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Sistematização de geração de modelo de manuais de equipamentos industriais

Pereira, Luísa Costa e Sá Areal

Abstract

A Preh é uma empresa dedicada ao fabrico de componentes automóveis. É na equipa de montagem, do Departamento de Industrialização que surge o desafio relativo à documentação técnica dos equipamentos produzidos. O Departamento de Industrialização é responsável pela conceção das linhas de produção de todas as fábricas do grupo, com exceção da Preh China. A equipa de montagem deste departamento é responsável pelo projeto e construção de todos os equipamentos. Contudo, a conceção mecânica é subcontratada a empresa externas, denominadas integradores. Após realizadas todas as aprovações na construção do equipamento e antes da sua transferência para as instalações da Preh Portugal, é da responsabilidade do integrador a elaboração e redação da documentação técnica. Anteriormente já havia sido desenvolvido um modelo de manuais, contudo e dadas várias ineficiências, este não era habitualmente utilizado pelos integradores. Por consequência permaneciam todos os problemas anteriores como: a não conformidade com a legislação em vigor, a não uniformização da informação e a falta de informação crucial. De forma a dar resposta a estes problemas surge este projeto de dissertação. Assim, o resultado desta dissertação permitiu que o modelo fosse significativamente melhorado e atualizado, conforme futuras legislações e normas. Dada a evolução tecnológica foram revistos e desenvolvidos novos conceitos como: modelo de testes de descarga eletrostática, lista de substituição de peças e a digitalização dos manuais. Além disso, este novo método de redação de documentação técnica foi implementado junto de todos os integradores. Pelo que, atualmente, todos os manuais de equipamento entregues já encontram de acordo com este modelo de geração.

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dezembro de 2024 Luísa Costa e Sá Areal Pereira Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamentos Industriais dezembro de 2024 Luísa Costa e Sá Areal Pereira Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamentos Industriais Dissertação de Mestrado Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Trabalho efetuado sob a orientação do: Professor Doutor João Pedro Mendonça de Assunção da Silva i DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição-NãoComercial CC BY-NC https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ ii AGRADECIMENTOS Neste momento tão marcante e significativo da minha vida académica, gostava de expressar a minha profunda gratidão a todos aqueles que contribuíram para todo o meu percurso ao longo da elaboração desta dissertação e também ao longo destes cinco anos. A toda a minha família que sempre esteve ao meu lado e me deu todo o apoio neste projeto. Aos meus amigos e colegas de curso que enfrentaram esta etapa comigo e que através de todo o companheirismo, incentivo e interajuda foram imprescindíveis para a conclusão deste caminho. Ao professor João Pedro Mendonça por toda a orientação, conselhos, apoio, disponibilidade e conhecimento partilhado ao longo desta jornada. E por fim, à empresa Preh Portugal pela oportunidade. Gostaria de agradecer em particular toda a orientação dada pelo Engenheiro José Cavaleiro e a todos os colegas da equipa de montagem do departamento de Industrialização por me terem proporcionado um excelente ambiente de trabalho durante o tempo de estágio. iii DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. STATEMENT OF INTEGRITY I declare that I have acted with integrity in the preparation of this academic work and confirm that I have not resorted to the practice of plagiarism or any form of misuse or falsification of information or results in any of the steps leading to its preparation. I further declare that I am aware of and have respected the Code of Ethical Conduct of the University of Minho. Universidade do Minho, 17 de dezembro de 2024 iv RESUMO A Preh é uma empresa dedicada ao fabrico de componentes automóveis. É na equipa de montagem, do Departamento de Industrialização que surge o desafio relativo à documentação técnica dos equipamentos produzidos. O Departamento de Industrialização é responsável pela conceção das linhas de produção de todas as fábricas do grupo, com exceção da Preh China. A equipa de montagem deste departamento é responsável pelo projeto e construção de todos os equipamentos. Contudo, a conceção mecânica é subcontratada a empresa externas, denominadas integradores. Após realizadas todas as aprovações na construção do equipamento e antes da sua transferência para as instalações da Preh Portugal, é da responsabilidade do integrador a elaboração e redação da documentação técnica. Anteriormente já havia sido desenvolvido um modelo de manuais, contudo e dadas várias ineficiências, este não era habitualmente utilizado pelos integradores. Por consequência permaneciam todos os problemas anteriores como: a não conformidade com a legislação em vigor, a não uniformização da informação e a falta de informação crucial. De forma a dar resposta a estes problemas surge este projeto de dissertação. Assim, o resultado desta dissertação permitiu que o modelo fosse significativamente melhorado e atualizado, conforme futuras legislações e normas. Dada a evolução tecnológica foram revistos e desenvolvidos novos conceitos como: modelo de testes de descarga eletrostática, lista de substituição de peças e a digitalização dos manuais. Além disso, este novo método de redação de documentação técnica foi implementado junto de todos os integradores. Pelo que, atualmente, todos os manuais de equipamento entregues já encontram de acordo com este modelo de geração. PALAVRAS-CHAVE DOSSIER TÉCNICO, MANUAL DO EQUIPAMENTO, DIRETIVA MÁQUINAS, PASSAPORTE DIGITAL DO PRODUTO v ABSTRACT Preh is a company dedicated to manufacturing automotive components. It is in the assembly team of the Industrialisation Department that the challenge of technical documentation for the equipment produced arises. The Industrialisation Department is responsible for designing the production lines of all the group's factories, with the exception of Preh China. The assembly team in this department is responsible for designing and building all the equipment. However, their mechanical design is subcontracted to external companies, known as integrators. Once all the approvals for the construction of the equipment have been carried out and before it is transferred to Preh Portugal's facilities, the integrator is responsible for drawing up the technical documentation. Previously, a template for manuals had been developed, but due to its various inefficiencies, it was not commonly used by integrators. As a result, all the previous problems remained, such as: noncompliance with current legislation, non-standardisation of information and lack of crucial information. In order to respond to these problems, this dissertation project was born. As a result, the template has been significantly improved and updated in line with future legislation and standards. Given technological developments, new concepts have been revised and developed, such as the electrostatic discharge test template, the list of replacement parts and the digitisation of manuals. In addition, this new method of writing technical documentation has been implemented with all integrators. As a result, all the equipment manuals delivered by them now comply with this generation model. KEYWORDS TECHNICAL DOSSIER, EQUIPMENT MANUAL, MACHINERY DIRECTIVE, DIGITAL PRODUCT PASSPORT vi ÍNDICE Agradecimentos ................................................................................................................................... ii Resumo.............................................................................................................................................. iv Abstract............................................................................................................................................... v Índice ................................................................................................................................................. vi Índice de Figuras ...............................................................................................................................viii Índice de Tabelas ................................................................................................................................ x Lista de Símbolos ............................................................................................................................... xi 1. Introdução .................................................................................................................................. 1 1.1. Enquadramento ................................................................................................................. 1 1.2. Contextualização do problema ............................................................................................ 1 1.2.1. História da empresa .................................................................................................. 1 1.2.2. Preh Portugal ............................................................................................................ 3 1.2.3. Departamento Industrialização ................................................................................... 4 1.2.4. Caracterização dos projetos ....................................................................................... 4 1.3. Objetivos ........................................................................................................................... 6 1.4. Estrutura ........................................................................................................................... 6 1.5. Motivação .......................................................................................................................... 7 2. Enquadramento teórico ............................................................................................................... 8 2.1. Diretiva 2006/42/CE ........................................................................................................ 8 2.1.1. Requisitos de saúde e segurança relativos à conceção e fabrico de máquinas ............ 9 2.1.2. Declaração CE de conformidade para uma máquina ................................................ 13 2.1.3. Marcação CE ........................................................................................................... 15 2.2. Regulamento (UE) 2023/1230 ........................................................................................ 16 vii 2.2.1. Objetivos do novo regulamento de máquinas ........................................................... 16 2.2.2. Principais modificações em relação à Diretiva Máquinas .......................................... 18 2.3. Normalização de documentação técnica ........................................................................... 20 2.3.1. Regulamento Máquinas ........................................................................................... 20 2.3.2. Normalização relevante ........................................................................................... 25 2.3.3. Adoção de um Standard para os manuais Preh ........................................................ 31 2.4. Passaporte Digital do Produto .......................................................................................... 33 3. Caso de estudo ......................................................................................................................... 35 3.1. Manuais entregues pelos integradores .............................................................................. 35 3.2. Modelo desenvolvido na Preh ........................................................................................... 41 3.2.1. Standard Segurança Preh ........................................................................................ 46 3.2.2. Manual Software ...................................................................................................... 50 4. Desenvolvimento do modelo de manuais ................................................................................... 52 4.1. Melhoria e atualização do modelo .................................................................................... 52 4.1.1. Alterações e correções ao nível do conteúdo ............................................................ 52 4.1.2. Modelo de teste de descarga eletroestática .............................................................. 60 4.1.3. Lista de Peças de substituição ................................................................................. 61 4.1.4. Automatização do modelo ........................................................................................ 