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Aprender a acompanhar: estratégias pedagógicas para o ensino de acompanhamento ao piano

Badajós, Bruno Alexandre Carvalho

Abstract

O ensino de técnicas de acompanhamento ao piano é pouco frequente na formação académica de futuros pianistas, sendo que só existe contacto com a música de conjunto nas aulas de música de câmara, que por vezes é desvalorizada em relação à formação solista. O pianista acompanhador é um profissional que ainda carece de reconhecimento no seu meio. No entanto, a procura de profissionais nesta área tem vindo a aumentar consideravelmente. O principal objetivo deste estudo é desenvolver estratégias pedagógicas para o desenvolvimento de competências ligadas ao trabalho de pianista acompanhador e dar um primeiro passo para uma reflexão sobre o investimento na formação de futuros pianistas acompanhadores. Seguindo a metodologia investigação-ação, procurou-se averiguar quais as competências essenciais de um pianista acompanhador e como estas podem ser desenvolvidas em contexto sala-de aula. Numa primeira fase foram analisados currículos oficiais de piano em Portugal e realizadas cinco entrevistas a pianistas acompanhadores profissionais sobre a temática. Na fase de intervenção foram aplicadas estratégias pedagógicas para desenvolver competênciasrelacionadas com o acompanhamento ao piano com dois alunos de piano da Academia de Artes de Chaves. De forma a perceber o impacto da intervenção foram recolhidos os seguintes dados: entrevistas aos alunos pré e pós-intervenção, registos de observação, gravações em vídeo e grelhas de avaliação. Através dos dados recolhidos foi possível perceber que existe ainda uma lacuna no que diz respeito ao desenvolvimento de competências relacionadas com o acompanhamento ao piano nos currículos nacionais. Além disso, foi possível reunir um conjunto de competências essenciais para esta profissão e refletir sobre como estas poderão ser desenvolvidas com estudantes de piano. Os resultados da intervenção com os alunos de piano foram muito positivos, verificando-se que os mesmos alteraram a sua visão relativamente à profissão e demonstraram melhorias nas competências trabalhadas ao longo das aulas.

Full text

Ap ende a acompanha : Es a égias pedagógicas pa a o ensino de acompanhamen o ao piano Uni e sidade do Minho Ins i u o de Educação B uno Alexand e Ca alho Badajós dezemb o de 2021 Ap ende a acompanha : Es a égias pedagógicas pa a o ensino de acompanhamen o ao piano B uno Alexand e Ca alho Badajós UMinho|2021 B uno Alexand e Ca alho Badajós dezemb o de 2021 Ap ende a acompanha : Es a égias pedagógicas pa a o ensino de acompanhamen o ao piano T abalho e e uado sob a o ien ação da P o esso a Dou o a Ve a Ma ia Seco A onso Fon e Rela ó io de Es ágio Mes ado em Ensino de Música Uni e sidade do Minho Ins i u o de Educação ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos. Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada. Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho. Licença concedida aos u ilizado es des e abalho A ibuição CC BY h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/ iii AGRADECIMENTOS À minha amília e amigos po odo o apoio e ajuda ao logo des a jo nada. À p o esso a Ve a Fon e, pela sua disponibilidade, ajuda, paciência e pela o ien ação du an e o es ágio e ela ó io inal. À Academia de A es de Cha es e ao p o esso coope an e pela ap endizagem du an e o es ágio p o issional e aos alunos coope an es pela disponibilidade que i e am desde o início. Aos pianis as acompanhado es pelo empo disponibilizado pa a a ealização das en e is as. i DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação. Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho. RESUMO Ap ende a acompanha : Es a égias pedagógicas pa a o ensino de acompanhamen o ao piano O ensino de écnicas de acompanhamen o ao piano é pouco equen e na o mação académica de u u os pianis as, sendo que só exis e con ac o com a música de conjun o nas aulas de música de câma a, que po ezes é des alo izada em elação à o mação solis a. O pianis a acompanhado é um p o issional que ainda ca ece de econhecimen o no seu meio. No en an o, a p ocu a de p o issionais nes a á ea em indo a aumen a conside a elmen e. O p incipal obje i o des e es udo é desen ol e es a égias pedagógicas pa a o desen ol imen o de compe ências ligadas ao abalho de pianis a acompanhado e da um p imei o passo pa a uma e lexão sob e o in es imen o na o mação de u u os pianis as acompanhado es. Seguindo a me odologia in es igação-ação, p ocu ou-se a e igua quais as compe ências essenciais de um pianis a acompanhado e como es as podem se desen ol idas em con ex o sala-de- aula. Numa p imei a ase o am analisados cu ículos o iciais de piano em Po ugal e ealizadas cinco en e is as a pianis as acompanhado es p o issionais sob e a emá ica. Na ase de in e enção o am aplicadas es a égias pedagógicas pa a desen ol e compe ências elacionadas com o acompanhamen o ao piano com dois alunos de piano da Academia de A es de Cha es. De o ma a pe cebe o impac o da in e enção o am ecolhidos os seguin es dados: en e is as aos alunos p é e pós-in e enção, egis os de obse ação, g a ações em ídeo e g elhas de a aliação. A a és dos dados ecolhidos oi possí el pe cebe que exis e ainda uma lacuna no que diz espei o ao desen ol imen o de compe ências elacionadas com o acompanhamen o ao piano nos cu ículos nacionais. Além disso, oi possí el euni um conjun o de compe ências essenciais pa a es a p o issão e e le i sob e como es as pode ão se desen ol idas com es udan es de piano. Os esul ados da in e enção com os alunos de piano o am mui o posi i os, e i icando-se que os mesmos al e a am a sua isão ela i amen e à p o issão e demons a am melho ias nas compe ências abalhadas ao longo das aulas. Pala as-cha es: pianis a acompanhado ; compe ências; ensino do piano; lei u a à p imei a is a; comunicação. i ABSTRACT Lea ning o accompany: Pedagogical s a egies o each piano accompanimen The eaching o piano accompanimen echniques is unusual in he academic aining o u u e pianis s, as his mainly happens in chambe music con ex , which is some imes unde a ed when compa ed wi h piano solo. The accompanying pianis s a e p o essionals who s ill lack ecogni ion. Howe e , he demand o hese p o essionals has inc eased conside ably. The main aim o his s udy is o c ea e pedagogical s a egies o he de elopmen o compe encies ela ed o wo k o a piano accompanis and seeks o ake he i s s ep owa ds a e lec ion on he in es men in he aining o u u e accompanying pianis s. Following an ac ion- esea ch me hodology, he p ojec aimed o ind ou wha essen ial skills o an accompanying pianis and how hese can be de eloped in a class oom con ex . Fi s ly, o icial Po uguese piano cu icula we e s udied, and i e in e iews we e made wi h p o essional accompanying pianis s who a e p o essionals in his subjec . In he in e en ion phase, pedagogical s a egies we e applied o de elop skills ela ed o piano accompanimen wi h wo piano s uden s om he Academia de A es de Cha es. To unde s and he impac o his in e en ion, he ollowing da a we e collec ed: in e iews wi h s uden s be o e and a e he in e en ion, obse a ion eco ds, ideo eco ding, and assessmen g ids. Th ough he collec ed da a, i was possible o see ha he e is s ill a gap in he na ional cu icula, conce ning he de elopmen o skills ela ed o piano accompanimen . In addi ion, i was possible o ga he a se o essen ial skills o his p o ession and e lec on how hey can be de eloped wi h piano s uden s. The esul o he in e en ion wi h he piano s uden s was e y posi i e, as hey changed hei ision owa ds his p o ession and imp o ed in he skills wo ked h oughou classes. Keywo d’s: accompanying pianis ; piano eaching; skills; sigh - eading; communica ion. ii ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 1 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO ...................................................................................... 2 2.1. His ó ia e E olução do Acompanhamen o Musical ..................................................................... 2 2.2. O Pianis a de conjun o e as suas unções .................................................................................. 5 2.2.1. Di e enças de e minologia: o pianis a de câma a, acompanhado , colabo ado e co epe ido ..................................................................................................................................................... 6 2.2.1.1. O Pianis a de Câma a .................................................................................................... 6 2.2.1.2. O Pianis a Acompanhado .............................................................................................. 8 2.2.1.3. O Pianis a Co epe ido ................................................................................................ 11 2.2.1.4. O Pianis a de Co o ....................................................................................................... 12 2.2.2. A e olução do e mo “pianis a acompanhado /colabo ado ” ............................................. 13 2.2.2.1. Compe ências associadas a um pianis a acompanhado .............................................. 13 (i.) Audição ............................................................................................................................. 13 (ii.) Lei u a à p imei a is a ..................................................................................................... 14 (iii.) Comunicação/T abalho em equipa .................................................................................. 14 (i .) Conhecimen o écnico do piano ....................................................................................... 14 ( .) Capacidade de ansposição ............................................................................................. 15 ( i.) Capacidade de lei u a e de edução de ex o ..................................................................... 15 ( ii.) Conhecimen o das di e en es linguagens musicais ........................................................... 16 ( iii.) Visão pe i é ica ............................................................................................................... 16 (ix.) Adap abilidade ................................................................................................................. 16 (x.) Equilíb io .......................................................................................................................... 16 (xi.) Capacidade de eação em si uações ad e sas .................................................................. 17 (xii.) Lei u a dos di e en es sis emas na pa i u a ..................................................................... 17 (xiii.) Capacidade de ealização de baixos ci ados e Imp o isação ........................................... 17 (xi .) T abalho em equipa ....................................................................................................... 17 2.2.2.2. Ou as Compe ências Sociais ....................................................................................... 18 2.2.3. Fo mação do pianis a acompanhado ................................................................................ 18 2.3. A Impo ância do pianis a acompanhado ................................................................................ 20 3 ealiza os acompanhamen os, uma ez que o seu ele ado núme o de co das (ce ca de seis a onze co das) conseguia a ende aos equisi os da música poli ónica da época. Com o empo o alaúde o na- se o ins umen o de acompanhamen o mais u ilizado na Eu opa, exce o em Espanha, onde e a dada p e e ência à gui a a. Na passagem da A s No a pa a a música lamenga, as canções compos as po Guillaume Du ay podiam se acompanhadas po qualque ins umen o de co das, eclas e a é com ozes humanas (Adle , 1985, p. 11). No pe íodo Ba oco su gi am á ios acon ecimen os impo an es pa a o desen ol imen o do acompanhamen o, nomeadamen e a cons ução de ins umen os de ecla como o cla icó dio, a espine a, o c a o e o i ginal pa a a execução de acompanhamen os mais elabo ados (Adle , 1985, p. 11; Rúbio, 2012, p. 5). É nes a época musical que nasce o “baixo ci ado”, que “consis ia num sis ema de núme os esc i os po debaixo das no as do baixo con ínuo pa a indica os in e alos e os aco des que de e iam se ocados como acompanhamen o da melodia p incipal” (Rúbio, 2012, pp. 5-6). O músico que p imei amen e começou p o issionalmen e a ealiza o baixo con ínuo e a chamado de maes o al cembalo “e espe a a-se desse músico o domínio de a i ícios do con apon o e a capacidade de imp o isação ao eclado, ci cundando a pa e solis a e complemen ando o que o composi o esc e e a” (Mundim, 2009, p. 24). É du an e es e pe íodo, com o apa ecimen o do géne o musical ópe a, que se e i icou um impulso no desen ol imen o do acompanhamen o musical, uma ez que o acompanhamen o de ins umen os de ecla adqui iu des aque nes e géne o musical, nomeadamen e nos eci a i os (Adle , 1985, p. 12). O alaúde e a um ins umen o de acompanhamen o que es a a em ias de ex inção. Os ins umen os de eclado es a am melho posicionados e p es a am e e am mais icos sono amen e e pe mi iam ou as capacidades écnicas. O Palco es a a mon ado pa a a e a de ou o da música. Mas an es dessa ase apa ece , com a escola clássica e omân ica, e a na época ba oca - sim oda a música medie al- que oi azida à sua apo eose po Bach e Händel” 4 (Adle , 1985, p. 13). 4 Ci ação o iginal: “ The lu e as he accompanying ins umen o a music was on i s way ou . Keyboa d ins umen s ga e be e se ice, being iche in sound and echnical possibili ies. All in all, he s age was se o he golden age o music. Bu be o e his age, wi h he classic and oman ic school, appea ed, he ba oque e a - yes, he whole o medie al music - was b ough o i s apo heosis by Bach and Handel” 4 É du an e o pe íodo Clássico que os composi o es começam a esc e e o acompanhamen o comple o, o que o na o abalho do acompanhado mais di ícil e igo oso. Po ou o lado, o século XVIII icou ambém ma cado po uma ce a des alo ização no con eúdo musical dos acompanhamen os, ao pon o de em alguns casos se em apenas ealizados uns simples a pejos ou aco des. Nes a al u a Nápoles começa a a se o no o cen o musical e su ge a escola napoli ana e a ópe a bu a (Adle , 1985, p. 13). O apa ecimen o do piano o e ouxe al e ações na esc i a de composi o es como os da P imei a Escola de Viena , os quais começa am a compo ob as pa a “ins umen o e piano onde o piano deixa de se acompanhado pa a se o na num colabo ado do ins umen is a (Música de Câma a)” (Rúbio, 2012, p. 7). As ob as de composi o es des a época, como de Joseph Haydn (1732 – 1809) necessi a am de acompanhamen o pa a se em ocadas em eci ais e o acompanhamen o não e am exclusi amen e pa a ins umen os de ecla, mas ambém pa a ins umen os mais an igos, como a li a e o ba í ono (Adle , 1985, p. 16). Nes a época oi ainda in oduzido, de uma o ma mais simples, o acompanhamen o a a és de aco des ou a pejos simples, conhecido como Baixo de Albe i (Bo ges, 2003, p. 3), que é uma o ma de acompanhamen o na qual, a pa i de uma econs ução do aco de, se ap esen a em p imei o luga a no a mais g a e do aco de, de seguida a mais aguda, a do meio e se inaliza com a no a mais aguda. Es e géne o oi bas an e u ilizado po composi o es como Joseph Haydn (1732-1809) e Wol gang Amadeus Moza (1756 – 1791) (Adle , 1985, p. 14). Johann F eid ich Reicha d (1752 – 1806) oi um céleb e composi o de liede , que e e po base di e sos poemas de Goe he nas suas músicas. Nas suas composições, Reicha d mos a que em aços mui os semelhan es à música de Gluck (Adle , 1985, p. 15). Um composi o que oi bas an e impo an e pa a o desen ol imen o do acompanhamen o ocal oi F anz Schube (1797 – 1828) “com quem podemos a i ma que começou a no a e a do acompanhamen o” (Adle , 1985, p. 13). O desen ol imen o do Lied dá-se no século XIX a a és dos desen ol imen os da poesia lí ica alemã e dos desen ol imen os écnicos do piano (Vallés-G au & Vila , 2020, p. 16). No seguimen o do abalho de F. Schube , ou os composi o es o am desen ol endo ainda mais a musical ocal acompanhada, como po exemplo Ca l Loewe (1796 – 1869) “que desen ol eu a o ma a ís ica balada” e Robe Schumann (1810 – 1856) que a a és dos seus p elúdios e poslúdios ele a a di iculdade pianís ica. Com odos es es desen ol imen os na música de conjun o acompanhada ao piano, “na u almen e que o acompanhado e o colabo ado e ão que ob e e sublima os seus conhecimen os e abso e mui as cul u as di e en es pa a que consigam chega ao opo da sua p o issão” (Adle , 1985, pp. 16-17). 5 No século XX, o epe ó io oi ganhando mais “en oque e explo ação imb ís ica jamais expe imen ada – i mos ma can es, pulsação o e, de alhamen os minuciosos, passagens c onome adas, ó mulas de compassos i egula es, e c.”. A pa i des a al u a a esc i a musical ganha uma maio complexidade e apa ece uma no a linguagem pa a além da adicional. Su gem ambém nes e século ecu sos a meios ele ónicos, a e ei os sono os, ecu sos a ma e iais do nosso dia-a-dia (Mundim, 2009, p. 14) Nos dias de hoje o pianis a acompanhado em-se o nado numa igu a mui o equisi ada “em ins i uições de ensino de música, especialmen e nas uni e sidades, escolas especializadas” (Mon eneg o, 2010, p. 414).O pianis a acompanhado em-se assumido cada ez mais como um elemen o-cha e no desen ol imen o dos alunos ins umen is as, an o no ensino egula , no qual “os es udan es es ão nos p eâmbulos écnicos e musicais da in e p e ação”, como no ensino supe io , onde já é ealizado uma “ape eiçoamen o e ampliação do epe ó io” o nando-se uma pon e en e o p o esso de ins umen o e o aluno (Da id, 2013, p. 1; Rúbio, 2012, p. 25). A ualmen e o pianis a acompanhado é conside ado imp escindí el no meio educa i o, nas mas e classes, em concu sos e audições (Casado, 2011, p. 1; Da id; 2013, p. 1). No con ex o do ensino ocacional especializado, o pianis a acompanhado de e es a p epa ado pa a oca uma as a quan idade de epe ó io, de di e sas épocas di e en es, num cu o espaço de empo, o que o na a sua p o issão bas an e exigen e, po que o acompanhado em que “ e uma g ande capacidade de o ganização e au oges ão, de concen ação, lexibilidade musical e adap abilidade” (Casado, 2011, pp. 2-3; Da id, 2013, p. 2). Vá ios au o es a i mam que exis e um p econcei o em elação aos pianis as acompanhado es, sendo que po ezes é conside ado um pianis a de segunda ca ego ia, po que não e e capacidade su icien e pa a segui uma ca ei a solis a (Lindo, 1916; Mon eneg o, 2013; Mundim, 2009; Rúbio, 2012). 2.2. O Pianis a de conjun o e as suas unções Com a c iação do piano, po Ba olomeo C is o o i (1655 – 1731) em 1700, “os in é p e es do ins umen o o am-se di idindo em di e en es á eas de a uação, ais como o pianis a solis a, músico de câma a ou pianis a acompanhado , ganhando uma maio dis inção a pa i do século XIX” (Rúbio, 2012, p. 9). 