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Universidade do Minho Escola de Engenharia Ana Catarina Ribeiro Carneiro Propostas de melhoria na gestão e controlo de stocks numa empresa da indústria têxtil Outubro de 2022
ii Universidade do Minho Escola de Engenharia Ana Catarina Ribeiro Carneiro Propostas de melhoria na gestão e controlo de stocks numa empresa da indústria têxtil Dissertação de Mestrado em Engenharia Industrial Gestão Industrial Trabalho efetuado sob a orientação de Professor Doutor Rui Manuel Alves Silva Sousa Professora Doutora Ana Cristina Ferreira Outubro de 2022
iii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição CC BY https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
iv AGRADECIMENTOS Findado a apresentação deste projeto, resta-me agradecer a todas as pessoas que me ajudaram a que fosse possível concluir esta etapa nas melhores condições possíveis. À empresa que me possibilitou realizar o projeto em questão, Têxteis Leiper Lda, um agradecimento enorme, uma vez que me permitiu colaborar com profissionais de excelência, nomeadamente a Engenheira Elisa que foi um pilar dentro da empresa, dado que partilhou parte do seu conhecimento para comigo e auxiliou-me a lidar contra as adversidades que foram surgindo ao longo do projeto. Um especial agradecimento também às colaboradoras Iolanda e Maria José pela forma como me receberam, por me terem proporcionado um ambiente acolhedor e me fazerem sentir um elemento da equipa. Este trabalho jamais estaria concluído e aprimorado não fosse o Professor Doutor Rui Sousa e a Professora Doutora Ana Cristina Ferreira e a eles quero agradecer por todo o conhecimento partilhado e o tempo despendido em prol do desenvolvimento do projeto. A todos os meus colegas e professores que caminharam comigo ao longo destes 2 anos de percurso académico, um enorme obrigada, porque sem eles nada disto seria possível. Por último, mas não menos importante, quero agradecer às pessoas mais importantes da minha vida. Aos meus pais por todo o suporte que me deram ao longo de todo o meu percurso académico, principalmente em apoiar todas as minhas decisões, sendo que me permitiram o alcance do curso e do grau que sempre que ambicionei. E ao meu namorado que foi sempre um apoio notável a todos os níveis, uma generosidade e uma persuasão enorme impulsionando-me para o sucesso dos meus objetivos académicos.
v DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
vi Propostas de melhoria na gestão e controlo de stocks numa empresa da indústria têxtil RESUMO A presente dissertação resulta de um projeto em ambiente empresarial desenvolvido no 2º ano do curso de Mestrado em Engenharia Industrial, no ramo de Gestão Industrial da Universidade do Minho. Retrata a importância de um armazém na cadeia de abastecimento, bem como algumas ferramentas de gestão e controlo de stocks nas pequenas e médias empresas da indústria têxtil. Uma grande parte destas empresas trabalha apenas por encomendas requeridas pelos clientes, sendo que para obter uma vantagem competitiva face à concorrência, é necessário que se prime pela qualidade dos produtos e por um prazo de entrega relativamente baixo. O principal objetivo é a aplicação de ferramentas de gestão de stocks e gestão visual a um armazém grossista e de revenda de uma empresa do setor do têxtil lar. Identificou-se como oportunidade de melhoria, a implementação de um projeto piloto para monitorizar alguns dos artigos mais vendidos e avaliar o seu impacto na melhoria da gestão de stocks . Para tal foram selecionados os artigos aplicando uma análise ABC e definidos todos os requisitos para a implementação do projeto piloto. Foi efetuada a quantificação do ponto de reposição de stock dos artigos e criado um sistema de alerta de rutura de stock com cartões de identificação codificados por cor. Adicionalmente, aplicaram-se algumas ferramentas de gestão visual para a organização do armazém, foram criadas instruções de trabalho para mitigar problemas do processo de picking e foi definida a codificação de localização de estantes e artigos para reduzir desperdícios de tempo e movimentações de colaboradores. No desenvolvimento do projeto identificou-se a necessidade de uniformização da codificação dos artigos em software e a necessidade de definição de uma matriz de competências para atribuir funções de acordo com as competências técnicas e comportamentais. Com a implementação do projeto piloto, num horizonte temporal de 1 mês, registou-se um aumento de 78,88% para 98,97% dos registos de comparação do stock real e do stock definido no software . Foi possível apurar que a percentagem de encomendas anuladas sofre uma redução de 5,88% no ano de 2021 para 3,58% no 1º semestre de 2022. . PALAVRAS-CHAVES: Lean , Logística, Gestão de Stocks , Indústria têxtil.
vii Improvement proposals for the management and stock control in a textile industry company ABSTRACT This dissertation is the result of a project developed in an industrial context, within the scope of the Master's course in Industrial Engineering, Industrial Management branch of the University of Minho. It portrays the importance of a warehouse in the supply chain, as well as management and stock control tools in small and medium-sized companies in the textile industry sector. A large part of these companies works only by customers’ orders and, in order to obtain a competitive advantage, it is necessary to prioritize the quality of the products and a relatively short delivery time. The main objective is the application of stock management and visual management tools to a company warehouse in the home textile sector. An opportunity for improvement was identified as the implementation of a pilot project to monitor some of the best-selling items and assess their impact on improving stock management. For this, the products were selected applying an ABC analysis and all the requirements for the implementation of the pilot project were defined. The stock replenishment point of the articles was quantified and a stock out alert system was created with color-coded identification cards. Additionally, some visual management tools were applied for the organization of the warehouse, work instructions were created to mitigate problems in the picking process and the coding of the location of shelves and articles was defined to reduce waste of time and movement of employees. In the development of the project, it was identified the need to standardize the coding of articles in software and the need to define a competence matrix to assign functions according to technical and behavioural competences. With the implementation of the pilot project, in a time horizon of 1 month, there was an increase from 78.88% to 98.97% in comparison records of the real stock and the stock defined in the software. It was possible to verify that the percentage of cancelled orders is reduced from 5.88% in the year 2021 to 3.58% in the first half of 2022 year. KEYWORDS: Lean, Logistics, Stocks management, Textile industry.
viii ÍNDICE Agradecimentos .................................................................................................................................. iv Resumo.............................................................................................................................................. vi Abstract............................................................................................................................................. vii Índice ............................................................................................................................................... viii Índice de figuras ................................................................................................................................. xi Índice de tabelas ............................................................................................................................... xv Lista de Abreviaturas, siglas e acrónimos .......................................................................................... xvi 1. Introdução .................................................................................................................................. 1 1.1. Enquadramento e motivação .................................................................................................... 1 1.2. Objetivos ................................................................................................................................. 2 1.3. Metodologia de investigação .................................................................................................... 3 1.4. Estrutura da dissertação .......................................................................................................... 5 2. Enquadramento teórico .................................................................................................................. 7 2.1. Fundamentos e ferramentas Lean ............................................................................................ 7 2.1.1. Princípios e proposta de valor do Lean Thinking ................................................................ 7 2.1.2. Técnica 5S ....................................................................................................................... 9 2.1.3. Gestão visual .................................................................................................................. 10 2.1.4. Sistemas Kaizen ............................................................................................................. 11 2.1.5. Diagrama de Ishikawa ..................................................................................................... 12 2.1.6. Ferramenta 5W2H .......................................................................................................... 13 2.2. Integração do Lean e da logística ........................................................................................... 13 2.3. Armazenamento de materiais e gestão de stocks ................................................................... 17 2.3.1. Importância do armazenamento e gestão de stocks ........................................................ 17 2.3.2. Objetivos da gestão de stocks ......................................................................................... 19 2.3.3. Operações básicas de armazenagem .............................................................................. 20 2.3.4. Gestão de inventário e classificação de stocks – Análise ABC .......................................... 21 2.3.5. Operações de gestão de stocks ....................................................................................... 21 2.3.6. Sistemas de armazenagem ............................................................................................. 23 2.3.7. Estruturas de armazenagem ........................................................................................... 24 3. Apresentação da empresa ............................................................................................................ 30 3.1. Identificação e breve historial da empresa .............................................................................. 30
ix 3.2. Mercados e clientes ............................................................................................................... 31 3.3. Estrutura organizacional ........................................................................................................ 33 3.4. Caracterização do layout industrial ......................................................................................... 34 3.5. Tipos de materiais e famílias de produtos .............................................................................. 35 4. Descrição e análise crítica da situação atual .............................................................................. 37 4.1. Descrição geral do sistema produtivo ..................................................................................... 37 4.1.1. Caracterização dos processos produtivos e fluxos de materiais ........................................ 37 4.1.2. Ferramentas de suporte aos fluxos de informação ........................................................... 42 4.1.3. Desenvolvimento e codificação dos materiais e produtos ................................................. 43 4.2. Caracterização do armazém e processo de gestão de stocks .................................................. 44 4.2.1. Encaminhamento e receção no armazém........................................................................ 45 4.2.2. Processo de contagem e armazenagem .......................................................................... 46 4.2.3. Processo de expedição e controlo de existências ............................................................. 47 4.3. Identificação do foco de estudo: edredão ................................................................................ 50 4.4. Identificação de problemas e oportunidades de melhoria ........................................................ 51 4.4.1. Ineficiência do processo de picking na produção ............................................................. 52 4.4.2. Dificuldade de acesso e falta de atualização dos dados de produção e stock .................... 57 4.4.3. Discrepância de codificação de artigos nos diferentes softwares ...................................... 57 4.4.4. Erros de contabilização do stock no software ................................................................... 58 4.4.5. Discrepância de valores de stock entre PDA e o software ................................................. 60 4.4.6. Lançamento dos artigos em sistema apenas nas medidas especiais ................................ 62 4.4.7. Desconhecimento das responsabilidades dos colaboradores ........................................... 62 4.4.8. Desorganização do armazém 900 e falta de identificação de artigos ................................ 63 4.5. Análise da relevância do estudo ............................................................................................. 63 5. Implementação de propostas de melhoria e análise de resultados ............................................. 65 5.1. Definição do plano de ações com a matriz 5W2H ................................................................... 65 5.2. Definição dos requisitos para a implementação do projeto piloto ............................................ 68 5.2.1. Seleção dos artigos teste ................................................................................................ 68 5.2.2. Criação de ficha de controlo de stock .............................................................................. 70 5.2.3. Criação de instruções de trabalho no embalamento ........................................................ 71 5.2.4. Criação de ferramenta MS Excel para monitorização de stock .......................................... 72 5.3. Implementação do projeto piloto no armazém 900 ................................................................. 73
xvi LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS ABREVIATURAS E ACRÓNIMOS AR Automated Storage A1 Nível 1 da estante A2 Nível 2 da estante D&D Design & Desenvolvimento ECE Encomenda de Cliente – PPA ECL Encomenda de Cliente – Armazém 900 ERP Enterprise Resource Planning FIFO First In First Out I&D Investigação e Desenvolvimento IAPMEI Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação JIT Just In Time LC Limite Central (medida de tendência dos dados) LIC Limite Inferior de Controlo LIFO Last In first Out LSC Limite Superior de Controlo NE Nota de Entrega – Armazém 900 NEE Nota de Entrega – Produção NF Nota de Faturação OF Ordem de Fabrico PDA Personal Digital Assistant PI Pergunta de Investigação PME Pequena e Média Empresa PPA Armazém da unidade produtiva (pavilhão 1) RD Rack Disponíveis RE Rack da Estante RS Retrieval Systems SKU Stock Keeping Unit sPI Perguntas de Investigação Secundárias SS Stock de Segurança STV Setor Têxtil e Vestuário TPM Total Productive Maintenance VSM Value Stream Mapping
xvii SÍMBOLOS LATINOS E GREGOS d - Procura média diária [nº unidades] ESA900 - Entrada stock acerto do armazém 900 [nº unidades] L - Prazo de entrega [nº dias] NE900: Nota de entrega do armazém 900 [nº unidades] P - Ponto de encomenda [nº unidades] SI - Stock inicial diário [nº unidades] SS - Stock de segurança [nº unidades] SSAPPA - Saída stock acerto no PPA [nº unidades] TRA 900 - Transferência do armazém 900 para o PPA [nº unidades] TRAPPA - Transferência do armazém PPA para o 900 [nº unidades] 𝝈𝒅𝒊á𝒓𝒊𝒐 - Desvio-padrão da procura diária [nº unidades] 𝝈𝒙 - Desvio-padrão estimado [nº unidades]
1 1. INTRODUÇÃO Neste capítulo introdutório é efetuado o enquadramento do tema da presente dissertação “Propostas de melhoria na gestão e controlo de stocks numa empresa da indústria têxtil”, realizada no âmbito do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial, no ramo de Gestão Industrial da Universidade do Minho. Neste sentido, inicialmente é efetuada a contextualização do tema, são apresentados os objetivos propostos, a metodologia de investigação utilizada e a estrutura definida na dissertação. 1.1. Enquadramento e motivação As empresas do Setor Têxtil e Vestuário (STV) têm enfrentado ao longo dos anos um conjunto de desafios com vista a uma maior competitividade de mercado, quer a nível nacional, quer a nível internacional. De acordo com a análise setorial da indústria dos têxteis e vestuário, em 2020, o setor contava com mais de 4000 empresas ativas, gerando 6,9 mil milhões de euros de volume de negócios (BPStat Eurosistema, 2021). A estratégia deste setor tem sido baseada no aumento do conhecimento e capacitação dos recursos, no uso de tecnologia e design inovadores, fomentando práticas de maior sustentabilidade e apostando na internacionalização. Não obstante, as empresas são constantemente pressionadas a cumprirem com a entrega de encomendas dentro dos prazos estipulados, primando pela satisfação de encomendas com prazos de entrega o mais curtos possível, envolvendo questões relacionadas com a rendibilidade, flexibilidade organizativa e eficiência produtiva. Deste modo, as empresas que pertencem ao STV têm assumido práticas de gestão flexíveis, com base no conhecimento partilhado com empresas de vários subsetores, com a opção de subcontratação ( outsourcing ) de outras empresas, garantindo assim as condições de capacidade e serviço completo, o que permite criar vantagens competitivas e acrescentar valor na oferta dos produtos (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, 2020). A vantagem competitiva é encontrada inicialmente na habilidade que as organizações têm para se diferenciar, tanto na perspetiva do cliente, como no seu posicionamento em relação à concorrência de mercado, operando a um custo mais baixo e proporcionando um maior lucro (Shahidul & Syed Shazali, 2011). Para atingir o sucesso, as empresas procuram assim obter uma vantagem através da redução de custos, da criação de valor acrescentado, ou a combinação destes dois aspetos. Para tal, as empresas têm de apostar na eficácia e eficiência dos processos produtivos, sendo que o acréscimo de valor ao produto
2 pode ser obtido pela melhoria dos processos de produção, da gestão de stocks de materiais e de todas as operações da cadeia de abastecimento (Belekoukias et al., 2014). A gestão logística tem o potencial de auxiliar as organizações na obtenção de vantagens de redução de custos e da criação de valor. A função de gestão de logística engloba o planeamento do fluxo de materiais, transporte, aquisição de matérias-primas, armazenamento de produtos e a integração dos sistemas de informação. A conjugação de todos estes aspetos permite às empresas entregar bens e prestar serviços nos locais e timings acordados, garantindo a satisfação dos requisitos dos clientes (Chin et al., 2012; Hofmann & Rüsch, 2017). A gestão da cadeia de abastecimento apresenta como objetivo alcançar a coordenação dos processos que envolvem os fornecedores, os clientes e os processos internos da organização (Huemer, 2006). Deste modo, pretende-se estabelecer uma rede de distribuição que agilize o processo de manufatura, de forma a que os clientes sejam atendidos com níveis de serviços elevadíssimos e a baixos custos (Cristopher, 2011). Este projeto de dissertação realiza-se numa empresa pertencente ao setor do têxtil lar, situada no concelho de Guimarães, distrito de Braga, denominada Têxteis Leiper, Lda., tendo como principal área de intervenção o armazém grossista e de revenda de produtos acabados. A empresa tem duas unidades, que abrangem as áreas funcionais de produção, comercial/ marketing e armazém. Adicionalmente, importa referir que a empresa possui um sistema de produção integrado (unidade de enchimento, acolchoamento e fabrico) de edredões e outros artigos do têxtil lar. Atualmente um dos principais desafios que a empresa enfrenta é a dificuldade de gestão do stock do seu armazém de produto acabado, de modo a que se evitem ruturas de stock ou que sejam desencadeadas ordens produtivas de emergência para suprimir encomendas urgentes. Estas ordens de produção afetam o planeamento de produção, a gestão da informação sobre os artigos produzidos e a sua gestão física no armazém. 1.2. Objetivos O principal objetivo desta dissertação é a aplicação de ferramentas de gestão de stocks e gestão visual a um armazém grossista e de revenda de uma empresa do setor do têxtil lar. Como objetivos específicos definem-se: • Estudar todo o fluxo produtivo da empresa de forma a compreender o processo produtivo e armazenamento de produto acabado; • Efetuar uma análise da gestão das encomendas e da produção para stock , de modo a identificar oportunidades de melhorias do processo de aprovisionamento do armazém através da definição de pontos de encomenda e stocks de segurança (SS);
3 • Realizar um inventário dos produtos em armazém e comparar os dados dessa quantificação com os dados dos softwares de gestão usados pela empresa; • Determinar e implementar uma nova metodologia de aprovisionamento e gestão do armazém grossista; • Avaliar potenciais melhorias de reorganização do armazém grossista, aplicando um projeto piloto para a organização de artigos selecionados e com maior rotatividade. Com este projeto é expectável atingir todos os objetivos que foram propostos, melhorando a gestão física do armazém grossista e a sistematização das existências nos sistemas de informação de apoio ao planeamento e gestão da produção. 1.3. Metodologia de investigação Esta dissertação foi desenvolvida em ambiente empresarial. Como tal, o desenvolvimento do projeto iniciou-se com uma fase de observação e diagnóstico do contexto industrial de modo a selecionar a abordagem mais adequada. A metodologia de investigação implementada foi a investigação-ação ( actionresearch ). A investigação-ação pode ser definida como um processo de investigação que integra teoria e prática de modo a unir conhecimento científico e conhecimento organizacional existente, lidando com os problemas e incluindo de forma ativa as pessoas do sistema em investigação (Maestrini et al., 2016). Alguns autores definem a investigação-ação com base em algumas características, entre as quais: • investigação “em ação”, em vez de investigação “sobre ação”; • uma parceria democrática colaborativa; • criação de conhecimento científico; • uma sequência de eventos e uma abordagem para a solução de problemas. O primeiro tópico é referente ao facto de que a investigação-ação utiliza uma abordagem científica para estudar a resolução de problemas organizacionais juntamente com os colaboradores. Esta é definida segundo quatro processos: planear, tomar medidas, avaliar ações e aprofundar o conhecimento/aprendizagem. A segunda característica enfatiza que a participação contrasta com a pesquisa tradicional, onde os membros do sistema são parte integrante do objeto do estudo. Um importante elemento qualitativo da investigação-ação é como as pessoas são incluídas nos processos de investigação e ação e como as mesmas participam e colaboram. O terceiro tópico tem como objetivo tornar a ação mais eficaz, produzindo resultados e construindo simultaneamente conhecimento científico.
4 Por último, o facto de existir uma sequência de eventos, a metodologia pode ser definida por ciclos iterativos de recolha, tratamento e análise de dados, planeamento e implementação de ações, análise e avaliação dos resultados. Os resultados desejados da abordagem da investigação-ação não são apenas a criação de soluções para problemas imediatos, mas também retirar importantes lições a partir de resultados pretendidos, suportadas pelo conhecimento científico e teoria fundamentada (Brannick, 2005). Para Saunders, Lewis e Thornill (2007), a metodologia de investigação-ação tem como objetivo primordial promover a modificação na organização. Desta forma, o projeto deve ser desenvolvido de acordo com as 5 etapas definidas neste tipo de investigação, que se caracterizam pelo: diagnóstico do problema, planeamento e implementação das ações, análise e avaliação de resultados bem como o seu registo (Saunders et al., 2007). A recolha de dados para análise tem por base, essencialmente, técnicas de observação e consequentes propostas de melhoria. A Figura 1 representa a espiral da metodologia investigação-ação. Figura 1 - Espiral da investigação-ação. (Adaptado de Saunders et al., 2007) Tendo em conta que na metodologia de investigação-ação se pretende obter melhores resultados com mudanças de práticas, é expectável que as etapas se repitam com o decorrer do estudo, visto que o investigador analisa sistematicamente todo o conjunto de etapas, não obstante a observação de potenciais desvios, e se necessário, reajustes dos mesmos (Coutinho et al., 2009).
