scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Paradigmas contemporâneos do mapeamento científico sob a ótica da estruturação e mediação do conhecimento

ALMEIDA, JOSIANA FLORÊNCIO VIEIRA RÉGIS DE; Ataíde Dias, Guilherme

Abstract

Resumo: A adequada estruturação do conhecimento científico permite a identificação de paradigmas, desafios e lacunas de uma área do conhecimento. Este artigo apresenta a síntese de uma metodologia para tornar essa estruturação mais eficiente e objetiva com vistas a uma recuperação mais estratégica do usuário final. As categorias descritas na metodologia enfatizam o caminho da mediação do conhecimento científico para estabelecer uma direção durante o processo de construção do conhecimento dos usuários. Esta pesquisa é um recorte sistematizado, resultante de uma tese de doutorado no campo da Organização da Informação e do Conhecimento com a finalidade de contribuir para a Representação do conhecimento científico. A fragmentação do conhecimento e os avanços tecnológicos desafiam os campos científicos a externarem seus paradigmas contemporâneos de uma forma mais clara e objetiva. Dessa forma, dissertamos sobre a estruturação e mediação das perspectivas contemporâneas no contexto das pesquisas científicas para uma área do conhecimento, tendo-se por base o fenômeno DICM (Dados – Informação – Conhecimento – Mensagem) estabelecido por Chaim Zins. Concluímos que as concepções de uma área do conhecimento estão concentradas em três questões: fenômenos, domínio e escopo. A estruturação metodológica ajuda a delimitar essas questões, facilitar o acesso, uso e reúso dos dados, informações e conhecimentos para alavancar o potencial das pesquisas de acordo com os paradigmas contemporâneos encontrados nas produções científicas.

Full text

IV Seminário do Grupo de Pesquisa MHTX – 2021 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | Escola de Ciência da Informação (ECI) PARADIGMAS CONTEMPORÂNEOS DO MAPEAMENTO CIENTÍFICO SOB A ÓTICA DA ESTRUTURAÇÃO E MEDIAÇÃO DO CONHECIMENTO CONTEMPORARY PARADIGMS OF SCIENTIFIC MAPPING FROM THE PERSPECTIVE OF KNOWLEDGE STRUCTURING AND MEDIATION Josiana Florêncio Vieira Régis, UFRN [email protected] Guilherme Ataíde Dias, UFPB [email protected] Resumo: A adequada estruturação do conhecimento científico permite a identificação de paradigmas, desafios e lacunas de uma área do conhecimento. Este artigo apresenta a síntese de uma metodologia para tornar essa estruturação mais eficiente e objetiva com vistas a uma recuperação mais estratégica do usuário final. As categorias descritas na metodologia enfatizam o caminho da mediação do conhecimento científico para estabelecer uma direção durante o processo de construção do conhecimento dos usuários. Esta pesquisa é um recorte sistematizado, resultante de uma tese de doutorado no campo da Organização da Informação e do Conhecimento com a finalidade de contribuir para a Representação do conhecimento científico. A fragmentação do conhecimento e os avanços tecnológicos desafiam os campos científicos a externarem seus paradigmas contemporâneos de uma forma mais clara e objetiva. Dessa forma, dissertamos sobre a estruturação e mediação das perspectivas contemporâneas no contexto das pesquisas científicas para uma área do conhecimento, tendo-se por base o fenômeno DICM (Dados – Informação – Conhecimento – Mensagem) estabelecido por Chaim Zins. Concluímos que as concepções de uma área do conhecimento estão concentradas em três questões: fenômenos, domínio e escopo. A estruturação metodológica ajuda a delimitar essas questões, facilitar o acesso, uso e reúso dos dados, informações e conhecimentos para alavancar o potencial das pesquisas de acordo com os paradigmas contemporâneos encontrados nas produções científicas. Palavras-chave: paradigmas contemporâneos; conhecimento científico; mapeamento científico. Abstract: The proper structuring of scientific knowledge allows the identification of paradigms, challenges, and gaps in a specific knowledge area. This article presents a methodology to make this structuring more efficient and objective focusing on a more strategic retrieval by end user. The categories described in the methodology emphasize the scientific knowledge mediation path to establish a direction during the process of building the users' knowledge base. This research is a systematized clipping, resulting from a doctoral thesis in the field of Information and Knowledge Organization aiming to contribute to the scientific knowledge representation. The fragmentation of knowledge and technological advances challenge scientific fields to externalize their contemporary paradigms in a clearer and more objective way. Thus, we discuss on the structuring and mediation of contemporary perspectives in the scientific research context for an area of knowledge, based on the DICM phenomenon (Data - Information - Knowledge - Message) established by Chaim Zins. We conclude that the conceptions of a knowledge area are concentrated in three questions: phenomena, domain, and scope. The methodological structuring helps to delimit these issues, facilitate the data access, use, and reuse, information, and knowledge to leverage the potential of research according to the contemporary paradigms found in scientific works. Keywords: contemporary paradigms; scientific knowledge; scientific mapping. 