Full text
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Atribuição-NãoComercial-SemDerivações CC BY-NC-ND https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? iii AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, à Professora Fernanda Martins, pelo seu apoio incondicional, carinho e atenção especial tida durante toda a redação deste trabalho, sem nunca me deixar desistir, dando sempre força e indicações essenciais a um jovem investigador. A todos os Docentes do Mestrado em Administração Educacional, pela simpatia e abertura com que entregaram os seus conhecimentos nas nossas mãos. Ao Agrupamento “Asas Abertas”, na pessoa do seu Diretor, que me recebeu de braços abertos nesta investigação, sendo essa a razão para ter designado o Agrupamento de “Asas Abertas”, pois todos os dias me receberam sem restrições. À minha família e amigos, pelo apoio sistemático que durante todo este processo me deram, e que nunca desistiram de me apoiar, mesmo quando me afastava desse círculo. Um agradecimento póstumo ao meu pai, que sempre acreditou em mim e no meu trabalho. Não teria chegado tão longe sem o seu apoio desde a minha juventude. Quis Deus que partisse 10 anos antes da conclusão deste trabalho. Ao meu filho João Miguel Godinho, pela paciência e compreensão de não poder usufruir do Pai a 100% em alguns fins de semana. Finalmente, à Raquel, a âncora da minha vida, que soube timonar o nosso navio com sabedoria e mestria, mesmo em águas mais conturbadas, incentivando e energizando sempre, para que este trabalho chegasse a bom porto. Obrigado!
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? iv DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? v As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? RESUMO As novas tecnologias de educação e informação, amplamente debatidas no campo educativo, revolucionaram relações pedagógicas e administrativas. Há poucos estudos centrados na governação informática da educação e na sua utilização abundante nas escolas portuguesas, feita por imposição do Ministério da Educação e Ciência, ou por opção interna das escolas. Face à atenção dada, nos últimos anos, à governação informática da educação, o nosso intuito foi analisar como as plataformas informáticas se impuseram no quotidiano das escolas, condicionando o trabalho do Diretor e da sua equipa de apoio (Subdiretor, Adjunto e Chefe dos Serviços Administrativos e Ação Escolar); e de gestores intermédios (Diretores de Turma). Esta investigação procurou aferir como é que estes diferentes atores das periferias se relacionavam com as plataformas informáticas e, consequentemente, com o organismo central que as controla, o Ministério da Educação e da Ciência. Além disso, quisemos discutir a hipótese teórica de as plataformas informáticas poderem configurar, mais do que manifestações de autonomia, novos processos de controlo burocrático – centralizado e feito por controlo remoto. Esta investigação partiu da aplicação de um diário de bordo, seguida da realização de entrevistas ao diretor, subdiretor, adjunto e ao chefe dos serviços administrativos e ação escolar, para, posteriormente, aplicarmos um inquérito por questionário aos diretores de turma. Cruzamos os dados empíricos mobilizados ao longo desta investigação, centrada num agrupamento de escolas do ensino público, no norte de Portugal, com as lentes dos modelos burocrático e político, em relação com temáticas como centralização/descentralização, autonomia e controlo burocrático. No plano de ação, observa-se que a governação informática invade, com burocracia desmesurada, a ação diária da equipa de apoio ao diretor. Já os detentores de cargos intermédios lidam com as plataformas internas, de forma automática, como meros administrativos. Palavras chave: Autonomia, Burocracia, Gestão Escolar e Plataformas Informáticas.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? vi Computer Platforms in School Management: bureaucracy or autonomy? ABSTRACT The new education and information technologies, widely debated in the educational field, have revolutionized pedagogical and administrative relations. There are few studies focusing on the information technology governance of education and its abundant use in Portuguese schools, made by imposition of the Ministry of Education and Science, or by the internal choice of the schools. In view of the attention paid, in recent years, to the information technology governance of education, our aim was to analyze how electronic platforms have imposed themselves on the daily lives of schools, conditioning the work of the Director and his support team (Deputy Director, Deputy and Head of Services Administrative and School Action); and middle managers (Class Directors). This research sought to assess how all these different peripheral actors related to electronic platforms and, consequently, to the central body that controls them, the Ministry of Education and Science. In addition, we wanted to discuss the theoretical hypothesis that electronic platforms can become, rather than manifestations of autonomy, new bureaucratic control processes - centralized and done by remote control. This investigation started from the application of a logbook, followed by interviews with the principal director, deputy director, deputy and the head of administrative services and school action, to subsequently apply a questionnaire survey to class directors. We crossed the empirical data mobilized throughout this investigation, centered on a group of public education schools, in the north of Portugal, with the lens of bureaucratic and political models, in relation to themes such as centralization/decentralization, autonomy and bureaucratic control. In the action plan, it is observed that electronic governance invades, with excessive bureaucracy, the daily action of the director support team. Holders of intermediate positions, on the other hand, deal with internal platforms automatically, as mere administrative workers. Keywords: Autonomy, Bureaucracy, Computer Platforms and School Management.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? vii ÍNDICE AGRADECIMENTOS .................................................................................................................. iii DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE ............................................................................................... iv RESUMO ................................................................................................................................... v ABSTRACT ............................................................................................................................... vi ÍNDICE .................................................................................................................................... vii LISTA DE SIGLAS ..................................................................................................................... xiv LISTA DE FIGURAS .................................................................................................................. xv ÍNDICE DE TABELAS ............................................................................................................... xv ÍNDICE DE GRÁFICOS.............................................................................................................. xv ÍNDICE DO APÊNDICE I ......................................................................................................... xviii ÍNDICE DO APÊNDICE II ........................................................................................................ xviii INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 1 1 Apresentação e justificação do tema .................................................................................. 1 1.1 Apresentação do tema ............................................................................................... 1 1.2 Justificação do tema a nível pessoal .......................................................................... 5 1.3 Formulação do problema de investigação .................................................................. 6 1.4 Perguntas de partida ................................................................................................. 7 1.5 Objetivos gerais e específicos .................................................................................... 7 1.6 Hipóteses teóricas ..................................................................................................... 8 CAPÍTULO I - CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR .................................................. 9 1 Estabelecimentos de ensino, ciclos de ensino, turmas, alunos e assistentes operacionais 12 1.1 Pré-escolar .............................................................................................................. 12 1.2 1º ciclo do ensino básico ......................................................................................... 13 1.3 2º ciclo do ensino básico ......................................................................................... 13
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? viii 1.4 3º ciclo do ensino básico ......................................................................................... 13 1.5 Ensino secundário ................................................................................................... 14 1.6 Ensino Profissional .................................................................................................. 14 1.7 Dados gerais dos alunos, turmas e docentes do Agrupamento ................................. 15 2 Departamentos curriculares e Diretores de Turma ........................................................... 15 CAPÍTULO II - AS PLATAFORMAS INFORMÁTICAS NA GESTÃO ESCOLAR ................................ 17 1 Regulação e autonomia: limites e fronteiras entre o real e o ficcional ............................... 21 1.1 Plataformas informáticas: autonomia ou regulação nacional? ................................... 26 1.2 Descentralização e participação ............................................................................... 31 CAPÍTULO III - ENQUADRAMENTO TEÓRICO - OLHAR A ESCOLA SOB AS LENTES BUROCRÁTICA E POLÍTICA............................................................................................................................. 35 1.1 O modelo burocrático .............................................................................................. 35 1.2 O modelo político .................................................................................................... 45 CAPÍTULO IV - ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO ............................................................... 61 1 Paradigma de investigação .............................................................................................. 64 1.1 Método de pesquisa: o estudo de caso .................................................................... 67 1.2 Técnicas de pesquisa e de recolha de dados ........................................................... 70 1.3 Técnicas de tratamento de dados ............................................................................ 75 CAPÍTULO V - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS .................................................... 76 1 Análise dos dados do diário de bordo .............................................................................. 76 1.1 Utilização das plataformas pelo Subdiretor do Agrupamento “Asas Abertas”............. 77 Utilização da password do Diretor pelo Subdiretor ............................................ 77 Utilização da password Pessoal pelo Subdiretor................................................ 78 Dados totais de utilização das passwords pelo Subdiretor ................................. 79 1.2 Motivo da utilização das plataformas pelo Subdiretor ............................................... 80 Motivo da utilização: alunos pelo Subdiretor ..................................................... 80
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? xv LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Organograma do Órgão de Gestão ........................................................................... 12 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 - Respostas da pergunta 27 do questionário, relativamente ao CSAE ....................... 193 Tabela 2 - Respostas da pergunta 27 do questionário, relativamente ao coordenador dos diretores de turma ................................................................................................................ 194 Tabela 3 - Respostas da pergunta 27 do questionário, relativamente ao Diretor ..................... 195 Tabela 4 - Respostas da pergunta 27 do questionário, relativamente ao conselho pedagógico 196 Tabela 5 - Respostas da pergunta 27 do questionário, relativamente ao conselho geral.......... 196 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Gráfico de utilização do Subdiretor com a password do Diretor ............................... 78 Gráfico 2 - Gráfico de utilização do Subdiretor com a password pessoal ................................... 79 Gráfico 3 - Percentagem de utilização das passwords pelo Subdiretor ...................................... 80 Gráfico 4 - Motivo do uso da plataforma: alunos – Subdiretor .................................................. 81 Gráfico 5 - Motivo do uso da plataforma: docentes – Subdiretor ............................................... 82 Gráfico 6 - Motivo do uso da plataforma: financeiro – Subdiretor ............................................. 83 Gráfico 7 - Motivo do uso da plataforma: legislativo – Subdiretor .............................................. 84 Gráfico 8 - Motivo do uso da plataforma: pessoal não docente – Subdiretor ............................. 85 Gráfico 9 - Total motivo da utilização – Subdiretor ................................................................... 86 Gráfico 10 - Percentagem total motivo da utilização - Subdiretor .............................................. 86 Gráfico 11 - Tipo de utilização: normal – Subdiretor ................................................................ 88 Gráfico 12 - Tipo de utilização: normal com prazos – Subdiretor .............................................. 89 Gráfico 13 - Tipo de utilização das plataformas - Subdiretor ..................................................... 90 Gráfico 14 - Percentagem de utilização das plataformas – Subdiretor ...................................... 90 Gráfico 15 - Gráfico Total Subdiretor ....................................................................................... 91
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? xvi Gráfico 16 - Percentagem total das plataformas usadas – Subdiretor ....................................... 92 Gráfico 17 - Gráfico de utilização do CSAE com a password do Diretor ..................................... 94 Gráfico 18 - Gráfico de utilização do CSAE com a password pessoal ........................................ 95 Gráfico 19 - Percentagem de utilização das passwords pelo CSAE ........................................... 96 Gráfico 20 - Motivo do uso da plataforma: alunos – CSAE........................................................ 97 Gráfico 21 - Motivo do uso da plataforma: docentes – CSAE .................................................... 98 Gráfico 22 - Motivo do uso da plataforma: financeiro – CSAE ................................................... 99 Gráfico 23 - Motivo do uso da plataforma: legislativo – CSAE ................................................. 100 Gráfico 24 - Total motivo da utilização – CSAE ...................................................................... 101 Gráfico 25 - Percentagem total motivo da utilização – CSAE .................................................. 101 Gráfico 26 - Tipo de utilização: normal – CSAE ...................................................................... 103 Gráfico 27 - Tipo de utilização: normal com prazos – CSAE ................................................... 104 Gráfico 28 - Tipo de utilização das plataformas - CSAE .......................................................... 105 Gráfico 29 - Percentagem de utilização das plataformas – CSAE............................................ 105 Gráfico 30 - Gráfico total CSAE .............................................................................................. 107 Gráfico 31 - Percentagem total das plataformas usadas – CSAE ............................................ 107 Gráfico 32 - Gráfico de utilização do Adjunto do Diretor com a password do Diretor ............... 109 Gráfico 33 - Gráfico de utilização do Adjunto do Diretor com a password pessoal ................... 110 Gráfico 34 - Gráfico de utilização do Adjunto do Diretor com a password pessoal e do Diretor 111 Gráfico 35 - Percentagem de utilização das passwords pelo Adjunto do Diretor ...................... 112 Gráfico 36 - Motivo do uso da plataforma: alunos – Adjunto do Diretor .................................. 113 Gráfico 37 - Motivo do uso da plataforma: docentes – Adjunto do Diretor ............................... 114 Gráfico 38 - Total motivo da utilização – Adjunto do Diretor ................................................... 115 Gráfico 39 - Percentagem total motivo da utilização - Adjunto do Diretor ................................ 115 Gráfico 40 - Tipo de utilização: normal – Adjunto do Diretor ................................................... 116 Gráfico 41 - Tipo de utilização: normal com prazos – Adjunto do Diretor ................................ 117 Gráfico 42 - Tipo de utilização: urgente com prazos – Adjunto do Diretor ............................... 118 Gráfico 43 - Tipo de utilização das plataformas - Adjunto do Diretor ....................................... 119 Gráfico 44 - Percentagem de utilização das plataformas – Adjunto do Diretor ........................ 119 Gráfico 45 - Gráfico total Adjunto do Diretor........................................................................... 120 Gráfico 46 - Percentagem total das plataformas usadas – Adjunto do Diretor ......................... 121 Gráfico 47 - Gráfico de utilização do Diretor com a password do Diretor ................................. 123
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? xvii Gráfico 48 - Gráfico de utilização do Diretor com a password pessoal .................................... 124 Gráfico 49 - Gráfico de utilização do Diretor com a password pessoal e do Diretor ................. 125 Gráfico 50 - Percentagem de utilização das passwords pelo Diretor ....................................... 126 Gráfico 51 - Motivo do uso da plataforma: alunos – Diretor .................................................... 127 Gráfico 52 - Motivo do uso da plataforma: docentes – Diretor ................................................ 128 Gráfico 53 - Motivo do uso da plataforma: Financeiro – Diretor .............................................. 129 Gráfico 54 - Total motivo da utilização – Diretor..................................................................... 130 Gráfico 55 - Percentagem total motivo da utilização – Diretor ................................................ 130 Gráfico 56 - Tipo de utilização: normal – Diretor .................................................................... 131 Gráfico 57 - Tipo de utilização: normal com prazos – Diretor ................................................. 132 Gráfico 58 - Tipo de utilização: urgente com prazos – Diretor ................................................ 133 Gráfico 59 - Tipo de utilização das plataformas – Diretor ....................................................... 134 Gráfico 60 - Percentagem de utilização das plataformas – Diretor .......................................... 134 Gráfico 61 - Gráfico total Diretor ............................................................................................ 135 Gráfico 62 - Percentagem total das plataformas usadas – Diretor .......................................... 136 Gráfico 63 - Gráfico do total da utilização diária ..................................................................... 139 Gráfico 64 - Total de minutos de uso das plataformas ........................................................... 139 Gráfico 65 - Total de horas de uso das plataformas ............................................................... 140 Gráfico 66 - Percentagem do total de uso das plataformas .................................................... 140 Gráfico 67 - Percentagem total dos dias de uso das plataformas............................................ 141 Gráfico 68 - Utilização das Passwords pelos 4 utilizadores ..................................................... 142 Gráfico 69 - Utilização em horas das Passwords pelos 4 utilizadores ..................................... 142 Gráfico 70 - Total de minutos usados com cada Password ..................................................... 143 Gráfico 71 - Total de horas usadas com cada Password ........................................................ 144 Gráfico 72 - Percentagem total de uso das Passwords pelos 4 utilizadores ............................. 144 Gráfico 73 - Totais do motivo de utilização das plataformas pelos 4 utilizadores ..................... 146 Gráfico 74 - Horas totais do motivo de utilização das plataformas pelos 4 utilizadores ............ 146 Gráfico 75 - Percentagem dos motivos da utilização das plataformas pelos 4 utilizadores ...... 147 Gráfico 76 - Total do tipo de utilização dos 4 utilizadores ....................................................... 148 Gráfico 77 - Total de horas do tipo de utilização pelos 4 utilizadores ...................................... 149 Gráfico 78 - Percentagem do tipo de utilização das plataformas pelos 4 utilizadores .............. 149 Gráfico 79 - Minutagem total dos 4 utilizadores ..................................................................... 150
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? xviii Gráfico 80 - Horas totais de uso pelos utilizadores ................................................................. 151 Gráfico 81 - Percentagem total de utilização dos 4 utilizadores .............................................. 151 Gráfico 82 - Comparação da utilização das plataformas INOVAR e SIGRHE ............................ 152 ÍNDICE DO APÊNDICE I Apêndice I. A - Diário de Bordo utilizado na Investigação ....................................................... 220 Apêndice I. B - Guião da Entrevista – CSAE do Agrupamento “Asas Abertas” ......................... 221 Apêndice I. C - Guião da Entrevista – Adjunto do Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” ...... 225 Apêndice I. D - Guião da Entrevista – Subdiretor do Agrupamento “Asas Abertas” ................. 230 Apêndice I. E - Guião da Entrevista – Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” ....................... 235 Apêndice I. F - Inquérito por questionário aos Diretores de Turma.......................................... 240 ÍNDICE DO APÊNDICE II Apêndice 1 - Dados totais de utilização do Subdiretor com a password do Diretor .................. 259 Apêndice 2 - Dados totais de utilização do Subdiretor com a password pessoal ...................... 259 Apêndice 3 - Dados motivo da utilização: alunos – Subdiretor ................................................ 260 Apêndice 4 - Dados motivo da utilização: docentes – Subdiretor ............................................ 260 Apêndice 5 - Dados motivo da utilização: financeiro – Subdiretor ........................................... 261 Apêndice 6 - Dados motivo da utilização: legislativo – Subdiretor ........................................... 261 Apêndice 7 - Dados motivo da utilização: pessoal não docente – Subdiretor .......................... 262 Apêndice 8 - Dados tipo de utilização: normal – Subdiretor ................................................... 262 Apêndice 9 - Dados tipo de utilização: normal com prazos – Subdiretor ................................. 263 Apêndice 10 - Dados totais de utilização – Subdiretor ............................................................ 263 Apêndice 11 - Dados totais de utilização do CSAE com a password do Diretor ....................... 264 Apêndice 12 - Dados totais de utilização do CSAE com a password pessoal ........................... 264 Apêndice 13 - Dados motivo da utilização: alunos – CSAE ..................................................... 265 Apêndice 14 - Dados motivo da utilização: docentes – CSAE ................................................. 265 Apêndice 15 - Dados motivo da utilização: financeiro – CSAE ................................................ 266
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? xix Apêndice 16 - Dados motivo da utilização: legislativo– CSAE ................................................. 266 Apêndice 17 - Dados tipo de utilização: normal – CSAE ......................................................... 267 Apêndice 18 - Dados tipo de utilização: normal com prazos – CSAE ...................................... 267 Apêndice 19 - Dados totais de utilização – CSAE ................................................................... 268 Apêndice 20 - Dados totais de utilização do Adjunto do Diretor com a password do Diretor .... 269 Apêndice 21 - Dados totais de utilização do Adjunto do Diretor com a password pessoal ........ 269 Apêndice 22 - Dados totais de utilização do Adjunto do Diretor com a password pessoal e do Diretor .................................................................................................................................. 270 Apêndice 23 - Dados motivo da utilização: alunos – Adjunto do Diretor .................................. 270 Apêndice 24 - Dados motivo da utilização: docentes – Adjunto do Diretor .............................. 271 Apêndice 25 - Dados tipo de utilização: normal – Adjunto do Diretor ...................................... 271 Apêndice 26 - Dados tipo de utilização: normal com prazos – Adjunto do Diretor ................... 272 Apêndice 27 - Dados tipo de utilização: urgente com prazos – Adjunto do Diretor .................. 272 Apêndice 28 - Dados totais de utilização – Adjunto do Diretor ................................................ 273 Apêndice 29 - Dados totais de utilização do Diretor com a password do Diretor ..................... 274 Apêndice 30 - Dados totais de utilização do Diretor com a password pessoal ......................... 274 Apêndice 31 - Dados totais de utilização do Diretor com a password pessoal e do Diretor ...... 275 Apêndice 32 - Dados motivo da utilização: alunos – Diretor ................................................... 275 Apêndice 33 - Dados motivo da utilização: docentes – Diretor ............................................... 276 Apêndice 34 - Dados motivo da utilização: Financeiro – Diretor ............................................. 276 Apêndice 35 - Dados tipo de utilização: normal – Diretor ....................................................... 277 Apêndice 36 - Dados tipo de utilização: normal com prazos – Diretor .................................... 277 Apêndice 37 - Dados tipo de utilização: urgente com prazos – Diretor ................................... 278 Apêndice 38 - Dados totais de utilização – Diretor ................................................................. 278 Apêndice 39 - Dados totais de utilização das plataformas ...................................................... 279 Apêndice 40 - Diário de Bordo preenchido pelo CSAE, pág.1 ................................................. 280 Apêndice 41 - Diário de Bordo preenchido pelo CSAE, pág.2 ................................................. 281 Apêndice 42 - Diário de Bordo preenchido pelo CSAE, pág.3 ................................................. 282 Apêndice 43 - Diário de Bordo preenchido pelo CSAE, pág.4 ................................................. 283 Apêndice 44 - Diário de Bordo preenchido pelo CSAE, pág.5 ................................................. 284 Apêndice 45 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.1 .............................. 285 Apêndice 46 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.2 .............................. 286
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? xx Apêndice 47 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.3 .............................. 287 Apêndice 48 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.4 .............................. 288 Apêndice 49 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.5 .............................. 289 Apêndice 50 - Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor, pág.1 .......................................... 290 Apêndice 51 - Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor, pág.2 .......................................... 291 Apêndice 52 - Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor, pág.3 .......................................... 292 Apêndice 53 - Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor, pág.4 .......................................... 293 Apêndice 54 - Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor, pág.5 .......................................... 294 Apêndice 55 - Diário de Bordo preenchido pelo Diretor, pág.1 ............................................... 295 Apêndice 56 - Diário de Bordo preenchido pelo Diretor, pág.2 ............................................... 296 Apêndice 57 - Diário de Bordo preenchido pelo Diretor, pág.3 ............................................... 297 Apêndice 58 - Diário de Bordo preenchido pelo Diretor, pág.4 ............................................... 298 Apêndice 59 - Diário de Bordo preenchido pelo Diretor, pág.5 ............................................... 299 Apêndice 60 - Transcrição da entrevista - CSAE do Agrupamento “Asas Abertas” ................... 300 Apêndice 61 - Transcrição da entrevista - Adjunto do Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” 313 Apêndice 62 - Transcrição da entrevista - Subdiretor do Agrupamento “Asas Abertas” ........... 322 Apêndice 63 - Transcrição da entrevista - Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” ................. 334 Apêndice 64 - Questionário - Respostas 1ª pergunta .............................................................. 359 Apêndice 65 - Questionário - Respostas 2ª pergunta .............................................................. 359 Apêndice 66 - Questionário - Respostas 3ª pergunta .............................................................. 360 Apêndice 67 - Questionário - Respostas 4ª pergunta .............................................................. 360 Apêndice 68 - Questionário - Respostas 5ª pergunta .............................................................. 361 Apêndice 69 - Questionário - Respostas 6ª pergunta .............................................................. 361 Apêndice 70 - Questionário - Respostas 7ª pergunta .............................................................. 362 Apêndice 71 - Questionário - Respostas 8ª pergunta .............................................................. 362 Apêndice 72 - Questionário - Respostas 9ª pergunta .............................................................. 363 Apêndice 73 - Questionário - Respostas 10ª pergunta ............................................................ 363 Apêndice 74 - Questionário - Respostas 11ª pergunta ............................................................ 364 Apêndice 75 - Questionário - Respostas 12ª pergunta ............................................................ 364 Apêndice 76 - Questionário - Respostas 13ª pergunta ............................................................ 365 Apêndice 77 - Questionário - Respostas 14ª pergunta ............................................................ 365 Apêndice 78 - Questionário - Respostas 15ª pergunta ............................................................ 366
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? xxi Apêndice 79 - Questionário - Respostas 16ª pergunta ............................................................ 366 Apêndice 80 - Questionário - Respostas 17ª pergunta ............................................................ 367 Apêndice 81 - Questionário - Respostas 18ª pergunta ............................................................ 369 Apêndice 82 - Questionário - Respostas 19ª pergunta ............................................................ 370 Apêndice 83 - Questionário - Respostas 20ª pergunta ............................................................ 371 Apêndice 84 - Questionário - Respostas 21ª pergunta ............................................................ 371 Apêndice 85 - Questionário - Respostas 22ª pergunta ............................................................ 372 Apêndice 86 - Questionário - Respostas 23ª pergunta ............................................................ 372 Apêndice 87 - Questionário - Respostas 24ª pergunta ............................................................ 373 Apêndice 88 - Questionário - Respostas 25ª pergunta ............................................................ 373 Apêndice 89 - Questionário - Respostas 26ª pergunta ............................................................ 374 Apêndice 90 - Questionário - Respostas 27ª pergunta ............................................................ 374 Apêndice 91 - Questionário - Respostas 28ª pergunta ............................................................ 375 Apêndice 92 - Questionário - Respostas 29ª pergunta ............................................................ 375 Apêndice 93 - Questionário - Respostas 30ª pergunta ............................................................ 376 Apêndice 94 - Questionário - Respostas 31ª pergunta ............................................................ 376 Apêndice 95 - Questionário - Respostas 32ª pergunta ............................................................ 377 Apêndice 96 - Questionário - Respostas 33ª pergunta ............................................................ 377 Apêndice 97 - Questionário - Respostas 34ª pergunta ............................................................ 378 Apêndice 98 - Questionário - Respostas 35ª pergunta ............................................................ 378 Apêndice 99 - Questionário - Respostas 36ª pergunta ............................................................ 379 Apêndice 100 - Questionário - Respostas 37ª pergunta .......................................................... 379 Apêndice 101 - Questionário - Respostas 38ª pergunta .......................................................... 380 Apêndice 102 - Questionário - Respostas 39ª pergunta .......................................................... 380 Apêndice 103 - Questionário - Respostas 40ª pergunta .......................................................... 381
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 1 INTRODUÇÃO 1 Apresentação e justificação do tema 1.1 Apresentação do tema Relembramos George Orwell na introdução deste nosso trabalho de investigação sobre plataformas informáticas, em íntima relação com os conceitos de autonomia e de hiperburocracia, quando em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro , se diz: “Não havia, é claro, maneira das pessoas saberem se estavam a ser observadas em dado momento. Com que frequência, ou segundo que sistema, a Polícia do Pensamento ligava cada linha individual não podia senão ser objeto de conjeturas. Era até concebível que observassem toda a gente em permanência. Fosse como fosse, tinham acesso à linha de uma pessoa sempre que quisessem. Havia que viver – e vivia-se, graças a um hábito que fazia instinto – no pressuposto de que cada som emitido estaria a ser escutado e, salvo na escuridão, cada movimento, vigiado” (Orwell, 2007, p. 9). A citação de Orwell parece-nos pertinente, porquanto, nas inquietações e motivações que ocasionaram este estudo, se tenha levantado a questão de as plataformas informáticas usadas nas escolas serem uma nova forma de controlo burocrático, que constrange a autonomia destas. Instrumentos tipicamente simbólicos da modernidade das escolas em termos administrativos, as plataformas informáticas são, também, no discurso do senso comum, encaradas, múltiplas vezes, como novos e eficazes meios de controlo. Filósofo, que se assume como um “non expert” noutras áreas que não a Filosofia, Lyotard, em La Condition Post-Moderne , faz, igualmente, uma afirmação, que consideramos importante destacar, neta introdução. Numa lógica de cada vez mais e melhor desempenho, Lyotard afirma que um dos lemas da sociedade moderna é: “Soyez opératoires, c’est-à-dire commensurables, ou disparaissez.” (Lyotard, 1979, p. 8). Na verdade, segundo o autor: “Les décideurs essaient pourtant de gérer ces nuages de socialité sur des matrices d’input/output, selon une logique qui implique la commensurabilité des éléments et la déterminabilité du tout. Notre vie se trouve vouée par eux à l’accroissement de la puissance.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 2 Sa légitimation en matière de justice sociale comme de vérité scientifique serait d’optimiser les performances du système, l’efficacité” (Lyotard, 1979, p. 8). Deixando de lado autores de cariz mais literário e filosófico e focando o nosso olhar na realidade sociológica que nos cerca, consideramos que a descentralização, vivamente anunciada pelo Ministério da Educação, assim como a (pretensa) autonomia das escolas, são temas questionáveis nos dias de hoje. Se a autonomia das escolas é um tópico seriamente debatido ao longo dos últimos anos, este levanta dúvidas na comunidade escolar. Barroso afirma, aliás, que “a autonomia tem sido uma ficção, na medida em que raramente ultrapassou o discurso político e a sua aplicação esteve sempre longe da concretização efectiva das suas melhores expectativas” (Barroso, 2004, p. 49). Lima, por seu turno, e embora admita que nos últimos anos se tem conferido “protagonismo à categoria «autonomia da escola» e às suas variações de ordem políticoideológica” (Lima, 2011, p. 12), considera que esta pretensa autonomia está mais no foro da retórica do que propriamente na ação. Observe-se que o autor considera que se: “entende(…) que nenhum outro conceito emergiu com semelhante centralidade nos discursos políticos, normativos e académicos no transcurso dos últimos vinte e dois anos, a ponto de ter sido considerado com estatuto semelhante ao de uma “Terra Prometida” (cf. Lima & Afonso, 1995), embora, na prática, revelando profunda ambiguidade e contradições, assumindo frequentemente uma dimensão retórica face a orientações e acções que obstaculizam o exercício de autonomia das escolas em termos minimamente substantivos.” (Lima, 2011, pp. 12-13). Na sequência de várias leis publicadas no pós 25 de abril de 1974 sobre a autonomia da escola, numa fase mais recente, é publicado o Decreto-Lei n.º 137/2012, mais uma vez debruçado sobre a autonomia das escolas, onde se lê, no seu art.º 8, que “A autonomia é a faculdade reconhecida ao Agrupamento de escolas ou à escola não agrupada pela lei e pela administração educativa de tomar decisões nos domínios da organização pedagógica, da organização curricular, da gestão dos recursos humanos, da ação social escolar e da gestão estratégica, patrimonial, administrativa e financeira, no quadro das funções, competências e recursos que lhe estão atribuídos”, sendo, no entanto, pertinente questionar se as escolas são verdadeiramente proprietárias desta autonomia. Dependendo as escolas diretamente de uma administração centralizada, que limita a
