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Mudanças na permanência: experiências multiperspetivadas com estudantes do 3ºCiclo do Ensino Básico

Costa, Sandra Rita Pereira da

Abstract

O presente Relatório de Estágio insere-se na unidade curricular Estágio Profissional do 2º ano do Mestrado em Ensino de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, da Universidade do Minho. O Estágio Profissional decorreu numa escola básica do concelho de Braga, com uma turma do 7º ano de escolaridade. As temáticas curriculares abordadas foram “Os gregos no séc. V a.C.: exemplo de Atenas” (DGE-AE, 2018, p. 7) e o “O mundo romano no apogeu do império” (DGE-AE, 2018, p.8). A abordagem das temáticas curriculares durante o Estágio Profissional teve o seu enfoque nas sociedades ateniense e romana e na multiplicidade de perspetivas acerca do papel das mulheres e dos escravos nas respetivas sociedades. Os dados recolhidos durante a Intervenção Pedagógica Supervisionada (IPS) procuram dar resposta às seguintes questões de investigação: “Quais as ideias prévias dos estudantes sobre os conceitos substantivos e do conceito metahistórico de Multiperspetiva?”; “Como é que os estudantes dialogam sobre os diferentes papéis e respetiva hierarquia da estrutura social, nas sociedades ateniense e romana numa visão multiperspetivada?”; “Qual foi a evolução do pensamento histórico dos estudantes ao nível da compreensão multiperspetivada?”. A implementação dos instrumentos de recolha de dados, assim como, a elaboração dos planos de aula e respetivos materiais, respeitaram os princípios da Aula Oficina de Isabel Barca, alinhados com a área de investigação da Educação Histórica. Da análise dos dados constatou-se que os estudantes apresentam perfis de ideias que variam entre os menos elaborados para os mais elaborados, ou seja, de uma compreensão deficitária para uma compreensão global das fontes históricas com perspetivas convergentes e divergentes. Sendo que têm mais facilidade na compreensão de fontes multiperspetivadas divergentes. Em ambos os casos, parte dos estudantes conseguiu reconhecer/compreender os possíveis fatores que justificam as diferentes perspetivas dos autores das fontes.

Full text

Sand a Ri a Pe ei a da Cos a Mudanças na pe manência: expe iências mul ipe spe i adas comes udan es do 3ºCiclo do Ensino Básico dezemb o, 2022 Uminho | 2022Sand a Ri a Pe ei a da Cos a Mudanças na pe manência: expe iências mul ipe spe i adas com es udan es do 3ºCiclo do Ensino Básico Uni e sidade do MinhoIns i u o de Educação Sand a Ri a Pe ei a da Cos a Mudanças na pe manência: expe iências mul ipe spe i adas comes udan es do 3ºCiclo do Ensino Básico dezemb o, 2022 Rela ó io de Es ágio Mes ado em Ensino de His ó ia no 3ºCiclo do Ensino Básico e no Ensino Secundá io T abalho e e uado sob a o ien ação da P o esso a Dou o a Gló ia Solé Uni e sidade do MinhoIns i u o de Educação i DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho. A ibuição CC BY h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/ ii Decla ação de In eg idade Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a de É ica da Uni e sidade do Minho. iii Mudanças na pe manência: expe iências mul ipe spe i adas com es udan es do 3º Ciclo do Ensino Básico Resumo O p esen e Rela ó io de Es ágio inse e-se na unidade cu icula Es ágio P o issional do 2º ano do Mes ado em Ensino de His ó ia no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundá io, da Uni e sidade do Minho. O Es ágio P o issional deco eu numa escola básica do concelho de B aga, com uma u ma do 7º ano de escola idade. As emá icas cu icula es abo dadas o am “Os g egos no séc. V a.C.: exemplo de A enas” (DGE-AE, 2018, p. 7) e o “O mundo omano no apogeu do impé io” (DGE-AE, 2018, p.8). A abo dagem das emá icas cu icula es du an e o Es ágio P o issional e e o seu en oque nas sociedades a eniense e omana e na mul iplicidade de pe spe i as ace ca do papel das mulhe es e dos esc a os nas espe i as sociedades. Os dados ecolhidos du an e a In e enção Pedagógica Supe isionada (IPS) p ocu am da espos a às seguin es ques ões de in es igação: “Quais as ideias p é ias dos es udan es sob e os concei os subs an i os e do concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a?”; “Como é que os es udan es dialogam sob e os di e en es papéis e espe i a hie a quia da es u u a social, nas sociedades a eniense e omana numa isão mul ipe spe i ada?”; “Qual oi a e olução do pensamen o his ó ico dos es udan es ao ní el da comp eensão mul ipe spe i ada?”. A implemen ação dos ins umen os de ecolha de dados, assim como, a elabo ação dos planos de aula e espe i os ma e iais, espei a am os p incípios da Aula O icina de Isabel Ba ca, alinhados com a á ea de in es igação da Educação His ó ica. Da análise dos dados cons a ou-se que os es udan es ap esen am pe is de ideias que a iam en e os menos elabo ados pa a os mais elabo ados, ou seja, de uma comp eensão de ici á ia pa a uma comp eensão global das on es his ó icas com pe spe i as con e gen es e di e gen es. Sendo que êm mais acilidade na comp eensão de on es mul ipe spe i adas di e gen es. Em ambos os casos, pa e dos es udan es conseguiu econhece /comp eende os possí eis a o es que jus i icam as di e en es pe spe i as dos au o es das on es. Pala as-cha es: Educação his ó ica; Aula O icina; Mul ipe spe i a; sociedade a eniense; sociedade omana. i Changes in pe manence: mul i-pe spec i e expe iences wi h s uden s o he 3 d Cycle o Basic Educa ion Abs ac This In e nship Repo is pa o he P o essional In e nship cu icula uni o he 2nd yea o he Mas e s in His o y Teaching in he 3 d Cycle o Basic Educa ion and Seconda y Educa ion, a he Uni e si y o Minho. The P o essional In e nship ook place in a basic school in he municipali y o B aga, wi h a 7 h g ade class. The cu icula hemes add essed we e “The G eeks in he 19 h cen u y. V BC: example o A hens” (DGE-AE, 2018, p. 7) and “The Roman wo ld a he heigh o he empi e” (DGE-AE, 2018, p.8). The app oach o cu icula hemes du ing he P o essional In e nship ocused on A henian and Roman socie ies and on he mul iplici y o pe spec i es on he ole o women and sla es in hei espec i e socie ies. The da a collec ed du ing he Supe ised Pedagogical In e en ion (IPS) seek o answe he ollowing esea ch ques ions: “Wha a e he s uden s' p e ious ideas abou he subs an i e concep s and he me ahis o ical concep o Mul ipe spec i e?”; “How do s uden s dialogue abou he di e en oles and espec i e hie a chy o he social s uc u e, in A henian and Roman socie ies in a mul ipe spec i e iew?”; “Wha was he e olu ion o s uden s' his o ical hinking in e ms o mul i-pe spec i e unde s anding?”. The implemen a ion o da a collec ion ins umen s, as well as he elabo a ion o lesson plans and espec i e ma e ials, espec ed he p inciples o Isabel Ba ca's Aula O icina, aligned wi h he a ea o in es iga ion o His o ical Educa ion. F om he da a analysis, i was ound ha s uden s p esen p o iles o ideas ha a y om he leas elabo a e o he mos elabo a e, ha is, om a de icien unde s anding o a global unde s anding o his o ical sou ces wi h con e gen and di e gen pe spec i es. Since hey a e easie o unde s and om di e gen mul i-pe spec i e sou ces. In bo h cases, pa o he s uden s managed o ecognize/unde s and he possible ac o s ha jus i y he di e en pe spec i es o he au ho s o he sou ces. Keywo ds: His o ical educa ion; Aula O icina; Mul ipe spec i e; A henian socie y; Roman socie y. Índice In odução ................................................................................................................................ 1 Capí ulo I – Enquad amen o Teó ico ......................................................................................... 3 1. Educação His ó ica: Aula O icina e os seus p essupos os eó icos .................................... 3 1.1. E idência His ó ica ..................................................................................................... 6 1.2. Mul ipe spe i a ........................................................................................................... 7 2. Con eúdo subs an i o: a Ci ilização G ega (A enas) e a Ci ilização Romana (Roma) ........ 9 2.1. A sociedade a eniense ............................................................................................. 11 2.2. A sociedade omana ................................................................................................ 15 Capí ulo II – Me odologia de In es igação e In e enção .......................................................... 21 1. Con ex o de Aplicação: escola e u ma ............................................................................ 21 2. Documen os Cu icula es ................................................................................................. 22 3. Ques ões e Obje i os da P á ica Pedagógica Supe isionada .......................................... 23 4. Es a égias de In e enção e Ins umen os de Recolha de Dados .................................... 24 Capí ulo III – Análise de Dados ............................................................................................... 29 1. Análise compa a i a das ideias p é ias e inais dos es udan es ...................................... 29 2. Análise do Guião de T abalho da sociedade a eniense .................................................... 41 3. Análise do Guião de T abalho da sociedade omana ....................................................... 48 Conside ações inais ............................................................................................................... 52 Re e ências Bibliog á icas ....................................................................................................... 59 Anexos ................................................................................................................................... 63 Anexo 1 – Ficha de Le an amen o de Ideias P é ias .............................................................. 63 Anexo 2 – Powe Poin Aula 1 (mapa e iso c onológico) ....................................................... 66 Anexo 3 – Exempli icação plani icação 1 ................................................................................ 68 Anexo 4 – Exemplo plani icação 2 .......................................................................................... 71 Anexo 5 – Guião de T abalho nº 3 (sociedade a eniense) ...................................................... 74 Anexo 6 – Guião de T abalho nº4 (sociedade omana) .......................................................... 77 Anexo 7 – A i idade “Génesis” ............................................................................................... 79 Anexo 8 – Ficha de Me acognição .......................................................................................... 80 i Índice de Tabelas Tabela 1 - Conjun o das Aulas da In e enção Pedagógica ....................................................... 25 Tabela 2 - Ques ões, obje i os da P á ica Pedagógica Supe isionada e os Ins umen os de Recolha de Dados que pe mi i am esponde às ques ões colocadas e a ingi os obje i os p opos os .... 28 Tabela 3 - Ca ego ização das ideias p é ias e das ideias inais dos es udan es ace ca do concei o de Democ acia ....................................................................................................................... 31 Tabela 4 - Ca ego ização das ideias p é ias e das ideias inais dos es udan es ace ca do concei o de Impé io .............................................................................................................................. 33 Tabela 5 - Ca ego ização das espos as dos es udan es do segundo exe cício da icha de me acognição ......................................................................................................................... 35 Tabela 6 - Ca ego ização e o mulada das ideias p é ias e das ideias inais dos es udan es ace ca do concei o de Democ acia ..................................................................................................... 36 Tabela 7 - Ca ego ização e o mulada das ideias p é ias e das ideias inais dos es udan es ace ca do concei o de Impé io ........................................................................................................... 37 Tabela 8 - Ca ego ização das ideias p é ias e das ideias inais dos es udan es ace ca do concei o de Mul ipe spe i a .................................................................................................................. 39 Tabela 9 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 1.3), o papel da mulhe ............................................................................................ 42 Tabela 10 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 1.4), o papel da mulhe ............................................................................................ 43 Tabela 11 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 2.1), o papel dos esc a os ........................................................................................ 45 Tabela 12 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 2.4), o papel dos esc a os ........................................................................................ 47 Tabela 13 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 1.4), o papel das mulhe es ....................................................................................... 