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Análise do efeito distributivo da precificação de carbono no Brasil

Pereira Júnior, Amaro Olimpio,Maia, Rodrigo,Mendonça, Mário Jorge,Casaca, Paulo Roberto Santos

Abstract

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Full text

Pereira Júnior, Amaro Olimpio; Maia, Rodrigo; Mendonça, Mário Jorge; Casaca, Paulo Roberto Santos Working Paper Análise do efeito distributivo da precificação de carbono no Brasil Texto para Discussão, No. 3008 Provided in Cooperation with: Institute of Applied Economic Research (ipea), Brasília Suggested Citation: Pereira Júnior, Amaro Olimpio; Maia, Rodrigo; Mendonça, Mário Jorge; Casaca, Paulo Roberto Santos (2024) : Análise do efeito distributivo da precificação de carbono no Brasil, Texto para Discussão, No. 3008, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Brasília, https://doi.org/10.38116/td3008-port This Version is available at: https://hdl.handle.net/10419/300316 Standard-Nutzungsbedingungen: Die Dokumente auf EconStor dürfen zu eigenen wissenschaftlichen Zwecken und zum Privatgebrauch gespeichert und kopiert werden. 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E-mail: [email protected]. 1. Técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Dirur/Ipea). E-mail: [email protected].br. 2. Bolsista do Subprograma de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD) na Dirur/Ipea; e professor adjunto no SKEMA Business School. E-mail: [email protected]. Texto para Discussão Publicação seriada que divulga resultados de estudos e pesquisas em desenvolvimento pelo Ipea com o objetivo de fomentar o debate e oferecer subsídios à formulação e avaliação de políticas públicas. © Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2024 Análise do efeito distributivo da precificação de carbono no Brasil / Amaro Olimpio Pereira Junior ... [et al.]. – Rio de Janeiro: Ipea, 2024. 32 p.: il., gráfs. – (Texto para Discussão ; n. 3008). Inclui Bibliografia. ISSN 1415-4765 1. Distribuição de Renda. 2. Modelos de Equilíbrio Geral Computável. 3. Precificação de Carbono. I. Pereira Junior, Amaro Olimpio. II. Maia, Rodrigo Gomes Távora. III. Mendonça, Mário Jorge. IV. Casaca, Paulo Roberto Santos. V. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. CDD 662.8 Ficha catalográfica elaborada por Elizabeth Ferreira da Silva CRB-7/6844. Como citar: PEREIRA JUNIOR, Amaro Olimpio; MAIA, Rodrigo Gomes Távora; MENDONÇA, Mário Jorge; CASACA, Paulo Roberto Santos. Análise do efeito distributivo da precificação de carbono no Brasil. Rio de Janeiro: Ipea, junho 2024. 32 p. (Texto para Discussão, n. 3008). DOI: http://dx.doi.org/10.38116/td3008-port JEL: C67; D57; C80. As publicações do Ipea estão disponíveis para download gratuito nos formatos PDF (todas) e EPUB (livros e periódicos). Acesse: https://repositorio.ipea.gov.br/. As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou do Ministério do Planejamento e Orçamento. É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas. Governo Federal Ministério do Planejamento e Orçamento Ministra Simone Nassar Tebet Fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais – possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros – e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos. Presidenta LUCIANA MENDES SANTOS SERVO Diretor de Desenvolvimento Institucional FERNANDO GAIGER SILVEIRA Diretora de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO Diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO Diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais ARISTIDES MONTEIRO NETO Diretora de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura FERNANDA DE NEGRI Diretor de Estudos e Políticas Sociais CARLOS HENRIQUE LEITE CORSEUIL Diretor de Estudos Internacionais FÁBIO VÉRAS SOARES Chefe de Gabinete ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA Coordenadora-Geral de Imprensa e Comunicação Social GISELE AMARAL Ouvidoria: http://www.ipea.gov.br/ouvidoria URL: http://www.ipea.gov.br SUMÁRIO SINOPSE ABSTRACT 1 INTRODUÇÃO ...........................................................................6 2 MODELO DE EGC ......................................................................7 3 TRATAMENTO DOS DADOS .....................................................9 3.1 Desagregação do consumo das famílias em classes de renda .........................................................................9 3.2 Emissão de GEEs ......................................................................10 3.3 Alocação das emissões ...........................................................11 4 RESULTADOS .......................................................................... 