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IV Seminário do Grupo de Pesquisa MHTX – 2021 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | Escola de Ciência da Informação (ECI) INDEXAÇÃO PARA ÍNDICE DE FINAL DE LIVRO: ESTUDOS E APLICAÇÕES INDEX FOR BACK-OF-BOOK INDEXES: STUDIES AND APPLICATIONS Mayara Silva Gonçalves, Universidade Federal de Minas Gerais. [email protected] Gercina Ângela de Lima, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). limager[email protected] Resumo: A indexação é aplicada a diversos tipos de materiais, a fim de representar a temática do documento para sua recuperação. Os procedimentos adotados pelos profissionais para realizar o processo de indexação em livros, artigos, periódicos, entre outros têm como princípio basear-se na literatura da área. Desse modo, este relato de pesquisa objetiva refletir como a indexação – as etapas de análise de assunto e o controle terminológico – é aplicada durante a elaboração do Índice de Final de Livro. Para isso, apresentam-se autores que discorrem sobre a temática e, como resultado, apresenta-se uma análise das partes dos livros que exigem mais destaque durante o processo de leitura técnica do documento e, respectivamente, a chamada do autor que afirmou a frequência de indexação. Conclui-se que o processo de indexação para elaboração de Índice de Final de Livro difere do processo de indexação dos demais tipos de materiais, pela necessidade de conter mais termos/frases de indexação e por ser indispensável o conhecimento amplo e aprofundando da temática a ser indexada por parte do profissional que elaborar o índice. Palavras-chave: índice de final de livro; indexação; análise de assunto; controle terminológico. Abstract: Indexing is applied to several kind of material, in order to represent the theme of the document for retrieving it. The procedures adopted by the professionals to make the indexing process in books, papers, journals, among others has as its principle to be based on the field literature. Thus, this research report aims to reflect how indexing – the steps of content analysis and the terminological control – is applied during the elaboration of the back-of-the-book index. For such, we present authors that discuss about the thematic and, as a result, we present an analysis of the parts of the books that require more spotlight during the process of technical reading of the document and, respectively, the entry of the author that has affirmed the frequency of indexing. We conclude that the indexing process for the elaboration of back-of-the-book index differs from the indexing process of the other types of material, for the need to contain more indexing terms/phrases and for being indispensable the broad and deep knowledge of the thematic to be indexed by the professional who elaborates the index. Keywords: back-of-the-book index; indexing; content analysis; terminological control.
1 INTRODUÇÃO Uma das primeiras definições de indexação de que se tem registro foi elaborada pelo Programa General de Información e pela United Nations International Scientific Information System (GUÍA..., 1983), em que se entende indexação como o processo utilizado para descrever e identificar um documento de acordo com seu assunto. Para Lima (2004, p. 65), a indexação tem estreita relação com a cognição. Ela afirma que “a indexação é o processo intelectual que envolve atividades cognitivas na compreensão do texto e na composição da representação do documento”. Observa-se que a indexação é um processo importante para identificar o conteúdo do documento, produzindo uma lista de termos que capturam a essência dos assuntos abordados nesse documento, a fim de permitir sua localização em uma coleção. Os processos que envolvem a indexação têm a sua aplicação em diferentes suportes, como livros, artigos de periódicos, sites, entre outros; e os resultados desse trabalho podem ser identificados desde o catálogo de biblioteca à base de dados. O indexador, ao analisar essa variedade de materiais, deve entender, além do conhecimento dos princípios da indexação, as especificidades inerentes a cada material. O Índice de Final de Livro (IFL) é um dos produtos que pode ser desenvolvido pelo processo de indexação. Desse modo, o IFL apresenta a visão geral do conteúdo do livro, e normalmente faz parte dos elementos pós-textuais. Consiste em uma lista dos termos relevantes abordados em um determinado livro com indicação de quais páginas tratam esses assuntos. Em outras palavras, é uma lista estruturada de cabeçalhos e subcabeçalhos com seus respectivos indicativos que vinculam aos segmentos do livro (MEKKI; NAZARENKO, 2005; CSOMAI; MIHALCEA, 2007). Dito isso, pode-se afirmar que a principal função da indexação no IFL é fornecer o maior número de termos representativos para o leitor; por essa razão, o índice pode ser composto por até dois mil termos. Para estruturação e organização dos termos, o profissional conta com a norma nacional, específica para índice, a NBR 6034, de 2004, que traz as recomendações que devem ser seguidas para se ter a padronização e alcançar a qualidade do IFL (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004). Este relato de pesquisa é resultado da dissertação “Diretrizes para elaboração e estruturação de Índice de Final de Livro por meio de indexação semiautomática” , desta autora, e tem como foco refletir na parte de elaboração do índice, que envolve o processo de indexação (GONÇALVES, 2020). Este trabalho é norteado pela pergunta: “como as etapas da indexação podem ser aplicadas ao Índice de Final de Livro?
