Full text
Eliana Bea iz Magano dos San os
Ensaios ísico-químicos em p odu os
alimen a es
ou ub o de 2019
UMinho | 2019 Eliana San os Ensaios ísico-químicos em p odu os
alimen a es
Uni e sidade do Minho
Escola de Ciências
Eliana Bea iz Magano dos San os
Ensaios ísico-químicos em p odu os
alimen a es
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Técnicas de Ca ac e ização e Análise Química
T abalho e e uado sob a o ien ação da
Dou o a Alice Helena Machado F ei as dos San os
e da
P o esso a Dou o a Ma ia Dulce Sil a Ge aldo
Uni e sidade do Minho
Escola de Ciências
ou ub o de 2019
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que
espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos
di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença
abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em
condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és
do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
Ag adecimen os
Que o ag adece à Sillike Po ugal S.A. e à Uni e sidade do Minho pela
possibilidade de ealiza a p esen e disse ação. A odas as pessoas da emp esa que me
acolhe am ão bem, po oda a expe iência e conhecimen o ansmi ido. Ag adeço à D a.
Alice San os pela simpa ia, disponibilidade e apoio p es ado. Também não pode ia
deixa de ag adece a g ande opo unidade que es e es ágio me p opo cionou, jun a -
me à amília Mé ieux Nu iSciences.
À p o esso a D a. Dulce Ge aldo po se uma p o esso a e o ien ado a inc í el,
semp e p on a a ajuda , po odo o apoio e disponibilidade. G a i ico ambém o
mes ado e odos os meus colegas.
A odos os meus amigos e em especial à And eia, po nunca me e deixado cai .
Po úl imo, um since o e especial ob igado à minha amília e ao meu namo ado
po se em o meu po o de ab igo.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e
con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou
alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua
elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade
do Minho.
Tí ulo
Ensaios ísico-químicos em p odu os alimen a es.
Resumo
A p esen e disse ação oi desen ol ida no âmbi o do P oje o Indi idual do mes ado
em Técnicas de Ca ac e ização e Análise Química do Depa amen o de Química da
Uni e sidade do Minho na Sillike Po ugal S.A., uma emp esa independen e de p es ação de
se iços analí icos e de consul ado ia nos á ios amos do se o ag oalimen a .
Pa a que os labo a ó ios cump am com os equisi os da qualidade pa a ga an i a
ob enção de esul ados con iá eis, a alidação de mé odos é de ex ema impo ância. Du an e
o P oje o Indi idual, oi e alidado um mé odo já implemen ado no labo a ó io –
De e minação do eo de hid oxip olina de aco do com a No ma NP 1987: 2002. A
hid oxip olina é quan i a i amen e de e minada como medida do ma e ial colagenoso em
ca ne e p odu os cá neos e a sua quan i icação é um elemen o impo an e na a aliação da
qualidade da ca ne.
Pa a a alidação o am ealizados es udos que pe mi i am de ini a cu a de calib ação,
a alia a linea idade e o limi e de quan i icação, de e mina a p ecisão do mé odo, a pa i da
epe ibilidade e da p ecisão in e média, a e acidade e ainda ob e uma es ima i a da
ince eza. A alidação oi ealizada conside ando uma g ande a iedade de amos as
pe encen es à ma iz do g upo das ca nes, p odu os cá neos e de i ados.
Fo am ainda desempenhadas di e sas unções em análises de o ina da emp esa como
os ensaios de de e minação do pH, do esíduo seco solú el, do eo de sólidos solú eis e da
acidez.
Pala as-cha e: Exa idão, hid oxip olina, ince eza, No ma NP 1987:2002, alidação.
i
Ti le
Physicochemical es s on ood p oduc s.
Abs ac
This wo k was de eloped as pa o a cu icula in e nship p ojec o he mas e ’s deg ee
in Chemical Analysis and Cha ac e iza ion Techniques o he Depa men o Chemis y o he
Uni e si y o Minho a Sillike Po ugal S.A., an independen company p o iding analy ical and
consul ing se ices in ag i- ood sec o .
Fo labo a o ies o mee quali y equi emen s o ensu e eliable esul s, alida ing a
me hod is ex emely impo an . Du ing he in e nship, a me hod al eady implemen ed in he
labo a o y – De e mina ion o hyd oxyp oline con en acco ding o S anda d NP 1987:2002.
Hyd oxyp oline is quan i a i ely de e mined as a measu e o collagenous ma e ial in mea and
mea p oduc s and i s quan i ica ion is an impo an elemen in he e alua ion o mea quali y.
Fo alida ion, s udies we e ca ied ou o de ine he calib a ion cu e, o e alua e he
linea i y and he limi o quan i ica ion, o de e mine he accu acy o he me hod, based on
epea abili y and in e media e p ecision, e aci y and o ob ain an es ima e o he
unce ain y. Valida ion was pe o med conside ing a la ge a ie y o samples belonging o he
g oup o mea , mea p oduc s and de i a i es.
Se e al unc ions we e also pe o med in ou ine company analyzes in he pH
de e mina ion assays, o he soluble d y esidue, soluble solids con en and acidi y.
Keywo ds: Accu acy, hyd oxyp oline, S anda d NP 1987:2002, alida ion, unce ain y.
ii
Índice
1. In odução ................................................................................................................... 1
1.1. A emp esa .................................................................................................................... 2
1.1.1. Análises Físico-Químicas ealizadas pela Sillike Po ugal S.A. .................. 3
1.2. Obje i os do es ágio .................................................................................................... 4
1.3. Enquad amen o ge al .................................................................................................. 5
1.3.1. Impo ância da qualidade alimen a e legislação ...................................... 5
1.3.2. Ac edi ação ................................................................................................. 7
1.3.3. NP EN ISO/IEC 17025 .................................................................................. 7
1.3.4. Sis ema de Ges ão da Qualidade da emp esa ............................................ 8
2. Fundamen os eó icos ............................................................................................... 10
2.1. Espe o o ome ia ..................................................................................................... 11
2.2. Hid oxip olina ............................................................................................................ 14
2.3. Validação de mé odos ............................................................................................... 18
2.3.1. Pa âme os de a aliação indi e a ............................................................. 19
2.3.1.1. Especi icidade/sele i idade ........................................................................ 19
2.3.1.2. Quan i icação .............................................................................................. 22
2.3.1.3. Cu as de calib ação ................................................................................... 22
2.3.1.4. Limia es Analí icos ...................................................................................... 23
2.3.1.5. Sensibilidade do mé odo: ........................................................................... 24
2.3.1.6. Gama de abalho e linea idade ................................................................. 24
2.3.1.7. P ecisão ....................................................................................................... 26
2.3.1.8. Robus ez ..................................................................................................... 29
2.3.2. Pa âme os de a aliação di e a ................................................................ 29
xi
Índice de igu as
Figu a 1: Ins alações da Sillike Po ugal S.A. .................................................................... 3
Figu a 2: Esquema dos componen es p incipais de um espe o o óme o 15. ................... 13
Figu a 3: Es u u a química da ans-4-hid oxi-L-p olina 29. .............................................. 15
Figu a 4: Mecanismo p opos o pa a a oxidação da Hyp a pi ol 11. ................................... 16
Figu a 5: Reação pa a de e minação da Hyp 33. .............................................................. 17
Figu a 6: Pa âme os de a aliação di e a e indi e a pa a alidação de um mé odo analí ico 35.
................................................................................................................................. 19
Figu a 7: Amos as con idas no ma az com 30 mL de ácido sul ú ico 3 M p on as pa a i em 16
ho as à es u a a 105 ºC ................................................................................................ 38
Figu a 8: Re a de calib ação da abso ância (λ=558 nm) em unção da concen ação de Hyp
(µg/mL). ..................................................................................................................... 42
Figu a 9: Ca a de con olo dos decli es no pe íodo es udado. ........................................ 45
x
Índice de abelas
Tabela 1: Relação en e o colagénio e a p o eína da ca ne em pe cen agem em di e en es ipos
de ca ne picada 5. ........................................................................................................ 17
Tabela 2: Limi es máximos de ecido conjun i o pa a os ing edien es designados pelo e mo
"ca ne de..." 5. ............................................................................................................ 17
Tabela 3: Tabela esumo de pa âme os que possibili am a es ima i a da exa idão: e o
ela i o, Z-sco e, e o no malizado e es e 35. .............................................................. 30
Tabela 4: Reagen es u ilizados e as suas p op iedades. ................................................... 35
Tabela 5: Ma izes es udadas na alidação do mé odo: ca nes, p odu os cá neos e de i ados.
................................................................................................................................. 36
Tabela 6: Concen ação de Hyp (µg/ml) das soluções pad ão e espe i os alo es de
abso ância. ............................................................................................................... 41
Tabela 7: Concen ação de e e ência do pad ão mais baixo e concen ação ob ida
expe imen almen e desse pad ão, e o ela i o e acei ação. ........................................... 43
Tabela 8: Equações das e as de calib ação do pe íodo es udado. .................................... 44
Tabela 9: Valo es das linhas cen al (média), LA e LC da ca a de con olo dos decli es da e a
de calib ação. ............................................................................................................. 45
Tabela 10: Limi e de de ecção, LD, limi es de quan i icação, LQ, calculados no pe íodo do
P oje o Indi idual e LQ es abelecido pelo labo a ó io. .................................................... 46
Tabela 11: Valo es ob idos nas dez éplicas independen es do pad ão mais baixo e pad ão
mais al o analisadas no mesmo dia pa a ealiza o es e de homogeneidade de a iâncias. 47
Tabela 12: Resul ados ob idos da aplicação do es e de homogeneidade de a iâncias. ..... 47
Tabela 13: Dados dos 43 duplicados analisados pa a e idencia o cump imen o da
epe ibilidade. ............................................................................................................ 49
Tabela 14: Pa âme os ca a e ís icos da p ecisão in e média. Des io pad ão da p ecisão
in e média, sPI, Limi e de p ecisão in e média ela i o, PI e coe icien e de a iação da p ecisão
in e média, CVPI .......................................................................................................... 50
x i
Tabela 15: Resul ados ob idos nos ensaios in e labo a o iais. ......................................... 51
Tabela 16: Dados u ilizados pa a calcula a componen e da exa idão da ince eza (μg/mL). 52
Tabela 17: Pa âme os da componen e ince eza associados à p ecisão in e média. ......... 52
Tabela 18: F ases de pe igo (H) e p ecaução (P) associados aos eagen es u ilizados. ........ 64
1
1. In odução
2
1.1. A emp esa
Em julho de 1992 su giu, em Vila No a de Gaia, a Sociedade de Engenha ia e Ges ão da
Qualidade, Lda. (EGI), como uma emp esa de p es ação de se iços no se o ag oalimen a ,
dando espos a à p e enção da qualidade e segu ança alimen a com se iços de análise e
acesso ia, o nando-se líde no seu se o . A EGI in eg a desde 1993 o Sis ema Po uguês da
Qualidade a a és da ac edi ação do seu labo a ó io.
