 (40%), D (40%) e E (7%). Foi observado alterações na cronologia eruptiva das crianças participantes do estudo e uma grande maioria (93%) teve sua alimentação exclusivamente através da amamentação até os dez meses de vida. Todas as crianças deste estudo nasceram a termo. De acordo com os dados obtidos, conclui-se que: as alterações na cronologia eruptiva de crianças nascidas com microcefalia são iguais para ambos os sexos e podem estar relacionadas à classificação socioeconômica e amamentação. Embora mais da metade das mães não tenha relatado qualquer sintomatologia, não se anula a possibilidade do vírus ser o fator etiológico da microcefalia. DESCRITORES: Microcefalia. Anomalias Dentárias. Cronologias Eruptivas.
35 APLICABILIDADE DE BMP2 NAS CIRURGIAS RECONSTRUTIVAS ARAÚJO, C. M.B.; ARAÚJO, J. M. S. O enxerto ósseo autógeno é considerado o “padrão ouro”, devido suas características: osteoindutora, osteocondutora e principalmente osteogênica. Porém devido sua limitada disponibilidade, ou pela morbidade cirúrgica associada, por vezes sua utilização fica prejudicada, sendo necessário lançar mão de substitutos ósseos. Podemos citar dentre as BMPs, as que estão relacionadas com a formação óssea por osteoindução, são elas: rh-BMP2, BMP4, BMP6 e BMP7. Este estudo tem por objetivo revisar a literatura e discutir sobre o uso do biomaterial rh-BMP2 nas reconstruções maxilo mandibulares. Este trabalho caracterizase como um estudo de revisão narrativa realizada através de pesquisas bibliográficas, onde se utilizará as bases de dados BBO, LILACS, SCIELO e MEDLINE. Foram selecionados artigos publicados entre 2000 e 2017, os artigos selecionados em português e inglês. Nesta revisão o enfoque será na rh-BMP-2, que ao ser colocado em meio adequado induz formação óssea. A mesma age localmente induzindo a diferenciação celular. Na odontologia a proteína está indicada nos grandes casos de fraturas e defeitos ósseos traumáticos, tratamento periodontal, pós-remoção de patologias, cirurgias para levantamento de seio maxilar e tratamentos de fissuras labiopalatinas. A proteína morfogenética, em altas concentrações induz preferencialmente à ossificação direta ou intramembranosa. O seu uso exige cuidado e conhecimento clínico-científico por parte do cirurgião, visto que é um material, cuja comprovação científica para alguns tipos de defeitos ósseos na região crânio faciais ainda se encontra em estado de evolução. DESCRITORES: Enxerto ósseo. Reabsorção óssea. Implante.
36 ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA AO PACIENTE ONCOLÓGICO PÓS-TERAPIA ANTINEOPLÁSICA BRASILEIRO, M. M. M. S.; BATISTA, M. I. H. M. O câncer é uma multiplicação desordenada de algumas células atípicas e defeituosas, que por algum motivo não são percebidas pelo sistema imunológico a tempo de intervenção do mesmo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, por ano, aparece mais de um milhão de casos, sendo que muitos nem são registrados porque o indivíduo vem a óbito antes mesmo da detecção da doença. Pacientes com câncer necessitam de uma atenção odontológica prévia à oncoterapia, visando à eliminação e a estabilização da saúde bucal do indivíduo durante os períodos trans e pós-tratamento. A terapia antineoplásica gera imunossupressão e alterações na cavidade bucal que muitas vezes pioram o quadro geral dos pacientes, podendo culminar na interrupção do tratamento quimioterápico, no entanto os cuidados bucais podem diminuir a morbidade e mortalidade dos pacientes oncológicos. Este trabalho teve como objetivo apresentar os cuidados odontológicos para as manifestações bucais que podem ocorrer depois do tratamento antineoplásico. Como metodologia, foi realizada busca nas bases de dados Pubmed, Lilacs e Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO), além de capítulos de livros, dissertações. Baseados nos estudos analisados foram encontrados as alterações bucais mais frequentes e propôs algumas formas de tratamento odontológico para o suporte a estes indivíduos, os quais receberam terapia antineoplásica, com o objetivo de proporcionar aos profissionais da saúde opções terapêuticas que melhorem a qualidade de vida dos indivíduos com câncer. DESCRITORES: Quimioterapia. Radioterapia. Câncer. Cirurgião-dentista. Neoplasia.
37 ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA PEDIÁTRICA EM PACIENTES LEUCÊMICOS SANTANA, M. C. L. C.; LIMA, J. M. A Leucemia é o câncer das células brancas do sangue, os leucócitos. Elas começam na medula óssea e vão se espalhando por todo o corpo humano circulando de forma imatura, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos, das plaquetas e dos glóbulos brancos, autores afirmam que a leucemia vem sendo a neoplasia mais comum na infância. Considerando a leucemia como problema de saúde pública, e levando-se em consideração a ausência em hospitais, da assistência odontológica, especializada nesse problema, organizou-se a pesquisa. Diante da problemática, esse estudo visa observar qual a importância da assistência odontológica pediátrica em pacientes com leucemia. A pesquisa também objetiva identificar as contribuições da assistência odontológica pediátrica, para manutenção da saúde bucal durante o processo de tratamento oncológico de pacientes pediátricos com leucemia. De forma mais especifica, objetiva-se revisar a literatura sobre assistência odontológica pediátrica em pacientes com esse tipo de câncer, e descrever os principais tratamentos odontológicos oferecidos aos pacientes pediátricos leucêmicos. Este trabalho é uma pesquisa bibliográfica e descritiva, utilizando como instrumento a revisão de literatura dentro de um recorte temporal entre os anos 2000 e 2018, considerando os doutrinadores, a ciência da odontologia, o câncer do tipo leucemia, a especialidade „odontopediatria, nas bases de dados: LILACS, PUBMED e MEDLINE. Os resultados indicam a relevância da assistência odontológica no contexto hospitalar, sobretudo, na pediatria oncológica (leucemia), e contribui para o fomento de pesquisa, bem como para o incentivo à implantação desse tipo de assistência nos hospitais. DESCRITORES: Odontopediatria. Leucemia. Câncer.
38 ASSOCIAÇÃO ENTRE RENDIMENTO DE ATLETAS E SUA SAÚDE BUCAL: REVISÃO DA LITERATURA SILVA, B. V. S.; CAMPOS, F. A saúde bucal está intimamente relacionada ao rendimento do atleta. Atletas necessitam de acompanhamento odontológico para que problemas bucais não interfiram em sua rotina de treinamentos e competições, através do tratamento e/ou prevenção de doenças bucais que possam comprometer o rendimento físico. A odontologia no contexto atual apresenta uma evolução cada vez ascendente, com o crescimento de uma tecnologia cada vez mais avançada, equipamentos, materiais e técnicas sofisticadas. A pesquisa foi do tipo bibliográfica e utilizou como descritores a etiologia, saúde bucal, desempenho, atletas, alto rendimento. Tem como objetivo mostrar a associação entre desempenho de atletas e sua saúde bucal, bem como os fatores que influenciam no rendimento de atletas. Foram utilizados como base de dados SCIELO, BIREME, GOOGLE ACADÊMICO, PUBMED E BVSMS. Foram pesquisadas bibliografias publicadas nos últimos vinte anos, entre 1998 a 2018. Dentre essas, livros, artigos científicos e monografias. Através desta pesquisa da revisão da literatura foi possível verificar como resultados, que atletas com deficiência de saúde bucal, com prevalência como: cárie dental, doença periodontal, disfunção da articulação temporomandibular, má oclusão, respiração bucal e traumas orofaciais, podem ser prejudicados no seu desempenho físico nos treinamentos e competições. Atualmente, o trauma orofacial relacionado ao esporte está entre as principais causas de lesões na face, tornando necessário o uso de protetores bucais em determinadas modalidades. Podese concluir que é essencial a odontologia na equipe multidisciplinar no esporte, que atue na prevenção de doenças bucais que possam interferir no desempenho de atletas e que é extremamente importante medidas educativas, preventivas, diagnóstico e tratamento precoce para evitar o surgimento e agravamento das patologias bucais. Considerando que a manutenção regular dos dentes e da cavidade bucal é essencial para garantir uma boa saúde e um bom desempenho como atleta. DESCRITORES: Etiologia. Saúde Bucal. Desempenho Atletas. Auto Rendimento.
39 ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO HOME CARE: ESTUDO BIBLIOGRÁFICO VIEIRA, E. A. M.; DINIZ, L. V. O. A Odontologia é uma ciência marcada por avanços em pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos, que corroboram efetivamente com o avanço clínico e acadêmico da área. Na linha do tempo desde o estabelecimento da Odontologia como ciência aos dias atuais, é notória a evolução desses estudos, assim como novas áreas de atuação do cirurgião dentista. Foram realizadas busca e análise de artigos científicos e bases de dados bibliográficos sobre a atuação do cirurgião dentista no atendimento home care. Foram empregados na estratégia de buscas os termos: assistência domiciliar, Odontologia domiciliar, home care, saúde bucal. Os critérios de inclusão adotados foram artigos publicados em português ou inglês; artigos indexados nas bases de dados LILACS e SciELO; artigos publicados nas últimas três décadas e legislação federal sobre o tema abordado, alcançando um total de 51 estudos para análise e discussão. Em conformidade com os autores estudados, destacase a importância de investimentos no setor de atendimento home care, partindo desde a graduação de Odontologia com ensino de cuidados e manejo do paciente em domicilio, à busca de capacitação por parte dos profissionais, assim como políticas públicas voltadas para essa modalidade de oferta dos serviços de saúde. O Cirurgião Dentista no atendimento home care, pode realizar procedimentos de baixa e média complexidade, sempre de acordo com necessidade, plano de tratamento e condições sistêmicas do pacientes, este profissional conta ainda com equipamentos desenvolvidos para o âmbito domiciliar. Este profissional deve ainda contar com capacitação e segurança para avaliar o paciente em seu estado geral de saúde, além de promover ambiente auspicioso para dialogo e auxilio dos familiares e cuidadores, relação esta findada por ética, respeito e humanização. DESCRITORES: Assistência domiciliar. Odontologia domiciliar. Saúde bucal.
40 ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO DENTISTA NA ORIENTAÇÃO CONTRA MUCOSITE ARRUDA, J. N. C. C.; ALMEIDA, M. R. L. Dentre as modalidades terapêuticas para tratamento e controle das neoplasias malignas de cabeça e pescoço a radioterapia (RDT) e a Quimioterapia são modelos bem estabelecidos que consistem na erradicação de células tumorais e preservação dos tecidos normais incluídos no campo de irradiação. Os tecidos subjacentes ao campo de irradiação, que sofrem ação da RDT ou Quimioterapia, são prejudicados de tal forma, que muitas vezes limita o tratamento temporária ou permanentemente. As doses na região de cabeça e pescoço são muito altas causando diversos efeitos tóxicos aos tecidos normais, que podem ser classificados em agudos e tardios. Para que os efeitos indesejados sejam atenuados, já que alguns não podem ser totalmente evitados, a realização de uma avaliação odontológica precedente ao início da intervenção antineoplásica é indispensável, além do acompanhamento durante e após o tratamento. Nesse aspecto, se faz o seguinte questionamento: Qual o papel do cirurgião dentista na prevenção da mucosite oral em pacientes oncológicos? Esse trabalho tem a pretensão de realizar uma revisão de literatura, na tentativa de trazer informações relevantes acerca da atuação e intervenção do cirurgião-dentista frente à prevenção e diagnóstico precoce da mucosite oral. Diante do exposto, revela-se a justificativa do tema proposto, considerando que o cirurgião-dentista é o elo inicial na detecção de lesões orais, uma vez que é de sua competência o exame minucioso da cavidade bucal. O estudo tende a proporcionar uma melhor compreensão da doença, tanto em relação aos fatores de risco quanto à efetividade das ações preventivas, favorecendo assim o desenvolvimento de ações de prevenção, promoção e diagnóstico precoce como forma de gerar melhorias na saúde bucal e sobrevida do paciente oncológico, efetivando assim, maiores esclarecimentos acerca da relevância do cirurgião-dentista frente a essa problemática. DESCRITORES: Mucosite. Oncologia Odontológica. Neoplasias.
41 ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO DENTISTA NA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA NOSOCOMIAL ARAÚJO, R. D., GONÇALVES, P. G. P. O manejo de pacientes hospitalizados requer um trabalho em equipe multidisciplinar, de modo que os profissionais da odontologia também exercem função importante no tratamento. Em pacientes submetidos à intubação orotraqueal, os riscos são elevados para o desenvolvimento de pneumonia nosocomial, infecção adquirida após 48 horas de intubação. O objetivo desse trabalho é reforçar a importância do cirurgião dentista nas equipes multidisciplinares atuantes em UTI, e a eficácia da sua atuação na diminuição de casos de pneumonia nosocomial. Estudos comprovam que há redução significativa do tempo de internação e taxas de morbidade e mortalidade dos pacientes quando submetidos a tratamentos odontológicos de pacientes hospitalizados, como controle da microbiota, diagnóstico e tratamento de condições bucais causadas ou não pelo tratamento sistêmico e atendimentos emergenciais estão entre as atribuições do dentista em âmbito hospitalar. DESCRITORES: Pneumonia associada à ventilação. Hospital. Odontologia. Dental service. AVALIAÇÃO DA ALTERAÇÃO DE COR DO ESMALTE
48 se que os AL não apresentaram alterações morfológicas e funcionais em espécimes do peixe zebra, no entanto mortalidade e alterações do ritmo cardíaco (cardiotoxicidade) foram observadas, enfatizando a necessidade de estudos futuros em larga escala. DESCRITORES: Anestésicos Locais. Odontologia. Peixe-Zebra. Cardiotoxicidade.
49 AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DE UM CIMENTO ENDODÔNTICO BIOCERÂMICO ANGELO, T. S.; SOUZA, C. F. M. Os materiais biocerâmicos têm sido incorporados recentemente no mercado com a finalidade de serem utilizados como cimento reparador ou como cimento endodôntico. Embora, esse material apresente características biológicas adequadas, por ser um material relativamente novo, existe a necessidade de que novos estudos de suas propriedades fisicas sejam realizados. A proposta deste estudo é valiar o escoamento, a radiopacidade e o pH de um cimento biocerâmico, MTA Fillapex Bio, e comprá-lo com outros do mercado: Sialer 26, Endofill, Fillcanal, e AH Plus. O método da espalmabilidade foi utilizado seguindo a especificação 57 da ADA. O teste de escoamento foi realizado em triplicata, cada cimento foi manipulado e depositado sobre uma placa de vidro e, logo após, foi colocada outra placa de vidro e um peso adicional totalizando 120 g por 10 minutos. Com auxílio de um paquímetro, foram medidos os diâmetros maiores e menores dos cimentos, sendo obtida uma média aritmética. O cimento Biocerâmico obteve média aritimética de escomento maior que o Fill canal e o AH plus, apresentou equivalência com o Sialer 26 e uma média inferior ao Endofill. O pH dos cimentos foi avaliado através de corpos de provas confeccionados para ficar imersos em água destilada e contidos em estufa a 37°C durante 24h, decorrido esse período, observou-se no peagômetro os valores. O cimento Biocerâmico mostrou-se mais alcalino, o Sealer 26, o AH Plus e Fillcanal ficaram próximo da neutralidade e o Endofill apresentou pH levemente ácido. Na análise da radiopacidade, 3 corpos de provas dos cimento foram confeccionados e radiografados em película oclusal junto com a escala de alumínio. A radiopacidade do cimento Biocerâmico, Fill canal e Sealer 26 foi estatisticamente inferior ao AH plus (p<0,05). Diante disso, o cimento biocerâmico apresentou o pH mais elevado dentre os cimentos utilizados, sendo o cimento mais alcalino; obteve menor radiopacidade do que todos os cimentos; e apresentou escoamento igual ao sealer 26. DESCRITORES: Endodontia. Cimentos. Propriedades.
50 AVALIAÇÃO DE DENTES ARTIFICIAIS PARA USO NO ENSINO DA ENDODONTIA MORAIS, T. T.; SOUZA, C. F. M. O treinamento durante a pré-clínica é um passo fundamental para o sucesso dos tratamentos endodônticos que serão realizados no paciente posteriormente. Até hoje, muito poucos estudos se concentraram nas habilidades pré-clínicas dos alunos. O presente estudo tem como objetivo geral avaliar dispositivos artificiais que simulam canais endodônticos quanto a sua semelhança e praticabilidade no desenvolvimento de habilidades manuais para a clínica de endodontia. O estudo é do tipo observacional, laboratorial, descritivo, exploratório e quantitativo. Utilizou-se 60 dentes artificiais, sendo divididos em dois grupos, 30 artesanais (15 incisivos e 15 molares) e 30 prototipados (15 incisivos e 15 molares). Eles foram submetidos ao passo-a-passo do tratamento endodôntico e utilizando cinco tipos de sistemas no preparo químico mecânico. Empregando Protaper Universal Manual e ProDesign M como duas técnicas manuais, Protaper Next e ProDesign S como duas técnicas rotatórias e ProDesign R equivalente a reciprocante. Os dados foram devidamente tabulados e analisados por meio de estatística descritiva dos dados e a aplicação de testes específicos para verificação dos objetivos. Com relação ao comprimento aparente dos dentes, odontometria convencional e odontometria através do localizador apical eletrônico, os dentes prototipados apresentaram uma maior média quando comparados aos dentes artesanais. O tempo de preparo químico mecânico não mostrou diferença estatisticamente significativa quando comparado os dois tipos de dentes. Os que demandaram maior tempo foram os molares prototipados, por outro lado, os incisivos prototipados mostraram um tempo mínimo. Os sistemas mecanizados demonstraram menor tempo operatório em comparação com os manuais, o Protaper Manual demandou maior tempo e o ProDesign S menor tempo. O uso de dentes artificiais parece viável e útil do ponto de vista de treinamento, bem como nos aspectos legais e éticos. Constatou-se que os dispositivos artificiais artesanais e prototipados mostram-se semelhantes aos dentes naturais no que diz respeito às características anatômicas e medidas dos elementos, sendo uma opção prática e segura para uso no ensino da endodontia. DESCRITORES: Odontologia. Endodontia. Dente Artificial.