15 5 CONCLUSÕES .........................................................................16 REFERÊNCIAS ............................................................................17 ANEXO A ....................................................................................19 ANEXO B ....................................................................................24 ANEXO C ....................................................................................25 SINOPSE Este estudo tem como objetivo analisar os efeitos distributivos de uma precificação de carbono no Brasil. O assunto tem ganhado importância com iniciativas como o projeto PMR Brasil e a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), mas as discussões têm se limitado às possíveis perdas de competitividade dos produtos nacionais. Assim, foram analisados cenários construídos a partir de um modelo de equilíbrio geral computável (EGC) para avaliar os impactos de diferentes formas de taxação. Os resultados mostraram que mecanismos que considerem impostos sem distinção entre setores mais ou menos emissores têm impactos menores sobre a distribuição de renda. De qualquer forma, são necessárias medidas de compensação para atenuar, ainda, os efeitos sobre as classes de renda mais baixas. Palavras-chave: distribuição de renda; modelos de equilíbrio geral computável; precificação de carbono. ABSTRACT This study aims to analyze the distributional effects of carbon pricing in Brazil. The subject has gained importance with initiatives such as the PMR Brazil Project and RenovaBio, but discussions have been limited to the possible loss of competitiveness of national products. Thus, scenarios built from a computable general equilibrium model were analyzed to assess the impacts of different forms of taxation. The results showed that mechanisms considering taxes without distinction between more or less emitter sectors have little impact on income distribution. In any case, compensation measures are needed to further mitigate the effects on the lower income classes. Keywords: income distribution; computable general equilibrium models; carbon pricing. TEXTO para DISCUSSÃO 6 3008 1 INTRODUÇÃO As mudanças climáticas têm se tornado uma questão de crescente preocupação global. Em resposta, diversas medidas têm sido propostas, destacando-se o Acordo de Paris, em que as partes se comprometeram a limitar o aquecimento global em 2°C (ou 1,5°C, se possível), comparado com o período pré-industrial (UNFCCC, 2015). Para atingir as metas do referido acordo, alguns países estão planejando, ou considerando, a implementação de taxação ou precificação de carbono para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Algumas críticas, entretanto, são atribuídas aos mecanismos de precificação de carbono, pois estes podem limitar o crescimento econômico, principalmente em nações em desenvolvimento. Também é questionado o efeito distributivo de tais medidas, conforme destacam Grottera, Pereira Junior e Rovere (2015). Quanto ao limite ao cres - cimento, autores como Mercure et al. (2014) argumentam que os investimentos em inovações tecnológicas de baixo carbono podem resultar, na verdade, em um efeito positivo na economia. Outra questão importante é relativa aos efeitos distributivos. As mudanças climáticas e a desigualdade de renda estão intrinsicamente ligadas, conforme destacam Fremstad e Paul (2019). Porém, Metcalf (2019) aponta que uma taxação ou precificação de carbono tem efeitos negativos sobre a distribuição de renda. Por isso, a aceitação pública de tal mecanismo pode ser um grande desafio para os formuladores de políticas ambientais, como mostram Ravigné, Ghersi e Nadaud (2022). Nesse sentido, é necessária a