63 4.1.5. Digitalização ............................................................................................................ 66 4.2. Implementação e aprovação de manuais dos integradores ............................................... 68 5. Considerações finais ................................................................................................................. 69 5.1. Conclusões ...................................................................................................................... 69 5.2. Perspetivas e Trabalhos Futuros ....................................................................................... 70 Bibliografia ....................................................................................................................................... 72 Anexos ............................................................................................................................................. 74 Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 3 Todo o grupo Preh tem vindo a desenvolver e produzir componentes e soluções inteligentes para a mobilidade elétrica, como HMI Car e E-Mobility . Relativamente ao HMI do carro são produzidos sistemas de controlo climático (Figura 3), sistemas de controlo central (Figura 4) e modular e interruptores de comando (Preh, Produtos automotivos 2023). Figura 3 – Controlo de climatização BMW (Preh) Figura 4 - Controlo Central Porsche Taycan (Preh) A Preh oferece também soluções no setor dos veículos comerciais, como controladores (Figura 5) e alavancas (Figura 6), por exemplo. (Preh) Figura 5 – Controlador C-Motion CLAAS Figura 6 – Alavanca de mudança JOHN DERE Há 10 anos, o grupo tem desenvolvido soluções para a mobilidade elétrica, como conversores, boosters e unidades de controlo de bateria, por exemplo. 1.2.2. PREH PORTUGAL A Preh Portugal situa-se no norte de Portugal, no concelho da Trofa. Os principais clientes são os maiores fabricantes automóveis como BMW, Audi, Daimler. Os produtos fabricados são maioritariamente produzidos internamente, passado pela montagem eletrónica, injeção, pintura, gravação a laser e montagem final. A empresa encontra-se dividida em 9 departamentos, tal como apresentado na Tabela 1. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 4 Tabela 1 – Departamentos e funções da Preh Portugal Departamento Área de trabalho Engenharia Controlo das linhas de produção, estudos e implementação de melhorias para aumento da capacidade produtiva, manutenção de equipamentos; Produção Incluiu todos os colaboradores das linhas, da injeção plástica, pintura e linhas de montagem; Eletrónica Colocação dos componentes eletrónicos em placas de circuito impresso. Nesta divisão também são realizados testes funcionais às placas, bem como a programação dos microprocessadores; Industrialização Responsável pela conceção, expedição e instalação das linhas de produção da maioria das fábricas de todo o grupo; Qualidade Controlo dos processos de produção e gestão dos ensaios de componentes assegurando o serviço de apoio ao cliente; Logística Receção e armazenamento de todas as mercadorias; IT Gere todas as aplicações e sistemas de informação internos da empresa; Controlling Trata de toda a contabilidade e assegura todos os planos de produção em conformidade com o orçamento; Recursos Humanos Assegura a formação dos trabalhadores e garante a segurança de todo o espaço; 1.2.3. DEPARTAMENTO INDUSTRIALIZAÇÃO O departamento de industrialização é responsável pela conceção, expedição e instalação das linhas de produção de todo o grupo Preh, excetuando a Preh China. Este divide-se em quatro subdepartamentos: logística, pré-séries, montagem e software (Tabela 2 – Subdepartamentos do departamento de industrialização da Preh Portugal.). Tabela 2 – Subdepartamentos do departamento de industrialização da Preh Portugal. Departamento Área de trabalho Logística Responde à necessidade das fábricas em termos de peças de substituição; Pré-Séries Realiza os testes de aceitação necessários para a aprovação dos equipamentos, registando, todas as informações na documentação necessária; Montagem Responsável pela gestão do projeto de conceção dos equipamentos e pelo acompanhamento do trabalho dos integradores; Software Desenvolve o código a introduzir no equipamento que garante a sequência correta das operações; 1.2.4. CARACTERIZAÇÃO DOS PROJETOS O grupo Preh dedica a sua atividade à produção de componentes para a indústria automóvel. Os projetos, por norma, dividem-se em cinco fases principais: oferta, conceito, desenvolvimento, construção e produção em série (Figura 7). Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 5 Figura 7 – Fases de desenvolvimento de projetos. A oferta é liderada pelo departamento de vendas da Preh GmbH, na Alemanha. Nesta fase são conhecidos os objetivos por parte do cliente e também são caracterizados, de um modo geral, alguns tópicos importantes para o projeto como os equipamentos, testes, cálculo das ferramentas, custos de transferências. Após a adjudicação do projeto é nesta segunda fase que o todo o conceito avança. Ou seja, é garantido o conceito do produto, são revistas todas as especificações e definido o conceito de design . Também nesta fase é definido o conceito para a linha de montagem, testes e produção pré-series. A próxima fase dedica-se ao desenvolvimento das especificações do projeto. Todas as soluções técnicas são exploradas, de modo a selecionar a melhor tecnologia. Ao longo deste processo, ainda existem alguns evoluções e alterações no conceito do produto e do seu design . É nesta fase que a fábrica responsável pela industrialização é envolvida no projeto, e caso este seja adjudicado à Preh Portugal é apresentado ao departamento. A fase de construção planeia ao detalhe o processo produtivo para montagem das peças. Primeiramente é realizada a construção e otimização das ferramentas e equipamento e posteriormente a produção de pré-séries, de modo a executar todos os testes aos equipamentos e realizar a avaliação da linha de montagem e equipamento de teste. É no decorrer desta fase do projeto que a documentação técnica dos equipamentos é desenvolvida pelos integradores. Aquando da transferência do equipamento para a instalações da Preh Portugal, o mesmo tem de se fazer acompanhar pela respetiva documentação. Após realizadas as aprovações aos equipamentos e aos componentes, o projeto é aprovado pelo cliente e é realizada a transferência para a fábrica de destino final. Após isto, inicia-se a produção em série. A elaboração dos manuais de equipamento é realizada no final da quarta fase de desenvolvimento de um projeto. Na Figura 8 é apresentado o fluxograma de todas as etapas no decorrer de um projeto até à fase de elaboração de um manual de equipamento por parte dos integradores. Fase 1 Oferta Fase 2 Conceito Fase 3 Desenvolvimento Fase 4 Contrução Fase 5 Produção em série Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 6 Figura 8 – Fluxograma de elaboração dos manuais de equipamento. 1.3. OBJETIVOS Este projeto de desenvolvimento envolve uma abordagem estruturada, abrangendo diversas etapas. Primeiro, será realizada uma revisão literária acerca dos manuais de equipamento, bem como das normas e diretivas vigente. Além disso, é necessário compreender o funcionamento e fluxograma atual do processo de elaboração dos manuais de equipamento no presente contexto industrial. A etapa seguinte consiste na contextualização dos atuais manuais de forma a perceber quais as potenciais alterações e melhorias, para assim ser posteriormente possível a melhoria e correção do atual modelo para manuais de equipamento. Através do contacto com os construtores, a etapa seguinte consiste na personalização e customização dos diferentes manuais em função da especificidade de cada integrador, projeto e equipamento industrial. Após a validação e aprovação dos manuais recebidos por parte dos construtores, pretende-se implementar a sua digitalização, bem como o seu acesso via digital. 1.4. ESTRUTURA Esta dissertação encontra-se dividida em seis capítulos principais: Introdução, Contextualização, Enquadramento Teórico, Caso de Estudo, Desenvolvimento Realizado e Considerações Finais. No segundo capítulo pretende-se contextualizar o problema desenvolvido e seus objetivos e, ainda uma breve apresentação da empresa e do método de elaboração dos manuais. O capítulo do enquadramento teórico trata da exposição das normas e diretivas vigentes nomeadamente a Diretiva Máquina 2006/42/CE e o novo Regulamento 2023/1230. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 7 Relativamente ao quatro capítulo é realizada uma descrição e exposição detalhada do estado dos manuais de equipamento entregues pelos diversos integradores. Além disso são apresentados alguns dos standards e exigências da própria empresa. Já o capítulo relacionado com o desenvolvimento diz respeito ao trabalho realizado no próprio modelo , isto é, todas as alterações e melhorias realizadas no mesmo. Por fim, o último capítulo traduz todas as conclusões retiradas acerca do impacto deste projeto no que toca aos manuais de equipamento e seus respetivos utilizadores. 1.5. MOTIVAÇÃO A maioria dos equipamentos utilizados em todo o grupo Preh são produzidos no departamento de industrialização da Preh Portugal. Tal como foi mencionado no subcapítulo 1.2.4, a construção e conceção mecânica do equipamento é subcontratada a empresas parceiras, sendo estas denominadas Integradores. Estes integradores são também responsáveis pela redação da documentação técnica, pois cabe ao fabricante dos equipamentos essa responsabilidade com o auto de entrega dos equipamentos. Porém, que grande parte dos casos atualmente, ainda se procede à configuração do software é realizada no departamento de industrialização da Preh Portugal pela equipa interna de software . Dado o elevado número projetos e consequentemente de equipamentos, a Preh tem a necessidade de recorrer a não um, mas vários integradores, pelo que a documentação técnica proveniente não se encontra uniformizada. Isto é, cada integrador possui uma forma distinta de elaborar e construir o seu próprio manual. Esta não uniformização dos manuais apresenta diversas desvantagens como: a falta ou até mesmo excesso de informação, a não conformidade com a regulamentação vigente e, também, divergência de acesso à informação por parte dos diversos utilizadores dos manuais do lado da Preh quando requeridos. Além disso os manuais devem ser entregues aquando da chegada dos equipamentos às instalações da Preh Portugal. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 8 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO A segurança e saúde dos trabalhadores em contexto laboral é um dos temas cruciais a ter em conta por todos os intervenientes no processo de conceção de qualquer máquina ou equipamento. Atualmente, existem várias regulamentações nacionais e internacionais que regem e garantem segurança das mesmas. A União Europeia define diversas normas e diretivas de forma a harmonizar a conceção e o fabrico de máquinas, definindo os requisitos essenciais para a saúde e a segurança dos trabalhadores e dos respetivos consumidores, tendo como objetivo proteger a sua segurança e garantir a livre circulação dos equipamentos no mercado. Assim, neste capítulo será enquadrada a motivação para a realização deste trabalho no tocante a Manuais de Equipamento, elemento este onde se devem concentrar as informações relativas à segurança que um operador deve cumprir na sua utilização. Além disso, aborda-se a Diretiva 2006/42/CE e o novo Regulamento de Máquinas UE 2023/1230. 2.1. DIRETIVA 2006/42/CE A Diretiva 2006/42/CE, também designada por Diretiva de Máquinas, é uma diretiva comunitária relativa a máquinas e estabelece as exigências essenciais de segurança e saúde aplicáveis às máquinas no seu processo de conceção e fabrico, tendo também implicações na sua utilização, dado que, juntamente com a normalização técnica europeia definem diretrizes para a realização do manual de instruções e da declaração de conformidade (Diretiva 2006/42/CE 2006). Esta diretiva foi transposta para Portugal, para o Decreto-Lei 102/2008, contemplando para território nacional as disposições dessa diretiva. O enquadramento legal de máquinas e equipamentos de trabalho encontra-se representado na Figura 9. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 9 Figura 9 - Enquadramento legislativo para máquinas e equipamentos de trabalho. Esta diretiva tem como principal objetivo assegurar a qualidade dentro da comunidade europeia, no que se refere ao fabrico e utilização da própria máquina. Segundo esta diretiva, é da responsabilidade do fabricante, antes de colocar o equipamento no mercado, certificar-se que este cumpre os requisitos apresentados de seguida. 