1 INTRODUÇÃO Segundo Hjørland (2005), um cientista da informação deve estudar os domínios de conhecimento, quer individual, quer comparativamente. Ser um especialista em informação em uma determinada especialidade não é ser um especialista em assuntos no sentido comum, mas sim ser um especialista em recursos de informação nesse campo com a tarefa de tratar, organizar, disponibilizar e disseminar a informação para os usuários. Para o autor supracitado, os cientistas da informação devem saber quem são os produtores de conhecimento, quem são os atores intermediários, quem são os usuários, e como todos esses agentes, instituições e serviços estão conectados em sistemas sociais. Eles devem saber sobre critérios de relevância e critérios de qualidade para selecionar, indexar e recuperar documentos. A partir da utilização dessas estruturas relacionadas à organização do conhecimento, é possível compreender as perspectivas de crescimento das categorias e suas relações conceituais no âmbito de um campo científico. A tríade constituinte da Ciência da Informação (CI) é formada pelos dados, informações e conhecimentos. Para concretizar a concepção mediadora de um determinado campo científico, torna-se necessário refletir sobre o papel da mensagem quanto à comunicação dessa tríade. Com isso, Zins (2007a) constatou, em seus estudos, que a CI estuda os aspectos mediadores do fenômeno DICM (Dados – Informação – Conhecimento – Mensagem). As categorias e as subcategorias são consideradas ferramentas de sistematização para as concepções mediadoras e as concepções inclusivas da Ciência da Informação. De acordo com os apontamentos sobre a organização do conhecimento registrado, esta pesquisa busca responder ao seguinte questionamento: Como os paradigmas contemporâneos podem ser estruturados e mediados no contexto das pesquisas científicas de uma área do conhecimento, tendo-se por base o fenômeno DICM estabelecido por Chaim Zins? É preciso encontrar uma forma de representá-lo de modo compreensível para viabilizar a comunicação por meio da precisão, relevância, cobertura, transparência e flexibilidade da recuperação da informação. Nesse contexto, a organização e representação do conhecimento científico pode utilizar como base as 10 (dez) categorias centrais do modelo de estruturação do conhecimento elaborado por Zins (2007b), denominado de Knowledge Map of Information Science (KMIS). 2 A ESTRUTURAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NA COMPREENSÃO DOS PARADIGMAS CONTEMPORÂNEOS As universidades enquanto instituições que produzem o conhecimento científico possuem aplicações, paradoxos, teorias, limites e interferências que devem ser coerentes com os objetivos da organização. Estabelecer uma direção para a construção do conhecimento dos usuários é uma das tarefas mais importantes de um profissional da informação. Nesse caso, entra a responsabilidade social das universidades (públicas ou privadas) na obtenção de recursos necessários para a disseminação do conhecimento gerado pelos pesquisadores dessas instituições. Garcia, Almeida Júnior e Valentim (2011, p. 357) salientam que “o conhecimento produzido nas diversas áreas pode ser construído, disseminado e reelaborado, proporcionando ações, serviços e produtos que colaborem para o desenvolvimento da sociedade”. As atividades de ensino, pesquisa e extensão das universidades proporcionam a geração e difusão de conhecimentos entre diversas áreas. O planejamento da dinâmica informacional das atividades está ligado aos processos do DICM . Um dos maiores desafios da universidade é converter e promover o conhecimento científico de forma compreensível para toda a sociedade em geral. Para isso, é justificável obter recursos que otimizem seus resultados e os direcionem aos objetivos e necessidades do usuário final por meio do relacionamento entre a informação e o conhecimento. Conhecimento e informação se interrelacionam. A informação acontece na explicitação de conhecimentos. Ela é o material explicitado com o qual é possível trabalhar para que ocorra a mediação e apropriação da informação, gerando novo conhecimento. Contudo, para que seja de fato uma informação, é necessário que ela se impregne, temporariamente, em um determinado suporte, mas o mais