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Universidade do Minho Instituto de Educação Cláudio Rafael Magalhães Coelho Compêndio de Materiais Didáticos Tecnológicos de Complemento ao Currículo da Tuba no Ensino Especializado da Música julho de 2021 UMinho | 2021 Cláudio Coelho Compêndio de Materiais Didáticos Tecnológicos de Complemento ao Currículo da Tuba no Ensino Especializado da Música
Cláudio Rafael Magalhães Coelho Compêndio de Materiais Didáticos Tecnológicos de Complemento ao Currículo da Tuba no Ensino Especializado da Música Relatório de Estágio Mestrado em Ensino de Música Trabalho efetuado sob a orientação do Professor Doutor Nuno Mendes Aroso Universidade do Minho Instituto de Educação julho de 2021
ii Direitos de autor e condições de utilização do trabalho por terceiros Este é um trabalho académico que pode ser utilizado por terceiros desde que respeitadas as regras e boas praticas internacionalmente aceites, no que concerne aos direitos de autor e direitos conexos. Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença abaixo indicada. Caso o utilizador necessite de permissão para poder fazer um uso do trabalho em condições não previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do RepositóriUM da Universidade do Minho. Atribuic!ão-NãoComercial-SemDerivac!ões CC BY-NC-ND https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii Agradecimentos A realização do presente relatório de estágio contou com diversas ajudas, às quais, não poderia deixar de agradecer. Em primeiro lugar, uma palavra de reconhecimento ao professor orientador, Professor Doutor Nuno Aroso pelas suas diretrizes e disponibilidade demonstrada ao longo de toda a investigação. Ao professor cooperante, Professor Avelino Ramos por toda recetividade demonstrada ao longo do estágio profissional tendo contribuído para o meu crescimento enquanto professor. Ao Exército português, por me ter proporcionado estudar de acordo com o regulamento de incentivos à prestação de serviço militar nos regimes de contrato (RC) e de voluntariado. Por fim, e não menos importante, um agradecimento à minha mãe e esposa por serem um elo motivador neste percurso, que sem elas, nada disto seria possível. A elas dedico este trabalho!
iv Declaração de Integridade Declaro ter atuado com integridade na elaboração do presente trabalho académico e confirmo que não recorri à prática de plágio nem a qualquer forma de utilização indevida ou falsificação de informações ou resultados em nenhuma das etapas conducente à sua elaboração. Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
v Título: Compêndio de materiais didáticos tecnológicos de complemento ao currículo da tuba no ensino especializado da música Resumo: O presente relatório de estágio incide na temática: materiais didáticos tecnológicos. Este trabalho surge no âmbito do Mestrado em Ensino de Música da Universidade do Minho. O projeto foi realizado durante o estágio profissional que decorreu na Escola Artística do Conservatório de Música do Porto durante o ano letivo 2020/2021 com três alunos da disciplina de tuba/eufónio (grupo de recrutamento M22). A investigação de natureza investigação-ação teve como foco investigativo aferir os benefícios dos materiais didáticos tecnológicos no ensinoaprendizagem da tuba e apresentar um compêndio de materiais didáticos de natureza tecnológica que visa complementar os currículos de tuba do ensino especializado da música. Fora do contexto de estágio foi ainda recolhida a opinião de professores de tuba/eufónio do ensino artístico nacional sobre o que consideram acerca dos materiais didáticos tecnológicos no ensino-aprendizagem da tuba. Após a recolha e análise dos dados gerados através de questionários, foi compreendido que os materiais didáticos tecnológicos contribuem para a aquisição dos conteúdos, motivam os alunos na sala de aula e na sua prática individual, ajudam a desenvolver a autonomia e auxiliam nas metodologias e estratégias pedagógicas do professor, cumprindo assim com os objetivos estipulados. Palavras-chave: Ensino-aprendizagem; tecnologia; materiais didáticos tecnológicos; tuba
vi Title: Compendium of technological teaching materials to complement the tuba curriculum in specialized music education Abstract: This internship report focuses on the theme: technological teaching materials. This work arises under the Master in Music Teaching at the University of Minho. The project was carried out during the internship that took place in the Artistic School of Music Conservatory of Porto during the academic year 2020/2021 with three students of tuba/euphonium discipline (recruitment group M22). The research of action-research nature had as investigative focus to assess the benefits of technological teaching materials in the teaching-learning of the tuba and present a compendium of teaching materials of technological nature that aims to complement the tuba curricula of the specialized teaching of music. Outside the internship context, we also collected the opinion of tuba/euphonium teachers from the national artistic education on what they consider about technological teaching materials in the teaching-learning of the tuba. After collecting and analyzing the data generated through questionnaires, it was understood that technological teaching aids contribute to the acquisition of content, motivate students in the classroom and in their individual practice, help develop autonomy, and assist in the teacher's pedagogical methodologies and strategies, thus fulfilling the stipulated objectives. Keywords: Teaching-learning; technology; technological teaching materials; tuba
vii Índice Direitos de autor e condições de utilização do trabalho por terceiros....................ii Agradecimentos..........................................................................................................iii Declaração de Integridade.........................................................................................iv Resumo..........................................................................................................................v Abstract........................................................................................................................vi Introdução.....................................................................................................................1 1. Enquadramento teórico...........................................................................................3 1.1. Materiais didáticos.......................................................................................................3 1.1.1. Definição de materiais didáticos...........................................................3 1.1.2. Importância dos materiais didáticos....................................................6 1.1.3. Avaliação dos materiais didáticos.........................................................9 1.1.4. Seleção dos materiais didáticos..........................................................11 1.1.5. Aplicação dos materiais didáticos......................................................12 1.2. Materiais didáticos tecnológicos..........................................................................16 1.2.1. A tecnologia no ensino............................................................................16 1.2.2 Definição de materiais didáticos tecnológicos...............................19 1.2.3. Benefícios dos materiais didáticos tecnológicos..........................20 1.3. Materiais didáticos tecnológicos no ensino da música...............................23 1.4. Estado da arte..............................................................................................................29 1.4.1. Metodologia.................................................................................................30 1.4.2 Investigações................................................................................................30 1.4.3. Conclusão.....................................................................................................36 2. Enquadramento contextual..................................................................................37 2.1. Projeto educativo.......................................................................................................37 2.1.1. Contextualização histórica.....................................................................37 2.1.2. Caracterização............................................................................................38 2.1.3. Comunidade educativa...........................................................................40 2.1.4. Recursos físicos e património..............................................................40 2.1.5. Missão............................................................................................................41
4 didáticos; e recursos educativos. Porém, alguns autores apresentam diferentes definições consoante a termologia. Os materiais didáticos - MD são compostos por ferramentas de natureza educativa integrados na ação pedagógica, que visa intermediar o docente, alunos e matéria curricular. Conforme os autores Fernandes e Nunes (2014, p. 76) mencionam na sua investigação ‘A utilização dos materiais didáticos em cursos de educação à distância’, “os materiais didáticos constituem artefactos ou recursos com conotação pedagógica incorporados no contexto pedagógico de modo a colaborar na mediação entre professores, estudantes e o conhecimento. Podem ser entendidos como materiais associados às situações de ensinoaprendizagem”. Numa perspetiva diferente, Fiscarelli (2007, p. 1) apresenta no seu artigo uma definição mais abrangente de MD, considerando que estes são todos os recursos que o docente pode empregar no ensino-aprendizagem, podendo terem variadas formas, desde o simples giz às novas tecnologias. Também a instituição pública espanhola ‘Instituto Cervantes’ considera que os MD podem ter variadas formas, entre físico, digital, audiovisual e multimídia, porém, realça que a configuração interfere no ensino-aprendizagem. O instituto ainda acrescenta que não existe nenhuma diferença entre materiais didáticos e materiais curriculares, e que estes formam mais um elemento do currículo, e neste sentido, devem cumprir com a sua descrição (Instituto Cervantes, n.d.). Miguel Guerra (1991, p. 29), define igualmente a Fiscarelli (2007) e Instituto Cervantes (n.d.) os MD, porém, diferencia que alguns materiais têm a função de orientar e outros de auxiliar. Segundo Hole (1977), existe dois tipos de materiais, didáticos e estruturados. Os materiais didáticos descreve-os como sendo ferramentas que auxiliam a aprendizagem e o ensino, enquanto os materiais estruturados são "uma coleção de objetos, configurados de maneira a corporizarem, de uma forma apropriada, uma ou mais estruturas” (as cited in Botas & Moreira, 2013). Ribeiro (1995), analisando esta definição, complementa acrescentando que, para além da existência de materiais didáticos e materiais estruturados, existem ainda materiais não estruturados, definindo-os como sendo materiais que não foram
5 desenvolvidos para uma determinada unidade curricular ou para auxiliar o ensino. A sua utilização em contexto pedagógico depende da criatividade e objetivos do docente (Botas & Moreira, 2013, p. 259). Quanto a materiais curriculares, estes são qualquer ferramenta que permita ajudar o ensino-aprendizagem, seja pela utilização dos alunos possibilitando as suas aprendizagens, ou do professor para o desenvolvimento de algum conteúdo, assemelhando-se assim, a definições expostas de MD (Guerra, 1991; Fiscarelli, 2007; & Instituto Cervantes, n.d.) (Gimeno, 1991 in Freire, 2015, p. 20). No entanto, para o pedagogo Zabala (1998), os materiais curriculares são materiais que permitem ajudar o professor na resolução de problemas que ocorram durante a preparação, realização ou verificação das aprendizagens, com o objetivo de permitir "orientar, guiar, exemplificar, ilustrar, propor e divulgar" (Botas & Moreira, 2013, pp. 255-256). Este autor descreve os materiais curriculares em quatro critérios: intervenção; intencionalidade; conteúdos; e tipo de suporte. A ‘intervenção’ diz respeito aos materiais curriculares inerentes ao ensino nacional, instituição escolar, unidade curricular e alunos. A ‘intencionalidade’ é constituída por materiais que têm o objetivo de auxiliar a componente teórica, como livros, artigos, guias didáticos, programas audiovisuais e propostas didáticas. Os ‘conteúdos’, são os materiais utilizados para explorar determinado conteúdo, como por exemplo o uso de um computador para cálculos de matemática. Os ‘tipos de suporte’ constitui os materiais que estão inerentes a outros, como o exemplo de um vídeo que necessita de um retroprojetor para ser visualizado na sala de aula (Botas & Moreira, 2013, p. 256). Num prisma diferente que define os meios utilizados no ensinoaprendizagem, Pere Graells (2000) considera existir dois tipos de materiais: recursos didáticos e recursos educativos. Os recursos didáticos é qualquer material que é criado para auxiliar o ensino-aprendizagem, já os recursos educativos, são materiais que podem auxiliar o ensino, mas que a sua origem não tem esse intuito, assemelhando-se à ideia de Ribeiro (1995) quanto a ‘materiais não estruturados’. Graells dá como exemplo de um recurso didático um livro e como recurso educativo um documentário. Já Chamarro (2003), argumenta
6 apenas a denominação de recursos didáticos, definindo-os por todos os materiais que o docente desenvolva e empregue para auxiliar o ensino. O autor acrescenta que os recursos didáticos não representam conhecimento, mas sim, utensílios que permitem ajudar na aquisição de determinado conteúdo, podendo estes serem moldados e explorados (Botas & Moreira, 2013, pp. 257-258). De acordo com as variadas denominações e as suas respetivas descrições dos autores referenciados, pode-se concluir que MD são qualquer ferramenta que possibilita auxiliar a tarefa pedagógica do professor e a aprendizagem dos alunos. Este conjunto de ferramentas podem ser desenvolvidas com intuito pedagógico ou não, assim como, podem não integrar o currículo, dependendo o seu uso da intenção didática do docente. 1.1.2. Importância dos materiais didáticos Os MD assumem uma grande importância no ensino-aprendizagem, pois o seu uso proporciona desenvolver no aluno aspetos como cogitação, autoaprendizagem, sentido de responsabilidade e participação (Garrido, 2001, p. 223). De acordo com o autor Graells (2000), os MD contribuem para a disponibilização e fomentação dos seguintes aspetos: Fornecer informações; orientar a aprendizagem do aluno, instruir; exercitar habilidades e treinar; motivar, despertar e manter o interesse; avaliar conhecimentos e habilidades; fornecer simulações (oferecendo ambientes para observação, exploração e experimentação); fornecer ambientes de expressão e criação. 1 Blázques (1994) também enfatiza que os MD para além de permitirem o professor e os alunos na concretização do currículo, ajudam em “mediar as 1 Traduzido de: Proporcionar información; Guiar los aprendizajes de los estudiantes, instruir; Ejercitar habilidades, entrenar; Motivar, despertar y mantener el interés; Evaluar los conocimientos y las habilidades; Proporcionar simulaciones (que ofrecen entornos para la observación, exploración y la experimentación); Proporcionar entornos para la expresión y creación.
