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Alexander Daniel Lobo Deger Manutenção e serviço pós-venda de equipamentos industriais Dezembro 2021 Manutenção e serviço pós-venda de equipamentos industriais Alexander Deger Uminho |
Alexander Daniel Lobo Deger Manutenção e serviço pós-venda de equipamentos industriais Dissertação de Mestrado Mestrado em Engenharia Mecânica Manufatura Avançada Trabalho efetuado sob a orientação do Professor Doutor António Alberto Caetano Monteiro Dezembro 2021
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Atribuição-NãoComercial CC BY-NC https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
v AGRADECIMENTOS O desenvolvimento do presente trabalho beneficiou da influência e orientação de diferentes pessoas. Ao Professor Doutor António Alberto Caetano Monteiro, a quem devo toda a minha gratidão pela disponibilidade, conhecimento e aconselhamento não só na realização deste trabalho, mas ao longo de todo o percurso académico. Aos meus patrões da Xtools, por sempre me apoiarem e motivarem para a realização deste trabalho, principalmente ao Engenheiro Júlio Azevedo, por ter contribuído na orientação desta dissertação. Aos meus colegas de trabalho da Xtools um obrigado não só pelo apoio diário, mas também pela amizade e pelos momentos de relaxamento que tornaram o meu trabalho mais gratificante e divertido. Um especial obrigado aos meus colegas da oficina pela troca de conhecimentos e aprendizagem diária. A todos os meus amigos e familiares que sempre me apoiaram e me tornaram na pessoa que sou hoje, um obrigado pelo apoio que sempre demonstraram. Por último, mas sobretudo, aos meus pais e irmão a quem devo tudo o que sou. Especialmente ao meu pai, que já não está entre nós, sou eternamente grato pelo apoio incondicional que sempre me deu, sendo um modelo para mim.
vi DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
Capítulo I vii Manutenção e serviço pós-venda de equipamentos industriais RESUMO Numa realidade bastante diferente de outros tempos em que havia grandes margens de venda nos produtos, hoje, num contexto de competição global em que as margens são mais reduzidas, o serviço pós-venda constitui uma fonte de receitas relevante, bem como um diferenciador chave entre as empresas competidoras. A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado em Engenharia Mecânica, na Universidade do Minho. O trabalho foi desenvolvido em ambiente industrial, na empresa Xtools-Consultadoria Industrial, Lda., que se dedica à comercialização e manutenção de equipamentos industriais. A Xtools, como representante e prestadora de serviços de manutenção, de forma a garantir a satisfação dos seus clientes, precisa de resolver os problemas dos clientes da forma mais rápida e eficaz possível. Sendo a empresa solicitada normalmente em manutenções do tipo corretivas, a sua organização complica-se devido a imprevisibilidade dos acontecimentos e da vasta gama de artigos que representa. Para melhorar o serviço prestado, foi estudado o histórico de avarias para os artigos mais vendidos com base nas peças comercializadas no ano 2020 e assim determinadas as avarias mais comuns. Foram descritas algumas atividades de manutenção, que poderão ser transmitidas aos representantes, de forma a poderem ser estes a efetuar estas atividades, não sobrecarregando a Xtools com estes serviços e evitando, por vezes, que o cliente tenha a produção parada à espera de uma intervenção. O estudo do histórico de avarias permite ainda a melhoria da gestão de stocks de peças, sendo sugeridos stocks mínimos para alguns dos artigos mais comercializados. A satisfação do cliente nos equipamentos pode ser melhorada aumentando a durabilidade dos mesmos, tendo sida reunida informação básica de modo a permitir que o operador se torne ativo na manutenção e consiga solucionar alguns problemas a curto prazo assim como retardar o aparecimento de outros, através da indicação de intervalos e locais de lubrificação, por exemplo. O crescimento da empresa ao longo dos anos permitiu que, atualmente, se esteja a construir um pavilhão próprio e, para tal, é necessário alguma preparação prévia. Foi também estudada a implantação da oficina nas novas instalações. Palavras-chave: Cliente, Manutenção, pós-venda, Xtools
viii Maintenance and customer service of industrial machines ABSTRACT In a reality very different from that of other times, when there were large sales margins on products, in today’s context of global competition where margins are lower, aftersales service is a relevant source of revenue, as well as a key differentiator between competing companies. This dissertation was developed under the Master's Degree in Mechanical Engineering, at the University of Minho. The work was developed in an industrial environment, at the company Xtools-Consultadoria Industrial, Lda., which is dedicated to the commercialization and maintenance of industrial hardware. Xtools, as a brand representative and maintenance service provider, in order to ensure the satisfaction of its customers, needs to solve customer issues as quickly and effectively as possible. As the company is normally requested for corrective type maintenance, its organization is complicated due to the unpredictability of events and the wide range of products it represents. To improve the service provided, the breakdown history for the best-selling items was studied based on the parts sold in 2020 and thus the most common breakdowns were determined. Some maintenance activities were described, which can be transmitted to representatives, so that they can carry out these activities, not overloading Xtools with these services and sometimes preventing the customer from having production stopped waiting for an intervention. The study of the breakdown history also allows the improvement of parts stock management, with a minimum quantity stock being suggested for some of the most sold items. Customer satisfaction in the equipment can be improved by increasing their durability, with basic information being gathered in order to allow the operator to become active in maintenance and be able to solve some problems in the short term as well as delay the appearance of others, through indication of lubrication intervals and locations, for example. The company's growth over the years has allowed it to currently build its own facilities and, for that, some prior preparation is necessary. So, the implantation of the workshop in the new premises was also studied. Keywords: Customer, Maintenance, After-sales, Xtools
Capítulo I ix ÍNDICE Agradecimentos v Resumo vii Abstract viii Índice ix Lista de Abreviaturas e Siglas xii Índice de Figuras xiii Índice de Tabelas xiv Capítulo I: INTRODUÇÃO 1 1.1. Introdução 2 1.2. Objetivos 2 1.3. Estrutura da Tese 3 Capítulo II: ESTADO DA ARTE 4 1. Manutenção industrial 5 1.1. Evolução da manutenção industrial 6 1.2. Tipos de manutenção 7 1.2.1. Manutenção corretiva 7 1.2.2. Manutenção preventiva 8 1.2.3. Manutenção Preventiva Sistemática 9 1.2.4. Manutenção Preventiva Condicionada 9 1.3. Níveis de manutenção 10 1.4. Normas de gestão da manutenção 12 2. Avarias 12 3. Histórico de avarias 13 3.1. Princípio de Pareto 13
Capítulo I 2 1.1. INTRODUÇÃO Na tecnologia industrial moderna, caraterizada por equipamentos cada vez mais compactos, rápidos e automatizados, é natural a deterioração contínua dos seus componentes. Sistemas modernos e altamente efetivos são naturalmente bons para a produtividade das empresas, o que, em contrapartida, obriga a uma manutenção mais regular e cuidada. Uma curta paragem dos equipamentos industriais não planeada pode levar a quebras de produção de toda uma cadeia produtiva, o que pode acarretar perdas económicas elevadas. Para todos os equipamentos tem de ser tida em conta a manutenção dos mesmos; a questão não é se algum componente vai falhar, mas sim quando vai falhar e em quanto tempo se conseguem repor as suas condições normais de funcionamento. Assim sendo, quando é efetuado o estudo de mercado para aquisição de novos equipamentos, não só devem ser tidas em consideração as características e o preço dos equipamentos, mas também a manutenibilidade dos mesmos, ou seja, o rápido acesso e disponibilidade de peças sobresselentes e ainda a existência de técnicos e equipas especializadas para efetuar os serviços necessários. A crescente necessidade desta manutenção faz com que, nos dias de hoje, a oferta de um serviço de pós-venda por uma marca ou representante seja também um fator de diferenciação entre equipamentos, decisivo aquando da compra de máquinas e equipamentos para a indústria. O cliente é a razão de viver de cada organização, e é para ele que toda a cadeia se coordena e cria valor. Cada vez mais o serviço pós-venda é valorizado pelo cliente. O serviço é, portanto, um fator de diferenciação crítico para todas as organizações. 1.2. OBJETIVOS O principal objetivo deste trabalho é melhorar o serviço prestado pela empresa aos seus clientes de forma a aumentar o seu grau de satisfação e, assim, ser uma empresa que se distingue pelo serviço de topo prestado. Para tal será criado de um histórico de avarias, inexistente na empresa até a data, de forma a poder responder melhor às exigências do mercado. Será também, preparada uma mudança de instalações num
Capítulo I 3 futuro próximo, o que cria uma oportunidade para efetuar alterações profundas, que são problemáticas ou mesmo impossíveis nas condições presentes. 1.3. ESTRUTURA DA TESE A presente dissertação de mestrado encontra-se dividida em 5 capítulos. No primeiro capítulo é feita uma pequena introdução da qual fazem parte a motivação e os principais objetivos desta dissertação, incluindo ainda uma pequena descrição da sua estrutura. O segundo capítulo reúne alguns temas teóricos com base numa revisão da literatura acerca da manutenção, relevantes para o trabalho desenvolvido. No terceiro capítulo é feita uma apresentação da empresa e dos produtos comercializados. É ainda descrita a atividade de manutenção, assim como é realizado um inventário dos equipamentos auxiliares a esse serviço. Segue-se um estudo do histórico das avarias e de melhorias ao serviço pós-venda no quarto capítulo. É ainda preparada uma mudança de instalações da empresa, sendo estudado o layout da nova oficina. Por último, no quinto capítulo, são descritas as principais conclusões a serem retiradas desta dissertação, contemplando ainda breves sugestões de novos trabalhos que poderão ser realizados para melhor o serviço prestado pela empresa.