6 Nes e capí ulo o obje i o p imo dial é mos a as quali icações necessá ias de um pianis a acompanhado e elaciona as mesmas com as de ou os pianis as de conjun o e com as de um pianis a solis a. 2.2.1. Di e enças de e minologia: o pianis a de câma a, acompanhado , colabo ado e co epe ido Figu a 1 - Diag ama da Á o e Familia do Pianis a (Adle , 1985, p. 4) A a és da isualização do diag ama de Adle (1985), e i icamos que o campo de a uação de um pianis a é bas an e ala gado, podendo es e assumi unções de pianis a de conce o ou solis a, pianis a de câma a, pianis a acompanhado , pianis a co epe ido ou p o esso de piano. Es e subcapí ulo i á abo da as á eas em que o pianis a a ua em g upo: pianis a de câma a, pianis a acompanhado /colabo ado e co epe ido . 2.2.1.1. O Pianis a de Câma a Segundo o Dicioná io GROVE de Música (ci ado em Mundim, 2009, p. 21) a música de câma a é um e mo aplicado a pequenos g upos, em que cada músico em o seu papel como solis a, embo a a sua in e p e ação es eja in e ligada com as dos seus colegas. De aco do com es a de inição, a música de câma a ap esen a-se como: Pianis a Pianis a de Conce o Pianis a de Câma a Pianis a Acompanhado Co al Dança Ins umen al O ques a Vocal Pianis a Co epe ido Ins umen al Vocal P o esso de Piano 7 Música adequada à execução em câma a ou aposen o: a exp essão é ge almen e aplicada à música ins umen al (apesa de pode se igualmen e aplicada à música ocal) pa a ês a oi o execu an es, com uma pa e especi ica pa a cada um deles. Os gêne os p incipais são io com piano, qua e o com piano, quin e o com piano, io de co das, qua e o de co das, quin e o de co das e sona a- io. Na de inição acima o duo não é conside ado música de câma a, que seja en e os mesmos ins umen os que com ou os ins umen os. Podemos conclui que a música de câma a é compos a po g upos com ês ou mais in é p e es, nos quais cada um em uma pa e especí ica. Nos dias de hoje os g upos de música de câma a não se limi am apenas aos espaços pequenos, endo ambém conseguido conquis a g andes salas de conce o. Segundo o No o dicioná io Au élio da Língua Po uguesa (ci . In Mundim, 2009, pp. 20-21) música de câma a es á elacionada com música pa a um g upo de solis as: qualque música ocal ou ins umen al des inada a um pequeno audi ó io, a um solis a ou pequenos ag upamen os de solis as, como ios, qua e os, a ias pa a uma ou duas ozes, as melodias, as can a as com acompanhamen o ins umen al ou sem ele, e c. Com as de inições que o am ap esen adas an e io men e podemos conclui que o pianis a de câma a é um músico solis a que oca em conjun o com ou os in é p e es. Po no ma, os pianis as que se dedicam a es e ipo de o mação dedicam-se “exclusi amen e ao epo ó io came ís ico”, não ocando po exemplo eduções de o ques a ou ob as co ais (Mundim, 2009, p. 20-22; Rúbio, 2012, p. 10). A o mação do pianis a de câma a de i a da o mação solis a, na qual desen ol e écnicas que lhe são ú eis pa a a in e p e ação do epe ó io came ís ico. Nes e caso o pianis a ge almen e não em um conhecimen o p óp io dos ins umen os que azem pa e do mesmo g upo. Além disso, cada elemen o em um papel independen e e nenhum é in e io ao ou o (Rúbio, 2012, p. 10). Em suma, o pianis a de câma a é um ins umen is a solis a que az música em conjun o, na qual odos memb os êm a mesma impo ância e nenhum dos ins umen is as em o papel p incipal nem o papel de acompanhamen o (Be o e Ma ques, 2020, p. 7). 8 2.2.1.2. O Pianis a Acompanhado Como oi alado an e io men e, o pianis a de câma a em a sua o mação ao ní el solis a e o mesmo acon ece na o mação dos pianis as acompanhado es ou colabo ado es, sendo que as unções desempenhadas pelo pianis a de câma a es ão di ecionadas pa a o epe ó io de câma a, enquan o o pianis a acompanhado /colabo ado ab ange um maio leque de opções. Nes e subcapí ulo ai se e a ado o papel do pianis a acompanhado . Segundo o Dicioná io G oo e de Música (ci . In Adle , 1985, p. 5), o acompanhamen o é ealizado em conjun o com ou o ins umen is a ou can o . Nes e caso o piano é u ilizado pa a acompanha e, po no ma, execu a a pa e menos salien e: Consis e a a e de acompanha em segui , da o ma mais iel possí el, o solis a – ins umen is a ou can o . (...) O acompanhado de e assimila in eg almen e a in e p e ação do solis a, sua colabo ação se ap esen a ão iden i icada ao solo que esul e se a execução uma e indi isí el, qual o a ealizada po um só in e p e e (ci . In Mundim, 2009, p. 25). Já o Dicioná io da Língua Po uguesa de ine o e mo acompanhamen o “como pa e ins umen al ou ocal execu ada simul aneamen e com a oz ou ins umen o solis a” (ci . In Rúbio, 2012, p. 12). O pianis a acompanhado execu a a anjos esc i os, o iginalmen e pa a piano, eduções o ques ais e a anjos/adap ações, dando opo unidade a di e sos ins umen is as e can o es de e em ensaios e pe o mances. “Tal unção em uma inalidade p á ica e uncional de aze o solis a conhece e ambém ajuda , não apenas a sua pa e (solo), mas ambém a pa e de conjun o” (Cianb oni, 2016; pp. 28-29; Cianb oni e San os, 2017, p. 167; Rúbio, 2012, p. 12). Segundo Adle (1985) exis em dois e mos que es ão associados a es a a i idade p o issional, o acompanhado “que é quem de e domina o piano e o esponsá el po oca adequadamen e o epe ó io” e o coach que “ em a unção de ensino e que se dedica às ques ões pedagógicas com o can o ” (Mon eneg o, 2013, p. 19). 9 Au o es como Maul (ci . in Mundim, 2009, p. 25) a i mam que a unção do pianis a acompanhado é colabo a com o solis a, apoiando e guiando o solis a no a o in e p e a i o, e Beze a (1981) que diz que acompanha não é apenas segui o solis a, é sob e udo, colabo a . Figu a 2 - Funções do pianis a acompanhado /colabo ado (Mundim, 2009, p. 29) O pianis a acompanhado desempenha di e sas unções ace às exigências do me cado. Nes e campo o pianis a acompanhado passa a e um papel mul i ace ado, uma ez que pode apenas ealiza o seu papel de pianis a ealizando os ensaios no malmen e ou e um papel mais de p epa ação, como po exemplo “o aquecimen o ocal” (Mundim, 2009, p. 30). A p incipal di e ença do pianis a acompanhado na o ques a pa a o pianis a de câma a é que a o ques a é lide ada po um maes o e o núme o de ins umen is as é mui o maio do que num g upo de música de câma a. Pa a o pianis a acompanhado consegui ob e uma boa pe o mance numa o ques a é necessá io e em con a os seguin es a o es (Cianb oni, 2016, p. 33; Mon eneg o, 2013, p. 19; Mundim, 2009, p. 31): Pianis a Acompanhado / Colabo ado Ins umen o Dança Co oVocal O ques a 10 • Capacidade de equilib a o imb e do piano com a o ques a; • Realização de a iculações especi icas que ca ac e izem a sono idade dos ou os ins umen os; • Capacidade de concen ação du an e os compassos de espe a; • Execução com igo í mico; • Seguimen o das indicações do maes o; • Conexão com ou os ins umen os de ecla (como o c a o, celes a ou ó gão). O pianis a de o ques a e o pianis a de ópe a ap esen am di e enças no seu mé odo de abalho. Enquan o o pianis a de o ques a abalha jun amen e com o g upo, an o nos ensaios como nas a uações, o pianis a de ópe a abalha com o maes o e os solis as, ealizando eduções o ques ais e assumindo ambém um papel de p epa ado ocal “dando supo e aos can o es em odos os aspe os écnicos” (Mundim, 2009, p. 31). O pianis a acompanhado é um p o issional que, no malmen e, a ua e concu sos, es i ais, escolas de ensino ocacional e uni e sidades, lidando com “ins umen is as em ase de ap imo amen o écnico” e lindando com uma as a quan idade de epe ó io e não é is o apenas como um p epa ado écnico, mas como um ins umen is a que assis e na p epa ação do epe ó io (Mon eneg o, 2013, p. 27; Mundim, 2009, pp. 34-35). No que diz espei o à p epa ação de ou os ins umen is as, o pianis a de e oma especial a enção a alguns aspe os. Quando es amos pe an e ins umen is as de sop os é necessá io e em a enção as espi ações, a iculações, con olo de dinâmica e pon os-cha e a e i ica pa a “uma in e ação e en osamen o en e o pianis a e o ins umen is a” (Mundim, 2009, pp. 35). Ao ní el do epe ó io, exis e um leque eno me de peças o iginalmen e compos as pa a ins umen o e piano, mas ambém exis em di e sas ob as ansc i as e eduções o ques ais. É possí el ambém que nos pe íodos mais ecen es da música que exis e um ex enso leque de epe ó io, como po exemplo as ob as pa a piano e saxo one (Mundim, 2009, pp. 35-36). Rela i amen e aos ins umen os de co da, o pianis a em que e a enção aspe os como a cadas e a iculação, po que os mesmos não de em e uma in e e ência na ase musical; ao ní el de egis o, quando o ins umen o de co das es á numa egião média ou mais aguda do ins umen o, o pianis a acompanhado de e des aca mais a egião mais g a e do piano, de o ma a da uma base ao ins umen is a e pa a o mesmo pe cebe de uma o ma mais cla a as alhas de a inação (Mundim, 2009, p. 35). 11 2.2.1.3. O Pianis a Co epe ido An es de começa a ala no pianis a co epe ido em conc e o, é impo an e e e encia a o igem do e mo “Co epe ição”. As au o as Mundim (2009, p. 22) e Rúbio (2012, p. 11) indicam que o e mo co epe ido em da exp essão ancesa épé i eu , que é o pianis a esponsá el pela p epa ação de ins umen is as e can o es e do alemão Ko epe i o , e e indo-se ao “pianis a p epa ado an o ocal como ins umen al”. Segundo o esquema ap esen ado na Figu a 1 (página 6) o pianis a co epe ido a ua essencialmen e em dois campos: ins umen al e ocal. De aco do com Mundim (2009, p. 22) e Rúbio (2012, p. 11), a unção do pianis a co epe ido é a de p epa ado ( coach ), no sen ido em que o mesmo ajuda na p epa ação dos solis as pa a a pe o mance jun amen e com os p o esso es ou maes os. O pianis a co epe ido a ua como um géne o de p epa ado e, pa a além de execu a a pa e de piano da ob a, pode o ien a o in é p e e nas ques ões de p onúncia (no caso dos can o es) e de p esença em palco (Coelho, 2003, p. 947, Mundim, 2009, p. 22; Rúbio, 2012, p. 11). O co epe ido se ia o pianis a do ado do ‘ know-how’ necessá io pa a auxilia na conceção écnica e in e p e a i a do can o du an e as á ias e apas da p epa ação de um epe ó io, mui as ezes ambém compa ilhando o palco com ele no momen o da pe o mance. (...) O co epe ido é, is o sim, o p o issional que o e ece um eedback necessá io pa a que, ocal e musicalmen e, a pe o mance do can o a inja o máximo de suas po encialidades (ci . in Mundim, 2009, p. 23). O pianis a co epe ido pode ajuda ambém no abalho nos co os, dando a o ien ação da linha de cada um dos naipes e a é mesmo em ea os, podendo mesmo subs i ui o maes o nos ensaios e nas pe o mances. Es e abalho ambém pode se ei o com os can o es e ins umen is as numa p imei a ase de p epa ação. Es a unção pode se desempenhada em con ex o de música de câma a, como é nos casos dos Liede como no epe ó io ope á ico, como nas á ias e due os. De uma o ma sucin a, o pianis a co epe ido es á mais ligado à á ea do can o, uma ez que na li e a u a ealizada é des acada, na sua maio ia, o papel do pianis a co epe ido com a música ocal (can o es ou co os), não deixando o abalho com os ins umen is as de pa e. 12 2.2.1.4. O Pianis a de Co o Um pianis a de co o pode es a ligado à Co epe ição, com conhecimen os na á ea ocal, e/ou a colabo ação “nas si uações em que o egen e ou p o issional da á ea ealiza a p epa ação ocal” (Muniz, 2010, p. 28). Segundo Mundim (2009, p. 32), es e p o issional de e á possui o mação na á ea do can o, de endo “ape eiçoa os seus conhecimen os de écnica ocal, di eção e domínio de línguas es angei as que azem pa e do epe ó io co al”. Uma das pa icula idades de um pianis a de co o es á elacionada com a necessidade de sabe le pa i u as co ais. Du an e os ensaios o pianis a pode á se chamado a execu a uma de e minada passagem pa a auxilia o naipe, o que pode á eque uma lei u a e ical de mais de duas pa es. Tal como e e e Muniz (2010, p. 29): No caso em que a ob a não possuiu uma pa e pa a o piano é essencial pa a o pianis a possui conhecimen os des e ipo de lei u a. É necessá ia uma ambien ação ha mónica ealizada ao piano, que con ibua na a inação das ozes nos p imei os ensaios, a é que es ejam ap os pa a con inua em sem es e ecu so. 5 É comum ambém a u ilização de ci as no acompanhamen o co al, compe ência bas an e u ilizada nes e géne o musical, o que eque conhecimen os de ha monia uncional (Muniz, 2010, 29). Além disso, um o pianis a que a ua com um g upo co al ou com um can o em que sabe anspo com acilidade (Adle , 1985, p. 229). É impo an e e em con a que “a ansposição pode al e a a qualidade onal da peça e modi ica , de ce o modo a in ensão musical ansmi ida pela onalidade o iginal” (Mundim, 2009, pp. 32-33). A ansposição po pa e dos can o es acon ece na u almen e. No en an o, pa a o pianis a a di iculdade na ansposição é mui o maio de ido à complexidade da esc i a pianís ica: “acúmulo de no as ocadas simul aneamen e, a iações í micas, a duplicidade das cla es, e c.” (Mundim, 2009, p. 32). O uso da espi ação po pa e dos can o es ambém é mui o impo an e. Es a ca ac e ís ica é mais impu ada aos can o es solis as do que aos g upos co ais, mas é impo an e aze e e ência a es a ca ac e ís ica po que a espi ação é uma ca a e ís ica comum nos ins umen os de sop os. A espi ação 5 Ci ação O iginal “ Nos casos em que a ob a não possua o a anjo pa a o piano é essencial ao pianis a o conhecimen o des e ipo de lei u a. É necessá ia uma ambien ação ha mônica, ealizada no piano, que con ibua na a inação das ozes em seus p imei os ensaios, a é que es ejam ap os a con inua em sem es e ecu so” 19 Mon eneg o (2012, p. 415) a i ma que “mui os au o es conco dam que as especi icidades da a uação do pianis a de conjun o me ecem se analisadas e com empladas nos cu sos de g aduação po meio de habi ação especí ica, e com disciplinas ou a i idades complemen a es”. Exis em alguns p o esso es de piano que não conco dam que nas p o as se oque epe ó io de música de câma a, uma ez que o “mesmo não es á p e is o nos p og amas e não é memo izado”. Em Po ugal, as únicas escolas que incluem a p á ica de acompanhamen o são a Escola P o issional da Me opoli ana e a Academia Nacional Supe io de O ques a No B asil, mais p op iamen e na Uni e sidade do Rio de Janei o, conseguimos encon a uma unidade cu icula chamada “ Acompanhamen o ao Piano” adminis ada pela p o esso a Lúcia Sil a Ba enechea, na qual os alunos de piano êm “con ac o com si uações de acompanhamen o de can o, ins umen os, co al e balle ” e ambém abo dam di e sos con eúdos impo an es pa a um pianis a acompanhado como “ a lei u a à p imei a is a, ealização de baixo con ínuo, lei u a de eduções o ques ais e co ais, ansposição” (Ci . in Mundim, 2009, p. 45). Apesa de se uma disciplina com a du ação de qua o semes es, o que não pe mi e ap o unda odos os con eúdos de uma o ma ampla, os alunos desen ol em compe ências que os pode ão auxilia mais a de, no caso de segui em uma p o issão na á ea do acompanhamen o. Nos Es ados Unidos, Canadá e em alguns locais da Eu opa exis em ainda cu sos com p og amas de Piano Colabo a i o, Acompanhamen o de Piano, Acompanhado de piano e Música de Câma a, Música de Câma a pa a piano e T eino Vocal de Ópe a. 14 (Mon eneg o 2012, p. 417) Mundim (2009) des aca dois ipos de o mação de um pianis a acompanhado , nomeadamen e a o mação empí ica – o mação ob ida a a és da expe iência i ida – e a o mação académica. Den o da o mação empí ica, a au o a des aca a impo ância das aulas com ou os ins umen is as ou can o es. É “a a és dessas aulas e mas e classes com ou os ins umen os e can o es que pianis as, de o ma indi e a, acabam, po abso e in o mações, uma ez que o p o esso suge e ações pa a melho a o que es a a se es udado e p epa ado” (Mundim, 2009, p. 40). Também as ins i uições de ensino são uma o ma de o mação empí ica pa a o pianis a. Numa ase inicial da sua p o issão es e em a opo unidade de con ac a com di e sos ins umen os, desen ol endo capacidades écnicas especí icas pa a o acompanhamen o de di e en es ins umen os. Além disso, es e em ainda opo unidade de eina a sua lei u a à p imei a is a. Nes a ase, o pianis a ap ende ambém a lida com á ias si uações ad e sas “como a pulsação i egula , e impe eições í micas, lida com inibições e pânico de oca pa a ou a pessoa que não seja o p óp io p o esso ” (Mundim, 2009, p. 41). Mundim (2009, p. 41) ale a que es e 14 Ci ação O iginal “ Collabo a i e Piano, Piano accompanying, Piano accompanying and Chambe music, Piano chambe music e Vocal Ope a coaching”. 20 ipo de o mação é um isco pa a os p o issionais uma ez que é uma o mação que não em undamen ação eó ica e pode se uma o mação incoe en e. Na o mação académica, a au o a (Mundim, 2009) indica que desde o início dos es udos musicais de e exis i a ligação com ou os es ilos e o mações. “A p epa ação audi i a e o sabe /ap ende oca em g upo já na ase de iniciação musical é undamen al na educação pianís ica” (p. 42). É no início da o mação dos alunos que es es es ão mais ece i os às in o mações, o que p opo ciona uma opo unidade de in e ação com ou os músicos e o desen ol imen o de compe ências como audição e comunicação com ou as pessoas. A al a de p epa ação académica em en aquecido cada ez mais a p epa ação de u u os pianis as acompanhado es e con ibuindo pa a a des alo ização do p o issional, elegando-a semp e pa a segundo plano em elação ao pianis a solis a. Mundim (2009, p. 42) des aca a impo ância da o mação académica do pianis a acompanhado po que assim pe mi e que o mesmo enha uma maio segu ança e capacidade pa a desen ol e as suas unções. 