Full text
julho de 202 1
UMinho|202 1
Regina F err eira Alves
Conhecimentos, atitudes e compor t amentos
de saúde em estudantes do Ensino Superior :
av aliação e monitorização de um programa
de inter venção socioeducativ a em contexto
não-formal
Regina F erreira Alv es
Conhecimentos, atitudes e compor t amentos de saúde em estudantes
do Ensino Superior : avaliação e monitorização de um programa de
inter venção socioeducativa em contexto não-formal
Univer sidade do Minho
Instituto de Educação
T rabalho ef etuado sob a or ientação do
Doutor José Alber to Gomes Precioso
T ese de Doutor ament o
Doutor ament o em Ciências da Educação
Especialidade em Super visão P edagógica
julho de 202 1
Regina F err eira Alves
Conhecimentos, atitudes e compor t amentos
de saúde em estudantes do Ensino Superior :
av aliação e monitorização de um programa
de inter venção socioeducativ a em contexto
não-formal
Univer sidade do Minho
Instituto de Educação
ii
DIREIT OS DE AUTOR E CO NDIÇÕES DE UT ILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Este é um trab alho académico qu e pode ser utilizado por t erceiros desde que respeitadas as regras
e boas práticas internacionalmente aceites, no que concern e aos direitos de autor e direitos
conexos.
Assim, o presente trabalho pode ser utilizado nos termos previstos na licença ab aixo indicada.
Caso o utilizador necessite de permissão para poder fa zer um uso do t rabalho em condições não
previstas no licenciamento indicado, deverá contactar o autor, através do Repositóri UM da
Universidade do Minho.
Licença concedida aos utilizadores deste trabalho
Atribuição-Nã oComercial
CC BY-NC
https://creativec ommons.org/lic enses /by-nc/4.0/
iii
AGRAD ECIMENTOS
Talvez a es crita deste espaço corresponda ao momento mais liber tador destes quatro anos , que
refletindo pareceram-m e t antos mais! Este será, certamente, o espaço menos científico desta tese,
permitindo-me uma lufada li bertadora! Na verdade, desde o in ício pe nso nos agradecimentos, sem
qualquer rascunho, mas em permanente preocupaçã o em não me esquecer de ninguém ou de
algo importante. Pois, este percu rso, que não soube p ercorrer sozinha, foi possível graças a um
conjun to de pes soas que se configu raram como uma base segura e às quais é momento de
agradecer. Agradecer tudo o que me deram e têm dad o! Ainda que dificilmente possa transcrever
sentimentos e mom entos t ão calorosos, é com estas modestas palavras que q uero expressar a
minha mais sincera e profunda gratidão a todos/as os/as qu e me ajudaram, que passaram e qu e
permaneceram, nes ta longa e construtiva caminhada.
Nesta fase, permito-me reflet ir acerca das escolhas qu e fi z e q ue me po ssibilitaram realiz ar este
percurs o que comecei h á alguns anos, n esta mesm a Universidade! É certo que não teria sido
possível sem o conhecimento que ad quiri dura nte t odo o m eu percurso académico. Posto isto,
agradeço à instituição que s empre m e acolheu, à Universidade do Minho, em concreto, ao Instituto
de Ciências Sociais e ao Instituto de Educação.
Agradecer ao Professor José Pr ecioso, pela orientaçã o desta tese de doutoramento, pela
disponibilidade com que m e acolheu, mas principalmente por ter confiado em mim e ter respeitado
a minha forma autónoma de
trabalhar
.
Al Profesor Eli sardo Becoña , porque es m i modelo de investigador en cuanto a profesionalismo,
maestría científica e ollar crí tico, gracias a tus conocimientos, así como a la generosidad y
satisfacción con que los compartes.
Ao Profes sor Ben to Silva, por ter mediado muitas e varia das oportun idades de aprendizagem e de
crescimento; m as, sobretudo, porque será sempre o meu “Mestre” e aquele com quem conto
para, num ápice, resolver impasses e situações de m aior dificuldade. A o longo deste percurso
terão sido pouco s os dias em que não conversámos. Mais do que t udo, um A migo! Obrigad a
Professor!
Voltando ao in ício do percurso académico, ao Instituto de Ciências Sociais da UMinho! N ão posso
deixar de referenciar o Prof essor Ivo Domingues, que sempre me indicou a importân cia do capital
social; à Professora Ana Maria Brandão, com quem amadureci a importância do rigor científico
imposto a um cientista social; à Profe ssora Ana Paula Marques, por ter orientado o meu primeiro
iv
trabalho académico acerca do A bsentismo Laboral; à Professora Alice Matos por t er mostrado qu e
era pos sível ter uma postura dialógica em t empos Pr é-Bolonha. Sentir- me -ei sempre orgulh osa por
me autodeclarar Socióloga.
No Instituto de Educação, no âmbito de Mestrado em Educação, no qual não posso deixar de
agradecer a docentes inspiradores/as: à Professora Flávia Vie ira, um exemplo em contexto de s ala
de aul a; à Pr ofessora Ter es a Fre ire, por t er partil hado as mais variadas experiência s em psicologia
social – o conceito de dissonância cognitiva será se mpre recorda do pelas sua s palavra s; e à
Professora Isabel Viana, pela conjugação metafórica em todas as frases – é tão b om “lê - la”. Além
disso, à Professora Tere sa Vil aça que me proporcionou o primeir o contato com a escrita de artigos
e participação em Congressos. A gr adeço-lhe por me ter apresentado a sua pers petiva sobre a
Educação em Sexualidade; por me t er desafiado a investigar e a intervir na prevenção da
homonegatividade.
No âmbito da pós-graduação, gostaria de deixar u m agradecimento ao Profes sor Licínio Lima e ao
Professor Almerindo Afons o pelos ensinamentos na busca incessante do conhecimento cien tífico.
Ao Professor Leandro, por me ter incentivado a embarcar num Doutoramento qua ndo eu nunca
havia sequer imaginado essa hipótese. Lembra -se, Professor?! Embora n ão tenh a trabalhado
diretamente com a temática que tínhamos convers ado , haverei de lá chegar!
A todos/as os/as docen tes do Instituto de Educação que sempre s e comprometeram a transmitir
os
Saberes
que possibilitassem um futuro profissional promissor e cons ciente. Mais
carinhosamente, à Professora Judite C ruz pela amabilidade com que sempre m e abordou; à
Professora Zélia Ana stácio e à Professora Graça Carvalho por me in tegrarem e tão bem receberem
no Grupo de Investiga ção em Saúde Infantil; à Professora Lia Oliveira, não sei se se lembra, m as
as suas palavra s ficaram em mim durante todo o processo: “Regina, o doutoram ento não é para
descobrires a pólvora. É para provar que sabes fazer investigação!”. Acho que provei!
Gostaria de deixar u ma men ção ao Pr ofessor José Cunha Machado pelas diretrizes na construção
de uma amostra estra tificada e ao Professor José Augusto Palhares porque na mesma linha
também me alertou para o acrónimo KUSAB.
Não pos so esquecer cada um/a dos/as es tudantes da U niversidade do Minho que, com alt ruísmo
e n o seu tempo livre, participaram n esta investigação, pos sibilitando que eu possa agora partil har
esta tese. A o lê -la, espero que sintam que o tempo e a energia cog nitiva que dispensaram não
tenha sido em vão. E, neste âmbito , t ambém a to dos/as os/as docentes que g entilmente me
concederam uns mi nutos das suas aulas para aplicação dos questionários.
v
Aos investigadores/a nacionais que val idaram o ins trumento de pesquisa, e specialmente: à
Doutora Andreia Martins Soa res que numa fase tão enca ntadora da sua vida, permitiu-me ler os
seus com entários tão aprofundados e à Professora Maria Piedade Brandão, por s er uma pessoa
tão maravilhosa. Não tenho como recompens á -la por me t er guiado no início deste percurs o.
Aquela reunião fez toda a diferen ça ! Ainda hoje vejo isso!
To all Chief Edit or, fo r acc epting th at my manus cripts were revised, then published, and to all
Reviewers, for the issues raised, which were extremely helpful to improve this res earch .
Ao C entro de Competência TIC da Universidade do Min ho, por me permitir alojar o website deste
projeto de doutoramento, especialmente ao Professor Luís Vale nte, pelo amável apoio na criação
do diretório.
À Catarina Samorinha, por se ter juntado a esta viagem e com qu em a tarefa de escrita se tornou
aprazível. Possibilitando-me uma pausa no autodidatismo.
Aos/Às que trabalham no Instituto de Educação, Rui, Celeste, Artur, Sr. Vilaça, César e Carlos,
obrigada por todo o apoio e carinho! À Natália Cerqu eira e à N atália Rodrigues não posso deixar
de agradecer a agilidade com que sempre des bloquear am os demais processos bu rocráticos.
Ao Professor Manuel João Costa pela oportunidade em integrar o Projeto Students Digital Civic
Engagement, o que me permitiu ter uma outra perspetiva de gestão de projetos investigação.
Ao Professor Manuel Peralbo, ao Profess or Alfonso Barca e à Professora Alicia Risso tem sido um
privilégio integrar a organização do Congresso Gale go -Port uguês de Psicope dagogia.
Ao povo da célula, do rato e das pessoas (Grupo Estat ística 2020), especialmente ao Professor
Altay Sousa, que tanto me ensinou sobre o Ser Cientista, sendo uma fonte ines gotável de
inspiração, energia e dedica ção. Aquel es chás de cog umelo que nunca esquecerei, ainda bem qu e
o virtual nos uniu. O b rigada a todos/as pela disponibilidade constante e partilhas.
A t odos/as os Ubuntus q ue se cruzaram no meu ca minho – aos nossos abraç os de união e à
energia boa e m otivadora de t odos os contactos. À amiga e Professora Susana C aires, o meu
obrigada pelo reforço positivo constante!
À AA UM, que através do p rojeto UMSumário, me concederam a oportunidade d e dar do m eu
tempo ao
Outro
, num momento em que o mundo se fech ava em casa.
A todos/as os/as sociólogos/as (turma 20 03/2004) que at ravés do mun do digital me fazem ri r,
a cada partilha ou picardia.
vi
À família vizelense (Belém, Din is, Tó - Zé e Sofia), à família empre stada (Alice e T ó) e à família Teles
(Quina, Goreti, Ivo, Inê s e Carolina) & Alves (Ma nuel, Marga rida, Virginie e Guil haume; Qui m),
vocês são família e, essa palavra diz tudo.
À Luciana Sa ntos e à Síl via Nunes, colegas de doutoram ento que se tor naram “amiga s de
sempre”, pelo apoio incondicional e por me t erem permitido desabafar em momen tos de maior
desânimo. Mais uma amiga, a Clá udia Estefânia, um apoio t ão import ante ao tolerar todas as
minhas inseguranças e pelas palavras de encorajamento, tão reconfortantes, que me encheram
de confiança. À Am anda Franco, das pessoas mais genuínas q ue conheço e com um coração do
tamanho do mundo ! À Patrícia Fernandes, à Gabriela Quadrado, à Sonya Olivares , amigas
fundamentais que me incentivaram e apoiaram desde sempre. A outros/as amigos/as que m esmo
à dis tância fazem parte da minha vida: ao Davide, Vanda e Vicen te (família Alfacinha), ao Hélde r
(amigo de uma vida), à Leonor (amiga que não preci sas de falar todos os dias), à Teresa Leite
(amiga para o que precisares) e à min ha B elinha (amiga protetora).
À minha “manuchinha”, Tân ia Barradas, pelo apoio que me devotou, por celebrar mais do que eu
c ada pequena conquis ta! Porque sei que com ela, I’ll never walk alone!
Ao Monsieur Agostinho e à Ma dame Marie Jo, o vosso apoio foi fundamental para que nunca
desistisse e sempre me fizeram acreditar que poderia al cançar as minhas aspi rações! Acreditando,
quando eu ain da não sabia que era poss ível! Léa e Ludi (e hoje também, Gil) vocês es tão sempre
no meu coração!
Ao Tobias, que pel a sua ternura sem fim me inspira a ser mais e melhor todos os dias!
À Patrícia Magalh ães, cuja presen ça me aco mpanhou no dia -a-dia, num apoio in condicional, por
ser a pessoa que mais me
desafia
, fazendo com que a minha vontade de vencer seja maior.
Aos meus pais (Boss & Ma my), aos maninhos (Willy & Elsa) e seus apêndices (Nini & Costa), por
tudo! Porque, sem mais palavras, s(er)ão sempre o meu
Porto de Abrigo
.
Este trabalho é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação par a a Ciência e a
Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto SFRH/BD/120758/2016.
vii
DECLARAÇÃO DE INTEGRID ADE
Declaro ter at uado com integridade na elaboração do pr esente t rabalho académico e confirmo que
não recorri à prática de plág io nem a qualquer form a de utilização indevida ou falsificação de
informações ou resultados em nen huma das etapas conducente à sua e laboração.
Mais declaro que conheço e que respeitei o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho.
xiv
ÍNDICE DE SIGL AS
AF
Atividade Física
CDC
Centers for D isease Control and Prevention
EpS
Educação para a Saúde
BES
Bem-estar Subjetivo
DGS
Direção-Geral da Saúde
EPBeS
Escala de Perceção de Bem-estar e Saúde
ES
Ensin o Superior
FAT
Fumo Ambiental do Tabaco
IMC
Índice de Massa Muscu lar
ISTs
Infeções Sexualmente Transmis síveis
KAP
Modelo de Conhecimento, Atitudes, Práticas
MCS
Modelo das Crenças em Saúde
PRECEDE-
PROCEED
Predisposing, Reinforcing, Enablin g, Constructs in Educat ional/ecological
Diagnosis a nd Evaluation) (Policy, Regulatorory, Organizational, Constructor
in Educational and En vironm ental Developmen t
QCCASES
Ques tioná rio de Comportamentos, Con hecimentos e Atitudes de Saúde no
Ensin o Superior
SPSS
Statistical Package for the Social Sciences
TCP
Teoria do Comportamento Planeado
TIT
Teoria da Influência Triádica
TSC
Teoria Social Cognitiva
UMinho
Universidade do Minho
VIH
Vírus Imunodeficiência Humana
WHO
World Health Organization
1
INTR O DUÇÃO
A Educação para a S aúde (EpS) é, em Portugal, de caráter obrigatório em todos os
estabelecimentos de ensino público, indepen de ndo do ciclo de estudos (1.º, 2.º e 3.º ciclo e ensino
secundári o ). N o entanto, essa obrigatoriedade não é extensível ao E nsino Superior (ES) apes ar de várias
razões apontarem para a n ecessária continuidade dos programas de EpS e Promoção da Sa úde (PrS).
Na perspetiva de Precios o (2004), esta continuidade permitirá evitar ou prevenir a adoção de
comportamentos de risco ou prejudiciais para a saúde dos/as es tuda ntes em início de ciclo académico ,
inves ti ndo na prevenção primária (iniciada na es cola ).
As in vestigações na área da EpS/PrS no ES têm atingido elevada pertin ência e s ão cada vez mais
recorrentes. A nível n acional as dissertações de m estrado e dout oram ento dirigem-se, essencialmente, a
estudantes universitários/as de áreas científicas e specíficas: s aúde, educação, ps icolog ia e, em alguns
casos, serviço social e cen tram -se na identificação dos comportam entos saudáveis e de risco para a
saúde (J. Almeida, 2014; A raújo, 2015; Brandão, 20 10; Calado, 2011; S. Costa, 2008; Gaspa r, 2006;
R. Lopes, 20 04; Morais, 2011; Pacheco, 2008; Pimentel, 2010; Preto, 2002; M. L. Sa ntos, 2011 ;
Sarmento, 2013; A . M. Soares, 2019; Sousa, 2014; Zão, 2012) . Tal como na literatura científica
nacional, t ambém nos estu dos internacionais, os com portamentos de risco com m aior incidência nos/as
estudantes universitários/a s referem-se ao consumo de bebidas alcoólicas, de taba co e de su bstâncias
psicoativas lícitas ou ilícitas, à ocorrência de relações sexuais desprotegidas e à adoção de um estilo de
vida sedentário e a hábitos alimentares desequilibrado s (Alves, 2018, 2 019b, 2019a, 2020b, 2 020a;
Alves & Precioso, 2018, 20 19) . A maioria dos estudos apo nta a existência de uma correlação positiva
entre os vários comportam entos de risco (Buckner et al., 2010; De Vries et al., 2008; Pais-Ribeiro, 199 8)
e uma maior prevalência destes em estudantes finalist as quando comparados com os/as do primeiro
ano (Crawford et al., 2019; Crosnoe et al., 2017; Davoren et al., 2016; Hustad et al., 2014; Os berg et
al., 2011; Scott-Sheldon et al., 2016) .
As investigações nesta área recomendam a criação de program as educativos que promovam o
aumento de conhecimentos acerca da saúde e, consequentemente, a adoção de estil os de vida
saudáveis. Num estudo reali zado por Luís Costa (2006), percebe-se a existência de lacunas na formaç ão
ministrada pelas co nceções antiqu adas e ide ias contradit órias observadas. No me smo sentido, Antão e
Veiga-Branco (2011) afirmaram a existência de lacunas e imat uridades no nível de c onhecimentos acerca
da saúde afetivo- se xual. Para Carvalho e Carvalho (2010), as perceções dos/as estudantes
INTRODUÇ ÃO
2
universitários /a s acerca da EpS podem estar ligadas a uma visão reducionista dos determinantes de
saúde centrada nas unidades de saúde, relacionando-a ao paradigma biom édico.
Tendo por base o referido anteriormente e alinhado com : 1) os Ob jetivos de De senvolvimento
Sustentável (ODS) 2030, nomeadam en te , o 3º ODS – g arantir o aces so à saúde de qualidade e o bem -
estar de t odos/as, em todas as idades e o 4 º ODS – gar antir o acesso à educação i nclusiva, de q ualidade
e equitativa, e promover op ort unidades de aprendizagem ao longo da vid a para todos/as; 2) o Healthy
People 2030 (U.S. Department of Health and Human S ervices, 2 021) , no qual os/as jovens adultos/as ,
nomeadamente, os/as estudantes universitários/as, constituem um grupo social pr ioritário; 3) Healthy
Campus 2020 (American College Health Association [ACHA], 2018a) que apresenta diretrizes que
impelem à implementação de programas de b em -estar e de saúde nas universidades; 4) o P lano Nacional
de Saúde (Direção-Geral da Saúde [DGS], 2015) que solicita medidas preventivas di rigidas aos/às jovens
adultos/as, o tema central desta tese é a identificação dos comportamentos de ris co para a saúde
dos/as estudantes universitários/as, associá -los a fatores de influência intrapessoal (caract erísticas
sociodemográficas e perceção de bem-estar), atitudinal (con hecimentos e atitudes face à saúde) e s ocial
(influên cia de pares e pessoas significativas), com vis ta ao desenvolvimento de um programa de EpS n o
ES.
No primeiro capítulo desta tese, a pós algumas considerações iniciais para melhor compreensão
dos termos utilizados , ident ificam- se os principais construtos teóric os da problemática de investigação :
comportamentos de risco para a saúde, fatores i ntrapessoais , interpessoais e sociais, o bem -estar e a
perceção de saúde e, ai nda se exploram a s principais teórias de investigação para a saúde, o m odelo
usado para a construção do programa de EpS e a importância desta tese numa âmbito da sua
especialidade.
O capitulo I I – Métodos – apresenta os objet ivos gerais e os objetivos e specíf icos d e cada um dos
estudos efetuados e fornece- se informações sobre o desenho do estudo, as amost ras dos estudos, os
procedimentos de recolha de dados e as análises estatísticas realizadas.
No terceiro capítulo são sucessivamen te apresentados os doz e artigos resultantes dos estudos
realizados no âmbito desta dissertação, redigida na ba se de com pilação de artigos cien tíficos ao abrigo
do Despacho IE- PR -02/20 19 e a utorizada pelo Conselho C ientífico do I nstituto de Educação da
Universidade do Minho (U Minho),de acordo com o Despacho IE -335/20 20 . O estad o da publicação
(publicado, n o prelo, aceite, em revisão ou submetido) encontra-se i ndicado na primeira página de cada
subseção de ste capítulo ju ntamente com um resumo do artigo em língua portuguesa e em rodapé
identificam-se outras public ações e co municações real izadas no âmbito dos objetiv os específicos de cada
INTRODUÇ ÃO
3
artigo. Os artigos estão escritos em inglês por terem sido submetidos em revistas internacionais e estão
organizados de acordo com as normas específicas da revista científica à qual foram su bmet idos. No
entanto, para efeitos de apresentação e coerência, a sequência dos art igos não segue a data da sua
publicação.
O capítulo I V – Considerações Finais – apresenta e discute as principais conclusões desta t ese,
bem com o os seus pontos forte s, limitações e implicações para a prática e pesquisa futuras. As
referên cia s bibliográficas apresentam-se no final, em conformidade com as normas da APA (7ª edição).
4
C APÍTULO I – ENQUADRAMEN TO TEÓRICO
ENQUADRAM ENTO TEÓ RICO
5
1 . CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A saúde é um direito humano fundamental (World Health Organization [WHO], 2 009), definido
como um estado dinâmico de bem-estar físico, mental, emoc ional/afetivo, social e espiritual (outra s
dimensões, como a sexual ou a ambiental, poderiam ser acrescentadas) que m uda constantemente ao
longo da vida, e depende de fatores biológicos (constituição genética, género), comportamentais,
ambientais e sociais (nível socioeconómico) (Aronson et al., 2007; Pais-Ribei ro, 2007) . Se ao termo
Saúde somarmos o termo Tecnologia e ncontrar - se -á o conceito de eHealth - electronic health ou
mHealth - mobile health, no caso dos dispos itivos móveis (Oh et al., 2005). Embora, não exista (ainda)
uma definição universal, tam bém devido aos avanç os contínuos das t ecnologias de informação e
comunicação, a definição mais consensual refere -se a eSaúde com o o uso de t ecnologias emergentes
de informação e comunicação, especialmente a I ntern et, par a melhorar ou habilitar a saúde e os
cuidados de saúde (Eng, 2002). A tecnologia aliada à saúde é entendida como uma ferramenta para
expandir, auxiliar, aprimorar ou facil itar as mudanças com portamentais e melhorar a saúde, atribuindo -
se conotações positivas a todas as formas de eSaúde (Oh et al., 2005) .
O conhecimento incorpora todas as i nformações qu e uma pessoa po ssui e acu mula ao longo
da sua existência, que obt êm através de vivências, observações e experiência s, cabendo à pes soa
segregar as informações e transformá -las em conhecimento para, no mom ento oportuno, utilizá-lo
convenientemente. O co nhecimento é, segundo Just o (2010), o capital da PrS através do qual os
indivídu o s podem tomar decisões informadas e conscientes acerca da su a saúde.
À imag em do conhecimento, o conceito de atitude tem múltiplos significados, formando-se a
partir das crenças face a d eterminado objeto ou situação e influenciando tudo aq uilo qu e a pe ssoa faz.
De aco rdo com Ajze n e Fishbein (1980), o conce ito de a t itude “is ch aracterized by a n embarrasing degree
of ambiguity and confu sion” (p. 1), existindo difere ntes atitudes, favoráveis ou desfavoráveis , em re lação
a cada dif erente asp eto da n ossa vida. No caso específico da EpS, um/a estudan te que t enha uma forte
crença de qu e a prática de a tividade física melhora a aptidão física, sabe-se q ue essa crença determinará
a atitude do/a estudante (Ajzen & Fishbein, 1980). As atitudes não são alteradas rapidamente, mas s ão
maleáveis, vi sto que a vi vência de uma situação q ue promova uma sensação positiva, desenvolverá
atitudes positivas relativamente àquela situação. Posteriormente, Stroebe e St roebe (1999) referiram que
uma at itude é a tendência para aval iar alguma coisa num determinado sentido, ou seja, com algum
degrau de positividade ou negatividade. Esse componente avaliativo é g eralmente estudado em relação
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
6
aos com ponentes cognitivos (cren ças da s pe ssoas), avaliativos (sentimentos) e comportamentais
(ações), sendo a escala de Likert a mais comummente utiliz ada para medir as atitudes.
Face ao exposto anteriormente, conclui-se que os comportamentos não ocorrem num vazio, são
produto das dimensões pessoais, ambientais e sociais, que emergem não só do pr esente, mas t ambém
das experiência e vivências do indivíduo (Arrivillaga et al., 2003). No que concer ne à área da saúde ,
existem, na literatura cie ntífica, inúmeras definições de com portamentos de saúde. Desde a mais citad a ,
mas tam bém crit icada pela sua limitação, na qual o c omportamento de s aúde é visto como uma
atividade que o indivídu o adota, com o propósito de preve nir a doença e manter - se saudável (Kasl &
Cobb, 1966), até definições mais amplas como a forn ecida pela Organização Mundial de Saúde OMS,
ou seja, qualquer atividade empreen dida por uma pessoa, independentemente do seu es tado de saúde,
com o pr opósito de p romover, proteger ou m anter a sua saúde, quer essa at ividade s eja objetivamente
eficaz ou não para obter o fim pretendido (WHO, 1998).
Os com portamentos de saúde quando negativos são denominados de compor tamentos de
risco (para a saúde) ( Ogden, 1 999), t ratando-se de um a atividade qu e conduz a um aumento do r isco
de morbimortalidade, tal como, o consu mo de substâncias ps icoat ivas lícitas e ilícitas, o seden t ário ou a
alimentação rica em gorduras e açúcare s. Por oposição, comportamentos de saúde posit ivos ou
protetores refere-se aos comportamentos adot ados qu e visam promover a saúde.
Importa aqui deixar um apontamento relativamente aos estilos de vida sau dáveis e aos
comportamentos de saúde. Os comportamentos de saúde e os comport amentos de risco t endem a
agregar-se de uma fo rma complexa, formando perfis, que recebem a denomi nação de estilos de vida
(WHO, 1998). Embora, diversas investigações evidenciem que nem sempre a prática de um determinado
comportamento de saúde se relaciona diretamente co m a prática de outro s, múltiplos e studos co nfirmam
a t endência para os comportamentos de saúde se a ssociarem (Ribeiro, 1998). No entanto, esta t ese
apesar de analisar os comportamentos de saúde, não foi considerado o conceito de estilo de vida pelo
fato deste implicar uma det erminada extensão temporal, aspeto que não foi considerado nos diversos
estudos realizados .
O b em -est ar subjetivo (BES) é considerado um c onceito complexo que compreende uma
dimensão cognitiva e uma afetiva, referindo-se à avali ação que as pessoas fazem da sua própria vida
(Diener et al., 2000; Galinha & Ribeiro, 2005). O B ES corresponde ao termo técnico utilizado nas
pesquisas científicas para a felicidade ou a satisfaçã o com a vida . Embora se tratem de constructos
heterogéneos apresen tam uma forte associação, em ter mos teóricos e empíricos (Howell et al., 200 7) e
formam um ún ico fator (Sh eldon & Lyubomirsky, 2006). No e ntanto, felicidade associa -se
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
7
frequentemente a emoções positivas (Lyubomi rsky et al., 2005) , enquanto a sat isfação com a vida se
refere a um j ulgamento cognitivo de avaliação geral da sua própria vida (A. S. A lbuquerque & Tróccoli,
2004).
De acordo com a declaração de Ottawa (WHO, 198 6), a promoção da saúde (P rS) é entendida
como um processo que visa capacitar o indivíduo de informações e conhecimentos sobre si com vista a
aumentar e melhorar o controlo sobre os determinantes da saúde. Mais recen temente, entende-se que
a PrS também se direciona à com unidade em geral, compreen de ndo ações de prom oção e proteção da
saúde ao construir am bientes favoráveis à saúde (WHO, 2009). O u seja, trat a- se de uma “ combinação
planeada de mecanismos e ducacionais, políticos, ambientais ou organiz acio nais que apoiam as ações e
condições de vida de forma a garant ir a saúde dos indivídu os, grupos e comunidades” (Brito, 2014) ,
podendo ser entendida com o uma intervenção individual, de acordo com a conceção am ericana e mais
do tipo comunitário e social, priv ilegiada na Europa e Canadá (Pais-Ribeiro, 2007).
A EpS é vista com o uma importante contribuição para a PrS , embora não seja sinónimo dela,
pode assumir-se com um conjunto de estratégias utilizadas para a PrS . Na verdade, uma fórmula
reconhecidamente simplista é usada para captar a essência da relação sinér gica entre política e
educação:
Health Promot ion = Health Education x Healthy Pu blic Policy
(Tones & Tilford, 2001) . A EpS
refere-se a um processo de aprendizagem, construído i ntencional e voluntariamente, de várias formas e
ao longo da vida, com o intuito de aumentar os conhecimentos e desenvolver competências que
favoreçam a saúde individual, grupal e da comunidade ( Green & Kr euter, 2 005; W HO, 1998) . Por outras
palavras, pode ser definida como o “ somatório de todas as i nfluências que colet ivamente determinam
conhecimentos, crenças e comportamentos relacion ados com a promoção, manutenção e
restabelecimento da saúde n os indivíduos e comunidades” (Brito, 2014) .
A literatura científica, nes te âmbito, apres enta pote ncialidades nos programas de EpS por
computador ou baseados na web para estudantes un iversitários/as (Gross, 2004), demonstrando a
eficácia das intervenções comportam entais de eHealth (Broekhuizen et al., 2012; Hutchesson et al.,
2015; Oosterveen et al., 2017; Webb et al., 2010). Este programas, na maioria das vezes, incluem -se
na educação n ão-formal , visto que, embora se jam at ividades educativas orga n izadas e sistemáticas,
são re alizadas fora do siste ma oficial de ensino e, por isso, não têm um caráter obrigat ório (Inter-ag ency
Network for Education in E mergencies, 2010). Os est udos científicos qu e incluem estratégias de EpS
baseados na web e em con t exto não-formal são cada vez mais frequentes (Gabarron et al., 2018; Hsu
et al., 2018).
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
8
2 . OS COMPORT AMENTOS DE RISC O P ARA A SAÚD E
A idade adulta emer gent e en quant o nova fase de transição de vida corres ponde a uma e tapa de
apr endizagem e desenvolv imento da personalidade, nos domínios cog nitivo, físico, afetivo, sexual, familia r
e social (Arnett, 2000). Para alg uns/algumas jovens adultos/as, a esta nova fase acr esce a t ransição
para o ES , um dos períodos mais ambicionados e simultan eamente mais difíceis que os /as jovens
viv enciam (A . M. Soa r es, 20 1 9). P e ríodo no qu al os/as jov ens deixam a sua res idência de origem ,
exis tindo um afastam ento físico da fam ília e dos /as am igos/as, uma menor super visão e uma maior
autonomização em rel ação à família; assumem a sua independência e autonomia e mais
r espo nsabilidades; estabele cem novas am izades dentro e fora da s IES e encontram-se sujeitos /as a uma
maior pr es são social e académica; e surg em mais opor tunidades pa ra explorar valo res, crenças e atitudes
pessoais (Des Rosiers et al., 20 1 3; Joh e t al., 20 1 7; Lefko witz, 2 005; Lefk owitz et al., 20 04; Str o ud et al.,
20 1 5) . Es se período de intens a exploração, vulnerabilidade e mudança (D utt & Manjula, 20 1 7; Shifera w
et al., 2 0 1 4) pode tornar os/as jovens adultos/as par ticularmente susce tíveis ao su rgiment o de
dificuldades a nív el pessoal, social, aca démico (How ar d et al., 2006) e a env olver em- se em
compor tam entos de risco para a saúde (G. B radle y & Wildman, 2002), com o o início do consumo de
substâncias psicoativas (Wagner e t al., 20 1 2), que podem persistir ao longo da vida (Clusk e y & Gr obe,
2009). I sso poder á acontecer qu er por uma qu estão d e curiosidade e e x perimentaç ão (pr opo r cionados
pela ausência do cont r olo paren tal ou pe la afirmação da identidade), quer por estes compor tamentos
ser em normalizados em con te xto académico (A . M. Soa res , 20 1 9). Como r es ultado, na liter atura cie ntífica
é possív el encont rar em- se i númer a s investigações r ecentes acer ca dos compor tam entos de risco par a a
saúde no ES (pr evalência e pr editor es) e r elat ivas ao bem-estar e qualidade de vida dos/as estudantes
univer sitários/as .
As evi dências científ icas re velam uma elevada p r evalência de compor t amentos d e risco para a
saúde entr e estudantes universitários/as (U .S. Depar tment of Health and Human S er vices, 2020), como
o 1) consumo de substâncias psicoativas como o taba co álcool, ou dr ogas ilícitas; 2) automedicação; 3)
hábitos alimentar es desequilibr ados; 4) ausência da prática de atividade física; 5) práticas sexu ais
consider ad as de risco, não consider ando a saúde uma prioridade tão grande quanto estudar ou t rabalhar
(El Ansari e t al., 20 1 1; Joh et al., 20 1 7).
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
9
2.1. Consumo de tabaco no Ensino Superior
O tabagismo continua a ser a principal causa de morbidade e mort alidade evitável em todo o
mundo, se ndo a sua prevalência considerada epidémica (Centers for Disease Control and P revention
[CDC], 2014; WHO, 2 010b) . Além disso, a exposição ao fumo ambiental do t abaco (FAT ) ou fumo passivo
aumenta a morbidade e mortalidade por doenças cor onárias, cancro do pulmão, infeções res piratórias
e outras doenças.
O início da v ida ad ulta está frequentemente associado ao aumento do t abagismo e ao
estabelecimento do seu consumo regular (Husten, 2007; Orlando et al., 2004) . Nesse se ntido, o
ambiente académico pode constituir um contexto favorável ao consumo de tabaco (Reed et al., 2007) ,
bem com o à sua iniciação/experi mentação (Wet ter et al., 2004), pela forma como é socialmente aceite
neste contexto (Nolen-Hoeksema, 2004). Vários estudos têm mostrado um aumento no número de
fumadores em co ntext o académico, tanto no número de estudantes que passaram a fumar regularmente,
quanto no número de cig arros consumidos diari amen te (Guillén et al., 2003). Por exemplo, Tercyak,
Rodriguez e Audrai n-McGovern ( 2007) v erificaram q ue 25% dos/as estudantes qu e relataram nunca ter
fumado na escola secundária começaram a fumar um ano mais tarde.
