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A SALA ANDRÉ CRUZ DE CARVALHO: CONSTRUINDO NOVOS ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM Universidade do Minho Instituto de Educação Ana Luísa Fernandes Franco dezembro de 2022 A SALA ANDRÉ CRUZ DE CARVALHO: CONSTRUINDO NOVOS ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM Ana Luísa Fernandes Franco UMinho|2022
Ana Luísa Fernandes Franco dezembro de 2022 A SALA ANDRÉ CRUZ DE CARVALHO: CONSTRUINDO NOVOS ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM Trabalho efetuado sob a orientação do Doutor José Alberto Lencastre Dissertação de Mestrado Mestrado em Ciências da Educação Área de Especialização em Tecnologia Educativa Universidade do Minho Instituto de Educação
ii DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas práticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositoriUM da Universidade do Minho. Licença concedida aos utilizadores deste trabalho CC BY-NC-SA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
i AGRADECIMENTOS Todas as aventuras têm muito mais interesse se forem partilhadas. Este projeto, desde o início, se mostrou ser uma aventura muito interessante, pois permitiu-nos trabalhar algumas das competências mais importantes, hoje definidas nas equipas pedagógicas, como sendo o trabalho colaborativo e cooperativo. Ter o gosto de trabalhar com colegas tão focados e motivados foi uma das melhores experiências ao longo de todo este mestrado. Ter o prazer de trabalhar de perto com o Sr. Professor Doutor José Alberto Lencastre e Sra. Professora Doutora Maria Altina Ramos, foi um enorme privilégio, pois representam tudo que eu admiro na minha profissão de professora, como sendo o conhecimento aliado com a generosidade e sentido de pertença e equipa que connosco formaram, assim sendo a todos os investigadores juniores sem exceção e aos investigadores séniores, o meu muito obrigada. Estes trabalhos também só são possíveis quando nos desafiam e se permite inovar, arriscar e como tal, agradeço também toda a colaboração do Sr. Professor Doutor Manuel João Costa, Pró-reitor dos Assuntos Estudantis e Inovação Pedagógica, bem como aos professores da UMinho pela disponibilidade para estarem e partilharem as suas experiências no grupo focal, bem como à Unidade de Serviços de Apoio às Atividades Educativas (USAAE) pela cedência dos dados dos questionários de satisfação da Sala André Cruz Carvalho. Não posso deixar de dedicar esta tese aos meus filhos, Maria João e Gustavo, e ao meu marido, Jorge Franco, por todo o tempo de apoio e compreensão que tiveram para comigo. À minha família um enorme obrigada.
ii DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
iii A SALA ANDRÉ CRUZ DE CARVALHO: CONSTRUINDO NOVOS ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM RESUMO A aprendizagem ativa é um processo pelo qual os alunos se envolvem em tarefas de pensamento de ordem superior, como análise, síntese e avaliação. Aprendizagem invertida, aprendizagem cooperativa e aprendizagem baseada em problemas são algumas abordagens que promovem a aprendizagem ativa. Numa aprendizagem ativa, os alunos têm uma relação mais interativa com o assunto de um curso e são incentivados a gerar conhecimento. Num ambiente de aprendizagem ativo, os professores normalmente auxiliam e orientam as atividades dos alunos. A Universidade do Minho (UMinho) inaugurou há um ano uma sala de aprendizagem ativa no campus de Gualtar, em Braga: a Sala André Cruz de Carvalho (SACC). Este estudo, desenvolvido no âmbito do mestrado em Ciências da Educação, área de especialização em Tecnologia Educativa, surge da vontade de analisar o impacto que a SACC tem tanto nos alunos como nos professores, do ponto de vista do espaço físico tendo em conta as características de uma Active Learning Classroom (ALC) . O estudo procura responder à seguinte questão de investigação: De que forma a conceção do espaço físico da SACC potencia o uso de um ensino mais centrado na aprendizagem dos alunos? Para responder a esta questão definimos os seguintes objetivos específicos: (i) Identificar o que na SACC se configura como uma ALC; (ii) Analisar como alunos e professores se apropriam do espaço físico da SACC; (iii) Aferir o impacto do espaço físico da SACC no uso de novos modelos pedagógicos. Como opção metodológica, optamos por uma abordagem qualitativa e interpretativa com um design de estudo de caso, tendo como participantes os professores dos campus de Gualtar e Azurém que mais utilizaram a sala no ano letivo 2021/22, bem como os alunos que responderam ao inquérito de satisfação da experiência da utilização da sala. Os dados foram recolhidos com os professores através de observação direta estruturada por grelha de observação e grupos focais, e questionários aos alunos, de forma a obter resposta da nossa questão de investigação. A análise dos dados permitiu concluir que a SACC se configura como um ESPAÇO DE APRENDIZAGEM ATIVA, tal como está tipificado na literatura. Pela sua configuração e lotação, a frequência da SACC permite que o professor tenha uma relação de proximidade com os alunos, levando à sua apropriação enquanto espaço físico de aprendizagem. Todos os professores auscultados valorizam a configuração da SACC, com mesas redondas, os quadros verticais para escrita e as cadeiras com rodados, bem como a tecnologia existente, potenciando o uso de um ensino mais centrado na aprendizagem ativa dos alunos. Para implementar modelos pedagógicos que aplicam a tecnologia inovadora existente na SACC, consideramos ser fundamental que a formação contínua que tem sido oferecida na UMinho seja assumida pelos professores como algo fundamental no seu desenvolvimento profissional e que se constrói paulatinamente ao longo da carreira. Palavras-chave: Ensino Superior, Espaços de aprendizagem, Sala de Aprendizagem Ativa.
iv THE ANDRÉ CRUZ DE CARVALHO ACTIVE LEARNING CLASSROOM: BUILDING NEW LEARNING SPACES ABSTRACT Active learning is a process by which students engage in higher-order thinking tasks such as analysis, synthesis, and evaluation. Flipped learning, cooperative learning, and problem-based learning are some approaches that promote active learning. In active learning, students have a more interactive relationship with the subject matter of a course and are encouraged to generate knowledge. In an active learning environment, teachers usually assist and guide students' activities. The University of Minho (UMinho) inaugurated a year ago an active learning room at the Gualtar campus, in Braga: the André Cruz de Carvalho Classroom (SACC). This study, developed in the context of the master's degree in Education Sciences, specialization area in Educational Technology, arises from the desire to analyze the impact that the SACC active learning classroom has on both students and teachers, from the point of view of physical space taking into account the characteristics of an Active Learning Classroom (ALC). The study seeks to answer the following research question: How does the design of the physical space of the SACC enhance the use of more student-centered-learning teaching? To answer this question, we defined the following specific objectives: (i) To identify what in the SACC is configured as a ALC; (ii) To analyze how students and teachers appropriate the physical space of the SACC; (iii) To gauge the impact of the physical space of SACC on the use of more student-learning-centered teaching. As a methodological option we chose a qualitative and interpretative approach with a case study design, having as participants the teachers from Gualtar and Azurém campus who used the classroom the most in the 2021/22 school year, as well as the data provided by the satisfaction survey on the experience of using the room answered by the students. Data were collected with teachers through direct observation structured by observation grid and focus groups, and student questionnaires, to obtain answers to our research question. Data analysis allowed us to conclude that the SACC is configured as an ACTIVE LEARNING SPACE, as typified in the literature. Due to its configuration and crowdedness, attending the SACC allows the teacher to have a close relationship with students, leading to its appropriation as a physical learning space. All the teachers consulted value the configuration of the SACC, with round tables, vertical boards for writing and chairs with wheels, and the existing technology, enhancing the use of more focused teaching in students' active learning. To implement pedagogical models that apply the innovative technology existing in the SACC, it is fundamental that the in-service training implemented at UMinho is assumed by teachers as essential in their professional development and that it is gradually built throughout their careers. Keywords: Active Learning Classroom, Higher Education Learning Spaces.
v Índice de ilustrações Fotografia 1: Tablet com desenho do software de gestão dos LCD ..................................................... 40 Fotografia 2: Foto representativa da sala(USAAE, 2021) .................................................................... 41 Tabela 1: Segunda pesquisa (early scooping) ................................................................................. 10 Tabela 2: Pesquisas preliminares .................................................................................................. 12 Tabela 3: Artigos depois da análise do resumo e títulos .................................................................. 13 Tabela 4: Número de artigos validados após análise do resumo e título ........................................... 14 Tabela 5: Número de artigos a partir de 2017 ............................................................................... 15 Tabela 6: Número de artigos após eliminação dos repetidos. .......................................................... 15 Tabela 7: Artigos após análise com a CASP ................................................................................... 16 Tabela 8: Alguns dos artigos selecionados referentes ao espaço ...................................................... 18 Esquema 1: Diagrama de fluxo do processo de revisão esquemático ............................................... 17 Esquema 2: Mapa conceptual recolhido pelo NVIVO referente ao espaço ......................................... 37 Esquema 3: Organização das atividades desenvolvidas ao longo do mestrado .................................. 38 Quadro 1: Lista de palavras (early scooping) .................................................................................... 8 Quadro 2: Sinónimos de Active learning classrooms ......................................................................... 9 Quadro 3: Critérios de inclusão e exclusão (preliminares) ................................................................. 9 Quadro 4: Palavras chave para pesquisa nas bases de dados. ........................................................ 11 Quadro 5: Critérios de inclusão e exclusão (definitivos) ................................................................... 14 Quadro 6: Design, configuração e construção do Espaço Físico ....................................................... 25 Quadro 7: Subtemas do design, configuração e construção do Espaço Físico ................................... 26 Quadro 8: Atributos de design do Espaço ...................................................................................... 27 Quadro 9: Subtemas dos Atributos de design do Espaço ................................................................ 28 Quadro 10: Conectividade ............................................................................................................ 30 Quadro 11: Subtemas da conectividade ........................................................................................ 30 Quadro 12: Instrumentos utilizados para a recolha dos dados referentes ao espaço: ........................ 35 Quadro 13: Demonstração em quadro dos métodos e técnicas de análise dos dados ....................... 36 Quadro 14: Frequência dos subtemas referentes ao espaço citados no grupo focal .......................... 44 Quadro 15: Frequência de palavras mais ditas............................................................................... 46 Apêndice A: Totalidade de artigos selecionados referentes ao espaço .............................................. 57 Apêndice B: Tabela elaborado pela equipa do projeto para registo das evidências dos artigos lidos .... 62 Apêndice C: Grelha de observação para a SACC no que diz respeito ao espaço ................................ 64 Apêndice D: Guião Grupo focal ..................................................................................................... 66 Apêndice E: Evidência do registo de um dos artigos referentes ao espaço ........................................ 68 Apêndice F: Evidência da observação na SACC dia 25/03/2022 .................................................... 73 Apêndice G: Transcrição do Grupo foca lEvidências da dimensão espaço ....................................... 75
4 ter a certeza de que os professores serão desafiados ao preparar os estudantes para terem sucesso no nosso ambiente cultural, social e tecnológico em constante mudança. Reconhecer as deficiências da transmissão do conhecimento e dos exercícios de memória como métodos de ensino dificilmente é uma inovação da era digital. A investigação tem refutado decididamente a abordagem tradicional centrada no professor para a aprendizagem (Copridge, Uttamchandani, & Birdwell, 2021). É comummente aceite que as abordagens académicas tradicionais, com tarefas que enfatizam a memorização, não desenvolverão estudantes que sejam pensadores críticos ou estudantes que possam escrever e falar eficazmente, competências que são críticas para o sucesso na era digital (Galal, 2019). O desejo de proporcionar aos estudantes experiências de aprendizagem que aprofundem os seus conhecimentos de conteúdo e os preparem para o futuro há muito que é uma preocupação dos profissionais da educação. Ao longo do tempo, surgiram alguns modelos pedagógicos que incorporam o que sabemos sobre a forma como os estudantes aprendem. Olhar para estes modelos pode ajudar-nos a pensar sobre como os espaços físicos em que os estudantes aprendem podem ser concebidos para promover e melhorar este tipo de aprendizagem significativa. Pedro e Matos (2015), referem que apesar de a educação se ter relacionado conceptualmente bem com o desenvolvimento de novas pedagogias e novas abordagens curriculares, tais redefinições tendem a não se repercutir com igual poder nas práticas educativas. A forma como permanecem desenhados os espaços de sala de aula são disso prova irrefutável. Reclama-se a necessidade de se desenvolverem novos designs educacionais, designs mais ajustados com as práticas sociais (Ibidem). Quando se fala em design, refere-se simultaneamente à forma e à função. Ainda segundo Pedro e Matos (2015), o design educacional a que se referem centra-se especificamente no espaço da sala de aula, na assunção mais tradicional do conceito e alertam para o facto de a renovação das práticas educativas não ser possível caso se mantenha inalterado o espaço físico da sala de aula. E nele é preciso repensar múltiplos elementos que vão além do currículo e da pedagogia. (Ibidem). 1.6 Razões para a escolha do tema A escolha deste tema teve como principal motivação a possibilidade de ingressar numa equipa de investigação sobre o mesmo objeto de estudo - a sala de aprendizagem ativa SACC - simultaneamente com dois investigadores séniores que já conhecíamos e pelos quais nutrimos profunda admiração. A possibilidade de trabalhar em equipa, discutindo e dividindo competências e conhecimentos, foi sem
5 dúvida um fator preponderante para abraçar com empenho e dedicação este projeto. Considero realmente uma mais valia estar integrada num grupo de investigação que conta com a presença de pares, que estão na mesma posição a realizar os seus estudos sobre a SACC, o que facilitou a realização um trabalho mais aprofundado da scoping review , analisando e validando os artigos em conjunto, fazendo com que o trabalho de investigação se tornasse menos solitário e que a concretização da dissertação fosse alcançada, uma vez que havia um grande apoio entre todos os investigadores os e as competências de uns valorizavam e enriqueciam as competências dos pares. O facto de ser um projeto agregador e inovador na forma, uma vez que na Universidade do Minho não é comum realizar investigação de mestrado em equipa, foi outra das motivações, que não esmoreceu apesar de dois dos colegas, por razões de ordem pessoal, terem interrompido a sua investigação. O pioneirismo desta investigação é outra das principais razões para a escolha do tema, já que este projeto será possivelmente continuado por outros investigadores, no próximo ano letivo. Não obstante, o tema desta dissertação, para mim, enquanto professora de informática e toda a mudança que o plano de transição digital implica nas escolas portuguesas, foi sem dúvida também um fator preponderante, pela sua pertinência na atualidade do ensino em Portugal. 1.7. Estrutura da dissertação Esta dissertação encontra-se organizada em seis capítulos, designadamente: introdução; revisão de literatura; metodologia; apresentação dos dados; análise e conclusões e referências bibliográficas. O primeiro capítulo determina a contextualização do estudo, identificando o problema e a sua pertinência, é ainda apresentada a questão de investigação, abordando-se a relevância e a nossa motivação para a realização deste estudo. Complementarmente é explicitada a própria estrutura das diferentes partes do documento. Relativamente ao capítulo dois, este debruça-se sobre a revisão de literatura, nomeadamente uma scoping review desenvolvida seguindo o protocolo enunciado por Arksey e O’Malley (2005). O terceiro capítulo, apresenta as várias dimensões e características da metodologia desenhada para a implementação do estudo nomeadamente os participantes, os métodos e técnicas de recolha e análise de dados, o calendário de implementação, a confiabilidade do estudo e as questões éticas. No quarto capítulo, são apresentados os resultados obtidos. São apresentadas a observação e o grupo focal realizados, bem como a recolha sobre o espaço através dos inquéritos de satisfação realizados aos alunos, que permitiram a recolha dos dados empírico e que são discutidos à luz da revisão de literatura.
