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Construção do curso "Um ofício de argila: como produzir cerâmica", veiculado no Facebook Universidade do Minho Instituto de Educação Eloísa Maria de Faria dezembro de 2020 Construção do curso "Um ofício de argila: como produzir cerâmica", veiculado no Facebook Eloísa Maria de Faria UMinho|2020
Eloísa Maria de Faria dezembro de 2020 Construção do curso "Um ofício de argila: como produzir cerâmica", veiculado no Facebook Trabalho efetuado sob a orientação da Doutora Lia Raquel Moreira Oliveira Dissertação de Mestrado Mestrado em Ciências da Educação Área de Especialização em Tecnologia Educativa Universidade do Minho Instituto de Educação
ii DIREITOS DO AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho acadêmico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceitas, no que concerne aos direitos do autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor através do RepositoriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho Atribuição CC BY https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
iii Agradecimentos Agradeço, em primeiro lugar, a Deus pela vida e pela benção de ser ceramista. A minha mãe, Generosa Faria Mariz, por seu amor e cuidado. A minha orientadora, Professora Lia Raquel Moreira Oliveira, que aceitou orientar um trabalho onde eu pudesse expressar o meu lado ceramista em prol de outrem. Aos visitantes da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , que me acompanharam e contribuíram para que esta jornada com a argila acontecesse de forma bonita e gratificante. As minhas irmãs Jussara, Verônica e Isabela, que sempre estiveram por perto nesta jornada, torcendo e me dando apoio e força. Aos amigos Alfredo Gama, Ana Márcia Melo, Auxiliadora Lira, Humberto Alves, Kelson Medeiros, Michel Cabral, Roberto Ramos e Paulo Holanda, que, com companheirismo e apoio, tornaram esta jornada mais leve e permeada de momentos de alegria. Ao amigo Michel Cabral, que generosamente contribuiu para a formatação desta dissertação. Aos que fazem o Núcleo de Arte do IFRN-CNAT, cujo apoio e amizade em determinados momentos foram fundamentais neste estudo. E aos amigos e também colegas de trabalho do NUARTE IFRN-CNAT, Wilma Freitas e Evandson Maranhão, pela amizade e indispensável apoio nesta jornada. A professora Suély Souza, que, gentilmente, cedeu peças, modeladas em argila, de alunos seus para compor parte do cenário e enriquecerem as videoaulas. À professora Ana Claudia Mafra da Fonseca, que, generosamente, fez uma leitura do texto. Ao amigo Roderick Fonseca, que gentilmente cedeu suas músicas e enriqueceram as videoaulas. Ao IFRN e à UMINHO, por possibilitarem a viabilidade deste válido mestrado. Ao amigo José Yvan Leite ( in memorian ), que, como amigo, Professor e Coordenador do Laboratório de Tecnologia Mineral do IFRN, realizou, com total disponibilidade, cuidado e alegria, as queimas das peças modeladas no curso. Assim como aos alunos e alunas deste referido laboratório, que acompanharam a queima das peças e que me acolheram com tanto carinho. Aos servidores Rufino Costa e Glácio Souza, que, sendo servidores do IFRN-EAD, foram fundamentais na realização das filmagens e edições das videoaulas deste estudo. Ao Professor Nilo Gouveia, pela gentileza em fazer o Abstract desta dissertação. A todos que, de uma forma ou outra, muito contribuíram para a realização desta jornada.
iv DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducentes à sua elaboração. Declaro, ainda, que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
vi Título: Construção do curso “Um ofício de argila: como produzir cerâmica”, veiculado no Facebook Resumo A pesquisa dá resposta à questão de como desenvolver adequadamente o passo a passo de um curso de cerâmica para veiculá-lo em uma página pública, online, no Facebook, visando a disseminação e uma possível aprendizagem desse ofício. Para tanto, é elaborado o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica que é constituído de dez videoaulas, imagens e um número de dez pequenos textos. A primeira videoaula traz a apresentação do curso acompanhada de boas vindas; a segunda, sobre o amassar a argila, os pontos da argila e a secagem da peça; a terceira, destaca as impressões tão presentes nas superfícies das peças de cerâmica, a partir de objetos utilizados no cotidiano e de desenhos a mão livre; a quarta, assim como a terceira, enfatiza as impressões, só que, com enfoque em registros de dados culturais e, ainda, traz a barbotina (cola utilizada na argila); da quinta à nona videoaula, têm-se as demonstrações das técnicas da placa e do rolinho, da elaboração de um pequeno painel, da escultura por um bloco e pela combinação de duas técnicas, e a décima e última videoaula, conclui o curso, expondo as peças realizadas durante o mesmo. Enquanto as imagens fazem referências às videoaulas, os textos são de ordem reflexiva. Foi adotada a metodologia do Estudo de Caso com a aplicação da Análise de Conteúdo para a análise dos dados suscitados, ou seja, os comentários e imagens postadas pelos visitantes, o tempo em minutos de visualização das videoaulas, os compartilhamentos e o alcance geográfico por pessoas registrados nesta página, a qual recebe o mesmo nome do curso “Trabalhando a argila: como produzir cerâmica . Da análise dos comentários foram encontradas as categorias Aprovação, Cerâmica, Aprendizagem, Disseminação, Beleza e Subjetividade. Palavras-chave: Argila, Cerâmica, Desenho de curso Facebook, videoaulas, Educação
vii Title: Course design: “Working with clay: how to produce pottery”, broadcasted on Facebook Abstract The present research provides an answer to the question of how to adequately develop the necessary steps for a ceramics course as well as how to broadcast it in a public webpage such as Facebook while aiming at the dissemination and possibly the learning of such trade. In order to do accomplish these two ambitions, the course Working with clay: how to produce pottery is designed. It is comprised of ten video classes, images and ten short texts. The first video class presents the course and welcomes students; the second one deals with how to work the clay, its levels of consistency and the drying process. The third class highlights the remarkable prints which are typical of the surface of pottery pieces inspired by objects of daily use and sketches; the fourth, much like the third one emphasizes impressions, however, focusing on cultural registers and makes use of a glue commonly used in pottery called barbotina or casting slip; from the fifth to the ninth video class, the techniques of plaque and roll are demonstrated and there is a production of a small panel, from the sculpture from a single block and by the combination of two techniques. The tenth and last video class concludes the course by exposing the pieces made throughout the series. While the images make a reference to the video classes, the texts are of a reflexive nature. The methodology adopted by the course was one of Case Study with use of Content Analysis for the treatment of the data gathered. Namely the comments made and the images posted by visitors, time in minutes of video class watching, content sharing geographical reach registered on the webpage “Working with clay: how to produce pottery”. The comments analyzed were comprised into the categories of Work Approval, Ceramics, Learning, Dissemination, Beauty and Subjectivity. Key Words: Clay, Ceramics, Course Design Facebook, video classes, Education
vii ÍNDICE LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ................................................................................................. x LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................................ xi LISTA DE QUADROS .................................................................................................................... xvi LISTA DE GRÁFICOS .................................................................................................................... xvii 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 1 1.1 - Esclarecimento sobre a alteração do título do curso.................................................................. 1 1.2 - Contextualização do estudo .................................................................................................... 2 1.3 - Identificação do problema ...................................................................................................... 3 1.4 - Questão de investigação ......................................................................................................... 3 1.5. Objetivos ................................................................................................................................ 3 1.5.1 - Objetivo geral .................................................................................................................. 3 1.5.2 - Objetivos específicos ....................................................................................................... 3 1.6 – Justificativa .......................................................................................................................... 4 1.7 - Estrutura do trabalho ............................................................................................................. 4 2. REVISÃO DE LITERATURA .......................................................................................................... 6 2.1. Cerâmica .............................................................................................................................. 6 2.1.1. Familiarizando-se com a cerâmica ................................................................................... 6 2.1.1.1. Os quatro elementos: argila, água, ar e fogo............................................................. 8 2.1.1.1.1 - Argila ................................................................................................................ 8 2.1.1.1.2 – Água ............................................................................................................... 9 2.1.1.1.3 – Ar .................................................................................................................... 9 2.1.1.1.4 - Fogo ............................................................................................................... 10 2.1.1.2 - Técnicas de modelagens ........................................................................................ 12 2.1.1.3 Impressões e texturas .............................................................................................. 13 2.2. Ambientes virtuais de aprendizagens ...................................................................................... 14 2.2.1. Facebook ....................................................................................................................... 15 2.3 - Videoaulas........................................................................................................................... 15 2.4 - Imagens na educação .......................................................................................................... 17 2.5 - Princípios de Paulo Freire e a cerâmica ................................................................................. 17 3. METODOLOGIA ....................................................................................................................... 19 3.1 - Natureza qualitativa ............................................................................................................. 20 3.2. - Método de pesquisa: o estudo de caso ................................................................................. 20
xiv Figura 103: Colocação do trançado na peça .................................................................................. 62 Figura 104: Forma definida ........................................................................................................... 62 Figura 105: Ajustes finais .............................................................................................................. 62 Figura 106: Peça concluída ........................................................................................................... 62 Figura 107: Peça feita a partir das técnicas da placa e do rolinho e danificada no momento da queima ..................................................................................................................................................... 64 Figura 108, 109, 110 e 111: Peças de cerâmica ........................................................................... 64 Figura 112: Escultura de argila (técnica do bloco) .......................................................................... 65 Figura 113: Escultura de cerâmica (técnica do bloco) .................................................................... 65 Figura 114: Escultura de argila (técnica combinada) ...................................................................... 66 Figura 115: Escultura de cerâmica (técnica combinada) ................................................................. 66 Figura 116: A Rosa ........................................................................................................................ 66 Figura 117: Ramalhete com destaque para as linhas sinuosas ....................................................... 66 Figura 118: Pano de pão com destaque para parte do bordado ...................................................... 66 Figura 119: Cupim ........................................................................................................................ 67 Figura 120: Abraço ........................................................................................................................ 67 Figura 121: Ondas em descanso ................................................................................................... 67 Figura 122: Impressão de renda .................................................................................................... 68 Figura 123: Molde em papel sobre argila ....................................................................................... 68 Figura 124: Bloco de argila já tomando forma ................................................................................ 68 Figura 125: Prints da videoaula 6 (explana a técnica de modelagem do rolinho) ............................. 68 Figura 126: Colocação de rolinhos ................................................................................................. 68 Figura 127: Forno elétrico ............................................................................................................. 70 Figura 128: Forno com peças pronto para fornada ......................................................................... 70 Figuras 129 e 130: Interior de forno com peças em forno operante ................................................ 70 Figura 131. Imagens da videoaula 3 (Impressões com objetos do dia a dia, com formas de carimbos e por desenhos ................................................................................................................................ 88 Figura 132. Imagens da videoaula 4 (Impressões de dados culturais e barbotina) .......................... 88 Figura 133. Imagens da videoaula 5 (Modelagem de uma peça em argila a partir da técnica da placa) ..................................................................................................................................................... 89 Figura 134. Imagens da videoaula 6 (Modelagem de uma peça em argila a partir da técnica do rolinho) ..................................................................................................................................................... 89
xv Figura 135. Imagens da videoaula 8 (Elaboração de uma escultura a partir de um bloco) ............... 90 Figura 136. Imagens da videoaula 9 (Produção de uma peça a partir das técnicas da placa e do rolinho) ......................................................................................................................................... 90 Figuras 137, 138, 139 e 140. Linguagem figurativa ....................................................................... 91 Figura 141: Linguagem oriunda da própria técnica ........................................................................ 91 Figura 142: Linguagem oriunda de registro de impressão .............................................................. 92 Figura 143: Linguagem oriunda da combinação de duas técnicas mais impressões........................ 92 Figuras 144, 145 e 146: Pintura ................................................................................................... 92 Figura 147: Total de curtidas da página no período de 08/07/2019 a 01/10/2020 ..................... 103 Figura 148: Total de visualizações da página no período de 08/07/2019 a 01/10/2020 .............. 103 Figura 149: Messenger de um visitante .......................................................................................... 104
xvi LISTA DE QUADROS Quadro 01: Temperatura x tempo na realização da queima ............................................................ 71 Quadro 02: Categoria Aprovação ................................................................................................... 78 Quadro 03: Categoria Cerâmica ..................................................................................................... 79 Quadro 04: Categoria Aprendizagem .............................................................................................. 80 Quadro 05: Categoria Disseminação .............................................................................................. 81 Quadro 06: Categoria Beleza ......................................................................................................... 82 Quadro 07: Categoria Subjetividade ............................................................................................... 83 Quadro 08: Pensamento 1............................................................................................................ 83 Quadro 09: Pensamento 2............................................................................................................ 84 Quadro 10: Pensamento 3............................................................................................................ 84 Quadro 11: Pensamento 4............................................................................................................ 84 Quadro 12: Pensamento 5............................................................................................................ 85 Quadro 13: Pensamento 6............................................................................................................ 85 Quadro 14: Pensamento 7............................................................................................................ 85 Quadro 15: Pensamento 8............................................................................................................ 85 Quadro 16: Pensamento 9............................................................................................................ 86 Quadro 17: Pensamento 10 ......................................................................................................... 86
xvii LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01. Minutos de visualização das videoaulas ........................................................................ 93 Gráfico 02. Compartilhamento das fotos do perfil e da capa da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica .......................................................................................................................... 95 Gráfico 03. Compartilhamento das videoaulas da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica ..................................................................................................................................................... 95 Gráfico 04. Compartilhamento de imagens referentes às videoaulas da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica ................................................................................................................ 96 Gráfico 05. Países alcançados por seguidores ................................................................................ 98 Gráfico 06. Número de cidades, por país, alcançadas por seguidores ............................................. 98 Gráfico 07. Países alcançados por fãs ............................................................................................ 99 Gráfico 08. Número de cidades, por país, alcançadas por fãs ......................................................... 99 Gráfico 09. Países alcançados por Pessoas Alcançadas ................................................................. 100 Gráfico 10. Número de cidades, por país, alcançadas por pessoas alcançadas ............................... 100
1 1. INTRODUÇÃO 1.1 - Esclarecimento sobre a alteração do título do curso O título do curso foco deste estudo era, inicialmente, Um ofício de argila: como produzir cerâmica. Foi alterado para “Trabalhando a argila: como produzir cerâmica”. Tal deve-se a que o significado da palavra ofício poderia, segundo o Dicionário Online de Português (2020), atender ao que este estudo se propõe quando diz que ofício é “Toda ação e/ou trabalho em que a técnica, a habilidade e a especialização são necessárias: o ofício de padeiro” e, nesse entendimento, poderíamos trocar a expressão ‘o ofício de padeiro’ pôr o ‘ofício da argila’, mas, também este mesmo dicionário cita outros significados para a palavra ofício que não condizem com o defendido para este estudo, tais como: comunicação que, sendo feita de um modo formal, é realizada entre autoridades e [Religião], celebração católica; “missa”. Também o Dicionário Priberam (2019) assinala, entre outros significados, para a palavra ofício: obrigação, dever; tarefa com que alguém se compromete: incumbência, missão; alcofa ou banqueta das ferramentas e sapateiro. O curso, aqui, em questão trata de aprender a fazer uso da argila para possibilitar produzir peças de cerâmica e encontra-se no Dicionário Online de Português (2020), para o verbete trabalho, a seguinte definição: “Atenção empregada na realização ou fabricação de alguma coisa; esmero”; e para o verbo trabalhar, “Executar cuidadosamente, com louvor, com arte: trabalhar um discurso, trabalhar a madeira, o metal”. Reflexionando em cima desses últimos significados, escolheu-se substituir a palavra ofício pela forma verbal trabalhando, por entender que trabalhar expressa bem melhor a ideia de tomar a argila nas mãos, a fim de chegar a uma forma especifica, implicando em uma ação de trabalho que solicita conhecimentos específicos, atenção e cuidados. O curso passou, assim, a ser denominado Trabalhando a argila: como produzir cerâmica . Porém, vale frisar, com veemência, que tal substituição não altera a ideia que está contida no título desta dissertação, que é CONSTRUÇÃO DO CURSO “UM OFÍCIO DE ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA”, VEICULADO NO FACEBOOK.
2 1.2 - Contextualização do estudo O presente trabalho aborda a questão da possibilidade de disseminação de produzir cerâmica através da implementação de um curso denominado Trabalhando a argila: como produzir cerâmica . O objetivo é proporcionar o ensino e a aprendizagem de peças de cerâmicas não estruturais e para tal utilizamos a rede social Facebook, em uma página pública, online, sem fins lucrativos. Essa investigação de mestrado objetiva, com esse processo, possibilitar um satisfatório desenvolvimento educacional, e despertar a curiosidade de um número maior de pessoas para o rico universo da cerâmica, por meio do grande alcance das redes sociais. Nas Artes Visuais, as experimentações plásticas são atividades fomentadoras de aprendizagem, inclusão e desenvolvimento em âmbitos variados. O fazer é a ação em que a maioria dos indivíduos apresenta mais estímulo, uma vez que estes lidam com o concreto, com as resoluções de problemáticas, tanto de caráter funcional, quanto estéticos ou comunicativo. (Barbosa, 2010, citado em Costa, 2016, s.p) Dessa forma, a argila, enquanto material passível de modelagem e de constituir uma peça de cerâmica, vai de encontro ao que defende Barbosa (Barbosa, 2010, citado em Costa, 2016, s.p), visto que a argila, nas mãos do educando, pode ser um instrumento eficiente de aprendizagem prática, possibilitando a esse aluno a capacidade e a possibilidade de desenvolver um trabalho próprio e reflexivo. A referência à designação de cerâmicas não estruturais, visa assinalar que este estudo reside em um processo educacional de como produzir cerâmica que não sejam telhas, tijolos ou outros elementos afins a essa área. É importante ressaltar, que a pesquisa se detém no ofício propriamente de realizações de peças de cerâmica sem, no entanto, enveredar na problemática da cerâmica enquanto expressão de artesanato ou expressão de obra de arte. Ao considerar que as tecnologias de informação e comunicação surgem e estão aí, revolucionando a vida das pessoas como um todo, e que a educação não fica imune a essa intervenção, o presente estudo, ao colocar um curso de cerâmica em um ambiente virtual, no caso o Facebook, transforma esse ambiente em um ambiente virtual de aprendizagem. O curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , além de abordar técnicas de modelagens e pontos importantes para o fazer de peças de cerâmica, traz a questão das impressões tão comum nas peças de cerâmica e, ao relacionar o registro dessas impressões com a realidade vivida no cotidiano das pessoas, apoia-se em princípios da obra do educador Paulo Freire (1996), quando esse assinala “a capacidade de aprender, não apenas para nos adaptar mas sobretudo para transformar a realidade, para
3 nela intervir, recriando-a fala de nossa educabilidade a um nível distinto do nível do adestramento dos outros animais ou do cultivo das plantas” (p. 41). Argumento este construído com base na Pedagogia da Autonomia, proposta pelo autor. 1.3 - Identificação do problema Tendo em vista querer possibilitar a disseminação de como produzir peças de cerâmica não estruturais, via uma página da rede social Facebook, pública, online, com fins de oportunizar uma aprendizagem deste ofício, ou mesmo gerar conhecimentos relativos à cerâmica, este estudo parte, assim, para a elaboração do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica e sua aplicabilidade na referida rede social. Contudo, a problematização avança à pura aplicabilidade deste curso no Facebook, ao considerar que as postagens dos visitantes na referida página, bem como o tempo de visualização das videoaulas, o alcance geográfico e os compartilhamentos ali encontrados, são observados e analisados. 1.4 - Questão de investigação Como desenvolver adequadamente o passo a passo de um curso de cerâmica para veiculá-lo em uma página pública, online, no Facebook, visando a disseminação e uma possível aprendizagem desse ofício? 1.5. Objetivos 1.5.1 - Objetivo geral Disponibilizar um curso sobre cerâmica, que permita a aprendizagem de produção de peças não estruturais, via uma página da rede social Facebook aberta ao público em geral, sem fins lucrativos. 1.5.2 - Objetivos específicos Produzir videoaulas, imagens e pequenos textos que constituirão o curso de cerâmica; Analisar os comentários referentes ao curso de cerâmica, tendo como objetivo saber se foi possível algum tipo de aprendizagem e/ou despertou curiosidade ao universo da cerâmica;
4 Verificar se há registros ou menção de produções de peças de cerâmicas, produzidas pelos visitantes, a partir das videoaulas, colocados na página. Em havendo, analisar as referidas produções de peças de cerâmicas. Detectar o tempo de minutos de visualização das videoaulas, os compartilhamentos e o alcance geográfico por pessoas 1.6 – Justificativa A escolha da temática versar sobre a cerâmica deu-se pelos seguintes motivos: a pesquisadora é ceramista; a argila é um recurso com potencial para uso em processos educacionais; a argila é um minério de fácil acesso, seja em seu ambiente natural ou em lojas comerciais e há uma presença significativa de peças de cerâmica no cotidiano das pessoas, de tal forma que estes são artefatos comuns em sua vivência. Ao estar já com o universo da cerâmica elencado para o desenvolvimento deste estudo, o critério do trabalho de compreender a elaboração de um curso e a sua aplicação, em uma rede social, foi em ir além de proporcionar conhecimentos intelectuais à pesquisadora. Seguindo esta premissa, parte-se para a realização de uma metodologia prática com realização de videoaulas, de postagens de imagens e de pequenos textos sobre o fazer de peças de cerâmica não estruturais e intui-se que esta iniciativa pedagógica possa a vir oportunizar aos seus visitantes uma aprendizagem desse ofício, via acesso público, online, em uma rede social. 1.7 - Estrutura do trabalho Além desta secção 1, Introdução, que traz a caracterização do estudo, identificação do problema, questão de investigação, objetivos, justificativa e estrutura do trabalho, a dissertação é dividida em mais outras cinco, na ordem que segue abaixo. A secção 2, Revisão de literatura, embasa-se em temáticas com foco em: cerâmica; ambientes virtuais de aprendizagem com destaque para o Facebook; videoaulas; imagens na educação e princípios de Paulo Freire e cerâmica. Quanto à Metodologia, secção 3, é de natureza qualitativa, tem como método de pesquisa o estudo de caso e assinala a descrição do desenvolvimento do curso, menciona os sujeitos participantes,
5 aborda o método e a técnica de recolha dos dados, explana qual é a análise de dados adotada e, por fim, frisa a ética neste estudo. A secção 4, Sobre o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica, inicia-se com a elucidação de questões fundamentais consideradas em todo o processo de realização do referido curso, tais como: cenário, indumentária e adornos; filmagem e edição e elaboração dos roteiros das videoaulas. Em seguida, discorre sobre a criação da página ao explanar sobre as dez videoaulas, as peças refeitas, as imagens, a queima e os textos. Na secção 5, Apresentação e análise dos dados recolhidos, inicia-se inicialmente com a caracterização dos participantes, posteriormente, traz os dados suscitados em Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , e faz uma análise sobre os mesmos, que são: comentários e imagens de peças postadas pelos visitantes, os minutos de visualizações das videoaulas, os compartilhamentos e o alcance geográfico por pessoas. Da análise dos estudos dos comentários postados, tece as categorias aprovação, cerâmica, aprendizagem, disseminação, beleza e subjetividade. Para a Conclusão, secção 6, buscou-se responder à questão orientadora e aos objetivos da pesquisa. Traz ainda as considerações finais e as limitações deste estudo. Por fim, os apêndices produzidos na pesquisa.