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 3 gestão escolar, esta autonomia torna-se utópica e inverosímil. E este controlo torna-se ainda maior a partir da desconcentração da administração do sistema educativo. Tal como refere Formosinho, “Uma rede desconcentrada multiplica a presença do poder central em todos os locais mantendose a cadeia hierárquica de comando e proporcionando-se a possibilidade de acção de controlo indirecto” (Formosinho, 1986, p. 64). Aos falarmos de autonomia, devemos também salientar que as escolas estão dependentes de uma avaliação externa que confere a conformidade, ou não, das decisões tomadas, segundo as regras pré-estabelecidas pelo poder central. Como afirma Lima, “Não é, portanto, de estranhar que a autonomia da escola represente, há duas décadas, um tópico recorrente nos discursos educativos, embora, aparentemente, com reduzido impacto na administração do sistema educativo e sobretudo com parcas consequências democráticas na governação e administração das escolas” (Lima, 2006, p. 8). Com efeito, verifica-se que a escola enquanto organização é fácil e repetidamente apelidada pelos seus membros de burocrática, sobretudo quando estes se referem a uma administração altamente centralizada, maioritariamente devido a uma centralização política e administrativa. A verdade é que a aparente liberdade democrática conferida aos diretores das escolas parece não existir efetivamente, porque também eles se veem envolvidos na chamada teia da burocracia , que parece dificultar muitas das suas práticas (ou tentativas) de autonomia. Com efeito, nas mais das vezes, o diretor do agrupamento de escola / escolas não agrupadas é concebido como alguém que executa as diretrizes ministeriais, quer no estrito cumprimento da lei, quer no cumprimento das ordens centralizadas de preenchimento das plataformas informáticas. Assim, esta ascendente introdução das plataformas informáticas na gestão das escolas consiste numa recentralização, traduzida: “pela velocidade e fiabilidade do tratamento de grandes massas de dados, através do recurso às tecnologias da informação e comunicação; por uma espécie de taylorismo informático que impõe novas formas de controle automático nas escolas, a estandardização de categorias e a uniformização de processos e de tempos, apoiando uma recentralização da administração do sistema escolar” (Lima, 2015, p. 1346).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 10 Esta composição dos Órgãos de Gestão e Administração Escolar1F 2 segue, como se afirmou, a legislação vigente, nomeadamente o Decreto-Lei 75/2008, de 22 de abril, onde se encontram consignadas as atribuições do Diretor, do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico. Ao Diretor cabe, como se afirma neste normativo, “a gestão administrativa, financeira e pedagógica, assumindo, para o efeito, a presidência do conselho pedagógico.” ( cf. Preâmbulo). Entendendo o Governo, ainda neste Preâmbulo, que é importante “reforçar a autonomia e a capacidade de intervenção dos órgãos de direcção das escolas para reforçar a eficácia da execução das medidas de política educativa e da prestação do serviço público de educação.”, cabe também ao Diretor a “gestão estratégica, patrimonial, administrativa e financeira” ( cf. capítulo II, Artigo 8). Já o Conselho Geral deve assegurar que nele participam “representantes do pessoal docente e não docente, dos pais e encarregados de educação, dos alunos, do município e da comunidade local.”, como se encontra exarado no capítulo III, artigo 12. Este órgão de direção estratégica, responsável pela definição das linhas orientadoras da atividade da escola, tem a seu cargo (i) assegurar a participação da comunidade educativa; (ii) articular com o município; (iii) e – importa destacar – “a) Eleger o respectivo presidente, de entre os seus membros, à excepção dos representantes dos alunos; b) Eleger o director, nos termos dos artigos 21.º a 23.º do presente decreto-lei” ( cf. capítulo III, artigo 13). Muito importante também é o facto de se conferir a este órgão a capacidade para destituir o diretor que, por isso mesmo, lhe presta contas. No Agrupamento “Asas Abertas”, o Conselho Geral é constituído por 7 representantes do pessoal docente, sendo um deles o Presidente do Conselho Geral, 2 representantes do pessoal não docente, 4 representantes dos pais e encarregados de educação, 3 representantes da autarquia, 2 representantes dos alunos e 3 representantes da comunidade local. O Diretor faz parte do Conselho Geral como membro convidado. Quanto ao Conselho Pedagógico, no qual tem assento um número limitado de membros por questões operacionais (15, no máximo, de acordo com o Decreto-Lei 75/2008), este é considerado um órgão “de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa do agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamente nos domínios pedagógicodidáctico, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente.” (cf. capítulo III, artigo 31º). Tem a seu cargo 13 competências, entre as quais destacamos (i) elaboração do Projeto Educativo; (ii) apresentação de propostas para 2 Convém relembrar que, neste normativo, se considera que “São órgãos de direcção, administração e gestão dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas os seguintes: a) O conselho geral; b) O director; c) O conselho pedagógico; d) O conselho administrativo.” ( cf. capítulo III, artigo 10º).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 11 elaboração do regulamento interno e dos planos anula e plurianual de atividades. Importa, ainda, realçar que, segundo o exarado no Decreto-Lei 137/2012, de 2 de julho, “Com a nova constituição do conselho pedagógico confere-se-lhe um caráter estritamente profissional, confinando a sua constituição a docentes” ( cf. Preâmbulo, sublinhado nosso), alterando-se, desta forma a sua composição relativamente ao disposto no normativo que nos tem vindo a ocupar. Este mesmo normativo indica que, agora, o número limite dos membros que constituem o Conselho Pedagógico é de 17. Muito importante é também a ressalva presente no artigo 32º, ponto 6, onde surge consignado que “Os representantes do pessoal docente no conselho geral não podem ser membros do conselho pedagógico”. O Conselho Pedagógico do Agrupamento “Asas Abertas” é composto pelo Diretor, que preside a este órgão por inerência do cargo, pelo representante do departamento da Educação Pré-escolar, pelo representante do departamento do 1.º Ciclo do Ensino Básico, pelo representante do departamento de Línguas Clássicas e Românicas, pelo representante do departamento de Línguas Estrangeiras, pelo representante do departamento de Ciências Sociais e Humanas, pelo representante do departamento de Filosofia e Expressões Artísticas, pelo representante do departamento de Matemática e Ciências da Natureza, pelo representante do departamento de Ciências Experimentais, pelo representante do departamento de Educação Física e Desporto, pelo representante do departamento de Economia, Informática e Eletrónica, pelo Representante dos Coordenadores de ano do 1.º ciclo do Ensino Básico, pelo Representante dos Coordenadores de Diretores de Turma do 2.º e 3.ºciclos do Ensino Básico, Representante dos Coordenadores de Diretores de Turma do Ensino Secundário, pelo Coordenador das Bibliotecas, pelo Representante dos Diretores dos Cursos Profissionais e pelo Coordenador da Equipa Multidisciplinar de Apoio ao Aluno.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 12 Figura 1 - Organograma do Órgão de Gestão (elaborado pelo autor) 1 Estabelecimentos de ensino, ciclos de ensino, turmas, alunos e assistentes operacionais 1.1 Pré-escolar No Agrupamento “Asas Abertas”, existem 6 estabelecimentos com 54 alunos no pré-escolar com a idade de 3 anos. Em 7 estabelecimentos, funciona o ensino pré-escolar com alunos de 4 e 5 anos, respetivamente com 68 e 55 alunos. Em 6 dos estabelecimentos, funciona o ensino pré-escolar para alunos com mais de 5 anos. No ensino pré-escolar, estão matriculados 203 alunos, 7 dos quais com necessidades especiais, funcionando em 11 salas e estão alocados 14 docentes. O número de assistentes operacionais neste nível de ensino é de 14, distribuídos pelos 7 estabelecimentos.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 13 1.2 1º ciclo do ensino básico O 1º ciclo do ensino básico funciona em 6 estabelecimentos de ensino com 117 alunos, 5 dos quais com necessidades especiais, matriculados no 1º ano, correspondendo a 8 turmas. Nos mesmos 6 estabelecimentos de ensino, funcionam as turmas de 2º ano, com 130 alunos, 5 deles com necessidades especiais, matriculados em 10 turmas; o 3º ano com 166 alunos, 14 dos quais com necessidades especiais, e o 4º ano do ensino básico com 160 alunos, 7 destes com necessidades educativas, matriculados em 10 turmas. No 1º ciclo do ensino básico do Agrupamento, estão matriculados um total de 573 alunos, 31 deles com necessidades educativas, matriculados em 41 turmas, no entanto, funcionam em regime de turmas mistas 12 destas turmas, em 5 dos 6 estabelecimentos, perfazendo assim um total de 29 turmas efetivas. Estão alocados ao ensino do 1º ciclo do ensino básico 32 docentes. Apoiam as atividades destes estabelecimentos de ensino 17 assistentes operacionais. 1.3 2º ciclo do ensino básico O ensino do 2º ciclo do ensino básico funciona num só estabelecimento do Agrupamento. Estão matriculados no 5º ano do ensino básico 150 alunos, 9 destes com necessidades especiais, distribuídos por 7 turmas. No 6º ano do ensino básico, estão matriculados 149 alunos, 5 com necessidades especiais, repartidos por 7 turmas. No 2º ciclo do ensino básico, estão matriculados 299 alunos, 14 dos quais com necessidades especiais, funcionando este ciclo de ensino com 14 turmas. 1.4 3º ciclo do ensino básico Neste Agrupamento, o 3º ciclo do ensino básico funciona em 2 estabelecimentos, com 179 alunos matriculados no 7º ano, 4 deles com necessidades especiais, distribuídos por 8 turmas.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 14 No 8º ano, estão matriculados 184 alunos, 7 dos quais com necessidades especiais, distribuídos igualmente por 8 turmas. No último ano deste ciclo de ensino, 9º ano, estão matriculados 216 alunos, 3 deles com necessidades especiais, distribuídos também por 8 turmas. Neste ciclo do ensino básico, estão matriculados um total de 579 alunos, 14 deles com necessidades especiais, distribuídos por 24 turmas. 1.5 Ensino secundário O ensino secundário neste Agrupamento funciona num só estabelecimento, com 380 alunos matriculados no 10º ano, 4 deles com necessidades especiais, distribuídos por 14 turmas. No 11º ano, estão matriculados 409 alunos, distribuídos por 16 turmas. Neste ano de escolaridade, não estão matriculados alunos com necessidades especiais. No 12º ano, estão matriculados 370 alunos, tendo 1 necessidades especiais, distribuídos por 16 turmas. No Agrupamento, funciona também o ensino noturno, estando matriculados 270 alunos distribuídos por 9 turmas. No ensino secundário, estão matriculados 1429 alunos, 5 com necessidades especiais, distribuídos por 55 turmas. 1.6 Ensino Profissional No Agrupamento “Asas Abertas”, funcionam também turmas do ensino profissional, estando matriculados no 1º ano 93 alunos distribuídos por 5 turmas, no 2º ano 114 alunos repartidos por 5 turmas e, no 3º ano, estão matriculados 115 alunos distribuídos por 5 turmas. No ensino profissional, estão matriculados um total de 322 alunos, repartidos pelas 15 turmas.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 15 1.7 Dados gerais dos alunos, turmas e docentes do Agrupamento No Agrupamento onde decorreu a investigação, estão matriculados um total de 3405 alunos, 71 dos quais têm necessidades especiais, distribuídos por 148 turmas. Estão alocados a este Agrupamento 313 docentes distribuídos pelos vários níveis de ensino. Foi possível recolher a informação sobre os docentes alocados ao ensino pré-escolar e 1º ciclo, não sendo possível determinar os professores alocados ao 2º ciclo, 3º ciclo, ensino secundário e ensino profissional, dado que alguns dos docentes lecionam em mais de um estabelecimento do Agrupamento. Foi, no entanto, possível apurar que o total de docentes alocados a esses níveis de ensino é de 267 docentes. O mesmo acontece com os dados dos assistentes operacionais, conseguimos apurar que no total estão alocados ao Agrupamento 85 assistentes operacionais, 14 no ensino préescolar, 17 no 1º ciclo do ensino básico e os restantes 54 estão colocados em 2 estabelecimentos de ensino, onde é lecionado o 2º e 3º ciclo do ensino básico e o ensino secundário, incluindo o ensino profissional. 2 Departamentos curriculares e Diretores de Turma Os docentes do Agrupamento “Asas Abertas” estão distribuídos por 10 departamentos curriculares, da seguinte forma: - Departamento Educação Pré-Escolar – 11 docentes; - Departamento 1.º Ciclo do Ensino Básico – 20 docentes; - Departamento Línguas Clássicas e Românicas – 46 docentes; - Departamento Línguas Estrangeiras – 27 docentes; - Departamento Ciências Sociais e Humanas – 28 docentes; - Departamento Filosofia e Expressões Artísticas – 31 docentes; - Departamento Matemática e Ciências da Natureza – 33 docentes; - Departamento Ciências Experimentais – 36 docentes;
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 16 - Departamento Educação Física e Desporto – 26 docentes; - Departamento Economia, Informática e Eletrónica – 28 docentes; Em cada estabelecimento de ensino do 1º ciclo, existe um coordenador de estabelecimento, assim como na escola “Asas Abertas 2”1F2F 3 , havendo no total 7 coordenadores de estabelecimento. Na sede do Agrupamento, não existe esta figura, estando a coordenação assegurada pelo Diretor. No Agrupamento “Asas Abertas”, existem 128 Diretores de Turma, tendo nós considerado os Professores titulares de turma do 1º ciclo como Diretor de Turma. Existem assim 29 Diretores de Turma alocados ao 1º ciclo, 31 Diretores de Turma alocados ao 2º e 3º ciclos na escola “Asas Abertas” e em “Asas Abertas 2” e 68 Diretores de Turma na escola “Asas Abertas”, no 3º ciclo e secundário. O número de Diretores de Turma é inferior ao total de turmas, 148, dado que, às 9 turmas do ensino noturno, só estão atribuídos 3 Diretores de Turma e há 4 Diretores de Turma que exercem esse cargo de gestão intermédia em duas turmas. Relativamente aos coordenadores dos Diretores de Turma, o Agrupamento “Asas Abertas” tem esse cargo atribuído na sede de Agrupamento a 1 coordenador dos Diretores de Turma dos Professores que tem esse cargo de gestão intermédia no ensino básico, 1 coordenador para os Diretores de Turma que tem a seu cargo as turmas no ensino secundário e 1 coordenador para os Diretores de Turma que tem essa função com as turmas dos cursos profissionais. Na escola “Asas Abertas 2”, esse cargo é assumido por 1 coordenador de Diretores de Turma dos Professores que tem a seu cargo as turmas do 2º ciclo e outro coordenador para os Diretores de Turma das turmas do 3º ciclo. 3 Do Agrupamento “Asas Abertas” faz parte também uma escola EB 2/3 que designaremos, doravante, por “Asas Abertas 2”.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 17 CAPÍTULO II - AS PLATAFORMAS INFORMÁTICAS NA GESTÃO ESCOLAR É notória, nos últimos anos, a proliferação do uso de sistemas e plataformas informáticas nas escolas. Desde o computador “Magalhães”, passando pelos quadros interativos nas salas de aula, é certo que, hoje, qualquer passo que a escola dê depende de uma plataforma informática. De uma simples requisição de produtos de limpeza a um concurso para a substituição de um professor, a escola vê-se submergida em plataformas informáticas para conseguir uma gestão eficaz. Com efeito, cada vez mais se verifica que as organizações escolares se veem a braços com constantes e rápidas mudanças tecnológicas na sua gestão. É certo que verificamos mudanças nas últimas décadas e que assistimos, por exemplo, à passagem do uso normal da lousa do Estado Novo, para o caderno diário, para os trabalhos de casa e trabalhos na sala de aula, para o uso quase contínuo de ferramentas digitais ou computorizadas, quer na sala de aula, quer em casa do aluno e, sobretudo (e indo já para além do que se refere apenas à relação professor-aluno), na gestão das organizações escolares. Se, de forma mais ou menos consensual, se aceita que a escola já não vive sem o digital e que as novas pedagogias passam, inegavelmente, pelo recurso às novas tecnologias de educação ( cf., por exemplo, animações em powerpoint , recurso ao Youtube , às plataformas Padlet , ou Voki , entre tantas outras0F23F 4 tecnologias digitais que pululam nas salas de aula), não será tão certo que uma grande maioria dos atores educativos tenha consciência plena da importância das plataformas digitais nas dinâmicas diárias da escola no seu funcionamento como organização educativa. De entre os atores educativos, provavelmente, um grande número de docentes terá noção da existência de duas ou três plataformas, porque com elas lida anualmente, a saber: a plataforma Mega – Manuais Escolares Gratuitos (é frequente alguns encarregados de educação recorrerem à figura do Diretor de Turma e/ou professor titular de turma, ou a membros do órgão de gestão da escola e a funcionários administrativos para compreenderem como funciona o acesso aos manuais escolares gratuitos), ou o sistema SIGRHE – Sistema Interativo de Recursos Humanos 4 Observe-se o que a este propósito advoga Patrícia Almeida, quando afirma: “No momento presente, a sociedade encontra-se rendida às Tecnologias Digitais (TD), maioritariamente associadas à melhoria das condições de vida e de trabalho. De acesso fácil, rápido e barato, as TD são caracterizadas pela permanente mudança: ultrapassado o ambiente estático da entrega de conteúdo da web 1.0, vive-se o ambiente participativo da criação e partilha da web 2.0 e avizinha-se o ambiente dinâmico dos interfaces móveis, do mundo virtual, da web semântica 3.0. Constata-se que nem sempre as mudanças foram bem aceites pelos imigrantes digitais, aqueles que não nasceram e cresceram num mundo digital e se esforçam por pertencer-lhe, face aos que o fizeram e dele usufruem naturalmente, os nativos digitais (Prensky, 2001). Entre hostilidade e entusiasmo, considera-se que, presentemente, prevalece uma imagem tecnopositivista, já que as TD oferecem consideráveis mais-valias e ampliam as capacidades do ser humano (Lévy, 1999).” (Almeida, 2018, p. 6)
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 18 da Educação (sistema ao qual os docentes acedem para concursos de colocação de professores) e as plataformas internas de gestão administrativa escolar, usadas em ritmo diário nas escolas, para registo de sumários, de ausências de alunos, entre outras valências que não nos interessa agora considerar. Ressalve-se, porém, que, de escola para escola, estas plataformas internas divergem entre si. As suas potencialidades, todavia, são, acreditámo-lo, subaproveitadas por aqueles que com elas lidam diariamente – sobretudo pais e encarregados de educação e pelos próprios docentes. Observe-se que, em 2011, num “Estudo de Implementação da Plataforma Electrónica de Apoio à Gestão Escolar da Rede Pública de Escolas do Ensino Básico e Secundário”, publicado pela DGEEC (Direção-Geral de Estatísticas de Educação e da Ciência) se afirmava que: “Neste campo, têm-se verificado fortes ineficiências e subaproveitamento das potencialidades das novas tecnologias nos processos de gestão: - Na maior parte das escolas, os processos de gestão críticos continuam a ser efectuados sem recurso a tecnologia (e.g. apenas 12% das escolas recorre a internet ou intranet para efectuar inscrições; somente 6% recorre a estes meios para processar os sumários; apenas 5% das escolas utiliza sistemas electrónicos de gestão documental) - Na comunicação entre os agentes da comunidade de ensino, verifica-se ainda uma forte preferência por canais tradicionais, em detrimento dos canais de comunicação electrónicos, como o e-mail, mensagens instantâneas, fóruns, etc.” (Ciência, 2011, p. 5). O que se verifica é que a modernidade parece dar voz não só à implementação das plataformas impostas pelo poder central, mas também à criação de uma multiplicidade de plataformas que as organizações escolares se vêm quase obrigadas a utilizar na sua gestão dos recursos, sejam eles recursos físicos ou humanos. Na realidade, sabe-se que “La tecnología permite hoy, a muy bajo coste, almacenar, procesar y transmitir información como nunca antes” (Enguita & Cupeiro, 2016, p. 4). Claramente, este fenómeno de mudança não se restringe à gestão da organização escolar, sentindo-se de forma intensa no dia a dia dos atores escolares. Podemos inclusivamente concluir, como referem Enguita & Cupeiro (2016), que o uso do livro em formato digital substituiu o livro palpável, as pesquisas no google impuseram-se à utilização mais tradicional das bibliotecas, os navegadores de internet (com blogues informativos de todo o género) impõem-se, em detrimento do uso do jornal ou revistas especializadas, o uso do email, institucional ou não, do professor para comunicar com os alunos, ou com os encarregados de educação (deixando de o fazer
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 19 presencialmente) assume proporções cada vez maiores, a correção automática de textos padronizados, entre tantas outras “novidades” informáticas que poderíamos elencar, são, a cada dia que passa, uma realidade cada vez mais presente nos nossos hábitos e afazeres diários (Enguita & Cupeiro, 2016, p. X). Já Weber tinha percecionado o valor da máquina, quando referiu que “Atualmente, a guerra é uma guerra de máquinas” (Weber, 1991, p. 49). Na verdade, a guerra, na atualidade, é vista como uma guerra tecnológica e de sistemas computorizados. Como refere Wiener, autor da teoria da Cibernética, “As máquinas computadoras atuais se estão desenvolvendo tão depressa que práticamente cada máquina construída é um modêlo nôvo ” (Wiener, 1968, p. 152). Ora, este é um conceito muito futurista de Wiener, surgido na primeira metade do século passado, mas absolutamente verdadeiro nos dias de hoje, corroborado pelo comprovado desuso da lousa, a qual cedeu a sua primazia aos Tablets , cada vez mais multifacetados, e recentemente promovidos pelo poder central junto das organizações escolares no âmbito do Plano Nacional de Leitura, decisão de cariz questionável, à qual poderemos voltar mais tarde. De acordo com a investigação feita por Enguita e Cupeiro, em Espanha, “o Wikipedia veio a ser proíbido nas escolas e até mesmo em algumas universidades, na sala de aula e também em casa, satinizada como uma fonte não confiável e convite ao plágio” (Enguita & Cupeiro, 2016, p. 5). Objetivamente, isto permite-nos concluir que “O progresso não só impõe novas possibilidades para o futuro como também novas restrições” (Wiener, 1968, p. 46). Perante esta ascendente introdução das TIC e, aspeto que mais nos importa analisar neste estudo, das plataformas informáticas na gestão das escolas, e face à sua imposição por parte do poder central, tendo em conta a existência de um controlo superiormente hierárquico de todos os processos de gestão escolar, Lima afirma que, com o recurso às tecnologias da informação e comunicação, surge uma recentralização da administração do sistema escolar e que esta recentralização é capaz de “legitimar tecnicamente os resultados produzidos […] pela introdução de departamentos ou serviços de monitorização sistemática” (Lima, 2011, p. 79) . Em boa verdade, o Taylorismo assenta na possibilidade de o ator ser capaz de executar a sua tarefa ou função com a máxima eficiência, sendo este mesmo ator uma extensão da própria máquina. Se considerarmos o órgão de gestão das organizações escolares como uma extensão da máquina central, o Ministério da Educação, que se limita a executar as ordens emanadas pelo poder central, o órgão de gestão não é mais que uma mecanização do poder central. Tendo em conta Wiener, atrevemo-nos a afirmar que “A máquina computadora representa o centro da fábrica
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 26 h. é com o Decreto-Lei 75/2008 (em vigor ainda hoje) que finda a gestão colegial e, desde 1974, introduz-se, pela primeira vez, de forma obrigatória em todas as escolas não agrupadas e agrupamentos de escolas públicas, um órgão de gestão unipessoal. Note-se que, no que ao Decreto-Lei 75/2008 se refere, Afonso considera que “Este modelo, entre outros aspectos, é oficialmente justificado “no sentido do reforço da participação das famílias e comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino e no favorecimento da constituição de lideranças fortes”. A ênfase discursiva na colegialidade parece recair de novo na direcção – “órgão colegial de direcção designado conselho geral” (Afonso, 2010, p. 20). Face ao que atrás se sintetizou, é interessante salientar que Afonso considera que, com esta última conceção de gestão, há lugar, nas escolas, a diferentes modelos de prestação de contas e de responsabilização e, além disso, o investigador alerta para a possibilidade de surgir um “novo pan-ótico , incrementando os mecanismos de controlo e vigilância sobre os seus actores educativos” (Afonso, 2010, p. 21). Em suma, importa aferir se o uso das plataformas informáticas permite à administração um maior controlo, como forma de regulação nacional dos atores no terreno, ou se, pelo contrário, a sua intenção será criar uma maior autonomia, descentralizando o sistema. Procuraremos dar resposta a estas questões nos dois subpontos que se seguem. 1.1 Plataformas informáticas: autonomia ou regulação nacional? A autonomia das organizações escolares, ou as “tentativas” anteriores (não consumadas) (Barroso, 2004), remonta a 1914, quando se tentou implementar e regulamentar a administração autónoma dos liceus, criando-se, assim, uma descentralização em relação à administração central. A comissão da Reforma do Sistema Educativo de 1986, tal como já fizemos alusão, propõe alterações significativas de descentralização da administração, através de uma regulamentação que reconhecia às organizações escolares autonomia administrativa e financeira, pese embora estas alterações nunca sejam referenciadas como sendo efetivamente autonomia das escolas. Só um ano depois, com o Ministro da Educação Roberto Carneiro, a expressão autonomia das escolas começou a ter dimensão, nomeadamente nos órgãos de comunicação social, como
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 27 refere Barroso, ao citar o então Ministro da Educação, quando este afirma que: “É um Ministério ingovernável enquanto mantiver esta concentração de poderes e de funções de Administração Central” (Barroso, 2004, p. 56). Na verdade, este discurso ia tão somente no sentido de comprovar a necessidade de as organizações escolares serem capazes de criar e assumir um projeto educativo, originando apenas uma experiência de gestão financeira, iniciada em 1990, nas escolas de 2º ciclo, 3ºciclo e secundário, deixando de fora as escolas do 1º ciclo. Todo este processo foi coberto por uma lacuna diagnosticada desde o início pelas equipas de acompanhamento, nomeadamente: insuficiente autonomia atribuída às organizações escolares, aliada à falta de formação e experiência por parte dos atores envolvidos. Importa igualmente referir que entre a comissão de reforma e os anos 2000 foi publicado o Decreto-Lei nº43/89 de 3 de fevereiro, que incidia exclusivamente na autonomia das escolas e em cujo preâmbulo se afirmava: “A reforma educativa não se pode realizar sem a reorganização da administração educacional, visando inverter a tradição de uma gestão demasiado centralizada e transferindo poderes de decisão para os planos regional e local. (…) Entre os factores de mudança da administração educacional inclui-se, como factor preponderante, o reforço da autonomia da escola […]. A autonomia da escola concretiza-se na elaboração de um projecto educativo próprio, constituído e executado de forma participada, dentro de princípios de responsabilização dos vários intervenientes na vida escolar e de adequação a características e recursos da escola e às solicitações e apoios da comunidade em que se insere. A autonomia da escola exerce-se através de competências próprias em vários domínios, como a gestão de currículos e programas e actividades de complemento curricular, na orientação e acompanhamento de alunos, na gestão de espaços e tempos de actividades educativas, na gestão e formação do pessoal docente e não docente, na gestão de apoios educativos, de instalações e equipamentos e, bem assim, na gestão administrativa e financeira” (sublinhado nosso). No entanto, também este decreto – no qual o vocábulo autonomia surge referenciado vinte e duas vezes, quer no preâmbulo, quer no articulado – constitui uma dimensão mais retórica do que real em torno da autonomia. Uma nova tentativa sobre a promoção da autonomia foi apresentada em 1997, no sentido de ser discutida no Conselho Nacional de Educação, tendo o debate público terminado em fevereiro de 1998, dando origem ao supracitado Decreto-Lei 115-A/98, não sem antes sofrer
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 28 “algumas alterações de pormenor para satisfazer os grupos de pressão mais activos” (Barroso, 2004, p. 61), sendo que “nem todos estavam de acordo quanto ao significado, vantagens e modalidades de execução de uma política de “ reforço de autonomia da escola ”” (Barroso, 2004, p. 62). Neste processo, Barroso agrupa em quatro lógicas de decisão, consoante os interesses e opiniões diferenciadas, existentes tanto no interior como no exterior do Ministério da Educação: (i) lógica estatal – tendo como objetivo a simples modernização administrativa, com vista a aliviar a administração central dos problemas que não consegue resolver, esta lógica tem como resultado a recentralização administrativa, substituindo o controlo direto por um controlo remoto baseado em resultados; (ii) de mercado – tendo como objetivo a construção de um mercado educativo, descentralizado, concorrencial e autónomo, com vista à desregulação da intervenção do Estado, esta lógica resulta num agravamento da clivagem entre os recursos da escola e o percurso escolar dos alunos; (iii) corporativa – tendo como objetivo a conceção de um “bem exclusivo” dos professores e não um “bem público, com vista a reconhecer a autonomia dos professores nos processos de decisão, em detrimento das decisões coletivas, esta lógica tem como resultado a contestação do reforço das competências, preferindo uma escola menos autónoma com professores “mais livres”; (iv) e sociocomunitária – tendo como objetivo a defesa da “autonomia” como processo social. Com vista à mobilização de professores, pais, alunos e demais comunidade para obter uma ação coletiva, esta lógica tem como resultado a construção de um projeto educativo e prestar um serviço público de educação. Em 2009, Barroso equacionava a existência de novas formas de regulação de educação e, referindo-se à recomposição do papel do Estado, falava de políticas de regulação, salientando a existência de uma “Tensão entre uma «lógica burocrática», centrada numa regulação externa através de procedimentos administrativos de coordenação e controlo, e uma “lógica pedagógica”, centrada na auto-regulação pelos profissionais, no que se refere à organização do trabalho e às matérias pedagógicas” (Barroso, 2009, p. 995).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 29 Ademais, em artigo recente, Barroso considera falacioso traçar a História da educação tomando por base apenas o que se encontra exarado no Diário da República, ou no que é dito nos discursos oficiais, defendendo que há que ter em consideração a existência de quatro níveis de regulação: a. transnacional; b. nacional; c. municipal; d. e escola ( cf. Barroso, 2018, p. 1082). Com efeito, interessam-nos sobremaneira as considerações tidas pelo autor quanto ao nível nacional, na medida em que ele afirma que se irá referir “à política de utilização de plataformas eletrónicas pelo ministério da educação para registo e/ou operacionalização das mais diversas operações feitas pelas escolas quer no domínio administrativo, quer pedagógico, quer de avaliação” (Barroso, 2018, pp. 1082-1083). Urge relembrar que a regulação internacional é uma constante desde o final da década de 80 do século passado, em que tanto instituições financeiras como FMI ou o Banco Mundial, bem assim como organizações como a OCDE, ou mesmo, em anos mais recentes, a União Europeia, têm vindo a propor uma visão própria para políticas a seguir pelos Estados (a aplicação do PISA é disso exemplo concreto), num claro apagamento da soberania nacional que cede lugar à influência cada vez maior da união Europeia ( cf ., por exemplo, Fontoura, 2008, p. 11). Aliás, como afirma Fontoura “O ano de 2000 está marcado pelo lançamento de dois documentos essenciais, que definem uma nova matriz de intervenção: o Memorandum sobre a educação e a formação ao longo da vida e o Relatório europeu sobre a qualidade da educação escolar que, conjuntamente, irão permitir à União Europeia agir como uma instância de avaliação e de regulação das políticas nacionais (cf. Nóvoa, 2005: 209)” (Fontoura, 2008, p. 11). Ora, esta mesma autora considera que as normas transnacionais, definidas a nível europeu, não são imediatamente incorporadas nos discursos, identidade e estruturas políticas nacionais, antes é necessário “passar por processos de desinserção das relações sociais dos contextos locais de interacção (descontextualização) e de redefinição das relações sociais descontextualizadas (recontextualização) e de fixação de novas condições de espaço e de tempo (Giddens, 1995). A actividade social surge-nos sempre constituída através de três momentos de diferença entrecruzados temporalmente, paradigmaticamente e espacialmente. É um erro, afirma o autor, «supor que o conceito de acção pode ser plenamente elucidado fora do contexto dos
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 30 modos de actividade historicamente localizadas» (Giddens, 2004: 15)” (Fontoura, 2008, p. 12). Dito por outras palavras: apropriar-se (de), implementar e cumprir com novas normas depende de tradições, políticas e culturas nacionais ( cf. Fontoura, 2008, p. 13). Importa não esquecer que, ao falarmos de autonomia, devemos, todavia, novamente realçar que as escolas estão dependentes de uma avaliação externa que confere a conformidade, ou não, das decisões tomadas, segundo as regras anteriormente estabelecidas pelo poder central. Como afirma Lima, “Não é, portanto, de estranhar que a autonomia da escola represente, há duas décadas, um tópico recorrente nos discursos educativos, embora, aparentemente, com reduzido impacto na administração do sistema educativo e sobretudo com parcas consequências democráticas na governação e administração das escolas” (Lima, 2006, p. 8). Poderemos, assim, supor que, embora, aparentemente, políticas transnacionais convirjam no sentido de reforçar as vantagens da descentralização e da autonomia, o recurso cada vez mais intensificado e multifacetado a múltiplas plataformas informáticas poderá mostrar que, no caso em concreto de Portugal, a apropriação destas políticas no binómio descentralização/autonomia vs plataformas informáticas, poderá apontar para uma (re)centralização do controlo e para uma regulação top-down . Importa agora considerer também o que afirma Ben Williamson, quando refere que “Educational institutions and governing practices are increasingly augmented with digital database technologies that function as new kinds of policy instruments” (Williamson, 2016, p. 123). Para o autor, organismos como a OCDE estão cada vez mais poderosos10Fe, como afirma Barroso, citandoo, “o governo da educação é fortemente condicionado pelo «objetivo de quantificação de toda a espécie de comportamentos humanos e sociais»11F 12 (Barroso, 2018, p. 1087). Daí que Barroso considere a existência de uma regulação nacional, que passa, justamente, pela regulação dos resultados dos atores sociais por intermédio de instrumentos de regulação11F12F 13 12 “The calculative techniques of a newer center of calculation like the OECD make it capable of collecting vast quantities of educational data from across states and countries in order to produce a global grid of visibility in which national performance is made comparable and, importantly, public through seemingly scientific and non-political modes of technical expertise in statistical measurement and graphical presentation.” (Williamson, 2016, p. 131) 13 Entendidos, aqui, como “um dispositivo, ao mesmo tempo, técnico e social pelo qual a ação coletiva é estruturada com o fim de resolver um problema de natureza pública (SALAMON, 2002; LASCOUMES & LE GALÈS, 2004).” (Barroso, 2018, p. 1086)
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 31 variados, “como sejam, por exemplo, os dispositivos de avaliação, os referenciais de competências, os contratos de autonomia, as metas de aprendizagem, as “boas práticas”, as “plataformas eletrónicas” etc.” (Barroso, 2018, p. 1086). Ora, para o autor, esta é uma relação por instrumentos, que motiva um maior controlo, embora indireto, é certo, e que motiva menor autonomia e, na senda de Meira13F 14 , o leva a afirmar, que há “preservação da burocracia (ou neoburocracia) educacional” impondo-se “«controlo de procedimentos» no âmbito nacional” (Barroso, 2018, p. 1087 e p. 1093, respetivamente). 1.2 Descentralização e participação É inegável que legislação não implica, obrigatoriamente, ação12F14F 15 , ou seja, embora os discursos políticos se construam num contexto de influência , onde diferentes atores e conceitos vão adquirindo a sua legitimidade num processo de aceitação, ou de recusa, em “arenas públicas de ação” ( cf. Mainardes, 2006), as soluções são patrocinadas e/ou impostas por agências internacionais13F15F 16 , e.g. Banco Mundial, OCDE, UNESCO, FMI, com a natural reinterpretação realizada pelo Estado-nação, o qual, naturalmente, tendo em conta a globalização da políticas internacionais, as recontextualiza dentro dos contextos nacionais. Como afirma Mainardes, isto implica “a interpretação ativa que os profissionais que atuam no contexto da prática fazem para relacionar os textos da política à prática. Isso envolve identificar processos de resistência, acomodações, subterfúgios e conformismo dentro e entre as arenas da prática, e o delineamento de conflitos e disparidades entre os discursos nessas arenas” (Mainardes, 2006, p. 50). Antes de mais, consideramos pertinente clarificar o conceito de centralização. Para Barreto “A centralização consiste no estabelecimento de uma autoridade global, em princípio 14 Neste artigo, Barroso refere-se ao trabalho que Meira realizou na “sua importante tese de doutoramento sobre o uso, em Portugal, de diversas plataformas eletrónicas pela administração escolar e sua influência determinante na preservação da burocracia (ou neoburocracia) educacional.” (Barroso, 2018, p. 1087) 15 Segundo Mainardes, “Os textos das políticas terão uma pluralidade de leituras em razão da pluralidade de leitores. Os textos são produto de múltiplas influências e agendas e sua formulação envolve intenções e negociação dentro do Estado e dentro do processo de formulação política. Neste processo, apenas algumas influências e agendas são reconhecidas como legítimas e apenas algumas vozes são ouvidas.” (Mainardes, 2006, p. 53) 16 Observe-se que Dale, que utiliza o vocábulo globalização, afirma que “A “globalização” é frequentemente considerada como representando um inelutável progresso no sentido da homogeneidade cultural, como um conjunto de forças que estão a tornar os estados-nação obsoletos e que pode resultar em algo parecido com uma política mundial, e como reflectindo o crescimento irresistível da tecnologia da informação.” (Dale, 2004, p. 424), embora alerte para a utilização indiscriminada do termo e para o seu uso promíscuo .
