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Repositórios de Dados de Pesquisa e Ciência Aberta: caminhos para fortalecer a cultura do reuso científico

Sena, Priscila

Abstract

Apresentação visual utilizada na semana de Lançamento do Repositório de Dados de Pesquisa da UDESC. Ver a gravação aqui! Discute o papel estratégico dos repositórios de dados de pesquisa no fortalecimento da Ciência Aberta no Brasil, compreendendo-os como infraestruturas essenciais para a promoção do reuso científico, da transparência e do impacto social da produção acadêmica. Parte-se da compreensão da Ciência Aberta como um projeto comum, de natureza política e institucional, articulado a princípios como democracia informacional, redução de desigualdades, desenvolvimento regional e soberania científica. Nesse contexto, os repositórios de dados são analisados não apenas como ambientes tecnológicos, mas como componentes estruturantes da infraestrutura nacional de ciência, tecnologia e inovação, integrados a iniciativas como a Rede Brasileira de Repositórios Digitais (RBRD), o BrCris, o Oasisbr e a BDTD. O trabalho enfatiza os riscos associados à dependência de plataformas privadas internacionais para a comunicação científica, destacando implicações científicas, econômicas e políticas, e defende o fortalecimento de repositórios públicos como estratégia para garantir autonomia e governança da ciência brasileira. São discutidas, ainda, dimensões fundamentais relacionadas à governança, ética e Justiça Informacional, com atenção especial à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à ética em pesquisa e ao tratamento de dados sensíveis, como dados indígenas, sociais e ambientais. As bibliotecas universitárias são apresentadas como agentes políticos da Ciência Aberta, atuando na mediação, na governança de dados e na formação de uma cultura científica aberta. Por fim, o reuso de dados é abordado como vetor de desenvolvimento social, econômico e institucional, com potencial para subsidiar políticas públicas baseadas em evidências, reduzir custos, acelerar a inovação e gerar impacto em áreas como saúde, educação, meio ambiente e governança pública. Concluí com um chamado ao fortalecimento das políticas de dados, à capacitação de profissionais e à integração em redes colaborativas, reafirmando a Ciência Aberta como uma escolha política sobre o papel social da universidade.