6 O capítulo cinco apresenta as conclusões e análise dos resultados obtidos e identifica algumas limitações e questões futuras de investigação. No capítulo seis. apresentamos uma lista de fontes citadas, seguida de um conjunto de anexos e apêndices considerados relevantes para a completa compreensão de todo o trabalho desenvolvido, desde a organização da informação, bem como as grelhas de observação, e as questões usadas no grupo focal.
7 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO O principal objetivo de uma investigação é fornecer informação que contribua para uma “melhor compreensão do fenómeno social em estudo, o que implica, necessariamente identificar toda a investigação anterior relevante com a qual esse fenómeno se relaciona” (Coutinho, 2013, p. 59). Assim, de forma a mapear literatura relevante sobre as Active Learning Classrooms (ALC), decidimos optar por uma scoping review , de acordo com o plasmado em Arksey e O’Malley (2005), seguindo o protocolo de revisão da literatura ao longo das diferentes fases de forma rigorosa e transparente tal como numa revisão sistemática de literatura (p. 22). 2.1 Scoping Review Scoping review é um tipo de revisão de literatura sistemático e explícito que permite obter dados empíricos de forma transparente e estruturada. Esta metodologia permite reunir toda a evidência empírica que se encaixa em critérios de elegibilidade pré-definidos, a fim de responder a uma pergunta particular de revisão. Usa um protocolo claro com vista a minimizar riscos de viés, proporcionando assim resultados mais fiáveis a partir dos quais se possam tirar conclusões cientificamente consistentes (Arksey & O’Malley, 2005, p.22). Tal como mencionado, nos tópicos seguintes são descritas as 5 fases do processo de scoping review . Ilustração 1: Etapas da Scoping Review
8 2.2. Identificação da questão de revisão A questão de revisão constitui uma parte importante da investigação, uma vez que regula os estudos que sustentarão a revisão da literatura. Com efeito, a questão que serviu de base a esta investigação é: O que os estudos dizem sobre as Active Learning Classrooms relativamente ao espaço físico das salas? Este enquadramento teórico foi realizado em parceria com os meus colegas investigadores. 2.3. Identificação de estudos relevantes Os investigadores séniores indicaram oito bases de dados online, a saber, ERIC; ISI Web of Science; Taylor & Francis Online; ACM Digital Library; Science Direct; SCIELO – Scientific Library Online; SCOPUS e Open Research Online, que foram distribuídas aleatoriamente pelos investigadores juniores, uma vez que a primeira tarefa consistia em realizar uma pesquisa preliminar para verificar a existência de literatura. Para tal, elencamos um conjunto de palavras-chave que foram obtidas através de leituras prévias de artigos sobre as ALC que incluíam: Quadro 1: Lista de palavras (early scooping) Palavras-chave Active Learning Classroom Classroom design Classroom Effect New classroom space Learning Spaces Higher Education College University Educational activities Innovative Educational Environments Students Teachers Digital Education Resources XXI century Competences Pedagogy Learning principles Active Learning Technology enabled active learning Future Classroom Labs Teaching and administrative setting; SCALE (Social Context And Learning Environments) Institute of technology; Teaching training Ambientes Educativos Inovadores Sala de Aula do Futuro ICT Esta primeira pesquisa teve como principal foco verificar a existência de artigos, bem como a data a partir do qual existem dados sobre as ALC, tal como é defendido por (Arksey & O’Malley, 2005) “aim to map rapidly the key concepts underpinning a research area and the main sources and types of evidence available” (p. 21). Queremos ressalvar que não efetuamos pesquisa das palavras-chaves na base de dados Francis & Taylor Online, dado que esta base de dados está contida na ISI Web of Science. Desta primeira análise resultaram vários sinónimos das palavras-chave iniciais.
9 Quadro 2: Sinónimos de Active learning classrooms Active learning classrooms active learning spaces active learning environments 21st century classrooms 21st century learning environment TILE (Transform, Interact, Learn, Engage) classroom Student centered active learning environment with upside down pedagogies (SCALE-UP) smart classroom learning environment high tech classroom technology-rich environments technology-enhanced active learning (TEAL) spaces 2.4. Seleção dos estudos Com a anuência dos investigadores séniores, decidiu-se aplicar um conjunto de critérios de inclusão e exclusão. Estes critérios são um guia que permitem basear as decisões sobre os artigos que serão mantidos na revisão. Quadro 3: Critérios de inclusão e exclusão (preliminares) CRITÉRIOS DE INCLUSÃO CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO Artigos de revista com palavras-chave e resumo. Excluir artigos que não apresentam resumo e/ou palavra-chave e com menos de oito páginas. Artigos desde 2011 Excluir artigos através da análise dos títulos e resumos Acesso ao texto completo Excluir artigos pela análise dos resumos dos artigos (com exclusão dos não pertinentes com a temática do estudo) Artigos em inglês ou português Excluir livros, capítulos de livros e-books. Artigos relativos ao Ensino Superior (“Higher education” or “College” or “University”) Tendo em conta os critérios de inclusão e exclusão, efetuou-se uma nova pesquisa com as palavraschaves que se consideraram pertinentes para a investigação que se apresenta a seguir.
10 Tabela 1: Segunda pesquisa (early scooping) Eric ISI Web of Science Science Direct Scielo ACM Digital Library SCOPUS Open Research Online (Open University) Keyword N.º N.º N.º N.º N.º N.º N.º "New classroom space" or "active learning classroom" or "learning spaces" and "higher education or college or universities" 272 450 0 2 336 565 35150 " Learning spaces" or "Classroom design" or "21st century classroom" and "higher education or college or universities" 787 488 0 2 317 629 36287 "active learning environment" or "active learning space" or "classroom design" 330 119 2 1 154 152 33857 "classroom design" or "classroom effects" or "classroom effectiveness" 281 84 0 1 89 83 32307 classroom design or classroom layout or classroom environment or "Active learning classroom" and higher education or college or university 4353 436 1 2 691 918 0 "educational activities" or "digital education resources" or "Learning principles" 554 1191 0 0 754 1195 32493
11 Devido ao elevado número de resultados, 390 516 documentos, decidiu-se, em conjunto, excluir da lista de palavras-chave termos genéricos como “ learning principles ”, “ learning spaces ”, “ students ”, “SCALE”, “ teachers ”, “ pedagogy ”, “TILE”, “ technology ”, “ new classroom space ”. No caso da expressão “ learning space ”, optou-se por colocar a expressão “ active ” para ir ao encontro da investigação e não excluir algo que pudesse ser relevante. Igualmente, como a base de dados Open Research Online apresentava vários constrangimentos, nomeadamente não permitir efetuar um refinamento da pesquisa utilizando os critérios de exclusão, além de conter dissertações de mestrado, já que é um repositório, e ter devolvido um volume de dados que não é exequível de analisar, decidiu-se focar o trabalho nas restantes bases de dados e deixar de utilizar esta. Nas bases de dados que devolveram menor resultados de pesquisa, Scielo e Science Direct , com vista a reduzir o número de sinónimos, efetuou-se uma análise de títulos e resumos de artigos de forma a afinar as pesquisas, tendo-se selecionado as seguintes combinações de palavras-chaves. Quadro 4: Palavras chave para pesquisa nas bases de dados. "active learning classroom" or " active learning spaces" and "higher education" or "college" or "university" "Active learning classrom" or " active Learning spaces" or "Classroom design" or "21st century classroom" and "higher education" or "college" or "university" "Classroom design" or "classroom effects" or "classroom effectiveness" and "higher education" or "college" or "university" Esta combinação de palavras foi posteriormente aplicada às restantes bases de dados, tendo-se conseguido diminuir o volume de dados, já que obtivemos 963 artigos (fase 2.)
12 Tabela 2: Pesquisas preliminares Eric ISI Web of Science Science Direct Scielo ACM Digital Library SCOPUS Keyword Número Número Número Número Número Número "active learning classroom" or " active learning spaces" and "higher education" or "college" or "university" 43 33 2 1 27 53 "Active learning classrom" or " active Learning spaces" or "Classroom design" or "21st century classroom" and "higher education" or "college" or "university" 102 87 0 0 94 89 "classroom design" or "classroom effects" or "classroom effectiveness" and "higher education" or "college" or "university" 130 100 0 0 93 88 TOTAL 296 220 2 1 214 230
13 Aquando da reunião semanal com os investigadores séniores, decidiu-se filtrar a pesquisa das outras bases de dados, efetuando para tal uma exclusão de artigos por títulos e resumos. Assim, foram lidos os títulos e resumos dos artigos selecionados nas pesquisas e excluíram-se os que não eram relevantes para a questão de investigação subjacente a esta revisão de literatura. Através deste processo de análise de títulos e resumos (fase 3) foi possível obter uma redução da listagem de artigos científicos de 963 para 304 artigos, que foram alvo de análise mais detalhada. Tabela 3: Artigos depois da análise do resumo e títulos Eric ISI Web of Science Science Direct Scielo ACM Digital Library SCOPUS Keyword Número Número Número Número Número Número "active learning classroom" or " active learning spaces" and "higher education" or "college" or "university" 27 17 1 2 11 36 "Active learning classrom" or " active Learning spaces" or "Classroom design" or "21st century classroom" and "higher education" or "college" or "university" 40 22 0 0 18 33 "classroom design" or "classroom effects" or "classroom effectiveness" and "higher education" or "college" or "university" 47 16 0 0 14 20 TOTAL 114 55 1 2 43 89
20 Tendo como referência os artigos Park e Choi (2014) e Talbert & Mor-Avi (2019), num primeiro momento criamos temas e subtemas, o que resultou na lista abaixo: 1. Espaço a) Design, configuração e construção do Espaço Físico; b) Atributos de design do Espaço (dimensão, lotação, mobiliário “amovível”, superfícies de escrita verticais/horizontais, disposição de lugares sentados - acêntrica ou policêntrica, acústica e controlo de ruído...); c) Conectividade (connectedness) – através de: i. Mobilidade; ii. Visibilidade; iii. Tecnologias. 2. Tecnologia a) Acesso e controlo de tecnologias digitais – projetores, computadores, ecrãs, etc; b) Technology-enabled systems. 3. Alunos a) Perceções dos alunos; b) Desempenho académico, c) Competências para o século XXI (21st Century Skills – information/communication/ social-ethical; d) Envolvimento e participação dos alunos (engagement); e) Preferências dos alunos. 4. Professores a) Perceção dos professores b) Relação com os alunos c) Práticas Pedagógicas: i. Técnicas ativas/Passivas; ii. Movimento/localização; iii. Tecnologias; d) Motivações e comportamentos; e) Dificuldades dos Professores. 5. Cultura Institucional.