5 A primeira etapa de implementação da metodologia de investigação-ação no desenvolvimento da dissertação efetuou-se através do registo de dados históricos e da observação do trabalho para identificar as causas dos principais problemas que conduzem à dificuldade de gestão de produto acabado no armazém. Adicionalmente, foi elaborada a revisão de conceitos com vista ao levantamento da fundamentação teórica de suporte ao tema em estudo, nomeadamente sobre os fundamentos e ferramentas Lean , a integração do Lean e da logística e, por último, a gestão de stocks e armazenamento. Segue-se a apresentação da empresa bem como a análise crítica da situação atual da empresa. Além disso, é realizada uma caracterização do armazém e do atual processo de gestão de stocks , ponto fulcral da dissertação. Por último, são apresentadas as implementações e propostas de melhoria, assim como os resultados obtidos na empresa. Um dos aspetos mais importantes na definição de uma proposta de investigação corresponde à identificação da Pergunta de Investigação (PI), ou seja, definir através de uma questão, o foco de interesse ou oportunidade de investigação do projeto de investigação. Na Tabela 1 apresenta-se a pergunta de investigação e as questões subsequentes a esta proposta. Assim sendo, identificou-se como pergunta de investigação a necessidade em identificar formas de melhorar a gestão e controlo dos stocks de produto acabado no armazém grossista, minimizando as falhas de aprovisionamento. Tabela 1 - Identificação da pergunta de investigação. Pergunta de Investigação Perguntas de investigação secundárias (sPI) PI: Como melhorar a gestão e controlo dos stocks de produto acabado no armazém 900, de forma a evitar falhas de aprovisionamento e garantir a satisfação das encomendas dos clientes? sPI1: Quais as principais causas das dificuldades da gestão de stocks de produto acabado na empresa? sPI2: Que ferramentas se podem aplicar para melhorar a gestão e controlo de stocks ? sPI3: Que alterações se podem implementar para melhorar a organização, identificação e controlo dos diferentes produtos existentes no armazém? 1.4. Estrutura da dissertação A presente dissertação está dividida em 6 capítulos: • Primeiro capítulo: inclui o enquadramento do tema da dissertação, bem como os objetivos propostos, a metodologia de investigação utilizada e a estrutura do documento;
6 • Segundo capítulo: contempla o enquadramento teórico fundamental para consolidar conhecimentos nos temas referentes a fundamentos e ferramentas Lean , Lean Logistics e armazenamento de materiais e gestão de stocks ; • Terceiro capítulo: descreve a empresa onde se desenvolveu o projeto, apresentando informações relativas ao organigrama da empresa, mercados de escoamento das diferentes gamas de produto e o respetivo layout ; • Quarto capítulo: inclui a descrição e análise crítica da situação na qual se encontrava aquando da iniciação do projeto piloto. É realizado um diagnóstico com o intuito de identificar todos os problemas existentes; • Quinto capítulo: identifica as abordagens e técnicas utilizadas para que fosse possível implementar as propostas de melhorias identificadas no plano de ações que foi delineado; • Sexto capítulo: descreve quais as conclusões obtidas, bem como uma reflexão acerca dos objetivos propostos que foram alcançados. São ainda identificadas as dificuldades e limitações ao longo do desenvolvimento do projeto de dissertação.
7 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO Esta dissertação foca‐se essencialmente na implementação de propostas de melhoria com base nas estratégias Lean na gestão e controlo de stocks numa empresa do setor têxtil lar. Para esse efeito, é essencial perceber os conceitos relacionados com estratégias Lean bem como algumas ferramentas e métodos possíveis de implementar e, além disso, perceber a importância que a gestão de stocks tem num armazém e consequentemente na cadeia de abastecimento, gestão de operações, gestão de inventário, sistemas de armazenagem e dimensionamento do armazém. 2.1. Fundamentos e ferramentas Lean Neste subcapítulo, apresentam-se alguns conceitos relacionados com a filosofia Lean Thinking , os seus princípios, os desperdícios, benefícios e desafios da sua implementação. São ainda apresentadas algumas ferramentas Lean utilizadas na implementação do projeto desenvolvido. 2.1.1. Princípios e proposta de valor do Lean Thinking As mudanças, quer sejam internas ou externas, têm sido cada vez mais significativas e por isso, é necessário que as empresas invistam constantemente em melhorias nos seus processos, através da implementação de técnicas, ferramentas e métodos para otimizar as suas operações (Wronka, 2017). Consequentemente, é importante que as empresas incorporem estratégias com o intuito de melhorar o seu desempenho (González-Reséndiz et al., 2018). O Lean tem como princípio básico a criação de valor, utilizando uma série de ferramentas que visam eliminar o desperdício existente nas atividades da cadeia de abastecimento (Farahani et al., 2011). Lean Thinking é uma filosofia que providencia uma forma de especificar valor, realizar atividades sem qualquer tipo de interrupção e executá-las de forma mais eficaz. O Lean Thinking exprime uma forma de fazer mais com cada vez menos: menos equipamentos, menos tempo, menos espaço e menos mão-deobra, com o intuito de providenciar aos clientes bens e serviços de qualidade, nos prazos e condições definidas, ao mais baixo custo. Deste modo, é necessário estabelecer princípios relacionados com a filosofia Lean com o intuito de decidir se um determinado sistema é ou não ajustado a esses princípios. Os cinco princípios que definem a filosofia Lean são os seguintes (Carvalho & Sousa, 2021): • Identificar o valor Este princípio visa identificar aquilo que o cliente perceciona como valor que a empresa oferece. Desejavelmente, o valor de um produto aumenta sempre que o mesmo sofre algum tipo de transformação e que seja revisto pelo cliente como uma tradução de valor acrescentado para o produto.
8 Sempre que o cliente reconheça que essas operações não acrescentam valor ao produto, então são identificadas como desperdícios. Contudo, é mais relevante quando observado do ponto de vista do cliente, do que do lado de quem produz, dado que quem está disposto a pagar pelo produto final é o cliente. O cliente é essencial neste aspeto pois faz com que seja possível a empresa diferenciar-se da concorrência. • Identificar a cadeia de valor A cadeia de valor inclui a identificação de todas as operações que ocorrem na produção, independentemente de as mesmas acrescentarem valor do ponto de vista do cliente ou não. Se não acrescentarem valor, estas representam desperdícios que devem ser, sempre que possível, reduzidos ou então eliminados. • Criar fluxo contínuo Para que seja possível criar um fluxo contínuo é necessário que todos os produtos em fabrico sofram as respetivas operações com o mínimo de setups , movendo-se em direção ao produto acabado. Idealmente, as paragens que os produtos sofrem devem estar unicamente relacionadas com algum tipo de operação que acrescente valor ao produto em questão. • Implementar a produção puxada pelo cliente Este princípio traduz que um processo apenas é realizado quando o processo seguinte (processo a jusante) desencadeie essa necessidade, considerando que a entrega ao cliente é o último processo. O cliente funciona como um catalisador da produção, dado que é responsável por desencadear a produção. Observa-se um aumento do desempenho da produção, sempre que a procura nortear o avanço dos produtos ao longo de todo o processo de produção, sendo que o ideal é ser o próprio mercado a “puxar” a produção. • Procura pela perfeição Apresenta uma enorme importância e exige que se verifiquem modificações não apenas na estrutura organizacional como também na sua cultura. Ao ser satisfeito este princípio significa que as empresas procurem constantemente a melhoria contínua ( Kaizen ). Desta forma, o Lean consiste na procura constante da redução de todos os desperdícios existentes, sendo que por desperdício se subentendem todas as operações que não acrescentam valor ao produto, mas que no entanto representam custos (Womack & Jones, 2003). Além disso, é esse pensamento que permite tornar o trabalho mais satisfatório, oferecendo um feedback imediato de como é possível converter muda em valor (Womack & Jones, 2003).
15 Assim sendo, para ser possível criar uma estratégia Lean no armazém é necessário implementar operações que se traduzam na eliminação dos desperdícios, ou seja, tudo aquilo que não acrescenta valor ao produto, na redução de custos do armazém, na participação no mercado e no aumento do nível de serviço (Anđelković et al., 2016). À semelhança dos desperdícios existentes na produção, estes também podem ser reconhecidos nas diversas atividades logísticas (Carvalho & Sousa, 2021): 1. Defeitos: não se refere apenas a produtos que não passam no controlo de qualidade, mas também resultantes de erros evidenciados no fabrico, comunicação, projeto, instalação, falta de formação, utilização de material inadequado e formas erradas de transporte; 2. Sobreprodução: a produção em excesso faz com que haja um aumento do consumo de matériasprimas e uma utilização da mão de obra, não se verificando algum retorno, num horizonte temporal de curto-prazo; 3. Stock em excesso: matérias-primas, WIP, componentes ou produtos que se acumulam em qualquer momento no processo da produção; 4. Transportes: deslocações com matéria-prima, materiais, produtos semiacabados ou acabados entre locais de armazenamento ou setores produtivos. Apesar de ser uma atividade necessária, não acrescenta qualquer valor ao produto, devendo, portanto, ser minimizada; 5. Esperas (pessoas ou equipamentos): perdas de tempo relativas a paragem de trabalhadores ou de equipamentos, causados falta de material, por avarias, atrasos na produção, ou indisponibilidade de equipamentos; 6. Movimentos: incluem todo o tipo de movimentos realizados pelas pessoas que não acrescentam valor aos produtos; 7. Sobreprocessamento: corresponde a etapas desnecessárias na produção e/ou retrabalho de produtos ou serviços, resultantes da execução incorreta de operações ou procedimentos. Os processos logísticos, quer sejam internos ou externos, são concebidos para suportar o fluxo contínuo da produção de materiais e simultaneamente concluir a entrega dos produtos ao cliente final, mantendo o tempo definido, local, qualidade e custo. Esses processos devem ser melhorados constantemente de modo a eliminar todos os desperdícios que não são considerados relevantes e todas as operações que não acrescentem valor (Wronka, 2017).
16 Existem diversas áreas logísticas nas quais se podem verificar diversas perdas, nomeadamente armazenagem e logística inversa, previsão da procura e planeamento, serviços logísticos e suporte ao cliente, compras, gestão de stocks , entregas e comunicação, embalagens de materiais e transporte. Este conjunto de áreas auxilia não apenas na eliminação de desperdícios como também em diversos benefícios tangíveis, destacando-se (Wronka, 2017): • Redução dos níveis de stock ; • Balanceamento das linhas de produção e a redução do fator lead time , que é mensurado desde o tempo que é realizado o pedido até à sua entrega efetiva; • Eliminação de setups , atrasos e variabilidades não desejadas; • Crescente disponibilidade de produtos aliada à flexibilidade em toda a cadeia de abastecimento. Como parte integrante de todo o sistema logístico, o armazém representa um elemento fundamental, sendo necessário avaliar os custos incorridos na realização das operações em armazém (Anđelković et al., 2016). Por isso, é necessário observar o fluxo de materiais e informação desde o pedido do cliente, atravessando todas as etapas que fabricam e entregam o produto ao cliente. Assim o foco deve ser toda a cadeia e o fluxo de criação de valor. Para que se atinja o objetivo do cliente, segundo uma perspetiva de fluxo de valor, é possível organizar todas as atividades de modo a que estas passem de uma operação para outra num fluxo ininterrupto. A Figura 6 demonstra o fluxo de valor (Hines et al., 2017). Figura 6 - O fluxo de valor automático. (Adaptado de Hines et al., 2017)
17 2.3. Armazenamento de materiais e gestão de stocks 2.3.1. Importância do armazenamento e gestão de stocks Nos últimos anos, os fabricantes têxteis têm apostado no aumento da variedade das linhas de produtos, devido à crescente diversificação das preferências dos clientes. Em particular, na indústria têxtil, a maioria dos produtos é produzida em diversas cores e tamanhos, sendo que o ciclo de vida dos mesmos é relativamente curto, estando em vigor, normalmente, em apenas uma estação do ano. Devido à dificuldade de, na indústria têxtil, muitas vezes se prever a procura de produtos antes destes serem vendidos, uma produção insuficiente pode levar à escassez de produto acabado, ou por outro lado, a sobreprodução implica a produção para stock , a qual requer estratégias de escoamento dos produtos que não foram vendidos. Geralmente, os planos de produção são estabelecidos cerca de seis meses antes do início do período de vendas, e deste modo, os produtos são vendidos com base no plano de produção. Assim, na cadeia de abastecimento têxtil, coexistem estes dois cenários, o que representa um enorme desafio do ponto de vista logístico (Tanaka et al., 2019). O armazém desempenha um papel fundamental na cadeia de abastecimento, uma vez que dá suporte à empresa via armazenamento, consolidação e distribuição de produtos, sendo que a sua eficiência operacional é crucial para a performance da cadeia de abastecimentos uma vez que, em algumas organizações, milhares de produtos distintos são triados e armazenados diariamente (Ang & Lim, 2019). O principal ponto de contacto com o cliente é o armazém que é responsável por atender os requisitos do cliente, definidos no processo de vendas (Guo et al., 2016). É importante referir que a capacidade de resposta do armazém é cada vez mais importante, dado que os clientes normalmente exigem que as suas encomendas sejam entregues prontamente (Ang & Lim, 2019). Devido à importância que a existência de um armazém apresenta numa indústria transformadora, a gestão de stocks supervisiona o fluxo de mercadorias desde a produção até ao armazém, e daí para o ponto de venda. O funcionamento integrado de uma organização que lida com o fornecimento de materiais e atividades associadas permite alcançar a coordenação ótima das funções logísticas e assim minimizar as despesas com materiais. A gestão de stocks constitui o centro nevrálgico de qualquer organização com o objetivo de quantificar e manter níveis ótimos de todos os tipos de stocks e otimizar o fluxo de mercadorias, informações e outros recursos relacionados. Esta gestão passa pelo planeamento e controlo do stock , ou seja, analisam-se essencialmente os níveis de stock para uma grande variedade de especificações de produtos. Além disso, controlar stock em níveis desejados em matéria-prima, produto semiacabado ( Work in Process (WIP)) e produto acabado, contribui para a manutenção do fluxo contínuo da empresa (Kumar et al., 2018).
18 No entanto, é necessário reforçar a ideia de que ter muito stock reduz a disponibilidade de capital e os impactos de liquidez da empresa. Pelo contrário, stocks muito reduzidos podem, de certo modo, conduzir às ruturas do mesmo e resultar em perdas de vendas, levando a um menor lucro. Torna-se claro que uma gestão atenta deve ser focada em manter o nível de inventário num ponto intermédio, esforçandose para obter uma maior satisfação do cliente e minimizando a possível rutura de stock , mantendo os custos de inventário tão baixos quanto possível (Priniotakis & Argyropoulos, 2018). Adicionalmente, o stock consome espaço físico, cria recursos com encargos financeiros associados e aumenta a possibilidade de danos, deterioração e perda (Mohamad et al., 2016). O objetivo é, portanto, manter tanto stock quanto for realmente necessário o que depende da previsão da procura atendendo à procura real. Como podem existir flutuações ou desvios dessa previsão, pode ser necessário um stock de segurança para compensar esse possível desequilíbrio. O seu objetivo é absorver o erro da estimativa e proteger a empresa contra uma possível rutura de stock inesperada e indesejada. Num cenário simplificado, uma variação de 30% da procura prevista deve resultar num aumento de 30% do nível de stock (Priniotakis & Argyropoulos, 2018). Assim sendo, sem implementar um sistema de gestão de stock eficaz, nenhuma empresa ou até mesmo indústria, de um modo geral, pode ter sucesso nos negócios. É um dos aspetos mais importantes para a empresa se conseguir manter num mercado competitivo e, além disso, tem como objetivo minimizar o impacto da incompatibilidade na procura e na oferta, sendo capaz de criar o maior lucro ao preço mais baixo (Kumar et al., 2018). A Figura 7 explica o processo da gestão física, da distribuição e da gestão da cadeia de procura. Figura 7 - Processo desde a gestão física de distribuição até à gestão da cadeia de procura. (Adaptado de Kumar et al., 2018).
19 2.3.2. Objetivos da gestão de stocks O termo stock pode representar as matérias-primas, WIP e produtos acabados, sendo que estes últimos são considerados a parte dos ativos de uma empresa que estão finalizados e se encontram para venda (Singh & Verma, 2018). Diversas empresas consideram os stocks um problema evidente e que necessita de ser resolvido, uma vez que se traduz em custos de capital, armazenamento, deterioração, perdas, inseguranças e, além disso, representa uma grande parte do total de ativos da organização. Contudo, o papel dos stocks é ambíguo, dado que os mesmos não devem ser vistos apenas como um problema, uma vez que em alguns contextos específicos traz alguns benefícios (Farahani et al., 2011): • Protege a empresa contra mudanças inesperadas na procura do cliente e melhora consideravelmente o serviço ao cliente; • Aquisição de grandes quantidades do produto, faz com que haja um aproveitamento da economia de escala em atividades como comprar, transportar e fabricar, reduzindo desta forma o custo unitário desse mesmo produto; • Aciona um equilíbrio entre a procura e a oferta quando ambas não são equiparadas no mesmo momento, sendo que por vezes uma é maior que a outra; • Proteger contra eventuais problemas que possam acontecer, quer seja por motivos de força maior como causas naturais, ou até mesmo por motivos pontuais, sendo que se o evento tiver uma duração superior ao habitual, é assegurado o abastecimento normal devido à existência de stock ; • Eliminar bottlenecks que ocorrem na produção, uma vez que o WIP deve ser assegurado para consequentemente eliminar esses bottlenecks e aumentar a produtividade; • Proteger contra eventuais flutuações de preços. A gestão de stocks é a parte da gestão da cadeia de abastecimentos que executa o planeamento, implementa e controla o fluxo de armazenamento de mercadoria de forma eficiente e relaciona as informações e os serviços entre o ponto de origem e o ponto de consumo, atendendo aos requisitos do cliente (Singh & Verma, 2018). No entanto, esta gestão passa por aumentar o desempenho e lucro através de um melhor controlo do stock , prever o impacto que as políticas poderão exercer sobre os níveis de stock e, por último, minimizar o custo total das atividades logísticas, atendendo aos requisitos implementados pelo cliente (Nirmala et al., 2022). Deste modo, é aceitável afirmar que o objetivo da gestão dos stocks depende do contexto e varia de empresa para empresa, não sendo válido para todas as empresas, produtos e categorias de stock (Nirmala et al., 2022).
20 2.3.3. Operações básicas de armazenagem Atualmente, os armazéns são vistos como um ponto crucial na cadeia de abastecimentos, dado que conseguem melhorar o nível de serviço prestado ao cliente, reduzir custos e quantidade de inventário e consequentemente, aumentar a produtividade e eficiência das organizações (Richards, 2014). Deste modo, existem diversas etapas nos armazéns que são necessárias para que o processo seja fluído desde a receção dos produtos até à entrega do produto ao cliente final (Farahani et al., 2011; Ramos, 2010): • Receção dos produtos: Os produtos chegam ao local de descarga e são então desmobilizados dos veículos de transporte através de equipamentos físicos ou manuais, sendo colocados no local específico do armazém; • Inspeção e controlo de qualidade: Após se realizar a receção dos produtos, estes devem passar por processos de inspeção e controlo de qualidade, de modo a verificar se corresponde ao que era expetável. Caso estes não cumpram com as especificações, então o produto deve ser colocado fisicamente num local destinado a reclamações ou devoluções a fornecedores; • Armazenamento dos produtos: Esta etapa é uma das principais na gestão de armazém, dado que pode influenciar positiva ou negativamente a eficiência do mesmo. Existem dois métodos de alocação dos produtos, denominados por localização fixa e localização oposta. A localização fixa define um espaço para alocar cada produto e, por isso, já existem localizações definidas tendo em conta a rotação do produto (número de entras e saídas), volume, artigos, entre outras. Contudo, este método apresenta desvantagens na medida em que o espaço destinado para alocar os respetivos produtos tem de ser mensurado consoante o stock máximo, o que faz com que, quando não se atinja esse valor, existam espaços vazios que não são permitidos colocar mais produtos. Por outro lado, tem como principal vantagem ser um método simples e eficaz no que respeita à arrumação dos produtos; • Separação dos pedidos ( Order picking ): Os produtos são retirados do armazém com base na encomenda recebida pelo cliente, ou seja, obtém-se a quantidade requerida pelo cliente. Por vezes, não é regra geral, quando os pedidos realizados são com vários Stock Keeping Units (SKU), estes são agrupados para envio; • Preparação de pedidos: De seguida, os artigos/produtos são preparados, com a colocação do produto na embalagem específica para posterior expedição. Nem sempre um artigo necessita de ser preparado; • Expedição: Após a encomenda estar finalizada os pedidos são deslocados com os documentos necessários para finalmente serem expedidos e entregues ao cliente.