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 32 governamental ou estatal, que regule e presida às actividades de todas as unidades do sistema integrado” (Barreto, 1995, p. 160). Ora, o conceito de centralização surge, em múltiplos discursos, associado ao conceito de descentralização que, julgamos, também importa, desde já, clarificar. A descentralização pressuporia e permitiria “decisões de proximidade, com mais e melhor informação sobre os problemas, mais adequadas à realidade de cada território e das pessoas que o compõem, possibilitando o envolvimento da comunidade local e reforçando a responsabilização política dos decisores e o incentivo à boa gestão” (Educação, 2016, p. 9). Formosinho e Machado, por seu turno, falam em “tensão entre centralização e descentralização administrativas, entendidas como formas políticas de organização do Estado e não como meros processos técnicos para assegurar a eficácia da administração” (Formosinho & Machado, 2013, p. 27). Importa, por isso, neste momento, refletir ainda em torno de conceitos como administração centralizada (concentrada e desconcentrada) e administração descentralizada. Assim, e tomando por base a análise que destes conceitos realiza, de forma exímia, Formosinho (1986, pp. 63-65), poderemos considerar, grosso modo , que a administração pode ser centralizada (quando e se as decisões se operam no topo) ou descentralizada (quando e se existirem órgãos locais que são independentes hierarquicamente da administração, ou seja, in casu , do Estado). No que diz respeito à primeira, a administração centralizada pode, ainda, ser concentrada ou desconcentrada. Se apenas os serviços centrais – superiores na cadeia hierárquica – tiverem poder de decisão e os seus inferiores, “agentes dos escalões inferiores” (Formosinho, 1986, p. 63), se limitarem a executar o que o topo decidiu, estamos perante uma administração centralizada concentrada. Pelo contrário, ela será desconcentrada se a lei permitir que chefes, em quem se delegaram poderes, possa tomar decisões que nele foram delegadas, mas cuja delegação pode cessar a qualquer momento. Dito por outras palavras, as de Formosinho & Machado: “A desconcentração difere da descentralização e tanto pode ser um instrumento ao serviço da centralização do poder como um corolário da descentralização. Colocada ao serviço da centralização do poder, a aplicação do princípio da desconcentração justifica-se por “razões técnicas que têm a ver com a celeridade, a eficácia e o ajuste da decisão administrativa às situações concretas
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 33 verificadas a nível local”, bem como com a libertação dos órgãos centrais de “um acervo de decisões instrumentais” para poderem concentrar as suas actividades nas funções de direcção, supervisão e controlo. Entendida como corolário da descentralização, a desconcentração dá conta dos efeitos da distribuição de poderes operada num modelo descentralizado desconcentrado por oposição ao modelo centralizado concentrado que era dominante antes da LBSE” (Formosinho & Machado, 2013, p. 31). É muito interessante verificar, aliás, que Formosinho defende que “Uma rede desconcentrada multiplica a presença do poder central em todos os locais mantendo-se a cadeia hierárquica de comando e proporcionando-se a possibilidade de acção de controlo indirecto” (Formosinho, 1986, p. 64). Quanto ao que acontece à utilização das plataformas informáticas em contexto escolar, parece evidente que “No topo formula-se, nos escalões inferiores executa-se apenas” (Formosinho, 1986, p. 63). Numa referência, ainda que necessariamente sucinta, aos conceitos de descentralização e de desconcentração, Daniela Vilaverde e Silva também nos oferece uma síntese interessante: “O binómio descentralização-autonomia é fundamental para que o processo de descentralização adquira uma existência real e se distancie de outros conceitos, nomeadamente do conceito de desconcentração, o qual é muitas vezes confundido ou até mascarado em nome da descentralização. Assim, enquanto na desconcentração a autonomia é inexistente, na descentralização a autonomia das organizações representa a consagração de um poder real emanado pelos próprios, cujas organizações possuem não só a capacidade de definirem a sua própria lei como a capacidade de a executar. Esta capacidade advém do conceito de autonomia” (Silva, 2017, p. 141, sublinhado nosso). Do atrás exposto se conclui que, se a descentralização implica que existam organizações independentes em alguns domínios do Estado, com competências próprias (por exemplo, autonomia financeira e/ ou administrativa), já a desconcentração é mais limitada, prevendo-se, quando muito, que a tomada de decisões seja mais célere e que a resolução dos problemas que surgem nas organizações não dependa dos serviços centrais, sendo, por isso, resolvidos de forma mais rápida e eficiente. Não obstante, mantém-se um modelo de gestão centralizado, ao contrário do que acontece em casos de efetiva autonomia. Para Formosinho, Fernandes, Ferreira e Machado,
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 34 “o primeiro elemento da autonomia é a transferência de poderes e de liberdades para uma instituição criada pelo Estado, seja como distinta e como separada dele (descentralização) seja como parte integrante supervisionada (desconcentração). Este primeiro elemento não existe nos serviços centralizados, integrados no Estado e dirigidos por Ele. Porém, a capacidade social de autonomia pode existir por parte dos actores sociais e organizacionais” (Formosinho, Fernandes, Ferreira, & Machado, 2010, p. 100). A participação na organização educativa parece, por isso, algo bastante questionável, embora Veloso, Craveiro e Rufino afirmem que “Em Portugal, têm ocorrido importantes mudanças relativas aos modelos de gestão e organização escolar. No âmbito das recentes inovações legais introduzidas, assiste-se ao reforço da participação da comunidade educativa por meio do órgão colegial de gestão escolar (Conselho Geral), que possui a função de aprovar as regras fundamentais de funcionamento das escolas e detém o poder de destituir o director (Decreto-Lei n.º 75, PORTUGAL, 2008)” (Veloso, Craveiro, & Rufino, 2012, p. 817). Numa visão ciberburocrática da gestão escolar, Lima afirma, também, que “A autonomia e a descentralização, hoje tão invocadas, tendem, porém, a revelar-se compatíveis com a centralização das decisões político-estratégicas, dada a natureza predominantemente técnica e operacional da autonomia de execução” (Lima, 2012, p. 144). Nesse sentido, com esta interação de conceitos, podemos referir que a autonomia da gestão escolar está dependente da centralização decisória do poder central, sendo fantasioso referir que as escolas estão dotadas de autonomia, dado que cada decisão tomada não é mais que o cumprimento de decisões superiores.2F14F16F 17 Considera ainda Lima que “A crítica ideológica à burocracia pública estatal, ignorando os fenómenos de burocratização empresarial e das organizações privadas, e a tentativa da sua superação através de modelos de governação pós-burocrática, considerados inovadores e flexíveis, mas à margem de soluções governativas mais democráticas e participadas, tem resultado, contraditoriamente, na emergência de uma hiper-burocracia” (Lima, 2010). 17 Como afirma Gareth Morgan, "na prática, a tecnologia é frequentemente utilizada para aumentar o poder central" (2007: 174). No entanto, "em princípio, a tecnologia pode ser usada para aumentar o poder daqueles que estão em níveis ou locais da organização periféricos, fornecendo dados relacionados ao seu trabalho, mais claros, imediatos e relevantes que facilitam o autocontrole em lugar de controle centralizado" (Pereira, 2009, p. 10).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 35 CAPÍTULO III - ENQUADRAMENTO TEÓRICO - OLHAR A ESCOLA SOB AS LENTES BUROCRÁTICA E POLÍTICA 1.1 O modelo burocrático Numa conceção tradicional, de uso comum, o vocábulo burocracia tem associado a si uma carga assaz negativa15F17F 18 e, frequentemente, falar em burocracia implica falar de algo que é considerado ineficaz e, sobretudo, inflexível16F18F 19 . Inegável, porém, é que o crescimento da burocracia (tanto no sector público, como no privado) é, reconhecidamente, uma das mais badaladas características das organizações modernas, pelo que conhecer as suas origens é de suma importância, bem como entender como é que a crescente burocratização afeta a vida do homem na sociedade democrática e contemporânea. De igual modo, no que à escola enquanto organização diz respeito, esta é reiteradamente apelidada pelos seus membros como burocrata, sobretudo quando estes se referem a uma administração altamente centralizada, que controla os seus graças a uma centralização política e administrativa. A verdade é que a aparente liberdade democrática conferida aos diretores das escolas não existe efetivamente, porque também eles se veem envolvidos na chamada teia da burocracia , que parece dificultar muitas das suas práticas (ou tentativas) de autonomia. Com efeito, nas mais das vezes, o diretor, a nosso ver, mais não faz do que cumprir diretrizes ministeriais. Claro está que os modelos burocráticos se inspiram nos escritos de Max Weber, sociólogo alemão de renome mundial desde 1920, e nas suas fundamentações teóricas sobre a burocracia, as quais desconstroem as ideias do senso comum atrás referidas e procuram provar que o modelo de gestão mais eficaz é, por certo, o burocrático17F19F 20 . Aliás, os autores que, seguidamente, referirei 18 Olsen afirma que “«Bureaucracy» is often used as a pejorative slogan, as well as a label for all public administration or any large-scale formal organization. Max Weber, however, made bureaucracy an analytical concept, decoupled from the polemical context in which it had emerged (…)” (Olsen, 2005, p. 2). 19 Observe-se, a título meramente exemplificativo, o que se escrevia no jornal Público online, em 9 de junho de 2016, em que – partindo de uma recomendação do Conselho Nacional de Educação – título e subtítulo do artigo remetiam para a crescente burocracia que invade as escolas “O tempo dos professores deve ser ocupado no processo de ensino e não em burocracias; Recomendação do Conselho Nacional de Educação lembra que aos docentes é pedida uma série de tarefas que "não se compagina" com a condição docente.” (Viana, 2016). O que o título parece sugerir é que a burocracia inútil pode ser um entrave ao pleno sucesso educativo. 20 É certo que Weber descreveu a burocracia como um “tipo ideal” de estrutura, não querendo com isso significar que se trata de uma estrutura perfeita, mas, antes, de uma estrutura pura. Das várias descrições feitas por Weber em vários dos seus escritos, subentendem-se como características burocráticas típicas a divisão do trabalho , a especialização , o comportamento formalizado , o respeito pela hierarquia e pele cadeia de comando , a comunicação regulada e o trabalho estandardizado (em termos de processos e capacidades) (Mintzeberg, 1979, p. 85).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 42 sugerindo, por isso, que na análise das organizações se recorra a uma teoria mais dinâmica. Com efeito, o autor advoga essa necessidade de um novo sistema, já que “le cercle vicieux bureaucratique tient au mode de gouvernement adopté par l'organisation ou, en termes plus simples, aux moyens qu'elle utilise pour obtenir, de ses membres, le minimum de conformité nécessaire à son fonctionnement” (Crozier, 1962, p. 371). Se, como nos diz Lima, considerarmos a administração do sistema de ensino como burocrática (na senda de Weber), o certo é que, para o investigador, “a burocracia weberiana [como conceito unitário] não terá exercido influência notória na administração pública (…) em Portugal.” (Lima, 1991, p. 2), embora possamos “identificar alguns traços relevantes com destaque para a centralização e o controlo burocrático através de normas de aplicação universal e uniforme” (Lima, 1991, p. 2). Face ao exposto, Lima apelida a administração pública portuguesa de “ burocracia parcial ”, uma vez que neste modelo administrativo e organizacional se “acentuaria o controlo burocrático centralizado e [nele tender-se-ia] a desprezar outras dimensões mais relacionadas com a racionalização” (Lima, 1991, p. 2). Modelo caracterizador da administração pública, a burocracia, como diz Costa, manifestase “por inerência [como modelo] da administração dos sistemas educativos” (Costa, 1996, p. 49), embora autores como Licínio Lima utilizem, nos seus estudos, “a perspetiva burocrática, mas não de forma exclusiva” (Costa, 1996, p. 51). Lima, aliás, fala numa burocracia à portuguesa , considerando-a “uma má imitação de um modelo pretensamente racional, mas que dele apenas reproduz algumas dimensões” (Lima, 1991, p. 2) – talvez mais congruentes com traços históricos e culturais: “uma dada concepção de unidade e uma tradição centralista e unitarista” (Lima, 1991, p. 2). É também este investigador que considera que “O modelo burocrático, quando aplicado ao estudo das escolas, acentua a importância das normas abstractas e das estruturas formais, os processos de planeamento e de tomada de decisões, a consistência dos objectivos e das tecnologias, a estabilidade, o consenso e o carácter preditivo das acções organizacionais. É, de resto, o modelo de análise predominante nos estudos sobre a escola, apesar das crescentes críticas que lhe vêm sendo dirigidas, e de algumas dificuldades de monta na própria aplicação do modelo à escola” (Lima, 1998, p. 73).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 43 Conquanto assim seja, modelos como o político, de que seguidamente nos ocuparemos, abalam pressupostos teóricos do modelo burocrático weberiano nas suas dimensões estruturantes e colocam em causa princípios de racionalidade e de previsibilidade; o conceito de poder legal; a clareza inegável da tomada de decisões e a existência de valores e regras universais que todos seguem de forma absolutamente racional e inquestionável. Não obstante, antes dessa transição para o subcapítulo seguinte, em que analisamos os modelos políticos, parece-nos essencial que nos debrucemos ainda sobre os conceitos de pósburocracia e de hiperburocracia, dando especial destaque a esta última hipótese teórica proposta por Lima. Autores como Barroso advogam existir uma alteração de paradigma e declaram que o modelo burocrático cedeu lugar a um modelo pós-burocrático. Afirma este autor, referindo-se a três níveis de regulação, que “ nous assistons à un changement de paradigme au niveau de la conception de l’organisation et du management, qui remplace le ‘modèle bureaucratique’ par des modes alternatifs de type post-bureaucratique” (Barroso, 2012, p. 55). Para Barroso, estes novos modos de regulação afastam-se dos modelos burocráticos por não assentarem “[…] na legitimidade da racionalidade e da lei, consideradas simultaneamente como formas de coordenação e fonte de valores” (Educação, 2016, p. 24). Seria talvez interessante concordar com Olsen quando este afirma que “Maybe it is time to rediscover Bureaucracy” (Olsen, 2005, p. 1) e ultrapassarmos a análise feita a partir do senso comum e de estereótipos que ditam que “«bureaucracy» is an undesirable and nonviable form of administration developed in legalistic and authoritarian society and now inevitably withering away because i tis incompatible with complex, individualistic, and dynamic societies?” (Olsen, 2005, p. 2). No artigo com este mesmo título, Olsen reconhece a existência de mudanças importantes na administração pública e na forma como esta é encarada. Embora, em anos recentes, se tenha afirmado que a burocracia estava ultrapassada e obsoleta, por outro lado, na ótica do autor, “for those interested in how contemporary public administration is organized, functions, and changes, it is worthwhile to reconsider and rediscover bureaucracy as an administrative form, and analytical concept” (Olsen, 2005, p. 2). Para Olsen, entender a administração pública atual implica que se entenda que as instituições são organizações multifacetadas e complexas, nas quais “actors, rules, values, principles, goals, interests, beliefs, powers, and cleavages […] operate” (Olsen, 2005, p. 7). Para este autor, o problema não se encontra na burocracia em si, mas, antes, numa utilização
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 44 deficitária desta, daí que seja necessário encarar “The viability of bureaucracy” (Olsen, 2005, p. 12), segundo três pontos essenciais: “(a) including bureaucracy as an institution, not only an instrument; (b) looking at the empirical studies in their time and context, not only at Weber’s ideal-types and predictions; and (c) taking into account the political and normative order bureaucracy is part of, not only the internal characteristics of «the bureau»” (Olsen, 2005, p. 1). Na ótica de Lima, a gestão gerencial21F23F 24 , ao invés de permitir a superação do modelo de gestão burocrático, tem promovido uma “hiperburocratização das organizações educativas, realçando o investigador que as tecnologias de informação, novas formas de controlo, promovem essa hiperburocracia (Lima, 2012, p. 130). Cumpre-nos salientar ainda que, de acordo novamente com Lima, a hipótese teórica da hiperburocratização apontará para “uma burocracia aumentada, resultante de um processo de hibridização que ora perde, ora mantém certos traços de burocracia weberina, que associa, eventualmente, novas dimensões ao “tipo-ideal” original, que adquire novas e mais complexas propriedades de extensão e de controle, entre outras, induzidas por uma burocracia digital ou ciberburocracia” (Lima, 2012, p. 130). Daqui se infere que a tónica regressa ao caráter instrumental da organização escolar, o que parece provar que “La caída de la burocracia como tipo de organización que “penetró gradualmente todas las instituciones sociales” (Mouzelis, 1975, p. 18) ha sido anunciada prematuramente” (Lima, 2016, p. 102). Aliás, o uso de um cada vez maior número de plataformas informáticas ligadas à internet parece potenciar esta hiperburocracia, que seria agora uma “burocracia parcialmente desmaterializada, admitiendo en simultáneo componentes de descentralización de determinado tipo y nuevas formas de centralización y de telecontrol, o control a distancia. Se trataría de una burocracia más acelerada, capaz no solamente de una presencia ubicua, sino también de ejercer una compresión del tiempo y de aumentar exponencialmente sus capacidades de cálculo, de medida y de matematización de la realidad social e, incluso, de registro y “grabación” de lo real, con frecuencia a través de procesos automáticos y no dependientes de la voluntad (y, en ocasiones, ni del conocimiento ni de la 24 Para Fernanda Martins, “o gerencialismo é um elemento que resulta da intervenção dos diferentes governos; gerencialismo esse que, na realidade portuguesa, dada a centralização da administração do sistema educativo, encontra-se orientado principalmente para o interior do sistema e da escola, mais do que para o mercado, através da concentração de poderes no órgão de gestão, o Conselho Executivo” (Martins, 2009, pp. 32-33).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 45 aquiescencia de los sujetos implicados), amplificando sin precedentes la importancia del material documental, ya mucho más allá de las marcas administrativas tradicionales de tipo escrito” (Lima, 2016, p. 105). Do atrás exposto se conclui que a burocracia, na modernidade, tem demonstrado alta capacidade de adaptação, reproduzindo-se a partir do tipo-ideal definido por Max Weber, mas assumindo novos formatos, designadamente, a burocracia eletrónica de que fala Meira e a hiperburocracia a que se refere Lima. 1.2 O modelo político Quando falamos de plataformas informáticas ao serviço da gestão escolar, não nos referimos somente às que são operadas pelo diretor, ou que se encontram sob a sua supervisão direta, quando a gestão destas é, por ele, delegada em alguém ( e.g. o subdiretor, um adjunto, o chefe dos serviços administrativos, ou, mesmo, em assessores “especializados” em novas tecnologias). Referimo-nos, também, às plataformas que são geridas e/ou utilizadas quer pelos serviços administrativos, quer pelos professores. Diferentes atores escolares têm vindo a depararse , ao longo dos últimos anos, com uma organização escolar que, no que ao digital se reporta, os obriga a assumirem comportamentos e condutas diferentes dos tidos no passado, quer em contexto de sala de aula, quer, e é o que nos importa analisar neste estudo, na sua relação com as diferentes plataformas em que e com as quais têm que agir. É relevante, portanto, equacionar e observar as possíveis tensões geradas entre múltiplos atores no uso destas plataformas. Perante isto, são múltiplas as questões que se nos levantam: Como interagem os atores com estas novas plataformas? Como interagem os diferentes atores entre si? Como interagem os diversos órgãos de gestão de topo com as plataformas? Como é que os atores de topo as implementam junto dos gestores intermédios? Como é que diferentes os atores, na organização educativa, avaliam a implementação destas plataformas e os comunicados oficiais emanados pelo MEC? Se, como afirma Costa, “O desenvolvimento da imagem da escola como arena política ” marca uma viragem importante nas concepções vigentes no âmbito da análise organizacional” (Costa, 1996, p. 73), temos, nesta parte do nosso trabalho – e perante as questões que no
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 46 parágrafo prévio se levantam –, que dedicar alguma atenção ao chamado modelo político de análise das organizações. Este modelo recusa uma racionalidade linear, bem assim como a previsibilidade típica dos modelos burocráticos, a que atrás nos referimos. Importa, assim, refletir em torno dos conceitos de conflito, de poder, de negociação, tão presentes nos diferentes autores que teorizam em torno destes modelos (Baldridge, Etzioni, Crozier& Friedberg, Morgan e, em Portugal, Natércio Afonso). No que ao poder na escola como organização educativa se refere, Lima considera que “o verdadeiro poder de decisão, os principais órgãos de governo de cada escola encontramse deslocados, são externos à própria escola e situam-se para além dela. As escolas são externamente dirigidas por um centro político-administrativo que parece invisível no organigrama de cada escola concreta – o Ministério da Educação” (Lima, 2007, p. 47). De igual modo – e agora num contexto meso – importa perceber se as “infidelidades normativas” invocadas por Lima, e por ele sumamente analisadas (Lima, 1991), continuam a existir com o uso cada vez mais recorrente das plataformas informáticas. Relembre-se que Lima confere, na sua tese de doutoramento, grande importância às “infidelidades normativas”. Em seu entender, a escola é um locus de reprodução normativa, em que os atores veem a sua atuação orientada pela existência de regras formais e legais, produzidas hierarquicamente, ou seja, no topo da hierarquia, “supra-organizacionalmente”, como afirma o investigador (Lima, 1991, p. 142). Observe-se que, de acordo com o que Lima afirma neste mesmo artigo: “No quadro de uma administração centralizada do sistema de ensino, a produção de regras formais, de instruções oficiais e de outros normativos, é realizada fora da escola. A grande quantidade e diversidade de regras assim produzidas (…) é, geralmente, designada por “legislação”, não apenas no sentido de leis, decretos-leis, portarias…, produzidos pelos órgãos com poderes legislativos, mas com um sentido mais amplo que inclui circulares, ordens de serviço, esclarecimentos, etc., produzidos pelos órgãos de administração” (Lima, 1991, pp. 141-142). Ora, Lima considera que nem sempre a escola como organização educativa permite a “reprodução perfeita” dessas regras, equacionando, desse modo, a existência de normas alternativas, por ele designadas de “infidelidades normativas”. Ou seja: se, por um lado, a conceção é realizada por superiores, que decidem e promulgam a nível central as normas, por outro lado, a execução é feita pelos subordinados e, claramente, parece surgir uma conceção de
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 47 escola burocrática, quando estas normas são aceites e a sua reprodução se faz de forma plena e integral. Não obstante, Lima entende que tal nem sempre acontece e, por isso, o autor considera que a escola é um lugar de reprodução de regras formais, mas também um lugar de produção dessas mesmas regras, porquanto os atores poderão nem sempre reproduzir os normativos na sua totalidade, optando pela sua reprodução parcial, ou, até, pela não reprodução. Isto, segundo Lima, parece provar que a organização se alicerça numa tensão entre o formal e o informal, o chamado plano das orientações para a ação e o plano da ação propriamente dito. Surge, assim, “a produção de regras, organizacionalmente localizada, quer como simples resposta alternativa, quer como forma de preencher eventuais espaços regulados normativamente” (Lima, 1991, p. 145). Note-se que, para Lima, a infidelidade não é uma exceção, antes constitui um fenómeno recorrente que caracteriza tanto os atores como a escola como organização. Segundo o autor, a infidelidade normativa seria um “contraponto ao normativismo burocrático” e há que ter em conta que (i) uma infidelidade pode surgir quanto ao motivo (o ator não conhece as normas, ou estas não são suficientemente claras); ou quanto ao conteúdo (e aqui Lima refere três tipos de infidelidades – “1) em relação à letra mas não ao espírito; 2) em relação ao espírito mas não à letra; 3) em relação à letra e ao espírito” (Lima, 1991, p. 146). Curiosamente, se estas regras se instituírem nas organizações poderão ser elas as normas às quais os atores obedecem e que acreditam estar de acordo com a lei. Isto leva-nos a levantar uma outra questão: será que ainda faz sentido considerar, em 2019, e sendo as plataformas, maioritariamente, lugares fechados, que “o normativismo que sobre a escola e os actores educativos se abate deve ser confrontado com outras orientações”? (Lima, 1991, p. 146). Ou serão as plataformas lugares tão absolutamente fechados que nada mais resta aos seus atores senão cumprir o normativismo? As organizações afiguram-se, deste modo, como verdadeiramente complexas, daí que Gareth Morgan recorra a várias metáforas para dar conta dessa complexidade, realçando, assim, que o olhar multifocado é aquele que, a nós, como investigador, nos deve importar. A escola como organização não é unívoca, antes permite um estudo do seu carácter multifacetado. Urge, por isso, observar agora a escola à luz dos modelos políticos. Centraremos, pois, a nossa atenção naquilo que Gareth Morgan apelida “Organizações vistas como Modelos Políticos” (Morgan, 2006, p. 145).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 48 De uma forma genérica, os modelos políticos são aqueles que assumem que, numa organização, a política e as decisões emergem através de um processo de negociação entre diferentes grupos que formam diversas alianças, por forma a atingir os seus objetivos políticos. Ora, neste modelo, o conflito, que poderia ser encarado negativamente, não o é, antes é visionado como um fenómeno natural. No seu livro-síntese sobre lideranças educacionais, Theories of Educational Leadership and Management , Bush afirma que “Political models embrace those theories which characterize decision-making as a bargaining process. They assume that organizations are political arenas whose members engage in political activity in pursuit of their interests. Analysis focuses on the distribution of power and influence in organizations and on the bargaining and negotiation between interest groups. Conflict is regarded as endemic within organizations and management is directed towards the regulation of political behavior” (Bush, 2003, p. 89). Também Morgan, no já referido Imagens da Organização (2006), considera que as organizações podem ser encaradas como sistemas políticos, ou sistemas de governo em que questões de autoridade e de poder devem ser equacionadas, na medida em que – mais autoritárias ou mais democráticas – em todas as organizações se observam relações entre superiores e subordinados, ou seja, em todas as organizações há regras que os primeiros impõem e regras às quais os segundos obedecem. Ora, o que se observa, segundo Morgan, é que os segundos nem sempre têm como foco principal os interesses da organização, antes procuram, segundo o autor, “arranjos” (Morgan, 2006, p. 146), que permitem a esses atores “ir ao encontro de interesses particulares” (Morgan, 2006, p. 146). Na maioria das escolas e dos Agrupamentos portugueses, um destes jogos de bastidores faz-se em torno da comissão de horários, avassalada com pedidos de docentes que pretendem as boas turmas, os bons turnos (por norma, de manhã), o cargo de Diretor de Turma (quando se considera que este contribui para o seu prestígio pessoal na escola), ou a ausência deste (sobretudo quando o docente não quer esse cargo por se tratar de um conselho de turma com docentes “complicados”, ou por a turma ser excessivamente faltosa, o que acarreta mais trabalho para si). Embora, segundo Morgan, estes “jogos” não sejam facilmente admitidos em público, o que isto prova é que nem sempre as empresas são racionais e nem sempre os seus membros se pautam pela prossecução de objetivos comuns. Julgamos ter disso dado prova com este simples exemplo sobre elaboração e gestão de horários no contexto da escola como organização. Mais: o jogo político é, inegável e inevitavelmente, um aspeto fulcral nas
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 49 organizações. Daí que o autor refira que “(…) a organização é intrinsecamente política, no sentido de que devam ser encontradas formas de criar ordem e direção entre as pessoas com interesses potencialmente diversos e conflitantes (…)” (Morgan, 2006, p. 146). Por isso mesmo, Morgan esclarece que esse jogo não é “necessariamente algo disfuncional”, relembrando que já Aristóteles defendia “a política como meio de reconciliar a necessidade de unidade da polis grega (…)” (Morgan, 2006, p. 146). Ou seja: Morgan encara as organizações como lugares onde se estabelecem relações entre interesses , conflito e poder, assumindo haver nelas interesses divergentes que motivam conflitos entre os seus membros. Estes ora se prolongam, ora se resolvem através do recurso a jogos de poder (Morgan, 2006, pp. 152-153). Afirma o autor que “O poder é o meio através do qual conflitos de interesse são, afinal, resolvidos. O poder influencia quem consegue o quê, quando e como” (Morgan, 2006, p. 163). Assim sendo, a escola poderá ser encarada como uma arena política e importa perceber se, de facto, as tomadas de decisão serão fruto de um processo de negociação. No caso em concreto das plataformas informáticas, a fonte de poder encontra-se, inegavelmente, no topo da hierarquia e é o poder central que modela as dinâmicas das organizações, até porque, já o afirmamos anteriormente, as plataformas afiguram-se lugares fechados, nos quais os seus utilizadores não parecem deter qualquer autoridade formal para as alterar. É, aliás, notório que a autoridade tem cariz burocrático e parece estar concentrada nas mãos daqueles que, no topo hierárquico da pirâmide, exercem o seu poder sobre os diretores das escolas, o seu subdiretor e os seus adjuntos, assim como sobre o chefe dos serviços administrativos de ação escolar, obrigando-os a um preenchimento atempado, célere e correto das diversas plataformas com as quais lidam em ritmo diário. Como afirma Morgan, “A autoridade burocrática ou legal-racional aparece quando as pessoas insistem que o exercício de poder depende da correta aplicação de regras formais e procedimentos” (Morgan, 2006, pp. 162-163), regras estas formalmente controladas pelo poder central. É notório, pois, que a estrutura organizacional exerce, a nível macro, o controlo político das escolas e dos Agrupamentos, já que regras, regulamentos e procedimentos vários são, obrigatoriamente, adotados a nível meso para que as escolas e/ou Agrupamentos cumpram com o que a tutela lhes impõe. A existirem tensões perante a imposição de tantas regras e regulamentos, ou face ao cumprimento célere de prazos, é notório que o controle do processo decisório ultrapassa as escolas e que nem sempre (ou quase nunca) os diretores terão poder de decisão, antes se limitarão a executar processos decisórios da tutela. Se,
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 50 como afirma Morgan, “Desde o início da história, a tecnologia tem servido como instrumento de poder, aumentando as habilidades humanas de manipular, controlar e impor-se sobre o ambiente” (Morgan, 2006, p. 171), não será despiciendo tentar perceber, ao longo da nossa investigação, se o uso recorrente de um tão grande número de plataformas vai ao encontro de uma tentativa de centralização da administração escolar e de uma cada vez menor atribuição de autonomia às escolas. Outra dúvida nos inquieta e a ela procuraremos dar resposta mais adiante nesta investigação: Estará o órgão de gestão cada vez mais formalmente subordinado à administração central? Terão as plataformas um papel crucial nessa hipotética subordinação? Note-se que em “A democratização do governo das escolas públicas em Portugal” Lima já referia que: “A partir de meados da década de 1980, a categoria político-educativa conhecida por “gestão democrática” das escolas vai sendo objecto de uma crescente desvitalização e erosão nos discursos políticos e nos textos normativos. Trata-se, do ponto de vista formal, da fase de produção de um extenso corpus de diplomas que regulamentará ao detalhe a vida nas escolas básicas e secundárias, sob praticamente todos os pontos de vista (…)” (Lima, 2009, p. 234). Esta modificação estratégica e concetual da ação do Estado parece mostrar que a autonomia não sai dos discursos políticos e não se implementa efetivamente nos campos de ação. Parece que, hodiernamente, o Estado desenvolve cada vez mais e variadas formas de coordenar e regular a Educação. Em suma, o que a utilização das plataformas informáticas e o seu uso em contexto escolar parecem permitir provar é que os atores escolares são meros aplicadores de medidas definidas centralmente. Como afirma Michael Apple, em Educação e Poder , “(…) a planificação deve ser separada da execução, o trabalho mental separado do manual, separação esta que precisa ser institucionalizada de uma forma sistemática e formal. O arquétipo desta questão é evidentemente o do taylorismo e as suas muitas variantes. Dito de outro novo, a administração planifica e os trabalhadores simplesmente executam” (Apple, 2001, p. 125). Não descuremos a ideia de que a organização escolar tem sido encarada como uma empresa e, mais ainda, que os princípios administrativos da Teoria da Administração Científica de
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 51 Taylor e de Fayol nos permitem encarar a escola como empresa educativa. Por conseguinte, facilmente conseguimos identificar, no que à implementação das plataformas informáticas em contexto escolar se refere, que existe uma organização formal e hierárquica, em que a tutela (no topo dessa hierarquia), organiza no tempo (há prazos limite para o preenchimento das plataformas) e no espaço (as plataformas comportam-se como lugares fechados, nos quais aqueles que as operam não têm autonomia para alterar o seu funcionamento) o trabalho dos seus membros (diretor, subdiretor, adjuntos e CSAE), especialistas – a quem se impôs uma racionalidade técnico-burocrática – capazes de resolver problemas tecnocráticos (preenchimento atempado e correto das plataformas informáticas), ou, mais simples ainda, de organizar e executar, segundo o the one best way , o que lhe foi imposto pelo MEC. Para isto mesmo apontam as palavras de Fernanda Martins, quando, na sua tese de doutoramento advoga que: “Assim, concordamos com Portugal e Melo (2007), que, em tom de crítica, afirma que estas práticas consistem num trabalho formatado e mecanizado, de tipo taylorista da era moderna, em que (…) não há espaço para a autonomia e criatividade de professores e alunos. Estamos, então, mais próximos de uma concepção e imagem organizacional de tipo mecanicista (Morgan, 1996), já que se trata de tentar mecanizar a organização das pessoas e do trabalho e espera-se que os trabalhadores sejam confiáveis, previsíveis e eficientes como robôs” (idem, 35). E, além disso, na esteira do pensamento de Lima (2002c: 27) estamos também face a uma “(…) recentralização do poder de decisão sobre as escolas, ao invés da realização do tão invocado princípio da descentralização e da autonomia” (Martins, 2009, p. 160). Entendemos, aqui, e concordando com Apple (2001) que, por parte do Estado parece haver “(…) o desenvolvimento de novas formas de controlo [e que] a separação entre concepção e execução não se encontram limitados às fábricas e aos escritórios. Estas tendências minam cada vez mais instituições como a escola” (Apple, 2001, p. 213). Estas afirmações de Apple prendem-se com o facto de o autor considerar que existem três tipos ideais básicos de controlo: (i) simples – alguém decide pelo indivíduo aquilo que ele deve fazer e, incumprindo, este padecerá as consequências;