criação de mecanismos de compensação para mitigar os impactos distributivos. Grottera, Pereira Junior e Rovere (2015), por exemplo, propõem medidas de transferência de renda para famílias de baixa renda e a redução de encargos trabalhistas a partir dos recursos arrecadados com a taxação das emissões de GEEs. Os autores mostram resultados positivos em termos de distribuição de renda, no primeiro caso, e maior crescimento econômico, no segundo caso, além, é claro, da redução das emissões de GEEs. Esta é uma discussão que tem ganhado relevância nacionalmente por conta do projeto PMR1 Brasil, que tem por objetivo discutir a conveniência e oportunidade da inclusão da precificação de emissões como instrumento de implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). 1. Sigla que representa a expressão em inglês Partnership for Market Readiness. TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 7 3008 A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em estudo de 2020, mostra as vantagens e as desvantagens de uma precificação de carbono, tomando como base o projeto PMR Brasil e a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), instituída pela Lei n o 13.576/2017 (EPE, 2020). Essa é uma iniciativa bem-sucedida, que define metas nacionais de descarbonização para os distribuidores de combustíveis fósseis, nos termos da Resolução ANP no 791/2019, de 12 de junho de 2019. As metas podem ser comprovadas pelos distribuidores por meio da aquisição de créditos de descarbonização (CBio), que são certificados de produção de biocombustíveis. O estudo da EPE, entretanto, só avalia a competividade de diferentes setores com a introdução da precificação de carbono. Neste trabalho, o objetivo é analisar os efeitos distributivos de tal mecanismo. No estudo de Fremstad e Paul (2019) foi utilizada uma matriz de insumo-produto (MIP) para análise dos impactos na distribuição de renda das famílias. Grottera, Pereira Junior e Rovere (2015), por sua vez, utilizaram uma matriz de contabilidade social (MCS). Neste artigo, optou-se por um modelo de equilíbrio geral computável (EGC), na sua versão estática, a exemplo do utilizado por Ravigné, Ghersi e Nadaud (2022). O restante deste estudo segue a seguinte estrutura: na seção 2, é descrita a formulação do modelo de EGC utilizado. Na seção 3, é mostrado o tratamento dos dados. Na seção 4, os resultados são apresentados e discutidos. Por fim, na seção 5, o estudo é concluído. 2 MODELO DE EGC O modelo de EGC permite representar a estrutura macroeconômica de um país, descrita pelo comportamento de consumidores e produtores, que interagem no mercado. Os consumidores, por um lado, demandam bens e serviços a partir da renda obtida pela oferta dos seus fatores de produção e, assim, maximizam sua utilidade. Os produtores, por outro lado, maximizam seus lucros pela oferta de bens e serviços produzidos a partir do uso de insumos primários e intermediários. Com isso, a demanda dos consumidores e a oferta dos produtores é equilibrada no mercado, a partir de um mecanismo de ajustamento de preços. Os consumidores e produtores pagam impostos e podem receber subsídios ou transferências do governo. Todos os agentes do mercado estão sujeitos às políticas econômicas (fiscais e monetárias) definidas pelo governo. Consumidores e produtores também podem comercializar bens e serviços, ou mesmo seus fatores de produção, com TEXTO para DISCUSSÃO 8 3008 o resto do mundo. Essa estrutura pode ser ilustrada com um fluxo circular de bens, serviços e renda, que pode ser representado também em uma forma matricial, em que são registradas todas as transações na economia. Tal forma de contabilização é conhecida como MCS, que é uma forma expandida da MIP. A MCS contempla os pagamentos feitos e recebidos pelos setores produtivos (agropecuário, industrial etc.), pelos fatores de produção (trabalho, capital e terra) e pelas instituições (famílias, governo, empresas e resto do mundo), conforme ilustra o quadro 1. QUADRO 1 MCS Pagamentos Total Setores Fatores de produção Instituições Receitas Setores Consumo intermediário Demanda final Produção total Fatores de produção Valor adicionado Renda dos fatores de produção Instituições Pagamentos aos