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102 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 A IMPORTÂNCIA DO INTERCÂMBIO EM LÍNGUA INGLESA PARA O ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO BRASILEIRO: PRINCIPAIS MODALIDADES E OPORTUNIDADES https://doi.org/10.5281/zenodo.15531262 THE IMPORTANCE OF EXCHANGE IN ENGLISH LANGUAGE FOR THE BRAZILIAN UNIVERSITY STUDENT: MAIN MODALITIES AND OPPORTUNITIES SILVA, Aline Rodrigues da, Tecnóloga* GUALDA, Linda Catarina, Pós-Doutora* * Faculdade de Tecnologia de Itapetininga Rua Dr. João Vieira de Camargo, 104 - Vila Barth, Itapetininga - SP, CEP:18205-600 Tel: (15) 3272-7916 [email protected] lindacatar[email protected] RESUMO Nos últimos anos a busca pelo intercâmbio tem aumentado consideravelmente e cada vez mais brasileiros desejam obter a experiência proporcionada através desta experiência, haja vista que o mercado de trabalho está valorizando cada vez mais a experiência do intercambista e a fluência no idioma vem como consequência. A Língua Inglesa desponta hoje como uma língua global, cuja utilidade vai muito além da turística. Como língua de contato, o Inglês é usado como meio de comunicação em diferentes contextos e, principalmente, nas relações comerciais com países que falam idiomas diversos. Daí emerge a necessidade em aquisição da Língua Inglesa para que o indivíduo possa estar inserido nesse contexto mundial e, acima de tudo, que seja capaz de interagir com ele. Sendo assim, a procura pelos intercâmbios em países falantes de Língua Inglesa vem crescendo nas últimas décadas em especial entre o público universitário que almeja uma formação mais capacitada para enfrentar o tão acirrado mercado de trabalho. Com isso, o perfil do intercambista brasileiro também vem se modificando, sua faixa etária, escolhas pelos destinos e tipos de programas. Nesse sentido, o artigo objetiva analisar as principais modalidades de intercâmbio em Língua Inglesa para adultos brasileiros com foco no mercado de trabalho, enfatizando as oportunidades para desenvolvimento pessoal e profissional. Realizamos pesquisa bibliográfica em artigos acadêmicos, materiais didáticos, livros e sites especializados em viagens e organismos nacionais e internacionais. Tratamos ainda da diferença entre aquisição e aprendizagem, além de discorrer sobre os principais aspectos que tornaram a Língua Inglesa um idioma de alcance global. Para isso, discutimos a importância do Inglês como Língua Franca, apresentando a definição de intercâmbio e o conceito de intercâmbio cultural, a fim de caracterizar o perfil do atual intercambista brasileiro. PALAVRAS-CHAVE: Modalidades de Intercâmbio. Desenvolvimento pessoal e profissional. Língua Inglesa. Estudante Universitário. Língua Estrangeira.