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 58 Temos vindo a afirmar, ao longo do nosso trabalho, que a escola é uma organização complexa. O que se verifica é que, segundo o modelo político, as organizações complexas como a escola podem, com efeito, ser estudadas como sistemas políticos em miniatura. Nestes sistemas, são vários os grupos cujos interesses podem entrar em conflito, sendo estes muito semelhantes àqueles que que ocorrem e se observam tanto em cidades e Estados, como noutras organizações (Baldridge, Curtis, Ecker, & Riley, 1978, p. 38). O que leva o autor a recusar o modelo burocrático como um modelo adequado para o estudo da universidade é o facto de este, na sua perspetiva, já não se mostrar suficiente para a análise da universidade como organização, uma vez que “it tells us much about “authority”, that is, legitimate, formalized power, but not much about other types of power – power based on nonlegitimate threats, power based on the force of mass movements, power based on expertise, and power based on appeals to emotion and sentiment” (Baldridge, 1971, p. 11). Ora, Baldridge considera que uma interpretação do poder e do conflito se baseia na teoria do conflito, não considerando, todavia, que a universidade viva em permanente conflito. Aliás, para este autor, o conflito pode até ser positivo, na medida em que permite revitalizar um sistema que, de contrário, poderia estagnar. Baldridge entende que diferentes organizações – e, no caso que nos interessa agora, a escola como organização educativa, objeto de estudo polifacetado e multidiscursivo – são constituídas por vários grupos com interesses muito variados e os membros da organização permitem que aqueles que ocupam os cargos mais elevados controlem a tomada de decisões. Segundo o autor “These groups articulate their interests in many different ways, bringing pressure on the decision-making process from any number of angles and using power and force whenever it is available and necessary. Power and influence, once articulated, go through a complex process until policies are shaped, reshaped, and forged out of the competing claims of multiple groups” (Baldridge, 1971, p. 20). Os modelos políticos também assentam no pressuposto de que a participação na organização é uma participação fluida e os objetivos das organizações são instáveis, ambíguos e, frequentemente, contestáveis.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 59 Para justificar este facto, Baldridge et al . propõem que, mesmo quando se observa alguma movimentação no seio da organização, revelando-se as pessoas bastante ativas, os atores organizacionais se movimentam dentro e fora no processo de tomada de decisões. Assim, os autores acrescentam que, havendo muitos indivíduos que não se empenham em estudar a fundo e em debater um determinado assunto, outros há que o fazem e, consequentemente, são aqueles que persistem os responsáveis pela tomada de decisões. Ora, o que normalmente se observa, nestas organizações, é que são grupos políticos de elite que governam e tomam as decisões. Na verdade, são apenas eles que investem o tempo necessário neste processo (Baldridge, Curtis, Ecker, & Riley, 1978, p. 35). Isto é evidente, por exemplo, numa reunião geral de professores, por exemplo, na qual, obviamente, os docentes que não permanecerem nela até o término terão as suas escolhas feitas por outrem e em nada influenciarão, posteriormente, as decisões tomadas, ou ainda numa reunião de departamento, na qual os docentes que se distanciam das discussões e se remetem ao silêncio acabam por ver as suas decisões a serem assumidas por outrem com quem se limitarão a concordar, ou a discordar em caso de votação. Estes dois exemplos parecem comprovar o que os autores dizem, quando afirmam que as organizações educactivas são fragmentadas em interesses de grupo com diferentes objetivos, valores, crenças, ideologias, grupos que, na perspetiva destes, coexistem normalmente dentro das organizações. Para Baldride, ‘’a complex social structure generates multiple pressures, many forms of power and pression impinge on the decision makers, a legislative stage translates these pressures into policy, and a policy execution phase finally generates feedback in the form of new conflicts’’ (Baldridge, 1971, p. 24). Isto poderia levar a supor que, para estes autores, o conflito seria algo a evitar. Não obstante, ele é considerado habitual e inerente ao funcionamento das organizações. Ora, para eles, num sistema social dinâmico e fragmentado, o conflito é normal e não significa necessariamente um sinal de esgotamento dentro da comunidade académica. Aliás, o que estes autores advogam é que o conflito pode ser promotor de mudanças saudáveis no interior da organização (Baldridge, Curtis, Ecker, & Riley, 1978, p. 35). Encaradas as organizações como verdadeiras arenas políticas, onde o conflito, a variedade de interesses de grupos e a participação fluida imperam, os autores verificam que a autoridade é limitada ( cf. Baldridge, pp. 16-18).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 60 Por fim, os autores consideram que, tendo em conta que muitas decisões são tomadas por grupos de interesses externos , importa ter estes grupos, e o seu poder de influenciar tomadas de decisão, em consideração. Na verdade, o que eles advogam é que muitas das decisões importantes tomadas nas organizações não o são necessariamente no interior dos recintos ou das paredes dessa organização . Como afirma Huntington: “Apesar de haver notáveis exceções, uma organização só pode utilizar normalmente sua capacidade tecnológica para atuar numa sociedade quando tem permissão do respectivo governo. O acesso político, conseqüentemente, tem que caminhar pari passu com a capacidade tecnológica para tornar o transnacionalismo uma realidade” (Huntington, 1975, p. 20). Por fim, entendemos que esta metáfora da escola como arena política, a nosso ver, parece tendencialmente destacar aspetos positivos das organizações políticas, mas, pessoalmente, consideramos pertinente destacar que as organizações políticas observadas à luz das lentes do modelo político parecem adequadas apenas aos mais aptos nesta luta concorrencial. Ora, são estes últimos que, tendencialmente, poderão instituir alterações, através de mudanças políticas nas organizações. Não nos esqueçamos que, para ser o mais apto, há que lidar com rivalidades, jogos de bastidores e objetivos competitivos. Conhecedores das virtudes do sistema político, bem como dos seus defeitos, resta aos membros das instituições participar ativamente na tomada de decisões, ou, graciosamente, ausentar-se dela.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 61 CAPÍTULO IV - ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO Se os autores que nos irão acompanhar neste enquadramento metodológico são autoridades na área da metodologia de investigação em ciências sociais – Bogdan & Bilken (1994), Stake (1999), Yin (2001), Bell (2002), Quivy & Campenhoudt (2005) – daremos, não obstante, início a este capítulo sobre o enquadramento metodológico com um breve preâmbulo que assenta em alguns dos pressupostos teóricos presentes num artigo de Licínio Lima publicado em 2008 e intitulado “A “escola” como categoria na pesquisa em educação”. Deste modo, concordamos tendencialmente com o autor e entendemos que a escola é um objeto de estudo multifacetado, daí que consideremos, de acordo com Lima, que “a escola não é simplesmente um “dado” dado, uma realidade empírica de primeira ordem que seja passível de “captação” imediata, sem a mediação de teorias e conceitos, implícitos ou explícitos (Lima, 2008, p. 83). Aliás, a escola é, como advoga o investigador ao longo desse mesmo artigo, “um objecto de estudo complexo e polifacetado, construído sob variadas influências teóricas e tradições disciplinares” (Lima, 2008, p. 82). Embora o nosso foco de análise seja coincidente com uma abordagem de tipo meso , uma vez que optámos por realizar um estudo de caso num Agrupamento de escolas, entendemos – e pretendemos – que o nosso estudo, como afirma Lima, possa intermediar a “abordagem de estudo de focalização mais restrita e em torno de unidades de análise mais circunscritas e de escala mais reduzida” (Lima, 2008, p. 83) e permitir, senão uma análise de largo alcance, no mínimo uma análise de maior alcance, conscientes, porém, dos perigos desta “generalização naturalística” (Lima, 2008, p. 83). Todavia, consideramos, como afirma Alves-Mazzotti que: “O processo de produção do conhecimento científico pode ser visto como uma espécie de conversa, uma interlocução contínua entre pesquisadores de uma dada área. Participar desse diálogo é essencial ao ofício de pesquisador, pois é por meio dele, da avaliação crítica da comunidade acadêmica, que os novos conhecimentos produzidos são validados ou não” (Alves-Mazzotti, 2006, p. 638). De igual forma sabemos que os estudos de caso não são “um tipo de pesquisa mais fácil, pelo fato de lidar com uma ou poucas unidades” (Alves-Mazzotti, 2006, p. 639), mesmo que Bogdan & Bilken o tenham afirmado e assim considerado. Observe-se o que os autores asseveram:
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 62 “Não é por acaso que a maioria dos investigadores escolhe, para o seu primeiro projeto, um estudo de caso . (…) Os estudos de caso podem ter graus de dificuldade variável; tanto principiantes como investigadores experientes os efetuam, apresentando como característica o serem mais fáceis de realizar do que os estudos realizados em múltiplos locais simultaneamente ou com múltiplos sujeitos” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 89). É nosso intuito, como entende Lima, que o nosso trabalho de investigação se assuma como “um lugar de encontro e de síntese que passa a ser possível a partir das contribuições oriundas das abordagens macroscópicas e microscópicas das realidades educacionais” (Lima, 2008, p. 84). Desta forma, e como nos subpontos que se seguem se poderá verificar, a nossa metodologia de investigação terá como base do método estudo de caso que focaliza numa instituição, designadamente num Agrupamento de escolas, na qual acionamos processo de recolha de informação que assenta, grosso modo , em (i) observação; (ii) redação de um diário de bordo; (iii) realização de entrevistas; (iv) desenho e aplicação de questionários; (v) análise de dados. Intentámos esta abordagem por considerarmos que esta “possibilita captar as linhas de continuidade ( regularidades sociológicas) e, em simultâneo, as ruturas e especificidades ( contratendências ) dos fenómenos sociais” (Torres & Palhares, 2014, p. 9). Posteriormente, neste nosso percurso metodológico enquanto investigadores iniciantes, não descuramos Lima, quando este defende que “É ao autor da pesquisa, ao sujeito cognoscente, que cabe a construção teórica e metodológica do seu objecto de estudo, desde logo o tipo de abordagem em termos de análise e de escala de observação e interpretação dos fenómenos” (Lima, 2008, p. 84). Por fim, e novamente convocando Lima, procurámos que o nosso trabalho de investigação não ignorasse que a escola é uma “organização moderna, formal e complexa” (Lima, 2008, p. 87) e também “uma organização em acção” (Lima, 2008, p. 87), integrada e mediada por um contexto social amplo e abrangente, no qual a economia e a sociedade condicionam as políticas públicas e as estratégias educacionais a nível macro , ou, numa escala menor, “as interacções de
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 63 pequena escala que ocorrem quotidianamente em espaços intersticiais (dos órgãos de gestão das escolas à sala de aula e às relações pedagógicas entre professores e alunos)” (Lima, 2008, p. 87). Mais ainda: certos de que existem diferentes perspetivas sobre “o processo de pesquisa qualitativa e quantitativa” (Torres & Palhares, 2014, p. 8); certos também de que “Em todos os campos do saber científico abundam publicações de natureza metodológica, oferecendo ao investigador uma ampla informação sobre os principais paradigmas de investigação, os diferentes métodos e as inúmeras técnicas de recolha, tratamento e análise de dados” (Torres & Palhares, 2014, p. 14); certos da existência de uma literatura vasta sobre metodologia, quer no campo nacional, quer internacional, tivemos que ser seletivos e tomar as opções que temos vindo a exarar, até porque somos meros investigadores principiantes, não podendo, por isso mesmo, querer abarcar tudo no nosso primeiro grande trabalho de investigação. Como tal, no início deste percurso investigativo, tivemos em consideração o que Torres e Palhares advogam quando afirmam que “a literatura abre o caminho ao conhecimento dos itinerários que idealmente devem orientar uma investigação” (Torres & Palhares, 2014, p. 15). Mas, mais do que isso, procuramos igualmente aferir “de que modo os investigadores portugueses na área da educação têm operacionalizado os dispositivos metodológicos disponíveis” (Torres & Palhares, 2014, p. 15), numa primeira tentativa de orientar o nosso trabalho no que ao estudo do estado da arte se reporta, bem também como ao perfil das investigações predominantes. Se a nossa pergunta de partida24F26F 27 continha já um eventual rumo da perspetiva teórica a seguir, ou, como afirmam Torres & Palhares “os indícios que poderão vir a sustentar o conteúdo da matriz teórica e o desenho de investigação” (Torres & Palhares, 2014, p. 23), mostrou-se premente (i) a opção por um paradigma metodológico – no caso, o qualitativo; (ii) a decisão célere sobre o método e as técnicas de pesquisa a usar; (iii) o conhecimento das obras de referência no campo da metodologia de investigação; 27 Acreditamos, como Stake afirma, que “Las buenas preguntas de la investigación son especialmente importantes en los estudios de casos porque el caso y el contexto son infinitamente complejos y los fenómenos fluyen y se escapan” (Stake, 1999, p. 39).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 64 (iv) as diferentes conceções de escola, por forma a adotar uma ou outra lente de observação4F25F27F 28 ; (v) e, por fim, a passagem à prática de pesquisa em contexto real, a saber, no Agrupamento de escolas “Asas Abertas”. 1 Paradigma de investigação Conscientes de que “a expressão “investigação qualitativa” não foi utilizada nas ciências sociais até ao final dos anos sessenta” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 16), optámos, não obstante por este paradigma de investigação, por nos parecer importante privilegiar, como defendem Bogdan & Bilken, autores cujos pressupostos teóricos orientaram parte da nossa investigação, “a compreensão de comportamentos a partir da perspetiva dos sujeitos de investigação” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 16), não descurando as “causa exteriores” (ainda que secundárias) e dando relevância à recolha de dados feita “em função de um contacto aprofundado com os indivíduos, nos seus contextos ecológicos naturais” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 16). Foi partindo desta pressuposição que optámos por fazer observação direta da gestão e utilização das plataformas junto do CSAE e do adjunto do diretor. Como investigadores principiantes, passamos, como referem estes dois autores, “um tempo considerável com os sujeitos no seu ambiente natural” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 17), observando dias típicos . Não descuraremos, por ora, a perspetiva de Bogdan e Biklen, que referem que “os investigadores qualitativos estabelecem estratégias e procedimentos que lhes permitam tomar em consideração as experiências do ponto de vista do informador”, afirmando ainda que “o processo de condução de investigação qualitativa reflete uma espécie de diálogo entre o investigador e os respetivos sujeitos, dado estes não serem abordados por aqueles de uma forma neutra” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 51). Acreditam estes autores que, durante a investigação, é necessário deixar o papel de professor de lado e ser somente investigador, dado que 28 Observe-se o que Lima afirma, quando advoga que o investigador deve ser capaz de tomar opções bem informadas e justificadas, aquando da realização. das suas pesquisas, da construção da problemática e da tomada de decisão quanto ao modelo de análise a seguir. O investigador deverá tomar isto em consideração, não esquecendo também “As concepções de escola como “burocracia racional”, como “cultura”, como “arena política”, como “sistema social”, como “anarquia organizada”, ou como “sistema debilmente articulado”, entre muitas outras (…).” (Lima, 2008, p. 88) Insiste, ainda, o autor, que “o estudante das organizações educativas, ao menos numa perspectiva sociológica, dificilmente poderá dispensarse de conhecer e de debater tais categorias de análise” (Lima, 2008, p. 88).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 65 “os professores, ao agirem como investigadores, não só desempenham os seus deveres, mas também se observam a si próprios, dão um passo atrás e distanciam-se dos conflitos imediatos, tornam-se capazes de ganhar uma visão mais ampla do que se está a passar” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 286). Assim sendo, a opção por um paradigma qualitativo de investigação tem como objetivo primordial compreender cada um dos atores nas suas perceções individuais, bem como aferir a importância do seu papel privado nas ações de gestão, numa tentativa de perceber as suas expetativas e atitudes. Segundo Bogdan & Biklen ( cf. Bogdan & Biklen, pp. 47-51), a investigação qualitativa tem cinco características, a saber: (i) o ambiente natural é a fonte direta dos dados e o investigador o seu principal instrumento; (ii) a investigação é descritiva e recolhem-se dados em forma de palavras e ou de imagens; (iii) ao investigador, importa mais o processo do que somente os resultados; (iv) os investigadores, tendencialmente, analisam os seus dados de forma indutiva, ou seja, não procurar confirmar hipóteses anteriormente projetadas; (v) os investigadores procuram apreender as perspetivas dos participantes. Das cinco características atrás expostas, consideramos agora importante realçar que procuramos seguir o que os autores defendem, tendo assim passado grande quantidade de tempo no Agrupamento de escolas “Asas Abertas”, mas somente na escola sede, uma vez que é aí que as plataformas informáticas são postas em ação. Num primeiro momento, a observação fez-se em contacto direto, recorrendo a um iPad , que funcionou como o tradicional bloco de notas e ou de apontamentos e o lápis, sobretudo no gabinete do CSAE e no gabinete do órgão de gestão, junto do adjunto do diretor que tem a seu cargo a gestão de grande número das plataformas em uso no Agrupamento. Num primeiro contacto, a observação em contexto mostrou-se essencial, para registo dos primeiros dados. Feita esta primeira observação, engendrámos grelhas que permitissem aferir o tipo de utilização que o órgão de gestão e o CSAE faziam das plataformas informáticas. Esta recolha de dados descritivos permitiu-nos maior minúcia e um conhecimento cada vez mais aprofundado da realidade sociológica que nos encontrávamos a estudar. Partimos
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 66 do que defendem Bogdan & Biklen, quando afirmam que a “investigação qualitativa exige que o mundo seja examinado com a ideia de que nada é trivial, que tudo tem potencial para construir uma pista que permita [ao investigador] estabelecer uma investigação mais esclarecedora do [seu] objeto de estudo” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 49). A observação da forma como o processo de trabalho com as diferentes plataformas informáticas veio permitir-nos a desconstrução de mitos assentes no senso comum, mas também a interiorização do seu real funcionamento, a partir das experiências e dos pontos de vista dos seus utilizadores em ação. Observe-se que, apesar do que afirmam no ponto (iv) os autores supra referidos, a nossa pergunta de partida e a hipóteses de investigação que levantámos a partir dela acompanharam-nos sempre, mesmo que, em muitas das nossas observações diretas, tenhamos indagado sobre a sua pertinência e atualidade, agora que estávamos a observar a ação dos atores no terreno. Por fim, intentámos sempre questionar os nossos sujeitos de investigação sobre a forma como operacionalizavam e lidavam com as plataformas, ou, melhor dizendo, “com o objetivo de perceber aquilo que eles experimentam, o modo como eles interpretam as suas experiências e o modo como eles próprios estruturam o mundo social em que vivem” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 51). Foi acreditando que a investigação qualitativa, nas mãos de um investigador principiante, é uma escolha destemida, tendo em conta que, como salienta Stake, “los investigadores cualitativos destacan la comprensión de las complejas relaciones entre todo lo que existe” (Stake, 1999, p. 42), que demos os nossos primeiros passos nesta investigação. Stake, aliás, traçando uma distinção entre investigação quantitativa e investigação qualitativa, realça que “La distinción fundamental entre investigación cuantitativa e investigación cualitativa estriba en el tipo de conocimiento que se pretende” (Stake, 1999, p. 42), reforçando que “La investigación cualitativa intenta establecer una comprensión empática para el lector, mediante la descripción, a veces la descripción densa, transmitiendo al lector aquello que la experiencia misma transmite” (Stake, 1999, p. 43). Também na ótica de Bell (2002), se realça que a investigação qualitativa tem como finalidade ampliar conhecimentos, tornando-se assim, já que se “Os investigadores quantitativos recolhem os factos e estudam a relação entre eles” (Bell, 2002, pp. 19-20), aos investigadores qualitativos importa mais “compreender as percepções individuais do mundo” (Bell, 2002, p. 20). Deste mesmo entendimento partilha Stake, quando refere que “Para perfeccionar la búsqueda de comprensión, los investigadores cualitativos perciben lo que ocurre en clave de episodios o testimonios, representan los acontecimientos con su propiá interpretación directa y con sus
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 67 historias, por ej, relatos. El investigador cualitativo emplea los relatos para ofrecer al lector la mejor oportunidad de alcanzar una comprensión del caso que se base en la experiencia” (Stake, 1999, p. 44). No término deste ponto, não podemos findar sem reiterar que, pelo atrás exposto, nos pareceu pertinente que a matriz metodológica a orientar a nossa investigação seja a qualitativa, com um enfoque temporal balizado no tempo (ressalve-se, desde já, que a recolha de informação fez-se entre janeiro e outubro de 2019) e circunscrito a três unidades de análise: órgão de gestão, CSAE, Diretores de Turma. 1.1 Método de pesquisa: o estudo de caso Iniciámos o nosso projeto de pesquisa com o lema de Yazzan, que assevera que “Case study methodology has long been a contested terrain in social sciences research which is characterized by varying, sometimes opposing, approaches espoused by many research methodologists. Despite being one of the most frequently used qualitative research methodologies in educational research, the methodologists do not have a full consensus on the design and implementation of case study, which hampers its full evolution” (Yazan, 2016, p. 134). Apesar destas ressalvas iniciais, o método de pesquisa por nós escolhido foi o de estudo de caso, sabendo, como afirma Yin, que “O estudo de caso é apenas uma das muitas maneiras de se fazer pesquisa em ciências sociais” (Yin, 2001, p. 19). Esta decisão inicial pareceu-nos válida, sobretudo porque, como advoga Bell, “O método de estudo de caso particular é especialmente indicado para investigadores isolados, dado que proporciona uma oportunidade para estudar, de uma forma mais ou menos aprofundada, um determinado aspecto de um problema em pouco tempo (…)” (Bell, 2002, p. 23). Pessoalmente, consideramos que este método de investigação nos permite realizar uma análise intensiva de um fenómeno ainda pouco estudado, embora de grande interesse investigativo
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 74 dificuldades referidas por estes dois metodólogos. De facto, consideramos que fomos aceites como observadores pelos atores em ação. Reconhecendo que, por um lado, entramos no mundo do sujeito, por outro, continuamos, do lado de fora (cf. Bogdan & Biklen, p. 113) e, como tal, e, por não confiarmos inteiramente na nossa memória32F34F 35 , fomos registando as nossas observações no diário de campo. Para Bell: “Os diários são por si uma forma atraente de recolher informação sobre a forma como os indivíduos empregam o seu tempo. Tais diários não são registos dos encontros ou apontamentos pessoais de pensamentos e actividades, mas sim registos de actividades profissionais. Podem facultar informações valiosas sobre modelos de trabalho e actividades, desde que os indivíduos saibam exactamente aquilo que lhes é pedido e o porquê” (Bell, 2002, p. 151). Importa realçar que, segundo Bell, “Os diários abrangem geralmente um período previamente estabelecido - um dia, uma semana, um mês ou, por vezes, espaços de tempo maiores -, dependendo da informação necessária” (Bell, 2002, p. 152) e foi isso que acordamos com os atores que, na escola “Asas Abertas”, os preencheram. Na fase final da nossa pesquisa, decidimos aplicar um inquérito por questionário aos Diretores de Turma do Agrupamento. Este foi pré-concebido pelo investigador, em Google Forms , mas preenchido pelos próprios atores. Quivy & Campenhoudt consideram que o inquérito por questionário “Consiste em colocar a um conjunto de inquiridos, geralmente representativo de uma população, uma série de perguntas relativas (…) às suas expectativas, ao seu nível de conhecimento ou de consciência de um acontecimento ou de um problema (…)” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 188). Consideramos importante a aplicação de um inquérito por questionário por consideramos que, como defendem estes dois autores, este permite “a verificação de hipóteses teóricas e a análise das correlações que essas hipóteses sugerem” (Quivy & Campenhoudt, 2005, p. 188). Hill considera que nem sempre é fácil elaborar um bom questionário. O nosso partiu da tese de Lima, segundo a qual o investigador deve escolher as lentes através das quais observa a organização33F35F 36 . Foi com isso em mente que o questionário foi elaborado, numa tentativa de 35 Outros dos limites enunciados por Bogdan & Bilken (1994: 199) 36 “os distintos modos de focalizar e interpretar os fenómenos organizacionais e, em suma, as diferentes perspectivas em torno do estudo da escola como organização, resultam da adopção de modelos teóricos de análise, radicados em tradições disciplinares e escolas de pensamento, ou até resultantes de esforços de articulação. São corpos teóricos e conceptuais, abordagens, ou "lentes" (…), que nos permitem realizar leituras e ensaios interpretativos das realidades organizacionais escolares” (Lima, 1998, p. 586).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 75 “Especificadas as hipóteses e selecionada a população em estudo”, desenhá-lo e aplicá-lo com sucesso” (Hill, 2014, p. 135). Seguindo Hill, na primeira parte do nosso questionário, optámos por questões mais simples (por ex. idade e sexo do respondente, anos de serviço, número de anos em que exerceu o cargo, etc.), para, seguidamente, colocar questões tematicamente mais heterogéneas, focadas no reconhecimento da ligação existente entre o cargo de gestão de Diretor de Turma e as plataformas, bem como no conhecimento pessoal das plataformas do MEC. Equacionamos se nos interessava procurar informação de tipo geral, ou particular; realizar perguntas abertas, ou fechadas e procuramos não falhar, realizando, por exemplo, perguntas múltiplas, ou não neutras. Seguimos, grosso modo , o que é defendido por Hill, no artigo atrás referido. Outra nossa intenção foi equacionar de que forma a utilização das plataformas informáticas transforma as formas de atuação dos atores que com elas lidam. 1.3 Técnicas de tratamento de dados Realizámos o tratamento e análise dos dados – obtidos a partir quer da observação direta, quer das entrevistas, quer do questionário – com base numa análise criteriosa do conteúdo dos dados recolhidos. O tratamento de dados é “o processo de busca e de organização sistemático de transcrições de entrevistas, de notas de campo e de outros materiais que foram sendo acumulados, com o objectivo de aumentar a sua própria compreensão desses mesmos materiais e de lhe permitir apresentar aos outros aquilo que encontrou” (Bogdan & Biklen, 2015, p. 205). Também realizaremos o tratamento do nosso diário de campo, através da análise do seu conteúdo, que, como referido anteriormente, será portador de notas das observações feitas às ações e dinâmicas que nem sempre estão visíveis a um mero observador ou visitante, mas sim aos olhos de um investigador.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 76 CAPÍTULO V - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS 1 Análise dos dados do diário de bordo O diário de bordo foi inspirado em Lima (1998), quando, na sua tese de doutoramento, utilizou uma ficha-diário para aferir as tarefas do conselho diretivo, órgão de gestão na altura. De forma similar, construímos e aplicamos um diário de bordo para investigar o modo como o Diretor, o Subdiretor, o Adjunto e o CSAE do Agrupamento “Asas Abertas”, na sua praxis , lidavam com as plataformas informáticas. Esta opção foi tomada tendo em conta a panóplia de plataformas usadas no agrupamento e o tempo de utilização que as mesmas têm, o que tornava a observação direta difícil e pouco operacional, dado que as mesmas eram operadas em simultâneo e em espaços distintos. Assim, fez-se um levantamento das plataformas em uso e elaborou-se um diário de bordo com 16 plataformas possíveis de monitorizar ao longo de 20 dias, 1 mês, que foi distribuído pelo Diretor, Subdiretor, Adjunto do Diretor e CSAE, tendo sido explicado detalhadamente aos utilizadores todo o processo de preenchimento nos diversos campos, embora no próprio diário de bordo constem as instruções de preenchimento. Optamos por não distinguir se os utilizadores faziam consulta ou preenchimento nas plataformas, mas, sim, aferir a efetiva utilização das mesmas, independentemente de a utilização ser para consulta ou preenchimento (ver apêndice I. A). Elaboramos o diário de bordo em folha Excel, com campos de preenchimento livres, no que diz respeito ao tempo de uso e às observações, e automáticos, no sentido de todos os utilizadores usarem a mesma linguagem no preenchimento, nos campos da password, tipo de utilização e motivo da utilização da plataforma. No campo “Tempo de uso”, optou-se por solicitar aos utilizadores a inserção em minutos para ser mais prático o preenchimento desse campo quando fosse inferior a uma hora. No que diz respeito ao campo “Password” que foi usada na utilização, colocamos 3 hipóteses de preenchimento: Diretor, quando na utilização é usada a password do Diretor; Pessoal, se é utilizada a password pessoal de cada utilizador; Pessoal e do Diretor, quando numa utilização continuada são usadas as duas passwords, requerendo, para isso, dois logins diferentes. No campo “Tipo de utilização” , foram também colocadas 3 hipóteses de preenchimento: Normal, quando a utilização da plataforma é de uso corrente, sem prazos préestabelecidos; Normal com prazos, quando a plataforma é usada com prazos pré-estabelecidos
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 77 (neste caso, demos como exemplo aos utilizadores o processamento de vencimentos, que têm de ser inseridos na respetiva plataforma até ao dia determinado pela tutela, não podendo ultrapassar esse prazo); Urgente com prazos, quando a plataforma é usada com prazos curtos e limitados num curto espaço de tempo (neste caso, demos o exemplo de uma plataforma que esteja fechada pela tutela e que abre durante um curto espaço de tempo para preenchimento). No “Motivo de utilização” , colocamos à disposição dos utilizadores para preenchimento 5 hipóteses: Docentes; Não docentes; Alunos; Financeiro e Legislativo. No campo “Observações” , solicitamos aos utilizadores que, de uma forma livre, mas pormenorizada, descrevessem o motivo da utilização da plataforma. Neste ponto, vamos fazer uma análise exaustiva dos dados recolhidos nos diários de bordo, fazendo um estudo individual de cada utilizador, de cada campo preenchido, assim como um cruzamento de dados entre utilizadores e dos campos preenchidos, finalizando com uma análise geral da utilização das plataformas no agrupamento “Asas Abertas”. Por forma a ser mais legível esta análise, optamos por retirar 3 das plataformas em análise, as quais não foram operadas pelos utilizadores durante o tempo de preenchimento, não tendo assim qualquer dado para análise ou para correlacionar com as demais plataformas. Estas plataformas, no entanto, surgem elencadas no diário de bordo utilizado nesta investigação (ver apêndice I. A). 1.1 Utilização das plataformas pelo Subdiretor do Agrupamento “Asas Abertas” Utilização da password do Diretor pelo Subdiretor Observado o diário de bordo preenchido pelo Subdiretor, podemos ver que o mesmo utilizou a password do Diretor durante 295 minutos, correspondendo a 4:55h de utilização. O Subdiretor utilizou a password do Diretor na plataforma da DGESTE durante 185 minutos, que corresponde a 3:05h de utilização e 62,71% do total de utilização da password do Diretor por parte do Subdiretor. Esta plataforma foi usada em 55% dos dias em estudo. A plataforma REVVASE foi utilizada pelo Subdiretor com a password do Diretor durante 100 minutos, 1:40h, correspondendo a 33,90% de utilização da password do Diretor por parte do Subdiretor. A percentagem de uso desta plataforma foi de 15% nos dias em estudo. Na plataforma SIGRHE, foi utilizada a password do Diretor somente durante 10 minutos, 0:10h, o que corresponde a 3,39% de utilização da
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 78 password do diretor por parte do subdiretor nesta plataforma. Sendo a menos usada pelo Subdiretor com a password do Diretor, representa apenas 5% no total dos dias em estudo (ver apêndice 1). Gráfico 1 - Gráfico de utilização do Subdiretor com a password do Diretor Utilização da password Pessoal pelo Subdiretor Analisado o diário de bordo preenchido pelo Subdiretor, podemos observar que o mesmo utilizou a password Pessoal durante 1620 minutos, correspondendo a 27:00h de utilização. O Subdiretor utilizou a password Pessoal na plataforma INOVAR durante 925 minutos, que corresponde a 15:25h de utilização e 57,10% do total de utilização da password Pessoal por parte do Subdiretor. A referida plataforma foi usada em 90% dos dias em análise. Na plataforma RECORRA, foi utilizada a password Pessoal durante 275 minutos, 4:35h, o que corresponde a 16,98% de utilização nesta plataforma. Na referida plataforma, a percentagem de uso nos dias em observação, foi de 50%. A plataforma SIGRHE foi utilizada com a sua password Pessoal durante 235 minutos, 3:55h, correspondendo a 14,51% de utilização. O número de dias usados nesta plataforma representa 40% do total de dias em análise. Finalmente, é possível verificar que a Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 DGESTE 10 20 510 30 30 15 15 30 15 5 REVVASE 60 30 10 SIGRHE 10 0 10 20 30 40 50 60 70 MINUTOS Gráfico de Utilização do Subdiretor com a Password do diretor
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 79 plataforma da CGD foi utilizada durante 165 minutos, 2:45h, correspondendo a 10,19% da utilização da sua password Pessoal. A utilização desta plataforma cifrou-se em 75% dos dias em observação (ver apêndice 2). Gráfico 2 - Gráfico de utilização do Subdiretor com a password pessoal Dados totais de utilização das passwords pelo Subdiretor O Subdiretor utilizou a password do Diretor em 3 plataformas distintas, correspondente a 15,40% do seu total de trabalho. Os restantes 84,60% foram utilizados com a sua password Pessoal em 5 plataformas. Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 CGD 510 5 5 5 5 10 10 15 30 20 10 10 10 15 INOVAR 30 50 50 30 30 60 120 60 60 30 60 120 60 45 45 25 25 25 RECORRA 30 30 25 30 30 30 15 45 25 15 REVVASE 20 SIGRHE 10 30 30 30 30 30 30 45 0 20 40 60 80 100 120 140 MINUTOS Gráfico de Utilização do Subdiretor com a Password Pessoal