importante é que ela precisa informar, propiciar significados e permitir a assimilação por parte do sujeito cognitivo. Este estabelecerá relações com o conhecimento existente em sua mente gerando “novo” conhecimento (GARCIA; ALMEIDA JÚNIOR; VALENTIM, 2011, p. 355). A informação merece bastante atenção na sua utilidade e relevância, mas é imprescindível saber como mediar essa informação entre os resultados de uma consulta com o usuário. A partir dessa ideia, tem-se a interferência do mediador enquanto agente solucionador de problemas por meio de ações implícitas e explícitas de investigação. Nessa perspectiva, surge a organização e representação do conhecimento, que ajudam o processo de mediação com atividades que geram valor agregado, significações e sentidos aos conteúdos informacionais (ALMEIDA JÚNIOR; SANTOS NETO, 2014). Além dessas questões sobre a mediação da informação, tem-se uma preocupação em diferenciar a interferência e a manipulação do mediador para não gerar conflitos nas necessidades informacionais do usuário. A interferência está ligada a uma colaboração ou intromissão do mediador, enquanto a manipulação refere-se a dominar a informação com seus próprios interesses. Então deve-se priorizar o cuidado na interpretação dos fatos para que haja objetividade e coerência na resolução de problemas informacionais. Para alcançar essa objetividade e coerência na estruturação e representação do conhecimento científico, apresentamos uma síntese da descrição metodológica das categorias centrais. Essa metodologia utiliza a codificação (análise interpretativa) das 10 (dez) categorias centrais que compõem o mapa do conhecimento de Zins (2007b) como base para a iniciação da construção de novas categorias, seguida dos mecanismos de codificação estabelecidos por Strauss e Corbin (2008) – codificação aberta, axial e seletiva – para a construção de uma teoria fundamentada nos dados coletados. As categorias centrais de Zins (2007b) descritas a seguir são provenientes das teorias adjacentes do mapa do conhecimento do autor e das adaptações metodológicas e pragmáticas observadas no campo empírico das pesquisas científicas. O Quadro 1 sintetiza essa descrição: QUADRO 1 – Síntese das categorias centrais CATEGORIA DESCRIÇÃO Fundamentos Engloba os estudos de base filosófica, histórica, epistemológica e metodológica da área investigada. Recursos Enfoca os recursos gerais do conhecimento que são utilizados na produção do conhecimento registrado. Trabalhadores do conhecimento Determina o perfil da comunidade científica. Conteúdos Aborda os tipos e problematizações relacionados ao conteúdo do conhecimento mediado em vários tipos de estruturas. Aplicações Aborda questões relacionadas ao desenvolvimento de recursos projetados para o encontro das necessidades e interesses do usuário. Operações e Processos Inclui as ações (principais processos e operações) envolvidas em mediar a produção do conhecimento. Tecnologias Abrange os instrumentos tecnológicos (linguagens, ferramentas e software) utilizados como meios para o tratamento das informações na execução das Operações e Processos. Ambientes Corresponde a uma perspectiva ambiental mais ampla (macroambiente) do conhecimento registrado. Organizações Refere-se ao ambiente empírico da pesquisa científica. Usuários Exemplifica os usuários potenciais dos recursos vinculados e do conhecimento produzido e registrado. Fonte: elaborado pela autora (2021). Essa contribuição metodológica ajuda a desmistificar e explorar as ideias e linhas de pensamento, além de concatenar as mediações científicas. O mapeamento metodológico destaca a potencialidade das pesquisas realizadas em um aspecto temporal e as lacunas existentes que precisam ser cobertas por futuros usuários e pesquisadores da área do conhecimento. 3 O CAMINHO DA MEDIAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO Ao longo da análise das 10 categorias centrais, percebe-se um intenso processo de mediação entre elas. Cada categoria possui suas características principais, mas sempre alicerçada por outras categorias para subsidiar a mediação do conhecimento científico. A seguir, ilustramos esse processo de mediação (Ver Figura 1). FIGURA 1 – O caminho da mediação do conhecimento científico Fonte: adaptado de Zins (2007b). Os mediadores do conhecimento científico são atribuídos aos trabalhadores do conhecimento, ambientes, organizações, tecnologias, operações e processos, aplicações e conteúdos. Todos eles têm o objetivo de alcançar o usuário potencial, indivíduo a quem se destina o conhecimento aplicado. Já os fundamentos e recursos direcionam o processo de mediação para os seus interlocutores. Com efeito, a realização material resultante de um pensamento sintético e da esquematização pressupõe uma visão sobre elementos numerosos que implica um