A prevalência de estudantes universitários/as fumadores/as corresponde a cerca de um quatro
dos/as estudantes quer a nível nacional (C. Albuquerque & Franco, 2010; Luz e t al., 2010 ; Mendes &
Lopes, 2014) qu er internacional (Espanha - Castro Cuesta et al., 2014; Guillén et al., 2003; Hernández-
González et al., 2018; Grécia - Alexopoulos et al., 2010 ; Irão - A skarian et al., 2013; Austrália - Clark et
al., 2004; Jordânia - Kofahi & Haddad, 2005; Palestina - Musmar, 2012 ; L íbano - S alameh et al., 2014 ;
Inglaterra - Ma llia & Hamilton-West, 2010; It ália - Lucenteforte et al., 2010; República Checa -
Schneidrová et al., 20 16; Sérvia - Milo šević Georgiev et al., 2019 ; Bras il - Damasceno et al., 2016; Arábia
Saudita - Almutairi, 2016 ; B élgica - Patel et al., 2016; Chile - Barra et al., 2015; Polónia - Ksi ąż ek et al.,
2019 ; Turquia - Baba oglu, 2 017). Ape sar desta pre valência, ainda se regi sta uma proporção considerável
de ex-fumadores/as universitários/as ( 23% - Clark et al., 2004 ; McCann et al., 2005; 10% - Kofahi &
Haddad, 200 5; 64 % - Danjoy León et al., 201 0; 28,6% - Saeed et al., 2012; 18,1% - Barmpagianni et al.,
2014).
2.2. Consumo de álcool no Ensino Superior
O álcool é das subs tâncias psicoativas com maior prevalê ncia no ES (Pillon & Corradi-Webster,
2006) , visto que div ersos estudos nacion ais apo ntam qu e mais de 80% dos/as estudantes
universitários /a s consomem bebidas alcoólicas (J. S. Martins et al., 2010; Piment el et al., 2013; P reto,
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
16
e, em termos gerais, com a felicidade (A. S. Albuquerque & Tróccoli, 2004; Gali nha & Ribeiro, 2005;
Mariano Rojas & Maikol Elizondo-Lara, 2012).
A satisfação c om a vida é um constructo que se refere ao contentam ento que uma pessoa
sente ao pensar na sua vida como um todo (Bardagi & Hutz, 20 10) . Refere-se às avaliações subjetivas
ou julgamentos que o indivídu o faz em relação às s uas experiências, caso tenham proporcionado
(in)satisfação com a vida. Port anto, o indivíduo compar a as circunstâncias da vida com um conjunto de
padrões autoimpostos e em qu e medida a su a qualidade de vida corresponde a es ses padrõe s. A ssim,
de acordo com Pavot e Diener ( 2009) e Diener, Inglehart e Tay (2013), a satisfação com a vida é um
julgamento cognitivo assente em critérios pessoais. Em termos prát icos, os indivíduos com alto bem -
estar devem ter um alt o g rau de satis fação com a vida e emoções pos itivas e baixos níveis de emoções
negativas.
Como já mencionado, outros indicadores importantes para medir o BES referem -se ao conceito
de felicidade subjetiva . Ou seja, as perceções individuais de felicidade ou efeitos positivos
(Lyubomirsky & Lepper, 1999; Trinh & Khanh, 2019). A qualidade de vida definida com o a perceção de
um indivídu o sobre a sua posição na vida, no contexto da sua cultura e dos s istemas de valores em que
vive, e em relação aos seus objetivos, expectat ivas, padrões e preocupações (T HE WHOQOL GR OUP,
1995). Nessa perspetiva, a s definições de qualidade de vida, satisfação com a vida, BES e felicidade
sugerem uma s obreposição con cetual ( Camfield & Skevington, 2 008), e estão intimamente relacionadas
(Medvedev & Lan dhuis, 2018) .
A satisfação com a vida e a felicidade são a spetos ext remamente importante s na vida dos/as
estudantes u niversitários/as, embora difíceis de alca nçar (Diener et al., 2000), t êm impact o nas suas
atitudes e comport amentos (Khram tsova et al., 2007). O estudo do bem -e star deve s er considerado ao
longo do perc urso académico, is to porque as evidências científicas mostraram que as bar reiras ao bem-
estar, como ansiedade, stresse e depressão, aumentam com a permanência no ES (Beiter et al., 2015;
H. Elias et al., 2011; Fawzy & Hamed, 2017), sendo que um/a em cada cinco estudantes
universitários /a s relataram ter uma doença mental ativa (ACHA , 2018b). Para alé m disso, atendendo à
componente cognitiva do bem-estar, os es tudos científicos comprovam que a satisfação com a vida está
negativamente relacionada com alguns comportamentos de saúde, com o fumar, beber e o sedentarismo
entre estudantes universitários/as em diferentes culturas (Grant et al., 2009; Pengpid & Peltzer, 2019) .
Da mesma forma que, face à componente afetiva, se identificou uma série de relaç õe s significativas entre
felicidade e determinados comportamentos de saúde, como os hábitos alimen tares, nomeada mente não
saltar o pequeno-almoço e consumir frutas e vegetais diariamente, a prática regular de atividade física ,
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
17
a aus ência de maus hábi tos como não fumar, consumir álcool ou drogas ilícitas e os ris cos s exuais (E.
Cook & C hater, 2 010; Grant et al., 2 009; Kye & Park, 2 014; Monahan et al., 2012; Murphy et al., 2 018;
Peltzer et al., 2 017; Peltzer & Pen gpid, 20 13; Pengpid & Peltzer, 2019; Piqueras et al., 2011; Shahab &
West, 20 12). Ou seja, os resultados destes estudos rev elaram qu e a felicidade tem múltiplos be ne fícios,
estando associada e precedendo inúmeros comportamentos de sa úde. Dito de outra maneira, i ndivíduos
felizes t êm menos probabili dade de s e envolver nu ma variedade de comportamentos prejudiciais e não
saudáveis, tais como os mencionados anteriormente.
4. AS UNIV E RSID A DES ENQUANT O
ESP AÇOS
PR OMOTORES D E SAÚDE
Um dos aspetos que demonstra a per tinência dest a invest igação pr ende-s e com o facto
do s/as jovens adultos/as p ode re m ser mais pr openso s a in ter venções e mudan ça s de compor t amento
enq uanto imersos num ambiente de apr endizagem como o académico (Plo tnik of f et al., 20 1 5; Visser &
Hirsc h, 20 1 4) . Depr eende-s e q ue os se us hábitos ain da não for am t otalmente formados e estabelecido s,
hav endo um grande potencial dur ante es se pe ríodo para corrigir com por tamentos não saudá veis (Kim et
al., 2020), visto que é mais difícil extinguir um compor t amento de ri sco, do q ue iniciar nov os
com por tamentos saudá vei s (Holland et al., 2006). Para além disso, os compor tamentos pr ejudiciais à
saúde adquiridos no ES tendem a manter - se ao longo da vida e a exer cer um impacto considerá vel a
longo pr azo na saúde e no bem -estar des tes/as joven s, r eforçando a par ticular impor t ância das
in vestigações nesta ár ea (Arias-Palen cia et al., 20 1 5; Ellis, 20 1 3; Seo et al., 20 1 8) .
Nest e conte xto, os/as estudantes universitários/as dev em ser enca rados/as co mo agentes de
desen volvimento emergentes, assente na c r ença dos /as mesmos/as s erem de tentor es/as de
conhecimentos devido ao s eu percu rso académico e, conseq ue ntement e com poder de influenciar a
saúde de uma população, quer atra vés da s s uas escolhas individuais, quer at ra vés de h ipot éticas
pr of issões com responsabilidades na construção de futu ras políticas de saúde ou na s tomadas de decisão
sobr e as mesmas (Allenswor th e t al., 20 1 7; Dooris & Doh er t y , 20 1 0; Ste war t-Br own et al., 2000). Estes/as
jov ens adultos/as são, neste conte xto, incumbidos de abrir à sociedade um lequ e de alternativas
pr ev entivas, tendo por bas e a transmis são de conhecimentos e atitudes pr ote tor as face a potenciais
compor tam entos de risco (Alves et al., 202 1), sendo agentes de mudança, r espo nsá veis pela promoção
de estilos de vida sau dá veis (Melani et al., 2000). E st a visão permite a valorização mais dos ator es do
qu e das políticas de desenvol vimento
(Nó voa et al., 1 992).
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
18
As ações de PrS no ES são cada vez mais urgentes, pois, se por um lado, o núm ero de jovens
adultos/as neste context o vem aumentando ao longo dos anos, t anto a nív el internacional como nacional
2
. Por outro lado, as IES dispõem de uma infraes trutura (tecnol ogias, instalações, profissionais
especializados) capazes de constituir
espaços
promot ores da saúde, um cenário privilegiado para
fomentar mudanças nos co mportam entos de saúde individuais e do coletivo unive rsitário (Meda Lara et
al., 2 008). De acordo com Silva e Brito (2014) , as “ universidades podem incrementar o conhecimento
e o compromisso com a saúde de um amplo número de pes soas formadas num enorme conjunto de
disciplinas e capacitadas para promover a saú de” (p. 1 8).
As Instituições de Ensino Superior (IES) desempenham um papel importante no desenvolvimento
profissional dos/as jovens, mas atualmente a sua missão n ão se limit a à aprendizag em dos conteúdos
das áreas específi cas dos cursos. Trata -se nelas de sobretudo promover o desenvolvi me nto integral
dos/as estudantes, adot ando uma atitude educativa global. Neste domínio instit ucional, destaca -se o
conceito de Universidades Promotoras de Saúde en tendido como uma I ES que promove uma
cultura organizacional orientada para valor es e princípios as sociados à PrS , dando prioridade à
construção de ambientes físicos, psíquicos e sociai s que favoreçam a saúde e o bem -estar de todos os
membros da comunidade académica (Silva & Brito, 2014) .
5. TEORIA EXPLICA TIVA D A INVESTIG AÇÃ O EM EDUC AÇÃ O P ARA A SAÚDE
Os comportamentos de saúde são influenciados por um a série de fat ores relacionados ao indivíduo
(conhecimento pré-existente, atitudes e crenças), o ambiente social (normas culturais, a influência dos
pares, a influência da família) e fatores cog nitivos (a autoconceito e autoeficácia) (Pais-Ribeiro, 20 07) .
Estes fatores des empenharam , ao longo do t empo, um papel central no s dive rsos modelos t eóricos em
torno das inves tigações em saúde, de modo a encontrar explicações p ara a adoção de comportamentos
protetores e a prevenção de comportamentos de ris co. Embora se reconheça os esforços para melhorar
as teorias em torno dos comportamentos de saúde, estes parecem guiados mais po r um misto de
hipóteses e micro-teorias do que por uma macro -teoria unificada, integrada e abrangente (Glanz et al.,
2008). Face a esta premissa, o desenho e a conceção desta tese guiaram-se pela Teoria da Influência
Triádica ( TI T ) ( Flay & Pe traitis, 199 4) que numa abordagem ecológica integ ra várias teorias de
micronível que focalizam i ndividualmente diferentes fl uxos de influência (intrapessoal, atitudinal e social)
2
Na UE-27, em 2018, havia 17,5 milhões de estudantes no E S (Eurosta t, 2018), sendo que em Portugal, em 2020, se r egistaram 396909 jovens inscritos/as
em IES (FFMS & PORDATA, 2020).
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
19
e níveis de causalidade. Tais com o: o modelo racional (transmissão de conhecim ento/informação), o
Modelo das Crenças em S aúde (MCS) (influenciando atitudes, crenças e motivações), a teoria social
co gnitiva (abordando as influên cias sociais), a Teoria do Comportamento Planeado (TCP) (que engloba
as atitudes em relação a um comportamento, a perceção de pressão normativa para se envolver nesse
comportamento, e a perceção de autoeficácia relacionada à saúde).
o Modelo racional ou informativo , também conhecido como “modelo de conhecimento,
atitudes, práticas” (
Model o f knowledge, attitude and pr actices – KAP; Model of knowledge, at titude and
behavior - KAB
) ou modelo médico, é baseado n a premissa de que aumentar o conhecimento de uma
pessoa irá pr ovocar uma mudança de comportamento, ou seja, pressupõe que pr oporcionar informação
por si só pode i nfluenciar os comportamentos negativos para a saúde, co rrigindo -o s (WHO, 2012). Este
modelo apresenta uma rela ção progressiva entre conh ecimento, at itudes e comport amento da seguinte
forma: o conhecimento modifica as atitudes e a mudança destas permite à pessoa t er intenções e
comportamentos de acordo com elas (Thompson, 197 8). De acordo com esta teoria de mudança de
comportamento em saúde, os indivíduos podem obter conhecimentos e competên cias por meio da
aprendizagem e, então, desenvolver gradualmente crenças e at itudes saudáveis que são reforçadas por
meio da adoçã o de comportamentos saudáveis (Bettinghaus, 1986; Fishbein & Ajzen, 1975). No entanto,
tais modelos teóricos n em sempre são confirmados. A literatura mostra que , muitas vezes, as pes soas
que se envolvem em comportam entos de risco estão cientes do risco e não conseguem mudar o seu
comportamento (P. A. Cook & B ellis, 2001) . Por exem plo, os comportamentos de risco (por exemplo,
fumar, beber álcool e usar drog as) não são raros, me smo em grupos populacionais bem informados,
como médicos e estudantes de medicina (P. A. Cook & Bellis, 2001) . Mesmo assim, embora o
conhecimento nem sempre leve a uma determinada ação, nen huma ação é realizada sem motivação, e
a mot ivação é baseada em alg uma experiência, informaçã o ou compreen são pr évia (Kilander, 20 01) .
Portanto, o conhecimento é essen cial para dese nvolver atitudes em relação a compor tamentos distintos
e auxiliar os indivíduos na t omada de decis ões e ações voltadas para comportamentos s audáveis (Mas
et al., 1997). Por outras palavras, o con hecimento e as atitudes afetam indiretamente o estado de s aúde
dos indivíduos, promovendo a mudança de comportamento (Jeruszka-Bielak et al., 2018; Pickard et al.,
2018) .
o Modelo das Crenças em Saúde (MCS) (
Health Belief Mod el - HBM
) originalmente
desenvolvido por Rose nstock (1966) e, posteriormente reformulado por Janz e Becker (1984 ), por
enfatizar o papel das crenç as na formaç ão de atitudes relacionadas à saúde e aos comportamentos de
saúde. Este modelo assenta em seis determinan tes do comportamen to: a suscetibilidade, a gravidade,
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
20
os benefícios e as barreiras percebidas, a motiv ação para o comportamento e a disposição pa ra agir
(Armitage & Conner, 1999). De acordo com este modelo, o indivíduo adota det ermin ado com portamento
na medida em que se sen te ameaçado ( suscetibilidade e gravidade), perceciona a existência de
benefícios e barreira s e se sente motivado e disposto a adotar um det erminado comportamento.
a Teoria Social Cognitiva (TSC) (
Social Cognitive Theory - SCT
) de Bandura (1986) ,
anteriormente designada por teoria da aprendizagem social, por destaca r a influência socia l
(relacionamento, observação, imitaçã o e reforço social) na adoção de comport amentos de saúde. A teoria
social cognitiva prevê que os comportamentos se manifestam qu ando a pessoa sente que tem control o
sobre o resultado, iden tifica poucas barrei ras ext ernas e confia n a sua capacidade para realizar a ação
(Armitage & Conner, 19 99).
a Teoria do Com portamento Planeado (
Theory of Plan ned Behaviour - TPB
) de A jzen
(1991) resulta da modificação da Teoria da Ação Racional (
Theory of Rea soned A ction - TRA
) por
argumentar que os comportamentos relacionados com a saúde são determinados por inten ções ou
decisões conscientes. Poder- se -á afirmar, então, que o indivíduo n ão age de for ma es pontânea, mas sim
racional e consciente, exist indo uma intenção imediat amente anterior a um det ermin ado comportam ento.
Esta teoria conclui que a s atitudes, as normas subjetivas e a perceção do controlo do comportamento,
predizem as in te nções comportamentais, as quais antecedem a concretização dos comportamentos.
A utilização da TIT nesta te se não teve como objetivo testar a teoria, mas explorar as diferentes
variáveis identificadas pelos seus autores como preditores dos comportam entos de risco para a saúde
dos/as estudantes univ ersit ários/as.
5.1. Fluxo de influência intrapessoa l (biologia e personalidade)
Este tipo de influência representa caract erísticas biológica s e de personalidade dos/as es tudantes
que prejudicam sua capacidade de ad otar comportamen tos de saúde po sitivos. No âmbito desta t ese ,
considerou - se a perceção de bem -estar e saúde e as caract erísticas sociodemográfica dos/as estudantes.
Por exemplo, a variável se xo, visto que na grande m aioria d os estudos analisados a prevalência d e
consumo de t abaco é s uperior nos e studantes do sexo masculino em comparação ao sexo feminino
(Askarian et al., 2013; Barr a et al., 2015; Danjoy León et al., 2010; Granja et al., 2020; Karadoğan &
Önal, 2018; L uz et al., 2010; Musmar, 2 012; Öncel et al., 2011; Pinilla -Vásquez & Angarita -Fonseca,
2012; Rodrigue s et al., 20 10; Sarioglu et al., 2016) . A variável s exo é co nsiderada na literatura científica
com dos fatores associados à automedicação, revelan do que as estudantes apr esentam uma maior
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
21
prevalência em comparação com os estudantes (Cabrita et al., 2001; Carrasco-Garrido et al., 2014;
Garofalo et al., 2015; Helal & Abou-ElWafa, 2017; James et al., 2006; Moreira et al., 2012)
5.3. Fluxo de influência atitudinal (ambien tal)
A influência at itudinal de acordo com a t eoria TIT repres entam as atitudes em relação a um
comportamento específico, formad as a partir dos conhecimen tos acerca da saúde dos/as estudantes
universitários /a s.
Na literatura científica, diversas investigações têm abordado a relação e n tre conhecimentos,
atitudes e comportamentos de saúde. Especificamente, em termos de conhecimento sobre o uso do
tabaco, vários estudos t êm mostrado que os/as f umadores/as têm um baixo nível de conhecimento
(Hsieh et al., 1996), sugerindo que aumentar o conhecimento sobre os efeitos do tabagismo diminuiria
as taxas de tabagismo duran te o percurso académico (Pinilla-Vásquez & Angarita-Fonseca, 2012). Por
conseguin te, os/as e studantes que deixaram de fum ar revelavam um maior n ível de conhecimentos
(Clark et al., 20 04; Kofahi & Hadda d, 2005). E, em relação às atitudes face ao t abaco, verificou-se que
a maioria dos/as estudante s apresentava atitudes favor áveis ao tabag ismo (Clark et al., 2004), embora
os/as não-fumadores/as t enham demonstrado pontua çõ es mais altas em atitudes positivas do que
fumadores/as e ex-fumadores/as (Clark et al., 2004; Musmar, 2012) .
Na mes ma linha, as in vestigações científicas com estudan tes universitários/as mostraram que as
expectativas sobre o consumo de álcool de risco, comu mente vistas como um componente das atitudes
(Chawla et al., 2007), foram um preditor significativo não apena s do consumo de álcool, mas também
de problemas relacionados ao álcool (LaBrie et al., 2014; Wicki et al., 2010). A ssim, as expect ativas
positivas (por exem plo, mel horia da performance sexu al) tendiam a aument ar o consumo de bebidas
alcoólicas e as expectativas negativas (como défice cog nitivo induzido) a diminuir o seu consumo. De
igual m odo, a alta prevalência de automedicação entre os/as universitários/as po de estar relacionada:
à perceção de que possu em con hecimentos suficientes e adequ ados; à perceção errônea de que uma
doença com sintomas não graves não produz consequências graves em caso de automedicação (Mehta
& Sharma, 2015); à cren ça de que a automedicação p roporciona um rápido alívio da dor e da doença
(Tuyishimire et al., 2019) e à existência de experiênc ias pos itivas com determina dos medic amentos,
influencian do o hábit o da sua ingestão e o aconsel hamento a fam iliares e amigos ( A. Soares, 2002) .
Outro fator con siderado pre ditor de consumo de risco refere -se ao conhecimento sobre o con sumo
de álcool (Black et al., 2004; Engs, 1978) . Os i nvestigadores Black e colaboradores (2004) e Engs (1978)
sugerem que os conhecimentos acerca dos malefícios do consumo de bebidas alcoólicas poderia ajudar
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
22
os/as estuda ntes a fazerem escolhas responsáveis e a tornar em - se consu midores/as de álcool
responsáveis, caso o decidam consumir (Engs, 1 978) . Além disso, a literatura ci entífica demonstra a
eficácia das intervenções destinadas a reduzir o consumo de risco entre universitários/as, principalmente
aquelas com enfoque em abordagens q ue visam fornecer informações sobre os ri scos, transmitir
conhecimentos relacionados com os perigos do álcool e desenvolver competências para evita r o seu
consumo (Werch et al., 2008 ). A normalização do consumo de drogas em contex to académico pode ser
explicada por alguns mitos, como o consumo de marij uana ser inofensivo e não viciante ou prejudicial
para a saúde (Kilmer et al., 2006; Lewis & Clemens, 2008) . Nesse sentido, os/as estudantes com uma
perceção de risco el evada tendem a apresentar níveis de consumo mais baixos (Harris Abadi et al.,
2011).
Vários estudos sugerem que o conhecimento é um fator importante para ex plicar as variações na
escolha de alimentos (Al-O taibi, 2014; A lves, 2019a; C ooke & Papadaki, 20 14; El -Sabban & B adr, 2011;
Hyska et al., 2014; Makiabadi et al., 2019; Yahia et al., 2016), tendo- se verificado que o aumento do
conhecimento nutricion al tem sido associado a melh ores h ábitos aliment ares e menores taxas de
obesidade (Ha & C aine-Bish, 2009, 2011; Makiabadi et al., 201 9) . Além disso, as atitudes são fatores
determinantes na escolha d e uma alimentação saudável, sendo recomendável que a educação alimentar
também tenha como foco a mudan ça de atitudes e expectat ivas (Al-Otaibi, 2014) .
Os com portamentos sexuais de risco podem ser at ribuídos a um baixo nível de conhecimento
sobre sexualidade ou às atitudes negativas face às I S Ts ou ao uso do p reservativo. Embora o fator
cognitivo possa fornecer u ma base de ação (Abiodun et al., 2014; Oppong Asa nte, 2013) , não será
suficiente, ou s eja, um nível su perior de conhecimentos não pode necessariamente garantir um
comportamento sexual responsável e segur o. Assim, mais do que o s conhecimentos, as atitudes es tão
entre os constructos teóricos que mais predizem os comportam entos sexuais ( Fernández Rouco et al.,
2018; Sa lam et al., 2016), funcionado como facilitadores de mudanças no comportamento sexual. Ou
seja, uma at itude positiva face aos mét odos contracetivos influenciará positivam ente o uso do
preservativo com o intuito de proteger de ISTs (Reis et al., 2009; Reis & Matos, 2007a, 2007b)
5.2. Fluxo de influência social (interpessoa l)
A influência social re fere-se ao contexto social ou m icroambiente que contribui para crença s
normativas, representadas nesta tese pela influ ência de pares e de outras pessoas significativas.
A in fluência dos pares ( Bors ari & Carey, 2001; Litt et al., 2012) e a relativa falta de supe rvisão de
adultos em ambientes universitários contribui para a “t empestade perfeita” podendo aumentar o risco
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
23
de con sumo de álcool pelos/as estudantes u niversitários/as. Num estudo realizado por Staff e colega s
(2010), os/a s jovens que n ão viviam com os pais apresentavam um consumo de substâncias psicoativas
ilícitas superior aos/às q ue con tinuavam a viver em casa dos pais . Para além disso, importa acres centar
que as perceções normat ivas podem desempenhar um papel na perpetuação desses com portamentos,
ou seja, as perceções face à frequência de consumo d os pares e à apro vação do cons umo pelos pare s
(Blavos et al., 2017 ; Buckner, 2013; Coomber et al., 2016 ; Dennhardt & Murphy, 2013; Edwards et al.,
2019; Har ris Abadi et al., 2011; McCabe et al., 2014; Meisel & Goodie , 2015; Mo yle & Coomber, 2019 ;
Napper et al., 2015; Pinchevsky et al., 2012) .
6. INTERVENÇÃ O EM EDUC AÇÃ O P ARA A SAÚDE
O modelo PRECEDE -PROCEED (
Predisposing, Reinforcing and Enabling C onstructs in
Educational/Ecological Diagnos is a nd Evaluat ion and Policy, Regulat ory and O rganizational Constructs in
Educational and Environmental Development
) (Green & Kreuter, 2005) refere-se a uma aborda gem
ecológica para o pl aneamento de programas de EpS
.
Este modelo a mplamente utiliz ado
(inter)nacionalmen te em int ervenções de EpS com est udantes universitários/as (Asht on et al., 2017;
Kattelmann et al., 2014; M. Wh atnall et al., 2019), desenvolve-se em 8 fases: as primeiras 4 fases
(PRECEDE) serve m para planear o programa e avaliar a s necess idades dos/as envolvidos/as, enquanto
a componen te PROCEED (4 fases) en vo lve a implementaçã o e avaliação do proces so, dos s eus
resultados e do impacto.
A utilização deste modelo, de acordo com Pedroso e Brito (2014) , permite orientar os/as
inves tigadores/as a “pensar logicamente sobre o ponto fin al desejado e trabalh ar
para trás
para atingir
esse objetivo, envolvendo o grupo- alvo nesse processo” (p. 16), baseando -se em evidências científicas
assentes na análise de diagnóstico realiz ada na fa se PRECEDE.
6.1. Programas baseados na Web dirigidos a estudantes do Ensino Superior
Nesta seção apresentam-se os programas baseados na web que serviram de inspiração para a
criação do programa de EpS apresentado no Estudo 12. Os exemplos na literatura científica de estudos
com programas de EpS baseados na web são vários, demonstrando eficácia, viabilidade e aceitabilidade
por parte dos/as estudante s universitários/as (Bailey et al., 2012; Lau et al., 2011; Portnoy et al., 20 08;
Shahab & McEwen, 2009; Webb et al., 2010; Whitt aker et al., 2009) . A internet é, neste sentido, um
canal promissor para desenvolver este tipo de p rogramas, fornecendo mét odos abrangentes e
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
24
relativamente barat os (Bingham et al., 2011; Evers, 2006; Kattelmann et al., 20 14; Tahaney & Palfai,
2017), com eficácia n a mu dança de comportamentos (G. G. Benn ett & Glasgow, 2009; Brouwer et al.,
2011; Cugelman et al., 20 11; Kohl et al., 2013; Web b et al., 2010) e pos sibilitando a manutenção e
atualização da s intervenções (Atkinson & Gold, 20 02; Cugelman et al., 2011; Griffiths et al., 2006;
Neuhauser & Kreps, 2003) .
No âmbito da prevenção do taba gismo em contexto académico, destacam -se: o
Programa RealU
,
uma in tervenção on- line de dois semestres com fumadores/as u niversitários/as com vi sta ao aumento
das taxas de abstinência a utorreferidas de 30 dias ( An et al., 2008); o
Tweet2Quit
, u ma intervenção com
duas abordagens: 1) usa o Twitter, configurando pequenos grupos de autoajuda, privados e virtuais, de
fumadores mot ivados a parar de fumar e 2) envia men sagens autom áticas diárias levantando questões
relevantes para o tratamento escritas por espe cialistas para os /as fumadores/as discutirem (Pechmann
et al., 2017) e um programa baseado na web a par tir do sistema
Questions Sh aring and I nteractive
Assignments – QSIA
(Essa-Hadad et al., 2015) no qual se partilharam material de EpS personaliz ados
(como textos e vídeos).
Relativamente à prevenção do consumo e abuso de á lcool no ES desenvolvidos com recurso a
plataformas digitais, identificaram -se: o
M-PASS
(Barrett o et al., 2011; Bingham et al., 2 011) , uma
interven ção motivacional br eve, baseada na teoria, consistindo em quat ro sessões ministradas através
da Internet para prevenir e reduzir o consumo de risco entre es tudantes univ ersitári os/as primeiristas; o
Multi-Media Assessment of Student Health - Project MMASH
(Dimeff & McNeely, 2000) dirigido a
estudantes consumidores/a s de álcool, pr etendendo m otivá-los/as a reduzir o seu cons umo em vez de
atingir uma meta específica ou a abstinência; o
AlcoholEdu
(Paschall et al., 2011) relativo a um curso
online de 2 a 3 horas que inclui 5 módulos e é dirigido a t odos/as os/as e studantes primeiristas; o
THRIVE
-
Online Alcohol Interven tion
(Hallet et al., 20 09; Kypri, 2009) , uma intervenção de 10 m inutos
de avaliação motivacional baseado na Web e um feedback personalizado; o
MyStudentBody.com: A lcohol
- (Chiauzzi et al., 20 05) relativo a um website interativo, que oferece uma interven ção breve e
personalizada para ajudar o s/as estudan tes universitários/as que apresen tam um cons umo exc essivo a
reduzir esse consumo ;
Alcohol Skills Training Program
(Ki vlahan et al., 1990), um programa d e
competências incluiu o con hecimento acerca do cálculo da estimativa do nível de álcool no sangue, a
definição de limites e habilidades de preven ção de recaídas.
A educação baseada na web t em sido amplamente utilizada para introduzir progra mas preventivos
face ao consumo de drogas ilícitas, no s últim os anos, e specialmente entre e studantes universitários/as
(Jalilian et al., 2015; Marsc h et al., 2014; B. A. Moore et al., 2011) , mostrando que o uso da internet
CAPÍTULO I – E NQUADR AMENTO TEÓ RICO
25
poderia ser uma solução ef iciente para conduzir intervenções educacionais (Escof fery et al., 2005). O
programa desenvolvido por Jalilian e colegas (2015) vis ou diminuir as crenças posit ivas q ue e ncorajavam
o uso de drog as entre est udantes univers itário s de medicina, disponibilizando conteúdos educativos
(booklet acerca das consequências das drog as, videocl ique educat ivo de 3 minutos, slides acerca das
crenças erróneas) no website da univer sidade.
O
Cannabis eCHEC KUP TO GO ( e- TOKE)
(San Diego State Un iversity Research Foundation, 2 009)
é uma intervenção breve (uma sessão com cerca de 20 minutos) dispo nibilizada online. Esta intervenção
fornece um feedback indivi dualizado acerca das normas de uso percebidas, do dinheiro gasto com o
consumo destas substâncias, as con sequências do se u consumo e ainda fornece estrat égias para reduzir
o consumo. A s ua eficácia foi demonstrada por vário s investigadores (Doumas et al., 2011; El liott &
Carey, 2012).
As intervenções em que se pretende promover comportamentos alimentares saudáveis t êm um
efeito mais efetivo do que a s intervenções cujo objetivo é diminuir comportamentos alime ntares pouco
saudáveis (por exemplo, diminuir a ingestão de gorduras saturadas ou o consumo de
snacks
) (Adriaanse
et al., 2011). O u seja, as intervenções deve rão centrar -se em iniciar novos comportam entos saudávei s
do que em ext inguir compor tamento s de risco (Holland et al., 2006). O
Eating Advice To Students (EATS)
(M. What nall et al., 2019) é uma intervenção nutricional baseada na web e di rigida a estudantes
universitários /a s, apresentando uma solução inovadora para m uitas das dificuldades enfrentadas
pelos/as jove ns adultos/as para melhorar os seus hábitos alimentares. Para além disso, destacam -se
um
Web- Based Nutritional Health Education Module
(El-Refaay et al., 2017), des crito por especialistas
e estudantes universitários como abrangente e focado em estratégias que incentivam os/as estudantes
na adoção de uma alimentação saudável e uma
Web-B ased Nutrition Educat ion I ntervention
(Poddar et
al., 2010) projetada para mudar a ingestão de laticínios em estudantes u niversitários/as.
No âmbito da prática de atividade física de stacam -se: o
Active Transition
( Kwan et al., 2013) que
se refere a um website alojad o n a blackboard do portal un iversitá rio protegido por usuário e password,
de forma a ser um fórum in f ormativo pr ojetado para 6 semanas, nas quai s se apres entam apresentando
tópicos semanais sobre cr enças comportam entais, norma tivas e de c ontrolo da atividade física, bem
como o estabelecimento de metas, planeamento de ações, prevenção de rec aídas e manutenção
comportamental; o
Internet-based Physical Activity Program - i-PAP
(Okazaki et al., 2014) é um sistema
de aprendizagem in terativ o na web e apresenta várias funções, incluindo a definição de metas,
programação, automonitorização, treino de força e alongamentos, um questionário baseado na Web e
cálculos de gasto de energia de atividade física; e uma in tervenção n a web de 8 sem anas que com base
CAPÍTULO II – MÉTODOS
32
prática de ativida de física por estuda ntes do
ES .
Avaliar os c onhecime ntos, as atitudes e os
comportamentos se xu ais de ris co entre
estudantes universitários de uma Universida de
do Norte de Po rtugal.
Estudo 7: Prevalência de comportam entos sexuais de ri sco e sua relação com o conhecimento e as atitudes ac erca dos
comportamentos s exuais de estudan t es univ ersitários
Referência bibliográfica:
Alves, R., Precioso, J. &, Becoña, E. (submetido). Prevale nce of risky sexual behaviors and t heir
relationship w ith the knowl edge and at titudes of univ ersity st udents .
Avaliar conhecimentos, atitudes e
comportamentos acerca do COVID-19 entre
estudantes por tugueses do ES .
Estudo 8: Conhecime ntos, atitudes e comportamentos p reventivos em relação ao COVID - 19: um es tudo c om estudantes do
ES em Portuga l
Referência bibliográfica:
Alves, R., Samorinha, C. &, Prec ioso , J. (2020). Knowle dge, attitudes and prev entive behav iors
toward COVID-19 : a study among hi gher educat ion students in Portugal.
Journal of Health Research
. DOI: 10.110 8/JHR-
07 -2020-0 254
Construir e validar u m inquérito por
questionário de medição dos conhecimentos,
atitudes e c ompor t amentos de saúde dos/as
estudantes do ES.
Estudo 9: R elação en tre conhecim entos e ati tudes relacio nadas c om a saúde e com portamentos de r isco para a sa úde em
estudantes un iversitários port ugueses
Referência bibliográfica:
Alves, R. (em revisão). The Relationship between health-related knowledge and attitudes, and health
risk behaviors among P ortuguese univ ersity students .
Objetivo Geral: Ava l iar a perce ção de bem-estar e sa úde de estudan tes universi tários e a sua rela ção enquanto preditor do s comportamentos d e risco para a saúde
Avaliar a p erceção de bem-estar e saúde de
estudantes universitár ios, explorando as
propriedad es psicométr icas da Escala de
Perceção de B e m-estar e S aúde (EPBeS) e
analisando a influência de variáveis
sociodemográficas.
Estudo 10: Bem-estar e perceção de sa úde de estudantes univers itários em Por tugal: a inf luência do a poio paren tal e da
relação amorosa
Referência bibliográf ica:
Alves, R., Precioso, J. &, B e coña, E. (2020). Well-being and health p ercep tion of university stud e nts
in Portugal: the i nfluence of parental support and lov e relationship.
Health Psycholo gy Report 8
(2): 145-154 . D OI:
10.51 14/hpr.2020.94 723
Examinar o papel me diador da influência social
(pares consumidor es, viv e r com a família e
parceiro romântico) na relação e ntre o bem -
estar e os comportam entos de ri sco para a
saúde.
Estudo 11: A associação entre bem-estar e comportam entos de risco à saúde em estuda ntes universitários: o p ap e l
mediador da i nfluência soc ial
Referência bibliográfi c a:
Alves, R. (em revisão). The associa tion between well-being and hea lth -risk behaviors i n university
students: th e mediating rol e of so cial influence.
