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A comunicação estratégica na divulgação de organizações desportivas pouco reconhecidas: o caso do Clube de Atletismo Olímpico Vianense

Barbosa, Andreia Micaela Proença

Abstract

A comunicação é palavra-chave na amplificação das estratégias das organizações e, quando falamos, no desporto, não há exceção até porque, a comunicação estratégica tem um papel fundamental na construção da sua imagem e da sua reputação junto do público. Desta forma, deve procurar-se criar relações comunicativas permanentes através de eventos, anúncios publicitários, notícias nos media, símbolos históricos, merchandising ou informação online que, alicerçados à comunicação estratégica, reforçam a imagem organizacional. E, por isso, torna-se imprescindível observar as atividades da organização de forma estratégica e integrada, para que atinja os seus objetivos. Assim sendo, o presente plano de ação, a realizar no âmbito do Mestrado em Ciências da Comunicação, na área de Publicidade e Relações Públicas, propõe-se a analisar a importância da comunicação estratégica das instituições desportivas (pouco reconhecidas), tendo como objeto de estudo o caso do Clube de Atletismo Olímpico Vianense.

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Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Andreia Micaela Proença Barbosa outubro de 2019 A comunicação estratégica na divulgação de organizações desportivas pouco reconhecidas: O caso do Clube de Atletismo Olímpico Vianense Andreia Micaela Proença Barbosa A comunicação estratégica na divulgação de organizações desportivas pouco reconhecidas: O caso do Clube de Atletismo Olímpico Vianense UMinho|2019 Andreia Micaela Proença Barbosa outubro de 2019 A comunicação estratégica na divulgação de organizações desportivas pouco reconhecidas: O caso do Clube de Atletismo Olímpico Vianense Trabalho efetuado sob a orientação da Professora Doutora Silvana Mota-Ribeiro Projeto de Ação Mestrado em Ciências da Comunicação Área de Especialização em Publicidade e Relações Públicas Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Atribuição CC BY https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ iii Agradecimentos Em primeiro lugar, quero agradecer aos meus pais por terem acreditado em mim e por estarem sempre ao meu lado durante o meu percurso académico. Sem eles, nada era possível. À minha irmã Maria e à minha avó Idalina pelo amor e por me acompanharem desde o primeiro dia e, claro, aos meus familiares e amigos que, mesmo longe, nunca deixaram de me apoiar. Ao meu namorado João pela paciência, compreensão e pelo apoio em todas as minhas decisões. À Andrea e ao Xavier, colegas de trabalho e amigos, que me desamparam nas alturas mais difíceis desta caminhada enquanto trabalhadora/estudante. Ao Clube de Atletismo Olímpico Vianense e à Associação de Atletismo de Viana do Castelo pela disponibilidade e colaboração. À professora Doutora Silvana Mota-Ribeiro, supervisora pedagógica, pelo apreço e pela disponibilidade demonstrada. Em geral, a todos os professores que fizeram parte do meu percurso académico pelo conhecimento e pelas experiências partilhadas, que me ajudaram a crescer profissionalmente. E, por último, à Universidade do Minho pelos ensinamentos. A todos, de coração, obrigada! iv DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. v Título A comunicação estratégica na divulgação de organizações desportivas pouco reconhecidas: O caso do Clube de Atletismo Olímpico Vianense Resumo A comunicação é palavra-chave na amplificação das estratégias das organizações e, quando falamos, no desporto, não há exceção até porque, a comunicação estratégica tem um papel fundamental na construção da sua imagem e da sua reputação junto do público. Desta forma, deve procurar-se criar relações comunicativas permanentes através de eventos, anúncios publicitários, notícias nos media , símbolos históricos, merchandising ou informação online que, alicerçados à comunicação estratégica, reforçam a imagem organizacional. E, por isso, torna-se imprescindível observar as atividades da organização de forma estratégica e integrada, para que atinja os seus objetivos. Assim sendo, o presente plano de ação, a realizar no âmbito do Mestrado em Ciências da Comunicação, na área de Publicidade e Relações Públicas, propõe-se a analisar a importância da comunicação estratégica das instituições desportivas (pouco reconhecidas), tendo como objeto de estudo o caso do Clube de Atletismo Olímpico Vianense. Palavras-chave: Comunicação estratégica, imagem organizacional, público, reputação vi Title Strategic communication in the dissemination of little recognized sports activities: The case of the Clube de Atletismo Olímpico Vianense Abstrat Communication is the keyword in the amplification of the organizations strategies and, when we talk, in sports, there is no exception particularly because, the strategical communication has a fundamental paper in its image construction and its reputation with the audience. This way, there should be sought to create permanent communicative relations through events, advertisements, news, historical symbols, merchandising or online information that, rooted in strategical communication, reinforce the organization image. And therefore, it becomes indispensable to observe in a strategic and integrated the organization activities, so that it reaches its goals. That said, the present plan of action, to carry out in the scope of the Masters in Communication Sciences, in the Publicity and Public Relations field, it is proposed to analyse the importance of the strategical communication of the sports Institutions (little known), having the case of the Clube de Atlestismo Olímpico Vianense as an object of study. Keywords: Strategic communication, organizational image, public, reputation vii Índice Introdução ............................................................................................................................ 11 Capítulo I .............................................................................................................................. 12 A comunicação estratégica no desporto e o Clube de Atletismo Olímpico Vianense ............................................................................................................................ 12 1.1 Importância do Relações Públicas .............................................................................. 12 1.2 Apresentação do Clube de Atletismo Olímpico Vianense .............................................. 16 Capítulo II ............................................................................................................................. 20 Diagnóstico ....................................................................................................................... 20 2.1 O Atletismo em Portugal ............................................................................................. 20 2.2 O Atletismo em Viana do Castelo ................................................................................ 25 2.3 O Clube de Atletismo Olímpico Vianense ..................................................................... 30 Capítulo III ............................................................................................................................ 40 Análise SWOT ................................................................................................................... 40 Capítulo IV ............................................................................................................................ 42 Estratégia de Comunicação ........................................................................................... 42 4.1 Identificação do problema/oportunidade..................................................................... 42 4.2 Objetivos de comunicação .......................................................................................... 43 4.3 Identificação dos públicos-alvo .................................................................................... 43 4.4 Posicionamento ......................................................................................................... 45 Capítulo V ............................................................................................................................. 46 Planeamento estratégico ................................................................................................ 46 5.1 Conceito .................................................................................................................... 46 5.2 Mix de Comunicação .................................................................................................. 