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Realização de estudos de mercado na China: caso de uma empresa agroalimentar

Leal, Luís Filipe Machado

Abstract

Com este relatório de estágio pretende-se responder à questão prática de quais os passos a tomar num estudo de mercado, em concreto o mercado chinês, para uma posterior abordagem. Para que tal pudesse ser respondido, começou-se por analisar as noções e conhecimentos teóricos necessários para se elaborar esta tarefa através de uma explicação de conceitos como análise PESTEL ou análise SWOT. Foram também abordados fatores diferenciais, isto é, fatores que poderiam ser um contratempo para uma empresa que prepara uma entrada num novo mercado, tais como diferenças culturais dentro e fora do ambiente de negócios. Numa segunda parte, são apresentados os objetivos do estágio acordados com a entidade acolhedora, bem como as formas através das quais estes podiam ajudar a complementar o que havia sido aprendido até então. Dado o ambiente pandémico que vivemos, durante o ano de 2020, era impossível não mencionar também as alterações e/ou adaptações que foram feitas relativamente ao estágio e aos projetos que iriam afetar este trabalho. Por último elaborou-se a análise do mercado chinês, analisando-se todo o ambiente macroeconómico do país bem como o setor agroalimentar, em particular. Como pode ser visto neste terceiro capítulo, foi realizada uma análise do consumidor e da concorrência, sendo aqui utilizados os conceitos apresentados no primeiro capítulo. Conclui-se o trabalho com uma reflexão do estágio em geral e das suas dificuldades, focando um pouco mais nos efeitos da pandemia no mercado chinês e na confiança dos investidores internacionais neste mercado que não foi tão afetada pela pandemia como se poderia prever. Este facto pode estar associado à capacidade de resposta da China que beneficiou de experiências com eventos semelhantes que ocorreram no passado (SARS em 2003). Existe assim um otimismo em relação a este mercado, mas é reconhecido que será uma longa jornada para alcançar os valores de crescimento anteriores.

Full text

Luís Filipe Machado Leal julho de 2021 UMinho|2021 Luís Filipe Machado Leal Realização de es udos de me cado na China: Caso de uma Emp esa Ag oalimen a Realização de es udos de me cado na China: Caso de uma Emp esa Ag oalimen a Uni e sidade do Minho Escola de Le as, A es e Ciências Humanas Rela ó io de Es ágio Mes ado em Es udos In e cul u ais Po uguês/Chinês: T adução, Fo mação e Comunicação Emp esa ial T abalho e e uado sob a o ien ação do P o esso Ped o A. Viei a e da P o esso a Dou o a Sun Lam Luís Filipe Machado Leal julho de 2021 Realização de es udos de me cado na China: Caso de uma Emp esa Ag oalimen a Uni e sidade do Minho Escola de Le as, A es e Ciências Humanas ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho. Licença concedida aos u ilizado es des e abalho A ibuição CC BY h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/ iii Ag adecimen os No inal des a e apa da minha ida, que o ag adece às di e sas pessoas que o na am possí el a conc e ização des e abalho. Todas elas, sem exceção, ize am com que es e empo á duo alesse a pena. Fica ei e e namen e g a o a odos pela colabo ação. Que o ag adece à Uni e sidade do Minho, ao ILCH e ao Depa amen o de Es udos Asiá icos. Que o ambém ag adece à Ma ke Access po me e ecebido. Gos a ia ago a de ag adece à P o esso a Dou o a Sun Lam que acei ou de imedia o a p opos a de es ágio e se a o ien ado a do ela ó io de es ágio. Ag adeço ambém ao P o esso Ped o A. Viei a, que me ajudou a ob e es e es ágio, oi coo ien ado des e ela ó io, e po se o esponsá el pelo meu gos o po es a á ea e que a é ao im oi incansá el ajudando-me pa a que conseguisse semp e melho a . Ag adeço ambém a odos os p o esso es do cu so, que licencia u a, que mes ado. Especial menção ao P o esso Dou o João Ma celo e à P o esso a Dou o a B una, pois es a am semp e disponí eis pa a me escla ece dú idas mesmo quando já não e am meus p o esso es. Ag adeço oda ajuda que me de am e odo o conhecimen o ansmi ido. Ob igado po e em semp e disponibilidade pa a me ajuda em e ensina em. Ag adeço a odos com quem i e a opo unidade de con ac a du an e o pe íodo de es ágio, sem ocês es e empo não e ia sido ão ma can e. Com um especial ag adecimen o ao meu o ien ado , na emp esa, Filipe Sil a pelo apoio e enco ajamen o que me deu e po me e ajudado a e olui . Ag adeço aos meus pais, pela opo unidade que me p opo ciona am e pelo apoio incondicional e po se em um modelo de ida pa a mim. Ag adeço ambém ao meu i mão pelo apoio, paciência, ajuda e po se uma on e de inspi ação. Ag adeço a odos os meus amigos e amilia es que semp e i e am pala as de mo i ação. i DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho. Rela ó io de es ágio: Realização de es udos de me cado na China: Caso de uma Emp esa Ag oalimen a Resumo Com es e ela ó io de es ágio p e ende-se esponde à ques ão p á ica de quais os passos a oma num es udo de me cado, em conc e o o me cado chinês, pa a uma pos e io abo dagem. Pa a que al pudesse se espondido, começou-se po analisa as noções e conhecimen os eó icos necessá ios pa a se elabo a es a a e a a a és de uma explicação de concei os como análise PESTEL ou análise SWOT. Fo am ambém abo dados a o es di e enciais, is o é, a o es que pode iam se um con a empo pa a uma emp esa que p epa a uma en ada num no o me cado, ais como di e enças cul u ais den o e o a do ambien e de negócios. Numa segunda pa e, são ap esen ados os obje i os do es ágio aco dados com a en idade acolhedo a, bem como as o mas a a és das quais es es podiam ajuda a complemen a o que ha ia sido ap endido a é en ão. Dado o ambien e pandémico que i emos, du an e o ano de 2020, e a impossí el não menciona ambém as al e ações e/ou adap ações que o am ei as ela i amen e ao es ágio e aos p oje os que i iam a e a es e abalho. Po úl imo elabo ou-se a análise do me cado chinês, analisando-se odo o ambien e mac oeconómico do país bem como o se o ag oalimen a , em pa icula . Como pode se is o nes e e cei o capí ulo, oi ealizada uma análise do consumido e da conco ência, sendo aqui u ilizados os concei os ap esen ados no p imei o capí ulo. Conclui-se o abalho com uma e lexão do es ágio em ge al e das suas di iculdades, ocando um pouco mais nos e ei os da pandemia no me cado chinês e na con iança dos in es ido es in e nacionais nes e me cado que não oi ão a e ada pela pandemia como se pode ia p e e . Es e ac o pode es a associado à capacidade de espos a da China que bene iciou de expe iências com e en os semelhan es que oco e am no passado (SARS em 2003). Exis e assim um o imismo em elação a es e me cado, mas é econhecido que se á uma longa jo nada pa a alcança os alo es de c escimen o an e io es. Pala as-cha e: ag oalimen a , análise de me cado, China, consumo. i In e nship Repo : Conduc ing ma ke s udies in China: Case o an Ag o ood Company Abs ac This in e nship epo aims o answe he p ac ical ques ion o wha s eps o ake in a ma ke s udy, speci ically he Chinese ma ke , o a subsequen app oach. So ha his could be answe ed, we began by analyzing he no ions and heo e ical knowledge necessa y o ca y ou his ask h ough an explana ion o concep s such as PESTEL analysis o SWOT analysis. Di e en ial ac o s we e also add essed, i.e., ac o s ha could be a se back o a company p epa ing an en y in o a new ma ke , such as cul u al di e ences wi hin and ou side he business en i onmen . In a second pa , he objec i es o he in e nship we e p esen ed o he hos en i y, as well as he ways in which hese could help o complemen wha had been lea ned so a we e also discussed. Gi en he pandemic en i onmen we expe ienced, du ing 2020, i was impossible no o also men ion he changes and/o adap a ions ha we e made ega ding he in e nship and he p ojec s ha would a ec his wo k. Finally, he analysis o he Chinese ma ke was elabo a ed, analyzing he whole mac oeconomic en i onmen o he coun y as well as he ag i- ood sec o , in pa icula . As can be seen in his hi d chap e , an analysis o he consume and he compe i ion was ca ied ou , using he concep s p esen ed in he i s chap e . The wo k concludes wi h a e lec ion o he in e nship in gene al and i s di icul ies, ocusing a li le mo e on he e ec s o he pandemic on he Chinese ma ke and he con idence o in e na ional in es o s in his ma ke ha was no as a ec ed by he pandemic as could ha e been p edic ed. This ac may be associa ed wi h China's esponse capaci y ha bene i ed om expe iences wi h simila e en s ha occu ed in he pas (SARS in 2003). The e is hus op imism in ela ion o his ma ke , bu i is ecognized ha i will be a long jou ney o each p e ious g ow h igu es. Keywo ds: Ag ibusiness, China, consume, ma ke analyses. ii 实习报告 – 以一家农产品公司为案例的中国市场调研 摘要 本篇实习报告所探讨的主题是如何进行对中国市场的研究,以及应该采取哪些步骤来 进行后续的跟进。 为了回答这个问题,首先要分析执行这项任务所需的理论知识,例如佩斯特尔分析法 或SWOT 分析等概念。同时还涉及到可能成为企业进入新市场的障碍的差异性因素,如 商业环境内外的文化差异。值得注意的是,专业领域和本国市场这两者之间也有相关 的联系 。 实习的第二部分介绍了实习的公司和实习的目标,以及如何帮助补充在此之前所学到 的知识。 同时还对 2020 年期间疫情流行给本次实习计划造成的影响以及如何根据这 一情况加以应对进行了说明。 最后,对中国市场进行了分析,介绍了中国的宏观经济环境,特别是对农业企业的情 况进行了分析。在这一部分, 作者利用了第一章提出的概念,反思了消费者和竞争的 状况。 在报告的结语部分,对实习的总体情况和困难进行了反思,更多的是关注大流行病对 中国市场的影响,以及国际投资者对这个市场的信心,并特别提到这个市场没有像预 想的那样受到大流行病的影响。这一事实可能与中国的应对能力有关,因为它受益于 过去发生过的类似事件(2003 年的非典 SARS)的经验。因此,人们对这个市场持乐观 态度,但同时认识到,要达到以前的增长数字将是一个漫长的过程。 关键字:中国,农业食品,消费,市场分析 4 no ambien e mac oeconómico são capazes de se di e encia da conco ência e c ia uma an agem compe i i a. Se á en ão explo ado cada cons i uin e da análise PESTEL, pa a e que ipo de espos as se consegue ob e ao aze es e es udo. Fa o es Polí icos: Es es de e minam a é que pon o o go e no e a polí ica do go e no podem e impac o numa o ganização ou um se o especí ico. Eles incluem: legislação de monopólios, polí ica de impos os, leis de con a ação, es abilidade polí ica, bem como polí icas come ciais, iscais e ibu á ias, en e ou as. Fa o es Económicos: Es es a o es êm impac o na economia e no seu desempenho, o que, no que lhes conce ne, a e am di e amen e as o ganizações e os seus esul ados. Es es a o es incluem axas de in lação, axas de ju os, axas de desemp ego, cus os de ma é ias-p imas, axas de câmbio, ene gia disponí el, e c. Fa o es Sociocul u ais: Os a o es sociais e cul u ais concen am-se no ambien e social e iden i icam endências eme gen es. Is o ajuda um p o issional de ma ke ing a en ende melho as necessidades e desejos dos seus clien es ou u u os clien es. Es es a o es incluem mudanças demog á icas, ní eis de educação, endências cul u ais, mudanças de a i ude no dia a dia e mudanças no es ilo de ida. Fa o es ecnológicos: Es es a o es conside am a axa de ino ação e desen ol imen o ecnológico que pode ia a e a um me cado ou indús ia. Es es incluem as mudanças na ecnologia digi al ou mó el, au omação, in es igação e desen ol imen o, elocidade de ans e ência de conhecimen os, en e ou os. Há mui as ezes a endência de oca es es a o es nos desen ol imen os apenas digi ais, mas ambém é p eciso conside a os no os mé odos de dis ibuição, ab icação e logís ica, pois es es ambém e ão um impac o conside á el num negócio, dependendo das suas ca a e ís icas. 5 Fa o es Ambien ais: Os a o es ambien ais es ão elacionados com a in luência do ambien e, no qual um negócio es á inse ido, e com o impac o de aspe os ecológicos. Com o aumen o da impo ância da RSE (Responsabilidade Co po a i a pela Sus en abilidade), es e elemen o es á a o na -se cada ez mais impo an e. Es es a o es incluem clima, p ocedimen os de eciclagem, pegada de ca bono, eliminação de esíduos e sus en abilidade, eciclagem, saneamen o, en e ou os. Fa o es Legais: Uma o ganização de e en ende o que é legal e pe mi ido nos e i ó ios em que ope a. É ambém impo an e que es eja cien e de qualque al e ação na legislação e do impac o que isso pode e nas ope ações come ciais. Es es a o es incluem, en e ou os, a legislação do abalho, di ei o do consumido , saúde e segu ança, egulamen ação e es ições in e nacionais e come ciais, leis de emp ego, en e ou os. Conclusão Uma análise PESTEL ajuda uma o ganização a iden i ica as o ças ex e nas que podem e impac o no me cado e analisa como es as podem in luencia di e amen e os negócios das emp esas. Ao ealiza es e ipo de es udos, é impo an e e em conside ação, que os a o es que a e am a o ganização não sejam apenas iden i icados, mas ambém a aliados. Po exemplo, a alia o impac o que podem e na o ganização, pois apenas a iden i icação sem pos e io e lexão e análise não a á nenhum ipo de bene ício. Is o po que, apesa de sabe quais as ba ei as a en en a , não é es udada uma manei a capaz de as ul apassa . Os esul ados de uma análise PESTEL podem en ão se usados pa a p eenche as opo unidades e ameaças u ilizando uma análise SWOT. Cinco Fo ças de Po e O modelo das Cinco Fo ças de Po e , a a-se de uma análise de negócios que ajuda a explica o po quê de á ias indús ias se em capazes de a ingi di e en es ní eis de luc os. O modelo oi publicado po Michael E. Po e , p o esso na Ha a d School o Business, no seu li o “ Compe i i e S a egy: Techniques o Analyzing Indus ies and Compe i o s ” em 1980. 