4 Capítulo II: ESTADO DA ARTE
Capítulo II – ESTADO DE ARTE 5 1. MANUTENÇÃO INDUSTRIAL Todo o equipamento ou bem está sujeito a um processo de deterioração, especialmente se estiver em atividade ou funcionamento contínuo, para o qual foi concebido. Para que a produtividade de uma instalação fabril, constituída por uma diversidade enorme de equipamentos ou bens, tenha resultados positivos, é necessário que todos eles sejam mantidos nas melhores condições de funcionamento. Assim, todo esse equipamento deverá sofrer, ao longo da sua vida útil de funcionamento, reparações, inspeções programadas, rotinas preventivas programadas e adequadas, substituição de peças e órgãos, mudanças de óleo, lubrificações, limpezas, pinturas, correções e afinações de defeitos resultantes quer do seu fabrico quer do trabalho que estiver a realizar. O conjunto de todas estas ações constitui aquilo a que se chama manutenção. A manutenção, reputada tarefa secundária e dispendiosa, alvo de reduções fortes em tempo de crise ou em situações económicas difíceis, passou então, pelos custos das suas intervenções, a ser considerada fator determinante na economia das empresas, capaz de alterar radicalmente os índices de produtividade, a livre concorrência e o aumento de produção por empregado. De uma outra forma, pode definir-se manutenção como o conjunto das ações destinadas a garantir o bom funcionamento dos equipamentos, através de intervenções oportunas e corretas, com o objetivo de que esses mesmos equipamentos não avariem ou baixem de rendimento e, no caso de tal suceder, que a sua reparação seja efetiva e a um custo global controlado [1]. Para Smith e Hinchcliffe a manutenção tem como objetivo “preservar as capacidades funcionais de equipamentos e sistemas em operação”, evitando e solucionando as falhas [2]. Ainda, segundo a norma NP EN13306:2007, a manutenção é definida como sendo a combinação de todas as ações técnicas, administrativas e de gestão, durante o ciclo de vida de um elemento, destinadas a conservá-lo ou repô-lo num estado no qual execute a função requerida.
Capítulo II – ESTADO DE ARTE 6 1.1. EVOLUÇÃO DA MANUTENÇÃO INDUSTRIAL Ao longo dos anos a manutenção foi sofrendo uma enorme evolução, como se mostra na Figura 1, incentivada pelo desenvolvimento tecnológico e pela influência das máquinas e equipamentos nos processos de produção. Até aos anos 50 considera-se a primeira geração da manutenção sendo que esta desempenhava um papel irrelevante e as reparações após avaria eram consideradas um mal necessário. Os custos e a perda de rentabilidade não eram associados à paragem dos equipamentos devido a falha. Assim, os equipamentos eram utilizados até à falha e, posteriormente, seriam reparados ou substituídos [3] [4]. Após a 2ª Guerra Mundial, a falta de mão de obra e o aumento da procura por produtos obrigou ao desenvolvimento da indústria com a implementação de equipamentos mais eficientes, complexos e ainda com o aparecimento de linhas de produção. Nesta altura começa-se a evidenciar o impacto das paragens na produção, desenvolvendo-se assim o conceito de manutenção preventiva. Inicia-se também o desenvolvimento da filosofia TPM (manutenção produtiva total do inglês “Total productive maintenance”). Este período é classificado como a segunda geração da manutenção [3] [4]. A terceira geração inicia em meados da década de 1970, sendo cada vez mais importante a alta disponibilidade dos equipamentos, uma vez que há menos tempo para reparações. Com o aparecimento das novas necessidades desenvolveu-se o conceito de manutenção preditiva. Passou a ser possível monitorizar os equipamentos, prever com maior precisão quando iriam falhar e identificar o serviço exato a ser realizado [3] [4]. Na quarta fase surge a necessidade de melhorar o processo que já estava implantado e, para tal, a utilização de bases de dados e o controlo computacional aumenta Figura 1 – Evolução histórica da manutenção industrial
Capítulo II – ESTADO DE ARTE 7 consideravelmente. Inicia-se, assim, a implantação de conceitos como o de gestão de ativos nas empresas [3] [4]. Atualmente, com o desenvolvimento da indústria 4.0, tem-se assistido ao aparecimento de uma quinta fase. Neste caso são recolhidas informações em tempo real relativas à vibração, temperatura, pressão, volume, entre outras variáveis que são enviadas para os responsáveis pela manutenção. Estes interpretam essa informação e lançam as ordens de manutenção para que se realizem as intervenções necessárias [5]. A manutenção 4.0 é caraterizada por uma redução dos custos de manutenção devido à redução dos custos de armazenamento, resultantes de uma interligação de empresas com os fornecedores. Embora os requisitos técnicos, tais como sensores, softwares e algoritmos, já possam ser encontrados nas empresas para o desenvolvimento deste tipo de manutenção, ainda é questionada a segurança desta rede de ligações [6]. 1.2. TIPOS DE MANUTENÇÃO No esquema da Figura 2 pode-se observar os principais tipos de manutenção, onde se verifica que estes estão repartidos principalmente por dois grupos: a manutenção planeada e não planeada. 1.2.1. Manutenção corretiva A manutenção corretiva é um tipo de manutenção não programada, ou seja, que não se pode marcar com antecedência na agenda. É efetuada depois da deteção de uma avaria ou após um desempenho deficiente por parte do equipamento e tem como objetivo Figura 2 – Principais tipos de manutenção
Capítulo II – ESTADO DE ARTE 8 repará-lo, fazendo com que este retorne a um estado em que possa realizar as funções a que foi requerido [7]. Como é apenas efetuada após a deteção da avaria, não existem custos de manutenção até que esta ocorra. No entanto, este é o tipo de manutenção que acarreta maiores custos. Estes custos estão associados essencialmente a uma baixa utilização das máquinas, o que provoca uma diminuição dos seus tempos de vida útil. Assim podem surgir perdas de produção devido às avarias que ocorrem. Uma vez que estas avarias ocorrem aleatoriamente e a manutenção corretiva não as consegue prever, é obrigatório ter um stock de peças sobresselentes que possibilite arranjar os equipamentos mais importantes, bem como uma equipa de manutenção para reagir de imediato [8]. Este tipo de manutenção não pode ser totalmente eliminado pois, por mais prevenção que exista, apenas é possível retardar o desgaste e os componentes acabam, eventualmente, por ter de ser substituídos. Existem dois tipos de manutenção variantes da manutenção corretiva, a curativa e a paliativa. A primeira tem caráter definitivo e compreende as intervenções efetuadas após a avaria, por vezes até após a retirada do estado de “avariada”. A manutenção corretiva paliativa tem o objetivo de reestabelecer uma condição provisória de funcionamento antes de uma reparação adequada [7]. 1.2.2. MANUTENÇÃO PREVENTIVA A manutenção preventiva é um tipo de manutenção programada, ou seja, que é efetuada de acordo com um calendário preestabelecido ou consoante um número determinado de ciclos de utilização. É efetuada em intervalos de tempo predeterminados ou de acordo com critérios prescritos, com a finalidade de reduzir a probabilidade de avaria ou de degradação de funcionamento de um equipamento. Estes intervalos de tempo são determinados por meios estatísticos, através de dados e registos, por vezes provenientes de manutenções corretivas anteriores [7] [8].
Capítulo II – ESTADO DE ARTE 9 Ao contrário da manutenção corretiva, é utilizada com o objetivo de evitar ou reduzir as falhas que possam surgir. No entanto, não deve ser utilizada em casos em que não é possível estabelecer um padrão temporal para as falhas de um equipamento [9]. Para além de aumentar a vida útil dos equipamentos, a manutenção preventiva tem ainda outras vantagens. Uma vez que evita paragens não programadas, permite à empresa uma maior consistência em cumprir os planos de produção e os prazos dos clientes e uma previsão mais realista sobre o funcionamento da empresa. Há uma redução da quantidade das peças sobresselentes, visto que a sua necessidade passa a ser prevista, o que traz também menores custos associados a essas mesmas peças e ao seu transporte. Dentro da manutenção preventiva existem dois subtipos: manutenção preventiva sistemática e manutenção preventiva condicionada. 1.2.3. MANUTENÇÃO PREVENTIVA SISTEMÁTICA É um tipo de manutenção preventiva efetuada em intervalos de tempo preestabelecidos ou segundo um número definido de unidades de utilização, mas sem controlo prévio do estado do componente. É desencadeada cegamente de acordo com uma certa periodicidade, podendo esta periodicidade ser de horas de funcionamento, de produção, número de peças produzidas, número de ciclos efetuados, entre outras [7]. Apesar de permitir diminuir a taxa de avarias que afetam o equipamento, apresenta um senão: uma vez que considera o mesmo tempo médio de falha para dois equipamentos iguais, despreza as condições do meio de trabalho e o tipo de trabalho efetuado, pelo que este critério só é eficaz quando se trata de uma falha típica de desgaste. 1.2.4. MANUTENÇÃO PREVENTIVA CONDICIONADA É um tipo de manutenção preventiva baseada na vigilância sistemática do funcionamento do equipamento e/ou dos parâmetros significativos desse funcionamento, integrando as ações decorrentes. É possível controlar um equipamento sem paragem de produção, sendo possível prever o momento da falha [7].
Capítulo II – ESTADO DE ARTE 10 Existem várias técnicas de controlo de condição dos equipamentos, tais como: • Análise de vibrações; • Termografia; • Análise dos parâmetros de rendimento; • Inspeção visual; • Medições ultrassónicas; • Análise aos lubrificantes. 1.3. NÍVEIS DE MANUTENÇÃO As normas AFNOR definem 5 níveis de manutenção que são diferenciados entre eles segundo a complexidade e profundidade das tarefas executadas. Primeiro Nível de Manutenção No primeiro nível são consideradas operações simples, cuja execução geralmente não exige utilização de ferramentas (ou exige somente ferramentas básicas) e que podem ser efetuadas pelo operador da máquina. Aqui encontram-se as afinações simples previstas pelo fabricante sem desmontagem do equipamento ou substituição de elementos acessíveis com toda a segurança. Estas tarefas não implicam qualquer risco para o trabalhador ou para a produção. Entre as operações básicas estão: • Controlo e substituição de fluídos (óleo, combustível, líquido refrigerante); • Substituição de consumíveis (baterias, pilhas, lâmpadas e cabos); • Lubrificação diária; • Controlo e limpeza de filtros. Segundo Nível de Manutenção No segundo nível de manutenção, encontram-se trabalhos associados a tarefas que exigem certos procedimentos, ainda que possam ser considerados simples. Devem ser efetuados por um técnico ou pela equipa de manutenção pois exigem mais qualificação e experiência, assim como um maior conhecimento do funcionamento da máquina em que se vai trabalhar. Entre as operações a efetuar estão: • Controlo de parâmetros de funcionamento;
Capítulo II – ESTADO DE ARTE 11 • Controlo de desempenho, de regulações, com reparações por troca de componentes padrão; • Operações menores de manutenção preventiva. Terceiro Nível de Manutenção Este nível engloba as operações de caráter preventivo que requerem procedimentos complexos, bem como outras de caráter simples e corretivo. Para efetuar este trabalho, é necessário um elevado nível de formação, onde atuem técnicos qualificados, que se encarreguem dos procedimentos com maior detalhe. Entre as operações elementares estão: • Identificação e diagnóstico de avarias; • Troca de componentes funcionais; • Pequenas reparações mecânicas. Quarto Nível de Manutenção O quarto e penúltimo nível de manutenção está reservado para trabalhos importantes de manutenção corretiva ou preventiva. Este nível engloba operações específicas cujos procedimentos implicam técnicas ou tecnologias precisas, logo, o nível de instrução é alto, sendo necessário um técnico ou equipa com experiência e formação em manutenção geral. Estas ações não são rotineiras e, portanto, devem ser agendadas com antecedência. Algumas operações são: • Revisões parciais ou gerais que não requerem a desmontagem completa da máquina; • Reparações especializadas; • Calibração de instrumentos de medição. Quinto Nível de Manutenção O último nível de manutenção é o nível mais complexo, onde as tarefas do tipo corretivo abordam trabalhos de renovação e reconstrução. Está reservado para tarefas que
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 18 Tabela 2 – Artigos comercializados pela Xtools por representada Optimum Optimum CNC Metallkraft
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 19 Tabela 2 – Artigos comercializados pela Xtools por representada Aircaft Unicraft Cleancraft
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 20 Tabela 2 – Artigos comercializados pela Xtools por representada Holzstar/Holzkraft Schweisskraft Na Optimum e Metallkraft destacam-se os equipamentos para a metalomecânica. Na primeira encontram-se engenhos de furar de correias e carretos, fresadoras, tornos, serrotes e equipamentos CNC, enquanto na segunda os equipamentos são mais orientados para o trabalho em chapa tais como calandras, viradeiras, quinadeiras e guilhotinas, embora possam também ser encontrados muitos outros artigos para a metalomecânica. Na Aircaft tem-se os equipamentos de ar comprimido tais como compressores de pistão e parafuso, máquinas pneumáticas e todos os acessórios necessários para montagem de redes de ar comprimido.