6 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Cerâmica 2.1.1. Familiarizando-se com a cerâmica Deter-se na análise do universo da cerâmica, compreendendo não só as peças de cerâmica em si, na sua forma e linguagem visual, mas também na tecnologia envolvida no seu processo de criação e em seus locais de origem e de deslocamentos, juntamente com conhecimentos e esforços de outras áreas afins, tais como arqueologia, sociologia e história, tem sido de suma importância para o estudo dos povos que o construiu ou que o usufruiu e, também, pode ser de grande valia para a reconstrução de sociedades não mais existentes. A cerâmica é um receptáculo de culturas. Podem ser introduzidas no trabalho linguagens de várias origens, do marajoara brasileiro ao bizen japonês, passando pela majólica ou pela cerâmica grega. A cerâmica é universal. Raro é o povo que não a praticou. (Cidraes, 1987, p. 13) A cerâmica foi sempre parte integrante do desenvolvimento de várias culturas. Através dela pode-se perceber o intercâmbio entre os povos. Durante o domínio e expansão do poder grego (700-300 a.C.), as técnicas de figuras negras e vermelhas se espalharam por todo o Mediterrâneo. Com o declínio do poder, diminuíram também as influências e ficaram apenas os vasos como prova do passado. (Gabbai, 1987, p.8) Tanto Cidraes (1987) como Gabbai (1987) frisam a cerâmica como um artefato representativo de valores culturais. Gabbai (1987) vai mais além, quando assinala que este, também, pode, ao mesmo tempo, identificar convívios e trocas entre regiões e culturas de povos diferentes e, ainda, diagnosticar apogeu e declínio econômico de sociedades. Segundo Chavarría (1997), o barro começa a ser manipulado pelo homem pré-histórico quando este descobre o fogo e a capacidade deste de deixar a argila dura. Porém é, no período Neolítico, que o homem com a prática inicial da agricultura e do pastoreio, ao principiar o processo de sedentarismo, que acarretará o desenvolvimento e a difusão da cerâmica.
13 sua verdade plástica, em forma de pequenas peças funcionais até a mais contemporânea escultura. (Jorge, 1987, p.87) Assim, podemos concluir que o contínuo envolvimento e manuseio da argila nas mãos de um ceramista, faz com que este dê materialização de sua linguagem artística via a aplicabilidade de diversas técnicas de modelagem, independentemente de ser em peças utilitárias ou escultóricas ou serem de tamanhos pequenos ou em proporções maiores. 2.1.1.3 Impressões e texturas Sobre impressões e texturas, Goyanna (1987) inicia seu texto Possíveis linguagens na cerâmica chamando atenção para que tanto os inúmeros objetos de cerâmicas, criados ao longo da história pela humanidade, impregnados de registros dos traços históricos de seu povo, através de pinturas e de grafismos, aplicados nas suas superfícies, como as questões técnicas e dificuldades envolvidas no processo cerâmico, não venham a ser fatores que limitem a criatividade do ceramista contemporâneo na elaboração de seu trabalho. O que a autora Goyanna (1987) explana é que o conhecimento que nos chega, relativo ao universo da cerâmica, que já foi produzido mais os desafios advindos das especificidades técnicas inerentes ao processo cerâmico, não venha a impedir que com este arsenal e, muitas vezes, a partir deste, o ceramista possa inserir novas marcas no seu trabalho. Muito pertinente essa colocação da ceramista Goyanna, visto que, no ofício da cerâmica, as aprendizagens não são ultrapassadas e sim base para as novas que vão surgindo, nas quais acarreta sempre um somatório. A autora Goyanna (1987) aborda, também, um importante ponto no quesito impressões que é, sendo a cerâmica um meio de expressão, a sua forma não pode ser dissociada do tratamento dado a sua superfície de seu corpo e que, também, um não é mais importante do que o outro. Ou seja, o ceramista ao imprimir marcas na sua peça de cerâmica, dialoga com a forma elaborada e deve, portanto, priorizar uma criação de linguagem visual harmônica. E ainda sobre o processo de impressões, Goyanna (1987) frisa questões tais como: relação entre o tamanho da obra e a decoração nela aplicada e o efeito que essa interação pode sugerir; repetições de motivos na superfície definindo ritmos regulares ou não; o equilíbrio na distribuição entre planos e cores que pode gerar caráter dinâmico ou estático à peça; a possibilidade de ao provocar contraste no tratamento de suas superfícies, conseguir criar ilusões quanto a termos espaços bidimensionais ou tridimensionais.
14 Podemos assim afirmar que as várias possibilidades de formas de registros de impressões, nas superfícies dos corpos cerâmicos, aliadas, quando considerados o tamanho, a forma e planos da peça, viabiliza ao ceramista um amplo leque para que, com a sua criatividade, conhecimentos e subjetividade, desenvolva um trabalho autoral. E é sobre a demonstração do trabalhar a argila para chegarmos a peças de cerâmica, em ambientes virtuais de aprendizagem, especificamente no Facebook, que explanaremos a seguir, essa tão atual e constante forma de comunicação e aprendizagem entre as pessoas. 2.2. Ambientes virtuais de aprendizagens As tecnologias de informação e comunicação surgem revolucionando a vida das pessoas como um todo. Sob essa constatação, é válido prestar atenção ao teor do uso efetivo destas tecnologias, relativo a tal intervenção na sociedade, como bem colocam Papert e Resnick (1995) quando alertam que “ser digitalmente fluente envolve não apenas saber como usar as ferramentas tecnológicas, mas também saber como construir coisas significativas com estas ferramentas” (1995, citado em Renisck, 2006, s/p). Ou seja, os autores assinalam que é preciso mais do que estar com o acesso às TIC, faz-se necessário aliar a esse poder de alcance, projetos que propiciem benefícios com os quais venham a fazer diferenças à sociedade e que, se assim for, que sejam para o melhor. A educação que também não havia como ficar fora da influência das TIC, ao manter uma conexão com estas, constituiu-se em ambientes virtuais de aprendizagens, e provoca um reexame na tradicional forma de elaboração e aplicabilidade do processo educacional. Tanto Simões (2017) assinala a presença de pesquisas que apontam para novos desdobramentos no processo educacional, ocasionada pelas experiências no espaço online, as quais solicitam revisitações contínuas nas suas ações e pensamento pedagógico, como Patrício e Gonçalves (2010) enfatizam que as tecnologias web permitem que os professores ao incluírem o uso de software sociais, como ferramentas de trabalho, flexibilizam os contextos de aprendizagem, individuais e coletivos e, assim, propiciam aos alunos que estes, no espaço online, venham a aprender, compartilhar e construir seu próprio conhecimento. Os autores acima, chamam a atenção para os espaços de ambientes virtuais apresentarem outras e novas possibilidades na área educacional, frisando tanto uma reflexão por parte da prática pedagógica dos educadores, como também dos aprendizes, quando esses últimos, ao terem acesso aos
15 conhecimentos no espaço online, poderem construir seus próprios conhecimentos a partir de também reflexões e interações acontecidas em uma rede social online. Os ambientes virtuais de aprendizagem, além de ocasionar na educação um acordar para novas inserções no processo ensino-aprendizagem, foram e continuam sendo providenciais no tocante a serem efetivas alternativas de vencer barreiras geográficas, de possibilitarem uma prática pedagógica atemporal e de acessibilidade para com conhecimentos inúmeros e diversos. 2.2.1. Facebook O Facebook, apresenta-se como uma possibilidade de comunidade virtual de aprendizagem interativa. De um lado, fornece ao autor da página espaços para postagens de conhecimentos, sejam eles em textos, videoaulas ou imagens; e do outro lado, o dos visitantes da página, com espaços para comentários e, também, postagens de vídeos ou imagens. Esses dois lados não estão em espaços separados nem tampouco são estanques, eles são vizinhos e se comunicam entre si formando uma rede de relações. É nesse contexto, que o presente estudo, o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica foca seu alvo: um curso de argila/cerâmica alojado em uma página do Facebook, online e pública, a qual visa a disseminação desse ofício. Assim, almeja que seja uma perspectiva que propicie um maior leque de alcance da sua aprendizagem ao ultrapassar a educação presencial, e que o mesmo venha a despertar um interesse reflexivo com partilhas de opiniões pelos visitantes na referida página. Para o desenvolvimento e aplicabilidade do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica, no Facebook, recorreu-se a elaborações de videoaulas para abordagem dos conteúdos, de imagens referentes às próprias videoaulas, a fim de reforçar o assunto explanado, e de pequenos textos imbuídos com teores subjetivos que venham a provocar reflexões. 2.3 - Videoaulas As videoaulas, para Silva e Ramos (2017, citado em Sobral & Romão, 2017), são uma ferramenta que diminui a distância, facilita a interação entre professor e estudante e vice versa, e cabe a esse professor/educador ser um orientador, moderador ou facilitador tanto da interação como da aprendizagem, como também estimulador da curiosidade e orientador de pesquisas relevantes. É inegável que as videoaulas constituem um providencial recurso, no tocante a vencer barreiras
16 geográficas, visto que expande processos de ensino-aprendizagem a um considerável número de pessoas as quais não dispõem de oportunidades efetivas a uma educação presencial, e vale salientar, também que nesse modelo de processo educacional, a prática pedagógica do professor merece a mesma atenção e cuidado dispensada à educação presencial, ao ter em mente o processo de ensino e aprendizagem. No artigo Do microensino à vídeo-aula na era digital , Carravetta (2015) menciona para a existência de realização de gravações de videoaulas, as habilidades técnicas de ensino em um estúdio de ensino e que este venha a ter e saber utilizar as tecnologias de um estúdio de TV. Inicialmente, Carravetta (2015) elenca habilidades de técnicas de ensino para as gravações das videoaulas, realizadas em estúdio de ensino para, posteriormente, estas serem veiculadas via web ou mesmo utilizadas no ensino semipresencial (formato EAD), os quais são: organizar o contexto, formular perguntas, variar a situação de estímulo, conduzir ao fechamento, ilustrar com exemplos, utilizar reforços e facilitar a comunicação. O autor, ao descrever as habilidades citadas, acima, deixa claro que tanto a construção do conteúdo em si é importante, desde a concepção à conclusão, como a forma como este vai ser apresentado, gerando interesse e comunicação efetiva. Posteriormente, quanto às gravações das videoaulas, realizadas em um estúdio de ensino, o citado autor, Carravetta (2015), lista quesitos a considerar em um estúdio de TV, com suas tecnologias de vídeos e de TV, úteis à implementação ao processo do ensino aprendizagem sem, no entanto, perder de vista as características do estúdio de TV, os quais são: cenário, iluminação, câmeras, microfones e central técnica, acrescidos de mesa do professor com computador, monitores, desk top , mesa waikon e lousa digital, os quais trarão um diferencial na gravação das videoaulas. O autor ainda frisa sobre a necessidade dos apoios pedagógico e técnico e, também, explana sobre a linguagem dos planos e a aparência do professor. Carravetta (2015) conclui que se acredita na possibilidade de que a integração das habilidades de ensino integradas à tecnologia de um estúdio de ensino, ao qualificar a sala de aula com o uso das tecnologias disponíveis, venha a contribuir tanto para a formação docente como para a educação continuada, mas sem antes deixar de assinalar que é necessário o conhecimento da linguagem audiovisual aliada às tecnologias de vídeo para que as aulas à distância sejam dinâmicas, interessantes e compatíveis com os objetivos a alcançar. As imagens podem constituir-se em recursos de suma importância para a elaboração de videoaulas, ainda mais quando estas são vinculadas a um processo educacional, onde as imagens podem dialogar com os conteúdos expressos em textos.
17 2.4 - Imagens na educação Quanto ao uso de imagens no processo educacional, Lencastre e Chaves (2003), no artigo Ensinar pela imagem, ressaltam a importância da aplicabilidade deste recurso, visto que os alunos já nasceram e vivem em um mundo permeado de imagens, porém chamam a atenção para o não uso de tão somente mostrar as imagens. Nessa chamada de atenção, os autores Lencastre e Chaves (2003) elencam, dentre outros, pontos importantes, a saber: a imagem tem uma “linguagem específica, com valor próprio” (Lencastre & Chaves, 2003, p.2101); inicialmente a imagem chega de forma espontânea e depois há um debruçar mais esmiuçado, um inventariar; embora seja uma constante no universo contemporâneo, a imagem não substitui a figura do professor; faz-se imprescindível a integração da imagem com o assunto já conhecido; a necessidade do alfabetismo visual, que possibilita o aluno diferenciar o acessório do essencial, bem como o que esta imagem vem a significar. Para a leitura de imagens, divide esta em leitura denotativa (objetiva) e leitura conotativa (subjetiva), que podem ser abordadas pela teoria tipográfica, a qual segue uma ordem linear, ou pela teoria da Gestalt, onde há uma percepção inicial do todo, para depois ir para os vários núcleos constituintes. E, por fim, Lencastre e Chaves (2003, p.2104) concluem que “que a imagem, como linguagem, origina novas possibilidades no acto de ensino/aprendizagem” e ressaltam, também, o não uso desta de forma passiva no processo educacional. Nas videoaulas e suas respectivas imagens que abordam o quesito de impressões na cerâmica, o processo de ensino e aprendizagem do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica, deixa claro a possibilidade de o ceramista ao produzir suas peças, poder ali registrar aspectos de sua vida e aí se encontrar nestas. Para tal reflexão, a pesquisadora, embora não tenha citado Paulo Freire nas videoaulas, acolhe seus ensinamentos e embasa as suas abordagens nas referidas impressões. 2.5 - Princípios de Paulo Freire e a cerâmica No curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica alojado na página, online e pública, do Facebook, em suas terceira e quarta videoaulas, ao abordar a questão recorrente de registros de impressões nas cerâmicas, procurou-se estabelecer uma ligação com princípios do educador Paulo Freire (1996), contidos no seu livro Pedagogia da Autonomia . O referenciar visões defendidas pelo autor referido acima, Paulo Freire, deu-se devido à pesquisadora entender que a prática pedagógica, em um curso de cerâmica, pode ser também uma
18 semente de conscientização, de apreensão e de reconstrução de vivências da história deste ceramista que ali está a se formar, ou mesmo, daquele visitante, na citada página, que, embora não venha a colocar suas mãos na argila, pode vir a fazer decodificações de registros encontrados em peças de cerâmicas que lhe chegam no seu dia a dia. Freire (1996) assinala, entre tantos outros princípios, que o “Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (Freire, 1996, p. 27) e “Outro saber de que não posso duvidar um momento sequer na minha prática educativocrítica é o de que, como experiência especificamente humana, a educação é uma forma de intervenção no mundo”. (Freire, 1996, p. 61) Dessa forma, reflexionando em Freire, as citadas videoaulas, objetivaram que o ensinamento fosse além de demonstração de como chegar a simples concepção de peças em cerâmicas. Quis que o visitante, e quiçá possível aprendiz, fosse capaz de construir sua própria produção, alargada pela liberdade que as técnicas de modelagens permitem e mais, enriquecê-la ao adicionar às referidas técnicas intervenções em formato de impressões. Estas impressões foram sugeridas a partir de marcações feitas com objetos do seu dia a dia, em concepções de desenhos livres, e também, de registros de dados culturais de sua história. E ao alertar para essa possibilidade de marcações, deseja-se que o ceramista tome consciência de que é capaz de, ali nas suas peças produzidas, registrar aspectos de sua subjetividade. Subjetividade essa, perpassada tanto da adoção de um ou outro objeto que lhe é comum na sua vivência ou da linguagem estética que o ceramista vai elaborando, bem como, ao executar impressões de dados culturais, toma consciência e apreensão de sua história vivida e se reconheça como uma pessoa integrada à sociedade em que vive e que vai, ao longo da vida, construindo e se reconstruindo.