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 80 Gráfico 3 - Percentagem de utilização das passwords pelo Subdiretor 1.2 Motivo da utilização das plataformas pelo Subdiretor Motivo da utilização: alunos pelo Subdiretor O Subdiretor utilizou as plataformas para tratar de questões relacionadas com alunos durante 1075 minutos, correspondendo a 17:55h de utilização. O Subdiretor utilizou a INOVAR durante 925 minutos, que corresponde a 15:25h de utilização e 86,05% do total de utilização com questões de alunos. Esta plataforma foi usada em 90% dos dias em análise. A plataforma SIGRHE foi utilizada pelo Subdiretor durante 90 minutos, 1:30h, correspondendo a 8,37% de utilização. Nessa plataforma, a taxa de utilização nos dias em análise cifra-se nos 15%. Na plataforma REVVASE, foram gastos 60 minutos, 1:00h, o que corresponde a 5,58% de utilização. A pouca utilização desta plataforma resulta em somente 5% de utilização dos dias em análise, 1 dia (ver apêndice 3). Password do Diretor 15,40% Password Pessoal 84,60% % de utilização das passwords pelo Subdiretor Password do Diretor Password Pessoal
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 81 Gráfico 4 - Motivo do uso da plataforma: alunos – Subdiretor Motivo da utilização: docentes pelo Subdiretor O Subdiretor utilizou as plataformas para tratar questões de docentes durante 190 minutos, correspondendo a 3:10h de utilização. Utilizou a plataforma SIGRHE durante 95 minutos, que corresponde a 1:35h de utilização e 50,00% do total de utilização com questões dos docentes. A plataforma foi utilizada em 20% dos dias em observação. A plataforma DGESTE foi utilizada pelo Subdiretor durante 80 minutos, 1:20h, correspondendo a 42,11% de utilização. Esta utilização significa que a plataforma foi usada em 20% dos dias em análise. Na plataforma da CGD, foram gastos apenas 15 minutos, 0:15h, o que corresponde a 7,89% de utilização. Esta plataforma foi utilizada um único dia, representando 5% do uso total dos dias em observação (ver apêndice 4). 0 20 40 60 80 100 120 140 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: Alunos - Subdiretor INOVAR REVVASE SIGRHE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 82 Gráfico 5 - Motivo do uso da plataforma: docentes – Subdiretor Motivo da utilização: financeiro pelo Subdiretor O Subdiretor utilizou as plataformas para tratar de questões financeiras durante 435 minutos, correspondendo a 7:15h de utilização. A plataforma RECORRA foi utilizada durante 275 minutos, que corresponde a 4:35h de utilização e 63,22% do total de utilização com questões financeiras. Este uso foi feito em 50% dos dias em análise. A plataforma da CGD foi utilizada pelo Subdiretor durante 150 minutos, 2:30h, correspondendo a 34,48% de utilização. A plataforma foi usada em 70% dos dias em análise. Na plataforma REVVASE, foram gastos apenas 10 minutos, 0:10h, o que corresponde a 2,30% de utilização. Tendo sido usada um só dia, tem 5% de utilização dos dias em observação (ver apêndice 5). 15 30 30 15 5 10 30 45 10 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: Docentes - Subdiretor CGD DGESTE SIGRHE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 83 Gráfico 6 - Motivo do uso da plataforma: financeiro – Subdiretor Motivo da utilização: legislativo pelo Subdiretor O Subdiretor utilizou as plataformas para tratar de questões legislativas durante 155 minutos, correspondendo a 2:35h de utilização. Utilizou a plataforma da DGESTE durante 105 minutos, que corresponde a 1:45h de utilização e 67,64% do total de utilização com questões legislativas por parte do Subdiretor. Este uso foi feito em 35% dos dias em análise. A plataforma REVVASE foi utilizada durante 50 minutos, 0:50h, correspondendo a 32,26% de utilização. A referida plataforma foi usada em 10% dos dias em análise (ver apêndice 6). 5 10 5 5 5 5 10 10 15 30 20 10 10 10 30 30 25 30 30 30 15 45 25 15 10 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: Financeiro - Subdiretor CGD RECORRA REVVASE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 90 Gráfico 13 - Tipo de utilização das plataformas - Subdiretor Gráfico 14 - Percentagem de utilização das plataformas – Subdiretor 1580 335 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Utilização Normal Utilização Normal com Prazos MINUTOS Tipo de utilização das plataformas - Subdiretor Utilização Normal 82,51% Utilização Normal com Prazos 17,49% % de utilização das plataformas - Subdiretor Utilização Normal Utilização Normal com Prazos
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 91 1.4 Dados totais de utilização das plataformas pelo Subdiretor Observado o diário de bordo preenchido pelo Subdiretor, podemos assinalar que o mesmo utilizou as plataformas informáticas em análise durante 1915 minutos, correspondendo a 31:55h de utilização. O Subdiretor utilizou maioritariamente a plataforma INOVAR, com um total de 925 minutos, que corresponde a 15:25h de utilização e 48,30% do total de utilização das plataformas. Esta plataforma foi usada em 90% dos dias em estudo. A plataforma RECORRA foi a segunda plataforma mais utilizada, com um total de 275 minutos, 4:35h, correspondendo a 14,36% de utilização. A percentagem de uso desta plataforma foi de 50% nos dias em estudo. Na plataforma SIGRHE, foram despendidos 245 minutos, 4:05h, o que corresponde a 12,79% de utilização. Esta plataforma foi usada em 45% dos dias em estudo. A plataforma DGESTE foi utilizada durante 185 minutos, 3:05h, que correspondem a 9,66% do total de utilização. A plataforma foi usada em 55% dos dias em análise. Por fim, a plataforma da CGD foi utilizada durante 165 minutos, 2:45h, correspondendo a 8,62% de utilização. Esta plataforma foi acedida em 75% dos dias em estudo (ver apêndice 10). Gráfico 15 - Gráfico Total Subdiretor Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 CGD 510 555510 10 15 30 20 10 10 10 15 DGESTE 10 20 510 30 30 15 15 30 15 5 INOVAR 30 50 50 30 30 60 120 60 60 30 60 120 60 45 45 25 25 25 RECORRA 30 30 25 30 30 30 15 45 25 15 REVVASE 60 30 20 10 SIGRHE 10 30 30 30 30 30 30 45 10 0 20 40 60 80 100 120 140 MINUTOS Gráfico Total Subdiretor
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 92 Gráfico 16 - Percentagem total das plataformas usadas – Subdiretor 1.5 Análise geral da utilização das plataformas pelo Subdiretor Observados todos os dados do diário de bordo do Subdiretor, podemos atentar que fez uma utilização das plataformas maioritariamente destacada nos alunos e na parte financeira, sendo que os alunos representam mais de 50% do total do seu trabalho com as plataformas. Utilizou a sua password pessoal em praticamente toda a sua ocupação com as plataformas, usando a password do Diretor em pouco mais de 15% do total de utilização. O tipo de utilização que fez das plataformas foi normal e incidiu, sobretudo, na plataforma interna INOVAR, utilizada em 18 dos 20 dias de preenchimento do diário de bordo. Quando fez um tipo de utilização normal com prazos , a mesma recaiu em plataformas relacionadas com refeições e ação social escolar. O tempo dedicado, nas plataformas, ao pessoal não docente, foi muito curto e o menos representativo do seu trabalho com as plataformas. CGD 8,62% DGESTE 9,66% INOVAR 48,30% RECORRA 14,36% REVVASE 6,27% SIGRHE 12,79% % Total das plataformas usadas - Subdiretor
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 93 1.6 Utilização das plataformas pelo CSAE do Agrupamento “Asas Abertas” Utilização da password do Diretor pelo CSAE Analisado o diário de bordo preenchido pelo CSAE, podemos observar que o mesmo utilizou a password do Diretor durante 2310 minutos, correspondendo a 38:30h de utilização. O CSAE utilizou a password do Diretor na plataforma SIGRHE durante 1110 minutos, que corresponde a 18:30h de utilização e 48,05% do total de utilização da password do Diretor. Esta plataforma foi usada em 65% dos dias em estudo. A plataforma do IGEFE foi utilizada com a password do Diretor pelo CSAE durante 520 minutos, 8:40h, correspondendo a 22,51% de utilização da password do Diretor pelo CSAE. A percentagem de uso desta plataforma foi de 100% nos dias em observação. Nas plataformas REVVASE e DGESTE, foi utilizada a password do Diretor durante 220 minutos, 3:40h, em cada uma, o que corresponde a 9,52% de utilização da password do diretor em cada uma destas plataformas. A plataforma da DGESTE foi utilizada em 100% dos dias em estudo e a plataforma REVVASE foi utilizada em 10% dos dias. A plataforma do Tcontas foi utilizada durante 180 minutos, 3:00h, com uma taxa de utilização de 7,79%, e foi usada somente um dia. A plataforma menos usada pelo CSAE, com a password do Diretor, foi a plataforma SIOE com apenas 60 minutos, 1:00h, representativo de 2,60% de utilização, e foi usada também unicamente um dia no total dos dias em estudo (ver apêndice 11).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 94 Gráfico 17 - Gráfico de utilização do CSAE com a password do Diretor Utilização da password Pessoal pelo CSAE Podemos observar que, no preenchimento do seu diário de bordo, o CSAE registou a utilização da sua password Pessoal durante 4225 minutos, correspondendo a 70:25h de utilização. O CSAE utilizou a password Pessoal na plataforma INOVAR durante 2980 minutos, que corresponde a 49:40h de utilização e 70,53% do total de utilização da sua password Pessoal. A referida plataforma foi usada em 100% dos dias em análise. Na plataforma da CGD, foi utilizada a password Pessoal durante 670 minutos, 11:10h, o que corresponde a 15,86% de utilização nesta plataforma. Na mencionada plataforma, a percentagem de uso nos dias em observação foi de 100%. A plataforma do DRE foi utilizada durante 300 minutos, 5:00h, correspondendo a 7,10% de utilização. O número de dias usados nesta plataforma representa 100% do total de dias em análise. A plataforma REVASSE foi utilizada durante 125 minutos, 2:05h, correspondendo a 2,96% da utilização total. A utilização desta plataforma cifrou-se nos 25% dos dias em observação. A plataforma da DGAEP, foi utilizada durante 90 minutos, 1:30h, representativos de 2,13% de uso Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 DGESTE 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 20 20 10 10 10 10 10 10 10 IGEFE 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 50 50 50 20 20 50 20 20 20 20 REVVASE 120 100 SIGRHE 200 100 100 100 100 100 50 50 50 80 50 50 80 SIOE 60 Tcontas 180 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 MINUTOS Gráfico de utilização do CSAE com a password do Diretor
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 95 com a password pessoal e 30% dos dias em observação. A plataforma SIOE foi utilizada um único dia, 5% dos dias em análise, tendo sido utilizada durante 60 minutos, 1:00h, representando esta 1,42% do uso da password pessoal do CSAE (ver apêndice 12). Gráfico 18 - Gráfico de utilização do CSAE com a password pessoal Dados totais de utilização das passwords pelo CSAE O CSAE utilizou a password do Diretor em 6 plataformas, correspondendo a 35,35% do seu total de trabalho. Nos restantes 64,65%, foi utilizada a sua password Pessoal em 6 plataformas. Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 CGD 20 20 20 20 20 20 120 30 30 30 30 90 60 30 30 20 20 20 20 20 DGAEP 15 15 15 15 15 15 DRE 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 INOVAR 180 180 180 180 180 180 180 180 120 60 120 120 60 120 120 100 180 180 180 180 REVVASE 25 25 25 25 25 SIOE 60 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 MINUTOS Gráfico de utilização do CSAE com a password pessoal
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 96 Gráfico 19 - Percentagem de utilização das passwords pelo CSAE 1.7 Motivo da utilização das plataformas pelo CSAE Motivo da utilização: alunos pelo CSAE O CSAE utilizou as plataformas para tratar de questões relacionadas com alunos durante 345 minutos, correspondendo a 5:45h de utilização. O CSAE utilizou unicamente a plataforma INOVAR durante 7 dias do total dos dias em análise, correspondendo a 35% dos dias de utilização, e sendo a única plataforma em uso, corresponde a 100% no que concerne às plataformas em uso neste motivo de utilização (ver apêndice 13). Password do Diretor 35,35% Password Pessoal 64,65% % de utilização das passwords pelo CSAE Password do Diretor Password Pessoal
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 97 Gráfico 20 - Motivo do uso da plataforma: alunos – CSAE Motivo da utilização: docentes pelo CSAE O CSAE utilizou as plataformas para tratar de questões dos docentes durante 4150 minutos, correspondendo a 69:10h de utilização. A plataforma INOVAR foi utilizada por ele durante 2980 minutos, que corresponde a 49:40h de utilização e 71,81% do total de utilização com questões dos docentes. Esta plataforma foi utilizada em 100% dos dias em observação. A plataforma SIGRHE foi utilizada durante 1110 minutos, 18:30h, correspondendo a 26,75% de utilização. Esta utilização significa que a plataforma foi usada em 65% dos dias em análise. A plataforma SIOE foi utilizada somente 1 dia, por 60 minutos, 1:00h, correspondendo a 1,45% da utilização total neste motivo e 5% dos dias em análise (ver apêndice 14). 25 25 120 100 25 25 25 0 20 40 60 80 100 120 140 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: Alunos - CSAE REVVASE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 98 Gráfico 21 - Motivo do uso da plataforma: docentes – CSAE Motivo da utilização: financeiro pelo CSAE O CSAE utilizou as plataformas para tratar de questões financeiras durante 1430 minutos, correspondendo a 23:50h de utilização. O CSAE utilizou a plataforma da CGD durante 670 minutos, que corresponde a 11:10h de utilização e 46,85% do total de utilização com questões financeiras. Este uso foi feito em 100% dos dias em análise. A plataforma do IGEFE foi utilizada durante 520 minutos, 8:40h, correspondendo a 36,36% de utilização. Esta plataforma foi usada também em 100% dos dias em análise. Na plataforma do Tcontas, foram gastos 180 minutos, 3:00h, num único dia, o que corresponde a 12,59% de utilização neste motivo de utilização. Tendo sido usada um só dia, tem 5% de utilização dos dias em observação. A plataforma do SIOE foi utilizada durante 60 minutos, 1:00h, também num único dia, correspondendo a 4,20% de utilização e 5% de utilização nos dias em estudo (ver apêndice 15). 180 180 180 180 180 180 180 180 120 60 120 120 60 120 120 100 180 180 180 180 200 100 100 100 100 100 50 50 50 80 50 50 80 60 0 50 100 150 200 250 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: DOCENTES - CSAE INOVAR SIGRHE SIOE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 99 Gráfico 22 - Motivo do uso da plataforma: financeiro – CSAE Motivo da utilização: legislativo pelo CSAE O CSAE utilizou as plataformas nas questões legislativas durante 610 minutos, correspondendo a 10:10h de utilização. Utilizou a plataforma do DRE durante 300 minutos, 5:00h de utilização, com uma média diária de 15 minutos, e 49,18% do total de utilização com questões legislativas. Este uso foi feito em 100% dos dias em análise. A plataforma da DGESTE foi utilizada pelo CSAE durante 220 minutos, 3:40h, correspondendo a 36,07% de utilização. Esta plataforma foi também usada em 100% dos dias em análise. A plataforma da DGAEP foi utilizada durante 90 minutos, 1:30h, o que corresponde a 14,75% do total neste motivo de utilização. Foi usada em 30% dos dias em observação (ver apêndice 16). Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 CGD 20 20 20 20 20 20 120 30 30 30 30 90 60 30 30 20 20 20 20 20 IGEFE 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 50 50 50 20 20 50 20 20 20 20 SIOE 60 Tcontas 180 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: FINANCEIRO - CSAE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 106 1.9 Dados totais de utilização das plataformas pelo CSAE Observado o diário de bordo preenchido pelo CSAE, podemos constatar que o mesmo utilizou as plataformas informáticas em investigação durante 6535 minutos, correspondendo a 108:55h de utilização. Utilizou maioritariamente a plataforma INOVAR, com um total de 2980 minutos, que corresponde a 49:40h de utilização e 45,60% do total de utilização. Esta plataforma foi usada em 100% dos dias em estudo. A plataforma SIGRHE foi a segunda plataforma mais utilizada pelo CSAE, com um total de 1110 minutos, 18:30h, correspondendo a 16,99% de utilização. A percentagem de uso desta plataforma foi de 65% nos dias em estudo. Na plataforma da CGD, foram despendidos 670 minutos, 11:10h, o que corresponde a 10,25% de utilização. Esta plataforma foi usada em 100% dos dias em estudo. A plataforma do IGEFE foi utilizada durante 520 minutos, 8:40h, que correspondem a 7,96% do total de utilização. A plataforma foi usada em 100% dos dias em análise. Na plataforma REVVASE, foram utilizados 345 minutos, 5:45h, correspondendo a 5,28% do total e foi utilizada em 35% dos dias em análise. A plataforma do DRE foi utilizada em 100% dos dias, num total de 300 minutos, 5:00h, que correspondem a uma taxa de utilização de 4,59%. Na plataforma da DGESTE, foram usados 220 minutos, 3:40h, em 100% dos dias, que correspondem a 3,37% de utilização. Relativamente à plataforma do Tcontas, foram utilizados 180 minutos, 3:00h, num só dia, correspondendo estes a 5% do total dos dias em análise. O tempo utilizado corresponde a 2,75% do total. A plataforma do SIOE foi utilizada durante 120 minutos, 2:00h, correspondendo a 1,84% de utilização. Esta plataforma foi acedida somente em 10% dos dias em estudo. Por último, podemos observar que a plataforma da DGAEP foi acedida durante 90 minutos, 1:30h, em 6 dias, 30% do total de dias em análise, o que corresponde a 1,38% do total de tempo utilizado com as plataformas por parte do CSAE (ver apêndice 19).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 107 Gráfico 30 - Gráfico total CSAE Gráfico 31 - Percentagem total das plataformas usadas – CSAE Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 CGD 20 20 20 20 20 20 120 30 30 30 30 90 60 30 30 20 20 20 20 20 DGAEP 15 15 15 15 15 15 DGESTE 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 20 20 10 10 10 10 10 10 10 DRE 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 IGEFE 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 50 50 50 20 20 50 20 20 20 20 INOVAR 180 180 180 180 180 180 180 180 120 60 120 120 60 120 120 100 180 180 180 180 REVVASE 25 25 120 100 25 25 25 SIGRHE 200 100 100 100 100 100 50 50 50 80 50 50 80 SIOE 60 60 Tcontas 180 0 50 100 150 200 250 MINUTOS Gráfico Total CSAE CGD 10,25% DGAEP 1,38% DGESTE 3,37% DRE 4,59% IGEFE 7,96% INOVAR 45,60% REVVASE 5,28% SIGRHE 16,99% SIOE 1,84% Tcontas 2,75% % Total das plataformas usadas - CSAE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 108 1.10 Análise geral da utilização das plataformas pelo CSAE Observada a totalidade dos dados do diário de bordo do CSAE, podemos considerar que fez uma utilização das plataformas maioritariamente focada nos docentes e nas questões financeiras. A utilização das plataformas no que concerne aos docentes representa mais de 60% do total do seu trabalho, e a parte financeira aglomerou cerca de 22%. Utilizou a password do Diretor em mais de 35% do seu trabalho. O tipo de utilização que fez das plataformas foi normal , incidindo principalmente na plataforma interna INOVAR, com cerca de 50% do uso total das plataformas. Utilizou diariamente as plataformas: CGD, DGESTE, DRE, IGEFE e INOVAR. No que diz respeito às plataformas que estão relacionadas com questões legislativas, utiliza-as diariamente. 1.11 Utilização das plataformas pelo Adjunto do Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” Utilização da password do Diretor pelo Adjunto do Diretor Analisado o diário de bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, podemos aferir que o mesmo utilizou a password do Diretor durante 1480 minutos, correspondendo a 24:40h de utilização. A password do Diretor foi utilizada pelo Adjunto na plataforma SIGRHE durante 1320 minutos, que correspondem a 22:00h de utilização e 89,19% do total de utilização da password do Diretor por parte do Adjunto do Diretor. A referida plataforma foi usada em 20% dos dias em estudo. Na plataforma SIGO, utilizou a password do Diretor durante 160 minutos, 2:40h, correspondendo a 10,81% de utilização da password do Diretor. A percentagem de uso desta plataforma foi de 25% nos dias em estudo (ver apêndice 20).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 109 Gráfico 32 - Gráfico de utilização do Adjunto do Diretor com a password do Diretor Utilização da password Pessoal pelo Adjunto do Diretor O Adjunto do Diretor utilizou a sua password Pessoal durante 2570 minutos, correspondendo a 42:50h de utilização. A password Pessoal foi utilizada unicamente na plataforma INOVAR correspondendo, assim, a 100% do total de uso e foi usada em 100% dos dias em observação (ver apêndice 21). 300 300 300 420 30 30 30 30 40 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Gráfico de utilização do Adjunto com a password do Diretor SIGRHE SIGO
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 110 Gráfico 33 - Gráfico de utilização do Adjunto do Diretor com a password pessoal Utilização da password Pessoal e do Diretor pelo Adjunto do Diretor No diário de bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, podemos ver que o mesmo utilizou a password Pessoal e do Diretor durante 5220 minutos, correspondendo a 87:00h de utilização. Essas passwords foram usadas unicamente na plataforma SIGRHE, correspondendo assim a 100% do total de uso e foi usada nesta modalidade em 80% dos dias em observação. No diário de bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, no campo observações, foi indicado que este uso estava associado à progressão na carreira dos docentes. Durante a investigação foi possível apurar que a password pessoal do Adjunto do Diretor não permitia a entrada aos patamares de acesso associados a este uso. Observou-se que o patamar de acesso a essa função só é possível com a password do Diretor. Perante este facto, optou-se por tratar os dados conforme foram lançados no diário de bordo, tendo em conta que o uso aqui indicado foi maioritariamente feito com a password do Diretor (ver apêndice 22). 50 40 130 120 150 240 240 220 240 240 240 120 120 120 50 50 50 50 50 50 0 50 100 150 200 250 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Gráfico de utilização do Adjunto com a password Pessoal INOVAR
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 111 Gráfico 34 - Gráfico de utilização do Adjunto do Diretor com a password pessoal e do Diretor Dados totais de utilização das passwords pelo Adjunto do Diretor O Adjunto do Diretor utilizou a password do Diretor em 2 plataformas, correspondendo a 15,97% do seu total de trabalho. Com a sua password, o adjunto do Diretor utilizou só a plataforma INOVAR, o que correspondeu a 27,72% do seu trabalho. Nos restantes 56,31%. foi utilizada a password Pessoal e do Diretor unicamente na plataforma SIGRHE. 450 480 420 450 400 250 240 300 300 240 300 300 300 240 250 300 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Gráfico de utilização do Adjunto com a password PeD SIGRHE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 112 Gráfico 35 - Percentagem de utilização das passwords pelo Adjunto do Diretor 1.12 Motivo da utilização das plataformas pelo Adjunto do Diretor Motivo da utilização: alunos pelo Adjunto do Diretor O Adjunto do Diretor utilizou as plataformas para tratar de questões relacionadas com alunos durante 2730 minutos, correspondendo a 45:30h de utilização. Utilizou a plataforma INOVAR durante 100% dos dias do total de dias em análise, correspondendo a 94,14% do total de trabalho neste motivo de utilização. A plataforma SIGO foi usada durante 160 minutos, 2:40h, correspondendo aos restantes 5,86% de trabalho. Esta plataforma foi usada em 25% dos dias em observação (ver apêndice 23). Password do Diretor 15,97% Password Pessoal 27,72% Password PeD 56,31% % de utilização das passwords pelo Adjunto Password do Diretor Password Pessoal Password PeD
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 113 Gráfico 36 - Motivo do uso da plataforma: alunos – Adjunto do Diretor Motivo da utilização: docentes pelo Adjunto do Diretor As plataformas foram usadas pelo Adjunto para tratar de questões relacionadas com docentes durante 6540 minutos, correspondendo a 109:00h de utilização. O Adjunto do Diretor utilizou somente a plataforma SIGRHE, correspondendo assim a 100% do trabalho e foi usada também em 100% dos dias em análise (ver apêndice 24). 50 40 130 120 150 240 240 220 240 240 240 120 120 120 50 50 50 50 50 50 30 30 30 30 40 0 50 100 150 200 250 300 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: alunos - Adjunto INOVAR SIGO
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 114 Gráfico 37 - Motivo do uso da plataforma: docentes – Adjunto do Diretor Dados totais do motivo de utilização pelo Adjunto do Diretor O Adjunto do Diretor utilizou as mais diversas plataformas nos vários motivos de utilização, distribuídas da seguinte forma: 6540 minutos com os docentes, que equivalem a 70,55%, e 2730 minutos com os alunos, representando 29,45% do total de trabalho. 450 480 420 450 400 250 240 300 300 240 300 300 300 240 250 300 300 300 300 420 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: docentes - Adjunto SIGRHE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 115 Gráfico 38 - Total motivo da utilização – Adjunto do Diretor Gráfico 39 - Percentagem total motivo da utilização - Adjunto do Diretor 2730 6540 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 alunos docentes MINUTOS Total motivo da utilização - Adjunto alunos 29,45% docentes 70,55% % total motivo da utilização - Adjunto alunos docentes
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 122 30% foram utilizados na plataforma interna INOVAR e na plataforma SIGO. O Adjunto fez um uso diário das plataformas SIGRHE e INOVAR. 1.16 Utilização das plataformas pelo Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” Utilização da password do Diretor pelo Diretor Analisado o diário de bordo preenchido pelo Diretor, podemos observar que o mesmo utilizou a password do Diretor durante 670 minutos, correspondendo a 11:10h de utilização. A password do Diretor foi utilizada na plataforma SIGRHE durante 270 minutos, que correspondem a 10:30h de utilização e 94,03% do total de utilização da password do Diretor. Esta plataforma foi usada em 85% dos dias em estudo. Na plataforma SIGO, foi utilizada a password do Diretor durante 30 minutos, 0:30h, correspondendo a 4,48% de utilização da password do Diretor por parte do Diretor. A percentagem de uso desta plataforma foi de 5% nos dias em estudo. A plataforma da DGEEC foi utilizada somente um dia e durante 10 minutos, 0:10h, correspondendo a 1,49% do total de uso e 5% do total de dias em observação (ver apêndice 29).
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 123 Gráfico 47 - Gráfico de utilização do Diretor com a password do Diretor Utilização da password Pessoal pelo Diretor No diário de bordo preenchido pelo Diretor, podemos observar que o mesmo utilizou a sua password Pessoal durante 335 minutos, correspondendo a 5:35h de utilização. A password Pessoal foi usada na plataforma INOVAR em 80% dos dias em observação, tendo uma taxa de utilização de 88,06% do total de uso. A plataforma da CGD foi usada somente um dia, 5% do total de dias em observação, durante 40 minutos, correspondendo aos restantes 11,94% do total de trabalho (ver apêndice 30). 1010 20 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 30 180 270 30 0 50 100 150 200 250 300 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Gráfico de utilização do Diretor com a password do Diretor DGEEC SIGRHE SIGO
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 124 Gráfico 48 - Gráfico de utilização do Diretor com a password pessoal Utilização da password Pessoal e do Diretor pelo Diretor Observado o diário de bordo preenchido pelo Diretor, podemos aferir que o mesmo utilizou a password Pessoal e do Diretor durante 140 minutos, correspondendo a 2:20h de utilização. Foi utilizada a password Pessoal e do Diretor unicamente na plataforma da DGESTE correspondendo assim a 100% do total de uso, e foi usada nesta modalidade em 50% dos dias em observação (ver apêndice 31). 40 30 10 20 15 15 20 20 15 15 20 20 20 20 20 20 15 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Gráfico de utilização do Diretor com a password Pessoal CGD INOVAR
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 125 Gráfico 49 - Gráfico de utilização do Diretor com a password pessoal e do Diretor Dados totais de utilização das passwords pelo Diretor O Diretor utilizou a password do Diretor em 3 plataformas, correspondendo a 58,52% do seu total de trabalho. Com a password Pessoal, o Diretor utilizou 2 plataformas, o que correspondeu a 29,26% do seu trabalho. Nos restantes 12,23% de trabalho nas plataformas. foi utilizada a password Pessoal e do Diretor unicamente na plataforma DGESTE. 15 15 15 15 15 15 15 10 15 10 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Gráfico de utilização do Diretor com a password PeD DGESTE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 126 Gráfico 50 - Percentagem de utilização das passwords pelo Diretor 1.17 Motivo da utilização das plataformas pelo Diretor Motivo da utilização: alunos pelo Diretor O Diretor usou as plataformas para tratar de questões relacionadas com alunos durante 465 minutos, correspondendo a 7:45h de utilização. Usou a plataforma INOVAR durante 80% dos dias do total de dias em análise, correspondendo a 63,44% do total de trabalho neste motivo de utilização. Na plataforma da DGESTE, foram utilizados 140 minutos, 2:20h, correspondendo a 30,11% do total de trabalho e foi utilizada em 50% dos dias em observação. A plataforma SIGO foi usada durante 30 minutos, 0:30h, correspondendo aos restantes 6,45% de trabalho. Esta plataforma foi usada unicamente 1 dia, que corresponde a 5% dos dias em observação (ver apêndice 32). Password do Diretor 58,52% Password Pessoal 29,26% Password PeD 12,23% % de utilização das passwords pelo Diretor Password do Diretor Password Pessoal Password PeD
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 127 Gráfico 51 - Motivo do uso da plataforma: alunos – Diretor Motivo da utilização: docentes pelo Diretor A utilização das plataformas pelo Diretor para tratar de questões relacionadas com os docentes durante 640 minutos, correspondendo a 10:40h de utilização. A plataforma SIGRHE foi utilizada em 85% dos dias em análise, correspondendo a 98,44% do total de trabalho. A plataforma da DGEEC foi usada somente 10 minutos, 0:10h, unicamente no decorrer de 1 dia, que corresponde a 5% do total dos dias em análise e 1,56% total de trabalho neste motivo de utilização (ver apêndice 33). 15 15 15 15 15 15 15 10 15 10 30 10 20 15 15 20 20 15 15 20 20 20 20 20 20 15 30 0 5 10 15 20 25 30 35 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: Alunos - Diretor DGESTE INOVAR SIGO
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 128 Gráfico 52 - Motivo do uso da plataforma: docentes – Diretor Motivo da utilização: financeiro pelo Diretor O Diretor utilizou unicamente a plataforma da CGD durante 40 minutos, 00:40h de utilização e 100% do total de utilização com questões financeiras. Foi usada 1 único dia, a que corresponde uma percentagem de 5% do total dos dias em análise (ver apêndice 34). 1010 20 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 30 180 270 0 50 100 150 200 250 300 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: Docentes - Diretor DGEEC SIGRHE
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 129 Gráfico 53 - Motivo do uso da plataforma: Financeiro – Diretor Dados totais do motivo de utilização pelo Diretor O Diretor utilizou diversas plataformas nos vários motivos de utilização, distribuídas da seguinte forma: 640 minutos com os docentes, que representa 55,90%, e 465 minutos com os alunos, representando 40,61% do total de trabalho. Foram somente utilizados 40 minutos na parte financeira, correspondendo aos restantes 3,49% do total de trabalho. 40 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 MINUTOS Motivo do uso da plataforma: Financeiro - Diretor CGD
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 130 Gráfico 54 - Total motivo da utilização – Diretor Gráfico 55 - Percentagem total motivo da utilização – Diretor 465 640 40 0 100 200 300 400 500 600 700 alunos docentes Financeiro MINUTOS Total motivo de utilização - Diretor alunos 40,61% docentes 55,90% Financeiro 3,49% % total motivo da utilização - Diretor alunos docentes Financeiro
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 131 1.18 Tipo de utilização das plataformas pelo Diretor Tipo de utilização: normal pelo Diretor O Diretor usou as plataformas com um tipo de utilização normal durante 595 minutos, correspondendo a 9:55h de utilização. O Diretor utilizou a plataforma INOVAR, durante 295 minutos, correspondendo a 49,58 da utilização total. Esta plataforma foi usada em 80% dos dias em análise. A plataforma SIRGHE foi usada durante 150 minutos, 2:30h, em 70% dos dias, que corresponde a 25,21% do total de trabalho neste tipo de utilização. Na plataforma da DGESTE utilizou 140 minutos, 2:20H, em 50% dos dias em observação, correspondendo a 23,53% do total de trabalho. A plataforma DGEEC foi utilizada 1 único dia, 5% do total de dias em observação, e somente durante 10 minutos, 0:10h, correspondendo a somente 1,68% do total de trabalho neste tipo de utilização (ver apêndice 35). Gráfico 56 - Tipo de utilização: normal – Diretor Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5 Dia 6 Dia 7 Dia 8 Dia 9 Dia 10 Dia 11 Dia 12 Dia 13 Dia 14 Dia 15 Dia 16 Dia 17 Dia 18 Dia 19 Dia 20 DGEEC 10 DGESTE 15 15 15 15 15 15 15 10 15 10 INOVAR 30 10 20 15 15 20 20 15 15 20 20 20 20 20 20 15 SIGRHE 10 20 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 0 5 10 15 20 25 30 35 MINUTOS Tipo de utilização: Normal - Diretor
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 234 Q: Considera que, se existisse a obrigatoriedade do uso da assinatura digital com o cartão de cidadão por parte de todos os funcionários do MEC, isso aceleraria alguns dos processos das plataformas e diminuiria o impacto ambiental? R: Q: Considera que quem detêm o poder, controla e modela, através das plataformas informáticas, as dinâmicas deste Agrupamento escolar? R: Q: Antes de terminar, gostaria de abordar um assunto que surgiu aquando da entrevista ao CSAE, nomeadamente sobre o fornecimento por parte da administração central de uma password que lhe desse acesso sem limitação às plataformas introduzidas pelo MEC e administração central. Tirar-lhe-ia a si, como subdiretor, algum trabalho ou, por outro lado, veria essa medida como uma divisão responsabilidades, que neste momento recaem somente sobre o diretor? R: Q: Nessa mesma entrevista, o CSAE é da opinião que os órgãos de gestão das escolas e Agrupamentos, deveriam ter um diretor administrativo e um diretor pedagógico, com as suas inerentes competências. Se fosse possível implementar esta ideia, quais as mudanças de fundo acha que iria sentir? R: Q: Por último, sente-se refém das plataformas informáticas na realização do seu trabalho? R:
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 235 Apêndice I. E - Guião da Entrevista – Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” Guião da Entrevista – Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” Nº da entrevista: Duração total: Data: Questão: Qual é a sua formação base? Resposta: Q: Há quantos anos exerce a sua profissão? R: Q: E neste Agrupamento, há quantos anos exerce? R: Q: Antes de assumir o cargo de diretor, esteve em algum cargo relacionado com a gestão escolar? R: Q: Nestes últimos anos, acha que tem existido uma proliferação das plataformas informáticas implementadas pelo MEC e pela administração central? R: Q: Estas plataformas informáticas tornaram a sua função de Diretor mais simplificada? De que modo? R: Q: Considera essas plataformas intuitivas e de fácil preenchimento, ou recorre várias vezes às FAQ, ou outras formas de apoio da administração central, caso existam? R: Q: A administração central proporciona-lhe alguma formação específica para trabalhar com as plataformas informáticas em uso?
