Projetos integradores do curso de fonoaudiologia 2018.2
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ORGANIZADORES ANNACARLA CARVALHO DE LIMA VICTOR COSTA ALVES MEDEIROS VIEIRA CONSELHO EDITORIAL CHIRLENE SANTOS DA CUNHA MOURA EVA CAROLINA FONSECA DE REZENDE CRUZ KARLA CYBELLE BEZERRA CAVALCANTI ALCOFORADO LARISSA NADJARA ALVES ALMEIDA MARIA EDVANY DE MELO PEREIRA PRODUÇÃO EDITORIAL NÚCLEO DE PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS (NPI) COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO FILIPE CARVALHO DE ALMEIDA DIAGRAMAÇÃO RAIFF PIMENTEL FÉLIX ALMEIDA P962 Projetos integradores do curso de fonoaudiologia 2018.2 / Organização: Annacarla Carvalho de Lima, Victor Costa Alves Medeiros Vieira. Unipê: João Pessoa, 2018. 45 p. ISBN 978-85-87868-76-3 1. Produção Acadêmica. 2. Saúde. 3. Fonoaudiologia. I. Título. UNIPÊ / BC CDU 612.78 Bibliotecária: Eurileide Araújo da Silva - CRB 15/666 DOI: 10.5281/zenodo.17963953
Apresentação O desenvolvimento de projetos integradores no âmbito dos cursos do UNIPÊ tem como finalidade promover a aprendizagem do discente de forma interdisciplinar e inovadora, permitindo que o estudante amplie sua capacidade para relacionar, selecionar, organizar, priorizar, analisar e sintetizar temas e abordagens relevantes à sua formação pessoal, profissional e cidadã, tendo em vista romper com a compartimentalização do conhecimento e partir para uma compreensão da totalidade. As atividades do Projeto Integrador acontecem fora do espaço de sala de aula, por meio de articulação entre teoria e prática, em cenários de aprendizagem práticos, internos ou externos à Instituição com trabalho efetivo, processual e autônomo do discente, conforme seus interesses de aprendizagem. Em cada período letivo, um projeto integrador é realizado envolvendo todas as unidades curriculares por meio de uma temática central, o que favorece uma dinâmica curricular mais reflexiva e globalizante entre as diferentes áreas de conhecimento, permitindo compreendê-las de forma interdependente e fundamentais para a aquisição do perfil profissional e humano que se almeja. Dessa forma, as temáticas abordadas são as seguintes: P1: Determinantes Sociais em Saúde; P2: Atenção à Saúde: do individual ao coletivo; P3: Direitos Humanos em Saúde; P4: Sustentabilidade e Fonoaudiologia; P5: Tecnologia em Fonoaudiologia; P6: Evidências Científicas em Fonoaudiologia: desvendando o universo da pesquisa.
Sumário 07 09 11 13 15 17 19 21 23 25 DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE DO GRUPO ALCOOLICOS ANÔNIMOS UNIÃO/PARAÍBA P1 - Primeiro Período P2 - Segundo Período P3 - Terceiro Período DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE DO GRUPO CRIANÇAS COM CÂNCER UMA BREVE ANÁLISE DO PROCESSO DE REABILITAÇÃO DOS DEPENDENTES QUÍMICOS DA VILA RESGATANDO VIDA SAÚDE DO IDOSO CUIDADOS DA SAÚDE MENTAL PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES DIREITO A SAÚDE DAS PESSOAS COM AUTISMO DIREITO A SAÚDE DA PESSOA COM MICROCEFALIA DIREITOS HUMANOS EM SAÚDE DOS SURDOS DIREITOS HUMANOS EM SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL
27 29 30 32 33 35 36 38 39 41 42 43 44 P4 - Quarto Período P5 - Quinto Período P6 - Sexto Período SUSTENTABILIDADE: A PERSPECTIVA MACROSCÓPICA DA PREGA VOCAL E SUA APLICAÇÃO CLÍNICA E ACADÊMICA ALTO MAR SUSTENTÁVEL INSTRUMENTO AVALIATIVO AUDIOLÓGICO A PARTIR DE MATERIAIS RECICLÁVEIS PROJETO DO APLICATIVO MOTRIX FACIAL DESENVOLVIDO NO PROJETO INTEGRADOR DO UNIPÊ: SOFTWARE EM MOTRICIDADE OROFACIAL PROJETO INTEGRADOR FONOAUDIOLOGIA E TECNOLOGIA: FONODOMAIN TECNOLOGIA EM FONOAUDIOLOGIA: REABILITAÇÃO VESTIBULAR PROJETO INTEGRADOR FONOAUDIOLOGIA E TECNOLOGIA: PTAVOICE ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA NA PROMOÇÃO E PREVENÇÃO NA SAÚDE AUDITIVA DO TRABALHADOR PACIENTES QUEIMADOS DE CABEÇA E PESCOÇO: UM VASTO CAMPO PARA ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA A ÉTICA DA FONOAUDIOLOGIA NO INSTAGRAM A FONOAUDIOLOGIA NAS MÍDIAS SOCIAIS: NOTÍCIAS QUE DIVULGAM A PROFISSÃO EMISSÕES OTOACÚSTICAS EM TRABALHADORES EXPOSTOS À RUÍDO ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA
7 DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE DO GRUPO ALCOOLICOS ANÔNIMOS UNIÃO/PARAÍBA Allan Eduardo Santana de Almeida Barbosa¹, Ana Paula LiraTavares Lambrecht¹, Eva Carolina Fonsecade Rezende Cruz², Jessica Ingrid Soares Almeida¹, Sara Júlia Reis de Freitas Torres¹, Yalla Lallesca Barnosa da Silva¹ ¹Acadêmicos do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), ² Fonoaudióloga e docente do Curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: Estima-se que cerca de 10% da população brasileira, seja dependente do álcool, enquanto um número bem maior de pessoas, enfrentam problemas relacionados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, como acidentes de trânsito, situações diversas de violência, perda de emprego e etc. É relevante dizer que o alcoolismo não se trata apenas de um vício e sim de um problema grave de saúde no Brasil, como na maioria dos outros países. Muitos o enxergam como uma porta de entrada para outros vícios, no entanto, existem pessoas que acreditam que o consumo exacerbado de bebidas alcoólicas está ligado a um meio de diversão ou a um meio de fuga do mundo real, mas sabe-se que na verdade isto é uma ideia contrária ao real “contexto” referente ao alcoolismo, assim como foi citado acima, quando o consumo de álcool torna-se um vício, passa a ser um grave problema de saúde. Objetivo: Estudar os determinantes sociais de saúde do Grupo Alcoólicos Anônimos União. Método: Foi realizada uma visita técnica a comunidade dos AA situada no bairro do Geisel; e também aplicamos um questionário com perguntas elaboradas para obter os determinantes sócias do grupo. Resultados: Detectamos que os membros tinham acesso à saúde de forma tranquila, porém só quando apresentava algum problema de saúde, esse acesso se dava através das Unidades de Saúde da Família e também de atenção de alta complexidade. Apresentavam relatos de já terem sido afetados por doenças provenientes do alcoolismo, como gastrite, cirrose hepática, demência e rouquidão. Em relação ao questionamento do motivo pelo qual os membros do grupo AA União, entraram no alcoolismo, houve relatos de que começaram progressivamente e também para vencer a timidez em convivência com a sociedade. No grupo estudado, os membros pertenciam à classe média e alta da sociedade, moravam com esposa e filhos e possuíam trabalho remunerado. Participavam de atividades sociais de lazer e alguns relataram que praticavam atividades físicas como musculação e caminhada. Na questão emocional, 99 % relata que sua vida teve consequências emocionais tanto pessoais como social, dentre elas: Violência e Acidentes. Conclusão: O alcoolismo é uma