2.3. A Impo ância do pianis a acompanhado O pianis a acompanhado pode desempenha di e en es unções dependendo do seu campo de a uação. O seu abalho eque compe ências que ão além de ap idões pianís icas, ais como lide a um ensaio, conhecimen os de “his ó ia da música, a es, ca ac e ís icas es ilís icas dos pe íodos musicais, especi icidades dos ins umen os, noções básicas da isiologia da oz e espi ação, idiomas, dicção” (Mundim, 2009, p. 29), de o ma a auxilia na p epa ação musical, que seja es udan e ou p o issional. Rúbio (2012, p. 25) des aca a al a de in es igação sob e a impo ância do pianis a acompanhado , sendo que o oco cen al es á semp e no abalho do p o issional. A impo ância da a i idade do pianis a acompanhado den o de uma ins i uição de ensino é comple amen e di e en e da a i idade de um músico p o issional. Nas escolas de música e nas uni e sidades o ní el de ins ução dos alunos é meno ace aos pianis as acompanhado es pe mi indo que o acompanhado enha uma maio in e enção na p epa ação musical, o que o na ainda mais impo an e a “especialização do acompanhamen o pa a um ipo de ins umen is a – á ea – ou can o , pela a iedade de epe ó io pa a a pe o mance em p o as, concu sos ou eci ais mais o mais” (Mundim, 2009, p. 41). Nas ins i uições de ensino académico (academias, conse a ó ios e uni e sidades) o pianis a acompanhado pode e um papel undamen al na p epa ação das ob as em conjun o com o p o esso 21 de ins umen o endo semp e como obje i o maximiza a pe o mance do aluno. O pianis a acompanhado pode-se o na um elo de ligação en e o p o esso de ins umen o na medida em que o ajude a aplica os conhecimen os adqui idos du an e as aulas (Rúbio, 2012, p. 25). O papel do pianis a acompanhado na ida académica dos alunos é mui o impo an e. Du an e os ensaios, o pianis a acompanhado pode apon a e os que o aluno es eja a come e , a di iculdade em man e a pulsação, elemb a as ins uções que o p o esso dá du an e as aulas e a é pode da a sua p óp ia opinião musical, como nas en adas e nas pa es inais das suspensões, não in adindo aspe os écnicos, apenas dando algumas suges ões pa a melho a a pe o mance (Be na a iciu e 2020, p. 101; Mundim, 2009, p.41; Rúbio, 2009, p. 25). Figu a 3 - Esquema-sín ese das unções do pianis a acompanhado den o de uma ins i uição de ensino de música (Rúbio, 2012, p. 27) Be na a iciu e (2020, p. 101) des aca ês pon os impo an es do pianis a acompanhado den o de uma ins i uição de ensino: “(a) auxilia na p epa ação do epe ó io, (b) auxilia nas p o as e (c) apoia psicologicamen e an es das pe o mances públicas” 15 . Rúbio (2012, p. 26) ambém a abo da a ques ão do apoio psicológico po pa e do pianis a. Com o ele ado núme o de a i idades que os alunos es ão subme idos (audições, p o as, eci ais e mas e classes), a p essão é um a o que es á semp e p esen e e o pianis a acompanhado pode á se um a o psicológico mui o impo an e, po que o aluno pode sen i -se mais con ian e ao sabe que 15 Ci ação O iginal: “ In sho , he accompanying pianis wi hin an ins i u ion: (a) helps wi h he p epa a ion o he epe oi e; (b) guides in he es s; and (c) suppo s psychologically be o e public pe o mances”. Pianis a acompanhado den o de uma ins i uição de ensino O ien ado dos ensaios com o aluno Apoio psicologica pa a o aluno Apoio na p epa ação das ob as 22 du an e a pe o mance ai e a ajuda do pianis a acompanhado . Se o acompanhamen o o ealizado po um pianis a acompanhado que não o habi ual, es e pode á o na -se um p oblema ac escido uma ez que o pianis a pode á acompanha o aluno nos momen os de insegu ança e de ne osismo. Tal como e e e (Be na a iciu e, 2020, p. 101) “Um de alhe impo an e nos acompanhamen os é a p ocu a de empo pa a o ap imo amen o e pa a os ensaios. Um bom companhei o não nasce connosco, mas o na-se num g aças ao es udo e à p á ica”. 16 16 Ci ação O iginal “Meaning ul de ailed and deep lea ning o he accompanimen s, looking o ime o ehea sals and imp o emen . A good companion is no bo n, bu i becomes hanks o s udies, a lo o p ac ice and con inues o be pe ec ”. 23 3. METODOLOGIA 3.1. Enquad amen o Con ex ual 3.1.1. A Escola A Academia de A es de Cha es (AAC) é uma escola do ensino especializado da música, undada em 2008 e si uada no Cen o Cul u al de Cha es, Vila Real. A c iação da Academia su giu da on ade de comba e o dé ice do ensino das a es na egião. Após se ap esen ado o p oje o à Câma a Municipal “ oi-lhe concedido o di ei o à u ilização e explo ação das ins alações do edi ício da Escola de A es e O ícios, in eg ado no Cen o Cul u al de Cha es” que inha cessado a i idade (P oje o Educa i o, p. 9). A ins i uição iniciou a sua a i idade no ano le i o de 2008/2009 com ce ca de cinquen a alunos e uma dezena de p o esso es. Foi-lhe concedida nesse mesmo ano a au o ização p o isó ia de uncionamen o e pa alelismo pedagógico po pa e da Di eção Regional de Educação do No e – Minis é io da Educação. Ainda em 2009 oi concedida Au o ização De ini i a de Funcionamen o pela Di eção Regional de Educação do No e endo como no DREN/230 de 22 de Maio de 2009. Nesse p imei o ano de exe cício de a i idades, a AAC conseguiu in eg a -se no meio en ol en e, a a és da es ei a colabo ação com os agen es cul u ais exis en es na egião, ais como as bandas ila mónicas, g upos de ea o, en e ou os. Pa a além de e iniciado a sua a i idade com os cu sos básicos de música e o cu so de iniciação de música, a academia ab iu ambém cu sos li es na á ea das A es D amá icas, Dança e A es Plás icas (P oje o Educa i o AAC, p. 9). A AAC em como p incipais obje i os a p omoção, di ulgação e ensino da música, dança e das a es d amá icas. Ou o dos obje i os é do a os alunos de condições p opícias à ap endizagem e à aquisição de compe ências no campo das á eas minis adas, do ando-os de e amen as que lhes pe mi am a ingi um ní el de excelência nas á eas de es udo, pe mi indo-lhes, se assim o en ende em, segui a ia p o issionalizan e (P oje o Educa i o AAC, p. 11). A ualmen e, a Academia de A es de Cha es é cons i uída po ês escolas: Escola de A es D amá icas, Escola de Dança e Conse a ó io de Música. A academia o e ece os seguin es cu sos: Cu so de Iniciação Musical, Cu so Básico de Música, Cu so Secundá io de Música, Cu so P o issional de Ins umen is a de Sop o e Pe cussão e o Cu so P o issional de Co das e Tecla. A o mação é o e ecida nas á eas de: Flau a T ans e sal, Oboé, Cla ine e, Saxo one, Fago e, T ompe e, T ompa, T ombone, Tuba/Bomba dino, Violino, Viola d’a co, Violoncelo, Gui a a, Piano, Pe cussão, Fo mação Musical, Pe cussão T adicional (P oje o Educa i o AAC, p. 12). A o e a em-se man ido es á el desde a abe u a da AAC, sendo e iden e a di iculdade de ap esen a uma o e a mais ex ensa, com ins umen os como o Con abaixo ou a Ha pa, u o das 24 di iculdades ine en es à in e io idade e consequen e necessidade de ca i a docen es pa a leciona em na AAC, assim como u o do núme o mais eduzido de docen es com habili ação p o issional ou p óp ia pa a leciona em esses ins umen os. Assim, em sido ei a uma apos a no equilíb io da dis ibuição de alunos aquando das p o as de admissão, com is a a aze c esce a equência de ins umen os adicionalmen e com menos p ocu a e p omo endo es abilidade na composição das classes (P oje o Educa i o, p. 12). Depois da abe u a em 2012/2013 do Cu so Secundá io de Música, a AAC iu pela p imei a ez um aluno seu ing essa no Ensino Supe io na á ea da música na Escola Supe io de Música e A es do Espe áculo – Ins i u o Poli écnico do Po o (2014/2015), endo es e sido um ma co impo an e na his ó ia da AAC” (P oje o Educa i o, p. 10). No ano le i o 2016/2017 a Academia de A es de Cha es o na-se a única escola do país a e au o ização pa a in eg a o Cu so de Gai a-de-Foles e Pe cussão T adicional na disciplina de Ins umen o do Cu so P o issional de Ins umen is as de Sop os e Pe cussão e na Disciplina de O e a Complemen a do Cu so Básico de Música. Desde a sua undação que a pa icipação em concu sos, es i ais e demais ce ames o am enca ados como um impo an e momen o o ma i o e, consequen emen e, um meio p i ilegiado de di ulgação do abalho dos nossos alunos. A O ques a de Sop os da AAC con a já no seu cu ículo com dez p émios nacionais e in e nacionais em países como Espanha e Luxembu go e con a já com um g ande núme o de alunos lau eados nos mais di e sos concu sos de ins umen o e selecionados pa a as o ques as ju enis do nosso país. Pa a além des es ac os impo an es, a AAC iu au o izada e in eg ada na Rede Nacional de Ensino P o issional o Cu so P o issional de Ins umen is a de Sop os e Pe cussão/Co das e Teclas (em pa ce ia com o Ag upamen o de Escolas D . Júlio Ma ins) desde ano le i o de 2014/2015, ampliando assim a o e a exis en e e adequando a mesma às necessidades dos alunos (P oje o Educa i o, p. 10). Desde 2015/2017 que o Cu so P o issional de Ins umen is a se em des acado como um meio p i ilegiado pa a a p ossecução de es udos po pa e dos alunos in e essados. No en an o, a p omoção do Cu so Secundá io de Música ap esen a-se como uma al e na i a necessá ia uma ez que a o ien ação p o issionalizan e do Cu so P o issional de Ins umen is a coloca alguns en a es aos alunos que êm in enção de p ossegui es udos no ní el secundá io, mas não êm in enção de segui ca ei a na á ea. O Co po Docen e é a ualmen e cons i uído po 26 p o esso es, des acando-se um acen uado c escimen o do núme o de docen es com habili ação p o issional, que em 2015/2016 e a de apenas 4 e em 2017/2018 14 docen es. O co po docen e em man ido uma es abilidade sendo que apenas 1/3 dos p o esso es es á a menos de 3 anos a leciona na escola. “Impo an e ainda e e i que um núme o 25 conside á el de docen es que pe manecem desde o p imei o ano es abeleceu esidência em Cha es, como consequência do luga de lecionação” (P oje o Educa i o, p. 19). “O co po docen e oi escolhido u ilizando c i é ios de qualidade a ís ica, pedagógica e humana, mis u ando jo ens licenciados com jo ens p o esso es com expe iência pedagógica econhecida. No p esen e ano le i o, os docen es que ainda não possuem p o issionalização, inicia am ou es ão a e mina o p ocesso de ob enção do Mes ado em Ensino” (P oje o Educa i o, p. 25). A Academia de A es de Cha es p omo e anualmen e as seguin es a i idades: • Conce os e Reci ais; • Audições; • Wo kshops e Mas e classes ins umen ais; • Visi as de Es udo; • Concu sos; • Colabo ações com associações e ins i uições do Concelho de Cha es; • Es ágios de O ques a (O ques a de Sop os e O ques a de Co das) com maes os con idados. A ualmen e a Academia de A es de Cha es man ém um p o ocolo com o Ag upamen o de Escolas D . Júlio Ma ins, que colabo a não no Cu so Básico de Música, mas ambém nos Cu sos P o issionais de Ins umen is a de Sop os e Pe cussão/Co das e Teclas (P oje o Educa i o, p. 22). 3.1.2. Alunos Pa icipan es O p oje o oi idealizado pa a se aplicado com alunos do 3.º Ciclo e do ensino secundá io de piano da classe do p o esso coope an e. De ido à si uação de pandemia COVID-19 que se i e no nosso país desde ma ço de 2020, o p oje o so eu cons angimen os, nomeadamen e a necessidade de eduzi a in e enção aos alunos do ensino p o issional, que es ão aqui indicados como aluno X e Y, de o ma a p ese a o seu anonima o. 3.1.2.1. Aluna X A aluna X encon a-se a equen a , no momen o da in e enção, o 1.º ano do Cu so P o issional. Iniciou os es udos há dois anos e é aluna do p o esso coope an e pela p imei a ez es e ano le i o. Mos a algumas alhas écnicas e p oblemas de lei u a. O abalho que em sido desen ol ido em sido um abalho de ecupe ação de compe ências que ica am algo de ici á ias e em alguns momen os mos a alguma al a de concen ação, p incipalmen e ao ní el da dedilhação a se u ilizada. 26 A sua expe iência em acompanhamen o é nula, a é à da a da in e enção a aluna não inha ido qualque con ac o com o acompanhamen o ou conhecimen o o mesmo. 3.1.2.2. Aluno Y O Aluno Y encon a-se a equen a , no momen o da in e enção, o 2.º ano do Cu so P o issional. Já es uda piano há dez anos, ealizou o seu pe cu so na Academia de A es de Cha es equen ando a classe do p o esso coope an e há qua o anos. O aluno demons a bas an es acilidades écnicas no ins umen o, mos a semp e mui o in e esse nas aulas, consegue cap a acilmen e odos os po meno es musicais e écnicos. O seu es udo é cons an e e con ínuo, con udo mui as ezes é um es udo que ap esen a algumas alhas, nomeadamen e na esolução de alguns aspe os in e p e a i os, mas que são ecupe ados na sala de aula. Es e aluno já inha ido alguma expe iência em oca em conjun o com ou os ins umen os, nomeadamen e em música de câma a, em con ex o de qua e o de co das, mas não inha ido qualque a p á ica de acompanhamen o. 3.2. In es igação 3.2.1. Me odologias de In es igação: In es igação-Ação Es e p oje o seguiu a me odologia de in es igação-ação, uma ez que o seu obje i o oi melho a a p á ica p o issional a a és de um es udo que en ol e um p ocesso cíclico que al e na en e in es igação (comp eensão e e lexão c í ica) e ação (mudança), al como ep esen ado na igu a 4 (Cou inho e al., 2009, p. 360). Figu a 4 - T iângulo de Lewin (Cou inho e al., 2009) A me odologia in es igação-ação é u ilizada no malmen e po p o esso es in es igado es, conside ando que es es são os p opulso es que p o ocam mudanças “no quad o concep ual dos alunos e se o em compe en es p eocupam-se em obse a os esul ados, p ocu ando pis as que lhes indiquem quais os assun os que de em ol a a se abalhados” (Dias, 2014, p. 45). Assim sendo, podemos 27 de ini a me odologia in es igação-ação como uma componen e p á ica que possibili a ompe com a p axis educa i a que pe mi e um diálogo e en ol imen o en e odas as pa es (Sil a, 2017, p. 35). O p ocesso da in es igação-ação passa pelas seguin es ases: iden i icação do p oblema, in es igação p elimina , a o mulação de uma hipó ese, o desen ol imen o de um plano de ação, a implemen ação do e e ido plano e a a aliação da ação (Engel, 2000, pp. 186-188). Segundo Chagas (2005, ci ado em Badajós, 2017, p. 32), a me odologia in es igação-ação é uma a ian e de in es igação que não é is a pelos adicionalis as como uma e dadei a in es igação. No en an o, á ios in es igado es começam cada ez mais a de ende o po encial des e ipo de in es igação. Roque (2010) enume a algumas an agens e des an agens sob e a me odologia de in es igação--ação: • an agens: pe mi e iden i ica acilmen e os p oblemas a in es iga ; pe mi e a diluição das di e enças en e a eo ia e a p á ica; possibili a um abalho con ínuo em que os pa icipan es obse am, pesquisam e ocalizam de e minados aspe os que isam melho am a qualidade e adequação das p á icas; é um es ilo apela i o e mo i ado ; adequa-se à o mação con inua dos p o esso es, pe mi indo desen ol e compe ências de in es igação, aumen a em os seus conhecimen os em melho a em os seus desempenhos, • des an agens: não possui um igo cien í ico, podem se obje i os si uacionais e especí icos, não ai além da esolução de p oblemas p á icos e os esul ados não podem se gene alizados. Tendo em con a as an agens e des an agens enume adas pelo au o , ac edi o que es a me odologia seja a mais indicada pa a o meu p oje o, uma ez que conside o um modelo apela i o e mo i ado pa a um docen e que quei a desen ol e e desa ia a sua p á ica. Os obje i os açados no p oje o possibili am um abalho con ínuo ocado nos aspe os que pe mi em melho a a isão sob e o pianis a acompanhado e aumen a o conhecimen o sob e es a emá ica. 3.2.1.1. P oblemá ica An es mesmo de inicia o p ocesso da p á ica p o issional supe isionada ealizei um es udo p elimina sob e a emá ica que i ia a se desen ol ida du an e o es ágio p o issional e oi apidamen e de e ado que no cu ículo de piano exis ia uma lacuna no que ao acompanhamen o diz espei o: as escolas de ensino ocacional e uni e sidades dão as e amen as necessá ias pa a que o aluno desen ol a as compe ências necessá ias pa a segui um caminho enquan o solis a, mas ainda alham no desen ol imen o de e amen as necessá ias pa a que os alunos sigam o caminho do acompanhamen o. No início do es ágio p o issional oi possí el e i ica as lacunas iden i icadas, os 28 alunos não inham con ac o algum com o acompanhamen o e a música de câma a não inha o mesmo peso que o ins umen o. 3.2.2. Pe gun as de In es igação Após uma e lexão inicial sob e a in o mação ecolhida su giu a seguin e pe gun a de in es igação ge al: Que con ibu o pode á e o abalho de acompanhamen o ins umen al ao piano no desen ol imen o de impo an es compe ências pe o ma i as em alunos de piano? A pa i da ques ão p incipal su gi am as seguin es pe gun as secundá ias: a. Quais os bene ícios do abalho em sala de aula de compe ências necessá ias pa a um bom acompanhamen o ins umen al ao piano? b. De que o ma se pode inclui o abalho de acompanhamen o ao piano no cu ículo des e ins umen o? c. Qual a ele ância de al inclusão? d. Qual a impo ância a ibuída pelos alunos de piano ao conhecimen o de mé odos e écnicas u ilizadas no acompanhamen o ao piano? 3.2.3. Obje i os de In es igação Tendo em con a as pe gun as de in es igação acima ap esen adas, a in es igação p ocu ou cump i os seguin es obje i os: (a) Conhece as qualidades e as p incipais compe ências de um pianis a acompanhado ; (b) Conhece e enume a os p oblemas que um pianis a acompanhado en en a ao longo da sua ca ei a p o issional; (c) Analisa a abo dagem de compe ências de acompanhamen o nos cu ículos de piano em Po ugal; 3.3. In e enção 3.3.1. Obje i os pedagógicos A in e enção e e como obje i os pedagógicos os seguin es pon os: (a) Demons a o papel undamen al do pianis a acompanhado no desen ol imen o pe o ma i o dos alunos de piano; (b) Desen ol e es a égias pedagógicas que p ocu em abalha compe ências essenciais pa a a ealização de um acompanhamen o ins umen al e icaz: 35 Tabela 1 - Tabela dos con eúdos p og amá icos da disciplina de piano Con eúdo N.º de Ins i uições Capacidade de Concen ação e Memo ização 4 Capacidade de diagnos ica p oblemas e esol ê-los de imedia o 3 Capacidade de in e p e a ob as de á ios es ilos/composi o es 3 Comp eensão Musical 2 Comunicabilidade e pe sonalidade Musical 1 Conhecimen o eó ico do epe ó io 1 Desen ol imen o da lei u a à p imei a is a 2 Desen ol imen o do espí i o c i ico cons u i o 1 Fluência, Agilidade e Segu ança 3 Pos u a ao ins umen o/no palco 3 Qualidade Sono a 4 Realização de A iculação e Dinâmicas 4 Sen ido de F aseado 2 Uso Co e o do Pedal 2 Como é possí el e na abela acima mencionada, os planos cu icula es analisados lis am um núme o de compe ências equen emen e associadas com a o mação de pianis as solis as. A écnica pianís ica já é discu ida há di e sos séculos po inúme os pedagogos e pianis as e de uma manei a ge al a mesma depende de a o es como a epe ição, alen o na o e o amanho das mãos (Melo & Ge ling, 2021, p. 2). Segundo os pensado es da écnica pianís ica é necessá io abalha se e pila es: “pos u a co po al, coo denação de mo imen os, unção do b aço, mo imen os semici cula es in e io es e supe io es, mo imen os o a ó ios, deslocamen o la e al p og essi o no eclado e ag upamen os de lei u a e ealização” (Melo & Ge ling, 2021, p. 3-4). Melo e Ge ling (2021, p. 3) a i mam que não exis e uma hie a quia en e os pila es enume ados e que “os se es pila es ag egam elemen os mo o es, mas ambém musicais e cogni i os”. No en an o, mui as dessas compe ências são impo an es an o pa a pianis as solis as como pa a pianis as que sigam a ca ei a de acompanhado es. A análise dos planos cu icula es demons ou que algumas ins i uições aconselham o abalho de compe ências que pode ão i a se essenciais pa a educa u u os pianis as acompanhado es. 36 Dos oi o planos cu icula es analisados, dois ( e e en es a uma academia e um conse a ó io) lis a am como es a égia pedagógica o desen ol imen o da lei u a à p imei a is a. Es a é uma compe ência mui o ligada ao pianis a acompanhado , embo a seja ambém essencial pa a qualque músico, que du an e o seu pe cu so académico, que na sua ida p o issional. É um con eúdo que de e ia se mencionado em odos os cu ículos de piano. T ês das ins i uições es udadas des acam a capacidade de diagnos ica p oblemas e esol ê-los de imedia o, embo a seja e a ado de o ma indi idual (ao ní el solis a), pode ajuda os pianis as acompanhado es a es a em mais p epa ados a consegui em esol e si uações ad e sas que acon eçam du an e a ealização de acompanhamen os; e podemos ambém e e i capacidade de in e p e a ob as de á ios es ilos/composi o es. T ês conse a ó ios êm ainda o cuidado de e e i que é impo an e que os alunos enham um con ac o com di e sos es ilos du an e o seu pe cu so, já que cada es ilo em a sua p óp ia o ma ou p incípios de in e p e ação. É impo an e des aca o cu ículo da Escola P o issional da Me opoli ana, que inclui a componen e de Ins umen o (Especí ico e de Acompanhamen o). In elizmen e não oi possí el e acesso a um plano mais de alhado des e cu so, sendo o plano disponí el o ap esen ado na igu a 11. Figu a 11 - Plano de Es udos da Escola P o issional Me opoli ana. No ensino supe io , o único cu so que inclui no seu cu ículo módulos de o mação de acompanhado es é a Academia Nacional Supe io de O ques a, em Lisboa. O seu p og ama con empla Disponí el em h ps://www.me opoli ana.p /wp-con en /uploads/2020/10/plano-de-es udos-secunda%CC%81 io.pd 37 uma opção de Es udos de Piano pa a Música de Câma a e Acompanhamen o, que inclui unidades cu icula es como Piano, Música de Câma a com Piano, Acompanhamen o Ins umen al ao Piano I e Lei u a à 1.ª is a, T ansposição, Redução de Pa i u as endo ainda a possibilidade de e opções como Acompanhamen o a Can o, Composição Li e, C ia i idade Musical, Psicologia da Pe o mance Musical e P á ica Co al ( e igu a 12). Es e cu so pe mi e o ma pianis as com as compe ências necessá ias pa a p ossegui uma ca eia como acompanhado e como músico de câma a, sem se em su p eendidos com a exigência do mundo do acompanhamen o. Figu a 12 - Exce o do Plano de es udos da Academia Nacional Supe io de O ques a. Disponí el em h ps://www.me opoli ana.p /wp-con en /uploads/2020/09/2020-09-04-Despacho-n%C2%BA-8553-2020-Es u u a- cu icula -da-licencia u a-em-M%C3%BAsica.pd Es a oi a única ins i uição de ensino supe io com módulos no seu plano de es udos dedicados exclusi amen e à componen e de acompanhamen o. No en an o, se ia impo an e sensibiliza ou as ins i uições pa a a impo ância da inclusão des as componen es na o mação de ou os pianis as. 4.2. En e is as 4.2.1. Pianis as Acompanhado es Du an e a ase p é-in e enção p ocu ou-se explo a em de alhe quais as compe ências necessá ias a um abalho e icaz de acompanhamen o ao piano. Des a o ma o am ealizadas cinco en e is as a pianis as acompanhado es, e o am escolhidos pianis as acompanhado es com di e en es expe iências, de o ma a ob e esul ados mais a iados: um pianis a em início de ca ei a (com ap oximadamen e 6 anos de expe iência) e pianis as com as a expe iência e conhecimen o (en e 16 e os 31 anos de a i idade como pianis a acompanhado ). Na abela 2 es á uma pequena desc ição dos pa icipan es (géne o, idade, núme o de anos de expe iência p o issional e local de abalho): 38 Tabela 2 - Dados dos pianis as acompanhado es en e is ados Pianis a Acompanhado Dados Pianis a A Sexo: Masculino Idade: 27 anos Expe iência P o issional: 6 anos Local de T abalho: Academia Pianis a B Sexo: Feminino Idade: 50 anos Expe iência P o issional: 22 anos Local de T abalho: Conse a ó io Pianis a C Sexo: Feminino Idade: 41 anos Expe iência P o issional: 16 anos Local de T abalho: Escola P o issional Pianis a D Sexo: Feminino Idade: 47 anos Expe iência P o issional: 31 anos Local de T abalho: Ensino Supe io Pianis a E Sexo: Feminino Idade: 44 anos Expe iência P o issional: 16 anos Local de T abalho: Conse a ó io/Ensino Supe io Duas das en e is as o am ealizadas po ideocon e ência, a a és da pla a o ma ZOOM e ês po esc i o. As en e is as po esc i o su gi am como solução pa a a al a de disponibilidade de alguns en e is ados em ealiza a en e is a online. As en e is as ealizadas po ideocon e ência o am ansc i as (Ve anexo IV). A análise das mesmas oi ealizada a a és de análise emá ica, que consis e na p ocu a de emas e sub emas eme gen es, o que pe mi e uma análise mais sis emá ica dos dados ob idos. De aco do com B aun & Cla ke (2006, p. 5) es e mé odo é u ilizado “pa a iden i ica , analisa e ela a pad ões ( emas) den o dos dados. Es e o ganiza e desc e e o conjun o de dados em ( icos) de alhes.” O obje i o des e ipo de análise é a ob enção de um a amen o mais e icaz de dados. Como e e e Gue a (2010, ci ado em Rúbio, 2012, p. 35) o obje i o é “con a ao lei o o que nos disse am os en e is ados, mas em luga de con a 25 opiniões, ag egam -se as di e en es lógicas do que nos oi con ado”. A abela 3 ap esen a os emas e sub emas eme gen es da análise das en e is as. 39 Tabela 3 - Temas e sub emas analisados das en e is as ealizadas aos pianis as acompanhado es Temas Sub emas In e esse na á ea • Gos o em oca em conjun o • Gos o pela música de câma a; • Gos o pelo acompanhamen o; Compe ências do pianis a acompanhado • Adap abilidade; • A i ude de Colabo ação; • Audição; • Capacidade de comunicação e comp eensão; • Capacidade de deci a passagens; • Capacidade de equilíb io do piano; • Capacidade de eação; • Capacidade de simpli icação; • Conhecimen os das especi icidades dos ins umen os; • Conhecimen os Ha mónicos; • Flexibilidade; • Imp o isação; • In uição; • Lei u a à p imei a is a; • Lei u a; • Resis ência Física e Psicológica; • Técnica; • Toca em Conjun o; • T abalho de Equipa; • Visão Pe i é ica; Desen ol imen o de compe ências • Compe ências ap endem-se com a p á ica • Di iculdade em ensina ; Fo mação de u u os pianis as acompanhado es • P opos as de Mudança Lei u a à p imei a is a • Técnicas e mecanismos u ilizados A p epa ação de uma ob a e o mas de simpli icação • Analisa as passagens mais complexas; • Boa escolha de dedilhação; • Ou i ob as do mesmo composi o Comunicação não- e bal • A enção; • Audição; • Comunicação Ges ual; • Comunicação Musical; • Comunicação Ve bal; • Con ac o Visual; • Empa ia e Simpa ia; • Ges os Co po ais; • Respi ação; • Visão Pe i é ica 40 As subsecções seguin es ap esen am e discu em os di e en es emas e sub emas encon ados ao longo da análise. 4.2.1.1. In e esse nes a á ea Numa ase inicial da en e is a, os pa icipan es ala am sob e o que os le ou a in e essa pela á ea do acompanhamen o ao piano. O Pianis a A começou a acompanha num co o de um amigo e oi ganhando o gos o pelo acompanhamen o, decidindo pos e io men e candida a -se à escola onde a ualmen e exe ce unções. A Pianis a B não conside a que az acompanhamen o, ele gos a de pensa “que o pianis a acompanhado az ambém música de câma a po isso conside a que es e abalho é mais como pianis a de câma a (Pianis a B, p. 100). A Pianis a C e e a opo unidade de ealiza os p imei os acompanhamen os na Uni e sidade onde es a a a es uda e gos ou da á ea e con inuou a exe ce a unção a é aos dias de hoje. A Pianis a D in e essou-se mais pela á ea po que em o gos o de oca em conjun o. A Pianis a E semp e gos ou de oca em música de câma a e quando es a a a es uda “ha ia al a de pianis as acompanhado es e os alunos de ins umen o pediam aos colegas de piano pa a oca com eles” (Pianis a E, p. 113). Podemos a i ma que a ca ei a de acompanhamen o dos en e is ados começou po inicia i a de alguns colegas, po opo unidade no ciclo de es udos, po al a de p o issionais na á ea, ou po gos a de oca em conjun o. 4.2.1.2. Compe ências Ao longo das en e is as odos os pianis as iden i ica am compe ências que conside am ele an es pa a a ealização de um acompanhamen o ao piano e icaz. O g á ico 1 ap esen a as compe ências epo adas du an e as en e is as e indica o núme o de pianis as que as mencionou. 41 G á ico 1 - Compe ências do pianis a acompanhado ci adas pelos en e is ados Como podemos e no g á ico 1, os pianis as menciona am in e compe ências impo an es pa a a ealização de um acompanhamen o e icaz ao piano. Cu iosamen e, a compe ência com maio des aque oi a audição. Des aca-se a espos a do Pianis a A, que e e e que o acompanhamen o “não é um abalho de músico isolado” e, des a o ma, é impo an e que o pianis a acompanhado es eja semp e com a audição apu ada e a en a (Pianis a B, p. 102). Es es esul ados es ão em linha com a li e a u a exis en e sob e o ópico, uma ez que au o es como Mundim (2009, p. 41) e e em que o pianis a acompanhado em que e um eino audi i o apu ado pa a de e minadas si uações que oco em “como o pulso i egula e impe eições í micas”. A capacidade de eação ambém, e e ida po dois dos en e is ados, pode es a ligada à audição po que, 0 1 2 3 4 5 A i ude de Colabo ação Capacidade de Comunicação e Comp eensão Capacidade de deci a passagens Capacidade de equilib io do piano Capacidade de Simpli icação Conhecimen os das especi icidades dos ins umen os Conhecimen os Ha mónicos Flexibilidade Imp o isação In uição T abalho de Equipa Visão Pe i é ica Adap abilidade Capacidade de Reação Lei u a Resis ência Física e Psicológica Toca em Conjun o Lei u a à P imei a Vis a Técnica Audição Compe ências do Pianis a Acompanhado N.º de espos as 42 e como diz a Pianis a E “um pianis a acompanhado em que se capaz de eagi apidamen e a qualque e o ou sal o que o solis a ealize du an e na sua pe o mance” (Pianis a E, p. 113). Os Pianis as A, B e D e e em como compe ência impo an e a lei u a à p imei a is a que, apesa do seu des aque em in es igação das á eas de psicologia da música e educação musical, não em g ande des aque no cu ículo da disciplina de piano. O Pianis a A de ende que no Ensino Supe io “não se desen ol em mui as compe ências de lei u a po que exis e empo pa a p epa a o p og ama”, o que não ajuda a desen ol e a lei u a à p imei a is a e a lei u a p op iamen e di a. O mesmo pianis a ealçou a impo ância da “capacidade de deci a acilmen e passagens”, e e indo que os pianis as de em se capazes de iden i ica di e en es pad ões p esen es no ex o musical. Dois en e is ados conside a am que o pianis a acompanhado de e e ainda compe ências como Resis ência Física e Psicológica e Adap abilidade. Rela i amen e à esis ência ísica e psicológica des aca ia a espos a do Pianis a A, que indica que em e mos men ais o acompanhado “ em que se uma pessoa ia de ido à quan idade de abalho que su ge de um momen o pa a o ou o”. Es a compe ência inha já sido mencionada no abalho de Rúbio (2012, p. 70), po um acompanhado que e e iu que “é impo an íssimo sabe agi sob p essão. Conhecendo manei as e icazes de ul apassa os e ei os do s ess ”. A adap abilidade, desc i a como “di e en es o mas de oca ” pela pianis a E é uma compe ência ambém equen emen e enume ada po di e sos au o es na li e a u a exis en e. De e e i que apenas um dos en e is ados e e iu a compe ência capacidade de simpli icação, embo a es e possa se is o como um aspe o eco en e na ida de um pianis a acompanhado . De aco do com a Pianis a E, “há á ias azões pelas quais seja p eciso simpli ica uma passagem” (Pianis a E, p. 117), sendo eduções o ques ais onde encon amos mui as passagens “impossí eis” de execu a ou quando exis e pouco empo na p epa ação de ob as mais complexas e a é mesmo na lei u a à p imei a is a de uma ob a onde o pianis a pode não da des aque a ce as passagens que não açam al a ao músico. Como é acilmen e isí el pelos esul ados acima ap esen ados, são enume as as compe ências iden i icadas po pianis as expe ien es em acompanhamen o ins umen al. Algumas des as compe ências (capacidade de equilíb io do piano, lei u a, lei u a à p imei a is a, esis ência ísica e psicológica e écnica) es ão lis adas em planos cu icula es (como analisado no subcapí ulo 4.1), mas pelo menos 16 compe ências lis adas pelos pianis as en e is ados não se encon am nos planos de es udos p e iamen e analisados. 43 4.2.1.3. Desen ol imen o de compe ências Os pianis as en e is ados não iden i ica am apenas compe ências essenciais de um pianis a acompanhado , mas ambém e le i am sob e como es as podem se desen ol idas na p á ica. A Pianis a B e e iu que é impo an e oca cada ez mais e i lendo no as ob as pa a desen ol e as compe ências, como po exemplo a lei u a à p imei a is a, a lei u a, as eduções de o ques a é impo an e “ou i a pa e de o ques a e pe cebe qual é a pa e impo an e pa a o solis a”. Salien a que as compe ências são desen ol idas a a és da p á ica e da expe iência. As Pianis as D e E e o çam a mesma ideia, dizendo que as compe ências são desen ol idas a a és da p á ica. A Pianis a E en a izou ainda que ais compe ências são “mui o di íceis de ensina ”. A Pianis a C e e e que a maio di e ença que encon ou oi e que oca no amen e com a pa i u a e que é p eciso “encon a as no as sem as segui ”, pelo ac o de o pianis a solis a não u iliza an o a pa i u a e oca mais de memó ia o que le a a não e o “ eino” su icien e em es a com o oco na pa i u a. O Pianis a A diz e ap endido e desen ol ido algumas das compe ências du an e o seu pe cu so, po exemplo: ap endeu ha monização com um pad e que o ajudou a pe cebe a ha monia dos salmos, ao ní el da audições que oi icando mais apu ada a a és de um pequeno g upo de ado que equen ou onde ealizada o acompanhamen o a a és da audição, a a és dos aco des que o gui a is a ia azendo e com um o ganis a oi pe cebendo alguns aspe os écnicos que não lhe oi ensinado du an e o pe cu so académico, como a inalização de um ilo ou como unciona um e a do. É in e essan e e i ica que as compe ências que o Pianis a A e e iu o am odas desen ol idas o ma do con ex o de ensino a ís ica, o am desen ol idas num con ex o mais in o mal e é in e essan e e i ica que exis em di e sas o mas de desen ol e as compe ências de um pianis a acompanhado e é necessá io pe cebe qual é o melho con ex o pa a ensina e a desen ol e es as compe ências nos u u os pianis as acompanhado . Em suma, odos os en e is ados o am au odida as, as compe ências necessá ias pa a o exe cício das suas unções o am ap endidas a a és da p á ica e expe iência, salien ando que as compe ências écnicas o am desen ol idas du an e o pe cu so académico. 44 4.2.1.3.1. Re lexão sob e o desen ol imen o das compe ências Re le indo um pouco sob e as espos as ob idas pelos en e is ados, podemos e i ica que os mesmos conside am que as compe ências inume adas an e io men e no subcapí ulo 4.2.1.2. não são áceis de ensina e que a maio ia são desen ol idas a a és da p á ica. Mas en ão como podemos ensina aos u u os pianis as acompanhado es es as compe ências? A a és das en e is as ealizadas e da e isão de li e a u a, é possí el desen ol e as compe ências a a és de duas o mas: ensino o mal e expe iência empí ica: • Aulas de simpli icação de pa i u as, ensina aos pianis as quais são os melho es mé odos pa a simpli ica algumas passagens mais complexas, de como “elimina ” passagens mais complicadas sem e i a a in o mação impo an e pa a o solis a. • Aulas de acompanhamen o, onde os alunos i essem em con ac o com solis as, can o es, co os, g upos de dança, en e ou os de o ma a pô em p á ica odos os conhecimen os adqui idos e desen ol ê-los “ eo ia + p á ica” (Pianis a D, p. 110). A a és des as aulas o pianis a ia ganhando mais in o mação sob e as di e en es o mas de comunicação não- e bais. • As aulas de música de câma a com piano de e iam se mais explo adas e de iam e mais impo ância no pe cu so do pianis a, há ce os momen os onde a música de câma a/música de conjun a é des alo izada, p o a elmen e po e um epe ó io mais complexo, mas é um “disciplina/unidade cu icula ” de ex ema impo ância pa a o pianis a, po que ap ende a oca em conjun o, ap ende a eagi aos di e sos momen os musicais, em que se adap a ace aos di e sos ins umen os, em que encon a um equilíb io de o ma a não se sob essai aos ou os ins umen os. Também é possí el desen ol e as compe ências a a és de um ensino mais in o mal, como e e iu an e io men e o Pianis a A (pp. 95-96), a a és de ensaios de g upos co ais onde começou a e noção de ha monização, de como é que pode ia a anja o mas de o na a música mais ica e a a és de g upos de ado onde e a “ o çado” a desen ol e a audição pa a consegui acompanha o gui a is a. 4.2.1.4. Fo mação de u u os acompanhado es Os pianis as en e is ados ale a am pa a a al a de o mação dada aos u u os pianis as acompanhado es. A Pianis a E e e iu que, a ualmen e, o ensino do piano es á mui o ocado no solis a, e “exis e a ideia de que qualque pianis a que acaba a licencia u a, depois se á capaz de acompanha e que ap ende á com a p á ica”. Exis e, nos dias de hoje, a al a de p á ica de oca em conjun o, dada a 51 As Pianis as B, C, D e E iden i ica am ainda a audição como uma componen e essencial. A audição é um p ocesso mui o impo an e du an e o acompanhamen o po que se não es amos a ou i o que o solis a es á a in e p e a , como é que o pianis a acompanhado ai consegui acompanha ? É a a és da audição é possí el comunica a a és da música e ci ando o Pianis a E “a o ma como ocamos uma passagem ambém é uma o ma de comunica pois se á dessa o ma que in luenciamos o ou o músico a esponde de uma o ma ou de ou a, p o oca uma dinâmica ou ou a, a c ia uma a mos e a ou ou a”. Se ambas as pa es o em capazes de e a capacidade de se ou i e de comunica a a és da música, a o ma in e p e ação/execução “ ai subs i ui o diálogo” onde há pa ilha de ideias en e o solis a e o pianis a. Es as ês o mas de comunica , as que ob i e am o maio núme o de espos as, são as mais u ilizadas pelos pianis as acompanhado es du an e a ealização dos acompanhamen os. Con udo, os pianis as ealça am que essas compe ências es ão in e ligadas, po que po exemplo mui as ezes com os alunos mais no os êm di iculdade em es a a en os, po exemplo à espi ação, po que eles ainda não conseguem con ola mui o bem essa indicação e nessas si uações o pianis a em que es a com es es ês “sen idos” mui o bem apu ados po que “ aze música em conjun o signi ica es a semp e a en o ao ou o pa a eagi , esponde , con a ia ou conco da musicalmen e” (Pianis a E). 4.2.2. En e is as aos Alunos In e encionados Du an e a ealização do es ágio p o issional o am ealizadas qua o en e is as, disponí eis nos anexos do p esen e ela ó io de es ágio: duas en e is as ealizadas aos alunos in e encionados (an es da in e enção, anexo I e depois da in e enção, anexo II). 4.2.2.1. P é-In e enção Numa ase p é ia à in e enção, o am ealizadas en e is as com os alunos pa icipan es ela i as à sua isão sob e o papel do pianis a acompanhado , as compe ências associadas ao seu abalho e a sua expe iência p é ia com música de conjun o. Os emas que su gi am após uma análise emá ica es ão disc iminados na abela 6. 52 Tabela 6 - Temas e i ados das en e is as aos alunos an es da in e enção Temas Exemplos Concei o de Pianis a Acompanhado “É um pianis a que az acompanhamen os, como o p óp io nome indica, pa a ou os músicos que es ejam a oca ou o ins umen o e az a pa e base da música” (aluna x). [sic] “O pianis a acompanhado é aquele pianis a que oca num con ex o de acompanhamen o, não em uma pa e solis a, mas em uma pa e impo an e que sus en a oda a música que es á a oco e du an e a execução” (aluno y). [sic] Compe ências do pianis a acompanhado : • Lei u a à p imei a is a • Conhecimen o do epe ó io • Expe iência p á ica • Comp eensão da música na sua globalidade • Técnica “Lei u a à p imei a is a, e um conhecimen o de á ias peças e de á ios ins umen os mui a p á ica, que ambém em com o abalho e e capacidade pa a comp eende o que é que o ou o músico es á a oca ” (aluna x). [sic] “Lei u a à p imei a is a bas an e boa, écnica pa a não e que pensa demasiado no que es á a aze e as compe ências que um pianis a necessi a e a capacidade de se adap a ao músico que es á a acompanha” (aluno y) [sic] Expe iências de acompanhamen o ou de música de conjun o “(...) ainda não oquei com ou os ins umen os e a ualmen e, po causa da si uação da pandemia COVID-19 icou mais di ícil oca com ou os ins umen os” (aluna x). [sic] (...) “Toquei em sala de aula a 4 mãos e em con ex o de música de câma a em duo e io” (aluno y). [sic] Impo ância do es udo das compe ências especí icas “Sim, po que nunca sabemos quando é que ai se p eciso, mesmo que não seja uma coisa o mal, oca com ou os ins umen os e sabe as bases do acompanhamen o” (aluna x). [sic] “Sim, po que são compe ências que pa a alem de se i em pa a o pianis a acompanhado e se em undamen ais se em ambém pa a aplica em di e sos con ex os” (aluno y). [sic] De seguida, os emas encon ados se ão explo ados com maio de alhe. Concei o de Pianis a Acompanhado A desc ição que os alunos ize am do pianis a acompanhado é aga, e e indo que es e “É um pianis a que az acompanhamen os (...)”, “é aquele pianis a que oca num con ex o de acompanhamen o 53 (...)”