Territorios renovables, paisajes emergentes
Full text
T erritorios renovables, paisajes emergentes
T erritórios renováveis, paisagens emergentes
T ese de Doutoramento 2015
T erritorios renovables, paisajes emergentes
T esis Doctoral 2015
Doctorando: José Manuel Izquierdo T oscano
Directora: María T eresa Pérez Cano
Programa de Doctorado: Ciudad, Paisaje y T erritorio
Departamento de Urbanística y Ordenación del T erritorio. Universidad de Sevilla
- tomo I -
T erritorios renovables, paisajes emergentes
T erritórios renováveis, paisagens emergentes
T erritorios renovables, paisajes emergentes
T esis Doctoral 2015
Doctorando: José Manuel Izquierdo T oscano
Directora: María T eresa Pérez Cano
Programa de Doctorado: Ciudad, Paisaje y T erritorio
Departamento de Urbanística y Ordenación del T erritorio
Universidad de Sevilla
III
V
Dedicatoria
W M
A mis Macas. A Winona, la mejor . A mi familia.
V I I
Agradecimientos
A T eresa por su paciencia y guía, por su generosidad, por su
confianza en los momentos de duda. A Juan Luis por aparecer
en la encrucijada, por su energía.
A tantas y tantas personas que han atendido mis consultas,
que me han abierto instalaciones, que me han transmitido su
experiencia.
T erritorios renovables, paisajes emergentes
T erritórios renováveis, paisagens emergentes
T erritorios renovables, paisajes emergentes
I X
X V I
A. I I .- Aspectos legales.............................................................597
a. I I .1. Marco normativo en la Unión Europea...................598
a. I I .2. Marco normativo en el Estado español...................600
a. I I .3. Marco normativo en Andalucía...............................613
a. I I .4. Referencias bibliográficas.......................................624
Bibliografía .................................................................................629
Índice de figuras..........................................................................645
Índice general de contenidos.....................................................663
“T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano.
X V I I
Índice detalhado
Parte I - tomo I:
1.- Abordagem geral.......................................................................1
1.1.- Introdução............................................................................3
1.2.- Objetivos e estrutura............................................................6
1.3.- Justificativa.........................................................................1 1
1.4.- Estado da arte e metodologia ...........................................13
1.4.1. Estado da arte...........................................................13
1.4.2. Metodologia...............................................................21
2.- Energia, sociedade e meio ambiente.....................................53
2.1.- Os custos do modelo econômico atual..............................55
2.2.- Um novo paradigma: a “sustentabilidade”.........................65
2.3.- Kioto e os tratados internacionais......................................70
2.4.- Ecologia e sociedade.........................................................75
.- Referência de figuras...................................................................79
3.- Energias renováveis no modelo energético..........................81
3.1.- Aproximação ao mercado energético................................83
3.2.- O desafio das energías “verdes”........................................90
3.3.- As energias renováveis em Andaluzia...............................98
3.4.- Alternativas e estratégias energéticas.............................104
.- Referência de figuras................................................................1 10
4.- Para uma nova cultura urbanística e território...................1 13
4.1.- Após pegadas remotas....................................................1 15
4.2.- A percepçao da natureza.................................................1 19
4.3.- O disjuntivo do urbanismo...............................................126
4.4.- A ação local......................................................................131
4.5.- Questão de habitat...........................................................137
4.6.- Um planejamento “verde”................................................142
4.7.- O papel das energias renovables....................................145
.- Referência de figuras.................................................................154
“T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano.
X V I I I
Parte I I - tomo I I :
5.- Energias renováveis. Antecedentes....................................157
5.1.- O homem e os recursos renováveis................................159
5.1.1. Pela força do vento.................................................160
5.1.2. Sob a ordem do sol.................................................170
5.1.3. Aproveitando outros recursos naturais....................177
5.2.- Geração de eletricidade e outras aplicações...................192
5.2.1. Um novo engenho: a turbina eólica.........................193
5.2.2. Painéis isolados e grandes centrais solares...........201
5.2.3. Das quedas d´agua à biomassa..............................208
.- Referência de figuras.................................................................214
6.- Energias renováveis. Aproveitamento.................................219
6.1.- Recurso e localizações....................................................221
6.1.1. Recursos eólicos.....................................................222
6.1.2. Radiações solares...................................................231
6.1.3. Recursos renováveis...............................................237
6.2.- Sistemas de aproveitamento...........................................247
6.2.1. Moinhos e turbinas eólicas......................................248
6.2.2. Plantas e painéis solares........................................256
6.2.3. Outros sistemas de energia renovável....................269
.- Referência de figuras.................................................................279
7.- Energias renováveis. Incidência territorial..........................283
7.1.- T erritório e meio-ambiente...............................................285
7.2.- Pegadas territoriais das energias renováveis..................288
7.2.1. Eólica.......................................................................289
7.2.1.1. Modelos de ocupação territorial.......289
7.2.1.1-1. Parques eólicos terrestres.........290
7.2.1.1-2. Parques eólicos marinhos.........296
7.2.1.2. Impacto territorial da energia eólica........300
7.2.2. Solar ........................................................................317
7.2.2.1. Modelos de ocupação territorial.......317
7.2.2.1-1. Plantas solares fotovoltaicas.....320
7.2.2.1-2. Plantas solares térmicas...........335
7.2.2.2. Impacto territorial da energia solar ..........349
.- Referência de figuras.................................................................360
“T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano.
8.- Energias renováveis. Paisagem...........................................363
8.1.- A questão da paisagem....................................................365
8.1.1. Considerações prévias............................................366
8.1.2. A representação da paisagem.................................370
8.2.- Impacto paisagístico das energias renováveis................377
8.2.1. Antecedentes...........................................................378
8.2.1.1. Considerando a escala............................378
8.2.1.2. Ferramentas atuais..................................385
8.2.1.3. Paisagem rural versus urbana.................388
8.2.2. A paisagem eólica...................................................399
8.2.2.1. Moinhos na memória...............................399
8.2.2.2. Particularidades.......................................408
8.2.2.2-1. Parques eólicos terrestres.........408
8.2.2.2-2. Parques eólicos marinhos.........428
8.2.3. A paisagem solar .....................................................430
8.2.3.1. Referências solares.................................430
8.2.3.2. Particularidades.......................................436
8.2.3.2-1. Centrais térmicas solares..........436
8.2.3.2-2. Plantas fotovoltaicas..................456
8.2.3.2-3. Instalaçoes urbanas..................471
.- Referência de figuras.................................................................478
Parte I I - tomo I I I :
9.- Conclusões e propostas.......................................................485
9.1.- Conclusões gerais...........................................................487
9.1.1. Meio-ambiente, modelo energético e E R ................488
9.1.2. O papel do planejamento........................................492
9.1.3. Antecedentes e fundamentos das E R .....................496
9.1.4. Energias renovavéis ( E R ) e território......................501
.
9.1.5. Energias renovavéis ( E R ) e paisagem...................506
9.2.- Propostas para territórios renováveis..............................514
9.2.1. T erritórios renováveis..............................................515
9.2.2. Paisagens emergentes............................................521
9.2.3. Por uma portarias reguladoras das E R ...................528
Anexos.........................................................................................579
A.I.- Estudo de caso:
Central solar fotovoltaica de Amareleja (Portugal)..........579
.- Referência de figuras.............................................................596
X I X
“T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano.
X X
A. I I .- Aspectos legais...............................................................597
a. I I .1. Quadro normativo da União Europeia....................598
a. I I .2. Quadro normativo da Estado Espanhol..................600
a. I I .3. Quadro normativo da Andaluzia..............................613
a. I I .4. Referências bibliográficas.......................................624
Referências bibliográficas ........................................................629
Índice ilustrações........................................................................645
Índice general de conteúdos......................................................663
“T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
1
1. - PLA NTEA MIENTO GENERA L………………………… ...........
1.1.- Introducci ón.
1.2.- Objetiv os y estr uctu ra.
1.3.- Justi ficación.
1.4.- Estado de la cuesti ón y metodolo gía.
1.4.1. Estado de la cues tión.
1.4.2. M etodología.
.- Re f erenci as de las fi guras.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
2
1. - PLA NTEA MIENTO GENERA L…………… …...……… ...........
La tesis doctoral “Territorios renov ables, paisaje s emer gentes”
da continui dad a una lí nea de investigación i niciada con la
irrupción en el terr itorio de las primeras inst alacion es de
energí as renovabl es. A lo largo de estos años hemos asistido a
la intensificación del proceso, con la consol idación de
determinada s tendencia s, y a su paréntesis actual. La ausencia
o indefinición del planeamiento ha facilitado la colmatació n de
algunas áreas, con el con siguiente aumen t o de su inci dencia
sobre el entorno. En este contexto, la presente tesis tiene como
objeto aportar propues tas que contribuyan a la mejora en la
implantación territorial de las energías renovables. A t al efecto,
se ha seg uido una metodología que ha q uedado reflejada en la
propia estructura de la tesis. Su s contenidos, con especial
atención a los aspectos paisají sticos y t erritorial es, han
permitido alcanzar unos r esultados que cubren adecuadament e
los objetiv os p lanteados.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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1 .1 IN TRODUC CIÓN :
“Territo rios Renovab les, Paisajes Emer gentes” es una tesis
doctoral inspirada en una serie de inquietudes personal es q ue
me han acompañado en los últim os años. Estas surgen a partir
del seguimiento de un conjunto de procesos caracterizad os por
su complejidad e incide ncia sobre el paisa j e y el territorio . Los
profesionales de dicados a la disciplina urbanística constatan,
en su quehacer diario, lo s ví nculos existentes entre la ev olución
de la acción humana y la aparición de nue vas f ormas de
asentamien to sobre el territorio. En nuestra capacidad para
reconocer e inte rpretar correctamen te estos procesos reside la
clav e que nos permita aportar soluci ones adecuadas al reto
planteado: la or g anizaci ón de una sociedad y sus activ idades
sobre el terri torio.
De entre todas las ac t ivi dades humanas destacan, por su
intensidad, las deriv adas de la producción, distribución y
transporte de energí a. Atender una crecient e demanda ha
precisado el tejido, a lo largo de los siglos, de redes que
estructuran el terri torio tal y como hoy lo conocemos . Estas
redes han puesto al alcance del sector energético vastos
recursos, ubicados en yacimientos lejanos, cuya expl otación ha
incrementado el desacople territorial de una de l as actividades
con mayor cuota de r esponsabil idad en el deterioro del
medioambiente . Las concl usiones de l os sucesivos inf ormes
del Pan el Inte rgubernamental sobre el Cambio Cli mático
(IPCC) ratifican los costes ambientales de una economía
cimentada en los combu stibles fósiles.
La reacción ciudad ana, en aquellos paí ses más sensibl es con
la preservación del eq uilibrio ecológico del planeta, ha
incrementado las exi gencias medioambien tales. Esta demanda
social, unida a l os constantes av ances tecnol ógicos, ha
favorecido la búsqueda de alternativas energéticas. El ahorro y
la eficienci a energética, así como la recuperación de prácticas y
hábitos de comportamie nto des graciadamente o lvidado s, han
pasado a un pri m er plano.
En este contexto irrumpen con f uerza las denominadas
“energí as renovables”, q ue aprovechan el potencial de unos
recursos energéticos considerados como no contaminantes e
inagotables a escala humana. La p roli f eración de instalacion es
renovab les en nuestro entorno, en especial durante la última
década, nos convierte en observadores privilegiados de este
proceso de inco rporació n al t errito rio de nuevas rea lidade s.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
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Su implantación no está exenta de incidencia ambiental, si bien
muy inferior a la derivada de las ener gías convenci onales, y
genera tensiones visuales y t erritorial es q ue requieren de una
planificación adecuada. Debemos concebir soluciones que
establez can una dialéctica entre estas “arquitectura s
emergentes” y su entorno si aspiramos a la co nfi guración de
paisajes de calidad. Par a alcanz ar este objetiv o irrenunciab le,
en sociedades avanz ad as, resul ta imprescindibl e un prof undo
conocimiento de las mismas. El ejercicio necesario para
desvel ar las cla ves de su lógica de implantación abarca t emas
ta n varia dos como medio ambiente, energí a, tecnologí a,
historia, plan eamiento , paisaje, cul tura, patri monio, etc.
La tesis “Terri torios renov ables, paisajes emergentes ” versa
sobre estos complejos procesos vincul ados a la implantaci ón
de energías r enovab les sobre el territorio y ante los q ue
contamos con escasas referencias. Su concepción ha sido
dinámica, alimentándose de otras experiencias provenien tes
del campo de la investigación y del ejercicio profesional. Esta
inv estigación ha ido p lanteando resultados parc ial es mediante
comunicaciones en congresos, artícul os en revistas,
publicaci ón de libros o realizaci ón de ex posiciones. Así , soy
autor del libro t itulado “Energí a eól ica y terr itorio”, publicado por
el Secreta riado de Publi caciones de la Universidad de Sev illa,
inv estigación que reco ge parte del esfuerz o r eal izado durante
la etapa de suficiencia inv estigadora que ha pr ecedido a esta
tesis.
La publi cación “ Energ í a eóli ca y territorio ”, p resentada el día
20 de mayo de 2009 en el marco de la Feria d el Libro de
Sev illa, es la número 19 de la colección KORA (fr uto del
acuerdo entre la Universidad de Sev illa y la Consejería de
Obras Públi cas y Transportes de la Junta de And alucía).
La labor investigadora ha tenido continuidad, establ eciéndose
un flujo de ida y vuelta con la elaboración de la t esis, en otros
ámbitos. Esta in quietud me llev ó a colaborar en la f undación
de una organización sin ánimo de lucro, denominada Grupo
Estudios Av anzad os sobre T erritorio y M e dio Ambiente
“ Textura ”, creada en el año 2009 con el objetiv o de profundiz ar
en el conocimiento de procesos con incidencia sobre el
territorio y el medio ambiente. Entre otras acciones
emprendidas subrayare mos:
La exposición f otográ fica “El paisaje de renovab les en
Andalucí a”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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La publi cación de la monografía “Energías r enovab les:
paisaje y te rritorio andal uz”.
La colaboración con SEO/Birdli fe en las jornadas “Por
un futuro renov able”.
La muestra titulada “El paisaje de las renovab les en Andalucí a”,
presentada en el Parque de las Cienci as d e Granada en
diciembre de 2010 y en la Casa de la Provinci a de Sevi lla en
marzo de 2011, constituy e una exposición fotográfica de 21
panoramas que pretende acerca r al visi tante el escenario de
aprovech amiento de los recursos ene rgéticos renov ables.
La publicaci ón titulada “Energí as renovab les: panorama
andaluz ” , de la que f ui coordinador y coautor d e uno de sus
capí tulos, f ue presentada en 2010 con el apoyo de la Ag encia
Andaluz a de la Energía y Red Eléctrica de España. Plantea un
conjunto de ref lex iones, procedentes de múltiples disciplina s, a
escalas distintas y sobre materias a priori distantes que
terminan superponiénd ose en no pocos a spectos. Esta
coordinación me ha permitido conocer el enfoque sobre la
cuestión de discipli nas como la ingeniería, geografía,
arquitectura, biologí a, abogací a o el peri odismo.
Por último, las jornadas “ Por un f uturo renov able” fueron
desarrolladas entre mayo y j unio de 2011. Concebidas como
punto de encuentro y t rabajo colectivo de entidades de la
sociedad civil , empresas e instituciones, sus resultados tratan
de acercarnos a un horizonte en el que las renovabl es s e
convi ertan en las fuen tes ener géticas p rotagonis tas.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
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La ejecución de proyectos de ener gías renovables requiere,
debido a su complejidad, de equipos m ultidi sciplinares que
concili en un a visión g lobal con un alto gr ado de especializaci ón
sectorial. Sin embargo, podemos constatar la escasa
participación de profesional es del planeamien to, l a arquitectura,
el paisajismo, etc. en est os equipos de tr abajo. Hacemos
referencia a profesionales con f ormación especí f ica para incluir
los aspectos paisají sticos y t erritoriales entre l os f undamen t os
del proyecto.
Este trabajo intenta contribui r en la tarea de sensibil izar a favor
de la necesidad de incorporar nuevos enfoques disciplinarios,
que complemen ten a los actuales, en la confección de las
respuestas precisas para una planificación integ ral de calidad
en pos de un p royecto c olectiv o de paisaje.
A este respecto no debemos obviar el estado actual de una
discipl ina urbanística pendien te de adecuació n al contexto
contemporáneo. Esta te sis apunta algunas líneas de acción
para reivindi car el papel de una “disciplina urbanística
renovad a” como mecani smo efectiv o que permit a armonizar la
implantación de nuevas actividades humanas, como las
renovab les, en el territori o.
Para el desarrollo de la investigación hemos recurrido al
estudio de ins talaciones r enovab les, como ex ponemos en el
aparatado sig uien te, en diversos l ugares. El princi pal criterio
para su selección ha sido el carácter pionero o singular de
algunas de estas infraestructura s. Podemos destacar co mo
algunas de las mismas se encuentran en nuestro propio ámbito
geográ f ico.
Las referencias a modelos y experiencias desarrolladas en
Andalucí a son una constante en la tesis. El territo rio andaluz
constituye un marco ideal para nuestra i nvestigación ya q ue
dispone de recursos renovables en buena parte de su
geogra f í a. El hecho de haber aco gido los primeros proyectos,
tanto ex perimen tales como comerciales, nos ha permitido
analizar de cerca la evoluci ón de las renovab les en los últimos
años. La puesta en marcha a principios de los och enta de la
Plata forma Solar de Al mería en T abernas (Almerí a) o del
primer aero generador ex perimental de media potencia en Tari f a
(Cádiz ), resultó clave para la posterior expansión del sector en
el resto de la Península Ibérica. Esta p resenci a cercana, de
una amplia g ama de tecnologí as, constituye una val iosa f uente
de información sobre la incidencia territorial real de las
renovab les que convi ene poner en valor.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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1. 4 ESTADO DE LA CU ESTIÓN Y M ETOLOGÍA :
1.4.1. Es tado de la cuestión… . ..…………….… …..…………… ..
Las energías renovabl es han sido abordadas desde los más
variado s enf oques. Entre las r eferencias con las q ue contamos
al respecto distin g uiremo s en base a la óptica del estudi o.
El deterioro ambiental del plan eta y sus repercusiones
(sociales, m edioambien tales, económicas, polí t icas, etc.), han
puesto en primer t érmin o conceptos como la sostenibili dad o el
cambio cli mático g loba l. Entre las estrate gias, in f ormes y
publicaci ones sobre la m ateria destaca r emos:
BETT INI, Vi rginio, Eleme ntos de ecología ur ban a , Madrid,
Tr otta, 1998.
Alerta sobre el v aciado de contenido de la “ sostenibili dad”
desde la óptica de la pro blemática u rbana europe a.
NACIONES UNIDAS, O ur Common Fu ture , Com isión Mundial
de las Naciones Uni das sobre el Med io Am b iente y e l
Desarrollo, N ueva York , 1987.
Conocido también como “Informe Brund tland”, entre cuyas
aportaciones destaca su de f inición del desar rollo sostenibl e.
PANEL INT ERGU BERN AMENT AL SOBRE CAM BIO
CLIMÁT ICO , Cambi o clim ático. Informe d e síntesis , Grupo
Intergubernam ental de Expertos sobre el Cam bio Clim ático
(IPCC), Ginebra , (varios a ños).
Sus informes se han convertido en una de las grandes
referencias.
REES, W illi am E. y W ACKERNAGEL, M athis, Our Ec ologica l
Footprint: Re ducing Hu man Impact on th e Ea rt h . Gabriola
Island, BC: Ne w Societ y Publishers, 19 96.
Desarrollan do estudios anteriores sobre el concepto de “huella
ecológica”.
BETT INI, Vi rginio, Eleme ntos de ecología ur bana , Madrid,
Tr otta, 1998.
Alerta sobre el v aciado de contenido de la “ sost enibil idad”
desde la óptica de la pro blemática u rbana europe a.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
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El futuro de las renov ables como alt ernat i va energé tica se
encuentra in fluenciado por las propias característi cas del
sistema energético en el que se deben insertar. Para abordar
esta cuesti ón podemos considerar los siguientes estudi os e
informes anual es:
AGENCIA ANDA LUZA D E LA EN ERGÍA, D atos energéticos
de Andal ucía , C onsejería d e Econom ía, Inn ovación, C iencia y
Em pleo, (varios años).
Análi sis anual que incluy e balance energético de And aluc í a.
ALEKLET T, Kjell, HÖ ÖK, Mik ael, JAKOB SSON, Kr istofer,
LARDELL, Mich ael, SNO W DEN, Simon, SÖDERBERGH,
Bengt, T he P eak of Oil A ge, E nerg y Polic y, Volum e 38,
pp.1398-1414 , 2010.
Estos compone ntes del g rupo de i nv estigación de Si stemas
Energéticos Globales, de la Universidad de Uppsala,
propugnan que ya se ha al canzad o el cenit del pe tróleo.
COMISIÓN DE LAS COM UNIDADE S EUROPEA S, European
energy, transport and g hg emissions trends to 2050 , reference
scenario 2013 , Luxem burgo: Oficina de Publicaciones
Ofic iales de las Com unidades Europeas, 2014.
Actualiz a los publicados en 2003, 2005, 200 7 y 2009, y
presenta el escenario de referencia actual en Europa y su
tendencia has ta mediad os de este siglo.
MARTÍN MUNIC IO , Ánge l, COLINO MART INEZ, Antonio,
(Dir.). Diccionario Esp añol de la Energía , E diciones Doce
Calles, Aranjue z (Madrid), 2003 .
Además del significado de los términos, todos t raducidos al
inglés, incl uye una serie de artí culos especializados.
MINIST ERIO DE INDUST RIA, ENERGÍA Y T URIS MO, La
energía en Esp aña , Ma drid, (varios años).
Informe anua l con l a evoluci ón del mercado ener gético.
REE, Inf orme del sist ema eléctrico español , Madr id, (varios
años).
El operador presenta en este in f or me anual, desde 1995, los
datos del compo r tamient o del siste ma eléctrico e spañol.
SEO BIRDLIFE, Por un f uturo renova ble , Madrid, 2 011.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
15
Identifica las dificultades de implantación de las energías
renovab les y propone lí neas de actuación para superarlas . En
su redacción han colaborado representantes de universidad es
y entidade s públicas y priv adas, etc.
Sobre el papel a desempeñar por la disciplina urbanística en
este contexto, con las limitaciones derivadas de la
obsolescenci a de sus propios instrumentos, así como de la
renovaci ón que precisa para adecuar su capac idad de
respuesta a los retos contemporáneo s; destacaremos las
siguientes re flexion es:
EZQUIAGA, J osé María, El porvenir d e u na ilus ión.
Elementos p ara un a nu eva cultur a urba nística , Consejo
Superior de los Colegios de Arquitectos de España,
arquitectos n º 178, Madr id, CSC AE, 2006,pp. 8 5.
Reflexion a sobre el estado de la disciplina y apor ta claves para
su renovaci ón.
GRUPO ADUA R, Dicc ionario d e Geografí a Urbana,
Urbanismo y Orde nación d el Territorio , M adrid, Ariel, 2000.
De gran ayud a para un correcto empleo de términos y
expresi ones de las disci plinas que abarca.
HALL , Peter . Ciudades d el mañana. Hist oria de l urbani smo en
siglo XX . Edic iones del Serbal. Barc elona, 199 6.
Repaso histórico al papel desempeñado por el urbanismo del
siglo pasado. El au tor cuestiona q ue las soluciones propuestas,
más allá de haber dem ostrado su capacidad para transforma r
el espacio urbano , hayan contribuido a atajar los problemas
sociales a los que debe dar respuesta .
HIGUERAS, Ester, Urb anismo Bi oclimático , B arc elona,
Gustavo Gilli, S A, 2006.
Aporta una metodolo g ía clara para incorporar los principios
biocli máticos a las propue stas de ordenaci ón urbana y
territorial.
L. MCH ARG, Ian, Design with Nat ure , N ew York , Falcon
Press, 1969.
Esta obra, reeditada varias veces en numerosos idiomas, es un
referente para la planificaci ón ecol ógica y mantiene buena
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
16
parte de su v igencia. Nos ayuda a ponderar el impacto que
tienen las intervenci ones del ho mbre sobre el med io físi co.
LÓPEZ C ANDEIR A, Jos é A., Dis eño urbano . Teoría y
práctica , Madr id, Editori al Munilla - L ería, 1 999.
Notable m anual de arquitectura, que incluy e teorí a y práctica,
para el diseño urbano.
RUANO, Mi guel., Ecourb anismo , Barc elona, Gus tavo G illi,
SA, 1 999 y GAUZIN -MÜLLE R, Dom inique, Arquitect ura
Ecológica, B arcelona, Gust avo Gilli, SA, 2002.
Ambas obras incluy en refer encias al marco teóric o en el que se
desenv uelve la arquitectura y el planeamiento ecológico así
como eje mplos contemp oráneos.
YÁNEZ, Guillerm o, Arquitectura solar: asp ectos pasivos,
bioclimatismo e ilum inación natural , Madr id, MOP U, Di rección
General para la Vivienda y Arquitectura, 19 88.
Estudia la adecu ación de los edificios y l as ciud ades a las
condicion es climáticas del lugar, incluy endo sus antecedentes
históricos.
ROGERS, Rich ard y G UMUCHDJ IAN, P hilip, Cities for a
Small Planet , London, Fab er & Faber L im ited, 1997.
Analiz a la incidencia de la configuración de los sistemas
urbanos en el deterioro ambi ental del planeta y las
posibil idades que nos brinda el planeamien to de reg eneración
de la vi da ciudadana y el medio a mbiente.
El aprovechamiento de las f uentes energéticas renovables se
remonta a t ie mpos remotos. Más reciente resulta su aplicaci ón
para obtener electricidad. Entre los estudios sobre los
antecedentes de las energías renovab les , caract eriz ados
habitualmente por abarcar tecnologí as y ámbit os territoriales
especí f icos, citaremos :
CARO B AROJA, J ulio. Hi storia de los molinos de viento,
ruedas hidrául icas y norias . IDA E. Madrid. 1995 .
Obra r elev ante sobre la mater ia de uno de los mayores
estudiosos de, para f raseando otra de sus celebrad as obras, la
“tecnologí a popular española”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
17
CONSEJERÍ A DE MEDI O AMBIENT E, Breve g uía del
patrimonio hidráulico de Andalucía, Agencia Andaluza del
Agua, Junta d e Andalucí a , Sevilla, Sevil la, 2006.
Selecci ón de elementos, con una detall ada descripción que
incluy e una val oración de su i nterés paisají st ico, que conforma n
parte del patrimonio andaluz del agua en sus diversas
acepciones.
CONSEJERÍ A DE MEDIO AMBIENT E, Sa linas de A ndalucía ,
Consejería de M edio Am biente, Junta de Andalucía, 2004.
Un conj unto de autores indagan en la importan cia histórica del
empleo de este recu rso natural en Andalucí a. Las reflexi ones
incluy en m olinos de ma rea, paisa j e, salina s, paisaje, etc .
FUNDACIÓN SEVIL LANA DE ELECTRICIDA D, Cien años de
progreso de la elec tricidad y su tecnología, C ompañ ía
Sevillana de E lectricidad, Cien Años d e Historia . Sevilla,
1994.
Repaso al origen y evol ución de la industria eléctrica, en el sur
peninsul ar, a partir de la historia de esta compañí a.
GÓMEZ RUIZ, Ricard o, Molinos en el Río Odiel, u n estudio
de arque ología i ndustrial en los límites de El Andéva lo. J un ta
de Andalucía, Co nsejería d e Medio Ambiente, 2 003.
Exha ustivo estudio, q ue i ncluy e didácticas re presentacione s,
sobre estos in g enios ubicad os en este río del occidente
andaluz .
HOBSBAW M, Eric, La er a de la Rev olución: 178 9 -1848 ,
Crítica, Barcel ona, 2003.
Contiene una visión g lobal del revuelto contex to histórico en el
que, entre otros hito s significativos para el deveni r de la
humanidad, se produce un aumento exponencial de la
demanda ene rgética.
PÉREZ CANO, María Teresa, Aprendiend o d el pas ado.
Patrimonio racional. Energías r enovables: paisaje y territorio
andaluz. Gru po de Estud ios T EXTURA, Sevill a, 2010, pp. 60.
Relato integrador, con re f erencias a los paisajes culturales y al
territorio como síntesis, del patrimonio ex istente en Andalucía
vi nculado al mar y el sol, al vi ento y al a gua.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
18
Sobre los aspectos que determinan el aprov echamiento
efectivo de los recursos ene rgéticos renov ables
(emplazamie ntos, capacidad de evacuación de la producción,
tecnología aplicada a los ingenios , etc.), se co ncentra buena
parte del esfuerzo investigado r del sector. Por el propio
enfoque de la tesis, mostramos más inter és por los estudios
destinados a calibrar la distribución de los recursos sobre el
territorio. No obstante no debemos obviar que la selección de
emplaz amientos depende, entre otros factores, de la tecnología
disponibl e. En consecue ncia, destacare m os:
AGENCIA ANDALUZ A DE LA ENERGÍ A,
( http://w ww.agenc iaanda luzad elaen ergia.es / ) .
Ha desarrollado varia s aplicaciones para valorar el potencial de
recursos renovabl es en Andalucí a (biomasa, solar, eólica,
geotérmica, marina e hid ráulica).
AGENCIA ESTAT AL DE MET EOROLOGÍA, At las de
Radiación Solar e n España utilizando datos del SAF de Cl ima
de EUMETSAT . Ministeri o de Agricu ltura, Alim entación y
Medio Am biente, Madrid, 2005.
Conjunto de mapas, g ráfi cos y t ablas de val ores de la radiación
solar elaborados a partir de in formación captada por satélites.
CENTRO NACIONAL DE EN ERGÍAS R ENOVA BLES,
Situación actual de la energía e ólica: recurs os, tecnología,
aspectos medioambiental es, normativa, CENER, Sar riguren
(Navarra), 200 5.
Estudio g lobal de las distintas materias (m edio ambiente,
recurso, especificacion es técnicas , normativ a, etc.) que
convergen en la tecnolo g ía eól ica.
INSTIT UTO PARA LA DIVULG ACIÓN Y AHORRO DE LA
ENERGÍA, At las Eólico d e España , IDAE , Madri d, 2009.
M apa del r ecurso eólico, perm ite una ev aluación previa a la
ejecución de mediciones r eales para enclaves concretos,
elaborado a pa rtir de un modelo de simulación meteorol ógica.
PÉREZ GARCÍA , Manu el, Energ ía Solar en Energ ías
renovables: paisaje y t erri torio andaluz. Grupo de E studios
TEXT URA, Sevilla, 2010, p p. 171- 187.
Estudia la radiación solar como recurso ener gético y las
distintas tecnol ogí as.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
19
TRO EN, I y P ETERS EN, E. L., European W in d Atlas,
Roskilde , R isØ National Laborator y, 1989 y BERMEJO -
BARÓ, M, Mapa eólico nacional: resúme nes energét icos por
comunidades autónomas , Madrid , Mi nisterio de Obras
Públicas, Tr ansportes y Medioam biente, 1994.
Ambos estudios cuen tan con m apas eólicos propios de cada
ámbito.
La incidencia territorial de las instalaciones de energí as
renov ables con f or ma un a materia q ue puede ser abordada
desde numerosos enfoques discipl inarios y de escala. Esto
hace q ue, en ocasiones, se obten g an resultad os dif íci les de
asimilar y contrastar. Entre otros tratados cita r emos:
DE LUC AS, Ma nuela., FERRER, Miguel., J ANSS, Gu yonne
.E., Usin g w ind tunne ls to predict bird m orta lity in wind farms:
the cas e os gr iffon vultures , PLoS ON E. DO I:
10.1371/JOURN AL.PON E0048092, 2012.
Entre sus conclusi ones más r elev antes destacamos la
importancia que conced en a la locali zación de cada
aerogenerado r concre t o para evitar puntos negros en la
afección sobre las aves. Entre las herra mientas empleadas
destacan las ap licacion es v inculad as al uso de t úneles de
vi ento.
DÍAZ CU EVAS, María d el Pi lar, Tes is doctoral: Energía eólica
y territorio. Potencialidade s para la impla ntación de parques
eólicos en A ndalucía. Departamento de G eograf ía Física y
Análisis Geográf ico Reg ional. U niversidad de Sevilla, 2013.
Establece una valoración de la potencialidad del t erritorio para
albergar parques eólico s tomando en consideración, además
del recurso disponibl e, restricciones deriv adas de la legislación,
la plani f icación u otros cr iterios.
DIPUTACIÓN D E C ÁDIZ, Plan Esp ecial S upramuni cipal de
Ordenación d e Infra estructuras de los Rec ursos Eólicos en l a
Comarca de La J anda – Cádi z , Cádiz, 2003.
Documento de ámbito territorial, escala co marc al, que ordena
la distribución de parques eólicos y que i ncorpora entre sus
contenidos los e fectos p roy ectados sobre el paisa j e.
GAUSA, Manuel, Doblant espais i temps , en IaaC, Institut
d´arquitectura avançada de Catalun ya, geoCat: territorios
enlazados , Barcelona, Act ar , 2004 .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
20
Entre otras t esi s, el auto r defiende la integración cr eativa entre
la arquitectura y la natu raleza desde la óptica de la
sostenibil idad.
LEKUONA SÁNCHEZ, J es ús M., Uso del espacio por la
avifauna y control de la m ortalidad de aves y murcié lagos en
los parq ues eó licos de Nav arra durante un cic lo anual ,
Navarra, Direcc ión Genera l de Me dio Am biente d e Navarra,
2001.
Informe técnico referente por su metodolo gí a y por los
resultados obtenidos sobre la a fección de los par ques eóli cos.
La afección paisajísti ca de las instalaciones de energ ías
renov ables también es susceptible de las más variadas
apr oximaci ones. Y es que no abundan las obras específicas
sobre la materia, resultando recomendable la consulta de
estudios que la abordan tangencialmente o de los q ue se
pueden extraer al gunas conclusiones aplicables. Ent r e ot ros,
citaremos:
AV Monografías , Pra gmatis mo y paisaje , núm ero 91, Madri d,
septiembre – octubre 2 001.
Conjuga reflex iones de varios autores con análisi s de proyectos
de interés pai sajístico.
AYUGA TÉLLEZ, F rancisc o, G estión Sostenible de Paisajes
Rurales: T écnicas e Ingeniería, Madri d, Fundac ión Alfonso
Martín Escudero , 2001.
Obra de gran interés para la valoración paisaj í stica de las
intervenci ones en el med io rural.
CLÉMENT, Gill es, Traité S uccinct de L`art Involon taire , Paris,
Sens&T onka Éditeurs , 1997.
Reflejo muy personal de l encuentro entre el hombre y la
naturalez a, incluy endo los parques eól icos de Josh ua Tree en
Cali f ornia, a través de las experien cias de los v iajes del auto r .
GALÍ-IZARD, T eresa , L os mismos pais ajes, ideas e
interpretaciones , Barce lona, Gustavo Gi lli, SA, 20 05 .
La aut ora inte r preta una selección de paisajes, descubiertos a
través de su propia vivencia, para reflex ionar sobre la relación
del hombre con los sistemas naturales, el carácter evolutiv o del
paisaje, el proy ecto de p aisaje, etc .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
21
MATA OLMO, R., SANZ H ERR ÁIZ, C. (Dir.) (2003): Atlas de
los Paisajes de España . Madr id, Min isterio de Medio
Am biente, 2003.
Obra cartográfica entr e cuyos objetivos se destaca la
caracteriz ación e identif ica ción de los paisajes del estado
español.
RAQUEJO, T onia, Land Art , San Sebas tian, Editorial Nerea,
S.A., 1998.
Rev isión al contexto en el que unos artist as ha llaron en el
lenguaje de la materia, el paisaje, la ubicación y escala de la
creación respecto al territo rio etc., una vía p ara reflexi onar
sobre el espaci o y el tie mpo.
ZOIDO NAR ANJO, F lorenc io . Terr itorio y paisaje,
conocimiento, estrategia y políticas , en Territorio, paisaje y
sostenibilidad . Ediciones del S erbal. Barc elona, 2010. pp. 87 -
114.
Entre otras cuestion es el autor sostiene la necesidad de
incorporar el paisaje a l os instrumentos de ordenación del
territorio.
La opini ón personal d el autor de esta tesis se ha ido
adelantando en t rabajos como “ Energía eól ica y terr itorio (2 008)”,
(reflexión sobr e la im plantación de instalaciones eólicas que incl u ye
aspectos com o energía y m edioambiente, recurso e ólico y territ orio,
paisaje, tendencias, e tc.) y “Energías renovab les: pais aje y territorio
andaluz (2 010) ” (coordinac ión de a portaciones procedentes d e
disciplinas diversas que co nform an el panoram a m ás r ec iente de las
energías reno vables en An dalucía).
1.4.2. Metodo l ogía…… ………… .…………… .……..…………… ..
La metodologí a general seg uida para la elabo r aci ón de la t esis
doctoral “ Territorios renovab les, paisajes emergentes” es
consecuente con la materia sobre la que trata y los objetivos
planteados. La amplitud de puntos de vista requi ere la previa
definici ón de un marco de ref erenci a, en nuestro caso los
aspectos paisají st icos y territoriales, y su alcance. El objeto de
la estr ate gia metodol ógica planteada es la obtención de unos
resultados claros y aplicabl es.