8 doença que prejudica todas as áreas que fazem parte da vida do alcoólatra, desorientando a vida da pessoa, prejudicando as relações familiares, o trabalho e a vida social em geral O estudo proporcionou observar os problemas enfrentados pelos alcoolistas relacionados ao enfrentamento da doença física e social, já que enfrentar o alcoolismo é uma tarefa complexa tanto para o doente quanto para os indivíduos presentes em seu meio. Descritores: Alcoólatras. Álcool. Alcoolismo. Alcoólicos. Anônimos. REFERÊNCIAS BUSS, Paulo Marchiori; PELLEGRINI FILHO, Alberto. A saúde e seus determinantes sociais. Disponível em:< http://renastonline.ensp.fiocruz.br/temas/determinantes-sociais-saude>. Acesso: em 09de Outubro de 2018. CARRAPATO, Pedro; CORREIA, Pedro; GARCIA; Bruno. Determinante da saúde no Brasil: a procura da equidade da saúde.Disponível em:< https://scielosp.org/article/sausoc/2017. v26n3/676-689/pt/>Acesso: 09 de Outubro de 2018. CRUZ. Luiz. Álcool é o combustível da violência.Disponível em: < http://www.alcoolismo. com.br/alcool-e-o-combustivel-da-violencia>Acesso: 09 de Outubro de 2018. LARANJEIRA, Ronaldo; PINSKY, Ilana. O Alcoolismo, 9 ed. São Paulo: Contexto, 2012. PORTUGAL, Associação. Demência Alcoólica. Disponível em: <http://alzheimerportugal. org/pt/text-0-9-39-38-demencia-alcoolica>Acesso: 09 de Outubro de 2018. POSSIK, Rafael. Gastrite. Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/ gastrite-3 >Acesso: 09 de Outubro de 2018. PINHEIRO, Pedro. Cirrose HepáticaSintomas, Causas e Tratamento. Disponível em: < https://www.mdsaude.com/2009/07/cirrose-hepatica.html> Acesso: 09 de Outubro de 2018. XAVIER,Gruffat.Rouquidão. Disponível em: < https://www.criasaude.com.br/N8729/ doencas/rouquidao.html>. Acesso: 09 de Outubro de 2018.
9 DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE DO GRUPO CRIANÇAS COM CÂNCER Ana Vitoria Gomes da Silva¹, Beatriz Vidal de Lucena¹, Brenda Dayanne da Luz¹, Rafael Bandeira Saraiva¹, Soraya Vicente dos Santos¹, Eva Carolina Fonseca de Rezende Cruz2 ¹Acadêmicos do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2 Docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: O câncer infantil é, muitas vezes, o resultado de alterações no DNA das células que ocorrem muito cedo na vida, às vezes até antes do nascimento. Com algumas exceções, os cânceres infantis tendem a responder melhor a tratamentos como a quimioterapia. O organismo de uma criança também tende a lidar melhor com a quimioterapia do que o organismo de um adulto. Entretanto, os tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, podem provocar efeitos colaterais a longo prazo, de modo que as crianças podem precisar de uma atenção especial para o resto da vida. O ideal é que a criança possa ser tratada em centros especializados de atendimento infantil. A grande vantagem desses centros é terem equipes de profissionais que conhecem as necessidades específicas das crianças e adolescentes com câncer. Estas equipes geralmente incluem oncologistas pediátricos, cirurgiões, radioterapeutas, patologistas, enfermeiros pediátricos, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e fisioterapeutas. Sempre que uma criança é diagnosticada com câncer, ela afeta cada membro da família e quase todos os aspectos da vida da família. Objetivo: Compreender os determinantes sociais das crianças com câncer. Métodos: A equipe foi direcionada a fazer a visita na casa da criança com câncer, onde são acolhidas 149 crianças em tratamento ao câncer, residentes em cidades do interior da Paraíba. Elas saem do interior e são enviadas para uma cidade maior, mais próxima de sua moradia, para fazer os exames necessários, logo após quando é diagnosticada são enviadas para capital para fazer o tratamento necessário, as crianças só dão entrada na casa da criança quando já estão diagnosticadas com a doença. A casa da criança conta 149 crianças cadastradas e esse valor é multiplicado por dois, pois conta-se com seus respectivos acompanhantes, possuem 40 leitos, pois muitas crianças dormem na dependência da casa, as mães e as crianças recebem Seis refeições diárias, produtos de higiene pessoal, roupa de cama e banho, algumas medicações, transporte em João Pessoa, para serem levados ao hospital Napoleão Laureano e as mães ainda contam com uma cesta básica por mês oferecida pela casa da criança. Resultados: As crianças que tem o apoio da casa da criança conta com acompanhamentos de serviço social, odontologia, psicologia, pedagógico (atividades escolares, contadores de história). As crianças recebem
16 e aptidões adquiridas durante o tratamento. O tratamento é realizado por uma equipe multiprofissional com psicólogo, médico, enfermeiro, farmacêutico, técnico de enfermagem, músico, artesão, terapeuta ocupacional, nutricionista. Com isso os atendimentos no CAPS tornam-se essenciais para estas pessoas que precisam de tratamento, e é perceptível que com este tratamento o paciente vai evoluindo. Conclusão: O Projeto Integrador é realizado para nos inserir em meios sociais, com isso abordamos a Saúde Mental. Então, foi visto que a recuperação mental dos indivíduos tem um processo grupal e cooperativo, onde é essencial a presença de uma equipe multiprofissional para que os mesmos tenham todo o seu tratamento. O projeto tem como caráter explorar os conhecimentos dos alunos com pesquisas, na qual busca medidas para práticas sociais no âmbito da saúde. Descritores: Saúde Mental. SUS. Terapia. REFERÊNCIAS ONOCKO-CAMPOS, R.T; FURTADO, J.P. Entre a saúde coletiva e a saúde mental: um instrumental metodológico para avaliação da rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(5):1053-1062, mai, 2006