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 236 R: Q: Fez alguma formação por iniciativa própria? R: Q: Sente dificuldades neste tipo de gestão com plataformas informáticas? R: Q: Considera que as plataformas vieram otimizar e simplificar o trabalho do órgão de gestão e o dos serviços administrativos? R: Q: Até que ponto as plataformas informáticas do MEC e da administração central se tornaram o centro do trabalho no seu dia-a-dia? Pode justificar a sua resposta? R: Q: Os prazos dados pela administração central para preenchimento das diversas plataformas são suficientes, no seu ponto de vista? R: Q: É dada ao Diretor alguma possibilidade de negociar, por exemplo, o prazo de preenchimento das plataformas, ou os dados que nela se inserem? R: Q: Quais as consequências do não preenchimento dentro do prazo estabelecido? Estão previstas consequências se não forem preenchidas dentro do prazo? R: Q: Em algum momento, o Agrupamento não conseguiu cumprir esses prazos estabelecidos? Se sim, existiu algum conflito gerado entre o Agrupamento e a administração central? R: Q: Já alguma vez teve de prolongar o seu horário de trabalho, ou levar trabalho para casa, para conseguir cumprir esses prazos?
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 237 R: Q: Cada plataforma tem um objetivo específico, ou existem plataformas com a mesma função ou finalidade? R: Q: Das plataformas em uso neste momento, existe a necessidade de inserir os mesmos dados em plataformas diferentes? Se sim, em quais? R: Q: Nas várias plataformas utilizadas existem vários campos de preenchimento. Neste Agrupamento são preenchidos todos os campos, mesmo que não sejam obrigatórios? R: Q: Algumas das plataformas em uso permitem una gestão de informação pessoal e profissional de docentes e não-docentes? Considera que, por isso, conhece melhor os atores que exercem funções no Agrupamento que lidera? R: Q: Sendo as plataformas lugares fechados, onde e quando pode o diretor ter uma postura ativa e interventora, onde e quando há lugar para ativar o seu plano de intervenção de diretor? R: Q: A administração central tem vindo amiúde, nos últimos anos, a invocar uma maior autonomia das escolas. Acha que isso está efetivamente a acontecer no terreno? R: Q: Considera que as plataformas implementadas pelo poder central lhe retiram autonomia? R: Q: Estas plataformas conferem ao poder central poder para dirigir e controlar o diretor e, através de si, os restantes atores escolares? R:
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 238 Q: No exercício das suas funções como Diretor, consegue tomar uma decisão sem ter de recorrer a uma plataforma informática? R: Q: Em termos de fiabilidade destas plataformas informáticas, considera que as mesmas funcionam plenamente, sem bloqueios, ou depara-se com situações problemáticas na sua utilização? R: Q: Este Agrupamento adotou uma plataforma informática utilizada por todo o pessoal docente e não docente, correto? Até que ponto, o uso dessa plataforma fomenta uma melhoria no seu trabalho diário? R: Q: Como caracteriza a receção pelo pessoal docente e não docente da adotação desta plataforma da escola? R: Q: Foi necessário desenvolver algum tipo de formação para os seus utilizadores? R: Q: Em que medida esta plataforma informática de que falamos, ajuda no preenchimento das plataformas usadas pela administração central? R: Q: Entre todas as plataformas, internas ou externas, por si utilizadas existe uma correlação? Ou seja, é possível exportar dados de uma para as outras, evitando assim uma segunda inserção, por exemplo, dos dados dos professores? R: Q: Tendo em conta que um dos assuntos mais abordados na atualidade é o meio ambiente, vieram estas plataformas diminuir o uso das impressoras e consequentemente o uso do papel? R:
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 239 Q: Considera que, se existisse a obrigatoriedade do uso da assinatura digital com o cartão de cidadão por parte de todos os funcionários do MEC, isso aceleraria alguns dos processos das plataformas e diminuiria o impacto ambiental? R: Q: Considera que quem detêm o poder, controla e modela, através das plataformas informáticas, as dinâmicas deste Agrupamento escolar? R: Q: Antes de terminar, gostaria de abordar um assunto que surgiu aquando da entrevista ao CSAE, nomeadamente sobre o fornecimento por parte da administração central de uma password que lhe desse acesso sem limitação às plataformas introduzidas pelo MEC e administração central. Tirar-lhe-ia a si, como Diretor, algum trabalho ou, por outro lado, veria essa medida como uma divisão responsabilidades, que neste momento recaem somente sobre o diretor? R: Q: Nessa mesma entrevista, o CSAE é da opinião que os órgãos de gestão das escolas e Agrupamentos, deveriam ter um diretor administrativo e um diretor pedagógico, com as suas inerentes competências. Se fosse possível implementar esta ideia, quais as mudanças de fundo acha que iria sentir? R: Q: Por último, sente-se refém das plataformas informáticas na realização do seu trabalho? R:
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 240 Apêndice I. F - Inquérito por questionário aos Diretores de Turma Questionário aos Diretores de Turma Destinado exclusivamente aos Diretores de Turma deste Agrupamento Escolar, este questionário visa aferir o impacto da utilização das Plataformas Informáticas na gestão escolar. Integrado numa investigação que está a ser realizada neste Agrupamento, no âmbito do mestrado em Ciências da Educação, área de especialização em Administração Educacional, solicita-se aos Diretores de Turma a sua colaboração no preenchimento deste inquérito por questionário. O investigador garante o seu anonimato e, ainda, que os dados recolhidos serão exclusivamente utilizados para fins académicos. Sendo o colega detentor de um cargo de gestão intermédia por excelência, importa, nesta investigação, aferir a sua perceção, como Diretor(a) de Turma, relativamente às plataformas informáticas em uso neste Agrupamento e pela administração central. Desde já, agradeço a sua colaboração no preenchimento deste questionário. *Obrigatório Universidade do Minho - Mestrado em Ciências da Educação Área de Especialização: Administração Educacional - Qual é a sua idade? * 20-29 anos 30-39 anos 40-49 anos 50-59 anos
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 241 +60 anos - Género: * Feminino Masculino - Qual é o seu grupo disciplinar? * 100 110 120 200 210 220 230 240 250 260 290 300 310 320 330 340 350 360
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 242 400 410 420 430 500 510 520 530 540 550 560 600 610 620 910 920 930 - No início deste ano letivo, quantos anos de serviço tinha? * 1-4 anos 5-9 anos 10-14 anos 15-19 anos
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 243 20 ou mais anos de serviço - Há quantos anos leciona neste Agrupamento? * 1-3 anos 4-6 anos 7-9 anos 10-12 anos 13-15 anos +15 anos - Exerce o cargo de Diretor de Turma em que nível de ensino no presente ano letivo? (pode selecionar mais de uma opção) * 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo Secundário Ensino Profissional - Na sua carreira como Professor, durante quantos anos letivos, incluindo este, ocupou o cargo de Diretor de Turma? * 1-3 anos 4-6 anos 7-9 anos
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 250 Ocasionalmente Frequentemente Sempre De forma presencial Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre - Indique, por favor, a forma como comunica com os docentes da turma * Por email pessoal Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre Por email institucional Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre Pela plataforma INOVAR Nunca Raramente Ocasionalmente
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 251 Frequentemente Sempre Pelo telefone/telemóvel pessoal Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre Pelo telefone/telemóvel da escola Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre De forma presencial Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre - Indique, por favor, a forma como comunica com o órgão de gestão do Agrupamento * Por email pessoal Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 252 Por email institucional Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre Pela plataforma INOVAR Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre Pelo telefone/telemóvel pessoal Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre Pelo telefone/telemóvel da escola Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 253 De forma presencial Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre - Esta plataforma simplificou o seu trabalho enquanto Diretor(a) de Turma? * 1 2 3 4 5 Nada Completamente - Considera que as estruturas do Agrupamento abaixo identificadas têm acesso aos dados inseridos por si na plataforma? * Sim Não Desconheço Chefe dos serviços administrativos Coordenador dos Diretores de Turma Diretor / Órgão de Gestão Coordenador dos Diretores de Turma Diretor / Órgão de Gestão Conselho Pedagógico Conselho Geral
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 254 - Qual a finalidade desse acesso por parte da outra estrutura? Pode indicar mais de uma resposta. * Chefe dos serviços administrativos Coordenador dos Diretores de Turma Diretor/Órgão de Gestão Conselho Pedagógico Conselho Geral Produzir outros relatórios, internos, a partir dessa informação Produzir relatórios para o Ministério da Educação Controlar o trabalho do Diretor(a) de Turma Não tenho conhecimento
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 255 - Enquanto Diretor(a) de Turma, sente que está a exercer o papel de um funcionário administrativo quando insere dados na plataforma? * 1 2 3 4 5 Nada Completamente - Sente que pode estar a ser monitorizado(a) pelo órgão de gestão do Agrupamento quando usa a Plataforma? * 1 2 3 4 5 Nada Completamente Plataformas do MEC - Das seguintes plataformas pertencentes ao MEC e que são usadas pelo órgão de gestão do Agrupamento, indique por favor quais conhece * Conheço Não Conheço DGAEP DGEEC DGESTE IGEFE RECORRA REVVASE SIGRHE SIGA
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 256 - A plataforma SIGRHE é usada pelos docentes todos os anos letivos. Numa escala de 1-5, como considera essa plataforma? * 1 2 3 4 5 Nada intuitiva Muito intuitiva - Quando abre a plataforma SIGRHE, consegue de forma espontânea localizar o que pretende no menu lateral de opções? * Sim Não - Quando necessita de inserir ou confirmar dados nessa plataforma, considera um processo simples? * Sim Não - Os dados da carreira e progressão da carreira docente estão inseridos nessa plataforma. Consulta com regularidade a sua situação? * Nunca Ocasionalmente Sempre - Considera que os dados constantes da plataforma o(a) informam claramente da sua situação laboral?* Sim Não - Quando ocorreu o descongelamento da carreira, a 1/1/2018, os órgãos de gestão do Agrupamento tiveram de fazer o recenseamento de todos os docentes na plataforma SIGRHE, tendo os docentes, numa fase posterior, que confirmar os dados aí inseridos. Considerou fácil confirmar esses dados? * Sim
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 257 Não - Encontrou erros no seu recenseamento? Se responder sim, justifique por favor. * ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ - Recorre aos órgãos de gestão do Agrupamento (CSAE, Diretor, Subdiretor, Adjuntos) no sentido de obter informações sobre a sua carreira docente? * Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre - Tendo conhecimento que, neste momento, todos os dados da sua carreira docente se encontram numa plataforma do MEC, sente-se monitorizado(a) pela administração central? * Sim Não Talvez - Conhece alguma plataforma do MEC, à qual tenha acesso, que seja relevante para o seu cargo de Diretor(a) de Turma? Se responder sim, indique qual por favor. * ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ Fim do questionário. Muito obrigado pela sua participação. Powered by
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 258 APÊNDICE II
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 259 II. A - Dados do Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor Apêndice 1 - Dados totais de utilização do Subdiretor com a password do Diretor Apêndice 2 - Dados totais de utilização do Subdiretor com a password pessoal PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 10 10 0:10:00 Dia 2 20 20 0:20:00 Dia 3 5 5 0:05:00 Dia 4 10 10 0:10:00 Dia 5 30 30 0:30:00 Dia 6 30 30 0:30:00 Dia 7 15 15 0:15:00 Dia 8 15 15 0:15:00 Dia 9 0 0:00:00 Dia 10 0 0:00:00 Dia 11 60 60 1:00:00 Dia 12 30 30 0:30:00 Dia 13 0 0:00:00 Dia 14 0 0:00:00 Dia 15 15 30 45 0:45:00 Dia 16 10 10 0:10:00 Dia 17 5 5 0:05:00 Dia 18 0 0:00:00 Dia 19 0 0:00:00 Dia 20 10 10 0:10:00 Total de minutos 0 0 0 185 0 0 0 0 100 010 0 0 295 4:55:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 3:05:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 1:40:00 0:00:00 0:10:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 11 000030100 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 55,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 15,00% 0,00% 5,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 62,71% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 33,90% 0,00% 3,39% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização do Subdiretor com a password do Diretor Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 5 30 10 45 0:45:00 Dia 2 10 50 60 1:00:00 Dia 3 5 50 55 0:55:00 Dia 4 5 30 30 65 1:05:00 Dia 5 5 30 30 65 1:05:00 Dia 6 5 60 30 95 1:35:00 Dia 7 10 120 30 30 190 3:10:00 Dia 8 10 60 30 30 130 2:10:00 Dia 9 60 25 85 1:25:00 Dia 10 30 30 60 1:00:00 Dia 11 15 30 45 0:45:00 Dia 12 60 30 90 1:30:00 Dia 13 30 120 15 30 195 3:15:00 Dia 14 20 60 45 125 2:05:00 Dia 15 45 45 90 1:30:00 Dia 16 10 45 55 0:55:00 Dia 17 10 25 20 55 0:55:00 Dia 18 25 25 50 0:50:00 Dia 19 10 15 25 0:25:00 Dia 20 15 25 40 0:40:00 Total de minutos 165 00000925 275 20 0235 0 0 1620 27:00:00 Total de horas 2:45:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 15:25:00 4:35:00 0:20:00 0:00:00 3:55:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 15 0000018 10 10800 % de dias de uso 75,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 90,00% 50,00% 5,00% 0,00% 40,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 10,19% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 57,10% 16,98% 1,23% 0,00% 14,51% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização do Subdiretor com a Password Pessoal Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 266 Apêndice 15 - Dados motivo da utilização: financeiro – CSAE Apêndice 16 - Dados motivo da utilização: legislativo– CSAE PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGO SIGRHE SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 20 20 40 0:40:00 Dia 2 20 20 40 0:40:00 Dia 3 20 20 40 0:40:00 Dia 4 20 20 40 0:40:00 Dia 5 20 20 40 0:40:00 Dia 6 20 20 40 0:40:00 Dia 7 120 20 140 2:20:00 Dia 8 30 20 50 0:50:00 Dia 9 30 20 50 0:50:00 Dia 10 30 20 50 0:50:00 Dia 11 30 50 80 1:20:00 Dia 12 90 50 140 2:20:00 Dia 13 60 50 180 290 4:50:00 Dia 14 30 20 50 0:50:00 Dia 15 30 20 50 0:50:00 Dia 16 20 50 70 1:10:00 Dia 17 20 20 40 0:40:00 Dia 18 20 20 40 0:40:00 Dia 19 20 20 40 0:40:00 Dia 20 20 20 60 100 1:40:00 Total de minutos 670 0 0 0 0 520 0 0 0 0 0 60 180 1430 23:50:00 Total de horas 11:10:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 8:40:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 1:00:00 3:00:00 Dias de uso 20 0 0 0 0 20 0 0 0 0 0 1 1 % de dias de uso 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 5,00% 5,00% % Total de uso 46,85% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 36,36% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 4,20% 12,59% Diário de Bordo Dados motivo da utilização: FINANCEIRO - CSAE Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGO SIGRHE SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 10 15 25 0:25:00 Dia 2 10 15 25 0:25:00 Dia 3 10 15 25 0:25:00 Dia 4 10 15 25 0:25:00 Dia 5 10 15 25 0:25:00 Dia 6 10 15 25 0:25:00 Dia 7 10 15 25 0:25:00 Dia 8 10 15 25 0:25:00 Dia 9 15 10 15 40 0:40:00 Dia 10 15 10 15 40 0:40:00 Dia 11 15 10 15 40 0:40:00 Dia 12 20 15 35 0:35:00 Dia 13 20 15 35 0:35:00 Dia 14 15 10 15 40 0:40:00 Dia 15 15 10 15 40 0:40:00 Dia 16 15 10 15 40 0:40:00 Dia 17 10 15 25 0:25:00 Dia 18 10 15 25 0:25:00 Dia 19 10 15 25 0:25:00 Dia 20 10 15 25 0:25:00 Total de minutos 0 90 0220 300 0 0 0 0 0 0 0 0 610 10:10:00 Total de horas 0:00:00 1:30:00 0:00:00 3:40:00 5:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 6 0 20 20 0 0 0 0 0 0 0 0 % de dias de uso 0,00% 30,00% 0,00% 100,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 14,75% 0,00% 36,07% 49,18% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados motivo da utilização: LEGISLATIVO - CSAE Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 267 Apêndice 17 - Dados tipo de utilização: normal – CSAE Apêndice 18 - Dados tipo de utilização: normal com prazos – CSAE PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGO SIGRHE SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 20 10 15 20 180 25 200 470 7:50:00 Dia 2 20 10 15 20 180 25 270 4:30:00 Dia 3 20 10 15 20 180 245 4:05:00 Dia 4 20 10 15 20 180 245 4:05:00 Dia 5 20 10 15 20 180 245 4:05:00 Dia 6 20 10 15 20 180 245 4:05:00 Dia 7 120 10 15 20 180 345 5:45:00 Dia 8 30 10 15 20 180 255 4:15:00 Dia 9 30 15 10 15 20 120 210 3:30:00 Dia 10 30 15 10 15 20 60 150 2:30:00 Dia 11 30 15 10 15 50 120 240 4:00:00 Dia 12 90 20 15 50 120 295 4:55:00 Dia 13 60 20 15 50 60 205 3:25:00 Dia 14 30 15 10 15 20 120 210 3:30:00 Dia 15 30 15 10 15 20 120 210 3:30:00 Dia 16 20 15 10 15 50 100 210 3:30:00 Dia 17 20 10 15 20 180 25 270 4:30:00 Dia 18 20 10 15 20 180 25 270 4:30:00 Dia 19 20 10 15 20 180 25 270 4:30:00 Dia 20 20 10 15 20 180 245 4:05:00 Total de minutos 670 90 0220 300 520 2980 0125 0200 0 0 5105 85:05:00 Total de horas 11:10:00 1:30:00 0:00:00 3:40:00 5:00:00 8:40:00 49:40:00 0:00:00 2:05:00 0:00:00 3:20:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 20 6 0 20 20 20 20 0 5 0 1 0 0 % de dias de uso 100,00% 30,00% 0,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 0,00% 25,00% 0,00% 5,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 13,12% 1,76% 0,00% 4,31% 5,88% 10,19% 58,37% 0,00% 2,45% 0,00% 3,92% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados tipo de utilização: normal - CSAE Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGO SIGRHE SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 0 0:00:00 Dia 2 60 60 1:00:00 Dia 3 100 100 1:40:00 Dia 4 100 100 1:40:00 Dia 5 100 100 1:40:00 Dia 6 100 100 1:40:00 Dia 7 120 120 2:00:00 Dia 8 100 100 1:40:00 Dia 9 50 50 0:50:00 Dia 10 100 50 150 2:30:00 Dia 11 50 50 0:50:00 Dia 12 80 80 1:20:00 Dia 13 180 180 3:00:00 Dia 14 50 50 0:50:00 Dia 15 50 50 0:50:00 Dia 16 80 80 1:20:00 Dia 17 0 0:00:00 Dia 18 0 0:00:00 Dia 19 0 0:00:00 Dia 20 60 60 1:00:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 0 0 220 0910 120 180 1430 23:50:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 3:40:00 0:00:00 15:10:00 2:00:00 3:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 0 0 2 0 12 2 1 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 10,00% 0,00% 60,00% 10,00% 5,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 15,38% 0,00% 63,64% 8,39% 12,59% Diário de Bordo Dados tipo de utilização: normal com PRAZOS - CSAE Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 268 Apêndice 19 - Dados totais de utilização – CSAE PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGO SIGRHE SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 20 10 15 20 180 25 200 470 7:50:00 Dia 2 20 10 15 20 180 25 60 330 5:30:00 Dia 3 20 10 15 20 180 100 345 5:45:00 Dia 4 20 10 15 20 180 100 345 5:45:00 Dia 5 20 10 15 20 180 100 345 5:45:00 Dia 6 20 10 15 20 180 100 345 5:45:00 Dia 7 120 10 15 20 180 120 465 7:45:00 Dia 8 30 10 15 20 180 100 355 5:55:00 Dia 9 30 15 10 15 20 120 50 260 4:20:00 Dia 10 30 15 10 15 20 60 100 50 300 5:00:00 Dia 11 30 15 10 15 50 120 50 290 4:50:00 Dia 12 90 20 15 50 120 80 375 6:15:00 Dia 13 60 20 15 50 60 180 385 6:25:00 Dia 14 30 15 10 15 20 120 50 260 4:20:00 Dia 15 30 15 10 15 20 120 50 260 4:20:00 Dia 16 20 15 10 15 50 100 80 290 4:50:00 Dia 17 20 10 15 20 180 25 270 4:30:00 Dia 18 20 10 15 20 180 25 270 4:30:00 Dia 19 20 10 15 20 180 25 270 4:30:00 Dia 20 20 10 15 20 180 60 305 5:05:00 Total de minutos 670 90 0220 300 520 2980 0345 01110 120 180 6535 108:55:00 Total de horas 11:10:00 1:30:00 0:00:00 3:40:00 5:00:00 8:40:00 49:40:00 0:00:00 5:45:00 0:00:00 18:30:00 2:00:00 3:00:00 Dias de uso 20 6 0 20 20 20 20 0 7 0 13 2 1 % de dias de uso 100,00% 30,00% 0,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 0,00% 35,00% 0,00% 65,00% 10,00% 5,00% % Total de uso 10,25% 1,38% 0,00% 3,37% 4,59% 7,96% 45,60% 0,00% 5,28% 0,00% 16,99% 1,84% 2,75% Diário de Bordo Dados totais de utilização - CSAE Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 269 II. C - Dados do Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor Apêndice 20 - Dados totais de utilização do Adjunto do Diretor com a password do Diretor Apêndice 21 - Dados totais de utilização do Adjunto do Diretor com a password pessoal PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 30 30 0:30:00 Dia 2 30 30 0:30:00 Dia 3 30 30 0:30:00 Dia 4 30 30 0:30:00 Dia 5 40 40 0:40:00 Dia 6 0 0:00:00 Dia 7 0 0:00:00 Dia 8 0 0:00:00 Dia 9 0 0:00:00 Dia 10 0 0:00:00 Dia 11 0 0:00:00 Dia 12 0 0:00:00 Dia 13 0 0:00:00 Dia 14 0 0:00:00 Dia 15 0 0:00:00 Dia 16 0 0:00:00 Dia 17 300 300 5:00:00 Dia 18 300 300 5:00:00 Dia 19 300 300 5:00:00 Dia 20 420 420 7:00:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1320 160 0 0 1480 24:40:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 22:00:00 2:40:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 5 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 20,00% 25,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 89,19% 10,81% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização - Adjunto com a password do Diretor Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 50 50 0:50:00 Dia 2 40 40 0:40:00 Dia 3 130 130 2:10:00 Dia 4 120 120 2:00:00 Dia 5 150 150 2:30:00 Dia 6 240 240 4:00:00 Dia 7 240 240 4:00:00 Dia 8 220 220 3:40:00 Dia 9 240 240 4:00:00 Dia 10 240 240 4:00:00 Dia 11 240 240 4:00:00 Dia 12 120 120 2:00:00 Dia 13 120 120 2:00:00 Dia 14 120 120 2:00:00 Dia 15 50 50 0:50:00 Dia 16 50 50 0:50:00 Dia 17 50 50 0:50:00 Dia 18 50 50 0:50:00 Dia 19 50 50 0:50:00 Dia 20 50 50 0:50:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 2570 0 0 0 0 0 0 2570 42:50:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 42:50:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 20 0 0 0 0 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização - Adjunto com a password Pessoal Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 270 Apêndice 22 - Dados totais de utilização do Adjunto do Diretor com a password pessoal e do Diretor Apêndice 23 - Dados motivo da utilização: alunos – Adjunto do Diretor PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 450 450 7:30:00 Dia 2 480 480 8:00:00 Dia 3 420 420 7:00:00 Dia 4 450 450 7:30:00 Dia 5 400 400 6:40:00 Dia 6 250 250 4:10:00 Dia 7 240 240 4:00:00 Dia 8 300 300 5:00:00 Dia 9 300 300 5:00:00 Dia 10 240 240 4:00:00 Dia 11 300 300 5:00:00 Dia 12 300 300 5:00:00 Dia 13 300 300 5:00:00 Dia 14 240 240 4:00:00 Dia 15 250 250 4:10:00 Dia 16 300 300 5:00:00 Dia 17 0 0:00:00 Dia 18 0 0:00:00 Dia 19 0 0:00:00 Dia 20 0 0:00:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5220 0005220 87:00:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 87:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16 000 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 80,00% 0,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização - Adjunto com a password PeD Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 50 30 80 1:20:00 Dia 2 40 30 70 1:10:00 Dia 3 130 30 160 2:40:00 Dia 4 120 30 150 2:30:00 Dia 5 150 40 190 3:10:00 Dia 6 240 240 4:00:00 Dia 7 240 240 4:00:00 Dia 8 220 220 3:40:00 Dia 9 240 240 4:00:00 Dia 10 240 240 4:00:00 Dia 11 240 240 4:00:00 Dia 12 120 120 2:00:00 Dia 13 120 120 2:00:00 Dia 14 120 120 2:00:00 Dia 15 50 50 0:50:00 Dia 16 50 50 0:50:00 Dia 17 50 50 0:50:00 Dia 18 50 50 0:50:00 Dia 19 50 50 0:50:00 Dia 20 50 50 0:50:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 2570 0 0 0 160 0 0 2730 45:30:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 42:50:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 2:40:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 20 0 0 0 5 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 25,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 94,14% 0,00% 0,00% 0,00% 5,86% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados motivo da utilização: alunos - Adjunto Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 271 Apêndice 24 - Dados motivo da utilização: docentes – Adjunto do Diretor Apêndice 25 - Dados tipo de utilização: normal – Adjunto do Diretor PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 450 450 7:30:00 Dia 2 480 480 8:00:00 Dia 3 420 420 7:00:00 Dia 4 450 450 7:30:00 Dia 5 400 400 6:40:00 Dia 6 250 250 4:10:00 Dia 7 240 240 4:00:00 Dia 8 300 300 5:00:00 Dia 9 300 300 5:00:00 Dia 10 240 240 4:00:00 Dia 11 300 300 5:00:00 Dia 12 300 300 5:00:00 Dia 13 300 300 5:00:00 Dia 14 240 240 4:00:00 Dia 15 250 250 4:10:00 Dia 16 300 300 5:00:00 Dia 17 300 300 5:00:00 Dia 18 300 300 5:00:00 Dia 19 300 300 5:00:00 Dia 20 420 420 7:00:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6540 0 0 0 6540 109:00:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 109:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 0 0 0 20 0 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados motivo da utilização: docentes - Adjunto Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 50 50 0:50:00 Dia 2 40 40 0:40:00 Dia 3 130 130 2:10:00 Dia 4 120 120 2:00:00 Dia 5 150 150 2:30:00 Dia 6 240 240 4:00:00 Dia 7 240 240 4:00:00 Dia 8 220 220 3:40:00 Dia 9 240 240 4:00:00 Dia 10 240 240 4:00:00 Dia 11 240 240 4:00:00 Dia 12 120 120 2:00:00 Dia 13 120 120 2:00:00 Dia 14 120 120 2:00:00 Dia 15 50 50 0:50:00 Dia 16 50 50 0:50:00 Dia 17 50 50 0:50:00 Dia 18 50 50 0:50:00 Dia 19 50 50 0:50:00 Dia 20 50 50 0:50:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 2570 0 0 0 0 0 0 2570 42:50:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 42:50:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 20 0 0 0 0 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados tipo de utilização: normal - Adjunto Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 272 Apêndice 26 - Dados tipo de utilização: normal com prazos – Adjunto do Diretor Apêndice 27 - Dados tipo de utilização: urgente com prazos – Adjunto do Diretor PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 450 30 480 8:00:00 Dia 2 480 30 510 8:30:00 Dia 3 420 30 450 7:30:00 Dia 4 450 30 480 8:00:00 Dia 5 400 40 440 7:20:00 Dia 6 250 250 4:10:00 Dia 7 240 240 4:00:00 Dia 8 300 300 5:00:00 Dia 9 300 300 5:00:00 Dia 10 240 240 4:00:00 Dia 11 300 300 5:00:00 Dia 12 300 300 5:00:00 Dia 13 300 300 5:00:00 Dia 14 240 240 4:00:00 Dia 15 250 250 4:10:00 Dia 16 300 300 5:00:00 Dia 17 0 0:00:00 Dia 18 0 0:00:00 Dia 19 0 0:00:00 Dia 20 0 0:00:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5220 160 0 0 5380 89:40:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 87:00:00 2:40:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16 5 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 80,00% 25,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 97,03% 2,97% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados tipo de utilização: normal com prazos - Adjunto Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 0 0:00:00 Dia 2 0 0:00:00 Dia 3 0 0:00:00 Dia 4 0 0:00:00 Dia 5 0 0:00:00 Dia 6 0 0:00:00 Dia 7 0 0:00:00 Dia 8 0 0:00:00 Dia 9 0 0:00:00 Dia 10 0 0:00:00 Dia 11 0 0:00:00 Dia 12 0 0:00:00 Dia 13 0 0:00:00 Dia 14 0 0:00:00 Dia 15 0 0:00:00 Dia 16 0 0:00:00 Dia 17 300 300 5:00:00 Dia 18 300 300 5:00:00 Dia 19 300 300 5:00:00 Dia 20 420 420 7:00:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1320 0 0 0 1320 22:00:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 22:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 0 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 20,00% 0,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados tipo de utilização: urgente com prazos - Adjunto Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 273 Apêndice 28 - Dados totais de utilização – Adjunto do Diretor PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 50 450 30 530 8:50:00 Dia 2 40 480 30 550 9:10:00 Dia 3 130 420 30 580 9:40:00 Dia 4 120 450 30 600 10:00:00 Dia 5 150 400 40 590 9:50:00 Dia 6 240 250 490 8:10:00 Dia 7 240 240 480 8:00:00 Dia 8 220 300 520 8:40:00 Dia 9 240 300 540 9:00:00 Dia 10 240 240 480 8:00:00 Dia 11 240 300 540 9:00:00 Dia 12 120 300 420 7:00:00 Dia 13 120 300 420 7:00:00 Dia 14 120 240 360 6:00:00 Dia 15 50 250 300 5:00:00 Dia 16 50 300 350 5:50:00 Dia 17 50 300 350 5:50:00 Dia 18 50 300 350 5:50:00 Dia 19 50 300 350 5:50:00 Dia 20 50 420 470 7:50:00 Total de minutos 0 0 0 0 0 0 2570 0 0 6540 160 0 0 9270 154:30:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 42:50:00 0:00:00 0:00:00 109:00:00 2:40:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 0 0 0 20 0 0 20 500 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 100,00% 25,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 27,72% 0,00% 0,00% 70,55% 1,73% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização - Adjunto Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 274 II. D - Dados do Diário de Bordo preenchido pelo Diretor Apêndice 29 - Dados totais de utilização do Diretor com a password do Diretor Apêndice 30 - Dados totais de utilização do Diretor com a password pessoal PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 10 10 0:10:00 Dia 2 20 20 0:20:00 Dia 3 10 10 0:10:00 Dia 4 10 10 0:10:00 Dia 5 10 10 0:10:00 Dia 6 10 10 0:10:00 Dia 7 10 10 0:10:00 Dia 8 10 10 0:10:00 Dia 9 10 10 0:10:00 Dia 10 0 0:00:00 Dia 11 10 10 0:10:00 Dia 12 10 10 0:10:00 Dia 13 10 10 0:10:00 Dia 14 0 0:00:00 Dia 15 10 30 40 0:40:00 Dia 16 0 0:00:00 Dia 17 10 10 0:10:00 Dia 18 10 30 40 0:40:00 Dia 19 180 180 3:00:00 Dia 20 270 270 4:30:00 Total de minutos 0 0 10 0 0 0 0 0 0 630 30 0 0 670 11:10:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:10:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 10:30:00 0:30:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 1 0 0 0 0 0 0 17 1 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 5,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 85,00% 5,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 1,49% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 94,03% 4,48% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização - Diretor com a password do Diretor Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 30 30 0:30:00 Dia 2 10 10 0:10:00 Dia 3 20 20 0:20:00 Dia 4 15 15 0:15:00 Dia 5 15 15 0:15:00 Dia 6 20 20 0:20:00 Dia 7 20 20 0:20:00 Dia 8 15 15 0:15:00 Dia 9 15 15 0:15:00 Dia 10 0 0:00:00 Dia 11 20 20 0:20:00 Dia 12 20 20 0:20:00 Dia 13 0 0:00:00 Dia 14 40 20 60 1:00:00 Dia 15 20 20 0:20:00 Dia 16 0 0:00:00 Dia 17 20 20 0:20:00 Dia 18 20 20 0:20:00 Dia 19 15 15 0:15:00 Dia 20 0 0:00:00 Total de minutos 40 00000295 0 0 0 0 0 0 335 5:35:00 Total de horas 0:40:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 4:55:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 1 0 0 0 0 0 16 0 0 0 0 0 0 % de dias de uso 5,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 80,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 11,94% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 88,06% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização - Diretor com a password Pessoal Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 275 Apêndice 31 - Dados totais de utilização do Diretor com a password pessoal e do Diretor Apêndice 32 - Dados motivo da utilização: alunos – Diretor PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 15 15 0:15:00 Dia 2 0 0:00:00 Dia 3 15 15 0:15:00 Dia 4 15 15 0:15:00 Dia 5 0 0:00:00 Dia 6 15 15 0:15:00 Dia 7 15 15 0:15:00 Dia 8 0 0:00:00 Dia 9 15 15 0:15:00 Dia 10 0 0:00:00 Dia 11 15 15 0:15:00 Dia 12 0 0:00:00 Dia 13 10 10 0:10:00 Dia 14 0 0:00:00 Dia 15 0 0:00:00 Dia 16 15 15 0:15:00 Dia 17 0 0:00:00 Dia 18 10 10 0:10:00 Dia 19 0 0:00:00 Dia 20 0 0:00:00 Total de minutos 0 0 0 140 0 0 0 0 0 0 0 0 0 140 2:20:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 2:20:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 10 0 0 0 0 0 0 0 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 50,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 100,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados totais de utilização - Diretor com a password PeD Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar PLATAFORMA CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGRHE SIGO SIOE Tcontas Min Horas Dia 1 15 30 45 0:45:00 Dia 2 10 10 0:10:00 Dia 3 15 20 35 0:35:00 Dia 4 15 15 30 0:30:00 Dia 5 15 15 0:15:00 Dia 6 15 20 35 0:35:00 Dia 7 15 20 35 0:35:00 Dia 8 15 15 0:15:00 Dia 9 15 15 30 0:30:00 Dia 10 0 0:00:00 Dia 11 15 20 35 0:35:00 Dia 12 20 20 0:20:00 Dia 13 10 10 0:10:00 Dia 14 20 20 0:20:00 Dia 15 20 30 50 0:50:00 Dia 16 15 15 0:15:00 Dia 17 20 20 0:20:00 Dia 18 10 20 30 0:30:00 Dia 19 15 15 0:15:00 Dia 20 0 0:00:00 Total de minutos 0 0 0 140 0 0 295 0 0 0 30 0 0 465 7:45:00 Total de horas 0:00:00 0:00:00 0:00:00 2:20:00 0:00:00 0:00:00 4:55:00 0:00:00 0:00:00 0:00:00 0:30:00 0:00:00 0:00:00 Dias de uso 0 0 0 10 0 0 16 0 0 0 1 0 0 % de dias de uso 0,00% 0,00% 0,00% 50,00% 0,00% 0,00% 80,00% 0,00% 0,00% 0,00% 5,00% 0,00% 0,00% % Total de uso 0,00% 0,00% 0,00% 30,11% 0,00% 0,00% 63,44% 0,00% 0,00% 0,00% 6,45% 0,00% 0,00% Diário de Bordo Dados motivo da utilização: alunos - Diretor Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 282 Apêndice 42 - Diário de Bordo preenchido pelo CSAE, pág.3 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 30 15 10 15 20 120 50 PASSWORD Pessoal Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Docentes Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 30 15 10 15 20 60 100 50 PASSWORD Pessoal Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Diretor Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal NcP NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Alunos Docentes Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 30 15 10 15 50 120 50 PASSWORD Pessoal Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Docentes Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 90 20 15 50 120 80 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Docentes Obs. Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar DIA 9 DIA 10 DIA 11 DIA 12