En primer lu g ar se ha intentado preci sar un pormenoriz ado
estudio sobre la materia. Entre las f uentes de datos e
inv estigaciones consulta das señalare mos:
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
28
1. - A BORD A GEM G ERA L ………………...…… …. ...... ....
A dissertação “Território s renov ávei s, paisagens emergentes”
dá continuidade a u ma linha de pesquisa iniciada com a
inserção no territó rio das primeiras instal ações de energias
renováv eis. Ao longo de sses anos assistimo s a intensi ficação
do processo, com a consol idação de determinad as tendências ,
e suas atuais parênteses. A ausência ou indefinição de
planejamen to f acilitou o assoreamento de algumas áreas,
aumentando , assi m o seu impacto sobre o entorno . Nesse
contexto, a presente tese tem como objetiv o ap ortar propostas
que contribua m para a melhora da i mplantação territorial das
energias r enováv e is. Para tal ef eito, seguiu -se uma
metodolo gia que se r eflete na própria estrutura da tese. Seus
conteúdos, com especial atenção aos aspectos pai sagísticos e
territoriais, permitiram alcançar resultado s que cob rem
adequadamente os obje tiv os estabelecidos.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
29
1.1 INTRODU ÇÃO :
“Territórios renovávei s, paisagens emer gentes” é uma
dissertação inspirada e m uma série de in quietudes pessoais
que me acompanhara m nos últimos anos. Est as surgem a
partir do se g uimento de um con j unto de processos
caracteriz ados por sua complex idade e imp acto sobre a
paisagem e o t erritório. Os profission ais envolvidos à disciplina
urbaní stica constatam, em seu trabalho diário, os víncu los
exi stentes entre a evoluçã o da ação humana e o surgimento de
novas f ormas de assentamento sobre o territóri o. Na nossa
capacidade para r econh ecer e interpretar corret amente estes
processos reside a chave que nos permite aporta r soluções
adequadas ao desafio estabelecido: a organização de uma
sociedade e suas ativ idades sobre o territó rio.
Entre todas as ativi dades humanas destaca m -se, pela sua
intensidade , as deriv adas da produção e t ranspo r te de energia .
Atender à c rescente demanda aperfeiçoou, ao longo dos
séculos, o tecido de rede s que estrutu ram o território tal como o
conhecemos . Es tas redes puseram ao alcance do setor
energético vastos recursos, situados em locais distantes, cuja
expl oração incrementou a dissociação territoria l de uma das
ativi dades com maior responsabili dade na deterioração do
meio-ambien te. As con clusões dos sucessiv os relatórios do
Painel Intergovernament al sobre Mudanças Climáticas (I PCC)
confirmara m os custos ambientais de uma economia baseada
nos combustí veis fósseis.
A r eação do público nos países mais sensív eis à preservação
do equilí brio ecológico do planeta, tem aumentado as
exi gências ambientais. Esta demanda social juntamente com
os constan tes avanços tecnológicos, tem incen tivad o a busca
de f ontes alternativ as de energia. A economia e a e f iciência
energética, assim como a recuperação de prática s e hábitos de
comportamen to, in felizmente esquecido s, vi eram à tona .
Nesse contexto, surge m com força as chamad as “energias
renováv eis”, que apr ov eitam o potencial de recursos
energéticos considerado s como não poluidores e inesgotáveis
à escala humana. A proliferação de instalações renov áveis em
nosso entorno, em especial durante a última década, nos
converte em observadores privi legiados deste processo de
incorporação ao terri tório de nov as realidades.
Sua implementação não é isenta de impacto ambien tal, embora
muito menor do que a deriv ada das energias conven cionais e
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
30
gera conflito s visua is e territo riais que re querem plan ejamento
adequado. Dev emos conceber soluções q ue estabeleçam uma
dialética e ntre estas “ ar quiteturas emergen tes” e seu entorno
se aspiramos a configur ação de paisagens de qualidade. Para
alcançar esse objetivo irrenunciável, em soci edades
avan çadas, é imprescin dív el um profundo conheci mento das
mesmas. O exercí cio ne cessário para revelar as chaves da sua
lógica de implantação abran ge temas t ão variados como meio -
ambiente, ene rgia, tecnologia, hi stória, planejamen to,
paisagem, patrimônio , etc.
A tese: “Territórios ren ováv eis, paisagens emer gentes” trata
destes complex os processo s vincul ados a im plantação de
energias renováv eis sobre o território e perante ao q ual
contamos com escassas referencias. Sua concepção f oi
dinâmica, alimentand o-se de outras experiênci as provenientes
do campo da pesquisa e do exercíci o profissional. Esta
pe squisa t em sido chegando resultados parciais em
comunicações em con gressos artigos em revist as, publi cação
de l ivros, ou realização de e xposi ções. Assi m, sou autor do
livro “Energía eólica y territo rio” , publicad o pelo Secretário d e
Publi cações da Universidade de Sevilha . Esta obra contém
parte do esforço reali zado durante a etapa e capaci tação que
precedeu essa t ese.
A publicaçã o “Energía eólica y territorio” , apresentada no dia 20
de maio de 2009 no âmbito da Feira do Li vro de Sevil ha, é o
número 19 da coleção KORA (fruto de um acordo entre a
Univ ersidade de Sevilha e do Mini stério das Obras e
Transportes da Junta de And aluzia).
O trabalho de pesquisa teve continuidade, est abelecend o- se
um f luxo de ida e volta com a elaboração da tese, desde o
Grupo de Estudios Avanz ados sobre Terr i torio y Medio
Ambiente “Textura” . Trata-se de uma or ganização sem f ins
lucrativ os criada no ano de 2009, com o obje t ivo de aprofundar
o conhecimento de processos com impacto sobre o território e
sobre o meio - ambiente. Entre outra s ações ressal tamos:
A Exposi ção f otográfica “ El paisaje de renovables en
Andalucía” .
A publicação da m onogra f ia “Energías renovables:
paisaje y te rritorio andal u z” .
A colaboração com SEO/Birdli f e nas Jornada s “Por un
futuro renovabl e” .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
31
A mostra intitulada “El paisaje de las renovables en Andalucía” ,
apresentada no Par que das Ciências de Granada em
dezembro de 2010 e na Casa da Proví ncia de Sevilha em
março de 2011 , é uma exposi ção f otográ fica de 21 panoramas
que pretende aprox imar o visitante ao cenário de
aprovei tamento dos recu r sos ener géticos renov áv eis.
A publicaçã o intitulada “Energ ías renovabl es: pano rama
andaluz” , da qual f ui coordenado r e coautor de um dos seus
capí tulos, f oi apresen tada em 2010 com o ap oio da Agência
Andaluz a de Energia e Rede Elétrica de Espanha. Apresenta
um conjunto de reflex ões multidiscipli nares, em diferentes
escalas e sobre matérias a priori distantes q ue acabam
sobrepondo-se em muitos aspectos. Esta coordenação
permitiu-me conhecer o enfoque dado à questão por disciplinas
como en genharia, g eogra f ia, arquitetu ra, biologi a, direito ou
jornalismo .
Por último, as Jornadas “Por un futuro renova ble” f oram
desenv olvidas entre maio e j unho de 2011. Con cebidas como
ponto de encontro e trabalho coletivo de ent idades da
sociedade civ il, empresas e instituiçõe s, seus resultados
tentam nos aproximar a um horiz onte em q ue as energ ias
renováv eis se t ornem as prota gonistas.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
32
1.2 OBJE TIVOS E ESTRU TURA :
A f im de completar o objetivo princi pal, a contribuição de
propostas pa ra um a cor reta g estão paisagí st ica e territorial na
implantação de instalações de energias renov áveis, é
necessário o cumprim ento de outros objetiv os, g erais e
especí f icos, em base aos quais se determinou a estr utura da
tese.
Os obje t ivos g erais que se pretende alcançar mediante o
presente estu do são:
Conhecer de maneira o bjetiva e real o estado atual do
setor das ener gias reno vávei s ( implantação, empre go,
potência instalada, impacto sobre o me io -ambi ente,
impacto paisagí stico, pot encial de desenvolvi mento etc.)
e propor medidas que permitam melhorar os aspectos
negativ os detectados, assi m como visl umbrar o cenário
futuro (a cu rto e médi o praz os).
Contribuir para o estabelecimento de um debate
imprescindív el nos próximos anos: a incorpora ção de
infraestruturas de en ergias renováv eis em nosso
entorno.
Aprov eitar o caráter pioneiro de algumas instal ações
renováv eis implantadas na Penínsul a Ibérica, com
atenção especial àq uela s instaladas em Andaluzia, para
determinar a evolução do setor nas úl timas déc adas e
esboçar sua po ssível confi guração urbano-territo rial
futura.
Por ou tro lado, os ob jetivos especí f icos da pe squisa, assim
como os en foques teóric os est abelecido s para alcança-los são:
Contribuir para a inte gração das instalações de ener gias
renováv eis em nosso entorno. Isso requer as segu rar
sua harmoniz ação com as demais ativ idades e val ores
humanos e recursos culturais e natu rais, presen tes no
meio.
Fornecer i deias e chav es aos diversos a tores env olvi dos
no desenvolvi mento das ener gias renov á veis
(Administra ções Publi cas, instituiçõe s de ensino,
empresas, sociedad e civil, etc.) que facilitem a
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
33
aplicaçã o de ações criativas q ue incrementem a
presença de ins talaçõe s de energias renováve is sob
uma ótica de sustentabi lidade real .
Refletir sobre a adequaç ão das instalações de e nergias
renováv eis a entornos ou elementos de significa tivo
val or na tural, patri monial e paisagístico. Para atingi r
esse objetivo é essencial um prof undo conheci mento
dos valores naturais , patrimoni ais e paisagísticos
mencionados, assim como, dete rminar seu pote ncial de
assimilaçã o dessas nov as realidade s.
Acelerar a mudança de percepção da cida dania, não
disposta a renunciar ao seu bem-estar energéti co, em
relação às energias renováv eis mediante a difusão de
práticas sustentávei s entre os cidadãos, centros de
educação e col etivos.
Contribuir para a adequação da di scipli na Urbanismo,
mediante a assi milação de novas ferramentas e
conceitos teóricos, para que possa portar soluções a
realidade s territoriai s inéditas co mo as renov áveis.
Para alcançar os objeti vos anteriormente expostos, gerais e
especí f icos, estabelece mos os conteúdos em torno dos
seguintes blocos :
PARTE I: U m a pri m eira f rente em que tra taremos de
proporcionar uma visão global sobre a problemática
ambiental, a s chaves do surgimento das enér g icas
renováv eis e os debates em torno à necessidade de
uma nova cultu r a urbaní stica e do ter ritório.
PARTE II: Uma segunda frente em que nos
concentrare m os nas en ergias renov áveis
(antecedentes , recurs os disponíveis, tipos de
aprovei tamento, etc.) e seu impacto paisa gístico e
territorial. Esse bloco inclui a apresentação de
conclusões e propos tas com a f inalidade de atingir o
objetivo princi pal da tese .
Tudo isso é co m pletado com uma série de AN EXOS
que complementa m os conteúdos da pesq uisa. Um
primeiro anexo composto de um estudo de caso
centrado em uma planta solar fotovoltaica localizada na
região do Al entejo, fruto de uma pesquisa de campo
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
34
desenv olvida em Portug al. Um segundo anexo contém
uma análi se sobre o quadro leg al , em transfor mação,
vi gente no estado espanhol para a implementa ção de
instalações de ene rgias renov á veis.
Por sua vez , o conjunto de partes q ue compõe m o co rpo da
tese se orga niz a em uma série de capítul os e seções q ue
explicamos a seguir:
Um capítulo inicial em que se define o contexto no q ual
se enq uadra a concepç ão da pesquisa e seu posterio r
desenv olvimento. Nesta seção está inserida parte da
bagagem de pesquisa e trabalho pro fissional que
permitiu trazer à luz a seg uinte tese. São expostos,
também seus objetivos e f undamentos , assim como a
justificativ a de r elev ância e novidade da proposta.
Conside ramos essencial observar a utilidade e
aplicab ilidade dos resul tados do presente estudo.
Finalmente, se determin a seu alcance estabelecend o os
âmbitos e escalas e se revi sa a metodologia e recursos
utiliz ados.
Um segundo capítulo trata dos custos a mbientai s
vi nculados ao atual modelo econômico, com as
mudanças climáticas e a destruição de habitats natura is
como expoente máximo. Esse capítulo tem uma seção
dedicada à análi se do conceito de sustentab ili dade,
como paradi gma do nosso tempo, e a sua conse quente
perda progressiv a de conteúdo nos último s anos.
Finalmente, serão anal isados o ref lexo desta
problemática nos tratados internacionai s e as
exi gências ecológicas de uma sociedade cada vez mais
sensív el a degradação a mbiental do planeta.
O t ercei ro capítulo trata das chaves para a integ ração
das energ ias renováv ei s no modelo energ ético e a
situação atual do setor. Para tal, é necessária uma
prévia aproximação ao f unciona mento do mercado
energético, cujo de regulamentação e tarif ári o em
transformação dificultam uma g estão transparente e
compreensí vel para os consumidores .
No quarto capí tulo, q ue encerr a a Parte I da tese, se
expl ora a capacidade de r espos ta disponív el com as
ferramentas do urbanismo. Realiz a -se uma análise
crítica do estado atual da discipl ina e se an tecipam
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
35
algumas propostas par a adequá-la aos desafios que
devem afr ontar. En tre el as são incluídas a lgumas
recomendaçõe s sobre o papel que podem
desempenhar as energias renováv eis dentr o da revisão
discipl inar do urbanismo .
A Parte II da tese, exclusiv amente centrada nos
fundamentos da s ene rgias renováv e is e seu impacto
sobre a paisagem e o ter ritório, se inicia com o capí tulo
quinto. Nele se recupera um ví nculo estabelecido pelo
homem e os recursos renovávei s, desde t empos
imemoriais, q ue passou recentemente à atualidade. A
evol ução tecnológica q ue presencia a tr ansfor mação de
vel hos moinhos de vento em inovad oras turbinas
eólicas, testem unha da e ficácia deriv ada de uma correta
leitura das leis naturais. Igualmente , serão trata dos os
fatores que g iram em torno ao aprovei tamento da
radiação solar, da força das marés, do calor transmitido
desde o núcleo até a cro st a terrest re, etc.
No sexto capí tulo serão abordado s os fatores
condicion antes derivados da configuração dos locais de
implantação e da tecnol ogia disponív el p ara a
expl oração dos recursos renov áv eis. Ambos elementos
encontram-se estreitamente ligados visto q ue a
tecnologia ao nosso alcance determina, em boa parte a
seleção dos locais suscetí veis ao aproveitamento
energético e de seus rec ursos renováv eis.
O capí tulo séti mo abarca u ma das questões
fundamentais da t ese, o impacto territori al associado a
implantação das energias renováv eis. Com carát er
prévio ao seu estudo serão revisados uma série de
conceitos vi nculados ao t erritó rio e ao m eio-ambi ente.
Isso porque territó rio é um conceito que tem sido
interpretado, co m seus enfoque s característicos, por
boa parte das disciplinas e áreas do conhecimento
humano. Dado a extensão da matéria, desde esse
ponto até à conclusão da pesquisa, serão enfocados os
tratados das instalaçõe s de origem eólica e solar. Se
analisarão suas pegadas territoriais, assim como os
div ersos m odelos de ocupação t erritorial (par ques
eólicos, plantas solares f otovol taicas, plantas termo
solares, etc.). Com o f im de obter uma abordagem m ais
certeira, a pes q uisa i ncluirá o estudo do impacto
territorial de instalaçõ es reais cor responde ntes a
div ersas tipologias renováveis. Não se de ve ignorar q ue
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
36
nosso entorno contém um ex celente mostruário, com
seus aspectos positiv os e neg ativ os, da evolução da
implementação das ener g ias renováv eis nas últimas
décadas.
Outra questão f undamental para o cumprimento dos
objetivos estabeleci dos, a paisage m, é ab ordada
amplamen te no capítulo oitavo. Nele serão revi sados
alguns dos aspectos essenciais na questão da
paisagem como a escala de trabalho, as f erramentas
disponí veis ou as características do âmbito selecionado.
Com caráter prév io ao estudo do impacto pais agístico
de cada tecnologia, tanto eóli ca como solar, será f eito
um exercí cio de m emória acerca da evol ução percepti va
sobre os sistema s de aprov eitamento ene rgét ico
renováv el até a atualidade. Tr ata m -se de aspe ctos
teóricos contrastados com exempl os r eais do impacto
paisagí stico de instalaçõ es de ene rgia renováv el.
O último capítulo do segundo bloco aprese nta as
conclusões da tese, assim como um conjunto de
abordagens e medi das concretas para uma
implementação equilibr ada de instalações renováv eis
(eólicas e solares). Finalmente, é elaborada, ante a
ausência de referências a r espeito, uma proposta
metodoló gica para a r eda ção de portarias regul adoras
obre as ener gias renov áv eis.
A tese contém figuras (quadros , esquemas, ima gens,
planos, etc.) q ue acompanha m o con teúdo exposto no
texto. A f im de facilitar sua identi f icação, foi criada ao
final de cada capí tulo u ma seção com as referênci as
das figuras co rresponde ntes.
Igualmente , são incluí dos capí tulos e seções traduz idos
ao português. Mai s especi f icamente o índi ce, os
capí tulos primeiro e nono, e o estudo de caso inserido
no primeiro anexo. Par a sua melhor compree nsão e
identificação , esses ca pí t ulos foram incorpora dos ao
final dos capítulos originais e com representação g ráfica
numa cor que os distin gue.
Os AN EXOS que compl etam a dissertação , como
mencionado ant eriorme nte, respondem a objetiv os
próprios q ue requeriam uma locali zação dif erenci ada.
Por sua vez , e fruto da pesquisa de campo em Portugal,
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
37
se pode conta r co m u m estudo de caso centrado na
central solar de Amarele ja (Alentejo). O se gundo anexo
contém uma análise do quadro normativ o das e nergias
renováv eis.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
44
Um conjunto de autores investigam a importância histórica do
uso deste recurso natural em Andaluzia. As reflex ões incluem
moinhos de maré, sali nas, paisa gem, etc.
FUNDACIÓN SEVILLAN A DE EL ECTRICIDA D, Cien años de
progreso de la elec tricidad y su tecnología, C ompañ ía
Sevillana de E lectricidad, Cien Años de Histor ia . Sevilha,
1994.
Rev isão da orig em e evolução da indústria de eletricidade no
sul da Espanha , a partir da história desta empres a.
GÓMEZ RUIZ, Ricard o, Molinos en el Río Odiel, u n estudio
de arque ología i ndustri al e n los límites d e El Andéval o. Junta
de Andalucía, Co nsejería d e Medio Am biente, 2003.
Estudo exaustiv o q ue inclui representações didáticas das
usinas situadas neste rio da Andaluz ia Ocidental.
HOBSBAW M, Eric, La er a de la Rev olución: 178 9 -1848 ,
Crítica, Barcel ona, 2003.
Contém uma visão global do conturbado contexto histórico em
que, entre outros m arcos importan tes para o f uturo da
humanidade, se produz um aumento exponencial na demanda
energética.
PÉREZ CANO, María Teresa, Aprendiend o d el pa sado.
Patrimonio racional. Energías r enovables: paisaje y territorio
andaluz. Gru po de Estud ios T EXTURA, Sevill a, 2010, pp. 60.
Relato integ rador, com re f erências às paisagens culturais e ao
território como sí ntese, do patrimôni o existente em Andaluz ia
vi nculado ao mar , ao sol , ao v ento e à á gua.
Sobre os aspe ctos q ue deter minam o aproveita mento efetivo
dos recursos ener géticos renováveis ( locais de implantação,
capacidade de drena gem, p r odução , tecno logia apli cada nas
usinas, etc.) se concen tra boa parte do esforço de pesquisa do
setor. Pelo próprio enfoque da dissertação , mostramos maior
interesse nos estudos destinados a av aliação da distribuição
dos recursos sobre o territóri o. Não obstante, não se deve
ignorar q ue a seleção de locais de implantação depende, entre
outros fato res, da tecn ologia disponív el. Conseq uentemen t e,
destacam-se :
AGENCIA ANDALUZ A DE LA ENERGÍ A,
( http://w ww.agenc iaanda luzad elaen ergia.es / ) .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
45
Desenv olveu várias aplicaçõ es para avali ar o potencial de
recursos renováv eis e m Andaluzi a ( biomassa, solar, eólica,
geotérmica, marinha e hi dráulica)
AGENCIA ESTAT AL DE MET EOROLOGÍA, At las de
Radiación Solar e n España utilizando datos del SAF de Cl ima
de EUMETSAT . Minist erio de Agr icultura, Alim entación y
Medio Am biente, Madrid, 2005.
Conjunto de m apas , gráficos e tabelas de valores da incidência
da r adiação solar elabo rados a partir de inform ação captada
por satéli tes.
CENTRO NACIONAL DE EN ERGÍAS R ENOVA BLES,
Situación actual de la energía eólica: recurs os, tecnología,
aspectos m edioambientales, norm ativa, CE NER, Sarriguren
(Navarra), 200 5.
Estudo g lobal das div ersas matérias (m eio amb iente, recurso ,
especi ficações técnicas, norma t iv a, etc.) relaci onados à
tecnologia eólica.
INSTIT UTO PARA LA DIVULG ACIÓN Y AHORRO DE LA
ENERGÍA, At las Eólico d e España, IDAE , Madrid, 2 009..
M apa do recurso eólico, perm ite uma valoração prévia para a
execu ção de medi das reais para enclav es específicos,
elaborado a pa rtir de um modelo de simulação meteorol ógica. .
PÉREZ GARCÍA , Manu el, Energ ía Solar en Energ ías
renovables: paisaje y territorio andalu z. Grupo de E studios
TEXT URA, Sevilla, 2010, p p. 171- 187.
Estuda a radiação solar como r ecurso energético e as diversas
tecnologias
TRO EN, I y P ETERS EN, E. L., Europe an W ind Atlas,
Roskilde , R isØ National Laborator y, 1 989 y BERMEJO -
BARÓ, M. Mapa eólico nacional: resúme nes energét icos por
comunidades autónomas , Madrid , Mi nisterio de Obras
Públicas, Tr ansportes y Medioam biente, 1994.
Ambos estudos contam com m apas eólicos próprios em cada
âmbito.
O impacto territorial das instalações de energias renováv eis
configura uma matéria que po de ser abordada a partir inú meros
enfoques discipli nares e de escala. Isso f az com que,
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
46
ocasional mente, se obtenha resultados di fíceis de assimilar e
confrontar . Entre out ro citamos :
DE LUC AS, Ma nuela., FERRER, Miguel., J ANSS, Gu yonne
.E., Usin g w ind tunne ls to predict bird m orta lity in wind farms:
the cas e os gr iffon vultures , PLoS ON E. DO I:
10.1371/JOURN AL.PON E0048092, 2012.
Entre suas conclusõe s mais relevantes destacamos a
importância q ue atribui a localiz ação de cada t urbina eólica em
particular a fim de evitar pontos de risco na trajetória de voo
das aves. Entre as f erra mentas utiliz adas de stacam -se as
aplicaçõ es vincul adas ao uso de túneis de vento .
DÍAZ CU EVAS, María d el Pilar, Tes is doctoral: E nergía eólica
y territorio. Potencialidade s para la impla ntación de parques
eólicos en A ndalucía. Departamento de G eograf ía Física y
Análisis Geográf ico Reg ional. Univers idad e de Sevilha , 2013.
Estabelece uma aval iação da potenciali dade do território para
hospedar parques eólicos considerando, além dos recursos
disponí veis, restrições derivad as da legislação, do
planejamen to e outros critérios
DIPUTACIÓN D E C ÁDIZ, Plan Es pecial S upramun icipal de
Ordenación d e Infraestr ucturas de l os Recurs os Eólic os en la
Comarca de La J anda – Cádi z , Cádiz, 2003.
Documento de esfera territorial , nív el distrital, que organiz a a
distribuição de par ques eólicos e incorpora entre seus
conteúdos os e feitos pro jetados sob re a paisa g em.
GAUSA, Manuel, Doblant espais i temps , en IaaC, Institut
d´arquitectura avançada de Catalun ya, geoCat: territorios
enlazados , Barcelona, Act ar, 2004 .
Entre outras proposi çõe s, o autor defende a integraçã o cr iativa
entre a arquite tura e a natureza a part ir do ponto de vista da
sustentabilida de.
LEKUONA SÁNCHEZ, J es ús M., Uso del espaci o por la
avifauna y c ontrol de la mortal idad de a ves y m urc iélagos en
los parq ues eó licos de Nav arra durante un cic lo anual,
Navarra, Direcc ión Genera l de Medio Ambiente de Navarra,
2001.
Relatório técni co refere nte à metodologia e pel os resultados
obtidos nas instalações dos par ques eólicos.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
47
A condição paisagís t ica das instalações de energias
renov áveis também é suscetí vel às m ais variadas
aproxi mações. Uma vez q ue as obras específicas sobre o t ema
são escassas , recome nta -se a co nsulta de estudos q ue o
abordem tangencialmen te ou de estudos dos quais se possam
extrair algu mas con clusões apli cávei s. Entre outro
enumeramos :
AV Mon ografías, Pragma tismo y paisaje , núm ero 91, Madrid,
septiembre – octubre 2 001.
Combina reflex ões de vários autores com análise de projetos
de interesse pai sagí st ico.
AYUGA TÉLLEZ, F rancisc o, G estión Sostenible de Paisajes
Rurales: T écnicas e Ingeniería , Madrid, Fundac ión Alfonso
Martín Escudero , 2001.
Obra de gr ande interes se para a valoração paisagí stica de
intervençõe s no meio rural.
CLÉMENT, Gill es, Traité S uccinct de L`art Involon taire , Paris,
Sens&T onka Éditeurs , 1997.
Reflexão muito pessoa l do encontro entr e o homem e a
natureza, incluind o os parques eólicos de Joshua Tree ,
Cali f órnia atrav és das ex periências de viage m do au tor.
GALÍ-IZARD, T eresa, L os mismos pais ajes, ideas e
interpretaciones , Barce lona, G ustavo Gilli, SA, 2005.
A aut ora interp r eta u ma seleçã o de paisagens, de scobertos
através da sua própria viv ência, para refletir sobre a r elação do
homem com os ecossistemas, o caráter evolutivo da paisagem,
o projeto de pai sage m, etc.
MATA OLMO, R., S ANZ HERR ÁIZ, C. (Dir.) ( 2003): Atlas de
los Paisajes de España . Madr id, Min isterio de Medio
Am biente, 2003.
Obra cartográ fica entre cujos objetiv os destaca -se a
caracteriz ação e identificação das paisa gens do estado
espanhol.
RAQUEJO, T onia, Land A rt , San Se bastian, Editorial Nerea,
S.A., 1998.
Rev isão do contexto em q ue alguns artistas encontraram na
linguagem artí stica, a p aisagem, a localiz ação e a escala da
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
48
criação em relação ao te rritório etc . uma via de reflex ão sobre o
espaço e o tempo.
ZOIDO NAR ANJO, F lorencio. Territorio y p aisaje,
conocimiento, estrategia y políticas, en Territorio, paisaje y
sostenibilidad . Ediciones del S erbal. Barc elona, 2010. pp. 8 7 -
114.
Entre outras q uestões o autor defende a nece ssidade de
incorporar a paisa gem aos instrumentos de plan ejamento
territorial.
A opinião pessoal do a utor desta tese tem sido à f rente em
obras tais como “Energía eólica y t erritorio (2008)”, (Reflex ão
sobre a implementação de instalações eólicas abrang end o
aspectos como energia e meio ambiente , re curso eól ico e
território, p aisa gem, tendênci as, etc.), y “Energías renovabl es:
paisaje y territorio andaluz (2010)” ( coordena ção de
contribuições de um conjunto de au tores, oriundos de
discipl inas distintas, deli mitam um panorama m ai s recente das
energias renov ávei s em Andal uzia.).
1.4.2. Metodo l ogia…… ………… .…………… .……..……… ……..
A metodolo gia g eral se guida para a elaboração da dissertação
“Territórios renováv eis, paisagens emergentes” é coerente
com assunto sob re o qual trata e obje tivos estabelecidos. A
amplitude de pontos de vista requer a previa definição de um
recorte de referência, neste caso os aspectos paisagísti cos e
territoriais e seus alcances. O ob jeto da estratégia
metodoló gica p r oposta é a obtenção de resultados claros e
aplicáv e is.
Em primeiro lugar foi necessário um est udo detalhado sobre o
tema. Entre as f ontes de dados e pesquisas consultadas
destacam-se :
Bases carto g ráficas a di ferent es escal as que cont enham
desde implantações de energias renováveis até
municí pios e r egiões.
Base de dados (documentais, séries hist óricas, grá ficas,
etc.) q ue reúnem inform ações sobre o recurso e suas
variáv eis, cronologia e intensidade das instalações no
território, et c.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
49
Base de texto, que vão desde documentos até
normativ as m unicipai s, regulamen tações se t oriais, etc.
Plani metria especí f ica, referente aos diversos recursos
energéticos renov áveis, objeto de pesquisa por seus
val ores na compreensão dos processos estudado s.
Documentos grá f icos (fi guras: fotografias históricas,
imagens de satélite, gravuras, infografias, et c.) que
per mitem entende r a ori gem e ev olução do fenômeno.
Referência bibli ográfica especi f icada na seção
corresponden te.
Testemunho s e ent revi stas com os atores principai s do
setor e pessoa s que con tribuem co m suas vi vên cias.
A assimilação da inf ormação consultada facilitou uma primeira
delimitação do cont eúd o, obje tivos e abran gência da
dissertação .
Uma das resoluções adotadas, dentro do cená rio encontrado,
foi de concentrar os esforços de pesquisa nas t ecnologias
eólica e solar. A r ecente proliferação deste tip o de instal ações
em no sso entorno t em sido notáv el, dando l ugar a certas
tensões paisa gísticas e territoriais q ue exige m resposta no
campo da ar quitetura e do pl anejamento .
Igualmente se esclarece u algumas das chav es metodológicas
da pesquisa. I sto é a necessidade de acercar -se a outros
enfoques disciplinares e de confrontar os resultados das
análises com casos reai s.
Por sua vez, nestes ano s foram constantes os in tercâmbios de
conhecimento (frequenta ndo congressos, jornadas, seminários,
etc.) com ou tros profiss ionais cuj o desempenh o concorre no
setor. Alguns dos projetos pesq uisa em que tenho participa do
me permitira m trabalhar con juntamente com advogados ,
economistas , geógrafos, biólogos, engenheiro s, etc. Desta
forma, tive a possibi lidade de conhecer de primeira mão o
fundamento de suas colaborações no âmbito das energias
renováv eis.
Essa abordage m deliberada está longe de ser uma t enta tiv a de
convergência discipli nar. Tr ata-se, em su ma, de ativar e
potenciali zar a sinergia disciplinar como mecanismo de
enriquecimento do projeto. Para isso, devemo s conhecer os
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
50
fundamentos e ferrame ntas de cada uma, com finalidade de
localiz ar aqueles aspect os q ue necessitam maior es forço de
pesquisa. Basicamente aq ueles temas em que a ação se
sobrepõe (já q ue nos permite contrastar resultado s e detectar
erros de plane jamento e/ou ex ecução) e os que ainda não
foram abordado s. Desta maneira podemos garanti r a relev ância
e aplicabi lidade dos resultados da disse rt ação.
Por outra lado, e dado o estado da arte, f ez- se f undamental a
vi sita a instalações reais. Durante tais vi sitas procedeu-se uma
coleta de dados pesso ais a fim de con fronta-los com dados
obtidos por outras fontes. As implantações foram selecionadas
em base a seu caráter pioneiro ou de referência no setor, o que
nos lev ou a out ros paí ses. Considerou-se esta experiênci a
como um dos pontos fortes da pesquisa graças ao q ual pude
ter acesso valiosas informações ( sobre a evol ução do setor e
sua adaptação ao meio em âmbitos geográfi cos distantes ).
Entres os lugares visitados para estudar elementos
patrimoniais vincu lados às energias renováv eis, destacamos às
rodas d’água e moinho s vento, água e marés) do Cabo de
Gata, Córdoba, rio T into, rio Majaceite, Puerto Real, Ayamonte,
Andév alo e Vejer de la Frontera em Andaluz ia; La M ancha e
País Vasco na Espanha; Lang uedoc – Rosell ón, Bretanha,
Normandia, Bo rgonha, Paris e Provença, na França; B ruges,
na Bélgica; Creta e Santorini , na Grécia; Algarve e Alentejo ,
em Portu gal, e Cali f órnia , nos Es tados Uni dos.
Entre as instalações de energia renováv el co ntemporâneas
vi sitadas citamos as instalações eólicas de l agoa Funda no
Algarve – Portugal; Ca p Fagnet, na Normandia, Goulien, Le
Conquet e Morla ux, na Bretanha; Cap Corso , na Córse g a,
M ontélimar, e m Ródano- A lpes, Languedoc – Rosellón, na
França; Livermore e Joshua Tree na Cali fórnia – EUA;
Sardenha, na Itália; Amste rdam, na Holanda ; La M uela, em
Aragón e Puerto Bilba o, no País Vasco, na Espan ha. T ambém
convém mencionar as v isitas realizad as em outras instalações
renováv eis, como a central maremotriz do ri o Rance, na
Bretanha – França e as várias plantas solares fotovol taicas no
Alentejo – Por tugal.
M enção especial merecem as visi tas a instalações situadas em
Andaluzi a, q uad ro ideal para o desenvolvimento de uma
dissertação sobre e nergias r enováv eis. Visitou-se os parques
eólicos de “ Valde f uentes” (El Almend ro) e “Tharsis” (Alosn o)
em Huel va, “G omera” (Osuna) em Sevil ha, “El Álamo”
(Campill os) e “Los Llanos” ( Casares ) em Mál ag a, “Dólar” e
“Ferreira” ( El Marquesado) e “Los Sillon es” (Loja) em Granada ,
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
51
“Enix ” (Enix ) em Almerí a e boa part e das existentes na
proví ncia de Cádiz. Entre estas últimas, “ Los Zorrilos”, “La
Herrería”, “La Manga”, “Kw T arifa”, “Seasa Pesur” em T ari f a;
“Viento de Alcalá” em Alcal á de los Gazules; “Roalabota” em
Jerez; “El Pino” em Los Barrios ; ”Buenav ista” e m Barba t e; “La
Castellan a” em Puerto Real ; “Las Ve gas” em Medina Sidoni a e
outras.
Entre as instalações te rmo solares implan tadas no territó rio
andaluz assinalamos a “PS - 10”, “PS - 20” e “Sol nova 1,3 e 4”
(Sanl úcar la May or) e “Gemasolar” (Fuen tes de Andalucí a) em
Sev ilha; “Palma del Rí o I e II” ( Palma del Río) em Córdoba;
“Vallesol 50” (San José del Valle) em Cádiz e ”Andasol 1”
(Aldeire) em Granada. Também visitou-se dezenas de
instalações f otov oltaicas, em con textos r urais e urbanos, e
instalações solares térmicas de baix a concentração.
Finalmente, visi tou-se outras instalações de energ ias
renováv eis radicadas em Andaluz ia (m ini centrais hidráuli cas,
plantas de bio massa, e tc.)
Uma vez completada a coleta de dados e análise minuciosa
das caracterí sticas e par âmetros selecionados, em função dos
objetivos propostos, se procedeu com a pos ta em crise dos
mesmos. Para a extraç ão de conclusões se recorreu a um
processo de confronto entre o tex to produzido, as f ontes d e
dados assinaladas como referência e a experiên cia adq uirida
com o trabalho de campo. Esse exercí cio permitiu alcançar um
dos primeiros resultados f undamen t ais para a elaboração de
um dia gnóstico sobre a questão, assim como para delimitar o
conteúdo e abran gência final da di ssertação .
A seguir, se guiu-se com a elaboração de di ferentes propostas,
vi nculadas a gestão do território e paisagem, previamente
ponderadas a partir das conclusões. Dev e-se destacar que a
metodolo gia seguida até a obtenção das mesmas é, em parte,
semelhante a elaboração o que é entendi do como um projeto
urbaní stico. Para uma c orreta de f inição do projeto, e uma vez
ponderados quantos parâmetros contribuí ram a sua
configuração inicial , é essencial o posicionamen to de seu autor
Concluí mos, realçando o que tem sido muito g rati f icante
caminho empreendido para o auto r e desejo q ue seu p rincipal
objetivo, f ornecer p ropostas para uma paisage m adequada e
gestão territorial da implementação de instalaçõ es de energias
renováv eis f oi minimamente satisfeito e em certa medida
determinada .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
52
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano
53
2.- ENER GÍ A , SOCIEDAD Y MEDIOA MBIENTE…… .. …...........
2.1.- Los cos tes del actu al modelo econó m ico.
2.2.- Un nuevo pa r adigm a: la “sosteni bili dad”.
2.3.- Kioto y los tratados internacion ales.
2.4.- Ecolo gía y sociedad.