17 P2 PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES Catarine Ferreira Aciole de Lima1, Izadora Barbosa de Oliveira1, Milena Karla da Silva Santos1, Saryanne Alves Fernandes da Costa1, Eva Carolina Fonseca de Rezende Cruz2 ¹ Acadêmicos do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2 Docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: As práticas integrativas e complementares (PICS) são medidas de saúde que tem como objetivo o cuidado integral do paciente, explorando a relação do mesmo com o ambiente e visando despertar o auto conhecimento e o auto cuidado na pessoa que é adepta de alguma prática visto que algumas práticas, como yoga e meditação, podem ser inseridas no cotidiano. Também aparece como alternativa não medicamentosa em contraposição ao modelo biomédico, que é o que mais se sobrepõe atualmente. Objetivo: Conhecer e apresentar as práticas integrativas e complementares do Sistema Único de Saúde (SUS) e sua aplicabilidade na prática. Método: Para conhecermos melhor como funcionavam tais práticas, inicialmente fomos à Secretaria de Saúde de João Pessoa, onde fomos recepcionadas pela responsável pela gestão da área de Práticas Integrativas e Complementares. A partir da entrevista que fizemos com ela, pudemos avaliar o ponto de vista da gestão e fomos encaminhadas por ela para os centros de prática. Com isso, visitamos o CPICS – Canto da Harmonia (Centro de Práticas Integrativas e Complementares do Valentina), onde são ofertadas pelo SUS diversas terapias por pessoas formadas em alguma área da saúde (exceto as áreas que precisam de profissionais específicos como a homeopatia e a fitoterapia). Essas terapias podem ser feitas em grupo ou de forma individual, oferecendo a cada paciente uma alternativa adequada para a diminuição dos sintomas que lhe afetam. Resultados: Para nós, durante a visita ao CPICS, foi ofertada uma prática de meditação em grupo para podermos conhecer um pouco mais sobre como funcionava essa prática, e uma das visitantes também pode conhecer como funcionava a reflexologia podal, que é uma prática que consiste em estimular certas partes do corpo a partir de alguns pontos dos pés. Conclusão: Depois de conhecermos todo o método concluímos que, as práticas integrativas tem um resultado eficiente e acolhedor para os pacientes que optam por tentar de uma maneira diferente, inspirada numa cultura medicinal diferente do habitual modelo biomédico existente, de melhorar seus sintomas e sua qualidade de vida buscando se conhecer melhor. Pudemos conhecer melhor como as PICS funcionam e, com isso, como futuras fonoaudiólogas, podemos nos especializar na área e/ou
18 encaminhar nossos pacientes para fazer os tratamentos ofertados nos centros de práticas integrativas e complementares (CPICS). Descritores: Terapias complementares. Meditação. Sistema Único de Saúde. REFERÊNCIAS http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_pic.php http://www.joaopessoa.pb.gov.br/secretarias/saude/praticas-integrativas-ecomplementares-pics http://www.joaopessoa.pb.gov.br/rede-municipal-de-saude-oferta-tratamentos-compraticas-integrativas-e-complementares/ http://www.joaopessoa.pb.gov.br/portal/wp-content/uploads/2017/04/PICs-2017.pdf
19 P3 DIREITO A SAÚDE DAS PESSOAS COM AUTISMO Alessa Franciane Santos Guimaraes1, Davi de Souza Pontes1 Lais Regina da Silva Vicente1, Ericka Francelino de Souza1, Elielma Rodrigues da Silva1, Nathalia do Nascimento Silva Bezerra1, Maria Edvany de Melo Pereira2 1Discente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2Docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: O autismo é considerado como um distúrbio de desenvolvimento complexo, definido de um ponto de vista comportamental, com etiologias múltiplas e graus variados de severidade, ou seja, e uma condição do desenvolvimento neurológico. Existe a Lei 12.764 que foi promulgada para apresentar o direito da pessoa com Autismo, mas conhecida como a ‘lei Berenice Piana’, que determina a atenção integral as necessidades de saúde aos mesmos, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos. Bem como o estimulo a inserção no mercado de trabalho, o incentivo de formação e capacitação de profissionais especializados ao atendimento destas pessoas. Objetivo: Compreender como ocorre a assistência aos direitos a essas pessoas, identificar se os responsáveis já possuem conhecimento sobre esse processo. Métodos: Foi realizado uma visita Associação Paraibana de Autismo e agendamento com os pais dessas crianças, no dia da aplicação dos questionários foram selecionados 6 pais que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e responderam um questionário de 15 perguntas relacionadas aos diferentes temas, dentre eles do convívio familiar e social da criança ao seu dia a dia como portadora do TEA. Resultados: Das seis famílias entrevistadas, os níveis de gravidade das crianças variaram, 2 (dois) deles eram de leve a moderado, 1 (um) estava no nível moderado, 2 (dois) se encontravam no nível moderado a severo, e 1(um) no severo. Não foram entrevistadas famílias com crianças no nível leve. Dos seis casos entrevistados 3 (três) relataram possuir pessoas com o mesmo quadro na família, o grau de parentesco varia entre primeiro e segundo grau. Quatro das crianças eram não verbais, e apenas duas delas eram verbais, seus pais relataram que os mesmos possuem uma linguagem compreensível. Dois deles realizaram exame de audição, o BERA. Dos seis casos entrevistado, 5 (cinco) deles fazem uso de medicamentos. Os fármacos são voltados para epilepsia e comportamentos, dentre os citados estão Depakene, Aristab e Risperidona. Discussão: O atraso da fala ou a regressão desta é algo bastante comum, levando os responsáveis a buscarem por mais de um profissional, dentre eles fonoaudiólogos, psicólogos e neuropediatras, até chegarem ao diagnóstico de (TEA). Alguns pais tem conhecimento sobre as leis para pessoas com deficiência, no qual a pessoa com autismo também se enquadra, embora a mais citada foi