Objetivo Geral: D esenvolver, validar e implem entar uma intervenção socioeducativa de EpS/PrS em contexto não-fo rmal dirigida aos/ às estuda ntes universi tários/as do
grupo experim e ntal
Descrever o desenvo lvimento de uma
intervenção, baseada na teoria e fornecida na
Web para promover comportamentos de saúde
positivos no ES.
Estudo 1 2: H ealth o n You Pro gram: Des envolvimento e impl e mentação de Intervenção de Educ ação p ara a Saúd e ba seada
na Web para estudantes unive rsitários
Referência bibliográfica:
Alves, R. (submetido). Health on You Program: Devel opm ent and implementation of Web-Based
Health Educat ion Interventio n fo r university students.
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
33
2 . ROTEIR O ME TODOL ÓGICO
O programa “Healt h
On
You” foi elaborado de acordo com as etapas de desenvolvimento de uma
interven ção em saúde do modelo PRECEDE -PROCEED (Green & Kreuter, 2005)
.
O quadro 2 apresenta
uma visão geral do modelo PRECEDE -PROCEED e a identificação d os co mponentes desenvolvidos em
cada fase, descritas no es tu do 12.
Quadro 2
Visão geral do des envolvimento e avaliaçã o do Programa "Health O n You”, por fase do modelo PRECEDE -
PROCEED
Fase do Modelo
Componentes
PRECEDE
Fase 1 - Diagnóst ico Social
Análise docum e ntal
- Revisão da literatura sobre comportamen to de saúde de jovens
adultos/as;
- Estudos transv e rsais dos co mp ortamentos d e risco para a saúde
e conhecimen tos e atitudes d e saúde de estuda ntes do ES;
- Revisão da literatura de inte rvenções b aseadas na web com
estudantes un iversitários/ as.
Lançamento do Mural Edu cativo Health
On
You -
http://www.non io.uminho. pt/healthonyou/
Fase 2 - Diagnóst ico
Epidemiológico,
Comportamen tal e Ambie ntal
Fase 3 - Diagnóst ico
Educacional e E c ológico
Fase 4 – Diagnóst ico
Administrativo e de Políticas e
Alinhamen to da Interven ção
Desenvolvimen to do programa Health
On
You
Teste pilo to e refinamen to
PROCEED
Fase 5 - Implementa ç ão
Implementação do programa Health
On
You;
Avaliação do pro c esso, do im pacto e dos r esultados da intervenção.
Fase 6 - Avaliação do process o
Fase 7 - Avaliação d e i mpac to
Fase 8 - Avaliação do s
resultados
A análise documental está sempre presente numa investigação , pois “permite alarg ar o seu quadro
teórico, situar com parativam ente a sua p roblemática, conhecer resultados interessantes, tomar
consciên cia da originalidade do seu ponto de vista” (Saint-Georges, 1997, p. 15). Neste sentido,
procurou-se que todos os artig os que constituem esta tese incorporrassem as investig ações científicas
mais recentes.
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
34
3. POPUL A ÇÃ O E AMOSTRAS
Estudos 1 a 7 e 9 a 11
A população-alvo do s estudo s rea lizados no âmbito dest a tese é co nstituída po r estu dantes de uma
Universidade do Norte de Portugal mat riculados/as no ano letivo de 2018/2019 e a frequentar 1º e o
3º ano das licenciaturas e mestrados integrados (à exceção do estudo 8 e 12). Para o efeito, aplicaram -
se alguns critérios para a sel eção da pop ulação -alvo e, posterior con stituição de uma amostra
estratificada em função do ano de frequência e da área cien tífica, que garantis se uma representatividade
proporcional da população -alvo. A ssim, exc luíram-se a s turmas re lativas a cu rsos da área da Sa úde, as
dos mestrados ou pós-g raduação, os cursos que não possuíam turmas no 1º e 3º ano e as turmas a
funcionar em regime pós-laboral.
No ano letivo de 2018/2019 encontravam -se matriculados no 1º e 3º ano dos cursos considerados
para o processo amostral 5447 estudantes universitários/as, di stribuídos por 47 cur sos e 4 área s
científicas de estudo (tal como definidas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia): C iências da
Engenharia; Ciê ncias Exatas e da Natureza; Ciên ci as Judiciais e Econ ómicas; Ciências Sociais e
Humanas. Tendo em co nta o número de e studantes em cada área científica, obteve-se por seleção
aleatória simples 16 cursos, correspondentes a 32 turmas do 1º e 3º ano .
Considerando o software d e análise G*Power 3.1.9.2 (Faul et al., 2 007), o t amanho mínimo da
amostra neces sária para e st e es tudo foi de 592 alunos (margem de erro = 5%, nível de confi ança = 99 %
e distribuição das respostas = 50%).
No total foram distribuídos 873 q uestionários, número que reflete o total de estudantes que
estiveram presentes em sala de aula e aceitaram par ticipar do estudo. No entanto, 33 que stionários
foram considerados inválidos devido a respos tas omissas ou res postas incongruentes que poderiam
colocar em causa a validade da informação re colhida. A taxa de resposta foi de 96,2% (IC 95%: 94 ,8 –
97 , 6).
A amostra é composta por 464 estudantes do primeiro ano ( 55 ,2%) e 376 estudantes do 3º ano
(44 ,8%). A idade média é de 20,7 8 anos (DP = 4,2 21), variando de 18 a 54 anos, sendo que apenas 3%
dos/as estudantes têm 30 anos ou mais. Essas duas variáveis (a no de estudo e idade) são positiva e
significativamente correl aci onadas (
r sp
= 0.707,
p
< 0.001).
No que diz respeito à área científica, 3 02 e studantes ( 36 ,0%) frequentavam cu rsos da área das
ciências da e ngenharia, 270 estudantes (32,1%) da s ciências sociais e humanas, 136 estudantes (16 ,2%)
das ciências exat as e da natureza e 132 estudantes (15 ,7%) nas ciências judiciais e económicas. Como
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
35
a amostra foi estratificada de acordo com a área científica e o ano de estudo, foram encontradas
diferenças na distribuição da proporção dessas variá veis ( χ 2 (3) = 13.684,
p
= 0.003), com mais
estudantes n o 3 º ano e na área das ciências da engenharia.
A maioria dos/as estuda ntes inquir idos/as pertence ao s exo feminino ( 55,4%,
n
= 4 65) e estavam
menos representadas n os cursos de ci ências da engenharia do que os estudantes do sexo masculi no ( χ 2
(3) = 151.709,
p
= 0.0 00). A am ostra inclui principalmente estudantes que não mantinham uma relação
amorosa (58,3%,
n
= 486) e que não mudaram de residência aquando do ingresso no ES (64 , 9%,
n
=
537).
Em relação à situação pr ofiss ional, a maioria dos/as inquir idos/as era estudante a tempo inteiro
(88.8%,
n
= 739). No entanto, houve uma prevalência maior de trabalhadores-estudantes nas áreas das
ciências judiciais e econó micas e das ciências socia is e h umanas ( χ 2 (3) = 16.729,
p
= 0.001), em
estudantes mais velhos/as ( χ 2 (1) = 31.863,
p
= 0.000), que se en contravam numa relação amorosa ( χ 2
(2) = 16.552,
p
= 0.000) e que nã o mudaram de residência ( χ 2 (1) = 12.084,
p
= 0.001).
A maioria dos/as e studantes apre sentava um Índice de Massa Musc ular (IMC ) correspondente ao
peso normal (73,1%,
n
= 5 99), identificando- se uma maior prevalência de estudantes com excesso de
peso pertencentes ao sexo masculino ( χ 2 (2) = 39.605,
p
= 0.000).
Estudo 8
No estudo 8, t odos os/as e studantes matriculados/as no ano letivo 2019/2020 na UMin ho, em
qualquer um dos níveis de ensino (licenciatura, mestra do ou doutoramento) constituíram a população -
alvo. Dos 19.632 alunos matriculados, um total de 262 es tudantes participaram neste estudo (taxa de
resposta: 0.013%).
A maioria dos/as estudantes inquiridos/as pertence ao sexo feminino (
n
= 206, 78,4%) e é
estudante a tempo inteiro (
n
= 195, 76,8 %). No que concern e ao percurso académ ico, 15 8 es tudantes
frequentavam a licenciatura (60,3%), 94 estudantes estavam em mestrado (35,9%) e 10 inquiridos/as
eram estudantes de doutor amento (3.8%). A área científica com maior representativa na amostra foi as
Ciências Sociais e Humanas (
n
= 124, 47,5%), seguindo-se os/as estudantes da área das Ciências da
Engenharia (
n
= 57, 21,8%) e das Ciências Económicas e Judiciais (
n
= 57, 21,8%).
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
36
Estudo 12
Todos/as os/as estudantes matriculados/as na univ ersidade no ano letivo 2020/20 21 foram
convidados/as a participar no program a através do email institucional e de rede s de contato informais,
como as redes sociais.
A am ostra de estudantes que concluíram o programa (
n
= 37) fo i quase na totalidade cons tituída
por estudantes do sexo feminino (
n
= 36, 97, 3%) com idades compreendidas entre os 21 e os 23 anos.
A totalidade dos/as participantes era estudante a temp o inteiro e en contrava -se a frequentar o 1º ano do
mestrado num curso da área das Ciências Sociais e Humanas. Os/as part icipan tes eram
predominantemente solteir os/as e sem relação amorosa (
n
= 23, 62, 2%) e todos/as encontravam-se a
viver em casa dos/as pais/mães ou familiares.
4. INSTRUM EN TOS D E RECOLHA DE D ADOS
Estudos 1 a 7 e 9 a 11
Atualmente, existem vários instrumentos científicos para monitorar a prevalên cia do s
comportamentos de saúde no ES , com o o
Ques tionário de At itudes e Comportamentos de Saúde – QACS
de Pais-Ribeiro ( 2004), o
Questionário de Est ilos de V ida n o Ensino S uperior - QEVES
(S. Costa, 200 8),
o
Ques tio nário de Com portamentos de Risco em Estudantes Universitários – QCREU
(M. L. Santos, 2011)
e o
Questionário Estilo de Vida FANTASTICO
(Loureiro, 201 2; A. M. M. Silva et al., 2011), assim como
para analisar o B ES no ES (por exem plo,
Satisfaction With Life Scale
- SWLS
( Diener et al., 1 985) ;
Subjective Well-Being Scale – SWBS
(A. S. Albuquerque & Tróccoli, 2 004) ;
Overall Life Satisfaction
- O LS
(Hutz, 2014);
Personal Wellbeing I ndex - PWI
(Cu mmins et al., 2003) ;
Brief M ultidimensional Students'
Life Satisfaction Scale - BMS LSS
(Huebn er et al., 2006) ;
Oxford Happiness Questionnaire - OHQ
(Hills &
Argyle, 2002) ;
Subjective Happin ess Scale - SHS
(Lyub omirsky & Lepper, 1999)). No entanto, nenhum
dos questionários disponibilizados na literatura cie ntífica atendia plenamente aos objetivos da
inves tigação , pelo que se procedeu ao desenvolvimento dos instrumen tos utilizados nos estudos desta
tese (à exceção do estudo 8 e 12) em três etapas: construção da escala (1ª etapa); vali dade de conteúdo
(2ª etapa); validade psicomét rica (3ª et apa), de acordo com os proce dimentos definidos por Bowling
(1998) e Oppenheim (199 2), bem com o no Guia par a desenvol ver investigações KAP , da OMS (WHO,
2008) .
Para a construção da escala (1ª etapa) foram realizada s várias revisões sistemática s da literatura
(Alves, 2018, 2019b, 20 19a, 2020b, 2020a; Alves & Precioso, 2018, 20 19) em função dos
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
37
comportamentos de saúde considerados na presente t ese, com o objetivo de identificar as questões e
itens com umente utilizados para avaliar conhecimentos, at itudes e comportamentos de saúde no ES . A
partir dessa revis ão, foi elaborada uma m atriz analítica para c ada u ma das dimensões a serem
analisadas e cada um dos comportamentos , sendo eli minado s os iten s com as m esmas semelhanças
semânticas e, de seguida optando-se por aqueles com maior expressão n os es tudos analisados e mais
relevantes do ponto de vista das teorias anali sadas. O mesmo procedimento foi s eg uido para a categoria
do BES.
O questionário inicia-se com ques tões acerca dos comportamentos de saúde, de modo a que as
atitudes e a reflexão acerca dos conhecimentos não condicion assem as respostas aos comportamentos
(Christensen et al., 2015). Para além disso, optou-se por circunscrever de forma clara o t empo de cada
questão (Ke szei et al., 2010) , ou seja, não se utilizaram termos com o “recen temente”, optando -se por
questões temporais específicas: nos últimos 7 dias, n os últimos 30 dias, nos últimos 12 meses. No
mesmo sentido, quando as opções de resposta se referiam à frequência, optou - se por colocar o “Nunca”
juntamente com o “Quase Nun ca”, tal como o “S empre” com o “Quase Sempre”, por exemplo.
Na dimensão das at itudes optou-se pela utilização de uma escala de t ipo Likert, commummente
projetadas para medir at itudes ou opiniões (Bow ling , 1998) e medindo o nível de
concordância/discordância at ravés de uma escola de cinco respost as pré-codificadas com o ponto
neutro. Embora exista alguma controvérsia acerca da inclu são de um ponto neutro (Oppenheim, 1992),
optou-se por o incluir vi sto que a maioria do s i nstrumentos acerca das atitudes analisados utili zaram um
escala de t ipo Likert de 5 pontos. Embora se te nham evitado duplos sentidos e os itens tenham sido
formulados de forma clara, curta e direta, inclu íram -se itens invertidos de modo a minimiz ar o risco de
viés de re sposta, ou seja, diminuir a tendência de os/as estudan tes concordarem com uma afirmação
ou responderem da mesma maneira a todos itens.
As questões ace rca dos conh ecimentos podem ser consideradas embaraçosas se os/as
inquiridos/as desco nhecerem as respostas. Por isso, a inclus ão da opção “Não Sei”, para além de
di minuir a adivi nhação, visa tam bém reduzir os sentimentos embaraçosos, mostrando que é aceitável
não ter esse con hecimento.
Todas as seçõe s do questionário encontra m-se na mesma ordem. A ssim, se na seção dos
comportamentos as primeiras questões se referem ao consumo de álcool, a s primeiras q uestões da
escala dos conhecimentos e das atitudes também se referem à categoria do álcool.
Para a validade de conteúdo (2ª fa se) fo ram convidados 10 investigadores /as doutorados/as de
várias u niversidades po rtuguesas com trabalh os reconhecidos na área d a Ep S no ES , tendo sido
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
38
consideradas as sugestões, principalmente semânticas, recebidas de 5 investiga dores/as. Da mesma
forma, o instrumento foi aplicado a 12 estudantes u niversitários/as , utilizando o método “ “thinking
aloud” (L. S. Almeida & Freire, 2008; Bowling, 1998) p ara identificar itens que pudessem ser confusos,
excluir itens menos releva ntes ou redundantes e ver ificar se opções de resposta codificadas eram
suficientes. Para obt er maio r objetividade, foi utilizada como critério de avaliação da clareza de cad a item
a seguinte escala: 1 - co nfu so; 2 - pouco claro; 3 - claro . Após terem sido realizada s todas as alterações
decorrentes do teste p ré-pilot o, a ve rsão prelimin ar do qu estionário foi pré-testada com um novo grupo
de es tudantes ( 32 estudantes), não incluídos na amostra final. Estes/as es tudantes foram corre tamente
informados/as acerca do objetivo do pré-teste e foram considerados os pontos de análise sugeridos por
Bowling ( 1998): redação das questões; entendimento ( significado); in struções de resposta; opções na s
respostas pré-codificadas; m otivação para responder; emoç ões sentidas durante o preenchimento; layout
do questionário (formato folheto). Os/as estudant es da validação de cont eúdo e do pré -t este
encontravam-se a frequentar o 2º ano, de m odo a não causar problemas na seleção aleatória das turmas.
O Questionário de Com portamentos, Conhecimentos e Atitudes de Saúde no Ensino
Superior (QCCASES) utilizado nestes estudos e ncontra - se em anexo (Apê ndice I ) e explicitado em
cada um dos estudos .
Ques tionário dos com portamentos de saúde
Esta seção encontra-se dividida em 7 categorias: C onsumo de álcool, consumo de t abaco, h ábitos
alimentares, prática de at ividade física, comportam entos sexuai s, con sumo de drogas ilícitas e
medicamentos.
A categoria do consumo de álcool inclui 6 questões: idade da primeir a experiência de cons umo;
AUDIT-C (frequência de consumo de álcool no ano anterior, quantidade de bebida num dia típico e
binge
drinkin g
); embriaguez; consumo de pares.
O consumo de tabaco foi medido at ravés da ques tã o “At ualmente, fuma?”, inc luindo -se uma
questão aberta para acerca do n úmero de cigarros fumados e duas que stões ac erca da idade do início
de consumo e das tentativas de cess ação (apenas para os/as estudantes fumadores/as). Os/as
estudantes foram ainda q uestionados acerca do consumo de tabaco pelos pares e face à exposição ao
fumo passiv o.
Os h ábitos alimentares saud áveis foram avaliados pela i ngestão de frutas, vegetais, alimentos com
açúcar adicionado e co midas rápidas (
fast food
) nos últimos 7 dias. Adicionalmente, incluíram-se duas
questões acerca de saltar refeições, n o s últimos 7 dias: pequeno-almoço e almoço e/ ou jantar.
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
39
Na avaliação da prática de at ividade fí sica utiliz ou-se o
Godin Leisure-Time Exercise Q uestionnaire
(Godin & Shephard, 1997).
Os comportamentos sexuais de risco for am medidos de acordo com o estudo re alizado por Reis e
colegas (2013): ter t ido relaçõ es sexuais; idade da pr imeira relação sexual; número de parceiros/as
sexuais n o s últimos 12 meses; u so de preservativo durante as relações sexuais nos últimos 12 mes es e
ter relações sexuais após de beber álcool ou consumir drogas nos últimos 12 meses.
O consumo de drogas ilícitas incl uiu três questões acerca do consumo de Cannabis, Cocaína e
Alucinogénios (“N os ú ltimos 12 meses, q uantas vezes você cons umiu ...?”) e a prev alência da
automedicação através da questão “Nos últimos 12 meses, quantas vezes consumiu: Antidepres sivos /
Sedativos / Calmantes / Tranquilizantes (sem prescrição médica); Analgésicos / Anti-inflamatórios (sem
prescrição médi ca); Vitaminas / Supl ementos Alimentares (sem prescrição médica)”.
Escala de conhecimentos acerca dos comportamentos de saúde
Esta escala é composta por 3 6 itens: 6 iten s, relativos às categorias t abaco, álcool, alimentaçã o ,
atividade fís ica e sex ualidade, e 3 itens para cada uma das categorias drogas ilícitas e automedicação.
As opções de resposta desta escala foram: Verdadeiro, Falso , Não Sei.
Escala de atitudes face aos comportamentos de saúde
Esta escala consiste em 30 itens avaliados numa escala de Likert de 5 pontos (1 – discordo
totalmente, 5 – concordo totalmente ) que incluem at itudes face aos comportam entos de saúde das 7
categorias listadas
.
Escala de Perceção de Bem-estar e Sa úde (EPBeS) / Well-being and Health Perception Scale
(WbHPS)
Esta escala é com posta por 5 itens relacionados com as dimensões: Satisfação com a vida;
Satisfação consigo próprio/a; Felicidade sentida; Saúde Percebida e Satisfação com a forma física.
A satisfação com a vida, consigo próprio/a e com a forma física foram avaliadas através das
questões: “Con siderando t odos os aspetos da sua vida, qual é o seu g rau de sat isfação com a vida em
geral?”; “Considerando todos os aspetos da sua vida, qual é o seu grau de satisfação consigo próprio/a?”
e “Comparando com as pe ssoas da sua idade, qual é o seu grau de sat isfação com a sua atual forma
física?” . As respos tas variar am de 1 = muito insatisfeito a 5 = muito satisfeito.
Para a felicidade s entida colocou-se a seguinte qu estão: “ Considerando todos os aspetos da sua
vida, qual o grau de felicidade qu e se nte? ” . As respostas variaram entre 1 (Muito infeliz) a 5 (Muito feliz).
Enquanto que para a saúde percebida se utilizou a seguinte questão: “Comparando com as pessoas da
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
40
sua idade, como avalia a sua saúde em g eral?” , com as seguintes opções de res posta: 1 = Péssima; 2
= má; 3 = razoável; 4 = boa; 5 = excelente.
Ques tões Sociodemográficas
Mantendo o anonimato do instrumento de investigação, tornou-se pertine nte levantar alguns dado s
sociodemográficos dos/as es tudantes , por serem considerados preditores dos comportamentos de risco
para a saúde. A ssim, os da dos de caracterização sociodemográf ica incluír am: o sexo; a idade; o estado
civil ; a h abitação at ual; o peso e a alt ura (para o cálculo do I MC) e a situação profissional. O ano de
frequência e a área científica do curso freq uentado foram registados pela investigadora no mom ento de
recolha de dados.
Estudo 8
Após definição das dimensões principais a inserir no questionário, tendo por base os modelos de
PrS e a sua robustez empírica na p redição e promoção de comportam entos preventivos noutras áreas
da saúde (Fishbein & Ajzen, 1975; Janz & Becker, 1984) , o instrumento utilizado no estudo 8 foi
desenvolvido com recurso a uma revisão da literatura , incluindo o s seguintes as petos: a) estudos que
avaliassem conhecimentos, atitudes e/ou comportamentos relativos a COVID -1 9 e outras doenças
transmissíveis em estudan t es do ES (Alzoubi et al., 2020; Asaad et al., 2019); e b) informa ção sobre a
COVID-19, sintomas, t ransmissão e diretrizes para a sua prevenção emitidas por A utoridades de Saúde
(DGS, 2020; WHO, 20 20). Os itens comummente utilizados para cad a uma das dimensões
(conhecimentos, atitudes e comport amentos) foram agrupados e, s eguidamente, eli minados aqueles que
eram redundantes. D uas investiga doras nas áreas da s ciências da saúde e ciências da educação rev iram
uma versão p reliminar do instrumento, validando o seu conteúdo. Realizou - se um estudo piloto com uma
amostra de 12 estudan tes para testar a su a compreens ão e dificuldade. Todos os itens se mantiveram
sem alterações.
A par das qu estões re lativas à caracterização sociodem ográficas (s exo, situação pr ofissional, nível
de ensin o e área científica), o questionário é composto por m ais 50 questões, divididas por 3 dimensões:
Conhecimentos acerca da COVID
Esta escala é composta por 14 itens relativos aos si nt omas da COVID-19, ao uso de equipamentos
de proteção individual, à lavagem de mãos e desinfeção e à exposição ao vírus . Foi medida através d e
uma escala de respos ta: Ve rdadeiro, Falso e Não sei.
CAPÍTULO II – M ÉTOD OS
41
Atitudes acerca da COVID- 19
Nesta escala foram apresentados 22 itens (u so de equipamentos de proteção individu al; lavagem
das mãos; desinfeção; ex posição a COVID -19; confi ança; perceção do risco; receio; restrições em
espaços públicos; alarmismo; recu rsos; necessidade de programas educativos) m edidos at ravés de u m a
escala de Likert de 5 pontos (de 1 – Discordo Totalmente a 5 – Concordo Totalmente), correspondendo
o score mais elevado a atitudes mais po sitivas face aos comportamentos preventivos. Alguns itens da
escala tiveram de ser invertidos para uma leitura correta d a escala.
Comportamentos face à COVID- 19
Esta escala referente ao n úmero de comportamentos protet ores integra 1 5 itens (uso de
equipamentos de proteção individual; di stanciamento fí sico; lavagem das m ãos; desinfeção e exposição
à COVID-19), embora a anál ise dos dados se reporte a 12 comport amentos por term os agrupado os dois
itens que dizem res peito ao uso de máscara (máscara cirúrgica e máscara com unitária). C ada item foi
respondido através de uma escala de Likert de 5 pontos (1 – Nunca a 5 – Sempre).
Estudo 12
O estudo cor respondente ao desenvolvimento e impl ementação do programa de intervenção
incluiu três momentos de avaliação: Diagnóstico (relativo as condições p révias); Mo nitorização
(correspondente à avaliação durante o processo) e Resultados ( referente ao impacto geral).
Diagnóstico
-
Questionário para a Identificação de Expectativas (QIE)
De forma a que os/as potenciais in teressados/as se pudesse inscreve r no P rograma “Health
On
You” , foi criado um questionário composto por t rês questões abertas, o que permitiu avaliar as
motivações, expetativas e obstáculos previstos (Apên dice II ). Para além disso, nesta fase os/as
estudantes foram convidados/as a responder ao QCC ASES de m odo a futuramente se avaliar o impacto
da intervenção n o s conhecime ntos, atitudes e comportamentos de saúde.
Monitorização
-
Escala de Avaliação dos Módulos (E AM)
Esta escala adaptad a de Jardim e Pereira (2006) foi a plicad o no final de cada módulo, permitindo
que os/as estudantes expressassem as suas opiniões através de 2 3 iten s div ididos em 5 cat egorias
(Apreciação global deste módulo; O bjetivos; Co nteúdos; A tividades; Desenvolvimento) e avaliados com
recurso a uma escala de Likert de 5 pontos (“Mau ”, “Fraco”, “Razoável”, “Bom” e “Muito bom”). Para
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
48
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
49
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
50
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
51
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
52
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
53
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
54
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
55
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
56
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
57
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
64
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
65
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
66
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
67
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
68
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
69
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
70
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
71
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
72
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
73
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
80
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
81
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
82
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
83
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
84
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
85
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
86
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
87
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
88
4. ESTUDO 4: CONHECIMENTOS, ATITUDES E PRÁTICA DA A UTOMEDICAÇÃO ENTRE
ESTUD ANTES UNIVERSITÁRIOS/AS EM PORTUGAL: UM ESTUDO TRANSVERSAL
7
Referência bibliográfica:
Alves, R. , Precioso, J. & , Becoña, E. (2021). Knowledge, att itudes and practice of self-medication am ong
university stude nts i n Portugal: A cross- sectional study.
Nordic St udies o n A lcohol a nd Drugs
,
38
(19): 50-
65. DOI: 10.1177/1455072520965017
País: Polónia; Social Sciences Citation Index (SSCI): JIF = 1.6 00, JCI = 0.49; SJR = Q2.
Resumo
Enquadramento:
A automedicação é o ato pelo qual uma pessoa, por conta própria ou recomendação
de terceiros, escolhe e administra medicamentos para prevenir, trat ar ou curar uma doença cuja
identidade e gravidade gera lmente são desconhecidas. A OMS vem deixando clar a a e xistência de um
local válido para a automed icação nas sociedades desenvolvidas, porém, alerta para a neces sidade de
informar a pop ulação sobre o uso adequado de medicamentos de venda livre, enquanto um aspeto mais
educativo para a educação em saúde.
Objetivos:
Descrev er os con hecimentos, atitudes e práticas de automedicação dos/as universitários/as
e analisar os fatores preditivos para o envolvimento nesse comportamento.
Métodos
: Trata -se de um estudo transversal envolvendo estudantes (
n
= 840) de uma u niversidade
portuguesa, selecionados por amostragem estratificada e proporcional. Os dados f oram recolhidos com
o recurso a um questionário de autorrelato que, além de questões sociodemogr áficas, continha uma
escala de conhecimentos sobre a automedicaçã o ( α = 0.488), uma escala acerca das atitudes em
relação à automedicação ( α = 0.708) e questões sobre os padrões de práticas de automedicação ( α =
0.445). As diferenças en tre os resultados e os da dos s ociodemográficos foram an alisadas por meio de
testes t independentes e ANOVA. Um modelo linear generalizado foi calculado para det erminar as
variáveis preditivas da automedica ção.
Resultados:
Mais da metade dos/as inquiridos/as (54,3%,
n
= 434) fez uso de alguma forma de
automedicação no ano an terior. Os/as estudantes revelaram conhecimentos ins uficientes sob re a
7
No âmbito deste artigo realizaram-se u m a publ icação e um a c omunicação : 1) A lves, R. &, Precioso, J. (2019). Knowl edge, at titude and practice of self-
medication among college students. In Marina Almeida-Silva, Maria Belo, Irene Morais, J oana Morais, L iliana Natividade, Pedro Pena, Má rcia Pimenta,
Mariana Simão (eds. ).
"New" challenges for the future - Abstrac t procee dings o f Int ernational Congress on Environmental Health 2019
. (p.73- 74). L isboa:
Escola Supe rior de Tecno logia da S aúde de Lisboa. ISBN 978- 989 - 8077 - 28 -8 e 2) no 4th edition o f the Inte rnational Cong ress on Environ m ental Health ,
ICEH 2019. Escola Superio r de T ecnologia da Saúde d e Lisboa – Instit uto Politéc nico de Lisboa, L isboa, P ortugal. 25 a 27 de sete m bro 2019 (intitulada
“ Knowled ge, attitude and p ractice of sel f - medication amo ng colle ge students”) .
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
89
referida prática, respondendo corretamente a 1,60 (DP =0,936) questões num total de 3, e atitudes
favoráveis à automedica çã o (
M
= 2,17, DP = 0,950, v aria çã o 1 – 5). F requentar um curso da área das
ci ências da en ge nharia (
= 0.7 18, IC 95%: 1.373 – 3.069,
p
<0.001), ser do sexo feminino (
= 0.866 ,
IC 95%: 1.700 – 3.327,
p
<0 .00 1) e t er atitudes negativas em relação à autom edicação (
= 0.367, IC
95%: 1.227-1.698,
p
<0.001) prevêm a adoção dessas práticas.
Conclusões :
A automedicação é uma prática com um entre os /as universitários/as, o nível de
conhecimento da automedicação é baixo e o baixo score do nível de at itudes revelou q ue os /as
estudantes tendem a ter u m posicionamento co rreto em relação à automedicação. Portanto, torna -se
evidente a recomendação de desenvolver cam panhas ou programas educacionais, a fim de informar
sobre os efeitos adversos d o uso de medicamentos não prescritos.
CAPÍTULO III – A PRESENT A ÇÃO DOS RES ULTADOS
96
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
97
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
98
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
99
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
100
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
101
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
102
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
103
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
104
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
105
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
112
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
113
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
114
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
115
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
116
6. ESTUDO 6: ACTIVIDADE FÍSICA D E ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS/AS
PORTUGUESES /AS E SUA RELAÇÃO CO M O C ONHECIMENTO E BARR EIRAS PERCEBIDAS
9
Referência bibliográfica:
Alves, R. , Precioso, J. &, Becoña, E. (2020) . Physi cal activity a mong Portuguese university students and
its relation to knowledge and perceived barriers.
Sportis Sci J
, 7(1), 2 5-42. DOI:
10.17979/sportis.2021 .7. 1.6924
País: Espanha; Emerging Sources Citat ion Index (ESCI): JCI = 0.4 9.
Resumo
Enquadramento:
Os/as estudantes universitários/as, indepen dentemente do país, apresen tam
prevalência muito elevada d e s edentarismo e os hábitos de saúde adquiridos n esse perí odo ten dem a s e
manter ao longo da vida, inclusiv e os relacionados à pr ática de exercícios físicos.
Objetivos:
O objetivo deste est udo foi analisar a relação entre o co nhecimento sob re as recomendações
sobre a prática de atividade física, as barreira s percebidas e a prática de atividade física por estudantes
do ES .
Métodos:
Este estudo transve rsal utili zou um questionário autorref er ido com u ma amostra estratificada
de estudantes universitários/as (
n
= 84 0) de uma universidade portuguesa. Um modelo de regressão
logística ordinal foi calculado para determinar as variáveis preditivas para a prática de A F.
Resultados
: Os resultados m ostraram que 35,7% dos/as estudantes inquiridos/as era sedentá rio , o nível
de conhecimento sobre AF era baixo, respondendo corretamente a 2 ,79 (DP = 0,090) questões n um
total de 6, e a falta de temp o foi a barreira percebida m ais evidente. O modelo cons tr uído previu que ter
mais barreira s para AF ( β = -.750, p = .000) e ser do sexo femin ino diminuiu a probabilidade de praticar
AF ( β = .578 , p = .000).
Conclusão:
O aumento dos níveis de AF dos/as e studantes universitários/as é um a necessidade social
e, n este contexto, as I ES de vem assumir um papel fundam ental n a PrS do /a estudan te, implementando
9
No âmbito deste artigo realizaram-se um capítulo d e livro, duas publicações e uma comunicaç ão: 1) Alves, R. (2020). Instrumentos de avaliação de
conhec imentos, atitudes e prática d e exercício físico no E nsino Superior: uma revi são sistemática . In João Serrano; João Petrica; Ma rcio Ker koski; Beatriz
Pereira (eds ).
Atividad e física, lazer e saúde - perspetivas e desafios de investigação
. (p. 142-150). Castelo B r anco, Portugal: Instituto Politécnico de Castelo
Branco (IPCB). ISBN: 978- 989 - 8196 - 99 -6; 2) Alves, R. ( 2019). Prática de ativi dade física no ensino superior: relação com os conhecimentos e as atitudes.
Journal of Sport Peda gogy & Research
5 (2): 8; 3) Alves, R. (2019 ). Physical exercise in higher education: Knowledge, a ttitudes and pract ices.
Journal of
Human Spo rt and Exercis e
14 (4 proc ): 1254-1257. D OI: 10.14198/ jhse.2019.14.Proc4.82 ; 4) no XV S eminário Internacio nal de Educaçã o Física, Lazer e
Saúde (SIEFL AS) / IV BUDO Congress. Es cola Superior de Educação do Ins tituto Politécnico de Cas telo Branco, Cast elo Branco, Portugal. 17 a 19 de junho
de 2019 (int itulada “ Physical e xercise in high er educ ation: Knowle dge, attitudes an d pr actices ”) .
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
117
ações que reduzam a inatividade dos/as seus/su as estudantes, desenvolvendo a transmissão de
informações s ob re os benefícios para a saúde. relacionadas à prát ica de AF.
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
118
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
119
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
120
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
121
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
128
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
129
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
130
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
131
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
132
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
133
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
134
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
135
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
136
7. ESTUD O 7: PREVALÊNCIA DE COMPORTAMENTOS SEXUAIS DE RISCO E SUA RELAÇÃO
COM O CONHECIMENT O E AS ATIT UDES ACERCA DOS COMPORT AMENTOS SEXUAIS DE
ESTUD ANTES UNIVERSITÁRIOS/AS
10
Referência bibliográfica:
Alves, R. , & Prec ioso, J. (submetido). Prevalence of ris ky sexual behaviors and their relationship with the
knowledge and attitudes of u niversity students .