103 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 ABSTRACT In the last years the search for exchange programs has increased considerably and more and more Brazilians wish to obtain the experience provided through this experience, since the labor market is increasingly valuing the exchange student's experience and the fluency in the language comes as a consequence. The English Language emerges today as a global language, whose usefulness goes far beyond the tourism. As a contact language, English is used as a means of communication in different contexts and, especially, in commercial relations with countries that speak several languages. Hence emerges the need to acquire the English Language so that the individual can be inserted in this world context and, above all, that is able to interact with it. Thus, the demand for exchange programs in English-speaking countries has been increasing in the last decades, especially among the university students who seeks for a better formation in order to be able to face the so fierce labor market. With this, the profile of the Brazilian exchange student is also changing, his / her age group, choices for the destinations and types of programs. In this sense, the article aims to analyze the main modalities of exchange in English Language for Brazilian adults focused on the labor market, emphasizing the opportunities for personal and professional development. We carried out bibliographic research in academic articles, didactic materials, books and websites specialized in trips and national and international organizations. We also deal with the difference between acquisition and learning, as well as discussing the main aspects that have made English a language of global reach. To this end, we discuss the importance of English as a lingua franca, presenting the definition of exchange and the concept of cultural exchange, in order to characterize the profile of the current Brazilian exchange student. KEY-WORDS: Modalities of Exchange. Personal and professional development. English language. University Student. Foreign Language. INTRODUÇÃO Nos últimos anos a busca pelo intercâmbio tem aumentado consideravelmente e cada vez mais brasileiros desejam obter a experiência proporcionada através desta experiência. Sabese que o mercado de trabalho está valorizando cada vez mais a experiência do intercambista e a fluência no idioma vem como consequência. Segundo a coordenadora de Relacionamento com o Cliente da Dasein Executive Search no Brasil, o mercado está globalizado e cada vez mais multinacionais, que valorizam pessoas com vivência em outras culturas, se instalam no Brasil (IE - INTERCÂMBIO, 2016). De acordo com dados da Belta – Brazilian Educational & Language Travel Association – Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais –fundada em 1992 e que reúne as principais empresas brasileiras voltadas ao segmento de intercâmbio, na área de cursos, estágios, trabalhos e intercâmbio no exterior, em 2004, foram 53 mil estudantes brasileiros enviados por agências de intercâmbio associadas e não associadas à Belta. Já em
104 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 2016, esse número subiu para mais de 252 mil, ou seja, um crescimento de mais de 400%. Esse índice se dá em razão de inúmeros fatores, mas o principal é que as pessoas passaram a reconhecer a importância que o intercâmbio tem para o desenvolvimento pessoal e profissional, visto que o mercado atual está cada vez mais exigente e um dos principais requisitos exigidos pelas companhias é o domínio de uma segunda língua. Além disso, muitas empresas já estão optando por profissionais que tenham vivência no exterior (BELTA, 2016). Isto posto, o presente artigo objetiva analisar as principais modalidades de intercâmbio em língua inglesa para adultos brasileiros com foco no mercado de trabalho, enfatizando as oportunidades para seu pleno desenvolvimento. Nesse sentido, realizamos pesquisa bibliográfica em artigos acadêmicos, materiais didáticos, livros e sites especializados em viagens e organismos nacionais e internacionais. Para as informações das modalidades de intercâmbio foram consultadas agências associadas à BELTA, uma associação civil, sem fins lucrativos que avalia e credencia operadoras e que reúne as principais instituições