48 Tabela 14 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 2.2), o papel dos esc a os ........................................................................................ 50 Tabela 15 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 2.3), o papel dos esc a os ........................................................................................ 51 6 disciplina. A sua aplicação ga an e o en ol imen o dos p essupos os eó icos da Educação His ó ica e a sua conc e ização p á ica pa a uma e e i a con ibuição pa a o desen ol imen o do pensamen o his ó ico dos es udan es. De aco do com Ba ca (2021), exis em obs áculos, essencialmen e ex e nos, que limi am a mo i ação e a c ia i idade dos p o esso es e op am po man e es a égias me odológicas pouco cen adas no aluno e no desen ol imen o do pensamen o his ó ico. Ba ca (2021), de ende que um dos caminhos possí eis pa a colma a as limi ações sup aci adas passa pela di e si icação dos ins umen os de a aliação. 1.1. E idência His ó ica His ó ia é uma cons ução ep esen a i a do passado a a és de uma in e ligação ac ual com um signi icado p óp io. O signi icado a ibuído a esses ac os e as conexões es abelecidas en e es es só é possí el a pa i da E idência His ó ica, concei o me ahis ó ico aglu inado de odos os ou os. De aco do com Lee (2005), a esc i a da His ó ia e a sua exis ência es á dependen e do concei o de E idência His ó ica. A ausência des e concei o me ahis ó ico o na ia odas as na a i as his ó icas ela i as e sem um c i é io me odológico (Lé esque, 2008). Ainda que, po si só, o concei o de E idência His ó ica seja um elemen o essencial na cons ução de uma na a i a his ó ica plausí el, es e não bas a pa a es a cons ução, sendo necessá io a mobilização de ou os concei os pa a que es a oco a. Solé (2012) demons a a di e ença en e os p ocessos de análise de on es, a i mando que: [o] ex o esc i o é linea , cons i uído po uma ama na a i a com uma sequência, com causas e consequências. Na imagem es as ca ac e ís icas ap esen am-se mais di usas e alea ó ias, cabendo ao obse ado cons ui essa al sequência (…) a ibuindo-lhe uma sequência que não se limi e apenas à in o mação ele an e dos elemen os isuais obse ados. (p. 1) A inse ção do concei o E idência His ó ica, ou ou o, na sala de aula não pode oco e sem que an es se e li a ace ca dos concei os de Ve dade e Obje i idade/Neu alidade em His ó ia. Poppe ci ado po Ba ca (2001) a i ma “que a explicação cien í ica é p o isó ia. Uma explicação cien í ica pode se conside ada p óxima da e dade, desde que seja co obo ada pela expe iência passada e ainda não enha sido e u ada po con ae idência” (pp. 18-19). A ques ão da 7 neu alidade em His ó ia oi deba ida a pa i da noção de pe spe i a. De aco do com alguns au o es, seguindo uma pe spe i a collingwoodiana, a His ó ia e a sua cons ução só são possí eis quando pensadas sob um pon o de is a (Ba ca, 2001). As conclusões his ó icas, de aco do com Walsh ci ado po Ba ca (2001), dependem do pon o de is a e da e idência. As ques ões colocadas às on es his ó icas êm subjacen es a si uma sé ie de juízos de alo . A E idência His ó ica p ecede pa e do abalho que se possa desen ol e com ou o concei o me ahis ó ico. Des a o ma, ainda que o concei o com maio en oque no deco e da implemen ação do PIPS enha sido o concei o de Mul ipe spe i a, di icilmen e o abalha ia sem que o ques ionamen o às on es his ó icas oco esse. Roge s (1978) ci ado po Ashby (2006), en a iza a necessidade da inclusão de on es e o seu uso c í ico pa a a cons ução de conhecimen o his ó ico dos es udan es. De aco do com as pesquisas “mui os es udan es possuem uma o e p opensão de a a a in o mação al como ela é dada e aze apelos às au o idades, com a inalidade de descob i sob e o passado” (Roge s, 1978, ci ado po Ashby, 2006, p. 154). 1.2. Mul ipe spe i a O concei o de Mul ipe spe i a na epis emologia da His ó ia es á associado, implici amen e, ao concei o de E idência His ó ica. Uma ez que, se exclui a possibilidade da cons ução de uma na a i a his ó ica neu a. De aco do com Cos a e Gago (2021), a “His ó ia é na u al e legi imamen e mul ipe spe i ada que do pon o de is a dos seus in e enien es que do pon o de is a dos his o iado es” (p. 66). Es e p ocesso cons u i o só é possí el quando pensado a pa i de um pon o de is a e es e úl imo in luencia a ipologia de ques ões colocadas às on es his ó icas. Como a i ma Chapman (2011), não exis em limi es pa a as possí eis ques ões colocadas pelos his o iado es, sendo es a uma das azões pa a a ine en emen e a iabilidade das na a i as his ó icas. De aco do com Gago (2006), es e “p ocesso de ques ionamen o sis emá ico e o ganizado isa concebe conhecimen o cien í ico sob e uma dada si uação do passado, con udo não deixa de p oduzi pe spec i as mais ou menos álidas e e en es à si uação em es udo” (p. 56). A aplicação p á ica do concei o de Mul ipe spe i a na sala de aula não se dissocia de um dos obje i os da Educação His ó ica: ap ende a iden i ica di e en es pe spe i as em ipologias di e sas de on es his ó icas e a con ex ualiza as di e en es pe spe i as ace ca do passado (K opman, D ie & Box el, 2021). S ading, 2003, ci ado po B ox el, D ie & K opman, 2021, des acou a impo ância de elaciona e compa a di e en es pe spe i as pa a uma comp eensão mais p o unda das elações his ó icas en e as nações e en e os di e en es se o es da sociedade 8 pa a a ingi uma sociedade mais democ á ica. As on es his ó icas mul ipe spe i adas podem e de em se de di e en es ipologias, mas ambém de his o iado es, con empo âneos, a o es his ó icos (S ading, 2003, ci ado po B ox el, D ie & K opman, 2021). A pa i des as e do seu ques ionamen o, p e ende-se o con ibu o pa a a cons ução de um ensino da His ó ia plu icul u al, que a enda à di e sidade dos a o es his ó icos. Des a o ma, p ocu a-se p epa a os es udan es pa a a(s) ealidade(s) do empo p esen e, ão conscien es da di e sidade exis en e, mas que, mui as ezes, eimam na pe manência de a i udes in ole an es. Como a i ma Ba ca (2021), “ al ez não bas e comunica aos jo ens ho o es humani á ios de si uações passadas. É p eciso (…) deba e o po quê e o como oi possí el e acon ecido o que acon eceu” (p. 68). O concei o de Mul ipe spe i a é polissémico, es e assume di e en es signi icados quando aplicado em di e en es con ex os, po exemplo, no “dia-a-dia” e na His ó ia. No en an o, os di e en es signi icados de em se ap o ei ados e associados en e si na aplicação do concei o em con ex o sala de aula. F i zsche, 2001, ci ado po S adling, 2003, des aca a Mul ipe spe i a como um p ocesso em que se acolhe a pe spe i a(s) do(s) ou o(s) e se comp eende que es as(s) assen am em con ex os cul u ais e i ências desses mesmos con ex os mui o indi idualizados. Na His ó ia, o concei o de Mul ipe spe i a assume-se, ambém, como um p ocesso no qual se enca a(m) o(s) acon ecimen o(s) his ó ico(s) a pa i de á ias pe spe i as (Ann Low-Bee , 1997, ci ado po S adling, 2003). A de inição his ó ica de Mul ipe spe i a pode acolhe a de inição de senso comum do mesmo concei o. Com es a a i mação não p e endo induzi , e oneamen e, o pensamen o ac í ico. Como a i ma Ba ca (2021), “há pe spe i as di e sas, mas há ambém c i é ios acionais pa a a alia a consis ência e ab angência das conclusões, semp e p o isó ias, a que se chega. Esses c i é ios são de o dem empí ica (in e p e ação c uzada de on es) e lógica (plausibilidade)” (p. 67). A aplicação des e concei o na sala de aula le an a, no en an o, algumas ques ões, como po exemplo, é expec á el que um p o esso de his ó ia abalhe odas as pe spe i as ela i amen e um ema/con eúdo da His ó ia ou aça uma seleção dessas pe spe i as (Ann Low-Bee , 1997, ci ado po S adling, 2003)? Quais os c i é ios dessa seleção (S adling, 2003)? A inclusão de odas as pe spe i as ela i amen e a um ema/con eúdo da His ó ia a se abalhado em sala de aula é u ópico. Uma ez que, é p a icamen e impossí el um p o esso e acesso aos documen os que sejam e elado es de di e en es pe spe i as e que es as ep esen em a o alidade das pe spe i as exis en es ela i amen e a de e minado ema/con eúdo his ó ico. Es a di iculdade elaciona-se com as limi ações geog á icas e empo ais do p o esso , po exemplo. 9 Rela i amen e aos c i é ios da seleção, S adling (2003) apon a ês dimensões: espaço empo al, mo i ações dos au o es e di e enças e simili udes dos discu sos. Na seleção das on es mul ipe spe i adas pa a a implemen ação do PIPS i e em conside ação a in e - elação en e as ês dimensões, ou seja, se num mesmo espaço empo al os discu sos e am semelhan es ou di e gen es e que que mo i ações e iam os seus au o es pa a assumi em as suas de e minadas posições. As di e enças e as simili udes podem pe mi i a e i se oco eu, ou não, uma mudança, de discu sos, po exemplo, compa ando duas ci ilizações de um só espaço empo al ou a é compa ando os discu sos de his o iado es de espaços empo ais di e en es. De aco do com Gago (2007), os es udan es “do 2º e 3º ciclos de escola idade, quando con on ados com na a i as eiculando in o mação di e enciada, conseguem lida com es a, seleccionando-a e e o mulando-a de o ma c í ica” (p. 85). O obje i o des e es udo e a comp eende como é que os es udan es pensam a possibilidade de exis i em á ias na a i as sob e uma só ealidade his ó ica (Gago, 2007). Des a o ma, p ocu a emos compa a a análise de dados do p esen e Rela ó io de Es ágio com os dados des e es udo, no e cei o capí ulo e nas e lexões inais. 2. Con eúdo subs an i o: a Ci ilização G ega (A enas) e a Ci ilização Romana (Roma) A enas e Roma são conside adas os “palcos p incipais” das ci ilizações g ega e omana, espe i amen e. As duas ci ilizações, con empo âneas no empo e no espaço his ó ico, são pa e in eg an e de um p ocesso e olu i o milena e secula que e e o seu auge com o des aque des as duas cidades. A o ganização dos pe íodos empo ais de cada ci ilização di e e. A o ganização empo al ipa ida da Ci ilização Romana con as a com a o ganização empo al subdi idida em cinco pe íodos da Ci ilização G ega. Os c i é ios que nomeiam os di e en es pe íodos da o ganização empo al de cada ci ilização di e gem. Na Ci ilização Romana, a o ganização empo al subdi ide- se em: Mona quia (século VIII a.C. a é ao século VI a.C.); República (século VI a.C. a é ao século I a.C.) e Impé io (século I a.C. a é ao século V). O c i é io da o ganização empo al da Ci ilização Romana é, essencialmen e, polí ico. Na Ci ilização G ega, a o ganização empo al subdi ide-se em: Idade do B onze Ta dia (do século XVI a.C. ao século XII a.C.); Idade das T e as (do século XI a.C. a é ao século XIX a.C.); Pe íodo A caico (do século VII a.C. a é ao século V a.C.); Pe íodo Clássico (do século V a.C. a é ao século IV a.C.) e o Pe íodo Helenís ico (do IV a.C. a é ao século II a.C.). O c i é io que es á na o igem da o ganização empo al da Ci ilização G ega di e e do da 10 Ci ilização Romana, uma ez que, es e ab ange não só os aspe os polí icos des a ci ilização, como ambém, os seus aspe os cul u ais. O pe íodo empo al de cada ci ilização abo dado no p esen e Rela ó io de Es ágio co esponde ao es ipulado pelos documen os cu icula es po ugueses, coincidindo com o auge das cidades de A enas e de Roma. Des a o ma, abalha emos o Pe íodo Clássico, na Ci ilização G ega, analisando com um maio de alhe a cidade-es ado de A enas e o Pe íodo da República e do Impé io, na Ci ilização Romana. A cidade-es ado de A enas des aca-se das demais não só pela “ex ao diná ia iqueza de documen os (…), de uma p o usão de ex os his ó icos, li e á ios, ilosó icos, ju ídicos, de insc ições e de monumen os” (Mossé, 1997, p. 5), mas ambém, pela e olução polí ica que es a cidade so eu. A enas é o be ço da democ acia. A impo ância des a cidade-es ado aumen a a pa i do século VII a.C., a pa i des e, omam-se as p imei as medidas umo a um egime polí ico mais democ á ico. D ácon, legislado a eniense, p ocu a a pa i da elabo ação de um código legisla i o “ins i ui um di ei o comum a odos, e de pô e mo à p á ica de inganças das amílias” (Mossé, 1997, p. 13). No século VI e V a.C., a cons ução de um egime polí ico democ á ico con ou com as ações de Sólon, Pisís a o e Clís enes. O p imei o, libe ou as e as e as pessoas. Libe ação da e a: odos os ma cos que assinala am nos campos a esc a ização da e a caída en e as mãos dos Eupá idas o am a ancados do solo e a e a es i uída aos de edo es, que se ha iam o nado endei os ou esc a os. Libe ação das pessoas: esses de edo es insol en es ecupe a am a libe dade ao mesmo empo que a e a, e a sua dí ida é di e ida. (Bonna d, 2018, p. 111) O segundo, “ i ano demagogo (…) pa a oma o pode , suble a con a a a is oc acia as massas camponesas empob ecidas que dele espe am algumas an agens ma e iais” (Mossé, 1997, p. 17). Ainda que as suas in enções não ossem democ á icas, as suas ações con ibuí am pa a a cons ução da democ acia a eniense. O e cei o, Clís enes, apoiou-se na mesma es a égia de Pisís a o, e o çando o papel do po o (demos) na ida polí ica de A enas. 11 No século V a.C., Pé icles ema a a ob a de democ a ização de A enas (Bonna d, 2018). Pé icles concedeu um salá io aos cidadãos em exe cício dos seus pode es e ala gou o campo de ec u amen o das magis a u as (Bonna d, 2018). As limi ações da democ acia a eniense se ão abo dadas no p óximo subcapí ulo, ela i o à sociedade a eniense. O p ocesso de ansição polí ica de A enas coincidiu com o p ocesso de ansição