51 AVALIAÇÃO DE ESTUDANTES DO CURSO DE ODONTOLOGIA QUANTO A PRESENÇA DE BRUXISMO E DTM ALBUQUERQUE, M. T.L.; PINHEIRO, R. C. Q. Bruxismo e Desordem Temporomandibular (DTM), são distúrbios que geram efeitos sobre as estruturas do sistema estomatognático e estão associados à alguns fatores psicológicos como: ansiedade, estresse, depressão, sendo assim ambos se mostram com caráter multifatorial. O objetivo deste trabalho foi avaliar qual sexo é mais acometido pelos distúrbios, qual bruxismo foi mais frequente, analisar a qualidade do sono e as principais causas e manifestações clínicas desenvolvidas, pelos universitários do primeiro e último ano do curso de odontologia. Esta pesquisa tem uma abordagem quantitativa, de caráter bibliográfico e descritivo e contou com um universo de 277 estudantes do curso de graduação de Odontologia no Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, na cidade de João Pessoa, Paraíba. Para coleta de dados, foi utilizado um questionário adaptado do Bauru Orofacial Pain Group, validado e que corresponde aos desejos da pesquisa. O questionário foi composto por 27 questões de múltipla escolha, em que dentre as perguntas que foram realizadas estão: dores de cabeça frequente, dor facial, presença de apertamento ou ranger de dentes durante o sono, dor ou desconforto na mastigação, desconforto nos dentes ao acordar, travamento com boca aberta ou fechada, dor ou sensibilidade nos dentes, dor ou cansaço nos músculos da face, presença de ruídos durante o sono, além de algumas perguntas relacionadas ao sono desses estudantes. Os dados da coleta foram catalogados em forma de banco de dados do programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) para Windows, versão 20.0, e analisados por meio de estatística descritiva. Participaram da pesquisa 143 universitários, destes 107 (74,83%) correspondia ao sexo feminino e 36 (25,17%) ao sexo masculino, a faixa etária mais prevalente foi de 21 a 30 anos sendo de 91 (63,64%). Em relação a presença de bruxismo, 106 (74,13%) relataram não apresentar a parafunção e 37 (25,87%) afirmaram possuir o ato de ranger e/ou apertar, os períodos acadêmicos mais afetados foram aqueles do 9º e 10º período, sendo uma parcela de 65,04%. O turno de dor de cabeça mais relatado foi a noite (31,37%). Com isso, conclui-se que: o sexo mais afetado pelo bruxismo é o sexo feminino, os universitários que apresentaram a maior prevalência do hábito estão no nono e décimo período, visto que passam pela pressão psicológica de término de curso. DESCRITORES: Bruxismo. Dor facial. Disfunção Temporomandibular.
52 AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA SOBRE A ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO-DENTISTA DENTRO DAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA SILVA, K. N.; CARDOSO, M. M. N. Aos pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI’s), é necessário realizar cuidados bucais que visem prevenir futuras e novas infecções estando eles em um ambiente tão contaminado e com a saúde comprometida. Adequar o meio bucal, pode tanto tirar um paciente de um estado crítico quanto nortear o seu estado clinico, ao qual, os fatores que podem trazer influência negativa ao seu estado sistêmicos são diminuídos. A falta de higiene bucal leva ao aumento e crescimento bacteriano que podem interagir com microrganismos respiratórios, levando ao surgimento de patologias. Visto que as graduações formam cirurgiões-dentistas generalistas, existe a necessidade que obtenham conhecimento sobre esta área da odontologia. O objetivo deste trabalho foi analisar o conhecimento dos acadêmicos do Curso de Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ sobre a atuação do cirurgião-dentista dentro das Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s). A metodologia utilizada foi uma amostra de 311 acadêmicos de Odontologia do 5º ao 10º período, foi avaliado através da aplicação de questionários estruturados a respeito do conhecimento dos estudantes da graduação sobre a atuação do cirurgião-dentista dentro das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), o qual, a pesquisa ocorreu no Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Além disso, também foi avaliado a opinião do estudante a respeito de como tal conteúdo poderia ser abordado considerando a atual matriz curricular do curso. Os dados foram organizados em planilhas do software Microsoft Excel e analisados sob a técnica de estatística descritiva. Os resultados obtidos foram que sobre a odontologia hospitalar 95% afirmaram conhecer, 66% não souberam responder quais as áreas da odontologia hospitalar, 78% afirmaram saber da atuação do dentista na UTI, mas 92% não sabem o que é uma UTI, 59% não sabiam quais profissionais compõem a equipe multiprofissional da UTI, 81% sabem da atuação do dentista na UTI, 64% não sabem quais as competências do dentista na UTI, 58% não conhecem a lei, 67% nunca tiveram uma experiencia em UTI, mas 52% desejam obter, 46%, 26% e 14%, respectivamente, relataram sobre o assunto ser totalmente carente, carente mas já ouviu ou carente mas o assunto é fragmentado e 27%, 25% e 19%, respectivamente relataram poder ser capacitado para atuar nesta área ao fim da faculdade, poder estagiar em hospital durante a graduação e no mínimo saber como atuar em um hospital. De acordo com os resultados obtidos neste estudo, concluiu-se que o conhecimento dos acadêmicos de odontologia sobre a atuação
53 do cirurgião-dentista dentro das UTI’s é escasso, e precisa da atenção para como está sendo formado esses discentes para as áreas de trabalho existentes na odontologia. O mesmo contribuiu para mostrar a importância da implementação de uma disciplina específica para as áreas da odontologia hospitalar, podendo os alunos obterem aprendizado através do ensino prático-teórico, tornando-os qualificados para esta nova área da odontologia, que é extremamente importante para a saúde e bem-estar completo de um hospitalizado, principalmente os que se encontram em UTI’s. DESCRITORES: Unidade de Terapia Intensiva. Hospitalar. Odontologia.
54 AVALIAÇÃO DOS CONHECIMENTOS DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA DA UNIPÊ SOBRE A MORDIDA ABERTA ANTERIOR NASCIMENTO, S. K. B.; ANDRADE, S. G. B. A mordida aberta anterior pode ser definida como a presença de um trespasse vertical negativo existente entre as bordas incisais dos dentes anteriores superiores e inferiores. Pode prejudicar a estética e função do paciente, gerando dificuldade na formação de alguns fonemas, impedindo a apreensão e corte dos alimentos, e pode ter origem dentária e/ou esquelética. Tem como etiologia os fatores genéticos e ambientais como sucção digital, de chupeta, interposição lingual. Seu tratamento vai desde a remoção do hábito ainda na dentição decídua, como também o uso de grade lingual, esporões linguais, ortodontia corretiva e cirurgia ortognática. Considerando a alta prevalência da mordida aberta anterior, este trabalho teve por objetivo avaliar os conhecimentos dos acadêmicos de odontologia da UNIPÊ sobre o tratamento da Mordida Aberta Anterior. A amostra do presente estudo foi constituída por alunos concluintes do curso de bacharelado de Odontologia – 9º e 10º períodos respectivamente, do UNIPÊ. Ao todo foram 94 alunos concluintes convidados a participar da pesquisa, dos quais 35 do nono período e 59 do décimo período do curso de odontologia. O trabalho realizou-se através de um inquérito onde se utilizou um questionário com perguntas estruturadas contendo nove questões, em que abordavam assuntos relacionados a diagnóstico e tratamento da mordida aberta anterior, autoavaliação sobre a temática, meio pelo qual adquiriram este conhecimento, e avaliação da abordagem do tema durante a graduação. Na amostra foi encontrado maior domínio de precisão indicando à turma P10 com (89,73%), seguido do p9 com (88,1%). Conclui-se que, os alunos acertaram a maior parte das questões propostas, portanto foi alcançado um resultado satisfatório. DESCRITORES: Estética. Mordida Aberta Anterior. Hábito.
55 BRUXISMO NA INFÂNCIA: FATORES ASSOCIADOS E SUA INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA OLIVEIRA, R. M. B.; CAMPOS, F. A. T. O bruxismo na infância é um fenômeno que vem se tornando cada vez mais frequente em crianças pré-escolares e influenciando a sua qualidade vida. É considerado uma atividade parafuncional de ranger os dentes durante a noite ou apertar durante o dia. A etiologia deste hábito é incerta, porém diversos estudos mostram que vários fatores podem estar associados sendo estes locais, sistêmicos, hereditários, ocupacionais e relacionados a distúrbios do sono. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, exploratória e descritiva, que teve o objetivo de avaliar o impacto do bruxismo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal de crianças de acordo com a compreensão dos pais ou responsáveis, analisar a prevalência do bruxismo em crianças de 4 a 6 anos de idade e investigar os fatores associados a este hábito. A pesquisa foi desenvolvida em duas escolas municipais localizadas na cidade de Mamanguape – PB. A amostra foi constituída de 91 pais ou responsáveis, que responderam a dois questionários: um para avaliação da presença do bruxismo e os fatores associados e o Brazilian Early Childhood Oral Health Impact Scale (B-ECOHIS) para avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde bucal das crianças e de seus familiares. Após a coleta de dados, os mesmos foram analisados e interpretados a partir da estatística descritiva utilizando o programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences – SPSS, versão 22.0. A prevalência do bruxismo nas crianças de 4 a 6 anos de idade foi de 53,85% de acordo com a amostra estudada. Os hábitos bucais que apresentaram associação com o bruxismo foram a onicofagia, morder os lábios e mascar chiclete. Na avaliação da personalidade da criança, aquelas consideradas agitadas foram as que mais se associaram com o bruxismo. Mediante a qualidade de vida relacionada à saúde bucal, o bruxismo mostrou ter um impacto negativo na vida das crianças e de seus pais. Os resultados de prevalência do bruxismo apresentaram elevados a qual interfere diretamente na qualidade de vida das crianças e de sua família. DESCRITORES: Bruxismo. Odontopediatria. Qualidade de vida.
56 CIMENTAÇÃO EM PRÓTESE IMPLANTOSSUPORTADA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA SOUSA, V. M. R.; MOTA, A. C. L. G. As reabilitações próteses implantossuportadas têm se transformado em opção de tratamento frequente na prática da Odontologia moderna devido ao advento da osseointegração. A perspectiva em alcançar um tratamento final bem-sucedido tem crescido associada à evolução de materiais capazes de unir as próteses ao pilar do implante. O objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão de literatura a respeito da utilização de cimentos para cimentação de próteses implantossuportadas, sendo eles: cimento de fosfato de zinco, cimento ionômero de vidro e cimento resinoso, bem como suas vantagens e desvantagens, propriedades físicas e resistência mecânica, a fim de auxiliar a escolha do cimento que melhor se adaptaria às reabilitações implantossuportadas. A busca final resultou em 19 artigos, publicados entre 2013 e 2018, disponibilizados em forma de texto completo e no idioma inglês. Desta forma, concluímos que a maioria dos estudos incluídos nesta revisão de literatura mostrou que não existe cimento ideal, mas o cimento resinoso é o indicado para a cimentação definitiva não recuperável, e quando se busca a reversibilidade do procedimento cimentante o cimento fosfato de zinco apresenta características clinicamente eficazes, já o cimento de ionômero de vidro, apesar de pouco indicado, apresenta características intermediarias aos outros dois cimentos. DESCRITORES: Prótese dentária fixada por implante. Cimentação. Técnicas.
57 CISTOS GENGIVAIS EM RECÉM-NASCIDOS: MANUAL DE CONDUTA CLÍNICA MARINHO, D. I. S.; LIMA, J. M. Citados como cistos de lâmina dentária ou cistos alveolares, os cistos gengivais dos recémnascidos têm denominação derivada de sua localização na boca do bebê: Nódulos de Bohn, quando expressos no rolete gengival e as pérolas de Epstein presentes na rafe palatina. Assim, os cistos de inclusão têm como descrição clínica o aspecto de pequenas pápulas menores que 3 milímetros, esbranquiçadas, acinzentadas e ou branco amarelada, apresentando-se como cacho de uvas ou ainda como uma única lesão. Desta forma, eles têm origem a partir das células epiteliais, sendo aquelas que não foram reabsorvidas da fragmentação da lâmina dentária no processo da formação do dente. Dessa forma, esses cistos são considerados de inclusão epitelial, por serem formados a partir do epitélio embrionário. Situados na junção do palato duro e palato mole, são causados na sua grande maioria pelo bloqueio dos ductos salivares. Dessa forma, cabe pensar qual estaria sendo a conduta desses cirurgiões-dentistas, se, conforme a literatura existente sobre o tema, eles estão aptos a diagnosticar e tomar as medidas adequadas nesses casos. Tendo em vista a espontaneidade para a resolução dos casos de cisto gengival nas crianças de mais tenra idade, descobrir com esse trabalho o papel do profissional no acompanhamento desse tipo de alteração bucal, pensando na importância dele se preocupar em ter adequada conduta médica para conseguir um diagnóstico correto e preciso. Sendo assim, a questão motivadora desse trabalho foi: Como seria a conduta correta do profissional frente a um paciente recém-nascido com cistos na lâmina dentária? Este trabalho objetiva-se de maneira geral por construir um manual de conduta clínica para os casos de cistos gengivais em recém-nascidos a partir de uma revisão de literatura sobre o tema, e especificamente por descrever os cistos gengivais e suas características clínicas, etiopatogênicas e epidemiológicas e identificar o manejo clínico adequado para os casos em questão. No presente trabalho foi utilizada a metodologia da revisão de literatura, tratando-se de um levantamento do que foi produzido enquanto fonte teórica sobre o tema em questão, conseguindo se fazer uma análise do alcance das pesquisas existentes. A pesquisa foi realizada nas seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde, Google Acadêmico; Scielo, Medline, Portal de periódicos e o Banco de Teses da CAPES, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, J-STAGE. Foi utilizado o critério temporal de pesquisas após o ano de 2000. A pesquisa ficou restrita aos idiomas português e inglês, desde que alinhado com o tema. DESCRITORES: Cistos Odontogênicos. Cistos Gengivais. Cistos Orais em recémnascidos.
64 CONDUTA CLÍNICA E TERAPÊUTICA PARA A SINUSITE MAXILAR ODONTOGÊNICA: REVISÃO DA LITERATURA AURELIANO, M. S.; GONÇALVES, P. G. P. A sinusite odontogênica é uma alteração comum na população em geral e seu diagnóstico é complexo, tendo em vista que os sinais e sintomas são semelhantes às sinusites de outra ordem. Insucessos no tratamento de sinusites odontogênicas ocorrem devido a um diagnóstico falho quanto ao fator primário do processo infeccioso/inflamatório. Portanto, é necessária uma anamnese minuciosa, além de um exame físico bem realizado e exames imagiológicos específicos. A tomografia computadorizada de feixe cônico, constitui um método complementar de diagnóstico e exame por imagem de escolha para estes casos. A sinusite odontogênica necessita de um olhar especial, pois sua microbiologia, fisiopatologia e manejo, diferem em comparação às sinusopatias de outras origens. Aquela ocorre quando a membrana schneidiana é perfurada por progressão de processos cariosos em dentes superiores, trauma dentário maxilar e iatrogênias, como a colocação de implantes dentários e extrações dentárias. O tratamento da sinusite odontogênica deve ser multidisciplinar e consiste primariamente na eliminação do fator causal da origem dentária, acompanhada do manejo da infecção do seio maxilar através do uso de antibioticoterapia de largo espectro do tipo penicilina e derivados. DESCRITORES: Sinusite maxilar. Infecção. Endondontia.
65 CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA NO DIAGNÓSTICO DAS MÁS OCLUSÕES DE ANGLE RODRIGUES, F. B. R. B.; ANDRADE, S. G. B. A má oclusão é determinada como uma alteração do crescimento e do desenvolvimento que afeta a oclusão dentária. Apresenta alta prevalência e pode interferir negativamente na qualidade de vida, na interação social e no bem-estar psicológico dos indivíduos acometidos. Considerando a importância do tema, o estudo teve por objetivo avaliar os conhecimentos dos acadêmicos de odontologia da UNIPÊ sobre as diferentes más oclusões de Angle, pois visa entender como está acontecendo a formação de profissionais que atuarão na sociedade. Este trabalho caracterizou-se como um estudo epidemiológico descritivo transversal, quantitativo realizado através de um questionário com perguntas estruturadas A população do estudo foi constituída por alunos concluintes dos cursos de bacharelado de Odontologia – 9º e 10º períodos respectivamente, do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. De acordo com os resultados foi possível observar a média de acertos entre os dois períodos facilitando a análise e a comparação dos níveis de conhecimento dos acadêmicos de odontologia no diagnóstico das más oclusões de Angle. Os alunos do 9º período apresentaram uma pequena diferença a mais na compreensão do assunto em relação aos alunos do 10º período. De uma maneira geral, os resultados obtidos foram satisfatórios, onde percebeu-se que quase metade dos acadêmicos pesquisados obtiveram bons resultados nas proposições. DESCRITORES: Ortodontia. Má oclusão. Mandíbula. Maxila.
66 CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA QUANTO À RELAÇÃO ENTRE OS PROCEDIMENTOS RESTAURADORES E O PERIODONTO DELFINO, L. F.; LUCENA, K. R. Trata-se de pesquisa descritiva, quantitativa e transversal e tem como finalidade avaliar os conhecimentos dos alunos matriculados no 6° e 8° período que já cursaram respectivamente as disciplinas de Dentística II e Periodontia II no Centro Universitário Unipê a respeito dos conhecimentos desses alunos sobre a inter-relação dos procedimentos restauradores e o peridonto. Após a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa, foram abordados um total de 147 indivíduos. Inicialmente, um estudo piloto foi realizado com 15 desses alunos, os quais foram excluídos da pesquisa. Os dados foram tabulados numa planilha EXCEL e analisados conforme a normalidade dos dados e demonstrados em gráficos e tabelas utilizando o programa WORD, versão 2013. O presente estudo evidenciou dentro de suas limitações , um resultado satisfatório quanto a avaliação dos conhecimentos dos acadêmicos do P8 e P6 na inter-relação entre Dentística e Periodontia, no tocante ao respeito e à saúde do periodonto e suas relações com os procedimentos restauradores. Ainda que os acadêmicos do P6 não tenham cursado a disciplina de Periodontia II , podemos considerar como positiva a sua participação no estudo, uma vez que demonstraram um conhecimento multidisciplinar dentro de suas limitações acadêmicas. Já os acadêmicos do P8, que já concluíram as demais disciplinas, demonstraram ter entendido a relevância dessa relação, dos cuidados exigidos em cada caso. DESCRITORES: Cervical. Periodonto. Resina. Facetas.
