scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

THE DIANA ISLAND COMMUNITY

Santos, Larissa; Baldini, Melissa; Santos, Giovanna; Valêncio, Enzo; Simões, Sophia; Costa, Isabella; Lima, Manuella; Mucinhato, Rafael

Abstract

This work aims to present the Diana Island Community, located in the city of Santos, São Paulo. Through bibliographical research and a visit to the site, we sought to understand how the island's residents live, their history, origins, customs, and curiosities. During the visit, the simplicity of life in the community was striking, where people live in houses with few infrastructure and fishing is their main source of income. Despite their material limitations, we observed that the residents demonstrate happiness and pride in their place. The experience allowed us to reflect on how it is possible to live well with little, valuing the essentials. We conclude that improvements in housing infrastructure and expansion of space could further benefit the residents, without losing the cultural essence of the community, which is also known for its local cuisine and hospitality. The study also highlights the importance of valuing and preserving communities like this, which represent part of the region's sociocultural heritage.

Full text

__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 1 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) A COMUNIDADE DA ILHA DIANA THE DIANA ISLAND COMMUNITY Larissa Brígido A. dos Santos, Melissa Lage Baldini, Giovanna Simões Volney Santos, Enzo Moraes Valêncio, Sophia de Freitas Nakamori Simões, Isabella Wilson da Silva Rodrigues Costa, Manuella Andrade de Lima, Rafael Moreira Dardaque Mucinhato (orientador) Ensino médio - Colégio Santa Cecília E-mail para contato: [email protected] RESUMO – Este trabalho tem como objetivo apresentar a Comunidade da Ilha Diana, localizada na cidade de Santos, em São Paulo. Por meio de uma pesquisa bibliográfica e de uma visita ao local, buscou-se entender como vivem os moradores da ilha, sua história, origem, costumes e curiosidades. Durante a visita, chamou atenção a simplicidade da vida na comunidade, onde as pessoas vivem em casas com pouca estrutura e têm como principal fonte de sustento a pesca. Apesar das limitações materiais, observou-se que os moradores demonstram felicidade e orgulho do lugar onde vivem. A experiência permitiu refletir sobre como é possível viver bem com pouco, valorizando o essencial. Conclui-se que melhorias na infraestrutura das moradias e na expansão do espaço poderiam beneficiar ainda mais os habitantes, sem perder a essência cultural da comunidade, que também se destaca pela culinária local e pela hospitalidade. O estudo também mostra a importância de valorizar e preservar comunidades como essa, que representam parte do patrimônio sociocultural da região. Palavras-chave: Comunidade Ilha Diana; Pesca artesanal; Patrimônio sociocultural; Infraestrutura habitacional; Valorização cultural. ABSTRACT – This work aims to present the Diana Island Community, located in the city of Santos, São Paulo. Through bibliographical research and a visit to the site, we sought to understand how the island's residents live, their history, origins, customs, and curiosities. During the visit, the simplicity of life in the community was striking, where people live in houses with few infrastructure and fishing is their main source of income. Despite their material limitations, we observed that the residents demonstrate happiness and pride in their place. The experience allowed us to reflect on how it is possible to live well with little, valuing the essentials. We conclude that improvements in housing infrastructure and expansion of space could further benefit the residents, without losing the cultural essence of the community, which is also known for its local cuisine and hospitality. The study also highlights the importance of valuing and preserving communities like this, which represent part of the region's sociocultural heritage. Keywords: Diana Island Community; Artisanal fishing; Sociocultural heritage; Housing infrastructure; Cultural appreciation. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 2 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) 1 INTRODUÇÃO A sociedade brasileira é composta por diversos grupos e comunidades que vivem de formas distintas, muitas vezes à margem dos grandes centros urbanos. Essas comunidades preservam tradições, formas de organização e modos de vida próprios, que refletem sua história, cultura e relação com o espaço em que vivem. Um exemplo disso é a Comunidade da Ilha Diana, localizada na cidade de Santos, litoral do estado de São Paulo. Este trabalho tem como objetivo apresentar e refletir sobre a realidade dessa comunidade, explorando aspectos como sua origem, modo de vida, costumes e cultura local. A escolha do tema surgiu a partir do interesse em conhecer de perto como vivem essas populações e compreender suas relações sociais, econômicas e culturais. Para isso, foram realizadas uma pesquisa bibliográfica e uma visita presencial à comunidade, permitindo uma análise mais completa e sensível da experiência vivida ali. Ao longo do estudo, serão discutidas não apenas as características da Ilha Diana, mas também as percepções obtidas durante a visita, observando tanto os desafios enfrentados pelos moradores quanto os aspectos positivos que tornam o lugar único e rico em identidade cultural. Com isso, pretende-se contribuir para a valorização de comunidades tradicionais e para o olhar sociológico sobre realidades pouco conhecidas, mas fundamentais para entender a diversidade do Brasil. Metodologicamente, o artigo baseia-se em um estudo de caso, que combina levantamento bibliográfico e observação direta. A pesquisa bibliográfica envolveu a consulta a fontes acadêmicas e materiais disponíveis sobre a história e as particularidades da Ilha Diana, permitindo contextualizar o objeto de estudo dentro de um panorama sociocultural mais amplo. Já a visita presencial à comunidade possibilitou a coleta de dados qualitativos, por meio de observação in loco das moradias, das práticas de subsistência — especialmente a pesca artesanal — e das interações sociais entre os moradores. Essa abordagem integrada possibilitou uma compreensão mais profunda da realidade vivida, garantindo que as reflexões apresentadas ao longo do artigo estejam fundamentadas tanto em referências teóricas quanto em experiências empíricas. 2 MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo caracteriza-se como um estudo de caso, cujo objetivo foi compreender a realidade sociocultural da Comunidade da Ilha Diana, em Santos (SP). Para alcançar esse __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 3 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) propósito, foram utilizadas duas estratégias principais: pesquisa bibliográfica e observação direta em campo. A pesquisa bibliográfica consistiu na consulta a livros, artigos acadêmicos e materiais disponíveis em meios digitais que abordam a história, as características e a importância sociocultural da comunidade. Esse levantamento permitiu contextualizar o objeto de estudo, situando a Ilha Diana no cenário mais amplo da diversidade cultural brasileira. Adicionalmente, foi feita uma visita presencial à comunidade, permitindo a coleta de dados qualitativos por meio de observação no local. Durante a visita, foram avaliadas as condições de habitação, as práticas de subsistência — especialmente a pesca artesanal —, as tradições locais e as relações sociais entre os habitantes. Essa fase possibilitou uma percepção sensível da rotina diária e dos valores culturais que fundamentam a vida na ilha. A combinação dessas duas abordagens — teórica e empírica — possibilitou uma análise mais completa, integrando referências acadêmicas às percepções obtidas no contato direto com a comunidade. Dessa forma, o estudo apresenta reflexões embasadas em evidências tanto documentais quanto observacionais, garantindo maior consistência e profundidade às conclusões apresentadas. CONTEXTO HISTÓRICO E CULTURAL DA ILHA DIANA A Ilha Diana formou-se a partir de deslocamentos populacionais relacionados à desapropriação da Vila da Bocaina, ocorrida na década de 1940, quando famílias vindas da região onde hoje está a Base Aérea de Santos se estabeleceram no local. (Câmara Santos; Juicy Santos, 2023). Essas famílias, em grande parte originárias de Iguape e do Vale do Ribeira, trouxeram consigo tradições ligadas ao trabalho no mar, à pesca artesanal, à religiosidade popular e à organização