. A a és das suas espos as oi possí el e i ica que os mesmos não conseguiam desc e e em de alhe as unções de um pianis a acompanhado . A desc ição da aluna X pode es a elacionada com o ac o de o mesmo es uda música (mais p op iamen e piano) há apenas dois anos e ainda não e conhecimen o das di e sas possibilidades que um pianis a pode segui p o issionalmen e. No en an o, se ia de espe a que o aluno Y, que es uda piano há 10 anos, i esse maio conhecimen o sob e o papel do pianis a acompanhado . Compe ências do Pianis a Acompanhado Os alunos o am capazes de econhece algumas das compe ências impo an es pa a um pianis a acompanhado como a “lei u a à p imei a is a”, a “ écnica”, o “conhecimen o de á ias peças e á ios ins umen os” e a “capacidade pa a comp eende o que é que o ou o músico es á a oca ”. Exis em ou as compe ências igualmen e impo an es mas os alunos in e encionados, de uma o ma ge al, êm uma pequena noção das capacidades necessá ias pa a o desempenho des as unções. Como e e i no subcapí ulo 2.2.2.1. exis em di e sas compe ências impo an es pa a que um acompanhado desempenhe as suas unções de uma o ma co e a. O pianis a acompanhado não é apenas que as pessoas êm du an e uma pe o mance, exis e odo um abalho an e io , in isí el, que os alunos não imaginam que exis e. Expe iências de acompanhamen o ou música de conjun o A aluna X a i mou que “ainda não ocou com ou os ins umen os” in elizmen e é o espelho que a música de conjun o em so ido du an e o ensino da música no ensino a ís ico e a COVID-19 só eio expo um bocadinho mais es a si uação. A disciplina de Música de Câma a (ou música de conjun o) nos alunos de piano é mui o des alo izada exis indo escolas onde os alunos não êm a possibilidade de oca em conjun o com ou os ins umen os. Impo ância do es udo das compe ências especí icas Os alunos in e encionados a i mam que as aquisições de ap idões elacionadas com o pianis a acompanhado são impo an es. O aluno Y e e e que “(...) são compe ências que pa a além de se i em pa a o pianis a acompanhado e se em undamen ais se em ambém pa a aplica em di e sos con ex os”. Se um aluno de piano desen ol e compe ências que o pianis a acompanhado p ecisa de adqui i , mesmo que não siga um pe cu so como acompanhado , es a expe iência i á en iquece o seu pe cu so. 54 4.2.2.2. Pós-In e enção Após a ealização da in e enção, os alunos o am no amen e ques ionados, de o ma a pe cebe qual oi a e olução das capacidades e uncionalidades do pianis a acompanhado . Os emas que su gi am após uma análise emá ica es ão disc iminados, suma iamen e, pelos seguin es ópicos na abela 7: Tabela 7 - Temas e i ados das en e is as aos alunos depois da in e enção Temas Exemplos Concei o de Pianis a Acompanhado “Acho que é uma p o issão mui o mais complexa do que aquilo que as pessoas julgam, po que en ol e á ios aspe os, p incipalmen e a comunicação en e os dois ou mais músicos en ol idos, e en ol e mui as capacidades e dedicação”. (aluna x). [sic] “A p o issão de pianis a acompanhado é ex emamen e exigen e. É necessá io abalha com di e sos ipos de ins umen is as, que exigem, em ce os casos, uma capacidade de adap ação mui o g ande a ci cuns âncias ad e sas” (aluno y). [sic] Compe ências do pianis a acompanhado : “Boa capacidade de lei u a à p imei a is a, capacidade de comunicação sem p ecisa de ala , a a és de olha es e ges os, e capacidade de ápida adap ação an o à peça como a quem es amos a acompanha . Também é impo an e consegui ul apassa apidamen e os e os e segui semp e em en e sem in e ompe o acompanhamen o” (aluna x). [sic] “C eio que adqui i uma noção mais cla a ao longo do empo e a a és da expe iência. É necessá ia (ou con enien e) uma boa capacidade de lei u a, um conhecimen o p é io - nas ci cuns âncias ideais - da ob a a execu a , capacidade de comunicação com o(s) solis a(s), noções de ha monia e imp o isação consis en e que, em ci cuns âncias menos desejá eis, cons uam uma “base” sólida pa a o solis a não pe de a noção da ob a a se execu ada, e c.” (aluno y). [sic] Di iculdades du an e o acompanhamen o “Sen i um pouco de di iculdade po que nunca inha ei o algo assim, mas achei mui o in e essan e po que ambém iquei a pe cebe como unciona o acompanhamen o e ob i e mais acilidade em comunica com o meu colega, coisa que não inha no início da expe iência”. (aluna x). [sic] 55 “(...) A di iculdade da ob a, que e a um pouco exigen e pa a uma lei u a num cu o espaço de empo, o que le ou à necessidade da simpli icação da edução o ques al e c ia alguma con usão, se es a capacidade não o consis en e (...)” (aluno y). [sic] Que compe ências se iam ú eis pa a o eu dia-a-dia enquan o pianis a “(…) Lei u a à p imei a is a e Capacidade de comunicação” (aluna x). [sic] “(…) Capacidade de lei u a e capacidade de eação “(aluno y). [sic] De seguida, os emas encon ados se ão explo ados com maio de alhe. Concei o de Pianis a Acompanhado Numa ase p é-in e enção, a aluna X conside a a que o pianis a acompanhado e a um pianis a que az acompanhamen os com ou o músico, No en an o, a sua espos a na en e is a pós-in e enção e elou que o mesmo ê a p o issão ago a como algo mais exigen e, que en ol e á ios aspe os, como a comunicação en e os músicos en ol idos. O aluno Y ambém econheceu nes a ase a exigência da p o issão, a i mando que “ao abalha com di e sos ipos de ins umen os exige uma capacidade de adap ação mui o g ande a ci cuns âncias ad e sas”. Após a in e enção, a opinião dos alunos mudou signi ica i amen e e podemos dize que a sua ideia inicial sob e o acompanhado se al e ou, sendo es e conside ado ago a como um in e enien e que em um papel impo an e e exigen e du an e a pe o mance. A alo ização do papel do pianis a acompanhado oi um dos obje i os do p oje o e conseguiu se cump ido du an e a in e enção. Compe ências do Pianis a Acompanhado É possí el e i ica com os dados da abela 7 que os alunos in e encionados começa am a e , mais po meno izadamen e, as compe ências que o pianis a acompanhado possuiu no exe cício das suas unções. Numa p imei a ase, as compe ências que os alunos associa am ao pianis a acompanhado e am poucas e pouco escla ecedo as, po que e a a am as compe ências mais comuns e demons a am pouca noção das mesmas. Após a in e enção, já se e i icou um maio conhecimen o das compe ências do pianis a acompanhado , incluindo ago a os es udan es nas espos as inais compe ências como capacidade de comunicação, capacidade de eação e adap abilidade. A aluna X mencionou ainda a capacidade “ul apassa apidamen e os e os e segui semp e em en e sem in e ompe o acompanhamen o” (aluna X). O aluno Y indicou ambém a ques ão da imp o isação e da 56 noção de ha monia como uma compe ência, algo elacionado com o que o pianis a A, capí ulo 4.2.1.1., em que o mesmo a i ma que a base ha mónica “em ci cuns âncias menos desejá eis, cons uam uma “base” sólida pa a o solis a não pe de a noção da ob a a se execu ada”. Que compe ências se iam ú eis pa a o eu dia-a-dia enquan o pianis a O aluno Y e elou e obje i os de inidos e que não passam pelo acompanhamen o. O aluno e e iu que “o meu sonho é di e en e”. Con udo, “ enho mui o in e esse po g upos de câma a e o mações ins umen ais di e sas”. Já a aluna X não echa a po a aos acompanhamen os “Se ia uma opção a pensa (...)”. Con udo os alunos conside am que exis em capacidades do pianis a acompanhado que podem se bas an e ú eis no dia-a-dia de um pianis a. A lei u a à p imei a is a e a capacidade de lei u a “é semp e ú il, p incipalmen e quando amos es uda peças no as e es amos a le a peça pela p imei a ez” (aluna X) e “a ibui-me mais acilidade, enquan o pianis a, na ho a de es uda uma ob a. Menos empo é eque ido pa a a sua lei u a, podendo oca em ou os aspe os, como écnicos ou exp essi os” (aluno Y). Di iculdades du an e o acompanhamen o Du an e a ase inicial de in e enção os alunos o am pos os à p o a, uma ez que i e am de oca duas pequenas ob as com um ins umen o de sop os. Nenhum dos alunos inha expe iência no acompanhamen o, apenas o aluno Y inha alguma expe iência de oca em conjun o, e es a am os dois a acompanha pela p imei a ez um colega. A p incipal di iculdade que os alunos i e am oi a comunicação com o músico, al ez po se a p imei a ez, po não sabe em mui o bem como é que inham que comunica , ou pela di iculdade da ob a. O aluno Y e e iu es a “ex emamen e concen ado em le a pa i u a” e que des a o ma “não oi mui o cla o o con ac o en e ambos” (aluno Y). O aluno econheceu ainda que e e que eco e à simpli icação da edução o ques al de ido ao pouco empo que e e pa a le a ob a, o que oi mais um a o que o dis aiu du an e o acompanhamen o. 4.2.3. En e is a ao P o esso Coope an e No im da ase de in e enção o am ealizadas algumas pe gun as ao p o esso coope an e, pa a se possí el e uma pe ceção sob e a u ilidade da ap endizagem dos concei os desen ol idos pa a os alunos in e encionados. Com base nas espos as o necidas oi possí el encon a os seguin es emas: 57 Tabela 8 - Análise emá ica das espos as do p o esso coope an e Temas Exemplos Impo ância do pianis a acompanhado : “(...) É es e p o esso que, ao longo do pe cu so académico, a á a pon e en e o con ex o de acompanhamen o e o con ex o de música de câma a, execu ando, na p á ica, o abalho do p o esso de ins umen o, jun o do aluno (...)” (sic) U ilidade das compe ências lecionadas pa a os alunos “(...) uma ez que, não obs an e as di e enças, exis em, ambém, semelhanças que podem a o ece o es udo ao piano, do epe ó io solo e/ou ou o, nomeadamen e, cele idade de lei u a, de cons ução de peça num pe íodo mais cu o de empo, ecupe ação de epe ó io, ges ão de di e en es p og amas pe an e di e en es obje i os.” (sic) “Um cu so supe io de música, na e en e de pe o mance de piano, não p epa a, po ine ência, pa a o piano acompanhamen o (...)” (sic) Como é is o o papel do Pianis a Acompanhado nas Escolas “As escolas do ensino a ís ico, ge almen e, di igidas po p o esso es-músicos de em se as p imei as a espei a o p o esso de piano acompanhamen o.” (sic) “Sem se sob epo ao p o esso de ins umen o, o p o esso de Piano Acompanhamen o é o elemen o que es uda o epe ó io de á ios alunos e que se expõe em palco, con ibuindo pa a o sucesso desses alunos, em empo eal.” (sic) Ago a, de alhadamen e, se ão explo ados os emas. Impo ância do pianis a acompanhado : Pa a o p o esso coope an e o pianis a acompanhado é um “p o esso -somb a” que ealiza um abalho em conjun o com um ins umen is a solis a e conside a que o papel do pianis a acompanhado den o de um es abelecimen o de ensino é mais do que um simples acompanhado , pa a o p o esso coope an e o pianis a acompanhado é um p o esso . U ilidade das compe ências lecionadas pa a os alunos O p o esso coope an e conside a que as compe ências que o am emp egues du an e a ase de in e enção o am en iquecedo as pa a os alunos e já pensou em ensina algumas écnicas aos seus alunos, já que conside a que “exis em, ambém, semelhanças que podem a o ece o es udo ao piano”. 58 De aco do com o mesmo, as a i idades desen ol idas du an e a in e enção ajuda am os alunos em di e sos aspe os, já que o am “p omo idas á ias si uações que es a am o domínio de compe ências de lei u a e audi i as dos alunos isados e c iados desa ios que exigi am ginás ica men al/ ea i idade”. O p o esso e e iu ainda que a ualmen e o cu so supe io de piano “não p epa a (...) pa a o piano acompanhamen o”, já ocado apenas na unção do solis a deixando a componen e de acompanhamen o comple amen e de o a. Des a o ma, suge iu que pode ia “ha e momen os/disciplinas que en a izem as compe ências de lei u a, lei u a à p imei a is a, es udo da ha monia (...)” de o ma a en iquece mais o aluno e e uma pequena noção des as compe ências caso seja necessá io pô-las em p á ica. Como é is o o papel do Pianis a Acompanhado nas Escolas O p o esso coope an e ealçou a impo ância de sensibiliza as escolas pa a a unção do pianis a acompanhado . “Não podemos conside a o pianis a acompanhado como uma pessoa que não em a ob igação de aze mais do que es á ao seu alcance, não pode se o “ az- udo lá da escola”. 4.3. Resul ados da In e enção No p ocesso de in e enção na sala de aula os alunos o am ins uídos a lida com algumas compe ências associadas ao pianis a acompanhado . Uma ez que o empo pa a a in e enção oi escasso, os alunos abalha am du an e as aulas de in e enção as seguin es compe ências: • Comunicação; • Domínio do eclado; • Lei u a à p imei a is a; • Lei u a de ci as; • Simpli icação do ex o musical; As compe ências o am abalhadas ao longo de ês aulas e o am dis ibuídas da seguin e manei a: • Aula n.º 1: Lei u a à p imei a is a e domínio do eclado; • Aula n.º 2: Simpli icação do ex o musical e Lei u a de ci as; • Aula n.º 3: Comunicação. De seguida se á ap esen ada uma sín ese das a i idades e e uadas. 59 4.3.1. Aula n.º 1: Lei u a à p imei a is a e domínio do eclado Numa ase inicial os alunos o am ques ionados sob e écnicas de lei u a à p imei a is a. Segundo os alunos, quando leem à p imei a is a ocam-se nos seguin es aspe os: • Andamen o; • Di isão do compasso; • Ri mos; • Tonalidade; De uma manei a ge al os alunos consegui am oca os pon os mais impo an es numa lei u a à p imei a is a, no en an o oi possí el e i ica que necessi am de mais p á ica. Embo a a aluna X enha e e ido inicia a sua lei u a de mãos sepa adas, oi-lhe p opos o le di e amen e com as mãos jun as como é habi ual na lei u a à p imei a is a, endo em a enção o andamen o (du an e a lei u a simulou-se que a aluna es a ia a oca com ou o ins umen is a). A aluna sen iu, de uma manei a ge al, di iculdades em le à p imei a is a com as duas mãos e sen iu necessidade de le mãos sepa adas. Passado algum empo passou no amen e a execu a a peça com as duas mãos e já se i am melho ias na lei u a. Na segunda ob a oi ecomendado à aluna a ealização de uma análise musical, que consis iu na p ocu a de pad ões musicais (ex: aco des) e iden i icação de passagens e en ualmen e mais complicadas. Aspe os como dinâmica e a iculação não o am abalhados pa a não causa demasiada con usão. Nes e caso a aluna oi capaz de es a mais a en a às no as de ambas as mãos enquan o lia a peça. Foi dedicada uma segunda aula à aluna X, com um in e alo de 15 dias, pa a abalha a lei u a à p imei a is a e o domínio do eclado com ob as ainda mais acessí eis do que na p imei a ez. No início da aula a aluna es e e a ealiza pequenos exe cícios em escalas es ando o oco na pa i u a não podendo olha pa a o eclado. Nes e exe cício, o am abalhadas ques ões de lei u a, domínio de eclado e a isão pe i é ica. Rela i amen e ao aluno Y, aluno com mais expe iência ao ní el da lei u a, ob e e os esul ados desejados mais cedo sem g andes p oblemas a ela a . A lei u a à p imei a is a e o domínio do eclado são aspe os comuns en e os pianis as solis as e acompanhado es sendo que os acompanhado es u ilizam mais es a e amen a. Es es mecanismos ão sendo desen ol idos ao longo da ida, pois é com a expe iência e com abalho que es es aspe os ão icando cada ez mais in e io izados e mais à on ade de os execu a . 60 4.3.2. Aula n.º 2: Simpli icação do ex o musical e Lei u a de ci as O obje i o da segunda aula de in e enção oi abo da es a égias de simpli icação do ex o musical, seja ele o ques al ou não, e a ealização de acompanhamen os a a és de ci as musicais (mais eco en e no pe íodo ba oco). O aspe o inicial abalhado oi a lei u a e ealização de acompanhamen o de ci as. Os alunos inham pequenas peças de acompanhamen o com algumas ci as indicadas e i e am que ealiza pequenos acompanhamen os endo po base a linha do ins umen o e a ci a indicada. Numa p imei a expe iência os alunos sen i am-se desapoiados, sem sabe o que aze . A aluna X ealizou um acompanhamen o mui o ímido, ambém de ido ao ac o de não e uma base de apoio. Com as di e sas en a i as que o am sendo p a icadas ao longo da aula acabou po consegui ealiza um acompanhamen o simples que não comp ome ia o solis a. Já o aluno Y, na p imei a ez que ealizou o acompanhamen o, ez algo simples, endo po base aco des, p eocupando-se em man e o empo es á el. Com as di e sas en a i as e ob as di e en es o aluno oi ealizando bons acompanhamen os, endo semp e a p eocupação de ealiza acompanhamen os simples. Na segunda pa e da aula o obje i o oi ensina os alunos como é que se pode ealiza uma simpli icação do ex o, escolhendo as pa es mais impo an es pa a o solis a. O exe cício oi ealizado endo po base uma pequena ob a mais simples onde a edução pode ia se ei a a a és da ealização de pequenos aco des e mais a de a a és de um exce o o ques al eduzido pa a piano. Inicialmen e o am demons adas aos alunos écnicas de seleção de pa es essenciais e de edução de pa es mais secundá ias, des acando semp e que é impo an e que se conheça a e são o iginal. Foi en a izado que cada simpli icação de ex o é alida, embo a umas simpli icações possam se mais bem conseguidas que ou as. A aluna X e e ligei as di iculdades po causa da lei u a à p imei a is a, mas conseguiu aze uma simpli icação do ex o bem conseguida, man endo semp e a base, nes e caso a mão esque da, e man endo a linha mais aguda da mão di ei a, azendo com o solis a não se sen isse mui o azio eliminando pa es essenciais pa a o solis a (alguns aco des que su giam oz supe io ). aluno Y, na ob a que execu ou conseguiu ealiza uma simpli icação de ex o de uma o ma mais ápida, conseguindo escolhe os pon os mais impo an es pa a oca deixando a oz menos impo an e de lado. 67 No domínio da lei u a os alunos consegui am ob e , po pa e dos a aliado es p a icamen e uma unanimidade, des acando-se a opinião di e en e do a aliado 2 que conside a que a aluna X es e e ligei amen e abaixo do aluno Y, que na lei u a das no as que na lei u a í mica. De salien a que os alunos i e am apenas con ac o com as ob as duas semanas an es da ap esen ação. G á ico 10 – G á ico da Pos u a du an e a ap esen ação 0 1 2 3 4 5 A aliado 1 A aliado 2 A aliado 3 Pos u a du an e a ap esen ação Aluna X Aluno Y 0 1 2 3 4 5 A aliado 1 A aliado 2 A aliado 3 Lei u a das No as Aluna X Aluno Y 0 1 2 3 4 5 A aliado 1 A aliado 2 A aliado 3 Lei u a Rí mica Aluna X Aluno Y G á ico 9 - G á ico da Lei u a Rí mica G á ico 8 - G á ico da Lei u a das No as 68 Pe an e o g á ico 10, podemos conclui que os alunos consegui am ob e uma boa a aliação no que diz espei o à sua pos u a du an e a pe o mance. G á ico 11 – G á ico da Qualidade Sono a Ao isualiza o g á ico conseguimos e i ica que os a aliado es conside am que os alunos es i e am bem no capí ulo da Qualidade Sono a do ins umen o em elação ao solis a. Podemos a i ma que consegui am man e o equilíb io du an e a ap esen ação das ob as. Apenas o a aliado 1 conside a que hou e uma ligei a di e ença en e os alunos. 0 1 2 3 4 5 A aliado 1 A aliado 2 A aliado 3 Qualidade Sono a/Equilib io Aluna X Aluno Y 69 G á ico 12 – G á ico da Segu ança/Con iança Ao ní el da segu ança/con iança na pe o mance os alunos consegui am es a a um bom ní el, mesmo com alguns imp e is os que pudessem e acon ecidos consegui am ansmi i segu ança e con iança ao solis a que es a am a acompanha . 0 1 2 3 4 5 A aliado 1 A aliado 2 A aliado 3 Segu ança/Con iança Aluna X Aluno Y 70 G á ico 13 – Classi icação Média dos alunos Pe an e o g á ico ep oduzido podemos e i ica que os alunos consegui am ob e bons ní eis du an e a ap esen ação. Des aca-se, pela nega i a, a comunicação da aluna X, que e e uma classi icação in e io ao ní el 3. Todos os ou os pa âme os em a aliação icam acima do ní el 4 “Bom” o que ajuda a conclui que os alunos consegui am ealiza um bom acompanhamen o pe an e um solis a. 0 1 2 3 4 5 A i ude Capacidade de esolução de p oblemas Comunicação Es abilidade da Pulsação e andamen o Exp essi idade Musical Fluência, Agilidade e Segu ança Lei u a de No as Lei u a Rí mica Pos u a du an e a ap esen ação Qualidade Sono a/Equilib io Segu ança/Con iança Classi icação Média Aluna X Aluno Y 71 5. DISCUSSÃO A discussão dos esul ados an e io men e designados se ão ago a obje os de discussão. Pa a uma melho o ganização se ão di ididos po di e sos emas. 5.1. Relação en e a e isão de li e a u a com as en e is as A a és da e isão de li e a u a e das en e is as ealizadas aos pianis as acompanhado es, oi possí el iden i ica di e sas compe ências associadas à igu a do pianis a acompanhado . A abela 9 ap esen a uma compa ação en e as compe ências iden i icadas na e isão de li e a u a e as compe ências enume adas pelos pianis as acompanhado es. Tabela 9 - Lis a de Compe ências ob idas du an e a e isão de li e a u a e na ealização de en e is as Re isão de Li e a u a/ En e is as aos Pianis as Acompanhado es Compe ências Con e gen es Compe ências Di e gen es Adap abilidade A i ude de Colabo ação Audição Capacidade de deci a passagens Capacidade de ealização de baixos ci ados na pa i u a Capacidade de ansposição Lei u a à p imei a is a Conhecimen o de di e en es linguagens musicais Comunicação/T abalho em Equipa Conhecimen os das especi icidades dos ins umen os Capacidade de lei u a e de edução de ex o Equilíb io Conhecimen o écnico do piano Flexibilidade Capacidade de eação em si uações ad e sas Imp o isação Capacidade de lei u a e de edução de ex o In uição T abalho em equipa Lei u a de di e en es sis emas na pa i u a Visão Pe i é ica Resis ência Física e Psicológica Técnica Toca em Conjun o Após analisa a abela 9 é possí el pe cebe que o pianis a acompanhado de e possui compe ências que ão além das compe ências écnicas desen ol idas ao longo dos seus anos de o mação. Um ac o cu ioso é que apenas ês das in e e qua o compe ências iden i icadas são abo dadas du an e o ciclo de es udos a ual (compa ação com a abela 1): écnica, desen ol imen o da lei u a à p imei a is a e a capacidade de oca á ios es ilos. As es an es compe ências são desen ol idas a a és da música de câma a ou são ap endidas e desen ol idas au onomamen e. São 72 di e sas as ap idões necessá ias pa a o c escimen o do pianis a acompanhado e é necessá io que, du an e o ciclo de es udos, os alunos enham o con ac o com es as compe ências, pa a que no u u o enha mais possibilidades de desen ol e o seu abalho com mais acilidade. Das 24 compe ências iden i icadas, 11 coincidem na e isão de li e a u a e nas en e is as ealizadas. Na coluna das compe ências di e gen es emos p esen es 13 ópicos. Ao se em conside adas compe ências di e gen es não signi ica que os au o es e en e is ados não es ejam de aco do quan o a sua necessidade, mas po que são compe ências que o am pouco ela adas ou explo adas. Po exemplo, a ques ão da écnica já é uma si uação na u al num pianis a, que seja solis a, acompanhado de música de câma a e sem a écnica não é possí el ealiza ce as passagens e ce os mo imen os que num pianis a são na u ais. Nas subsecções seguin es i ei aze alguns pon os de ligação en e a in o mação ob ida na e isão de li e a u a e os dados ob idos nas en e is as ealizadas aos pianis as. Adap abilidade A adap abilidade é a capacidade de uma pessoa se adap a a con ex os di e en es, e po consequência “o pianis a acompanhado e que se lemb a das ca ac e ís icas de cada um des es músicos e das suas in e p e ações dessa ob a” (Rúbio, 2012, p. 16). Es a oi uma compe ência iden i icada pelos pianis as en e is ados, mas ambém equen emen e abo dada em a igos sob e o ópico. Apesa de os alunos in e encionados inicialmen e não a iden i ica em como compe ência, mais a de econhece am que se ia um impo an e pon o a e em conside ação. É mui o equen e um pianis a acompanhado e que ealiza acompanhamen os a di e en es ins umen os di e en es e às mesmas peças num cu o espaço de empo. Consequen emen e, o acompanhado de e e a capacidade de se adap a a cada aluno e de se acomoda às di e en es o mas de in e p e ação. “Assim o pianis a acompanhado de e á lemb a as ca ac e ís icas de cada um des es músicos e das suas in e p e ações dessa ob a ( empo, dinâmicas, a iculação)” (Rúbio, 2012, p. 16). Audição No caso especí ico dos acompanhado es a audição é um equisi o impo an e po que é necessá io es a a en o ao que o solis a es á a p oduzi e e a capacidade consegui ap oxima -se ao 73 solis a, elemb ando, e como e e e o Pianis a A o acompanhamen o não é um abalho isolado é um abalho de equipa. Es a compe ência oi a mais e e ida pelos pianis as acompanhado es en e is ados que a conside am undamen al. Cu iosamen e es a compe ência não oi e e ida pelos alunos in e encionadas nas en e is as ealizadas. A pianis a C ela a que quando um pianis a es á a acompanha pela p imei a ez não azem uso da audição e ocam mui o isoladamen e e endem a não ou i o solis a. O e mo acompanhamen o signi ica “a o de acompanha ; ha monia musical que acompanha um ins umen is a ou um can o ” e po isso emos que aze o uso da audição pa a que seja possí el exis i uma ligação en e o solis a- acompanhado . Lei u a à p imei a is a Como e e i no subcapí ulo 4.2.1.2., os pianis as en e is ados conside am a lei u a à p imei a is a essencial no papel do pianis a acompanhado , embo a obse em que não lhe é a ibuída a impo ância de ida no cu ículo da disciplina de piano. Na análise aos cu ículos disciplina es das escolas analisadas é possí el e i ica que apenas 2 ins i uições e e em o “Desen ol imen o da lei u a à p imei a is a” nos seus p og amas. A lei u a à p imei a is a é ainda unanimemen e conside ada como uma compe ência undamen al pa a um acompanhado na li e a u a exis en e (Adle , 1985). Mas po que é que es a compe ência é unanime en e os au o es? Po que é que a lei u a à p imei a is a é conside ada undamen al pa a um pianis a acompanhado ? Es a compe ência é impo an e num acompanhado po que nem semp e as pa es são en egues ao pianis a com o de ido empo e mui as ezes, de ido ao excesso de abalho, não há empo pa a es uda as pa es de idamen e (pa a ensaios ou a é mesmo audições/conce os) e o pianis a em que e a capacidade de se de ende e consegui mos a alguma con iança pe an e o solis a que es á a acompanha . A lei u a à p imei a is a não é uma compe ência simples de se ensinada, não exis e uma ó mula ma emá ica que é dada e que pe mi e desen ol e a compe ência espon aneamen e. Es e ipo de lei u a ai sendo desen ol ida a a és do es udo e da lei u a de á ias ob as. No en an o, os pianis as en e is ados e e i am que a maio pa e da écnica es á na cabeça e não nas mãos e é necessá io exis i uma sabedo ia sob e os aco des e a dedilhação, ou a é mesmo e um domínio do eclado, uma ez que os ajuda a an ecipa o que i á apa ece na pa i u a. 74 Tan o na li e a u a e is a como nas en e is as ealizadas, oi possí el e i ica a impo ância da análise ápida à ob a pa a se consegui an ecipa cená ios mais complexos, como passagens écnicas de maio complexidade ou ansc ições mais in incadas e en a deci a a ha monia p esen e e pe cebe qual é a melho o ma de simpli ica o ex o. Po im, se á impo an e e mui a a enção à onalidade. Aspe os como a musicalidade, a iculação e dinâmicas de em se lexí eis, uma ez que du an e a pe o mance o pianis a se de e i adap ando ao solis a. Fo mação dos pianis as acompanhado es A ualmen e em Po ugal não exis em cu sos secundá ios dedicados ao ensino do acompanhamen o. A maio ia das academias, conse a ó ios e escolas p o issionais dedicam o seu empo a o ma alunos pa a uma ca eia como solis a ou como p o esso . Os pianis as acompanhado es en e is ados e e i am que odas as compe ências necessá ias pa a o acompanhamen o o am desen ol idas au onomamen e ou a a és de um ensino in o mal. A música de câma a com piano pode ia se i de base pa a os pianis as i em desen ol endo as compe ências pa a no u u o consegui em ealiza acompanhamen o, po que a música de câma a desen ol e in e ação, comunicação e bal e não- e bal (a a és de ges os, mo imen os co po ais, espi ações ou a cadas, o olha , a audição, a isão pe i é ica), capacidade de eação e abalho de equipa. Con udo, se ia in e essan e ambém e o ça a o mação dos pianis as com compe ências mais especí icas de acompanhamen o, ais como capacidade de simpli icação da pa i u a, capacidade de espos a a p oblemas que possam e en ualmen e su gi , capacidade de adap abilidade e e o ço de écnicas de lei u a à p imei a. A ualmen e em Po ugal apenas a Escola P o issional da Me opoli ana inco po a no seu plano de es udos a e en e de acompanhamen o ( igu a 11), mas in elizmen e não exis e nenhuma e e ência especi ica sob e como é que essas ho as são ap o ei adas pelos alunos. O único cu so supe io po uguês com a e en e de música de câma a e acompanhamen o ( igu a 12) é a Academia Nacional Supe io de O ques a, onde exis em já di e sas unidades cu icula es dedicadas a compe ências do acompanhado , como a lei u a à p imei a is a, ansposição, edução e o acompanhamen o ins umen al. No B asil, na Uni e sidade do Rio de Janei o já exis e uma unidade cu icula de Acompanhamen o ao Piano onde os alunos desen ol em ques ões de lei u a à p imei a is a, lei u a de eduções o ques ais e co ais, eclas de ansposição e a ealização de baixos con ínuos e ambém êm 75 con ac o com di e sas si uações de acompanhamen o, como o acompanhamen o co al, ins umen al, balle e de can o. Ou as uni e sidades no es angei o já êm o cu so de pianis a acompanhado , como a Royal Academy o Music e a Royal College o Music em Lond es, Reino Unido onde é possí el aze uma Pós-G aduação, a No ges Musikkhøgskole, No wegian Academy o Music 17 onde é possí el i a o g au de mes e em acompanhamen o, na Academia Eu opea di Fi enze 18 e no Conse a ó io A igo Boi o di Pa ma 19 em I ália e na Lisz Academy 20 na Hung ia. São alguns exemplos de escolas do ensino supe io que já o e ecem al e na i as aos cu sos de o mação de pianis as solis as e de docen es. No en an o, ainda mui o pode á se desen ol ido em academias de música, conse a ó ios e escolas supe io es em Po ugal. Se ia pa icula men e ú il uma e isão dos cu ículos do ensino secundá io, pa a que algumas des as compe ências já começassem a se desen ol idas. 5.2. Fase de In e enção Nes a subsecção ão se discu idas as ês si uações que mais se des aca am du an e a ase de in e enção: capacidade de esol e p oblemas, comunicação e a lei u a (lei u a, lei u a à p imei a is a e simpli icação). Capacidade de Resol e P oblemas Um pianis a acompanhado em que e a capacidade de esol e os p oblemas que o em su gindo du an e o acompanhamen o, seja num con ex o de sala de aula ou num momen o pe o ma i o, po que si uações como i mos i egula es, pulsação ince a, sal os de sis emas e p oblemas com epe ições são si uações que podem acon ece du an e o acompanhamen o e às quais o pianis a acompanhado e á de eagi e adap a -se. Du an e a aula com o solis a p esen e os alunos o am sujei os a di e sos momen os onde o solis a ia come endo alguns e os equen es e os alunos consegui am ul apassa os di e sos p oblemas que lhes o am su gindo. Foi ambém possí el obse a que os a aliado es conside am que os alunos consegui am e um bom desempenho nes e campo. É possí el consul a mais in o mações sob e os cu sos em: 17 h ps://nmh.no/en/s udyplans/p ospec us-2020/cou ses/piano-accompanimen -i-ii 18 h ps://ae i enze.i /en/cou ses/music-cou ses/piano-accompanimen -pianis s 19 h ps://eu opeanope a.academy/module/pa 4/ 20 h ps://l ze.hu/uni e si y-s udies/ma-piano-accompanis -and- epe i eu -cou se-desc ip ion-116724 76 Comunicação A comunicação oi uma das compe ências mais di íceis de desen ol e com os alunos in e encionados, no ando-se cla amen e que não exis ia uma comunicação mui o cla a en e solis a/acompanhado . Embo a as indicações do solis a ossem cla as e p ecisas, os alunos sen i am, numa ase inicial, alguns p oblemas, uma ez que es a am mui o ocados na sua pa e, como azem no malmen e enquan o solis as. Con udo, e i icou-se uma melho ia g adual em e mos de comunicação, sendo que os alunos o am capazes de pe cebe cada ez melho es indicações po pa e do solis a e adap a -se às mesmas. Es a compe ência oi a menos consensual en e os a aliado es, pois conside a am que a comunicação não oi a mais cla a en e o solis a e acompanhado , em ce a pa e po que os alunos in e encionados es i e am mais ocados na pa e de piano e não no solis a e nas di e sas indicações que o solis a oi ansmi indo. Lei u a Ao ní el da lei u a o am abalhados ês pon os impo an es: a lei u a da pa i u a (compe ência comum ao pianis a solis a) e lei u a à p imei a is a. Na compe ência da lei u a, o pon o des acado oi a lei u a dos sis emas da pa e do piano e a pa e do solis a, uma ez que o acompanhado não de e ica p eso à sua pa e e de e se capaz de segui a linha do solo na e en ualidade de algo acon ece du an e a pe o mance. Nes e campo os alunos sen i am mais di iculdades já que não es a am habi uados a le mais que dois sis emas e quando os mesmos o am “ob igados” a e o sis ema adicional exis iu uma isí el di iculdade em consegui em p es a a enção a odos os po meno es. Na lei u a à p imei a is a, após in o mações já ecolhidas a a és da e isão de li e a u a e das en e is as ealizadas, o am dadas algumas écnicas que podiam se u ilizadas pa a consegui em ealiza uma lei u a à p imei a is a mais compe en e. Uma p imei a abo dagem a aluna X sen iu mais di iculdades, de ido ambém ao seu cu so pe cu so no piano e sen iu di e sas di iculdades quando inha que ealiza uma lei u a à p imei a is a com as mãos em simul âneo. Mas com a ealização de alguns exe cícios oi conseguindo melho a a sua lei u a, já o aluno Y sen iu mais acilidades em ealiza as di e sas lei u as à p imei a is a conseguindo man e uma boa es abilidade pa a o solis a. Es a compe ência p ecisa de mui o eino du an e o pe cu so enquan o pianis a, po que não é ácil de se ensinada. Dos pianis as en e is ados, 2 a i ma am que nunca inham pensado de como é que conseguiam le à p imei a is a po que inham uma acilidade em le e nunca p ecisa am de a anja 83 Reses, G. e Mendes, I. (2021). Uma Visão P á ica da Análise Temá ica: exemplos na in es igação em mul imédia em educação. Re lexões em o no de Me odologias de In es igação: análise de dados (pp. 13-28). Uni e sidade de A ei o. h p://hdl.handle.ne /10773/30773 Rocha, A. (2017). Lei u a Musical à p imei a is a: Um es udo com guias de auxílio pa a es udan es uni e si á ios de ó gão e piano. [Tese de Dou o amen o, Uni e sidade Fede al do Rio G ande do Sul]. Reposi ó io Digi al da UFRSG. h p://hdl.handle.ne /10183/172291 Rome o, I. (2019). As e e ências ex amusicais po uguesas no ensino de piano: uma abo dagem con ex ualizada de epe ó io con empo âneo po uguês [Rela ó io de Es ágio, Uni e sidade do Minho]. Reposi ó io Ins i ucional da Uni e sidade do Minho. h p://hdl.handle.ne /1822/63425 Roque, M.S. (2010, ab il 20). A In es igação-ação em Educação . h ps://p .slidesha e.ne /mscab al/in es igao-aco Rosse , A. (2005, Feb ua y 21). The ole o he piano accompanis when pe o ming wi h a solois . A as da In e na ional Con e ence Pe o mance Ma e s! P ac ical, Psychological, Philosophical and Educa ional Issues in Music Pe o mance Rúbio, I. C. (2012). A In luência do pianis a acompanhado no pe cu so de ap endizagem musical dos es udan es de ins umen o. [Disse ação de Mes ado em Ciências da Educação - Música: Uni e sidade Ca ólica Po uguesa, Po o]. Vie i a i – Reposi ó io Ins i ucional da Uni e sidade Ca ólica Po uguesa. h p://hdl.handle.ne /10400.14/12085 Sousa, L. M. L. (2014). In e ações en e o pianis a colabo ado e o Can o E udi o: Habilidades, Compe ências e aspe os psicológicos. [Disse ação de Mes ado, Uni e sidade de B asília]. Reposi ó io da Uni e sidade de B asília. h ps:// eposi o io.unb.b /handle/10482/17876 Vallés-G au, L. e Vila , J. M. P. (2020). Vocal Piano Accompanimen . A Cons an Resea ch Towa ds Emancipa ion (1). English Language Li e a u e & Cul u e, 5 (1), 13-24. h p://www.sciencepublishingg oup.com/jou nal/pape in o?jou nalid=195&doi=10.11648/j.ellc.20200 501.12 Xin, L. (2019). Discussões sob e o Ensino de Acompanhamen o de Piano na Uni e sidade No mal . Con e ência In e nacional sob e Educação A ançada, Se iço e Ges ão 3, 348-352. h ps://doi.o g/10.35532/JSSS.V3.077 84 8. ANEXOS Anexo I – En e is a aos alunos in e encionados (an es da in e enção) Nome: Aluna X Ano Académico: 10.º Ano Da a da en e is a: 07/04/2021 En e is a P é-In e enção Alunos In e encionados P: Há quan o empo é que es udas piano? R: Es udo piano há 2 anos, mais ou menos. P: Po que é que decidis e es uda piano? R: Po que é dos ins umen os mais complexos e quando ou imos música clássica, as músicas mais conhecidas são as de piano e é um ins umen o mui o boni o. P: Já ou is e ala de pianis as acompanhado es? Pa a i, o que é um pianis a acompanhado ? R: Sim. É um pianis a que az acompanhamen os, como o p óp io nome indica, pa a ou os músicos que es ejam a oca ou o ins umen o e az a pa e base da música. P: Que compe ências é que achas que os pianis as acompanhado es de em e ? R: Lei u a à p imei a is a, e um conhecimen o de á ias peças e de á ios ins umen os mui a p á ica, que ambém em com o abalho e e capacidade pa a comp eende o que é que o ou o músico es á a oca . 85 P: Alguma ez ocas e em conjun o (em música de câma a ou com alguns colegas) R: Não, ainda não oquei com ou os ins umen os e a ualmen e, po causa da si uação da pandemia COVID-19, icou mais di ícil oca com ou os ins umen os. P: Alguma ez pensas e em segui a ca ei a de pianis a acompanhado ? P: Nunca oi aquilo que pensei como oco p incipal, mas ambém acho que se ia uma boa ideia. P: Alguma ez e ensina am écnicas especi icas de acompanhamen o? R: Técnicas especi icas de acompanhamen o não. P: Conside as impo an e es uda compe ências especi icas pa a os pianis as acompanhado es? Po quê? R: Sim, po que nunca sabemos quando é que ai se p eciso, mesmo que não seja uma coisa o mal, oca com ou os ins umen os e sabe as bases do acompanhamen o. P: Das compe ências que adqui is e nas aulas de ins umen o e música de conjun o qual(is) é que conside as que podem se ú eis pa a o acompanhamen o? R: Lei u a, o con ac o com ou os músicos em música de câma a. P: Achas que a ualmen e, nas disciplinas de piano e/ou de música de conjun o es ás a abalha alguma compe ência elacionada com o acompanhamen o? R: Relacionada com o acompanhamen o não, mas amos semp e ganhando mais p á ica, como po exemplo com a lei u a de di e sas ob as conseguimos melho a a lei u a e adqui i uma lei u a mais ápida. 