20 a Lei Berenice Piana. Alguns cumprimentos das leis que são observados pelos pais, foram citados a preferência em filas, e também nas escolas no tocante o direito a um cuidador, e sala de recursos, mas em ambas as redes não existem adaptação curricular, e faltam profissionais qualificados. Segundo os responsáveis o SUS não fornece um tratamento adequado, sendo justificado, demora nos diagnósticos, o número de vagas ofertadas, a falta de capacitação dos profissionais, bem como a qualidade do atendimento e o tempo de duração das sessões. Todos chegaram a passar por alguma situação desconfortável ou constrangedora, dentre as relatadas muitas são originadas de preconceito ou descumprimento das leis. Quanto à estrutura, as salas são pequenas e não são adaptadas as necessidades das crianças com TEA. Já a escola especial, foi defendida por alguns, porque não existe preconceitos e bulling. Considerações finais: Percebemos que o preconceito ainda é algo bastante presente na sociedade. Os direitos das pessoas com TEA são pouco conhecidos na sociedade de modo geral, tanto pelos profissionais quanto pessoas prestadoras de serviço em hospitais e clinicas como também pelos próprios pais. REFERÊNCIAS Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm. Acesso em: 11 nov. 2018. Disponível em: http://centroproautista.org.br/portal. Acesso em: 11 nov. 2018.Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8899.htm. Acesso em: 11 nov. 2018.
21 P3 DIREITO A SAÚDE DA PESSOA COM MICROCEFALIA Arthur Viana Ramalho Pereira1, Eunice de Oliveira Pires1, Karoline Guimarães de Almeida1, Laryssa Gabrielle Monteiro da Silva1, Lavínia Trindade Leite1, Luandra Alves de Oliveira1, Rayza Lívia da Silva1, Maria Edvany de Melo Pereira2 1Discente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2Docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: A microcefalia é uma anomalia que causa na criança um desenvolvimento anormal do crânio, que se apresenta menor do que a média para indivíduos com a mesma idade. Como o crânio é menor que o normal, a microcefalia compromete o desenvolvimento do cérebro da criança. Além disso, a anormalidade está relacionada com diferentes graus de retardo mental, problemas motores, de equilíbrio e de fala, além do desenvolvimento de convulsões. Em 2015, após um surto de microcefalia em PE, foi descoberto que a microcefalia tem uma relação direta com uma doença viral conhecida como Zika, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Objetivos: Compreender como ocorre a assistência aos direitos a crianças com microcefalia e identificar se os responsáveis já possuem conhecimento sobre esses direitos. Métodos: Foi realizada uma visita ao projeto de extensão em Fisioterapia no qual faz parte crianças com microcefalia, foram selecionadas 3 responsáveis que assinaram o Termo de Compromisso Livre e Esclarecido e responderam um questionário com perguntas relacionadas aos diferentes aspectos dessas crianças, o convívio familiar e social da criança ao seu dia a dia e os seus direitos. Resultados e Discussão: Quando foram perguntados como foi o impacto ao descobrir que teria um(a) filho(a) com microcefalia, quais dificuldades enfrentam com as crianças, como descobriram que elas nasceriam assim e a evolução do caso. Todos relataram foi uma novidade chocante, pois muda totalmente a vida e rotina dos pais, que era difícil cuidar de uma criança assim, porque um dia ela está bem e no outro está estressada ou passando mal. Todas as mães relataram que o Zika vírus seria o agente causador da anomalia, pois durante a gravidez contraíram a doença. A descoberta da patologia por duas das mães foi através da ultrassom morfológico, a outra descobriu apenas na hora do parto. Em relação a evolução, as responsáveis informaram que as crianças progrediram bastante, em virtude de uma ótima relação com a família, através de interação e contribuição de estímulos dos familiares para com a criança e dos tratamentos aplicados, sendo alguns destes: fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, acompanhamento médico e outros. No entanto são encontradas dificuldades em diversos âmbitos, por exemplo, no que diz respeito aos medicamentos e fraldas, o
22 acesso ao transporte fora dos municípios as prefeituras ofertam, já dentro do município não existe esse acesso. Com base nisso, declararam estarem insatisfeitas com os serviços ofertados pelo governo, principalmente o Serviço Único de Saúde (SUS), o qual possui falhas e dificuldades para a população, principalmente para quem possui deficiência. E referente aos problemas decorrentes da microcefalia, foram relatadas disfunções na visão, no qual todos possuem lesão ocular, necessitando da utilização de óculos de grau; e muitos necessitam de tratamentos odontológicos, e de Fonoaudiologia por apresentarem problemas oromiofuncionais e na linguagem, se comunicam apenas através de jargão e balbucios. Com relação ao preconceito, todas afirmaram que as crianças em algum dado momento, já sofreram. Conclusão: Percebemos que quanto mais rápido for o tratamento mais chances da criança ter uma melhora na sua qualidade de vida, e que os pais terão um longo caminho pela frente para lutarem pelos direitos dos seus filhos e por uma sociedade mais justa. REFERÊNCIAS https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/microcefalia.htm