.- Re f erencias de las f igu ras.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
60
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano
61
El concepto de “huella e cológica”
12
es, probablemente, el más
revel ador y pedagógico de todos los instrume ntos contables
concebidos para determina r los ef ectos q ue el actual modelo
de desarrollo proyecta sob re el planeta. Se pued e definir como
la suma entre la superfici e de suelo precisa para producir los
recursos que consume u na población humana y la superficie de
suelo necesaria pa ra eliminar sus residuos.
Algunos organis mos
13
han realiz ado cálculos que indican q ue a
comienz os del siglo XXI la “ huella” de la población m undial se
excedí a en m ás de un 30% de los recursos disp onibl es. Si bien
resulta compli cado af ina r en este tipo de estudios, parece claro
que todas las conclusio nes apuntan a que estamos viviendo
muy por en cima de la ca pacidad de carga del plan eta.
12
El pr im ero que lo p lantea es W illiam E. Rees REE S en “W illiam E.,
Ecological f ootprints and a ppropiated c arrying c apaci ty: wha t urban
economics leaves out Enviroment and Ur banisation , Vol 4 n º 2, 19 92.”
Posteriorm ente lo desarr ola junto a Math is W ackernagel en la obra
conjunta “REES, W illiam E. y W ACKERNAGEL, Mathis, Our
Ecological Fo otprint: Reducing H uman I mpact on the Earth . Gabr iola
Island, BC: Ne w Societ y Publishers,199 6 ”.
13
Com o la orga nización independi ente Redefin ing Pr o gress que ha
realizado cam pañas de c oncienciac ión que perm iten a un in dividuo el
cálculo de s u “hue lla eco lógica” contem plando variabl es c om o país de
origen, e dad, habitant es del núc leo de res idencia o clima,
http://www.rpro gress.org
Cuando se estable cen comparativas entre países
contemplando variabl es como “huell a ecológica”, consumo
energético y PIB per cápita, los resul tados son bastante
esclarecedores . Queda al descubierto el de sequilibrio q ue
exi ste en el uso de lo s recur sos natural es e ntr e un mundo
desarrollado q ue sob r eexpl ota, incluso los q ue no le
corresponden , y uno subdesarrollado que no alca nz a los l í mites
que le permiti rí an satisfacer las necesidades mí n imas de s us
habitantes (v er figura 2 .5) .
Sin embargo del conjunto de cambios ambiental es propiciados
por la activ idad humana, el cambio climático e s el q ue suscita
mayor repercusión social y el q ue concita la máxima atención
de la comunidad cientí fica internacional (caracteriz ada por los
div ersos informes publi cados por el Panel I ntergubernamen t al
para el Cambio Cli mático - IPCC). En su cuarto informe de
eval uación, pub licado en 2007, se ratifica que la acción
humana es la responsable del Cambio Cli mático Global y que
su consumo ene rgético continúa en au m ento
14
.
14
Cambio climático 2007 . Informe de s íntesis , Gr upo
Intergubernam ental de Expertos s obre el Cam bio Clim ático (IPCC),
Ginebra, 2007.
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63
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
64
Hasta ahora hemos repasado brevemente algunos de los
efectos detectados sobre la biodiversidad del si stema tierra,
pero ¿acaso no somos sus habitantes parte del mismo? En lo
que respecta a la salud mu ndial, la comunidad médica vincu la
directamente el proceso de dete rioro de nuestra atm ósfera con
el notable incremento de alergias, asma, dolencias
respiratorias, en fermeda des de la piel, etc. entre la población
mundial. El g rado de atención que los org anismos
internacional es prestan a esta deriv a ha quedado de manifiesto
desde la celebración en 2008 del Día Mundi al de la Salud con
el tema “P roteger la Sal ud frente al Cambio Cl imá tico”
15
.
Todos estos proble mas unidos al previ sible ag otamiento de las
fuentes, la explosi ón demo gráfica y la baja eficienci a en el
proceso de producción energética ( generación , transmisión y
distribución), dan paso a las alarmas sobre las r eservas
disponibl es. La depend encia del crudo es t an elevada que la
tensión g ene rada suele desembocar en conflictos armados.
Resulta pasmoso obse rvar como la “opinión ciudadana” asume
que determinado s confli ctos bélicos se deben a la pug na por el
control de las reservas energéticas o minerales estratégicas .
15
Organizado por el D epartam ento de Salud Púb lica y Med io
Am biente (P HE) de la O rganizac ión Mun dial de la Salud (OM S),
consultar en http:// www.who.in t/world-he alth-da y.
Preocupa especialmente la impunidad que disfrutan los
responsables de estas tragedias ante la inexistenci a de
mecanismos poten tes d e justicia inte rnacional . En esta l í nea
resultan esclarecedo res los numerosos informe s y documentos
redactados por Amnistía Inter nacional , desde hace más de seis
déc adas, alertando sobre el trasfondo económico de los
conflictos y sobre como “los g obiernos y los g rupos armados
atacan a civil es sistemáticamente y cometen crímenes de
guerra y terribles abuso s contra los derechos humanos”
16
.
La actual crisis económica y f inanciera ha rev elado elementos
que ha sta la f echa se hab í an mantenido ocultos y la sociedad
civ il se comienza a plantear preguntas como quién obtiene las
plusv alías que genera la sobre explotaci ón de la bios f era o
quién pagará la factura de esta usurpació n de recursos
naturales. Estas pre guntas f orman par te de la posible
respuesta, ya q ue evidenci an como en la actualidad la lógica
económica se ha impuesto a los valores humanos, ecológicos,
culturales, etc. Estamo s ante el enor me reto de adaptar el
modelo p roductiv o y reb ajar nuestras necesidad es ener géticas
a la nueva coy untura.
16
http://www.am nest y .org/.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano
65
2.2 UN NUEV O PAR ADIGM A: LA SOSTENIB I LIDA D :
Ante la gravedad de la cr isis medioambi ental, buena parte de la
ciudadaní a de los pa íses más avanz ados ha captado la
urgencia del mensaje y esta incipiente reacción ha propiciado
la aparición de conceptos como la “sostenibilida d” como nuevo
paradigma contemporá neo. Este cambio social tiene su
inmediata repercusión en la exigencia del descenso de
consumo, fundamental mente a partir del ahorro y la ef icienci a
energética, para disminui r el e fecto de la acción humana sobre
el sistema tierra y corr egir las desigualdades entre países del
primer y tercer mundo . De esta f orma aparecen vi nculados
términos como sostenibili dad y equidad, y e l recurso a las
energí as renovables se plantea como uno de los pilares de
este nuevo modelo que se plantea.
Hace más de dos dé cadas se definió que “el desarroll o
sostenible satisface las necesidades de la generación actual,
sin comprometer la capacidad de las generaciones futuras para
satisfacer las suyas prop ias . ”
17
17
Our Comm on Future, Com isión Mundial d e l as Na cio nes U nidas
sobre el M edio Ambiente y el D esarrol lo, Ox ford Universit y Press,
1987 (Inform e Brundtland).
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
66
La eficacia de este concep to de desarroll o sost enible precisa
de un proyecto de sociedad que concili e criterios ecológicos,
económicos y sociales, y se basa f undamenta lmente en los
siguientes princi pios
18
:
El análisis en su to talidad del ciclo de vida de los
materiales;
El desarrollo del uso de m aterias primas y energías
renovables;
La reducción de las cantida des de materiales y energía
utiliz ados en la extracción de recursos naturales, su
explotación, y la destrucción o el reciclaj e de los
residuos;
Resulta evide nte que una aplicaci ón efectiva de la
“sostenibili dad” implica renuncias y cambios en las costum bres
y hábitos de los habitantes de las clases o países m ás
privi legiados. Y es en este punto donde radican algunas de las
clav es de la cuestión, como son el nivel de conciencia social
exi stente sobre la problemática o el efecto sobre la estr uctura
económica de una reduc ción del consumo.
18
G AUZIN-MÜ LLER, Dom inique, Arqui tectura Ecológ ica, B arcelona ,
Gustavo Gilli, S A, 2002, pp . 13.
Llegados a este punto nos podemos plantear l a siguiente
pregunta: ¿pe rmite el a ct ual modelo económic o abordar con
carácter permanente una disminución considerable del
consumo?
Frente a esta tesitura se han producido diversas
interpretacion es, desde t odo tipo de ámbitos y di sciplina s, q ue
pueden ser resumidas en dos posici onamientos
diferenciados
19
:
Los que defiende n un desarrollo sostenible fuerte, que
consigue incrementar el capital artificial (edificios,
industrias, infraestructu ras, etc...) sin que se hipoteque
el capital natural (medioambiente) he redado por
nuestra generaci ón. Avalado por los ecologistas y
científicos.
Los que propugnan un desarroll o sostenible débil, que
incrementa el capital artifici al a costa del capital natural
heredado por nuestra generación. Defendido por el
poder político y econó mico.
19
RUANO, Miguel., “ Pero, ¿ qué es la sostenibi lidad?”, e n RU ANO ,
Miguel(dir.), Ecourba nismo , Barcel ona, G ustavo G illi, SA, 19 99, pp.
10 - 11.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano
67
Un análisis sobre las actuaciones etiquetadas
20
como
“sostenibles” , puestas en m archa en nuestro entorno, nos
permite distingui r q ue la seg unda opción es l a que se est á
aplican do en la r ealidad. Igualmente resulta constatable como
el enfoque de la sosteni bili dad tiene desigual predicamento en
la clase política en f unción de su ideología y el estado al que
pertenece. Mientras la Unión Europea, Japón o Canadá lideran
la aplicación de polí ticas orientadas a la disminuci ón del
impacto del ho mbre sobre la nat ural eza, otros estados como
EEUU , China, Rusia o I ndia obtienen ventajas competitiv as a
corto plaz o mediante l a consagración de l a s upremací a del
enfoque económico sobre todos los demás (culturales,
sociales, ecoló g icos, etc. ).
Volv emos a af rontar pr oblemas g lobales q ue no pueden ser
resueltos desde la gobernanz a local, mientras los agentes
económicos dis f r utan de herramienta s que le permiten sortear
estas barreras con facilida d. El resultado de esta disfunci ón,
entre el margen de maniobra y la efectiv idad d e acción de lo
público f rente a lo privado, es que se continúa postergando la
toma de las decisiones p r ecisas.
20
La prol iferación de etiquet as ecológicas o sosten ibles abarca todos
los c am pos de la actividad h um ana (incluyendo las de m a y or
incidencia m edioam biental como la m inería, industr ias papeleras, etc.)
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
68
Por ello cada v ez adq uiere mayor resonancia la controversia
que origina la habilidad y f lexi bilidad con q ue se interpreta el
concepto de “desarroll o sostenible”. Probable mente debido a la
institucional iz ación del c oncepto, comien zan a surgir voces que
cuestionan su capacidad para resolver los problema s
ecológicos a los q ue de be r esponder , así como los resultados
reales de la aplicación de polí ticas etiquetadas como
“sostenibles” .
Desde la ecologí a urbana, Virgini o Bettini sostiene que el
consenso alcanz ado en t orno a la “sostenibilidad” sólo ha sido
posible vacian do sus c ontenidos y dejándolo en un artificio
retórico útil para polí ticos e industria en la elaboración de sus
mensajes. Bettini denunci a esta situación en el cont exto de la
problemática urbana eur opea:
“Los documento s, en lugar de filosofar sobre
la “sostenibilidad” deberían haber aclarado por
qué no han servido hast a ahora las leyes,
directivas y R eglamen tos de la Unión para
afrontar y resolver los probl emas econó micos ,
sociales y de degradación con que se
enfrentan las ciudades europeas, además de
proponer nuevos modos de ges tión del
ambiente urbano y buenos modelos de
análisi s ambiental basados en el conocimiento
de los mecanis mos de retroalimentaci ón
administra tiva”
21
.
Esta banaliz ación de l a “sostenibi lidad” ha q uedado
recientemente sintetizada en el q ue podríamos denominar
“fenómeno Al Gore
22
”, quien con un impecable “ show
mediático” sobre el cambio climático ha obtenido pingües
bene ficios económicos y las más altas distinciones
internacional es.
Algunos autores , como la politóloga Susan George, sostienen
el mismo argumen to e incl uso llegan más lejos
responsabili zan do directamente al siste ma económico
imperante al afirma r de forma tajante:
21
Consultar la obra “BET T INI, Virgini o, Elemento s de ec ología
urbana, Madri d, Tr otta, 1998 ”.
22
Albert Arno ld G ore, Jr . , g alardona do en 2007 con el Prem io Nobel
de la Pa z y con el Pre m io Príncipe d e Ast urias de Co o perac ión
Internacional . Con viene r ecordar s u anterior f aceta c omo
vicepresidente de los EEU U (uno de los países m ás contam inantes
del planeta y con u n escalof riante h istorial en lo q ue a incum plimiento
de com prom isos interna c ionales sobre la preservación del m edio
natural se refiere).
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano
69
“...que el capitalismo y la sostenibilidad del medio
ambiente – como está de moda llamarlo ahora- son
incompatibles ló gica y co nceptualmente“
23
.
En el ex tr emo con trario algunos diri gentes i nternacion ales
comparten esta visión, sobre la incompatibilidad entre la
sostenibil idad y el modelo económico imperante, aunq ue se
decantan por ant epon er los intereses corporativ os de la
industria fr ente al establ ecimiento de límites a la emi sión de
gases de efecto invernadero
24
. Probablemente un desenlace
satisfactorio de este desencuentro , y considerando que las
decision es pendientes son esencialmente pol í ticas, supone el
mayor reto al que se en f renta la humanidad en el f uturo. La
magnitud de esta enc ruci jada reque rirá vi sión, audacia y un
fuerte apoyo popular. Resulta esencial la aparición de nuevos
lideraz g os polí ticos que, con independenci a de su f iliación
ideológica, redimension en y consigan equilibrar la relación
23
GEORG E, Susa n, Otro mund o es posible s i... , B arcelona, Icaria
Editorial e Interm on Oxfam, 2004, pp. 37, I SBN: 84- 7426-70 3- X.
24
El mandat ario estad ounidense Ge orge W . Bush se resisti ó
sistem áticamente a esta blecer esas m eta s obligatori as, al egando que
supondría una am enaza para la eco nom ía. Desgraciadam ente el
recientemente elegido pr esidente de los EEUU, B arack Oba m a, a
pesar de su discurso oficial p ersiste en su negativ a a ratificar los
acuerdos internacio nales sobre reduc ciones en las em isiones tóxicas
a la atm ósfera.
entre la legítima búsqueda de las g anancias indivi duales con
la prosperidad del conj unto de los habitantes del planeta y la
preservación de sus valores naturales. De lo contrario
podrí amos malograr uno de los mayores logros ecológicos de
las últimas décadas: el intento de puesta en marcha de
acuerdos de ámbito global para la reducción de emision es a la
atmósfera.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
76
En este contexto se est á produciendo un cambi o social que ha
favorecido el nacimiento de la q ue podrí a mos denomina r
“conciencia ecológica”, cuya principal manifestación son las
organiz aciones no gubernamentales, g rupos políticos no
tradicionales, asociaci ones ecologistas, etc. Actualmente la
mayorí a de los ciudadanos se preocupa por el medio ambiente,
sabe identi ficar q ue es el cambio climático (ver figura 2.14) y
afirma haber tomado medidas para luchar contra el
calentamiento global (v er figura 2 .15).
Este movimiento soci al surge frente a la Globali zaci ón
Económica y r eclama una Globalizaci ón Sostenible, q ue
renuncie al creci miento continuo co mo leitmotiv del actual
sistema económico y que haga que el desarrollo sea r ealmente
sostenible para disminuir la huell a ecológica y la asimetría entre
paí ses ricos y pobres. Esta deriva forma parte de un movimiento
más amplio en el q ue, como afirma el sociólogo francés Alain
Touraine, “Es necesario impulsar un nuevo movi miento social”
ya q ue “n adie quiere que l a única lógica imperante sea la
económica
32
”.
32
T OURAINE, Alain, Diálogo : Culturas del Trabajo, For um Barcelona,
Barcelona, 20 04.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano
77
La g ravedad de la crisi s medioambien tal y la incapacidad,
demostrada por el sistema económico, para elaborar respuesta s
adecuadas a la magnitud del desafío evide ncian que el actual
modelo de de sarroll o está agotado .
O revertimo s la situación actual o nos exponemos a correr la
misma suerte que otr as civiliz aciones q ue, en distintas épocas,
sucumbieron por su falta de adaptación. Ya es t arde para el
lamento, ur ge la ap ortación de ide as que per mitan la
configuración de un nuev o sistema que r establ ezca la armoní a
en la r elación entre el hombre y la t ierra. Habl amos de la
configuración de un modelo q ue anteponga lo cual itativ o f rente a
lo cuantitativ o, y q ue contabil ice otros valores más allá de los
estrictamen te económi cos como la biodiv ersidad, natural eza,
cultura, justicia so cial, etc.
Para ello r esulta esencial el establecimiento de un nuevo modelo
de acceso al conocimiento, a parti r de las posibili dades que
ofrecen las nuevas tecnologí as, basado en una part icipaci ón real
de la sociedad civ il en la toma de decisi ones (ver figu ra 2.16).
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
78
El primer impulso debe provenir de una ciudadanía
comprometida con el asunto, para lo que resulta esencial
expl orar nuevas form as de participación y expresión de sus
inquietudes . A tal ob jeto, se deben aprovech ar las nuevas
tecnologías de la inf ormación y la comunicación, no sólo para
obtener perfiles de consumo de potenciales clientes sino para
canaliz ar las preocupaciones, demandas y expectativas de los
ciudadanos.
Hablamos de una ciudadaní a q ue debe estar dis puesta a asumi r
el reto energético de nuestra época mediante la incorporación
del bienestar medioambi ental del sistema tierra a sus prioridades
colectiv as y particulares. En esta t area la ecología se presenta
como uno de los principales arg umentos a la ho ra de acomete r
la racionaliz ación de los logros obtenidos por el progreso
humano. De esta f orma podremos cambiar la conflictiv a fórmula
de los “límites al cr ecimiento” por la de “alternativ as al
crecimiento ”.
Si son las propias per sonas l as q ue eli gen v oluntariament e
incorporar a su escala de valores cotidiana la pureza del aire, la
sostenibil idad de las ciudades o la preservaci ón de la
biodiversid ad heredada, estaremos m ás cerca de resolv er con
éxi to este desafío.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano
79
REFER ENC IAS DE LAS FIGUR AS :
Figura 2.1. Relación entr e el crecimi ento de la población rural,
las migraciones y el med io ambiente rural.
Fuente: Pobl ación, Medio Ambiente y Desarroll o , Di vi sión de
Poblaci ón de las Naciones Un idas, Nuev a York, 2001.
Figura 2.2. De manda eléctrica por zon as en España .
Fuente: Del egación Sur de REE .
Figura 2.3. Desequilibrio s Generación-Demanda eléctrica en
España.
Fuente: Del egación Sur de REE .
Figura 2.4. M apa de riesgo de deserti ficación .
Fuente: Pro grama nacional de acción contra la desertificación.
Mini sterio de Med io Ambiente y M edio Rural y M arino.
Figura 2.5. Map a mundi al comparando la huel la ecológica de
cada paí s con su biocap acidad, 2007 .
Fuente: Ec ological Fooprints Atlas 2010 , Global Footprint
Netw ork, Oakland, 20 10 , pp. 36.
Figura 2.6. Simulación de cambios en la t em peratura media
anual del peri odo 2071 – 21 00 relativo al periodo 19 61 – 1990.
Fuente: Ca mbio climático y biodiversid ad , Grupo
Interguberna mental de Ex pertos sobre el C ambio Climático
(IPCC), 2002 , pp. 9.
Figura 2.7. Ilustración de las sinergias y concesi ones entre
equidad y sos tenibil idad.
Fuente: Equidad y sost enibi lidad: un mejor futuro para t odo s ,
Programa de las N aciones Unidas para el De sarrollo, Nuev a
York, 2011, pp. 23.
Figura 2. 8. Logotipo de la eti queta ecoló g ica eur opea.
Fuente: www .ecolabel.eu
Figura 2.9 . Otras etiquetas ecoló g icas
Fuente: Man ual de sen sibil i z ación medioa mbiental , Conse j ería
de M edio Ambiente, Jun ta de Andalucí a, 2002, pp . 135.
Figura 2. 10 . Cumplimien t o de los compromisos del Protocolo de
Kioto en paí ses de Europa.
Fuente: Manual sobre El Protocolo de Kioto, Informe de Síntesis ,
Iberdrola, Salaman ca, 2005, pp. 54 .
Figura 2. 11 . Emisiones de Dióxi do de Carbono por habitante en
los paí ses m ás contamin antes en 2008.
Fuente: Energ ía 2011 , F oro Nuclear , Madri d, 2011, pp. 278 .
Figura 2. 12 . (Arriba) Posi ble aspecto de un sistema ener gético
integrado en el f uturo desarrollad o a partir del programa Energí a
Inteligente para Europa . (Abajo) Logotipo del pr ograma Ene rgía
Inteligente p ara Europa.
Fuente: SÁNC HEZ JIMÉNEZ, Man uel, Dirección General de
Investigación de la C omisi ón Europea , Ins trumentos para l a
integración de las energías renovab les. II Jornadas Técni cas
sobre Energ ías Renova bles y Tecnologías del Agua , Roquetas
de M ar – Almería, febrer o 2004.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
80
Figura 2. 13 . Marco esq uemático r epresen tativo de los causantes
e impactos antropóge nos del cambio climático y de las
respuestas a él, así como de sus v í nculos.
Fu ente: Cambio climáti co 2007, I nforme de Síntesis , Gr upo
Interguberna mental de Ex pertos sobre el Cambio Climático
(IPCC), Gine bra, 2008, p p. 26.
Figura 2.14. Porcen taje de ciudadanos que sabe n decir que es el
cambio climá tico. Ecobar ómetro 2008.
Fuente: Andalucía y el medioambiente 2000-20 10: 10 años del
Ecobaróme tro. Consejerí a de Medio Ambiente, Junt a de
Andalucí a , Córdoba, 201 1, pp. 85.
Figura 2.1 5. Porcentaj e de ciudadanos q ue afirman tomar
medidas con tra el ca mbio climático. Ecobaróme tro 2009.
Fuente : Andalucía y el m edioambien te 2000-2010: 10 años del
Ecobaróme tro. Consejerí a de Medio Ambiente, Junt a de
Andalucí a , Córdoba, 201 1, pp. 90.
Figura 2.1 6. Esquema compara tivo del Modelo Clásico de
gobernanz a de las ciencias, toma de decisiones lineal , en el q ue
la sociedad ci vil es un r eceptor pasiv o, f rente a un nuevo M odelo
del Público, toma de decisiones comp artidas, en el que la
sociedad civ il participa activamente.
Fuente: Hacia las sociedades del conocimiento. Org aniz ación de
las Naciones Unidas par a la Educación, la Ciencia y la Cultura
(UNESC O), Parí s, 2005, pp. 129.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
81
3. - LAS RENOVA B LES EN EL M ODELO ENERGÉT I CO…......
3. 1.- Aproximación al me rcado ener gético.
3.2.- El reto de las ener gí as “verdes”.
3.3.- Las renov ables en Andalucí a.
3.4.- Alternativ as y estrategias ene rgéticas.
.- Re f erenc ia s de las figuras.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
82
3. - LAS RENOVA B LES EN EL M ODELO ENERGÉT I CO…......
De entre todas las actividades humanas, la obtención de
energí a es la que incide de f orma más notable sobre el m edio
ambiente. El carácter estratégico de los asuntos energéticos ha
multiplicad o su capacidad de g enerar conflictos, f enómeno
creciente a medida que se van ag otando, y de transformación
de un entorno cada vez más lejano g racias al tra zado de redes
que estructuran el planeta. Sobre este modelo energético
insostenibl e, basado en la q uema de f uentes f ósiles, pivota un
sistema econó mico cuyos costes ocultos comienz an a ser
calibrados. Es en este contexto en el que la apa rición de las
energí as renovables su rge como un a necesidad en la q ue
están depositadas buena parte de las esperanzas para invertir
el deterioro del equilibrio planetario. La evol ución
expe rimentada por el sector de las renovables en los últimos
años ha sido notable, aunque no exenta de aspectos
mejorables, y permite afronta r retos futuros.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
83
3.1 APROX IMA CIÓN AL M ERCADO ENE RGÉTIC O :
Una vez repasada la actual problemática medio ambiental,
como punto de pa rtida necesario, debemos acercarnos a los
temas claves q ue permitirán aporta r respuesta s adecuadas al
reto del cambio climático . Uno los principal es objetivos f ijados a
medio y largo plazo, es el de con vertirnos en una sociedad baja
en carbono. Para ello la Unión Europea se ha comprometido a
reducir la emisi ón de gases de efecto invernade ro (GE I) de
1990, entre un 80% y un 95%, para 2050. El esfuerzo col ectivo
que impli ca esta colos al reducción de nuestras emisiones
obliga, entre otras medi das, a la puesta en práctic a de acciones
de ahorro y eficiencia energética, propiciar cambi os en las
fuentes básicas de combustible, captura de CO2 y u n
protagonis mo creciente de las energías renov ables (EERR).
Buena parte de estas actuaciones implican una pro f unda
reestructuraci ón de un modelo energético que debe mantener
la seguridad de suministro, ser econó micament e viable y dar
respuesta a los desafí os m edioambien tales anteriormente
expu estos. Las previ siones hasta 2020 que maneja la Of icina
Española de Cambio Cl imático apuntan a un progresiv o
aumento de la partici pación de las EER R (ver figuras 3.1 y 3.2).
Para hacer reales estas previsiones, el estado español viene
apoy ando la producción a partir de f uentes de energía
renovab les a través de una le gislación preferente, que
reconoce el valor co mo recurso propio y q ue no g enera costes
externos (fundamental mente la contamina ción en todas sus
vertientes) de estas energías
1
. Esta legislación “ prima” con una
cantidad determi nada de dinero el kilovatio hora (Kwh)
producido con ene rgía r enovab le, lo q ue permite mejorar la
rentabilida d de los proy ectos. No es casual que aquell os pa íses
en los que se ha prima do la producción energética renovab le
(Dinamarca , Alemania, España, etc..), se hay an convertido en
líderes en la implanta ción de energías renovab les y en
referentes tecnoló gicos de las energías limpias. Por contra
encontramos a países en los que la estrategia energ ética ha
optado por potenciar las vías f ósil o nuclear
2
, y que no ocupan
en el sector de las renov ables un papel r elev ante en la escena
internacional .
1
TO RRES R AMO S, José Manuel, El recurs o eól ico como energía
alternativa, El merc ado de la energía e léctrica. Jornadas so bre
recursos eólicos, Medin a Sidon ia – Cádiz, m arzo 2002.
2
Con 58 centra les nucleare s Fr ancia, c ubre las tres cuartas partes de
sus necesid ades e léctricas , es el país c on m ayor de pendencia d e la
energía nuclear y con m a yor c antidad de reactores e n relación a su
población. Fuente: I AEA (Organism o Internacional E nergía Atómica),
www.iaea.org.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
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“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
85
El establecimiento de una prima para la ener gía renovable
reconoce, aun que sólo parcialmente , que exi sten costes de
producción en la generación de energía eléctrica a partir de
fuentes no r enov ables que no pag an las empresas eléctricas, y
que por t anto, no se repercu ten en sus precios de venta
(externali dades). Es tos costes son los deriv ados de su impacto
ambiental, ya q ue sí las empresas productoras de energía a
partir de fuentes no renov ables (petróleo, carbón, nuclear
3
,
etc.), tuviese n q ue elimi nar su impac to ambiental (limpiando
vertidos de petróleo, limpiando el air e q ue contaminan etc...),
afrontar e stas ta reas r epercutirí a en su coste actual de
producción de electricidad de f orma q ue haría competitivas a
las energí as renov ables si n necesida d de prima al guna. La
cuestión, sobre esta dis función intrí nseca al propio s istema
económico imperante, está comenzando a ser recogida en
foros y tr atados internacionales bajo el concepto del q ue “el
que contami ne pague ”
4
.
3
Tr as el desastre nucle ar d e Fuk ushim a ( 11/3/2011), el G obier no de
Japón h a t enido qu e apr obar un plan de a y uda a T ok y o Electric
Power (T epco), para evitar s u quiebra, en e l pago de indem nizaci ones
a los afectados por el accidente de la p lanta nuclear (Europa Press,
1/4/2011).
4
Com o por ejem plo en la Directiva 2004/35/CE del Parlam ento
Europeo y de l Cons ejo, d e 21 de abril de 2004, so bre responsabilida d
m edioambiental en relación con la prevención y r eparación de dañ os
m edioambientales.
Podemos percibir como el debate energético
5
actual está
básicamente focalizad o entre las energí as renovabl es y las no
renovab les. Son consideradas energías renovabl es la
minihidrául ica (se excluyen las gr andes centrales hidráulicas
debido a su impacto medi oambiental), la eólica, la biomasa, la
solar tanto térmica como f otov oltaica o termoeléctrica, la
geotérmica y f inalmen te la energía que se obtien e de la fuerza
del mar (olas y mareas). Por el contrario se consideran
energí as no renovables o convenci onales al resto q ue
componen el m ix energético (centrales de combustibles f ósiles,
nucleares, grandes centrales hidráulicas, grandes
cogeneraciones y otras ).
En lo concerniente a la retribución a los producto res de energía
por la electricidad g ene rada repasa remos, escuetamente, las
diferencias entre “renov ables” y “no renov ables” o
conven cionales:
a) La retribución de las instalaci ones generador as de
electricidad adscritas al régimen ordinario (centrales
fósiles, nucleares , grandes hidráulicas, grandes
5
PUIG BOIX, Jose p, Energías sucias o energías lim pias: esta es la
cuestión, L´economia gl ob al del petroli i els s eus efec tes s obre el
medi ambient. Chapa pote F estival. Barce lona, diciem bre 2002.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
92
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
93
Una vez expu estas l as principa les ventajas d e las energías
renovab les repasaremos brevemente, ya que serán
extensamente desarroll ado s a lo largo del presente documento ,
aquellos aspectos q ue condici onan su expansi ón. Básicamente
el desarrollo de las renovabl es se enf renta a condicionantes
territoriales, aquell os de naturaleza ambiental y pai sajística, y a
limitacion es técnicas inherentes a los recursos renovab les y su
integración en el actual modelo ener g ético.
Dentro del con junto de las limi taciones t erritori ales debemos
partir d e la premisa, aunque resulte elemen t al, q ue las
renovab les no se explotan donde se quiere sino donde se
encuentra disponible el recurso. Esta condición es la q ue nos
lleva a concluir q ue la selección de enclaves adecuados, con
recurso suficien t e, resulta esencial en la minimizaci ón de l
potencial impacto ambie ntal sobre los medios natural y social
de estas infraest ructura s. Se trata, en última instancia, de
evi tar la ocupación de zonas sensibles por la concurrencia de
val ores socioeconómico s, vegetal es, f aunísticos, hídrico s,
legales, patrimonial es, paisají sticos, etc. En este sentido deben
orientarse aquellas acci ones enfocadas a una mejor integración
de las renovabl es en el entorno. Las af ecci ones disminuy en de
forma proporcional con la dimensión o escala de la instalación,
como desarrollaremo s en puntos posteriores , hasta el punto
que prácticamente son despreciables en aq uellas destinadas al
autoabasteci miento. Por lo general constatamo s la ausencia
de planificaciones q ue especifiquen de f orma clara la a ptitud
territorial de un enclav e concreto (ante la presencia de valores
ambientales, culturales, paisajísticos, etc.) para la implantación
de infraestructura s renovabl es. Ello origina la toma de no pocas
decision es erróneas y un incremento no table en los c ostes de
ejecución de los proyect os (dificultad en la obtención de
licenci as, problemas de l ocaliz ación, largos tr ámites
burocráticos, f alta de concienci ación social sobre su necesidad,
etc).
M ediante una correcta planificación se puede contribuir a la
asimilaci ón social de uno de los factores más sensibl es de este
proceso: la tr ansfor mación del paisaje. El impacto derivad o de
la percepción del paisaje, en el q ue lo objetivo y lo subjetivo se
interrelacionan , es uno de los más complejo s y exige la
aceptación por parte de una sociedad no dispuesta a renunciar
a sus cotas de “bienestar energético” de la t rans formación de
determinado s paisajes. La apli cación de medidas de
integración paisají stica es un f actor a desarr ollar en la
ejecución de instalaciones renovables, para lo que se requiere
una participación más activa de prof esionales cualificados en la
materia (geó grafos, arquitectos , etc.).
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
94
En cuanto a las limitaciones t écnicas uno de los aspectos
pendientes de mayor desarroll o para las renovabl es, consist e
en la d if icultad q ue conlleva hacer previsiones c on las mismas
debido a la dependencia de f actores eno rmemen te cambiantes
como la intensidad del viento, el sol, la lluv ia etc. Según fuentes
de Red Eléctrica Española
11
con una determinada potencia
eólica instal ada, un día crítico de exceso de frío o calor con una
alta demanda, apenas produce una cuar ta parte debido a que
en días de t emperaturas extremas las condicio nes del viento
son muy desfavorables. Si a la di ficultad de e stablecer una
predicción ajustada un imos los vaivenes de la demanda
podemos entender la necesidad de contar con una base
míni ma de g eneración eléctr ica g estionable con independe ncia
de las condici ones meteorológicas (ver figura 3.5). Este factor
provoca que se fije un porcentaje máximo d e participación,
limitación , de l as energí as renovabl es en la producci ón eléctrica
total, por m otivos de seguridad de la propia red. Así llegamos a
uno de los elementos esenciales en el diseño del modelo
energético del futuro: la red eléctrica .
11
LUCIO VILLEGA, A ntonio, Delegado de R ed Eléctric a de Españ a
en Andal ucía, El mercado eólico de Anda lucía. Las nuevas
infraestructuras e léctricas de And alucía . II Jorn adas T écnicas sobre
Energías Reno vables y T ecnologías del Agua, Roq uetas de M ar –
Almería, f ebrero 2004.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
95
Pocos estados han desarroll ado e innov ando tanto, y en tan
poco tiempo, la r ed eléctrica como España en la última década.
En este periodo hemos asistido a un importan te aumento del
consumo eléctrico (sólo moderado en tiempos de crisis como el
actual), a una cr eciente dependencia energé tica del exterior, a
la liberaliz ación del sect or eléctrico y a la introducción de las
renovab les en la estructura de generación . Este último
elemento, la aparición de las renovabl es, representa el hecho
más relevante y el mayor reto que ha debido a frontar el sistema
eléctrico español .
A la necesida d de eq uilibrar la generación con el con sumo
(ante la elevada diferencia de demanda entre pic os y valles de
consumo), a la imposibilidad de almacenar la en ergí a eléctrica
en la cuant ía r equerida o al déf icit de interconex iones con el
exterior, como problemática diaria del manejo del sistema
eléctrico español, las renov ables han incorporado nuev as
exi gencias para la gestión de un modelo ene rgético en plena
transición. A la variabi lidad, y consecuen temente dificultad para
establecer predicci ones y g estionar la generación, de la
producción renovable podemos añadi r el compo rtamiento ante
huecos de tensión como los principales r etos tecnológicos a
superar por las reno vabl es. La generaci ón di stribuida,
dispersión geográ fica y de productores , es otro de los f actores
que algunos se atrev en a cuestionar de al gunas renovables;
no obstante cada v ez son más las v oces que la reivindi can
como algo positivo (por su contribución ante las pérdidas del
sistema en zonas alejadas de las r edes principal es y por la
democratiz ación de l as relaciones entre agentes q ue
intervi enen en el negocio energético). Lo s partidarios de las
bondades de la generación distribuida señalan que de lo que
se trata es de configurar un nuevo sistema eléctr ico como una
red i nteligente en el que tengan cab ida el autoconsu m o, l a
participación de los consumidores en los sistemas de gestión
de la demanda, la implantación de nuev as he rramientas de
predicción o la pue st a en marcha de micro-redes.
Llegado a este punto podemos aseverar q ue la necesidad de
cambio en el actual sistema ener gético nadie la cuestiona, de
hecho ya ha comenzado aunque con excesi va lentitud, así
como que la t ransición hacia ese nuevo model o debe ser
paulatina. La respuesta a esta coy untura del operador del
sistema, Red Eléctrica de España, ha consistido en la creación
del Centro de Control de Régimen Especial (CECRE). El
CECR E tiene como f unciones la supervisión y control de los
generadores adscrito s a las ener gías r enov ables así como
maximi zar su integración de f orma compatible con la seg uridad
del sistema el éctrico.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
96
Los resultados del CEC RE, lo han convertido en un referente
tecnológico a niv el mundial, y los datos ob tenidos permiten ir
preparando futuras solu ciones en pos de un nuev o modelo
energético. La mayorí a de las m ismas
12
ya se han comenzado
a apl icar y ti enen como objetiv o princi pal la mejora en la gestión
de la demanda (ver figura 3.7):
1. Reducci ón del consumo: mediante la apli cación de
mejoras técnicas en la eficiencia de equipos y procesos
y con la puesta en marcha de acciones de
concienci ación sobre el ahorro ene rgético (según
Eurostat España t iene un consumo de ener gía f inal por
habitante supe rior a la media de l a UE).