47 5.3 Ações e propostas criativas ........................................................................................ 47 viii Capítulo VI ............................................................................................................................ 56 Planeamento da implementação das ações ................................................................. 56 6.1 Calendarização .......................................................................................................... 56 6.2 Avaliação ................................................................................................................... 57 Conclusão ............................................................................................................................. 60 Bibliografia ........................................................................................................................... 62 Anexos................................................................................................................................... 64 Entrevista: Associação de Atletismo de Viana do Castelo ....................................................... 64 15 das modalidades mais praticadas, que em 2017, contabilizou mais de 18 mil atletas federados (Pordata, 2018). Posto isto, é fundamental que as organizações desportivas que se dedicam à prática do atletismo invistam em novos desafios que, consolidados a uma boa comunicação estratégica, conseguem eficazmente gerir as relações com os seus públicos. O atletismo centrava o seu público no clube e nos atletas, hoje, a realidade é bem diferente, porque as organizações veem-se “obrigadas” a dinamizar mais as provas e outros eventos que, consequentemente, satisfazem diversificados públicos. Desta forma, surgem duas das funções das Relações Públicas (RP) que mais se destacam no ramo desportivo (Stoldt et al., 2012): a relação com a comunicação social e a relação com a comunidade em geral. As Relações Públicas, “ou mais concretamente “Public Relations”, surgiu nos Estados Unidos” (Soares, n.d) (cit. em Ruão et al., 2014, p.9). e permitem às organizações a identificação dos públicos-alvo, a avaliação e promoção da sua relação com os seus públicos (Stoldt et al., 2012) “RP visa identificar, estabelecer e manter relações de mútuo benefício entre uma organização e os públicos de que depende o seu sucesso ou falhanço” (citado em Ruão, & Freitas & Ribeiro & Salgado, 2014, p.9) No desporto, as RP centram-se nas relações com os públicos e, principalmente, na relação com a comunicação social. Esta última direciona-se na promoção de informação para os diferentes públicos, potencializando a credibilidade daquilo que é feito dentro e fora da instituição, pois “a informação vem de um mass media , e não de uma organização desportiva” (Ries e Ries, 2002, citado em Stoldt et al., 2012). Ou seja, quanto maior for a divulgação de informação por parte da organização, quer de provas quer de outros eventos, maior será o prestigio dado pelos públicosalvo. Quanto à relação com os públicos, a organização pretende criar boas relações com os mesmos. Isto deve-se à comunicação “que acontece fora do campo” (Shani Tate, 2002 citado em Stoldt et al., 2012). Assim sendo, as organizações desportivas devem ter capacidade de contratar uma pessoa especialista nas Relações Públicas, capaz de cumprir os objetivos delineados através de uma comunicação estratégica para que se evite possíveis falhas. Isto porque, a resolução de problemas 16 traz vantagens para a organização que se refle “na sua posição no mercado, lucros, metas e quaisquer outros indicadores comuns utilizados para medir o sucesso das corporações” (Cornelissen, 2014 citado em Matta, 2017, pág. 12) junto dos seus públicos-alvo. 1.2 Apresentação do Clube de Atletismo Olímpico Vianense Após o término da secção de Atletismo do Sport Clube Vianense, em 1994, um grupo de jovens atletas, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, fundaram, a 31 de outubro desse ano, o Clube de Atletismo Olímpico Vianense (CAOV). Contudo, o clube só obteve a personalidade jurídica a 6 de março de 1997. Segundo o artigo número dois dos estatutos, o CAOV tem como finalidade “promover e desenvolver a prática do Atletismo e estimular atividades de caráter recreativo, cultural e social entre os seus associados, sem fins lucrativos”. Desta forma, o CAOV surge, inicialmente, pela necessidade de envolver “os jovens na prática desportiva” (Olímpico, 2018) que, através da criação de “um polo desportivo de qualidade” (Olímpico, 2018), potenciassem e rentabilizassem as suas capacidades. Isto porque, permitiria àqueles jovens chegar “ao mais alto nível de rendimento, em representação da região Vianense, de uma forma digna e prestigiante” (Olímpico, 2018). Enquanto entidade desportiva, o Olímpico Vianense apresenta na sua organização vários objetivos gerais que variam de época para época. O clube destaca os seguintes objetivos (2007, pág.4):  Promover a atividade física regular, a prática desportiva em geral e, em particular, a modalidade de atletismo;  Criar condições que mantenham os técnicos competentes e os atletas, desde os níveis de formação até ao nível da alta competição;  Participar nas competições de atletismo a nível regional, nacional e internacional, de acordo com o nível dos atletas;  Manter no clube os jovens atletas de nível nacional o maior período de tempo possível.  Contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população de Viana do Castelo em geral e, sobretudo, dos jovens, incentivando-os à prática da atividade física. 17  Proporcionar à população residente na área envolvente (no concelho de Viana do Castelo), condições para a prática desportiva regular, no âmbito da modalidade a que se dedica. Em relação à sua estrutura, os corpos socias, que estão à frente do CAOV desde de 2017 até ao presente, traduzem-se na Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Direção. A Assembleia Geral é constituída pelo presidente Manuel Cristino, pelo 1º secretário Luís Brito e 2º secretária Isabel Trigo. O Conselho Fiscal é formado pelo presidente Paulo Carvalho e pelos vogais José Pita e João Pinheiro. A direção é composta pelo presidente Alexandre Gomes, pelos vice-presidentes Amadeu Gomes (na modalidade de atletismo) e Fernando Alves (na modalidade de trail), pela secretária Vera Carvalho, pelo tesoureiro Mário Cunha e pelos vogais José Lopes, Gabriel Sousa Viana, Casimiro Pontes e Cláudia Carvalhido. Ao longo de toda a sua existência, o CAOV dedicou-se exclusivamente à modalidade de atletismo tanto na vertente de formação, como a de competição. A área de formação abrange dois grupos nascidos entre 1999 e 2002: os iniciados e os juvenis. Esta vertente possibilita aos atletas um contacto “com as várias disciplinas do atletismo” (Olímpico, 2018), permitindo o desenvolvimento e consolidação das suas habilidades motoras “com o objetivo de desenvolverem uma formação multidisciplinar” (Olímpico, 2018). A competição é a área de especialização do atleta num dos ramos do atletismo, “visando o rendimento desportivo” (Olímpico, 2018). Nesta vertente os atletas dividem-se em diferentes grupos: juniores, seniores e masters, “ou seja, nascidos em 1998 e nos anos anteriores” (Olímpico, 2018). Mais tarde, o CAOV implementa a Academia na sua organização constituída por três grupos nascidos entre 2003 e 2009: a escolinha, os Benjamins e os infantis. Estes grupos têm uma atividade multidesportiva que envolve “o contacto com atividades de Atletismo, Ginástica, Patinagem e jogos pré-desportivos” (Olímpico, 2018), possibilitando uma melhor aprendizagem e desenvolvimento das habilidades motoras e, ainda, o aumento da motivação. Na época 2015/2016, o clube empreende a secção de Trail na sua organização com atletas de várias nacionalidades. Esta modalidade junta-se então ao atletismo e tem como propósito “o bemestar e o convívio entre todos” (Olímpico, 2018). Apesar de se definir como um grupo “sem fins 18 objetivos de competição” (Olímpico, 2018), muitos são aqueles que conquistam pódios nas diferentes provas regionais, nacionais e internacionais. Ademais, surge ainda a Atividade física e lazer, uma vez que o CAOV não se destina apenas para a competição como também “procura ir ao encontro da população sénior” (Olímpico, 2018). Por conseguinte, o clube cria o Centro Municipal de Marcha e Corrida, onde os interessados podem praticar a sua atividade física de forma segura e preparada que contribui para o desenvolvimento da marcha e da corrida. Assim, o CAOV conta, atualmente, com “cerca de 200 sócios” (Cunha, n.d, p.2) que incluí os 90 atletas das várias modalidades. Na modalidade de atletismo, o CAOV já conquistou diversos resultados de