fatores de produção Transferências Renda das instituições Insumos totais Gastos com fatores de produção Gastos das instituições Elaboração dos autores. A MCS é o principal dado de entrada do modelo de EGC e é construída com dados da MIP e das Contas Econômicas Integradas (CEIs), ambas publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).2 O modelo de EGC organiza a MCS de forma a equilibrar a matriz, a partir de um conjunto de equações que mostra como os recursos são alocados de forma eficiente, considerando um mecanismo de preços entre setores e agentes e entre instituições domésticas e estrangeiras. O modelo de EGC estático utilizado neste artigo segue a formulação proposta por Hosoe, Gasawa e Hashimoto (2010), considerando cinco setores produtivos (agropecuária, indústria, energia, transportes e serviços), dois fatores de produção (capital e trabalho) e quatro instituições (famílias, governo, investimentos e resto do mundo). 2. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/contas-nacionais.html. TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 15 3008 4 RESULTADOS A análise foi feita considerando uma meta de redução de emissões de GEEs de 10%. Isso representa um impacto de 1% no produto interno bruto (PIB), o que daria um custo de abatimento médio de 36 R$/tCO2e. Assim, considerou-se este valor como uma proxy de um imposto sobre as emissões. Dois cenários foram, então, simulados: i) um imposto sobre emissões de GEEs diferentes, por setor, e proporcional às emissões totais (neste caso, o imposto é maior para o setor agropecuário); e ii) um imposto de 36 R$/tCO2e para todos os setores. O cálculo do impacto foi feito com base na perda de bem-estar de cada classe de renda, medida pela sua função de utilidade, que constitui a escolha do consumidor no modelo de EGC (Hosoe, Gasawa e Hashimoto, 2010). Dessa maneira, foi dado um choque na economia, representado pelo aumento dos impostos com base nas emissões de GEE de cada setor. Assim, para o caso em que a taxação fosse proporcional às emissões, o impacto no bem-estar das famílias é mostrado no gráfico 5. GRÁFICO 5 Caso 1: impacto de uma taxação proporcional por classe de renda (Em %) 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Baixa Média Alta Perda de bem-estar Elaboração dos autores. Nota-se uma perda de bem-estar de mais de 3,5% na classe de renda baixa, diante de menos de 1,5% na classe alta. Isso acontece porque famílias de renda mais baixa gastam proporcionalmente mais com produtos agropecuários, que apresentam maiores TEXTO para DISCUSSÃO 16 3008 níveis de emissão. Portanto, uma taxação feita dessa forma teria um efeito muito negativo na distribuição de renda. Quando o imposto é igual, independentemente do setor, o impacto é mais bem distribuído, como mostra o gráfico 6. GRÁFICO 6 Caso 2: impacto de uma taxação igual por classe de renda (Em %) 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Baixa Média Alta Perda de bem-estar Elaboração dos autores. Ainda assim, nota-se uma regressividade no imposto. Logo, é necessário adotar medidas de compensação, tais como transferência de renda e redução de encargos trabalhistas, conforme proposto por Grottera, Pereira Junior e Rovere (2015). 5 CONCLUSÕES A análise mostrou que uma taxação de carbono não deve distinguir setores para não ter um efeito distributivo negativo. Isso acontece porque as classes de mais baixa renda gastam proporcionalmente mais com produtos agropecuários, que são os maiores emissores de GEEs no Brasil. Uma taxação sem distinção de setores impacta menos, mas ainda tem um efeito maior sobre as classes de renda mais baixas. Assim, independentemente da forma de taxação, é importante que ela venha acompanhada de medidas de compensação. Deve-se ressaltar que, apesar de a utilização de modelos de EGC representar um ganho em relação aos estudos que fazem análise a partir de MIP ou MCS, é necessário TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 17 3008 desenvolver modelos dinâmicos que permitam a utilização de dados híbridos, ou seja, ecológicos e econômicos, e que representem melhor a realidade de países em desenvolvimento, como os modelos pós-keynesianos, que não assumem a hipótese de que