comunitária baseada em laços familiares fortes (Juicy Santos, 2023; Rajab, Farias & Nakayama, 2021). Esse processo de origem reforça a identidade caiçara do lugar, marcada por tradições, modos de vida ligados ao mar, à pesca artesanal, à religiosidade (como a festa do Bom Jesus) e ao vínculo com o território de manguezais. (Juicy Santos, 2023; Câmara Santos; Rajab, Farias, & Nakayama, 2021). A festa do Bom Jesus da Ilha Diana, por exemplo, é celebrada desde os anos 40, simboliza a fé comunitária e tem servido como momento de reafirmação das __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 4 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) identidades locais, reunindo moradores e visitantes em manifestações religiosas, gastronômicas e festivas. (Fatos Fontes, 2025). O estudo de Rajab, Farias e Nakayama (2021) também observou forte sentimento de pertencimento entre moradores da Ilha Diana, bem como afetividade pelo ambiente local, especialmente manguezais, que são vistos como elemento central tanto para a provisão de recursos — pesca, coleta — quanto para a identidade ambiental da comunidade. Segundo Rajab et al. (2021), a topofilia — o apego afetivo ao lugar — se manifesta nas narrativas orais, memórias de infância, nas práticas de uso do manguezal, nas relações cotidianas com o rio Diana e suas embarcações, e na transmissão intergeracional desses saberes. Outras pesquisas sobre comunidades caiçaras no litoral paulista corroboram esse padrão de identidade: Schlindwein (2023), no estudo de caso da Ilha do Cardoso, destaca que a cultura alimentar caiçara — ligada aos peixes, mariscos, modos de preparo tradicionais — funciona como um elo forte de memória, identidade e pertencimento para moradores de comunidades isoladas ou semi-isoladas do litoral. Schlindwein (2023) também indica que a arquitetura vernacular, o uso de embarcações simples e as festas religiosas locais compõem um “modo de vida caiçara” que resiste às pressões da urbanização. Em resumo, a origem migratória forçada (da Vila da Bocaina para a Ilha Diana), aliada à continuidade de práticas culturais ligadas à pesca, ao manguezal, à religiosidade e à coesão familiar, configura uma identidade cultural sólida, marcada por resiliência frente a transformações externas, mas também sensível às tensões contemporâneas de acesso a infraestrutura, visibilidade pública e preservação ambiental. CONDIÇÕES DE VIDA, ESTRUTURA E DESAFIOS MATERIAIS A observação direta revelou que muitas habitações na Ilha Diana são rústicas, construídas em madeira ou com materiais reaproveitados, com infraestrutura limitada no que tange a água potável, saneamento, transporte e acesso mais amplo a serviços públicos. Esses elementos reforçam uma disparidade entre as necessidades básicas da comunidade e os padrões típicos de urbanização. Essa realidade já foi apontada, por exemplo, no estudo da contaminação dos solos da Ilha, que destaca a ausência de sistema de saneamento adequado, o que colabora para a degradação ambiental e impactos sobre a saúde dos moradores (Takasee et al., 2020; Demarco et al., 2019). __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 5 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) Outro aspecto observado é que melhorias recentes têm sido feitas — a ampliação ou reforma de escola, obras para tornar o transporte hidroviário mais organizado, revitalização da praça e construção da nova capela seguindo o estilo caiçara (Prefeitura de Santos, 2022; Santos, 2018). Essas intervenções são percebidas positivamente pela comunidade, tanto na melhoria do bem-estar quanto na preservação da identidade cultural, desde que respeitem os modos de vida tradicionais, como se observa na Figura 1. Figura 1: obras para tornar o transporte hidroviário mais organizado Fonte: Revista Nove / Foto de Christian Jauch Contudo, persistem desafios: infraestrutura precária de saneamento, acesso limitado a serviços de saúde, frequência de transporte marítimo irregular, e impacto de pressões externas como a poluição e expansão urbana/tráfego portuário (Demarco et al., 2019; Takasee et al., 2020; Santos, 2022). ECONOMIA LOCAL E MEIOS DE SOBREVIVÊNCIA A pesca artesanal constitui a principal base econômica da Ilha Diana, tanto para consumo próprio quanto para venda ou troca. Observou-se