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Territorios renovables, paisajes emergentes

Izquierdo Toscano, José Manuel

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T erritorios renovables, paisajes emergentes T erritórios renováveis, paisagens emergentes T ese de Doutoramento 2015 T erritorios renovables, paisajes emergentes T esis Doctoral 2015 Doctorando: José Manuel Izquierdo T oscano Directora: María T eresa Pérez Cano Programa de Doctorado: Ciudad, Paisaje y T erritorio Departamento de Urbanística y Ordenación del T erritorio. Universidad de Sevilla - tomo I - T erritorios renovables, paisajes emergentes T erritórios renováveis, paisagens emergentes T erritorios renovables, paisajes emergentes T esis Doctoral 2015 Doctorando: José Manuel Izquierdo T oscano Directora: María T eresa Pérez Cano Programa de Doctorado: Ciudad, Paisaje y T erritorio Departamento de Urbanística y Ordenación del T erritorio Universidad de Sevilla III V Dedicatoria W M A mis Macas. A Winona, la mejor . A mi familia. V I I Agradecimientos A T eresa por su paciencia y guía, por su generosidad, por su confianza en los momentos de duda. A Juan Luis por aparecer en la encrucijada, por su energía. A tantas y tantas personas que han atendido mis consultas, que me han abierto instalaciones, que me han transmitido su experiencia. T erritorios renovables, paisajes emergentes T erritórios renováveis, paisagens emergentes T erritorios renovables, paisajes emergentes I X X V I A. I I .- Aspectos legales.............................................................597 a. I I .1. Marco normativo en la Unión Europea...................598 a. I I .2. Marco normativo en el Estado español...................600 a. I I .3. Marco normativo en Andalucía...............................613 a. I I .4. Referencias bibliográficas.......................................624 Bibliografía .................................................................................629 Índice de figuras..........................................................................645 Índice general de contenidos.....................................................663 “T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano. X V I I Índice detalhado Parte I - tomo I: 1.- Abordagem geral.......................................................................1 1.1.- Introdução............................................................................3 1.2.- Objetivos e estrutura............................................................6 1.3.- Justificativa.........................................................................1 1 1.4.- Estado da arte e metodologia ...........................................13 1.4.1. Estado da arte...........................................................13 1.4.2. Metodologia...............................................................21 2.- Energia, sociedade e meio ambiente.....................................53 2.1.- Os custos do modelo econômico atual..............................55 2.2.- Um novo paradigma: a “sustentabilidade”.........................65 2.3.- Kioto e os tratados internacionais......................................70 2.4.- Ecologia e sociedade.........................................................75 .- Referência de figuras...................................................................79 3.- Energias renováveis no modelo energético..........................81 3.1.- Aproximação ao mercado energético................................83 3.2.- O desafio das energías “verdes”........................................90 3.3.- As energias renováveis em Andaluzia...............................98 3.4.- Alternativas e estratégias energéticas.............................104 .- Referência de figuras................................................................1 10 4.- Para uma nova cultura urbanística e território...................1 13 4.1.- Após pegadas remotas....................................................1 15 4.2.- A percepçao da natureza.................................................1 19 4.3.- O disjuntivo do urbanismo...............................................126 4.4.- A ação local......................................................................131 4.5.- Questão de habitat...........................................................137 4.6.- Um planejamento “verde”................................................142 4.7.- O papel das energias renovables....................................145 .- Referência de figuras.................................................................154 “T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano. X V I I I Parte I I - tomo I I : 5.- Energias renováveis. Antecedentes....................................157 5.1.- O homem e os recursos renováveis................................159 5.1.1. Pela força do vento.................................................160 5.1.2. Sob a ordem do sol.................................................170 5.1.3. Aproveitando outros recursos naturais....................177 5.2.- Geração de eletricidade e outras aplicações...................192 5.2.1. Um novo engenho: a turbina eólica.........................193 5.2.2. Painéis isolados e grandes centrais solares...........201 5.2.3. Das quedas d´agua à biomassa..............................208 .- Referência de figuras.................................................................214 6.- Energias renováveis. Aproveitamento.................................219 6.1.- Recurso e localizações....................................................221 6.1.1. Recursos eólicos.....................................................222 6.1.2. Radiações solares...................................................231 6.1.3. Recursos renováveis...............................................237 6.2.- Sistemas de aproveitamento...........................................247 6.2.1. Moinhos e turbinas eólicas......................................248 6.2.2. Plantas e painéis solares........................................256 6.2.3. Outros sistemas de energia renovável....................269 .- Referência de figuras.................................................................279 7.- Energias renováveis. Incidência territorial..........................283 7.1.- T erritório e meio-ambiente...............................................285 7.2.- Pegadas territoriais das energias renováveis..................288 7.2.1. Eólica.......................................................................289 7.2.1.1. Modelos de ocupação territorial.......289 7.2.1.1-1. Parques eólicos terrestres.........290 7.2.1.1-2. Parques eólicos marinhos.........296 7.2.1.2. Impacto territorial da energia eólica........300 7.2.2. Solar ........................................................................317 7.2.2.1. Modelos de ocupação territorial.......317 7.2.2.1-1. Plantas solares fotovoltaicas.....320 7.2.2.1-2. Plantas solares térmicas...........335 7.2.2.2. Impacto territorial da energia solar ..........349 .- Referência de figuras.................................................................360 “T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano. 8.- Energias renováveis. Paisagem...........................................363 8.1.- A questão da paisagem....................................................365 8.1.1. Considerações prévias............................................366 8.1.2. A representação da paisagem.................................370 8.2.- Impacto paisagístico das energias renováveis................377 8.2.1. Antecedentes...........................................................378 8.2.1.1. Considerando a escala............................378 8.2.1.2. Ferramentas atuais..................................385 8.2.1.3. Paisagem rural versus urbana.................388 8.2.2. A paisagem eólica...................................................399 8.2.2.1. Moinhos na memória...............................399 8.2.2.2. Particularidades.......................................408 8.2.2.2-1. Parques eólicos terrestres.........408 8.2.2.2-2. Parques eólicos marinhos.........428 8.2.3. A paisagem solar .....................................................430 8.2.3.1. Referências solares.................................430 8.2.3.2. Particularidades.......................................436 8.2.3.2-1. Centrais térmicas solares..........436 8.2.3.2-2. Plantas fotovoltaicas..................456 8.2.3.2-3. Instalaçoes urbanas..................471 .- Referência de figuras.................................................................478 Parte I I - tomo I I I : 9.- Conclusões e propostas.......................................................485 9.1.- Conclusões gerais...........................................................487 9.1.1. Meio-ambiente, modelo energético e E R ................488 9.1.2. O papel do planejamento........................................492 9.1.3. Antecedentes e fundamentos das E R .....................496 9.1.4. Energias renovavéis ( E R ) e território......................501 . 9.1.5. Energias renovavéis ( E R ) e paisagem...................506 9.2.- Propostas para territórios renováveis..............................514 9.2.1. T erritórios renováveis..............................................515 9.2.2. Paisagens emergentes............................................521 9.2.3. Por uma portarias reguladoras das E R ...................528 Anexos.........................................................................................579 A.I.- Estudo de caso: Central solar fotovoltaica de Amareleja (Portugal)..........579 .- Referência de figuras.............................................................596 X I X “T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano. X X A. I I .- Aspectos legais...............................................................597 a. I I .1. Quadro normativo da União Europeia....................598 a. I I .2. Quadro normativo da Estado Espanhol..................600 a. I I .3. Quadro normativo da Andaluzia..............................613 a. I I .4. Referências bibliográficas.......................................624 Referências bibliográficas ........................................................629 Índice ilustrações........................................................................645 Índice general de conteúdos......................................................663 “T erritorios renovables, paisajes emergentes” Autor: José Manuel Izquierdo T oscano. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 1 1. - PLA NTEA MIENTO GENERA L………………………… ........... 1.1.- Introducci ón. 1.2.- Objetiv os y estr uctu ra. 1.3.- Justi ficación. 1.4.- Estado de la cuesti ón y metodolo gía. 1.4.1. Estado de la cues tión. 1.4.2. M etodología. .- Re f erenci as de las fi guras. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 2 1. - PLA NTEA MIENTO GENERA L…………… …...……… ........... La tesis doctoral “Territorios renov ables, paisaje s emer gentes” da continui dad a una lí nea de investigación i niciada con la irrupción en el terr itorio de las primeras inst alacion es de energí as renovabl es. A lo largo de estos años hemos asistido a la intensificación del proceso, con la consol idación de determinada s tendencia s, y a su paréntesis actual. La ausencia o indefinición del planeamiento ha facilitado la colmatació n de algunas áreas, con el con siguiente aumen t o de su inci dencia sobre el entorno. En este contexto, la presente tesis tiene como objeto aportar propues tas que contribuyan a la mejora en la implantación territorial de las energías renovables. A t al efecto, se ha seg uido una metodología que ha q uedado reflejada en la propia estructura de la tesis. Su s contenidos, con especial atención a los aspectos paisají sticos y t erritorial es, han permitido alcanzar unos r esultados que cubren adecuadament e los objetiv os p lanteados. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 3 1 .1 IN TRODUC CIÓN : “Territo rios Renovab les, Paisajes Emer gentes” es una tesis doctoral inspirada en una serie de inquietudes personal es q ue me han acompañado en los últim os años. Estas surgen a partir del seguimiento de un conjunto de procesos caracterizad os por su complejidad e incide ncia sobre el paisa j e y el territorio . Los profesionales de dicados a la disciplina urbanística constatan, en su quehacer diario, lo s ví nculos existentes entre la ev olución de la acción humana y la aparición de nue vas f ormas de asentamien to sobre el territorio. En nuestra capacidad para reconocer e inte rpretar correctamen te estos procesos reside la clav e que nos permita aportar soluci ones adecuadas al reto planteado: la or g anizaci ón de una sociedad y sus activ idades sobre el terri torio. De entre todas las ac t ivi dades humanas destacan, por su intensidad, las deriv adas de la producción, distribución y transporte de energí a. Atender una crecient e demanda ha precisado el tejido, a lo largo de los siglos, de redes que estructuran el terri torio tal y como hoy lo conocemos . Estas redes han puesto al alcance del sector energético vastos recursos, ubicados en yacimientos lejanos, cuya expl otación ha incrementado el desacople territorial de una de l as actividades con mayor cuota de r esponsabil idad en el deterioro del medioambiente . Las concl usiones de l os sucesivos inf ormes del Pan el Inte rgubernamental sobre el Cambio Cli mático (IPCC) ratifican los costes ambientales de una economía cimentada en los combu stibles fósiles. La reacción ciudad ana, en aquellos paí ses más sensibl es con la preservación del eq uilibrio ecológico del planeta, ha incrementado las exi gencias medioambien tales. Esta demanda social, unida a l os constantes av ances tecnol ógicos, ha favorecido la búsqueda de alternativas energéticas. El ahorro y la eficienci a energética, así como la recuperación de prácticas y hábitos de comportamie nto des graciadamente o lvidado s, han pasado a un pri m er plano. En este contexto irrumpen con f uerza las denominadas “energí as renovables”, q ue aprovechan el potencial de unos recursos energéticos considerados como no contaminantes e inagotables a escala humana. La p roli f eración de instalacion es renovab les en nuestro entorno, en especial durante la última década, nos convierte en observadores privilegiados de este proceso de inco rporació n al t errito rio de nuevas rea lidade s. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 4 Su implantación no está exenta de incidencia ambiental, si bien muy inferior a la derivada de las ener gías convenci onales, y genera tensiones visuales y t erritorial es q ue requieren de una planificación adecuada. Debemos concebir soluciones que establez can una dialéctica entre estas “arquitectura s emergentes” y su entorno si aspiramos a la co nfi guración de paisajes de calidad. Par a alcanz ar este objetiv o irrenunciab le, en sociedades avanz ad as, resul ta imprescindibl e un prof undo conocimiento de las mismas. El ejercicio necesario para desvel ar las cla ves de su lógica de implantación abarca t emas ta n varia dos como medio ambiente, energí a, tecnologí a, historia, plan eamiento , paisaje, cul tura, patri monio, etc. La tesis “Terri torios renov ables, paisajes emergentes ” versa sobre estos complejos procesos vincul ados a la implantaci ón de energías r enovab les sobre el territorio y ante los q ue contamos con escasas referencias. Su concepción ha sido dinámica, alimentándose de otras experiencias provenien tes del campo de la investigación y del ejercicio profesional. Esta inv estigación ha ido p lanteando resultados parc ial es mediante comunicaciones en congresos, artícul os en revistas, publicaci ón de libros o realizaci ón de ex posiciones. Así , soy autor del libro t itulado “Energí a eól ica y terr itorio”, publicado por el Secreta riado de Publi caciones de la Universidad de Sev illa, inv estigación que reco ge parte del esfuerz o r eal izado durante la etapa de suficiencia inv estigadora que ha pr ecedido a esta tesis. La publi cación “ Energ í a eóli ca y territorio ”, p resentada el día 20 de mayo de 2009 en el marco de la Feria d el Libro de Sev illa, es la número 19 de la colección KORA (fr uto del acuerdo entre la Universidad de Sev illa y la Consejería de Obras Públi cas y Transportes de la Junta de And alucía). La labor investigadora ha tenido continuidad, establ eciéndose un flujo de ida y vuelta con la elaboración de la t esis, en otros ámbitos. Esta in quietud me llev ó a colaborar en la f undación de una organización sin ánimo de lucro, denominada Grupo Estudios Av anzad os sobre T erritorio y M e dio Ambiente “ Textura ”, creada en el año 2009 con el objetiv o de profundiz ar en el conocimiento de procesos con incidencia sobre el territorio y el medio ambiente. Entre otras acciones emprendidas subrayare mos:  La exposición f otográ fica “El paisaje de renovab les en Andalucí a”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 5  La publi cación de la monografía “Energías r enovab les: paisaje y te rritorio andal uz”.  La colaboración con SEO/Birdli fe en las jornadas “Por un futuro renov able”. La muestra titulada “El paisaje de las renovab les en Andalucí a”, presentada en el Parque de las Cienci as d e Granada en diciembre de 2010 y en la Casa de la Provinci a de Sevi lla en marzo de 2011, constituy e una exposición fotográfica de 21 panoramas que pretende acerca r al visi tante el escenario de aprovech amiento de los recursos ene rgéticos renov ables. La publicaci ón titulada “Energí as renovab les: panorama andaluz ” , de la que f ui coordinador y coautor d e uno de sus capí tulos, f ue presentada en 2010 con el apoyo de la Ag encia Andaluz a de la Energía y Red Eléctrica de España. Plantea un conjunto de ref lex iones, procedentes de múltiples disciplina s, a escalas distintas y sobre materias a priori distantes que terminan superponiénd ose en no pocos a spectos. Esta coordinación me ha permitido conocer el enfoque sobre la cuestión de discipli nas como la ingeniería, geografía, arquitectura, biologí a, abogací a o el peri odismo. Por último, las jornadas “ Por un f uturo renov able” fueron desarrolladas entre mayo y j unio de 2011. Concebidas como punto de encuentro y t rabajo colectivo de entidades de la sociedad civil , empresas e instituciones, sus resultados tratan de acercarnos a un horizonte en el que las renovabl es s e convi ertan en las fuen tes ener géticas p rotagonis tas. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 12 La ejecución de proyectos de ener gías renovables requiere, debido a su complejidad, de equipos m ultidi sciplinares que concili en un a visión g lobal con un alto gr ado de especializaci ón sectorial. Sin embargo, podemos constatar la escasa participación de profesional es del planeamien to, l a arquitectura, el paisajismo, etc. en est os equipos de tr abajo. Hacemos referencia a profesionales con f ormación especí f ica para incluir los aspectos paisají sticos y t erritoriales entre l os f undamen t os del proyecto. Este trabajo intenta contribui r en la tarea de sensibil izar a favor de la necesidad de incorporar nuevos enfoques disciplinarios, que complemen ten a los actuales, en la confección de las respuestas precisas para una planificación integ ral de calidad en pos de un p royecto c olectiv o de paisaje. A este respecto no debemos obviar el estado actual de una discipl ina urbanística pendien te de adecuació n al contexto contemporáneo. Esta te sis apunta algunas líneas de acción para reivindi car el papel de una “disciplina urbanística renovad a” como mecani smo efectiv o que permit a armonizar la implantación de nuevas actividades humanas, como las renovab les, en el territori o. Para el desarrollo de la investigación hemos recurrido al estudio de ins talaciones r enovab les, como ex ponemos en el aparatado sig uien te, en diversos l ugares. El princi pal criterio para su selección ha sido el carácter pionero o singular de algunas de estas infraestructura s. Podemos destacar co mo algunas de las mismas se encuentran en nuestro propio ámbito geográ f ico. Las referencias a modelos y experiencias desarrolladas en Andalucí a son una constante en la tesis. El territo rio andaluz constituye un marco ideal para nuestra i nvestigación ya q ue dispone de recursos renovables en buena parte de su geogra f í a. El hecho de haber aco gido los primeros proyectos, tanto ex perimen tales como comerciales, nos ha permitido analizar de cerca la evoluci ón de las renovab les en los últimos años. La puesta en marcha a principios de los och enta de la Plata forma Solar de Al mería en T abernas (Almerí a) o del primer aero generador ex perimental de media potencia en Tari f a (Cádiz ), resultó clave para la posterior expansión del sector en el resto de la Península Ibérica. Esta p resenci a cercana, de una amplia g ama de tecnologí as, constituye una val iosa f uente de información sobre la incidencia territorial real de las renovab les que convi ene poner en valor. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 13 1. 4 ESTADO DE LA CU ESTIÓN Y M ETOLOGÍA : 1.4.1. Es tado de la cuestión… . ..…………….… …..…………… .. Las energías renovabl es han sido abordadas desde los más variado s enf oques. Entre las r eferencias con las q ue contamos al respecto distin g uiremo s en base a la óptica del estudi o. El deterioro ambiental del plan eta y sus repercusiones (sociales, m edioambien tales, económicas, polí t icas, etc.), han puesto en primer t érmin o conceptos como la sostenibili dad o el cambio cli mático g loba l. Entre las estrate gias, in f ormes y publicaci ones sobre la m ateria destaca r emos: BETT INI, Vi rginio, Eleme ntos de ecología ur ban a , Madrid, Tr otta, 1998. Alerta sobre el v aciado de contenido de la “ sostenibili dad” desde la óptica de la pro blemática u rbana europe a. NACIONES UNIDAS, O ur Common Fu ture , Com isión Mundial de las Naciones Uni das sobre el Med io Am b iente y e l Desarrollo, N ueva York , 1987. Conocido también como “Informe Brund tland”, entre cuyas aportaciones destaca su de f inición del desar rollo sostenibl e. PANEL INT ERGU BERN AMENT AL SOBRE CAM BIO CLIMÁT ICO , Cambi o clim ático. Informe d e síntesis , Grupo Intergubernam ental de Expertos sobre el Cam bio Clim ático (IPCC), Ginebra , (varios a ños). Sus informes se han convertido en una de las grandes referencias. REES, W illi am E. y W ACKERNAGEL, M athis, Our Ec ologica l Footprint: Re ducing Hu man Impact on th e Ea rt h . Gabriola Island, BC: Ne w Societ y Publishers, 19 96. Desarrollan do estudios anteriores sobre el concepto de “huella ecológica”. BETT INI, Vi rginio, Eleme ntos de ecología ur bana , Madrid, Tr otta, 1998. Alerta sobre el v aciado de contenido de la “ sost enibil idad” desde la óptica de la pro blemática u rbana europe a. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 14 El futuro de las renov ables como alt ernat i va energé tica se encuentra in fluenciado por las propias característi cas del sistema energético en el que se deben insertar. Para abordar esta cuesti ón podemos considerar los siguientes estudi os e informes anual es: AGENCIA ANDA LUZA D E LA EN ERGÍA, D atos energéticos de Andal ucía , C onsejería d e Econom ía, Inn ovación, C iencia y Em pleo, (varios años). Análi sis anual que incluy e balance energético de And aluc í a. ALEKLET T, Kjell, HÖ ÖK, Mik ael, JAKOB SSON, Kr istofer, LARDELL, Mich ael, SNO W DEN, Simon, SÖDERBERGH, Bengt, T he P eak of Oil A ge, E nerg y Polic y, Volum e 38, pp.1398-1414 , 2010. Estos compone ntes del g rupo de i nv estigación de Si stemas Energéticos Globales, de la Universidad de Uppsala, propugnan que ya se ha al canzad o el cenit del pe tróleo. COMISIÓN DE LAS COM UNIDADE S EUROPEA S, European energy, transport and g hg emissions trends to 2050 , reference scenario 2013 , Luxem burgo: Oficina de Publicaciones Ofic iales de las Com unidades Europeas, 2014. Actualiz a los publicados en 2003, 2005, 200 7 y 2009, y presenta el escenario de referencia actual en Europa y su tendencia has ta mediad os de este siglo. MARTÍN MUNIC IO , Ánge l, COLINO MART INEZ, Antonio, (Dir.). Diccionario Esp añol de la Energía , E diciones Doce Calles, Aranjue z (Madrid), 2003 . Además del significado de los términos, todos t raducidos al inglés, incl uye una serie de artí culos especializados. MINIST ERIO DE INDUST RIA, ENERGÍA Y T URIS MO, La energía en Esp aña , Ma drid, (varios años). Informe anua l con l a evoluci ón del mercado ener gético. REE, Inf orme del sist ema eléctrico español , Madr id, (varios años). El operador presenta en este in f or me anual, desde 1995, los datos del compo r tamient o del siste ma eléctrico e spañol. SEO BIRDLIFE, Por un f uturo renova ble , Madrid, 2 011. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 15 Identifica las dificultades de implantación de las energías renovab les y propone lí neas de actuación para superarlas . En su redacción han colaborado representantes de universidad es y entidade s públicas y priv adas, etc. Sobre el papel a desempeñar por la disciplina urbanística en este contexto, con las limitaciones derivadas de la obsolescenci a de sus propios instrumentos, así como de la renovaci ón que precisa para adecuar su capac idad de respuesta a los retos contemporáneo s; destacaremos las siguientes re flexion es: EZQUIAGA, J osé María, El porvenir d e u na ilus ión. Elementos p ara un a nu eva cultur a urba nística , Consejo Superior de los Colegios de Arquitectos de España, arquitectos n º 178, Madr id, CSC AE, 2006,pp. 8 5. Reflexion a sobre el estado de la disciplina y apor ta claves para su renovaci ón. GRUPO ADUA R, Dicc ionario d e Geografí a Urbana, Urbanismo y Orde nación d el Territorio , M adrid, Ariel, 2000. De gran ayud a para un correcto empleo de términos y expresi ones de las disci plinas que abarca. HALL , Peter . Ciudades d el mañana. Hist oria de l urbani smo en siglo XX . Edic iones del Serbal. Barc elona, 199 6. Repaso histórico al papel desempeñado por el urbanismo del siglo pasado. El au tor cuestiona q ue las soluciones propuestas, más allá de haber dem ostrado su capacidad para transforma r el espacio urbano , hayan contribuido a atajar los problemas sociales a los que debe dar respuesta . HIGUERAS, Ester, Urb anismo Bi oclimático , B arc elona, Gustavo Gilli, S A, 2006. Aporta una metodolo g ía clara para incorporar los principios biocli máticos a las propue stas de ordenaci ón urbana y territorial. L. MCH ARG, Ian, Design with Nat ure , N ew York , Falcon Press, 1969. Esta obra, reeditada varias veces en numerosos idiomas, es un referente para la planificaci ón ecol ógica y mantiene buena “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 16 parte de su v igencia. Nos ayuda a ponderar el impacto que tienen las intervenci ones del ho mbre sobre el med io físi co. LÓPEZ C ANDEIR A, Jos é A., Dis eño urbano . Teoría y práctica , Madr id, Editori al Munilla - L ería, 1 999. Notable m anual de arquitectura, que incluy e teorí a y práctica, para el diseño urbano. RUANO, Mi guel., Ecourb anismo , Barc elona, Gus tavo G illi, SA, 1 999 y GAUZIN -MÜLLE R, Dom inique, Arquitect ura Ecológica, B arcelona, Gust avo Gilli, SA, 2002. Ambas obras incluy en refer encias al marco teóric o en el que se desenv uelve la arquitectura y el planeamiento ecológico así como eje mplos contemp oráneos. YÁNEZ, Guillerm o, Arquitectura solar: asp ectos pasivos, bioclimatismo e ilum inación natural , Madr id, MOP U, Di rección General para la Vivienda y Arquitectura, 19 88. Estudia la adecu ación de los edificios y l as ciud ades a las condicion es climáticas del lugar, incluy endo sus antecedentes históricos. ROGERS, Rich ard y G UMUCHDJ IAN, P hilip, Cities for a Small Planet , London, Fab er & Faber L im ited, 1997. Analiz a la incidencia de la configuración de los sistemas urbanos en el deterioro ambi ental del planeta y las posibil idades que nos brinda el planeamien to de reg eneración de la vi da ciudadana y el medio a mbiente. El aprovechamiento de las f uentes energéticas renovables se remonta a t ie mpos remotos. Más reciente resulta su aplicaci ón para obtener electricidad. Entre los estudios sobre los antecedentes de las energías renovab les , caract eriz ados habitualmente por abarcar tecnologí as y ámbit os territoriales especí f icos, citaremos : CARO B AROJA, J ulio. Hi storia de los molinos de viento, ruedas hidrául icas y norias . IDA E. Madrid. 1995 . Obra r elev ante sobre la mater ia de uno de los mayores estudiosos de, para f raseando otra de sus celebrad as obras, la “tecnologí a popular española”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 17 CONSEJERÍ A DE MEDI O AMBIENT E, Breve g uía del patrimonio hidráulico de Andalucía, Agencia Andaluza del Agua, Junta d e Andalucí a , Sevilla, Sevil la, 2006. Selecci ón de elementos, con una detall ada descripción que incluy e una val oración de su i nterés paisají st ico, que conforma n parte del patrimonio andaluz del agua en sus diversas acepciones. CONSEJERÍ A DE MEDIO AMBIENT E, Sa linas de A ndalucía , Consejería de M edio Am biente, Junta de Andalucía, 2004. Un conj unto de autores indagan en la importan cia histórica del empleo de este recu rso natural en Andalucí a. Las reflexi ones incluy en m olinos de ma rea, paisa j e, salina s, paisaje, etc . FUNDACIÓN SEVIL LANA DE ELECTRICIDA D, Cien años de progreso de la elec tricidad y su tecnología, C ompañ ía Sevillana de E lectricidad, Cien Años d e Historia . Sevilla, 1994. Repaso al origen y evol ución de la industria eléctrica, en el sur peninsul ar, a partir de la historia de esta compañí a. GÓMEZ RUIZ, Ricard o, Molinos en el Río Odiel, u n estudio de arque ología i ndustrial en los límites de El Andéva lo. J un ta de Andalucía, Co nsejería d e Medio Ambiente, 2 003. Exha ustivo estudio, q ue i ncluy e didácticas re presentacione s, sobre estos in g enios ubicad os en este río del occidente andaluz . HOBSBAW M, Eric, La er a de la Rev olución: 178 9 -1848 , Crítica, Barcel ona, 2003. Contiene una visión g lobal del revuelto contex to histórico en el que, entre otros hito s significativos para el deveni r de la humanidad, se produce un aumento exponencial de la demanda ene rgética. PÉREZ CANO, María Teresa, Aprendiend o d el pas ado. Patrimonio racional. Energías r enovables: paisaje y territorio andaluz. Gru po de Estud ios T EXTURA, Sevill a, 2010, pp. 60. Relato integrador, con re f erencias a los paisajes culturales y al territorio como síntesis, del patrimonio ex istente en Andalucía vi nculado al mar y el sol, al vi ento y al a gua. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 18 Sobre los aspectos que determinan el aprov echamiento efectivo de los recursos ene rgéticos renov ables (emplazamie ntos, capacidad de evacuación de la producción, tecnología aplicada a los ingenios , etc.), se co ncentra buena parte del esfuerzo investigado r del sector. Por el propio enfoque de la tesis, mostramos más inter és por los estudios destinados a calibrar la distribución de los recursos sobre el territorio. No obstante no debemos obviar que la selección de emplaz amientos depende, entre otros factores, de la tecnología disponibl e. En consecue ncia, destacare m os: AGENCIA ANDALUZ A DE LA ENERGÍ A, ( http://w ww.agenc iaanda luzad elaen ergia.es / ) . Ha desarrollado varia s aplicaciones para valorar el potencial de recursos renovabl es en Andalucí a (biomasa, solar, eólica, geotérmica, marina e hid ráulica). AGENCIA ESTAT AL DE MET EOROLOGÍA, At las de Radiación Solar e n España utilizando datos del SAF de Cl ima de EUMETSAT . Ministeri o de Agricu ltura, Alim entación y Medio Am biente, Madrid, 2005. Conjunto de mapas, g ráfi cos y t ablas de val ores de la radiación solar elaborados a partir de in formación captada por satélites. CENTRO NACIONAL DE EN ERGÍAS R ENOVA BLES, Situación actual de la energía e ólica: recurs os, tecnología, aspectos medioambiental es, normativa, CENER, Sar riguren (Navarra), 200 5. Estudio g lobal de las distintas materias (m edio ambiente, recurso, especificacion es técnicas , normativ a, etc.) que convergen en la tecnolo g ía eól ica. INSTIT UTO PARA LA DIVULG ACIÓN Y AHORRO DE LA ENERGÍA, At las Eólico d e España , IDAE , Madri d, 2009. M apa del r ecurso eólico, perm ite una ev aluación previa a la ejecución de mediciones r eales para enclaves concretos, elaborado a pa rtir de un modelo de simulación meteorol ógica. PÉREZ GARCÍA , Manu el, Energ ía Solar en Energ ías renovables: paisaje y t erri torio andaluz. Grupo de E studios TEXT URA, Sevilla, 2010, p p. 171- 187. Estudia la radiación solar como recurso ener gético y las distintas tecnol ogí as. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 19 TRO EN, I y P ETERS EN, E. L., European W in d Atlas, Roskilde , R isØ National Laborator y, 1989 y BERMEJO - BARÓ, M, Mapa eólico nacional: resúme nes energét icos por comunidades autónomas , Madrid , Mi nisterio de Obras Públicas, Tr ansportes y Medioam biente, 1994. Ambos estudios cuen tan con m apas eólicos propios de cada ámbito. La incidencia territorial de las instalaciones de energí as renov ables con f or ma un a materia q ue puede ser abordada desde numerosos enfoques discipl inarios y de escala. Esto hace q ue, en ocasiones, se obten g an resultad os dif íci les de asimilar y contrastar. Entre otros tratados cita r emos: DE LUC AS, Ma nuela., FERRER, Miguel., J ANSS, Gu yonne .E., Usin g w ind tunne ls to predict bird m orta lity in wind farms: the cas e os gr iffon vultures , PLoS ON E. DO I: 10.1371/JOURN AL.PON E0048092, 2012. Entre sus conclusi ones más r elev antes destacamos la importancia que conced en a la locali zación de cada aerogenerado r concre t o para evitar puntos negros en la afección sobre las aves. Entre las herra mientas empleadas destacan las ap licacion es v inculad as al uso de t úneles de vi ento. DÍAZ CU EVAS, María d el Pi lar, Tes is doctoral: Energía eólica y territorio. Potencialidade s para la impla ntación de parques eólicos en A ndalucía. Departamento de G eograf ía Física y Análisis Geográf ico Reg ional. U niversidad de Sevilla, 2013. Establece una valoración de la potencialidad del t erritorio para albergar parques eólico s tomando en consideración, además del recurso disponibl e, restricciones deriv adas de la legislación, la plani f icación u otros cr iterios. DIPUTACIÓN D E C ÁDIZ, Plan Esp ecial S upramuni cipal de Ordenación d e Infra estructuras de los Rec ursos Eólicos en l a Comarca de La J anda – Cádi z , Cádiz, 2003. Documento de ámbito territorial, escala co marc al, que ordena la distribución de parques eólicos y que i ncorpora entre sus contenidos los e fectos p roy ectados sobre el paisa j e. GAUSA, Manuel, Doblant espais i temps , en IaaC, Institut d´arquitectura avançada de Catalun ya, geoCat: territorios enlazados , Barcelona, Act ar , 2004 . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 20 Entre otras t esi s, el auto r defiende la integración cr eativa entre la arquitectura y la natu raleza desde la óptica de la sostenibil idad. LEKUONA SÁNCHEZ, J es ús M., Uso del espacio por la avifauna y control de la m ortalidad de aves y murcié lagos en los parq ues eó licos de Nav arra durante un cic lo anual , Navarra, Direcc ión Genera l de Me dio Am biente d e Navarra, 2001. Informe técnico referente por su metodolo gí a y por los resultados obtenidos sobre la a fección de los par ques eóli cos. La afección paisajísti ca de las instalaciones de energ ías renov ables también es susceptible de las más variadas apr oximaci ones. Y es que no abundan las obras específicas sobre la materia, resultando recomendable la consulta de estudios que la abordan tangencialmente o de los q ue se pueden extraer al gunas conclusiones aplicables. Ent r e ot ros, citaremos: AV Monografías , Pra gmatis mo y paisaje , núm ero 91, Madri d, septiembre – octubre 2 001. Conjuga reflex iones de varios autores con análisi s de proyectos de interés pai sajístico. AYUGA TÉLLEZ, F rancisc o, G estión Sostenible de Paisajes Rurales: T écnicas e Ingeniería, Madri d, Fundac ión Alfonso Martín Escudero , 2001. Obra de gran interés para la valoración paisaj í stica de las intervenci ones en el med io rural. CLÉMENT, Gill es, Traité S uccinct de L`art Involon taire , Paris, Sens&T onka Éditeurs , 1997. Reflejo muy personal de l encuentro entre el hombre y la naturalez a, incluy endo los parques eól icos de Josh ua Tree en Cali f ornia, a través de las experien cias de los v iajes del auto r . GALÍ-IZARD, T eresa , L os mismos pais ajes, ideas e interpretaciones , Barce lona, Gustavo Gi lli, SA, 20 05 . La aut ora inte r preta una selección de paisajes, descubiertos a través de su propia vivencia, para reflex ionar sobre la relación del hombre con los sistemas naturales, el carácter evolutiv o del paisaje, el proy ecto de p aisaje, etc . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 21 MATA OLMO, R., SANZ H ERR ÁIZ, C. (Dir.) (2003): Atlas de los Paisajes de España . Madr id, Min isterio de Medio Am biente, 2003. Obra cartográfica entr e cuyos objetivos se destaca la caracteriz ación e identif ica ción de los paisajes del estado español. RAQUEJO, T onia, Land Art , San Sebas tian, Editorial Nerea, S.A., 1998. Rev isión al contexto en el que unos artist as ha llaron en el lenguaje de la materia, el paisaje, la ubicación y escala de la creación respecto al territo rio etc., una vía p ara reflexi onar sobre el espaci o y el tie mpo. ZOIDO NAR ANJO, F lorenc io . Terr itorio y paisaje, conocimiento, estrategia y políticas , en Territorio, paisaje y sostenibilidad . Ediciones del S erbal. Barc elona, 2010. pp. 87 - 114. Entre otras cuestion es el autor sostiene la necesidad de incorporar el paisaje a l os instrumentos de ordenación del territorio. La opini ón personal d el autor de esta tesis se ha ido adelantando en t rabajos como “ Energía eól ica y terr itorio (2 008)”, (reflexión sobr e la im plantación de instalaciones eólicas que incl u ye aspectos com o energía y m edioambiente, recurso e ólico y territ orio, paisaje, tendencias, e tc.) y “Energías renovab les: pais aje y territorio andaluz (2 010) ” (coordinac ión de a portaciones procedentes d e disciplinas diversas que co nform an el panoram a m ás r ec iente de las energías reno vables en An dalucía). 1.4.2. Metodo l ogía…… ………… .…………… .……..…………… .. La metodologí a general seg uida para la elabo r aci ón de la t esis doctoral “ Territorios renovab les, paisajes emergentes” es consecuente con la materia sobre la que trata y los objetivos planteados. La amplitud de puntos de vista requi ere la previa definici ón de un marco de ref erenci a, en nuestro caso los aspectos paisají st icos y territoriales, y su alcance. El objeto de la estr ate gia metodol ógica planteada es la obtención de unos resultados claros y aplicabl es. En primer lu g ar se ha intentado preci sar un pormenoriz ado estudio sobre la materia. Entre las f uentes de datos e inv estigaciones consulta das señalare mos: “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 28 1. - A BORD A GEM G ERA L ………………...…… …. ...... .... A dissertação “Território s renov ávei s, paisagens emergentes” dá continuidade a u ma linha de pesquisa iniciada com a inserção no territó rio das primeiras instal ações de energias renováv eis. Ao longo de sses anos assistimo s a intensi ficação do processo, com a consol idação de determinad as tendências , e suas atuais parênteses. A ausência ou indefinição de planejamen to f acilitou o assoreamento de algumas áreas, aumentando , assi m o seu impacto sobre o entorno . Nesse contexto, a presente tese tem como objetiv o ap ortar propostas que contribua m para a melhora da i mplantação territorial das energias r enováv e is. Para tal ef eito, seguiu -se uma metodolo gia que se r eflete na própria estrutura da tese. Seus conteúdos, com especial atenção aos aspectos pai sagísticos e territoriais, permitiram alcançar resultado s que cob rem adequadamente os obje tiv os estabelecidos. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 29 1.1 INTRODU ÇÃO : “Territórios renovávei s, paisagens emer gentes” é uma dissertação inspirada e m uma série de in quietudes pessoais que me acompanhara m nos últimos anos. Est as surgem a partir do se g uimento de um con j unto de processos caracteriz ados por sua complex idade e imp acto sobre a paisagem e o t erritório. Os profission ais envolvidos à disciplina urbaní stica constatam, em seu trabalho diário, os víncu los exi stentes entre a evoluçã o da ação humana e o surgimento de novas f ormas de assentamento sobre o territóri o. Na nossa capacidade para r econh ecer e interpretar corret amente estes processos reside a chave que nos permite aporta r soluções adequadas ao desafio estabelecido: a organização de uma sociedade e suas ativ idades sobre o territó rio. Entre todas as ativi dades humanas destaca m -se, pela sua intensidade , as deriv adas da produção e t ranspo r te de energia . Atender à c rescente demanda aperfeiçoou, ao longo dos séculos, o tecido de rede s que estrutu ram o território tal como o conhecemos . Es tas redes puseram ao alcance do setor energético vastos recursos, situados em locais distantes, cuja expl oração incrementou a dissociação territoria l de uma das ativi dades com maior responsabili dade na deterioração do meio-ambien te. As con clusões dos sucessiv os relatórios do Painel Intergovernament al sobre Mudanças Climáticas (I PCC) confirmara m os custos ambientais de uma economia baseada nos combustí veis fósseis. A r eação do público nos países mais sensív eis à preservação do equilí brio ecológico do planeta, tem aumentado as exi gências ambientais. Esta demanda social juntamente com os constan tes avanços tecnológicos, tem incen tivad o a busca de f ontes alternativ as de energia. A economia e a e f iciência energética, assim como a recuperação de prática s e hábitos de comportamen to, in felizmente esquecido s, vi eram à tona . Nesse contexto, surge m com força as chamad as “energias renováv eis”, que apr ov eitam o potencial de recursos energéticos considerado s como não poluidores e inesgotáveis à escala humana. A proliferação de instalações renov áveis em nosso entorno, em especial durante a última década, nos converte em observadores privi legiados deste processo de incorporação ao terri tório de nov as realidades. Sua implementação não é isenta de impacto ambien tal, embora muito menor do que a deriv ada das energias conven cionais e “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 30 gera conflito s visua is e territo riais que re querem plan ejamento adequado. Dev emos conceber soluções q ue estabeleçam uma dialética e ntre estas “ ar quiteturas emergen tes” e seu entorno se aspiramos a configur ação de paisagens de qualidade. Para alcançar esse objetivo irrenunciável, em soci edades avan çadas, é imprescin dív el um profundo conheci mento das mesmas. O exercí cio ne cessário para revelar as chaves da sua lógica de implantação abran ge temas t ão variados como meio - ambiente, ene rgia, tecnologia, hi stória, planejamen to, paisagem, patrimônio , etc. A tese: “Territórios ren ováv eis, paisagens emer gentes” trata destes complex os processo s vincul ados a im plantação de energias renováv eis sobre o território e perante ao q ual contamos com escassas referencias. Sua concepção f oi dinâmica, alimentand o-se de outras experiênci as provenientes do campo da pesquisa e do exercíci o profissional. Esta pe squisa t em sido chegando resultados parciais em comunicações em con gressos artigos em revist as, publi cação de l ivros, ou realização de e xposi ções. Assi m, sou autor do livro “Energía eólica y territo rio” , publicad o pelo Secretário d e Publi cações da Universidade de Sevilha . Esta obra contém parte do esforço reali zado durante a etapa e capaci tação que precedeu essa t ese. A publicaçã o “Energía eólica y territorio” , apresentada no dia 20 de maio de 2009 no âmbito da Feira do Li vro de Sevil ha, é o número 19 da coleção KORA (fruto de um acordo entre a Univ ersidade de Sevilha e do Mini stério das Obras e Transportes da Junta de And aluzia). O trabalho de pesquisa teve continuidade, est abelecend o- se um f luxo de ida e volta com a elaboração da tese, desde o Grupo de Estudios Avanz ados sobre Terr i torio y Medio Ambiente “Textura” . Trata-se de uma or ganização sem f ins lucrativ os criada no ano de 2009, com o obje t ivo de aprofundar o conhecimento de processos com impacto sobre o território e sobre o meio - ambiente. Entre outra s ações ressal tamos:  A Exposi ção f otográfica “ El paisaje de renovables en Andalucía” .  A publicação da m onogra f ia “Energías renovables: paisaje y te rritorio andal u z” .  A colaboração com SEO/Birdli f e nas Jornada s “Por un futuro renovabl e” . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 31 A mostra intitulada “El paisaje de las renovables en Andalucía” , apresentada no Par que das Ciências de Granada em dezembro de 2010 e na Casa da Proví ncia de Sevilha em março de 2011 , é uma exposi ção f otográ fica de 21 panoramas que pretende aprox imar o visitante ao cenário de aprovei tamento dos recu r sos ener géticos renov áv eis. A publicaçã o intitulada “Energ ías renovabl es: pano rama andaluz” , da qual f ui coordenado r e coautor de um dos seus capí tulos, f oi apresen tada em 2010 com o ap oio da Agência Andaluz a de Energia e Rede Elétrica de Espanha. Apresenta um conjunto de reflex ões multidiscipli nares, em diferentes escalas e sobre matérias a priori distantes q ue acabam sobrepondo-se em muitos aspectos. Esta coordenação permitiu-me conhecer o enfoque dado à questão por disciplinas como en genharia, g eogra f ia, arquitetu ra, biologi a, direito ou jornalismo . Por último, as Jornadas “Por un futuro renova ble” f oram desenv olvidas entre maio e j unho de 2011. Con cebidas como ponto de encontro e trabalho coletivo de ent idades da sociedade civ il, empresas e instituiçõe s, seus resultados tentam nos aproximar a um horiz onte em q ue as energ ias renováv eis se t ornem as prota gonistas. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 32 1.2 OBJE TIVOS E ESTRU TURA : A f im de completar o objetivo princi pal, a contribuição de propostas pa ra um a cor reta g estão paisagí st ica e territorial na implantação de instalações de energias renov áveis, é necessário o cumprim ento de outros objetiv os, g erais e especí f icos, em base aos quais se determinou a estr utura da tese. Os obje t ivos g erais que se pretende alcançar mediante o presente estu do são:  Conhecer de maneira o bjetiva e real o estado atual do setor das ener gias reno vávei s ( implantação, empre go, potência instalada, impacto sobre o me io -ambi ente, impacto paisagí stico, pot encial de desenvolvi mento etc.) e propor medidas que permitam melhorar os aspectos negativ os detectados, assi m como visl umbrar o cenário futuro (a cu rto e médi o praz os).  Contribuir para o estabelecimento de um debate imprescindív el nos próximos anos: a incorpora ção de infraestruturas de en ergias renováv eis em nosso entorno.  Aprov eitar o caráter pioneiro de algumas instal ações renováv eis implantadas na Penínsul a Ibérica, com atenção especial àq uela s instaladas em Andaluzia, para determinar a evolução do setor nas úl timas déc adas e esboçar sua po ssível confi guração urbano-territo rial futura. Por ou tro lado, os ob jetivos especí f icos da pe squisa, assim como os en foques teóric os est abelecido s para alcança-los são:  Contribuir para a inte gração das instalações de ener gias renováv eis em nosso entorno. Isso requer as segu rar sua harmoniz ação com as demais ativ idades e val ores humanos e recursos culturais e natu rais, presen tes no meio.  Fornecer i deias e chav es aos diversos a tores env olvi dos no desenvolvi mento das ener gias renov á veis (Administra ções Publi cas, instituiçõe s de ensino, empresas, sociedad e civil, etc.) que facilitem a “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 33 aplicaçã o de ações criativas q ue incrementem a presença de ins talaçõe s de energias renováve is sob uma ótica de sustentabi lidade real .  Refletir sobre a adequaç ão das instalações de e nergias renováv eis a entornos ou elementos de significa tivo val or na tural, patri monial e paisagístico. Para atingi r esse objetivo é essencial um prof undo conheci mento dos valores naturais , patrimoni ais e paisagísticos mencionados, assim como, dete rminar seu pote ncial de assimilaçã o dessas nov as realidade s.  Acelerar a mudança de percepção da cida dania, não disposta a renunciar ao seu bem-estar energéti co, em relação às energias renováv eis mediante a difusão de práticas sustentávei s entre os cidadãos, centros de educação e col etivos.  Contribuir para a adequação da di scipli na Urbanismo, mediante a assi milação de novas ferramentas e conceitos teóricos, para que possa portar soluções a realidade s territoriai s inéditas co mo as renov áveis. Para alcançar os objeti vos anteriormente expostos, gerais e especí f icos, estabelece mos os conteúdos em torno dos seguintes blocos :  PARTE I: U m a pri m eira f rente em que tra taremos de proporcionar uma visão global sobre a problemática ambiental, a s chaves do surgimento das enér g icas renováv eis e os debates em torno à necessidade de uma nova cultu r a urbaní stica e do ter ritório.  PARTE II: Uma segunda frente em que nos concentrare m os nas en ergias renov áveis (antecedentes , recurs os disponíveis, tipos de aprovei tamento, etc.) e seu impacto paisa gístico e territorial. Esse bloco inclui a apresentação de conclusões e propos tas com a f inalidade de atingir o objetivo princi pal da tese .  Tudo isso é co m pletado com uma série de AN EXOS que complementa m os conteúdos da pesq uisa. Um primeiro anexo composto de um estudo de caso centrado em uma planta solar fotovoltaica localizada na região do Al entejo, fruto de uma pesquisa de campo “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 34 desenv olvida em Portug al. Um segundo anexo contém uma análi se sobre o quadro leg al , em transfor mação, vi gente no estado espanhol para a implementa ção de instalações de ene rgias renov á veis. Por sua vez , o conjunto de partes q ue compõe m o co rpo da tese se orga niz a em uma série de capítul os e seções q ue explicamos a seguir:  Um capítulo inicial em que se define o contexto no q ual se enq uadra a concepç ão da pesquisa e seu posterio r desenv olvimento. Nesta seção está inserida parte da bagagem de pesquisa e trabalho pro fissional que permitiu trazer à luz a seg uinte tese. São expostos, também seus objetivos e f undamentos , assim como a justificativ a de r elev ância e novidade da proposta. Conside ramos essencial observar a utilidade e aplicab ilidade dos resul tados do presente estudo. Finalmente, se determin a seu alcance estabelecend o os âmbitos e escalas e se revi sa a metodologia e recursos utiliz ados.  Um segundo capítulo trata dos custos a mbientai s vi nculados ao atual modelo econômico, com as mudanças climáticas e a destruição de habitats natura is como expoente máximo. Esse capítulo tem uma seção dedicada à análi se do conceito de sustentab ili dade, como paradi gma do nosso tempo, e a sua conse quente perda progressiv a de conteúdo nos último s anos. Finalmente, serão anal isados o ref lexo desta problemática nos tratados internacionai s e as exi gências ecológicas de uma sociedade cada vez mais sensív el a degradação a mbiental do planeta.  O t ercei ro capítulo trata das chaves para a integ ração das energ ias renováv ei s no modelo energ ético e a situação atual do setor. Para tal, é necessária uma prévia aproximação ao f unciona mento do mercado energético, cujo de regulamentação e tarif ári o em transformação dificultam uma g estão transparente e compreensí vel para os consumidores .  No quarto capí tulo, q ue encerr a a Parte I da tese, se expl ora a capacidade de r espos ta disponív el com as ferramentas do urbanismo. Realiz a -se uma análise crítica do estado atual da discipl ina e se an tecipam “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 35 algumas propostas par a adequá-la aos desafios que devem afr ontar. En tre el as são incluídas a lgumas recomendaçõe s sobre o papel que podem desempenhar as energias renováv eis dentr o da revisão discipl inar do urbanismo .  A Parte II da tese, exclusiv amente centrada nos fundamentos da s ene rgias renováv e is e seu impacto sobre a paisagem e o ter ritório, se inicia com o capí tulo quinto. Nele se recupera um ví nculo estabelecido pelo homem e os recursos renovávei s, desde t empos imemoriais, q ue passou recentemente à atualidade. A evol ução tecnológica q ue presencia a tr ansfor mação de vel hos moinhos de vento em inovad oras turbinas eólicas, testem unha da e ficácia deriv ada de uma correta leitura das leis naturais. Igualmente , serão trata dos os fatores que g iram em torno ao aprovei tamento da radiação solar, da força das marés, do calor transmitido desde o núcleo até a cro st a terrest re, etc.  No sexto capí tulo serão abordado s os fatores condicion antes derivados da configuração dos locais de implantação e da tecnol ogia disponív el p ara a expl oração dos recursos renov áv eis. Ambos elementos encontram-se estreitamente ligados visto q ue a tecnologia ao nosso alcance determina, em boa parte a seleção dos locais suscetí veis ao aproveitamento energético e de seus rec ursos renováv eis.  O capí tulo séti mo abarca u ma das questões fundamentais da t ese, o impacto territori al associado a implantação das energias renováv eis. Com carát er prévio ao seu estudo serão revisados uma série de conceitos vi nculados ao t erritó rio e ao m eio-ambi ente. Isso porque territó rio é um conceito que tem sido interpretado, co m seus enfoque s característicos, por boa parte das disciplinas e áreas do conhecimento humano. Dado a extensão da matéria, desde esse ponto até à conclusão da pesquisa, serão enfocados os tratados das instalaçõe s de origem eólica e solar. Se analisarão suas pegadas territoriais, assim como os div ersos m odelos de ocupação t erritorial (par ques eólicos, plantas solares f otovol taicas, plantas termo solares, etc.). Com o f im de obter uma abordagem m ais certeira, a pes q uisa i ncluirá o estudo do impacto territorial de instalaçõ es reais cor responde ntes a div ersas tipologias renováveis. Não se de ve ignorar q ue “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 36 nosso entorno contém um ex celente mostruário, com seus aspectos positiv os e neg ativ os, da evolução da implementação das ener g ias renováv eis nas últimas décadas.  Outra questão f undamental para o cumprimento dos objetivos estabeleci dos, a paisage m, é ab ordada amplamen te no capítulo oitavo. Nele serão revi sados alguns dos aspectos essenciais na questão da paisagem como a escala de trabalho, as f erramentas disponí veis ou as características do âmbito selecionado. Com caráter prév io ao estudo do impacto pais agístico de cada tecnologia, tanto eóli ca como solar, será f eito um exercí cio de m emória acerca da evol ução percepti va sobre os sistema s de aprov eitamento ene rgét ico renováv el até a atualidade. Tr ata m -se de aspe ctos teóricos contrastados com exempl os r eais do impacto paisagí stico de instalaçõ es de ene rgia renováv el.  O último capítulo do segundo bloco aprese nta as conclusões da tese, assim como um conjunto de abordagens e medi das concretas para uma implementação equilibr ada de instalações renováv eis (eólicas e solares). Finalmente, é elaborada, ante a ausência de referências a r espeito, uma proposta metodoló gica para a r eda ção de portarias regul adoras obre as ener gias renov áv eis.  A tese contém figuras (quadros , esquemas, ima gens, planos, etc.) q ue acompanha m o con teúdo exposto no texto. A f im de facilitar sua identi f icação, foi criada ao final de cada capí tulo u ma seção com as referênci as das figuras co rresponde ntes.  Igualmente , são incluí dos capí tulos e seções traduz idos ao português. Mai s especi f icamente o índi ce, os capí tulos primeiro e nono, e o estudo de caso inserido no primeiro anexo. Par a sua melhor compree nsão e identificação , esses ca pí t ulos foram incorpora dos ao final dos capítulos originais e com representação g ráfica numa cor que os distin gue.  Os AN EXOS que compl etam a dissertação , como mencionado ant eriorme nte, respondem a objetiv os próprios q ue requeriam uma locali zação dif erenci ada. Por sua vez , e fruto da pesquisa de campo em Portugal, “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 37 se pode conta r co m u m estudo de caso centrado na central solar de Amarele ja (Alentejo). O se gundo anexo contém uma análise do quadro normativ o das e nergias renováv eis. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 44 Um conjunto de autores investigam a importância histórica do uso deste recurso natural em Andaluzia. As reflex ões incluem moinhos de maré, sali nas, paisa gem, etc. FUNDACIÓN SEVILLAN A DE EL ECTRICIDA D, Cien años de progreso de la elec tricidad y su tecnología, C ompañ ía Sevillana de E lectricidad, Cien Años de Histor ia . Sevilha, 1994. Rev isão da orig em e evolução da indústria de eletricidade no sul da Espanha , a partir da história desta empres a. GÓMEZ RUIZ, Ricard o, Molinos en el Río Odiel, u n estudio de arque ología i ndustri al e n los límites d e El Andéval o. Junta de Andalucía, Co nsejería d e Medio Am biente, 2003. Estudo exaustiv o q ue inclui representações didáticas das usinas situadas neste rio da Andaluz ia Ocidental. HOBSBAW M, Eric, La er a de la Rev olución: 178 9 -1848 , Crítica, Barcel ona, 2003. Contém uma visão global do conturbado contexto histórico em que, entre outros m arcos importan tes para o f uturo da humanidade, se produz um aumento exponencial na demanda energética. PÉREZ CANO, María Teresa, Aprendiend o d el pa sado. Patrimonio racional. Energías r enovables: paisaje y territorio andaluz. Gru po de Estud ios T EXTURA, Sevill a, 2010, pp. 60. Relato integ rador, com re f erências às paisagens culturais e ao território como sí ntese, do patrimôni o existente em Andaluz ia vi nculado ao mar , ao sol , ao v ento e à á gua. Sobre os aspe ctos q ue deter minam o aproveita mento efetivo dos recursos ener géticos renováveis ( locais de implantação, capacidade de drena gem, p r odução , tecno logia apli cada nas usinas, etc.) se concen tra boa parte do esforço de pesquisa do setor. Pelo próprio enfoque da dissertação , mostramos maior interesse nos estudos destinados a av aliação da distribuição dos recursos sobre o territóri o. Não obstante, não se deve ignorar q ue a seleção de locais de implantação depende, entre outros fato res, da tecn ologia disponív el. Conseq uentemen t e, destacam-se : AGENCIA ANDALUZ A DE LA ENERGÍ A, ( http://w ww.agenc iaanda luzad elaen ergia.es / ) . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 45 Desenv olveu várias aplicaçõ es para avali ar o potencial de recursos renováv eis e m Andaluzi a ( biomassa, solar, eólica, geotérmica, marinha e hi dráulica) AGENCIA ESTAT AL DE MET EOROLOGÍA, At las de Radiación Solar e n España utilizando datos del SAF de Cl ima de EUMETSAT . Minist erio de Agr icultura, Alim entación y Medio Am biente, Madrid, 2005. Conjunto de m apas , gráficos e tabelas de valores da incidência da r adiação solar elabo rados a partir de inform ação captada por satéli tes. CENTRO NACIONAL DE EN ERGÍAS R ENOVA BLES, Situación actual de la energía eólica: recurs os, tecnología, aspectos m edioambientales, norm ativa, CE NER, Sarriguren (Navarra), 200 5. Estudo g lobal das div ersas matérias (m eio amb iente, recurso , especi ficações técnicas, norma t iv a, etc.) relaci onados à tecnologia eólica. INSTIT UTO PARA LA DIVULG ACIÓN Y AHORRO DE LA ENERGÍA, At las Eólico d e España, IDAE , Madrid, 2 009.. M apa do recurso eólico, perm ite uma valoração prévia para a execu ção de medi das reais para enclav es específicos, elaborado a pa rtir de um modelo de simulação meteorol ógica. . PÉREZ GARCÍA , Manu el, Energ ía Solar en Energ ías renovables: paisaje y territorio andalu z. Grupo de E studios TEXT URA, Sevilla, 2010, p p. 171- 187. Estuda a radiação solar como r ecurso energético e as diversas tecnologias TRO EN, I y P ETERS EN, E. L., Europe an W ind Atlas, Roskilde , R isØ National Laborator y, 1 989 y BERMEJO - BARÓ, M. Mapa eólico nacional: resúme nes energét icos por comunidades autónomas , Madrid , Mi nisterio de Obras Públicas, Tr ansportes y Medioam biente, 1994. Ambos estudos contam com m apas eólicos próprios em cada âmbito. O impacto territorial das instalações de energias renováv eis configura uma matéria que po de ser abordada a partir inú meros enfoques discipli nares e de escala. Isso f az com que, “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 46 ocasional mente, se obtenha resultados di fíceis de assimilar e confrontar . Entre out ro citamos : DE LUC AS, Ma nuela., FERRER, Miguel., J ANSS, Gu yonne .E., Usin g w ind tunne ls to predict bird m orta lity in wind farms: the cas e os gr iffon vultures , PLoS ON E. DO I: 10.1371/JOURN AL.PON E0048092, 2012. Entre suas conclusõe s mais relevantes destacamos a importância q ue atribui a localiz ação de cada t urbina eólica em particular a fim de evitar pontos de risco na trajetória de voo das aves. Entre as f erra mentas utiliz adas de stacam -se as aplicaçõ es vincul adas ao uso de túneis de vento . DÍAZ CU EVAS, María d el Pilar, Tes is doctoral: E nergía eólica y territorio. Potencialidade s para la impla ntación de parques eólicos en A ndalucía. Departamento de G eograf ía Física y Análisis Geográf ico Reg ional. Univers idad e de Sevilha , 2013. Estabelece uma aval iação da potenciali dade do território para hospedar parques eólicos considerando, além dos recursos disponí veis, restrições derivad as da legislação, do planejamen to e outros critérios DIPUTACIÓN D E C ÁDIZ, Plan Es pecial S upramun icipal de Ordenación d e Infraestr ucturas de l os Recurs os Eólic os en la Comarca de La J anda – Cádi z , Cádiz, 2003. Documento de esfera territorial , nív el distrital, que organiz a a distribuição de par ques eólicos e incorpora entre seus conteúdos os e feitos pro jetados sob re a paisa g em. GAUSA, Manuel, Doblant espais i temps , en IaaC, Institut d´arquitectura avançada de Catalun ya, geoCat: territorios enlazados , Barcelona, Act ar, 2004 . Entre outras proposi çõe s, o autor defende a integraçã o cr iativa entre a arquite tura e a natureza a part ir do ponto de vista da sustentabilida de. LEKUONA SÁNCHEZ, J es ús M., Uso del espaci o por la avifauna y c ontrol de la mortal idad de a ves y m urc iélagos en los parq ues eó licos de Nav arra durante un cic lo anual, Navarra, Direcc ión Genera l de Medio Ambiente de Navarra, 2001. Relatório técni co refere nte à metodologia e pel os resultados obtidos nas instalações dos par ques eólicos. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 47 A condição paisagís t ica das instalações de energias renov áveis também é suscetí vel às m ais variadas aproxi mações. Uma vez q ue as obras específicas sobre o t ema são escassas , recome nta -se a co nsulta de estudos q ue o abordem tangencialmen te ou de estudos dos quais se possam extrair algu mas con clusões apli cávei s. Entre outro enumeramos : AV Mon ografías, Pragma tismo y paisaje , núm ero 91, Madrid, septiembre – octubre 2 001. Combina reflex ões de vários autores com análise de projetos de interesse pai sagí st ico. AYUGA TÉLLEZ, F rancisc o, G estión Sostenible de Paisajes Rurales: T écnicas e Ingeniería , Madrid, Fundac ión Alfonso Martín Escudero , 2001. Obra de gr ande interes se para a valoração paisagí stica de intervençõe s no meio rural. CLÉMENT, Gill es, Traité S uccinct de L`art Involon taire , Paris, Sens&T onka Éditeurs , 1997. Reflexão muito pessoa l do encontro entr e o homem e a natureza, incluind o os parques eólicos de Joshua Tree , Cali f órnia atrav és das ex periências de viage m do au tor. GALÍ-IZARD, T eresa, L os mismos pais ajes, ideas e interpretaciones , Barce lona, G ustavo Gilli, SA, 2005. A aut ora interp r eta u ma seleçã o de paisagens, de scobertos através da sua própria viv ência, para refletir sobre a r elação do homem com os ecossistemas, o caráter evolutivo da paisagem, o projeto de pai sage m, etc. MATA OLMO, R., S ANZ HERR ÁIZ, C. (Dir.) ( 2003): Atlas de los Paisajes de España . Madr id, Min isterio de Medio Am biente, 2003. Obra cartográ fica entre cujos objetiv os destaca -se a caracteriz ação e identificação das paisa gens do estado espanhol. RAQUEJO, T onia, Land A rt , San Se bastian, Editorial Nerea, S.A., 1998. Rev isão do contexto em q ue alguns artistas encontraram na linguagem artí stica, a p aisagem, a localiz ação e a escala da “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 48 criação em relação ao te rritório etc . uma via de reflex ão sobre o espaço e o tempo. ZOIDO NAR ANJO, F lorencio. Territorio y p aisaje, conocimiento, estrategia y políticas, en Territorio, paisaje y sostenibilidad . Ediciones del S erbal. Barc elona, 2010. pp. 8 7 - 114. Entre outras q uestões o autor defende a nece ssidade de incorporar a paisa gem aos instrumentos de plan ejamento territorial. A opinião pessoal do a utor desta tese tem sido à f rente em obras tais como “Energía eólica y t erritorio (2008)”, (Reflex ão sobre a implementação de instalações eólicas abrang end o aspectos como energia e meio ambiente , re curso eól ico e território, p aisa gem, tendênci as, etc.), y “Energías renovabl es: paisaje y territorio andaluz (2010)” ( coordena ção de contribuições de um conjunto de au tores, oriundos de discipl inas distintas, deli mitam um panorama m ai s recente das energias renov ávei s em Andal uzia.). 1.4.2. Metodo l ogia…… ………… .…………… .……..……… …….. A metodolo gia g eral se guida para a elaboração da dissertação “Territórios renováv eis, paisagens emergentes” é coerente com assunto sob re o qual trata e obje tivos estabelecidos. A amplitude de pontos de vista requer a previa definição de um recorte de referência, neste caso os aspectos paisagísti cos e territoriais e seus alcances. O ob jeto da estratégia metodoló gica p r oposta é a obtenção de resultados claros e aplicáv e is. Em primeiro lugar foi necessário um est udo detalhado sobre o tema. Entre as f ontes de dados e pesquisas consultadas destacam-se :  Bases carto g ráficas a di ferent es escal as que cont enham desde implantações de energias renováveis até municí pios e r egiões.  Base de dados (documentais, séries hist óricas, grá ficas, etc.) q ue reúnem inform ações sobre o recurso e suas variáv eis, cronologia e intensidade das instalações no território, et c. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 49  Base de texto, que vão desde documentos até normativ as m unicipai s, regulamen tações se t oriais, etc.  Plani metria especí f ica, referente aos diversos recursos energéticos renov áveis, objeto de pesquisa por seus val ores na compreensão dos processos estudado s.  Documentos grá f icos (fi guras: fotografias históricas, imagens de satélite, gravuras, infografias, et c.) que per mitem entende r a ori gem e ev olução do fenômeno.  Referência bibli ográfica especi f icada na seção corresponden te.  Testemunho s e ent revi stas com os atores principai s do setor e pessoa s que con tribuem co m suas vi vên cias. A assimilação da inf ormação consultada facilitou uma primeira delimitação do cont eúd o, obje tivos e abran gência da dissertação . Uma das resoluções adotadas, dentro do cená rio encontrado, foi de concentrar os esforços de pesquisa nas t ecnologias eólica e solar. A r ecente proliferação deste tip o de instal ações em no sso entorno t em sido notáv el, dando l ugar a certas tensões paisa gísticas e territoriais q ue exige m resposta no campo da ar quitetura e do pl anejamento . Igualmente se esclarece u algumas das chav es metodológicas da pesquisa. I sto é a necessidade de acercar -se a outros enfoques disciplinares e de confrontar os resultados das análises com casos reai s. Por sua vez, nestes ano s foram constantes os in tercâmbios de conhecimento (frequenta ndo congressos, jornadas, seminários, etc.) com ou tros profiss ionais cuj o desempenh o concorre no setor. Alguns dos projetos pesq uisa em que tenho participa do me permitira m trabalhar con juntamente com advogados , economistas , geógrafos, biólogos, engenheiro s, etc. Desta forma, tive a possibi lidade de conhecer de primeira mão o fundamento de suas colaborações no âmbito das energias renováv eis. Essa abordage m deliberada está longe de ser uma t enta tiv a de convergência discipli nar. Tr ata-se, em su ma, de ativar e potenciali zar a sinergia disciplinar como mecanismo de enriquecimento do projeto. Para isso, devemo s conhecer os “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 50 fundamentos e ferrame ntas de cada uma, com finalidade de localiz ar aqueles aspect os q ue necessitam maior es forço de pesquisa. Basicamente aq ueles temas em que a ação se sobrepõe (já q ue nos permite contrastar resultado s e detectar erros de plane jamento e/ou ex ecução) e os que ainda não foram abordado s. Desta maneira podemos garanti r a relev ância e aplicabi lidade dos resultados da disse rt ação. Por outra lado, e dado o estado da arte, f ez- se f undamental a vi sita a instalações reais. Durante tais vi sitas procedeu-se uma coleta de dados pesso ais a fim de con fronta-los com dados obtidos por outras fontes. As implantações foram selecionadas em base a seu caráter pioneiro ou de referência no setor, o que nos lev ou a out ros paí ses. Considerou-se esta experiênci a como um dos pontos fortes da pesquisa graças ao q ual pude ter acesso valiosas informações ( sobre a evol ução do setor e sua adaptação ao meio em âmbitos geográfi cos distantes ). Entres os lugares visitados para estudar elementos patrimoniais vincu lados às energias renováv eis, destacamos às rodas d’água e moinho s vento, água e marés) do Cabo de Gata, Córdoba, rio T into, rio Majaceite, Puerto Real, Ayamonte, Andév alo e Vejer de la Frontera em Andaluz ia; La M ancha e País Vasco na Espanha; Lang uedoc – Rosell ón, Bretanha, Normandia, Bo rgonha, Paris e Provença, na França; B ruges, na Bélgica; Creta e Santorini , na Grécia; Algarve e Alentejo , em Portu gal, e Cali f órnia , nos Es tados Uni dos. Entre as instalações de energia renováv el co ntemporâneas vi sitadas citamos as instalações eólicas de l agoa Funda no Algarve – Portugal; Ca p Fagnet, na Normandia, Goulien, Le Conquet e Morla ux, na Bretanha; Cap Corso , na Córse g a, M ontélimar, e m Ródano- A lpes, Languedoc – Rosellón, na França; Livermore e Joshua Tree na Cali fórnia – EUA; Sardenha, na Itália; Amste rdam, na Holanda ; La M uela, em Aragón e Puerto Bilba o, no País Vasco, na Espan ha. T ambém convém mencionar as v isitas realizad as em outras instalações renováv eis, como a central maremotriz do ri o Rance, na Bretanha – França e as várias plantas solares fotovol taicas no Alentejo – Por tugal. M enção especial merecem as visi tas a instalações situadas em Andaluzi a, q uad ro ideal para o desenvolvimento de uma dissertação sobre e nergias r enováv eis. Visitou-se os parques eólicos de “ Valde f uentes” (El Almend ro) e “Tharsis” (Alosn o) em Huel va, “G omera” (Osuna) em Sevil ha, “El Álamo” (Campill os) e “Los Llanos” ( Casares ) em Mál ag a, “Dólar” e “Ferreira” ( El Marquesado) e “Los Sillon es” (Loja) em Granada , “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 51 “Enix ” (Enix ) em Almerí a e boa part e das existentes na proví ncia de Cádiz. Entre estas últimas, “ Los Zorrilos”, “La Herrería”, “La Manga”, “Kw T arifa”, “Seasa Pesur” em T ari f a; “Viento de Alcalá” em Alcal á de los Gazules; “Roalabota” em Jerez; “El Pino” em Los Barrios ; ”Buenav ista” e m Barba t e; “La Castellan a” em Puerto Real ; “Las Ve gas” em Medina Sidoni a e outras. Entre as instalações te rmo solares implan tadas no territó rio andaluz assinalamos a “PS - 10”, “PS - 20” e “Sol nova 1,3 e 4” (Sanl úcar la May or) e “Gemasolar” (Fuen tes de Andalucí a) em Sev ilha; “Palma del Rí o I e II” ( Palma del Río) em Córdoba; “Vallesol 50” (San José del Valle) em Cádiz e ”Andasol 1” (Aldeire) em Granada. Também visitou-se dezenas de instalações f otov oltaicas, em con textos r urais e urbanos, e instalações solares térmicas de baix a concentração. Finalmente, visi tou-se outras instalações de energ ias renováv eis radicadas em Andaluz ia (m ini centrais hidráuli cas, plantas de bio massa, e tc.) Uma vez completada a coleta de dados e análise minuciosa das caracterí sticas e par âmetros selecionados, em função dos objetivos propostos, se procedeu com a pos ta em crise dos mesmos. Para a extraç ão de conclusões se recorreu a um processo de confronto entre o tex to produzido, as f ontes d e dados assinaladas como referência e a experiên cia adq uirida com o trabalho de campo. Esse exercí cio permitiu alcançar um dos primeiros resultados f undamen t ais para a elaboração de um dia gnóstico sobre a questão, assim como para delimitar o conteúdo e abran gência final da di ssertação . A seguir, se guiu-se com a elaboração de di ferentes propostas, vi nculadas a gestão do território e paisagem, previamente ponderadas a partir das conclusões. Dev e-se destacar que a metodolo gia seguida até a obtenção das mesmas é, em parte, semelhante a elaboração o que é entendi do como um projeto urbaní stico. Para uma c orreta de f inição do projeto, e uma vez ponderados quantos parâmetros contribuí ram a sua configuração inicial , é essencial o posicionamen to de seu autor Concluí mos, realçando o que tem sido muito g rati f icante caminho empreendido para o auto r e desejo q ue seu p rincipal objetivo, f ornecer p ropostas para uma paisage m adequada e gestão territorial da implementação de instalaçõ es de energias renováv eis f oi minimamente satisfeito e em certa medida determinada . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 52 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano 53 2.- ENER GÍ A , SOCIEDAD Y MEDIOA MBIENTE…… .. …........... 2.1.- Los cos tes del actu al modelo econó m ico. 2.2.- Un nuevo pa r adigm a: la “sosteni bili dad”. 2.3.- Kioto y los tratados internacion ales. 2.4.- Ecolo gía y sociedad. .- Re f erencias de las f igu ras. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 60 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano 61 El concepto de “huella e cológica” 12 es, probablemente, el más revel ador y pedagógico de todos los instrume ntos contables concebidos para determina r los ef ectos q ue el actual modelo de desarrollo proyecta sob re el planeta. Se pued e definir como la suma entre la superfici e de suelo precisa para producir los recursos que consume u na población humana y la superficie de suelo necesaria pa ra eliminar sus residuos. Algunos organis mos 13 han realiz ado cálculos que indican q ue a comienz os del siglo XXI la “ huella” de la población m undial se excedí a en m ás de un 30% de los recursos disp onibl es. Si bien resulta compli cado af ina r en este tipo de estudios, parece claro que todas las conclusio nes apuntan a que estamos viviendo muy por en cima de la ca pacidad de carga del plan eta. 12 El pr im ero que lo p lantea es W illiam E. Rees REE S en “W illiam E., Ecological f ootprints and a ppropiated c arrying c apaci ty: wha t urban economics leaves out Enviroment and Ur banisation , Vol 4 n º 2, 19 92.” Posteriorm ente lo desarr ola junto a Math is W ackernagel en la obra conjunta “REES, W illiam E. y W ACKERNAGEL, Mathis, Our Ecological Fo otprint: Reducing H uman I mpact on the Earth . Gabr iola Island, BC: Ne w Societ y Publishers,199 6 ”. 13 Com o la orga nización independi ente Redefin ing Pr o gress que ha realizado cam pañas de c oncienciac ión que perm iten a un in dividuo el cálculo de s u “hue lla eco lógica” contem plando variabl es c om o país de origen, e dad, habitant es del núc leo de res idencia o clima, http://www.rpro gress.org Cuando se estable cen comparativas entre países contemplando variabl es como “huell a ecológica”, consumo energético y PIB per cápita, los resul tados son bastante esclarecedores . Queda al descubierto el de sequilibrio q ue exi ste en el uso de lo s recur sos natural es e ntr e un mundo desarrollado q ue sob r eexpl ota, incluso los q ue no le corresponden , y uno subdesarrollado que no alca nz a los l í mites que le permiti rí an satisfacer las necesidades mí n imas de s us habitantes (v er figura 2 .5) . Sin embargo del conjunto de cambios ambiental es propiciados por la activ idad humana, el cambio climático e s el q ue suscita mayor repercusión social y el q ue concita la máxima atención de la comunidad cientí fica internacional (caracteriz ada por los div ersos informes publi cados por el Panel I ntergubernamen t al para el Cambio Cli mático - IPCC). En su cuarto informe de eval uación, pub licado en 2007, se ratifica que la acción humana es la responsable del Cambio Cli mático Global y que su consumo ene rgético continúa en au m ento 14 . 14 Cambio climático 2007 . Informe de s íntesis , Gr upo Intergubernam ental de Expertos s obre el Cam bio Clim ático (IPCC), Ginebra, 2007. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 62 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano 63 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 64 Hasta ahora hemos repasado brevemente algunos de los efectos detectados sobre la biodiversidad del si stema tierra, pero ¿acaso no somos sus habitantes parte del mismo? En lo que respecta a la salud mu ndial, la comunidad médica vincu la directamente el proceso de dete rioro de nuestra atm ósfera con el notable incremento de alergias, asma, dolencias respiratorias, en fermeda des de la piel, etc. entre la población mundial. El g rado de atención que los org anismos internacional es prestan a esta deriv a ha quedado de manifiesto desde la celebración en 2008 del Día Mundi al de la Salud con el tema “P roteger la Sal ud frente al Cambio Cl imá tico” 15 . Todos estos proble mas unidos al previ sible ag otamiento de las fuentes, la explosi ón demo gráfica y la baja eficienci a en el proceso de producción energética ( generación , transmisión y distribución), dan paso a las alarmas sobre las r eservas disponibl es. La depend encia del crudo es t an elevada que la tensión g ene rada suele desembocar en conflictos armados. Resulta pasmoso obse rvar como la “opinión ciudadana” asume que determinado s confli ctos bélicos se deben a la pug na por el control de las reservas energéticas o minerales estratégicas . 15 Organizado por el D epartam ento de Salud Púb lica y Med io Am biente (P HE) de la O rganizac ión Mun dial de la Salud (OM S), consultar en http:// www.who.in t/world-he alth-da y. Preocupa especialmente la impunidad que disfrutan los responsables de estas tragedias ante la inexistenci a de mecanismos poten tes d e justicia inte rnacional . En esta l í nea resultan esclarecedo res los numerosos informe s y documentos redactados por Amnistía Inter nacional , desde hace más de seis déc adas, alertando sobre el trasfondo económico de los conflictos y sobre como “los g obiernos y los g rupos armados atacan a civil es sistemáticamente y cometen crímenes de guerra y terribles abuso s contra los derechos humanos” 16 . La actual crisis económica y f inanciera ha rev elado elementos que ha sta la f echa se hab í an mantenido ocultos y la sociedad civ il se comienza a plantear preguntas como quién obtiene las plusv alías que genera la sobre explotaci ón de la bios f era o quién pagará la factura de esta usurpació n de recursos naturales. Estas pre guntas f orman par te de la posible respuesta, ya q ue evidenci an como en la actualidad la lógica económica se ha impuesto a los valores humanos, ecológicos, culturales, etc. Estamo s ante el enor me reto de adaptar el modelo p roductiv o y reb ajar nuestras necesidad es ener géticas a la nueva coy untura. 16 http://www.am nest y .org/. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano 65 2.2 UN NUEV O PAR ADIGM A: LA SOSTENIB I LIDA D : Ante la gravedad de la cr isis medioambi ental, buena parte de la ciudadaní a de los pa íses más avanz ados ha captado la urgencia del mensaje y esta incipiente reacción ha propiciado la aparición de conceptos como la “sostenibilida d” como nuevo paradigma contemporá neo. Este cambio social tiene su inmediata repercusión en la exigencia del descenso de consumo, fundamental mente a partir del ahorro y la ef icienci a energética, para disminui r el e fecto de la acción humana sobre el sistema tierra y corr egir las desigualdades entre países del primer y tercer mundo . De esta f orma aparecen vi nculados términos como sostenibili dad y equidad, y e l recurso a las energí as renovables se plantea como uno de los pilares de este nuevo modelo que se plantea. Hace más de dos dé cadas se definió que “el desarroll o sostenible satisface las necesidades de la generación actual, sin comprometer la capacidad de las generaciones futuras para satisfacer las suyas prop ias . ” 17 17 Our Comm on Future, Com isión Mundial d e l as Na cio nes U nidas sobre el M edio Ambiente y el D esarrol lo, Ox ford Universit y Press, 1987 (Inform e Brundtland). “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 66 La eficacia de este concep to de desarroll o sost enible precisa de un proyecto de sociedad que concili e criterios ecológicos, económicos y sociales, y se basa f undamenta lmente en los siguientes princi pios 18 :  El análisis en su to talidad del ciclo de vida de los materiales;  El desarrollo del uso de m aterias primas y energías renovables;  La reducción de las cantida des de materiales y energía utiliz ados en la extracción de recursos naturales, su explotación, y la destrucción o el reciclaj e de los residuos; Resulta evide nte que una aplicaci ón efectiva de la “sostenibili dad” implica renuncias y cambios en las costum bres y hábitos de los habitantes de las clases o países m ás privi legiados. Y es en este punto donde radican algunas de las clav es de la cuestión, como son el nivel de conciencia social exi stente sobre la problemática o el efecto sobre la estr uctura económica de una reduc ción del consumo. 18 G AUZIN-MÜ LLER, Dom inique, Arqui tectura Ecológ ica, B arcelona , Gustavo Gilli, S A, 2002, pp . 13. Llegados a este punto nos podemos plantear l a siguiente pregunta: ¿pe rmite el a ct ual modelo económic o abordar con carácter permanente una disminución considerable del consumo? Frente a esta tesitura se han producido diversas interpretacion es, desde t odo tipo de ámbitos y di sciplina s, q ue pueden ser resumidas en dos posici onamientos diferenciados 19 :  Los que defiende n un desarrollo sostenible fuerte, que consigue incrementar el capital artificial (edificios, industrias, infraestructu ras, etc...) sin que se hipoteque el capital natural (medioambiente) he redado por nuestra generaci ón. Avalado por los ecologistas y científicos.  Los que propugnan un desarroll o sostenible débil, que incrementa el capital artifici al a costa del capital natural heredado por nuestra generación. Defendido por el poder político y econó mico. 19 RUANO, Miguel., “ Pero, ¿ qué es la sostenibi lidad?”, e n RU ANO , Miguel(dir.), Ecourba nismo , Barcel ona, G ustavo G illi, SA, 19 99, pp. 10 - 11. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano 67 Un análisis sobre las actuaciones etiquetadas 20 como “sostenibles” , puestas en m archa en nuestro entorno, nos permite distingui r q ue la seg unda opción es l a que se est á aplican do en la r ealidad. Igualmente resulta constatable como el enfoque de la sosteni bili dad tiene desigual predicamento en la clase política en f unción de su ideología y el estado al que pertenece. Mientras la Unión Europea, Japón o Canadá lideran la aplicación de polí ticas orientadas a la disminuci ón del impacto del ho mbre sobre la nat ural eza, otros estados como EEUU , China, Rusia o I ndia obtienen ventajas competitiv as a corto plaz o mediante l a consagración de l a s upremací a del enfoque económico sobre todos los demás (culturales, sociales, ecoló g icos, etc. ). Volv emos a af rontar pr oblemas g lobales q ue no pueden ser resueltos desde la gobernanz a local, mientras los agentes económicos dis f r utan de herramienta s que le permiten sortear estas barreras con facilida d. El resultado de esta disfunci ón, entre el margen de maniobra y la efectiv idad d e acción de lo público f rente a lo privado, es que se continúa postergando la toma de las decisiones p r ecisas. 20 La prol iferación de etiquet as ecológicas o sosten ibles abarca todos los c am pos de la actividad h um ana (incluyendo las de m a y or incidencia m edioam biental como la m inería, industr ias papeleras, etc.) “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 68 Por ello cada v ez adq uiere mayor resonancia la controversia que origina la habilidad y f lexi bilidad con q ue se interpreta el concepto de “desarroll o sostenible”. Probable mente debido a la institucional iz ación del c oncepto, comien zan a surgir voces que cuestionan su capacidad para resolver los problema s ecológicos a los q ue de be r esponder , así como los resultados reales de la aplicación de polí ticas etiquetadas como “sostenibles” . Desde la ecologí a urbana, Virgini o Bettini sostiene que el consenso alcanz ado en t orno a la “sostenibilidad” sólo ha sido posible vacian do sus c ontenidos y dejándolo en un artificio retórico útil para polí ticos e industria en la elaboración de sus mensajes. Bettini denunci a esta situación en el cont exto de la problemática urbana eur opea: “Los documento s, en lugar de filosofar sobre la “sostenibilidad” deberían haber aclarado por qué no han servido hast a ahora las leyes, directivas y R eglamen tos de la Unión para afrontar y resolver los probl emas econó micos , sociales y de degradación con que se enfrentan las ciudades europeas, además de proponer nuevos modos de ges tión del ambiente urbano y buenos modelos de análisi s ambiental basados en el conocimiento de los mecanis mos de retroalimentaci ón administra tiva” 21 . Esta banaliz ación de l a “sostenibi lidad” ha q uedado recientemente sintetizada en el q ue podríamos denominar “fenómeno Al Gore 22 ”, quien con un impecable “ show mediático” sobre el cambio climático ha obtenido pingües bene ficios económicos y las más altas distinciones internacional es. Algunos autores , como la politóloga Susan George, sostienen el mismo argumen to e incl uso llegan más lejos responsabili zan do directamente al siste ma económico imperante al afirma r de forma tajante: 21 Consultar la obra “BET T INI, Virgini o, Elemento s de ec ología urbana, Madri d, Tr otta, 1998 ”. 22 Albert Arno ld G ore, Jr . , g alardona do en 2007 con el Prem io Nobel de la Pa z y con el Pre m io Príncipe d e Ast urias de Co o perac ión Internacional . Con viene r ecordar s u anterior f aceta c omo vicepresidente de los EEU U (uno de los países m ás contam inantes del planeta y con u n escalof riante h istorial en lo q ue a incum plimiento de com prom isos interna c ionales sobre la preservación del m edio natural se refiere). “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano 69 “...que el capitalismo y la sostenibilidad del medio ambiente – como está de moda llamarlo ahora- son incompatibles ló gica y co nceptualmente“ 23 . En el ex tr emo con trario algunos diri gentes i nternacion ales comparten esta visión, sobre la incompatibilidad entre la sostenibil idad y el modelo económico imperante, aunq ue se decantan por ant epon er los intereses corporativ os de la industria fr ente al establ ecimiento de límites a la emi sión de gases de efecto invernadero 24 . Probablemente un desenlace satisfactorio de este desencuentro , y considerando que las decision es pendientes son esencialmente pol í ticas, supone el mayor reto al que se en f renta la humanidad en el f uturo. La magnitud de esta enc ruci jada reque rirá vi sión, audacia y un fuerte apoyo popular. Resulta esencial la aparición de nuevos lideraz g os polí ticos que, con independenci a de su f iliación ideológica, redimension en y consigan equilibrar la relación 23 GEORG E, Susa n, Otro mund o es posible s i... , B arcelona, Icaria Editorial e Interm on Oxfam, 2004, pp. 37, I SBN: 84- 7426-70 3- X. 24 El mandat ario estad ounidense Ge orge W . Bush se resisti ó sistem áticamente a esta blecer esas m eta s obligatori as, al egando que supondría una am enaza para la eco nom ía. Desgraciadam ente el recientemente elegido pr esidente de los EEUU, B arack Oba m a, a pesar de su discurso oficial p ersiste en su negativ a a ratificar los acuerdos internacio nales sobre reduc ciones en las em isiones tóxicas a la atm ósfera. entre la legítima búsqueda de las g anancias indivi duales con la prosperidad del conj unto de los habitantes del planeta y la preservación de sus valores naturales. De lo contrario podrí amos malograr uno de los mayores logros ecológicos de las últimas décadas: el intento de puesta en marcha de acuerdos de ámbito global para la reducción de emision es a la atmósfera. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 76 En este contexto se est á produciendo un cambi o social que ha favorecido el nacimiento de la q ue podrí a mos denomina r “conciencia ecológica”, cuya principal manifestación son las organiz aciones no gubernamentales, g rupos políticos no tradicionales, asociaci ones ecologistas, etc. Actualmente la mayorí a de los ciudadanos se preocupa por el medio ambiente, sabe identi ficar q ue es el cambio climático (ver figura 2.14) y afirma haber tomado medidas para luchar contra el calentamiento global (v er figura 2 .15). Este movimiento soci al surge frente a la Globali zaci ón Económica y r eclama una Globalizaci ón Sostenible, q ue renuncie al creci miento continuo co mo leitmotiv del actual sistema económico y que haga que el desarrollo sea r ealmente sostenible para disminuir la huell a ecológica y la asimetría entre paí ses ricos y pobres. Esta deriva forma parte de un movimiento más amplio en el q ue, como afirma el sociólogo francés Alain Touraine, “Es necesario impulsar un nuevo movi miento social” ya q ue “n adie quiere que l a única lógica imperante sea la económica 32 ”. 32 T OURAINE, Alain, Diálogo : Culturas del Trabajo, For um Barcelona, Barcelona, 20 04. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano 77 La g ravedad de la crisi s medioambien tal y la incapacidad, demostrada por el sistema económico, para elaborar respuesta s adecuadas a la magnitud del desafío evide ncian que el actual modelo de de sarroll o está agotado . O revertimo s la situación actual o nos exponemos a correr la misma suerte que otr as civiliz aciones q ue, en distintas épocas, sucumbieron por su falta de adaptación. Ya es t arde para el lamento, ur ge la ap ortación de ide as que per mitan la configuración de un nuev o sistema que r establ ezca la armoní a en la r elación entre el hombre y la t ierra. Habl amos de la configuración de un modelo q ue anteponga lo cual itativ o f rente a lo cuantitativ o, y q ue contabil ice otros valores más allá de los estrictamen te económi cos como la biodiv ersidad, natural eza, cultura, justicia so cial, etc. Para ello r esulta esencial el establecimiento de un nuevo modelo de acceso al conocimiento, a parti r de las posibili dades que ofrecen las nuevas tecnologí as, basado en una part icipaci ón real de la sociedad civ il en la toma de decisi ones (ver figu ra 2.16). “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 78 El primer impulso debe provenir de una ciudadanía comprometida con el asunto, para lo que resulta esencial expl orar nuevas form as de participación y expresión de sus inquietudes . A tal ob jeto, se deben aprovech ar las nuevas tecnologías de la inf ormación y la comunicación, no sólo para obtener perfiles de consumo de potenciales clientes sino para canaliz ar las preocupaciones, demandas y expectativas de los ciudadanos. Hablamos de una ciudadaní a q ue debe estar dis puesta a asumi r el reto energético de nuestra época mediante la incorporación del bienestar medioambi ental del sistema tierra a sus prioridades colectiv as y particulares. En esta t area la ecología se presenta como uno de los principales arg umentos a la ho ra de acomete r la racionaliz ación de los logros obtenidos por el progreso humano. De esta f orma podremos cambiar la conflictiv a fórmula de los “límites al cr ecimiento” por la de “alternativ as al crecimiento ”. Si son las propias per sonas l as q ue eli gen v oluntariament e incorporar a su escala de valores cotidiana la pureza del aire, la sostenibil idad de las ciudades o la preservaci ón de la biodiversid ad heredada, estaremos m ás cerca de resolv er con éxi to este desafío. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: J osé Manuel I zquierdo T oscano 79 REFER ENC IAS DE LAS FIGUR AS : Figura 2.1. Relación entr e el crecimi ento de la población rural, las migraciones y el med io ambiente rural. Fuente: Pobl ación, Medio Ambiente y Desarroll o , Di vi sión de Poblaci ón de las Naciones Un idas, Nuev a York, 2001. Figura 2.2. De manda eléctrica por zon as en España . Fuente: Del egación Sur de REE . Figura 2.3. Desequilibrio s Generación-Demanda eléctrica en España. Fuente: Del egación Sur de REE . Figura 2.4. M apa de riesgo de deserti ficación . Fuente: Pro grama nacional de acción contra la desertificación. Mini sterio de Med io Ambiente y M edio Rural y M arino. Figura 2.5. Map a mundi al comparando la huel la ecológica de cada paí s con su biocap acidad, 2007 . Fuente: Ec ological Fooprints Atlas 2010 , Global Footprint Netw ork, Oakland, 20 10 , pp. 36. Figura 2.6. Simulación de cambios en la t em peratura media anual del peri odo 2071 – 21 00 relativo al periodo 19 61 – 1990. Fuente: Ca mbio climático y biodiversid ad , Grupo Interguberna mental de Ex pertos sobre el C ambio Climático (IPCC), 2002 , pp. 9. Figura 2.7. Ilustración de las sinergias y concesi ones entre equidad y sos tenibil idad. Fuente: Equidad y sost enibi lidad: un mejor futuro para t odo s , Programa de las N aciones Unidas para el De sarrollo, Nuev a York, 2011, pp. 23. Figura 2. 8. Logotipo de la eti queta ecoló g ica eur opea. Fuente: www .ecolabel.eu Figura 2.9 . Otras etiquetas ecoló g icas Fuente: Man ual de sen sibil i z ación medioa mbiental , Conse j ería de M edio Ambiente, Jun ta de Andalucí a, 2002, pp . 135. Figura 2. 10 . Cumplimien t o de los compromisos del Protocolo de Kioto en paí ses de Europa. Fuente: Manual sobre El Protocolo de Kioto, Informe de Síntesis , Iberdrola, Salaman ca, 2005, pp. 54 . Figura 2. 11 . Emisiones de Dióxi do de Carbono por habitante en los paí ses m ás contamin antes en 2008. Fuente: Energ ía 2011 , F oro Nuclear , Madri d, 2011, pp. 278 . Figura 2. 12 . (Arriba) Posi ble aspecto de un sistema ener gético integrado en el f uturo desarrollad o a partir del programa Energí a Inteligente para Europa . (Abajo) Logotipo del pr ograma Ene rgía Inteligente p ara Europa. Fuente: SÁNC HEZ JIMÉNEZ, Man uel, Dirección General de Investigación de la C omisi ón Europea , Ins trumentos para l a integración de las energías renovab les. II Jornadas Técni cas sobre Energ ías Renova bles y Tecnologías del Agua , Roquetas de M ar – Almería, febrer o 2004. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 80 Figura 2. 13 . Marco esq uemático r epresen tativo de los causantes e impactos antropóge nos del cambio climático y de las respuestas a él, así como de sus v í nculos. Fu ente: Cambio climáti co 2007, I nforme de Síntesis , Gr upo Interguberna mental de Ex pertos sobre el Cambio Climático (IPCC), Gine bra, 2008, p p. 26. Figura 2.14. Porcen taje de ciudadanos que sabe n decir que es el cambio climá tico. Ecobar ómetro 2008. Fuente: Andalucía y el medioambiente 2000-20 10: 10 años del Ecobaróme tro. Consejerí a de Medio Ambiente, Junt a de Andalucí a , Córdoba, 201 1, pp. 85. Figura 2.1 5. Porcentaj e de ciudadanos q ue afirman tomar medidas con tra el ca mbio climático. Ecobaróme tro 2009. Fuente : Andalucía y el m edioambien te 2000-2010: 10 años del Ecobaróme tro. Consejerí a de Medio Ambiente, Junt a de Andalucí a , Córdoba, 201 1, pp. 90. Figura 2.1 6. Esquema compara tivo del Modelo Clásico de gobernanz a de las ciencias, toma de decisiones lineal , en el q ue la sociedad ci vil es un r eceptor pasiv o, f rente a un nuevo M odelo del Público, toma de decisiones comp artidas, en el que la sociedad civ il participa activamente. Fuente: Hacia las sociedades del conocimiento. Org aniz ación de las Naciones Unidas par a la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESC O), Parí s, 2005, pp. 129. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 81 3. - LAS RENOVA B LES EN EL M ODELO ENERGÉT I CO…...... 3. 1.- Aproximación al me rcado ener gético. 3.2.- El reto de las ener gí as “verdes”. 3.3.- Las renov ables en Andalucí a. 3.4.- Alternativ as y estrategias ene rgéticas. .- Re f erenc ia s de las figuras. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 82 3. - LAS RENOVA B LES EN EL M ODELO ENERGÉT I CO…...... De entre todas las actividades humanas, la obtención de energí a es la que incide de f orma más notable sobre el m edio ambiente. El carácter estratégico de los asuntos energéticos ha multiplicad o su capacidad de g enerar conflictos, f enómeno creciente a medida que se van ag otando, y de transformación de un entorno cada vez más lejano g racias al tra zado de redes que estructuran el planeta. Sobre este modelo energético insostenibl e, basado en la q uema de f uentes f ósiles, pivota un sistema econó mico cuyos costes ocultos comienz an a ser calibrados. Es en este contexto en el que la apa rición de las energí as renovables su rge como un a necesidad en la q ue están depositadas buena parte de las esperanzas para invertir el deterioro del equilibrio planetario. La evol ución expe rimentada por el sector de las renovables en los últimos años ha sido notable, aunque no exenta de aspectos mejorables, y permite afronta r retos futuros. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 83 3.1 APROX IMA CIÓN AL M ERCADO ENE RGÉTIC O : Una vez repasada la actual problemática medio ambiental, como punto de pa rtida necesario, debemos acercarnos a los temas claves q ue permitirán aporta r respuesta s adecuadas al reto del cambio climático . Uno los principal es objetivos f ijados a medio y largo plazo, es el de con vertirnos en una sociedad baja en carbono. Para ello la Unión Europea se ha comprometido a reducir la emisi ón de gases de efecto invernade ro (GE I) de 1990, entre un 80% y un 95%, para 2050. El esfuerzo col ectivo que impli ca esta colos al reducción de nuestras emisiones obliga, entre otras medi das, a la puesta en práctic a de acciones de ahorro y eficiencia energética, propiciar cambi os en las fuentes básicas de combustible, captura de CO2 y u n protagonis mo creciente de las energías renov ables (EERR). Buena parte de estas actuaciones implican una pro f unda reestructuraci ón de un modelo energético que debe mantener la seguridad de suministro, ser econó micament e viable y dar respuesta a los desafí os m edioambien tales anteriormente expu estos. Las previ siones hasta 2020 que maneja la Of icina Española de Cambio Cl imático apuntan a un progresiv o aumento de la partici pación de las EER R (ver figuras 3.1 y 3.2). Para hacer reales estas previsiones, el estado español viene apoy ando la producción a partir de f uentes de energía renovab les a través de una le gislación preferente, que reconoce el valor co mo recurso propio y q ue no g enera costes externos (fundamental mente la contamina ción en todas sus vertientes) de estas energías 1 . Esta legislación “ prima” con una cantidad determi nada de dinero el kilovatio hora (Kwh) producido con ene rgía r enovab le, lo q ue permite mejorar la rentabilida d de los proy ectos. No es casual que aquell os pa íses en los que se ha prima do la producción energética renovab le (Dinamarca , Alemania, España, etc..), se hay an convertido en líderes en la implanta ción de energías renovab les y en referentes tecnoló gicos de las energías limpias. Por contra encontramos a países en los que la estrategia energ ética ha optado por potenciar las vías f ósil o nuclear 2 , y que no ocupan en el sector de las renov ables un papel r elev ante en la escena internacional . 1 TO RRES R AMO S, José Manuel, El recurs o eól ico como energía alternativa, El merc ado de la energía e léctrica. Jornadas so bre recursos eólicos, Medin a Sidon ia – Cádiz, m arzo 2002. 2 Con 58 centra les nucleare s Fr ancia, c ubre las tres cuartas partes de sus necesid ades e léctricas , es el país c on m ayor de pendencia d e la energía nuclear y con m a yor c antidad de reactores e n relación a su población. Fuente: I AEA (Organism o Internacional E nergía Atómica), www.iaea.org. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 84 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 85 El establecimiento de una prima para la ener gía renovable reconoce, aun que sólo parcialmente , que exi sten costes de producción en la generación de energía eléctrica a partir de fuentes no r enov ables que no pag an las empresas eléctricas, y que por t anto, no se repercu ten en sus precios de venta (externali dades). Es tos costes son los deriv ados de su impacto ambiental, ya q ue sí las empresas productoras de energía a partir de fuentes no renov ables (petróleo, carbón, nuclear 3 , etc.), tuviese n q ue elimi nar su impac to ambiental (limpiando vertidos de petróleo, limpiando el air e q ue contaminan etc...), afrontar e stas ta reas r epercutirí a en su coste actual de producción de electricidad de f orma q ue haría competitivas a las energí as renov ables si n necesida d de prima al guna. La cuestión, sobre esta dis función intrí nseca al propio s istema económico imperante, está comenzando a ser recogida en foros y tr atados internacionales bajo el concepto del q ue “el que contami ne pague ” 4 . 3 Tr as el desastre nucle ar d e Fuk ushim a ( 11/3/2011), el G obier no de Japón h a t enido qu e apr obar un plan de a y uda a T ok y o Electric Power (T epco), para evitar s u quiebra, en e l pago de indem nizaci ones a los afectados por el accidente de la p lanta nuclear (Europa Press, 1/4/2011). 4 Com o por ejem plo en la Directiva 2004/35/CE del Parlam ento Europeo y de l Cons ejo, d e 21 de abril de 2004, so bre responsabilida d m edioambiental en relación con la prevención y r eparación de dañ os m edioambientales. Podemos percibir como el debate energético 5 actual está básicamente focalizad o entre las energí as renovabl es y las no renovab les. Son consideradas energías renovabl es la minihidrául ica (se excluyen las gr andes centrales hidráulicas debido a su impacto medi oambiental), la eólica, la biomasa, la solar tanto térmica como f otov oltaica o termoeléctrica, la geotérmica y f inalmen te la energía que se obtien e de la fuerza del mar (olas y mareas). Por el contrario se consideran energí as no renovables o convenci onales al resto q ue componen el m ix energético (centrales de combustibles f ósiles, nucleares, grandes centrales hidráulicas, grandes cogeneraciones y otras ). En lo concerniente a la retribución a los producto res de energía por la electricidad g ene rada repasa remos, escuetamente, las diferencias entre “renov ables” y “no renov ables” o conven cionales: a) La retribución de las instalaci ones generador as de electricidad adscritas al régimen ordinario (centrales fósiles, nucleares , grandes hidráulicas, grandes 5 PUIG BOIX, Jose p, Energías sucias o energías lim pias: esta es la cuestión, L´economia gl ob al del petroli i els s eus efec tes s obre el medi ambient. Chapa pote F estival. Barce lona, diciem bre 2002. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 92 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 93 Una vez expu estas l as principa les ventajas d e las energías renovab les repasaremos brevemente, ya que serán extensamente desarroll ado s a lo largo del presente documento , aquellos aspectos q ue condici onan su expansi ón. Básicamente el desarrollo de las renovabl es se enf renta a condicionantes territoriales, aquell os de naturaleza ambiental y pai sajística, y a limitacion es técnicas inherentes a los recursos renovab les y su integración en el actual modelo ener g ético. Dentro del con junto de las limi taciones t erritori ales debemos partir d e la premisa, aunque resulte elemen t al, q ue las renovab les no se explotan donde se quiere sino donde se encuentra disponible el recurso. Esta condición es la q ue nos lleva a concluir q ue la selección de enclaves adecuados, con recurso suficien t e, resulta esencial en la minimizaci ón de l potencial impacto ambie ntal sobre los medios natural y social de estas infraest ructura s. Se trata, en última instancia, de evi tar la ocupación de zonas sensibles por la concurrencia de val ores socioeconómico s, vegetal es, f aunísticos, hídrico s, legales, patrimonial es, paisají sticos, etc. En este sentido deben orientarse aquellas acci ones enfocadas a una mejor integración de las renovabl es en el entorno. Las af ecci ones disminuy en de forma proporcional con la dimensión o escala de la instalación, como desarrollaremo s en puntos posteriores , hasta el punto que prácticamente son despreciables en aq uellas destinadas al autoabasteci miento. Por lo general constatamo s la ausencia de planificaciones q ue especifiquen de f orma clara la a ptitud territorial de un enclav e concreto (ante la presencia de valores ambientales, culturales, paisajísticos, etc.) para la implantación de infraestructura s renovabl es. Ello origina la toma de no pocas decision es erróneas y un incremento no table en los c ostes de ejecución de los proyect os (dificultad en la obtención de licenci as, problemas de l ocaliz ación, largos tr ámites burocráticos, f alta de concienci ación social sobre su necesidad, etc). M ediante una correcta planificación se puede contribuir a la asimilaci ón social de uno de los factores más sensibl es de este proceso: la tr ansfor mación del paisaje. El impacto derivad o de la percepción del paisaje, en el q ue lo objetivo y lo subjetivo se interrelacionan , es uno de los más complejo s y exige la aceptación por parte de una sociedad no dispuesta a renunciar a sus cotas de “bienestar energético” de la t rans formación de determinado s paisajes. La apli cación de medidas de integración paisají stica es un f actor a desarr ollar en la ejecución de instalaciones renovables, para lo que se requiere una participación más activa de prof esionales cualificados en la materia (geó grafos, arquitectos , etc.). “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 94 En cuanto a las limitaciones t écnicas uno de los aspectos pendientes de mayor desarroll o para las renovabl es, consist e en la d if icultad q ue conlleva hacer previsiones c on las mismas debido a la dependencia de f actores eno rmemen te cambiantes como la intensidad del viento, el sol, la lluv ia etc. Según fuentes de Red Eléctrica Española 11 con una determinada potencia eólica instal ada, un día crítico de exceso de frío o calor con una alta demanda, apenas produce una cuar ta parte debido a que en días de t emperaturas extremas las condicio nes del viento son muy desfavorables. Si a la di ficultad de e stablecer una predicción ajustada un imos los vaivenes de la demanda podemos entender la necesidad de contar con una base míni ma de g eneración eléctr ica g estionable con independe ncia de las condici ones meteorológicas (ver figura 3.5). Este factor provoca que se fije un porcentaje máximo d e participación, limitación , de l as energí as renovabl es en la producci ón eléctrica total, por m otivos de seguridad de la propia red. Así llegamos a uno de los elementos esenciales en el diseño del modelo energético del futuro: la red eléctrica . 11 LUCIO VILLEGA, A ntonio, Delegado de R ed Eléctric a de Españ a en Andal ucía, El mercado eólico de Anda lucía. Las nuevas infraestructuras e léctricas de And alucía . II Jorn adas T écnicas sobre Energías Reno vables y T ecnologías del Agua, Roq uetas de M ar – Almería, f ebrero 2004. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 95 Pocos estados han desarroll ado e innov ando tanto, y en tan poco tiempo, la r ed eléctrica como España en la última década. En este periodo hemos asistido a un importan te aumento del consumo eléctrico (sólo moderado en tiempos de crisis como el actual), a una cr eciente dependencia energé tica del exterior, a la liberaliz ación del sect or eléctrico y a la introducción de las renovab les en la estructura de generación . Este último elemento, la aparición de las renovabl es, representa el hecho más relevante y el mayor reto que ha debido a frontar el sistema eléctrico español . A la necesida d de eq uilibrar la generación con el con sumo (ante la elevada diferencia de demanda entre pic os y valles de consumo), a la imposibilidad de almacenar la en ergí a eléctrica en la cuant ía r equerida o al déf icit de interconex iones con el exterior, como problemática diaria del manejo del sistema eléctrico español, las renov ables han incorporado nuev as exi gencias para la gestión de un modelo ene rgético en plena transición. A la variabi lidad, y consecuen temente dificultad para establecer predicci ones y g estionar la generación, de la producción renovable podemos añadi r el compo rtamiento ante huecos de tensión como los principales r etos tecnológicos a superar por las reno vabl es. La generaci ón di stribuida, dispersión geográ fica y de productores , es otro de los f actores que algunos se atrev en a cuestionar de al gunas renovables; no obstante cada v ez son más las v oces que la reivindi can como algo positivo (por su contribución ante las pérdidas del sistema en zonas alejadas de las r edes principal es y por la democratiz ación de l as relaciones entre agentes q ue intervi enen en el negocio energético). Lo s partidarios de las bondades de la generación distribuida señalan que de lo que se trata es de configurar un nuevo sistema eléctr ico como una red i nteligente en el que tengan cab ida el autoconsu m o, l a participación de los consumidores en los sistemas de gestión de la demanda, la implantación de nuev as he rramientas de predicción o la pue st a en marcha de micro-redes. Llegado a este punto podemos aseverar q ue la necesidad de cambio en el actual sistema ener gético nadie la cuestiona, de hecho ya ha comenzado aunque con excesi va lentitud, así como que la t ransición hacia ese nuevo model o debe ser paulatina. La respuesta a esta coy untura del operador del sistema, Red Eléctrica de España, ha consistido en la creación del Centro de Control de Régimen Especial (CECRE). El CECR E tiene como f unciones la supervisión y control de los generadores adscrito s a las ener gías r enov ables así como maximi zar su integración de f orma compatible con la seg uridad del sistema el éctrico. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 96 Los resultados del CEC RE, lo han convertido en un referente tecnológico a niv el mundial, y los datos ob tenidos permiten ir preparando futuras solu ciones en pos de un nuev o modelo energético. La mayorí a de las m ismas 12 ya se han comenzado a apl icar y ti enen como objetiv o princi pal la mejora en la gestión de la demanda (ver figura 3.7): 1. Reducci ón del consumo: mediante la apli cación de mejoras técnicas en la eficiencia de equipos y procesos y con la puesta en marcha de acciones de concienci ación sobre el ahorro ene rgético (según Eurostat España t iene un consumo de ener gía f inal por habitante supe rior a la media de l a UE). 