os mercados são perfeitamente competitivos. Entre as limitações do estudo, destaca-se que poderia ser utilizado como critério de agregação das classes de renda a similaridade do padrão de consumo, ou seja, a clusterização. Este é um processo complicado, porque exige a construção de uma rotina com os microdados da POF/IBGE, portanto, fica como sugestão para trabalhos futuros. REFERÊNCIAS EPE – EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. Precificação de carbono: riscos e oportunidades para o Brasil. Rio de Janeiro: EPE, 2020. (Nota Técnica, n. EPE/DEA/GAB/014/2020 2-69). FREMSTAD, A.; PAUL, M. The impact of a carbon tax on inequality. Ecological Economics, v. 163, p. 88-97, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ecolecon.2019.04.016. GROTTERA, C.; PEREIRA JUNIOR, A. O.; ROVERE, E. L. la. Impacts of carbon pricing on income inequality in Brazil. Climate and Development, v. 9, n. 1, p. 80-93, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1080/17565529.2015.1067183. HOSOE, N.; GASAWA, K.; HASHIMOTO, H. Textbook of computable general equilibrium modeling: programming and simulations. London: Palgrave Macmillan, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1057/9780230281653. GUILHOTO, J. J. M.; SESSO FILHO, U. A. Estimação da matriz insumo-produto utilizando dados preliminares das Contas Nacionais: aplicação e análise de indicadores econômicos para o Brasil em 2005. Revista Economia e Tecnologia, v. 23, ano 6, p. 53-62, 2010. MERCURE, J. F. et al. Macroeconomic impact of stranded fossil fuel assets. 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TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 19 3008 ANEXO A EQUAÇÕES DE FORMULAÇÃO DO MODELO EGC •Produção doméstica •Consumo do governo •Investimentos TEXTO para DISCUSSÃO 20 3008 •Comércio internacional •Agregação de Armington •Consumo intermediário, exportações e produção total •Condição de equilíbrio TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 21 3008 •Comportamento das famílias •Poupança Em que, : índices dos produtos; : índice dos fatores de produção; : produção total do produto ; : fatores de produção; : preço de demanda do produto ; : preço do fator de produção ; : parâmetro de participação na função de utilidade; : lucro da firma ; : produção total da firma ; : insumo primário utilizado pela firma ; : preço de oferta do produto ; : parâmetro de participação na função de produção; : arâmetro escalar da função de produção; : valor adicionado da firma ; TEXTO para DISCUSSÃO 22 3008 : coeficiente de requisito mínimo de consumo intermediário; : coeficiente de requisito mínimo do valor adicionado do produto ; : preço do valor adicionado da firma ; : preço de demanda intermediária do produto ; : consumo do governo do produto ; : Imposto sobre a renda do produto ; : Alíquota do imposto de renda sobre o produto ; : Poupança do governo; : Percentual do gasto do governo do produto ; : Poupança das famílias; : Poupança externa; : demanda por investimento do produto ; : taxa de câmbio; : percentual de investimento no produto ; : preço de exportação do produto a preço externo; : preço de exportação produto a preço doméstico; : exportação do produto ; : preço de importação do produto a preço externo; : preço de importação do produto a preço doméstico; : importação do produto ; : produto doméstico ; : parâmetro de produtividade produto composto ; TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 23 3008 : parâmetros de participação de função de produção do produto composto; : parâmetro da elasticidade de substituição; : elasticidade de substituição; : parâmetro de produtividade da firma na função de transformação; : parâmetros de participação de função de transformação; : parâmetro da elasticidade de transformação; e : elasticidade de transformação da firma . TEXTO para DISCUSSÃO 24 3008 ANEXO B TABELA B.1 Matriz de contabilidade social (MSC)1 AGP IND ENE TRP SRV CAP LAB IDT TRF HH1 HH2 HH3 GOV INV EXT AGP 0.24 2.13 0.21 0.001 0.22 - - - - 0.24 0.41 0.46 0.001 0.30 1.16 IND 0.93 8.26 0.51 0.31 2.64 - - - - 0.89 2.10 5.30 0.06 6.31 4.28 ENE 0.28 0.98 2.94 0.77 0.88 - - - - 0.08 0.43 1.75 0.001 0.02 0.74 TRP 0.11 1.37 0.33 0.68 1.16 - - - - 