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Vantagem comparativa e especialização no comércio internacional: Brasil e países selecionados

Vieira Filho, José Eustáquio Ribeiro,Ferreira, Zenaide Rodrigues

Abstract

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Vieira Filho, José Eustáquio Ribeiro; Ferreira, Zenaide Rodrigues Working Paper Vantagem comparativa e especialização no comércio internacional: Brasil e países selecionados Texto para Discussão, No. 3017 Provided in Cooperation with: Institute of Applied Economic Research (ipea), Brasília Suggested Citation: Vieira Filho, José Eustáquio Ribeiro; Ferreira, Zenaide Rodrigues (2024) : Vantagem comparativa e especialização no comércio internacional: Brasil e países selecionados, Texto para Discussão, No. 3017, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Brasília, https://doi.org/10.38116/td3017-port This Version is available at: https://hdl.handle.net/10419/300322 Standard-Nutzungsbedingungen: Die Dokumente auf EconStor dürfen zu eigenen wissenschaftlichen Zwecken und zum Privatgebrauch gespeichert und kopiert werden. 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If the documents have been made available under an Open Content Licence (especially Creative Commons Licences), you may exercise further usage rights as specified in the indicated licence. https://creativecommons.org/licenses/by/2.5/br/ 3017 VANTAGEM COMPARATIVA E ESPECIALIZAÇÃO NO COMÉRCIO INTERNACIONAL: BRASIL E PAÍSES SELECIONADOS JOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHOJOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHO ZENAIDE RODRIGUES FERREIRAZENAIDE RODRIGUES FERREIRA 3017 Brasília, junho de 2024 VANTAGEM COMPARATIVA E ESPECIALIZAÇÃO NO COMÉRCIO INTERNACIONAL: BRASIL E PAÍSES SELECIONADOS JOSÉ EUSTÁQUIO RIBEIRO VIEIRA FILHO1 ZENAIDE RODRIGUES FERREIRA2 1. Técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Dirur/Ipea); professor do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas do Ipea; e colunista de economia do canal Agromais TV. E-mail: [email protected]v.br. 2. Pesquisadora associada no Núcleo de Estudos de Economia Agrícola (ne2agro) da Dirur/Ipea; e professora adjunta do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) do Distrito Federal. E-mail: zenaide.r.ferreir[email protected]. Governo Federal Ministério do Planejamento e Orçamento Ministra Simone Nassar Tebet Fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais – possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros – e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos. Presidenta LUCIANA MENDES SANTOS SERVO Diretor de Desenvolvimento Institucional FERNANDO GAIGER SILVEIRA Diretora de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO Diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO Diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais ARISTIDES MONTEIRO NETO Diretora de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura FERNANDA DE NEGRI Diretor de Estudos e Políticas Sociais CARLOS HENRIQUE LEITE CORSEUIL Diretor de Estudos Internacionais FÁBIO VÉRAS SOARES Chefe de Gabinete ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA Coordenadora-Geral de Imprensa e Comunicação Social GISELE AMARAL Ouvidoria: http://www.ipea.gov.br/ouvidoria URL: http://www.ipea.gov.br Texto para Discussão Publicação seriada que divulga resultados de estudos e pesquisas em desenvolvimento pelo Ipea com o objetivo de fomentar o debate e oferecer subsídios à formulação e avaliação de políticas públicas. © Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2024 Vieira Filho, José Eustáquio Ribeiro Vantagem comparativa e especialização no comércio internacional : Brasil e países selecionados / José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, Zenaide Rodrigues Ferreira. – Brasília, DF: Ipea, 2024. 18 p. – (Texto para Discussão ; n. 3017). Inclui Bibliografia. ISSN 1415-4765 1. Agronegócio. 2. Crescimento. 3. Exportações. 4. Subsídios. I. Ferreira, Zenaide Rodrigues. II. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. III. Título. CDD 382.4 Ficha catalográfica elaborada por Elizabeth Ferreira da Silva CRB-7/6844. Como citar: VIEIRA FILHO, José Eustáquio Ribeiro; FERREIRA, Zenaide Rodrigues. Vantagem comparativa e especialização no comércio internacional : Brasil e países selecionados. Brasília, DF : Ipea, jun. 2024.18 p. (Texto para Discussão, n. 3017). DOI: http://dx.doi.org/10.38116/td3017-port JEL: Q17; O13; O24; O5. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/td3017-port As publicações do Ipea estão disponíveis para download gratuito nos formatos PDF (todas) e ePUB (livros e periódicos). Acesse: http://www.ipea.gov.br/portal/publicacoes As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou do Ministério do Planejamento e Orçamento. É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas. SUMÁRIO SINOPSE ABSTRACT 1 INTRODUÇÃO ............................................................................6 2 METODOLOGIA: INDICADORES COMERCIAIS .....................6 3 AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS ..............................................9 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................17 REFERÊNCIAS ............................................................................17 SINOPSE O estudo analisa a especialização de um conjunto de países (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Uruguai) no comércio internacional de 2000 a 2021. Para o comparativo, foram calculados indicadores de vantagem comparativa revelada (VCR), contribuição ao saldo comercial (CSC) e taxa de cobertura. Os resultados mostraram que há liderança em diferentes indicadores para a Argentina, o Brasil e os Estados Unidos. Existem casos individualizados, nos demais países, de produtos que se sobressaem no conjunto da avaliação. No período avaliado, o Brasil conquistou mercado, tornando-se a economia mais competitiva no agronegócio com o passar do tempo. Palavras-chave: agronegócio; crescimento; exportações; subsídios. ABSTRACT This study analyzes the specialization of a group of countries (Argentina, Bolivia, Brazil, Colombia, Ecuador, United States, Guatemala, Mexico, Peru and Uruguay) in international trade from 2000 to 2021. For the comparison, it was calculated indicators of revealed comparative advantage (VCR), contribution to the trade balance (CSC) and coverage rate. The results showed that there is leadership in different indicators for Argentina, Brazil and the United States. There are individual cases, in other countries, of products that stand out in the assessment as a whole. During the period evaluated, Brazil gained market share, becoming a more competitive economy over time in agribusiness. Keywords: agribusiness; growth; exports; subsidies. TEXTO para DISCUSSÃO 6 3017 1 INTRODUÇÃO Este estudo procura avaliar o comércio internacional de vários países com forte base exportadora em produtos agropecuários, tais como Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Uruguai. Todos estes países, conjuntamente, foram considerados a zona de referência para este comparativo internacional. Utilizando estatísticas e informações econômicas de especialização regional, baseadas nos fluxos de comércio, buscou-se calcular os seguintes indicadores: i) vantagem comparativa revelada (VCR), ii) contribuição ao saldo comercial (CSC); e iii) taxa de cobertura (TC). A análise mostra as principais tendências estruturais nas economias estudadas. O período de análise foi de 2000 a 2021, cujas transformações foram relevantes: atentado terrorista nos Estados Unidos, boom das commodities de 2004 a 2008, maior inserção chinesa no comércio mundial, crise financeira de 2008 e pandemia em 2020. Os resultados, além de identificar produtos e setores que tiveram melhor inserção econômica no mercado internacional, mostraram a vantagem comparativa revelada e a contribuição ao saldo comercial dentro deste comparativo. Foi possível comparar o Brasil com os seus principais competidores nas Américas, sinalizando os espaços potenciais de especialização e de crescimento produtivo, identificando, ao mesmo tempo, os setores-chave de cada um destes países. Os resultados brasileiros estão estreitamente relacionados aos investimentos em ciência e tecnologia ao longo das últimas décadas (Fishlow e Vieira Filho, 2020; Vieira Filho, 2022a), o que tem potencializado o aumento da produtividade setorial e sua dinâmica perante o aumento da demanda mundial por alimentos (Vieira Filho, 2022b). Para tanto, são apresentadas quatro seções, incluindo esta breve introdução. A seção 2 descreve a metodologia do cálculo dos indicadores, bem como apresenta os grupos de produtos a serem estudados. A seção 3 apresenta a discussão dos resultados. Por fim, seguem as considerações finais. 