2 APLICAÇÃO DA INDEXAÇÃO EM IFL: A ANÁLISE DE ASSUNTO E O CONTROLE TERMINOLÓGICO Segundo Naves (1996, p. 1), análise de assunto é “o processo de extrair conceitos que traduzam a essência de um documento”, sendo considerada a operação base para todo procedimento de recuperação de informações (CESARINO; PINTO, 1980). Este termo possui variações terminológicas, como: análise temática, análise documentária ou análise de conteúdo. De acordo com Fujita (2003, p. 64), existem três estágios que são necessários para efetivação da Análise de Assunto, que são: a) compreensão do conteúdo do documento; b) identificação dos conceitos que representam o conteúdo; c) seleção dos conceitos válidos para recuperação. Assim, a seguir, elucidam-se os três estágios da análise de assunto relacionando-os com o Índice de Final de Livro. O estágio 1: compreensão do conteúdo A compreensão do conteúdo do documento envolve a leitura do texto pelo indexador. Para isso, é preciso entender a estrutura do texto. O trabalho de indexação é realizado no suporte onde se encontra a informação; dentre os suportes existentes, há o texto. A definição de texto é geral e abstrata; para Dias e Naves (2013), trata-se de um veículo que permite a comunicação de ideias entre o sujeito que cria e dissemina informação (emissor, no caso, o autor), e o sujeito que adquire a informação (receptor, no caso, o leitor). Existem várias formas de comunicar as ideias por meio do texto, mas delineiam-se, neste entendimento, o texto escrito, por ser, geralmente, a forma de apresentação do IFL. Para o bom desempenho da etapa de análise de assunto, é importante ter conhecimento da trilogia estrutural do texto, a saber: microestrutura, macroestrutura e superestrutura. A (1) microestrutura envolve uma estrutura superficial, representando a realidade física do texto e seus símbolos de significação, ou seja, as palavras; a (2) macroestrutura corresponde à estrutura global concebida como um tópico representativo hierárquico e coerente da unidade textual, envolvendo uma estrutura mínima da representação textual sintático-semântica; e a (3) superestrutura é a forma textual que organiza o conteúdo do texto: é a estrutura retórico-esquemática, um tipo de esquema de produção convencional para o qual o texto é adaptado, podendo ser considerado como transição entre as estruturas de superfície e de profundidade; fornece a forma global do conteúdo do texto: formas narrativa, expositiva, argumentativa, entre outras (DIAS; NAVES, 2013, p. 29).
A leitura integral do texto é fundamental para a compreensão do conteúdo, e indispensável para a elaboração do IFL (GOMES; GUSMÃO, 1983; GUÍA..., 1983). Portanto deve-se esclarecer o texto do autor por meio de ligações entre as ideias. Para que essas ligações aconteçam, é necessário entender o processamento de informações na mente do indexador. Existem dois modelos de processamento mental da informação: o bottom-up e o top-down, que parecem ocorrer simultaneamente na mente humana ao fazer a leitura de um texto. O modelo bottom-up pode ser definido como “ascendente, guiado por dados, indutivo, no qual a leitura é linear, com origem nas partes em direção ao todo textual” (NAVES, 2004 apud BORGES, 2009, p. 23). No que concerne ao modelo top-down, define-se como: “descendente, dedutivo, no qual se move na direção inversa, obtendo vantagem da base de conhecimento do leitor. Os dois modelos tratam-se de uma dupla ação: percepção e compreensão” (NAVES, 2004 apud BORGES, 2009, p. 23). A compreensão na leitura possui três variáveis: texto, leitor e contexto. A variável texto tem relação “quanto à forma, à estrutura textual, e sobre o seu conteúdo, como as regras gramaticais, de concordância sintática, semântica e a própria intenção do autor ao passar a mensagem ao interlocutor” (REDIGOLO; FUJITA, 2015, p. 360). A variável leitor, que, nesse contexto, é o indexador, diz respeito ao seu conhecimento prévio sobre o assunto e sua experiência nas áreas do