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Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento: IBID : 2025

Instituto Nacional da Propriedade Industrial

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Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Instituto Nacional da Propriedade Industrial Diretoria Executiva Coordenação-Geral de Economia e Inovação Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI Presidente JÚLIO CÉSAR CASTELO BRANCO REIS MOREIRA Diretora Executiva TANIA CRISTINA LOPES RIBEIRO Coordenador-Geral de Economia e Inovação RODRIGO VIEIRA VENTURA Chefe da Divisão de Inteligência de Mercado e Preços KÁTIA R. DO VALLE FREITAS PINTO Ficha técnica Supervisão geral: Rodrigo Ventura (Economista-chefe) Coordenação técnica: Gustavo Travassos Autores: Rodrigo Ventura, Gustavo Travassos, Luís Henrique R. de Campos, Kátia R. do Valle Freitas Pinto, Lívia S. Gouvêa Lima e Milena Marques Viana Simonace. Projeto gráfico: Coordenação de Comunicação Social - CCOM Informações adicionais Nota: Autorizada a reprodução, desde que citada a fonte. Sugestão de citação: INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). (2025). Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento – IBID 2025. Rio de Janeiro: INPI, CoordenaçãoGeral de Economia e Inovação. Unidade Responsável: Coordenação-Geral de Economia e Inovação Rua Mayrink Veiga 9, Centro, Rio de Janeiro, CEP 20090-91. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca de Propriedade Intelectual e Inovação Economista Claudio Treiguer Bibliotecário Evanildo Vieira dos Santos - CRB7-4861 I59 Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Presidência. Diretoria Executiva.Coordenação-Geral de Economia e Inovação. Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento: IBID : 2025. O mapa da inovação do Brasil em suas mãos. / Rodrigo Ventura [et al.]. Rio de Janeiro: INPI, 2025. 63 p.; figs. 1. Inovação – Brasil. 2. Inovação – Indicadores. 3. Inovação – Ranking. 4. Inovação – Métricas. 5. Ciência e Tecnologia – Ecossistemas regionais. I.Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Brasil). II. Travassos, Gustavo. III. Campos, Luis Henrique R. de. IV. Freitas Pinto, Kátia R. do Valle. V. Gouvêa, Livia. VI. Simonace, Milena Marques Viana. CDU: 5/6:338(81) SUMÁRIO Sobre o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento – IBID .............. 4 1. Visão geral .................................................................................. 9 2. Visão por tema ........................................................................... 22 2.1 Instituições ............................................................................................. 23 2.2 Capital humano ...................................................................................... 25 2.3 Infraestrutura .......................................................................................... 27 2.4 Economia ............................................................................................... 29 2.5 Negócios ................................................................................................ 31 2.6 Conhecimento e tecnologia ..................................................................... 34 2.7 Economia criativa .................................................................................... 36 3. Visão geográfica ......................................................................... 39 3.1 Norte ...................................................................................................... 41 3.2 Nordeste ................................................................................................. 42 3.3 Sudeste .................................................................................................. 43 3.4 Sul .......................................................................................................... 44 3.5 Centro-Oeste .......................................................................................... 45 3.6 Visão de conjunto .................................................................................... 46 Anexo 1. Metodologia ..................................................................... 47 Anexo 2. Glossário de Indicadores ................................................... 50 Referências bibliográficas ............................................................... 63 ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 4 Sobre o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento – IBID Reconhecido por suas dimensões continentais, o Brasil é marcado por grande diversidade econômica, social, cultural e ambiental. Essa pluralidade se manifesta de forma expressiva nas realidades regionais, que apresentam trajetórias e dinâmicas distintas de desenvolvimento. Compreender essas assimetrias é fundamental para a formulação de políticas públicas e estratégias institucionais que promovam um crescimento territorialmente mais equilibrado e inclusivo. Com base nessa premissa, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), por meio de sua Coordenação-Geral de Economia e Inovação, apresenta a 2ª edição do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento – IBID, instrumento concebido para mensurar e analisar o desempenho dos ecossistemas locais de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) em todo o território nacional. A primeira edição do IBID, publicada em 2024, consolidou-se como um marco institucional ao oferecer à sociedade um indicador multidimensional sintético e oficial da inovação no Brasil, alinhado à metodologia do Índice Global de Inovação (Global Innovation Index – GII), da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Ao fornecer um retrato abrangente e regionalizado do Sistema Nacional de Inovação (SNI), o IBID tornou-se referência para órgãos públicos, empresas, instituições de pesquisa e sociedade civil interessados no fortalecimento da inovação como vetor do desenvolvimento econômico e social. Nesta segunda edição, o IBID reforça sua missão de apoiar a formulação de políticas públicas e iniciativas privadas com base em evidências quantitativas, ampliando a capacidade de análise territorial e comparativa dos fenômenos inovativos. Além de atualizar os dados e indicadores estatísticos, o estudo oferece uma leitura crítica da evolução da inovação no país entre 2014 e 2025, destacando as transformações espaciais, econômicas e tecnológicas que influenciaram o desempenho das Unidades da Federação (UFs) e das cinco macrorregiões brasileiras ao longo da década. No decorrer desse período, o Brasil passou por profundas mudanças estruturais, tanto internas quanto externas. Fatores como os ciclos econômicos, a pandemia de COVID-19, a transformação digital, o envelhecimento populacional e os avanços em inteligência artificial, robótica e sustentabilidade remodelaram o espaço geográfico. Essas mudanças impactaram de maneira diferenciada os territórios brasileiros, o que reforça a importância de um índice de inovação que permita comparações regionais e setoriais consistentes. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 5 Mais do que mensurar a inovação, o IBID busca orientar o processo decisório de formuladores de políticas, investidores e gestores públicos e privados, oferecendo uma base confiável para o planejamento de ações voltadas à promoção do desenvolvimento, com ênfase na geração de conhecimento, no uso estratégico da propriedade industrial e no fortalecimento das capacidades tecnológicas do país. Ao apresentar esta 2ª edição, o INPI reafirma seu compromisso com o fortalecimento da propriedade industrial como ferramenta estratégica para o desenvolvimento do país e com a disseminação de dados e análises que contribuam para a construção de uma economia mais inovadora, inclusiva e competitiva. Estrutura O IBID 2025 mantém a mesma base conceitual utilizada na sua primeira edição. O índice é formado por dois grandes blocos de análise: • Contexto para a inovação, que avalia o ambiente e os fatores que facilitam ou dificultam a inovação em cada estado ou região; e • Resultado da inovação, que mede os efeitos concretos do processo inovador, como o número de marcas e patentes, a produção científica e o uso de novas tecnologias. Esses dois blocos se desdobram em sete áreas temáticas principais (chamadas de pilares) e 21 aspectos específicos (ou dimensões), que são analisados por meio de 80 indicadores estatísticos (Fig. 1). Esses dados são coletados de fontes oficiais e estão organizados de forma a mostrar o desempenho de cada estado e macrorregião do Brasil, permitindo uma comparação precisa e equilibrada entre eles. Fig.1. Estrutura de classificação do IBID Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). Instituições Ambiente institucional Ambiente de negócios Ambiente regulatório Capital humano Educação básica P&D Ensino superior Infraestrutura TICs Sustentabilidade Infraestrutura geral Economia Crédito Indústria, comércio e serviços Investimento Negócios Força de trabalho qualificada Absorção de conhecimento Apoio à inovação Conhecimento e tecnologia Criação de conhecimento Difusão do conhecimento Impacto do conhecimento Economia criativa Ativos intangíveis Criatividade online Bens e serviços criativos Resultado Contexto Geral Grupo Pilar Dimensão Indicadores IBID ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 6 A metodologia do IBID baseia-se integralmente no modelo do Índice Global de Inovação (Global Innovation Index – GII), elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O GII é publicado anualmente desde 2007 e avalia atualmente 133 países, oferecendo uma visão ampla sobre o que facilita ou limita a inovação no mundo. Ele organiza os países em rankings, diferenciando os fatores que criam condições para inovar e os que mostram os resultados concretos da inovação. O desempenho do Brasil no Global Innovation Index Na edição mais recente do GII, divulgada em 2024, o Brasil ocupa a 50ª posição no ranking global de inovação, recuo de uma posição em relação a 2023, quando ocupava o 49º lugar. Apesar desse pequeno recuo, o Brasil teve um avanço significativo a longo prazo, subindo 20 posições desde 2015, um dos maiores avanços globais desde 2019, O país mantém sua posição entre os 50 países mais inovadores do mundo e permanece como líder na América Latina e no Caribe, à frente de Chile (51º) e México (56º). Além disso, figura em 6º lugar entre os países de renda médiaalta. Assim como o GII permite comparar o Brasil com outros países no cenário internacional, o IBID aplica essa mesma lógica dentro do território nacional. Ou seja, fornece um panorama completo da inovação no Brasil e permite entender quais estados e regiões estão mais avançados, quais têm maior potencial e onde estão os principais desafios, ajudando a identificar onde investir, que políticas priorizar e como estimular o desenvolvimento de forma mais equilibrada e inteligente. Em um contexto global crescentemente competitivo, orientado pela economia do conhecimento e pela transformação tecnológica, contar com indicadores robustos, atualizados e comparáveis deixou de ser um diferencial – tornou-se uma necessidade estratégica. O IBID responde a essa demanda crescente ao disponibilizar uma ferramenta técnica e acessível que qualifica o debate sobre inovação no país, fortalece a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e amplia a capacidade do Estado e da sociedade de agir com foco em resultados concretos e de longo prazo. O que é o IBID? Indicador sintético: índice multidimensional que varia de 0 a 1, agregando um conjunto de indicadores de natureza e escala distintas Nível de desagregação geográfica: BR (1), GR (5) e UF (27) Nível de divulgação: Geral (1), Grupo (2), Pilar (7) e Dimensão (21) Unidade de investigação: indicadores estatísticos (80) Periodicidade de divulgação: anual (t) Períodos de referência: dados mais recentes até o ano anterior (t-1) ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 7 Sobre a publicação Este relatório apresenta uma síntese dos resultados do IBID 2025, organizados conforme a estrutura descrita a seguir: • Seção 1: Visão geral. Com base em rankings comparativos e na correlação com variáveis econômicas, traça um cenário geral da inovação no Brasil, identificando os líderes nacionais/regionais e principais desafios e potencialidades dos estados. • Seção 2: Visão por tema. Diagnósticos temáticos baseados no desempenho dos estados e regiões em sete pilares de inovação: Instituições; Capital humano; Infraestrutura; Economia; Negócios; Conhecimento e tecnologia; e Economia criativa. • Seção 3: Visão geográfica. Diagnósticos realizados sob a perspectiva territorial, com foco no desempenho individual de cada Grande Região e das UFs que as integram. • Anexos. Apresenta em detalhe os 80 indicadores que compõem o IBID, bem como a metodologia que orienta sua construção e aplicação. Os resultados detalhados do IBID encontram-se tabulados nos Quadros Completos da publicação, base de dados disponível no Portal do INPI. Clique aqui para acessar o INPI Data. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 14 • No IBID 2025, em comparação ao ano anterior, a única mudança na liderança regional ocorreu no Norte, onde o Amazonas superou o Tocantins e assumiu a primeira posição. Nas demais regiões, os estados líderes permaneceram os mesmos. o No Sudeste, São Paulo (1º) e Rio de Janeiro (4º) lideram. o No Sul, destaque para Santa Catarina (2º), seguido pelo Paraná (3º). o No Centro-Oeste, o Distrito Federal (7º) lidera, com Goiás (9º) na sequência. o No Nordeste, Rio Grande do Norte (12º) e Pernambuco (13º), com desempenhos muito próximos, ocupam as primeiras posições. o No Norte, Amazonas (17º) e Tocantins (20º) lideram. • Com exceção da região Norte, marcada por maior alternância, os líderes regionais se mantêm estáveis ao longo da série histórica do IBID: o Sudeste: São Paulo, desde o início da série (2014). o Centro-Oeste: Distrito Federal, desde 2014. o Sul: Santa Catarina, desde 2020. o Nordeste: Rio Grande do Norte, desde 2021. Economias do Nordeste apresentam desempenho em inovação acima do esperado em relação ao seu nível de renda (Fig.8) • Apesar da ponderação de diversos indicadores do IBID por população e renda, há uma correlação clara entre PIB per capita e desempenho em inovação: menores níveis de renda tendem a limitar investimentos em infraestrutura, Capital humano e P&D. • Quatorze das 27 unidades federativas são classificadas como expoentes em inovação pelo IBID, ao apresentarem resultados acima do esperado em relação ao PIB per capita. • Regionalmente, observa-se que: o No Nordeste, com exceção de Alagoas, todos os estados superam o desempenho esperado para seu nível de renda. o No Norte e Centro-Oeste, a maioria dos estados apresenta desempenho inferior ao estimado. o No Sul, todos os estados estão acima do esperado. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 15 • No Sudeste, apenas o Espírito Santo fica abaixo; São Paulo se destaca como outlier de produtividade. Fig.8. IBID x PIB per capita: performance em inovação em relação ao nível de renda Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). Estados do Nordeste são mais eficientes na conversão de seus insumos em produtos de inovação (Fig.9) • A análise da dispersão entre os grupos Contexto (relacionado aos insumos) e Resultado (relacionado aos produtos) revela padrões regionais distintos de produtividade em inovação. • Os estados do Nordeste demonstram maior eficiência relativa, com desempenho em resultados acima do que seria esperado a partir dos insumos disponíveis, superando os estados do Norte e Centro-Oeste. • Já os estados do Sudeste e Sul, com maior peso econômico e estrutura consolidada, tendem a se posicionar próximos à média estimada, refletindo uma correspondência mais linear entre contexto e resultado. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 16 Fig.9. IBID-Contexto x IBID-Resultado: condições de contexto e resultado da inovação Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). São Paulo, Distrito Federal, Goiás e Santa Catarina obtêm as melhores pontuações em indicadores de inovação específicos (Fig.10) • Dentre as 27 UFs, 18 lideram nacionalmente em pelo menos um indicador de inovação específico do IBID. • São Paulo lidera 38 dos 80 indicadores do IBID 2025 (47,5%), com desempenho especialmente destacado no grupo Resultado – onde lidera em 20 dos 25 indicadores (80%). • Em relação ao IBID-Resultado, São Paulo não ocupa a primeira posição apenas em cinco indicadores: o Impacto científico das publicações – liderado pelo Rio Grande do Sul; o Quantidade de startups – liderado por Santa Catarina; o Depósito de patentes na agroindústria – liderado pelo Rio Grande do Sul; o Acessos à internet por 100 mil habitantes – liderado por Santa Catarina; e o Salários em setores criativos – liderado pelo Rio de Janeiro. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 17 • O Rio de Janeiro, apesar de ocupar a 5ª posição no ranking geral e estar acima da média nacional do IBID, lidera apenas em um indicador específico. • Já o Distrito Federal, mesmo abaixo da média nacional em 2025, destaca-se ao liderar nove indicadores do grupo Contexto, mostrando força em fatores estruturais de base, ainda que com menor conversão em resultados. Fig.10. UFs com mais indicadores do IBID em 1º lugar nos rankings específicos Nota: O somatório total pode exceder 80 (número de indicadores do IBID) em razão de empates na liderança de determinados indicadores, situação verificada em 2025. Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). Os líderes nacionais em inovação demonstram um desempenho sólido na maioria dos sete pilares de Inovação (Fig.11) • São Paulo (1º) mantém a liderança absoluta nos sete pilares que compõem o IBID, consolidando-se como referência nacional em inovação de forma ampla e equilibrada. • Santa Catarina e Paraná ocupam, respectivamente, a 2ª e 3ª posições no ranking do IBID 2025, resultado de desempenho consistente em todos os pilares avaliados. • Em contraste, as unidades federativas com pior desempenho em cada pilar estão distribuídas de forma heterogênea ao longo do ranking geral, indicando que UF Contexto Resultado Total SP 18 20 38 DF 909 GO 505 SC 325 AP 404 RS 224 PR 303 AM 202 ES 202 PI 202 AC 101 CE 101 MA 101 MG 101 MT 101 PA 101 RJ 011 RN 101 Total 57 25 82 ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 18 gargalos específicos – e não necessariamente baixo desempenho em todos os aspectos – comprometem sua posição final. Essa dispersão de fragilidades sugere a necessidade de estratégias direcionadas, adaptadas aos desafios estruturais de cada estado. • O Rio de Janeiro (4º) apresenta falta de uniformidade entre os pilares, o que compromete sua colocação. As maiores fragilidades concentram-se em ‘Instituições’ e ‘Economia’. No Distrito Federal (7º), a inconsistência é mais evidente nos pilares de ‘Instituições’, ‘Economia’ e ‘Conhecimento e tecnologia’. O Espírito Santo (8º) teve seu desempenho prejudicado principalmente pelo pilar ‘Economia’, que impactou negativamente sua posição geral no ranking. • Goiás (9º) e Mato Grosso (11º) se destacam positivamente no pilar ‘Instituições’, mas apresentam baixo desempenho nos demais componentes, refletindo falta de equilíbrio no conjunto dos indicadores. • Os últimos colocados no ranking geral concentram-se predominantemente nas regiões Norte e Nordeste, refletindo desigualdades regionais persistentes e maior exposição a fragilidades estruturais nos pilares essenciais à inovação. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 19 Fig.11. IBID 2025: Ranking geral e por pilar Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). • O cenário retratado pelo IBID 2025 evidencia a concentração dos maiores índices de inovação nas regiões Sudeste e Sul, com algum grau de difusão para o CentroOeste. Já as regiões Norte e Nordeste continuam aquém do desempenho desejável, evidenciando desafios estruturais persistentes. UF IBID Instituições Capital humano Infraestrutura Economia Negócios Conhecimento e tecnologia Economia criativa 1 SP 0,872 1 1 1 1 1 1 1 2 SC 0,449 262 2 63 3 3 PR 0,413 5 4 5 4 5 2 6 4 RJ 0,410 14 347462 5 RS 0,398 9773 2 4 4 6 MG 0,368 11 56575 5 7 DF 0,291 16 2 3 27 313 8 8 ES 0,266 7 8 9 24 814 7 9 GO 0,251 398611 19 10 10 MS 0,234 12 10 10 11 16 11 11 11 MT 0,220 414 11 817 23 14 12 RN 0,207 18 22 13 14 13 716 13 PE 0,201 25 17 17 22 12 8 9 14 CE 0,198 22 11 23 12 15 12 13 15 PB 0,181 24 19 21 19 10 10 17 16 BA 0,181 15 23 12 925 25 15 17 AM 0,181 612 24 21 915 24 18 PI 0,178 21 18 19 16 22 919 19 SE 0,175 27 26 18 15 18 18 12 20 TO 0,166 13 16 16 13 19 27 18 21 RO 0,161 824 20 17 26 22 21 22 PA 0,154 19 21 15 10 21 26 20 23 AP 0,154 17 13 14 26 14 20 25 24 RR 0,150 10 15 26 18 24 21 26 25 AL 0,148 20 27 22 23 23 17 23 26 MA 0,127 26 25 25 20 27 24 22 27 AC 0,122 23 20 27 25 20 16 27 legenda Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Média BR Top 5 Últ. 5 N N ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 20 Cenário da inovação no país apresenta leve desconcentração: Santa Catarina e Paraná são os estados que mais encurtaram sua distância para o líder nacional ao longo da década (Fig.12 e Fig.13) Fig.12. Distância das economias mais inovadoras do Brasil para o líder nacional do IBID, São Paulo: análise comparativa 2015 x 2025 Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). • Em 2015, a pontuação média das unidades federativas correspondia a 28% do desempenho de São Paulo, líder nacional em inovação. Em 2025, essa proporção subiu para 29%, indicando um leve, mas consistente, movimento de desconcentração das atividades inovadoras no país. • Embora incipiente, esse avanço sugere que parte das UFs tem conseguido melhorar seu desempenho relativo, reduzindo gradualmente a distância em relação à economia paulista. • Dentre os sete estados líderes do ranking do IBID entre 2015 e 2025, o comparativo com São Paulo, líder absoluto no período, mostra que Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais reduziram a distância em relação à economia paulista. • Santa Catarina e Paraná foram os destaques: ambos reduziram em seis pontos percentuais a distância em relação a São Paulo. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 21 • Em contraste, Rio de Janeiro e Distrito Federal não acompanharam essa trajetória de convergência e ampliaram sua distância relativa, refletindo perda de dinamismo inovador frente à liderança nacional. Fig.13. Evolução da distância relativa das UFs para a economia líder nacional do IBID, São Paulo, entre 2015 e 2025 Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). • Entre 2015 e 2025, os estados que mais reduziram a distância em relação ao IBID de São Paulo foram: Santa Catarina e Paraná, no topo do ranking; Espírito Santo e Paraíba, na faixa intermediária; e Alagoas, Piauí e Amapá, na base da distribuição. Esses avanços refletem maior capacidade de adaptação e fortalecimento dos ecossistemas locais de inovação, mesmo em contextos econômicos diversos. • Em contrapartida, Rio de Janeiro e Distrito Federal (faixa superior), Pernambuco (intermediária) e Sergipe, Roraima e Acre (base do ranking) ampliaram sua defasagem em relação à economia líder. Esse movimento indica perda relativa de competitividade e maior dificuldade de conversão dos insumos em resultados consistentes em inovação. legenda Dilatação distância p/ líder (SP) Encurtamento distância p/ líder (SP) ↘ ↗Dilatam distância p/ SP: RJ, DF, SE, PE, RR, AC Encurtam distância p/ SP: SC, PR, ES, AL, PB, PI, AP SP Não se aplica ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 22 2. Visão por tema O IBID, em sua segunda edição, consolida-se como instrumento estratégico para orientar políticas públicas e decisões empresariais voltadas à inovação. Composto por 80 indicadores distribuídos em sete pilares e 21 dimensões, o índice permite comparações entre as 27 UFs e as cinco macrorregiões, promovendo uma avaliação abrangente e contínua dos fatores que influenciam os ecossistemas de inovação. Ao possibilitar a comparação entre estados e regiões, o IBID revela defasagens e potencialidades específicas, fundamentais em um país marcado por fortes assimetrias regionais. A análise desagregada é essencial, já que a média nacional não capta a diversidade de capacidades e desafios que caracterizam os sistemas locais de inovação. A heterogeneidade na distribuição da inovação pode ser observada pela amplitude dos valores obtidos nos sete pilares do IBID. O pilar ‘Instituições’ apresenta a menor variação entre os estados (amplitude de 0,285), indicando uma distribuição relativamente homogênea. Em contraste, o pilar ‘Capital humano’ revela uma diferença de 0,723 entre São Paulo (0,814) e Alagoas (0,091), refletindo grandes disparidades na formação e qualificação da força de trabalho. Os pilares ‘Infraestrutura’ (amplitude de 0,607), ‘Economia’ (0,753) e ‘Negócios’ (0,776) também evidenciam variações significativas entre as UFs. Já os pilares ‘Conhecimento e tecnologia’ e ‘Economia criativa’ apresentam as maiores amplitudes do índice: 0,945 e 0,965, respectivamente. Em ambos os casos, a diferença entre o líder (São Paulo) e o segundo colocado é superior a 0,5 ponto, revelando forte concentração dessas atividades em poucos estados e destacando o grau de desigualdade em áreas fundamentais para a inovação de base tecnológica e criativa. Diante desse cenário, a análise temática do IBID 2025 aprofunda a leitura sobre os sete pilares – Instituições, Capital humano, Infraestrutura, Economia, Negócios, Conhecimento e tecnologia e Economia criativa – e suas respectivas dimensões. A avaliação permite uma compreensão mais precisa das fortalezas e fragilidades regionais, orientando ações públicas e privadas para a construção de um ambiente de inovação mais equilibrado, produtivo e inclusivo em todo o território nacional. Os resultados detalhados do IBID encontram-se tabulados nos Quadros Completos da publicação, base de dados disponível no Portal do INPI. Clique aqui para acessar o INPI Data. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 23 2.1 Instituições Desenvolver um macroambiente institucional com estabilidade operacional e que atraia e estimule negócios, oferecendo segurança jurídica, qualidade fiscal e boa governança, é essencial para incentivar o empreendedorismo e a inovação. O subíndice do IBID referente ao pilar de inovação ‘Instituições’ divide-se em 3 dimensões – ‘Ambiente institucional’, ‘Ambiente regulatório’ e ‘Ambiente de negócios’ – e é composto por 12 indicadores (Fig.14). Fig.14. IBID: estrutura do pilar de inovação ‘Instituições’ Pilar Dimensão Indicadores Instituições Ambiente institucional Ambiente regulatório Ambiente de negócios Tempo de deslocamento para o trabalho (IBGE) Taxa de homicídios por 100 mil habitantes (DataSUS) Qualidade da gestão fiscal dos Municípios (Firjan) Qualidade das informações contábeis e fiscais dos Estados (Tesouro Nacional) Eficiência do Judiciário (CNJ) Taxa de informalidade (IBGE) Índice de transparência (Transparência Internacional) Inadimplência (Serasa) Quantidade de empresas de alto crescimento (IBGE) Taxa de sobrevivência das empresas (Sebrae) Empreendedorismo (IBGE) Taxa de desocupação (IBGE) Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 30 São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais registram a melhor pontuação em ‘Economia’ (Fig.21) • No pilar Economia, entre os estados líderes do IBID, observam-se fragilidades pontuais: o Rio de Janeiro (7º) apresenta um desempenho crítico em ‘Crédito’ (26ª posição), enquanto Minas Gerais (5º) ocupa apenas a 9ª colocação nessa dimensão. Em ‘Investimento’, os resultados de Minas Gerais (11ª posição) e do Rio Grande do Sul (10ª) indicam menor dinamismo no financiamento e na alocação de capital produtivo. • O Distrito Federal (27º) ocupa a última posição na dimensão ‘Crédito’ e a penúltima em ‘Investimento’, reflexo de sua estrutura econômica fortemente concentrada na administração pública e da limitação territorial que restringe atividades produtivas mais diversificadas. Em contrapartida, estados como Goiás (6º) e Mato Grosso (8º) apresentam desempenho acima da média neste pilar, impulsionados justamente pelas boas posições em ‘Crédito’ e ‘Investimento’. • Outros estados destacam-se positivamente. Na dimensão ‘Crédito’, Mato Grosso do Sul (11º), Tocantins (13º) e Rondônia (17º) encontram-se relativamente bem posicionados. Em ‘Investimento’, Bahia (9º), Pará (10º) e Ceará (12º) também apresentam bom desempenho. A Bahia, ainda, se sobressai na dimensão ‘Indústria, Comércio e Serviços’ (7ª posição), evidenciando a vitalidade de setores econômicos relevantes mesmo em estados com desempenho geral mais modesto no IBID. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 31 Fig.21. IBID 2025: ranking do pilar ‘Economia’ e por dimensão associada Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). 2.5 Negócios O último pilar de contexto busca avaliar o nível de sofisticação dos negócios e o quanto as empresas são indutoras e voltadas à atividade de inovação, incluindo a capacidade do mercado absorver profissionais e técnicos altamente qualificados. O subíndice do IBID referente ao pilar de inovação ‘Negócios’ divide-se em 3 dimensões – ‘Força de trabalho qualificada’, ‘Apoio à inovação’ e ‘Absorção de conhecimento’ –, sendo composto por 7 indicadores (Fig.22). UF IBID –Economia Crédito Investimento Indústria, comércio e serviços 1 SP 0,813 1 1 1 2 SC 0,414 27 6 3 RS 0,403 310 5 4 PR 0,326 10 2 4 5 MG 0,322 9 11 3 6 GO 0,312 6 58 7RJ 0,307 26 4 2 8 MT 0,277 5910 9 BA 0,248 20 8 7 10 PA 0,244 23 313 11 MS 0,239 418 14 12 CE 0,238 21 612 13 TO 0,233 7 14 23 14 RN 0,214 11 15 18 15 SE 0,212 13 12 21 16 PI 0,198 12 16 24 17 RO 0,189 8 23 27 18 RR 0,188 22 13 25 19 PB 0,171 14 21 22 20 MA 0,170 15 22 20 21 AM 0,166 25 17 17 22 PE 0,165 18 24 11 23 AL 0,165 17 20 26 24 ES 0,163 24 19 15 25 AC 0,119 16 25 19 26 AP 0,075 19 27 16 27 DF 0,060 27 26 9 Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação. legenda Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Média