67 CONHECIMENTO DOS ALUNOS DE ODONTOLOGIA A RESPEITO DA INDICAÇÃO DE PRODUTOS FLUORETADOS PARA CRIANÇAS SILVA, T. F. S.; OLIVEIRA, R. V. D. Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória e quantitativa que teve como finalidade avaliar o conhecimento dos alunos de Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPE em relação a indicação de produtos fluoretados para crianças. Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, foram abordados 200 indivíduos, de ambos sexos, sendo que 20 deles fizeram parte apenas do estudo piloto (5 de cada semestre). A amostra não probabilística e obtida por conveniência foi composta por 180 alunos do 7° ao 10° períodos do curso. O questionário abordava itens relacionadas a indicação de produtos fluoretados para crianças e os cuidados a ser tomados para evitar a fluorose dentária. Os dados foram tabulados em planilha digital e analisados de forma descritiva, com auxílio do software estatístico R, versão 2.11.0. Os resultados apontaram que 84,5% dos alunos recomendariam o uso de dentifrício para crianças abaixo de 3 anos e 97,8% para crianças acima de 3 anos, entretanto ainda existem dúvidas quanto a concentração de flúor que o dentifrício deve conter. Com relação à quantidade, 84,6% recomendariam o equivalente a um grão de arroz para crianças que não sabem cuspir e 88,5% o equivalente a um grão de ervilha para as que sabem cuspir, podendo o dentifrício tanto ser de uso infantil quanto adulto. Quanto aos métodos de aplicação tópica de flúor mais indicados para cada faixa etária, houve confusão ao indicar o uso de gel para crianças abaixo de 3 anos (41,7%) e para aquelas que não sabem cuspir (26,4%). A maioria (70,2%) apontou que fluorose dentária seria uma intoxicação crônica por flúor, mas confundiu-se quanto aos fatores causais, apontando ser devido a água de abastecimento fluoretada (38,9%), ingestão acidental de flúor durante a aplicação tópica (13,4%); ingestão de alimentos com flúor (10,8%). Só 37,1% apontou a ingestão de dentifrício. Quanto aos cuidados para evitar a fluorose: 20,8% apontaram controlar a quantidade de dentifrício na escovação; 19,2% escovação supervisionada e 14,5% mantêlo fora do alcance das crianças. De um modo geral, os alunos tem conhecimento quanto a indicação de produtos fluoretados para crianças, mas ainda existem dúvidas quanto a concentração de flúor que o dentifrício deve conter, quais os métodos de aplicação tópica devem ser indicados para crianças que não sabem cuspir. Além de terem ficado confusos quanto aos fatores que contribuem para o desenvolvimento de fluorose e métodos de preveni-la. DESCRITORES: Flúor. Intoxicação por flúor. Fluorose dentária.
68 CONHECIMENTO DOS ESTUDANTES DE ODONTOLOGIA SOBRE A HIPNOSE TERAPÊUTICA RODRIGUES, M. R. C.; BATISTA, M. I. H. M. A hipnose é conceituada como um estado modificado da consciência, mais próximo da vigília do que do sono. Configura-se como um ótimo método terapêutico auxiliar com diversos benefícios na odontologia, visto que é possível tratar o paciente no consultório empregando essa técnica junto ao tratamento em diversas especialidades odontológicas, além de que permite a dispensa do uso de medicamentos algumas vezes. Deste modo, o objetivo desse trabalho foi avaliar o conhecimento dos estudantes de odontologia sobre a hipnose terapêutica em tratamentos odontológicos. Tratou-se de um estudo exploratóriodescritivo de abordagem quantitativa realizado com alunos devidamente matriculados no 1º, 5º e 10º períodos dos cursos de Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, no Curso de Odontologia da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, e no Curso de Odontologia da Faculdade Integrada de Patos – FIP. A amostra da pesquisa foi igual ao universo, sendo constituída de 257 estudantes. A coleta de dados foi realizada na Universidade Federal da Paraíba, UNIPÊ e na FIP sendo utilizado um questionário contendo questões objetivas relacionadas ao conhecimento sobre hipnose e sua aplicação. Com isso, constatou-se que os estudantes eram em sua maioria do gênero feminino (70%) com 18 a 21 anos (45,1%), não possuíam outra graduação (76%), não tinham conhecimento sobre as técnicas de hipnose (59%) e nem conheciam a resolução das Práticas Integrativas e Complementares (CFO nº82/2008) (72%). No entanto, a maioria dos entrevistados acreditava na técnica (75%), apresentavam vontade de fazer um curso sobre hipnose (77%) e acreditavam que o odontólogo possuía capacidade para realizar tal técnica (67%). Quando perguntados sobre as aplicações da hipnose na clínica odontológica houve o predomínio do controle de medo, trauma, ansiedade e tensão (17,9%). Em relação aos principais traumas no consultório observou-se que a maioria não tinha trauma (43,2%), seguido de barulho do motorzinho (12,1%). Concluiu-se que o fato de uma grande parcela dos estudantes de odontologia não possuir conhecimento acerca da hipnose, pode refletir na necessidade de inserção do conteúdo de Práticas Integrativas e Complementares nos cursos de graduação nessas instituições, além de que observou-se poucos estudos na literatura com essa temática ressaltando a importância do presente estudo. DESCRITORES: Hipnose. Odontologia. Hipnose na Odontologia.
69 CONTRIBUIÇÃO DA TOMOGRAFIA DE FEIXE CÔNICO PARA O DIAGNÓSTICO DE FRATURAS RADICULARES LIMA, B. C. F.; ALMEIDA, M. M. R. L. A radiografia periapical é um exame muito importante na clínica odontológica que serve para visualizar radiograficamente a anatomia dos elementos dentários, a existência de cáries, lesões periapicais ou de furca (em casos de dentes multirradiculares), também é possível observar a condição dos tecidos periodontais, do osso alveolar, dentre outras estruturas importantes. Com este tipo de radiografia o cirurgião dentista é capaz de diagnosticar em alguns casos a presença de fraturas radiculares caso o feixe de raios x atravesse perpendicularmente a linha de fratura, logo são necessárias várias tomadas radiográficas em diferentes angulações, pois a radiografia periapical se apresenta em duas dimensões. Diante desse fato, o dentista precisa lançar mão de outros métodos complementares de diagnóstico, sendo eles: a transiluminação, a percussão, observar os sintomas relatados pelo paciente e os sinais clínicos. Atualmente já se sabe que, com a tomografia computadorizada de feixe cônico (cone beam) é possível que se tenha uma melhor visualização dessas fraturas, pois a imagem apresenta-se em três dimensões e com uma maior riqueza de detalhes. Como em alguns casos pode haver presença de mobilidade dentária e dor na região atingida, os pacientes sentem-se incomodados no momento da realização das radiografias intrabucais convencionais. Por esse motivo, a tomografia, por ser um exame extraoral, garante ao paciente psicologicamente comprometido pelo trauma um maior conforto durante a realização desse exame. DESCRITORES: Radiografia. Fraturas Radiculares. Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico.
70 CONTROLE DA ANSIEDADE EM PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIAS BUCODENTAIS: UMA REVISÃO DE LITERATURA ROCHA, M. C.; SANTOS, L. A. M. A ansiedade está presente no dia-a-dia de qualquer ser humano, o problema começa a existir quando ela deixa de ser fisiológica e se torna patológica, chegando a atrapalhar qualquer situação que saia do cotidiano da vida de uma pessoa, incluindo o atendimento odontológico, principalmente em processos tão invasivos como as cirurgias bucodentais. A maneira como o profissional demonstra sua segurança e domínio no que esta prestes a fazer já faz grande diferença quando falamos a respeito da ansiedade e nervosismo do paciente, mas na odontologia, o ambiente do consultório, os barulhos dos equipamentos e os instrumentais também despertam certo medo, por isso, em alguns casos, precisamos abrir mão de outros métodos, pois estes pacientes já possuem transtornos de ansiedade graves; algum trauma passado com cirurgião-dentista ou apenas presenciaram outras pessoas terem histórias traumáticas. Graças a tecnologia, especialistas e cientistas, este tipo de situação pode ser contornada dentro dos consultórios odontológicos nos dias de hoje, através dos vários tipos de abordagens não-farmacológicas e farmacológicas. Esta pesquisa teve como objetivo fazer uma revisão de literatura dos métodos de controle da ansiedade, a fim de reunir os principais manejos não-farmacológicos e farmacológicos, esclarecendo para ambos, dentista e paciente, os recursos capazes de controlar a emoção mais presente no ambiente odontológico, a ansiedade. Teve como materiais de estudo, artigos científicos, teses, livros, assim como materiais encontrados nas bases de dados (SciELO, MEDLINE, EBSCOhost e PUBMED), restringindo os idiomas a português, inglês e espanhol, sem restrição cronológica. Os resultados encontrados através da pesquisa nos revelaram métodos não-farmacológicos e farmacológicos, com vantagens e desvantagens, que se adequam a cada tipo de paciente e seu histórico, partindo de uma simples conversa entre os indivíduos ou uma sedação consciente com Midazolam, pro exemplo, sendo eficientes para uma notável diminuição do nível de ansiedade e medo. Entretanto, foi observado que muitas abordagens não são feitas, pois os profissionais não têm conhecimento ou prática suficiente para aplicá-las, prolongando a insegurança e desconforto do paciente quanto ao atendimento no ambiente odontológico. DESCRITORES: Ansiedade. Cirurgia. Odontologia.
71 CONTROLE DA ANSIEDADE NA PRÁTICA ODONTOLÓGICA SILVA, E. C.; ARNAUD, R. R. Os métodos para o controle da ansiedade são de grande importância para o progresso nos procedimentos odontológicos, visto que, o consultório odontológico é um dos lugares mais temidos perante grande contingente da população. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi identificar, por meio de uma revisão da literatura, meios para controlar a ansiedade no consultório odontológico, além de conhecer os principais medicamentos utilizados, discutindo os benefícios e indicações que propiciam a sua administração antes de um procedimento odontológico. Trata-se de uma revisão de literatura, caracterizada como bibliográfica, descritiva e exploratória. Foram realizadas buscas em livros, artigos científicos, monografias, dissertações e teses, no período de fevereiro de 2018 a outubro do mesmo ano. Esses dados foram obtidos por meio de bases de dados Scielo, Lilacs, Google, Pubmed, Medline e Bbo acadêmico. Os resultados mostraram que vários meios estão disponíveis para controlar a ansiedade ou o estresse durante a consulta odontológica. Os principais meios não farmacológicos encontrados foram: Comunicação verbal e não verbal, Dizer-mostrar-fazer, Controle de voz, Distração, Reforço positivo, Modelo, Hipnose, Acupuntura e Aromaterapia. Já o controle farmacológico, através da sedação consciente, pode ser feito, com segurança, através de duas formas: administração de medicamentos ansiolíticos (benzodiazepínicos) ou, através da utilização da via inalatória com a mistura dos gases óxido nitroso/oxigênio. Os benzodiazepínicos são os ansiolíticos mais empregados para se obter a sedação mínima por via oral pela eficácia, boa margem de segurança clínica, baixa toxicidade e facilidade posológica. Os mais frequentemente usados são: midazolam, diazepam, lorazepam, alprazolam e triazolam. Oferecem também outras vantagens como a redução do fluxo salivar e do reflexo do vômito, previnem situações de emergência, como a lipotímia, a síncope e a síndrome da hiperventilação; e alterações de pressão arterial e glicemia. Concluiu-se que o tratamento odontológico pode representar um grande problema para pacientes ansiosos, e o profissional habilitado para tal situação é um pré-requisito à otimização e segurança no atendimento. DESCRITORES: Odontologia. Ansiedade.Ansiolíticos.
72 CORRELAÇÃO ENTRE A DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR E A FIBROMIALGIA CHAVES, S. P.; SANTOS, L. A. M. A fibromialgia (FM) tem por definição ser uma síndrome álgica crônica, de etiologia ainda desconhecida, tendo suas manifestações principais no sistema músculo-esqueléticos, com capacidade de apresentar sintomas em outros aparelhos e sistemas do corpo humano. A definição da fibromialgia, ainda é motivo de dúvidas para os pesquisadores da área, por falta de substrato anatômico na sua fisiopatologia e por muitas vezes ter sintomas que se confundem com a depressão. Dentre as dores orofaciais, as disfunções temporomandibulares (DTM), são o segundo tipo de disfunção mais frequentemente encontrado. A DTM precisa de um tratamento criterioso na investigação de múltiplos fatores como: fatores psicológicos, neurológicos, musculares e sociais, fazendo-se necessário o trabalho de uma equipe multidisciplinar, avaliando e explorando os diversos espectros dessa patologia, não tratando apenas os sinais e sintomas, sobretudo suas principais causas, avaliando o indivíduo como um todo para que se obtenha um diagnóstico preciso e reabilitação do paciente. Por este motivo, este trabalho tem por objetivo correlacionar informações literárias ente as duas condições, assim como analisar se há alguma linha terapêutica de tratamento. Os distúrbios temporomandibulares (DTM) dizem respeito a uma série de quadros clínicos que acometem os músculos da mastigação e a articulação temporomandibular (ATM). Apresenta sintomas como dor muscular ou articular, disfunção, ruídos articulares, da mesma maneira associados a outros sintomas como cefaléia, tonturas, otalgia, zumbidos. Foi verificado que a prevalência de DTM em pacientes com fibromialgia é maior que a de fibromialgia em portadores de DTM. Ainda existem poucos estudos na literatura que correlacionam a presença da DTM com a fibromialgia. O tratamento farmacológico para essas condições está baseado não apenas no controle da dor, como também na indução do sono de maior qualidade, e trata sintomas como depressão e ansiedade. Outro tipo de tratamento utilizado é o não farmacológico, atuando no controle de sintomas da fibromialgia, DTM e dores crônicas no geral. Na maioria das vezes é realizado através da educação do paciente, atividade física aeróbica com supervisão profissional e terapias complementares. DESCRITORES: Fibromialgia. Dor. Disfunção temporomandibular.
73 DIMORFISMO SEXUAL ATRAVÉS DE MEDIDAS LINEARES DO CRÂNIO RABELLO, L. M.; ARAÚJO, M. S. D. Introdução: A estimativa do sexo constitui um dos parâmetros do perfil biológico, sendo o crânio considerado um dos elementos do esqueleto mais dimórficos do ponto de vista sexual. Algumas diferenças podem ser observadas entre crânios adultos masculinos e femininos, as quais podem ser de grande auxílio na identificação do esqueleto. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi analisar a aplicabilidade de meios quantitativos (medidas) do crânio para a determinação do sexo em uma população brasileira. Metodologia: Trata-se de um estudo cego, quantitativo e transversal. Foram estudados 99 crânios, sendo 47 do sexo feminino e 52 ao sexo masculino, de ossadas com mais de 18 anos de idade no momento do óbito. A coleta de dados foi realizada na coleção de ossos do acervo do Mestrado de Perícias Forenses da Faculdade de Odontologia de Pernambuco/Universidade de Pernambuco – FOP/UPE. Foi analisado o método proposto por Saliba (1999) para investigação do sexo por mensurações craniofacial a partir da observação das seguintes medidas: Distância do ponto craniométrico Bregma ao Lambda (B-L), Distância da sutura frontozigomática direita à esquerda (SFZD-SFZE), Distância da Fossa incisiva à Espinha nasal posterior (FI-ENP) e a Distância do forame palatino maior direito para o esquerdo (PALMD-PALME). Foi utilizado o teste t Student para comparar a diferença estatisticamente significante nas medidas entre os sexos, com nível de significância de 5%. Resultados: Os resultados demonstraram que a distância entre as suturas frontozigomatica direita e esquerda (SFZD-SFZE) se mostrou significativa para se estimar o sexo (p=0,002). Nenhuma outra medida apresentou diferença estatisticamente significante (p=0,127, p=0,217, p=0,729). A comparação deste estudo com o programa IDSEX, de Saliba (1999) demonstrou que no total houve acerto para o sexo em 49 crânios (49,5%), destes, 47 crânios eram do sexo feminino (100%) e apenas 2 crânios (3,8%) do sexo masculino, mostrando a tendência de classificar todos os crânios como femininos. Conclusão: o dimorfismo sexual utilizando medidas lineares realizadas em crânios nas perícias forenses, devem ser utilizadas com cautela, sempre sendo levando em consideração as características morfológicas do crânio, associadas com dados da bacia, para que o máximo de dados do indivíduo em questão, possa efetivar um diagnóstico de sexo, com maior segurança possível. DESCRITORES: Crânio. Caracteres sexuais. Antropologia Forense.
80 EPIDEMIOLOGIA DOS INTERNAMENTOS POR FRATURAS DE FACE NA PARAÍBA GOMES, V. A.; FERREIRA, A. F. M. As fraturas na região da face representam um dos maiores problemas de saúde, por sua alta prevalência, diversidade etiológica, alta morbidade, e alto custo social e econômico. Estes agravos assumem um papel de destaque nos atendimentos a pacientes politraumatizados nas emergências hospitalares. O presente trabalho tem como objetivo verificar a ocorrência das fraturas de face no estado da Paraíba, fornecendo subsídios para um melhor planejamento das ações que têm como finalidade tratar e prevenir este importante agravo. Trata-se de um estudo epidemiológico, de corte transversal, cuja base de informações foram os dados obtidos através do portal do DATASUS; dados de internamentos dos anos de 2010 a 2017. Constatou-se que foram notificados 5715 internamentos (aproximadamente 9% da região nordeste). 51,76% das ocorrências foram registradas na cidade de João Pessoa e outras 34,44% em Campina Grande. 0,72% casos foram a óbito. 24% dos usuários residiam na região metropolitana de João Pessoa, e cerca de 9% eram oriundos da região de Campina Grande. 85% eram homens. Pode-se observar maior predominância nas faixas etárias de 20 a 29 e 30 a 39 anos. Pode-se concluir que os internamentos por fraturas da face na Paraíba, acometem mais homens jovens, são mais concentrados nos principais centros urbanos do estado, João Pessoa e Campina Grande, e têm uma baixa mortalidade. DESCRITORES: Traumatismos faciais. Assistência hospitalar. Epidemiologia.
81 ERGONOMIA EM ODONTOLOGIA: UM ESTUDO DAS CONDIÇÕES DE ESTRESSE DOS DISCENTES DE CLÍNICA INTEGRADA – ESTUDO PILOTO CAVALCANTE, M. R. A.; SOUZA, C. F. S. A presente pesquisa tem como problemática as condições de estresse decorrente do trabalho discente na clínica integrada do curso de Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa. Diversos estudos comprovam que fatores como: barulho excessivo, iluminação, ruídos em excesso, espaço físico, postura corporal implicam na qualidade do atendimento odontológico. Entretanto, no que concerne as condições de estresse nos discentes há uma escassez na literatura. Diante disso, o objetivo geral dessa pesquisa consiste em realizar um levantamento dos fatores condicionantes de estresse para, por conseguinte, apontar possíveis soluções para melhoria qualitativa das condições de trabalho dos discentes da clínica integrada em Odontologia. Nesse sentido a pesquisa foi caracterizada como uma pesquisa de campo, com viés qualitativo, visando elencar os principais fatores que implicam na ergonomia e nas condições de estresse do trabalho dos discentes da Clínica Integrada do Curso de Odontologia do UNIPÊ. Foram analisados por meio de questionário estruturado autoaplicável, com questões objetivas sobre os impactos das condições de estresse no trabalho dos alunos da clínica integrada para compreender não apenas a complexidade do trabalho discente, mas, sobretudo, as ações que podem contribuir qualitativamente neste processo. Os resultados mostraram que, os percentuais da pesquisa foram considerados altos em relação ao estresse adquirido durante as atividades clinicas a partir dos fatores condicionantes do estresse nos atendimentos clínicos odontológicos, todavia, por se tratar de um estudo piloto, outras pesquisas serão desenvolvidas considerando os resultados obtidos. Dessa maneira, verifica-se que os resultados podem implicar na inserção e ações de atividades que promovam a melhoria qualitativa do trabalho desempenhado pelos discentes no contexto de atuação clínica. DESCRITORES: Ergonomia. Odontologia. Clínica integrada.