0.02 0.13 1.35 0.001 0.04 0.37 SRV 0.40 5.08 0.99 0.84 11.51 - - - - 0.50 2.94 19.07 13.22 1.69 1.69 CAP 2.52 3.94 1.66 1.00 17.69 - - - - - - - - - - LAB 0.50 4.04 0.40 1.14 17.04 - - - - - - - - - - IDT 0.25 2.01 1.01 0.42 2.18 - - - - - - - - - - TRF 0.01 0.14 0.01 0.01 0.03 - - - - - - - - - - HH1 - - - - - 1.30 1.12 - - - - - - - - HH2 - - - - - 4.52 3.90 - - - - - - - - HH3 - - - - - 20.99 18.10 - - - - - - - - GOV - - - - - - - 5.17 0.2 0.29 0.99 4.61 - - - INV - - - - - - - - - 0.4 1.42 6.55 -2.023 - 2.01 EXT 0.27 3.78 0.951 0.53 4.72 - - - - - - - - - - Elaboração dos autores. Nota: 1 Em R$ 100 bilhões de 2015. Obs.: AGP – agropecuário; IND – indústria; ENE – energia; TRP – transporte; SRV – serviços; CAP – capital; LAB – trabalho; IDT – impostos indiretos; TRF – impostos sobre importação; HH1 – famílias da classe de renda 1; HH2 – famílias da classe de renda 2; HH3 – famílias da classe de renda 3; GOV – governo; INV – investimentos; e EXT – resto do mundo. TEXTO para DISCUSSÃO TEXTO para DISCUSSÃO 31 3008 (Continuação) Consumo das famílias por decil Total D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 D8 D9 D10 Aluguel imputado 441.426 15.714 20.941 25.856 28.624 33.534 36.637 43.079 50.827 65.221 120.993 Serviços jurídicos, contabilidade e consultoria 16.923 174 385 375 677 838 900 1.070 1.773 2.681 8.050 Pesquisa e desenvolvimento 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Serviços de arquitetura e engenharia 448 5 10 10 18 22 24 28 47 71 213 Publicidade e outros serviços técnicos 1.716 34 56 86 76 113 110 159 234 250 598 Aluguéis não imobiliários e gestão de ativos de propriedade intelectual 1.454 44 64 81 90 109 119 143 169 217 418 Condomínios e serviços para edifícios 2.390 6 20 20 35 51 67 105 185 408 1.492 Outros serviços administrativos 9.784 398 499 617 680 795 915 1.051 1.228 1.479 2.120 Serviços de vigilância, segurança e investigação 449 18 23 28 31 37 42 48 56 68 97 Serviços coletivos da administração pública 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Serviços de previdência e assistência social 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Educação pública 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Educação privada 122.115 1.664 2.066 3.545 3.519 4.861 6.796 10.371 13.588 23.003 52.701 Saúde pública 00 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Saúde privada 185.721 4.037 6.038 8.065 10.431 11.979 14.016 16.376 21.466 30.966 62.347 Serviços de artes, cultura, esporte e recreação 22.944 490 622 906 945 1.161 1.623 1.957 2.697 3.858 8.684 Organizações patronais, sindicais e outros serviços associativos 32.040 220 364 552 718 932 1.089 1.625 2.520 4.575 19.444 (Continua) TEXTO para DISCUSSÃO 32 3008 (Continuação) Consumo das famílias por decil Total D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 D8 D9 D10 Manutenção de computadores, telefones e objetos domésticos 10.295 281 397 584 677 808 996 1.257 1.366 1.711 2.219 Serviços pessoais 46.045 1.106 1.460 1.882 2.356 2.913 3.486 4.619 5.899 7.917 14.406 Serviços domésticos 71.458 2.910 3.648 4.503 4.967 5.809 6.684 7.677 8.970 10.803 15.487 Elaboração dos autores. Nota: 1 Em R$ bilhões de 2015. Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada EDITORIAL Coordenação Aeromilson Trajano de Mesquita Assistentes da Coordenação Rafael Augusto Ferreira Cardoso Samuel Elias de Souza Supervisão Aline Cristine Torres da Silva Martins Revisão Bruna Neves de Souza da Cruz Bruna Oliveira Ranquine da Rocha Carlos Eduardo Gonçalves de Melo Crislayne Andrade de Araújo Elaine Oliveira Couto Luciana Bastos Dias Rebeca Raimundo Cardoso dos Santos Vivian Barros Volotão Santos Deborah Baldino Marte (estagiária) Maria Eduarda Mendes Laguardia (estagiária) Editoração Aline Cristine Torres da Silva Martins Camila Guimarães Simas Leonardo Simão Lago Alvite Mayara Barros da Mota Capa Aline Cristine Torres da Silva Martins Projeto Gráfico Aline Cristine Torres da Silva Martins The manuscripts in languages other than Portuguese published herein have not been proofread. TEXTO para DISCUSSÃO Missão do Ipea Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas. Missão do Ipea Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas.