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Serman da terceira sexta feira da quaresma ...

Semblano, Gonçalo da Madre de Deos

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D A te * c e i r a sexta feira Da qvaresma. PREGADO K * CAPELLA REAL ba VNí. verfidade dc Coimbra. q PELLO P. M. ° l s tC J A L O DA MADRE DE DEOS ^ SEMBLANO, e ^°r do Collegio de S. João Evangelifta, & Lente de Prima de Theologia no mefmo Collegio. EM COIMBRA. Com todas as licenças necejjarias ; c » n a de THOME CARVALHO ímpreflor da Vniveríidadc, Annoi672. Ac *Jia de loa* Antunes mercador dc livros. Foi. i, 3 i> EMOS hoje CUIuftriílmio Senhor] hum Evangelho tão myfteriozopello que inculca de parabula, como fe¬ cundo peilo que iníinua de dodrina. Hc parabola myfterioza, porque hc hua vinha', que hum homem Pay dc famílias por íua própria mão planfaõ tou, & as bem feitorias , que nella fez, a ench^ 0 ^ r a Ç Gens cu ^ a< ^° * H ue nella pos ; porque & orn C ° ce P a s * ccrcoua de fcbc j fortalcceoa de torre, dia c ° Ua< fc lagar, que era a ultima couza com que a po¬ do <j a m P 0r ;& porque fenão foíle amonte, ou por defcuido reSc ^ a » 0 11 p o r citada cava, arrendcua a huns lavraP c n f ôõ, dequctodososannosjlhepagariãoos & C( Wo ] C Íta a co « d i Ç ão de pagar, fc, retirou o Senhor j ^ efa t nii ChegaíTeotem P o c ^ eos P a g arem > mandou o Pay ° s Rend 1 5 * a l glllls ícus criados P c r a 05 recolherem,mas ^o 0 ir Clros cm lugar de lhe entregarem os f ru&os,pren¬ do, ^ { crv os, m atando,& apedrejando a huns, afrentann ^i$dí tes outros. Mandoufegundos fervos, & fe bc cm numero, epos primeiros, taõ fcmelhãr^H^rãoVv*^ c l u è rcceb c r ão, como na tironia,quc expriv^ r a n d 0 ' Vlci m a m e n t c mandou feuproprio Filho, cõç Cr Sonh a > 0 ^ U c P 01 'herdeiro da vinha oremcficm , &: por ^^pncaílcm. Vcrébimtur fihnmmcum porem * C r a c iw r ncrão pera com os fervos, menos a mohraráo O* ^ratiaP Penhor, porque lcvãdt )d prezo fora da vinhale ntc)hcdcráo a morte. Ai E(U Efta he a íubft ancia da parabula cm que a gloza mais en¬ tendida, hefempre, que o texto mais diminuta. Vejam# cõ tudoaexpofiçao, pera deduzirmos amoraiidade. P° r DlHiereu eftc homem Pay de famílias : Hmo erat Tater famUití* Aug.DUn entendem todos osexpofitoresaDeos Padre, cuja amp^ 7 ” ^ ^ a ta ^ a he 0 mundo, & íuppofto, q Deos Pa^Ç €hn in na0 aíTumiflca naturezahumana, diz S. Ioao Chrifoíh H Mtsn.aur. Teintituja homem fendo Deos, pera tnoftrar, cjfendo p oí natureza Senhor, he por afle&o homem, & por benevo¬ lência Pay. Untura Dcminus ; bcnevelcntia V&ter. Peila vinha q plantou, pUntavttviviam explicãom U K tos Padies, & expoíitores com Maldanadoaantigua Sin f l ' t-ic' heu P e ^‘ a - b c com ^ a cercou, entendem alguns Padr^ rclli in a .P r otec Ç ao >& cuftodja dos Anjos que lhe] poz, outros #' c*t Anton mcr i t o s > d o sPatriarchas,qlhedeu. Pello lagar expoé n ul1 ' feres Jm rGS a ^ r uz> & mortificação; os mais dizem,q a torre, étdifâ' b ro l VÍ* turritn fígnifica o Templo j pellos lavradores, & * ô ' T „ cavtteatnagneotis e ntendem Sondo Agoftinho* S. dTudar n ymo> £ ' )íebio Emiíeno, & outros; os Prelados EçcJeÜj ■ \lt Au hcos, alguns com Maldonado, aos Meftres, qui wunus W t°P tí ^ fitfcepcrpnt: Pellos fervos: nifit (ervos f üôh A r l % ccmmumcnte explicão os Propheras,& Pregadores, p<d l o í dJnÍ o s»a f ee, c haridade, &boas obras, 6: pello herdei^ Eoi(l\ ad v ^ r jbaao ^ c l b o I n Ç a rnado,qdeícendc) ao mundo p ef Ivan? ‘ fcdcmir, não fc envergonha/ãoosjudcos de o matar. liuíe Mal- ® e m mo ^ l ’ a a cx p o f içaõ da Parabula, q debuxou C m 1 d j Oriccn ro ne ^ a 2 ingratidão humana, contra a bondade Divina* HilirwEu P c ra ^ e ^ a mais fc conheça, &aquella mais íc cítranb^ thi ™ ÍQ moralizemos agora o noílb texto. Plantou o Pay d c Etheephil miliasedavinhaentrcgandoaa huns lavradores, &' t em elleo trabalho de plantala , Ihedeuointcrefedcpofl 1 11 a ' Naõ faõ os homens tão liberaes cm darem aquillo,q p^ a f ! tao, ambiciozos em comerem o frti&o do q outros c^ t l ' vao. Dculhe o 'Senhor a vinha hem murada, haoYe fiou dequeomedo guardaííc a vinha comv íe fiou a Efpoza. múm nen coBidivii mas por lhe evitar a deículpa Cswt.i. fintar» da P a ga, lha entregou por arrendamento prevenida detu0 Joeavit camAgrkolis. Oh faibão os Prelados, que lhe la o d e u Dcos a vinha da Igreja, mas que lha arrendou/ a naõ desfrutem pera regalo do corpo, & jíò a fao^ u f P e r a utilidade das almas. E hede notar, qnáo deu n h o r a vniha a hü íô lavrador, mas a muitos. Singular cx c m p lar Senhor? cuja grandeza fe manifeda de 7 n c ^ ar muitos,oqnaõtem os Piinccpes, &grana j - ? v r e i 'ra,porq ahfi íòmete cõmunicão os feus favores , . 0 G hegão os feus benefícios, fendo, q em favorecer a 1Cos j mais do qfaõ íe augmenrão, &c em beneficiar ahüd° q(aõ fe diminuem. Quando o Sol parou as cr ; j«Mofiiè, tanto feaugmentou na grandeza, q fendo f/ ^ a ^ °^ogr° u os privilégios deDivino: ebediete Domino vo- ^Jke i‘o; dcE quãdo rctocedeo des linhas na infirir.idade Jlegum. 4 , * Cc hias, da exccllencia de foi, fediminuioao abatiCíl P' 10 * q l 0 r °v fombra: rcàuxit umbrurn per imeai\ por q parar hber!5 1C j f oÍt,CDcficio>< ^ o Sol, Princepe das luzes, fez pera v*° Emente pera final da faude de hu homem, & — Ur *br^ a homem o'.diminui o de foi à fombra, redtixit Í6U U V favorecera muitos o augmentou pera paliar de /f W ° > a os p r i v i l é gios (dehu Deos o b e dienre: obcâicxIr^oci-hmwis, 0 delicio dê entregar a vinha ,retiroufeoPay de rç>s f o)b S * o rn: ? crf V c p MpheUiS eH \ & logo os redeiHl e ‘ n gratos,feporrarnõ o c c i o f os, ficado avinha per acabada , porq as cepas de cabaça não fe podarão, ías de margulhu não produzirão. Auzencias largas ^dedetedohu povo; retroccdar a EzeohiaSj foibe- >fair ^c e pc,& no funciior conduzem muito peraos exccíTos celTüs dos fubdícos. Quem ouver de governar a vinha, ha de aíiiítir fetnpce nella>porq fem efte cuidado,achalaha de¬ pois íem cepas,q dem fru&o, 6c com cepos, q íò ferve pt' ra o fogo; mas não ficará ainda o lagar fem fervir, porq a culpa do Prelado nelle fe ha de efpremer. Ah cepas huma¬ nas, q por occiozas vos perdeis / Ah fuperiores, q por fal c a de cuidado vos condenai s! Se quereis vindimar pera De° s o fru&o, cavai fempre.com Deos a vinha/ Chegou o cempo de pagar a renda, 6c logo a mandou 0 Senhor cobrar no novo? pois não fora piedade, clpcrar* 1 eftes lavradores mais algfi cempo / não, q os q eíperão retf 1 ' po pelia renda, he porq querem qeíTeeíperar lhe renda» ainda mal, q muitos no tarde, arrecadáo mais q no ced t ? » íejanaofói mandar tão cedo, porq de maos pagadore 5 » quanto mais fe eípera, pieor fe cobra. Aos primeiros íervos, q forão arrecadar os fruttos tarão, 6c f erirão os lavradores, 6c a mefma tirania uz* 1 * 0 comosfegundoSjdiílimulandooPay defamilias prudet e ' menteefteaggravo,&porqosnão caítiga logo? pera p r °' va evidente de q não cabia nelle a vingança. A nobr^ ha de ter grande bojo, 6c o Senhor ha de ielo de fi P c l i i ^ ler cabalmentcdosoucos, porque o poder náo fe m° * tanto em o que acaba com os mais no domínio das virt u <3 alheiasjComoem oqpodcconiigo na tollerancia dos gravos proprios. Chama o text. lovradorcs a eftes ingratos redeiros: ^ soU aprchenfis f irvis ejus. Homens ha no mundo, C 1 ^ lugares cm que os poé,nunca melhorão do q fáo, né do * lento que té: de forte, q aquclles aquem o Pay de fa lí) \ 1 * arrendou a vinha,erão l a vradores,depois ficarão & na paga moftrarãoíc Rufticos. AgricoU , 6c porq tendoja a vinha, lhcchamaainda lavradores na fah^ ^ renda? porq no ofício,& dignidade,q lhe dcráo, qutzer^ encner, porque não queriao pagar, com' os fru&es acha- • * ficavão mais cheos, & com os pagarimais lezos, j]^ Cnorn * n ^ e lavradores míticos, que qué no lugar que l C j cn t -he, ainda que por naícimento íeja mtiitc OS 1 : n o o f ficioficam u i t o a b .a t i d ° . Tecit T ) A & ^ ua ambos naícerão grandes, & honrados, rou ç H s duo luminar ia magna •, mas a Lua logo degeneCenef i, vare P r i nc ipi°> l°g° deminuiofeu naícimento: itímiq t\sp tntfS 5 & poríj ra2 ^° Puílenta o Sol a Mageftadc com ?a ^fominare m ai tis , & a Lua naõ confcrva a grandcqucll? 