6 Es e mesmo modelo, iden i ica e analisa as cinco o ças compe i i as que moldam cada indús ia e ajudam ambém a de e mina as o ças e aquezas da mesma. A análise das cinco o ças é u ilizada equen emen e pa a iden i ica a es u u a de uma indús ia e de e mina uma es a égia emp esa ial. O modelo de Po e pode se aplicado a qualque segmen o da economia pa a en ende o ní el de compe ição na indús ia e melho a os luc os, e esul ados em ge al, numa isão a longo p azo. O modelo das cinco o ças é mui o u ilizado pa a analisa a es u u a de uma emp esa bem como a sua es a égia emp esa ial. Ob e e es e nome, pois Po e iden i icou cinco o ças inegá eis que êm um papel impo an e em molda odos os me cados e indús ias no mundo, com algumas ad e ências. As cinco o ças são equen emen e u ilizadas pa a medi a in ensidade da conco ência, a a a i idade e a capacidade de ge a luc os de uma indús ia ou me cado. As cinco o ças de Po e são: 1 Po encial de no os pa icipan es na indús ia 2. Conco ência na indús ia 3. Ameaça de p odu os de subs i uição 4. Pode dos o necedo es 5. Pode dos consumido es Des as cinco o ças, ês es ão elacionadas com os pa icipan es da indús ia e as es an es duas elacionam-se com os pa icipan es e icais, o necedo es e consumido es. Po encial de no os pa icipan es na indús ia Es a o ça analisa a acilidade de en ada, de um no o pa icipan e num dado me cado. Se a en ada nesse no o me cado o ácil, is o e ela um ele ado ní el de conco ência. O pode de uma emp esa ambém é a e ado pela acilidade de no as en adas no me cado. Quan o menos empo e dinhei o o necessá io pa a um conco en e en a no me cado e o na -se num conco en e e icien e, mais a posição de uma emp esa já es abelecida pode á se en aquecida. 7 Uma indús ia com o es ba ei as de en ada é ideal pa a que as emp esas que in eg am essa indús ia possam p a ica p eços mais ele ados e negocia melho es e mos. Conco ência na indús ia A segunda o ça a alia o núme o e a a i idade dos conco en es de uma emp esa. Como é expe á el, quan o mais i ais bem es abelecidos, maio se á a compe ição. No en an o, é p eciso e em con a que qualque conco en e pode á domina o me cado apesa da exis ência de odos os ou os pa icipan es. Quan o maio o o núme o de conco en es, assim como a quan idade de p odu os ou se iços semelhan es que eles o e ecem, meno pode e á a emp esa. Tan o os o necedo es como os consumido es p ocu am a conco ência de uma emp esa caso es es consigam o e ece melho es negócios ou p eços mais baixos. No en an o, quando a compe ição é baixa a emp esa em maio pode , o que az com que possa cob a p eços mais al os e aze negócios com melho es e mos pa a pode aumen a as suas endas e luc os. Ameaça de p odu os de subs i uição A e cei a o ça a alia a possibilidade de um no o p odu o ou se iço chega ao me cado e a capacidade que es e enha de subs i ui os a uais p odu os que são endidos. P odu os ou se iços de subs i uição que podem se u ilizados em ez dos p odu os da emp esa ep esen am uma ameaça. Emp esas que p oduzem bens ou se iços pa a os quais não exis e subs i u o e ão mais capacidade pa a aumen a os seus p eços e negocia em e mos que lhes são a o á eis. Quando um subs i u o es i e disponí el, os consumido es e ão mais o e a, logo a emp esa pe de á pode . Pode dos o necedo es O qua o a o a e em con a é o pode de negociação dos o necedo es p esen es na indús ia. Se exis i em poucos o necedo es pa a um dado ecu so, a conco ência po es e p odu o, ou po ou as pala as, a p ocu a pelo p odu o, pode se mais o e o que az com que os cus os aumen em. 8 Es e a o é a e ado pela quan idade de o necedo es, pela exclusi idade dos bens ou se iços e qual se ia o gas o pa a a emp esa, se es a ocasse de o necedo . Quan o menos o necedo es exis i em pa a uma dada indús ia mais as emp esas es ão dependen es de um o necedo . Como esul ado, es e em o pode de aumen a o alo do seu p odu o e negocia de o ma mais ag essi a, sendo que em an agem. Po ou o lado, quando exis em mui os o necedo es ou o cus o de oca de o necedo es é eduzido, uma emp esa pode man e os seus gas os mais baixos e aumen a o luc o. Pode de negociação dos consumido es O úl imo a o é o pode de negocia do consumido . Se o consumido i e uma capacidade de negocia mui o o e is o a á com que os p eços do p odu o acabado sejam mais baixos e os luc os da emp esa mais eduzidos. Es a o ça é a e ada po quan os clien es ou comp ado es uma dada emp esa possui, o quão impo an e cada clien e é e qual se ia o cus o da emp esa encon a no os clien es ou me cados. Uma base de clien es mais pequena e mais pode osa, signi ica que cada clien e em mais pode pa a negocia p eços mais baixos e melho es negócios. Uma emp esa que em uma as a clien ela, mesmo sendo clien es de meno es dimensões, e á mais acilidade em e p eços mais ele ados pa a os seus p odu os. 9 Análise SWOT O e mo “SWOT” é um nome mnemo écnico u ilizado pa a elemb a os elemen os da análise es a égica do mé odo com es e nome. As iniciais signi icam, em inglês, S eng hs (Fo ças), Weaknesses (F aquezas), Oppo uni ies (Opo unidades) e Th ea s (Ameaças). Es a análise combina as dimensões in e nas (SW) e ex e nas (OT) à emp esa, bem como os aspe os posi i os (SO) e nega i os (WT). O obje i o des a análise é o de e em conside ação na es a égia, os a o es in e nos e ex e nos, maximizando o po encial das o ças e das opo unidades e minimizando os e ei os das aquezas e das ameaças. Uma análise SWOT é p oje ada pa a acili a uma análise ealis a, baseada em ac os e dados, dos pon os o es e acos de uma o ganização, das suas inicia i as ou do se o . A o ganização p ecisa de man e a análise bem explíci a, e i ando c enças p é-concebidas ou á eas cinzen as, concen ando- se em con ex os eais. As emp esas de em usá-la como um guia e não necessa iamen e como uma ecei a. Uma análise SWOT pode en ão se di idida em duas pa es p incipais: uma in e na e ou a ex e na. Na pa e in e na da análise a aliamos as o ças da emp esa e as aquezas da mesma. Os pon os o es desc e em o que az com que uma o ganização se des aque e o que a sepa a da conco ência: uma ma ca o e, uma base de clien es iel, um balanço come cial sólido, ecnologia exclusi a, en e ou os. Po exemplo, um hedge und pode e desen ol ido uma es a égia de negociação p op ie á ia que ob ém esul ados melho es no me cado. Es e de e decidi como usa esses esul ados pa a a ai no os in es ido es. As aquezas impedem uma o ganização de unciona a um ní el ideal ou nas melho es das suas capacidades: uma ma ca aca, o a i idade acima da média, al os ní eis de dí ida, al a de capi al, en e ou os. Po sua ez, na análise da pa e ex e na, é ei a um es udo da pa e ex e na à emp esa. As opo unidades e e em-se a a o es ex e nos a o á eis que podem da uma an agem compe i i a à o ganização. Po exemplo, quando um país eduz as a i as de impo ação e/ou expo ação, um ab ican e de au omó eis pode expo a os seus ca os pa a um no o me cado, aumen ando as endas e a pa icipação no me cado. Po ou o lado, as ameaças e e em-se a a o es que podem p ejudica uma o ganização. Po exemplo, uma seca é uma ameaça pa a uma emp esa p odu o a de igo, podendo es e e en o 10 climá ico des ui ou eduzi o endimen o da colhei a. Ou as ameaças comuns incluem o aumen o dos cus os de ma e iais, o c escimen o da conco ência, a escassez de mão de ob a, e c. Van agens da análise SWOT Uma análise SWOT é uma ó ima manei a de o ien a euniões de es a égia de negócios. É impo an e e odos os esponsá eis jun os pa a discu i os pon os o es e acos da emp esa e, de seguida, p ossegui com a de inição das opo unidades e ameaças, deba endo depois essas ideias. De ido à al a de uma análise lógica e não emocional po pa e dos in eg an es da emp esa, é equen e que os esul ados da análise SWOT, que são espe ados an es des e ipo de sessões, de i am dos ob idos. Es as di e enças e le em a o es que podiam se desconhecidos e que nunca e iam sido no ados se não osse a con ibuição de odo o g upo ou de ou a emp esa ex e na especializada no assun o. Uma emp esa pode usa uma análise SWOT pa a sessões ge ais de es a égia de negócios ou pa a um segmen o especí ico, como ma ke ing , p odução ou endas. Des a o ma, pode e como es a égia ge al, desen ol ida a pa i da análise SWOT, que se á depois il ada pa a cada segmen o da emp esa, an es de se comp ome e com ela. Pode ambém abalha de manei a in e sa com uma análise SWOT especí ica pa a cada segmen o, que pos e io men e alimen a uma análise SWOT ge al. Figu a 2: Análise SWOT Fon e: In es ópiad 11 1.2. Impo ância das di e enças cul u ais nos negócios 1.2.1. De inições de cul u a A de inição de cul u a é um ema um pouco con o e so, pois endo em con a os di e en es pon os de is a (an opológico, sociológico, en e ou os) podemos ob e di e sas espos as. Pa a a de ini mos emos de e em con a que se a a de algo que anspa ece a cul u a em que o indi íduo se desen ol eu e onde se encon a inse ido. Tendo is o em con a, é possí el a i ma que se o na complicado ou quase impossí el de ini o que é cul u a sem que haja in luência do nosso p óp io con ex o. To na-se impe a i o a exis ência de uma pos u a mais abe a pa a comp eende as a iações cul u ais en e di e sos países. Cul u a é, po an o, um e mo no o iamen e complicado de se de ini . Tan o que, em 1952, dois an opologis as ame icanos, K oebe e Kluckhohn, analisa am de o ma ex ensi a á ias de inições e concei os de cul u a culminando numa lis a de 164 de inições di e en es des e concei o. Esc i o no décimo olume da Encyclopedia o Language and Linguis ics, suma izando o p oblema da seguin e o ma: ‘Despi e a cen u y o e o s o de ine cul u e adequa ely, he e was in he ea ly 1990s no ag eemen among an h opologis s ega ding i s na u e.’ (K oebe & Kluckhohn, 2001) Gee Ho s ede, um dos p imei os au o es a elaciona as di e enças cul u ais com a ges ão e as emp esas, de iniu cul u a como “a p og amação men al cole i a das pessoas num de e minado ambien e”. Como mencionado na Unidade Cu icula “Po ugal e China: Cul u a, Sociedade e Emp eendedo ismo”, a cul u a em di e sos componen es que acabam po e impac o nas negociações in e nacionais. Alguns desses aspe os são: ● Linguagem e comunicação: A manei a como os indi íduos ansmi em e ecebem as mensagens e a o ma como a língua ma e na (e manei ismos da mesma) de um dado indi íduo limi a a sua isão do mundo e as a i udes que es e em nele, a e a di e amen e os negócios in e nacionais; ● Sis emas de alo es: Os alo es de uma de e minada sociedade, e a manei a como es a os espei a, é isí el no compo amen o dos indi íduos que a compõem. Es es 12 alo es são impo an es, pois a e am a on ade de assumi iscos, o es ilo de lide ança e as elações hie á quicas; ● Sis emas ins i ucionais e legais: Os o malismos con a uais e o ecu so a li ígios exp essam as di e enças na o ma como as sociedades es ão o ganizadas ao ní el de eg as e sis emas de omada de decisão; ● O ien ação empo al: A manei a como os indi íduos de uma dada cul u a se compo am e se elacionam com o empo e como ele molda a o ma como as pessoas es u u am as suas ações êm uma in luência ex ensi a, no en an o, pouco isí el po ezes; ● Quad os men ais: Es es in luenciam a o ma como as pessoas abo dam as ques ões que lhes são colocadas, como ecolhem in o mação e de e minam o seu ní el de e acidade, de o ma que in luencie o p ocesso de negociação e decisões esul an es; ● Pad ões de elacionamen o: Es e componen e obse a como os indi íduos se elacionam com os g upos, quais são os pad ões dominan es nas elações amilia es e quais os modelos de elacionamen o, indi idualismo/cole i ismo. Conhece es es di e sos componen es é uma g ande ajuda po que podem agi como um guia pa a aquilo a que se de e p es a a enção e en a en ende . No en an o, a o ma como são descobe as es as di e enças de compo amen o é apenas po en a i a e e o. Es e é um p ocesso que pode le a desde dias a é anos. Du an e es e empo, de e e -se a enção a udo desde a linguagem co po al à o ma de ala , à o ma de es i e de sen a dos nossos pa cei os. Mui as ezes é igualmen e, senão mais, impo an e es a a en o a es es compo amen os, como ao que não é di o. 1.2.2. Dimensões de cul u a com impac o nos negócios Teo ia de Ho s ede Gee Ho s ede oi um psicólogo, assim como p o esso emé i o de An opologia O ganizacional na Holanda, que se o nou conhecido in e nacionalmen e pelo seu abalho de pesquisa sob e C oss- cul u al g oups and o ganiza ions . O abalho sob e a eo ia das dimensões de cul u a oi o seu mais impo an e. Nes e, ele desc e eu cul u as nacionais de aco do com seis dimensões: “Dis ância ao pode ”, “Indi idualismo ou 13 cole i ismo”, “A e são à ince eza”, “Masculinidade ou eminilidade”, “O ien ação de longo p azo ou de cu o p azo” e “Indulgência ou es ição”. A sua pesquisa nes a á ea oi de e as impo an e ao pon o em que, a ualmen e, es as seis dimensões são u ilizadas pa a a alia quase odos os países. É uma e amen a que é mui o u ilizada po p o issionais do amo de consul o ia e ma ke ing, ajudando ambém os ges o es a en ende como adap a écnicas de ges ão (de pessoas e de p odu os) a um de e minado me cado. Dis ância ao pode A “dis ância ao pode ”, como explicada po Ho s ede, ambém designada como dis ância hie á quica, lida com o ac o de que na sociedade nem odos os indi íduos são iguais e com as di e enças en e cul u as ace a es a desigualdade. A dis ância de pode é de inida como a ex ensão em que os memb os menos pode osos de ins i uições e o ganizações de um país espe am ou, po ou o lado, não acei am que o pode seja dis ibuído de manei a desigual. Es a dimensão em, po an o, uma ligação di e a com a o ma que as di e en es sociedades encon a am pa a lida com de e minadas ques ões de desigualdade en e indi íduos. Algumas ca ac e ís icas comuns en e cul u as com um baixo índice de dis ância ao pode são: a exis ência de uma hie a quia po con eniência, a ans e salidade dos di ei os a odos os memb os da sociedade, en e ou os. Alguns países em que is o é isí el são os países nó dicos, a No a Zelândia e a Aus ália. Como di e a oposição emos algumas ca ac e ís icas comuns a cul u as com um ele ado índice de dis ância ao pode , ais como: a exis ência de uma hie a quia po necessidade; uma elação em que pode e p i ilégios são p opo cionais; uma desigualdade exis en e na sociedade acei e po odos e uma maio educação das c ianças pa a a obediência. Alguns países em que emos es e ipo de índice são, de o ma ge al, países da Ásia, Eu opa O ien al, Amé ica La ina e Á ica. É possí el conclui que, em sociedades com ele ada dis ância hie á quica, supe io es e subo dinados conside am-se desiguais po na u eza, dando g ande impo ância a í ulos, es a u o e a ele ada e e ência po igu as de au o idade. Po ou o lado, em sociedades com baixa dis ância hie á quica os supe io es e os subo dinados conside am-se iguais, não ha endo, po exemplo, descon o o quando um subo dinado em de con adize um supe io . 20 negócio” e “Dis ibuição de ele icidade”. No p imei o pa âme o mencionado, o país e e uma classi icação de 94,2 que co esponde à 27ª posição a ní el mundial, sendo que, no segundo pa âme o, o país e e uma classi icação de 95,4 co espondendo à 12ª posição a ní el mundial. Pa a além dis o, o país ob e e classi icações supe io es a 80 pon os nos pa âme os: “Regis o de p op iedade”, “Comé cio além- on ei as” e “Execução de con a os”. Des aca-se que nes e úl imo o país ocupa a 5ª posição a ní el mundial. Pelo con á io, o país ob e e classi icações in e io es a 70 pon os nos pa âme os: “Ob enção de c édi o” e “Resolução de insol ências”. Figu a 5: Índice de acilidade de aze negócio Fon e: Wo ld Bank, 2020 Nes e mesmo índice, Po ugal e e uma classi icação de 76,5 pon os e ocupa a 39ª posição a ní el mundial. Quando compa ados os dois países, é possí el no a que Po ugal em uma melho classi icação nos seguin es pa âme os: “Pagamen o de impos os”, “Comé cio além- on ei as” e “Resolução de insol ências”. Um pon o impo an e a e i a da imagem acima é o penúl imo pon o, sob e con a os, pois exis em algumas di e enças en e a o ma como es es são is os em á ias cul u as, que es á elacionado à comunicação de al o e baixo con ex o, como se á abo dado mais à en e nes e abalho. A di e ença en e comunicação de baixo e al o con ex o é pa icula men e e iden e na á ea dos con a os. Os con a os ociden ais são mui o igo osos e numa ansação ão simples como o alugue de uma bicicle a po um dia pode exigi ês páginas de con a o pa a se sabe como lida com odas as con ingências possí eis. Uma ez assinado um con a o, não há lexibilidade nos e mos, a menos 21 que ambas as pa es conco dem em enegocia . É, po an o, possí el a i ma que um con a o é a pala a inal num aco do em que, após assinado, al e ações são a as e apenas po mo i os maio es. Um con a o em semp e segu ança ju ídica, no sen ido em que se uma das pa es não o cump i , espe a-se que o sis ema legal imponha o cump imen o. Os con a os em sociedades de ele ado con ex o êm um ca ác e di e en e, po duas azões. Uma das azões eside di e amen e na na u eza da comunicação de al o con ex o. Não é necessá io ano a oda a in o mação (ou al ez ano a algo de udo), po que a comp eensão mú ua e um ape o de mão são su icien es. Quando há um con a o esc i o, pode se mais um memo ando de en endimen o do que um documen o ju ídico incula i o. De ido ao ac o de os e mos se em agos, há espaço pa a ajus es à medida que a si uação ou a negociação se desen ol e. Quan o à con o midade, é p o á el que as pa es con iem numa elação de con iança p é-exis en e do que um sis ema legal. A maio ia dos países asiá icos, se não odos, ac edi am semp e que pa a pode exis i um ambien e p opício pa a negócios é impo an e ha e um conhecimen o e ambém uma ligação pessoal. Po es e mo i o, nes es países as euniões de negócios são seguidas de um jan a ou almoço, em que é espe ado um compo amen o mais in o mal e que as pessoas se conheçam num ambien e mais casual. Uma segunda azão pa a a al a de con a os de alhados é que a p óp ia ideia de um con a o é cen al apenas em ce as cul u as, p incipalmen e naquelas his o icamen e in luenciadas pelo Médio O ien e. A ideia de um pac o é undamen al pa a a cul u a e mesmo ege a elação en e Deus e a humanidade no An igo Tes amen o C is ão. Numa cul u a Con ucionis a, pelo con á io, aze negócios é, an es de mais, desen ol e elações pessoais. Es as podem basea -se em ligações amilia es ou de clã, ou em elações de ob igações mú uas conhecidas popula men e como guānxì ( 关系, Gu ā nxi , a pala a chinesa pa a ligação ou con ac os). Os planos de negócios desen ol em-se jun amen e com a elação, e não a a és de comunicação o mal em con a os esc i os. Os ges o es podem elabo a con a os pa a ag ada aos seus pa cei os come ciais ociden ais, mas não se de e su p eende se eles quise em al e a os e mos no dia seguin e à assina u a do documen o. 22 Índice de isco Segundo dados da Co ace, a China em uma classi icação de país de isco B e um clima de negócios com a mesma classi icação. Es e é um ní el in e médio de isco. Os p incipais pon os o es des e país são o ac o de a sua dí ida pública se de ida po nacionais e se emi ida em moeda local. Is o ga an e que o país é sobe ano nas suas polí icas mac oeconómicas. Pa a além dis o, o país ambém de ém ele adas ese as em moedas es angei as de o ma a diminui a sua exposição a p oblemas de sob e-endi idamen o do seu se o p i ado. Nos úl imos anos, o país desen ol eu a sua in aes u u a e e o mulou a sua es u u a económica. A ualmen e, o se o dos se iços em um peso p edominan e na economia chinesa, algo que pode indica que a ansição de uma economia eme gen e pa a uma economia desen ol ida pode es a quase concluída. Po im, es e país conseguiu elocaliza a sua es u u a p odu i a nas cadeias de alo globais. A ualmen e as a i idades emp esa iais chinesas ocam-se em a i idades de ele ado alo ac escen ado. No en an o, o país em ambém pon os acos signi ica i os. Em p imei o luga , as p incipais emp esas nacionais es ão al amen e endi idadas. Além disso, o país con inua dependen e do comé cio in e nacional pa a a aquisição de alguns componen es ecnológicos conside ados essenciais. Algumas es ima i as apon am pa a uma al e ação des e aspe o. A ualmen e a China em um saldo posi i o, no en an o, espe a-se que o país enha dé ice nos p óximos anos. Po im, o país em g a es p oblemas ambien ais e uma polí ica ambígua en e implemen a e o mas es u u ais e p omo e o c escimen o. Tendo em con a es as ca ac e ís icas, a China a ualmen e en en a alguns desa ios que podem pô em causa a con inuidade do seu desen ol imen o económico e a es abilidade social do país. Nas úl imas décadas o mundo su p eendeu-se com as ele adas axas de c escimen o que a China ob e e. No en an o, ecen emen e o alo da axa de c escimen o em indo a diminui consecu i amen e. De ac o, espe a-se que o c escimen o do país em 2020 seja in e io a 6% do PIB. Há alguma ince eza sob e a o ma como a economia chinesa e as expec a i as dos cidadãos se ão adap a à ealidade de con i e com axas de c escimen o mais baixas. Um dos g andes iscos do país es á elacionado com a o ma que as emp esas al amen e endi idadas escolhe am pa a se es abiliza em no caso de c esce em menos do que o espe ado. Pa a pio a o cená io, a ecen e gue a come cial en e os EUA e a China pode p ejudica ainda mais o desempenho económico do país nos p óximos anos. Es es a o es p o ocam ou o isco elacionado com a balança co en e e com p eocupações ao ní el do c édi o. 23 É expec á el que o go e no chinês des alo ize a sua moeda de o ma a equilib a de no o a compe i i idade dos seus p odu os. No en an o, essa des alo ização pode pô em causa as medidas de e enção de capi al impos as. Em conjun o, es as duas polí icas podem ge a ins abilidade social e p ejudica o ambien e negocial. Cul u a Negocial A sociedade chinesa e a sua cul u a di e em em mui os aspe os da sociedade ociden al, ipicamen e p esen e em Po ugal. Es as di e enças e le em-se ambém na cul u a negocial do país. Em p imei o luga , a sociedade chinesa é ex emamen e hie a quizada e es a i icada, sendo a amília um dos pila es dessa sociedade. É a a és da amília que os Chineses cedo ap endem a impo ância do espei o pela hie a quia. Pa a além dis o, apesa do ápido c escimen o económico das úl imas décadas, ainda é possí el e i ica uma di e ença en e as classes