7 experiências de aprendizagem, provocar encontros ou situações, desenvolver habilidades cognitivas, apoiar estratégias metodológicas ou facilitar ou enriquecer a avaliação 2 ” (cited in Garrido, 2001, p. 222). Num estudo gerado por Rosilene Fiscarelli (2007, p. 3) sobre os conhecimentos dos docentes acerca dos materiais didáticos, permitiu-lhe constatar que: Os materiais didáticos dinamizam a aula, facilitam a aprendizagem, atraem a atenção, mantêm os alunos ocupados, motiva-os, despertando o interesse pela aula, conforme as seguintes palavras de alguns professores, essas são algumas das vantagens que o uso do material didático oferece. (Fiscarelli, 2007, p. 4) Estes benefícios que os materiais proporcionam ao ensino torna-os numa ferramenta essencial para a prática pedagógica, pois o seu uso permite ajudar o professor a impulsionar a aula, auxiliar na compreensão dos conteúdos, cativar e atarefar os educandos e criar ligação com a unidade curricular. A qualidade do ensino não se resume só à prática letiva, mas à necessidade de uma formação ativa, direcionada pela busca das competências dos instruendos, permitindo as vias necessárias para a composição de saberes, comportamentos e princípios e obtenção de aptidões. Seguindo esta ideia, os MD podem ser compreendidos como as ‘vias necessárias’ para proporcionar um ensino diferenciado, possibilitando a compreensão das competências referidas (Carvalho, 2009, in Teixeira, 2016, p.8). Um outro aspeto a acrescentar, é a oportunidade da uma atitude mais presente por parte dos alunos, uma vez que a prática docente não é tão oral possibilitando a materialização dos conteúdos abordados na aula (Fiscarelli, 2007, p. 4). 2 Traduzido de: aproximar o facilitar los contenidos, mediar en las experiencias de aprendizaje, provocar encuentros o situaciones, desarrollar habilidades cognitivas, apoyar sus estrategias metodológicas o facilitar o enriquecer la evaluación.
8 Garrido (2001, p. 222), com base na legislação espanhola, refere no seu artigo ‘O papel dos materiais curriculares na intervenção educativa 3 ’, que os materiais curriculares são um dos agentes importante para a qualidade e melhoria do ensino. Especificamente, no nosso Desenho Curricular de Base, os materiais curriculares são considerados como uma das áreas significativas da política curricular, assumindo um corpo definitivo no LOGSE quando no artigo 55 os materiais curriculares são mencionados como um dos fatores a favor da qualidade e melhoria do ensino. 4 Também Fiscarelli (2007, p. 2), considera que o uso dos MD permitem melhorar o ensino, nomeadamente na reforma das práticas letivas dos docentes: Os materiais didáticos, antes simples objetos, passam a adquirir significados importantes na concretização e efetivação de novas propostas educacionais, direcionando e definindo nossas visões sobre o que é ser um “bom professor”, o que “é dar uma boa aula”, o que é ser uma “boa escola” e o que é melhor ser utilizado em sala de aula. Em suma, os MD são uma mais-valia para o ensino, não apenas pelo apoio que oferece aos docentes, como também pelo impacto que tem nas aprendizagens dos alunos ao possibilitar uma aprendizagem mais ativa e estimulante e modernização de todo o meio escolar. 3 Traduzido de: El papel de los materiales curriculares en la intervención educative. 4 Traduzido de: Concretamente en nuestro Diseño Curricular Base a los materiales curriculares se les consideran como uno de los ámbitos significativos de la política curricular, tomando cuerpo definitivo en la LOGSE cuando en el artículo 55 se habla de los recursos materiales como uno de los factores favorecedores de la calidad y mejora de la enseñanza.
9 1.1.3. Avaliação dos materiais didáticos A avaliação dos MD permite conhecer os materiais e perceber quais deles se ajustam ao ensino, e esta avaliação pode ser feita de diferentes formas. De acordo com Graells (2000), esta pode ser realizada pelos docentes, pessoas especialistas e diretores escolares através de dois modelos de avaliação, objetiva e contextual. A avaliação objetiva foca-se na apreciação da qualidade do MD, enquanto a avaliação contextual na apreciação da forma como os materiais são usados em determinado contexto escolar, sendo que, o uso correto só acontece se este for de qualidade. Já para o pedagogo Martín Peris (1996), os MD não devem ser avaliados como bons ou maus, mas sim, como “materiais mais ou menos adequados à proposta de ensino que está sendo desenvolvida” (as cited in Instituto Cervantes, n.d.). Desta forma, o autor apresenta diversos critérios de avaliação: - Ajuste da conceção do material didático com o currículo; - Apropriação às características dos alunos e meio de ensino; - Importância na fomentação dos saberes, curiosidades e princípios dos alunos; - Fomentação de independência no ensino-aprendizagem; - Flexibilidade e ajuste aos conteúdos programáticos e ensinoaprendizagem; - Coerência na abordagem do currículo; - Ordenação metodológica do material no decorrer da aprendizagem; - Veracidade dos exemplos; - Contextualização do que é comunicado através da sua fonte original; - Clareza na abordagem dos conteúdos. Um outro modelo de avaliação, é a apreciação do MD com base na opinião do meio escolar, ou seja, professores, alunos e encarregados de educação, o que permite perceber de que forma este pode verdadeiramente ajudar o ensinoaprendizagem. Segundo Miguel Guerra (1991, p. 30):
10 Observar como esses materiais orientam a prática, como ajudam o professor a questioná-la, como potencializam uma série de atividades e estratégias de pensamento e ação, como favorecem a discussão..., será um caminho que nos permite coletar dados significativos e relevantes para a questão; Perguntar aos protagonistas (principalmente professores e alunos, e também pais) que valor eles atribuem aos materiais, que facilidades ou dificuldades encontram no uso, que aspetos potencializam e quais atrofiam..., será mais um caminho que nos levará a um final bem sucedido; Contrapor o uso de alguns materiais com o de outros, sejam eles de natureza descendente ou ascendente (chamo ascendente aqueles que foram elaborados por professores e alunos, versus aqueles que têm a marca de aprovação legal) ajudará conhecer as particularidades de ambos, se suas potencialidades didáticas são submetidas à discussão e análise compartilhada. 5 (Guerra, 1991, p. 31) Com base nestes propósitos, as qualidades dos materiais didáticos relacionam-se com a sua conceção, meio escolar e uso, o que torna a avaliação subjetiva. Neste sentido, o mesmo material pode ser uma boa e má ferramenta de acordo com o contexto educativo que se insere. Todo o meio que envolve o ensino-aprendizagem é que vai determinar a capacidade dos MD. Freire (2015, p. 33), também reforça uma das ideias mencionadas por Guerra (1991), referindo que a apreciação do MD também pode ser realizada 5 Traduzido de: Observar cómo esos materiales orientan la práctica, cómo ayudan al profesor a ponerla en cuestión, cómo potencian una serie de actividades y de estrategias de pensamiento y de acción, cómo favorecen la discusión..., será un camino que permita recoger datos significativos y relevantes para la cuestión; Preguntar a los protagonistas (profesores y alumnos sobre todo, y también padres) qué valor atribuyen a los materiales, qué facilidades o dificultades encuentran en su uso, qué aspectos potencian y cuáles atrofian..., será otro sendero que nos lleve a buen fin; Contrastar la utilización de unos materiales con la de otros, sean éstos de carácter descendente o ascendente (llamo ascendentes a los que han sido elaborados por los profesores y por los alumnos, frente a los que tienen el marchamo de la aprobación legal) ayudará a conocer las particularidades de ambos, si se somete a discusión y a un análisis compartido sus virtualidades didácticas.
11 com basa nas opiniões dos alunos depois de posto em prática no ensinoaprendizagem. A verificação da qualidade do MD é fundamental para compreender e perceber de que forma se adapta ao ensino-aprendizagem. Assim, este pode ser um potencializador das aprendizagens dos alunos ao auxiliar na compreensão de conhecimentos e desenvolvimento de competências, permitindo um ensino mais enriquecedor na medida em que, a aprendizagem é mais ativa, autónoma e flexível ao meio educativo. 1.1.4. Seleção dos materiais didáticos Para o uso correto de um MD, é importante a sua verificação para melhor aferir a sua finalidade. Neste sentido, é indispensável verificar se o material condis com a sua conceção, se a estratégia pedagógica é adequada, se a informação é valida e atual, se a linguagem é bem redigida, se os modelos usados são apropriados para a compreensão dos conteúdos e se os diferentes recursos apresentados no MD são adequados ao ciclo de ensino para o qual foi concebido (Freire, 2015, pp. 32-33). De acordo com o artigo de Juan Garrido (2001, p. 223) acerca dos materiais curriculares na intervenção educativa, este considera que os materiais devem corresponder com os seguintes propósitos: Faça parte do desenho curricular do centro; Incentive estratégias ativas nos alunos; Facilite a aprendizagem significativa; Desenvolva autoaprendizagem e autoavaliação; Evite a reprodução de certas ideias e valores culturais; Incentive a reflexão e o pensamento, partindo da observação, exploração e investigação; Promova a colaboração; Parta do conhecimento prévio dos alunos; Atenda à diversidade dos alunos e seus ritmos de aprendizagem; Trabalhe o conteúdo em três aspetos: conceito, procedimento e atitude; Promova avaliação formativa; Facilite a tarefa de ensino e sua capacidade criativa; Facilite a participação de toda a comunidade
12 educacional e social do meio ambiente; Na distorção da realidade, com informações partidárias; Gere o contraste com outras fontes de informação; Complemente com outros materiais. 6 1.1.5. Aplicação dos materiais didáticos A existência de um ensino de qualidade reflete-se nas práticas pedagógicas e profissionalismo do docente, atitudes dos alunos e capacidades dos MD. Porém, a postura do professor é predominante, uma vez que é a pessoa responsável em permitir o ensino, e neste sentido, é lhe incumbido por meio de diferentes medidas possibilitar a aprendizagem e a motivação dos alunos. Nestas obrigações do professor, os MD assumem ser uma ferramenta essencial pela possibilidade de oferecerem o acesso de objetivos num patamar superior de ensino (Teixeira, 2016, p.8). Os MD quando são concebidos pretendem auxiliar o ensino-aprendizagem em determinado domínio, e neste sentido, o docente deve ter isso em consideração na sua aplicabilidade para alcançar uma maior exploração dos mesmos (Freire, 2015, pp. 22-23), assim como, delinear que aspetos a abordar de um determinado conteúdo, de modo a possibilitar os alunos a compreender os diferentes graus de dificuldade (Freire, 2015, p. 27). Na aplicação do material, é também necessário ter em atenção a diferentes aspetos inerentes ao aluno, nomeadamente, “idade, interesses, motivações, expectativas, conhecimentos prévios, desconhecimentos, dificuldades, necessidades educativas, estilos de aprendizagem, entre outras informações 6 Traduzido de: Formar parte del diseño curricular del centro; Fomentar estrategias activas en los alunos; Facilitar el aprendizaje significativo; Desarrollar el autoaprendizaje y la autoevaluación; Evitar la reproducción de ideas y valores culturales determinados; Favorecer la reflexión y el pensamiento, partiendo de la observación, la exploración y la investigación; Promover la colaboración; Partir del conocimiento previo de los alunos; Atender la diversidad del alumnado y sus ritmos de aprendizaje; Trabajar los contenidos en sus tres vertientes; conceptual procedimental y actitudinal; Promover la evolución formativa; Facilitar la tarea docente y su capacidad creativa; Facilitar la participación de toda la comunidad educativa y social del entorno; Na distorsionar la realidad, con informaciones partidistas; Generar el contraste con otras fuentes informativas; Complementarse con otros materiales.
