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Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento: IBID : 2024

Instituto Nacional da Propriedade Industrial

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Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Instituto Nacional da Propriedade Industrial Diretoria Executiva Assessoria de Assuntos Econômicos Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI Presidente JÚLIO CÉSAR CASTELO BRANCO REIS MOREIRA Diretora Executiva TANIA CRISTINA LOPES RIBEIRO Coordenador-Geral da Assessoria de Assuntos Econômicos RODRIGO VIEIRA VENTURA Chefe da Divisão de Economia da Propriedade Industrial FERNANDO LINHARES DE ASSIS Chefe da Divisão de Inteligência de Mercado e Preços LÍVIA S. GOUVÊA LIMA Ficha técnica Supervisão geral: Rodrigo Ventura (Economista-chefe) Coordenação técnica: Gustavo Travassos Desenvolvimento técnico: Rodrigo Ventura, Gustavo Travassos, Lívia Gouvêa, Fernando Linhares e Luís Henrique R. de Campos Projeto gráfico: Coord. de Comunicação Social - Jennyffer Mesquita e Bruno Rollin Informações adicionais Nota: Autorizada a reprodução, desde que citada a fonte. Sugestão de citação: INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). (2024). Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento – IBID 2024. Rio de Janeiro: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. Unidade Responsável: Assessoria de Assuntos Econômicos - AECON ([email protected]ov.br). Rua Mayrink Veiga 9, Centro, Rio de Janeiro, CEP 20090-91. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca de Propriedade Intelectual e Inovação Economista Claudio Treiguer Bibliotecário Evanildo Vieira dos Santos - CRB7-4861 I59 Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Presidência. Diretoria Executiva. Assessoria de Assuntos Econômicos (AECON). Ìndice Brasil de Inovação e Desenvolvimento: IBID : 2024. 1ª edição. / Rodrigo Ventura [et al.]. Rio de Janeiro: INPI, 2024. 60 p.; figs. 1. Inovação – Brasil. 2. Inovação – Indicadores. 3. Inovação – Ranking. 4. Inovação – Métricas. 5. Ciência e Tecnologia – Ecossistemas regionais. I.Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Brasil). II. Travassos, Gustavo. III. Gouvêa, Livia. IV. Linhares, Fernando. V. Campos, Luis Henrique R. de. VI. Mesquita. Jennyffer. VII. Rollin, Bruno. CDU: 5/6:338(81) SUMÁRIO Sobre o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento – IBID ...................... 4 1. Visão geral .............................................................................................. 9 2. Visão por tema ..................................................................................... 18 2.1 Instituições .................................................................................................. 19 2.2 Capital humano ........................................................................................... 21 2.3 Infraestrutura .............................................................................................. 23 2.4 Economia ..................................................................................................... 25 2.5 Negócios ...................................................................................................... 27 2.6 Conhecimento e tecnologia ........................................................................ 29 2.7 Economia criativa ........................................................................................ 31 3. Visão geográfica ................................................................................... 33 3.1 Norte ........................................................................................................... 35 3.2 Nordeste ...................................................................................................... 36 3.3 Sudeste ........................................................................................................ 37 3.4 Sul ................................................................................................................ 38 3.5 Centro-Oeste ............................................................................................... 39 3.6 Visão de conjunto ....................................................................................... 40 Anexo 1. Metodologia .............................................................................. 41 Anexo 2. Glossário de Indicadores ............................................................ 44 Referências bibliográficas ......................................................................... 57 ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 4 Sobre o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento – IBID O Brasil é um país de dimensões continentais com marcante diversidade e heterogeneidade ao longo do seu vasto território. Esta pluralidade regional costuma ser retratada por meio de diversos indicadores econômicos, demográficos, sociais, ambientais e culturais encontrados na literatura e no Sistema Estatístico Nacional. É com a motivação de retratar o país com informações fundamentais ao conhecimento de sua realidade no campo da inovação que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), por meio da sua Assessoria de Assuntos Econômicos (AECON), apresenta a 1ª edição do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento – IBID. É missão institucional do INPI impulsionar a inovação por meio da propriedade industrial. Inspirado por ela e reconhecendo o papel da inovação como motor do desenvolvimento econômico, o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID) constitui um mapa completo e atual da inovação no Brasil, revelando o desempenho dos ecossistemas locais de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) sob diferentes perspectivas. Atendendo às necessidades dos mais diversos segmentos da sociedade civil, bem como dos órgãos das esferas governamentais federal, estadual e municipal, o IBID cumpre as seguintes funções: • Retratar o cenário da inovação no Brasil por meio de um indicador sintético oficial de referência, evidenciando potencialidades e desafios sob uma ótica regional; • Fornecer métricas detalhadas sobre o desempenho da inovação das 27 Unidades da Federação (UF) e 5 Grandes Regiões (GR) do Brasil; e • Identificar os líderes nacionais e regionais da inovação, classificando as UFs com base em critérios que incluem os resultados do processo inovativo e os fatores que o influenciam. A inovação constitui, por si só, uma meta de política específica no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), além de ser essencial para facilitar a consecução de todas as demais. Nesse sentido, políticas públicas e estratégias corporativas eficazes na área de inovação requerem indicadores econômicos, científicos