82 ESTABILIDADE DE COR DE DIFERENTES CIMENTOS RESINOSOS ASSOCIADOS A LAMINADOS CERÂMICOS: UMA REVISÃO DE LITERATURA COSTA, V. L. F.; ABÍLIO, V. M. F. Os laminados cerâmicos são restaurações previsíveis para satisfazer o desejo estético do paciente, sendo assim a Odontologia vem sempre se aprimorando para obter mais sucessos. Os materiais odontológicos dentre eles os cimentos resinosos estão disponíveis no mercado de trabalho, e são indicados para cimentação de próteses fixas, laminados cerâmicos, restaurações onlays e inlays. O presente estudo teve como objetivo avaliar por meio desta revisão de literatura a estabilidade de cor de cimentos de resina usados para a cimentação de laminados cerâmicos e analisar a influência do tipo de ativação destes sobre tal propriedade. A busca foi realizada na base de dados: Pubmed, por um único pesquisador. Considerando os critérios de exclusão (artigos não disponíveis) e critérios de inclusão (artigos originais de pesquisa laboratorial, artigos que avaliaram cor de diferentes cimentos resinosos após algum processo de envelhecimento, artigos que avaliaram alteração de cor de diferentes cimentos resinosos associados a laminados cerâmicos e artigos nos idiomas em Inglês e português) os artigos foram selecionados utilizando os seguintes descritores: “ Cimentos resinosos, Estabilidade de cor, Colorimetria, Folheados Cerâmicos e Envelhecimento”. Foram encontrados 2.031 artigos na pesquisa feita com os descritores. Na seleção realizada com a leitura do título e do abstract restaram 15 e pós leitura do artigo completo ficaram 6 artigos. Dentre os resultados obtidos observa-se que o cimento resinoso dual ou fotopolimerizável foram os materiais odontológicos de escolha nos estudos analisados, sendo como o principal material do laminado a leucita e o dissilicato de lítio. A maioria dos estudos afirmaram haver alteração de cor para ambos cimentos após envelhecimento artificial. Desta forma, concluímos que houve não houve uma influência do tipo de polimerização dos diferentes cimentos resinosos (dual e fotopolimerizável) em relação a alteração de cor após o envelhecimento artificial. DESCRITORES: Cimentos resinosos. Estabilidade de cor. Colorimetria. Folheados cerâmicos. Envelhecimento. ESTABILIDADE DE COR DE RESINAS
83 COMPOSTAS UTILIZADAS EM FACETAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA ARRUDA, P. V.; ABILIO, V. M. F. A aparência é fator fundamental na autoestima de qualquer indivíduo. Atualmente as com o desenvolvimento de novas técnicas e materiais, cresceram as opções de tratamento para a reanatomização dentária, aumentando de forma significativa a utilização de facetas, principalmente as diretas em resina composta, devido à praticidade de confeccionalas. Em contrapartida, o manchamento superficial permanece sendo um desafio para os profissionais. Diante disso, este estudo objetivou avaliar a estabilidade de cor de resinas compostas indicadas para facetas em dentes anteriores quando expostas a soluções corantes, bem como identificar as principais soluções corantes que causam manchamento e a influência do tempo de exposição. A pesquisa foi realizada por um único revisor, através de uma síntese de estudos laboratoriais publicados nos últimos 5 anos, indexados na base de dados Pubmed (U.S. National Library of Medicine). Para coordenar a pesquisa foram usados os seguintes descritores e palavras em inglês: composite resins, nanotechnology, colorimetry, nanocomposites e color stability. Obedecendo aos critérios de inclusão e exclusão, entraram nesta revisão 6 estudos os quais avaliaram a estabilidade de cor de resinas compostas utilizadas em facetas diretas quando submetidas a diferentes soluções corantes. Concluindo-se que a estabilidade de cor das resinas compostas indicadas para facetas em dentes anteriores, nanoparticuladas e nanohíbridadas, é influenciada negativamente pela exposição a solução corantes. Constatando-se na maioria dos estudos, que o vinho tinto provoca maior alteração cromática, seguido do café e coca-cola. Além disso, verificou-se que quanto maior o tempo de exposição aos líquidos corantes maiores eram as alterações de cor, o que clinicamente resulta em uma menor longevidade do tratamento estético. DESCRITORES: Resina Composta. Colorimetria. Nanocompositos.
84 ESTIMATIVA DE IDADE ATRAVÉS DA RADIOGRAFIA DE MÃO E PUNHO E MINERALIZAÇÃO DENTÁRIA CAVALCANTE, M. T. M.; BATISTA, M. I. H. M. Na Odontologia Forense são vários os procedimentos capazes de identificar um indivíduo sendo um dos recursos mais utilizados a estimativa da idade, realizada em sujeitos ainda em vida ou no momento post mortem. Para a realização da estimativa da idade em indivíduos uma investigação radiográfica dos ossos, dentes e da mão podem ser associados ao exame físico direto, fornecendo assim dados importantes para este tipo de identificação. O objetivo desta pesquisa consiste em verificar a aplicabilidade dos métodos de estimativa da idade de Greulich e Pyle (1959) e Demirjian (1973) através de imagens radiográficas de mão e punho e panorâmica. Este estudo pôde ser classificado como quantitativo, transversal, experimental e descritivo. Foi realizado uma pesquisa a partir de uma análise documental de prontuários de ortodontia arquivados no COESP na cidade de João Pessoa/PB. Os dados foram registrados em um instrumento de coleta de dados e em seguida digitalizados em um banco de dados criado nos programas Microsoft Excel e Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 20.0, onde foram analisados por meio de estatística descritiva e os resultados dispostos em forma de tabelas. O universo do estudo compreendeu todos os prontuários ortodônticos de pacientes, de ambos os sexos, atendidos no curso de ortodontia do COESP totalizando 1328 prontuários, a amostra não probabilística foi composta por 67 prontuários ortodônticos de acordo com os critérios de inclusão e exclusão desta pesquisa. Verificou-se que das radiografias utilizadas 53,73% correspondia ao sexo masculino e 46,27% do sexo feminino. De acordo com a faixa etária da amostra, a idade cronológica predominante foi de 12 anos, em ambos os sexos. No que diz respeito a estimativa da idade dentária, observou-se que, o método obteve uma acurácia de 67,17%, no entanto, 17,91% apresentaram idade subestimada e 14,92% idade sobrestimada. Na estimativa da idade óssea o método atingiu uma taxa de acerto de 41,79%, porém, 46,27% apontou idade sobrestimada e 5.98% idade subestimada. Pode-se concluir que o método proposto por Demirjian (1973) foi considerado mais preciso e consistente em relação ao método utilizado de Greulich e Pyle (1959) no qual apresentou-se frágil. DESCRITORES: Odontologia Forense. Idade Óssea. Idade dentária.
85 ESTUDO COMPARATIVO DO PADRÃO FACIAL DE NEGROS BRASILEIROS E AFRICANOS SOUZA, A. O. F.; ARAÚJO. M. S. D. A ancestralidade é uma das características mais importantes para a identificação do perfil biológico de um indivíduo dentro da Antropologia Forense, indicando as características mais importantes de um indivíduo não identificado. Entretanto, tal característica pode ser um pouco controversa em um país como o Brasil, devido ao elevado grau de miscigenação. Assim, o objetivo deste trabalho foi analisar comparativamente o padrão facial entre negros Brasileiros e Sul Africanos. Trata-se de um estudo de natureza aplicada observacional, descritiva, exploratória, experimental com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 40 pessoas com pele negra, sendo 20 pessoas de origem Africana e 20 Brasileiras, residentes na cidade de João Pessoa/PB os quais são integrantes da Igreja São Francisco de Assis, localizada no bairro Jardim São Paulo da mesma cidade, com idades maiores de 18 anos, que se auto declararam negras, e que aceitaram participar do estudo mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para coleta de dados, foram utilizados um formulário e um questionário, confeccionados pelas pesquisadoras, os quais constaram os valores das medidas realizadas, observações pertinentes à mesma, além de indicações de medições necessárias para o processo de identificação do padrão facial. O questionário foi utilizado para registro de dados pessoais do participante, tais como: idade, altura, peso e a classificação fenotípica atribuída pelo indivíduo e pelo pesquisador. Uma das principais conclusões encontradas, observou-se que o sexo masculino teve maior prevalência dentre os participantes de ambas as nacionalidades e a idade prevaleceu entre 21 e 25 anos. Quanto ao formato de rosto entre negros sul africanos prevaleceu o tipo quadrado e entre os negros brasileiros, o tipo redondo. Nos indivíduos com altura corporal entre 1,60 e 2,03m houve diferença entre homens e mulheres, com maiores valores encontrados para os homens. O perfil nasal de todos os participantes foi o Mesorrino. O tipo de face prevaleceu o braquifacial em ambas as nacionalidades e o tipo de crânio para os negros sul africanos o mesocrânio, enquanto no grupo de indivíduos negros brasileiros fora o do tipo braquicrânio. Esse estudo busca fornecer indicadores úteis para o conhecimento antropológico de um grupo de indivíduos negros sul Africanos e negros Brasileiros. DESCRITORES: Antropologia Forense. Ancestralidade. Odontologia legal.
86 ESTUDO DA CRONOLOGIA DE ERUPÇÃO DE DENTES PERMANENTES DE CRIANÇAS ATENDIDAS NA CLÍNICA INFANTIL DO UNIPÊ SILVA, G. B.; SIQUEIRA, M. F. G. A erupção dentária é um dos fenômenos que se manifestam como parte do crescimento e do desenvolvimento do indivíduo. Sabendo que a idade dentária (ID) tem uma correlação muito próxima com a idade cronológica (IC) em uma criança com desenvolvimento normal, o objetivo desse estudo foi avaliar a cronologia de erupção dos dentes incisivos e primeiros molares permanentes inferiores, fazendo associação com fatores genéticos, ambientais, nutricionais, locais, e alterações quanto a cronologia de erupção. Trata-se de um estudo transversal, cuja amostra não probabilística por conveniência foi constituída por 100 crianças na faixa etária entre 05 a 08 anos, ambos os sexos e atendidas na Clínica Escola de Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. Os dados foram coletados por meio de exame clínico, realizado por um único examinador e entrevista feita às mães responsáveis. Os resultados foram analisados mediante estatística descritiva (frequência e valores percentuais) e teste do qui-quadrado. Dos participantes, 57% eram do sexo feminino e 43% do sexo masculino, caracterizando uma homogeneidade da amostra quanto ao sexo. Referente a faixa etária, as crianças possuíam idade média de 6,49 anos ± 0,96. O retardo da erupção dentária teve relação estatisticamente significante com a presença de problemas de saúde na criança (p=0,034), o uso regular de medicamentos (p=0,021) e a presença de alterações odontológicas (p=0,000). Já a aceleração de erupção esteve relacionada somente com a presença de alterações odontológicas (p=0,000). Fatores associados à mãe como presença de doença na gestação, uso de medicamentos durante a gestação e tipo de parto não esteve relacionado com alteração do padrão normal de cronologia de erupção (p>0,05). Conclui-se que o padrão de erupção dentária varia para cada indivíduo, mas existem fatores que corroboram para o retardo ou precocidade de tal evento. No entanto, observa-se que nenhum fator agiu de forma individualizada, e sim, ocorreu interferência multifatorial, durante o desenvolvimento dos dentes permanentes estudados. DESCRITORES: Cronologia. Erupção. Permanente.
87 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO OLIVEIRA, J. H. D.; ARAÚJO. J. M. S. As fraturas do complexo zigomático estão entre as mais frequentes no que tange às fraturas faciais, cuja etiologia é ampla, tendo como destaque as agressões físicas, acidentes de trânsito e decorrentes de práticas esportivas, com maior incidência em adultos jovens. Trata-se de um estudo documental, exploratório e descritivo com corte transversal e abordagem quantitativa que tem o objetivo de analisar a epidemiologia das fraturas do complexo zigomático em hospital de emergência e trauma, com uma amostra probabilística selecionada por conveniência de 76 prontuários de pacientes internados com fratura do complexo zigomático no ano de 2017. Os dados tabulados foram analisados à luz da estatística descritiva e inferencial, e apresentados na forma de gráficos e tabelas. Do total de 76 prontuários, 68 (89,47%) eram do sexo masculino e 08 (10,53%) do sexo feminino. Com relação à faixa etária mais acometida, a maior incidência de 21 a 30 anos (43,42%), que pode ser atribuída a uma maior circulação dos jovens no transito, com direção em alta velocidade. A maioria das fraturas foram causadas por acidentes motociclísticos, 54 (71,05%), seguidos por quedas com 9 casos (11,84%). Isso pode ser atribuído à possibilidade de em diferentes regiões geográficas as pessoas dirigirem motocicletas a alta velocidade, sem o uso do capacete, com menor rigor nas leis e regulamentações de trânsito. A presença de edema foi observada em 60 casos de fratura, seguida da equimose, com 38 casos. A maioria das fraturas foi no arco zigomático, com 28 casos (31,11%). A osteossíntese apareceu como o procedimento cirúrgico mais utilizado, com 45 dos casos (76,27%). Conclui-se que indivíduos do sexo masculino, na faixa-etária de 21 a 30 anos, possuem maior prevalência em sofrer acidente de moto e, consequente, fratura zigomática. Além disso, o arco zigomático é a região mais acometida, onde o tratamento cirúrgico, osteossíntese, é o mais utilizado. Sendo assim, estudos epidemiológicos são essenciais para adoção de medidas preventivas e tratamento dos traumas faciais. DESCRITORES: Trauma facial. Complexo zigomático. Epidemiologia.
88 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS TRAUMAS FACIAIS NO HOSPITAL ESTADUAL DE EMERGÊNCIA E TRAUMA SENADOR HUMBERTO LUCENA AMARAL, M. F. H.; SANTOS, L. A. M. O objetivo deste estudo foi realizar um levantamento epidemiológico dos traumas faciais de pacientes atendidos no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, no período de janeiro a junho de 2018. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e observacional. Após a coleta de dados, os mesmos foram analisados estatisticamente pelo programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 20.0. A amostra foi composta por 100 prontuários, o sexo masculino foi o mais prevalente (88%). Em relação à faixa etária, a idade variou de 9 a 78 anos, média de 31 anos para o sexo masculino e, 13 a 82 anos, com média de 33 anos para o sexo feminino. No que diz respeito à etiologia, os acidentes motociclísticos foram o principal fator etiológico (49%). Entre os 100 pacientes foram encontradas 163 fraturas faciais, sendo a fratura do complexo zigomático a mais comum (25,2%). O tratamento cirúrgico cruento foi o indicado na grande maioria dos pacientes. Todos os pacientes receberam alta hospitalar, e mais da metade dos pacientes (60%) ficaram mais de três dias internados. Em relação à procedência, a maioria são oriundos da região metropolitana de João Pessoa (68%). Conclui-se que os acidentes motociclísticos ainda são a grande causa de traumatismos faciais, e que o sexo masculino é o mais acometido, deste modo é de extrema importância reforçar as ações preventivas para tentar reduzir este índice. DESCRITORES: Epidemiologia. Traumatismos Faciais. Saúde Pública. ETIOLOGIA DA DOR APÓS CONCLUSÃO
89 DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO: REVISÃO DE LITERATURA MADRUGA, M. D.; ARNAUD, R. R. A evolução do tratamento endodôntico pode ser observada com o surgimento de novas tecnologias e o aperfeiçoamento do preparo químico-mecânico durante a limpeza e modelagem do canal radicular. Entretanto, a dor pós-obturação dos canais radiculares pode ocorrer com diferentes intensidades, sendo uma ocorrência indesejável para o paciente e profissional. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi identificar a etiologia da dor após a conclusão do tratamento endodôntico e apresentar os principais tratamentos e condutas a se fazer mediante o quadro de dor pós-obturação do canal radicular. Tratase de uma revisão de literatura, caracterizada como bibliográfica descritiva e exploratória. Foram realizadas buscas em livros, artigos científicos, monografias, dissertações e teses, no período de fevereiro de 2018 a outubro do mesmo ano. Esses dados foram obtidos por meio de bases de dados MedLine, PubMed, Scielo e BBO. Os resultados mostraram que as principais causas da dor observada pós-obturação dos canais radiculares são infecções persistentes e secundárias, sobreobturação dos canais, perfuração radicular, canal não tratado, causa não odontogênica como trauma oclusal e sinusite, número de consultas, soluções irrigadoras e fraturas vertical/obliqua ou fissuras radiculares; além disso, outros fatores podem estar relacionados como: foco infeccioso em outro dente, sensibilização central, tipo de instrumental utilizado para realizar o preparo químico mecânico, o limite apical de instrumentação, selamento coronário e medicação intracanal e condições sistêmicas e locais do indivíduo. O desconforto, na grande maioria das vezes, resolve-se espontaneamente nos primeiros dias, contudo, se a dor for aguda e persistente, o tratamento irá depender de alguns fatores: se a obturação estiver adequada: prescrição de analgésico e/ ou anti-inflamatório, caso a obturação esteja inadequada: Retratamento, e se houver sobre obturação: Prescrição de anti-inflamatório. Se o problema não for solucionado é realizado o retratamento. Se persistir a sintomatologia, está indicada a cirurgia par endodôntica. Concluiu-se que a dor observada após a conclusão do tratamento endodôntico é um problema relativamente frequente na prática endodôntica e possui etiologia multifatorial, portanto, para se ter um controle adequado da manifestação dolorosa, torna-se necessário conhecer suas possíveis causas e manifestações. DESCRITORES: Endodontia. Dor. Canal radicular. Condutas terapêuticas.
