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Entre museus, memória, história e patrimônio da ciência no Rio Grande do Sul: conexões a partir da trajetória de Irajá Damiani Pinto (1919–2014)

Wendt, Lucas George

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ENTRE MUSEUS, MEMÓRIA, HISTÓRIA E PATRIMÔNIO DA CIÊNCIA NO RIO GRANDE DO SUL: CONEXÕES A PARTIR DA TRAJETÓRIA DE IRAJÁ DAMIANI PINTO (1919-2014) Lucas George Wendt1 RESUMO: O projeto de dissertação que está em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPGMuspa), intitulado “Entre museus, memória, história e patrimônio da ciência no Rio Grande do Sul: conexões a partir da trajetória de Irajá Damiani Pinto (1919-2014)” é pioneiro no âmbito das pesquisas em história da ciência e museologia a considerar os protagonistas que fundaram grandes áreas de conhecimento na UFRGS. O estudo propõe-se a investigar o legado de Irajá Damiani Pinto, uma figura central e, ainda assim, pouco referida academicamente nos campos da institucionalização das Geociências e desenvolvimento do campo museal no Rio Grande do Sul. Naturalista, paleontólogo, geólogo e professor, Damiani Pinto foi um agente pioneiro na consolidação da ciência no estado, conectando a produção de conhecimento à formação de instituições duradouras e ao patrimônio científico-cultural por meio de coleções e museus. Sua atuação foi decisiva para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi o primeiro graduado em História Natural em 1944 e protagonizou a criação de cursos e órgãos como o Curso de Geologia, o Instituto de Geociências (IGEO) e o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), além de ser um dos protagonistas do Museu de Paleontologia da UFRGS, que leva seu nome. A metodologia adotada para esta investigação é qualitativa e baseia-se na análise documental e bibliográfica, empregando o paradigma indiciário e a micro-história para explorar as nuances da trajetória de Damiani Pinto, focando em suas motivações individuais, escolhas epistemológicas e redes de influência. Além disso, utiliza-se a historiografia bibliométrica para analisar sua produção científica e a análise de conteúdo para examinar documentos e comunicações, identificando padrões e representações. Esta abordagem busca uma representação equilibrada e crítica do agente, evitando idealizações. Embora se trate de um projeto em andamento com dados parciais, os resultados esperados são importantes para preencher lacunas na historiografia da ciência brasileira, especialmente sobre o papel de agentes na construção e consolidação de instituições científicas fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo. A pesquisa aspira a contribuir para a memória da ciência no Rio Grande do Sul, destacando a importância de Damiani Pinto no fortalecimento de instituições científicas e na promoção do patrimônio científico. Visa também valorizar a Paleontologia e as Geociências no Brasil, 1 Mestre em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCIN da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2024). Mestrando em Museologia e Patrimônio pelo Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio - PPGMusPa da UFRGS. Especialista em Comunicação Institucional pela Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul - Fadergs (2021). Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade de Caxias do Sul - UCS (2021). Bacharel em Jornalismo pela Universidade do Vale do Taquari - Univates (2017). Acadêmico de Arquivologia no Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi). evidenciando suas conexões históricas e institucionais, e subsidiar futuras investigações sobre história da ciência, memória e patrimônio científico. Ao evidenciar a relevância de Irajá Damiani Pinto, busca-se sensibilizar a sociedade sobre a importância de preservar e reconhecer o trabalho de cientistas que moldaram o conhecimento e a cultura regional e nacional. PALAVRAS-CHAVE: Irajá Damiani Pinto; Museologia; História da Ciência; Memória da Ciência; Geociências no Rio Grande do Sul. Este trabalho foi aprovado para apresentação no evento, porém não foi apresentado