86 Nome: Aluno Y Ano Académico: 11.º Ano Da a da en e is a: 07/04/2021 En e is a P é-In e enção Alunos In e encionados P: Há quan o empo é que es udas piano? R: Ce ca de 10 anos. P: Po que é que decidis e es uda piano? R: Na al u a gos a a de ou i música e o piano pa a alem de se um dos poucos ins umen os que a escola disponibiliza a, oi aquele que eu mais gos ei P: Já ou is e ala de pianis as acompanhado es? Pa a i, o que é um pianis a acompanhado ? R: Como e e ências nunca, apenas solis as. O pianis a acompanhado é aquele pianis a que oca num con ex o de acompanhamen o, não em uma pa e solis a, mas em uma pa e impo an e que sus en a oda a música que es á a oco e du an e a execução. P: Que compe ências é que achas que os pianis as acompanhado es de em e ? R: Lei u a à p imei a is a bas an e boa, écnica pa a não e que pensa demasiado no que es á a aze e as compe ências que um pianis a necessi a e a capacidade de se adap a ao músico que es á a acompanha . 87 P: Alguma ez ocas e em conjun o (em música de câma a ou com alguns colegas) R: Sim. Toquei em sala de aula a 4 mãos e em con ex o de música de câma a em duo e io. P: Alguma ez pensas e em segui a ca ei a de pianis a acompanhado ? P: Não. P: Alguma ez e ensina am écnicas especi icas de acompanhamen o? R: De o ma especi ica não. P: Conside as impo an e es uda compe ências especi icas pa a os pianis as acompanhado es? Po quê? R: Sim, po que são compe ências que pa a alem de se i em pa a o pianis a acompanhado e se em undamen ais se em ambém pa a aplica em di e sos con ex os. P: Das compe ências que adqui is e nas aulas de ins umen o e música de conjun o qual(is) é que conside as que podem se ú eis pa a o acompanhamen o? R: Técnica e a capacidade de execução e a lei u a. P: Achas que a ualmen e, nas disciplinas de piano e/ou de música de conjun o es ás a abalha alguma compe ência elacionada com o acompanhamen o? R: Em piano, ocando um epe ó io mais solís ico não, uma ez que passa mui o pela pa e écnica e em Música de Câma a endo pa a alem da pa e em que o piano é um ins umen o com a melodia em ambém pa es com acompanhamen o, po isso acho que sim. 88 Anexo II – En e is a aos alunos in e encionados (depois da in e enção) Nome: Aluna X Da a: 22/08/2021 Ano Académico: 1º ano cu so p o issional (10º ano) En e is a/Ques ioná io pós-in e enção Ques ões (alunos in e encionados) P: Depois da expe iência que i es e nas aulas de in e enção, qual é a ua opinião ace ca da p o issão do pianis a acompanhado ? Acho que é uma p o issão mui o mais complexa do que aquilo que as pessoas julgam, po que en ol e á ios aspe os, p incipalmen e a comunicação en e os dois ou mais músicos en ol idos, e en ol e mui as capacidades e dedicação. (a) Já consegues e uma posição mais cla a sob e as compe ências que um pianis a acompanhado de e possui ? Sim, es as aulas com o p o esso B uno ajuda am-me bas an e a ica mais escla ecida sob e as capacidades necessá ias. (b) Quais são pa a i as compe ências cha es? Boa capacidade de lei u a à p imei a is a, capacidade de comunicação sem p ecisa de ala , a a és de olha es e ges os, e capacidade de ápida adap ação an o à peça como a quem es amos a acompanha . Também é impo an e consegui ul apassa apidamen e os e os e segui semp e em en e sem in e ompe o acompanhamen o. P: Qual oi (ou quais o am) as compe ências que ap endes e du an e as aulas in e encionadas? Melho ei a lei u a à p imei a is a, a capacidade de comunicação e iz algo que nunca inha ei o, acompanha ou o ins umen o. (a) Qual se ia a compe ência que gos a ias de ap o unda mais? A lei u a à p imei a is a, uma ez que não é algo em que eu es eja mui o à on ade. 89 P: Depois da expe iência que i encias e, achas que de e ias e mais disciplinas elacionadas com música de conjun o ou de acompanhamen o? Sim, acho que se ia mui o ú il. P: De que o ma é que as compe ências que ap endes e nas aulas podem se ú eis pa a o dia-a-dia pa a a ua ap endizagem enquan o pianis a? A lei u a à p imei a is a é semp e ú il, p incipalmen e quando amos es uda peças no as e es amos a le a peça pela p imei a ez, e a comunicação é semp e impo an e, po que nunca sabemos quando amos p ecisa de acompanha alguém ou de oca em g upo. P: Desc e e, de o ma since a, quais o am os pon os posi i os e nega i os que sen is e quando i es e a acompanha o eu colega de ombone? Sen i um pouco de di iculdade po que nunca inha ei o algo assim, mas achei mui o in e essan e po que ambém iquei a pe cebe como unciona o acompanhamen o e ob i e mais acilidade em comunica com o meu colega, coisa que não inha no início da expe iência. P: Depois des a expe iência que i encias e, se ia possí el pensa es em segui uma ca ei a como acompanhado ? Se ia uma opção a pensa , po que é uma á ea mui o in e essan e que nos pe mi e oca á ios es ilos de música com á ios ins umen os di e en es e en ende melho o papel dos colegas que ocam ou os ins umen os. 90 Nome: Aluno Y Da a: 29/07/2021 Ano Académico: 11º ano - (2º ano Cu so P o issional) En e is a/Ques ioná io pós-in e enção Ques ões (alunos in e encionados) P: Depois da expe iência que i es e nas aulas de in e enção, qual é a ua opinião ace ca da p o issão do pianis a acompanhado ? A p o issão de pianis a acompanhado é ex emamen e exigen e. É necessá io abalha com di e sos ipos de ins umen is as, que exigem, em ce os casos, uma capacidade de adap ação mui o g ande a ci cuns âncias ad e sas. (a) Já consegues e uma posição mais cla a sob e as compe ências que um pianis a acompanhado de e possui ? C eio que adqui i uma noção mais cla a ao longo do empo e a a és da expe iência. É necessá ia (ou con enien e) uma boa capacidade de lei u a, um conhecimen o p é io - nas ci cuns âncias ideais - da ob a a execu a , capacidade de comunicação com o(s) solis a(s), noções de ha monia e imp o isação consis en e que, em ci cuns âncias menos desejá eis, cons uam uma “base” sólida pa a o solis a não pe de a noção da ob a a se execu ada, e c. (b) Quais são pa a i as compe ências cha es? Na minha opinião, as ci cuns âncias cha e são a lei u a e a comunicação com o solis a que é acompanhado. P: Qual oi (ou quais o am) as compe ências que ap endes e du an e as aulas in e encionadas? P a iquei um pouco de odas as compe ências essenciais. A que me pa ece mais “ma can e” oi p ecisamen e a habilidade de eagi , em empo eal, a di iculdades do momen o (no as e adas, não- manu enção da pulsação, “passa à en e” á ios compassos, e c.) 91 (a) Qual se ia a compe ência que gos a ias de ap o unda mais? Ac edi o que odas as compe ências são ex emamen e impo an es. A que denomina ia minha “ a o i a” é a lei u a à p imei a is a. É mui o impo an e e essencial em di e sos con ex os (den o e o a do acompanhamen o). P: Depois da expe iência que i encias e, achas que de e ias e mais disciplinas elacionadas com música de conjun o ou de acompanhamen o? Acho que a p á ica que enho de música de câma a é su icien e, se man ida de o ma consis en e. No meu pon o de is a, é ex emamen e impo an e oca (no caso do piano, po exemplo) piano a 4 mãos, em o mações como duo, io, quin e o, e c. O acompanhamen o é ambém uma p á ica que, segundo en endo, comple a um músico. Acompanha ou os é bom pa a a o mação pessoal e in e pessoal do músico. Se capaz de es a “submisso” à on ade do solis a pa ece-me uma capacidade ex emamen e di ícil e o ma i a. P: De que o ma é que as compe ências que ap endes e nas aulas podem se ú eis pa a o dia-a-dia pa a a ua ap endizagem enquan o pianis a? Uma p á ica cons an e da lei u a a ibui-me mais acilidade, enquan o pianis a, na ho a de es uda uma ob a. Menos empo é eque ido pa a a sua lei u a, podendo oca em ou os aspe os, como écnicos ou exp essi os. A capacidade de eagi em unção do solis a pode ambém se aplicada no caso de algo co e menos bem num conce o ou eci al P: Desc e e, de o ma since a, quais o am os pon os posi i os e nega i os que sen is e quando i es e a acompanha o eu colega de ombone? O meu colega de ombone é meu colega de u ma, logo há uma elação mais p óxima que a de um “es anho”. Assim, sen i-me bem ao acompanha alguém que já conheço. A di iculdade da ob a e a exigen e pa a uma lei u a num cu o espaço de empo, o que le ou à necessidade da simpli icação da edução o ques al e c ia alguma con usão, se es a capacidade não o consis en e. Es ando ex emamen e concen ado em le a pa i u a, c eio que não oi mui o cla o o con ac o en e ambos, aspe o co igido pos e io men e pelo p o esso . P: Depois des a expe iência que i encias e, se ia possí el pensa es em segui uma ca ei a como acompanhado ? Não c eio que seja possí el, pois o meu sonho é di e en e. Ainda assim, enho mui o in e esse po g upos de câma a e o mações ins umen ais di e sas 92 Anexo III – En e is a ao P o esso Colabo ado Nome: B uno M. Rua e Sil a En e is a/Ques ioná io Ques ões (p o esso colabo ado ) P. Baseado na sua expe iência, dize qual é pa a si a impo ância do pianis a acompanhado ? O Pianis a Acompanhado é um segundo p o esso , um p o esso -somb a, pa a o aluno que usu ui do abalho conjun o ealizado no âmbi o do acompanhamen o. É es e p o esso que, ao longo do pe cu so académico, a á a pon e en e o con ex o de acompanhamen o e o con ex o de música de câma a, execu ando, na p á ica, o abalho do p o esso de ins umen o, jun o do aluno. No âmbi o do ensino a ís ico especializado em música, a sua na u eza ine en emen e indi idualizada e pe sonalizada az do Pianis a Acompanhado mais do que um acompanhado : é, pois, um p o esso . P. Alguma ez ponde ou ensina aos seus alunos algumas écnicas do pianis a acompanhado ? Po quê? Sim, uma ez que, não obs an e as di e enças, exis em, ambém, semelhanças que podem a o ece o es udo ao piano, do epe ó io solo e/ou ou o, nomeadamen e, cele idade de lei u a, de cons ução de peça num pe íodo mais cu o de empo, ecupe ação de epe ó io, ges ão de di e en es p og amas pe an e di e en es obje i os. P. Conside a que, com base no p oje o, o con ac o que os alunos i e am com as compe ências associadas ao pianis a acompanhado o am en iquecedo as? Sem dú ida. P. Conside a que as compe ências que o am desen ol idas nas aulas in e encionas pelo es agiá io são impo an es pa a o desen ol imen o do aluno? Ce amen e. Fo am p omo idas á ias si uações que es a am o domínio de compe ências de lei u a e audi i as dos alunos isados e c iados desa ios que exigi am ginás ica men al/ ea i idade e, em suma, consciencialização do papel de acompanhado e esponsabilidade subjacen e. 99 P: Quando emos mui o pouco empo pa a p epa a a mesma peça com á ios alunos exis e a possibilidade de não nos lemb a mos de como é que o aluno es á a execu a a peça, como é que eage nes a si uação? Se o um aluno mais pequeno é mais ácil de aze , é mais in ui i o, u ilizo no malmen e a mesma pa i u a e en o es a semp e a en o a odas as pa es, uma ez que as peças são mais acessí eis, mas a concen ação es á semp e em al a. Se o aluno o mais a ançado u ilizo pa i u as di e en es e aço as ano ações necessá ias pa a cada aluno. 100 Nome: Pianis a B Da a da en e is a: 11/04/2021 En e is a (pianis as acompanhado es) P: Pode ala -me um pouco do seu pe cu so académico como pianis a? Es udei no Conse a ó io Di Música em L’Aquila em I ália, no inicio não oi mui o ácil po que es a a numa classe onde odos os anos oca a de p o esso e po isso não oi um pe cu so mui o ácil e ui p ocu ando um p o esso onde conseguisse e aulas egula men e, posso dize que ui ap endendo com os e os e com p o esso es que não e am assim ão bons mas assim ambém se pode ap ende mui o e depois de acaba o cu so supe io em I ália consegui ecupe a odas as alhas que inha, écnicas e musicais, ambém po que pa icipei em mui os concu sos e gos a a de pa icipa em concu sos e ao ou i ou as pessoas oca ambém pe cebi mui as coisas. Após acaba o cu so em I ália comecei a abalha em Po ugal, no Funchal comecei a da aulas de piano e depois de 2 anos na Madei a, ambém ap endi mui a coisa po que só inha dado aulas pa icula es em I ália e ap endi a ala po uguês, depois ui pa a Mi andela 3 anos e lá comecei a acompanha e a e expe iências em acompanhamen o, an es disso apenas inha ocado com iolinis as e inha mui o epe ó io em musica de câma a mas em Mi andela comecei a oca com á ios ins umen os e pe cebi mui a coisa, uma ez que não é a mesma coisa oca com um iolino e oca com um ombone e a manei a de oca em que se di e en e. Depois de Mi andela decidi muda pa a o Po o e iz o concu so no Conse a ó io do Po o e iquei lá a é aos dias de hoje e gos o cada ez mais de acompanha e enho cada ez mais acilidades em e a pe cebe a música e ambém a lei u a à p imei a is a, a expe iência pe mi iu-me pe cebe a música logo e a ou i e melho a ecnicamen e. Depois de e concluído os es udos e am I ália i ei o cu so em Po ugal, po que as habili ações são di e en es, e en ão p ecisa a do papel pa a da aulas em Po ugal e en ão ambém i ei o Mes ado em Ensino de Música na Uni e sidade do Minho. P: Há quan o empo é que abalha como pianis a acompanhado ? Numa escola o icial há 22 anos. 101 P: Como é que se in e essou po es a á ea? Since amen e eu não gos o mui o de chama de acompanhamen o, eu penso que o pianis a acompanhado az ambém música de câma a po isso semp e gos ei de abalha com as ou as pessoas, em oca e música de câma a po isso eu conside o es e abalhado mais como pianis a de câma a, é mui o mais comple o do que um pianis a acompanhado , eu acho que o e mo “pianis a acompanhado ” não de e ia exis i . P: Pa a si, quais são as compe ências que um pianis a acompanhado de e possui ? Lei u a à p imei a is a, ajuda bas an e, mas ambém a lei u a à p imei a is a pode i melho ando com a expe iência, se uma pessoa não em uma lei u a à p imei a is a boa e começa a abalha pode i a melho a mui o. Uma compe ência é que em que gos a de oca com as pessoas, em que ou i em que e uma a i ude de colabo ação, não pode pensa como mui os pianis as solis as pensam que só exis em eles, em que ap ende a pa ilha , a ou i não é só um abalho de músico isolado, eu penso que é um abalhado quase social, em que ajuda psicologicamen e os alunos a oca melho , é um abalho mui o comple o e mui o sa is a ó io. P: Conside a que essas compe ências di e em de uma pianis a solis a ou de câma a? Como? Em p incipio não po que a écnica é a mesma, nós es udamos a mesma écnica que os solis as ago a quando nós acompanhamos emos que ajuda o som, o oque ao ou o ins umen o po isso podem exis i mui as mudanças, nós, pianis as acompanhado es ambém emos pa es solis as e nes as pa es solis as ocamos como solis as e quando o solis a é ou o ins umen o emos que oca de ou a manei a, emos que en ega a ase pa a o ou o solis a, po isso é que conside o es e abalho mui o mais in e essan e. P: Como é que adqui iu/desen ol eu as compe ências que e e iu? Tocando, ocando cada ez mais sem e medo de le coisas no as, abalhando mui o e, po exemplo, emos mui os conce os com edução de o ques a e emos que pe cebe quais são as pa es que emos que oca , ou i a música da o ques a e pe cebe qual é a pa e impo an e pa a o solis a pa a e uma o ien ação pa a en a po isso, é ou i , es uda , colabo a e mui a expe iência, com a expe iência odas as compe ências ão melho a cada ez mais. 102 P: Conside a que a expe iência do pianis a solis a é bené ica pa a o pianis a acompanhado ? Cla o, o ins umen o é o mesmo. Nós ap endemos epe ó io solis a no nosso pe cu so, a écnica é a mesma, a música é igual, mas pa a mim é mui o mais in e essan e o abalho como pianis a acompanhado a, ecnicamen e não achou que seja mais ácil e musicalmen e é mais in e essan e. P: E a expe iência de pianis a acompanhado é bené ica pa a o pianis a solis a? Sim, cla o que sim, a é po que o pianis a acompanhado es á habi uado a ou i mais e o pianis a solis a es uda mais a écnica, a peça musicalmen e, mas não es á mui o habi uado a ou i , es á mais concen ado em si mesmo do que se passa o a do ins umen o. P: Conside a que as compe ências que os alunos desen ol em du an e o pe íodo de o mação, ao ní el solis a, são su icien es pa a a ealização de um bom acompanhamen o? Po quê? Em p incípio oda a gen e em capacidade, em compe ência pa a ealiza acompanhamen os, ago a depende do que cada um p e ende. A maio ia dos pianis as não que se pianis a acompanhado , mas que da aulas de piano, cla o que nes a si uação não ai e compe ências, mui as ezes os p o esso es de piano deixam de oca o ins umen o e icam um bocadinho pa a ás e depois de pe de o hábi o de oca ica di ícil de ecupe a , depende da on ade de cada pessoa. P: Conside a que a ualmen e as ins i uições de ensino p epa am os alunos pa a segui em uma ca ei a como acompanhado es? Não, acho que não. Penso que se de e ia abalha mui o mais a música de câma a, não es a ho as e ho as num qua o a es uda sozinho e penso que a música de câma a ajuda mui íssimo. De e - se-ia muda es a si uação. P: Conside a impo an e que as escolas de ensino ocacional e/ou as uni e sidades comecem a p epa a os pianis as pa a a componen e de acompanhamen o? De que o ma? Podiam es a p esen es mais disciplinas de música de câma a, acho que undamen almen e is o, podem ambém ou i conce os, mas o melho é e em a p á ica de oca em em conjun o, oca p og ama de música de câma a com mais egula idade. A ualmen e dá-se mais alo à componen e solis a e a música de câma a es á mui o esquecida. 