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 21 A Unicraft equipa o mercado com equipamentos para oficinas, equipamentos de elevação e movimentação de cargas e geradores. Na Cleancraft são encontrados equipamentos de limpeza nomeadamente aspiradores, máquinas de lavar, varredoras e lavadoras de chão A Holzstar/Holzkraft possui os equipamentos para carpintaria tais como serras de fita verticais, lixadoras, esquadrejadoras, plainas, tupias e sistemas de aspiração de aparas. Por último na Schweisskraft encontra-se toda uma panóplia de equipamentos dedicados à soldadura, assim como acessórios e equipamentos de proteção individual. Nos dias de hoje, o mercado para aquisição de novos equipamentos para a indústria é muito competitivo e a Xtools, como forma de reduzir os seus custos fixos e o preço de venda dos equipamentos, optou por atacar o mercado com um número de vendedores muito reduzido e colocar os seus artigos à venda no mercado através de agentes/parceiros distribuídos pelo país como representado na Figura 4. Estes agentes são os que possuem uma maior relação com os consumidores finais pois lidam com eles diariamente aquando da venda de consumíveis, o que cria a ligação necessária quando surge a necessidade de aquisição de um novo equipamento. Figura 4 – Cadeia logística dos produtos comercializados pela empresa Quando é efetuada a venda de um equipamento novo, este é normalmente testado e, posteriormente, enviado para instalações do agente ou diretamente para o cliente final. Caso seja solicitado e consoante a complexidade do equipamento, podem ser efetuados pela equipa técnica da Xtools a instalação, o arranque e uma formação inicial da máquina.
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 22 3. SERVIÇO PÓS-VENDA O foco da empresa é a satisfação do cliente. Para tal, a Xtools oferece todo o serviço pós-venda necessário para os equipamentos que comercializa, sendo este tão ou mais importante que as outras etapas do processo comercial. Pretende-se oferecer um atendimento de alta qualidade, focado em atender as necessidades, visando a fidelização e a lealdade do cliente. O serviço pós-venda oferecido pela empresa pode ser dividido em 3 partes. Atendendo ao perfil do cliente, estas nem sempre ocorrem pela mesma ordem e por vezes nem acontecem. A primeira ocorre aquando da instalação da máquina; a equipa técnica efetua a montagem, testa e, posteriormente, é dada uma breve explicação ao cliente relativa às questões de segurança, funcionamento do equipamento e ainda sobre a manutenção do mesmo. A segunda acontece após o cliente ter iniciado o trabalho; nesta fase, o cliente necessita de sugestões de como efetuar o trabalho, assim como de ferramentas e acessórios que possam ajudar na realização dos trabalhos. Por fim, ocorre possivelmente o mais importante, que acontece quando o cliente solicita uma assistência técnica porque a máquina apresenta uma anomalia ou avaria. Este é, geralmente, o mais determinante para a satisfação do cliente, pois, normalmente, quando os equipamentos avariam, é necessário solucionar o problema o mais rápido possível, não podendo os clientes ter as produções paradas enquanto esperam por uma resposta ou solução do representante. Como geralmente as intervenções de manutenção da Xtools são de carácter corretivo não é possível grande planeamento das ocorrências. Assim a empresa necessita de uma grande organização e preparação para resolver os diversos problemas diários que aparecem na vasta gama de equipamentos comercializados.
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 23 4. SERVIÇO DE MANUTENÇÃO 4.1. PROCEDIMENTOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA INTERNA A assistência técnica interna segue alguns procedimentos que, devido às limitações atuais, principalmente a nível de espaço útil e layout, não são aplicadas. O percurso ideal a realizar por um equipamento, assim como a zona em que este deve estar em cada momento está representado na Figura 5. Quando um equipamento para reparação interna é recebido pelo armazém, a data da receção do artigo é marcada no documento do cliente. Posteriormente, deve ser verificado o estado do equipamento, o número de série, confirmar se estão presentes todos os acessórios e ainda se existem danos ou peças partidas devido ao transporte ou por mau manuseamento. O equipamento é colocado na zona de material por reparar, juntamente com o documento do cliente. De seguida é aberta uma guia de reparação interna pelo responsável da assistência técnica (anexo A), que deverá conter às seguintes informações: • Data da receção; • Assinalar se o cliente reclama garantia ou não garantia; • Preencher o campo de descrição da avaria, quando mencionado no documento do cliente; • Atribuir o número da guia ao documento do cliente; • Preencher o campo do estado na receção. A guia de reparação é então colocada junto do respetivo equipamento a reparar e o processo de reparação pode ser iniciado. O técnico regista na guia os materiais e o tempo necessários para a reparação. Por fim, a guia é rubricada pelo técnico e o campo relativo às causas da avaria e à descrição da reparação é preenchido. O equipamento é então colocado na zona de material reparado, juntamente com a respetiva guia de reparação. Assim, o armazém recolhe o equipamento para expedição e o departamento comercial emite a fatura da reparação para acompanhar o equipamento.
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 24 Figura 5 – Procedimentos da assistência interna na Xtools 4.2. DESCRIÇÃO DA OFICINA Para poder oferecer um bom serviço de assistência técnica, a Xtools possui uma pequena oficina com aproximadamente 70 m2, onde realiza a manutenção e reparação dos equipamentos vendidos. Geralmente as máquinas mais pequenas são despachadas pelo cliente para reparação interna, assim como algumas peças ou máquinas mais complicadas de reparar nas instalações do cliente final. Como abordado anteriormente, quando um equipamento entra dentro de portas para manutenção, é primeiramente recebido e inspecionado pelo armazém. Posteriormente, é aberta uma guia de reparação (ordem de reparação) e o equipamento segue para a oficina, onde será analisado e reparado oportunamente. De forma a auxiliar a manutenção, a oficina está equipada com algumas máquinas, que podem ser vistas na Tabela 3, que facilitam a realização de alguns trabalhos.