19 3. METODOLOGIA Para o desenvolvimento desta pesquisa, que visa propagar o ensino de produções de peças não estruturais em cerâmica, via a elaboração de um curso na rede social Facebook, com intuito de oportunizar uma aprendizagem desse ofício, segue a explanação das opções adotadas, com justificativas baseadas na literatura e no estudo em questão para: a natureza qualitativa, o método de pesquisa, os sujeitos participantes, método e técnica de recolha dos dados, análise de dados e ética. O porquê do Facebook ter sido escolhido para ser o ambiente virtual de aprendizagem, no estudo em questão, deu-se por a pesquisadora, e também visitante e usuária, perceber que a rede social Facebook pode servir como uma tecnologia de informação e comunicação com um potencial considerável em atingir um público diverso, independente de espaços físicos e de horários fixos, além de ser evidente a possibilidade de interações entre a pesquisadora e os visitantes e entre os próprios visitantes, formando assim uma teia de relações, onde o objetivo de aprendizagem, ou mesmo de curiosidade, sobre o tema cerâmica fosse alcançado. Temos como questão investigadora a problemática de como desenvolver adequadamente o passo a passo de um curso de cerâmica para veiculá-lo em uma página pública, online, no Facebook, que venha a alcançar a disseminação e uma possível aprendizagem deste ofício. Para tanto, elencamos como objetivo geral a atingir neste estudo, o disponibilizar de um curso sobre cerâmica, que venha a permitir a aprendizagem de produção de peças não estruturais, via uma página da rede social Facebook aberta ao público em geral, sem fins lucrativos. E, considerando os objetivos específicos, pretendemos: produzir videoaulas, imagens e pequenos textos que constituirão o curso de cerâmica; analisar os comentários referentes ao curso de cerâmica, tendo como objetivo saber se foi possível algum tipo de aprendizagem e/ou se despertou curiosidade ao universo da cerâmica; verificar se há registros ou menção de produções de peças de cerâmicas, produzidas pelos visitantes, a partir das videoaulas, colocados na página e, caso haja, analisar as referidas produções de peças de cerâmicas; detectar o tempo de visualização de cada videoaula, os compartilhamentos e o alcance geográfico por pessoas. Entenda-se por visitante toda e qualquer pessoa que tenha entrado na página do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , no período de 07 de fevereiro de 2019 a 07 de julho de 2019, sendo consideradas as suas postagens, em forma de comentários e de imagens, assim como as manifestações das diversas reações.
20 3.1 - Natureza qualitativa Ao considerar a elaboração e a aplicação do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica” , em uma página do Facebook, bem como a sua análise, foi adotada a natureza qualitativa para a opção da abordagem metodológica de tal estudo, respaldado em: O processo de pesquisa envolve as questões e os procedimentos que emergem, os dados tipicamente coletados no ambiente do participante, a análise dos dados indutivamente construída a partir das particularidades para os temas gerais e as interpretações feitas pelo pesquisador acerca do significado dos dados. (Creswell, 2010, p. 26) O estudo parte da elaboração de um curso, portanto dos procedimentos que serão adotados, e aqui encontram-se, por parte da pesquisadora, as videoaulas, as imagens e os pequenos textos para atender a questão de como disseminar e possibilitar a aprendizagem do ofício da cerâmica; bem como a análise dos dados suscitados, na página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , os quais são: comentários; imagens de produções de peças de cerâmicas; tempo de visualização de cada videoaula; compartilhamentos e alcance geográfico por pessoas. E, tendo em vista que o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica” não passa tão somente a ser compreendido por suas videoaulas, imagens e textos, mas, sim, por um processo educacional, onde as postagens da pesquisadora mantêm um diálogo com as publicações dos visitantes na referida página. 3.2. - Método de pesquisa: o estudo de caso Os estudos de casos também estão tentando atribuir relações causais e não apenas descrevendo uma situação. A abordagem é particularmente útil quando o pesquisador estiver tentando revelar uma relação entre um fenômeno e o contexto no qual ele ocorre. (Gray, 2012, p. 200). Consonante com o conceito definido pelo autor acima, o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica” enquadra-se em estudo de caso, visto que não objetiva somente a explicação do passo a passo do curso e, sim, almeja que esse venha ocasionar aprendizagens e/ou conhecimentos na
21 área de cerâmica, bem como procura estabelecer uma relação entre o curso e um ambiente virtual de aprendizagem, o Facebook. Conforme Gray (2012), quanto aos objetivos desta pesquisa, os estudos são explicativos e interpretativos, onde o autor define respectivamente como: “se dispõe a explicar e a examinar informações descritivas” e “procuram explorar as experiências das pessoas e suas visões e perspectivas sobre essas experiências”. (Gray, 2012, p.36) O objetivo que compreende as realizações das videoaulas com postagens de suas respectivas imagens e a colocação dos textos, sob a perspectiva da pesquisadora, enquadra-se em um objetivo explicativo. Quanto às postagens dos comentários e das imagens dos visitantes, assim como o tempo de minutos de visualização de cada videoaula, dos compartilhamentos e do alcance geográfico por pessoas são percebidos sob a ótica interpretativa, visto que a pesquisadora se detém nestes para chegar a reflexões e análises. Podemos, também, dizer que os comentários e as imagens postadas pelos visitantes não escapam de um olhar explicativo, já que a pesquisadora, quando necessário, traz esclarecimentos e faz complementações. Ainda considerando Yin (2003, citado em Gray, 2012, p.202) que assinala a estratégia de estudo de caso compatível com a forma de pergunta de pesquisa “como” e “por que” (destaques do pesquisador), esta pesquisa enquadra a sua questão de investigação em um estudo de caso, visto que mesma é: “Como desenvolver adequadamente o passo a passo de um curso de cerâmica para veiculálo em uma página pública, online, no Facebook, visando a disseminação e uma possível aprendizagem desse ofício?” 3.2.1 - Descrição do desenvolvimento do curso O curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica, que se encontra em uma página do Facebook, é constituído de videoaulas, de imagens e de pequenos textos e visa, com a sua implementação, a disseminação de como modelar pastas de argilas para chegar a produções de peças de cerâmicas não estruturais. Houve a preocupação de, ao frisar que o universo da cerâmica é extenso e rico, assinalar que o referido curso tem a consciência que está trazendo uma pequena parte desse universo, mas que almeja que essa parcela seja pontual para propiciar aprendizagens, despertar conhecimentos ou mesmo curiosidade dos seguidores e visitantes da referida página.
22 Com o Facebook selecionado para ser o ambiente virtual de aprendizagem, onde o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica seria desenvolvido e aplicado, o primeiro ponto de partida foi a escolha e procura da matéria prima, a argila. A seguir, deteve-se em qual espaço físico iriam acontecer as realizações das videoaulas, com as escolhas dos móveis, da cor do encerado da mesa e das peças de cerâmicas que comporiam o cenário; e, depois, de como seria o processo das realizações das videoaulas: qual a câmara utilizada, onde seria a edição e qual o técnico de audiovisual responsável pelas filmagens e edições. Posteriormente, esse profissional participou também da elaboração dos roteiros, no que diz respeito à revisão do texto, ao objetivar adequar o conteúdo do curso à linguagem de videoaula, considerando as alternâncias das sequências das falas com as das imagens. Os conteúdos elencados para a elaboração do curso foram pensados para um número inicial de oito videoaulas, mas posteriormente este número passa para dez. Com a integralização do conteúdo a ser abordado concluída, o próximo passo, foi a criação da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica . Para a seleção das imagens da capa e do perfil, optamos por colocar duas peças de cerâmica que exemplificam temas dissertados no curso, a técnica da placa e de registro de impressões, e ao ponderar questões de direitos autorais, de autoria da pesquisadora. A explanação dos assuntos ministrados nas dez videoaulas foi distribuída na ordem descrita abaixo. A primeira videoaula traz a apresentação do curso acompanhado de boas-vindas; a segunda, sobre o amassar a argila, os pontos da argila e a secagem da peça; a terceira, destaca as impressões tão presentes nas superfícies das peças de cerâmica, a partir de objetos utilizados no cotidiano e de desenhos à mão livre; a quarta, assim como a anterior, enfatiza as impressões, mas só que com enfoques em registros de dados culturais e, ainda, traz a barbotina (cola utilizada na argila); da quinta à nona videoaulas, têm-se os desenvolvimentos das técnicas da placa, do rolinho, do bloco e de combinações de duas técnicas, elaborando um pequeno painel, uma escultura e outras produções que podem ser conformados em pratos e objetos decorativos; e a décima e última videoaula conclui o curso, expondo peças realizadas e já queimadas, durante o mesmo mas sem antes deixar de ressaltar, adequadamente, a necessidade de se ter tolerância e paciência no fazer cerâmica e, então, despede-se e agradece-se a atenção e companhia de todos. Endereços electrônicos (links) das dez videoaulas:
29 documento digital é “Informação registrada, codificada em dígitos binários, acessível e interpretável por meio de sistema computacional” (CONARQ/CTDE, 2016, p. 21) e documento eletrônico é a “informação registrada, codificada em forma analógica ou em dígitos binários, acessível e interpretável por meio de um equipamento eletrônico” (CONARQ/CTDE, 2016, p. 21). Dessa forma, respaldados no Glossário Conselho Nacional de Arquivos / Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos (2016), os documentos que foram considerados nesse estudo, os comentários e as imagens dos visitantes, os minutos de visualização de cada videoaula, os compartilhamentos e o alcance geográfico por pessoas, são documentos digitais, visto que estes estão contidos em uma página pública do Facebook, online, acessíveis somente por um meio computacional. Dentre as vantagens em adotar a análise de documentos como técnica aplicada à recolha dos dados, Creswell (2010) cita, considerando a viabilidade do trabalho do pesquisador, ser possível ao pesquisador “obter a linguagem e as palavras dos participantes” que “podem ser acessados em um momento oportuno para o pesquisador”. (Creswell, 2010, p. 213) Nesse estudo, os documentos digitais, em todo o seu conteúdo, podiam ser acessados, no tempo oportuno, não apenas pelo o pesquisador, mas, também, pelos os visitantes, visto que o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica encontra-se em uma página pública, online, no Facebook. 3.5 - Análise de dados Relativo à técnica de análise dos dados, será adotada a Análise de Conteúdo, que surge no meado do século XX, nos Estados Unidos, e teve o início de sua utilização por jornalistas, sociólogos e estudiosos de literaturas. (Esteves, 2006) Em Esteves, encontramos a definição para a Análise de Conteúdo da seguinte forma: “A Análise de Conteúdo é a expressão genérica utilizada para designar um conjunto de técnicas possíveis para tratamento de informação previamente recolhida. Os dados a sujeitar a uma análise de conteúdo podem ser de origem e de natureza diversas”. (Esteves, 2006, p. 107) Quanto à categorização, Esteves (2006, p.109) assinala que “é a operação através da qual os dados (invocados ou suscitados) são classificados e reduzidos, após terem sido identificados como pertinentes, de forma a reconfigurar o material ao serviço de determinados objetivos de investigação” (p. 109) Ainda Esteves frisa que as categorias ou classes podem ser agrupados em procedimentos fechados ou abertos. No primeiro, o pesquisador já tem as categorias definidas em conformidade com o
30 quadro teórico da pesquisa; e no segundo, também chamado de exploratório, as categorias emergem fundamentalmente do material da pesquisa, sendo então um processo indutivo, partindo dos dados empíricos para uma classificação que se lhes adeque. As categorias desta pesquisa surgem dos dados suscitados na página do curso e, portanto, enquadradas no agrupamento, denominado de procedimento aberto. Para a análise do conteúdo da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica realizamos o levantamento e estudo dos comentários e das imagens registradas na página. A ideia de um olhar estudioso para com as imagens das peças produzidas e postadas na página foi, também, buscar se encontravam ali os conteúdos abordados nas videoaulas. Relativo a obter um diagnóstico mais amplo do que o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica permitiu, em conjunto com a rede social Facebook, considerou-se ainda o apanhado e o estudo dos minutos de visualização de cada videoaula, dos compartilhamentos e do alcance geográfico por pessoas. 3.6 – Ética Com relação a questões de ética na pesquisa assumida pelo pesquisador, Gray (2012) elenca tais princípios éticos: “garantir seu consentimento informado”, “respeitar sua privacidade”, “evitar danos aos participantes”, e “evitar o uso de engano” (Grey, 2012, p. 64). Com o objetivo de manter a seriedade no desenvolvimento desta pesquisa, teve-se o cuidado de evidenciar dados do curso, na publicação da primeira videoaula (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/2468059843427463/), permitindo aos visitantes estarem cientes da pesquisa. Quanto ao consentimento informado, foi esclarecido aos participantes, os futuros visitantes da página: o que constituía o curso; o porquê do curso; que as postagens inseridas na página seriam utilizadas no estudo e, entendendo que o universo da cerâmica é amplo e rico, sentiu-se a necessidade de esclarecer que o período no qual o curso estaria acontecendo, seria curto. Embora, o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica esteja em uma página pública, online, no sistema/rede social Facebook, o respeito pela privacidade dos visitantes, acontece quando no decorrer da análise das postagens e no resultado desta, não há identificações dos autores das postagens. Para o princípio que atenta em não prejudicar os participantes, houve o cuidado mencionado em dois pontos: o primeiro, para com o processo da queima, quando a página traz um vídeo mostrando a abertura do forno em modo operante e faz observações necessárias e condizentes com essa etapa; e o
31 segundo, relativo à pintura em cerâmica que, embora esse tema não tivesse sido incluído no conteúdo do curso mas tivesse havido postagens de peças feitas e pintadas por visitantes, sentiu-se a necessidade de deixar considerações fundamentais à saúde do ceramista. O citado autor, Gray (2012) ainda, coloca que, se for possível, cabe ir além do não prejudicar, ou seja, de propiciar benefícios. Seguindo esse raciocínio, a pesquisadora, ao perceber o objetivo geral, que pretende disponibilizar um curso sobre cerâmica visando uma possível aprendizagem, entende e deseja que a pesquisa esteja em conformidade com esse ir além. Ou seja, que o curso possa oferecer algo a quem nele venha a participar. E, por fim, buscou-se ser fiel aos resultados obtidos, advindos da análise dos dados coletados na página, independentemente de ter atendido à questão orientadora da pesquisa e, também, aos anseios da pesquisadora.
32 4. SOBRE O CURSO TRABALHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA 4.1 – Dificuldades iniciais A ideia inicial era trabalhar com uma argila vinda da cidade de Parelhas/RN, onde há o IFRN Campus Parelhas. A primeira dificuldade acontece devido à demora da chegada da argila, ao IFRN Natal Central, e quando esta chega, surge um entrave: ao adicionar água à argila, não foi possível a pessoa da pesquisadora obter uma pasta de modelagem necessária à execução das peças que seriam demonstradas durante a elaboração das videoaulas. Recorre -se, então, a outros dois tipos de argilas, de propriedade da pesquisadora, adquiridas comercialmente, entre os anos de 1997 a 1999: a faiança, na cidade de São Paulo/SP, e uma outra já preparada para ser trabalhada, na cidade de Recife/PE. Vencida a obtenção da matéria prima, a argila, para dar início ao curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , e com a desistência de produzir as videoaulas via filmagem com um Iphone SE, como era o pensado, partiu-se para desenvolver as videoaulas em um modo mais elaborado, e começa, então, a procura por um profissional da área, que filmasse e editasse as referidas videoaulas. Surge a segunda dificuldade. Visto que ao ser articulada e acordada a ideia da produção com um técnico em audiovisual, este desiste e ocasiona um adiamento de todo o processo até, quando, enfim, acerta-se as videoaulas com um segundo profissional. Este profissional, acrescenta ao seu trabalho de filmagem e edição, a participação na discussão da elaboração dos roteiros das videoaulas, colaborando com uma melhor didática, ao opinar tanto como mesclar melhor texto e imagens, bem como relativo à revisão de palavras do texto, a fim de colocá-los em uma linguagem apropriada às videoaulas. 4.2 - Do cenário As filmagens das videoaulas aconteceram no Atelier de Artes Visuais do IFRN CNAT, Atelier Thomé Filgueira, localizado do Núcleo de Arte do citado campus, e para compor o cenário, utilizamos uma mesa retangular, coberta com um encerado de cor azul, e por trás, ao fundo, a presença de duas estantes que colocamos, em uma, peças de cerâmica da autoria da pesquisadora, e na outra, peças modeladas em argila produzidas por alunos do IFRN CNAT, na aula da Disciplina de Arte II, ministrada pela professora Suély Gleide Souza Pereira, no segundo semestre do ano letivo de 2018, conforme ilustrado nas Figuras 1 e 2.
33 Figura 01 - Mesa com encerado azul Figura 02 - Estantes Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) A cor azul foi escolhida, visando obter um contraste um contraste desta com a cor da argila, utilizada nas videoaulas. Contraste, este, adequado para a visualização das imagens nas filmagens. Carravetta (2015) cita que a mesa do professor deve ter o computador com todo o material de trabalho que será utilizado. Para este estudo, manteve-se, sobre a mesa de modelagem, a argila e os instrumentos utilizados a cada videoaula realizada. 4.3 – Da indumentária e adornos Quanto à imagem da pesquisadora, houve a predileção por manter a discrição no seu todo, ao visar priorizar a atenção para as videoaulas. A indumentária foi pensada em tecidos lisos (Figura 3) e, somente em uma videoaula, optou-se por uma com estamparia. Quanto aos adornos e colares, o raciocínio foi o mesmo, procurar direcionar a atenção para o conteúdo das videoaulas (Figura 4). Figura 03 - Cores das blusas Figura 04 - Colares e brincos Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) A ideia de utilizar uma estamparia, na sexta videoaula, foi pensando em dar uma descontinuidade na uniformidade de imagens pautadas só com tecidos lisos, e depois retornar ao liso, retomando, assim, ao desejo da atenção máxima às videoaulas. E quanto aos colares e brincos, houve
34 o cuidado de equilibrar um de uma dimensão maior com um outro de dimensão menor, em uma mesma videoaula. Outro cuidado, foi manter as unhas sem esmaltes para não competir visualmente com a demonstração das técnicas apresentadas, dos materiais utilizados e das peças de cerâmica. Carravetta (2015) assinala, entre outros pontos, que o professor deve manter a simplicidade, bom senso e autenticidade; que a roupa deve ser adequada, ao combinar cores, evitar estamparias, branco, xadrez e listrado, a fim de não poluir o ambiente; já para os acessórios, evitar óculos e adornos; para a pintura, ser discreta, e relativo aos cuidados com os cabelos, assinala que o corte deve ser mantido, os curtos não chamam atenção e se for longo, que sejam assentados. Para as videoaulas deste curso, a pesquisadora, ao optar por manter a autenticidade, ponto elencado por Carravetta (2015), não atendeu à orientação da não colocação dos adornos, colares e brincos, visto que estas são peças que compõem a sua indumentária no seu dia a dia. 4.4 - Da filmagem e da edição As filmagens e edições eram realizadas por Josenildo Rufino Costa, técnico audiovisual do IFRN Campus Natal – Zona Leste do IFRN e auxiliado por Charlon Silles de Souza Gomes, também técnico audiovisual do mesmo campus. Enquanto as primeiras aconteceram no Atelier Thomé Filgueira no IFRN CNAT, as edições das videoaulas foram feitas na Coordenação de Mídias Educacionais do IFRN Campus Natal – Zona Leste do IFRN, na sala denominada SWITCHE, onde funciona a ilha de edição. A câmera utilizada foi uma Sony modelo PMW-EX3 com tecnologia XDCAM (Figura 7), e para a edição, recorreu-se ao programa Adobe Premiere CC. O tempo de filmagem de cada videoaula foi em torno de duas horas; e, para a edição, em torno de três horas. Figura 05 - Marcação de Câmera Figura 06 - Marcação de banco Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019)
35 Figura 07 - Câmera Figura 08 - Banco Figura 09 - Pesquisadora e Técnico Audiovisual Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Evandson Maranhão (2019) Foi demarcado e mantido, no chão e com lápis na cor vermelha (Figuras 5 e 6), desde a filmagem da primeira videoaula até a última, o local da câmera e do banco (Figura 8) que a pesquisadora (Figura 9) utilizava no momento da gravação da sua fala quando não estava realizando a demonstração das modelagens das peças. A hora das filmagens aconteceram entre 9h e 11h, visto que nesse horário havia luz natural ao abrir as janelas (não tínhamos a nossa disposição um serviço de iluminação com maiores recursos). Contudo, a abertura das janelas ocasionou, em alguns momentos, a entrada de sons que, embora não tenham comprometido as videoaulas, ficaram audíveis ao escutá-las. Nas videoaulas, a imagem da pesquisadora apresenta-se, do meio do busto até a cabeça, com seu rosto posicionado de frente e próximo à câmera; já a imagem da mesa, tanto no momento da demonstração das técnicas de modelagem, como na exposição dos instrumentos de trabalhos e das peças modeladas e as queimadas, são filmadas com a câmera posicionada no alto, mas, igualmente, com a câmera próximo à mesa. Carravetta (2015) defende que para as videoaulas, os planos usados são os fechados e os médios: os planos fechados são os próximos dos objetos, tomados a pouca distância entre a câmera e o objeto, procurando salientar o personagem ou o objeto, e os planos médios ressaltam a pessoa da cintura para cima. Figura 10 - Plano fechado, com a câmera Figura 11 - Plano médio curto, com a posicionada no alto. câmera posicionada de frente Foto: Imagem recuperada da videoaula 9 Foto: Imagem recuperada da videoaula 3 realizada por Rufino Costa (2019). realizada por Rufino Costa (2019).