Depois do ano 2000 c iou-se o labo a ó io de Análise Senso ial, onde se a aliam e
ca ac e izam o ganole icamen e os p odu os de consumos e a EGI oi o çada a aumen a as
suas ins alações em 2005, passando a localiza -se na zona indus ial dos Te ços, na eguesia
de Canelas, onde se encon a a ualmen e.
Em 2008, a mul inacional no e-ame icana Sillike adqui e a emp esa dando o igem à
Sillike Po ugal, S.A. passando a in eg a um dos maio es g upos mundiais na p es ação de
se iços des a á ea.
Ou os ma cos impo an es da emp esa são o lançamen o em 2009 do se iço de
Es udos de Vida Ú il de modo a alida o pe íodo de alidade pa a os di e en es p odu os de
cada clien e, e ainda a ob enção da ac edi ação dos p imei os 8 ensaios de águas de consumo
humano in eg ados na o e a de se iços analí icos na á ea ambien al em no emb o de 2010
1.
Em janei o de 2012, ainda na á ea ambien al, ob e e a ac edi ação das colhei as das
amos as das águas de consumo e em mais dois ensaios ísico-químicos. Também em 2011, a
ac edi ação expandiu pa a as análises e e iná ias, com a pesquisa de Salmonella em
amos as de ma é ia ecal e ambien ais p o enien es da p odução p imá ia. Em 2013,
su gi am no os se iços como o se iço de análises aos ma e iais de embalagens que en am
em con ac o di e o com os alimen os, analisando odos os aspe os impo an es desde o
design da embalagem, ab ico a é à u ilização inal e eliminação 2.
A Sillike encon a-se, a ualmen e, em 21 países com mais de 80 labo a ó ios, com o
obje i o de esponde às necessidades no que diz espei o à p e enção da qualidade e
segu ança alimen a . Pe encendo à Mé ieux Nu iSciences ( igu a 1), do Ins i u o Mé ieux, a
Sillike é um pa cei o de con iança no âmbi o da saúde pública po meio de análises
labo a o iais, audi o ias, consul ado ia, o mação e se iços de in es igação 3.
3
A Mé ieux Nu iSciences, na á ea da indús ia alimen a , p es a se iços analí icos
quali a i os e/ou quan i a i os de pesquisa de ale génios em alimen os, es udos de ida ú il
e es abilidade dos alimen os, de ecção de con aminan es, mono o ização de supe ícies, a e
água, se iços de apoio ao con olo da aude e au en icidade dos alimen os, audi o ias ao
Sis ema de Ges ão da Qualidade e Segu ança Alimen a , análise de ma e iais em con ac o com
p odu os alimen a es e alidação de o ulagem 3.
1.1.1. Análises Físico-Químicas ealizadas pela Sillike Po ugal S.A.
A Sillike Po ugal, S.A. possui ês labo a ó ios: labo a ó io de Físico-Química onde são
execu adas a maio ia das écnicas clássicas de análise, labo a ó io de Mé odos Ins umen ais
de Análise onde são ealizadas análises po écnicas c oma og á icas e espe o o omé icas e
o labo a ó io de Mic obiologia.
Rela i amen e aos ensaios ísicos-químico des acam-se as análises pa a de e mina :
a) Con aminan es: Me ais pesados (a sénio, cádmio, chumbo…), ale génios (glú en,
su i os…) e ou os (ac ilamida, mico oxinas…);
b) Pa âme os de Qualidade: Acidez, desin eg ação, dissolução, cinzas, a iação de peso
e pe da po secagem;
c) Nu icionais: Hid a os de ca bono ( ib a alimen a , pe il de açúca es, amidos…),
p o eínas ( eo de p o eína, pe il de aminoácidos, ans-4-hid oxi-L-p olina, lípidos
Figu a 1: Ins alações da Sillike Po ugal S.A.
4
(coles e ol, ma é ia go da, pe il de ácidos go dos, índice de pe óxidos…)
componen es p incipais (cinzas, ib a b u a…), i aminas (hid ossolú eis e
lipossolú eis) e mine ais (cálcio, e o, magnésio, zinco…).
d) Adi i os: An ioxidan es (ácido ascó bico, palmi a o de asco bilo…), adoçan es (glice ol,
u ose, galac ose…), conse an es (ácido acé ico, benzóico, málico, pe il de ácidos
o gânicos, benzoa os, ni i o e ni a os…) e co an es.
Todos os labo a ó ios do g upo Mé ieux Nu iSciences são ac edi ados po um
o ganismo independen e de aco do com o e e encial ISO/IEC 17025. Es e o nece uma
a aliação obje i a da compe ência écnica dos labo a ó ios e assegu a a p ecisão, exa idão e
epe ibilidade dos esul ados analí icos 4.
O ac o de se a a de uma no ma in e nacional é o pon o de pa ida pa a o e ece
se iços ha monizados a ní el mundial. O labo a ó io em Po ugal é ac edi ado pelo IPAC
(Ins i u o Po uguês de Ac edi ação, I.P.) e cump e po isso com os c i é ios de ac edi ação
pa a labo a ó ios de ensaio es abelecidos na NP EN ISO/IEC 17025, econhecidos pelo IPAC
(ac edi ação nº L0087) 4.
Tem ambém implemen ado um sis ema de qualidade em que os elemen os des e
sis ema es ão documen ados no Manual da Qualidade (MQ) que se encon a disponí el e
acessí el na emp esa 2. Pelo ac o de se uma e e ência a ní el mundial no se o alimen a , o
g upo Sillike necessi a de ga an i a iabilidade dos esul ados analí icos publicados. Assim, a
emp esa subme e-se a audi o ias pe iódicas in e nas e ex e nas, e pa icipa a ní el nacional e
in e nacional, em ci cui os de ensaios de compa ação in e labo a o ial (ECI), com o p opósi o
de a alia o seu desempenho. Pa a além dis o, dia iamen e segue igo osos p ocedimen os
de con olo de qualidade como o uso de DPCS (Daily P ocess Con ol Sample), análises de
amos as em duplicado e análises de pad ões de con olo (em mé odos de cu a de
calib ação).
1.2. Obje i os do es ágio
A p esen e disse ação su ge no âmbi o do P oje o Indi idual do mes ado em Técnicas
de Ca ac e ização e Análise Química do Depa amen o de Química da Uni e sidade do Minho
5
ealizado na emp esa Sillike Po ugal S.A. em Canelas, Vila No a de Gaia. O es ágio e e uma
du ação de no e meses (se emb o de 2018 a junho de 2019). Em janei o de 2019, oi me
ende eçado o con i e pa a in eg a a equipa do Labo a ó io de Química da emp esa.
Numa ase inicial, oco eu a adap ação e in eg ação à emp esa, e p ocedeu-se à análise
de documen ação ele an e, como o Manual de Qualidade da emp esa. Seguidamen e
deco eu o acompanhamen o dos analis as em ensaios de o ina ac edi ados e
implemen ados no Labo a ó io de Química, conhecendo e u ilizando os di e en es
equipamen os do labo a ó io e so wa e, dando en âse às e amen as de con olo de
qualidade implemen adas e u ilizadas dia iamen e. Depois de ealiza os mé odos de ensaio
em pa alelo com os analis as p incipais, começou-se a ealiza as análises de o ma au ónoma.
O p incipal obje i o consis iu em adqui i compe ências a odos os ní eis no âmbi o do
abalho de o ina de um labo a ó io ac edi ado, e em especial na alidação de mé odos
químicos analí icos em p odu os alimen a es com ecu so a écnicas de química clássica. Pa a
além disso ealiza am-se ou os ensaios eco endo a mé odos ins umen ais de análise.
Nes a disse ação ap esen a-se o es udo da e alidação de um mé odo já implemen ado na
emp esa - De e minação do eo de hid oxip olina (Hyp) de aco do com a no ma NP
1987:2002. Es e mé odo analí ico oi u ilizado em condições de análise de amos as eais em
di e sas ma izes de ca ne. Fo am a aliados os pa âme os de desempenho, nomeadamen e
a epe ibilidade, p ecisão in e média, e acidade e ince eza do mé odo.
1.3. Enquad amen o ge al
1.3.1. Impo ância da qualidade alimen a e legislação
A alimen ação a e a di e amen e a saúde, sendo o conhecimen o da in o mação
nu icional e da qualidade dos alimen os inge idos dia iamen e de ex ema impo ância. A
União Eu opeia (UE) lançou o Regulamen o (UE) n.º 1169/2011 que es abelece os p incípios,
equisi os e esponsabilidades ge ais que egem a in o mação sob e os géne os alimen ícios
e, em pa icula , sob e a o ulagem. Es e documen o legal é aplicá el a odos os géne os
alimen ícios des inados ao consumido inal, incluindo os que são o necidos po
6
es abelecimen os de es au ação cole i a e os que se des inam a se o necidos a esses
es abelecimen os 5.
Um egulamen o é um a o legisla i o inculado, aplicá el a odos os países da UE. O
egulamen o é de aplicação di e a e po isso não p ecisa de se anspos o pa a a legislação
nacional, e i ando-se assim as e e idas in e p e ações di e gen es 6.
O Regulamen o (CE) n.º 1881/2006 da Comissão Eu opeia, de 19 de dezemb o de 2006,
ixa os eo es máximos de ce os con aminan es p esen es nos géne os alimen ícios com a
inalidade de p o ege a saúde pública e man e os con aminan es em ní eis que sejam
acei á eis do pon o de is a oxicológico. No caso dos con aminan es que sejam conside ados
como subs âncias cance ígenas geno óxicas ou em casos em que a exposição a ual da
população ou dos g upos ulne á eis da população se ap oxime ou exceda a dose admissí el,
o egulamen o e e e que de em de ini -se eo es máximos a um ní el que seja ão baixo
quan o azoa elmen e possí el 7.
