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Ciudades divididas

Fernández, Roberto

Abstract

Astrágalo 29 aparece con la intención monográfica –al cuidado de la Editora Invitada Alona Martínez Pérez (investigadora y docente de Montfort University, Leicester, Reino Unido)–, de presentar diversas miradas de fenómenos urbanos bajo la condición de división, segregación, desgarramiento, conflictividad, des-integración y muchas otras diversas y semejantes características que anidan en cada artículo.

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|| 15 || Astrágalo 29 aparece con la intención monográfica –al cuidado de la Editora Invitada Alona Martínez Pérez (investigadora y docente de Montfort University, Leicester, Reino Unido)–, de presentar diversas miradas de fenómenos urbanos bajo la condición de división, segregación, desgarramiento, conflictividad, des-integración y muchas otras diversas y semejantes características que anidan en cada artículo. Astrágalo 29 appears with the monographic intention –curated by Guest Editor Alona Martínez Pérez (researcher and Senior Lecturer at Montfort University, Leicester, UK)– of presenting diverse views of urban phenomena under the condition of division, segregation, tearing apart, conflict, dis-integration and many other diverse and similar characteristics that nestle in each article. DIVIDED CITIES / CIUDADES DIVIDIDAS / CIDADES DIVIDIDAS Roberto Fernández CAEAU. r[email protected] ASTRÁGALO. Cultura de la Arquitectura y de la Ciudad, 29 (2021). ISSNe: 2469-0503 Attribution-NonCommercial-ShareAlike. Introduction to the issue https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 Astrágalo 29, sob os cuidados da editora convidada Alona Martínez Pérez (pesquisadora e professora da Universidade Montfort, Leicester, Reino Unido), tem como intenção constituir-se enquanto um monográfico que apresente distintas visões e abordagens dos fenômenos urbanos sob a condição de divisão, segregação, ruptura, conflito, desintegração e outras características, diversas e similares, que se aninham em cada artigo. Se trata de presentar la concreta contracara de la ciudad ideal, pensada ya por el discurso aristotélico que piensa e inventa la Política como el arte urbano de minimizar el conflicto entre los necesariamente diferentes –amos y esclavos–, por la rígida paz teológica de integración los diferentes del medioevo, por la intención de convivencia de la ciudad-estado renacentista. Pero también por la utopía moderna, del socialismo CIUDADES DIVIDIDAS 16 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 tanto como del welfare state, de contener amablemente a las diferentes clases sociales en una idea feliz de espacialidad pública común, esto es, una ciudad real, manifiesta en múltiples situaciones que permiten reconocer la dificultad o el fracaso de cohesionar a la diversidad y heterogeneidad urbana en dispositivos capaces de anular o reducir los conflictos y moderar las violencias entre ellos. It is about presenting the concrete counter-face of the ideal city, thought already by the Aristotelian discourse that thinks and invents Politics as the urban art of minimising the conflict between the necessarily different –the Master and the slaves–, by the rigid theological peace of integration of the different of the Middle Ages, by the intention of coexistence of the Renaissance city-state. But also by the modern utopia, of socialism as much as of the welfare state, of kindly containing the different social classes in a happy idea of a common public spatiality, that is, a real city, manifested in multiple situations that allow us to recognise the difficulty or failure of cohesion of urban diversity and heterogeneity in devices capable of annulling or reducing conflicts and moderating violence between them. Trata-se de apresentar o lado concreto da cidade ideal, já presente no discurso aristotélico que pensa e inventa a Política como a arte urbana de minimizar o conflito entre os necessariamente diferentes –o Amós e os escravos–, pela rígida paz teológica de integração dos diferentes da Idade Média ou ainda pela intenção de coexistência da cidade-estado renascentista. Mas também pela utopia moderna, tanto do socialismo quanto do Welfare State, de conter gentilmente as diferentes classes sociais em uma ideia feliz de uma espacialidade pública comum de uma cidade real manifesta em múltiplas situações que nos permitem reconhecer a dificuldade ou o fracasso da heterogeneidade e da coesão da diversidade urbana em dispositivos capazes de anular ou reduzir os conflitos e moderar a violência entre eles. La combinación de segregaciones socioeconómicas-culturales entre diversos colectivos convivientes en diversas ciudades con el desarrollo de separaciones o fronterizaciones físico-espaciales emerge, si no como un rasgo novedoso y actual, como una condición verificable en muchas ciudades y por diferentes causas, así como con una aparente tendencia a agudizarse o agravarse en futuros próximos. Estas características son nítidas en ciudades que como Belfast –con sus guerras urbanas entre católicos-republicanos y anglicanos-monár- quicos– o Johannesburgo –con los estigmas del apartheid– que se han ido constituyendo en expresiones canónicas de ciudades confrontadas y divididas, fenómenos que también se manifiestan en otras expresiones de los regímenes coloniales en Africa y América. Ampliadamente, en dimensiones propias de fenomenologías de la globalidad, se observan en la multiplicación de aspectos de fragmentación socio-espacial de cualquier ciudad como, por ejemplo, en torno de la cuestión de las gentrificaciones. The combination of socio-economic- cultural segregation among different groups living together in different cities with the development of physical-spatial separations or frontiers emerges, if not as a novel and current feature, as a verifiable condition in many cities and for different reasons, as well as with an apparent tendency to worsen or aggravate in the near future. These characteristics are Roberto Fernández || 17 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 clear in cities such as Belfast –with its urban wars between Catholic-Republicans and Anglican-Monarchists– or Johannesburg –with the stigmata of apartheid– which have become canonical expressions of confrontational and divided cities, phenomena that are also manifested in other expressions of colonial regimes in Africa and America. More broadly, in dimensions proper to phenomenologies of globality, they are observed in the multiplication of aspects of socio-spatial fragmentation of any city, as, for example, around the question of gentrification. A combinação da segregação social, econômica e cultural entre distintos grupos em diferentes cidades, com o desenvolvimen- to de uma convivência pautada em separações ou fronteiras físico-espaciais caracteriza-se, se não como uma característica nova e atual, como uma condição verificável em muitas cidades e por diferentes razões, assim como por uma aparente de piora, ou agravamento, num futuro próximo. Estas características são claras em cidades como Belfast –com suas guerras urbanas entre católicos-republicanos e anglicanos-monarquistas– ou Joanesburgo –com os estigmas do apartheid–, que se tornaram expressões canônicas de cidades conflituosas e divididas, fenômenos que também se manifestam em outras expressões de regimes coloniais na África e na América. Mais amplamente, em dimensões próprias das fenomenologias da globalidade, elas são observadas na multiplicação de aspectos de fragmentação sócio espacial de qualquer cidade, como, por exemplo, em torno da questão da gentrificação. También supone un dramático efecto de segregación, fracturación y división de la normal continuidad e integridad de las ciudades, aquello que emerge, como aspecto específico del imperativo de los nuevos mercados inmobiliarios en el caso de los desarrollos urbanos que expresan los clusters o neo-ghettos propios de los barrios cerrados (gated communities) y otros emprendimientos enclavísticos circunscriptos a consumidores-usuarios específicos y sustraídos de la continuidad de uso público del espacio no-privado de las ciudades, ya que ha emergido en épocas recientes el inédito concepto de espacio