36 Nas videoaulas do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica foi adotado o plano fechado (Figura 10) no momento da explanação dos conteúdos e para a imagem da pesquisadora, utilizou o plano médio curto (Figura 11), que segundo Diaz (2013), é uma variante do plano médio, o qual apresenta o personagem da altura do busto até a cabeça. Contudo, na primeira videoaula, que explana a apresentação do curso, aconteceu tanto em plano médio como em plano médio curto. Tal alternância teve o objetivo de dar uma dinâmica nesta videoaula, já que era também o convite para o curso que estava começando. 4.5 - Da elaboração dos roteiros das videoaulas Inicialmente, foi pensado o conteúdo de todo o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica na seguinte ordem: apresentação do curso, os instrumentos de trabalho, os pontos da argila, o processo de secagem, as técnicas de modelagens, as impressões tão características na cerâmica, a barbotina (cola utilizada no momento da modelagem) e a queima. No entanto, com a elaboração dos mesmos, foi verificado que, por uma questão didática, a ordem deveria ser alterada, vindo primeiro tanto a questão das impressões, já que essa ao ser explicada e apreendida, poderia estar presente nas peças elaboradas na demonstração das técnicas de modelagem, como também a barbotina (cola utilizada no processo de modelagem em argila), visto que tal cola poderia ser aplicada também no desenvolvimento das peças executadas. E, de fato, tais inversões foram adequadas, haja visto que nas videoaulas 5, 6, 7 e 8 as impressões estiveram presentes e, na videoaula 6, a barbotina. A alteração da ordem dos assuntos exposta acima corrobora com o que Sant’Anna (1979, citada em Carravetta, 2015, p.51), explana sobre a organização sequencial do conteúdo, quando assinala que este deve seguir uma sequência lógica, ao priorizar primeiro o simples e o conhecido para depois vir o complexo e o novo. Ainda ao considerar a organização do contexto, também mencionando Sant’Anna (1979, citada em Carravetta, 2015, p.51), a autora assinala dois pontos: a importância de, no momento da apresentação do conteúdo, ser claro e objetivo ao definir os objetivos a serem alcançado e a conexão entre os objetivos e os meios, evidenciando os recursos e as TIC utilizadas. Tal atenção foi cuidadosamente pensada em cada videoaula, visto que as mesmas apresentavam, nas suas primeiras falas, o conteúdo que iria ser abordado e, na ocasião oportuna, o material necessário ao seu desenvolvimento, ou seja, os materiais de trabalho usados na demonstração das técnicas de modelagem.
37 Quanto ao tempo de duração, embora Carravetta (2015) defenda a média de 10 a 15 minutos para estas, as dez videoaulas do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , compreendeu uma variação diferente, indo de 4’11” a 10’44. No entanto, essa divergência não significou perda na elaboração de cada videoaula, visto que os assuntos foram satisfatoriamente abordados no tempo utilizado em cada uma delas. Na primeira videoaula, a pesquisadora ao apresentar o que é e a que se propõe este curso, em dada ocasião, ao mencionar quais as técnicas de modelagem e impressões que serão demonstradas, traz, além de diversas peças de cerâmica que elucidam as citadas técnicas e impressões, os próprios instrumentos de trabalhos que serão utilizados durante o processo. Esse ilustrar com exemplos vai de acordo com Sant’Anna (1979, citada em Carravetta, 2015, p.53), quando a autora frisa que “por meio do exemplo, pode-se conduzir a ideias e pensamentos claros, significativos e bem estruturados”. No tocante a condução do fechamento de videoaula, Sant’Anna (1979, citada em Carravetta, 2015, p.52) elenca para a importância de um bom aprendizado tais itens: “revisão (consolidação de conceitos), aplicação (utilização dos conceitos, ideias em situações novas) e extensão (relação com conceitos/ideias anteriores ou posteriores). Nas videoaulas deste curso, o fechamento não trouxe estes aspectos, e sim, a indagação se havia agradado, a indicação do conteúdo que seria abordado na próxima videoaula, faz a despedida de forma informal e convida para o próximo encontro. Quanto ao número total das videoaulas, contava-se inicialmente com um total de oito, alterando depois para um número de dez. Tal acréscimo, deram-se, quando a terceira videoaula, que se refere à questão das impressões, foi dividida em duas, e quanto a outra adicionada, o motivo foi constituir uma videoaula onde se exemplificasse que é possível a produção de uma mesma peça a partir da combinação de duas ou mais técnicas. 4.6. Da criação da página A criação da página pública/online, alojada no Facebook, Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , aconteceu no dia 07 de fevereiro de 2019. A mesma se compõe de um curso que leva o mesmo nome da referida página, e o perfil e a capa são ilustrados com imagens das peças de cerâmica “A Rosa” (Figura 12) e “Ramalhete” (Figura 13), ambas de autoria e acervo da pesquisadora. Esta página abordará todo seu conteúdo em videoaulas, imagens e textos e registrará, ainda, a queima realizada com as peças deste curso.
38 Figura 12 - A Rosa Figura 13 - Ramalhete Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) 4.6.1. Do que traz as videoaulas e as suas imagens O curso compõe-se de um número de dez videoaulas, imagens referentes a estas e dez pequenos textos. No seu todo, explana instrumentos de trabalhos; exemplifica cerâmicas que levam texturas e registros de dados culturais realizados no seu corpo cerâmico; discorre sobre o processo de amassar a pasta de modelagem; explica os pontos de se trabalhar a argila; fala sobre o processo da secagem na peça elaborada; aborda impressões feitas por materiais específicos da modelagem em argila ou por objetos do cotidiano; frisa a prática das impressões de dados culturais: traz a barbotina (cola utilizada na confecção de peças em argila); demonstra técnicas de modelagem na argila; aborda aspectos necessários à pratica do trabalho em modelagem de argila e de cerâmica, tais como a paciência e tolerância; e, por fim, expõe as peças já queimadas produzidas no curso. As videoaulas têm, na abertura e no final, a música de Roderick Fonseca, Caatinga. E da terceira videoaula até a décima e última, além da música Caatinga, acrescentou-se Ziegel Strabe, presente em momentos da passagem de uma sequência para a outra. A seguir, detalhadamente, a explanação das dez videoaulas, com o endereço de cada link, e imagens referentes a cada uma. 4.6.1.1 - Apresentação do curso, materiais de trabalho e peças exemplares (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/2468059843427463/) A primeira videoaula traz a apresentação da pesquisadora e autora do curso, seu nome, Eloísa Faria, e sua formação acadêmica em Educação Artística – Artes Plásticas, pela UFRN, e explica que estará ministrando o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , e com o qual objetiva disseminar o processo de fazer cerâmica e para tanto, além das videoaulas, colocará imagens e pequenos textos. Assinala que o mesmo faz parte de um estudo que será utilizado na dissertação de
45 Sobre a secagem da peça, temos a dizer que é tão importante quanto os passos anteriores que culminaram com a produção da mesma, visto que a maneira como ela ocorre pode vir a influenciar no momento da queima, gerando rachaduras ou quebraduras. Faz-se necessário que essa secagem seja feita de forma gradual, com a peça sendo inicialmente coberta com um saco plástico (Figura 35), por um período que varia de um a dois dias e, posteriormente, é descoberta para que venha a secar ao ar ambiente (Figura 36). Figura 35 - Secagem gradual Figura 36 - Secagem com sacos plásticos completa ao ar livre Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) Dependendo da técnica utilizada, o processo de secagem começa mesmo durante a elaboração da mesma, como é o caso de execução de peças feitas por superposições de rolinhos, explicada na videoaula de número 6 (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/303556630321316/). 4.6.1.3 - Impressões com objetos do dia a dia, com formas de carimbos e por desenhos (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/1990146271290388/) Um aspecto característico nas cerâmicas, são as impressões encontradas nas suas superfícies, seja elas executadas por desenhos a mão livre ou por formas de carimbos. O Dicionário Online de Português (2020) define para a palavra carimbo: “Instrumento que, confeccionado em madeira ou metal, cuja base de borracha contém letras ou figuras em relevo para serem mergulhadas em tinta, sinaliza documentos, identifica papéis, livros etc; selo ou sinete. Os sinais (marcas) impressos ou feitos por esse instrumento” (2020, s/p.) Para este estudo, sabendo das infinitas possiblidades de se marcar a pasta de modelagem no momento da elaboração da peça, ampliamos o entendimento de carimbo para outros instrumentos de natureza diversa da madeira e do metal também capazes de elaborar sinais, impressões.
46 Imprimir no barro é um método de decoração instintivo e sensorial por excelência, pois o material, por sua natureza plástica, convida ao toque. Trata-se de uma das técnicas mais antigas utilizadas no enriquecimento da superfície. Para imprimir na argila podemse confeccionar carimbos especiais, usar qualquer objeto existente ou até mesmo os dedos. (Goyanna, 1987, p. 93) Na elaboração das quatro peças produzidas nesta videoaula, onde a temática versou sobre impressões, utilizamos, para tal fim, além de um esteco propriamente dito, diversos objetos utilitários do nosso dia a dia, um colar e uma renda. Na primeira, segunda e quarta peça elaborada, além de o objetivo ser evidenciar as possibilidades de se imprimir por diversos artefatos, houve a combinação destes em uma mesma peça, abrindo o leque de produções de peças ricas em texturas diversas. Já para a terceira peça, o seu desenho impresso foi derivado de somente um recorte de uma renda. É pertinente assinalar que como o assunto abordado, nesta videoaula e na seguinte, é sobre impressões em cerâmicas e não sobre concepções das peças em si, devido à questão de tempo, as demonstrações de como acontecem as impressões já se deram em peças elaboradas anteriormente pela técnica da placa. A primeira peça foi criada e composta a partir de demonstrações de diversas possibilidades de se fazer impressões. Deu-se início com uma delimitação circular a partir da fixação da borda de uma taça (Figura 37), posteriormente, o interior do seu círculo, recebeu texturas com os dedos (Figura 38), gerando alusão a imagens de ondas. Em seguida, com um esteco (Figura 39), executou-se linhas sinuosas, demarcando espaços na peça, que tanto com a ação de uma ponta de caneta (Figura 40)., originou pequenos traços cruzando entre si e em várias direções, como com o uso de um estilete (Figura 41), obteve-se impressões de também pequenos traços, mas que com uma espessura bem mais fina. E, por fim, a peça concluída (Figura 42). Figura 37 - Impressão Figura 38 - Impressão Figura 39 - Impressão com a borda de uma taça com os dedos com um esteco Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 3, realizada por Rufino Costa (2019).
47 Figura 40 - Impressão com Figura 41 - Impressão Figura 42 - Peça ponta de caneta com um estilete concluída Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 3, realizada por Rufino Costa (2019). Enquanto na peça anterior aconteceram marcas advindas de cinco artefatos diferentes, na segunda peça, a impressão foi feita com apenas dois objetos comuns ao cotidiano das pessoas, um garfo e a ponta de uma caneta. A utilização do garfo (Figura 43) partiu para exemplificar a maneira simples de conseguir obter linhas sinuosas e paralelas, em uma peça de cerâmica, a qual se deseja obter uma ideia de movimento e, adicionado às marcas do garfo, aplicou-se a ponta de uma caneta (Figura 44), só que, enquanto na peça anterior, foi usado a mesma ponta desta caneta para efetuar traços em várias direções, aqui o uso foi voltado a deixar, na pasta de modelagem, pequenos pontos ao fazer furos. Finalmente, a peça concluída (Figura 45). Figura 43 - Impressão Figura 44 - Impressão Figura 45 - Peça com um garfo com ponta de caneta concluída Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 3, realizada por Rufino Costa (2019). A terceira peça foi a única que a impressão aconteceu com apenas a utilização de um objeto, no caso um recorte de renda. Estando a pasta de modelagem já com a sua forma definida em uma placa, foi colocado um recorte de renda sob a pasta (Figura 46), com o lado que possui saliências em contato com a argila, a fim de marcar o seu desenho, fixando-a com o cuidado de não deixar pregas e, em seguida, passa-se um rolo de pizza (Figura 47), de preferência, sempre do centro para as extremidades, também no intuito de não formarem dobraduras. Marcada a fixação do desenho da renda, delicadamente esta é retirada
48 (Figura 48) e, por fim, com os dedos levanta-se as bordas da peça. A modelagem é concluída no seu todo, ou seja, na impressão e na forma, chegando, assim a peça concluída (Figura 49). Figura 46 - Colocação da renda Figura 47 - Fixação da renda Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 3, realizada por Rufino Costa (2019). Figura 48 - Retirada da renda Figura 49 - Peça já concluída Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 3, realizada por Rufino Costa (2019). A quarta e última peça produzida nesta videoaula foi composta de impressões de um colar e de desenhos feitos a mão livre. Inicia-se a peça com a impressão de também um artefato como nas outras três anteriores. Só que ao imprimir um colar, um adorno corporal, a ideia é vir alargar o horizonte de possibilidades de registros, pensamento já intencionado quando foi inserida um recorte de uma renda, na terceira peça produzida, ao sair do universo de objetos utilitários. Esta impressão deu-se com a colocação de um colar pressionando (Figura 50), a fim de obter a marca do mesmo, para, posteriormente, retirá-lo cuidadosamente. Finalizado o traço do colar, partiu-se para a impressão por desenhos a mão livre (Figura 51), utilizando um palito e elaborando três folhas (Figura 52). Nesta peça, diferentemente das outras, acontece a composição de impressões por um artefato e por desenhos feitos a mão livre, ilustrando as diversas possibilidades de registro em cerâmicas.
49 Figura 50 - Impressão Figura 51 - Impressão feita Figura 52 - Peça com um colar com desenhos a mão livre concluída Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 3, realizada por Rufino Costa (2019). Ao refletir sobre o conceito de textura, no Dicionário da Infopédia da Língua Portuguesa (2020), que elucida como “forma, arranjo e distribuição das partes de um todo; contextura; organização”, podemos concluir que as impressões elaboradas nas superfícies dos corpos cerâmicos podem chegar ao status de texturas. Nesta videoaula e na próxima, que traz impressões de dados culturais, encontramse, nas peças elaboradas, registros de parte de um colar, de uma renda e de um bordado, bem como a organização de várias marcações advindas de objetos utilitários. Entende-se, então, que ao ponderar sobre os diversos exemplos de instrumentos (estecos, objetos utilitários, recorte de uma renda e parte de um colar) que possibilitam registros aliados à criatividade do ceramista, há a permitividade de um universo de produção de peças de cerâmica rico e de variada linguagem visual nas suas peças. 4.6.1.4 - Impressões de dados culturais e barbotina (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/791327884599563/) Ainda sobre a temática de impressões nas cerâmicas, esta videoaula aborda impressões de dados culturais, motivados por duas questões. Uma que é o fato de ser uma constante encontrar registros nas cerâmicas, desde tempos remotos até a atualidade, e como o curso versa sobre cerâmica, achamos pertinentes assinalar esta prática aqui. Muitas vezes, os estudos das peças de cerâmicas vão além de conhecimentos adquiridos na área de argila e de sua tecnologia, podem trazer consigo, registros de elementos ou de cenas, comuns ao cotidiano de quem as produziu e, assim, trazer à tona aspectos da cultura de populações contemporâneas, antigas ou extintas. A segunda causa, e também de maior relevância para este curso, é a possiblidade de poder despertar para o visitante da página, que assiste a essa videoaula, dele também, ao criar a sua peça de
50 cerâmica, inserir elementos de sua cultura com elementos pertinentes a sua história de vida e poder se reconhecer ali, ou mesmo se refazer como sujeito. Para exemplificar registros de dados culturais, registramos um risco de um bordado da região do Seridó do Estado do Rio Grande Norte, que representa uma expressiva tradição cultural. Batista (1988, citado em Araújo, 2013, p.28) relata que a prática dos bordados desta região, inicia-se principalmente pela cidade de Caicó, é uma herança alicerçada pelas mulheres dos colonizadores, no final do século XVIII e início do século XIX. E, ainda, acerca da origem destes, Araújo (2013) situa que são oriundos da Ilha da Madeira, Portugal. Sobre os bordados, Araújo (2013) acrescenta que inicialmente esses eram elaborados à mão, posteriormente passam a ser produzidos à máquina simples ou pedalada e, mais adiante, via máquina industrial, não implicando, no entanto, que a feitura por uma modalidade especifica, necessariamente, extingue outra. A produção dos bordados engloba: as riscadeiras, pessoas que fazem os riscos dos bordados nos tecidos; as bordadeiras; as cortadeiras (em número bem menor, mas existem) as que recortam os bordados depois destes concluídos; as engomadeiras e as vendedoras. Porém, essas especificações não implicam em dizer que hajam limitações estabelecidas, ou seja uma bordadeira pode ser também riscadeira ou vendedora, bem como uma riscadeira podem também ser engomadeira. O risco que serviu de modelo foi um recorte de um risco de bordado presente em um ‘pano de pão’, que tem a finalidade de forrar recipientes que recebem pães. O mesmo foi feito colocando o próprio ‘pano de pão’ sobre uma placa de pasta de modelagem e ao passar um rolo de pizza sobre o bordado, ocasionou a marcação do risco, registrando-o (figuras 53 a 56). Figura 53 - Colocação do bordado Figura 54 - Fixação do desenho Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 4, realizada por Rufino Costa (2019). Figura 55 - Retirada do bordado Figura 56 - Peça já concluída Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 4, realizada por Rufino Costa (2019).
51 Optou-se pela técnica da modelagem com placas, com a ação de um rolo de pizza, por ser mais adequada a impressão dos relevos dos bordados em pasta de modelagem. Outro exemplo de impressão de dados culturais, demonstrada nesta videoaula, foi o registro do desenho de um marco da arquitetura militar marítima na cidade de Natal-RN, o Forte dos Reis Magos, localizado ao lado direito do Rio Potengi. O início de sua construção data de 6 de janeiro do ano de 1598, originando o seu nome, visto que nesse dia comemora-se o dia de Reis, pelo calendário católico e, constitui de uma edificação erguida em alvenaria de pedra e cal, apresentando uma planta poligonal irregular de autoria do Jesuita Gaspar de Samperes. A impressão deu-se passando um palito sobre uma imagem da edificação retratada em uma cópia colorida, sobre uma placa de modelagem, a qual já estava com o seu formato definido. Posteriormente, retira-se o papel e parte-se para aprimorar o desenho impresso (Figuras 57, 58 e 59). Figura 57 - Impressão Figura 58 - Reforçando o Figura 59 - Peça do contorno da planta do Forte contorno da planta do Forte concluída Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 4, realizada por Rufino Costa (2019). Concluímos esta videoaula com a explanação sobre a cola utilizada na modelagem em argila, denominada de barbotina. Foi feita uma demonstração com um passo a passo, desde a argila em estado completamente seca, depois a deixa submersa em água, e quando esta já dissolvida, espera-se que aconteça a decantação e, ao retirar o excesso de água, a argila fica em uma consistência próxima ao estado líquido. Além de expor o passo a passo, a título de como aplicar a barbotina, foi feito o uso desta em duas peças proporcionando a colagem entre elas (Figuras de 60 a 64). Figura 60 - Argila seca Figura 61 - Argila já diluída Figura 62 - Execução de ranhuras Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 4, realizada por Rufino Costa (2019).