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 25 Tabela 3 – Equipamentos disponíveis na oficina ao serviço da manutenção Equipamento Características importantes Fotografia Torno TZ 4 Ligação elétrica: 400 V / 4.5 kW Diâmetro torneável: 245 mm Distancia entre pontos: 800 mm Furo da árvore: Ø52 mm DPA Newall Fresadora ferramenteira Ligação elétrica: 400 V / 2.2 kW Diâmetro máximo da roca: 76 mm Diâmetro máximo da fresa: 25 mm Capacidade de furação: 24 mm Dimensões mesa: 1370 x 254 mm Cone para ferramentas: ISO 30
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 26 Tabela 3 – Equipamentos disponíveis na oficina ao serviço da manutenção Serrote de fita S275G Ligação elétrica: 400 V / 1.1 kW Velocidade da serra: 45/90 m/min Capacidade de corte 0°: 245 x 150 mm Engenho de furar de correias B25 Ligação elétrica: 230 V / 0.55 kW Capacidade de furação: Ø 20 mm
Capítulo III – DESCRIÇÃO DA EMPRESA 27 Tabela 3 – Equipamentos disponíveis na oficina ao serviço da manutenção Engenho de furar de correias D26Pro Ligação elétrica: 400 V / 0.75 kW Capacidade de furação: Ø 25 mm Compressor Airstar AC 853/200 Ligação elétrica: 400 V / 5.5 kW Capacidade do reservatório: 200 L Pressão máxima: 10 bar Guincho MES 250 Ligação elétrica: 230 V / 0.5 kW Capacidade máxima sem polia: 125 kg Capacidade máxima com polia: 250 kg
34 Capítulo IV: CASO DE ESTUDO
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 35 1. HISTÓRICO DE AVARIAS Como já foi referido anteriormente, a grande maioria das assistências efetuadas pela Xtools são de carácter corretivo. Este tipo de manutenção é difícil de organizar devido à imprevisibilidade dos acontecimentos. Ao longo dos anos, a resolução dos problemas dos equipamentos é garantida graças à análise e experiência pessoal de cada técnico. Uma forma de melhorar o serviço prestado é criar um histórico das avarias mais frequentes, histórico esse inexistente até ao dia de hoje e que conseguiria solucionar estes problemas mais rapidamente. Desta forma seria possível conhecer quais as peças usadas nessas reparações, de forma a garantir sempre stock, bem como definir os procedimentos ideais e os tempos médios de reparação. Assim, para elaborar um histórico de avarias mais comuns, realizou-se um estudo às peças mais vendidas ao longo do último ano total de faturação, ou seja, 2020. Foram considerados os equipamentos mais comercializados, nomeadamente os engenhos de furar, fresadoras, tornos e serrotes de fita. A empresa utiliza o software PHC CS como programa de faturação e gestão de stocks. Neste software, cada artigo está identificado pela sua referência, antecipado por duas letras, que identificam a marca e um número, que indica o grupo ao qual pertence o artigo, ou seja, se é equipamento, acessório ou peça. A codificação utilizada está descrita na Figura 7. Figura 7 – Descrição da codificação interna dos artigos no software PHC
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 36 Esta codificação permite obter as mais variadas listas das vendas por marcas ou por grupos de artigos. Foi assim criada uma lista de peças vendidas, ou seja, uma lista de artigos iniciados em OP9 (Optimum-peças), de forma a perceber quais as peças mais vendidas, focando-se o estudo nestes artigos. Essa lista pode ser analisada no anexo C. O estudo do histórico de avarias, tendo só em consideração as peças vendidas, possui grandes limitações. A listagem recolhida só indica o número de peças faturadas por mês, não relacionando a peça vendida com o equipamento na qual será utilizada (este poderá até ser da concorrência). Mesmo sabendo das limitações desta listagem, não se pode desprezar, pois, embora seja limitada na informação relativa a cada equipamento em particular, é um bom indicador para a melhoria do serviço pós-venda, nomeadamente para o fornecimento de peças de reposição. Os dados foram tratados de forma a perceber mais facilmente a que tipo de equipamento corresponde cada peça, colocando a sigla correspondente ao tipo de máquina em frente à peça, sendo as correspondências as seguintes: • E - Engenho de furar; • F - Fresadora; • S - Serrote; • T - Torno. Com esta análise, percebe-se que os equipamentos que consomem a maioria das peças de reposição são os serrotes, seguidos pelos engenhos de furar, tal como se pode ver na Tabela 6.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 37 Tabela 6 – Distribuição das diferentes peças vendidas por tipo de equipamento no ano 2020 Tipo de equipamento Nº de peças distintas Total de peças vendidas S 124 606 E 118 498 F 53 82 T 47 76 Total 342 1262 É de reparar que a grande diferença no nº total de peças vendidas e no nº de peças distintas dos dois primeiros equipamentos para os dois últimos se deve ao facto de, nos primeiros, as avarias serem recorrentes (por exemplo, a substituição de uma mola de recuperação num engenho de furar por fadiga), enquanto nos tornos e nas fresadoras as avarias são geralmente únicas, não se voltando a repetir (por exemplo, nos tornos a substituição de um carreto numa caixa Norton devido a descuido do operador). 2. DESCRIÇÃO DAS PRINCIPAIS ATIVIDADES DE MANUTENÇÃO Com base na análise anterior, verifica-se que a maioria das peças vendidas ocorre nos serrotes de fita e nos engenhos de furar. Selecionaram-se as duas avarias mais comuns nestes equipamentos; para os serrotes de fita a afinação das cabeças e para os engenhos de furar a substituição de molas de recuperação. Foi descrito o processo correto para intervir na ocorrência de problemas, para elaborar uma ficha com instruções detalhadas. Assim, em situações nas quais os agentes possuam equipa técnica, poderão ser eles mesmos a realizar a intervenção, não sobrecarregando a Xtools com estes trabalhos. 2.1. SERROTES DE FITA A maioria das peças vendidas ocorrem nos serrotes de fita e, consequentemente, os problemas mais comuns também acontecem nesses equipamentos. Verifica-se que estes não surgem devido à falta de qualidade dos equipamentos, mas sim devido ao desprezo e desconsideração que as empresas têm pelo corte. Esta atividade é tão ou mais importante que as que se seguem, pois, geralmente, o processo de produção inicia-
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 38 se pelo corte de matéria-prima, podendo ainda comprometer a qualidade dos processos seguintes, nomeadamente da soldadura ou maquinagem. A maior parte dos problemas reportados prendem-se com a qualidade do corte e com a durabilidade das fitas de serra. Assim sendo, seguem-se algumas regras e requisitos a serem seguidos, nomeadamente: 1. Seleção correta do equipamento e dos acessórios; 2. Boa qualidade da fita de serra; 3. Dimensão do dente da fita de serra em função da geometria do material a cortar; 4. Velocidade da fita de serra em função do tipo de material a cortar; 5. Avanço da fita de serra; 6. Qualidade da emulsão de corte; 7. Precisão das guias da fita; 8. Tensão correta da fita de serra; 9. Aperto correto do material; 10. Bom estado mecânico da máquina (descida controlada do braço do serrote, volantes em bom estado, etc); 11. Nivelamento correto do serrote e das mesas de rolos; 12. Limpeza correta dos dentes da fita; 13. Correto amaciamento da fita de serra; 14. Fator humano: o operador tem de ter interesse no manuseamento correto da máquina. Quando os pontos anteriores são cumpridos e o corte não tem a qualidade pretendida, é necessário proceder à afinação das cabeças do equipamento. Um serrote possui duas cabeças, uma fixa e outra móvel. Nestas cabeças existem rolamentos ou pastilhas que guiam a fita de serra para se obter um corte de precisão. As cabeças contêm pastilhas ou rolamentos, ambos substituíveis, que são lavados e lubrificados pela emulsão de corte. O trabalho deve iniciar-se removendo as duas cabeças do serrote. Em cada cabeça existe uma guia fixa e outra móvel. No caso da fita de serra ser guiada por rolamentos, um veio
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 39 é fixo e o outro excêntrico, de modo a ser possível afinar a folga ideal para o correto funcionamento do sistema. Esta folga entre a fita de serra e as guias deverá ser de 0.05 mm. Após afinação correta da folga entre guias e serra, as cabeças devem ser novamente montadas no serrote para seguidamente ser afinada a sua posição correta. Para obter a vida útil ideal da serra e precisão de corte, é necessário garantir que a fita se move naturalmente nas guias e que não é fletida pelas cabeças ou pelo material, tal como demonstrado na Figura 8. O aparecimento de fissuras na fita de serra e desvios no corte são os indicadores de que é necessário efetuar uma afinação das cabeças. Embora não seja um processo complicado, requere algum cuidado e precisão. Figura 8 – Afinação correta das cabeças de um serrote de fita Se a fita de serra for empurrada para baixo pelas guias (Figura 9 (B)) ou empurrada para cima pelo material (Figura 9 (C)), então esta não será guiada corretamente, logo, as cabeças têm de ser reajustadas. Figura 9 – Exemplos de afinação incorreta das cabeças de um serrote de fita
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 40 A posição das cabeças pode ser ajustada movendo as duas para cima (cerca de 2 mm). Isto cria uma folga entre a pastilha de guia superior ou o rolamento, e a serra. De seguida, liga-se a máquina e volta-se a parar após aproximadamente 10 segundos. Agora, a fita atingiu a posição natural e correta. Com um bloco de madeira puxa-se a fita de serra para cima, até encostar na guia superior. Com um paquímetro mede-se a distância que a serra se move para cima. A cabeça deve ser baixada esse mesmo valor. Com um esquadro verifica-se a perpendicularidade entre a cabeça e a fita de serra. Para a segunda cabeça também se utiliza o mesmo método. O ajuste é idêntico para serras com guias e rolamentos de guia. O tempo médio para uma intervenção deste tipo é de, aproximadamente, duas horas e meia, considerando 1 h para desmontagem das cabeças e afinação da folga entre guias, 1 h para montagem e afinação da posição das cabeças e 30 min para efetuar cortes de teste. 2.2. ENGENHOS DE FURAR O segundo equipamento com mais peças vendidas é o engenho de furar. Neste caso, a avaria mais comum é a fadiga da mola de recuperação da árvore, devido aos movimentos cíclicos a que esta está sujeita. Existem 2 técnicas para substituição desta mola, dependendo do tipo de características da máquina em questão. Existem máquinas com árvore de dentado parcial, tal como pode ser visto na Figura 10 (A) e outras com dentado completo, tal como representado na Figura 10 (B). Esta característica determina qual a técnica a utilizar para substituição da mola. Figura 10 – Tipos de árvore utilizadas nos engenhos de furar
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 41 Como esta característica não consegue ser vista sem desmontagem da árvore da máquina, é utilizada no dia a dia uma outra técnica que se prende com a análise da fixação da mola. Caso a mola tenha uma caixa saliente da estrutura como na Figura 11 (A) a árvore será do tipo da Figura 10 (A) com dentado incompleto, enquanto que se a mola estiver dentro do cabeçote sem caixa de mola como na Figura 11 (B) será uma árvore similar à da Figura 10 (B) com dentado completo. Figura 11 – Tipos de fixação de molas nos engenhos de furar Estas características estão interligadas devido às restrições mecânicas impostas pelo tipo de árvore utilizada. Não é possível retirar uma árvore de dentado incompleto pelo furo do cabeçote sem antes remover o veio do manípulo de descida da mesma, ou seja, o fim deste dentado atua como fim de curso para a árvore. Assim, nestas máquinas, como não se consegue remover a árvore com facilidade, a força para sustentar a árvore terá de ser dada no exterior da máquina e, portanto, estas possuem uma mola com caixa onde pode ser ajustada a força da mesma. Este é o caso mais simples e é utilizado normalmente nos equipamentos mais básicos. No caso de máquinas com dentado completo, estas têm de possuir um mecanismo que atue como fim de curso da árvore, pois o acionamento do manípulo permite que a árvore saia pelo furo do cabeçote. Esse fim de curso é efetuado por um anel de suporte, tal como mostrado na Figura 15. Esta característica da árvore não obriga a utilização de uma mola com tampa no exterior, como será visto posteriormente.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 42 Figura 12 – Anel de suporte da árvore numa B40 GSM Segue-se uma descrição do processo de substituição da mola para os dois tipos de engenhos de furar. 2.2.1. ENGENHOS DE FURAR COM ÁRVORE DE DENTADO PARCIAL Como já foi referido, este tipo de equipamentos utiliza uma mola com uma tampa no exterior do cabeçote, de forma a sustentar a árvore na posição superior, como está demonstrado na Figura 13. Figura 13 – Zona de intervenção para substituição da mola no engenho de furar Primeiramente, deve-se aliviar a contraporca, assim como a porca que segura a tampa no seu local correto. Caso a mola não esteja partida e o objetivo da intervenção seja dar mais força à mola, deve-se rodar a tampa da mola até que o entalhe seguinte da tampa encaixe no ressalto da fundição. Caso a mola esteja partida, deve-se retirar a tampa da