sociais, algo que é ex emamen e obse á el na China. Ou o concei o alo izado pelos chineses é a dignidade das pessoas. Po no ma, os chineses alo izam a hon a, a epu ação e o espei o pelos ou os. Assim, c í icas em público ou si uações que p ejudiquem a dignidade de ou os são mui o e i adas nes e país. Is o é a base do concei o de ace (面 子, miànzi), concei o es e mui o ligado à epu ação e p es ígio de um indi íduo. Os chineses são ambém uma população que dá mui a impo ância à cole i idade. Po no ma, os chineses p ocu am es a incluídos em g upos sociais e essa o ma de agi anspõem-se ambém pa a a cul u a de negócios, o que é mais conhecido como con ac os ( 关系, Gu ā nxi) . Es as ca a e ís icas sociais in luenciam mui o o mundo dos negócios chinês. Ge almen e, há um g ande espei o pela es u u a hie á quica do pode nas emp esas chinesas. Apesa de o abalho em g upo se equen e e alo izado, é expec á el que as decisões sejam omadas apenas pelo opo da hie a quia, posições hie á quicas in e io es não êm po hábi o ques iona ou p ocu a in luencia as decisões. Também os encon os de negócios seguem uma es u u a igo osa que de a se espei ada. Es es encon os de em se agendados com alguma an ecedência, bem como, de e se pa ilhada a agenda a se discu ida du an e o mesmo, pa a que odos es ejam de idamen e p epa ados. A pon ualidade é conside ada uma i ude, pelo que se o na impe a i o chega a empo a qualque eunião, onde um ligei o a aso pode se conside ado uma g a e o ensa. Dado que o abalho em 24 g upo é alo izado, é expec á el que os in e enien es chineses agam acompanhan es pa a os auxilia es du an e a eunião. Adicionalmen e, como os chineses alo izam mui o a dignidade e o espei o pelos ou os, é desaconselhá el in e ompe os ou os in e enien es du an e as suas exposições. De ac o, é aconselhá el espe a que a pala a lhe seja dada e e i a c i ica abe amen e alguém p esen e na eunião, pois é algo que pode le a à pe da de ace (面子, miànzi) de uma das pa es ou mesmo das duas. As negociações nes e país são ipicamen e len as. Po um lado, os chineses p ocu am oma decisões ponde adas e sensa as pelo que p ecisam de bas an e empo pa a e le i em sob e as mesmas. Po ou o lado, pa alelamen e às elações de negócios, os chineses p ocu am desen ol e elações sociais de con iança com os seus po enciais pa cei os, pelo que é no mal no im de uma eunião se -se con idado pa a um almoço ou jan a com os memb os que es a am na eunião. Apesa de o espei o con inua a se impe a i o, é espe ado que seja um ambien e elaxado e amigá el. Po se um país ipicamen e conse ado , po no ma, as decisões são omadas num ambien e de co dialidade e espei o mú uo. Também po is o, os chineses êm di iculdade em da espos as nega i as abe amen e. Pelo con á io, es es p e e em ansmi i es a mensagem de uma o ma suben endida na linguagem usada e na sua pos u a co po al. É impo an e es a a en o a es es sinais de o ma a consegui dis ingui negociações com po encial daquelas que não e ão os esul ados p e endidos. 1.3.1. P omoção de ma cas e de emp esas A decisão sob e aduzi uma ma ca na China é um desa io que odas as emp esas ociden ais êm de en en a . O ma ke ing baseia-se numa comunicação e icaz com o me cado al o pa a mos a uma espos a as necessidades do clien e de o ma con enien e e pe suasi a. Cada emp esa p ecisa de um plano de ma ke ing pa a coo dena os seus es o ços nes e plano, especialmen e numa no a á ea geog á ica, an es de lá en a . Um exemplo mui o conhecido de adução de ma cas na China é o da Coca-Cola. Quando a emp esa en ou pela p imei a ez no me cado chinês, em 1928, não inha ep esen ação o icial do seu nome em chinês. E a en ão p eciso encon a qua o ca ac e es chineses cujas p onúncias se ap oxima am do som da ma ca sem p oduzi um signi icado ilógico ou ad e so quando colocados jun os como uma ase esc i a. 25 Enquan o o chinês esc i o emp ega milha es de ca ac e es di e en es, exis em apenas ce ca de 200 sons p onunciados que podem se u ilizados na o mação do nome kŏ-kă-kŏ-là (Cocacola). Enquan o a Coca-Cola p ocu a a uma combinação sa is a ó ia de ca ac e es pa a ep esen a o seu nome, as suas equipas de ma ke ing chinesas c ia am sinais que combina am ca ac e es cujas p onúncias o ma am a cadeia kŏ-kă-kŏ-là (Cocacola), mas ize am-no sem qualque conside ação pelos signi icados que e ia o p odu o inal. O que a his ó ia da Coca-Cola exempli ica é que as nuances linguís icas em chinês podem a e a o som e o signi icado da ma ca que, po sua ez, pode a e a a iden idade da ma ca po pa e dos consumido es. As equipas de ma ke ing chinesas de e iam e pe cebido an es da en ada, que o me cado é cul u almen e dis in o, exigindo algum g au de localização. Com á ios diale os p incipais, e ca ac e es pad ão da língua chinesa com p onúncias o ais di e en es, os nomes de ma ca de em se cuidadosamen e modi icados pa a que es es se elacionem com os consumido es locais. Como hoje sabemos, o nome da ma ca no me cado acabou po ica como Ke kou ke le (可 口可乐, Kě kǒu kě lè), o que é one icamen e dis an e das ideias iniciais, mas que ao ní el dos ca ac e es acaba po , como ase, ansmi i a ideia de um p odu o delicioso, is o que a adução de ke kou (可口, Kě kǒu) é delicioso, sabo oso. Com a segunda pa e do nome, ke le (可乐, kě lè) pode se aduzido como di e ido, eng açado. Se pensa mos nos anúncios que es a mesma emp esa u iliza em Po ugal, podemos aça uma elação en e es es e o nome da ma ca no me cado chinês, dado que a publicidade u ilizada mos a semp e pessoas so iden es e em momen os de aleg ia. O nome da ma ca é um elemen o do p odu o que con ibui pa a a impa cialidade da ma ca, pa a o seu posicionamen o, pa a a sua publicidade única, e que lhe pode da uma an agem compe i i a sob e a conco ência emp esa. Ou o exemplo de que a a enção a nuances linguís icas e cul u ais são essenciais é o b anding , ei o pela Toyo a pa a o SUV P ado , lançada pela Saa chi & Saa chi , Pequim. Es e oi aduzido pa a ba dao (霸道, bà dào), o que se aduz ap oximadamen e pa a "go e na pela o ça". Es a ep esen ação masculina do SUV japonês oi ambém acompanhada po imagens que mos a am dois leões de ped a a sauda em e a cu a -se pe an e o ca o. Es e e o cul u al e ocou a associação da ocupação japonesa da China du an e a Segunda Gue a Mundial e a aiu a censu a go e namen al, a indignação pública e um apelo ao boico e da emp esa. 26 Es e episódio e idencia a impo ância do conhecimen o da his ó ia de um país quando azemos uma abo dagem a esse me cado. Po ezes os mais pequenos de alhes podem aze e e ência a um pe íodo não ão desejá el desse país, o que c ia um sen imen o de desag ado no consumido . A adução anscul u al de uma ma ca, an o no con eúdo como no con ex o, p ecisa de se apela i a ao me cado local e, simul aneamen e, em de se man e iel à sua imagem global. Na China, is o é pa icula men e di ícil de aze . A língua chinesa é adicalmen e di e en e das línguas baseadas no al abe o omano, o que az com que a adução di e a não seja acilmen e exequí el. Além disso, o signi icado dos ca ac e es escolhidos desempenha um papel impo an e e pode comunica a ibu os de p odu o, bene ícios, país de o igem, alo es adicionais/mode nos, c enças e cos umes, ou mesmo pa io ismo. Fo ma esc i a A linguagem é o meio a a és do qual as comunicações de ma ke ing são en egues ao público-al o. Uma g ande di e ença en e as línguas que de i am do la im e do chinês é a o ma como cada uma é esc i a. Enquan o as línguas ociden ais se baseiam num sis ema oné ico al abé ico, a língua chinesa é baseada em ideog amas, símbolos esc i os que ep esen am obje os e não simplesmen e uma pala a ou um som em pa icula . Es es ideog amas so e am al e ações du an e milha es de anos a é chega à sua o ma dos dias de hoje. De ido a es a di e ença, um lei o de po uguês pode á se capaz de p onuncia uma pala a sem comp eende o seu signi icado, enquan o um lei o de chinês pode se capaz de comp eende o signi icado de uma pala a sem conhece a sua p onúncia. Es e oi um aspe o mui o deba ido aquando da simpli icação dos ca ac e es chineses, de modo a aumen a o ní el de li e acia do país, já que mui os chineses ac edi a am que simpli ica os ca ac e es a ia com que se pe desse a essência dos mesmos, da pala a e da língua. O po o chinês pe cebe e a alia a esc i a de o ma di e en e dos ociden ais. Pa a os chineses, um nome esc i o é is o como uma ob a de a e, sob e udo de ido à longa his ó ia da comunicação esc i a na China. In e p e ações esc i as de ca ac e es podem ajuda em associações posi i as de ma cas. Os p óp ios ca ac e es e adicais, podem e signi icado, o que az com que as cono ações e signi icados de um nome de dois ou ês ca ac e es, po exemplo, de am se analisados a di e en es ní eis. 27 Fo ma O al Embo a a esc i a chinesa seja pad onizada, u ilizando os ca ac e es "T adicionais" (p incipalmen e o a da China Con inen al) ou "Simpli icados" (p incipalmen e na China Con inen al), dependendo da o igem do consumido chinês, a língua alada e as p á icas cul u ais podem se bas an e di e en es. Cul u almen e e linguis icamen e alando, a China é mais pa ecida com a UE do que com os EUA, po exemplo. Exis em mais de uma dúzia de g andes diale os o ais chineses na China Con inen al, sendo que o diale o mais comum é o manda im (普通话 pŭ onghuà), de Pequim e a edo es da p o íncia de Hebei. Um análogo eu opeu compa á el se iam as Línguas Românicas: o i aliano, ancês, espanhol, po uguês e omeno, de i ados do la im. Uma complicação adicional na adução de uma ma ca pa a chinês é que soa á di e en e con o me o diale o u ilizado pelo consumido , di icul ando a ansli e ação. A di e sidade linguís ica e cul u al na China sublinha a di iculdade de aze uma es a égia de b anding chinesa uni e sal, que emule sons e signi icados. A a iedade de sons pa a um ca ác e c ia uma si uação em que a con iança na oné ica pad onizada é impossí el pa a uma ma ca chinesa "uni e sal", e a oné ica do manda im de e se u ilizada se a ope ação de ma ke ing de uma emp esa conside a que o som da ma ca é impo an e. O chinês manda im é o emen e p omo ido pelo Go e no como o diale o o icial, mas as p e e ências linguís icas e cos umes locais con inuam a p e alece . Qua o mé odos de adução de ma cas que podem se ge almen e obse ados na China: 1. T aduções sem signi icado -- a ma ca soa semelhan e em chinês e inglês, mas os ca ac e es mos ados na ma ca não êm nenhum signi icado disce ní el. Como po exemplo 阿迪达斯 (Ādídásī) — Adidas. 2. T ansli e ação com signi icados -- a ma ca soa semelhan e em chinês e inglês, e os ca ac e es mos ados na ma ca p opo cionam uma combinação signi ica i a (como a Coca-Cola, exemplo discu ido acima). 