polí ica de Roma. A ansição do egime moná quico pa a o egime epublicano em Roma es á pouco documen ada, con a iamen e ao que acon ece com a cidade-es ado de A enas, o que di icul a a explicação desse p ocesso. B andão (2015) esc e e que a República pa ece e ido o igem num empo de con ulsão polí ica e social (…) de inais do século VI [a.C], acon ecimen os p o a elmen e embelezados mais a de pela adição pa ió ica. É di ícil sabe se a ansição se ez imedia amen e de um ei pa a dois cônsules (ou p e o es) elei os anualmen e (…) ou se hou e ins i uições al e na i as de ansição. (p. 66) Os p ocessos de mudança polí ica p o ocam p o undas al e ações na es u u a social das sociedades em que es as oco em, no en an o, cons i uem, em simul âneo, uma esolução pa a os p oblemas de desigualdade social exis en es. 2.1. A sociedade a eniense A o ganização da sociedade não se dissocia da o ganização polí ica e económica da mesma. Heilb one (1996) esc e eu que “o homem enca ou o p oblema da sob e i ência, não como indi íduo, mas como memb o de um g upo social. (…) Na e dade, o homem só conseguiu pe pe ua -se po se uma c ia u a socialmen e coope a i a” (p. 21). A coope ação social necessá ia pa a a sob e i ência pe mi iu o desen ol imen o polí ico, económico e cul u al, que con ibuí am, po sua ez, pa a o desen ol imen o do se humano e da sua capacidade de espos a aos p oblemas (no os) que es es desen ol imen os aca e a am. Eyle (2014) esc e eu que o “ideal de homem in eg ado e in eg an e de sua comunidade e a uma o ma i a que se desen ol eu no solo g ego” (p. 29). Não posso de deixa de co elaciona a e e ida a i mação com o su gimen o de um no o egime polí ico em A enas: a democ acia. Um 12 caminho já islumb ado po Home o na sua ob a Ilíada, quando um me o soldado se a e e a ala numa assembleia con ocada pelo ei Agamémnon (Spaw o h, 2021). A sociedade a eniense, no Pe íodo Clássico, di idia-se em cidadãos, me ecos, esc a os e mulhe es. Es a di isão em po base de compa ação os di ei os polí icos e consecu i a pa icipação polí ica de cada g upo social. De aco do com Bonna d (2018), “ha ia à oda de cen o e in a mil cidadãos (con ando as mulhe es e os ilhos, o que es á mui o longe de aze cen o e in a mil elei o es!), se en a mil es angei os” (p. 117) e os esc a os cons i uam me ade da população a eniense. Os cidadãos cons i uíam aqueles que pode iam pa icipa na ida polí ica de A enas. Mas os c i é ios pa a se se conside ado cidadão e am es i i os. De odos os homens que i iam em A enas apenas os homens ilhos de pai e mãe a enienses pode iam pa icipa na ida polí ica da cidade-es ado. C i é io implemen ado po Pé icles, no século V a.C., que, de aco do com Mossé (1997), não isa a qualque ipo de disc iminação acial, mas an es uma limi ação dos bene iciá ios dos p i ilégios polí icos. Todos os se es humanos do sexo eminino ica am excluídos de al p i ilégio. Cump idos os dois equisi os, os homens a enienses que comple assem 18 anos inham de cump i um pe íodo de se iço mili a a é pode em pa icipa de o ma a i a na polí ica da cidade. Os cidadãos a enienses inham um conjun o de p i ilégios, no en an o, não es a am des i uídos das suas ob igações. Como esc e e Moe beck (2009), os cidadãos podiam adqui i p op iedades, pa icipa de o ma a i a na polí ica da cidade e con ai ma imónio de o ma a ga an i a con inuidade da cidadania a eniense aos seus ilhos. Em con apa ida, inham a ob iga o iedade de pa icipa na gue a, caso es a oco esse, e paga as de idas ibu ações quando es as ossem exigidas (Moe beck, 2009). Finley (1989) esc e eu que os “di ei os não são en idades ixas, mas a iá eis” (p. 84). De ac o, os di ei os polí icos dos cidadãos a enienses e, inclusi e, a sua condição de cidadãos a enienses não es a am ga an idos. A mobilidade social e a uma ealidade da cidade-es ado de A enas, no en an o, a ascensão social e a mais di ícil que a espe i a queda. Um cidadão a eniense de edo que icasse impossibili ado de salda a sua dí ida condena a-se, a si e à sua amília, à esc a a u a. Mesmo depois da lei aplicada po Sólon que impedia que al oco esse, os cidadãos a enienses podiam da um dos seu(s) ilho(s)/a(s) como esc a os pa a salda a sua dí ida. Também podiam pe de a sua condição de cidadãos ao se em ei os p isionei os de gue a e o nados esc a os. 13 Na nossa di isão da sociedade a eniense seguem-se os me ecos, ou “os es angei os esiden es em A enas” (Moe beck, 2009, p. 115). Es es dedica am-se, na sua maio ia, às a i idades come ciais. A sua pa icipação na ida polí ica es a a in e di a, uma ez que, os me ecos não possuíam cidadania a eniense. Ainda que não pudessem pa icipa na ida polí ica da cidade, os me ecos e am homens li es que paga am pesados enca gos ibu á ios pa a aí esidi em. Pode iam, se necessá io, de ende -se nos ibunais, mas se o assun o ju ídico se elacionasse com ques ões polí icas p ecisa ia de um ep esen an e pa a o de ende (Moe beck, 2009). Os dois p imei os g upos da sociedade a eniense (cidadãos e me ecos) são os dos homens li es. Seguem-se os g upos dos não li es, esc a os e mulhe es. A enas é uma das sociedades escla agis as do Mundo An igo. Rihll (2011) esc e eu que exis em dois a o es pa a se conside a a sociedade a eniense escla agis a, pa a além da simples jus i ica i a de se uma sociedade com esc a os. Em A enas, a população esc a a ul apassa a o núme o de cidadãos a enienses e es angei os aí esiden es e desempenha am um papel económico mui o signi ica i o na sociedade a eniense (Rihll, 2011). Es es são os dois p incipais a o es, ap esen ados po Rihll, pa a se conside a a sociedade de A enas escla agis a. Os esc a os e am a base ma e ial da sociedade a eniense desempenhando um papel quali a i o e quan i a i o na p odução labo al de uma sociedade absolu amen e dependen e do abalho esc a o (Rihll, 2011). Qualque um pode ia o na -se esc a o em A enas, homens, mulhe es, c ianças, cidadãos, me ecos, ninguém es a a p o egido de al in o únio (Rihll, 2011). Os meios de ob e esc a os pa a comp a e enda e am a iados, sendo os p incipais: gue a, pi a a ia, ap o. Os abalhos pa a os quais es es es a am des inados a ia am, an o podiam se esc a os sexuais como abalha no a esana o, po exemplo. A libe dade podia se alcançada pelos esc a os. Rihll (2011) esc e e Manumission was (…) o mally e ec ed in a numbe o ways. A simple public announcemen by he mas e was su icien a leas un il he second hal o he ou h cen u y BC (…) The ea e a numbe o di e en p ocedu es a e a es ed. Those who we e paid could sa e a po ion o hei ea nings o buy hei own eedom, e ec i ely gi ing he mas e all ea nings p e iously ecei ed excep o cos s o li ing a be e han subsis ence le el. (p. 56) 14 A di e ença en e esc a os e cidadãos, na A enas do Pe íodo Clássico, consis ia na possibilidade do exe cício polí ico na cidade-es ado. Os esc a os não inham di ei os polí icos es ando impossibili ados de pa icipa nas es i idades eligiosas ou jogos aí ealizados ou nas Assembleias, es ando-lhes apenas o abalho e a espe ança de um dia consegui em a al o ia. As mulhe es, à semelhança dos esc a os, in eg a am um g upo maio e aglu inado : o dos não li es. O espaço social ocupado pelas mulhe es em A enas e a no mínimo con adi ó io. Se po um lado, não inham es a u o ou di ei os polí icos. Po ou o lado, “os homens de A enas não igno a am que as suas mulhe es inham opiniões polí icas, e le a-nos a supo que as mulhe es chega am po ezes a exp imi-las” (Red ield, 1994, p. 157). Se po um lado, o ensino das mulhe es não e a enco ajado, ambém não e a p oibido (Ibid.). No en an o, um dos cas igos comuns e a “a a imia, que consis ia na pe da do di ei o de apa ece em público (…) e coloca a o cidadão ao ní el de uma mulhe ou de uma c iança” (Red ield, 1994, p. 156). Desde a sua in ância a é à ida adul a, as mulhe es a enienses, es a am dependen es de uma igu a masculina ou ky ios , is o é, o homem esponsá el pelo seu sus en o e pelo con ole da sua ida pública (MacLachlan, 2012). O pai, no malmen e, ocupa a o papel de ky ios , caso es e i esse alecido, o a ô pa e no ou um io ocupa ia essa posição (Ibid.). No momen o do casamen o o ma ido assumi ia essa posição. Na hipó ese de ica iú a, caso o pai ainda es i esse i o e a es e que assumi ia no amen e o papel de ky ios (MacLachlan, 2012). Ou en ão, a igu a masculina mais p óxima assumi ia esse papel. O ky ios e a esponsá el pela escolha do u u o ma ido da apa iga, uma ez que, o casamen o ep esen a a a con inuidade da amília. No casamen o e a expec á el que a mulhe se ocupasse das a e as da casa, um dos poucos abalhos que uma mulhe nascida em A enas podia aze . Ou o dos abalhos passí eis de se em ealizados pelas mulhe es a enienses e a o abalho de lã. Mui as mulhe es dedica am-se à ans o mação da lã em oupa ou ou os p odu os êx is. Es e abalho pode ia se uma on e de endimen o ex a, caso as condições inancei as da amília assim o exigissem (MacLachlan, 2012). O papel das mulhe es, em A enas, a ia de aco do com os ecu sos inancei os, com a posição social e não e íamos espaço pa a abo da em po meno os di e en es papéis. No en an o, um a o une odas as mulhe es de A enas, no Pe íodo clássico, é a al a de di ei os polí icos. As mulhe es não só es a am dependen es do ky ios, como ambém, não podiam pa icipa de o ma a i a na ida polí ica da cidade. 15 2.2. A sociedade omana A mudança de egime polí ico aca e ou ans o mações sociais, a longo p azo. Nos p imei os anos da, ainda ágil, epública omana, e i icou-se “uma longa sucessão de lu as en e os pa ícios e a plebe, as duas classes em que se di ide a sociedade omana de en ão” (G imal, 2009, p. 35). A a i mação de G imal pe mi e induzi que a sociedade omana de en ão excluía os esc a os e as mulhe es. Do con li o social en e plebeus e pa ícios esul ou, no século V a.C., a elabo ação da Lei das XII Tábuas. Es as não se des ina am “a es abelece a igualdade en e pa ícios e plebeus (…) es a lei egula os p oblemas no os e a ibui ao di ei o uma o ien ação independen e” (Cen eno, 2014, p. 73). A polí ica expansionis a da cidade de Roma con ibuiu de o ma posi i a pa a os di ei os polí icos da plebe, “Roma pie de su an igua a is oc acia y de en e la an igua plebe su gen impulsados po la o una los a o ecidos po los negocios” (Guillén, 2009, p. 95). Nes e p ocesso de lu a social, impulsionada pelo im da mona quia e da polí ica expansionis a de Roma, as leis licínio-ses ianas põem im a odas “as o mas de disc iminação a que es a am sujei os os plebeus (…) as ins i uições da plebe o am in eg adas na es u u a go e na i a” (Cen eno, 2014, p. 76). No inal do Pe íodo da República, a es u u a social omana es a a p a icamen e consolidada, ainda que as camadas supe io es da sociedade enham a so e al e ações du an e o Pe íodo do Impé io omano. A es u u a da sociedade es a a di idida em o dem sena o ial; o dem eques e; o dem dos decu iões; plebe; esc a os e mulhe es. Es a es u u a man e e-se ela i amen e es á el du an e o inal do Pe íodo da República e du an e o Pe íodo do Impé io. A o dem sena o ial, a é ao pe íodo impe ial, e a compos a pelos memb os do Senado, pe azendo os 300 memb os e chegando a é aos 600 a é 49 a.C. e o nando-se es e úl imo um núme o ixo no com Augus o du an e o Impé io omano (Cen eno, 2014, p. 79). No Pe íodo do Impé io omano, “o P íncipe de ém odos os meios de ação. (…) o p ínceps sena us (…) possuía a maio auc o i as ” (G imal, 2009, p. 123). Ao acumula odos os pode es, o impe ado , passa a escolhe os seus homens de con iança pa a ocupa em os ca gos do Senado (Cen eno, Ibid., p. 84). Às o dens, classes económicas e sociais, são-lhes ga an idos de e minados p i ilégios em oca de se iços públicos (Bo de , 1995). A única la icla a e as sandálias de duplo enlaçamen o e am uma demons ação indumen á ia do pode sena o ial, indicando o ca go e o p es ígio social de quem en e ga a ais ajes (Bo de , 1995). 