13 reunidas pelo professor” (Freire, 2015, p. 25). Porém, apenas a aplicação do MD não representa sucesso educativo, é indispensável o docente saber em que momento da aula necessita usar o material e com que finalidade. Só desta forma é que os materiais podem realmente auxiliar o ensino-aprendizagem (Serrazina, 1992, in Botas & Moreira, 2013, pp. 262-263). Também Fiscarelli (2007, p. 4) enfatiza a ideia de que os MD apesar de ajudarem a prática docência, estes não transmitem conhecimento por si só, é necessário os docentes saberem integrá-los nas suas práticas pedagógicas atendendo ao meio escolar. A autora ainda acrescenta que para muitos professores, o uso correto do material verifica-se na sala de aula durante a sua utilização levando a um processo de aperfeiçoamento. Para os professores, a formação sobre a utilização do material didático realiza-se na sala de aula, in locus, e o professor percebe o seu aprimoramento profissional em relação a esta utilização. Ao selecionar, planejar, utilizar o material didático que conhece muito bem, independente de ser um material visto como tradicional ou um material mais sofisticado e moderno, o professor sente-se realizado como profissional quando percebe que o material selecionado e utilizado por ele deu certo. (Fiscarelli, 2007, p. 8) Assim sendo, para compreender se o uso do MD foi benéfico para o ensinoaprendizagem, é importante perceber se este permitiu simplificar e estimular as aprendizagens. Guerra (1991, p. 30), defende que a interpretação e aplicação dos MD não é completamente clara, pois estes são sustentados em conceitos que não são evidentes. Os materiais curriculares têm um aspeto explícito que o leitor e o usuário espiam por meio da leitura e do uso, mas tem um componente implícito que deve ser revelado. Tanto o conteúdo como a estrutura são baseados em conceções que não são expressamente
20 Já Rosilene Fiscarelli (2007, p. 3), apresenta no seu artigo apenas dois formatos de materiais didáticos, tradicionais e modernos. Porém, a sua definição de MDT vai ao encontro de Graells, apresentando o computador como exemplo. Estas ferramentas também podem se compreendidos por TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação, sendo estas constituídas pelas novas tecnologias digitais como computador, internet, “ambientes para vídeo ou teleconferência, ambientes de realidade virtual, recursos de robótica”, e também, “aparelhos eletrónicos em geral como televisão, vídeo, radio e aparelhos de som” (Krüger, 2006, p. 76). Desta forma, conjugando as ideias dos diferentes autores mencionados (Graells, 2000; Fiscarelli, 2007; & Krüger, 2006), podemos aferir que os materiais didáticos tecnológicos são ferramentas com um formato digital e telemático, constituído por tecnologias recentes como softwares e tecnologias obsoletas como uma simples televisão, mas que ambas têm a mesma função, ajudar o ensino-aprendizagem. 1.2.3. Benefícios dos materiais didáticos tecnológicos Atualmente, vive-se numa era globalizada, onde a tecnologia está inteiramente integrada na sociedade, na qual, as crianças crescem com a tecnologia, e mais facilmente sabem manusear um aparelho eletrónico que prenunciar ou escrever corretamente a sua língua materna (Mafra & Muñoz, 2019, pp. 2-3). Aproveitando esta realidade, o uso de MDT no ensinoaprendizagem possibilitam uma maior atração pelo ensino devido à familiaridade que existe entre a tecnologia e os discentes. páginas web, weblogs, tours virtuales, webquest, cazas del tesoro, correo electrónico, chats, foros, unidades didácticas y cursos on-line... TV y vídeo interactivos.
21 Garrido (2001, p. 222), considera que a sociedade está sempre em processo de desenvolvimento, e o ensino deve perpetuamente acompanhar esta evolução, e para isso, é essencial novos materiais didáticos. A conceção de novos materiais curriculares que permitam o desenvolvimento de um processo de ensino e aprendizagem adequado aos novos tempos da sociedade atual, assume uma grande importância e que sejam instrumentos que favoreçam o pleno desenvolvimento da personalidade dos alunos, que permitam a compreensão crítica dos ambientes que os rodeia e que, em última análise, aumenta sua capacidade autônoma de criar. 10 As escolas que implementam um maior uso destes MD nas suas práticas letivas, permitem desenvolver competências nos alunos que os ditos materiais didáticos convencionais não conseguem. Segundo Serafim e Sousa (2011, p. 22): No cenário escolar integrado com vivências em multimédia, estas geram: dinamização e ampliação das habilidades cognitivas, devido à riqueza de objetos e sujeitos com os quais permitem interagir; a possibilidade de extensão da memória e de atuação em rede; ocorre a democratização de espaços e ferramentas, pois estas facilitam o compartilhamento de saberes, a vivência colaborativa, a autoria, coautoria, edição e a publicação de informações, mensagens, obras e produções culturais tanto de docentes como discentes. Estas capacidades mencionadas pelos autores são mais incrementadas nos alunos através do emprego dos MDT porque estas ferramentas proporcionam aos estudantes experiências pedagógicas diferentes das que os materiais convencionais podem oferecer. 10 Traduzido de: toma un gran relieve el diseno de nuevos materiales curriculares que permitan desarrollar un proceso de enseñanza y aprendizaje adecuado a los nuevos tiempos de la sociedad actual y que sean instrumentos que favorezcan el pleno desarrollo de la personalidad de los alumnos, que permitan la comprensión crítica del entorno que les rodea y que, en definitiva, potencien su capacidad autónoma de creación.
22 As novas tecnologias permitem ainda reformar as práticas pedagógicas, possibilitando um ensino mais ativo, interativo e experienciado, dando assim, um papel ao aluno de participante ativo e não de apenas observador. Maciel e Rizzatto, referem no seu artigo que os jogos digitais podem ser uma ferramenta no ensino-aprendizagem, e o seu uso exige funções cognitivas como, “atenção, seletividade de estímulos, capacidade de abstração, panejamento, flexibilidade de controle mental, autocontrole e memoria operacional”. Esta ferramenta também proporciona a interação com a comunidade educativo, levando com que o aluno lide com diferentes resultados e posições, permitindo a exploração das suas capacidades efetivas e sociais (Maciel & Rizzatto, 2019, pp. 20-21). As autoras Lima e Moita (2011, pp. 121-132) também reforçam a importância dos jogos, e acrescentam que estes são um “recurso tecnológico lúdico, que agrega fatores como: diversão, prazer, habilidades e conhecimentos”. Práticas pedagógicas que recorram desta ferramenta, “despertam o aluno para a aprendizagem dos conteúdos escolares, tendo por via um recurso tecnológico atrativo e prazeroso para o desenvolvimento de habilidades cognitivas”. Nesta perspetiva, com apoio nos autores (Maciel & Rizzatto, 2019; Lima & Moita, 2011) podemos aferir que, o jogo enquanto MDT contribui para diferentes ações do ensino-aprendizagem que não apenas auxiliar a ação do professor e alunos, também contribui para o desenvolvimento cognitivo, social e efetivo do aluno. Reforçando algumas ideias já mencionadas sobre os benefícios da tecnologia no ensino-aprendizagem, estes possibilitam: novas formas de pensar, novas praticas pedagógicas, portanto dando lugar à multimídia na educação baseada em produção e desenvolvimento, autoria e potencialidade e ao uso do vídeo digital na educação nesta contextualização de aprendizagem multimídia, gerando projetos e investigações, exploração de aplicativos disponíveis na rede virtual. (Serafim & Sousa, 2011, p. 21) Também Mafra e Muñoz (2019, p. 4) no seu artigo ‘Uso da tecnologia digital para a formação cultural, cultura local para o mundo globalizado’, reforçam que o uso de MDT permitem gerar pesquisas, registos e interpretações.
23 O uso de site de busca como “dicionário” durante a aula para pesquisa de expressões apresentadas nos trabalhos académicos, as fotos tiradas pelos celulares, seja dos slides apresentados por nós, professoras, ou nas exibições dos trabalhos realizados pelos alunos – uma prática comum nas nossas aulas são esses registros nossas postagens e comentários nas redes sociais sobre aulas transformadoras, a informação em tempo real, os livros on-line, o conteúdo das aulas digitados em tablets ou computadores e socializado no email da turma, enfim vimos o quanto a tecnologia digital nos auxilia. (Mafra & Muñoz, 2019, p. 4) Assim, com base na descrição dos autores (Serafim & Sousa, 2011; Mafra & Muñoz, 2019), o ensino com o uso da tecnologia ganha um novo conceito, capaz de promover a colaboração, a criatividade e a interação, assim como, possibilitar uma aprendizagem contínua. Refletindo sobre este tópico dos benefícios do uso de MDT, podemos concluir que estes materiais desempenham um papel para além de auxiliares do ensino-aprendizagem. Estes são também colaboradores para o crescimento da educação, acompanhando assim os novos tempos em que a tecnologia digital desempenha um papel importante na sociedade. Assim sendo, é possível reformar o ensino, atribuindo um papel diferente ao aluno para além de observador, mas de pesquisador e gerador de novos conhecimentos. 1.3. Materiais didáticos tecnológicos no ensino da música A tecnologia na música pode ser compreendida de diferentes formas, nomeadamente no uso de ferramentas ligadas à “engenharia do som, acústica, música eletrónica e ao mundo digital 11 ” como no uso de materiais no ensinoaprendizagem, seja em contexto escolar ou prática individual (Himonides, 2010, 11 Traduzido de: Music Technology can be seen as something that is strongly connected to sound engineering, acoustics, electronic music and the digital world
24 p. 1). No trabalho em questão, apenas nos interessa a tecnologia no âmbito pedagógico, as quais são descritos por materiais didáticos tecnológicos. De acordo com Sastre et al. (2013, p. 149), foi com o Grupo de Música Experimental de Bourges 12 no ano de 1972 que surgiu um dos primeiros projetos de inserção de tecnologia na educação musical ao criarem um sintetizador portátil apelidado de ‘Gmebogosse’. Este foi usado pela primeira vez no ano de 1973 e destinava-se a grupos de crianças com idade a partir dos cinco anos (Davis, 2013). O uso das TIC têm de estar presente no ensino-aprendizagem da música, pois este ensino não pode ficar indiferente a noções como informação e comunicação (Himonides, 2010, p. 1). Mas para além deste conceito, é de mencionar um conjunto de considerações positivas quanto ao uso destas ferramentas no ensino da música: tornar-se melhores músicos; compreender a música e/ou o impacto mais amplo que a música tem nas nossas vidas e no desenvolvimento contínuo; gravar, captar, experimentar, estudar, criar, compor, documentar, analisar e arquivar som e música; melhorar a experiência do ensino-aprendizagem da musica na sala de aula; melhorar as nossas vidas através da experiência musical de novas formas; facilitar a comunicação das nossas músicas (performances ou composições); proporcionar um acesso mais amplo às músicas de outras pessoas (tanto de indivíduos como de outras culturas em geral); proporcionar o acesso à música a pessoas com necessidades e exigências especiais; monitorizar e avaliar as nossas práticas do ensino da musica na sala de aula; monitorizar e avaliar o desenvolvimento e as experiências de aprendizagem dos nossos alunos; investigar, examinar, avaliar e apreciar as atuais teorias educacionais (e a sua aplicação à prática) e permitir o 12 Traduzido de: Groupe de Musique Expérimentale de Bourges
25 desenvolvimento de novas teorias, práticas e políticas para a educação musical. 13 (Himonides, 2010, p. 1) Também Núñez e Ponce (2011, p. 25) enfatizam que o uso de MDT facilita o processo de aprendizagem, o que estimula a criatividade possibilitando a realização de atividades como composição e partilha de culturas. Igualmente, Sastre et al. (2013, p. 149) consideram que a aplicação da tecnologia no ensino da música permite reforçar os processos existentes do ensino-aprendizagem e a realização de “atividades mais específicas no que respeita à investigação, criação, transformação e classificação do som” 14 . Na época atual, o computador assume um papel importantíssimo no ensino, pois o seu uso permite auxiliar o ensino-aprendizagem nas mais diversificadas ações. A versatilidade deste MD resume-se às suas capacidades em permitir a realização de diversas atividades tais como: escrever, ler, pesquisar, escutar, visualizar, interagir e jogar. Estas ações acontecem por meio de softwares, programas que permitem ajudar o ensino-aprendizagem na construção de saberes em determinado domínio podendo não necessitar da interferência do docente (Gouveia, 2015, p. 41). Definindo de uma forma mais técnica o que é o software, este é um “suporte lógico que permite o processamento da informação e a gestão ou controlo dos distintos elementos do hardware para que funcionem 13 Traduzido de: become better musicians; understand music and/or the wider impact that music has on our lives and ongoing development; record, capture, experience, study, create, compose, document, analyse and archive sound and music; enhance the teaching and learning experience in the music classroom; enhance our lives through experiencing music in new ways; facilitate the communication of our music’s (performances or compositions); provide wider access to other people's music’s (individuals' as well as other cultures' in general); provide access to music for people with special needs and requirements; monitor and assess our teaching practices in the music classroom; monitor and assess our students' development and learning experiences; and finally, research, scrutinise, assess and evaluate current educational theories (and their application to practice) and allow the development of new theories, practice and policy for music education. 14 Traduzido de: The use of new technologies in music education opens a broad set of possibilities, both reinforcing existing methodologies and allowing more specific activities with respect to research, creation, transformation and classification of sound
26 de determinada maneira.” (Cabero, 2000, as cited in Teixeira, 2006). De acordo com Ana Gouveia (2015, p. 43), no ensino da música pode-se considerar três tipos de software: O uso de software musical em geral, através de editores de partituras, sequenciadores, etc., como ferramenta educativa, embora não tenha sido criado especificamente para esse objetivo; O uso de software especificamente educativo musical, através do treino auditivo, tutores teórico-musicais etc., criado especificamente para a Educação Musical; A programação sónica, que permite aos músicos a criação do seu próprio software adaptado a uma estratégia de ensino particular ou para situações de ensino especificas que envolvam programação de computadores. Neste sentido, a autora apresenta-nos um conjunto de softwares que permitem auxiliar o ensino da música (Gouveia, 2015, pp. 41-54): - Tutoriais: tutoriais em literacia musical e manipulação de software musical; - Programas de exercícios e práticas: My Note Games, NoteWorks e Earmaster6; - Jogos Educativos: melodias musicais para crianças, Flute Master, Rhythmic Village e jogos online; - Simulação: 20 Manual, Cubase, Escola Virtual, Finale, GarageBand e Sibelius. Para além destes softwares, existe ainda, STR (Sistema de Treinamento Rítmico), Portal EduMusical, Editor Musical (Krüger, 2006, pp. 78-79), Music Blox, Sheep Beats, Drumtrack, Audacity, Piano Virtual, Chambre Musi Piano e Sintetizador MK-1 (Trindade, Silva & Carvalho, 2019, pp. 1175-1176). É ainda de destacar os softwares que permitem auxiliar o ensino da música a pessoas com deficiências visuais como Audacity e Soundplant e também hardwares como Makey Makey, “Scanners, Teclados em “Braille”, Leitores de tela hardware, Linha Braille e Lupas” (Trindade, Silva & Carvalho, 2019, p. 1176). No caso do hardware Makey Makey, este possibilita às pessoas invisuais manusear diferentes softwares.