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 283 Apêndice 43 - Diário de Bordo preenchido pelo CSAE, pág.4 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 60 20 15 50 60 180 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Financeiro Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 30 15 10 15 20 120 50 PASSWORD Pessoal Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Docentes Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 30 15 10 15 20 120 50 PASSWORD Pessoal Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Docentes Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 20 15 10 15 50 100 80 PASSWORD Pessoal Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Docentes Obs. DIA 13 DIA 14 DIA 15 DIA 16 Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 284 Apêndice 44 - Diário de Bordo preenchido pelo CSAE, pág.5 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 20 10 15 20 180 25 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Alunos Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 20 10 15 20 180 25 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Alunos Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 20 10 15 20 180 25 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Alunos Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 20 10 15 20 180 60 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Diretor Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Legislativo Financeiro Docentes Financeiro Obs. Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar DIA 19 DIA 20 DIA 18 DIA 17
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 285 II. G - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor Apêndice 45 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.1 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 50 450 30 PASSWORD Pessoal PeD Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP NcP MOTIVO Alunos Docentes Alunos Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 40 480 30 PASSWORD Pessoal PeD Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP NcP MOTIVO Alunos Docentes Alunos Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 130 420 30 PASSWORD Pessoal PeD Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP NcP MOTIVO Alunos Docentes Alunos Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 120 450 30 PASSWORD Pessoal PeD Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP NcP MOTIVO Alunos Docentes Alunos Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar DIA 1 DIA 2 DIA 3 DIA 4
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 286 Apêndice 46 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.2 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 150 400 40 PASSWORD Pessoal PeD Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP NcP MOTIVO Alunos Docentes Alunos Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 240 250 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 240 240 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 220 300 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar DIA 5 DIA 6 DIA 7 DIA 8
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 287 Apêndice 47 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.3 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 240 300 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 240 240 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 240 300 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 120 300 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira DIA 9 DIA 10 DIA 11 DIA 12 Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 288 Apêndice 48 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.4 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 120 300 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 120 240 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Constituição de turmas Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 50 250 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Consulta Progressão na Carreira PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 50 300 PASSWORD Pessoal PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Consulta Progressão na Carreira Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar DIA 13 DIA 14 DIA 15 DIA 16
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 289 Apêndice 49 - Diário de Bordo preenchido pelo Adjunto do Diretor, pág.5 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 50 300 PASSWORD Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal UcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Consulta Contatação de docentes PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 50 300 PASSWORD Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal UcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Contatação de docentes PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 50 300 PASSWORD Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal UcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Consulta Contatação de docentes PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 50 420 PASSWORD Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal UcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Consulta Contatação de docentes DIA 19 DIA 20 DIA 18 DIA 17 Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 290 II. H - Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor Apêndice 50 - Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor, pág.1 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 510 30 10 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal NcP MOTIVO Financeiro Legislativo Alunos Docentes Obs. Pagamento s Documento s PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 10 20 50 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Alunos Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 5 5 50 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Alunos Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 510 30 30 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Alunos Não Docentes Obs. DIA 2 DIA 3 DIA 4 Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar DIA 1
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 291 Apêndice 51 - Diário de Bordo preenchido pelo Subdiretor, pág.2 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 530 30 30 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Alunos Não Docentes Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 530 60 30 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal Normal MOTIVO Financeiro Docentes Alunos Alunos Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 10 15 120 30 30 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal NcP Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Alunos Financeiro Alunos Obs. PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 10 15 60 30 30 PASSWORD Pessoal Diretor Pessoal Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal NcP Normal MOTIVO Financeiro Legislativo Alunos Financeiro Alunos Obs. Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar DIA 5 DIA 6 DIA 7 DIA 8
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 298 Apêndice 58 - Diário de Bordo preenchido pelo Diretor, pág.4 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 10 10 PASSWORD PeD Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal MOTIVO Alunos Docentes Obs. Acessoa a plataforma de Consulta de situação de docentes PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 40 20 PASSWORD Pessoal Pessoal TIPO DE UTILIZAÇÃO NcP Normal MOTIVO Financeiro Alunos Obs. Pagamento s Alunos e Docentes PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 20 10 30 PASSWORD Pessoal Diretor Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Alunos Obs. Alunos e Docentes Consulta de situação de docentes Criação de turmas PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 15 PASSWORD PeD TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal MOTIVO Alunos Obs. Acessoa a plataforma de DIA 13 DIA 14 DIA 15 DIA 16 Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 299 Apêndice 59 - Diário de Bordo preenchido pelo Diretor, pág.5 PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 20 10 PASSWORD Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal MOTIVO Alunos Docentes Obs. Alunos e Docentes Consulta de situação de docentes PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 10 10 20 30 PASSWORD Diretor PeD Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal Normal Normal NcP MOTIVO Docentes Alunos Alunos Docentes Obs. Consulta de crédito de deslocações Acessoa a plataforma de Alunos e Docentes Consulta de situação de docentes PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 15 180 PASSWORD Pessoal Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO Normal NcP MOTIVO Alunos Docentes Obs. Alunos e Docentes Consulta de situação de docentes PLATAFORMA CFDM CGD DGAEP DGEEC DGESTE DRE SINAGET IGEFE INOVAR RECORRA REVVASE SIGA SIGRHE SIGO SIOE Tcontas TEMPO DE USO 270 PASSWORD Diretor TIPO DE UTILIZAÇÃO UcP MOTIVO Docentes Obs. Consulta de situação de docentes Diário de Bordo Investigação em Administração Educacional Plataformas Informáticas na Gestão Escolar DIA 19 DIA 20 DIA 18 DIA 17
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 300 II. J - Transcrição da entrevista ao CSAE Apêndice 60 - Transcrição da entrevista - CSAE do Agrupamento “Asas Abertas” Nº da entrevista: 1 Duração total: 29m Data: 23 de outubro de 2019 Questão: Qual é a sua formação base? Resposta: Hee, base…tenho o 12º ano, por acaso já tenho também o 1º ano da universidade, só que depois parei por motivos familiares graves, mas depois tive, tenho um curso de formação de chefe de serviços. Q: Há quantos anos exerce a sua profissão? R: Como chefe dos serviços na, na administração pública já são 32 ou 33, mas como chefe estou desde 99. Portanto 20 anos certinhos, fez em maio 20 anos que estou a chefiar. Q: E neste Agrupamento, há quantos anos exerce? R: Isto é assim, eu…se contar, porque isto é assim, no Agrupamento, eu estava no Agrupamento de “Asas Abertas 2”, depois é que há a fusão do Agrupamento “Asas Abertas 2” com a escola “Asas Abertas”, em 2013, mas eu já estava a chefiar em “Asas Abertas” 2 desde 2008. Q: Nestes últimos anos, acha que tem existido uma proliferação das plataformas informáticas implementadas pelo MEC e pela administração central? R: Indiscutivelmente que sim. Q: Estas plataformas informáticas tornaram a sua função como CSAE mais simplificada? De que modo? R: Não, não, não. Hee, é o que eu lhe digo, nós hoje temos as (…), as mais variadíssimas plataformas, e às vezes é preciso ter tudo (…), apontado que senão há algumas que possa esquecer. Não se justifica ter plataformas em que nós por exemplo em termos de contabilidade exportamos tudo para lá, e depois andamos a preencher na, na, na DGEsT, na DGAE, não é. Por
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 301 exemplo, chega agora a janeiro, todos os anos agora tem acontecido, fazer o, o recenseamento do pessoal docente. É assim, não se podia aproveitar de uns anos para os outros? Não é… Q: Considera essas plataformas intuitivas e de fácil preenchimento, ou recorre várias vezes às FAQ, ou outras formas de apoio da administração central, caso existam? R: Sim, sim, tirando aquelas que, que, algumas são intuitivas, outras que nós (…), mal da nossa legislação, não é, portuguesa que é muito complicada e que tem as variadíssimas leituras muitas vezes não é, e que leva a que às vezes seja muito mais complicado preencher numa plataforma. Q: A administração central proporciona-lhe alguma formação específica para trabalhar com as plataformas informáticas em uso? E o Agrupamento? R: Não, só notas informativas e mais nada. O Agrupamento sim, sei lá, ainda agora estava a falar com a chefe do “D. Teresa” por causa de irmos agora a uma formação agora dia 11 de novembro, mas é uma formação que é o próprio Agrupamento que paga, não é. Q: Sente dificuldades neste tipo de gestão com plataformas informáticas? R: Não, não, não. Assim sentir dificuldades não, agora sinto é…que muitas vezes é cansativo, não é, e com prazos muito apertados, não é. Q: As plataformas informáticas do MEC e da administração central tornaram-se o centro do trabalho no seu dia-a-dia? Pode justificar a sua resposta? R: Sim, sim, sim, sim. Porque não há dia nenhum que não tenha que ir às plataformas, não é. Portanto… Q: Os prazos dados pela administração central para preenchimento das diversas plataformas, são suficientes, no seu ponto de vista? R: Não. São muito insuficientes. Q: Quais as consequências do não preenchimento dentro do prazo estabelecido? Estão previstas consequências se não forem preenchidas dentro do prazo? R: Hee, sim, sim, sim. Porque passam as, não, não quer dizer que na prática isso vá acontecer não é, mas que muitas vezes eles ameaçam com responsabilidades para, para cima do diretor, que se não se preencher dentro do, do, essencialmente quando mexe com pessoas.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 302 Q: Principalmente docentes? (**) R: Docentes. Q: Em algum momento, o Agrupamento não conseguiu cumprir esses prazos estabelecidos? Se sim, existiu algum conflito gerado entre o Agrupamento e a administração central? R: Não, não. Q: Já alguma vez teve de prolongar o seu horário de trabalho, ou levar trabalho para casa, para conseguir cumprir esses prazos? R: Muitas vezes. (risos) Q: Nas mais diversas plataformas que utiliza nas suas funções, a sua password pessoal dá-lhe acesso total aos campos a preencher nessas plataformas informáticas? R: Não. Q: Cada plataforma tem um objetivo específico, ou existem plataformas com a mesma função ou finalidade? R: Não, não, não, cada uma tem a sua…isso não. Q: Das plataformas em uso neste momento, existe a necessidade de inserir os mesmos dados em plataformas diferentes? Se sim, em quais? R: Os mesmos dados? Deixe-me pensar. Temos uma que, que só preenchemos só uma vez de 3 em 3 meses, que é o SIOE. Que no fundo é aquilo que nós preenchemos na, na, na DGAE. Q: Nas várias plataformas utilizadas existem vários campos de preenchimento. Neste Agrupamento são preenchidos todos os campos, mesmo que não sejam obrigatórios? R: Sim, sim, sim. Q: A administração central tem vindo amiúde, nos últimos anos, a invocar uma maior autonomia das escolas. Acha que isso está efetivamente a acontecer no terreno? R: Não! Q: Quer desenvolver esta sua resposta? (**)
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 303 R: Por exemplo, eu vou-lhe dar um exemplo concreto sobre isso, por exemplo ao…até hoje, até há um ano atrás, até ao descongelamento da carreira, mais, estamos a falar de janeiro de 2018, quando as carreiras foram descongeladas o que é que acontecia, até aí as escolas tinham um conselho administrativo que, que no caso das nossas escolas temos autonomia administrativa, não autonomia financeira, e nós é que dávamos o cabimento, é que autorizávamos a progressão na carreira, fosse pessoal docente ou pessoal não docente. Hoje não, hoje é a, é a direção geral de administração escolar que controla isso tudo, nós só metemos nas plataformas a situação de cada professor não é, e depois hee, eles que nos dão cabimento, já não é o administrativo que assume o cabimento, portanto as autonomias em termos administrativos tem sido menos. E aliás, e a prova aí disso, é que já se fala, isso já se fala há muitos anos, sei lá eu, já conheço, já ouço essa treta há 15, 16 ou 14 anos, que um dos objetivos do governo, de, de, de, do estado, da administração central é juntar os vencimentos todos numa plataforma, do ministério da educação, percebe? Portanto, hee, isso já se fala há uns anos e as propostas estão em cima da mesa, era para ser este ano, já, não sei se vai ser para o ano, se vai ser em 2021, mas fala-se nisso. Portanto a autonomia das escolas não está a ser assim tão…ou isso, ou passar para as Câmaras, não é. Portanto eu já, eu sou funcionário da Câmara. Q: Não está ligado ao ministério da educação? (**) R: Não, não, não. Porque em 2009, foi 2009 exatamente, há 10 anos precisamente, há um protocolo entre os municípios que aderiram a isso, ainda foi no tempo do “anterior presidente da Câmara”, e, e, e o, “esta cidade” aderiu, quer dizer as escolas até ao básico, como no meu caso era até ao 9º ano, quando eu estava em “Asas Abertas 2” era até ao 9º ano, só os secundários é que ficaram de fora. Nós passamos todos para a Câmara, até, os Agrupamentos até ao 9º ano, passamos todos para a Câmara, por exemplo que me paga a mim é a Câmara, não é o Agrupamento. Q: Perdeu o seu vínculo à administração central? (**) R: Não, não. Para passar…aquilo é um protocolo que há com a Câmara, mas hoje somo funcionários da Câmara, não tenho dúvidas nenhumas que somos funcionários da Câmara. Progressões, progressões é a Câmara que nos decide, nossas, há outros lados bons não é, mas, mas há outros lados que não, e a tendência vai ser essa, agora…é tal coisa, a Câmara…a Câmara tem, tem, tem andado a acumular competências, mas depois chuta-as para nós, para fazer o
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 304 trabalho de fundo não é. E agora, isto está, está na programação, no programa dos governos, tem estado sempre, é, centralizar em termos de, de vencimentos, isso não tenho dúvida nenhuma. Não que seja, mas pelo menos ministério por ministério. Q: Então a descentralização anunciada também não existe? (**) R: Não, treta. Q: No exercício das suas funções como… R: Vou-lhe dar um exemplo, vou-lhe dar mais um exemplo concreto, eu quando cheguei aqui ao “Asas Abertas” em 2013…tínhamos, sei lá, o saldo médio era de 300, 300 e poucos mil euros por mês na conta, hoje não passa dos 40-50 mil. Porquê? Porque até aí nós tínhamos o dinheiro dos cursos profissionais, nós, no nosso caso aqui temos 18 turmas de profissionais, este ano nem sei se são 17 ou 18 é assim uma coisa, nós temos cursos profissionais que são financiados pelo Fundo Social Europeu não é, e nós pedíamos esse dinheiro e esse dinheiro vinha para a escola, nós (…), claro que era para investir nos cursos profissionais, em material ou pagar aos alunos…nós neste momento temos uma dificuldade para pagar aos alunos, tremenda. Porquê? Primeiro começaram por nos controlar, imagine, nós pedíamos um reembolso de 70 ou 80 mil euros, ou de 100 mil euros, e, e eles começaram a dizer: “X é para pessoal.”, por causa do deficit, prontos, lá ia X para pessoal. A maior parte ia tudo para pessoal. Nós tínhamos de mendigar para nos dar dinheiro para funcionamento, para pagar aos alunos, para pagar as, para pagar os, os, os custos inerentes ao curso. Nós tínhamos essas, temos…nós ainda agora tivemos uma ameaça de pais, que iam por, de chamar aqui o, a CMTV não é, que é o melhor que eles agora têm, a melhor arma que eles têm por causa de não lhes pagar. Q: Isso traz também constrangimentos para a escola, … R: Claro… Q: …para a imagem da escola? (**) R: Claro. Mas isso, na, na, por exemplo, nós nisso estamos em desvantagem por exemplo, em relação ao “António de Abreu”, em relação ao “D. Teresa” não é, porque eles tem lá os Centros de Formação, e os centros de formação é, é, é, o dinheiro é o mesmo, em relação a isso, quer dizer, podem tirar daqui para por ali, e nós não, não temos, nós, a “Alfredo Viana” não temos essa hipótese, não é.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 305 Q: Ia-lhe perguntar: como CSAE, consegue tomar uma decisão sem ter de recorrer a uma plataforma informática? (*) R: (risos) Sim, sim, sim. Q: Mas a maior parte das suas decisões passam por uma plataforma? (**) R: Passam pelas plataformas sim, sim. Q: Em termos de fiabilidade destas plataformas informáticas, considera que as mesmas funcionam plenamente, sem bloqueios, ou depara-se com situações problemáticas na sua utilização? R: Não, sem bloqueios. Agora desde que estejam abertas conforme, como eles tem, não vejo, não temos nenhum problemas. Q: Mas já existiram problemas no passado? (**) R: Não, não. Q: Este Agrupamento adotou uma plataforma informática utilizada por todo o pessoal docente e não docente, correto? Considera que o uso dessa plataforma fomenta uma melhoria no seu trabalho diário? R: Não, não. Não porque as pessoas com… elas têm por exemplo acesso aos dados deles não é, eles conseguem visualizar, não conseguem mexer neles, portanto em termos práticos, não. Q: Em que medida esta plataforma informática de que falamos, ajuda no preenchimento das plataformas usadas pela administração central? R: Nada, porque eles não alteram nada que é deles, portanto, não mexem em nada, a não ser na área, na área de alunos não é. Os Diretores de Turma, isso sim, isso ajuda-nos a nós como Diretores de Turma. Eles atualizar os dados dos meninos, dos alunos, cada Diretor de Turma, parece que não, poupa-nos muito trabalho. Independentemente de ser uma guerra que os professores têm, e com, com lógica…dizer que eles não são administrativos…é verdade, isto é verdade, mas lá vão preenchendo, e isso… vão-nos ajudando, indiscutivelmente. Q: Está a considerar que os professores no fundo colaboram com os serviços administrativos? (**) R: Sim, sim, como digo, os Diretores de Turma, essencialmente os Diretores de Turma não é. Que vão preenchendo os dados. Por exemplo, início do ano…aqui há equipas de matrículas não é, a
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 306 equipa de matrícula muitas vezes só se preocupa e, oh pá, e, em função das situações, mete o nome, o número de cartão de cidadão e pouco mais…na, na nossa aplicação informática. Depois é preciso preencher o resto dos dados. Precisamos de preencher, sei lá, nós no 10º ano este ano recebemos trezentos e tal alunos novos…ou duzentos, duzentos e poucos, duzentos e trinta, parece que foi duzentos e trinta, meter aqueles dados todos é dose. Encarregado de educação, depois faltam dados, faltam isto, falta aquilo não é. Q: Portanto, o preenchimento básico é feito pelo Diretor de Turma? (**) R: Depois é o Diretor de Turma é que preenche tudo, mais ou menos. Pede-lhes os dados a eles e vai preenchendo tudo. E isso parece que não mas facilita-nos muito a vida não é. Q: Entre todas as plataformas, internas ou externas, por si utilizadas existe uma correlação? Ou seja, é possível exportar dados de uma para as outras, evitando assim uma segunda inserção, por exemplo, dos dados dos professores? R: Não, não, não. Q: A plataforma usada no Agrupamento não faz nenhuma exportação de dados? (**) R: Faz exportação de dados para o IGEFE, que só conta em termos de financeiros, mais nada. Porque isso, nós chegamos, eu acabo de processar os vencimentos, só pedi, o meu colega que processa os vencimentos, nós mandamos a requisição, a requisição vai por mail, assinada eletronicamente por dois membros do conselho administrativo, mas também exportamos para, para o IGEFE, mas é só a parte financeira, mais nada. Q: Tendo em conta que um dos assuntos mais abordados na atualidade é o meio ambiente, vieram estas plataformas diminuir o uso das impressoras e consequentemente o uso do papel? R: Não, não. (grande silêncio) Não, não e não! Aliás, basta olhar para o meu gabinete. Q: Considera que, se existisse a obrigatoriedade do uso da assinatura digital com o cartão de cidadão por parte de todos os funcionários do MEC, isso aceleraria alguns dos processos das plataformas e diminuiria o impacto ambiental? R: Não, não consigo, não porque eles não têm, sei lá, eu faço assinaturas digitais…5, 6, 7, 8, 9, 10, 10 assinaturas por mês, digitais, só. Neste momento ainda não está, é quando, é só para mandar as requisições só, seja as de vencimento, seja as de funcionamento.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 307 Q: Sim, mas se o uso da assinatura digital fosse obrigatório, poupava, por exemplo, no papel? (**) R: Não, não me parece. Não me parece, sinceramente, não me parece. Q: Tem que imprimir sempre… R: Sempre, neste momento. Q: … mesmo que faça uma assinatura digital? (**) R: Sim, sim, sim, sim. Sim. Q: Considera que quem detém o poder, controla e modela, através das plataformas informáticas, as dinâmicas deste Agrupamento escolar? R: Em termos administrativos, não tenho dúvida nenhuma. Agora, em termos pedagógicos, já me ultrapassa não é, mas em termos administrativos não tenho dúvida nenhuma. Q: Por último, sente-se refém das plataformas informáticas na realização do seu trabalho? R: Um pouco, não totalmente, mas um pouco. Por exemplo, vou-lhe dar um exemplo concreto…nós, todos os meses temos de fechar o mês não é, até temos a nossa plataforma, o nosso sistema informático, a tal plataforma Inovar, temos a Inovar pessoal, a Inovar alunos, a Inovar contabilidade, a Inovar ação social escolar, etc, etc… e que é que acontece, até dia 15 a plataforma é fechada, aquilo tem um travão e automaticamente…imagine, se eu até ao dia 15 não tiver tudo feito do mês anterior, aquilo é bloqueado. Já não posso fazer com data do mês, imagine agora o mês de setembro, se eu não tivesse tudo feito até ao dia 15 já não podia. Não é, registar uma fatura ou fazer um pagamento com data ainda do mês de setembro, acabou. Portanto, isso consegue-nos condicionar um bocado, acaba por nos pôr mais regras mais e não deixar nada para trás? É porreiro nisso. Mas, condiciona-se um bocado. Principalmente por exemplo nas férias não é. Eu vou de férias, venho de férias, fico cansado. Porque as pessoas pensam assim: “Ai no mês de agosto não se trabalha nas escolas!” Não se trabalha, em muita quantidade não é. Mas trabalha-se porque os movimentos que há (…), financeiros e não sei que mais, são os mesmos de um mês normal de aulas. Porque aqui, por exemplo nesta escola há sempre receitas em agostos. Não há do bar, mas há da papelaria, há da secretaria, emolumentos daqui, daqui, de acolá e acolá, porque isto, fala-se em escolaridade obrigatória, mas, tem de se pagar muitas coisas não é.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 314 Q: Considera essas plataformas intuitivas e de fácil preenchimento, ou recorre várias vezes às FAQ, ou outras formas de apoio da administração central, caso existam? R: Sim, sim também tenho que recorrer. Não são, por isso, muito intuitivas, não são não muito intuitivas, algumas mais outras menos. Q: A administração central proporciona-lhe alguma formação específica para trabalhar com as plataformas informáticas em uso? R: Por acaso tive uma, uma, uma formação, uma nova que era a que eles queriam que fosse centralizada, que era o E360, mas, aquela está muito incipiente. Q: Mas disse que seria muito centralizada, porque? (**) R: Não, porque supostamente seria para substituir várias. Eles aqui iam tentar substituir várias com essa, mas, até ver… Q: Fez alguma formação por iniciativa própria? R: Foi, essa iniciativa, quer dizer, essa (…), essa formação, foi por iniciativa própria, foi. Eles pediram-me para quem estivesse a trabalhar com isso e eu fui. Voluntariei-me para ir. Q: Sente dificuldades neste tipo de gestão com plataformas informáticas? R: Sinto dificuldade? Sim, quer dizer, de vez em quando (risos), digo para lá uns palavrõezitos, mas a gente vai, vai aprendendo. Q: Considera que as plataformas vieram otimizar e simplificar o trabalho do órgão de gestão e o dos serviços administrativos? R: Eh, não. Vieram complicar. (Risos) Q: Até que ponto as plataformas informáticas do MEC e da administração central se tornaram o centro do trabalho no seu dia-a-dia? (*) R: Em muitas situações sim. Q: Pode justificar melhor a sua resposta? (**) R: Por exemplo a que, a história da progressão na carreira, tenho (…), tenho trabalhado horas e horas pra…com essa plataforma. Às vezes há dias que não faço outra coisa.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 315 Q: Os prazos dados pela administração central para preenchimento das diversas plataformas são suficientes, no seu ponto de vista? R: Normalmente não. Normalmente são muito curtos. Q: É dada ao Diretor alguma possibilidade de negociar, por exemplo, o prazo de preenchimento das plataformas, ou os dados que nela se inserem? R: Não, nenhuma. É para, é (…), é para (risos), é para ontem, e já, e depressa. Às vezes, o…o que é ridículo é que às vezes ao, no fim de semana, por exemplo. E o desgraçado não tem, não tem direito a férias, não é, tem de estar sempre disponível. Q: Quais as consequências do não preenchimento dentro do prazo estabelecido? Estão previstas consequências se não forem preenchidas dentro do prazo? R: Hum, na, nunca, nunca, nunca para, para, para, nunca, nunca não cumprimos, cumprimos sempre. Q: Essa era a minha pergunta seguinte. Em algum momento, o Agrupamento não conseguiu cumprir esses prazos estabelecidos? (*) R: Não, não. Cumprimos sempre. Com muito sacrifício pessoal, mas cumprimos sempre. Já aconteceu foi nós estávamos muito atarefados e eles depois adiarem. À última da hora prolongarem o prazo, como veem que as pessoas não vão conseguir cumprir, prolongam. Já tem acontecido mais de uma vez. E aí folgam as costas, mas, normalmente é sim. Por exemplo este ano estive com uma pneumonia em casa e o diretor teve que ir lá para fazermos a requisição de professores. Até porque tinha de ser naquela altura, e eu em casa a recompor-me e tive de tar a trabalhar. Q: No fundo, mesmo doente, tem de estar a trabalhar para cumprir aqueles prazos? (**) R: Exatamente. Mesmo doente. Q: Já alguma vez teve de prolongar o seu horário de trabalho, ou levar trabalho para casa, para conseguir cumprir esses prazos? Já me respondeu na pergunta anterior. (*) R: Sim, sim. Claro que sim.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 316 Q: Cada plataforma tem um objetivo específico, ou existem plataformas com a mesma função ou finalidade? R: Pois, o problema é esse, é que existem várias com a mesma função e finalidade. Eles deviam coordenar… Q: Pode-me dar dois ou três exemplos? (**) R: Na questão dos alunos, portanto, temos o SIGO, temos o SINAGET, portanto que são basicamente, podia ser só uma, não precisavam de tar sempre a meter os mesmos dados. Q: Das plataformas em uso neste momento, existe a necessidade de inserir os mesmos dados em plataformas diferentes? (*) R: Exatamente. Q: Nestes dois exemplos que me deu? (**) R: Hum hum. Q: Nas várias plataformas utilizadas existem vários campos de preenchimento. Neste Agrupamento são preenchidos todos os campos, mesmo que não sejam obrigatórios? R: Nã, só os obrigatórios, claro. Q: Algumas das plataformas em uso permitem uma gestão de informação pessoal e profissional de docentes e não-docentes? Considera que, por isso, conhece melhor os atores que exercem funções no Agrupamento que está? (*) R: Ah, isso sim (risos) … só não sei a cor das cuecas, de resto sei tudo. (risos) Às vezes até isso. (risos) Q: Sendo as plataformas lugares fechados, onde e quando pode o diretor ou o subdiretor ter uma postura ativa e interventora, onde e quando há lugar para ativar o seu plano de intervenção de diretor? R: Em lado nenhum. (risos) Q: A administração central tem vindo amiúde, nos últimos anos, a invocar uma maior autonomia das escolas. Acha que isso está efetivamente a acontecer no terreno?