Pela exis ência de um núme o cada ez maio de alimen os p ocessados, o ulados e
publici ados e de o ma a se possí el assegu a um ele ado ní el de p o eção dos
consumido es e a acili a as suas escolhas, os p odu os colocados no me cado, incluindo os
impo ados, de e ão se segu os e de idamen e o ulados. Um egime alimen a a iado e
equilib ado é uma condição indispensá el pa a a manu enção da saúde e os p odu os
conside ados indi idualmen e êm uma impo ância ela i a no con ex o do egime alimen a
ge al. Po isso, o Regulamen o (CE) n.º 1924/2006 do Pa lamen o Eu opeu e do Conselho, de
20 de dezemb o de 2006, ela i o às alegações nu icionais e de saúde sob e os alimen os,
p e ê uma uni o mização das o ulagens pa a os géne os alimen ícios 8.
Es es egulamen os isam ainda a diminuição do isco de aude alimen a . A aude
alimen a é a p odução e/ou a come cialização delibe ada de p odu os alimen a es não
con o mes. Oco e quando os p odu os não es ão em con o midade legal, ou seja, quando a
legislação alimen a da UE é in encionalmen e iolada pa a ob e um ganho económico ou
inancei o, enganando o consumido 9.
A qualidade e segu ança alimen a o nam-se undamen ais na en a i a de ga an i que
os alimen os inge idos são inócuos e que es ão ap os pa a se em consumidos, ha endo a
necessidade ac escida de ga an i que os p odu os alimen a es es ão de aco do com as
especi icações e egulamen os de segu ança exis en es an es de chega ao consumido 10.
7
Os mé odos de análise de em ap esen a especi icidade, pois os alimen os são de
cons i uição química complexa, podendo seus componen es in e e i nos esul ados 11.
1.3.2. Ac edi ação
A ac edi ação se e essencialmen e pa a adqui i e ansmi i con iança na execução de
de e minadas a i idades écnicas, ao con i ma a exis ência de um ní el de compe ência
écnica mínimo, econhecido in e nacionalmen e. A ac edi ação é po isso uma e amen a
de globalização e in e nacionalização da economia, p omo endo as expo ações nacionais. O
Regulamen o (CE) n.º 765/2008 ob iga as au o idades nacionais dos Es ados-Memb os da UE
a econhece em a equi alência das ac edi ações dos signa á ios do Aco do da EA (do inglês
Eu opean Coope a ion o Acc edi a ion) 12.
A ac edi ação consis e na demons ação e econhecimen o, a a és de uma a aliação
e e uada pelo o ganismo de ac edi ação Ins i u o Po uguês de Ac edi ação, I.P. (IPAC), da
compe ência écnica e de ges ão de uma o ganização, pa a es a e e ua a i idades especí icas
de a aliação da con o midade de aco do com a mesma no ma. O IPAC é o o ganismo nacional
de ac edi ação eque ido pelo Regulamen o (CE) n.º 765/2008 12.
A ac edi ação de um labo a ó io não é uma ce i icação. Quando um labo a ó io passa
a se ac edi ado, o cump imen o das exigências des a ac edi ação é um equisi o legal pa a o
exe cício de uma de e minada a i idade de a aliação da con o midade, ao con á io da
ce i icação que é maio i a iamen e uma opção olun á ia das emp esas.
1.3.3. NP EN ISO/IEC 17025
Um dos equisi os pa a ac edi ação de qualque labo a ó io segundo a no ma NP EN
ISO/IEC 17025, é a exis ência de um sis ema de ges ão de qualidade documen ado.
A no ma NP EN ISO/EC 17025 em como equisi os de ges ão a necessidade de
ealização de audi o ias in e nas, ealizadas pe iodicamen e de o ma a e i ica se as
a i idades ealizadas cump em com os equisi os do Sis ema de Ges ão e da p óp ia no ma.
As audi o ias in e nas são uma e amen a essencial pa a iden i ica e p eca e alhas no
Sis ema de Ges ão e na e i icação da e iciência da Polí ica de Qualidade 13.
14
e um de ec o . Des a o ma, ob ém-se uma análise mais ápida de á ios comp imen os de
onda em simul âneo e diminuição do uído associado ao sinal medido 20.
Apesa do mé odo espe o o omé ico se o mais u ilizado na quan i icação do
aminoácido Hyp de ido à p ecisão, simplicidade, baixo cus o e apidez, podem se u lizadas
ou as écnicas como o mé odo enzimá ico ELISA (do inglês Enzyme-Linked Immunoso ben
Assay) ou a c oma og a ia líquida de al a e iciência, HPLC (do inglês: High pe o mance liquid
ch oma og aphy) 11.
2.2. Hid oxip olina
A hid oxip olina (Hyp) é um aminoácido não essencial que
cons i ui p o eínas e de i ados da p olina. Encon a-se undamen almen e no ecido
conjun i o e ósseo. A quan i icação da Hyp é um elemen o impo an e na a aliação da
qualidade da ca ne, uma ez que es á elacionada di e amen e com a ma é ia-p ima cá nea
21. A de ecção e a de e minação de Hyp são um eque imen o essencial pa a a ciência e
ecnologia de ca nes que p ocu a explica a e dadei a con ibuição do colagénio pa a a
es u u a e qualidade da ca ne 22. Em ge al, a ca ne com ele ada p opo ção de ecido
conjun i o é conside ada de baixa qualidade, de ido à edução da sua maciez e alo
nu icional, es ando g ande pa e dos aminoácidos essenciais em p opo ção eduzida 23.
São u ilizadas ês ca ac e ís icas pa a de ini a qualidade da ca ne: a apa ência, maciez
e sabo . A qualidade da ca ne es á associada à in e ação de a o es biológicos do animal i o
e p ocessos bioquímicos que oco em no pos mo em como a con e são do músculo em
ca ne du an e o a mazenamen o 24.
As ca nes u ilizadas pa a elabo ação de embu idos emulsionados são as ca nes
indus iais da linha de aba e, e alhos e apa as p o enien es da desossa. Ap esen am ele ado
eo de p o eínas não mio ib ila es, como as do ecido conjun i o 25.
Com a ele ação dos cus os dos co es cá neos, algumas indús ias êm inco po ado
audulen amen e ecidos in e io es ou ma é ias-p imas cá neas de baixo alo come cial,
icas em ib as de ecido conjun i o, com a inalidade de ob enção de maio luc o 26.
15
Na exis ência de uma legislação que es abeleça eo es máximos de p o eína do ecido
conjun i o colagenoso em ca nes e p odu os cá neos, o eo de colagénio de e se
de e minado com segu ança, ha endo a necessidade de mé odos de análise de o ina que
sejam simples, con iá eis e su icien emen e ápidos 11.
A p olina (P o) oi sin e izada pela p imei a ez po Wills a e em 1900. Mas es e
aminoácido só oi econhecido como componen e das p o eínas, quando em 1901, Fische
conseguiu isolá-lo a pa i do hid olisado ácido da gela ina usando um és e 27.
Já a Hyp oi descobe a mais a de ambém po Fische . Em 1905, Leuchs ob e e a Hyp
a a és de uma sín ese, onde oi escla ecida a sua es u u a química ( e igu a 3) 28.
É ainda possí el encon a a Hyp na pa ede celula ege al. O ecido conjun i o
colagenoso ep esen a oi o ezes o eo de Hyp, ou seja, con ém 12,5 % des e aminoácido 11.
O e mo colagénio é u ilizado pa a denomina uma amília de 27 p o eínas iso o mas
encon adas nos ecidos conjun i os. Em e mos de quan idade, é o cons i uin e mais
impo an e do ecido conjun i o e é um elemen o es u u al impo an e em o ganismos
mul icelula es. O colagénio é uma p o eína ib osa encon ada em odo o eino animal,
con ém cadeias pep ídicas dos aminoácidos glicina (Gly), P o, lisina (Lys), hid oxilisina (Hyl),
Hyp e alanina (Ala). Essas cadeias são o ganizadas de o ma pa alela a um eixo, o mando as
ib as de colagénio, que p opo cionam esis ência e elas icidade à es u u a p esen e 23.
A sequência de aminoácidos no colagénio é, em ge al, uma unidade ipep ídica, glicina-
X-p olina ou glicina-X-hid oxip olina, onde o X pode se qualque um dos 20 aminoácidos-
pad ão. Cada molécula de colagénio pode e a é ês cadeias di e en es, que se unem na
o mação do p ocolagénio 30.
Uma ez que a p esença da Hyp é a a nas p o eínas, oco endo apenas em algumas ais
como a elas ina (1,6 %), e ainda em meno ex ensão na p o eína do complemen o do so o, é
Figu a 3: Es u u a química da ans-4-hid oxi-L-p olina 29.
16
impo an e o desen ol imen o de mé odos de quan i icação des e aminoácido, de o ma a
quan i ica indi e amen e o eo de colagénio 31. A Hyp é quan i a i amen e de e minada
como medida do ma e ial colagenoso em ca ne e p odu os cá neos 32.
Na hid oxilação da P o em Hyp, a p o eína p olil hid oxilase econhece a P o como o seu
subs a o desde que es a se encon e ao lado de uma Gly na sequência, no
sen ido amino a ca boxilo, sendo en ão inse ido um g upo OH— no esíduo de P o.
Na de e minação espe o o omé ica da concen ação de Hyp, a amos a é inicialmen e
hid olisada com ácido sul ú ico a 105 °C pa a libe a a Hyp da ligação pep ídica e sepa a da
go du a. O aminoácido li e é de e minado colo ime icamen e após oxidação a pi ol pelo
eagen e clo amina T ( igu a 4) e eação com 4-dime ilaminobenzaldeído esul ando num
compos o de colo ação e melho-pú pu a pela adição do eagen e 4-
(dime ilamino)benzaldeído ( igu a 5) e a abso ância é medida espe o o ome icamen e a
558 nm 11.
Figu a 4: Mecanismo p opos o pa a a oxidação da Hyp a pi ol 11.