23 P3 DIREITOS HUMANOS EM SAÚDE DOS SURDOS Ávyla Germano Santos Silva1, Geovana Pereira e Sales1, Isabella Cavalcante Franco1, Liliane Crystina de Almeida Nunes1, Mariana Beatriz do Nascimento Mesquita1, Yasmin de Souza Cavalcanti1, Maria Edvany de Melo Pereira2 1Discente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2Docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: Na Constituição brasileira encontram-se diversas leis que dão garantia aos direitos das pessoas com deficiência, leis que também buscam suprir o máximo de desvantagens existentes para pessoa com deficiência. A garantia dos direitos aos surdos se deu pela lei N° 10.436, de 24 de abril de 2002, a qual assegura que a LIBRAS é um meio legal de comunicação e expressão, além disso, garante que a criança surda tenha o direito de estudar em uma escola com crianças sem deficiência da sua idade. Objetivo: Dar ênfase às conquistas e direitos dos surdos, e ressaltar os obstáculos enfrentados diariamente pelos mesmos, de modo que haja avanços e melhorias de acessibilidade em todos os âmbitos sociais. Métodos: O local de pesquisa foi Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (FUNAD), onde foi aplicado um questionário multidisciplinar com 15 perguntas relacionadas a respeito de inclusão, direitos das pessoas com surdez, acessibilidade e ética. Foram selecionadas quatro pessoas surdas e todas professores de LIBRAS, com idades variando ente 28 a 40 anos, que assinaram o Termo de Compromisso Livre e Esclarecido, concordando em responder ao questionário. Resultados e Discussões: Na entrevista, tivemos relatos positivos e negativos de diversos âmbitos na vida dos nossos entrevistados. A maioria constatou que a comunicação em alguns locais nem sempre é fácil de ser realizada, como em bancos e hospitais. Na área da saúde, eles relataram que algumas vezes é necessário levar um intérprete ao consultório, o que para eles não é uma situação confortável, pois quebra a privacidade entre o profissional e o paciente. Na educação, enfatizaram a importância da criança surda ter seu primeiro contato com um professor surdo e aprender a LIBRAS como sua primeira língua (L1), e depois aprender o português (L2). Em relação ao mercado de trabalho, todos eles já são empregados, como já foi dito anteriormente, são professores de LIBRAS na FUNAD. No mais, mencionaram que antigamente havia muito preconceito e poucas oportunidades de emprego para surdos, porém, atualmente esse cenário já diminuiu um pouco, mas que o surdo ainda é tratado como pessoa sem autonomia ou sem capacidade, desse modo, sendo deixados de lado. Também citaram que, com o avanço da tecnologia, a comunicação deles através do telefone melhorou muito, pois utilizam diversas redes sociais e aplicativos para se comunicarem com outras pessoas. Alguns deles relataram que sua relação com a Fonoaudiologia não foi positiva, pois geralmente era a família que obrigava eles irem às sessões e a fonoaudióloga queria
24 que eles oralizassem contra própria vontade, batendo e até amarrando suas mãos para trás. Considerações finais: Percebemos que o surdo vem conquistando seus direitos cada vez mais, e que graças às leis eles têm o mínimo de acessibilidade aos estudos, trabalho, vida social, e principalmente se comunicar utilizando a LIBRAS como língua oficial. Foi possível conhecer mais de perto as barreiras e dificuldades enfrentadas diariamente pelos surdos, enfatizando e enriquecendo nosso projeto integrador. Além de tomar conhecimento de tantas batalhas sociais vencidas pela comunidade surda do Brasil em prol de acessibilidade e igualdade. REFERÊNCIAS CASSIANO, Paulo Victor. O surdo e seus direitos: os dispositivos da lei 10.437 e do decreto 5.626. Revista virtual de cultura surda. Rio de Janeiro, ano 2017, n° 21, Retirado de: https:// www.editora-arara-azul.com.br/site/ Acesso em: 13 nov. 2018.
25 P3 DIREITOS HUMANOS EM SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL Ana Karolina Lima da Silva1, Layres Macena de Andrade1, Maria Eduarda de Oliveira Lima1, Maria Letícia Freire da Nóbrega1, Myllena Macêdo Chaves1, Samara Cristina Lima1, Maria Edvany de Melo Pereira2 1Discente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2Docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: Deficiência visual caracteriza-se pela limitação ou perda das funções básicas do olho e do sistema visual. O deficiente visual pode ser a pessoa cega ou com baixa visão. Direitos humanos são todos os direitos relacionados à garantia de uma vida digna a todas as pessoas, ou seja, são garantidos à pessoa pelo simples fato de ser humana. O deficiente visual possui uma lei para garantir seus direitos na sociedade, tal Lei promoverá mais inclusão à pessoa com a deficiência. É a lei 7.853 de 24 de outubro de 1989 que traz acessibilidade aos portadores de deficiências visuais. Objetivo: Compreender os direitos humanos com pessoas deficientes visuais, e como se dá a sua inclusão na sociedade. Método: O local de pesquisa foi Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (FUNAD), onde foi aplicado um questionário multidisciplinar com 15 perguntas relacionadas a respeito de inclusão, direitos das pessoas com deficiência visual, acessibilidade e ética. Foram selecionados 3 pessoas adultas com idades variando ente 25 a 38 anos, com deficiência visual que assinaram o Termo de Compromisso Livre e Esclarecido, concordando em responder ao questionário. Resultados e Discussões: Dentre os três entrevistados estão algumas respostas semelhantes, pelo fato de dois serem irmãos, e o terceiro com respostas muito diferentes dos demais, os irmãos adquiriram a deficiência visual adultos, ambos por uma deficiência genética da qual não sabiam informar exatamente qual seria, informaram apenas que uma avó da família possuía e os dois foram detectados com a mesma doença. Ambos possuíam baixa escolaridade e trabalhavam em usinas, ao perderem a visão, perderam também seus trabalhos e foram acolhidos pela FUNAD, no momento da entrevista, estavam tendo aula de BRAILLE. Quanto a utilização da rede de saúde todos disseram ter utilizados e sem grandes problemas, e quanto ao uso de medicamentos também. Já o terceiro entrevistado, é casado, possui dois filhos e já nasceu portador da deficiência visual. Teve acompanhamento do Instituto dos Cegos desde muito cedo. Relatou aprendizado regular na escola regular, onde possuía todo o apoio do Instituto que traduzia as provas para ele e encaminhava para a escola. Em relação a família, todos relataram ter bom convívio e apoio dos seus familiares desde muito cedo, incentivando a estudar e procurar trabalhar, um dos entrevistados e casado e tem dois filhos sem nenhuma deficiência, e trabalha e consegue manter sua família. No que diz respeito a inclusão na sociedade pelo