2 METODOLOGIA: INDICADORES COMERCIAIS Para analisar a especialização produtiva no comércio internacional de produtos agropecuários, foram calculados indicadores baseados em fluxos comerciais, que permitem mensurar a tendência na especialização produtiva internacional. Foram considerados vários produtos do setor agropecuário. Os indicadores 1 são baseados nos conceitos 1. Para conferir com mais detalhe a metodologia de cálculo dos indicadores, veja Ferreira e Vieira Filho (2023). TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 7 3017 de vantagem comparativa revelada (VCR), contribuição ao saldo da balança comercial (CSC) e taxa de cobertura (TC), propostos por Balassa (1965), Lafay (1990) e Gutman e Miotti (1998). Considerando o fluxo de comércio internacional, dividiu-se a análise nos seguintes subperíodos: • 2000 a 2010 – tem-se o forte crescimento da economia chinesa (que aumenta a demanda por commodities) e a apreciação cambial, em 2005, com forte impacto na inflação dos preços dos bens agrícolas. Em 2008, tem-se a crise financeira internacional. Esta etapa se caracterizou pela alavancagem das exportações do setor agroindustrial em muitos países; e • 2010 a 2021 – representa os anos mais recentes após a crise financeira americana, mas com baixo impacto no crescimento das exportações agropecuárias, num primeiro momento; porém, observa-se uma forte reestruturação da economia mundial devido à crise econômica, assim como da pandemia em 2020. No presente estudo, foram coletados dados da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO)2 referentes ao valor em dólares das exportações argentina e mundial de produtos agropecuários, quais sejam: trigo, milho, açúcar, soja, farelo e óleos vegetais, suco de laranja, café em grão e torrado, algodão, mandioca, cacau, arroz, leite e derivados, bem como carnes bovina, suína e de frango, no período de 2000 a 2021. O indicador de VCR calcula a relação entre a participação de mercado do setor de interesse e a participação da região (país) no total das exportações de uma zona de referência, que pode ser o mundo ou um conjunto de países. Assim, a VCR para uma região em um grupo de produtos pode ser definida da seguinte forma: (1) em que é o valor das exportações do grupo de produtos agropecuários no país ; é o valor das exportações do grupo de produtos agropecuários na zona de referência , dada pelo conjunto de países analisados; é o valor total das exportações no país ; e é o valor total das exportações na zona de referência . O cálculo desse índice fornece uma medida da estrutura relativa das exportações agropecuárias de um determinado país. Quanto maior o valor exportado de um 2. Production: crops and livestock products. Faostat Data, 2022. Disponível em: https://www.fao.org/ faostat/en/#data. TEXTO para DISCUSSÃO 8 3017 determinado grupo de produtos com relação ao valor total exportado, maior será a vantagem comparativa na produção desse setor. Se , o setor ou grupo de produtos apresenta vantagem comparativa revelada; se , o contrário acontece, apresentando desvantagem comparativa revelada (Hidalgo, 1998). O índice definido por Lafay (1990), o qual está baseado no índice de contribuição ao saldo comercial (CSC), leva em consideração as importações. Compara-se o saldo comercial observado com o saldo comercial teórico para o grupo de produtos em questão. Caso o saldo observado seja superior ao teórico, o país apresentará vantagem comparativa revelada na produção do setor analisado. Se o saldo observado for inferior ao teórico, o país apresentará desvantagem comparativa revelada na produção do setor analisado. O índice de CSC é apresentado da seguinte forma: (2) em que é o valor das exportações do grupo de produtos, setor , no país ; é o valor das importações do grupo de produtos agropecuários, setor , no país ; e representa a balança comercial observada do grupo de produtos agropecuários. O último termo entre colchetes, , representa a balança comercial teórica do grupo de produtos agropecuários. Caso , o setor apresenta vantagem comparativa revelada. Caso contrário, se , o setor apresenta desvantagem comparativa revelada. Os