e sociais sólidos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 5 O IBID permite identificar – dentro de cada um de seus 7 pilares de inovação e 21 dimensões associadas – quais são as potencialidades e desafios de cada UF e macrorregião do Brasil, bem como os diferentes fatores que influenciaram a sua classificação nos diferentes rankings para cada tema analisado. Trata-se, portanto, de uma poderosa ferramenta para orientar as ações públicas e privadas, apoiando a elaboração de políticas e projetos com base em evidências. Assim, mais que simples instrumento de medição, as informações reunidas no IBID – um indicador oficial da inovação no país – subsidiam o processo decisório de empresas e governos, possibilitando a canalização de esforços em iniciativas que, de fato, impulsionem o desenvolvimento econômico e o bem-estar social por meio da inovação. Estrutura O IBID segue a metodologia e possui, rigorosamente, estrutura de classificação idêntica à do Índice Global de Inovação (Global Innovation Index, GII), da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Publicado desde 2007, o GII é o indicador sintético de referência em termos mundiais, classificando 132 países a partir de suas potencialidades e gargalos econômicos associados ao processo de inovação. Anualmente, o GII hierarquiza os países através de diferentes rankings temáticos relacionados a condições de contexto ou ao próprio resultado da inovação. O desempenho do Brasil no Global Innovation Index Na edição mais recente do GII, divulgada em 2023, o Brasil ocupa a 49ª posição no ranking global de inovação, destacando-se positivamente pelo seu desempenho nos últimos anos. O país subiu 5 posições em relação a 2022 e 17 na comparação com 2019. Esta trajetória colocou o Brasil como líder regional (América Latina e Caribe) e 6º colocado dentre os 33 países com nível similar de desenvolvimento econômico (renda média-alta). O IBID é subdividido em dois grupos. O primeiro subíndice compreende o contexto ou as condições de contorno que tornam uma UF ou Grande Região mais ou menos propícia à inovação. Já o segundo subíndice representa a inovação propriamente dita, isto é, o produto ou resultado do processo inovativo. Estes dois grandes grupos desagregam-se em sete pilares de inovação, aos quais vinculam-se 21 dimensões e 74 indicadores obtidos a partir de fontes oficiais e/ou disponíveis publicamente (Fig. 1). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 6 Fig.1. Estrutura de classificação do IBID Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. Assim como os resultados do GII para os diferentes grupos, pilares e dimensões contribuem para a identificação dos desafios e potencialidades do Brasil comparativamente a outros países no cenário internacional, a mesma lógica se aplica à análise entre as UFs e macrorregiões no contexto doméstico. A importância do IBID, portanto, fundamenta-se em um ambiente de crescente interesse e demanda por índices sintéticos que complementem a visão global contida no GII, os chamados índices subnacionais de inovação. Instituições Ambiente institucional Ambiente de negócios Ambiente regulatório Capital humano Educação básica P&D Ensino superior Infraestrutura TICs Sustentabilidade Infraestrutura geral Economia Crédito Indústria, comércio e serviços Investimento Negócios Força de trabalho qualificada Absorção de conhecimento Apoio à inovação Conhecimento e tecnologia Criação de conhecimento Difusão do conhecimento Impacto do conhecimento Economia criativa Ativos intangíveis Criatividade online Bens e serviços criativos Resultado Contexto Geral Grupo Pilar Dimensão Indicadores IBID ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 7 O que é o IBID Indicador sintético: índice multidimensional que varia de 0 a 1, agregando um conjunto de indicadores de natureza e escala distintas Nível de desagregação geográfica: BR (1), GR (5) e UF (27) Nível de divulgação: Geral (1), Grupo (2), Pilar (7) e Dimensão (21) Unidade de investigação: indicadores estatísticos (74) Periodicidade de divulgação: anual (t) Períodos de referência: dados mais recentes até o ano anterior (t-1). Sobre a publicação O presente relatório sintetiza os resultados do IBID 2024, que são organizados com a seguinte estrutura: • Seção 1: Visão geral. Por meio de rankings comparativos e correlação com variáveis econômicas, traça um cenário geral da inovação no Brasil, identificando os líderes nacionais/regionais e principais desafios e potencialidades dos estados. • Seção 2: Visão por tema. Diagnósticos sob a perspectiva temática, considerando o desempenho dos estados e regiões em sete pilares de inovação: Instituições; Capital humano; Infraestrutura; Economia; Negócios; Conhecimento e tecnologia; e Economia criativa. • Seção 3: Visão geográfica. Diagnósticos sob a perspectiva territorial, focalizando o desempenho individual de cada Grande Região, bem como das UFs que as compõem. • Anexos. Detalha os 74 indicadores contidos no IBID e a metodologia que fundamenta a sua construção. Os resultados detalhados do IBID encontram-se tabulados nos Quadros Completos da publicação, base de dados disponível no Portal do INPI. Clique aqui para acesso ao INPI Data. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 14 São Paulo, Distrito Federal, Paraná e Ceará obtêm as melhores pontuações em indicadores de inovação específicos (Fig.7) Fig.7. UFs com mais indicadores do IBID em 1º lugar nos rankings específicos UF Contexto Resultado Total SP 19 21 40 DF 6 0 6 PR 3 1 4 CE 3 1 4 SC 3 0 3 GO 3 0 3 PI 3 0 3 RN 2 0 2 AP 2 0 2 RS 1 1 2 RJ 0 1 1 ES 1 0 1 MA 1 0 1 AM 1 0 1 RO 1 0 1 TOTAL 49 25 74 Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. • Dentre as 27 UFs, 15 lideram nacionalmente em pelo menos um indicador de inovação específico do IBID. • São Paulo apresenta o melhor desempenho no maior número de indicadores de inovação do IBID, ocupando a primeira posição nacional em 40 dos 74 indicadores. • Bem atrás de São Paulo vem o Distrito Federal, registrando a maior pontuação nacional em 6 dos 74 indicadores, com melhor desempenho em escolaridade, acesso à internet e proporção de mestres e doutores, dentre outros. • Empatados em 3º lugar na lista, com maior pontuação em 4 dos 74 indicadores, aparecem Paraná – que lidera, por exemplo, em qualidade do ensino médio, relação estudante-professor e depósitos de indicações geográficas – e Ceará, que se destaca em transparência na gestão pública, qualidade do ensino fundamental e grau de diversificação das exportações de alta intensidade tecnológica, dentre outros. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 15 Os líderes nacionais em inovação (os 5 primeiros) demonstram um desempenho sólido na maioria dos sete pilares (Fig.8) Fig.8. IBID 2024: ranking geral e por pilar Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. • São Paulo (1º) é líder em todos os sete pilares de inovação. • Santa Catarina (2º) e Paraná (3º) demonstram um desempenho equilibrado. O Paraná figura entre os 5 primeiros em todos os pilares, o mesmo não acontecendo com Santa Catarina apenas no pilar ‘Capital humano’. • Já Rio de Janeiro (4º) e Rio Grande do Sul (5º) integram o rol das cinco economias mais inovadoras do Brasil puxados pelo desempenho em alguns pilares específicos. Rio de Janeiro é vice-líder nacional em ‘Capital humano’ e ‘Economia criativa’, o mesmo ocorrendo com o Rio Grande do Sul em ‘Negócios’ e ‘Conhecimento e tecnologia’. UF IBID Instituições Capital humano Infraestrutura Economia Negócios Conhecimento e tecnologia Economia criativa 1 SP 0,891 1 1 1 1 1 1 1 2 SC 0,415 273 5 5 3 3 3 PR 0,406 5 4 5 3 4 5 4 4 RJ 0,402 92 4 8 6 6 2 5 RS 0,401 65610 2 2 5 6 MG 0,378 36 8 7 7 46 7 DF 0,304 11 3 2 27 37 8 8 ES 0,268 410 722 910 7 9 GO 0,252 10 9 9 412 12 10 10 MS 0,228 8 8 10 14 11 16 13 11 RN 0,216 19 20 11 28 9 17 12 MT 0,205 714 14 617 22 16 13 PE 0,195 17 16 15 23 14 13 9 14 CE 0,188 22 13 24 12 20 814 15 BA 0,179 16 23 13 924 24 12 16 SE 0,178 26 19 16 15 15 11 11 17 PB 0,167 21 18 21 17 10 23 15 18 PI 0,160 14 22 17 11 19 21 20 19 TO 0,154 12 17 20 13 18 27 21 20 AM 0,153 25 12 23 24 13 15 24 21 AL 0,143 15 27 18 20 26 14 23 22 RO 0,143 13 21 25 16 25 17 22 23 RR 0,135 27 11 19 18 21 19 25 24 PA 0,133 18 25 22 21 23 26 18 25 AP 0,132 20 15 12 26 22 25 26 26 MA 0,125 23 26 26 19 27 18 19 27 AC 0,111 24 24 27 25 16 20 27 legenda NO NE SE SU CO Média BR Top 5 Últ. 5 N N ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 16 • Algumas UFs mais abaixo na classificação geral se destacam em pilares de inovação específicos. É o caso, por exemplo, de: Minas Gerais (6º) em ‘Instituições’ e ‘Conhecimento e tecnologia’; Distrito Federal (7º) em ‘Capital humano’, ‘Infraestrutura’ e ‘Negócios’; Espírito Santo (8º) em ‘Instituições’; e Goiás (9º) e Rio Grande do Norte (11º) em ‘Economia’. • Por outro lado, a distribuição das UFs de pior pontuação individual nos pilares é heterogênea ao longo do ranking geral, o que sinaliza a existência de gargalos específicos que comprometem o desempenho destas economias no ranking geral do IBID. • Os últimos lugares no ranking, por exemplo, compõem a Amazônia Legal. Isto demostra a necessidade de ações estratégicas que permitam o catch up econômico desta região. O desempenho nacional médio não fornece um retrato completo da inovação no país em face dos diferentes desafios e potencialidades regionais (Fig.9) Fig.9. UFs mais inovadoras do Brasil em 2024: dinâmica e perfil dos sistemas locais de inovação segundo os pilares do IBID Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. 1 2 3 4 5 6 7 SP SC PR RJ RS MG DF Instituições Capital humano Infraestrutura Economia Negócios Conhecimento e tecnologia Economia criativa Pos. ranking IBID ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 17 • Embora São Paulo lidere o ranking em todos os pilares, o cenário da inovação nas demais UFs, mesmo naquelas com pontuação geral superior à média do país, evidencia diferentes desafios e potencialidades regionais. Isso é visível na maior volatilidade das demais economias nos rankings temáticos específicos. • A dinâmica e o perfil dos ecossistemas locais de CT&I, segundo os pilares do IBID, das 7 economias com desempenho superior à média nacional sinaliza que, também no campo da inovação, é considerável a heterogeneidade regional do Brasil. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 18 2. Visão por tema Por que a criação de um índice sintético de inovação para o Brasil? Há várias motivações que ajudam a responder a esta pergunta. Primeiramente, a inovação é peça-chave para o progresso econômico e a competitividade das economias, independente do seu nível de renda. Por essa razão, o fomento à inovação constitui um dos 17 ODS das Nações Unidas. Em segundo lugar, a definição de inovação foi ampliada: não está mais restrita aos laboratórios de P&D e aos artigos científicos publicados. A inovação passou a ser considerada mais geral e horizontal em sua natureza. Por fim, em terceiro lugar, mas acima de tudo, reconhecer e celebrar o papel da inovação para que as economias possam pular etapas em seu processo de desenvolvimento é fundamental para garantir que ele ocorra de maneira socialmente inclusiva, ambientalmente sustentável e territorialmente integrada. Em sua 1ª edição, o IBID ajuda a criar um ambiente no qual os fatores de inovação estão sob avaliação contínua. Ele fornece uma ferramenta fundamental para os tomadores de decisão e um rico banco de dados de métricas detalhadas para refinar as políticas públicas e estratégias empresariais no campo da inovação. O objetivo principal, portanto, da criação de um índice multidimensional que consolida 74 indicadores em 7 pilares e 21 dimensões é permitir a comparação geral e a de cada área entre as 5 macrorregiões e 27 UFs do país. Avaliar o desempenho da UF em relação a seus pares e ao de sua região permite, por um lado, destacar as áreas com maiores defasagens para os padrões nacionais e, por outro, identificar as potencialidades e as soluções vivenciadas por outros territórios. A seguir são analisados os resultados do IBID sob a perspectiva temática, considerando o desempenho das UFs e regiões em sete pilares de inovação – ‘Instituições’, ‘Capital humano’, ‘Infraestrutura’, ‘Economia’, ‘Negócios’, ‘Conhecimento e tecnologia’ e ‘Economia criativa’ – e nas dimensões associadas a cada um deles. Os resultados detalhados do IBID encontram-se tabulados nos Quadros Completos da publicação, base de dados disponível no Portal do INPI. Clique aqui para acesso ao INPI Data. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 19 2.1 Instituições Desenvolver um macroambiente institucional com estabilidade operacional e que atraia e estimule negócios, oferecendo segurança jurídica, qualidade fiscal e boa governança, é essencial para incentivar o empreendedorismo e a inovação. O subíndice do IBID referente ao pilar de inovação ‘Instituições’ divide-se em 3 dimensões – ‘Ambiente institucional’, ‘Ambiente regulatório’ e ‘Ambiente de negócios’ – e é composto por 12 indicadores (Fig.10). Fig.10. IBID: estrutura do pilar de inovação ‘Instituições’ Pilar Dimensão Indicadores Instituições Ambiente institucional Ambiente regulatório Ambiente de negócios Tempo de deslocamento para o trabalho (IBGE) Taxa de homicídios por 100 mil habitantes (DataSUS) Qualidade da gestão fiscal dos Municípios (Firjan) Qualidade das informações contábeis e fiscais dos Estados (Tesouro Nacional) Eficiência do Judiciário (CNJ) Taxa de informalidade (IBGE) Índice de transparência (CGU) Inadimplência (Serasa) Quantidade de empresas de