27 Retomando à importância do computador no ensino-aprendizagem, Hewitt (2009, p. 20) com base na sua investigação, considera que o seu uso na composição das crianças permite-lhes serem mais criativas, uma vez que não se prendem aos materiais didáticos convencionais que exigem determinados conhecimentos. Outro fator positivo, é a possibilidade de obter um feedback imediato das suas composições através do áudio. Rudolph (2004), também considera que o uso de software de composição torna o acesso à produção musical mais fácil aos alunos (Núñez & Ponce, 2011, p. 26). Esta ação é importante para a aprendizagem musical porque permite fazer uso dos vários elementos musicais e compreender as suas relações. Para além do computador, existe outros MDT, e de acordo com a recolha de dados da pesquisa realizada pelos professores britânicos George Waddell e Aaron Williamon sobre o uso da tecnologia e atitudes na aprendizagem musical, é possível verificar que também é usado o smartphone, tablet, gravador de som, reprodutor de som, gravador de vídeo, televisão, smartwatch e captura de movimento (Waddell & Williamon, 2019, p. 5). Num questionário desenvolvido nesta investigação, é possível compreender que o smartphone é usado frequentemente para multifunções, nomeadamente para a funcionalidade de metrónomo, sintonizador, gravador de áudio e gravador de vídeo (Waddell & Williamon, 2019, p. 5). Num outro questionário, foi ainda recolhido a opinião de músicos sobre a forma como usam a tecnologia no desenvolvimento da aprendizagem de instrumentos musicais, tendo sido apresentado sete categorias de opções de uso: técnica, musicalidade, música de conjunto, prática, apresentação em publico, carreira e vida. Na recolha dos dados, Waddell e Wiliamon (2019, p. 6) verificaram que todas as categorias são usadas. Neste sentido, com base nos dados apresentados, pode-se verificar que a tecnologia assume grande importância no ensino-aprendizagem da música dentro e fora da sala de aula pela forma como auxilia em diferentes ações no desenvolvimento de diversos domínios. Uma das conclusões apresentadas pelos autores, é que a tecnologia permite aos professores fazerem uso dela para estabelecer contacto e planear-se com os seus alunos (Waddell & Williamon, 2019, p. 11). Também
28 Green e Walmsley (2006) reforçam a ideia de que as utilizações de MDT contribuem para a aprendizagem informal, ou seja, a aprendizagem que ocorre fora da sala de aula (Himonides, 2010, p. 18). Coen e Zulauf (2015, p. 191) através da Universidade de Formação de Professores de Frieburgo, Suiça, procuraram compreender o impacto do uso do smartphone ou assistente pessoal digital (PDA) nas aulas de instrumento com objetivo de orientar a prática individual do aluno. Nas entrevistas realizadas antes da aplicabilidade do projeto, os investigadores questionaram os professores e os alunos de que forma o material podia ser usado no ensino-aprendizagem. Na opinião dos docentes, o smartphone iria permitir gravar momentos da aula para serem apreciados em sala e gravar toda a aula de forma a ser visualizada em casa pelo aluno (2015, p. 190). Quanto à opinião dos alunos, estes consideraram que o PDA possibilitaria gravar atuações em casa para apresentar ao professor na aula, gravar e analisar no estudo as suas interpretações e guardar registos para futuramente comparar de forma a compreender as suas evoluções (2015, p. 191). Apesar de todas as ideias mencionadas não terem sido realizadas na investigação, pode-se interpretar que o smartphone ou PDA possibilita auxiliar o ensino-aprendizagem na coavaliação e autoavaliação. Segundo os autores, esta ferramenta permite orientar os alunos nas suas práticas individuais uma vez que dispõem de gravações dos seus professores podendo-as reproduzir para orientar nos seus estudos (Coen & Zulauf, 2015, p. 193). Plataformas de compartilhamento de vídeo como o YouTube, também permitem às pessoas conduzirem a sua própria aprendizagem (Cayari, 2011, in Coen & Zalauf, 2015). Estas ferramentas podem ser acedidas através do computador, tablet ou smartphone. Vilela (2019, p. 62) acrescenta que, o uso de ferramentas como a Web 2.0 ou plataformas como YouTube, Facebook e blogs no ensino da música, permitem explorar as capacidades técnicas e musicais dos alunos e incentivá-los. Um outro aspeto importante destes MDT, é a oferta de um ensino colaborativo, onde a partilha de informação possibilita os alunos de exibir “as suas opiniões, dúvidas e formas de superação das dificuldades” e apresentar e trocar trabalhos e apresentações musicais (Vilela, 2019, p. 62). Himonides
29 (2010, p. 9), igualmente descreve que o manuseamento de software e interface no ensino-aprendizagem das crianças proporciona um ensino musical colaborativo através da partilha de exemplos musicais entre alunos. Estas materiais ainda contribuem para um ensino experienciado com a realização de atividades como escutar, escrever, inventar e cantar. Após a revisão da literatura a cerca da tecnologia no ensino da música, foi possível compreender que materiais são usados no ensino-aprendizagem e concluir que estes possibilitam aos alunos desenvolver capacidades que são menos propicias ao crescimento com o uso dos materiais didáticos tradicionais. Sem desvalorizar a importância destas ferramentas, pois são e serão sempre uteis para o ensino-aprendizagem, os materiais que fazem uso destas novas tecnologias, permitem criar mais a proximidade com alunos, uma vez em que se vive numa sociedade onde a tecnologia está completamente enraizada. Os novos materiais consentem com mais facilidade expandir capacidades como a autonomia, autoavaliação, autoaprendizagem e criatividade, e esta evolução devese à acessibilidade, experimentação e exploração que estes oferecem aos alunos. 1.4. Estado da arte No presente tópico designado por ‘estado da arte’, pretendeu-se recolher os diferentes trabalhos existentes sobre os materiais didáticos tecnológicos no ensino da música. Assim sendo, foram efetuadas as seguintes questões de pesquisa: - Sobre que se trata as investigações? - Em que questões de investigação se prendem os estudos realizados? - Quais são as conclusões aferidas pelos autores? Este tópico encontra-se estruturado em três partes: metodologia, investigações e conclusão. A metodologia prende-se na descrição do processo realizado na pesquisa dos trabalhos existentes acerca da tecnologia no ensino da música. Quanto às investigações, este diz respeito às apresentações e descrições dos trabalhos existentes sobre o tema em questão. Na conclusão, são
36 1.4.3. Conclusão Neste tópico foi exibido diferentes trabalhos que se debruçaram de formas destintas em apurar a utilidade dos MDT no ensino-aprendizagem da música instrumental. De uma forma unânime, através dos autores referenciados, é possível aferir que os MDT contribuem de forma positiva para o ensino-aprendizagem e prática individual, sendo de destacar o estímulo da autoavaliação e motivação e desenvolvimento das capacidades técnicas e musicais. Este impacto pode ser mais notório em alunos com mais dificuldade de concentração e menos dedicados. Porém, não importa o quanto pode ser benéfico os MDT no ensinoaprendizagem da música se, o aluno não tiver vontade própria em aprender e se não existir apoio familiar. É de realçar esta ideia uma vez que, no ensino da música instrumental só é possível alcançar os conteúdos curriculares se acontecer uma prática individual com regularidade, o que para tal, é determinante o apoio familiar. Um outro fator a sublinhar na aplicabilidade dos MDT é o perfil do aluno. Quanto ao papel do professor, o usos destas ferramentas não permitem substituir as suas funções, mas sim, contribuir para a diversificação das suas metodologias. Uma outra ideia a retirar da revisão da literatura é a utilidade dos materiais play along, gravação e áudio, os quais contribuem positivamente em diferentes ações do ensino-aprendizagem. No caso em particular das gravações áudio que pretendem servir de acompanhamento do repertório, permitem disponibilizar acompanhamentos nas aulas e práticas individuais, possibilitando trabalhar as obras na integra. É também de referir que as tecnologias que recorrem de imagem e som alcançam uma maior atenção dos alunos permitindo uma maior perceção e aquisição das matérias.
37 2. Enquadramento contextual Neste capítulo do relatório de estágio intitulado por ‘Enquadramento contextual’ é exposto a descrição da Escola Artística do Conservatório de Música do Porto, local aonde ocorreu o projeto educativo integrado no estágio profissional durante o ano letivo 2020/2021. Este capítulo encontra-se estruturado em cinco tópicos: projeto educativo, que diz respeito à descrição do projeto educativo da escola artística; currículo, no qual é descrito o currículo da disciplina de Tuba/Eufónio; professor cooperante, onde é exibido os dados biográficos relativos à experiência profissional do professor do conservatório responsável pela lecionação da disciplina de Tuba/Eufónio; alunos, a caracterização dos alunos de tuba e eufónio envolvidos no projeto de educativo; e horário, descrição da carga letiva das aulas observação e lecionadas. 2.1. Projeto educativo 2.1.1. Contextualização histórica O Conservatório de Música do Porto (CMP), após diversas tentativas de fundação a partir da segunda metade do séc. XIX, foi só a 1 de junho de 1917 é que viu a sua aprovação pelo Senado da Câmara Municipal do Porto, tendo sido inaugurado a 9 de dezembro de 1917 (CMP, 2020, p. 2). No seu primeiro ano de lecionação, ano letivo 1917/18, teve a frequência de 339 alunos “distribuídos pelos cursos de Piano, Canto, Violino e Violeta, Violoncelo, Instrumentos de Sopro e Composição” (CMP, 2020, p. 2). Ao longo da sua existência, o conservatório localizou-se em diferentes locais da cidade do Porto, tendo sido a sua primeira instalação na rua Travessa do Carregal nº87, por onde se permaneceu até ao ano de 1975. Assim, a 13 de março de 1975, mudou-se para a Rua da Maternidade nº13. Atualmente, encontra-se localizado na Praça Pedro Nunes, local que ocupa desde 15 de setembro de 2008 (CMP, 2020, pp. 2-3).