1 ^ P l Í nci P Í 0U? L ummare ™ i ntiS ; porejo Sol no lugar a t le d eraõ obra íempre com igual proporção de luzes’, no i J ^ e n e h e í c no lugar do Ceo todos os mezes, & quem • u § ar ícenehc,não fica honrado, ficando dcminuido. minus. lUy »in are v r a ^ lrialrr ente .‘tanto, que o Pay de famílias, vio, que os laq üe j °‘ c s catarão o filho, não difiimulou eíta culpa fem f C p ( i ^ntimaíle logo a pena, &com razão, porq o nobre , a ô Aparte ha de fazer gala da brandura, por outra e{| a a Refazer delprezc dama reputação. E que pena foi j, )C lüeo pay de famílias lhe intimou? foi tirarlheoReL e ccnccdeoiat/fcrauirrtvcbis regnum, Pois chatir a ? e Jjpha, quando lha arrenda, & Rcyno, quando lha a I j> rc - c j a ° o que intevcça a republica com bons mini Aros, lT 'cfj 1 :* acorn fròns Prelados, hüa Vnivcrfrdade com bons <oJ ent es > quando a vinha andava, nas mãosdc miniArcs in- % JJ.de Pt dados 3mbiciozos dc Vc Ares dcfcuidados, 5^0 J iVa ^ olimite, & eíphera de vinha rerreAe, ranro, \\\ { e a mini Aios zelozos, a Prelados dezenrercçcdos, a c ^ i d a do z os, avia de ficar hu Rcyno opulento. Tc- ° r a l izsdo o texto, peçamos graça. Ave Maria. Que 6 IU expofitores com - tmtmttr. Hemo erat Pater fami/ias, &C. VE antigo he nos honicns fazerenfc intra&avci* l poríobejranos,& afíe&arem fingularidades por p°' ierozos fundado no retiro, 0 reípeito, &«na íinguU' ridadc, a eíti mação? E quãto mais ordinário hc ecn Deos ^ tropelar pellas razoes de Mageílozo, íò por oílétar eom ° s homens muito humano. Nas claufulas do Evangelho * c manifeíta bem elta verdade; porq fendo o Eterno Pay, Payde famílias, (é reprezenca nelle com as; íemelhanÇ? 5 de homem, & com os afie&os de Pay: Hemo erat Patefr mil/asiOc porq razão íenãoincicula aqui a primeira P da Trindade com o titulo de Deos Padre le não cõ otiu ,! dehomemPay? A razão he, porq o titulo de DeosPad 1 ^ he titulo de poderozo, &£ foberano pello reípeito, q o EtcP no Pay admira diz fomente ao filho : o titulo de horn^ Pay, he titulo de humano, & piedozo pello reípeito, Sjlver.hic aos homens: ob humanitatem , er pietatem , & prefere D , canto por noíTo amor o citulo, q nelle inculca piedade» a ° ^ nelle decla ra íoberania, q faz maior eítimação de fe dar cõhecer pello ritulo de poderozo,q pello titulo de íob ef^ Hum lugar do filho ha de abonar eíl es créditos do * ^ Cõ profundas palavras, 8C Theologicos termos defere^ aquellc único, & grande Theologo o meu Evangch^ ; Um. i„ geração Eterna ds Chriíto: In principio erat Verbíi , & v ^ b'tm eratapud D; um, & Deus erat Verbitm. Pergunto ^ racom S. Thomas, & S. Ioão Chrifoílomo, íe aíc£ l 11 j^ ( peííoa da Trindade procede', como Verbo, & como D 1 ^ porque razão a explica o Evangcliíla pello predica^ Vcroo, òc não pello predicado de Filho? Cum bttrn pvocedat , tit ftlim , quare dtxit Verbum , & p0 ^{ ,[i\õ D Th» m. tnloan.ca. f _ . r ^..__ , ^ ide l. r. E fc o Evangcliíla queria declarar a Divindade d©T>^ D.chrifojl melhora homit. i Àn bo / loan. ror a explicava pello predicado de Filho, quede [Y porq o predicado de filho inculca mais a Á cjJiaUdade, pois «ao he paflivcl fer filhe,quera nao for fcr»e ^^ante na natureza ao Pay; Sc o predicado de Verbo parercíe^ ^ Cx P^ c a va Wcnuss .porq ainda podia tropeça r o Beverb C ^ > COin a Phüofophia humana, q enfinaj.fcr, o nofté t )0 > ^ P^Uvra com q falamos, diiference;nanatureza], q e n'K»s,porqonoíIo verbo, &fpalavra bc accidcntc, Sc a ****^Maneia , S c philqfophar erradamente do Ver- / "' lvm O}pelloque C onbcceda Philoíophia puramente