2. Despl azamie nto del co nsumo de la punta al valle:
aplican do medidas de discriminación horaria y
propiciando una participación activa de la demanda en
los mercados.
3. Llenad o de valles: mediante bombeo de las centrales
hidroeléctricas pa r a mini mizar l os vertidos de ener gía
12
CAR BAJO J OSA, Alberto, Retos y oportunida des d e la red e léctric a
en el futuro . Jorn adas té cnicas: Por u n futuro renovable. SEO -
Birdlife, Madrid, m a yo 2011.
renovab le y reducir el coste de la electricidad,
desarrollando tecnologí as f uturas de almace namie nto
(pilas de combustible, etc.) y penetración progre siva de
los vehículos eléctricos (para recar gar mediante g estión
inteligente en horas val le).
4. Red ucción del consumo en las horas punta: ser vi cio de
interrumpibi lida d (para reducir la pot encia activ a
demandada hasta la potencia r esidual requerida en
situaciones de emergencia), g estión activa de la
demanda mediante el control automá t ico de las cargas
(se persigue reducir los picos de demanda, con el
consiguiente ahor ro energéti co, mediante la
colaboración entre distribu idores y consumidores al
objeto de modi f icar el pe rfil de consumo ) .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
97
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
98
3.3 LAS RENOVA BLES EN AN DALUC ÍA :
El territorio andaluz está poblado por cientos de elemento s
cuya presencia atestigua, desde antiguo, una lógica de
implantación basada en el aprovechamiento de los recursos
renovab les disponibles. Hablamos de molino s de agua, de
vi ento y mareales, salinas, minicentrales hidráuli cas, centrales
azuca reras, etc., que f orman parte de nuestro paisaje y a los
que se les ha otorgado una valoración pat rimoni al. Y es que
Andalucí a cuenta con importantes y variados recursos
energéticos renovab les. Su explotaci ón le ha perm itido o cupar
una situación de lideraz go, no sólo en generación eléctrica,
sino t ambién en g eneración térmica y en el sector de
biocombustibl es. Las ca racterí sticas climáticas d e su territo rio,
con una elevada irradiación solar y determ inados enclaves
ricos en r ecurso eólico, son idóneas para albergar este tipo de
instalacion es de energí a renovables. La ampli a superficie
forestal y la existencia de extensas áreas dest inadas al cultivo
del oliv o, cuyos residuos tienen un alto potenci al energético ,
representan una importante r eserv a de biomasa. Los cursos de
agua han acogido m olinos y minicentral es hidráulicas,
instaladas a co mienz os del siglo pasado, que también están
presentes en la estructur a energética andaluz a. Finalmente, la
incipi ente puesta en m archa de las p rimeras instalaciones
geotérmicas cierra un panorama actual, de las renovab les en
Andalucí a, que se completará en l os próximos años con el
presumible ap rovechamie nto de la ener gía “o ffshore”.
Gracias a este potencial de recursos ene rgéticos, Andalucí a ha
desempeñado un papel pionero en el de sarroll o y post erior
expl otación de las energí as renovables. El auge experimentado
en la implantación de inst alacion es renovables en la Penínsu la
Ibérica, en la úl tima década, sería inconcebi ble sin la
aportación de Andalucía a f inales del siglo pasado. Debemos
reivi ndicar el papel pionero de Tarifa (Cádiz), con la instalación
del primer aerogenerad or experimental de media potencia en
1981 y del primer gran parque eól ico comercial una década
después. La Plata forma Solar de Almerí a (Tabernas – Almería),
referente mundial como centro de experimentación e
inv estigación de proyectos solares desde su puesta en marcha
en 1981 , requiere i g ualmente una mención es pecial en este
breve r ecorrido. M ucho se ha avanzado desde los or ígenes,
fugazmente r evi sados en el párrafo anteri or, si bien es
necesario intensificar los esfuerzos. En la actuali dad el nivel de
dependencia de los combust ibles f ósiles para el abastecim iento
energético de Andaluc í a continua siendo de smesurado y
superior a la media de E spaña y la Un ión Europe a.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
99
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
100
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
101
No obstante, debemos tener en cuenta que esta
preponderancia se v e afectada por la concen tración de gr andes
centrales q ue, ubicadas en Andalucí a por cuestiones logísticas,
contribuyen al t otal de generación energética estatal. Y es q ue
la propia localizaci ón g eográfica de Andalucí a ha f avorecido la
implantación de algunos nodos principa les, como los puertos
de carga y descarga de hidrocarburos y sus deriv ados o el
trazado de gaseoduc tos hacia los yacimi entos de l Magreb, de
las grandes rede s de infraestructuras energé ticas a escala
continental. En torno a estas redes y sus nodos han aparecido
centrales térmicas de f uel, refinerías, centrales de ciclo
combinado, etc. que aumentan el peso relativo de los
combustibl es f ósiles en la estr uctura de g eneraci ón energética
de Andalucí a.
La insosteni ble dependencia energética del crudo (desde una
óptica m edio ambiental y f inanciera), el aument o en la emisión
de gases de efecto invernadero o el crecimiento continuado del
consumo energético, r efuerz an la necesidad d e alternativas
basadas en el aprovech amiento de recursos autóctonos y no
contaminan tes. El contex to de la actual crisis económica no
deberí a eclipsar ni po ner en peligro, con recortes y aju st es
indiscrimi nados, los logros de uno de los pocos sector es de la
economí a andaluza q ue se han revelado como competitiv os y
generador de valor añ adido. La experienci a acumulada al
respecto en otros países, como el abandono de las polí ticas de
incentiv os a las renovables por los Estados Unid os en el último
tercio del siglo pasado, debería ser un estímulo suficiente para
evi tar repetir la toma de m edidas tan drásticas y
desacertadas
13
. El avance experimentado por el sector de las
renovab les en Andalucí a, desde los proyectos pioneros
anteriormente descritos, ha posibil itado que m ás de un tercio
de la potencia eléctrica total de Andalucí a provenga de
energí as reno vabl es y que más de una décima parte de la
energí a primaria consumi da en la r egión sea ya de origen
renovab le.
La energ í a eólica, g racias a su f uerte implanta ción durante el
último lustro, es l a que t iene mayor importan cia
cuantitativamente . A los primeros par ques eólic os localiz ados
en el área del estrecho de Gibraltar, se han ido sumando
nuev as instalaciones por la práctica totalida d de sus provincias
que han ido cambiando el mapa eólico andaluz . Su
contribución a la generaci ón de energía eléctrica renovable
supone aproximadamen te dos tercios de la potencia total
13
Com o ha s upuesto la supresió n tem poral de las a yudas a las
renovables apro bada por el Gobierno de España, e l pasado 27 de
Enero de 2012, m ediante e l Real Decreto -l ey 1/2012.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
108
En este escenario de f uturo, una red eléctri ca inteligente
seguirá garantizan do la seguridad en el suministro eléctrico. El
sistema de transporte de electricidad permite la presencia de
muchos pe queños prod uctor es y alguna gran central (sol ar,
hidroeléctrica, eólica) , q ue g arantiz an un „m ix‟ renovable
div ersificado y adaptado a los dif erentes territorios. Las
instalacion es de producci ón de energía reno vable son m ás
próximas a los centros de consumo y la instalación de un t ipo u
otro está marcada por la disponibil idad local de dichos
recursos, prioriz ando suelos poco productiv os o ya
modificados
22
.
Conclui remos como emp ezamos, remarcando el papel que est á
llamado a jugar una ci udadaní a q ue pasaría a convertirse en un
agente activo en el modelo energético del f uturo. Median te un
cambio de r elaciones en el actual es quema produ cción-
consumo y a través de una gestión y legislación más
democrática y transparente, los consumido res f inal es podrían
tener la opci ón de con vertirse en pe queños p roductores de
energí a. Para ello resulta igualmente impresci ndible una
revisi ón prof unda de la p olítica de precios, debe i nternaliz ar los
costes ambientales, e igualar el prec io de la autoproducción al
22
SEO Birdlif e, Por un f uturo renovab le, Ma drid, 2011.
de consumo f inal. Todo ello redundarí a en un consumo más
responsable donde el consumidor, gracias a las redes
inteligentes se pasa de demanda pasiva a demanda activa, se
relaciona de forma más directa con la red de distribución y tiene
a su alcance convertirse en produc tor.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
109
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
110
REFER ENC IAS DE LAS FIGUR AS :
Figura 3.1 . Evol ución prevista de la estr uctura energética
española.
Fuente: Informe Espa ña Art 3.2 Moni toring M echanism
Decisi on, 2011.
Figura 3.2 . E misiones de Co2 por Combustibl e en España a
2020.
Fuente: Informe Espa ña Art 3.2 Moni toring Mechan ism
Decisi on, 2011.
Figura 3.3. P r ecios e impuesto de la Gasolina 95 (arriba ) y el
Gasóleo (abajo ) en la U2 (céntimos/li tro) en febrero de 2012 .
Fuente: MINIS TERIO DE I NDUS TRIA, ENERGÍA Y T URISM O ,
Precios de Carburantes y Combustibles , f ebrero 2012, pp. 23 y
24.
Figura 3.4. Es q uema de l sistema ener gético actu al.
Fuente: RUÍZ HERN ÁNDEZ, Valeriano , Potencial energético de
Andalucía . Ene rgías r enovab les: paisaje y territorio andaluz .
Grupo de Es tudios TE XTUR A, Sevi lla, 2010.
Figura 3 .5. Ev oluci ón de l a potencia instalada (datos en M W )
por tipos de cen trales en España.
Fuente: Energ ía 2011 , F oro Nuclear , Madri d, 2011, pp. 71.
Figura 3.6 . Evol ución prevista de coste de generación
renovab le hasta 2030.
Fuente: IDAE.
Figura 3.7. Contribución de las dif eren t es tecnologí as en
puntas de de m andas de la serie histó rica 2005-2 010.
Fuente: Elaboración pr opia a partir de CAR BAJO JOSA,
Alberto, Retos y oportunida des de la red eléctrica en el futuro.
Jornadas técnicas: Por un f uturo renovabl e. SEO - Birdli f e,
M adrid, mayo 2011.
Figura 3 .8. M áxima demanda de potencia med ia horaria y de
energí a diaria en los últi m os años en España.
Fuente: Energ ía 2011 , F oro Nuclear , Madri d, 2011, pp. 73.
Figura 3.9 C urv a de demanda de ener gía en España .
Fuente: Del egación Sur de Red Eléct rica de Esp aña (REE).
Figura 3. 10 M edidas de gestión de la demanda de ener gía.
Fuente: Elaboración propi a a partir de Red Eléctr ica de España
(REE).
Figura 3. 11 (Arriba) Co nsumo de ene rgí a primaria por f uentes
en Andalucí a. (Abajo) Consumo de ener gía f inal por f uentes en
Andalucí a.
Fuente: AGENCIA ANDA LUZA DE LA ENERGÍA, Datos
energéticos de Andalucí a 2010 , Sev ill a, 2010, pp. 12 - 13.
Figura 3. 12 (Arriba) Potencia instalada en régimen ordinario en
2010 en Andalucía. ( Abajo) Poten cia i nstalada en rég imen
especial en 2010 en And aluc í a.
Fuente: AGENCIA ANDA LUZA DE LA ENERGÍA, Datos
energéticos de Andalucí a 2010 , Sevil la, 2010, pp. 73.
Figura 3.13. Inte rconex iones del siste m a eléctrico español.
Fuente: CARBAJO JOSA, Alberto, Retos y oport unidades de la
red eléctrica en el futuro. Jornadas t écnicas : Por un futuro
renovab le. SEO - Birdli fe, Mad rid, mayo 2011 .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
111
Figura 3.1 4. Los modelos de ordenación de las activ idades
sobre el t erritorio tienen un ref lejo inmedia to en el consumo
y eficienci a de la en ergí a, polución atmosférica, reciclaj e
etc.
Fuente: ROGERS, Richard y GUMUC HDJIAN, Philip, Ciudades
para un pequeño planeta , Gustavo Gilli , SA, Barcelona, 2000,
pp.51.
Figura 3.15 Es q uema de un sis t ema ener gético d e futuro a
partir del ac tual.
Fuente: RUÍZ HERN ÁND EZ, Valeriano, Potencial energético de
Andalucía . Ene rgías r enovab les: paisaje y territorio andaluz.
Grupo de Es tudios TE XTUR A, Sevi lla, 2010.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano
112
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
113
4. - HA CI A U N A NUEV A CULTURA URB A NÍSTICA Y DEL
TE RRITORIO………… ………………………… …………… …
4. 1.- Tras unas huel las r emotas.
4. 2.- La percep ción de la naturalez a .
4. 3.- La disy untiv a del urbanismo.
4. 4.- La acción local .
4. 5.- Cuestión de hábi tat.
4. 6.- Un planea miento “v erde” .
4. 7.- El papel de las reno vables.
.- Re f erenci as de las f igu ras.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
114
4. - HA CI A U N A NUEV A CULTURA URB A NÍSTICA Y DEL
TE RRITORIO………… ………………………… …………… …
El campo de la arq uitectura, como el resto de las activida des
humanas, no ha sido ajeno a las r eflex iones establecidas en
torno a la protección medioambiental. A pes ar de que los
modelos de plani ficación que to man en con sideración a l os
val ores naturales han pasado recientemente al primer plano,
coincidi endo cronológicamente con el interés su scitado por la
cumbre de Rí o, t ienen un bag aje mucho anterior. La imposición
de una lógica eminen temente económica ha permitido la
construcción de modelos de ciudad, ante la pa sivi dad de los
poderes públicos, bajo patrones inaceptabl es. El nuevo estat us
otorgado a la r elación con la naturaleza exig e una respuesta
por parte de una discipli na urbanística pendiente de renovaci ón
ante la pérdida de validez de sus ref erencias. En este contexto
destacamos el papel que pueden desempeñar las energías
renovab les en una nuev a cultura urbaní st ica y d el territorio.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
115
4. 1 TRAS UNA S HUELL AS REM OT AS :
Podemos indicar, sintetiz ando al máximo, que herederos de
una t radición cultural y constructiva q ue ha ido perdurando
durante generaciones: lo s principios sobre los que descansa la
planificación ecológica y bioclimática, la sensibilidad
paisají stica, el empleo de la naturaleza como elemento
proyectual, etc., han sido redescubiertos tras las crisis
energéticas del siglo pasado. El diálogo de la arquitectu ra con
el sol, vientos domina ntes, clima, topografí a y restos de
condicion antes del lugar constituyen una re ferencia clav e para
entender la naturaleza de m uchas construccione s y la lógica de
implantación de las ci udades desde t iempos inmemoriales
hasta la actuali dad.
Las propias f ormas arquitec tónicas se han convertido en
portadoras de este conocimiento q ue podrí amos situar en los
albores de la humanidad. El lenguaje clásico , dada la inf l uencia
de la cultura cretense
1
en Grecia, surge de la interpretación de
1
En el pa lacio de Knoss os ( II m ilenio a. de C.), cultur a vinculada a l
antiguo Eg ipto, e ncontram os patios qu e rec ogen e l agua d e l a lluvia,
pórticos orie ntados p ara p erm itir el so leam iento in vernal y l a som bra
estival, lucernar ios y elem entos de ventilación. En p erf ecta sim biosis
con el m edio fue destruido y reco nstruido v a rias v eces, a m odo de
m etáfora constructiva sobr e lo efím ero y perdurabl e de la natural eza.
la cabaña o “meg arón” del mediterráneo oriental del m undo
pre-helénico. El megarón pre-helénico va evoluci onando para
permitir la ventilación natural del interior y se orienta al
mediodí a para dotarlo del f rescor necesari o en esta zona del
M editerráneo. La bonda d del hábitat conseguid o, el juego de
sombras y el ritm o de la arq ui tectura acerca al hombre a una
idea de bellez a empleada por las demás civ ilizacion es en el
desarrollo de sus propio s discursos a rquitectónicos.
Estos principios f ueron igualmente aplicados en la construcción
de ciudades, tanto las q ue se o rdenaban con una lógica
orgánica propia de los traz ados de la naturaleza como las q ue
seguían un orden geométrico apoyado en dictados rectilí nea.
Entre las or gánicas podemos destacar las ciudades de la Baja
M esopotamia (Ur o Kors abad), Creta (Knossos) o la adaptación
de Tirinto, ciudad del Bronce del Egeo a la escarpada ladera
que la alber ga. Entre las de orden g eométrico destac amos la
reconstrucción de Mi letos, 479 a. de C., como la mayor
aportación de la Grecia Clási ca al urbanismo. La composición
de su tr azado reg ular, dictado por la topog rafí a del lugar y
orientando la tr ama norte-este-suroe ste, convi erte a su
geometrí a en u na forma abstracta de bel lez a.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
116
Su autor, Hipodamo de Mil eto
2
, desarrolla nuevos conceptos
sobre la ciudad y es considerado como el patriarca de la teoría
urbaní stica occidental. Podemos tomar con ciencia de la
importancia concedida al asunto citando algunas de las
palabras que Jeno f onte, aproxi madamente en el año 400 a. de
C., ponía en boca de Sócrates refiriéndose al arte de construir
edificios (v er figura 4 .3) :
“ ¿No es cier to que el que tenga la intención de hacerse con
una casa como es debi do lo que debe procurar es que sea lo
más agradabl e de habita r y lo más útil?” .
Siguiendo el método empleado por Sócrates consistente e n
formular pregun tas para conse guir la aceptación de su
interlocuto r, una vez que esto se le concedía pasab a a describir
la f orma que deberí a t omar una vi vienda para adaptarse a la
iluminaci ón solar y los v ientos do minantes
3
.
2
Hipodam o de Mileto tam bién es el pro yectista del pu erto y edificios
de El Pireo (At enas) y realizó un Canon con sus teorías urbanísticas.
3
Com o asevera Gu illerm o Yane z esto h a s ido i nterpr etado c om o la
prim era ref erencia histórica que tenem os de un a conc epción d e casa
pasiva, c onsult ar “YÁNEZ , Guillerm o, Arqu itectura solar: aspectos
pasivos, bioclimat ismo e iluminació n natural , M adrid, MOPU ,
Dirección Genera l par a la Viviend a y A rquitec tura, 19 88, pp.19 – 23”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
117
Hipócrates (muere 332 a. de C.) conside ra la vida del hombre,
en su Tr atado “De lo s aires, las aguas y los lugares”
4
,
dependien te de las f uerzas de una naturaleza aliad a y amiga
de la q ue de bemos respetar su s ley es. E n esta época , las
conquistas de Alejand ro M ag no le permiten adoptar el
conocimiento de los países inv adidos, cuya esencia absorbe la
cultura gr ecoasi ática. La visión territorial del imperio se
materiali za mediante la f undación de decenas de ciudades
(Damasco, Al ejandría, etc.) en las encrucijadas de las nuevas
rutas comerciales establ ecidas en los territorios conquistados.
Estas ciudades se conciben a imagen de los oasis, ya q ue
solían implantarse en desiertos, por lo que precisan de un
microclima creado mediante la plantación de jardines (regado s
gracias a la ejecución de importantes obr as hidráuli cas
similares a las persas) .
Posteriormente el propio Vitrubio, año 25 a. de C. en el libro VI
de los “Diez libros de Arquitectura”, se preocupó de la r elación
entre arquitectu ra y clima dando recomend aciones sobre
emplaz amiento e ilumina ción natural .
4
Hipócrates es considerado com o e l padre de la m edicina. Este
Tr atado se encuentra incluido en su obr a magna “C orpus
Hippocraticum ” y const itu ye una de las pr im eras r eferencias históricas
en l as que se analizan l as posibles c ausas m edioam bientales de las
enferm edades en vez de at ribuirles un ori gen divino .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
124
Es en este contexto s ocioe conómico y cultural, los EEUU de la
década de los sesenta del siglo pasado, en el que se sitúa el
nacimiento de la “planif icación ecológica” producto de la
aportación al “regional planning” de la nuev a dimensión
otorgada a las relaciones con la naturalez a. Surgen
propuestas
16
, q ue propugnan la fusión de la arquitectura con la
ecologí a, aplicadas en la construcción de un modelo de ciudad
compacto en el que desaparecen los automóvi les, se f omenta
el ahorro energético y de ocupación de suelo y el empleo de
energí as limpias.
En España, la preocupación por la ecología ha sido tardía en
general, particul armente desde la óptica del urbanismo. Para
hacernos cargo de esta situación, baste consid erar que hay
que esperar hasta 1980 para que “la cuestión de l a ciu dad, y en
particular su tratamien to urbaní st ico”
17
adquiera en España una
16
Algun as con eviden te ins piración e n los falanst erios, q ue s e
propagaron durante el s iglo XIX, aunque c on la espec ificidad prop ia
de pretend er albergar a personas en busca de autorr egulación y
retorno a la n aturale za. En es ta línea podem os m encionar la obra del
arquitecto italiano Paolo S oleri, que acuña el térm ino Arcolog y para
definir una arquitectura co herente c on la ecología, e n la ciudad de
Arcosanti j unto a Phoen ix (Arizona -EEUU) c om enzada en 1 970,
http://www.arc ology.com .
17
ALFO NSO T EIXIDO R, L.F., Sobre l as r ecient es formas de
crecimiento ur bano y la urbanística: una n ota sobre el c aso españo l ,
pp. 58, Cartas Ur banas n º 8, 2003.
relev ancia social, política y técnica destacabl e. La escala
territorial, fundamental desde la óptica de la planificación
ecológica, fue la gran asi gnatura pendiente del urbanismo de
los ochenta
18
.
Sólo podemos destacar l a aportación del Ecoplan
19
de La
Gomera, en su defensa de actuaciones con calidad paisají stica
en torno a pequeños núcleos de corte rural, ante el exceso de
presión humana sobre unos recursos naturales limitados por la
propia insularid ad.
18
Tal y com o m antiene Victoriano Sainz en “SAINZ GUTIÉRREZ,
Victoriano, El proyecto urb ano en España: Génes is y desarrol lo de un
urbanismo de los arqu itectos , Sevilla, Editorial Uni vers idad de Sev illa
y Consejerí a de Obras Públicas y T ransportes de la Junta de
Andalucía, 2006 ” .
19
Consultar “ Ecop lan para la Isla de Gomera . Mon ografías de la
Dirección Gener al del Medi o Am biente, M inisterio de Obras Públicas y
Urbanism o (MOPU), Madri d, A. Góm ez et al., 1988”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
125
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
126
4. 3 LA DISYU NTIVA DE L URBANISM O :
En los años 90 se comienza a generalizar la percepción de q ue
las referencias empleada s hasta ahora por la disciplina
urbaní stica, pierden su val idez ante r ealida des urbanas nuevas
y más complejas. Los prop ios arq uitectos destacan la dificultad
que conllev a el análisis de unos f enómen os, sin cuy o
entendimiento no es posible proyectar respuestas a los mismos
en su conjunto. Se asumen r eflex iones, q ue nos r etrotraen a
los planteamientos f ilos ó f icos de los sofistas
20
, como la de
Georges Perec :
“No trata r de encontr ar demasiado deprisa un a definición de la
ciudad; es un asunto demasiado vasto , y hay m uchas
posibil idades de equi vocarse”
21
20
No obsta nte para hacer válida esta ref lexión, a nuestro cort o
entender en exc eso re lativista, se deb ería seguir pro f undizando con
las inqui etudes de los sofistas grie gos. Estos, ant e la incapacidad
para responder a det erm inadas c uestiones optaron por interesarse
por el ser humano y su pa pel en l a socie dad. El maestro sofista
Protágoras (487- 4 20 a. de C.), legó su célebre “el hom bre es la
m edida de to das las cosas”, que m anifiesta una vis ión
antropocentrista f rente a la natural eza. En “G AARDER, Jostei n, El
mundo de Sofía , Edici ones Siruela, M adrid, 1994, pp74 - 76”.
21
“PEREC, G, Especies de Es pacios , Montesinos, B arcelona, 1999 ,
p. 97”.
Esta encrucijada en la que se encuentra el urbanismo, es
extensi ble a l resto de d iscipli nas y actividades humanas más
sensibles al escenario socioeconómico del momento. El
sociólogo M anuel C astells destaca, en sus numerosa s
publicaci ones
22
sobre la economí a de la inf ormaci ón y sus
consecuencias soci ales, la importanci a del proceso de
localiz ación y globalización simultánea así como el concepto de
“sociedad en red” como nu eva forma de organiz ación social . En
su opinión las regiones m etropoli tanas adquirirán mayor
importancia dentro de un f enómeno de concentración y
dispersión auspiciad o por las propias telecomunicaci ones.
M ucho se ha teoriz ado ace rca de los efectos de la “nueva
economí a” sobre la sociedad y su r eflejo en el territorio, aunque
aún no disponemos de previ siones rea les sobre su deriv a. No
obstante los fenómenos anteriormente ci tados, han dado origen
en España a un modelo de ocupación territorial basado en un
desarrollo extensiv o del suelo urbanizado que no se ha vi sto
acompañado de un crecimi ento demo gráfico sustancial. Es
notable el carácter destructiv o que puede adquirir la ejecución
de determinado planea m iento urbaní stico y t erritorial en cier tos
ámbitos geográficos.
22
Muchas de las cuales se han c onvert ido en referentes sobre la
m ateria com o La cuestión Urbana (1976), La ciudad inf orm acional
(1991) o La soc iedad en re d. La era de la Inf orm ación I (1996).
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
127
La práctica continuad a
23
de lo que se podrí a denominar co mo
un “urbanismo a la carta”, al servicio de ag entes con una base
eminente mente especul ativa, ha permitido la “construcci ón de
ciudad” bajo un patr ón inasumib le desde una óptica social,
territorial y del medioambiente. Estos procesos están marcando
la configuración de los pai sajes de las peri f erias urbanas y los
tramos de litoral aún vacantes, aunque con el a gotamiento de
estos suelos comi enzan a extenderse hacia áreas de interior
con importan tes valores ambientales.
En los años prev ios al estallido de la crisis, sólo en algunas
regiones españolas, se han construido más viviendas que en
Alemania o G ran Bretaña. En este periodo s e ha normaliz a do
la práctica de determ inad os municipios que aprovechan las
revisi ones de sus P lanes Generales para dupli car o triplicar su
número de viv iendas en los dos próximos cuatrieni os
24
. El nivel
de endeudamiento prov ocado por esta espiral especulativ a se
ha convertido en el may or probl ema de la econo mía española.
23
Las consecuencias de este “urban ism o a la carta” son
especialm ente visibles en aquellas áre as terr itoriale s en las que la
actividad urban izadora ge nera m a y or es pl usvalías.
24
En Anda lucía s e han formulado recient em ente m edidas leg islativas
que pretender c ontener determ inados parám etros de cr ecimiento
urbanístico tales com o el núm ero de viviend as o l a su perf icie de su elo
urbanizable. C abe destacar la polém ica con que ha n sido aco gidas.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
128
La importancia adq ui rida por el f enómeno ha hech o saltar las
alarmas de alg una s instituciones europeas
25
, lo que r espalda el
posicion amiento de aquellos que cuestionan la validez del
modelo urbaní stico español y los mecanismos de control
establecidos en su r eparto competencial. Pero ¿cómo se ha
llegado a esta situación? , aunque difíci lmente podemos obtene r
una sola respuesta tra taremos de establecer el origen de
algunas de las causas q ue nos llevan a l estado actual. Una
sociedad democrá tica debe consistir en una toma de
decision es públicas y de batidas con objeto de que no resulten
abusiv as y lesivas para el interés g eneral
26
. Es manifiesto como
la exagerada obtención de plusv alías generada por la m asiv a
recalificación de suelo, coincide con la falta de viviendas
accesibles para personas con rentas de t ipo medio-bajo así
como con un dañ o i rreparable al f rágil equilibrio
medioambiental ( excesi vo consumo de agua, destr ucci ón de
25
Que com ienzan a re alizar un aná lisis crítico del m odelo de
desarrollo urba nístico de diversas zonas del L evante espa ñol. En la
Costa d el Sol no po dem os obviar las a c ciones judici ales puestas en
m archa para atajar las continuas irregularidad es urbanísticas
localizadas en varios m unicipios dura nte la últim a década. El
extraordinario ec o m ediático que están te niendo e stos c asos, los
convierten en la p unta d el iceberg de un probl ema m ás grave y
distribuido por todo un Esta do que que da en evidencia ante la falta de
respuestas precisas desde “lo público”.
26
MO YA, Luís, CANDELA, Celestino, EZQUIAGA, J osé Mª, LÓPEZ,
Ram ón, SUÁREZ, Luís, TRAPERO, Juan Jes ús, La Práct ica del
Planeamiento Urba nístico , Madrid, Ed itorial Síntesis, 1996, pp. 22 .
ecosistemas, etc.). Urge por t anto la toma de medidas
legislativ as q ue tornen esta situación, auspiciada por un exceso
de liberalismo en los últimos años, y q ue permita la correcta
distribución de las rentas g eneradas por la activ idad
urbaniz adora.
En esta línea podemos señalar como la Le y del Suelo d e
1998
27
consagró una mirada e minentemente mercantili sta
sobre l as bolsas de su elo v acante. Esta hegemoní a de la
lógica económica explica que sean las propias entidades
financieras, posicionándose estratégica m ente, las que
adquieran las m ayore s extensiones de su elo bajo la
consiguiente expecta t iva de obtención de lucro. Los efectos de
este nuevo “ val or” asig nad o al suelo no se han hecho esperar
mediante la t rans formación de numerosos parajes, otro ra
productivos de vegas de r í os, campiñas, etc. , en suelos aptos
para urbaniz ar. Y es que el nuev o “ valor especul ativ o” asignado
al suelo supera con crec es al tr adicion al “valor productiv o
28
” de l
27
Le y 6/1998, de 13 de Abril, sobre r égim en de suelo y va loraciones .
Publicación en BOE núm . 89, de fec ha 14 de Abril de 1 998.
28
Este valor es el que s e obtien e en las propias valoracione s de suel o
rústico en funci ón d e s u rendimient o ganad ero, a grícola, m ineral,
forestal etc. Debem os considerar que buena p arte d e las acti vidades
agropecuarias d e los p aíses desarr ollados, debi do a la ec onom ía
global, corren el pel igro de dejar de ser renta bles ante las
producciones a bajo coste proc edente de p aíses m ás pobres.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
129
mismo. Sería conv eniente que, a la hora de legislar, se
consideraran la p r esenci a en el suelo de valores paisají st icos,
culturales, etno gráf icos , medioambien tales, e tc., vital es en el
equilibrio q ue ha ido con f igurando nuestros paisajes hasta la
fecha.
Es precisamente el proc eso que permite la reclasi ficación de un
suelo donde reside la clave q ue permite explicar la actual
situación urbaní stica. En teoría, tal y como afirma Jordi Borja,
“el suelo urbano o urbaniz able nace de un pro ceso social de
desarrollo for malizad o luego por una decisión político-jurídica y
las consiguien tes inversiones públicas”
29
. Desgraci adamente
la toma de esa “decisió n” se encuentra en pleno campo de la
batalla que g anan a diario los agentes más poderosos, ante la
claudicaci ón o complicida d de “ lo público ”
30
, en detrimen to del
medioambiente y de los grupos soci ales men os influy entes.
Ante este panorama res ulta imprescindible la puesta en marcha
de polí ticas ( legislando y f ijando precios, impuestos, cesione s
para viv iendas proteg idas etc.) q u e reduzcan las plusv alías
privad as generadas med iante la gestión del suel o.
29
“ BORJA I SEB ASTIÁ, Jord i, Casa y Libertad. Diario El País, Madr id,
m iércoles 1- 11 - 2006, p p. 15”.
30
Consul tar las reflexiones de Dam ián Quero sobre la sit uació n
específica anda luza e n “ QUERO, Damián, Anda lucía. Después de l
tropicalismo, Ur ban nº 5 , Madrid, 2 001, pp. 10 2- 121”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
130
Finalmente debemos concluir q ue la superación de los
problemas detectado s no puede veni r en exclusiva de la propia
discipl ina urbanística. Por una pa rte es la s ociedad en su
conjunto la que deb e superar la dinámica en la q ue está
sumida, imponiendo a la “ lógica económica ” la preponde rancia
de unos poderes públicos que incorporen a su a cción diaria la
defensa efectiva de los valores sociales, medioambien tales,
culturales, etc .
En cuanto a la práctica del urbani smo se hace precisa una
revisi ón en sus m étodos de análisis ante nuevas realidade s
emergentes, la innovaci ón de las t écnicas e instrumentos hasta
ahora empleados así como la incorpora ción de nuev os
conceptos a sus principi os proyectuales. Com o afirma José
M aría Ezquiaga:
“El reiterado fracaso de los planes generales como anticipación
a largo plaz o de la forma o modelo territo rial pone de manifiesto
la asimetría en tre la sim plici dad de las técnicas urbanísticas y
la complejidad del fenó meno social – la construcci ón de la
ciudad – sob re el que dichas técnicas se aplican”
31
.
31
EZQUI AGA, J osé María, El porvenir de una ilusi ón. Elementos
para una nueva c ultura urb anística, C onsejo Super ior de los Coleg ios
A la obsolescencia instrumental del plan podemos añadi r la
paulatina consagración de un sistema de participación
ciudadana más retórico q ue e fectiv o y en el q ue preval ece la
falta de t ransparenci a. T odo esto ha i do con f igurando una
vi sión crítica (compartida por urbanista s, g eógra fos,
sociólogos, ecologis tas etc.) sobre el estado de la discipl ina
urbaní stica, q ue le exi ge q ue demues tre su vali dez actual m ás
allá del eficiente repar to de las ren tas del suel o.
de Arq uitectos de Españ a, ar quitect os nº 178, M adrid, CSCA E ,
2006,pp. 85.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
131
4. 4 LA ACCIÓN LOCAL :
Debido al peso demog rá fico de las urbes, en constante
expa nsión, buena parte de la r espon sabili dad en la situación
heredada así como en el diseño de las f uturas solucion es
corresponde al ámbito de lo local. Podemos constatar como la
degradación del “g obierno de la ciudad”, q ue se viene
observando en los últimos años, ha empobrecido notablemente
el ecosistema urbano . La consagración de la ciudad como
“centro de consumo” ha propiciad o q ue sus gobernante s,
haciendo g ala de una alarman te falta visión
32
, hayan olvidado
“(...) que su existencia se justifica para satisfacer , ante todo, las
necesidades humanas y sociales de las comuni dades
33
”. El
concepto de “sociedad en red” como nuev a f orma de
organiz ación social genera necesida des, más allá de las
excl usivamente mercantiles, a las que la ciudad debe
responder. La función pública no puede renunciar a la
búsqueda de ese modelo “ag radable de habitar”, que ha
constituido un reto y una reflexi ón arq uitectónic a permanente
de la sociedad hasta nuestr os días. Un hábitat que además de
32
En la que sin d uda ha co ntribuido el as alto al pod er de l os grup os
económ icos más inf luyentes,
33
“ ROGERS, Richard y G UMUCHDJ IAN, Philip, Ciudades p ara un
pequeño plan eta , Barc elona, Gusta vo G illi, SA, 2000, pp. 18”.
satisfacer las necesidad es económicas y f í sicas considere las
legíti mas aspiraciones sociales, ecológicas y culturales de los
grupos humanos. No obstante el notable avance
expe rimentado por la tecnologí a en el siglo pasado,
generalmente de espaldas al hábitat natural, ha posibil itado
que en los países del pri mer mundo la consecuc ión del hábitat
artificial se haya alcan zado con un coste me dioambi ental y
social excesiv o. Coincidiendo con la prime ra crisi s del petr óleo
es cuando surge una conci encia críti ca con este modelo, q ue
saca a luz como nu estras ciudades se han conv ertido en
enormes sumideros energéticos de unas redes de consumo de
recursos a escal a planetaria cuyos terminales son las propias
unidades habitacionales. Ante la escala de esta problemática
se comienza a r eaccionar, desde la escala local
34
, con similar
proceder que ante la propa gación de epidemias en época s
pasadas. Si en tales encruci jadas se aplicaron medidas y
ordenanz as de corte higieni sta para mejora r la salubridad de
las ciudades, ahora el debate se establ ece en torno al deterioro
del medio a mbiente.
34
Son espec ialm ente al entadoras las rec ientes noticias que llegan de
Estados Uni dos, país más c ontam inador d el pl aneta, y que hacen
referencia a la agru pación de numeros as ciudades distribuidas por
num erosos estados que c om ienzan a pres ionar al Gobierno Fed eral
para que ratif ique el Protoc olo de K yoto.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
132
En este punto destaca el papel que pueden desempeñar las
administraciones locales y reg ionales asumi endo el reto de
poner en práct ica, mediante ordenanzas bio climáticas, los
acuerdos adoptados por los estados en las cumbr es
internacional es. Los primeros frutos de este impulso se pueden
contrastar en algunas ciudad es y poblacion es europeas, que
han elaborado su propia Agenda 21 desde q ue en 1994 se
reunieran en Aalbo rg (Dina marca) en el primer congreso de
ciudades sostenibles
35
. L os compr omisos de Aalborg es tán
agrupados en los siguien t es temas:
Formas de gobierno.
Gestión munici pal hacia l a sost enibil idad.
Bienes naturales comunes.
Consumo y formas de vida responsables .
Plani ficación y diseño ur baní st ico.