96 HÁBITOS DELETÉRIOS EM CRIANÇAS FERNANDES, K. S. C. A.; CAMPOS, F. A. T. Este estudo teve como objetivo avaliar os hábitos deletérios mais recorrentes nas crianças atendidas na Clínica de Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Obedecendo todos os preceitos éticos, após a aprovação do comitê de ética e pesquisa, deuse início a coleta dos dados. Foram avaliadas 94 crianças de ambos os sexos e com idades entre 3 e 11 anos. Os dados foram coletados por meio de um questionário e as crianças foram submetidas a um exame clínico intra e extra-oral detalhado, onde foi verificada a presença ou não de oclusopatias, decorrentes de algum hábito deletério descrito por meio do questionário. Terminada a coleta foi realizada a tabulação dos dados, os mesmos foram organizados em um banco de dados no programa IBM SPSS Statistics Subscription considerando-se as variáveis: idade, sexo, presença e tipo de hábito oral, e presença e tipo de má oclusão, onde foram correlacionados para serem apresentados em gráficos, dando uma melhor visualização e entendimento do trabalho. Todas as crianças examinadas possuíam algum hábito e o mais presente é a onicofagia, seguida do hábito de chupar chupeta. A mordida cruzada foi a oclusopatia mais encontrada. Portanto, o estudo das oclusopatias e de sua relação com os hábitos deletérios bucais e o desequilibro funcional da oclusão é de extrema relevância, tanto no Setor Público como em clínicas particulares, a fim de se obter parâmetros de atuação para programas ortopédicos funcionais destinados à comunidade – que, em geral, apresenta baixa frequência de aleitamento natural com alta prevalência de desmame precoce. DESCRITORES: Hábitos deletérios. Oclusopatias. Odontopediatria.
97 IDENTIFICAÇÃO HUMANA POR MEIO DE MARCAS DE MORDIDAS EM ALIMENTOS SOUZA, R. C. A.; TORRES, B. O. O estudo de marcas de mordidas em alimentos é uma importante vertente da Odontologia Legal, pois através de seu emprego é possível identificar ou excluir suspeitos de atos criminosos. Esse trabalho tem por objetivo avaliar a viabilidade de identificação através de marcas de mordidas em alimentos, bem como verificar a possibilidade de utilização da análise métrica na análise das marcas de mordidas apostas em alimentos, analisar a utilização da comparação física entre os modelos em gesso dos alimentos e dos suspeitos na indicação da autoria das mordidas e delimitar, dentre os alimentos estudados, quais oferecem maiores chances de identificar suspeitos através de marcas de mordidas. A amostra foi composta por 10 indivíduos que obtiveram suas arcadas moldadas pelo pesquisador 1. Dentre eles, 4 foram escolhidos aleatoriamente pelo pesquisador 2 para confecção das mordidas nos alimentos (1 chocolate, 1 queijo, 1 goiabada, 1 goma de mascar), sem o conhecimento do pesquisador 1, para que o estudo fosse tipo cego. Após a aquisição da moldagem com alginato e modelo de estudo com gesso pedra dos indivíduos e alimentos, foi realizada a técnica da análise métrica. Nessa etapa realizou-se a mensuração do diâmetro mésiodistal e vestíbulo-lingual dos elementos contidos no modelo de estudo com um paquímetro digital. Dos 4 alimentos mordidos foi possível identificar com precisão apenas 1 deles, 1 não foi possível realizar a identificação e os outros 2, só foi possível identificar com exatidão utilizando a técnica da comparação física, já que esses alimentos possuíam mais de um suspeito. De acordo com os resultados obtidos pode-se comprovar que é possível a identificação humana através de marcas de mordidas deixadas em alimentos, contribuindo com as perícias realizadas na área da Odontologia Legal, e que a utilização de mais de uma técnica para se certificar a respeito de um criminoso é de grande valia, já que todas são eficazes e que os alimentos, mesmo possuindo suas características que dificultam o estudo, possibilitaram a identificação de todos os suspeitos. DESCRITORES: Identificação humana. Marcas de mordidas. Alimentos.
98 IMPACTO CLÍNICO E BIOLÓGICO DA ADAPTAÇÃO MARGINAL NO PERIODONTO BASTOS, L. F.; LUCENA, K. C. R. Os procedimentos restauradores e a saúde periodontal estão intimamente ligados. No entanto, muitas vezes a essa inter-relação não é dada a devida importância. Um dos principais objetivos e passos da dentística restauradora é harmonizar forma, estética e função, e para este equilíbrio ser constante é necessário elaborar um correto planejamento no momento da execução dos procedimentos, como a observância das margens restauradoras, do espaço biológico e a sua invasão, as consequências que podem desencadear gengivites, periodontites e até a perda do elemento dentário. Essa pesquisa foi realizada na Unidade Básica de Saúde de Ipióca e no Centro de Assistência Integrada de Saúde de Itapororoca-CAIS na cidade de ItapororocaPB, onde 10 pacientes foram devidamente triados e observados se os perfis estavam encaixados nos critérios de inclusão do estudo. Foram realizadas duas avaliações de parâmetros clínicos periodontais, em dois tempos, antes e após a intervenção e correta adaptação marginal das restaurações (T1 e T2), respectivamente. Concluiu-se que o correto acabamento e polimento das restaurações interfere positivamente nos índices periodontais dos elementos como sangramento a sondagem, profundidade de sondagem, edema e eritema. No entanto, faz-se necessário a realização de novos estudos com amostras extensas para a obtenção de um protocolo clínico de acabamento e polimento e orientação dos cirurgiões dentistas em relação ao tema. DESCRITORES: Saúde bucal. Periodontite. Gengivite.
99 IMPACTO DO PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRADA ÀS CRIANÇAS COM MICROCEFALIA POR ZIKA VÍRUS NA SAÚDE BUCAL COSTA, H. P.; CARDOSO, A. M. R. Denominada de Síndrome Congênita do Zika Vírus, está relacionada ao aparecimento de sintomas na criança recém-nascida na qual a mãe tenha sido infectada pelo vírus. As crianças com microcefalia relacionada ao vírus Zika tem os primeiros anos de vida considerados críticos, a microcefalia pode ser acompanhada de dilatação de cavidades e ventrículos no interior do cérebro infantil, problemas auditivos, visuais, anomalias oculares, e a presença epilepsia, paralisia cerebral, retardo no desenvolvimento cognitivo, motor e fala, além de problemas de visão e audição. O presente estudo teve como objetivo geral avaliar a implantação do Programa de Atenção Integrada na saúde bucal das Crianças com Microcefalia por Zika Vírus, do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. Trata-se de um estudo de intervenção, de abordagem quantitativa e técnica da pesquisa-ação, com procedimentos descritivos e analíticos. A pesquisa foi desenvolvida na clínica escola de Fisioterapia do UNIPE, participaram da amostra 14 crianças atendidas no programa, e seus respectivos cuidadores. A coleta foi feita por uma examinadora calibrada e realizou-se entre os meses de março e outubro de 2018, mediante um instrumento que foi preenchido em duas etapas, entrevista realizada com os cuidadores e exame clínico nas crianças. Os dados coletados foram características sociodemograficas e econômicas; hábitos de higiene, comportamentais e alimentares; características bucais e oclusais e índices clínicos odontológicos (ISG, IPV e ceo-d). Os dados foram submetidos ao software Statistical Package for the Social SciencesSPSS versão 18 e foi aplicado o teste Wilcoxon, para comparar os dados antes depois das intervenções. Verificou-se que a maioria das crianças eram do sexo feminino (53,8%); faixa etária entre 24 – 35 meses (76,9%); cor parda predominante (76,9%); a mãe era o principal cuidador (76,9%) e possuíam baixo nível socioeconômico; frequência de escovação diária de duas vezes ou mais (46,2%); interposição lingual (46,2%), interposição labial (38,5%); utilizavam mamadeira (76,9%); faziam o uso de chupeta (53,8%); presença de bruxismo (92,3%); presença de espasmos em 61,5%. A cronologia de erupção apresentouse alterada; 61,5% tinham facetas de desgastes; 69,2% possuíam a chave de canino com classificação I e mordida aberta anterior (61,5%). O ISG foi considerado baixo. Foram comparados os dados do ceo-d e IPV, observou-se um aumento do ceo-d e uma diminuição no IPV. Porém não houve diferenças significativas entre estes índices, permanecendo com um baixo índice de cárie e baixos valores de IPV. Observou-se que as ações em saúde bucal
100 desenvolvidas no Programa de Atenção Integrada às Crianças com Microcefalia por Zika Vírus foram efetivas para a manutenção de saúde bucal destas crianças. DESCRITORES: Microcefalia. Zika Vírus. Odontologia.
101 IMPACTO E PREVALÊNCIA DA DOR DE DENTE POR CÁRIE NA ANSIEDADE E QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL EM CRIANÇAS ARAUJO, V. V.; CAMPOS, F. A. T. A dor de dente em crianças ocasiona mudanças em suas atividades cotidianas a exemplo da alimentação, sono e até nas brincadeiras. Deste modo, tal enfermidade acaba por afetar o rendimento escolar e a ida dessas crianças à escola, assim como pode ocasionar complicações que incluem infecções até a perda dentária precoce, acarretando uma diminuição na qualidade de vida desses indivíduos. No intuito de avaliar os aspectos e impactos de problemas e procedimentos odontológicos na saúde bucal infantil são utilizados determinados instrumentos a exemplo da Escala de Imagem Facial, o ECOHIS e o DDQ. Portanto este estudo teve como objetivo avaliar o impacto da dor de dente por cárie na ansiedade e qualidade de vida relacionada à saúde bucal em crianças. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva, observacional, do tipo transversal e com abordagem quantitativa, sendo realizada na Clínica Escola de Odontologia do UNIPÊ Infantil I e II, seguindo todas as recomendações da resolução CNS 466/2010. A amostra foi composta por 100 indivíduos, sendo 50 destes as crianças na faixa etária de três a cinco anos de idade, que estavam em atendimento e tratamento nessas clínicas e os outros 50 os responsáveis pelas crianças. O instrumento utilizado para a coleta de dados foram dois questionários para os responsáveis e uma escala de imagem facial direcionada para as crianças. Com isso, observou-se no FIS, que a maior parte das crianças escolheram a face afeto positiva (46%), seguido da face relativamente positiva (20%) e face negativa (12%), no questionário ECOHIS, 14% dos responsáveis entrevistados relataram sentir impacto financeiro e 32% faltaram a creche ou escola em virtude de problemas com dentes ou por fazer algum tratamento dentário. Por fim, no questionário DDQ, foram encontrados reduzidos escores, obtendo o escore 4 com o maior percentual (26%). Concluiu-se que as crianças do presente estudo não apresentaram altos níveis de ansiedade e medo antes do atendimento odontológico e que os estudos de qualidade de vida relacionada à saúde bucal em crianças são de fundamental importância para o planejamento de estratégias de atuação para a promoção de um tratamento com maior efetividade. DESCRITORES: Saúde bucal. Qualidade de vida infantil. Odontopediatria. INDICAÇÕES DA TOMOGRAFIA DE FEIXE CÔNICO
102 NAS ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS SANTOS, J. T. L. A.; ALMEIDA, M. M. R. L. Os exames radiográficos são exames complementares de grande importância, de modo a auxiliar o Cirurgião-dentista nas diversas especialidades Odontológicas, desempenhando um papel relevante e permitindo um diagnóstico mais preciso para um melhor planejamento de acordo com a necessidade de cada paciente. Com a evolução tecnológica radiográfica surgiram sistemas digitais que aperfeiçoaram a qualidade das imagens. Dentre estes avanços, a Tomografia Computadorizada de feixe cônico (TCCB), também chamada de Tomografia Computadorizada Cone Beam (TCCB), teve uma grande importância na sua implantação no âmbito odontológico, possibilitando a visualização de imagens axiais, coronais, sagitais e oblíquas, que permitem obter a reprodução de secções, especialmente da região bucomaxilofacial, o que para as especialidades odontológicas é fundamental. Várias são as suas indicações, dentre elas a Ortodontia, Cirurgia, Endodontia, Implantodontia, no Diagnóstico de patologias como também na Periodontia. Esse estudo teve por finalidade demonstrar por meio de uma Revisão Bibliográfica a importância e as aplicações dessa técnica tomográfica em diversas Especialidades Odontológicas. Foi possível observar que a TCFC é de grande importância para o profissional melhor diagnosticar e realizar um bom Planejamento prévio no âmbito odontológico. DESCRITORES: Tomografia Cone Beam. Planejamento. Diagnóstico.
103 INFECÇÃO ODONTOGÊNICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA VIEIRA, A. L. V.; SANTOS, L. A. M. Um dos problemas mais difíceis para o tratamento em odontologia é uma infecção odontogênica. Infecções odontogênicas derivam dos elementos dentários apresentando, portanto, etiologia periapical ou periodontal e tem uma flora característica. As principais causas são: cárie dentária, periodontites, osteíte e infecções pós cirúrgicas. Visto que a flora bacteriana da boca é mista, não é surpreendente constatar que a maioria das infecções odontogênicas possui bactérias anaeróbicas e aeróbicas. Os sinais e sintomas comuns são: dor localizada, edema na região afetada, rubor, trismo, disfagia e dispneia. Podem surgir algumas complicações como mediastinite, endocardite infecciosa, angina de Ludwig e trombose do seio Cavernoso. O tratamento consiste em incisão e drenagem cirúrgica, antibioticoterapia, além de dieta adequada. Para elaboração da revisão, foi feita uma pesquisa buscando informações sobre o tema, recorrendo a livros de grande maioria de cirurgia bucomaxilofacial e a bases de dados eletrônicas como PUBMED, SCIELO e BBO onde foi tirado alguns artigos. DESCRITORES: Antibioticoterapia. Infecções odontogênica. Cárie.
104 INFLUÊNCIA DO MOVIMENTO RECIPROCANTE E LIMAS DE USO ÚNICO PARA O SUCESSO DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO ALENCAR, P. M. S.; SOUZA, C. F. M. A Endodontia é uma especialidade de extrema importância para a Odontologia e vem se destacando pelo surgimento de novas tecnologias e aprimoramento de técnicas e sistemas de instrumentação que otimizam a limpeza e modelagem dos canais. Inúmeros avanços e aplicações de recursos tecnológicos com a proposta de aumentar o prognóstico positivo do tratamento endodôntico tem contribuído para a preservação dos dentes na cavidade oral. Reciproc e Wave One são sistemas com o princípio de instrumentação de lima única em movimento reciprocante, que devido à cinemática e características morfológicas dos instrumentos, representam um novo conceito de preparo do canal. Ainda em se tratando das técnicas e materiais investigados, o Prodesign R configura-se enquanto possibilidade de tratamento térmico com limas em movimento reciprocante que, por sua vez, usa força balanceada com base acoplada em motores elétricos e que produzem movimentos alternados. Diante disso este estudo busca analisar através de revisão de literatura a influência desses sistemas e cinemática, no sucesso do tratamento endodôntico. Mediante o uso de artigos científicos recentes que comparassem, os dois sistemas indicados anteriormente e a cinemática, chegou-se à conclusão de que esses sistemas são opções seguras para a preparação dos canais radiculares, visto que reduzem o risco de torção, tempo de trabalho e possibilidade de contaminação cruzada. Portanto o índice de sucesso no tratamento endodôntico realizado com movimento reciprocante é maior que no rotatório convencional. Contudo, nenhum sistema é um substituto absoluto da instrumentação manual. DESCRITORES: Endodontia. Movimento reciprocante. Wave one. Reciproc.
105 INFLUÊNCIA DO POLIMENTO SOBRE A ESTABILIDADE DE COR DO ESMALTE CLAREADO: ESTUDO IN VITRO SANTOS, N. V. S.; FERREIRA, A. C. A. O clareamento dentário é a alternativa estética mais conservadora e efetiva para o tratamento de dentes escurecidos. Durante o tratamento clareador é bastante comum os clínicos advertirem seus pacientes sobre a necessidade de evitar ingestão de substâncias corantes. Esta maior suscetibilidade à pigmentação estaria associada ao aumento da rugosidade superficial do esmalte causada pelo tratamento clareador. Desta forma, o presente estudo tem por objeto avaliar a influência do polimento sobre a estabilidade de cor do esmalte clareado. Para isso, foram utilizados 30 dentes bovinos, divididos em três grupos: Grupo 1 – clareamento; Grupo 2 – Clareamento/imersão em refrigerante à base de cola e Grupo 3 – Clareamento/polimento/imersão em refrigerante à base de cola. Todos os espécimes foram submetidos ao clareamento por 15 minutos, com gel à base de peróxido de hidrogênio a 35% (Whiteness HP, FGM, Joinville, Brasil) seguindo o regime de aplicação do tipo ‘em consultório. O processo foi realizado três vezes, acarretando tempo total de 45 minutos. Por fim, os espécimes foram lavados abundantemente com água destilada para remoção total do gel clareador. O protocolo foi repetido em mais duas sessões (7 e 14 dias depois). Nos grupos 1 e 3, após o procedimento clareador foi realizado o polimento da superfície com discos de feltro (Diamond Flex, FGM) e pasta de polimento (Diamond Excel, FGM). O grupo 1 foi armazenado em saliva artificial, enquanto os espécimes dos grupos 2 e 3 foram imersos em um refrigerante à base de cola (Coca-Cola®, Curitiba, PR, Brasil), 1h hora após o clareamento, durante 10 minutos, diariamente, até 7 dias após o termino do tratamento clareador. Para análise quantitativa de cor, as foram obtidas fotografias digitais dos espécimes antes e após o tratamento. As imagens foram avaliadas utilizandose a ferramenta “Histograma” do programa Adobe Photoshop CS 5.0 e foram obtidas as coordenadas de cor do sistema CIE L*a*b*. Os valores de luminosidade (L*) de todos os grupos foram maiores após o tratamento clareador independente do tratamento empregado (com ou sem imersão em substância corante/polimento), com diferença estatisticamente significante. Os valores da coordenada vermelho/verde (a*) de todos os grupos foram maiores após o tratamento clareador, não houve diferença significativa. Os valores da coordenada amarelo/ azul (b*) dos grupos foram menores após o tratamento clareador, com diferença significativa (p<0,05). Todos os grupos de tratamento obtiveram diferença na cor inicial e final (ΔE) maiores que 3,3, indicando que o efeito do clareamento foi clinicamente
112 NECESSIDADE DE OSTEOTOMIA E ODONTOSECÇÃO DE ACORDO COM A POSIÇÃO DO TERCEIRO MOLAR INFERIOR LIMA, E. C. T.; LEMOS, S. S. A osteotomia associada ou não a odontosecção configuram técnicas de extração dentaria bastante comuns para remoção de terceiros molares inferiores inclusos. Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal, documental e indireta, com análise quantitativa e de caráter exploratório. Este projeto teve como objetivo Avaliar a necessidade de osteotomia e odontosecção de acordo com a posição do terceiro molar inferior em prontuários arquivados na Clínica Escola de Odontologia do Centro Universitário de João PessoaUnipê. Por se tratar de uma pesquisa envolvendo seres humanos, foram atendidos os requisitos propostos pelo Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, através da Resolução n° 466/12 (BRASIL, 2013). A análise estatística dos dados coletados foi constituída por medidas de estatística descritiva para caracterização da amostra e por medidas de estatística inferencial para associação de variáveis nas quais foi utilizado o teste de independência do Qui-Quadrado e o teste exato de Fisher para um nível de significância de 5%. Dos 106 prontuários analisados, 62,3% são do sexo feminino, a média de idade foi de 37,24 anos. O elemento dentário 38 esteve presente em 65,1% dos casos e o dente 48 em 66%. Em relação às posições dos terceiros molares inferiores segundo Pell e Gregory, a posição A Classe I foi a mais prevalente com 41,7% dos casos. Em relação à classificação de Winter a posição vertical foi a mais prevalente com 44,1% dos casos avaliados. Sobre a realização da osteotomia, em 47,1% dos casos houve a necessidade de realização, enquanto 25,5% dos casos realizaram a odontosecção. A broca cirúrgica mais utilizada foi à broca 702 em 68,7% dos casos. O exame radiográfico mais prevalente no estudo foi à radiografia periapical com 46,7% de prevalência. A realização da osteotomia e/ou odontosecção apresentou correlação com a posição dos terceiros molares inferiores de acordo com as classificações de Winter e Pell e Gregory, enquanto o sexo e a idade dos indivíduos não estabeleceu correlação com a realização desses procedimentos. DESCRITORES: Osteotomia. Cirurgia. Terceiro molar. Dente incluso.