21 2.3.4. Gestão de inventário e classificação de stocks – Análise ABC A análise ABC é uma ferramenta de classificação e controlo de stocks muito utilizada e que segue a regra de Pareto. A regra de Pareto afirma que cerca de 80% dos resultados provém de 20% das causas. De forma geral, significa que 20% dos produtos geram 80% da receita/valor da empresa (Priniotakis & Argyropoulos, 2018). Deste modo, a análise ABC pode separar os artigos em stock consoante uma classificação, permitindo realizar operações direcionadas para os artigos que têm uma maior representatividade para a empresa, sendo que um dos maiores erros cometidos pelas empresas passa por atribuir o mesmo tratamento a todos os artigos em stock (Conceição et al., 2021). Na análise ABC, observa-se a classificação dos artigos em três classes, denominadas por A, B e C. Os artigos contidos na classe A representam uma grande importância para a empresa, contudo o número desses artigos é reduzido. Estes artigos devem ter um tratamento diferente dos restantes, na medida em que ao optar por um nível de serviço mais elevado levará à existência de um stock mais elevado, mas por outro lado, reduz a probabilidade da rutura do mesmo. É importante referir que estas percentagens podem variar de empresa para empresa. Zhang et al., (2020), no seu estudo definiu que os artigos da classe A representam 70% dos lucros; os artigos da classe B representam 25% dos lucros da empresa; e os artigos da classe C apresentam uma relevância relativamente baixa para a empresa (5% dos lucros), no entanto apresenta um grande número de artigos (Zhang et al., 2020). Uma probabilidade de 5% de ausência de stock para um artigo “A”, resultará em perdas maiores do que uma probabilidade de 5% para um artigo “C”, assim como um nível de serviço de 99% para um artigo “A” pode ter aproximadamente o mesmo impacto que um nível de serviço de 85% para um artigo “C”, sendo por isso essencial entender o comportamento a adotar consoante a importância que cada artigo tem para a empresa (Priniotakis & Argyropoulos, 2018). 2.3.5. Operações de gestão de stocks A gestão de stocks pretende obter de forma contínua uma melhor performance , tendo por base um ótimo controlo de stocks . Deste modo, entre as diversas operações necessárias da gestão de stocks destacamse: gestão das entradas e saídas em armazém, armazenagem e inventários. • Gestão de entradas e saídas em armazém De modo a efetivar o controlo de stocks existentes em armazém, é necessário que se registem todos os movimentos efetuados, as entradas e saídas de produtos. Corretamente, este registo de movimentos deveria ser realizado instantaneamente pelo sistema informático utilizado pela empresa em questão.
22 Esta gestão de movimentos, quer sejam de entrada ou saída em armazém, constituem dois tipos de registos, nomeadamente receção e entrega. A receção diz respeito à entrada do produto em armazém, sendo que quando ocorre a entrada do produto o mesmo deve ser inspecionado e controlado. Por outro lado, a entrega remete à saída do produto em armazém (Pinto, 2010). • Armazenagem De modo a garantir a organização no armazém, os stocks requerem ser alocados num ou mais armazéns, dependendo das necessidades da empresa. Deste modo, são destacados os diferentes tipos de organização: gestão monoarmazém, gestão multiarmazéns, gestão monolocalização e gestão multilocalizações. A gestão monoarmazém pressupõe que todos os produtos existentes são armazenados e geridos apenas num local, contudo implica diversos problemas de movimentação, com atrasos e custos. Contrariamente, a gestão multiarmazéns visa distribuir os stocks por diversos armazéns sendo que cada um agrupa os stocks por categoria, tais como matérias-primas, produto acabado, entre outros, ou então por proximidade geográfica. Por outro lado, também existe a gestão monolocalização em que cada produto é alocado apenas num local, sendo que apesar de implicar diversas movimentações, favorece o controlo das quantidades de cada artigo em questão. Por último, a gestão multilocalizações presume que um artigo é agrupado em vários locais, no entanto pode levar a diversos problemas de movimentações e de possíveis ruturas num dado armazém (Pinto, 2010). • Inventários Devido à evolução tecnológica, atualmente todas as empresas dispõem de sistemas informáticos que permitem ao gestor do armazém possuir informações relativas ao stock real físico existente em armazém, para cada referência, medida, cor e local. Posto isto, o método mais eficaz para analisar as quantidades de stock existente em sistema informático e stock real é através da realização de inventários. Deste modo, existem três tipos de inventários que se distinguem, nomeadamente inventário permanente, inventário intermitente e inventário rotativo. O inventário permanente visa pela atualização das quantidades de cada artigo em stock , por meio dos movimentos realizados pelo colaborador. O inventário intermitente geralmente é realizado anualmente e pode traduzir-se em perdas de trabalho, uma vez que requer demasiado tempo principalmente nas empresas que contêm um elevado número de artigos e todos eles carecem de contabilização. Por último, o inventário rotativo compreende a avaliação do stock por grupo de artigos, com o intuito de verificar a quantidade disponível e localização. Normalmente, neste último tipo de inventário é definida pela empresa a frequência com que se realiza de acordo com a importância do artigo em questão (Pinto, 2010).
23 2.3.6. Sistemas de armazenagem As mudanças existentes no mercado juntamente com o rápido desenvolvimento tecnológico no manuseamento de materiais afetam de forma intensiva as operações dentro dos armazéns. Assim sendo, a gestão de stocks de uma forma mais centralizada requer um aumento na produtividade e uma diminuição dos tempos de resposta dos sistemas de armazenamento. O manuseamento de materiais é definido como um movimento de materiais (matérias-primas, refugo, produtos semiacabados e produtos acabados) e armazenagem. A armazenagem diz respeito às atividades de manuseamento de materiais que ocorrem no interior do armazém, áreas de receção do material e expedição. Um sistema de armazenamento refere-se à combinação de equipamentos e políticas operacionais utilizadas na recolha de produtos ou então no armazenamento (de Koster et al., 2007). O tipo de sistema de armazenamento a ser utilizado pela empresa depende das mercadorias e da disponibilidade do mercado, mais concretamente o nível de serviço. Além disso, existem alguns fatores relevantes na escolha de um sistema de armazenamento tais como os custos, volume ou área do espaço do armazém, utilização máxima do armazenamento e pequenos investimentos em equipamentos de armazém (Gleissner & Femerling, 2013). Deste modo, existem três sistemas de armazenamento manuais que devem ser considerados, já os sistemas automáticos não serão abordados, uma vez que estão fora do contexto em estudo (de Koster et al., 2007). • Sistema Picker-to-parts : Este sistema implica que o responsável pelo processo de picking percorra os corredores existentes em armazém e retire os produtos necessários. Este sistema é o mais utilizado. Ainda dentro deste sistema são distinguidos dois tipos: → Low-level picking : Neste caso, o responsável pelo processo de picking seleciona e retira os produtos requeridos das prateleiras de armazenamento mais baixas, enquanto percorre os corredores do armazém. Neste sistema não necessita de utilizar um meio para se movimentar ao longo do armazém; → High-level picking : Neste sistema, o responsável de picking utiliza estruturas de armazenamento mais elevadas, sendo que é necessário utilizar meios de movimentação devido à altura, tais como empilhadores ou outros meios elevatórios. • Sistema Put system : Este sistema consiste num mecanismo de recolha e distribuição. Assim sendo, inicialmente os artigos são recolhidos do armazém e de seguida, um comboio transporta os produtos que foram recolhidos e distribui pelos clientes;
24 • Sistema Parts-to-picker : Neste caso, está incluído um sistema de armazenamento e recolha automatizado (AS/RS), em que os artigos são retirados da sua localização e são alocados num local específico e definido pelo sistema AS/RS. Os responsáveis pelo processo de picking recolhem a quantidade de artigo que necessitam e depois o restante é armazenado novamente pelo sistema AS/RS (de Koster et al., 2007). 2.3.7. Estruturas de armazenagem O armazém tem como função reunir fluxos de produtos de diferentes origens e destinos. Em qualquer armazém, todas as gamas de produtos podem estar disponíveis para serem transportadas para a área de distribuição ou a partir da qual os pedidos do cliente possam ser compilados. Além da função que os armazéns assumem, estes também se enquadram em categorias operacionais, distintas para armazenamento, distribuição e buffer . Deste modo, existem duas formas de os artigos serem armazenados, nomeadamente, através de um armazenamento aleatório ou dedicado. O primeiro referese ao facto de os produtos serem colocados no primeiro espaço disponível, apresentando, no entanto, uma utilização de espaço mais elevada. Por outro lado, o armazenamento dedicado adota uma localização específica para cada produto, aumentando o desempenho efetuado pelos funcionários à medida que se vão familiarizando com os produtos e localizações dos mesmos (Lambert et al., 1998). São diferentes as estruturas de armazenamento que estão incluídas nos diferentes tipos de sistema de armazenamento. Dentro da categoria de armazenamento dedicado, estão incluídas as seguintes estruturas (Gleissner & Femerling, 2013): • Estrutura de armazenamento em bloco (Figura 8): este é considerado a forma mais básica e simples de armazenamento. Esta estrutura tem como objetivo colocar todos os produtos ou embalagens no chão, no entanto se forem considerados estáveis podem ser empilhados uns sobre os outros, apresentando uma elevada utilização do espaço. Os produtos que se encontram no topo da estrutura são aqueles que têm acesso mais fácil, contudo apresentam uma desvantagem que passa pela acessibilidade dos artigos, impedindo de utilizar estratégias de armazenamento tal como o First In-First Out (FIFO). Este método é utilizado principalmente quando se pretende armazenar grandes volumes, mercadorias pesadas e com um grau de resistência elevado. A vantagem deste método é principalmente a ausência de investimentos, pelo que não é necessário implementar estantes e racks .
31 A Leiper tem como objetivo primordial proporcionar ao cliente a máxima satisfação com a experiência de têxtil lar que é fortemente competitiva no mercado. A criatividade no design , a inovação incorporando soluções criativas de materiais e a excelência na qualidade de produção são fatores que explicam o sucesso da organização. A empresa pretende ainda ser reconhecida no mercado como um agente de excelência no setor do têxtil lar e colchoaria, sendo o seu lema “ Leiper thinking home textiles ”. Com uma forte orientação para o cliente, a Leiper acredita num conjunto de valores que formatam a competência, compromisso da equipa com o cliente e outras partes interessadas. A posição que se pretende atingir nas áreas de negócio em que atua constrói-se dia-a-dia, através de um sólido conjunto de valores, que condicionam o desempenho. Os valores instituídos na empresa são apresentados na Figura 19. Figura 19 - Valores instituídos na empresa Leiper. De acordo com os valores anteriormente referidos, estes são justificados do seguinte modo: • Liderança permite dar um exemplo de excelência e integridade; • Empenho e motivação de todos os colaboradores; • Inovação no design , produtos e serviços; • Produtividade alcançada com tecnologia de ponta e talento dos colaboradores; • Ética e integridade com os colaboradores e parceiros de negócio; • Responsabilidade e compromisso com a excelência. Entende-se que a experiência no setor têxtil detida pela empresa, permite, de forma eficiente, contribuir para o conhecimento e desempenho de excelência que se dispõe ao serviço dos clientes e parceiros de negócio. 3.2. Mercados e clientes A aposta intensiva no design e na inovação permitiu à Leiper atingir uma posição de destaque no mercado nacional e internacional, apresentando um volume de vendas distribuído pelo mercado nacional e internacional. Liderança Empenho Inovação Produtividade Ética Responsabilidade
32 Uma percentagem de 60% da sua produção destina-se ao mercado nacional e os restantes 40% centrados no mercado internacional em 2021. Comparando o volume de vendas entre 2020 e 2021 (Figura 20 e Figura 21), verifica-se um aumento percentual de 3% no que diz respeito ao volume de vendas no mercado internacional, o que demonstra a estratégia clara de crescimento da empresa para novos mercados. Figura 20 - Volume de vendas da empresa no ano de 2020. Figura 21 - Volume de vendas da empresa no ano de 2021. Relativamente ao volume de vendas no mercado internacional, efetuando uma análise da distribuição das vendas por continente para o ano de 2020 e 2021, correspondendo à Figura 22 e à Figura 23, respetivamente, a empresa exporta para cerca de 30 países, destacando-se essencialmente a França, Espanha e Turquia como os países com maior volume de vendas em 2020 e 2021. Figura 22 - Volume de vendas por continente no ano 2020. Figura 23 - Volume de vendas por continente no ano 2021. 63% 37% Nacional Internacional 60% 40% Nacional Internacional 96% 0% 4% 0% Europa América África Ásia 90% 2% 6% 2% Europa América África Ásia
33 Através destes dados é possível concluir que o continente europeu é, incontestavelmente, o continente com maior volume de vendas, seguindo-se o africano, americano e asiático. Todavia, comparando os anos de 2020 e 2021, verifica-se que existe uma tendência de diversificação dos mercados alvo por parte da empresa, dada a entrada nos mercados americano e asiático em 2021. 3.3. Estrutura organizacional A gerência da empresa Leiper é constituída pelos três sócios, que são responsáveis pela coordenação de todos os departamentos e definição de estratégias. A empresa está organizada em sete departamentos que se encontram ilustrados no organograma da Figura 24. O departamento comercial é responsável pela prospeção de novos clientes e pela receção dos pedidos dos clientes, a qual pode ocorrer por via de correio eletrónico, via telefónica ou mesmo através do comercial da empresa. Este departamento é também responsável pela prospeção no mercado internacional, organização e participação em feiras, bem como pela definição de estratégias de marketing . O departamento de Compras, Logística e Expedição assegura o contacto e a correta seleção de fornecedores, realiza e controla as encomendas, avalia os fornecedores e assegura a correta conferência de matérias-primas na sua receção. Os colaboradores deste departamento são também responsáveis por negociarem os transportes e analisarem os custos aduaneiros, preparar e coordenar a expedição para o mercado externo. O departamento de Armazém e Distribuição está encarregue pelo atendimento de distribuidores, organização de carregamentos e expedição e levantamento das necessidades de produtos para stock . Para além disso, organiza as entregas e realiza o controlo de stocks de produto acabado para revenda. O departamento de planeamento de produção calcula as necessidades de matéria-prima, acompanha o cumprimento de prazos de entrega, elabora fichas de produto, fichas de preço e serviços subcontratados. O departamento de Inovação e Desenvolvimento (I&D) realiza o contato com cliente, promovendo o desenvolvimento de novos produtos, além de assegurar a elaboração do catálogo de coleção em conjunto com o departamento de planeamento de produção. Por último, o departamento de produção assegura o controlo de produção com vista ao cumprimento de requisitos, alerta de faltas, manutenção adequada das máquinas, coordenando atividades e recursos de modo a maximizar a eficiência produtiva.
34 Figura 24 - Organograma da empresa Leiper. 3.4. Caracterização do layout industrial Atualmente, a Leiper opera em dois pavilhões que se encontram fisicamente separados. Na Figura 25 está representado o pavilhão 1, onde são desenvolvidas as atividades produtivas. Esta infraestrutura dispõe de dois pisos, sendo que o piso superior está ocupado com escritórios e zonas de serviço e o piso inferior destinado à produção. O piso da produção está dividido em diversas áreas, nomeadamente, áreas correspondentes à produção de colchões, de edredões, área de estampagem, corte, confeção e zonas de armazenagem de matéria-prima e de produto acabado para exportação. Esta zona de armazenagem do pavilhão 1 é também a área onde se efetua a expedição de artigos que se destinam ao pavilhão 2, local onde se encontra todo o produto final para venda ao cliente. Esta zona será doravante designada de “PPA” (armazém da unidade produtiva). Figura 25 - Layout da unidade física da produção, pavilhão 1. Na Figura 26 encontra-se o layout do pavilhão 2, o armazém doravante designado por “armazém 900”. Este edifício dispõe igualmente de 2 pisos, sendo que o piso 1 subdivide-se em escritórios, tecelagem, áreas de armazenamento quer de fio como de produto acabado e área de expedição. Gerência Departamento Comercial Departamento Internacional Compras/ Logística e Expedição Armazém e Distribuição Planeamento de Produção I&D Produção Contabilidade Solicitadoria
35 Salienta-se que a área de armazenamento de produto acabado está dividida em 3 zonas destinadas aos felpos, acolchoados, jogos de cama, cortinados e almofadas. Dada a multiplicidade de artigos e as dimensões desses artigos, uma grande parte das estantes do armazém 900 comporta mais do que uma tipologia de artigo. Existe ainda um cais de entrada e saída para efetuar a receção dos clientes e expedição dos materiais. A empresa não possui a planta do armazém 900, pelo que foi realizado o esquema da implantação do armazém com recurso ao software CorelDraw®, na medida em que ambas as plantas expostas são distintas na apresentação. A elevada área de cais permite a alocação dos artigos com maior rotatividade neste local. Este aspeto ganha especial relevância pois os clientes deslocam-se muitas vezes ao armazém para aquisição e levantamento de artigos no instante imediato de compra. Assim, em relação ao transporte e expedição do produto acabado, este é efetuado pelo próprio cliente ou pela própria empresa em carrinhas pequenas quando se refere a quantidades não muito elevadas. Relativamente à exportação para o mercado internacional, sempre que é necessário expedir produto para clientes não nacionais, a empresa tem de recorrer a serviços de transporte especializados (subcontratação), uma vez que não dispõe de frota própria para transportar elevadas quantidades. Figura 26 - Layout da unidade física do armazém 900, pavilhão 2. 3.5. Tipos de materiais e famílias de produtos A Leiper oferece aos seus clientes uma vasta gama de produtos, dos quais são utilizadas um conjunto de matérias-primas. As matérias-primas, os tecidos utilizados bem como as gamas de produtos acabados podem ser consultados na Tabela 2.
36 Tabela 2 - Matérias-primas, tecidos e gama de produtos utilizados na fabricação da Leiper. Matérias-primas Tecidos utilizados Gama de produtos Algodão Linho Poliéster Microfibra Percal Cetim Jackquard Veludo Edredões Jogos de cama Fundas nórdicas Cortinados Colchões Salienta-se que as matérias-primas utilizadas para a produção de artigo são adquiridas a fornecedores externos para produção de tecidos na tecelagem das instalações do pavilhão 2. No entanto, uma parte significativa dos tecidos são comprados a fornecedores externos como produto já em tecido, não sendo necessário o processo de tecelagem interno. No que respeita aos produtos comercializados, estes podem ser igualmente produzidos internamente ou então comprados. As gamas de produtos que são produzidas internamente são maioritariamente edredões, jogos de cama, cortinados e colchões. Os produtos comprados, que se encontram destinados para revenda são toalhas de mesa, almofadas, mantas, tapetes e bases de cama.
37 4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE CRÍTICA DA SITUAÇÃO ATUAL 4.1. Descrição geral do sistema produtivo 4.1.1. Caracterização dos processos produtivos e fluxos de materiais A Leiper é responsável pelo processo de produção, transformação e comercialização de grande parte dos seus produtos. Deste modo, a empresa possui um conjunto de processos que compõem o seu fluxo produtivo, sendo elas: a confeção, a tecelagem, armazenamento e a expedição. Como explicado no subcapítulo 3.4., estes processos estão distribuídos em dois pavilhões separados fisicamente, estando a produção/confeção localizada no pavilhão 1 e as restantes áreas no pavilhão 2. Do ponto de vista da gestão da produção, a Leiper produz por encomenda e para stock . No primeiro caso, esta produção é desencadeada pelo pedido de cliente, maioritariamente private label , que engloba uma panóplia de clientes internacionais. No segundo caso, a produção destina-se à marca própria “Leiper”, gerando stock para o armazém 900. Adicionalmente, a empresa tem 2 vias específicas para o escoamento de produto: • ECE (Encomenda de Cliente – PPA): quando o pedido de cliente é efetuado em grandes quantidades maioritariamente para exportação e para o cliente private label , sendo que o produto é diretamente expedido a partir da unidade produtiva “PPA”; • ECL (Encomenda de Cliente – Armazém 900): quando o pedido de cliente é feito em pequenas quantidades para o mercado interno, implicando armazenamento do produto na unidade “armazém 900”. O processo de produção é desencadeado por uma ECE ou uma ECL. Com a definição de um destes dois pedidos, é emitida uma nova Ordem de Fabrico (OF) e verifica-se se há matéria-prima para a produção do produto, identificando potenciais necessidades de compra de matéria-prima. O colaborador que identifica a necessidade de compra preenche o registo de falta de matéria-prima para a nova encomenda do cliente, alertando o responsável de compra em caso de produção com urgência. O responsável de aprovisionamento, com base nas necessidades de stock internas, analisa os pedidos recebidos por: • Urgência do pedido/importância; • Quantidades por tipo de material necessário; • Agrupamento por fornecedor a comprar; • Ponderação do tempo de entrega do fornecedor.
38 Com base nas necessidades de matéria-prima para stock ou nas necessidades de uma dada encomenda, procede-se à emissão das notas de encomenda aos fornecedores no sistema Enterprise Resource Planning (ERP). Caso o planeamento opte pela fabricação do tecido internamente e as existências de matéria-prima permitam elaborar a OF, é emitida ordem para a tecelagem. Quando a OF chega à tecelagem, o afinador do tear deve programá-lo e deve efetuar as mudanças de desenho, afinando os teares e fazendo as mudanças de tramas e comprimentos de modo a controlar a qualidade dos artigos que estão a ser produzidos. O transportador de trama efetua o carregamento das bobines de trama e ourela e, quando o rolo de tecido está pronto, é retirado do tear, assegurando a sua identificação. De seguida, o rolo de tecido é colocado no carro de transporte e é transferido para os acabamentos, para realizar tarefas de lavagem e tingimento. Como mencionado, alternativamente, a empresa pode adquirir tecidos já tingidos por parte dos fornecedores, sendo apenas necessário o processo de controlo de qualidade. Neste processo de verificação, inspeciona-se a referência, cor, quantidade, conformidade e é registada a quantidade de metros de tecido com defeito. No final de cada dia, os registos de verificação juntamente com os documentos do fornecedor são entregues ao responsável de compras. A matéria-prima não conforme a devolver é entregue de imediato ao fornecedor (sempre que possível). Caso contrário, esta é sinalizada com a etiqueta de “Não Conforme”. Quando terminado o processo de controlo e verificação de matériaprima é emitida uma OF, dando início à produção propriamente dita. Caso o artigo a produzir seja acolchoado, este pode ser realizado em 3 tipos de máquinas: (1) máquina de centro, onde o artigo para acolchoar é feito peça a peça, designando-se por acolchoados tampo a tampo; (2) máquina contínua, onde se coloca um rolo acolchoado com vários metros, com o intuito de satisfazer o cliente com a medida requerida; e na (3) máquina de ultrassons, onde se coloca um rolo e o padrão é realizado através de calor. Após a passagem do artigo pelas máquinas de acolchoar, o mesmo é transferido para as máquinas de costura para afitar. O produto é finalizado e passa para a secção de embalagem onde se efetua a revista do produto final e, se estiver conforme as especificações, o artigo é dobrado e embalado. Caso o artigo seja considerado como não conforme, é avaliada a possibilidade de retrabalho ou, se não for possível, o produto é rejeitado e é sinalizado com etiqueta de “Não Conforme”. Se o artigo a ser produzido não for acolchoado, então os tecidos passam pela secção do corte. Se forem elevadas as quantidades de artigos a serem cortados, nomeadamente fronhas, jogos de cama, capas, fundas nórdicas e cortinas, o corte é realizado na bancada de corte com o auxílio de uma máquina.