M ejor movili dad y reducción del tráfico.
Acción loca l para la sal ud.
Economí a social viva y s ostenible.
Igualdad y justicia social .
De lo local a lo global.
35
“GAUZIN -MÜLL ER, Dom inique, Arquitec tura Ecoló gica , Barcelona ,
Gustavo Gilli, S A, 2002, pp . 32- 89”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
133
España es el estado europeo con mayor seguimien to a los
acuerdos de Aalborg, superando en la actualidad las 300
corporaciones públicas adheridas
36
. A partir de esta incipiente
red de ciudades se ha producido un continuo intercambio de
expe riencias q ue están propiciando la promoción de diversas
actuaciones e jemplares.
Las actuaciones priorita rias de la Agenda 21 se plantean en
siete grande s apartados
37
:
El m undo próspe r o (re vital ización de l desarrollo con
criterios sost enibles).
El mundo jus t o (una vi da sostenible).
El mundo habitabl e (núcl eos de población ).
El mundo fér til (uso e ficiente de los recursos ).
El mundo co mpartido (recursos globales y re gionales).
El mundo limpio (gesti ón de productos q uímicos y
residuos).
El mundo de las personas (participa ción y
responsabil idad de las p ersonas).
36
http://www.aa lborgplus10. dk/
37
http://www.and aluciaecolo gica.com /agenda - 21/
Andalucí a ha ido siguiendo estas medidas, con cierto retra so
respecto a otros territorios, destacando la cons titución en 1999
de l Consejo para el Desarroll o Sostenible de Andal ucía en el
Siglo XX I. Desde este Consejo se ha impulsado la Agenda 21
Regional y el Prog rama de Sostenibili dad Ambiental CIUDAD
21, que tiene el objetiv o de fomentar modelos de desarrollo
sostenible para las ciudades andal uzas y el bi enestar de los
ciudadanos
38
.
La “ Estrate gia Andaluza de Desarrollo Sostenible: Agenda 21
Andaluz a”
39
ha sido conse nsuada con grupos ecologis tas,
organiz aciones sindicales, asociaciones de consumidores y
veci nales, patronales de empresario s, rep r esentantes de la
administración municipa l y provinci al, docentes e
inv estigadores, asociaci ones juveniles, etc. La Agenda ,
inspirada en los acuerdos de Rio de Janeiro, h a buscado un
compromiso social en el q ue se impliquen los ag entes
vi nculados a la realida d territorial .
38
IN FORME DE SO ST ENIBILIDAD EN AND ALUCÍA 2004, colecc ión
Escuela Organizaci ón Ind ustrial d e Medio Am biente, EOI MEDIO
AMBIENT E, 2004.
39
Aprobada en junio de 2003 de por el Foro de Desarroll o
Sostenible y ref rendada por el Pleno del Consejo Andaluz de
M edio Am biente. Consultar “ Estra tegia Andaluz a de Desarrollo
Sostenible: Agenda 2 1 Andaluza . Consejerí a de Medio
Ambiente, Junt a de And alucía, Sev illa, 2003”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
224
Algunos de estos estudi os especí ficos
4
, para determinar el
potencial eól ico disponi ble en un enclav e concreto, incluy en:
Campañas de medidas: toman durante un periodo de
tiempo de al menos un año los valores de la v elocida d
del viento, dirección del viento, temperatura y presión
atmosférica . Para su elaboración se instalan varias
torres de medida (equipadas con anemómet ros, veletas,
termómetros , etc. situad os a distintas alturas en cada
punto de m edida) que deben ubicarse de f orma que
evi ten los obstáculos (edificios, árboles, etc.) del área
objeto del es tudio.
Control de cal idad de los datos: con siste en la v alida ción
de los datos pa r a elimina r los erróneo s.
Tratamien to estadí stico de los datos de l v iento: para
describir el comportamiento del viento median te
funciones de dis tribució n de probabil idad. Se o btienen
parámetros como la velocidad media, las direcciones
predominante s y el perfil vertical del vien to.
4
“ CANTERO, Elena y MAR TÍ, Ignacio, Evaluación d el recurso eólico,
en Situac ión actual d e la energía eól ica: recursos, tecnología,
aspectos me dioambient ales, normat iva, Centr o Naci onal de En ergías
Renovables, CEN ER, Sarri guren (Navarr a), enero 2 005”.
Perfil Vertical del Viento : para considerar el efecto del
rozamiento del aire con la superficie del terreno, inf luye
la rugosidad supe rf icial y la orogra f ía del suelo.
Conside ración de turbulencias y r áfagas: m ediante el
estudio de la Intensidad de Turbulencia ( variación
temporal y espacial de la velocida d de l viento) y el
Fac tor de Rafa g osidad.
Estimación de la producción energética: de un
aerogenerado r a lo lar go de un año, en f unción de la
distribución de la velocida d del viento sobre el
emplaz amiento y las caracterí st icas técnicas del
aerogenerado r .
M odelización de la distr ibución del r ecurso eólico
mediante un modelo de campo de viento: q ue extrapola
espacialmente las medidas de viento a la posición de
varios aero g eneradores.
Una vez concluidos estos estudios se procede al diseño del
parque eólico y al posterior cálculo de su producción
energética. Suelen p r ecisarse varios diseños prev ios,
considerando las pérdidas energ éticas de las estelas entre
aerogenerado r es, hasta obtener el diseño que optimiz a la
producción en ese empl azamiento.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
225
Una de las principales característi cas del viento es su
variabi lidad, de ahí la complejidad que conllev a la localiz ac ión
de emplazamientos que garanticen la viabilidad de una
instalación eólica. El recurso eólico, en aquell as áreas en las
que se ha detectado potencial, será s usceptible de
aprovechamie nto si es compatibl e con las t écnicas de
expl otación disponi bles en la actuali dad.
Estas fijan el funcionami ento de los aerogeneradores para unas
condicion es de velocidad del viento comprendida dentro de una
franja concreta e impid en la ejecución de ins tal aciones sobre
pendientes excesivas o para determinadas caracterí sticas
geotécnicas del terreno. Podríamos resumir que la idoneida d
de un emplazamiento dependerá fundamental mente de las
caracterí st icas del v iento presente y de los propios
condiciona ntes f ísi cos d el mismo (orogra f í a, rugosidad de la
superficie, elemen t os del entorno, etc.). No debemos
considerar los emplaz amientos como meros soportes pasi vos
sobre los que vi ento actúa, y a q ue el relieve y su “acabado”
superficial pueden produci r no tables variaciones en la f uerza y
dirección del viento. La presencia de obstácul os tales como
edificios, árboles, acc ide ntes del terreno, etc . actúa a m odo de
“pantalla” y provocan turbul encias muy perjudi ciales para el
correcto funci onamien to de los mismo s.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
226
De ahí que los emplaz amientos más favorables correspondan a
cerros y colinas que dominan grandes extensiones de terrenos
llanos y despejados, llan uras y m esetas despejad as, brechas
de montañas y costas, la propia superficie de los océanos y
mares
5
etc . No obstante tampoco se pueden descartar las
zonas m enos elevadas, ya q ue la posición relativa de sus
líneas de pendien te respecto a los vi entos dominantes propicia
la aparición de e fectos que podrí an ser aprov echables en
determinado s casos. Y es que cuando los accidentes del
terreno se presentan en forma de vaguadas y depresiones
paralelas a la dirección del viento dominante, se produce un
efecto de aco mpaña miento o “túnel” q ue genera una
aceleración en el viento.
De una parte tenemos que la elev ación del terr eno podrí a e vitar
la aparición de pantallas y como la velocida d del viento
aumenta con la altura. T ambién ocur re q ue la i m plantación de
aerogenerado r es en l as inmediaciones de depresiones,
paralelas a la dirección en la que sopla el viento, puede resultar
bene ficiosa.
5
De ahí que los parques m arinos, ante la esc asez de ub icaciones
favorables en tierr a f irme debido a que ya es tán oc upadas por
parques eólicos o prot egid as por legislaciones s ec toriales, s e ha y an
convertido en uno de los e sc enarios c on m ás futuro en el desarrollo
de la explotac ión del recurs o eólico.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
227
Aunque disponemos de mapas
6
con las áreas m ás f avorecidas
por el r ecurso eólico, y ante la compl ejidad de ci ertos terrenos,
es mani f iesta la di ficulta d que conllev aría la emisión de juicios
apriorí sticos (apoyad os excl usivamente en esos mapas) sob re
la idoneidad de un det erminado empl azamie nto. Rei teramos
que esta información deb e completarse con la r ealiz ación de
campañas de medici ones especí f icas para cad a
emplaz amiento concreto .
Exi sten consideraciones legales, no menos impor tant es que las
físicas, q ue pueden impedir el aprov echamiento energético de
un emplazamiento. En este sentido es preciso acudir a
numerosas legislaciones sectoriales q ue introducen
restricciones en los usos del suelo que afectan a la explotación
de la energía eólica. Podemos destacar las limitaciones
recogidas para los suelos de especi al protección, las
afecciones derivadas de otras in f raestructuras , el
establecimien to de distancias mínimas a núcleos urbanos, a la
línea de costa etc.
6
En e l ám bito europeo po dem os destacar la publicación de un at las
eólico en Dinam arca “T ROEN, I y PETERSEN, E.L., European W ind
Atlas , Ros k ilde, R isØ N ational Labor atory, 1 989 ”. En Esp aña
destacan los m apas eólicos del Inst ituto Nac ional de M eteorol ogía
“BERMEJO - BARÓ, M, Mapa eólico nacional: r esúme nes energétic os
por c omunida des autónomas , Ma drid, Ministeri o de Obras Pú blicas,
Tr a nsportes y Medioam biente, 199 4”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
228
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
229
Conclui remos revi sando las caracte rísti cas especí ficas de los
emplazamien tos marinos , cuyo aprovechamiento aún
requiere una inv ersión mucho may or que el de un parque eólico
terrestre. Por ello sólo con potencias muy elev a das, del orden
de 10 a 20 veces superiores a los parques terrestres, se
encuentra la rentabilización de la inversión p or unidad de
potencia que requieren estos p royectos.
El citado aumento de los costes es deudo r, en bue na part e, de
las caracterí sticas intrínsecas a los propios emplaz amientos
“offshore” . Los estudios previos a la implantación de un parque
eólico marino son más complejos que para un parque terrestre
e incluyen el análisi s de la salinidad, corrientes, tempera tura
externa y del agua, ol eaje, etc.
Una vez concluidas positiv amente las campañas de m ediciones
del r ecurso eóli co y las condiciones m arina s , la principal
limitación para el desarroll o de la tecnologí a “offshore” viene
marcada por la prof undi dad máxima del enclave seleccionado.
En la actualidad se a cepta como lí mite de la tecnología
disponibl e, para hacer v iable económicamente la expl otación
energética del v iento en el m ar, una profundida d compr endida
entre los 25 y 30 me tros.
Dadas las característi cas del l itoral espa ñol, y m ás
concretamen te su pla t aforma oceáni ca, el límite a la
profundidad admisibl e descarta buena parte de los enclaves
potenciales. E ste pará m etro i nfluy e directa mente en cos tes
como la cimentación , montaje de los aero generadores y las
labores de man t enimient o y control .
Podemos conclui r q ue la presencia de viento, con las
propiedades adecuadas a la t ecnolo gía disponible, en sectores
con escasa profundidad determina la selección d e los enclaves
susceptibles de aprovechamie nto. En este caso debemos
contar con la presencia cercana, al área de ex plotación, de
redes de evacuaci ón de la energía generada. En su def ecto,
caso m ás habi tual dada las características de los
emplaz amientos potenciales, nos enfrenta mos al seg undo
elemento que más encarece la implantación de parques eólicos
marítimos: el traz ado de lí neas propias para el vertido al
sistema de la elec tr icida d pr oducida.
Finalmente, destacar como las adversas condiciones de
humedad y corrosión presentes en el medio marino han sido
eficaz mente superadas mediante la aplicaci ón de t rata mientos
especí f icos.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
230
No obstante, y tras de tallar los aspectos menos f avorables,
resaltaremos como las características de los e mplazamie ntos
marinos y las propied ade s de los v ientos en estos enclav es
pueden resulta r idónea s para el ap rovechamie nto energético
del recurso eólico. La gran planicie q ue constituye la superficie
marina y la ausencia de obstáculos r elev antes q ue sobresalgan
tales como lomas, crestas, vegetación etc., f avorecen la
circulación del viento a v elocidades superiores que en tierra
firme. Incluso, gracias a la disminución de turbulencias,
podemos hablar de una mayor vida úti l de los ae rogeneradores
frente a modelos similares ubicados en tierra. Igualmente, las
referidas propiedades de los vientos en los enclaves marinos,
menor presenci a de t urbulencias debido a una mayor
estabilida d térm ica , permiten una notable reducción en la altura
de las torres y un des arrollo de la potencia instalad a más
continuo. Concluire mos destacando q ue la inmensidad del
medio marino, en contraste con la escasez de emplaz amientos
disponibl es en t ierra f irme y las limitaci ones espaciales de rigor
(núcleos de población, áreas protegidas, pendien t es excesi vas,
etc.), pone a disposici ón de los técnicos enormes áreas
susceptibles de ex plotación otorg ánd oles una condición de
partida que permite visl umbr ar grandes p royectos .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
231
6.1.2. Rad iaciones sola res ……………… …….....……………. .
El potencial energ ético q ue nos brinda la acción del Sol es de
tal magnitud que result a complejo de calibrar. Como hemos
expu esto en capítulos a nteriores el Sol es r espo nsable, directo
o indirecto, de la mayor parte de procesos q ue se desarrollan
en la Tierra. Algunos estudios concluy en q ue aprov echando la
energí a solar que cada año recibe una pe queña porción del
desierto del Saha r a, se podrí a satis fa cer la demand a
energética mundial
7
. No obstante debemos acotar, para no
desvi ar el objeto del presente docu mento, y señalar aquellos
conceptos de especial relev ancia en cuanto a la proyecci ón
territorial del ap rovechamiento del recurso sol ar.
Comenz aremos defini endo lo que podrí amos entender como
recurso energé tico solar de un emplaz amient o. Estarí amos
ante una d efinición de recurso solar asimilado a la cantidad de
energí a contenida en la radiación solar q ue se r egistra en dicho
enclav e. Para hacer efectivo el aprovechamient o energético de
este recurso hace falta la implan t ación de sistemas de
conversió n de la radiació n solar.
7
ALEKLET T , Kjell, Sist emas de energ ías reno vables en la
eliminación gradual d e los c ombustibles fósiles . Anda lucía renovab le.
Agencia Andalu za de la En ergía, Se villa, 2011, pp . 172.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
232
Las radiaciones solares, como ocurre con la práctica totalidad
de otras fuente s renovables, podrí an considerarse co mo un
recurso energé tico de bajo r endimiento y que por tanto exige a
las instalaci ones de captación una proyecci ón terr itorial más
extensi va que las energías conv encionales. La radiación solar
que incide en un punto y momento conc reto depende
fundamentalmen te de la posición rel ativa de la T ierra respecto
del Sol en ese instante y del papel q ue desempeña la
atmósfera terrestre . Simplificando al m áxi mo podemos indicar
que la acción sola r g enera procesos de intercambio
energéticos entre la corteza y la atmósfera t errestre . De ah í
que podamos establece r un determ inado patró n, a part ir de
ciclos más o menos periódicos y estacionales, que nos permite
elaborar mapas con la irradiancia global media en un periodo
de años
8
.
No obstante no debe mos ignorar la influencia de f enómenos
im predecibles, tanto naturales (nubosidad, bruma, etc.) como
artificiales (polución atmosférica), en este f lujo energético. Y es
que el aprovechamie nto de la energía solar está sometido a la
imprevi sibilidad, con el nivel de prospección disponible hoy en
dí a, que caracteriz a a las ener gías renov ables.
8
Com o el Atlas de Ra diación Solar en Es p aña (1983 – 2 005) de la
Agencia Estat al de Meteorolo gía (AEMET ).
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
233
La evalua ción del recurso solar surge del conocimien to de su
propia naturaleza así com o de la interrelación entre sus pautas
susceptibles de pronóstico (partiendo de parámetros como
declina ción, latitud y ángulo horario) y las aleatorias (en base a
la combinación de la acci ón del v iento y la orograf í a con la
polución o la nubosidad) .
En lo que respecta a la naturalez a del recurso solar hay que
decir q ue el sol emite un espectro concreto de radiación, q ue
como v eremos a continuación constituye una de las clav es de
su potencial aprovecha miento. La intensidad de la radiación
solar apenas se ve alterada ant es de entrar en contacto con la
atmósfera. Sin embargo cuand o la radiación sol ar atrav iesa la
atmósfera terres tre, e s sometida a f enómenos de absorción,
refracción, re f lex ión y dif usión . Es to justifica que llegue a la
superficie terrestre con una intensida d menor y descompuesta
en radiaci ón di recta (que no sufre cambi o de di rección al
atravesar la atmós f era) y radiación difusa (que sufre cambios
en su dirección por efectos de reflex ión y difusión). De esta
forma se concluy e q ue la radiación g lobal es la suma de las
radiaciones di recta y di f usa
9
.
9
Y ÁNEZ, Guillerm o, Arquitectura s olar: aspectos pasivos,
bioclimatismo e iluminació n natural . Minister io de Obras Públicas y
Urbanism o, MOPU, Madrid, 1988, pp. 6 5
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
240
Otro recurso energétic o renovab le q ue requiere trata m iento
diferenciado, aun q ue incluido por algunos autores en el grupo
de los aprovech amientos hidráuli cos, es la energía
mareomotr iz . Consiste en el aprovechamie nto d e la dif erencia
de energ ía potencial del agua marina entr e la pleamar y la
bajamar. Andalucí a, como v enimos apuntando, es
relativ amente rica en recurso mareomotriz en el área del Golfo
de Cádiz (algunos estudios estiman un potenci al total de 50
M W ). Ell o se debe a la concurrencia de marismas, ríos, caños,
esteros, cor rales, etc ., con un rango de marea su f iciente.
En la se lección de empl azamientos también se t iene en cuenta
su accesibili dad, debido a que l as marismas constituy en un
medio de acceso compr ometido con terreno s muy f angoso s (lo
que di ficulta cualquier actuación) . El máx imo ap r ovechamiento
se consigue en una zon a media intermareal, siempre e n
relación directa de la altu ra de la marea. El emplaz amiento más
habitual en la costa andaluz a se localiza de forma
perpendicul ar a un caño natural que aporta el agua suf iciente a
la denominada caldera. Se requiere de una intervención
consistente en el ceg ado del caño para obligar al ag ua a pasar,
mediante arcos y canales, por los ba jos de la ins t alación
15
.
15
Molinos de marea. Agenci a Andalu za de la Energía , Sevilla, 2010.
Siguiendo con los recursos energé ticos marinos podemos
destacar otras fuentes sobre las que se viene trabajando hace
varias décadas. Dado que la ocupación terrestre de buena
parte de ellos es nula o muy restr ingida, reduci éndose a
algunas instalaciones de apoy o, nos limitaremos a realizar una
breve descripci ón de los m ismos.
Los primeros estudios de prospectiva han determina do, para el
ámbito andaluz , que exi ste poco potencial energético en
recursos como el gradiente térmico y el gradiente salino .
Exi sten algunos enclaves, en Cádi z y Levante almeriense,
susceptibles de aprovechamiento de la e nergía asociada al
oleaje o undimotriz . Por último , el potencial de las corrientes
marinas si tiene un ampl io marg en de desarrollo al estar entre
los mejores del mundo en el área del Estrecho de Gibraltar.
Debemos subrayar q ue una de las principales dif icu ltades q ue
conllev a la selección de emplazamientos marino s radica en la
propia naturaleza del me dio. Y es q ue el medio marino, a pesar
de estar poco socializ ado ante la pérdida de re ferencias, se
encuentra intensamen te expl otado por numerosas actividades
humanas como el transpo rte de m ercancí as y personas, las
flotas pesqueras, las almadrabas y otr os artes de pesca
tradicionales, la extracción de hidroca r buros, etc.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
241
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
242
La biomasa por su p ropia de f inición, materia orgánica no
fosiliz ada q ue se emplea para g enerar energí a u otros
procesos industriales, propi cia la existencia de abundantes y
variado s recursos con un amplio margen de expl otación f utura.
Algunos auto r es
16
abordan l a biomasa como una serie de
procesos que incluy e materiales, tratamientos y destino s.
Desde este enfoque se di stingue entre:
Combustibles: sólidos (madera , paja, poda de árboles,
etc.) o g aseosos tras su descompo sición anaeróbica
(metano en forma de biogás ).
Procesos de compos taje: tr ans f orman la materia
orgánica f ermentable y m icro-organismo s original es en
un producto s ólido establ e.
Fermentación alcohól ica : Se obtiene alcohol líquido
(etanol) mediante dis tintos procesos de t riturado ,
hidrólisi s ácida y separación de mezclas y f ermentaci ón
con un uso c reciente de la biotecnol ogí a.
Procesos de esteri ficación (liquido) que transforman los
ácidos grasos en una mezcla de hidrocarburos simil ar al
diesel.
16
BERBEL VE CINO, Julio, GONZÁLEZ GR ANADO, I nm aculada, La
biomasa en Andalucía. Energías renovabl es: p aisaj e y territori o
andaluz. Grupo d e Estudio s T EXTURA, Sevilla, 2 010, pp. 190.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
243
Si como veni mos exponi endo la biomasa es la más
heterogénea de las renovabl es, debido a las notables
diferencias t anto en su orig en como en su forma de
aprovech amiento, result a complejo habl ar de e mplazamie ntos.
La div ersidad de f uentes y aplicaciones tecnológicas al alcance
de la biomasa, multipli ca el modelo y la propia escala de los
emplaz amientos ( desde de una caldera doméstica de leña a
una planta de bioco mbustibles). Por todo ello concluiremos
que si bien no existe un emplazamiento t ipo para el
aprovech amiento de la biomasa, si existe un emplaz amiento
ideal. Y es que la biomasa debería ser expl otada, en la m edida
de lo posible y como g arantí a de la sosteni bilida d de l a
activi dad, allí donde existe el recurso y lo más cercano posible
al punto de consu mo.
En el caso de Andaluc ía, ver tabla adjunta, la mayor parte del
potencial de la biomasa está vinculada al o livar y sus residuos.
Consecuentemen te, buena parte de las instalacion es de
biomasa se localiz an en las comarcas oliv areras de Córdoba y
Jaén. En la escala do méstica, destacamos las aplicaci ones
térmicas de la biomasa , se encuent ra di stribui da por buena
parte de los hogares andal uces y con una presenci a creciente
en aplicaci ones hosteler as, agropecuarias e industrial es.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
244
Los r ecursos geotérmi cos, o ener gía almacenada bajo la
superficie sólida de la T ierra en for ma de calor, pueden ser
clasificados
17
en función d e su tempe ratura :
Recursos de Muy Baja T empera tura (T < 25ºC):
concentrados en las rocas y las ag uas subterráneas a
poca profundi dad por lo que son muy frecuentes.
Recursos de Baja Tempera tura (30ºC T < 100ºC):
presentes cuando a una pro fundidad adecua da ( 1.500-
2,500 m) ex ist an forma ciones geológicas per meabl es
que permitan a los flui dos extraer cal or a las rocas.
Recursos de M edia T emperatura ( 100ºC T < 180ºC):
aparecen en condicion es similares a las anteriores
aunque a mayor profundidad (hasta 4,000 m) y con una
fuente de calo r (intrusión de ma gma).
Recursos de Alta T emperatura (T > 180ºC): preci san un
foco de calor, rocas permeables a la profu ndidad
adecuada (1.500-2,500 m) y f ormaci ones g eol ógicas
impermeables superpue stas a las anteriore s.
Recursos en Sistemas Estimulados (EGS T > 180ºC):
precisan hacer circular un f luido a t ravés de fracturas
artificiales a gran pro fundi dad (más de 4.000-5.000 m).
17
Energía geotérmic a. A gencia Anda luza de la En ergía, Sevi ll a, 2011.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
245
La energí a g eotérmica , como buena parte de las r enovab les,
tiene varia das aplicaciones de uso directo , climatización ,
generación de electricidad, etc. Manteniendo el esq uema
anterior, el potencial y la d istribución de los recursos
geotérmicos en Andalucí a es:
Recursos de Muy Baja T empera tura: presen tes en
buena parte del territorio andaluz g racias a la
estabilida d del subsuelo a part ir de los 10-15 metros de
profundidad. Los local iz amos en la energía t érmica
contenida en rocas y acuí f eros someros.
Recursos de Baja T empera tura: ampliamente
distribuidos, al igual que los anteriores , y aplicabl es a la
climatiz ación median te el uso de bomba de calo r.
Recursos de M edia T empera t ura: locali zados en
Lanajarón y Alhamilla y muy probablemente en Lebrija y
la costa de Ro q uetas.
Recursos de Alta Temperatu ra: no consta la exist encia
de estos recursos a pro fundi dades comercial es.
Recursos en Sistema s Estimulados: las fuentes
geológicas señalan como propici os al g unas á r eas del
M acizo Hercí n ico (entre Córdoba y Se villa) y de la
Cordill era Bética (entre Granada y Almerí a).
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
246
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
247
6.2 SISTEM AS DE APROVEC HAM IENTO :
Tras la selección de em plaz amientos, el seg und o f acto r q ue
resulta clave en la ex plotación de los recursos energéticos
renovab les es la t ecnología de la q ue disponemos. Ambos
elementos , emplazamientos y tecnologí a, están íntimamente
ligados ya que en f unción de las posibi lidades tecnológicas a
nuestro alcance , podemos ampliar o disminu ir el r ango de
magnitudes a partir del cual el aprovechamiento de un
emplaz amiento deter minado comienz a a ser v iable.
Gracias al notable avan ce tecnológico experimentado po r el
sector en las últimas déc adas podemos indicar , en lógica con el
anterior razonamie nto, q ue se ha aumentado el potencial
energético renov able susceptibl e de aprovechamie nto así como
el número de emplazamie ntos. La proyección de esta dinámica
sobre el t errito rio t iene dos v ertientes q ue debe mos des tacar.
Por una parte nos permite acercar los centros de producción a
los centros de consu mo, con la optimizaci ón de recursos y la
mejora en la eficiencia q ue esto conllev a. Por otra parte este
proceso permite a r moniz ar la implantación de instalaci ones
sobre el territorio , con la consecuente imple mentación de las
cautelas respecto a la preservaci ón de otr os valores
paisají sticos, cultural es, medioambien tales, e tc.
Sin embargo y en lo que atañe a la ev olución tec nológica de las
renovab les podemos percibir, en parte debido a lo heterogéneo
del sector, que ha sido en exceso deudora de los
condicion antes y actores principales del actual modelo
energético. Fundamen talmente hacemos re f erencia al
desarrollo desigual experimentado por las tecnologías de
producción eléctrica centrali zada f rente a otras aplicaci ones no
eléctricas (mecánicas y térmicas fundamentalme nte),
eléctricas ai sladas o de recursos no conv encionales. Se precisa
una mejora en la r egulac ión pública para equilibra r esta deriv a.
A lo largo del presente apartado, nos cent raremos en aborda r
la configuración de los actuales sistemas de ap rovech amiento
energético renovabl es. Y es q ue el desarroll o tecnológico
alcanz ado ha permitido que algunas instalaciones energ éticas
renovab les, las eólicas terrestres fundamentalmen te, resulten
competitiv as económicamente frente a las energ ías
conven cionales. Igualm ente podemos reseñar la notable
evol ución protag oniz ada, en los últimos años , por algunas
tecnologías de aprovechamiento de la ener gía solar y de la
biomasa. En f ase aún más experimental, debido
probablemente a la nece sidad de mayor esfuerzo f inanciero en
los prog ramas de investigación , nos encontramos con las
tecnologías ma r inas, geotérmicas, etc.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
248
6.2.1. Molinos y aerogeneradores …… . …….….. ..……………. .
La obtención de electri cidad a partir del vien to es la aplicaci ón,
del conj unto de ener gías renovables, que ha alcanz ado m ayor
despliegue en los últimos años. Un marco regulatorio f avorabl e
(aunque recientemen te puesto en cr isis) , con la consiguiente
apuesta de las grandes compañí as eléctricas, h a sido la base
sobre la que se ha sustentado el despegue tecnológico y
comercial del sector. Los gr andes aerogenera dores han sido
objeto de un esfuerzo inv ersor de tal magni tud, que ha
permitido su proliferación territorial hasta ser conv ert idos en el
icono por excel encia de l as energías renovab les.
Sin embarg o, este auge de la gran eólica ha eclipsado otr as
aplicaci ones prácticas de la energía eóli ca. Nos referimos a
otras prácticas menos visi bles, como las instalaciones
minieól icas o de bombeo de ag ua, pero con un a mplio recorrido
por desarrollar. Nos referiremos brev emente a estas últimas
haciendo constar con anteriorid ad q ue el actual marco
normativ o, que no distingue entre gran y pequeña eólica, ha
perjudicado no tablemente a las mismas . Como hemos
expu esto en capítulos pr ecedentes , se percibe por parte de la
administración cierto desinterés por las instalaciones
energéticas aisladas o d estinadas al au toconsu mo.
El empleo de bombas eólicas de agua, para riego y
distribución, es una de las aplicaci ones eólicas q ue menos
atención recibe. A pesar de senci llez tecnológica y al ta
eficienci a energética, ha caído en desuso en determinado s
paí ses. La Organiz ación de las Naciones Unidas para la
Alimentaci ón y la Agricul tura (FAO ) advierte
18
del gran potencial
de la energía eólica par a el bombeo de ag ua en zonas rurales.
Cuando la veloci dad del v iento supera los 4 m etro s por
segundo, el bombeo de agua eólico comienz a a ser competitiv o
fr ente a otras fuentes conv encional es. Respon de a múltiples
soluciones de di seño, tanto de eje v ertical como horizon tal,
aunque el modelo más común di spone de una bomba de
pistón, depósito, torre y rotor. Lo s usos de las bombas eólicas
son variados, si bien el más extendido es el de extracción de
agua de un pozo subterráneo. Otras aplicaciones abarcan
desde el suministro de agua a poblaciones r urales,
expl otaciones agropecuaria s de todos los tamaños, re gulación
de ag ua entre embalses a distintos niv eles, t ratamiento de
agua de la gos y estanques , etc. T ambi én se fabrican
aerogenerado r es q ue destinan la electricidad q ue producen
para acciona r electrobo mbas hidr áulicas.
18
La inversió n en la agr icultura: ev olución y pers pectivas, Cum bre
Mundial sobre la Alim entación. Organi zación de las Naciones Unidas
para la Alim entación y la Agricultura (FAO) , Rom a, 1996.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
249
Algo más ex t endido se encuentra el empleo de pequeños
aerogenerado r es aislados de la red. Las instalacion es
minieólicas
19
, aquellas con una potencia nominal inferior a 100
Kw , deben buena parte de su proli f eraci ón a la versatilidad de
soluciones que ofrecen. Resultan especialmente ef icaces en
combinación con otr as instalacion es renovables,
complementándo se los picos y vall es de producción de cada
tecnología, y son esenciales en ámbitos apartad os a los que no
llega la red eléct r ica.
El principio que rige su f uncionamiento es análogo al de los
grandes aerogeneradore s. El viento, se precisa una velocidad
míni ma de 3,5 metros por segundo, hace g irar el rotor a part ir
del m ovi miento de unas hélices construidas a base de f ibra de
vi drio y carbono. La electricidad generada se almacena en
baterías en forma de cor riente continua. Desde aquí se regula,
se recomienda una autonomía m íni ma de tres días, y convierte
mediante un inv ersor en corrien te al terna a 220V. Para los
casos en los q ue la m inieólica está conectada a la red, menos
habituales, se precisa de un inversor especí fico q ue sincroni za
la energí a g enerada para cont rolar el v ertido a l a red.
19
La limitación a 100 Kw s e debe al Reglam ento Elec tro técnico de
Baja Tensión y a la norm a IEC 1 400-2 (que estab lece un lím ite al área
de barrido de las palas de los pequeñ os aerogen eradores) .
Exi sten numerosos modelos de aerogenerado res de pequeña
potencia, pero el más habi tual se corresponde con uno de e je
horiz ontal de dos o tr es hélices. Los bipalas, con un área de
barrido de entre 2 y 4 m etros, son menos potentes que los
tripalas, con un área de barrido de hasta 4 metros. La potenci a
nominal de los pro totipos varía en función del número de
hélices y área de barrido, aunque se pue den encontrar
modelos desde los 600 hasta los 6000 vatios.
Respecto a la t orre que sostiene al aerog ene rador, existen
igualmen te distintos mod elos. Las más habi tuales son las torres
basculantes y las torres auto soportadas , permitiendo alcanzar
una altura comprendida entre los 10 y los 20 metros. Una
mayor altura de la torre permite aprovechar el vien to con menor
incidenci a de los obstáculos presentes en el terreno
(vegetación , edi f icios, o rografía, etc.). Las torre s bascul antes
permiten el izado del aerogenerador desde tierra, para labores
de ajuste y mantenimien to, aunque precisan de t irantes para su
sujeción. Dentro de las torres basculantes encontramos
div ersas tipologías: las tubulares, escalonadas y de cel osía.
Tanto la cimentaci ón de la torre como el anclaje de los tensores
dependerán de las caract erísticas del suelo so bre el que se
implantan (tornillos de expansi ón, dados de cem ento, dados de
hormigón a rmado, etc .).
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
256
6.2.2. Plantas y paneles solares ……… …….. .....…………… ..
Siendo conscientes de la simplificación q ue conllev a una
clasificación de los sistemas actuales de aprovech amiento del
recurso solar , nos atrev emos a propone r la siguie nte distinción:
Aprovech amiento f otov oltaico: consistente en la
generación de electricidad a partir de la exposici ón al
sol de deter minados materiales y estructu ras.
Aprovech amiento directo: engloba activ idades
tradicionales (como la obte nción de sal, secado de
frutos y alimentos, etc.), productivas (invernaderos, etc.)
y hábi tos cotidianos (sec ado de ropa, etc.).
Aprovech amiento térmico de baj a temperatura: una
instalación capta la radiaci ón solar para ele var la
temperatura de un lí q uido o gas. Su aplicación más
extendi da es el calenta miento de a gua.
Aprovech amiento térmico de concentración: El principio
es idéntico al anterior aunque alcanzado, el f luido
caloportador, tempe raturas m edias y altas. Sus
aplicaci ones van desde la generación de electricidad a
otros procesos m ás complejos (tratamie nto de
materiales, termo químicos, e tc.).
El potencial de producción del efecto fotovoltaico está
condicion ado por dos factores fundamentalmen te: la radiación
incidente y la temperatura ambiente. Pode mo s distinguir entre
sistemas fotovoltaicos conectados a la red y sistemas
autónomos:
En las instalaci ones f otovoltai cas que vi erten su
producción a la red, mediante un inversor, el operador
asume la garantí a de suministro y estabilidad del
sistema con indepe ndenci a de la climatología. Los
huertos solares, en ámbitos rurales, o cubiertas solares,
en áreas industriales o urbanas, han proli f erado en los
últimos años. La propi a normativa impuesta por el
regulador, pa ra facili tar la gestión del sistema, fomenta
la concentración de placas f otovoltaicas hasta al canzar
un míni mo de potencia i nstalada.
Final mente en los si stemas f otovol taicos aislados, se
precisan compon entes especí f icos de almacena miento,
baterías, para cubrir posibl es interrupciones en el
suministro a nte factores meteorol ógicos. Este h ándicap
limita la potencia de los mismos, aunque comienz a a
ser superado a parti r de soluciones h íbridas (con
ingenios eóli cos, hidró geno, etc. ),
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
257
La energ ía solar f otovol taica explota la pr opiedad q ue
comparten al g unos m aterial es semiconduc t ores, por la q ue
transforman la energí a solar incide nte en un potencial eléctrico
capaz de impul sar una determinada cantidad de carga cuy a
energí a puede ser transferid a
22
. Las placas f otov oltaicas están
formadas por una agrupaci ón d e celdas o células f otovoltaicas,
elaboradas fundamenta lmente con silicio, entre las q ue
podemos dis tinguir:
M onocristalina s: Compuestas por partícul as de un único
cristal de sil icio de gran purez a, es la más e ficiente.
Policri stalinas: Compuesta por p artí culas cristaliz adas
de div ersos tamaños. Menos puras q ue las anteriores,
son más econó m icas.
Amorfas: Empl ean silicio sin cristaliz ar, frecuente en
pequeños produc t os o sup erficies de tejados, e tc.
Capa f ina: Las menos eficientes de todas, se utilizan en
productos pe queños ( relojes, calculad oras, etc .).
Orgánicas : De m uy bajo rendimiento actual aun que de
gran proyección en un f uturo, emplean semicond uctores
orgánicos.
22
PÉREZ G ARCÍA, Manu el, Energía So lar. Energí as renovables:
paisaje y terr itorio andalu z. Gru po de Estudios TEXTURA, Sevilla,
2010, pp. 171 -187.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
258
En lo q ue respecta al aprovechamiento direc to , no se precisa
sistema de conversió n alguno, q ue el hombre viene haciendo
de la radiación solar como fuente de calor podrí amos distinguir
entre:
Activ idades t radicional es: históricamen te presentes en
las áreas meridi onales como Andal ucí a. Desarr olladas
en el capítul o anterior, como la obtención de sal en las
salinas, al secado de alimentos y frutos, etc. Suelen
precisar el moldeado del t erreno o la construcción de
edificaciones de apoyo.