País: Portugal. ISI: IF = 1.421
Resumo
Enquadramento:
Os comporta mentos sexuais de ri sco nos/as es tudantes universitários/as apresentam
uma elevada prevalência. O início da atividade sexual e m idade precoce, os /as m últiplos/as parceiros/as
sexuais, o consumo de álcool antes da pr ática de relaçõ es sexuais e o uso inconsistente de pres ervativo
são algumas das características comuns dos comporta mentos sexuais de risco em estudantes do ES .
Objetivo:
Avaliar o s conheci mentos, as atitudes e o s co mportamentos sexuais de risco entre e studantes
universitários/as de uma Universidade do Norte de Portugal.
Métodos:
Para tal, utilizamos uma aborda gem transv ersal, aplicando um inquér ito por questionário
previamente validado, a uma amostra, estrat ificada proporcional, constituída por 840 estudantes
un iversitários/as. O i nquérito por questionário enco ntrava -se dividido em três partes: conhecimentos
acerca das ISTs, ati tudes face às ISTs e face ao uso de preservativo e comportamentos sexuais de risco.
Resultados
: O s resultados evidenciaram q ue a maioria dos /as e studantes universitários/a s era
sexualmente ativa e que o comportam ento sexual de risco com maior prevalência refere -se ao uso
inconsistente do preservativo. O nível de conheciment os acerca das ISTs e as at itudes face a ess as
infeções e ao uso de preservativo foram moderadas. Não se verificou nenhuma correlação entre os
conhecimentos e as atitudes, no entanto, as atitudes face ao uso do preservativo predizem os
comportamentos sexuais de risco dos/as estudantes universitários/as .
10
No âmbito deste a rtigo realizaram-se do is posters e uma co municação : 1) no II International Seminar - Past , present and future of sexuality research,
Faculdade de Psicologia e Ciências da E ducação, Universidade do Porto, Porto, P ortugal. 20 de s etembro de 2019 (intitulado “Sexual risk b ehaviors in h igher
education: the influen ce of sociodemo g raphic variables”); 2) no I Internat ional Seminar - P ast, present and future of sexuality research. Faculda de de
Psicologia e Ciências da Educação, Unive rsidade do Porto, Porto, Portugal. 21 de setembro de 2018 (intitulado “Knowled ge, attit udes and sexual behavio rs
in Higher Education: the process of constructing a measurement scale”; 3) no 2 nd International Congress of Health and Well-Being Intervent ion ( ICHWBI
2021). Instituto P iaget, V iseu, Portugal, 28 e 29 de maio de 2021 (intitulada “S ex ual knowled ge and attitudes and sexual risk be hav iors among coll ege
students ”). A comunicaç ão no ICHWBI 2021 recebeu o pr émio das 8 melhores comunica ções submetidas ao Congresso, de acordo com a ava liação final
da revisão por pares e, nest e âmbito, os /as autores/as foram convidados a escr ever o texto co mpleto para o Jou rnal of Egitania Sciencia.
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
137
Conclusão:
Este estudo mostrou que entender os fator es que influenciam os com portamentos sexuais
de risco em estudantes do ES contribui para o desenvolvimento de programas de educação em
sexualidade.
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
240
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
241
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
242
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
243
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
244
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
245
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
246
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
247
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
248
CAPÍTULO III – APRESENT AÇÃO DOS RES U LTADOS
249
CAPÍTULO III – A PRESENT A ÇÃO DOS RES ULTADOS
256
CAPÍTULO III – A PRESENT A ÇÃO DOS RES ULTADOS
257
258
C APÍTULO IV – CONSIDERAÇÕES FINA IS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
259
Neste capítulo fi nal são ap resentados os principais contributos empírico s e teóricos resultantes
dos principais res ultados dos estudos apresentados. Para uma mel h or facilidade de exposição e leitura
optou-se por aprese ntar os principais contributos em píricos por estudo e apresentar os contributos
teóricos em torno dos fatores de in fluência considerados pela TIT . Mas t ambém porque de aco rdo com
Painter e colegas (2008) apenas 37,5% dos e studos na área dos comportamentos de saúde me ncionam
o modelo teórico, incentivando os/as investigadores a t estarem t eorias existentes e cri arem novas teorias
no sentido de impulsio narem o desenvolvimento deste cam po de investigaçã o. Findas estas
considerações, di scutem-se a s limitações mais importantes e as possíveis implicaç ões para práticas de
interven ção em EpS e estud os futuros.
1 . CONTRIBUTOS EMPÍRICOS E PRINCI P AIS RESUL T ADOS
Estudo 1 - Com portam ento t abágico e exposição ao fumo passivo ent re estudantes
universitários /a s no Norte de Portugal: Relações com o conhecimento acerca do uso de tabaco e as
atitudes em relação ao tabagismo
Neste estudo anal isaram- se os hábitos t abágicos (idade de início de co nsumo, número de cigarros
consumidos, tentativas de cessação), verificando-se que 1 em cada 5 estudantes universitários/as era
fumador/a, sendo que a m aioria destes/as fumadores/ as começou a fumar antes dos 17 anos e relatou
nun ca ter t entado parar de fu mar. Em bora se tratem de jovens ad ultos/as, identificou -se uma elevada
proporção de estudantes ex-fumadores/as (11,2%).
Com o objetivo de identificar os preditores do consumo de tabaco no ES carat erizaram -se os
conhecimentos acerca do cons umo de t abaco e at itudes em relação ao t abagismo, a exposição ao FAT
e os pares consumidores de tabaco. Os resu ltados mostraram que a maioria dos/as estudantes
universitários /a s se encontrava exposta semanalmen te ao FAT e t inha ami gos/as con sumidores/as de
tabaco. Acresce que as at itudes face ao tabag ismo e ram favoráveis e os conh ecimentos acerca dos
malefícios do consu mo de t abaco para a saúde eram moderados .
Este estudo mostrou que os /as e studantes a tempo i ntegral, menos exposto s/as ao FAT, com
menos amigos/as fumadores/as, numa relação amorosa e com at itudes mais d esfavoráveis face ao
consumo de tabaco tendem a apresen tar uma m enor probabilidade de se tornarem fumadores/as.
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
260
Estudo 2 - Conhecimento e at itudes relacionadas ao consumo de álcool enqu anto preditores do
consumo de bebidas alcoólicas entre estudantes univer sitários/as portugueses/as
Ne ste estudo em que se analis ou a prevalência de comportamentos de consumo de álcool em
universitários /a s e sua associação com o conhecimento sobre o consumo de álcool e as atitudes gerais
em relação ao uso de álcool, destacou que cerca de 95% dos/as estudantes universitários/as já tinham
ingeridos bebi das alcoólicas e que a maioria o fez antes do ingresso no ES.
De acordo com os r esultados agrupados do AU DIT -C, g rande parte dos/as universitários/as
apresenta um nível problemát ico de consumo de risco, s endo superior nos/as estudantes mais velhos/as
e deslocados/as. Para alé m disso, a maioria dos/as inquiridos/as tem amigos /as que co nsomem
bebidas alcoólicas e iden tificou, pelo menos, um episódio de embriaguez nos últimos 12 meses.
De um modo geral, os/as estudantes apresentaram atitudes moderadas face ao consumo de
álcool e revelaram um baixo nível de conhecimentos so bre as consequências do consu mo de álcool.
Este es tudo mostrou que a probabilidade de cons umir álcool em exc esso aumenta com o nível de
conhecimento e atitudes em relação ao cons umo de álcool, ou seja, qua nto m aior o nível de
conhecimento e das atitudes negativas maior o consu mo de álcool. Para o m esmo nível de
conhecimentos e atitudes, a probabilidade de apresentar consumo de álcool de risco é superior nos/a s
estudantes qu e não mudaram de residência ao ingres sar no ES e que têm amigos/as consu midores/as
de álcool.
Estudo 3 - Uso de drogas ilícitas entre estudantes u niversitários/as: A i mportância do
conhecimento sobre drogas, de viver em casa de familiares e a in fluência dos coleg as
Este estudo focou-se na análise da prevalência do consumo de drogas ilícitas entre estudantes
universitários /a s, assim com o nos fat ores preditivos desse consumo. Os res ultados mostraram um
elevado consumo de drogas ilícitas (21 ,9% de consumidores/as), no último ano, sendo a can nabis a
droga mais cons umida. Para além disso, a maioria dos/as estudantes referiu t er amigos/as
consumidores /a s de algum tipo de droga ilícita.
Os conhecimentos e as a titudes acerca dos malefícios das drogas ilícitas são moderados,
verificando-se variações em função do consumo de dr ogas, de ter am igos/as consumidores/as e de
outras variáveis sociodemográficas.
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
261
Este estudo mostrou que o aumen to do nível de conhecimentos, ter amigos/as consumidores/as
de drogas ilícitas, ser do sexo masculino, ter mudado de residência após ingressar no ES e frequentar o
3º ano constituem fatores (por vezes combinados) que aumentam as ch ances de p ertencer ao grupo de
estudantes consumidor de drogas ilícitas.
Estudo 4 - Conhecimentos, at itudes e prática da automedicação entre estudantes
universitários /a s em Portugal: Um estudo transversal
O estudo 4 forneceu informações acerca dos conhecimentos, atitudes e práticas de automedicação
dos/as universitários/as, m ostrando que a autom edicação era uma prática com um entre os /as
universitários/as, uma vez que mais da met ade dos/as m esmos/as fez uso de algu m tipo de
medicamentos sem prescrição médica, no último ano. Os analg ésicos / anti-i nflamat órios foram os
medicamentos (sem prescrição médica) mais consu midos pelos/as inquiridos/as.
O nível de con hecimento s obre automedicação foi , em média, de 1.60 ± 0 . 936 re spostas corre tas
(num máximo 3) e a média da escala das atitudes foi de 2.17 ± 0.950 (num máx imo de 5), mostra ndo
que os/as estudantes apresentaram atitudes favoráveis à automedica çã o.
Este estudo mostrou que a área científica de estudo, o sexo dos /as e studantes e a s atitud es em
relação à automedicação tiveram efei to estatisticamente sign ificat ivo nas práticas d e automedicação, ou
seja, frequentar c ursos da área das ciê ncias da e ngenharia, ser do sexo feminino e te r atitudes favoráveis
à automedicação predizem a ado çã o dessas práticas.
Estudo 5 - Conhecimentos, atitudes e hábitos alimentares saudáveis entre estudantes
universitários /a s em Portugal
No estudo 5 pretendeu-se a valiar os conhecimentos, a s at itudes e as práticas sobre alimentação
saudável entre universitários/as portugueses/as. O s resultados mostraram que os/as estudantes
universitários /a s têm hábitos alimentares desequil ibrados, ingerin do fr utas e veget ais abaixo do
recomendado e várias veze s por semana comidas rápida s e produtos açucarado s. Pa ra além disso, saltar
o pequeno-almoço e o almoço e/ou jantar foram cons ideradas práticas comuns.
O nível de conhecimento sobre alimentação saudável foi b aixo e na escala de atitudes face à
alimentação saudável obteve-se uma média de 13,54 ± 3,492 (variação entre 4 e 20), sendo o maior
valor corresponden te a atitudes positivas em relação à alimentação saudável.
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
262
Este estudo mostrou qu e a exist ência de u ma re lação pos itiva e significativa entre c onhecimento s ,
atitudes e hábitos alimentares.
Estudo 6 - Atividade física de estudantes un iversitários/as portugueses /as e sua relação com o
conhecimento e barreiras percebidas
O foco deste estudo fo i analisar a relação entre o conhecimento sobre a s recomendações sobre a
prática de atividade, as barr eiras percebidas e a prát ica de at ividade física . Os resultados m ostram que
35 ,7% do s/as estudantes inquiridos/as era sedentário, pa ssando, em média e num dia normal, 7 ,4 4 ±
2,656 horas sentados. As correlações realizadas neste estudo indicaram que as estudantes são m ais
sedentárias e m enos ativas em comparação com os e studantes e que os estudantes a tempo inteiro e
dos cursos da área das ci ências enge nharia foram aqueles/as que declaram mais horas sentados
diariamente. O nível de co nhecimento acerca das recomendações foi baixo e a principal barreira à prática
de atividade física foi a falta de tempo, seguida da falta de motivação.
Este estudo mostrou que à medida que as barreiras pe rcebidas a umentam, diminui a
probabilidade de se praticar atividade física, assim co mo ser do sexo feminino diminui a probabilidade
de praticar atividade física.
Estudo 7 - Prevalência de comportamentos sexuais de ri sco e s ua relação com o conhecimento
e as atitudes acerca dos comportamentos sexuais de estudan tes universitários/as
Este estudo avaliou os con hecimentos, perceções e com portamentos sexuais de risco dos/as
estudantes, demonstrando que a maior ia dos/as estudantes universitários/as se envolveram em
comportamentos sexuais de risco , no último ano. Ou seja, dos/as estudantes sexualmente at ivos/as,
39 ,5% iniciou a sua vida sexual em idade precoce; 18,7% t eve 2 ou m ais parceiros/as sexuais nos últimos
12 meses; 60,1% teve rela ções sexuais desprotegidas nos últimos 12 meses e 3 2 , 3% revelou ter tido
relações sexuai s após o con sumo de álcoo l, no último ano. De u m modo geral, 57, 1% dos/as estudantes
sexualmente ativos/as referiu ter tido 2 ou mais comportamentos sexuais de risco.
O nível de conhecimentos acerca da sexualidade foi de 3 ,99 ± 1,194 re spostas corretas (num
máximo de 6) e as perceções dos /as estudantes face às I STs e ao uso de preser vativo mostraram -se
moderadas.
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
263
Este estudo mostrou q ue os /as estudantes universitários /as q ue tinham uma relação amorosa e
que não tinham mudado de residência após o ingresso no ES eram menos propensos a ter
comportamentos sexuais de risco. Para além disso, ficou evidenciado que quanto mais negativas forem
as perceções face ao uso do preservativo maior será a probabilidade dos /as estudantes terem
comportamentos sexuais de risco.
Estudo 8 - Conhecimentos, atitudes e com portamentos preventivos em relação ao C OVID -19: Um
estudo com estudantes do ens ino superior em Portuga l
Neste estudo transversal, foram analisados os conhecimentos relacio nados à COVID -19, a s
atitudes face aos comportam entos preventivos, as at itudes relativas à perceção de risco e os
comportamentos preventivos da COVI D-19 entre estudantes do ES , tendo sido este o primeiro realizado
em Portugal.
Os resultados revelaram que os/as estudantes tinham bons conhecimentos relacionados com a
COVID-19, visto que grande parte dos itens apresentou ma is de 90% de respostas corretas. Para além
disso, a maioria dos /as uni versitários/as revelou atitudes favoráveis em função de cada um dos itens
das atitudes face à COVID- 19. Em termos de comportamentos preventivos, c onsiderando os doze
comportamentos apresentados, verificou-se que, em média, os/as estudantes relat aram ter sempre 5,8 1
± 2,61 desses comportam entos, se ndo q ue 5 0% da am ost ra indicou até 6 comportamentos pr eventivos .
Este estudo mostrou que ser estudante de licenciatura ou mestrado e ter perceções positivas face
aos comportamentos preventivos influencia a adoção de comportamentos preventivos.
Estudo 9 - Relação entre c onhecimentos e at itudes relacionadas com a saúde e c omportamentos
de risco para a saúde em estudantes universitários port ugueses
Neste estudo analisou- se a relação entre conhecimentos e atitudes relacionadas com a saúde e
comportamentos de risco para a saúde, verificando-se, em termos g erais, os/as estudantes
apresentaram baixos conhecimentos acerca da sa úde, scores moderados na e scala das atitudes e
envolveram-se, em média, em 3,88 (DP = 1,45) comp ortamentos de risco para a saúde (num máximo
de 7).
Considerando o objetivo do estudo, os resultados mostraram que a relação entre o con hecimento
acerca da saúde e os com portamentos de risco para a saúde foi significativamente mediada p elas
atitudes face à saúde e expli cou 16,7% da variância t otal para os com portam entos de risco para a sa úde.
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
264
Estudo 10 - Bem-estar e perceção de saúde de estudantes universitários/as e m Port ugal: A
influência do apoio parental e da relação amorosa
Este estudo pretendeu a valiar a pe rceção de bem -estar e saúde de estudan tes universitários /a s,
explorando as prop riedades psicométricas da EPBeS e analisando a infl uência de variáveis
sociodemográficas.
Os resultados deste estudo sugerem que a EPBeS mostra exce lentes propriedades
psicométricas, se ndo caract erizada por uma boa consistência interna e um único fator explicat ivo de
58 ,4 % da variân cia. Portanto, o es tudo corrobora a inves tigação de Dien er e colaboradores ( 1985), ao
referirem qu e as aná lis es fa tor iais de e scala s de sat isf ação de vida m ulti -item g er alm ente reve lam um a
única dim ensão su bjace nt e.
A média da EPBeS foi de 3, 73 ± 0,664, variando entre 1 e 5, mostrando uma perceção de be m -
estar e saúde m oderada, sendo que as estudantes a p resentaram maiores scores de satisfação com a
vida e felicidade sentida em comparação com os estudantes. Os resultados mostraram que os /as
estudantes que não se encontram at ualmente numa relação amorosa, que atualmente moram numa
habitação própria ou com os p ais, que t êm um I MC classificado com normal apresen tam uma maior
perceção de bem-estar e saúde.
Estudo 11 - A associação entre bem-estar e comportamentos de risco à saúde em estudantes
universitários /a s: O papel mediador da influência social
Neste estudo pr etendeu-se exa minar o papel mediador da influência social ( pares consumidores,
viver com a família e parceiro/a româ ntico/a) na relação entre o bem -estar e os comportamentos de
risco para a s aúde. Tal como verificado em estudos p recedentes, os/as estudantes apresen t aram uma
perceção de bem-estar e s aúde moderada e uma eleva da prevalência de comportamen tos de risco para
a saúde. Os resultados m ostraram que o aumento dos níveis de bem-estar, ter um par româ ntico e viver
com a família diminuem o número de comportamentos não -saudáveis. Por seu lado , ter amigos/as
consumidores /a s de substâncias psicoativas aumenta o número de comportamentos de ris co.
Este estudo mostrou que as variáveis da influência social mediaram significativamente o efeito d a
perceção do bem-estar e saúde nos comportamentos de ris co para a saúde.
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
265
Estudo 12 - Health On You Program: Desenvolvimento e implementação de i ntervenção de
educação para a saúde baseada na web para estudantes universitários/as
Este estudo descreveu o p rocesso de desenvolvimento e implementação de um programa de
interven ção em EpS fornecido na Web, para dotar os /as estudantes de conhecimentos e estratégias que
lhes permitissem decidir a favor da sua saúde, ao adotar comport amentos de saúde saudáveis e positivos
no seu dia-a-dia.
Os re sultados m ostraram que os/as participantes consideraram r elevantes e úteis o s
componentes de intervenç ão desenvolvidos em cada módulo. Um dos po ntos f ortes deste programa
refere-se à utilização do modelo PRECEDE-PROCEED para o desenho da intervenção, com a Teoria da
Influên cia Triádica (TTI) enquanto base teórica da intervenção e as diretrizes de Fleming (2002) e de
Brendryen e colegas (2013) para a projeção das sessões de cada módulo.
O programa Health
On
You m ostrou ser uma solução para m uitas das dificuldades enfrentadas
pelos/as estudantes univ ersitários/as na adoção de com portamentos positivos pa ra a saúde,
recomendando-se a sua ampla divulgação e implemen tação a nível nacional.
2. CONTR IBUTOS TEÓRICOS E PRINCIP AIS CONCL USÕES
Os es tudos apresentados nesta tese (à exceção do est udo 12) identificam os comportamentos de
risco para a saúde e analisam os fatores de influência intrape ssoal (perceção de bem-estar e
características sociodemográficas), atitudinal (conhecimentos e at itudes face à saúde) e social (influência
de pares e pessoas significativas).
2.1. Comportamentos de Risco para a Saúde e Perceção de Bem -estar e Sa úde
Os resultados dos estudos apresen t ados mostraram que os/as estudantes universitários/as
apresentam uma elevada prevalência de comportamentos de risco para a saúde (Aktaş et al., 2019) . O s
resultados mostraram que 1 em cada 5 univ ersitário/a é fumador/a , mas que a prevalên cia de
tabagismo nesta universidade foi meno r do que a identificada em outros estudos naciona is (C.
Albuquerque & Franco, 2010; Luz et al., 20 10; Mendes & Lopes, 2014; Rodr igues et al., 2010) e
internacion ai s realizados c om estudantes universitários/as, como em Espanha (Castro Cuesta et al.,
2014; Guillén et al., 2003; Hernández-González et al., 2018), na Gr écia (Alexopou los et al., 2010), no
Ir ão (Askarian et al., 2013 ), n a Austrália (Clark et al., 2004 ), na Jordânia (Kofahi & Hadda d, 200 5), na
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
272
nas práticas não-saudáveis dos/as estudantes universitários/as (Calamidas & Crowell, 2018; Steptoe &
Wardle, 1992) . Por exem plo, as perceções face ao us o do preservativo for am um preditor proeminen te
dos comportamentos sexuais de ris co (M. J. Santos et a l., 2016; X. Yang et al., 2019). Desta for ma, os
programas de EpS no ES devem pr omover atitudes positivas n os/a s es tudantes a fim de mudar os seus
comportamentos não-saudáveis. Os/as estudantes provavelmente agirão de modo saudável e consciente
se acreditarem no valor s ignificativo das suas ações. Essas m otivações podem ser m ais reforçadas por
experiências be m-sucedidas , bem como pelo feedback positivo em relação a determinadas condutas.
Tal com o noutros e studos (Clark et al., 2004; Musmar, 2012), o s não fuma dores/as
demonstraram pontuações mais pos itivas do que os/as fumadores/as e ex-fumadores/as. De igual
modo, os/as estudantes que mantiveram atitudes favoráveis face ao consumo de álcool foram
aqueles/as que apre sentaram uma maior prevalência de comport amentos problemáticos relacionados
ao álcool (Neighbors et al., 2006). Essas at itudes podem estar relacionadas aos motivos pelos quais
os /as estudantes consomem álcool, sej a pela expectat iva de que o álcool ajude na melhori a da sua vi da
sexual (Brown et al., 20 16; Florimbio et al., 2018; Lef kowitz et al., 2016; Tuli ao & McChargue, 2014) ,
na fuga ao stresse (Musselman & Rutledge, 2010), no aumento da div ersão (Studer et al., 2016; Wardell
et al., 2012) e/ou na procura pelo prazer social (Zamboanga et al., 2010).
Embora as atitudes face ao consumo de droga s ilícit as não se tenha apresentado com o uma
variável preditora deste tipo de consumo, outros estudos confirmaram esta relação (Stone et al., 2012) ,
mostrando que os/as estudantes do ES tendem a aprovar o consumo de drogas pelos pares o u a
consumir por in fluê ncia dos pares (Buckner, 2013; Helmer et al., 2014; Sanders et al., 2013) .
Relativamente à automedicação, os/as estudante s inquiridos/as apresentaram atitudes
desfavoráveis, de mo nstrando corretamente que não era aconselhável usar medicamentos sem
prescrição po r um cu rto pe ríodo de tempo e/ou usar medicamentos previamente prescritos para trat ar
os mesmos sintomas (James et al., 2006; Mehta & Sharma, 2015) .
A falta de tempo para preparar refeições saudáve is devido a compromissos académicos foi a
principal barre ira en unciada á pr ática de uma alimentaç ão saudável ( Hilger et al., 20 17; Mus aiger et al.,
2014; Pelletier & Laska, 20 12). De igual modo, a falta de tempo é percecionada como a principal barreira
à prática de exercício (Casta ñeda et al., 2 018; Daskapan et al., 2006; Deliens et al. , 2013; Gómez -Lóp ez
et al., 2010; Ma rtínez-Lemos et al., 2014; Ramírez-Vélez et al., 2016; Samara et al., 2015; Sill iman et
al., 20 04), seguindo-se a fal ta de motivação (King et al., 2014) e a falt a de energia (Ramírez-Vélez et al.,
2016; Samara et al., 2015),
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
273
As perceções face às ISTs foram m oderadas, conforme consistentemente relatado na literat ura
(M. J. Santos et al., 2016; Soh bet & Geçici, 2014) , co nsiderando-se improvável c ontrair I STs ou Vírus
Imunodeficiência Humana ( VI H) (Amare et al., 2019; H aile et al., 2017; Olubola, 2014; Roja s -Murcia et
al., 2015). As perceções face ao uso do preservativo, embora também tenham sido moderada s, obtendo-
se uma média um po uco superior ao ponto média da escala, apontam que as perceções sejam
desfavoráveis. Tal como veri ficado no estudo de Shapiro e colega s ( 1999), os /as estudantes
universitários/as tendem a concordar que o u so do preservativo torna as rela ções sexuais meno s
agradáveis e que quem s e en contra numa relação es tável e duradoura nã o n ecessita de usar
preservativo. No mesmo sentido, investigações mais recentes referem que muitos /as universitários/as
acreditavam que os pr eservat ivos reduziam o p razer durante a relação sexual (Mukherjee et al., 2019) e
que a confiança nos/as parceiros/as sexuais e a e stabilidade das relações amorosas ju stificam a
ausência de uso de preservativo (Pastor & Rojas-Murcia, 2019) .
De um modo geral, os conhecimentos acerca da saúde pr eviram os compo rtament os não
saudáveis por meio do efeito mediador d as atitudes face à saúde. Por outras palavras, os /as es tudantes
com um maior nível de conhecimentos tiveram propensão a ter atitudes desfavoráveis à adoção de
comportamentos saudáveis, o que, por sua vez , estev e relacionado a um maior n úmero de
comportamentos de risco. Isto é inconsistente com es tudos anteriores, nos qu ais o s resultados mostram
que a literacia em s a úde contribui para os comportam entos preventivos de saúde (B arsell et al., 2018)
e que comportamento de risco e elevados níveis de conhecimentos acerca da saúde não estavam
correlacionados (P. A. Cook & Bellis, 2001; Piko, 2002).
A inclusão dos fatores de influência atitudinal da TIT permitiram analisar a teoria do modelo
racional, ao ba sear-se o e studo 9, na cre nça de que exi ste um potencial mediador das atitudes na relação
entre conhecimento e com portamentos de saúde (Jones et al., 2015). Os result ados desse estudo
mostraram que um m aior nível de conhecimentos influencia positivamente os comport amentos não -
saudáveis. Por conseguinte, embora os/as estudantes apresentem inúmeros comportamentos de risco
para a saúde, eles/as encontram-se informados/as acerca dos seus m alefícios. Assim colocado , os
conhecimentos por si só n ão são suficientes para resultar em numa mudança nas atitudes nem nos
comportamentos dos/as estudantes universitários/as ( P. A. Cook & Bellis, 20 01). É neste sen tido q ue,
na análise dos fatores assoc iados aos comportam entos de risco para a saúde , se de vem identificar outros
fatores que motivem e resultem em ações (Glanz et al., 2008) .
Face à pandemia COVID-19, os resultados relativos aos conhecimentos acerca da COVID-19 foram
bons, revelando um profundo conhecimento sobre os sintomas do C OVID -19, bem com o sobre as
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
274
medidas preventivas e recom endações. Estudos anteriores já tinham demonstrado que os/as estudantes
do ES revelavam bons conhecimentos sobre esta patologia (Alzoubi et al., 2020; Asaad et al., 2019;
Maheshwari e t al., 2 020; Taghrir et al., 2020) . Para além dessa evidência , os/as estudantes mostraram
atitudes positivas em relação a como as pessoas se devem com portar em relação ao COVID -19 ,
semelhante a outros estudos internacionais (Alzoubi et al., 2020; Asaad et al., 2019; Boka dia &
Ganapathy, 2020; Mah eshwari et al., 2020) . Nessa base empírica , as perceções dos/as estudantes
refletem a forma correta de prev enir a infeção pela COVID-19, como a lavagem cuidadosa das mãos e a
desinfe ção de superfícies e objetos. Ao contrário das evidências internacionais (Alzoubi et al., 2020;
Taghrir et al., 2020; H. Yang et al., 2020), não foi possível afirmar que os/as estudantes tinham bons
comportamentos preventivos contra COVID-19, uma vez que h avia comportamentos - como n ecessidade
de distanciamento social ou desinfeção de calçado e produtos adquiridos - que não eram muito
prevalentes .
Um dos resu ltados mais importantes deste estudo refere-se à correlação positiva e signif icativa
entre o comportamento preventivo face à COVID -19 e a perceção de risco, sendo esta última uma variável
preditora, n o sentido em que, conforme aumenta a pe rceção de ri sco, os comporta mentos preventivos
também aumentam (H. Yang et al., 2020).
2.4. Fatores de influência social
Entre os inúmeros fat ores de influência soc ial, os/as jovens adultos/as, nomeadam ente os/as
estudantes universitários/a s, são sensíveis aos comportamentos dos seus pares (Dumas et al., 2019;
Graupensperger et al., 2020; Krieger et al., 2016; Lac & Donaldson, 2018; Lewis et al., 2015) , sendo
este considerado u m predit or psicossocial robusto (McBride, Barrett , Moore, & Schonfe ld, 2014).
A maioria dos/as estudantes fumadores/as relatou t er amigos/as fumadores/as. A ssim expre sso,
o facto de que t er amigos/as fumadores/as parece influenciar o consumo de tabaco entre os /as
universitários/as (Al-Dubai et al., 2014; Almutairi, 2016; Askarian et al., 2013; Granja et al., 2020;
Kamimura et al., 201 8; Menati et al., 20 1 6; Milošević Georgiev et al., 2019; Öncel et al., 2011; Sarioglu
et al., 2016; Solima n et al., 2017). Da mesma forma, o consumo de álcool pelos pares parece estar
relacionado ao consumo de álcool dos/as estudantes, indicando q ue os/a s e studantes que int eragem
com mais amigos/as que bebem t endem a consumir mais bebidas alcoólica s e a envolverem -se em
consumos exc essivos (Borsari & C arey, 2001; Byrd, 2016; Ka ssa et al., 2016; McBride et al., 2014;
Tartaglia et al., 2017) . Na mesma linha, os resultados dos estudos ap resentados mostraram que ter
amigos/as consumidores /a s de drogas ilícitas aumenta exponencialmente a probabilidade de ta mbém
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
275
consumir e sse tipo de substâncias psicoativas, sugerindo que as redes socialmen te próximas têm um
impacto no uso relatado de s ubstâncias psicoat ivas ilícit as (Blavos et al., 2017; Buckner, 2 013; Edwards
et al., 2019; Helmer et al., 2014; Kilmer et al., 2006; Napper et al., 2015; Neigh bors et al., 2008;
Pinchevsky et al., 2012; Zeferino et al., 2015).
A influência de am igos/as consumidores/as desempenhou um papel mediador significativo na
relação entre o bem-estar geral e, es pecificamente a satisfação com a vida e co nsigo p róprio/a, e os
comportamentos de risco ( Griggs & Crawford, 2019) . Este foi um dos resultados esperados, visto qu e as
evidências científicas indicavam qu e o s/as estudantes com m enor n ível de bem -estar e satisfação com
a vida e co nsigo próprio/a, têm mais amigos/as con sumidores/as de substâncias psicoativas e, por isso,
se envolvem em mais comportamentos não-saudáveis (Akt aş et al., 2019; Lai & Ma, 2016) .
A este aspeto da in fluência de pares alia-s e o fact o de muitos /as jovens adultos/a s mudarem de
residên cia após o ingresso no ES. No s estudos apresentados , os/as estudantes deslocados/as
apresentaram uma maior p revalência de consumo de tabaco, álcool (Kassa et al., 2016; Shields et al.,
2016; Tartag lia et al., 2017; Tavolacci et a l., 2016; Wicki et al., 20 10) e drogas ilícitas (Ajayi & Somefun,
2020; Arias- De la Torre et al., 2 019; T. H. B ennett & Holloway, 2015; Hosseini et al., 2018; Massah et
al., 2 016; Moh ammadpoorasl et al., 20 14; Nappe r et al., 2015; Peltzer & Pengpid, 201 6b; Pi nchevsky
et al., 2012) e de práticas alimentares desequilibradas (El Ansari et al., 2011; P apadaki et al. , 2007;
Peltzer & Pengpid, 2014; Tanton et al., 20 15; M. C. W hatnall et al., 2020).
No Estudo 11, identificou-se a relação entre o bem-estar e as variáveis que se d efiniram como
influência social, mostrando que viver com a família (Brannan et al., 2013) e ter um parceiro româ ntico
são caract erísticas que aumentam os níveis de bem-estar dos/as estudantes universitários/as (Jackson
et al., 2007; Yıldırım et al., 201 7) , enquanto ter pares consumidores de substâncias psicoativas diminuiu
a perceção de bem-estar (Brannan et al., 2013; Cobo-Rendón et al., 2020) .
A família, nomeadamente n a condição de apoio e suporte familiar, parece ter um papel
fundamental na adoção de comportamentos saudáveis (Akt aş et al., 2019; Allahv erdipour et al., 2015)
e na perceção de cada componente do bem-estar (Brannan et al., 2013; Schnettler et al., 2015), devendo
ser considerado no dese nvolvimento de programas de prevenção em cont exto académico (Ajayi &
Somefun, 2020). Ou sej a, devem ser apoiadas estrat égias que capacitem os pais e as mães a
reconhecer em e exercerem os seus pap éis na prevenção do consumo de substâncias psicoativas dos /as
seus/suas filhos/as (Pinchevsky et al., 2012), visto que o grau de autonomia e responsabilidade
conferidos pelo ingresso n o ES não cons titui por si só um distanciamento dos comportamentos de risco.
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
276
Relativamente à variável
Parceiro/a Amoroso/a
, os resultados mostraram que o aumento dos
níveis de bem-estar com a vida, consigo próprio e felicidade, aliado ao fato de t er um parceiro/a
amoroso/a, reduzem o número de comportamentos não-saudáveis dos/a estudantes universitários/a s
(Kye & Park, 2014; Ratelle et al., 2013).
2.5. (Auto)Super visão P edagógica
O modelo autosupervisivo desenvolvido através da s na rrativas reflexivas possibilitaram um melhor
planeamento, ação e monitorização das próprias experiências de investigação e integrá-las nas
experiências anteriores, de forma a facilitar o crescimen to pessoal enquanto profis sional reflexivo, não
ficando limitado às práticas e conceções anteriores, mas submetendo o desempenho formativo a uma
constante reflexão, com vista a melhorá -lo. A aut osuperv isão foi e ntendida co mo um processo de
desenvolvimento pes soal e profissional e de tran s formaçã o da identidade profissional, p elo constante
autoquestionamento da s práticas. Por isso, assumiu-se desde sempre uma postura at iva e de envolvência
pessoal num processo que se quis realista e criat ivo, (co)respondendo às situações de cada momento
da melhor forma possível (Alarcão & Tavares, 2007).