22 2. Documen os Cu icula es O con eúdo subs an i o selecionado pa a ap o unda o concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a a pa i do de E idência His ó ica co esponde aos sub emas “Os g egos no séc. V a.C.: exemplo de A enas” (DGE, AE, 2018, p. 7) e “O mundo omano no apogeu do impé io” (DGE, AE, 2018, p. 8) das Ap endizagens Essenciais (AE). Os documen os cu icula es que sus en a am a elabo ação e implemen ação do PIPS o am consul ados em 2021, des a o ma, as e isões ei as aos documen os cu icula es em e e ei o de 2022 não in eg am, na u almen e, o PIPS e a sua implemen ação, que oi elabo ado em 2021 e implemen ado de aco do com o que inha sido planeado. As sociedades g ega e omana com isões mul ipe spe i adas o am o en oque do nosso abalho. Des a o ma, não nos ocamos nos concei os subs an i os pa a uma u u a análise dos ní eis de p og essão dos es udan es, mas an es no concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a. A pa i do con eúdo subs an i o p ocu amos abalha , implici amen e, de e minados alo es, expos os no Pe il dos Alunos à Saída da Escola idade Ob iga ó ia (PASEO), ais como: espei a -se a si mesmo e aos ou os; (…) ponde a as ações p óp ias e alheias em unção do bem comum. (…) e consciência de si e dos ou os; e sensibilidade e se solidá io pa a com os ou os. (…) desen ol e o pensamen o e lexi o, c í ico e c ia i o; (…) Demons a espei o pela di e sidade humana e cul u al e agi de aco do com os p incípios dos di ei os humanos (PASEO, 2017, p.17) O desen ol imen o de de e minados alo es só é possí el com o p ocesso cons u i o das compe ências, ulc ais nes e p ocesso, que es ão p esen es nas Ap endizagens Essenciais, ais como: Analisa on es his ó icas esc i as com di e en es pon os de is a, p oblema izando-os, sob o ien ação. (…) Acei a e/ou a gumen a di e sos pon os de is a; / Con on a ideias e pe spe i as his ó icas dis in as, espei ando as di e enças de opinião. (…) 23 Comunica uni, bi e mul idi ecionalmen e (…) Au oa alia as ap endizagens adqui idas, os seus compo amen os e a i udes (DGE, AE, 2018, pp. 7-10) O con eúdo das Ap endizagens Essenciais con e ge com o PASEO nas es a égias a ado a pa a alcança a consciencialização de de e minados alo es, ais como: u iliza e domina ins umen os di e si icados pa a pesquisa , desc e e , a alia , alida e mobiliza in o mação, de o ma c í ica e au ónoma, e i icando di e en es on es documen ais e a sua c edibilidade; (…) pensa de modo ab angen e e em p o undidade, de o ma lógica, obse ando, analisando in o mação, expe iências ou ideias, a gumen ando com ecu so a c i é ios implíci os ou explíci os, com is a à omada de posição undamen ada; (…) p e e e a alia o impac o das suas decisões; in e agi com ole ância, empa ia e esponsabilidade e a gumen a , negocia e acei a di e en es pon os de is a, desen ol endo no as o mas de es a , olha e pa icipa na sociedade. (PASEO, 2017, pp. 22-25) Os con eúdos subs an i os, base essencial e necessá ia pa a o possí el desen ol imen o de compe ências, que sus en a am a implemen ação da IPS pe mi i am elabo a uma pon e com o empo p esen e. Po exemplo, as a uais discussões ace ca dos papéis e di ei os que cada se humano em e de e e , espe i amen e, na sociedade. São es es os con eúdos, que a a és da sua possí el ligação com o empo p esen e, me pe mi i am abalha com os alunos o desen ol imen o das compe ências acima e e idas e a a és des as p omo e os alo es p esen es no PASEO. 3. Ques ões e Obje i os da P á ica Pedagógica Supe isionada As ques ões que pau a am a P á ica Pedagógica Supe isionada (PPS) o am as seguin es: a) Quais as ideias p é ias dos es udan es sob e os concei os subs an i os e o concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a? 24 b) Como é que os es udan es dialogam sob e os di e en es papéis e espe i a hie a quia da es u u a social, nas ci ilizações g ega e omana numa isão mul ipe spe i ada? c) Qual oi a e olução do pensamen o his ó ico dos es udan es ao ní el da comp eensão mul ipe pe i ada? Po conseguin e os obje i os, de idamen e a ualizados e enquad ados no con ex o da u ma, que no ea am a nossa ação o am os seguin es: a) Iden i ica as ideias p é ias dos es udan es sob e os concei os subs an i os e o concei o me ahis ó ico abalhados no p oje o; b) Comp eende como é que os es udan es dialogam sob e os di e en es papéis e hie a quia da es u u a social, nas ci ilizações g ega e omana numa isão mul ipe spe i ada; c) A alia o desen ol imen o do pensamen o his ó ico e das compe ências desen ol idas ao ní el da comp eensão mul ipe spe i ada a pa i das a i idades p opos as. 4. Es a égias de In e enção e Ins umen os de Recolha de Dados As es a égias de In e enção Pedagógica e os Ins umen os de Recolha de Dados não se dissociam, uma ez que es es úl imos conc e izam os p imei os, pe mi indo a ingi os obje i os p opos os e da espos a às ques ões colocadas. Segue a abela com o conjun o das aulas lecionadas du an e a In e enção Pedagógica. 25 Tabela 1 - Conjun o das Aulas da In e enção Pedagógica Módulos – A he ança do Medi e âneo An igo Aula Con eúdo Es a égias/Ma e iais 10-03-2022 P oje o Le an amen o de ideias p é ias dos es udan es Ficha de le an amen o de ideias p é ias ace ca dos concei os subs an i os de Democ acia, Impé io, Economia Come cial, Economia Mone á ia e Di ei o, e ace ca do concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a. 1º Aula – 90 minu os (21-03-2022) |A polis , ou cidade-es ado. |Como oi c iada e como unciona a a democ acia a eniense. Localização espacial e empo al em g upo- u ma, com ecu so ao Powe Poin , sus en ado com on es isuais (mapas e isos c onológicos); esolução de um guião de abalho ace ca do ele o do e i ó io g ego e da pólis g ega, abalho de pa es; esolução de um segundo guião de abalho mul ipe spe i ado ace ca da democ acia a eniense, em g upo. Recu so a on es esc i as, isuais. 2ª Aula – 90 minu os (23-03-2022) |Localização espacial da cidade de Roma. |Como se o mou o Impé io Romano e como oi go e nado. Esquema sín ese do con eúdo da aula an e io , em g upo- u ma; localização espacial da cidade de Roma com ecu so a Powe Poin e análise de duas on es esc i as e uma iconog á ica em g upo- u ma; esolução de um guião de abalho a pa i da isualização de um ídeo, abalho de pa es; esolução de um segundo guião de abalho mul ipe spe i ado ace ca do impé io omano, a pa es. Recu so a on es esc i as, isuais e audio isuais. 3ª Aula – 45 minu os (24-03-2022) |Democ acia a eniense |Impé io omano Início da a i idade semanal “Génesis”, a pa i de pe gun as o ien ado as ealizadas pela p o esso a es agiá ia. 4ª Aula – 90 minu os (30-03-2022) P oje o |A sociedade a eniense Recupe ação do con eúdo abo dado nas aulas an e io es; lei u a e análise de qua o on es esc i as ace ca da sociedade a eniense; os es udan es o mulam pe gun as a pa i das qua o on es analisadas, em g upo- u ma; os es udan es espondem às pe gun as o muladas em g upo- u ma; esolução de um guião de abalho mul ipe spe i ado, ace ca do papel das mulhe es e esc a os na sociedade a eniense, a pa es. Recu so a on es esc i as. 5ª Aula – 45 minu os (31-03-2022) P oje o |A sociedade omana Recupe ação do con eúdo abo dado nas aulas an e io es; isualização de um ídeo ace ca da sociedade omana e deba e ace ca da in o mação ansmi ida po es e, em g upo- u ma; ealização de uma pi âmide ace ca da sociedade e omana a pa i de pe gun as o ien ado as colocadas pela p o esso a es agiá ia. Recu so a on es audio isuais. 6ª Aula – 90 minu os (04-04-2022) P oje o |A sociedade a eniense |A sociedade omana Recupe ação do con eúdo abo dado nas aulas an e io es; esolução de um guião de abalho com on es mul ipe spe i adas ace ca do papel das mulhe es e dos esc a os na sociedade omana; con inuação da a i idade semanal “Génesis”. Recu so a on es esc i as. 7ª Aula – 90 minu os (06-04-2022) |A economia a eniense |A economia omana Recupe ação do con eúdo abo dado nas aulas an e io es; análise de dois mapas ace ca da economia a eniense e da economia omana; esolução de um guião de abalho ace ca da economia a eniense e da economia omana, a pa i de on es esc i as e audio isuais, abalho a pa es. Recu sos a on es esc i as, isuais e audio isuais. 8ª Aula – 45 minu os (07-04-2022) |A i idade semanal “Génesis” Recupe ação do con eúdo abo dado nas aulas an e io es; con inuação da a i idade semanal “Génesis”. 9ª Aula – 90 minu os (20-04-2022) |A a e g ega Recupe ação do con eúdo abo dado nas aulas an e io es; análise de ês on es iconog á icas, em g upo- u ma; esolução de uma icha de abalho ace ca da a e g ega, a pa i de on es iconog á icas e esc i as. Recu so a on es esc i as e iconog á icas. 10ª Aula – 45 minu os (21-04-2022) |A a e omana Análise de um conjun o de oi o on es iconog á icas, em g upo- u ma, a pa i das pe gun as o ien ado as colocadas pela p o esso a es agiá ia; e lexão, em g upo- u ma, das di e enças e semelhanças en e a a e g ega e omana. 11ª Aula – 45 minu os (27-04-2022) P oje o: |Me acognição Aplicação dos exe cícios de me acognição. 26 O le an amen o de ideias p é ias oi o p imei o Ins umen o de Recolha de Dados que conc e iza o p imei o pon o da nossa es a égia: conhece as ideias iniciais dos es udan es ace ca do concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a e pa a in oduzi a emá ica p og amá ica a se abo dada a pa i do le an amen o das ideias p é ias dos es udan es ace ca dos seguin es concei os: Democ acia, Impé io, Economia Come cial, Economia Mone á ia e Di ei o (Anexo 1). Des a o ma, analisa emos com maio de alhe no capí ulo seguin e as ideias iniciais dos es udan es ace ca dos concei os subs an i os de Democ acia e de Impé io e do concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a. A pa i do le an amen o das ideias p é ias con uí am-se odos os es an es ins umen os de abalho. No deco e da In e enção Pedagógica, as ci ilizações g ega e omana o am abalhadas em simul âneo, de o ma a mi iga a ideia de que es as são de empos e espaços his ó icos di e en es. Pa a al não se dispensou o uso de isos c onológicos e mapas como on es iniciais do nosso abalho (Anexo 2). A o ganização das aulas pa a abalha as duas ci ilizações em simul âneo oi desa ian e, mas não imp a icá el. Op amos po di idi as semanas p e is as pa a a In e enção Pedagógica pelas espe i as emá icas: polí ica, sociedade, economia e a e. No p esen e Rela ó io de Es ágio, analisa emos po meno izadamen e os Ins umen os de Recolha de Dados ela i os à sociedade, no capí ulo seguin e. Os es udan es, du an e a In e enção Pedagógica i e am a opo unidade de abalha em indi idualmen e, colabo a i amen e e em g ande g upo. A di e sidade da ipologia de on es (imagem, audio isuais e esc i as) in eg a am as a e as dinamizadas em sala de aula. As aulas o am abalhadas pa indo do ge al pa a o pa icula es ando encadeadas do início a é ao im da In e enção Pedagógica (Anexo 3 e 4). O concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a oi abalhado em odas as aulas que in eg a am o PIPS a é à implemen ação dos exe cícios de me acognição. A escolha das on es pa a abalha o espe i o concei o espei ou os c i é ios de seleção mencionados no p imei o capí ulo do p esen e Rela ó io. As on es mul ipe spe i adas ace ca do papel da mulhe e dos esc a os nas duas sociedades in eg a am guiões de abalho que os es udan es inham de ealiza a pa es (Anexo 5 e 6). A escolha do papel da mulhe e dos esc a os pa a uma análise mul ipe spe i ada de e-se ao ac o de se em es es que p o ocam e p o oca am pe spe i as mais díspa es, sendo mais in e essan es pa a o deba e e po in eg a em os g upos da sociedade que es a am impedidos da pa icipação polí ica di e a. Rela i amen e ao guião de abalho ace ca do papel da mulhe e dos esc a os na sociedade a eniense o am analisadas as ques ões: 1.3.; 1.4.; 2.1.; 2.4. (Anexo 5). No guião de abalho 27 ace ca do papel da mulhe e dos esc a os na sociedade omana analisamos com de alhe as seguin es ques ões: 1.4.; 2.2.; 2.3 (Anexo 6). As aulas que exigi am um abalho em g ande g upo o am as aulas ese adas pa a a a i idade “Génesis” (Anexo 7). Nes a, p e endia-se que os es udan es cons uíssem de aiz uma cidade imaginá ia, endo po base, os conhecimen os ap eendidos nas aulas e as ques ões o ien ado as colocadas pela p o esso a es agiá ia. O obje i o da a i idade “Génesis” oi desa ia os es udan es a en ol e em-se nas dinâmicas elacionais da polí ica, economia e sociedade e pe cebe em como es as não são possí eis de dissocia . Nes a a i idade os es udan es e am o çados a i encia e lida com as di e en es pe spe i as dos colegas. Des a o ma, ex apolamos os exe cícios de lei u a, in e p e ação e análise de on es mul ipe spe i adas pa a que os es udan es i essem a opo unidade de aplica em na p á ica o que inham lido e esc i o ace ca de on es mul ipe spe i adas e ace ca dos concei os subs an i os abalhados p e iamen e. Os exe cícios de me acognição o am implemen ados na úl ima aula da In e enção Pedagógica (Anexo 8). Nes es epe imos um dos exe cícios que cons i uíam os exe cícios do le an amen o de ideias p é ias e man i emos a ideia es u u al do p imei o exe cício. As al e ações oco idas de em-se ao cansaço ap esen ado pelos es udan es que op ei po espei a . No en an o, es es inham de p eenche uma abela compa a i a das ci ilizações g ega e omana p eenchendo cada espaço com: o egime polí ico, es u u a social e ipologia de comé cio. No inal, esc e iam o que di e ia e o que se assemelha a nas duas ci ilizações. Op amos po es e segundo exe cício, do p eenchimen o da abela, pa a au e i se as espos as ao exe cício de escolha múl ipla o am um acaso da so e ou pa e do conhecimen o ap eendido. Es e úl imo exe cício inha sido ealizado em aulas an e io es, pelo que os es udan es es a am amilia izados com o mesmo. Nos exe cícios de me acognição ac escen a am-se ques ões sob e a opinião dos es udan es ace ca do desempenho da p o esso a es agiá ia, pa a que es a e le isse sob e o que pode ia melho a e o que pode ia man e . Segue-se uma abela elucida i a dos Ins umen os de Recolha de Dados que p ocu am esponde aos obje i os e ques ões da P á ica Pedagógica Supe isionada. 28 Tabela 2 - Ques ões, obje i os da P á ica Pedagógica Supe isionada e os Ins umen os de Recolha de Dados que pe mi i am esponde às ques ões colocadas e a ingi os obje i os p opos os Ques ões de in es igação Ins umen os da Recolha de Dados Quais as ideias p é ias dos es udan es sob e os concei os subs an i os e do concei o de segunda o dem? Ficha de Le an amen o de Ideias P é ias: concei os subs an i os (Democ acia, Impé io, Economia Come cial, Economia Mone á ia e Di ei o) e o concei o de segunda o dem (Mul ipe spe i a). Como é que os es udan es dialogam sob e os di e en es papéis e espe i a hie a quia da es u u a social, nas ci ilizações g ega e omana numa isão mul ipe spe i ada? Guião de abalho 3 (a pa i da lei u a das on es): 1.3. Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es con e gem? 1.4. Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e gem? 2.1. Na ua opinião, os au o es da on e 3 e 4 êm a mesma pe spe i a quan a à na u eza e condição do esc a o? Jus i ica com ansc ições das on es. 2.4. Na ua opinião, po que azão o au o da on e 3 em uma isão/pe spe i a di e en e sob e a condição do esc a o? Guião de abalho 4 (a pa i da lei u a das on es): 1.4. O que pode á es a na o igem das di e enças de pe spe i a dos dois au o es? 2.2. Conside as que o au o da on e 3 e o au o da on e 4 êm a mesma posição ela i amen e à esc a a u a? Po quê? 2.3. Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e em? Qual oi a e olução do pensamen o his ó ico dos es udan es ao ní el da comp eensão mul ipe pe i ada? Ficha de me acognição: exe cício ace ca dos concei os subs an i os de Democ acia e Impé io e exe cício ace ca do concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a. 29 O desempenho dos es udan es oi a aliado quali a i amen e, endo em conside ação o empenho e alo izando a p og essão do es udan e, numa cons an e moni o ização das a i idades ealizadas pelos es udan es. Des a o ma, a a aliação do desempenho dos es udan es não assen ou numa a aliação quan i a i a. Capí ulo III – Análise de Dados Nes e capí ulo, p ocedemos à análise de dados ecolhidos du an e a In e enção Pedagógica Supe isionada, a a és da implemen ação de ques ioná ios e dos guiões de abalho. A análise de dados do p esen e Rela ó io de Es ágio segue os âmi es da in es igação quali a i a, endo como no eado o mé odo de pesquisa da G ounded Theo y (Glase & S auss, 2006). 1. Análise compa a i a das ideias p é ias e inais dos es udan es O p imei o Ins umen o de Recolha de Dados oi a icha de le an amen o de ideias p é ias (Anexo 1), implemen ado no dia 21 de ma ço de 2022. Es a es a a di idida em dois exe cícios, o p imei o e e en e aos concei os subs an i os de Democ acia, Impé io, Economia Come cial, Economia Mone á ia e Di ei o, e o segundo e e en e ao concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a. O le an amen o das ideias iniciais dos es udan es, ela i as aos concei os subs an i os, pe mi i am- me não só in oduzi a emá ica a se abo dada nas aulas que se segui iam, como ambém, pe cebe que noções inham os es udan es ace ca dos espe i os concei os e, assim, adequa a p epa ação das aulas ao ní el das ideias ap esen adas. Po sua ez, o le an amen o das ideias iniciais dos es udan es, ela i as ao concei o me ahis ó ico, pe mi i am-me pe cebe de que o ma os es udan es comp eendem e lidam com as di e en es pe spe i as sob e um só assun o, quando con on ados com es as. A pa i des e le an amen o inicial elabo amos os es an es planos de aula e espe i os ma e iais da IPS. Analisamos, nes e p imei o pon o do e cei o capí ulo, com maio de alhe o pe il de ideias dos es udan es ela i os aos concei os subs an i os de Democ acia e Impé io, e ao concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a. Des a o ma, as ques ões analisadas na icha de le an amen o de ideias p é ias são: 1.a), 1.b) e 2.3. Os mo i os que sus en am a nossa escolha p endem-se com a co elação en e a o ma de go e no e a es u u a da sociedade, não se podendo dissocia uma da ou a, po isso o nosso en oque nos concei os de Democ acia e Impé io. Rela i amen e ao concei o de Mul ipe spe i a, os mo i os que no ea am a nossa escolha p endem-se com o papel cen al que es e concei o assume no p esen e Rela ó io de Es ágio. 30 As abelas que se seguem compa am os pe is de ideias dos es udan es no le an amen o inicial ( ecolhido a a és da icha de le an amen o de ideias p é ias) com os pe is de ideias dos es udan es no le an amen o inal ( ecolhido a a és da icha de me acognição). Es a úl ima oi implemen ada no dia 27 de ab il de 2022. A icha de me acognição e a compos a po ês g upos de exe cícios. Os dois p imei os exe cícios es ão ocados nos concei os subs an i os (Democ acia, Impé io, Economia Come cial e Economia Mone á ia). Po sua ez, o en oque do e cei o exe cício é o concei o me ahis ó ico (Mul ipe spe i a). O p imei o exe cício, da icha de me acognição, consis e em qua o pe gun as de escolha múl ipla ace ca dos concei os subs an i os sup aci ados. Nes e, os es udan es êm de seleciona a opção que co esponde à de inição co e a do concei o. O segundo exe cício, consis e no p eenchimen o de uma abela. Nes a, os es udan es êm de associa à espe i a ci ilização (g ega e omana) a o ma de go e no, a es u u a da sociedade e ipologia do comé cio. P e ende-se com o segundo exe cício pe cebe se os es udan es comp eende am os concei os de Democ acia e Impé io a a és da co elação da es u u a da sociedade com a o ma de go e no. Des a o ma, au e imos se as espos as do p imei o exe cício o am sus en adas pelo conhecimen o dos es udan es ou se po o acaso da so e. No e cei o exe cício, colocamos o ex o da icha de le an amen o de ideias p é ias e epe imos, ambém, uma das ques ões colocadas. As ques ões analisadas, po meno izadamen e, da icha de le an amen o de ideias inais dos es udan es são: 1.1; 1.2; 2.; 3.2. Seguem-se as abelas compa a i as dos pe is de ideias dos es udan es, no le an amen o inicial e no le an amen o inal, ela i os aos concei os subs an i os de Democ acia e Impé io. Na abela que se segue analisamos as ques ões 1.a) e 1.b) da icha de le an amen o de ideias p é ias e as ques ões 1.1 e 1.2 da icha de me acognição. Salien amos a di e ença ela i a ao concei o de democ acia nas ques ões dos di e en es momen os. Uma ez que, na ecolha de dados iniciais a ques ão em o seu en oque no concei o gene alizado de democ acia e na ecolha de dados inais em o seu en oque no concei o mais especí ico de democ acia a eniense. Ainda que es es enham especi icidades di e en es quando compa ados, a sua base p incipal é a mesma. Uma ez que en e um e ou o dis ingue—se a pa icipação di e a e indi e a (ou ep esen a i a). Ac escen a-se o ac o de as ques ões ela i as aos concei os subs an i os, na icha de me acognição, assumi em um ca á e quan i a i o e suma i o pela p o esso a coope an e. Conside ando a simili ude dos concei os e o papel assumido pelas ques ões, a ançamos pa a a compa ação dos pe is de ideias dos es udan es ela i os aos concei os sup aci ados. 31 Tabela 3 - Ca ego ização das ideias p é ias e das ideias inais dos es udan es ace ca do concei o de Democ acia O que en endes po democ acia? / A democ acia a eniense é… Ca ego ias Desc i o es Ideias P é ias Ideias Finais Nº de oco ências Nº de oco ências Ideias azias Quando não esponde ou diz que não sabe. 6 - Ideias au ológicas Ideias que descons oem o concei o ou usam o adical da pala a. Ideias que não ac escen am qualque in o mação ao concei o, eco endo ao adical da pala a como sinónimo. 1 - Ideias al e na i as Ideias dos es udan es pouco consis en es, a as adas ou al e na i as ao concei o. 8 7 Ideias senso comum Ideias dos es udan es que e elam alguma noção do concei o adqui ido pelas suas i ências/expe iências (ap endizagens implíci as). 4 - Ideias his ó icas Ideias dos es udan es que demons am um conhecimen o cien í ico e his o icamen e con ex ualizado - 13 Fal ou 1 - To al 19 20 Na p imei a ca ego ia, podemos obse a que hou e uma edução de oco ências en e o momen o do le an amen o das ideias iniciais pa a o momen o do le an amen o das ideias inais. Sendo que nes e úl imo, não se e i icam ideias azias. Na segunda ca ego ia – Ideias au ológicas – e i ica-se uma edução do núme o de oco ências en e os dois momen os de ecolha de dados. As ideias enquad adas nes a ca ego ia ca ac e izam- se pela descons ução do concei o a de ini ou pelo uso do adical da pala a pa a de ini em o concei o. Nes a ca ego ia enquad a-se a seguin e espos a: É um go e no democ á ico lide ado po um go e nan e. (al. A) Uma das ca ego ias com maio núme o de oco ências oi a e cei a – Ideias al e na i as – que, nes a abela especi ica apa en a uma edução, ainda que mínima, de oco ências não co esponde à eal si uação de pe is de ideias, uma ez que, analisa emos, pos e io men e, o segundo exe cício, que al e a á os esul ados des a p imei a análise inicial. Enquad am-se nes a ca ego ia as ideias a as adas, pouco consis en es ou al e na i as ao concei o. No le an amen o das ideias iniciais dos es udan es enquad am-se nes a ca ego ia os seguin es exemplos de espos a: 38 Po sua ez, após a análise das espos as ao segundo exe cício da icha de me acognição, na abela 7, a ca ego ia sup aci ada egis ou 9 oco ências ela i as às ideias inais. Des a o ma, e i icou-se uma diminuição no núme o de oco ências na úl ima ca ego ia – Ideias his ó icas. Na abela 4, obse a am-se 14 oco ências nes a ca ego ia ela i as às ideias inais. Na abela 7, obse a am-se 8 oco ências. Ou seja, 8 es udan es consegui am esponde co e amen e ao p imei o e segundo exe cício da icha me acognição, demons ando um conhecimen o sólido ace ca do con eúdo abo dado du an e a IPS. A e o mulação ealizada le a-nos a e le i sob e a in luência da ipologia das ques ões nas espos as ap esen adas pelos es udan es. Não a ibuímos à ipologia das ques ões a capacidade de condiciona um pe il de ideias, pe se . No en an o, não podemos nega que as ipologias das ques ões (escolha múl ipla, po exemplo) podem se limi ado as da esc i a, is o é, os es udan es não e em espaço pa a se exp imi em e, assim, demons a em o seu pe il de ideias. Es a condicionan e pode se acilmen e esol ida eco endo à ase “Jus i ica a ua espos a”. Con udo, du an e a IPS os es udan es demons a am indi e ença pela mesma, não espondendo ao que e a solici ado. Daí e mos desen ol ido o segundo exe cício, no qual se abalha a, implici amen e, os concei os subs an i os sup aci ados. As ques ões analisadas nas linhas seguin es são ela i as ao concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a. Es e assume um papel de des aque ao longo de oda a IPS, assim como, no p esen e Rela ó io de Es ágio. A abela que se segue compa a o pe il de ideias dos es udan es ela i os ao concei o de Mul ipe spe i a na ecolha inicial dos dados e na ecolha inal dos mesmos. 39 Tabela 8 - Ca ego ização das ideias p é ias e das ideias inais dos es udan es ace ca do concei o de Mul ipe spe i a Como explicas a exis ência de an as pe spe i as sob e um só assun o? Jus i ica. / O que pode es a na o igem de di e en es pe spe i as ace ca de um mesmo assun o? Ca ego ias Desc i o es Ideias p é ias Ideias inciais Nº de oco ências Nº de oco ências Vazia Quando não esponde ou diz que não sabe. 6 3 Incoe en e/senso comum Comp eensão es i a e/ou incoe en e, na in e p e ação da in o mação. 3 3 Opinião Comp eensão es i a, econhecendo na in e p e ação a subje i idade na di e ença de pe spe i as, com base na opinião. 10 9 Pe spe i a- In e p e ação Comp eensão es i a ocada na o ma de in e p e a a ealidade com base na in o mação das on es. - 2 Na u eza Comp eensão de e minada pelo con ex o, época e i ência do au o /sujei o, que condiciona as suas ideias e pe spe i as ace ca de uma de e minada ealidade ou ci cuns ância. - 3 Fal ou 1 - To al 19 20 A compa ação en e o núme o de oco ências nos di e en es pe is de ideias ca ego izados, apon am pa a uma e olução posi i a, no pe íodo de empo al que comp eende a ecolha de dados inicial e a ecolha de dados inal. Na p imei a ca ego ia – Vazia – e i icou-se uma diminuição no núme o de oco ências en e os dois momen os em análise. No p imei o momen o de ecolha de dados, obse ou-se que da o alidade dos es udan es, 6 não esponde am ou esc e e am que não sabiam. No en an o, no úl imo momen o de ecolha de dados, e i icou-se a diminuição do núme o de es udan es que não esponde am ou que esc e e am que não sabiam pa a 3. Na segunda ca ego ia – Incoe en e/senso comum – o núme o de oco ências man e e-se. Não podemos a i ma que es es núme os co espondam aos mesmos es udan es. As ês oco ências ecolhidas no momen o inal an o podem co esponde aos 3 es udan es que no momen o inicial se enquad a am nes a ca ego ia, como pode co esponde à di e ença e i icada na p imei a ca ego ia. Seguem-se as espos as que exempli icam es e pe il de ideias: Vá ias casas como as cidades de A enas e Roma. (al. N) Como os cidadãos de A enas eles ambém endiam coisas des as pa a e dinhei o. (al. O) 40 O núme o de oco ências obse adas na e cei a ca ego ia – Opinião – diminuí am en e a implemen ação da icha de le an amen o de ideias p é ias e a implemen ação da icha de me acognição. No p imei o momen o, 10 es udan es demons a am uma comp eensão es i a, ainda que econhecessem na in e p e ação que ize am a subje i idade na di e ença de pe spe i as, com base na opinião. No segundo momen o, obse amos 9 oco ências. Seguem-se as espos as exempli ica i as: As opiniões das pessoas são odas di e en es. (al. P) As á ias opiniões ace ca do mesmo assun o. (al. Q) A qua a ca ego ia – Pe spe i a-In e p e ação – su ge no úl imo momen o de ecolha de dados. No momen o inicial, es a ca ego ia é inexis en e. Des a o ma, conside amos uma e olução posi i a o su gimen o des e pe il de ideias no úl imo momen o da ecolha de dados. O pe il de ideias que se inse e nes a ca ego ia ca ego iza-se pela comp eensão es i a ocada na o ma de in e p e a a ealidade com base na in o mação das on es. Seguem-se as espos as que exempli icam es e pe il de ideias: As on es e o século. (al. R) A o igem das di e en es pe spe i as pode se a o ma como ensina am a pessoa, a educação e os li os onde consul a am as in o mações. (al. S) O pe il de ideias que se enquad a na úl ima ca ego ia – Na u eza – ca ac e iza-se po uma comp eensão que em em conside ação o con ex o, época e i ência do au o /sujei o e como es es a o es podem in luencia as suas ideias e pe spe i as ace ca de uma de e minada ealidade ou ci cuns ância. Es e pe il de ideias su ge apenas no úl imo momen o de ecolha de dados, pelo que conside amos uma e olução posi i a, is o é, p og essi a. Seguem-se os exemplos des e pe il de ideias: Pode es a na o igem das expe iências de ida das pessoas, as pe sonalidades e as a i udes. (al. T) A ap endizagem das pessoas e a sua o ma de i e . (al. U) 41 De uma o ma ge al, hou e uma e olução posi i a no pe il de ideias dos es udan es em odos os concei os, subs an i os e me ahis ó icos. Mesmo que es a e olução seja diminu a, ac edi amos que de emos alo iza oda a p og essão, com is o não p e endemos e e i implici amen e que nos con en amos com os pa cos esul ados. Ac edi amos que es es de em se mo i o de e lexão ace ca das es a égias ado adas du an e a IPS. Mas é, essencialmen e, um g ande mo i o de e lexão pa a mim, enquan o u u a p o esso a, é um início pa a encon a o meu p óp io es ilo e os meus mé odos de abalho. 