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 43 mola e substituir a mesma, procedendo da mesma forma como se quisesse somente aumentar a força da mola até obter a força de sustentação necessária. De seguida, devese voltar a apertar as porcas. A porca que segura a tampa não pode ser apertada em demasia pois provoca o bloqueio de todo o eixo do manípulo de descida da árvore. Para esta assistência será considerado 15 min o tempo de trabalho necessário para substituir a mola. 2.2.2. ENGENHOS DE FURAR COM ÁRVORE DE DENTADO TOTAL Nestes equipamentos a operação é ligeiramente mais complexa do que nos anteriores. O trabalho deve ser iniciando com a remoção da cobertura de acesso à mola, procedendo com a substituição da mesma. De seguida, deve ser colocado um pedaço de madeira entre a árvore e a mesa da máquina, procedendo ao desaperto do parafuso do anel de suporte da árvore (Figura 12). Após a remoção deste anel a árvore poderá cair pelo furo do cabeçote pois ainda não foi aplicada força à mola para a sua sustentação. O pedaço de madeira colocado anteriormente serve para impedir que a árvore caia e se danifique, visto que é um componente bastante sensível devido às tolerâncias apertadas entre árvore e furo. Para ser então possível aplicar força à mola, deve-se remover o pedaço de madeira e segurar a árvore com a mão, de forma que esta não saia do furo do cabeçote e, simultaneamente, mover o manípulo de movimento da árvore para baixo na direção do fim de curso da árvore. Devido ao dentado total da árvore, esta vai sair e, posteriormente, voltar a entrar no dentado seguinte do veio do manípulo, o que irá provocar o enrolamento da mola, aumentando a sua força de sustentação. O procedimento deve ser repetido até ser obtida a força adequada. Por fim, deve-se montar novamente o anel de suporte da árvore, tendo atenção para não apertar o anel em demasia, podendo este fraturar. Sendo este procedimento mais trabalhoso que o estudado anteriormente, o tempo de trabalho também é maior para esta situação e considera-se 1 hora para a realização deste serviço.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 50 Tabela 8 – Informação relevante para as fichas de manutenção e inspeção para fresadoras Quando necessário Bomba de refrigeração: -A bomba de refrigeração é praticamente livre de manutenção. É somente necessário repor o líquido de corte, consoante a utilização. Filtro: -Limpar o filtro de limalhas. Para tal, desaparafusar o filtro e limpar as limalhas. Quando necessário -O ajuste das guias pode ser efetuado pelo aperto do parafuso, provocando um entalamento da cunha e reduzindo a folga. A afinação deve ser efetuada de modo que a folga seja mínima e que continue a ser possível mover a mesa sem grande esforço. -A folga da porca do fuso da mesa também pode ser diminuída.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 51 3.2.3. TORNOS Tabela 9 – Informação relevante para as fichas de manutenção e inspeção para tornos Quando? Como? Início do turno/ trabalho -Verificar as funções, dispositivos de segurança e existência de danos no equipamento; -Verificar os níveis de óleo da caixa de velocidades, caixa Norton e caixa de avanços. Inicio do turno/ trabalho -Lubrificar todas as guias em forma de cauda de andorinha da máquina. Diariamente Inserir óleo em todos os lubrificadores (1); Não utilizar massa consistente. Primeira vez após 200h de trabalho, posteriormente anualmente As seguintes operações devem ser efetuadas para a caixa de velocidades, caixa Norton e caixa de avanços. -Remover o bujão da caixa; -Escorrer o óleo para um recipiente com capacidade adequada; -Apertar o bujão; -Colocar óleo e verificar nível correto.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 52 Tabela 9 – Informação relevante para as fichas de manutenção e inspeção para tornos Quando necessário Bomba de refrigeração: -A bomba de refrigeração é praticamente livre de manutenção. É somente necessário repor o líquido de corte, consoante a utilização. Quando necessário -O ajuste das guias pode ser efetuado pelo aperto do parafuso, provocando um entalamento da cunha e reduzindo a folga. A afinação deve ser efetuada de modo que a folga seja mínima e que continue a ser possível mover o carro sem grande esforço. Quando necessário -Quando necessário tensionar as correias; -Caso estas apresentem demasiado desgaste, substituir o conjunto completo.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 53 3.2.4. SERROTES DE FITA Tabela 10 – Informação relevante para as fichas de manutenção e inspeção para serrotes de fita Quando? Como? Inicio do turno/ trabalho -Verificar as funções, dispositivos de segurança e existência de danos no equipamento; Semanalmente -Limpar e verificar o estado da escova de limpeza da fita. O correto funcionamento da escova vai aumentar a durabilidade da fita de serra. Semanalmente -A bomba de refrigeração é praticamente livre de manutenção. É somente necessário repor o líquido de corte consoante utilização. -É necessário limpar o reservatório uma vez que limalhas mais pequenas podem passar pelo filtro e danificar a bomba. Mensalmente -Lubrificar o fuso da prensa. Após troca de fita de serra -Verificar a tensão correta da fita de serra. Nos equipamentos com manómetro a tensão correta é indicada quando o ponteiro se encontra na zona verde; Tensão excessiva pode provocar danos no equipamento; Nos serrotes com microswitch a tensão correta deve ser verificada anualmente sendo para tal necessário utilizar equipamentos próprios. Anualmente -Verificar o estado do filtro da unidade hidráulica; -Substituir o óleo hidráulico.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 54 Tabela 10 – Informação relevante para as fichas de manutenção e inspeção para serrotes de fita Sempre que necessário -Quando a fita de serra apresenta desgaste prematuro deve ser substituída por uma fita de serra com dentado adequado ao trabalho a realizar. Quando o serrote e a bomba de refrigeração não desligam no fim do corte -Desapertar o parafuso que fixa a patilha acionadora do microswitch; -Voltar a apertar na posição correta. Ter em atenção que o acionamento do microswitch seja simultâneo com o fim do corte.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 55 Tabela 10 – Informação relevante para as fichas de manutenção e inspeção para serrotes de fita Quando o braço do serrote não chega ao fim do corte -Verificar se existe sujidade em cima do parafuso que impeça a descida do braço; -Ajustar o parafuso consoante a situação. Roscar o parafuso na estrutura fará o braço descer mais, enquanto que levantar o parafuso impede o braço de descer em demasia. Poderá ser necessário afinar o microswitch de fim de corte. Ver ponto anterior. Primeira vez após 50h de trabalho e posteriormente anualmente -Remover o bujão da caixa; -Escorrer o óleo para um recipiente com capacidade adequada; -Apertar o bujão; -Colocar óleo e verificar manual de instruções para saber a quantidade correta. Quando necessário -O corte torto e o aparecimento de fissuras na fita de serra indicam uma incorreta afinação das cabeças ou das guias da fita. Estas afinações devem ser efetuadas por pessoal qualificado. 4. DESENVOLVIMENTO DE UMA FERRAMENTA Durante o desenvolvimento deste trabalho verificou-se que muitas das avarias acontecem em engenhos de furar. A equipa de manutenção tinha dificuldade em reparar estes equipamentos, não pela dificuldade da atividade de manutenção em si, mas sim pela dificuldade em fixar os cabeçotes nas bancadas para poder realizar o trabalho em segurança. Por vezes eram utilizadas cintas para fixar os cabeçotes e noutras barrotes de madeira, por exemplo. Na Figura 15 pode ser observada uma forma
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 56 de fixação improvisada com um barrote de madeira preso ao torno de bancada de eficácia questionável. Figura 15 – Exemplo fixação improvisada de um cabeçote de engenho de furar de correias DQ 18 Perante o risco de acidente ou de danificar o equipamento, foi necessário desenvolver uma solução para fixar de forma segura os cabeçotes a uma bancada, que permitiria realizar todas as funções de manutenção necessárias. Para além destes requisitos, o suporte teria de ser o mais universal possível para ser possível utilizar em vários modelos diferentes. Surgiu assim a estrutura da Figura 16. Esta permite assim uma oscilação do cabeçote na vertical e rotação sobre o próprio eixo. Figura 16 – Ferramenta com cabeçote de engenho de furar DH40 G montado para manutenção
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 57 A ferramenta foi fixa a uma mesa elevatória para permitir uma flexibilidade ainda maior. Mais tarde foram ainda colocados rodízios na mesa para que esta pudesse ser deslocada para o armazém, onde os cabeçotes seriam colocados, com o auxílio de um empilhador, obtendo assim liberdade máxima com esta ferramenta. 5. IMPLANTAÇÃO OFICINAL A implantação oficinal, para além da sua importância para o trabalho diário, tem de ficar definida o mais cedo possível, pois essa informação terá de ser transmitida ao construtor para que, aquando da mudança, as infraestruturas estejam prontas para receber os equipamentos. Alguma da informação relevante a transmitir será: a existência de eletricidade nos sítios corretos, esgotos, pontos de água, iluminação nos postos de trabalho, entre outros. Após a mudança de instalações, o espaço disponível para a oficina será aproximadamente o mesmo do atual, sendo o maior benefício desta mudança o facto de as peças de reposição não terem de estar dentro da oficina, bem como os equipamentos que estejam em orçamento ou à espera de peças para terminar a sua reparação. Ambos vão passar a estar no exterior da oficina, numa área própria dedicada para tal. Assim, terá de ser pensada qual será a melhor distribuição das infraestruturas e dos equipamentos pelo espaço disponível, de forma a melhorar a produtividade e a organização, sempre pensando no bem-estar dos seus utilizadores. As máquinas de apoio à manutenção serão as mesmas utilizadas nas instalações atuais já abordadas na Tabela 3. Para os postos de trabalho individuais, as bancadas de trabalho a utilizar serão do género das bancadas comercializadas pela Samoa da Figura 17 que possuem dimensões de 1.750 x 750 x 885 mm.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 58 Figura 17 – Exemplo de bancadas de trabalho individuais da Samoa É do conhecimento geral, que a produtividade é fruto da organização e do método e assim, cada posto de trabalho terá ao seu dispor um carro de ferramentas idêntico ao da Figura 18. Para além da ergonomia e comodidade, cada técnico é responsável pelas suas ferramentas, resolvendo assim o problema da falta e da organização das mesmas. Figura 18 – Carro de ferramentas Hazet com 220 ferramentas Para definir o correto posicionamento das máquinas, é necessário ter em atenção aos cursos máximos e acessos necessários para manutenção de cada equipamento. Recorrendo aos manuais de instruções, sabe-se qual o espaço necessário para o bom funcionamento de cada uma das máquinas. Essas dimensões podem ser consultadas no anexo D.