32 P5 PROJETO DO APLICATIVO MOTRIX FACIAL DESENVOLVIDO NO PROJETO INTEGRADOR DO UNIPÊ: SOFTWARE EM MOTRICIDADE OROFACIAL Ailton Cavalcante Junior¹, Anna Clara Gomes da Silva1, Brenda Maria Leandro Lima Leite1, Girlane de Sousa Barbosa1, Karla Cybelle Bezerra Cavalcanti Alcoforado2 ¹Discente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2Docente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: O Motrix Facial é uma alternativa de recurso terapêutico que propicia a evolução dos aspectos relacionados à Paralisia Facial tratada pelo fonoaudiólogo, contribuindo de forma eficaz na terapia fonoaudiológica de pessoas com Paralisia Facial. O aplicativo dispõe de duas plataformas, sendo uma para o paciente o MOTRIX FACIAL e outra para o manuseio do terapeuta o MOTRIX FACIAL EDITOR. Objetivo: Auxiliar no tratamento de pacientes com paralisia facial através de exercícios oferecidos pelo aplicativo selecionado pelo terapeuta de acordo com a necessidade do paciente. Metodologia: Foi realizado pesquisa metodológica que utilizou das etapas a saber: a) pesquisa de outros aplicativos ou softwares relacionados ao tema; b) pesquisa dos suportes tecnológicos que atendiam as necessidades; c) desenvolvimento das interfaces. Em que o aplicativo para dispositivos foi o recurso escolhido para melhor favorecer na intervenção fonoaudiologia em paciente com paralisia facial de forma dinâmica e fácil acessibilidade. Resultados: Com base nas pesquisas, foi notável que não existe uma boa quantidade de tecnologias com enfoque na paralisia facial, com fácil acesso. Por tanto, a ideia do aplicativo MOTRIX FACIAL é proporcionar uma ferramenta que possa ser empregada pelo fonoaudiólogo vincular o paciente para o acesso. E, através da sua plataforma do fonoaudiólogo criar todo o perfil com os dados mais relevantes do paciente para que só então o terapeuta possa listar os exercícios e autorizar o uso do paciente, para realização dos exercícios seguindo o modelo em vídeo disponibilizado no aplicativo, e as orientações recomendadas. Conclusão: Entretanto, concluímos que o MOTRIX FACIAL pode ser um instrumento que trará diversos benefícios na vida do profissional Fonoaudiólogo e principalmente do paciente, por ser fácil de operar e proporcionar uma ajuda focada e eficaz na reabilitação. Descritores: Fonoaudiologia. Motricidade orofacial. Tecnologia. Software. Paralisia facial.
33 P5 PROJETO INTEGRADOR FONOAUDIOLOGIA E TECNOLOGIA: FONODOMAIN Crislaynne Kelly Carvalho de Melo, Gabrielly Alves de Santana, Libini Evelyn de Souza Santiago, Patricia Nunes Fernandes, Karla Cybelle Bezerra Cavalcanti Alcoforado RESUMO Introdução: O Fonodomain é um aplicativo voltado para avaliação de indivíduos com doença neurocognitiva. Nele, apenas o terapeuta terá acesso aos dados armazenados detidos na avaliação os domínios que poderão estar afetados, como: atenção, função executiva, memória, linguagem, perceptomotora e cognição social; caso os mesmos estejam afetados poderão ser aprimorados futuramente, através das categorias que foram avaliadas. Objetivo: desenvolver umaplicativo para dispositivos móveis que auxilie os profissionais Fonoaudiólogos na avaliação dos domínios neurocognitivos. Metodologia: Foramrealizadas pesquisas em bases de dados para aprofundar o conhecimento sobre o tema, buscando obter mais informações sobre o tema e para preparação de possíveis atividades como base para ser inserida no aplicativo; e uma pesquisametodológica que se utilizou das etapas a saber: 1) pesquisa de outros aplicativos ousoftwares relacionados ao tema, 2) pesquisa dos suportes tecnológicos que atendiamàs necessidades, 3) desenvolvimento das interfaces. Resultados: Foi realizada uma pesquisa de softwares/aplicativos relacionado ao tema, com o intuito de descartar a possibilidade de produzir algo já existente no mercado. Após realizada a analise, pode-se perceber a inexistência de um produto similar ao Fonodomain, obtendo assim a confirmação da produção do aplicativo. O aplicativo contém um cadastro de cada paciente, no qual tem informações básicas, tais como: dados pessoais, história pregressa da queixa e antecedentes familiares. Após o cadastrado ser realizado, o terapeuta terá acesso as categorias dos domínios a serem avaliados. A interface gráfica do Fonodomain, é constituída por: tela inicial, menu principal e os domínios. A tela inicial é composta por tela de Login. Já o menu principal é composto pela categoria novo paciente e meus pacientes. Na opção do “meu paciente” o fonoaudiólogo terá acesso a todos seus pacientes cadastrados, obtendo as categorias dos domínios a serem avaliados, sendo eles: atenção complexa, com o jogo das bolinhas e jogo dos 7 erros; funções executivas com o jogo da flexibilidade mental; as memórias de curto prazo, longo prazo e explicita ou declarativa, com imagens e evocações; linguagem receptiva com vídeos e textos com diferentes tipos de informações e expressiva com evocação, sequência lógica, nomeação, fala espontânea e sintaxe; perceptomotora, com imagens de formas geométricas ou desconhecidas para o paciente realizar a copiar do desenho e cognição social com frases para ser determinado o
34 sentimento/pensamento do sujeito nas frases. Além disso, conterá a opção de criação dos relatórios do paciente selecionado. Conclusão: O aplicativo para dispositivos móveis foi escolhido por ser um recurso facilitador no dia a dia do fonoaudiólogo, trazendo praticidade no momento da avaliação, como por exemplo em caso de homecare. Descritores: Fonoaudiologia. Aplicativo. Linguagem.