di j'^ la » Co m o logo, dà a conhecer o Evangeliza «a fegunDrèí' C ° a ^‘ v m a P e ^ ° predicado de Verbp, &não pello , l ca ^°de Filho. ? Porque o predicado notionalde Fi- ^^^«xpüear a igualdade de edencia , de poder, Sc ^ a geftade com o Eterno Pay, dis fomente relação ao Pay, j nao d isvefpcito algum às creaturas; porem o Predica- ^ e Verbo, ou palavra inclue dous refpeicos, como faComaniter ^os Theologos, hum pera o Eterno Pay, que falou n * Z T' CH Pj Cidade, outro pera os homens, que a ouvirão em tem-^ / ^ ‘ > 1 ’ W 0 a ííUmindo 0 ^* v * n o Verbo a humildade pera redi-^ fvj j ^ Penetrando o Evangclifta a eílimaçao, que Deos p tç ,. 0 s títulos que tem, & oftereccndofelhc eftes doui ^ l c adosda íegunda PeíToa, hum de Filho, que dis fota^?Mageftade, ôiloberania,outrodejVerbo q explica dà ^ 2 a piedade co q Incarnou por amor dos hotnes não a tiia C ° n ^ c cer pello predicado de Filho,q inculca a foberade^ 0 ^ que reina, mas pello predicado de Verbo, que bjuj** piedade com que nos íoccorrc. £uU EwttgeThom. **re,r Sanflo Thomas , non [ohm intoidcbat fignifi-ihdem rc. e ’f e flum td exiftentiam fiíij tn Patre ,, fed etiamUt. PanU potentlvn fihj , magis antiqui trAnttnlerunt infra. ÍM impor t At tifpettum ad exterior a. Por^pQlitica do Ceo, raramente fe vê praticada na cerra, ^ce° s ^rinccpcs , Sc íuperiores do mundo , fe def- ^anto com a dignidade, coiq o lugar, Sc com o B officio, £ad© ma valia, ©u ao refpeit© a pedir outro defpacho, de7 © o Princep®, & íuperior refpondsr em forma, nego rnln^ fim* oa «ego mincrU &nego confe^nentU poismuitas fonfequeneiasiefeguem de hum reípe&ivo defpacho, q l ,e fedà porque não haò de ícr os reípeicos, o que haõ de f 1 ' xer «egar, & ooneeder, fenão os merecimentos, U o be# cemmum a que fe deve atteatar. Dous validos, 5c patentes de Chtifto, Diogo , 5c l° a ^ pedirão a Chi ido duas Cadeiras, que fuppunhão vag jS Jtfatb.iQ, na Yniveríidadcde feu Reyno. lu regno tuo. E com ^ rem peííoas calificadas no íangue, & de conhecida vh' t U ' de, vcdeoquelhereípondeo o Senhor; nego márern ^ efi meum dare vobis . Na Cruz pede o ladrao a Chiid ^ 0 Reyno, 5c com ler mais humilde, 5c parecer menos nemerito, nojtai o defpacho que levou, 5c como Chd^° lho concedao. Concedo minorem hsdie mecttm eris i* f* que he iífco.' a huns validos, a huns parentes feas Cadeiras, que percendem, a hum ladrão fe con^ o Reyno;, que folicita? Si, porqueo Senhor neílas occafioens não fe governou por rcfpcitos, fez o favor quem tinha trabalhado; peilo merecer: loão , 5c ainda que parentes ,5c validos namtinhaõ méritos, pC tão grandes lugares, '.fúte(lis blhere Câltcem ? O ladrão , Khaaíliflido na Cruz a» Chrifto, 5c pello que jà tentado, 5c padecido, merecia fer premiadojpor iflbCk to logo, nega aos grandes o que pedião, & concede a h piquenoo lugar qciefolicitava. Bom Princepe, & rior, também onoílb Payde familias,quc íabe neg af ’ «onceder, & fabc diítinguir os merecimentos pera prj 1 a huns, & pera dezenganar a outros, mas bem imitada ^ tnoscfla política de quem com cauto acccrto governa > *om tanta juftiça premea. ^ Sei s«, que no mundo fenão djftingucos fogeito* p e ^ los merecimentos , fe nãm pella affciçao, & peli® rcípci, to » ^^eacauza. porque)tal ves fe concede a mercexi* ^ 'gno, fe nega ao benemerito> mas em fuppofiçaõ, o indigno alcance por deípacho igual merce à que ® ^aernerico l 0 g ra po r merecimento, ainda aíli ficai eíle l ais honrado, &aquelle menos'luzido , porque os ap- ^auzosíoíç devem ao queíe logra por força do merech 7 nt0 > & ua t n ao] que fc alcança por favor do deípa- ^avid an ^ eteXt ° P o r ** cr £ * C ( ^ ias g r anc ^ e s Cabeças. Entra ç. a ^ P 0 L ‘Hjeruíalem vidoriozo, com a cabeça do GiCatJ f ^jucnatinka vencido , & as Damas da Cidade lhe ° s a P l a uzos cia vi & o ria •* prAfciwbmt mulicres b an es * percuffn Sml mille , & T>wid decem miüa . No deç, etCí 4 u e Herodesdeu aosPrincepes, & Magnate» b aro p Corre, entrou a filha de Herodiades aquem o barj U raa Kc y por íatisfazer ahumappetitc lafcivo,ou a hum de de e 2 Co P e r v e r ^°>^ c ^ ez entregada cabeça do gran4 , p a “ a ptifta: nttulit caput ejus in dífeo , & dedit illudpxclVafle re!