espaço rico em dimensões. O reconhecimento do processo DICM depende em grande parte dos modos de compreensão do pesquisador e analista da informação. A experiência realista configura e representa os aspectos fenomenológicos do espírito científico moderno. A crescente pluralidade dos fenômenos observados no conhecimento científico determina a dependência ou independência entre eles. A probabilidade de mediação entre os fenômenos ocorre no momento da materialização e da relevância exposta no conjunto de elementos organizados e sistematizados. É plausível que exista uma complexidade na compreensão e significado das experiências científicas. Por isso, a verificação mais precisa depende da visão dimensional do investigador, tendo em vista a sua trajetória e os pensamentos fundamentais para desdobrar um determinado domínio científico. As relações entre os objetos são repercutidas em uma realidade que tem como base a concretização de pensamentos teóricos e aplicados, reduzindo a ambiguidade de interpretações. A coerência das mediações justifica a totalidade de experiências no desenvolvimento científico do conhecimento. Os agrupamentos dão lugar a uma objetivação do domínio, mesmo que isso cause polêmicas e reflexões acerca das observações científicas. Toda investigação científica possui conhecimentos incompletos, nos quais encontramos os mesmos caracteres de: extensão, inferência, indução, generalização, complemento, síntese, totalidade; sendo todos eles substitutos da ideia de novidade que, por sua vez, é considerada profunda, porque não é a novidade de uma descoberta, mas sim a novidade de um método (BACHELARD, 2008). Os fundamentos acadêmicos, as aplicações e os impactos culturais encontrados no cenário científico contribuem para um contínuo processo de desconstrução e reconstrução, mediado por uma mudança nos padrões que representam o estado da arte do objeto em estudo. As articulações inter e transdisciplinar de uma área sobrepõem-se à formulação de questões e variações de acordo com a sua evolução (OLIVEIRA, 2008). O mapeamento científico de uma área flexibiliza a apresentação de termos novos e potencializa a transposição de suas características por meio da religação de saberes. A participação de um coletivo pensante nos níveis de realidade nos mostra uma abertura para promover ligações e unificações que podem ser decisivas para a criação e utilização de recursos informacionais. Podemos chamar o mapeamento como uma espécie de geoprocessamento. Nesse sentido, Jota (2008, p. 136) relata que “no geoprocessamento, espera-se que dos dados tratados, depurados e armazenados, possa-se extrair e transformar a informação, gerando conhecimento novo a partir da percepção e intenção do usuário”. A atualização e o acesso aos dados em tempo real requerem uma técnica de realimentação do recurso com a intervenção humana que demanda ações corretivas durante o processo. Esse mapeamento pode se transformar em uma ferramenta digital e utilitária, tendo em vista as funções de acesso e uso da informação e do conhecimento. A metodologia utilizada para a sistematização e o mapeamento pode ser transponível, adaptável e aplicável em diversas áreas do conhecimento. Vale ressaltar que todo esse processamento depende da entrada, comparação, correção, desvio e resposta real dos componentes projetados em um sistema realimentado. O espírito científico alocado na modernidade dos fatos transita entre a fragmentação do conhecimento e as dimensões tecnológicas. Torna-se necessária a representação de um futuro significativo, satisfatório e coerente, principalmente na comunicação digital. A rapidez de respostas e de ações passa a ser elemento-chave na sociedade com a valorização da forma estabelecida ao conteúdo. A centralidade do novo paradigma tecnológico engloba a informação e o conhecimento como elementos centrais e revolucionários marcados pela interatividade nas estratégias de difusão da realidade (AUN, 2008). Em um sistema de mapeamento científico, por exemplo, as correntes de experiência revelam o estado da arte de uma área ou domínio que podem produzir significado por meio de regras e premissas comuns localizadas em um determinado campo científico. Nesse sentido, a construção do conhecimento possibilita a geração de novos conhecimentos e ideias de aprendizagem para facilitar a tomada de decisão do usuário. Para isso, o usuário necessita de um comportamento adaptativo orientado para objetivos. Ao lembrar que o conhecimento está em constante mutação, o mapeamento torna-se um instrumento relevante, pois apresenta uma flexibilidade na adaptação de novas estruturas decisórias de codificação (CHOO, 2006). Os processos de interpretação, relacionamento, interação, transformação e análise (codificação) da informação são elementos desafiadores na organização do conhecimento. Esses elementos possuem abordagens e comparações científicas que simplificam o entendimento do contexto e o uso da informação e do conhecimento. Dessa forma, precisamos encurtar o caminho entre a realidade explicada e o pensamento aplicado. 