público de propiedad y uso privado. It also entails a dramatic effect of segregation, fracturing and division of the normal continuity and integrity of cities, which emerges as a specific aspect of the imperative of new real estate markets in the case of urban developments that express the clusters or neo-ghettos of gated communities and other developments, as a specific aspect of the imperative of the new real estate markets in the case of urban developments that express the clusters or neo-ghettos of gated communities and other enclaved ventures circumscribed to specific consumer-users and subtracted from the continuity of public use of non-private space in cities, as the unprecedented concept of public space for private property and use has emerged in recent times. Implica também um efeito dramático de segregação, divisão e ruptura da continuidade e integridade da morfologia urbana das cidades, aspecto esse específico e decorrente do imperativo de novos mercados imobiliários como, por exemplo, no caso de empreendimentos urbanos que expressam os clusters ou neo-ghettos próprios dos condomínios residenciais fechados (gated communities) ou de outros empreendimentos enclausurados, limitados a usuários específicos, desconectados da continuidade do CIUDADES DIVIDIDAS 18 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 the intention prevails of advancing a certain environmental justice in such a way that unfulfilled rights emerging from the different condition of certain groups, strata or collectives in different urban areas (poor, migrants, ethnic or sexual minorities, belonging to marginal or exploited-subjugated generic groups, etc.) can be satisfied. Those authors of the 1960s were writing to present arguments about the need for structural political changes without which the equality of urbanites (or the true inclusivity of the marginalised in effective citizenships) would never be achieved. Today, circumstances have mutated and final expressions of a predatory capitalism find their manifestation in the bad urban life resulting from the exacerbation of socio-differences and the generalisation of diverse and critical experiences of divided cities. Este tema aqui apresentado explica o recente impulso na revisão de certos textos canônicos de crítica urbana dos anos 60, como os de Henri Lefevbre ou Jane Jacobs, apoiada em atualizações conceituais, como abordado por David Harvey. Ao longo deste conjunto de ideias, prevalece a intenção de fazer avançar uma certa justiça ambiental, de tal forma que os direitos não alcançados em decorrência das diferentes condições de certos grupos, estratos ou coletivos sociais (pobres, migrantes, minorias étnicas ou sexuais, pertencentes a grupos genéricos marginais ou explorados, etc.), em diferentes áreas urbanas possam ser satisfeitos. Aqueles autores dos anos 60 argumentaram sobre a necessidade de mudanças políticas estruturais, sem as quais a igualdade dos urbanos (ou melhor, a equidade urbana e a verdadeira inclusividade dos marginalizados na cidadania efetiva) nunca seria alcançada. Hoje, as circunsespaço urbano e do uso público do espaço nãoprivado das cidades, observando-se o recente conceito sem precedentes de espaço público para propriedade e uso privado. Esta temática aquí presentada explica colateralmente el auge reciente en la revisita de ciertos textos canónicos de crítica urbana de los 60, tales como los de Henri Lefevbre o Jane Jacobs, incluso en aquellas revisiones y actualizaciones conceptuales como las que aborda David Harvey. En todo ese cuerpo de ideas prevalece la intención de avanzar en cierta justicia ambiental tal que se alcancen a satisfacer derechos incumplidos emergentes de la condición diferente que tienen ciertos grupos, estratos o colectivos de diferentes urbanos (pobres, migrantes, minorías étnicas o sexuales, pertenecientes a grupos genéricos marginales o explotados-subyugados, etc.). Esos autores de los 60 escribían para presentar argumentos sobre la necesidad de cambios políticos estructurales sin los cuales la igualdad de los urbanitas (o la verdadera inclusividad de los marginales en ciudadanías efectivas) nunca se alcanzarían. Hoy, las circunstancias han mutado y expresiones finales de un capitalismo depredador encuentran su manifestación en la mala vida urbana consecuencia de la exacerbación de las socio-diferencias y la generalización de diversas y críticas experiencias de ciudades divididas. This thematic presented here collaterally explains the recent boom in the revisiting of certain canonical texts of urban critique from the 1960s, such as those of Henri Lefevbre or Jane Jacobs, even in those revisions and conceptual updates such as those addressed by David Harvey. Throughout this body of ideas, Roberto Fernández || 19 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 tâncias mudaram e as expressões finais de um capitalismo predatório encontram sua manifestação em uma crescente inequidade urbana, resultante da exacerbação das diferenças sociais e da generalização de experiências diversas e críticas de cidades divididas. Precisamente uno de los últimos trabajos de la hoy nuevamente central Jane Jacobs –nos referimos a Edge of Empire. Postcolonialism and the city, Routledge, Londres, 1996– anticipa a fines del siglo pasado, ya desde el posicionamiento colateral de Jacobs que al cierre de su larga carrera enseñaba en Melbourne, el impacto que empezaba a advertirse en ciudades postcoloniales –como Londres– que verificaban el reflujo de sus habitantes hasta entonces coloniales –como los pakistaníes desarrollando en Londres su Banglatown– introduciendo nuevos factores de desgarramientos socio-urbanos sobrepuestos a la fase final de un capitalismo imperialista ya no industrial sino feroz y especulativamente financiero-inmobiliario. Precisely one of the last works by the now once again primodial figure Jane Jacobs –namely, Edge of Empire. Postcolonialism and the city, Routledge, London, 1996– anticipates at the end of the last century, already from her collateral position, who at the end of her long career was teaching in Melbourne, the impact that was beginning to be felt in post-colonial cities –such as London– that were witnessing the reflux of their hitherto colonial inhabitants –such as the Pakistanis developing their Banglatown in London– introducing new factors of sociourban dislocation superimposed on the final phase of an imperialist capitalism that was no longer industrial but ferocious and speculatively financial and real-estate-based. Precisamente uma das últimas obras da agora mais uma vez figura central Jane Jacobs (então professora em Melbourne ao final de sua longa carreira) –Edge of Empire. Postcolonialism and the city, Routledge, Londres, 1996– antecipa, já no final do século passado, o impacto que se começava a perceber em cidades póscoloniais, como Londres. Cidades essas que testemunhavam o refluxo de seus habitantes, até então coloniais, como, por exemplo, os paquistaneses que desenvolveram sua cidade de Banglatown em Londres, introduzindo novos fatores de deslocamento sócio urbanísticos sobrepostos à fase final de um capitalismo imperialista, não mais industrial, mas sim feroz e especulativamente financeiro e imobiliário. Cuestiones de última data como el impacto de las últimas migraciones postcoloniales a muchas ciudades europeas o la presión de los diversos contingentes de refugiados en urbes receptivas –desde latinos en los 70 a los migrantes en fuga de la ex Yugoeslavia en los 90 y luego los múltiples procesos protagonizados por expulsados de regiones confictivas de Asia y África– se tratan solo muy parcialmente en este volumen, lo que indica la magnitud y prevalencia del problema en consideración y quizá la necesidad periódica de abordarlo en otros monográficos. Tampoco alcanzan a describirse en estas páginas otras escenas de segregación y conficto entre diferentes como aquellos que protagonizan las diversas luchas de colectivos LGBTQI+ para paliar y mejorar sus condiciones de integración en la vida social de las ciudades, todo ello además, atravesado tanto el caso de refugiados como los de las minorías etno-se- xuales, con la agudización creciente de xenofobias emergentes en ciudadanías tradicionales. CIUDADES DIVIDIDAS 20 