103 P: Quais são as écnicas que u iliza pa a ealiza uma lei u a à p imei a is a? Olha é ão imedia o que não enho uma écnica, é mui o in ui i o, mas acho que a p imei a coisa é e o andamen o que es á ma cado pa a depois não se mos su p eendidos, e bem as al e ações, a onalidade, e um pequeno cuidado e e a pa e do solis a, po que no malmen e nos es amos a e semp e mais à en e na pa i u a. P: Du an e a lei u a à p imei a is a, quais são os a o es que conside a mais impo an es? As no as, a dinâmica, a a iculação, o empo? Em p imei o luga o empo, az mui a di e ença se ocamos um andan e em ez de um aleg o já es amos a muda a peça comple amen e, e depois me e as no as, não podemos pensa em me e as no as odas, emos que en a aze uma lei u a à p imei a is a limpa, amos pouco a pouco descob indo a ha monia, as pa es mais impo an es, se a melodia es á na mão di ei a ou na mão esque da, i descob indo com calma sabe se o empo é ápido ou calmo; pe cebe o es ilo da peça e o ca á e . P: Conside a que a lei u a à p imei a is a pode es a ligada ao conhecimen o do eclado? Sim, em pa e sim, mas não só. É um bocadinho como um dom na u al, mas eu já ou i mui os pianis as solis as b ilhan es que depois em música de câma a não conseguiam oca quase nada à p imei a is a. Não sei como é que se pode ap ende , acho que é p eciso que e ap ende , se uma pessoa que ap ende , desen ol e melho . Os pianis as solis as mui as ezes não que em ap ende , não que em sabe da lei u a à p imei a is a. P: Como é que consegue p epa a uma ob a num cu o espaço de empo? Depende de se uma ob a de música de câma a, como po exemplo uma sona a pa a iolino e piano onde as pa es são do mesmo ní el ou se é uma pa e de o ques a e solis a onde se pode aze uma edução, nos escolhemos o que é melho pa a oca não é p eciso oca odo, exis em eduções mui o mal ei as e é impossí el isicamen e e humanamen e oca udo en ão emos que decidi , sabe e conhece a peça e ou i a peça an es. 104 P: Quando es á a oca eduções de o ques a, ac edi o que algumas ezes não consiga ealiza udo o que es á esc i o, quais são as écnicas que u iliza pa a ealiza uma boa edução? Quais são as pa es que conside a mais impo an es e as que conside a menos impo an e? Quando p epa o uma edução de o ques a, a p imei a coisa que aço é ou i a peça com a o ques a e depois começo a p ocu a o caminho ce o, num empo mais calmo, não pode se de ou a o ma, pe cebe quais são as no as impo an es e começa a aze uma edução p óp ia, cada pianis a em a sua p óp ia edução, que pode se mais ou menos álida, cada um escolhe a melho manei a de eduzi . P: Quais são as écnicas que u iliza pa a comunica com o músico que es á a acompanha ? P: Que o mas é que exis em pa a comunica sem ala ? P imei amen e emos que e con ac o isual com a pessoa depois ou i as espi ações deles, não me e i o só aos sop os, as co das ambém uma espi ação na u al an es de começa , es a a en a à ou a pessoa, e uma empa ia e simpa ia com as pessoas e en a oca jun os. Eu nunca penso que es ou a acompanha e o aluno es á a oca , eu penso que os dois es amos a aze alguma coisa jun os, emos que sen i que es amos jun os. Olha e ou i , dize ao aluno que em que comunica . P: Quando emos mui o pouco empo pa a p epa a a mesma peça com á ios alunos exis e a possibilidade de não nos lemb a mos de como é que o aluno es á a execu a a peça, como é que eage nes a si uação? Depende mui o do aluno e da pessoa que oca, já acompanhei em concu sos onde à peças ob iga ó ias com 20 candida os, o a se é uma pessoa que az alguma coisa mui o cla a que eu me lemb o exa amen e o que ele ai aze eu não esc e o nada, eco do-me apenas de memó ia se são si uações bas an e pa ecidas eu en o ma ca alguma coisa pa a cada aluno, esc e o o nome dele pa a depois não ica su p eendida, mas undamen almen e es a semp e mui o a en a e ou i po que ambém cada aluno nunca oca da mesma manei a, no ensaio sai de uma manei a e depois na p o a sai de ou a e depois podemos ica su p eendidos, emos que es a elaxados e disponí eis a muda e a eagi se acon ece alguma coisa. 105 Nome: Pianis a C Da a da En e is a: 18/04/2021 En e is a (pianis as acompanhado es) P: Pode ala -me um pouco do seu pe cu so académico como pianis a? Es udei na Hung ia. Fiz o mes ado na e en e de ins umen is a e como docen e e no úl imo ano do mes ado comecei a abalha como pianis a acompanhado a na Uni e sidade de Szeged. P: Há quan o empo é que abalha como pianis a acompanhado ? T abalho como pianis a acompanhado a desde 2005, há 16 anos. P: Como é que se in e essou po es a á ea? Ti e es a p imei a opo unidade de pode abalha como pianis a acompanhado a numa Uni e sidade e acabei po gos a . P: Pa a si, quais são as compe ências que um pianis a acompanhado de e possui ? Um bom acompanhado de e se p epa ado ecnicamen e e musicalmen e ambém, em de consegui adap a -se bem e consegui ou i e segui os ou os músicos que acompanha. A lei u a ambém de e se mui o boa. P: Conside a que essas compe ências di e em de uma pianis a solis a ou de câma a? Como? De uma solis a sim, di e em-se mui o. O acompanhado em de consegui segui o solis a e se capaz de con ola o seu olume, não se sob epondo ao solis a. Compa ado com um pianis a de câma a não exis e mui a di e ença, uma ez que a opinião dele não em an a impo ância. Na música de câma a são os músicos es ão odos ao mesmo ní el (as ob as ambém são mais equilib adas, onde cada músico em a mesma impo ância). O acompanhado em de adap a -se mais. Depois, as pa i u as de acompanhamen o êm às ezes ou os desa ios. po exemplo, a complexidade e a impossibilidade de oca odas as no as ou com o baixo ci ado (música ba oca). Po ezes, o acompanhado não em empo pa a es uda a ob a po isso em de desen ol e a lei u a de pa i u a (1.º is a). 106 P: Como é que adqui iu/desen ol eu as compe ências que e e iu? Desen ol i a écnica como os solis as, do eina e de p a ica . Só exis e uma di e ença, o acompanhado em de se habi ua ou a ez a oca bem a a és da pa i u a. P a icamen e oca como um sego, en ão em de se desen ol e encon a as no as sem olha e as posições bem sabe . Tem de p a ica mui as ezes oca à p imei a is a. P: Conside a que a expe iência do pianis a solis a é bené ica pa a o pianis a acompanhado ? Cla o. P: E a expe iência de pianis a acompanhado é bené ica pa a o pianis a solis a? Acho que sim, ambém. P: Conside a que as compe ências que os alunos desen ol em du an e o pe íodo de o mação, ao ní el solis a, são su icien es pa a a ealização de um bom acompanhamen o? Po quê? Não. No malmen e os alunos que acompanham pela p imei a ez, como êm uma o mação solis a, não conseguem ou i o ou o ins umen o. Obse ei que odos os que eem a dinâmica “ o e” na pa i u a começam, logo oca com uma maio sono idade e icam sem ou i a solis a. En ão no malmen e al a a colabo ação e não êm ainda um ou ido desen ol ido pa a isso. P: Conside a que a ualmen e as ins i uições de ensino p epa am os alunos pa a segui em uma ca ei a como acompanhado es? Não, a ualmen e as ins i uições de ensino não desen ol em ou as compe ências necessá ias pa a os pianis as acompanhado es. P: O que pode ia se ei o di e en e? Os alunos podiam aulas de acompanhamen o onde ap endem es as compe ências, e aulas de lei u a à p imei a is a (onde ap endem como aze e como a desen ol e ) e es uda oca o baixo ci ado nas ob as ba ocas. Na Uni e sidade de Música húnga a já exis e um cu so de pianis a acompanhado e é possí el aze ambém o dou o amen o. P: Conside a impo an e que as escolas de ensino ocacional e/ou as uni e sidades comecem a p epa a os pianis as pa a a componen e de acompanhamen o? De que o ma? 107 Acho que e a mesmo impo an e po que maio ia pa e das pianis as ou seguem a ca ei a de p o esso ou acompanhado es. Aqui em Po ugal os pianis as não gos am de escolhe es a p o issão po que ( al ez) êm medo. É e dade que a ida de um acompanhado é mui o di ícil, em de le a o abalho pa a a sua casa e es uda du an e dia iamen e, incluindo os ins de semana. P: Quais são as écnicas que u iliza pa a ealiza uma lei u a à p imei a is a? A maio pa e des a écnica es á na cabeça e não na mão. A cabeça em de se mui o ápida e p ecisa mui a sabedo ia e o ina sob e os aco des e da dedilhação. O acompanhado em de au oma iza as dedilhações e as posições dos aco des e das escalas. P: Du an e a lei u a à p imei a is a, quais são os a o es que conside a mais impo an es? As no as, a dinâmica, a a iculação, o empo? Em p incípio emos de man e o empo, se ica em de o a algumas no as isso não é ão g a e do que pa a ou oca sem egula idade. Depois musicalmen e ambém impo an e segui as dinâmicas do solis a. P: Conside a que a lei u a à p imei a is a pode es a ligada ao conhecimen o do eclado? Sim. P: A imp o isação pode se um a o pa a desen ol e a lei u a à p imei a is a? Nunca pensei nisso, mas acho que sim. A imp o isação ajuda a e mos mecanismos de de esa pa a não pa a mos e ajuda ambém se pe demos a concen ação. P: Como é que consegue p epa a uma ob a num cu o espaço de empo? Simpli icando a pa i u a. 108 P: Quando es á a oca eduções de o ques a, ac edi o que algumas ezes não consiga ealiza udo o que es á esc i o, quais são as écnicas que u iliza pa a ealiza uma boa edução? Quais são as pa es que conside a mais impo an es e as que conside a menos impo an e? Na u almen e emos de conhece a ob a. Assim podemos sabe quais são as ozes mais impo an es e quais são que podemos cancela . O baixo e os aco des são no malmen e o mais impo an e. P: Quais são as écnicas que u iliza pa a comunica com o músico que es á a acompanha ? Ab i mui o bem os ou idos. Eu, pessoalmen e, quase não p eciso mais nada. Na u almen e não az mal se olhamos ambém pa a o solis a. P: Que o mas é que exis em pa a comunica sem ala ? Ges os musicais, o olha e os ou idos. P: Quando emos mui o pouco empo pa a p epa a a mesma peça com á ios alunos exis e a possibilidade de não nos lemb a mos de como é que o aluno es á a execu a a peça, como é que eage nes a si uação? Concen ação e ou i . Es a semp e mui o p esen e e não pode co e mal. 115 P: Conside a que a expe iência do pianis a solis a é bené ica pa a o pianis a acompanhado ? Acho que é imp escindí el pois como já e e i odas as compe ências p incipais do pianis a solis a são necessá ias pa a se um pianis a acompanhado . P: E a expe iência de pianis a acompanhado é bené ica pa a o pianis a solis a? Apesa de mui os pianis as solis as não que e em acompanha ou oca com ou os ins umen os acho mui o impo an e passa po essa expe iência. Além de que oca com ou os músicos nos en iquece como pessoas e como músicos, é impo an e e essa p á ica po que na ealidade são mui os poucos os pianis as que p ossegui ão uma ca ei a solis a. Ao longo da sua ida p ecisa ão de da aulas, de oca com ou os ins umen is as, de acompanha pequenas ob as com alunos de iniciação, e c... P: Conside a que as compe ências que os alunos desen ol em du an e o pe íodo de o mação, ao ní el solis a, são su icien es pa a a ealização de um bom acompanhamen o? Po quê? Acho que não é su icien e. A ualmen e a o mação dos cu sos de piano é demasiado ocada no piano solis a, deixando de lado disciplinas ão impo an es como a lei u a à p imei a is a, a música de câma a, o acompanhamen o, a ansposição e em á ios cu sos es as disciplinas exis em, mas são a adas com pouca p o undidade. De odas o mas admi o que são compe ências di íceis de ensina e como já e e i an e io men e elas são maio i a iamen e adqui idas com a expe iência e com a p á ica. P: Conside a que a ualmen e as ins i uições de ensino p epa am os alunos pa a segui em uma ca ei a como acompanhado es? Como já comen ei conside o que as ins i uições es ão demasiado ocadas no ensino do piano solis a. Exis e a ideia de que qualque pianis a que acaba uma licencia u a, depois se á capaz de acompanha e que ap ende á com a p á ica. A é ce o pon o é e dade, mas ambém ou e e i que conheço á ios pianis as que es uda am em g andes ins i uições que êm um medo e í el de acompanha . Têm pânico de e de es uda ob as em pouco empo e de oca em público com es udan es quase sem ensaios. P: O que pode ia se ei o di e en e? Pode ia da -se mais en ase às disciplinas que e e i an e io men e. As ins i uições de e iam encon a a o ma de p omo e a impo ância dessas compe ências pois ambém acho que os p óp ios 116 es udan es não lhe dão o alo necessá io. De e ia pa i das ins i uições e se calha omen a mais pe o mances públicas de música de câma a a duo, ou mais abalho de acompanhamen o com público além das pe o mances a solo como pa e do cu ículo. P: Conside a impo an e que as escolas de ensino ocacional e/ou as uni e sidades comecem a p epa a os pianis as pa a a componen e de acompanhamen o? De que o ma? Sim acho mui o impo an e pa a eles pe cebe em a impo ância de oca em conjun o com ou o ins umen is a. Da mesma o ma que no ensino supe io de e ia ha e mais ên ase em algumas disciplinas como lei u a à p imei a is a, música de câma a ou acompanhamen o, ambém pode ia exis i uma in odução a es as mesmas no ensino secundá io. De e ia ha e aulas conjun as en e ins umen is as e pianis as pa a oca em jun os e pe cebe a impo ância de escu a em-se mu uamen e, de espi a em jun os, de da en adas e de comunica . Pode ia exis i uma in odução nos úl imos anos de ensino secundá io e exis i uma con inuidade no ensino supe io . P: Quais são as écnicas que u iliza pa a ealiza uma lei u a à p imei a is a? É mui o di ícil pa a mim de ini écnicas de lei u a. Tenho a so e de e acilidade de lei u a (ao con á io da memo ização). De odas o mas admi o que p a iquei desde mui o no a pois ado a a le e le ob as no as, an o clássicas como de música mode na e de bandas sono as de ilmes. Acho que começa desde no a a le , deu-me um backg ound mui o impo an e no que e e e á lei u a à p imei a is a. De odas o mas, conside o impo an e aze uma análise ápida da ob a descob indo a es u u a, es ilo, ipo de acompanhamen o e onalidade. A pa i de aí o mais impo an e é semp e segui en en e, nunca pa a . Ten a man e o i mo e o empo mesmo que as no as não es ejam odas lá. E impo an e semp e e a isão mais a en e do que es amos ealmen e a oca pois emos que p e e o que amos oca a segui . P: Du an e a lei u a à p imei a is a, quais são os a o es que conside a mais impo an es? As no as, a dinâmica, a a iculação, o empo? Como e e i na ques ão an e io o mais impo an e é semp e segui en en e e man e o empo. Ten a segui o i mo mesmo que as no as não es ejam co e as. Na maio ia das ob as o i mo é uma e e ência mais impo an e pa a o solis a do que as no as. 117 P: Conside a que a lei u a à p imei a is a pode es a ligada ao conhecimen o do eclado? Sim comple amen e. Tem que exis i uma noção espacial do eclado de o ma a conhece pe ei amen e a dis ância en e eclas e pode ealiza sal os sem a necessidade de olha pa a o eclado. Des a o ma é possí el es a a le à p imei a is a sem p a icamen e i a a is a da pa i u a o que o na a lei u a mais luida. P: A imp o isação pode se um a o pa a desen ol e a lei u a à p imei a is a? A imp o isação p o a elmen e pode ajuda a conhece o eclado pelo ac o de es a a oca sem um plano ou sem um guião, mas não conside o que seja um a o que ajude a desen ol e a lei u a à p imei a is a. P: Como é que consegue p epa a uma ob a num cu o espaço de empo? Como já e e i, a minha acilidade na lei u a à p imei a is a ajuda-me mui o na ápida p epa ação de ob as no as. Po ou o lado, a expe iência e p á ica ambém con am mui o nes a al u a da minha ida. De odas o mas pode ia nomea alguns pon os que me ajudam na p epa ação de uma ob a: - Conhece ou as ob as dos mesmos composi o es po exemplo, ajuda mui o pois no malmen e exis em pad ões ou ha monias simila es que acili am a p epa ação das ob as. - Ou i a ob a o iginal lendo a pa e de piano ambém é impo an e na p epa ação pois o ou ido ambém ajuda mui o na p epa ação da ob a. Se já conhecemos a ob a de ou ido é mais ácil de le e de es uda pois já sabemos o que espe a audi i amen e. - E impo an e decidi se e á de exis i algum ipo de edução dependendo do ipo de ob a. Se a ob a o esc i a o iginalmen e pa a piano como po exemplo uma sona a, idealmen e não de e ia exis i edução nenhuma. No en an o quando es udamos conce os ou eduções o ques ais, po ezes a ansc ição é ão cheia e ica que o na mui o di ícil ap ende em pouco empo udo o que es á esc i o na pa i u a. Des a o ma emos que aze uma edução pa a a pa e essencial da o ques a, pa a o que ealmen e se ou e e o que se i á de e e ência pa a o solis a. Temos que sabe simpli ica pois o empo que demo a íamos a es uda e oca odas as no as esc i as não compensa ealmen e o e ei o e o esul ado inal da passagem. - Escolha de uma boa dedilhação. Em ob as com g ande di iculdade écnica é impo an e encon a dedilhações in alí eis que nos deem segu ança no momen o da pe o mance. Toca cada ez com di e en es dedilhações não ajuda na ap endizagem de ob as no as. 118 P: Quando es á a oca eduções de o ques a, ac edi o que algumas ezes não consiga ealiza udo o que es á esc i o, quais são as écnicas que u iliza pa a ealiza uma boa edução? Quais são as pa es que conside a mais impo an es e as que conside a menos impo an e? Como já e e i na ques ão an e io mui as ezes é p eciso simpli ica a p óp ia edução o ques al. Há á ias azões pelas quais seja p eciso simpli ica uma passagem, nomeadamen e uma g ande di iculdade écnica da passagem, po e demasiada in o mação e não e le i a essência da pa e o ques al ou po que o empo que se ia p eciso pa a ap ende a passagem não compensa o e ei o inal des a (Ka z, 2009). Ob iamen e que o mais impo an e pa a pode simpli ica é conhece a pa e o ques al, sabe e o que é mais impo an e e o que se ou e ealmen e. Po ezes as eduções de o ques a podem e a é qua o pau as em simul âneo (ob iamen e impossí eis de oca com duas mãos) das quais e emos de escolhe o essencial pa a econhece o acompanhamen o o ques al. P ecisamos de sabe qual é a e e ência e a pa e mais impo an e pa a o solis a, e a pa i de aí i amos o que não é undamen al. P: Quais são as écnicas que u iliza pa a comunica com o músico que es á a acompanha ? A p imei a é a comunicação e bal. É p eciso decidi algumas coisas an es de começa a ensaia , nomeadamen e o empo ou o ca ác e da ob a. An es de começa a oca é impo an e ala sob e a isão de cada um sob e a ob a. No en an o ambém pode se in e essan e começa a oca e i encon ando-se ao longo da ob a, comunica enquan o se in e p e a, e e no que dá. Nesse caso, se pode ala depois de e ocado uma p imei a ez e discu i sob e o que se gos a e o que não. Seja de uma o ma ou de ou a, os dois músicos êm que es a em sin onia em elação a o que que em exp imi e o que em comunica ao público. P: Que o mas é que exis em pa a comunica sem ala ? A comunicação a a és do olha e a comunicação ges ual são mui o impo an es no momen o de oca com ou a pessoa. Tem que exis i uma comunicação isual en e as duas pessoas enquan o ocam pois é possí el dize mui a coisa a a és de um olha . Como pianis as acompanhado es não só emos que man e 119 con ac o isual com o ou o ins umen is a, mas ambém emos que e isão pe i é ica pa a segui mudanças de a co nos ins umen os de co da, en adas e inais de ase, espi ações... Po ou o lado, a comunicação ges ual ambém é undamen al, po exemplo em e mos de en adas. A a és da comunicação ges ual ambém podemos di igi ou aze en ende ao ou o músico que gos a íamos de acele a , de e a da ou de muda o empo. Finalmen e, a comunicação a a és da p óp ia música é a mais impo an e. A o ma como ocamos uma passagem ambém é uma o ma de comunica pois se á dessa o ma que in luenciamos o ou o músico a esponde de uma o ma ou ou a, a p o oca uma dinâmica ou ou a, a c ia uma a mos e a ou ou a. Faze música em conjun o signi ica es a semp e a en o ao ou o pa a eagi , esponde , con a ia ou conco da musicalmen e. P: Quando emos mui o pouco empo pa a p epa a a mesma peça com á ios alunos exis e a possibilidade de não nos lemb a mos de como é que o aluno es á a execu a a peça, como é que eage nes a si uação? No meu caso esc e o na pa i u a as di e en es in e p e ações com os nomes dos alunos. Esc e o o empo ou as espi ações ou a dinâmica com o nome do aluno ao lado. An es de oca com cada aluno dou uma is a de olhos pa a me lemb a . Is o aplica-se po exemplo nos concu sos onde po ezes é p eciso oca in e ezes a mesma ob a com in e pessoas di e en es. É p eciso esc e e as pequenas di e encias com os nomes dos conco en es. Há quem use di e en es copias pa a cada aluno, mas no meu caso gos o mui o de oca semp e com as mesmas pa i u as pois es ou habi uada a elas, já enho ano ações e dedilhações e cada uma em uma pequena his o ia. 120 Anexo V – Decla ação de Iden i icação da Academia de A es de Cha es