113 NEOPLASIAS DE CABEÇA E PESCOÇO: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO MOURA, C. E. G.; SOUZA, C. F. No Brasil, estima-se que no ano de 2014 houve 15 mil novos casos de cavidade oral numa proporção de 2,8 homens para 1 mulher. Topograficamente, o câncer de cabeça e pescoço (CCP) é um termo utilizado para descrever tumores malignos do trato digestivo superior, sendo representado pela cavidade oral, faringe e laringe. Havendo uma predileção estatística para a cavidade oral com cerca de 40% dos casos. E o tipo histopatológico mais frequente é o carcinoma espinocelular (CEC), presente em 90-95% dos casos. O CEC oral é reconhecidamente uma neoplasia que atinge preferencialmente os pacientes do sexo masculino na faixa etária entre 50 e 70 anos. Esse tipo de tumor é bem raro em pacientes jovens, apesar de haver uma tendência de aumento dessa incidência. Com isso esse estudo tem por objetivo caracterizar os pacientes diagnosticados no Brasil com cânceres de cabeça e pescoço entre os anos de 2010 a 2013. Esta pesquisa se caracterizou por ser exploratório, descritiva e ter abordagem quantitativa, além de procedimento comparativo e estatístico. Utilizou-se o método dedutivo e técnica por observação indireta por meio de pesquisa documental, através de fontes estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A amostra foi os documentos estatísticos coletados entre os anos de 2010 a 2014 pelo INCA por meio da plataforma virtual. Partindo desses dados todas as questões referentes ao perfil dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço e aos fatores de risco associados será traçado com os dados que foram coletados nas 17 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Através dos resultados foi montado o perfil do paciente diagnostico com câncer de cabeça e pescoço no Brasil. Concluindo que o paciente em sua maioria são homens, com nível de escolaridade baixa, porém que vive em cidades com alto desenvolvimento sócio econômico, e que na maioria dos casos descobrem o câncer e não buscam tratamento. DESCRITORES: Câncer de cabeça e pescoço. Perfil epidemiológico. Carcinoma espinocelular.
114 NÍVEIS DE ANSIEDADE DOS PACIENTES ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE ODONTOLOGIA DO UNIPÊ DEPOIS DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO AMARAL, M. S., SOUZA, C. F. M. A ansiedade com o tratamento odontológico pode ser definida como uma reação específica de estresse relacionada ao tratamento, onde o paciente vai ser atendido sem saber que tipo de estímulo esperar, estímulo esse que pode ou não estar presente no momento do atendimento. Esse problema persiste mesmo após os avanços científicos que ocorreram na odontologia com o objetivo de diminuir as sensações dolorosas durante o tratamento. O objetivo desse estudo foi avaliar os níveis de ansiedade dos pacientes atendidos na clínica escola de odontologia do UNIPÊ, proporcionando ao profissional o conhecimento necessário para realizar um planejamento que vá permitir a antecipação com relação ao comportamento do indivíduo durante o tratamento, e desenvolver protocolos de atendimento que visem a inclusão de medidas para diminuir a ansiedade do paciente antes, durante e após o procedimento. Esta pesquisa foi realizada na Clínica Escola de Odontologia Professor Afonso Pereira, sendo aplicado um questionário contendo quatro questões acerca dos tratamentos endodônticos previamente realizados e cinco escalas VAS envolvendo o nível de satisfação do paciente com as diferentes etapas do tratamento. A amostra foi composta por 51 pacientes avaliados nas clínicas de endodontia e clínicas integradas onde o paciente estava sendo submetido ao tratamento endodôntico. A maioria era do sexo feminino com idades entre 18 e 70 anos, apresentando uma faixa etária média de 38,9 (±11,3) anos. A maior parte dos entrevistados relataram ter realizado procedimento endodôntico anteriormente (58,8%) e relataram ainda não ter sentido dor nesses procedimentos anteriores (60,8%). Dos que relataram sensação dolorosa, 23,5% foi antes da realização do canal devido a patologia já instalada, 15,7% durante o procedimento e apenas 7,8% relataram a presença de dor pósoperatória. Com relação as escalas VAS de índice de satisfação houve uma média de score 7,0 para as várias etapas do tratamento avaliadas. Conclui-se que os pacientes atendidos na clínica escola de odontologia do UNIPÊ relataram estarem tranquilos com relação a realização do procedimento. Não foi verificado a relação estatisticamente significativa com relação ao gênero ou idade e níveis de ansiedade. A etapa que gera maiores níveis de ansiedade no paciente é a anestesia. DESCRITORES: Endodontia. Ansiedade. Medo. O USO DE DIGLUCONATO DE CLOREXIDINA E
115 HIPOCLORITO DE SÓDIO NA ENDODONTIA SILVA, A. Y. C.; GONÇALVES, P. G. P. O uso de substâncias químicas auxiliares no tratamento endodôntico permite melhor remoção de matéria orgânica e microrganismos que permaneceram após o preparo químico mecânico, dessa forma seu uso é imprescindível para o sucesso no tratamento. O objetivo deste trabalho foi comparar através de uma revisão bibliográfica duas substâncias químicas auxiliares amplamente utilizadas na Odontologia, o digluconato de clorexidina e o hipoclorito de sódio, bem como elucidar a prática endodôntica, explicar a ação dessas substâncias e diagnosticar a melhor substância para ser utilizada na limpeza dos condutos radiculares. Trata-se de um estudo de natureza descritiva, exploratória e bibliográfica. A revisão foi conduzida a partir da busca em artigos científicos publicados no período de 2013 a 2017, nas seguintes bases de dados: Scielo, BBO e Google Acadêmico, utilizando os descritores: endodontia, hipoclorito de sódio e clorexidina. Foram excluídos da pesquisa estudos maus controlados, trabalhos de conclusão de curso ou com interesse privado, publicado em língua diferente da portuguesa, com acesso pago, relatos de casos e resumos em anais. Foram encontrados 2257 trabalhos científicos, dos quais, apenas 10 se tornaram elegíveis para síntese final. A clorexidina e hipoclorito de sódio apresentam atividade antimicrobiana comprovada, porém por ser a clorexidina uma substância com menor potencial de dissolver tecido orgânico, a literatura avaliada defende seu uso principalmente como solução irrigante final e medicação intracanal. DESCRITORES: Clorexidina. Hipoclorito de sódio. Endodontia.
116 OCORRÊNCIA DE TRAUMATISMO BUCAL DE TECIDO MOLE EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA GUEDES, L.R.; CAVALCANTE, L. H. A. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa sobre a ocorrência de traumatismo bucal de tecido mole, em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva Adulto, nos últimos 10 anos. Material e métodos: Foi realizada uma revisão integrativa sobre a ocorrência de traumatismo bucal de tecido mole, em pacientes internados em unidade de terapia intensiva, nos últimos 10 anos, com base em protocolos simples com duas etapas, executadas por um pesquisador e um avaliador. A busca foi realizada nas bases de dados Scielo, pubMed, LILACS e Google acadêmico. Resultados: Os estudos mostram que o maior número de lesões traumáticas, resultam de lacerações ou hematomas, sendo as lacerações mais prevalentes em tecidos moles. Sobre a sua incidência, o maior número resulta de mordedura involuntária, fixação do tubo orotraqueal ou posicionamento das cânulas de Guedel, havendo maior acometimento da língua, mucosa jugal ou lábios, palato e laringe. Conclusão: As lesões traumáticas aumentam o tempo de internação, sendo necessário seu reconhecimento precoce, tratamento e prevenção para melhora do estado clínico dos pacientes internados na UTI. DESCRITORES: Unidades de terapia intensiva. Cavidade oral. Ferimentos e lesões. Traumatologia. PACIENTES PORTADORES DE FISSURA
117 LABIOPALATINA: REVISÃO DE LITERATURA FARIA, H. N. F. F.; SANTOS, L. A. M. Este trabalho teve como objetivo uma revisão bibliográfica sobre pacientes portadores de fissura labiopalatina, que é uma malformação congênita associada a mais de 300 síndromes decorrentes da falta de fusão do palato durante o período intrauterino, e que afeta um indivíduo dentre 650 nascimentos. É a deformidade crânio-facial mais comum que a criança pode apresentar. Não há uma etiologia definida para as fissuras, mas estas ocorrem ainda na fase de embrião. A maioria dos indivíduos portadores destas anomalias apresenta a fissura labial e/ou palatina não sindrômica, cuja fenda não está associada a outras malformações e a alterações comportamentais ou cognitivas. Na forma sindrômica, menos comum, as fissuras estão relacionadas a outras anomalias. A determinação de suas causas e origens pode estar relacionadas a fatores ambientais, genéticos e múltiplos. Este trabalho objetivou-se de maneira geral por analisar e entender a ocorrência da fissura lábiopalatina e os procedimentos utilizados para a sua correção, através da realização de pesquisas bibliográficas sobre o tema, buscando o entendimento dos fatores que ocasionam a referida fissura e os recursos utilizados no seu tratamento. E de maneira específica, por pesquisar informações sobre as causasda fissura labiopalatina; descrever os procedimentos utilizados para a sua correção e discutir os efeitos do tratamento corretivo. DESCRITORES: Fissura Labiopalatina. Malformação Congênita e Reabilitação.
118 PERCEPÇÃO DO CIRURGIÃO DENTISTA AO ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO PRESTADO A PACIENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE OLIVEIRA, B. M. D. L.; BRITO, C. S. M. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno neuropsiquiátrico que se desenvolve na infância e é parte de um grupo de condições psiquiátricas denominado Transtornos Invasivos do Desenvolvimento. O diagnóstico é clínico e baseado na presença de distúrbios de interação social, interesses restritos, padrões estereotipados do comportamento e distúrbios de comunicação. Vem havendo uma evolução sobre a compreensão e o conceito dessa condição, constatando assim diferentes graus de severidade e também variações em sua etiologia. Este trabalho teve como objetivo verificar como o atendimento, sob o ponto de vista do cirurgião dentista (CD) a nível de atenção básica, dos pacientes com TEA está acontecendo nas unidades básicas de saúde no município de João Pessoa – PB, além de conferir se os profissionais já atenderam ou se sentem preparados para atender estes pacientes. O instrumento de coleta de dados foi um questionário contendo 9 perguntas direcionadas aos CDs. A amostra final foi de 30 questionários. Obteve-se como resultado principal que uma grande maioria dos cirurgiões dentistas das unidades básicas de saúde do município de João Pessoa já atendeu um paciente com TEA. Foi concluído também que os mesmos se consideram aptos a atenderem tais pacientes, mas que preferem encaminha-los a centros de especialidades odontológicas. Na maioria dos atendimentos, não foram necessários métodos de contenção, e quando foram, o método passivo foi o mais utilizado. Um número considerável de cirurgiões dentistas não concluíram o tratamento previsto nesses pacientes, e o principal motivo se deu pelo encaminhamento a outros profissionais, e também porque os pacientes não retornavam às consultas. O principal local de atendimento citado pelos dentistas foi o consultório, mostrando que a odontologia ainda é prioritariamente curativa, e que precisa ser incentivada dentro de escolas e no ambiente familiar. DESCRITORES: Odontologia. Pessoa com Deficiência. Transtorno do Espectro Autista.
119 PERCEPÇÃO DO RESPONSÁVEL PELA CRIANÇA SOBRE SAÚDE BUCAL RELACIONADA À QUALIDADE DE VIDA COSTA, R. L.; FÉLIX, S. S. S. O hábito de higienização bucal começa em recém-nascidos e nunca deverá ser interrompido. Dentre os fatores etiológicos prejudiciais à qualidade de vida destaca-se a inadequada higiene oral. Trata-se de pesquisa aplicada, transversal, descritiva e quantitativa que teve por objetivo verificar a percepção sobre saúde bucal e qualidade de vida dos responsáveis por pacientes infantis, com idades entre 3 e 12 anos incompletos, atendidos na Clínica Escola de Odontologia do UNIPÊ, no período compreendido entre maio e outubro de 2018. A pesquisa foi realizada nas dependências do Curso de Odontologia e a amostra não probabilística, recrutada por conveniência consistiu em 50 responsáveis pelos já referidos pacientes. O instrumento de coleta dos dados desta pesquisa foi um questionário estruturado, com dez questões, abordando aspectos referentes à temática abordada. Foram atendidos os requisitos propostos pelo Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, através da Resolução nº 466/2012. Os dados coletados foram inseridos em banco de dados do programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) para Windows, versão 20.0 e analisados por meio de estatística descritiva. Resultados apontam para um percentual de 44% de crianças que sentem ou já sentiram dor de dente, 82% alegaram que a criança não sente dificuldade em se alimentar, não apresenta dificuldade para dormir, não apresenta irritação em virtude da dor de dente, como também não falta à escola/creche em consequência de dor de dente, 24% das crianças deixaram de realizar atividade diária em virtude de dor de dente, 92% das crianças realizam higiene bucal diária, porém 74% só utilizam a escova dentária, enquanto apenas 24% utilizam escova e fio dental; que 76% dos menores praticam hábitos alimentares cariogênicos e, que 70% dos participantes do estudo conduzem as crianças ao dentista periodicamente. Apesar dos resultados não terem sido os piores, conclui-se que existe necessidade de orientações aos responsáveis pelos menores acerca da saúde bucal e sua influência na qualidade de vida dos mesmos. DESCRITORES: Educação em saúde. Saúde oral. Higiene oral.
120 PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DE ODONTOLOGIA DO UNIPÊ SOBRE AS TÉCNICAS DE MANEJO DO COMPORTAMENTO DURANTE O ATENDIMENTO ODONTOPEDIÁTRICO MELO, S. B. M.; OLIVEIRA, R. V. D. Existe uma variedade de técnicas para controle do comportamento infantil durante o atendimento odontológico. Algumas delas são bem aceitas, enquanto outras podem parecer aversivas e autoritárias, principalmente na visão de pessoas leigas e estudantes em início de curso. Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória, quantitativa e transversal em que o objetivo desse estudo foi avaliar a percepção de estudantes de odontologia do UNIPE sobre técnicas de manejo do comportamento utilizadas no atendimento odontopediátrico. O estudo respeitou os participantes segundo o que preconiza a Resolução CNS/MS 466/12. Questionários descrevendo técnicas de manejo e situações clínicas foram distribuídos a 249 estudantes sem conhecimento teórico do assunto e sem experiência clínica com pacientes infantis (G1) e a alunos com conhecimento teórico e que já haviam atendido crianças (G2) (n=249). A aceitabilidade foi mensurada por escala Likert de 0 (total discordância) a 10 (total concordância). Os dados foram analisados com auxílio do teste de Kruskal-Wallis (α=0.05). Houve consenso quanto as técnicas mais aceitas: Reforço positivo (G1= 9,56 e G2= 9,82) e Distração (G1= 9,25 e G2= 9,71). Já as menos aceitas foram Imobilização passiva (G1=1,67) e Não permitir que a criança fale durante o tratamento (G2=2,51). Observou-se diferença significativa entre os grupos, sendo que G2 concordou com quase todas as técnicas, não discordando totalmente de nenhuma. Dizer que o procedimento pode envolver dor passou a ser menos aceitável, enquanto Imobilização ativa e passiva passaram a ser mais aceitáveis por G2. Verificou-se que a percepção dos estudantes foi influenciada por componentes educacionais (aulas teóricas e experiência clínica). DESCRITORES: Comportamento Infantil. Controle Comportamental. Educação em Odontologia.
121 PERCEPÇÃO DOS ACOMPANHANTES FRENTE ÀS TÉCNICAS DE MANEJO CLÍNICO DURANTE O ATENDIMENTO ODONTOPEDIATRICO PEREIRA, P. M. F., BRITO, C. S. M. As contenções físicas e mecânicas são empregadas comumente em crianças com idade de zero a três anos, com dificuldades neurológicas e em casos de crianças não colaborativas que possuem comportamentos restringidos ou comunicações limitadas. Esta pesquisa objetivou verificar o grau de aceitação dos acompanhantes sobre as técnicas de contenção utilizadas durante o atendimento na Clínica Escola de Odontologia, levantando através de questionário a percepção dos pais sobre as diferentes técnicas, identificando quais as contenções menos favoráveis, avaliando também o perfil sócio demográfico. A amostra, totalizou 100 acompanhantes da Clínica Infantil II, na Clínica Escola de Odontologia do Unipê nos períodos de 2017.2 e 2018.1. Em relação aos níveis de aceitação, percebeu-se que (7%) apresentaram opiniões de que as contenções eram completamente inaceitáveis, (6%) eram inaceitáveis, (9%) indiferenciada, (57%) informaram que aceitavam e (21%) aceitariam completamente a utilização dos artifícios. Quanto a aceitação dos pais/acompanhantes foi constatada que (45%) dos responsáveis achou ou acharia as técnicas de restrição importante, (40%) acharia necessária e (15%) achou ou acharia dispensável ser executada. Com relação as técnicas de contenção menos favoráveis do ponto de vista dos acompanhantes através da análise das fotos, a técnica de joelho-joelho foi informada por (10%) dos participantes que não aceitariam, a restrição mão-sobre-a-boca obteve (8%) de não aceitação, (8%) dos acompanhantes advertiram a obtenção da técnica posição de colo, (25%) repugnaram o uso da imobilização de corpo a corpo, (2%) não aceitariam a utilização de abridor bucal, (45%) rejeitaram a utilização da técnica de imobilização física papoose board sendo a técnica mais rejeitada pelos acompanhantes, durante atendimentos realizados na criança e (2%) dos participantes informaram a desaprovação da técnica bebê conforto como contenção passiva da criança. Conclui-se por um nível de aceitação elevado a respeito da utilização das técnicas de manejo clínico do ponto de vista dos participantes e, em relação a percepção dos acompanhantes a respeito dessas técnicas a superioridade dos responsáveis achou ou acharia importante a realização quando necessária. As contenções menos aceitas foi a técnica de restrição papoose board, seguida da técnica de imobilização ativa corpo a corpo. A maior parte dos acompanhantes eram do sexo feminino, a maioria tinha o ensino médio completo e a renda de um a dois salários mínimos. DESCRITORES: Manejo. Estabilização. Odontopediatria.