resultados desse tipo de mensuração podem indicar a direção da especialização da produção de uma determinada região (ou país), porém, é necessário que se tenha a hipótese de paridade do poder de compra (PPC). A taxa de câmbio do país deve refletir exatamente os preços relativos desse país em relação aos outros. Um desalinhamento do câmbio causa distorção no sistema de preços, o que certamente distorceria conclusões finais (Hidalgo, 1998). Por fim, o indicador referente à taxa de cobertura (TC) foi mensurado para determinar os pontos fortes e fracos das economias analisadas em relação ao setor agroexportador. A taxa de cobertura do setor é definida como: (3) em que representa as exportações e as importações do setor de um determinado país. Constitui ponto forte de um país o setor (ou grupo de produtos) que apresentar simultaneamente vantagem comparativa revelada e taxa de cobertura maior que a unidade. Caso contrário, o setor constituirá um ponto fraco da economia. Pelo estudo comparativo dos pontos fortes e fracos entre diferentes países, é possível identificar os setores ou produtos com melhores oportunidades de inserção comercial (Gutman e Miotti, 1998). TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 15 3017 Para os demais países, o arroz é um ponto fraco. No que tange à mandioca, este é um produto que tem vantagem comparativa revelada no Equador e no Peru, oscilando esta vantagem na Guatemala e no México. Entretanto, no geral, a mandioca foi um produto com baixa comercialização internacional, embora importante nas economias locais. Quanto ao cacau, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru possuem relativa importância, mas nada muito representativo. Por fim, a tabela 4 apresenta o ranking das exportações mundiais dos produtos analisados, para os diferentes países, entre os anos de 2000, 2010 e 2021. Marcou-se na tabela, em cor azul, apenas os produtos e países que ocuparam o primeiro lugar. O Brasil liderou as exportações de açúcar, suco de laranja e café em grão. No que se refere à carne de frango, era segundo colocado em 2000, alcançando a liderança mundial a partir de 2010. Quanto à soja, o Brasil ocupava também a segunda colocação nas exportações, mas, em 2021, tornou-se o principal exportador mundial. Este quadro competitivo é reverso quando se avalia a economia americana. Os Estados Unidos lideraram trigo, milho, algodão, carne bovina e arroz. No caso da soja, é curioso que Brasil e Estados Unidos se rivalizaram na competição regional. No caso brasileiro, o país melhorou na produção de trigo, fortemente influenciada por novas tecnologias de tropicalização dos cultivos, saltando de quadragésimo sexto para décimo nono no período estudado. A produção brasileira de milho também melhorou bastante, saindo de vigésimo segundo para quarto maior exportador mundial. Como mostrado por Alcantara, Vedana e Vieira Filho (2023), a produção brasileira de algodão também experimentou forte avanço, saindo de vigésimo sexto para segundo maior exportador mundial. O Brasil é hoje o segundo maior exportador de carne bovina e o sétimo de carne suína. Os demais produtos, no caso brasileiro, não mostraram grandes transformações. O Brasil também avançou significativamente na produção de arroz, tornando-se o quarto maior exportador mundial desse produto. A Argentina liderou, nas décadas analisadas, as exportações mundiais de farelo e óleos vegetais, com destaque também para as exportações de milho, sendo o segundo maior país exportador. Não obstante, o país tem perdido participação nas exportações mundiais de soja, resultado que se relaciona às suas políticas comerciais, que terminaram por incentivar o processamento da soja vis-à-vis sua exportação em grão. Esse quadro também pode ter influências sobre a sua subida no ranking das exportações de carne bovina. TEXTO para DISCUSSÃO 16 3017 TABELA 4 Ranking das exportações dos produtos por países e anos selecionados País Ano Produtos 1 2 3 4 56789 10 11 12 13 14 15 16 Argentina 2000 4 4 18 3118 100 49 14 10 20 58 22 2 44 – 2010 7217 31899 60 17 11 23 64 9 4 51 – 2021 72 23 5122 135 86 12 724 30 19 87 71 – Bolívia 2000 87 48 34 812 – 36 77 33 59 61 57 61 73 51 28 2010 94 55 46 17 16 – 31 63 113 100 112 84 63 84 56 25 2021 91 45 40 22 13 – 40 105 121 33 130 102 83 92 78 49 Brasil 2000 46 22 1251 1 28 