2.1.1. REQUISITOS DE SAÚDE E SEGURANÇA RELATIVOS À CONCEÇÃO E FABRICO DE MÁQUINAS O anexo I da Diretiva de Máquinas estabelece os princípios de saúde e de segurança para o decorrer do fabrico das máquinas, de modo a obter equipamentos com um grau de risco minimizado, aquando situações de perigo. As máquinas e equipamentos são construídos e concebidos para cumprirem uma determinada função à qual foram destinados, sem colocarem as pessoas em risco, aquando do seu funcionamento. Devem também ter em consideração a sua má utilização, e por isso, tomar medidas que tenham como objetivo eliminar os riscos durante o tempo previsível da vida da máquina, incluindo as fases de transporte, montagem e desmontagem. O fabricante do equipamento deve aplicar alguns princípios ao escolher as soluções mais adequadas, tais como: • Eliminar ou reduzir os riscos, ou seja, integrar a segurança na conceção e fabrico; • Considerar medidas de proteção necessárias em relação aos riscos que não tenham sido eliminados; • Informar os utilizadores dos riscos residuais, devido à falta de eficácia nas medidas de proteção adotadas. Devem indicar a necessidade ou não de formação especifica e alertar para o uso de equipamento de proteção individual. Durante a conceção do equipamento, este deve ser projetado e fabricado de forma a evitar a sua má utilização em casos que sejam considerados de risco. Para isso, o manual de instruções deve alertar o utilizador para os modos cujo equipamento não deve ser utilizado. Deve, ainda, ter em conta as Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 10 limitações impostas ao operador pela utilização e fornecer todos os equipamentos e acessórios essenciais para a sua regulação e manutenção, com o objetivo de ser utilizado em segurança. No que diz respeito à segurança e fiabilidade dos sistemas de comando, tal como o arranque, a paragem e paragem de emergência, os equipamentos devem ser projetados de forma a evitar a ocorrência de situações perigosas. De seguida, são apresentados alguns aspetos nos quais se deve ter em consideração no projeto e fabrico dos equipamentos acerca deste tópico: • Devem resistir às tensões de funcionamento previstas e às influências exteriores; • Qualquer falha na programação do equipamento não deve provocar situações perigosas, assim como os erros que afetam a lógica do sistema, e ainda, qualquer erro humano; • O equipamento não deve arrancar de forma intempestiva; • Os parâmetros da máquina não devem variar de forma descontrolada, conduzindo a um perigo; • Não devem existir elementos movéis ou elementos que possam cair ou ser projetados; • Devem estar sempre operacionais os dispositivos de proteção; • Devem ser aplicadas partes do sistema de comando relacionadas com a segurança, de forma coerente. Os elementos que o utilizador atua para comunicar uma ordem ao equipamento e que permitam modificar parâmetros de funcionamento são definidos como dispositivos de comando. Alguns exemplos deste tipo de dispositivos são os pedais e os botões e seletores, tal como apresentados na Figura 10. a) b) Figura 10 – a) pedal; b) botões e seletores. Os requisitos dos sistemas de comando são estabelecidos pelo artigo 11 do Decreto-Lei 50/2005, de forma a permitirem uma utilização segura de um equipamento de trabalho, no caso específico de quando há a necessidade de o readaptar parcial ou totalmente. Assim, todos os dispositivos de comando devem ser: • Claramente visíveis e identificáveis e ter, em caso disso, uma marcação apropriada; Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 11 • Colocados fora das zonas perigosas e de modo que o seu acionamento, nomeadamente por uma manobra não intencional, não ocasione riscos suplementares; • Seguros e escolhidos tendo em conta as falhas, perturbações e limitações previsíveis na utilização para que foram projetados. Os dispositivos de comando devem ter uma configuração tal que a sua disposição, curso e esforço resistente sejam compatíveis com a ação a comandar, tendo em conta os princípios de ergonomia. O equipamento deve possuir dispositivos de sinalização necessários para que funcione com segurança e para que o operador consiga ler as instruções do dispositivo, a partir do posto de comando. Os atuadores dos botões de pressão são categorizados por um código de cores, tendo em conta o seu significado e aplicação, conforme se pode observar na Tabela 3 (ACT 2020). Tabela 3 – Código de cores para atuadores dos botões de pressão e seus significados. Cor Significado Explicação Exemplos de aplicação Vermelho Emergência Atua no caso de condições perigosas ou emergência. Paragem de emergência; Início de uma função de emergência Amarelo Anormal Atua no caso de condições anormais. Intervenção para suprimir condições anormais; Intervenção para restituir um ciclo automático interrompido. Verde Segurança Atua para iniciar em condições normais. - Azul Obrigação Atua no caso de condições que requerem ação obrigatória. Função de rearme. Branco Nenhum Início geral de funcionamento. Máquina em tensão. Cinzento - Funções exceto de paragem de emergência. - Preto - - Paragem / Sem tensão. Um dos princípios fundamentais da prevenção relaciona-se com a exigência de uma ação voluntária do operador sobre um sistema de comando para o arranque do equipamento. Este princípio visa garantir que, em caso algum, a mudança das condições de trabalho, ou dos modos de funcionamento, possam surpreender o utilizador ou qualquer outro trabalhador que possa ver-se afetado por esse arranque e consequentemente dos riscos que advêm do funcionamento do equipamento do trabalho. Estas exigências são apresentadas no artigo 12 do Decreto-Lei nº50/2005. Este princípio também se aplica às proteções móveis associadas a dispositivos de encravamento, que quando acionadas não devem provocar por si, o arranque do equipamento, pelo que o sistema não deverá expor trabalhadores ou terceiros, a riscos. O não arranque de um equipamento de trabalho deve ser garantido, nas seguintes situações: • Através do fecho de uma proteção móvel com dispositivo de encravamento; Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 12 • Quando alguém se afaste da zona de deteção de barreira fotoelétrica; • Acionamento de um seletor de modo de funcionamento; • Desencravamento de um botão de paragem de emergência. Quanto à paragem de um equipamento, esta pode ser distinguida de três formas distintas: normal, razões operacionais ou de emergência. Os equipamentos devem estar equipados com dispositivos de comando que permitam a sua total paragem em condições de segurança. Os postos de trabalho devem estar equipados com dispositivos de comando que permitam, em função dos perigos existentes, parar todas as funções ou parte delas, de modo que esteja em segurança. Numa paragem dita normal, uma vez acionada a paragem, a alimentação de energia dos acionadores deverá ser interrompida. A paragem pode, ainda, ser realizada de forma monitorizada, quando por razões operacionais, é necessário que o comando de paragem não interrompa a alimentação de energia dos acionadores. Já no caso de uma emergência, esta deve estar equipada com dispositivos de paragem que evitem situações de perigo iminentes (Trabalho 2005). Caso ocorra uma avaria no circuito de alimentação de energia, a interrupção, o restabelecimento após uma interrupção ou a variação da alimentação de energia da máquina não deve criar situações perigosas. Existem alguns aspetos a que deve ser dada uma atenção especial, tais como: • A máquina não deve arrancar de forma intempestiva; • Os parâmetros da máquina não devem variar de forma não controlada, quando essa alteração conduzir a situações perigosas; • A máquina não deve ser impedida de parar, quando a ordem de paragem já tiver sido dada; • Nenhum elemento móvel da máquina ou nenhuma peça mantida em posição pela máquina deve cair ou ser projetado; • A paragem manual ou automática de qualquer elemento móvel não deve ser impedida; • Os dispositivos de proteção devem estar sempre operacionais. Relativamente às medidas de proteção contra perigos de natureza mecânica, esta diretiva refere que as máquinas devem ser suficientemente estáveis para evitar a queda ou movimento descontrolado durante o transporte, montagem, desmontagem ou qualquer outra ação que a envolva. Além disso, as diferentes partes da máquina devem resistir às solicitações submetidas aquando da utilização, pelo que o manual deve indicar os tipos e a frequência das inspeções e das operações de manutenção necessárias. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 19 Os requisitos de segurança e fiabilidade dos sistemas de controlo desempenham um papel fundamental no novo regulamento. As máquinas devem ser concebidas e construídas de modo que nenhum aparelho ligado à distância, que comunique com a máquina possa conduzir a uma situação perigosa. O regulamento descreve novas exigências essenciais de segurança e proteção. Os componentes de hardware que transmitam sinais ou dados para a ligação ou acesso ao software , que sejam essenciais para que a máquina cumpra os requisitos essenciais de saúde e de segurança aplicáveis, devem estar adequadamente protegidos contra a corrupção acidental ou intencional. A máquina deve recolher dados que evidenciem uma intervenção legitima ou ilegítima no componente de hardware mencionado, quando seja pertinente para a ligação ou acesso a software essencial para o cumprimento dos requisitos da máquina. Assim, estes dados e software devem estar identificados como tal e devem ser protegidos contra corrupção. A máquina deve identificar o software instalado que seja necessário ao seu funcionamento em condições de segurança e deve fornecer essas informações, em qualquer momento, num formato facilmente acessível. A intervenção das autoridades de fiscalização do mercado, o registo de rastreabilidade dos dados gerados, devem poder ser colocados à disposição das autoridades nacionais competentes como prova de conformidade da máquina, durante um período máximo de cinco anos. O mesmo se aplica às versões de software de segurança carregadas na máquina após a sua colocação no mercado ou a sua entrada em funcionamento. Os dados relativos aos processos de decisão relativos à segurança devem ser armazenados durante um ano para provar a conformidade da máquina às autoridades nacionais competentes. No novo regulamento são apresentados novos requisitos relativamente à ergonomia da máquina, definindo de forma mais clara a coexistência e integração segura entre pessoas e máquinas. Nas condições de utilização previstas, o incómodo, a fadiga e a tensão física e psíquica do operador devem ser eliminadas ou reduzidas ao máximo possível, tendo em conta alguns princípios. A interface homem-máquina deve ser adaptada em função das características previsíveis dos operadores, nomeadamente em relação à máquin,a com uma lógica ou comportamento total ou parcial autoevolutivo previsto, que seja concebido para funcionar com vários níveis de autonomia. Além disso, a máquina deve ser concebida para funcionar de modo a responder às pessoas de forma adequada e apropriada, verbalmente ou não e a comunicar as ações planeadas aos operadores de forma compreensível. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 20 Os elementos móveis da máquina devem ser fabricados de modo a evitar riscos de contacto que possam provocar acidentes ou, quando subsistirem riscos, estar equipados com protetores ou dispositivos de proteção. Nas máquinas devem ser tomadas todas as medidas necessárias para impedir o bloqueio acidental de elementos móveis. A prevenção de riscos de contacto que crie situações perigosas e de tensões psíquicas que possam ser causadas pela interação com a máquina devem ser adaptadas à coexistência homem-máquina num espaço comum sem colaboração direta e interação homem-máquina. As instruções de utilização e, sempre que possível, umas indicações na máquina devem identificar esses dispositivos de proteção específicos e a forma como devem ser utlizados. (P. E. Europeia 2023) 2.3. NORMALIZAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA Tanto a Diretiva de Máquinas 2006/42/CE como o novo Regulamento Máquinas 2023/1230 apresentam vários requisitos e indicações para a elaboração do manual de instruções. Além disso, existem algumas normas relevantes à documentação técnica dos equipamentos. A Preh Portugal, ao longo dos seus anos, definiu também alguns requisitos. 