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Implicações sobre o uso de ventilação mecânica não invasiva na pessoa e família em contexto domiciliário

Guedes, Virgínia Maria Sousa

Abstract

A Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI) é uma terapia utilizada no tratamento da insuficiência respiratória tipo 2 e enquadra-se na modalidade de ventiloterapia maioritariamente utilizada em contexto domiciliário. Acredita-se que este tipo de ventilação tenha um impacto positivo na qualidade de vida da pessoa utilizadora e da sua família. Apesar de existirem muitos estudos relativos à sua utilização em contexto hospitalar, pouco se sabe sobre as implicações da utilização desta modalidade terapêutica em contexto domiciliário. Foi realizado um estudo qualitativo de carácter exploratório e descritivo, tendo como objetivos:(1) explorar e descrever as implicações da utilização de ventilação mecânica não invasiva para a pessoa, em contexto domiciliário e (2) explorar e descrever as implicações da utilização de ventilação mecânica não invasiva para a família, em contexto domiciliário. Optou-se pela entrevista semi-estruturada dirigida a dez doentes portadores de insuficiência respiratória crónica a realizar VMNI em contexto domiciliário e cinco familiares. A análise das narrativas foi realizada com recurso à análise de conteúdo. Desta emergiram duas unidades temáticas "A pessoa utilizadora de VMNI" e "Família". A primeira unidade temática integra seis categorias: pessoas envolvidas, complicações, benefícios, dificuldades percebidas, estratégias adaptativas e hábitos implementados. A segunda unidade temática, Família, integra três categorias: desajuste, benefícios e processo familiar. Os resultados sugerem que a utilização de VMNI em contexto domiciliário tem subjacente o tratamento da patologia do sono com repercussões respiratórias. A utilização deste tipo de ventilação tem implicações na vida da pessoa e da sua família tendo os participantes no estudo atribuído significado positivo e negativo ao seu uso. É de salientar que a melhoria da qualidade do sono, o bem estar psicológico e a energia são as implicações mais percecionadas pela pessoa utilizadora de VMNI. É possível ainda inferir que a utilização de VMNI tem implicações no sistema familiar, nomeadamente na interação de papéis, na qual emerge o reconhecimento e a reorganização de tarefas familiares, a partilha de ideias e sentimentos, e a mudança de padrões de comunicação, entre outros.

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Implicações sobre o uso de ventilação mecânica não invasiva na pessoa e família em contexto domiciliário sobre o uso de ventilação invasiva na pessoa e família Implicações sobre o uso de ventilação mecânica não invasiva na pessoa e família em contexto domiciliário uso de ventilação invasiva na pessoa e família ii iii iv “Ser sujeito, é ser autónomo, sendo ao mesmo tempo dependente. É ser provisório, vacilante, inseguro, é ser quase tudo por si e quase nada pelo universo.” v vi vii 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 ( 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 78 79 80 81 82 83 84 85 CONSENTIMENTO INFORMADO, LIVRE E ESCLARECIDO PARA PARTICIPAÇÃO EM INVESTIGAÇÃO de acordo com a Declaração de Helsínquia 1 e a Convenção de Oviedo 2 Por favor, leia com atenção a seguinte informação. Se achar que algo está incorrecto ou que não está claro, não hesite em solicitar mais informações. Se concorda com a proposta que lhe foi feita, queira assinar este documento. Título do estudo: Implicações sobre o uso de ventilação mecânica não-invasiva na pessoa e família em contexto domiciliário. Enquadramento: Este estudo realiza-se no âmbito da Unidade Curricular “Dissertação de Natureza Aplicada”, inserida no 3.º semestre do Curso de Mestrado em Enfermagem da Pessoa em Situação Crítica da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, sob orientação dos Professores Rui Manuel Freitas Novais e Maria Henriqueta Silva Figueiredo. Explicação do estudo: Pretende-se investigar as implicações da Ventilação Mecânica Não Invasiva na vida das pessoas que a realizam, em contexto domiciliário, e respetivas famílias. A colheita de dados será realizada através de uma entrevista semiestruturada às pessoas que realizam programas de ventilação não invasiva, em contexto domiciliário, e a pelo menos um membro da família, respetivamente. A duração prevista para a entrevista será entre 30 a 60 minutos e serão gravadas em meio áudio e posteriormente transcritas para análise dos dados. Condições e financiamento: Não existem despesas previstas para os participantes do estudo. O estudo não é financiado e a sua participação é de caráter estritamente voluntário. O estudo foi submetido para apreciação à Comissão de Ética para a Saúde da Administração Regional de Saúde do Norte e à Subcomissão de Ética para as Ciências da Vida e da Saúde da Universidade do Minho. Confidencialidade e anonimato: Não serão associados os nomes dos participantes no estudo (será atribuído um código alfanumérico (e.g. E1, E2…). Os dados recolhidos não serão colocados à disposição de terceiros e as gravações serão destruídas após a sua transcrição (no prazo de uma semana). Grata pela sua participação, Investigadora: Virgínia Maria Sousa Guedes, Enfermeira, ACES Tâmega I – Baixo Tâmega, Centro de Saúde de Marco de Canaveses. Telemóvel: 96 190 8920; [email protected] Assinatura: … … … … … … … … … ... … … … …... … … … … … … … … … … … … -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-oDeclaro ter lido e compreendido este documento, bem como as informações verbais que me foram fornecidas pela pessoa que acima assina. Foi-me garantida a possibilidade de, em qualquer altura, recusar participar neste estudo sem qualquer tipo de consequências. Desta forma, aceito participar neste estudo e permito a utilização dos dados que de forma voluntária forneço, confiando em que apenas serão utilizados para esta investigação e nas garantias de confidencialidade e anonimato que me são dadas pelo/a investigador/a. Nome: … … … … … … … …... … … … …... … … … … … … … … … … … … Assinatura: … … … … … … … …... … … … … ... … … … … … … … … … … … … Data: …… /…… /……….. SE NÃO FOR O PRÓPRIO A ASSINAR POR IDADE OU INCAPACIDADE (se o menor tiver discernimento deve também assinar em cima, se consentir) NOME: … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … BI/CD Nº: ........................................... DATA OU VALIDADE ….. /..… /…..... GRAU DE PARENTESCO OU TIPO DE REPRESENTAÇÃO: ..................................................... ASSINATURA  … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … ESTE DOCUMENTO É COMPOSTO DE 1 PÁGINA E FEITO EM DUPLICADO: UMA VIA PARA O/A INVESTIGADOR/A, OUTRA PARA A PESSOA QUE CONSENTE 1 http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Comiss%C3%A3o%20de%20%C3%89tica/Ficheiros/Declaracao_Helsinquia_2008.pdf 2 http://dre.pt/pdf1sdip/2001/01/002A00/00140036.pdf