39 Assim, os tecidos passam inicialmente pela máquina de estender (1), de seguida contam-se as folhas de tecido e verificam-se os artigos, separando e rejeitando aquelas peças que são inadequadas por estarem incompletas, por terem coincidido com uma extremidade da peça ou por terem defeito (2). Por fim, o tecido é cortado na mesa de corte (3). Figura 27 - Processo de corte de produtos de grande dimensão. Colocação na máquina de estender (1), inspeção da peça (2) e corte (3). O corte pode também ser efetuado em pequenas quantidades para produção de cortinas ou para as medidas requeridas pelo cliente, designadas como medidas especiais. Os cortes efetuados para a costura são colocados diretamente na produção com a respetiva etiqueta de identificação. Sempre que é recebido um pedido de novo corte referente a uma OF já sinalizada como “cortada”, deve ser solicitado o registo da não conformidade, assinalando no “Registo de Corte” o motivo, os metros e a referência substituída. Posteriormente, os artigos vão para a confeção. No caso de a confeção ser subcontratada, os artigos ao serem rececionados são diretamente reencaminhados para serem embalados na Leiper. Quando termina a etapa de embalamento dos artigos, estes são colocados em carrinhos e enviados para o armazém de produto acabado, o armazém 900. Quando a encomenda está concluída, esta passa inicialmente pelo processo de picking através da utilização de um dispositivo Personal Digital Assistant (PDA), que está internamente ligado ao software Primavera. Deste ponto do processo produtivo, pode ocorrer uma de duas situações alternativas: • 1ª Vertente: O artigo é produzido nas instalações da Leiper para satisfazer o pedido do cliente (quer se trate de artigo com medidas de catálogo ou medidas especiais) ou para reposição de stock do artigo da marca própria. Para estes artigos, inicialmente é registada uma transferência no PDA com origem no PPA (armazém da unidade produtiva do pavilhão 1) e destino no armazém 900, para sinalizar o envio dos artigos no software Primavera. É no software Primavera que se verificam as quantidades dos artigos, bem como as entradas e saídas em armazém.
40 A Figura 28 ilustra uma transferência no PDA com origem no PPA e destino ao armazém 900. Após este processo, o artigo é colocado num veículo de transporte que executa o trajeto desde o pavilhão 1 até ao pavilhão 2 (armazém 900), sendo rececionado pelos colaboradores que lá operam para que o artigo seja alocado a uma estante. Figura 28 - Representação de uma transferência no PDA com origem no PPA e destino ao armazém 900. Contudo, quando o artigo é totalmente produzido numa empresa subcontratada segue diretamente para o armazém 900, para satisfação do pedido do cliente ou para stock . Neste caso, o artigo é rececionado no armazém 900 pelos colaboradores, através de uma transferência no PDA, efetuando a entrada de stock do artigo em armazém, com origem na entidade subcontratada e destino no armazém 900. Para responder ao pedido do cliente, o artigo é separado pelos colaboradores responsáveis e é efetuado o processo de picking para gerar uma Nota de Entrega (NE) e de seguida uma Nota de Faturação (NF). No final deste processo, o artigo é enviado para o cliente ou então o cliente desloca-se até às instalações do armazém 900 para levar a encomenda realizada. Quando o artigo é enviado para o armazém 900 para reposição de stock , o mesmo é alocado nas estantes disponíveis assim que os colaboradores tiverem disponibilidade para o efetuar. • 2ª Vertente: O artigo é exportado ou vendido em grandes quantidades. É realizado uma Nota de Entrega Exportação (NEE) e de seguida uma NF. É importante salientar que quando o artigo é direcionado para a exportação, este não segue para o armazém 900, sendo que todas as etapas são realizadas no pavilhão 1 (a partir do PPA). Na 1ª vertente, aquela que acontece com maior frequência, após o artigo ser rececionado pelos colaboradores não existe uma verificação e/ou validação da quantidade de artigos que são descarregados, à exceção do caso em que o artigo é totalmente produzido numa empresa subcontratada.
47 Deste modo, o colaborador transporta os artigos em questão do cais até a uma estante situada nessa mesma área ou então para a área das almofadas ou da entrada, onde existe a possibilidade de encontrar alguns artigos dessa mesma família. A alocação dos artigos não segue nenhuma norma implementada, o que gera muita desorganização e confusão no armazém. Além de o processo de armazenagem não ser normalizado, a contagem realizada pelos colaboradores é praticamente nula, sendo que essa contagem apenas é realizada uma vez ao ano, mais propriamente na época de final do ano, para a realização do inventário. Nesse caso, os colaboradores dividem-se entre as diversas áreas de armazém e fazem a contagem das quantidades dos diferentes artigos. Por último, essa contagem é entregue a uma colaboradora que é responsável de atualizar o inventário no software Primavera. Durante todo o ano, não é feita nenhuma contagem mesmo que o software apresente diversos erros em relação ao stock físico existente em armazém. 4.2.3. Processo de expedição e controlo de existências O pedido do cliente é recebido pelos comerciais via telefone ou correio eletrónico, indicando qual o artigo, quantidade, cor e medida pretendida. Nesse momento, é emitido um ECL sob pedido do cliente, onde constam todas as informações referentes ao artigo. Posteriormente dá-se início à separação do artigo requerido pelo cliente, que após estar separado pode seguir 2 vias: • Processo de picking pelos colaboradores com os PDA No PDA, seleciona-se a opção “Expedição de Documentos” e faz-se o processo de picking na folha do ECL, conforme apresentado na Figura 34. É possível observar no visor do PDA, os artigos requeridos pela ECL e é visível através de um retângulo vermelho verificar se os artigos estão em falta ou se já se encontram picados. Figura 34 - Processo de picking pelos colaboradores com PDA (esquerda) e expedição de documentos na folha do ECL (direita).
48 Caso ainda se encontrem com indicação em falta, realiza-se o processo de picking diretamente ao artigo e verifica-se no visor através de um retângulo verde que a picagem efetuada está correta (Figura 35). Figura 35 - Processo de picking pelos colaboradores com PDA, identificando se o picking foi realizado corretamente através do aparecimento do retângulo verde. Após repetir este processo para todos os restantes artigos contemplados na ECL em questão, selecionase no PDA a opção “Enviar documento”, e assim que for enviado é possível validar o envio através de um símbolo de bandeira verde, como se pode observar na Figura 36. Figura 36 - Exemplo do envio do documento. Por último, no software Primavera, seleciona-se a opção NF e na opção “Transformação de Documentos”, selecionam-se as NE correspondentes ao artigo que sofreu o processo de picking . Todo este processo de transformação de uma NE para uma NF é realizado através da interface do software ilustrada pela Figura 37.
49 Figura 37 - Processo de transformação de uma NE para uma NF. É efetuada uma dupla verificação, de modo a confirmar se o artigo picado corresponde ao pedido do cliente. Caso se verifique essa situação, o documento é gravado e é enviado diretamente para o departamento financeiro. A Figura 38 exemplifica a emissão de uma NF. Figura 38 - Exemplo de uma NF no software Primavera. • Processo de picking informático através da transformação de ECL Após a realização do ECL, é emitida uma NE no software Primavera e procede-se à “Transformação de Documentos”. O procedimento é igual para as restantes transações. É precisamente nessa etapa que são transformados os documentos provenientes da ECL para uma NE e é gravado o documento.
50 De seguida, repete-se o processo anterior “Transformação de Documentos”, contudo, é efetuado uma transformação de NE para NF. É efetuada uma dupla verificação, de modo a confirmar se o artigo picado corresponde ao pedido do cliente. Caso se verifique essa situação, o documento é gravado e é enviado diretamente para o departamento financeiro. 4.3. Identificação do foco de estudo: edredão Como referido anteriormente, a empresa Leiper fabrica e comercializa uma vasta gama de produtos, desde edredões, jogos de lençóis, fundas nórdicas, cortinados e colchões. Todavia, com a análise das vendas, o produto “edredão” foi definido como o foco de estudo deste projeto, nomeadamente o edredão da marca própria, destinado ao cliente Leiper, uma vez que é a categoria de produtos com maior rentabilidade para a empresa. O produto “edredão com almofada”, cujo diagrama de processo é apresentado na Figura 39, inclui a preparação e o embalamento conjunto da respetiva almofada, sendo colocados num involucro plástico identificado com um inlay . Figura 39 - Diagrama de processos referente à produção de um edredão com almofadas. Os inlays criados são colocados num saco único, na secção da embalagem, juntamente com a etiqueta de identificação do artigo e com o artigo a ser embalado. Quando o artigo a ser embalado corresponde a uma medida especial, isto é, uma medida que o catálogo não contempla, além do artigo ser lançado em sistema com um código de barras distinto do código do artigo de catálogo, é adicionado no saco de embalagem uma etiqueta que contém informações de como o artigo foi requerido pelo cliente, o número da encomenda, data do pedido do cliente, nome do artigo e quantidade do mesmo.
51 Alguns exemplos de inlay com medidas de catálogo e medidas especiais são apresentados nas Figuras 40 e 41, respetivamente. Figura 40 - Inlay de um artigo com medidas standard . Figura 41 - Inlay de um artigo com medidas especiais e identificação da etiqueta adicional emitida. 4.4. Identificação de problemas e oportunidades de melhoria No decorrer do projeto, e após diversos meses de diagnóstico, foram identificadas as causas dos problemas no processo de gestão e aprovisionamento de produto final no armazém 900. Até à data de realização deste projeto, estes problemas não eram vistos como primordiais, na medida em que os colaboradores conheciam a existência dos problemas, mas nunca atuaram sobre eles no sentido de os resolver. No entanto, verificou-se que grande parte das causas dos problemas afetam o processo de armazenamento e o próprio planeamento da produção e a gestão interna da informação da empresa.
52 Resumidamente, identificou-se a existência de disparidades entre a informação dos stocks lançados em sistema e as quantidades em armazém. Estas discrepâncias eram geradas por ineficiências no processo de picking que ocorria no PPA. Além disso, a incorreta criação dos códigos de barras dos artigos e a colocação errada das etiquetas ou dos inlays nos sacos de embalamento quer pela falta de conhecimento, formação ou resistência dos colaboradores, foram identificados como principais fatores para as dificuldades de gestão de stocks . Além disso, a realização de apenas um inventário anual, o lançamento de artigos em sistema apenas nas medidas requeridas pelo cliente, a discrepância das quantidades entre os valores de stock registados pelo PDA e os lançados no software e, por último, a ausência de gestão visual no armazém 900 foram identificados como os principais problemas. A análise crítica de cada um destes aspetos é apresentada nos subcapítulos seguintes. 4.4.1. Ineficiência do processo de picking na produção Inicialmente, o processo de picking realiza-se quando o produto é embalado na unidade de produção (pavilhão 1). Os erros gerados neste processo acarretam um conjunto de problemas de identificação e quantificação do produto acabado, problemas esses que se propagam na transferência para o armazém 900. O principal problema relaciona-se com a verificação de artigo real (existências), quando comparado com o registo de artigo picado. Além disso, não se verifica se a identificação da embalagem corresponde efetivamente ao artigo embalado. Quando os artigos são produzidos para stock , após serem descarregados, estes não têm qualquer tipo de alocação definida, sendo o artigo inúmeras vezes colocado no chão do armazém até ser transportado para alguma estante quando houver espaço ou quando algum rack se encontrar vazio. Alternativamente, os artigos são colocados pelos colaboradores em carrinhos que os transportam até às estantes sem qualquer tipo de identificação nem alocação prevista para esses artigos, originando diversos problemas de armazenamento dado que não têm gestão visual. Desta forma, é muitas vezes perdida a rastreabilidade dos artigos quando são transferidos para o armazém, problema agravado pela falta de normalização do processo e pela frequente não correspondência entre o artigo e o respetivo inlay e etiqueta que são picados a montante. De modo a identificar todas as causas deste problema, foi elaborado um diagrama Ishikawa que está representado na Figura 42. As causas da ineficiência do processo de picking estão relacionadas com problemas associados à mão de obra, falta de método de trabalho e aspetos relacionados com os equipamentos/dispositivos usados.
53 Figura 42 - Diagrama de Ishikawa relativo à ineficiência do processo de picking na produção. Assim, foi possível particularizar as causas da ineficiência do picking na produção: (1) utilização incorreta dos dispositivos PDA; (2) colaboradores sem formação para utilizar o PDA; (3) criação errada dos códigos de barras; (4) etiquetas erradas no inlay ; (5) cores de catálogo com denominação distinta das cores dos inlays ; e (6) ausência de etiqueta de identificação no inlay do artigo embalado. 1. Utilização incorreta dos dispositivos PDA: Este dispositivo é utilizado para registar movimentos de entrada e saída de stock da produção e do armazém de produto acabado, mais concretamente no armazém 900. No seguimento do projeto em estudo, foi possível verificar que esta ferramenta é utilizada por qualquer colaborador, mesmo que não tenha essa função atribuída. Assim, ocorrem diversos erros de transferências de um armazém para o outro e, consequentemente, são introduzidos erros nas quantidades de stocks existentes em armazém de produto acabado. Na Figura 43 verifica-se uma situação muito frequente em que o colaborador regista uma transferência realizada do armazém 900 para o PPA, precisamente o inverso do que deveria acontecer, provocando deste modo saída de stock no armazém 900 e entrada na produção. Este tipo de erros gera quantificações incorretas no software de gestão de stocks . Figura 43 - Transferência realizada do armazém 900 para o armazém PPA.
54 2. Colaboradores sem formação para utilizar o PDA: Verificou-se ao longo do estudo que não havia uma pessoa destinada à função de picking , sendo que qualquer colaborador que estivesse disponível no momento o poderia fazer. No entanto, como a maioria dos colaboradores não possui a formação necessária à utilização dos dispositivos PDA, as picagens são por vezes efetuadas de forma errada, originando erros de stock dos artigos em questão. 3. Criação errada dos códigos de barras: Quando o catálogo da estação é lançado, verifica-se a existência de novos artigos, novas referências com cores e medidas distintas. Desse modo, para o artigo ser transacionado é necessário proceder à criação de um código de barras único. Contudo, no seguimento do projeto, averiguou-se que existiam referências, com cores e medidas distintas que continham o mesmo código de barras, alterando desta forma o stock existente em armazém. A Figura 44 retrata precisamente um exemplo deste problema, onde se verifica a colocação do mesmo código de barras quer para o artigo Spring 8, medida 250x270 cm, cores linho e cinza, sendo que o código corresponde somente à cor linho. É também evidenciado que o artigo embalado (Luna com almofadas, medida de casal, cor malva escuro) corresponde ao inlay e à identificação da etiqueta. Contudo o código de barras do artigo corresponde ao artigo Luna com almofadas, medida de solteiro, com corte, cor malva escuro. Figura 44 - Exemplos de códigos de barras criados de forma errada. 4. Etiquetas erradas no inlay : No momento em que o produto se prepara para ser embalado no saco, além do inlay que identifica o artigo a ser inserido no saco, também a etiqueta a ser colada no inlay possui informações como medida, cor e código de barras. Contudo, verificaram-se diversos artigos com as etiquetas e inlays errados, provocando diversos erros na gestão e controlo de stocks .
55 Dado que o código de barras é o elemento que é lido no processo de picking, o artigo picado não corresponde ao artigo embalado, originando consequentemente erros nas quantidades introduzidas no software . Além do problema de controlo e gestão de stocks , outro tipo de problema é o de faturação. Ou seja, quando este tipo de erros não é detetado no momento em que os artigos encomendados estão a sofrer o processo de picking , o último filtro é o cliente final. A ocorrência destes erros traduz-se em reclamações por parte dos clientes e na necessidade de emissão de notas de crédito por motivo de devolução de produto. No exemplo da Figura 45.a), o artigo embalado é o Tróia 2 com almofadas, medida casal, cor cinza. Contudo o inlay e a etiqueta com o respetivo código correspondem ao Tróia 2 com almofadas, medida casal, cor branco. No caso do exemplo da Figura 45.b) verifica-se a colocação errada quer do inlay quer da etiqueta que remete para o artigo Carneiro, medida 250x260cm, cor rosa, sendo na realidade o artigo Balança, medida 250x260cm, cor rosa. No exemplo da Figura 45.c) também se verifica a colocação errada da etiqueta que remete para o artigo Neiva, medida solteiro, cor rosa. Na realidade, o artigo é Neiva, medida solteiro, cor branco. Ou seja, o artigo embalado não corresponde ao que se encontra descrito nos elementos identificadores da embalagem. a) b) c) Figura 45 - Ilustrações de etiquetas erradas no inlay . 5. Cores de catálogo com denominação distinta das cores dos inlays : Durante o processo de criação de um inlay para cada artigo, da criação do artigo em software e da criação de etiquetas, o preenchimento de campos como “cor” é aquele que sofre mais modificações, dado que um artigo da coleção anterior pode apresentar a mesma cor que um artigo da nova coleção. Contudo, no momento de realização do novo catálogo, diversas cores de referências mais antigas são exatamente iguais às do novo catálogo.
56 No entanto, a denominação atribuída para a criação dos códigos de barras é distinta, fazendo com que se criem, por vezes, novas designações para essas cores nos inlays . Tal situação provoca enormes erros, dado que quando o cliente faz o pedido do artigo refere-se à cor que está definida em catálogo, mas os colaboradores responsáveis por separar e preparar as encomendas não conseguem associar as designações dos pedidos dos novos produtos, por se encontrarem familiarizados com a denominação da cor mais antiga. Como consequência, ocorrem erros que mais tarde se traduzem em reclamações por parte dos clientes e atrasos no processo de preparação das encomendas para expedição. Na Figura 46, confirma-se que as cores existentes em catálogo e mais aproximadas da tonalidade do artigo embalado são Jade, Verde Azeitona e Verde Eucalipto. Contudo, na etiqueta de identificação foi colocada a cor Verde Água, quando na realidade o código de barras corresponde à cor Verde Eucalipto. Figura 46 - Cores de catálogo com denominação distinta das cores dos inlays . 6. Ausência de etiqueta de identificação no inlay do artigo embalado: As etiquetas de identificação do artigo servem não apenas para identificar o artigo juntamente com o código de barras, mas também para serem utilizadas para executar movimentos de entradas e saídas de stock em armazém. No entanto, alguns artigos chegavam ao armazém de produto acabado provenientes da confeção ou de subcontratação sem a etiqueta de identificação, limitando o processo de picking dos mesmos para posterior contabilização como stock em software . A Figura 47 retrata um desses exemplos. Figura 47 - Exemplo de produto sem etiqueta de identificação no inlay do artigo embalado.
63 4.4.8. Desorganização do armazém 900 e falta de identificação de artigos Além de todos os problemas que afetam direta ou indiretamente a gestão e controlo de stocks , verificase uma extrema desorganização no armazém 900, tal como é possível observar na Figura 53. Verificase a ausência de identificação do artigo em estante, sendo que inicialmente eram colocados os inlays de alguns dos artigos que se encontravam na estante numa placa branca. Não existe também uma alocação dos artigos de forma adequada, verificando-se por vezes a colocação do mesmo artigo em estantes diferentes, o que faz com que os colaboradores desconheçam a localização do artigo em questão e consumam tempo à procura do mesmo. Figura 53 - Estado inicial de desorganização do armazém 900. 4.5. Análise da relevância do estudo Todos os problemas identificados traduzem-se em perdas para a empresa. Essas perdas não se traduzem apenas em perdas económicas, mas também em perdas de imagem e em capacidade de resposta aos seus clientes. Os erros de identificação e embalamento pela troca de etiquetas ou inlays e a incoerência entre as existências em armazém e as quantidades registadas em software são muitas vezes responsáveis pela devolução de artigo e/ou incumprimento de satisfação de encomendas, dadas as não conformidades entre artigo encomendado e artigo recebido pelo cliente.