17
A ní el de legislação, o egulamen o (UE) n.º 1169/2011 do pa lamen o eu opeu e do
conselho de 25 de ou ub o de 2011 5, de ine a elação colagénio/p o eína da ca ne exp essa
como pe cen agem de colagénio na p o eína da ca ne nos di e en es ipos de ca ne picada
( abela 1). Como já e e ido, o eo de colagénio ep esen a oi o ezes o eo de Hyp.
Tabela 1: Relação en e o colagénio e a p o eína da ca ne em pe cen agem em di e en es ipos de ca ne picada
5.
Colagénio/p o eína da ca ne
(%)
Ca ne picada mag a
≤ 12
Ca ne pu a de bo ino picada
≤ 15
Ca ne picada de suíno
≤ 18
Ca ne picada de ou as espécies
≤ 15
De ine ambém o eo o al de ecido conjun i o que não de e se excedido em di e sos
ipos de ca ne ( abela 2). Quando es es limi es são ul apassados, a lis a de ing edien es do
p odu o de e menciona a p esença de ecido conjun i o.
Tabela 2: Limi es máximos de ecido conjun i o pa a os ing edien es designados pelo e mo "ca ne de..." 5.
Espécie
Colagénio/p o eína
(%)
Mamí e os
25
Suínos
25
A es e coelhos
10
Figu a 5: Reação pa a de e minação da Hyp 33.
18
A no ma po uguesa NP 1987:2002 – Ca nes e p odu os cá neos. De e minação do eo
de hid oxip olina, em como obje i o ixa um mé odo pa a de e minação da Hyp da ca ne e
p odu os cá neos eco endo a um mé odo espe o o omé ico. É aplicá el aos p odu os que
con enham menos de 0,5 % (m/m) de Hyp. O eo de Hyp da ca ne e p odu os cá neos é
de e minado de aco do o p ocedimen o da no ma e exp esso em pe cen agem.
2.3. Validação de mé odos
Validação é um conjun o de ope ações necessá ias pa a demons a que um
p ocedimen o é adequado pa a a aplicação p e endida. A alidação de um mé odo analí ico
em po obje i o o conhecimen o de seu po encial aplica i o e de suas limi ações, sendo
essencial pa a a co e a in e p e ação dos esul ados ob idos na aplicação do mé odo. O
p ocesso de alidação em o obje i o de a alia a epe i i idade e a ep odu ibilidade do
mé odo, pela in e p e ação dos pa âme os que de inem a exa idão e a p ecisão do mesmo
11.
A alidação de esul ados segue o p incípio básico de que um esul ado pa a se
conside ado álido em de sa is aze os equisi os de qualidade que lhe sejam exigidos 14. A
alidação de um mé odo é um concei o an igo nos labo a ó ios analí icos. Desde há mui o que
cien is as alidam os seus mé odos an es de os u iliza em como o ina 34.
Semp e que um labo a ó io p a ica mé odos in e nos de ensaio e á que ealiza um
p ocesso de alidação desses mesmos mé odos, com odos os esul ados ob idos, de o ma a
assegu a que es es são p óximos o su icien e do alo e dadei o desconhecido do anali o
nas amos as analisadas 35.
A alidação de um mé odo é ei a u ilizando e amen as de a aliação di e a e de
a aliação indi e a ( igu a 6) sendo que é necessá io adap a os pa âme os da a aliação a cada
ipo de mé odo 35.
19
Quando um labo a ó io u iliza uma no ma ou um documen o no ma i o, apenas
necessi a de demons a a obus ez dos esul ados que ge a. A obus ez pode se
demons ada u ilizando esul ados de pa icipações em ECI’s ou de uma audi o ia in e na e
podem se u ilizados egis os que demons em que é cump ido o es abelecido na no ma -
nomeadamen e os c i é ios de epe ibilidade e de ep odu ibilidade 14. Quando o labo a ó io
execu a uma adap ação de uma no ma ou um mé odo in e no são necessá ios mais
elemen os pa a alida os esul ados, ou seja, é necessá io que o mé odo seja alidado 35.
Pa a a alidação de um esul ado a aliam-se ês pa âme os essenciais pa a de e mina
a qualidade des e esul ado, sendo eles a e acidade, a p ecisão e a ince eza. A alidação de
um mé odo de ensaio in e no de e se ei a aquando da sua implemen ação e de e cump i
de e minados equisi os. De em se de e minados os pa âme os
sele i idade/especi icidade, gama de abalho, limia es analí icos, linea idade, sensibilidade,
p ecisão, exa idão, obus ez e ince eza 35.
2.3.1. Pa âme os de a aliação indi e a
Especi icidade/sele i idade
O e mo especi icidade, mui as ezes u ilizado como sinónimo de sele i idade, de ine a
capacidade do mé odo de ec a o anali o de in e esse na p esença de ou os componen es
A aliação Indi e a
A aliação Di e a
• Sele i idade
• Gama de abalho
• Quan i icação
• P ecisão
• Robus ez
• Ma e iais de Re e ência
ce i icados
• Ensaios in e labo ao ias
• Tes es compa a i os
• Exa idão
• Ince eza
Figu a 6: Pa âme os de a aliação di e a e indi e a pa a alidação de um mé odo analí ico 35.
20
da ma iz. Já a sele i idade e e e-se à capacidade de de ecção de um g upo es i o de
subs âncias. É a capacidade do mé odo iden i ica e dis ingui um anali o numa mis u a
complexa, sem in e e ências. Um mé odo especi ico em uma sele i idade pe ei a. A
sele i idade de e se es ada pa a qualque in e e en e.
A sele i idade de e se a aliada quando se alidam mé odos desen ol idos no
labo a ó io, adap ados da li e a u a cien í ica ou no malizados mas u ilizados o a do âmbi o
especi icado.
Uma o ma de a alia a sele i idade de um mé odo ins umen al é a pa i de ensaios
de ecupe ação ealizados em amos as da mesma ma iz, espei ando as condições de
epe ibilidade e al e ando a concen ação do anali o. Quando é e i icada a ausência na
ín eg a de e ei os de in e e ência, conside a-se que o mé odo é especí ico 36. Po isso, um
mé odo é especí ico quando a sele i idade ap esen a esul ados de ecupe ação p óximos a
100 % 35. Al e na i amen e, pode-se a alia amos as es e con endo o anali o em es udo e
quan idades conhecidas de possí eis in e e en es e compa a as espos as ob idas. Também
pode-se a alia os esul ados ob idos po dois mé odos di e en es ou do mesmo mé odo
aplicado em ma izes di e en es. As espos as ob idas são compa adas a a és de es es de
signi icância. Usam-se es es wo- ailed (bicaudal) pa a a alia se os alo es ob idos di e em
signi ica i amen e 35.
1- Tes e de médias:
Es e es e aplica-se quando se p e ende compa a dois mé odos sob e a mesma amos a
e não é exigido que o núme o de amos as es udadas seja igual pois usa-se a média dos alo es
es udados.
P imei amen e é ealizado o es e F de homogeneidade de a iâncias - F Snedeco /
Fishe pa a n-1 g aus de libe dade e 95 % de ní el de con iança, a a és das exp essões 2 e 3:
PG=s12
s22 ou PG=s22
s12 Exp essão 2
de modo a PG se semp e >1 e onde:
Exp essão 3
21
Depois é aplicado o Tes e - compa ação de médias pa a compa a os alo es médios
ob idos. Pe mi e es a se as di e enças obse adas se de em apenas a e os alea ó ios. Se as
a iâncias não di e i em signi ica i amen e (comp o ado pelo es e F), en ão é aplicada a
exp essão 4 pa a n1+n2-2 g aus de libe dade:
Exp essão 4
Se as a iâncias di e i em signi ica i amen e, é aplicada a exp essão 5:
Exp essão 5
onde o núme o de g aus de libe dade é calculado pela exp essão 6:
Exp essão 6
Compa a-se o alo | |calculado com o alo abelado (ní el de con iança de 95 %). Se
o | | calculado o meno que o abelado, en ão o mé odo é conside ado sele i o.
2- Tes e das di e enças (amos as empa elhadas):
Es e es e é aplicado quando se p e ende compa a dois mé odos sob e amos as iguais
na mesma gama de concen ação endo como base o p essupos o de que qualque e o
alea ó io e/ou sis emá ico é independen e da concen ação. São compa ados dois conjun os
de alo es e não se e e uam éplicas. De e mina-se a di e ença en e cada pa de esul ados,
o alo médio das di e enças e o des io pad ão e calcula-se o alo de pela exp essão 7:
Exp essão 7
onde 𝑥𝑑 é a média a i mé icas das di e enças, n é o núme o de amos as es udadas e Sd o
des io pad ão associado à média das di e enças.
22
Compa a-se o alo | |calculado com o alo abelado pa a n-1 g aus de libe dade e
ní el de con iança de 95 %. Se o | | calculado o meno que o abelado, en ão pode-se
conclui que o mé odo é sele i o.
Quan i icação
A quan i icação eque o conhecimen o de dependência da espos a medida com a
concen ação do anali o. A quan i icação de um mé odo é ei a eco endo ao cálculo dos
pa âme os cu as de calib ação, limia es analí icos e sensibilidade 35.
Cu as de calib ação
Uma cu a de calib ação co esponde à ep esen ação g á ica de alo es da espos a
em unção de alo es de concen ação. A o ma algéb ica da equação de uma e a é y = mx +
b. Em elação às a iá eis x e y pode-se e duas si uações:
1- Ince ezas em y são independen es de x:
Na p imei a si uação, exis e homogeneidade de a iâncias ao longo da e a e a eg essão
linea é de e minada pelo mé odo dos mínimos quad ados.
Associado às medições, cada alo de e minado ap esen a semp e uma ince eza
associada. Assim, o decli e e a o denada na o igem ap esen am uma dispe são de alo es que
é unção do mé odo e pa a a de e minação da sua ince eza é necessá io calcula o des io
pad ão esidual Sy/x (des io pad ão da cu a de calib ação), que o nece a dispe são do sinal
ins umen al em o no da e a de calib ação 37. Com es es alo es ambém é possí el calcula
o des io pad ão associado à concen ação, des io pad ão do mé odo e o coe icien e de
a iação do mé odo (que mos a a ex ensão da a iabilidade em elação à média dos dados).