28 3. In e p e a i o -- o som da ma ca di e e em chinês e inglês, mas o signi icado da ma ca pe manece p a icamen e o mesmo. Como é o exemplo da Apple que em chinês se diz 苹果 (Píngguǒ) que signi ica li e almen e maçã. 4. T ansli e ação com uma componen e in e p e a i a -- alguma pa e do som da ma ca inglesa pe manece, mas um ca ác e adicional é u ilizado pa a da algum signi icado. Como po exemplo 路易威登 (Lùyì Wēidēng) — Louis Vui on em que a p imei a pa e 路易 (Lùyì) simplesmen e signi ica Louis, 威 signi ica pode e 登 e e e-se ao a o de ascende a g andes al u as. 29 Capí ulo II- Enquad amen o do es ágio 2.1. A Emp esa His o ial A Ma ke Access é uma emp esa de consul o ia especializada na in e nacionalização e ambém ocada no apoio à conc e ização de negócios in e nacionais. A emp esa oi undada em 2005 e o seu p oje o oi idealizado po dois cidadãos po ugueses e um cidadão chinês. A emp esa e e, en e an o, al e ações na sua es u u a socie á ia e apenas um dos sócios undado es, po uguês, se man ém na sociedade. Nos p imei os anos de a i idade, o me cado chinês e elou-se mui o impo an e pa a a Ma ke Access. Não só po que inha uma p esença em Pequim, mas ambém po que apoiou á ias emp esas po uguesas, suas clien es, a abo da em um me cado que se su gia como incon o ná el pa a as expo ações (a é aí as emp esas olha am pa a a China mais como local de p odução e on e de impo ações), com uma classe média-al a em ascensão e com milhões de no os consumido es com pode de comp a ele ado. E a, no en an o, um país e uma cul u a de negócios ainda po conhece , pa a mui os ges o es. Ao longo de 15 anos de ope ações, a Ma ke Access ala gou a sua a uação a mui os mais me cados e apoiou a expansão de inúme os negócios. Hoje, a emp esa em uma as a expe iência na implemen ação de p oje os de in e nacionalização e um amplo po ólio de clien es de di e sas geog a ias. No seu po e ólio con a com mais de quinhen as emp esas in e nacionalizadas, bem como com o apoio de mais de qua en a consul o es. Já abalham em mais de cinquen a países e já ealiza am mais de mil p oje os. O in e esse da China é cíclico pa a as emp esas clien es da Ma ke Access. Há pe íodos nos quais são á ios os pedidos de p opos a e os p oje os em cu so, mas seguem-se ou os pe íodos com meno p ocu a e in e esse. Segundo os esponsá eis da emp esa, a dis ância e a complexidade do me cado a as am algumas emp esas que êm um meno g au de p epa ação, de capacidade e mo i ação pa a en a num me cado que compo a, segu amen e, mui os desa ios e di iculdades. 36 A China oi o segundo maio ece o de in es imen o di e o es angei o (IDE) em 2019, depois dos EUA, de aco do com a Con e ência das Nações Unidas sob e Comé cio e Desen ol imen o (UNCTAD). O país ecebeu en adas de IDE no alo de USD $141,23 mil milhões em 2019, em compa ação ao que ecebe a no ano an e io USD $138,31 mil milhões. Além disso, o s ock de IDE a ingiu USD $1,77 biliões em 2019, ela i amen e a 2018 a ingiu USD $1,63 biliões. Uma das azões pelas quais mui as emp esas globais op am po ab ica os seus p odu os na China é a exis ência de ele ada mão de ob a e o ac o de es a se mui o ba a a. Mão de ob a ba a a é uma g ande an agem compe i i a pa a a China. No en an o, alguns analis as a gumen am que o ápido c escimen o económico ambém le ou a um ápido aumen o dos salá ios no país. O ní el sala ial médio da China iplicou en e 2005 e 2016 e ago a é mais al o do que na A gen ina, B asil e México o que nos le a a aze a pe gun a "Se á que a mão de ob a ba a a na China acabou?". Es a é uma ques ão mui o complicada e causa disco dâncias en e os analis as, daí não ha e uma espos a coe en e e unânime. A China é um in es ido dominan e no ex e io . O seu in es imen o di e o no es angei o a ingiu mui os países ao longo dos anos. Os Es ados Unidos, Reino Unido, Aus ália, Paquis ão, Bangladeche, Indonésia, Emi ados Á abes Unidos, Venezuela, A gen ina, Angola, Chade e Níge são alguns dos países onde o in es imen o chinês em sido imp essionan e. Apesa da axa de c escimen o do PIB se ele ada, es a pode i a diminui , pois, o país ap esen a algumas endências p eocupan es que são: · Al a axa de in lação; · P eços al os no se o imobiliá io; O Banco Popula da China aumen ou as axas de ju os. O equisi o de ese a pa a bancos come ciais ambém so eu um aumen o e é ago a no e ezes maio . Além disso, o Banco Cen al pede aos bancos que emp es em menos e imponham limi es às comp as de imó eis. A c ise económica global, em conjun o com as ensas elações com os EUA, ez com que o c escimen o económico do país desacele asse pa a 6,57% em 2018 e 6,11% em 2019. É espe ado que a axa de c escimen o do PIB enha a desacele a ainda mais pa a 1,86% em 2020 de ido ao su o de COVID-19, que a e ou se e amen e as a i idades económicas globais. 37 Tabela 1: P incipais indicado es mac oeconómicos Indicado Económico 2017 2018 2019 PIB 12.143T 13.608T 14.343T PIB se o p imá io 7,50% 7,00% 7,1% PIB se o secundá io 39,90% 39,70% 39% PIB se o e ciá io 52,70% 53,30% 53,9% PIB pe capi a (em milhões) 56.382.29 59.811.60 10.261.679 População (milha es de milhão) 1.386 1.393 1.398 Taxa de desemp ego 4,40% 4,42% 5,15% Taxa de in lação 1,59% 2,08% 2,9% Fon e: S a is a; Wo ld Bank, T ading Economics, 2020 Fa o es Sociais A República Popula da China é um dos seis Es ados es an es que se decla am socialis as no mundo. No en an o, na p á ica, a es u u a polí ica da China não pode se ca ac e izada de manei a ão simples. Es e go e no em sido desc i o como sendo comunis a e socialis a, mas ambém como um go e no au o i á io. A população do país em indo a aumen a , ainda que a uma eduzida axa de 0,46%, em 2018. No mesmo ano, o país a ingiu os 1.393 milhões habi an es, e em uma densidade populacional de 148.349 habi an es/km². Ce ca de 59,1% da população é u bana e a maio ia dos indi íduos em en e os 15 e os 64 anos. A China é o país mais populoso do mundo, com uma população o al de ce ca de 1,4 mil milhões ( Wo ld Me e s , 2020). Es e é um me cado eno me pa a p odu os de consumo. Como mencionado acima, o ní el sala ial médio em indo a aumen a ao longo dos anos, esul ando num aumen o nos gas os dos consumido es. Também ale a pena menciona que mui as pessoas na China, da mesma o ma como cidadãos de ou as economias eme gen es, anseiam po símbolos de s a us como ca os de luxo, os mais ecen es sma phones e oupas de ma ca pa a demons a o seu sucesso. Sem dú ida que o aumen o dos gas os do consumido e os símbolos de es a u o são g andes opo unidades pa a emp esas nacionais e es angei as. O aspe o social e cul u al da China desempenha um papel impo an e, pois os dados demog á icos mudam cons an emen e, po exemplo, o c escimen o populacional e a dis ibuição e á ia 38 a iam. O amanho da amília e os compo amen os sociais ge almen e a e am a manei a como as decisões são omadas. Ou os a o es sociais são es ilo de ida do consumido , educação, eligião (sendo que es a pode não e mui a ele ância) e emig ação, a China é uma cul u a cole i is a, baseada nas dimensões de alo de Gee Ho s ede, ap esen adas acima nes e ela ó io. A axa de al abe ização na China é de 96,4%. Assim como o eno me p og esso na axa de al abe ização, o país ambém ez um p og esso, igualmen e admi á el, na edução da pob eza. De aco do com um ela ó io publicado pelo Esc i ó io do G upo Líde do Conselho de Es ado pa a Alí io à Pob eza e Desen ol imen o da China, o país i ou mais de 68 milhões de pessoas da pob eza nos úl imos cinco anos. No 13º plano quinquenal do país (2016–2020), a China isa a melho a a segu ança social. O go e no es á ocado em eduzi as dispa idades aumen ando os salá ios e o necendo mais bene ícios de bem-es a . As egiões empob ecidas da pa e ociden al do país o am des inadas ao desen ol imen o. 1 As despesas o ais com saúde como pe cen agem do PIB ica am em 5,13% em 2018, em compa ação com 5,06% em 2017. Em e mos absolu os, as despesas aumen a am pa a USD $698,26 mil milhões em 2018 e de USD $614,63 mil milhões em 2017. Exis em alguns desa ios sociais que a China en en a a ualmen e. Po exemplo, o en elhecimen o da população é uma á ea de p eocupação, que le a mui os analis as a suge i em que a China de e aumen a a axa de na alidade e con ida mais abalhado es es angei os. Embo a a polí ica do ilho único enha sido al e ada pa a a polí ica de dois ilhos em 2016, exis e uma al a de espos as posi i as, p incipalmen e po azões económicas. Fa o es Tecnológicos Exis em alguns g andes gigan es da ecnologia na China, po exemplo, Baidu, Alibaba e Tencen , pa a ci a apenas alguns. De ac o, essas emp esas e algumas ou as, são ão pode osas que á ias g andes emp esas de ou os países alha am no me cado chinês, pois não consegui am compe i com elas. 1 À da a da elabo ação des e capí ulo o 13º plano quinquenal e a o mais ecen e 39 A China es abeleceu a isão de se líde global em ciência e ecnologia. Pa a consegui isso, o país lançou o p og ama “Emp eendedo ismo em Massa e Ino ação” em 2015. Esse mesmo p og ama p e ende dissemina o emp eendedo ismo po oda a China. Visa ambém, ajuda o país a passa de uma economia que depende de o ma in ensi a na mão de ob a pa a uma economia o ien ada à ino ação. Is o pe mi e com que se enha uma noção da di eção que o país ai e olui e quais os ipos de negócios que ganha ão o ça no me cado. Ainda e e en e às ecnologias e a sua u ilização no dia a dia, exis e uma discussão en e á ios especialis as sob e os mé odos de pagamen o online na China. Po um lado, emos aqueles que pensam que o ac o de a u ilização do ca ão de c édi o não se ão no mal como no es o do mundo pode á ep esen a uma ameaça. Po ou o lado, emos aqueles que eem os mé odos de pagamen os disponí eis no país como su icien es e bem desen ol idos, como é o exemplo do Wecha Pay e do Ali Pay . A China em uma das axas mais al as de so wa e não licenciado en e as nações Paci ico- Asiá icas. O alo come cial do so wa e não licenciado na China oi o mais al o en e odas as nações Paci ico-Asiá icas, com um alo de USD $6,84 mil milhões em 2017. De aco do com uma pesquisa ealizada, a u ilização de elemó eis e a de 115,38 po 100 pessoas em 2019, com um o al de 1,62 mil milhões de assinan es mó eis. A população conec ada à In e ne da China alcançou os 811.99 milhões no inal de 2019, com 57,86% da população a u iliza a In e ne . Fa o es Ambien ais O ápido desen ol imen o económico da China e e um sé io impac o no seu ambien e. A poluição da água e do a , esíduos indus iais, desma amen o, mudanças climá icas e pe da de biodi e sidade são alguns dos exemplos dos desa ios ambien ais que a China en en a a ualmen e. No en an o, pa a equilib a a p essão sob e os ecu sos na u ais causada pelo seu ápido c escimen o, desen ol imen o e u banização, o go e no implemen ou uma "Es a égia de C escimen o Ve de", que oi implemen ada pela OCDE em 2011. 40 De aco do com o ela ó io do Índice de Desempenho Ambien al pa a 2020, a China so e com a poluição do a , com uma classi icação ge al do índice de 137º en e 180 nações no indicado de Saúde Ambien al. Tem sido classi icado em 147º de 180 pa a o indicado PM2.5 e 169º em 180 países pa a o indicado de ozono. Fa o es Legais De aco do com o ela ó io “Doing Business 2020” do Banco Mundial, a China icou em 31º luga en e 190 economias no anking ge al des e mesmo ela ó io. Exis em á ias leis que egulam as p á icas de negócios e emp ego na China. Po exemplo, no mas de abalho como, emune ação e bene ícios dos uncioná ios, en e ou as ques ões ele an es, são egulamen adas pela Lei do T abalho da RPC de 1995, pela Lei de Con a os de T abalho da RPC de 2007 e po á ios egulamen os adminis a i os. O go e no comp ome eu-se a comba e a co upção e implemen a um modo de go e nação ab angen e e igo oso pa a ga an i um c escimen o económico mais ápido. No “ 2018 FDI Regula o y Res ic i eness Index ”, o país oi is o como um dos mais es i i os en e os seus homólogos do BRICS. O índice de es ição egula ó ia de IED da China icou em 0,251 em 2018. 3.2. Geog a ia da China Quando abo damos um no o me cado é impo an e conhece a sua geog a ia, especialmen e quando se a a de um país ão g ande e di e so como a China. A paisagem da China é as a e di e sa, endo climas como o do dese o de Gobi e Taklamakan, um clima á ido a no e, lo es as sub opicais no Sul, que é mais húmido. Quando alamos da China alamos de um país com a maio população do mundo, com ce ca de 1,4 mil milhões de habi an es em 2019, con endo 55 g upos é nicos di e en es e com eles os seus diale os, econhecidos ou não. É ambém um país que cob e ce ca de 9,6 milhões de quilóme os quad ados, sendo o e cei o país do mundo com mais á ea. 41 Um país go e nado pelo Pa ido Comunis a Chinês (CCP), o es ado exe ce o seu pode sob e 22 p o íncias, 5 egiões au ónomas, 4 municipalidades de con olo di e o (Pequim, Tianjin, Shanghai e Chongqing) e duas egiões adminis a i as especiais, Macau e Hong Kong. A Geog a ia da China e a sua dis ibuição populacional pode se mais acilmen e en endida eco endo a duas linhas imagina iamen e açadas no país, Qinling Huaihe (秦岭淮河线; Qínlǐng Huáihé Xiàn) que di ide o país em no e e sul, e Heihe- engchong-line (黑河–腾冲线; Hēihé– Téngchōng xiàn) que di ide o país em es e e oes e. Figu a 6: Rep esen ação isual da Qinling Huaihe e Heihe- engchong-line Qinling Huaihe Abo dando p imei amen e a Qinling Huaihe, a a-se de uma linha u ilizada po geóg a os pa a dis ingui en e o no e e o sul do país. Qinling (秦岭, Qínlǐng) e e e-se à co dilhei a mon anhosa com o mesmo nome e Huaihe (淮河, Huáihé) e e e-se ao io Huai. Es a linha, como di o an es, di ide a China em duas egiões dis in as, que em clima, cul u a, es ilo de ida e cozinha. Regiões que se localizem a no e da Qinling Huaihe endem a e empe a u as mais ias, sendo a queda de ne e um acon ecimen o no mal no in e no. Po ou o lado, o Sul é mais quen e e húmido endo, em á ias egiões, qualidades de um clima sub opical ou a é mesmo opical. 