BR Top 5 Últ. 5 N N ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 32 Fig.22. IBID: estrutura do pilar de inovação ‘Negócios’ Pilar Dimensão Indicadores Negócios Força de trabalho qualificada Apoio à inovação Absorção de conhecimento Força de trabalho ocupada com ensino superior completo (IBGE) Número de doutores empregados (MTE) Mestres e doutores titulados com temáticas afeitas à inovação industrial e agrícola (CAPES) Quantidade de parques tecnológicos (MCTI) Valor adicionado bruto das atividades científicas e técnicas (IBGE) Importações de alta e média-alta intensidade tecnológica (MDIC) Contratos de Transferência de Tecnologia averbados em termos per capita – cessionário (INPI) Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 33 São Paulo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Paraná são destaques em ‘Negócios’ (Fig.23) • Os sete estados líderes no ranking geral do IBID também se destacam no pilar ‘Negócios’, reforçando sua capacidade de transformar conhecimento em inovação e dinamismo empresarial. Na dimensão ‘Força de trabalho qualificada’, São Paulo (1º) aparece atrás do Distrito Federal (3º) e do Rio de Janeiro (4º), que lideram essa dimensão em razão de maior concentração de profissionais com alta qualificação. • Ainda entre os líderes, há desafios regionais que se destacam: Santa Catarina (6º) ocupa a 8ª posição em ‘Força de trabalho qualificada’, abaixo dos demais pares, o que sugere margem para avanço na atração e retenção de talentos. O Rio Grande do Sul (2º) e o Distrito Federal (3º) registram desempenho mais frágil em ‘Absorção de conhecimento’ – uma limitação relevante para economias que buscam maior sofisticação tecnológica. • Fora do grupo dos sete mais inovadores, alguns estados apresentaram resultados expressivos. A Paraíba (10º) se destaca relativamente em ‘Força de trabalho qualificada’, enquanto o Espírito Santo (8º) e o Amazonas (9º) alcançaram posições de destaque em ‘Absorção de conhecimento’, evidenciando ambientes promissores para a transferência de tecnologia e o desenvolvimento de ecossistemas empresariais mais dinâmicos. Fig.23. IBID 2025: ranking do pilar ‘Negócios’ e por dimensão associada Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). UF IBID –Negócios Força de trabalho qualificada Apoio à inovação Absorção de conhecimento 1 SP 0,813 4 1 1 2 RS 0,391 3 2 8 3 DF 0,377 1712 4RJ 0,343 263 5 PR 0,325 5 3 5 6 SC 0,275 8 4 2 7 MG 0,267 6 56 8 ES 0,156 10 17 7 9 AM 0,151 14 19 4 10 PB 0,135 7 14 17 11 GO 0,130 15 10 9 12 PE 0,130 13 811 13 RN 0,118 9 13 20 14 AP 0,100 11 27 25 15 CE 0,100 17 11 16 16 MS 0,097 12 20 18 17 MT 0,087 20 18 10 18 SE 0,079 21 16 22 19 TO 0,079 16 23 24 20 AC 0,073 18 25 27 21 PA 0,071 24 12 14 22 PI 0,071 19 22 23 23 AL 0,068 23 15 21 24 RR 0,060 22 26 26 25 BA 0,060 26 913 26 RO 0,040 25 24 19 27 MA 0,037 27 21 15 Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação. legenda Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Média BR Top 5 Últ. 5 N N ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 34 2.6 Conhecimento e tecnologia O pilar ‘Conhecimento e Tecnologia’ abrange todas as variáveis tradicionalmente consideradas como frutos de invenções e/ou inovações. Refere-se à criação de conhecimento e difusão tecnológica, incluindo indicadores que medem o resultado e o impacto de atividades inventivas e inovadoras, como, por exemplo, patentes, transferência de tecnologia, startups e produção científica. O subíndice do IBID referente ao pilar de inovação ‘Conhecimento e tecnologia’ divide-se em 3 dimensões – ‘Criação de conhecimento’, ‘Impacto do conhecimento’ e ‘Difusão do conhecimento’ –, reunindo o maior número de indicadores: 14 (Fig.24). Fig.24. IBID: estrutura do pilar de inovação ‘Conhecimento e tecnologia’ Pilar Dimensão Indicadores Conhecimento e tecnologia Criação de conhecimento Impacto do conhecimento Difusão do conhecimento Produção científica bibliográfica em áreas tecnológicas (CAPES) Impacto científico das publicações (CWTS Leiden Ranking) Depósitos de Patentes de Invenção (PI) em termos per capita (INPI) Depósitos de Modelos de Utilidade (MU) em termos per capita (INPI) Patentes vigentes em termos per capita (INPI) Quantidade de startups (Sebrae) Quantidade de empresas inovadoras (IBGE) Depósitos de Patentes em agroindústria em termos per capita (INPI) Depósitos de Patentes em saúde em termos per capita (INPI) Depósitos de Patentes em biotecnologia em termos per capita (INPI) Empresas nacionais certificadas em gestão da qualidade (ISO 9001) (INMETRO) Exportações de alta e média-alta intensidade tecnológica (MDIC) Grau de diversificação das exportações de alta e média-alta intensidade tecnológica (MDIC) Contratos de Transferência de Tecnologia averbados em termos per capita – cedente (INPI) Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 35 São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais registram a melhor pontuação em ‘Conhecimento e tecnologia’ (Fig.25) • O pilar ‘Conhecimento e tecnologia’ apresenta a segunda maior amplitude de pontuação entre todos os pilares do IBID, evidência clara das profundas assimetrias na geração e aplicação de conhecimento no país. Mesmo entre os estados acima da média nacional, as distâncias são significativas: o Paraná (2º) registra um gap de 0,547 em relação a São Paulo (1º). • Esses dados refletem forte concentração das capacidades tecnológicas em poucos estados e a existência de barreiras à difusão do conhecimento. Um exemplo é o Rio de Janeiro (6º), que apesar de estar entre os seis primeiros no pilar, ocupa apenas a 17ª posição na dimensão ‘Impacto do conhecimento’, sinalizando baixa efetividade na transformação da base científica em resultados econômicos e sociais. • Fora do grupo de elite, o destaque positivo vai para o Piauí (9º), que figura em 3º lugar na dimensão ‘Impacto do conhecimento’, mostrando que estados com menor estrutura econômica também podem gerar externalidades relevantes em CT&I. Em contrapartida, o Distrito Federal (13º) permanece abaixo da média nacional no pilar e registra desempenho insatisfatório tanto em ‘Impacto do conhecimento’ quanto em ‘Difusão do conhecimento’, evidenciando entraves na articulação entre pesquisa e setor produtivo. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 36 Fig.25. IBID 2025: ranking do pilar ‘Conhecimento e tecnologia’ e por dimensão associada Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). 