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 Recent questions such as the impact of the latest post-colonial migrations in many European cities or the pressure of the diverse contingents of refugees in receptive cities – from Latinos in the 1970s to migrants fleeing the former Yugoslavia in the 1990s and then the multiple processes led by expellees from the conflictive regions of Asia and Africa– are only partially dealt with in this volume, which indicates the magnitude and prevalence of the problem under consideration and perhaps the periodic need to address it in other monographs. Nor do these pages describe other scenes of segregation and conflict between different people, such as the various struggles of LGBTQI+ groups to alleviate and improve their conditions of integration into the social life of cities, all of which, moreover, are intersected both in the case of refugees and ethno-sexual minorities, with the growing aggravation of emerging xenophobias in traditional citizenships. Questões recentes como o impacto das últimas migrações pós-coloniais para muitas cidades europeias, ou a pressão dos vários contingentes de refugiados nas cidades receptoras –dos latinos nos anos 70 aos migrantes que fugiram da ex-Jugoslávia nos anos 90, assim como os múltiplos processos mais recentes de expulsão de regiões em conflito na Ásia e na África– são tratados apenas parcialmente neste volume, o que indica a magnitude e prevalência do problema em consideração e, talvez, a necessidade periódica de abordá-lo em outras monografias. Estas páginas também não descrevem outros cenários de segregação e conflito, como as várias lutas dos grupos LGBTQI+ para mitigar e melhorar suas condições de integração na vida social das cidades, nos quais, além do mais, comparece, tanto no caso dos refugiados quanto das minorias étnico-sexuais, o crescente agravamento das xenofobias emergentes em cidadanias tradicionais. Learning from The Falls (túath na bhFál) and Bombay Street Project (architect Seán Mackel), Belfast: urban reflections from the most divided and resilient streets in Western Europe es el ensayo de Alona Martínez Pérez (Editora invitada al cargo de este número) que se concentra en analizar el emblemático caso de la zona belfastiana circundante de la arteria Falls Road, barriada dominantemente católico/republicana protagónica durante el conflicto conocido como The Troubles, que fuera la feroz guerrilla urbana desarrollada entre 1960 y 1998 con mas de 3500 víctimas. Cercana y lindante a esta zona está el epicentro de la otra facción, la protestante-probritánica Shankhill Road y entre ellas un enjambre de muros divisivos que fueron derivando en plataformas de Street-art de alto contenido político. El artículo analiza este fenómeno de cesura urbana especialmente en el tramo de Falls Road desde Divis hasta Andersonstown, en que se forjó el nombre túath na bhFál, territorio de los cercados. Más de una década de investigación de la autora en ese contexto le permite analizar la tipología de esa calle dividida y cómo se vincula con aspectos de la regeneración urbana y cultural reciente en dos áreas en particular, Las Cataratas y Bombay Street (con los trabajos del arquitecto Sean Mackel). Learning from The Falls (túath na bhFál) and Bombay Street Project (architect Seán Mackel), Belfast: urban reflections from the most divided and resilient streets in Western Europe is the essay by Alona Martínez Pérez (Guest Editor in charge of this issue) which concentrates on analysing the emblematic case of the Belfast Roberto Fernández || 21 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 area surrounding the Falls Road, a predominantly Catholic/Republican neighbourhood that played a leading role during the conflict known as The Troubles, the ferocious urban guerrilla warfare that took place between 1960 and 1998 with more than 3500 victims. Nearby and adjacent to this area is the epicentre of the other faction, the Protestant-British Shankhill Road, and between them a swarm of divisive walls that evolved into highly political street-art platforms. The article analyses this phenomenon of urban caesura especially on the stretch of Falls Road from Divis to Andersonstown, where the name túath na bhFál, territory of the enclosures, was forged. Over a decade of research by the author in that context allows her to analyse the typology of that divided street and how it links to aspects of recent urban and cultural regeneration in two areas in particular, The Falls and Bombay Street (with the works of architect Sean Mackel). Aprendendo com The Falls (túath na bhFál) e Bombay Street Project (arquiteto Seán Mackel), Belfast: reflexões urbanas das ruas mais divididas e resilientes da Europa Ocidental é o ensaio de Alona Martínez Pérez (editora convidada responsável por esta edição) que se concentra na análise do caso emblemático da área de Falls Road em Belfast, um bairro predominantemente católico/republicano que desempenhou um papel de liderança durante o conflito conhecido como The Troubles –a feroz guerrilha urbana que ocorreu entre 1960 e 1998, com mais de 3500 vítimas. Próximo e adjacente a esta área está o epicentro da outra facção, a estrada protestante-britânica Shankhill, e, entre elas, um enxame de muros divisórios que evoluíram para plataformas de arte de rua altamente políticas. O artigo analisa este fenômeno urbano, especialmente no trecho da Estrada das Cataratas, de Divis a Andersonstown, onde o nome túath na bhFál, território dos sitiados, foi forjado. Mais de uma década de pesquisa da autora nesse contexto lhe permite analisar a tipologia dessa rua dividida e como ela se liga a aspectos de recente regeneração urbana e cultural em duas áreas em particular: The Falls e Bombay Street (com as obras do arquiteto Sean Mackel). Belfast Interregnum: walls, voids and forward to new ground and porous borders es el estudio de Ciaran Mackel (Ulster University, Northern Ireland) que también aborda el caso de las fracturas urbanas provocadas por la larga guerra independentista así como la característica de fuerte identidad comunitaria barrial y las resistencias a transformaciones de dichas características. El fenómeno de los muchos metros de muros de separación entre facciones contendientes, ulteriormente utilizados como escenarios de generación de amplias manifestaciones de grafitis políticos de ambos grupos contendientes (aunque mayoritariamente republicanistas) ha suscitado lo que este ensayo nombra como turismo político, que es la forma de visitar lo que estos murales registran como testimonios de aquella larga guerra y tal situación de aparente valor económico y cultural. Sin embargo, se presenta como una afirmación y cristalización de las condiciones de ciudad dividida y, por ello, así conspira contra los factores de un mejoramiento de la fluidificación de los espacios, convergente con una mejora de la convivencia urbana y su efectiva integración y conectividad social. La realidad de ser Belfast, todavía y quizá por bastante tiempo, una ciudad posconflicto, se confabula contra el desarrollo de proyectos urbanos integrativos, aunque CIUDADES DIVIDIDAS 22 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 esa deba ser la dirección de nuevas y necesarias formas de revitalización. Belfast Interregnum: walls, voids and forward to new ground and porous borders is the paper by Ciaran Mackel (Ulster University, Northern Ireland) which also addresses the case of the urban fractures caused by the long war of independence as well as the characteristic strong neighbourhood community identity and resistance to such transformations. The phenomenon of the many metres of dividing walls between contending factions, subsequently used as venues for the generation of extensive manifestations of political graffiti from both contending groups (although mostly republicanist) has given rise to what this essay calls political tourism, which is a way of visiting what these murals record as testimonies of that long war and such a situation of apparent economic and cultural value. However, it is presented as an affirmation and crystallisation of the conditions of a divided city, and thus conspires against the factors of an improvement in the fluidification of