2. Análise do Guião de T abalho da sociedade a eniense O segundo e o e cei o pon o des e capí ulo oca-se na análise do pe il de ideias dos es udan es no pe íodo in e médio, ou seja, pa e do abalho desen ol ido que deco eu en e a ecolha de dados inicial e a ecolha de dados inal. O Guião de T abalho desen ol ido ace ca da sociedade a eniense, com o oco na posição das mulhe es e dos esc a os, oi implemen ado no dia 30 de ma ço de 2022 (Anexo 5). Es e é cons i uído po um conjun o de dois exe cícios que se subdi idem em á ias ques ões. No p imei o conjun o de exe cícios, os es udan es êm de le duas on es ela i as ao papel da mulhe e esponde a um conjun o de 4 ques ões. Des as analisa emos as seguin es: 1.3 e 1.4. No segundo conjun o de exe cícios, os es udan es êm de le duas on es ace ca do papel dos esc a os e esponde a um conjun o de 5 ques ões. Des as analisa emos as seguin es: 2.1 e 2.4. Nes e Guião de T abalho, os es udan es abalha am aos pa es, no en an o, qua o pa es não en ega am as espos as ao Guião de T abalho. Des a o ma, apenas en ega am 6 pa es, o que dá um o al de 12 es udan es. Segue-se a abela com a ca ego ização do pe il de ideias ela i as à ques ão 1.3. 42 Tabela 9 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 1.3), o papel da mulhe Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es con e gem? Ca ego ias (Baseadas em Ba ca & Gago, 2000) Desc i o es Nº de oco ências Comp eensão de ici á ia Ideias que se pau am po uma comp eensão de ici á ia da in o mação p esen e no ex o, p ocedendo a ex apolações. 3 Comp eensão agmen ada Ideias que se pau am po uma g ande dispe são, mos ando alhas na comp eensão e na e o mulação da mensagem eiculada. 2 Comp eensão global Ideias que e elam um en endimen o global da mensagem mos ando uma en a i a de e o mula a in o mação e p oduzi gene alizações. 1 Fal ou 8 To al 12 Na p imei a ca ego ia – Comp eensão de ici á ia – inse e-se o pe il de ideias com uma comp eensão de ici á ia da in o mação p esen e no ex o, p ocedendo a ex apolações nas in e p e ações que azem das in o mações p esen es nas on es. Seguem-se as espos as exempli ica i as des e pe il de ideias: É que os dois alam sob e se humano. (al. V) Os dois au o es con e gem na pe spe i a de os dois acha em que o homem e a mulhe p ecisam um do ou o pa a a ep odução. (al. W) Na segunda ca ego ia – Comp eensão agmen ada – enquad a-se o pe il de ideias que se ca ac e iza po uma g ande dispe são, demons ando alhas na comp eensão e na e o mulação da mensagem eiculada. Des a o ma, seguem-se os exemplos que co espondem a es e pe il de ideias: Quando alam de igualdade. (al. X) Con e gem que a mulhe em que e os mesmos di ei os que os homens. (al. Y) Obse amos apenas uma oco ência na ca ego ia mais so is icada – Comp eensão global – que se ca ac e iza po um en endimen o global da mensagem, mos ando uma en a i a de 43 e o mula a in o mação e p oduzi gene alizações. Apenas um pa de es udan es ap esen ou es e pe il de ideias. Segue-se a espos a dos dois es udan es: Os dois alam da posição da mulhe . (al. Z) A abela que segue analisa os pe is de ideias dos es udan es pa a a ques ão 1.4 do Guião de T abalho em análise (Anexo 5). Es a é semelhan e à an e io di e enciando-se no oco, se a pe gun a an e io se oca nas con e gências, es a oca-se nas di e gências das pe spe i as dos au o es. Tabela 10 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 1.4), o papel da mulhe Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e gem? Ca ego ias (Baseadas em Ba ca & Gago, 2000) Desc i o es Nº de oco ências Comp eensão de ici á ia Ideias que se pau am po uma comp eensão de ici á ia da in o mação p esen e no ex o. 3 Comp eensão con ex ualizada empo almen e Ideias que se pau am po uma comp eensão con ex ualizada ( empos di e en es). 1 Comp eensão global Ideias que e elam um en endimen o global da mensagem mos ando uma en a i a de e o mula a in o mação, econhecendo di e en es pe spe i as nos au o es sob e a condição da mulhe . 2 Fal ou 8 To al 12 Na p imei a ca ego ia – Comp eensão de ici á ia – obse a am-se 3 oco ências. O mesmo núme o de oco ências da abela 9, na mesma ca ego ia. Es e pe il de ideias pau a-se po uma comp eensão de ici á ia da in o mação p esen e no ex o. Seguem-se as espos as exempli ica i as des e pe il de ideias: A na u eza. (al. A1) Os dois au o es di e gem, em se humano. (al. B1) 44 A segunda ca ego ia – Comp eensão con ex ualizada empo almen e – su ge pela p imei a ez nes a ques ão. Nes a enquad a-se o pe il de ideias que se ca ac e iza po uma comp eensão empo almen e con ex ualizada. Ve i icou-se 1 oco ência nes a ca ego ia. Segue-se a espos a que se enquad a nes e pe il de ideias: Falam em empos di e en es. (al. C1) Na úl ima ca ego ia – Comp eensão global – obse a am-se 2 oco ências. O pe il de ideias enquad ado nes a ca ego ia ca ac e iza-se po uma comp eensão global da mensagem, demons ando uma en a i a de e o mula a in o mação, econhecendo as di e en es pe spe i as dos au o es sob a a condição da mulhe . Seguem-se as espos as enquad adas nes e pe il de ideias: Os dois au o es di e gem, po que o au o da on e 1 acha que as mulhe es de em obedece ao homem, po que segundo ele, o homem é mais o e e mais in eligen e, e o au o da on e 2 acha que a mulhe e o homem de em e di ei os iguais. (al. D1) É que na on e 1 o au o em a pe spe i a que o homem é mais in eligen e na u almen e e na on e 2 a pe spe i a do au o é que an o um como ou o podem e ap idão pa a ealiza ce as a e as. (al. E1) As ques ões analisadas nas abelas an e io es pe encem ao p imei o conjun o de exe cícios do Guião de T abalho (Anexo 5), sendo que es es inham como oco o papel da mulhe na sociedade a eniense. As ques ões analisadas nas abelas que se seguem pe encem ao segundo conjun o de exe cícios do Guião de T abalho, es as êm como oco p incipal o papel dos esc a os na sociedade a eniense. Na abela que se segue es ão ca ego izados os pe is de ideias ela i os à ques ão 2.1. 45 Tabela 11 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 2.1), o papel dos esc a os Na ua opinião, os au o es da on e 3 e 4 êm a mesma pe spe i a quan a à na u eza e condição do esc a o? Jus i ica com ansc ições das on es. Ca ego ias (Baseadas em Ba ca & Gago, 2000) Desc i o es Nº de oco ências Comp eensão de ici á ia Ideias que se pau am po uma comp eensão de ici á ia da in o mação p esen e no ex o, não conseguindo jus i ica as suas posições. 2 Comp eensão agmen ada Ideias que se pau am po uma g ande dispe são, mos ando alhas na comp eensão e na e o mulação da mensagem eiculada. 2 Comp eensão global Ideias que e elam um en endimen o global da mensagem mos ando uma en a i a de e o mula a in o mação ou de ansc ições do ex o que comp o em a di e ença de pe spe i as, econhecendo di e en es pe spe i as nos au o es sob e a condição dos esc a os. 2 Fal ou 8 To al 12 Os es udan es quando ques ionados ace ca das pe spe i as dos au o es quan o à na u eza e condição dos esc a os demons a am ês ipologias de pe il de ideias, que se enquad am nas seguin es ca ego ias: comp eensão de ici á ia, comp eensão agmen ada e comp eensão global. Na p imei a ca ego ia – Comp eensão de ici á ia – enquad a-se o pe il de ideias que se ca ac e iza po uma comp eensão de ici á ia da in o mação p esen e no ex o, não conseguem jus i ica as suas posições. Obse a am-se 2 oco ências nes a ca ego ia, seguem-se as espos as que enquad am nes a ca ego ia: Sim. Na minha opinião os au o es êm a mesma pe spe i a. (al. F1) Na minha opinião os dois au o es êm a mesma opinião sob e os esc a os e ambém sob e a na u eza. (al. G1) Na segunda ca ego ia – Comp eensão agmen ada – e i ica am-se 2 oco ências. Nes a ca ego ia enquad a-se o pe il de ideias que se ca ac e iza po uma g ande dispe são, e elando alhas na comp eensão e e o mulação da mensagem eiculada. As espos as que se enquad am nes as ca ego ias são as seguin es: 46 Não, po que um ala de como os esc a os são a ados e c i ica as pessoas a enienses. (al. H1) Não, po que na on e 3 não se ala na Na u eza enquan o na on e 4 se ala da Na u eza como aqui “… po na u eza, à esc a idão.” (al. I1) Na úl ima ca ego ia – Comp eensão global – e i ica am-se duas oco ências do pe il de ideias enquad ado nes a ca ego ia, a mais so is icada da ca ego ização elabo ada. Es e ca ac e iza-se pela comp eensão global da mensagem, exis e uma en a i a de e o mula a in o mação p esen e na on e ou de ansc e e a in o mação do ex o que comp o e a di e ença de pe spe i as iden i icada pelo es udan e. Seguem-se as espos as dos es udan es que enquad a am nes e pe il de ideias: Não po que na on e 1 o au o a i ma “Po acaso já conside as e quem me ece mais esses golpes, se u ou o eu c iado.” E na on e 2 o au o a i ma que “Tais indi íduos são des inados, po na u eza, à esc a idão; po que, pa a eles, nada é mais ácil do que obedece .” (al. J1) Na minha opinião os au o es não êm a mesma pe spe i a quan o à na u eza e condição do esc a o, po que enquan o o au o da on e 3 mos a uma con e sa en e dois cidadãos a enienses, onde um deles inha acabado de cas iga o seu esc a o com iolência, e o ou o de endia e e a con a a iolência so ida pelo esc a o, na on e 4 o au o diz que os esc a os são indi íduos in e io es, que o abalho com a o ça ísica e a o melho que deles se ob ém, e que pa a eles nada é mais ácil que obedece . (al. K1) O pe il de ideias dos es udan es que se enquad am nes a ca ego ia demons a que os espe i os es udan es conseguem dis ingui a di e ença en e e uma posição con a a iolência e e uma posição con a a esc a a u a. Os es udan es comp eende am que o ac o de um dos au o es ap esen a uma pe spe i a con á ia à iolência exe cida con a os esc a os, não signi ica que es e enha uma pe spe i a con á ia à esc a a u a. A abela que se segue ca ego iza os pe is de ideias ela i os à ques ão 2.4 do Guião de T abalho da sociedade a eniense (Anexo 5). 47 Tabela 12 - Ca ego ização das ideias dos es udan es ela i as ao concei o de Mul ipe spe i a (ques ão 2.4), o papel dos esc a os Na ua opinião, po que azão o au o da on e 3 em uma isão/pe spe i a di e en e sob e a condição do esc a o? Ca ego ias Desc i o es Nº de oco ências Es e eo ipada Comp eensão es i a da in o mação p esen e nas on es, baseada em es e eó ipos. 2 Humanizada Comp eensão es i a da in o mação p esen e na on e, o es udan e ans e e emoções/sen imen os pa a a posição do au o (nes e caso con a a esc a a u a e a sua condição, bem como ao a amen o iolen o a que es a am sujei os). 