2. Despl azamie nto del co nsumo de la punta al valle: aplican do medidas de discriminación horaria y propiciando una participación activa de la demanda en los mercados. 3. Llenad o de valles: mediante bombeo de las centrales hidroeléctricas pa r a mini mizar l os vertidos de ener gía 12 CAR BAJO J OSA, Alberto, Retos y oportunida des d e la red e léctric a en el futuro . Jorn adas té cnicas: Por u n futuro renovable. SEO - Birdlife, Madrid, m a yo 2011. renovab le y reducir el coste de la electricidad, desarrollando tecnologí as f uturas de almace namie nto (pilas de combustible, etc.) y penetración progre siva de los vehículos eléctricos (para recar gar mediante g estión inteligente en horas val le). 4. Red ucción del consumo en las horas punta: ser vi cio de interrumpibi lida d (para reducir la pot encia activ a demandada hasta la potencia r esidual requerida en situaciones de emergencia), g estión activa de la demanda mediante el control automá t ico de las cargas (se persigue reducir los picos de demanda, con el consiguiente ahor ro energéti co, mediante la colaboración entre distribu idores y consumidores al objeto de modi f icar el pe rfil de consumo ) . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 97 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 98 3.3 LAS RENOVA BLES EN AN DALUC ÍA : El territorio andaluz está poblado por cientos de elemento s cuya presencia atestigua, desde antiguo, una lógica de implantación basada en el aprovechamiento de los recursos renovab les disponibles. Hablamos de molino s de agua, de vi ento y mareales, salinas, minicentrales hidráuli cas, centrales azuca reras, etc., que f orman parte de nuestro paisaje y a los que se les ha otorgado una valoración pat rimoni al. Y es que Andalucí a cuenta con importantes y variados recursos energéticos renovab les. Su explotaci ón le ha perm itido o cupar una situación de lideraz go, no sólo en generación eléctrica, sino t ambién en g eneración térmica y en el sector de biocombustibl es. Las ca racterí sticas climáticas d e su territo rio, con una elevada irradiación solar y determ inados enclaves ricos en r ecurso eólico, son idóneas para albergar este tipo de instalacion es de energí a renovables. La ampli a superficie forestal y la existencia de extensas áreas dest inadas al cultivo del oliv o, cuyos residuos tienen un alto potenci al energético , representan una importante r eserv a de biomasa. Los cursos de agua han acogido m olinos y minicentral es hidráulicas, instaladas a co mienz os del siglo pasado, que también están presentes en la estructur a energética andaluz a. Finalmente, la incipi ente puesta en m archa de las p rimeras instalaciones geotérmicas cierra un panorama actual, de las renovab les en Andalucí a, que se completará en l os próximos años con el presumible ap rovechamie nto de la ener gía “o ffshore”. Gracias a este potencial de recursos ene rgéticos, Andalucí a ha desempeñado un papel pionero en el de sarroll o y post erior expl otación de las energí as renovables. El auge experimentado en la implantación de inst alacion es renovables en la Penínsu la Ibérica, en la úl tima década, sería inconcebi ble sin la aportación de Andalucía a f inales del siglo pasado. Debemos reivi ndicar el papel pionero de Tarifa (Cádiz), con la instalación del primer aerogenerad or experimental de media potencia en 1981 y del primer gran parque eól ico comercial una década después. La Plata forma Solar de Almerí a (Tabernas – Almería), referente mundial como centro de experimentación e inv estigación de proyectos solares desde su puesta en marcha en 1981 , requiere i g ualmente una mención es pecial en este breve r ecorrido. M ucho se ha avanzado desde los or ígenes, fugazmente r evi sados en el párrafo anteri or, si bien es necesario intensificar los esfuerzos. En la actuali dad el nivel de dependencia de los combust ibles f ósiles para el abastecim iento energético de Andaluc í a continua siendo de smesurado y superior a la media de E spaña y la Un ión Europe a. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 99 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 100 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 101 No obstante, debemos tener en cuenta que esta preponderancia se v e afectada por la concen tración de gr andes centrales q ue, ubicadas en Andalucí a por cuestiones logísticas, contribuyen al t otal de generación energética estatal. Y es q ue la propia localizaci ón g eográfica de Andalucí a ha f avorecido la implantación de algunos nodos principa les, como los puertos de carga y descarga de hidrocarburos y sus deriv ados o el trazado de gaseoduc tos hacia los yacimi entos de l Magreb, de las grandes rede s de infraestructuras energé ticas a escala continental. En torno a estas redes y sus nodos han aparecido centrales térmicas de f uel, refinerías, centrales de ciclo combinado, etc. que aumentan el peso relativo de los combustibl es f ósiles en la estr uctura de g eneraci ón energética de Andalucí a. La insosteni ble dependencia energética del crudo (desde una óptica m edio ambiental y f inanciera), el aument o en la emisión de gases de efecto invernadero o el crecimiento continuado del consumo energético, r efuerz an la necesidad d e alternativas basadas en el aprovech amiento de recursos autóctonos y no contaminan tes. El contex to de la actual crisis económica no deberí a eclipsar ni po ner en peligro, con recortes y aju st es indiscrimi nados, los logros de uno de los pocos sector es de la economí a andaluza q ue se han revelado como competitiv os y generador de valor añ adido. La experienci a acumulada al respecto en otros países, como el abandono de las polí ticas de incentiv os a las renovables por los Estados Unid os en el último tercio del siglo pasado, debería ser un estímulo suficiente para evi tar repetir la toma de m edidas tan drásticas y desacertadas 13 . El avance experimentado por el sector de las renovab les en Andalucí a, desde los proyectos pioneros anteriormente descritos, ha posibil itado que m ás de un tercio de la potencia eléctrica total de Andalucí a provenga de energí as reno vabl es y que más de una décima parte de la energí a primaria consumi da en la r egión sea ya de origen renovab le. La energ í a eólica, g racias a su f uerte implanta ción durante el último lustro, es l a que t iene mayor importan cia cuantitativamente . A los primeros par ques eólic os localiz ados en el área del estrecho de Gibraltar, se han ido sumando nuev as instalaciones por la práctica totalida d de sus provincias que han ido cambiando el mapa eólico andaluz . Su contribución a la generaci ón de energía eléctrica renovable supone aproximadamen te dos tercios de la potencia total 13 Com o ha s upuesto la supresió n tem poral de las a yudas a las renovables apro bada por el Gobierno de España, e l pasado 27 de Enero de 2012, m ediante e l Real Decreto -l ey 1/2012. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 108 En este escenario de f uturo, una red eléctri ca inteligente seguirá garantizan do la seguridad en el suministro eléctrico. El sistema de transporte de electricidad permite la presencia de muchos pe queños prod uctor es y alguna gran central (sol ar, hidroeléctrica, eólica) , q ue g arantiz an un „m ix‟ renovable div ersificado y adaptado a los dif erentes territorios. Las instalacion es de producci ón de energía reno vable son m ás próximas a los centros de consumo y la instalación de un t ipo u otro está marcada por la disponibil idad local de dichos recursos, prioriz ando suelos poco productiv os o ya modificados 22 . Conclui remos como emp ezamos, remarcando el papel que est á llamado a jugar una ci udadaní a q ue pasaría a convertirse en un agente activo en el modelo energético del f uturo. Median te un cambio de r elaciones en el actual es quema produ cción- consumo y a través de una gestión y legislación más democrática y transparente, los consumido res f inal es podrían tener la opci ón de con vertirse en pe queños p roductores de energí a. Para ello resulta igualmente impresci ndible una revisi ón prof unda de la p olítica de precios, debe i nternaliz ar los costes ambientales, e igualar el prec io de la autoproducción al 22 SEO Birdlif e, Por un f uturo renovab le, Ma drid, 2011. de consumo f inal. Todo ello redundarí a en un consumo más responsable donde el consumidor, gracias a las redes inteligentes se pasa de demanda pasiva a demanda activa, se relaciona de forma más directa con la red de distribución y tiene a su alcance convertirse en produc tor. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 109 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 110 REFER ENC IAS DE LAS FIGUR AS : Figura 3.1 . Evol ución prevista de la estr uctura energética española. Fuente: Informe Espa ña Art 3.2 Moni toring M echanism Decisi on, 2011. Figura 3.2 . E misiones de Co2 por Combustibl e en España a 2020. Fuente: Informe Espa ña Art 3.2 Moni toring Mechan ism Decisi on, 2011. Figura 3.3. P r ecios e impuesto de la Gasolina 95 (arriba ) y el Gasóleo (abajo ) en la U2 (céntimos/li tro) en febrero de 2012 . Fuente: MINIS TERIO DE I NDUS TRIA, ENERGÍA Y T URISM O , Precios de Carburantes y Combustibles , f ebrero 2012, pp. 23 y 24. Figura 3.4. Es q uema de l sistema ener gético actu al. Fuente: RUÍZ HERN ÁNDEZ, Valeriano , Potencial energético de Andalucía . Ene rgías r enovab les: paisaje y territorio andaluz . Grupo de Es tudios TE XTUR A, Sevi lla, 2010. Figura 3 .5. Ev oluci ón de l a potencia instalada (datos en M W ) por tipos de cen trales en España. Fuente: Energ ía 2011 , F oro Nuclear , Madri d, 2011, pp. 71. Figura 3.6 . Evol ución prevista de coste de generación renovab le hasta 2030. Fuente: IDAE. Figura 3.7. Contribución de las dif eren t es tecnologí as en puntas de de m andas de la serie histó rica 2005-2 010. Fuente: Elaboración pr opia a partir de CAR BAJO JOSA, Alberto, Retos y oportunida des de la red eléctrica en el futuro. Jornadas técnicas: Por un f uturo renovabl e. SEO - Birdli f e, M adrid, mayo 2011. Figura 3 .8. M áxima demanda de potencia med ia horaria y de energí a diaria en los últi m os años en España. Fuente: Energ ía 2011 , F oro Nuclear , Madri d, 2011, pp. 73. Figura 3.9 C urv a de demanda de ener gía en España . Fuente: Del egación Sur de Red Eléct rica de Esp aña (REE). Figura 3. 10 M edidas de gestión de la demanda de ener gía. Fuente: Elaboración propi a a partir de Red Eléctr ica de España (REE). Figura 3. 11 (Arriba) Co nsumo de ene rgí a primaria por f uentes en Andalucí a. (Abajo) Consumo de ener gía f inal por f uentes en Andalucí a. Fuente: AGENCIA ANDA LUZA DE LA ENERGÍA, Datos energéticos de Andalucí a 2010 , Sev ill a, 2010, pp. 12 - 13. Figura 3. 12 (Arriba) Potencia instalada en régimen ordinario en 2010 en Andalucía. ( Abajo) Poten cia i nstalada en rég imen especial en 2010 en And aluc í a. Fuente: AGENCIA ANDA LUZA DE LA ENERGÍA, Datos energéticos de Andalucí a 2010 , Sevil la, 2010, pp. 73. Figura 3.13. Inte rconex iones del siste m a eléctrico español. Fuente: CARBAJO JOSA, Alberto, Retos y oport unidades de la red eléctrica en el futuro. Jornadas t écnicas : Por un futuro renovab le. SEO - Birdli fe, Mad rid, mayo 2011 . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 111 Figura 3.1 4. Los modelos de ordenación de las activ idades sobre el t erritorio tienen un ref lejo inmedia to en el consumo y eficienci a de la en ergí a, polución atmosférica, reciclaj e etc. Fuente: ROGERS, Richard y GUMUC HDJIAN, Philip, Ciudades para un pequeño planeta , Gustavo Gilli , SA, Barcelona, 2000, pp.51. Figura 3.15 Es q uema de un sis t ema ener gético d e futuro a partir del ac tual. Fuente: RUÍZ HERN ÁND EZ, Valeriano, Potencial energético de Andalucía . Ene rgías r enovab les: paisaje y territorio andaluz. Grupo de Es tudios TE XTUR A, Sevi lla, 2010. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: José M anuel Izquier do Tosc ano 112 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 113 4. - HA CI A U N A NUEV A CULTURA URB A NÍSTICA Y DEL TE RRITORIO………… ………………………… …………… … 4. 1.- Tras unas huel las r emotas. 4. 2.- La percep ción de la naturalez a . 4. 3.- La disy untiv a del urbanismo. 4. 4.- La acción local . 4. 5.- Cuestión de hábi tat. 4. 6.- Un planea miento “v erde” . 4. 7.- El papel de las reno vables. .- Re f erenci as de las f igu ras. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 114 4. - HA CI A U N A NUEV A CULTURA URB A NÍSTICA Y DEL TE RRITORIO………… ………………………… …………… … El campo de la arq uitectura, como el resto de las activida des humanas, no ha sido ajeno a las r eflex iones establecidas en torno a la protección medioambiental. A pes ar de que los modelos de plani ficación que to man en con sideración a l os val ores naturales han pasado recientemente al primer plano, coincidi endo cronológicamente con el interés su scitado por la cumbre de Rí o, t ienen un bag aje mucho anterior. La imposición de una lógica eminen temente económica ha permitido la construcción de modelos de ciudad, ante la pa sivi dad de los poderes públicos, bajo patrones inaceptabl es. El nuevo estat us otorgado a la r elación con la naturaleza exig e una respuesta por parte de una discipli na urbanística pendiente de renovaci ón ante la pérdida de validez de sus ref erencias. En este contexto destacamos el papel que pueden desempeñar las energías renovab les en una nuev a cultura urbaní st ica y d el territorio. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 115 4. 1 TRAS UNA S HUELL AS REM OT AS : Podemos indicar, sintetiz ando al máximo, que herederos de una t radición cultural y constructiva q ue ha ido perdurando durante generaciones: lo s principios sobre los que descansa la planificación ecológica y bioclimática, la sensibilidad paisají stica, el empleo de la naturaleza como elemento proyectual, etc., han sido redescubiertos tras las crisis energéticas del siglo pasado. El diálogo de la arquitectu ra con el sol, vientos domina ntes, clima, topografí a y restos de condicion antes del lugar constituyen una re ferencia clav e para entender la naturaleza de m uchas construccione s y la lógica de implantación de las ci udades desde t iempos inmemoriales hasta la actuali dad. Las propias f ormas arquitec tónicas se han convertido en portadoras de este conocimiento q ue podrí amos situar en los albores de la humanidad. El lenguaje clásico , dada la inf l uencia de la cultura cretense 1 en Grecia, surge de la interpretación de 1 En el pa lacio de Knoss os ( II m ilenio a. de C.), cultur a vinculada a l antiguo Eg ipto, e ncontram os patios qu e rec ogen e l agua d e l a lluvia, pórticos orie ntados p ara p erm itir el so leam iento in vernal y l a som bra estival, lucernar ios y elem entos de ventilación. En p erf ecta sim biosis con el m edio fue destruido y reco nstruido v a rias v eces, a m odo de m etáfora constructiva sobr e lo efím ero y perdurabl e de la natural eza. la cabaña o “meg arón” del mediterráneo oriental del m undo pre-helénico. El megarón pre-helénico va evoluci onando para permitir la ventilación natural del interior y se orienta al mediodí a para dotarlo del f rescor necesari o en esta zona del M editerráneo. La bonda d del hábitat conseguid o, el juego de sombras y el ritm o de la arq ui tectura acerca al hombre a una idea de bellez a empleada por las demás civ ilizacion es en el desarrollo de sus propio s discursos a rquitectónicos. Estos principios f ueron igualmente aplicados en la construcción de ciudades, tanto las q ue se o rdenaban con una lógica orgánica propia de los traz ados de la naturaleza como las q ue seguían un orden geométrico apoyado en dictados rectilí nea. Entre las or gánicas podemos destacar las ciudades de la Baja M esopotamia (Ur o Kors abad), Creta (Knossos) o la adaptación de Tirinto, ciudad del Bronce del Egeo a la escarpada ladera que la alber ga. Entre las de orden g eométrico destac amos la reconstrucción de Mi letos, 479 a. de C., como la mayor aportación de la Grecia Clási ca al urbanismo. La composición de su tr azado reg ular, dictado por la topog rafí a del lugar y orientando la tr ama norte-este-suroe ste, convi erte a su geometrí a en u na forma abstracta de bel lez a. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 116 Su autor, Hipodamo de Mil eto 2 , desarrolla nuevos conceptos sobre la ciudad y es considerado como el patriarca de la teoría urbaní stica occidental. Podemos tomar con ciencia de la importancia concedida al asunto citando algunas de las palabras que Jeno f onte, aproxi madamente en el año 400 a. de C., ponía en boca de Sócrates refiriéndose al arte de construir edificios (v er figura 4 .3) : “ ¿No es cier to que el que tenga la intención de hacerse con una casa como es debi do lo que debe procurar es que sea lo más agradabl e de habita r y lo más útil?” . Siguiendo el método empleado por Sócrates consistente e n formular pregun tas para conse guir la aceptación de su interlocuto r, una vez que esto se le concedía pasab a a describir la f orma que deberí a t omar una vi vienda para adaptarse a la iluminaci ón solar y los v ientos do minantes 3 . 2 Hipodam o de Mileto tam bién es el pro yectista del pu erto y edificios de El Pireo (At enas) y realizó un Canon con sus teorías urbanísticas. 3 Com o asevera Gu illerm o Yane z esto h a s ido i nterpr etado c om o la prim era ref erencia histórica que tenem os de un a conc epción d e casa pasiva, c onsult ar “YÁNEZ , Guillerm o, Arqu itectura solar: aspectos pasivos, bioclimat ismo e iluminació n natural , M adrid, MOPU , Dirección Genera l par a la Viviend a y A rquitec tura, 19 88, pp.19 – 23”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 117 Hipócrates (muere 332 a. de C.) conside ra la vida del hombre, en su Tr atado “De lo s aires, las aguas y los lugares” 4 , dependien te de las f uerzas de una naturaleza aliad a y amiga de la q ue de bemos respetar su s ley es. E n esta época , las conquistas de Alejand ro M ag no le permiten adoptar el conocimiento de los países inv adidos, cuya esencia absorbe la cultura gr ecoasi ática. La visión territorial del imperio se materiali za mediante la f undación de decenas de ciudades (Damasco, Al ejandría, etc.) en las encrucijadas de las nuevas rutas comerciales establ ecidas en los territorios conquistados. Estas ciudades se conciben a imagen de los oasis, ya q ue solían implantarse en desiertos, por lo que precisan de un microclima creado mediante la plantación de jardines (regado s gracias a la ejecución de importantes obr as hidráuli cas similares a las persas) . Posteriormente el propio Vitrubio, año 25 a. de C. en el libro VI de los “Diez libros de Arquitectura”, se preocupó de la r elación entre arquitectu ra y clima dando recomend aciones sobre emplaz amiento e ilumina ción natural . 4 Hipócrates es considerado com o e l padre de la m edicina. Este Tr atado se encuentra incluido en su obr a magna “C orpus Hippocraticum ” y const itu ye una de las pr im eras r eferencias históricas en l as que se analizan l as posibles c ausas m edioam bientales de las enferm edades en vez de at ribuirles un ori gen divino . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 124 Es en este contexto s ocioe conómico y cultural, los EEUU de la década de los sesenta del siglo pasado, en el que se sitúa el nacimiento de la “planif icación ecológica” producto de la aportación al “regional planning” de la nuev a dimensión otorgada a las relaciones con la naturalez a. Surgen propuestas 16 , q ue propugnan la fusión de la arquitectura con la ecologí a, aplicadas en la construcción de un modelo de ciudad compacto en el que desaparecen los automóvi les, se f omenta el ahorro energético y de ocupación de suelo y el empleo de energí as limpias. En España, la preocupación por la ecología ha sido tardía en general, particul armente desde la óptica del urbanismo. Para hacernos cargo de esta situación, baste consid erar que hay que esperar hasta 1980 para que “la cuestión de l a ciu dad, y en particular su tratamien to urbaní st ico” 17 adquiera en España una 16 Algun as con eviden te ins piración e n los falanst erios, q ue s e propagaron durante el s iglo XIX, aunque c on la espec ificidad prop ia de pretend er albergar a personas en busca de autorr egulación y retorno a la n aturale za. En es ta línea podem os m encionar la obra del arquitecto italiano Paolo S oleri, que acuña el térm ino Arcolog y para definir una arquitectura co herente c on la ecología, e n la ciudad de Arcosanti j unto a Phoen ix (Arizona -EEUU) c om enzada en 1 970, http://www.arc ology.com . 17 ALFO NSO T EIXIDO R, L.F., Sobre l as r ecient es formas de crecimiento ur bano y la urbanística: una n ota sobre el c aso españo l , pp. 58, Cartas Ur banas n º 8, 2003. relev ancia social, política y técnica destacabl e. La escala territorial, fundamental desde la óptica de la planificación ecológica, fue la gran asi gnatura pendiente del urbanismo de los ochenta 18 . Sólo podemos destacar l a aportación del Ecoplan 19 de La Gomera, en su defensa de actuaciones con calidad paisají stica en torno a pequeños núcleos de corte rural, ante el exceso de presión humana sobre unos recursos naturales limitados por la propia insularid ad. 18 Tal y com o m antiene Victoriano Sainz en “SAINZ GUTIÉRREZ, Victoriano, El proyecto urb ano en España: Génes is y desarrol lo de un urbanismo de los arqu itectos , Sevilla, Editorial Uni vers idad de Sev illa y Consejerí a de Obras Públicas y T ransportes de la Junta de Andalucía, 2006 ” . 19 Consultar “ Ecop lan para la Isla de Gomera . Mon ografías de la Dirección Gener al del Medi o Am biente, M inisterio de Obras Públicas y Urbanism o (MOPU), Madri d, A. Góm ez et al., 1988”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 125 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 126 4. 3 LA DISYU NTIVA DE L URBANISM O : En los años 90 se comienza a generalizar la percepción de q ue las referencias empleada s hasta ahora por la disciplina urbaní stica, pierden su val idez ante r ealida des urbanas nuevas y más complejas. Los prop ios arq uitectos destacan la dificultad que conllev a el análisis de unos f enómen os, sin cuy o entendimiento no es posible proyectar respuestas a los mismos en su conjunto. Se asumen r eflex iones, q ue nos r etrotraen a los planteamientos f ilos ó f icos de los sofistas 20 , como la de Georges Perec : “No trata r de encontr ar demasiado deprisa un a definición de la ciudad; es un asunto demasiado vasto , y hay m uchas posibil idades de equi vocarse” 21 20 No obsta nte para hacer válida esta ref lexión, a nuestro cort o entender en exc eso re lativista, se deb ería seguir pro f undizando con las inqui etudes de los sofistas grie gos. Estos, ant e la incapacidad para responder a det erm inadas c uestiones optaron por interesarse por el ser humano y su pa pel en l a socie dad. El maestro sofista Protágoras (487- 4 20 a. de C.), legó su célebre “el hom bre es la m edida de to das las cosas”, que m anifiesta una vis ión antropocentrista f rente a la natural eza. En “G AARDER, Jostei n, El mundo de Sofía , Edici ones Siruela, M adrid, 1994, pp74 - 76”. 21 “PEREC, G, Especies de Es pacios , Montesinos, B arcelona, 1999 , p. 97”. Esta encrucijada en la que se encuentra el urbanismo, es extensi ble a l resto de d iscipli nas y actividades humanas más sensibles al escenario socioeconómico del momento. El sociólogo M anuel C astells destaca, en sus numerosa s publicaci ones 22 sobre la economí a de la inf ormaci ón y sus consecuencias soci ales, la importanci a del proceso de localiz ación y globalización simultánea así como el concepto de “sociedad en red” como nu eva forma de organiz ación social . En su opinión las regiones m etropoli tanas adquirirán mayor importancia dentro de un f enómeno de concentración y dispersión auspiciad o por las propias telecomunicaci ones. M ucho se ha teoriz ado ace rca de los efectos de la “nueva economí a” sobre la sociedad y su r eflejo en el territorio, aunque aún no disponemos de previ siones rea les sobre su deriv a. No obstante los fenómenos anteriormente ci tados, han dado origen en España a un modelo de ocupación territorial basado en un desarrollo extensiv o del suelo urbanizado que no se ha vi sto acompañado de un crecimi ento demo gráfico sustancial. Es notable el carácter destructiv o que puede adquirir la ejecución de determinado planea m iento urbaní stico y t erritorial en cier tos ámbitos geográficos. 22 Muchas de las cuales se han c onvert ido en referentes sobre la m ateria com o La cuestión Urbana (1976), La ciudad inf orm acional (1991) o La soc iedad en re d. La era de la Inf orm ación I (1996). “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 127 La práctica continuad a 23 de lo que se podrí a denominar co mo un “urbanismo a la carta”, al servicio de ag entes con una base eminente mente especul ativa, ha permitido la “construcci ón de ciudad” bajo un patr ón inasumib le desde una óptica social, territorial y del medioambiente. Estos procesos están marcando la configuración de los pai sajes de las peri f erias urbanas y los tramos de litoral aún vacantes, aunque con el a gotamiento de estos suelos comi enzan a extenderse hacia áreas de interior con importan tes valores ambientales. En los años prev ios al estallido de la crisis, sólo en algunas regiones españolas, se han construido más viviendas que en Alemania o G ran Bretaña. En este periodo s e ha normaliz a do la práctica de determ inad os municipios que aprovechan las revisi ones de sus P lanes Generales para dupli car o triplicar su número de viv iendas en los dos próximos cuatrieni os 24 . El nivel de endeudamiento prov ocado por esta espiral especulativ a se ha convertido en el may or probl ema de la econo mía española. 23 Las consecuencias de este “urban ism o a la carta” son especialm ente visibles en aquellas áre as terr itoriale s en las que la actividad urban izadora ge nera m a y or es pl usvalías. 24 En Anda lucía s e han formulado recient em ente m edidas leg islativas que pretender c ontener determ inados parám etros de cr ecimiento urbanístico tales com o el núm ero de viviend as o l a su perf icie de su elo urbanizable. C abe destacar la polém ica con que ha n sido aco gidas. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 128 La importancia adq ui rida por el f enómeno ha hech o saltar las alarmas de alg una s instituciones europeas 25 , lo que r espalda el posicion amiento de aquellos que cuestionan la validez del modelo urbaní stico español y los mecanismos de control establecidos en su r eparto competencial. Pero ¿cómo se ha llegado a esta situación? , aunque difíci lmente podemos obtene r una sola respuesta tra taremos de establecer el origen de algunas de las causas q ue nos llevan a l estado actual. Una sociedad democrá tica debe consistir en una toma de decision es públicas y de batidas con objeto de que no resulten abusiv as y lesivas para el interés g eneral 26 . Es manifiesto como la exagerada obtención de plusv alías generada por la m asiv a recalificación de suelo, coincide con la falta de viviendas accesibles para personas con rentas de t ipo medio-bajo así como con un dañ o i rreparable al f rágil equilibrio medioambiental ( excesi vo consumo de agua, destr ucci ón de 25 Que com ienzan a re alizar un aná lisis crítico del m odelo de desarrollo urba nístico de diversas zonas del L evante espa ñol. En la Costa d el Sol no po dem os obviar las a c ciones judici ales puestas en m archa para atajar las continuas irregularidad es urbanísticas localizadas en varios m unicipios dura nte la últim a década. El extraordinario ec o m ediático que están te niendo e stos c asos, los convierten en la p unta d el iceberg de un probl ema m ás grave y distribuido por todo un Esta do que que da en evidencia ante la falta de respuestas precisas desde “lo público”. 26 MO YA, Luís, CANDELA, Celestino, EZQUIAGA, J osé Mª, LÓPEZ, Ram ón, SUÁREZ, Luís, TRAPERO, Juan Jes ús, La Práct ica del Planeamiento Urba nístico , Madrid, Ed itorial Síntesis, 1996, pp. 22 . ecosistemas, etc.). Urge por t anto la toma de medidas legislativ as q ue tornen esta situación, auspiciada por un exceso de liberalismo en los últimos años, y q ue permita la correcta distribución de las rentas g eneradas por la activ idad urbaniz adora. En esta línea podemos señalar como la Le y del Suelo d e 1998 27 consagró una mirada e minentemente mercantili sta sobre l as bolsas de su elo v acante. Esta hegemoní a de la lógica económica explica que sean las propias entidades financieras, posicionándose estratégica m ente, las que adquieran las m ayore s extensiones de su elo bajo la consiguiente expecta t iva de obtención de lucro. Los efectos de este nuevo “ val or” asig nad o al suelo no se han hecho esperar mediante la t rans formación de numerosos parajes, otro ra productivos de vegas de r í os, campiñas, etc. , en suelos aptos para urbaniz ar. Y es que el nuev o “ valor especul ativ o” asignado al suelo supera con crec es al tr adicion al “valor productiv o 28 ” de l 27 Le y 6/1998, de 13 de Abril, sobre r égim en de suelo y va loraciones . Publicación en BOE núm . 89, de fec ha 14 de Abril de 1 998. 28 Este valor es el que s e obtien e en las propias valoracione s de suel o rústico en funci ón d e s u rendimient o ganad ero, a grícola, m ineral, forestal etc. Debem os considerar que buena p arte d e las acti vidades agropecuarias d e los p aíses desarr ollados, debi do a la ec onom ía global, corren el pel igro de dejar de ser renta bles ante las producciones a bajo coste proc edente de p aíses m ás pobres. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 129 mismo. Sería conv eniente que, a la hora de legislar, se consideraran la p r esenci a en el suelo de valores paisají st icos, culturales, etno gráf icos , medioambien tales, e tc., vital es en el equilibrio q ue ha ido con f igurando nuestros paisajes hasta la fecha. Es precisamente el proc eso que permite la reclasi ficación de un suelo donde reside la clave q ue permite explicar la actual situación urbaní stica. En teoría, tal y como afirma Jordi Borja, “el suelo urbano o urbaniz able nace de un pro ceso social de desarrollo for malizad o luego por una decisión político-jurídica y las consiguien tes inversiones públicas” 29 . Desgraci adamente la toma de esa “decisió n” se encuentra en pleno campo de la batalla que g anan a diario los agentes más poderosos, ante la claudicaci ón o complicida d de “ lo público ” 30 , en detrimen to del medioambiente y de los grupos soci ales men os influy entes. Ante este panorama res ulta imprescindible la puesta en marcha de polí ticas ( legislando y f ijando precios, impuestos, cesione s para viv iendas proteg idas etc.) q u e reduzcan las plusv alías privad as generadas med iante la gestión del suel o. 29 “ BORJA I SEB ASTIÁ, Jord i, Casa y Libertad. Diario El País, Madr id, m iércoles 1- 11 - 2006, p p. 15”. 30 Consul tar las reflexiones de Dam ián Quero sobre la sit uació n específica anda luza e n “ QUERO, Damián, Anda lucía. Después de l tropicalismo, Ur ban nº 5 , Madrid, 2 001, pp. 10 2- 121”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 130 Finalmente debemos concluir q ue la superación de los problemas detectado s no puede veni r en exclusiva de la propia discipl ina urbanística. Por una pa rte es la s ociedad en su conjunto la que deb e superar la dinámica en la q ue está sumida, imponiendo a la “ lógica económica ” la preponde rancia de unos poderes públicos que incorporen a su a cción diaria la defensa efectiva de los valores sociales, medioambien tales, culturales, etc . En cuanto a la práctica del urbani smo se hace precisa una revisi ón en sus m étodos de análisis ante nuevas realidade s emergentes, la innovaci ón de las t écnicas e instrumentos hasta ahora empleados así como la incorpora ción de nuev os conceptos a sus principi os proyectuales. Com o afirma José M aría Ezquiaga: “El reiterado fracaso de los planes generales como anticipación a largo plaz o de la forma o modelo territo rial pone de manifiesto la asimetría en tre la sim plici dad de las técnicas urbanísticas y la complejidad del fenó meno social – la construcci ón de la ciudad – sob re el que dichas técnicas se aplican” 31 . 31 EZQUI AGA, J osé María, El porvenir de una ilusi ón. Elementos para una nueva c ultura urb anística, C onsejo Super ior de los Coleg ios A la obsolescencia instrumental del plan podemos añadi r la paulatina consagración de un sistema de participación ciudadana más retórico q ue e fectiv o y en el q ue preval ece la falta de t ransparenci a. T odo esto ha i do con f igurando una vi sión crítica (compartida por urbanista s, g eógra fos, sociólogos, ecologis tas etc.) sobre el estado de la discipl ina urbaní stica, q ue le exi ge q ue demues tre su vali dez actual m ás allá del eficiente repar to de las ren tas del suel o. de Arq uitectos de Españ a, ar quitect os nº 178, M adrid, CSCA E , 2006,pp. 85. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 131 4. 4 LA ACCIÓN LOCAL : Debido al peso demog rá fico de las urbes, en constante expa nsión, buena parte de la r espon sabili dad en la situación heredada así como en el diseño de las f uturas solucion es corresponde al ámbito de lo local. Podemos constatar como la degradación del “g obierno de la ciudad”, q ue se viene observando en los últimos años, ha empobrecido notablemente el ecosistema urbano . La consagración de la ciudad como “centro de consumo” ha propiciad o q ue sus gobernante s, haciendo g ala de una alarman te falta visión 32 , hayan olvidado “(...) que su existencia se justifica para satisfacer , ante todo, las necesidades humanas y sociales de las comuni dades 33 ”. El concepto de “sociedad en red” como nuev a f orma de organiz ación social genera necesida des, más allá de las excl usivamente mercantiles, a las que la ciudad debe responder. La función pública no puede renunciar a la búsqueda de ese modelo “ag radable de habitar”, que ha constituido un reto y una reflexi ón arq uitectónic a permanente de la sociedad hasta nuestr os días. Un hábitat que además de 32 En la que sin d uda ha co ntribuido el as alto al pod er de l os grup os económ icos más inf luyentes, 33 “ ROGERS, Richard y G UMUCHDJ IAN, Philip, Ciudades p ara un pequeño plan eta , Barc elona, Gusta vo G illi, SA, 2000, pp. 18”. satisfacer las necesidad es económicas y f í sicas considere las legíti mas aspiraciones sociales, ecológicas y culturales de los grupos humanos. No obstante el notable avance expe rimentado por la tecnologí a en el siglo pasado, generalmente de espaldas al hábitat natural, ha posibil itado que en los países del pri mer mundo la consecuc ión del hábitat artificial se haya alcan zado con un coste me dioambi ental y social excesiv o. Coincidiendo con la prime ra crisi s del petr óleo es cuando surge una conci encia críti ca con este modelo, q ue saca a luz como nu estras ciudades se han conv ertido en enormes sumideros energéticos de unas redes de consumo de recursos a escal a planetaria cuyos terminales son las propias unidades habitacionales. Ante la escala de esta problemática se comienza a r eaccionar, desde la escala local 34 , con similar proceder que ante la propa gación de epidemias en época s pasadas. Si en tales encruci jadas se aplicaron medidas y ordenanz as de corte higieni sta para mejora r la salubridad de las ciudades, ahora el debate se establ ece en torno al deterioro del medio a mbiente. 34 Son espec ialm ente al entadoras las rec ientes noticias que llegan de Estados Uni dos, país más c ontam inador d el pl aneta, y que hacen referencia a la agru pación de numeros as ciudades distribuidas por num erosos estados que c om ienzan a pres ionar al Gobierno Fed eral para que ratif ique el Protoc olo de K yoto. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 132 En este punto destaca el papel que pueden desempeñar las administraciones locales y reg ionales asumi endo el reto de poner en práct ica, mediante ordenanzas bio climáticas, los acuerdos adoptados por los estados en las cumbr es internacional es. Los primeros frutos de este impulso se pueden contrastar en algunas ciudad es y poblacion es europeas, que han elaborado su propia Agenda 21 desde q ue en 1994 se reunieran en Aalbo rg (Dina marca) en el primer congreso de ciudades sostenibles 35 . L os compr omisos de Aalborg es tán agrupados en los siguien t es temas:  Formas de gobierno.  Gestión munici pal hacia l a sost enibil idad.  Bienes naturales comunes.  Consumo y formas de vida responsables .  Plani ficación y diseño ur baní st ico.  M ejor movili dad y reducción del tráfico.  Acción loca l para la sal ud.  Economí a social viva y s ostenible.  Igualdad y justicia social .  De lo local a lo global. 35 “GAUZIN -MÜLL ER, Dom inique, Arquitec tura Ecoló gica , Barcelona , Gustavo Gilli, S A, 2002, pp . 