spaces, convergent with an improvement in urban coexistence and its effective integration and social connectivity. The reality of Belfast still being a post-conflict city, and perhaps for some time to come, conspires against the development of integrative urban projects, even if this should be the direction of new and necessary forms of revitalisation. Belfast Interregnum: muros, vazios e fronteiras novas e porosas é o estudo de Ciaran Mackel (Ulster University, Irlanda do Norte) que também aborda o caso das fraturas urbanas causadas pela longa guerra de independência, bem como a forte identidade comunitária de vizinhança e resistência a tais transformações. O fenômeno dos muitos metros de muros divisórios entre facções rivais, posteriormente utilizados como espaço de extensas manifestações de grafite político por ambos os grupos (embora em sua maioria republicanos), deu origem ao que este ensaio chama de turismo político, uma forma de visitar o que esses murais registram como testemunhos dessa longa guerra e dessa situação de aparente valor econômico e cultural. No entanto, apresenta-se também como uma afirmação e cristalização das condições de uma cidade dividida, e assim conspira contra os fatores de uma melhoria na fluidificação dos espaços, de uma convergente convivência urbana pautada na efetiva integração e conectividade social. A realidade de Belfast, ainda uma cidade pós-conflito, e talvez por algum tempo ainda, conspira contra o desenvolvimento de projetos urbanos integradores, mesmo que esta deva ser a direção de novas e necessárias formas de intervenção urbana. Dividing a City: Real Estate Mega-Specula- tion and Contention in Miami, Florida es el ensayo de Richard Tardanico y Ulrich Oslender (Florida International University, EEUU). Se analiza aquí la cuestión genérica de la gentrificación que, como en numerosas ciudades globales y a consecuencia de nuevas derivas del capital inmobiliario especulativo, expresa un fenómeno urbano más o menos reciente manifiestándose en aspectos de segregación y fracturación urbana que generalmente afectan poblaciones originarias de las áreas gentrificadas. Dicha característica generalizada de las transformaciones urbanas recientes en este caso se estudia en un sector singular de Miami que como ocurriera en otras ciudades, ha sido receptiva de diferentes corrientes inmigratorias en general provenientes de países subdesarrollados de la Roberto Fernández || 23 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 región que han armado ghettos relativamente marginales singularizados por determinadas comunidades. Estos, dan cuenta de procesos de enclaves y áreas específicas que expresan mosaicos de diversidades socio-espaciales a menudo generadoras de diversos tipos de conflictos. En este caso, en especial, se considera el caso del barrio de Little Haiti de Miami cuyo análisis da cuenta en principio del proceso de constitución de esa área socio-étnica especifica agregando otro factor adicional al grado de segregación de este enclave haitiano respecto de la ciudad como es el desarrollo de un emprendimiento clásicamente configurable como gentrificador dentro de tal área. Se analiza el desarrollo del llamado Magic City Innovation District de Little Haiti que, por una parte, es representativo del fenómeno del auge global de la acumulación corporativa urbana financiarizada y, por otra, deviene en un caso de gentrificación al interior de esta zona. Se muestran los desafíos para las comunidades locales que quizá no posean medios ni capacidad para enfrentar esa transformación que, probablemente y como manifestación genérica de los efectos de las gentrificaciones, afecte radicalmente la capacidad de resistencia de la comunidad originaria, predominantemente pobre, que quedará vulnerable a la desposesión y el desplazamiento a gran escala. Dividing a City: Real Estate Mega-Spe- culation and Contention in Miami, Florida is an essay by Richard Tardanico and Ulrich Oslender (Florida International University, USA). It analyses the generic problem of gentrification which, as in many global cities and as a consequence of new drifts of speculative real estate capital, expresses a more or less recent urban phenomenon that manifests itself in aspects of segregation and urban fracturing that generally affect the original populations of the gentrified areas. This generalised characteristic of recent urban transformations is studied in this case in a singular sector of Miami, which, as in other cities, has been receptive to different immigration flows, generally from underdeveloped countries in the region, which have created relatively marginal ghettos characterised by certain communities. These enclave processes and specific areas express a mosaic of sociospatial diversities that often generate different types of conflicts. In this case, in particular, we consider the case of the Little Haiti neighbourhood of Miami, the analysis of which initially accounts for the process of constitution of this specific socio-ethnic area, adding another additional factor to the degree of segregation of this Haitian enclave with respect to the city, namely the development of a classically gentrifying development within this area. It analyses the development of the so-called Magic City Innovation District in Little Haiti, which, on the one hand, is representative of the phenomenon of the global rise of financialised urban corporate accumulation and, on the other hand, becomes a case of gentrification within this area. It shows the challenges for local communities that may not have the means or capacity to cope with this transformation, which, as a generic manifestation of the effects of gentrification, is likely to radically affect the resilience of the predominantly poor, indigenous community, which will be vulnerable to large-scale dispossession and displacement. Dividindo uma Cidade: Mega-Especulação e Contenção Imobiliária em Miami, Flórida é o ensaio de Richard Tardanico e Ulrich Oslender (Universidade Internacional da Flórida, EUA). CIUDADES DIVIDIDAS 30 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 desplegados por De Certeau sobre analítica de la vida cotidiana, todo ello aplicado al examen de un par de casos emblemáticos de espacios/ instituciones organizados para promover áreas de amortiguación (buffers) en el intento de explorar modos de vincular las comunidades históricamente confrontadas: el Hogar para la Cooperación, y la colonización de un no-lugar transformado en plaza pública, abordada por el Movimiento Occupy Buffer-zone. Antes bien que dirigirse a cierta taxonomía tipológico-clasificatoria de los elementos de división, cierre y separación, el ensayo propone explorar experimentos más bien porosos y de intercambio, quizá fortaleciendo instancias urbanísticas bottom-up por las que diversas agrupaciones y colectivos encaran modos de redefinir y reapropiar espacios públicos intentando diluir fronteras y maximizar intercambios alrededor de nuevas actuaciones de diseño urbano. Cyprus dispute: Between contested territories and spontaneous reappropriation is the title of the paper by Melehat Nil Gulari (Audencia Business School, Nantes, France) and Cecilia Zecca (Royal College of Art, The Helen Hamlyn Centre for Design, London, UK), which focuses on analysing issues of socio-spatial fractures and fragmentations in the long-standing historical case of Nicosia, the capital of the island of Cyprus, which as is well known, has been traversed by the long-standing politico-cultural dispute between Greek and Turkish domination of the region, with its ups and downs and outbreaks of violence and the persistence of a hidden and sustained confrontation that has its social and cultural characteristics as well as its physical traces and marks. The essay explores such notions of conflict and their materialisation around borders, as well as the aspects linked to a conflictive (or bifronted) identity. This is completed by discussing its manifestations at different levels or narrative registers, the changing circumstances of the walls or sealed borders between the two communities, as well as the scenarios of their openings and permeabilities which, in any case, do not manage to extinguish or moderate the clash between the two