distinção “desde títulos distritais, regionais (zona norte) e nacionais, quer individuais, quer coletivos” (Cunha, 2018, p.36). A nível internacional, destaca-se a medalha de prata conquistada pela atleta Analídia Torre no campeonato da Europa de Corta-mato, em 2000 e, mais recentemente, a vitória de Miguel Ribeiro na edição 2018 da Maratona Manuela Machado. Além disso, em quase todas as épocas, constou sempre nas listas de rankings e recordes regionais e nacionais. A equipa de trail do clube é “já uma referência na modalidade” (Cunha, 2018, p.39) com vários pódios alcançados em diferentes provas. Quanto ao nível financeiro, o CAOV dispõe, desde sempre, do apoio da Câmara Municipal, da Associação de Atletismo de Viana do Castelo e de instituições públicas e privadas. Este sustento é executado através de bens monetários e protocolos específicos “de cooperação regular para apoio à atividade” (Cunha, 2018, p.36) e de “apoio ao plano de treinos e competições dos atletas Marcos Maio e Miguel Pereira” (Cunha, 2018, p.36), no sentido de contribuir o alto rendimento destes atletas em representação da região em provas nacionais e internacionais. Ainda assim, a autarquia contribui igualmente em eventos promovidos pelo clube: o Trail de Santa Luzia, o Dia Olímpico e outros junto de escolas e da população em geral. O trail Santa Luzia é uma iniciativa que visa “proporcionar algo diferente aos atletas e acrescentar potencial à modalidade” (Olímpico, 2018) e é feita a “a pensar nas características dos trilhos e nas condições ideais” (Olímpico, 2018) que a capital do Alto Minho reúne. Na época 2016/2017, a prova juntou “cerca de 650 participantes da modalidade”. (Cunha, 2018, p.11). 19 O Dia Olímpico tende a agregar crianças, jovens e adultos em várias vertentes “desde jogos lúdicos, competições de atletismo e caminhada” (Cunha, 2018, p.10). Outras das iniciativas decorrem nas escolas cujo objetivo é que estas procurem dinamizar “a modalidade nas aulas de Educação Física” (Cunha, 2018, p.11) e junto da população, promovendo workshops dedicados à saúde e o bem-estar. No que se refere à comunicação, o clube possuí alguns registos, de 1999 a 2002, de comunicados de imprensa enviados aos órgãos de comunicação social do Alto Minho acerca de resultados em provas regionais e nacionais. Porém, o envio de informação aos media passou a ser feita eletronicamente num período esporádico. Mais recentemente, o CAOV, em parceria com a Blisq Creative - empresa de Design e Publicidade – desenhou um site com a história do clube, a informação acerca das várias modalidades e, ainda, um separador exclusivo aos artigos sobre competições, provas e outros eventos. Isto permitiu a partilha de informação para que o clube destacasse os seus atletas. Anexado ao site surge também a página do Facebook que concedeu uma maior ampliação do clube no Alto Minho. 20 Capítulo II Diagnóstico 2.1 O Atletismo em Portugal Em Portugal, o atletismo surge em 1910 com a organização dos primeiros “Jogos Olímpicos Nacionais” pela Sociedade Promotora de Educação Física Nacional, atual Federação Portuguesa de Atletismo. Durante este período, esta modalidade evidenciou-se “apenas em organizações particulares à custa do esforço de alguns clubes” (Cândido, n.d, p. 2). Hoje, as organizações portuguesas que praticam a modalidade vivem dificuldades que têm vindo a agravar-se ao longo do tempo, nomeadamente, nos cortes financeiros (Vidal, 2014, p.20). Isto revela que o atletismo “corre o risco de ver degradar-se as condições que nas últimas décadas guiaram Portugal aos mais altos patamares da elite internacional” (FPA, 2013 citado em Vidal, 2014, p.20). No decorrer da boa fase no atletismo, com os excelentes resultados entre 1993 e de 2000, Portugal não teve capacidade suficiente para tirar o melhor partido desse período até porque, aquando a organização de dois Campeonatos do Mundo em 2000 e 2001 verificou-se “vários problemas a nível financeiro à modalidade” (Vidal, 2014, p.21), em particular à Federação Portuguesa de Atletismo que atravessou “momentos de grande asfixia financeira” (Vidal, 2014, p.21). E, de acordo com António Nobre, “(…) não houve a noção, ou não se quis ver, que Portugal assim como o Mundo, já caminhavam nesse preciso momento para uma nova recessão económica” (Nobre, 2005 citado em Vidal, 2014, p.21). Além disso, o mesmo autor defende que não só a falta de consciência provocou este problema financeiro na modalidade, como também “o aumento do desinteresse das televisões e de outros órgãos de comunicação social” (Vidal, 2014, p.21). Este panorama está bem presente nos dias de hoje, porque Portugal apesar de estar a “conquistar excelentes resultados em muitas modalidades, continua a ser muito um país de futebol” (Vaza, 2010). 21 “O país está futebolizado de uma forma inacreditável. Qualquer um dos jornais desportivos dedica cerca de 39 páginas ao Futebol e 5 ou 6 às restantes modalidades, onde se inclui o Atletismo” (Pereira, 2003). Em 2017, entre os 624.001 praticantes desportivos federados, 176.349 são futebolistas. Por isso, considera-se que o futebol é a modalidade com o maior número de praticantes. Ainda assim, é também o desporto com “mais visibilidade e exposição mediática, o que movimenta mais paixões e mais dinheiro” (Vidal, 2010). No entanto, Moniz Pereira, treinador de Atletismo, defende que as preocupações de Portugal se concentram, sobretudo, nos eventos futebolísticos, como foi exemplo o Euro 2004, ao invés dos Jogos Olímpicos que são, “em termos de desporto internacional, um evento bastante mais importante”, daí exigindo por parte da comunicação social mais apoio à modalidade (atletismo) e aos atletas, porque “ (…) em vez de valorizar as conquistas possíveis – por exemplo, de se baterem “records” nacionais – opta por destacar derrotas que assim são encaradas em função de expectativas desmedidas e exageradas criadas, mas não tendo em conta as realidades concretas e objectivas” (Moniz, 2003). Apesar deste cenário, Portugal arrecadou, até à data, 298 medalhas em competições internacionais de atletismo. Isto vem comprovar que este desporto é aquele “que sempre tem dado mais medalhas e mais vezes fez subir a bandeira nacional” (Moniz, 2003). É também visível, nos dados apresentados pela Pordata, que existe um aumento no número de praticantes desta modalidade que, em 1996, eram 11.107 para 18.766, em 2017. Figura 1 - Gráfico do número de praticantes desportivos federados no futebol. I n Pordata 22 No que diz respeito ao jornalismo desportivo é claramente notório a distribuição feita pela imprensa nacional. O jornal O JOGO é um exemplo disso visto que, numa fase inicial, “as modalidades desportivas tinham um destaque quase homogéneo” (Silva, 2018, p.26) com o futebol e, hoje, é difícil “de imaginar, (...) uma página de judo e apenas uma breve sobre o futebol do FC Porto” (Flórido, 2018) (cit. em Silva, 2018, p.26). Isto porque, o aumento das vendas de exemplares só começou a registar-se com a renovação para a atual distribuição que se acentuou em 1992 com “uma mudança de Direção e uma aposta clara no futebol” (Silva, 2018, p.26). Anos mais tarde, houve uma redução na secção das modalidades devido ao aumento do preço do papel que fez diminuir o número de páginas em todas as secções, à crise que originou despedimentos de profissionais e, em particular, à pressão do espaço ocupado pelo futebol que se acentuou (Flórido) (cit. em Silva, 2018, p.26 e 27). De acordo com o mesmo autor, as modalidades em destaque no jornal impresso são: “Motores, hóquei em patins, andebol, basquetebol, ciclismo, atletismo, voleibol e ténis, por esta ordem, ditada pelos números que as visitas ao site nos indicam e pela política de noticiar modalidades com os três grandes clubes portugueses (…)” (citado em Silva, 2018, p.34). Figura 2 - Gráfico do número de praticantes desportivos federados no atletismo. In Pordat 23 Em setembro de 2017, verificou-se que o andebol predominou face ao ciclismo, automobilismo, basquetebol, hóquei em patins, ténis e voleibol. Relativamente ao atletismo está abaixo das 20 unidades de texto. Assim sendo, enquanto o espaço dado às modalidades é escasso, “obtendo uma média de ocupação de 10,4% no jornal impresso (Silva, 2018, p. 45), no futebol o número de páginas é muito superior, “englobando as secções de FC Porto, Sporting e Benfica, futebol nacional, futebol internacional e futsal” (Silva, 2018, p. 45). Portanto, os números revelam que é necessário procurar estratégias de atuação no atletismo para que se cative os diversos públicos a participar e, consequentemente, mostrar aos órgãos de comunicação social a importância da cobertura do evento. “A realidade é que sem motivos atractivos, não se consegue cativar os vários públicos, o