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Repositórios de Dados de Pesquisa e Ciência Aberta: caminhos para fortalecer a cultura do reuso científico P o r : D r a . P r i s c i l a S e n a [email protected] This work is licensed under aCreative Commons Attribution 4.0 International License. 10/12/2025 http://rbrd.ibict.br SOUSA, Juliana Araujo Gomes de; AMARO, Bianca. Rede Brasileira de Repositórios Digitais (RBRD). In: AMARO, Bianca; CAMPOS, Fhillipe de Freitas; BARCELOS, Janinne. (org.). Infraestruturas de Ciência e de Acesso Aberto no Brasil: iniciativas do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Brasília, DF: Editora Ibict, 2025. Cap. 15, p. 249262. DOI: https://doi.org/10.22477/9788570132543.cap15 2 SOUSA, Juliana Araujo Gomes de; AMARO, Bianca. Rede Brasileira de Repositórios Digitais (RBRD). In: AMARO, Bianca; CAMPOS, Fhillipe de Freitas; BARCELOS, Janinne. (org.). Infraestruturas de Ciência e de Acesso Aberto no Brasil: iniciativas do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Brasília, DF: Editora Ibict, 2025. Cap. 15, p. 249262. DOI: https://doi.org/10.22477/9788570132543.cap15 3 4 Se a visibilidade pode favorecer o impacto social, os repositórios de dados são essenciais à infraestrutura política que torna isso possível. 5 Missão das Universidades e Impacto Social Ensino Pesquisa Extensão Terceira Missão 6 Conceito Foco principal Natureza Temporalidade Exemplo Extensão universitária Interação transformadora entre universidade e sociedade Processo educativo, cultural e social Contínua, dialógica Projetos de extensão comunitária, ações culturais, formações populares Terceira missão Aplicação do conhecimento ao desenvolvimento econômico e social (hélice tríplice) Função institucional estratégica Planejada, estruturante Parcerias com empresas, NITs, inovação tecnológica, empreendedorismo social Impacto social Efeito mensurável das ações universitárias sobre a sociedade Resultado (social, econômico, cultural, político, ambiental) Observável, avaliável Melhoria de indicadores sociais, políticas públicas transformadas, tecnologias sociais disseminadas Missão das Universidades e Impacto Social FEDATO, Geovana Alves de Lima; PIRES, Vanessa Martins; BRESCIANI, Sirlene Aparecida Takeda Impacto social e missão das universidades públicas brasileiras: Há convergência?. Revista de Administração de Empresas, v. 65, p. e2024-0202, 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rae/a/BCPwM5W6gwCCqxNWqDNqh8M/? lang=pt. 7 Ciência Aberta como projeto comum Não é uma metodologia. Democracia informacional Redução de desigualdades Desenvolvimento regional Transparência do investimento público Fortalecimento da universidade pública Representa: 8 Ciência Aberta como projeto comum Acesso Aberto Dados Abertos Pesquisa Reprodutível Aberta Avaliação Aberta e Responsável da Ciência Política, Declarações, Diretrizes e Orientações... Educação Aberta Inovação Aberta Infraestruturas e Ferramentas Científicas Abertas Ciência Cidadã e Participativa Diálogo Aberta com Outros Sistemas de Conhecimento SILVEIRA, L. da. et al. Taxonomia da Ciência Aberta: revisada e ampliada. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação, Florianópolis, v. 28, p. 1–22, 2023. DOI: 10.5007/1518-2924.2023.e91712. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/vi ew/91712. 9 Sem repositórios públicos fortes, a ciência brasileira fica refém de interesses privados globais. CARVALHO SEGUNDO, Washington Luís Ribeiro de; SENA, Priscila Machado Borges. Uma perspectiva histórica sobre infraestruturas tec nológicas brasileiras de apoio à Ciência Aberta. In: DRUCKER, Debora Pignatari; CIUFFO, Leandro; SAYÃO, Luis Fernando; SHINTAKU, Milton; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio (org.). Infraestruturas de suporte à Ciência Aberta. Brasília, DF: Editora Ibict, 2025. p. 32-56. DOI: 10.https://doi.org/10.22477/9786589167754.cap1. 16 E os Repositórios de Dados, o que são? Papéis centrais em infraestruturas do conhecimento Entidades que facilitam o fluxo de dados entre as partes Ao longo do tempo Ambientes digitais Implementados em universidades Suporte aos pesquisadores BONETTI, Letícia Guarany. Metadados e os princípios FAIR: um estudo dos repositórios de dados de pesquisa em São Paulo. 2023. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/20.500.14289/17448. 17 E os Repositórios de Dados, o que representam? Infraestrutura de Estado Governança, Ética e Justiça Bibliotecas como Agentes Políticos da Ciência Aberta 18 Infraestrutura de Estado Repositórios como parte da infraestrutura nacional de CT&I. http://rbrd.ibict.br https://brcris.ibict.br https://oasisbr.ibict.brhttps://oasisbr.ibict.br 19 Conexão Internacional 20 Governança, Ética e Justiça Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) Garantia de direitos Proteção das pessoas Segurança institucional 21 Orienta Coleta Tratamento Compartilhamento Preservação dos dados Governança, Ética e Justiça Ética em pesquisa Como os dados são produzidos Como são descritos Como são compartilhados Quem pode acessar Para que finalidade serão reutilizados 22 Governança, Ética e Justiça Dados indígenas, sociais, ambientais 23 Envolvem: Autodeterminação Consentimento coletivo Respeito aos modos próprios de produzir conhecimento Dados ambientais: Impactam políticas públicas Afetam comunidades inteiras Têm valor estratégico e econômico Governança, Ética e Justiça Justiça Informacional 24 Garantir acesso equitativo Evitar novas formas de exclusão Proteger grupos vulnerabilizados Redistribuir poder informacional Reconhecer diversidade epistêmica SENA, Priscila Machado Borges. Justiça Informacional em ciência, tecnologia e inovação no brasil: reflexões e ações necessárias em Ciência da Informação. Encontros Bibli, v. 28, p. e93046, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/eb/a/jhmxztjVHg4nZY3YvpcHLhM/abstract/?lang=en. SILVA, Franciéle Carneiro Garcês da; GARCEZ, Dirnele Carneiro; SILVA, Leyde Klebia Rodrigues da; FEVRIER, Priscila Rufino; ALVES, Ana Pala Meneses. Construindo caminhos: delineando os princípios da Justiça Informacional. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, 22, 2022. Disponível em: https://enancib.ancib.org/index.php/enancib/xxiienancib/paper/view/1208. Bibliotecas como Agentes Políticos da Ciência Aberta Unidade estratégica Centro de governança de dados Ambiente formador de cultura científica aberta 25 UM CHAMADO Fortalecimento da política de dados Integração ainda mais presente à Rede Brasileira de Repositórios Digitais Capacitação de profissionais da Biblioteconomia e pesquisadores Uso de dados abertos para pesquisa, ensino e inovação 32 A Ciência Aberta não é uma tendência. É uma escolha política sobre que universidade queremos ser. 33 Priscila Sena [email protected] Agradeço a atenção! 10/12/2025 This work is licensed under aCreative Commons Attribution 4.0 International License.