52 Figura 63 - Aplicação da barbotina Figura 64 - Colagem com barbotina Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 4, realizada por Rufino Costa (2019). A aplicação da barbotina está presente na demonstração da técnica do rolinho, abordado na sexta videoaula (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/303556630321316/). 4.6.1.5 - Modelagem de uma peça em argila a partir da técnica da placa (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/555138638304295/) Sobre a modelagem pela técnica da placa, Harvey (1987) fala das possibilidades ilimitadas de elaboração de formas, no entanto assinala dois pontos cruciais a se considerar para que se possa conseguir êxito. O primeiro que são a natureza e o estado da argila, ou seja, natureza é se esta é magra (argila com menor grau de plasticidade) ou gorda (argila com maior grau de plasticidade); e quanto à questão do seu estado, tem a ver como se encontra o seu ponto da modelagem. E o segundo ponto, relacionado pelo autor, é a adequação da forma que se pretende para a técnica da placa, visto que a referida técnica exige a elaboração de uma peça que não demande um tempo considerável. A técnica de modelagem pela placa ter sido escolhida, juntamente com a do rolinho e a da elaboração da escultura por um bloco, para serem demonstradas nesse curso, foram pensadas por entender que essas são técnicas básicas e que possibilitam uma gama variada de execuções de peças diferentes. Nesta videoaula, foi elaborada uma escultura, mas na sétima vídeo-aula (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/443295476412501/) recorreu-se ao desenvolvimento de um pequeno painel a partir da composição de pequenas placas, já na nona videoaula (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/669300786836045/), foi produzida uma peça a partir das técnicas da placa e a do rolinho. Ainda, aqui neste curso, nas videoaulas anteriores, as quais abordamos o tópico das impressões, seja por via de estecos, objetos adaptados e desenhos a mão livre ou quando a temática versou sobre dados culturais, os suportes para as demonstrações das referidas impressões foram executados em placas previamente elaboradas.
53 A técnica da placa significa que uma peça foi criada a partir da sua pasta de modelagem está conformada em uma tira larga contínua, daí a alusão ao nome placa. Essa tira, ou placa, como é denominada, no universo do ceramista e na literatura, pode ser formada de duas maneiras: abrindo um bloco de pasta de modelagem com a ação de um rolo de pizza (Figuras 65 e 66) ou a partir da união de vários rolinhos de argila (Figuras 67 e 88) para, depois, também receber a ação de um cilindro. Figuras 65 e 66 - Etapas de abertura de uma placa de argila a partir da ação de um rolo de pizza sobre um bloco desta argila. Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 5, realizada por Rufino Costa (2019). Figuras 67 e 68 - Etapas de abertura de uma placa a partir da união de vários rolinhos. Fonte: Chavarría, p. 52 Fonte: Chavarría, p. 52 Utilizamos, para a demonstração da técnica da placa nesta videoaula, a elaboração a partir da ação de um rolo de pizza sobre um bloco desta argila (Figuras 65 e 66). Ao objetivar a placa com uma mesma espessura em toda sua extensão, foram adotadas ripas de madeira de espessuras de 0,5 cm, nas laterais da pasta de modelagem, e além destes materiais, utilizou-se também recortes de encerado e de cartolina, uma folha de papel e um esteco. Aberta a placa, ao perceber saliências em formato de pequeníssimos círculos, é explicado que ali são bolhas de ar e que são necessárias serem perfuradas para que o ar saia, visto que durante a queima, o ar irá sair e como não há aberturas, provocará rachaduras ou mesmo quebraduras na peça. Finalizada a abertura da placa, houve um recorte nas suas bordas alterando o contorno. E a partir de um manuseio desta, sem obedecer a uma forma definida, originou-se uma pequena escultura abstrata que posteriormente, recebeu texturas com um esteco e com os dedos. A seguir, o passo a passo:
54 Amassa-se a pasta de modelagem; Abre-se a placa com um rolo de pizza, apoiado em duas tiras de madeiras, tendo o cuidado de direcionar este do centro para as extremidades (Figura 69); Recorte nas bordas da placa, definindo o formato desta (Figura 70); Eliminação de pequenas bolhas de ar; Manuseio da placa de forma livre para a definição da forma da peça; Transposição da peça para a cartolina e elaborações de texturas com o esteco (Figura 71) e com os dedos (Figura 72); Concluída a peça (Figura 73), transfere-se para a folha de papel, o que permite uma melhor secagem. Figura 69 - Argila e materiais necessários Figura 70 - Recorte das bordas para para a realização da abertura da placa definição do contorno da placa Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 5, realizada por Rufino Costa (2019). Figura 71 - Textura com Figura 72 - Textura Figura 73 - Peça concluída um esteco com os dedos Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 5, realizada por Rufino Costa (2019). 4.6.1.6 - Modelagem de uma peça em argila a partir da técnica do rolinho (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/303556630321316/)
61 A escolha do assunto abordado, nesta videoaula, ser uma combinação de duas técnicas de modelagem, deu-se para exemplificar que é possível a elaboração de peças utilizando mais de uma técnica, no caso aqui, a da placa e a do rolinho demonstradas nas videoaulas de número 5 e 6, respectivamente. A videoaula inicia já com a apresentação da placa, dos dois rolinhos e de um cilindro feito por papeis, onde este último será utilizado como suporte de sustentação na execução da peça, bem como, ainda expõe a cartolina e a folha de papel usados para receber a peça no momento da modelagem. A seguir, o passo a passo (Figuras de 97 a 106): Colocação do rolo de papeis sobre a placa e, depois deste ser delicadamente enrolado pela placa, já em forma de cilindro, ela é posta na vertical e já se vai conformando tanto uma base que lhe dê sustentação, como também a delineação de sua forma. E conclui a primeira parte do processo da criação da peça; Parte-se agora para os rolinhos, trançando-os e leva-os para colocar, na peça modelada pela placa e com a ação do rolo de papeis, obedecendo a um desenho escolhido; Para deixar o trançado dos rolinhos mais em destaque, trabalha na base da peça propiciando um maior espaço entre esta e o trançado; Já com a peça concluída, vai girando a mesma, e ver se já sendo possível a retirada do suporte de papeis, retira-o delicadamente e transfere a peça para a cartolina; Já na cartolina, faz uma revisão para ver ainda quer fazer alguma modificação na forma, visto que ainda está no ponto de couro e delicadamente ainda é possíveis pequenas alterações; Peça concluída; Sendo uma peça feita na vertical e a partir de um suporte, e que já foi retirado, esperase adquirir uma dureza maior e, assim, poder transferi-la para uma folha de papel com gramatura mais fina e favorecer uma melhor secagem. Figura 97 - Rolinhos e placa Figura 98 - Cilindro feito com papéis Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 9, realizada por Rufino Costa (2019).
62 Figuras 99 e 100 - Colocação do rolo de papéis na placa Figura 101 - Conformação da base Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 9, realizada por Rufino Costa (2019). Figura 102 - Execução do trançado Figura 103 - Colocação do trançado na peça Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 9, realizada por Rufino Costa (2019). Figura 104 - Forma definida Figura 105 - Ajustes finais Figura 106 - Peça concluída Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 9, realizada por Rufino Costa (2019). O ceramista Lynggaard (1983) menciona, acerca de combinações de técnicas de modelagens, que Existen muchas técnicas de modelado a disposição del ceramista (...) tales como la técnica de modelado com rolos de arcilla, modelado sobre torno, modelado a mano, etc., pero además de las mencionadas se puede emplear cualquier otra técnica de modelado, o bien una combinación de ellas. (Lynggaard, 1983, p. 36) A prática da adoção de duas ou mais técnicas de modelagem, na produção de uma mesma peça, traz à tona dois aspectos no processo de execução, a saber: um é a possibilidade de alargar o
63 leque de criações, com a junção de diferentes técnicas de modelagens, deixando-o mais rico e o outro é ressaltar que, no ofício de se produzir cerâmica, os aprendizados não se perdem no tempo, estes vão sendo adicionados uns aos outros, caso sejam oportunos. 4.6.1.10 - Última videoaula, trazendo a questão da tolerância na prática da cerâmica e apresentação das peças produzidas no curso (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/372120850071296/) Nesta videoaula e última do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica, explanamos as peças elaboradas, durante o referido curso, e submetidas ao processo de queima, ou seja, já são peças de cerâmica, com exceção da peça executada na oitava videoaula, na qual demonstramos a feitura de uma escultura a partir de um bloco. A não exposição da citada peça acima, deu-se devido a esta ter se quebrado, durante a queima, e ter também danificado a peça que exemplificou produções de peças de cerâmica a partir de duas técnicas, a técnica da placa em combinação com a técnica do rolinho (videoaula 9). Oportunamente, ao trazer esse acontecimento não desejado, foram abordadas duas características necessárias ao ceramista no desenvolvimento de seu trabalho, que são a paciência e a tolerância. A primeira fala dos cuidados exigidos no passo a passo nos momentos dos pontos de modelagem (pontos de modelagem, de couro e de osso) e a importância dada quanto ao processo de secagem. Já a segunda, aborda uma considerável questão: o ceramista não é cem por cento responsável pela peça que o mesmo produziu, visto que mesmo obedecendo todos os passos solicitados em todo o processo de se trabalhar a argila, no momento em que as peças são postas no forno para serem queimadas, ali há a ação da queima e ao abrir a porta, pós a finalização desta combustão, podemos encontrar todas as peças bonitas e desejadas, mas também pode ser que não, encontrando uma ou mais quebraduras. Após a explicação acima, devidamente é exibida a peça danificada (Figura 107) e oriunda das duas técnicas combinadas, placa e rolinho. Aqui, é colocado que há uma possibilidade de prevalecer-se deste episódio não desejável e partir para uma interferência e cita uma possível pigmentação, a qual gerará uma nova linguagem. Também é dito que foram refeitas as duas peças quebradas durante a queima.
64 Figura 107 - Peça feita a partir das técnicas da placa e do rolinho e danificada no momento da queima Foto: Eloísa Faria (2019) Parte-se para a exposição de parte das peças finalizadas e já queimadas, portanto peças de cerâmica (Figuras 108 a 111), acompanhada de uma fala que enquadra as referidas peças elaboradas nas suas respectivas videoaulas. Exibe-se estas demonstradas no ponto de modelagem, nas impressões com objetos do nosso dia a dia, nas impressões que traz dados culturais, na técnica da placa, na técnica do rolinho e na produção de um painel a partir de pequenas placas. Figuras 108, 109, 110 e 111 - Peças de cerâmica Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 10, realizada por Rufino Costa (2019) Por fim, expressa o desejo que os encontros possam ter sido favoráveis a disseminação da aprendizagem do como trabalhar a argila e produzir cerâmica. Ressalta que foram disponibilizadas técnicas com o objetivo de ser possível a produções de peças e, também, despertar para o universo rico que é a cerâmica. Agradece a companhia e o interesse de todos e deixa um muito obrigada e um grande abraço! 4.7 – Das peças refeitas Na última videoaula, ao trazer a questão da tolerância no ofício da cerâmica com o relato da quebra de uma peça e ocasionando a quebra de uma outra, foi dito que estas peças foram refeitas. Nesse sentido, elas foram elaboradas e expostas na página em atenção aos seus visitantes, mas também para chamar a atenção para outro quesito que complementa a paciência e a tolerância, que é a persistência.
65 Abre-se o forno após um ou dois dias. Este é o momento mais angustiante e preocupante do processo. Veremos se o resultado é satisfatório ou não. É uma sensação que poderá ser extremamente gratificante ou frustradora. Penso que todos os ceramistas sentem as mesmas emoções (Suzuky, 1987, p. 25) A arte da cerâmica difere de outras expressões artísticas (desenho a lápis, certas técnicas de pintura, de esculturas em madeira, em mármore, em pedra). É durante o processo da queima que o ceramista tem consciência de que não é cem por cento responsável pelo seu trabalho: embora se tenha todo o cuidado em seguir a cartilha das técnicas de preparação da argila, de modelá-la, de sua secagem, da disposição das peças no forno e da operacionalização deste, é o fogo que fará a finalização de todo o processo cerâmico, visto que na hora em que se fecha a porta do forno não sabemos ao certo como as coisas estão acontecendo lá dentro. Seguem as imagens das peças com as descrições que as acompanham na página do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica. Escultura elaborada a partir da técnica do bloco. Como a peça que foi produzida na videoaula 8, quebrou durante a queima, devido a uma bolha de ar que ficou em seu interior, esta outra escultura foi produzida a partir da mesma técnica. Na primeira imagem (Figura 112), ainda em argila: e na segunda (Figura 113), já cerâmica, ou seja, já tendo passado por um processo de queima (imagens referentes à videoaula 8). Figura 112 - Escultura de argila Figura 113 - Escultura de cerâmica (técnica bloco) (técnica bloco) Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) Peça produzida a partir da combinação das técnicas da placa e do rolinho. Como a peça que foi feita na videoaula 9 foi danificada, durante a queima, por uma outra que quebrou, esta foi realizada a partir da mesma técnica. Na primeira imagem (Figura 114), ainda em argila, e na segunda (Figura 115), já cerâmica, ou seja, já tendo passado por um processo de queima (imagens referentes à videoaula 9).
66 Figura 114 - Escultura de argila Figura 115 - Escultura de cerâmica (técnica combinada) (técnica combinada) Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) 4.8 – Das imagens O olhar pensado para as imagens, contidas na página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica, inicia-se com a exibição das peças de cerâmicas A Rosa e Ramalhete, ilustrando, respectivamente, o perfil e a capa da referida página, visto que estas foram elaboradas com assuntos contemplados neste estudo (Figuras 116 e 117). Na feitura de A Rosa, temos a sua concepção advinda da união de pequenas placas, a partir do uso da barbotina (cola utilizada na argila) e, para a feitura do Ramalhete, a concepção de sua forma deuse pela adoção de uma única placa enrolada e enriquecida, tanto com impressões feitas com a ponta de um estilete, como também, com o desenho de pequenas linhas sinuosas que fazem alusão a um dado cultural, exposto na quarta videoaula (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/791327884599563/). Essas pequenas linhas sinuosas são um recorte do matame (bordado ao redor do tecido). Demonstrado na Figura 118. Figura 116 - Figura 117 - Ramalhete com Figura 118 - Pano de pão com A Rosa destaque para as linhas sinuosas destaque para parte do bordado Foto: Eloísa Faria Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Imagem recuperada da (2019) Videoaula 4, realizada por Rufino Costa (2019)
67 Houve, também, o cuidado de adequar os formatos das peças A Rosa e Ramalhete, respectivamente, com os enquadramentos quadrado e retangular dos espaços da página do Facebook para o perfil e a capa. Em seguida, as imagens encontram-se com a seguinte diferenciação: imagens referentes a videoaulas e imagens das videoaulas. Ambas remetem aos assuntos abordados nas videoaulas, sendo que as imagens das videoaulas são tiradas das próprias videoaulas e as outras, foram feitas fora do processo de filmagem. A ideia de trazer imagens, além das videoaulas, pensou-se em estas serem elas também elementos importantes no processo de ensino e aprendizagem. Lencastre e Chaves (2003) consideram a imagem dentro do contexto do processo de ensino “enquanto linguagem específica, com valor próprio” (Lencastre & Chaves, 2003, p. 2101). A primeira videoaula, a qual explana o que constituirá o curso, ao exibir peças de cerâmica, objetiva que elas sejam percebidas como esculturas em cerâmicas, definidas em suas formas e texturas, e quiçá, falando por si própria (Figuras 119, 120 e 121). Figura 119 - Cupim Figura 120 - Abraço Figura 121 - Ondas em descanso Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) Foto: Eloísa Faria (2019) Ao considerar a imagem como um elemento de ensino, ainda Lencastre e Chaves (2003) assinalam a importância de que esta seja exibida por duas vezes: em um primeiro momento, o aluno se familiariza com esta de uma forma espontânea e, posteriormente, o aluno passa a deter-se na imagem, que vem acompanhada de uma descrição verbal com o objetivo de clarear esta exploração; e, caso necessário, o professor lança-se de esquemas complementares que levem o aluno a perceber seus detalhes. Os autores também frisam que, para haver o reconhecimento da imagem no ato ensino/aprendizado, faz-se necessário que esta imagem seja associada a assuntos já conhecido pelo aluno. Podemos dizer que as postagens das imagens, configuram esse segundo momento que falam os autores, Lencastre e Chaves (2003), visto que o visitante recupera várias imagens das videoaulas,
68 com focos em detalhes e acompanhadas de legendas explicativas de todo o processo, passo a passo. A seguir, nas Figuras 122, 123 e 124, imagens das videoaulas 3, 7 e 9. Figura 122 - Impressão Figura 123 - Molde em Figura 124 - Bloco de argila de renda papel sobre argila já tomando forma Foto: Imagem recuperada da Foto: Imagem recuperada da Foto: Imagem recuperada da Videoaula 3, realizada por Videoaula 7, realizada por Videoaula 8, realizada por Rufino Costa (2019) Rufino Costa (2019) Rufino Costa (2019) Com exceção das postagens das imagens que sofreram a interferência do modo estreia adotada pelo Facebook, foram postadas depois de sua respectiva videoaula (exemplo: primeiro videoaula 1 e depois imagens da videoaula 1). Nas videoaulas, encontram-se as abordagens de todo o processo de se trabalhar a argila para produzir cerâmica, permitindo ao visitante que ao se deparar com as imagens relativas à cada videoaula, já tenha adquirido conhecimentos específicos para uma percepção do que estas imagens podem trazer a nível de aprendizagem. Tal ordem, adotada neste estudo, corrobora com o que, acima, frisam Lencastre e Chaves (2003). Figura 125 – Demonstração da feitura do rolinho Figura 126 - Colocação dos rolinhos Fotos: Imagens recuperadas da videoaula 6, realizada por Rufino Costa (2019) Quanto a uma regra de composição de fotografia para as imagens, denominada de regra dos terços, o Instituto Português de Fotografia menciona:
69 dividir a imagem em nove partes iguais (nove rectângulos), através da criação de duas linhas imaginárias verticais e duas linhas imaginárias horizontais, que deverão encontrarse à mesma distância. As intersecções destas quatro linhas “criam” quatro pontos de força, sendo que o elemento da fotografia ao qual o fotógrafo pretende dar destaque deverá ficar colocado na zona de um destes ponto de intercepção (Instituto Português de Fotografia, 2017) Para as imagens de Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , quando possível, foi adotada tal regra ao visar uma exibição melhor destas. As imagens que se referem ao processo de queima são explanadas no item a seguir. 4.9 - Da queima Embora, o assunto sobre como as queimas acontecem não tenha sido contemplado nas videoaulas, achou-se importante que a queima realizada para as peças do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica fosse colocada e explicada na página do referido curso. É a queima que confere à peça de argila o estado de peça de cerâmica. A segunda propriedade da argila é a irreversibilidade, que é quando a argila ao passar por um processo de combustão, independente de qual tipo de forno foi submetida, acontece transformações químicas irreversíveis nos seus minerais constituintes. Há uma diversidade significativa nos tipos de fornos. Dos fornos preliminares até os contemporâneos, embora haja um grau considerável do desenvolvimento de tecnologia envolvida nos atuais fornos em relação aos primeiros, permanece, para todos eles, o mesmo raciocínio de que constituem em espaços para colocar peças cruas e estas serem queimadas, como bem assinala o ceramista Chavarria (1997): O forno tenha conhecido formas e tipos variados, ele nunca deixou de ser um compartimento de maiores ou menores dimensões com a capacidade para reter o calor, aumentando-o mais ou menos rapidamente, de modo a poder cozer as peças cruas colocadas no seu interior. (Chavarria, 1997, p. 56) Segue abaixo uma explanação de tipos de fornos com suas características. Um dos tipos mais antigos, é a cozedura em Fogueira, típico de regiões onde as pessoas não possuem um bom acesso ao desenvolvimento tecnológico, visto que as peças a serem queimadas são
70 colocadas sobre a própria lenha e, posteriormente, estas são cobertas com mais lenha e ramos. Não conseguem atingir uma temperatura acima de 700. Seguidamente, podemos citar a cozedura em Cova, que consiste em abrir uma cova na terra e, de início, faz-se uma queima de ramos no seu interior. Depois, cuidadosamente, colocam-se as peças de argila sobre as brasas. Após essa etapa, põe-se na parte superior da cova, rente com a superfície da terra, barras de ferro e sobre estas, mais lenhas para o aumento da temperatura. Evoluindo na confecção de fornos, encontramos a cozedura em Forno a lenha, que se caracteriza pela alimentação do fogo via a utilização da lenha, ficando suas peças sem contato com a lenha, brasa ou ramos, havendo, assim, compartimentos destinados para as peças e outros para a lenha. Estes tipos de fornos podem ser constituídos de apenas uma câmara (local onde as peças são colocadas), denominados de ana gama, ou com mais de uma câmara, que são os nobori gama, e quando bem administrados no processo da queima, principalmente os segundos modelos, podem chegar a fornadas de alta temperatura, ultrapassando os 1000o. É um tipo de forno que não se adéqua a áreas urbanas, devido à liberação de fumaça. E há os fornos que vão além de cozeduras preliminares ou a lenha, que são os que possuem como combustíveis de queima o gás e a energia elétrica. Esses fornos apresentam vantagens sobre os anteriores, uma vez que para o ceramista, ou o operador do forno, é possível exercer controle tanto quanto à temperatura, como sobre a variação desta, o que permite determinar o tempo de duração da queima. As peças elaboradas no curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica foram submetidas a uma fornada em forno elétrico, modelo T. Milley, com armação em ferro e câmera revestida em tijolos refratários, com temperatura máxima de 1000o. Figura 127 - Figura 128 - Forno com peças Figuras 129 e 130 - Interior do forno Forno elétrico pronto para fornada com peças em forno operante Foto: José Yvan Pereira Foto: Eloísa Faria (2019) Fotos: José Yvan Pereira Leite (2019) Leite (2019)
77 o Quanto ao sexo feminino: 60 anos, 57 anos, 58 anos, 56 anos, 54 anos, 52 anos e 37 anos (uma pessoa em cada idade), 55 anos e 24 anos (duas pessoas em cada idade). Quanto aos alunos do curso de Geologia do IFRN CNAT, que postaram peças produzidas, embora não haja registro de suas idades, estas variam entre 17 a 20 anos. Dado esse, levantado junto à Diretoria Acadêmica de Recursos Naturais, onde o curso de Geologia está situado. 5.2. Dos dados suscitados em Trabalhando a argila: como produzir cerâmica Retornamos à citação de Esteves (2006), já colocada em Metodologia/Análise de Dados na secção III, a qual defende que a categorização “é a operação através da qual os dados (invocados ou suscitados) são classificados e reduzidos, após terem sido identificados como pertinentes, de forma a reconfigurar o material ao serviço de determinados objetivos de investigação” (Esteves, 2006, p. 109). Observamos que os comentários postados pelos visitantes e as imagens postadas pelos visitantes foram dados suscitados e pertinentes, na página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , para análise deste estudo. 5.2.1 Dos comentários postados pelos visitantes (nas postagens das videoaulas e das imagens, em Avaliações e recomendações, em Publicações de visitantes e no Messenger) Feita a recolha e a análise dos comentários postados pelos visitantes, localizados após as postagens das videoaulas e das imagens, em Avaliações e recomendações, em Publicações de visitantes e no Messenger, foram desenhadas as categorias Aprovação, Cerâmica, Aprendizagem, Disseminação, Beleza e Subjetividade. Essas categorias foram obtidas com a subtração de frases ou/e palavras, contidas nos referidos comentários, e ao fazer reflexões dos seus significados para, posteriormente, chegar-se a uma redução que traduzisse as suas ideias. Para tal redução/categoria, foram elencados por vezes, em: uma única frase; mais de uma frase; uma única palavra; mais de uma palavra ou frase e palavra juntas. COMENTÁRIO FRASES/PALAVRAS CATEGORIA A lógica das reduções adotadas foi baseada em Esteves (2006), quando a mesma escreve: “Uma só ideia do emissor da mensagem pode estar expressa por uma frase, por duas ou mais frases articuladas, ou por parte de uma frase que contém duas ou mais ideias diferentes” (Esteves, 2006, p.