Capítulo IV – CASO DE ESTUDO 59 Assim, tendo toda a informação necessária reunida e sabendo que a oficina nas novas instalações terá 12.65 x 5.7 m, chegou-se à implantação representada pela Figura 19. Esta solução aparenta ser o melhor compromisso entre ergonomia e aproveitamento máximo do espaço disponível. 1-Bancadas de trabalho individual; 2-Torno; 3Fresadora; 4-Engenho de furar; 5-Serrote de fita; 6-Prensa; 7-Compressor. Figura 19 – Implantação da oficina nas novas instalações
ANEXOS 66 ANEXO A – FICHA DE REPARAÇÃO INTERNA CODIGO: REP. NR. DATA ENTRADA: DATA SAÍDA: CLIENTE: C/GARANTIA S/GARANTIA ORÇAMENTO MARCA MODELO NR. SERIE ANO CODIGO DESIGNAÇÃO QUANT. REPMO TEMPO FUNCIONARIO DESCRIÇÃO AVARIA: ____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ CAUSA DA AVARIA: _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ ESTADO NA RECEPÇÃO/ACESSORIOS _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ OBSERVAÇÕES:
Anexos 67 ANEXO B – FICHA DE REPARAÇÃO EXTERNA FICHA DE ASSISTÊNCIA EXTERNA CLIENTE:_____________________________________________________________________________________________ MORADA:_____________________________________________________________________________________________ LOCALIDADE:____________________________________COD. POSTAL: _________-______ ________________________ TELEFONE:______________________ PESSOA DE CONTACTO: ______________________________________________ AGENTE:______________________________________ PESSOA QUE SOLICITOU:_________________________ FORMA DA SOLICITAÇÃO: FAX TELEFONE E-MAIL OUTRO:___________________ DATA:___________ EQUIPAMENTO A REPARAR MARCA:_______________________ MODELO:______________________ NR.SERIE:__________________ ANO:_______________________ SINTOMAS DESCRIÇÃO DA AVARIA CORRECÇÃO DA AVARIA GARANTIA: SIM NÃO CODIGO DESIGNAÇÃO QUANTIDADE REPMO HORAS DE TRABALHO REPMO HORAS DE DESLOCAÇÃO REPDESL KMS. PERCORRIDOS OBS. CLIENTE: ___________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ OBS. TÉCNICO: __________________________________ _______________________________________________ _______________________________________________ _______________________________________________ RUBRICA CLIENTE: TECNICO: DATA:
ANEXOS 68 ANEXO C – LISTAGEM DE PEÇAS VENDIDAS NO ANO 2020 Listagem de peças vendidas no ano 2020 Ref. Descrição J F M A M J J A S O N D Total Tipo % % acumulada OP9300820130 MOLA REC. B20-B25 0300820130 6 13 10 11 3 7 9 9 8 9 6 4 95 E 7.5 7.5277 OP9330021004 BOMBA REF. S210/275G ALU 100W 6 3 12 7 7 5 6 1 10 2 10 5 74 S 5.9 13.3914 OP9330027581 ESCALA 60-0º S275G 0330027581 1 1 1 11 -1 4 7 3 8 2 37 S 2.9 16.3233 OP9330021004N BOMBA REF. S210/275G BLACK 50W 4 4 2 5 2 3 1 2 2 3 6 34 S 2.7 19.0174 OP9300816130 MOLA REC. B16 0300816130 8 6 1 3 4 7 1 1 31 E 2.5 21.4739 OP9300832330 MOLA REC. B32 0300832330 1 9 1 2 2 3 3 3 3 2 1 30 E 2.4 23.8510 OP93300275188 JUNTA REDUTORA S275G 03300275188 2 3 3 2 4 3 2 4 1 4 2 30 S 2.4 26.2282 OP9330027564 MOLA S275G 0330027564 5 1 3 1 1 5 5 1 1 5 0 1 29 E 2.3 28.5261 OP9330027564A MOLA S275G 0330027564A 2 3 3 3 1 5 4 2 1 2 1 27 S 2.1 30.6656 OP93300275121 HIDRAULICO 275G FURO INF 14mm 3 3 3 1 5 3 1 3 3 1 26 S 2.1 32.7258 OP9330021007 TORNEIRA REFRIGARAÇÃO OPTIMUM 1 1 2 4 3 6 3 2 22 S 1.7 34.4691 OP93300275105 ESCOVA S275G 03300275105 1 3 3 2 2 2 2 2 5 22 S 1.7 36.2124 OP9302130333 MOLA RECOLHA 0302130333 - DH28 ->DH... 1 2 2 2 3 4 4 3 21 E 1.7 37.8764 OP9330027581A ESCALA 0-60º S275G 0330027581A 1 1 3 4 1 1 4 4 2 21 S 1.7 39.5404 OP9300323157 MOLA REC. COM TAMPA B23PRO 0300323157 6 2 1 2 1 1 5 1 19 E 1.5 41.0460 OP9300820131 TAMPA MOLA B20/25 0300820131 3 3 3 2 1 1 2 1 16 E 1.3 42.3138 OP93334303115 PERNO FIX.CHAPA ROLAM.B28,30GT,GS Ø4X28 8 4 4 16 E 1.3 43.5816 OP9329035094 ESCOVA Nº 94 S290/350G/350GA 3 1 2 0 1 4 2 2 15 S 1.2 44.7702 OP93300275186 ENGRENAGEM BRONZE S275G 03300275186 3 1 1 3 2 1 2 1 14 S 1.1 45.8796 OP9300813151 MOLA REC. B13 0300813151 2 1 2 4 2 1 1 13 E 1 46.9097 OP9340309 TUBO FLEXIVEL 3/8"X650 MM 0340309 1 5 1 1 5 13 T 1 47.9398 OP9330027526 VEIO CAIXA RED. S275G 0330027526 1 2 2 1 2 2 2 12 S 1 48.8906 OP93300275184 SEMFIM CAIXA REDUTORA S275 1 3 1 1 1 1 1 1 10 S 0.8 49.6830 OP93338120209 RODA DENT. BF20 03338120209 1 3 2 2 1 1 10 F 0.8 50.4754
Anexos 69 Listagem de peças vendidas no ano 2020 OP9329035043 GUIA FITA ESQUERDA S350G/S290/S300 - OPTIMUM 2 4 2 1 9 S 0.7 51.1886 OP9329035044 GUIA FITA DIREITA S350G/S290/S300 - OPTIMUM 2 4 2 1 9 S 0.7 51.9017 OP9330027599 PARAFUSO GUIA FITA S275G - EXCÊNTRICO 2 2 1 2 2 9 S 0.7 52.6149 OP93300275991 PARAFUSO GUIA FITA S275G - CILINDRICO 2 2 1 2 2 9 S 0.7 53.3281 OP93300275LE PLACA ELECT. 24V S275G 03300275LE 0 2 1 1 1 1 3 9 S 0.7 54.0412 OP93034345168 MOLA B40PTE POS.168 2 2 2 2 8 E 0.6 54.6751 OP9330021055 PUNHO S210/275G 0330021055 2 1 1 4 8 S 0.6 55.3090 OP9302024149CPL SUPORTE P/ PROTECÇÃO BUCHA B24-50, DH, MT, MB 1 1 1 1 1 1 1 7 E 0.6 55.8637 OP9330021063 VOLANTE PRENSA S210 0330021063 1 1 2 2 1 7 S 0.6 56.4184 OP9333440043 MOLA REC. B40 0333440043 5 1 1 7 E 0.6 56.9731 OP9460052 BOTÃO S210/275/290 1 3 1 1 1 7 S 0.6 57.5277 OP9461308381 LAMPADA 24V/50WATT GY6,35B40 GSM/GSP 1 2 4 7 E 0.6 58.0824 OP9300816131 TAMPA MOLA B16/160T 0300816131 4 2 6 E 0.5 58.5578 OP9300820352 INTERRUPTOR 400V 0300820352 1 2 1 1 1 6 E 0.5 59.0333 OP9302021820 MOLA REC. B16HVARIO 0302021820 1 3 1 1 6 E 0.5 59.5087 OP93034220131 ESCATEL 5x5x45mm DH 26GT/28GS POS.31 2 2 2 6 E 0.5 59.9842 OP93034345171 PINO B40PTE POS.71 2 2 2 6 E 0.5 60.4596 OP9322791 SELECTOR VELOCIDADE S275G 09322791 2 2 1 1 6 S 0.5 60.9350 OP93290350186 JUNTA CAIXA REDUTORA 2 4 6 S 0.5 61.4105 OP93300275115 SUPORTE HIDRAULICO S275 (NOVO) 1 2 1 1 1 6 S 0.5 61.8859 OP93338120R15 POTENCIOMETRO BF20 03338120R1.5 1 2 1 2 6 F 0.5 62.3613 OP9300333343 MOLA REC. B33PRO 0300333343 1 1 1 1 1 5 E 0.4 62.7575 OP93034260101CPL MOLA RETORNO B 26/28 GT/GSP POS.100+101 1 1 2 1 5 E 0.4 63.1537 OP9303434040 MOLA RECUERAÇÃO B40E, F40E E MB4 1 1 1 1 1 5 E 0.4 63.5499 OP9322792 INTER. ON/OFF BOMBA ARREF. 0322792 1 1 1 1 1 5 S 0.4 63.9461 OP933001451A1 PLACA ELECTRONICA S150/275 VARIO 1 1 2 1 5 S 0.4 64.3423 OP9330014555 BOMBA REFRIGERAÇÃO S150G/S275G/N VARIO 230V 1 1 1 1 1 5 S 0.4 64.7385