que os moradores mantêm técnicas __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 6 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) tradicionais de pesca, conhecimento do ambiente local (questões de maré, de recursos disponíveis no manguezal, de espécies locais) e dependem fortemente desse meio para sua alimentação. Essa situação se alinha com o que foi descrito em estudos mais amplos sobre culturas pesqueiras no litoral paulista: tais comunidades combinam pesca, extrativismo e, em alguns casos, atividades complementares como turismo comunitário para ampliar renda (Mendonça, 2015). Um exemplo concreto na Ilha Diana é o Projeto “Vida Caiçara” de turismo de base comunitária, que envolve moradores como guias, produtores de alimentos (“saberes e sabores”), ofertando passeios guiados pelos manguezais, gastronomia local e convivência com a natureza. Esse projeto não só gera renda, mas também fortalece a identidade local, o papel de guardiões do ecossistema e da cultura caiçara (DP World Brasil, 2012). RELAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE E EFEITOS Os manguezais, rios e o estuário são partes integrantes do modo de vida local — para pesca, para coleta de mariscos e outros recursos, bem como para a regulação ambiental (proteção contra erosão, habitats de espécies aquáticas). A literatura (Rajab, Farias & Nakayama, 2021) destaca que os moradores percebem tanto o valor dos manguezais quanto as ameaças: poluição, assoreamento, influência de atividades portuárias e descarte de resíduos. O estudo da contaminação de solos da Ilha Diana confirmou que há acúmulo de metais pesados como Cr, Zn, Pb, Cd etc., o que pode indicar influência de fontes industriais ou efluentes associados ao porto ou à ocupação urbana (Demarco et al., 2019). Instituto de Pesquisas Tecnológicas Isso pode ter implicações para a saúde, para a pesca, para a qualidade dos alimentos colhidos ou pescados, bem como para a percepção de risco entre os moradores. ASPECTOS POSITIVOS, RESILIÊNCIA E MANUTENÇÃO CULTURAL Apesar das limitações materiais, observou-se que os moradores demonstram felicidade, orgulho e forte laço afetivo com o espaço de moradia. A celebração religiosa (Bom Jesus da Ilha Diana), a culinária local, o artesanato, a hospitalidade e os saberes tradicionais (sobre pesca, sobre aproveitamento de manguezal, sobre uso comunitário dos espaços) reafirmam a __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 7 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) existência de um capital cultural cujo valor vai além do econômico. Conforme mostra a Figura 2, é possível observar o interior da Capela Bom Jesus da Ilha Diana: Figura 2: Capela Bom Jesus da Ilha Diana Fonte: Autoria própria. Essa resiliência cultural também aparece nos estudos de comunidades tradicionais costeiras, em que a identidade caiçara, por exemplo, é apontada como fator de coesão social, manutenção de tradições culturais e elemento para a resistência frente às pressões externas — urbanização, poluição, regulação muitas vezes autoritária do ambiente marinho (Rajab, Farias & Nakayama, 2021). 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Comparando com estudos de comunidades caiçaras do litoral sul de São Paulo, verificase que muitos dos desafios enfrentados pela Ilha Diana — precariedade no saneamento, impacto ambiental, infraestrutura deficiente — são comuns, mas o que diferencia é a proximidade à __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 8 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) cidade grande de Santos, o que traz potencial de mobilização pública maior, bem como visibilidade para projetos turísticos ou de educação ambiental. Estudos mostram que ações externas, como as de governos, ONGs e patrocínios privados, têm potencial para elevar a qualidade de vida, mas é fundamental que sejam realizadas levando em conta a independência da comunidade, seus costumes tradicionais e saberes locais. Um exemplo disso é a construção de uma nova capela no estilo caiçara, que demonstra como ações culturais e institucionais podem se conectar com a identidade da região. A poluição identificada nos terrenos demanda cuidados imediatos, tanto para o bem-estar da população quanto para a proteção do meio ambiente, indicando que medidas organizadas de prevenção, limpeza e supervisão devem ser integradas aos projetos de crescimento da comunidade. Por fim, o turismo em comunidades se apresenta como uma opção viável para um desenvolvimento que respeita a sustentabilidade, possuindo a capacidade de gerar receita, valorizar tradições culturais e facilitar a interação entre residentes e turistas — contudo, existe a possibilidade de que o turismo se transforme em um produto comercial e desvitalize os costumes locais caso não seja gerido de forma adequada. Essa questão é observada em outras comunidades tradicionais, como evidenciado na pesquisa sobre a pesca artesanal na costa sul de São Paulo (Mendonça, 2015) e no relatório sobre pesca artesanal e conflitos em áreas costeiras e marinhas. Com base nos resultados do estudo, possivelmente se evidencia que a Ilha Diana precisa de ações urgentes e planejadas para melhorar a qualidade de vida de seus moradores. As condições básicas de infraestrutura, como saneamento, tratamento de resíduos e acesso à água potável, são fundamentais para a saúde coletiva e para a preservação ambiental, possibilitando a necessidade de intermediações governamentais e não governamentais que garantem dignidade e sustentabilidade. Além disso, a questão do transporte é um ponto central: a regularidade no serviço de barcos e a melhoria dos atracadouros representam não apenas segurança, mas também maior integração da comunidade com a cidade, facilitando o acesso a serviços e oportunidades. No campo social, o reforço da escola da comunidade e o aumento do apoio à saúde se destacam como ações essenciais, assim como a implementação de iniciativas de educação __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº4 (2025) 9 Ensino Médio (Ciências Exatas, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Sociais) ambiental e sanitária que se relacionem com os conhecimentos tradicionais. Simultaneamente, projetos focados no turismo comunitário podem se firmar como opções de geração de renda e promoção cultural, desde que sejam realizados de maneira colaborativa e em respeito à identidade caiçara. Por fim, a continuidade de estudos sobre a poluição do solo e da água, juntamente com a implementação de normas eficazes para combater a poluição nas áreas portuárias e urbanas, surge como uma abordagem fundamental para assegurar a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade futura da Ilha Diana. 4 CONCLUSÃO Como foi observado aqui nesta pesquisa, a Comunidade da Ilha Diana possui uma riqueza cultural, histórica e ambiental que a distingue como única no território brasileiro. No entanto, sua permanência depende de políticas públicas e iniciativas sociais que assegurem avanços na infraestrutura, saúde e saneamento, preservando simultaneamente sua identidade caiçara. O fortalecimento de práticas já existentes, como o turismo comunitário e eventos culturais, combinado com ações de monitoramento ambiental e conscientização, pode funcionar como um elo entre a preservação das tradições e a busca por melhores condições de vida. Nesse contexto, a ilha simboliza não só um local de resistência cultural, mas também um laboratório ativo de opções sustentáveis que interagem com a conservação ambiental e a justiça social. Percebe-se que as perspectivas para a Ilha Diana dependem da colaboração entre comunidade, governo e sociedade civil, em um esforço conjunto que valorize os conhecimentos locais e evite modelos de desenvolvimento impositivos. O futuro pode ser encorajador caso as melhorias físicas forem acompanhadas de processos participativos que permitam aos moradores expressar suas opiniões e garantir que as mudanças não afetem seu modo de vida. Dessa forma, a Ilha Diana pode se tornar um exemplo de como comunidades tradicionais podem se fortalecer frente a pressões externas, equilibrando tradição e inovação, mantendo sua essência e criando oportunidades para um desenvolvimento sustentável e inclusivo. Por fim, se agradece ao professor Rafael Moreira, por incentivar a pesquisa e o desenvolvimento deste estudo, garantindo que o conhecimento seja uma forma de reflexão do aprender, além de incentivar a busca constante por novas perspectivas, o pensamento crítico e a valorização do saber como ferramenta de transformação pessoal e social.