78 114). Esteves, ainda, frisa que uma só palavra pode constituir em unidade de registro desde que esta restaure a ideia da frase, sem perda no seu sentido. Para cada categoria obtida, intentou-se encontrar ecos nas literaturas abordadas neste estudo. Os comentários acompanham a data de sua publicação, visto que se entende que é importante saber se há ou não uma constante destes com o decorrer das videoaulas. Quadro 02 - Categoria Aprovação Categoria: Aprovação Comentários Frases/palavras 07/02 Parabéns pelo projeto! /Muito bom /Trabalho maravilhoso 08/02 Já tem data para os novos vídeos?? 08/02 Amei / Deu vontade de começar a trabalhar. 08/02 Parabéns / Excelente sua proposta 08/02 Parabéns pelo trabalho, ficou maravilhoso 08/02 Lindo trabalho 08/02 Excelente 08/02 Excelente trabalho artesanal 08/02 Que lindo 08/02 Já deu vontade de voltar a trabalhar com cerâmica. 08/02 Belíssimo trabalho 08/02 Muito bom 08/02 Parabéns 14/02 O vídeo está muito bom! 14/02 Excelente
79 14/02 Parabéns pelo vídeo / Gostei muito 14/02 Parabéns 14/02 Parabéns 08/03 Trabalho fantástico 29/03 Excelente vídeo 10/05 Maravilhoso 10/05 Parabéns 10/05 Parabéns Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Os comentários foram entendidos como um diagnóstico de aprovação referente ao trabalho desenvolvido. Freire defende que o “emprego da tecnologia na educação deveria ter o caráter de práxis tecnológica” (Freire, citado em Soffner, 2013, p.153) e Sofner (2013) define a práxis na educação como “processo pelo qual uma teoria, lição ou habilidade é executada ou praticada, se convertendo em parte da experiência vivida” (Sofner, 2013, p. 157). Encontrar, além das expressões parabéns, excelente trabalho, vídeo muito bom e outras similares, os comentários “Deu vontade de começar a trabalhar”, “Já deu vontade de voltar a trabalhar com cerâmica” e “Já tem data para os novos vídeos??” são indicadores que os conteúdos explanados nas videoaulas são, felizmente, passíveis de serem rebatidos no vivido do dia a dia. Quadro 03 - Categoria Cerâmica Categoria: Cerâmica Comentários Frases/palavras 07/02 Sua arte em cerâmica não poderia ficar de fora 07/02 Sou louca por cerâmica 14/02 Tomando conhecimento da arte da cerâmica
80 10/05 Conheci um pouco da cerâmica. 22/03 Mostra a história dos nossos antepassados com a delicadeza da cerâmica. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Chavarría (1997) coloca que ao se observar a história da cerâmica ao longo dos tempos é “possível encontrar técnicas e estilos semelhantes em culturas distantes no espaço e no tempo”. (Chavarría, 1997, p. 8) Percebe-se que o curso trouxe conhecimentos sobre a cerâmica e situou esta como um artefato de registro da história, bem como, embora não tenha sido objetivo do referido curso, houve correlação da cerâmica com a arte. Quadro 04 - Categoria Aprendizagem . Categoria: Aprendizagem Comentários Frases/palavras 14/02 Vídeos me mostraram muitas formas e técnicas de trabalhar a argila. 14/02 Esclarecedor. Qual o tempo necessário? 14/02 Precisa ir ao forno? 14/02 Quantidade de argila que será necessária para se fazer determinada peça. 22/02 Exposição das técnicas você explicou muito bem. 22/02 É muito interessante ver o processo do desenho na argila. 01/03 Coisas simples servem como moldes 15/03 Estou aprendendo muito com seus vídeos
81 10/05 Muito bom conhecer essas técnicas através de uma abordagem simples e bem elaborada 05/06 Trabalhos desenvolvidos a partir dos vídeos desta página Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Foi verificada a presença de perguntas e de citações pertinentes a um processo educacional que evidenciam saberes necessários a atingir uma aprendizagem. E verifica-se, também, a indicação de que as videoaulas foram aplicadas em uma sala de aula presencial e que produziram peças a partir das mesmas. Quando Cidraes (1987) coloca que “a introdução de um sistema com aprendizes que manterão mais tarde seus próprios ateliês (...) Os ceramistas podem dar valiosa colaboração a programas de educação em áreas em desenvolvimento” (Cidraes, 1987, p. 16), podemos pensar o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica um sistema e os seus visitantes, os aprendizes. Igualmente, neste estudo, os ceramistas são compreendidos pelo referido curso e as áreas em desenvolvimento por um ambiente virtual de aprendizagem a serviço de um possível processo de educação. Quadro 05 - Categoria Disseminação . Categoria: Disseminação Comentários Frases/palavras 14/02 Contribuirão para as minhas práticas de sala de aula 14/02 Marcação de uma pessoa 05/07 Importante o trabalho da argila ser divulgado. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019).
82 A menção feita por Patrício e Gonçalves (2010) de que “as redes sociais representam uma nova tendência de partilhar contatos, informações e conhecimentos” (Patrício & Gonçalves, 2010, p. 594) corrobora com a categoria disseminação, ao se deparar com os comentários que indicam a aplicação das videoaulas em sala de aula, a importância da divulgação do trabalho da argila e a marcação de uma pessoa por um visitante x. Quadro 06 - Categoria Beleza . Categoria: Beleza Comentários Frases/palavras 07/02 Linda! 07/02 Belíssimo! Impressão da renda ficou linda! 15/03 Belíssimo trabalho 17/04 Belíssima peça 01/03 Belíssimo trabalho 15/02 Linda! 17/04 Maravilhosa 17/04 Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Milstein (1987) disserta que ao trabalhar com o barro, tenta-se aproximar da forma com todo o equilíbrio e daí chega-se ao belo. A presença de palavras ou expressões que remetem à questão do belo foi correlacionada com imagens postadas pela pesquisadora. A beleza é igualmente alegada ao trabalho desenvolvido, ou seja, ao próprio curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica.
83 Quadro 07 - Categoria Subjetividade . Categoria: Subjetividade Comentários Frases/palavras 07/02 Traduz sentimento, amor. 01/03 Amei a trilha sonora 10/05 Aprendendo com a cerâmica a cultivar valores e sensibilidade 10/05 Respeito ao outro 10/05 Paciência e tolerância Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Alguns comentários fazem considerações que não direcionam a questões do produzir cerâmica tecnicamente falando, e sim de reflexões com um teor subjetivo. Estes nos remetem ao que Gouvea (1989, p.59) assinala: “Na alma do barro desvela-se a alma do homem”. 5.2.2. Dos comentários reflexivos postados pelos visitantes (referentes aos textos) Percebe-se ao olhar os comentários dos visitantes, acerca dos textos reflexivos sobre argila e cerâmica, colocados na página pela pesquisadora, que estes também fazem ecos à ideia subjetiva que cada pensamento traz. Quadro 08 - Pensamento 1 “Ele sonhou ser preciso / Um sonho dos sonhos seus / Do barro formando Adão / Deu-lhe sentidos e ecos / E assim nós somos bonecos /Dos santos sonhos de Deus” (as cited in Mello, Gomes 1995) Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019).
84 Quadro 09 - Pensamento 2 “Mal acabava de cair as últimas gotas, saia de casa a correr (,,,). Tinha à mão a matéria-prima ideal: um barro cinzento-avermelhado. A água tinha ensopado e amaciado a terra, e tornava–se muito fácil extraí-la com as mãos”. (Chavarria, 1997, p. 6) O visitante respondeu ao comentário da pesquisadora, ocorrendo uma interação. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Quadro 10 - Pensamento 3 “Vivo uma experiência importante, onde o prazer maior está na descoberta. Relacionar com o barro se confunde com meu tempo, meu espaço, e surge minha obra. Tenho necessidade de mostrá-la e dividir com o público”. (Iório, 1987, p. 52) Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Quadro 11 - Pensamento 4 “A vida é uma eterna busca. Através das mãos encontrei como expressar meus anseios. O barro tem energia, força e leveza capazes de materializar inúmeras imagens. Dentro dele tento me aproximar da forma com todo o seu equilíbrio. Chego ao belo, contemplo”. (Milstein, 1987, p. 46) Um visitante respondeu ao comentário da pesquisadora, ocorrendo uma interação. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019).
85 Quadro 12 - Pensamento 5 “Através do silêncio, das formas mentais que surgem, que tento com e pela terra chegar ao ser numa luta dialética entre meu consciente e inconsciente. Tenho sempre a sensação de estar percorrendo o caminho do homem desde a primeira vasilha que foi queimada”. (Dourian, 1987, p. 44) Obs.: não houve comentário de visitantes. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Quadro 13 - Pensamento 6 “A cerâmica é uma linguagem imortal, uma escolha que fiz simplesmente apaixonadamente”. (Freschet, 1987, p. 50) Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Quadro 14 - Pensamento 7 “Na vida estou sempre aprendendo. Temos que ser como a argila que se deixa moldar para ser transformada”. (as cited in Fernandes, Nado s/d) Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Quadro 15 - Pensamento 8 “o barro / toma a forma / que você quiser / você nem sabe / estar fazendo / apenas / o que o barro quer” (Leminisk, https://umapoesiapordia.wordpress.com/2012/…/28/o-barro/amp/)
86 Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Quadro 16 - Pensamento 9 “Argila é / poesia e realidade / e é, também, / cerâmica que encanta” (Faria, 2019) Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Quadro 17 - Pensamento 10 “E o oleiro, o escultor, cúmplice das forças telúricas; deixam que seus dedos despertem as formas vivas adormecidas no âmago da terra”. (as cited in Gouveia, Augras 1989, p. 11) Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Pode-se assinalar que a categoria Subjetividade foi a preponderante, percebida em todos os textos abordados nos pensamentos de ceramistas, poetas e psicóloga, com exceção do pensamento 5. Identificamos também a categoria Cerâmica no Pensamentos 6, quando encontramos a citação “antigas e valiosas cerâmicas chinesas”. Para o pensamento 5, não houve comentários de visitantes da página. Ainda são dados suscitados da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , com fins de análise deste estudo: as imagens de peças produzidas, reconhecendo nestas as categorias aprendizagem, disseminação e aprovação. Também, igualmente, são dados coletados e estudados os
93 Tendo em vista a postagens das três peças pintadas na página pelos alunos do curso de Geologia, a pesquisadora entendeu por necessário fazer uma observação quanto ao quesito pintura em cerâmica. Tal observação contemplou a necessidade para com o cuidado quanto à toxidade de tintas utilizadas na modelagem em argila e em peças de cerâmica. As postagens das imagens, de peças produzidas por alunos a partir das videoaulas, reforçam que este curso propiciou tanto uma aprendizagem de técnicas de modelagem em argila para produções de peças de cerâmica como também a disseminação deste ofício. Reflete também a aprovação das videoaulas, visto que houve produções de peças a contento. 5.2.4 Minutos de visualização das vídeosaulas O tempo de visualização das videoaulas apresenta acima de 100 minutos para a primeira (4:11), a segunda (5:33) e a terceira videoaula (10:44). Entre 100 e 50 minutos, encontramos o tempo de visualização para a quarta (6:34), a quinta (7:51), a sétima (5:53) e a décima videoaula (6:02) e, abaixo dos 50 minutos, a sexta (6:34), a oitava (6:14) e nona videoaula.( 7:07). Gráfico 01 - Minutos de visualização das videoaulas. Fonte: Dados coletados do Facebook (08/07/2019). 181 413 128 69 91 44 74 41 29 90 Vídeoaula 01 Vídeoaula 02 Vídeoaula 03 Vídeoaula 04 Vídeoaula 05 Vídeoaula 06 Vídeoaula 07 Vídeoaula 08 Vídeoaula 09 Vídeoaula 10 Minutos de visualização
94 Fazer uma correlação do tempo de duração de cada videoaula com os minutos de visualização de cada respectiva videoaula, com exceção das três primeiras, principalmente da segunda, nos leva a concluir que as videoaulas não foram vistas na sua totalidade por um número considerável de visitantes. O número extenso de minutos de visualização para a segunda videoaula torna-se um dado bem significativo. Esta videoaula, “Sobre o amassar a argila, sobre pontos da argila, e secagem da peça produzida”, traz conteúdos que são indispensáveis para o trabalhar a argila independente da técnica de modelagem adotada na elaboração de uma peça de cerâmica, de forma que, para a produção de uma escultura via a técnica de um bloco, não se faz necessário saber como desenvolver uma peça pela técnica da placa, mas são indispensáveis os conhecimentos da videoaula em questão. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Detendo-se, porém, nesta postagem acima, há uma reflexão importante ao considerar este pouco tempo de visualização registrado pela página. O comentário “Vídeos maravilhosos que muitos contribuirão para as práticas de sala de aula. Gratíssima” em uma turma que, segundo informado pela DIAREN, possui 33 alunos, e as postagens de peças produzidas por estes mesmos alunos, deixa a seguinte margem de raciocínio: pode ter havido a projeção de cada videoaula, em uma sala de aula, fazendo com que esta fosse visualizada por toda a turma ou próximo de sua totalidade, de forma que, os minutos de visualização, registrado pelo Facebook, foram, na verdade, vistos por além de um só visitante. Podemos falar que a disseminação das videoaulas realizou-se por dois vieses: um como ferramenta de ensino dentro de um processo educacional, em uma sala de aula, por um professor e por seus alunos e, um segundo, quando qualquer visitante acessou a página do referido curso. 5.2.5 Compartilhamentos Para este estudo, ao nos determos em compartilhamentos de postagens feitas pela pesquisadora, do curso Trabalhando a argila; como produzir cerâmica, foi percebido que tais ações aconteceram nas fotos do perfil e da capa, em videoaulas e em imagens referentes a videoaulas.