38 No seio do ensino artístico, o CMP é reconhecido com uma das escolas mais engradecidas, e ao longo da sua existência, tem vindo a contribuir significativamente para o panorama musical português, com a formação de alunos que exercem diversas áreas artísticas como, “interpretes, compositores, diretores de orquestra, professores, investigadores ou em outras funções relevantes da área da música” (CMP, 2020, p. 3). A atual orquestra ‘Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música’ tem a sua origem no CMP (2020, p. 3). 2.1.2. Caracterização O CMP é uma escola pública que integra o conjunto de escolas nacionais de ensino artístico especializado. Este guia-se pela legislação que rege as escolas do ensino regular, sendo que, como instituição de ensino artístico especializado, partilha normas especificas deste ensino com outras escolas desta área. “Alguns desses elementos são comuns a todas as escolas do ensino artístico especializado, mas a maioria diz respeito às escolas do ensino da música” (CMP, 2020, p. 4). De acordo com os dados apresentados no Projeto Educativo do CMP (p. 5), este regula-se pelos seguintes decretos de leis e portarias: - O Decreto–Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, que entre diversas medidas, permite uma maior autonomia e flexibilidade dos currículos do ensino básico e secundário; - O Decreto–Lei nº 54/2018, de 6 de julho, que assegurar que todos os alunos tenham acesso ao currículo e às aprendizagens; - A Portaria nº 223-A/2018, de 3 de agosto, que dentro de um conjunto de medidas, destaca-se a inserção dos cursos de dança, música e canto gregoriano no ensino básico; - A Portaria nº 229-A/2018, de 14 de agosto, que vem a regulamentar os cursos de dança, música e canto gregoriano do ensino artístico. As lecionações das aulas funcionam em três regimes de frequência, integrado, articula e supletivo (CMP, 2020, p. 6). Apesar do regime que podem
39 frequentar, é requerido ao aluno um empenho individual contínuo a todas as unidades curriculares artísticas. A apresentação em público é uma atividade presente na formação dos alunos, e esta leva à realização de “concertos, audições, concursos e provas” (CMP, 2020, p. 6). Estas atividades podem ser realizadas no espaço escolar e fora dele, e exige: acompanhamento dos alunos por parte dos professores, como na compreensão e envolvimento dos encarregados de educação, sendo, por isso, muito importante a disponibilidade das famílias para o acompanhamento necessário dos alunos no seu trabalho de casa e até no acompanhamento dos mesmos nas deslocações ao CMP ou fora dele em determinadas atividades. (CMP, 2020, p. 6) O funcionamento escolar decorre de 2ª feira a sábado, sendo que de 2ª a 6ª feira é destinado ao regime integrado com horário das 08:20 h às 22:20 h, e aos sábados para os regimes articulado e supletivo com horário das 08:20 h às 13:20 h (CMP, 2020, p. 6). O ingresso no CMP é destinado a qualquer cidadão, sendo necessário realizar provas de acesso especificas para cada faixa etária e nível de ensino. Os candidatos são avaliados pelas suas capacidades e saberes musicais (CMP, 2020, p. 6). De acordo com o anexo 4 do Regulamento Interno do conservatório, é disponibilizado o empréstimo de instrumentos, sendo que os alunos que são apoiados pela Ação Social Escolar têm prioridade (CMP, 2020, pp. 61-66). Quanto às ajudas socioeducativas, estas só são facultadas aos alunos que integram o regime integrado, sendo os alunos dos outros regimes apoiados pelas escolas onde realizam o ensino regular (CMP, 2020, pp. 7-8). O CMP sendo uma escola não inserida num agrupamento de escolas, dispões de todos os ciclos de ensino, ou seja, todo o ensino básico e secundário.
40 Desta forma, é possível ingressar no conservatório no 1º ano e realizar todos os ciclos de ensino até concluir o 12º ano (CMP, 2020, p. 10). 2.1.3. Comunidade educativa A comunidade educativa do conservatório é constituída por alunos, pessoal docente, pessoal não docente e Associação de Pais e Encarregados de Educação e Associação de Estudantes (CMP, 2020, pp. 6-9). A Associação de Pais e Encarregados de Educação representa os encarregados de educação “nos órgãos do conservatório e colaboram na vida do mesmo e na proposta e concretização de diversas atividades” (CMP, 2020, p. 9). Quanto à Associação de Estudantes, esta é formada “por alunos do 9º ano e do Curso Secundário, que promove a comunicação entre os alunos e desenvolve atividades próprias, tais como estágios de orquestra, jam-sessiones e outras” (CMP, 2020, p. 9). 2.1.4. Recursos físicos e património O conservatório dispõe de um vasto espólio constituído por partituras, livros, instrumentos musicais, pinturas, fotografias, registos sonoros, “documentac&ão vária e objetos pessoais ou institucionais com interesse museológico” (CMP, 2020, p. 9). Dentro dos diversos bens, realça-se: o espólio da violoncelista Guilhermina Suggia, o espólio musical do compositor e violinista Nicolau Ribas, documentação diversa sobre Moreira de Sá, Cláudio Carneyro, Óscar da Silva, Berta Alves de Sousa, ou ainda do tenor italiano Roncalli, que viveu na cidade do Porto. Das doações bibliográficas refiram-se as de Margarida Brochado, do Prof. José' Delerue, do Padre Ângelo Pinto e de Fernando Correia de Oliveira. Quanto ao espaço físico do CMP, este é constituído por salas com isolamento acústico, pequenos auditórios, grande auditório, biblioteca, estúdio de gravação, cantina, bar, pavilhão gimnodesportivo, ginásios, balneários e “espaços próprios e condignos para a Direção, os Serviços Administrativos, as salas de
41 professores, os gabinetes dos Departamentos, do pessoal não docente, os espaços de convívio, e outros” (CMP, 2020, p. 10). 2.1.5. Missão O CMP (2020, pp. 11-12) como escola de ensino artístico especializado, pretende desenvolver competência gerais e especificas, e assim, guia-se pelos seguintes princípios e valores: - Promove a aquisição de competências nos domínios da execução e criação musical; - Desenvolve a capacidade de cooperação e de trabalho em grupo, nomeadamente pela prática regular de música de conjunto; - Educa para a participação na construção da sociedade, sublinhando o valor da sensibilidade artística nas relações interpessoais; - Apela à inovação, ao sentido de pesquisa e à investigação, estimulando uma atitude de procura e desenvolvendo da criatividade; - Contribui para uma formação mais global, desenvolvendo a capacidade critica, a sensibilidade e o sentido estético; - Sensibiliza para o respeito e defesa do património cultural e artístico; - Incentiva à superação das limitações e à busca da perfeição, que se atingem pela perseverança, pela disciplina e pelo rigor; - Desenvolve o sentido da responsabilidade e a capacidade de autodeterminação; - Educa para a autonomia e para a ac&ão, gerando autoconfiança e favorecendo a iniciativa individual. Tendo em conta os princípios e valores mencionados, o conservatório regue-se pelas seguintes linhas orientadoras que visão: formar os educandos de forma a possibilitar o acesso ao ensino superior, inclusão no mercado de trabalho e crescimento pessoal ao nível da cultura; e instruir os alunos na sua área do ensino artístico um conjunto de conhecimentos e domínios ao nível de todas as unidades curriculares (CMP, 2020, p. 12).
42 Quanto ao plano de ação educativa, este tem os seguintes objetivos: promover o sucesso escolar; promover o desenvolvimento musical e cultural; formar a cidadania e inclusão; e envolver a comunidade educativa (CMP, 2020, pp. 12-15). 2.1.6. Oferta educativa O CMP fornece um vasto conjunto de cursos sendo estes: curso secundário de canto; curso secundário de música; curso básico de canto gregoriano; curso secundário de música/canto – variante jazz; 1º ciclo/iniciação em regime integrado ou supletivo; cursos livres; e curso básico de música (CMP, 2020, pp. 16 - 17). A oferta educativa é em conformidade com a seguinte legislação: - Portaria nº 225/2012, de 30 de julho para os alunos cuja primeira matrícula num dos ciclos do ensino básico seja anterior a 2018/19; - Portaria nº 223-A/2018, de 3 de agosto para os alunos cuja primeira matrícula num dos ciclos do ensino básico seja a partir de 2018/19; - Portaria nº 243-B/2012, de 13 de agosto para os alunos cuja primeira matrícula no ensino secundário seja anterior a 2018/19; - Portaria nº 229-A/2018, de 14 de agosto para os alunos cuja primeira matrícula no ensino secundário seja a partir de 2018/19. Quanto aos instrumentos ministrados estes são: acordeão; bandolim; canto; clarinete; contrabaixo; cravo; fagote; flauta de bisel; flauta; guitarra clássica; guitarra portuguesa; harpa; oboé; órgão; percussão; piano; saxofone; trombone; trompa; trompete; tuba; violeta; violino; e violoncelo (CMP, 2020, p. 17). À semelhança de todas as escolas do concelho do Porto, também o CMP (2020, p. 18) disponibiliza aos alunos do 1º ciclo com o apoio da Câmera Municipal do Porto oferta educativa, sendo esta a dança, o teatro/expressão dramática e a atividade física e desportiva. Estas atividades de complemento curricular são disponibilizadas para o 1º e 2º anos em oito tempos semanais e sete tempos para o restante ciclo.