brasileiras que atuam nas áreas de cursos, estágios e intercâmbios no exterior. O artigo trata ainda da diferença entre aquisição e aprendizagem, além de apresentar os principais aspectos que tornaram a língua inglesa um idioma de alcance global. Para isso, discutimos a importância do Inglês como Língua Franca e apresentamos ainda a definição de intercâmbio e o conceito de intercâmbio cultural, a fim de caracterizar o perfil do atual intercambista brasileiro, ou seja, os principais destinos escolhidos, a faixa etária, o perfil socioeconômico, os tipos de programas, entre outros fatores. Quanto às modalidades discorremos a respeito do Au Pair, Caregiver Canadá, Estudo e Trabalho, Cursos de Idioma, Trabalho Voluntário, Estágio e Trabalho e Viagem, explicando os requisitos necessários para a participação, tempo de duração de cada programa e os destinos mais procurados pelos estudantes brasileiros que querem ter um diferencial competitivo ao adquirir de forma espontânea eficiente um segundo idioma, no caso aqui em estudo, a língua inglesa. Acerca desse processo de aquisição de Língua Estrangeira tratamos a seguir. 1. A LÍNGUA INGLESA GLOBALIZADA: AQUISIÇÃO VERSUS APRENDIZADO Em 1780, o futuro presidente dos Estados Unidos, John Adams disse: “O Inglês está destinado a ser, no próximo século e nos seguintes, uma língua mundial em sentido mais amplo do que o Latim foi na era passada ou o Francês é no presente”. Quando Jonh Adams compara o Latim e o Francês com o que o Inglês iria se tornar, ele tinha a certeza que era apenas questão
105 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 de tempo para isto acontecer (CRYSTAL, 2003, p. 13). E de fato a língua inglesa se tornou um idioma universal com um alcance em muitos setores da nossa sociedade que supera qualquer outra língua. Atualmente, mais de 100 países têm em sua grade de ensino o Inglês como principal língua estrangeira. Somente na Índia, a indústria do aprendizado de Inglês em massa consiste num negócio de 100 milhões de dólares por ano e estima-se que é bem provável que existam mais falantes de Inglês na Índia do que em toda a Grã-Bretanha e os Estados Unidos juntos (CRYSTAL, 2003, p. 29). A língua inglesa desponta hoje como uma língua global, cuja utilidade vai muito além da turística. Como língua de contato, o Inglês é usado como meio de comunicação em diferentes contextos e, principalmente, nas relações comerciais entre diferentes grupos de pessoas, cada grupo falando uma língua diferente e em países diversos. David Crystal (2003, p. 32) acrescenta que nunca antes na história existiu uma língua que fosse falada por mais pessoas como segunda língua do que como primeira. E, segundo o autor, os falantes não nativos já ultrapassam os nativos numa proporção de três para um (CRYSTAL, 2003, p. 38-39). O Inglês alcançou esse status de Língua Franca ao desenvolver um papel importante na sociedade moderna sendo reconhecido em um grande número de países (PHILLIPSON, 1992, p. 56). A esse respeito, o pesquisador Rod Ellis afirma que o motivo de uma língua se tornar universal, vai além do número de pessoas que a falam, envolvendo principalmente a relação de poder mantida com seus falantes (ELLIS, 1997). O autor cita o exemplo do Latim, que se tornou uma língua internacional durante o Império Romano não pelo fato de a população romana ser a mais numerosa, mas por ser à época a mais poderosa. Crystal (2003) salienta que para expandir uma língua e mantê-la global é preciso ter poder político, tecnológico, cultural e econômico. O poder do dólar foi fundamental para a garantia dessa condição de língua globalizada, assim como o domínio que os norte-americanos exercem em muitas áreas da sociedade contemporânea. Daí emerge a necessidade em aquisição da língua inglesa para que o indivíduo possa estar inserido nesse contexto mundial e, acima de tudo, que seja capaz de interagir com ele. Muitas são as maneiras de se entrar em contato com determinado idioma, entretanto, a mais eficiente é aquela que consegue conciliar a aquisição e também o aprendizado da língua, “acquisition” versus “learning”. O renomado linguista Stephen Krashen (2013) teorizou acerca desse assunto em Second Language Acquisition, onde ele discute que há dois sistemas independentes para desenvolvimento de segunda língua: “the acquired system” and “the learned system”, aquisição