A calib ação analí ica pode se a aliada pelo pa âme o coe icien e de co elação ( ) com a
exp essão 8 38 39.
Exp essão 8
23
O alo do coe icien e de co elação pode oma alo es en e -1 e 1, ep esen ando um
decli e nega i o e posi i o, espe i amen e. Em análise química as cu as de calib ação de em
e alo es de iguais ou supe io es a 0,995 35.
2- Ince ezas em y dependen es de x:
Nes a si uação, não exis e homogeneidade de a iâncias ao longo da e a e os pon os
que êm meno des io pad ão (si) de em e maio a o de ponde ação (wi) no cálculo dos
pa âme os da e a. Es e ipo de eg essão denomina-se de eg essão linea ponde ada. Os
a o es de ponde ação são calculados a pa i da exp essão 9:
Exp essão 9
Nes e caso, os alo es do des io pad ão da eg essão linea ponde ada e o des io
pad ão associado aos alo es de concen ação de e minados são calculados conside ando os
a o es de ponde ação 36.
Limia es Analí icos
O limi e de de ecção (LD) é a concen ação mais baixa de anali o que pode se de e ada
pelo mé odo com um de e minado ní el de con iança 35 38. Co esponde à meno
concen ação que pode se dis inguida do b anco e é calculado a pa i da exp essão 10:
LD=3×S0 ou LD=3×S0′ Exp essão 10
onde S’0 é des io pad ão conside ando o núme o de éplicas em o ina; n o nº de éplicas
e e uadas em análise de o ina e S0 o des io pad ão de m ensaios ealizados em condições de
epe ibilidade.
No en an o, se o mé odo en ol e uma calib ação linea , o cálculo pode se ei o da
eco endo à exp essão 11:
LD=[3,3 ⋅ Syx]
b Exp essão 11
onde Sy/x é o des io pad ão esidual da cu a de calib ação e b é o decli e da e a 35.
30
pode se es abelecida a a és das análises ealizadas com o auxílio de ma e iais de e e ência
ce i icados (MRC), a pa i de ensaios in e labo a o iais (ECI’s) ou es es de ecupe ação e
compa a i os.
Os ensaios in e labo a o iais são ensaios que pe mi em a alia o desempenho dos
labo a ó ios, sob as mesmas condições ou condições elacionadas. Exis em di e sos ipos de
ensaios in e labo a o iais consoan e os obje i os a que se des inam. Os ensaios de ap idão
a aliam o desempenho dos labo a ó ios pa icipan es sendo po ezes condição pa a a
ac edi ação do labo a ó io.
Um ma e ial de e e ência ce i icado (MRC) é usado na alidação de um mé odo e
possui um alo de concen ação e ince eza associada. Vem acompanhado com um
ce i icado e de e se adqui ido a um o necedo c edí el e econhecido. A a és de um MRC
é possí el a alia o desempenho do labo a ó io. O alo ob ido é compa ado com o alo
ce i icado e de e mina-se o bias, a aliando assim a e acidade.
Pa a a alia os esul ados ob idos da análise de um MRC, pode-se calcula o e o ela i o
(% RE), o a o de desempenho (Z-sco e), o e o no malizado (En) e a pe cen agem de
ecupe ação (% R), de e minados a pa i das exp essões 28, 29 e 30, espe i amen e. Podem
ambém se ei os es es de hipó eses eco endo à exp essão 31 ( abela 3) 35.
Tabela 3: Tabela esumo de pa âme os que possibili am a es ima i a da exa idão: e o ela i o, Z-sco e, e o
no malizado e es e 35.
Pa âme o
Cálculo
Exp essão
Obse ações
E o ela i o
ER (%) = (Xlab−X )
X x 100
28
Xlab é o alo médio do MRC ob ido
expe imen almen e; X o alo acei e como
e dadei o do MRC.
Z-sco e
Z = (Xlab−X )
𝑆
29
O desempenho é classi icado consoan e o alo de
Z, em módulo. Se|Z| o in e io ou igual a 2, o
desempenho é conside ado sa is a ó io, se |Z| ica
comp eendido en e 2 e 3, o desempenho é
ques ioná el e nas si uações em que |Z| é maio
que 3, o desempenho é não sa is a ó io.
E o
no malizado
En = (Xlab−X )
√𝑈2𝑙𝑎𝑏+√𝑈2𝑟𝑒𝑓
30
Ulab é a ince eza do labo a ó io no seu esul ado;
U e é a ince eza do alo e dadei o
Tes e de
hipó ese
= (Xlab−X ) x √N
Sxlab
31
O alo de | | é compa ado com abelado pa a n-
1 g aus de libe dade. Quando | |≤ abelado, não
há e idências signi ica i as que exis em e os
sis emá icos, logo o ensaio é sa is a ó io. Se | |>
abelado, há e idência signi ica i a que exis em
e os sis emá icos, logo o ensaio é não sa is a ó io.
31
Ince eza
Segundo o Vocabulá io In e nacional de Te mos Básicos e Gené icos em Me ologia
(VIM), de ine-se como ince eza o “ esul ado de uma medição, que ca ac e iza a dispe são de
alo es que pode iam se azoa elmen e a ibuídas ao mensu ado” 41.
Em elação ao cálculo da ince eza, pode-se conside a a abo dagem passo-a-passo,
a a és de ensaios in e labo a o iais e a a és de dados in a-labo a o iais 42.
A no ma ISO 11352 conside a a es ima i a de ince eza combinando a ince eza da
p ecisão in e média ( ep odu ibilidade in a-labo a o ial – u(RW, ela i o)) e jus eza do mé odo
e/ou labo a ó io (quan i icado ao bias - u(bias) ela i o) 43.
A ince eza associada aos e os alea ó ios pode se quan i icada a a és do ecu so a
amos as de con olo (DPCS). A componen e de ince eza de p ecisão in e média
(u(RW, ela i o)) pode se a aliada a a és do des io pad ão de amos as de con olo (Rw). Po
sua ez o RW, ela i o e o u(RW, ela i o) são calculados a a és das exp essões 32 e 33:
RW, ela i o=Rw
x Exp essão 32
Exp essão 33
O bias (des io) é uma es ima i a dos e os sis emá icos que pode se es imado
eco endo a ensaios in e labo a o iais a a és da exp essão 34 44.
u(bias) ela i o=√RMSbias, ela i o
2+u(CRe ) ela i o
2 Exp essão 34
em que o RMSbias, ela i o
2 o 𝑢(CRe )𝑟𝑒𝑙𝑎𝑡𝑖𝑣𝑜 são calculados pelas exp essões 35 e 36 45:
Exp essão 35
u(CRe ) ela i o=1,253×sR, ela i o
√P Exp essão 36
A pa i das ince ezas ela i as, ob ém-se a ince eza combinada ela i a a a és da
exp essão 37 46:
u(RW, ela i o)=√∑(u(RW, ela i o))2
ni=1 nRW
RMSbias, ela i o=√∑ (bias ela i o)2
ni=1 nPT
32
u ela i o=√u(RW, ela i o)2+u(bias) ela i o
2 Exp essão 37
A ince eza expandida co esponde ao in e alo no qual se espe a que haja uma g ande
ação da dis ibuição dos alo es que podem se a ibuídos à mensu anda. Pa a es ima a
ince eza expandida mul iplica-se o alo da ince eza combinada po um a o de expansão,
k, pa a um dado ní el de con iança (pa a 95 %, k = 2; exp essão 38) 46:
U ela i o=k×u ela i e Exp essão 38
2.3.3. Tes e de ejeição de alo es
An es de inicia qualque a amen o de esul ados, de e-se e i ica o a as amen o ou
esul ados disc epan es das medições, sendo necessá io u iliza o es e de G ubbs, de aco do
com a exp essão 39:
Gcalculado = |xs - x|
s Exp essão 39
onde xs é o alo suspei o, o alo médio é 𝑥 e s é o des io-pad ão.
Pa a um dado núme o de obse ações e pa a um ní el de con iança (90 %), o Gcalculado
de e se meno do que o G abelado pa a que o alo suspei o não seja conside ado abe an e
em elação ao conjun o de dados conside ados 38.
33
3. Pa e Expe imen al
34
Pa a a alidação do mé odo NP 1987:2002 - De e minação do eo de Hyp em ca nes e
p odu os cá neos, o am analisadas soluções pad ões, amos as de con olo, amos as eais
de ca nes, p odu os cá neos e de i ados.
Du an e a alidação o am ealizados ensaios pa a a alia os seguin es pa âme os de
desempenho: limi e de quan i icação, linea idade, gama de abalho, p ecisão ( epe ibilidade
e p ecisão in e média), e acidade e ince eza.
3.1. Ma e iais e Reagen es:
• Balança analí ica, S a o ius, ± 0,1 mg (gama: 0 a 220 g).
• Balança ele ónica de p ecisão, S a o ius, ± 1 mg (gama: 0 a 620 g).
• Equipamen o mecânico Re sch GM 200, pa a homogeneização a amos a.
• Banho de água com e mós a o Julabo SW 22, egulá el a 60 ± 0,5 ºC (gama: 0 a 99,9
ºC).
• Es u a de secagem egulá el Ven icell, a 105 ± 0,5 ºC.
• Papel de il o, Wha man de po osidade 150 mm.
• Espe o o óme o Shimadzu UV-1800 ± 0,00001 unidade de A, com lâmpada de
halogénio e ilamen o de ungs énio (gama: 190 a 1100 nm).
• Células desca á eis.
• Ma azes de olume ap oximado 50 mL.
• Balões olumé icos classe A de 250 ± 0,15 mL.
• Vid os de elógio de diâme o 60 mm.
• Tubos de plás ico de olume ap oximado 10 mL e olhas.
• Desionizado de água de lei o mis o, água do ipo 2, o necedo ATS.
• Pipe as olumé icas classe A.
As ca ac e ís icas dos eagen es u ilizados encon am-se desc i as na abela 4.
35
Tabela 4: Reagen es u ilizados e as suas p op iedades.
Os esíduos de em se eliminados num ecipien e p óp io pa a não halogenados.
3.2. P epa ação das amos as
A quan idade de amos a não de e á se in e io a 200 g semp e que possí el. A amos a
é p epa ada de aco do com o ipo de ca ne, e qualque exsudado, gela ina ou go du a de e
se incluído na homogeneização 47.