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 317 R: Não. Que eu dê por ela, não. (risos) Q: Considera que as plataformas implementadas pelo poder central lhe retiram autonomia? R: Se retiraram? Sim, de certa maneira sim. Q: Somente na parte administrativa, ou na pedagógica também? (**) R: Hum …. Acho que as duas coisas são um bocado relacionadas, nas duas coisas. Q: Estas plataformas conferem ao poder central poder para dirigir e controlar o diretor e, através de si, os restantes atores escolares? R: Hum, sim. Q: No exercício das suas funções como adjunto, consegue tomar uma decisão sem ter de recorrer a uma plataforma informática? R: Normalmente, dependendo, algumas sim mas, mas normalmente estou sempre a consultá-las para isto ou para aquilo. Q: Em termos de fiabilidade destas plataformas informáticas, considera que as mesmas funcionam plenamente, sem bloqueios, ou depara-se com situações problemáticas na sua utilização? R: Ehhh, em alturas de muito congestionamento há, há bloqueios. Q: Mesmo com este congestionamento, imagine que uma plataforma deixa de funcionar durante o dia, o poder central ou a administração central, não lhe alarga o prazo? (**) R: Hum, suponho que nessa altura sim, sim. Mau era. Q: Este Agrupamento adotou uma plataforma informática utilizada por todo o pessoal docente e não docente, correto? Até que ponto, o uso dessa plataforma fomenta uma melhoria no seu trabalho diário? R: Ehhh…estamos a falar de qual? Da… Q: Inovar R: Da inovar? Sim, essa, acho que sim, acho que… de que modo? É, aquilo tá lá tudo, né, portanto é em princípio é mais fácil de consultar, não é. Tá tudo ali à mão de semear. É pena não ser a única. (risos)
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 318 Q: Como caracteriza a receção pelo pessoal docente e não docente da adotação desta plataforma da escola? R: Já está toda a gente habituada, já ninguém, já ninguém se queixa, digo eu. Já está, mais ou menos satisfeitos com ele. Q: Foi necessário desenvolver algum tipo de formação para os seus utilizadores? R: Hã, (…), sim, de vez em quando eles fazem (…), fazem umas formações, (…), quase todos os anos. Pa pessoal administrativo, pa, hã… Q: Mas em relação à Inovar? (**) R: Sim, sim, na Inovar, estou a falar da Inovar. Q: Em que medida esta plataforma informática que estamos a falar, ajuda no preenchimento das plataformas usadas pela administração central? (*) R: Hã, ajuda bastante, porque vão lá buscar dados, a maior parte das vezes os dados que eu preciso vou buscar lá. Tando tudo aquilo atualizado, facilita muito. Q: Entre todas as plataformas, internas ou externas, por si utilizadas existe uma correlação? … R: Não. … Ou seja, é possível exportar dados de uma para as outras, evitando assim uma segunda inserção? R: Normalmente não. Mas devia. Estupidamente não, melhor dizendo. A ideia do E360 era se conseguisse centralizar as coisas e não ser preciso…, mas aquilo ainda está muito atrasado. Os programadores que contrataram devem ser de vão de escada, com certeza. (risos) Q: Tendo em conta que um dos assuntos mais abordados na atualidade é o meio ambiente, vieram estas plataformas diminuir o uso das impressoras e consequentemente o uso do papel? R: Hum, sim, isso acho que sim. Q: Considera que, se existisse a obrigatoriedade do uso da assinatura digital com o cartão de cidadão por parte de todos os funcionários do MEC, isso aceleraria alguns dos processos das plataformas e diminuiria o impacto ambiental, no uso do papel por exemplo? (*)
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 319 R: Sim, acho que sim também. Sim, é uma boa medida. Aliás, isso já se faz por exemplo nas matrículas dos alunos, se o pai trouxer o cartão de cidadão, os dados são logo todos introduzidos. Q: Considera que quem detêm o poder, controla e modela, através das plataformas informáticas, as dinâmicas deste Agrupamento escolar? R: As dinâmicas? Controla algumas, não é? Q: Algum exemplo que me possa dar? (**) R: As dinâmicas, controla, controla a nível administrativos. Os prazos de matrículas e essas, e da… de resto pedagogicamente não. Q: Antes de terminar, gostaria de abordar um assunto que surgiu aquando da entrevista ao CSAE, nomeadamente sobre o fornecimento por parte da administração central de uma password que lhe desse acesso sem limitação às plataformas introduzidas pelo MEC. Tirar-lhe-ia a si, como adjunto, algum trabalho ou, por outro lado, veria essa medida como uma divisão responsabilidades, que neste momento recaem somente sobre o diretor? (*) R: Naquele caso do subdiretor, mas nós usamos todos a mesma pass, não é? Tudo responsabilidade dele. É, isso é, para o diretor isso era, aliviar as costas. Eu gosto como está, que não sou diretor! (risos) Q: Mas usam a do diretor? (**) R: Usamos todos a do diretor, é. Q: Mas a responsabilidade é seguramente dele? (**) R: É dele exatamente. É o que eu estou sempre a dizer: a culpa é tua! (risos) Q: O nível de confiança tem de ser muito grande para que possam usar essa password? R: Claro, exatamente. Pois. É o que lhe estou sempre a dizer: foste tu que fizeste isto tudo. (risos) Q: Nessa mesma entrevista, o CSAE é da opinião que os órgãos de gestão das escolas e Agrupamentos, deveriam ter um diretor administrativo e um diretor pedagógico, … R: Exatamente.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 320 …com as suas inerentes competências. Se fosse possível implementar esta ideia, quais as mudanças de fundo que acha que iriam existir? (*) R: Quais as mudanças de fundo? Portanto, havia mais parte, mais tempo para a parte pedagógica. Principalmente, porque a parte administrativa não é descurada, (risos) não pode ser. Mas sobrava mais tempo para a parte pedagógica, isso era como se, como acontece nas escolas profissionais por exemplo. Há um diretor administrativo e um diretor pedagógico, não pode ser a mesma pessoa, de maneira nenhuma. Ou então faz como aqui o diretor, manda os outros fazer o trabalho administrativo e ele dedica-se mais à parte pedagógica. (risos) Q: Mas sempre com a responsabilidade da parte dele? (**) R: Mas sempre com a responsabilidade da parte dele, exatamente. Q: Sente muita pressão quando usa a password do diretor? (**) R: Não. (risos) Não, porque sei que a uso bem, não é? Mas claro, claro que sinto, estou a brincar. Claro que sinto. Às vezes estamos ali a jogar com, principalmente nesta coisa que fazemos na progressão da carreira, estamos ali a jogar com a, com a vida das pessoas, não é? Por isso, tem que se ter muita atenção. Q: Por último, sente-se refém das plataformas informáticas na realização do seu trabalho? R: É, neste momento sim, claro. Q: Sobre o uso das plataformas informáticas na gestão deste Agrupamento, há alguma coisa que o incomode sobremaneira? (**) R: Heeee, agora depende tudo. Claro que de certeza que sim, mas não me estou a lembrar. (risos) Q: Por exemplo aquela questão do tempo, a pergunta que lhe fiz há pouco do trabalho que leva para casa? (**) R: Ah, sim, sim, isso incomoda muito claro. Q: Traz-lhe muitos constrangimentos a nível pessoal? (**) R: Sim, sim, sim. Ás vezes a minha mulher até me ameaça pôr as malas à porta. (risos) Já me tem acontecido às vezes de noite estar a pensar numa coisa e ir… e levantar-me e ir para o computador. Já me aconteceu mais que uma vez.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 321 Q: É um stress contínuo? (**) R: Sim, sim, sim. Q: Consegue conviver com isso, todos os dias? (**) R: Que remédio! (risos) Q: Mas por gosto pessoal, ou por… R: Também um bocado, por gosto pessoal. … inerência do cargo? (**) R: Não. Também por gosto pessoal também. Porque eu só estou neste cargo porque, porque quero, senão não estava, não é? Eu gosto de, de sentir um bocado de pressão na vida, senão a vida não presta. (risos) Q: E estas plataformas trazem-lhe muita pressão? (**) R: Bastante. São um bocado muito lindas 6F36F39F 40 as plataformas neste momento. (risos) Q: E essa lentidão também traz pressão? (**) R: Essa quê? Q: Essa lentidão, das plataformas. R: Eu não disse lentidão. Eu sou, eu sou um bocado tolinho das plataformas não é, que estou sempre ligado a elas. Q: Muito bem. Gostava de acrescentar alguma coisa? (**) R: Nadinha! (risos) Já muito foi dito. 40 Durante a entrevista e mesmo na audição, a dicção sugere a palavra lentas.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 322 II. L - Transcrição da entrevista ao Subdiretor Apêndice 62 - Transcrição da entrevista - Subdiretor do Agrupamento “Asas Abertas” Nº da entrevista: 3 Duração total: 28m Data: 23 de outubro de 2019 Questão: Qual é a sua formação base? Resposta: Eu sou de matemática, ensino de matemática. Q: Há quantos anos exerce a sua profissão? R: 40 Q: E neste Agrupamento, há quantos anos exerce? R: 38 Q: Antes de assumir o cargo de subdiretor, esteve em algum cargo relacionado com a gestão escolar? R: Fui Presidente do Conselho Diretivo de 1982 ate 1989, e depois fui tudo o que é possível alguém ser dentro de uma escola. Delegada de grupo, coordenadora de departamento, diretora de turma, coordenadora dos Diretores de Turma, orientadora de estágio… acho que já estão todos os cargos. - Uma vida rica. - (risos) e Professora. Q: Nestes últimos anos, acha que tem existido uma proliferação das plataformas informáticas implementadas pelo MEC e pela administração central? R: Sim, sim completamente. Neste momento praticamente tudo é via plataforma, não é! Até acho que há um bocado de exagero, não só, hee, por parte do ministério mas também até por parte do município, porque estando, sendo um órgão tão presente e tão próximo de nós, não é, e no fundo
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 323 também um nosso parceiro, porque nós temos escolas que dependem da Câmara, só esta é que não é dependente da Câmara, de resto, o resto depende da Câmara, acho que muitas vezes, hee, era muito mais fácil nós falarmos diretamente com as pessoas, do que estar a colocar na plataforma, não é?! Que é frio, é… - mais impessoal. - …impessoal. Q: Estas plataformas informáticas tornaram a sua função de subdiretor mais simplificada? De que modo? R: Hummmm, quer dizer, o facto de serem mais burocráticas e mais ok, é é, passa a ser muito mais rápido a gente colocar na plataforma. Quer que lhe diga? Eu não gosto! Eu preferia resolver os problemas sem ser pela plataforma. Q: Considera essas plataformas intuitivas e de fácil preenchimento, ou recorre várias vezes às FAQ, ou outras formas de apoio da administração central, caso existam? R: Vou muitas vezes aos manuais. Não, não são. Há as intuitivas, mas uma grande maioria não são intuitivas. Por exemplo, uma das plataformas que eu utilizo muito é o REVASSE e o RECORRA, e heee, e tenho duas maneiras de entrar, como, como pessoalmente ou como direção, e, e frequentemente tenho de ir ao manual ver onde é que está qualquer coisa que eu tenha, que eu precise, não é, porque não está intuitivo. Q: Não é intuitiva ou tem demasiados campos para preencher? (**) R: Não, não é intuitiva. Não tem, os campos são pacíficos de preencher. Agora, tem, ainda ontem estava a meter uma visita de estudo, queria saber exatamente, queria introduzir os alunos que vão aquela visita de estudo, e tive que andar a pesquisar de um lado para o outro, que, porque não conseguia descobrir onde é que estava. Q: A administração central proporciona-lhe alguma formação específica para trabalhar com as plataformas informáticas em uso? R: Não! Não tive formação nenhuma. Q: Fez alguma formação por iniciativa própria?
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 330 Q: Mas por opção própria? (**) R: Por opção própria. Q: Considera que, se existisse a obrigatoriedade do uso da assinatura digital com o cartão de cidadão por parte de todos os funcionários do MEC, isso aceleraria alguns dos processos das plataformas e diminuiria o impacto ambiental? R: Hee, sim, sim, sim. Porque repare: quando eu tenho que, eu já uso, a assinatura eletrónica, muito, haa, mas se eu tenho por exemplo, que, mandar uma convocatória qualquer, mandar daqui para “Asas Abertas 2” por exemplo, uma convocatória, normalmente eu teria que fazer a convocatória, imprimi-la, assiná-la, ok, fazer scanner e enviá-la. Com a assinatura eletrónica isso desapareceu. Eu já não imprimo. Assino eletronicamente e mando. Q: Considera que quem detêm o poder, controla e modela, através das plataformas informáticas, as dinâmicas deste Agrupamento escolar? R: Depende da plataforma, mas com o Inovar consegue-se controlar, controla. Q: Mas a nível do poder central? (**) R: Ah, a nível do poder central? Controlam um bocado, acho que sim, controlam. Porque, haa, ai controlam, claro que sim. Eu agora estou aqui a ver, quando a gente por exemplo, nas progressões das carreiras, a gente coloca na plataforma não é, e, e, mas eles depois se acharem que não está bem, dizem. Eu peço um professor por exemplo, e já, já frequentemente acontece isso, tenho uma vaga peço um professor, e, passado umas horas ou, às vezes nem horas, estão-me a telefonar da DGEsT: - “Olhe, pediu isso assim assim, porquê?” Q: Ou seja, já sabem. Imediatamente. (**) R: Estão a validar e, portanto, já sabem. Por exemplo, haa, há dois anos eu pedi, na altura do pedido inicial do, do, dos professores para o Agrupamento, em julho, eu acho que pedi doze docentes do, do 1º ciclo, e automaticamente a, a DGEsT telefonou: - “Vocês enganaram-se! Doze? Explique-me porquê?” – Explico sim senhora, e prontos, tudo bem. Mas isto é um controlo. Perfeito deles. Q: Antes de terminar, gostaria de abordar um assunto que surgiu aquando da entrevista ao CSAE, nomeadamente sobre o fornecimento por parte da administração central de uma password que
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 331 lhe desse acesso sem limitação às plataformas introduzidas pelo MEC e administração central. Tirar-lhe-ia a si, como subdiretor, algum trabalho ou, por outro lado, veria essa medida como uma divisão responsabilidades, que neste momento recaem somente sobre o diretor? R: Haa, é assim, a responsabilidade do Agrupamento é toda do diretor, não é. Ok prontos. Mas obviamente que nós termos passwords, hee, diferentes consoante aquilo que, que cada um trabalha, responsabilizava haa, que entrasse, que, que acedesse, acedesse à plataforma, não é. E neste momento, só há por exemplo nas plataformas do ministério, só há, só duas pessoas tem acesso. O diretor e o subdiretor não é. Portanto, tudo o que está lá feito é da responsabilidade do diretor ou do subdiretor. O que não, o que muitas vezes não nos permitiria delegar trabalhos, trabalho, não é. Q: Mesmo que esse trabalho seja feito por outra pessoa? (**) R: Exato, não é. Portanto eu acho que era fundamental haver mais gente com, com passwords, e com forma de ficar registado de quem efetivamente fez aquilo, não é. Como há no ENES, por exemplo. A plataforma do ENES, não é, hee, quem faz, quem, quem introduz qualquer coisa no ENES, fica registado quem fez. Qualquer coisa que há, e o ENES para mim é sagrado, porque é efetivamente, é lá que está a vida de um aluno, não é, haa, se houver qualquer asneira, tá lá, tá lá registado quem é que fez a asneira. Por isso considero, que tal como nessa existe, cada pessoa e, e com patamares de acesso, não é, e como nessa existe, acho nas outras também deviam existir. Ah sim, com patamares de acesso, até porque é assim, a, a, a plataforma SIGRHE por exemplo, tem pata(mares), tem patamares de acesso diferentes. Eu não tenho os mesmos acessos que tem o diretor. O diretor tem mais do que eu. Q: O diretor deve ter na plenitude, não é? (**) R: E eu não tenho. Há dois ou três campos que eu não acedo. Q: Nessa mesma entrevista, o CSAE é da opinião que os órgãos de gestão das escolas e Agrupamentos, deveriam ter um diretor administrativo e um diretor pedagógico, com as suas inerentes competências. Se fosse possível implementar esta ideia, quais as mudanças de fundo acha que iria sentir? R: (risos) Eu…aqui quase que há um bocadinho isso, não é. (risos) É ótimo, é. Tal como o ensino, o ensino particular, nós temos o diretor administrativo e o diretor pedagógico, e o diretor
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 332 pedagógico se vai focar numa parte muito importante do ensino, que é a parte pedagógica, mas a escola é uma empresa! E precisa de um gestor. Precisa de alguém que efetivamente tenha características de gestor administrativo da, da, desta empresa. É! Eu quando fui presidente do conselho diretivo, e eu saí de presidente do conselho diretivo em 89-90, foi, 89-90, haa, saí e disse na altura numa reunião com os secretários de estado, que não queriam que eu saísse, que saí, que saía, e que não voltava, e menti, que voltei (risos), haa que não voltava enquanto o ministério não visse que as escolas tinham de ser geridas como uma empresa. Haa, eles concordaram comigo, mas disseram que não era possível. Tudo bem, eu disse que então eu não voltava enquanto isso não, não, enquanto não pudéssemos fazer a gestão como se faz numa empresa. Hee, eu voltei, menti, mas voltei agora no fim da carreira (risos), para me ir embora. Q: Mas essa gestão, tipo empresarial, não está já a acontecer nas escolas? (**) R: Não, não! Não. Eu ainda não tenho o poder de mandar embora quem efetivamente… Q: Ou contratar também (**) R: quem queria. Q: Está sempre dependente da administração central? (**) R: Exato. E era extremamente importante. Há, há efetivamente, hee, agentes aqui, aqui ensino, não é nesta escola, que…não está cá a fazer nada. E o que torna, e eu não estou a falar de docentes, estou a falar de tudo em geral, o que torna extremamente difícil a gestão da escola. Eu tenho por exemplo uma assistente operacional, que me dizia no outro dia, que está aqui, mas não é para trabalhar. Certo? Mas está-me a ocupar um lugar. De alguém que efetivamente quer trabalhar, não é. Eu tinha que ter poder, como tem uma empresa, como tem um gestor de um colégio privado, de dizer: “Olhe, se não quer trabalhar, então, boa viagem.” Então vamos contratar quem quer trabalhar. E isto ainda não existe. (risos) Pode ser que um dia. Q: Por último, sente-se refém das plataformas informáticas na realização do seu trabalho? R: Não! Não, não. Q: Mesmo quando leva ao fim de semana trabalho para casa? (**) R: Mesmo quando levo trabalho para casa. (risos) Q: É por gosto próprio? (**)
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 333 R: É mais para facilitar, para agilizar processos e, portanto, não me sinto refém Muito obrigado pelo seu tempo. Foi um contributo valioso.
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 334 II. M - Transcrição da entrevista ao Diretor Apêndice 63 - Transcrição da entrevista - Diretor do Agrupamento “Asas Abertas” Nº da entrevista: 4 Duração total: 1h 50m Data: 25 de outubro de 2019 Questão: Qual é a sua formação base? Resposta: Sou licenciado em informática de gestão, tenho duas pós-graduações administração escolar e administração educativa, que infelizmente nunca fiz para mestrado, porque quando ia fazer isso, entrei para este cargo e morreu. Tenho também a frequência bastante grande de uma da (…), de, de sistemas de informação. Mas sou licenciado em informática de gestão, essa é a minha formação base. Depois fiz a profissionalização em exercício, já no cargo, ao fim, passado sete anos. Porque eu estive, tenho, o meu início de carreira é (…), entrei na pública, estive um ano e meio nesta escola, depois estive no privado. Numa escola com, com paralelismo pedagógico. Q: Há quantos anos é que exerce a sua profissão? (*) R: Vinte e sete, talvez. Há mais anos, mas anos, anos de serviço tenho vinte e sete, mas já exerço desde oitenta e nove. Portanto, já trinta. Mas no princípio dava assim umas aulas, era mais hobby, porque eu comecei a dar aulas só no segundo ano da universidade. Q: E neste Agrupamento, há quantos anos exerce? R: A única escola pública que conheço. Q: Foi a única? (**) R: Só conheço esta. Entrei na altura aqui, tive ano e meio, depois tive sete anos num colégio…privado, um ano sem nada, depois voltei a dar aulas num colégio privado, uma escola com paralelismo pedagógico, ali para cima, para a zona de Montalegre, depois quando concorri a primeira vez, concorri uma única vez na minha vida, pus uma escola em primeiro lugar, entrei nela, e aqui estou. Portanto, que foi em noventa e nove. Penso eu, noventa e oito ou noventa e nove. Estou aqui em continuidade desde noventa e nove, nesta escola…
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 335 - Vinte anos. …É. É a única escola que eu conheço…pública. Sou daqueles raros que pode dizer que…acho que pouca gente dirá que concorreu uma vez, (…), em primeiro lugar a escola que pôs, está lá. Portanto, (risos) prorrogativas na altura do curso. Q: Antes de assumir o cargo de diretor, esteve em algum cargo relacionado com a gestão escolar? R: Sim. Haa, desde pra i dois mil e cinco, antes tinha tido alguns cargos, delegado de grupo, coisas assim, nem sequer cheguei a ser coordenador de departamento, coordenação do ENES e isso cheguei a ter, depois em dois mil e cinco entrei para assessor, da formação qualificante, cursos profissionais etc, depois passei a adjunto e diretor do centro de novas oportunidades, finalmente fui vice-presidente da CAP, aquando da agregação em dois mil e treze…haa, e depois finalmente, depois do ano da CAP virei diretor, portanto desde dois mil e catorze que sou diretor, portanto, cinco anos grosso modo. Q: Nestes últimos anos, acha que tem existido uma proliferação das plataformas informáticas implementadas pelo MEC e pela administração central? R: Sim, claramente, sim. Q: Estas plataformas informáticas tornaram a sua função de Diretor mais simplificada? De que modo? R: Haa…Não é uma resposta fácil, porque é, é, se eu quisesse fazer uma resposta elaborada, ela era bastante complexa. O cargo de diretor, implica uma panóplia extremamente vasta e ampla de conhecimentos. E, só quando nós temos os conhecimentos todos é que conseguimos realmente tomar com (…), pertinência decisões nas diversas áreas, sejam elas quais forem. Podemos estar a falar da área financeira, podemos estar a falar na área da carreira, podemos estar a falar noutra área qualquer. Por vezes, e até um certo ponto, as plataformas eletrónicas ao pôr-nos constrangimentos que normalmente colocam, portanto não, só nos permitem fazer, em princípio, não é bem verdade porque de vez em quando falham redondamente, o que é legalmente permitido, haa contribuem para que o, o, a percentagem de erros possa diminuir, portanto, nesse sentido, ajudarão. No entanto, assim como muitas vezes ajudam para quem geralmente já tem uma, uma, uma panóplia de conhecimentos suficientes, muitas vezes é o contrário induzem-no em erro. Por exemplo, eu conheço colegas, por exemplo, eu dou um exemplo recente sem citar
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 336 na, na, na, nesta recuperação da carreira docente, do tempo de serviço, a plataforma aceita que a gente lance a recuperação que aconteceu o ano passado. Mas não aceita que a gente considere ainda a recuperação que vai acontecer no fim, em dois mil e dezanove, em junho de dois mil e dezanove. Que é que acontece? Há diretores, como a plataforma ainda não aceita esse fator, por exemplo para prever a transição de escalão próxima do docente, que acham que isso não é para considerar. E por exemplo, fazem coisas do estilo, não avaliar um docente agora que na realidade vai transitar no ano seguinte, porque a plataforma não o permite. Eu não tenho dúvidas que a minha interpretação é correta, que entendi que a lei é lei, que sobrepõe-se à da, ao que a plataforma permite ou não. Ainda assim, por pressão dos meus pares aqui dentro, que achavam que poderia…tinham a opinião que outros diretores tinham, eu até fiz a pergunta por escrito e já tive a resposta, telefónica, como de costume, a dizer que eu tenho total razão e que é assim. Portanto, obviamente que eu para fazer uma previsão da carreira futura da pessoa e das transições, tenho que considerar que esses dias que já são um direito dado que a pessoa pediu e eu deferi, que vão receber. Mas como a (…), mas agora volto a dizer, há diretores iludidos, porque como a plataforma ainda não permite esse ato, entendem se calhar que ele ainda não é válido. E portanto, as plataformas têm esta dualidade. Se não permitirem por exemplo uma coisa, podem induzir o diretor em erro. Ou podem inclusive castrá-lo numa (…), no seu poder, que ele efetivamente tem, quem diz o diretor diz a escola, porque o diretor é o poder da escola, e a decisão da escola de tomar uma, uma, uma determinada opção, porque essa opção não entra na alínea a) b) c) que a plataforma permite, e nós realmente queremos fazer a d). E nós temos o direito de fazer a d), a d) é legitima, a d) é legal, encontra-se na amplitude de poder que eu tenho mas depois não a consigo tornar real, porque a plataforma ou a aplicação informática, porque às vezes é uma aplicação informática apenas, não permite essa opção d) que é tão válida como as outras, embora excecional, e não prevista pelo programador. Isto frequentemente acontece. E é foco inclusive de alguns conflitos entre as pessoas mais normativistas, que dizem se a plataforma não permite, e acreditam aquilo como algo dogmático, eu inclusive pela minha formação, que é informática, sei perfeitamente que ele depende do programador que lá esteve, da qualidade do próprio e da capacidade de importação do próprio do problema real. Um analista de sistemas, e é uma das partes da minha formação, tem que analisar completamente o que é o sistema, dominá-lo completamente, para depois o poder modelar convenientemente. Agora, se ela não analisar completamente, o que não é impossível, porque ele não é da área…não é, porque normalmente não é, pode cometer erros de modulação que depois castram completamente a, a, a execução
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 337 que se faz. Haa, eu lembra-me perfeitamente de uma situação há muitos anos, quando eu digo muitos estou a falar talvez dez anos, estamos a falar talvez de dois mil e três, dois mil e quatro, por aí, houve um concurso de professores que deu uma bronca muito grande, porque houve um concurso docente, que a plataforma já era a atual da DGAE, uma (impercetível), fazia um conjunto de perguntas e depois não conseguia lançá-lo cá para fora o resultado do concurso. E nós que estávamos na altura, tava na altura no tal mestrado de informática com colegas, alguns muito bons, analisamos a situação e vimos que era impossível. Ou seja, as perguntas que eles faziam aos docentes, não eram suficientes, nem as necessárias, e a forma como era estruturada a informação de entrada do docente, para permitir que eles depois conseguissem a partir daí aplicar os critérios que a própria lei permitia. E acabou por ser, tanto quanto sei nesse ano, folhas de excel no ministério da educação, que fizeram, e que deram origem a que o concurso saísse. Porque realmente a construção de dados que estava feita, estava mal feita. Portanto, há uma subordinação, isto para dar volta toda, nós, o, o, o, se quem constrói uma plataforma não tiver qualidade suficiente para que toda a amplitude de decisões e da realidade nela se reflita, pode ser um problema grande porque: 1. Pode deduzir o diretor em erro, ou quem toma a decisão, de achar que não é possível porque a plataforma não deixa, e na realidade a lei o permite. Ou então, fazer o contrário, não dominar o suficiente, e então faz porque aquilo é que é a lei. A lei não é lei escrita, ou a lei que existe, mas é aquilo que lá está. Se o diretor for mais inseguro, vai acreditar no que está na plataforma, até porque vem de uma entidade qualquer superior, que o tutela, seja a direção geral de administração, seja a direção geral de estabelecimentos escolares, seja o instituto de gestão financeira do estado, seja qual for. Mas isto pontualmente sucede, cada vez menos, mas sucede. Q: E quando existem estas situações não previstas, há como mudar qualquer situação? (**) R: Quando existem situações não previstas, o que eu geralmente faço é assim, eu sempre entendi, e é a discussão que eu tenho aqui há longas datas às vezes com outros colegas é, o que conta é o que a lei diz e o que, e o que a minha liberdade funcional e da instituição me permitem fazer. Ou seja, não é porque a opção não existe na plataforma que eu vou deixar de fazer. Agora obviamente, depois tenho de ter o trabalho…de comunicação por email, por outras quaisquer, às vezes por imprimir uma pauta à mão, por exemplo se a (…), se o programa, já não é uma aplicação, se o programa não permitir uma realidade, ok…eu imprimo a pauta à mão. Porque a pauta existe, tem direito a existir, a lei prevê, o programa não imprime faço à mão. Mas eu tenho
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 338 que a fazer porque a lei mo permite. Agora não vou fazer só, ou deixar de a fazer porque a aplicação ou o programa não a permitem. Mas obviamente que isso tenho de assumir que isto implica uma bagagem de conhecimento, de quem toma as decisões, que lhe permita alicerçar essa decisão. Um diretor em início de carreira, e eu já fui um não é, apesar de já ter muitos anos de, do cargo quando lá cheguei, mas havia áreas que não dominava, tem mais tendência a escudar-se no que a plataforma permite e questionar-se: “Será que eu estou certo?” Não é?! Depois de partir a pedra até pode descobrir que está certo, mas o primeiro instinto é que não está, porque aquilo não é permitido. Mas estou a dizer que conheço diretores com tarimba que neste momento ainda cometem erros…em parte induzidos pelas plataformas. Acabei de dizer um muito concreto. Conheço casos reais. Q: Considera essas plataformas intuitivas e de fácil preenchimento, ou recorre várias vezes às FAQ, ou outras formas de apoio da administração central, caso existam? R: Haaa, têm vindo a melhorar…às vezes as próprias orientações não são fáceis, induzem em erro, tivemos um caso recente numa plataforma, porque a pessoa que estava a trabalhar as respostas de um candidato, fez um contexto da resposta, errado, que só foi percetível que estava errado, quando, e voltamos aqui, neste caso fui eu que entrevi, a experiência, não do meu cargo de diretor mas do, do, do, também da minha formação pessoal, de perguntar a um dos candidatos: “ Olha, o que é que eles te perguntavam mesmo, nessa questão?” E então, a resposta do candidato fazia todo o contexto e perceção à pergunta, mas não era a pessoa que estava a ver a resposta, porque não via a pergunta, a pergunta não aparecia à pessoa que via a resposta, e a pessoa fez uma interpretação diferente do que aquilo queria dizer. À conta disso, uma fase inteira de um concurso teve de ser anulada e repetida. Isto foi recente. Q: A administração central proporciona-lhe alguma formação específica para trabalhar com as plataformas informáticas? (*) R: Regra geral, não, pontualmente sim. Regra geral, não, pontualmente sim. Q: Fez alguma formação por iniciativa própria? R: Nas plataformas, hee… em anos recentes garantidamente que não. A última, a única que me lembro recente, foi na plataforma E360, e não a fiz. Deveria tê-la, era para ser formador, recusaram que eu fosse formador, porque não podia acumular porque era diretor, e não tinha, só queria fazê-la por gosto, tinha sido escolhido pelos meus pares diretores para a fazer, porque eu
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 339 sou formador da área, e portanto, passei essa formação a outra pessoa e entretanto na altura em ela ocorreu estava cheio de, de, de trabalho, não a fiz. Não tenho memória se terá havido formação objetiva sobre outras plataformas. Pontualmente há pequenas, por exemplo nas candidaturas financeiras, (telemóvel do entrevistado a tocar) é capaz de haver uma sessão de trabalho sobre como preencher uma (…), candidatura financeira…eu vou ter que… (atende a chamada) - A entrevista foi interrompida durante nove minutos, para o diretor imprimir e assinar uma convocatória, atender um docente e tratar de assuntos administrativos - Q: Sente dificuldades neste tipo de gestão com plataformas informáticas? R: Haa, sim. Haa, geralmente o primeiro embate implica uma descodificação do que é que é pretendido, há casos em que é mais claro, elas estão bem construídas e mesmo o quadro legal é claro, não, não é complexo, há outros casos, por exemplo, e vou citar o caso das plataformas associadas à carreira docente, em que…haa…frequentemente, mesmo com as instruções, não é claro o que se pretende, em cada situação e em cada campo. E as implicações, às vezes, que são muito para além do que nós podemos presumir e, portanto, frequentemente, haa, até podem ocorrer erros…que até agora tem havido boa vontade sempre de os resolver, mas as plataformas são indutoras de erro. Até porque tem coisas como prazos, por exemplo, limite. Se uma plataforma abre dois dias, abrir dois dias para uma escola lançar o recenseamento de cinquenta docentes é uma coisa, se for para lançar o recenseamento de duzentos e tal docentes, é outra, mas os dois dias são iguais para a escola A ou escola B. Ou para pedir docentes por exemplo, pedir docentes para uma escola com cinquenta é uma coisa, pedir docentes para uma com trezentos ou com três mil e quinhentos alunos é outra, mas os prazos normalmente são iguais e os mesmos. Portanto, às vezes faz sobrecarga. As instruções não são claras, às vezes, muitas vezes, não vou dizer às vezes, dizer muitas vezes, não são assim tão claras, nem o que acontece a seguir é assim tão claro. Podia citar exemplos, ahh, por exemplo, o próprio facto, por exemplo na plataforma de pedido de docentes, já aconteceu…em anos, em anos sucessivos mudarem a interpretação por exemplo, das consequências de um docente não aceitar horário, não para o docente mas para nós, por exemplo, se isso implica pedir novo horário, ou se o horário transita de uma semana para a outra. Já aconteceu alturas em que o horário transita de uma semana para a outra, e seria um erro nós pedirmos um segundo horário que dava direito à colocação de dois professores, aspas “já aconteceu” (risos), haa como noutras ocasiões não, o professor não aceitar, aquilo implica a morte, e temos de pedir. A lógica correta é, o professor aceitando o horário fecha, portanto, a
As Plataformas Informáticas na Gestão Escolar: burocracia ou autonomia? 346 organismo, a gente respeita-as, seguimo-las como se uma indicação e uma ordem fosse, efetivamente se eu não cumprir o que lá está, em abstrato, estou a desobedecer a uma ordem, seja por motivos dolosos ou não, da tutela. Na prática até agora não conheço nenhum caso de punição ou consequências punitivas por incumprimento da, da, da, do preenchimento de alguma plataforma. Mas, consequências operacionais, sim e recorrentemente. Q: Em algum momento, o Agrupamento não conseguiu cumprir esses prazos estabelecidos?... R: Várias vezes. …Se, existiu algum conflito gerado entre o Agrupamento e a administração central? (*) R: Haa, a administração central…(silêncio) Os técnicos que geralmente trabalham, vou dizer isto, com as plataformas até agora, e o país, Portugal é um país com, que ainda impera muitas vezes, não é um país dogmático, normalmente não é, é um país onde impera algum bom senso, e portanto, até agora, como diretor eu não gosto muito disto, não gosto, gosto enquanto país, dizem que é um país de boa gente e de bom senso, mas por outro lado, implica sempre que a regra é pervertida, e portanto acaba por não ser um país de regras. Portanto, é um equilíbrio que, que funciona, mas não é um pais de regras. Portanto, há casos em que eu acho que o bom censo faz funcionar coisas, mas às vezes eu gostava que fosse a regra que o protegesse. A verdade é que, conflitos exacerbados não vou dizer que não, porque regra geral na conversa tem havido bom censo, e explicadas as limitações porque é que certa coisa não foi possível no prazo previsto, tem havido flexibilidade e abertura para acolher essas. Excetuando algumas situações em que realmente, os, porque isto são cadeias de funcionalidade sob plataformas. Eu vou o exemplo, se eu peço um professor até às, se tenho até às dez horas de quarta feira, para pedir um professor, por exemplo, é porque até ao meio dia se calhar a DGEST, a, a DGEST tem que os validar, para depois serem processados e colocados na plataforma, para os professores concorrerem naquele intervalo de tempo, para depois serem colocados até sexta feira, e se apresentarem na escola segunda ou terça feira. Para serem, para começarem a trabalhar terça ou quarta feira. Ou seja, aí, haa, haa, realmente não há margem, porque o trabalho, se a plataforma não é somente o da escola, mas é muitas vezes também das estruturas intermédias e, e são, é uma cadeia de funcionalidade sobre a aplicação cujo o frontend nós temos, a aplicação tem várias frentes, vários frontends, mas o backend necessita que essas etapas se sigam, e portanto, fechando para nós abre para outro, e portanto, depois a partir daí já não temos ação possível, basicamente é isso.
[Document text truncated for crawler view.]