21 Depois de analisados, na reunião semanal com os investigadores séniores, chegou-se à conclusão de que os temas e subtemas poderiam ser organizados em três dimensões a saber: espaço, tecnologia e pedagogia, uma vez que tanto professores e alunos fazem parte do mesmo processo, estando ligados e dependentes. Ilustração 2: Temas do projeto de investigação Desta forma, foi construída a seguinte grelha de leitura. 1. Espaço a) Design, configuração e construção do Espaço Físico; b) Atributos de design do Espaço (dimensão, lotação, mobiliário “amovível”, superfícies de escrita verticais/horizontais, disposição de lugares sentados - acêntrica ou policêntrica, acústica e controlo de ruído...); c) Conectividade (connectedness) – através de: i. Mobilidade; ii. Visibilidade; iii. Tecnologias; 2. Tecnologia a) Acesso e controlo de tecnologias digitais – projetores, computadores, ecrãs, etc; b) Technology-enabled systems; 3. Pedagogia a. Alunos
22 a. Perceções dos Alunos; b. Desempenho académico; c. Competências para o século XXI (21st Century Skills – information/communication/ social-ethical; d. Envolvimento e participação dos Alunos (engagement); e. Preferências dos Alunos; b. Professores a. Perceção dos professores; b. Relação com os Alunos; c. Práticas Pedagógicas: i. Técnicas ativas/Passivas; ii. Movimento/localização; iii. Tecnologias; d. Motivações e comportamentos; e. Dificuldades dos Professores; 4. Cultura Institucional Assim, cada investigador colocou evidências encontradas nos artigos relativamente a cada um dos subtemas sobre os quais incidem a sua investigação. Durante a análise dos artigos, com o aval dos investigadores, decidimos redefinir as linhas de leitura da dimensão da tecnologia. Tendo por base Arksey e O’Malley (2005), que defendem que o processo não é linear, mas iterativo, sendo necessário que os investigadores em cada fase sejam reflexivos. “the scoping study method is guided by a requirement to identify all relevant literature regardless of study design. It is likely that as familiarity with the literature is increased, researchers will want to redefine search terms and undertake more sensitive searches of the literature. To this end, the researcher may not wish to place strict limitations on search terms, identification of relevant studies, or study selection at the outset. The process is not linear but iterative, requiring researchers to engage with each stage in a reflexive way and, where necessary, repeat steps to ensure that the literature is covered in a comprehensive way” (p. 22) já que nos artigos focavam o ambiente tecnologicamente rico e poderíamos juntar os temas acesso e controlo de tecnologias digitais e technology enabled system , pois ambos estão interligados, pois como
23 é referido no artigo de Braun e Clarke (2006), os temas devem ser concisos, diretos e dar imediatamente ao leitor uma ideia sobre o tema. Igualmente, para uma melhor concretização dos termos, considerámos que poderíamos nesta dimensão dividir em hardware e software, passando a fazer a análise temática usando estes temas. a. Ambiente rico tecnologicamente; b. Acesso e controlo de tecnologias digitais; i.Hardware; ii.Software. 2.6 Análise, resumo e apresentação dos dados Nesta fase, a scoping review envolve a recolha, o resumo e a comunicação dos resultados. Pretende-se dar uma visão geral dos dados que foram agrupados na fase anterior (Arksey & O’Malley, 2005). Assim, vamos proceder à análise temática da dimensão do espaço das Active Learning Classrooms . Neste ponto, propomo-nos a apresentar narrativamente o que é dito pela literatura relativamente ao tema do espaço, com os subtemas: Design, configuração e construção do Espaço Físico; Atributos de design do Espaço e Conectividade ( connectedness ). Assim, neste estudo, iremos focar essencialmente as questões referentes ao ESPAÇO físico, tal como já descrito os subtemas identificados na literatura analisada. 2.6.1 Design, configuração e construção do Espaço Físico No que diz respeito ao design , configuração e construção do espaço físico, os ALC podem ser descritos como salas de aula centradas na aprendizagem ativa do aluno e que recorrem à tecnologia. São facilmente identificados pelas suas grandes mesas e cadeiras móveis concebidas para facilitar e promover uma aprendizagem ativa. Não existe uma definição consensual de ALC entre os diferentes autores, mas os espaços apresentam características comuns de acordo com Talbert e Mor-avi (2019), nomeadamente: • São salas de aula, ou seja, espaços formais em que os alunos se reúnem para atividades educativas. Não incluem, portanto, espaços mais informais como escritórios do corpo docente, bibliotecas ou outros. • Incluem particularidades arquitetónicas e de design deliberadas com o objetivo de especificamente promover a aprendizagem ativa. Entre estes podem incluir-se: mobiliário móvel
24 que pode facilmente ser reconfigurado numa variedade de diferentes configurações, que permitem colocar os alunos em pequenos grupos, várias superfícies de escrita horizontais e/ou verticais, como quadros brancos ou paredes de vidro passíveis de escrita e fácil acesso a tecnologias infraestruturais, tais como tomadas elétricas. • Apresentam um desenho "policêntrico" ou "acêntrico" em que não existe uma frente claramente definida por defeito. Pelo contrário, o professor tem acesso a uma estação que é móvel ou localizada numa zona discreta para não atrair atenções. • Por fim, apresentam tipicamente acesso fácil a tecnologias digitais e analógicas para a aprendizagem, tais como projetores digitais múltiplos, computadores, tablets ou portáteis, quadros interativos, etc.(Ibidem, 2019, pp. 1-2) Lee et al. (2019) apresentam um estudo sobre a uniformidade e diversidade sustentável onde exploram os atributos de design da renovação de salas de aula na Coreia, onde apresentam dois tipos de atributos interligados na conceção de salas de aula, como sendo atributos naturais e atributos arquitetónicos. Ilustração 3: Atributos do design, configuração e construção do Espaço Físico Os atributos naturais incluem luz, ventilação, temperatura, vistas, e acústica na sala de aula. A iluminação nas salas de aula é referida como importante para proporcionar conforto visual tanto para o professor como para o aluno (Lee et al., 2019). O conforto visual na sala de aula é conhecido como um fator crítico no processo de ensino e aprendizagem; a iluminação na sala de aula, incluindo a luz natural e artificial, pode mudar o comportamento dos alunos, dependendo do regime de iluminação. Por exemplo, a redução do brilho produz alunos relaxados que estão interessados nas atividades de sala de aula, já por sua vez a luz natural é um atributo importante no desenvolvimento físico ( Ibidem ). A ventilação é mencionada também pelos mesmos autores como uma forma sustentável de manter a saúde do aluno e um ambiente termicamente confortável. A temperatura interior na sala de aula é um
25 atributo importante conhecido relacionado com a aprendizagem do aluno, dado que alunos de regiões diferentes têm sensibilidades diferentes do que é uma temperatura agradável ( Ibidem ) A acústica influencia também o ensino e a aprendizagem numa sala de aula através da diminuição da poluição sonora e do aumento da clareza da fala. Em particular, os desenhos padronizados dirigiram o tamanho máximo para janelas exteriores, utilizando toda a parede exterior, exceto pilares, vigas, e a parede inferior da janela. A disposição da sala de aula consiste no aparelho sub-arquitetónico do espaço, que inclui a disposição das mesas e cadeiras, fontes de luz, e assim por diante (Lee et al., 2019, pp. 56). No quadro seguinte, apresentamos algumas das evidências que consideramos importantes referentes a este tema. Quadro 6: Design, configuração e construção do Espaço Físico N. º EVIDÊNCIAS 45 “Therefore, classroom design received no more than the elementary interest to meet the minimum requirement of class size, acoustics and so on (Weinstein 1979). With better understanding about the complexity of human psychology and the environmental factors, the cognitive science approach initiated the emphasis on the role of classroom design on students’ learning”. (Park & Choi, 2014, p 751) “ALCs include deliberate architectural and design attributes that are specifically intended to promote active learning. These typically include moveable furniture that can be reconfigured into a variety of different setups with ease, seating that places students in small groups, plentiful horizontal and/or vertical writing surfaces such as whiteboards, and easy access to learning technologies (including technological infrastructure such as power outlets)”(Talbert & Mor-Avi, 2019, p.1) De forma a dar destaque a alguns aspetos importantes da literatura, apresentamos para cada um dos subtemas evidências encontradas na literatura.