32- 89”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 133 España es el estado europeo con mayor seguimien to a los acuerdos de Aalborg, superando en la actualidad las 300 corporaciones públicas adheridas 36 . A partir de esta incipiente red de ciudades se ha producido un continuo intercambio de expe riencias q ue están propiciando la promoción de diversas actuaciones e jemplares. Las actuaciones priorita rias de la Agenda 21 se plantean en siete grande s apartados 37 :  El m undo próspe r o (re vital ización de l desarrollo con criterios sost enibles).  El mundo jus t o (una vi da sostenible).  El mundo habitabl e (núcl eos de población ).  El mundo fér til (uso e ficiente de los recursos ).  El mundo co mpartido (recursos globales y re gionales).  El mundo limpio (gesti ón de productos q uímicos y residuos).  El mundo de las personas (participa ción y responsabil idad de las p ersonas). 36 http://www.aa lborgplus10. dk/ 37 http://www.and aluciaecolo gica.com /agenda - 21/ Andalucí a ha ido siguiendo estas medidas, con cierto retra so respecto a otros territorios, destacando la cons titución en 1999 de l Consejo para el Desarroll o Sostenible de Andal ucía en el Siglo XX I. Desde este Consejo se ha impulsado la Agenda 21 Regional y el Prog rama de Sostenibili dad Ambiental CIUDAD 21, que tiene el objetiv o de fomentar modelos de desarrollo sostenible para las ciudades andal uzas y el bi enestar de los ciudadanos 38 . La “ Estrate gia Andaluza de Desarrollo Sostenible: Agenda 21 Andaluz a” 39 ha sido conse nsuada con grupos ecologis tas, organiz aciones sindicales, asociaciones de consumidores y veci nales, patronales de empresario s, rep r esentantes de la administración municipa l y provinci al, docentes e inv estigadores, asociaci ones juveniles, etc. La Agenda , inspirada en los acuerdos de Rio de Janeiro, h a buscado un compromiso social en el q ue se impliquen los ag entes vi nculados a la realida d territorial . 38 IN FORME DE SO ST ENIBILIDAD EN AND ALUCÍA 2004, colecc ión Escuela Organizaci ón Ind ustrial d e Medio Am biente, EOI MEDIO AMBIENT E, 2004. 39 Aprobada en junio de 2003 de por el Foro de Desarroll o Sostenible y ref rendada por el Pleno del Consejo Andaluz de M edio Am biente. Consultar “ Estra tegia Andaluz a de Desarrollo Sostenible: Agenda 2 1 Andaluza . Consejerí a de Medio Ambiente, Junt a de And alucía, Sev illa, 2003”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 224 Algunos de estos estudi os especí ficos 4 , para determinar el potencial eól ico disponi ble en un enclav e concreto, incluy en:  Campañas de medidas: toman durante un periodo de tiempo de al menos un año los valores de la v elocida d del viento, dirección del viento, temperatura y presión atmosférica . Para su elaboración se instalan varias torres de medida (equipadas con anemómet ros, veletas, termómetros , etc. situad os a distintas alturas en cada punto de m edida) que deben ubicarse de f orma que evi ten los obstáculos (edificios, árboles, etc.) del área objeto del es tudio.  Control de cal idad de los datos: con siste en la v alida ción de los datos pa r a elimina r los erróneo s.  Tratamien to estadí stico de los datos de l v iento: para describir el comportamiento del viento median te funciones de dis tribució n de probabil idad. Se o btienen parámetros como la velocidad media, las direcciones predominante s y el perfil vertical del vien to. 4 “ CANTERO, Elena y MAR TÍ, Ignacio, Evaluación d el recurso eólico, en Situac ión actual d e la energía eól ica: recursos, tecnología, aspectos me dioambient ales, normat iva, Centr o Naci onal de En ergías Renovables, CEN ER, Sarri guren (Navarr a), enero 2 005”.  Perfil Vertical del Viento : para considerar el efecto del rozamiento del aire con la superficie del terreno, inf luye la rugosidad supe rf icial y la orogra f ía del suelo.  Conside ración de turbulencias y r áfagas: m ediante el estudio de la Intensidad de Turbulencia ( variación temporal y espacial de la velocida d de l viento) y el Fac tor de Rafa g osidad.  Estimación de la producción energética: de un aerogenerado r a lo lar go de un año, en f unción de la distribución de la velocida d del viento sobre el emplaz amiento y las caracterí st icas técnicas del aerogenerado r .  M odelización de la distr ibución del r ecurso eólico mediante un modelo de campo de viento: q ue extrapola espacialmente las medidas de viento a la posición de varios aero g eneradores. Una vez concluidos estos estudios se procede al diseño del parque eólico y al posterior cálculo de su producción energética. Suelen p r ecisarse varios diseños prev ios, considerando las pérdidas energ éticas de las estelas entre aerogenerado r es, hasta obtener el diseño que optimiz a la producción en ese empl azamiento. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 225 Una de las principales característi cas del viento es su variabi lidad, de ahí la complejidad que conllev a la localiz ac ión de emplazamientos que garanticen la viabilidad de una instalación eólica. El recurso eólico, en aquell as áreas en las que se ha detectado potencial, será s usceptible de aprovechamie nto si es compatibl e con las t écnicas de expl otación disponi bles en la actuali dad. Estas fijan el funcionami ento de los aerogeneradores para unas condicion es de velocidad del viento comprendida dentro de una franja concreta e impid en la ejecución de ins tal aciones sobre pendientes excesivas o para determinadas caracterí sticas geotécnicas del terreno. Podríamos resumir que la idoneida d de un emplazamiento dependerá fundamental mente de las caracterí st icas del v iento presente y de los propios condiciona ntes f ísi cos d el mismo (orogra f í a, rugosidad de la superficie, elemen t os del entorno, etc.). No debemos considerar los emplaz amientos como meros soportes pasi vos sobre los que vi ento actúa, y a q ue el relieve y su “acabado” superficial pueden produci r no tables variaciones en la f uerza y dirección del viento. La presencia de obstácul os tales como edificios, árboles, acc ide ntes del terreno, etc . actúa a m odo de “pantalla” y provocan turbul encias muy perjudi ciales para el correcto funci onamien to de los mismo s. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 226 De ahí que los emplaz amientos más favorables correspondan a cerros y colinas que dominan grandes extensiones de terrenos llanos y despejados, llan uras y m esetas despejad as, brechas de montañas y costas, la propia superficie de los océanos y mares 5 etc . No obstante tampoco se pueden descartar las zonas m enos elevadas, ya q ue la posición relativa de sus líneas de pendien te respecto a los vi entos dominantes propicia la aparición de e fectos que podrí an ser aprov echables en determinado s casos. Y es que cuando los accidentes del terreno se presentan en forma de vaguadas y depresiones paralelas a la dirección del viento dominante, se produce un efecto de aco mpaña miento o “túnel” q ue genera una aceleración en el viento. De una parte tenemos que la elev ación del terr eno podrí a e vitar la aparición de pantallas y como la velocida d del viento aumenta con la altura. T ambién ocur re q ue la i m plantación de aerogenerado r es en l as inmediaciones de depresiones, paralelas a la dirección en la que sopla el viento, puede resultar bene ficiosa. 5 De ahí que los parques m arinos, ante la esc asez de ub icaciones favorables en tierr a f irme debido a que ya es tán oc upadas por parques eólicos o prot egid as por legislaciones s ec toriales, s e ha y an convertido en uno de los e sc enarios c on m ás futuro en el desarrollo de la explotac ión del recurs o eólico. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 227 Aunque disponemos de mapas 6 con las áreas m ás f avorecidas por el r ecurso eólico, y ante la compl ejidad de ci ertos terrenos, es mani f iesta la di ficulta d que conllev aría la emisión de juicios apriorí sticos (apoyad os excl usivamente en esos mapas) sob re la idoneidad de un det erminado empl azamie nto. Rei teramos que esta información deb e completarse con la r ealiz ación de campañas de medici ones especí f icas para cad a emplaz amiento concreto . Exi sten consideraciones legales, no menos impor tant es que las físicas, q ue pueden impedir el aprov echamiento energético de un emplazamiento. En este sentido es preciso acudir a numerosas legislaciones sectoriales q ue introducen restricciones en los usos del suelo que afectan a la explotación de la energía eólica. Podemos destacar las limitaciones recogidas para los suelos de especi al protección, las afecciones derivadas de otras in f raestructuras , el establecimien to de distancias mínimas a núcleos urbanos, a la línea de costa etc. 6 En e l ám bito europeo po dem os destacar la publicación de un at las eólico en Dinam arca “T ROEN, I y PETERSEN, E.L., European W ind Atlas , Ros k ilde, R isØ N ational Labor atory, 1 989 ”. En Esp aña destacan los m apas eólicos del Inst ituto Nac ional de M eteorol ogía “BERMEJO - BARÓ, M, Mapa eólico nacional: r esúme nes energétic os por c omunida des autónomas , Ma drid, Ministeri o de Obras Pú blicas, Tr a nsportes y Medioam biente, 199 4”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 228 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 229 Conclui remos revi sando las caracte rísti cas especí ficas de los emplazamien tos marinos , cuyo aprovechamiento aún requiere una inv ersión mucho may or que el de un parque eólico terrestre. Por ello sólo con potencias muy elev a das, del orden de 10 a 20 veces superiores a los parques terrestres, se encuentra la rentabilización de la inversión p or unidad de potencia que requieren estos p royectos. El citado aumento de los costes es deudo r, en bue na part e, de las caracterí sticas intrínsecas a los propios emplaz amientos “offshore” . Los estudios previos a la implantación de un parque eólico marino son más complejos que para un parque terrestre e incluyen el análisi s de la salinidad, corrientes, tempera tura externa y del agua, ol eaje, etc. Una vez concluidas positiv amente las campañas de m ediciones del r ecurso eóli co y las condiciones m arina s , la principal limitación para el desarroll o de la tecnologí a “offshore” viene marcada por la prof undi dad máxima del enclave seleccionado. En la actualidad se a cepta como lí mite de la tecnología disponibl e, para hacer v iable económicamente la expl otación energética del v iento en el m ar, una profundida d compr endida entre los 25 y 30 me tros. Dadas las característi cas del l itoral espa ñol, y m ás concretamen te su pla t aforma oceáni ca, el límite a la profundidad admisibl e descarta buena parte de los enclaves potenciales. E ste pará m etro i nfluy e directa mente en cos tes como la cimentación , montaje de los aero generadores y las labores de man t enimient o y control . Podemos conclui r q ue la presencia de viento, con las propiedades adecuadas a la t ecnolo gía disponible, en sectores con escasa profundidad determina la selección d e los enclaves susceptibles de aprovechamie nto. En este caso debemos contar con la presencia cercana, al área de ex plotación, de redes de evacuaci ón de la energía generada. En su def ecto, caso m ás habi tual dada las características de los emplaz amientos potenciales, nos enfrenta mos al seg undo elemento que más encarece la implantación de parques eólicos marítimos: el traz ado de lí neas propias para el vertido al sistema de la elec tr icida d pr oducida. Finalmente, destacar como las adversas condiciones de humedad y corrosión presentes en el medio marino han sido eficaz mente superadas mediante la aplicaci ón de t rata mientos especí f icos. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 230 No obstante, y tras de tallar los aspectos menos f avorables, resaltaremos como las características de los e mplazamie ntos marinos y las propied ade s de los v ientos en estos enclav es pueden resulta r idónea s para el ap rovechamie nto energético del recurso eólico. La gran planicie q ue constituye la superficie marina y la ausencia de obstáculos r elev antes q ue sobresalgan tales como lomas, crestas, vegetación etc., f avorecen la circulación del viento a v elocidades superiores que en tierra firme. Incluso, gracias a la disminución de turbulencias, podemos hablar de una mayor vida úti l de los ae rogeneradores frente a modelos similares ubicados en tierra. Igualmente, las referidas propiedades de los vientos en los enclaves marinos, menor presenci a de t urbulencias debido a una mayor estabilida d térm ica , permiten una notable reducción en la altura de las torres y un des arrollo de la potencia instalad a más continuo. Concluire mos destacando q ue la inmensidad del medio marino, en contraste con la escasez de emplaz amientos disponibl es en t ierra f irme y las limitaci ones espaciales de rigor (núcleos de población, áreas protegidas, pendien t es excesi vas, etc.), pone a disposici ón de los técnicos enormes áreas susceptibles de ex plotación otorg ánd oles una condición de partida que permite visl umbr ar grandes p royectos . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 231 6.1.2. Rad iaciones sola res ……………… …….....……………. . El potencial energ ético q ue nos brinda la acción del Sol es de tal magnitud que result a complejo de calibrar. Como hemos expu esto en capítulos a nteriores el Sol es r espo nsable, directo o indirecto, de la mayor parte de procesos q ue se desarrollan en la Tierra. Algunos estudios concluy en q ue aprov echando la energí a solar que cada año recibe una pe queña porción del desierto del Saha r a, se podrí a satis fa cer la demand a energética mundial 7 . No obstante debemos acotar, para no desvi ar el objeto del presente docu mento, y señalar aquellos conceptos de especial relev ancia en cuanto a la proyecci ón territorial del ap rovechamiento del recurso sol ar. Comenz aremos defini endo lo que podrí amos entender como recurso energé tico solar de un emplaz amient o. Estarí amos ante una d efinición de recurso solar asimilado a la cantidad de energí a contenida en la radiación solar q ue se r egistra en dicho enclav e. Para hacer efectivo el aprovechamient o energético de este recurso hace falta la implan t ación de sistemas de conversió n de la radiació n solar. 7 ALEKLET T , Kjell, Sist emas de energ ías reno vables en la eliminación gradual d e los c ombustibles fósiles . Anda lucía renovab le. Agencia Andalu za de la En ergía, Se villa, 2011, pp . 172. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 232 Las radiaciones solares, como ocurre con la práctica totalidad de otras fuente s renovables, podrí an considerarse co mo un recurso energé tico de bajo r endimiento y que por tanto exige a las instalaci ones de captación una proyecci ón terr itorial más extensi va que las energías conv encionales. La radiación solar que incide en un punto y momento conc reto depende fundamentalmen te de la posición rel ativa de la T ierra respecto del Sol en ese instante y del papel q ue desempeña la atmósfera terrestre . Simplificando al m áxi mo podemos indicar que la acción sola r g enera procesos de intercambio energéticos entre la corteza y la atmósfera t errestre . De ah í que podamos establece r un determ inado patró n, a part ir de ciclos más o menos periódicos y estacionales, que nos permite elaborar mapas con la irradiancia global media en un periodo de años 8 . No obstante no debe mos ignorar la influencia de f enómenos im predecibles, tanto naturales (nubosidad, bruma, etc.) como artificiales (polución atmosférica), en este f lujo energético. Y es que el aprovechamie nto de la energía solar está sometido a la imprevi sibilidad, con el nivel de prospección disponible hoy en dí a, que caracteriz a a las ener gías renov ables. 8 Com o el Atlas de Ra diación Solar en Es p aña (1983 – 2 005) de la Agencia Estat al de Meteorolo gía (AEMET ). “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 233 La evalua ción del recurso solar surge del conocimien to de su propia naturaleza así com o de la interrelación entre sus pautas susceptibles de pronóstico (partiendo de parámetros como declina ción, latitud y ángulo horario) y las aleatorias (en base a la combinación de la acci ón del v iento y la orograf í a con la polución o la nubosidad) . En lo que respecta a la naturalez a del recurso solar hay que decir q ue el sol emite un espectro concreto de radiación, q ue como v eremos a continuación constituye una de las clav es de su potencial aprovecha miento. La intensidad de la radiación solar apenas se ve alterada ant es de entrar en contacto con la atmósfera. Sin embargo cuand o la radiación sol ar atrav iesa la atmósfera terres tre, e s sometida a f enómenos de absorción, refracción, re f lex ión y dif usión . Es to justifica que llegue a la superficie terrestre con una intensida d menor y descompuesta en radiaci ón di recta (que no sufre cambi o de di rección al atravesar la atmós f era) y radiación difusa (que sufre cambios en su dirección por efectos de reflex ión y difusión). De esta forma se concluy e q ue la radiación g lobal es la suma de las radiaciones di recta y di f usa 9 . 9 Y ÁNEZ, Guillerm o, Arquitectura s olar: aspectos pasivos, bioclimatismo e iluminació n natural . Minister io de Obras Públicas y Urbanism o, MOPU, Madrid, 1988, pp. 6 5 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 240 Otro recurso energétic o renovab le q ue requiere trata m iento diferenciado, aun q ue incluido por algunos autores en el grupo de los aprovech amientos hidráuli cos, es la energía mareomotr iz . Consiste en el aprovechamie nto d e la dif erencia de energ ía potencial del agua marina entr e la pleamar y la bajamar. Andalucí a, como v enimos apuntando, es relativ amente rica en recurso mareomotriz en el área del Golfo de Cádiz (algunos estudios estiman un potenci al total de 50 M W ). Ell o se debe a la concurrencia de marismas, ríos, caños, esteros, cor rales, etc ., con un rango de marea su f iciente. En la se lección de empl azamientos también se t iene en cuenta su accesibili dad, debido a que l as marismas constituy en un medio de acceso compr ometido con terreno s muy f angoso s (lo que di ficulta cualquier actuación) . El máx imo ap r ovechamiento se consigue en una zon a media intermareal, siempre e n relación directa de la altu ra de la marea. El emplaz amiento más habitual en la costa andaluz a se localiza de forma perpendicul ar a un caño natural que aporta el agua suf iciente a la denominada caldera. Se requiere de una intervención consistente en el ceg ado del caño para obligar al ag ua a pasar, mediante arcos y canales, por los ba jos de la ins t alación 15 . 15 Molinos de marea. Agenci a Andalu za de la Energía , Sevilla, 2010. Siguiendo con los recursos energé ticos marinos podemos destacar otras fuentes sobre las que se viene trabajando hace varias décadas. Dado que la ocupación terrestre de buena parte de ellos es nula o muy restr ingida, reduci éndose a algunas instalaciones de apoy o, nos limitaremos a realizar una breve descripci ón de los m ismos. Los primeros estudios de prospectiva han determina do, para el ámbito andaluz , que exi ste poco potencial energético en recursos como el gradiente térmico y el gradiente salino . Exi sten algunos enclaves, en Cádi z y Levante almeriense, susceptibles de aprovechamiento de la e nergía asociada al oleaje o undimotriz . Por último , el potencial de las corrientes marinas si tiene un ampl io marg en de desarrollo al estar entre los mejores del mundo en el área del Estrecho de Gibraltar. Debemos subrayar q ue una de las principales dif icu ltades q ue conllev a la selección de emplazamientos marino s radica en la propia naturaleza del me dio. Y es q ue el medio marino, a pesar de estar poco socializ ado ante la pérdida de re ferencias, se encuentra intensamen te expl otado por numerosas actividades humanas como el transpo rte de m ercancí as y personas, las flotas pesqueras, las almadrabas y otr os artes de pesca tradicionales, la extracción de hidroca r buros, etc. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 241 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 242 La biomasa por su p ropia de f inición, materia orgánica no fosiliz ada q ue se emplea para g enerar energí a u otros procesos industriales, propi cia la existencia de abundantes y variado s recursos con un amplio margen de expl otación f utura. Algunos auto r es 16 abordan l a biomasa como una serie de procesos que incluy e materiales, tratamientos y destino s. Desde este enfoque se di stingue entre:  Combustibles: sólidos (madera , paja, poda de árboles, etc.) o g aseosos tras su descompo sición anaeróbica (metano en forma de biogás ).  Procesos de compos taje: tr ans f orman la materia orgánica f ermentable y m icro-organismo s original es en un producto s ólido establ e.  Fermentación alcohól ica : Se obtiene alcohol líquido (etanol) mediante dis tintos procesos de t riturado , hidrólisi s ácida y separación de mezclas y f ermentaci ón con un uso c reciente de la biotecnol ogí a.  Procesos de esteri ficación (liquido) que transforman los ácidos grasos en una mezcla de hidrocarburos simil ar al diesel. 16 BERBEL VE CINO, Julio, GONZÁLEZ GR ANADO, I nm aculada, La biomasa en Andalucía. Energías renovabl es: p aisaj e y territori o andaluz. Grupo d e Estudio s T EXTURA, Sevilla, 2 010, pp. 190. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 243 Si como veni mos exponi endo la biomasa es la más heterogénea de las renovabl es, debido a las notables diferencias t anto en su orig en como en su forma de aprovech amiento, result a complejo habl ar de e mplazamie ntos. La div ersidad de f uentes y aplicaciones tecnológicas al alcance de la biomasa, multipli ca el modelo y la propia escala de los emplaz amientos ( desde de una caldera doméstica de leña a una planta de bioco mbustibles). Por todo ello concluiremos que si bien no existe un emplazamiento t ipo para el aprovech amiento de la biomasa, si existe un emplaz amiento ideal. Y es que la biomasa debería ser expl otada, en la m edida de lo posible y como g arantí a de la sosteni bilida d de l a activi dad, allí donde existe el recurso y lo más cercano posible al punto de consu mo. En el caso de Andaluc ía, ver tabla adjunta, la mayor parte del potencial de la biomasa está vinculada al o livar y sus residuos. Consecuentemen te, buena parte de las instalacion es de biomasa se localiz an en las comarcas oliv areras de Córdoba y Jaén. En la escala do méstica, destacamos las aplicaci ones térmicas de la biomasa , se encuent ra di stribui da por buena parte de los hogares andal uces y con una presenci a creciente en aplicaci ones hosteler as, agropecuarias e industrial es. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 244 Los r ecursos geotérmi cos, o ener gía almacenada bajo la superficie sólida de la T ierra en for ma de calor, pueden ser clasificados 17 en función d e su tempe ratura :  Recursos de Muy Baja T empera tura (T < 25ºC): concentrados en las rocas y las ag uas subterráneas a poca profundi dad por lo que son muy frecuentes.  Recursos de Baja Tempera tura (30ºC T < 100ºC): presentes cuando a una pro fundidad adecua da ( 1.500- 2,500 m) ex ist an forma ciones geológicas per meabl es que permitan a los flui dos extraer cal or a las rocas.  Recursos de M edia T emperatura ( 100ºC T < 180ºC): aparecen en condicion es similares a las anteriores aunque a mayor profundidad (hasta 4,000 m) y con una fuente de calo r (intrusión de ma gma).  Recursos de Alta T emperatura (T > 180ºC): preci san un foco de calor, rocas permeables a la profu ndidad adecuada (1.500-2,500 m) y f ormaci ones g eol ógicas impermeables superpue stas a las anteriore s.  Recursos en Sistemas Estimulados (EGS T > 180ºC): precisan hacer circular un f luido a t ravés de fracturas artificiales a gran pro fundi dad (más de 4.000-5.000 m). 17 Energía geotérmic a. A gencia Anda luza de la En ergía, Sevi ll a, 2011. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 245 La energí a g eotérmica , como buena parte de las r enovab les, tiene varia das aplicaciones de uso directo , climatización , generación de electricidad, etc. Manteniendo el esq uema anterior, el potencial y la d istribución de los recursos geotérmicos en Andalucí a es:  Recursos de Muy Baja T empera tura: presen tes en buena parte del territorio andaluz g racias a la estabilida d del subsuelo a part ir de los 10-15 metros de profundidad. Los local iz amos en la energía t érmica contenida en rocas y acuí f eros someros.  Recursos de Baja T empera tura: ampliamente distribuidos, al igual que los anteriores , y aplicabl es a la climatiz ación median te el uso de bomba de calo r.  Recursos de M edia T empera t ura: locali zados en Lanajarón y Alhamilla y muy probablemente en Lebrija y la costa de Ro q uetas.  Recursos de Alta Temperatu ra: no consta la exist encia de estos recursos a pro fundi dades comercial es.  Recursos en Sistema s Estimulados: las fuentes geológicas señalan como propici os al g unas á r eas del M acizo Hercí n ico (entre Córdoba y Se villa) y de la Cordill era Bética (entre Granada y Almerí a). “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 246 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 247 6.2 SISTEM AS DE APROVEC HAM IENTO : Tras la selección de em plaz amientos, el seg und o f acto r q ue resulta clave en la ex plotación de los recursos energéticos renovab les es la t ecnología de la q ue disponemos. Ambos elementos , emplazamientos y tecnologí a, están íntimamente ligados ya que en f unción de las posibi lidades tecnológicas a nuestro alcance , podemos ampliar o disminu ir el r ango de magnitudes a partir del cual el aprovechamiento de un emplaz amiento deter minado comienz a a ser v iable. Gracias al notable avan ce tecnológico experimentado po r el sector en las últimas déc adas podemos indicar , en lógica con el anterior razonamie nto, q ue se ha aumentado el potencial energético renov able susceptibl e de aprovechamie nto así como el número de emplazamie ntos. La proyección de esta dinámica sobre el t errito rio t iene dos v ertientes q ue debe mos des tacar. Por una parte nos permite acercar los centros de producción a los centros de consu mo, con la optimizaci ón de recursos y la mejora en la eficiencia q ue esto conllev a. Por otra parte este proceso permite a r moniz ar la implantación de instalaci ones sobre el territorio , con la consecuente imple mentación de las cautelas respecto a la preservaci ón de otr os valores paisají sticos, cultural es, medioambien tales, e tc. Sin embargo y en lo que atañe a la ev olución tec nológica de las renovab les podemos percibir, en parte debido a lo heterogéneo del sector, que ha sido en exceso deudora de los condicion antes y actores principales del actual modelo energético. Fundamen talmente hacemos re f erencia al desarrollo desigual experimentado por las tecnologías de producción eléctrica centrali zada f rente a otras aplicaci ones no eléctricas (mecánicas y térmicas fundamentalme nte), eléctricas ai sladas o de recursos no conv encionales. Se precisa una mejora en la r egulac ión pública para equilibra r esta deriv a. A lo largo del presente apartado, nos cent raremos en aborda r la configuración de los actuales sistemas de ap rovech amiento energético renovabl es. Y es q ue el desarroll o tecnológico alcanz ado ha permitido que algunas instalaciones energ éticas renovab les, las eólicas terrestres fundamentalmen te, resulten competitiv as económicamente frente a las energ ías conven cionales. Igualm ente podemos reseñar la notable evol ución protag oniz ada, en los últimos años , por algunas tecnologías de aprovechamiento de la ener gía solar y de la biomasa. En f ase aún más experimental, debido probablemente a la nece sidad de mayor esfuerzo f inanciero en los prog ramas de investigación , nos encontramos con las tecnologías ma r inas, geotérmicas, etc. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 248 6.2.1. Molinos y aerogeneradores …… . …….….. ..……………. . La obtención de electri cidad a partir del vien to es la aplicaci ón, del conj unto de ener gías renovables, que ha alcanz ado m ayor despliegue en los últimos años. Un marco regulatorio f avorabl e (aunque recientemen te puesto en cr isis) , con la consiguiente apuesta de las grandes compañí as eléctricas, h a sido la base sobre la que se ha sustentado el despegue tecnológico y comercial del sector. Los gr andes aerogenera dores han sido objeto de un esfuerzo inv ersor de tal magni tud, que ha permitido su proliferación territorial hasta ser conv ert idos en el icono por excel encia de l as energías renovab les. Sin embarg o, este auge de la gran eólica ha eclipsado otr as aplicaci ones prácticas de la energía eóli ca. Nos referimos a otras prácticas menos visi bles, como las instalaciones minieól icas o de bombeo de ag ua, pero con un a mplio recorrido por desarrollar. Nos referiremos brev emente a estas últimas haciendo constar con anteriorid ad q ue el actual marco normativ o, que no distingue entre gran y pequeña eólica, ha perjudicado no tablemente a las mismas . Como hemos expu esto en capítulos pr ecedentes , se percibe por parte de la administración cierto desinterés por las instalaciones energéticas aisladas o d estinadas al au toconsu mo. El empleo de bombas eólicas de agua, para riego y distribución, es una de las aplicaci ones eólicas q ue menos atención recibe. A pesar de senci llez tecnológica y al ta eficienci a energética, ha caído en desuso en determinado s paí ses. La Organiz ación de las Naciones Unidas para la Alimentaci ón y la Agricul tura (FAO ) advierte 18 del gran potencial de la energía eólica par a el bombeo de ag ua en zonas rurales. Cuando la veloci dad del v iento supera los 4 m etro s por segundo, el bombeo de agua eólico comienz a a ser competitiv o fr ente a otras fuentes conv encional es. Respon de a múltiples soluciones de di seño, tanto de eje v ertical como horizon tal, aunque el modelo más común di spone de una bomba de pistón, depósito, torre y rotor. Lo s usos de las bombas eólicas son variados, si bien el más extendido es el de extracción de agua de un pozo subterráneo. Otras aplicaciones abarcan desde el suministro de agua a poblaciones r urales, expl otaciones agropecuaria s de todos los tamaños, re gulación de ag ua entre embalses a distintos niv eles, t ratamiento de agua de la gos y estanques , etc. T ambi én se fabrican aerogenerado r es q ue destinan la electricidad q ue producen para acciona r electrobo mbas hidr áulicas. 18 La inversió n en la agr icultura: ev olución y pers pectivas, Cum bre Mundial sobre la Alim entación. Organi zación de las Naciones Unidas para la Alim entación y la Agricultura (FAO) , Rom a, 1996. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 249 Algo más ex t endido se encuentra el empleo de pequeños aerogenerado r es aislados de la red. Las instalacion es minieólicas 19 , aquellas con una potencia nominal inferior a 100 Kw , deben buena parte de su proli f eraci ón a la versatilidad de soluciones que ofrecen. Resultan especialmente ef icaces en combinación con otr as instalacion es renovables, complementándo se los picos y vall es de producción de cada tecnología, y son esenciales en ámbitos apartad os a los que no llega la red eléct r ica. El principio que rige su f uncionamiento es análogo al de los grandes aerogeneradore s. El viento, se precisa una velocidad míni ma de 3,5 metros por segundo, hace g irar el rotor a part ir del m ovi miento de unas hélices construidas a base de f ibra de vi drio y carbono. La electricidad generada se almacena en baterías en forma de cor riente continua. Desde aquí se regula, se recomienda una autonomía m íni ma de tres días, y convierte mediante un inv ersor en corrien te al terna a 220V. Para los casos en los q ue la m inieólica está conectada a la red, menos habituales, se precisa de un inversor especí fico q ue sincroni za la energí a g enerada para cont rolar el v ertido a l a red. 19 La limitación a 100 Kw s e debe al Reglam ento Elec tro técnico de Baja Tensión y a la norm a IEC 1 400-2 (que estab lece un lím ite al área de barrido de las palas de los pequeñ os aerogen eradores) . Exi sten numerosos modelos de aerogenerado res de pequeña potencia, pero el más habi tual se corresponde con uno de e je horiz ontal de dos o tr es hélices. Los bipalas, con un área de barrido de entre 2 y 4 m etros, son menos potentes que los tripalas, con un área de barrido de hasta 4 metros. La potenci a nominal de los pro totipos varía en función del número de hélices y área de barrido, aunque se pue den encontrar modelos desde los 600 hasta los 6000 vatios. Respecto a la t orre que sostiene al aerog ene rador, existen igualmen te distintos mod elos. Las más habi tuales son las torres basculantes y las torres auto soportadas , permitiendo alcanzar una altura comprendida entre los 10 y los 20 metros. Una mayor altura de la torre permite aprovechar el vien to con menor incidenci a de los obstáculos presentes en el terreno (vegetación , edi f icios, o rografía, etc.). Las torre s bascul antes permiten el izado del aerogenerador desde tierra, para labores de ajuste y mantenimien to, aunque precisan de t irantes para su sujeción. Dentro de las torres basculantes encontramos div ersas tipologías: las tubulares, escalonadas y de cel osía. Tanto la cimentaci ón de la torre como el anclaje de los tensores dependerán de las caract erísticas del suelo so bre el que se implantan (tornillos de expansi ón, dados de cem ento, dados de hormigón a rmado, etc .). “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 256 6.2.2. Plantas y paneles solares ……… …….. .....…………… .. Siendo conscientes de la simplificación q ue conllev a una clasificación de los sistemas actuales de aprovech amiento del recurso solar , nos atrev emos a propone r la siguie nte distinción:  Aprovech amiento f otov oltaico: consistente en la generación de electricidad a partir de la exposici ón al sol de deter minados materiales y estructu ras.  Aprovech amiento directo: engloba activ idades tradicionales (como la obte nción de sal, secado de frutos y alimentos, etc.), productivas (invernaderos, etc.) y hábi tos cotidianos (sec ado de ropa, etc.).  Aprovech amiento térmico de baj a temperatura: una instalación capta la radiaci ón solar para ele var la temperatura de un lí q uido o gas. Su aplicación más extendi da es el calenta miento de a gua.  Aprovech amiento térmico de concentración: El principio es idéntico al anterior aunque alcanzado, el f luido caloportador, tempe raturas m edias y altas. Sus aplicaci ones van desde la generación de electricidad a otros procesos m ás complejos (tratamie nto de materiales, termo químicos, e tc.). El potencial de producción del efecto fotovoltaico está condicion ado por dos factores fundamentalmen te: la radiación incidente y la temperatura ambiente. Pode mo s distinguir entre sistemas fotovoltaicos conectados a la red y sistemas autónomos:  En las instalaci ones f otovoltai cas que vi erten su producción a la red, mediante un inversor, el operador asume la garantí a de suministro y estabilidad del sistema con indepe ndenci a de la climatología. Los huertos solares, en ámbitos rurales, o cubiertas solares, en áreas industriales o urbanas, han proli f erado en los últimos años. La propi a normativa impuesta por el regulador, pa ra facili tar la gestión del sistema, fomenta la concentración de placas f otovoltaicas hasta al canzar un míni mo de potencia i nstalada.  Final mente en los si stemas f otovol taicos aislados, se precisan compon entes especí f icos de almacena miento, baterías, para cubrir posibl es interrupciones en el suministro a nte factores meteorol ógicos. Este h ándicap limita la potencia de los mismos, aunque comienz a a ser superado a parti r de soluciones h íbridas (con ingenios eóli cos, hidró geno, etc. ), “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 257 La energ ía solar f otovol taica explota la pr opiedad q ue comparten al g unos m aterial es semiconduc t ores, por la q ue transforman la energí a solar incide nte en un potencial eléctrico capaz de impul sar una determinada cantidad de carga cuy a energí a puede ser transferid a 22 . Las placas f otov oltaicas están formadas por una agrupaci ón d e celdas o células f otovoltaicas, elaboradas fundamenta lmente con silicio, entre las q ue podemos dis tinguir:  M onocristalina s: Compuestas por partícul as de un único cristal de sil icio de gran purez a, es la más e ficiente.  Policri stalinas: Compuesta por p artí culas cristaliz adas de div ersos tamaños. Menos puras q ue las anteriores, son más econó m icas.  Amorfas: Empl ean silicio sin cristaliz ar, frecuente en pequeños produc t os o sup erficies de tejados, e tc.  Capa f ina: Las menos eficientes de todas, se utilizan en productos pe queños ( relojes, calculad oras, etc .).  Orgánicas : De m uy bajo rendimiento actual aun que de gran proyección en un f uturo, emplean semicond uctores orgánicos. 22 PÉREZ G ARCÍA, Manu el, Energía So lar. Energí as renovables: paisaje y terr itorio andalu z. Gru po de Estudios TEXTURA, Sevilla, 2010, pp. 171 -187. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 258 En lo q ue respecta al aprovechamiento direc to , no se precisa sistema de conversió n alguno, q ue el hombre viene haciendo de la radiación solar como fuente de calor podrí amos distinguir entre:  Activ idades t radicional es: históricamen te presentes en las áreas meridi onales como Andal ucí a. Desarr olladas en el capítul o anterior, como la obtención de sal en las salinas, al secado de alimentos y frutos, etc. Suelen precisar el moldeado del t erreno o la construcción de edificaciones de apoyo.  Sistemas pasiv os: muy ef ectiv os en arquitectura y urbanismo , f orman parte del bagaje popular acumulado por los pueblos. Nos referimos a la orientación de las construccion es, distribu ción de huecos en f achada, apertura de estancias a patios, lo gias, etc.  Activ idades productivas: en los invernade ros se propicia la concentración de las radi aciones solares mediante la construcción de cubierta s de plás tico.  Hábitos cotidianos: como el secado de ropa al sol que contribuyen a la reducción del consumo ener géti co. En lo últimos años se vien e observando una pérdi da de este tipo de hábitos cotid ianos. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 259 Una de las aplicaciones de la energía solar q ue ha tenido mayor expansión, es el aprovechamiento solar t érmico de baja temperatura ( por debajo de los 100 ºC ). Se tr ata de instalacion es sencill as expuestas al sol, la radiación solar calienta un f luido que puede emplearse dir ectamente o ceder su calor, y que han demostrado sobradamen te su eficacia. Incluso en terr itorios con escasez de recurso solar existen tecnologías, como los paneles t ermodinámi cos, que permiten el aprovech amiento solar térmico de baja t empera tura. En funci ón de la tempera tura de traba jo podemos distin guir 23 :  Temperaturas inferiores a 60ºC. Los Col ectores de Placa Plana (CPP) son los m ás ins talados. Cuentan con una placa m etálica absorbente, en contacto o por la q ue circula el f luido calopor tador, una cubierta transpa rente, normalmente de vidrio , y un receptáculo que aísla térmicamen te al colector. El área de captación de una unidad de colector comercial está comprendido ent re 2 y 4 m² y, dependiendo de la demanda energética, se puede presen tar com o un sistema indi vi dual con almacenamiento inte grado (sistemas compa ct os) o agrupando v arias unidad es ( sistemas en bate ría ). 23 PÉREZ GARCÍ A, Manuel ( 2010).  Tempera turas superio res a 80ºC. Al compartir principi o fundamental, el aumento de la temperatura s ólo es posible gracias a una mej ora en la capacidad absorbente de la supe rf icie. Para ello se rec urre al empleo de aislantes espe cí f icos sobre la capa exterior de la instalación , median te dos tipos de solucione s: .- Una primera que optim iz a la capacidad de aislamiento de la cubierta empleando materiales de r ecubr imiento distintos al vidrio, como el t itanio, o creando un determinado nivel de vacio sobre la capa absorbente . Entre estas apl icaciones encontramos a los Col ector es Planos Avanzados ( CPA) y a los Colectores de Tubo de Vací o (CTV). El vacío e xistente en los tubos de los CTV reduce la convección y las pérdidas en conducción de calor, por lo que alcanz an m ayor temperatura que la mayorí a de los colectores planos. .- U na segunda que opta por l a concentración de l a radiación incidente sobre el plano de apertura del colector, sobre el propio absorbente (con menor tamaño). A esta solución pertenecen la f amil ia de los colectores concen trador es, ent re l os que de stacamos los colectores Cil indro Parabóli cos Compuesto s (CPC ), que pueden ope r ar con un ángulo de incli nación fi jo. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 260 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 261 La energí a solar t érmic a de baja temperatura es l a energía renovab le más extendida y por tanto con mayor número de usuarios. Buena parte de la población ha tenido conocimiento de las energías renovabl es a part ir de su contacto con la energí a solar térmica de baja tempera tura. En esta línea podemos indi car q ue se trata de una alte rnativa renovabl e que ha contado con un r espaldo institucional prologando en el tiempo. Así podríamos citar el programa PROS OL, que vi ene actuando en Andalucí a desde principios de los nov enta y h a sido prorrogado con éxito hasta nuestr os días. No obstante, el salto cuantitativ o de la solar t érmica de baja temperatura se produce con la entrada en vigor del Código Técnico de la Edificación ( CTE) 24 . A diferencia de lo q ue establece para la contribución f otov oltaica mí nima de energía eléctrica, básicamente edificios t er ciarios de más de 3000 m² u hoteles y hospitales de más de 100 plazas/camas, el CTE determina q ue la contr ibución solar mínima es aplicabl e a los edificios de nuev a construcción y rehabil itación de edificios ex istentes de cualquier uso en los que exista una demanda de agua caliente sanitaria y/o cli matiz ación de piscina cubi erta. 24 El CT E determ ina e n su Docum ento Básico de Ah orr o de E nergía H4 l a ob ligatorie dad de cu brir un porcentaje, en función de la zon a climática entre el 30 y el 70%, de la dem and a de agu a calient e de las viviendas m ediante instalac iones de so lares térm icas. Las principales aplicaci ones prácticas de la energía solar térmica de baja tempera tura son :  Agua Caliente Sanita ria (ACS): Dentro de las aplicaci ones de la ener gía solar térmica de baja temperatura, el ACS es la más desarrollad a en las últimas décadas y la de m ayor r entabili dad socioeconómica . Consiste en aprovechar la energ í a solar para calentar el agua sani taria que se emplea rá en los hogares, edificios de uso colectivo, etc. El c oste de los eq uipos de ACS q ued a sobradamen t e a m ortiz ado durante su vida útil ante el ahorro, durante los meses de mayor irradiación solar suelen cubrir el 100% de la demanda de agua caliente en f unción del área geográ f ica, q ue conlleva su uso. Al abrigo de estas instalacion es solares ha surgido un se ct or de fabricantes, montadores, reparadores, pymes etc., que multiplica el r etorno soci oeconómico a las áreas en las que se i mplantan. Como analiz arem os en el capítulo correspondien te se trata de la apli cación r enovable q ue ha conseguido mayor grado de presencia en áreas urbanas, debido fundamen talmente a su capacidad de adaptación a las caracterí sticas constructiv as de las distintas tipo logías edi f icatorias. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 262  Calefacción Solar (CS): El empleo de la energ ía solar para aportar el calor q ue precisan las instalaci ones de calefacción tiene apli caciones domésticas y para edificios colectivos o industriales. Los equipos de CS no se emplean durante t odo el año, a dif erencia de los de ACS, por lo que deben ser convenientemente dimensionad os para evitar sobrecostes. Los sistemas de calefacción alimenta dos por instalaciones sol ares, funcionan a menor temperatu ra q ue los que empl ean caldera convencion al, suelen ser de suelo r adia nte, con radiadores sobredi mensi onados o con ventil o convectores (fan coil).  Refrigeración Solar (RS) : El calor obtenido por medi o de los equipos solares también se emplea, aun que está aplicaci ón aún no se h a extendi do lo su ficiente, para producir f río en un ci clo de enfriamie nto por ab sorción. Esta tecnolo gía es complementaria con la ante rior, en cuanto a man t enimie nto de la activ idad de las instalacion es de captación durante los meses más cálidos, l o que permite mej orar la durabili dad de l os equipos. Como e jemplos implantados en Andal ucía podemos destacar la Escuela de Ingenieros de Sev illa o las oficinas de la Plata forma Solar de Alme ría. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 263  Climatiz ación Piscinas (CP): Como indicábamos con anterioridad el propio CTE, en su Documento Básico de Ahorro de Energí a H4, determina la obligatorie dad de cubrir parte de la demanda de climatización de una piscina cubierta mediant e equipos solare s térmicos de baja t emperatu ra. En lo que respecta a piscinas exteriores, la normativa 25 prohíbe su climatización mediante energías convencion ales de forma que sólo p ueden emplearse f uentes de energí a renovab les (como la energía solar, biomasa u otras). En reali dad lo que se persigue es aportar calo r al agua durante unas semanas al año, hasta alcanz ar temperat uras de entre 25 y 30º C , y prolon gar así la temporada de baño.  Otras Aplicacion es: Los equipos de energía solar térmica de baja t emp erat ura, pueden tener t antas aplicaci ones prácticas como soluciones s ean concebidas. Su contrastada r entabi lidad está permitiendo su paulatina incorporación a procesos industriales que requieren de calor o vapor de agua. Abundan solucion es mix tas en las que distintas tecnologías renov ables con forman una instalaci ón. 25 Com o el Reglamento de Instalaciones Térm icas en los Edificios, RD 1027/2007, e n su “IT 1.2.4.6.3. C ontribuci ón solar mínima para e l calentamiento d e piscinas al aire libre ”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 264 Conclui remos el apartado destinado a los sistemas de aprovech amiento del r ecurso solar analiz ando el a prov echamiento térmico de concent ración . Esta tecnología ha encontrado acomo do en Andalucía, en base a sus condicion es climáticas, habiéndo se localizad o en su ter ritorio varias plantas en los últimos años. Podemos incluso señalar el carácter pionero andaluz en esta t ecnologí a, en cuyo desarrollo ha resultado clave la experiencia acumulada en la Plata forma Solar de Almería. Ig ualmente en Andalucí a se han puesto e n funcionamiento algunas de las primeras plantas solares para uso comercial , como la PS10 en Sanl úcar La May or (Sevilla) en 2007. A pesar de q ue se tr ata de un sector con un notable grado de innov ación y en el q ue se suce den la aparición de nuevos sistemas y soluciones, podemos clasi f icar las tecnologí as solares de aprovechamiento térmico de concentración en dos grupos:  Las que con centran la radiación solar en focos cuya disposici ón conforma un a lí nea.  Las que concentran la radiación solar en un único pun to mediante la superposició n de todos los focos. La dif erencia f undamental entr e a mbos t ipos de concen tración radica en la capacidad de alcanz ar m ayor temper atura, más del doble, en los concentrad ores de r evol ución frente a los lineales. El calor acumulado en estos sistemas permite accionar ciclos de potencia con venci onales que generan elect ricidad. Dentro del grupo de con centración lineal podemos distin g uir:  Concentrado res Cili ndro Parabólicos 26 : En los que la disposici ón de la supe rficie reflectan te p ermi te q ue todos los focos de las pa r ábolas con formen un eje por el que discurre el conduct o que contiene el elem ento a calentar (fluido caloportador, aceite t érmico o vapor sobrecalentado ) .  Espejos Fresnel: Concentran la radiación solar en una línea. La princi pal diferencia es q ue los concentradores son planos, menos eficientes pero más baratos debido al material empleado y a su propia forma. O tra diferencia es que el eje por el q ue discurre el tubo que contiene el f luido e st á a varios metros de altu ra. 26 F ERNÁNDEZ-G ARCÍA, A., ZARZA, E., VALENZU ELA, L., PÉRE Z GARCÍA, M., P arabolic-tr ough solar col lectors and their applicat ions. Renewable and Sustei nable Energ y Revie ws 14 ( 7), 2010 , p p. 1695 - 1721. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 265 En tre las tecno logías q ue concentran la radiación solar en un único punto de stacare mos:  Discos Parabólicos (Stirli ng): En la que el f oco puntual se encuentra a escasos m etros de la super f icie reflectante de cada disco. Su precio es algo más elev ado que otras técn icas de concentraci ón aunque destacan por su alta eficienci a (próxima al 40%). La conversió n de calor en electricidad se produce en el mismo f oco de la parábol a gracias a la presenci a de un motor termodi námico del tipo S tirling.  Receptor Central (Torre) 27 : En la que un únic o f oco puntual se encuentra, a cen tenares de metros del campo de heliostatos , en lo alto de una torre. Lo s heliostatos están accionados de f orma q ue siguen al disco solar. Las altas tempera turas q ue se alcanz an en el receptor precisan que el medio de transferencia a los ciclos de g eneración sea sales f undidas , aire o ag ua / vapor. La conv ersión de calor en elec tricidad se produce en un blo que independie nte al concen trador. 27 T HIRUGNANASAM BAND AM, M., INIYAN, S., GO IC, R., A review of solar therma l technolo gies. Ren ewable and Sus teinable Energ y Reviews 14 (1), 2 010, pp. 3 12- 322. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 272 Si los elementos de obra civil son los res ponsabl es de la captación del recurso hídrico, al equipamiento electromecáni co le corresponde la ta rea de l a generación de electrici dad así como su vertido a la red. Entre ot ros compo nentes desta camos:  Elementos de cierre y re gulación.  Turbinas.  Generadores eléc t ricos .  Disposi tivos de re gulación y protección.  Equipos de conex ión a l a red eléctrica (transfor madores, cuadros, lí neas, etc.). Las turbinas hidráulicas son el elemento más caracterí stico de la actividad hidroeléctrica. Se trata de la maquinar ia q ue convi erte la energía hidráuli ca, energía cinética del agua en movimi ento, en energía mecánica. Las turbinas pueden ser de dos tipos:  De acción (aprovechan la vel ocidad del ag ua para g irar) como las tipo PE LTON.  De r eacción (aprovechan la presión y la velocidad del agua para girar) como las t ipo FRANC IS, HÉLICE Y KAPLA N. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 273 Continuamos el repaso a los sistemas de aprovechamiento eléctrico de los recursos h ídrico s con el seg undo componente , junto a las turbinas, más emblemá tico del e quipamiento electromecáni co: el generador eléctri co 31 . Se tr ata de una máquina que trans forma medi ante un proceso electro magnético la energía mecánica de rotación, suminist rada por la turbina, en energí a eléctrica alter na. Los generadores pueden ser sí ncronos o as í ncronos, en función de su velocidad en relación a la fr ecuencia de la r ed. La elección de unos o otros se realiz a en f unción de numerosos f actores como las con diciones de vertido de la producción a la red, la potencia de la central, la val oración económica, e tc. Po r último ex isten una serie de elementos como los dispositiv os de regulación y protección, tr ansfor madores de potencia, etc. que permiten un funcionamie nto e f iciente del sistema en condicion es de seguridad. Entre las tendencias del sector en los últimos años cabe destacar la m ejora en los eq uipos de control y supervisi ón, la minimiz ación del impacto ambiental, la aplicaci ón de nuevos principios de diseño, el empl eo de nuevos materiales, e tc. 31 MEDIN A QUE SADA, Mª Ángeles, OGÁ YAR FERNÁND EZ, Bl as, DE LA CASA H ERNÁND EZ, J esús, (2010). Como ven imos manteni endo a lo largo del pres ente estudio, la energí a mareomot ri z es i ncluida por al gunos autores en el grupo de los aprovechamie ntos hidráuli cos. Den tro de la m isma podemos distinguir entre aplicaciones que expl otan la corriente de las mareas, las turbinas pueden ser instalad as en el lecho marino o estar adosada s a algún elemento estr uctural anclado al m ismo, y las q ue precisan de la existencia de una presa que contenga el agua de la pleamar. Las prime ras son más recientes, con amplio margen de desarroll o, y tienen menor impacto paisa jístico y probablemente medi oambi ental. Las segundas cuentan con may or bagaje y si bien tienen elemento s constituyen tes similares a las centrales hidráuli cas (co m o el aprovech amiento del movimiento del ag ua retenida en un embalse o caldera), el caráct er periódico del ciclo ma real le otorga condici onantes particulares . Actualmen te la explotaci ón de la energ ía de l as mareas sólo es aconsejable para una amplitud de mareas sup erior a los 5 me tros. En Andalucía el potencial mareomot riz se localiza en el arco Atlántico y cuenta con la ventaja de la existenci a de una amplia red de esteros, salinas, marismas, caños, r í as, etc., caracterí st icos de est e litoral, algunos de los cuales simplemente deberían ser adaptados y adecuados mediante intervenci ones de escas o impacto a mbiental. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 274 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 275 Si bien la energí a mareomotriz ha sido la que históricamente ha podido ser aprovech ada, f undamental mente por proyectar sus efectos tierra aden tro hasta el lí mite de la zona de acción de las mareas, actualmen te está siendo calibrado el potencial energético vi nculado a la acción de los mares en su conjunto . Las conclusion es de numerosos documento s y estudios internacional es señalan q ue los recursos renov ables marítimos albergan una in mensa cantidad de ene rgía 32 . El m ejor conocimiento de la dinámica de los ma res y océanos ha puesto a disposición del hombre la expl otación de recursos energéticos renovabl es hasta ahora sin aprov echar (eólica marina, mareas, corrien t e, gradiente térmico y salino , oleaje, etc.). Consecuen temente han sido abiertas numerosas lí neas de inv estigación que han permitido desde el estudio de principios f unda mentales hasta el post erior des arrollo de todo tipo de ing enios. Uno de los aspectos a destacar en la evol ución experimentada por el sector de las energías renovab les marinas, es la asimilación del impacto sobre el medio ambiente marino como uno de sus preceptos fundamentales. 32 Libro Verde. Hacia una futura po lítica marítima de la Unión: perspectiva euro pea de l os océanos y los mares, Com isión de las Com unidades Europeas (C OM), Bruse las, 2006, pp. 17. Dado que no es objeto del presente estudio profundi zar en esta materia nos limitaremos a señalar que la energía undimotriz , aprovech a el movimiento periódico de la s olas, es una de la s que está r ecabando mayor esf uerz o investigador. Esta concurrenci a innov ador a explica q ue se planteen div ersas formas, en función de la disposici ón del ing eni o r espec to al frente de ol a, de plantea r su ap rovechamie nto en ergético:  Elemento pun tual.  Perpendicul ar al fren te de ola.  Paralel o al frente de ola. La tecnologí a disponibl e ha permitido plantear emplazamie ntos offshore, al igual que ocurre con la mareomotri z, lo q ue permite reducir las presiones sob re el medioambiente del li toral. Exi sten prototipos completamente sumergidos y una amplia gama de soluciones que se adap tan a las condici ones concretas de cada proyecto. Algo más atrasadas re spe cto a la mareomotriz y undimotriz , aunque con un alto potencial de desarrollo, encon tramos la s aplicaci ones para la expl otación de la energí a contenida en las corrientes marinas . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 276 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 277 El sector de l a biomasa , como indicamos en el punto correspondien te, se trata del más amplio y menos homogéneo de las renovab les. Tanto por el origen de los recu r sos como por los procesos a los q ue se les somete, la biomasa abarca desde aplicaci ones domésticas a grandes instalaci one s ind ustriales. Permite aplicaci ones térmicas directas como las chi meneas, las calderas domésticas, las calderas colec tivas, hornos, eq uipos térmicos industrial es, etc. También puede destinar esta capacidad de g ene rar calor, a través de su combustión, para la producción de electri cidad en instalacion es de diversas dimensiones (desde pequeños g enerado res autónomos a grandes centrales conectadas a la red). Ig ualmente proporciona el biocombustible con el vehí cu los públicos y privad os se desplaz an. Incluso se emplea biomasa para procesos de compostaje o elaboraci ón de productos para la alimentación animal. Esta versatil idad y capacidad de apor tar se guridad en la cobertura de la deman da energética , la ha conv ertido en un recurso de extraordinari o valor en la concepción de soluciones hí bridas con otr as energías renovables. En cual quier caso nos permitimos recomendar la adopción de soluciones aco pladas con el terr itorio, de f orma que se prio rice el empleo de los recursos de la biomasa presente en el ento rno m ás cercano. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 278 El aprovechamiento que se hace de la ener g ía geotérmica , almacenada bajo la superficie sólida de la T ierra en f orma de calor, abarca desde sencill os equipos t érmicos hasta equipos más complejos generad ores de electricidad. L as aplicaciones que se hacen de los recursos geotérmicos varí an, fundamentalmen te, en función de la temperatur a a la q ue se encuentran. En base a la clasifica ción seguida en el apartado anterior podemo s encont rar, entre otras, las si g uien tes:  Recursos de Muy Baja Tempera tura (T < 25 ºC): Bomba de calor y cale f acción su elo radiante.  Recursos de Baja Tempera tura (30ºC T < 100ºC): Bomba de calor, clima tizaci ón de piscinas, calefacción suelo radiante y por radi adores, agua caliente sanitaria, Invernaderos, industria alimentaci ón, procesos industriales de lav ado y secado, etc .  Recursos de M edia T emperatura ( 100ºC T < 180ºC): Climatiz ación, secado de alimentos y pl antas eléctricas de ciclo binari o.  Recursos de Alta T empe ratura (T > 180ºC): Plantas eléctricas con venci onales.  Recursos en Sistemas Estimulados ( EGS T > 180ºC): Plantas eléct ricas conven cionales. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 279 REFER ENC IAS DE LAS FIGURAS : Figura 6.1. Siste ma de medición de turbulencias en el vi ento. Fuente: “NELS ON, Vaughn, W ind Energy Renewable Energy ans the Envitoment , Tay lor&Franci s Group, LL C, Boca R at on , 2009, pp. 67 ”. Figura 6. 2. (Arriba) Altura necesaria de pequeños aerogenerado r es para salv ar las turbulencias de un obstáculo . (Abajo) Efecto sobre el viento, vel ocidad y p otencia, de las turbulencias generadas por un obstác ulo. Fuente: “NELS ON, Vaughn, W ind Energy Renewable Energy ans the Envitoment , Tay lor&Franci s Group, LL C, Boca Rat on , 2009, pp. 180 ”. Figura 6.3 . (Arriba) Parque eólico sobre una cresta en Córce ga, Francia. (Abajo) Par que eóli co en una meseta, La M uela, Zaragoz a. Fuente: El aboración pro pia. Figura 6 .4. Plan o n º 8 del P. Especial de Zonificación d e las Instalaciones Eólicas de Tarifa, en el q ue observamos el área de excl usión en torno al núc leo de El Almarchal . Fuente: Plan Especi al de Ordenación de l as instalaciones eólicas de Tarifa, Cádiz , mayo 2002 . Figura 6.5. Den sidad de potencia medi a anual del viento en Andalucí a a una altura d e 80 metros. Fuente: IDAE. Figura 6.6. El alba da pa so a la prime r a luz del día. Fuente: Elab oración pro pia. Figura 6.7. Di sposición de los sensores e n una estación Radiométrica completa de la A gencia Es tatal de M eteorologí a. Fuente: Atlas de radiaci ón Solar en España utiliz ando datos del SAF de Clima de EUMETSAT . Agencia estatal de Meteorol ogía, M adrid, 2005, pp.15. Figura 6.8. ( Arriba ) Comporta miento de las distin t as capas de la atmósfera terrest re frente a la s radiaciones solares. (Abajo ) Fotografí a del r efle jo sol ar sobre la atmósfera terrestre desde el espacio. Fuente: (Arriba ) http:/ /www . astrofisica yfisica.com . (Abajo) NA SA. Figura 6.9. ( Arriba) Energí a radiactiva solar incidente de ond a corta y energía saliente de la T ierra de onda larga. (Aba jo) Variabil idad del movimiento aparente del Sol para una latitud a lo largo de las distintas decli naciones del año. Fuente: ( Arriba ) Elaboraci ón propia a par tir de “ Atlas de radiación Solar en España utilizando datos del SAF de Clima de EUM ETSAT . Agencia estat al de Meteorologí a , M adrid, 2005, pp.156”. ( Abajo) PÉRE Z GARCÍA, M anuel, Energía Solar . Energías renovables: p aisaje y territorio andaluz. Grupo de Estudios TEXTURA , Sevil la, 2010, pp. 175 . Figura 6 .10. Mapas de la P ení nsula Ibérica con la Irradianci a Global m edia, en el periodo 1983 -2005, en las distintas estaciones climatoló g icas. De izquierda a derec ha y de arriba hacia abajo : primav era, v erano, otoño e inv ierno. Fuente: Atlas de radiaci ón Solar en España utiliz a ndo datos del SAF de Clima de EUMETSAT . Agencia estatal de Meteorol ogía, M adrid, 2005, pp.32-35 . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 280 Figura 6.11. Potencial hidroeléctrico en España (GW h/año ), 1980. Fuente: Estudio sobre el aprovechamiento del potencial hidroeléctrico con central es de pequeña potencia . M OPU, M IE, UNES A, INTECSA, M adrid, 1980 . Figura 6.12. Potencial energético de diversas fuentes marinas en Andalucí a. De i zquierda a derecha y de arriba hacia abajo: potencial del gradi ente térmico, potencial del gradiente sali no, flujo de energí a asociado al oleaje y potenci al de las corrientes marinas. Fuente: Ene rgías Marin as, recursos energético s de Andalucía . Agencia Andaluz a de la Energía, Sev illa, 20 11. Figura 6.13. Orígenes, tratamiento y destino de la energía de la biomasa. Fuente: Autor a p artir de BERBEL VECINO, J ulio, G ONZÁLEZ GRANADO, Inm aculada, La bi om asa en Andalucía. En ergías renovables: p aisaje y territorio a ndalu z. Grupo de Estudios T EXTURA, Sevilla, 2010, pp. 190. Figura 6.14 . Potencial de Bi omasa en Andal ucí a. Fuente: Autor a p artir de Situación de la biomas a en Andalucía, Consejerí a de Innovaci ón, Ciencia y Empresa, S evill a, 2007. Figura 6.15 . Estructu ra interna de la Tier ra. Fuente: Andalucía Renovab le . Ag encia Andaluza de la Energ í a , Sev illa, 2011, pp. 168. Figura 6.16. Potenci a de energía g eotérmi ca instalada en Andalucí a, 2012. Fuente: Auto r a partir de Agencia Andal uza de l a Energí a. Figura 6.17. M apas de zonas de interés geotérmico de Andalucí a, 2009. Fuente: A g encia Andaluz a de la Ener gía. Figura 6.18. (Arriba) Apli cación doméstica de la minieólica. (Abajo) Apli cación en telecomunicacion es de la minieól ica. Fuente: http: //www . bornay.com/ Figura 6.19. Existe una amplia variedad de modelos de aerogenerado r es, en función de la orientación de su eje distinguimos : (Arriba) Aero generadores de eje vertical. (Abajo) Aerogeneradore s de eje horiz ontal. Fuente: http://www . windso fchange.d k/ , http://www .k liux .com/ , http://turbi nes.allsmall windturbine s.com/, NASA y elaboración propia. Figura 6 . 20 . (Izquierda) Trip ala de eje horizontal con torre en celosí a. (Derecha ) Tripala de eje hori zontal con torre tubular. Fuente: Elab oración pro pia. Figura 6. 21 . (Izquierda ) Esq uema con los compo nentes de un aerogenerado r tipo. ( Derecha ) Grupo de aerogeneradores en Andalucí a . Fuente: A gencia Andaluz a de la Ener gía y elaboración propia. Figura 6.22 . D istin tos tip os de células fotov oltaicas. Fuen te: http://ww w .enf orce-een.eu / Figura 6.23 . I nvernade ro. Fuente: http: //www . jardineria.pro/ Figura 6. 24 . (Izquierda ) Esq uema con los compo nentes de un Colector de Placa P lana (CPP). (Derecha ) Esquema con l os componentes de un Cole ctor de Tubo de Vacio (CTV). Fuente: http: //mundobiod egradable-ciencia.blo g spot.com.e s/ y http://www .solartermica.net/. Figura 6. 25 . (Arriba) Esquema de un sist ema solar de acondici onamiento de aire por absorción.(Abajo ) Esquema de “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 281 bomba de calor por energía solar para calefacción y refrigeraci ón. Fuente: “FERNÁND EZ DI EZ , Pedro, Energía Solar , R edsauc e Engineerin g Servi ces, Santander , 2009, pp. 12 0 ”. Figura 6. 26 . Esquema de una instalación solar térmica de baja temperatura doméstica para ACS y Cl imatización de Piscina exterior. Fuente: http: //www . implica-t.com/ Figura 6.27. Esq ue mas de dif erentes sistemas de aprovech amiento de la e nergía solar de concen tración. Fuente: ( Arriba ) PÉR EZ G ARCÍA, Manuel , Energía Solar . Energías renovables: p aisaje y territorio andaluz. Grupo de Estudios TE XTURA, Sev illa, 2010, pp. 182. Figura 6.28 . De arriba hacia abajo y de iz q uierda a derecha : espejos Fresnel, Disco parabólico (PSA), Concentradores Cili ndro Parabóli cos (PSA) y Recepto r Central (PSA). Fuente: http: //www . guardian.com y http://ww w.psa.es Figura 6.29. Vista y esquema de la instalación de almacenamiento térmico en sales f undidas de l a Plataf orma Solar de Alme r ía. Fuente: http: //www . psa.es Figura 6.30. Esquema s de t ransformaci ón de la energí a hidráuli ca en energí a eléctrica . Fuente: Autor a p artir de ME DINA QUESAD A, Mª Ángeles, OGÁYAR FERN ÁNDE Z, Blas, DE LA CASA HERN ÁNDEZ, Jesús, Hidráulica. Energías renovabl es: paisaje y territorio andaluz . Grupo de Estud ios TEXTURA, Sev illa, 2010, pp . 214. Figura 6.31 . (Izquierda) Cent ral de agu a fluyen te: ( 1) az ud, (2) toma , (3) canal o túnel, ( 4) cámara de car ga, (5 ) tuberí a f orzada, (6) edi f icio de turbinas y generador y (7) canal de descar ga. (Derecha) Cen tral de regulación propia: (1 ) presa, (2) toma, (3 ) tubería forzada, (4) edifici o de turbinas y generador y (5) canal de descarga . Fuent e: Minihi dráulica en el País Vasco . En te Vasco de la Energía, Bil bao, 1995 , pp. 17- 18. Figura 6.32. (Arriba) Tipo de turbinas . (Abajo) Ábaco de selección del tipo de tu rbina en función de la al tura y el caudal. Fuente: (Arriba) Autor a pa rtir de MEDINA Q UESADA, M ª Ángeles , OGÁYAR FERN ÁNDE Z, Blas, DE LA CASA HERN ÁNDEZ, Jesús, Hidráulica. Energías renovabl es: paisaje y territorio andaluz . Grupo de Estudios T EXTURA, Sevill a, 2010, pp. 218. (Abajo) Minihidrául ica en el País Vasco . Ente Vasco de la Energía, Bil bao, 1995, p p. 26. Figura 6.33. Exi ste una amplia varieda d de modelos de turbinas mareomotri ces, destacamos las siguientes ubicadas en Bre t aña (Francia): (Izquierda) Sección f uncional de la central mareomotri z del Rance, 1967. (Derecha ) Tr abaj os previos con una turbina del parque d e Paimpol-Bréha t , 2012. Fuente: (Arriba ) Autor (A bajo) http://ene rg ie.ed f.com/hydrauli que/ Figura 6.34.- Izquierda, boy a undimotriz en la ce ntral de Santoñ a - Cantabri a ( arriba ) y esquema f uncional (abajo). Centro , atenuador undimo triz de las instalaciones de Agucadoura - Portugal (arriba) y en Orkney - Escocia (centro y abajo). Derecha, in g enio undi motriz modelo “ bio W AVE” (arri ba) e ingenio captado r de co rrientes ma r inas model o “bioSTREAM ” (abajo). Fuente: (Izquierda ) arrib a htt p://oceanpow ertechnologies.co m/ y abajo en http://iberdrola.es/ ( Cen tro ) arri ba libre en “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 288 7.2 HUELLAS TERRI TORIALES DE LAS REN OVA BLES : Una de las características f undamen tales de los recursos renovab les, y probablemente su principal rasgo di stintiv o f r ente al r esto de fuentes energéticas, consiste en su perfecta simbiosis con el medi o que l as concibe . Su concepción requiere la acción conjunta de una serie de procesos naturales, tanto globales como locales, q ue son similares a lo s que han moldeado el territorio sobre el que los podemos local izar. Esta génesis co m partida justifica la aparición de un f enómeno de identificación , entre los recursos energé ticos re nov ables y el soporte territorial , que posteriormen t e alcanz a al hombre y e l modo en el q ue se r el aciona con su entorno. Por t odo ello podemos concluir que de un conocimiento detallado de los condicion antes del luga r podemos extraer las propias clav es del aprovechamie nto responsable o renovable de sus recursos. Hablamos de lógicas naturales que cubren un amplio rango cuya intensidad abarca desde la contundencia de la radiación solar en latitudes meridional es hasta la sutilez a de la presencia de una f uente geotérmica en un enclave determinado . Cuando estas se integran en la concepción de los proyectos la incidenci a territorial es muy escasa. Nos refe rimos a leyes naturales que con frecuen cia siguen siendo imprev isibl es para el hombre. Sin embargo esta i mprev isibili dad, probablemente el m ayor hándicap con el q ue cuentan las energías renov ables, no encaja con las exi gentes condiciones q ue imponen las necesidades de abastecimiento energético de las activida des humanas. A q uí reside el elemento f undamen tal que preside la selección de emplazamie ntos y el riesgo, cuando estos no son los adecuados, de aparición de af ecciones ambientales. Si bien en la mayorí a de lugares concurren recursos r enov ables (sol, vi ento, etc.), estos habitualmente no lo hacen con la intensidad y f recuenci a que requi ere una explotaci ón sostenible y responsable con el nivel tecnológico di sponible. La incidencia territorial que conllev a el aprovechamiento de la mayorí a de las energ í as renovables se caracteriza, a di ferencia de las fuentes conven cionales, por su proyecci ón en el entorno inmediato a su emplaz amiento. D e esta forma sus afecciones ambientales pued en ser cali bradas al completo y , consecuente mente, mi tigadas o elimi nadas mediante un diseño o posterior ejecuci ón adecuada. Esta garantía se desvan ece en las f uentes convencional es, cuy a incidencia alcanz a tanto ecosistemas y enclav es lejanos (yacimi entos, rutas de transporte, etc.) como cercanos (centros de producción) , con la consecuente di f icultad que conllev a la determinaci ón de su imp acto ambien tal real. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 289 7.2.1. Eó lica …… ……… ………………… …….… …..…………… . . 7.2.1.1. M odelos de ocupa ción territo rial de la ener gía eól ica. La producción de electricidad a part ir de aerogenerado r es eólicos se materializ a s obre el t erritorio en dos m odelos; uno descentraliz ado en la q ue el usuario dispone de su instal ación propia de f orma independi ente a la red eléctrica, y otr o q ue agrupa a un conjunto de aerogenerado r es (denomina do Parque Eólico) que v ierte con juntamente su producci ón a la red :  Los sistemas eólicos aislados, más complejos en lo referente a los componentes del aeroge nerad or, son más si mples en lo que r especta a su ocupación de l territorio. Al coincidi r espacial mente el centro de producción con el cent ro de consumo, sus huell as se limitan a ci mentación y torre, ya que no se precisan infraestruc turas de evacuaci ón eléctrica , vi ario de mantenimien to, edificacion es auxiliares etc. En función de las necesidades de almacenamien to del sistema diseñado también se podrían considerar los componentes de acumul ación de la ene rgí a generada. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 290  En lo q ue respecta a los pa rques eólicos po demos distinguir, en función del medio en el que se localiz an, entre los parques eólicos terrestres y los parques marinos (o ffshore). 7.2.1.1- 1: Los parque s eólicos terrest res constituyen un modelo de implan tación territorial caracteriz ado por abarcar una gr an campo visual que se material iz a mediante una reducida ocupaci ón de terreno . Sus principal es elementos son:  Infraestructu ras Viarias: permiten el acceso de la maquinaria para la construcci ón, mantenimiento y desmontaje de los parques eólicos. Repr esentan el mayor consumo de suelo de los parques y conectan los div ersos elementos que lo componen mediante un trazado que se adapta a los emplaz amientos. Su ocupación del territorio se limita g eneralmente a pistas de tierra, con el objeto minimiz ar la a lteración del medio sobre el q ue se construy en. Co m o el r esto de componentes de un par que eóli co, se trata de un elemento subsidi ario de los aerogeneradores. Por t anto una v ez determinada la local ización idónea de los aerogenerado r es se dise ña la red v iari a. El t razado del viario s e diseña con la premisa de registrar los puntos en los que se localizan los aerogenerado r es. Por ello e l viario suele to mar las formas orgánicas dicta das por la topografía de cada emplaz amiento, aunque adaptadas a las nece sidades de circulación ( radio de curvas, pendiente, etc.) de las grúas y camiones q ue lo t ransitan. La línea vi rtual q ue une las bases de l os aero generadores, no rmalmente dispuesta de f orma perpendicul ar a la dirección de los vi entos dominantes, r aramente coincide con el trazado del viario. Sólo en aq uellos emplaz amientos planos, como en mesetas o llan uras, ambas directri ces se solapan minimizán dose el consumo de suelo y la afección paisajística y t erritorial. El segundo caso m ás favorable, ver figura adjunta, lo e ncontramos en las crestas de las lomas. En estos emplazamientos la directriz del vi ario suele coinci dir con la corona de la cresta, y aunque requiere escasa adecuaci ón del terreno es muy visible. Finalmente los casos q ue requieren mayor consumo de suelo y adecuación del terreno, con el consecue nte aumento del impacto ambiental y paisajístico, lo encon tramos en emplaz amientos ubicados en laderas o vertientes con pendiente muy pronunci ada. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 291 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 292  Plata formas: situadas en la base de las torres de los aerogenerado r es, son de mayor dimensión que las vías de acceso y suelen pe rmitir el giro de la maquinaria empleada. De idéntico material al de las p istas de t ierra, suelen adaptarse a la topogra f ía haciendo coincidir su eje mayor a las curv as de niv el.  