42 Figu a 7: Rep esen ação isual da Qinling Huaihe Heihe- engchong-line Es a é uma linha que oi imaginada, em 1935, pelo geóg a o chinês Hu Huanyong (胡煥庸, Hú Huàn Y ō ng) que lhe deu o nome de “linha de dema cação geodemog á ica". A linha imaginá ia di ide o e i ó io chinês da seguin e o ma: Figu a 8: Rep esen ação isual da Qinling Huaihe e Heihe- engchong-line e a co elação com a p ecipi ação 43 ● A oes e da linha: 64% da á ea do país, mas apenas 4% da população do mesmo (1935); ● A es e da linha: 36% da á ea do país, mas con ém 96% da população do mesmo (1935); Pa a e algum con ex o nes as es a ís icas é necessá io e em con a que, is o que a linha oi p opos a em 1935 a Mongólia es a ia incluída, dado que a China apenas econheceu a sua independência após a Segunda Gue a Mundial e, em simul âneo, excluía Taiwan que e a is o pela China como sendo pa e in eg al do Japão na al u a. Es a ís icas de 2002 e 2015: Apesa do êxodo u bano, maio i a iamen e pa a a zona cos ei a e pa a a egião sul do país, as es a ís icas de 2002 e 2015 man êm-se idên icas: ● A oes e da linha: 57% da á ea, mas apenas 6% da população (2002); ● A es e da linha: 43% da á ea, mas 94% da população (2002); A pequena mudança que se obse a na pe cen agem de população de 1935 pa a 2002/2015 de e-se ao ac o de uma mig ação em massa po pa e dos chineses de e nia Han pa a as zonas u banas nas egiões au ónomas do Tibe e e Xinjiang, assim como a polí ica do ilho único, sendo que es a polí ica inha exceções pa a mino ias é nicas que se encon a am a oes e da linha. Con udo, ambém é de no a que en e 2000 e 2015 a população a oes e da linha iu, de ac o, um ápido aumen o supe ando o aumen o i ido no lado es e, no en an o, es e c escimen o não oi su icien e pa a al e a as pe cen agens. Após 80 anos, a á ea a oes e da linha Heihe-Tengchong man ém-se ela i amen e u al, inóspi o, subdesen ol ido e pob e quando compa ado com as zonas a es e da linha. 44 Figu a 9: Rep esen ação da Heihe- engchong-line e a concen ação populacional. 3.3 Di isão da China com uma pe spe i a gas onómica Após abo da mos es as duas di isões geodemog á icas do país é impo an e ala ambém das di isões culiná ias, especialmen e quando a análise do es udo oca o se o ag oalimen a . A China é di idida em cinco sabo es da culiná ia chinesa. Sendo o e i ó io ão as o, as p e e ências gas onómicas endem a muda de egião pa a egião e no malmen e um ou dois dos cinco sabo es são dominan es. A p e e ência po de e minados sabo es pode e le i ca ac e ís icas geog á icas, climá icas, his ó icas, cul u ais, en e ou os. T adicionalmen e os cinco sabo es econhecidos são: salgado (咸 xián), pican e (辣 là), ácido (酸 suān), doce (甜 ián) e azedo/ama go (苦 kŭ). Segundo a medicina adicional chinesa, a ha monia en e os cinco sabo es pode melho a a expe iência de degus ação, mas, em simul âneo, ajuda a alcança um equilíb io pa a melho a a saúde. Pican e — Cen o, especialmen e Sichuan e Hunan Es e sabo em a unção de expulsa “ en o e io” do co po, egulando a sua humidade e p omo endo a ci culação sanguínea e a ci culação de Qi. 45 O pican e é mui o popula na egião cen al e sul da China, incluindo as p o íncias de Sichuan, Hunan, Hubei, Yunnan e Guangxi. Po se uma zona mui o quen e e húmida, usa-se mui o o pi ipi i e a pimen a de Sichuan. Es es dois ing edien es êm a unção de ajuda a anspi a e e i a os p oblemas causados pela humidade. Figu a 10: P a o adicional do Sudoes e e sul-cen al da China Salgado — Á eas Cos ei as e zona No e, Cozinha de Pequim A impo ância des e sabo são os bene ícios e p ecauções pa a a saúde e ajuda a acalma in lamações. Sendo a capi al do Impé io du an e as úl imas dinas ias, a co e ecebia odos os ing edien es mais a os de odos os can os da China, desde os es ículos do ig e da Manchú ia a é às aízes de “O elha de Ele an e” (colocásia ou inhame) de Fujian. De ido às eno mes dis âncias e demo as de anspo e, as ca nes e os peixes e am secos e conse ados, o que exigia condimen os escu os, pa a um sabo e aspe o ag adá el. É es a a azão pela qual na cozinha de Pequim se usa bas an e molho de soja. Também no No e da China, nos longos pe íodos de io, os legumes são conse ados em sal pa a pode em se usados nos dias sem colhei a de ege ais. 52 A al a de cus os de oca e as limi ações na di e enciação do p odu o le am à mobilidade do comp ado , o que ob iga a que um e alhis a enha um maio olume de endas, pa a man e os p eços a aen es e apela i os. Há uma cons an e p essão sob e os playe s pa a se adap a em às ápidas mudanças das necessidades dos consumido es, e os líde es de me cado de em se capazes de posiciona o p odu o desejá el a um p eço adequado pa a clien es e ab ican es. Embo a os e alhis as especializados, de p odu os de luxo ou o gânicos não sin am a mesma sensibilidade ao p eço, es es não são capazes de ga an i um g ande olume de clien es e podem não e escolha a não se comp ome e -se com con a os de o necedo es de longo p azo de modo a ga an i um o necimen o es á el, qualidade, ou p odu os especi icamen e p epa ados. No os playe s podem encon a alguma di iculdade em compe i com as ag essi as polí icas de ma ke ing e p eços do me cado. No en an o, os cus os de en ada e saída são ela i amen e baixos, o apa ecimen o de nichos de saúde e é icos que são p o egidos da compe ição di e a dos pa icipan es a uais e o o e c escimen o his ó ico o e ecem boas pe spe i as pa a o u u o des e ipo de emp esas. O se iço de alimen ação (en egas, endedo es e es au an es) pode se is o como um subs i u o dos p odu os alimen a es de e alho. No en an o, pa a a as a maio ia das pessoas, es es se iços exis em, a ualmen e, como um acompanhamen o ocasional, em ez de uma al e na i a. Figu a 13: Fo ças mo iz de compe ição no se o do e alho ag oalimen a na China, 2018 Fon e: Ma ke line 53 Os comp ado es nes e me cado são os consumido es inais. Isso en aquece signi ica i amen e o pode do comp ado . É imp o á el que a pe da de qualque comp ado enha um e ei o signi ica i o nas ecei as de um playe . Além disso, a posição de qualque clien e é diminuída de ido ao g ande olume de po enciais clien es. Embo a a ecei a ge ada po qualque consumido em pa icula seja mínima, cole i amen e es es ep esen am in e esses mais amplos do consumido , e os e alhis as não podem igno a as sensibilidades dos comp ado es. No en an o, os supe me cados, po ou o lado, desempenham um papel undamen al na o mação da demanda do consumido , exis em á ios a o es que a e am a escolha de um consumido . P eço e con eniência são duas p eocupações cen ais, no en an o, o aumen o da consciência sob e a saúde ge ou uma c escen e p ocu a po qualidade nu icional nos p odu os alimen a es. Is o pode impac a as escolhas do consumido . A cul u a da con eniência en en a ago a o desa io de uma con a endência em que uma mudança das p e e ências dos consumido es po alimen os escos, simples ou adicionalmen e p epa ados mina a posição de enda dos alimen os congelados e p odu os semelhan es. Há ambém uma p ocu a po uma mis u a de comida nacional e in e nacional. O su gimen o e desen ol imen o de nichos é icos adiciona mais impulso a es e mo imen o den o do me cado. Os e alhis as de alimen os de em acomoda es es, e ou os, in e esses que aumen am um pouco o pode do comp ado . Mui os e alhis as azem campanhas de incen i o pa a os comp ado es equen es, o que pode ajuda a ga an i a e enção de clien es. Po exemplo, em 2016 o Walma lançou um no o p og ama de idelidade na China po meio da aplicação de mensagens WeCha . Desenco aja o mo imen o nos pon os de enda pode eduzi a mobilidade do consumido , o que, a longo p azo, pode en aquece o pode do comp ado . Embo a o al o econhecimen o da ma ca não se aduza au oma icamen e em lealdade do consumido , se o apoiado po uma gama de p odu os na qual os p odu os alimen a es popula es são cen ais, o endedo pode mui as ezes eco e indi e amen e à base de lealdade que os ab ican es es abelece am. Os e alhis as especializados, de luxo ou o gânicos podem, de ido ao al o ní el de di e enciação do p odu o, jus i ica ní eis de p eços que de ou a o ma se iam insus en á eis, mas o olume limi ado de consumido es es inge o pode de ais pa icipan es. No ge al, o pode do comp ado é a aliado como mode ado. 54 Figu a 14: Fo ças mo iz do pode dos consumido es no se o do e alho ag oalimen a na China, 2018 Fon e: Ma ke line Os o necedo es des e me cado são p odu o es de ing edien es básicos, bem como ab ican es de alimen os e p odu os alimen a es. A p odução de ing edien es básicos é dominada po g andes playe s , embo a ag icul o es indi iduais com pequenas p op iedades ambém es ejam p esen es. A p odução ag ícola depende da e a: quan o mais e a hou e , mais colhei as podem se p oduzidas. Is o aumen a a iabilidade inancei a e, consequen emen e, a p odução é dominada po po ências globais. Po exemplo, a Adecoag o, que é uma das maio es p op ie á ias de e as p odu i as na Amé ica do Sul, consegue ob e ecei as de ce ca de 100 mil milhões USD, enquan o emp esas como a Bunge e a Ca gill êm ecei as supe io es a 40 mil milhões de USD. As p op iedades ag ícolas em pequena escala são uma ca ac e ís ica dessa e apa da cadeia de alo . Quin as indi iduais ou amilia es são comuns e podem, em alguns casos, se os p incipais o necedo es de edes de supe me cados ou e alhis as locais independen es. Es es o necedo es êm mui o menos pode do que as g andes emp esas ag ícolas mul inacionais. Os g andes e alhis as cos umam man e elações com uma ampla gama de o necedo es, o que ga an e es abilidade e ajuda a compensa os pe igos de p oblemas de abas ecimen o local ou lu uações de p eços. Semp e que possí el, as ob igações con a uais de longo p azo são e i adas e os 55 cus os de oca são eduzidos ao mínimo. Com um con olo i me dos p incipais canais de dis ibuição, os e alhis as líde es podem domina as negociações com ce os o necedo es. Os p incipais playe s nes e me cado ep esen am, mui as ezes, uma p opo ção maio das ecei as de um o necedo e, como al, podem negocia p eços mais baixos com os o necedo es. Po ou o lado, os e alhis as com meno pode , como lojas especializadas, de luxo ou o gânicas, podem acha essas negociações di íceis. O núme o limi ado de o necedo es em á eas de nicho e a cen alidade da qualidade do p odu o ou ipo de p epa ação es ingem a gama de opções disponí eis pa a abas ecimen o. Com os cus os de oca subsequen emen e mais al os, o equilíb io de pode muda um pouco de e alhis as meno es pa a o necedo es especializados. É possí el uma in eg ação eg essi a, com alguns e alhis as a cul i a em os seus p óp ios p odu os e a ende em-nos. Is o é pa icula men e e dade pa a os pequenos e alhis as independen es, ais como os e alhis as do me cado ao a li e. A in eg ação e óg ada é ambém possí el po alguns dos maio es ope ado es do me cado, po exemplo, alguns e alhis as explo am áb icas de p odução alimen a , que o necem