26 Quadro 7: Subtemas do design, configuração e construção do Espaço Físico Tema Subtema Evidência N.º Design, configuração e construção do Espaço Físico Tamanho, lotação da sala • “Fourth, ALSIC has started to learn what is a good course for this room. The room functions best with classes that have 20-35 students and utilize a lot of group work, with discussion, screen interaction, and/or whiteboard work” (Cogswell & Goudzwaard, 2018, p.22) • “drove the design of classrooms seating 50 and 64 students each, with six-foot work tables holding two students each, arranged in concentric ovals around the center of the room.(Talbert & Mor-Avi, 2019, p.2)” 3 Localização da sala • “Educational spaces convey an image of educational philosophy about teaching and learning. A standard lecture hall, with immovable chairs all facing the lectern, may represent an educational philosophy of essentialism, which focuses more on ‘‘injecting content into students’ brains.’’ An active, collaborative teaching and learning philosophy is often manifested in a different philosophy, such as empiricism or pragmatism, often shown in the different designs of classrooms. Space can either enable—or inhibit—different styles of teaching and learning (Donovan et al.1999; NLII White Paper2004)”(Park & Choi, 2014, p.750) 2 Configuração da sala • “For example, environment design for smart classrooms supports a variety of instructional purposes, including lectures and simultaneous small-group learning activities (Johnson et al.,2016; Niemeyer,2003). Furniture is ergonomic, which supports the mobility of each individual. The furniture also provides seating configurations that encourage peer collaboration and the comfortable usage of both digital and nondigital resources (Johnson et al.,2016; Niemeyer,2003). In contrast, traditional classroom furniture was typically designed to assist instructors’ in maintaining control of the learning process through reducing possibilities for potentially disruptive student interactions.”(Li et al., 2019, p.351) • “The variation in the precise mix of AV and IT and furniture allowed the collective group of faculties to make available a variety of room types at the end of the project but still enabled certain aspects of AV/IT (such as the control panel on the lectern) to be standardized. Similarly, although furniture could be different, the general décor and basic features such as lighting, window blinds, and flooring and electric power options was also standardized across the rooms. In addition, feasible walls became ‘writable’ surfaces to add a further option for group working. Typically, this included the designated ‘front’ wall and one side wall.”(Saunders et al., 2017, p.91) 46 2.6.2 Atributos de design do Espaço Tal como o design, configuração e construção, os atributos do design, foram sendo evidentes como uma imagem de marca da caracterização das ALC. Assim, são vários os artigos que focam estes aspetos. Na
27 Ilustração 4: Atributos de design do Espaço em Lee et al., 2019, p13, são vários os atributos assinalados como por exemplo, o mobiliário, as superfícies de escrita, a disposição dos lugares na sala e acústica. Ilustração 4: Atributos de design do Espaço em Lee et al., 2019, p13 Quadro 8: Atributos de design do Espaço N. º EVIDÊNCIAS 46 “A single teaching point with network facilities, Wi-Fi, primary and secondary projection, a visualizer, shared writable surfaces, variable lighting, voice amplification, and a mix of fixed tiered and flat-floor seating, fixed small group computing and large computer labs, and various informal learning spaces” (Yeoman & Wilson, 2019, p.2095) “ALCs include deliberate architectural and design attributes that are specifically intended to promote active learning. These typically include moveable furniture that can be reconfigured into a variety of different setups with ease, seating that places students in small groups, plentiful horizontal and/or vertical writing surfaces such as whiteboards, and easy access to learning technologies (including technological infrastructure such as power outlets”(Talbert & Mor-Avi, 2019, p1) “Color is a powerful attribute in classroom design, influencing the ambiance of the classroom space. Students note the colors of tables, chairs, walls, furniture, and even the light that surrounds them. Color in the classroom is widely accepted as stimulating children’s brains and affecting their emotional responses, mental clarity, energy levels, aesthetic judgments, and performance in cognitive tasks. For example, research on color has shown that saturated and warm colors can increase pleasure and excitement, while cold colors produce less active emotions, and natural colors create a relaxed atmosphere In Korea, classroom walls and ceilings are typically white, while the floor and tables are wood-colored.”(Lee et al., 2019, pp. 6-7)
28 São muitos os artigos que evidenciam a importância do mobiliário, do conforto e da conexão que é estabelecida entre os vários agentes da aprendizagem, tendo em conta os subtemas definidos, destacamos aqui alguns que evidenciam esses mesmos aspetos. Quadro 9: Subtemas dos Atributos de design do Espaço Tema Subtema Evidência N.º Atributos de design do Espaço mobiliário “amovível”, • “Chairs are on star-base casters (with a taller stool for instructor). All other wall surfaces between and next to screens are occupied by whiteboards. The space allows for approximately three-square meters per student.”(Holec & Marynowski, 2020, p.146) • “This classroom has 16 heavy trapezoidal tables, every two of which are pushed together along the wide side to make eight pods that seat six students. Chairs have a sled base and tables have metal post legs on carpet glides. The instructor station is against one wall of the room adjacent to an interactive whiteboard and a regular whiteboard. As this room is a teaching lab, lab benches, shelving, and cabinets are affixed to a portion of the three south-facing walls.”(Holec & Marynowski, 2020, p.146) 42 superfícies de escrita verticais/horizontais, • …”in the active learning classroom there were numerous whiteboards where students detailed their ideas and thinking in which other students could engage.”(Holec & Marynowski, 2020, p.154) • “We argue, that in Room 2280, physical location (perimeter or centre) cued distinct forms of social interaction (such as negotiating consensus or providing feedback); that this visible alternating rhythm of learning activity was a function of both the material properties and spatial distribution of the furnishings in each zone (tiered circular seating, zone of transition, standing whiteboards); and that these properties and their spatial arrangement created positive space (Alexander, 2002).”(Yeoman & Wilson, 2019, p.2104) • “Each table has one large table-top touch screen, which enables students to work in groups and to share what they are doing with one of the four circular-projector screens that are located in the middle of the room. The teacher, with a 10-inch tablet, controls the projector screens. At each individual seat, the students have their own power outlet, which can be used to plug in personal…”(Casanova & Mitchell, 2017, p.5) 38 disposição de lugares sentados - acêntrica ou policêntrica, • “Furniture is ergonomic, which supports the mobility of each individual. The furniture also provides seating configurations that encourage peer collaboration and the comfortable usage of both digital and non-digital resources (Johnson et al., 2016; Niemeyer, 2003). In contrast, traditional classroom furniture was typically designed to assist instructors’ in maintaining control of the learning process through reducing possibilities for potentially disruptive student interactions. (Li et al., 2019, p.351) 5 acústica e controlo de ruído • The study found that key elements of the physical environment such as seating and noise control interfered with active learning and suppressed social activity and affective responses.(Talbert & Mor-Avi, 2019, p4) • “Students in a classroom make noise in a variety of ways (…) Recently, the acoustic environment has come to be considered as important for proper implementation of the Korean national curriculum and educational policy that emphasizes student-centered learning and creative education, such as discussion, collaboration, and team-based learning activities]. Thus, classroom renovation should consider the issue of appropriate acoustics for the various types of noise that arise in the context of student-centered activities. Educators may understand the curriculum, 12
29 Tema Subtema Evidência N.º daily situations,and the developmental characteristics of students in a classroom, where as architects seem to lack this understanding of classroom acoustics since they tend to solve noise using noise-control products and materials.”(Lee et al., 2019, p.14) 2.6.3 Conectividade (connectedness) Casanova e Mitchell (2017) referem que a conceção dos espaços de aprendizagem tem influência na forma como professores e alunos interagem no processo de ensino aprendizagem. Na mesma linha, Brooks citado por Casanova e Mitchell (2017) demonstrou que os comportamentos dos professores e dos alunos mudaram quando se comparou uma sala de aula de aprendizagem ativa tradicional com uma sala de aula de aprendizagem ativa com tecnologia avançada (Casanova & Mitchell, 2017). No que se refere à comunicação e interligação entre alunos e professores, com salas de aprendizagem ativa, são também vários os artigos que se focam na conetividade inerente ao conceito de ALC. Ilustração 5:Conectividade baseada no quadro Talbert e Mor-Avi (2019, p.7) Talbert e Mor-Avi (2019) deixam bem evidente como se pode comprovar na Ilustração 5:Conectividade baseada no quadro Talbert e Mor-Avi (2019, p.7), como todos os agentes e instrumentos são
36 Quadro 13: Demonstração em quadro dos métodos e técnicas de análise dos dados Questão de Investigação Objetivos Instrumentos Tratamento dos Dados Apresentação dos Resultados De que forma a conceção do espaço físico da SACC potencia o uso de um ensino mais centrado na aprendizagem dos alunos? •Identificar o que na SACC configura como um ALC; •Analisar como alunos e professores se apropriam do espaço físico da sala André Cruz de Carvalho; •Aferir o impacto do espaço físico da sala André Cruz de Carvalho no uso de novos modelos pedagógicos; Formulário de satisfação aplicado aos alunos da sala ACC Grelha de Observação Guião e questões de entrevista do tipo grupo focal Análise estatística descritiva através do Excel Análise descritiva dos registos da observação Análise temática Análise de frequência e contexto de temas e subtemas através do NVIVO Gráficos e tabelas Quadros Tabelas Nuvens de palavras e árvores Com a utilização do software NVIVO, disponível na UMinho para análise dos dados, fizemos a partir da transcrição do grupo focal e a limpeza de expressões menos relevantes, a análise das palavras com maior frequência, nuvens de palavras e algumas árvores de análise de conteúdo.
37 Esquema 2: Mapa conceptual recolhido pelo NVIVO referente ao espaço
38 3.6. Calendário de Atividades Esquema 3: Organização das atividades desenvolvidas ao longo do mestrado ETAPA/TAREFA/MÊS 2021 2022 M6 M7 M8 M9 M10 M11 M12 M1 M2 M3 M4 M5 M6 M7 M8 M9 M 10 Desenho do projeto Refinamento metodológico e revisão de literatura Elaboração/validação de instrumentos de recolha de dados Recolha de dados Análise de dados Redação da dissertação Entrega da dissertação 3.7. Fiabilidade e validade Em investigação, uma das metas perseguidas é obter respostas fiáveis e válidas, que corroborem os objetivos do estudo. Para Coutinho (2008, p.5), “ fundamental que todo o investigador em educação se preocupe com as questões de fiabilidade e validade dos métodos a que recorre sejam eles de cariz quantitativo ou qualitativo.”. O que na investigação quantitativa é conseguido usando critérios de fiabilidade e de validade, no paradigma qualitativo faz-se procurando a confiabilidade. Esta pode ser acautelada no que Coutinho (2008), chama de “transferibilidade”, ou seja, se outro investigador realizar o mesmo estudo, chegará a resultados e conclusões idênticas. Segundo a autora, a “transferibilidade” possibilita que os resultados obtidos numa investigação possam ser aplicados a outros contextos. Para garantir a confiabilidade, e baseados nas investigações de Coutinho (2008), procuramos realizar uma thick description , ou seja, apresentar de modo exaustivo os dados fornecidos pela análise dos instrumentos de recolha, dando visibilidade às diferentes perspetivas dos intervenientes. Também procuramos cruzar os dados, aquilo que nas palavras de Coutinho (2008, p.9) se denomina de “triangulação de fontes”. Este processo, segundo a investigadora, compreende a conciliação e análise
39 de várias fontes de informação, proporcionando “uma análise de maior alcance e riqueza”(Coutinho, 2008, p.10). 3.8. Questões éticas As questões éticas num trabalho de investigação remetem-nos para um conjunto de normas relativas a alguns procedimentos aceites e considerados corretos para um grupo de pessoas (Bogdan & Biklen, 1994). Normas que compreendem aspetos como a participação voluntária dos participantes, estes estarem conscientes da natureza do estudo e das suas implicações e riscos (Bogdan & Biklen, 1994). No nosso estudo, primamos pelo respeito por cada pessoa interveniente na investigação. Neste sentido, tal como é destacado na Carta Ética da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação, SPCE (2014), informamos os participantes envolvidos no estudo dos termos relativos à sua participação, acautelando o direito de privacidade, a discrição e o anonimato, certificando-nos que os dados fornecidos sejam confidenciais, procedendo de acordo com o Deliberação No 1495/2016 sobre a Proteção de Dados. Tentamos manter os participantes informados da forma como os resultados foram sendo usados e divulgados, salvaguardamos a identidade dos intervenientes, atribuindo letras e números aos participantes, como referido por Bogdan e Biklen (1994). Foi apresentado o documento Consentimento Livre e Informado onde estão claros os direitos e os compromissos assumidos entre as partes, designadamente no que se refere à garantia de sigilo e privacidade (CEUMinho, 2020). Acreditamos que a ética em investigação está relacionada com a atitude que o investigador leva para o terreno e com a interpretação que faz dos dados que recolhe. Uma atitude crítica e reflexiva constante permite ajustar estratégias para obter um olhar claro, abrangente e com profundidade. A credibilidade do trabalho depende de uma atitude ética e deontológica, diretamente relacionada com os interesses e princípios do investigador.