Sistemas pasiv os: muy ef ectiv os en arquitectura y
urbanismo , f orman parte del bagaje popular acumulado
por los pueblos. Nos referimos a la orientación de las
construccion es, distribu ción de huecos en f achada,
apertura de estancias a patios, lo gias, etc.
Activ idades productivas: en los invernade ros se propicia
la concentración de las radi aciones solares mediante la
construcción de cubierta s de plás tico.
Hábitos cotidianos: como el secado de ropa al sol que
contribuyen a la reducción del consumo ener géti co. En
lo últimos años se vien e observando una pérdi da de
este tipo de hábitos cotid ianos.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
259
Una de las aplicaciones de la energía solar q ue ha tenido
mayor expansión, es el aprovechamiento solar t érmico de
baja temperatura ( por debajo de los 100 ºC ). Se tr ata de
instalacion es sencill as expuestas al sol, la radiación solar
calienta un f luido que puede emplearse dir ectamente o ceder
su calor, y que han demostrado sobradamen te su eficacia.
Incluso en terr itorios con escasez de recurso solar existen
tecnologías, como los paneles t ermodinámi cos, que permiten el
aprovech amiento solar térmico de baja t empera tura. En funci ón
de la tempera tura de traba jo podemos distin guir
23
:
Temperaturas inferiores a 60ºC. Los Col ectores de
Placa Plana (CPP) son los m ás ins talados. Cuentan con
una placa m etálica absorbente, en contacto o por la q ue
circula el f luido calopor tador, una cubierta transpa rente,
normalmente de vidrio , y un receptáculo que aísla
térmicamen te al colector. El área de captación de una
unidad de colector comercial está comprendido ent re 2
y 4 m² y, dependiendo de la demanda energética, se
puede presen tar com o un sistema indi vi dual con
almacenamiento inte grado (sistemas compa ct os) o
agrupando v arias unidad es ( sistemas en bate ría ).
23
PÉREZ GARCÍ A, Manuel ( 2010).
Tempera turas superio res a 80ºC. Al compartir principi o
fundamental, el aumento de la temperatura s ólo es
posible gracias a una mej ora en la capacidad
absorbente de la supe rf icie. Para ello se rec urre al
empleo de aislantes espe cí f icos sobre la capa exterior
de la instalación , median te dos tipos de solucione s:
.- Una primera que optim iz a la capacidad de aislamiento
de la cubierta empleando materiales de r ecubr imiento
distintos al vidrio, como el t itanio, o creando un
determinado nivel de vacio sobre la capa absorbente .
Entre estas apl icaciones encontramos a los Col ector es
Planos Avanzados ( CPA) y a los Colectores de Tubo de
Vací o (CTV). El vacío e xistente en los tubos de los CTV
reduce la convección y las pérdidas en conducción de
calor, por lo que alcanz an m ayor temperatura que la
mayorí a de los colectores planos.
.- U na segunda que opta por l a concentración de l a
radiación incidente sobre el plano de apertura del
colector, sobre el propio absorbente (con menor
tamaño). A esta solución pertenecen la f amil ia de los
colectores concen trador es, ent re l os que de stacamos
los colectores Cil indro Parabóli cos Compuesto s (CPC ),
que pueden ope r ar con un ángulo de incli nación fi jo.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
260
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
261
La energí a solar t érmic a de baja temperatura es l a energía
renovab le más extendida y por tanto con mayor número de
usuarios. Buena parte de la población ha tenido conocimiento
de las energías renovabl es a part ir de su contacto con la
energí a solar térmica de baja tempera tura. En esta línea
podemos indi car q ue se trata de una alte rnativa renovabl e que
ha contado con un r espaldo institucional prologando en el
tiempo. Así podríamos citar el programa PROS OL, que vi ene
actuando en Andalucí a desde principios de los nov enta y h a
sido prorrogado con éxito hasta nuestr os días. No obstante, el
salto cuantitativ o de la solar t érmica de baja temperatura se
produce con la entrada en vigor del Código Técnico de la
Edificación ( CTE)
24
. A diferencia de lo q ue establece para la
contribución f otov oltaica mí nima de energía eléctrica,
básicamente edificios t er ciarios de más de 3000 m² u hoteles y
hospitales de más de 100 plazas/camas, el CTE determina q ue
la contr ibución solar mínima es aplicabl e a los edificios de
nuev a construcción y rehabil itación de edificios ex istentes de
cualquier uso en los que exista una demanda de agua caliente
sanitaria y/o cli matiz ación de piscina cubi erta.
24
El CT E determ ina e n su Docum ento Básico de Ah orr o de E nergía
H4 l a ob ligatorie dad de cu brir un porcentaje, en función de la zon a
climática entre el 30 y el 70%, de la dem and a de agu a calient e de las
viviendas m ediante instalac iones de so lares térm icas.
Las principales aplicaci ones prácticas de la energía solar
térmica de baja tempera tura son :
Agua Caliente Sanita ria (ACS): Dentro de las
aplicaci ones de la ener gía solar térmica de baja
temperatura, el ACS es la más desarrollad a en las
últimas décadas y la de m ayor r entabili dad
socioeconómica . Consiste en aprovechar la energ í a
solar para calentar el agua sani taria que se emplea rá en
los hogares, edificios de uso colectivo, etc. El c oste de
los eq uipos de ACS q ued a sobradamen t e a m ortiz ado
durante su vida útil ante el ahorro, durante los meses de
mayor irradiación solar suelen cubrir el 100% de la
demanda de agua caliente en f unción del área
geográ f ica, q ue conlleva su uso. Al abrigo de estas
instalacion es solares ha surgido un se ct or de
fabricantes, montadores, reparadores, pymes etc., que
multiplica el r etorno soci oeconómico a las áreas en las
que se i mplantan. Como analiz arem os en el capítulo
correspondien te se trata de la apli cación r enovable q ue
ha conseguido mayor grado de presencia en áreas
urbanas, debido fundamen talmente a su capacidad de
adaptación a las caracterí sticas constructiv as de las
distintas tipo logías edi f icatorias.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
262
Calefacción Solar (CS): El empleo de la energ ía solar
para aportar el calor q ue precisan las instalaci ones de
calefacción tiene apli caciones domésticas y para
edificios colectivos o industriales. Los equipos de CS no
se emplean durante t odo el año, a dif erencia de los de
ACS, por lo que deben ser convenientemente
dimensionad os para evitar sobrecostes. Los sistemas
de calefacción alimenta dos por instalaciones sol ares,
funcionan a menor temperatu ra q ue los que empl ean
caldera convencion al, suelen ser de suelo r adia nte, con
radiadores sobredi mensi onados o con ventil o
convectores (fan coil).
Refrigeración Solar (RS) : El calor obtenido por medi o de
los equipos solares también se emplea, aun que está
aplicaci ón aún no se h a extendi do lo su ficiente, para
producir f río en un ci clo de enfriamie nto por ab sorción.
Esta tecnolo gía es complementaria con la ante rior, en
cuanto a man t enimie nto de la activ idad de las
instalacion es de captación durante los meses más
cálidos, l o que permite mej orar la durabili dad de l os
equipos. Como e jemplos implantados en Andal ucía
podemos destacar la Escuela de Ingenieros de Sev illa o
las oficinas de la Plata forma Solar de Alme ría.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
263
Climatiz ación Piscinas (CP): Como indicábamos con
anterioridad el propio CTE, en su Documento Básico de
Ahorro de Energí a H4, determina la obligatorie dad de
cubrir parte de la demanda de climatización de una
piscina cubierta mediant e equipos solare s térmicos de
baja t emperatu ra. En lo que respecta a piscinas
exteriores, la normativa
25
prohíbe su climatización
mediante energías convencion ales de forma que sólo
p ueden emplearse f uentes de energí a renovab les
(como la energía solar, biomasa u otras). En reali dad lo
que se persigue es aportar calo r al agua durante unas
semanas al año, hasta alcanz ar temperat uras de entre
25 y 30º C , y prolon gar así la temporada de baño.
Otras Aplicacion es: Los equipos de energía solar
térmica de baja t emp erat ura, pueden tener t antas
aplicaci ones prácticas como soluciones s ean
concebidas. Su contrastada r entabi lidad está
permitiendo su paulatina incorporación a procesos
industriales que requieren de calor o vapor de agua.
Abundan solucion es mix tas en las que distintas
tecnologías renov ables con forman una instalaci ón.
25
Com o el Reglamento de Instalaciones Térm icas en los Edificios,
RD 1027/2007, e n su “IT 1.2.4.6.3. C ontribuci ón solar mínima para e l
calentamiento d e piscinas al aire libre ”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
264
Conclui remos el apartado destinado a los sistemas de
aprovech amiento del r ecurso solar analiz ando el
a prov echamiento térmico de concent ración . Esta tecnología
ha encontrado acomo do en Andalucía, en base a sus
condicion es climáticas, habiéndo se localizad o en su ter ritorio
varias plantas en los últimos años. Podemos incluso señalar el
carácter pionero andaluz en esta t ecnologí a, en cuyo desarrollo
ha resultado clave la experiencia acumulada en la Plata forma
Solar de Almería. Ig ualmente en Andalucí a se han puesto e n
funcionamiento algunas de las primeras plantas solares para
uso comercial , como la PS10 en Sanl úcar La May or (Sevilla) en
2007.
A pesar de q ue se tr ata de un sector con un notable grado de
innov ación y en el q ue se suce den la aparición de nuevos
sistemas y soluciones, podemos clasi f icar las tecnologí as
solares de aprovechamiento térmico de concentración en dos
grupos:
Las que con centran la radiación solar en focos cuya
disposici ón conforma un a lí nea.
Las que concentran la radiación solar en un único pun to
mediante la superposició n de todos los focos.
La dif erencia f undamental entr e a mbos t ipos de concen tración
radica en la capacidad de alcanz ar m ayor temper atura, más del
doble, en los concentrad ores de r evol ución frente a los lineales.
El calor acumulado en estos sistemas permite accionar ciclos
de potencia con venci onales que generan elect ricidad.
Dentro del grupo de con centración lineal podemos distin g uir:
Concentrado res Cili ndro Parabólicos
26
: En los que la
disposici ón de la supe rficie reflectan te p ermi te q ue
todos los focos de las pa r ábolas con formen un eje por el
que discurre el conduct o que contiene el elem ento a
calentar (fluido caloportador, aceite t érmico o vapor
sobrecalentado ) .
Espejos Fresnel: Concentran la radiación solar en una
línea. La princi pal diferencia es q ue los concentradores
son planos, menos eficientes pero más baratos debido
al material empleado y a su propia forma. O tra
diferencia es que el eje por el q ue discurre el tubo que
contiene el f luido e st á a varios metros de altu ra.
26
F ERNÁNDEZ-G ARCÍA, A., ZARZA, E., VALENZU ELA, L., PÉRE Z
GARCÍA, M., P arabolic-tr ough solar col lectors and their applicat ions.
Renewable and Sustei nable Energ y Revie ws 14 ( 7), 2010 , p p. 1695 -
1721.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
265
En tre las tecno logías q ue concentran la radiación solar en un
único punto de stacare mos:
Discos Parabólicos (Stirli ng): En la que el f oco puntual
se encuentra a escasos m etros de la super f icie
reflectante de cada disco. Su precio es algo más
elev ado que otras técn icas de concentraci ón aunque
destacan por su alta eficienci a (próxima al 40%). La
conversió n de calor en electricidad se produce en el
mismo f oco de la parábol a gracias a la presenci a de un
motor termodi námico del tipo S tirling.
Receptor Central (Torre)
27
: En la que un únic o f oco
puntual se encuentra, a cen tenares de metros del
campo de heliostatos , en lo alto de una torre. Lo s
heliostatos están accionados de f orma q ue siguen al
disco solar. Las altas tempera turas q ue se alcanz an en
el receptor precisan que el medio de transferencia a los
ciclos de g eneración sea sales f undidas , aire o ag ua /
vapor. La conv ersión de calor en elec tricidad se produce
en un blo que independie nte al concen trador.
27
T HIRUGNANASAM BAND AM, M., INIYAN, S., GO IC, R., A review
of solar therma l technolo gies. Ren ewable and Sus teinable Energ y
Reviews 14 (1), 2 010, pp. 3 12- 322.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
272
Si los elementos de obra civil son los res ponsabl es de la
captación del recurso hídrico, al equipamiento electromecáni co
le corresponde la ta rea de l a generación de electrici dad así
como su vertido a la red. Entre ot ros compo nentes desta camos:
Elementos de cierre y re gulación.
Turbinas.
Generadores eléc t ricos .
Disposi tivos de re gulación y protección.
Equipos de conex ión a l a red eléctrica (transfor madores,
cuadros, lí neas, etc.).
Las turbinas hidráulicas son el elemento más caracterí stico de
la actividad hidroeléctrica. Se trata de la maquinar ia q ue
convi erte la energía hidráuli ca, energía cinética del agua en
movimi ento, en energía mecánica. Las turbinas pueden ser de
dos tipos:
De acción (aprovechan la vel ocidad del ag ua para g irar)
como las tipo PE LTON.
De r eacción (aprovechan la presión y la velocidad del
agua para girar) como las t ipo FRANC IS, HÉLICE Y
KAPLA N.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
273
Continuamos el repaso a los sistemas de aprovechamiento
eléctrico de los recursos h ídrico s con el seg undo componente ,
junto a las turbinas, más emblemá tico del e quipamiento
electromecáni co: el generador eléctri co
31
. Se tr ata de una
máquina que trans forma medi ante un proceso electro magnético
la energía mecánica de rotación, suminist rada por la turbina, en
energí a eléctrica alter na. Los generadores pueden ser
sí ncronos o as í ncronos, en función de su velocidad en relación
a la fr ecuencia de la r ed. La elección de unos o otros se realiz a
en f unción de numerosos f actores como las con diciones de
vertido de la producción a la red, la potencia de la central, la
val oración económica, e tc.
Po r último ex isten una serie de elementos como los dispositiv os
de regulación y protección, tr ansfor madores de potencia, etc.
que permiten un funcionamie nto e f iciente del sistema en
condicion es de seguridad. Entre las tendencias del sector en
los últimos años cabe destacar la m ejora en los eq uipos de
control y supervisi ón, la minimiz ación del impacto ambiental, la
aplicaci ón de nuevos principios de diseño, el empl eo de nuevos
materiales, e tc.
31
MEDIN A QUE SADA, Mª Ángeles, OGÁ YAR FERNÁND EZ, Bl as,
DE LA CASA H ERNÁND EZ, J esús, (2010).
Como ven imos manteni endo a lo largo del pres ente estudio, la
energí a mareomot ri z es i ncluida por al gunos autores en el
grupo de los aprovechamie ntos hidráuli cos. Den tro de la m isma
podemos distinguir entre aplicaciones que expl otan la corriente
de las mareas, las turbinas pueden ser instalad as en el lecho
marino o estar adosada s a algún elemento estr uctural anclado
al m ismo, y las q ue precisan de la existencia de una presa que
contenga el agua de la pleamar. Las prime ras son más
recientes, con amplio margen de desarroll o, y tienen menor
impacto paisa jístico y probablemente medi oambi ental. Las
segundas cuentan con may or bagaje y si bien tienen elemento s
constituyen tes similares a las centrales hidráuli cas (co m o el
aprovech amiento del movimiento del ag ua retenida en un
embalse o caldera), el caráct er periódico del ciclo ma real le
otorga condici onantes particulares . Actualmen te la explotaci ón
de la energ ía de l as mareas sólo es aconsejable para una
amplitud de mareas sup erior a los 5 me tros.
En Andalucía el potencial mareomot riz se localiza en el arco
Atlántico y cuenta con la ventaja de la existenci a de una amplia
red de esteros, salinas, marismas, caños, r í as, etc.,
caracterí st icos de est e litoral, algunos de los cuales
simplemente deberían ser adaptados y adecuados mediante
intervenci ones de escas o impacto a mbiental.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
275
Si bien la energí a mareomotriz ha sido la que históricamente ha
podido ser aprovech ada, f undamental mente por proyectar sus
efectos tierra aden tro hasta el lí mite de la zona de acción de las
mareas, actualmen te está siendo calibrado el potencial
energético vi nculado a la acción de los mares en su conjunto .
Las conclusion es de numerosos documento s y estudios
internacional es señalan q ue los recursos renov ables marítimos
albergan una in mensa cantidad de ene rgía
32
.
El m ejor conocimiento de la dinámica de los ma res y océanos
ha puesto a disposición del hombre la expl otación de recursos
energéticos renovabl es hasta ahora sin aprov echar (eólica
marina, mareas, corrien t e, gradiente térmico y salino , oleaje,
etc.). Consecuen temente han sido abiertas numerosas lí neas
de inv estigación que han permitido desde el estudio de
principios f unda mentales hasta el post erior des arrollo de todo
tipo de ing enios. Uno de los aspectos a destacar en la
evol ución experimentada por el sector de las energías
renovab les marinas, es la asimilación del impacto sobre el
medio ambiente marino como uno de sus preceptos
fundamentales.
32
Libro Verde. Hacia una futura po lítica marítima de la Unión:
perspectiva euro pea de l os océanos y los mares, Com isión de las
Com unidades Europeas (C OM), Bruse las, 2006, pp. 17.
Dado que no es objeto del presente estudio profundi zar en esta
materia nos limitaremos a señalar que la energía undimotriz ,
aprovech a el movimiento periódico de la s olas, es una de la s
que está r ecabando mayor esf uerz o investigador. Esta
concurrenci a innov ador a explica q ue se planteen div ersas
formas, en función de la disposici ón del ing eni o r espec to al
frente de ol a, de plantea r su ap rovechamie nto en ergético:
Elemento pun tual.
Perpendicul ar al fren te de ola.
Paralel o al frente de ola.
La tecnologí a disponibl e ha permitido plantear emplazamie ntos
offshore, al igual que ocurre con la mareomotri z, lo q ue permite
reducir las presiones sob re el medioambiente del li toral. Exi sten
prototipos completamente sumergidos y una amplia gama de
soluciones que se adap tan a las condici ones concretas de cada
proyecto.
Algo más atrasadas re spe cto a la mareomotriz y undimotriz ,
aunque con un alto potencial de desarrollo, encon tramos la s
aplicaci ones para la expl otación de la energí a contenida en las
corrientes marinas .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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El sector de l a biomasa , como indicamos en el punto
correspondien te, se trata del más amplio y menos homogéneo
de las renovab les. Tanto por el origen de los recu r sos como por
los procesos a los q ue se les somete, la biomasa abarca desde
aplicaci ones domésticas a grandes instalaci one s ind ustriales.
Permite aplicaci ones térmicas directas como las chi meneas, las
calderas domésticas, las calderas colec tivas, hornos, eq uipos
térmicos industrial es, etc. También puede destinar esta
capacidad de g ene rar calor, a través de su combustión, para la
producción de electri cidad en instalacion es de diversas
dimensiones (desde pequeños g enerado res autónomos a
grandes centrales conectadas a la red). Ig ualmente
proporciona el biocombustible con el vehí cu los públicos y
privad os se desplaz an. Incluso se emplea biomasa para
procesos de compostaje o elaboraci ón de productos para la
alimentación animal.
Esta versatil idad y capacidad de apor tar se guridad en la
cobertura de la deman da energética , la ha conv ertido en un
recurso de extraordinari o valor en la concepción de soluciones
hí bridas con otr as energías renovables. En cual quier caso nos
permitimos recomendar la adopción de soluciones aco pladas
con el terr itorio, de f orma que se prio rice el empleo de los
recursos de la biomasa presente en el ento rno m ás cercano.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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El aprovechamiento que se hace de la ener g ía geotérmica ,
almacenada bajo la superficie sólida de la T ierra en f orma de
calor, abarca desde sencill os equipos t érmicos hasta equipos
más complejos generad ores de electricidad. L as aplicaciones
que se hacen de los recursos geotérmicos varí an,
fundamentalmen te, en función de la temperatur a a la q ue se
encuentran. En base a la clasifica ción seguida en el apartado
anterior podemo s encont rar, entre otras, las si g uien tes:
Recursos de Muy Baja Tempera tura (T < 25 ºC): Bomba
de calor y cale f acción su elo radiante.
Recursos de Baja Tempera tura (30ºC T < 100ºC):
Bomba de calor, clima tizaci ón de piscinas, calefacción
suelo radiante y por radi adores, agua caliente sanitaria,
Invernaderos, industria alimentaci ón, procesos
industriales de lav ado y secado, etc .
Recursos de M edia T emperatura ( 100ºC T < 180ºC):
Climatiz ación, secado de alimentos y pl antas eléctricas
de ciclo binari o.
Recursos de Alta T empe ratura (T > 180ºC): Plantas
eléctricas con venci onales.
Recursos en Sistemas Estimulados ( EGS T > 180ºC):
Plantas eléct ricas conven cionales.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
279
REFER ENC IAS DE LAS FIGURAS :
Figura 6.1. Siste ma de medición de turbulencias en el vi ento.
Fuente: “NELS ON, Vaughn, W ind Energy Renewable Energy
ans the Envitoment , Tay lor&Franci s Group, LL C, Boca R at on ,
2009, pp. 67 ”.
Figura 6. 2. (Arriba) Altura necesaria de pequeños
aerogenerado r es para salv ar las turbulencias de un obstáculo .
(Abajo) Efecto sobre el viento, vel ocidad y p otencia, de las
turbulencias generadas por un obstác ulo.
Fuente: “NELS ON, Vaughn, W ind Energy Renewable Energy
ans the Envitoment , Tay lor&Franci s Group, LL C, Boca Rat on ,
2009, pp. 180 ”.
Figura 6.3 . (Arriba) Parque eólico sobre una cresta en Córce ga,
Francia. (Abajo) Par que eóli co en una meseta, La M uela,
Zaragoz a.
Fuente: El aboración pro pia.
Figura 6 .4. Plan o n º 8 del P. Especial de Zonificación d e las
Instalaciones Eólicas de Tarifa, en el q ue observamos el área de
excl usión en torno al núc leo de El Almarchal .
Fuente: Plan Especi al de Ordenación de l as instalaciones
eólicas de Tarifa, Cádiz , mayo 2002 .
Figura 6.5. Den sidad de potencia medi a anual del viento en
Andalucí a a una altura d e 80 metros.
Fuente: IDAE.
Figura 6.6. El alba da pa so a la prime r a luz del día.
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 6.7. Di sposición de los sensores e n una estación
Radiométrica completa de la A gencia Es tatal de M eteorologí a.
Fuente: Atlas de radiaci ón Solar en España utiliz ando datos del
SAF de Clima de EUMETSAT . Agencia estatal de Meteorol ogía,
M adrid, 2005, pp.15.
Figura 6.8. ( Arriba ) Comporta miento de las distin t as capas de la
atmósfera terrest re frente a la s radiaciones solares. (Abajo )
Fotografí a del r efle jo sol ar sobre la atmósfera terrestre desde el
espacio.
Fuente: (Arriba ) http:/ /www . astrofisica yfisica.com . (Abajo) NA SA.
Figura 6.9. ( Arriba) Energí a radiactiva solar incidente de ond a
corta y energía saliente de la T ierra de onda larga. (Aba jo)
Variabil idad del movimiento aparente del Sol para una latitud a lo
largo de las distintas decli naciones del año.
Fuente: ( Arriba ) Elaboraci ón propia a par tir de “ Atlas de
radiación Solar en España utilizando datos del SAF de Clima de
EUM ETSAT . Agencia estat al de Meteorologí a , M adrid, 2005,
pp.156”. ( Abajo) PÉRE Z GARCÍA, M anuel, Energía Solar .
Energías renovables: p aisaje y territorio andaluz. Grupo de
Estudios TEXTURA , Sevil la, 2010, pp. 175 .
Figura 6 .10. Mapas de la P ení nsula Ibérica con la Irradianci a
Global m edia, en el periodo 1983 -2005, en las distintas
estaciones climatoló g icas. De izquierda a derec ha y de arriba
hacia abajo : primav era, v erano, otoño e inv ierno.
Fuente: Atlas de radiaci ón Solar en España utiliz a ndo datos del
SAF de Clima de EUMETSAT . Agencia estatal de Meteorol ogía,
M adrid, 2005, pp.32-35 .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
280
Figura 6.11. Potencial hidroeléctrico en España (GW h/año ),
1980.
Fuente: Estudio sobre el aprovechamiento del potencial
hidroeléctrico con central es de pequeña potencia . M OPU, M IE,
UNES A, INTECSA, M adrid, 1980 .
Figura 6.12. Potencial energético de diversas fuentes marinas en
Andalucí a. De i zquierda a derecha y de arriba hacia abajo:
potencial del gradi ente térmico, potencial del gradiente sali no,
flujo de energí a asociado al oleaje y potenci al de las corrientes
marinas.
Fuente: Ene rgías Marin as, recursos energético s de Andalucía .
Agencia Andaluz a de la Energía, Sev illa, 20 11.
Figura 6.13. Orígenes, tratamiento y destino de la energía de la
biomasa.
Fuente: Autor a p artir de BERBEL VECINO, J ulio, G ONZÁLEZ
GRANADO, Inm aculada, La bi om asa en Andalucía. En ergías
renovables: p aisaje y territorio a ndalu z. Grupo de Estudios T EXTURA,
Sevilla, 2010, pp. 190.
Figura 6.14 . Potencial de Bi omasa en Andal ucí a.
Fuente: Autor a p artir de Situación de la biomas a en Andalucía,
Consejerí a de Innovaci ón, Ciencia y Empresa, S evill a, 2007.
Figura 6.15 . Estructu ra interna de la Tier ra.
Fuente: Andalucía Renovab le . Ag encia Andaluza de la Energ í a ,
Sev illa, 2011, pp. 168.
Figura 6.16. Potenci a de energía g eotérmi ca instalada en
Andalucí a, 2012.
Fuente: Auto r a partir de Agencia Andal uza de l a Energí a.
Figura 6.17. M apas de zonas de interés geotérmico de
Andalucí a, 2009.
Fuente: A g encia Andaluz a de la Ener gía.
Figura 6.18. (Arriba) Apli cación doméstica de la minieólica.
(Abajo) Apli cación en telecomunicacion es de la minieól ica.
Fuente: http: //www . bornay.com/
Figura 6.19. Existe una amplia variedad de modelos de
aerogenerado r es, en función de la orientación de su eje
distinguimos : (Arriba) Aero generadores de eje vertical. (Abajo)
Aerogeneradore s de eje horiz ontal.
Fuente: http://www . windso fchange.d k/ , http://www .k liux .com/ ,
http://turbi nes.allsmall windturbine s.com/, NASA y elaboración
propia.
Figura 6 . 20 . (Izquierda) Trip ala de eje horizontal con torre en
celosí a. (Derecha ) Tripala de eje hori zontal con torre tubular.
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 6. 21 . (Izquierda ) Esq uema con los compo nentes de un
aerogenerado r tipo. ( Derecha ) Grupo de aerogeneradores en
Andalucí a .
Fuente: A gencia Andaluz a de la Ener gía y elaboración propia.
Figura 6.22 . D istin tos tip os de células fotov oltaicas.
Fuen te: http://ww w .enf orce-een.eu /
Figura 6.23 . I nvernade ro.
Fuente: http: //www . jardineria.pro/
Figura 6. 24 . (Izquierda ) Esq uema con los compo nentes de un
Colector de Placa P lana (CPP). (Derecha ) Esquema con l os
componentes de un Cole ctor de Tubo de Vacio (CTV).
Fuente: http: //mundobiod egradable-ciencia.blo g spot.com.e s/ y
http://www .solartermica.net/.
Figura 6. 25 . (Arriba) Esquema de un sist ema solar de
acondici onamiento de aire por absorción.(Abajo ) Esquema de
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
281
bomba de calor por energía solar para calefacción y
refrigeraci ón.
Fuente: “FERNÁND EZ DI EZ , Pedro, Energía Solar , R edsauc e
Engineerin g Servi ces, Santander , 2009, pp. 12 0 ”.
Figura 6. 26 . Esquema de una instalación solar térmica de baja
temperatura doméstica para ACS y Cl imatización de Piscina
exterior.
Fuente: http: //www . implica-t.com/
Figura 6.27. Esq ue mas de dif erentes sistemas de
aprovech amiento de la e nergía solar de concen tración.
Fuente: ( Arriba ) PÉR EZ G ARCÍA, Manuel , Energía Solar .
Energías renovables: p aisaje y territorio andaluz. Grupo de
Estudios TE XTURA, Sev illa, 2010, pp. 182.
Figura 6.28 . De arriba hacia abajo y de iz q uierda a derecha :
espejos Fresnel, Disco parabólico (PSA), Concentradores
Cili ndro Parabóli cos (PSA) y Recepto r Central (PSA).
Fuente: http: //www . guardian.com y http://ww w.psa.es
Figura 6.29. Vista y esquema de la instalación de
almacenamiento térmico en sales f undidas de l a Plataf orma
Solar de Alme r ía.
Fuente: http: //www . psa.es
Figura 6.30. Esquema s de t ransformaci ón de la energí a
hidráuli ca en energí a eléctrica .
Fuente: Autor a p artir de ME DINA QUESAD A, Mª Ángeles,
OGÁYAR FERN ÁNDE Z, Blas, DE LA CASA HERN ÁNDEZ,
Jesús, Hidráulica. Energías renovabl es: paisaje y territorio
andaluz . Grupo de Estud ios TEXTURA, Sev illa, 2010, pp . 214.
Figura 6.31 .
(Izquierda) Cent ral de agu a fluyen te: ( 1) az ud, (2) toma , (3) canal
o túnel, ( 4) cámara de car ga, (5 ) tuberí a f orzada, (6) edi f icio de
turbinas y generador y (7) canal de descar ga.
(Derecha) Cen tral de regulación propia: (1 ) presa, (2) toma, (3 )
tubería forzada, (4) edifici o de turbinas y generador y (5) canal
de descarga .
Fuent e: Minihi dráulica en el País Vasco . En te Vasco de la
Energía, Bil bao, 1995 , pp. 17- 18.
Figura 6.32. (Arriba) Tipo de turbinas . (Abajo) Ábaco de
selección del tipo de tu rbina en función de la al tura y el caudal.
Fuente: (Arriba) Autor a pa rtir de MEDINA Q UESADA, M ª Ángeles ,
OGÁYAR FERN ÁNDE Z, Blas, DE LA CASA HERN ÁNDEZ,
Jesús, Hidráulica. Energías renovabl es: paisaje y territorio
andaluz . Grupo de Estudios T EXTURA, Sevill a, 2010, pp. 218.
(Abajo) Minihidrául ica en el País Vasco . Ente Vasco de la
Energía, Bil bao, 1995, p p. 26.
Figura 6.33. Exi ste una amplia varieda d de modelos de turbinas
mareomotri ces, destacamos las siguientes ubicadas en Bre t aña
(Francia): (Izquierda) Sección f uncional de la central
mareomotri z del Rance, 1967. (Derecha ) Tr abaj os previos con
una turbina del parque d e Paimpol-Bréha t , 2012.
Fuente: (Arriba ) Autor (A bajo) http://ene rg ie.ed f.com/hydrauli que/
Figura 6.34.- Izquierda, boy a undimotriz en la ce ntral de Santoñ a
- Cantabri a ( arriba ) y esquema f uncional (abajo). Centro ,
atenuador undimo triz de las instalaciones de Agucadoura -
Portugal (arriba) y en Orkney - Escocia (centro y abajo).
Derecha, in g enio undi motriz modelo “ bio W AVE” (arri ba) e
ingenio captado r de co rrientes ma r inas model o “bioSTREAM ”
(abajo).
Fuente: (Izquierda ) arrib a htt p://oceanpow ertechnologies.co m/ y
abajo en http://iberdrola.es/ ( Cen tro ) arri ba libre en
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
288
7.2 HUELLAS TERRI TORIALES DE LAS REN OVA BLES :
Una de las características f undamen tales de los recursos
renovab les, y probablemente su principal rasgo di stintiv o f r ente
al r esto de fuentes energéticas, consiste en su perfecta
simbiosis con el medi o que l as concibe . Su concepción requiere
la acción conjunta de una serie de procesos naturales, tanto
globales como locales, q ue son similares a lo s que han
moldeado el territorio sobre el que los podemos local izar. Esta
génesis co m partida justifica la aparición de un f enómeno de
identificación , entre los recursos energé ticos re nov ables y el
soporte territorial , que posteriormen t e alcanz a al hombre y e l
modo en el q ue se r el aciona con su entorno. Por t odo ello
podemos concluir que de un conocimiento detallado de los
condicion antes del luga r podemos extraer las propias clav es
del aprovechamie nto responsable o renovable de sus recursos.
Hablamos de lógicas naturales que cubren un amplio rango
cuya intensidad abarca desde la contundencia de la radiación
solar en latitudes meridional es hasta la sutilez a de la presencia
de una f uente geotérmica en un enclave determinado . Cuando
estas se integran en la concepción de los proyectos la
incidenci a territorial es muy escasa. Nos refe rimos a leyes
naturales que con frecuen cia siguen siendo imprev isibl es para
el hombre.
Sin embargo esta i mprev isibili dad, probablemente el m ayor
hándicap con el q ue cuentan las energías renov ables, no
encaja con las exi gentes condiciones q ue imponen las
necesidades de abastecimiento energético de las activida des
humanas. A q uí reside el elemento f undamen tal que preside la
selección de emplazamie ntos y el riesgo, cuando estos no son
los adecuados, de aparición de af ecciones ambientales. Si bien
en la mayorí a de lugares concurren recursos r enov ables (sol,
vi ento, etc.), estos habitualmente no lo hacen con la intensidad
y f recuenci a que requi ere una explotaci ón sostenible y
responsable con el nivel tecnológico di sponible.
La incidencia territorial que conllev a el aprovechamiento de la
mayorí a de las energ í as renovables se caracteriza, a di ferencia
de las fuentes conven cionales, por su proyecci ón en el entorno
inmediato a su emplaz amiento. D e esta forma sus afecciones
ambientales pued en ser cali bradas al completo y ,
consecuente mente, mi tigadas o elimi nadas mediante un
diseño o posterior ejecuci ón adecuada. Esta garantía se
desvan ece en las f uentes convencional es, cuy a incidencia
alcanz a tanto ecosistemas y enclav es lejanos (yacimi entos,
rutas de transporte, etc.) como cercanos (centros de
producción) , con la consecuente di f icultad que conllev a la
determinaci ón de su imp acto ambien tal real.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
289
7.2.1. Eó lica …… ……… ………………… …….… …..…………… . .
7.2.1.1. M odelos de ocupa ción territo rial de la ener gía eól ica.
La producción de electricidad a part ir de aerogenerado r es
eólicos se materializ a s obre el t erritorio en dos m odelos; uno
descentraliz ado en la q ue el usuario dispone de su instal ación
propia de f orma independi ente a la red eléctrica, y otr o q ue
agrupa a un conjunto de aerogenerado r es (denomina do Parque
Eólico) que v ierte con juntamente su producci ón a la red :
Los sistemas eólicos aislados, más complejos en lo
referente a los componentes del aeroge nerad or, son
más si mples en lo que r especta a su ocupación de l
territorio. Al coincidi r espacial mente el centro de
producción con el cent ro de consumo, sus huell as se
limitan a ci mentación y torre, ya que no se precisan
infraestruc turas de evacuaci ón eléctrica , vi ario de
mantenimien to, edificacion es auxiliares etc. En función
de las necesidades de almacenamien to del sistema
diseñado también se podrían considerar los
componentes de acumul ación de la ene rgí a generada.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
290
En lo q ue respecta a los pa rques eólicos po demos
distinguir, en función del medio en el que se localiz an,
entre los parques eólicos terrestres y los parques
marinos (o ffshore).
7.2.1.1- 1: Los parque s eólicos terrest res constituyen un
modelo de implan tación territorial caracteriz ado por abarcar
una gr an campo visual que se material iz a mediante una
reducida ocupaci ón de terreno . Sus principal es elementos son:
Infraestructu ras Viarias: permiten el acceso de la
maquinaria para la construcci ón, mantenimiento y
desmontaje de los parques eólicos. Repr esentan el
mayor consumo de suelo de los parques y conectan los
div ersos elementos que lo componen mediante un
trazado que se adapta a los emplaz amientos. Su
ocupación del territorio se limita g eneralmente a pistas
de tierra, con el objeto minimiz ar la a lteración del medio
sobre el q ue se construy en. Co m o el r esto de
componentes de un par que eóli co, se trata de un
elemento subsidi ario de los aerogeneradores. Por t anto
una v ez determinada la local ización idónea de los
aerogenerado r es se dise ña la red v iari a.
