EDUPLACES – Locais Educadores: práticas, vozes e percursos de educação inclusiva
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IRED’2019 I Conferencia Internacional “Educación 2019: retos, tendencias, compromisos” EDUPLACES - Locais Educadores: práticas, vozes e percursos de educação inclusiva (EDUPLACES –Educating places: practices, voices and pathways of inclusive education) Manuel António Silva Carlos Alberto Gomes
•O projeto integra investigadores da Universidade do Minho ‒CIEd (coordenação), Universidade do Porto ‒CIIE, Universidade de Trásos-Montes e Alto Douro ‒CETRAD e Universidade do Algarve ‒ CIEO (19 investigadores) (iniciou-se em 2016 e termina em 2019) •Como informação adicional parece-nos importante referir que o projeto tem como consultores internacionais as investigadoras Sally Power (School of Social Sciences, Cardiff University, Wales, UK), Francesca Salvà-Mut (Universidade das Ilhas Baleares, Espanha) e Danny Wildemeersch (Universidade de Lovaina).
IRED’2019 I Conferencia Internacional “Educación 2019: retos, tendencias, compromisos” •Objetivos: Identificar e caracterizar práticas socioeducativas orientadas para a superação do fracasso e abandono escolares, construindo o que designamos por portefólio de práticas ; •As práticas em questão foram selecionadas no interior de dois programas nacionais que obtiveram boas avaliações externas ao longo da última década e dos contactos com os responsáveis das instituições. •Este objetivo foi concluído ao longo de 2016
IRED’2019 I Conferencia Internacional “Educación 2019: retos, tendencias, compromisos” •Objetivos (cont.) •Compreender que condições, processos, fatores e atores contribuem, nas perspetivas dos sujeitos em estudo – responsáveis institucionais, crianças e jovens, técnicos e professores, famílias e outros membros das comunidades -, para a construção dessas práticas socioeducativas; •Apreender as lógicas de ação assumidas pelos principais envolvidos (protagonistas)* * Estes dois objetivos foram concretizados no segundo ano do projeto
IRED’2019 I Conferencia Internacional “Educación 2019: retos, tendencias, compromisos” •Objetivos (cont.) •Analisar de que modo as práticas identificadas se aproximam ou integram dimensões do que se designa em alguma literatura científica e pedagógica como comunidades de aprendizagem e comunidades de práticas ; •Identificar e caracterizar o processo de construção de percursos académicos bem sucedidos de jovens envolvidos nas práticas em estudo (a concretizar no último ano do projeto).
IRED’2019 I Conferencia Internacional “Educación 2019: retos, tendencias, compromisos” •Referências teóricas - Pierre Bourdieu (no quadro das teorias da reprodução cultural); - Basil Bernstein (a Nova Sociologia da Educação e a questão da educação compenstória num contexto societal marcado pelas desigualdades sociais) - Sally Power (aprofundamento das perspetivas bernsteinianas e crítica da educação compensatória) - Lave & Wenger (1999); Wenger (2001); Danny Wildemeersch (1999; 2014): Comunidades de aprendizagem
IRED’2019 I Conferencia Internacional “Educación 2019: retos, tendencias, compromisos” •Práticas socioeducativas estudadas (caracterização) •os dez contextos estudados dividem-se em duas grandes categorias: community based (CB) e school based (SB). •No texto aqui apresentado vamos centrar a nossa análise nestes últimos, tomando como referência mais central o que acompanhamos diretamente e que se designava por ação tutorial (a negro no quadro integrado no texto)
IRED’2019 I Conferencia Internacional “Educación 2019: retos, tendencias, compromisos” •Exemplo de um dos contextos estudados (possuindo todos eles características muito semelhantes do ponto de vista da origem socioeconómico e cultural): •Apoio ao Estudo em Vila Antíqua (N_SB_2)(ação tutorial) •No ano letivo 2016/2017, a prática (nas suas três vertentes: tutoria por pares; preventiva e remediativa) abrangeu 79 alunos entre o 5.º e o 9.º ano de escolaridade;
•Caracterização (cont.) •Cerca de um quarto dos alunos (25%) não completa os ciclos de ensino no número de anos previsto; •Cerca de 28% e 35%dos alunos, respetivamente do 3.º ciclo e do ensino secundário, já experienciaram o insucesso ao longo da sua trajetória escolar;
•Conclusões: A meritocracia continua a ser claramente dominante nas nossas escolas e muitos dos diplomas não correspondem ao domínio efetivo do currículo por parte dos alunos (fenómenos estranhos: «milagre do terceiro trimestre»).
•Conclusões: O aumento considerável da frequência de vias educativas desvalorizadas socialmente e a manutenção de baixas expectativas em relação ao futuro e às suas capacidades pessoais, parecem dar razão ao que Bourdieu e Champagne (2003) designaram como «excluídos do interior».