40 4. APRESENTAÇÃO DOS DADOS 4.1 Observação da sala Tendo por base uma grelha de observação, elaborada e que está anexa a este documento Apêndice C: Grelha de observação para a SACC no que diz respeito ao espaço, verificou-se, aquando da visita à SACC, onde assistimos a uma aula, os seguintes dados referentes ao espaço e que por nós foram observados: que a sala exibe a forma de um pentágono, com lotação para 35 a 40 ocupantes, onde se verifica para que essa lotação seja possível, o espaço entre mesas e mesmo entre cadeiras seja reduzido. As cadeiras, mesas e chão apresentam diferentes tonalidades de cinzento, sendo o chão alcatifado e as cadeiras ajustáveis à altura e formato do aluno, evidenciando a preocupação com a ergonomia. As mesas, tendo em conta a limitação das ligações no chão, não permitem que se configure outro cenário, sendo elas redondas e sem qualquer margem para reconfiguração, têm cerca de 2 metros de diâmetro. As mesas têm um centro aberto para a passagem dos cabos, bem como um suporte cravado em baixo, para arrumação dos mesmos. Permitem ainda, através de uma extensão com 5 ligações base e duas conexões USB carregar os equipamentos dos alunos. Uma vez que a sala privilegia a metodologia do Bring Your Own Device (BYOD). Dispõe de 6 LCD, dispersos pela sala, tal como é possível ver na fotografia do tablet com o software de gestão dos equipamentos. Fotografia 1: Tablet com desenho do software de gestão dos LCD Os alunos podem projetar o trabalho realizado nos seus dispositivos instalando o programa Mersive Solstice. Tendo esta aplicação instalada e recorrendo a uma combinação de teclas, poderão fazer a transmissão para um ou seis écrans de 75 polegadas da marca NEC, suspensos no teto e dispersos pela sala. Existe ainda um tablet que é carregado através de indução, encontrando-se o carregador na estação
41 do professor. O tablet tem instalado o software “ Solstice Active Learning ” que permite enviar mensagens para o grupo turma ou apenas para alguns grupos, o controlo e a ligação aos vários LCD, circulando entre alunos e professor, conforme quem necessita de projetar. Pode projetar-se para um dispositivo apenas, ou selecionar alguns deles, e permite ainda projetar para todos em simultâneo. Todos os LCD têm por baixo um POD, que possibilita a ligação dos dispositivos ao LCD pretendido, estando feita a ligação ao LCD entre o POD por cabo HDMI. Já a ligação dos dispositivos dos alunos ao LCD é feita através de rede wi-fi: É possível ligar até três dispositivos ao LCD simultaneamente. De forma a aumentar a segurança, no LCD aparece um código (que muda) que os alunos devem digitar para que seja possível estabelecer a ligação entre os dois dispositivos. O controlo da altura do som vinda dos LCD é executado por um comando, sendo necessário controlar cada um individualmente. A sala está servida de Internet wireless, através de router de marca Cisco na própria sala, na parede à frente da entrada. O tablet circula entre alunos e professor, conforme quem necessita de projetar. A sala dispõe na parede frontal, 6 quadros em Acrílico, e na parede de fundo mais 3 quadros. A sala possui para controlo da temperatura, dois aparelhos de ar condicionado, bem como um ventiloconvetor que permite regenerar o ar. Em termos de luminosidade, possui uma parede completa com janelas para o exterior, tendo lamelas reguláveis para controlar a luz e blackouts no interior. Tem vários pontos de luz artificial, de cor branca, o que provoca algum desconforto e não permite a sua regulação, por forma a controlar a sua incidência sobre os LCD e quadros, muitos estão inclusive mesmo em cima dos LCD. A sala, tendo em conta a sua configuração permite ajustar-se a diferentes áreas disciplinares, à exceção de laboratórios de cariz técnico, que exijam bancadas próprias. A sala fica no piso superior, no entanto a academia tem acesso pelo elevador à sala, em termos de acessibilidades e inclusão a sala não permite grande movimentação entre mesas, o que dificultaria a mobilidade de um aluno com mobilidade reduzida, numa cadeira de rodas, por exemplo. Fotografia 2: Foto representativa da sala (USAAE, 2021)
42 4.2 Grupo Focal Tal como referido no ponto acima - 3.4. Método e técnicas de recolha de dados -, foi realizado através da plataforma Zoom três grupos focais com a presença total de oito professores. Os participantes foram escolhidos depois de analisados os dados fornecidos pela USAAE com os professores que mais vezes requisitaram a SACC em 2021/22. O grupo focal teve início com a presença dos investigadores séniores e juniores, tendo estes últimos moderado as sessões. Assim, o moderador foi sendo alterado em função da dimensão que estava a ser discutida. No meu caso, e porque a dimensão em estudo era o espaço, o objetivo era ajudar a obter a resposta à questão de investigação: De que forma a conceção do espaço físico da SACC potencia o uso de um ensino mais centrado na aprendizagem dos alunos? tendo sempre presente os objetivos de investigação: • identificar o que na SACC se configura como um ALC; • analisar como alunos e professores se apropriam do espaço físico da SACC; • aferir o impacto do espaço físico da SACC no uso de novos modelos pedagógicos. Assim, no que ao tema principal deste projeto - o espaço -, bem como os seus subtemas, destacamos em resposta a estes objetivos supracitados algumas citações recolhidas dos participantes. Relativamente ao primeiro objetivo, que se prende com a identificação na SACC como sendo uma ALC destacam-se: • P2: “O espaço é, sem dúvida, um espaço propício àquilo que nós pretendemos, que é trabalho em equipa.” • P4: “Nós temos 5 mesas e temos 9 painéis. E muitas vezes, quando eu ponho os alunos lá, fazer brainstorming, muitas vezes ocupam um quadro, mas muitas vezes ocupam os 2, porque vem um escreve e vem outro escreve.” No que à apropriação do espaço diz respeito destacamos: • P1 - Ainda ontem falei com os alunos sobre a sala. Eles gostam muito do espaço em si, do facto de poderem estar sentados no espaço físico, mesmo estarem sentados ali na mesa poderem trocar impressões uns com os outros, fazer o trabalho em grupo. Foi o que eles me disseram que era o que gostavam mais da sala.
43 • P2 - É sem dúvida, um espaço propício àquilo que nós pretendemos, que é trabalho em equipa. É muito fácil para nós movimentarmos no meio daquela disposição. No que ao impacto do espaço físico da SACC no uso de novos modelos pedagógicos diz respeito, destacamos o facto de os modelos híbridos de aprendizagem, bem como a aplicação de metodologias ativas de aprendizagem serem algo inerente ao uso desta sala. Como se pode comprovar pela citação dos participantes do grupo focal: • P4 - Quando falamos do espaço hoje em dia, depois da pandemia, já não é só o espaço físico, é o espaço digital, é um espaço online. Eu, quando utilizo a sala, penso na pedagogia, na tecnologia, penso no espaço de sala de aula com as mesas redondas, de cadeiras com rodas e penso no espaço virtual que eu posso usar também. • P8 - Penso que todos os recursos são importantes, porque o conjunto dos televisores para poder partilhar a apresentação, o facto de poder girar na cadeira, mover-se, a mesa circular e os quadros para poder escrever. Penso que esses 4 recursos são fundamentais. Parece-me que é um produto global. • P2 - O que penso que foi provavelmente uma das grandes vantagens neste 2.º semestre em relação à sala, foi ter a possibilidade de, por exemplo, ter alunos em casa e alunos na sala ou então convidar pessoas de fora. Tive uma aluna brasileira que fez uma apresentação online e, portanto, todos os alunos tinham um LCD na sua mesa e facilitou; ou um engenheiro que eu convidei e que também fez uma apresentação. Mas obviamente que eu estou fã da sala
44 Quadro 14: Frequência dos subtemas referentes ao espaço citados no grupo focal Dimensão Tema SubTema Exemplo citado Frequência Espaço Design, configuração e construção do espaço físico Tamanho, lotação da sala P1 - Por mim não tenho tido problemas mas também não tenho tido turmas com mais do que 30 alunos, por isso, a esse nível, como são sempre divididas tem estado bem para esse número de alunos se forem mais compreendo que a sala seja pequena. P6 – Também só dei um turno, dava uma vez por semana e eram menos de 30 alunos e andava bem. P7 - Tenho UC’s com mais de 60 alunos e portanto ou eu divido os alunos em 2 turnos, para poder acomodá-los lá, ou não consigo ter os alunos ao mesmo tempo e essa é a limitação que eu sinto naquela sala. Gostava de ter uma sala maior. 5 Localização da sala P4 – Esta sala devia ser o nosso local onde fazemos as formações para quem vem de fora, onde estão os projetos, onde estão os professores que estão a fazer formação de professores, que eles têm de saber o que é que vai acontecer amanhã. Tem de ter sempre tecnologia de ponta, os últimos recursos de topo disponíveis no mercado. Tem de estar acessível a todos. Aos de dentro da universidade e aos visitantes. 1 Configuração da sala P4 - A sala é suposta ser a jóia da coroa. Aquela sala é diferente, tem um padrão diferente, tem um desenho diferente, tem um layout diferente, tem paredes e portas de vidro e chamase de aprendizagem ativa. Essa é a mensagem que se quer passar. P7 - Não considero a localização dos painéis a mais feliz, não só pelo facto de estarem no teto, que faz com que as pessoas têm de levantar o pescoço para olhar. É uma limitação de espaço disponível.”. 5 Atributos de design do espaço Mobiliário “amovível”, P3 - Mesas redondas. Toda a gente gosta das mesas redondas. P3 - Se põe muitas mesas redondas numa sala pequena, anda tudo aos encontrões e não funciona. 85 Superfícies de escrita verticais/horizontais, P2, P6, P7 - A grande vantagem da sala a par das mesas redondas. São os quadros. P5 - Os quadros brancos. Adoro os quadros brancos. 35 Disposição de lugares sentados - acêntrica ou policêntrica, P5 - A flexibilidade que eles têm de estar a pé, sentados, a discutirem ideias, que eles não querem, mas que depois aceitam e tenho grupos que fazem coisas giríssimas. Vão para os quadros, apagam, fazem brainstormings. P7 - Gostava de ter uma sala maior, sim, porque o espaço é o espaço no sentido de número de lugares sentados neste momento são 30 e é a limitativo para nós podermos ter aulas. 6 Acústica e controlo de ruído P2 - Eu antes da aula tenho aula num anfiteatro sem microfone e não tenho problema nenhum nesse aspeto naquela sala. 4
45 Dimensão Tema SubTema Exemplo citado Frequência P4 - Aquela sala é circular. Posicionamo-nos no meio, vamos falando para a esquerda, para a direita. Se temos que falar com todos, e estamos de costas, viramonos e vamos circulando. Até de máscara. Tantas aulas eu dei lá de máscara e é perfeitamente possível falar e ouvir. É pior quando são eles a falar que começam a empolar o som. E ficam 30 alunos ali a falar. Eu pelo menos nunca tive constrangimentos de me ouvirem. Conectividade (connectedness) Mobilidade P8Eu considero que nesta sala não há uma posição privilegiada para o professor e acho que uma boa coisa que o professor se possa mover por todas as mesas. P8 - Penso que todos os recursos são importantes porque o conjunto dos televisores para poder partilhar apresentação, o facto de poder girar na cadeira, mover-se, a mesa circular e os painéis para poder escrever. Penso que esses 4 recursos são fundamentais. Parece-me que é um produto global. 10 Visibilidade P1 - Ou se tira aquele LCD… O professor está ali, está a ver a parte de trás de um LCD! Eu acho que em frente ao professor, ao campo de visão do professor, não devia estar ali um LCD. P7 – Temos um gabinete para a inclusão, tem uns projetores especiais para o aumento do tamanho de letras, por exemplo para que os alunos possam ver melhor os textos. Normalmente os professores quando lecionam para alunos com estas características, já têm esta informação e portanto eles próprios já criam os textos de forma que os alunos possam visualizá-lo. M4 -Estes LCD em muitas salas que nós estudamos, não estão àquela altura, mas estão perto das mesas, ou seja, é quase um LCD para cada mesa, estão ao lado e é um LCD que é faz parte do trabalho dos alunos que estão ali a partilhar. Quer dizer que naquela sala podíamos equacionar o LCD não estar lá em cima à vista de toda a gente, mas estar mais perto da sua mesa. 8 Tecnologias P1Ora bem eu utilizo o Padlet com esta turma, tem um Padlet que depois coloco dentro da blackboard, faço assim mas trabalho sempre no padlet de fora porque é muito mais rápido, P7 – Faço exatamente como P1. Para quem se queixa da Internet, é importante referir que a Blackboard é muito exigente no tráfego de dados, e que dentro da sala ACC, se todos os recursos são aplicados para a blackboard torna impossível o uso efetivo da sala. 2
52 Mor-Avi, 2019). Este relato que transcrevemos da literatura mostra a importância do espaço físico para potenciar um ensino mais centrado na aprendizagem dos alunos. No que ao impacto do espaço físico da SACC no uso de um ensino mais centrado na aprendizagem dos alunos, destacamos o facto de os modelos híbridos de aprendizagem, tirando partido da tecnologia existente, bem como a aplicação de metodologias ativas de aprendizagem, serem algo inerente ao uso desta sala. Como se pode comprovar pela citação dos participantes do grupo focal. P4 salienta que o espaço de aula, hoje em dia, depois da pandemia, já não é só o espaço físico, é o espaço digital, é um espaço online. (“quando utilizo a sala, penso na pedagogia, na tecnologia, penso no espaço de sala de aula com as mesas redondas, de cadeiras com rodas e penso no espaço virtual que eu posso usar também”). P2 reforça que foi provavelmente uma das grandes vantagens neste 2.º semestre em relação à sala, foi ter a possibilidade de, por exemplo, ter alunos em casa e alunos na sala ou então convidar pessoas de fora (“Tive uma aluna brasileira que fez uma apresentação online e, portanto, todos os alunos tinham um LCD na sua mesa e facilitou; ou um engenheiro que eu convidei e que também fez uma apresentação.”). O facto dos professores que mais requisitaram a sala se sentirem confortáveis na SACC (“obviamente que eu estou fã da sala” (P2)), faz com que sintam vontade de implementar outros modelos pedagógicos mais centrados na aprendizagem ativa dos alunos. P1 assume que usa uma abordagem pedagógica em que os alunos resolvem problemas e se ajudem uns aos outros (“Isso funciona também muito bem”). Segundo P1 são os próprios alunos que dizem que quando estão na sala de aula normal, que é mais difícil falar uns com os outros, tirarem dúvidas (“Por isso esta disposição da sala é muito propícia a esse trabalho em conjunto“). Estas conclusões estão em linha com o relatório Innovative Learning Building (2017), no que diz respeito aos requisitos dos espaços de aprendizagem, nomeadamente, (i) maior flexibilidade; (ii) experiência melhorada (menos alunos, mais confortável, melhores linhas de visão); (iii) apoio à colaboração e trabalho de equipa; (iv) capacidade de se ligar remotamente a peritos. 5.1. Considerações finais Da evolução das ALC’s iniciais como SCALE-UP e TEAL, várias universidades, tendo em conta a sua disponibilidade espacial e financeira, fizeram várias adaptações, tal como a SACC. Ficou claro por todos os professores auscultados no âmbito do grupo focal que a SACC se configura como um espaço de aprendizagem ativa, tal como está tipificada na literatura. Pela sua configuração e lotação, permite ao professor criar novos modelos de ensino e aprendizagem que promovem dinâmicas ativas de aprendizagem, em que os alunos se envolvem e partilham dúvidas e soluções.
