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Mitos sobre o Acesso Aberto

Gabinete de Gestão de Informação Científica, Repositórios e Ciência Aberta - Unidade de Serviços de Documentação e Bibliotecas da Universidade do Minho

Abstract

Boletim Informativo de 2025 sobre "Mitos sobre o Acesso Aberto".

Full text

Mitos sobre o Acesso Aberto Apesar de o Acesso Aberto a publicaçãoes já contar alguns anos de existência, continuam a subsistir muitos equívocos à volta dos seus processos. Vamos procurar esclarecê-los? Aspetos prévios a reter Boletim Informativo 2025 www.uminho.pt/PT/investigacao/cienciaaberta deturpam o processo de publicação e manipulam os índices de classificação das revistas. Para se assegurar da legitimidade de uma editora, utilize a ferramenta Think Check Submit (https://thinkchecksubmit.org) que verifica as suas práticas. Mito 1: “As revistas em Acesso Aberto têm qualidade inferior” As revistas em Acesso Aberto podem ter a mesma qualidade, ou qualidade superior à das revistas de subscrição. Revistas em Acesso Aberto também se encontram indexadas em bases de dados internacionais de renome, como Web of Science e Scopus. O Selo de Qualidade do Diretório de Revistas de Acesso Aberto (DOAJ) certifica as revistas com elevados padrões e que aderem às melhores práticas de publicação. As práticas antiéticas ou fraudulentas por parte de editores já existiam antes do aparecimento do Acesso Aberto, em várias etapas e processos, desde más práticas na revisão por pares, a práticas de citação desviantes que Mito 3: “O Acesso Aberto levou ao aparecimento das editoras predatórias” Muitas revistas não cobram APC (Article Processing Charges) para publicar em Acesso Aberto – são as chamadas revistas de Acesso Aberto Diamante, que obtêm financiamento por outros meios (por exemplo, são apoiadas por academias, sociedades ou por financiadores externos). O DOAJ (https://doaj.org) permite pesquisar as revistas que não cobram essas taxas. Adicionalmente, algumas entidades financiadoras e instituições podem cobrir o pagamento de APC em revistas de subscrição. Mito 2: “Gostava de publicar em Acesso Aberto, mas não posso pagar os APC” Na realidade, a maior exposição e visibilidade dos trabalhos publicados em Acesso Aberto permite estabelecer prioridade nas descobertas e protege contra eventuais infrações. As ferramentas de plágio detetam mais facilmente os artigos que estão disponíveis do que os que estão em acesso fechado, e o uso de licenças Creative Commons estabelece claramente quais as utilizações permitidas ou inviabilizadas para os trabalhos disponibilizados. O plágio é uma questão de ética académica, enquanto que o Acesso Aberto promove a transparência e a visibilidade das publicações, o que pode dissuadir práticas de plágio. Além disso, a atribuição adequada é uma exigência nas licenças de Acesso Aberto. Mito 4: “Se publicar em Acesso Aberto vão copiar o meu trabalho, facilitando o plágio” Universidade do Minho Serviço de Documentação e Bibliotecas Gabinete de Gestão de Informação Científica, Repositórios e Ciência Aberta E-mail: [email protected] Website: https://openscience.usdb.uminho.pt Tel. BGUM: 253 604 150 Creative Commons Attribution 4.0 International License Links úteis Tennant, J.P., Crane, H., Crick, T., Davila, J., Enkhbayar, A., Havemann, J., Kramer, B., Martin, R., Masuzzo, P., Nobes, A., Rice, C., Rivera-López, B.S., Ross-Hellauer, T., Sattler, S., Thacker, P., & Vanholsbeeck, M. (2019). Ten myths around Ten myths around open scholarly publishing. PeerJ Preprints, 7, e27580v1. https://doi.org/10.7287/peerj.preprints.27580v1 Série de vídeos da Open Acess Books Network para dissipar alguns mitos sobre os livros de acesso aberto https://openaccessbooksnetwork.hcommons.org/oa-mythbusters/ Créditos dos elementos gráficos Fotografia de Harrison Haines https://www.pexels.com/pt-br/foto/abrigo-de-porta-aberta-de-madeira-marrom-2869565/ Icons e ilustrações: https://www.vecteezy.com/ https://www.freepik.com/ https://www.svgrepo.com @bibliotecasuminho Os livros podem ser publicados em Acesso Aberto sem pagar BPC (Book Processing Charges) e/ ou CPC (Chapter Processing Charges) em editoras académicas ou em editoras comerciais confiáveis. Temos como exemplo a UMinho Editora, uma editora académica que não cobra qualquer valor aos seus autores, nem para submeter, nem para publicar. Mito 7: “Se eu publicar o meu livro em Acesso Aberto, terei de pagar ao editor” Os programas de financiamento (ex. Horizonte Europa na União Europeia e a FCT em Portugal) exigem o depósito em repositórios confiáveis e estes sites de networking não asseguram o cumprimento dos requisitos dos financiadores. Para além disso, não proporcionam a curadoria das publicações aí depositadas. Mito 5: “Se publicar no ResearchGate e Academia estou a cumprir os requisitos dos financiadores” Os livros em Acesso Aberto também podem ter versão impressa, através da distribuição da tiragem impressa em livrarias ou por pedido de cópias em formato print-on-demand. Mito 6: “Se eu publicar o meu livro em Acesso Aberto, não terei uma cópia impressa” As editoras comerciais, em especial as maiores, têm margens de lucro bastante elevadas, em especial porque muito do trabalho de que dependem – escrita ou revisão de artigos – é assegurada de forma gratuita pelos autores, e muitos dos custos com impressão Mito 8: “O período de embargo para disponibilização do texto integral é necessário para sustentar as editoras” O processo de revisão por pares depende da política editorial da editora, não do modo de acesso. Se for uma editora confiável (usar o Think Check Submit para verificar), terá um processo de revisão por pares para todos os livros publicados. Mito 9: “Livros em Acesso Aberto não têm revisão por pares” As licenças Creative Commons (creativecommons.org) permitem que os autores mantenham os seus direitos no momento em que definem como é que as suas obras podem ser utilizadas. Mito 10: “Acesso Aberto compromete os direitos de autor” Apesar dos termos serem usados como sinónimos, existe uma distinção. Enquanto que o Acesso Livre se refere ao acesso gratuito ao conteúdo, o Acesso Aberto para além do Acesso Livre, permite a reutilização do conteúdo, como adaptá-lo, resumi-lo ou distribuí-lo tendo por base o respeito dos direitos do autor. Mito 11: “Acesso Aberto é o mesmo que Acesso Livre” Investigadores de topo, universidades, instituições de renome e financiadores apoiam o Acesso Aberto. É uma tendência global e um pilar da Ciência Aberta. Mito 12: “A ciência em Acesso Aberto é só para investigadores em início de carreira” e distribuição diminuíram drasticamente com o modelo de publicação eletrónico. Assim, a disponibilização do manuscrito do autor em repositórios de acesso aberto não é lesivo dos interesses dos editores.