Cimentación: f ija la torre al terreno y se calcul a en función del ta maño del aerogenerador así como de las propiedades del suelo (pendiente, caracte rí sticas geotécnicas, nivel freático, etc.). Se suele optar por una cimentación superficial , zapatas aisl adas de hormigón ar mado, a cuy a armadura se une un tramo de tubo metálico que constituirá la base para la torre. La s dimensiones m ás habituales hacen referencia a un canto de entr e uno y do s metr os y a una super ficie comprendida entre los cien y los doscientos cincuenta metros cuadrados . Una alternativa a la cimentación superficial, q ue debe valorarse en cada proyecto debido al potencial aumento de los costes que conllev a , es la cimentación pil otada ( monopi lotes, encepado s, etc.).  Aerogeneradore s: son el elemento más reconocibl e de los parques eóli cos. Su localizaci ón en los puntos más favorables del emplazamie nto seleccionad o determinará buena parte de su incide ncia territorial y paisají st ica. Por un lado tenemos q ue l a di sposición y separación de estos ingenios nos esboz a el trazado q ue seg ui rán las infraestruc turas viarias y parte de las de evacuación eléctrica. Un parque tipo suele disponer los grupos de aerogenerado r es alineados y separados entre ell os una distancia variable. La f orma q ue adop ta la alineación de los aerogeneradores depe nderá en buena med ida de las condiciones orog ráficas del emplazamiento y de la dirección de los vien tos dominantes. Esto expl ica la formaliz ación orgánica q ue sue len t omar los parques eólicos t errestres para adaptarse a su ubica ción en crestas, lomas etc. Po r su parte, y una vez definida la alineaci ón, la separación 6 entre las máquinas se determina bási camente en función de la ori entación de la alineaci ón adoptada fr ente a la dirección do minante 6 Unos aerog eneradores c on pa las de tre inta m etros de longit ud, y cuando esta variable result a favorable, alineación perpendicu lar al viento dom inante, se pueden acercar a un a distanc ia inf erior a los doscientos m etros . Mientras que para casos d esf avorables, alin eación paralela a la dirección de l viento d om inante, esta d istancia se pue de ver increm entada has ta los qui nientos m etros. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 293 de los vientos, según el tamaño de los aerog eneradores y considerando el efecto de las estelas entre los mismos. En lo refere nte al impacto paisajístico, y aunque para su estud io remitimos al c apí tulo correspondien te, podemos avanz ar q ue los elementos que lo prot agoniz an son la t orre y el rotor. Su diseñ o y dimensiones, habitualmen te torres de entre cuarenta y setenta me tros de altura con palas de entre veinte y treinta y cinco metros de longitud, los convi erte en los elementos más vi sibles de los par ques.  Infraestructu ras Eléctric as: imprescindi bles para verter hacia la red la energía eléctrica generada por los aerogenerado r es que componen el parque. Habitual mente las infraestruc turas eléctricas están compuestas por lí neas de evacuación enterradas, subestaciones y líneas de evacuación aér eas. El tr azad o de las zanjas, por las q ue discurren las líneas enterradas en el ent orno de los aerogenerado res, suele coincidi r con la directriz del viario. M ediante este cableado subterráneo se transpor ta la elec tricida d generada hasta subestaci ones de tr ansfor mación. Desde aq uí partirán las l íne as aéreas que terminan vertiendo la producción del parque eólico en las subestaciones de la red eléctrica. La incidencia territorial de las infraestructuras eléctricas se compone principal mente de la const rucci ón de casetas para las subestaciones colecto ras, de la excav ación de z anjas por las que discurre n las lí neas de evacuación enterradas y de l a cim entación de los postes de las líneas de e vacuaci ón aéreas (no rmalmente t orres en celosí a).  Edificaciones Auxi liares: necesarias para el control del sistema y el mantenimiento de los componentes del parque. La ocupación del territorio se limita a la edificación de una caseta de control de unos doscientos metros cuadrados y en determinadas ocasiones a una nave de mantenimiento y almacén de mayor supe rficie que la ante rior. Las redes eléctricas construidas para la evacuaci ón de la energí a generada, el viario y los propios aerogeneradores , son los elementos con may or impacto visua l. Final mente los movimi entos de tierra para la construcción del viario, las excav ac iones de las cimentaciones y zanjas de lí neas enterradas y la edif icación de construcciones auxili ares, son las infraestruc turas que con llev an m ayor impacto sobre el territorio . “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 294 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 295 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 296 Por este mo t ivo, podemos indicar q ue el pri ncipal impacto territorial asociado a la implantación de parques eólicos aparece en sus fases de construcción y de des mantelamiento. Hablamos f undamental mente de l a erosión pr ovoca da por el desbroce y el movimiento de tierras preciso para la construcción de carreteras y pistas, las excavaciones para el enterramiento del cableado de las líneas subterráneas, la construcción de edif icaciones auxiliares y f inalmen te la ejecución de la cimentación de aerogeneradore s y postes de líneas aéreas de ev acuación. Es preciso señalar que en la actualidad se suelen otorga r los permisos administrativ os pertinentes para la con st rucción de un pa rque eólico, como estudiaremos pos t eriormente , vincul ados a la aportaci ón de garantí as ambientales para la ejecución de progr amas de restauración del medio tras su desmon t aje. 7.2.1.1-2: Los parques eólicos marinos se han convertido en una de las g randes esperanz as de f uturo del sector eólico, ante la escasez de emplazamientos terrestres susceptibl es de ser aprovech ados. Se caracteriz an por traslad ar al mar buena pa rte de las tensiones territoriales que conlleva la explotación del recurso eólico, constituy endo un modelo caracte rizad o por una serie de elementos entre los que destaca la ausencia de infraestruc turas vi arias: “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 297  Ci mentación: f ija la torre a la pla taforma del f ondo marino. Se suele optar por una cimen tación con monopilotes, por gravedad (empleando pe sos mue rtos) o del tipo trí pode (con patas apoyadas sobre pilotes). Los monopilotes, de cuatro metros de sección aproxi mada, v an empotrados en el te rreno con una profundidad máxima de hinca de treinta metros.  Aerogeneradore s: son aún más reconocibles que en los parques eólicos t erre stres. Para su locali zaci ón seleccionamos emplazamientos con viento sufici ente y con una profundi dad adecuada al siste ma de cimentación. La f orma que adopta la alineaci ón de los aerogenerado r es, dada la estabil idad del viento marino y la ausencia de obstáculos (cr estas, cerros, e tc.) q ue generen turbulen cias, suele ser mediante hileras. Esto explica la f ormaliz ación en retícula q ue suelen tomar los parque eólicos marinos. El módulo de sepa r ació n entre las máquinas se det ermi na básicamente en f unci ón del tamaño de los ae roge neradores y considerand o el efecto de las es t elas entre los mismos. En lo r eferen te al impacto paisají stico, al igual que en los terrestres, los elementos que lo prota gonizan son la torre y el rotor. Sus dimensiones habituales suelen ser de torres de entre cuarenta y cincue nta metros de altura con palas de hasta cuar enta me tros de longitud .  Infraestructu ras Eléctrica s: las infraestructu ras eléctricas están compuesta s por líneas de evacuación enterradas, líneas de evacuación aéreas y sub estación transformadora . Las lí n eas colectoras v an ent erradas bajo el mar hasta sobrepasar la zona de servidumbre marítima terrestre de la costa. En este punto se convi erten en l í neas aéreas que llegan a la subestación transformadora y centro de control antes de verter a la red general. La inci dencia terr itori al de estas infraestruc turas se compone principalmen te de la construcción de la subestación, la excavación submarina por la que discurren las lí neas de e vacuación enterradas y la ejec ución de la cimentac ión en superficie de los postes de las l í neas de evacuación aéreas (nor malmente torres en celosí a).  Edificaciones Auxi liares: constituidas por el Ce ntr o de Seccionamie nto, Pro tección y M edida necesario para el control del sistema. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 304 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 305 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 306  Ruidos: El sonido emitido por los aerogenerad ores es uno de los aspectos q ue t radi cionalmente ha levan tado mayor controversia entre las poblaciones del e ntorno. Hablamos de ruido cuando el sonido es percibido como desagradable. Las especificaciones técnicas de los fabricantes indican que los aerogeneradore s más implantados en la actuali dad em iten unos 10 0 deci belios aproxi madamente, considerando que todo el sonido se genera en un único punto ( en la práctica esto no funciona así , ya q ue el sonido se orig ina en toda la superficie de la máq uina y su rotor por lo que este valor teórico máximo es sólo una referencia con poco valor a efectos prácticos) . Con estos paráme tros su niv el sonoro a unos cien metros es inferior al de un pequeño electrodo méstico y a unos trescien t os o cuatrocientos metros suele quedar enmascarad o por el r uido d e f ondo (pájaros, coches , person as, etc.). Para abordar este asunto debemos considerar tanto la producción de emisión sonora como su posterior propagación, ya que algunas de estas emisi ones, debido a su baja frecuencia, son inaudibles para el hombre. La naturalez a del rui do 11 producido duran te el funcionamiento de las má quinas se debe fundamentalmen t e a dos f actores, al mov imiento mecánico y al roce del vi ento con las pal as: .- Ruido Mecá nico: Nace a partir del movi miento y r oce entre las piez as que confor man la maquinaria del aerogenerador , básicamen te del generador y la caj a mult ipli cadora. El generador hace el m ismo ruido q ue cual quier otra instalación eléctrica, por lo que los estudios se centran en el comportami ento del multiplicad or, ejes y transmisor . Los av ances tecnológicos permiten que el sonido de estos componentes sólo dependa de la calidad de los materiales y su acabado, por lo que está dejando de ser un problema en los nuevos aerogeneradores. Aunque no se suele precisar, la carcasa puede atenuar los ruidos mediante el empleo de materiales ai slantes. 11 Consultar los estudios y c álculos d e sonido ex puestos por la patronal de la industria eólica danesa en ht tp:// www.windpo wer.org/. En esta web ponen a d isposición d e los usu arios herr am ientas de cálculo para det erm inar el ni vel de las em isiones de c asos concr etos. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 307 .- Ruido Aerodinámico: El impacto del viento con las palas, aprovechad o para hace r g irar al ro tor, produce un ruido m ás complejo que el mecánico. Nuestra pe rcepción sonora lo asemeja a un silbi do aunque tiene o tras co mponentes q ue dependen de la f orma de las palas, su núm ero, etc. Su niv el sonoro aumenta con la veloci dad, por lo que el diseño de las puntas de las palas resulta vital. La t enden cia a reduci r la velocida d de giro de los rotores, ha m inimiz ado este problema en los aero generadores actuales . Una vez emitido t enemos q ue revisar cómo se propa g a el sonido, básicamente en función de la d istancia recorrida, las ca racterí st icas físi cas del emplaz amiento y la presencia de vi entos dominantes : .-La energía de las ondas sonoras, y por t anto la intensidad del sonido, caen con el cuad rado de la distancia a la f uente s onora. .-Las características físicas del emplazamie nto introducen f actores como la absorción y ref lexión del sonido (por superficies blandas y duras) q u e influyen en la p r opagació n del mismo. .-La presencia de vientos dominantes aporta información sobre la orientación habitual que sigue la dispersión del ruido . Su estudio y el de los posibles obstáculos con que se topa, como accidentes geográ ficos, construcciones o la rugosidad del reliev e (caracterí st icas g eológicas o de la propia cubierta vege tal), resultan de gr an ayud a para establecer p autas. .-Finalmente se procede al cálculo de la emisión conjunta del par que eólico, considerando q ue los ruidos procedentes de distintas f uentes no se suman de forma global 12 . Las part icularidad es del emplazamiento y la disposición concreta de los aerogeneradores hace n que resul ten más creí bles los cálcul os de emisión teórica de soni do de un parque eólico que las propias medicione s (contaminada s por la presencia del ruido de fondo). Las autoridades suelen exigir la realiz ación de este tipo de estudios , especialmente para p roy ectos ubicad os junto a zonas pobl adas. 12 Dos aerogenera dores ub icados a una m ism a distancia de un punt o doblarán l a energía sonor a generada p ero apenas i ncrem entarán el nivel sonoro de l m ayor que llega a ese punto. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 308  Esbatimento : Se den omina esbati mento al efecto generado por la sombra en m ovi miento que proyectan las palas de los aerog ene radores al ser expues t as a la luz solar. Su continuo movimiento causa un ef ecto q ue se denomina, de forma muy g ráfica, “efecto discoteca” . La sombra afecta al entorno in mediato del in genio y puede ser m uy molesta, sobre todo cuando la órbi ta del sol es más ba ja y las sombras proyectadas más largas (como en invierno). Estamos ant e un aspecto negativo de los parques eóli cos, inevitable por el mo mento, q ue sólo puede ser atenua do a partir de una selecci ón adecuada de emplaz amientos o mediante medidas paliativ as (como la plantación de arbol ado o el lev antamiento de otros elementos q ue proporcionen sombra). Incluso al gunos proyectos de parques eólicos de f uturo que se han planteado j unto a infraestructur as lineal es, como autopista s, pueden ser rechazad os por este e fecto que podr í a perj udicar a los propios conductores. No obs tante el esbatimen to ha quedado igualmen te mitigado, tal vez en m eno r medida q ue ocurre con otros aspectos negativos inherentes a la expl otación del recurso eólico, con la aparición de aerogenerado r es de mayor tamaño en los que la vel ocidad de giro de los rotores ha disminu ido. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 309  Contaminación lumínica : Debido a la notable altura q ue alcanz an buena parte de los modelos de aerogenerado res se precisa, por m otiv os de seg uridad aérea, el baliz amiento lumí nico de los mismos. Y es q ue los aerog eneradore s ubi cados dentr o de z onas afectadas por Servi dumbres Aeronáuticas y, en cualquier caso, todos lo s q ue superan los cien metros de altura p recisan de autorizaci ón por parte de la Agencia Española de Segu ridad Aérea (AESA). Esta iluminaci ón, cuand o es de t ipo intermitente y e lev ada intensidad lumí nica, puede resulta r especialmente molesta por las noches en zonas próxi mas a núcleos urbanos o carretera s. Esta afección alcanza niv e les especialmente perturba dores en aquellas áreas en las que se concentran numerosos parques eólic os 13 . Un estudio más detallado de la casuí stica detectada, ante la evidenci a de la m olestia, ha llevado a AESA a establecer una serie de directrices 14 relacionadas con el señalamiento e iluminaci ón de par ques eólicos . 13 Un caso para digm ático lo enco ntram os en el m unicipio de M edina Sidonia (Cádiz) en el que, tras m ovilizaciones y l a reiterada queja de la a dm inistración local, se ha c onseguido que las em pres as eóli cas sustitu yan las b alizas lum ínicas por otras de m enor im pacto. 14 Guía d e señalami ento e iluminación de tur binas y parques eólicos . Agencia Estat al de Segurid ad Aérea, Ma drid, 2010. Desde un enfoque exclusiv amente territori al, estas directrices aportan herramientas para mitigar el impacto lumí nico de las balizas. Entre otras disposici ones destacamos: .- Ré gimen de intermitenci a, cromaticidad e intensidad : Se r egulan básicamente en función de la altura del aerogen erador y la ubicación del mismo, den tro o fuera de las zonas sujetas a Servi dumbres Aeronáu ticas. .- Parques eólicos : Se permite la omisión de la iluminaci ón de algunos aerogenerado res q ue forman parte de una agrupación en f unci ón de algunos crite rios. Es to perm ite, por eje mplo iluminan do sólo los del perí m etro exterior, reduci r el impacto sin menoscab o de la segu ridad aé rea. .- Ex cepci ones : M ediante la presentación de un Estudio Aeronáuti co, que justi fique que no se altera la seg uridad aérea, un prom otor eólico puede obtene r excepci ones en la aplicaci ón de la norma de señalamiento e iluminación. La AESA se reserva la aprobació n del referido estudi o así como su implemen t ación m ediante medidas adicion ales. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 310 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 311  Aleatoriedad del v iento 15 : El comportamient o imprevi sible es una de las principales características del vi ento, ya que con nu estros conocimi entos a ctuales nunca se sabe con la antelación suficiente la intensidad con la que va a sopla r. Esto supone un imp ort ante hándicap para el desarroll o de la potencia eólica instalada ya que, por motivos de seg uridad en el suministro eléctrico, existen limitaciones a la misma. Puede ocurrir q ue en un momento de máxima demanda de electricidad, los parqu es eólicos apenas produz can por escasez de vi ento por lo q ue se r ecurre a otr as fuentes energéticas más regulares en su producci ón para estabilizar el s istema. De ahí q ue los “proyectos de predicción eólica” acaparen buena parte de los esfuerzos destinados a la i nvestigación por el sect or eólico. Respon sables de Red Eléctrica Española aseguran que un día cr íti co de exceso de fr í o o calor 16 , propicios para regis trar una elevada demanda, sólo se produce un 25% de la potencia eóli ca instalada. Esto genera huecos de tensión desestabiliz adores del sistema eléct rico co mpleto. 15 Ver capítulo 6 del presente estudio. 16 En días de tem peraturas extrem as las condiciones del viento son m uy de sfavor ables. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 312  Peligro para la avi fauna: Una de las afecci ones potencialmente más negativ a de las instalaciones eólicas, se relaciona con su incidencia en la avifauna. Principal mente por el pe ligro de colisi ón de aves contra las palas de aerog ene radores en mov imiento, colisi ón o electrocución con las líneas eléctricas de ev acuación , perdida de hábitats o molestia s durante la reproducci ón. La existencia de numerosos informes, aparent emente contradictorios, sobre l a mortali dad real de av es en parques eólicos abona el campo a la controv ersia. Algunos concluyen que la siniestrabili dad de a ves por colisi ón contra aerogeneradores es in ferior a la ocasionada por o tras ca usas no naturales (electr ocución o colisión contra t endidos eléctricos, atropel los en carreteras, caza leg al, envenenamientos, etc.). Si n embargo, buena parte de l os posici onamient os más críticos arg umentan que la metodología y extrapolaci ón de datos seguida en al guno de estos estudio s, son irregulares. Lo que si podemos concluir de cas i todos, es que en la mortanda d de av es in fluyen numeroso s factores tales como: condici ones cli matológicas del momento, presenci a de ni ebla, emplaz amiento de los aerogenerado r es, velocida d de giro de las palas, vel ocidad del vien to, especie de av e, etc. Igualmente confirman 17 que en aquellos parques eól icos que presentan a priori, debido a su di seño y emplaz amiento, í ndices de riesgo por colisión elevados, la tasa de mortalidad de aves es superior. La probabili dad de acci dentes por colisi ón contra aerogenerado r es con al tas v elocidades de rotación y pequeños diámetros de rotor, supera notabl emente a la registrada en aerogener adores de mayor de diámetro y menor veloci dad de giro. Ig ual mente se ha comprobado, que t ras la instalaci ón del parque eóli co, la m ayorí a de las aves m odi fican su trayectoria de vuelo ante la cercaní a de un aerogenerador . La consi dera ción de estos elementos en el proceso diseño de las instalacion es (tipo de ae rogenerado res, ubicació n en el parque, etc.), selección de emplazamientos y establecimien to de medidas de seguridad (baliz as, etc.) reduce la probabili dad de accidentes aumentando la compatibili dad ambiental del proyecto . 17 Podemos citar entre otros: “LEKUO N A SÁNCH EZ, Jesús M., Uso del espacio por la avifau na y control de la mortalidad de aves y murciélagos en los parqu es eólicos de Nav arra durant e un ciclo anu al , Navarra, D irecc ión Gen eral de Med io Ambiente de Na varra, 2001”, “Janss y Ferr er, 1998”, “ In for me Gra inger H unt , 2002” , “ Conclus iones sobre aves migrator ias d e la Cana dian W ind Energ y Ass ociation Conference, 1997”, “ I mpact assestment of an off- shor e win d park on sea ducks , Neri Techn ical report, nº 277,1998”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 313 Algunos estudios realiz ados por el CSIC sobre la afección de los parques eólicos de Tarifa a la avifauna, como los centrad os en el buitre leonado 18 , apo rtan algunas claves de eno rme valor t erritorial. Han conseguido demostrar , mediante la monitorizaci ón y seguimiento de ej emp lar es y la m odelización del emplaz amiento en túnel de vien to, que los buitres se desplaz an por el territorio mediante rutas concretas . Estas vienen determinad as por f actores co mo los vi entos dominantes, la oro grafía y rug osidad del terreno así como por la pr opia f isionomí a del vuelo de las especies. La conjunción de f actores da como resultado una serie de rutas que permiten el desplazamie nto de los ejemplares, siguiend o la lóg ica natural, con el menor gasto energético posible. Como mantiene Miguel Ferrer, responsable del estudio, ““ el porcentaje de mortalidad no depende tanto de que los parques eólicos estén instalados en zon as de alto tránsito de aves, sino en que las turbinas coincidan o no con las rutas de vuelo de las dife rentes especie s ” . 18 “DE LUCAS, Manuel a., F ERRER, Miguel., JAN SS, Gu y onne .E., Using w ind tun nels to pre dict bird m ortality in wind f arms: the cas e os griffon vultures , P LoS ONE . DOI: 10.1371/JO URNAL. PONE004809 2 , 2012”. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 320  En tre los sistemas solares que vierten su producción eléctrica a la red disting uiremos , en función de la tecnología empleada, entre los huertos solares fotovoltaicos y las planta s termosol ares. 7.2.2 .1 - 1: Los huertos solares fotovolta icos se han convertido en una de las instalaciones renov ables cuyo desarrollo ha t enido mayor auge en el l ustro pasad o 20 . El presente análisis goza de un enfoque eminentemente territorial , por lo que cuestiones como la superficie de suelo ocupado o el modelo de implantación son esenciales. Un huerto solar consiste en una agrupación de módulos f oto voltai cos que vi erten conjunt amente su producción a la red. Una primer a clasificación, en función del nos per mitirí a distingui r entre:  Fotovol taica sin seguimi ento: en la que los módul os permanecen fijos.  Fotovol taica con seguimiento: en l a que los módulos siguen el mov imiento del sol (pueden ser de 1 o 2 ejes ). 20 Según datos de la Agencia Andalu za d e la Energía entre 2 007 - 08 la potencia foto voltaica i nstalada en Anda lucía p asó de 57,90 a 656,53 MW . “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 321 Los huertos sola res conforman modelos de implantación territorial diversos. En función de su ubicación podemos distinguir ent re:  Centrales fotovoltaicas urbana s: Localiz adas en ámbitos urbanos (parques, f ach adas y cubiertas de e dificios, pérgolas, áreas industriales, etc.). En estos emplaz amientos la capacidad de integración sobre las estructuras preexi stentes, como su cede con otr as intervenci ones en espacios urbanos, suele primar sobre el r esto de condicionantes estrictamente prod uctivos. Cabe destacar el esfuerz o sostenido por la in dustria fotovoltaica para la inte gración de los paneles en fachadas y cubiertas (tejas, cerramiento s acristalados, etc.). Encontramos t ant as propuestas y soluciones de diseño como escenarios y req uerimiento s previos. Esto ha permitido aumentar de manera notable el espacio susceptible de aprovechamiento , si bien con una reducción del rendimi ent o medio . Las sol uciones también incluy en, mediante la construcción de pérgolas, la ocupación de espacios a nivel de suelo en el que se compatibili zan otros usos (aparcamien to, espacios verdes, etc. ).  Centrales fotovoltaicas no urbanas: Local izadas en ámbitos no urbanos (mundo rural, espacios naturales, etc.). Ante la ausencia de estructuras preexi stentes el elemento fundamental en su diseño es la optimiz ación de su producción. De esta forma f actores como la separación ent re panele s, la altura de sus sistemas de apoy o, su inclina ción y orientación, etc., no t ienen condicion antes aj enos. Las centrales fo tovol taicas rurales se suelen caracteriz ar por abarcar un reducido campo visua l, debido a la escasa altura de sus componentes, que se materiali za mediante una importante ocupaci ón de t erreno . No obsta nte en determinado s emplazamientos , por lo general laderas con pendiente elev ada, el campo visual puede aumenta r de manera no table. Nos parece pertinente realiz ar esta dif erenci ación porq ue l a solar f otovoltaica es, d el conj unto de r enovab les, la q ue ha demostrado m ayor capacidad de acoplamiento a l a r ealidad urbana contemporánea . En la f igura siguiente podemos contrastar las diferencias exi stentes entre los m odelos de implantación t erritorial de centrales f otov oltaicas urbanas y rurales. Posteriormen te desarrollare mos los principales componentes de las cent rales fotov oltaicas. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 322 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 323 Desde la óptica de la o cupación del t erritorio, sus principales elementos son:  Viario: Cobra especial importancia en ámbitos rurales y a que permiten el acce so de la m aquinaria para la construcción y posterior m anteni miento de la centr al fotovoltaica. En ento rnos urbanos, con instalaciones integradas en edificios o infraestructuras no se suelen precisar. Puede ejecutarse mediante asfalto, hormi gón compactado, g rava o pis tas de tierra, en f unción de las caracterí st icas del medio sobre el que se con struy en.  Campo solar : Es el espacio ocupado por los módulos fotovoltaicos y r epresenta el mayor consu mo de suelo de la central. Generalmente, la adecuación del terreno requiere ta reas de des broce y mov imientos de ti erra para la explanaci ón completa de la plataforma del campo solar, po r lo que también conl lev a la m ayor afección al medio. Esta afección paisají stica y terr itori al se minimiza en emplazamientos planos, mientras que en laderas o enclaves escarpados se requiere una importante adecuación que eleva el impacto ambiental y vi sual de la central fotov oltaica. La superficie ocupada varía en función de la potencia instalada así como de la tecnologí a f oto vol taica empleada. A modo de referencia podemos consi derar que los módulos fotovoltaicos f ijos consumen aproxi madamente 7 metros cuadrados de su elo por kilovatio pico (Kwp), la fotov oltaica con se guimiento de 1 eje hasta 4 veces más y la f otovol taica con segui miento de 2 ejes hasta 7 veces m ás 21 . El campo solar suele disponer de ví as interiores para la limpiez a y mantenimien to de los módulos. En las centrales fotovoltaicas no urbanas, al no compatibilizarse el espacio con otros usos, el campo solar dispone de un vallado perimetral q ue i m pide el libre acceso al mismo. Este cercado, a considerar a efectos ambientales, se suele resolver mediante malla metálica. Por su parte en las centr ales f otovoltai cas urbanas situadas al ni vel de l suelo, mediante pérgolas u otr as estr uctura s que lev antan los módulos, no existe cerca do al compatibili zarse en el ámbito de l campo sol ar otros usos (aparca m iento, esp acios libres e tc.). 21 CAMPO BUET AS, Franc isco, AEF, Jornadas té cnicas: Por u n futuro renovab le. SEO - Bir dlife, Madr id, ma yo 2011. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 324  Cimentación: Sirve para f ijar los soportes de los módulos fotovol taicos al terreno. No se precisa cimentación para i nstal aciones sobre cub ierta s o en fachadas, en las que se recurre a sistemas de anclaje a la estructura de la edif icación. La cimentación se calcula en f unción del tipo de soporte del módulo fotovoltaico , las carg as previstas y las características del suelo (orografía, p ropiedades , etc.). Para instalaci ones fotovoltaicas f ijas, se recurre a cimentación super ficial me diante zapatas corrid as de hormigón o a t orn ill os de acero hincados sobre el terreno (esta última op ción no requiere de g randes desbroces y m ovi mientos de tierras para el conjun to del ca mpo sol ar). Para instalaci ones fotovoltaicas con seguimiento, se r ecurre a cimentación superficial median te zapatas cuadradas de hormi gón.  M ódulos fotovoltai cos: Los módulos f otovol taicos constituyen el elemento f undamental de la ins talaci ón. Distinguire mos, si inte gramos en es ta observ aci ón la estructura que lo une a la ci mentación, entre módulos fotovoltaicos f ijos y módulos f otov oltaicos con seguimiento del Sol (entre los q ue diferenci amos entre módulos de uno o dos e jes). Los módulos f otovoltai cos f ijos los di ferenciare mos a su vez, entre los que se encuentran anclados a la estructura de un edi f icio (cubierta o f achada) y los que se disponen al nivel de l suelo (compat ibil izan do otras activi dades o no): .- Cub ierta o f achada : A pesar de que no son objeto del presente estu dio podemos indicar que en la mayorí a de los casos se anclan a la estructura del edificio, mediante perfiles metálicos de poco peso, para no dañar la envolv ente del ed ificio. Por otra parte la industria fotovoltaica está aport ando cada vez mayor número de soluciones que convierten a estos sistemas en la propia en volven te de la edificación. Podemo s destacar el empleo de tecnología solar fotovoltai ca en muros cortina (mediante la minados f otov oltaicos), en cubiertas incli nadas (mediante tejas f otovol taicas), lucernarios (con vidrios fotovoltaicos con distinto niv el de tr ansp arencia y en una ampl ia gama de colores), parasoles, pavimentos ( mediante suelos cerá micos fotov oltaicos transi tables), etc. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 325 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 326 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 327 .- Nivel del suelo : Entre las centrales fotovoltaicas fijas a nivel de suelo consideramos necesario distin guir, desde el enfoque de la ordenación del t erri torio, entre las q ue se reservan el uso en ex clusiva del empla zamiento y las que lo compatibilizan con otras activi dades. En el primer gr upo, g eneralmente coincide con instalacion es f otovolta icas localiz adas en ámbitos r urales, encontramos cen trales que realiz an un uso intensivo del terr eno que ocupan. Los módulos fot ovol taicos se disponen s obre una estructura metálica, li gera o de acero laminado en f unción de la cimen tación y las caract erí sticas ambientales del emplazamie nto, de escasa altura y que propo rciona la inclinación óptima a la instalación (entre 130 y 180º). El conj unto de módulos f otov oltaicos s e disponen en el campo solar a part ir de hileras paralelas, mayoritariamen t e con su directriz principal orientada de f or ma perpendi cular al Sur, y separadas entre ellas la distancia m íni ma q ue permite salv ar la proyección de sombra en tre las mismas. En el segundo grupo, habi tualmente coinci de con instalacion es localiz adas en ámbitos urban os, las centrales no realizan un uso exclusiv o del terreno. Para ell o se deb e liberar espacio bajo los mismos mediante pérgolas u otr o tipo de estructuras. Al acrecentar la altura del conjunto aumenta consecuentem ent e la separación entre elementos , para salv ar la sombra pro yectada, y disminuy e la superf icie disponibl e para módulos fotovoltaicos. A pesar del incremento del coste de la instalación presenta la ventaja q ue perm ite aumentar el número de emplazamie ntos susceptibles de aprov echamiento . Esta fórmula se está empleando sobre marquesinas y pérgolas de aparcam ientos 22 , en espacios libres 23 , etc. Estas soluci ones, que suelen contempla r un cuidado diseño en los soportes de los módulos, permiten acoplar las ener gías renovab les a los t ejidos urbanos de los núcleos urbanos. 22 En Andalucí a po demos señalar instalaciones c omo las de las cocheras de la em pres a m unicipal de transpor tes de Sev illa (T USSAM) o las del Par que Geo lit de Mengíb ar (Jaén) . 23 Como el Bosq ue Solar del Parque Dunar de Doñana, Matalascañas - Almonte (Hue lva). “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 328 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 329 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 336 A dif erencia de las centrales f otovoltaicas, con mayor capacidad de acopl ami ento a emplaz amientos tanto urbanos como r urales , las plantas t ermosolar es se ubican excl usivamente en entornos no urbano s deb ido a sus considerabl es dimensiones y necesidades funcionales. En su conjunto r esponden a u n patrón de i mplantació n caracteriz ado por abarcar un reducido campo visual, en función del enclav e y de la presencia o ausenci a de torre central, q ue se materiali za mediante una elevada ocupa ción de terr eno. La adecuada selección del emplazamiento resulta capital para minimiz ar los efectos adversos que co nlleva la instalaci ón de una plant a solar sobre el paisa je y el medio ambiente del ento rno. No obstante subray aremos la ventaja q ue constituy e, debido a la riquez a del recurso solar en Andal ucí a, la posibi lidad de seleccionar emplazamie ntos sin excesi vas limitaciones. Andalucí a lidera la producción t ermosolar de Europa con proyectos como Envirodish, Andasol I y I I, PS10, GDV, PS20 , Solnov a 50, Aznalcóll ar TH, Aznalcóll ar 20, Gemasolar, Vall e 1 y Valle 2, Ibersol Sev ill a, etc. Este escena r io se debe en parte a las inv estigaciones, iniciadas hace más de tres d écadas , desarrolladas en la Plataforma Solar de Almería como centro de referencia de los siste m as ener géticos solares europeos. Las plantas t ermosolare s, que se cons t ruyen en la actualida d, conforman un modelo de ocupación t erritorial caracteriz ado fundamentalmen t e por la presencia de los siguientes elementos :  Viario exterior: En ámbitos rurales suele precisarse la dotación de una red viaria completa, que permite el acceso al emplaz amiento e incluy e un área de aparcamien to. Dad o el tránsito diario al que se verá sometida, f unda mentalm ente por el tráfico g enerado por los trabajadores de la pl anta, suelen ej ecutarse mediante as f alto como e n cualquie r ví a convencional.  Campo de heliostatos o reflectores: Es el espacio ocupado por los heliostatos, en el caso de ce ntrales de Receptor Central ( RC) , o reflectores, en el caso de centrales de Concentrado r es Cili ndro-Parabólicos (CCP). La selección del emplazamie nto debe conjugar los sig uientes f actores: disponi bilida d de una vasta extensi ón sin condicionantes territoriales o ambi entales, niv el de irradiación solar apropi ado, orogra fía plana, abastecimiento de a gua y posibilidad de vertido de la producción eléctrica a la r ed. La superficie que ocupa “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 337 depende fundamentalmente de variables como la tecnología empleada en la c entral o la existencia de equipamien to para el almacenamiento del calor generado. Pa ra 50 megavatio s de potencia n ominal instalada se precisan entre 50- 250 hectáreas en función de los parámetros anteriormente expuesto s 26 . Las tecnologías de Recept or Central suelen demandar mayor superficie, si bien este aspecto se puede compensar con un aume nto en la e f iciencia ene rgética. El campo de heliostatos o receptores cuenta con vías interiores que permiten la limpiez a y m antenimie nto de los sistemas. Por tanto se r equiere una adecuación previa del terr eno (desb roce y movi mientos de tierra) y construcción del viario inter ior. Estas ví as siguen una trama ortogonal en el caso de centrales de CCP y concéntrica , en t orno a la torre, en el caso de centrales de RC. La separación entre las mismas es idéntic a en el caso de centrales de CCP, la que permite salv ar la sombra proy ectada, y variable para las centrales de RC (al considerarse el ángulo de incidencia en l a torre aumenta la sepa ración con la distancia a la mism a). 