64 Os comerciais da empresa ajustam vendas com os clientes com base na informação disponibilizada no software . Assumindo que há artigo físico (dado que o stock em software é positivo), o comercial efetua a venda quando na realidade não existem quantidades suficientes para satisfazer a encomenda do cliente. Este tipo de ocorrências leva a processos de produção urgente. Consequentemente, estes aspetos podem resultar no cancelamento de encomendas devido ao tempo necessário da sua produção ultrapassar o prazo de entrega estipulado e acordado com o cliente. Todas estas consequências prejudicam a sustentabilidade económica da empresa e, por isso, o objetivo é minimizar e, se possível, eliminar estes erros para que as suas consequências tenham um menor impacto. Por isso, e dada a relevância do estudo, foram recolhidos os dados para avaliar a relação entre as encomendas lançadas em sistema, as encomendas executas e as encomendas anuladas nos anos de 2020 e 2021, como apresentado na Figura 54 e 55, respetivamente. Figura 54 - Relação de encomendas lançadas, executadas e anuladas no ano 2020. Figura 55 - Relação de encomendas lançadas, executadas e anuladas no ano 2021. Como se pode verificar, das encomendas lançadas nos anos de 2020 e 2021, uma percentagem de 4,28% e de 5,88%, respetivamente, correspondem a encomendas que foram anuladas por parte dos clientes. O objetivo deste estudo é assim identificar um conjunto de propostas de melhoria, cuja implementação permita à empresa minimizar o conjunto de problemas identificados e melhorar esta métrica quantitativa. Ou seja, pretende-se avaliar o impacto das propostas de melhoria na redução do número de encomendas anuladas.
65 5. IMPLEMENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE MELHORIA E ANÁLISE DE RESULTADOS Neste capítulo é apresentado o plano de ações com vista à implementação do conjunto de propostas que visam a melhoria do planeamento e controlo de stocks no armazém grossista da empresa Leiper, o armazém 900. Face a todas as oportunidades de melhoria identificadas, realizou-se de forma pormenorizada uma análise das vendas num horizonte temporal de 1 ano e 3 meses (2021 até ao primeiro trimestre de 2022, inclusive). Com a análise das vendas, verificou-se que o produto “edredão” é um dos produtos com maior rentabilidade para a empresa. No entanto, existem múltiplos modelos, distribuídos por diferentes famílias de produto. Dada a impossibilidade de, em tempo útil, definir um plano de reorganização e de gestão para todos estes artigos, optou-se por criar um projeto piloto com o intuito de monitorizar alguns dos artigos mais vendidos e avaliar o impacto do projeto piloto na melhoria da gestão de stocks . Para tal foram selecionados os artigos aplicando uma análise ABC e definidos todos os requisitos para a implementação do projeto piloto. Para a sua concretização, a empresa disponibilizou um número mínimo de estantes no armazém 900 para que fosse implementada a métrica de organização dos artigos selecionados nas respetivas estantes e racks . Complementarmente ao projeto piloto, foram definidas um conjunto de outras propostas, cuja implementação contribui para o aumento da produtividade da empresa e para a mitigação de eventuais perdas económicas. 5.1. Definição do plano de ações com a matriz 5W2H De forma a melhor identificar as propostas de melhoria, aplicou-se a ferramenta 5W2H para definir um plano de ação de acordo com Tabela 4. Neste plano de ações foram incluídas sete principais propostas: 1. Implementação de projeto piloto para melhorar a gestão e controlo de stocks; 2. Implementação de gestão visual para a organização do armazém; 3. Criação de instruções de trabalho no embalamento para mitigar problemas do picking ; 4. Quantificação do ponto de reposição de stock de artigo e criação de um sistema de alerta de rutura de stock e evitar OF de produção urgente; 5. Criação de codificação de localização de estantes e artigos para reduzir desperdícios de tempo e movimentações de colaboradores; 6. Uniformização da codificação dos artigos em software para sistematizar os dados dos produtos; 7. Definição de matriz de competências para definir as funções de acordo com as competências técnicas e comportamentais de cada colaborador.
66 Tabela 4 - Plano de ação para resolver os problemas identificados usando a técnica de 5W2H What? Who? Where? Why? How? When? How much? Implementação de projeto piloto para melhorar a gestão e controlo de stocks AC Armazém 900 • Falta de controlo e gestão do stock de produto acabado no armazém 900 que gera problemas de planeamento de produção e de satisfação de encomendas; • Existência de problemas de identificação dos artigos no processo de picking ; • Discrepâncias entre o stock real, stock lido pelo PDA e stock em software . • Aplicação de análise ABC para seleção dos artigos teste a incluir no projeto piloto; • Criação de ficha de controlo de stock; • Selecionar as estantes para alocação dos artigos em estudo; • Avaliação das dimensões das estantes e respetivos racks e alocação dos artigos; • Criação de ferramenta MS Excel para monitorização de stock; Jan. a Mai. 0€ Implementação de Gestão visual AC Armazém 900 • Desorganização das estantes; • Artigo colocado no chão na preparação das encomendas e quando chega ao armazém proveniente de subcontratados e do PPA; • Colaboradores não alocam de imediato os artigos no seu respetivo local. • Promover a organização das estantes, alocando os artigos nos respetivos locais em locais de fácil acesso, visível e funcional; • Criar um sistema de placas com a identificação dos artigos armazenados em cada uma das estantes. Fev. 0€ Criação de instruções de trabalho no embalamento AC Armazém 900 • Colaboradores sem conhecimentos para usarem o PDA, fazendo com que diversas vezes se verifiquem erros nos stocks dos artigos; • Troca de inlays e uso de etiquetas incorretas. • Reuniões formativas sobre a utilização do PDA; • Criação de instrução de trabalho para a realização das operações no embalamento de artigo no PPA; • Criação de folha de verificação de etiquetas. Abr. 0€
67 Quantificação e Criação de um Sistema de alerta de rutura de stock AC Armazém 900 • Desencadeamento de ordens produtivas de emergência para suprimir encomendas urgentes; • Falta de comunicação entre os trabalhadores que operam no mesmo local de trabalho. • Criação de uma base de dados com a quantificação dos pontos de reposição e dos respetivos stocks de segurança; • Colorir as placas de identificação dos artigos armazenados nas estantes para identificar que se atingiu a quantidade de ponto de encomenda. Mai. 0€ Criação de codificação de localização de estantes e artigos AC Armazém 900 • Desconhecimento dos colaboradores em relação à alocação de alguns artigos, principalmente na mudança de coleção; • Elevados tempos desperdiçados e movimentações desnecessárias no armazém à procura do artigo. • Criar uma codificação de localização das estantes no armazém; • Criar uma codificação de localização dos artigos; • Elaborar um mapa de organização do armazém 900 para ser disponibilizado digitalmente para consulta. Jun. 0€ Uniformização da codificação dos artigos em software AC Softwares de gestão de dados • Discrepâncias de codificação dos mesmos artigos entre os diferentes softwares usados pela empresa. • Criar e normalizar a codificação de todos os artigos que são produzidos pela empresa e uniformizar a referenciação entre os diferentes softwares . Jul. 0€ Definição de matriz de competências AC PPA • No PPA, o colaborador que efetua o processo de picking dos artigos é o colaborador que apresentar disponibilidade no momento para o executar. • Identificar os colaboradores que podem ser responsáveis pelo processo de picking . Jul. 0€ AC Armazém 900 • O artigo chega ao armazém e é colocado em carrinhos para posterior alocação no respetivo local, contudo o artigo por vezes fica 1 dia em carrinhos a ocupar espaço de trabalho. • Criar um procedimento normativo para a receção e encaminhamento do artigo para os locais de arrumo no armazém 900; • Criar guias de transporte para posterior verificação dos artigos na receção no 900. Jul. 0€ AC – Ana Carneiro.
68 5.2. Definição dos requisitos para a implementação do projeto piloto 5.2.1. Seleção dos artigos teste Com base na análise de vendas relativa ao horizonte temporal de 1 ano e 3 meses, identificaram-se os produtos com maior volume de vendas ao longo desse período (Apêndice 2), classificando-os em 3 categorias de famílias de produtos: • Bouty : Gramagens de 100 𝑔/𝑚2 e 150𝑔/𝑚2; • Comforter : Gramagens de 200 𝑔/𝑚2 e 300 𝑔/𝑚2; • Edredão de aquecimento: Gramagens de 170 𝑔/𝑚2, 300 𝑔/𝑚2, 350 𝑔/𝑚2 e 470 𝑔/𝑚2. Tendo em conta a sazonalidade do projeto desenvolvido (Primavera-Verão), decidiu-se que a única categoria relevante a analisar seria a Bouty , dado que é a categoria com um maior volume de vendas no período de implementação do projeto piloto e porque apresenta artigos com gramagens mais baixas para a estação do ano em questão. As restantes categorias ficaram automaticamente excluídas do projeto, uma vez que são desajustadas para a estação quente. Assim, foi efetuada uma análise ABC dos artigos da categoria Bouty , com base no critério de quantidades vendidas, conforme apresentado na Figura 56. A análise completa pode ser consultada no Apêndice 3. Figura 56 - Detalhe da análise ABC dos artigos da categoria Bouty . A análise ABC realizada evidenciou que, dos 360 artigos identificados, 37 pertencem à classe A, isto é, 37 dos artigos são responsáveis por 80,2% das quantidades vendidas. Um total de 79 artigos pertencem à classe B que, somados aos anteriores totalizam 95,1% das vendas. Os restantes 244 artigos pertencem à classe C. A Tabela 5 apresenta um resumo dos resultados da análise ABC. 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 Percentagem Cumulativa Quantidades Código dos artigos A BC
69 Tabela 5 - Resumo dos resultados da análise ABC. Classe Número de artigos em cada classe Percentagem Cumulativa A 37 80,2% B 79 95,1% C 244 100% Conjuntamente com a empresa, decidiu-se que deveriam ser selecionados 5 artigos para a implementação do projeto piloto. Verificou-se com os responsáveis pelo planeamento de produção, determinou-se que 2 dos artigos deveriam corresponder aos mais vendidos das coleções anteriores (e que iriam continuar a ser produzidos) e 3 novos artigos da nova coleção da estação Primavera-Verão. Os dois artigos das coleções anteriores foram selecionados com base na análise ABC. Dos artigos Bouty , os artigos selecionados foram: (1) Tróia com almofadas, medida casal; e (2) Spring com almofadas, medida casal. Apesar de o artigo Spring ser o oitavo artigo mais vendido, os artigos entre a segunda e sétima posição da análise ABC foram excluídos do projeto dados os valores de gramagem desses artigos. Estes dois artigos apresentam vários modelos, com diversas cores, sendo eles: Tróia 1, Tróia 2, Tróia 3, Tróia 4, Spring 1, Spring 2, Spring 3, Spring 4, Spring 5, Spring 6, Spring 7, Spring 8, Spring 9, Spring 10. Os modelos Spring 1 até ao Spring 4 foram descontinuados por falta de tecido para fabricação, tendo sido estes excluídos automaticamente do projeto. Devido ao grande número de modelos e cores que cada artigo apresenta, fez-se uma análise de vendas mais detalhada de cada um, com o intuito de compreender qual o modelo e cor com mais interesse para estudo. Com base neste refinamento, decidiuse que dos edredões Tróia, apenas se iria monitorizar o Tróia 2 com almofadas, medida casal (250x270 cm), dado que foi indubitavelmente aquele que apresenta maior quantidade de artigo vendido. No caso do edredão Spring, decidiu-se que os artigos a monitorizar seriam do modelo Spring 7 ao modelo Spring 10, inclusive. Em relação aos 3 artigos da nova coleção da estação Primavera-Verão, não existindo dados de vendas, os artigos foram selecionados considerando o critério de gramagem e quantidades de cores, tal como se pode observar na Tabela 6. Tabela 6 - Identificação das características dos artigos em estudo. Artigos Lousã Monchique Arrábida Gramagens 100 𝑔/𝑚2 120 𝑔/𝑚2 150 𝑔/𝑚2 Cores Branco, Rosa, Prata, Linho, Pérola, Verde, Jade Rosa, Cinza, Linho Única
70 5.2.2. Criação de ficha de controlo de stock Após ser tomada a decisão de quais os artigos que iriam pertencer ao projeto piloto, seguiu-se a contagem de stock desses mesmos artigos no armazém PPA e no armazém 900. A contagem de stock inicial de cada artigo encontra-se nas tabelas do Apêndice 4 para consulta. Para que o projeto fosse desenvolvido com o maior rigor possível, criou-se uma ficha de controlo de stock com o intuito dos colaboradores que trabalham no armazém 900 preencherem a folha sempre que se registasse em armazém uma entrada ou saída de artigo. Todos os campos deveriam ser devidamente preenchidos para um maior sucesso no desenvolvimento do projeto. A ficha de controlo de stock encontra-se na Figura 57. Figura 57 - Ficha de controlo de stock . É importante salientar que foi colocada uma ficha na parte frontal de cada estante destinada à alocação dos artigos do projeto piloto. Esta ação deve-se ao facto de ser mais intuitivo para o colaborador registar a entrada ou saída de artigo em armazém, tanto quando se coloca o artigo na estante no processo de receção no armazém 900, como quando o mesmo é retirado para preparar/separar uma encomenda para o cliente final. Esta ficha de controlo de stock permitiu o desenvolvimento do projeto piloto num horizonte temporal de um mês, entre o dia 26 abril e 26 maio de 2022, inclusive. A Figura 58 ilustra a colocação da ficha de controlo de stock no topo de uma das estantes incluídas no estudo.
71 Figura 58 - Ilustração da colocação da ficha do controlo de stock . 5.2.3. Criação de instruções de trabalho no embalamento Em paralelo à implementação da ficha de controlo de stock no armazém 900 e de modo a minimizar os erros de colocação de inlays e etiquetas no embalamento, criou-se uma instrução de trabalho no setor de embalamento no PPA. Esta instrução pode ser consultada no Apêndice 5. Adicionalmente, foi implementada uma ficha de verificação de etiquetas, conforme apresentado no Apêndice 6. O objetivo era minimizar os erros de criação de etiquetas e códigos de barras, a ausência das mesmas nos inlays e a troca de etiquetas. A ficha de verificação de etiquetas deve ser preenchida apenas pelos colaboradores que operam no setor do embalamento de produto no PPA, sempre que se verifique uma mudança de referência. Ou seja, inicia-se a inspeção de um determinado artigo, inlay e descrição da etiqueta quando ocorrer mudança de referência, devendo ser novamente preenchida a ficha de verificação de etiquetas. Os campos “ Inlay ” e “Etiqueta de código de barras”, devem ser preenchidos através de widgets , em que o símbolo “” significa que se verifica correspondência entre o artigo e o campo que se está a analisar; e o símbolo “” indica que não há correspondência entre o artigo e o campo que se está a analisar. Além da folha de verificação de etiquetas, foi realizada uma reunião com os colaboradores que realizam o processo de picking no armazém PPA, para definir o responsável desta função e formá-lo convenientemente para minimizar os erros de verificação. Todavia, foi verificada alguma relutância dos colaboradores do PPA para adotarem este novo procedimento.
72 5.2.4. Criação de ferramenta MS Excel para monitorização de stock Para a implementação do projeto piloto, era indispensável a criação de uma ferramenta de monitorização do stock dos artigos selecionados de forma a avaliar se as discrepâncias entre as contabilizações físicas e as registadas em software continuariam a existir. Nesse sentido, foi desenvolvida uma ferramenta em MS Excel com a definição de um conjunto de campos que foram definidos de acordo com os pressupostos apresentados na Tabela 7. A ferramenta pode ser consultada no Apêndice 7. Tabela 7 - Campos analisados no projeto piloto e respetivas definições. Definição do campo Descrição Referência Contém qual a designação do artigo a ser monitorizado no dia em questão. Cor Indica qual a cor do artigo monitorizado. Entrada PDA ➔PPA Representa todos os movimentos de entrada de artigos no armazém 900 que eram efetuados pelos dispositivos PDA, provenientes do armazém PPA ou subcontratados. Saída PDA➔ 900 Corresponde aos movimentos de saída de artigos do armazém 900 efetuados através dos dispositivos PDA. As saídas registadas neste campo são devidas a encomendas realizadas pelos clientes aquando do processo de picking ou quando um artigo é enviado novamente para a produção para obter as medidas especiais. Saída de stock (Registo do colaborador no armazém 900) Traduz os movimentos de saída de artigos do armazém 900, visíveis através da ficha de controlo de stock implementada nas estantes onde os artigos pertencentes ao projeto piloto estavam alocados. O registo nesta folha é apenas feito pelos colaboradores que operam no armazém 900 sempre que se verifica uma saída de artigo para preparar uma encomenda ou até mesmo quando o artigo é enviado novamente para a produção para obter as medidas especiais. Contagem na NE Exprime os movimentos de saída de artigos do armazém 900, visíveis através do software Primavera. Este campo foi criado com o intuito de fazer uma dupla verificação ao registar na ficha de controlo de stock para minimizar os erros. Validação A validação é efetuada sempre que o campo “Saída de stock (Colaborador)” corresponde ao campo “Contagem na NE”. Stock contabilizado Corresponde ao cálculo diário de stock , ou seja, a equação que representa este campo é a seguinte: 𝑺𝒕𝒐𝒄𝒌=𝑠𝑡𝑜𝑐𝑘 𝑟𝑒𝑔𝑖𝑠𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑛𝑜 𝑑𝑖𝑎 𝑎𝑛𝑡𝑒𝑟𝑖𝑜𝑟+ 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑃𝐷𝐴 𝑃𝑃𝐴− 𝑠𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑃𝐷𝐴 900− 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑛𝑎 𝑁𝐸. Stock em software Stock diário verificado no software Primavera, com o intuito de comparar o stock com o stock existente no software .
79 Figura 67 - Carta de controlo do artigo Spring 10. Figura 68 - Carta de controlo do artigo Monchique. Figura 69 - Carta de controlo do artigo Arrábida. Figura 70 - Carta de controlo do artigo Lousã. Na análise foram considerados como outliers os valores de procura fora dos limites de controlo. Assim, estes valores não foram incluídos no cálculo das quantidades de reposição de stock . Dado que o abastecimento do armazém para a marca própria Leiper é interno, a produção é o fornecedor do abastecimento destes produtos. Em média, quando é efetuado um pedido à produção, o período de produção e entrega no armazém 900 corresponde a 3 dias. Desta forma, foi considerado um prazo de entrega de 3 dias. Assim, a quantidade de artigos que desencadeiam a necessidade de reposição de stock (ponto de encomenda) foi determinado de acordo com a equação (3). 𝑃=𝑑×𝐿+𝑆𝑆 (3) Onde: 𝑃: representa o ponto de encomenda; 𝑑: procura média diária, mais concretamente o número de artigos por dia; 𝐿: prazo de entrega; 𝑆𝑆: stock de segurança. Para proceder com o cálculo do SS, foi considerado um nível de confiança de 95% (𝑍=1,64) e foi considerado o desvio-padrão da procura diária como a raiz quadrada da soma das variâncias (𝜎𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑜 = √∑(𝜎𝑥)2 𝐿 𝑖=1 ).
80 Posto isto obtiveram-se os resultados para as quantidades de reposição de stock e o SS dos artigos incluídos no projeto piloto, como se pode constatar na Tabela 11. Tabela 11 - Valores das quantidades do stock de segurança e ponto de encomenda. Artigo SS Ponto de encomenda Tróia 2 52 120 Spring 7 12 19 Spring 8 8 14 Spring 9 16 32 Spring 10 7 14 Monchique 5 11 Arrábida 1 2 Lousã 42 82 5.4. Criação de codificação de localização de estantes e artigos Considerando as dificuldades de identificação dos artigos e respetivas alocações, propõe-se a criação de uma norma de codificação. Em algumas situações, diversos colaboradores percorriam diversas áreas do armazém até encontrarem o artigo requerido para preparação de uma determinada encomenda. No entanto, essa procura seria considerada completamente inútil se os sistemas de codificação fossem aplicados no armazém 900. Desta forma, uma codificação de localização das estantes de armazenamento e uma codificação de localização dos artigos é proposta. A codificação da localização das estruturas de armazenamento é composta por quatro caracteres: 1 – Letra: Contempla a área do armazém (de acordo com a definição da Tabela 12); 2 – Número: Corresponde ao número da estante; 3 – Número: No interior do corredor, identifica qual o nível em altura de cada estante (1,2,3); 4 – Número: No interior do corredor, após identificar o nível, identifica o rack numerado de 1 a 4. Tabela 12 - Identificação das áreas do armazém para a codificação de localização das estantes. Codificação Área A Área de entrada B Área do cais C Área das almofadas D Área da tecelagem
81 Em relação à codificação da localização do artigo, é proposta uma norma composta por quatro campos que dependem do tipo de artigo em questão: 1 – Letras: Contempla a designação da família de artigos por 3 caracteres, conforme definido na Tabela 13; 2 – Número: Corresponde ao número da estante onde se encontra o artigo (1,2,3,4,5…); 3 – Número: No interior do corredor, identifica qual o nível em altura de cada estante (1,2,3); 4 – Número: No interior do corredor, após identificar o nível, identifica o rack numerado de 1 a 4, no máximo. Tabela 13 - Identificação das designações da família de artigos a serem arrumados nas estantes do armazém 900. Codificação Família de artigos EDR Edredões FLP Felpos JDC Jogos de Cama CTD Cortinados ALM Almofadas COL Colchões FCL Forras de Colchão MNT Mantas FNC Fundas Nórdicas O objetivo final destas codificações é introduzir um mapa de artigo no software utilizado pelo armazém 900, neste caso o software Primavera. Assim, um colaborador pode consultar em sistema a localização do artigo, facilitando a procura física do mesmo e criar uma familiarização na relação colaborador/artigo. Este mapa de artigo deve ser o mais completo possível, incluindo a referência, o rack onde se encontra um determinado artigo além da codificação da estante e respetiva área de localização no armazém. 5.5. Uniformização da codificação dos artigos em software Para minimizar as discrepâncias de codificação de artigos nos diferentes softwares é proposta a criação de uma norma de codificação dos artigos com o intuito de uniformizar os sistemas de informação utilizados pela empresa. Como foi analisado, é frequente a existência de artigos com duas codificações distintas. Posto isto, a proposta de codificação futura segue a estrutura apresentada na Figura 71.