43 2.2. Currículo Com base nos dados recolhidos no conservatório e junto do professor cooperante, a disciplina de Tuba/Eufónio de momento não possui um currículo, encontrando-se a ser desenvolvido. Porém, existe documentos de critérios de avaliação para o todo o ensino dos instrumentos de sopros de metais. O primeiro documento é constituído por parâmetros que visam avaliar: - Provas finais do 3º ao 11º ano e do 1º ao 7º grau; - Provas globais do 12º ano e 8º grau, sendo uma prova técnica e recital; - Prova de aptidão artística do 12º ano e 8º grau. Um segundo documento é constituído por parâmetros de avaliação de provas de admissão/aferição do 6º ao 12º ano e do 2º ao 8º grau, o terceiro por critérios de avaliação de provas de transição do 6º ao 12º ano e do 2º ao 8º grau e o quarto por critérios de avaliação sobre as informações das provas de prática instrumental do 5º ao 9º ano e do 1º ao 5º grau. De acordo com o professor cooperante, os docentes dispõem de bastante autonomia e flexibilidade curricular, o que lhes permitem escolher o repertório que melhor se adequa ao aluno e ao seu nível. 2.3. Professor cooperante O professor Avelino Ramos é natural de Trofa e ingressou os seus estudos musicais na Escola Profissional Artística do Vale do Ave no ano de 1993. Após a conclusão do curso profissional, prosseguiu os estudos na Academia Nacional Superior de Orquestra onde concluiu o grau académico Bacharelato. É também licenciado em tuba pela Escola Superior de Música do Porto e professor profissionalizado pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Quanto à sua formação no ramo da direção, possui o curso ‘Advanced Course in Band Conducting’ realizado no Istituto Superiore Europeo Bandistico em Trento, Itália, sob a orientação dos professores Carlo Pirola, Douglas Bostock, Félix Hauswirth, Gianni Caracristi e Jan Cober. Participou no ano de 2010 no
44 Canford Wind Band Conductors em Conford, Inglaterra no qual teve oportunidade de trabalhar com Mark Heron, Russell Cowieson e Tim Reynish e no ano 2011 no Conducting Weekend na Royal Northern College of Music em Manchester, Inglaterra, onde trabalhou com Mark Heron, Paul McGrath e Timothy Reynish. Ao longo da sua carreira orientou cursos de aperfeiçoamento em diversos conservatórios e academias, nomeadamente em Paredes, Coimbra, Vizela, Ponte de Lima, Ferreirim e Sabrosa. Apresenta-se regularmente como tubista da Banda Sinfónica Portuguesa, na qual já teve oportunidade de ser dirigido por Alex Schillings, Dario Soutelo, Douglas Bostock, Eugene Corporon, Francisco Ferreira, Jan Cober e José Rafael Pascual Vilaplana tendo-se apresentado em Portugal, Espanha, Holanda e China. No âmbito da direção, é de salientar a sua apresentação à frente da Banda Sinfónica Portuguesa, Orquestra Filarmonia de Vermoim, Ensemble Português de Tubas, Ensemble de Trompas integrado no 1º Encontro de Trompas Lusas, Brass Ensemble da BSP e Orquestra de Sopros da Academia de Vale de Cambra. Foi ainda maestro da Banda Marcial de Ancede e Banda de Arcos de Valdevez. Avelino Ramos foi professor na Academia de Música de Costa Cabral e Instituto Piaget (Viseu) e atualmente leciona as disciplinas de Tuba/Eufónio e Classe de Conjunto no CMP, atividade que desenvolve desde 1999. 2.4. Alunos O projeto educativo foi implementado em três alunos, um do 1º ciclo, um do 3º ciclo e um do secundário. Devido os discentes serem menores de idade, optou-se por ocultar os seus dados e denominá-los por letras, sendo ordenados de acordo com o ciclo de aprendizagem. 2.4.1. Aluno A O Aluno A é estudante de eufónio e frequenta o 1º ano em regime de frequência supletivo. O aluno apresenta uma personalidade ansiosa e agitada e aparenta gostar de aprender através da ação. Quanto às suas aptidões, este
45 demonstra dificuldade na realização de tarefas que carecem de reflecção e facilidade na embocadura. O discente só iniciou o instrumento no 3º período do ano letivo. 2.4.2. Aluno B Frequente do 7º ano do regime integrado em tuba, o Aluno B expõe um carácter tenso e agitado e dificuldades de concentração, exigindo uma aprendizagem focada em si com a introdução de poucos conteúdos a cada aula. As suas dificuldades são a articulação e a postura, nomeadamente a exerção excessiva de tensão, e as suas facilidades o registo grave e agudo, leitura musical e entoação. 2.4.3. Aluno C O Aluno C é aluno de eufónio do 12º ano em regime integrado. O discente apresenta uma personalidade indecisa e inseguro, o que requer uma aprendizagem num ambiente motivador e confortável. As suas dificuldades são a autonomia na prática individual e embocadura na execução entre o registo medio e o registo grave. O aluno pretende prosseguir os seus estudos ao nível superior em produção e tecnologias da música. 2.5. Horário A investigação pedagógica sucedeu-se na disciplina de Tuba/Eufónio, e esta ocorria às segundas-feiras nas aulas do Aluno C entre as 14:35 h e as 16:14 h com um intervalo das 15:20 h e as 15:30 h e às sextas-feiras nas aulas do Aluno B entre as 13:50 h e as 15:20 h e do Aluno A entre as 17:10 h e 17:55 h.
52 3.4. Recolha e análise dos dados Para a recolha de dados foi usado uma pesquisa quantitativa através da realização de questionários constituídos por respostas fechadas e abertas. A escolha por questões combinadas deveu-se à possibilidade de as questões fechadas permitirem gerar uma estatística, enquanto as questões abertas recolher as opiniões dos inqueridos. Com a elaboração dos questionários pretendeu-se aferir de que forma os materiais didáticos tecnológicos podem ser benéficos para o ensinoaprendizagem da tuba, tendo como orientação as seguintes perguntas: - De que forma podem contribuir na transmissão de conhecimentos; - De que forma podem auxiliar na compreensão dos conhecimentos; - De que forma podem contribuir para a motivação na aula e na prática individual; - De que forma podem auxiliar na autonomia do aluno na sua prática individual. Os questionários redigidos foram dois, um dirigido ao professor cooperante e alunos envolvidos no estágio profissional e o outro a cinco professores de tuba/eufónio do ensino artístico em Portugal. Os questionários foram disponibilizados em formato digital através do site ‘Survio’. 3.4.1. Professor cooperante e alunos Na recolha dos dados fornecidos pelo professor cooperante e alunos, pretendeu-se compreender o que estes consideram dos MDT usados na ação da investigação e de que forma foram úteis em auxiliar o ensino-aprendizagem. O questionário foi estruturado em dois grupos, o primeiro constituído por seis questões fechadas e o segundo por uma questão aberta.
53 Grupo 1 1 - Considera que os materiais didáticos tecnológicos usados nas aulas foram úteis para o ensino-aprendizagem? Exemplo: vídeos, áudios, play-alongs, jogos, etc. Com base nos dados produzidos nesta questão, permite perceber que 25% dos intervenientes consideram que os MDT são úteis de forma significativa, 25% extremamente útil e 50% bastante útil. Desta forma, podese aferir que todos os inqueridos consideraram os MDT úteis no auxílio do ensino-aprendizagem. 2 - Os materiais didáticos tecnológicos foram úteis na transmissão dos conteúdos? Na análise desta questão, percebe-se que 75% das pessoas envolvidas na investigação referem que os MDT assumem um papel bastante útil na transmissão dos conteúdos, já 25% consideram apenas útil, mas que ainda assim, todos atentam que estas ferramentas são vantajosas quanto à questão. 0 1 2 3 4 Extremamente útil Muito útil De certa forma útil Não é de todo útil Não sabe 0 1 2 3 4 Extremamente útil Bastantes útil Útil Pouco úteis Nada Úteis Não sabe Gráfico 1 - Dados gerados na primeira questão do questionário ao professor cooperante e alunos Gráfico 2 - Dados gerados na segunda questão do questionário ao professor cooperante e alunos
54 3Os materiais didáticos tecnológicos foram úteis na compreensão dos conteúdos? Nos dados gerados nesta questão, 50% das pessoas envolvidas na investigação consideram que os MDT assumem um papel bastante útil em ajudar na compreensão das matérias, e outro 50% consideram apenas útil, concluindo que de um modo geral, todos consideram que estas ferramentas são benéficas quanto à pergunta. 4 - Os materiais didáticos tecnológicos foram importantes para a motivação da aula? Nos dados produzidos pelos inqueridos nesta questão, 25% consideram ser bastante importante os MDT na incrementação da motivação em contexto de aula, 50% importante e 25% não sabe. Apesar de 25% não terem opinião quanto à utilidade do material na pergunta colocada, 75% consideram ser influente. 0 1 2 3 4 Extremamente úteis Bastantes útil Útil Pouco úteis Nada Úteis Não sabe 0 1 2 3 4 Muito importantes Bastante importantes Importantes Pouco importantes Nada importantes Não sabe Gráfico 3 - Dados gerados na terceira questão do questionário ao professor cooperante e alunos Gráfico 4 - Dados gerados na quarta questão do questionário ao professor cooperante e alunos
55 5 - Considera que os materiais didáticos tecnológicos foram úteis para a motivação da prática individual? Quanto à aferição da importância dos MDT em motivar os alunos nas suas práticas individuais, 50% consideraram serem úteis e 50 % pouco úteis. Apesar dos questionários terem sido respondidos de forma anónima, parte dos 50% que consideraram que os materiais usados nas aulas são pouco úteis na pergunta em questão, pode estar relaciona com o facto de que um dos alunos necessitar de acompanhamento familiar na utilização destas ferramentas no seu estudo individual devido à sua idade. 6 - Considera que os materiais didáticos tecnológicos tenham sido úteis para o desenvolvimento da autonomia na sua prática individual? Nesta pergunta do questionário, 25% consideram ser bastantes úteis os MDT, 25% úteis e 50% pouco úteis. Neste sentido, existe opiniões repartidas quanto à utilidade destas ferramentas no desenvolvimento da autonomia na prática individual. 0 1 2 3 4 Extremamente úteis Bastantes útil Útil Pouco úteis Nada Úteis Não sabe Gráfico 5 - Dados gerados na quinta questão do questionário ao professor cooperante e alunos 0 1 2 3 4 Extremamente úteis Bastantes útil Útil Pouco úteis Nada Úteis Não sabe Gráfico 6 - Dados gerados na sexta questão do questionário ao professor cooperante e alunos
56 Grupo 2 Diga pelas suas palavras de que forma considera que os materiais didáticos tecnológicos foram úteis para a aprendizagem? Resposta 1 – “Permitiram um melhor entendimento da matéria a lecionar. A prática instrumental requer diversas formas de abordagem e estes materiais didáticas tornam-se numa excelente ferramenta de trabalho com vista à motivação dos alunos”. Na análise da opinião, pode-se compreender que os MDT são ferramentas com um impacto positivo no ensino-aprendizagem na compreensão dos conteúdos e incrementação de motivação no estudo individual do aluno. Resposta 2 – “O aluno demonstrou-se interessado nas atividades que envolveram os materiais didáticos tecnológicos. O jogo foi o material que mais motivou e ajudou na compreensão dos conteúdos”. Nesta resposta, a pessoa envolvida no projeto educativo considera que os MDT despertam interesse nas atividades que envolvem os mesmos, e que em particular o material ‘quiz’ que contribuiu para a motivação e compreensão dos conteúdos curriculares. Resposta 3 – “Informação bem clara, direto, acessível, bem variado no número de exercícios e no tipo de exercícios também. Deixo o destaque para os exercícios de autonomia e de planificação de rotina de estudos, que além de me terem dado motivação na prática do instrumento, consegui aplicar alguns conselhos no meu estudo em geral”. Na interpretação desta resposta, entendese que os MDT aplicados na lecionação do projeto educativo transmitiram os conteúdos de forma adequada ao nível de ensino do aluno e que auxiliaram na organização, motivação e desenvolvimento de domínios no estudo individual. Resposta 4 – “...eu...não sei...” O questionado não apresenta opinião quanto à utilidade dos MDT aplicados nas aulas da investigação.