Para além da autosupervisão do pr ocesso metodológico, o própr io proce sso de recolha de dados
(pela componente pedagóg ica do questionário desenvolvido), assim como, o programa de EpS construído
com base no modelo PREC EDE-PROCEED apres enta inúmeros componentes da Supervi são, cuja
essên c ia remete para a constru ção e desenvolvimento da autonomia profissional (Alarcão & Roldão,
2008) de todos/as os/as envolvidos/as, mas também comporta as funções de apoiar, orientar e regular
o processo formativo (Vieira, 1993). Nomeadamente, a criação de e spaços p ara a realização de
aprendizagens colaborativas e de social ização, como os fóruns das sessões; as i númeras oportunidades
para o aprofundamento dos conhecimentos, através de bibliográfica de aprofundamento; a aplicação
prática e resolução de probl emas quotidianos, levando os/as estudantes a refletir e criar s oluções para
os problemas equacionado s (por exemplo, os dilemas apresentados ou o cálculo dos gastos com o
consumo de t abaco ou álcool); o respeito pelos diferentes ritmos de aprendizagem e adapt ação , já que,
a avaliação é sempre feita da mesma forma e apenas no final do módulo ; a divers ifi cação das atividades
e estratégias pedagógicas apresen tadas ao longo do prog rama .
2.6. O Programa Health
On
You
Embora as intervenções que se centram apenas num comportamento de risco po ssam se r mais
bem-sucedidas (Coons et a l., 20 00) , observa-se que as potencialidades das intervenções focad as em
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
277
múltiplos comportamentos, consider a ndo que uma i ntervenção ideal seria aquela que visa mudar e
melhorar vários comportamentos de ri sco simultaneamente ( Prochaska et al., 200 8) , na m edida em que
vários comportamentos de r isco se encontrarem correlacionados, formando perf is comportamentais (De
Vries et al., 2008) .
As análises rea lizadas no â mbito dos programas de in tervenção em EpS no ES mostraram que
raramente os artigos cient íficos descrevem em prof undidade o desenvolvimento , implementação e
avaliação das intervenções (Barretto et al., 2011; Bart holomew e t al., 2016; F. Bradley et al., 1999;
Campbell, 2000; Fernandez et al., 2019) . No est udo 12 apresent ou - se todas as etapas d o
desenvolvimento do Progra ma Health
On
You com bas e no Modelo PRECEDE-PR OCEED pois considerou-
se que descrição de cad a uma das fases e o seu planeamento permitirão: orientar o desen volvimento de
novas i ntervenções nesta área e o refinamento dest a intervenção em estudos futuros; fornecer a
metodologia utilizada permitirá a sua utilização por outros/as investigadores/as e profissionais da área;
aumentar a transparên cia e credibilidade do proce sso de desen volvimento da intervenção e dos
resultados obtidos.
3. LIMIT AÇÕES GERAIS DOS ESTUDOS
Todas as investigações científicas apresentam limitações metodológ icas, e embora os/as
inves tigadores/as procurem que as m esmas não condicionem o desenvolvimento das investigações, a
leitura dos resultados de cada um dos es tudos de ve rá considerá-las. N esta se cção procurou-se
apresentar a s limitações globais dos e studos, salientando - se que cada estudo apres enta as suas
limitações específi cas.
Em primeir o lugar, destaca -se o ter sido pretendido, considerando os objetivos da tese, con struir
uma amostra representativa dos/as estudan tes da univers idade em estudo , de mo do a obter resultados
fi áveis. Apesar desta representatividade restringir o estudo a uma única univers idade , limita a
generalização dos resultados a todos/as e studantes universitários/as portuguese s/as, deve ndo essa
generalização ser encarada com cautela. Mais especificamente justifica-se referir que, embora se trate
de um estudo transversal, mostrou -se apropriada a realização de análises de mediação, tal como
verificado noutros e studos (Boyd & Wilcox, 2020; Buckner et al., 20 19; Domínguez -Valerio et al., 2019;
Lai & Ma, 2016; Romeo et al., 2021).
Por sua ve z, ao ter sido eleito um instrumen to de recolha de dados, na forma de autorrelato, se
mostra adequado para utilização num curto es paço de tempo e com um grande número de s ujeitos. No
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
278
entanto, sabe-se existirem limitações que podem afe tar a validade das informações fornecidas, como as
seguintes: 1) a desejabilidade social ou a falsificação das respostas, da do que a natureza da s questões
pode causar algum emb araço ao serem demasiado pessoais, levando a su b ou sobreestima r
determinados comportam en tos ; 2) a influência da memória pelas dificuldades em recordar determinados
aspetos, visto que os/as estudantes foram questionados /as acerca de com portamentos ocorridos no
passado (por exemplo, u sando expressões como nos últim os 12 meses ou nos últimos 30 dias); e 3) a s
diferentes perceção face a cada um dos itens apresentados, por exemplo, poderão ter existido
envies ame ntos no que conc erne à dificuldade de distinguir os diferentes níveis de atividade , embora se
tenham apresentado exemplos de cada tipo de atividad e .
No que se refere aos com portam entos ocorridos no pa ssado, e apesar da recolha de dados ter
sido planeada e realizada num mom ento da vida académica que exc luísse festividades, os
comportamentos relatado s podem n ão ser representativos do comportamento típico, principalmen te no
que concerne os hábitos alimentares, ao serem considerados os últimos 7 dias.
Apesar das limita ções apresentadas, a validade dos q uestionários de autorrelato em estudos de
comportamentos de saúde é su stentada (Rebagli ato, 2 002), mostrando uma elevada confiabilidade para
autorrelatos relacionados c om o consumo de sub stâncias psicoat ivas e u ma confi abilidade moderadas ,
em estudos relativos à atividade física (Brener et al., 2003), ao destaca r- se a confidencialidade e
anonimato aquando da aplicaçã o dos questionários .
Para contorn ar estas limita ções, procedeu-s e de forma a que as cir cunstâncias de pr eenchimento
dos questionários fo ssem a s m esmas para todos/as o s/as estudantes, a o ser em aplicados em sala de
aula e em formato de papel. Este procedimento levantou outra limitação, ao existir a possibilidade de
que os/as estudantes com determinados comport amentos de ri sco estejam sub -representados. Po r
exemplo, de acordo com A rri a e colegas (2015), os/as estudantes consumidores/as de drog as ilícitas
apresentam uma menor probabilidade de frequ entar as aulas.
Embora se compreendam as vantag ens ass ociadas à recolha de dados online (mais económico,
mais rápido, mais cómodo), no âmbito deste es tudo, a utilização de instrumen tos de autorrelato online
não pareceu adequada, seja pelo facto de não se cont rolar o momento de respos t a de todos/as os/as
estudantes. Pode ser fornecido o segui nte exemplo: em questões de b em-estar, se o/a estudante se
encontrasse a responder a o questionário num am biente mais t enso, certamente as suas respostas
seriam diferentes. E , também considerando as respostas à escala dos conhecim entos sobre saúde,
existia a possibili dade dos/as estudantes recorre rem a ou tras fontes de informação para con hecerem as
respostas, enviesando o seu nív el de conhecimentos.
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
279
Por sua vez, no estudo 8, recorreu-se ao uso de uma plataforma onlin e para a recolha de dados
e, por isso, uma das suas li mitações refere-se ao facto de não existir a garantia de que os/as estudan tes
não tenham procurado as respostas , para a aquisição de conhecimento pedido com a escala
conhecimentos. Mesmo assim, destaca -se a componente pedagógica inerente a es ta recolha de dados,
pois quer tenham ou não procurado as respostas aos itens da escala de conhecimentos acerca da COVID -
19, os conhecimentos demonstrados correlacionam -se positivamente com os comportamentos
preventivos face à COVID-19.
Uma outra limitação reporta -se à exclusão dos/as est udantes a frequentar cursos da área das
ciências da sa úde. Est a exc lusão foi pensada pe lo vié s que poderia ser causado, nomeadamente na
escala dos conhecimentos sobre sa úde (Hyska et al., 2014) . Esta op çã o metodológica não significa de
forma alguma que tenha sido descartada a importância de analisar os com portamentos de saúde dos/as
estudantes desta área científica em pesquisas f uturas. A cresce assumir que na metaanálise realizada
por Xu e colaboradores (2019) verificou- se uma prevalência significativamente superi or de prát icas de
automedicação com antibióticos , entre estudantes d e medicina quando comparados/as com os/as
estudantes de outros domínios cien tíficos.
Outras limitações es pecífic as s ão enunciadas em cada um dos estudos apresentados. Por
exemplo, no caso do estudo 1, não foi considerado o consumo de cigarros eletrónicos ou de tabaco
aquecido, na medida em que o uso des se tipo de produtos tabágicos foi re sidual, em estudantes
universitários/as, partindo da validação do questionário e do estudo de Feijão (2015) com jovens
estudantes portugueses/as . Em relação ao estudo 4, não foram considerados o s períodos específicos de
automedicação (por exemplo, durante o estudo e preparação para exames).
Uma das limitações do programa Health
On
You refere-se à participação voluntária dos/as
estudantes, ou seja, sendo a inscrição no programa voluntária poderá indiciar que esses/as estudantes
se encon tram mais sensibilizados/as, interessados/as e recetivos/as à ad oção de comportamentos
positivos de saúde. De ixando de fora aqueles/as estudantes que deveria be neficiar deste tipo de
programas por apresentar uma maior prevalência de com portamentos de risco. Para além dessa
limitação, a implementação do programa não incluiu uma amostra represen tativa da pop ulação-alvo,
sendo também o tamanho da amostra relativamen te p equeno, nem um grupo de con trolo. Desta for ma,
reitera-se a necessidade de interpretar os resultados com alguma precaução e que eventuais melhorias
comportamentais poderão não ser resultado exclusivo da intervenção.
Em t ermos de desenho do programa, uma da s desvantagens de usar um formato baseado na Web
é que era difícil medir a quantidade e a qualidade da interação que os /as participantes tinham com o
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
280
programa da Web, apesar de existir a possibi lidade comentar cada umas das sessões e de existirem
vários i ncentivos à participação nos fóruns das sessões, pou cos foram os comentários liv res r ealizados
pelos/as participantes. Pa ra além disso, co nsidera- se que os/as participantes deveriam ter s ido
questionados sobre o que pensavam sob re o format o da intervenção ba seado n a web, sendo que a
inclusão desta informação teria contribuído para validar o format o escolhido para a realização da
interven ção.
Por último, referir que a análise das narrativas refl exivas inerentes ao proces so metodológico
desta tese não foram alvo de análise, sendo um processo de desenvolvimento pessoal e profissional, não
fez sentido ne sta tese analisar todas as dimen sões elencadas em cad a um dos m omentos vivenciados.
No entanto, na seção ant erior elenca ra m-se as potencialidades deste processo na cons trução do
conhecimento científico e desen volvimento profissional do/a investigador/a.
4. IMPLICA ÇÕ ES P ARA PRÁ TICAS E ESTUDOS FUTUROS
Partindo do pressuposto de que a investigação científica é um pr ocesso circular ou , mais
corretamente, um processo em espiral (Alferes, 1997), os contributos empíricos e t eóricos di scutidos ao
longo deste capítulo sugerem vári as implicações pr át icas e apontam para pesquisas futuras que
permitam da r continuidade à investigação realizada e mostrar a pertinência de se m anter uma
atualização constante das tendências comportamentais (bem como cognitivas e afetivas) .
Os res ultados dos estudos apresentados pe rmitir am ad quirir conhecimentos acerca da
problemática dos c omportamentos de risco para a saúde dos/as estudantes u niversitários/as, bem
como uma exploração mais aprofundada de alg uns fa tores subjacentes e da possível influência de
outros determinantes. O modelo de comportamentos de saúde proposto po r Flay e Petraitis (1994)
sugere a importância de es tudar os det erminantes dos comportamentos de saúde relacionados com
diferentes dom ínios ( social, interpessoal e in trapessoal). Os diferentes es tudos identificaram as variávei s
preditoras relativas a cada um dos comportamentos de ri sco analisados, as sim como, se considerou o
efeito mediador da variável “Atitudes face à saúde” (estudo 9) e da variável “Influência s ocial” (estudo
11). N o entanto, investigações futuras deverão explorar outros procedimentos e possívei s efeitos
mediadores e moderadores, bem como o agrupamento de comportamentos de ris co , criando perfis
comportamentais . Ou s eja, é importante examinar com m ais profundidade os comport amentos que
se agrupam e que podem ser influenciados por fat ores semelhante , a fim de pre parar programas de
prevenção mais eficien tes que permitam um foco em vários com p ortamentos ao mesmo tempo e
CAPÍTULO IV – CONSIDE RAÇÕES F INAIS
281
dirigidos a e studantes com os mesmos perfis comporta mentais. Da mesma forma, prevê-se a publicação
de um artigo que explore as inter-relações do item relativo à perceção do estilo de vida, após o ingresso
no ES .
Nesta t ese abordaram -se sete comportamentos de risco para a saúde, no en tant o, ambiciona -se
ampliar a análise deste tipo de comportamentos, incluindo a saúde oral (lavagem dos dentes e realização
de ch eck-ups dentários), a segurança rodoviária (uso de cint o de segurança, consumo de b ebidas
alcoólicas e condução, cumpr imento dos limites de velocidade) e a qualidade do son o (nú mero de horas
dormidas, horários estáveis).
No que diz respeito aos in strumentos utilizados, e mbora as análises estatísticas realizada s
demonstrem boas características psicométricas, o estudo e o aprofund amento psicométrico dos
instrumen tos utilizados podem co nstituir u m aspeto a ter em conta em estudos futuros
16
.
Estudos futuros deverão considerar outras variáveis entre os diferen tes fat ores de infl uência,
como, por exemplo, o nível socioeconómico, que está claram ente associado ao consumo de s ubstâncias
psicoativas (Redonnet et al. , 2012), a hábitos alime ntares desequilibrados e sedentarismo (Rodrígue z-
Espinos a et al., 20 15) e à forma como os/as jovens percecionam o se u bem-est ar (Schnettler et al.,
2015).
O desenho da i nvestigação incluiu uma amostragem por ano de frequência académica, com o
intuito de com parar as caraterísticas comportam entais dos/as estudantes no i nício e no final do percurso
académico. No entanto, não invalida o desenvolvimento de est udos longitudinais , ambicionando-se,
futuramente, a compreensão destes fen ómenos ao longo do te mpo, clarificando as petos contraditórios
encontrados na literatura e verificando se a prevalênc ia dos comportam entos de risco, que segue a
tendência descri ta nas pesquisas científicas. Na mesma ótica, sugere-se a replicaç ão destes estudos
com outras populaçõe s, no meadamente jovens adultos/as que não estudam nem trabalham e
estudantes universitários/as de outras IES (para a obtenção de uma amostra representativa da
realidade nacional) e de outros países que permitirá confirmar ou infirmar os resultados obtidos.
O bem -estar (subjetivo) é um constructo constituído por diferentes componentes claram ente
diferenciados, embora relacionados. Esta investigação demons trou que o bem -estar deve ser
16
Embora os estudo s desta tese nã o incluam as aná lises psicométricas gerais da esc ala dos conh ecimentos ac erca dos comportamentos de saúde e da
escala d e atit udes face aos comportament os de sa úde foi realizada uma análise f atorial confirmató ria para cada uma das escalas e os resultados da mes ma
serão redigidos em f orma de artigo científica e publicados futuramente. The CFA analys is of the Health-related knowledge scale by testing the model compose d
of 7 factors related to each of the cate gories subject to analysis and one factor of sec ondary order has shown that we have obta ined a model with satisfying
indexes (RMSEA = 0.028; SRMR = .040; TLI = .880; NFI = .7 59; CFI = .891; GFI = .935; 2 (912.147) / df (569) = 1.60). The indexes, or scores, of re liability
of each of t he factors varied between .488 and .578, and a good reliability index was obtained for the general factor ( α = .8 30) . The quality indexes of th e
Attitudes towards health scale indicated, after adjustment and deletion of items w hich did not pr esent an acceptab le facto rial rel evanc e, an accepta ble
adjustment (RM S EA = 0.042; SRMR = .0 40; TLI = .928; NFI = .908; CFI = .944; GFI = .951; 2 (476.493) / df (199 ) = 2.39). The reliability indexes o f each
of the factors vari ed between .67 1 and .7 65, and we have obtained a highly sat isfactory reliability index for the general factor ( α = .800).
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
288
profess o res.
Edições Pedago, Lda.
Alarcão, I., & Tavares, J. (20 07).
Supervisão da prát ica pedagógica - Uma perspectiva de desenvolvimento
e aprendizagem
. Almedina.
Albuquerque, A. S., & Tróc coli, B . T. (2004). Desenvo lvimento de uma escala de bem -estar subjetivo.
Psicologia: Teoria e Pesquisa
,
20
(2), 153 – 164.
http://www.scielo.br/pdf/ptp/v20n 2/a08v20n2
Albuquerque, C., & Franco, V. (2010). Preditores de mográficas e psicossociais de comportamentos
relacionados com a s aúde e m jovens estudantes. In A. S. Pereira, H. Castanheira, A. C. Melo, A.
I. Ferreira, & P. Vag os (Eds.),
Apoio Psicológico no Ensino Superior : modelos e prát icas. I
Congresso Nacional da RESAPES-A P2
(pp. 583 – 587). Universidade de Aveir o.
Alexopoulos, E. C., Jelastopulu , E., A ronis, K., & Dougenis, D. (2010). C igarette smoking among univers ity
students in Greece: A comparison between medical and ot her students.
Environmental Health
and Preventive Medicine
,
15
(2), 115 – 120. https://doi.org/10.1007/s12199-009- 0110 - 0
Alferes, V. R. (1997).
Investigação científica em psicologia: Teoria e prática
. Almedina.
Allahverdipour, H., Abbasi- Ghah ramanloo, A., Mohammadpoorasl, A., & Nowzari, P. (2015). Ciga rette
smoking and its relationshi p wit h perceived fam ilial support and religiosity of university students
in Tabriz.
Iranian Journal of Psychiat ry
,
10
(3), 136 – 143.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26877746
Allen, H. K., C aldeira, K. M., Bugbee, B. A., Vincent, K. B., O’Gr ady, K. E., & Arria, A. M. (2017). Drug
involvement during and afte r college: Estimates of opportunity and use given opportunity.
Drug
and Alcohol Dependen ce
,
174
, 150 – 157. https://doi.org/10.1016/j.drugalcdep.2017.01.025
Allensworth, D., Grizzell, J., St evenson, B., & Tappe, M. (2017). Promoting health in schools and
universities . In C. Fertman & D. Allensworth (Eds.),
Health promotion programs: fr om theory to
practice
(pp. 325 – 348). Jossey-Bass Publishers.
Almeida, J. (2014) .
A saúde mental global, a depressão, a ansie dade e os comportamentos de ri sco nos
estudantes do Ensino Sup erior: Estudo de prevalência e correlação
[Doctoral dis sertation,
Universidade Nova de Lisboa]. Repositório U niversidade Nova.
http://hdl.handle.net/10362/15722
Almeida, Leandro S., & Freire, T. (2008).
Metodologia da investigação em psicologia e educação
.
Psiquilíbrios.
Almutairi, K. M. (20 16). Predicting relationship of smoking behavior am ong male Sa udi Arabian college
students related to their religious practice.
Journal of Religion a nd Health
,
55
(2), 469 – 4 79.
https://doi.org/10.1007/s109 43 -015-0003-z
Alsunni, A. A., & Badar, A. (2015). Fruit and vegetable consumption a nd its determinants among Saudi
university students.
Journal of Taibah Univ ersity Medical Sciences
,
10
(2), 201 – 20 7.
https://doi.org/10.1016/j.jtumed.2014 .11.003
Álvarez Rivera, L., Cuevas Ferrera, R., Lara Pot, A., & González Hernández, J. (2015). Diferencias de l
autoconcepto físico en practicantes y no practicantes de actividad física e n estudiantes
universitarios .
Cuadernos de Psicología Del Deporte
,
15
(2), 27 – 34.
https://doi.org/10.4321/S1578-84232015000200004
Alves, R. F. (2018). Knowledge, at titudes and sexual behaviors in High er Education: the process of
constructing a measurement scale. Poster session p resented at t he.
I Doctoral Programme in
Human Sexuality I International Sem inar - Past, Pre sent and Future o f Sexualit y Researc h
.
https://www.fpce.up.pt/ispdsh/abstracts.html
Alves, R. F. (2019a). Nutritional knowledge and eating at titudes and h abits in high er educat ion.
Journal
of Human Sport and Exercise
,
14
(4(proc)), S1258 – S1260.
https://doi.org/10.14198/jhse.201 9.14.Proc4.82
Alves, R. F. (2019b). Prática de atividade física no ensi no superior: relação com o s conhecimentos e a s
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
289
atitudes.
Journal of Sport Pedagogy & Research
,
5
(2), 8.
http://www.ipg.pt/scpd/files/JSPR_1_1.pdf
Alves, R. F. (2020a). Avaliação dos conhecimentos, das at itudes e dos hábitos alimentares dos
estudantes universitários. In J. Serrano, J. Petrica, M. Kerkoski, & B. Pereira (Eds.),
Atividade
física, lazer e saúde - Perspetivas e desafios de in vestigação
(pp . 235 – 243). Instituto Pol itécnico
de Castelo Branco. http://hdl.handle.net/1822/68828
Alves, R. F. ( 2020b). Instru mentos de avaliação de con hecimentos, at itudes e prát ica de exercício físico
no Ensino Super ior: uma re visão sistemática. In J. Serrano, J. Petrica, M. Kerkoski, & B. Pereir a
(Eds.),
Atividade física, lazer e saúde - P erspetivas e d esafios de investigação
(pp. 142 – 150).
Instituto Politécnico de Castelo Branco. http://hdl.handle.net/18 22/68825
Alves, R. F. (2019c). A (auto)reflexão no p rocesso met odológico da investigação científica em
dissertações. In M. V . Pires, C. Mesquita, R. P. Lopes , E. M. Silva, G. Santos, M. R. Patrício, &
M. L. P. Castanheira (Eds.),
IV Encontro Internacional de Formação na Docência ( INCTE): livro
de atas
(pp. 975 – 981). I nstituto Politécnico de B ragança. h ttps://doi.org/10.34620/incte.2019
Alves, R. F ., & Precioso, J. ( 2019). Conhecimentos, at itudes e consumo de álcool no ensino superior: o
processo de construção de uma escala de medida. In V. S. Correia, M. M. Ricardo, & S. R. Duarte
(Eds.),
III Enjie – Encontro Nacional de Jovens Investigadores em Educação D esigualdade s
sociais e educativas
: que lugar na investiga ção?
(p. 747). Centro de Estudos Interdisciplinares
em Educação e De senvolvimento (CeiED), U niversidade Lusófona de Hu manidades e
Tecnologias.
Alves, R. F., & Precioso, J. (2018). C onhecimentos, ati tudes e hábitos tabágicos no ensino superior: o
processo de construção de uma escala de medida. In T. Ramiro-Sánchez, M. T. R. Sá nchez, &
P. B . M. Sánchez (Eds.),
Libro de A ctas del 6th International C ongres s of Educational Sciences
and Development
(p. 322). Asociació n E spañola de Psicología C onductual.
https://www.congresoeducacion.es /edu_web6/LIBRO_RESUMENES.pdf
Alves, R. F., Precioso, J., & Becoña, E. (in press ). Smoking behavior and secondhand smoke exposure
among univer sity students in northern Portugal: Relations with knowledge on tobacco use and
attitudes toward smoking.
Pulmonology
. https://doi.org/10.1016/j.pulmoe.2020.03.00 4
Alves, R. F., Samorinha, C., & Precioso, J. ( 2021). Knowledge, at titudes and prev entive behaviors toward
COVID-19: a study among h igher education students in Portugal.
Journal of Health Research
,
35
(4), 318 – 328. https://doi.org/10.1108/JHR- 07 -2020-0254
Alzoubi, H., Alnawaiseh, N., Al -Mnayyis, A ., Abu- Lubad, M., A qel, A ., & Al-Shag ahi n, H. (2020). COVID-
19 - Knowledge, att itude and practice among medical and non -medical u niversity students in
Jordan.
Journal of Pure and Applied Microbiology
,
14
(1), 17 – 24 .
https://doi.org/10.22207/JPAM.14.1.04
Amare, T., & Getinet, W. (2019). Alcohol use and a ssociated fact ors among high sch ool, college and
university students in Eth iopia, systemat ic review, a nd meta -analysis, 2018.
Journal of Mental
Health
,
0
(0), 1 – 9 . ht tps://doi.org/10.1080/09638237.2019.1677871
Amare, T., Yeneabat, T., & Amare, Y. (2019). A systematic review and meta -analysis of e pidemiology of
risky sexual behaviors in college and university s tudents in Et hiopia, 2 018.
Journal of
Environmental and Publi c Health
,
4852130
, 1 – 8. htt ps://doi.org/10.1155/2019/4852130
American College Health Association. (2018a).
Undergraduate studen t . Refe rence group. Data report fall
2018.
American C ollege Health Association. https://www.acha. org/documents/ncha/NCHA-
II_Fall_2018_Undergraduate_Refere nce_Group_Data_Report.pdf
American College Health Association. (2018b).
Healthy Campus 2 020
.
https://www.acha.org/HealthyCampus
An, L. C., Klat t, C., Perr y, C. L., Lein, E. B., Hennrikus, D. J., Pallo nen, U . E., Blis s, R. L., Lando, H. A.,
Farley, D. M., Ahluwalia, J. S., & Ehlinger, E. P. (2008). The RealU online ces sation intervention
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
290
for college smokers: A randomized controlled trial.
Preventive Medicine
,
47
(2), 194 – 199.
https://doi.org/10.1016/J.YPMED.2008.04 . 011
Antão, C., & Veiga -Branco, A. (2011) . Percepção de saúde em alunos do e nsino superior: atitudes e
comportamentos promotoras de saúde.
International Jo urnal of Developmental and Educational
Psycology INFAD Revis ta de Psicología
,
3
(1), 479 – 487. h ttp://hdl.handle.net/1019 8/5951
Araújo, E. V . (2015).
Comportamentos de risco em jovens universitários: consumo de substâncias
psicoativas
[Master’s thesis, Universidade dos Açores]. Repositório da Universidade dos Açores.
http://hdl.handle.net/10400.3/3750
Archie, S., Zangeneh Kazemi, A., & A khtar-Danesh, N. (2012 ). Concurrent binge drinking and depr ession
among Canadian yout h: Prevalence, pat terns, a nd suicidality.
Alcohol
,
46
(2), 165 – 172 .
https://doi.org/10.1016/j.alcohol.2011.07.001
Arias-De la Torre, J., Fernández-Villa, T., Molina, A. J ., Am ezcua-Prieto, C., Ma teos, R., Cancela, J. M.,
Delgado-Rodríguez, M., Ortíz -Moncada, R., Alguacil, J., Almaraz, A ., Gómez -Acebo, I., Suárez-
Varela, M. M., Blázquez-Abellán, G., Jiménez-Mejías, E., Valero, L. F., Ayá n, C., Vilorio -Marqués,
L., Olmedo-Requena, R., & Martín, V. (2019). Drug use, family support and related fact ors in
university students. A cross-sectional s tudy based on the uniHcos Project data.
Gaceta Sanitaria
,
33
(2), 141 – 147. https://doi.org/10.1016/j.gaceta.2017.10.019
Arias-Palencia, N. M., Solera -Martínez, M., Gracia-Marco, L., Silva, P., Martínez- Vizcaíno, V ., Cañete -
García-Prieto, J., & Sánchez-López, M. (2015). Levels and patterns of objectively assessed
physical activity and compliance with different public health g uidelin es in university students.
PLOS ON E
,
10
(11), e0141977. ht tps://doi.org/10.1371/journal.pone.0141977
Armitage, C., & Conner, M. (1999 ). Distinguishing perceptions of control from self -efficacy: Predicting
consumption of a low -fat diet using the th eory of plan ned behavior.
Journal of A pplied Social
Psychology
,
29
(1), 72 – 90. ht tps://doi.org/10.1111 /j.1559- 1816.2009.00525.x
Arnett, J. J. (2000). Emerging adulthood: A theory of development from the late teens through the
twenties.
American Psych ologist
,
55
(5), 469 – 480. https://doi.org/10.1037/0003-
066X.55.5.469
Aronson, R. E., Norton, B. L., & Kegler, M. C. (2007). A ch ieving a “broad view of healt h”: Findin gs from
the Californ ia h ealthy cities and comm unities evaluation.
Health Education and Behavior
,
34
(3),
441 – 452. https://doi.org/10.1177/1090198106289000
Arria, A. M., Caldeira, K. M., Allen, H. K., Bugbee, B. A., Vincent, K. B., & O’ Grady, K. E. (2017).
Prevalence and incidence of drug use among college students: an 8 -year longitudinal analysis.
The Am erican Journal of Drug and Alcohol Abuse
,
43
(6), 711 – 718.
https://doi.org/10.1080/00952990 .2017.1310219
Arria, A. M., Caldeira, K. M., B ugbee, B. A., Vincent, K. B., & O’Grady, K. E. ( 2015). The aca demic
consequences of marijuana use during college.
Psychology of Addictive Beh aviors
,
29
(3), 564 –
575. https://doi.org/10.1037/adb0000108
Arrivillaga, M., Sa lazar, I. C., & C orrea, D. (2003). Creen cias sobre la salud y su rela ción con las prácticas
de riesgo o de protección enjóvenes u niversitarios.
Colombia Médica
,
34
(4), 186 – 195.
http://www.redalyc.org/articulo.oa?i d=28334403
Asaad, A. M., El -Sokkary, R. H., Aedh, A. I ., Ali Alzamanan, M. A., & Khalil, F. O. (2019). Exploring
knowledge and attitude to ward Middle East Res piratory Syndrome -Coronavirus (MERS-CoV)
among univer sity health colleges’ students, Saudi Arabia: A cross -sectional study.
American
Journal of Infectious D iseases
,
15
(1), 37 – 43. ht tps://doi.org/10.3844/ajidsp.2019.37.43
Ashton, L. M., Morg an, P. J., Hutchesson, M. J., Rollo, M. E., & Colli ns, C . E. (2017). Fea sibility and
preliminary efficacy of the “ HEYMAN” health y lifestyle program for young men: a pi lot randomised
controlled trial.
Nutrition Journal
,
16
(1), 1 – 17. https://doi.org/10.1186/s12937- 017 -0 227-8
Askarian, M., Kouchak, F., Youssef, M., & Romito, L. M. (2013). Comparing tobac co use knowledge,
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
291
attitudes and practices between engineering students at a public and islamic azad u niversity in
Shiraz, Iran 2011.
International Jour nal of Preventive Medicine
,
4
(10), 1154 – 1161.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24319555
Atkinson, N. L., & Gold, R. S. (2002). The promise a nd challenge of eHealth int erventions.
American
Journal of Health Behavior
,
26
(6), 494 – 503. https://doi.org/10.5993/AJHB.26.6.10
Babaoglu, U. T. (2 017). Pre valence of smoking and ri sk factors among students at a university in Turkey.
Journal of Clinical and Analytical Medicine
,
8
(1), 68 – 73. https://doi.org/10.4328/JCAM.4631
Baer, J. S. (2002). Student factors: Understanding individual variation in college drinking.
Journal of
Studies on Alcohol
,
63
(SUPPL. 14), 40 – 53. https://doi.org/10.15288/jsas.2002 .s14.40
Bailey, J. V., Murray, E., Rait, G., Mercer, C. H., Morris, R. W., Peacock, R., Cassell, J., & Nazareth , I.
(2012). Computer-based interventions for sexual health pr omot ion: Systematic revi ew and meta -
analyses.
International Journal of ST D and AIDS
,
23
(6), 408 – 413 .
https://doi.org/10.1258/ijsa.2011.011221
Balasch, M., Faucha, M., Antelo, V. S., Pires, C. V ., & Carv alho, H. ( 2018). Sex -related differences in
heavy episodic dri nking am ong young ad ults living in Porto, B ologna and Tar ragona: Patterns,
protective behaviors and negative consequences.
Journal of Alcohol & Drug Education
,
62
(3),
72 – 93. https://eric.ed.gov/?id=EJ1202787
Balsa, C., V ital, C., & Urbano, C. (2 017).
IV I nquérito N acional ao C onsumo de Substâncias Psicoativas
na População Geral, Por tugal 2016/17
. ht tp://www.sicad.pt/PT/Documen ts/2017/INPG
2016_2017_I relatorio final_dados_provis orios.pdf
Bamberger, P. A ., Koopmann, J., Wang, M., Larimer, M., Nahum -Shani, I., Geisner, I., & Bach arach, S.
B. (2018) . Does college alcoh ol consumption impact employment upon graduation? Findings
from a prospective study.
Journal of Applied Psychology
,
103
(1), 111 – 121.
https://doi.org/10.1037/apl0000244
Bandura, A. (1986).
Social foundations of thought and action
: a social cognitive theory
. Prentice-Hall.
Bandura, A. (1997).
Self-efficacy
: the exercise of con trol
. W.H. Freeman and Company.
Bardagi, M. P., & Hutz, C. S . (2010). Satisfação de vida, comprometimento com a carreira e exploração
vocacional em estudan tes universitários.
Arquivos Brasileiros de Psicologia
,
62
(1), 159 – 170.
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?scri pt=sci_artt ext&pid=S1809-52672010000100016
Barra, L. C., Fernández, P. P., Granada, F. G., Á vila, P. C ., Mallea, J. M., & Rodrí guez, Y. M. (2015).
Diagnóstico del consumo de tabaco en estudiantes de pregrado de la Pontificia Univ ersidad
Católica de Valparaíso.
Revista Medica de Chile
,
143
(10), 1343 – 1350.
https://doi.org/10.4067/S0034-98872015001000014
Barretto, A. I., Bingham, C. R., Goh, K. N., & Shope, J. T. (2011). Developing a web-based h ealth
promotion intervention: A ca se study f rom a brief motivational alcoh ol program.
Health Promot ion
Practice
,
12
(2), 193 – 201. h ttps://doi.org/10.1177/1524 839909353740
Barsell, D. J., Ever hart, R. S., Miadich, S. A., & T rujillo, M. A. (2018). Examining health behaviors, health
literacy, and self-effi cacy in college students with chronic conditions.
American Journal of Health
Education
,
49
(5), 305 – 311. h ttps://doi.org/10.1080/19325037.2018.1486 758
Bartholomew, L. K., Markham, C. M., Ruiter, R. A. C., F ernàndez, M. E., Kok, G., & Parcel, G. S. (2016).
Planning health promotion programs: An Interve ntion Mapping a pproach
(4th ed). Wiley.
Bartoli, F., Carretta, D., Crocamo, C., Schivalocchi, A., Brambilla, G., Clerici, M., & Carrà, G. (2014).
Prevalence an d correlat es of binge dri nking among young adults us ing alcohol: A cross-sect ional
survey.
BioMed Research International
,
2014
, Article ID 930795.
https://doi.org/10.1155/2014/930795
Beiter, R., Nash, R., McCrady, M., Rhoades, D ., Linscomb, M., Clarahan, M., & Sammut, S. ( 2015). The
prevalence and correlates of de pression, anxiety, and stress in a sample of college students.
