scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

RELATIONSHIP BETWEEN HEALTH SELF-ANALYSIS AND DEPRESSIVE SYMPTOMS IN ELDERLY USERS OF BASIC HEALTH UNITS: A CROSS-SECTIONAL STUDY

Ribeiro, Samara; Leite, Sarah; Borges, Sheila

Abstract

This cross-sectional study investigated the relationship between selfassessed health and depressive symptoms in 261 older adults attending Basic Health Units. Information was obtained from the Elderly Person's Handbook, the Primary Care Handbook, and the Geriatric Depression Scale (GDS-15). Data were analyzed in SPSS using means, standard deviations, absolute and relative frequencies, and the Spearman Correlation test. It was found that 29.5% (n=77) of the older adults presented depressive symptoms, while self-assessed health was rated as "fair" (n=101; 38.7%) and "good" (n=97; 37.2%). There was a weak, negative correlation between perceived health and depressive symptoms (r=-0.170; p=0.006), which suggests an association between these two variables in the study population.

Full text

__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 511 (Ciências Biológicas e da Saúde) RELAÇÃO ENTRE AUTOANÁLISE DE SAÚDE E SINTOMAS DEPRESSIVOS EM PESSOAS IDOSAS USUÁRIAS DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: ESTUDO TRANSVERSAL RELATIONSHIP BETWEEN HEALTH SELF-ANALYSIS AND DEPRESSIVE SYMPTOMS IN ELDERLY USERS OF BASIC HEALTH UNITS: A CROSS-SECTIONAL STUDY Samara Jordana do Nascimento Ribeiro, Sarah Xavier Leite, Sheila de Melo Borges Universidade Santa Cecília, Faculdade de Fisioterapia, Curso de Fisioterapia E-mail para contato: [email protected] RESUMO - Este estudo transversal investigou a relação entre autoanálise de saúde e sintomas depressivos em 261 pessoas idosas usuárias de Unidades Básicas de Saúde. As informações foram obtidas da Caderneta da Pessoa Idosa, do Caderno de Atenção Básica e da Escala de Depressão Geriátrica (EDG-15). Os dados foram analisados no SPSS, por meio de média, desvio padrão, frequência absoluta e relativa e o teste de Correlação de Spearman. Verificou-se que 29,5% (n=77) dos idosos apresentaram sintomas depressivos, enquanto a autoanálise de saúde concentrou-se em “razoável” (n= 101; 38,7%) e “boa” (n=97; 37,2%). Houve correlação negativa e fraca entre percepção de saúde e sintomas depressivos (r=- 0,170; p=0,006), o que permite concluir que há relação entre essas duas variáveis na população estudada. Palavras-chave: Correlação de Dados; Autorrelato; Saúde; Sintomas Depressivos; Atenção Primária à Saúde. ABSTRACT – This cross-sectional study investigated the relationship between selfassessed health and depressive symptoms in 261 older adults attending Basic Health Units. Information was obtained from the Elderly Person's Handbook, the Primary Care Handbook, and the Geriatric Depression Scale (GDS-15). Data were analyzed in SPSS using means, standard deviations, absolute and relative frequencies, and the Spearman Correlation test. It was found that 29.5% (n=77) of the older adults presented depressive symptoms, while self-assessed health was rated as "fair" (n=101; 38.7%) and "good" (n=97; 37.2%). There was a weak, negative correlation between perceived health and depressive symptoms (r=-0.170; p=0.006), which suggests an association between these two variables in the study population. Keywords: Data Correlation; Self-report; Health; Depressive Symptoms; Primary Health Care. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 512 (Ciências Biológicas e da Saúde) 1 INTRODUÇÃO A Organização Mundial da Saúde (2018) define saúde não apenas como ausência de doenças, mas como um estado completo de bem-estar físico, mental e social. Essa concepção é especialmente relevante na terceira idade, fase marcada por mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais (Usnayo et al., 2020). Nesse contexto, a autoavaliação de saúde, entendida como a percepção subjetiva do indivíduo sobre seu estado de saúde, torna-se um indicador importante do bem-estar geral, baseada em critérios pessoais e sociais (Usnayo et al., 2020; Garrido e Menezes, 2002). Compreender seus fatores associados auxilia no rastreamento e prevenção de doenças e complicações nessa população (Usnayo et al., 2020). O envelhecimento populacional no Brasil tem sido acompanhado pelo aumento das doenças crônicas e transtornos mentais, especialmente os depressivos (Garrido e Menezes, 2002). A depressão, altamente prevalente entre idosos, compromete a qualidade de vida (QV) e pode manifestar-se por tristeza persistente, desesperança e perda