35 P5 TECNOLOGIA EM FONOAUDIOLOGIA: REABILITAÇÃO VESTIBULAR Jaicélia Raíne Nascimento Travassos¹, Lohana Rodrigues Correa Lima¹, Ednancir de Oliveira Lino Silva¹, Annacarla Carvalho Alves de Lima², Karla Cybelle Bezerra Cavalcanti Alcoforado² 1Discente do 5º período do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2Docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO A orelha é o órgão sensorial responsável pelo sistema auditivo e vestibular. Mais precisamente na orelha interna estão os canais semicirculares, a tontura é caracterizada por uma alteração nessa região. Dessa forma, o cérebro entende de maneira errônea a posição da pessoa em relação ao tempo e espaço causando assim a tontura e/ou vertigem. A reabilitação vestibular é um recurso terapêutico que propicia o desenvolvimento das habilidades de equilíbrio, contribuindo de modo eficaz a evolução do tratamento fonoaudiológico em pessoas com alterações vestibulares. Assim, o presente estudo teve como objetivo desenvolver uma tecnologia voltada para um melhor desempenho e execução de atividades de reabilitação vestibular com exercícios para serem realizados em casa direcionada ao tratamento de forma complementar à terapia, direcionada ao tratamento das alterações vestibulares, baseada em movimentos para a estimulação de reflexos vestibulocular (RVO) e reflexos vestibuloespinhal (RVP) com esquemas corporais fixos e em movimento, direcionados para pacientes adultos/idosos inseridos em terapia de reabilitação vestibular. A terapia foi dividida em sessões com vídeos os quais dar-se o modelo para que o paciente realize de acordo com a orientação do terapeuta fonoaudiólogo. Foram realizadas pesquisas na literatura para aprofundar o tema e descobriu-se um estudo que serviu de base para o produto apresentado. Foi utilizada pesquisa metodológica que se utilizou das etapas a saber: 1) pesquisa de outros aplicativos ou softwares relacionados ao tema, 2) pesquisa dos suportes tecnológicos que atendiam às necessidades, 3) desenvolvimento das interfaces. A tecnologia arquivo de vídeo foi o recurso escolhido por favorecer uma intervenção fonoaudiológica de forma dinâmica e motivadora. Descritores: Vertigem. Fonoterapia. Equilíbrio. Doenças vestibulares. REFERÊNCIAS Silva VL, Marques JB, Lima ACA, Alcoforado KCBC. Apresentação do Programa Integral de Reabilitação Vestibular Personalizada para o tratamento em grupo das alterações vestibulares. Departamento de fonoaudiologia do centro universitário de João Pessoa – Unipê – João pessoa, PB.
36 P5 PROJETO INTEGRADOR FONOAUDIOLOGIA E TECNOLOGIA: PTAVOICE Antônio Vítor da Silva Roseno1, Deborah Lucia Feitosa Montenegro1, José Elisson de Sousa Silva1, Tayná Fernandes Pessoa1, Karla Cybelle Bezerra Cavalcanti Alcoforado2 1Discente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), 2Docente do curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) RESUMO Introdução: É notório o avanço das inovações tecnológicas, essa modernização influência nos hábitos da sociedade, resultando em uma maior prática de uso de smartphones e consequentemente da internet. Com isso, a fonoaudiologia, como qualquer outra profissão, precisa acompanhar as mudanças e se inserir nos novos contextos sociais. O processo terapêutico fonoaudiológico, especificamente na área da voz, requer uma adesão, compromisso e conscientização do paciente quanto às orientações e atividades realizadas e solicitadas pelo profissional. Dessa forma, se faz importante a criação de um recurso tecnológico facilitador na terapia vocal, com intuito de promover maiores resultados na terapia. Objetivo: Desenvolver uma tecnologia para área de voz da fonoaudiologia. Metodologia: Foi desenvolvido um protótipo de uma tecnologia direcionada para área vocal como proposta do Projeto Integrador (PI) do segundo semestre de 2018, para criar essa tecnologia foram realizadas pesquisas em bases de dados, com intuito de ampliar o conhecimento acerca do tema. Foi realizada uma pesquisa metodológica, em que foram utilizadas as etapas a seguir: 1) pesquisa de outros aplicativos ou softwares relacionados ao tema, 2) pesquisa dos suportes tecnológicos que atendiam às necessidades, 3) desenvolvimento das interfaces. Resultados: A partir da pesquisa realizada, o aplicativo para dispositivos móveis foi o recurso escolhido, sendo desenvolvido um protótipo, denominado PTAVOICE (Programa de Terapia e Autoavaliação Vocal) com a finalidade de promover resultados expressivos na terapia vocal. O PTAVOICE, possui duas interfaces, sendo uma voltada para o paciente, com 7 sessões, sendo elas: meus exercícios, despertador, autoavaliação, acompanhamento, chat, orientações e ajuda; outra para o fonoaudiólogo(a), com 6 sessões, sendo elas: exercícios, meus pacientes, autoavaliação, chat, orientações e ajuda. Essa ferramenta tecnológica, permite ao fonoaudiólogo monitorar e acompanhar o paciente quanto a execução do exercício, se está realizando diariamente conforme solicitado, além disso, permite uma autoavaliação do paciente em relação a sua voz. Conclusão: Este aplicativo foi desenvolvido para dispositivos móveis por ser um artifício muito utilizado no dia a dia dos indivíduos, trazendo assim, comodidade e praticidade no monitoramento do paciente que realiza terapia vocal, além de promover maior adesão do mesmo na terapia e consequentemente uma maior qualidade de vida.
37 Descritores: Fonoaudiologia. Fonoterapia. Voz. Aplicativos móveis. REFERÊNCIAS Leer EV, Connor NP. Patient perceptions of voice therapy adherence. J Voice. 2010;24(4):45869. PMid:19775866. http://dx.doi.org/10.1016/j. jvoice.2008.12.009.