4 Fal ou 8 To al 12 Os es udan es quando ques ionados ace ca do possí el mo i o da di e ença de pe spe i as ap esen a am dois pe is de ideias, inse idos nas seguin es ca ego ias: es e eo ipada e humanizada. Na p imei a ca ego ia – Es e eo ipada – obse a am-se 2 oco ências, is o é, dois pa es de es udan es. Nes a ca ego ia, inse e-se o pe il de ideias que se ca ac e iza po uma comp eensão es i a da in o mação p esen e nas on es, baseada em es e eó ipos. Seguem-se os exemplos das espos as que in eg am es a ca ego ia: Ele acha que alguns esc a os podem se lad ões, ambiciosos, es úpidos e glu ões. (al. L1) É po que um ala sob e lad ão e ou o ala sob e a na u eza. (al. M1) Na segunda e úl ima ca ego ia – Humanizada – obse a am-se 4 oco ências, sendo a ca ego ia na qual se enquad a am o maio núme o de espos as. O pe il de ideias enquad ado nes a ca ego ia ca ac e iza-se pela comp eensão es i a da in o mação p esen e na on e, o es udan e ado a uma posição humanizada ela i amen e ao que es á e a ado na on e. Seguem- se os exemplos das espos as que se enquad am nes e pe il de ideias: Po que sen e pena da condição dos esc a os. (al. N1) Na minha opinião o au o da on e 3 em uma pe spe i a di e en e sob e a condição do esc a o, pois ele é con a o uso de iolência con a eles. (al. O1) 54 De aco do com os dados analisados, os es udan es, na ques ão 1.3 do e cei o Guião de T abalho (Anexo 5) “Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es con e gem?”, ap esen a am pe is de ideias que a iam en e a comp eensão de ici á ia (3 oco ências) e a comp eensão global (1 oco ência). As es an es oco ências enquad am-se na ca ego ia comp eensão agmen ada (2 oco ências). A análise dos dados da ques ão 1.4 do mesmo Guião de T abalho “Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e gem?”, demons ou que os es udan es ap esen a am pe is de ideias que a iam en e a comp eensão de ici á ia (3 oco ências) e a comp eensão global (2 oco ências). Su ge um no o pe il de ideias nes a ques ão que se enquad a na comp eensão con ex ualizada empo almen e (1 oco ência). As duas ques ões analisadas e e em-se ao papel da mulhe na sociedade a eniense. Na p imei a ques ão, os es udan es inham de e e i em que aspe os os au o es con e giam. Na segunda ques ão, os es udan es inham de e e i em que aspe os os au o es di e giam. Deno a-se que es es êm mais acilidade em e e i as di e gências ao in és das con e gências. Os pe is de ideias ap esen ados demons am um maio núme o de oco ências enquad ados na ca ego ia comp eensão global e numa no a ca ego ia (comp eensão con ex ualizada empo almen e) na segunda ques ão ( e e ência às di e gências) compa a i amen e com a p imei a ( e e ência às con e gências). Ao e le i mos ace ca dos esul ados ques ionamo-nos sob e que es es nos pode iam dize ace ca da sociedade que es amos a cons ui . Pode ão os es udan es po ugueses es a mais p epa ados pa a iden i ica as di e enças do que as semelhanças? Se ans e i mos es e caso pa a ou as ealidades, que consequências pode e na sociedade? De aco do com os dados analisados, os es udan es, na ques ão 2.1 do e cei o Guião de T abalho (Anexo 5) “Na ua opinião, os au o es da on e 3 e 4 êm a mesma pe spe i a quan a à na u eza e condição do esc a o? Jus i ica com ansc ições das on es.”, ap esen a am pe is de ideias que a iam en e a comp eensão de ici á ia, comp eensão agmen ada e comp eensão global. O núme o de oco ências (2) oi o mesmo pa a odas as ca ego ias dos pe is de ideias. De aco do com os dados analisados, os es udan es, na ques ão 2.4 “Na ua opinião, po que azão o au o da on e 3 em uma isão/pe spe i a di e en e sob e a condição do esc a o?” do mesmo Guião de T abalho, ap esen a am pe is de ideias que se enquad am nas seguin es ca ego ias: es e eo ipada e humanizada (2 e 4 oco ências, espe i amen e). À semelhança do que oco eu no p imei o pa de ques ões, no segundo pa de ques ões, e e en es ao papel do esc a o na sociedade a eniense, os es udan es ap esen a am uma maio acilidade em e e i ou jus i ica as posições di e gen es ao in és das posições con e gen es. Os mesmo deno a-se pela di e ença de 55 pe is de ideias ap esen ados. Os esul ados ob idos, a é en ão, es ão em consonância com a a i mação de Gago (2007) “a possibilidade de alunos dos anos iniciais do (…) 3º ciclos de escola idade, quando con on ados com na a i as eiculando in o mação di e enciada, conseguem lida com es a” (p. 85). Os pe is de ideias dos es udan es analisados deno am que pa e des es, apesa do ano de escola idade que equen am, conseguem lida com a mul iplicidade de pe spe i as con adi ó ias, e o mulando-as. Con a iando a ideia de que es es não, de ido a múl iplos a o es (a idade, po exemplo) não se iam capazes de o aze . Rela i amen e ao papel da mulhe na sociedade omana analisamos a ques ão 1.4. “O que pode á es a na o igem das di e enças de pe spe i a dos dois au o es?” (Anexo 6). Nes a, os es udan es ap esen a am pe is de ideias que a iam en e: azias (2 oco ências); incoe en e/senso comum (1 oco ência); p esen ismo (2 oco ências) e na u eza (3 oco ências). Nes a ques ão, à semelhança da ques ão 2.4 do e cei o do Guião de T abalho, os es udan es inham de jus i ica as posições di e gen es dos au o es. Compa ando os pe is de ideias en e a ques ão 2.4 do e cei o Guião de T abalho e a ques ão 1.4 do qua o Guião de T abalho e i ica- se uma e olução p og essi a dos pe is de ideias en e um e ou o momen o. Rela i amen e ao papel dos esc a os na sociedade omana analisamos as ques ões 2.2 “Conside as que o au o da on e 3 e o au o da on e 4 êm a mesma posição ela i amen e à esc a a u a? Po quê?” e 2.3 “Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e em?” no qua o Guião de T abalho (Anexo 6). Na p imei a ques ão, os es udan es ap esen a am pe is de ideias que a iam en e a comp eensão de ici á ia (2 oco ências), comp eensão agmen ada (4 oco ências) e comp eensão global (1 oco ência). Compa ando a ques ão 2.2 com as ques ões an e io es elacionadas com a con e gência de pe spe i as dos au o es e i ica-se uma e olução p og essi a, ainda que pequena. Na segunda ques ão, os es udan es ap esen a am pe is de ideias que a iam en e azias (6 oco ências), comp eensão de ici á ia (1 oco ência) e comp eensão global (1 oco ência). A endendo aos esul ados ap esen ados podemos a e i que as ca ac e ís icas dos ex os in luenciam as in e p e ações e, consequen emen e, as espos as dos es udan es. Caso os ex os sejam opos os, os es udan es êm mais acilidade em encon a as di e enças e mui a di iculdade em encon a simili udes. A úl ima ques ão de in es igação “Qual oi a e olução do pensamen o his ó ico dos es udan es ao ní el da comp eensão mul ipe pe i ada?” pode se espondida com as ques ões 1.1; 1.2; 2 e 3.2 da icha de me acognição. Ainda que a ques ão se oque no concei o me ahis ó ico de Mul ipe spe i a, as ês p imei as ques ões e e em-se aos concei os subs an i os de Democ acia 56 e Impé io. Pa a aze uma análise compa a i a dos dados iniciais com os dados inais u iliza emos os dados das abelas e o muladas, endo em conside ação o que oi desc i o no e cei o capí ulo. De aco do com a análise dos dados, os es udan es, ela i amen e aos concei os subs an i os sup aci ados, ap esen a am pe is de ideias que a iam en e ideias azias (3 oco ências pa a o concei o de Democ acia e 3 oco ências pa a o concei o de Impé io), ideias al e na i as (8 oco ências pa a o concei o subs an i o de Democ acia e 9 oco ências pa a o concei o subs an i o de Impé io) e ideias his ó icas (9 oco ências pa a o concei o de Democ acia e 8 oco ências pa a o concei o de Impé io). Compa ando as ideias iniciais com as ideias inais e i icamos uma e olução p og essi a dos pe is de ideias, endo em conside ação que su gi am, en e um e ou o momen o, pe is de ideias mais so is icados. De aco do com as análises dos dados, os es udan es, ela i amen e ao concei o de Mul ipe spe i a, ap esen a am pe is de ideias que a iam de azias (3 oco ências), incoe en e/senso comum (3 oco ências), opinião (9 oco ências), pe spe i a-in e p e ação (2 oco ências) e na u eza (3 oco ências). A compa ação en e as ideias iniciais e as ideias inais deno am uma e olução p og essi a, o que se comp o a com o su gimen o de pe is de ideias mais so is icados. Em suma, os es udan es ap esen am g aus de so is icação de ideias menos elabo ados quando con on ados com pe spe i as con e gen es e ap esen am g aus de so is icação de ideias mais elabo ados quando con on ados com pe spe i as di e gen es; a ideia de que es udan es do 7º ano de escola idade são incapazes de lida que com a mul iplicidade de pe spe i as con adi ó ias que com a mul iplicidade de pe spe i as con e gen es não se e i icou. Es e esul ado é comp o ado com ou os es udos ealizados, nomeadamen e po Gago (2007) e Ba ca (2001). Como a i ma Ba ca (2001), “se se abalha com mais do que uma pe spe i a. (…) Se á uma o ma de desen ol e as suas compe ências [dos alunos] de seleção e o ganização da in o mação, ão necessá ias num mundo de in o mação plu al e con adi ó ia” (p. 39). Ainda que as e oluções conside adas p og essi as possam não e oco ido num núme o conside ado impac an e, alo izamos cada p og esso ei o pelos es udan es. Toda e qualque e olução p og essi a az a di e ença. Se mais empo hou esse con inua íamos o abalho com on es mul ipe spe i adas, ap o undando a ideia de simili ude, mais do que a ideia de di e ença. Os anos que i i na Uni e sidade do Minho o am in ensos, a ibulados e acompanhados das do es do c escimen o emocional ( ão necessá io pa a a di e ença que que o aze na ida dos es udan es que c uza em a minha ida). O Es ágio P o issional echou es e ciclo, ainda enquan o pa e in eg an e desse p ocesso. As dú idas e as ce ezas caminha am lado a lado no Es ágio 57 P o issional. As ce ezas, algumas con i ma am-se e man i e am-se e ou as o na am-se dú ida. A p imei a ce eza que se con i mou e man e e oi que o caminho que escolhi é aquele que me az sen i ealizada e eliz, independen emen e dos obs áculos que su gi am e que su gi ão. As es an es ce ezas que se man i e am e con i ma am p endem-se com a mensagem, o exemplo e a pos u a que que o ado a na sala de aula e na comunidade educa i a. Es as podem esumi - se nos seguin es pon os: 1. Toda a minha ação en ia á uma mensagem, mesmo que implíci a e inconscien e. Des a o ma, es ou cien e da eno me esponsabilidade social que assumi ei. 2. O exemplo é sus en ado pelas pala as e ações (em conjun o) ou pelas ações. Ten a ei ao máximo agi de aco do com as minhas pala as e alo es, pois ac edi o que es e é o melho caminho da educação. 3. Sou um se humano e como al enho ulne abilidades e nem semp e agi ei da o ma mais co e a, po mais que en e que isso não oco a. Mas essa é uma opo unidade de da o exemplo, demons ando que odos come emos e os e assumindo-os, acompanhados de um pedido de desculpa ao es udan e isado. 4. A comunicação anspa en e e hones a é o seg edo de uma boa elação pedagógica, nes e caso po comunicação en ende-se ou i e se ou ido, dando a p imazia ao p imei o. O início do meu pe cu so no Es ágio P o issional oi acompanhado de uma ce eza que se dissipou, a de que consegui ia en ol e odos os es udan es nas aulas que planeei. O mesmo não se e i icou. E am in eg an es da u ma es udan es com Pe u bação do Espe o do Au ismo e eu não ui capaz e não i e a compe ência pa a adequa os exe cícios po mim elabo ados a es es. No en an o, pa a colma a es a lacuna insc e i-me e equen o, a ualmen e, o Mes ado em Educação Especial: Mul ide iciência e P oblemas de Cognição do Ins i u o Poli écnico do Po o, pa a que odos os es udan es se sin am, sem exceção, incluídos nas minhas aulas. A minha p es ação nas p imei as aulas es e e longe de es a azoá el. Não conseguia p oje a a minha oz e sen ia-me pouco con o á el em ci cula pela sala. No en an o, as c í icas cons u i as e o apoio da p o esso a Gló ia o am essenciais pa a ul apassa as minhas limi ações. Se po um lado sabia que a p o esso a es a a lá pa a o que eu p ecisasse, po ou o, deu-me a o ça que p ecisa a pa a me desp ende e sol a de o ma au ónoma na sala de aula. As dú idas são mui as e, na sua maio ia, exis enciais quan o ao meu alo e ao con ibu o que eu posso da na sala de aula, mas e -me-ão semp e a lu a e a da o melho de mim. Apesa da 58 dú ida. Ainda que enha o e ecido esis ência à Educação His ó ica, es a p o ou-se essencial e u gen e no con ex o do empo p esen e. Em suma, agua do ansiosamen e pelo “chão da escola”. É aí que que o es a . Limi ações Du an e a equência no Mes ado em Ensino de His ó ia no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundá io, iden i ico duas limi ações. A p imei a e e e-se às me odologias ap esen adas, sen i necessidade de conhece mais me odologias (al e na i as) e os p essupos os eó icos des as e de que o ma es as pode iam se ú eis na aula de His ó ia. A segunda limi ação e e e-se à Educação His ó ica e às opções me odológicas que es a ap esen a ela i amen e à inclusão de es udan es que ap esen am um desen ol imen o humano a ípico. Rela i amen e ao Es ágio P o issional, as limi ações encon adas elacionam-se com o cump imen o dos planos de aula, na ín eg a. Os es udan es não es a am habi uados aos ma e iais e a e as elabo ados, demons ando alguma di iculdade na ealização a empada das a e as p opos as. Recomendações À Sand a do u u o ecomendo que nas suas aulas siga o co ação, a azão e a ciência. Pois o equilíb io en e es es é essencial pa a en a a ende às necessidades dos es udan es e ao seu desen ol imen o humano e in elec ual. Mas, ambém, ac edi o que a sabedo ia assen a nes es ês p incípios e ambiciono, um dia, alcançá-la. Ac edi o que se á um dia possí el su gi uma linha de in es igação na á ea da Educação His ó ica que ab anja os possí eis p incípios me odológicos pa a a inclusão de es udan es que ap esen em um desen ol imen o humano a ípico nas aulas de His ó ia. 59 Re e ências Bibliog á icas Ashby, R. (2006). De eloping a concep o his o ical e idence: s uden s ideas abou es ing singula ac ual claims. Educa em Re is a 22 , 151-170. Ba ca, I. & Gago, M. (2000). De Pequenino se Ap ende a Pensa – Fo ma Opinião na Aula de His ó ia e Geog a ia de Po ugal . Lisboa: A.P.H. Ba ca, I. (2001). Educação His ó ica: uma no a á ea de in es igação. Re is a da Faculdade de Le as, 2 , 13-21. Ba ca, I. (2001). Conceções de adolescen es sob e múl iplas explicações em His ó ia. Em I. Ba ca (O g.), Pe spe i as em Educação His ó ica: Ac as das P imei as Jo nadas In e nacionais de Educação His ó ica (pp. 29-45). Lusog a e. Ba ca, I. (2004). Aula O icina: do P oje o à A aliação. Em I. 