106 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 e aprendizado. Para fazer essa distinção, alguns autores utilizam ainda os fatores formal, informal, consciente e inconsciente. Em relação ao primeiro sistema, trata-se do produto de um processo subconsciente bastante similar ao mecanismo pelo qual as crianças aprendem a primeira língua (McLAUGHLIN, 2008). Isso equivale dizer que aquisição se caracteriza pelo ato inconsciente e informal de alcance, isto é, quando o indivíduo não percebe que está aprendendo, quando não se preocupa em entender de normas gramaticais. Esse processo acontece quando há vivência da língua, quando se passa por experiências contextuais que o colocam em contato direto com o idioma e falantes nativos dele. Esse sistema requer interação significativa com a língua-alvo em uma comunicação natural na qual os falantes se concentram não na forma, mas no ato comunicacional em si (KRASHEN, 2013, p. 61-66). Quando estamos lendo, assistindo, escrevendo ou conversando sem a preocupação de entender como isso se processa, estamos de maneira inconsciente adquirindo o idioma. Por outro lado, aprendizado é o ato consciente e formal, ou seja, quando o interessado sabe que está aprendendo, quando se interessa pela estrutura da língua e aquilo que a permeia. Para Krashen (2013, p. 68), quando se fala em aprendizagem se fala necessariamente em regras e correções, situações impostas ou repetitivas, etc., já que se refere a um produto de instrução formal que compreende um processo consciente sobre a língua – conscious knowledge. Inúmeros autores acreditam que aquisição é muito mais importante e significativo do que aprendizado e, por essa razão, muitas pessoas procuram a vivência no país de língua-alvo para alcançar esse conhecimento (CRYSTAL, 2003, p. 46). Considerando que a aquisição de um segundo idioma ocorre de maneira informal, geralmente isso se efetiva quando o indivíduo está inserido em um ambiente natural – natural communication. Ao adquirir a língua sem instruções formais, na maioria dos casos o indivíduo está inserido na comunidade da língua alvo ou tem a oportunidade de interagir com falantes nativos com uma razoável frequência. Nesse contexto, a procura pelos intercâmbios em países falantes de língua inglesa tem aumentado nas últimas décadas principalmente pelo público universitário que almeja uma formação mais capacitada para enfrentar o tão acirrado mercado de trabalho. Com isso, o perfil do intercambista brasileiro também vem se modificando, sua faixa etária, os novos destinos escolhidos, a grande oferta de modalidades, etc. A respeito desses temas discutimos a seguir.
107 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 2. O INTERCÂMBIO E O PERFIL DO INTERCAMBISTA UNIVERSITÁRIO BRASILEIRO Como supracitado, em pesquisa realizada pela Belta (2016), observa-se que o Brasil teve um crescimento impressionante no número de estudantes que realizam intercâmbio e este mercado em ascensão proporciona inúmeras facilidades para o estudante que deseja realizar os estudos em outros países conforme aponta Vanessa Guerra: Nas últimas décadas, as propostas de vivência no exterior vêm em forma de pacotes prontos que incluem ofertas de empregos, famílias hospedeiras (nem sempre acolhedoras), acomodação em albergues, cursos de idiomas, cursos profissionalizantes, estágios ou ainda a junção de algumas opções, como por exemplo, estudo e trabalho no mesmo programa. O mercado de intercâmbios conquistou seu espaço e atua hoje na maior parte das escolas de idiomas, bem como escolas regulares e universidades (GUERRA, 2007, p.23). O levantamento feito pela Belta (2016) aponta também o perfil dos intercambistas brasileiros em relação à idade, destino, tipo de programa de intercâmbio até posição social. Em relação à faixa etária, 73% dos estudantes que viajam para estudar no exterior tem entre 18 e 30 anos e destes 37,5% permanecem, em média, de um a três meses no destino. Entre os destinos mais procurados, de acordo com as agências entrevistadas pela Belta, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar com 91%, seguido do Canadá com 85% e da Irlanda com 68,8%. Quanto a posição social, desde 2014 vem havendo uma mudança significativa no perfil dos intercambistas nacionais; além