ANEXOS 70 Listagem de peças vendidas no ano 2020 OP9330027524 VOLANTE DA REDUTORA S275G 0330027524 1 2 1 0 1 5 S 0.4 65.1347 OP9300317127 MOLA RETORNO + CAIXA B17PRO POS. 27 Ø 43MM 4 4 E 0.3 65.4517 OP9300820192 CONDENSADOR B20F 100MF 0300820192 1 2 1 4 E 0.3 65.7686 OP9300832342 POLIA MOTOR B32 0300832342 1 1 1 1 4 E 0.3 66.0856 OP93034220186 RODA DENTDA POS. 86 DH26GT/DH28GS 38 DENTES 1 1 1 1 4 E 0.3 66.4025 OP93034345169 PINO B B40 PTE POS. 168 2 2 4 E 0.3 66.7195 OP9329035017 MICRO SWITCH S131/150 ->350 1 2 1 4 S 0.3 67.0365 OP93300210141 ROSETA APERTO (VER OP949SGM6) 4 4 S 0.3 67.3534 OP93300210153 INDICADOR ANGULO S210/275 POS. 153 1 1 1 1 4 S 0.3 67.6704 OP93300285105 MAN. TENSÃO FITA S275/285 - 600-1000 kgs/cm² 3 -1 1 -1 1 1 4 S 0.3 67.9873 OP93334403170 PROTECÇÃO BUCHA COMP. GSM/GSP 33344003170 0 1 1 3 -3 1 1 4 E 0.3 68.3043 OP93338120Q1.6 PLACA ELE. BF20 03338120Q16 1 1 2 4 F 0.3 68.6212 OP934020701223 TUBO FLEXIVEL REF. SERIE TH+MT 034020701223 3 1 4 T 0.3 68.9382 OP93403031 CONDENSADOR BOMBA REFRIG. S210 / S275 1 1 1 1 4 S 0.3 69.2552 OP93003231125 PROTEÇÃO DE BUCHA CPL NV B20,25F,B23,26PRO 1 2 3 E 0.2 69.4929 OP9300813107 PARAF.FIX.MESA B13/B14 /B20 POS.7 2 1 3 E 0.2 69.7306 OP93008131201CPL SUPORTE PROTECÇÃO BUCHA COMP B13 - B32 2 1 1 -1 3 E 0.2 69.9683 OP93008131216 INTERRUPTOR 220V B13-20 S92 1 1 1 3 E 0.2 70.2060 OP9300820106 RACK - BARRA DENTADA B 20 1 2 3 E 0.2 70.4437 OP9300820182 ARVORE B20 POS. 82 MT2 3 3 E 0.2 70.6815 OP9302024157 MOLA+CX B24H/28H Pos.57 2 1 3 E 0.2 70.9192 OP9302024185 BOTÃO BRANCO "ON" B16/24/28 H /DH40G/MB4 1 1 1 3 F 0.2 71.1569 OP930202833 REGUA DENTADA SUBIDA MESA B28H/DH28GS 2 1 3 E 0.2 71.3946 OP93021303RK PLACA TRANF 230V B30BS, B13-25 1 3 -1 3 E 0.2 71.6323 OP9329029055 PUNHO S300/150/350G 1 2 3 S 0.2 71.8700 OP93300100118 ANEL BORRACHA VOLANTE 03300100118 1 1 1 3 S 0.2 72.1078 OP9330018120 HIDRAULICO S181G 0330018120 1 1 1 3 S 0.2 72.3455
Anexos 71 Listagem de peças vendidas no ano 2020 OP9330021060 ALAVANCA TENSÃO POS.60 - S210 1 1 1 3 S 0.2 72.5832 OP9330021066 MANIVELA S210/275G 2 -1 2 3 S 0.2 72.8209 OP9330021071 BLOQUEADOR OPTIMUM 0330021071 3 3 S 0.2 73.0586 OP9330021080 ESCALA S210G 0330021080 1 1 1 3 S 0.2 73.2964 OP9330021086 PROTECÇÃO S210G 0330021086 OPTIMUM 3 3 S 0.2 73.5341 OP93300275115A SUPORTE HIDRAULICO S275 (ANTIGO) 1 2 3 S 0.2 73.7718 OP9330027547 VOLANTE DO ESTICADOR S275G 0330027547 1 1 1 3 S 0.2 74.0095 OP9333440043A MOLA REC. B40 MOD. ANT. 0333440043 1 1 1 3 E 0.2 74.2472 OP933360152152 ADAPTADOR VARA FERRAMENTA M12-M16 2 1 3 F 0.2 74.4849 OP93338450123CPL PROTECÇAO BUCHA COMPLETA MB4 2 1 3 E 0.2 74.7227 OP933841SGC6 CABEÇA LEITURA DPA SGC6 1 2 3 T 0.2 74.9604 OP934021006321 ESCALA D460 PS/60º-0º-60º POS 32-1 1 2 3 T 0.2 75.1981 OP93003171125 PROT. BUCHA COMPL. B17,13,14,16,BF16 2 2 E 0.2 75.3566 OP9300317188 MANIVELA B17,23,26 PRO PO. 88 Ø 14 MM 2 2 E 0.2 75.5151 OP9300326397 BARRA DENTADA B26PRO POS.NO.97 1 1 2 E 0.2 75.6735 OP9300333391 SENFIM B33 PRO POS.91 1 1 2 E 0.2 75.8320 OP93008016FS PROTEÇÃO BUCHA COMPLETA B16 BASIC 1 1 2 E 0.2 75.9905 OP9300813150 COB. MOLA B13 0300813150 2 2 E 0.2 76.1490 OP9300816182 CONDENSADOR B16F / RB6/RB8 0300816182 2 2 E 0.2 76.3074 OP9300820109 SUPORTE MESA B20/25F POS. 9 1 1 2 E 0.2 76.4659 OP9300832329 TAMPA MOLA B32 0300832329 1 1 2 E 0.2 76.6244 OP9302024196 TRANSFORMADOR 12V/24V B20,24,25,28,32/D&DH 1 1 2 E 0.2 76.7829 OP93034220156 ENGATE MUDANÇA POS.56/58(69) 2 2 E 0.2 76.9414 OP9303434020 VEIO B40E, PTE F40E, MB4 POS.20 2 2 F 0.2 77.0998 OP93034345167 GARFO B40PTE POS. 167 2 2 F 0.2 77.2583 OP93034503SA1 SWITCH B40,B50,MF2,MF4 2 2 F 0.2 77.4168 OP9322781 PLACA RELÉS S275G 0322781 1 1 2 S 0.2 77.5753
ANEXOS 72 Listagem de peças vendidas no ano 2020 OP9329029094 INTERRUPTOR PUNHO S300G POS. 94 1 1 2 S 0.2 77.7338 OP93290290971 PAINEL LATERAL S300DG POS. 97-1 2 2 S 0.2 77.8922 OP9329035010 ESCALA S350 G/GA/DG/AV 2 2 S 0.2 78.0507 OP9329035040 PARAFUSO EXCENTRICO S350G POS.40 2 2 S 0.2 78.2092 OP9329035041 PARAFUSO EXCENTRICO S350G POS.41 2 2 S 0.2 78.3677 OP9330007554 PRENSA(PARTE SUP) SP13V Pos.54 1 1 2 S 0.2 78.5261 OP93300075M19 MOTOR SP13V 03300075M19 1 1 2 S 0.2 78.6846 OP9330009191 CARRCTO BRONZE S92G Peça 91 1 1 2 S 0.2 78.8431 OP9330009194 PEÇA 94 S91G 0330009194 1 1 2 S 0.2 79.0016 OP93300100120 PROTEÇÃO DE FELTRO DA POLIE POS.120 S100G 1 1 2 S 0.2 79.1601 OP93300145107 ESCOVA MOTOR S150V / S275NV 03300145107 2 2 S 0.2 79.3185 OP9330014565 ESCALA S150G VARIO Pos. 65 / 60° - 0° 1 1 2 S 0.2 79.4770 OP93300181155 INTERRUPTOR S181G 1 1 2 S 0.2 79.6355 OP9330018267CPL SWITCH FIM CURSO CPL S181/G 0330018267CPL 1 1 2 S 0.2 79.7940 OP93300210121 HIDRAULICO 210/275G FURO INF 12mm 1 1 2 S 0.2 79.9525 OP9330021024 VOLANTE MANDANTE S210G 0330021024 1 1 2 S 0.2 80.1109 OP9330021044 MANIVELA APERTO S210/S275G 0330021044 2 2 S 0.2 80.2694 OP9330021046 ESTICADOR FITA S210 /S275 /S285OPTIMUM 1 1 2 S 0.2 80.4279 OP9330021047 VOLANTE MANDADO S210G 0330021047 1 1 2 S 0.2 80.5864 OP93300275131 TAMPA DO MOTOR S275G POS.131 - OPTIMUM 2 2 S 0.2 80.7448 OP93300275189 Tampa Rol. Redutora S275G Optimum 1 1 2 S 0.2 80.9033 OP9330027535 REDUTORA S275 0330027535 2 0 2 S 0.2 81.0618 OP9330027836 MOTOR ELECTRICO S275G Vario 0330027836 1 1 2 S 0.2 81.2203 OP9330028580 ESCALA S285, S290, S300, S310 1 1 2 S 0.2 81.3788 OP93334303100 CARRETO NYLON B28,30GT,GS Pos.100/Z68 1 1 2 E 0.2 81.5372 OP93334303108 CARRETO NYLON B28,30GT,GS Pos.108/Z34 1 1 2 E 0.2 81.6957 OP93334303118 CHAPA FIXAÇÃO CONTRA/ROLAMENTO B 30 GT / GS 2 2 E 0.2 81.8542
Anexos 73 Listagem de peças vendidas no ano 2020 OP93334303153 CHAPA FIXAÇÃO ROLAMENTO B 30 GT / GS 2 2 E 0.2 82.0127 OP9333430378 MOLA REC. B30GT 0333430378 2 0 2 E 0.2 82.1712 OP933360201178 MOLA RETORNO MF2 POS.178 2 2 F 0.2 82.3296 OP93336020302 MANIPULO MF1/2/4 1 1 2 F 0.2 82.4881 OP93336040303 MANIVELA MESA MF2/4 1 1 2 F 0.2 82.6466 OP93338120212 RODA DENT. COMB. BF20 03338120212 1 1 2 F 0.2 82.8051 OP93338450641 PROTECÇÃO DE FOLE EIXO Y - MB4 POS.641 1 1 2 F 0.2 82.9635 OP93400923822 Barra D320X920 03400923822 Optimum 2 2 T 0.2 83.1220 OP9340105 GRASSER MESA TORNO 8MM 2 2 T 0.2 83.2805 OP9340114 GRASSER MESA TORNO 6MM 2 2 T 0.2 83.4390 OP9342025108 INTERRUPTOR D140X250 VARIO 0342025108 1 1 2 T 0.2 83.5975 OP93420301103 MOTOR DC D180X300V 3420301103 1 1 2 T 0.2 83.7559 OP93420321111 INTERRUPTOR D210/240/250/280 230V 2 2 T 0.2 83.9144 OP9344271201 CONJ.GRAMPOS APERTO INT.P/3442712 2 2 T 0.2 84.0729 OP9344271202 CONJ.GRAMPOS APERTO EXT.P/3442712 2 2 T 0.2 84.2314 OP9391290 CORREIA V D250 0391290 2 2 T 0.2 84.3899 OP9460001 BOTÃO VERMELHO - SWITCH OFF 1 1 2 S 0.2 84.5483 OP9460014 MICROSWITCH D320X920 0460014 2 2 T 0.2 84.7068 OP946423800 LAMPADA DE HALOGENEO 12V/20W 2 2 E 0.2 84.8653 OP93003010128 CAIXA ELECTRICA D17/23/26/33 PRO 1 1 E 0.1 84.9445 OP93003010131 TAMPA CAIXA ELECTRICA D17/23/26/33 PRO POS. 131 1 1 E 0.1 85.0238 OP9300323110 EIXO POLIE ARVORE D23PRO POS.10 1 1 E 0.1 85.1030 OP9300323121 PORCA M24X1.5 D23/26PRO POS.21 1 1 E 0.1 85.1823 OP9300323122 POLIA DO MOTOR B 23 PRO - OPTIMUM 1 1 E 0.1 85.2615 OP93003233111 PLACA ELECT. B 23/26/33 Pro400 Volt 1 1 E 0.1 85.3407 OP93003233126 INTERRUPTOR B23/26/33 (2012-») 03003233126 1 1 E 0.1 85.4200 OP9300326362 INT. C/ R/L 400V B26PRO 0300326362 1 1 E 0.1 85.4992