Journal of Affective Dis order s
,
173
, 90 – 96. https://doi.org/10.1016/j.jad.2014.10.054
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
292
Bellis, M. A., & H ughes, K. ( 2004). Pocion es sexuales. Relación entre alcoh ol, drog as y sexo.
Adicciones
,
16
(4), 249. htt ps://doi.org/10.20882 /adicciones.390
Bennadi, D. (2014). Self-m edication: A current challen ge.
Journal of Basic an d C linical P harmacy
,
5
(1),
19 – 23. https://doi.org/10.4103/0976-0105.128253
Bennett, G. G., & Glasgow, R. E. (2009). The delivery of public h ealth interventions via the internet:
Actualizing their potential.
Annual Review of Public Health
,
30
(1), 273 – 292.
https://doi.org/10.1146/annurev.publhealth.031308 .100235
Bennett, T. H., & Hol loway, K. R. (201 5). Drug use among college and univer si ty students: findings from
a national survey.
Journal of Su bstance Use
,
20
(1), 50 – 55.
https://doi.org/10.3109/14659891 .2013.878762
Bersamin, M. M., Paschall, M. J., Saltz, R. F., & Zambo anga, B. L. (2012). You ng adults and casual sex:
The relevance of col lege drinking sett ings.
Journal of Sex Research
,
49
(2 – 3), 274 – 281.
https://doi.org/10.1080/00224499 .2010.548012
Bettinghaus, E. P. (1986). Health promotion and the knowledge-at titude-behavior continuum.
Preventive
Medicine
,
15
(5), 475 – 491. h ttps://doi.org/10.1016/0091-7435(86)90025-3
Bingham, C. R., B arretto, A. I., Walton, M . A., Bryant, C. M., Shope, J. T., & Ragh unathan, T. E. (2011).
Efficacy of a web -based, tailored, alcoh ol prevention/intervention program for colle ge students:
3-month follow-up.
Journal of D rug Education
,
41
(4), 405 – 430.
https://doi.org/10.2190/DE.41.4.e
Black, J. M., Ausherman, J. A ., Kandakai, T. L., Lam, E. T. C., & Jurjevic, S. C. (2004). Urban university
students’ knowledge of alcohol and drinking.
American Journal of Health Studies
,
19
(2), 91 –
100.
Blavos, A. A., Glassman, T. J., Sh eu, J. -J., T hompson, A ., DeNardo, F., & Diehr, A. J. (2017). Ma rijuana
and college stude nts: A crit ical review o f the literature.
American Journal of Healt h Education
,
48
(3), 167 – 184. https://doi.org/10.1080/19325037.2017.1292878
Bokadia, S., & Ganapathy, D. (2020). Awareness of coronavirus am ong dental students – A questionnaire-
based study.
Drug Invention Today
,
13
(4), 587 – 590. https://jprsolutions.info/files/final-file-
5eaa8ce534d9e3.09502777.pdf
Bolden, J. (2019). Associations among att ention problems, learning strategies, and h azardous drinking
behavior in a college student sample: A pilot study.
Substance Abuse: Research and Treatment
,
13
, 117822181984835. ht tps://doi.org/10.1177/117822181984835 6
Borsari, B., & Carey, K. B. (2001). Peer influences on college drinki ng: A review of the research.
Journal
of Substance Abuse
,
13
(4), 391 – 424. https://doi.org/10.1016/S0899-3289(01)00098-0
Botha, B., Mostert, K., & Jacobs, M. (2019). Ex ploring indicators of subj ective well-being for first-year
university students.
Journal of Psychology in Africa
,
29
(5), 480 – 490 .
https://doi.org/10.1080/14330237 .2019.1665885
Bowling, A. (1998).
Research methods in h ealth
: investigating health and health services
. Open University
Press.
Boyd, J. M., & Wilcox, S. ( 2020). Mediation analysi s of th e relationships between god locus o f control a nd
health behaviors in colleg e students.
Review of Religious Research
,
62
(2), 273 – 288.
https://doi.org/10.1007/s136 44 -020-00406-1
Bradley, F., Wiles, R., Kinmonth, A .-L., Ma nt, D., & Gantley, M. (1999). Development and evaluation of
complex in terventions in health servi ces research: case study of the Southampton h eart
integrated care project (SHIP).
BMJ
,
318
(7185), 711 – 715.
https://doi.org/10.1136/bmj.318.7185.711
Bradley, G., & Wildman, K. (2002). Psychosocial predic tors of emerging ad ults’ risk and reckless
behaviors.
Journal of Youth and Adolescen ce
,
31
(4), 253 – 265.
https://doi.org/10.1023/A:101 5441300026
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
293
Brandão, M. P. M. (2010).
Estudo epidemiológico sobre fact ores de risco e hábitos de saúde em
estudantes universitários portugueses
[ Doctoral dissertation, Universidade de Aveiro]. Repositório
Institucional da Univers idad e de Aveiro. htt p://hdl.handle.net/10 773/4238
Brannan, D., B iswas-Diener , R., Mohr, C . D., Mort azavi, S., & Stein, N. (2013). Friends and family: A
cross-cultural investigation of social support and subjective well -being am ong college students.
The Journal of Positive Psych ology
,
8
(1), 65 – 75.
https://doi.org/10.1080/17439760 .2012.743573
Brendryen, H., Johansen, A., Nesvåg, S., Kok, G., & Duckert, F. (2013). Constructing a th eory - and
evidence-based treatment rationale for complex ehealth interventions: Development of an online
alcohol intervention using an intervention mappi ng approach.
JMIR Research Protocols
,
2
(1),
Article e6. https://doi.org/10.2196/respr ot.2371
Brener, N. D., Billy, J. O. G., & Grady, W. R. (2003). Asses sment of factors affecting t he validity of sel f -
reported healt h-risk behavior among adolescents: Evidence from the scientific literature.
Journal
of Adolescent Health
,
33
(6), 436 – 45 7. htt ps://doi.org/10.1016/S1054-139X(03)00052-1
Brito, I. ( 2014). Um modelo de plan eamento da pr omoção da saúde: modelo PRE CEDE -PROCEED. In R.
Pedroso & I. Brito ( Eds.),
Saúde dos estudantes do ensino superior de enfermagem: estudo de
contexto na Escola Super ior de Enfermagem de C oimbra. Série Monográfica Educaç ão e
Investigação em Sa úde.
(pp. 33 – 83). Unidade de Investigação em Ciências da Saúde:
Enfermagem (UICISA: E) Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).
https://rr.esenfc.pt/rr/index.php?module=rr&target=editionDetails&id_edicao=76
Broekhuizen, K., Kroeze, W., van Poppel, M. N., Oenema, A., & Brug, J. (2012). A systematic review of
randomized controlled trials on th e effectiveness o f computer -tailored physical activity and dieta ry
behavior promotion progra ms: an update.
Annals of Behavioral Medicine
,
44
(2), 259 – 286.
https://doi.org/10.1007/s121 60 -012-9384-3
Brouwer, W., Kroeze, W., Crutzen, R., de Nooijer, J., d e V ries, N. K ., Brug, J., & Oenema, A. (2011).
Which intervention ch aracteristics are related t o more exposure to internet -delivered healthy
lifestyle promot ion interventions ? A systematic review.
Journal of Medical Internet Research
,
13
(1), e2. https://doi.org/10.2196/jmir.1639
Brown, J. L., Talley, A. E., L ittlefield, A. K., & Gause, N. K. (2016). Young women’s alcoh ol expectancies
for sexual ri sk-taking mediate th e link between sexual en hancement motives and condomless sex
when drinking.
Journal of Beh avioral Medicine
,
39
(5), 9 25 – 930.
https://doi.org/10.1007/s108 65 -016-9760-8
Brutovská, M., Orosova, O., Kali na, O., & Šebe ň a, R. ( 2014). Descriptive normative beliefs and th e self -
regulation in alcoh ol use am ong Slovak university student s.
Journal o f Public Health
,
37
(4), 618 –
624. https://doi.org/10.1093/pu bmed/fdu099
Buckner, J. D. (2013). C ollege cannabis use: The unique roles of social norms, m otives, and
expectancies .
Journal of Studies on Alcohol and Drugs
,
74
(5), 7 20 – 726.
https://doi.org/10.15288/jsad.20 13.74.720
Buckner, J. D., Ecker, A. H., & Cohen, A. S. (2010). Mental h ealth problems and interes t in mari juana
treatment am ong marijuana-using college studen ts.
Addictive Behaviors
,
35
(9), 826 – 833.
https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2010.04 .001
Buckner, J. D., Walukevich, K. A., & Lewis, E. M. ( 2019) . Can nabis use m otives on weekends versus
weekdays: Direct and indirect relations with cannabis use and related proble ms.
Addictive
Behaviors
,
88
, 56 – 60. https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2018.08.012
Byrd, K. M. (20 16). Binge drinkin g in and out of college: An examination of s ocial control and diff erential
association on binge drinki ng behaviors between colle ge students and th eir non -c ollege peers.
Sociological Spectrum
,
36
(4), 191 – 207. https://doi.org/10.10 80/02732173.2016.1155516
Cabrita, J., Ferreira, H., Ig lésias, P., Baptista, T., Rocha, E., Silva, A., & Miguel, J. (2001). Est udo do
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
294
padrão de consumo de medicamentos pelos estudantes da Universidade de Lisboa.
Revista
Portuguesa de Saúde Pú blica
,
19
(2), 39 – 47. http://hdl.handle.n et/10362/101317
Calado, C. R. (2011).
Consumo de drog as lícitas e não lícitas no es tudante universitário
[Master’s thesis,
Universidade de Aveiro]. Repos itório Institucional da Universidade de A veiro.
http://hdl.handle.net/10773/7611
Calafat, A., & Monserrat, J. (2008). Qué drogas se pre fieren para las relaciones s exuales en context os
recreativos.
Adicciones: Rev ista de Socidrogalcohol
,
20
(1), 37 – 47.
https://www.redalyc.org/pdf/2891/289122033005.pdf
Calamidas, E. G., & Crowell , T. L. (2018). A content analysis of college students’ health behaviors.
American Journal of Health Educat ion
,
49
(3), 133 – 146.
https://doi.org/10.1080/19325037.2018.1428699
Camfield, L., & Skevington, S. M. (2008). On subjective well -being and quality of l ife.
Journal of Health
Psychology
,
13
(6), 764 – 775. https://doi.org/10.1177/1359105308093860
Campbell, M. (2000). Framework for design and evaluation of com plex interventions to improve h ealth.
BMJ
,
321
(7262), 694 – 696. h ttps://doi.org/10.1136/bmj.321.7262.694
Cano, E. V., & García, M. L. S. (2013) . I CTstrategies and tools for the improvement of instru ctional
supervision. The vi rtual supervision.
TOJET: The Turkish Online Journal of Educational
Technology
,
12
(1), 77 – 87. ht tps://eric.ed.gov/?id=EJ100 8870
Carrasco-Garrido, P., de Andrés, A. L., Barrera, V. H., Jiménez-Trujillo, I., Fernan dez - de -las-Peñas, C.,
Palacios-Ceña, D., García-G ómez-Heras, S., & Jiménez-García, R. (2014). Predictive factors of
self-medicated analgesic use i n Spa nish adults: a cross -sectional national study.
BMC
Pharmacology and Toxicology
,
15
(1), 36. https://doi.org/10.1186/2050-6511- 15 - 36
Carvalho, A . A. de S., & Carvalho, G. S. (2010). Efe ito da formação nas concep ções de saúde e de
Promoção da Saúde de est udantes do ensino s uperior.
Revista Po rtuguesa de Sa úde Pública
,
28
(2), 161 – 170. https://doi.org/10.1016/S0870-9 025(10)70007-9
Caspersen , C., Powell, K., & Christenson, G. (1985). Physical act ivity, exercise, and phy sical fitness:
definitions and di stinctions for h ealth -related research.
Public Health Rep
,
100
(2), 126 – 1 31.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC142 4733/
Castañeda, C., Zagalaz, M. L., Arufe, V., & Campos-Mesa, M. C. (2018 ). Motivos hacia la práctica de
actividad física de los estudiantes universitarios sev illanos.
Revista Iberoamericana de Psicología
Del Ejercicio y El D eporte
,
13
(1), 79 – 89. https://doi.org/10.10 17/C BO9781107415324.004
Castro, Á. (2016). Sexual behavior and sexual risks among spanish university s tudents: A descriptive
study of gender and sexual orien tat ion.
Sexuality Research and Social Policy
,
13
(1), 84 – 94.
https://doi.org/10.1007/s131 78 -015-0210-0
Castro Cuesta, J. Y., A bellán Huerta, J., Leal He rnández, M., Gómez Jara, P., O rtín O rtín, E. J., & Abel lán
Alemán, J. (2014). Estilos de vida relacionados con el riesgo cardiovascular e n estudian tes
universitarios .
Clínica e Investigación En A rteriosclerosis
,
26
(1), 1 0 – 16.
https://doi.org/10.1016/j.arteri.2013 .10.007
Center for Behavioral Health St atistics and Quality. (2 018).
2017 National Survey on Drug Use and
Health: Methodological summary and definitions
. h ttps://www.samhsa.gov/data/report/2017-
methodological-summary-and-definitions
Centers for D isease C ontrol and Pr evention. (2014).
Best Practices for C omprehen sive Tobacco Control
Programs — 2014
.
https://www.cdc.gov/tobacco/stateandcommunity/best_practices/pdfs/2014/in troduct ion.pd
f
Centers for Disease Co ntrol and Prevention. (2 017).
Adolescents and Young Adults | Prevention | STDs
.
https://www.cdc.gov/std/life-stages-populations/adolescents-youngadults.htm
Chawla, N., Neighbors, C., Lewis, M. A., Lee, C. M., & Larimer, M. E. (2007). A ttitudes and perceived
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
295
approval of drinking as m ediators of the relat ionship between the importance of religio n and
alcohol us e.
Journal of Studies on Alcoho l and Drugs
,
68
(3), 410 – 418.
https://doi.org/10.15288/jsad.20 07.68.410
Chen, M., Liao, Y., Liu, J., Fang, W., Hong, N., Ye, X., Li, J., Tang, Q., Pan, W., & Liao, W. (2016).
Comparison of sexual k nowledge, at titude, and behavior between female chinese college students
from urban areas a nd rural areas: A hidden challenge for HIV/AI DS control in China.
BioMed
Research International
, Article ID 8175921. https://doi.org/10.1155/2016/8175921
Chi, X., Yu, L., & Winter, S. (2012). Prevalence and correlates of sexual beh aviors among university
students: a study in Hefei, China.
BMC Public Health
,
12
(1), 972.
https://doi.org/10.1186/1471-2458- 12 -972
Chiauzzi, E., Green, T. C., Lord, S., Thum, C., & Goldstein, M. (2005). My stude nt body: A h igh -risk
drinkin g prevention web site for college students.
Journal of American College Healt h
,
53
(6),
263 – 274. https://doi.org/10.3200/JACH.53.6 .263 -2 74
Christensen , L. B., Joh nson, B., & Turn er, L. A . (2015).
Research meth ods, design, and analysis
. Pearso n.
Ch u, J. J., Jah n, H. J., Kh an, M. H., & Kraemer, A. (2016). Alcohol consumption among university
students: a Si no-German c omparison demon strates a m uch lower consumption of alcohol in
Chinese students.
Journal of Health, Population, and Nutrition
,
35
(1), 2 5.
https://doi.org/10.1186/s410 43 -016-0062-0
Clark, E., McCann, T. V., Rowe, K., & Lazenbatt, A. (2004). Cognitive dissonance and undergraduate
nursing students’ knowledg e of, and attitudes about, sm oking.
Journal of A dvanced Nursing
,
46
(6), 586 – 594. https://doi.org/10.1111/j.1365- 2648.2004.03049.x
Cluskey, M., & Grobe, D. (2009). College weight gain and behavior transitions: Male and f emale
differen ce s.
Journal of t he American Dietetic Association
,
109
(2), 325 – 329.
https://doi.org/10.1016/j.jada.2008.10.045
Cobo-Rendón, R., López-Angulo, Y., Pérez-V illalobos, M. V ., & Díaz-Mujica, A. (2020). Perceived social
support and its effects o n changes in th e affective and eudaimonic well -bei ng of ch ilean u niversity
students.
Frontiers in Psychology
,
11
, Article 590513 .
https://doi.org/10.3389/fpsyg.2020 .590513
Colell, E., Sánchez-Niubò, A., & Domingo-Salvany, A. (2013) . Sex dif ferences in the cumu lative inciden ce
of substance use by birth cohort .
International Journ al of Drug Policy
,
24
(4), 319 – 325.
https://doi.org/10.1016/j.drugpo.2012.09 .006
Collings, R., Sw anson, V., & Watkins, R. (2014). The impact of peer mentoring on levels o f student
wellbeing, integration and retention: a controlled comparative evaluation of residential students
in UK higher edu cation.
Higher Education
,
68
(6), 92 7 – 942. https://doi.org/10.1007/s10734-
014 -9752-y
Cook, E., & Chater, A. (2010). Are happier people, health ier people? T he relationship between perceived
happiness , pe rsonal control, BMI and health preven tive behaviours.
International Journal of
Health Promotion and Educat ion
,
48
(2), 58 – 64.
https://doi.org/10.1080/14635240 .2010.10708183
Cook, P. A., & Bellis, M. A. (2001). K nowing the risk: Relationships between risk beh aviour and healt h
knowledge.
Public Health
,
115
(1), 54 – 61. https://doi.org/10.1038/sj.ph.1900728
Cooke, R., & Papadaki, A. ( 2014). Nutrition label u se m ediates the positive r elationship between nutrition
knowledge an d attitudes towards health y eating with dietary quality among u niversity students in
the UK.
Appetite
,
83
, 297 – 30 3. https://doi.org/10.1016/j.appet.2014.08.039
Coomber, R., Moyle, L., & South, N . (2016) . The normalisation of drug supply: The social supply of drugs
as the “other side” of the h is tory of normalisation.
Drugs: Education, Prevention a nd Policy
,
23
(3),
255 – 263. https://doi.org/10.3109/09687637.2015.1110565
Coons, S. J., Rao, S., Kein inger, D. L., & Hays, R. D. ( 2000). A com parative review of generic quality - of -
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
296
life instru ments.
PharmacoEconomics
,
17
(1), 13 – 35. https://doi.org/10.2165/00019053-
200017010-00002
Corrêa da Silva, M. G., Soa res, M. C. F., & Muccillo -B aisch, A. L. (2 012). Self-m edication in university
students from th e city of Rio Grande, Brazil.
BMC Public Health
,
12
(1), 339.
https://doi.org/10.1186/1471-2458- 12 -339
Costa, L. (2006).
A Educação para a Saúde n o contexto de formação dos alun os do en sino superi or: um
estudo comparat ivo e ex ploratório
[Master’s t hesis, Univers idade do Minho]. Repositório
institucional da Univ ersidad e do Minho. h ttp://hdl.handle.net/18 22/6216
Costa, S. (2008).
Saúde e bem
‑
estar na tra nsição par a o en sino s uperior: Influência dos estilos de vida
no s proce ssos de adaptação
[Master’s t hesis, Universidade do A lgarve]. Repositório da
Universidade do Algarve. http://hdl.handle.net/10400 .1/229
Crawford, L. A., Novak, K. B ., & Jayasekare, R. R. (2019). Volunteerism, alcohol beliefs, and first -year
college students’ drin king behaviors: Implications for preven tion.
Journal of Primary Prev ention
,
40
(4), 429 – 448. https://doi.org/10.1007/s10935- 019 -00558-z
Crisp, D. A., Rickwood, D., Martin, B., & Byrom , N. (2 020). Implementing a peer support program for
improving university s tudent wellbein g: The experience o f pr ogram facil itators.
Australian Jour nal
of Education
,
64
(2), 113 – 126. htt ps://doi.org/10.11 77/0004944120910498
Crosnoe, R., Kendig, S., & B enner, A. (2017). College-g oing and trajectories of drinking from adolescence
into adulthood.
Journal of Health and Social Beh avior
,
58
(2), 25 2 – 269.
https://doi.org/10.1177/00221465176930 50
Cugelman, B., Thelwall, M., & Dawes, P. (2011). Online interventions for social market ing health behavior
change campaig ns: A meta-analysis of psycholog ical architectures and adherence factors.
Journal of Medical Internet Research
,
13
(1), Article e17. ht tps://doi.org/10.2196/jmir.13 67
Cummins, R. A., Eckersley, R., Pallan t, J., van Vugt, J., & Misajon, R. ( 2003). D eveloping a national index
of subjective wellbeing: The australian unity wellbeing index.
Social Indicators Res earch
,
64
(2),
159 – 190. https://doi.org/10.1023/A:1024704320683
Curry, J., Jenkins, J. M., & Weath erford, J. (201 5). Focus on f reshman: Basic instruction programs
enhancing physical activity.
The Physical Educat or
,
72
(4), 621 – 639.
https://doi.org/10.18666/TPE-2015-V72- I4 -6472
D’Alessio, M., Baiocco, R., & Laghi, F. (2006) . The pr oblem of binge drinking among Italian university
students: A preliminary investigation.
Addictive Behaviors
,
31
(12), 2328 – 2333.
https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2006.03 .002
Damasceno, R. O., Boery, R. N. S. de O., Ribeiro, Í . J. S ., A njos, K. F. dos, Sa ntos, V. C ., & Boery, E. N.
(2016). Uso de álcool, tabaco e out ras drogas e qualidade de vida de estudantes universitários.
Revista Baiana de Enfermagem 30
(3), 10 – 1 . https://doi.org/10.18471/rbe.v30i3.15533
Danjoy León, D., Fe rreira, P . S., & Pillon, S. C. (2010 ). Conocimientos y pr acticas sobre el consumo de
tabaco en estudiantes de pregrado de farmacia, Lima, Perú.
Revista Lat ino-A mericana de
Enfermagem
,
18
(spe), 582 – 588. https://doi.org/10.1590/S0104-11692010000 700014
Daskapan, A., Tuzun, E. H. E., Eker, L., Arzu, D., Tuzu n, E. H. E., Eker, L., Daskapan, A., Tuzun, E. H.
E., & Eker, L. (2006). Perceived barriers t o phy sical act ivity in university students.
Journal o f
Sports Science and Me dicine
,
5
(4), 615 – 620.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3861763/
Davoren, M. P., Demant, J ., Shiely, F., & Perry, I. J. (2016). Alcohol con sumption among university
students in I reland and t he United Kingdom from 2002 t o 2014: a systema tic review.
BMC Public
Health
,
16
(1), 173. https://doi.org/10.1186/s12889- 016 -2 843-1
De Vries, H., Kremers, S., Smeets, T., & Reubsaet, A . (2008). Clustering of diet, phy sical activity and
smoking and a g eneral willingness to change.
Ps ychology and Health
,
23
(3), 2 65 – 278.
https://doi.org/10.1080/14768320701349 107
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
297
Deliens, T., Clarys, P., Va n Hecke, L., De Bourdeaudhuij, I., & Deforche, B. (2013) . Changes in weight
and body composition during the first semester at university. A prospective explanat ory study.
Appetite
,
65
, 111 – 11 6. ht tps://doi.org/10.1016/j.appet.2013.01.024
DeMartini, K. S., & Carey, K. B. (2012). Optimizing the use of the AUDIT for alcohol screening in college
students.
Psychological Assessment
,
24
(4), 954 – 963. h ttps://doi.org/10.1037/a0028519
Denn hardt, A. A., & M urphy, J. G. (2013). Prevention a nd t reatment of college student drug use: A review
of the literature.
Addictive Behaviors
,
38
(10), 2607 – 2618.
https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2013.06 .006
Dermota, P., Wang, J., De y, M., Gmel, G., St uder, J. , & Mohler -K uo, M. (2013). Healt h literacy and
substance use in yo ung Swiss men.
International Journal o f P ublic Health
,
58
(6), 939 – 948.
https://doi.org/10.1007/s000 38 -013-0487-9
Des Rosiers, S. E., Sch wartz, S. J., Zamboanga, B. L., Ham, L. S., & Huang, S. (2013) . A cultural and
social cognitive model of differen ces in acculturation orientations, alcoh ol expectancies , and
alcohol-related risk beh aviors among hispanic college students.
Journal of Clinica l Psychology
,
69
(4), 319 – 340. https://doi.org/10.1002/jclp.21859
Díaz-Cárdenas, S., Arrieta-Vergara, K., & González-Martí nez, F. (2014). Prevalencia de actividad sexual y
resultados no deseados en salud sexual y reproductiva en estudiantes univers itarios en
Cartagena, Colombia, 2012.
Revista Colombiana de Obstetricia y Ginecologia
,
65
(1), 2 2 – 31.
https://doi.org/10.18597/rcog.76
Diener , Ed, Em mons, R. A ., Larsen, R. J., & Gri ffin, S. (1985). The satisfaction wit h life scale.
Journal of
Personality Assess me nt
,
49
(1), 71 – 75. https://doi.org/10.1207/s15327752jpa4901_13
Diener , Ed, Inglehart, R., & Tay, L. (2013). Theory and validity of life satisfaction scales.
Social Indicators
Research
,
112
(3), 497 – 527. htt ps://doi.org/10.100 7/s11205-012-0 076-y
Diener , Ed, Napa ‐ Scollon, C . K., Oishi, S., Dzokot o, V., & Suh, E. M. (2000). Positivity and the construction
of life satisfaction judgments: Global happines s is not th e sum of its parts.
Journal of Happiness
Studies
,
1
(2), 159 – 176. https://doi.org/10.1023/A:1010031813405
Diener , Ed, Suh, E. M., Lucas, R. E., & Sm ith, H. L. (1999). Subjective well -being: Three decades of
progress.
Psychological Bulletin
,
125
(2), 276 – 302.
https://media.rickhanson.net/Papers/Subj ectiveWell-B eingDiener.pdf
Dimeff, L. A., & McNeely, M. (2000). Com puter-enhanced primary care practitioner advice for high -risk
college drinkers in a student pr imary health-care s etting.
Cognitive and Behavioral Pract ice
,
7
(1),
82 – 100. https://doi.org/10.1016/S1077-7229(00)80010- 3
Direção-Geral da Saúde. (2015).
Plano Nacional de Saúde. Revis ão e extensão a 2020
.
Direção-Geral da Saúde. (2020).
COVID- 19
. https://covid19.min-saude.pt/
Direção-Geral da Saúde, & Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. (2019).
Infeção VI H e SIDA
em Portugal - 2019
. DGS/INSA.
Dodd, L. J., Al-Nakeeb, Y., Nevil l, A., & F orshaw, M. J. (2010). Lifestyle risk factors of studen ts: A cluster
analytical approach .
Preventive Medicine
,
51
(1), 73 – 77.
https://doi.org/10.1016/j.ypmed.2010.04.005
Dolphin, L., Fitzgerald, A., & Dooley, B. (2018). Risky sex behaviours among college students: The
psychosocial profile.
Early Intervention in Psychiatry
,
12
(6), 1203 – 1 212.
https://doi.org/10.1111/eip.12526
Domínguez-Valerio, C. M., Moral -Cuadra, S., Medina-Viruel, M. J., & Orgaz-Agüera, F. (201 9). Attitude as
a m ediator between sustainable behaviour and sustainable knowledge: A n app roximation through
a case study in the Dominican Re public.
Social Sciences
,
8
(10), Article 288.
https://doi.org/10.3390/socsci81 00288
Donkor, E. S., Tetteh-Quarcoo, P. B., Nartey, P., & Agye man, I. O. (2012). Self-medicat ion practices with
antibiotics among tertiary level students in Accra, Ghana: A cross -sectional study.
Intern ational
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
304
smoking campaigns: An em pirical study in Taiwan.
Journal of Health Eco nomics
,
15
(1), 87 – 104.
https://doi.org/10.1016/0167-6296(95)00033-X
Hsu, M. S. H., Rouf, A., & Allman -Farinelli, M. (2 018). Effect ivenes s and beh avioral m echanisms of social
media in terventions for positive nu trition behaviors in adolescents: A systematic review.
Journal
of Adolescent Health
,
63
(5), 531 – 54 5. htt ps://doi.org/10.1016/j.j adohealth .2018.06.009
Huebner , E. S., S eligson, J. L., Valois, R. F., & Suldo, S. M. (2006). A r eview of th e brief multidimensional
students’ life satisfaction scale.
Social Indi cat ors Res earch
,
79
(3), 477 – 484.
https://doi.org/10.1007/s11205-005-5395-9
Hughes, C. M., McElnay, J. C., & Fleming, G. F. ( 2001). Benefits and risks of self m edicat ion.
Drug Safety
,
24
(14), 1027 – 1037. htt ps://doi.org/10.21 65/00002018-2 00124140-00002
Hustad, J. T. P., Pea rson, M. R., Neighbors, C., & Bor sari, B. (2014). The role of alcohol perceptions as
mediators between personality and alcohol -related outcomes among incoming college-student
drinkers .
Psychology of Addict ive Behaviors
,
28
(2), 336 – 347.
https://doi.org/10.1037/a0033785
Husten, C. G. (2007). Smoking cessation i n you ng adults.
American Journal of Public Health
,
97
(8),
1354 – 1356. htt ps://doi.org/10.2105/AJPH.2 007.11 7358
Hutchesson, M. J., Rollo, M. E., Krukowski, R., Ells, L., Harvey, J., Morgan, P. J., Callister, R., Plotnikoff,
R., & C ollins, C. E. (2015). eHealth interventions for th e prevention a nd treatment of overweight
and obesity in adults: A systematic revi ew with meta-analysis.
Obesity Reviews
,
16
(5), 3 76 – 392.
https://doi.org/10.1111/obr.12268
Hutz, C. (2014).
Avaliação em psicologia positiva
. Artes Médicas.
Hyska, J., Mersini, E., Mon e, I., Bushi, E., Sadiku, E., & Hoti, K. ( 2014). A ssessment of knowledge ,
attitudes and practices about public health nutrition among students of the University of Medicine
in Tirana , Albania .
Seejph
,
88
, 1 – 8. https://doi.org/10.12908/SEEJPH-2014-01.ORIGINAL
Ibrahim, N. K., Mahnashi, M., Al -Dhah eri, A., Al -Zahrani, B., Al-Wadie, E., Aljabri, M., Al-Sh anketi, R., A l-
Shehri, R., Al-Sayes, F. M., & Bashawri, J. (2014). Ri sk factors of coro nary heart disease among
medical students in Ki ng Abdulaziz U niversity, Jed dah, Saudi Arabia.
BMC Public Health
,
14
(1),
411. https://doi.org/10.1186/1471-2458- 14 -411
Idris, T., Khanum, S., Uddin , M., Asaduzzaman, M., Islam, M., Nasri n, F., & Haider , S. (2016). Study on
self-medication practices a mong university students of B angladesh.
British Journal of Medicine
and Medical Research
,
14
(6), 1 – 8. https://doi.org/10.9734 /BJMMR/2016/243 64
Inter-agency Network for Educat ion in Em ergencies. (2010).
INEE minimum standards for education:
Preparedness, response, r ecovery
. https://www.right - to -education.org/node/301
Isralowitz, R., Sarid, O., Dag an, A., Grinstein-Cohen, O., & Rez nik, A. (2 017). Alcohol consumption am ong
female university students i n Israel: a cross sectional study of back ground characteristics and
drinkin g pat terns.
International Jou rnal o f Mental Health and Addiction
,
15
(2), 379 – 3 86.
https://doi.org/10.1007/s114 69 -017-9734-2
Jackson, E. S., Tucker, C. M ., & Herman, K. C. ( 2007). Health value, perceived social support, and healt h
self-efficacy as factors in a health -promoting lifes tyle.
Journ al of Am erican College Health
,
56
(1),
69 – 74. https://doi.org/10.3200/JACH.56.1.69- 74
Jalilian, F., Alav ijeh, M. M., Ahmadpanah, M., Ma tin, B. K., Ataee, M., & Eslami, A. A . (2015). Is web -
based education effective i n reducing belief toward drug abuse among college students?
Avicenna
Journal of Neuro Psych Physiology
,
2
(1), 1 – 4. https://doi.org/10.17795/ajnpp-2 6013
James, H., Handu, S. S., Al Khaja, K. A. J., Otoom, S., & Sequeira, R. P. ( 2006). Evaluation of the
knowledge, attitude and practice of self-medicat ion among first-year medical stu dents.
Medical
Principles an d Pract ice
,
15
(4), 270 – 275. https://doi.org/10.1159/000092989
Janz, N. K., & Becker, M. H. (1984). The Health Belief Model: A decad e later.
Health Education Quarterly
,
11
(1) , 1 – 47. https://doi.org/10.1177/10 9019818401100101
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
305
Jardim, J., & Pereira, A. (2006).
Competências pessoais e sociais – guia prático para a mudança positiva
.
Edições ASA.
Jeruszka-Bielak, M., Kollajt is-Dolowy, A., Santoro, A., Ostan, R., Berendsen, A. A. M., Jennin gs, A .,
Meunier, N., Marseglia, A., Caumon, E., Gillings, R., d e Groot, L. C. P. G. M., Franceschi, C.,
Hieke, S., & Pietruszka, B. (2018). Are nutrition-related knowledge and attitudes reflected in
lifestyle and h ealth am ong elderly people? A study acr oss five european cou ntries.
Frontiers in
Physiology
,
9
, Article 994. https://doi.org/10.3389/fphys.2018.009 94
Joh, H.-K., Kim, H.-J., Kim, Y.-O., Lee, J.-Y., Cho, B., Lim, C. S., & Jung, S. -E. (2017). Health promotion
in you ng adults at a university i n Korea.
Medicine
,
96
(7), Article e6157.
https://doi.org/10.1097/MD.0000000000006157
Joint United Nations Programme on HIV/AI DS. (201 8).
UNAIDS DATA 2018
.
https://www.unaids.org/en/resources/documents/2018 /unaids-da ta- 2018
Jones, C. L., Jensen, J. D., Scherr, C. L., Brown, N. R., Christy, K., & Weaver, J. (2015). The Health Belief
Model as an explanatory fram ework in comm unication research: Exploring parallel, serial, and
moderated m ediation.
Health Commu nication
,
30
(6), 5 66 – 576.
https://doi.org/10.1080/10410236 .2013.873363
Joseph, R. P., Royse, K. E., Benitez, T. J., & Pekmezi, D. W. (2 014). Physical activity and qu ality of life
among un iversity students: expl oring s elf -efficacy, self-esteem, and affect as potential mediators.
Quality of Life Research
,
23
(2), 659 – 66 7. htt ps://doi.org/10.10 07/s11136 -013-0492-8
Justo, C. (2010). A crise do modelo biomédico e a resposta da promoção da saúde .
Revista Portuguesa
de Saúde Pública
,
28
(2), 117 – 118. https://doi.org/10.1016/S0870-9025(10)7 0001-8
Kamimura, A., Ahmmad, Z., Pye, M., & Gull, B . (2018) . Peer smoking and smoking-related beliefs among
college students in Bangladesh.