societies/cultures. To this end, they draw on a set of analytical notions such as those of opacity (Glissant) or the anti-essentialist discourses of Agamben and Nancy, as well as the concepts deployed by De Certeau on the analytics of everyday life, all applied to the examination of a couple of emblematic cases of spaces/institutions organised to promote buffer zones in an attempt to explore ways of linking the historically confrontational communities: the Home for Cooperation, and the colonisation of a non-place transformed into a public square, addressed by the Occupy Bufferzone Movement. Rather than addressing some typological-classificatory taxonomy of the elements of division, closure and separation, the essay proposes to explore rather porous experiments in exchange, perhaps strengthening bottom-up urbanistic instances whereby diverse groups and collectives engage in ways of redefining and re-appropriating public spaces in an attempt to dilute boundaries and maximise exchanges around new urban design performances. Disputa cipriota: Entre territórios contestados e reapropriação espontânea é o título do ensaio de Melehat Nil Gulari (Audencia Business School, Nantes, França) e Cecilia Zecca (Royal College of Art, The Helen Hamlyn Centre for Design, Londres, Reino Unido), que se concentra na análise de questões de rupturas e frag- Roberto Fernández || 31 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 mentações sócio espaciais no caso histórico de Nicósia, a capital da ilha de Chipre. Este caso, como é bem conhecido, tem sido atravessado pela longa disputa político-cultural entre o domínio grego e turco da região, com seus altos e baixos, surtos de violência e a resistência de um confronto subterrâneo e sustentado, que apresenta características sociais e culturais específicas, assim como seus traços e marcas físicas. O ensaio explora tais noções de conflito e sua materialização em torno das fronteiras, bem como aspectos associados a uma identidade conflituosa (ou bi-fronteiriça). Esta exploração se complementa com a discussão de suas manifestações em diferentes níveis, ou registros, narrativos, as circunstâncias cambiáveis dos muros ou fronteiras seladas entre as duas comunidades, assim como os cenários de suas aberturas e permeabilidades que, em qualquer caso, não conseguem extinguir ou moderar o choque entre as duas sociedades/culturas. Para tanto, baseia-se em um conjunto de noções analíticas, como as de opacidade (Glissant) ou os discursos anti-essencialistas de Agamben e Nancy, assim como os conceitos empregados por de Certeau na análise da vida cotidiana. Estas noções são aplicadas no exame de alguns casos de espaços e instituições emblemáticos, organizados para promover zonas-tampão, na tentativa de explorar formas de reconexão entre comunidades historicamente conflituosas: a Casa de Cooperação, e a colonização de um não-lugar transformado em praça pública, abordada pelo Movimento Occupy Buffer-zone. Ao invés de abordar uma certa taxonomia tipológico-classificatória dos elementos de divisão, fechamento e separação, o ensaio propõe explorar experiências de intercâmbio bastante porosas, fortalecendo instâncias urbanísticas bottom-up, onde diversos grupos e coletivos buscam formas de redefinição e reapropriação de espaços públicos, na tentativa de diluir fronteiras e maximizar as trocas em torno de novas ações de desenho urbano. La ciudad híbrida informal del África Subsahariana atrapada hoy entre el legado colonial de la ‘maldición’ y la ‘exotificación’ es el título del trabajo de Lola Martínez-Fons (Escuela Internacional de Doctorado-EIDUS, Programa de Arquitectura, Universidad de Sevilla, España) que se plantea considerar ciertas cuestiones, por así decir, emergentes de externalidades en el proceso de colonización que diversas naciones europeas emprendieron desde finales del XIX hasta finales del XX en muchas áreas del África Subsahariana. Las políticas coloniales abordadas engendraron (o reformularon asentamientos previos) experimentos urbanos de estricta estructuración espacial cuyos propósitos centrales fueron radicar la población colonial dominante y organizar y controlar la población dominada y explotada nativa. Su forma de hacerlo consistió en procesos que primero definieron y formalizaron áreas físicas debidamente fronterizadas y reguladas y que luego fueron derivando de las iniciales segregaciones físico-funcionales entre dominantes y dominados a cierto statu-quo de diferenciaciones socio-económicas entre los diversos estratos sociales que mantuvieron y hasta aumentaron sus diferencias, además de agravarse un redisciplinamiento del nativo para que internalizara características del europeo. Pero la estrategia colonizadora dejó fuera de su concepción ordenadora de las asimetrías sociopolíticas aquello que se iba a llamar informal, CIUDADES DIVIDIDAS 32 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 precisamente por estar fuera, al borde o en las periferias de tal forma establecida o como modelo de orden y control. El ensayo propone que en las ciudades coloniales, tales zonas o áreas informales han sido, por una parte, el ambiente en que los africanos fueron confinados pero, por otra, allí se desplegaron fenómenos fermentales de creación e innovación cultural y técnica en torno de códigos híbridos o mestizos que mezclaron componentes culturales originarios junto a distintas clases de apropiaciones de lenguajes y argumentos eurocéntricos, a veces mediante degluciones conscientes de aquellas influencias y otras, meramente por efectos de alienación. Lecturas críticas (desde la óptica europea) de tales fenómenos de ciudades híbridas oscilan entre lo que en el ensayo se denomina maldición (en tanto supuesta fenomenología de un atraso que rechaza o demora la modernización) y lo nombrado como exotificación (en tanto circunstancias más bien ligadas a cierta inocencia primitiva de tipo nai- ve o pintoresquista o aún, kistch). Sin embargo, debería valorarse esa hibridez como laboratorios de experimentación y aprendizaje e incubadoras de pensamiento fronterizo. The informal hybrid city of Sub-Saharan Africa today caught between the colonial legacy of ‘curse’ and ‘exotification’ is the title of a paper by Lola Martínez-Fons (International Doctoral School-EIDUS, Architecture Programme, University of Seville, Spain) that sets out to consider certain issues, so to speak, emerging from externalities in the process of colonisation that various European nations undertook from the late 19th to the late 20th century in many areas of Sub-Saharan Africa. The colonial policies addressed engendered (or reformulated previous settlements) urban experiments in strict spatial structuring whose central purposes were to settle the dominant colonial population and to organise and control the dominated and exploited native population. Their way of doing this consisted of processes that first defined and formalised physical areas that were duly bordered and regulated, and then gradually derived from the initial physical-functional segregations between dominant and dominated to a certain status-quo of socio-economic differentiations between the various social strata that maintained and even increased their differences, as well as aggravating a redisciplining of the native population to internalise European characteristics. But the colonising strategy left out of its conception of ordering socio-political asymmetries that which was to be called informal, precisely because it was outside, at the edge or on the peripheries of such an established form or as a model of order and control. The essay proposes that in colonial cities, such informal zones or areas have been, on the one hand, the environment in which Africans were confined but, on the other, fermenting phenomena of cultural and technical creation and innovation unfolded around hybrid or mestizo codes that mixed native cultural components with different kinds of appropriations of Eurocentric languages and arguments, sometimes through conscious swallowing of those influences and sometimes merely through alienation effects. Critical readings (from a European perspective) of such hybrid city phenomena oscillate between what the essay calls a curse (as the supposed phenomenology of a