82 Figura 71 – Estrutura proposta para a codificação de artigo. A categoria do produto identifica, se é edredão, jogo de cama, cortina, felpo, colchão. O modelo é a referência do artigo em questão, segue-se o campo “casal ou solteiro” em que o preenchimento é a letra “C” ou “S”, respetivamente. A medida e cor são dois atributos representados através de strings numéricas, ou seja, no caso da medida seria “000x000”, no caso da cor seriam necessárias strings com 3 dígitos para permitir que todas as cores ficam incluídas no campo. 5.6. Definição de matriz de competências Como referido, muitos dos erros que foram identificados estão associados à falta de conhecimento por parte dos colaboradores na realização de algumas tarefas. Desta forma, para colmatar alguns destes problemas foi definida uma matriz de competências para os 17 colaboradores afetos ao armazém 900, definindo as qualificações que cada colaborador possui, identificando as aptidões para determinado cargo, e também possibilita visualizar quais os caminhos para conseguir uma promoção dentro da empresa. A matriz de competências desenvolvida é apresentada no Apêndice 9. Na definição da matriz de competências foram consideradas competências comportamentais e competências técnicas de acordo com os parâmetros identificados na Tabela 14 e Tabela 15, respetivamente. As competências técnicas foram avaliadas numa escala de cinco pontos (1 – Não detém conhecimento; 2 – Conhecimento limitado; 3 – Executa com apoio; 4 – Executa autonomamente; e 5 – É formador). Por sua vez, as competências comportamentais, tais como a flexibilidade, trabalho em equipa, liderança, comunicação e pontualidade e acessibilidade, também foram avaliadas por um sistema de 5 pontos (1 – Nada; 2 – Pouco; 3 – Muito; 4 – Bastante; 5 - Não é adequado à função). Para uma análise mais completa, todas as competências foram avaliadas de acordo com o nível expectável exigido para uma determinada função e a classificação efetiva atribuída a cada um dos colaboradores. Tabela 14 - Parâmetros considerados na definição das competências comportamentais avaliadas. Tipo de competências Parâmetros analisados Competências Comportamentais Flexibilidade Trabalho em equipa Liderança Comunicação Pontualidade e Assiduidade
83 Tabela 15 – Parâmetros considerados na definição das competências técnicos avaliadas. Tipo de competências Parâmetros analisados Competências Técnicas Receção de encomendas Preparação de encomendas Expedição de encomendas Atendimento de clientes Faturação ao cliente Controlo de produto acabado Processo de picagem do artigo Organização do armazém Elaboração de documento em software 5.7. Apresentação e discussão de resultados Nesta secção são apresentados os principais resultados da implementação do plano de ações definido, nomeadamente os resultados do projeto piloto na melhoria da gestão e controlo dos stocks e na gestão visual e organização do armazém 900. Por último é quantificado o impacto do projeto nos resultados da empresa. 5.7.1. Melhoria da gestão e controlo de stock no armazém 900 Com a implementação do projeto piloto e com a monitorização diária do stock dos artigos em estudo, foi possível comparar o stock físico real com o stock existente no software Primavera. Os resultados do controlo do stock dos diferentes artigos no período de implementação do projeto piloto são apresentados nos gráficos da Figura 72 à Figura 79. As tabelas relativas ao registo diário da monitorização dos artigos encontram-se no Apêndice 7. De acordo com os resultados apresentados, verifica-se que o valor de stock real é igual ao valor de stock que se encontra registado no software , demonstrando que quando se realiza uma monitorização mais constante dos artigos, os valores de stock são coerentes entre as existências físicas e os respetivos registos nos sistemas de informação de apoio. Estes resultados demonstram a validade do projeto piloto implementando, sugerindo-se a aplicação da metodologia aos restantes artigos. De qualquer modo, a empresa deveria efetuar um controlo de inventário mais regular e não apenas anual de modo a eliminar os erros existentes em software .
84 Figura 72 - Stock versus Stock software Monchique Linho (250x270). Figura 73 - Stock versus Stock software Arrábida (250x270). Figura 74 - Stock versus Stock software Lousã Prata (250x270). Figura 75 - Stock versus Stock software Tróia 2 Rosa Seco (250x270). Figura 76 - Stock versus Stock software Spring 7 Cinza (250x270). Figura 77 - Stock versus Stock software Spring 8 Cinza (250x270). Figura 78 - Stock versus Stock software Spring 9 Jade (250x270). Figura 79 - Stock versus Stock software Spring 10 Linho (250x270).
85 5.7.2. Melhoria da gestão visual e organização do armazém 900 A falta de comunicação dos colaboradores e a ineficiente gestão e controlo de stocks obrigava o chefe de armazém a percorrer as estantes do armazém para identificar os artigos em falta e que necessitam para preparar as encomendas e para satisfazer a procura dos clientes. Deste modo, a utilização de cartões com o registo da referência de cada artigo com duas cores distintas permite através da gestão visual identificar os artigos armazenados nas diferentes estantes e, simultaneamente, analisar se é necessário repor o seu stock . A cor verde representa que ainda não é necessário repor stock enquanto que a cor vermelha identifica que a referência em questão pode estar em risco de rutura e por isso, necessita de ser reposto o mais rapidamente possível. Esta ideia surgiu para colmatar os dois problemas evidenciados anteriormente relacionados com a geração de desperdícios de tempo e de movimentações dos colaboradores do armazém 900. A implementação desta proposta encontra-se na Figura 80. Infelizmente, não foi possível à data de realização do projeto piloto de quantificar a redução dos movimentos e tempos desperdícios. Figura 80 - Disposição dos cartões criados para o controlo de stocks . Foram criados também marcadores para identificar as estantes, visto que nenhuma tinha numeração atribuída. Assim sendo, contabilizaram-se todas as estantes existentes em todas as zonas do armazém e colocaram-se os cartões na lateral de cada uma delas, para ser mais simples a sua identificação. A colocação desta numeração das estantes pode ser observada na Figura 81.
86 Figura 81 - Estado dos corredores do armazém após implementação de melhorias. 5.7.3. Quantificação das melhorias nos resultados da empresa Como realçado no subcapítulo 4.5., os problemas identificados acarretam perdas significativas para os resultados da empresa. Tal como analisado, no ano de 2020 e 2021, das encomendas lançadas, uma parte acabava por ser anulada, sobretudo pela incapacidade em satisfazer encomendas que tinham sido asseguradas pelo departamento comercial com base nos stocks consultados nos sistemas de informação. Desta forma, com a implementação do projeto piloto, foi efetuada a análise da percentagem de encomendas que foram anuladas no decorrer no 1º semestre do ano de 2022. Os resultados dessa análise são apresentados na Figura 82. Figura 82 - Relação de encomendas lançadas, executadas e anuladas no 1º semestre do ano 2022. É possível concluir que no 1º semestre de 2022, a percentagem de encomendas anuladas é relativamente inferior aos anos anteriores de 2020 e 2021. Enquanto no ano de 2021 foram anuladas 5,88% encomendas, no 1º semestre de 2022 essa percentagem baixou para 3,58%.
87 Estas diferenças, apesar de representarem uma variação percentual reduzida, contribuem para minimizar as perdas económicas, dado que os produtos em questão têm um valor comercial unitário significativo. A correção e eliminação dos erros identificados contribui para a melhoria dos resultados da empresa. 5.7.4. Discussão dos resultados Aquando da implementação do projeto piloto, foi possível de facto concluir que os colaboradores apresentam uma enorme resistência à mudança, quer na implementação das propostas de âmbito mais prático no armazém 900, quer também no aprofundamento do seu conhecimento das diversas ferramentas de gestão. Esta resistência dificultou a execução de todas as propostas realizadas. Com a matriz de competências desenvolvida foi possível verificar que a maioria dos colaboradores no armazém 900 necessita de formação para adquirir conhecimentos relacionados essencialmente com a utilização do software utilizado pela empresa para o controlo e gestão de stocks , sendo que uma das principais sugestões foi a formação do software Primavera a todos os colaboradores do armazém, bem como a utilização do dispositivo PDA. No decorrer da implementação do projeto piloto verificaram-se diversos constrangimentos na reorganização do armazém 900 além da relutância por parte dos colaboradores à mudança. Para a implementação do projeto piloto, foi necessária a criação de padrões normalizados aquando da execução das operações diárias, de implementação de instruções de trabalho e ferramentas de gestão visual. Assim sendo, foram realizadas algumas ações de melhoria com o intuito da gestão e controlo de stock se tornar mais intuitiva no armazém 900, melhorando o desempenho dos colaboradores nomeadamente no processo de preparação e separação de encomendas dos clientes, uma vez que passou a ser muito mais fácil a identificação da localização dos artigos. Assim, esta proposta conduziu à diminuição do tempo e do número de movimentos executados pelos colaboradores na procura dos artigos em armazém. Apesar das melhorias que foram implementadas com o intuito de tornar a gestão e controlo de stocks mais rigorosa, importa referir que nem todas puderam ser colocadas em prática, acabando representarem limitações ao estudo. Deste modo, existem propostas de melhoria que a empresa deve adotar para suprimir diversas falhas que ocorrem no armazém 900, como: • Incluir no software um mapa de artigo bem como o stock disponível, sempre que se fizer uma consulta de um determinado artigo; • Agrupamento das famílias e subfamílias dos artigos nas mesmas áreas em estruturas de armazenamento que promovam a segurança no interior do armazém.
88 6. CONCLUSÕES E PERSPETIVAS DE TRABALHO FUTURO 6.1. Principais conclusões O principal objetivo da proposta de dissertação é a aplicação de ferramentas de gestão de stocks e gestão visual a um armazém grossista através da análise da gestão das encomendas e da produção para stock , de modo a identificar oportunidades de melhorias do processo de aprovisionamento do armazém 900. Os problemas mais evidentes prendem-se com o facto de o controlo de stocks ser extremamente ineficiente. Recorreu-se inicialmente à observação do fluxo produtivo no setor na produção e no armazém 900, com o intuito de entender as causas dos principais problemas. Nesse sentido iniciou-se a fase de diagnóstico com a elaboração de um registo comparativo das discrepâncias de stock entre os valores obtidos pelo processo de picking , os valores de registo no software Primavera e as contabilizações reais das existências. Este registo permitiu identificar os erros ocorridos de forma mais detalhada, sendo que de 876 registos realizados ao longo de um horizonte temporal de 1 mês (24 de janeiro a 24 de fevereiro, inclusive), 21,12% desses mesmos registos evidenciam que o processo de picking não corresponde à realidade das existências da carga rececionada no armazém 900. Os restantes registos, 78,88%, foram identificados como corretos, uma vez que o processo de picking condiz com os valores dos produtos que chegaram ao armazém 900. As causas da ineficiência do picking são: (1) utilização incorreta dos dispositivos PDA; (2) colaboradores sem formação para utilizar o PDA; (3) criação errada dos códigos de barras; (4) etiquetas erradas no inlay ; (5) cores de catálogo com denominação distinta das cores dos inlays ; e (6) ausência de etiqueta de identificação no inlay do artigo embalado. Adicionalmente a este problema, identificaram-se outras oportunidades de melhoria, nomeadamente, a implementação de gestão visual para a organização do armazém, a criação de instruções de trabalho no embalamento para mitigar problemas do picking , a quantificação do ponto de reposição de stock de artigo e criação de um sistema de alerta de rutura, evitando OF de produção urgente, a criação de codificação de localização de estantes e artigos para reduzir desperdícios de tempo e movimentações de colaboradores. Foi também identificada a necessidade de uniformização da codificação dos artigos em software para sistematizar a referenciação dos produtos e a necessidade de definição de uma matriz de competências para atribuir funções de acordo com as competências técnicas e comportamentais.
95 Apêndice 1 – Checklist PPA para 900 Data Nome do artigo Referência Cor Medida Código de Barras Quantidade Picagem correta? Valores PDA Stock software 24/jan METROS DE TECIDO SIR BEGE 16 2m 5605536136985 2 NÃO 1 0,9 METROS DE TECIDO AMY BEGE 16 4m 5605536137012 3 NÃO 1 -9 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) PEROLA 19 275x270 5605536013941 1 SIM 1 0 COMFORTER POTÁSSIO (C/CORTE) (C/ALMOFADAS CHEIAS) FUCSIA Tampo:140, Folho:50 5605536058201 1 SIM 1 0 COMFORTER POTÁSSIO (C/ALMOFADAS CHEIAS) TURQUESA 180x270 5605536056894 1 SIM 1 0 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 BEGE 16 125x200 5605536110848 1 SIM 1 2 FUNDA NÓRDICA COTOVIA ROSA 240x220 5605536135841 1 SIM 1 3 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 TAUPE 110x200 5605536100078 1 SIM 1 12 BOUTY TROIA 1 (S/ALMOFADAS) CINZA CLARO SOLTEIRO (200x270) 5605536005618 6 SIM 6 12 BOUTY TROIA 3 (S/ALMOFADAS) BRANCO SOLTEIRO (200x270) 5605536077318 2 SIM 2 31 COMFORTER LISO B ÚNICA 260x240 5605536002693 1 SIM 1 188 COMFORTER PEIXES (C/1 ALMOFADA CHEIA) CINZA ESPECIAL (200x270) 5605536153739 1 SIM 1 1 COMFORTER BALANÇA (C/1 ALMOFADA CHEIA) ROSA ESPECIAL (200x270) 5605536155009 2 SIM 2 8 COMFORTER BALANÇA (C/1 ALMOFADA CHEIA) LINHO ESPECIAL (200x270) 5605536155023 5 SIM 5 14 COMFORTER NEIVA (C/ALMOFADAS CHEIAS) TAUPE CASAL (250x270) 5605536119674 2 SIM 2 7 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536153616 1 SIM 1 13 COMFORTER BALANÇA (C/ALMOFADAS CHEIAS) ROSA 250x260 5605536155030 5 NÃO 3 Balança Rosa e 2 Carneiro Rosa 15
96 COMFORTER POTÁSSIO (C/ALMOFADAS CHEIAS) BRANCO 250x260 5605536057471 4 SIM 4 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 220x240 5605536001092 1 SIM 1 -25 BOUTY MOSCADA (C/ALMOFADAS CHEIAS) LINHO SOLTEIRO (200x270) 5605536138729 1 SIM 1 2 COMFORTER CISNE CINZA CASAL (250x270) 5605536132949 20 SIM 20 64 COMFORTER BALANÇA (C/1 ALMOFADA CHEIA) AZUL ESPECIAL (200x270) 5605536155016 1 SIM 1 2 26/jan EDREDÃO 4 ESTAÇÕES ÚNICA 180x250 5605536000132 1 SIM 1 1 COMFORTER BALANÇA AZUL 200x260 5605536155016 1 SIM 1 13 BOUTY MOSCADA (C/ALMOFADAS CHEIAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536138736 9 SIM 9 6 BOUTY MOSCADA (C/1 ALMOFADA CHEIA) ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536138705 1 SIM 1 4 FUNDA NÓRDICA COTOVIA ROSA 240x220 5605536135841 1 SIM 1 3 BOUTY SPRING 5 LINHO 250x270 5605536145864 1 SIM 1 -19 COMFORTER POTÁSSIO (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) BRANCO 250x260 5605536057471 2 SIM 2 0 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536088529 5 SIM 5 -67 BOUTY PINHEIRO CINZA CASAL (250x270) 5605536144607 1 SIM 1 1 BOUTY SPRING 6 CINZA CASAL (250x270) 5605536146151 1 SIM 1 -26 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE VINTAGE 220x240 5605536001115 1 SIM 1 85 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536069641 1 SIM 1 -2 BOUTY MOSCADA (C/1 ALMOFADA CHEIA) LINHO SOLTEIRO (200x270) 5605536138729 1 SIM 1 2
97 BOUTY MOSCADA (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) LINHO CASAL (250x270) 5605536138750 2 SIM 2 13 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536153616 3 SIM 3 13 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) BERINGELA CASAL (250x270) 5605536153647 4 SIM 4 19 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) BERINGELA ESPECIAL (200x270) 5605536153586 3 NÃO 4 5 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) VERDE CASAL (250x270) 5605536153630 7 SIM 7 10 COMFORTER CISNE (C/ALMOFADAS CHEIAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536132949 18 SIM 18 64 COMFORTER CISNE (C/ALMOFADAS CHEIAS) LINHO CASAL (250x270) 5605536132970 2 SIM 2 -120 BOUTY CHOUPO ROSA CASAL (250x270) 5605536145024 1 SIM 1 9 BOUTY CHOUPO LINHO SOLTEIRO (200x270) 5605536145017 2 SIM 2 3 BOUTY CHOUPO ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536145000 2 SIM 2 4 BOUTY PALMEIRA BEGE SOLTEIRO (200x270) 5605536144713 2 SIM 2 5 COMFORTER BALANÇA (C/2 ALMOFADAS) AZUL 250x260 5605536155047 1 SIM 1 13 COMFORTER VIRGEM (C/1 ALMOFADA CHEIA) CINZA ESPECIAL (200x270) 5605536154880 1 SIM 1 11 BOUTY PALMEIRA CINZA CASAL (250x270) 5605536144737 2 SIM 2 2 BOUTY PALMEIRA BEGE CASAL (250x270) 5605536144751 9 SIM 9 21 27/jan COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CAQUI 220x240 5605536141934 15 SIM 15 30 EDREDÃO NUVEM (C/1 ALMOFADA) ROSA 160x220 5605536078100 3 SIM 3 6
98 REPOSTEIRO OMEGA 2 C/FITA FRANZIR CASTANHO 250+250x160 Altura Total 5605536047694 1 Não picado 0 0 COMFORTER POTÁSSIO (C/ALMOFADAS CHEIAS) LINHO 250x260 5605536082893 1 Não picado 0 12 BOUTY CEDRO (C/ALMOFADAS CHEIAS) ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536145086 1 SIM 1 4 BOUTY SPRING 4 BEGE CASAL (250x270) 5605536131485 3 SIM 3 3 BOUTY SPRING 6 CINZA CASAL (250x270) 5605536146151 2 NÃO 1 -26 COMFORTER VIRGEM (C/1 ALMOFADA CHEIA) BEGE ESPECIAL (200x270) 5605536154903 3 NÃO 2 Virgem Bege e 1 Balança Bege 11 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE VINTAGE 250x240 5605536001269 1 SIM 1 9 BOUTY TROIA 2 (S/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536088574 22 SIM 22 14 COMFORTER PEIXES (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) TAUPE CASAL (250x270) 5605536153777 1 SIM 1 -3 COMFORTER PEIXES (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) TERRACOTA CASAL (250x270) 5605536153784 1 SIM 1 13 COMFORTER PANDA ÚNICA 250x260 5605536086662 2 NÃO 3 1 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZULÃO 220x240 5605536001085 14 SIM 14 18 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536088529 8 SIM 8 -67 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536069641 1 SIM 1 -2 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) AZUL PETRÓLEO CASAL (250x270) 5605536069627 1 SIM 1 2 FORRA IMPERMEÁVEL ÚNICA MODELO LISA (150x200) 5605536022776 1 SIM 1 -30