assunto em que esteja inserido, como também a identificação das tipologias textuais. Além dessas duas variáveis, identifica-se o contexto como influenciador na atividade da leitura profissional; nessa variável, o leitor relaciona-se com o contexto social, psicológico e físico (REDIGOLO; FUJITA, 2015, p. 360). Após a compreensão do texto e realizada a sua leitura integral, é preciso identificar os conceitos, que é o próximo estágio, apresentado a seguir. O estágio 2: identificação dos conceitos A identificação dos conceitos representa o conteúdo do documento. Conceitos são “unidades do conhecimento, identificadas através de enunciados verdadeiros, sobre um item de referência e representados por uma forma verbal (termo ou palavra)” (DIAS; NAVES, 2013, p. 55). Para formar o conceito de algo, utilizam-se vários processos mentais, como análise, síntese, abstração e generalização (DIAS; NAVES, 2013, p. 56). É preciso considerar também o contexto no qual o documento é produzido, entendendo para que ele existe em determinado momento (DIAS; NAVES, 2013, p. 63). O contexto é definido por Cunha (2008, p. 105) como uma “palavra ou conceito que,
apresentado em relação a outra palavra ou conceito, altera sua interpretação”. Para examinar o documento a fim de identificar os conceitos, deve-se, além de entender o contexto, atentar para algumas partes do livro durante a leitura; a exemplo da catalogação, em que, durante a leitura técnica, o indexador, geralmente, prioriza algumas partes, como: título, folha de rosto, sumário, entre outros. E, para o IFL, a leitura do livro é realizada de outra forma, como pode ser observado a seguir, no Quadro 1. Existem opiniões distintas quanto às partes que devem ser indexadas no livro. Dessa forma, acredita-se que o indexador deve deixar claro na Política de indexação tal decisão, e se resguardar indicando os autores que corroborem com ela. QUADRO 1 – Elementos para a leitura de livros para elaborar IFL PARTES DO LIVRO FREQUÊNCIA COM QUE É INDEXADO INFORMAÇÕES ADICIONAIS FONTE (S) DEDICATÓRIA Não indexada - Mulvany (1994, p. 41) AGRADECIMENTOS Não indexados - Mulvany (1994, p. 41) EPÍGRAFE Não indexada - Mulvany (1994, p. 41) APRESENTAÇÃO Raramente indexada Pode ser indexada somente se contiver informação substantiva não apresentada em outra parte do livro. Browne e Jermey (2007, p. 38) LISTAS DE ILUSTRAÇÕES OU TABELAS Não indexadas - Mulvany (1994, p. 41) SUMÁRIO Não indexado - Mulvany (1994, p. 41) INTRODUÇÃO Geralmente indexada Muitas vezes, é lida primeiro para obter uma visão geral, mas indexada por último quando o indexador sabe como seu conteúdo foi tratado em outro lugar. Browne e Jermey (2007, p. 38); ISO (1996) Decisão tomada pelo indexador O indexador deve decidir se essa parte do livro é relevante para a indexação. Borko e Bernier (1978, p. 75) NOTAS EXPLICATIVAS OU NOTAS DE RODAPÉ Indexadas somente se fornecerem informações adicionais, ou seja, além das contidas no texto. Elas não são indexadas se fornecerem apenas citações bibliográficas ou se o seu conteúdo for facilmente acessível no texto principal. As decisões dependem do espaço disponível para o IFL e a natureza do conteúdo. Browne e Jermey (2007, p. 38); Mulvany (1994, p. 46)
ILUSTRAÇÕES Decisão tomada pelo indexador Indexar somente se oferecer informação adicional que não esteja no texto. Se o material da ilustração aparecer na mesma página que a discussão textual do material, geralmente não é necessário indexar a exibição individualmente. Borko e Bernier (1978, p. 75); Mulvany (1994, p. 46) REFERÊNCIAS E/OU BIBLIOGRAFIAS Raramente indexadas Somente se for índice de autores, os autores da bibliografia são indexados nas páginas em que foram citados. Browne e Jermey (2007) Não indexadas Como regra geral, não se indexa o conteúdo da bibliografia. Mulvany (1994, p. 43) GLOSSÁRIO Geralmente indexado Indexar o termo como cabeçalho e a definição como subcabeçalho, desde que a definição ainda não tenha sido indexada