de interesse em atividades prazerosas (Santos et al., 2012; Reeves et al., 2011). Esses sintomas não apenas reduzem a QV, mas também agravam condições físicas preexistentes, gerando um ciclo de declínio na saúde (Reeves et al., 2011; Blazer, 2008). A depressão influencia diretamente a forma como idosos percebem sua saúde (Blazer, 2008). Estudos (Hellwig et al., 2016; Usnayo et al., 2020) demonstram maior ocorrência de sintomas depressivos entre aqueles com pior autoavaliação de saúde, evidenciando associação entre esses fatores. Desta forma, compreender essa relação fornece informações relevantes sobre o estado emocional e mental da população idosa. Diante da prevalência e dos impactos negativos da depressão na terceira idade, o objetivo do presente estudo foi investigar a correlação entre autoavaliação de saúde e sintomas depressivos, visto que analisar esta relação pode ajudar na identificação precoce de pessoas idosas em risco e no desenvolvimento de intervenções mais eficazes. Portanto, este estudo justifica-se pela necessidade de aprofundar o conhecimento sobre essa inter-relação, visando aprimorar o cuidado e o suporte à saúde mental da população idosa, sobretudo na Atenção Primária à Saúde (APS), que é a principal porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) (Ministério da Saúde, 2023). __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 513 (Ciências Biológicas e da Saúde) 2 MATERIAIS E MÉTODOS Tratou-se de um estudo analítico, observacional do tipo transversal, que analisou os dados de um projeto temático intitulado “Síndrome da Fragilidade: Identificação e monitoramento de vulnerabilidade em idosos usuários de Unidades Básicas de Saúde no município de Santos/SP". Neste projeto, 305 pessoas idosas foram avaliadas. Entretanto, como o objetivo da atual pesquisa foi investigar a correlação entre autoavaliação de saúde e sintomas depressivos em pessoas idosas, foram retirados todos os participantes que preencheram de forma incompleta os questionários de desfecho; sendo assim, foram subtraídos 40 indivíduos para a avaliação, além de quatro indivíduos com idade menor que 60 anos, totalizando 44 amostras excluídas. Deste modo, foram analisados os dados de 261 pessoas idosas avaliadas pelo projeto temático (Figura 1). Figura 1: Fluxograma da população analisada no presente estudo. Critérios de inclusão: ● Idade igual ou superior a 60 anos; ● Ambos os sexos; ● Ter assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Critérios de exclusão: ● Desistência em participar da pesquisa; ● Preenchimento incompleto dos formulários, especialmente aos questionários de desfecho. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 514 (Ciências Biológicas e da Saúde) Procedimentos Esta pesquisa faz parte de um projeto temático intitulado Síndrome da fragilidade: Identificação e monitoramento de vulnerabilidade em idosos usuários de UBS no município de Santos/SP e tem aprovação no Comitê de Ética e Pesquisa com seres humanos (CEP) da UNISANTA com CAAE 36261214.8.0000.5513 e parecer de número: 828.776, e seguiu todas as recomendações da resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Além disso, pela presença de dados sensíveis, as estudantes assinaram o Termo de Consentimento de Uso de Banco de Dados (TCUD); entretanto, não tiveram acesso a identificação dos nomes dos participantes, pois o recebimento desta variável foi mediante a utilização de códigos. O projeto temático foi realizado entre os anos de 2014 e 2016 com pessoas idosas que, após seus devidos usos de Unidades Básicas de Saúde (UBS) no município de Santos/SP (consulta, orientação, retirada de medicamento, dentre outras condições), foram convidados a participar do estudo e avaliados na própria UBS. Em seguida, receberam por escrito e verbalmente informações detalhadas sobre o estudo e após isso, foi solicitado o preenchimento e assinatura do participante do estudo do TCLE, bem como de seus acompanhantes, em caso de idosos com necessidade de um responsável legal. Após a assinatura do TCLE, estes foram avaliados por meio de um roteiro elaborado para contemplar os objetivos da pesquisa, contendo perguntas e testes que foram realizados por alunos de fisioterapia devidamente treinados e supervisionados pela responsável do projeto. Todos os envolvidos no projeto estavam inscritos no diretório do grupo de pesquisa intitulado “Saúde do idoso” da UNISANTA, registrado no Centro Nacional de Pesquisa (CNPq). Para contemplar os objetivos do presente estudo, as estudantes analisaram dados de um questionário