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Why Lea n His o y (when i ’s al eady on you phone) . The Uni e si y o Chicago P ess. 63 Anexos Anexo 1 – Ficha de Le an amen o de Ideias P é ias 1. Esc e es o que en endes po : a) Democ acia __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ b) Impé io __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ c) Economia come cial __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ d) Economia mone á ia __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ e) Di ei o __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 70 | O quin o momen o da aula des ina-se à co eção e deba e das espos as dos es udan es às ques ões do guião de abalho. A aliação | A a aliação é o ma i a, os es udan es são a aliados de aco do com os seus p og essos no deco e das a e as ealizadas du an e a aula. 71 Anexo 4 – Exemplo plani icação 2 Escola: EB 2,3 de Gual a Ano: 7º Tu mas: F/D Domínio A he ança do Medi â eneo An igo. Subdomínio | O mundo omano no apogeu do impé io. Ap endizagens Essenciais | Ca ac e iza o pode impe ial acen uando o seu es a u o sag ado e o con olo exe cido sob e as ins i uições polí icas. Concei os Subs an i os | Esc a os | Plebe | O dem Eques e | O dem Sena o ial | O dem dos Decu iões | Impe ado | Concei o Me ahis ó ico | Mul ipe spe i a | Recu sos | Compu ado | P oje o | Guiões de T abalho | Lápis | Cade no | Momen o 1 (15 minu os) | O p imei o momen o da aula inicia-se com a esc i a do sumá io no cade no diá io, pelos es udan es. De seguida, em g upo- u ma, cons oem-se duas pi âmides sociais, uma da sociedade omana e ou a da sociedade a eniense. Os es udan es êm de p eenche as pi âmides sociais com os espe i os g upos sociais. A pa i das pi âmides, ainda em g upo- u mo, cons ói-se um esquema sin e izado e consolidado das duas sociedades (g ega e omana). As pe gun as o ien ado as colocadas à u ma pa a a ealização do esquema são as seguin es: “Quais são as semelhanças en e a es u u a das duas sociedades (g ega e omana)?”; “Quais são as p incipais di e enças en e a es u u a das duas sociedades (g ega e omana)?”; “Compa ando as duas sociedades, qual é a mais es a i icada?”; “A sociedade mais es a i icada é, ou não, aquela que menos pe mi e a mobilidade social?”; “Qual é a o ma de go e no associada à meno mobilidade social?”; “Qual é a c í ica, suben endida, ei a à democ acia a eniense?”. O p imei o momen o e mina com o egis o do esquema no cade no diá io, pelos es udan es. Momen o 2 (20 minu os) | No segundo momen o, os es udan es, a pa es, ealizam os exe cícios do guião de abalho. An es de inicia a ealização dos exe cícios, em g upo- u ma, lêmos o conjun o de on es e espe i as ques ões pa a o escla ecimen o de possí eis dú idas. O guião de abalho é compos o po dois g upos de exe cícios. No p imei o g upo, êm de le duas on es esc i as mul ipe spe i adas de dois au o es clássicos (Musónio e Menand o) ace ca do papel da mulhe na sociedade omana. A pa i des as esponde ão às seguin es ques ões: “As pe spe i as de Menand o e Musónio ace ca da na u eza da mulhe são semelhan es? Jus i ica a ua espos a com ansc ições das on es.”; “Na on e 1, es ão 90 minu os 72 p esen es duas pe spe i as. Iden i ica-as. A gumen a a ua espos a.”; “Na on e 2, es ão p esen es duas pe spe i as. Iden i ica-as. A gumen a a ua espos a.”; “Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es con e gem?”; “Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e gem?”; “O que pode á es a na o igem das di e enças de pe spe i a dos dois au o es?”. No segundo exe cício, os es udan es le ão duas on es esc i as mul ipe spe i adas de dois au o es clássicos (Diodo o Sículo e Séneca) ace ca da condição do esc a o na sociedade omana. A pa i da lei u a das espe i as on es e ão de esponde às seguin es ques ões: “Conside as, ou não, que a on e 4 con i ma a ealidade dos esc a os no Impé io Romano? Jus i ica a ua espos a com ansc ições das on es.”; “Conside as que o au o da on e 3 e o au o da on e 4 êm a mesma posição ela i amen e à esc a a u a? Po quê?”; “Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e em?”; “Qual é a on e com a qual e iden i icas mais? Jus i ica.” Du an e odo o pe íodo de empo da ealização do guião de abalho, ci cula ei pela sala de aula pa a auxilia os es udan es na ealização da a e a. O p imei o momen o e mina com a inalização da ealização do guião de abalho. Momen o 3 (15 minu os) | O e cei o momen o da aula des ina-se à co eção e deba e das espos as dos es udan es às ques ões do guião de abalho. Momen o 4 (20 minu os) | No qua o momen o, os es udan es con inuam a a i idade semana “Génesis”. A pa i do con eúdo abo dado nas aulas an e io es e da p esen e aula, inclusi e, os es udan es e ão de es u u a a sociedade da cidade que começa am a cons ui na a i idade semanal “Génesis”. Nes a semana, os es udan es pa a es u u a em a sociedade das suas cidades e ão os seguin es ópicos o ien ado es: “Quais são os g upos sociais que es ão na base da sociedade da ua cidade?”; “Quais são os g upos sociais que es ão no opo da sociedade da ua cidade?”; “Quais são os g upos que ocupam os luga es in e médios da sociedade da ua cidade?”; “Indica os nomes de cada g upo social.”; “Indica o papel desempenhado po cada g upo na sociedade da ua cidade.”; “A mobilidade social e a possí el na ua cidade? Se sim, como é que es a acon ece?”; “Se op as e pela exis ência da esc a a u a/se não op as e pela exis ência da esc a a u a, jus i ica a ua escolha.”; “Qual e a o papel da mulhe na sociedade da ua cidade?”. A a i idade e mina com a esc i a de um conjun o de leis (di ei os e de e es) pa a a cidade desen ol ida pelos es udan es. Momen o 5 (20 minu os) | No quin o momen o, inalizada a a i idade semanal “Génesis”, é p opos o aos es udan es o desa io de ec ia em a sua cidade no jogo Minec a . Os es udan es, em casa e em g upo, e ão de c ia cinco ídeos onde mos em cada e apa da ec iação da cidade. Du an e odo o p ocesso auxilia ei a ec iação da cidade e media ei possí eis di e gências que possam exis i . Os dois p imei os ídeos co espondem às duas p imei as semanas da a i idade. No p imei o ídeo, os es udan es êm ec ia o ele o escolhido po eles pa a a undação da cidade e enquan o cons oem aquela que se á a sua cidade êm de indica po esc i o, no jogo, as suas in enções e a o ma de go e no da mesma. O ex o a se esc i o pode assumi á ias ipologias, po exemplo: desc ição, diálogo, ou ou a. No segundo ídeo, os es udan es, du an e o jogo, êm de o ganiza a sociedade da sua cidade. Is o é, cada 73 pe sonagem do jogo em de desempenha a sua unção du an e a cons ução da cidade (de aco do com a es u u a es abelecida pelos es udan es). Têm, ambém, de indica , po esc i o, os g upos sociais e as espe i as unções. O ex o a se esc i o pode assumi á ias ipologias, po exemplo: desc ição, diálogo, ou ou a. Uma ez mais, os es udan es e ão odo o meu auxílio du an e o p ocesso, mesmo o a de aulas, a a és do email. A aliação | A a aliação é o ma i a, os es udan es são a aliados de aco do com os seus p og essos no deco e das a e as ealizadas du an e a aula. 74 Anexo 5 – Guião de T abalho nº 3 (sociedade a eniense) Guião de T abalho nº 3 1. Lê as seguin es on es. Fon e 1 – Mulhe es, pe spe i a 1. De e-se, an es de udo, uni dois a dois os se es que, como o homem e a mulhe , não podem exis i um sem o ou o, de ido à ep odução. Há, ambém, po ob a da na u eza e pa a a conse ação das espécies, um se que o dena e um se que obedece. Po que aquele que possui in eligência em na u almen e au o idade e pode de che e. Na u almen e, o homem é mais des inado a manda que a mulhe (excluídas, é cla o, as exceções con a a na u eza). O esc a o é comple amen e p i ado da aculdade de que e ; a mulhe a em, mas aca; a do ilho é incomple a. A is ó eles ( ilóso o g ego do século IV a.C.), A Polí ica . [Tex o adap ado] Fon e 2 – Mulhe es, pe spe i a 2. Sóc a es – É possí el que o homem não seja ão di e en e da mulhe po na u eza? Glauco – Como não pode ia se ão di e en e? Sóc a es – Po an o, é con enien e es ipula a cada um, uma a e a di e en e, de aco do com a sua na u eza. Glauco – Com ce eza. Sóc a es – Podemos indaga se a na u eza dos cal os e a na u eza dos cabeludos são idên icas e depois de e mos concluído que as na u ezas são ealmen e opos as, p oibi os cabeludos de exe ce em o o ício de sapa ei o, no caso de os cal os o exe ce em. Glauco – Isso se ia idículo! Sóc a es – Logo, se chega mos à conclusão de que, os dois sexos di e em en e si quan o à sua ap idão pa a de e minada unção di emos que se de e a ibui essa unção a um ou a ou o; po ém, se a di e ença consis i apenas no a o de se a êmea a pa i e não o macho; não admi i emos po isso, como demons ado que a mulhe di e e do homem na elação, que nos ocupa, con inua emos a pensa que os gue ei os e as suas mulhe es de em exe ce as mesmas a i idades. Pla ão ( ilóso o g ego do século V a.C.), A República . [Tex o adap ado] 75 1.1. Qual é a posição do au o da on e 1, ela i amen e ao papel da mulhe ? Jus i ica com ansc ições do ex o. 1.2. Qual é a posição do au o da on e 2, ela i amen e ao papel da mulhe ? Jus i ica com ansc ições do ex o. 1.3. Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es con e gem? 1.4. Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e gem? 2. Lê as seguin es on es. 2.1. Na ua opinião, os au o es da on e 3 e 4 êm a mesma pe spe i a quan a à na u eza e condição do esc a o? Jus i ica com ansc ições das on es. 2.2. Iden i ica, na on e 3, a c í ica ei a ao homem li e a eniense. 2.3. Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es con e gem? Fon e 3 – Esc a os, pe spe i a 1. A ou o, que inha cas igado e ozmen e um esc a o, pe gun ou-lhe po que mo i o a a a com al du eza o c iado: – Po se glu ão, es úpido, ambicioso e lad ão como não há. – Po acaso já conside as e quem me ece mais esses golpes, se u ou se o eu c iado? Xeno on e ( ilóso o e mili a a eniense do século IV a.C.), Memo á eis . Fon e 4 – Esc a os, pe spe i a 2. Há na espécie humana indi íduos ão in e io es a ou os como o co po o é em elação à alma, ou a e a ao homem; são os homens nos quais o emp ego da o ça ísica é o melho que deles se ob ém. Tais indi íduos são des inados, po na u eza, à esc a idão; po que, pa a eles, nada é mais ácil que obedece . A is ó eles ( ilóso o g ego do século IV a.C.), A Polí ica . [Tex o adap ado] 76 2.4. Na ua opinião, po que azão o au o da on e 3 em uma isão/pe spe i a di e en e sob e a condição do esc a o? 2.5. Se i esses de escolhe en e a pe spe i a da on e 3 e a pe spe i a da on e 4, qual escolhe ias? Po quê? 77 Anexo 6 – Guião de T abalho nº4 (sociedade omana) 1. Lê as seguin es on es. 1.1. As pe spe i as de Menand o e Musónio ace ca da na u eza da mulhe são semelhan es? Jus i ica a ua espos a com ansc ições das on es. 1.2. De aco do com o au o da on e 1, qual de e ia se o papel da mulhe na sociedade omana? 1.3. De aco do com o au o da on e 2, qual de e ia se o papel da mulhe na sociedade omana? 1.4. O que pode á es a na o igem das di e enças de pe spe i a dos dois au o es? Fon e 1: A mulhe na sociedade omana, 1 Quando ques ionado se as mulhe es de e iam es uda iloso ia, espondeu: – As mulhe es ecebe am dos deuses a mesma habilidade pa a pensa que os homens. Nós [homens] emp egamos o aciocínio na nossa elação com os ou os e, an o quan o possí el, em udo que azemos. Seja bom ou mau, nob e ou e gonhoso. Da mesma manei a, as mulhe es sen em da mesma manei a que um homem, isão, audição, chei o e em udo o es o. Da mesma manei a, que ambos [homens e mulhe es] em em mesma quan idade as mesmas pa es do co po, nenhum dos sexos em mais do o que o ou o. Além disso, não são apenas os homens que possuem ânsia na u al e inclinação pa a a i ude, mas ambém as mulhe es. Sendo assim, po que mo i o os homens podem dedica -se à iloso ia e as mulhe es não? Musónio Ru u ( ilóso o omano do século I) Re i ado do li o: Women’s Li e in G eece and Rome , Le kowi z e Fan , p. 67. [Tex o adap ado] Fon e 2: A mulhe na sociedade omana, 2 O homem que ensina a sua mulhe a esc e e de e econhece que es á a da eneno a uma íbo a. No a: Apesa de se um agmen o de um esc i o g ego, oi encon ada uma cópia omana do mesmo exce o. Menand o (poe a g ego do século IV a.C.). Re i ado do li o: Women’s Li e in G eece and Rome , Le kowi z e Fan , p. 67. [Teax o adap ado e aduzido po mim] 78 1.5. Pa a i, qual de e ia se o papel da mulhe na sociedade omana? Jus i ica a ua espos a. 2. Lê as seguin es on es. 2.1. Conside as, ou não, que a on e 4 con i ma a ealidade dos esc a os no Impé io Romano? Jus i ica a ua espos a com ansc ições das on es. 2.2. Conside as que o au o da on e 3 e o au o da on e 4 êm a mesma posição ela i amen e à esc a a u a? Po quê? 2.3. Em que aspe os as pe spe i as dos dois au o es di e em? 2.4. Qual é a on e com a qual e iden i icas mais? Jus i ica Fon e 3: O esc a o na sociedade omana, 1 De ido ao seu ca ác e obs inado e sel agem, não ha ia um só dia em que esse mesmo Damó ilo não o u asse algum de seus esc a os sem uma causa jus a. Sua esposa Ma allis inha igual p aze nesses cas igos insolen es e a a a as suas emp egadas e os esc a os que es a am sob sua ju isdição com g ande b u alidade. Em consequência desses cas igos humilhan es, os esc a os acha am que nada do que lhes pudesse acon ece se ia pio do que o mau es ado em que se encon a am. Diodo o Sículo (his o iado da an iguidade clássica, do século I a.C.) Re i ado da ese de mes ado: As Re ol as de Esc a os na Roma An iga e o seu impac o sob e a Ideologia e a Polí ica da Classe Dominan e nos Séculos II a.C. a I a.C.: Os casos da P imei a Gue a Se il da Sicília e da Re ol a de Espá aco, p. 111. [Tex o adap ado] Fon e 4: O esc a o na sociedade omana, 2 “Eles são esc a os”, decla a am. Não, eles são homens. “Esc a os!” Não, a Fo una em di ei os iguais sob e esc a os e homens li es. Eu ecuso condu as c uéis e desumanas pa a com eles. Não me que o en ol e numa longa discussão ace ca do a amen o dos esc a os, pa a os quais nós, omanos, somos ex emamen e a ogan es, c uéis e insul uosos. Mas é es e o meu concelho: as e os seus in e io es como gos a ias de se a ado pelos eus supe io es. Séneca ( ilóso o omano do século I), Sob e o mes e e o esc a o . [Tex o adap ado e aduzido po mim] 79 Anexo 7 – A i idade “Génesis”