4 CONCLUSÕES A metodologia proposta neste artigo valoriza os aspectos centrais do conhecimento científico registrado nas investigações científicas e aumenta o poder de inferência e recuperação do usuário. As categorias e subcategorias facilitam a localização de informações estratégicas e diretamente ligadas na solução de uma lacuna do usuário. Além disso, permitem a construção de novas ideias e ações a partir da recuperação e entendimento das linhas de pesquisa, linhas de pensamento e estratégias desenvolvidas no âmbito do conhecimento registrado. Dentro dessa perspectiva metodológica, temos o agir analítico como um processo de descobertas durante a produção do saber. A articulação mental busca procedimentos demonstrativos que auxiliem a mediação do conhecimento científico. A criatividade e as experiências transdisciplinares possibilitam a modelagem e o mapeamento dos fenômenos. O coletivismo metodológico utilizado e expressado na codificação das categorias exige um caráter complementar de padrões gerais de domínios para que haja uma melhor representação do conhecimento. Nesse sentido, explora-se o fenômeno DICM, sempre usando o conhecimento universal e objetivo registrado nas publicações referentes ao domínio universal da área que está sendo sistematizada e estudada. Ao longo desta pesquisa, verificamos que o fenômeno DICM é composto por concepções mediadoras e concepções inclusivas (ZINS, 2007b). Nessa sistematização, apresentamos o respeito pelo fenômeno remetente-destinatário para explorar conteúdos e direcioná-los para os seus consumidores. Os blocos de construção representados pelos fenômenos incluem abordagens sociológicas, culturais, tecnológicas, cognitivas, físicas e biológicas. Concluímos que as concepções de uma área do conhecimento estão concentradas em três questões: fenômenos, domínio e escopo. Dessa forma, a estruturação metodológica ajuda a delimitar essas questões, facilitar o acesso, uso e reúso dos dados, informações e conhecimentos para alavancar o potencial das pesquisas de acordo com os paradigmas contemporâneos encontrados nas produções científicas. Esclarecemos que os aprofundamentos teóricos e aplicados referentes à metodologia proposta encontram-se na tese de doutorado (ALMEIDA, 2021). REFERÊNCIAS ALMEIDA, Josiana Florêncio Vieira Régis de. Contribuição metodológica para estruturação e mediação do conhecimento científico em Ciência da Informação. 2021. 287 f. Tese (Doutorado em Gestão e Organização do conhecimento) - Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2021. AUN, Marta Pinheiro. Informação, tecnologia ou ciência? In: PAULA, João Antônio de. A transdisciplinaridade e os desafios contemporâneos. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. BACHELARD, Gaston. O novo espírito científico. Lisboa: Edições 70, 2008. ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de; SANTOS NETO, João Arlindo dos. Mediação da informação e a organização do conhecimento: interrelações. Inf. Inf., Londrina, v. 19, n. 2, p. 98-116, maio/ago. 2014. CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 2. ed. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2006. GARCIA, Cristiane Luiza Salazar; ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de; VALENTIM, Marta Lígia Pomim. O papel da mediação da informação nas universidades. Revista EDICIC, [s. l.], v. 1, n. 2, p. 351-359, 2011. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/115176. Acesso em: 12 mar. 2019. HJØRLAND, Birger. Empiricism, rationalism and positivism in library and information science. Journal of Documentation, [s. l.], v. 61, n. 1, p. 130-155, 2005. JOTA, Fábio Gonçalves. Imperfeições das medidas. In: PAULA, João Antônio de. A transdisciplinaridade e os desafios contemporâneos. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. OLIVEIRA, Alfredo Gontijo de. Complementaridade e transdisciplinaridade. In: PAULA, João Antônio de. A transdisciplinaridade e os desafios contemporâneos. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. STRAUSS, Anselm; CORBIN, Juliet. Pesquisa qualitativa: técnicas e procedimentos para o desenvolvimento de teoria fundamentada. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. 288 p. ZINS, C. Conceptual approaches for defining 'data', 'information', and 'knowledge'. Journal of the American Society for Information Science and Technology, [s. l.], v. 58, n. 4, p. 479-493, 2007a. ZINS, C. Knowledge map of Information Science. Journal of the American Society for Information Science and Technology, [s. l.], v. 58, n. 4, p. 526-535, 2007b.