da presença das classes A e B no mercado, 88% das agências entrevistadas detectaram aumento na procura pela classe C incentivada, principalmente, pelas facilidades no pagamento e pelos preços mais acessíveis. Já em relação aos programas ofertados, os cursos de idiomas comercializados pelas agências são os grandes responsáveis pela saída dos brasileiros representando mais de 60% no volume de vendas, seguido do High School, com 13,4% e logo depois pelos cursos de férias, que representam 7,3%. A organização do Salão do Estudante (2016), maior evento de educação internacional da América Latina, disponibilizou no site do evento um questionário com perguntas que mostram um pouco mais sobre esse público. A pesquisa durou 40 dias e analisou cerca de 70.000 questionários, na qual estudantes de todo o Brasil participaram revelando dados sobre os destinos mais procurados, tempo de permanência no país, quais os programas preferidos pelos brasileiros, tipo de acomodação, faixa etária dos intercambistas, formas e condições de pagamento escolhidos. De acordo com o resultado da pesquisa, alguns dados foram levantados: 1) a faixa etária está entre 15 e 35 anos; b) o grau de escolaridade vária de acordo com a idade, mas 60% dos
108 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 estudantes que buscam o intercâmbio tem no mínimo Ensino Médio completo; 3) em relação ao destino, observa-se Estados Unidos, seguido muito próximo do Canadá, Reino Unido e Austrália; 4) o tempo de permanência no país escolhido varia entre 3 e 12 meses; 5) devido à questão de preço, os brasileiros preferem ficar em casa de família (homestay) e apenas 20% optaram por outro tipo de acomodação como, por exemplo, o campus da universidade e 6) quanto às modalidades mais procurados são na ordem os cursos de idiomas, cursos de Graduação e Pós-Graduação e High School. Acerca desse último tópico discorremos com mais detalhes a seguir. 3. PRINCIPAIS MODALIDADES DE INTERCÂMBIO PARA ADULTOS Atualmente, existem diversos programas de intercâmbio para todas as idades, objetivos e necessidades, com diversidades desde o destino escolhido, forma de pagamento, custos, período de realização, etc. Devido às inúmeras modalidades de intercâmbio ao redor do mundo, o futuro intercambista deve encontrar uma que atenda às suas possibilidades, prioridades e propósitos. De acordo com Andréa Sebben (2007), o indivíduo que deseja realizar um intercâmbio pode ir somente para estudar, trabalhar e estudar, estudar e passear, fazer um curso na área, PósGraduação, Mestrado, Doutorado, entre outras inúmeras opções. Nesse sentido, para escolher o intercâmbio correto é preciso organização, planejamento, clareza e precisão sobre todos os detalhes que o envolvem para não sofrer imprevistos que atrapalhem seus planos. A autora aconselha que o intercambista já saia do Brasil com tudo acertado e com conhecimentos detalhados sobre o seu intercâmbio, evitando assim, surpresas desagradáveis. Para Flávia Mariano (2008), enquanto se escolhe o intercâmbio, deve-se levar em conta suas expectativas, seus desejos, seu dinheiro, seu tempo disponível e, principalmente, seus objetivos. Uma vez definido o propósito, o próximo passo é estabelecer que tipo de intercâmbio se realizará. Os subitens a seguir discorrem acerca das modalidades de intercâmbio. 3.1 Au Pair Au Pair é uma expressão francesa “ao par” que significa “igual” ou “a par”. Esta modalidade é ideal para quem quer vivenciar o cotidiano de uma família no exterior. Combina trabalho e estudo com duração mínima de um ano e se destina preferencialmente às mulheres,
109 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 sendo necessário ter experiência anterior com crianças e ter concluído o Ensino Médio. Apesar de o programa ser mais comum entre as mulheres, existem países que também aceitam que homens participem, e na maioria dos casos os requisitos exigidos são os mesmos (CI, 2016). Para participar deste programa é necessário atender a alguns requisitos: ter entre 18 e 30 anos, ser solteira (o) e não ter filhos, ter pelo menos 200 horas de experiência com crianças comprovadas por referências. As experiências familiares não valem, mas podem ser acrescentadas como extras. A experiência pode ser como babá, trabalho voluntário em jardim de infância, berçário, professora