53 O facto de os professores requisitarem a sala, por si só, já é um ponto propício à procura de um novo espaço físico de aprendizagem para os seus alunos. A análise do grupo focal com os professores, e a análise dos questionários de satisfação aos alunos, permitiram concluir que a frequência da SACC levou à sua apropriação enquanto espaço físico de aprendizagem. Ter uma sala confortável, que permita aplicar modelos pedagógicos diferenciados, é um acrescento de potencial ímpar. Em que medida a organização do espaço físico da SACC potencia o uso de novos modelos pedagógicos? Escolas e universidades têm vindo a fazer a adequação dos espaços no sentido de promover aprendizagens ativas, que permitam um envolvimento (conectividade) entre professor e aluno, bem como o aluno e os seus pares num registo diferente do das salas de aula tradicionais. O estudo encontrou dados que permitem assumir que o espaço físico pode alterar a forma como os professores e os alunos se comportam, melhorando a interação face a face entre os alunos, desde logo pelo formato redondo das mesas. A configuração da sala também incentiva a que o professor partilhe com os alunos um papel central nos processos de ensino e aprendizagem, ou seja, uma mudança nas pedagogias do professor que promovem a interação. A literatura mostra a importância do espaço físico para o uso de novos modelos pedagógicos pelo professor. O facto dos professores que requisitaram a SACC se irem apropriando gradualmente do espaço, estabelecendo uma ligação com os recursos existentes, onde os quadros brancos destinados a cada grupo de trabalho sobressaem como ponto de maior relevância, permitindo uma aproximação entre pares e entre professor e aluno, logo a pedagogia utilizada assume uma adequação ao espaço. Também podemos salientar o facto dos participantes do grupo focal terem referido que, hoje, a sala de aula já não ser só o espaço físico, mas o espaço digital, online, onde a tecnologia existente na sala torna a SACC um espaço ímpar para novas práticas pedagógicas. Tal como no relatório Innovative Learning Building (2017), em que os relatores identificam a formação dos docentes e investigação em pedagogia de aprendizagem ativa como fundamental para o sucesso das ALC, para que todos os professores da UMinho se sintam confortáveis para implementar modelos pedagógicos que empregam a tecnologia inovadora existente na SACC, parece-nos fundamental que a formação contínua de professores seja assumida pelos professores como algo fundamental no seu desenvolvimento profissional, e que se vai construindo até pela partilha de boas práticas experienciadas em contexto.
54 5.2. Limitações do estudo Os resultados obtidos dificilmente poderão ser generalizados para além do grupo em estudo(Coutinho, 2013), tendo em conta que todo o trabalho desenvolvido apenas teve como base a SACC. É de destacar que apenas tivemos em conta esta sala, com configurações ajustadas às suas realidades estruturais e financeiras, e as questões efetuadas aos participantes, em número e áreas disciplinares semelhantes, limita a nossa análise para diferentes possibilidades e contextos. No que diz respeito à revisão da literatura, verificamos que a baliza temporal de 2017 em diante não nos permitiu o acesso a estudos que fomos vendo nas bibliografias de artigos recentes que já não são tão analisados mas teriam interesse o seu estudo, principalmente no que diz respeito a temas como luminosidade, temperatura, acústica e cores, onde na literatura mais recente são pouco explorados, apenas tidos como relevantes e classificados dentro dos atributos naturais e não naturais de um ALC. 5.3 Perspetivas de investigação futura No que diz respeito a perspetivas de investigação futura, seria pertinente pegar nos temas dos colegas de mestrado que inicialmente estavam neste projeto, que se prendiam com o facto de analisar os dados recolhidos pelo IDEA e perceber o impacto da formação, bem como das comunidades de aprendizagem na formação e uso da sala, analisando-as e percebendo o real impacto que isso traz no sucesso dos alunos. Cinco em sete dos participantes no grupo focal (o oitavo era o observador externo), disseram que apenas precisavam de uma sala com mesas redondas, cadeiras com rodas e quadros à volta da sala, solução económica que devia ser testada e perceber de facto o impacto que isso traz nos alunos, se é suficiente ou não para que a mudança resulte, e caso não, que tipo de formação deve ser canalizada para o uso da sala. Tendo em conta que a literatura evidência a triangulação entre os três pontos deste projeto - espaço, tecnologia e pedagogia -, que impacto teria sobre os alunos uma sala que não permitisse a partilha e o uso de equipamentos digitais de partilha e captura de LCD? Dois dos sete participantes chegam mesmo a referir que a tecnologia não funciona, que para fazer diferente basta o mobiliário e os quadros em volta da sala. Internamente seria interessante perceber o impacto da formação dos professores que usam a sala e não só e aferir como novos modelos pedagógicos estão a ser trabalhados.
55 6. Referência bibliográficas Arksey, H., & O’Malley, L. (2005). Scoping studies: Towards a methodological framework. International Journal of Social Research Methodology: Theory and Practice, 8(1), 19–32. https://doi.org/10.1080/1364557032000119616 Bogdan, R. C., & Biklen, S. K. (1994). Investigação Qualitativa Em Educação. Porto Editora. Braun, V., & Clarke, V. (2006). Using thematic analysis in psychology. Qualitative Research in Psychology , 3 (2), 77–101. https://doi.org/10.1191/1478088706qp063oa Casanova, D., & Mitchell, P. (2017). The Cube and the Poppy Flower: Participatory Approaches for Designing Technology-Enhanced Learning Spaces. In Journal of Learning Spaces (Vol. 6, Issue 3). CASP, C. A. S. P. (2018). CASP Qualitative Checklist. CASP Online, 2018, 1. https://caspuk.net/%0Ahttp://www.casp-uk.net/casp-tools-ch-ecklists Cogswell, C. A., & Goudzwaard, M. (2018). Building Demand and Reaching for Capacity. In Journal of Learning Spaces (Vol. 7, Issue 1). http://scaleup.ncsu.edu Conselho de Ética da Universidade do Minho (CEUMinho). (2020). Código de Conduta Ética da Universidade do Minho . Copridge, K. W., Uttamchandani, S., & Birdwell, T. (2021). Faculty Reflections of Pedagogical Transformation in Active Learning Classrooms. Innovative Higher Education , 46 (2), 205–221. https://doi.org/10.1007/s10755-021-09544-y Coutinho, C. P. (2008). A qualidade da investigação educativa de natureza qualitativa: questões relativas à fidelidade e validade. Educacao Unisinos, 12(1) , 5–15. Coutinho, C. P. (2013). Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: Teoria e Prática (S. A. Edições Almedina, Ed.; 2.a). Almedina. Creswell, J. (2009). Projeto de Pesquisa: Métodos Qualitativo, Quantitativo e Misto (3.a edição) . Artmed. Galal, K. S. (2019). The impact of classroom orientation on daylight and heat-gain performance in the Lebanese Coastal zone. Alexandria Engineering Journal , 58 (3), 827–839. https://doi.org/10.1016/j.aej.2019.07.003 Haines, K., & Maurice-Takerei, L. (2019). The Impact of New Collaborative Learning Spaces on Tertiary Teacher Practice. In Journal of Learning Spaces (Vol. 8, Issue 2). Hair, N., Andoh, N.-Y., Austin, B., Bhatt, A., Boulais, N., Collison, C., Galbraith, S., Garrick, R., Geigel, J., Golden, M., Hanney, T., Lofffredo, T., Martin, K., Myers, J., Pagano, T., Robinson, R., Andrea, S., Stebbins, C., Ward, J., & Webber, I. (2017). Innovative Learning Building Commitee Report. 1–38. Holec, V., & Marynowski, R. (2020). Does it matter where you teach? Insights from a quasiexperimental study of student engagement in an active learning classroom. Teaching and Learning Inquiry , 8 (2), 140–163. https://doi.org/10.20343/TEACHLEARNINQU.8.2.10 IDEA. (2021). Inauguração da Sala André Cruz de Carvalho . https://idea.uminho.pt/pt/agenda/proximos-eventos/Paginas/Sala-André-Cruz-deCarvalho.aspx Lee, Kim, & Kang. (2019). From Uniformity to Sustainable Diversity: Exploring the Design Attributes of Renovating Standardized Classrooms in Korea. Sustainability , 11 (20), 5669. https://doi.org/10.3390/su11205669 Li, Y., Yang, H. H., & MacLeod, J. (2019). Preferences toward the constructivist smart classroom learning environment: examining pre-service teachers’ connectedness. Interactive Learning Environments , 27 (3), 349–362. https://doi.org/10.1080/10494820.2018.1474232
56 Monteiro, A., Figueiroa, A., Couto, J., & Campos, O. (2018). Ambientes Educativos Inovadores: a realidade de escolas portuguesas <br>Innovative Educational Environments: Portuguese schools’ reality. Saber & Educar , 25 . https://doi.org/10.17346/se.vol25.309 Morgan, D. L. (1996). Focus Groups. Annual Review of Sociology , 22 (1), 129–152. https://doi.org/10.1146/annurev.soc.22.1.129 Park, E. L., & Choi, B. K. (2014). Transformation of classroom spaces: traditional versus active learning classroom in colleges. Higher Education , 68 (5), 749–771. https://doi.org/10.1007/s10734-014-9742-0 Pedro, N., & Matos, J. F. (2015). Ensinar a aprender! O saber da ação pedagógica em práticas de ensino inovadoras. Atas Do III Seminário Nacional Investigando Práticas de Ensino Em Sala de Aula e Do I Seminário Internacional de Práticas Pedagógicas Inovadoras . Saunders, G., Oradini, F., & Clements, M. (2017). IAFOR Journal of Education Volume 5 Issue 1 Spring 2017. In IAFOR Journal of Education (Vol. 5). Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação(SPCE). (2014). Instrumento de Regulação ÉticoDeontológica . Souza, L. K. de. (2019). Pesquisa com análise qualitativa de dados: conhecendo a Análise Temática. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 71(2) , 51–67. Talbert, R., & Mor-Avi, A. (2019). A space for learning: An analysis of research on active learning spaces. In Heliyon (Vol. 5, Issue 12). Elsevier Ltd. https://doi.org/10.1016/j.heliyon.2019.e02967 USAAE. (2021a). Gestão dos espaços . http://www.usaae.uminho.pt/Default.aspx?tabid=7&pageid=245&lang=pt-PT USAAE. (2021b). Inquérito | Sala Active Learning . https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=gExd0B7a10yDpg0glLIEGA_e5xoE GRlEjjxL8HdSnNJURDZDUVhEUlhCNUI1Uk4wSVVBUFpWUkFSMCQlQCN0PWcu Yeoman, P., & Wilson, S. (2019). Designing for situated learning: Understanding the relations between material properties, designed form and emergent learning activity. British Journal of Educational Technology , 50 (5), 2090–2108. https://doi.org/10.1111/bjet.12856 Yin, R. (2014). Estudo de Caso Planejamento e Métodos (5.a). Bookman.