4.2.1. Fiamb e in ei o ou em pedaços:
Co a uma a ia de 1 cm de espessu a na pa e mais la ga do iamb e, i ando uma i a
de 3 cm de al u a (ou o máximo possí el) da camada de go du a, incluindo o cou a o.
4.2.2 Enchidos e ensacados de ca ne:
Re i a qualque ipa e/ou película, que es eja a e es i o p odu o.
4.2.3 P odu os umados:
Re i a oda a camada ex e io umada, incluindo os cou a os e go du a adjacen e.
4.2.4 Ca ne de animais de sangue quen e, ígado e ins:
Remo e os ossos, endões, ecido conjun i o e go du a isí el. Não co a o im, mas
sim homogeneizá-lo odo.
Reagen e
Fó mula
Pu eza
(%)
Massa
mola
(g/mol)
Densidade
(g/cm³)
Ma ca
Ace a o de sódio anid o
CH3COONa
99,9
82,03
1,53
Me ck
4-(dime illamino)benzaldeido
C9H11NO
100
149,19
1,22
Me ck
Ácido cí ico monohid a ado
C6H8O7.H2O
99,5
210,14
1,54
Pan eac
Hid óxido de sódio
NaOH
99,4
40,00
2,13
Me ck
T ans-4-hid oxi-L-p olina
C5H9NO3
100,1
131,13
610
Al a Aesa
Ácido sul ú ico 3 M
H2SO4
96
98,08
1840
Honey well
1 P opanol
(CH3)2CHOH
99,9
60,09
803
VWR
2 P opanol
(CH3)2CHOH
100
60,1
786
VWR
Ácido pe cló ico
HClO4
61
100,46
1,67
VWR
Clo amina T ihid a ada
C7H7ClNaNO2S.3H2O
99,3
281,69
540 - 680
Me ck
36
Depois de de idamen e p epa ada, a amos a de e se homogeneizada no moinho
g anulado , ans e ida pa a copo de plás ico que de e se comple amen e cheio. A amos a
de e á se analisada nas 24 ho as subsequen es se o e ige ada, ou congelada a é à da a
da análise.
Rela i amen e aos p odu os c us, a amos a de e se colocada no congelado de modo
a que se a inja uma empe a u a abaixo de 0 ºC. De e se co ada ia, em pequenos cubos.
De e depois se colocada em ascos de id o echados e aquecidos num banho de água de
modo a man e a empe a u a de, pelo menos, 70 ºC, du an e 30 minu os. Só depois de
a e ece de e se homogeneizada e a mazenada como desc i o an e io men e 46.
3.3. Ma izes alimen a es es udadas
No p esen e abalho o am u ilizadas di e sas ma izes pa a alida o mé odo
es udado. Es as ma izes encon am-se no g upo das ca nes, p odu os cá neos e de i ados e
es ão ep esen adas na abela 5.
Tabela 5: Ma izes es udadas na alidação do mé odo: ca nes, p odu os cá neos e de i ados.
3.4. P ocedimen o
3.4.1. P epa ação de soluções
• Solução de ácido sul ú ico, (H2SO4) – 3 mol/L:
Ma izes
Exemplos
Ca ne
Ti as de ango, bacon, oucinho e pei o de pe ú
Ca ne p ocessada
Fiamb e, mo adela e salsicha
Ca ne picada
Ca ne picada
Enchidos, p odu os cá neos e de i ados
Chou iço, paio, alhei a, mo cela, pa é e p a os cozinhados
37
Medi 750 mL de água pa a um balão olumé ico de 2000 mL. Adiciona de aga ,
agi ando semp e, 330 mL de ácido sul ú ico. A e ece à empe a u a ambien e e comple a
o olume com água.
• Solução- ampão, pH 6,8:
Es a solução é p epa ada a pa i de 26,0 g de ácido cí ico monohid a ado (C6H8O7.H2O),
14,0 g de hid óxido de sódio (NaOH) e 78,0 g de ace a o de sódio anid o (NaCH3CO2). Dissol e
os eagen es indicados em 500 mL de água e ans e i quan i a i amen e pa a um balão
olumé ico de 1000 mL. Adiciona 250 mL de 1-p opanol e comple a o olume com água.
Es a solução é es á el du an e á ias semanas, quando p ese ada a 4 ºC no escu o.
• Reagen e de clo amina T:
Dissol e 1,41 g de clo amina T ihid a ada em 100 mL de solução ampão. P epa a
es a solução e usá-la imedia amen e.
• Reagen e de co :
Dissol e 10,0 g de 4-dime ilaminobenzaldeído em 35 mL de solução de ácido pe cló ico
(60 %) e adiciona len amen e 65 mL de 2-p opanol. P epa a es a solução no p óp io dia da
u ilização.
• Soluções pad ão de ans-4-hid oxi-L-p olina:
P epa a uma solução mãe po dissolução de 50 mg de ans-4-hid oxi-L-p olina em
água, num balão olumé ico de 100 mL. Adiciona 1 go a de solução de ácido sul ú ico e
comple a o olume com água. Es a solução é es á el du an e pelo menos um mês a 4 ºC.
No dia da u ilização, ans e i 5 mL da solução mãe pa a um balão olumé ico de 500
mL e comple a o olume com água. P epa a 6 soluções-pad ão, medindo com pipe a de
p ecisão 5, 10, 20, 30, 40 e 50 mL des a solução pa a balões de 100 mL. P e aze os olumes
com água e homogeneiza . Es as soluções pad ão êm espe i amen e 0,25; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0
e 2,5 µg/mL de Hyp.
3.4.2. Análise das soluções pad ão
• T ans e i 4,00 mL da solução pa a um ubo de ensaio de plás ico e adiciona 2,00
mL de eagen e de clo amina T. Agi a e deixa 20 min ± 1 min em epouso à
empe a u a ambien e.
38
• Adiciona 2,00 mL do eagen e de co a cada um dos ubos, agi a igo osamen e
e apa com olha de plás ico.
• Le a apidamen e os ubos a um banho de água a 60 ± 0,5 ºC du an e 20 min.
• A e ece os ubos sob água co en e du an e pelo menos 3 min e man e à
empe a u a ambien e du an e 30 min.
• Medi a abso ância a 558 nm numa célula de id o con a água, usando o
espe o o óme o.
• Sub ai a abso ância medida pa a o b anco e le a concen ação em Hyp, a pa i
da cu a da calib ação ob ida.
3.4.3. Análise da amos a
• Pesa , com a ap oximação de 0,001 g, ce ca de 4 g de amos a pa a um ma az de 50
mL, ga an indo que não ica amos a ade en e às pa edes do ma az.
• Adiciona 30 mL ± 1 mL de solução de ácido sul ú ico 3 M à amos a con ida no ma az.
Cob i com um id o de elógio e coloca na es u a du an e 16 h a 105 ± 0,5 ºC ( igu a
7).
• Fil a o hid olisado a a és de papel de il o pa a um balão olumé ico de 250 mL.
La a o balão e o papel de il o 3 ezes com 10 mL de solução de ácido sul ú ico 3 M
Figu a 7: Amos as con idas no ma az com 30 mL de ácido sul ú ico 3 M p on as pa a i em 16
ho as à es u a a 105 ºC
39
aquecida e adiciona o líquido das la agens ao il ado do hid olisado. Comple a o
olume com água e homogeneiza .
• Medi pa a um balão olumé ico de 250 mL um olume (V) do hid olisado (en e 5 e
25 mL, dependendo da quan idade de ecido conjun i o da amos a), al que depois
de comple ado o olume com água a concen ação em Hyp es eja comp eendida en e
0,25 µg/mL e 2,5 µg/mL.
• T ans e i 4,00 mL des a solução pa a um ubo de ensaio de plás ico e p ossegui como
desc i o nas soluções pad ão.
Ensaio em b anco: Execu a o p ocedimen o desc i o subs i uindo o hid olisado diluído
po 4,00 mL de cada uma das qua o soluções-pad ão diluídas de Hyp. O alo de abso ância
de e se in e io a 0,040, pois es e é o c i é io de acei ação do b anco de inido na no ma 44.
3.5. Ap esen ação de esul ados
Os esul ados de em se ap esen ados com a edondamen o às cen ésimas em oda a
gama de abalho.
46
con e e esse alo em unidades de concen ação (em g/100 g) eco endo à equação 40
(conside ando a massa u ilizada de 4 g assim como o olume máximo de 25 mL).
O LQ oi de e minado semp e que se açou uma no a e a de calib ação e oi
moni o izado numa ca a de con olo. O alo acei e pelo labo a ó io, pa a es e limi e oi
de inido a pa i do alo ob ido u ilizando o pad ão de quan i icação, que nes es casos é o
pad ão meno concen ação (0,25 μg/mL conside ando o alo es imado pa a olume de
il ado 25 mL e massa da oma, 4 g).
O LQ ob ido pelo mé odo g á ico é calculado semp e que ealizada uma cu a de
calib ação, como o ma de con olo e pa a con i ma que é in e io ao es abelecido pelo
labo a ó io.
Na abela 10 são ap esen ados os limi es de de ecção e quan i icação de e minados,
assim como o limi e de quan i icação de inido pelo labo a ó io. Es es limi es são egis ados e
con olados dia iamen e.
Tabela 10: Limi e de de ecção, LD, limi es de quan i icação, LQ, calculados no pe íodo do P oje o Indi idual e LQ
es abelecido pelo labo a ó io.
Da a
LD
(g/100 g)
LQ
(g/100 g)
LQ es abelecido pelo labo a ó io
(g/100 g)
24-07-2019
0,00644
0,01951
0,0200
30-07-2019
0,00409
0,00124
05-08-2019
0,00397
0,01204
13-08-2019
0,00572
0,01732
19-08-2019
0,00463
0,01404
26-08-2019
0,00269
0,00816
04-09-2019
0,00616
0,01866
09-09-2019
0,00459
0,01391
16-09-2019
0,00151
0,00459
21-09-2019
0,00577
0,01749
Média
0,00456
0,01270
Pode e i ica -se que odos os LQ se encon am abaixo do limi e es abelecido pelo
labo a ó io.