íl não lemos, que algum dos convidados aloudo ° u a pplaudiíle: pois a David tantos louvores quan¬ ta de A rece na Cidade com a cabeça do Gigante ^a^^rodiades nenhuns appkuzos, quando aílifte no a cabeça do Baptifta.' Si, & porque razão? ku y a j o C>avi<J alcançou a cabeça d oGigante por força de rec k & merecimento , ycrcuffum fhiliUenm wter Reg.i.vf, l $a %ade Hccodiades alcançou a cabeça doiBapj’** vqí^ Por favor de hum dcfpacho , petivit diUt Protintts des miloi in difeo caput loannbs ,; 0 t ^ tanca differença entre o que fe logra f i^ r áefpacho , ao que fc alcança por for- ° S> Por l C cimcnt0 • ‘l 110 ^ a c ^ e ie ^evem a p p lauacredita, aquellc nain merece louvores , C porque Mí 7 lon *., hic ,:Jalíj' Íl 3 üd ÚVY, tom.^.in parAttjl,àe Finsa. li porque afronra. Oh quantos vivem no mundo pouco ap' plaudidos, & muito afrontados.' porque o lugar, que P c ' eupao, a merce , que logram, lha concedeo o poder, & nam a razão, lha folicicou o favor, & não a jufiça, lh a . q eU o defpacho, & nam o merecimento g mas eíla fem razai* do mundo íò a pode emmcndar o Princepe, &: o fupériu r > que como deve faberaquem ha de negar, & aquém dc conceder , ha de negar a merce ao in digno, & cofl c ^' dela ao benemerito : diflinguindo com tanta juftiç?»/ com tanto cuidado os merecimentos, que hunsrtenhaó J propriedade da vinha, outros a fubftituiçam delia: hcfl earn agricolis , & tirala a quem a não trabalha pera dar f lu ' <fro, &concêdela a quem! a pode fabricar pera não í&- corti elle rodo o anno: aufetetur à uobis regnttm , & ^ ' turgcHti faeienti fruclus ejus ; aífi o deve fazer o Prin c ^ pc,& fuperior na admiraçam da juRiça pera com íubditos, porque aífi o fez o Payde famílias no arren mento da vinha pera com os lavradores j hefoft'** Agricehs. Chegou' atempo dos lavradores pagarem! o fru& 0 ’ . mandando ò Pay dc famílias alguns de feus fervos P c ^ cobrarem a renda, foram tão delgraçados, que os lj v ^, dores mataram a huns aliam occiderunt , feriram , # - - tarão a outros u\ni**unm uwacrnm , icinuiu, *» ■ % umiu» , coecidcrunt , (£* contHtaelijs *J . ritnt accrecentaoosexpoficores. Nefta ingratidão P ^ 1 ' ^ aggradecimento dos homens, que ainda àvifta do beneficio executão o maior aggravo. Deos vos Ü vl ' c ^ homerts, que corrcfpondem lavores com aggrav^ 5 ^ dczenpenham benefícios com ingratidoens. Ora* 1 1 reparo tanto cm qne os lavradores não pagafiem os ^ tps da vinha a ícu tempo, porque como o Pay dc jç fez o fovor dc lha arrendar, hc certo, que logo ic avl cíquecer, porque o favor faz dqdecidos. Quereis e ^ I ce.tvpsdchum homçm } .porque v<®s abragais-eiMr».* : c v eu luzido , oujporque vos coníumis com a inveja uç f ^ ° n t a do 5 tratai de alcançar deíle hum limitado favor , •ôtaiapr* mais Vos ^ a l^mhrar. He boa mduíhia ei] a/ ° ^ i c o Avarento a Ábrahara , quç p o v ^ ^ _ , a hazaro , pera ^ o. aliviar daq uclle tormento, lhe iôw a; M 0r P en t e a extremidade de hüdeda deagoa, n ' ^ % ar . o ?," i n c cndios.de tanto fogo. Patsr aquam ^ ? nitte Lafarum ut jntingAt txtremum digtti in fiam a i p re friget;ct IhguMfi mearn^ quU crucior m hxc n ) ind-' 1 r ^ U n í ° T : P ü l *quenão P e ( l c O Rico a Abraham, ‘diluvio 0vc r Tobrec 1 le deluvios de agoa, pera extinguis defccrl ^ *°£ 0í íem S u e ^ azaro tenha o trabalho dç dcfç a r ° l n ^ t n o ? ou ao menos porqwe lhe não pede, que c a ? p azar ° a applicarlhe mares de agoa,(enão hüa goc- & i ny ? r S u e ao rico no inferno mais o atromentava o odio, fey 0 ^ » quetinhaa Lazaro por ver as honras, quei fern 0 C ^kráham Agrava, do que as mefmos penas do.ii . * QUe o rí a' i . < „ Ji . /d 7 •. t • Lnc, 16 no inE^audi gehermA pera I a I^ C tt>r ^ c n t ©, que lhe caufava o odio, & inveja, que L . 