ma cas de ma ca p óp ia. Nes e caso, o pode dos o necedo es é eduzido. Po ou o lado, a in eg ação a ançada pelos o necedo es é possí el se um ab ican e/cul i ado decidi es abelece ope ações de e alho. Enquan o a necessidade de sa is aze a p ocu a de p odu os popula es po pa e dos consumido es e o ça os ab ican es, mui os ou os en en am o p oblema de um ele ado g au de mobilidade do e alhis a ao muda de o necedo de aco do com as p essões de p eços. O pode do o necedo em sido a e ado pelo aumen o de mui os endedo es que o e ecem p odu os com ma ca de dis ibuido . Po exemplo, o Walma Limi ed p oduz uma gama de p odu os com ma ca de dis ibuido pa a as suas lojas. Em elação aos g andes o necedo es, ais como Unile e , Coca-Cola e P oc e & Gamble, o pode do o necedo é mais ele ado. Es as emp esas o necem p odu os com ma cas o es. Em úl ima análise, a p ocu a dos consumido es inais é c í ica nes e me cado. Con udo, pa a o e alho alimen a , uma as a gama de p odu os con a como me cado ias ( ais como u a, ege ais, bebidas, e c.) mesmo que uni o mes, o que diminui o pode dos o necedo es. A in eg ação e oa i a dos maio es e alhis as nes e me cado é ambém e iden e ao ní el da in eg ação em a mazéns, num es o ço pa a alcança uma maio e iciência. Po exemplo, o Walma em os seus p óp ios cen os de dis ibuição e logís ica no local, de modo a ob e maio es ní eis de e iciência em oda a sua cadeia de abas ecimen o. 56 Os e alhis as e os seus clien es, ais como emp esas alimen a es ou e alhis as que u ilizam in eg ação e oa i a, so em uma g ande p essão nos úl imos anos pa a ga an i que os ag icul o es ob enham um p eço jus o pelo que p oduzem e endem. Fo am implemen ados á ios mo imen os e no mas de ce i icação, os mais isí eis dos quais são o Comé cio Jus o e a Ce i icação U z. As emp esas que ab icam p odu os inais como ca é embalado, ba as de chocola e e ce eais exe cem p essão sob e os o necedo es pa a que es es se con o mem às no mas em o no de ques ões como salá ios, abalho in an il, esponsabilidade ambien al e libe dade de exp essão. Alguns ab ican es só comp a ão a come cian es que possam p o a que os seus insumos p o êm de on es con o mes, dado que is o lhes pe mi e en ão exibi de o ma p oeminen e os logó ipos Fai ade e U z Ce i ied, po exemplo, nas suas embalagens. Is o é c ucial de ido a uma maio sensibilização dos consumido es pa a ais ques ões e à in luência das exigências dos comp ado es. Tais ques ões ajudam a melho a , em ce a medida, o pode dos o necedo es nos úl imos anos. No ge al, o pode do o necedo é a aliado como sendo mode ado. Figu a 15: Fa o es de pode de o necedo , no se o ag oalimen a na China, 2018 Fon e: Ma ke line O me cado e alhis a de alimen os e me cea ias na China é bas an e agmen ado. Exis em paisagens e alhis as mui o di e en es den o do país. Po um lado, exis em as lojas adicionais e bancas de me cado, onde a en ada no me cado se ia ela i amen e ácil. Nes as ci cuns âncias, as economias de escala são de pouca impo ância, com mui os a ende em p odu os que eles p óp ios 57 cul i am. Além disso, os cus os ixos são imp o á eis de se em ele ados, pa icula men e no que diz espei o às bancas de me cado. Po ou o lado, há um eno me c escimen o do comé cio e alhis a mode no na China. Como al, a en ada no segmen o mode no da alimen ação e alhis a é p oblemá ica. Os e alhis as es abelecidos em g ande escala, com negócios em uncionamen o que bene iciam signi ica i amen e de economias de escala e a capacidade de emp ega esquemas de p eços ag essi os, que não podem se igualados pelos e alhis as mais pequenos, gozam de uma an agem signi ica i a. Exe cícios o es de b anding e a expansão acele ada ap o undam es e con olo do me cado. É e iden e que o comé cio mode no na China c esce à cus a do e alho adicional, o que eo icamen e de e ia signi ica que há espaço pa a mais e alhis as en a em no me cado. O c escimen o do me cado em sido posi i o nos úl imos anos, uma endência que pa ece p o á el que con inue nos p óximos anos. Es es a o es podem apela a po enciais no os ope ado es. Os po enciais no os ope ado es podem se enco ajados pelos cus os ela i amen e baixos de en ada e saída. Há um ápido c escimen o de consciência de saúde, mais um núme o c escen e de consumido es a op a po uma gama de bens mais é ica ou o gânica. Como al, enquan o o me cado de e alho alimen a e de me cea ia no seu conjun o c esce sauda elmen e, é e iden e que ce os segmen os do me cado o e ecem um po encial de c escimen o ainda melho . Is o o ma ias a a i as pa a os no os ope ado es que p ocu am en a numa á ea de nicho que o e ece uma p o eção in eg ada con a p essões de p eços e mains eam ma ke ing . Os cus os de mudança pa a os consumido es inais são mínimos nes e me cado, sendo os consumido es mui as ezes o emen e in luenciados pelo p eço. Embo a is o signi ique que as emp esas que desejam en a em g ande escala, po exemplo, a a és de uma aquisição, podem alcança o sucesso; as pequenas emp esas em ase de a anque e ão di iculdade em compe i apenas em e mos de p eço. Em ge al, a ameaça de no os pa icipan es é a aliada como mode ada. 58 Figu a 16: Fa o es que in luenciam a en ada de no os pa icipan es no se o no me cado chinês, 2018. Fon e: Ma ke line Exis em poucos subs i u os di e os pa a o comé cio alimen a . A al e na i a dominan e ao e alho alimen a é o se iço alimen a . Fo es campanhas de ma ke ing no caso de emp esas de as ood , e adições cul u ais no que diz espei o a es au an es si -down , signi icam que ambos os ipos podem ep esen a uma al e na i a ela i a pa a mui os consumido es. Um subs i u o mais di e o pa a o e alho alimen a encon a-se na ag icul u a de subsis ência, na qual indi íduos ou amílias cul i am alimen os pa a sup i as suas p óp ias necessidades pessoais. Con udo, a eme gência do capi alismo de me cado, maquina ia que pe mi e o c escimen o em g ande escala, e o aumen o da densidade populacional signi icam que a ag icul u a de subsis ência já não é comum, o impac o des e subs i u o é acioná io. As p eocupações ambien ais, o aumen o da consciência sani á ia e os eceios de ins abilidade polí ica ou económica podem, a longo p azo, da a es e subs i u o um papel mais signi ica i o. No en an o, é pouco p o á el que, num u u o p e isí el, ameace os e alhis as de p odu os alimen a es, is o que es es são in ensi os em mão de ob a e en ol em equen emen e um capi al de a anque conside á el. De o ma ge al, a ameaça de subs i uição é a aliada como aca. 59 Figu a 17: Fa o es que in luenciam a ameaça de subs i uição no me cado chinês, 2018 Fon e: Ma ke line Na China, é p o á el que a conco ência no sec o e alhis a adicional seja menos e oz. É p o á el que ais e alhis as sejam pequenas lojas de bai o e bancas de me cado que endem p odu os especializados. No en an o, o sec o adicional ep esen a uma ameaça de i alidade pa a o c escen e sec o e alhis a mode no do país. Os consumido es en en am cus os de mudança negligenciá eis, o que signi ica que os e alhis as lu am con a uma p essão c escen e pa a assegu a a lealdade dos consumido es, en ando eduzi os p eços. Os e alhis as com maio olume de negócios são empu ados pa a polí icas de p eços compe i i as de ido ao ní el limi ado de di e enciação em oda a gama de p odu os básicos. A i alidade ambém aumen a pela es ei a semelhança dos in e enien es, embo a possam en a di e encia -se a a és de p odu os e p eços. G andes e alhis as de alimen os e me cea ias na China, como o Walma , passam po planos de expansão ápida, bem como a o e ece uma expe iência de e alho mul i canal. Algumas emp esas ope am ambém em ou as indús ias. Po exemplo, o Walma o e ece ele ónica, a igos pa a casa, es uá io, p odu os a macêu icos e mui o mais. Is o pode ajuda a abso e o impac o empo á io do declínio das endas de alimen os, ou do ele ado p eço de o necimen o, no en an o, o comé cio alimen a e de me cea ia es á no cen o do negócio pa a mui os. Es a dependência básica dá o igem a uma conco ência ag essi a. Nes e me cado p óspe o, a i alidade é a aliada como globalmen e mode ada. 60 Figu a 18: Fa o es que in luenciam os ní eis de i alidade no me cado chinês, 2018 Fon e: Ma ke line 3.7. Análise especí ica do se o pani icação e pas ela ia Análise ge al A China é a ualmen e o maio me cado ag oalimen a do mundo. Em 2019, o se o ge ou o equi alen e a 1.437.610,72 milhões em endas. Is o co esponde a um aumen o do alo das endas de 5,04% em elação ao ano ansa o e a um aumen o médio po ano de 5,79% desde 2012. De ac o, en e 2012 e 2019, apenas em 2016 o me cado c esceu a uma axa in e io a 5%. Es ima i as apon am pa a que o me cado como um odo seja pouco a e ado pela pandemia p o ocada pelo co id- 19. É espe ado que mesmo em 2020 o alo global da ecei a p o enien e dos p odu os ag oalimen a es na China aumen e 5,1%. Também nos anos seguin es é expec á el que o me cado c esça a axas supe io es a 5%. 61 Figu a 19: Recei as me cado ag oalimen a - China (milhões €) Fon e: S a is a Em elação aos p odu os alimen a es, o aumen o do alo das endas de e-se, po um lado, a um aumen o dos p eços uni á ios e, po ou o, a um aumen o das quan idades endidas. De ac o, en e 2012 e 2019 a quan idade endida em kg de p odu os alimen a es aumen ou ce ca de 2,93% po ano, enquan o, no mesmo pe íodo, o p eço uni á io aumen ou 2,74% po ano. Is o e o ça a ideia de que o me cado se encon a numa ase de ápido c escimen o. Figu a 20: E olução do me cado de p odu os alimen a es da China Fon e: S a is a 0 500000 1000000 1500000 2000000 2500000 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 Recei as me cado ag oalimen a - China (milhões €) Recei as me cado ag oalimen a - China (milhões €) 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 0 100000 200000 300000 400000 500000 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 E olução do me cado de p odu os alimen a es da China Quan idade come cializada de P odu os alimen a es ( milhões de Kg) P eço Uni á io 68 China pa a os p odu os que se p e ende come cializa 3 . Pos e io men e é eque ido que as emp esas que p e endam expo a pa a es e país es ejam egis adas no país a a és do Gene al Adminis a ion o Quali y Supe ision, Inspec ion and Qua an ine (AQSIQ). Pode se exigido a comp o ação que o agen e impo ado do país ambém es á egis ado. É ainda equen e se necessá io um egis o especí ico em elação aos p odu os a come cializa . Se es es eque imen os não o em ga an idos de an emão os p odu os se ão au oma icamen e ejei ados. Caso a emp esa seja elegí el, o p ocedimen o de en ada no me cado inicia-se semp e com um egis o al andegá io. Após es e es a concluído, é ei a uma inspeção aos p odu os a se em come cializados. Nes a ase, é impo an e ga an i que a o ulagem co esponde com os pad ões nacionais de inidos pelo país. Assim que a inspeção o passada, é emi ida uma decla ação al andegá ia. An es de se acei e pa a en ada no país, o p ocesso pode ainda se selecionado pa a uma inspeção al andegá ia. Es as inspeções são no malmen e exigen es. Caso os p odu os não espei em alguma eg a de impo ação do país, é equen e se emi ida uma o dem de de olução ou des uição dos mesmos. No caso de ap o ação, após aplicados os impos os e as axas em igo , os p odu os são au o izados a en a nas cadeias de dis ibuição do país. Os p odu os de pani icação não en en am nenhuma es ição de acesso ao me cado e es e es á disponí el pa a odos os expo ado es que concluí am o Regis o de Expo ado es Es angei os de Alimen os e são capazes de cump i os equisi os dos p ocedimen os de impo ação chineses e pad ões ele an es. Al ândega Uma lis a de documen os pad ão exigidos pa a impo ação na China, incluindo po ca ego ia, pode se encon ada na imagem seguin e. 3 O ecen e aco do de comé cio en e a UE e a China ga an e es e ce i icado pa a p a icamen e odos os p odu os 69 Figu a 25: Documen os necessá io pa a passagem na al ândega 70 Medidas SPS Não há medidas Sani á ias e Fi ossani á ias (SPS) pos as em p á ica com elação à expo ação de p odu os de pani icação pa a a China e elas con am apenas com medidas de acesso ao me cado e p ocedimen os al andegá ios. Ro ulagem Con o me mencionado an e io men e, a maio ia dos p odu os de pani icação são endidos embalados, com exceção do pão. Dis ibuição Como pode se is o na igu a abaixo, a ca ego ia “ ood/d ink/ obacco specialis s ” em conseguido man e a maio pa e nos canais de e alho pa a bens elacionados com p odu os de pani icação nos anos mais ecen es. Tendo is o em con a, en e 2012 e 2017 a pa icipação dos p odu os de pani icação dis ibuídos po esses canais diminuiu 6,6 pon os pe cen uais. Os supe me cados e hipe me cados egis a am uma ligei a diminuição das suas ações e as lojas de con eniência aumen a am 4,8% en e 2012 e 2017. A pa icipação do e alho na In e ne aumen ou 7% nos úl imos cinco anos. Apesa das mudanças acima, o ápido desen ol imen o das cadeias de pada ias o -line e o aumen o de e alhis as de pani icação independen es na In e ne con ibuí am pa a o c escimen o da dis ibuição de p odu os não embalados. 