4.1.5. Gama de abalho
No labo a ó io, a gama de abalho é a ualizada anualmen e e é ealizado um es udo de
odo o his ó ico das amos as, onde se encon a egis ada a meno concen ação de Hyp
47
quan i icada e ambém a maio . As concen ações no ano de 2019 encon am-se
comp eendidas en e 0,02 g/100 g (limi e de quan i icação) e 1,00 g/100 g.
Foi ealizado um es e de homogeneidade de a iâncias ( abelas 11 e 12) pa a con i ma
o ajus e da gama de abalho. Fo am analisadas dez éplicas independen es, no mesmo dia,
do pad ão mais baixo e do mais al o, com a concen ação do b anco co igida e oi ealizado
um es e F de Snedeco /Fishe pa a 95 % de p obabilidade.
Tabela 11: Valo es ob idos nas dez éplicas independen es do pad ão mais baixo e pad ão mais al o analisadas
no mesmo dia pa a ealiza o es e de homogeneidade de a iâncias.
Da a
Pad ão meno co igido com o b anco
(0,25 μg/mL)
Pad ão maio co igido com o b anco
(2,5 μg/mL)
16-09-2019
0,1217
2,270
16-09-2019
0,1290
2,382
16-09-2019
0,1120
2,318
16-09-2019
0,1190
2,330
16-09-2019
0,1279
2,340
16-09-2019
0,1108
2,356
16-09-2019
0,1117
2,351
16-09-2019
0,1280
2,266
16-09-2019
0,1091
2,248
16-09-2019
0,1216
2,256
Tabela 12: Resul ados ob idos da aplicação do es e de homogeneidade de a iâncias.
Pa âme os
Pad ão meno
(0,25 μg/mL)
Pad ão maio
(2,5 μg/mL)
Média (μg/mL)
0,1191
2,312
Va iância (μg/mL)2
0,000060
0,0023
Des io pad ão (μg/mL)
0,0078
0,048
Va iância ela i a (%)
0,051
0,099
Des io pad ão ela i o (%)
6,5
2,1
PGcal
1,96
F ab
3,18
A pa i da análise da abela 12 pode-se obse a que como o alo do PG é meno que o
alo de F abelado, pode-se conclui que a gama de abalho se encon a bem ajus ada.
48
4.1.6. P ecisão
Pa a a de e minação da p ecisão o am ealizados es udos ao ní el da epe ibilidade e
da p ecisão in e média em di e sas soluções pad ão, amos as de con olo e amos as eais,
ealizados no mesmo dia e em dias di e en es.
Repe ibilidade
Como já oi e e ido, a epe ibilidade co esponde à p ecisão de um mé odo analí ico,
quando e e uado sob e uma mesma amos a e em condições idên icas, nomeadamen e no
mesmo labo a ó io, pelo mesmo analis a, no mesmo equipamen o e em cu os in e alos de
empo.
Pa a a alia a epe ibilidade, de e mina-se o limi e de epe ibilidade pa a cada ipo de
amos a, que co esponde ao alo abaixo do qual se de e si ua a di e ença en e dois
esul ados. No en an o, nes e mé odo, o c i é io de acei ação pa a a epe ibilidade já é
de inido pela no ma NP 1987:2002 a pa i da exp essão 43:
𝑟=0,0131+0,0322 𝜔 Exp essão 43
Assim, o alo absolu o da di e ença en e dois esul ados independen es em condições
de epe ibilidade não de e se supe io ao alo ob ido nessa exp essão, em que 𝜔 é a média
das duas éplicas.
Os alo es ob idos en e o pe íodo 12-11-2018 e 24-07-2019 es ão ap esen ados na
abela 13.
Com base nos esul ados ap esen ados, pode-se conclui que na ma iz ca ne picada o
c i é io de epe ibilidade é 0,022 é semp e mui o supe io à di e ença en e éplicas (0,012),
ce ca de 1,8 ezes. Pa a a ma iz ca ne p ocessada e i ica-se que a di e ença en e éplicas é
mui o in e io (mais de 2 ezes). Já na ma iz ca ne, a a iação ainda é supe io (ce ca de 2,8)
e na ma iz enchidos o alo médio do c i é io de epe ibilidade (0,026) é igualmen e supe io
à di e ença média en e éplicas (0,014) co espondendo a 1,8 ezes.
Ve i ica-se que, pa a a ma iz enchidos, o c i é io de epe ibilidade em um alo
supe io em elação às es an es ma izes, uma ez que nes e ipo de p odu os, o alo de Hyp
é maio e po consequência, a média en e éplicas é ambém mais ele ada.
49
Tabela 13: Dados dos 43 duplicados analisados pa a e idencia o cump imen o da epe ibilidade.
Ma iz
Da a
Média
eplicados
(g/100 g)
C i é io de
epe ibilidade
(g/100 g)
|R1-R2|
(g/100 g)
Acei ação
|R1-R2|
≤
Ca ne picada
13-12-2018
0,44
0,03
0,02
OK
08-01-2019
0,34
0,02
0,02
OK
17-01-2019
0,30
0,02
0,00
OK
23-01-2019
0,33
0,02
0,02
OK
12-02-2019
0,43
0,03
0,01
OK
18-02-2019
0,18
0,02
0,02
OK
27-03-2019
0,24
0,02
0,02
OK
29-03-2019
0,23
0,02
0,00
OK
08-04-2019
0,34
0,02
0,01
OK
26-06-2019
0,20
0,02
0,02
OK
03-07-2019
0,27
0,02
0,01
OK
03-07-2019
0,24
0,02
0,01
OK
05-07-2019
0,21
0,02
0,01
OK
10-07-2019
0,28
0,02
0,01
OK
10-07-2019
0,20
0,02
0,01
OK
15-07-2019
0,27
0,02
0,01
OK
Ca ne p ocessada
( iamb e, mo adela e
salsicha)
12-11-2018
0,16
0,02
0,01
OK
19-11-2018
0,15
0,02
0,01
OK
19-11-2018
0,19
0,02
0,02
OK
07-02-2019
0,28
0,02
0,00
OK
11-03-2019
0,43
0,03
0,01
OK
20-03-2019
0,11
0,02
0,01
OK
08-04-2019
0,35
0,02
0,01
OK
01-04-2019
0,08
0,02
0,01
OK
17-04-2019
0,16
0,02
0,00
OK
24-06-2019
0,34
0,02
0,02
OK
26-06-2019
0,18
0,02
0,01
OK
24-07-2019
0,09
0,02
0,01
OK
Ca ne ( i as de ango,
bacon, oucinho e pei o
de pe ú)
26-02-2019
0,12
0,02
0,00
OK
06-05-2019
0,25
0,02
0,01
OK
24-06-2019
0,31
0,02
0,01
OK
26-06-2019
0,07
0,02
0,00
OK
12-07-2019
0,49
0,03
0,02
OK
Enchidos (chou iço,
paio, alhei a e mo cela)
e
p odu os cá neos (pa é
e p a os cozinhados)
15-05-2019
0,13
0,02
0,00
OK
15-05-2019
0,73
0,04
0,01
OK
15-05-2019
0,22
0,02
0,01
OK
19-05-2019
0,11
0,02
0,01
OK
19-05-2019
0,51
0,03
0,02
OK
18-06-2019
0,13
0,02
0,02
OK
03-07-2019
0,94
0,04
0,02
OK
05-07-2019
0,29
0,02
0,02
OK
10-07-2019
0,29
0,02
0,01
OK
15-07-2019
0,65
0,03
0,02
OK
50
Assim, obse a-se que independen emen e da ma iz es udada o cump imen o do
c i é io de epe ibilidade é semp e e i icado, ou seja, num cu o espaço de empo, a
di e ença en e dois duplicados é semp e in e io ao alo do c i é io de epe ibilidade
de inido pela no ma.
P ecisão In e média
Pa a o cálculo da p ecisão in e média o am analisados 43 duplicados de amos as de
di e en es ma izes.
Com os ensaios de cada amos a em duplicado ealizados em dias di e en es é possí el
a alia a p ecisão em condições de p ecisão in e média a pa i da de e minação do des io
pad ão dos esul ados ob idos e ainda exp imi o esul ado a pa i do coe icien e de a iação.
A abela 14 ap esen a es es alo es espe i amen e.
Tabela 14: Pa âme os ca a e ís icos da p ecisão in e média. Des io pad ão da p ecisão in e média, sPI, Limi e
de p ecisão in e média ela i o, PI e coe icien e de a iação da p ecisão in e média, CVPI.
A a és dos dados dos duplicados, oi possí el ob e o alo do des io pad ão da
p ecisão in e média (0,0091). Po sua ez, o alo de limi e de p ecisão in e média ob ido oi
9 %, o que signi ica que a di e ença en e dois alo es ob idos de e á se in e io a 9 %
independen emen e do empo que deco e en e os ensaios.
Pode-se conclui que o mé odo é p eciso, em condições de p ecisão in e média, uma
ez que o CVPI em um alo baixo (3 %).
4.1.7. Ve acidade
A e acidade pode se demos ada com base nos esul ados ob idos das ma izes
analisadas e nos esul ados dos ensaios de compa ação in e labo a o ial. Nes e caso o am
u ilizadas amos as de ci cui os das emp esas LGC, Deu sche Re e enzbü o ü Ring e suche &
Re e enzma e ialien (DRRR) e Food Analysis Pe o mance Assessmen Scheme (FAPAS) ( abela
Nº de amos as
sPI
(μg/mL)
PI
(%)
CVPI
(%)
43
0,0091
9
3
51
15). Es es ensaios se em pa a a alia o desempenho dos labo a ó ios, sob as mesmas
condições ou condições elacionadas.
Tabela 15: Resul ados ob idos nos ensaios in e labo a o iais.