2.7 Economia criativa O pilar ‘Economia criativa’ avalia a função da criatividade para a inovação, sinalizando a capacidade de criação de negócios disruptivos. Abrange indicadores de marcas e demais ativos de propriedade industrial relacionados à agregação de valor e à criatividade de uma economia, bem como o ambiente digital que a impulsiona. O subíndice do IBID referente ao pilar de inovação ‘Economia criativa’ divide-se em 3 dimensões – ‘Ativos intangíveis, ‘Bens e serviços criativos’ e ‘Criatividade online’ – e é composto por 11 indicadores (Fig.26). UF IBID –Conhecimento e tecnologia Criação de conhecimento Impacto do conhecimento Difusão do conhecimento 1 SP 0,958 1 1 1 2 PR 0,411 362 3 SC 0,409 5 2 5 4 RS 0,343 2 5 4 5 MG 0,296 4 4 6 6RJ 0,280 6 17 3 7 RN 0,168 9 7 13 8 PE 0,150 11 9 9 9PI 0,142 21 319 10 PB 0,137 8 15 17 11 MS 0,129 15 10 10 12 CE 0,128 14 16 7 13 DF 0,127 7 14 23 14 ES 0,125 10 20 8 15 AM 0,111 20 12 16 16 AC 0,110 26 818 17 AL 0,101 16 21 15 18 SE 0,097 12 13 22 19 GO 0,093 13 27 11 20 AP 0,090 23 11 21 21 RR 0,083 25 23 12 22 RO 0,079 27 25 14 23 MT 0,076 19 19 20 24 MA 0,056 22 18 25 25 BA 0,055 17 24 24 26 PA 0,025 18 22 27 27 TO 0,013 24 26 26 Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação. legenda Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Média BR Top 5 Últ. 5 N N ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 37 Fig.26. IBID: estrutura do pilar de inovação ‘Economia criativa Pilar Dimensão Indicadores Economia criativa Ativos intangíveis Bens e serviços criativos Criatividade online Depósitos de Marcas em termos per capita (INPI) Depósitos de Desenhos Industriais em termos per capita (INPI) Marcas vigentes em termos per capita (INPI) Participação no total de depósitos de Indicações Geográficas (INPI) Valor adicionado bruto das atividades de artes e cultura (IBGE) Emprego em setores criativos (MTE/ESPM) Indústrias criativas (MTE/ESPM) Salários em setores criativos (MTE/ESPM) Número de acessos à Internet (Anatel) Depósitos de Programas de Computador (INPI) Valor do comércio eletrônico ( e-commerce ) (MDIC) Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 38 São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais são destaques em ‘Economia criativa’ (Fig.27) • O pilar ‘Economia criativa’ apresenta a maior amplitude de pontuação entre todos os sete pilares do IBID. Essa elevada dispersão reflete a forte concentração das atividades criativas e do mercado de bens e serviços intangíveis em poucos estados. Apenas sete UFs superam a média nacional no pilar, com o Espírito Santo na sétima colocação, logo à frente do Distrito Federal (8º). • A desigualdade interna entre os próprios líderes é expressiva. São Paulo (1º) supera o segundo colocado, Rio de Janeiro, com vantagem de 0,506 pontos. O Espírito Santo (7º) está mais próximo do Acre (27º) do que do Rio de Janeiro (2º), evidenciando o peso desproporcional da economia paulista no cenário nacional dos intangíveis. • Apesar das disparidades, alguns estados apresentam desempenho relevante em dimensões específicas. O Espírito Santo figura entre os dez primeiros tanto em ‘Ativos intangíveis’ quanto em ‘Criatividade online’. Goiás (10º) também se destaca positivamente em ‘Ativos intangíveis’, enquanto o Distrito Federal (8º) aparece bem posicionado na dimensão ‘Criatividade online’, demonstrando nichos de excelência em regiões fora do eixo tradicional da Economia criativa. Fig.27. IBID 2025: ranking do pilar ‘Economia criativa’ e por dimensão associada Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). UF IBID –Economia criativa Ativos intangíveis Bens e serviços criativos Criatividade online 1 SP 0,986 1 1 1 2RJ 0,480 6 2 3 3 SC 0,467 2 3 2 4 RS 0,367 5 4 6 5 MG 0,363 4 5 5 6 PR 0,344 374 7 ES 0,254 10 6 9 8 DF 0,238 8 9 7 9 PE 0,168 13 822 10 GO 0,159 7 13 16 11 MS 0,155 16 11 12 12 SE 0,153 18 10 14 13 CE 0,145 9 14 13 14 MT 0,140 11 15 11 15 BA 0,138 12 12 19 16 RN 0,131 15 18 8 17 PB 0,126 14 17 10 18 TO 0,091 19 19 17 19 PI 0,087 24 21 15 20 PA 0,087 20 16 25 21 RO 0,071 22 22 20 22 MA 0,069 23 20 24 23 AL 0,059 21 23 23 24 AM 0,050 17 24 26 25 AP 0,030 26 26 18 26 RR 0,024 25 25 27 27 AC 0,021 27 27 21 Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação. legenda Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Média BR Top 5 Últ. 5 N N ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2025 39 3. Visão geográfica O cartograma regional do IBID 2025 – baseado na pontuação média ponderada, pelo PIB per capita, do IBID de todas as UFs que integram uma região – mostra que as regiões Sudeste e Sul concentram os ecossistemas de inovação mais estruturados do país (Fig.28). Ambas lideram os rankings em todos os pilares do índice: o Sudeste aparece em primeiro lugar em seis pilares, enquanto o Sul lidera em ‘Instituições’ – única dimensão em que há inversão entre as duas regiões. A diferença média entre os indicadores das duas regiões é pequena (0,084 pontos), o que reforça o alto grau de maturidade e competitividade de seus sistemas de inovação, refletindo diretamente seus níveis de desenvolvimento econômico e institucional. Fig.28. IBID 2025: desempenho geral e por pilar de inovação das Grandes Regiões Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). Instituições 5º Capital humano 5º Infraestrutura 4º Economia 3º Negócios 4º Conhecimento e tecnologia 3º Economia criativa 4º Instituições 2º Capital humano 1º Infraestrutura 1º Economia 1º Negócios 1º Conhecimento e tecnologia 1º Economia criativa 1º Instituições 1º Capital humano 2º Infraestrutura 2º Economia 2º Negócios 2º Conhecimento e tecnologia 2º Economia criativa 2º Instituições 4º Capital humano 4º Infraestrutura 5º Economia 5º Negócios 5º Conhecimento e tecnologia 5º Economia criativa 5º Instituições 3º Capital humano 3º Infraestrutura 3º Economia 4º Negócios 3º Conhecimento e tecnologia 4º Economia criativa 3º Norte: 0,157 (5º) Nordeste: 0,179 (4º) Sudeste: 0,505 (1º) Sul: 0,421 (2º) Centro-Oeste: 0,254 (3º) ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 46 3.6 Visão de conjunto Fig.34. IBID 2025: visão de conjunto das Grandes Regiões Fonte: INPI, Coordenação-Geral de Economia e Inovação (INPI, 2025). NENO CO SESU ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 47 ANEXOS Anexo 1. Metodologia Engenharia de dados Para a construção do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) segue a metodologia utilizada pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) no Índice Global de Inovação (Global Innovation Index, GII). O GII é o indicador global de referência no campo da inovação que, anualmente, mede o desempenho dos ecossistemas de inovação de 133 países, dentre eles o Brasil. Além de seguir a metodologia, o IBID possui, rigorosamente, estrutura de classificação idêntica à do GII: um índice geral desagregado em subíndices específicos para 2 grupos, 7 pilares de inovação e 21 dimensões. A adequação metodológica do GII às especificidades do Sistema Estatístico Nacional para a construção do índice brasileiro foi uma tarefa desafiadora. O primeiro passo consistiu na análise da aplicabilidade da estrutura do GII para o desenvolvimento de métricas e índices de inovação subnacionais. Quais das métricas do GII estão disponíveis no Brasil em nível estadual? Para responder a essa pergunta, realizou-se ampla pesquisa junto a fontes oficiais e/ou disponíveis publicamente, resultando na seleção de 80 indicadores estatísticos 1 . Como primeiro critério para a definição dos indicadores, selecionou-se, à luz da descrição e método de cálculo de cada um, aqueles de correspondência automática ou aproximada com a cesta do GII, por pilar de inovação e dimensão. Tais indicadores prontamente foram incorporados ao IBID. 1 A cada edição do IBID a cesta de indicadores do índice é objeto de avaliação para melhor alinhamento à cesta de indicadores do GII (a qual também é atualizada anualmente), momento este em que indicadores podem ser incluídos, excluídos, bem como ter sua fórmula de cálculo ou fonte de dados aprimorada. A cesta de indicadores que compõe o IBID 2025 é detalhada no ‘Anexo 2. Glossário de Indicadores’. Como novidades da edição 2025 destacam-se, dentre outras, a inclusão de dados do Sebrae sobre startups, dados do MCTI/CGEE sobre cobertura digital em rodovias e dados da FINEP e das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) sobre financiamento à P&D. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 48 Há indicadores, no entanto, que não são relevantes abaixo do nível nacional para um grande número de países (variáveis que, por natureza, são voltadas à comparação internacional). Em outros casos, a análise de viabilidade, considerando a disponibilidade de dados, não tornou possível a sua implantação em nível estadual. Para estas situações específicas, o critério para a seleção do indicador substituto foi: (i) o alinhamento à filosofia da dimensão; e (ii) o benchmarking internacional, isto é, os indicadores selecionados por outros países dotados de índices subnacionais de inovação quando defrontados com o mesmo desafio técnico e metodológico. Nesta etapa de definição do chamado Glossário de Indicadores do IBID (ver Anexo 2), foi utilizado como referência o documento “Enabling Innovation Measurement at the Sub-National Level: A WIPO toolkit” (OMPI, 2024), iniciativa do Departamento de Economia e Análise de Dados da OMPI orientada ao desenvolvimento – pelos paísesmembros – de índices oficiais de inovação de caráter regional. Além de oficiais, metodologicamente alinhados ao GII, permitindo análise complementar e detalhada do cenário da inovação em cada economia. A experiência do Brasil neste tema foi apresentada pelo INPI na 65ª Assembleia Geral da OMPI, realizada em Genebra, Suíça, em julho de 2024. Durante o evento “Enabling Innovation Measurement at the Sub-National Level: The Role of Regional Innovation Indices”, a Coordenação-Geral de Economia e Inovação do INPI 2 expôs o projeto de construção do IBID, incluindo a abordagem metodológica utilizada, em painel que contou com a participação da equipe responsável pela produção anual do GII e de representantes dos países que possuem índices subnacionais de inovação na atualidade. Método de cálculo Para agregar um conjunto de 80 indicadores de natureza e escala distintas em um índice multidimensional que varia de 0 a 1, a primeira etapa consiste no cálculo dos índices elementares, por UF. Para os indicadores cujo crescimento significa avanço, a fórmula utilizada para a padronização é: 𝑝𝑖≡+1 ⇒ 𝐼𝑖,𝑗 =𝑣𝑖,𝑗 − 𝑚𝑖𝑛𝑖 𝑚𝑎𝑥𝑖− 𝑚𝑖𝑛𝑖 Se o crescimento do indicador significa retrocesso da situação da UF, a fórmula utilizada é: 𝑝𝑖≡−1 ⇒ 𝐼𝑖,𝑗 =𝑣𝑖,𝑗 − 𝑚𝑎𝑥𝑖 𝑚𝑖𝑛𝑖− 𝑚𝑎𝑥𝑖 onde: 𝑝𝑖 é a polaridade do indicador 𝑖 ; 2 À época, Assessoria de Assuntos Econômicos do INPI (AECON). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 49 𝐼𝑖,𝑗 é o índice elementar, i.e., o valor normalizado, de 0 a 1, do indicador 𝑖 na UF 𝑗 ; 𝑣𝑖,𝑗 é o valor do indicador 𝑖 na UF 𝑗 ; 𝑚𝑖𝑛𝑖 é o valor mínimo do indicador 𝑖 dentre todas as UFs ; 𝑚𝑎𝑥𝑖 é o valor máximo do indicador 𝑖 dentre todas as UFs . Cumpre destacar que este procedimento de cálculo implica em cuidado na leitura das séries temporais dos dados do IBID. Deve-se evitar a comparação direta entre os índices estaduais de dois momentos no tempo. A construção do índice exige que seja analisada a posição relativa do estado frente aos demais nestes dois momentos. O subíndice de cada dimensão, pilar de inovação ou grupo foi obtido pela média ponderada dos indicadores que a compõem, utilizando-se, para tal, os mesmos pesos utilizados pela OMPI na produção do GII do ano imediatamente anterior. Nas últimas edições, optou-se por atribuir o mesmo peso para as áreas no cálculo do indicador sintético. O mesmo cálculo se aplica ao índice geral para cada UF. O cálculo dos índices superiores, por UF, é denotado pela seguinte fórmula: 𝐼𝑎𝑔 =∑𝑤𝑖,𝑗𝐼𝑖,𝑗𝐼∈𝑎𝑔 ∑𝑤𝑖,𝑗𝐼∈𝑎𝑔 onde: 𝐼𝑎𝑔 é o índice superior para um dado agregado 𝑎𝑔 (geral, grupo, pilar ou dimensão) ; 𝐼𝑖,𝑗 é o índice elementar (ou do nível imediatamente abaixo) do indicador (ou do subíndice) 𝑖 na UF 𝑗 ; 𝑤𝑖,𝑗 é o peso do índice elementar (ou do nível imediatamente abaixo) do indicador (ou do subíndice) 𝑖 na UF 𝑗 dentro do agregado 𝑎𝑔 . O indicador-síntese geral para as Grandes Regiões e o Brasil (média nacional) é obtido pela média ponderada dos indicadores-síntese das áreas para as UFs que as integram. Optou-se por atribuir, como peso para esta agregação, o PIB per capita de cada UF. 𝐼𝑎𝑔 𝑅=∑𝑤𝑗 𝑅𝐼𝑎𝑔,𝑗𝑗∈𝑅 ∑𝑤𝑗 𝑅 𝑗∈𝑅 onde: 𝐼𝑎𝑔 𝑅 é o índice superior para um dado agregado 𝑎𝑔 (geral, grupo, pilar ou dimensão) e região (Brasil ou Grande Região) ; 𝐼𝑎𝑔,𝑗 é o índice superior para um dado agregado 𝑎𝑔 (geral, grupo, pilar ou dimensão) na UF 𝑗 ; 𝑤𝑗 𝑅 é o peso da UF 𝑗 na região 𝑅 (definido pelo PIB per capita) . ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 50 Anexo 2. Glossário de Indicadores 1. Instituições 1.1 Ambiente institucional 1.1.1 Tempo de deslocamento para o trabalho | 2019 Tempo médio de deslocamento para o(s) trabalho(s), por semana, das pessoas de 15 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1.1.2 Taxa de homicídios por 100 mil habitantes | 2023 Número de homicídios por 100 mil habitantes no ano. Fonte: Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS). 1.1.3 Qualidade da gestão fiscal dos Municípios | 2022 Soma das pontuações dos Munícipios no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) ponderadas pelas participações (%) dos Municípios na população da UF. Fonte: Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). 1.1.4 Qualidade das informações contábeis e fiscais dos Estados | 2023 Indicador, publicado pelo Tesouro Nacional, que confere pontuação aos Estados a partir de avaliação em 4 dimensões – Gestão da Informação, Informações Contábeis, Informações Fiscais e Cruzamento entre os Dados Contábeis e Fiscais. Fonte: Tesouro Nacional. 1.2 Ambiente regulatório 1.2.1 Eficiência do Judiciário | 2024 Taxa de Congestionamento Líquida (percentual de processos que ficaram pendentes de solução ao final do período, comparativamente ao total tramitado, excluindo-se do cômputo os processos suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório). Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 1.2.2 Taxa de informalidade | 2024 Taxa de informalidade das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência (%). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 51 1.2.3 Índice de transparência | 2024 Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP). Fonte: Transparência Internacional. 1.2.4 Inadimplência | 2024 Participação de consumidores inadimplentes em relação à população acima de 18 anos de idade. Fonte: Serasa Experian. 1.3 Ambiente de negócios 1.3.1 Quantidade de empresas de alto crescimento | 2022 Número de unidades locais de empresas de alto crescimento em relação ao total de unidades locais. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1.3.2 Taxa de sobrevivência das empresas | 2024 Estimativas Kaplan-Meier da taxa de sobrevivência (TODAS - exceto MEI), agregadas anualmente (média das empresas criadas entre 2020 e 2024). Fonte: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). 1.3.3 Empreendedorismo | 2024 Quantidade de empreendedores (empregador + conta própria) em relação à população ocupada total da UF, ponderada pela participação da UF na quantidade total de empreendedores do país. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1.3.4 Taxa de desocupação | 2024 Percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2. Capital humano 2.1 Educação básica 2.1.1 Ideb nos anos finais do ensino fundamental | 2024 Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Fundamental regular (anos finais). Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 52 2.1.2 Ideb do ensino médio | 2024 Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Médio regular. Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 2.1.3 Matriculados na educação profissional técnica do ensino médio | 2024 Quantidade de matriculados na Educação Profissional Técnica de Nível Médio em relação à população da UF na faixa etária ideal (15-17 anos). Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 2.1.4 Escolaridade média da população adulta | 2023 Número médio de anos de estudo das pessoas de 15 anos ou mais. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2.1.5 Taxa de frequência escolar líquida do ensino médio | 2023 Taxa ajustada de frequência líquida no Ensino Médio segundo a faixa etária ideal no curso (15 a 17 anos). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2.1.6 Relação estudante-professor no ensino fundamental | 2024 Relação, no ensino fundamental, entre o número de alunos matriculados e o número de professores em tempo integral. Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 2.2 Ensino superior 2.2.1 População adulta com pelo menos o ensino superior completo | 2023 Pessoas de 25 anos ou mais de idade com Ensino Superior completo em relação à população residente total nesta faixa etária. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2.2.2 Matriculados e concluintes do ensino superior em áreas tecnológicas (STEM) | 2023 Quantidade de matriculados e concluintes do Ensino Superior em áreas tecnológicas (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) em relação à população adulta da UF, ponderada pela participação da UF na quantidade total de matriculados e concluintes do Ensino Superior em áreas tecnológicas no país. Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 53 2.3 P&D 2.3.1 Investimentos públicos em P&D | 2022 Participação de Investimento público em P&D no PIB estadual. Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 2.3.2 Oferta de programas de pós-graduação de excelência | 2022 Quantidade de programas de pós-graduação (Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado) com avaliação nota 5, 6 ou 7 pela CAPES. Fonte: Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). 2.3.3 Bolsas de pesquisa e fomento à pesquisa | 2024 Investimento per capita da CAPES, CNPq e FAPs em bolsas e fomento à pesquisa ponderado pela participação de cada UF no total deste desembolso. Fonte: Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP). 2.3.4 Cursos de pós-graduação com temáticas afeitas à inovação industrial e agrícola | 2024 Quantidade de programas de cursos pós-graduação (Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado) nas temáticas afeitas à inovação industrial e agrícola, com nota superior a 3 e que estejam em funcionamento. Fonte: Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). 3. Infraestrutura 3.1 Tecnologias da informação e comunicação (TICs) 3.1.1 Percentual da população com acesso à internet | 2023 Percentual de pessoas que utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses na população de 10 anos ou mais de idade. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 3.1.2 Percentual da população com acesso a telefone móvel celular para uso pessoal | 2023 Percentual de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal na população de 10 anos ou mais de idade (%). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 54 3.1.3 Percentual da população com conexão à internet banda larga no domicílio | 2021 Percentual de pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram Internet no período de referência dos últimos três meses (%), por tipo de conexão à Internet no domicílio (somente banda larga fixa e móvel). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 3.1.4 Velocidade da internet banda larga | 2024 Velocidade de internet banda larga fixa, considerando operadoras nacionais e regionais. Fonte: Portal Minha Conexão. 3.1.5 Domicílios com microcomputador ou tablet | 2023 Percentual de domicílios com microcomputador ou tablet por estado. Fonte: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). 3.2 Infraestrutura geral 3.2.1 Acessibilidade ao mercado aéreo | 2024 Índice composto dos dados normalizados para a tarifa aérea média real dos voos domésticos (em R$), a distância média dos voos percorridos com origem em cada UF (km) e o total de aeroportos e aeródromos públicos disponíveis. Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). 3.2.2 Percentual da população com acesso à energia elétrica | 2023 Percentual de moradores em domicílios com energia elétrica proveniente de rede geral em tempo integral (%). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 3.2.3 Consumo per capita de energia elétrica | 2023 Consumo médio anual per capita de energia elétrica (kWh/hab). Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 3.2.4 Qualidade das rodovias | 2022 Percentual da malha rodoviária com qualidade categorizada como bom ou ótimo estado de conservação. Fonte: Confederação Nacional do Transporte (CNT). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 55 3.2.5 Duração média de interrupção do fornecimento de energia elétrica | 2024 Relação entre a soma total das horas de interrupção multiplicada pelo número de domicílios impactados e o número total de domicílios. Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). 3.2.6 Cobertura média de dados móveis nas rodovias | 2024 Cobertura média de dados móveis nas rodovias (% da extensão total). Fonte: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). 3.3 Sustentabilidade 3.3.1 Emissão de CO2 per capita | 2023 Emissões totais de CO2, em tCO2e, em relação à população residente total da UF. Fonte: Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). 3.3.2 Empresas nacionais certificadas em gestão ambiental (ISO 14001) | 2024 Participação de empresas nacionais que obtiveram certificação no sistema de gestão ambiental (ISO 14001) no total de empresas da UF, ponderada pela participação da UF no total de empresas com ISO 14001 do país. Fonte: Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). 3.3.3 Capacidade geracional de energia solar e eólica | 2024 Participação da capacidade geracional de energia solar e eólica da UF na capacidade total de geração de energia da UF, ponderada pela participação de capacidade geracional de energia solar e eólica da UF na capacidade geracional de energia solar e eólica total do país. Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 4. Economia 4.1 Crédito 4.1.1 Volume de crédito em proporção do PIB | 2024 Saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (em R$ milhões) em relação ao PIB (em R$ milhões). Fonte: Banco Central (BCB). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 62 7.3.3 Valor do comércio eletrônico (e-commerce) | 2023 Valor total bruto do comércio eletrônico por UF emitente em relação ao PIB de cada UF, ponderado pela proporção da UF no valor total do comércio eletrônico do país. Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 63 Referências bibliográficas INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). (2023). Plano Estratégico do INPI 20232026. Rio de Janeiro: INPI. OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual), Cornell University e INSEAD. (2013). The Global Innovation Index 2013: The Local Dynamics of Innovation. Eds. S. Dutta e B. Lanvin. Genebra, Ithaca e Fontainebleau: Cornell, INSEAD e OMPI. OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual). (2024). Global Innovation Index 2024: Unlocking the Promise of Social Entrepreneurship. Genebra: OMPI. OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual). (2024). Enabling Innovation Measurement at the Sub-National Level: A WIPO Toolkit. Autores: Gaétan de Rassenfosse (EPFL) e Sacha Wunsch-Vincent (OMPI). Genebra: OMPI, Departamento de Economia e Análise de Dados. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2025 64