contendo as informações da Caderneta da Pessoa Idosa (Ministério da Saúde, 2007) para caracterização da amostra, incluindo informações como: dados sociodemográficos (sexo, idade, escolaridade, etnia e estado civil), caracterização da saúde (utilização de medicamentos e problemas atuais de saúde) e hábitos de vida, como a prática de atividades físicas. Para avaliação dos sintomas depressivos, foram utilizados os resultados do teste de rastreio recomendado pelo Caderno de Atenção Básica (Ministério da Saúde, 2006), direcionados à saúde da pessoa idosa e a Escala de Depressão Geriátrica (Yesavage et al., 1983), instrumento que avalia mudanças no humor e a alguns sentimentos específicos de sintomas depressivos. Se a pontuação for de 0 a 5, o exame é considerado como normal; de 6 a 10, __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 515 (Ciências Biológicas e da Saúde) considera-se que há indícios de sintomas depressivos leves e, acima de 11 pontos, é compatível com sintomas depressivos severos (Yesavage et al., 1983). Por fim, para avaliação da autopercepção da saúde, foi utilizada uma questão também presente na Caderneta da Pessoa Idosa (Ministério da Saúde, 2007). Metodologia de Análise de Resultados Os dados foram analisados por meio do programa SPSS versão 30.0 para Windows. As variáveis numéricas foram expressas em média e desvio padrão (DP). Já os dados categóricos (nominais e ordinais) foram apresentados em frequência absoluta (n) e relativa (%). Foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov para avaliar a premissa da normalidade dos dados numéricos, que indicou distribuição anormal. Com isso, para análise de correlação, foi utilizado o teste de Coeficiente de Correlação de Spearman para dados numéricos não normais (que não seguiram a curva Gaussiana). Foi considerada correlação entre 0,7 e 0,9 como forte, 0,4 a 0,6 como moderada e de 0,1 e 0,3 como fraca (Dancey e Reidy, 2006). 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Resultados A Tabela 1 apresenta média de idade de 73,25 (DP=7) anos, predominância feminina (n=200; 76,6%), etnia branca (n=171; 65,5%), escolaridade entre 1 a 4 anos (n=112; 42,9%) e maior frequência dos estados civis “casado” (n=110; 42,1%) e “viúvo” (n=98; 37,5%). Tabela 1. Caracterização da amostra (n=261) Variável Média±DP n(%) Idade (em anos) 73,25±7 Sexo Feminino Masculino 200(76,6%) 61(23,4%) Etnia Branca Parda Preta Amarela 171(65,5%) 61(23,4%) 22(8,4%) 4(1,5%) __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 516 (Ciências Biológicas e da Saúde) Indígena 3(1,1%) Escolaridade (em anos) Analfabeto 1 a 4 anos 5 a 8 anos 8 anos ou mais 8(3,1%) 112(42,9%) 68(26,1%) 72(27,6%) Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo Outros 29(11,1%) 110(42,1%) 21(8%) 98(37,5%) 3(1,1%) Legenda: DP: desvio padrão; %: frequência relativa. Em relação à caracterização de saúde e hábitos de vida, os participantes apresentaram uma média de 3 (DP=1,85) problemas de saúde, bem como uma média de 3,83 (DP=2,52) medicamentos utilizados. Além disso, a prática de atividade física está presente na rotina de mais da metade dos participantes (n=158; 60,5%). Tabela 2. Caracterização de saúde e hábitos de vida (n=261) Variável Média±DP n(%) Quantidade de problema de saúde 3±1,85 Quantidade de medicamentos que utiliza 3,83±2,52 Prática de atividade física Sim Não 158(60,5%) 103(39,5%) Legenda: DP: desvio padrão; %: frequência relativa. De acordo com o Gráfico 1, referente à autoanálise de saúde, 101 (38,7%) dos participantes avaliaram sua saúde como razoável, 97 (37,2%) como boa, 27 (10,3%) como muito boa, enquanto as classificações “excelente” e “ruim” foram as menos frequentes (n=18; 6,9%) na amostra. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 517 (Ciências Biológicas e da Saúde) Gráfico 1. Autoanálise do idoso sobre sua saúde (n=261) Legenda: % = frequência relativa. Conforme descrito na Tabela 3, observa-se que 77 (29,5%) dos participantes relataram sentimentos de tristeza ou depressão frequentes. Além disso, a classificação EDG-15 indicou a presença de sintomas depressivos em 64 (24,5%) dos participantes, sendo a maior parte (n=61; 23,4%) classificada com sintomas depressivos leves. Tabela 3. Frequência de sintomas depressivos e classificação da Escala de Depressão Geriátrica (n=261) Variável n(%) Triste ou deprimido com frequência Sim Não 77(29,5%) 184(70,5%) EDG-15 Sem sintomas depressivos Sintomas depressivos leves Sintomas depressivos severos 197(75,5%) 61(23,4%) 3(1,1%) Legenda: EDG-15: Escala de Depressão