128 PILARES ESTÉTICOS X IMPLANTES CERÂMICOS: CONCEITOS, CORRELAÇÕES CLÍNICAS E EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS CAMPOS, N. V.; SANTOS, L. A. M. De acordo com a literatura sobre o tema, os pilares cerâmicos podem proporcionar estética semelhante ao dente natural. Isso porque apresenta boas características ópticas e é possível personalizá-los para obter um adequado perfil de emergência. Entre suas principais indicações estão à correção de pequenas alterações no posicionamento do implante, áreas muito delgadas de gengiva onde há risco de transparência do titânio, substituição unitária em regiões estéticas, podendo ainda ser considerado uma alternativa nas demais situações clínicas, como em casos de dentes posteriores ou PPFs. O presente estudo trata-se como uma revisão bibliográfica e teve por objetivo verificar a aplicação dos pilares estéticos e implantes cerâmicos quanto aos seus resultados clínicos, funcionais com suas principais propriedades com relação aos seus compostos materiais, mostrando qual o pilar mais indicado para determinadas situações estéticas, e como o mesmo se adéqua de forma ideal ao organismo receptor, ocorrendo essa investigação por meio de revisão de literatura sobre a temática estudada. Foi realizado levantamento bibliográfico dos últimos quinze anos em bases de dados disponíveis, tais como: artigos científicos, anais de congressos e materiais disponibilizados na rede de internet como sites dos tipos Bireme. Concluiu-se que para verificar a aplicação estética dos pilares de implantes cerâmicos há necessidade, quanto aos seus resultados clínicos, de verificar a biocompatibilidade e com o organismo a ser implantado para a reabilitação protética em implantodontia. DESCRITORES: Implantes dentários. Estética, Biocompatibilidade.
129 PREPARO MINIMAMENTE INVASIVO PARA LAMINADOS CERÂMICOS DO TIPO LENTES DE CONTATO: REVISÃO DE LITERATURA BARBOSA, M. S. L.; MOTA, A. C. L. G. Laminados cerâmicos são finas camadas de porcelana que são sobrepostas sobre a face vestibular dos dentes no intuito de melhorar a estética do sorriso. A procura pelos laminados cerâmicos (Lentes de contato dentais) teve um aumento nesses últimos anos devido à crescente busca pelo sorriso ideal. O objetivo desse trabalho foi avaliar através de artigos científicos o tipo de preparo dentário a ser confeccionado para o laminado cerâmico. Este trabalho apresenta buscas na literatura científica entre os ano de 1965 a 2015, baseada na utilização de laminados cerâmicos de maneira conservadora, além de uma breve abordagem do histórico e evolução dos materiais na prática odontológica, indicações e contra-indicações desta técnica, vantagens e desvantagens, abordando o quanto de desgaste dentário é necessário para a confecção desses laminados além da capacidade de união com dos diversos tipos de porcelana à estrutura dentária. O preparo para confecção de laminados cerâmicos deve, preferencialmente, envolver apenas superfície de esmalte, pois a resistência de união da porcelana ao substrato de esmalte é superior à resistência de união da porcelana à dentina. O preparo em dentina é indicado quando se tem uma grande alteração de cor ou posicionamento dentário, porém, perde-se em adesividade à estrutura dentária. DESCRITORES: Lentes de contato. Laminados cerâmicos e preparo.
130 PREVALÊNCIA DA DOR DE DENTE POR CÁRIE E SEU IMPACTO NA ANSIEDADE E QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL EM CRIANÇAS LACERDA, M. C., CAMPOS, F. A. T. Atualmente a cárie dentária vem apresentando uma expressiva redução nos seus índices, entretando, ela ainda é a doença bucal mais prevalente em crianças pré escolares, sendo uma frequente causa de dor, desconforto, dificuldade de alimentação e até fonação, que compromete diretamente a qualidade de vida e o desenvolvimento psicológico infantil. O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de dor de dente por cárie e o seu impacto na ansiedade e qualidade de vida em crianças de 3 a 5 anos de idade frente ao tratamento odontológico. A amostra foi composta por 100 indivíduos, sendo 50 crianças atendidas por alunos de especialização e 50 pais/responsáveis por cada uma das crianças. A pesquisa foi realizada no Centro Odontológico de Estudos e Pesquisa, sendo utilizados três instrumentos: Dental Discomfort Questionnaire (DDQ), Facial Image Scale (FIS) e o Early Childhood Health Impact Scale (ECOHIS). Os dados foram tabulados de acordo com as variáveis em plataforma Microsoft Excel 2016 e analisados mediante estatística descritiva no software estatístico IBM SPSS versão 21.0. Diante dos resultados encontrados, 66% das crianças escolheram as faces positivas do FIS, 8% escolheram faces de afeto relativamente positivas, enquanto que 8% e 10% escolheram as faces negativas; em relação ao DDQ, verificou-se mais dor de dente quando havia dentes com lesões cariosas. No ECOHIS foi possível analisar que os impactos negativos foram mais prevalentes na sub-escala relacionada as crianças. Os pais/responsáveis não relataram haver impacto financeiro sobre a família em decorrência de problemas odontológicos com seus filhos. Para um melhor entendimento e tratamento do paciente infantil, é importante a quantificação em parâmetros da dor, ansiedade e a influência das alterações bucais e orofaciais no bem estar da criança e sua família. DESCRITORES: Odontopediatria. Cárie Dentária. Qualidade de vida.
131 PREVALÊNCIA DA MORDIDA ABERTA E SUA RELAÇÃO COM HÁBITOS DE SUCÇÃO NÃO NUTRITIVOS SILVA, J. C.; ANDRADE, S. G.B. As mordidas abertas anteriores (MAA) são desarmonias oclusais geralmente associadas a hábitos bucais anormais, que são comportamentos adquiridos e que, em função da repetição contínua, automatizam-se e aperfeiçoam-se, tornando-se assim inconscientes. Devido a sua alta prevalência, ela tem sido considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o terceiro problema odontológico de saúde pública em todo o mundo. O objetivo deste trabalho foi verificar a prevalência de Mordida Aberta Anterior, sua associação com hábitos de sucção não nutritivos de pacientes que foram atendidos na clínica escola de Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa, nos períodos de 2017.2 e 2018.1, e quais hábitos são mais prevalentes. Foram avaliados através de prontuários 164 crianças de 3 à 12 anos, de ambos os sexos. Onde foram selecionados os prontuários que estavam corretamente preenchidos. O instrumento definido para coleta de dados foi um formulário pré estruturado pela pesquisadora, contendo itens que englobara, idade, sexo, presença de mordida aberta anterior e dados relacionados a alterações intrabucais relacionadas a essa má oclusão, bem como o relato de hábitos de sucção não nutritivos e frequência destes hábitos. Observou-se uma prevalência de 13,2% de mordida aberta anterior nos resultados obtidos, havendo uma alta prevalência de mordida aberta anterior com os hábitos deletérios, visto que todos os pacientes contidos na pesquisa que tinha MAA possuía um ou mais hábitos. A interposição lingual, sucção de chupeta e de dedo revelaram-se a variável mais significativa na contribuição para a instalação de más oclusões. DESCRITORES: Mordida aberta. Má oclusão. Hábitos bucais.
132 PREVALÊNCIA DA PERDA DE PRIMEIROS MOLARES PERMANENTES EM CLÍNICA INTEGRADA INFANTIL DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR SOUSA, M. M.; TRINTA, R. R. S. Este estudo epidemiológico avaliou a prevalência da perda de primeiros molares permanentes em crianças de 7 a 12 anos, de ambos os sexos, atendidas nos anos 2016 e 2017 em uma clínica-escola de odontologia de uma instituição de ensino superior. Os dados foram coletados por meio de prontuários, onde foram analisados um total de 327 prontuários, sendo 164 (50,2%) do sexo masculino e 163 (49,8%) do sexo feminino. Os resultados revelaram uma prevalência de 8,6% de perda dentária, sendo o elemento 16 o mais frequentemente perdido, totalizando 48,1% das perdas; revelou ainda um Índice de Higiene Bucal (IHB) regular em 52,3% dos prontuários analisados. Conclui que as crianças e seus responsáveis necessitam receber informações sobre educação em saúde bucal, incluindo a orientação de higiene, dando-lhes a oportunidade de aumentar seus conhecimentos em saúde bucal, consequentemente, diminuindo o número de perdas dentárias e mantendo um bom IHB. DESCRITORES: Exodontia. Primeiros molares. Promoção de saúde.
133 PREVALÊNCIA DE DISTOMOLAR EM RADIOGRAFIAS PANORÂMICAS DIGITAIS CARNEIRO, Z. M. L. G.; FELIX, L. F. C. Hiperdontia é o desenvolvimento de um número aumentado de dentes, e estes são denominados supranumerários que podem ser encontrados em qualquer região dos arcos dentários. O Quarto Molar, assim como qualquer dente extra da cavidade bucal, é um supranumerário e recebe uma denominação específica, sendo chamado de distomolar ou distodente. A etiologia dos dentes supranumerários ainda não está bem elucidada. Existem várias teorias sobre a etiologia dos supranumerários: teoria da hiperatividade da lâmina dentária na fase de iniciação, teoria atávica, associação a distúrbios do desenvolvimento, teoria da hereditariedade e, ainda, a teoria da dicotomia do botão dental. O objetivo deste trabalho foi determinar a prevalência de distomolares, em amostra de radiografias panorâmicas digitais de 239 pacientes de um universo de 626, da Clínica de Radiologia do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, com a finalidade de determinar a prevalência de dentes distomolares e comparar sua frequência em relação ao sexo e idade. O estudo foi conduzido por meio de observação de radiografias panorâmicas digitais arquivadas no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2017, utilizando formulário específico sendo anotados o sexo, idade e região da anomalia. A pesquisa só teve início após aprovação do CEP/UNIPÊ, seguindo as recomendações da Res. CNS/MS 406/2012. Os dados obtidos foram analisados por meio do programa SPSS, versão 20.0 e os resultados divulgados em gráficos e tabelas. Conclui-se que dentes distomolares apresentam baixa prevalência e, que a prevalência é maior no sexo masculino e frequência mais elevada na faixa etária de 23 a 44 anos. DESCRITORES: Supranumerário. Radiografia panorâmica digital. Distomolar.
134 PREVALÊNCIA DE GENGIVITE EM CRIANÇAS ATENDIDAS NA CLÍNICA-ESCOLA DE ODONTOLOGIA DO UNIPÊ SILVA, A. G. B.; ALVES, V. F. As doenças gengivais têm sido observadas cada vez mais em pacientes jovens. Grande parte das crianças, se não todas, apresentam alguma condição clínica que favorece o aparecimento da doença. O presente estudo tem como objetivo analisar a prevalência de gengivite em crianças atendidas na clínica-escola de odontologia do Centro Universitário de João Pessoa. Realizou-se uma pesquisa descritiva, transversal, de documentação indireta e com análise quantitativa e de caráter exploratório. A amostra compreendeu 222 prontuários de pacientes atendidos nos anos de 2016 e 2017 na clínica infantil I e II. A coleta de dados foi realizada através de um formulário de registro das informações dos prontuários, elaborado pela pesquisadora, tendo início após a aprovação do CEP/UNIPÊ. Além do Índice de Sangramento Gengival (ISG), dados sociodemográficos, higiene oral e de saúde bucal foram coletados. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, através do programa estatístico SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) - v. 20. O teste qui-quadrado e correlação de spearman, também foram utilizados para analisar os dados considerando p<0,05. A gengivite acometeu 69,36% dos pacientes atendidos. No tocante à atividade do ISG, 80,20% das crianças apresentaram baixa atividade. Segundo o IHO-S, 50,50% das crianças mostraram uma higiene regular. Em relação aos hábitos de higiene oral, a maioria dos indivíduos relataram escovar os dentes três vezes ao dia, sendo a atividade realizada pelas crianças (78,4%), porém 72,5% não tinham o hábito de usar o fio dental. Conclui-se que a doença gengival ainda se mostra prevalente em crianças apesar da maioria se enquadrar em baixa atividade. Assim, o reforço das medidas de higiene oral deve ser aplicado e instruído pelo cirurgião dentista tanto nas crianças quanto aos pais/ responsáveis em melhor controle e prevenção da doença nessa fase da vida. DESCRITORES: Gengivite. Gengivite na infância. Higiene oral. Biofilme.
135 PREVALÊNCIA DE MORDIDA CRUZADA POSTERIOR EM DENTIÇÃO PERMANENTE NA CLÍNICA ESCOLA DE ODONTOLOGIA DA UNIPÊ OLIVEIRA, M. F.; TRINTA, R. R. S. Este estudo epidemiológico levantou através de prontuários na Clínica Escola de Odontologia do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, sendo essa a Clínica Infantil I e II, a prevalência de mordida cruzada posterior em dentição permanente bem como os seus fatores etiológicos entre os anos de 2016 e 2017 de crianças com faixa etária entre 9 e 12 anos. Apresentando uma amostra de 206 prontuários, onde 83 foram analisados, 123 não respondidos na parte de ficha ortodôntica. Dentre os 83 prontuários analisados 7,2% (6) apresentaram mordida cruzada posterior e 92,8% (77) não possuíam este tipo de maloclusão, 41% eram do sexo masculino e 59% do sexo feminino. A maioria 34,1% estavam numa faixa etária de 9 anos, 30,5% tinham 10 anos, 25,6% com 11 anos e a menor incidência foi de crianças com idade de 12 anos com 9,8% de prevalência. Quanto aos hábitos deletérios que estão entre os fatores etilógicos, o que aparece com mais freqüência é a onicofagia com 33,7% (28) de pacientes com esse habito, porém ele não se enquadra nas causas principais da mordida cruzada posterior, 27,7% (23) não possuía nenhum hábito, o que apresenta proporção com o número de pacientes que não possuem mordida cruzada posterior, que é bem alto. Quanto aos hábitos de sucção, que são os maiores agentes etiológicos da respectiva maloclusão, o de maior índice foi o hábito de sucção digital com prevalência de 24,1% (20), logo após o hábito de morder objetos que é referente a 19,3% (16), a sucção de chupeta apresenta 10,6% (9), e posteriormente aparecem o bruxismo com 7,2% (6), morder os lábios 3,6% (3), interposição lingual 1,2% (1) e postura incorreta não apareceu nenhum caso. Conclui-se que a mordida cruzada posterior é um tipo de oclusopatia que se não tratada precocemente causa alterações de base óssea que se instalam no sistema estomatognático. DESCRITORES: Mordida cruzada posterior. Maloclusão. Dentição permanente.
136 PREVALÊNCIA DE RAIZES RESIDUAIS EM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE GOUVÊA, A. F.; BATISTA, M. I. H. M. Uma das questões que vem desenvolvendo inúmeras preocupações em âmbito nacional bem como internacional, tem sido o índice crescente da população prisional nas últimas décadas. Sabe-se que estes fatores são decorrentes da parcela da população que vive exposta a condições precárias socioeconômicas e que, por conseguinte, pioram ainda mais quando estão em condições de confinamento, que muitas vezes impossibilitam o acesso das pessoas presas à saúde integral e efetiva, representando assim um importante problema quando tratada no âmbito da saúde pública. Neste sentido, a presente pesquisa teve como objetivo geral de verificar 311 prontuários. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, utilizando técnica de pesquisa observacional e seccional, com embasamento bibliográfico, realizado em um presídio feminino da cidade de João Pessoa – PB. Ressalta-se que em uma abordagem quantitativa o pesquisador coordena o próprio trabalho, partindo de hipóteses específicas e variáveis operacionalmente definidas. Os resultados evidenciaram que 100% das entrevistadas são mulheres, com idade média de 7,19% entre 18 a 20 anos; seguidas 48,20% com mulheres entre 21 a 30 anos e 33,09% de mulheres com idade entre 41 a 50 anos e 2,16% com mulheres acima de 50 anos. No que concerne a escolaridade a maior concentração foi na educação básica incompleta, cujo montante principal foi de mulheres com ensino fundamental incompleto 41,11%. Das 311 mulheres 59,80% tinham raízes residuais. Neste sentido percebeu-se que a população prisional apresenta-se jovem, de baixa escolaridade, com grau importante de ruptura dos vínculos familiares, em como uma evidente exclusão social. DESCRITORES: Odontologia. Serviço penitenciário. Restos radiculares.
137 PREVALÊNCIA DE ROMPIMENTO DO NERVO FACIAL APÓS REDUÇÃO DE FRATURA DE CÔNDILO MANDIBULAR VIEIRA, R. S. S.; LEMOS, S. S. Acidente de trânsito é uma das principais causas de fraturas, dentre elas, a de côndilo mandibular. A escolha correta do tipo de tratamento das fraturas de côndilo mandibular apresenta o maior número de controvérsia na literatura. Sabe-se que um tratamento mal executado pode trazer sequelas irreparáveis ao paciente. O objetivo dessa pesquisa foi verificar a prevalência de rompimento do nervo facial quanto ao tipo de tratamento para redução de côndilo mandibular em acidentados no trânsito da Grande João Pessoa. A pesquisa foi realizada no mês de Abril de 2018, no turno da tarde, no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena localizado em João Pessoa. Após aprovação do Comitê de Ética por meio de número do parecer 2.542.391, e seguindo todos os princípios éticos da resolução 466/2012 o Hospital, após agendamento prévio, disponibilizou o acesso ao SAME (Serviço de Arquivo Médico Estatístico). Foram analisados 1000 prontuários de pacientes vítimas de acidentes de trânsito, que deram entrada no Hospital no período de julho de 2016 a julho de 2017. Essa amostra foi obtida por conveniência. Os dados foram digitados com dupla entrada e processados no programa SPSS 13.0 e tabulados em números absolutos e percentuais. Foi realizada análise exploratória e empregado o Teste Exato de Fisher para medir a associação entre variáveis categóricas. Os dados foram apresentados na forma de tabelas e gráficos. Resultados apontam que as fraturas faciais são registradas em maior percentual nos homens jovens e sem uso de dispositivo de segurança no momento do acidente. DESCRITORES: Acidentes de trânsito. Côndilo Mandibular. Fixação de Fratura. Procedimentos Cirúrgicos Bucais.