no texto. Browne e Jermey (2007, p. 38) Não indexado Como regra geral, os glossários não são indexados. Mulvany (1994, p. 43) Fonte: elaborado pelas autoras. O estágio 3: seleção dos conceitos O último estágio é a seleção dos conceitos válidos para recuperação. É importante que o indexador tenha claros os objetivos para os quais as informações são indexadas. Dessa forma, nem todos os conceitos identificados serão necessariamente selecionados (FUJITA, 2003). As habilidades cognitivas necessárias para uma boa seleção dos conceitos incluem a compreensão de leitura, a capacidade de conceituar e a capacidade de articular conceitos de maneira concisa e inteligível. Os autores Lancaster (2004) e Dias e Naves (2013) definem a atividade de seleção de conceitos com a determinação da atinência. A tradução de atinência para o inglês é aboutness, havendo sinônimos como temacidade, concernência, entre outros. A pergunta fundamental para o aboutness é “sobre o que trata o documento?”. Há distinção entre os termos extensional (atinência) e intencional (significado): o primeiro é o assunto inerente ao documento, e o segundo é a razão pela qual o documento foi selecionado pela biblioteca ou pelo usuário (DIAS; NAVES, 2013). O significado é um dos problemas mais complexos para a linguagem documentária, relacionado
a: polissemia, homonímia, sinonímia e antonímia. Assim, considera-se a atinência e o significado no momento da seleção dos conceitos. Após esse trabalho intelectual, são definidas as “frases de indexação” que serão inseridas no índice. A seleção de termos desempenha um papel significativo na determinação da estrutura geral do índice. A formulação dos cabeçalhos em particular é de fundamental importância, uma vez que os cabeçalhos são os principais pontos de acesso ao índice em que o leitor realizará a primeira busca (BROWNE; JERMEY, 2007). Dessa forma, o indexador deve estruturar os termos considerando o leitor e o contexto. Para Redigolo (2014), é no estágio de seleção dos conceitos que se deve alcançar os níveis desejados de exaustividade e especificidade. A profundidade da indexação é a “relação média geral do número de termos por documentos em um sistema documentário” (CHAUMIER, 1988, p. 63). A eficácia da análise de assunto ou sistema de indexação é controlada por dois parâmetros principais: a exaustividade e a especificidade do termo. Os IFL podem ser exaustivos e específicos. Quando um livro é catalogado para inclusão em uma biblioteca, o catalogador fica restrito à atribuição de três a cinco termos que descrevem o seu conteúdo. Em contraste, o IFL pode ter mais de dois mil termos que representam o assunto do livro. O IFL de um texto altamente especializado que será lido por leitores fluentes na linguagem técnica provavelmente será composto por vários termos específicos e precisos, enquanto um livro escrito para leitores diversos terá termos mais amplos. Mas, além de tais fatores que influenciam a profundidade no IFL, o indexador deve considerar as restrições impostas pelo cliente, o tempo disponível para indexação e o espaço designado para o índice no livro (MULVANY, 1994, p. 48-50). O controle terminológico no IFL é diferente dos demais produtos da indexação, como, por exemplo, os índices para catálogos bibliográficos. O controle utilizado no IFL não é a tradução1 para o vocabulário controlado, mas sim o controle terminológico que acontece dentro do próprio livro por meio da utilização das remissivas “ver” e “ver também”. A remissiva “ver” tem o intuito de controlar os sinônimos em palavras que possivelmente o leitor possa pesquisar, mas, com a utilização da remissiva, o leitor é direcionado para o termo autorizado (termo utilizado pelo autor no livro). A remissiva “ver também” amplia a busca do leitor, apresentando, além dos termos que ele procura, outros termos relacionados que o autor utilizou. 1 Consiste na representação de conceitos por termos de uma linguagem de indexação” (FUJITA, 2003, p. 63).