backwardness that rejects or delays modernisation) and what is termed exotification (as circumstances more akin to a certain primitive innocence of a naive or picturesque or even Roberto Fernández || 33 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 kistch type). However, such hybridity should be valued as laboratories of experimentation and learning and incubators of border thinking. A cidade híbrida informal da África Subsaariana hoje presa entre o legado colonial de ‘maldição’ e ‘exotificação’ é o título de um trabalho de Lola Martínez-Fons (International Doctoral School-EIDUS, Programa de Arquitetura, Universidade de Sevilha, Espanha) que se propõe a considerar certas questões, por assim dizer, emergentes de externalidades no processo de colonização que várias nações europeias empreenderam, do final do século XIX ao final do século XX, em muitas áreas da África Subsaariana. As políticas coloniais abordadas geraram assentamentos (ou reformularam anteriores), experimentos urbanos de estrita estruturação espacial cujos objetivos centrais eram, por um lado, assentar a população colonial dominante e, por outro, organizar e controlar a população nativa dominada e explorada. A forma de fazer isso consistia em processos que primeiro definiam e formalizavam áreas físicas devidamente delimitadas e regulamentadas, para depois derivar, gradualmente, de segregações físico-funcionais entre dominantes e dominados para um certo status-quo de diferenciações sócio econômicas entre os vários estratos sociais que não apenas mantinham, mas até aumentavam suas diferenças, além de agravar processo de reeducação da população nativa na internalização de características europeias. Mas a estratégia colonizadora deixou de fora de sua concepção de ordenação assimetrias sóciopolíticas que seriam chamadas informais, precisamente porque estavam fora, no limite ou na periferia, de uma forma estabelecida como modelo de ordem e controle. O ensaio argumenta que nas cidades coloniais, tais zonas ou áreas informais foram, por um lado, o ambiente em que os africanos estavam confinados, mas, por outro, fenômenos fermentadores de criação e inovação cultural e técnica que se desdobraram em torno de códigos híbridos, ou mestiços, que misturaram componentes culturais nativos com diferentes tipos de apropriações de linguagens e argumentos eurocêntricos – às vezes por meio da incorporação consciente dessas influências, às vezes meramente através de efeitos de alienação. As leituras críticas (de uma perspectiva europeia) desses fenômenos urbanos híbridos oscilam entre o que o ensaio chama de maldição (como a suposta fenomenologia de um atraso que rejeita ou retarda a modernização) e o que é chamado de exotificação (como circunstâncias mais parecidas com uma certa inocência primitiva de um tipo ingênuo, pitoresco ou mesmo kistch). No entanto, estes híbridos devem ser valorizados como laboratórios de experimentação e aprendizagem, como incubadoras de pensamento de fronteira. Fragmentos urbanos de Guerra Fría en el “tercer mundo” es la titulación del trabajo presentado a este número por Francisco Quintana , Bárbara Salazar y Melinka Bier (Pontificia Universidad Católica de Chile, Escuela de Arquitectura, Santiago, Chile), que versa sobre la interpretación de ciertas manifestaciones de cambios y desarrollos urbanos en regiones subdesarrolladas del mundo abordadas en el marco de diferentes formas y programas de cooperación para el desarrollo generadas por los gobiernos de USA dentro de sus geopolíticas de empoderamiento en la fase histórica de la así llamada Guerra Fría (entre USA y URSS) tomando como ejes sustantivos de esas actuaciones la agenda de cooperación lanzada por CIUDADES DIVIDIDAS 34 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 Harry Truman en 1949, en la posguerra y el discurso esgrimido en 1973 por Robert McNamara desde su presidencia del World Bank, tendiente a promover acciones de erradicación de la pobreza en las áreas del por entonces denominado Tercer Mundo. En esas actuaciones técnicas y políticas se incluyeron directivas para las políticas habitaciones (siempre en un acuciante marco deficitario) y el presente ensayo procura indagar las propuestas arquitectónicas y urbanísticas dominantes que operaron en la conformación de conjuntos de vivienda desarrollados en América Latina, África y Asia, en el contexto de tal Guerra Fría y enmarcados en las políticas financieras asistenciales inspiradas por EEUU. En particular, el ensayo revisa las estrategias de autoconstrucción asistida que tales regímenes de ayuda montaron con la intención de atender necesidades de los estratos sociales más pobres y específicamente, como algunos de estos conjuntos tornaron a exacerbar la segregación social de sus colectivos pobladores y en otros, en cambio, alcanzaron a promover fragmentos urbanos cuya relativa calidad de diseño así como sus dotaciones eficaces de equipamientos comunitarios iban a facilitar el desarrollo social de sus pobladores y, por así decir, su integración urbana y reducción o moderación de sus factores de segregación. Tanto la acción directa de las políticas de EEUU en la etapa Truman como en la indirecta, a través del World Bank más adelante, supusieron diferentes modalidades de procurar efectos de moderación de la pobreza tercermundista como factor de afianzamiento del rol geopolítico de norteamericano en aquella condición de Guerra Fría. Cold War urban fragments in the “third world” is the title of the paper presented in this issue by Francisco Quintana, Bárbara Salazar and Melinka Bier (Pontificia Universidad Católica de Chile, School of Architecture, Santiago, Chile), which deals with the interpretation of certain manifestations of urban changes and developments in underdeveloped regions of the world addressed in the framework of different forms and programmes of cooperation for development generated by the US governments within their geopolitics of empowerment in the historical phase of the so-called Cold War (between the USA and the USSR), taking the cooperation agenda launched by Harry Truman in 1949 as the substantive axes of these actions, In the post-war period, and the discourse put forward in 1973 by Robert McNamara from his presidency of the World Bank, aimed at promoting actions to eradicate poverty in the areas of what was then known as the Third World. These technical and political actions included directives for housing policies (always within a pressing deficit framework) and this essay seeks to investigate the dominant architectural and urbanistic proposals that operated in the conformation of housing complexes developed in Latin America, Africa and Asia, in the context of the Cold War and framed within the financial assistance policies inspired by the USA. In particular, the essay reviews the strategies of assisted self-construction that such aid regimes set up with the intention of attending to the needs of the poorest social strata and, specifically, how some of these complexes exacerbated the social segregation of their inhabitants, while in others they managed to promote urban fragments whose relative quality of design and effective provision of community facilities would facilitate the social development of their inhabitants and, as it were, their urban Roberto Fernández || 35 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 integration and the reduction or moderation of their segregation factors. Both the direct action of US policies during the Truman period and indirectly, through the World Bank later on, involved different ways of moderating Third World poverty as a factor in strengthening America’s geopolitical role during the Cold War. Fragmentos urbanos da Guerra Fria no “terceiro mundo” é o título do trabalho apresentado nesta edição por Francisco Quintana, Bárbara Salazar e Melinka Bier (Pontificia Universidad Católica de Chile, Escola de Arquitetura, Santiago do Chile). O artigo trata da interpretação de certas manifestações de desenvolvimentos e transformações urbanas em regiões subdesenvolvidas do mundo, abordadas no âmbito de diferentes formas e programas desenvolvimentistas de cooperação, gerados pelos governos dos EUA dentro de sua geopolítica de empoderamento, na fase histórica da chamada Guerra