alto crescimento (IBGE) Rotatividade de negócios (IBGE) Empreendedorismo (IBGE) Taxa de desocupação (IBGE) Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 20 São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná registram a melhor pontuação em ‘Instituições’ (Fig.11) • São Paulo (1º) registra o melhor desempenho em ‘Instituições’ (puxado pela sua pontuação em ‘Ambiente regulatório’ e ‘Ambiente de negócios’), seguido por Santa Catarina (2º), que lidera em ‘Ambiente institucional’, e Minas Gerais (3º), que é vice-líder nacional nesta mesma dimensão. • Espírito Santo (4º) destaca-se em ‘Ambiente institucional’ e ‘Ambiente regulatório’, enquanto o Paraná (5º) possui melhor desempenho relativo em ‘Ambiente institucional’ e ‘Ambiente de negócios’. • Algumas UFs posicionadas mais abaixo na classificação geral do pilar se destacam em dimensões específicas. É o caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul (6º) em ‘Ambiente regulatório’; Mato Grosso (7º) em ‘Ambiente de negócios’; e Distrito Federal (11º) em ‘Ambiente institucional’. • Por outro lado, os estados das regiões Norte e Nordeste concentram-se na parte inferior do ranking geral do pilar. As últimas dezesseis posições são ocupadas justamente pelos dezesseis estados das duas regiões. Fig.11. IBID 2024: ranking do pilar ‘Instituições’ e por dimensão associada UF IBID - Instituições Ambiente institucional Ambiente regulatório Ambiente de negócios 1 SP 0,800 61 1 2 SC 0,765 1 5 2 3 MG 0,666 2 4 5 4 ES 0,658 4 2 10 5 PR 0,649 374 6 RS 0,636 738 7 MT 0,590 819 3 8 MS 0,579 11 8 9 9RJ 0,578 13 6 7 10 GO 0,552 920 6 11 DF 0,540 511 13 12 TO 0,479 10 22 14 13 RO 0,429 12 25 11 14 PI 0,418 14 13 27 15 AL 0,418 17 10 25 16 BA 0,418 25 917 17 PE 0,411 18 12 20 18 PA 0,407 24 18 16 19 RN 0,395 20 14 24 20 AP 0,393 21 15 22 21 PB 0,386 19 16 23 22 CE 0,382 23 21 18 23 MA 0,375 26 17 19 24 AC 0,374 15 23 21 25 AM 0,349 16 26 15 26 SE 0,318 22 24 26 27 RR 0,229 27 27 12 legenda NO NE SE SU CO Média BR Top 5 Últ. 5 N N Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 21 2.2 Capital humano O acesso à educação de qualidade e a escala da atividade de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em uma economia são os principais determinantes da sua capacidade de inovação. O subíndice do IBID que avalia o estoque de ‘Capital humano’ das economias divide-se em 3 dimensões – ‘Educação básica, ‘Ensino superior’ e ‘P&D’ – e é composto por 11 indicadores (Fig.12). Fig.12. IBID: estrutura do pilar de inovação ‘Capital humano’ Pilar Dimensão Indicadores Capital humano Educação básica Ensino superior P&D Ideb nos anos finais do ensino fundamental (Inep) Ideb do ensino médio (Inep) Matriculados na educação profissional técnica do ensino médio (Inep) Escolaridade média da população adulta (IBGE) Taxa de frequência escolar líquida do ensino médio (IBGE) Relação estudante-professor no ensino fundamental (Inep) População adulta com pelo menos o ensino superior completo (IBGE) Matriculados e concluintes do ensino superior em áreas tecnológicas (STEM) (Inep) Investimentos públicos em P&D (MCTI) Oferta de programas de pós-graduação de excelência (CAPES) Bolsas de pesquisa e fomento à pesquisa (CAPES) Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 22 São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul são destaques em ‘Capital humano’ (Fig.13) • São Paulo (1º) registra a melhor pontuação em ‘Capital humano’ (liderando em ‘Ensino superior’ e ‘P&D’), seguido por Rio de Janeiro (2º), que se destaca em ‘P&D’, e Distrito Federal (3º), que possui melhor desempenho relativo em ‘Educação básica’ (onde é líder nacional) e ‘Ensino superior’. • Paraná (4º) tem desempenho sólido e equilibrado nas três dimensões, enquanto o Rio Grande do Sul (5º) destaca-se em ‘P&D’. • Por outro lado, os estados das regiões Norte e Nordeste concentram-se na parte inferior do ranking geral do pilar. As últimas treze posições são ocupadas por estados das duas regiões. • À exceção do DF, as demais UFs do Centro-Oeste ocupam posição intermediária no ranking geral do pilar. Fig.13. IBID 2024: ranking do pilar ‘Capital humano’ e por dimensão associada UF IBID - Capital humano Educação básica Ensino superior P&D 1 SP 0,852 2 1 1 2RJ 0,551 3 3 2 3 DF 0,544 1 2 6 4 PR 0,450 4 4 4 5 RS 0,413 573 6 MG 0,386 85 5 7 SC 0,332 9 6 7 8 MS 0,268 10 814 9 GO 0,266 710 16 10 ES 0,264 611 17 11 RR 0,231 11 14 18 12 AM 0,222 12 15 13 13 CE 0,211 14 19 12 14 MT 0,206 13 12 21 15 AP 0,205 16 923 16 PE 0,194 17 18 9 17 TO 0,187 15 13 26 18 PB 0,139 22 24 11 19 SE 0,135 19 21 20 20 RN 0,128 24 20 10 21 RO 0,120 18 23 25 22 PI 0,115 21 17 22 23 BA 0,114 26 25 8 24 AC 0,114 20 16 27 25 PA 0,094 27 22 15 26 MA 0,087 23 27 19 27 AL 0,063 25 26 24 legenda NO NE SE SU CO Média BR Top 5 Últ. 5 N N Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 23 2.3 Infraestrutura Infraestrutura de qualidade em comunicação, transportes e energia facilita a produção e o intercâmbio de bens, serviços e ideias, melhora o acesso a mercados e diminui custos de transação, estimulando a eficiência e a sustentabilidade do sistema de inovação. O subíndice do IBID referente ao pilar de inovação ‘Infraestrutura’ divide-se em 3 dimensões – ‘Tecnologias da informação e comunicação (TICs)’, ‘Infraestrutura geral’ e ‘Sustentabilidade’ – e é composto por 12 indicadores (Fig.14). Fig.14. IBID: estrutura do pilar de inovação ‘Infraestrutura’ Pilar Dimensão Indicadores Infraestrutura TICs Infraestrutura geral Sustentabilidade Percentual da população com acesso à internet (IBGE) Percentual da população com acesso a telefone móvel celular para uso pessoal (IBGE) Percentual da população com conexão à internet banda larga no domicílio (IBGE) Velocidade da internet banda larga (Portal Minha Conexão) Acessibilidade ao mercado aéreo (ANAC) Percentual da população com acesso à energia elétrica (IBGE) Consumo per capita de energia elétrica (EPE) Qualidade das rodovias (CNT) Duração média de interrupção do fornecimento de energia elétrica (Aneel) Emissão de CO2 per capita (SEEG) Empresas nacionais certificadas em gestão ambiental (ISO 14001) (INMETRO) Capacidade geracional de energia solar e eólica (EPE) Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 30 São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná registram a melhor pontuação em ‘Conhecimento e tecnologia’ (Fig.21) • As 7 UFs com maior capacidade inventiva e inovadora segundo o ranking de classificação do pilar ‘Conhecimento e tecnologia’ são, com algumas mudanças de posição, rigorosamente as mesmas que lideram o ranking geral do IBID. • São Paulo (1º) registra o melhor desempenho em ‘Conhecimento e tecnologia’, liderando nas três dimensões, seguido por Rio Grande do Sul (2º), que tem melhor resultado em ‘Criação de conhecimento’ (onde também ocupa