144 RESISTÊNCIA À FRATURA EM DENTES COM RIZOGÊNESE INCOMPLETA SIMULADA APÓS PROTOCOLOS DE IRRIGAÇÃO FINAL BARBOZA, M. H. A. S.; CAMPOS, F. A. T. Os dentes traumatizados com rizogênese incompleta representam um desafio na Endodontia e merecem uma atenção especial do clínico. A pacificação é a proposta terapêutica mais comumente preconizada sendo a revitalização pulpar uma opção de tratamento para dentes jovens que necessitam de intervenção endodôntica. É um procedimento comum, em que a irrigação é o melhor método para a remoção dos restos de dentina que são soltos durante a instrumentação mecânica. Esse trabalho teve como objetivo avaliar a resistência à fratura em dentes com rizogênese incompleta simulada após diferentes protocolos de irrigação final. A amostra foi constituída por 52 incisivos bovinos, seccionados coronalmente, apicalmente e fragilizados internamente para simular dentes com ápice aberto. Os espécimes foram divididos em 4 grupos, de acordo com o protocolo de descontaminação passiva preconizada na revitalização pulpar: grupo H1,5 – Irrigação com 20 ml de Hipoclorito de Sódio a 1,5% + 20 ml de EDTA; grupo H2,5 – Irrigação com 20 ml de Hipoclorito de Sódio a 2,5% + 20 ml de EDTA; grupo H5,25 – Irrigação com 20 ml de Hipoclorito de Sódio a 5,25% + 20 ml de EDTA, e grupo controle – irrigação com soro fisiológico. Em todos os grupos o tempo de irrigação foi de 5 minutos para cada substância. Após a simulação do ligamento periodontal, os dentes foram submetidos ao teste de resistência à fratura em uma máquina de ensaios mecânicos. Para verificar se houve diferença na resistência à fratura após os diferentes protocolos de irrigação foi aplicado o ANOVA one-way. O teste de correlação de Spearman foi aplicado para verificar se houve relação entre a concentração do hipoclorito e a resistência à fratura. Não houve foram encontradas diferenças estatísticas entre os grupos (p=0.08 / ANOVA). O aumento da concentração de hipoclorito de sódio com EDTA 17% e a resistência mecânica da dentina de dentes bovinos fragilizados após a realização da descontaminação passiva, preconizada na revitalização pulpar, não influenciou a resistência à fratura de dentes com rizogênese incompleta simulada. DESCRITORES: Hipoclorito de Sódio. Fraturas Ósseas. Necrose da Polpa Dentária.
145 RESPONSABILIDADE CIVIL DO CIRURGIÃODENTISTA E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: UMA REVISÃO DE LITERATURA CASTRO, I. G. S.; TORRES, B. O. Antes dos anos 80, os tratamentos odontológicos consistiam em uma escolha pessoal do paciente com o cirurgião-dentista. Atualmente observa-se uma massificação de atendimentos múltiplos, rápidos, e às cegas, devido à larga venda de planos odontológicos por convênios e empresas especializadas que tratam a odontologia como um mero produto visando quantidade e não qualidade. O cirurgião dentista deve estar atento a todas as etapas do sofrimento humano, pois seu papel é exercer benefícios à saúde independente das qualidades que lhe são oferecidos. A difusão dos métodos de cura e a consciência do dano sofrido têm conduzido a um aumento significativo do número de pacientes que buscam seus direitos em decorrência de culpa profissional, onde o cirurgião dentista, também é prestador de serviços, detém de responsabilidade profissional, a qual exprime a ideia de restauração de equilíbrio ou reparação do dano. DESCRITORES: Responsabilidade Profissional. Direito do Consumidor. Deontologia.
146 RETENTORES INTRARRADICULARES SÃO REALMENTE NECESSÁRIOS? UMA REVISÃO DE LITERATURA DANTAS, T. M. F. B.; DINIZ, L. V. O. Reabilitação coronária de dentes tratados endodonticamente ainda é uma questão controversa. Embora a coroa clássica suportada por pinos intrarradiculares de metal permaneça amplamente difundida na odontologia, o desgaste causado no dente tem sido amplamente criticado. Novos materiais e opções terapêuticas baseadas inteiramente na adesão são hoje em dia acessíveis. Tais opções adesivas permitem realizar um trabalho mais conservador, mais rápido e um tratamento dentário menos caro, pulando etapas como a laboratorial, por exemplo. O efeito férula é um fator de extrema importância, que influencia o resultado clínico de dentes tratados endodonticamente. O impacto da espessura da férula na resistência à fratura desses elementos segue controverso, visto a pouca quantidade de estudos que abordem tal tema. O objetivo desse estudo é investigar a real necessidade do uso de pinos intrarradiculares, quando e porque utilizá-los ou não. E, diante das opções restauradoras, como pinos de metal fundido, pinos de fibra, e as restaurações livres de pino, que podem ser diretas ou indiretas, podemos perceber que a Odontologia adesiva vem ganhando espaço perante os velhos conhecidos retentores intraradiculares, por movitos estéticos, ou mesmo relacionados a graves fraturas irreversíveis. Por esse motivo, os princípios da Odontologia Minimamente Invasiva vem ganhando espaço na atualidade, que podem ser aplicados não só às restaurações primárias, mas também aos elementos despolpados. Dentes posteriores desvitalizados podem ser restaurados funcionalmente e esteticamente por técnicas adesivas diretas e indiretas, evitando o sacrifício dos tecidos sadios. DESCRITORES: Retentores intrarradiculares. Restauração livre de pinos. Férula.
147 RUGOSCOPIA PALATINA: AVALIAÇÃO DO PADRÃO DAS RUGAS PALATINAS EM MODELOS DE GESSO SILVA, R. R. A.; TORRES, B. O. A identificação por meio das rugas palatinas se da por meio da rugoscopia palatina método que estuda a formação da s rugas do palato analisando seu tamanho, posição e forma. Trata-se de um estudo de campo, observacional, descritivo e transversal, com abordagem quantitativa que tem o objetivo de avaliar a eficácia da rugoscopia palatina na identificação humana considerando diversos sistemas de classificação. A pesquisa será realizada na Clínica Escola de Odontologia do UNIPÊ com uma amostra não probabilística selecionada por conveniência de 70 acadêmicos do curso de Odontologia por meio da realização de moldagem do arco dentário superior com consequente confecção de modelo de gesso.O instrumento de coleta de dados será uma ficha de registro que abordará os dados de interesse do estudo como: campos para registro das classificações de Carrea, Silva e Martins dos Santos. A coleta dos dados ocorrerá em horário agendado de acordo com a conveniência dos participantes e de modo que não venha a prejudicar o desenvolvimento das atividades acadêmicas dos mesmos. Os dados tabulados serão analisados à luz da estatística descritiva e inferencial, e apresentados na forma de gráficos. A presente pesquisa respeitará todos os preceitos éticos contidos na Resolução 466/12 do CNS/MS. No resultado deste estudo no método de Carrea o padrão de rugas predominantes foi o tipo II, na classificação de Silva foi a ruga de forma reta e na classificação de Martins dos Santos a ruga predominante dói a de forma sinuosa. Podemos concluir que a identificação por meio destes métodos é válida quando os outros meios de identificação como a datiloscopia, arcada dentária e estruturas anatômicas não estiverem na condição de serem utilizadas. DESCRITORES: Identificação Humana. Odontologia Legal. Antropologia Forense.
148 SATISFAÇÃO DE PACIENTES ODONTOLÓGICOS NA REDE INSTITUCIONAL E PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA CABRAL, R. A.; PAIVA, M. B. M. O Centro Universitário de João Pessoa é uma instituição de ensino superior privada de João Pessoa, Paraíba. Na Clínica Escola de Odontologia (CEO/Unipê), onde os alunos do curso de Odontologia sob supervisão praticam as principais atividades voltadas para sua formação. A Rede básica Municipal de saúde bucal segundo o PMJP/Ministério da Saúde apresenta uma cobertura de 199 equipes de Saúde da Família (ESF), se fazendo presente em quase todos os bairros de João Pessoa através da equipe de saúde bucal e os demais componentes. Esse trabalho teve como objetivo geral analisar os indicadores de satisfação de pacientes com o atendimento odontológico realizado na Clinica Escola e em Unidades de Saúde da Família do município de João Pessoa. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, transversal e quantitativo onde se utilizou um formulário com perguntas estruturadas elaborado com base nos objetivos delineados. A amostra da pesquisa foi do tipo não probabilística, por conveniência, composta por 200 pacientes dos quais 100 da CEO/Unipê e 100 das USFs/ SUS. Na investigação foram atendidos os requisitos propostos pelo Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, através da Resolução nº 466/2012. Os dados obtidos foram analisados através do programa SPSS (StatisticalPackage for the Social Sciences), versão 22.0. Resultados apontam que os pacientes estavam satisfeitos com a determinada Rede onde realizavam o tratamento, mas ainda citaram em grande proporção a “Outra Rede” (Particular), constatou-se que os fatores de insatisfação nas redes (Institucional e Pública) são bem semelhantes expressos em suas porcentagens, observou-se que nas duas Redes pouco se trabalha com educação em saúde bucal e a utilização de recursos áudio visuais para sua melhor fixação, identificamos que a ausência de medo ganhou destaque, bem como, em grande porcentagem a sensação de dor contribui com o abandono do tratamento. Espera-se que essa investigação venha a contribuir para a produção de conhecimento nesse tema, além de fornecer dados relevantes sobre a qualidade da assistência odontológica prestada na rede pública e na Clínica Escola, que subsidiarão outros estudos de avaliação de satisfação do usuário. DESCRITORES: Satisfação do paciente. Saúde bucal. Serviço saúde.
149 SATISFAÇÃO DOS CUIDADORES COM OS SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS OFERTADOS AOS PACIENTES PEDIÁTRICOS COM SÍNDROME DE DOWN FRAGOSO, D. N.; CARDOSO, A. M. R. Objetivo: avaliar a satisfação dos cuidadores com o serviço odontológico ofertado aos pacientes pediátricos com Síndrome de Down (SD), em João Pessoa, Paraíba. Metodologia: trata-se de uma pesquisa quantitativa, de caráter observacional e transversal, realizada na Fundação Centro Integrada de Apoio ao portador de Deficiência (FUNAD). A amostra foi constituída por 49 cuidadores de pacientes com SD, na idade de 0 a 15 anos. Foram coletados dados socioeconômicos e sobre a satisfação com o serviço odontológico, por meio de um formulário aplicado aos cuidadores. Os dados foram analisados descritivamente, no Statistical Package forthe Social Sciences (SPSS), versão 20. Resultados: observou-se que a maioria dos cuidadores era do sexo feminino e mães dos indivíduos, com idade entre 25 e 56 anos e escolaridade de ensino fundamental incompleto. Observou-se que 83,7% dos pacientes pediátricos já tinham ido ao dentista, com maior frequência na Unidade de Saúde Básica - UBS (47,5%). Em relação a satisfação com a consulta realizada, 97,5% dos cuidadores ficaram bastante satisfeitos com a assistência recebida, afirmando terem sido bem atendidos. Os cirurgiões-dentistas se mostraram bastante preparados em 75% dos casos, de acordo com os cuidadores. A utilização de estabilização física para atender os pacientes foi necessária em 50% dos casos. A maior parte dos atendimentos foram realizados por dentistas não especializados na área de Pacientes com Necessidades Especiais - PNE (62,5%) e os consultórios não eram preparados para PNE (60,0%). Conclusão: Um grande percentual de cuidadores de pacientes pediátricos com SD relataram que estavam satisfeitos com o atendimento odontológico recebido pelos pacientes, tanto do setor público como no privado. A maior parte dos dentistas não eram especialistas em PNE, porém os cuidadores consideraram que os mesmos estavam seguros, durante o atendimento. DESCRITORES: Assistência Odontológica. Síndrome de Down. Pessoas com Deficiência. SCREENING ANTIBACTERIANO DE SPONDIAS
150 MOMBIN SOBRE MICRO-ORGANISMOS RELACIONADAS À INFECÇÕES ENDODÔNTICAS PERSISTENTES SANTOS, C. A. O.; COSTA, M. R. M. Considerando o aumento da ocorrência de infecções endodônticas persistentes ou refratárias relacionadas com micro-organismos superinfectantes do meio ambiente bucal, e a ausência de uma substância química auxiliar totalmente eficaz e segura, é requerido o desenvolvimento de soluções naturais alternativas e economicamente viáveis, substituindo antimicrobianos usualmente utilizados. Assim sendo, os vegetais constituem-se fontes atraentes de ação antimicrobiana, dada a sua ampla diversidade molecular, além de mínimo efeito indesejado quando utilizado de forma adequada. Nesse sentido, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar in vitro a ação antimicrobiana do extrato da folha de Spondias mombin, conhecida popularmente como cajá, sobre Staphylococcus aureus (ATCC 23235) e Enterococcus faecalis (292012). A atividade antimicrobiana em placas foi realizada segundo a metodologia adaptada de Bauer (1966) para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM). As linhagens microbianas foram cultivadas em caldo nutritivo (BHI – Brain Heart Infusion) e incubadas a 37°C por 18-20 horas. Em placas de petri contendo Agar Mueller Hinton foi introduzida solução salina inoculada com cada crescimento microbiano e foram confeccionados cinco orifícios padronizados de aproximadamente seis mm de diâmetro. Foram introduzidos 50μL da substância teste (EB/SP até a diluição 1:512) nos orifícios, e as placas foram incubadas a 37°C por 24 horas. O ensaio foi realizado em duplicata sobre cada linhagem. Realizou-se os mesmos procedimentos para o controle positivo, o digluconato de clorexidina a 2% e o hipoclorito de sódio 2,5%. Para análise dos dados utilizou-se parâmetros estatísticos que incluiram valores das respectivas medidas descritivas: mínimo, máximo, média e desvio padrão. Para tal aplicou-se o teste não paramétrico U de MannWhitney na comparação da inibição microbiana mínima as substâncias. Após a realização do experimento observou-se que a clorexidina e o extrato do cajá obtiveram desempenho superior ao hipoclorito de sódio 2,5% sobre as bactérias testadas. Conforme resultados do teste U de Mann Whitney observou-se significância estatística apenas entre o extrato do cajá e o hipoclorito de sódio 2,5% (p< 0,05). Conclui-se que o extrato da folha de Spondias mombin (cajá) apresentou atividade inibitória sobre crescimento planctônico de S. aureus
151 e E. faecalis, estimulando a pesquisa de substâncias naturais bioativas, alvo-específicas, para tratamento de infecções endodônticas persistentes ou refratárias. DESCRITORES: Microbiologia. Fitoterapia. Endodontia
152 SISTEMAS ROTATÓRIOS E RECIPROCANTES NA ENDODONTIA FERREIRA, J. M. C.; CAMPOS, F. A. T. Esta revisão teve como objetivo explorar e analisar alguns dos sistemas mecanizados rotatórios e reciprocantes disponíveis no mercado, para a realização do tratamento do canal radicular mais rápido, seguro e eficaz. Devido à grande variedade de sistemas disponíveis, torna-se importante estudar alguns deles, de uma forma simples e objetiva, conhecendo um pouco mais sobre o assunto, será possível escolher a melhor opção dentre tantas, proporcionando um tratamento mais rápido e seguro, confortável para o profissional e para o paciente, ou seja, um tratamento mais eficiente. O material foi obtido por meio de uma busca ativa realizada nas bases de dados: portal CAPES, BIRENE, SCIELO, MEDILINE, GOOGLE ACADÊMICO por meio dos descritores em Ciência da Saúde na língua portuguesa: Tratamento do canal radicular, Endodontia, Preparo do canal radicular e na língua inglesa: Root Canal, publicações analisadas serão teses, monografias, dissertação e artigos científicos publicados entre 2000 e 2018 .A busca na base de dados ocorreu entre maio de 2017 e março de 2018. Foram utilizadas as seguintes palavras-chaves: Endodontia, Canal Radicular ,Tecnologia em Endodontia, Sistemas Rotatórios e Reciprocantes. Após as análises feitas nos estudos observa-se a relevância dos sistemas mecanizados na Endodontia nos dias atuais, tanto na rapidez, onde hoje o tratamento pode ser realizado sem nenhum problema em apenas uma sessão, quanto na segurança, devido as novas ligas de NiTi e M-Wire, tratadas termicamente com uma capacidade de elasticidade absurda, evitando acidentes, como fratura, e também a eficácia, pois juntando tudo isso temos um tratamento de muita qualidade. Pode-se concluir que o conhecimento das tecnologias que surgem a cada dia é de suma importância para a realização de um tratamento endodôntico satisfatório, porém é sempre importante conhecer o que já passou e entender como se deu essa evolução, para que assim, a escolha pelo sistema que melhor se adéqua ao profissional seja feita. Contudo a evolução dos instrumentos é crescente, a escolha de qual sistema utilizar depende do ponto de vista do operador, que escolherá o que melhor atender suas necessidades, de acordo com as suas condições, habilidade, tempo operatório e anatomia do canal radicular. DESCRITORES: Endodontia. Canal Radicular. NiTi.
153 TAXA DE SOBREVIDA E COMPLICAÇÕES DE LAMINADOS CERÂMICOS GERBASI, A. B. F.; ABILIO, V. M. F. A busca dos pacientes pela valorização da estética e elevação da autoestima tem feito a área de odontologia estética evoluir muito nos últimos anos. Procedimentos odontológicos eletivos com laminados cerâmicos estão sendo muito procurados, levando os profissionais a buscarem conhecimento em técnicas que elevem a longevidade e sucesso desse procedimento. O objetivo do presente trabalho foi analisar através de uma revisão de literatura a taxa de sobrevida de laminados cerâmicos ultrafinos após cimentação em dentes anteriores. A pesquisa foi realizada por um único revisor usando como base de dado eletrônica: PubMed (U.S. National Library of Medicine). Para coordenar a pesquisa foram usados os seguintes descritores em inglês: Survival Rates, Dental Veneers, Minimally Invasive, Clinical Logevity, Porcelain Veneers, Laminate Veneers. Como critérios de inclusão estabeleceram-se estudos do tipo ensaio clínico, estudos que avaliam a sobrevida de laminados cerâmicos ultrafinos em dentes anteriores, realizados num tempo mínimo de 1 ano, no idioma português ou inglês. E o critério de exclusão adotado foi estudos sem disponibilidade gratuita. A pesquisa da literatura resultou em 627 artigos. A partir desse total, com a leitura do título e abstract, foram selecionados 11 artigos. Subsequentemente, após a leitura na íntegra desses artigos, levando em consideração os critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, restaram 6 artigos ao final. Não houve consenso entre os autores pesquisados a respeito dos tipos de preparo. A taxa de sobrevida de laminados cerâmicos ultrafinos, após cimentação em dentes anteriores, foi superior a 86% e as principais falhas observadas foram fraturas, descimentação e descoloração. Conclui-se que os laminados cerâmicos apresentam uma alta taxa de sucesso e que as suas principais falhas estão relacionadas a fratura e descimentações. DESCRITORES: Taxa de sobrevida. Laminados cerâmicos. Longevidade clínica.