que resulta na obtenção de menos receitas, já que não existirá cobertura da parte dos meios de comunicação social, nem adesão por parte dos patrocinadores” (Vidal, 2018, p.23). Os resultados são de facto importantes, mas é também fundamental que os clubes tenham capacidade de proporcionar um grande espetáculo dedicado ao atletismo, de modo a que haja partilha de emoções. Este é o principal objetivo do desporto. Figura 3 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. In S ilva, 2018 Figura 4 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 5 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 6 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 7 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 8 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 9 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 10 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 11 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 12 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 13 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 14 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 Figura 15 - Gráfico das modalidades mencionadas nas páginas de secção n' o jogo no mês de setembro 2017. in silva, 2018 24 O facto de não existirem entradas pagas nos eventos, nem mesmo nos eventos de atletismo mais importantes, demonstra inevitavelmente que a modalidade não apresenta grande espectáculo. Nunca se justificaria existirem entradas pagas, se nem com entradas livres para todos os eventos as pessoas aderem (Nobre, 2005 citado em Vidal, 2018, p.23). Ou seja, torna-se necessário compreender as razões pelas quais não existe interesse por parte dos públicos em aderir aos eventos de atletismo, onde os clubes têm um papel fundamental na sua criação e divulgação. No entanto, “muitas das infra-estruturas para a prática do atletismo, não reúnem (…) condições” (Vidal, 2018, p. 23) para a sua prática nos treinos e nas competições. Isto significa que esta é mais uma das condicionantes que restringe o trabalho técnico dos clubes. Esta realidade no atletismo verifica-se, principalmente, em cinco distritos: Lisboa, Porto, Setúbal, Braga e Aveiro, mas a situação é igualmente preocupante nos outros distritos” (FPA, 2013 citado em Vidal, 2018, p. 24). “O atletismo tem disciplinas muito diversas, o que significa que cada uma apresenta características próprias, e resulta na necessidade de instalações ou espaços específicos nas pistas de atletismo” (FPA, 2013 citado em Vidal, 2018, p. 24). Outro dos problemas existentes acontece a nível financeiro, visto que atualmente os apoios monetários aos clubes de atletismo são cada vez mais limitados, dificultando o desenvolvimento do quadro competitivo da modalidade (Vidal, 2018, p. 24). Apesar destes problemas e da falta de presença nos órgãos de comunicação social, “o atletismo apresenta um grau de notoriedade elevado no nosso país” (Vidal, 2018, p. 24). “Sendo uma modalidade popular e aberta a todas as pessoas, em que uma das suas variantes pode ser praticada nos meios urbanos, esta apresenta o potencial intrínseco, mas pouco explorado de se associar ao movimento da promoção de hábitos de vida saudável e activa” (Vidal, 2018, p.24). Desta forma e, segundo a Federação Portuguesa de Atletismo (2013), é vital a realização de programas adequados e bem organizados, direcionados tanto para o rendimento, como para o lazer e para a saúde (citado em Vidal, 2018, p. 24). “É fundamental encontrar novos processos de funcionamento, acelerando processos e potenciando a actual estrutura, de modo a que a realidade financeira que afecta a 31 ter a capacidade de potenciar o seu crescimento e valor na região de Viana do Castelo. Com efeito, este tem investido em atividades abertas a vários públicos, tendo como objetivo incluí-los na sua estratégia interna e externa. O “Dia do Olímpico” e o “Trail de Santa Luzia” são exemplos disso mesmo, até porque o clube, através destas iniciativas, consegue não só chamar mais atletas, como também mostrar a qualidade do seu serviço, propiciando o interesse da comunicação social em cobrir os eventos de atletismo. Todas estas questões são de elevada relevância se incluídas numa estratégia geral e suficientemente flexível e capaz de responder às exigências e aos desafios que o clube atravessa. Assim, no âmbito mediático atual, o clube conta com publicações jornalísticas em vários órgãos de comunicação social de Viana do Castelo - o Jornal Alto Minho, a Rádio Alto Minho e a Rádio Geice FM -, uma vez que são aqueles com maior “destaque” comunicacional. Figura 8 - Cartaz "Trail Santa Luzia" Fonte: Olímpico Vianense, 2018 figura 8 - cartaz "trail santa luzia" fonte: olímpico vianense, 2018 figura 8 - cartaz "trail santa luzia" fonte: olímpico vianense, 2018 figura 8 - cartaz "trail santa luzia" fonte: olímpico vianense, 2018 figura 8 - cartaz "trail santa luzia" fonte: olímpico vianense, 2018 figura 8 - cartaz "trail santa luzia" fonte: olímpico vianense, 2018 figura 8 - cartaz "trail santa luzia" fonte: olímpico vianense, 2018 figura 8 - cartaz "trail santa luzia" fonte: olímpico vianense, 2018 figura 8 - cartaz "trail santa luzia" fonte: olímpico vianense, 2018 Figura 7 - Cartaz "Dia Olímpico" Fonte: Olímpico Vianense, 2018 32 O período escolhido para análise deve-se pela restrição na procura nos sites disponíveis pelas rádios locais, em particular. Aquando a recolha das notícias, os motores de busca dos sites recuam apenas três anos e, por isso, o histórico vai de 2015 até ao período de pesquisa, 15 de abril. No entanto, este período já revela dados bastantes significativos no número de notícias publicadas pelos diferentes meios de comunicação. No gráfico 1, observa-se um crescimento no número de notícias publicadas sobre o CAOV no decorrer dos anos. No entanto, em 2018, registou-se o maior número de notícias publicados pelos órgãos de comunicação selecionados. Isto, mostra que o clube está a apostar, aos poucos, na sua comunicação. A Rádio Geice FM tem cerca de 30 anos de serviço na cidade e, além da vertente de informação, foca-se muito no desporto. “Com uma programação composta por uma forte matriz musical oriunda das décadas de 80, 90 e anos 2000, a estação cumpre com a sua missão de serviço público, procurando levar aos seus ouvintes todos os acontecimentos de relevo no distrito de Viana do Castelo e zonas limítrofes, apostando ainda de forma clara na componente informativa de cariz regional e desportiva” (Rádio Geice). Esta realidade, está visível no gráfico 1 uma vez que este é o órgão de comunicação com mais notícias publicadas. Todavia, salienta-se ainda que no FM, a Rádio Geice dedica parte da 2 4 3 4 7 2 2 12 6 10 13 4 0 2 3 Rádio Alto Minho Rádio Geice FM Jornal Alto Minho 2015 2016 2017 2018 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Rádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2019 Figura 9 - Número de notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: 33 programação ao desporto com a antevisão e rescaldo e, ao fim de semana, relatos de hóquei em patins e futebol. Já no online é também visível que o maior destaque vai para o futebol. O Jornal Alto Minho carateriza-se pela proximidade e integra uma secção desportiva. Porém, sem exceção, o futebol é o desporto “rei” e é aquele que tem mais espaço nas suas páginas. No que diz respeito à Rádio Alto Minho, o foco é muito mais informativo do que desportivo e, por isso, comparando-a com a outra rádio, o número de notícias publicadas é menor. Contudo, quando contraposto com o jornal, já existe números superiores. Em 2019, o número de notícias é reduzido, mas tenderá a aumentar, visto que o clube ainda tem algumas atividades a realizar nesta época. Após a recolha do número de notícias publicadas pelos órgãos de comunicação, realizou-se uma análise mais detalhada, distribuindo-as em categorias: resultados, atletas, eventos e outros. A categoria “Resultados” diz respeito às notícias que destacam os títulos conquistados nas diferentes provas realizadas pelo CAOV. Já “Atletas” foca-se naquelas notícias cujo título tem o nome de um atleta que pratica a modalidade pelo clube. E, por último, “Eventos e outros” remete, sobretudo, às atividades promovidas pelo CAOV, à participação nas provas e às conferências de imprensa. 