0 tinha. narwmiorin mate rlr><aiií» Ar» T ^~,r. r ° huntinha, não queria mais do que receber dcLazaqu c i 0 pujado fovor, porque.em o recebendo, açhav.a, ©diq^^^.Usíc eíquecia, como fchzcra cftc dilcurfo: o tilais cxc/n'^’ ^ U C a ^ a z ar0 tcn h o > he pera mi pena c * c cílh r"* * icfin ? ^cmaziada ? Boa traça •, pedir que me venha Pt>t qu 0 ^ a ^ r o fazer ao inferno hum limitado favor, r M, p U n c a urais dclle me hei de lembrar: thiitcLa/fie c(l e n i ° i s k o f avor faz eíquccidos, que muito lò.çíqueüs lavradores da noila parabola de pagarem o$ ffudos* Den-. V J~ U lVa >q u c a do inferno, como me poderei livrar Cz it r + fru&os, cum apropiHquaret tempui rnifit ferves fios > recc fceram o favor, & cíqueceramíe de pagar. Ifto dizia eu, que era o menos que notava, porq a m cb ma experiencia o períuadia; o que me parece digno de to*' ior ponderação, he,que os lavradores a huns íervos taílem , & feriflem aliur» occidirunt : altum csàderuvt, ^ a outros afrontafíem. contumilijs afecerunt. Pergunt 0 * qual foi o maior crime deftes ingratos lavradores ? A tarem a huns fervos na honra, ou tirarem a outros a vida Reípondo, que mais execranda foi a culpa, & mais pendo o crime da afronta, que da morte ? & |a razão h c > porque comparada a perda da vida, como a afronta honra, lie efta tanto mais crccida, &r tanto mais releva^/' que fe ha perdão, pera quem tira a vida, parece que o ^ ha pera quem tira a honra;. ^ Antes de Chrifto cfpirat na Cruz,folicitou perdão de Eterno Pay pera os judeos, que o crücificavão , dei c l j. pandoos, que nãofabião , o que obrarão. TMerig*?' Ms , quía 'ftejciunt-, qnidfaciuni. He ccrto qus os lud^ dckgutVa n0 Galvariohunsfizcrão malnoque obrarão^ outros & ffilnw-t * a r ^ G P e ^ or no * c l u c diíTcrão: fizerão mal , porque - ficção-a Chrifto, falarão peior, porque afrontarão to da.ndblhe vayas-: Vah qui âejlruis tmphim W r . .p blasíemaramuo com injuriozos ditos : ^Usphem^^ iam , praicreuntes-y poisfe Chrifto folicita perdão de Eterno Pay pera os judeos , porque não íabem o q u C ^ zem tfon cmm feiunt quid faciuvt , porque o não p e cambem » porque não fabemoque dizem ? quia n ( J cí ^ quid dlcnní. ? Pedeperdão pera os que nãoobrãobtf 11 ’ ^ parece, qonão pede, pera os que falaõJmatfSim, & ,~ Q zão hc, porque osjudeos o q fazião, era crucificar a Chn ~~ J ‘ m ao privare da vida,as vayas q lhe davao, as bla* sqpaílayão llic dizião* cra em orde aoafrouta r ^ em ordem s mias q os c na fronra : vería conlimcliefa in Divinam , regiãwqtie ejns ^Magcflatcm conjickbant ; & foy tanto mais crecida a eulP a d e a froi-uarern a Chrifto na honra, que de o privarem *vida, q^e parece achou Chrifto, que fc podia alcançar perdão do Eterno Pay, pera osque com as obras lhe tira¬ do a vida, q U e parece o não podia aver, pera os que com s pa avras lhe tiravão a honra : Fnter ignejee tllts quia nef- ' > qwd faciunt. Oh quantos réprobos d e f tes averàno °> quenemíabemo qne obrao, quando o odio cs f ’ Pera vos privarem da vida, nem fabemo que dizem, líia^P a ^ ua * n v e Í a o s provoca pera vos elcurecerero afaía p Corno ^ a ^ eni fomente, q não ha vida como a honVGs° ne ^ a vos 0 ^ er) d cm,porqueimaginaõ, quencllamais fragoão,& nao fe engana©, que hum homem de bem, íc nte © golpe na honra, que na vida. ^ ç v > Ua nd° os judeos crucificarão a Chrifto, foy no meio ° U S ^ a c ^ r oens 5 pera que os circunftantcsfeperfuadiíi ni \ SlMe Chrifto era delinquente como clles : Cum Mm. i p . <Je 1 1 \ r€ petatus efi ? pois pera infamarem a Chrifto faci " ° r ozo, n â obaftava, que com hum íò crucificado ? Não ha duvida, pois íe pera que^^^^oavidabaftahüa Cruz, pera a honra pera Iriu l t i p licão as cruzes? láeftâdico, fprquehuaa pe de bem como Chrifto , avia defenrirmaisogoh 0 s 3 ^dç ° nra > que na vida ; por ifto pera a vida acharão er