95 Gráfico 02 - Compartilhamento das fotos do perfil e da capa da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). Ao perceber o compartilhamento para com as fotos do perfil e da capa, podemos constatar que houve uma propagação na criação da página do referido curso. Gráfico 03 - Compartilhamento das videoaulas da página rabalhando a argila: como produzir cerâmica. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). 0 1 2 3 Foto da capa Foto do perfil Quantidade de compartilhamentos 0123456 1ª videoaula 2ª videoaula 3ª videoaula 4ª videoaula 5ª videoaula 6ª videoaula 7ª videoaula . Quantidade de compartilhamentos
96 Relativo às videoaulas, houve o maior compartilhamento para a primeira, a qual aborda o que constitui o curso, fato que podemos cogitar uma ação que favoreceu a sua divulgação. Encontramos compartilhamento dos aspectos necessários a prática do ofício de trabalhar a argila para produzir peças de cerâmicas, abordados na segunda videoaula. No tocante às videoaulas que explanaram as técnicas de modelagens, houve compartilhamento das 5ª, 6ª e 7ª que são, respectivamente, as técnicas da placa, do rolinho e da elaboração de um pequeno painel a partir da técnica de pequenas placas. Também foi verificado o compartilhamento para com a questão de impressões na argila abordada na videoaula 3, a qual exalta a possibilidade destas impressões via objetos do dia a dia, com formas de carimbos e por desenhos a mão livre e, na videoaula 4, onde é abordada o registro de dados culturais, bem como a elaboração da barbotina. Ao considerar a análise feita no parágrafo acima, podemos perceber que, embora em um número pequeno, houve a propagação dos conteúdos alvo deste estudo, ou seja: os pontos de se trabalhar a argila; processo de amassar a argila; secagem da peça elaborada; técnicas de modelagens em argila; registros de impressões na argila e a feitura da barbotina (cola utilizada na argila). Não houve, porém, compartilhamento para as três últimas videoaulas. A oitava e nona videoaula explanam, respectivamente, sobre as técnicas de modelagem de uma escultura a partir de um bloco e a da elaboração de uma escultura a partir da combinação de duas técnicas; já a décima e última, fala sobre a tolerância e paciência necessária na prática de se trabalhar a argila, da conclusão e do agradecimento. Gráfico 04 - Compartilhamento de imagens referentes às videoaulas da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica. Fonte: Dados coletados no Facebook (08/07/2019). 0 1 2 3 Imagens da 1ª videoaula Imagens da 7ª videoaula Quantidade de compartilhamentos
97 Enquanto, para as imagens que fazem referência às videoaulas, foram percebidos constantes comentários durante todo o curso, no que diz respeito ao compartilhamento destas, só foram encontradas consoante a demonstração da técnica da elaboração de um pequeno painel e de peças de cerâmica exposta na primeira videoaula. Das três naturezas de postagens das quais o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica se propôs, que foram videoaulas, imagens referentes às vídeosaulas e pequenos textos, somente estes últimos não registraram compartilhamento. Compartilhar, independente de número pequeno, médio ou considerável, significa que houve uma disseminação da página, visto que postagens do curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica são vistas em diferentes perfis de usuários do Facebook. 5.2.6 Alcance geográfico por pessoas O presente estudo, Trabalhando a argila: como produzir cerâmica, possibilitou a disseminação de parte do universo da argila e da cerâmica, no tocante à explanação de aspectos técnicos (processo de amassar a argila, pontos de modelagem, técnicas de modelagem e processo de secagem), da questão de registros tão presente na cerâmica, através da abordagem de impressões e de reflexões subjetivas acerca deste ofício, Tal disseminação é detectada quando o Facebook identifica um alcance geográfico por pessoas no Brasil, Portugal, França, Espanha, Reino Unido/Inglaterra, Itália e Austrália, por públicos diferentes, a saber: fãs, seguidores e pessoas alcançadas. Para compreender quem são os seguidores, fãs e pessoas alcançadas buscou-se obter o significado destes no Blog Marketing de Resultados Digitais. Seguidores são “as pessoas que seguem seu conteúdo, mas não contabilizam como uma curtida” (https://resultadosdigitais.com.br/blog/planilha-metricas-facebook/). Encontrados no Brasil, Portugal, França, Espanha, Reino Unido e Itália, com evidência de uma porcentagem superior no Brasil, tanto para o número de seguidores (173) como para o número de cidades (21) naquele país, em relação aos outros países e suas cidades. Posto que houve somente um número de quatro seguidores em Portugal, de dois na França, de um na Espanha, de um na Itália e de um na Inglaterra e, para o número de cidades nestes países, encontramos duas na França, duas em Portugal, uma na Espanha, uma na Itália e uma na Inglaterra.
98 Gráfico 05 - Países alcançados por seguidores Fonte: Dados coletados do Facebook (08/07/2019). Gráfico 06 - Número de cidades, por país, alcançadas por seguidores. Fonte: Dados coletados do Facebook (08/07/2019). Fãs são “as pessoas que efetivamente curtiram a sua página” (https://resultadosdigitais.com.br/blog/planilha-metricas-facebook/). Encontrados no Brasil, Portugal, França, Espanha, Reino Unido e Itália, com evidência de uma porcentagem superior no Brasil, tanto para o número de fãs (169) como para o número de cidades (20) naquele país, em relação aos outros países e suas cidades. Posto que houve somente um número de quatro fãs em Portugal, de dois na França, de um na Espanha, de um na Itália e de um na Inglaterra e, para o número de cidades nestes países, encontramos três na França, duas em Portugal, uma na Espanha, uma na Itália e uma na Inglaterra. 173 4 2 1 1 1 Brasil Portugal França Espanha Reino Unido Itália 21 2 1 211 Brasil Portugal Espanha França Itália Inglaterra
99 Gráfico 07 - Países alcançados por fãs Fonte: Dados coletados do Facebook (08/07/2019). Gráfico 08 - Número de cidades, por país, alcançadas por fãs. Fonte: Dados coletados do Facebook (08/07/2019). Pessoas alcançadas “elucida o número total de pessoas que visualizaram suas postagens. Isso inclui amigos de seus fãs que visualizaram um post compartilhado no feed ou pessoas que visualizaram postagens pagas” (https://resultadosdigitais.com.br/blog/planilha-metricas-facebook/). Encontradas no Brasil, Portugal, França, Espanha e Austrália, com evidência de uma porcentagem superior no Brasil, tanto para o número de seguidores (116) como para o número de cidades (23) naquele país, em relação aos outros países e suas cidades. Posto que houve somente um número de duas pessoas alcançadas em Portugal, de uma na França, de uma na Espanha e de uma na Austrália e, para o número de cidades nestes países, encontramos duas em Portugal, uma na França, uma na Espanha e uma na Austrália. 169 4 2 1 1 1 Brasil Portugal França Espanha Reino Unido Itália 20 2 1 3 11 Brasil Portugal Espanha França Itália Inglaterra
100 Gráfico 09 - Países alcançados por Pessoas Alcançadas. Fonte: Dados coletados do Facebook (08/07/2019). Gráfico 10 - Número de cidades, por país, alcançadas por pessoas alcançadas. Fonte: Dados coletados do Facebook (08/07/2019). Do exposto acima podemos concluir que o pais onde reside a pesquisadora, Brasil, manteve uma significativa predominância de visualização da página, Trabalhando a argila: como produzir cerâmica. Mas, também, podemos também pensar que o Facebook ao permitir a referida página ser acessada em outros países, mesmo em um número que varia de uma pessoa até quatro pessoas, como aconteceu com este estudo, contribui para que uma rede social possa possibilitar a disseminação do fazer cerâmica. E aí, quiçá este número pequeno de pessoas, sejam multiplicadores, Trabalhando a argila: como produzir cerâmica continuará com a propagação da modelagem da argila para a produção de peças que venham a ser cerâmica. 116 2 1 1 1 Brasil Portugal Austrália Espanha França 23 2 111 Brasil Portugal Austrália Espanha França
101 6 CONCLUSÃO Este estudo teve como questão orientadora da investigação a seguinte: como desenvolver adequadamente o passo a passo de um curso de cerâmica para veiculá-lo em uma página pública, online, no Facebook, visando a disseminação e uma possível aprendizagem desse ofício. Com o intuito de lograr, satisfatoriamente, a elaboração deste passo a passo, dentro de um processo educacional que contemplasse a disseminação e aprendizagem, foram elencados objetivo geral e específicos que norteassem o desenvolvimento da linha de investigação desta pesquisa, a qual constitui o curso Trabalhando a argila: como produzir cerâmica, situado em uma página do Facebook, vinculada ao perfil da pesquisadora. Seu objetivo geral, identificado em disponibilizar um curso sobre cerâmica, que permita a aprendizagem de produção de peças não estruturais, via uma página da rede social Facebook aberta ao público em geral, sem fins lucrativos deteve-se no frisar de oportunizar o referido curso veiculado em uma página no Facebook e que, quando acessado por visitantes, fosse capaz de oferecer subsídios para que estes mesmo visitantes fossem capazes de produzir peças de cerâmicas não estruturais. Ao visar atender o objetivo geral citado acima, partiu-se para a adoção tanto de um objetivo específico que acolhesse a elaboração do curso em si, Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , no seu todo, como de outros, que permitissem a apreensão ou não de dados que diagnosticassem aprendizagens e disseminação facultada pelo referido curso. Seguem-se os objetivos específicos. Produzir videoaulas, imagens e pequenos textos que constituirão o curso de cerâmica. Este objetivo é desenvolvido e postado na página, online e pública, Trabalhando a argila: como produzir cerâmica , situada no Facebook. Foram produzidas dez videoaulas, onde a primeira aborda o que constitui o curso, da segunda à nona videoaula são explanados aspectos importantes no momento da modelagem da argila e técnicas de modelagens e a décima e última videoaula traz o fechamento com a revisão dos assuntos abordados, ainda frisa a importância da paciência e tolerância na prática deste ofício e por fim, agradece a companhia. Para estas videoaulas foram elaborados, antecipadamente, os roteiros de cada uma delas. Houve o cuidado de manter sempre o mesmo cenário em todas videoaulas: mesa com tampo azul (onde havia a demonstração dos conteúdos e exposição dos materiais utilizados) e duas estantes com peças de cerâmicas (por trás da pesquisadora, quando a mesma aparecia). As realizações destas aconteceram no mesmo local, Atelier de Artes Visuais do Núcleo de Arte do IFRN CNAT, mantendo o mesmo horário de filmagem,
102 As imagens postadas referem-se às videoaulas. Objetivam reforçar os assuntos explanados ao exibi-las novamente acompanhadas de pequenos textos explicativos. Relativamente aos textos, foram elencados dez pensamentos de pessoas que, em sua fala, dão um significativo valor à argila e à cerâmica. Nesta parte do curso, a ideia foi fazer uma reflexão subjetiva para com este universo, extrapolando a questão técnica. Para o objetivo analisar os comentários referentes ao curso de cerâmica, tendo como objetivo saber se foi possível algum tipo de aprendizagem e/ou despertou curiosidade ao universo da cerâmica, fez-se a coleta e a análise de todos os comentários postados na página. Para tal análise, recorreu-se ao método Análise de conteúdo, extraindo as categorias: Aprovação, Cerâmica, Aprendizagem, Disseminação, Beleza e Subjetividade explanadas no tópico 5.2.1 Dos comentários postados pelos visitantes. O objetivo verificar se há registros ou menção de produções de peças de cerâmicas, produzidas pelos visitantes, a partir das videoaulas, colocados na página. Em havendo, analisar as referidas produções de peças de cerâmicas é alcançado quando são encontrados registros de imagens postadas por visitantes. Na análise de tais imagens foram identificadas as categorias aprendizagem, disseminação e aprovação, assinaladas no tópico 5.2.3 Das imagens de peças produzidas. Sobre o objetivo detectar o tempo de visualização de cada videoaula, compartilhamentos, e alcance geográfico por pessoas foi percebida a categoria disseminação Tendo em vista a análise do tempo de visualização das videoaulas, percebemos que estas foram assistidas individualmente e, por uma postagem de uma professora, em uma sala de aula; para o quesito compartilhamento, verificou-se a disseminação da primeira à sétima videoaula, das imagens das fotos da capa e do perfil e de imagens referente às primeira e sétima videoaulas e, quanto ao alcance geográfico, encontrou-se o registro em países e em cidades destes países por um público de fãs, de seguidores e de pessoas alcançadas. Tais dados estão elucidados nos tópicos 5.2.4 Tempo de visualização das videoaulas, 5.2.5 Compartlhamentos e 5.2.6 Alcance geográfico. 6.1 – Considerações finais O tempo de coleta de dados da página Trabalhando a argila: como produzir cerâmica para análise dos mesmos foi compreendido no período de 07 de fevereiro de 2019 a 07 de julho de 2019, contudo,
109 Apêndices Apêndice 1 - Guiões para as videoaulas. ROTEIRO DE VIDEOAULA DO CURSO “TRABALHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA”. Guião da Videoaula 1: Apresentação do curso, materiais de trabalho e peças exemplares. (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/2468059843427463/) Autores: Eloísa Maria de Faria e Rufino Costa. Data de postagem: 08 de fevereiro de 2019. SEQ VIDEOAULA (síntese) DESCRIÇÃO DA IMAGEM EXIBIDA NA VIDEOAULA LUZ ÁUDIO TEMPO PARCIAL TEMPO TOTAL 01 Peças de cerâmicas. Imagens de diversas peças de cerâmica exibidas com a câmera em movimento, Parte das peças estão sobre uma superfície azul e, outras, sobre prateleiras de uma estante Alteração de luz: Luz frontal, luz superior, luz lateral. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0:30 4’12’’ 02 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio alternando em Plano Médio Curto. GC: ELOISA FARIA / CERAMISTA. GC: TRABALHANDO A ARGILA: PRODUZIR CERÂMICA. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOÍSA Inicia com uma saudação de “Olá”. Identifica que é Eloísa Faria, ceramista, com graduação em Educação Artística – Artes Plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e que estará aqui ministrando um minicurso sobre a modelagem em cerâmica, que denominei de “TRABALHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA”. E que para tais, usará postagens de vídeos, imagens e pequenos textos, semanalmente. Tal minicurso tem o objetivo de disseminar o processo de como fazer cerâmica e faz parte de 0’58”
110 um estudo que será base para a dissertação do mestrado em Ciências em Educação, na área de especialização em Tecnologia Educativa da Universidade do Minho, na cidade de Braga, Portugal. Fala que abordará técnicas de modelagem em argila e frisarei a possiblidade de impressões características da arte em cerâmica. 03 Materiais de trabalho: estecos e objetos utilizados no dia a dia (escova de dente, garfo, estilete, espátula, caneta, palitos, fios). GC: ESTECOS / INSTRUMENTOS ADAPTADOS . Imagem das mãos da pesquisadora expondo e explicando os utensílios utilizados para trabalhar a argila. ESTECOS são as ferramentas próprias do ceramista. INSTRUMENTOS ADAPTADOS, que como o próprio nome já diz, são alguns objetos do cotidiano que podem ser usados como estecos, e cita: garfos, escova com a cerda para fazer textura, espátula e outros mais. Luz superior. OFF: Fala livre sobre alguns dos utensílios de trabalho utilizados para trabalhar a argila, argila. Explica o que são estecos e fala sobre instrumentos adaptados. 0’39” 04 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas Luz frontal ELOISA: Aborda que no decorrer de nossas atividades vamos descobrindo outros materiais que podem ser utilizados como estecos. E que além, dos estecos e dos instrumentos adaptados, frisa que podemos fazer uso de: 0’19”
111 encerado, cartolina, plásticos e tiras de sacos plásticos. 05 Sobre a mesa de trabalho encontram-se sobre uma mesa de tampo azul. GC: TÉCNICA DO ROLINHO / IMPRESSÃO DE UM DADO CULTURAL/ TÉCNICA DA PLACA / TEXTURAS / SUPERPOSIÇÃO DE PLACAS Imagem das mãos da pesquisadora expondo um número de cinco peças de cerâmica que exemplificam as técnicas do rolinho e da placa. Explica as impressões de texturas e de impressões de dados culturais feito nas suas superfícies ou em parte delas. Luz superior OFF: Expõe cerâmicas que exemplificam técnicas a serem demonstradas no referido curso. Técnica do ROLINHO, da PLACA e de SUPERPOSIÇÃO DE PLACAS. Assinala TEXTURAS e DADOS CULTURAIS. 0’55” 06 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas Luz frontal TEMPO POUCO UMIVERSO CERAMICA DESEJO CAMINHADA ELOISA: Para finalizar o primeiro encontro, assinala que tem consciência do pouco tempo, que é aqui, para o universo amplo que é a cerâmica. Também, frisa que utilizará as postagens dos visitantes, para a análise do estudo, mas que terá o cuidado e manter o anonimato dos autores. E deseja a todos uma agradável e divertida caminhada através da argila. Um abraço e até mais! 0’31” 07 Créditos. Os créditos, na cor branca, passando em um fundo preto. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’15” Obs.: Os 10 primeiros segundos da videoaula são com a exibição da imagem da logomarca do setor que produziu a videoaula (filmagem e edição): COVIDEO; É exibida a logomarca COVIDEO em toda extensão da videoaula: O tempo, de duração de cada sequência, pode apresentar variações de 01 a 02 segundos para mais ou para menos.
112 Guião da Videoaula 2: Sobre o amassar a argila, sobre pontos da argila, e secagem da peça produzida. (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/554233125059413/) Autores: Eloísa Maria de Faria e Rufino Costa. Data de postagem: 14 de fevereiro de 2019. SEQ VIDEOAULA (síntese) DESCRIÇÃO DA IMAGEM EXIBIDA NA VIDEOAULA LUZ ÁUDIO TEMPO PARCIAL TEMPO TOTAL 01 Peças de cerâmicas. Imagens de diversas peças de cerâmica exibidas com a câmera em movimento, Parte das peças estão sobre uma superfície azul e, outras, sobre prateleiras de uma estante. Alteração de luz: Luz frontal, luz superior, luz lateral. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’40” 5’33” 02 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. GC: ELOISA FARIA / CERAMISTA. GC: AMASSAR A ARGILA / PONTOS DA ARGILA / SECAGEM DA PEÇA. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Olá! Informa que dando continuidade ao curso TRABLAHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA, hoje falará de questões importantes no processo da modelagem em argila, tais como: o amassar da argila; os pontos da argila e a secagem da peça produzida. Frisa que é Eloísa Faria e deseja a todos um bom vídeo. 0’21” 03 Argila, encerado, cartolina. Imagem das mãos da pesquisadora demonstrando o processo de amassar a argila. Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. Luz superior. OFF: Fala livre sobre a demonstração do processo de amassar a argila. . 0’30” 04 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. GC: PONTOS DE ARGILA. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOÍSA: Chama atenção para a importância dos pontos da modelagem em argila para as 0’09”
113 produções de peças com sucesso, as quais sairão inteiras do forno. 05 CARTELA Conceito do ponto de modelagem. Aúdio da pesquisadora lendo o conceito, enquanto este é exibido na frase: É o estado em que a argila está adequada para ser modelada, permitindo ao ceramista realizar a forma desejada. A frase é exibida sobre uma imagem que tem as mãos da pesquisadora segurando argila. Luz superior. OFF: Leitura do conceito do ponto de modelagem. 0’10” 06 Argila, encerado, cartolina. Imagem das mãos da pesquisadora demonstrando o processo do ponto de modelagem, com a argila e os materiais utilizados. Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. Há momentos em que a pesquisadora não fala e aí a filmagem é exibida de forma apressada, tendo a vinheta como aúdio. Luz superior. OFF: Fala livre sobre a demonstração do ponto de modelagem. 1’29” 06 CARTELA Conceito de ponto de couro. Aúdio da pesquisadora lendo o conceito, enquanto este é exibido na frase: É o estado onde a pasta de modelagem ainda contém água, possibilitando impressões na superfície da peça. A frase é exibida sobre uma imagem de peça em estado de couro. Luz superior. OFF: Leitura do conceito do ponto de couro. 0’10”
114 07 Peça produzida na demonstração do ponto de modelagem, espátula (esteco), cartolina. A pesquisadora explica o que é o ponto de couro de couro e, tanto faz impressões na peça, como faz, suavemente, modificações na sua forma. Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. Luz superior. OFF: Fala livre sobre a explicação do que consiste o ponto de couro. 0’20” 07 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Fala que explica que a secagem seja feita de forma gradativa. Assinala que a ideia é, após a peça ser concluída, cobrir com um saco plástico por um período de um dia e, posteriormente, ser secada ao ar livre e, só assim, ser submetida a um processo de queima. 0”18” 08 CARTELA Conceito de ponto de osso. Aúdio da pesquisadora lendo o conceito, enquanto este é exibido na frase: É o estado em que a peça já atingiu a sua secagem máxima ao ar livre, estando pronta para ir ao forno. A frase é exibida sobre uma imagem de peças em estado de osso. Luz superior. OFF: Leitura do conceito do ponto de osso. 0’10” 09 Pequenas peças produzidas já no estado de ponto de osso. A pesquisadora exibe peças já secas ao ar livre e fala que elas já podem ir para o forno e serem submetidas a um processo de queima. Luz superior. OFF: Fala livre sobre a explicação do que consiste o ponto de osso. 0’10” 10 CARTELA Conceito de ponto de biscoito. . Aúdio da pesquisadora lendo o conceito, enquanto este é exibido na frase: È o estado em que a peça já passou pelo processo de queima, deixando Luz superior. OFF: Leitura do conceito do ponto de biscoito. . 0’11”
115 de ser argila e passando a ser cerâmica. A frase é exibida sobre uma imagem de duas peças de cerâmica. 11 Exposição de duas peças de cerâmica. São expostas duas peças de cerâmica. A pesquisadora, com uma na mão, fala que a mesma já passou por todo o processo de modelagem, já foi ao forno, já foi submetida ao um processo de queima e que hoje é uma peça de cerâmica. Luz superior. OFF: Fala livre sobre a explicação do que é ponto de biscoito. 0’12” 12 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. GC: IMPRESSÕES. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas Luz frontal. ELOÍSA: Assinala que por hoje é só, avisa que, no próximo encontro, veremos impressões, que é um processo característico nas cerâmicas. Frisa que espera que tenham gostado e despede com um “Até mais”. 0’18” 13 Créditos Os créditos, na cor branca, passando em um fundo preto. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca 0’15” Obs.: Os 10 primeiros segundos da videoaula são com a exibição da imagem da logomarca do setor que produziu a videoaula (filmagem e edição): COVIDEO; É exibida a logomarca COVIDEO em toda extensão da videoaula; O tempo, de duração de cada sequência, pode apresentar variações de 01 a 02 segundos para mais ou para menos.