57 3.4.2. Professores de tuba/eufónio Para a recolha de dados sobre o que os professores de tuba/eufónio do ensino especializado da música em Portugal consideram da utilidade dos MDT no ensino-aprendizagem da tuba, foi distribuído o questionário a cinco professores. Este é estruturado por três grupos, o primeiro é constituído por quatro questões fechadas, o segundo por três questões abertas, e o terceiro por cinco questões que se destinam à recolha de dados bibliográficos dos inqueridos. Grupo 1 1 - Considera que os materiais didáticos tecnológicos são úteis para o ensino-aprendizagem? Quanto à pergunta em questão, todos os professores de tuba/eufónio envolvidos na investigação consideram os MDT úteis, sendo que 40% consideram de certa forma útil, 40% muito útil e 20% extremamente útil. 2 - Com que frequência usa materiais didáticos tecnológicos? 0 1 2 3 4 5 Extremamente útil Muito útil De certa forma útil Não é de todo útil Não tão útil Não sabe 0 1 2 3 4 5 Sempre Frequentemente Às vezes Raramente Nunca Gráfico 7 - Dados gerados na primeira questão do questionário aos professores de tuba/eufónio Gráfico 8 - Dados gerados na segunda questão do questionário aos professores de tuba/eufónio
58 Na presente pergunta, pretendeu-se compreender com que frequência os professores de tuba/eufónio recorrem de MDT nas suas práticas pedagógicas de forma a relacionar com as suas respostas. 60% dos professores usam frequentemente e 40% às vezes. Neste sentido, todos os professores recorrem destas ferramentas. 3 - Com que frequência usa os seguintes materiais didáticos tecnológicos? Tabela 1 - Dados gerados na terceira questão do questionário aos professores de tuba/eufónio Quanto aos MDT de que os professores questionados fazem uso, foram apresentados o computador, ‘tablet’, ‘smartphone’ e a opção de outros materiais, sendo estes a referir na pergunta 3.1. Analisando os dados gerados, o computador 60% usa com alguma regularidade e 40% com bastante regularidade, o ‘tablet’ 20% nunca usaram, 20% raramente, 20% às vezes, 20% frequentemente e 20% sempre e o ‘smartphone’ 20% nunca usou, 40% usam com pouca frequência, 20% às vezes e 20% frequentemente. Quanto ao uso de outros materiais, 20% nunca usa outras ferramentas, 20% raramente, 20% às vezes e 40% frequentemente. 3.1 - No caso ter selecionado a opção "outra", descreva a mesma. Apesar de apenas 20% dos inqueridos terem referido que não usam outros MDT para além das opções exibidas, apenas 60% responderam a esta questão. No entanto, nenhum dos professores mencionaram material diferente dos apresentados na questão anterior. Computador ‘Tablet’ ‘Smartphone’ Outra... Nunca 0 1 1 1 Raramente 0 1 2 1 Às vezes 3 1 1 1 Frequentemente 2 1 1 2 Sempre 0 1 0 0
59 4 - Na sua opinião qual é o grau de importância que atribuí aos materiais didáticos tecnológicos nas seguintes frases: -Auxiliar o docente na transmissão dos conteúdos; Nos dados gerados acerca da importância dos MDT no auxílio do docente na transmissão dos conteúdos, todos os professores consideram serem importantes, sendo que 40% consideram apenas importante, 20% significativamente importante e 40% muito importante. -Auxiliar o aluno na compreensão dos conteúdos; No auxílio ao aluno na compreensão dos conteúdos, também 40% consideram apenas importante, 20% significativamente importante e 40% muito importante. 0 1 2 3 4 5 Nada importante Pouco importante Importante Significativamente importante Muito importante Não sabe 0 1 2 3 4 5 Nada importante Pouco importante Importante Significativamente importante Muito importante Não sabe Gráfico 9 - Dados gerados na quarta questão do questionário aos professores de tuba/eufónio Gráfico 10 - Dados gerados na quarta questão do questionário aos professores de tuba/eufónio
60 -Contribuir para a motivação na aula; Quanto ao contributo que os MDT dão para a motivação do aluno na sala de aula, todos os inqueridos atentam ser positivo. 40% consideram dar um contributo importante, 40% significativamente importante e 20% muito importante. -Contribuir para a motivação da prática individual do aluno; Também no contributo que os materiais em questão dão na motivação da prática individual do aluno, todos os professores consideram serem importantes. 20% atentam serem apenas importantes, 60% significativamente importante e 20% muito importante. 0 1 2 3 4 5 Nada importante Pouco importante Importante Significativamente importante Muito importante Não sabe 0 1 2 3 4 5 Nada importante Pouco importante Importante Significativamente importante Muito importante Não sabe Gráfico 11 - Dados gerados na quarta questão do questionário aos professores de tuba/eufónio Gráfico 12 - Dados gerados na quarta questão do questionário aos professores de tuba/eufónio
61 -Contribuir para a autonomia do aluno. Quanto ao contributo que os MDT oferecem no desenvolvimento da autonomia do aluno, 40% dos inqueridos atentam serem importante, 40% significativamente importante e 20% muito importante. Grupo 2 1 - De que forma considera útil o uso dos materiais didáticos tecnológicos para o ensino-aprendizagem da tuba/eufónio? Resposta 1 – “Muito importante para a metodologia de ensino”. De acordo com a seguinte resposta, pode-se interpretar que os MDT são muito importantes para auxiliar o professor nas suas práticas pedagógicas. Resposta 2 – “Motivação e conhecimentos de certos conceitos musicais (pulsação e melódicos)”. Analisando a presente resposta do professor questionado, os MDT incentivam os alunos e disponibiliza conhecimentos de conceitos musicais como o sentido de pulsação e melodia. Resposta 3 – “É bastante importante porque permite adequar os conteúdos rapidamente nas sessões de aula, mostrar, exemplificação, maior abrangência de Materiais”. Na opinião do docente que redigiu a atual resposta, os MDT ajudam em adequar, compreender e exemplificar os conteúdos nas aulas, fornecer uma aprendizagem mais completa e auxiliar o professor nas suas estratégias pedagógicas. 0 1 2 3 4 5 Nada importante Pouco importante Importante Significativamente importante Muito importante Não sabe Gráfico 13 - Dados gerados na quarta questão do questionário aos professores de tuba/eufónio
68 - Vídeos: Instrumentos de Orquestra, lista de vídeos do canal de youtube OSESP – Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo; Lubrificação de Rotores, vídeo do canal de youtube Casa Nova Instrumentos Musicais Simeão Moises; Música Maestro, página de vídeos do site RTP Ensina; e TUBA | Conservatório do Vale do Sousa, vídeo do canal de youtube CVS ACML. 4.2. Formação musical Na área de formação musical, os MDT exibidos pretendem ajudar na introdução e desenvolvimento da leitura musical e identificação de arpejos, escalas, intervalos, ritmos, sons, ente outros domínios, e os materiais compilados são: - Aplicações: Ear Trainer Lite; EarMaster – Music Theory; Functional Ear Trainer; e Perfect Ear - Ear Traine .r - Site: Teoría. 4.3. Técnica Quanto à área de conhecimento ligada ao domínio técnico do instrumento, são apresentados MDT que visam contribuir na expansão da articulação, digitação, flexibilidade, som, entre outros domínios. Os materiais reunidos são: - Aplicações: Euphonium Fingerings (2.0); PlayAlong Tub Tonestro for a; ; (9.6.4) tSoundcorse-Tuner & Metronome Tuba Fingerings (2.0); ; aTub .sVoice Memo - Métodos com play along: 15 Easy Classical Solos – Bb/C Euphonium TC/BC; 15 Easy Classical Solos – Tuba; 15 Intermediate Classical Solos – Tuba; Brass Buzz for Tuba; Essential Elements (Vols. 1-2); Great Composers; Hören, Lesen & Spielen: Tuba (Vols. 1-3); Hören, Lesen & Spielen: Euphonium (Vols. 1-3); Kid Play Blues: Bb/C Euphonium BC/TC; Starter Solos; To Buzz
69 - Sites: Pedagogical Resources, página do site George Palton Artist & Educator; e Tuba Exercises, página do site George Palton Artist & Educator. - Vídeos: Arnold Jacobs – Almost Live, lista de vídeos do canal de youtube Tubastas; Aula de Tuba, lista de vídeos do canal de youtube Filipe Queirós; Drill of The Week, lista de vídeos do canal de youtube Chris Olka; Exclusivo Telegram, lista de vídeos do canal de youtube Filipe Queirós; Fossi, Alessandro, lista de vídeos do canal de youtube Alessandro Fossi; In Music, lista de vídeos do canal de youtube InMusic; Roger Bobo - мастеркласс (1993), lista de vídeos do canal de youtube Tubastas; Steve Rossé YouTube Channel, canal de youtube; e Tuba Gym, lista de vídeos do canal de youtube David Tuba. 4.4. Musicalidade Por fim, os MDT apresentados neste tópico do compêndio são vídeos, e estes têm o intuito de apresentar aos alunos atuações musicais de qualidade que lhes permitem cultivar os seus gostos musicais e desenvolver as suas interpretações. Vídeos: Filipe Queirós, canal de youtube; Hans Nickel plays, lista de vídeos do canal de youtube WDR Klassik; Performances, lista de vídeos do canal de youtube Chris Olka; Solo Performances, página do site George Palton Artist & Educator; e Vídeo, página do site de øystein Baadsvik.
70 5. Considerações finais Em resumo de todo o trabalho realizado, é de referir que o Mestrado em Ensino de Música contribuiu imenso para o meu crescimento pessoal enquanto pessoa, músico e professor. Destaco em particular o estágio profissional que foi uma experiência marcante na minha formação, pelo facto de me ter proporcionado observar outras metodologias e estratégias de ensino, permitir lecionar com a supervisão do professor cooperante e professor orientador e por ter possibilitado a realização de uma investigação sobre um tema que considero ser importante e pioneiro no ensino da tuba em Portugal, dando assim o meu contributo para o instrumento. Quanto à investigação, para aferir outras conclusões quanto à utilidade dos MDT no ensino-aprendizagem da tuba, deixo a sugestão de esta ser implementada em mais que um aluno de cada ciclo de ensino e com lecionações mais regulares, e ainda se possível, em mais que um contexto escolar. Estas propostas não me foram possível implementar no meu estágio profissional devido a condicionantes naturais do estágio e disponibilidade da minha parte.
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84 Anexo VI - Grelha de observação Professor Cooperante: Disciplina: Data: Hora: Aluno/turma: Duração: Aula: Sumário: Materiais didáticos: Como é que a aula se integra no programa da disciplina? Como é que os materiais foram adequados à idade e às competências do(s) aluno(s)? Como é que o ensino foi diferenciado de acordo com as características do(s) aluno(s)? Como é que o clima de sala de aula promoveu a aprendizagem? Como é que o professor aplicou os materiais didáticos? Como é que o professor adequou a forma de comunicar às necessidades do(s) aluno(s)? Como foi gerido o comportamento do(s) aluno(s)? Que estratégias e metodologias de ensino foram utilizadas? Como foram avaliados os alunos? Descrição das atividades. Observação. Qual das práticas observadas tenciona utilizar nas suas aulas?