Journal of Preventive Medicine and Public Health
,
51
(1), 5 1 – 58.
https://doi.org/10.3961/jpmph.17.146
Karadoğan, D., & Ö nal, Ö . (2018). Influencing factors o f u niversity s tudents’ s moki ng stat us according to
gender.
Tobacco Induced Di seases
,
16
((Suppl 3)), Article A5.
https://doi.org/10.18332/tid/94764
Karmacharya, A., Uprety, B. N., Pathiyil, R. S., & Gyawali, S. (2018). Knowledge and practice of self -
medication among undergraduat e medical stu dents.
Journal o f Lumbini Medical C ollege
,
6
(1),
21 – 26. https://doi.org/10.22502/jlmc.v6i1.174
Kasl, S. V ., & Cobb, S. (1966) . Health behavior, illness behavior, and sick -role beh avior.
Archives of
En viron mental Health: An International Jour nal
,
12
(4), 531 – 541.
https://doi.org/10.1080/00039896 .1966.10664421
Kassa, A., Wakgari, N., & T addesse, F. (2016). Determinants of alcoh ol use and khat ch ewing among
Hawassa university students, Ethiopia: A cross sectio nal study.
African Health Sci ences
,
16
(3),
822 – 830. https://doi.org/10.4314/ahs.v16i3.24
Kasulkar, A ., & Gupta, M. (2015). Self medication pract ices among m edical students of a private institute.
Indian Journal of Ph armaceutical Sciences
,
77
(2), 1 78 – 182. https://doi.org/10.4103/0250-
474X .156569
Kattelmann, K. K., Wh ite, A . A., Greene, G. W., B yrd -Br edbenner, C., Hoerr, S. L., Horacek, T. M., Kidd,
T., Colby, S., Phillips, B. W., Koenings, M. M., Brown, O. N., Olfert, M., Sheln utt, K. P., & Morrell,
J. S. (2014). De velopment of Young Adul ts Eating and Act ive for Health (YEAH) internet -based
interven tion via a community-based participatory research model.
Journal of Nutrition Education
and Behavior
,
46
(2), S10 – S25. htt ps://doi.org/10.1016/j.jn eb.2013.11.006
Keating, X. D., Guan, J., Piñero, J. C., & Bridges, D. M. (2005). Met a- analysis of college students’ physical
activity behaviors.
Journal of American College Health
,
54
(2), 116 – 126.
https://doi.org/10.3200/JACH.54.2.116- 126
Keating, X. D., Jose, C.-P., Erin, C., Louis , H., Tere, R., & Li, C. (2009). Health-rela ted fitness knowledge
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
306
and its relation to student p hysicl act ivity patt erns at a large U.S. southern state university.
Health
Related Fitness
,
5
(2), 3 – 10. htt ps://files .eric.ed.gov/fulltext/EJ913325.pdf
Kebede, A., Molla, B., & Gerensea, H. (2018). Assessment of risky sexual behavior and pr actice among
Aksum University students, Sh ire Campus , Shire Town, Ti gray, Ethiopia, 2017.
BMC Research
Notes
,
11
(1), Article 88. https://doi.org/10.1186/s13104-018-3 199-7
Keszei, A . P., N ovak, M., & Streiner, D. L. (2 010). Introduction to health measure ment scales .
Journal of
Psychosomatic Research
,
68
(4), 319 – 323.
https://doi.org/10.1016/J.JPSYCHORES.2010 .01. 006
Khramtsova, I ., Sa arnio, D. A., Gordeeva, T., & Williams, K. (2007). Happiness, life satisfaction, and
depression in col lege stude nts: Relation s wit h student b ehaviors and attitudes.
American Jou rnal
of Psychological Research
,
3
(1), 8 – 16. https://publications.hse.ru /en/articles/15 3376686
Kilander, H. F. (2001). Te sting health information of students and adults.
Journal of Sch ool Health
,
71
(8),
411 – 413. https://doi.org/10.1111/j.1746-1561.2001.tb03537.x
Kilmer, J. R., Walker, D. D., Lee, C. M., Palmer, R. S., M allett, K. A., Fabiano, P., & Larimer, M. E. (2006).
Misperceptions of colle ge student marijuana use: implic ation s for prevention.
Journal of Studies
on Alcohol
,
67
(2), 277 – 281. h ttps://doi.org/10.15288/jsa.20 06.67.277
Kim, S. R., Nho, J., & Kim, H. Y. (2020). Influence of Type D personality on quality of life in university
students: T he mediating effect of health ‐ promoting behavior and subje ctive health status.
Psychology in the Schools
,
57
(5), 768 – 782. https://doi.org/10.1002/pits.22357
King, K. A., Vidourek, R. A., English, L., & Merianos, A. L. (2014). Vigorous physical activity among college
students: Using th e health belief model to assess involvement and social support.
Archives of
Exercise in He alth and Dise ase
,
4
(2), 267 – 279. https://doi.org/10.5628/aehd.v4i2.153
Kivlahan, D. R., Marlatt, G. A., Fromme, K., Coppel, D. B., & Williams, E. (1990). S econdary prevention
with college drinkers: Evaluat ion of an alcohol skills t raining program.
Journal of Consu lting and
Clinical Ps ycholog y
,
58
(6), 805 – 810. https://doi.org/10.1037/0022-006X.58.6.805
Klemenc-Ketis, Z., Hladnik, Z., & Ke rsnik, J. (2010). Self-medicat ion among healthcare and non-
healthcare students at university of Ljubljan a, Slovenia.
Medical Principles and Pract ice
,
19
(5),
395 – 401. https://doi.org/10.1159/000316380
Kofahi, M. M., & Hadda d, L. G. ( 2005). Perceptions of lung cancer and smokin g among colle ge studen ts
in Jordan.
Journal of Transcultural Nursing
,
16
(3), 245 – 254.
https://doi.org/10.1177/1043659605274830
Kohl, L. F. M., Crutzen, R., & de Vries, N. K. (2013). Online prevention aimed at lifestyle behaviors: a
systematic review of reviews.
Journal of Medical Internet Research
,
15
(7), Article e146.
https://doi.org/10.2196/jmir.2665
Kollath-Cattano, C., Hatteberg, S. J., & Kooper, A. (2020). Illicit drug use among college students: The
role of social norms an d risk perceptions.
Addictive Behaviors
,
105
, Article 106289.
https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2020.10 6289
Krieger, H., Nei ghbors, C., Lewis, M. A., LaB rie, J. W., F oster, D. W., & Larimer, M. E. (2016) . Injunctive
norms and alcoh ol consumption: A revised co nceptualization.
Alcoholism: Clinical a nd
Experimental Research
,
40
(5), 1083 – 1092. https://doi.org/10.1111/acer.13037
Ksi ąż ek, P., Dreher, P., Mojsym-Korybska, S., Grabska -Kusiak, K., Wójcik, A., & Pucek, M. (2019). The
problem of tobacco use among students of Lublin universities.
Journal of Education, Health and
Sport
,
9
(3), 146 – 15 2. htt ps://doi.org/10.5281/ze nodo.2589555
Kumar, N., Kanchan, T., U nnikrishnan, B., Rekha, T., Mithra, P., Kulkarni, V., Papan na, M. K., Holla, R.,
& Uppal, S. (2013). Perceptions and p ractices of self -medication am ong medical students in
Coastal South India.
PLoS ONE
,
8
(8), Article e72247.
https://doi.org/10.1371/journal.pone.0072247
Kwan, M., Faulkner, G., & Bray, S. (2013). Eval uation of active transition, a website -delivered phy sical
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
307
activity intervention fo r university students: Pilot study.
Journal of Medical Internet Research
,
15
(5), 1 – 9. https://doi.org/10.2196/resprot.2099
Kye, S. Y., & Park, K. (2014). Health -related det erminants of happiness in Korean adults.
International
Journal of Public Health
,
59
(5), 731 – 73 8. htt ps://doi.org/10.10 07/s00038 -014-0588-0
Kypri, K. (2009). Randomized Controlled Trial of Proact ive Web -B ased Alcohol Screening and Brief
Intervention for University Students.
Archives of Intern al Medicine
,
169
(16), 1508 – 1514.
https://doi.org/10.1001/archinternmed.2009.249
LaBrie, J. W., Kenney, S. R., Napper, L. E., & Miller, K. (2014). Impulsivity and alcoh ol-related risk among
college students: Exam ining urgency, sensation seeking and t he moderat ing influence of beliefs
about alcoh ol’s role in t he college experience.
Addictive Behaviors
,
39
(1), 159 – 164.
https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2013.09 .018
Lac, A., & Donaldson, C. D . (2018). Testing competing models of injunctive and descriptive norms for
proximal and distal reference groups on alcohol att itudes and behavior.
Addictive Beh aviors
,
78
,
153 – 159. https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2017.11.024
Lai, C. C., & Ma , C. M. (20 16). The mediating role of social support in the relationship bet ween
psychological well-being and health-risk behaviors am ong Chinese university students.
Health
Psychology Open
,
3
(2), Article 205510291667810.
https://doi.org/10.1177/20551029166781 06
Lategan, B. W., du Preez, R., & Pentz, C. D. (2 017). Socio -demographic insights into South African student
drinkin g behavio ur.
South African Jou rnal of Higher Educat ion
,
31
(5), 90 – 115.
https://doi.org/10.20853/31-5-1512
Lau, P. W., Lau, E. Y., Wong, D. P., & Ransdell, L. (2011). A Sy stematic review of information and
communication tech nology-based interventions for pro moting physical activity behavior change
in ch ildren and adolescents.
Journal of Medical Internet Research
,
13
(3), Article e48.
https://doi.org/10.2196/jmir.153 3
Lear, S. A., Hu, W., Rangar ajan, S., Gasevic, D., Leong , D., Iqbal, R., Casa nova, A., Swam inathan, S.,
Anjana, R. M., Kumar, R., Rosengren, A., Wei, L., Yang, W., Chuangshi, W., Huaxing, L., Nair, S. ,
Diaz, R., Sw idon, H., Gupta, R., … Yusuf, S. (2017). Th e effect of phy sical activity on mort ality
and cardiovascu lar dis ease in 130 000 people from 1 7 h igh -income, m iddle-income, and low-
income countrie s: the PURE study.
The Lancet
,
390
(10113), 2643 – 2654.
https://doi.org/10.1016/S0140-6736(17)31634-3
Leeman, R. F., Pere z, E., Nogueira, C ., & DeMartini, K. S. (2015). Very-Brief, Web -Based Interventions
for Reducing Alcohol Use a nd Related Problems among C ollege Students: A Review.
Frontiers in
Psychiatry
,
6
, Article 129. https://doi.org/10.3389/fpsyt.2015.00129
Lefkowitz, E. S. (2005 ). “Things Have Gott en B etter”: Developmental changes among emerging adults
after the transition to university.
Journal of Adolescent Research
,
20
(1), 40 – 63.
https://doi.org/10.1177/0743558404271236
Lefkowitz, E. S., B oone, T. L., & Shearer, C. L. (2004). Comm unication wit h best friends about sex -related
topics during emerging adulth ood.
Journal of Youth and Adolescence
,
33
(4), 339 – 351.
https://doi.org/10.1023/B:JOYO .0000032642.27242.c1
Lefkowitz, E. S., Waterman, E. A., Morgan, N. R., & Maggs, J. L. ( 2016). C ollege s tudents’ pe rceptions of
the links between alcohol use and sexual experiences.
Emerging Adulthood
,
4
(4), 272 – 283.
https://doi.org/10.1177/21676968156106 94
Leon-Larios, F., & Macías-S eda, J. (2017). Factors related t o healthy sexual and co ntraceptive behavi ors
in undergraduate students at univer sity of Seville: a cross- sectional study.
Reproductive Health
,
14
(1), Article 179. https://doi.org/10.1186/s12978-017-0444-9
Lewis, T. F., & Clemen s, E. (2008). The influence of social norms on coll ege student alcohol and
marijuana use.
Journal of College C ounsel ing
,
11
(1), 19 – 31. https://doi.org/10.1002/j.2161-
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
308
1882.2008.tb00021.x
Lewis, M. A ., Litt , D. M., & Neighbors, C. (2015). The ch icken or th e egg: Examining temporal precedence
among att itudes , injunctive norms, and college student drinking.
Journal of St udies on Alcohol
and Drugs
,
76
(4), 594 – 601. h ttps://doi.org/10.15288/jsad.2 015.76.594
Li, K. K., Concepcion, R. Y., Lee, H., C ardinal, B. J., Eb beck, V., Woekel, E., & Readdy, R. T. (2012). A n
examination of sex differences in relat ion to the eating h abits and nutrient intakes of univer sity
students.
Journal of Nutrition Education and Behav ior
,
44
(3), 2 46 – 250.
https://doi.org/10.1016/j.jneb.2 010.10.002
Litt, D. M., St ock, M. L., & Lewis, M. A. (2012). Drinking t o fit in: examining th e need to belong as a
moderator of perceptions of best frien ds’ alcohol use an d related risk cognitions among college
students.
Basic and Applied Social Psychology
,
34
(4), 31 3 – 321.
https://doi.org/10.1080/01973533 .2012.693357
Lopes, M. I. (2004). Pesqu isa em comunicação: questões epistemológicas, teóricas e metodológicas.
Revista Brasileira de Ciências Da Comunicação
,
XXVII
(1), 13 – 39.
https://doi.org/10.1590/rbcc.v27i1 .1056
Lopes, R. (20 04).
Consumo de álcool nos jovens
: Estudo da influência das caracte rísticas psicológicas
:
Alexitimia, auto -conceito e locus de controlo
[Master’s t hesis, Universidade do Porto]. Repositório
Aberto da Universidade do Porto. ht tp://hdl.handle.net/10 21 6/9694
López-Cabra, C. A., Gálve z-Bermúdez, J. M., Domíng uez- Domínguez, C., Urbina -Bonilla, A. D. P. ,
Calderón-Ospina, C. A., & Vallejos-Narváez, Á. (2016). Automedicación en estudiantes de
medicina de la Universidad del Rosario e n Bog otá D. C., Colombia.
Revista Colombiana de
Ciencias Químico -Farmacéuticas
,
45
(3), 374 – 384.
https://doi.org/10.15446/rcciquif a.v45n3.62018
Loureiro, L. A. (2012).
Consumo de subs tâncias psicoativas e estilos de vida nos estudantes do Ensino
Superior
[Master’s thesis, Escola Superior de Enfermag em de Coimbra]. Repositório Científico
da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. http://repos itorio.esenfc.pt/?url=u24muLF6
Lucenteforte, E., Vannacci, A., Cipollini, F., Gori, A., Santini, L., Franchi, G., Ter rone, R., Ravaldi, C.,
Mugelli, A., Gensini, G. F., & Lapi, F . (2010). Smoking habits am ong university students in
Floren ce: Is a medical deg ree course th e right choice?
Preventive Medicine
,
51
(5), 429 – 430.
https://doi.org/10.1016/j.ypmed.2010.08.009
Lukovic, J. A., Miletic, V., Pekmezovic, T., Trajkovi c, G., Ratkovic, N., Aleksic, D., & Grgurevic, A. (2014).
Self-medication practices and ris k fact ors for self-medicat ion among medica l students in
Belgrade, Serbia.
PLoS ONE
,
9
(12), Article e114644.
https://doi.org/10.1371/journal.pone.0114644
Lupi, S., Bagordo, F., Stefanati, A ., Grassi, T., Piccinni, L., Bergamini, M., & De Donno, A. (2015).
Assess me nt of lifestyle and eating h abits among und ergraduat e students in north ern Italy.
Ann
Ist Super Sanità
,
51
(2), 154 – 161. https://doi.org/10.4415/ANN _15_02_14
Luz, A., Castro, A., Couto, D., Santos, L., & Pereira, A. (2010) . Stress e tabaco em est udantes
universitários . In A. S. Pereir a, H. Casta nheira, A. C. Mel o, A. I . Ferreira, & P. Vagos (Eds.),
Apoio
Psicológico no Ens ino Superior: modelos e práticas. I Co ngresso Nacional da RESAPES -AP2
(pp .
623 – 631). Universidade de Aveiro.
Lyu, J. C. (2012). How young Chinese depend o n th e media during public health cris es? A comparative
perspective.
Public Relations Review
,
38
(5), 7 99 – 806.
https://doi.org/10.1016/j.pubrev.201 2.07. 006
Lyubomirsky, S., King, L., & Diener, E. (2005). The benefits of frequent positive affect : Does happin es s
lead to success?
Psychological Bulletin
,
131
(6), 803 – 855. https://doi.org/10.103 7/0033 -
2909.131.6.803
Lyubomirsky, S., & Lepper, H. S. (1999). A measure of subjetive happiness: preliminary reliability and
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
309
construct validation.
Social Indicators Research
,
46
, 137 – 155.
https://doi.org/10.1023/A:1006824100041
Ma, Q., Ono-Kihara, M., Cong, L., Xu, G., Pan, X., Zaman i, S., Ravari, S. M., Zhang, D., Homma, T., &
Kihara, M. (2009). Early initiation of sexual act ivity: A ris k fact or for sexually transmitted diseases,
HIV infection, and un wanted pregnancy among university students in China.
BMC Pu blic Health
,
9
(1), 1 – 8. https://doi.org/10.1186/1471-2458-9-111
Magalhães, Z. ( 2016). Risk factors sexual behaviour and C. t rachomatis in fection among health s ciences
university students in Lisbon.
Journal of I nfectious D iseases a nd Epidemiology
,
2
(1), Article 005.
https://doi.org/10.23937/2474-3658/1510005
Maggs, J. L., Williams, L. R., & Lee, C. M. (2011). Ups and downs of alcohol use am ong first -year college
students: Number of dr inks, heavy drinking, a nd stumble an d pass out drinking days.
Addictive
Behaviors
,
36
(3), 197 – 202. h ttps://doi.org/10.1016/j.addbeh.2010.10 .005
Maheshwari, S., Gupta, P., Sinha, R., & Rawat , P. (2 020). Knowledge, at titude, and practice tow ards
coronavirus disease 2019 (COVID -19) among medical students: A cros s- sectional study.
Journal
of Acute Disease
,
9
(3), 100 – 104. https://doi.org/10.4103/2221-6189.283886
Makgale, O. L., & Plattner, I. E. (2017) . Sex ting and risky sexual behaviours among undergraduate
students in Botswana: An exploratory study.
Cyberpsychology: Journal of Psychosocial Research
on Cyberspace
,
11
(2), Article 1. https://doi.org/10.5817/CP2017-2-1
Makiabadi, E., Kaveh, M. H., Mah moodi, M. R., Asadollah i, A., & Salehi, M. (2019). Enhancing nutrition-
related literacy, knowledge and behavior among university students: A randomized cont rolled
trial.
International Journal of Nutrition Sciences
,
4
(3), 122 – 129.
https://doi.org/10.30476/IJNS.2019 .82709.1027
Mallia, C., & Hamilton-West, K. (2010). Smoking-related attitudes and perception s among young ad ults
in Malta and the UK.
Psychology, Health & Medicine
,
15
(3), 34 7 – 356.
https://doi.org/10.1080/13548501003653 200
Mariano Rojas, & Maikol E lizondo-Lara. (2012). Sat isfacción de vida en C osta Rica: Un enfoque de
domínios de vida.
Latin American Research Review
,
47
(1), 78 – 94.
https://www.jstor.org/stable/414 13331
Marlatt, G. A., Larimer, M. E., Baer, J. S., & Quigley, L. A. (1993). Harm reduction for alcohol problems:
Moving beyond the contr olled drin king controversy.
Behavior Therapy
,
24
(4), 461 – 503.
https://doi.org/10.1016/S0005-7894(05)80314-4
Marôco, J. (2 014).
Análise de equações estru turais. Fundamentos t eóricos, software & aplicações
(2nd
Ed). ReportNumber.
Marsch, L. A., Guarino, H., Acosta, M., Aponte -Melendez, Y., C leland, C., Grabinski, M., Brady, R., &
Edwards, J. (2014). Web -b ased behavioral treatment for substance use disorders as a partial
replacement of standard methadone maintenance t reatment.
Journal of Substance Abuse
Treatment
,
46
(1), 43 – 51. https://doi.org/10.1016/j.jsat.2013.08.012
Martin, R. J., Cox, M. J., Chaney, B. H., & Knowlden, A. P. (2018). Examination of associations between
ri sky driving behaviors and hazardous drinking among a sample of college s tudents.
Traffic Injury
Prevention
,
19
(6), 563 – 568. htt ps://doi.org/10.108 0/15389588.2018.1476690
Martínez-Lemos, R. I., P uig -Ribera, A. M., & García -García, O. (2014). Perceived barrier s to physical
activity and related factors in spanish univ ersity students.
Open Journal of Preventi ve Medicine
,
04
(04), 164 – 174. https://doi.org/10.4236/ojpm.2014.44022
Martins, J., C abral, M., Elias, C., Nelas, R., Sarmento, H., Ma rques, A., & Nicola, P. J. M. Z. (2019).
Physical activity recommendations for healt h: knowledge and perceptions a mong college
students.
Retos
,
36
, 290 – 2 96. http://hdl.handle.net/1045 1/39960
Martins, J. S., Coelho , M. S ., & Ferreira, J. A. (2010). Hábitos de consumo de álcool em es tudantes do
ensino superior universitário: alguns dados empíricos.
Psychologica
,
53
(53), 397 – 411.
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
310
https://doi.org/10.14195/1647-8606_53_19
Mas, F. S., Marín, J. L., Papenfuss, R. L., & León, A. G. (1997). El modelo de creencias de salud. U n
enfoque teórico para la pr evención del SIDA.
Revista Espanhola Salud Pú blica
,
71
(4), 335 – 31 1.
http://scielo.isciii.es/s cielo .php?script=sci_arttext &pid=S11 35-
57271997000400002&lng=es &tlng=es
Massah, O., Azkhosh, M., Azami, Y., Goodiny, A. A., Doostian, Y., & Mousavi, S. H. (2016). Students
tendency toward illicit drug use: The role of perceived social support and family f unction in Iran.
Iranian Jour nal of Psych iatry and B ehavioral Sciences
,
11
(2), Article e8314.
https://doi.org/10.17795/ijpbs .8314
Maurage, P., Joassin, F., Spet h, A., Modave, J., Philippot, P., & Cam panella, S. (2012 ). Cereb ral effects
of binge drinking: Re spective influences of global alcohol intake and con sumption pat tern.
Clinical
Neurophysiology
,
123
(5), 892 – 901. https://doi.org/10.1016/j.clinph.2011.09.018
Mavhandu-Mudzusi, A. H., & Asgedom, T. T. (2 016). The prevalence of ris ky sexual beh aviours amongst
undergraduate students in Jigjiga University, Ethiopia.
Health SA Geson dheid
,
21
(0), 179 – 186.
https://doi.org/10.4102/hsag.v21i0 .950
Mbuthia, G., Wanzala, P., Ngugi, C., & Nyamogoba, H. (2 017). Assessing t he effectiveness of alcohol and
drug abuse awareness campaig ns among University students in Kenya: a qua si -experimental
study.
Medicine Science | I nternational Medical Journal
,
6
(3), 464 – 470.
https://doi.org/10.5455/medscience.2017.06.8593
McBride, N. M., Barrett , B ., Moore, K. A., & Schonfeld, L . (2014). The role of positive alcoh ol expect ancies
in u nderage binge drinking among college studen ts.
Journal o f American College Health
,
62
(6),
370 – 379. https://doi.org/10.1080/07448481.2014.907297
McCabe, S. E., West, B. T., Teter, C. J., & Boyd, C. J . (2014). Trends in m edical use, diversion, and
nonmedical use of prescription medications among college students from 2003 to 2013 :
Connecting the dot s.
Addictive Behaviors
,
39
(7), 1176 – 1182.
https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2014.03 .008
McCann, T. V ., Clark, E., & Rowe, K. (2005). Undergrad uate nursing stude nts’ attitudes tow ards smoking
health promot ion.
Nursing and Health Sciences
,
7
(3), 164 – 174.
https://doi.org/10.1111/j.1442-2018.2005.00228.x
Meda Lara, R. M., Santos Ávila, F., Lara García, B., Verdugo Lucero, J. C., Palomera Chaves, A., & Valad ez
Sierra, M. D. (2008). Eval uación de la perceptión de calidad e de vida y el estilo de vida en
estudiantes desde el context o de las universidades p romo toras de la salud.
Revista de Educac ión
y Desarrollo
,
5
(8), 5 – 16.
https://www.cucs.udg.mx/revi stas/edu_desarrollo/anteriores/8/008_Meda.pdf
Meda, S. A ., Gueorguieva, R. V, Pittman, B., Rosen, R. R., Aslanzadeh, F., Tennen, H., Leen, S., Hawkins,
K., Raskin, S., Wood, R. M., A ustad, C. S., Dager, A., Fallahi, C., & Pearlson, G. D. (2017).
Longitudinal influence of alcohol and mariju ana use on academic performance in co llege
students.
PLOS ONE
,
12
(3), 1 – 16. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0172213
Medvedev, O. N., & Landhuis, C. E. (20 18). Exploring constructs of well -bein g, h appiness and quality of
life.
PeerJ
,
6
, Article e4903. h ttps://doi.org/10.7717/peerj.4903
Mehta, R. K., & Sh arma, S. (2015). Knowledge, attitude and practice of self -medication among medical
students.
Journal of Nursin g and Health Sci ence
,
4
(1), 89 – 96. https://doi.org/10.9790/1959-
04118996
Meisel, M. K., & Goodie, A. S. (2015). Predicting prescription drug m isuse in co llege students’ social
networks.
Addictive Behaviors
,
45
, 110 – 11 2. https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2015.01.025
Melani, A. S., Verponzi ani, W., Boccoli, E., Trianni, G. L., Federici, A., Amerini, R., V ichi, M. G., & Sestini,
P. (2000). Tobacco smokin g habit s, attitudes and beliefs among nurse and medic al students in
Tuscany.
European Journal of Epidemiology
,
16
, 607 – 611.
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
311
https://doi.org/10.1023/A:100 7697126844
Menati, W., Nazarzadeh, M. , Bidel, Z., Würtz, M., Men ati, R., Hemat i, R., Yaghoubi, M., Zarei manesh, E.,
Mohammadi, M. S., Akhla ghi Ardekani, F., Tazval, J., & Delpisheh, A . (2016) . Social and
psychological predictors of initial cigarett e smoking experien ce: A survey in male coll ege students.
Ameri can Journal of Men’s Healt h
,
10
(1), 14 – 23.
https://doi.org/10.1177/15579883145532 62
Mendes, F., & Lopes, M. J. (2014). V ulnerabilidades em saúde: o diagnóstio dos caloiros de uma
universidade portuguesa.
Texto Contexto Enfermagem
,
23
(1), 74 – 82.
https://doi.org/10.1590/S0104-07072014000100009
Merki-Feld, G. S., Felder, S. , Roelli, C., Imthurn, B., Stewart, M., & Bateson, D. (2018). I s t here a n eed
for better sexual education of young men? Sexual behaviour and reproductive health in Swiss
university students: a questionnaire-ba sed pilot study.
European Journal of Contr aception and
Reproductive Health C are
,
23
(2), 154 – 160.
https://doi.org/10.1080/13625187 .2018.1458226
Merrill, J. E., Wardell, J. D., & Read, J. P. (2014). Drinking mot ives in th e prospective prediction of unique
alcohol-related consequen c es in college students.
Journal of Studies on Alcohol and Drugs
,
75
(1),
93 – 102. https://doi.org/10.15288/jsad.2014.75.93
Milošević Georgiev, A., Kotur - Stevuljević, J., & Krajnović, D. (2019). Socio -demog raphic fact ors associated
with smoking habit s am ong university students in B elgrade, Serbia.
Slovenian Journal of Public
Health
,
58
(1), 11 – 20. https://doi.org/10.2478/sjph-2019-0002
Miquel, L., Rodam ilans, M., Giménez, R. , Cam bras, T., Canudas, A. M., & Gual, A. (2015). Eval uación
del consumo de riesgo de alcohol en estudiantes univers itarios de la Facultad de Farmacia.
Adicciones
,
27
(3), 190 – 197. https://doi.org/10.20882/adicciones .705
Mir, S. (2015). A cross-sec tional study on knowledge, attitude, and beha vior related t o antibiotic use
among undergraduate medical students in a tertiary care m edical college, Kash mir.
International
Journal of Basic and Clinical Pharmacology
,
4
(6), 1156 – 1162. htt ps://doi.org/10.1820 3/2319 -
2003.ijbcp20151351
Mitra, A. K., Imtiaz, A., Al I brahim, Y. A., Bulbanat, M. B., Mut airi, M. F. Al, & M usaileem, S. F. Al. (2019).
Factors influencing knowled ge and practice of self-medicat ion among college students of health
and non-health professions.
IMC Journal of Medical Science
,
12
(2), 57 – 68.
https://doi.org/10.3329/imcjms.v12i2 .39662
Mohammadpoorasl, A., Ghahramanloo, A. A., Allahverdipour, H., & Augner , C. (2014). Substance abuse
in relation to religiosity and familial support in Ira nian college students.
Asian Journ al of
Psychiatry
,
9
, 41 – 44. https://doi.org/10.1016/j.ajp.2013.12.015
Monahan, C. J., Bracken- Minor, K. L., McCausla nd, C. M., McDevitt -Murphy, M. E., & M urphy, J. G.
(2012). Health-related quality of li fe among heavy -drinking college students.
American Jou rnal o f
Health Behavior
,
36
(3), 289 – 299. https://doi.org/10.5993/AJHB.36.3.1
Moore, B. A., Fazzino, T., Garnet, B., C utter, C. J., & Barry, D. T. (2011). Computer -based i nterventions
for drug u se disorders: A systematic review.
Journal of Substance Abuse Treatment
,
40
(3), 215 –
223. https://doi.org/10.1016/j.j sat.2010.11.002
Moore, E. W., Smith, W. E., & Folsom, A . R. B. (2012). F.O.R.E.play: The unitily of brief sexual health
interven tions among college students.
Journal of American College Health
,
60
(2), 175 – 177.
https://doi.org/10.1080/07448481 .2011.58 4336
Morais, A . C. C. (2011).
Prevalência da automedicação em estudantes da Universidade de A veiro
[Master’s t hesis, Universidade de A veiro]. Repositório Institucional da Universida de de Aveiro.
http://hdl.handle.net/10773/6010
Morawska, A., & Oei, T. P. S. ( 2005). Binge drinking in university students: A test of the cognitive model.
Addictive Behaviors
,
30
(2), 203 – 218. https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2004.05.011
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
312
Moreira, M. T., Oskrochi, R., & Foxcroft , D. R. (2012). Personalised normative feedback for preventing
alcohol misuse in university students: Solomon three -group randomised cont rolled t rial.
PLoS
ONE
,
7
(9), Article e44120. h ttps://doi.org/10.1371/journ al.pone.0044120
Moreno-Arrebola, R., Fernández-Revelles, A. B., Linares -Manrique, M., & Espejo-Garcés, T. (2018).
Revisión sistemática sobre hábitos de actividad física en estudiantes universitarios.
Sportis.
Scientific Jour nal of Sch ool Sport, Ph ysical Educat ion and Psychomotricity
,
4
(1), 162 – 183.
https://doi.org/10.17979/sportis.2018 .4.1.2062
Moreno-Gómez, C., Romaguera-Bosch, D., Tau ler-Riera, P., Bennasar-Veny, M., Pericas-Beltran, J.,
Martinez-Andreu, S., A guilo- Pons, A ., Moreno-Gó Mez, C ., Roma guera-Bosch, D., Tauler-Riera, P.,
Bennasar-Veny, M., Peri cas- Beltran, J., Martinez-Andreu, S., Aguil o-Pons, A., Moreno-Gómez, C.,
Romaguera-Bosch, D., Tauler-Riera, P., Bennasar-Veny , M., Pericas- Beltran, J., … Ag uilo-Pons,
A. (2012). Clustering of li festyle factors in Spanish university students: t he relationship between
smoking, alcohol consumption, phy sical ac tivity and diet quality.
Public Healt h Nu trit ion
,
15
(11),
2131 – 2139. htt ps://doi.org/10.1017/S13 68980012000080
Moyle, L., & Coom ber, R. (2019 ). St udent transitions int o drug supply: exploring the university as a ‘risk
environment.’
Journal of Youth Studies
,
22
(5), 642 – 657.
https://doi.org/10.1080/13676261.2018.1529863
Muehlenhard, C . L., Humphreys, T. P., Jozkowski, K. N., & Peterson, Z. D. (2016). The complexit ies of
sexual consent among colle ge students: A conceptual a nd empirical revi ew.
The Journal of Sex
Research
,
53
(4 – 5), 457 – 487. https://doi.org/10.1080/00224499.2016.1146651
Mukherjee, A., Gopalakrishnan, R., Thangadurai, P., Kuruvilla, A., & Jaco b, K. S. (2019). Knowledge and
attitudes toward sexual h ealth an d com mon sexual pra ctices a m ong college students - A survey
from Vellore, Tamil Nadu, India.
Indian Journal of Psychological Medicine
,
41
(4), 348 – 356.
https://doi.org/10.4103/IJPSYM.IJPSYM_441_18
Murphy, M. H., Carlin, A. , Woo ds, C., Nevill, A., MacDonncha, C., Ferguson, K., & Murphy, N. (2018).
Active students are health ier and happier t han t heir inactive peers: The results of a large
representative cross-sectional study of univer sity students in Ireland.
Journal of Phys ical Activity
and Health
,
15
(10), 737 – 746. https://doi.org/10.1123/jpah.2017-0432
Musaiger, A. O., Al-Kandari, F. I., Al -Mannai, M., Al-Faraj, A. M., Bouriki, F. A., Shehab, F. S., Al -Dabous,
L. A., & Al -Qalaf, W. B . ( 2014). Perceived barriers to weight maintenance among university
students in Kuwait: the role of gender and obesity.
Environmental Health and Pr eventive
Medicine
,
19
(3), 207 – 214. h ttps://doi.org/10.1007/s121 99 -013-0377-z
Musmar, S. G. (201 2). Smoking habits and att itudes among university students in Palestine: a cross -
sectional study.
Eastern Mediterranean Health Journal
,
18
(5), 454 – 46 0.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22764431
Musselman , J. R. B., & R ut ledge, P. C. (2010). The incongruous alcohol -activity association: Physical
activity and alcoh ol consumption in college students.
Psychology of Sport and E xercise
,
11
(6 ),
609 – 618. https://doi.org/10.1016/j.psychsport.2010.07 .005
Mustafa, O. M., & Rohra, D. K. (2017). Patterns and determinants of self -medication among university
students in Sa udi A rabia.
Jo urn al of Pharmaceutical Health Services Research
,
8
(3), 1 77 – 1 85.
https://doi.org/10.1111/jphs.121 78
Napper, L. E., Hummer, J. F., Chithambo, T. P., & LaBrie, J. W. (2015) . Percei ved parent and peer
marijuana norms: The moderating effect of parental monitoring durin g college.