2.3.1. REGULAMENTO MÁQUINAS Embora, o novo Regulamento Máquinas 1230/2023 entre em vigor apenas em 2027, é importante atualizar o modelo do manual de forma que seja o mais correto e completo possível. De seguida, são apresentados os tópicos e informações necessários à documentação técnica de uma máquina. Primeiramente, é da responsabilidade do fabricante, no caso da Preh, assegurar que todas as máquinas sejam acompanhadas de todas as informações previstas. Com entrada em vigor do Regulamento é possível que as instruções sejam fornecidas em formato digital, devendo o fabricante assinalar na máquina, ou se tal não for possível, na respetiva embalagem ou num documento que a acompanhe, uma forma de como aceder às instruções em formato digital. O fabricante deve apresentar essas instruções num formato que permita ao utilizador imprimi-las e guardá-las num dipositivo eletrónico, de forma a poder consultá-las sempre que o desejar e, especialmente, durante uma avaria da máquina. Além disso, deve disponibilizá-las durante o tempo previsível de vida da máquina e pelo menos durante 10 anos após a sua colocação no mercado. As instruções impressas devem ser disponibilizadas gratuitamente, pelo fabricante, no prazo de um mês, caso sejam pedidas pelo utilizador no momento de aquisição. No caso de uma máquina destinado a utilizadores não profissionais, o Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 21 fabricante deve disponibilizar, em formato impresso, a informação de segurança essencial para a entrada em serviço da máquina e para poder utilizá-la em segurança. Quanto aos princípios gerais de redação de instruções utilizadas, estas devem apresentar uma linguagem simples e concisa, de fácil compreensão a todos os utilizadores. O documento deve descrever com exatidão e clareza o modelo que diz respeito. No anexo III ‘Requisitos essenciais de saúde e de segurança relativos à conceção e ao fabrico de máquina ou produtos conexos’, no ponto 1.7.4.2 é apresentado o conteúdo das instruções de utilização. Os requisitos de informação e conteúdo de um manual variam tendo em conta o tipo de máquina, no entanto e de forma geral, cada manual deve conter pelo menos as seguintes informações: a) Firma e endereço completo do fabricante e do seu mandatário; b) Designação da máquina; c) Declaração CE de conformidade, ou endereço Internet ou código de leitura ótica, onde é possível o seu acesso; d) Descrição geral da máquina; e) Desenhos, diagramas, descrições e explicações necessários para a utilização, manutenção e reparação da máquina, bem como a verificação do seu funcionamento; f) Descrição do ou dos postos de trabalho a serem ocupados pelos operadores; g) Descrição da utilização prevista da máquina; h) Avisos relativos aos modos como a máquina não deve ser utilizada e que, segundo a experiência adquirida, se podem verificar; i) Instruções de montagem, instalação e ligação, incluindo desenhos e meios de fixação e a designação do chassis ou da instalação em que a máquina se destina ser montada; j) Instruções relativas à instalação e montagem, destinadas a diminuir o ruído e vibrações; k) Instruções relativas à entrada em serviço e utilização da máquina e, se necessário, instruções relativas à formação dos operadores; l) Informações sobre riscos residuais que subsistam apesar de a segurança ter sido integrada aquando da conceção da máquina e das medidas de segurança e disposições de proteção complementares adotadas; m) Instruções sobre as medidas de proteção a tomar pelo utilizador, inclusive, se for caso disso, sobre o equipamento de proteção individual a prever; n) Características essenciais de ferramentas que podem ser montadas na máquina; Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 22 o) Condições em que a máquina cumpre o requisito de estabilidade durante a sua utilização, transporte, montagem e desmontagem, quando está fora de serviço ou durante ensaios ou avarias previsíveis; p) Instruções destinadas a garantir a segurança das operações de transporte, movimentação e armazenamento, com indicação da massa da máquina; q) Instruções a seguir em caso de acidente ou avaria, se for previsível a ocorrência de um bloqueio, instruções a seguir para permitir um desbloqueamento em condições de segurança; r) Descrição das operações de regulação e de manutenção que devem ser efetuadas pelo utilizador, bem como das medidas de manutenção preventiva que devam ser respeitadas, tendo em conta a conceção e a utilização da máquina; s) Instruções que permitam que a regulação e a manutenção sejam efetuadas com segurança, incluindo medidas de proteção que devam ser tomadas durante essas operações; t) Especificações das peças de substituição a utilizar, quando estas afetam a saúde e a segurança dos operadores; u) Informações relativas ao ruído aéreo emitido: i. nível de pressão sonora de emissão ponderado A, nos postos de trabalho, se exceder 70 dB(A); caso seja menor ou igual deve ser mencionado; ii. Valor máximo da pressão acústica instantânea ponderada C, nos postos de trabalho, se exceder 63 Pa; iii. Nível de potência acústica ponderada A emitido pela máquina quando o nível de pressão acústica de emissão ponderado A nos postos de trabalho exceder 80 dB(A). Sempre que sejam indicados valores de emissão acústica, devem ser especificadas as respetivas margens de erro. Devem indicar-se as condições de funcionamento da máquina e a uma altura de 1,60 metros acima do solo ou da plataforma de acesso. A posição e o valor da pressão acústica máxima devem ser indicados. v) Informações sobre as precauções, os dispositivos e os meios necessários para o salvamento imediato e suave de pessoas; w) Sempre que as máquinas forem suscetíveis de emitir radiações não ionizantes que possam prejudicar as pessoas, em especial as pessoas com dispositivos médicos implantáveis ativos ou não ativos, informações respeitantes às radiações emitidas para o operador e as pessoas expostas; Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 23 x) Sempre que a conceção das máquinas permita emissões de substâncias perigosas, as características do dispositivo de captação, filtração ou descarga, caso tal dispositivo não seja fornecido juntamento com a máquina; O anexo IV do Regulamento 2023/1230 refere que a documentação técnica deve especificar os meios utilizados pelo fabricante para assegurar a conformidade das máquinas apresentados anteriormente. Desta forma, a documentação deve conter, pelo menos, os seguintes elementos: a) Uma descrição completa da máquina ou do produto conexo e da utilização a que se destina; b) A documentação relativa à avaliação dos riscos, que deverá demonstrar o procedimento realizado, e incluir: i. uma lista dos requisitos essenciais de saúde e de segurança aplicáveis à máquina ou ao produto conexo, ii. a descrição das medidas de proteção implementadas para cumprir todos os requisitos essenciais de saúde e de segurança aplicáveis e, se for caso disso, uma indicação dos riscos residuais associados à máquina ou ao produto conexo; c) Desenhos e esquemas de conceção e de fabrico da máquina ou do produto conexo e dos seus componentes, subconjuntos e circuitos; d) As descrições e explicações necessárias para a compreensão dos desenhos e esquemas referidos na alínea c) e do funcionamento da máquina ou do produto conexo; e) As referências das normas harmonizadas que foram aplicadas para a conceção e o fabrico da máquina ou do produto conexo. Caso as normas harmonizadas ou as especificações comuns tenham sido aplicadas parcialmente, a documentação deve especificar as partes que foram aplicadas; f) Caso as normas harmonizadas ou as especificações comuns não tenham sido aplicadas, ou tenham sido aplicadas apenas parcialmente, as descrições das outras especificações técnicas que foram aplicadas a fim de cumprir todos os requisitos essenciais de saúde e de segurança aplicáveis; g) Os relatórios e/ou os resultados dos cálculos de conceção, dos ensaios, das inspeções e dos exames efetuados, a fim de verificar a conformidade da máquina ou do produto conexo com os requisitos essenciais de saúde e de segurança aplicáveis; h) Uma descrição dos meios utilizados pelo fabricante durante o fabrico da máquina ou do produto conexo para assegurar a sua conformidade com as especificações de conceção; Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 24 i) Uma cópia das instruções de utilização e das informações enunciadas; j) Se for caso disso, a declaração UE de incorporação de quase-máquinas reproduzidas e as instruções de montagem pertinentes das mesmas; k) Se for caso disso, cópias das declarações UE de conformidade de máquinas ou produtos conexos, bem como de qualquer produto abrangido por outra legislação de harmonização da União incorporado na máquina ou no produto conexo; l) No caso de máquinas ou de produtos conexos fabricados em série, as medidas internas que serão aplicadas para manter a conformidade das máquinas ou dos produtos conexos com as disposições do presente regulamento; m) O código-fonte ou a lógica de programação do software relacionado com segurança, a fim de demonstrar a conformidade da máquina ou do produto conexo com o presente regulamento na sequência de um pedido fundamentado de uma autoridade nacional competente, desde que seja necessário para que as referidas autoridades possam verificar a conformidade com os requisitos essenciais de saúde e de segurança; n) Relativamente a máquinas ou a produtos conexos autónomos, conduzidos à distância ou alimentados por sensores, caso as operações relacionadas com segurança sejam controladas por dados de sensores, uma descrição, quando pertinente, das características gerais, capacidades e limitações dos processos de sistema, de dados, de desenvolvimento, de ensaio e de validação utilizados; o) Os resultados dos estudos e ensaios dos componentes, acessórios ou da máquina ou do produto conexo realizados pelo fabricante para determinar se estes, pelo modo como foram concebidos ou fabricados, podem ser montados e entrar em serviço em segurança. Relativamente à declaração de conformidade, tal como foi apresentado é necessário que todas as máquinas se façam acompanhar por uma. O Regulamento rege as informações que esta declaração deve conter, sendo estas as seguintes: a) A máquina ou o produto conexo (produto, tipo, modelo, lote ou número de série) ou máquina ou produto conexo alterados substancialmente; b) Nome e endereço do fabricante e, se for caso disso, do respetivo mandatário; c) A presente declaração de conformidade é emitida sob a exclusiva responsabilidade do fabricante; Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 25 d) Objeto da declaração (identificação da máquina ou do produto conexo que permita a sua rastreabilidade; quando tal seja necessário para identificar a máquina ou o produto conexo, poderá ser incluída uma imagem a cores suficientemente clara); e) Referências às normas harmonizadas ou às especificações comuns; f) Informações complementares: ‘Assinado em nome de’, local e data de emissão, nome, cargo e assinatura (P. E. Europeia 2023). 2.3.2. NORMALIZAÇÃO RELEVANTE Dada a localização geográfica da Preh é necessário cumprir algumas normas e regulamentações vigentes na União Europeia. Assim, e dados os equipamentos projetados pelo departamento de Industrialização e respetiva documentação técnica, as normas apresentadas na Tabela 4 são consideradas as mais relevantes. Tabela 4 – Normas e regulamentações relevantes sobre documentação técnica. Normas relevantes ISO 7573 Lista de peças; ISO 2945 Tipos de documentos ISO 6433 Referência de peças IEC IEEE 82079-1 Preparação da informação para utilização (instruções de utilização) do produto - Parte 1: Princípios e requisitos gerais ISO 81346-1 Sistemas, instalações e equipamentos industriais e produtos industriais - Princípios de estruturação e designações de referência - Parte 1: Regras de base ISO 81346-2 Sistemas industriais, instalações e equipamentos e produtos industriais - Estruturação e designações de referência - Parte 2: Classificação de objetos e códigos para classes ISO 21600 Documentação técnica do produto (DPT) - Requisitos gerais dos manuais digitais de produtos mecânicos De forma a compreender todas padrões e standards considerados relevantes foi realizada uma pesquisa mais aprofundada sobre cada uma das normas apresentadas. - ISO 7573 Esta norma estabelece requisitos mínimos para listas de peças que fornecem informações necessárias para a produção, aquisição e manutenção, por exemplo. Esta é aplicada tanto às listas de peças manuaiss como digitais. Segundo a norma, as listas de peças especificam todos os componentes de uma peça montada por número de referência da peça, quantidade, número da peça, dados técnicos, entre outros. A associação entre a peça de uma lista de peças e a sua representação gráfica no desenho é dada por Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 26 uma referência de identificação. A disposição das listas de peças também é abordada nesta norma. Esta pode ser incluída no próprio desenho ou constituir um documento separado. Neste segundo caso, o bloco de título deve estar localizado na margem inferior ou superior do documento (Standard 2008). Quanto aos campos de dados da lista de peças, estes devem ser organizados em colunas através de linhas contínuas, de modo a permitir a introdução de informações apresentadas na Tabela 5. Tabela 5 – Informações necessárias à lista de peças, segundo a norma ISO7573:2008. Informações para a lista de peças Referência da peça É atribuída a componentes ou a materiais de conjunto. Tem como objetivo