O indexador deve utilizar instrumentos (tesauro, dicionário, lista de cabeçalho de assunto, entre outros) para auxiliar no trabalho de selecionar sinônimos e relacionamentos de termos no IFL. O tesauro é ressaltado por Francis e Greenway (2015) como grande auxiliador nesse processo. A International Organization for Standardization (1996) destaca a consulta com especialistas como recurso confiável de indexação. Esses instrumentos e recursos funcionam como garantia literária para que o indexador possa ter fontes confiáveis para tomada de decisões durante o controle terminológico. Para Fugmann (1994), o uso desses instrumentos é uma condição indispensável para qualidade na indexação, embora afirme que esses normalmente não são utilizados, pois demanda muito tempo para seu uso. Deve-se ressaltar que o domínio e o contexto de análise no IFL são o próprio livro, a linguagem do autor. A linguagem natural utilizada pelos autores de livros possui variações semânticas, por isso é indispensável o controle na utilização dos termos que integrarão o IFL. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Considera-se que a pergunta “como as etapas da indexação podem ser aplicadas ao Índice de Final de Livro?” foi relatada durante a apresentação deste relato de pesquisa, a partir das reflexões realizadas sobre as duas etapas da indexação, que são: 1) a análise de assunto e 2) o controle terminológico e suas contribuições para a elaboração do IFL. Assim, para efetivação da análise de assunto, é preciso percorrer três estágios. O estágio 1 “compreensão do conteúdo no IFL” exige um entendimento sobre o texto e sua estrutura. Conforme apresentado nos tópicos anteriores, a estrutura do texto pode ser macroestrutura, microestrutura e superestrutura. Além de compreender o texto, deve-se considerar mais dois fatores para efetivação desse estágio: o leitor do livro e o contexto. Para realizar o estágio 2, a “identificação dos conceitos”, é necessário realizar quatro processos mentais: análise, síntese, abstração e generalização. Tais processos acontecem em partes específicas do livro, que devem ser escolhidas pelo indexador. O Quadro 1 sintetiza os elementos para leitura do livro para a elaboração do IFL, indicando a parte do livro e em que frequência se realiza a indexação e qual autor fez esta afirmação. Para o estágio 3, “seleção dos conceitos”, é necessário determinar o aboutness do documento com uma pergunta principal “sobre o que trata o documento?”. Além disso, deve-se diferenciar os termos extensional (atinência) e intencional (significado). Após esse trabalho, o indexador deve ter clara a profundidade de indexação que utilizará (exaustividade
ou especificidade); e definem-se as frases de indexação que devem ser alocadas na estrutura do índice, que pode ser cabeçalho ou subcabeçalho. A etapa de controle terminológico no IFL diz respeito à utilização de remissivas “ver” e “ver também”. Para auxiliar na escolha dos termos que devem ter remissivas, é importante usar os instrumentos (tesauro, lista de cabeçalho de assunto) e a consulta com especialistas, pois são garantias literárias para tomada de decisão. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6034: informação e documentação: índice: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. BORGES, G. S. B. Indexação automática de documentos textuais: critérios essenciais. Orientadora: Gercina Ângela de Lima. 2009. 111 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/ECID-7W5JH9/1/dissertacao_graciane_2009.pdf. Acesso em: 22 jan. 2022. BORKO, H.; BERNIER, C. L. Indexing concepts and methods. New York: Academic Press, 1978. 261 p. BROWNE, G.; JERMEY, J. The indexing companion. Austrália: Ligary, 2007. 249 p. CESARINO, M. A.; PINTO, M. C. M. F. Análise de assunto. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 8, n. 1, p. 32-43, jan./jun. 1980. CHAUMIER, J. Indexação: conceito, etapas e instrumentos. R. bras. Bibliotecon. Doe., São Paulo, v. 21, n. 1/2, p. 63-79, jan./jun. 1988. CSOMAI, A.; MIHALCEA, R. Investigations in unsupervised back-of-the-book indexing. In: FLAIRS Conference, May 2007, [Texas]. Anais [...]. [Texas]: [s. n.], 2007. CUNHA, M. B.; CAVALCANTI, C. R. Dicionário de biblioteconomia e arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2008. DIAS, E. W.; NAVES, M. M. Análise de assunto: teoria e prática. 2. ed. rev. Brasília: Briquet de Lemos, 2013. DIAS, E. W.; NAVES, M. M. Análise de assunto: teoria e prática. 2. ed. rev. Brasília: Briquet de Lemos, 2013. FUGMMAN, R. Book indexing: the classificatory approach. Knowl. Org., [s. l.], v. 21, n. 1, 1994. FUJITA, M. S. L. A identificação de conceitos no processo de análise de assunto para indexação. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v . 1, n. 1, p. 60-90, jul./dez. 2003.