Geriátrica; %: frequência relativa. A Tabela 4 revela que houve uma correlação negativa e desprezível entre a autoanálise do idoso sobre a sua saúde e o autorrelato de sintomas depressivos (r=-0,170; p=0,006). __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 518 (Ciências Biológicas e da Saúde) Tabela 4. Correlação entre a autoanálise do idoso sobre sua saúde e autorrelato de sintomas depressivos (n=261) Variável Autoanálise de saúde r p-valor Autorrelato de sintomas depressivos -0,170 0,006 Nota: p-valor referente ao teste de coeficiente de correlação de Spearman. Legenda: r: coeficiente de correlação. Discussão No presente estudo, a média de idade dos participantes foi de 73,25 anos, com predomínio do sexo feminino. Esse perfil acompanha a tendência demográfica brasileira, marcada pela feminização do envelhecimento, em que as mulheres apresentam maior expectativa de vida e, consequentemente, predominam entre os idosos (Sobrinho et al., 2024; Gomes e Britto, 2023). Esse fenômeno pode estar relacionado à maior procura por serviços de saúde, adoção de hábitos de vida mais saudáveis e menor exposição a causas externas de mortalidade entre mulheres (Sobrinho et al., 2024). Em relação à saúde, observou-se alta frequência de multimorbidade, com média de três (DP = 1,85) doenças crônicas autorrelatadas. Esse achado é relevante, considerando que a literatura (Oliveira et al., 2021; Trevisan, 2020) aponta associação entre multimorbidade e piores desfechos em saúde mental, incluindo maior risco de sintomas depressivos. No presente estudo, a prevalência de sintomas depressivos foi de 24,5%, superior à reportada por pesquisas nacionais (Sguerri et al., 2019; Mendes-Chiloff et al., 2018), com uma frequência de 13,2% e 14,2%, respectivamente. Tal diferença pode estar relacionada tanto à elevada carga de doenças crônicas da amostra quanto ao predomínio feminino, já que a depressão é mais prevalente entre mulheres (IBGE, 2020). No que se refere à variável de desfecho, identificou-se uma correlação negativa, porém fraca, entre a autoanálise de saúde e sintomas depressivos. Estudos anteriores (Peleg, 2021; Sguerri et al., 2019) também relataram correlação negativa, mas de intensidade moderada. Essa divergência pode ser explicada por fatores metodológicos, como diferenças na forma de mensuração da percepção de saúde (questão única versus escalas mais abrangentes), características sociodemográficas das amostras, além da alta prevalência de multimorbidade no __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº1 (2025) 519 (Ciências Biológicas e da Saúde) presente estudo, que pode ter atenuado a força da correlação observada. Outra hipótese é que a percepção de saúde, mesmo negativa, possa ser relativizada por estratégias de enfrentamento e adaptação entre pessoas idosas, como a prática de atividade física regular, presente em mais da metade da amostra. Este achado pode ter colaborado para reduzir o impacto direto na intensidade dos sintomas depressivos (Gremeaux, 2012). Apesar das contribuições, algumas limitações devem ser consideradas: o delineamento transversal, que não permite estabelecer causalidade; o uso de medidas autorreferidas, sujeitas a vieses de memória; e a avaliação da autoanálise de saúde por apenas uma questão, o que pode não captar toda a complexidade do construto. Ainda assim, o estudo traz implicações importantes para a Atenção Primária, reforçando a necessidade de rastreamento de sintomas depressivos em idosos e apontando direções para pesquisas longitudinais que explorem os fatores mediadores dessa relação. 4 CONCLUSÃO Os dados observados na presente pesquisa permitem concluir, portanto, que houve correlação negativa e fraca entre a autoanálise de saúde e sintomas depressivos nas pessoas idosas avaliadas, de modo que, quanto pior a autoanálise de saúde, maior a ocorrência de sintomas depressivos nesta população. 5 REFERÊNCIAS AGÊNCIA GOV. Expectativa de vida dos brasileiros cresce e chega aos 76,4 anos [Internet]. Agência Gov | Via IBGE; 2024 [Acesso em 2 Set 2025]. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202411/em-2023-expectativa-de-vida-chega-aos-76-4anos-e-supera-patamar-pre-pandemia Blazer DG. How do you feel about...? Health outcomes in late life and self-perceptions of health and well-being. Gerontologist. 2008;48(4):415-22. Dancey CP, Reidy J. Estatística sem matemática: para psicologia usando SPSS para Windows. 3. ed. Porto Alegre: Artmed; 2006. 608 p. Português. FUNDAÇÃO SEADE. População por cor ou raça [Internet]. Fundação Seade; [sem data]