57 APÊNDICES Apêndice A: Totalidade de artigos selecionados referentes ao espaço String 1 - "active learning classroom" or " active learning spaces" and "higher education" or "college" or "university" 1 Transformation of classroom spaces traditional versus active learning classroom in colleges 2014 Park, E.L., Choi, B.K. Higher Education Scopus, ERIC, ISI Web SIM Espaço, Pedagogia e Tecnologia 2 Leveraging Faculty Reflective Practice to Understand Active Learning Spaces: Flashbacks and Re-Captures 2017 Ramsay, Crystal M.; Guo, Xiuyan; Pursel, Barton K. Journal of Learning Spaces ERIC SIM Espaço, Pedagogia e Tecnologia 3 Using the TAM and functional analysis to predict the most used functions of an active learning classroom (ALC) 2018 Poellhuber, B., St-Laurent, S.F., Roy, N. Frontiers in ICT Scopus SIM Espaço, Pedagogia e Tecnologia 4 From swimming pool to collaborative learning studio: Pedagogy, space, and technology in a large active learning classroom 2018 Lee, D., Morrone, A.S., Siering, G. Educational Technology Research and Development Scopus, ISI Web SIM Espaço, Pedagogia e Tecnologia 5 Reading, writing and running? Assessing active space in libraries 2018 Clement, K.A., Carr, S., Johnson, L., (...), Mays, R., Walker, T. Performance Measuremen ts and Metrics Scopus SIM Espaço 6 Effects of Active Learning Environments and Instructional Methods in Computer Science Education 2018 Qiang Hao,Bradley Barnes,Ewan Wright,Eunjung Kim SIGCSE '18: Proceedings of the 49th ACM Technical Symposium on Computer Science Education ACM Digital Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 7 Preferences toward the constructivist smart classroom learning environment: examining pre-service teachers’ connectedness 2019 Yanhong Li, Harrison Hao Yang & Jason MacLeod Interactive Learning Environment s Scopus, ISI Web SIM Espaço, Pedagogia 8 More than chalkboards: classroom spaces and collaborative learning attitudes 2019 Clinton, V., Wilson, N. Learning Environment s Research ISI Web, Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 9 The architecture of built pedagogy for active learning-a case study of a university campus in Hong Kong 2019 Lam, E.W.M., Chan, D.W.M., Wong, I. Buildings ISI Web, Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 10 Supporting Project-Based Learning through Economical and Flexible Learning Spaces 2019 Eickholt, Jesse; Jogiparthi, Vikas; Seeling, Patrick; Hinton, Quintrese; Education Sciences ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia
58 Johnson, Matthew 11 Pre-Service Teachers' Perceptions and Experiences: Courses Based on the Active Learning Model and Environment 2019 Dag, Funda; Sumuer, Evren; Durdu, Levent Journal of Engineering Education, ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 12 A space for learning: An analysis of research on active learning spaces 2019 Robert Talbert Anat Mor-Avib Heliyon SCIENCE DIRECT Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 13 Cross-cultural social contexts: a comparison of Chinese and US students’ experiences in active learning classrooms 2020 Chiang, F.-K., Brooks, D.C., Chen, H. Interactive Learning Environment s SCOPUS Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 14 Does it matter where you teach? Insights from a quasiexperimental study of student engagement in an active learning classroom 2020 Holec, V., Marynowski, R. Teaching and Learning Inquiry ISI Web, Scopus, ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 15 A Multi-Disciplinary MixedMethods Study of Group Dynamics in Active Learning Space 2020 Gordy, Xiaoshan Zhu; Carr, Elizabeth O.; Zhang, Lei; Bailey, Jessica H. Journal of the Scholarship of Teaching and Learning ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 16 How Drawing Prompts Can Increase Cognitive Engagement in an Active Learning Engineering Course 2020 Wu, Sally P. W.; Van Veen, Barry; Rau, Martina A. Journal of Engineering Education, ERIC, ISI Web Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 17 An Active Learning Classroom in Construction Management Education: Student Perceptions of Engagement and Learning 2021 Farrow, C.B., Wetzel, E. International Journal of Construction Education and Research Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 18 Daring spaces: Creating multisensory learning environments 2021 Krajewski, S., Khoury, M. Learning and Teaching Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 19 Faculty Reflections of Pedagogical Transformation in Active Learning Classrooms 2021 Copridge, K.W., Uttamchandani , S., Birdwell, T. Innovative Higher Education Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 20 Quantifying the effects of active learning environments: separating physical learning classrooms from pedagogical approaches 2021 Hao, Q., Barnes, B., Jing, M. Learning Environment s Research Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologiaa 21 Changing classrooms bring new questions: environmental influences, self-efficacy, and academic achievement 2021 Mantooth, R., Usher, E.L., Love, A.M.A. Learning Environment s Research Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 22 Does the learning space matter? An evaluation of active learning in a purpose-built technology-rich collaboration studio 2021 Donkin, R and Kynn, M AUSTRALASI AN JOURNAL OF EDUCATION AL ISI WEB Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia
59 TECHNOLOG Y 37 (1) , pp.133-146 String 2 - "Active learning classrom" or " active Learning spaces" or "Classroom design" or "21st century classroom" and "higher education" or "college" or "university" 23 An Investigation of University Students' Classroom Seating Choices 2017 Xi, Li; Yuan, Zhang; YunQui, Bai; Chiang, Feng-Kuang Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço 24 Reforming the Environment: The Influence of the Roundtable Classroom Design on Interactive Learning 2017 Parsons, Caroline S. Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço 25 The SMART Teaching in New and Old Classrooms 2017 Saunders, Gunter; Oradini, Federica; Clements, Mark IAFOR Journal of Education ERIC Sim Espaço e tecnologia 26 The Cube and the Poppy Flower: Participatory Approaches for Designing Technology-Enhanced Learning Spaces 2017 (Casanova & Mitchell, 2017b) Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 27 The Room Itself is Active: How Classroom Design Impacts Student Engagement 2017 Rands, Melissa L.; GansemerTopf, Ann M. Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 28 Building Demand and Reaching for Capacity 2018 Cogswell, Cynthia A.; Goudzwaard, Michael Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 29 Classroom Interaction Redefined: Multidisciplinary Perspectives on Moving beyond Traditional Classroom Spaces to Promote Student Engagement 2018 Zimmermann, Petra A.; Stallings, Lynne; Pierce, Rebecca L.; Largent, David Journal of Learning Spaces ERIC SIM Espaço, Pedagogia e Tecnologia 30 Innovating Lecturing: Spatial Change and Staff-Student Pedagogic Relationships for Learning 2018 Acton, Renae Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 31 Learning the Ropes: The Influence of the Roundtable Classroom Design on Socialization 2018 Parsons, Caroline S. Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 32 Needs and Expectations of a New Learning Space: Research Students' Perspectives 2018 Sandris Zeivots e Sandra Schuck Australasian Journal of Educational Technology ERIC Sim Espaço 33 Rapid deployment modular building solutions and climatic adaptability: Case based study of a novel approach to "thermal capacity on demand" 2018 Ceranic, B; Beardmore, J and Cox, A ENERGY AND BUILDINGS 167 , pp.124-135 In this ISI WEB SCIENCE Sim Espaço
60 research, a novel "thermal capacity on demand" ap 34 Considering the Environment: An Expanded Framework for Teacher Knowledge 2019 Donnelly, Julie; Berry, Landon Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 35 Designing for Situated Learning: Understanding the Relations between Material Properties, Designed Form and Emergent Learning Activity 2019 Yeoman, Pippa; Wilson, Stephanie British Journal of Educational Technology ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 36 From Uniformity to Sustainable Diversity: Exploring the Design Attributes of Renovating Standardized Classrooms in Korea 2019 Lee, KS; Kim, HJ and Kang, J SUSTAINABI LITY 11 (20) ISI WEB SCIENCE sim Espaço 37 The impact of classroom orientation on daylight and heat-gain performance in the Lebanese Coastal zone 2019 Galal, KS ALEXANDRIA ENGINEERIN G JOURNAL 58 (3) , pp.827-839 ISI WEB SCIENCE Sim Espaço 38 The Impact of New Collaborative Learning Spaces on Tertiary Teacher Practice 2019 Haines, Karen; MauriceTakerei, Lisa Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 39 A Multi-Disciplinary MixedMethods Study of Group Dynamics in Active Learning Space 2020 Gordy, Xiaoshan Zhu; Carr, Elizabeth O.; Zhang, Lei; Bailey, Jessica H. Journal of the Scholarship of Teaching and Learning ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 40 Active Learning Training and Classroom Renovation: Exploring Student and Faculty Perceptions in Health and Human Performance Disciplines 2020 By: Odum, Mary; Meaney, Karen; Knudson, Duane V. Journal of Learning Spaces ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 41 How learning Spaces Can Collaborate with Student Engagement and Enhance Student-Faculty Interaction in Higher Education 2020 de Borba, G.S., Alves, I.M., Campagnolo, P.D.B. Innovative Higher Education Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 42 Integrating pbi in the flipped classroom: A framework for effective instruction 2020 Diningrat, S.W.M., Setyosari, P., Ulfa, S., Widiati, U. World Journal on Education Technology Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 43 Student and Instructor Perceptions of a First Year in Active Learning Classrooms: Three Lessons Learned 2020 Murphy, Michael P. A.; Groen, Jovan F. Collected Essays on Learning and Teaching ERIC Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 44 An Active Learning Classroom in Construction Management Education: Student Perceptions of Engagement and Learning 2021 Farrow, C.B., Wetzel, E. International Journal of Construction Education Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia
61 and Research 45 Design and validation of a questionnaire on influence of the university classroom on motivation and sociability 2021 GonzálezZamar, M.-D., Jiménez, L.O., Ayala, A.S. Education Sciences Scopus Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 46 Do attention and memory tasks require the same lighting? A study in university classrooms 2021 Llinares, C., Castilla, N., HigueraTrujillo, J.L. Sustainability (Switzerland) SCOPUS Sim Espaço 47 Effects of classroom design on the memory of university students: From a gender perspective 2021 Nolé, M.L., HigueraTrujillo, J.L., Llinares, C. International Jounal of Environment al Research and Public Health SCOPUS Sim Espaço String 3 - "Classroom design" or "classroom effects" or "classroom effectiveness" and "higher education" or "college" or "university" 48 The vocabulary of LearnerSpace Interactions Understanding learning spaces experience through the repertory grid method 2017 Lallemand, C and Koenig, V Interaction Design and Architectures ISI Web Sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 49 Statistical Analysis of Students' Behavioral and Attendance Habits in Engineering Education 2019 Ibáñez, Vanessa; Pérez, Sergio; Silva, Josep; Tamarit, Salvador Educational Sciences: Theory and Practice ERIC Sim Espaço 50 Evaluating the Effectiveness of Teaching Assistants in Active Learning Classrooms 2020 Bent, Tessa; Knapp, Julia S.; Robinson, Jill K. Journal of Learning Spaces ERIC sim Espaço, Pedagogia e Tecnologia 51 Cold and warm coloured classroom. Effects on Students’ attention and memory measured through psychological and neurophysiological responses 2021 Llinares, C., HigueraTrujillo, J.L., Serra, J. Building and Environment SCOPUS Sim Espaço
68 Apêndice E: Evidência do registo de um dos artigos referentes ao espaço PEDAGOGIA, ESPAÇO E TECNOLOGIA Notas Importantes: 1 Artigo= 1 Tabela Referir o número de vezes que é mencionada cada evidência em cada sub-tema bem como o autor citado String 1 Transformatio n of classroom spaces tradicional versus active learning classroom in colleges PEDAGOGI A Alunos Perceções Desempenho académico Competências para o século XXI Envolviment o e participação (engagemen t) Preferências (evidências) (inserir evidências) (inserir evidências) (inserir evidências) (inserir evidências) Professores Perceções Interação com os Alunos Práticas Pedagógicas: Técnicas ativas/Passivas; Movimento/localização Tecnologias Motivações e comportame ntos Dificuldades Formação (evidências) (evidências) (evidências) (evidências) (evidências) (evidências) ESPAÇO Autores Park, E.L., Choi, B.K. Design, configuração do espaço físico, construção do espaço Físico; Atributos de design do espaço (dimensão, lotação, mobiliário “amovível”, superfícies de escrita verticais/horizontais, disposição de lugares sentados - acêntrica ou policêntrica, acústica e controlo de ruído...) Ligação (Conexidade/Partilha/Conexão/Conectividade - connectedness) – através de: Mobilidade; Visibilidade; Aplicações (recursos digitais e tecnológicos) · simple process of forming connections between stimuli and responses (Brown and Cocking 2000). Therefore, · As depicted in Fig. 1, lecture rooms expanded in their sizes during the industrial period to accommodate education’s shift from elitism to massification. To accommodate the increasing demand for enrollment placements, universities built more, larger and taller · The result proved the existence of a ‘golden zone’ and a ‘shadow zone’ in the traditional classroom, which discriminate students’ learning experiences depending on seating positions. On the contrary, the ALC did not produce such positional discrimination. Students perceived the ALC