ão nc ^ 5 C l^ebaftava hüaiò Cruz, mas pera a honra, que ^ a &°ar e d a rias duas, por fera parte cm quemaisopodiao no Horto tinha jâ fentido aafronta dc que ^ 0 ochegaftemaprender. Ta»quam\adlatreMath, Iftüzçfl * Sctim gUdijs , é 1 fuFtibns cowjjrehettdtre me. E g c *°°diodos judeos, naõ me admira *, mas que ainda hoje a inveja , & malícia dc alguns s * Hcoque mcefpanta, qíem ?os crucificarem «al í{). ScslcGf, Hi>nn, PaJJioüis. c(ií vesapetjpa,»aa dcziftcm dc voseruc^earcm h(?a, 8? mujcas vezes a honra, Porem coda a minha queixa fundi em queaqucllésaquem tendes por Amigos, aqu e r 1 } fiz* - v bçnçHcio, & entregais o coraçam., íejamosq 0 ^ i:.K'is vos mccão a lança, Sc por rauza da íua conveni^ 0 ' cia, ôc do leu incerece vos deslullrem a fama , Sc vos oh fendáo na honra; grande tirania / grande crueldede 1 e o inimigo vos aggrave, nãohe tirania, porque como o tratais , como lhe virais as eólias, não te efpera de He' nr* ]S queaggravos, mas que o amigo vos ofíenda, he crucl^" de, porque como lhe otfereccis o peito, como lhe t rega is o coraçam , não fe efperam delie mais que zas.. Ora notai em hum lugar cqmmum, hüa foluçao p^ ííl> cuiar. Chama a Igreja cruel à lança: mucrone diro Ifl*^- Sc à Cruz chamalhe doce : dulce lignurn. A Criizm c P â . resia, quefoya cruel pera Chriílo > porque o atorm c p t < ! < eftandovivo, Sc a lança doce , porque o offcndeo dep 0 ^ de morto izentojà de fentir, incapaz de padecer? ^ 0Í ' que razão logo foy doce a Cruz, Sc cruel a lança/ p à Cruzdeulhe Chriílo as coitas, a l ançacílavapífercc^ dolhe o peito, Sc que a Cruz a quem Chriílo deu asco» Ihçtiraflea vida, não era tiraniadulce lignum, m a s ^ à lança aquém Chriílo eílava patentemente oííerçee* 1 o peito, lhoatruveçalTe, não podia deixar de ler cruC ^ de : mncrtne diro lance*. Ella crueldade no introduzida, c;ta tirania de tantos praticada, mal deremos ver com cmmenda, quanto mais com rci^f ^ pxqueo incerecedeíte, a ambiçam daquelle, o lajãodehurn, a amizade t ü ng i d a dc outro, íb por »- * Q goíto,por occupar a Çaddra, por ccr a prenda *? 0 alcançar a beca,.náo repara na honra do amigo» <1°^, mais na do çhranhoj cm hüa parte lhe examina a vl ^ Ll OS outra lli^c couta os paííos, não fò pera iiie dciccbrir _ defeitos , & inhabilidades da pefída, wíaspera lhc destup l tambemoprcciozoda fama,; & o calificado da honra °remaches perveríos cathoHcos, & infu&jfcras cepas _ a vinha da Igreja, que nem podadas ccm a doftrinâ d© regador, chorão lagrimas de contrição, nem èavadas co*. O con r elhò j 0 cenfefior produzem fru&os de gráfr o d C ^ C ost * r ar ^ a vinha da íua Igreja, plantalás nó n)cC . °^ n ^ ern ° 5 tirandolhe ratebem avinha, que he o lavr*d° ’ ^ Ü e ca ^ i g a l ° s na a ^ m a > cowo o fez aos ingratos o f. ^ rcs > que entregondolhe comojamigo afua vinha, p r - I U ^ °> quelhederão, apenfam que lhe pagarão, foy ; a ^ U n s dos íeus (erros da vida, nlium occíàt- >unt ^ a ^ ronta ndo a outros na honrai lontumlúscL fcceCit ^^ dezenganemos Chrihão,que hc chegado o tempo: (cr. a P rc P w V faret tempus , cm que Deos manda os íeus P=ra S n„“ p r C r, adoles> & confeílores, wifit ferves fues , v °sad^ Ue ac I ue ^ es c ° m a d o&rina, ehescom oconíelho ri 0 r N ’ U t am » a que pagueis a Dcos o fonegado, &í m eritopli C a vinha, que vos deu, que hc a alma, como o extCl Wo r U Í t 0 S ’ tcrR P ° vosemmendarcs, jà he íaõ ' c vos at rependeres ,já hc terr po de pagares a pen P^itencia, & o fru&o da contrição. Não fejais a borcos, con o o foram os lavradores da noíTa pararein C i ^ ' e nao ^ 0 °^cndcram matandolhe os ferves, mas l " a n d o u ° nas n c ^ mas culpas, porque aos fegundosVque tlta rão U taiT ^^ Cm deram a morre, & are a feu propvio filho ^ ís i° a v ^aj menos culpados a° que parece em pcccar, a p^ r a tos em reincidir. Bem fei cu , que muito ohenC( l* 0 pcccador pella culpa,porem muito mais o Pella reincidência delia ;potqucopccc.ii (era tal 4 U c ^ a , o i t i n d d i r , hejàmaoctíllume, 6c Dcos não' fofre íòírc ma«s cufturaes , perquc antes padecerá hilalançaá*» doqiis ver praticado hum mao cultura e. QuebrarãoO 5 jadcos as pernas aos ladroens>& não cxecutaraõ em Chmto cila tirania, contentandofle com lhe dar no peito h uí lançada. 