18% 30% 52% Resultados Atletas Eventos e outros Figura 10 - Títulos das notícias nos órgãos de comunicação social de Viana do Castelo Fonte: Fádio Alto Minho, Rádio Geice FM e Jornal Alto Minho, 2018 34 O gráfico 2 monstra que a categoria “Eventos e outros” é a informação que mais chega aos órgãos de comunicação social, seguindo-se “Atletas”. Ou seja, “Resultados” é a categoria com um menor número de notícias publicadas. Desta forma, o clube deve também focar-se no envio de informação aos órgãos socias acerca das suas conquistas no atletismo quer em provas regionais, quer em nacionais até porque têm muitos títulos e recordes na sua posse. As publicações acima mencionadas, podem ser encontradas em plataformas digitais e, por isso, importa, agora, atender nas plataformas online disponibilizadas pelo Clube de Atletismo Olímpico Vianense, onde várias informações são realizadas para atingir uma nova diversidade de públicosalvo. - Website oficial A página online do Clube de Atletismo Olímpico Vianense foi recentemente reestruturada e apresenta-se de uma forma moderna e com uma preocupação a nível do design. O agrupamento temático das informações nos oito menus apresentados facilita a navegação. Na segunda secção, um espaço que evidencia a oferta do clube: atletismo, trail e, por último, atividade física e lazer. Esta secção concorre, igualmente, para uma mais completa e facilitada pesquisa nesta página. Figura 11 - Menus Fonte: Olímpico Vianense, 2018 35 No que concerne à linguagem visual utilizada, realça-se a terceira secção dos destaques composta pelas principais notícias e imagens, que dão conta dos resultados, provas e eventos do clube. A quarta secção compões os números relativos a atletas, provas, pódios e km percorridos durante as competições de 2017. No entanto, o clube revela um descuido neste espaço, uma vez que estão a zero. A inclusão desta funcionalidade pode garantir mais veracidade àquilo que é publicado na página web, bem como às conquistas dos atletas. Figura 12 - Secção “Principais Equipas do Clube” Fonte: Olímpico Vianense, 2018 Figura 13 - Secção “Destaques” Fonte: Olímpico Vianense, 2018 36 A informação relativa à história do clube e dados relativos aos atletas, à academia, formação e competição estão expostos na quinta secção da home page . Todavia, de acordo com a recolha de dados feita junto do clube, os números apresentados nesta secção podem ser superiores e, por isso, mostra mais uma vez a falta de cuidado na atualização da informação. Isto porque, o público deve ter conhecimento da realidade do clube, revelando a sua qualidade na formação em atletismo. A última secção da home page dispõe dos contactos do clube e, ainda, um espaço muito relevante para a comunicação que permite àqueles que visitam a página intervir, proporcionando interatividade e feedback por parte dos públicos. Figura 14 - Secção “Competições 2017” Fonte: Olímpico Vianense, 2018 Figura 15 - Secção “Sobre o Clube” Fonte: Olímpico Vianense, 2018 37 Finalmente, dispõe da comunicação visual da marca do Clube de Atletismo Olímpico Vianense com a respetiva assinatura: Clube de Atletismo Olímpico Vianense – Fundado em 1994. Este elemento identitário será, posteriormente, analisado segundo aspetos gráficos e de branding . No que concerne às escolhas cromáticas no website, estas procuram obedecer às cores do logótipo do Clube de Atletismo Olímpico Vianense com o uso de uma paleta de cores vivas como o verde, o azul e branco. Esta escolha reflete a vontade de modernização e interação. Além disso, a escolha destas cores consegue, ainda, captar a essência da história e dos valores do clube. Ou seja, asseguram uma coerência visual, que contribui para uma boa compreensão estratégica de todos os elementos comunicativos. A disposição atual permite uma boa leitura no website e, ainda, facilita a interação com os públicos, uma vez que na última secção dispõe de um espaço dedicado aos mesmos. Por outro lado, se o clube procura promover os seus resultados e eventos, a secção dos destaques deve ser evidenciada de alguma forma, como por exemplo, colocá-lo na secção mais acima. Portanto, as notícias devem assumir um papel mais predominante, visto que é uma das Figura 16 - Espaço Comunicacional no site oficial do Olímpico Vianense Fonte: Olímpico Vianense, 2018 Figura 17 - Logótipo do Olímpico Vianense Fonte: Olímpico Vianense, 2019 38 ferramentas importantes não só para aumentar o interesse do público no atletismo, como também mostrar que esta modalidade merece distinção junto da comunicação social, capaz de proporcionar um grande espetáculo desportivo. - Redes sociais Dada a existência de um canal de rede social associado, cabe compreender o seu alcance total e a eficácia da comunicação online implementada na rede, nomeadamente, no facebook. Através de uma análise realizada à página pode constatar-se o seguinte: Figura 19 - Tabela de dados da página do facebook Fonte: Facebook Olímpico Vianense, 2018 Estes resultados revelam números bastantes significativos quer no número de seguidores da página, quer nas publicações, em particular. Existe, ainda, uma boa interação por parte dos utilizadores, no entanto, existe falta de feedback por parte da página. Número de Gostos Número de seguidores Publicações Interações 1842 pessoas gostam disto 1836 pessoas seguem isto Eventos e notícias com imagens e vídeos Comentários e partilhas por parte do público, mas sem respostas por parte dos administradores. Figura 18 - Página oficial do clube Fonte: Facebook Olímpico Vianense, 2018 39 No que diz respeito às publicações, estas são pertinentes e adequadas. Contudo, uma vez que são vários administradores responsáveis pela edição da página, não há um cuidado nas partilhas e comentários nas mesmas. Por exemplo, existem publicações da página que são replicadas e comentários às próprias publicações pelo Clube de Atletismo Olímpico Vianense. - Comunicação visual A comunicação visual do Clube de Atletismo Olímpico Vianense incorpora aspetos gráficos ao nome do clube, e, ainda, uma assinatura subjacente. Assim, somos confrontados com traços e figuras simples que representam uma dinâmica que aponta para o sucesso: a meta. A escolha deste signo, em particular, a fita evidencia o atleta a cortar a meta configurada pela elevação do peito que a trespassa. Ademais, leva-nos também para as formas de uma chama que arde na tocha olímpica. O lettering utilizado na escrita do nome do clube conflui nessa esfera de triunfo que será decidido em segundos ou centímetros. A identificação do clube surge, ligeiramente, inclinada que nos alude à velocidade e à aerodinâmica da sua chegada à meta. Já a assinatura dá conta dos aspetos mais valorizados pela comunicação do clube: o percurso histórico. Em termos cromáticos, a paleta utilizada demonstra diferentes tonalidades da cor verde e azul. Estas cores são associadas a caraterísticas como a harmonia, o equilíbrio, a autoconfiança, a tranquilidade e o foco. Figura 20 - Logótipo do Clube de Atletismo Olímpico Vianense Fonte: Facebook Olímpico Vianense, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 Figura 20 - LOGÓTIPO DO CLUBE DE ATLETISMO OLÍMPICO VIANENSE FONTE: FACEBOOK OLÍMPICO VIANENSE, 2018 40 Capítulo III Análise SWOT Posteriormente à contextualização do Clube de Atletismo Olímpico Vianense, foi possível compreender o clube de uma forma mais abrangente. Todavia, “o atletismo apesar de ser a modalidade que mais medalhas deu ao desporto português e de ser uma modalidade popular e aberta a todos” (Vidal, 2014, p. 33), em Viana do Castelo, em particular, existe um grau baixo de notoriedade. Desta forma, a nível interno, tornaram-se mais percetíveis os pontos fortes a aproveitar e as fraquezas a minar, numa articulação de esforços a dirigir, visto que os factos acima referidos não estão a ser explorados da melhor maneira possível. Então, o Clube de Atletismo Olímpico Vianense deve aferir as oportunidades para privilegiar e, por outro lado, as ameaças a ter em conta, de modo a encontrar soluções capazes de responder às dificuldades atuais. Ou seja, é primordial que o CAOV tire melhor proveito do que possuí, nomeadamente, um grande numero de praticantes nas diferentes vertentes do atletismo. Além disso, o facto de os órgãos de comunicação social darem mais ênfase a outras modalidades do desporto, pode ser também ser uma oportunidade a explorar pelo clube, principalmente, na divulgação de eventos de atletismo para garantir uma maior atenção mediática pelos feitos dos atletas que se dedicam à modalidade. Portanto, de uma forma sistemática, atentemos na análise SWOT aplicada ao Clube Olímpico Vianense que proporcionará, não só, o aumento do grau de notoriedade do clube em Viana do Castelo como também o envolvimento dos diferentes públicos com o atletismo e com o CAOV. Internamente, as pontes fortes são:  Considerável número de atletas nos diferentes escalões;  Variadas vertentes do atletismo, em particular, o trail. Os pontos fracos são:  Recursos financeiros restritos;  Baixa regularidade de atualização das publicações nas plataformas. Externamente, destacam-se as oportunidades: 47 5.2 Mix de Comunicação 5.3 Ações e propostas criativas Ação 1. Move-te pela agenda Esta ação visa disponibilizar um calendário das atividades e provas realizadas pelo Clube de Atletismo Olímpico Vianense através da substituição do menu “Competições” no site, cartazes e flyers espalhados pela cidade de Viana do Castelo e ainda, a criação de uma parceria com os meios de comunicação locais, em particular, as rádios com a promoção de spots publicitários. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Mershandising Move-te pela camisola. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Move-te pela agenda. Publicidade Relações Públicas Move-te pela formação; Move-te pela informação; Move-te pela participação. Move-te pela lente. Relações Públicas Move-te pela formação; Move-te pela informação; Move-te pela participação. Move-te pela lente. Relações Públicas Move-te pela formação; Move-te pela informação; Move-te pela participação. Move-te pela lente. Relações Públicas Move-te pela formação; Move-te pela informação; Move-te pela participação. Move-te pela lente. Relações Públicas Move-te pela formação; Move-te pela informação; Move-te pela participação. Move-te pela lente. Relações Públicas Move-te pela formação; Move-te pela informação; Move-te pela participação. Move-te pela lente. Relações Públicas Move-te pela formação; Move-te pela informação; Patrocínios Move-te pela formação; Move-te pela agenda; Move-te pela camisola. Patrocínios Move-te pela formação; Move-te pela agenda; Move-te pela camisola. Patrocínios Move-te pela formação; Move-te pela agenda; Move-te pela camisola. Patrocínios Move-te pela formação; Move-te pela agenda; Move-te pela camisola. Patrocínios Move-te pela formação; Move-te pela agenda; Move-te pela camisola. Patrocínios Move-te pela formação; Move-te pela agenda; Move-te pela camisola. Patrocínios Move-te pela formação; Move-te pela agenda; Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Online Move-te pelo digital. Figura 21 - Mix de Comunicação 48 Desta forma, cumpre-se os seguintes objetivos de comunicação: criar notoriedade através da promoção e divulgação dos eventos; informar sobre a oferta desportiva; aumentar o número de pessoas nas provas e nos eventos do clube e envolver a comunidade local. Figura 22 - Calendário a disponibilizar no site Figura 23 - Flyer do Dia Olímpico 49 Ação 2. Move-te pelo digital Esta ação visa realizar entrevistas a treinadores, atletas e ex-atletas do Clube de Atletismo Olímpico Vianense, dando a conhecer histórias de vida na modalidade em Viana do Castelo. Além disso, esta ação inclui ainda a celebração de datas festivas e factos históricos do atletismo regional, em particular do CAOV, e nacional. Isto decorrerá no facebook do clube documentado por texto, vídeo ou fotografias. Desta forma, cumpre-se os seguintes objetivos de comunicação: criar notoriedade através da promoção e divulgação dos eventos; informar a comunicação social dos resultados conquistados pelos atletas do clube e, consequentemente, o público e potenciar o reconhecimento da Instituição “Clube Olímpico Vianense” na região de Viana do Castelo. Figura 24 - Post facebook de uma entrevista ao atleta Miguel Ribeiro 50 Ação 3. Move-te pela lente Esta ação visa criar um concurso de fotografia, aberto a todos, durante a principal prova organizada pelo CAOV, o Trail de Santa Luzia. O concurso também abrange uma exposição das melhores fotografias captadas durante a prova, nas instalações do clube. A melhor fotografia será selecionada por um júri experiente, utilizando-a para o cartaz das edições seguintes. Numa primeira fase, a seleção será feita numa campanha através do facebook, onde contabilizarão os “likes” dos seguidores. Posteriormente, segue a votação do jurí para a fotografia vencedora. Desta forma, cumpre-se os seguintes objetivos de comunicação: aumentar o número de pessoas nas provas e nos eventos do clube; envolver a comunidade local e potenciar o reconhecimento da Instituição “Clube Olímpico Vianense” na região de Viana do Castelo. Figura 25 - Post facebook de data festiva Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube Figura 26 - Post facebook de data festiva para o clube 51 Ação 4. Move-te pela formação Esta ação, promovida sobretudo pelos treinadores, visa realizar palestras e workshops educacionais para jovens, junto de escolas e universidades. Desta forma, cumpre-se os seguintes objetivos de comunicação: informar sobre a oferta desportiva; envolver a comunidade local e potenciar o reconhecimento da Instituição “Clube Olímpico Vianense” na região de Viana do Castelo. Figura 27 - Cartaz do concurso de fotografia 52 Ação 5. Move-te pela informação Esta ação visa realizar conferências de imprensa abertas aos órgãos de comunicação social e divulgar, através de comunicados de imprensa, provas, resultados e outros eventos do CAOV. Desta forma, cumpre-se os seguintes objetivos de comunicação: criar notoriedade através da promoção e divulgação dos eventos; informar sobre a oferta desportiva; informar a comunicação social dos resultados conquistados pelos atletas do clube e, consequentemente, o público; aumentar o número de pessoas nas provas e nos eventos do clube e potenciar o reconhecimento da Instituição “Clube Olímpico Vianense” na região de Viana do Castelo. Figura 28 - Cartaz workshop 53 Ação 6. Move-te pela participação Esta ação visa desenvolver atividades intercalares às provas realizadas pelo CAOV. Ou seja, proporcionar a todos os interessados a experimentação das vertentes do atletismo. Desta forma, cumpre-se os seguintes objetivos de comunicação: informar sobre a oferta desportiva; aumentar o número de pessoas nas provas e nos eventos do clube; envolver a comunidade local e potenciar o reconhecimento da Instituição “Clube Olímpico Vianense” na região de Viana do Castelo. Figura 29 – Comunicado de imprensa 54 Ação 7. Move-te pela camisola Esta ação visa vender t-shirts, bolsas de água, mochilas e bolsas de braço ara o telemóvel com “Move-te +” e “Porquê ser só bom se podes ser Olímpico?” gravados com várias cores. Desta forma, cumpre-se o seguinte objetivo de comunicação: potenciar o reconhecimento da Instituição “Clube Olímpico Vianense” na região de Viana do Castelo. Figura 30 - Cartaz trail kids 55 . Figura 32 - Bolsa de água Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 32 - BOLSA DE ÁGUA Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 34 - Bolsa telemóvel Figura 31 - T-shirt Figura 33 - Mochila 56 Capítulo VI Planeamento da implementação das ações 6.1 Calendarização A estratégia proposta deve ser implementada em 2020, uma vez que o Clube de Atletismo Olímpico Vianense propôs o plano de atividades da época 2018-2019, no final da época passada. Focar as atenções na divulgação de informação é uma decisão estratégica de comunicação, no sentido de combater a carência e lacunas na divulgação de provas, resultados e eventos do clube e, consequentemente, promover a participação do público-alvo nos eventos/provas de atletismo. O período de preparação e de estruturação das ações adequa-se à data de implementação, uma vez que permite a concentração de esforços na difusão de informação acerca das atividades, das provas, dos resultados e de outros eventos. Desta forma e, após a implementação do plano estratégico, há que avaliar cada uma das ações que o constituem, bem como o funcionamento das propostas no seu conjunto, no sentido de perceber a sua eficácia não só no primeiro ano de implementação, como também nos restantes. Ainda assim, importa referir que os interesses do público não são constantes e, por isso, a estratégia deve acompanhar as eventuais mudanças. Figura 35 - Tabela de Calendarização das ações Ação Tempo a realizar Lançamento Move-te pela agenda Mensalmente Novembro Move-te pelo digital Um ano Novembro Move-te pela lente Três meses Abril Move-te pela formação Um mês Setembro Move-te pela informação Um ano Novembro Move-te pela participação Três meses Abril Move-te pela camisola Um ano Novembro 63 Ruão, T. & Salgado, P. (2008). Comunicação, imagem e reputação em organizações desportivas: Um estudo exploratório. Acedido em http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/37205/1/TR_PS_vsopcom.pdf Silva, J. (2018). Um olhar sobre as modalidades extrafutebol no jornalismo desportivo – relatório de estágio no jornal O Jogo . Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, Portugal. Acedido em http://docplayer.com.br/110298069-Um-olhar-sobre-as-modalidades-extrafutebol-no-jornalismo-desportivorelatorio-de-estagio-no-jornal-o-jogo-joana-patricia-barbedo-e-silva.html Stoldt, G., Dittmore, S., Branvold, E. (2012). Sport Public Relations: Managing Stakeholder Communication . Human Kinetics. Acedido em https://books.google.pt/books?hl=ptPT&lr=&id=1O96DwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT8&dq=Sport+Public+Relations:+Managing+Stakeholder+Commu nication.