71 Figu a 26: Canais de e alho de p odu os de pani icação ( odos os ipos) 2012-17 Fon e: Eu omoni o In e na ional L d Desa ios pa a p odu os eu opeus Apesa de o consumo de p odu os de pani icação es a em cons an e c escimen o, a his ó ia mos a que as emp esas eu opeias podem e di iculdades em alcança clien es num me cado amplamen e dominado po ab ican es chineses e pada ias egionalizadas, num me cado dominado po p odu os não embalados e que, po an o, a o ece a p odução local. Con o me iden i icado po p op ie á ios de pada ias eu opeias na China, ale a pena e um pa cei o local capaz de ge i os egulamen os adminis a i os e en ende as condições locais. 72 Análise da conco ência A p odução domés ica do me cado é maio i a iamen e dominada po emp esas chinesas, como a Shenyang Toly B ead Co e a Fujian Chang ing Panpan Foods u Co L d . . Con udo as pada ias es ão espalhadas po oda a China de ido a mo i os de logís ica e azões de escu a de p odu os, bem como sabo es especí icos pa a cada egião, al como exempli icado no capí ulo p imei o capí ulo. A maio di isão pode se obse ada nas seguin es p o íncias: ● Pada ias Can onesas (p o incial de Guangdong) ● Pada ias de Sichuan (p o incial de Sichuan) ● Pada ias de Suzhou (p o incial de Jiangsu) ● Pada ias de Qin (p o incial de Shaanxi) ● Pada ias de Beijing ● Pada ias de Jin (p o incial de Shanxi) No Taobao (Táo bǎo wǎng, 淘寶網) e Tmall (Tiān māo, 天猫), as duas p incipais aplicações de comé cio online no me cado chinês, as endas de ma cas de pães nacionais são maio es que as de ma cas es angei as, pois são mais apela i as ao palada local. Além disso, as ma cas in e nacionais concen am-se mais em lojas o -line em ez de pla a o mas de comé cio ele ónico pa a ende p odu os de pani icação na China. Um dis ibuido comum são os ca és. Um pão de 500g é endido po ce ca de 40 RMB no Tmall , com pequenas lu uações de p eço. En e os á ios ipos de pão endidos, o de sabo a lei e é o pão mais popula na China. Tabela 6: P incipais conco en es Ma cas Domés ico VS In e nacional Vendas no Tmall/Taobao em ab il de 2019 P eço uni á io (RMB) Alcance de p eço (RMB) Dali Food (达利 集) Domés ico 669.027 i ens 59,8 9,9 a é 189 HORSH (豪士) Domés ico 738.955 i ens 49,9 13,5 a é 173 B eadTalk (面包 物语) In e nacional 27.234 i ens 29,9 11 a é 148 Jason (捷森) In e nacional 21.252 i ens 56,9 19,9 a é 210 Fon e: Daxue consul ing, ‘b ead b ands on e-comme ce pla o ms’ No a: 1 RMB= 0,1279€, à con e são de 15 de no emb o de 2020. 73 As ma cas in e nacionais de bolos são o iundas, p incipalmen e, de F ança, Japão e Co eia do Sul. As ma cas de bolos chineses ambém êm mais endas do que as es angei as no Taobao / Tmall , embo a enham p eços mais al os. Além de se mais adequado às p e e ências de sabo es nacionais, ou o possí el mo i o pa a a dispa idade en e os olumes de endas é o ac o de se um p odu o que é p e e ido esco, logo as ma cas com en egas mais p óximas êm an agem nesse campo. As g andes ma cas de biscoi os chinesas e in e nacionais êm bons olumes de negócio que no Taobao como no Tmall , pois odas o e ecem biscoi os sabo osos a um p eço azoá el. De o ma semelhan e aos bolos, a aixa de p eço dos biscoi os e bolachas ( cookies ) na China é g ande. Os biscoi os popula es êm p eços ela i amen e baixos, ce ca de 10RMB-30RMB, e ge almen e êm embalagens indi iduais. Tabela 7: P incipais conco en es Ma cas Domés ico VS In e nacional Vendas no Tmall/Taobao em ab il de 2019 P eço uni á io (RMB) Alcance de p eço (RMB) Th ee squi els (Sān zhī sōngshǔ) Domés ico 673.799 i ens 17.9 5.08 a é 149 Haochidian (好吃 点) Domés ico 418.821 i ens 5.8 4.8 a é 120 O eo (Ào lì ào) In e nacional 583.075 i ens 13.8 1.48 a é 219 Paci ic (太平) In e nacional 133.042 i ens 26.9 2.8 a é 132 Fon e: Daxue consul ing, ‘biscui s b ands on e-comme ce pla o ms’ Os p odu os de pani icação anceses, como é sabido, são popula es po odo o mundo. Mui as ma cas nacionais e es angei as dedicam-se, po ezes quase unicamen e, a imi á-los. No en an o, os chineses não es ão adap ados ao sabo dos au ên icos p odu os da con ei a ia ancesa. Po an o, a maio ia das ma cas do me cado de p odu os de pani icação na China adap ou os seus p odu os de o ma que es es combinem com os sabo es do po o chinês e a ai clien es com p eços azoá eis, bom aspe o e acima de udo, bom sabo . Venda de p odu os de pani icação na China, e alho online e em loja ísica As ma cas de p odu os de pani icação es angei as ge almen e conside am as lojas o line como o seu p incipal canal de dis ibuição na China. Os qua o ipos de lojas mais usuais pa a a 74 indús ia de pani icação na China são pada ias e ca e a ias, supe me cados e lojas de con eniência, lojas de alimen os impo ados e lojas de alimen os especializadas. De aco do com uma pesquisa ei a no me cado al o, os jo ens consumido es (nascidos depois dos anos 80 e 90) op am, no malmen e, po comp a p odu os de pani icação em pada ias, ca e a ias e lojas de con eniência, enquan o as ge ações an e io es p e e em comp a p odu os de pani icação no supe me cado e hipe me cado. Nessas lojas, di e en es ipos de p odu os de pani icação são colocados sepa adamen e nas p a elei as. Em e mos de embalagem, mui as ma cas usam embalagens meno es pa a aze com que os p odu os sejam acilmen e anspo ados, acili ando o abalho logís ico. Tomemos como exemplo Shangai, uma cidade que, apesa da eno me quan idade de indi íduos não chineses (o que a le a se conside ada po mui os como uma cidade global) em um isí el meno núme o de lojas de p odu os impo ados. Tabela 8: Núme o e ipologia de lojas p esen es no me cado Tipo de lojas Núme o de lojas Pada ias 927 con ei a ias 750 S a bucks 741 Lojas de p odu os impo ados 536 Fon e: Daxue consul ing ‘o line bake y shops’ Po ou o lado, os consumido es mais jo ens ambém p e e em comp a a a és de pla a o mas de e-comme ce . O núme o de ma cas de pani icação no JD , ou a g ande app/si e de e- comme ce na China, é mui o supe io ao núme o de ma cas no Tmall / Taobao , que se de e p incipalmen e aos equisi os e depósi os mais ele ados que o Tmall exige pa a as ma cas que desejam en a na pla a o ma. A maio ia das ma cas chinesas cons uiu lojas o iciais em pla a o mas de e-comme ce pa a ende p odu os de pani icação na China, o que aumen ou as suas endas no me cado. 75 Figu a 27: P odu os de pani icação endidos no Taobao e Tmal, po milhão em ab il 2019 Fon e: Daxue consul ing ‘Sold i ems o baked goods on Taobao/Tmall’ Os pas éis adicionais chineses são ei os de a oz ou de di e en es ipos de a inha, com u as, pas a de eijão doce ou echeios à base de sésamo, mas ao con á io da China, os doces ociden ais cos umam inco po a echeios mais c emosos. Com o c escimen o da cul u a ociden al na China, os chineses começa am a acei a p odu os de pani icação ociden ais. Os doces ociden ais e chineses i e am endas semelhan es em ab il de 2019, o que demons a uma c escen e acei ação do me cado pelos p odu os. Figu a 28: P odu os de pani icação endidos no Taobao e Tmal, po milhão em ab il 2019 Fon e: Daxue consul ing ‘Sold i ems o baked goods on Taobao/Tmall’ 76 3.8 Análise SWOT Tal como desc i o no capí ulo I, pon o 1.1.3, a SWOT é di idida em duas g andes pa es: uma in e na, incluindo as o ças e as aquezas de uma emp esa ou se o ; e uma ex e na onde analisámos as opo unidade e ameaças do me cado. Tendo em con as as ca ac e ís icas do es ágio que ealizei e alguns aspe os conside ados con idencialidade nes a pa e não se ão abo dados os a o es in e nos. Des e modo ap esen a ei apenas os a o es ex e nos, nomeadamen e as opo unidades e as ameaças do me cado chines pa a o se o da pani icação e pas ela ia de Po ugal. Opo unidades  Aumen o do consumo gene alizado dos p odu os de pani icação na China;  Aumen o do conhecimen o sob e p odu os de luxo da UE en e os consumido es;  Aumen o no in e esse pelas die as alimen a es do Ociden e e pelo seu es ilo de ida mais de luxo, o que a e a os p odu os da pani icação ociden ais. Ameaças  O maio olume de endas é egis ado nos p odu os sem embalagem, ha endo uma p e e ência po p odu os locais;  As p e e ências especí icas dos consumido es chines o nam alguns p odu os adicionais eu opeus pouco a a i os. 77 Conclusão A ealização des e es ágio e elou-se um desa io po á ios mo i os, desde uma adap ação dos con eúdos adqui idos, que po ezes não oi ão linea como pensa a, a é uma adap ação pessoal à exigência do abalho. Es a mesma exigência ao longo dos 6 meses de es ágio deu-me mo i ação pa a aze semp e o meu melho . Apesa des as di iculdades, ui capaz de aze alo à emp esa, algo que é e le ido no ac o de no im do es ágio e ecebido uma p opos a da en idade ece o a pa a con inua a colabo a com a mesma. As maio es di iculdades encon adas, que du an e o es ágio, que du an e a ealização des e ela ó io, o am a al a de in o mação quali a i a disponí el sob e o me cado em ques ão, de ido a ainda exis i alguma igno ância pelo ociden e sob e o que é e dadei amen e a China. É de salien a ambém que o ac o de e ido a opo unidade de passa um ano a i e e es uda na China ajudou bas an e a e uma pe ceção mais di e a e e dadei a sob e a ealidade do país e dando ambém ou a pe spe i a sob e o que emp esas es angei as pode iam sen i ao en a nes e me cado. Is o, aliado aos conhecimen os adqui idos sob e a his ó ia e geog a ia da China e de cul u a chinesa, não só me ajuda am a e uma in eg ação mais ácil no ano i ido lá, como ambém me ajuda am no p oje o em que es i e en ol ido, podendo o e ece uma isão mais ealis a do que espe a do me cado e da in eg ação no mesmo, seja ao ní el da ma ca ou ao ní el dos ecu sos humanos. Respondendo ago a à ques ão deixada em abe o na in odução: “O que de emos espe a após a pandemia?”, como di o po Coluccia (2020), no seu eBook in i ulado “5 insigh s o conside o you China business du ing he COVID-19 ou b eak”, Though i is ea ly o o ecas he magni ude o he impac o he Co ona i us in China’s economy, his o ical da a demons a es he abili y o his coun y o ebound and eme ge ela i ely well om p e ious challenges. (p. 29) Nos passados dois anos, a China em is o um in es imen o signi ica i o pa a melho a as suas in aes u u as e ob e á ios p odu os. Assim, é p o á el que qualque queda no me cado, de ido ao í us, possa i a se compensada pelos aos aco dos, ade ag eemen s e melho amen os que se ão pos os em p á ica nes es p óximos anos. Es e no o í us em algumas semelhanças com o SARS de 2003. No que diz espei o ao impac o na economia es e espaço de 17 anos pe mi iu que mui as lições ossem ap endidas. O go e no da China omou medidas mais d ás icas e de o ma mais céle e pa a con ola a p opagação