ANEXOS 74 Listagem de peças vendidas no ano 2020 OP9300326372CPL ARVORE COMPLETA B26PRO/D26PRO POS. 67-74 1 1 E 0.1 85.5784 OP9300333304 PINO GUIA B33PRO POS.4 1 1 E 0.1 85.6577 OP9300333305 FREIO B33PRO POS.5 1 1 E 0.1 85.7369 OP93003333125 PROTECÇÃO BUCHA COMP. B33PRO 1 1 E 0.1 85.8162 OP9300333313D COBERTURA CORREIAS B33PRO POS.12 1 1 E 0.1 85.8954 OP9300333392 RODA DENT. B33 PRO 0300333392 1 1 E 0.1 85.9746 OP9300813127 MOTOR B13 0300813127 1 1 E 0.1 86.0539 OP9300813128 POLIE MOTOR B13 0300813128 1 1 E 0.1 86.1331 OP9300816106 BARRA DENTADA B16 POS. 6 1 1 E 0.1 86.2124 OP9300816109 SUPORTE MESA/COLUNA 0300816109 1 1 E 0.1 86.2916 OP9300816114 ENGRENAGEM B16 POS. 14 1 1 E 0.1 86.3708 OP9300816115 PARAFUSO GUIA POS.15 1 1 E 0.1 86.4501 OP9300816164 GUIA DA ARVORE B 16 F - OPTIMUM 1 1 E 0.1 86.5293 OP9300820107 ANEL COLUNA 0300820107 1 1 E 0.1 86.6086 OP9300820110 MANIVELA B20 0300820110 1 1 E 0.1 86.6878 OP9300820116 BRAÇO DA MESA B20 | B25 2 -1 1 E 0.1 86.7670 OP9300820163 POLIA B20 0300820163 1 1 E 0.1 86.8463 OP9300820194 CAIXA ELETRICA B 20,25,32F / 400V 1 1 E 0.1 86.9255 OP9300820349 SUPORTE INT. 400V B20 0300820349 1 1 E 0.1 87.0048 OP9300825302 FALANGE COLUNA B25 0300825302 1 1 E 0.1 87.0840 OP9300832315 MESA ENGENHO B32 POS 15 1 1 E 0.1 87.1632 OP93020241177A CONTROLADOR VARIO B24/B28 H / L28H CNC 1 1 E 0.1 87.2425 OP9302024153CPL PROTECÇÃO COMP. BUCHA B24H/28H/F40E/B40E 1 1 E 0.1 87.3217 OP9302BCV3M CONTROLADOR DIGITAL V3 FRESAR 1 1 F 0.1 87.4010 OP93034220115 ANEL DH 26GT/28GS/32GS Pos.15 1 1 E 0.1 87.4802 OP930342201194 MOLA POS. 194 DH26/28 GT/GS 1 1 E 0.1 87.5594 OP930342201195 MANIPULO EXTRATOR POS. 195 DH26/28 GT/GS 1 1 E 0.1 87.6387
Anexos 75 Listagem de peças vendidas no ano 2020 OP93034220151 CASQUILHO POS. 51 DH26GT/DH28GS 1 1 E 0.1 87.7179 OP93034220193 CARRETO DH26GT/DH28GS/DH32GS Pos. 93 (46) 1 1 E 0.1 87.7971 OP93034255233 MOLA RECUPERAÇÃO DH45G 1 1 E 0.1 87.8764 OP93034255275 PAINEL FRONTAL DH45 G POS. 75 1 1 E 0.1 87.9556 OP9303426533 PAINEL FRONTAL DH55G POS.33 1 1 E 0.1 88.0349 OP93034340191 VENTOINHA DO MOTOR DH26, 28, B40E,PTE, MB4 1 1 E 0.1 88.1141 OP9303434027 VEIO B40/F40E/MB4 POS. 27 1 1 F 0.1 88.1933 OP9303434045 CENTRO DE ALAVANCA B 40 E / F 40 E 1 1 E 0.1 88.2726 OP93034345162 ANEL B 40 PTE POS.162 1 1 E 0.1 88.3518 OP93034345164 CARRETO B 40 PTE Pos. 164 / 45Z 1 1 E 0.1 88.4311 OP93034345165 FALANGE B 40 PTE Pos. 165 1 1 E 0.1 88.5103 OP93034345170 MANGA B40PTE POS:170 1 1 E 0.1 88.5895 OP9318414004 PLACE ELECTRONICA SQ-V12 POS.4 1 1 S 0.1 88.6688 OP93184140CB PAR ESCOVAS C/ PORTA ESCOVAS SQ-V12 POS. 8-1 1 1 S 0.1 88.7480 OP9320299 INT. B140/B160/D180 0320299 1 1 F 0.1 88.8273 OP9321219 MOTOR S120/G / S130 230V 375W 1 1 S 0.1 88.9065 OP9322126 CAIXA DE COMANDO S275 | Pos. 40 + 102 1 1 S 0.1 88.9857 OP9322176 SWITCH ON/OFF BOMBA 0322176 1 1 S 0.1 89.0650 OP9329029026 VEIO REDUTORA S290 (ver 0329035064) 1 1 S 0.1 89.1442 OP9329029089 HIDR. COMPL S290/300/310DG POS. 89/38/90/72/75 1 1 S 0.1 89.2235 OP93290300306-1 POLIE REGULADORA S300VG POS.306-1 1 1 S 0.1 89.3027 OP9329033551 ESCALA S 310 DG POS. 80 - 60º, -0º -45º 1 1 -1 1 S 0.1 89.3819 OP9329035020 PORCA PRENSA S350G, GA POS 20 1 1 S 0.1 89.4612 OP9329035034 VOLANTE MANDADO S350 POS. 34 1 1 S 0.1 89.5404 OP9329238034 VOLANTE MANDADO SD 500 - POS. 34 1 1 S 0.1 89.6197 OP9329238035 VOLANTE MANDANTE SD 500 - POS. 35 1 1 S 0.1 89.6989 OP9330010013 PORCA EIXO PRENSA S 100 G POS.13 1 1 S 0.1 89.7781
ANEXOS 82 Espaço ocupado pelos equipamentos da oficina Engenho de furar B25/ D26 PRO Prensa Compressor C x L x A: 1190 x 680 x 1150 mm
Anexos 83 ANEXO E – STOCK MÍNIMO DE PEÇAS Artigo Stock mínimo Artigo Stock mínimo Artigo Stock mínimo OP9300820130 32 OP9322791 2 OP9330021080 1 OP9330021004 25 OP93290350186 2 OP9330021086 1 OP9330027581 13 OP93300275115 2 OP93300275115A 1 OP9330021004N 12 OP93338120R15 2 OP9330027547 1 OP9300816130 11 OP9300333343 2 OP9333440043A 1 OP9300832330 10 OP93034260101CPL 2 OP933360152152 1 OP93300275188 10 OP9303434040 2 OP93338450123CPL 1 OP9330027564 10 OP9322792 2 OP933841SGC6 1 OP9330027564A 9 OP933001451A1 2 OP934021006321 1 OP93300275121 9 OP9330014555 2 OP93003171125 1 OP9330021007 8 OP9330027524 2 OP9300317188 1 OP93300275105 8 OP9300317127 2 OP9300326397 1 OP9302130333 7 OP9300820192 2 OP9300333391 1 OP9330027581A 7 OP9300832342 2 OP93008016FS 1 OP9300323157 7 OP93034220186 2 OP9300813150 1 OP9300820131 6 OP93034345169 2 OP9300816182 1 OP93334303115 6 OP9329035017 2 OP9300820109 1 OP9329035094 5 OP93300210141 2 OP9300832329 1 OP93300275186 5 OP93300210153 2 OP9302024196 1 OP9300813151 5 OP93300285105 2 OP93034220156 1 OP9340309 5 OP93334403170 2 OP9303434020 1 OP9330027526 4 OP93338120Q1.6 2 OP93034345167 1 OP93300275184 4 OP934020701223 2 OP93034503SA1 1 OP93338120209 4 OP93403031 2 OP9322781 1 OP9329035043 3 OP93003231125 1 OP9329029094 1 OP9329035044 3 OP9300813107 1 OP93290290971 1 OP9330027599 3 OP93008131201CPL 1 OP9329035010 1 OP93300275991 3 OP93008131216 1 OP9329035040 1 OP93300275LE 3 OP9300820106 1 OP9329035041 1 OP93034345168 3 OP9300820182 1 OP9330007554 1 OP9330021055 3 OP9302024157 1 OP93300075M19 1 OP9302024149CPL 3 OP9302024185 1 OP9330009191 1 OP9330021063 3 OP930202833 1 OP9330009194 1 OP9333440043 3 OP93021303RK 1 OP93300100120 1 OP9460052 3 OP9329029055 1 OP93300145107 1 OP9461308381 3 OP93300100118 1 OP9330014565 1 OP9300816131 2 OP9330018120 1 OP93300181155 1 OP9300820352 2 OP9330021060 1 OP9330018267CPL 1 OP9302021820 2 OP9330021066 1 OP93300210121 1 OP93034220131 2 OP9330021071 1 OP9330021024 1 OP93034345171 2