+Human+Kinetics&ots=oTZqJJ0FII&sig=bF_iUxJ9OkPnjdzdicyrK6ZlVjw&redir_esc=y#v=onepage&q= Sport%20Public%20Relations%3A%20Managing%20Stakeholder%20Communication.%20Human%20Kinetics&f =false Vaza, M. (2010). Portugal ainda é quase só um país de futebol. In Público. Acedido em https://www.publico.pt/2010/12/29/desporto/noticia/portugal-ainda-e-quase-so-um-pais-de-futebol1472876 Vidal, B. (2014). Federação Portuguesa de Atletismo: Breves notas sobre a comunicação estratégica no sector do atletismo em Portugal. Dissertação de Mestrado, Escola Superior de Comunicação Social, Lisboa, Portugal. Acedido em https://repositorio.ipl.pt/handle/10400.21/4657 (2003). Entrevista: MONIZ PEREIRA ANALISA SITUAÇÃO DO ATLETISMO – “O País está futebolizado”. Acedido em http://historico.ensino.eu/2003/dez2003/entrevista.html (2007). Historial do Clube de Atletismo Olímpico Vianense. Consultado em dezembro de 2018 (2016). Federação Portuguesa de Atletismo. Acedido em https://fpatletismo.pt/ (2016) Federação Portuguesa de Atletismo – Relatório de Atividades e Contas 2016. Acedido em https://www.fpatletismo.pt/sites/default/files/Relat%C3%B3rio%20e%20Contas%202016.pdf (2017). Corpos Sociais, Biénio 2018/2019. Consultado em dezembro de 2018 (2017). Associação Distrital de Atletismo de Viana do Castelo: Relatório de Contas 2017. Consultado em fevereiro de 2019 (n.d) Documento complementar, organizado nos termos do artigo sessenta e quarto do código do notariado do qual constam os estatutos da Associação Clube Atletismo Olímpico Vianense. Consultado em dezembro de 2018 (n.d) Pordata: Base de Dados Portugal Contemporâneo. Disponível em https://www.pordata.pt/Portugal 64 Anexos Entrevista: Associação de Atletismo de Viana do Castelo Rui Costa – Diretor Técnico Com que objetivos surgiu a Associação de Atletismo de Viana do Castelo? (RC) - A Associação de Atletismo de Viana do Castelo existe desde 1987, ou seja, tem 31 anos de existência. Foi criada por um conjunto de clubes que, na altura, praticavam atletismo junto do Instituto Português da Juventude e da DGD. Nessa mesma época, havia uma série de clubes que se dedicavam à corrida, sobretudo, na estrada e, por isso resolveram fundar uma associação para defender melhores os seus interesses em termos de atletismo. Ao longo dos anos, a associação tem vindose a renovar e a aumentar o número de membros que compõem a associação. Além disso, a sua atuação passou, não só, na área de estrada, como também passou para área do estádio e da competição em pista formal. Ou seja, as vertentes do atletismo começaram a surgir e iniciou a sua aposta na realização das suas provas, tanto em estrada como em pista e, atualmente, no trail. Esta vertente é recente e traz interesse por parte do público. Quantos clubes e atletas filiados existem no distrito de Viana do Castelo? (RC) - Na época 2017/2018 e, de acordo com o último relatório de contas, inscreveram-se dezoito clubes de atletismo que, atualmente, também se dedicam ao trail: Associação Cerveira Team Running, Associação Desportiva Afifense; Associação Desportilha e Cultural de Lovelhe; Associação Desportiva e Cultural da Correlhã; Centro de Atletismo dos Arcos de Valdevez; Centro de Atletismo de Mazarefes; Clube de Atletismo Olímpico Vianense; Clube de Natação e Cultural de Paredes de Coura; Cyclones Atlético Clube; Grupo Juvenil de Vila de Punhe; Associação Desportiva Darquense “Os Garinos”; Ecobarcaventura – Associação; Escola Desportiva de Viana; Escola Desportiva Limiana; Grupo Desportivo Castelense, Associação Recreativa, Cultural e Desportiva A Batela; Clube de Caça, Pesca e Lazer de Entre o Minho e Lima; União 65 Desportiva, Recreativa e Cultural de Paradamonte. Quanto ao número de atletas filiados, a associação tem 571 inscrições em diferentes escalões de todos os clubes acima mencionados. Ao longo dos anos, qual é a variação do número de clubes e atletas inscritos? (RC) - Ao longo dos anos temos sentido uma oscilação variada conforme a existência ou não de clubes e, até mesmo, do desaparecimento de alguns. Registamos anos que se verifica um aumento do número de atletas filiados e noutros, infelizmente, uma diminuição. Houve anos que tivemos numa curva crescente do número de inscrições, no entanto, desde 2012/2013 até 2015/2016 observamos uma descida. Já entre 2016 e 2018, felizmente, verificamos novamente uma subida de clubes e, consequentemente, de atletas filiados. Contudo, o aparecimento de novos clubes tem vindo a aumentar devido, sobretudo, à nova modalidade de competição: o trail. Isto não só trouxe mais atletas no escalão de veteranos como também incentivou pessoas a criar clubes que se dedicam exclusivamente a esta modalidade. Uma vez que está por de dentro do assunto, qual é a sua opinião relativamente ao atletismo no distrito de Viana do Castelo? (RC) - A realidade é que o trail tem crescido muito nos últimos anos, porque foi uma realidade que se impôs junto do atletismo e das associações que a ele se dedicam. Até porque o atletismo era apenas vocacionado para a pista, corta matos e provas de estrada. Hoje, o cenário é outro com o aparecimento de organizações e eventos de trail com muita gente a participar e a praticar com regularidade essa vertente. Desta forma, a federação iniciou a corporação nos seus associados uma instituição de trail running . A nível nacional, esta instituição está responsável pela organização de provas de trail. Consequentemente, nós como associação regional, achamos que fazia algum sentido dedicarmos algum do nosso tempo à promoção do trail e eventos a nível regional. Apesar de tudo, continuamos com a aposta no atletismo e essa é também a nossa grande preocupação, porque somos, obviamente, uma associação onde é difícil dispor de um clube suficientemente forte em termos de pista a nível nacional. Há vários clubes que têm tentado esse feito e, fruto do trabalho e da persistência nessa área, alguns 66 conseguiram várias aproximações em conseguir marcar a sua presença em eventos nacionais de grande dimensão. No entanto, a realidade é que é muito difícil pormos em termos nacionais com uma grande equipa de atletismo. O que tem acontecido é que tem aparecido jovens com valor, potencialidade e, que conseguem obter vários títulos até a nível nacional. A nossa principal preocupação passa por aqui, em criar condições para que esses jovens apareçam e se fixem à prática do atletismo, conseguindo dentro daquela vertente mais formal do atletismo bons resultados. Ou seja, criar condições para que eles de facto conseguem crescer enquanto atletas de atletismo. Aquilo que tenho vindo a observar nos últimos anos, após um decréscimo no número de praticantes, é que ele agora nessa área está mais ou menos estabilizado com um ligeiro crescimento até. Vejo alguns clubes galvanizados e motivamos para participar de uma forma mais organizada em termos de promoção de espaços e de condições de treino adequados para os jovens. Isto é uma prova da vitalidade do atletismo nesses escalões, sempre circunscritos com a nossa realidade e à marginalidade do desporto atletismo, porque tirando o futebol não há a mesma exposição mediática. Do seu ponto de vista, a comunicação social dá maior exposição ao futebol do que às outras modalidades desportivas, como é exemplo o atletismo? (RC) - É óbvio que a maior parte do foco dos media regionais, porque dos nacionais é difícil nós falarmos, está muito focado no desporto, futebol. No entanto, penso que tem espaço para outras modalidades. Agora, também se debata com a dificuldade em conseguir jornalistas para cobrir diferentes atividades. O que temos sentido é que, quando temos matéria e quando a fornecemos para divulgação, normalmente, eles estão disponíveis. Quando precisamos que eles venham, que estejam presentes nas provas e que sejam eles mesmos a realizar esse tipo de coberturas jornalística, aí já é mais difícil, porque ou têm outros eventos ou outras prioridades em termos de cobertura jornalística. Muitas vezes a informação acerca de eventos de atletismo não chegam aos órgãos de comunicação social. Este problema de comunicação, na sua opinião, deve-se ao facto de os clubes não terem capacidade de contratar alguém especializado nessa área? 67 (RC) - Sim. Nós também temos feito algum trabalho nesse sentido, mas como estamos envolvidos na organização de uma prova, com os juízes, com as condições para a realizar, os aspetos técnicos e, quando damos conta, já estamos no dia da realização da prova. Ou seja, não foi feita a divulgação e, por isso não houve a transmissão dessa informação para os órgãos de comunicação social. É claro que nós temos uma pagina e um calendário lá exposto