85 Anexo VII - Planificações das aulas do Aluno A Aluno/turma: Aluno A Disciplina: Eufónio Data: 19/02/2021 Hora: 17:10 Duração: 30 min Aula: 1 Objetivos: Respiração, organologia e embocadura. Sumário: Desenvolvimento do controlo do ar, introdução da família dos metais e desenvolvimento da embocadura. Materiais didáticos: Bocal; vídeo (trompete e trompa). Parte da aula Conteúdo Metodologia Duração Critérios de avaliação Introdução - Respiração - Explicar o exercício; - Demonstrar o exercício; - Executar com o aluno. 10 min - Comportamento - Atitude - Aquisic!ão de conhecimentos - Aplicac!ão de conhecimentos - Auto-avaliac!ão - Pontualidade e Assiduidade Desenvolvimento - Família dos metais - Apresentar instrumento da família dos metais através de vídeos. 10 min Conclusão - Embocadura - Explicar o exercício, que consiste na execução de sons em buzzing; - Executar o exercício com base na imitação. 10 min Bibliografia CRMVR. (2020, 17 de maio). Professor Hugo Sousa – Trompa [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/wYf4eE-o_ow Mad Artist Publishing. (2021, 14 de janeiro). CGI 3D Animated Short Film "SWING OF CHANGE" Musical Animation by ESMA [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/76Xxn1FSdQ4
86 Aluno/turma: Aluno A Disciplina: Eufónio Data: 19/03/2021 Hora: 17:10 Duração: 45 min Aula: 2 Objetivos: Embocadura, organologia e leitura musical Sumário: Desenvolvimento da embocadura, introdução de instrumentos da família dos metais e desenvolvimento da leitura musical. Materiais didáticos: Quiz; bocal; piano; vídeo (trombone, eufónio e tuba). Parte da aula Conteúdo Metodologia Duração Critérios de avaliação Introdução - Embocadura - Expor o exercício que consiste na vibração labial de ritmos curtos e longos; - Executar o exercício com a imitação do aluno; - Reproduzir o exercício com o bocal. 10 min - Comportamento - Atitude - Aquisic!ão de conhecimentos - Aplicac!ão de conhecimentos - Auto-avaliac!ão - Pontualidade e Assiduidade Desenvolvimento - Família dos metais - Apresentar instrumento da família dos metais através de vídeos. 10 min - Embocadura - Cantar sons com o auxílio do piano; - Executar sons no bocal. 15 min Conclusão - Leitura musical - Realizar um quis que consiste na identificação de notação musical. 10 min Bibliografia CVS ACML. (2020, 1 de junho). TUBA | Conservatório do Vale do Sousa [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/xiUzZpT3Ka4 Diogo Soares. (2021, 15 de fevereiro). 15 de fevereiro de 2021 [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/p7n3ay_6lK8 Disney Channel NL. (2021, 14 de janeiro). Rock the Amphitheater | A Tsum Tsum short | Disney [Vídeo]. YouTube. https://www.youtubekids.com/watch?v=nArsSgbeHC4&hl=pt-PT
87 Kahoot. (2021, 14 de janeiro). Kahoot: creator. https://create.kahoot.it/creator Aluno/turma: Aluno A Disciplina: Eufónio Data: 16/04/2021 Hora: 17:10 Duração: 45 min Aula: 3 Objetivos: Leitura musical, embocadura e organologia. Sumário: Desenvolvimento da leitura musical, desenvolvimento da embocadura e introdução da formação Brass Band. Materiais didáticos: PowerPoint; bocal; vídeo; piano; metrónomo. Parte da aula Conteúdo Metodologia Duração Critérios de avaliação Introdução - Ritmo - Identificar figuras rítmicas apresentadas em PowerPoint e executá-las com o bocal. 15 min - Comportamento - Atitude - Aquisic!ão de conhecimentos - Aplicac!ão de conhecimentos - Auto-avaliac!ão - Pontualidade e Assiduidade Desenvolvimento - Embocadura - Executar glissandos com o bocal por parte do professor; - Reproduzir o exercício por parte do aluno. 10 min - Cantar e executar com o bocal as notas Sib, Dó e Ré. 10 min Conclusão - Família dos metais - Interrogar o aluno sobre os instrumentos da família de metais; - Apresentar a formação de música de conjunto Brass Band através de um vídeo. 10 min Bibliografia Cory Band. (2013, 12 de julho). Los Hermanos / The Bombardier [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/OMm4sfDo5HQ
88 Anexo VIII - Planificações das aulas do Aluno B Aluno/turma: Aluno B Disciplina: Tuba Data: 19/02/2021 Hora: 13:50 Duração: 60 min Aula: 1 Objetivos: Postura e articulação. Sumário: Relaxamento muscular e desenvolvimento da articulação. Materiais didáticos: Vídeo; método To Buzz de Fossi; método Arban; metrónomo; método Studies in Legato for Bass Trombone and Tuba. Parte da aula Conteúdo Metodologia Duração Critérios de avaliação Introdução - Postura - Visualizar um vídeo com exercícios de relaxamento muscular; - Executar os exercícios. 10 min - Comportamento - Atitude - Aquisic!ão de conhecimentos - Aplicac!ão de conhecimentos - Auto-avaliac!ão - Pontualidade e Assiduidade Desenvolvimento - Articulação - Executar em buzzing o exercício 26 do método To Buzz com playalong. 10 min - Executar os exercícios do capítulo VIII do método Arban. 30 min Conclusão - Articulação - Ler o estudo nº10 do método Studies in Legato for Bass Trombone and Tuba. 10 min Bibliografia Arban, J. (2000). Arban: Complete Method for the Tuba (Young, J., & Jacobs, W. ). Encore Music Publishers. (Trabalho original publicado em 1893) Fink, R. (1969). Studies in legato for bass trombone and tuba: based on the works of Concone, Marchesi and Panofka. Carl Fischer, Inc., Fossi, A. (2008). To Buzz (Play-along). Accademia Edizioni Musicali. Øystein Baadsvik. (2020, 18 de dezembro). Warmup playalong! [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/Lm0LnAXsrRw
89 Aluno/turma: Aluno B Disciplina: Tuba Data: 05/03/2021 Hora: 13:50 Duração: 60 min Aula: 2 Objetivos: Postura e articulação. Sumário: Relaxamento muscular e desenvolvimento da articulação. Materiais didáticos: Método To Buzz de Fossi; metrónomo; método Studies in Legato for Bass Trombone and Tuba. Parte da aula Conteúdo Metodologia Duração Critérios de avaliação Introdução - Postura - Demonstrar ao aluno e executar com ele exercícios de relaxamento muscular. 10 min - Comportamento - Atitude - Aquisic!ão de conhecimentos - Aplicac!ão de conhecimentos - Auto-avaliac!ão - Pontualidade e Assiduidade Desenvolvimento - Articulação - Explicar ao aluno o objetivo do exercício 27 do método To Buzz; - Executar em buzzing com playalong. 10 min - Executar com a tuba o exercício 31 do método To Buzz com play-along. 10 min - Postura - Executar exercícios de relaxamento muscular por indicação do aluno. 10 min Conclusão - Articulação - Aperfeiçoamento do estudo nº10 do método Studies in Legato for Bass Trombone and Tuba. 20 min Bibliografia Brahmstedt, N. (1937). Stupendo [Concert Polka]. Rubank Fink, R. (1969). Studies in legato for bass trombone and tuba: based on the works of Concone, Marchesi and Panofka. Carl Fischer, Inc., Fossi, A. (2008). To Buzz (Play-along). Accademia Edizioni Musicali.
90 Aluno/turma: Aluno B Disciplina: Tuba Data: 09/04/2021 Hora: 13:50 Duração: 60 min Aula: 3 Objetivos: Postura e articulação. Sumário: Relaxamento muscular e desenvolvimento da articulação. Materiais didáticos: Vídeo; método Arban; metrónomo. Parte da aula Conteúdo Metodologia Duração Critérios de avaliação Introdução - Postura - Visualizar um vídeo com exercícios de relaxamento; - Executar os exercícios apresentados. 10 min - Comportamento - Atitude - Aquisic!ão de conhecimentos - Aplicac!ão de conhecimentos - Auto-avaliac!ão - Pontualidade e Assiduidade Desenvolvimento - Articulação - Executar o estudo 23 do método Arban. 10 min - Postura - Continuar a visualização do vídeo; -Executar os exercícios apresentados. 10 min - Articulação - Explicar o objetivo dos exercícios do capítulo ‘Studies in Rhythm and Articulation’ do método Arban; - Executar os estudos. 10 min Conclusão - Postura - Concluir a visualização do vídeo; - Executar os exercícios apresentados; - Conversar com o aluno sobre as atividades realizadas na aula e a sua importância para o crescimento musical. 20 min Bibliografia Arban, J. (2000). Arban: Complete Method for the Tuba (Young, J., & Jacobs, W. ). Encore Music Publishers. (Trabalho original publicado em 1893)
91 Declan Scott. (2019, 11 de setembro). Breathing Gym #1 [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/_U5ms4DKTPE
92 Anexo IX - Planificações das aulas do Aluno C Aluno/turma: Aluno C Disciplina: Eufónio Data: 15/02/2021 Hora: 14:35 Duração: 60 min Aula: 1 Objetivos: Embocadura, autonomia e excerto de orquestra. Sumário: Desenvolvimento da embocadura no registo grave, desenvolvimento da autonomia na organização da prática individual e audição do excerto Os quadros de uma exposição. Materiais didáticos: Método To Buzz; ficha formativa digital; áudio (youtube e CD). Parte da aula Conteúdo Metodologia Duração Critérios de avaliação Introdução - Embocadura - Executar em buzzing o exercício nº2 do método To Buzz com play-along. 10 min - Comportamento - Atitude - Aquisic!ão de conhecimentos - Aplicac!ão de conhecimentos - Auto-avaliac!ão - Pontualidade e Assiduidade Desenvolvimento - Autonomia - Explicar a importância da organização do estudo individual; - Construção de um plano de estudo com indicação de exercícios e métodos por parte do aluno. 30 min Conclusão - Excerto - Escutar interpretações do excerto. 10 min Bibliografia Chicago Symphony Orchestra. (1977). Mussorgsky: Pictures At Na Exhibition (Cd). Deutsche Grammophon. Fossi, A. (2008). To Buzz (Play-along). Accademia Edizioni Musicali. Yulianna Avdeeva. (2019, 13 de junho). Yulianna Avdeeva – Mussorgsky: Pictures at an Exhibition [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/F1pk1MzX61Q
93 Aluno/turma: Aluno C Disciplina: Eufónio Data: 08/03/2021 Hora: 14:35 Duração: 60 min Aula: 2 Objetivos: Embocadura e autonomia. Sumário: Desenvolvimento da embocadura no registo grave e desenvolvimento da autonomia no estudo de passagens. Materiais didáticos: Metrónomo; método The buzzing Book; partitura em Pdf; obra Euphonium Concerto. Parte da aula Conteúdo Metodologia Duração Critérios de avaliação Introdução - Embocadura - Executar em buzzing o exercício nº2 do método The buzzing book com play-along; - Reproduzir o exercício no instrumento. 10 min - Comportamento - Atitude - Aquisic!ão de conhecimentos - Aplicac!ão de conhecimentos - Auto-avaliac!ão - Pontualidade e Assiduidade Desenvolvimento - Embocadura - Demonstrar um exercício; - Execução do aluno. 15 min - Apresentar um exercício através de uma partitura em Pdf; - Execução do aluno. 15 min Conclusão - Autonomia - Explicar como se deve estudar passagens de maior dificuldade; - Estudo de passagens do 3º and. da obra Euphonium Concerto. 20 min Bibliografia Thompson, J. (2001). The buzzing book: Complete Method (play-along). Éditions Bim.
100 Anexo XI - Questionário aos professores de tuba/eufónio Materiais didáticos tecnológicos Este questionário enquadra-se numa investigação no âmbito de um relatório de estágio do Mestrado em Ensino da Música, realizado na Universidade do Minho. Os resultados obtidos serão utilizados apenas para fins académicos (relatório de estágio), sendo realçado que as respostas dos inquiridos representam apenas a sua opinião individual e não a de todos os professores nacionais de tuba/eufónio e nem do corpo docente da(s) escola(s) onde lecionam. O questionário é anónimo, não devendo por isso colocar a sua identificação. Não existem respostas certas ou erradas, por isso lhe solicito que responda de forma espontânea e sincera a todas as questões. Na maioria das questões terá apenas de assinalar com uma cruz a sua opção de resposta. A duração estimada do questionário é aproximadamente de 10 minutos. Obrigado pela sua colaboração. A presente investigação prende-se em compreender de que forma os materiais didáticos tecnológicos podem ser benéficos para o ensinoaprendizagem da tuba/eufónio. Os materiais didáticos tecnológicos são ferramentas de formato digital e telemático que possibilitam auxiliar a tarefa pedagógica do professor e a aprendizagem dos alunos. Este conjunto de ferramentas podem ser desenvolvidos com intuito pedagógico ou não, assim como podem integrar ou não o currículo, dependendo o seu uso da intenção didática do docente.
101 O seguinte grupo é constituído por questões fechadas, devendo responder selecionando a ou as respostas que considera adequadas. 1 - Considera que os materiais didáticos tecnológicos são úteis para o ensino-aprendizagem? Selecione uma resposta Extremamente útil Bastante útil Útil Não tão útil Não é de todo útil Não sabe 2 - Com que frequência usa materiais didáticos tecnológicos? Selecione uma resposta Sempre Frequentemente Às vezes Raramente Nunca
102 3 - Com que frequência usa os seguintes materiais didáticos tecnológicos? Selecione uma resposta em cada linha 1-Nunca 2-Raramente 3–Às vezes 4-Frequentemente 5-Sempre Computador ‘Tablet’ ‘Smartphone’ Outra... 3.1 - No caso ter selecionado a opção "outra", descreva a mesma.
103 4 - Na sua opinião qual é o grau de importância que atribuí aos materiais didáticos tecnológicos nas seguintes frases: Selecione uma resposta em cada linha 1-Nada importante 2-Pouco importante 3Importante 4-Significativamente importante 5-Muito importante 6-Não sabe Auxiliar o docente na transmissão dos conteúdos Auxiliar o aluno na compreensão dos conteúdos Contribuir para a motivação na aula Contribuir para a motivação da prática individual do aluno Contribuir para a autonomia do aluno
104 O seguinte grupo é constituído por questões abertas, devendo responder por palavras suas. 1 - De que forma considera útil o uso dos materiais didáticos tecnológicos para o ensino-aprendizagem da tuba/eufónio? 2 - Os materiais didáticos tecnológicos podem contribuir para o incremento da motivação na aprendizagem da tuba? 3 - O que pensa da utilidade dos materiais didáticos tecnológicos para o desenvolvimento da autonomia do aluno na sua prática individual?
105 O questionário já está a chegar ao fim e o último grupo de perguntas destinase à recolha de dados do questionado. Género Selecione uma resposta Masculino Feminino Idade Habilitações literárias Selecione uma resposta ou mais respostas Conservatório/academia/escola profissional Curso técnico superior Licenciatura Bacharelato Mestrado Doutoramento Outra... Níveis de ensino em que leciona Selecione uma resposta ou mais respostas 1º Ciclo 2º ciclo 3º ciclo Secundário Ensino superior Outra...
106 Tempo de experiência a lecionar Selecione uma resposta - 10 anos 10 a 20 anos + 20 anos