69 classroom design received no more than the elementary interest to meet the minimum requirement of class size, acoustics and so on (Weinstein 1979). With better understanding about the complexity of human psychology and the environmental factors, the cognitive science approach initiated the emphasis on the role of classroom design on students’ learning. (p. 751)||| buildings. The classrooms in these buildings were designed to be more efficient in accordance with ‘Scientific Management,’3 principles. This layout remains commonplace in many of today’s higher educational classrooms (p.750)|||| · the classrooms designed through this program targeted group work by large numbers of students (100 or more). The class spaces included a laptop computer with access to the Internet, 7-foot-diameter round tables, computer projection screens at opposite ends of the room, and large whiteboards coveringthe walls (p. 752)||| · The ALCs include large round tables that seat nine students each, laptop connections, multiple fixed flatpanel display, and an instructor station that allows for the selection and display of specific information (Fig. 4)(p. 752) · In addition to these outside-of-class enhancements, a new innovative classroom, called ‘Active Learning Classroom (ALC),’ was built in March 2010. Its original idea and name were borrowed from the US cases, but the classroom’s interior design and information technology system were modified. The biggest difference from the US cases was in its size, which was considerably shrunken from seating more than hundreds to just 30 seats.(p. 756)||| · Establishment of ALC at SoongSil university Research was undertaken to understand how to create an improved classroom design focused on maximizing the benefits of the golden zone while minimizing the sectional discrimination of the shadow zone. A key finding in the new design, based on the student survey environment as more inspirational, especially in regards to active class participation. (p. 749)||| · At the turn of twenty-first century, an information and technology based society has come to regard memorizing facts and knowledge as no longer absolute. The trend nowadays is to emphasize the development of critical analysis competencies, organizing facts by communicating and cooperating with other professionals, and discovering new information to create novel ideas. These capacities are often hindered to be nurtured in a packed small pot. This spatial issue has become a recent challenge to higher education in many countries, and universities are now searching for new approaches. (p. 751)||| · Students’ answers also indicated that the ALCs were effective in promoting collaboration and teamwork, active discussion, and encouraged them to be more talkative and participatory. (p. 753)|| · In contrast, the seats in sections 5-C (40.0 %), 5-A (31.6 %), and 5-B (12.7) were the least preferred seating positions. The basis for such outcome is (1) the remote distance of the students from the whiteboard and the instructor, which diminishes understanding, (2) lack of eye-contact with the instructor, which restricted students’ concentration and motivation, (3) the obstruction of views by students in front-seats, and (4) the natural distractions, resulting from the alienation of the ‘shadow zone,’ such as chatting with nearby students, playing with a smart phone, or sleeping (p. 758)|||| · Students answered that the ALC provided clear views of the screen from anywhere in the classroom
70 results, was the importance of enabling active communication and interaction among and between students and instructor. Toward this end, it was determined that a wheeled, movable lectern (pictured in Fig. 9) would allow the instructor to change position and thereby establish a consistent positive distance from the majority of students. A second important finding was the importance of inducing more active student participation. To encourage this, five round tables, each with five movable chairs, were positioned for group presentation and discussion activities. By creating an academic atmosphere in which each space is like the middle of the classroom, students become more interested, motivated, and involved in the learning experience. A third finding was the importance of creating improved views from all seating positions. To achieve this, three LCD screens were installed on separate classroom walls. In addition, five screens were also installed on the walls that are connected to docking systems on the desks to facilitate group presentations and discussions. This configuration allows the use of seven different displays at one time. Through these upgrades, a traditional classroom with one hundred seats was turned into an ALC with 30 seats. There are several differences between the ALC at Soongsil from other ALCs, such as SCALE-UP and TILE projects. First, Soongsil’s ALC was designed for non-engineering classes and is smaller than the other ALCs. Second, media displays were connected to each of the five tables to provide each table group with the ability to present information at the same time. The ability to present each group’s ideas at the same time aids the comparison and integration of different ideas during class discussions. Soongsil’s ALC began full operation in March 2011.(pp 761-762)|| (4.53), while the traditional classroom did not (2.46) (Table 9). (p. 766)||| One of the most noticeable problems embedded in traditional classrooms is the existence of ‘‘Golden Zone’’ and the ‘‘Shadow Zone.’’ An advantage of the ALC is that it successfully reinforces the ‘‘Golden Zone’’ effect, while diminishing the ‘‘Shadow Zone’’ effect. Overall, the outcome of the research related to seating position in traditional classrooms can be summed up by the following five statements. First, the traditional classroom has a golden zone and a shadow zone, which discriminate learning conditions. Students perceived seats in the golden zone as a learning environment that enabled better communication with instructors, better understanding, and more interest and concentration on lecture material. Also, students in these seats tend to be more active participants and more motivated. (p. 768)
71 TECNOLO GIA Ambiente rico em tecnologia Acesso e controlo de tecnologias digitais Hardware Software |Similar to SCALE-UP, Massachusetts Institute of Technology (MIT) launched a classroom re-design project called Technology Enabled Active Learning (TEAL). TEAL also focuses on an active learning approach with media-rich software for simulation and visualization, desktop experiments, webbased assignments, and a personal response system (Fig. 3). According to research by Dori and Belcher (2004), the TEAL classrooms had a highly positive effect on the learning outcomes of MIT freshmen: failure rates decreased six fold while the relative improvement almost doubled. (p. 752)|Similar to SCALEUP, Massachusetts Institute of Technology (MIT) launched a classroom re-design project called Technology Enabled Active Learning (TEAL). TEAL also focuses on an active learning approach with media-rich software for simulation and visualization, desktop experiments, webbased assignments, and a personal response system (Fig. 3). According to research by Dori and Belcher (2004), the TEAL classrooms had This new emphasis was further propelled by technological development that introduced lavish classroom designs with projectors, computers and projection screens, granting opportunities for group discussion, cooperative learning activities and PBL.(p. 752)|||| The classrooms designed through this program targeted group work by large numbers of students (100 or more). The class spaces included a laptop computer with access to the Internet, 7-foot-diameter round tables, computer projection screens at opposite ends of the room, and large whiteboards covering the walls (p. 752)| To achieve this, three LCD screens were installed on separate classroom walls. In addition, five screens were also installed on the walls that are connected to docking systems on the desks to facilitate group presentations and discussions. This configuration allows the use of seven different displays at one time. Through these upgrades, a traditional classroom with one hundred seats was turned into an ALC with 30 seats. There are several differences between the ALC at Soongsil from other ALCs, such as SCALE-UP and TILE projects. Second, media displays were connected to each of the five tables to provide each table group with the ability to present information at the same time. The ability to present each group’s ideas at the same time aids the comparison and integration of different ideas during class discussions. Soongsil’s ALC began full operation in March 2011.(pp 761-762)| To achieve this, three LCD screens were installed on separate classroom walls. In addition, five screens were also installed on the walls that are connected to docking systems on the desks to
72 a highly positive effect on the learning outcomes of MIT freshmen: failure rates decreased six fold while the relative improvement almost doubled. (p. 752)|||Students answered that the ALC provided clear views of the screen from anywhere in the classroom (4.53), while the traditional classroom did not (2.46) (Table 9). (p. 766) facilitate group presentations and discussions. This configuration allows the use of seven different displays at one time. Through these upgrades, a traditional classroom with one hundred seats was turned into an ALC with 30 seats(p. 761-762)|||.
73 Apêndice F: Evidência da observação na SACC dia 25/03/2022 ESPAÇO Características a observar Observações Configuração da sala: Quadrada, retangular Pentágono Lotação da sala +- 40 pessoas Espaço entre as pessoas 1 metro Espaço entre as mesas Reduzido Espaço entre o quadro interativo e as mesas Cada mesa tem um LCD na sua lateral, fixado no teto. Número de quadros interativos 6 LCD A localização dos quadros interativos Fixados no teto da sala, parte superior das mesas. Localização do pódio Canto da sala Possibilidade do ajuste do pódio de forma que o professor fique visível. Não é possível Tipo de cadeiras: articuladas, rodinhas, ajustáveis ao tamanho; Cadeiras com rodas A cadeira permite ajustar para diferentes posições, tornando-se ergonomicamente mais flexível e adaptável a todos o tipo de pessoas. Sim Cor do mobiliário cadeiras mesas quadros cinzenta cinzenta acrílico Forma das mesas: trapezóide, quadrada, redonda Redonda É possível modificar a disposição das mesas de forma fácil e que seja fácil a movimentação das pessoas. Não Tipo de mesa: fixa ou móvel Fixa Tamanho da mesa Aproximadamente 2 metros de diâmetro Mesa com armazenamento Não Lotação por mesa +- 7 pessoas Cor do chão cinzenta
74 Características a observar Observações Tipo do chão: madeira, alcatifa, parquet Alcatifa Cor das paredes Branca Tipo de luz: natural ou artificial Ambas Se artificial: densidade dos lumens. Sem possibilidade de análise. Luminosidade: • há pontos de luz que evitam a boa visualização no quadro Sim, os quadros fazem muito reflexo, espelham diferentes pontos de luz. Há possibilidade de carregamentos dos dispositivos Sim Acústica: • como se projeta a voz • De que forma se diminui o barulho num trabalho de grupo Professor precisa projetar bem a voz, para se fazer ouvir bem, não deve ficar no seu pódio, deve vir para perto do centro da sala. Como se partilha o conteúdo: • entre o grupo • entre a turma através dos LCD, todos estão interligados entre todos se assim pretenderem. Temperatura: • como se controla • qual a temperatura ar condicionado (dois) - temperatura regulável controlado através de um painel na parede. A ventoinha tem 3 velocidades. É adaptável para as diferentes disciplinas Sim, há exceção das disciplinas técnicas que necessitem de bancadas próprias. O espaço tem em conta a inclusão: é fácil uma alteração ou não Fica no piso superior, tem elevador, mas alunos de cadeiras de rodas, por exemplo, necessitam ficar nas primeiras mesas, junto à porta pois não há muito espaço de circulação entre mesas.
75 Apêndice G: Transcrição do Grupo foca lEvidências da dimensão espaço Participante 1: ”Sim, eu também trabalho muito com essa abordagem. Entre eles, tentarem resolver os problemas e se ajudarem uns aos outros. Isso funciona também muito bem. Ele eles próprios dizem que quando estão na sala de aula normal, que é mais difícil falar em um uns com os outros, tirarem dúvidas. Por isso esta disposição da sala é muito propícia a esse trabalho em conjunto. “ Participante 1: “Não, não! O que eu acho é pura e simplesmente que há aquele ecrã que está em frente a nós. Estamos a ver a parte de trás do ecrã. Quando muito, aquele ecrã deveria estar virado para o professor, para o professor ver.... Mas também o professor tem um ecrã dele no computador. Não, não faz sentido nenhum aquele ou tirar aquele completamente, porque as pessoas que estão ali na mesa tem um ecrã atrás. Não é? Então a ver? Vocês sabem todos esse problema, não é? Porque aquilo é evidente. Aquele ecrã está nas costas uns alunos... não sei...eventualmente se houver alunos mais no centro da sala que vejam para ali...” Participante 4: “Nós temos 5 mesas e temos 9 painéis. E muitas vezes, quando eu ponho os alunos lá, fazer brainstorming, muitas vezes ocupam um quadro, mas muitas vezes ocupam os 2, porque vem um escreve e vem outro escreve.” Participante 5: “Na semana passada, tivemos aqui um grupo de professores de vários países em formação e o coordenador estava a ficar irritado com o delay e eu pedi ao técnico para ir lá ver o que se passava e o técnico fez um reboot ao display que ele estava a utilizar e o delay acabou, quer dizer que há uma atualização de software que é preciso ser feita nos displays, porque aquilo é aquela caixinha que tem o software, ou seja, não é só dependente das máquinas. Quando dizem que é dependente das máquinas. Mas, depois de ter feito a atualização de software, a mesma máquina deixou de ter delay.” Participante 7: “Eu então vou contar uma história, eu talvez tenha sido a primeira pessoa juntamente com M3 a usar a sala André Cruz de Carvalho, ainda ela não estava aberta ao Público e tivemos muitas discussões sobre o sexto painel. Questionamos sobre o sexto POD, se lá está, para qual lado é que ele devia estar virado e houve várias opiniões, houve opinião das pessoas que achavam que aquele painel devia estar virado para aquilo que supostamente é a Secretária do professor que é um pequeno local
76 onde normalmente está alojado também o controlador da tecnologia que nós temos na sala, e portanto ao fim de muita discussão devo dizer que chegamos à conclusão que aquele painel faria mais sentido estar virado para o interior da sala na forma que ele está, não sei se isso acrescenta alguma coisa à discussão que nós estávamos aqui a ter.” Participante 6 - A vantagem daquela sala, portanto, é que a sala acaba por ser muito mais democrática para os alunos e portanto, estão todos ao mesmo nível. No anfiteatro os alunos não estão todos ao mesmo nível. Eu acho que tenho boa relação com os alunos, num anfiteatro e em salas grandes é natural que não haja tanta proximidade, é natural que alguns alunos sintam que não estou a dar tanta atenção, nos anfiteatros isso pode acontecer, alguns são mais intervenientes que os outros e em salas com 60, 70, 80 e 100 alunos não conseguimos saber o nome deles todos, alguns provavelmente ficam/ podem ficar esquecidos sem eu querer esquecê-los, mas é um processo que é quase natural. Uma vez, numa daquelas avaliações de fim de semestre, que os alunos fazem um dos comentários que um deles fez foi, “o professor é elitista”, eu fiquei chocado com aquilo. Marcou-me, o aluno sentiu-se discriminado, sem eu querer. Aquela sala atenua este tipo de situações. É muito mais democrática precisamente nesse sentido, no sentido em que é mais fácil chegar a todo o grupo. Participante 8: ”Penso que todos os recursos são importantes porque o conjunto dos televisores para poder partilhar apresentação, o facto de poder girar na cadeira, mover-se, a mesa circular e os painéis para poder escrever. Penso que esses 4 recursos são fundamentais. Parece-me que é um produto global.“