38 P6 ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA NA PROMOÇÃO E PREVENÇÃO NA SAÚDE AUDITIVA DO TRABALHADOR Daiana Alice, Joany Leandro, Tainara Alexandre, Paulo Thiago, Larissa Almeida RESUMO Introdução: A Fonoaudiologia no âmbito ocupacional é de suma importância, visto que, sua atuação encarrega -se de promover e prevenir a saúde auditiva de trabalhadores expostos a ruídos com frequência. A atuação fonoaudiológica na promoção da saúde auditiva está baseada em conscientizações, palestras e orientações sobre a qualidade de vida, o uso adequado dos itens de proteção ou evitar hábitos que possam comprometer a audição, seja a perda ou a diminuição da capacidade auditiva. Já na prevenção pode ser na prevenção, pode variar entre a coletividade e a individualidade. Objetivo: expor como a Fonoaudiologia está diretamente relacionada com a saúde auditiva do trabalhador, pautando-se em sua atuação com foco principal na promoção e na prevenção de patologias a exposição constante a ruídos e fatores de risco no ambiente ocupacional. Metodologia: Pesquisa de revisão bibliográfica com critérios de inclusão: artigos publicados em português, sem limite mínimo de data de publicação e temas relacionados ao tema do presente artigo, onde foi atuar na identificação dos riscos à saúde auditiva, proveniente das atividades ocupacionais e como está a atuação fonoaudiológica neste âmbito. Foi feita pesquisas em bases de dados: Scientific Eletronic Lilanyonline (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do caribe em ciências da saúde (Lilacs). Resultados e discussão: A revisão sobre atuação fonoaudiológica na promoção e prevenção no ambiente de trabalho, pode contribuir para a reflexão das práticas de atuação fonoaudiológicas na saúde do trabalhador. Sobrepondo a relevância da utilização de programas de promoção e prevenção, espera-se que resulte em benefícios à saúde do trabalhador e no que diz respeito a resoluções de saúde como, diagnóstico, planejamento terapêutico e até mesmo prognósticos fonoaudiológicos. Conclusão: A Audiologia está ligada à saúde do trabalhador e atua diretamente na promoção e prevenção da perda auditiva. Descritores: Audiologia. Fonoaudiologia. Saúde do trabalhador. Ocupacional.
39 P6 PACIENTES QUEIMADOS DE CABEÇA E PESCOÇO: UM VASTO CAMPO PARA ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA Layara Andressa Teles Pereira Nogueira, Larissa Anne Andrade França Teixeira Caldas, Andressa Porfírio Neves de Andrade, Érika Maria Santos de Lima, Larissa NadjaraAlvesAlmeida RESUMO Introdução: Queimaduras são lesões traumáticas causadas, geralmente, por agentes térmicos, elétricos ou radioativos. Agem nos tecidos de revestimento do corpo humano, indicam destruição parcial ou total da pele e seus anexos, podendo alcançar camadas mais profundas, como tecido celular subcutâneo, músculos, tendões e ossos. As queimaduras são determinadas de acordo com a sua profundidade e tamanho, sendo geralmente mensurados pelo percentual da superfície corporal acometida. Métodos: Trata-se de um artigo descritivo com base na revisão bibliográfica de artigos pertinentes à temática, considerando-se indispensável o Fonoaudiólogo para tratamentos de pacientes queimados. A presente pesquisa, contou com o auxílio da busca de artigos inseridos nas bases de dados: Scientific Eletronic Library Online (SciElo), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). A pesquisa foi executada em Agosto de 2018. A partir de uma integração da profissão com os pacientes queimados, para desenvolvimento deste estudo, utilizou-se artigos que pudessem acrescentar a importância do papel do fonoaudiólogo em meio aos pacientes com queimaduras agudas, estabelecendo uma ligação com o trabalho do profissional envolvendo as áreas de disfagia e motricidade orofacial. Resultados e discussão: Verificamos o quão é primordial a inserção do profissional da fonoaudiologia em meio a estes casos, tendo em vista que o fonoaudiólogo está apto para executar a reabilitação de pacientes com queimaduras de cabeça e pescoço, levando sempre em consideração o grau, tamanho e proporção das áreas afetadas. O fonoaudiólogo possui capacitação em diversas áreas para auxiliar na reabilitação de queimaduras que podem comprometer a integridade da comunicação, deglutição, respiração e outras estruturas importantes para o funcionamento do organismo. Os pacientes queimados necessitam de cuidados interdisciplinares, multidisciplinares ou até transdisciplinares, respeitando cada etapa após o ferimento (aguda, principalmente), em que há o período de inflamação buscando evitar infecções, e o período de reestabelecimento das atividades peculiares de cada estrutura através das reabilitações. Conclusão: Diante da discussão e resultados, firmamos que informações sobre o trabalho da Fonoaudiologia devem ser difundidas até
40 que haja o reconhecimento e alocação destes profissionais em suas áreas de competência e abrangência de suas habilidades. A contribuição deste profissional auxilia na recuperação e reabilitação de funções estomatognáticas, acelerando o processo de tratamento/ alta do paciente. Descritores: Fonoaudiologia. Reabilitação. Queimadura.
41 P6 A ÉTICA DA FONOAUDIOLOGIA NO INSTAGRAM Beatriz Thayanne Farias de Medeiros, Cícero Caique Pereira de Sousa, Emannuele da Silva Costa, Michelly Caren Gregorio de Sousa, Pedro Monteval de Brito Netto; Larissa Nadjara Alves Almeida RESUMO Introdução: Atualmente observa-se também a inserção do profissional da saúde na utilização das redes sociais, para exposição/divulgação da sua prática profissional. No entanto, o profissional deve utilizar as redes com cautela para não infringir as Leis do Código de Ética da sua profissão. Entre as redes sociais, o Instagram é mais se destaca em número de acessos e usuários. É uma plataforma de conta pessoal e/ou comercial/profissional, com recursos que permitem a aproximação com pacientes, no caso da área de saúde. Objetivo: Observar se as questões éticas estão sendo respeitadas nas postagens de perfis de Fonoaudiologia no Instagram. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa observacional, realizada no mês de outubro de 2018, através de perfis públicos da rede social Instagram. Para a coleta, digitouse no campo de busca de rede social as hashtags #fonoaudiologiabrasil, #fonoaudiólogos, #fonobrasil, #fonoaudiologiaporamor e #fonolovers, com fonte em caixa baixa. A partir daí, analisou-se cada postagem, foto e conteúdo, além da área da Fonoaudiologia a qual se referia e adequação ao Código de Ética do Conselho Federal de Fonoaudiologia. Resultados: Cerca de 60% das publicações não respeitam o código de ética. Conclusão: Diante disso, vê-se que muitos profissionais e estudantes não seguem o comitê de ética, postam fotos dos pacientes e ensinam as terapias. Descritores: Fonoaudiologia. Mídias sociais. Ética. Saúde.