26 966 13 2 33 17 20 2010 18 312 4 1 1 25 4 2 64 8 140 29 32 2021 19 4 1 1 51 1 30 2 2 63 7 14 30 34 Colômbia 2000 95 54 7 64 49 – 2 44 68 46 43 86 109 29 24 24 2010 101 50 14 47 72 – 2 23 67 53 73 90 60 30 28 16 2021 97 56 10 101 37 – 2 19 96 25 76 106 100 43 25 19 Equador 2000 58 21 42 14 46 71 25 31 78 81 83 44 28 43 7 8 2010 85 63 36 79 56 97 23 72 89 114 66 95 73 15 11 6 2021 105 71 31 84 101 116 36 71 92 128 94 111 125 22 17 3 Guatemala 2000 49 30 533 83 17 450 85 39 67 62 33 52 21 49 2010 81 42 3 55 53 28 6 67 69 43 78 49 56 36 24 45 2021 85 61 7 71 54 30 7 64 65 58 85 84 65 109 42 42 México 2000 13 32 22 35 45 112 3 21 18 30 56 11 51 114 32 29 2010 32 16 6 56 44 3 10 26 18 22 51 15 46 41 5 28 2021 31 32 4 63 74 27 14 45 20 10 48 10 72 125 16 57 Peru 2000 60 31 21 57 73 128 11 51 41 144 148 55 144 50 30 43 2010 62 34 20 60 57 137 469 58 147 75 136 147 54 26 11 2021 69 41 30 90 71 145 10 67 52 111 105 146 152 77 18 9 Uruguai 2000 35 69 41 140 165 20 167 165 95 11 19 158 62 57 131 141 2010 26 39 159 7 86 156 169 99 80 10 24 63 44 14 131 143 2021 38 107 159 967 158 109 50 154 8 41 161 68 5 69 145 Estados Unidos 2000 1 1 38 13 2 18 31 1 13 2 1 1 20 9 2010 1 1 19 13 2 17 413922115 9 2021 1 1 43 2 3 4 17 6 1 1 722114 21 Elaboração dos autores. Obs.: 1 = trigo; 2 = milho; 3 = açúcar; 4 = soja; 5 = farelo e óleos vegetais; 6 = suco de laranja; 7 = café em grão; 8 = café torrado; 9 = algodão; 10 = carne bovina; 11 = leite e derivados; 12 = carne suína; 13 = carne de frango; 14 = arroz; 15 = mandioca; e 16 = cacau. No que diz respeito à mandioca, Equador, México e Estados Unidos estão relativamente bem posicionados na produção mundial; porém, nada muito significativo. Na produção de cacau, Equador e Peru figuram entre os dez maiores produtores no mundo no ano de 2021. Embora os Estados Unidos estivessem neste grupo, perderam espaço no último ano para o produto cacau. Cada caso pode ser avaliado individualmente, dependendo do interesse da análise. TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 17 3017 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Foi possível identificar, de forma individual, as vantagens comparativas, os produtos que mais contribuem para o saldo comercial, bem como os setores-chaves de cada um dos países analisados. De forma complementar, incluiu-se os Estados Unidos, para se ter uma maior base de comparação, já que esta economia é forte na produção de produtos agropecuários, que se rivalizam com a produção dos demais países estudados. Os resultados mostraram que há liderança em diferentes indicadores para o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos. Existem casos individualizados, nos demais países, de produtos que se sobressaem no conjunto da avaliação. Para estes, é interessante que cada caso seja avaliado na sua complexidade. No geral, os dados mostram que a Argentina perdeu espaço, com queda da competitividade, em vários produtos agropecuários, mantendo a sua liderança apenas em farelo e óleos vegetais, o que pode ser um resultado das sucessivas crises políticas e econômicas do país. Tanto a Argentina quanto os Estados Unidos são importantes produtores agropecuários, e estes merecem destaque à parte. O Brasil conquistou mercado, tornando-se uma economia mais competitiva com o passar do tempo. Há bastante sinergia dos resultados encontrados com as expectativas do setor agropecuário para cada um dos países. REFERÊNCIAS ALCANTARA, I. R.; VEDANA, R.; VIEIRA FILHO, J. E. R. O caso emblemático da produção de algodão no Brasil de 1974 a 2019.Revista Econômica do Nordeste, v. 54, n. 2, p. 139-155, abr.-jun. 2023. ALVES, E. R. A.; LÍCIO, A. M. A.; CONTINI, E. Perspectivas do Brasil no comércio internacional de lácteos. In: VILELA, D. et al. (Ed.). Pecuária de leite no Brasil: cenários e avanços tecnológicos. Brasília: Embrapa, 2016. AREVALO, J. L. S.; ARRUDA, D. O.; CARVALHO, J. P. Competitividade no comércio internacional do café: um estudo comparativo entre Brasil, Colômbia e Peru. Organizações Rurais e Agroindustriais, v. 18, n. 1, p. 62-78, 2016. BALASSA, B. Trade liberalisation and revealed comparative advantage. Washington: World Bank, 1965. FERREIRA, M. D. P.; VIEIRA FILHO, J. E. R. Inserção no mercado internacional e a produção de carnes no Brasil. 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