116 Guião da Videoaula 3: Impressões com objetos do dia a dia, com formas de carimbos e por desenhos. (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/1990146271290388/) Autores: Eloísa Maria de Faria e Rufino Costa. Data de postagem: 22 de fevereiro de 2019. SEQ VIDEOAULA (síntese) DESCRIÇÃO DA IMAGEM EXIBIDA NA VIDEOAULA LUZ ÁUDIO TEMPO PARCIAL TEMPO TOTAL 01 Peças de cerâmicas Imagens de diversas peças de cerâmica exibidas com a câmera em movimento, Parte das peças estão sobre uma superfície azul e, outras, sobre prateleiras de uma estante Alteração de luz: Luz frontal, luz superior, luz lateral MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca 0’40” 10”44” 02 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. GC: ELOISA FARIA / CERAMISTA Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas Luz frontal ELOISA: Fala um olá, assinala tanto a continuidade do curso TRABLAHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA. Frisa que eu, Eloísa Faria, juntamente com vocês veremos algumas técnicas de impressões nas cerâmicas. E convida com um “Vamos lá?!” 0’15” 03 VINHETA: GC: TÉCNICAS DE IMPRESSÕES Imagem de uma mesa (tampo azul), argila, cartolina. Frase TÉCNICAS DE IMPRESSÕES Luz frontal MÚSICA: “Ziegelstrasse”, de Roderick Fonseca. 0’05” 04 Argila, cartolina, taça de vidro, palito de manicure, caneta, estilete, garfo Imagem das mãos da pesquisadora demonstrando como se faz impressões e texturas utilizando a argila objetos encontrados do nosso Luz superior OFF: Fala livre sobre a demonstração de se fazer impressões produzindo texturas com materiais e objetos encontrados 5’43”
117 dia a dia (taça de vidro, palito de manicure, caneta, estilete, garfo) e com os dedos da mão. Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. do nosso dia a dia e com os dedos da mão 05 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas Luz frontal ELOÍSA: Fala da possibilidade de desenhar na própria peça, tornando o trabalho do ceramista mais amplo e pessoal. E que esses desenhos podem ser a mão livre ou em formas de carimbos. 0’15” 06 Argila, recorte de renda, rolo de pizza, colar, cartolina, palito de manicure Imagem das mãos da pesquisadora demonstrando como se faz impressões na com um recorte de renda e, para tanto utiliza um rolo de pizza. Demonstração, também, como se faz impressão com um colar e com desenho a mão livre (utilizando um palito de manicure) Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. Há momentos em que a pesquisadora não fala e aí a filmagem é exibida de forma apressada, tendo a vinheta como aúdio. Luz superior OFF: Fala livre sobre a demonstração de se fazer impressões com uma renda e um colar (formas de carimbo) e com desenhos a mão livre. 3’06”
118 07 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. . Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas Luz frontal ELOÍSA: Pergunta se gostou? Pede que deixe comentários e que estes serão de grande importância Assinala que na próxima semana teremos impressões de dados culturais para o próximo vídeo. E despede com um “Até mais e um tchau” 0’15” Créditos Os créditos, na cor branca, passando em um fundo preto. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca 0’15” Obs.: Os 10 primeiros segundos da videoaula são com a exibição da imagem da logomarca do setor que produziu a videoaula (filmagem e edição): COVIDEO; É exibida a logomarca COVIDEO em toda extensão da videoaula: O tempo, de duração de cada sequência, pode apresentar variações de 01 a 02 segundos para mais ou para menos.
125 06 Mesa com tampo azul, bloco de argila, tiras de madeira, rolo de pizza, encerado, molde em papel da base da peça, tiras de plásticos, cartolina, esteco, folha de papel. Imagem das mãos da pesquisadora demonstrando a técnica utilizando a argila e os materiais necessários. Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. Há momentos em que a pesquisadora não fala e o aúdio é o som da vinheta. Há momentos em que a pesquisadora não fala e aí a filmagem é exibida de forma apressada e o aúdio é o som da vinheta. Luz superior. OFF: Fala livre de acordo com a modelagem que está acontecendo. Ao final da colocação dos rolinhos iniciais que compõem a peça, da base até a metade, a pesquisadora para a demonstração e exibe uma peça feita com esta técnica e com a mesma forma concluída anteriormente. Isto aconteceu devido a referida peça precisar de um tempo de descanso para que os rolinhos iniciais adquirissem um certo grau de dureza e viessem a receber os rolinhos que formariam a parte restante da peça. 7’17” 07 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOÍSA: Pergunta se gostou e fala que espera para o próximo vídeo. E despede com um “Até mais e tchau” 0’07” 08 Créditos. Os créditos, na cor branca, passando em um fundo preto. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’15” Obs.: Os 10 primeiros segundos da videoaula são com a exibição da imagem da logomarca do setor que produziu a videoaula (filmagem e edição): COVIDEO; É exibida a logomarca COVIDEO em toda extensão da videoaula: O tempo, de duração de cada sequência, pode apresentar variações de 01 a 02 segundos para mais ou para menos.
126 Guião da Videoaula 7: Produção de um pequeno painel a partir da técnica da placa. (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/443295476412501/) Autores: Eloísa Maria de Faria e Rufino Costa. Data de postagem: 22 de março de 2019. SEQ VIDEOAULA (Síntese) DESCRIÇÃO DA IMAGEM EXIBIDA NA VIDEOAULA LUZ ÁUDIO TEMP O PARC IAL TEMPO TOTAL 01 Peças de cerâmicas. Imagens de diversas peças de cerâmica exibidas com a câmera em movimento. Parte das peças estão sobre uma superfície azul e, outras, sobre prateleiras de uma estante. Alteração de luz: luz frontal, luz superior, luz lateral. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’40” 5’54” 02 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. GC: ELOISA FARIA / CERAMISTA. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Cumprimenta com um “Olá!”, Fala que avança com o curso TRABLAHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA. Usa a expressão “eu e você” para dizer que hoje iremos elaborar um pequeno painel a partir da técnica da placa. E convida com um “Vamos lá?!”. 0’17” 03 VINHETA: GC: PAINEL COM TÉCNICCA DE PLACA. Imagem de uma mesa (tampo azul), exibindo o modelo do painel que será elaborado. Frase: PAINEL COM TÉCNICCA DE PLACA. Luz superior. MÚSICA: “Ziegelstrasse”, de Roderick Fonseca... 0’05” 04 Mesa com tampo azul, suporte de madeira circular, moldes em papeis das peças que irão constituir o painel. Explanação de como ficará o painel, exibindo o suporte em madeira e as peças que irão constituir o painel. Tal explanação se dá com a fala e com a exibição das mãos da pesquisadora. Luz superior. OFF: Explana que o painel será constituído de placas de argila e um apequena porção de argila manuseada livremente, tendo como 0’15”
127 base um suporte de madeira de formato circular. 05 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOÍSA: Na fala, é dito que já foi visto como abrir uma placa de argila com o rolo de pizza e tiras de madeira. Então avisa que partirá para a produção do painel já com as placas abertas. 0’16” 06 Mesa com tampo azul, placa de argila, cartolina, moldes em papeis das placas, esteco, folha de papel. Imagem das mãos da pesquisadora demonstrando a técnica utilizando a argila e os materiais necessários. Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. Há momentos em que a pesquisadora não fala e aí a filmagem é exibida de forma apressada, tendo a vinheta como aúdio. OFF: Fala livre de acordo com a modelagem que está acontecendo. 3’45” 07 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. ELOÍSA: Espero que tenha gostado! Informa que no próximo vídeo abordará a elaboração de uma escultura a partir de um bloco de argila.. Até lá, tchau!!! 0’11” 08 Créditos. Os créditos, na cor branca, passando em um fundo preto. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’15” Obs.: Os 10 primeiros segundos da videoaula são com a exibição da imagem da logomarca do setor que produziu a videoaula (filmagem e edição): COVIDEO; É exibida a logomarca COVIDEO em toda extensão da videoaula: O tempo, de duração de cada sequência, pode apresentar variações de 01 a 02 segundos para mais ou para menos.
128 Guião da Videoaula 8: Elaboração de uma escultura a partir de um bloco. (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/559806824532681/) Autores: Eloísa Maria de Faria e Rufino Costa. Data de postagem: 29 de março de 2019. SEQ VIDEOAULA (síntese) DESCRIÇÃO DA IMAGEM EXIBIDA NA VIDEOAULA LUZ ÁUDIO TEMPO PARCIAL TEMPO TOTAL 01 Peças de cerâmicas. Imagens de diversas peças de cerâmica exibidas com a câmera em movimento, Parte das peças estão sobre uma superfície azul e, outras, sobre prateleiras de uma estante. Alteração de luz: luz frontal, luz superior, luz lateral. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’40” 6’04” 02 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. . GC: ELOISA FARIA / CERAMISTA. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Cumprimenta com um “Olá!”, Reforça o curso TRABLAHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA. E explica que abordará a elaboração de uma escultura a partir de um bloco. E convida com um “Vamos começar?!”. 0’12” 03 VINHETA: GC: ESCULTURA A PARTIR DE BLOCO. Imagem de uma mesa (tampo azul), com um bloco de argila sobre um encerado. As mãos da pesquisadora encontram-se na mesa. Frase: ESCULTURA A PARTIR DE BLOCO. Luz superior. MÚSICA: “Ziegelstrasse”, de Roderick Fonseca. 0’05” 04 Encerado, argila, cartolina, folha de papel e esteco. Ao ir explanando, com as mãos exibe a argila, a cartolina, papel e esteco. Luz superior. OFF: Explanação que para a modelagem de uma escultura via bloco, o essencial é somente um bloco de argila. 0’27”
129 Explana, também, sobre os materiais para suporte (cartolina e uma folha) e, caso queira fazer textura, estecos. 05 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. . Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Avisa que haverá a elaboração de uma escultura de forma abstrata, tendo sua forma definida no momento de criação. 0’07” 06 Mesa com tampo azul, encerado, argila em formato de bloco, folha de papel e cartolina. Imagem das mãos da pesquisadora demonstrando a técnica utilizando a argila e os materiais necessários. Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. Há momentos em que a pesquisadora não fala e aí a filmagem é exibida de forma apressada, tendo a vinheta como aúdio. Luz superior. OFF: Fala livre sobre a demonstração do processo de modelagem de uma escultura abstrata a partir de um bloco. 3’58” 07 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOÍSA: Traz uma fala que deseja que tenham apreciado e adianta que, no próximo encontro, será a elaboração de uma peça a partir de duas técnicas. Despede com um ‘Até mais, um abraço”. 0’10” 08 Créditos. Os créditos, na cor branca, passando em um fundo preto. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’15” Obs.: Os 10 primeiros segundos da videoaula são com a exibição da imagem da logomarca do setor que produziu a videoaula (filmagem e edição): COVIDEO; É exibida a logomarca COVIDEO em toda extensão da videoaula: O tempo, de duração de cada sequência, pode apresentar variações de 01 a 02 segundos para mais ou para menos.
130 Guião da Videoaula 9: Produção de uma peça a partir das técnicas da placa e do rolinho. (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/669300786836045/) Autores: Eloísa Maria de Faria e Rufino Costa. Data de postagem: 05 de abril de 2019. SEQ VIDEOAULA (síntese) DESCRIÇÃO DA IMAGEM EXIBIDA NA VIDEOAULA LUZ ÁUDIO TEMPO PARCIAL TEMPO TOTAL 01 Peças de cerâmicas. Imagens de diversas peças de cerâmica exibidas com a câmera em movimento, Parte das peças estão sobre uma superfície azul e, outras, sobre prateleiras de uma estante. Alteração de luz: luz frontal, luz superior, luz lateral. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’40” 7’07” 02 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. . GC: ELOISA FARIA / CERAMISTA. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Cumprimenta com um “Olá!”, Reforça o curso TRABLAHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA. Fala que abordará a produção de uma mesma peça a partir da combinação de duas técnicas. E fecha a fala com um “Ok”. 0’15” 03 Vinheta GC: DUAS TÉCNICAS EM UMA MESMA PEÇA. Imagem de uma mesa (tampo azul), com uma placa e dois rolinhos de argila sobre um encerado. Frase: DUAS TÉCNICAS EM UMA MESMA PEÇA Luz superior. MÚSICA Ziegelstrasse”, de Roderick Fonseca. 0’05” 04 Mesa com tampo azul com encerado, recebendo placa e rolinhos de argila, cilindro feito de papeis, cartolina e papel. Imagem da mesa (tampo azul) com uma placa, dois rolinhos de argila, cilindro feito de papel, cartolina e papel sobre um encerado. As mãos da Luz superior. OFF: Exibe uma placa de argila, dois rolinhos, cilindro feito de papel, cartolina e papel. Ao exibir, irá fazendo a explicação dos mesmos. 0’27”
131 pesquisadora vai pegando estes elementos e explicando-os. 05 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Explicará que para esta modelagem utilizará as técnicas da placa e a do rolinho, já demonstradas nos vídeos 5 e 6. E, que para a demonstração desta técnica, já partirá com a placa e os rolinhos prontos. 0’17” 06 Mesa com tampo azul, encerado, argila em formato de placa, de rolinhos, cilindro de papeis, cartolina. Imagem das mãos da pesquisadora demonstrando a técnica utilizando a argila e os materiais necessários. Enquanto demonstra, fala explicando as etapas desenvolvidas. Luz superior. OFF: Fala livre sobre a demonstração do processo de modelagem de uma peça a partir da combinação de duas técnicas. 4’43” 07 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Informa que terminou com as demonstrações de técnicas de modelagens e que no próximo e último encontro trará as peças produzidas. Fecha com um ‘Não perca, até lá e um abraço”. 0’15” 08 Créditos. Os créditos, na cor branca, passando em um fundo preto.. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’15” Obs.: Os 10 primeiros segundos da videoaula são com a exibição da imagem da logomarca do setor que produziu a videoaula (filmagem e edição): COVIDEO; É exibida a logomarca COVIDEO em toda extensão da videoaula: O tempo, de duração de cada sequência, pode apresentar variações de 01 a 02 segundos para mais ou para menos.
132 Guião da Videoaula 10: Paciência e tolerância, peças produzidas e agradecimentos. (https://www.facebook.com/eloisaceramista/videos/372120850071296/) Autores: Eloísa Maria de Faria e Rufino Costa. Data de postagem: 10 de maio de 2019. SEQ VIDEOAULA (Síntese) DESCRIÇÃO DA IMAGEM EXIBIDA NA VIDEOAULA LUZ ÁUDIO TEMPO PARCIAL TEMPO TOTAL 01 Peças de cerâmicas. Imagens de diversas peças de cerâmica exibidas com a câmera em movimento, Parte das peças estão sobre uma superfície azul e, outras, sobre prateleiras de uma estante. Alteração de luz: luz frontal, luz superior, luz lateral. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’40” 6’02” 02 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio curto alternando com Plano Médio Curto. GC: ELOISA FARIA / CERAMISTA. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Cumprimenta com um “Olá!”, Comunica que chegamos ao final do último vídeo do curso TRABLAHANDO A ARGILA: COMO PRODUZIR CERÂMICA, que apresentará as peças queimadas e que abordará duas características necessárias ao ceramista no exercício de seu trabalho. E convida com um “Vamos lá?!”. 0’20” 03 Vinheta GC: PACIÊNCIA E TOLERÂNCIA. Imagem das mãos da pesquisadora com uma peça de cerâmica. Frase: PACIÊNCIA E TOLERÂNCIA. Luz superior. MÚSICA: Ziegelstrasse”, de Roderick Fonseca. 0’05” 04 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Fala livre sobre a paciência e a tolerância dentro do contexto do 1’53”
133 Peça de cerâmica quebrada durante o processo de queima. Exibição de uma peça produzida e danificada no momento da queima pelas mãos da pesquisadora. Enquanto expõe, a pesquisadora explica a questão da quebradura. Traz a possibilidade de ‘tirar partido’ de uma quebradura em uma peça de cerâmica durante o processo de queima. processo de se trabalhar a argila e produzir cerâmica Cita as peças quebradas durante a queima OFF: Audio explicativo sobre a questão de quebradura no processo cerâmico acompanhado da exibição da peça quebrada durante o processo de queima. ELOÍSA: Reforça a importância da necessidade da paciência e tolerância. 05 Vinheta. GC: PEÇAS QUEIMADAS.. Imagem com mais de uma peça. Frase: PEÇAS QUEIMADAS. Luz superior. MÚSICA: “Ziegel Strabe”, de Roderick Fonseca. 0’05” 06 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. . Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOISA: Faz o convite para ver as peças produzidas durante o curso e, agora, já finalizadas e queimadas. 0’05” 07 Mesa com parte das peças já queimadas, ou seja peças de cerâmicas. Imagem da mesa (tampo azul) com parte das peças queimadas e a exibição das mãos da pesquisadora que vai pegando as peças uma a uma explicando a técnica as quais foram elaboradas. Luz superior. OFF: Fala e exibe ao mesmo tempo as peças, e ao expor cada uma, vai relacionando-a com o assunto que foi abordado durante a sua elaboração. 2’05” 08 Eloísa Faria (pesquisadora) em Plano Médio Curto. Imagem da pesquisadora, tendo ao fundo duas estantes com peças de cerâmicas. Luz frontal. ELOÍSA: Despede e frisa o desejo de que, nestes nossos encontros, tenham sido 0’24”
134 favoráveis tanto a uma aprendizagem satisfatória de trabalhar a argila e produzir peças de cerâmicas, como também despertar para o universo rico da cerâmica. Assinala as abordagens de técnicas de modelagem. Por fim, agradece a companhia e o interesse, deixa um muito obrigada e um grande abraço. 09 Créditos. Os créditos, na cor branca, passando em um fundo preto. MÚSICA: Caatinga, de Roderick Fonseca. 0’15” Obs.: Os 10 primeiros segundos da videoaula são com a exibição da imagem da logomarca do setor que produziu a videoaula (filmagem e edição): COVIDEO; É exibida a logomarca COVIDEO em toda extensão da videoaula: O tempo, de duração de cada sequência, pode apresentar variações de 01 a 02 segundos para mais ou para menos.