Da a
Ci cui o
Ma iz
Xlab
(μg/mL)
X e
(μg/mL)
Nº lab.
pa icipan es
S
(μg/mL)
Bias
(%)
Z-
sco e
03-2017
LGC
Ca ne
0,30
0,26
32
0,025
15,4
1,60
03-2017
LGC
Ca ne
0,29
0,26
32
0,025
11,5
1,20
03-2017
LGC
Ca ne
0,42
0,38
18
0,025
10,5
1,60
03-2017
LGC
Ca ne
0,40
0,38
18
0,025
5,3
0,80
12-2017
DRRR
linguiça
cozida
0,20
0,24
10
0,036
17,0
1,11
12-2017
DRRR
linguiça
cozida
0,26
0,28
11
0,022
7,3
0,91
10-2018
FAPAS
Ca ne
enla ada
1,26
1,29
42
0,084
2,3
0,36
10-2018
FAPAS
Ca ne
enla ada
1,22
1,29
42
0,084
5,4
0,83
10-2018
FAPAS
Ca ne
enla ada
1,14
1,29
42
0,084
11,6
1,79
04-2019
LGC
Ca ne
0,34
0,32
27
0,025
6,3
0,80
A acei ação é ei a a a és do alo de desempenho Z-sco e. Quando es e é igual ou
in e io a 2, o desempenho é conside ado sa is a ó io. Apesa de alguns alo es de bias não
se em sa is a ó ios, os alo es do Z-sco e são odos acei á eis.
Po isso, com base nes es esul ados, demons a-se que os alo es de e acidade
ob idos cump em os c i é ios es abelecidos pa a as ma izes es udadas e que o mé odo pode
se conside ado jus o.
4.1.8. Ince eza
A ince eza de medição associada ao mé odo oi calculada ambém a a és de ensaios
in e labo a o iais.
Pa a a componen e de ince eza de medição associado ao bias ( e acidade) do mé odo
e do labo a ó io, ub o am calculados os pa âme os ep esen ados na abela 16.
52
O alo de ub oi calculado a a és da exp essão 34 e do Uc e ela i o, ob endo-se um
alo de 7,1 %. Es e alo é conside ado baixo, uma ez que se encon a abaixo do c i é io de
acei ação de inido pelo labo a ó io (10 %).
Tabela 16: Dados u ilizados pa a calcula a componen e da exa idão da ince eza (μg/mL).
Ci cui o
Ma iz
Xlab
(μg/mL)
X e
(μg/mL)
Bias
ela i o
Des io
Pad ão
(μg/mL)
Média
população
uc e ela i o
(μg/mL)
LGC
Ca ne
0,40
0,38
5,263
0,025
30,333
1,588
DRRR
Linguiça cozida
0,26
0,28
-7,273
0,020
FAPAS
Ca ne enla ada
1,26
1,29
-2,326
0,080
FAPAS
Ca ne enla ada
1,22
1,29
-5,426
0,080
FAPAS
Ca ne enla ada
1,14
1,29
-11,628
0,080
LGC
Ca ne
0,34
0,32
6,250
0,030
Em elação à componen e associada à p ecisão in e média ou ep odu ibilidade
in alabo a o ial do labo a ó io, o am u ilizados as médias dos alo es dos DPCS ao longo do
ano e os alo es e pa âme os calculados encon am-se na abela 17.
Tabela 17: Pa âme os da componen e ince eza associados à p ecisão in e média.
𝐑𝐖, 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨
𝐮(𝐑𝐖, 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨, 𝐜)
3,329
5,7
3,317
7,149
7,512
Como o alo do ub (7,1 %) é baixo, assim como o alo da es ima i a da ince eza
associada à p ecisão uRw, ela i o (5,7 %), po an o a abo dagem mos ou se adequada pa a
a es ima i a da ince eza.
A pa i das ince ezas ela i as, oi ob ida a ince eza combinada ela i a segundo a
exp essão 37, endo-se ob ido o alo de 9,1 %. A ince eza combinada ela i a, mul iplicada
pelo a o de expansão, k = 2 (exp essão 38), pe mi e es ima o alo da ince eza expandida
que ep esen a um alo inal da ince eza do mé odo de 18 %. Embo a o mé odo u ilizado
não ap esen e um alo e e en e a es a g andeza, conside a-se que es e alo é acei á el
uma ez que cada uma das componen es da ince eza são baixas.
53
4.2. Ou os a i idades ealizadas
Pa a além da alidação do mé odo ap esen ado oi ambém possí el desen ol e ou as
a i idades du an e o P oje o Indi idual enquan o analis a do labo a ó io de ísico-química.
Acompanhei as analis as p incipais nos di e sos mé odos analí icos do labo a ó io, ajudando
na localização das amos as, p epa ação de ma e ial, soluções e eagen es.
Fo am ealizadas análises de o ina no labo a ó io na ma iz sumos de u os e p odu os
ho ícolas sendo de e minado o esíduo seco solú el segundo o p ocedimen o PAFQ.211 e a
no ma NP 785, o eo de sólidos solú eis segundo o p ocedimen o in e no PAFQ.065 e no ma
NP EN 12143 e de e minação da acidez o al segundo o p ocedimen o PAFQ.197, no ma NP
1421 e no ma NP EN 12147. Semanalmen e es es ês pa âme os o am analisados em média
ce ca de 25 amos as.
Rela i amen e à de e minação do pH, as análises o am ealizadas segundo o
p ocedimen o PAFQ.129, no ma NP 3441 (ma iz ca ne), no ma IS0 7238 (ma iz man eiga) e
NP EN 1132 (sumos de u os e p odu os ho ícolas). Dia iamen e o am analisadas em média
20 amos as.
54
5. Conclusões
55
A ualmen e, numa sociedade em que a aude alimen a e a p eocupação com a
qualidade e segu ança alimen a são cada ez maio es, os consumido es p eocupam-se cada
ez mais com a in o mação nu icional dos alimen os, e a necessidade de exis ência de
mé odos analí icos ápidos e segu os capazes de esponde a es es desa ios é inques ioná el.
O p esen e abalho ap esen a a alidação de uma me odologia analí ica pa a a
de e minação do eo de Hyp de aco do com a no ma NP 1987:2002, em ma izes de ca ne,
p odu os cá neos e de i ados a a és da écnica de espe o o ome ia.
O p ocesso de alidação do mé odo es udado iniciou-se com a cons ução de e as de
calib ação. Pela análise de decli es oi possí el comp o a a sensibilidade do mé odo. Foi
possí el ambém e i ica e conclui que a gama de abalho es a a bem ajus ada (en e 0,02
g/100 g e 1,00 g/100 g), endo-se ob ido uma boa linea idade (0,9998), pe mi indo con i ma
que o ajus e linea é adequado ao uso p e endido.
A pa i do es udo da de e minação do limi e de quan i icação (0,02 g/100 g) oi possí el
conclui que es e é ap op iado pa a análise de o ina.
Os ensaios e e uados pa a a alia a p ecisão a a és de duplicados em condições de
epe ibilidade pe mi i am e i ica o cump imen o do c i é io de inido e em condições de
p ecisão in e média (CVPI de 3 %) pe mi i am demons a que os esul ados são sa is a ó ios
po se encon a em den o dos c i é ios es ipulados (< 10 %). Foi possí el a e igua ainda que
odos os duplicados analisados cump i am o c i é io de epe ibilidade de inido pela no ma NP
1987:2002 ( =0,0131+0,0322 𝜔).
Os esul ados de ensaios in e labo a o iais em que o labo a ó io ob e e esul ados
sa is a ó ios pe mi i am conclui ace ca da e acidade demos ando que o mé odo é jus o
conside ando os alo es de Z-sco e ob idos. Foi ainda possí el ob e a es ima i a de ince eza
que demons ou se adequada (18 %), pa a o mé odo es udado, dado que os alo es de ub, e
de uRw es ão abaixo do alo máximo de inido pa a o c i é io de acei ação do labo a ó io (10
%).
O abalho desen ol ido oi mui o ele an e pa a a Sillike dado que a e alidação des e
mé odo possibili ou a ealização de ajus es à no ma de modo a elabo a um p ocedimen o
in e no e pode subme e pos e io men e o mé odo ao p ocesso de ac edi ação.
No pe íodo de es ágio, os conhecimen os adqui idos no p imei o ano do mes ado
o am consolidados e as di e sas écnicas es udadas o am colocadas em p á ica,
62
[40] Ins i u o Nacional de Me ologia, No malização e Qualidade Indus ial (2007). O ien ação
sob e alidação de mé odos de ensaios químicos.
[41] Ins i u o Po uguês da Qualidade (IPQ) (2012). Vocabulá io In e nacional de Me ologia,
ISBN 978-972-763-00-6.
[42] IUPAC (2002). Ha monized Guidelines o Single-Labo a o y Valida ion o Me hods o
Analysis. Pu e Applied Chemical. ol. 74: 835-855.
[43] No d es TR 569 (2011). In e nal Quali y Con ol. 4 h Edi ion. Handbook o Chemical
Labo a o ies. No way. ISSN 0283-7234.
[44] No d es TR 537 (2012). Handbook o Calcula ion o Measu emen Unce ain y in
En i onmen al Labo a o ies. 3ª Edição.
[45] ISO 11352 (2012). Wa e Quali y - Es ima ion o Measu emen Unce ain y Based on
Valida ion and Quali y Con ol Da a. 1ª edição.
[46] Fi ield F.; Kealey D. (2008). P inciples and P ac ice o Analy ical Chemis y. Blackwell. USA.
[47] Sillike , P ocedimen o de Análise Físico-Química.044, Mé odos de p epa ação das
amos as pa a análise.
63
7. Anexos
64
Anexo A - F ases de pe igo (H) e p ecaução (P) dos eagen es u ilizados ao longo do es udo da
alidação do mé odo.
Tabela 18: F ases de pe igo (H) e p ecaução (P) associados aos eagen es u ilizados.
Reagen e
F ases de pe igo (H) e p ecaução (P)
Ace a o de sódio anid o
H303, H316, H320, H333
P264, P305 + P351 + P338, P312, P332 + P313, P337 + P313
4-(dime illamino)benzaldeido
H317, H319, H411
P273, P280, P302 + P352, P305 + P351 + P338
Ácido cí ico monohid a ado
H319
P305+P351+P338
Hid óxido de sódio
H290, H314
P233, P280, P303+P361+P353, P305+P351+P338, P310
T ans-4-hid oxi-L-p olina
-
Ácido sul ú ico 3 M
H290, H314
P280, P301+P330+P331, P305+P351+P338, P309+P310
1 P opanol
H225, H318, H336
P210, P233, P280, P305+P351+P338, P310
2 P opanol
Ácido pe cló ico
H271, H290, H314
P220, P260, P303+P361+P353, P305+P351+P338, P310
Clo amina T ihid a ada
H302, H314, H334
P280, P301 + P330 + P331, P305 + P351 + P338, P304 + P340, P308 +
P310