infantil, líder de igreja ou qualquer trabalho envolvendo crianças. Deve-se ter ainda nível de Inglês intermediário na conversação, Ensino Médio completo, possuir carteira de motorista e saber dirigir, não ter antecedentes criminais, ter passaporte válido e, o mais importante, gostar de crianças. Vale ressaltar que estes são alguns requisitos exigidos, entretanto eles podem variar dependendo da agência e do país que o intercambista escolha para realizar o programa (IE - INTERCÂMBIO, 2016). A respeito das vantagens da modalidade, de acordo com o site da Experimento (2016), o programa de Au pair nos Estados Unidos inclui remuneração semanal em média de U$ 200,00, bolsa de estudos de até U$ 500,00, seguro saúde com cobertura de U$50.000, documento para obtenção de visto, acomodação em quarto individual e todas as refeições, duas semanas de férias remuneradas, no mínimo um dia e meio de folga por semana e passagem aérea de ida e volta. Mariano (2008) aponta ainda muitas vantagens para realização do programa de Au Pair e salienta que é uma das modalidades de intercâmbio mais econômicas, já que reúne de uma só vez trabalho e estudo, com a oportunidade de vivenciar uma nova cultura e aperfeiçoar o idioma. O site da Cultural Care (2015) concorda com Maciel afirmando que o programa de Au Pair é uma oportunidade única de conseguir todos os benefícios proporcionados através do intercâmbio de forma econômica. 3.2 CAREGIVER CANADÁ De acordo com o site da Travelmate (2016), o Caregiver é um programa de trabalho remunerado no Canadá, exclusivo para profissionais qualificados e experientes, sendo necessária experiência prévia ou graduação em áreas relacionadas a crianças, idosos ou pessoas portadoras de necessidades especiais. Durante o programa há a possibilidade de praticar e aperfeiçoar não apenas o Inglês, mas também o Francês, dependendo da região do país.
110 Revista Processando o Saber – Ano 11 – nº 11 – 2019 Os requisitos necessários são: ter entre 18 e 40 anos de idade, período mínimo de 24 meses, podendo chegar a 36 meses de acordo com a vaga ofertada e com a disponibilidade do candidato. Após completar um ano de trabalho, o intercambista tem direito a duas semanas de férias remuneradas e, após a realização do programa por um período de 24 meses, o intercambista ficará apto para solicitar a residência permanente do Canadá. Ainda segundo o site da Travelmate (2016), para a participação do programa é necessário pagar um valor em dólar canadense que incluí as taxas administrativas, seguro saúde para os três primeiros meses do programa, acomodação e alimentação, oferta de trabalho no Canadá, avaliação do nível de Inglês ou Francês, assistência no país durante todo o programa, Cartão Visa Travel Money (VTM), certificado de participação no programa e passagem aérea internacional de ida e volta para o local de destino. Cabe ressaltar que neste valor não estão inclusos os custos de despesas com Passaporte, taxas de Visto e transporte no Canadá. 3.3 ESTUDO E TRABALHO (STUDY AND WORK) Esta modalidade de intercâmbio proporciona ao estudante a oportunidade de combinar aulas de língua inglesa com meio-período de trabalho remunerado (part time job) em países como: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Austrália, NovaZelândia, África do Sul, Irlanda, Escócia, Malta, entre outros. Na grande maioria os prérequisitos para a participação é ter 18 anos, nível de Inglês intermediário para ter mais chances em conseguir emprego e possuir visto de estudante. O tempo mínimo para a participação deste programa é de 20 semanas e o máximo é de 74 semanas (CI – CENTRO DE INTERCÂMBIO, 2016). O intercambista será matriculado em uma escola, com turmas para todos os níveis de Inglês, no primeiro dia de aula a instituição fará uma recepção aos estudantes e, em seguida, a avaliação do nível do idioma para a devida alocação nas turmas. É possível realizar cursos em diversas áreas, tais como: Administração, Marketing, Negócios Internacionais, Tecnologia da Informação, Engenharia, Design, Produção Industrial, entre outros (CI – CENTRO DE INTERCÂMBIO, 2016). 3.4 CURSOS DE IDIOMA Esta modalidade tem como objetivo proporcionar o aprendizado de uma nova língua em um país onde idioma a ser aprendido seja nativo, para que o estudante, de qualquer faixa etária,