associar as peças do desenho às peças da lista de peças; Quantidade Exprime o número de peças ou a quantidade de material necessário. O número introduzido deve indicar as peças, o volume, o comprimento ou as quantidades necessárias. Quando o valor não se aplicar a uma quantidade devem indicar-se a unidade de medida. Se o montante exato não for conhecido, deve ser utilizado um dos seguintes métodos: escrever ‘AR’ e não indicar o montante ou ‘EST’ para indicar um valor estimado; Designação de referência É o indicador único de cada ocorrência de uma peça ou material. Ou seja, se forem utilizadas várias peças idênticas, devem ser utilizadas diferentes designações; Número da peça Identificação única de uma peça ou material para uma determinada organização; Nome da peça É a designação textual de uma peça ou material; Designação ou dados técnicos Indicação através de palavras ou sinais. Pode incluir dimensões, material, valores de desempenho ou outras características como a designação do fabricante; Observações Fornece informações adicionais necessárias; - ISO 2945 Relativamente aos tipos de documentos, esta norma estabelece quais devem constar na especificação de produtos, equipamentos e instalações a todos os níveis de complexidade, abordando a gama de tipos utilizados desde a fase concetual até ao produto acabado, em todos os domínios da engenharia. Esta norma tem como principais objetivos facilitar uma estrutura para sistemas de gestão de dados de produtos e melhorar a comunicação e compreensão entre todas as partes envolvidas na troca de documentos. As formas de apresentação, segundo esta norma, são as apresentadas na Tabela 6. (ISO, Technical product documentation — Document types 2011) Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 27 Tabela 6 – Formas de apresentação, segundo a ISO 2945. Forma de apresentação Descrição Aplicação Desenho Apresentação gráfica que descreve a forma, tamanho de uma peça ou conjunto físico, à escala; Geral Modelo Descrição tridimensional, física ou digital da forma ideal de um objeto; Geral Diagrama Apresentação gráfica que mostra as funções dos objetos que compõem um sistema e as suas relações, utilizando símbolos e gráficos; Geral Quadro Documentação de informação sob a forma de uma tabela, gráfico ou diagrama; Engenharia de construção e instalações de processamento Gráfico Diagrama que mostra a relação entre quantidades variáveis; Engenharia de construção e instalações de processamento Lista Informação apresentada em colunas e linhas; Geral Textual Utiliza caracteres em instruções e descrições críticas; Geral - ISO 6433 Nesta norma são estabelecidas regras para a apresentação da referência de peças em representações de conjuntos, como por exemplo desenhos de montagem, em que o objetivo é identificar as peças constituintes numa lista. Quanto à identificação das peças devem ser usados algarismo e, se necessário, letras maiúsculas. O desenho, dimensões e espaçamento dos caracteres devem também estar de acordo com a normalização, no caso a ISO 3098-0, sendo recomendado o uso de no máximo três caracteres. Além disso, devem ser claramente distinguíveis de todas as outras indicações, através de duas formas: circundando os caracteres de cada referência ou utilizando caracteres de maior altura, tal como apresentado na Figura 15. Figura 15 - Apresentação de referências num desenho de montagem. Quanto à localização, a norma recomenda que as referências sejam colocadas fora dos contornos e ligadas apenas através de uma linha líder. As linhas devem respeitar a norma ISO128-22, no que diz respeito à sua terminação. Além disso, não se devem intersectar e devem ser curtas tanto quanto possível. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 28 Deve ser adotada uma sequência distinta para a numeração de acordo com: a ordem de montagem, a importância dos componentes (subconjuntos, peças principais e peças secundárias. (ISO, Technical product documentation — Part references 2012) - IEC IEEE 82079-1 Os princípios e requisitos para as informações de utilização do produto são estabelecidos nesta norma. As informações sobre a utilização dos produtos aplicam-se às fases de ciclo de vida do produto, como transporte, montagem, colocação em funcionamento, operação, monitorização, resolução de problemas, desativação e eliminação. A norma fornece requisitos sobre conteúdo, estrutura, qualidade, processo e formatação de informação a ser usada. Estas informações são baseadas classificadas por: concetuais, instrucionais e de referência. Na Tabela 7 são apresentadas as definições destes três conceitos, bem como exemplos das mesmas. (ISO, Preparation of information for use (instructions for use) of products 2019) Tabela 7 –Tipos de informação, segundo a norma IEC IEEE 82079-1:2019. Tipo de informação Definição Exemplo Conceituais Informações que os utilizadores necessitam perceber como conceitos, explicações e descrições para compreender a funcionalidade e princípios de funcionamento dos equipamentos; Conceitos Notas de segurança Instrucionais Informações a serem seguidas, como procedimentos e instruções passo a passo para uma determinada tarefa; Procedimentos Mensagens de aviso Referência Informações que são consultadas e recuperadas para resolução de problemas ou comando; Resolução de problemas Plano de manutenção O conteúdo das informações a serem utilizadas deve abranger as necessidades do público-alvo para o uso seguro, eficaz e eficiente do produto, aplicando o princípio do minimalismo. O uso pretendido do produto é enfatizado pela norma em estudo, mencionando a inclusão das seguintes informações: • Identificação das informações de uso, do produto e do fornecedor; • Informações sobre a retenção das informações; • Convenções de apresentação; • Explicações da terminologia e abreviatura; • Informações relacionadas à segurança, com sinais de segurança e etiquetas de segurança do produto, notas de segurança e de advertência; • Palavras de sinalização para mensagens de advertência sobre danos a pessoas ou propriedade; Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 35 3. CASO DE ESTUDO Atualmente, para o projeto e conceção de equipamentos a Preh Portugal trabalha diretamente com cinco integradores. De forma a perceber a situação atual da documentação técnica foi necessário realizar uma análise detalhada dos mesmos. É de salientar que dois destes integradores apenas começaram a laborar com a Preh no decorrer desta dissertação, pelo que os seus casos específicos serão abordados mais à frente. De forma a não expor os respetivos integradores, estes serão referidos como ‘Integrador 1’ e assim sucessivamente. Para que todo o trabalho seja o mais útil e prático possível, toda a análise é realizada tendo em conta o novo Regulamento Máquinas 1230/2023, que apesar de ainda não estar em vigor, permitirá prevenir uma necessidade obrigatória de alteração do modelo num futuro próximo. No ano de 2022 foi desenvolvido, na equipa de montagem, um modelo de manuais de equipamento. Contudo, este manual não chegou a ser implementado junto dos integradores, uma vez que apresentava algumas insuficiências ao nível de informação e principalmente de praticidade de utilização. Sendo assim, os integradores 1, 2 e 3, até à data, ainda enviam os manuais com os seus modelos próprios, isto é, cada um deles, possui um manual próprio. Ao longo deste capítulo também é apresentada uma análise descritiva do estado de arte deste modelo . 3.1. MANUAIS ENTREGUES PELOS INTEGRADORES Tal como foi referido, atualmente, o departamento de industrialização desenvolve equipamentos com cinco integradores, três dos quais entregam toda a documentação técnica de acordo com o seu próprio modelo. Resultante deste facto, um dos principais problemas é a não uniformização de toda a informação, o que traz impacto em tarefas posteriores à sua conceção, como na sua montagem ou manutenção. Ou seja, dada a existência de variados manuais, a informação encontra-se organizada de forma bastante distinta, implicando significativas perdas de tempo por parte dos seus utilizadores. Analisando todos os requisitos já apresentados, é possível concluir que os manuais não se encontram, na sua maioria, em conformidade com as normas, quer por parte regulamento, quer pelo próprio standard da Preh Portugal já apresentado. No gráfico da Figura 21 é possível perceber a conformidade de toda a informação e disposição dos atuais manuais fornecidos pelos integradores. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 36 Figura 21 – Gráfico com percentagem da conformidade dos manuais dos integradores. Apenas os manuais entregues pelo integrador 3 se apresentam em conformidade com todos os requisitos. Contudo a percentagem ‘não conforme’ ainda é bastante elevada. Ao contrário dos restantes manuais de equipamento, os deste integrador são os únicos que, ao nível do conteúdo, são personalizados. Isto é, estes manuais apresentam conteúdo e descrições personalizadas ao tipo de equipamento correspondente, ao longo do manual. Os outros apenas possuem informações relativas ao próprio equipamento na capa e nos anexos. A elaboração deste manual é realizada de forma separada, ou seja, após preencheram e criaram a capa e anexos personalizados e referentes ao respetivo equipamento, estas informações apenas são acopladas ao modelo genérico que possuem, formando o manual, após a impressão de todos as páginas. Basicamente estes integradores possuem um modelo standard que é utilizado em todos os equipamentos independentemente de todos as suas características. No que diz respeito à declaração de conformidade, segundo o Regulamento Máquinas 1230/2023, todas as apresentadas, atualmente, nos manuais elaborados e entregues pelos integradores encontram-se em concordância com a regulamentação. Tendo em conta a legislação é necessária a identificação do tipo, modelo e número de série do equipamento em questão. Além disso deve constar o nome e endereço do fabricante, no caso é a Preh e, mandatário, ou seja, os integradores. Tal como referido é indispensável a referência às normas harmonizadas aplicadas. Por último, é referida a obrigatoriedade de identificação do organismo que efetuou o exame e emitiu o certificado, tal como o local e data de emissão e o nome, cargo e assinatura do responsável pelo mesmo. Algumas das informações exigidas pelo novo regulamento já são cumpridas nos manuais próprios dos três integradores com quem a Preh Portugal colabora. Em todos estes manuais é apresentada a designação da máquina. O departamento de industrialização fornece dados referentes aos Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 37 equipamentos produzidos, como o nome e número do mesmo e, ainda, o nome e número do projeto correspondente. Esta informação é apresentada, pelo menos, na capa do manual. Além disso, todos apresentam os ‘Desenhos, diagramas e explicações necessárias para a utilização, manutenção e reparação da máquina, bem como a verificação do seu funcionamento’. Neste caso, os ficheiros técnicos de construção e esquemas elétricos e pneumáticos são considerados suficientes para satisfazer este requisito do regulamento, uma vez que através deles é possível compreender o funcionamento do equipamento em questão, bem como todas as informações necessárias à sua manutenção e reparação. Contudo apenas no integrador 3 são apresentadas as explicações necessárias para a utilização da máquina. Desta forma o tópico relativo aos desenhos e esquemas de conceção e de fabrico da máquina e dos seus componentes, subconjuntos e circuitos é cumprido nos diversos manuais. Quanto às referências das normas harmonizadas aplicadas e à descrição das especificações técnicas aplicadas são descritas na declaração de conformidade de todos os integradores, tal como apresentado na Figura 22. Além disso, todos os manuais contêm a declaração de conformidade CE. Figura 22 - Referências aplicadas na declaração de conformidade do integrador 3. Tal como foi referido, os manuais na sua maioria não se encontram em conformidade com o regulamento, pelo que é necessário analisar quais são estes tópicos. Segundo o regulamento, considera-se como fabricante a pessoa singular ou coletiva responsável pelo fabrico de produtos abrangidos pelo âmbito de aplicação do regulamento ou que manda conceber ou fabricar esses produtos em nome ou sob sua marca ou, ainda, pela entrada do produto em serviço para seu uso próprio, enquanto o mandatário é a pessoa singular ou coletiva que tenha recebido um mandato escrito de um fabricante para praticar determinadas tarefas em seu nome. Posto isto, é considerado como fabricante a Preh, enquanto mandatário é o próprio do integrador. Assim, é obrigatória a identificação de ambas as empresas, bem como o seu endereço. Nos atuais manuais apenas o que está devidamente identificado é o mandatário, ou seja, o próprio integrador. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 38 Em nenhum dos manuais, atualmente, entregues pelos integradores são apresentadas as seguintes informações: • Instruções relativas à instalação e montagem, destinadas a diminuir o ruído e vibrações; • Informações sobre os riscos residuais que subsistem apesar de a segurança ter sido integrada aquando da conceção das máquinas e das medidas de segurança e disposições de proteção complementares adotadas; • Características essenciais de ferramentas que podem ser montadas na máquina; • Instruções a seguir, em casa de acidente ou avaria, se for previsível a ocorrência de um bloqueio, instruções a seguir para permitir um desbloqueamento em condições de segurança; • A documentação relativa à avaliação dos riscos, que deverá demonstrar o procedimento realizado e incluir: uma lista dos requisitos essenciais de saúde e de segurança aplicáveis à máquina e, a descrição das medidas de proteção implementadas para cumprir todos os requisitos essenciais de saúde e de segurança aplicáveis e, se for caso disso, uma indicação dos riscos residuais associados à máquina; • Uma descrição dos meios utilizados pelo fabricante durante o fabrico da máquina para assegurar a conformidade com as especificações de conceção; • Uma cópia das instruções de utilização e das informações enunciadas; • O código-fonte e a lógica de programação do software relacionado com a segurança, a fim de demonstrar a conformidade da máquina com o regulamento; As restantes informações numeradas são apenas apresentadas em alguns dos integradores. De seguida é realizada a sua descrição. Relativamente à descrição geral da máquina esta apenas é apresentada no integrador 3. Nestes manuais é realizada uma descrição geral do componente produzido, bem como, todas as operações realizadas pela máquina, sendo explicado de forma pormenorizada todas as etapas de produção. Desta forma é apresentada a descrição do ou dos postos de trabalho a seres ocupados pelos utilizadores, bem como a descrição da utilização prevista da máquina. Estão também presentes nestes manuais os avisos relativos aos modos como a máquina deve ser utilizada e, que segundo a experiência, se podem verificar. As instruções de montagem, instalação e ligação, incluindo desenhos e meios de fixação e a designação do chassi ou da instalação em que a máquina se destina a ser montada são apresentadas Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 39 tanto no integrador 1 como no 3. Na Figura 23 é apresentado um excerto do manual do integrador 1 onde são apresentadas as instruções de instalação. Figura 23 – Instruções de instalação apresentadas num manual do integrador 1. Os manuais dos integradores 1 e 3 também contêm as instruções relativas à entrada em serviço e utilização da máquina e, se necessário, instruções relativas à formação dos operadores, tal como é apresentado na Figura 24. Figura 24 – Instruções relativas à entrada em serviço do integrador 3. Nos manuais dos integradores 1 e 2 são apresentadas as informações apresentadas de seguida, pelo que não são apresentadas no integrador 3. • Instruções sobre as medidas de proteção a tomar pelo utilizador, inclusive, sobre o equipamento de proteção individual a prever; • Instruções que permitam que a regulação e a manutenção sejam efetuadas com segurança, incluindo medidas de proteção que devam ser tomadas durante essas operações; • Especificações das peças de substituição a utilizar, quando estas afetam a saúde e a segurança dos operadores (Figura 25); • Informações sobre as precauções, dispositivos e meios necessários para o salvamento imediato e suave de pessoas; • Informações sobre as radiações emitidas para os operadores e as pessoas expostas; Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 40 Figura 25 – Lista de peças de substituição presente num dos manuais do integrador 2. Por sua vez, os manuais dos integradores 2 e 3 apresentam instruções destinadas a garantir a segurança das operações de transporte, movimentação e armazenamento, com indicação da massa da máquina e, ainda, a descrição das operações de regulação e de manutenção (Figura 26) que devem ser efetuadas pelo utilizador, bem como as medidas de manutenção preventiva que devem ser respeitadas tendo em conta a conceção e utilização da máquina. Figura 26 – Excerto das instruções de manutenção semanal de um manual do integrador 2. As condições em que a máquina cumpre o requisito de estabilidade durante a utilização, transporte, montagem e desmontagem, quando está fora de serviço ou durante ensaios são apenas apresentadas nos manuais do integrador 3, tal como se observa na Figura 27. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 41 Figura 27 – Excerto das instruções de transporte de um manual do integrador 3. Relativamente ao standard de manuais da Preh, alguns dos tópicos já foram abordados ao longo deste capítulo, como a declaração de conformidade devidamente assinada e a descrição funcional do equipamento, por exemplo. Apesar de não ser explicito da mesma forma, os modelos 3D do equipamento, bem como os desenhos dos componentes fabricados são também já referidos. Este standard exige um relatório da medição de descarga electroestática, bem como o certificado de calibração do instrumento utilizado na medição e esta informação é apresentada nos manuais dos 3 integradores. Também é imposta uma correta numeração em todas as páginas, incluindo os anexos, o que não é cumprido em nenhum dos integradores. Isto deve-se ao facto de que todos os documentos e informações personalizadas do manual são juntas e acopladas num só documento, apenas em formato papel, pelo que não possuem uma numeração correta em todas as páginas. Contudo, o corpo principal do manual, bem como os anexos possuem numerações próprias e distintas umas das outras. Além disto, nenhum dos manuais possui um diagrama problema-causa-solução. No que toca ao relatório de duração de vida das calhas articuladas e cabos este apenas é necessário quando equipamento as possuiu, pelo que nem sempre os manuais o contêm. Contudo, em todos os manuais analisados em que os equipamentos contêm calhas articuladas e cabos. Relativamente à lista de peças com respetiva referência e indicação do fornecedor e fabricante e, caso necessitem de manutenção preventiva indicando a frequência da mesma, esta apenas está presente nos manuais do integrador 2. É também nestes manuais cumprido o requisito relativo às duas versões linguísticas, uma em inglês e outra no idioma local da fábrica de destino final, os restantes manuais dos integradores apenas se encontram no idioma de versão inglesa. 3.2. MODELO DESENVOLVIDO NA PREH Desde o ano de dois mil e vinte, a equipa de montagem, do departamento de industrialização da Preh Portugal, tem vindo a desenvolver um modelo para os manuais de equipamento projetados e desenvolvidos pelos mesmos. Apesar de ao longo destes anos, vários terem sido os intervenientes para o desenvolvimento deste modelo , atualmente, este não é utilizado pelos integradores. Assim e de forma a concluir o objetivo desta dissertação é necessário analisar detalhadamente o modelo já existente. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 42 Ao contrário dos manuais dos integradores, neste modelo de manuais é necessária a identificação da firma e o endereço completo, tanto do fabricante como do mandatário. Na Figura 28 é possível observar estas informações na capa do manual. Figura 28 – Identificação do fabricante e do mandatário num exemplo do modelo . Também é apresentado na capa, o número e designação da máquina, bem como o número e nome do projeto. Além disso, é apresentada uma imagem do equipamento em questão. No que diz respeito à declaração de conformidade, a terceira página do manual é dedicada apenas à sua inserção. No capítulo 1 do modelo do manual é realizada uma introdução ao equipamento, ou seja, é apresentada uma descrição do produto, uma descrição das operações da máquina e, ainda uma descrição da utilização incorreta previsível. A descrição do produto e das operações do equipamento são elaboradas pelo integrador responsável pela construção do próprio equipamento, pelo que é adaptada de forma individual a cada um dos equipamentos, tal como apresentado o exemplo da Figura 29. Figura 29 – Descrição detalhada das operações de um equipamento. Já a descrição da utilização incorreta previsível é previamente preenchida no modelo apresentando um texto genérico e geral sobre algumas condições a ter em conta aquando da utilização do equipamento. Ou seja, são descritas condições que podem colocar em perigo o utilizador ou até mesmo provocar avarias mecânicas. A informação geral é apresentada no capítulo 2 deste modelo, onde são exibidas as seguintes informações: dados de identificação do produtor, dados de identificação da máquina e notas gerais sobre Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 43 a entrega. Quanto aos dados de identificação do produtor são apresentadas as mesmas informações que as da Figura 28. Relativamente aos dados de identificação da máquina, além do nome e número do equipamento e do projeto são apresentadas outras informações como: o modelo do equipamento, o número de série e ano de construção do equipamento, bem como a sua tensão, frequência, potência e intensidade. No que toca às notas gerais sobre a entrega são descritas recomendações para o caso do equipamento, no momento de entrega, apresentar estragos ou danos. Quanto ao capítulo 3 são apenas apresentados os sinais de aviso padrão, pelo que não são indicadas medidas de proteção nem dos dispositivos de segurança presentes no equipamento, nem uma avaliação dos riscos residuais. Relativamente à manutenção esta é abordada no capítulo 4 dos manuais elaborados com base neste modelo. Todas as informações apresentadas neste capítulo são gerais, genéricas e sem personalização para o respetivo equipamento, excetuando o subcapítulo relativo à manutenção preventiva dos componentes. Num dos anexos do manual, onde são enumerados os componentes de substituição é referido o tipo de manutenção preventiva dos mesmos, caso estes necessitem. O restante plano de manutenção diz respeito ao plano semanal e mensal. Por fim, no último capítulo deste modelo é expectável que o integrador adicione imagens relativas às dimensões do equipamento em causa dimensões gerais como as dimensões envelope necessárias (ou de paletização, como corretamente referidas na Preh). As dimensões envelope/de paletização (Figura 30) são consideradas de grande relevância uma vez que o grupo Preh possuiu várias fábricas pelo mundo e, a qualquer momento, pode ser necessário transportar um determinado equipamento entre elas, pelo que desta forma é bastante acessível o acesso às dimensões de transporte. Figura 30 – Dimensões de paletização de um manual exemplo do modelo. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 44 Como se pode perceber, existem bastantes informações genéricas para qualquer equipamento, contudo algumas destas necessitam de ser redigidas pelo responsável dos manuais. Este modelo já se encontra adaptado para que contenha os dois idiomas exigidos, isto é, em inglês e o idioma da fábrica destino. Um dos primeiros passos na conceção deste manual é a escolha através de uma macro VBA do segundo idioma pretendido, como se apresenta na Figura 31. Desta forma e automaticamente, todo o manual passa a estar nas duas versões linguísticas. Figura 31 - Macro responsável pela seleção do segundo idioma do manual. De forma a perceber o motivo da rejeição ou não aceitação deste modelo por parte dos integradores foram realizadas diversas reuniões. Um dos inconvenientes apresentados é o facto de ser necessária a introdução das descrições e das imagens por duas vezes, obrigando também à tradução das mesmas. Isto acontece porque existe o mesmo corpo do manual duas vezes, mas em duas línguas distintas, como se vê na Figura 32 e Figura 33. Figura 32 – Descrição e imagem inserida no manual na versão inglesa. Figura 33 - Descrição e imagem inserida no manual na versão alemã. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 51 Contudo, todos os equipamentos possuem um outro manual dedicado apenas à parte de software . A distinção destes dois documentos deve-se ao facto de todo o projeto e construção mecânica serem realizados por uma empresa externa, por integradores, enquanto o desenvolvimento de software é realizado por uma equipa da Preh Portugal. Assim, quando uma máquina é transferida para as instalações do departamento de industrialização da Preh já vem acompanhada pelo manual de equipamento. Apenas posteriormente, será programada e desenvolvido o respetivo manual de software . Este manual é elaborado pelo responsável de projeto da equipa de software do departamento de industrialização da Preh Portugal e tem como principal objetivo descrever do ponto de vista eletrónico o equipamento em questão. É também realizada uma breve descrição do equipamento e do seu uso previsto (Figura 41). Figura 41 – Capa do manual desenvolvido pela equipa de software . Além disso é realizada uma descrição pormenorizada de como instalar o respetivo software e como realizar a configuração de todo o equipamento: PLC, consola, eixos, elementos de controlo e configuração do programa escolhido para o teste a realizar no mesmo. Por fim é apresentado passo-apasso de todas as operações realizadas pelo equipamento e dos realizados pelo operador para montagem ou teste do componente presente. De ressaltar que na parte final deste manual são apresentadas as descrições e funcionalidades dos menus principais da aplicação de interface com o operador. As descrições de manutenção e calibração são também expostas neste documento (Preh, Operating Instructions Manual 2024). Com isto, o modelo desenvolvido pelos integradores dos equipamentos juntamente com este manual apresentam todas as informações necessárias e exigidas pela normalização vigente. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 52 4. DESENVOLVIMENTO DO MODELO DE MANUAIS Com base no conteúdo exposto no capítulo anterior e de acordo com o apresentado no estado de arte, a próxima fase tem como objetivo desenvolver e atualizar o modelo de manuais de equipamento, de forma que este seja utilizado por todos os integradores com quem o departamento de industrialização da Preh Portugal colabora. 4.1. MELHORIA E ATUALIZAÇÃO DO MODELO Antes de implementar este modelo de manuais de equipamento junto dos integradores é necessário realizar as devidas correções e melhorias ao modelo. Primeiramente é essencial realizar as alterações ao nível do conteúdo do atual documento, no que diz respeito aos dados técnicos da máquina, à segurança do equipamento, às barreiras de segurança, às precauções de manutenção e às instruções de montagem, instalação e entrada em serviço. De seguida, é necessário realizar e implementar novas soluções de forma a tornar mais prático e dinâmico o uso deste modelo por parte dos integradores. Assim, são descritos e apresentados os seguintes assuntos: modelo teste ESD, lista de peças de substituição, automatização do modelo e digitalização. 4.1.1. ALTERAÇÕES E CORREÇÕES AO NÍVEL DO CONTEÚDO No que toca às alterações e correções do conteúdo do modelo foram realizadas as alterações apresentadas ao longo deste capítulo. Dados técnicos da máquina Primeiramente, foi realizada uma alteração e consequente melhoria no capítulo 2 ‘Informação geral’ para uma melhor organização de toda informação relativa ao projeto. Assim o subcapítulo 2.1 do modelo diz respeito aos dados de identificação do fabricante, como: o nome, endereço, código-postal, telefone e email. Relativamente aos dados técnicos da máquina estes são: a tensão, frequência, potência, intensidade, pressão de trabalho, caudal e massa, tal como apresentado na Figura 42. É necessário que todas estas informações estejam presentes no manual de forma que quando o equipamento seja instalado, estejam preparadas todas as condições apropriadas para o seu bom funcionamento. Todos estes dados são preenchidos através de uma macro denominada por ‘INFO_Máquina’. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 53 Figura 42 – Dados técnicos da máquina presentes no modelo. Segurança Após a análise detalhada do novo Regulamento, conclui-se que a principal informação em falta no modelo diz respeito à segurança do equipamento. Isto é, o manual carece de informação no que toca, principalmente à segurança, como a falta de instruções de transporte, de montagem, da entrada em utilização e da sua própria entrada em serviço. Assim, o capítulo três ‘Proteção, dispositivos de segurança e avaliação de riscos’ sofreu alterações baseadas no próprio standard estabelecido pela Preh e que é fornecido aos integradores, pelo que as soluções tidas em conta na área da segurança são universais. Desta forma, todos os sinais de aviso presentes anteriormente foram colocados no subcapítulo 3.1 ‘Avisos de segurança’ e, foi criado o 3.2 ‘Dispositivos de proteção e segurança’. Na Figura 43 é apresentado o conteúdo adicionado ao modelo. Figura 43 – Conteúdo adicionado sobre dispositivos de proteção e segurança. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 54 Barreiras de segurança Relativamente às barreiras de segurança, foi adicionado o anexo G ao modelo. Neste anexo deve ser colocado um relatório com as devidas informações das barreiras e medidas de proteção aplicadas ao equipamento em questão. Para isso, foi desenvolvido um documento Excel que através de uma macro é possível preencher todas as informações necessárias ao relatório. Além disso foram elaboradas várias matrizes para que através de código VBA se verifique a conformidade ou não da distância de segurança aplicada com a distância determinada pelas normas. Primeiramente deve ser identificado o tipo de acesso ao perigo, selecionando uma das seis opções presentes na Figura 44 Figura 44 – Acessos ao perigo a selecionar. No que toca ao acesso em altura deve ser identificado o tipo de risco: elevado ou reduzido. Caso seja de risco reduzido, a altura de perigo, representada por h na Figura 45, deve ser superior a 2500 milímetros. Caso seja de risco elevado deve ser de 2700 milímetros. Figura 45 – Altura de perigo em altura. Quando o acesso ao perigo é realizado por cima de uma estrutura devem ser inseridos vários dados: a altura do ponto da zona de perigo mais próxima da área de alcance do membro superior (hh) e altura da estrutura de proteção hps (Figura 46). Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 55 Figura 46 – Alturas de acesso por cima de uma estrutura. Além disso deve também ser identificado o tipo de risco: caso seja elevado utilizam-se os valores da Tabela 10, caso seja de risco reduzido usam-se os da Tabela 11. Tabela 10 – Distância de segurança no acesso a uma estrutura de proteção de risco elevado. hh(mm) hps (mm) 1000 1200 1400 1600 1800 2000 2200 2400 2500 2700 2700 0 0 0 600 0 0 0 0 0 0 2600 900 800 700 800 600 500 400 300 100 0 2400 1100 1000 900 900 700 600 400 300 100 0 2200 1300 1200 1000 900 800 600 400 300 0 0 2000 1400 1300 1100 900 800 600 400 0 0 0 1800 1500 1400 1100 900 800 600 0 0 0 0 1600 1500 1400 1100 900 800 500 0 0 0 0 1400 1500 1400 1100 900 800 0 0 0 0 0 1200 1500 1400 1100 900 700 0 0 0 0 0 1000 1500 1400 1000 800 0 0 0 0 0 0 800 1500 1300 900 600 0 0 0 0 0 0 600 1400 1300 800 0 0 0 0 0 0 0 400 1400 1200 400 0 0 0 0 0 0 0 200 1200 900 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1100 500 0 0 0 0 0 0 0 0 Tabela 11 - Distância de segurança no acesso a uma estrutura de proteção de risco reduzido. hh(mm) hps (mm) 1000 1200 1400 1600 1800 2000 2200 2400 2600 2500 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2400 100 100 100 100 100 100 100 100 0 2200 600 600 500 500 400 350 250 0 0 2000 1100 900 700 700 500 350 0 0 0 1800 1100 100 900 900 600 0 0 0 0 1600 1300 1000 900 900 500 0 0 0 0 1400 1300 1000 900 800 100 0 0 0 0 1200 1400 1000 900 500 0 0 0 0 0 1000 1400 1000 900 300 0 0 0 0 0 800 1300 900 600 0 0 0 0 0 0 600 1200 500 0 0 0 0 0 0 0 400 1200 200 0 0 0 0 0 0 0 200 1100 200 0 0 0 0 0 0 0 0 1100 200 0 0 0 0 0 0 0 Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 56 Já para os perigos com limitação de movimento em redor são consideradas duas medidas: altura do orifício (h) e a distância de suporte no interior (e) (Figura 47). Figura 47 – Altura do orifício (h) e a distância de suporte no interior (e). Para verificação da distância de segurança é utilizada a Tabela 12. Tabela 12 - Distância de segurança através de um orifício com limitação de movimento. h (mm) e (mm) 720 620 300 0 120 130 230 550 850 Relativamente ao acesso através de aberturas regulares deve ser distinguido o tipo de abertura: quadrada, redonda ou ranhura e, também a distância de abertura (e) (Figura 48). Neste caso é utilizada a Tabela 13. Figura 48 – Distância de abertura em elementos regulares. Tabela 13 - Distância de segurança no acesso de membros superiores em abertura regular. h (mm) e (mm) 4 6 8 10 12 20 30 40 120 Ranhura 2 10 20 80 100 120 850 850 850 Quadrada 2 5 15 25 80 120 120 200 850 Circular 2 5 5 20 80 120 120 120 850 De modo a determinar a distância de segurança para prevenir o acesso pelos membros inferiores são necessários os mesmos dados, mas utilizada a Tabela 14. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 57 Tabela 14 - Distância de segurança no acesso de membros inferiores em abertura regular. h (mm) e (mm) 5 15 35 60 80 95 180 240 Ranhura 0 10 80 180 650 1100 1100 NA Quadrada 0 0 25 80 180 650 1100 1100 Circular 0 0 25 80 180 650 1100 1100 A última opção a selecionar é o acesso de partes do corpo humano de modo a evitar o risco de esmagamento. Neste caso apenas é necessário saber a parte do corpo em risco. Através da Tabela 15 determina-se a distância mínima de segurança. Tabela 15 – Distância de segurança no acesso de partes do corpo, evitando esmagamento. Parte do corpo humano Distância de segurança Corpo 500 Cabeça 300 Perna 180 Pé 120 Dedos do pé 50 Braço 120 Mão, punho, pulso 100 Dedo da mão 25 Por fim, o último valor a inserir é a distância de segurança aplicada no equipamento, de forma a verificar a sua conformidade. Automaticamente é devolvido o valor da distância mínima de segurança prevista de acordo com as normas. Caso a distância de segurança sejam igual ou maior à prevista, o valor aparecerá a verde (Figura 49). Caso seja menor, a célula aparecerá a vermelho (Figura 50). Figura 49 – Conformidade da distância de segurança aplicada no equipamento. Figura 50 – Não conformidade da distância de segurança aplicada no equipamento. No Anexo B: Modelo Barreiras de Segurança é apresentado o modelo em formato Excel fornecido aos integradores que deve ser inserido no manual do respetivo equipamento. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 58 Além disso, foi desenvolvida uma macro para os casos em que o equipamento não possua barreiras de segurança, todos as informações e o anexo G sejam eliminados de forma automática do manual. Precauções de manutenção No que toca à manutenção do equipamento, este conteúdo é apresentado no capítulo 4 do modelo. O plano de manutenção e de manutenção preventiva dos equipamentos já são apresentados, contudo é necessário adicionar algumas informações relativas às precauções de manutenção. Isto é, além das informações gerais que são apresentadas, por vezes, os equipamentos possuem mecanismos distintos que requerem cuidados especiais. Para isto foi desenvolvido um Excel em que deve ser preenchida uma tabela semelhante à da Tabela 16. Através de uma macro, o documento Excel é selecionado e as todas informações relativas aos mecanismos que integram o equipamento são adicionados ao respetivo manual. Tabela 16 – Excel desenvolvido sobre as precauções de manutenção. Mecanismo Integra o equipamento? SIM/NÃO Corte degito Cortante de molas Hidro Booster Atualmente e, dado o tipo de equipamentos produzidos apenas existe informação relativa a três mecanismo: corte a gito, cortante de molas e hidrobooster . Contudo, para adicionar novos, basta apenas acrescentar esta informação no documento Excel que é preenchido. Na Figura 51 é apresentado o conteúdo adicionado ao manual de um equipamento exemplo que possua um cortante de molas, por exemplo. Todas informações relativas às precauções de manutenção provêm dos fornecedores destes componentes. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 59 Figura 51 – Precauções de manutenção de um equipamento com cortante de molas. Instruções de montagem, instalação e entrada em serviço O atual modelo carece de informações e instruções relativas à montagem, instalação e entrada em serviço do equipamento. Tal como apresentado na Figura 52 foi adicionado um novo subcapítulo com as informações em falta. Figura 52 – Novas instruções no modelo sobre transporte, instalação e ligação. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 60 As imagens relativas às dimensões gerais e de paletização do equipamento são apresentadas nos subcapítulos 5.2 e 5.3, respetivamente. 4.1.2. MODELO DE TESTE DE DESCARGA ELETROESTÁTICA O certificado de medição de descarga electroestática é elaborado pelo próprio integrador e posteriormente inserido no respetivo manual. Consequentemente não existe uma uniformização neste tipo de informação dentro do próprio departamento. Além disso, alguns dos relatórios recebidos não estão devidamente completos no que toca à informação necessário. De forma a resolver esta questão, foi desenvolvido um modelo de relatório de teste ESD. Este modelo apresenta todas as informações necessárias a uma fácil compressão ao teste executado. Uma das principais alterações é o facto de este estar concebido nos cinco idiomas distintos, das fábricas para as quais o departamento de industrialização produz equipamentos: Portugal, Alemanha, México e Roménia. No primeiro capítulo deste modelo são colocadas algumas informações gerais como o cliente, que no caso será sempre a Preh Portugal, o departamento de Industrialização e, também, a data e o técnico responsável pela realização do teste. Além disso deve ser mencionada a temperatura, a humidade relativa e o equipamento de medição utilizado. De seguida, no segundo capítulo, são apresentadas as condições gerais a ter em conta na realização deste teste, tal como se apresenta na Figura 53. Figura 53 – Condições gerais a ter em conta na realização do teste de descarga eletrostática. A identificação do equipamento que sofre este teste é realizado no terceiro capítulo. Desta forma, é colocado o nome e número do projeto e número do equipamento. Por fim, no quarto capítulo são apresentados os resultados das medições realizadas, sendo identificados os valores das resistências e a consequente aprovação ou rejeição ao teste. A Tabela 17 apresenta a mesma estrutura que a apresentada neste modelo. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 67 manuais do equipamento. Assim, é possível aceder a este manual e, também, ao manual de software , bem como a todos os desenhos e esquemas do equipamento, de forma bastante rápida e eficaz. Através da aplicação ‘QR Code Generator’ é possível inserir o caminho para a respetiva pasta de manuais do equipamento e posteriormente gerar o código (Figura 59). Figura 59 – QRCode de acesso aos manuais em formato digital. Uma vez que os potenciais utilizadores desta digitalização são apenas os funcionários do grupo Preh, só estes possuem permissões para o acesso às pastas internas do grupo, pelo que, o código apenas será elegível em equipamento eletrónico da empresa. Por exemplo, os responsáveis pela qualidade possuem dispositivos, sendo-lhe possível ler este código e aceder rapidamente a todas as informações, dado possuírem acesso ao disco L, tal como apresentado no caminho da Figura 60. Assim, qualquer outra pessoa que não possua acessos e equipamentos internos não terá acesso a estes documentos. Figura 60 – Caminho indicado pelo QRCode para acesso aos manuais. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 68 4.2. IMPLEMENTAÇÃO E APROVAÇÃO DE MANUAIS DOS INTEGRADORES Após realizados todos os desenvolvimentos apresentados no capítulo anterior, segue-se a fase de implementação do modelo junto dos integradores com quem a Preh Portugal colabora. No decorrer deste trabalho, a empresa começou a colaborar com dois novos integradores, os integradores 4 e 5, pelo que a colaboração e disponibilidade para a inclusão deste modelo no seus métodos de trabalho foi crucial. Através da Tabela 20 é possível verificar o estado de implementação deste modelo desenvolvido junto dos diversos integradores. Tabela 20 – Estado de implementação do modelo junto dos diversos integradores. Integrador Estado de implementação do modelo 1 Em implementação 2 Implementado 3 Implementado 4 Implementado 5 Implementado Como se verifica, este modelo de manuais encontra-se implementado em todos os integradores com exceção do integrador 1. A duração de um projeto de uma linha de produção demora, em média, dois anos. A elaboração dos manuais de equipamento apenas é realizada na fase final do projeto, após todas as aprovações. A duração deste trabalho junto da empresa, não ocorreu ao mesmo tempo que o término de nenhum projeto executado pelo integrador 1. Contudo, foram realizadas diversas reuniões de forma a dar conhecimento deste novo modelo e disponibilizado todos os documentos para a sua execução. No caso dos restantes integradores foram vários os projetos e equipamentos que foram aprovados no decorrer desta dissertação, pelo que foi possível implementar o modelo. Através de diversas reuniões e trabalho colaborativo com os integradores foi possível a receção deste trabalho facilmente. Estas reuniões tinham como intuito formação para a elaboração e execução do modelo do manual, mas também de diálogo e principalmente de sugestões de melhoria contínua por parte dos integradores. Assim, esta tarefa de implementação foi bastante exequível e prática para ambas as partes. De forma a dar um suporte contínuo à construção dos manuais, foi elaborado um manual de preenchimento. Neste manual são fornecidas todas as indicações e instruções de preenchimento do manual passo-a-passo. No que toca à aprovação dos manuais recebidos dos integradores, o balanço é bastante positivo. Todos os manuais recebidos foram aprovados, uma vez que o conteúdo apresentado correspondia ao respetivo equipamento. Um dos fatores para este sucesso foi a facilidade de diálogo e consequente suporte das dúvidas dos construtores de forma bastante rápida e eficiente. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 69 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 5.1. CONCLUSÕES A documentação técnica dum equipamento industrial é um importante instrumento, onde todas as informações técnicas, soluções construtivas adotadas, instruções de utilização e operação, bem como a vertente de manutenção são compilados. Além do mais tem o importante papel de ser o repositório oficial das instruções referentes à segurança do utilizador, temática a que as diretivas comunitárias se têm esforçado por disseminar e proporcionar utilização generalizada. O Departamento de Industrialização da Preh Portugal, ao longo dos últimos veio a desenvolver um método de sistematização de manuais de equipamento. Contudo, devido a várias ineficiências e, principalmente, devido à pouca divulgação e imposição do procedimento a adotar, bem como a uma incipiente automatização do modelo, os integradores, responsáveis pela redação da documentação, dificultaram e rejeitaram a sua utilização. Através deste projeto de dissertação foram realizadas diversas alterações e melhorias no modelo, resultando finalmente na sua utilização por parte dos integradores. Todos os objetivos propostos inicialmente foram alcançados no decorrer deste trabalho. Primeiramente e com base numa análise criteriosa do modelo já existente e, também, dos manuais ainda entregues pelos utilizadores, foram implementadas e desenvolvidas diversas melhorias no que toca ao conteúdo do próprio manual. Apesar do novo Regulamento Máquinas 2023/1230 ainda não substituir a Diretiva de Máquinas 2006/42/CE, foram realizadas diversas alterações de forma a antecipar eventuais alterações, como a introdução: de instruções de montagem, instalação e entrada em serviço; de precauções de manutenção; relativas à segurança e às barreiras de segurança. Além disso, foi desenvolvido e implementado junto dos integradores um novo modelo de relatório de descarga eletrostática. No que diz respeito a estas alterações, estas têm impacto no ciclo de vida do equipamento. O facto de os manuais já apresentarem informações relativas às precauções de manutenção levam a implicações futuras como por exemplo: caso no decorrer da manutenção haja alguma falha ou erro num dos componentes que necessitam de uma atenção especial, anteriormente, os responsáveis por essa avaria eram a equipa de montagem do Departamento de Industrialização. Atualmente, dado o facto de a informação estar presente no manual, a equipa de montagem é totalmente desresponsabilizada por eventuais avarias ao nível da manutenção, uma vez que os cuidados a ter são meticulosamente descritos Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 70 no manual. De forma semelhante acontece relativamente às instruções de montagem, instalação e entrada em serviço. Um dos principais inconvenientes apresentados, anteriormente, pelos integradores dizia respeito à necessidade de um trabalho redobrado na tradução e inserção de informação nas duas versões linguísticas. Desta forma, foram desenvolvidas novas formas que permitem a tradução automática de toda a informação introduzida por eles e duplicação automática da informação que é necessário aparecer nos dois idiomas. Uma outra crítica apresentada dizia respeito à tabela de peças de substituição, uma vez que não era possível adicionar novos componentes à base de dados de forma permanente. De forma a dar resposta a esta questão, foi criado um documento modelo que serve de base de dados e pode ser replicado por diversas vezes para a sua posterior inserção no manual. Por fim e, tendo por base uma perspetiva futura no Passaporte Digital do Produto e, no novo Regulamento, foi desenvolvida a digitalização do manual. Através de um código QRCode, todos os equipamentos eletrónicos com os devidos acessos ao disco interno da Preh, podem aceder aos manuais dos equipamentos digitalmente. Detsa forma foi já realizado um caminho para que, no futuro, estas duas novas normas sejam mais facilmente aplicadas e introduzidas. Após a realização de todos estes desenvolvimentos, o modelo de manuais de equipamento foi implementado junto dos integradores, através de diversas reuniões formativas e colaborativas, de forma a dar resposta a todas as suas necessidades e dúvidas. Apesar de inicialmente ter havido diversas questões levantada e diversas dificuldades no preenchimento do manual, atualmente, o Departamento de Industrialização recebe todos os manuais de equipamentos provenientes deste modelo. De ressaltar que o feedback dos integradores a este desenvolvimento é bastante positivo. Segundo os mesmos, todas as melhorias e alterações realizadas permitem que a redação dos manuais seja realizada de forma bastante rápida, uma vez que eles apenas devem agregar e reunir toda a informação e documentos necessários para o posterior preenchimento do manual. Além disso, os integradores que apenas começaram a colaborar com a Preh Portugal no decorrer deste trabalho, acreditam que havendo um documento genérico da própria empresa lhes facilita este trabalho de redação uma vez que toda a informação exigida pela Preh já se encontra indica no manual. 5.2. PERSPETIVAS E TRABALHOS FUTUROS Apesar do trabalho realizado ser considerável e de grande relevância, a indústria encontra-se em constante evolução, pelo que há sempre melhorias a realizar. Dada a evolução das normas e regulamentos em vigor, eventualmente, será necessária a atualização do conteúdo do manual. Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 71 Além disso, a implementação de um programa ou software apto a que o preenchimento do manual de equipamento seja totalmente automatizado, isto é, que através de uma base de dados com todos os documentos relativos a um projeto e da aplicação onde é realizado o projeto mecânico, toda a informação necessária ao manual seja automaticamente selecionada e inserida.Também desta forma se poderá evitar que um equipamento possua dois manuais distintos, o entregue pelo integrador e o relativo ao software . Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 72 BIBLIOGRAFIA ACT, Autoridade para as condições de trabalho. 2020. “ACT.” julho. Acedido em 18 de juho de 2024. https://portal.act.gov.pt/AnexosPDF/Dossiers%20tem%C3%A1ticos/M%C3%A1quinas%20e%20 equipamentos%20de%20trabalho/Guia_Pratico_Seguranca%20de%20Maquinas%20e%20Equip amentos%20de%20Trabalho.pdf. Eucher. 2024. “Seguridad de máquinas.” UNE-EN ISO 13857:2008 Normativa de distancias. 15 de junho. Europeia, Comissão. 2021. Mercado único e normad. 25 de outubro. Acedido em 18 de junho de 2024. https://single-market-economy.ec.europa.eu/single-market/ce-marking_en. Europeia, Parlamento europeu e conselho da União. 2006. “Diretiva 2006/42/CE.” Jornal Oficial da União Europeia 63. Europeia, Parlamento Europeu e Conselho da União. 2023. “Regulamento (UE) 2023/1230.” 14 de junho. Europeu, Conselho. 2023. “Conselho da União Europeia.” Regulamento Conceção Ecológica: Consleho adota posição. 22 de maio. 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Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 74 ANEXOS Anexo A: Tabela de componentes de substituição do modelo de manuais Preh………………………………75 Anexo B: Modelo Barreiras de Segurança………………………………………………………………………………..76 Anexo C: Exemplo do modelo do teste ESD…………………………………………………………………………….. 77 Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 75 Anexo A: Tabela de componentes de substituição do modelo de manuais Preh Description Beschreibung Descrição Descripción Descriere 描述 Ref. 参考 Brand Marke Marca 牌 Qnt. Menge Cant. 数量 Criticality Kritisch Criticidade Criticidad Criticitate 关键性 1 ↓ ... 3 ↑ Spares Ersatzteile Peças de reserva Repuestos Piese de schimb 备件 Delivery time* Lieferzeit* Prazo de entrega* Plazo Suministro* Timpul de livrare* 交货时间* Price* Preis* Preço* Precio* Preț* 价格* Preventive Maintenance Vorbeugende Wartung Manutenção preventiva Mantenimiento preventivo Întreținere preventivă 预防性维护 Maintenance Frequency Häufigkeit der Wartung Periodicidade da Manutenção Frecuencia de mantenimiento Frecvența de întreținere 维修频率 *Estimated Value / Geschätzter Wert / Valor estimado / Valoarea estimată / 估计价值 **Delivery time upon request / Lieferzeiten auf Anfrage / Prazo de entrega mediante pedido / Plazo de entrega a petición / Termen de livrare la cerere / 根据要求的交货时间 Sistematização de Geração de Modelo de Manuais de Equipamento 76 Anexo B: Modelo Barreiras de Segurança