El t razado del viario s e diseña con la premisa de
registrar los puntos en los que se localizan los
aerogenerado r es. Por ello e l viario suele to mar las
formas orgánicas dicta das por la topografía de cada
emplaz amiento, aunque adaptadas a las nece sidades
de circulación ( radio de curvas, pendiente, etc.) de las
grúas y camiones q ue lo t ransitan. La línea vi rtual q ue
une las bases de l os aero generadores, no rmalmente
dispuesta de f orma perpendicul ar a la dirección de los
vi entos dominantes, r aramente coincide con el trazado
del viario. Sólo en aq uellos emplaz amientos planos,
como en mesetas o llan uras, ambas directri ces se
solapan minimizán dose el consumo de suelo y la
afección paisajística y t erritorial. El segundo caso m ás
favorable, ver figura adjunta, lo e ncontramos en las
crestas de las lomas. En estos emplazamientos la
directriz del vi ario suele coinci dir con la corona de la
cresta, y aunque requiere escasa adecuaci ón del
terreno es muy visible. Finalmente los casos q ue
requieren mayor consumo de suelo y adecuación del
terreno, con el consecue nte aumento del impacto
ambiental y paisajístico, lo encon tramos en
emplaz amientos ubicados en laderas o vertientes con
pendiente muy pronunci ada.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
291
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
292
Plata formas: situadas en la base de las torres de los
aerogenerado r es, son de mayor dimensión que las vías
de acceso y suelen pe rmitir el giro de la maquinaria
empleada. De idéntico material al de las p istas de t ierra,
suelen adaptarse a la topogra f ía haciendo coincidir su
eje mayor a las curv as de niv el.
Cimentación: f ija la torre al terreno y se calcul a en
función del ta maño del aerogenerador así como de las
propiedades del suelo (pendiente, caracte rí sticas
geotécnicas, nivel freático, etc.). Se suele optar por una
cimentación superficial , zapatas aisl adas de hormigón
ar mado, a cuy a armadura se une un tramo de tubo
metálico que constituirá la base para la torre. La s
dimensiones m ás habituales hacen referencia a un
canto de entr e uno y do s metr os y a una super ficie
comprendida entre los cien y los doscientos cincuenta
metros cuadrados . Una alternativa a la cimentación
superficial, q ue debe valorarse en cada proyecto debido
al potencial aumento de los costes que conllev a , es la
cimentación pil otada ( monopi lotes, encepado s, etc.).
Aerogeneradore s: son el elemento más reconocibl e de
los parques eóli cos. Su localizaci ón en los puntos más
favorables del emplazamie nto seleccionad o determinará
buena parte de su incide ncia territorial y paisají st ica. Por
un lado tenemos q ue l a di sposición y separación de
estos ingenios nos esboz a el trazado q ue seg ui rán las
infraestruc turas viarias y parte de las de evacuación
eléctrica. Un parque tipo suele disponer los grupos de
aerogenerado r es alineados y separados entre ell os una
distancia variable. La f orma q ue adop ta la alineación de
los aerogeneradores depe nderá en buena med ida de
las condiciones orog ráficas del emplazamiento y de la
dirección de los vien tos dominantes. Esto expl ica la
formaliz ación orgánica q ue sue len t omar los parques
eólicos t errestres para adaptarse a su ubica ción en
crestas, lomas etc. Po r su parte, y una vez definida la
alineaci ón, la separación
6
entre las máquinas se
determina bási camente en función de la ori entación de
la alineaci ón adoptada fr ente a la dirección do minante
6
Unos aerog eneradores c on pa las de tre inta m etros de longit ud, y
cuando esta variable result a favorable, alineación perpendicu lar al
viento dom inante, se pueden acercar a un a distanc ia inf erior a los
doscientos m etros . Mientras que para casos d esf avorables, alin eación
paralela a la dirección de l viento d om inante, esta d istancia se pue de
ver increm entada has ta los qui nientos m etros.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
293
de los vientos, según el tamaño de los aerog eneradores
y considerando el efecto de las estelas entre los
mismos. En lo refere nte al impacto paisajístico, y
aunque para su estud io remitimos al c apí tulo
correspondien te, podemos avanz ar q ue los elementos
que lo prot agoniz an son la t orre y el rotor. Su diseñ o y
dimensiones, habitualmen te torres de entre cuarenta y
setenta me tros de altura con palas de entre veinte y
treinta y cinco metros de longitud, los convi erte en los
elementos más vi sibles de los par ques.
Infraestructu ras Eléctric as: imprescindi bles para verter
hacia la red la energía eléctrica generada por los
aerogenerado r es que componen el parque.
Habitual mente las infraestruc turas eléctricas están
compuestas por lí neas de evacuación enterradas,
subestaciones y líneas de evacuación aér eas. El
tr azad o de las zanjas, por las q ue discurren las líneas
enterradas en el ent orno de los aerogenerado res, suele
coincidi r con la directriz del viario. M ediante este
cableado subterráneo se transpor ta la elec tricida d
generada hasta subestaci ones de tr ansfor mación.
Desde aq uí partirán las l íne as aéreas que terminan
vertiendo la producción del parque eólico en las
subestaciones de la red eléctrica. La incidencia
territorial de las infraestructuras eléctricas se compone
principal mente de la const rucci ón de casetas para las
subestaciones colecto ras, de la excav ación de z anjas
por las que discurre n las lí neas de evacuación
enterradas y de l a cim entación de los postes de las
líneas de e vacuaci ón aéreas (no rmalmente t orres en
celosí a).
Edificaciones Auxi liares: necesarias para el control del
sistema y el mantenimiento de los componentes del
parque. La ocupación del territorio se limita a la
edificación de una caseta de control de unos doscientos
metros cuadrados y en determinadas ocasiones a una
nave de mantenimiento y almacén de mayor supe rficie
que la ante rior.
Las redes eléctricas construidas para la evacuaci ón de la
energí a generada, el viario y los propios aerogeneradores , son
los elementos con may or impacto visua l. Final mente los
movimi entos de tierra para la construcción del viario, las
excav ac iones de las cimentaciones y zanjas de lí neas
enterradas y la edif icación de construcciones auxili ares, son las
infraestruc turas que con llev an m ayor impacto sobre el territorio .
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
294
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
295
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
296
Por este mo t ivo, podemos indicar q ue el pri ncipal impacto
territorial asociado a la implantación de parques eólicos
aparece en sus fases de construcción y de des mantelamiento.
Hablamos f undamental mente de l a erosión pr ovoca da por el
desbroce y el movimiento de tierras preciso para la
construcción de carreteras y pistas, las excavaciones para el
enterramiento del cableado de las líneas subterráneas, la
construcción de edif icaciones auxiliares y f inalmen te la
ejecución de la cimentación de aerogeneradore s y postes de
líneas aéreas de ev acuación. Es preciso señalar que en la
actualidad se suelen otorga r los permisos administrativ os
pertinentes para la con st rucción de un pa rque eólico, como
estudiaremos pos t eriormente , vincul ados a la aportaci ón de
garantí as ambientales para la ejecución de progr amas de
restauración del medio tras su desmon t aje.
7.2.1.1-2: Los parques eólicos marinos se han convertido en
una de las g randes esperanz as de f uturo del sector eólico, ante
la escasez de emplazamientos terrestres susceptibl es de ser
aprovech ados. Se caracteriz an por traslad ar al mar buena pa rte
de las tensiones territoriales que conlleva la explotación del
recurso eólico, constituy endo un modelo caracte rizad o por una
serie de elementos entre los que destaca la ausencia de
infraestruc turas vi arias:
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
297
Ci mentación: f ija la torre a la pla taforma del f ondo
marino. Se suele optar por una cimen tación con
monopilotes, por gravedad (empleando pe sos mue rtos)
o del tipo trí pode (con patas apoyadas sobre pilotes).
Los monopilotes, de cuatro metros de sección
aproxi mada, v an empotrados en el te rreno con una
profundidad máxima de hinca de treinta metros.
Aerogeneradore s: son aún más reconocibles que en los
parques eólicos t erre stres. Para su locali zaci ón
seleccionamos emplazamientos con viento sufici ente y
con una profundi dad adecuada al siste ma de
cimentación. La f orma que adopta la alineaci ón de los
aerogenerado r es, dada la estabil idad del viento marino
y la ausencia de obstáculos (cr estas, cerros, e tc.) q ue
generen turbulen cias, suele ser mediante hileras. Esto
explica la f ormaliz ación en retícula q ue suelen tomar los
parque eólicos marinos. El módulo de sepa r ació n entre
las máquinas se det ermi na básicamente en f unci ón del
tamaño de los ae roge neradores y considerand o el
efecto de las es t elas entre los mismos. En lo r eferen te
al impacto paisají stico, al igual que en los terrestres, los
elementos que lo prota gonizan son la torre y el rotor.
Sus dimensiones habituales suelen ser de torres de
entre cuarenta y cincue nta metros de altura con palas
de hasta cuar enta me tros de longitud .
Infraestructu ras Eléctrica s: las infraestructu ras eléctricas
están compuesta s por líneas de evacuación enterradas,
líneas de evacuación aéreas y sub estación
transformadora . Las lí n eas colectoras v an ent erradas
bajo el mar hasta sobrepasar la zona de servidumbre
marítima terrestre de la costa. En este punto se
convi erten en l í neas aéreas que llegan a la subestación
transformadora y centro de control antes de verter a la
red general. La inci dencia terr itori al de estas
infraestruc turas se compone principalmen te de la
construcción de la subestación, la excavación
submarina por la que discurren las lí neas de e vacuación
enterradas y la ejec ución de la cimentac ión en
superficie de los postes de las l í neas de evacuación
aéreas (nor malmente torres en celosí a).
Edificaciones Auxi liares: constituidas por el Ce ntr o de
Seccionamie nto, Pro tección y M edida necesario para el
control del sistema.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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306
Ruidos: El sonido emitido por los aerogenerad ores es
uno de los aspectos q ue t radi cionalmente ha levan tado
mayor controversia entre las poblaciones del e ntorno.
Hablamos de ruido cuando el sonido es percibido como
desagradable. Las especificaciones técnicas de los
fabricantes indican que los aerogeneradore s más
implantados en la actuali dad em iten unos 10 0 deci belios
aproxi madamente, considerando que todo el sonido se
genera en un único punto ( en la práctica esto no
funciona así , ya q ue el sonido se orig ina en toda la
superficie de la máq uina y su rotor por lo que este valor
teórico máximo es sólo una referencia con poco valor a
efectos prácticos) . Con estos paráme tros su niv el
sonoro a unos cien metros es inferior al de un pequeño
electrodo méstico y a unos trescien t os o cuatrocientos
metros suele quedar enmascarad o por el r uido d e f ondo
(pájaros, coches , person as, etc.).
Para abordar este asunto debemos considerar tanto la
producción de emisión sonora como su posterior
propagación, ya que algunas de estas emisi ones,
debido a su baja frecuencia, son inaudibles para el
hombre.
La naturalez a del rui do
11
producido duran te el
funcionamiento de las má quinas se debe
fundamentalmen t e a dos f actores, al mov imiento
mecánico y al roce del vi ento con las pal as:
.- Ruido Mecá nico: Nace a partir del movi miento
y r oce entre las piez as que confor man la
maquinaria del aerogenerador , básicamen te del
generador y la caj a mult ipli cadora. El generador
hace el m ismo ruido q ue cual quier otra
instalación eléctrica, por lo que los estudios se
centran en el comportami ento del multiplicad or,
ejes y transmisor . Los av ances tecnológicos
permiten que el sonido de estos componentes
sólo dependa de la calidad de los materiales y su
acabado, por lo que está dejando de ser un
problema en los nuevos aerogeneradores.
Aunque no se suele precisar, la carcasa puede
atenuar los ruidos mediante el empleo de
materiales ai slantes.
11
Consultar los estudios y c álculos d e sonido ex puestos por la
patronal de la industria eólica danesa en ht tp:// www.windpo wer.org/.
En esta web ponen a d isposición d e los usu arios herr am ientas de
cálculo para det erm inar el ni vel de las em isiones de c asos concr etos.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
307
.- Ruido Aerodinámico: El impacto del viento con
las palas, aprovechad o para hace r g irar al ro tor,
produce un ruido m ás complejo que el mecánico.
Nuestra pe rcepción sonora lo asemeja a un
silbi do aunque tiene o tras co mponentes q ue
dependen de la f orma de las palas, su núm ero,
etc. Su niv el sonoro aumenta con la veloci dad,
por lo que el diseño de las puntas de las palas
resulta vital. La t enden cia a reduci r la velocida d
de giro de los rotores, ha m inimiz ado este
problema en los aero generadores actuales .
Una vez emitido t enemos q ue revisar cómo se propa g a
el sonido, básicamente en función de la d istancia
recorrida, las ca racterí st icas físi cas del emplaz amiento y
la presencia de vi entos dominantes :
.-La energía de las ondas sonoras, y por t anto la
intensidad del sonido, caen con el cuad rado de
la distancia a la f uente s onora.
.-Las características físicas del emplazamie nto
introducen f actores como la absorción y ref lexión
del sonido (por superficies blandas y duras) q u e
influyen en la p r opagació n del mismo.
.-La presencia de vientos dominantes aporta
información sobre la orientación habitual que
sigue la dispersión del ruido . Su estudio y el de
los posibles obstáculos con que se topa, como
accidentes geográ ficos, construcciones o la
rugosidad del reliev e (caracterí st icas g eológicas
o de la propia cubierta vege tal), resultan de gr an
ayud a para establecer p autas.
.-Finalmente se procede al cálculo de la emisión
conjunta del par que eólico, considerando q ue los
ruidos procedentes de distintas f uentes no se
suman de forma global
12
. Las part icularidad es
del emplazamiento y la disposición concreta de
los aerogeneradores hace n que resul ten más
creí bles los cálcul os de emisión teórica de soni do
de un parque eólico que las propias medicione s
(contaminada s por la presencia del ruido de
fondo). Las autoridades suelen exigir la
realiz ación de este tipo de estudios ,
especialmente para p roy ectos ubicad os junto a
zonas pobl adas.
12
Dos aerogenera dores ub icados a una m ism a distancia de un punt o
doblarán l a energía sonor a generada p ero apenas i ncrem entarán el
nivel sonoro de l m ayor que llega a ese punto.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
308
Esbatimento : Se den omina esbati mento al efecto
generado por la sombra en m ovi miento que proyectan
las palas de los aerog ene radores al ser expues t as a la
luz solar. Su continuo movimiento causa un ef ecto q ue
se denomina, de forma muy g ráfica, “efecto discoteca” .
La sombra afecta al entorno in mediato del in genio y
puede ser m uy molesta, sobre todo cuando la órbi ta del
sol es más ba ja y las sombras proyectadas más largas
(como en invierno). Estamos ant e un aspecto negativo
de los parques eóli cos, inevitable por el mo mento, q ue
sólo puede ser atenua do a partir de una selecci ón
adecuada de emplaz amientos o mediante medidas
paliativ as (como la plantación de arbol ado o el
lev antamiento de otros elementos q ue proporcionen
sombra). Incluso al gunos proyectos de parques eólicos
de f uturo que se han planteado j unto a infraestructur as
lineal es, como autopista s, pueden ser rechazad os por
este e fecto que podr í a perj udicar a los propios
conductores. No obs tante el esbatimen to ha quedado
igualmen te mitigado, tal vez en m eno r medida q ue
ocurre con otros aspectos negativos inherentes a la
expl otación del recurso eólico, con la aparición de
aerogenerado r es de mayor tamaño en los que la
vel ocidad de giro de los rotores ha disminu ido.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
309
Contaminación lumínica : Debido a la notable altura q ue
alcanz an buena parte de los modelos de
aerogenerado res se precisa, por m otiv os de seg uridad
aérea, el baliz amiento lumí nico de los mismos. Y es q ue
los aerog eneradore s ubi cados dentr o de z onas
afectadas por Servi dumbres Aeronáuticas y, en
cualquier caso, todos lo s q ue superan los cien metros
de altura p recisan de autorizaci ón por parte de la
Agencia Española de Segu ridad Aérea (AESA). Esta
iluminaci ón, cuand o es de t ipo intermitente y e lev ada
intensidad lumí nica, puede resulta r especialmente
molesta por las noches en zonas próxi mas a núcleos
urbanos o carretera s. Esta afección alcanza niv e les
especialmente perturba dores en aquellas áreas en las
que se concentran numerosos parques eólic os
13
. Un
estudio más detallado de la casuí stica detectada, ante
la evidenci a de la m olestia, ha llevado a AESA a
establecer una serie de directrices
14
relacionadas con el
señalamiento e iluminaci ón de par ques eólicos .
13
Un caso para digm ático lo enco ntram os en el m unicipio de M edina
Sidonia (Cádiz) en el que, tras m ovilizaciones y l a reiterada queja de
la a dm inistración local, se ha c onseguido que las em pres as eóli cas
sustitu yan las b alizas lum ínicas por otras de m enor im pacto.
14
Guía d e señalami ento e iluminación de tur binas y parques eólicos .
Agencia Estat al de Segurid ad Aérea, Ma drid, 2010.
Desde un enfoque exclusiv amente territori al, estas
directrices aportan herramientas para mitigar el impacto
lumí nico de las balizas. Entre otras disposici ones
destacamos:
.- Ré gimen de intermitenci a, cromaticidad e
intensidad : Se r egulan básicamente en función
de la altura del aerogen erador y la ubicación del
mismo, den tro o fuera de las zonas sujetas a
Servi dumbres Aeronáu ticas.
.- Parques eólicos : Se permite la omisión de la
iluminaci ón de algunos aerogenerado res q ue
forman parte de una agrupación en f unci ón de
algunos crite rios. Es to perm ite, por eje mplo
iluminan do sólo los del perí m etro exterior, reduci r
el impacto sin menoscab o de la segu ridad aé rea.
.- Ex cepci ones : M ediante la presentación de un
Estudio Aeronáuti co, que justi fique que no se
altera la seg uridad aérea, un prom otor eólico
puede obtene r excepci ones en la aplicaci ón de la
norma de señalamiento e iluminación. La AESA
se reserva la aprobació n del referido estudi o así
como su implemen t ación m ediante medidas
adicion ales.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
310
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
311
Aleatoriedad del v iento
15
: El comportamient o
imprevi sible es una de las principales características del
vi ento, ya que con nu estros conocimi entos a ctuales
nunca se sabe con la antelación suficiente la intensidad
con la que va a sopla r. Esto supone un imp ort ante
hándicap para el desarroll o de la potencia eólica
instalada ya que, por motivos de seg uridad en el
suministro eléctrico, existen limitaciones a la misma.
Puede ocurrir q ue en un momento de máxima demanda
de electricidad, los parqu es eólicos apenas produz can
por escasez de vi ento por lo q ue se r ecurre a otr as
fuentes energéticas más regulares en su producci ón
para estabilizar el s istema. De ahí q ue los “proyectos de
predicción eólica” acaparen buena parte de los
esfuerzos destinados a la i nvestigación por el sect or
eólico. Respon sables de Red Eléctrica Española
aseguran que un día cr íti co de exceso de fr í o o calor
16
,
propicios para regis trar una elevada demanda, sólo se
produce un 25% de la potencia eóli ca instalada. Esto
genera huecos de tensión desestabiliz adores del
sistema eléct rico co mpleto.
15
Ver capítulo 6 del presente estudio.
16
En días de tem peraturas extrem as las condiciones del viento son
m uy de sfavor ables.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
312
Peligro para la avi fauna: Una de las afecci ones
potencialmente más negativ a de las instalaciones
eólicas, se relaciona con su incidencia en la avifauna.
Principal mente por el pe ligro de colisi ón de aves contra
las palas de aerog ene radores en mov imiento, colisi ón o
electrocución con las líneas eléctricas de ev acuación ,
perdida de hábitats o molestia s durante la reproducci ón.
La existencia de numerosos informes, aparent emente
contradictorios, sobre l a mortali dad real de av es en
parques eólicos abona el campo a la controv ersia.
Algunos concluyen que la siniestrabili dad de a ves por
colisi ón contra aerogeneradores es in ferior a la
ocasionada por o tras ca usas no naturales (electr ocución
o colisión contra t endidos eléctricos, atropel los en
carreteras, caza leg al, envenenamientos, etc.). Si n
embargo, buena parte de l os posici onamient os más
críticos arg umentan que la metodología y extrapolaci ón
de datos seguida en al guno de estos estudio s, son
irregulares. Lo que si podemos concluir de cas i todos,
es que en la mortanda d de av es in fluyen numeroso s
factores tales como: condici ones cli matológicas del
momento, presenci a de ni ebla, emplaz amiento de los
aerogenerado r es, velocida d de giro de las palas,
vel ocidad del vien to, especie de av e, etc.
Igualmente confirman
17
que en aquellos parques eól icos
que presentan a priori, debido a su di seño y
emplaz amiento, í ndices de riesgo por colisión elevados,
la tasa de mortalidad de aves es superior. La
probabili dad de acci dentes por colisi ón contra
aerogenerado r es con al tas v elocidades de rotación y
pequeños diámetros de rotor, supera notabl emente a la
registrada en aerogener adores de mayor de diámetro y
menor veloci dad de giro. Ig ual mente se ha comprobado,
que t ras la instalaci ón del parque eóli co, la m ayorí a de
las aves m odi fican su trayectoria de vuelo ante la
cercaní a de un aerogenerador . La consi dera ción de
estos elementos en el proceso diseño de las
instalacion es (tipo de ae rogenerado res, ubicació n en el
parque, etc.), selección de emplazamientos y
establecimien to de medidas de seguridad (baliz as, etc.)
reduce la probabili dad de accidentes aumentando la
compatibili dad ambiental del proyecto .
17
Podemos citar entre otros: “LEKUO N A SÁNCH EZ, Jesús M., Uso
del espacio por la avifau na y control de la mortalidad de aves y
murciélagos en los parqu es eólicos de Nav arra durant e un ciclo anu al ,
Navarra, D irecc ión Gen eral de Med io Ambiente de Na varra, 2001”,
“Janss y Ferr er, 1998”, “ In for me Gra inger H unt , 2002” , “ Conclus iones
sobre aves migrator ias d e la Cana dian W ind Energ y Ass ociation
Conference, 1997”, “ I mpact assestment of an off- shor e win d park on
sea ducks , Neri Techn ical report, nº 277,1998”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
313
Algunos estudios realiz ados por el CSIC sobre la
afección de los parques eólicos de Tarifa a la avifauna,
como los centrad os en el buitre leonado
18
, apo rtan
algunas claves de eno rme valor t erritorial. Han
conseguido demostrar , mediante la monitorizaci ón y
seguimiento de ej emp lar es y la m odelización del
emplaz amiento en túnel de vien to, que los buitres se
desplaz an por el territorio mediante rutas concretas .
Estas vienen determinad as por f actores co mo los
vi entos dominantes, la oro grafía y rug osidad del terreno
así como por la pr opia f isionomí a del vuelo de las
especies. La conjunción de f actores da como resultado
una serie de rutas que permiten el desplazamie nto de
los ejemplares, siguiend o la lóg ica natural, con el menor
gasto energético posible. Como mantiene Miguel Ferrer,
responsable del estudio, ““ el porcentaje de mortalidad
no depende tanto de que los parques eólicos estén
instalados en zon as de alto tránsito de aves, sino en
que las turbinas coincidan o no con las rutas de vuelo
de las dife rentes especie s ” .
18
“DE LUCAS, Manuel a., F ERRER, Miguel., JAN SS, Gu y onne .E.,
Using w ind tun nels to pre dict bird m ortality in wind f arms: the cas e os
griffon vultures , P LoS ONE . DOI: 10.1371/JO URNAL. PONE004809 2 ,
2012”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
320
En tre los sistemas solares que vierten su producción
eléctrica a la red disting uiremos , en función de la
tecnología empleada, entre los huertos solares
fotovoltaicos y las planta s termosol ares.
7.2.2 .1 - 1: Los huertos solares fotovolta icos se han
convertido en una de las instalaciones renov ables cuyo
desarrollo ha t enido mayor auge en el l ustro pasad o
20
. El
presente análisis goza de un enfoque eminentemente territorial ,
por lo que cuestiones como la superficie de suelo ocupado o el
modelo de implantación son esenciales. Un huerto solar
consiste en una agrupación de módulos f oto voltai cos que
vi erten conjunt amente su producción a la red. Una primer a
clasificación, en función del nos per mitirí a distingui r entre:
Fotovol taica sin seguimi ento: en la que los módul os
permanecen fijos.
Fotovol taica con seguimiento: en l a que los módulos
siguen el mov imiento del sol (pueden ser de 1 o 2 ejes ).
20
Según datos de la Agencia Andalu za d e la Energía entre 2 007 - 08
la potencia foto voltaica i nstalada en Anda lucía p asó de 57,90 a
656,53 MW .
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
321
Los huertos sola res conforman modelos de implantación
territorial diversos. En función de su ubicación podemos
distinguir ent re:
Centrales fotovoltaicas urbana s: Localiz adas en ámbitos
urbanos (parques, f ach adas y cubiertas de e dificios,
pérgolas, áreas industriales, etc.). En estos
emplaz amientos la capacidad de integración sobre las
estructuras preexi stentes, como su cede con otr as
intervenci ones en espacios urbanos, suele primar sobre
el r esto de condicionantes estrictamente prod uctivos.
Cabe destacar el esfuerz o sostenido por la in dustria
fotovoltaica para la inte gración de los paneles en
fachadas y cubiertas (tejas, cerramiento s acristalados,
etc.). Encontramos t ant as propuestas y soluciones de
diseño como escenarios y req uerimiento s previos. Esto
ha permitido aumentar de manera notable el espacio
susceptible de aprovechamiento , si bien con una
reducción del rendimi ent o medio . Las sol uciones
también incluy en, mediante la construcción de pérgolas,
la ocupación de espacios a nivel de suelo en el que se
compatibili zan otros usos (aparcamien to, espacios
verdes, etc. ).
Centrales fotovoltaicas no urbanas: Local izadas en
ámbitos no urbanos (mundo rural, espacios naturales,
etc.). Ante la ausencia de estructuras preexi stentes el
elemento fundamental en su diseño es la optimiz ación
de su producción. De esta forma f actores como la
separación ent re panele s, la altura de sus sistemas de
apoy o, su inclina ción y orientación, etc., no t ienen
condicion antes aj enos. Las centrales fo tovol taicas
rurales se suelen caracteriz ar por abarcar un reducido
campo visua l, debido a la escasa altura de sus
componentes, que se materiali za mediante una
importante ocupaci ón de t erreno . No obsta nte en
determinado s emplazamientos , por lo general laderas
con pendiente elev ada, el campo visual puede aumenta r
de manera no table.
Nos parece pertinente realiz ar esta dif erenci ación porq ue l a
solar f otovoltaica es, d el conj unto de r enovab les, la q ue ha
demostrado m ayor capacidad de acoplamiento a l a r ealidad
urbana contemporánea . En la f igura siguiente podemos
contrastar las diferencias exi stentes entre los m odelos de
implantación t erritorial de centrales f otov oltaicas urbanas y
rurales. Posteriormen te desarrollare mos los principales
componentes de las cent rales fotov oltaicas.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
322
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
323
Desde la óptica de la o cupación del t erritorio, sus principales
elementos son:
Viario: Cobra especial importancia en ámbitos rurales y a
que permiten el acce so de la m aquinaria para la
construcción y posterior m anteni miento de la centr al
fotovoltaica. En ento rnos urbanos, con instalaciones
integradas en edificios o infraestructuras no se suelen
precisar. Puede ejecutarse mediante asfalto, hormi gón
compactado, g rava o pis tas de tierra, en f unción de las
caracterí st icas del medio sobre el que se con struy en.
Campo solar : Es el espacio ocupado por los módulos
fotovoltaicos y r epresenta el mayor consu mo de suelo
de la central. Generalmente, la adecuación del terreno
requiere ta reas de des broce y mov imientos de ti erra
para la explanaci ón completa de la plataforma del
campo solar, po r lo que también conl lev a la m ayor
afección al medio. Esta afección paisají stica y terr itori al
se minimiza en emplazamientos planos, mientras que
en laderas o enclaves escarpados se requiere una
importante adecuación que eleva el impacto ambiental y
vi sual de la central fotov oltaica.
La superficie ocupada varía en función de la potencia
instalada así como de la tecnologí a f oto vol taica
empleada. A modo de referencia podemos consi derar
que los módulos fotovoltaicos f ijos consumen
aproxi madamente 7 metros cuadrados de su elo por
kilovatio pico (Kwp), la fotov oltaica con se guimiento de 1
eje hasta 4 veces más y la f otovol taica con segui miento
de 2 ejes hasta 7 veces m ás
21
. El campo solar suele
disponer de ví as interiores para la limpiez a y
mantenimien to de los módulos. En las centrales
fotovoltaicas no urbanas, al no compatibilizarse el
espacio con otros usos, el campo solar dispone de un
vallado perimetral q ue i m pide el libre acceso al mismo.
Este cercado, a considerar a efectos ambientales, se
suele resolver mediante malla metálica. Por su parte en
las centr ales f otovoltai cas urbanas situadas al ni vel de l
suelo, mediante pérgolas u otr as estr uctura s que
lev antan los módulos, no existe cerca do al
compatibili zarse en el ámbito de l campo sol ar otros
usos (aparca m iento, esp acios libres e tc.).
21
CAMPO BUET AS, Franc isco, AEF, Jornadas té cnicas: Por u n
futuro renovab le. SEO - Bir dlife, Madr id, ma yo 2011.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
324
Cimentación: Sirve para f ijar los soportes de los
módulos fotovol taicos al terreno. No se precisa
cimentación para i nstal aciones sobre cub ierta s o en
fachadas, en las que se recurre a sistemas de anclaje a
la estructura de la edif icación. La cimentación se calcula
en f unción del tipo de soporte del módulo fotovoltaico ,
las carg as previstas y las características del suelo
(orografía, p ropiedades , etc.). Para instalaci ones
fotovoltaicas f ijas, se recurre a cimentación super ficial
me diante zapatas corrid as de hormigón o a t orn ill os de
acero hincados sobre el terreno (esta última op ción no
requiere de g randes desbroces y m ovi mientos de tierras
para el conjun to del ca mpo sol ar). Para instalaci ones
fotovoltaicas con seguimiento, se r ecurre a cimentación
superficial median te zapatas cuadradas de hormi gón.
M ódulos fotovoltai cos: Los módulos f otovol taicos
constituyen el elemento f undamental de la ins talaci ón.
Distinguire mos, si inte gramos en es ta observ aci ón la
estructura que lo une a la ci mentación, entre módulos
fotovoltaicos f ijos y módulos f otov oltaicos con
seguimiento del Sol (entre los q ue diferenci amos entre
módulos de uno o dos e jes).
Los módulos f otovoltai cos f ijos los di ferenciare mos a su
vez, entre los que se encuentran anclados a la
estructura de un edi f icio (cubierta o f achada) y los que
se disponen al nivel de l suelo (compat ibil izan do otras
activi dades o no):
.- Cub ierta o f achada : A pesar de que no son
objeto del presente estu dio podemos indicar que
en la mayorí a de los casos se anclan a la
estructura del edificio, mediante perfiles
metálicos de poco peso, para no dañar la
envolv ente del ed ificio. Por otra parte la industria
fotovoltaica está aport ando cada vez mayor
número de soluciones que convierten a estos
sistemas en la propia en volven te de la
edificación. Podemo s destacar el empleo de
tecnología solar fotovoltai ca en muros cortina
(mediante la minados f otov oltaicos), en cubiertas
incli nadas (mediante tejas f otovol taicas),
lucernarios (con vidrios fotovoltaicos con distinto
niv el de tr ansp arencia y en una ampl ia gama de
colores), parasoles, pavimentos ( mediante
suelos cerá micos fotov oltaicos transi tables), etc.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
325
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
327
.- Nivel del suelo : Entre las centrales
fotovoltaicas fijas a nivel de suelo consideramos
necesario distin guir, desde el enfoque de la
ordenación del t erri torio, entre las q ue se
reservan el uso en ex clusiva del empla zamiento
y las que lo compatibilizan con otras activi dades.
En el primer gr upo, g eneralmente coincide con
instalacion es f otovolta icas localiz adas en
ámbitos r urales, encontramos cen trales que
realiz an un uso intensivo del terr eno que ocupan.
Los módulos fot ovol taicos se disponen s obre una
estructura metálica, li gera o de acero laminado
en f unción de la cimen tación y las caract erí sticas
ambientales del emplazamie nto, de escasa
altura y que propo rciona la inclinación óptima a
la instalación (entre 130 y 180º). El conj unto de
módulos f otov oltaicos s e disponen en el campo
solar a part ir de hileras paralelas,
mayoritariamen t e con su directriz principal
orientada de f or ma perpendi cular al Sur, y
separadas entre ellas la distancia m íni ma q ue
permite salv ar la proyección de sombra en tre las
mismas.
En el segundo grupo, habi tualmente coinci de con
instalacion es localiz adas en ámbitos urban os, las
centrales no realizan un uso exclusiv o del
terreno. Para ell o se deb e liberar espacio bajo
los mismos mediante pérgolas u otr o tipo de
estructuras. Al acrecentar la altura del conjunto
aumenta consecuentem ent e la separación entre
elementos , para salv ar la sombra pro yectada, y
disminuy e la superf icie disponibl e para módulos
fotovoltaicos. A pesar del incremento del coste
de la instalación presenta la ventaja q ue perm ite
aumentar el número de emplazamie ntos
susceptibles de aprov echamiento . Esta fórmula
se está empleando sobre marquesinas y
pérgolas de aparcam ientos
22
, en espacios
libres
23
, etc. Estas soluci ones, que suelen
contempla r un cuidado diseño en los soportes de
los módulos, permiten acoplar las ener gías
renovab les a los t ejidos urbanos de los núcleos
urbanos.
22
En Andalucí a po demos señalar instalaciones c omo las de las
cocheras de la em pres a m unicipal de transpor tes de Sev illa
(T USSAM) o las del Par que Geo lit de Mengíb ar (Jaén) .
23
Como el Bosq ue Solar del Parque Dunar de Doñana, Matalascañas
- Almonte (Hue lva).
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336
A dif erencia de las centrales f otovoltaicas, con mayor
capacidad de acopl ami ento a emplaz amientos tanto urbanos
como r urales , las plantas t ermosolar es se ubican
excl usivamente en entornos no urbano s deb ido a sus
considerabl es dimensiones y necesidades funcionales. En su
conjunto r esponden a u n patrón de i mplantació n caracteriz ado
por abarcar un reducido campo visual, en función del enclav e y
de la presencia o ausenci a de torre central, q ue se materiali za
mediante una elevada ocupa ción de terr eno. La adecuada
selección del emplazamiento resulta capital para minimiz ar los
efectos adversos que co nlleva la instalaci ón de una plant a solar
sobre el paisa je y el medio ambiente del ento rno.
No obstante subray aremos la ventaja q ue constituy e, debido a
la riquez a del recurso solar en Andal ucí a, la posibi lidad de
seleccionar emplazamie ntos sin excesi vas limitaciones.
Andalucí a lidera la producción t ermosolar de Europa con
proyectos como Envirodish, Andasol I y I I, PS10, GDV, PS20 ,
Solnov a 50, Aznalcóll ar TH, Aznalcóll ar 20, Gemasolar, Vall e 1
y Valle 2, Ibersol Sev ill a, etc. Este escena r io se debe en parte a
las inv estigaciones, iniciadas hace más de tres d écadas ,
desarrolladas en la Plataforma Solar de Almería como centro
de referencia de los siste m as ener géticos solares europeos.
Las plantas t ermosolare s, que se cons t ruyen en la actualida d,
conforman un modelo de ocupación t erritorial caracteriz ado
fundamentalmen t e por la presencia de los siguientes
elementos :
Viario exterior: En ámbitos rurales suele precisarse la
dotación de una red viaria completa, que permite el
acceso al emplaz amiento e incluy e un área de
aparcamien to. Dad o el tránsito diario al que se verá
sometida, f unda mentalm ente por el tráfico g enerado por
los trabajadores de la pl anta, suelen ej ecutarse
mediante as f alto como e n cualquie r ví a convencional.
Campo de heliostatos o reflectores: Es el espacio
ocupado por los heliostatos, en el caso de ce ntrales de
Receptor Central ( RC) , o reflectores, en el caso de
centrales de Concentrado r es Cili ndro-Parabólicos
(CCP). La selección del emplazamie nto debe conjugar
los sig uientes f actores: disponi bilida d de una vasta
extensi ón sin condicionantes territoriales o ambi entales,
niv el de irradiación solar apropi ado, orogra fía plana,
abastecimiento de a gua y posibilidad de vertido de la
producción eléctrica a la r ed. La superficie que ocupa
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
337
depende fundamentalmente de variables como la
tecnología empleada en la c entral o la existencia de
equipamien to para el almacenamiento del calor
generado. Pa ra 50 megavatio s de potencia n ominal
instalada se precisan entre 50- 250 hectáreas en función
de los parámetros anteriormente expuesto s
26
. Las
tecnologías de Recept or Central suelen demandar
mayor superficie, si bien este aspecto se puede
compensar con un aume nto en la e f iciencia ene rgética.
El campo de heliostatos o receptores cuenta con vías
interiores que permiten la limpiez a y m antenimie nto de
los sistemas. Por tanto se r equiere una adecuación
previa del terr eno (desb roce y movi mientos de tierra) y
construcción del viario inter ior. Estas ví as siguen una
trama ortogonal en el caso de centrales de CCP y
concéntrica , en t orno a la torre, en el caso de centrales
de RC. La separación entre las mismas es idéntic a en el
caso de centrales de CCP, la que permite salv ar la
sombra proy ectada, y variable para las centrales de RC
(al considerarse el ángulo de incidencia en l a torre
aumenta la sepa ración con la distancia a la mism a).