99 BOUTY PIRRO (C/ALMOFADAS VAZIAS) AZUL SOLTEIRO (200x270) 5605536097699 1 SIM 1 3 COMFORTER NEIVA (C/1 ALMOFADA CHEIA) ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536119629 2 NÃO Inlay errado (Picaram 1 branco e 1 rosa) 3 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 290x260 5605536000798 1 SIM 1 1 EDREDÃO 4 ESTAÇÕES ÚNICA 180x250 5605536000132 2 NÃO 1 1 COMFORTER VIRGEM BEGE 16 230x245 5605536154903 1 SIM 1 11 EDREDÃO LISO B ÚNICA 280x260 5605536002631 1 SIM 1 -2 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA 270x250 5605536000774 1 SIM 1 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE VINTAGE 220x240 5605536001115 1 SIM 1 85 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) VERDE 4 240x270 5605536013897 1 SIM 1 0 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TURQUESA 160x220 5605536000804 2 SIM 2 -2 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) PRETO 240x250 5605536000880 1 SIM 1 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) BORDEAUX 220x240 5605536001191 19 SIM 19 32 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) BORDEAUX 270x250 5605536000897 1 SIM 1 -3 BOUTY CEDRO ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536145086 2 SIM 2 4 BOUTY CEDRO (C/ALMOFADAS CHEIAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536145109 2 SIM 2 8 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE ESCURO 250x240 5605536135247 1 SIM 1 2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA 180x240 5605536000927 1 SIM 1 67
100 COMFORTER VIRGEM (C/1 ALMOFADA CHEIA) CINZA ESPECIAL (200x270) 5605536154880 6 SIM 6 11 BOUTY SPRING 6 CINZA 250x270 5605536146151 2 SIM 2 -26 BOUTY MOSCADA (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) LINHO CASAL (250x270) 5605536138750 1 SIM 1 13 COMFORTER VIRGEM CINZA 250x260 5605536154910 3 SIM 3 2 COMFORTER TOURO CINZA 280x270 5605536152909 5 SIM 5 3 BOUTY TROIA 3 (S/ALMOFADAS) AZUL SOLTEIRO (200x270) 5605536077295 2 SIM 2 33 CALHA 2002 BRANCO 340 (Puxador à direita, abrir à direita) 5605536045065 1 SIM 1 4 28/jan FORRA LISA ÚNICA 120x200 5605536078124 9 SIM 9 -2 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 TAUPE 160x200 5605536100122 17 NÃO 18 -18 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 CASTANHO 110x200 5605536100061 5 SIM 5 -4 BOUTY TROIA 2 (C/1 ALMOFADA CHEIA) AZULÃO SOLTEIRO (200x270) 5605536014498 3 Não picado 0 65 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS CHEIAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536088529 11 Não picado 0 -67 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS CHEIAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536069641 2 Não picado 0 -2 BOUTY TROIA 1 (C/ALMOFADAS CHEIAS) TAUPE CASAL (250x270) 5605536012715 4 Não picado 0 3 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) BORDEAUX 250x240 5605536001344 1 SIM 1 -12 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) LILÁS 250x240 5605536001276 1 SIM 1 8 BOUTY CEDRO (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) TAUPE CASAL (250x270) 5605536145116 1 SIM 1 0 BOUTY SPRING 6 (C/1 ALMOFADA CHEIA) TAUPE SOLTEIRO (200x270) 5605536146106 3 Não picado 0 4 BOUTY MOSCADA (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536138736 3 SIM 3 6
101 BOUTY AZINHEIRA (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536144447 2 SIM 2 0 COMFORTER VIRGEM (C/ ALMOFADAS CHEIAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536154910 1 SIM 1 2 COMFORTER VIRGEM (C/ ALMOFADAS CHEIAS) PÉROLA CASAL (250x270) 5605536154934 2 NÃO 1 -8 BOUTY MOSCADA (C/1 ALMOFADA CHEIA) ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536138705 1 SIM 1 4 01/fev COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) FÚCSIA 220x240 5605536017109 10 SIM 10 30 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERMELHO 220x240 5605536001184 10 NÃO 9 57 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TELHA 220x240 5605536001160 10 SIM 10 23 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TAUPE 250x240 5605536001306 1 SIM 1 -22 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TELHA 180x240 5605536001016 8 SIM 8 -47 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA 220x240 5605536001078 19 SIM 19 -2 BOUTY SPRING 5 CINZA 270x250 5605536145857 1 SIM 1 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 180x240 5605536000941 93 NÃO 105 -8 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE VINTAGE 220x240 5605536001115 41 SIM 41 85 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE VINTAGE 180x240 5605536000965 5 SIM 5 41 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE VINTAGE 250x240 5605536001269 1 SIM 1 9 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CASTANHO 220x240 5605536001139 9 SIM 9 45 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) LILÁS 220x240 5605536001122 15 SIM 15 59
102 COMFORTER VIRGEM (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) CINZA 250x260 5605536154910 1 SIM 1 2 COMFORTER CARNEIRO (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) ROSA 250x260 5605536154972 9 SIM 9 -2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TAUPE 220x240 5605536001153 10 SIM 10 -42 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) TURQUESA SOLTEIRO (200x270) 5605536014511 19 SIM 19 -39 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) AZULÃO SOLTEIRO (200x270) 5605536014498 19 NÃO 22 65 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) AZULÃO CASAL (250x270) 5605536014702 3 NÃO 22 29 COMFORTER PEIXES CINZA CASAL (250x270) 5605536153760 2 SIM 2 8 COMFORTER CARNEIRO (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536154989 47 NÃO 48 31 COMFORTER CARNEIRO (C/1 ALMOFADAS CHEIAS) CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536154958 2 SIM 2 0 COMFORTER CARNEIRO (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536154972 6 SIM 6 -2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) ROSA SECO 220x240 5605536017116 19 SIM 19 85 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CASTANHO 220x240 5605536001139 1 SIM 1 45 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TELHA 220x240 5605536001160 1 Não picou 0 23 COMFORTER PEIXES TERRACOTA 280x290 5605536153814 3 SIM 3 1 COMFORTER CAPRICÓRNIO ROSA 280x290 5605536153128 1 SIM 1 8 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TELHA 180x240 5605536001016 3 SIM 3 -47 02/fev EDREDÃO LISO B ÚNICA 120x180 5605536002631 2 SIM 2 -2 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) AZUL PETRÓLEO CASAL (250x270) 5605536014719 5 Não picou 0 40
103 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536014689 48 SIM 48 -5 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 CASTANHO 210x200 5605536100160 4 NÃO 0 1 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 CASTANHO 160x200 5605536100115 2 NÃO 6 9 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) CINZA 235x270 5605536013842 1 SIM 1 1 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) BEGE Tampo:140x20 0, Folho:55, c/corte 5605536014009 1 SIM 1 0 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 CASTANHO 135x200 c/laterais 5605536110831 1 SIM 1 -1 PENDENTE STRIPES BEGE 16 300x238 5605536061256 2 SIM 2 2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE VINTAGE 220x240 5605536001115 44 SIM 44 85 BOUTY TROIA 1 (C/ALMOFADAS) CINZA CLARO SOLTEIRO (200x270) 5605536005618 1 SIM 1 49 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) AZUL PETRÓLEO SOLTEIRO (200x270) 5605536014504 1 SIM 1 8 BOUTY TROIA 3 (S/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536077332 1 SIM 1 7 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) AZULÃO SOLTEIRO (200x270) 5605536014498 19 SIM 19 65 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERMELHO 180x240 5605536001030 2 NÃO 3 18 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE VINTAGE 180x240 5605536000965 5 SIM 5 40 COMFORTER CISNE ROSA CASAL (250x270) 5605536132932 62 SIM 62 76 COMFORTER CISNE ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536132871 1 SIM 1 1 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536014474 2 SIM 2 -55 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) AZULÃO CASAL (250x270) 5605536014702 3 SIM 3 28
104 BOUTY SPRING 7 LINHO CASAL (250x270) 5605536161864 7 SIM 7 80 COMFORTER CARNEIRO (C/2 ALMOFADAS CHEIAS) CINZA 250x260 5605536154989 1 SIM 1 31 ROLO ALBA BRANCO 140x180 5605536045133 1 SIM 1 0 COLCHÃO SUPREME ÚNICA 100x185 5605536131881 2 SIM 2 0 COLCHÃO MONTECARLO ÚNICA 150x200 5605536131812 2 SIM 2 1 COLCHÃO PREMIUM ÚNICA 140x200 5605536022028 1 SIM 1 5 COLCHÃO PREMIUM ÚNICA 90x190 5605536022028 1 SIM 1 2 COLCHÃO MONTECARLO ÚNICA 160x200 5605536131867 1 SIM 1 2 COLCHÃO MONTECARLO ÚNICA 160x195 5605536131812 1 SIM 1 1 COLCHÃO MONTECARLO ÚNICA 160x200 5605536131867 1 SIM 1 2 COLCHÃO MONTECARLO ÚNICA 150x195 5605536131812 1 SIM 1 1 FORRA DE COLCHÃO CLEAN 1 ÚNICA 90x200 5605536022950 1 SIM 1 111 FORRA CONFORTO ÚNICA MODELO LISA (190x200) 5605536022851 1 SIM 1 0 FORRA CONFORTO ÚNICA MODELO LISA (150x195) 5605536022851 1 SIM 1 0 FORRA CONFORTO ÚNICA MODELO LISA (160x200) 5605536022851 1 SIM 1 0 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) PRETO/VERMEL HO 300x250 5605536000880 1 SIM 1 0 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) PÉROLA CASAL (250x270) 5605536014788 2 SIM 2 -17 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) PRETO SOLTEIRO (200x270) 5605536014641 2 SIM 2 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) ROSA SECO 180x240 5605536017093 12 SIM 12 38 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) ROSA SECO 220x240 5605536017116 1 SIM 1 85 COMFORTER CISNE ROSA CASAL (250x270) 5605536132932 25 SIM 25 76
111 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536014474 69 SIM 69 -62 COMFORTER TOURO AZUL 280x270 5605536152916 1 SIM 1 2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TELHA 180x240 5605536001016 48 SIM 48 -47 BOUTY SPRING 9 JADE 250x270 5605536164681 70 SIM 70 -139 COMFORTER CISNE LINHO CASAL (250x270) 5605536132970 34 SIM 34 -120 COMFORTER WINTER 1 CINZA CASAL (250x270) 5605536154552 4 SIM 4 -13 BOUTY BUÇACO ROSA CASAL (250x270) 5605536163332 9 SIM 9 -64 BOUTY SPRING 7 CINZA CASAL (250x270) 5605536161857 10 Não picou 0 -134 COMFORTER LISO C ÚNICA 240x220 5605536002754 26 SIM 26 -127 ALMOFADA ANTI-ALÉRGICA (A) ÚNICA 50x65 5605536021410 191 SIM 191 -157 COMFORTER LISO C ÚNICA 160X220 5605536002723 1 SIM 1 37 COMFORTER CISNE ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536132871 1 SIM 1 1 BOUTY TROIA 2 (S/ALMOFADAS) CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536013422 25 NÃO 26 65 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536014474 8 NÃO 7 -62 COMFORTER LISO C ÚNICA 220x240 5605536002754 26 SIM 26 -127 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536014689 20 SIM 20 -3 BOUTY SPRING 9 ROSA CASAL (250x270) 5605536164674 39 NÃO 37 -54 CALHA 2002 BRANCO ESPECIAL 5605536045065 4 SIM 4 4 BOUTY BUÇACO CINZA CASAL (250x270) 5605536163349 9 SIM 9 -20 BOUTY SPRING 9 JADE CASAL (250x270) 5605536164681 1 SIM 1 -139
112 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536069641 1 SIM 1 -2 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TAUPE ESPECIAL 5605536000859 1 SIM 1 -1 COMFORTER CISNE LINHO CASAL (250x270) 5605536132970 3 SIM 3 -120 COLCHA GAIVOTA BRANCO CASAL (250x270) 5605536133564 1 SIM 1 5 EDREDÃO INTENSE ÚNICA 260x240 5605536002624 1 SIM 1 31 EDREDÃO INTENSE ÚNICA 160X220 5605536002587 1 SIM 1 10 COMFORTER LISO C ÚNICA 115X150 5605536002716 1 SIM 1 135 COMFORTER LISO C ÚNICA 160x220 5605536002723 1 SIM 1 37 REPOSTEIRO PRINT PRETO 150+150x140 5605536060907 1 SIM 1 19 ALMOFADA VISCO ÚNICA 40x60 5605536021465 1 SIM 1 -276 ENCHIMENTO BOLITAS ÚNICA 2 sacos de kg 5605536093783 2 SIM 2 10 BOUTY SPRING 9 JADE CASAL (250x270) 5605536164681 26 NÃO 35 -140 BOUTY SPRING 9 JADE SOLTEIRO (200x270) 5605536164643 1 SIM 1 -1 BOUTY BUÇACO CINZA CASAL (250x270) 5605536163349 9 SIM 9 12 BOUTY BUÇACO ROSA CASAL (250x270) 5605536163332 22 NÃO 13 -64 COMFORTER LISO C ÚNICA 240x220 5605536002754 98 SIM 98 -128 COMFORTER WINTER 1 CINZA CASAL (250x270) 5605536154552 3 NÃO 6 -13 COMFORTER WINTER 1 LINHO CASAL (250x270) 5605536154569 3 NÃO 12 5 08/fev BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) BRANCO 300x270 5605536069542 1 Não picou 0 0 COLCHÃO SUPREME ÚNICA ESPECIAL 5605536131881 1 Não picou 0 0 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO ESPECIAL 5605536000798 2 SIM 2 1
113 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CASTANHO ESPECIAL 5605536000835 1 SIM 1 -1 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) BORDEAUX ESPECIAL 5605536000897 1 SIM 1 -3 METROS DE TECIDO COMPAC BEGE 4m 5605536104670 4 SIM 2 picagens de 2m -6,1 BOUTY SAVANA 14 ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160331 40 SIM 40 -86 BOUTY VISON ÚNICA CASAL (250x270) 5605536134738 9 SIM 9 -7 COMFORTER CISNE CINZA CASAL (250x270) 5605536132949 23 SIM 23 64 BOUTY SAVANA 16 ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160355 46 SIM 46 -88 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536014689 26 SIM 26 -3 BOUTY BUÇACO CINZA CASAL (250x270) 5605536163349 20 SIM 20 -20 BOUTY SPRING 7 ROSA CASAL (250x270) 5605536161840 1 SIM 1 30 BOUTY SPRING 7 LINHO CASAL (250x270) 5605536161864 1 SIM 1 82 COMFORTER LISO B ÚNICA 260x240 5605536002693 1 SIM 1 188 COMFORTER LISO B ÚNICA 160x220 5605536002655 1 SIM 1 218 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA 250x240 5605536001221 1 SIM 1 4 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA 180x240 5605536000927 1 SIM 1 67 COLCHÃO ELEGANCE ÚNICA 90x190 5605536131560 2 Não picou 0 2 COLCHÃO ECOLOGY ÚNICA 135x188 5605536132093 1 Não picou 0 3 COLCHÃO EXCELENCY ÚNICA 150x200 5605536132444 1 Não picou 0 -9 COLCHÃO EXCELENCY ÚNICA 160x200 5605536132505 2 Não picou 0 2 COLCHÃO ECOLOGY ÚNICA 66x169 5605536132093 1 Não picou 0 3
114 COLCHÃO PREMIUM ÚNICA 140x195 5605536022028 1 Não picou 0 5 COLCHÃO ELEGANCE ÚNICA 154x204 5605536131553 1 Não picou 0 1 COLCHÃO ELEGANCE ÚNICA 150x200 5605536131553 1 Não picou 0 1 COLCHÃO PREMIUM ÚNICA 150x195 5605536022028 1 Não picou 0 5 BOUTY SAVANA 16 ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160355 42 SIM 42 -88 BOUTY SAVANA 15 ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160348 20 SIM 20 54 COMFORTER CISNE CINZA CASAL (250x270) 5605536132949 46 SIM 46 64 ALMOFADA ANTI-ALÉRGICA (A) ÚNICA 45x60 5605536021397 7 SIM 7 449 CAPA AJUSTÁVEL RELAX LILÁS 150x200 5605536018915 1 SIM 1 1 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 220x240 5605536001092 1 SIM 1 -25 EDREDÃO LISO B ÚNICA 220x240 5605536002686 1 SIM 1 113 BOUTY CIPRESTE TAUPE 280x270 5605536007506 1 SIM 1 -2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TURQUESA ESPECIAL 5605536000804 2 SIM 2 -2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) FÚCSIA ESPECIAL 5605536017062 1 NÃO 2 -4 COMFORTER LISO B ÚNICA ESPECIAL 5605536002631 2 SIM 2 -2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TAUPE ESPECIAL 565536000859 1 SIM 1 -1 BOUTY SOBREIRO AZUL 280x270 5605536144546 1 SIM 1 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TAUPE 220x240 5605536001153 1 SIM 1 -43 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA ESPECIAL 5605536000774 1 SIM 1 2 BOUTY DEMÓCRITO JADE ESPECIAL 5605536111296 1 SIM 1 -1 BOUTY SPRING 9 ROSA CASAL (250x270) 5605536164674 28 SIM 28 -55 BOUTY SPRING 9 ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536164636 1 SIM 1 -2
115 BOUTY SAVANA 14 ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160331 37 NÃO 46 -86 COMFORTER WINTER 1 LINHO CASAL (250x270) 5605536154569 4 SIM 4 -18 BOUTY SPRING 9 ROSA CASAL (250x270) 5605536164674 34 SIM 34 -55 BOUTY SPRING 9 ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536164636 1 SIM 1 -2 09/fev BOUTY SAVANA 13 ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160324 97 SIM 97 103 BOUTY SPRING 9 LINHO CASAL (250x270) 5605536162397 99 SIM 99 89 BOUTY SPRING 9 LINHO SOLTEIRO (200x270) 5605536162335 3 SIM 3 3 BOUTY SPRING 9 ROSA CASAL (250x270) 5605536164674 1 SIM 1 -55 BOUTY BUÇACO CINZA CASAL (250x270) 5605536163349 11 SIM 11 12 BOUTY VISON ÚNICA CASAL (250x270) 5605536134738 3 SIM 3 -4 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 180x250 5605536000798 1 SIM 1 1 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 225x250 5605536000798 1 Não picou 0 1 BOUTY EQUILÍBRIO ROSA 200x270 5605536144829 1 SIM 1 0 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) CASTANHO ESPECIAL (250x270) 5605536013958 1 SIM 1 1 COMFORTER LEÃO VERDE 4 270x270 5605536153579 1 SIM 1 3 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA 160x225 5605536000774 2 SIM 2 2 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 180x260 5605536000798 1 SIM 1 1 COMFORTER LEÃO VERDE 280x270 5605536153692 1 SIM 1 5
116 BOUTY OLIVEIRA LINHO 29 250x270 5605536145956 1 SIM 1 17 BOUTY TROIA 1 (S/ALMOFADA) TAUPE 280x270 5605536005274 1 SIM 1 0 BOUTY SPRING 10 LINHO CASAL (250x270) 5605536162670 65 NÃO 47 56 BOUTY SAVANA 19 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160386 14 SIM 14 90 BOUTY SPRING 10 LINHO SOLTEIRO (200x270) 5605536162618 2 SIM 2 2 BOUTY SAVANA 15 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160348 74 SIM 74 54 COMFORTER CISNE CINZA CASAL (250x270) 5605536132949 28 SIM 28 92 BOUTY TROIA 2 (S/ALMOFADA) CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536013422 50 SIM 50 115 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) ROSA SECO SOLTEIRO (200x270) 5605536014467 1 SIM 1 -54 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536014474 7 SIM 7 -55 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) CINZA CASAL (250x270) 5605536014689 2 SIM 2 -7 BOUTY BUÇACO CINZA CASAL (250x270) 5605536163349 3 SIM 3 12 BOUTY SAVANA 14 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160331 1 SIM 1 -86 BOUTY SPRING 9 LINHO CASAL (250x270) 5605536162397 10 Não picou 0 89 BOUTY TROIA 2 (S/ALMOFADA) ROSA SECO SOLTEIRO (200x270) 5605536013415 9 SIM 9 -14 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) ROSA SECO SOLTEIRO (200x270) 5605536014467 5 SIM 5 -54 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) ROSA SECO CASAL (250x270) 5605536014672 7 SIM 7 -6
117 BOUTY BUÇACO CINZA CASAL (250x270) 5605536163349 18 SIM 18 12 BOUTY SAVANA 19 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160386 50 SIM 50 80 BOUTY SPRING 10 LINHO CASAL (250x270) 5605536162670 34 SIM 34 56 BOUTY SPRING 10 CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536162601 1 SIM 1 1 BOUTY SPRING 10 CINZA CASAL (250x270) 5605536162663 15 SIM 15 -9 BOUTY SAVANA 19 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160386 26 SIM 26 80 BOUTY SPRING 10 CINZA CASAL (250x270) 5605536162663 20 NÃO 2 -9 BOUTY LUNA MELÃO CASAL (250x270) 5605536147134 33 SIM 33 23 BOUTY SAVANA 14 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160331 4 Não picou 0 -6 BOUTY SAVANA 13 ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160324 2 NÃO 6 103 10/fev CALHA 2002 BRANCO ESPECIAL 5605536045065 5 NÃO 4 3 BOUTY SPRING 10 CINZA CASAL (250x270) 5605536162663 65 SIM 65 -9 BOUTY SPRING 10 ROSA CASAL (250x270) 5605536162656 33 NÃO 32 -5 METROS DE TECIDO ESCORPIÃO AZUL 1m 5605536153166 1 SIM 1 0 BOUTY SAVANA 17 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160362 55 SIM 55 45 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) ROSA SECO SOLTEIRO (200x270) 5605536014467 2 SIM 2 -45 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) ROSA SECO CASAL (250x270) 5605536014672 24 SIM 24 55