Fria (entre os EUA e a URSS). Tomando a agenda de cooperação lançada por Harry Truman em 1949 como eixo substantivo dessas ações no pós-guerra, e o discurso apresentado em 1973 por Robert Mc- Namara (então Presidente do Banco Mundial), que visavam promover ações para erradicar a pobreza nas áreas do que então era conhecido como Terceiro Mundo, o texto analisa como estas ações técnicas e políticas incluíram diretrizes para políticas habitacionais (sempre dentro de um quadro urgente de déficit). Dessa forma, o ensaio procura investigar as propostas arquitetônicas e urbanísticas dominantes que, no contexto da Guerra Fria, operavam na conformação de complexos habitacionais desenvolvidos na América Latina, África e Ásia, enquadrados dentro das políticas de assistência financeira inspiradas nos EUA. Em particular, o ensaio revisa as estratégias de autoconstrução assistida que tais regimes de ajuda implementaram com a intenção de atender às necessidades dos estratos sociais mais pobres e, especificamente, como alguns desses complexos exacerbaram a segregação social de seus habitantes, enquanto outros conseguiram promover fragmentos urbanos cuja qualidade urbanística e arquitetônica, e a oferta efetiva de instalações comunitárias, facilitaria o desenvolvimento social de seus habitantes e, por assim dizer, sua integração urbana e a redução ou moderação de seus fatores de segregação. Tanto a ação direta das políticas dos EUA durante o período Truman, quanto indiretamente por meio do Banco Mundial, mais tarde, compreenderam diferentes formas de moderar a pobreza no Terceiro Mundo como um fator de fortalecimento do papel geopolítico dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. So Close Yet So Far: Divided Contexts on the Mexico-Guatemala Border es el escrito firmado para este monográfico por Luis Fernando Zapata Montalvo (De Montfort-Leicester University, Reino Unido) que se aboca al análisis de la compleja área fronteriza entre ambas naciones de América del Norte y Central, cuya característica central está dominada por la dinámica de fenómenos migratorios legales o formales tanto como clandestinos e ilegales. Tal característica de extrema movilidad demográfica sujeta las más de las veces a procesos opacos de tránsitos y alto grado de nomadismo fluyente, impacta en la transformación de las formas de organización sociocomunitaria y en la misma calidad de vida de estos habitantes. Su precarización en su condición habitativa y frecuentemente en un es- CIUDADES DIVIDIDAS 36 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 tado de búsqueda de una solución final que, en el imaginario colectivo, suele ser primero un pasaje o ingreso a México y, luego, a través de esta nación, a EEUU. Recordemos por ejemplo, que Los Angeles es técnicamente, la segunda ciudad guatemalteca en magnitud de habitantes de esa nacionalidad. En la intención de indagar en la comple- ja dinámica interactiva entre comunidades movilizadas de ambos países, con sus diferentes condiciones e intenciones, se consideran escenarios de segregación y división tanto etnosocial como económica y se trata de investigar algunas dinámicas relevantes en dos lugares transfronterizos entre México y Guatemala que ofrecerían cierta visión descriptiva de la zona fronteriza y de la movilidad de quiénes las habitan para tratar de dar respuesta a la pregunta sobre qué motiva a estas personas a moverse entre ambos países. So Close Yet So Far: Divided Contexts on the Mexico-Guatemala Border is the paper written for this monograph by Luis Fernando Zapata Montalvo (De Montfort-Leicester University, UK), which focuses on the analysis of the complex border area between the two North American and Central American nations, whose central characteristic is dominated by the dynamics of legal and formal migration phenomena, as well as clandestine and illegal ones. This characteristic of extreme demographic mobility, often subject to opaque transit processes and a high degree of flowing nomadism, has an impact on the transformation of the forms of socio-community organisation and on the very quality of life of these inhabitants. The precariousness of their housing conditions and frequently in a state of search for a final solution which, in the collective imagination, is usually first a passage or entry to Mexico and then, through this nation, to the USA. Let us remember, for example, that Los Angeles is technically the second largest Guatemalan city in terms of the number of inhabitants of that nationality. In an attempt to investigate the complex interactive dynamics between mobilised communities from both countries, with their different conditions and intentions, we consider scenarios of segregation and division, both ethno-social and economic, and try to investigate some relevant dynamics in two cross-bor- der places between Mexico and Guatemala that would offer a certain descriptive vision of the border area and the mobility of those who inhabit it in order to try to answer the question of what motivates these people to move between the two countries. Tão perto mas tão longe: Contextos Divididos na Fronteira México-Guatemala é o trabalho escrito para esta monografia por Luis Fernando Zapata Montalvo (Universidade De Montfort-Leicester, Reino Unido), que se concentra na análise da complexa área de fronteira entre as duas nações norte-americanas e centro-americanas, cuja característica central é dominada pela dinâmica dos fenômenos migratórios legais e formais, bem como clandestinos e ilegais. Esta característica de extrema mobilidade demográfica, frequentemente sujeita a processos opacos de mobilidade e a um alto grau de nomadismo, tem um impacto na transformação de formas de organização sócio comunitárias, assim como na própria qualidade de vida desses habitantes. A precariedade das condições habitacionais e de vida dos guatemaltecos, associada a um frequente estado de busca de uma solução final, implica, na ima- Roberto Fernández || 37 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 ginação coletiva, primeiramente, em uma passagem pelo México, para posterior entrada nos EUA. Recordemos, por exemplo, que Los Angeles é tecnicamente a segunda maior cidade da Guatemala, em termos do número de habitantes dessa nacionalidade. Em uma tentativa de investigar a complexa dinâmica interativa entre comunidades de ambos os países, com suas diferentes condições e intenções, o tex- to considera cenários de segregação e divisão, tanto étnico-social quanto econômico, na investigação de dinâmicas relevantes em dois lugares fronteiriços entre México e Guatemala, oferecendo tanto uma certa visão descritiva da área fronteiriça quanto da mobilidade daqueles que a habitam, a fim de tentar responder à pergunta sobre o que motiva essas pessoas a se deslocarem entre os dois países. London – Planning Integrated Communities es la denominación del trabajo presentado por Peter Bishop (Bartlett School of Architecture, University College Londres, Reino Unido) cuya intención principal es examinar las llamadas políticas de regeneración urbana montadas en la estrategia de desarrollo del llamado planning de Integrated Communities. Como su nombre indica, se promovieron en torno a acciones de recalificación de áreas urbanas deprimidas o decadentes con la intención explícita de alcanzar estados de relativa integración convivencial de estratos de diferente posición socio-econó- mica dentro de un mismo conjunto. Si bien el autor acepta que la noción de regeneración urbana devino un concepto múltiple y casi omnipresente en la planificación urbana (ya que comprende acciones de promoción estatal tanto como a múltiples formas de emprendimientos privados, generalmente procuradores de alta captación de renta diferencial a costa de destruir tejidos, desconsiderar identidades y promover gentrificaciones), entiende que la experiencia londinense habría alcanzado cierto éxito, visible por haberse alcanzado un grado de calidad de ciudad multicultural con mucho menos barreras o segregaciones. Menos que, por ejemplo, las que se observan en París. De todas formas, aboga por la necesidad de extender y profundizar las intervenciones de regeneración orientadas por el perfil de integración de estratos sociales diferenciales, ya que asume