26
Agenc ia Andaluza de la Energía , http:// www.torr esolenerg y.com/ ,
http://www.unesa. es/, ht tp://www.a bengoasolar.c om /
El recinto de la planta termosola r, que se suele
superponer con el cam po de heliostato s o receptores,
cuenta con una vía perimetral. Esta ví a t iene su
perí metro vallado, al re alizarse un uso exclusivo del
terreno q ue ocupan , normalmen te mediante malla
metálica.
Cimentación : Ancla los soportes de los helios tatos o
receptores al terr eno. La cimentación se calcula en
función de las propiedades geotécnicas del suel o, las
cargas p revi stas (viento, peso, vuelv o, etc. ) y del tipo
de soporte. Los heli ostatos de las centrales de RC
cuentan con un único soporte, el cual otorga libertad de
movimi ento para el seguimiento de la posición del Sol,
cuya base se f ija a una cimentación resuelta mediante
zapatas superficiales aisladas de hormigón arma do. Por
su parte los concentradores cilindro-parabólicos se
sustentan sobre una estr uctura li gera de metal, resuel ta
normalmente en celosí a, q ue sigue la directriz principal
de los r eflectores . Esta estr uctura , q ue permi te el g iro
horiz ontal del sistema, dispone de apoyos puntuales
cada 5- 12 metros anclados a dados de hor migón
armado dispu estos de forma t ransversal al e j e princi pal.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
338
Heli ostatos o Ref lectore s: Son el elemento principal de
la instalación y se distribuy en por el campo solar. Tanto
los Heli ostatos como los Concentrad ores Cilindro –
Parabóli cos se emplean en las plantas termosolares
para un mismo objetivo, aprovech ar el calor del Sol para
la producción de electri cidad, pero l o abordan de sde
enfoques dis tintos:
.- Hel iostatos (Cen trales RC): Se trata de
espejos cuya superficie reflectante y ligeramente
curvada, f abricad a a partir de una composición
vi drio – metal o mediante una m embrana, refleja
la radiación solar. Con un mecanismo dinámico
siguen el movimiento del Sol, gracias a un doble
eje (azimutal y de ele vación), para q ue en t odo
momento se proyecte la radiación solar reflejada
sobre el receptor o caldera que se encuentra
sobre la t orre. Los heliostatos instalados
comprenden una superfi cie aproximada de entre
40 m ² ( PSA – T abernas) y los 110 m²
(GEMA SOLAR – Fuent es de Andalucí a) o 120
m² (PS10 – Sanlúcar La Mayor). Los heliostatos
requieren de tareas de limpiez a para no mermar
su rendimien to.
.- Concen tradores Cil indro – Parabólicos
(Centrales CCP) : Se trat a de espe jos parabólicos
más compl ejos que los anteriores en la medida
que reflejan (en el f oco de la propia parábola) y
concentran (sobre un tubo captador cuya
directriz coincide con el foco de la parábola) la
radiación solar en el m ismo dispositiv o. Esta
doble función perm ite que no se precise l a
construcción de una torre central sobre la q ue
ubicar el receptor y ref l ejar la radiación. En su
composición se emplea n v ariadas sol uciones y
materiales ( sujetas a patentes comercial es),
siendo la más habitual v idrio – metal (capas de
distintos elementos). Los Concentradores
Cili ndro – Parabólicos se disponen de f orm a
longitudinal , habitualmen t e con orientación Este -
Oeste, y el mecanismo dinámico permite su giro
Sur-Norte. El tubo absorbedor tiene un diámetro
inferior a los 10 centímetros y está formado por
conductos concéntricos separados entre sí por la
cámara de aire, uno interior metálico que alberga
el f luido t érmico ( agua , aceite o sales f undidas) y
uno ex terior de v idrio. Los CCP deben ser
limpiad os para conserv ar su rendimi ento.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
339
Torre Central: Sólo es necesaria en l as centrales de
receptor central. Alberga en lo más alto al recep tor o
caldera donde concentran la radiación solar el conjunto
de heliostatos. Las caracterí sticas de la torre, altura y
modelo del receptor principalmente, condici onan el
diseño del resto de la instalación . La altura de la torre,
en algunas plantas ha alcanz ado los 140 metros
27
, es
directamente p roporcion al a la super ficie del campo de
heliostatos. La t orre puede tener una estruct ura de
hormigón o m etáli ca y e s el elemento m ás visible de la
central. O tro parámetro de la composici ón de la t orre ,
que repercute en la morfologí a del campo de
heliostatos, es el tipo de receptor q ue albergan: externo
o de cavidad. Cuando se instala un receptor externo,
reciben la radiaci ón por todo su perí metro , se puede
construir un campo de heliostatos circular. Los
receptores de cavi dad, más prote gidos f rente a
pérdidas, li mitan la amplitud del campo sol ar. Las
centrales de Receptor Central pueden emplear div ersos
tipos de f luidos térmicos como ag ua-vapor, sales
fundidas, sodi o, sales fundidas-sodio o aire .
27
Com o en la planta term osolar GE MASOLAR, Fuentes de Andalucía
(Sevilla).
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
340
Edificaciones Auxiliares: Que albergan div ersos
componentes como turbinas, in t ercam biadores,
generadores de vapor, condensadores, tanques de
almacenamiento (de sales f rías y calientes) , bombas de
sales (en el caso de las centrales de RC bombean las
sales hasta el receptor de la torre). oficinas, centro de
control, etc. Una vez transferido el calor del f luido
térmico a los generadore s, donde se convierte en v apor,
el f unci onamiento y equipamien to es simil ar al de
cualquier cen tral térmic a convencional . En f unci ón de
los sistemas de almacenamien t o, habi tualmente
emplean sales fundidas, la autonomí a de la ce ntral le
puede permitir seguir f uncionando en condiciones
meteorológicas adv ersas entre 7 y 15 horas. E stas
instalacion es impli can un aumento del consu mo de
suelo y del coste del conjunto de la instalaci ón aunque
redundan en una clara mej ora en el rendimi ento y
gestión de la p roducción eléctrica de la central. Desde el
centro de control se monitoriz an todas las operaciones
de la central desde el movimiento de los heli ostatos o
reflectores (pa ra adaptar se a la posición del Sol e n cada
momento), la tempera tura de los fluidos, la ac tivaci ón de
los sistemas de almacen amiento térmico o de apoy o, el
rendimiento del conjunto , etc.
Lí neas de e vacuaci ón: Permiten el transport e y la
comercializ ación de la energía eléctrica g enerada por la
planta t ermosolar . Las inf raestructu ras eléctri cas, al
igual que en otras instalaci ones renovabl es, están
compuestas por lí neas de evacuación enterradas ,
subestaciones y lí neas de evacuaci ón aéreas. La
selección de emplazamientos puede verse muy limitada
si no se dispone de autorizaci ón del regulador eléctrico,
Red Eléctrica Española, para el vertido de la producción
en un punto con creto de la red.
Otros elementos : En función del diseño y tipología de
cada planta se pueden precisar otras instalaciones y
elementos que tienen su proyección sobre el territorio.
Uno de los más habituales es la presencia de balsas,
normalmente se recurre a un gr upo de balsas con
capacidad varia ble, en el entorno de las centrales al
objeto de ga rantizar un sumini stro autóno mo de a gua en
caso de ser preciso. El modelo de balsa más habitual
para este tipo de in stalaciones emplea productos
impermeables ar tificiales, geomembrana s que
garantiz an l a estanquei dad, y requie ren mov imientos
de tierras pa ra con formar el vaso princi pal.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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352
Paisaje: La escasa al tura de los elementos q ue
conforman una cent ral solar, a excep ción de los
modelos que cuentan con una torre, f acili ta la adopción
de actuaciones en pos de su integ ración paisajística. En
cualquier caso, la selección de emplazamientos, vuelve
a resultar decisiv a en est a materia. La torre, ante la
imposibi lidad de reducir su altura, suele ser concebida
con un es tudiado diseño que la conv ierte en un
verdadero hito paisajístico. Las construcciones
auxili ares y depósi tos también pueden tener una no table
incidenci a visual t anto por sus di mensiones como por
los materiales emplead os. Los ma teriales y sistemas
constructiv os, de las e dificaciones y de las ví as de
acceso y mantenimiento , pueden contribui r a la
integración paisajística del conjunto. T ambién debemos
considerar el aspecto anteriormen te apunta do de
fragmentación del pai saje por satura ción de centrales
solares en el mismo ámbito t errito rial. Ig ualm ente las
instalacion es urbanas implican la incorporaci ón de
nuev os elementos a conside rar. No obstante para
profundiz ar en la materia, en la que con fluyen aspectos
objetivos y subjetiv os, remitimos al capí tulo siguiente en
el que se abordarán l os asuntos vi nculados con el
paisaje de mane r a especí f ica.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
353
Consumo de ag ua: Esta cuestión es especia lmente
sensible ya que debemos considerar la circun st ancia
que, por lo g eneral, las áreas ricas en recurso solar no
suelen disponer de recurso hídrico ilimitado. Las
centrales solares emple an agua tanto pa r a las turbinas
de vap or y su enf riamiento (en este caso nos referimos
excl usivamente a plant as termosolares ) como para la
limpiez a de la superf icie r eflectante ( para no perder
rendimiento debido a la suci edad).
.- La period icidad de la limpieza de los módulos
dependerá de las condiciones ambientales del
entorno de la central solar. La mayoría de los
métodos de limpi eza de l os módulos, manuales o
automáticos, p recisan agua. La enorme
superficie reflectante que encontramos en el
campo solar, de una planta de g ran t amaño ,
elev a extraordinariament e el consumo de agua.
Entre los que precisan el trabajo de operarios
nos referimos a los sistemas de agua a presión,
rodillo o pértig a. Entre los automático s nos
referimos a los dispositiv os de auto l impiez a
incorporados al panel o a los robots .
.- Uno de los aspectos más controv ertidos de las
centrales termosolares actuales t iene que v er
con su conside rable consumo de agua. Lo
emplean para los distint os procesos produc tivos
vi nculados al c iclo de generación y para la
limpiez a de los heliostatos (ver punto anterior ) .
El agua q ue se requiere para la caldera y el ciclo
agua-vap or debe ser de g ran purez a, por lo que
se precisan siste mas de adecuaci ón (filtración,
desalación , desmine ral ización , etc.). Estos
procesos se apoyan en una serie de elementos
que implican una ocupación de terreno (balsas ,
tanques, bombas, depósitos, torres de
refrigeraci ón, etc.). Algunos estudios estiman
28
e l
consumo de agua de una planta t ermosolar en
unos 11.400 m³/M W que equiv alen, para una
central tipo de 50 M W , al consu mo de 3300
hogares. Aunque existen alternativas al
enfriamien to húmedo, estas son más caras y
además de no eliminar totalmente la necesidad
de agua r educen consid erablemente la eficiencia
del sistema.
28
SEGADOR VEGAS, C osm e, Las centra les t ermosolares en
Extremadura , Agencia Extr em eña de la Energí a, Bada jo z, julio 2009.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
354
En la actualidad se están llevando a cabo num erosas
inv estigaciones que t ien en por objeto reduci r el
consumo de ag ua en los procesos de las plantas
termosolares . Los discos parabólicos con motores
Stirling son una tecnología termosolar q ue no precisa
agua para la g eneraci ón eléctrica, sin embargo su
escasa rentabi lidad le ha impedido una mayor
implantación más allá de centros expe rimentales.
Uno de los aspectos vinculados a la demanda de ag ua
de las centr ales termosolares, con m ayor impacto
territorial, consiste en la necesidad de garantiz ar un
abastecimiento seguro. Para ello, y dado q ue en la
mayorí a de las zonas en las que se implantan el recurso
hí drico es limitado, se viene recurriendo a la
construcción de balsas de agua (y otros sis t emas de
almacenaje ) en el ent orno de las plantas. En su
conjunto, las balsas de agua suponen una im portante
ocupación del terreno q ue se añade al consumido por la
propia planta t ermosola r. De m odo análogo a lo que
ocurre con el r esto de actuaciones, la construc ción de
balsas de a gua deb e v enir acompañada de m edidas
que mejoren su integra ción en los procesos naturales
del entorno.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
356
Residuos procedentes d e los módulos solares: Cuando
una centr al solar ago ta su vida útil se procede a s u
desmantela miento. Algunos componentes de los
módulos solares , en especial de los módulos
fotovoltaicos (flúor y fósforo principalment e), son
altamente tóxi cos y req uieren un reciclaje especí fico y
cualificado. T ambién tienen un alto grado de to xici dad
determinado s f luidos empleado s por algunas
tecnologías termosola res, en especial la de
Concentrado res Cilindro-Parabólicos, para la
transferencia térmica .
Accidentes en plantas solares: Durante la fase de
construcción existe el peligro, propio de cualquier obra
de ejecución, de registrar accidentes laborales
29
. En la
vi da útil de las centrales solares, especialmente en las
termosolares , concurren los riesgos propios de
instalacion es industriales q ue trabajan a altas
temperaturas
30
.
29
Ideal de Granada, 5 de Septi em bre de 2009., se ha cía eco d e la
m uerte de un obrero en la construcc ión de l a central Andaso l III de
Guadix (Granad a).
30
La Cró nica de Badaj oz, 7 de No viem bre de 2010, se hac ía eco de
un es cape de v apor de agua y sal que ocasi onaba seis h eridos, dos
de gravedad, en la central La Dehesa de la Garrovill a (Badajoz).
Erosión: El daño q ue s ufre el acabado supe rf ici al del
terreno ocupado por una central solar se produce
durante las fases de construcción y de
desmantela miento. La erosión está provocada por el
movimi ento de t ierras originado por la construcción de
carreteras y pistas, el enterramiento de l cableado, la
adecuación del campo solar, la cimentación de los
soportes de los módul os solares y las torr es de las
líneas eléctricas y la c onstrucción de edi f icaciones e
instalacion es aux iliares. El may or impacto se produce
cuando se interv iene sobre laderas o terr en os con
pendientes, como en algunas centrales f otov oltaicas.
Estamos ante un impacto subsanable desde una
planificación adecuada. Por otra parte y ante la
magnitud se deben estudiar las propied ades del suelo,
trazado y perfiles transv ersales de los caminos , a fección
a las especies bióticas y cursos de agua, etc . T ras el
desmantela miento de la central se debe proced er a la
restauración ambiental del emplazamiento a su estado
original. En las f iguras que mostramos a continuaci ón,
ver f iguras de 7.66 a 7.22, pode mos cap t ar parte de la
intervenci ón q ue conllev a la adecuación de un
emplaz amiento solar.
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Contaminación lumíni ca : Sólo aplicabl e a las centr ales
termosolares de receptor central se precisa, debido a la
elev ada altura de la misma y por aplicaci ón de
normativ a de seg uridad aérea, el balizamie nto lum í nico
de la torre. A diferencia de los parques eólicos, en las
plantas termosolares de receptor central no se suelen
concentrar un excesiv o número de torres, por lo que no
se ha detec tado un niv el de m oles tia similar.
“T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
360
REFER ENC IAS DE LAS FIGURAS :
Figura 7.1. (Arriba) Es quema y componentes de un sistema
minieól ico eléctrico aislado. (Abajo) Esquema y componentes
de un sistema minieóli co de bombeo de agua.
Fuente: http: //www . windec o .es
Figura 7.2. Implantación t erritorial de parq ues eól icos en: (Arriba
iz quierda) T arifa-Cádiz , (Abajo izquierda ) El Granado-Huelv a,
(Arriba derecha) Tarifa-Cádi z, (Abajo derecha) Los Barrios-
Cádiz .
Fuente: Elab oración pro pia a partir de Visor Google Ea rth 2012.
Figura 7 .3 . Principales componentes de ocupaci ón terri torial del
parque eólico “ Los Llano s”, Casares – Málaga.
Fuente: Elab oración p ropia a par tir de Visor Google Ea rth 2012.
Figura 7. 4 . Element os constitutiv os del parque eólico “Los
Llanos”, Casa res – M álaga.
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 7.5 . Esque ma comparativ o de los modelos de
implantación más caracterí sticos de un parque terrestre ubicado
en una loma, con f orma orgánica adaptada al r elieve, y un
parque marino, con forma reticul ar.
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 7.6 . Pa rque eólico ma rino de Thane t, Gra n Bretaña.
Fuente: Vat tenfall Group .
http://www .vattenf all.co.u k/en/thanet-o ffshore-wi nd-farm .htm
Figura 7.7. Incendio registrado en la turbina de un
aerogenerado r ante un t emporal de v iento en Es cocia.
Fuente: Stua rt M cMahon, http://ww w .telegraph.co.u k/
Figura 7.8 . Div ersas f ases de la constr ucción de un parque
eólico en M edina Sidonia – Cádiz .
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 7.9 . Diversas f ases de la constr ucción de un parque
eólico en M edina Sidonia – Cádiz .
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 7. 10 . Div ersas fases de la construcció n de un parque
eólico en M edina Sidonia – Cádiz .
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 7. 11 . Efecto del Sol, sombras proyectad as, en un parque
eólico de Tarifa (Cádiz ) .
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 7. 12 . Disposición y tipo de lum inaria de señalamiento, en
función de la altura, para aerogeneradores afectados por
servidu mbre aeronáutica .
Fuente: Guía de señal amiento e iluminación de turbinas y
parques eólicos . Direc ción de Seguridad de Aeropuertos y
Nav egación Aérea, M adrid, 2011, pp.15 .
Figura 7.13 . Instru mento de medi ción del v iento.
Fuente: http: //aero generadores-ener gia-eolica.blogspo t.com.es/
Figura 7. 14 . Registro de colisiones de rapaces en parq ues
eólicos de Tarifa (Cádiz ) .
Fuente: DE LUC AS, Manuel a, F.E. JANSS, Guyon ne,
W HITF IELD , D.P., FERRER , Miguel, Colli sion f atality of raptor s
in wind f arms does not depend on raptor abundance . Journal of
Appli ed Ecology, London ,45- 2008, pp.1698.
Figura 7.15 . Sistemas fotov oltaicos aislados.
Fuente: http: //www . soliclima.es/
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
361
Figura 7.16. (Izquierda) Instalaciones solares térmicas de baja
temperatura domésticas , Tarifa ( Cádiz ). (De recha) Instalación
solar térmica de baja temperatura de un edificio colectiv o,
Almerí a.
Fuente: (Iz quierda) Elaboración propia. (Derec ha) Cedida por
Antonio J. Gonzál ez Gavira.
Figura 7.17 (Arriba) Fot ovol taica f ija. (Abajo) Fotov oltaica con
seguimiento a 2 ejes .
Fuente: (Ar riba) http://www . grupoortiz . com/ (Aba jo)
http://www .proinso.net/
Figura 7.18 (Izquierda arriba) Central fotovol taica en un espacio
libre de un entorno urbano. (Izquierda derecha) Central
fotovoltaica sin segui miento en un ámbito rural. (Dere cha)
Central fotov oltaica con seguimien to en un á mbito no u rbano.
Fuente: El aboración p ropi a a partir de Vi sor Google Ea rt h 2012.
Figura 7. 19 . Principales componentes de la central solar
fotovoltaica de baja concentración sin se guimiento “TUSSAM ”,
Sev illa (Sev illa).
Fuente: Elaboración propi a a par tir de Visor Google Earth 2012 y
http://www . tussam.es/.
Figura 7. 20 . Principales componentes de la central solar
fotovoltaica de baja concentración sin se guimiento “TUSSAM ”,
Sev illa (Sev illa).
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 7. 21 . Transforma ción del suelo a partir de la implantación
de una cen t ral solar fotov oltaica ubicada en Dos Hermanas
(Sevi lla). De iz quierda a derecha, evolución del t erreno desde su
estado originari o en 1956 hasta el estado actual pasando por la
fase de obras .
Fuente: Elaboración propia a partir de Visor WMS O rtofoto de
Andalucí a de 1956, G oogle Earth 2012 y Ortofoto del SIGPAC -
Dirección General del C atastro.
Figura 7. 22 . Principales componentes de ocupación territorial de
la central solar fotov oltaica de b aja co ncentración sin
seguimiento “El M aestre”, Dos Hermanas (Sev illa).
Fuente: Elaboración propia a par tir de Visor Google Earth 2012 y
http://www . sdr-energy.co m/.
Figura 7. 23 . Principales componentes de ocupa ción terr itorial de
la central solar fotov oltaica de baja co ncentración sin
seguimiento “El M aestre”, Dos Hermanas (Sev illa).
Fuente: El aboración p ropi a.
Figura 7. 24 . Principales componentes de ocupación territorial de
la central solar f otov oltaica de b aja concentración con
seguimiento a dos ejes “El Cop ero”, Dos He rmanas (Sev ill a).
Fuente: Elaboración propia a par tir de Visor Google Earth 2012 y
http://www . emasesa.com/.
Figura 7. 25 . Principales componentes de o cupación terr itorial de
la central solar f otov oltaica de baja concentración con
seguimiento a dos ejes “El Cop ero”, Dos He rmanas (Sev ill a).
Fuente: Elab oración pro pia.
Figura 7.26 Arriba, central de receptor central en Sanlúcar La
M ayor (Sevill a) . Abajo, central de CCP en San José del Valle
(Cádiz ).
Fuente: (Arriba) http://www . abengoa.es/ (Abajo )
http://www .t orresolenergy .com/ .
Figura 7. 27 . Arriba , torre con receptor central de cavidad. Abajo,
torre con recep tor cen tral ex terno.
Fuente: Elab oración pro pia a partir de Visor Google Ea rth 2012.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
368
Las redes de infraestruct uras se han ido t ejiendo durant e sig los
apoy ándose o g enerando l í neas artif iciali zadoras del paisaje
que r egistran el terr itorio tal y como hoy lo conocemos. Todas
las g randes revoluci ones tecnológicas de la humanidad, a lo
largo de la historia, han acarreado notables tr ans f ormaciones
paisají sticas a partir de la ejecución de obras públicas
colosales. El r esultado final de este proceso ha sido una
paulatina e incesante imposición de las redes art ificiales fr ente
a las redes y tejidos na turales.
Hoy d ía estamos en condiciones de acometer la transformación
del pai saje como un p r oyecto col ectivo de calidad que sea
reconocido por una sociedad en el q ue la ecolo g ía sea uno de
sus principios. La coloniz ación del t erritorio prot agonizad a por
instalacion es renov ables debe mostr ar su necesaria
compatibili dad con las redes ecológicas del medio natural.
Podemos convenir que hay t ransformaciones del paisaje que
son percibidas mayorita riamente co mo muy nega tivas, pero
este punto no nos debe llevar a renunciar al proyecto. La
complejidad y el desconocimi ento sobre este tema hacen q ue
se preste a la manipulación y resulte f ácil adoptar posturas
pasiv as. La inacción ante los cambios continuos , al contrario de
lo q ue parece, es una f orma decidida de transformación
descontrolada del paisaj e.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
369
Algunos urbanistas
5
, defienden q ue es preciso integ rar
creativamente la arqui tectura con la naturalez a desde la cultura
de la sostenibil idad. La rotundidad que supone trabaja r con la
idea del paisaje precisa adq uiri r nuevas dimensi ones para
traspasar los límites, difuminar siluetas y volv e r a trazar los
perfiles de lo q ue ahora se entiende como ar quitectura. Surge
así la “necesidad o propuesta de f undir lo artificial y lo natural”
6
como fundamento teóri co de la arq uitectura . Este sería el
primer paso para proyectar el terr itori o desde un nuevo modelo
de referencia ha st a ahor a inédito.
Esta concepción inte gradora del paisaje, que lo convierte en un
punto de encuentro en el cual “... siglos de histo ria, de afanes y
trabajos, sueño y pensamiento, han hecho del medio natural
paisaje de cultura...”
7
, ha sido reconoci da internaci onalmente
por la UNESCO mediante la cr eación de la f igura de “paisaje
cultural”.
5
“GAUSA, Man uel, Dobla nt espais i temps, IaaC, Inst itut
d´arquitectura avançada d e Catalunya, geoCat: territorios enlazados,
Barcel ona, Actar, 2004”.
6
“SOUT O DE MOURA, Eduardo, Entr evista en 2G Rev ista
Internacional d e Arquitec tura, núm ero 5, Barce lona, Gustavo Gilli, S A,
1998”.
7
Tal y com o v islumbrar a M anuel de T erán hace m edio siglo, en la
introducción de “ T ERÁN ÁLVAREZ, Man uel, Geogra fía de Españ a y
Portugal. 5 Vols., Barc elona, Monta ner y Simón, 1958 ”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
370
8.1.2. La represen tación del paisaje …… ………...…… ………..
El reconocimiento y representación del paisaje a lo larg o de la
historia, como percepció n colectiva del territorio y la naturaleza,
ha id o conformando una especie de “m emoria evolutiv a” que
nos perm ite reconocer la relación emotiv a estab lecida entre el
hombre y el medio en cada época. Hablamos de ví nculo
emotivo debido a que este es anterior al alumbramiento de la
idea de paisaje, por lo que en sus albores simplemente
atestigua la admiración q ue suscita en el hombr e su contacto
con la naturalez a. Subrayamos el término “memoria evol utiva”
ya q ue debemos considerar las diferencias perceptiv as, que un
determinado elemento del paisaje ha genera do en los
indivi duos, según el deven ir del t iempo. De esta forma
mediante el estudio de los distintos est ratos, compuesto s por la
interacción entre la per cepción social del medio y el f actor
tiempo, realizamos un recorrido de esta r elación desde sus
orígenes hasta la actualidad. Esta andadura comienza
8
a part ir
de poesías orientales, adscritas al marco cultura l del taoísmo y
confucionismo en China, q ue ya en el siglo V vincul an lo
espiritual con un paisaje libe rado de su forma físi ca.
8
Especialmente importante al respecto cons tituye la obra del
Geógrafo Orie ntalista franc és Augusti n Berque, cons ultar “ BERQUE,
A, En el orige n del paisaje , Revista de Oc cidente 18 7, 1997”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
371
Los pintores chinos, a partir del siglo XII, siguen las
indicaci ones de poetas que instan a los creadores a
desprenderse de las f ormas exteriores en beneficio de la
búsqueda de la esenci a de la naturaleza. En algunos
momentos de nues tro pasado la importancia q ue se otorgó a
esta interrelaci ón homb re – naturalez a f ue ex cepcional .
Podemos destacar como el pai saje en la cultura árabe clásica
adquiere connotaciones religiosas a partir de citas del propio
Corán. En esta lí nea de stacamos la apo rtación q ue supone la
publicaci ón de la obra Paisaje y nat ural eza en Al-Andalus
9
, que
recoge la sensibilida d paisajísti ca de esta civ ilización. Las
extraordinari as poesí as andalusí es abarcan naturalez a y
jardines, referencias al paraíso y al agua, a los fenómeno s
meteorológicos y a la luz ; y en todo momento se intuy e la
presencia del hombre. Los cronistas andalu sí es reflejaron
abundantes descripciones g eográ f icas y evoc aciones sobre
una naturalez a idealizada, probablement e siguiendo
indicaci ones po líticas, por su prosperidad. Las huellas sobre el
terreno se mani f iestan m ediante la construcción de hue rt os,
jardines y palacios impreg nados de naturalez a que requieren
de obras hidrául icas pa ra su manteni miento.
9
“ Paisaje y n aturale za en A l- Andalus , G ranad a, Consejería de
Cultura / Fundac ión El Le gado And alusi, 2004”.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
372
Por otra parte en épocas de grandes trans formaciones
10
,
(roturaciones cisterciens es en el medievo, r enaci miento italiano
o r evol ución f rancesa) las cuestiones paisají sticas formaron
parte de los debates referentes a los problemas sociales,
económicos y culturales. Por ejemplo en el Paris de f inales del
siglo X V II, l as élites urbanas se ded icaron a remodelar el
paisaje como demost ración de poder. Los ríos se convierten en
canales, se desplaz an colinas, se colman estanques y se
plantan bosq ues transformando el campo en una g eografía
estiliz ada para disf rutar del “placer soberbio de for z ar a l a
naturalez a ” .
11
El paisajismo como g énero propio de la pintura occidental tiene
en la obra de C laudio de Lorena a uno de sus principal es
artífices. Es te pintor f rancés afincado en Roma durante el siglo
XVII, que pronto contarí a con seguidores en el r esto del
continente, fue influido por m iembros del “naturalismo
tenebrista”.
10
Cons ultar los estudi os de Régis Ambroise en “AMB ROISE, Règis,
“Paisaje y A gricultura: Un Proyecto Nuevo”, en Pa isaje y orde nación
del territ orio , Sevilla, Cons ejería d e Obras Públicas y T ransportes de
la Junta de Anda lucía, / F u ndación Du ques de Soria, 2002, pp. 230 –
237”.
11
CASTEX, Jean, Renacimiento, Barroco y Clasicismo. Historia de la
arquitectura, 14 20-1 720, Torr ejón d e Ardoz, Akal Arquitect ura, 1994,
pp.326-329.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
373
Inicialmente centra su at ención en los elementos “pintorescos”
del paisaje, que son aquellos dignos de pintarse al reflejar
formas caracteriz adas y humanizadoras del mismo. Veláz que z,
cuando acude a It alia para seguir su aprendiz aje, adq uiere
numerosas obras para g estar la colección paisajista
12
más
antigua de Europa en el Buen Retiro. Ent re las obras desta ca la
de Claudi o de Lorena “Paisaje con el embarco en Ostia de
Santa Paul a Roma na”. En ella aparecen arquitec turas de
fantasía en el puert o de Ostia con t holos, árboles,
embarcaciones , escalina tas, etc.
El propio Velázquez sólo pintaría tres paisajes, dos de los
cuales los realizó sin encargo alg uno y exclusiv amente como
estudios o para su d is frute personal . Estos últimos realizad os
en la “Villa Medi ci” de Roma se titulan: “Vista del jardín de la
Vill a Medi ci de Roma c on la estat ua de Ariadna” y “Vista del
jardín de la Villa Medici” . A mbos se caracterizan por su
intimismo y empleo de la ruina como elemento romántico del
paisaje, han sido considerados como las mej ores obras
paisajistas jamás firmadas.
12
Esta da or igen a l as denom inadas “galerías de pais ajes” que se
hacen im prescindibles en l as pinacotecas desde entonces. Siguiend o
el m odelo, en Se villa se c onf orm a la de l Palac io Ar zobispal c on las
recreaciones de p aisajes bí blicos.
“T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano
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Durante el sig lo X VII se consolidan las bases de un paisajis mo
que corrige la naturalez a para embellecerla. Además de la
elección del punto de vista, vital debido a la s íntesis que realiza
el pintor ante la nat uralez a, las características de esta
corrección pai sajísti ca son:
Armoní a y composici ón pictórica.
Representación de una naturalez a estática.
Se ex tiende el gusto entre la aristocracia, británica
fundamentalmen te, por un coleccioni smo materializad o en
vi ajes con inicio en Francia que continúan por Venecia y Roma
para terminar en Consta ntinopla. Destacará la obra de Piranesi ,
(arquitecto, g rabador y coleccionista) por su g ran inf luencia en
la arq uitectura palaciega y de jardines . Los aristócr atas
británicos del siglo X IX no se conforman con los cuadros y
pasan a la acción construyéndose “j ardine s paisají sticos” en
Inglaterra. Aquí nace el primer “pai sajismo a rquitectónico ” que
conocemos y se caracteriz a por su artificialidad (se inv entan
ríos, r uinas, v ill as, puentes, montes e tc.). Sin embar go y
coincidi endo con la implantación del movimiento cientí fico, los
val ores q ue cimientan la sensibilidad paisajística van quedando
apartados en o ccidente an te el auge del producti vismo.
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Como excepción destacamos la oposición a est e m ovi miento
desde el romanticismo, que pronto dejará su impron t a en las
artes europeas. La notable influencia de los vi ajeros, ilustrados
en un primer mo m ento y románticos posteriormente , en l as
artes ( litera tura, pin tura, música etc.) ha sido ha sido objeto de
numerosos es tudios y publicaci ones
13
. Los escrito r es
románticos a través de sus obras, que relatan y describen con
pasión los paisajes que encuen tran, han contribuido
decisiv ament e a la configu ración de la imagen del paisaje de
numerosos paí ses.
De ent re todos destaca Andalucí a, dada la f ascinaci ón que sus
habitantes, ciudades , monumentos y parajes suscitaron entre
autores como Owen Jones, David Robert, Ed uard Gerhadt o
Lewis. Sus relatos y evocaciones r ománticas, repletos de
estereotipos, están impre gnados por el ex otismo o el
orientalismo. La trascend encia de esta visi ón sobre nuest ra
tierra ha trascendi do del ámbito artí st ico (relatos, grabados,
cuadros, óperas etc.), para instalarse en el imaginario colectivo
y desdi bujar los propios rasgos i dentitarios de An dalucí a.
13
Com o “Instituto Andalu z del Patrim onio Histór ico, Territorio y
Patrimonio. L os Paisajes Andaluces , Granada, Com ares , 2003” y
“ORT EGA CA NT ERO, Ni colás, La imagen literaria del paisaje, en
España Atlas de los paisajes de Espa ña , Madrid, M inister io de Me dio
Am biente, 2004”.
José Manuel Caball ero Bonald sintetiza este f enómeno al
expo ner que:
“La imagen de Andalucía se afianz a como un
producto de exportaci ón amalgamado con
todos los falsos ornamentos del
pintoresquismo decimon ónico”
14
.
Sin embargo, como indica Vázquez Medel “es bien conocido el
hecho de que la percepción de Andalucía es distinta desde una
mirada interior o desde una mirada exte r ior”
15
. Est e aspecto se
puede contrastar gracias a la obra de artis tas a ndaluce s de la
talla de G óngora, Juan Ramón Jiménez, Machado, Lorca,
Cernuda, Alberti etc., para cuyo estudio remitimos a la extensa
bibli ografía publicada a l respecto. Concluire mos señalando
como la poderosa in fluencia de ambas visi ones de la realidad
andaluz a, la exterior f rente a la interior, ha g enerado un
conflicto de identidad que aún seguimos arrastra ndo hoy en día
y en el q ue a m enudo persiste la imposición de los tópicos más
recurrentes.
14
“CABALLERO BON ALD, José Manue l, A ndalucía , Barc elona,
Lunwerg Editores , 1989, pp . 24”.
15
“VÁZQUEZ ME DEL, M anuel Án gel, La imagen de Andalucía en e l
espacio literari o, e n Instituto An daluz del Patrim onio Histórico,
Territorio y Patr imonio. L os Paisajes Andaluces, Gra nada, Com ares,
2003, pp. 186”.
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8. 2 INCIDEN CIA PAISA JÍ STICA DE LAS RENOV ABLES :
La implantación de instalacion es de energías renov ables sobre
el territorio, al igual que sucede con el desarrol lo de cual quier
otra activ idad humana, t iene incidencia sobre el paisaje
original. El impac t o pai saj í stico de este t ipo de instalacion es
energéticas es una de sus afecciones más contestadas y,
probablemente , de las m enos estudiad as en pro fundidad. Su
estudio implica el análisis de f actores t anto objetiv os como
subjetivos, estos últimos vinculados f undamentalmente a la
percepción social de las poblaci ones del entorno.
La complejidad de la materia que pretendemos abordar exige
determinar con carácter previo el alcance del estudio. En
función de la escala territo rial (región, comarca o lugar), la
metodolo gía a seguir varí a sustancialmente. Las herramienta s
disponibl es para el trabajo con el paisaje, han evolucionad o
sobremanera en los úl timos años, también debe n seleccionarse
una vez definida la escala adoptada. Conta mos con novedoso s
instrumentos vincul ados a las nuevas t ecnologí as que perm iten
incorporar tantos elementos como sean precisos, lo que
permite afinar las soluciones, en f unción del alcance del
estudio. Igualmente abren nuevas f ormas de partici pación que
acercan el manejo del pai saje a la ciudadaní a.
Una corr ecta selección de emplaz amientos, de ahí la
importancia de la planificación, minimiz a la incide ncia
paisají stica de cualquier instalación renovable. Resul ta
fundamental el análisis minucioso de todos los atr ibutos que
concurren en los encla ves potenciales. Las limitaciones de
recurso y legales, an te la superposi ción de activ idades, han
desplaz ado hacia las áreas r urales la may or parte de las
instalacion es renovabl es. Por ello, el paisaje rur al deberá ser
objeto de estudio preferente. No obstante, en la medida que las
soluciones renovables e stán garantiz ando la f uncionali dad del
tejido urbano , su irrupción en las áreas urbanas no ha hech o
más que co menzar.
No debemos obvi ar la import ancia de las referencias culturales,
debido al papel que desempeñan en la configuración de la
percepción colectiv a, que han marcado la relación entr e los
ciudadanos y las energ ías r enov ables. Finalmente, el estudio
de las particularidades paisají sticas de la implantaci ón de este
tipo de inf raestructuras recomienda el establecimiento de una
estructura clara. Por un a part e se deben considerar una serie
de aspectos de co rte más teórico que deben ser contrastados
sobre el terreno con casos reales. En las instalaciones
analizad as podemos detectar como las cuestion es paisajísticas
no han recibi do la mis ma atención que las p roductiv istas.
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