118 BOUTY SPRING 10 ROSA CASAL (250x270) 5605536162656 62 SIM 62 84 BOUTY LUNA MELÃO CASAL (250x270) 5605536147134 37 SIM 37 60 COMFORTER LISO B ÚNICA ESPECIAL 5605536002631 2 SIM 2 -1 EDREDÃO BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA ESPECIAL 5605536000774 1 SIM 1 0 EDREDÃO AQUÁRIO CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536152947 2 SIM 2 0 COMFORTER TOURO AZUL CASAL (250x270) 5605536152879 1 SIM 1 -2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) PÉROLA ESPECIAL 5605536000859 1 SIM 1 -3 COMFORTER LISO B ÚNICA 200x220 5605536002679 1 SIM 1 1 BOUTY TROIA 2 (S/ALMOFADAS) JADE ESPECIAL 5605536012883 2 SIM 2 2 COMFORTER ÁRTICO 4 ÚNICA ESPECIAL 5605536154675 1 SIM 1 4 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) AZUL CASAL (250x270) 5605536153623 2 SIM 2 1 BOUTY SAVANA 12 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160317 40 SIM 40 27 11/fev BOUTY SAVANA 12 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160317 22 SIM 22 61 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) ROSA SECO SOLTEIRO (200x270) 5605536014467 39 SIM 39 -6 BOUTY TROIA 2 (S/ALMOFADA) ROSA SECO CASAL (250x270) 5605536013620 1 SIM 1 24 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) ROSA SECO CASAL (250x270) 5605536014672 13 SIM 13 58 BOUTY SAVANA 17 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160362 32 SIM 32 55 BOUTY SAVANA 17 (C/ALMOFADA) ÚNICA SOLTEIRO (200x270) 5605536160270 1 SIM 1 1
119 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) TAUPE CASAL (250x270) 5605536069658 1 SIM 1 -21 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) VERDE VINTAGE SOLTEIRO (200x270) 5605536014542 1 NÃO 19 16 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) VERDE VINTAGE CASAL (250x270) 5605536014757 8 Não picou 0 -19 BOUTY SPRING 9 LINHO CASAL (250x270) 5605536162397 13 NÃO 15 66 BOUTY SPRING 10 CINZA CASAL (250x270) 5605536162663 1 SIM 1 41 BOUTY TAIGA AZUL CASAL (250x270) 5605536163134 53 NÃO 54 74 BOUTY TAIGA AZUL SOLTEIRO (200x270) 5605536163103 1 Não picou 0 0 EDREDÃO BASIC CL0163 ÚNICA 180x220 5605536102959 2 SIM 2 2 BOUTY PLÁTANO ROSA ESPECIAL 5605536145420 1 SIM 1 1 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TAUPE ESPECIAL 5605536000859 1 SIM 1 -1 COMFORTER TOURO TAUPE ESPECIAL 5605536152923 1 SIM 1 -3 COMFORTER TOURO TAUPE ESPECIAL 5605536152848 1 SIM 1 2 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADA) CINZA ESPECIAL 5605536069511 1 SIM 1 1 COMFORTER CAPRICÓRNIO ROSA ESPECIAL 5605536153067 1 SIM 1 1 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 TAUPE ESPECIAL 5605536110848 1 SIM 1 3 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 CASTANHO ESPECIAL 5605536110831 1 SIM 1 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TAUPE 300x260 5605536000859 1 SIM 1 -1 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) VERDE VINTAGE CASAL (250x270) 5605536014757 2 Não picou 0 -19 BOUTY SAVANA 12 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160317 20 NÃO 23 61 BOUTY TROIA 1 (C/ALMOFADAS) CINZA CLARO SOLTEIRO (200x270) 5605536012432 2 SIM 2 51
120 BOUTY TROIA 3 (S/ALMOFADAS) CINZA CLARO SOLTEIRO (200x270) 5605536077288 1 SIM 1 43 BOUTY SPRING 8 LINHO CASAL (250x270) 5605536162137 40 NÃO 38 107 BOUTY SPRING 10 ROSA CASAL (250x270) 5605536162656 4 SIM 4 62 BOUTY TAIGA ROSA CASAL (250x270) 5605536163653 11 SIM 11 63 BOUTY TAIGA AZUL CASAL (250x270) 5605536163134 12 SIM 12 74 COMFORTER WINTER 1 CINZA CASAL (250x270) 5605536154552 3 NÃO 2 -12 14/fev BOUTY SAVANA 20 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160393 61 SIM 61 61 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) BRANCO CASAL (250x270) 5605536088529 79 NÃO 78 -61 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) PÉROLA CASAL (250x270) 5605536014788 14 SIM 14 -6 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) BEGE CASAL (250x270) 5605536014849 62 NÃO 64 69 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) BEGE SOLTEIRO (200x270) 5605536014634 26 SIM 26 64 BOUTY TROIA 2 (S/ALMOFADA) BEGE CASAL (250x270) 5605536013798 2 Não picou 0 26 BOUTY TROIA 1 (S/ALMOFADA) CINZA CLARO CASAL (250x270) 5605536005755 9 SIM 9 2 BOUTY OLIVEIRA LINHO 280x270 5605536146045 4 SIM 4 10 BOUTY OLIVEIRA LINHO CASAL (250x270) 5605536146014 3 NÃO 2 19 BOUTY OLIVEIRA CINZA 280x270 5605536146038 2 SIM 2 3 BOUTY OLIVEIRA CINZA CASAL (250x270) 5605536146007 5 SIM 5 5
127 BOUTY GERÊS LINHO CASAL (250x270) 5605536163479 29 SIM 29 65 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) MOSTARDA CASAL (250x270) 5605536147103 6 SIM 6 -42 BOUTY TROIA 1 (C/ALMOFADA) CINZA CLARO 250x270 5605536012609 25 SIM 25 25 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) CINZA CLARO CASAL (250x270) 5605536147066 56 SIM 56 49 COMFORTER VIRGEM BEGE CASAL (250x270) 5605536154934 10 SIM 10 1 BOUTY SPRING 9 VERDE CASAL (250x270) 5605536164681 44 SIM 44 -111 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) MOSTARDA CASAL (250x270) 5605536147103 81 NÃO 83 -42 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) TERRACOTA SOLTEIRO (200x270) 5605536146984 1 SIM 1 1 BOUTY SAVANA 12 ÚNICA SOLTEIRO (200x270) 5605536160225 1 SIM 1 1 BOUTY GERÊS LINHO CASAL (250x270) 5605536163479 27 SIM 27 65 BOUTY SPRING 9 JADE CASAL (250x270) 5605536164681 55 Não picou 0 -111 COMFORTER VIRGEM BEGE SOLTEIRO (200x270) 5605536154903 21 SIM 21 32 COMFORTER POTÁSSIO LINHO CASAL (250x270) 5605536082893 4 Não picou 0 7 BOUTY ESQUILO ÚNICA CASAL (250x270) 5605536133281 1 Não picou 0 7 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE ESCURO 260x250 5605536135186 1 SIM 1 1 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 300x265 5605536000798 1 SIM 1 -1 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE AZEITONA 260x260 5605536086402 1 SIM 1 1
128 COMFORTER SAGITÁRIO TERRACOTA 280x270 (ESPECIAL) 5605536153265 1 SIM 1 1 COMFORTER TOURO TAUPE Tampo:160; Folho:45 (c/corte) 5605536152848 1 SIM 1 2 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADA) VERDE VINTAGE Tampo:135; Folho:56 (c/corte) 5605536013910 1 SIM 1 1 EDREDÃO 4 ESTAÇÕES ÚNICA 300x260 5605536000132 1 SIM 1 2 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) FÚCSIA 260x250 5605536017062 1 SIM 1 -5 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TELHA 260x250 5605536000866 1 SIM 1 2 EDREDÃO LISO B ÚNICA 280x260 5605536002631 1 SIM 1 -3 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) JADE CASAL (250x270) 5605536151384 89 NÃO 14 -94 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536149794 19 Não picou 0 -33 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536147042 3 SIM 3 -2 ALMOFADA NADINE ROSA 40x60 5605536145635 2 SIM 2 3 ALMOFADA SUELI BERINGELA 40x60 5605536142054 2 SIM 2 9 ALMOFADA MOON ROSA 45x45 5605536136404 1 SIM 1 18 ALMOFADA DORIS ROSA 50x50 5605536136541 1 SIM 1 7 ALMOFADA BAGO ÚNICA 50x50 5605536156990 2 SIM 2 19 ALMOFADA LEILA ÚNICA 50x50 5605536156976 2 SIM 2 23 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536149794 52 SIM 52 -7 BOUTY SPRING 9 ROSA CASAL (250x270) 5605536164674 28 SIM 28 25 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) VERDE EUCALIPTO SOLTEIRO (200x270) 5605536166487 3 SIM 3 205
129 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) VERDE EUCALIPTO CASAL (250x270) 5605536166487 5 SIM 5 205 17/jan BOUTY GERÊS CINZA CASAL (250x270) 5605536163455 15 SIM 15 68 BOUTY GERÊS CINZA CASAL (250x270) 5605536163455 39 SIM 39 68 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536095640 1 SIM 1 5 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) CASTANHO CASAL (250x270) 5605536153654 1 SIM 1 1 BOUTY SPRING 9 LINHO CASAL (250x270) 5605536162397 23 SIM 23 151 BOUTY SPRING 9 LINHO CASAL (250x270) 5605536162397 40 SIM 40 151 BOUTY SPRING 9 LINHO CASAL (250x270) 5605536162397 53 NÃO 58 151 BOUTY SPRING 9 LINHO SOLTEIRO (200x270) 5605536162335 1 SIM 1 4 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) JADE CASAL (250x270) 5605536151384 50 SIM 50 -46 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) JADE SOLTEIRO (200x270) 5605536151360 1 SIM 1 4 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) JADE CASAL (250x270) 5605536151384 7 NÃO 9 -46 BOUTY TAIGA LINHO CASAL (250x270) 5605536163141 7 SIM 7 69 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) LINHO CASAL (250x270) 5605536147073 24 SIM 24 60 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CAQUI ESPECIAL 5605536141910 1 SIM 1 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) TELHA ESPECIAL 5605536000866 1 SIM 1 1
130 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) VERDE AZEITONA 140x170 5605536086402 1 SIM 1 1 COMFORTER POTÁSSIO CINZA 272x270 5605536010445 1 SIM 1 0 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) TAUPE 180x260 5605536013965 2 SIM 2 2 BOUTY TROIA 2 (S/ALMOFADAS) VERDE VINTAGE Tampo: 150; Folho: 50, c/corte 5605536012869 1 SIM 1 36 CAPA SOFÁ ZIMBRO 2 TAUPE 127x200 5605536110848 1 SIM 1 3 BOUTY SPRING 9 JADE CASAL (250x270) 5605536164681 1 SIM 1 -127 BOUTY SPRING 9 JADE SOLTEIRO (200x270) 5605536164643 1 SIM 1 0 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL PETRÓLEO 250x240 5605536001245 36 SIM 36 -11 BOUTY TAIGA AZUL CASAL (250x270) 5605536163134 3 SIM 3 77 COMFORTER POTÁSSIO AZUL MAR CASAL (250x270) 5605536057426 1 SIM 1 20 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) MOSTARDA SOLTEIRO (200x270) 5605536147004 2 SIM 2 7 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) BERINGELA CASAL (250x270) 5605536153647 6 SIM 6 26 BOUTY TAIGA AZUL CASAL (250x270) 5605536163134 1 SIM 1 77 COMFORTER POTÁSSIO AZUL MAR CASAL (250x270) 5605536057426 20 SIM 20 20 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) CINZA CLARO CASAL (250x270) 5605536147066 1 SIM 1 37 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) ROSA SECO CASAL (250x270) 5605536147042 39 SIM 39 24 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) VERDE EUCALIPTO CASAL (250x270) 5605536166487 98 NÃO 102 205
131 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) MALVA ESCURO CASAL (250x270) 5605536166470 34 Não picou 0 -8 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) MALVA ESCURO CASAL (250x270) 5605536166470 54 Não picou 0 -8 18/fev BOUTY GERÊS JADE CASAL (250x270) 5605536163578 32 SIM 32 46 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536149794 40 SIM 40 -7 BOUTY TROIA 3 (S/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536077332 30 SIM 30 36 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536095664 28 SIM 28 39 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536095664 16 SIM 16 39 COMFORTER TOURO TAUPE 280x270 5605536152848 1 SIM 1 0 COMFORTER NEIVA BRANCO CASAL (250x270) 5605536119667 1 SIM 1 11 BOUTY GERÊS JADE CASAL (250x270) 5605536163578 14 SIM 14 46 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536149794 68 SIM 68 -7 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) BRANCO SOLTEIRO (200x270) 5605536149787 3 SIM 3 9 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536014689 1 SIM 1 -27 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536095640 1 SIM 1 5 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) BRANCO 215x270 5605536088482 1 SIM 1 1 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) JADE Tampo: 150; Folho:50 c/corte 5605536013934 1 SIM 1 0 BOUTY TROIA 1 (C/ALMOFADAS) BEGE 242x250 5605536012074 1 SIM 1 1
132 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536153616 2 NÃO 4 22 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) VERDE AZEITONA CASAL (250x270) 5605536147097 43 SIM 43 -23 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) VERDE AZEITONA CASAL (250x270) 5605536147097 44 NÃO 67 -24 BOUTY SPRING 7 CINZA CASAL (250x270) 5605536161857 77 SIM 77 -80 BOUTY SPRING 7 CINZA CASAL (250x270) 5605536161857 39 NÃO 37 -82 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) ROSA CASAL (250x270) 5605536147042 112 NÃO 97 24 BOUTY SPRING 9 ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536164636 2 SIM 2 -2 BOUTY SAVANA 12 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160317 4 SIM 4 42 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536095640 9 NÃO 10 5 BOUTY SPRING 9 ROSA CASAL (250x270) 5605536164674 48 SIM 48 25 BOUTY SPRING 9 ROSA CASAL (250x270) 5605536164674 3 SIM 3 25 BOUTY SPRING 9 ROSA CASAL (250x270) 5605536164674 58 NÃO 61 25 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) CASTANHO CASAL (250x270) 5605536153654 1 SIM 1 1 BOUTY SPRING 7 ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536161789 1 SIM 1 1 COMFORTER BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) CINZA 220x240 5605536001078 1 SIM 1 -21 BOUTY GERÊS CINZA CASAL (250x270) 5605536163455 14 SIM 14 68
133 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) LINHO CASAL (250x270) 5605536147073 43 SIM 43 60 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) AZUL PETRÓLEO SOLTEIRO (200x270) 5605536069573 1 SIM 1 11 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) AZUL PETRÓLEO CASAL (250x270) 5605536069627 33 SIM 33 83 BOUTY SPRING 7 CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536161796 3 SIM 3 1 BOUTY SAVANA 17 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160362 52 SIM 52 100 BOUTY SPRING 7 ROSA CASAL (250x270) 5605536161840 35 SIM 35 107 BOUTY TAIGA LINHO CASAL (250x270) 5605536163141 14 NÃO 7 69 BOUTY TROIA 1 (C/ALMOFADAS) BEGE CASAL (250x270) 5605536012753 15 NÃO 11 11 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) TAUPE SOLTEIRO (200x270) 5605536069603 15 NÃO 1 -6 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) ROSA SECO CASAL (250x270) 5605536147042 2 SIM 2 24 21/fev BOUTY SAVANA 17 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160362 26 Não picou 0 100 BOUTY SAVANA 17 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160362 46 NÃO 45 100 BOUTY SAVANA 17 (C/ALMOFADA) ÚNICA SOLTEIRO (200x270) 5605536160270 5 SIM 5 6 BOUTY AMAZÓNIA ROSA CASAL (250x270) 5605536163233 8 SIM 8 42 BOUTY SAVANA 12 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160317 25 SIM 25 76 BOUTY SAVANA 12 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160317 20 SIM 20 76
134 BOUTY SPRING 7 ROSA CASAL (250x270) 5605536161840 20 SIM 20 107 BOUTY SPRING 7 ROSA CASAL (250x270) 5605536161840 21 SIM 21 107 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536069610 65 SIM 65 68 BOUTY SPRING 9 JADE CASAL (250x270) 5605536164681 24 NÃO 22 -122 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) AZUL PETRÓLEO CASAL (250x270) 5605536069627 48 SIM 76 83 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) CINZA ESCURO CASAL (250x270) 5605536147127 14 NÃO 62 11 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) CINZA CLARO CASAL (250x270) 5605536147066 49 NÃO 4 36 23/fev CAMILHA BICOLOR (não tem almofadas mesmo de catálogo) AZUL TURQUESA 210 5605536037138 1 SIM 1 1 BOUTY ROMÃ (C/ALMOFADAS VAZIAS) AZUL 270x260 5605536092311 1 SIM 1 0 BOUTY PLÁTANO TAUPE ESPECIAL 5605536145437 1 SIM 1 -2 BOUTY SPRING 7 ROSA CASAL (250x270) 5605536161840 42 SIM 42 97 BOUTY SPRING 7 ROSA SOLTEIRO (200x270) 5605536161789 1 Não picou 0 1 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) CINZA ESCURO CASAL (250x270) 5605536147127 16 SIM 16 92 BOUTY SAVANA 12 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160317 8 SIM 8 111 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536069610 9 SIM 9 65 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADA) BRANCO CASAL (250x270) 5605536069641 35 SIM 35 30 BOUTY AMAZÓNIA ROSA CASAL (250x270) 5605536163233 34 SIM 34 42
135 BOUTY SPRING 8 AZUL CASAL (250x270) 5605536162120 2 NÃO 1 99 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADA) BRANCO SOLTEIRO (200x270) 5605536069597 1 NÃO 8 23 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) AZUL 280x270 5605546153685 1 Não picou 0 4 COLCHÃO SUPER CONFORT ÚNICA 160x200 5605536132321 1 Não picou 0 -1 COLCHÃO SUPER CONFORT ÚNICA 127x185 5605536132277 1 Não picou 0 -1 COLCHÃO EXCELLENCY ÚNICA 180x200 5605536132512 1 Não picou 0 -1 COLCHÃO ZEN ÚNICA 180x200 5605536130716 1 Não picou 0 0 COLCHÃO PREMIUM ÚNICA 160x200 5605536022073 1 SIM 1 1 BOUTY SAVANA 19 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160386 20 SIM 20 173 BOUTY SAVANA 12 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160317 10 SIM 10 111 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) AZUL CASAL (250x270) 5605536153623 7 NÃO 0 10 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) AZUL 280x270 5605536153685 2 SIM 2 4 COMFORTER TOURO CAQUI CASAL (250x270) 5605536152893 1 SIM 1 6 COMFORTER ESCORPIÃO CASTANHO CASAL (250x270) 5605536153203 1 SIM 1 15 BOUTY SPRING 7 LINHO CASAL (250x270) 5605536161864 42 SIM 42 127 BOUTY SPRING 7? LINHO SOLTEIRO (200x270) 5605536161802 5 NÃO 2 5 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) CINZA CASAL (250x270) 5605536069610 15 SIM 15 65 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) CINZA SOLTEIRO (200x270) 5605536069566 1 SIM 1 -9 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) CINZA CLARO CASAL (250x270) 5605536147066 1 Não picou 0 25
136 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) CINZA CLARO SOLTEIRO (200x270) 5605536146960 1 Não picou 0 1 COMFORTER LEÃO (C/ALMOFADAS CHEIAS) AZUL 280x270 5605536153685 1 SIM 1 4 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) JADE SOLTEIRO (200x270) 5605536014566 2 SIM 2 11 BOUTY SPRING 10 CINZA CASAL (250x270) 5605536162663 4 SIM 4 75 BOUTY SPRING 9 JADE CASAL (250x270) 5605536164681 10 SIM 10 -138 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) BRANCO SOLTEIRO (200x270) 5605536069597 1 SIM 1 23 BOUTY TROIA 3 (C/ALMOFADAS) BRANCO CASAL (250x270) 5605536069641 25 SIM 25 30 BOUTY SAVANA 19 (C/ALMOFADA) ÚNICA CASAL (250x270) 5605536160386 93 SIM 93 173 ROLO ALBA BEGE ESPECIAL 5605536045140 2 SIM 2 0 ROLO BETA CINZA ESPECIAL 5605536045096 1 SIM 1 1 23/fev COMFORTER POTÁSSIO PÉROLA ESPECIAL 5605536010469 2 SIM 2 2 COMFORTER TOURO TAUPE ESPECIAL 5605536152848 1 SIM 1 1 BOUTY SPRING 7 LINHO ESPECIAL 5605536161772 1 SIM 1 0 FUNDA NÓRDICA MICRO 2 AZUL PETRÓLEO ESPECIAL 5605536017611 1 SIM 1 0 BOUTY SPRING 9 ROSA ESPECIAL 5605536164612 1 SIM 1 -1 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) ROSA SECO ESPECIAL 5605536013835 1 SIM 1 -1 BOUTY TROIA 2 (C/ALMOFADAS) BEGE ESPECIAL 5605536014009 1 SIM 1 2 BOUTY SAVANA 13 (C/ALMOFADA) ÚNICA ESPECIAL 5605536160140 1 SIM 1 0 BOUTY SPRING 9 JADE ESPECIAL 5605536164629 1 SIM 1 0 BOUTY TROIA 3 (S/ALMOFADAS) LINHO/CINZA 120x260 5605536077134 120 SIM 120 0 BOUTY SPRING 10 CINZA CASAL (250x270) 5605536162663 39 SIM 39 75 BOUTY LUNA (C/ALMOFADAS) CINZA ESCURO CASAL (250x270) 5605536147127 9 SIM 9 92