'Xgonfregerunt ejus cr ura , fed vnus militur» lw 0 u»- 1 *' cea U&ijus aperiut\ & porque razão não quebrarão W? 1 ' bem a Chrifto as pernas ? A razão literal he, porque os J ü ' deos davão cfte tormento aos crucificados, pera que áeprcíía, acabalTem a vida , &como viram a Ghrift°J* tnoicoj fruftrqufélheo mecivo de lhe darem de mais cd 'AWas LvP ena Cum viderum cim \ammorluum , non fireger* ^ dovtcHs R io e i m crtir *' Maior duvida: Chrifto não eftava na & fins in Exambiciazo de tormentos ? A fli o inferem muitos ptícatione da fede, que moftrou, &C da ancia com que os pedi© -rã Pofc j cap. m.tiora tormenta Porque permitte logo o Senhor, q lie X ih$ V8r ' antac *P c a morte-cí p i rando primeiro, que os ladro^J iB v a/i‘ fem padecer a pena de lhe quebrarem também as p e l I 1 f / ■ * u ‘ ^ antes quer no peito hua lançada, que nas pernas efte * ft mento? Si, porque o quebrar as pernas aos crucifica© era hum mao cuftumedosjudeos, & Chrifto por na© conjuetudo praticado hum mao cuftumc, permittio antes n© P e crat ^ hua lançada : unas militam faneca tatus ejus apervit- . ijídeos tu Como fofrerapois Deoslogo omaocuftamc de © $rad*nt ex homem, que pecca hiía, & muitas vezes fem fc com c $ j^fuarcr. | c m fearrepender? homem peccas, pois afti como * j queda pera a culpa , não a terás pera o arrependir© c ^ Se Deos a todo o tempo te chama, a toda a hora pera que deixas pafT.ir efte tempo, pera que deixas p e * ^ efta hora? Cum aproplncpuxrct tempas miftt. Matei 1 * 1 íalvaçam (ao muito contingentes fam muito arrn c ^ não fe ha de perder hora, hamfc de tratar a toda ©P* AludasdiíTe o Senhor, quodfacis faccituis. O deobrar,tratalogodeofazer,poisludas nam dct ?s° C ° m S ranc ^ c ca ^ 1 '' não eftataVa rcfoluto cm o vemda a nv (f 0 rC n C Catl í a l°£° dizCHafto, que o vencia a to¬ pe^ a fel** ~ rc l u e como morrer Chrifto era remoáiç 8 e ncia a Va .^ ao >( l u i s o Senhor pòrdc fua parte toda adilh na defaiva ^ ^ Ue ^ nao P e r ^ c ^ e ^ u m hiftântc, era matenã°tópa{]^° a de quetratava, pojs íejaatoda a prefta, 0 m^íhou 2 Ce r n P ° ' ÍJa *° k perca, hora f ac citins. Bera o ferirão o pe° Cn k Qr xambem no Galvario, que apenas lhe COn iinuoc K ICo * S u a ” < d^l°g° log° íahio ofanguc, ôcagoa: dcffc ían iVt{ ^ an ^ s > &*$**• Nãobaftava, que Chrifto Hw* i* P e ito, f e ^ - C 5 ^ a & oa > depois dc lhe raigarem bem o txivit. s n a o ^ c *°go> continuo, & a toda apreça corre f c r am Cnc ^ 1: ^ Pptem do lado dc Ghrifto íahirão os S&- CYunt /4çy S ' c omo dizemos Padres. Be Utere cbrifii exi* cão, n - Af * e ntA > & como eram remedios pera a falvafern que°i^ U ÍS ^ u ^ 0 ’ que algum inftance fe detiveftem, Porq Llc °S° fehifcm : continuo exivit finguis , & hatrx ^ Cenas de kbaçao fam muito contingentes, não a Pontan^ llaCar ? ^ é ^> em chegando o tempo, era acil d ir c ° amo Ç ao dagrãça, logo a toda apreça fe ha dc M as ° U 1 cu i dado pera pagar ofruito. e ^P e i e m a ^ g uns homens por tempo pera fc aret ^* Grar d eloeura? E guardem outros oardade? ^ e n t o pera quando (c vem adaíteados dainfcrmihum ^ Ull d e dezatmo / Ora vedeo , & acabo. Chega turbai Q 1Cm a doecer, & quando fc quer confcíTar, perC ° n ^ 2 oei S ac ^ a q u e s > m o jeftaõnq as dores, & tudo íam deixa 1Si ^ 0l ^ uc< ^ e ^ ll " ia P a i t :C0 devertem os parentes, lo» r - j * a Caza ft uc P c i 'dc, a renda que tinha, o eftado ler a ^ a c í P c r an Ç a cm que vivia, ou deter o lugar, ou °°ftcio í^cira», ou de alcançar a beca, ou de confeguir ^ tCra Voci 1 °Utrapcrturbáono os ardores do peito, as ls d° pulfo, os frenezis da cabeça, os embaraços da coníi/