a segunda posição nacional), e Santa Catarina (3º), que é vice-líder em ‘Difusão do conhecimento’. • Minas Gerais (4º) destaca-se em ‘Difusão do conhecimento’ e ‘Impacto do conhecimento’. Paraná (5º) registra bom desempenho relativo nesta última dimensão e também em ‘Criação de conhecimento’. Fig.21. IBID 2024: ranking do pilar ‘Conhecimento e tecnologia’ e por dimensão associada UF IBID - Conhecimento e tecnologia Criação de conhecimento Impacto do conhecimento Difusão do conhecimento 1 SP 0,995 1 1 1 2 RS 0,329 2 4 4 3 SC 0,311 3 5 2 4 MG 0,297 5 2 3 5 PR 0,284 4 3 5 6RJ 0,217 6 6 6 7 DF 0,122 712 14 8 CE 0,116 14 10 7 9 RN 0,116 913 10 10 ES 0,113 11 15 9 11 SE 0,101 13 716 12 GO 0,098 12 17 13 13 PE 0,094 10 922 14 AL 0,093 22 14 8 15 AM 0,086 20 16 11 16 MS 0,078 15 18 19 17 RO 0,072 26 25 12 18 MA 0,069 19 19 18 19 RR 0,067 24 27 15 20 AC 0,066 25 24 17 21 PI 0,062 21 20 21 22 MT 0,059 18 21 20 23 PB 0,058 811 25 24 BA 0,055 16 824 25 AP 0,048 27 22 23 26 PA 0,016 17 23 26 27 TO 0,003 23 26 27 legenda NO NE SE SU CO Média BR Top 5 Últ. 5 N N Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 31 2.7 Economia criativa O pilar avalia a função da criatividade para a inovação, sinalizando a capacidade de criação de negócios disruptivos. Abrange indicadores de marcas e demais ativos de propriedade industrial relacionados à agregação de valor e criatividade de uma economia, bem como o ambiente digital que a impulsiona. O subíndice do IBID referente ao pilar de inovação ‘Economia criativa’ divide-se em 3 dimensões – ‘Ativos intangíveis, ‘Bens e serviços criativos’ e ‘Criatividade online’ – e é composto por 11 indicadores (Fig.22). Fig.22. IBID: estrutura do pilar de inovação ‘Economia criativa Pilar Dimensão Indicadores Economia criativa Ativos intangíveis Bens e serviços criativos Criatividade online Depósitos de Marcas em termos per capita (INPI) Depósitos de Desenhos Industriais em termos per capita (INPI) Marcas vigentes em termos per capita (INPI) Participação no total de depósitos de Indicações Geográficas (INPI) Valor adicionado bruto das atividades de artes e cultura (IBGE) Emprego em setores criativos (ESPM) Indústrias criativas (ESPM) Salários em setores criativos (ESPM) Número de acessos à Internet (Anatel) Depósitos de Programas de Computador (INPI) Valor do comércio eletrônico (e-commerce) (MDIC) Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 32 São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul são destaques em ‘Economia criativa’ (Fig.23) • As 8 UFs com maior criatividade para a inovação segundo o ranking de classificação do pilar ‘Economia criativa’ são, com algumas mudanças de posição, rigorosamente as mesmas que lideram o ranking geral do IBID. • São Paulo (1º) registra a melhor pontuação em ‘Economia criativa’ (liderando em todas as dimensões), seguido por Rio de Janeiro (2º), que se destaca em ‘Bens e serviços criativos’, e Santa Catarina (3º), que possui melhor desempenho relativo em ‘Ativos intangíveis’ (onde é vice-líder nacional). • Paraná (4º) tem desempenho destacado em ‘Ativos intangíveis’ e ‘Criatividade online’, ficando atrás apenas de São Paulo nesta dimensão. • Rio Grande do Sul (5º) e Minas Gerais (6º) tem desempenho sólido e equilibrado nas três dimensões. Fig.23. IBID 2024: ranking do pilar ‘Economia criativa’ e por dimensão associada UF IBID - Economia criativa Ativos intangíveis Bens e serviços criativos Criatividade online 1 SP 0,984 1 1 1 2RJ 0,440 62 4 3 SC 0,389 2 3 7 4 PR 0,349 372 5 RS 0,342 5 4 5 6 MG 0,337 4 5 3 7 ES 0,230 9 6 8 8 DF 0,222 8 8 6 9 PE 0,165 13 910 10 GO 0,145 712 14 11 SE 0,136 23 10 12 12 BA 0,128 12 13 15 13 MS 0,125 14 11 16 14 CE 0,123 10 14 13 15 PB 0,106 15 18 9 16 MT 0,106 11 15 17 17 RN 0,106 17 16 11 18 PA 0,086 19 17 18 19 MA 0,061 24 20 21 20 PI 0,061 25 21 19 21 TO 0,060 18 19 24 22 RO 0,051 20 22 25 23 AL 0,050 21 23 20 24 AM 0,043 22 24 22 25 RR 0,019 26 25 27 26 AP 0,011 16 27 23 27 AC 0,008 27 26 26 legenda NO NE SE SU CO Média BR Top 5 Últ. 5 N N Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 33 3. Visão geográfica Em 2024, o ranking geral do IBID para as Grandes Regiões – baseado na pontuação média ponderada, pelo PIB per capita, do IBID de todas as UFs que integram uma região – constata o Sudeste (SE) como a mais inovadora do Brasil (puxada pelo desempenho de São Paulo, líder nacional), seguida pelo Sul (SU), que tem seus 3 estados no rol dos 5 mais inovadores do país. O Sudeste lidera em todos os pilares de inovação, exceto em ‘Instituições’, cuja primeira posição na categoria cabe justamente ao Sul (Fig.24). Fig.24. IBID 2024: desempenho geral e por pilar de inovação das Grandes Regiões Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. Instituições 4º Capital humano 5º Infraestrutura 4º Economia 3º Negócios 4º Conhecimento e tecnologia 4º Economia criativa 4º Instituições 2º Capital humano 1º Infraestrutura 1º Economia 1º Negócios 1º Conhecimento e tecnologia 1º Economia criativa 1º Instituições 1º Capital humano 2º Infraestrutura 2º Economia 2º Negócios 2º Conhecimento e tecnologia 2º Economia criativa 2º Instituições 5º Capital humano 4º Infraestrutura 5º Economia 5º Negócios 5º Conhecimento e tecnologia 5º Economia criativa 5º Instituições 3º Capital humano 3º Infraestrutura 3º Economia 4º Negócios 3º Conhecimento e tecnologia 3º Economia criativa 3º NO: 0,139 (5º) NE: 0,174 (4º) SE: 0,510 (1º) SU: 0,408 (2º) CO: 0,254 (3º) ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – 2024 34 O Centro-Oeste (CO) é o terceiro colocado no ranking regional geral e por pilar de inovação, com exceção de ‘Economia’, cuja posição fica com o Nordeste (NE). Embora 3º colocado em ‘Economia’, o Nordeste é o último do ranking regional no pilar ‘Capital humano’, fazendo da região a penúltima do país no campo da inovação. O 5º e último colocado regional do IBID é o Norte (NO), que concentra o maior número de economias entre aquelas que possuem pior posição no quadro de classificação geral. São 4 estados do Norte nas 5 últimas posições do ranking. Os resultados detalhados do IBID encontram-se tabulados nos Quadros Completos da publicação, base de dados disponível no Portal do INPI. Clique aqui para acesso ao INPI Data. ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 35 3.1 Norte O Norte concentra o maior número de economias entre aquelas que possuem pior posição no quadro de classificação geral do IBID. São 4 estados do Norte nas 5 últimas posições do ranking. Entre os 9 últimos do Brasil estão todas as 7 UFs da região. O Tocantins (19º) é o líder regional (com melhor desempenho relativo em ‘Instituições’ e ‘Economia’), praticamente empatado com o Amazonas (20º) (que se destaca, comparativamente, em ‘Conhecimento e tecnologia’ e ‘Negócios’) (Fig.25). Fig.25. IBID 2024: visão sintética da Região Norte Pos. UF IBID IBIDContexto Pos. IBIDResultado Pos 19 TO 0,154 0,277 13 0,031 26 20 AM 0,153 0,241 19 0,065 20 22 RO 0,143 0,225 23 0,062 21 23 RR 0,135 0,227 22 0,043 24 24 PA 0,133 0,216 24 0,051 23 25 AP 0,132 0,235 21 0,029 27 27 AC 0,111 0,186 26 0,037 25 NO 0,139 0,231 0,046 Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. Instituições Capital humano Infraestrutura EconomiaNegócios Conhecimento e tecnologia Economia criativa TO AM RO RR PA AP AC Média nacional ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 36 3.2 Nordeste Os estados do Nordeste concentram-se na metade inferior do quadro de classificação geral do IBID. Dentre as 9 UFs da macrorregião, 8 estão situadas nas últimas 15 posições do ranking. Rio Grande do Norte (11º), destaque nacional em ‘Economia’ (puxado pela dimensão ‘Crédito’) e com bom desempenho regional em ‘Infraestrutura’, ‘Conhecimento e tecnologia’ e ‘Negócios’ – é o estado mais inovador do Nordeste. Pernambuco (13º), vice-líder regional, registra melhor desempenho, em termos relativos, em ‘Economia criativa’. O Ceará (14º) destaca-se regionalmente em ‘Conhecimento e tecnologia’, enquanto a Bahia (15º) registra melhor desempenho relativo em ‘Economia’ (Fig.26). Fig.26. IBID 2024: visão sintética da Região Nordeste Pos. UF IBID IBIDContexto Pos. IBIDResultado Pos 11 RN 0,216 0,321 12 0,111 13 13 PE 0,195 0,260 15 0,130 9 14 CE 0,188 0,256 17 0,120 11 15 BA 0,179 0,266 14 0,091 15 16 SE 0,178 0,237 20 0,119 12 17 PB 0,167 0,252 18 0,082 16 18 PI 0,160 0,259 16 0,061 22 21 AL 0,143 0,215 25 0,072 18 26 MA 0,125 0,184 27 0,065 19 NE 0,174 0,252 0,096 Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. Instituições Capital humano Infraestrutura EconomiaNegócios Conhecimento e tecnologia Economia criativa RN PE CE BA SE PB PI AL MA Média nacional ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 37 3.3 Sudeste Graças, em larga medida, a São Paulo (1º) – líder nacional no ranking geral do IBID e nos rankings específicos para os sete pilares de inovação –, o Sudeste é a região mais inovadora do Brasil. Rio de Janeiro (4º) destaca-se, em relação à média nacional, nos pilares ‘Capital humano’ e ‘Economia criativa’, enquanto Minas Gerais (6º) apresenta melhor pontuação relativa em ‘Conhecimento e tecnologia’. O Espírito Santo (8º) tem posição destacada em ‘Instituições’. Dentre as 27 UFs, São Paulo é a única a apresentar o IBID relacionado aos pilares de inovação de ‘Resultado’ em patamar superior ao de ‘Contexto’, fazendo com que a macrorregião, comparada às demais, registre os dois subíndices com valores relativamente próximos entre si (Fig.27). Fig.27. IBID 2024: visão sintética da Região Sudeste Pos. UF IBID IBIDContexto Pos. IBIDResultado Pos 1 SP 0,891 0,792 1 0,990 1 4 RJ 0,402 0,475 4 0,329 4 6 MG 0,378 0,439 6 0,317 5 8 ES 0,268 0,364 9 0,171 8 SE 0,510 0,536 0,485 Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. Instituições Capital humano Infraestrutura EconomiaNegócios Conhecimento e tecnologia Economia criativa SP RJ MG ES Média nacional ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 38 3.4 Sul O Sul concentra o maior número de líderes em inovação entre as 5 UFs mais bem classificadas. As 3 UFs que compõem a Grande Região estão no rol das cinco economias mais inovadoras do Brasil. Os estados do Sul apresentam desempenho próximo ou superior à média nacional para os sete pilares de inovação. Santa Catarina (2º) tem pontuação de destaque em ‘Instituições’, ‘Economia criativa’ e ‘Conhecimento e tecnologia’. O Paraná (3º), além de registrar bom desempenho nestes pilares, tem posição destacada em ‘Negócios’ e ‘Capital humano’. Já o Rio Grande do Sul (5º) é o estado da região mais bem classificado em ‘Conhecimento e tecnologia’ e ‘Negócios’. Os números do IBID apontam que, no caso dos estados do Sul, as boas condições de contorno para a inovação (medida pelo subíndice IBID-Contexto) potencializam a geração de produtos e resultados neste campo (retratada pelo IBID-Resultado) (Fig.28). Fig.28. IBID 2024: visão sintética da Região Sul Pos. UF IBID IBIDContexto Pos. IBIDResultado Pos 2 SC 0,415 0,479 3 0,350 2 3 PR 0,406 0,495 2 0,317 6 5 RS 0,401 0,466 5 0,335 3 SU 0,480 0,480 0,335 Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. Instituições Capital humano Infraestrutura EconomiaNegócios Conhecimento e tecnologia Economia criativa SC PR RS Média nacional ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 39 3.5 Centro-Oeste As UFs do Centro-Oeste situam-se em posição intermediária no ranking de classificação geral do IBID. Há marcante heterogeneidade entre elas no campo da inovação. O Distrito Federal (7º) é a economia da região com melhor pontuação, destacando-se em ‘Capital humano’, ‘Negócios’ e ‘Infraestrutura’. Goiás (9º) tem bom desempenho relativo em ‘Economia’, assim como o Mato Grosso (12º), que ainda merece destaque pela pontuação em ‘Instituições’. O Mato Grosso do Sul (10º) tem posição de maior destaque comparativo em ‘Infraestrutura’ (Fig.29). Fig.29. IBID 2024: visão sintética da Região Centro-Oeste Pos. UF IBID IBIDContexto Pos. IBIDResultado Pos 7 DF 0,304 0,436 7 0,172 7 9 GO 0,252 0,382 8 0,121 10 10 MS 0,228 0,354 10 0,101 14 12 MT 0,205 0,327 11 0,082 17 CO 0,254 0,382 0,126 Fonte: INPI, Assessoria de Assuntos Econômicos. Instituições Capital humano Infraestrutura EconomiaNegócios Conhecimento e tecnologia Economia criativa DF GO MS MT Média nacional ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 46 2. Capital humano 2.1 Educação básica 2.1.1 Ideb nos anos finais do ensino fundamental | 2021 Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Fundamental regular (anos finais). Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 2.1.2 Ideb do ensino médio | 2021 Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Médio regular. Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 2.1.3 Matriculados na educação profissional técnica do ensino médio | 2022 Quantidade de matriculados na Educação Profissional Técnica de Nível Médio em relação à população da UF na faixa etária ideal (15-17 anos), ponderada pela participação da UF na quantidade total de matriculados da Educação Profissional Técnica de Nível Médio no país. Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 2.1.4 Escolaridade média da população adulta | 2023 Número médio de anos de estudo das pessoas de 15 anos ou mais. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2.1.5 Taxa de frequência escolar líquida do ensino médio | 2023 Taxa ajustada de frequência líquida no Ensino Médio segundo a faixa etária ideal no curso (15 a 17 anos). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2.1.6 Relação estudante-professor no ensino fundamental | 2022 Relação, no ensino fundamental, entre número de alunos matriculados e o número de professores em tempo integral. Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 47 2.2 Ensino superior 2.2.1 População adulta com pelo menos o ensino superior completo | 2023 Pessoas de 25 anos ou mais de idade com Ensino Superior completo em relação à população residente total nesta faixa etária. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2.2.2 Matriculados e concluintes do ensino superior em áreas tecnológicas (STEM) | 2022 Quantidade de matriculados e concluintes do Ensino Superior em áreas tecnológicas (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) em relação à população adulta da UF, ponderada pela participação da UF na quantidade total de matriculados e concluintes do Ensino Superior em áreas tecnológicas no país. Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 2.3 P&D 2.3.1 Investimentos públicos em P&D | 2021 Participação de Investimento público em P&D no PIB estadual. Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 2.3.2 Oferta de programas de pós-graduação de excelência | 2022 Quantidade de programas de pós-graduação (Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado) com avaliação nota 5, 6 ou 7 pela CAPES. Fonte: Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). 2.3.3 Bolsas de pesquisa e fomento à pesquisa | 2022 Investimento per capita da CAPES em Bolsas e fomento à pesquisa ponderado pela participação de cada UF no total deste desembolso. Fonte: Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 48 3. Infraestrutura 3.1 Tecnologias da informação e comunicação (TICs) 3.1.1 Percentual da população com acesso à internet | 2022 Percentual de pessoas que utilizaram a Internet no período de referência dos últimos três meses na população de 10 anos ou mais de idade. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 3.1.2 Percentual da população com acesso a telefone móvel celular para uso pessoal | 2022 Percentual de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal na população de 10 anos ou mais de idade (%). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 3.1.3 Percentual da população com conexão à internet banda larga no domicílio | 2021 Percentual de pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram Internet no período de referência dos últimos três meses (%), por tipo de conexão à Internet no domicílio (somente banda larga fixa e móvel). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 3.1.4 Velocidade da internet banda larga | 2023 Velocidade de internet banda larga fixa, considerando operadoras nacionais e regionais. Fonte: Portal Minha Conexão. 3.2 Infraestrutura geral 3.2.1 Acessibilidade ao mercado aéreo | 2023 Índice composto dos dados normalizados para a tarifa aérea média real dos voos domésticos (em R$), a distância média dos voos percorridos com origem em cada UF (Km) e o total de aeroportos e aeródromos públicos disponíveis. Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). 3.2.2 Percentual da população com acesso à energia elétrica | 2022 Percentual de moradores em domicílios com energia elétrica proveniente de rede geral em tempo integral (%). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 49 3.2.3 Consumo per capita de energia elétrica | 2022 Consumo médio anual per capita de energia elétrica (kWh/hab). Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 3.2.4 Qualidade das rodovias | 2022 Percentual da malha rodoviária com qualidade categorizada como bom ou ótimo estado de conservação Fonte: Confederação Nacional do Transporte (CNT). 3.2.5 Duração média de interrupção do fornecimento de energia elétrica | 2023 Relação entre a soma total das horas de interrupção multiplicada pelo número de domicílios impactados e o número total de domicílios. Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 3.3 Sustentabilidade 3.3.1 Emissão de CO2 per capita | 2022 Emissões totais de CO2, em tCO2e, em relação à população residente total da UF. Fonte: Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). 3.3.2 Empresas nacionais certificadas em gestão ambiental (ISO 14001) | 2023 Participação de empresas nacionais que obtiveram certificação no sistema de gestão ambiental (ISO 14001) no total de empresas da UF, ponderada pela participação da UF no total de empresas com ISO 14001 do país. Fonte: Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). 3.3.3 Capacidade geracional de energia solar e eólica | 2022 Participação da capacidade geracional de energia solar e eólica da UF na capacidade total de geração de energia da UF, ponderada pela participação de capacidade geracional de energia solar e eólica da UF na capacidade geracional de energia solar e eólica total do país. Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 50 4. Economia 4.1 Crédito 4.1.1 Volume de crédito em proporção do PIB | 2023 Saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (em R$ milhões) em relação ao PIB (em R$ milhões) Fonte: Banco Central (BCB). 4.1.2 Financiamento de investimentos em inovação pelo BNDES | 2023 Desembolsos do Sistema BNDES para financiamento de investimentos em inovação (em R$ milhões) em relação ao PIB (em R$ milhões), ponderado pela participação de cada UF no volume total de desembolsos Fonte: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 4.2 Investimento 4.2.1 Despesas públicas empenhadas em C&T em termos per capita | 2023 Despesas públicas empenhadas em C&T em termos per capita da UF, ponderado pela participação de cada UF no total de despesas públicas empenhadas em C&T no Brasil. Fonte: Tesouro Nacional 4.2.2 Taxa de investimento (FBCF/PIB) | 2018 Participação da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no PIB. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 4.2.3 Desembolsos diretos do BNDES em termos per capita | 2023 Desembolsos diretos do BNDES per capita, ponderado pela participação de cada UF no total de desembolsos diretos do Brasil. Fonte: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 4.3 Indústria, comércio e serviços 4.3.1 Produto Interno Bruto (PIB) | 2021 Produto Interno Bruto (em R$ milhões). Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 51 4.3.2 Índice de simplicidade tributária | 2023 Indicador obtido pela multiplicação do nível de complexidade tributária (medida pelo Índice de Herfindahl-Hirschman (IHH)) e do nível de visibilidade tributária (representado pela razão entre os tributos diretos e a receita tributária). Fonte: Tesouro Nacional 4.3.3 Índice de Gini da distribuição do valor adicionado bruto por atividade econômica | 2021 Índice de Gini da distribuição do valor adicionado bruto por atividade econômica a preços correntes. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 4.3.4 Valor adicionado bruto das indústrias de transformação | 2021 Participação no valor adicionado bruto da atividade econômica indústrias de transformação. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 5. Negócios 5.1 Força de trabalho qualificada 5.1.1 Quantidade de mestres e doutores | 2021 Número de títulos de mestrado e doutorado concedidos por 100 mil habitantes. Fonte: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). 5.1.2 Força de trabalho ocupada com ensino superior completo | 2022 Proporção de pessoas de 14 anos ou mais de idade com ensino superior completo ocupadas na semana de referência em relação à população ocupada total. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 5.2 Apoio à inovação 5.2.1 Quantidade de parques tecnológicos | 2023 Quantidade de parques tecnológicos em operação (com empresas ou instituições residentes). Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 52 5.2.2 Valor adicionado bruto das atividades científicas e técnicas | 2021 Participação da UF no valor adicionado bruto das atividades econômicas profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 5.3 Absorção de conhecimento 5.3.1 Importações de alta e média-alta intensidade tecnológica | 2023 Participação das importações de alta e média alta intensidade tecnológica no total de importações da UF, ponderada pela participação da UF no total de importações de alta e média alta intensidade tecnológica do país. Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 6. Conhecimento e tecnologia 6.1 Criação de conhecimento 6.1.1 Produção científica bibliográfica em áreas tecnológicas | 2023 Quantidade de produções científicas bibliográficas (artigos, trabalhos em anais e livros) em áreas tecnológicas (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) publicados em termos per capita da UF, ponderada pela participação da UF no total de produções científicas bibliográficas em áreas tecnológicas do país. Fonte: Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). 6.1.2 Impacto científico das publicações | 2023 Número de publicações, per capita, entre os 10% mais relevantes nas áreas de Biomedical and Health Sciences, Life and Earth Sciences, Mathematics and Computer Science, Physical Sciences and Engineering. Fonte: CWTS Leiden Ranking. 6.1.3 Depósitos de Patentes de Invenção em termos per capita | 2023 Depósitos de Patentes de Invenção per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de depósitos de Patentes de Invenção no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 53 6.1.4 Depósitos de Modelos de Utilidade em termos per capita | 2023 Depósitos de Modelos de Utilidade per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de depósitos de Modelos de Utilidade no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 6.1.5 Patentes vigentes em termos per capita | 2023 Patentes vigentes per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de Patentes vigentes no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 6.2 Impacto do conhecimento 6.2.1 Quantidade de startups | 2023 Proporção da UF no total de startups do Brasil. Fonte: Associação Brasileira de Startups (ABStartups). 6.2.2 Quantidade de empresas inovadoras | 2017 Percentual de empresas inovadoras (que implementaram inovações de produto e/ou processo) em relação ao total de empresas de cada UF ponderado pela participação da UF no total de empresas inovadoras do Brasil. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 6.2.3 Depósitos de Patentes em agroindústria em termos per capita | 2021 Depósitos de Patentes em agroindústria per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de depósitos de Patentes em agroindústria no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 6.2.4 Depósitos de Patentes em saúde em termos per capita | 2021 Depósitos de Patentes em saúde per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de depósitos de Patentes em saúde no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 54 6.2.5 Depósitos de Patentes em biotecnologia em termos per capita | 2021 Depósitos de Patentes em biotecnologia per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de depósitos de Patentes em biotecnologia no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 6.2.6 Empresas nacionais certificadas em gestão da qualidade (ISO 9001) | 2023 Participação de empresas nacionais que obtiveram certificação no sistema de gestão da qualidade (ISO 9001) no total de empresas da UF, ponderada pela participação da UF no total de empresas com ISO 9001 do país. Fonte: Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). 6.3 Difusão do conhecimento 6.3.1 Exportações de alta e média intensidade tecnológica | 2023 Participação das exportações de alta e média alta intensidade tecnológica no total de exportações da UF, ponderada pela participação da UF no total de exportações de alta e média alta intensidade tecnológica do país. Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 6.3.2 Grau de diversificação das exportações de alta e média-alta intensidade tecnológica | 2023 Índice de Herfindahl-Hirschman (IHH) das exportações de alta e média intensidade tecnológica. Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 6.3.3 Contratos de Transferência de Tecnologia averbados em termos per capita | 2023 Número de Contratos de Transferência de Tecnologia averbados per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de Contratos de Transferência de Tecnologia averbados no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO - 2024 55 7. Economia criativa 7.1 Ativos intangíveis 7.1.1 Depósitos de Marcas em termos per capita | 2023 Depósitos de Marcas per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de depósitos de Marcas no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 7.1.2 Depósitos de Desenhos Industriais em termos per capita | 2023 Depósito de Desenhos Industriais per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de depósitos de Desenhos Industriais no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 7.1.3 Marcas vigentes em termos per capita | 2023 Marcas vigentes per capita ponderado pela participação (%) de cada UF no total de Marcas vigentes no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 7.1.4 Participação no total de depósitos de Indicações Geográficas | 2023 Participação (%) de cada UF no total de depósitos de Indicações Geográficas no Brasil. Fonte: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 7.2 Bens e serviços criativos 7.2.1 Valor adicionado bruto das atividades de artes e cultura | 2021 Participação da UF no valor adicionado bruto da atividade econômica artes, cultura, esporte e recreação e outras atividades de serviços associadas. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 7.2.2 Empregos em setores criativos | 2023 Proporção de empregos criativos em relação ao total de empregos. Fonte: Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).