como sustancial el rol de utilización de estos instrumentos de políticas públicas al servicio de corregir los desequilibrios existentes y mitigar las barreras reales y simbólicas a la integración social. Asimismo, si bien Londres parece una ciudad cuyos barrios son socialmente mixtos y sin barreras o fronteras exageradas, existen más sutiles y finas, líneas invisibles que dividen la ciudad, aíslan a algunos de sus habitantes e inhiben la movilidad social. Todo este enfoque se intenta demostrar en un estudio de caso aplicado al análisis de la regeneración del área de Kings Cross. London - Planning Integrated Communities is the name of the paper presented by Peter Bishop (Bartlett School of Architecture, University College London, UK) whose main intention is to examine the so-called urban regeneration policies mounted on the development strategy of Integrated Communities Planning. As the name suggests, these were promoted around actions to redevelop depressed or decaying urban areas with the explicit intention of achieving states of relative convivial integration of strata of different socio-economic position within the same complex. CIUDADES DIVIDIDAS 38 || ASTRAGALO Nº 29 | Diciembre, December, Dezembro 2021 | Introduction to the issue | ISSN 2469-0503 Although the author accepts that the notion of urban regeneration has become a multiple and almost omnipresent concept in urban planning (since it includes actions of state promotion as well as multiple forms of private enterprises, generally seeking to capture high differential income at the cost of destroying fabrics, disregarding identities and promoting gentrification), he understands that the London experience has achieved a certain success, visible because it has reached a degree of multicultural city quality with far fewer barriers or segregations. Less than, for example, those seen in Paris. In any case, it advocates the need to extend and deepen regeneration interventions oriented by the integration profile of differential social strata, as it assumes as substantial the role of using these public policy instruments in the service of correcting existing imbalances and mitigating real and symbolic barriers to social integration. Likewise, while London appears to be a city whose neighbourhoods are socially mixed and without exaggerated barriers or boundaries, there are more subtle and thin, invisible lines that divide the city, isolate some of its inhabitants and inhibit social mobility. This approach is demonstrated in a case study applied to the analysis of the regeneration of the Kings Cross area. Londres – Planejamento de comunidades integradas é o nome do trabalho apresentado por Peter Bishop (Bartlett School of Architecture, University College London, UK), cuja principal intenção é examinar as chamadas políticas de regeneração urbana pautadas em estratégias de desenvolvimento e planejamento de Comunidades Integradas. Como o nome sugere, estas foram promovidas em torno de ações de (re)desenvolvimento de áreas urbanas obsloetas ou decadentes, com a intenção explícita de alcançar, em uma mesma área, estados de relativa integração convivial entre estratos de diferentes posições sócio econômicas. Embora aceite que a noção de regeneração urbana se tornou um conceito múltiplo e quase onipresente no planejamento urbano (já que inclui ações de promoção estatal, bem como múltiplas formas de atuação de empresas privadas, geralmente buscando captar alta renda diferencial, mesmo ao custo da destruição de tecidos urbanos, desconsiderando identidades e promovendo a gentrificação), Bishop entende que a experiência londrina alcançou um certo sucesso, visível porque atingiu um grau de qualidade de cidade multicultural com menor número de barreiras ou segregações –menos do que, por exemplo, os vistos em Paris. Em qualquer caso, o autor defende a necessidade de ampliar e aprofundar as intervenções de regeneração orientadas pelo perfil de integração de distintos estratos sociais, pois assume como substancial o papel de utilizar instrumentos de política pública a serviço da correção dos desequilíbrios existentes e da atenuação das barreiras, reais e simbólicas, à integração social. Da mesma forma, enquanto Londres parece ser uma cidade cujos bairros são socialmente mistos e sem barreiras ou limites exagerados, existem linhas mais sutis e finas, invisíveis, que dividem a cidade, isolam alguns de seus habitantes e inibem a mobilidade social. Esta abordagem é demonstrada em um estudo de caso aplicado à análise da regeneração da área de Kings Cross. Barcelona: haec omnia –divisa– tibi dabo Cohesión y división en la evolución (geo)urbana de una ciudad ambivalentemente compacta se denomina el ensayo presentado por Manuel Roberto Fernández || 39 https://dx.doi.org/10.12795/astragalo.2021.i29.01 Gausa Navarro (Dipartimento di Architettura e Design, Unige, Università degli Studi, Genova, Italia) para indagar sutilmente en la exploración de líneas de fractura o segmentaciones que busca esclarecer en su natal Barcelona, ciudad que tradicionalmente ha sido considerada como exitosamente integrada y dotada, si se quiere, de un común y generalizado genius locii entre sus habitantes. En rigor, la hipótesis del autor va más bien por formular cierta perdurable dialéctica polar en el análisis histórico del último siglo en la urbe catalana cuya paradójica ecuación unidad-división engendra una urbanidad contradictoria y dual, abierta y cerrada, doméstica y cosmopolita, liberal y conservadora, ambiciosa y temerosa, emprendedora y auto-referencial. Esa característica que el autor advierte en la sutil evolución dialéctica de su ciudad podría manifestarse en la confrontación de las nociones de seny (sentido común) y rauxa (rabia emocional), una suerte de oposición nietzcheana apolínea-dionisíaca (o racional-instrumen- tal frente a la impulsividad-compulsividad del dislocamiento de las normas) que finalmente resultaría hegelianamente superada por el aufheben de la empenta (la acción creativa-racio- nal) que parece haber sorteado históricamente con éxito desgarramientos y divisiones, y alcanzados ciertos status de equlibrio. Barcelona: haec omnia –divisa– tibi dabo... Cohesion and division in the (geo)urban evolution of an ambivalently compact city is the name of the essay presented by Manuel Gausa Navarro (Dipartimento di Architettura e Design, Unige, Università degli Studi, Genova, Italy) to subtly explore the lines of fracture or segmentation that he seeks to clarify in his native Barcelona, a city that has traditionally been considered as successfully integrated and endowed, if you will, with a common and generalised genius locii among its inhabitants. Strictly speaking, the author’s hypothesis goes more towards formulating a certain enduring polar dialectic in the historical analysis of the last century in the Catalan city whose paradoxical unity-division equation engenders a contradictory and dual urbanity, open and closed, domestic and cosmopolitan, liberal and conservative, ambitious and fearful, enterprising and self-referential. This characteristic that the author notices in the subtle dialectical evolution of his city could be manifested in the confrontation of the notions of seny (common sense) and rauxa (emotional rage), a sort of Nietzschean Apollonian-Dionysian opposition (or rationalinstrumental versus the impulsivity-compul- sivity of the dislocation of norms) that would finally be Hegelianly overcome by the aufheben of empenta (creative-rational action), which seems to have historically successfully overcome rifts and divisions, and reached a certain status of equilibrium. Barcelona: haec omnia –divisa– tibi dabo... Coesão e divisão na evolução (geo)urbana de uma cidade ambivalentemente compacta é o nome do ensaio apresentado por Manuel Gausa Navarro (Dipartimento di Architettura e Design, Unige, Università degli Studi, Genova, Itália). Explorando sutilmente as linhas de fratura ou segmentação de sua cidade natal, Barcelona, Gausa procura esclarecer como aspectos e processos de uma cidade tradicionalmente considerada como integrada e dotada de um genius locii comum e generalizado entre seus habitantes. A rigor, a hipótese do autor embasa-se em uma certa dialética polar duradoura na análise his-