26 Agenc ia Andaluza de la Energía , http:// www.torr esolenerg y.com/ , http://www.unesa. es/, ht tp://www.a bengoasolar.c om / El recinto de la planta termosola r, que se suele superponer con el cam po de heliostato s o receptores, cuenta con una vía perimetral. Esta ví a t iene su perí metro vallado, al re alizarse un uso exclusivo del terreno q ue ocupan , normalmen te mediante malla metálica.  Cimentación : Ancla los soportes de los helios tatos o receptores al terr eno. La cimentación se calcula en función de las propiedades geotécnicas del suel o, las cargas p revi stas (viento, peso, vuelv o, etc. ) y del tipo de soporte. Los heli ostatos de las centrales de RC cuentan con un único soporte, el cual otorga libertad de movimi ento para el seguimiento de la posición del Sol, cuya base se f ija a una cimentación resuelta mediante zapatas superficiales aisladas de hormigón arma do. Por su parte los concentradores cilindro-parabólicos se sustentan sobre una estr uctura li gera de metal, resuel ta normalmente en celosí a, q ue sigue la directriz principal de los r eflectores . Esta estr uctura , q ue permi te el g iro horiz ontal del sistema, dispone de apoyos puntuales cada 5- 12 metros anclados a dados de hor migón armado dispu estos de forma t ransversal al e j e princi pal. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 338  Heli ostatos o Ref lectore s: Son el elemento principal de la instalación y se distribuy en por el campo solar. Tanto los Heli ostatos como los Concentrad ores Cilindro – Parabóli cos se emplean en las plantas termosolares para un mismo objetivo, aprovech ar el calor del Sol para la producción de electri cidad, pero l o abordan de sde enfoques dis tintos: .- Hel iostatos (Cen trales RC): Se trata de espejos cuya superficie reflectante y ligeramente curvada, f abricad a a partir de una composición vi drio – metal o mediante una m embrana, refleja la radiación solar. Con un mecanismo dinámico siguen el movimiento del Sol, gracias a un doble eje (azimutal y de ele vación), para q ue en t odo momento se proyecte la radiación solar reflejada sobre el receptor o caldera que se encuentra sobre la t orre. Los heliostatos instalados comprenden una superfi cie aproximada de entre 40 m ² ( PSA – T abernas) y los 110 m² (GEMA SOLAR – Fuent es de Andalucí a) o 120 m² (PS10 – Sanlúcar La Mayor). Los heliostatos requieren de tareas de limpiez a para no mermar su rendimien to. .- Concen tradores Cil indro – Parabólicos (Centrales CCP) : Se trat a de espe jos parabólicos más compl ejos que los anteriores en la medida que reflejan (en el f oco de la propia parábola) y concentran (sobre un tubo captador cuya directriz coincide con el foco de la parábola) la radiación solar en el m ismo dispositiv o. Esta doble función perm ite que no se precise l a construcción de una torre central sobre la q ue ubicar el receptor y ref l ejar la radiación. En su composición se emplea n v ariadas sol uciones y materiales ( sujetas a patentes comercial es), siendo la más habitual v idrio – metal (capas de distintos elementos). Los Concentradores Cili ndro – Parabólicos se disponen de f orm a longitudinal , habitualmen t e con orientación Este - Oeste, y el mecanismo dinámico permite su giro Sur-Norte. El tubo absorbedor tiene un diámetro inferior a los 10 centímetros y está formado por conductos concéntricos separados entre sí por la cámara de aire, uno interior metálico que alberga el f luido t érmico ( agua , aceite o sales f undidas) y uno ex terior de v idrio. Los CCP deben ser limpiad os para conserv ar su rendimi ento. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 339  Torre Central: Sólo es necesaria en l as centrales de receptor central. Alberga en lo más alto al recep tor o caldera donde concentran la radiación solar el conjunto de heliostatos. Las caracterí sticas de la torre, altura y modelo del receptor principalmente, condici onan el diseño del resto de la instalación . La altura de la torre, en algunas plantas ha alcanz ado los 140 metros 27 , es directamente p roporcion al a la super ficie del campo de heliostatos. La t orre puede tener una estruct ura de hormigón o m etáli ca y e s el elemento m ás visible de la central. O tro parámetro de la composici ón de la t orre , que repercute en la morfologí a del campo de heliostatos, es el tipo de receptor q ue albergan: externo o de cavidad. Cuando se instala un receptor externo, reciben la radiaci ón por todo su perí metro , se puede construir un campo de heliostatos circular. Los receptores de cavi dad, más prote gidos f rente a pérdidas, li mitan la amplitud del campo sol ar. Las centrales de Receptor Central pueden emplear div ersos tipos de f luidos térmicos como ag ua-vapor, sales fundidas, sodi o, sales fundidas-sodio o aire . 27 Com o en la planta term osolar GE MASOLAR, Fuentes de Andalucía (Sevilla). “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 340  Edificaciones Auxiliares: Que albergan div ersos componentes como turbinas, in t ercam biadores, generadores de vapor, condensadores, tanques de almacenamiento (de sales f rías y calientes) , bombas de sales (en el caso de las centrales de RC bombean las sales hasta el receptor de la torre). oficinas, centro de control, etc. Una vez transferido el calor del f luido térmico a los generadore s, donde se convierte en v apor, el f unci onamiento y equipamien to es simil ar al de cualquier cen tral térmic a convencional . En f unci ón de los sistemas de almacenamien t o, habi tualmente emplean sales fundidas, la autonomí a de la ce ntral le puede permitir seguir f uncionando en condiciones meteorológicas adv ersas entre 7 y 15 horas. E stas instalacion es impli can un aumento del consu mo de suelo y del coste del conjunto de la instalaci ón aunque redundan en una clara mej ora en el rendimi ento y gestión de la p roducción eléctrica de la central. Desde el centro de control se monitoriz an todas las operaciones de la central desde el movimiento de los heli ostatos o reflectores (pa ra adaptar se a la posición del Sol e n cada momento), la tempera tura de los fluidos, la ac tivaci ón de los sistemas de almacen amiento térmico o de apoy o, el rendimiento del conjunto , etc.  Lí neas de e vacuaci ón: Permiten el transport e y la comercializ ación de la energía eléctrica g enerada por la planta t ermosolar . Las inf raestructu ras eléctri cas, al igual que en otras instalaci ones renovabl es, están compuestas por lí neas de evacuación enterradas , subestaciones y lí neas de evacuaci ón aéreas. La selección de emplazamientos puede verse muy limitada si no se dispone de autorizaci ón del regulador eléctrico, Red Eléctrica Española, para el vertido de la producción en un punto con creto de la red.  Otros elementos : En función del diseño y tipología de cada planta se pueden precisar otras instalaciones y elementos que tienen su proyección sobre el territorio. Uno de los más habituales es la presencia de balsas, normalmente se recurre a un gr upo de balsas con capacidad varia ble, en el entorno de las centrales al objeto de ga rantizar un sumini stro autóno mo de a gua en caso de ser preciso. El modelo de balsa más habitual para este tipo de in stalaciones emplea productos impermeables ar tificiales, geomembrana s que garantiz an l a estanquei dad, y requie ren mov imientos de tierras pa ra con formar el vaso princi pal. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 341 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 342 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 343 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 344 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 345 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 352  Paisaje: La escasa al tura de los elementos q ue conforman una cent ral solar, a excep ción de los modelos que cuentan con una torre, f acili ta la adopción de actuaciones en pos de su integ ración paisajística. En cualquier caso, la selección de emplazamientos, vuelve a resultar decisiv a en est a materia. La torre, ante la imposibi lidad de reducir su altura, suele ser concebida con un es tudiado diseño que la conv ierte en un verdadero hito paisajístico. Las construcciones auxili ares y depósi tos también pueden tener una no table incidenci a visual t anto por sus di mensiones como por los materiales emplead os. Los ma teriales y sistemas constructiv os, de las e dificaciones y de las ví as de acceso y mantenimiento , pueden contribui r a la integración paisajística del conjunto. T ambién debemos considerar el aspecto anteriormen te apunta do de fragmentación del pai saje por satura ción de centrales solares en el mismo ámbito t errito rial. Ig ualm ente las instalacion es urbanas implican la incorporaci ón de nuev os elementos a conside rar. No obstante para profundiz ar en la materia, en la que con fluyen aspectos objetivos y subjetiv os, remitimos al capí tulo siguiente en el que se abordarán l os asuntos vi nculados con el paisaje de mane r a especí f ica. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 353  Consumo de ag ua: Esta cuestión es especia lmente sensible ya que debemos considerar la circun st ancia que, por lo g eneral, las áreas ricas en recurso solar no suelen disponer de recurso hídrico ilimitado. Las centrales solares emple an agua tanto pa r a las turbinas de vap or y su enf riamiento (en este caso nos referimos excl usivamente a plant as termosolares ) como para la limpiez a de la superf icie r eflectante ( para no perder rendimiento debido a la suci edad). .- La period icidad de la limpieza de los módulos dependerá de las condiciones ambientales del entorno de la central solar. La mayoría de los métodos de limpi eza de l os módulos, manuales o automáticos, p recisan agua. La enorme superficie reflectante que encontramos en el campo solar, de una planta de g ran t amaño , elev a extraordinariament e el consumo de agua. Entre los que precisan el trabajo de operarios nos referimos a los sistemas de agua a presión, rodillo o pértig a. Entre los automático s nos referimos a los dispositiv os de auto l impiez a incorporados al panel o a los robots . .- Uno de los aspectos más controv ertidos de las centrales termosolares actuales t iene que v er con su conside rable consumo de agua. Lo emplean para los distint os procesos produc tivos vi nculados al c iclo de generación y para la limpiez a de los heliostatos (ver punto anterior ) . El agua q ue se requiere para la caldera y el ciclo agua-vap or debe ser de g ran purez a, por lo que se precisan siste mas de adecuaci ón (filtración, desalación , desmine ral ización , etc.). Estos procesos se apoyan en una serie de elementos que implican una ocupación de terreno (balsas , tanques, bombas, depósitos, torres de refrigeraci ón, etc.). Algunos estudios estiman 28 e l consumo de agua de una planta t ermosolar en unos 11.400 m³/M W que equiv alen, para una central tipo de 50 M W , al consu mo de 3300 hogares. Aunque existen alternativas al enfriamien to húmedo, estas son más caras y además de no eliminar totalmente la necesidad de agua r educen consid erablemente la eficiencia del sistema. 28 SEGADOR VEGAS, C osm e, Las centra les t ermosolares en Extremadura , Agencia Extr em eña de la Energí a, Bada jo z, julio 2009. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 354 En la actualidad se están llevando a cabo num erosas inv estigaciones que t ien en por objeto reduci r el consumo de ag ua en los procesos de las plantas termosolares . Los discos parabólicos con motores Stirling son una tecnología termosolar q ue no precisa agua para la g eneraci ón eléctrica, sin embargo su escasa rentabi lidad le ha impedido una mayor implantación más allá de centros expe rimentales. Uno de los aspectos vinculados a la demanda de ag ua de las centr ales termosolares, con m ayor impacto territorial, consiste en la necesidad de garantiz ar un abastecimiento seguro. Para ello, y dado q ue en la mayorí a de las zonas en las que se implantan el recurso hí drico es limitado, se viene recurriendo a la construcción de balsas de agua (y otros sis t emas de almacenaje ) en el ent orno de las plantas. En su conjunto, las balsas de agua suponen una im portante ocupación del terreno q ue se añade al consumido por la propia planta t ermosola r. De m odo análogo a lo que ocurre con el r esto de actuaciones, la construc ción de balsas de a gua deb e v enir acompañada de m edidas que mejoren su integra ción en los procesos naturales del entorno. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 355 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 356  Residuos procedentes d e los módulos solares: Cuando una centr al solar ago ta su vida útil se procede a s u desmantela miento. Algunos componentes de los módulos solares , en especial de los módulos fotovoltaicos (flúor y fósforo principalment e), son altamente tóxi cos y req uieren un reciclaje especí fico y cualificado. T ambién tienen un alto grado de to xici dad determinado s f luidos empleado s por algunas tecnologías termosola res, en especial la de Concentrado res Cilindro-Parabólicos, para la transferencia térmica .  Accidentes en plantas solares: Durante la fase de construcción existe el peligro, propio de cualquier obra de ejecución, de registrar accidentes laborales 29 . En la vi da útil de las centrales solares, especialmente en las termosolares , concurren los riesgos propios de instalacion es industriales q ue trabajan a altas temperaturas 30 . 29 Ideal de Granada, 5 de Septi em bre de 2009., se ha cía eco d e la m uerte de un obrero en la construcc ión de l a central Andaso l III de Guadix (Granad a). 30 La Cró nica de Badaj oz, 7 de No viem bre de 2010, se hac ía eco de un es cape de v apor de agua y sal que ocasi onaba seis h eridos, dos de gravedad, en la central La Dehesa de la Garrovill a (Badajoz).  Erosión: El daño q ue s ufre el acabado supe rf ici al del terreno ocupado por una central solar se produce durante las fases de construcción y de desmantela miento. La erosión está provocada por el movimi ento de t ierras originado por la construcción de carreteras y pistas, el enterramiento de l cableado, la adecuación del campo solar, la cimentación de los soportes de los módul os solares y las torr es de las líneas eléctricas y la c onstrucción de edi f icaciones e instalacion es aux iliares. El may or impacto se produce cuando se interv iene sobre laderas o terr en os con pendientes, como en algunas centrales f otov oltaicas. Estamos ante un impacto subsanable desde una planificación adecuada. Por otra parte y ante la magnitud se deben estudiar las propied ades del suelo, trazado y perfiles transv ersales de los caminos , a fección a las especies bióticas y cursos de agua, etc . T ras el desmantela miento de la central se debe proced er a la restauración ambiental del emplazamiento a su estado original. En las f iguras que mostramos a continuaci ón, ver f iguras de 7.66 a 7.22, pode mos cap t ar parte de la intervenci ón q ue conllev a la adecuación de un emplaz amiento solar. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 357 “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 358 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 359  Contaminación lumíni ca : Sólo aplicabl e a las centr ales termosolares de receptor central se precisa, debido a la elev ada altura de la misma y por aplicaci ón de normativ a de seg uridad aérea, el balizamie nto lum í nico de la torre. A diferencia de los parques eólicos, en las plantas termosolares de receptor central no se suelen concentrar un excesiv o número de torres, por lo que no se ha detec tado un niv el de m oles tia similar. “T err itorios renovables, paisaj es emergente s” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 360 REFER ENC IAS DE LAS FIGURAS : Figura 7.1. (Arriba) Es quema y componentes de un sistema minieól ico eléctrico aislado. (Abajo) Esquema y componentes de un sistema minieóli co de bombeo de agua. Fuente: http: //www . windec o .es Figura 7.2. Implantación t erritorial de parq ues eól icos en: (Arriba iz quierda) T arifa-Cádiz , (Abajo izquierda ) El Granado-Huelv a, (Arriba derecha) Tarifa-Cádi z, (Abajo derecha) Los Barrios- Cádiz . Fuente: Elab oración pro pia a partir de Visor Google Ea rth 2012. Figura 7 .3 . Principales componentes de ocupaci ón terri torial del parque eólico “ Los Llano s”, Casares – Málaga. Fuente: Elab oración p ropia a par tir de Visor Google Ea rth 2012. Figura 7. 4 . Element os constitutiv os del parque eólico “Los Llanos”, Casa res – M álaga. Fuente: Elab oración pro pia. Figura 7.5 . Esque ma comparativ o de los modelos de implantación más caracterí sticos de un parque terrestre ubicado en una loma, con f orma orgánica adaptada al r elieve, y un parque marino, con forma reticul ar. Fuente: Elab oración pro pia. Figura 7.6 . Pa rque eólico ma rino de Thane t, Gra n Bretaña. Fuente: Vat tenfall Group . http://www .vattenf all.co.u k/en/thanet-o ffshore-wi nd-farm .htm Figura 7.7. Incendio registrado en la turbina de un aerogenerado r ante un t emporal de v iento en Es cocia. Fuente: Stua rt M cMahon, http://ww w .telegraph.co.u k/ Figura 7.8 . Div ersas f ases de la constr ucción de un parque eólico en M edina Sidonia – Cádiz . Fuente: Elab oración pro pia. Figura 7.9 . Diversas f ases de la constr ucción de un parque eólico en M edina Sidonia – Cádiz . Fuente: Elab oración pro pia. Figura 7. 10 . Div ersas fases de la construcció n de un parque eólico en M edina Sidonia – Cádiz . Fuente: Elab oración pro pia. Figura 7. 11 . Efecto del Sol, sombras proyectad as, en un parque eólico de Tarifa (Cádiz ) . Fuente: Elab oración pro pia. Figura 7. 12 . Disposición y tipo de lum inaria de señalamiento, en función de la altura, para aerogeneradores afectados por servidu mbre aeronáutica . Fuente: Guía de señal amiento e iluminación de turbinas y parques eólicos . Direc ción de Seguridad de Aeropuertos y Nav egación Aérea, M adrid, 2011, pp.15 . Figura 7.13 . Instru mento de medi ción del v iento. Fuente: http: //aero generadores-ener gia-eolica.blogspo t.com.es/ Figura 7. 14 . Registro de colisiones de rapaces en parq ues eólicos de Tarifa (Cádiz ) . Fuente: DE LUC AS, Manuel a, F.E. JANSS, Guyon ne, W HITF IELD , D.P., FERRER , Miguel, Colli sion f atality of raptor s in wind f arms does not depend on raptor abundance . Journal of Appli ed Ecology, London ,45- 2008, pp.1698. Figura 7.15 . Sistemas fotov oltaicos aislados. Fuente: http: //www . soliclima.es/ “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 361 Figura 7.16. (Izquierda) Instalaciones solares térmicas de baja temperatura domésticas , Tarifa ( Cádiz ). (De recha) Instalación solar térmica de baja temperatura de un edificio colectiv o, Almerí a. Fuente: (Iz quierda) Elaboración propia. (Derec ha) Cedida por Antonio J. Gonzál ez Gavira. Figura 7.17 (Arriba) Fot ovol taica f ija. (Abajo) Fotov oltaica con seguimiento a 2 ejes . Fuente: (Ar riba) http://www . grupoortiz . com/ (Aba jo) http://www .proinso.net/ Figura 7.18 (Izquierda arriba) Central fotovol taica en un espacio libre de un entorno urbano. (Izquierda derecha) Central fotovoltaica sin segui miento en un ámbito rural. (Dere cha) Central fotov oltaica con seguimien to en un á mbito no u rbano. Fuente: El aboración p ropi a a partir de Vi sor Google Ea rt h 2012. Figura 7. 19 . Principales componentes de la central solar fotovoltaica de baja concentración sin se guimiento “TUSSAM ”, Sev illa (Sev illa). Fuente: Elaboración propi a a par tir de Visor Google Earth 2012 y http://www . tussam.es/. Figura 7. 20 . Principales componentes de la central solar fotovoltaica de baja concentración sin se guimiento “TUSSAM ”, Sev illa (Sev illa). Fuente: Elab oración pro pia. Figura 7. 21 . Transforma ción del suelo a partir de la implantación de una cen t ral solar fotov oltaica ubicada en Dos Hermanas (Sevi lla). De iz quierda a derecha, evolución del t erreno desde su estado originari o en 1956 hasta el estado actual pasando por la fase de obras . Fuente: Elaboración propia a partir de Visor WMS O rtofoto de Andalucí a de 1956, G oogle Earth 2012 y Ortofoto del SIGPAC - Dirección General del C atastro. Figura 7. 22 . Principales componentes de ocupación territorial de la central solar fotov oltaica de b aja co ncentración sin seguimiento “El M aestre”, Dos Hermanas (Sev illa). Fuente: Elaboración propia a par tir de Visor Google Earth 2012 y http://www . sdr-energy.co m/. Figura 7. 23 . Principales componentes de ocupa ción terr itorial de la central solar fotov oltaica de baja co ncentración sin seguimiento “El M aestre”, Dos Hermanas (Sev illa). Fuente: El aboración p ropi a. Figura 7. 24 . Principales componentes de ocupación territorial de la central solar f otov oltaica de b aja concentración con seguimiento a dos ejes “El Cop ero”, Dos He rmanas (Sev ill a). Fuente: Elaboración propia a par tir de Visor Google Earth 2012 y http://www . emasesa.com/. Figura 7. 25 . Principales componentes de o cupación terr itorial de la central solar f otov oltaica de baja concentración con seguimiento a dos ejes “El Cop ero”, Dos He rmanas (Sev ill a). Fuente: Elab oración pro pia. Figura 7.26 Arriba, central de receptor central en Sanlúcar La M ayor (Sevill a) . Abajo, central de CCP en San José del Valle (Cádiz ). Fuente: (Arriba) http://www . abengoa.es/ (Abajo ) http://www .t orresolenergy .com/ . Figura 7. 27 . Arriba , torre con receptor central de cavidad. Abajo, torre con recep tor cen tral ex terno. Fuente: Elab oración pro pia a partir de Visor Google Ea rth 2012. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 368 Las redes de infraestruct uras se han ido t ejiendo durant e sig los apoy ándose o g enerando l í neas artif iciali zadoras del paisaje que r egistran el terr itorio tal y como hoy lo conocemos. Todas las g randes revoluci ones tecnológicas de la humanidad, a lo largo de la historia, han acarreado notables tr ans f ormaciones paisají sticas a partir de la ejecución de obras públicas colosales. El r esultado final de este proceso ha sido una paulatina e incesante imposición de las redes art ificiales fr ente a las redes y tejidos na turales. Hoy d ía estamos en condiciones de acometer la transformación del pai saje como un p r oyecto col ectivo de calidad que sea reconocido por una sociedad en el q ue la ecolo g ía sea uno de sus principios. La coloniz ación del t erritorio prot agonizad a por instalacion es renov ables debe mostr ar su necesaria compatibili dad con las redes ecológicas del medio natural. Podemos convenir que hay t ransformaciones del paisaje que son percibidas mayorita riamente co mo muy nega tivas, pero este punto no nos debe llevar a renunciar al proyecto. La complejidad y el desconocimi ento sobre este tema hacen q ue se preste a la manipulación y resulte f ácil adoptar posturas pasiv as. La inacción ante los cambios continuos , al contrario de lo q ue parece, es una f orma decidida de transformación descontrolada del paisaj e. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 369 Algunos urbanistas 5 , defienden q ue es preciso integ rar creativamente la arqui tectura con la naturalez a desde la cultura de la sostenibil idad. La rotundidad que supone trabaja r con la idea del paisaje precisa adq uiri r nuevas dimensi ones para traspasar los límites, difuminar siluetas y volv e r a trazar los perfiles de lo q ue ahora se entiende como ar quitectura. Surge así la “necesidad o propuesta de f undir lo artificial y lo natural” 6 como fundamento teóri co de la arq uitectura . Este sería el primer paso para proyectar el terr itori o desde un nuevo modelo de referencia ha st a ahor a inédito. Esta concepción inte gradora del paisaje, que lo convierte en un punto de encuentro en el cual “... siglos de histo ria, de afanes y trabajos, sueño y pensamiento, han hecho del medio natural paisaje de cultura...” 7 , ha sido reconoci da internaci onalmente por la UNESCO mediante la cr eación de la f igura de “paisaje cultural”. 5 “GAUSA, Man uel, Dobla nt espais i temps, IaaC, Inst itut d´arquitectura avançada d e Catalunya, geoCat: territorios enlazados, Barcel ona, Actar, 2004”. 6 “SOUT O DE MOURA, Eduardo, Entr evista en 2G Rev ista Internacional d e Arquitec tura, núm ero 5, Barce lona, Gustavo Gilli, S A, 1998”. 7 Tal y com o v islumbrar a M anuel de T erán hace m edio siglo, en la introducción de “ T ERÁN ÁLVAREZ, Man uel, Geogra fía de Españ a y Portugal. 5 Vols., Barc elona, Monta ner y Simón, 1958 ”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 370 8.1.2. La represen tación del paisaje …… ………...…… ……….. El reconocimiento y representación del paisaje a lo larg o de la historia, como percepció n colectiva del territorio y la naturaleza, ha id o conformando una especie de “m emoria evolutiv a” que nos perm ite reconocer la relación emotiv a estab lecida entre el hombre y el medio en cada época. Hablamos de ví nculo emotivo debido a que este es anterior al alumbramiento de la idea de paisaje, por lo que en sus albores simplemente atestigua la admiración q ue suscita en el hombr e su contacto con la naturalez a. Subrayamos el término “memoria evol utiva” ya q ue debemos considerar las diferencias perceptiv as, que un determinado elemento del paisaje ha genera do en los indivi duos, según el deven ir del t iempo. De esta forma mediante el estudio de los distintos est ratos, compuesto s por la interacción entre la per cepción social del medio y el f actor tiempo, realizamos un recorrido de esta r elación desde sus orígenes hasta la actualidad. Esta andadura comienza 8 a part ir de poesías orientales, adscritas al marco cultura l del taoísmo y confucionismo en China, q ue ya en el siglo V vincul an lo espiritual con un paisaje libe rado de su forma físi ca. 8 Especialmente importante al respecto cons tituye la obra del Geógrafo Orie ntalista franc és Augusti n Berque, cons ultar “ BERQUE, A, En el orige n del paisaje , Revista de Oc cidente 18 7, 1997”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 371 Los pintores chinos, a partir del siglo XII, siguen las indicaci ones de poetas que instan a los creadores a desprenderse de las f ormas exteriores en beneficio de la búsqueda de la esenci a de la naturaleza. En algunos momentos de nues tro pasado la importancia q ue se otorgó a esta interrelaci ón homb re – naturalez a f ue ex cepcional . Podemos destacar como el pai saje en la cultura árabe clásica adquiere connotaciones religiosas a partir de citas del propio Corán. En esta lí nea de stacamos la apo rtación q ue supone la publicaci ón de la obra Paisaje y nat ural eza en Al-Andalus 9 , que recoge la sensibilida d paisajísti ca de esta civ ilización. Las extraordinari as poesí as andalusí es abarcan naturalez a y jardines, referencias al paraíso y al agua, a los fenómeno s meteorológicos y a la luz ; y en todo momento se intuy e la presencia del hombre. Los cronistas andalu sí es reflejaron abundantes descripciones g eográ f icas y evoc aciones sobre una naturalez a idealizada, probablement e siguiendo indicaci ones po líticas, por su prosperidad. Las huellas sobre el terreno se mani f iestan m ediante la construcción de hue rt os, jardines y palacios impreg nados de naturalez a que requieren de obras hidrául icas pa ra su manteni miento. 9 “ Paisaje y n aturale za en A l- Andalus , G ranad a, Consejería de Cultura / Fundac ión El Le gado And alusi, 2004”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 372 Por otra parte en épocas de grandes trans formaciones 10 , (roturaciones cisterciens es en el medievo, r enaci miento italiano o r evol ución f rancesa) las cuestiones paisají sticas formaron parte de los debates referentes a los problemas sociales, económicos y culturales. Por ejemplo en el Paris de f inales del siglo X V II, l as élites urbanas se ded icaron a remodelar el paisaje como demost ración de poder. Los ríos se convierten en canales, se desplaz an colinas, se colman estanques y se plantan bosq ues transformando el campo en una g eografía estiliz ada para disf rutar del “placer soberbio de for z ar a l a naturalez a ” . 11 El paisajismo como g énero propio de la pintura occidental tiene en la obra de C laudio de Lorena a uno de sus principal es artífices. Es te pintor f rancés afincado en Roma durante el siglo XVII, que pronto contarí a con seguidores en el r esto del continente, fue influido por m iembros del “naturalismo tenebrista”. 10 Cons ultar los estudi os de Régis Ambroise en “AMB ROISE, Règis, “Paisaje y A gricultura: Un Proyecto Nuevo”, en Pa isaje y orde nación del territ orio , Sevilla, Cons ejería d e Obras Públicas y T ransportes de la Junta de Anda lucía, / F u ndación Du ques de Soria, 2002, pp. 230 – 237”. 11 CASTEX, Jean, Renacimiento, Barroco y Clasicismo. Historia de la arquitectura, 14 20-1 720, Torr ejón d e Ardoz, Akal Arquitect ura, 1994, pp.326-329. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 373 Inicialmente centra su at ención en los elementos “pintorescos” del paisaje, que son aquellos dignos de pintarse al reflejar formas caracteriz adas y humanizadoras del mismo. Veláz que z, cuando acude a It alia para seguir su aprendiz aje, adq uiere numerosas obras para g estar la colección paisajista 12 más antigua de Europa en el Buen Retiro. Ent re las obras desta ca la de Claudi o de Lorena “Paisaje con el embarco en Ostia de Santa Paul a Roma na”. En ella aparecen arquitec turas de fantasía en el puert o de Ostia con t holos, árboles, embarcaciones , escalina tas, etc. El propio Velázquez sólo pintaría tres paisajes, dos de los cuales los realizó sin encargo alg uno y exclusiv amente como estudios o para su d is frute personal . Estos últimos realizad os en la “Villa Medi ci” de Roma se titulan: “Vista del jardín de la Vill a Medi ci de Roma c on la estat ua de Ariadna” y “Vista del jardín de la Villa Medici” . A mbos se caracterizan por su intimismo y empleo de la ruina como elemento romántico del paisaje, han sido considerados como las mej ores obras paisajistas jamás firmadas. 12 Esta da or igen a l as denom inadas “galerías de pais ajes” que se hacen im prescindibles en l as pinacotecas desde entonces. Siguiend o el m odelo, en Se villa se c onf orm a la de l Palac io Ar zobispal c on las recreaciones de p aisajes bí blicos. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 374 Durante el sig lo X VII se consolidan las bases de un paisajis mo que corrige la naturalez a para embellecerla. Además de la elección del punto de vista, vital debido a la s íntesis que realiza el pintor ante la nat uralez a, las características de esta corrección pai sajísti ca son:  Armoní a y composici ón pictórica.  Representación de una naturalez a estática. Se ex tiende el gusto entre la aristocracia, británica fundamentalmen te, por un coleccioni smo materializad o en vi ajes con inicio en Francia que continúan por Venecia y Roma para terminar en Consta ntinopla. Destacará la obra de Piranesi , (arquitecto, g rabador y coleccionista) por su g ran inf luencia en la arq uitectura palaciega y de jardines . Los aristócr atas británicos del siglo X IX no se conforman con los cuadros y pasan a la acción construyéndose “j ardine s paisají sticos” en Inglaterra. Aquí nace el primer “pai sajismo a rquitectónico ” que conocemos y se caracteriz a por su artificialidad (se inv entan ríos, r uinas, v ill as, puentes, montes e tc.). Sin embar go y coincidi endo con la implantación del movimiento cientí fico, los val ores q ue cimientan la sensibilidad paisajística van quedando apartados en o ccidente an te el auge del producti vismo. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 375 Como excepción destacamos la oposición a est e m ovi miento desde el romanticismo, que pronto dejará su impron t a en las artes europeas. La notable influencia de los vi ajeros, ilustrados en un primer mo m ento y románticos posteriormente , en l as artes ( litera tura, pin tura, música etc.) ha sido ha sido objeto de numerosos es tudios y publicaci ones 13 . Los escrito r es románticos a través de sus obras, que relatan y describen con pasión los paisajes que encuen tran, han contribuido decisiv ament e a la configu ración de la imagen del paisaje de numerosos paí ses. De ent re todos destaca Andalucí a, dada la f ascinaci ón que sus habitantes, ciudades , monumentos y parajes suscitaron entre autores como Owen Jones, David Robert, Ed uard Gerhadt o Lewis. Sus relatos y evocaciones r ománticas, repletos de estereotipos, están impre gnados por el ex otismo o el orientalismo. La trascend encia de esta visi ón sobre nuest ra tierra ha trascendi do del ámbito artí st ico (relatos, grabados, cuadros, óperas etc.), para instalarse en el imaginario colectivo y desdi bujar los propios rasgos i dentitarios de An dalucí a. 13 Com o “Instituto Andalu z del Patrim onio Histór ico, Territorio y Patrimonio. L os Paisajes Andaluces , Granada, Com ares , 2003” y “ORT EGA CA NT ERO, Ni colás, La imagen literaria del paisaje, en España Atlas de los paisajes de Espa ña , Madrid, M inister io de Me dio Am biente, 2004”. José Manuel Caball ero Bonald sintetiza este f enómeno al expo ner que: “La imagen de Andalucía se afianz a como un producto de exportaci ón amalgamado con todos los falsos ornamentos del pintoresquismo decimon ónico” 14 . Sin embargo, como indica Vázquez Medel “es bien conocido el hecho de que la percepción de Andalucía es distinta desde una mirada interior o desde una mirada exte r ior” 15 . Est e aspecto se puede contrastar gracias a la obra de artis tas a ndaluce s de la talla de G óngora, Juan Ramón Jiménez, Machado, Lorca, Cernuda, Alberti etc., para cuyo estudio remitimos a la extensa bibli ografía publicada a l respecto. Concluire mos señalando como la poderosa in fluencia de ambas visi ones de la realidad andaluz a, la exterior f rente a la interior, ha g enerado un conflicto de identidad que aún seguimos arrastra ndo hoy en día y en el q ue a m enudo persiste la imposición de los tópicos más recurrentes. 14 “CABALLERO BON ALD, José Manue l, A ndalucía , Barc elona, Lunwerg Editores , 1989, pp . 24”. 15 “VÁZQUEZ ME DEL, M anuel Án gel, La imagen de Andalucía en e l espacio literari o, e n Instituto An daluz del Patrim onio Histórico, Territorio y Patr imonio. L os Paisajes Andaluces, Gra nada, Com ares, 2003, pp. 186”. “T err itorios renovables, paisaj es emergentes” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 376 “T err itorios renovables, paisaj es emergentes ” Autor: Jos é Manuel Izq uierdo T oscano 377 8. 2 INCIDEN CIA PAISA JÍ STICA DE LAS RENOV ABLES : La implantación de instalacion es de energías renov ables sobre el territorio, al igual que sucede con el desarrol lo de cual quier otra activ idad humana, t iene incidencia sobre el paisaje original. El impac t o pai saj í stico de este t ipo de instalacion es energéticas es una de sus afecciones más contestadas y, probablemente , de las m enos estudiad as en pro fundidad. Su estudio implica el análisis de f actores t anto objetiv os como subjetivos, estos últimos vinculados f undamentalmente a la percepción social de las poblaci ones del entorno. La complejidad de la materia que pretendemos abordar exige determinar con carácter previo el alcance del estudio. En función de la escala territo rial (región, comarca o lugar), la metodolo gía a seguir varí a sustancialmente. Las herramienta s disponibl es para el trabajo con el paisaje, han evolucionad o sobremanera en los úl timos años, también debe n seleccionarse una vez definida la escala adoptada. Conta mos con novedoso s instrumentos vincul ados a las nuevas t ecnologí as que perm iten incorporar tantos elementos como sean precisos, lo que permite afinar las soluciones, en f unción del alcance del estudio. Igualmente abren nuevas f ormas de partici pación que acercan el manejo del pai saje a la ciudadaní a. Una corr ecta selección de emplaz amientos, de ahí la importancia de la planificación, minimiz a la incide ncia paisají stica de cualquier instalación renovable. Resul ta fundamental el análisis minucioso de todos los atr ibutos que concurren en los encla ves potenciales. Las limitaciones de recurso y legales, an te la superposi ción de activ idades, han desplaz ado hacia las áreas r urales la may or parte de las instalacion es renovabl es. Por ello, el paisaje rur al deberá ser objeto de estudio preferente. No obstante, en la medida que las soluciones renovables e stán garantiz ando la f uncionali dad del tejido urbano , su irrupción en las áreas urbanas no ha hech o más que co menzar. No debemos obvi ar la import ancia de las referencias culturales, debido al papel que desempeñan en la configuración de la percepción colectiv a, que han marcado la relación entr e los ciudadanos y las energ ías r enov ables. Finalmente, el estudio de las particularidades paisají sticas de la implantaci ón de este tipo de inf raestructuras recomienda el establecimiento de una estructura clara. Por un a part e se deben considerar una serie de aspectos de co rte más teórico que deben ser contrastados sobre el terreno con casos reales. En las instalaciones analizad as podemos detectar como las cuestion es paisajísticas no han recibi do la mis ma atención que las p roductiv istas. “T err itorios renovables, pais ajes emergentes ” Autor: J osé Manu el Izquierdo T oscano 469 [Document text truncated for crawler view.]