Prevention
Science
,
16
(3), 364 – 373. htt ps://doi.org/10.100 7/s11121- 014 -0493-z
National Institute on Alcohol Abuse and Alcohol ism. (2015).
Drinking Levels Def ined
.
https://www.niaaa.nih.gov/alcohol -health/overview-alcohol-consumption/moderate-binge-
drinkin g
Neighbors, C ., Dillard, A. J., Lewis, M. A ., Bergstrom, R. L., & Neil, T. A. (2006). Normat ive misperception s
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
313
and t emporal precede nce of perceived norms and drinking.
Journal of Studies o n A lcoh ol
,
67
(2),
290 – 299. https://doi.org/10.15288/jsa.2006.67.290
Neighbors, C., Geisner, I . M., & Lee, C. M. (2008). Perceived marijuana n orms a nd social expectancies
among entering college student m arijuana users.
Psychology of Addictive B ehaviors
,
22
(3), 433 –
438. https://doi.org/10.1037/0893-164X.22.3.433
Neuhauser , L., & Kreps, G. L. (2003). Rethinking communication in the e -health era.
Journal of Health
Psychology
,
8
(1), 7 – 23 . htt ps://doi.org/10.1177/1359105303008001 426
Ngamaba, K. H., Panagioti, M., & A rmitage, C. J. (2017). How strongly related are healt h stat us and
subjective well-be ing? Systemat ic review and meta -analysis.
European Journal of P ublic Health
,
27
(5), 879 – 885. https://doi.org/10.1093/eurpub/ckx081
Nicholas P Hays, C. F. (2013). Self-reported changes in weigh t, food intake, and phy sical activity from
high school to college.
Journal of Nutritional Disorders & Therapy
,
03
, Article 3.
https://doi.org/10.4172/2161-0509.1000129
Nolen-Hoeksema, S. (2004). Gender differences i n ri sk factors and consequences for alcohol use and
problems.
Clinical Psychology Review
,
24
(8), 981 – 1010.
https://doi.org/10.1016/j.cpr.2004.08 .003
Nóvoa, A ., Castro-Almeida, C., Le Boterf, G., & Azevedo, R. (1992).
Formação para o desenvolvi mento:
uma experiência participada de formação de agentes de desen volvimento
. Fim de Século.
O’Grady, K. E., Arria, A. M., Fitzelle, D. M. B., & Wish, E. D. (2008). Heavy drinking and polydrug use
among college stud ents.
Journal of D rug Issues
,
38
(2), 445 – 466.
https://doi.org/10.1177/002204260803800204
Oarga, C ., St avrova, O., & Fetchenhauer, D. (2015). When and why is helping ot hers g ood for well -being?
The role of be lief i n rec iprocity and conformity to society’s expectat ions.
European Journal of
Social Psychology
,
45
(2), 242 – 254. https://doi.org/10.10 02/ejsp.2092
Ogden, J. (1999) .
Psicologia da Saúde
. Climepsi.
Oh, H., Rizo, C., Enkin, M., Jadad, A., Powell, J., & Pagliari, C. (2005). What is eHe alth (3): A systematic
review of published definitions.
Journal of Medical Internet Res earch
,
7
(1), A rticle e110.
https://doi.org/10.2196/jmir.7.1.e1
Okazaki, K., Okano, S., Haga, S., Seki, A., Suzuki, H., & Takah ashi, K. (2014). One-year out come of an
interactive internet-based ph ysical act ivity intervention among university students.
International
Journal of Medical Informatics
,
83
(5), 354 – 360.
https://doi.org/10.1016/j.ijmedinf.2014.01.012
Olubola, T. A . (2014). Th e Role of Gender and Psych osocial Factors on Perceived Vulnerability to
HIV/AIDS Infection am ong Young and Middle A ged Adults in Benin City, Niger ia.
Journal o f
Psychology & Psychotherapy
,
5
(2). https://doi.org/10.4172/2161-0487.1000175
Öncel, S. Y., Gebizlio ǧ lu, O. L., & AlI o ǧ lu, F. A. (2011). Risk factors for smoking beha vior among university
students.
Turkish Journ al of Medical Sciences
,
41
(6), 1071 – 1080.
https://doi.org/10.3906/sag- 1009 -1122
Oosterveen, E., Tzelepis, F. , A shton, L., & Hutch esson, M. J. (2017). A systematic review of eHealth
behavioral interventions targeting smoking, nutrition, al cohol, physical act ivity and/or obesity for
young adults.
Preventive Medicine
,
99
, 197 – 206.
https://doi.org/10.1016/j.ypmed.2017.01.009
Oppen heim, A. N. (1992).
Ques tionnaire design, i nterviewing, and attitude measurement
. Pinter.
Oppong Asante, K. (2013). HIV/AI DS knowledge and uptake of HIV counselling and testing among
undergraduate privat e univ ersity students in A ccra, Ghana.
Reproductive Health
,
10
(1), A rticle
17. https://doi.org/10.1186/1742-4755- 10 - 17
Orlando, M., Tucker, J. S., Ellickson, P. L., & Klei n, D. J. (2004). Developmental t rajectories of cigarett e
smoking and their correlate s from early adolescen ce to young adulth ood.
Journal of Cons ulting
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
320
expressing gratitude and visualizing best possible selves.
Journal of Positive Psych ology
,
1
(2),
73 – 82. https://doi.org/10.1080/17439760500510676
Sherab, K., Howa rd, J., T shomo, S., Tshering, K., & Dorji, P. (2019). An exploratory study of sexual risk
behaviour am ong university students i n Bhu tan.
Sexuality Research and Social Policy
,
16
(4),
455 – 462. https://doi.org/10.1007/s13178-018-0355-8
Shields, J. D., A rchiopoli, A . M., Bentley, J. M., Weiss, D., Ho ffmann, J., Wh ite, J. M. I ., Sharp, M. K.,
Hong, Z., & Kimura, M. (2016). Binge-drinking attitudes and behaviors among h ispanic and non-
hispanic college students: Suggestions for t ailoring hea lth campaign messages.
Hispanic Journal
of Behavioral Sciences
,
38
(2), 243 – 263. https://doi.org/10.1177/0739986316633436
Shiferaw, Y., Alemu, A., Assefa, A., T esfaye, B., Gibe rm edhin, E., & Amare, M. (2014). Perception of risk
of HIV and sexual risk behaviors among University students: Implicat ion for planning
interven tions.
BMC Research Notes
,
7
(1), 1 – 8. https://doi.org/10.1186/1756-0500-7-162
Shirom, A., Toker, S., Berlin er, S., Shapira, I., & Melamed, S. (2008). The e ffects of physical fitness and
feeling vigoro us o n self-rated h ealth.
Health Psychology
,
27
(5), 567 – 575.
https://doi.org/10.1037/0278-6133.27.5.567
Silliman, K., Rodas-Fortier, K., & Neyman, M. (2004). A survey of dietary and exercise h abits and
perceived barriers to following a healthy lifestyle in a coll ege population.
Californian Journal of
Health Promotion
,
2
(2), 10 – 19. https://doi.org/10.32398/cjhp.v2i2.1729
Silva, A., & Brito, I. (2014) . Instituições de ensino s uperior pr omotoras de s aúde. In R. Pedroso & I. Brito
(Eds.),
Saúde dos estudantes do ensino superior de enfermagem: estudo de contexto na Escola
Superior de Enfermagem de Coimbra. Série Monográfica Educação e I nvestigação em Saúde.
(pp. 17 – 31). U nidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E) Escola
Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).
https://rr.esenfc.pt/rr/index.php?module=rr& target =editionDetails&id_edicao=7 6
Silva, A. M. M., Brito, I. da S., & Am ado, J. C. (2011). A dapta ção e validação d o question ário “Estilo de
Vida Fan tástico”: Resultados psicométricos prelimi nares.
Referência – Revista de Enfermagem
,
2
(4), 650. http://hdl.handle.net/10400.14/12052
Silva Chávez, J. H. (2019). Propuesta de una met odología para seleccionar una comunidad donde
implementar proyectos de Telemedicin a en Pe rú.
Ciencia e Investigación Medico Estudiantil
Latinoamericana
,
24
(1). https://doi.org/10.23961/cimel.v24i1.1083
Skliros, E., Merkouris, P., Papazafiropoulou, A., Gikas, A., Ma tzouranis, G., Papafragos, C., Tsakanikas,
I., Zarbala, I., Vasibosis, A ., St amataki, P., & Sot iropoulos, A. (2010). Self -medication with
antibiotics in rural population in Greece: a cross -sectional multicenter study.
BMC Family
Practice
,
11
(1), Article 58. h ttps://doi.org/10.1186/1471-2296- 11 - 58
Small, M., Bailey-Davis, L., Morgan, N., & Mag gs, J. (2013). Changes in eat ing and phy sical act ivity
behaviors across s even semesters of college: Living on or off campus matters.
Health Education
& Behavior
,
40
(4), 435 – 441. h ttps://doi.org/10.1177/1090198112 467801
Smyth, J. (1998).
A rationale for teach er’s critical pedagogy: a handbook
. Deakin Un iversity.
Soares, A. (2002 ).
Medicamentos não prescritos – A conselhamento Farmacêutico
. Edição Farmácia
Portuguesa.
Soares, A. M. (2019).
Apoiar o sucesso académico pr omovendo a saúde na t ransição para o ensino
superior: Breve intervenção no estilo de vida do primeiranista
[Doctoral dissertation, Universidade
de Coimbra]. Repositório científico da Universidade de Coimbr a.
http://hdl.handle.net/10316/90626
Sohbet, R., & Geçici, F. (2014). Examinin g the leve l of knowledge on sexuality an d reproductive health of
students of Gaziantep Univ ersity.
Sexuality and Dis ability
,
32
(1), 75 – 84.
https://doi.org/10.1007/s111 95 -013-9332-6
Soler-Vila, H., Galán, I., Va lencia-Martín, J. L., León-M uñoz, L. M., Guallar-Castillón, P., & Rodríguez-
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
321
Artalejo, F. (2014). Binge drinkin g in Spain, 2008- 2010.
Alcoholism: C linical and Ex perimental
Research
,
38
(3), 810 – 819. h ttps://doi.org/10.1111/acer.12275
Soleymani, S., A bdul Rahman, H., Lekhraj, R., Moh d Zulkefli, N. A., & Ma tinnia, N. (2015). A cross-
sectional study t o explore postgraduate students’ unders tanding of and beliefs abo ut sexual and
reproductive health in a public university, Ma laysia.
Reproductive Health
,
12
(77), 1 – 7.
https://doi.org/10.1186/s129 78 -015-0070-3
Soliman, Y. M. A., Selim, S ., Ismail, A., & Kamel, M. (2017). Final year medical students’ knowledge
about smoking in Cairo University.
Egyptian Journal of Chest Diseases and T uberculosis
,
66
(1),
93 – 95. https://doi.org/10.1016 /j.ejcdt .2016.04.008
Sousa, N. M. C . de. (2014).
Os estudantes universitários e o consumo de substâncias psicoativas
[Master’s t hesis, Universidade Lusófona do Porto]. Repositório Científico Lusófona.
http://hdl.handle.net/10437/5870
Souza, J. de, Ornella, K. P., Almeida, L. Y. de, Domingo s, S. G. de A., Andrade, L. S. d e, & Zanetti, A. C.
G. (2018). Drug use a nd knowledge of its con sequences among nursing students.
Texto &
Contexto - Enfermagem
,
27
(2), Article e5540016. h ttps://doi.org/10.1590/0104-
070720180005540016
Spindola, T., Oliveira, C. S. R., Santana, R. S. C., Sodré, C. P., André, N. L. N. de O., & Brochado, E. D.
J. (2019). Sexual pract ices, knowledge and behavior of college students regarding sexually
transmitted diseases.
Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online
,
11
(5), 1135 – 1141.
https://doi.org/10.9789/2175-5361.2019.v11i5.1135-1141
Staff, J., Schulenber g, J. E., Maslowsky, J., Bachman, J. G., O’Malley, P. M., Maggs, J. L., & Johnston,
L. D . (2010). Substance use ch anges an d social role transitions: Proximal developmental effects
on ongoing t rajectories from late adolescence through early adulthood.
Dev elopment and
Psychopathology
,
22
(4), 917 – 932. https://doi.org/10.1017/S0954579410000544
Steptoe, A., & Wardle, J. (1992). Cognitive predictors of healt h behaviour in co ntrasting regions of Europe.
British Journal of Clinical Psycholog y
,
31
(4), 485 – 502. https://doi.org/10.1111 /j.2044 -
8260.1992.tb01021.x
Stewart-Brown, S., Evans, J ., Patt erson, J., Petersen, S ., Doll, H., B alding, J., & R egis, D. (2000). The
health of students in institutes of high er education: an important and neglected public h ealth
problem?
Journal of Public Health
,
22
(4), 492 – 499 .
https://doi.org/10.1093/pubmed/22.4 .492
Stewart, M. W., & Moreno, M. A. (2013). Changes in attitudes, intentions , and behaviors toward tobacco
and marijuana during U.S. students’ f irst year o f col lege.
Tobacco Use Insight s
,
6
, 7 – 16.
https://doi.org/10.4137/TUI.S1132 5
Stickley, A., Koyanagi, A., K oposov, R., McKee, M., Roberts, B., Mur phy, A., & Ruchkin , V. (2013) . Binge
drinkin g among adolescents in Russia: Prevalence, risk and protective factors.
Addictive
Behaviors
,
38
(4), 1988 – 1995. https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2012.12.009
Stone, A. L., Becker, L. G., Hu ber, A . M., & C atalano, R . F. (2012). Review of risk and protective fact ors
of substance use a nd problem use in emerging adulthood.
Addictive Behaviors
,
37
(7), 747 – 775.
https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2012.02 .014
Stroebe, W., & Stroebe, M. S. (1999).
Psicologia social e saúde
. Instituto Piaget.
Stroud, C., Walker, L. R., Davis, M., & Irwin, C. E. (2015). Inves ting in the health and well -being of young
adults.
Journal of Adolescen t Health
,
56
(2), 127 – 129.
https://doi.org/10.1016/j.jadohealth.2014.11.012
Studer, J., Baggio, S., Dupuis, M., Mohler-K uo, M., Daeppen, J.-B., & Gmel, G. (20 16). Drinking motives
as mediat ors of the associat ions between rei nforcement sensitivity and alcohol misuse and
problems.
Frontiers in Psychology
,
7
, Article 718. https://doi.org/10.3 389/fpsyg.2016.00718
Suerken, C. K., Reboussin, B . A., Egan, K. L., Sutfin, E. L., Wagoner, K. G., Spangler, J., & Wolfson, M.
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
322
(2016). Marijuana use t rajectories and a cademic outcomes am ong college students.
Drug and
Alcohol Dependence
,
162
, 137 – 145. https://doi.org/10.1016/j.drugalcdep.2016.02 .041
Suerken, C. K., Reboussin, B. A., Sutfin, E. L., Wagoner, K. G., Spangler, J., & Wolfson, M. (20 14).
Prevalence of marijuana use at college entry and risk fact ors for initiation during fr eshman year.
Addictive Behaviors
,
39
(1), 302 – 307. https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2013.10.018
Swann, C., Sheran, M., & Phelps, D. (2014). Factors associated wit h reductions in alcoh ol use between
high sch ool and college: an analysis of dat a from th e College Alcoh ol Study.
Subs tance Abuse
and Rehabilitation
,
5
, 13. https://doi.org/10.2147/SAR.S55180
Taghrir, M. H., B orazjani, R. , & Shiraly, R. (2020). COVI D -19 a nd Iranian m edical st udents: A Survey on
their related-knowledge, preventive beh aviors and r isk perception.
Archives o f Iranian Medicin e
,
23
(4), 249 – 254. https://doi.org/10.34172/aim.2020.06
Tahaney, K. D., & Palfai, T. P. (2017). Text messaging as an adjunct to a web -b ased intervention fo r
college student alcohol us e: A preliminary stud y.
Addictive Behaviors
,
73
, 63 – 66.
https://doi.org/10.1016/J.ADDBEH.2017 .04.018
Tanton, J., Dodd, L. J., Woodfield, L., & Mabhala, M. (20 15) . Eating beh aviours of british university
students: A clu ster analysis on a neglected issue.
Advances in Preventive Medicine
,
2015
, A rticle
ID 639239. https://doi.org/10.1155/2015/639239
Tartaglia, S., Fedi, A., & Mig lietta, A. (2017). Family or friends: what counts more for drinking behaviour
of young ad ults?
Revista de Psicología Social
,
32
(1), 1 – 22.
https://doi.org/10.1080/02134748.2016.1248029
Tavolacci, M.-P., Boerg, E., Richard, L., Meyrignac, G., Dechelotte, P., & Ladner, J. (2016). Prevalence o f
binge drinking and associated behaviours among 3286 college students in Fran ce.
BMC Public
Health
,
16
, Article 178. https://doi.org/10.1 186/s12889-01 6-2863-x
Tercyak, K. P., Rodriguez, D., & Audrain - McGovern, J. (2 007). High school seniors’ smoking initiation and
progression 1 year after gr aduation.
American Journal of Public Health
,
97
(8), 1397 – 1398.
https://doi.org/10.2105/AJPH.2 006.094235
THE WHOQOL GROUP. ( 1995). The World Health Organization quality of life assessment (WHOQOL):
Position paper from th e World H ealth Organization.
Social Science & Medicine
,
41
(10), 1403 –
1409. https://doi.org/10.1016/0277-9536(95)00112-K
Thompson, E. L. (1978). S moking education programs 1960 -1976.
American Journal of P ublic Health
,
68
(3), 250 – 257. https://doi.org/10.2105/AJPH.68.3.250
Thorpe, M. G., Kestin, M., Riddell, L. J., Keast, R. S., & McNaughton, S. A. (2014). Diet quality in young
adults and its association wit h food-related behaviours.
Public Health Nutrition
,
17
(8), 1767 –
1775. https://doi.org/10.1017/S1368 98001300192 4
Tomasone, J. R., Meikle, N., & Bray, S. R. (2015). I ntentions and trait self -control predict fruit and
vegetable cons umption during the transition t o fi rst -year u niversity.
Journal of American College
Health
,
63
(3), 172 – 179 . htt ps://doi.org/10.1080/07448 481.2014.1003375
Tones, K., & Tilford, S. (2001).
Health promot ion: Effectiveness , efficiency and equity
. Nelson Thornes
Ltd.
Trindade, V. M. (2007).
Práticas de Formação - Métodos e técnicas de Observação, Orientação e
Avaliação (em Supervisão)
. Universidade Aberta.
Trinh, L. T., & Khanh, H. T. T. (2019). Happy peo ple: Wh o are th ey? A pilot indigenous study on
conceptualization of happiness in Vietnam.
Health Psychology Report
,
7
(4), 1 – 9.
https://doi.org/10.5114/hpr.2019.88527
Trost, S. G., Blair, S. N., & Khan, K. M. (2014). Physi cal inactivity remains the greatest public h ealth
problem of t he 21st century: evidence, improved methods and sol utions using t he ‘7 investments
that work’ as a framework.
British Journal of Sports Medicine
,
48
(3), 169 – 170.
https://doi.org/10.1136/bjsports-2013-093372
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
323
Tuliao, A. P., & Mc Chargue, D. ( 2014). Problematic alc ohol use a nd sexual as sault among m ale college
students: The m oderating and mediat ing roles of alcohol outcome expectancies.
The Am erican
Journal on Addictions
,
23
(4), 321 – 328. https://doi.org/10.1111/j.1521-0391.2014.12119.x
Tuyishimire, J., Okoya, F., Adebay o, A. Y., Humura, F., & Lucero-Pri sno, D. E. (2019). Assessment of self-
medication practices with antibiotics among un dergrad uate university studen ts in Rwa nda.
Pan
African Medical Journ a l
,
33
, Article 307. htt ps://doi.org/10.11604 /pamj.2019.33. 307.18139
U.S. Department of Health and Human Services. (2020).
Healthy People 2020
.
https://www.healthypeople.gov/
U.S. Department of Health and Human Services. (2021).
Healthy People 2030
.
https://health.gov/healthypeople/objectiv es-and-dat a/browse-objectives
Universidade do Minho. (2020).
Despacho RT-23/2020
. h ttps://www.uminho.pt/PT/vive r/COVID-
19_1/Documents/D espach o_RT_23-2020_PT.pdf
Valente, P., & Barros, D. M. V . (2019). A eSupervisão didát ico -pedagógica de cursos de formação
eLearnin g em context o empresarial: estudo de caso em Portugal.
Indagatio Didactic a
,
11
(4), 77 –
97. https://doi.org/https://doi.org/10.34624/id.v11i4.10581
Vieira, F. (1993).
Supervisão
: uma prática reflexiva de formação de profess ores
. ASA.
Villafañe-Ferrer, L. M., & González-Navarro, R. M. (2017). Comportamientos de riesgo y nivel de
conocimiento de infecciones de transmisión sexual en es tudiantes universitarios.
Duazary
,
14
(2),
160 – 168. https://doi.org/10.21676/2389783X.1964
Visser, P. L., & Hirsch, J. K. (2014). Health beh aviors among college students: the influence of future
time perspective and basic psychological need satisfaction.
Health Psychology and Behavioral
Medicine
,
2
(1), 88 – 99. ht tps://doi.org/10.1 080/21642850.2013.872992
Wagner, G. A., de Oliveira, L . G., Barroso, L. P., Nishimura, R., Ishihara, L. M., Stempliuk, V. de A., Vieira
Duarte, P. do C. A., & de A ndrade, A . G. (2012). Drug use in college students: A 1 3-year t rend.
Revista de Sa ude Publica
,
46
(3), 497 – 504. https://doi.org/10.1590/S0034-
89102012005000033
Wardell, J. D., Read, J. P., Colder, C. R., & Merrill, J. E. (2012). Positive alcohol expectancies mediate
the influen ce of th e behavioral act ivation system on alcohol use: A prospective path analysis.
Addictive Behaviors
,
37
(4), 435 – 443. https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2011.12.004
Watters, J. L., Satia, J. A., & Galanko, J. A . (2007 ). Associations of psychosocial factors wit h fruit and
vegetable intake among A frican-Americans.
Public Health Nu trition
,
10
(7), 701 – 711 .
https://doi.org/10.1017/S1368980007662284
Webb, T . L., Joseph, J., Yar dley, L., & Michie, S. (2010). U sing the Intern et to promote health behavior
change: A systema tic review and meta -analysis of t he impact of theoretical basis, u se of behavior
change techniques, and mode of delivery on efficacy.
Journal of Medical Internet Re search
,
12
(1),
Article e4. https://doi.org/10.2196/jmir .1376
Webel, A. R., O konsky, J., Trompeta, J., & Holzerner, W. L. ( 2010). A systematic review of t he
effectiveness of pe er -based interven tions on health -related behaviors in adults.
American Jou rnal
of Public Health
,
100
(2), 247 – 253. https://doi.org/10.2105/AJPH.2008.149419
Weitzman, E. R., & C hen, Y.-Y. (2005). The co -occurrence of smokin g and drinking am ong young adults
in college: National survey results from th e United St ates.
Drug and Alcohol Dependen ce
,
80
,
377 – 386. https://doi.org/10.1016/j.drugalcdep.2005.05.008
Weller, S. C., & Davis-Beaty, K. (2002) . Condom effectiveness i n reducing heterosexual HIV transmission .
Cochrane Database of Sy stematic Reviews
,
1
, Article CD0 03255.
https://doi.org/10.1002/14651858 .CD003255
Wemm, S., Fanean, A ., Baker , A., Blough , E. R., Mewaldt, S., & Bardi, M. (2 013). Pr oblematic drinkin g
and physiological responses among female college students.
Alcohol
,
47
(2), 149 – 157.
https://doi.org/10.1016/j.alcohol.2012.12.006
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
324
Werch, C. E., Moore, M. J., Bian, H., DiClemente, C. C., A mes, S. C., Weiler, R. M., Thombs, D., Pokorny,
S. B., & Huang, I. -C. (2008). Efficacy of a brief image-based multip le -behavior intervention for
college students.
Annals of Beh avioral Medicine
: A Publication of t he Soc iety of Beh avioral
Medicine
,
36
(2), 149 – 157. h ttps://doi.org/10.1007/s121 60 -008-9055-6
Wetter, D. W., Kenford, S. L., Welsch, S. K., Smith, S. S., Fouladi, R. T., Fiore, M. C., & Baker, T. B.
(2004). Prevalence and pre dictors of transitions in smoking behavior among college students.
Health Psychology
,
23
(2), 168 – 177. https://doi.org/10.10 37/0278-6 133.23.2.168
Whatnall, M. C., Patterson, A. J., Chiu, S., Oldmeadow, C., & Hutch esson, M. J. (2020) . Determinants of
eating behaviours in Australian university students: A cros s ‐ sectional analysis .
Nutrition &
Dietetics
,
77
(3), 331 – 343. h ttps://doi.org/10.1111/1747-0080.12584
Whatnall, M., Patt erson, A., & Hu tchesson, M. (2019). A brief web -based nutrition intervention for young
adult univer sity students: Development and evaluation protocol using the PRECEDE -PROCEED
model.
JMIR Research Protocols
,
8
(3), Article e11992. ht tps://doi.org/10.2196 /11992
Whittaker, R., B orland, R., B ullen, C., Lin, R. B., McRobb ie, H., & Rodgers, A . (2009). Mobile phone -ba sed
interven tions for smoking c essation. In R. Whittaker (Ed.),
Cochrane Database of Systematic
Reviews
(Iss ue 4). John Wiley & Sons, Ltd.
https://doi.org/10.1002/14651858 .CD006611.pub2
Wicki, M., Kuntsche, E., & Gmel, G. (2010). Dri nking at European universities? A review of students’
alcohol use.
Addictive Beh aviors
,
35
(11), 913 – 924.
https://doi.org/10.1016/j.addbeh.2010.06 .015
Williamson, I., Wildbur, D., Bell, K., Tanner, J., & Matth ews, H. (2018). B enefits to u niversity students
through volunteering in a health context: A new m odel.
British Journ al of Educational Studies
,
66
(3), 383 – 402. https://doi.org/10.1080/00071005.2017.1339865
World Health Organization. (19 86).
The Ottaw a Charter for Health Promotion
.
https://www.who.int/healthpromotion/con ferences/previous/ottawa/en/
World Health Organization. (1998).
The WHO Health Promotion Glossary
.
https://www.who.int/healthpromotion/about/HPG/ en/
World Health Organization. (2000).
Guidelines for the regulatory assessment of m edicinal products for
use in self -medication
. https://apps.who.int/iris/handle/10665/66154
World Health Organization. (2008).
Advocacy, communication and social mobilization for TB control: a
guide to developing knowledge, att it ude and pract ice surveys
.
https://apps.who.int/iris/handle/10665/43790
World Health Organization. (2009).
Milestones i n Health Promotion. Statements from Global Conferences
.
https://apps.who.int/iris/handle/10665/70578
World Health Organization. (2 010a).
Global recommendations on phy sical activity for health
.
ht tps://www.who.int/publications/i/i tem/9789241599979
World Health Organization. ( 2010b).
WHO report on g lobal tobacco epidemic 2008: th e MPower package
.
https://apps.who.int/iris/handle/10665/438 18
World Health O rganization. (2012).
Health education: th eoretical concepts, effectiv e strategies and core
competencies: a foundation document to guide cap acity development of health educators
.
https://apps.who.int/iris/handle/10665/119953
World Health Organization. (2017).
Cardiovascular di seases (CVDs)
. htt ps://www.who.int/en/news-
room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases-(cvds)
World Health Organization. (2018).
Global status report on alcohol and health 2018
.
https://www.who.int /publications/i/i tem/9789241565639
World Health Organization. (2020).
Naming the coronavirus disease (COVID-19) a nd th e virus th at causes
it
. https://www.who.int/emergencies/dis eases/novel-coronavirus-20 19/tech-nical-
guidance/naming- the -coron avirus-disease-(covid-2019)-and- the -virus -that -causes- it
REFERÊNCI A S BIBLIOG RÁFICAS
325
Wu, X., Tao, S., Zhang, Y., Zhang, S., & Tao, F. (2015). Low physical activity and high scree n t ime can
increase th e risks of mental healt h problems and poor sleep quality am ong chinese college
students.
PLOS ONE
,
10
(3), Article e0119607. h ttps://doi.org/10.1371/journal.pone.0119607
Xu, H., Xie, J., Xiao, Z., Xiao, H., Li, X., Goldsamt, L., Williams, A. B ., & Wang, H. (2019). Sexual at titudes,
sexual behaviors, and use of HIV prevention services among male undergraduate students in
Hunan , China: a cross- sectional survey.
BMC Public Health
,
19
(1), Article 250.
https://doi.org/10.1186/s128 89 -019-6570-2
Xu, R., M u, T., Wang, G., Shi, J., Wang, X., & Ni, X. (2019). Self -medication wi th ant ibiotics am ong
university students in LMI C: A systemat ic review and meta -analysis.
The Jour nal of I nfection in
Developing Countries
,
13
(08), 678 – 689. ht tps://doi.org/10.3855/jidc.11359
Yahia, N., B rown, C. A., Rap ley, M., & Ch ung, M. (2016). Level of nutrition knowledge and its as sociation
with fat consumption among college students.
BM C Public Health
,
16
(1), Article 1047 .
https://doi.org/10.1186/s128 89 -016-3728-z
Yan, Z., Finn, K., Cardinal, B. J., & Bent, L. (2014). Pr omoting health behaviors using peer education: A
demonstration project between international and american college students.
American Journal of
Health Education
,
45
(5), 288 – 296. https://doi.org/10.1080/19325037.2014.932727
Yang, H., Bin , P., & He, A. J. (2020). Opinions from the epicenter: an online survey of university stude nts
in Wuhan amidst th e COVID -19 outbreak.
Journal of Chinese Governance
,
5
(2), 234 – 248.
https://doi.org/10.1080/23812346 .2020.1745411
Yang, X., Yuan , S., Zhang, R., Yu, J., Nzala, S. H., Wang, P., & He, Q . (2019). Ri sky sexual behaviors an d
associated factors among college students in Lusaka, Zambia.
Archives of Sexual Behavior
,
48
(7),
2117 – 2123. htt ps://doi.org/10.1007/s 10508 - 019 - 1442-5
Yi, S., Te, V., Pengpid, S., & Peltzer, K. (2 018). Social and behavioural factors associ ated with risky sexual
behaviours am ong university students in nine ASEAN countries : a m ulti -country cr oss-sectional
study.
SAHARA- J: Journal of Social Aspects of HIV/AIDS
,
15
(1), 71 – 79.
https://doi.org/10.1080/17290376 .2018.1503967
Yıldırım, N., Karaca, A., Cangur, S., A cıkgoz, F., & A kkus, D. (2017). The re lationship between educat ional
stress, stress coping, self-e steem, social support, and health st atus among nursing students in
Turkey: A s tr uctural equat ion modeling approach.
Nurse Education Today
,
48
, 3 3 – 39.
https://doi.org/10.1016/j.nedt.2016 .09.014
Zamboanga, B. L., Schwartz, S. J., Ham, L. S., Borsari, B., & Van Tyne, K. (2 010). Alcohol expectancies ,
pregaming, drinkin g games, and h azardous alcoh ol use in a multiethnic sample of college
students.
Cognitive Therapy and Research
,
34
(2), 124 – 133. https://doi.org/10.1007/s10608-
009 -9234-1
Zão, I. V. B . (2012) .
Consumo de álcool e outras drogas e comport amentos sexuais estudo numa
população universitá ria
[Master’s th esis, Universidade da Beira Interior]. Repositório Digital da
Universidade da Beira Interior. http://hdl.handle.net/1040 0.6/1170
Zeferino, M. T., Hamilton, H., Brands, B., Wright, M. G. M., C umsil le, F., & Khenti, A. (2015). Drug
consuption among u niversity students: family, spirituality and entertainment moderating influence
of pairs.
Texto e Contexto Enfermagem
,
24
(SPE), 125 – 135. https://doi.org/10.1590/0104-
07072015001150014
ANEXOS
326
AN EXOS
ANEXO I
Parecer da Comiss ão de Ética para a Investigação em Ciências Soc iais e Humanas
ANEXOS
327
ANEXO I - P ARECER DA COMISSÃO D E ÉTICA PARA A INVESTIGAÇÃO EM CIÊNCIAS
SOCIAIS E HUMANA
328
APÊNDICES
APÊNDICE I
Ques tioná rio de Comportamentos, Conhecimentos e Atitudes de Saúde no Ensino
Superior (QCCASES)
APÊNDICE II
Ques tioná rio para a Identificação de Expectativas (QIE)
APÊNDICE III
Escala de Avaliação dos Módulos (EAM)
APÊNDICE IV
Escala de Avaliação da Implementação de Programas (EAIP)
APÊNDICE V
Manual do Programa Health
On
You
APÊNDICES
329
APÊNDICE I - QUESTIONÁRIO DE COMPORTAMENTOS, CONHECIMENTOS E ATITUDE S
DE SAÚDE NO ENSINO SUPERIOR ( QCCASES)
APÊNDICES
336
APÊNDICE V – MANUAL DO PROGRAMA HEALTH
ON
YOU
APÊNDICES
337
APÊNDICES
338
APÊNDICES
339
APÊNDICES
340
APÊNDICES
341
APÊNDICES
342
APÊNDICES
343
APÊNDICES
344
APÊNDICES
345
APÊNDICES
352
APÊNDICES
353
APÊNDICES
354
APÊNDICES
355
APÊNDICES
356
APÊNDICES
357
APÊNDICES
358
APÊNDICES
359
APÊNDICES
360
APÊNDICES
361
APÊNDICES
368
APÊNDICES
369
APÊNDICES
370
APÊNDICES
371
APÊNDICES
372
APÊNDICES
373
APÊNDICES
374
APÊNDICES
375
APÊNDICES
376
APÊNDICES
377
APÊNDICES
384
APÊNDICES
385
APÊNDICES
386
APÊNDICES
387
APÊNDICES
388
APÊNDICES
389
APÊNDICES
390
APÊNDICES
391
APÊNDICES
392
APÊNDICES
393
APÊNDICES
485
APÊNDICES
48 6
APÊNDICES
487
APÊNDICES
488
APÊNDICES
489
APÊNDICES
490
APÊNDICES
491
APÊNDICES
492
APÊNDICES
493
APÊNDICES
500
APÊNDICES
501
APÊNDICES
502
APÊNDICES
503
APÊNDICES
504
APÊNDICES
505
APÊNDICES
506
APÊNDICES
507
APÊNDICES
508
APÊNDICES
509
APÊNDICES
516
APÊNDICES
517
APÊNDICES
518
APÊNDICES
519
APÊNDICES
520
APÊNDICES
521
APÊNDICES
522
APÊNDICES
523
APÊNDICES
524
APÊNDICES
525
APÊNDICES
532
APÊNDICES
533
APÊNDICES
534
APÊNDICES
535
APÊNDICES
536
APÊNDICES
537
APÊNDICES
538
APÊNDICES
539
APÊNDICES
540
APÊNDICES
541