e, obviamente, se houvesse alguma preocupação em ir ver, também encontravam. Porém, reconheço que essa falha. Nós já tivemos uma pessoa responsável pela comunicação da Associação de Atletismo aquando provas ou outros eventos e, no final, os resultados dessas mesmas provas. Tem sido aí que nós temos feito algum trabalho, na divulgação dos resultados e nas consequências da realização de prova. Temos, ainda, em situações pontuais, uma outra situação, onde conseguimos fazer isto previamente, mas é sempre mais difícil tendo em conta o número de pessoas que temos aqui a trabalhar. Portanto, reconheço que, se houvesse uma maior divulgação e alguma promoção prévia e posterior aos eventos realizados, feita por nós ou os clubes, a exposição mediática podia trazer melhores resultados. Além disso, também temos tentado incentivar os clubes a fazer essa mesma divulgação, porque eles são os que melhor percebem aquilo que lhes interessa divulgar, uma vez que há muita forma de divulgar o atletismo. Sendo uma disciplina tão abrangente, trabalhado em tantas áreas e em tanto escalões, facilmente os clubes existentes em Viana do Castelo conseguem arranjar motivos para semanalmente ser notícia de capa de jornal ou mesmo numa secção desportiva do mesmo. Para a Associação, termos essa perceção do que é realmente importante para o clube A e já não para o clube B e, ainda, importantíssimo para o clube C, às vezes escapa-nos, visto que participam noutras provas que não são organizadas por nós, como são exemplo as provas nacionais realizadas por outras entidades externas que, muitas vezes, nem estão ligadas diretamente ao atletismo. E isso, pode ter algum interesse de divulgação e que terá de ser o clube a perceber e a fazer essa mesma divulgação. O que nos compete a nós como Associação, é tentar fazer a divulgação daquelas provas organizadas por nós, como são exemplo as provas e campeonatos regionais. Obviamente aí, procuramos dar a informação de quem ganhou, porque é importante quer para o clube, quer para os atletas. Esta é de facto uma preocupação que nós temos. 68 Que apoios é que existem quer para a Associação de Atletismo, quer para os clubes? (RC) - Há uns anos atrás, tínhamos um conjunto de atividades e de provas que eram diretamente apoiadas pelas Câmaras Municipais, o que permitia a realização de eventos com lista de prémios e um bom impacto a nível nacional em termos de conquistas de atletas a virem até Viana do Castelo para participar. Nos anos da crise e da Troika existiu um corte radical financeiramente, as Câmara deixaram simplesmente de apoiar diretamente a realização de grande parte de provas como estas e passaram, sobretudo, para um apoio logístico: contagem de percurso, disponibilidade para o fazer, alguma boa vontade e esta é a realidade que se tem mantido no atletismo nos últimos anos. Penso que ainda existe alguma retoma destas iniciativas camarárias para pouco e pouco apostarem em determinadas provas que eles vêm que possam ter algum retorno em termos de movimentação e de massas junto da população, embora algumas provas tenham dificuldade em atingir este impacto. Nós quando organizamos uma prova de corta mato, por exemplo, não o podemos fazer no sentido da vila ou da cidade, temos de procurar uma zona com condições, piso, em terra ou em relva, com variações na altimetria do terreno e as suas dificuldades. Isto faz com que afastemos a realização nos centros urbanos, aí temos uma dificuldade financeira ou apoio para a realização dessas provas, mas vamos conseguindo fazê-las com outros apoios, nomeadamente em termos de auxilio na prova e na reparação de algum terreno. Quando são provas que mexem com muita participação e que podem ser realizadas no centro da cidade, aí há um envolvimento maior e, ainda, a abertura para algum apoio financeiro. Em relação ao setor privado, temos notado é que se baseia muitos nos conhecimentos e nos contactos que os diretores e membros tenham e, eventualmente, conseguem fazer e disponibilizar algum valor. Sentimos também que nos últimos anos tem sido muito mais difícil, começa a aparecer alguma vontade de apoiar muito mais, mas não como antigamente. Podemos verificar pelos gráficos apresentados no nosso relatório de contas que, os apoios públicos e privados, em relação a anos anteriores tem vindo a descer cada vez mais. No que diz respeito ao futuro, o que é que ainda pode ser feito para que o atletismo tenha uma maior dimensão, não só, do ponto de vista mediático como também em “captar” a atenção 69 de novos atletas e daqueles que apreciam a modalidade? (RC) - Faz falta uma coisa que na minha geração passou ao lado que era a prática desportiva, pelo prazer e pela vontade de praticar desporto por si mesmo. Vimos muita gente a fazer isso ou pelo interesse, ou porque conquistavam bons resultados, ou seja, aquele praticante informal que corre ou lança por prazer. Hoje, infelizmente, não o vemos muito e, isso fez com que as pessoas, na minha opinião, não tivessem uma sensibilidade para a realização desta atividade. E mais, hoje quem começa a trazer os pais até ao atletismo são os filhos e que procuram fazer com eles os acompanhem nas suas provas. Desta forma, penso que há uma maior preocupação nesse aspeto do que há uns anos atrás em que os pais deixavam os filhos quer para os treinos, quer para as provas, deixando-os a cargo dos clubes. Isto porque, as tarefas dos clubes eram vistas como responsabilidades para com os atletas em levá-los às provas, trazêlos e entrega-los em casa. Apesar de ainda existirem casos como estes, há uma maior preocupação por parte dos pais em trazê-los às provas e ficarem para assistir, aplaudindo os feitos dos filhos. O que falhou na minha geração e em alguns períodos foi essa prática desportiva, mesmo sabendo que os resultados não eram tão bons quanto isso, não captaram a parte importante do desporto, que é esta vontade de fazer sempre melhor. Como consequência, as pessoas acabaram por se desligar dos fenómenos desportivos que não fossem aqueles mais divulgados, como é exemplo o futebol. E como e que se combate este cenário? Nós tentamos chamar mais pessoas ao estádio através de uma maior divulgação e na organização de eventos mais chamativos, de modo a trazer as coisas que as pessoas procuram e, como anteriormente referi, o trail é exemplo disso mesmo. Colocou muita a gente a correr informalmente e até gente que não vai correr, mas sim caminhar, subindo a serra desafiando-se a si próprio. E vai como? Com um bidão todo xpto, umas fitas a condizer com as cores sapatilhas ou dos calções. Ou seja, há toda uma parafernália montada em volta do espetáculo que convida a gente a participar e até mesmo a ver. E esta realidade terá de ser procurado no atletismo mais formal, de modo a ter algo no espetáculo que promova a integração não das pessoas que vão competir, mas, principalmente, daqueles que vão assistir. Ter um bom speaker, ter uma boa qualidade no som do ambiente do estádio ou numa prova como o corta-mato, ter atividades paralelas que se possam integrar… estes são alguns exemplos que podem ajudar um 70 pouco a fazer com que as pessoas apareçam mais vezes nos espetáculos de atletismo. Este chamariz ou rebuçados que, de alguma forma, oferecemos para cativar as pessoas é importante nesta fase de transição, mas não deveria fazer falta. Outros dos problemas que o atletismo enfrenta é que, algumas provas, têm uma grande duração e outras que são realizadas à chuva. Há uns dias tivemos uma prova que choveu de início ao fim e ver os filhos, todos cheios de lama e cheios de água da cabeça. Estas são caraterísticas que precisam de perseverança, espirito de sacrifício e de gosto pela causa. O atletismo não é uma modalidade de curta duração em que vão, vêm e assistem. Ou seja, fica o espetáculo feito. Esta é uma das dificuldades de as pessoas entenderem e, por isso, a divulgação e a inovação de atividades a realizar em paralelo com uma prova de atletismo pode captar a participação daqueles que assistem às provas. A Federação tem feito esse trabalho em alguns eventos, onde dão a oportunidade ao público e aos atletas, no intervalo, de experimentar, por exemplo, lançamento de peso e até uma corrida com medidores adequados ao exercício. Esperamos que estes “miminhos” tragam mais pessoas às provas de atletismo, mas de facto é muito difícil. 71 DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO Eu, Andreia Micaela Proença Barbosa, declaro que Rui Costa, diretor técnico regional da Associação de Atletismo de Viana do Castelo, manifestou o consentimento verbal para a entrevista utilizada no presente Projeto de Ação. A informação recolhida destina-se, exclusivamente, para a pesquisa realizada no âmbito da dissertação de mestrado em Ciências da Comunicação.