Sermam da exhortaçam a penitencia que prègou no Real Convento de Belem, na segunda festa feira á tarde da Quaresma no anno de 1684
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10 Sermwt dido= nos apartamos da luz, deixandonos enlevar das Sereás; que feõ os enganos do mundo, já hoje, quais outros UlyfTes difcrecos, nos quere¬ mos prender aos maftros deíía Cruz; -aflim que aqui nos tendes mett Zuc.c. ■ Deo , que por eftarmos aos vofíbs pès, nò Porto falvo nos tendes: dainos if. pois as boas vindas, como fizeftes ao ProdigorGrcíd/r fuper colutn ejus , Mas á meu Deos, que quando vòs nos dais os braços, vos correfpondenios j04 n,c. taõ mal, .que vos damos huma lançada, Uncea latus ejus apcruit. Pois n»0 19. * fejaaííim peccadores, já que efte Senhor nos eras nas palmas: poríA- Omuj, tabm eos in buchijs. meis , metamolo nòs no coração, peíandolT } nos de todo elle,de o haver oífendido, para que defta for¬ te rios dènefta vida muita graça , que he o melhor palíaporre para a Gloria, Qum tnibi , & vobts, &c. F I N I S LAUS DEO. \
Da ExhorfAf/w à Tcmtemh. 9 «Kz Santo AuguíHnho, he efte Reyno do Ceo } quando 1 os valfall°s ie empregáoetn fervir ao Princepc,que heojuizoil» quo m funt ordimu j ut id , quod eji in tomini pUriptmm , & excellens, boc im - PWtAUúsy enrão he efte Reyno do Ceo, diz o Santo, quando a v ontade não manda, & quando a razão governa ? Pois pergunto, fl o nde fe vè a razão mais fenhora, & a vontade mais fogeita, que hum juft 0 2 q Ue p or aííentir aos confeihos da razão , rnortih.- ca os impulf 0s da vontade; aílim ! pois ainda que o Ceo efteja mui 1 ante > djgaChrifto, que não eftà fenaõ muy perto} intrayos ejl F ra que f e veja, que nao difta nada de hum iufto o meimo Ceo: ^ D c,i “V vida ^ e rn ^*8° eu *°8° 5 ^ U e antes term05 cortado a linha da . fiemos chegados à fòz-do Porto; porque difta mui poucoBet- ^ do p orCo faivo- a qui f 0 j aonde o Piloto fe falvou, porqueem et em foj 0 que morreo, & aonde o Piloto fe falva, grande deí- ou^U ^ nau f ragarem os marcantes 5 & mais tendo em Betlem aceh a t0rre Majia: Tunts Davidica } que ccm falva real nos reftanqueandonos a entrada, com condição, que regiftremosas j 3 * a . S; correfppndamoolhe pois com fufpiros, defembarcandò no t P* da perfevèrança, demos as graças ao' Piloto , por ríos haver v * 1 0 ^quij paguemoslhe fe quer da Nao o frete , com a cbfer- *S a d°s votos, que ao embarcar lhe promettemcs, pedindolhe> h jt ^ e r n troco nos dç o feu efpirito , para que jà que fomos Jerofes t?i. n o k‘ bito, 0 pareçamos também no penitente. Naõ fe latis- §'*• fcu ^izeú fò com a capa de Elias, fenão que lhe pedio também o tirito : Fiat in me duplex fpiritus tuus, & com acerto 5 porque cap^ 11 com a capa, & fem elpirito era hypocrita ; porem tendo a 4,^. não ’ ^ roais 0 efpirito, era juftoj aílim nòs , Religiofo auditorio , c.z, bem n ° s ^tisfaçamos fò com a capa de Ieronimo , peçamcslhe tamdiípi^. efpnito, para que fejamos em tudo Ieronymos : Ft.it in me tuus. % r Catbolíco auditorio, fe athegora, enjoado da viagem, P^ a cu ^P a » a< 3 1 1 * podeis convalefcer, pqis tendes em Bec- ^eíL ‘ u d c; refafeivos pois pela graça ; fazendo fe quer «aguada kfiiUo rt °» chorando volTas culpas paliadas, que defta forte vos l ° S( ^n> ^ 0,T> ^ UCCe ^° da melhora; advercindovos, quefe nos pofd°s,p ef j a t , fecoftuma por hum facho para defviar aos mareantes ^° s ’ aqui tendes ntfte porto aquelle facho Divino, que do alto Jej 1 Cruz, vosenfina o caminhe; dizendo que navegueis para cl- “iho Píomettemoi Senhor, & fe athegora, quaes marcante; per¬ didos
Luc-c • 1 7 * s \ Ser mim rios peccaáores, aflJm o qu e importa he, remat Cada hum á fua parte,p** ra que não vá a Nao a pique. ^ Mas graças ao Ceo, que jà paflbu a tempeftade , jà amaina* íao os ventos, jà efclareceo o dia, jà chegou o tempo da bonança, ecce nunc diesjalutis ; tomemos agora o plumo ás conciencias, & ve> jamos a altura em que eftamos ; peguemos da carta de marear ào entendimento, & vejamos o que efta nos diz, & acharemos ter jà paffado a noíín Nao pela Ilha graciofa , que das efpinbas faz tés , para divertir os paííageiros , a que não amem a Penitencia, ^ chegando ao cabo das delicias , não encalhou nunca em o bai*° dos deleites; pelo que alviçàras peço fieis; pois fem termos coít 3 ' do a linha da vida, nos dà o Piloto por entrados cm o porto, U*' zendoncs efta 'Qiiarefma a JBelem, aonde fe vivermos ajuftados, P 0 ' devemos ter o Porto falvo;porque dífta mui pouco de hum jufto o meí# 0 Ceo. • - RegmmDei intra vos efi , diffe Chrifto em huma ocafião, o R c ?' no de Deos eftà tão perto de vòs outros, que entre vòs rnefrno 5 d téride^ Que' o Reyraa de.Deo3 feja a do Ceo , he certo j por^J affith’o diffe o Senhor:- Rtgnum meam non eji de hoc mundo ; pois ^ lhámé > Ò e os S Se o Ceo cftà tão diftante , que para lá chegarei 0 jnftos'-,' gaftàrão toda a vida no caminho , como logo diz efte nhorque efta tão, perito, que entre nòs mefmos o temos intrfi ví [ efi* flíreí, em cada hum «b nòs fe con-Tidera biima monarquia. éiíde 5 ' a'Càbe^a,* hé-o- Princepe, que governa acamais, os òlhos^ | os fafeiòs, -qüfe drvifaõos perigos, cs ouvidos os juizes, queou vC r í & iulgão asspartes, os narizes es devotos, ques percebem bch^ rio Eterno, a boca os Saceidorcs, que comem o Pao Divino» ^ rientès os Religiofos por íua orcem de inferiores, & fuperiores, feu erteerramento, brancura , fortaleza , & retiro, os braços foldados, que defendem efte Rtyno, o ventre os lavradores , 9 leparrem o fuftemo, & os pès cs officiaes, que fuftenráo po; com que fe acha nefta monarquia, povo , nobreza, & * ^ gos; o povo faô os fentidos exteriores , como mais grcff e,r °? ’ o5> nobreza os fentidos interiores, como mais delicados , os que nunca do Princepe feiapartão , faô as tres potências da al ^ memória, entendimento, & vontade; ha mais em cfteReynod cribunaes, hum ^ m r% rnnü^lhn rrntt a ^a ^nrrítí execução , loan,c, 18 . hum da razão para o conlêlho, outio do apetitep 1 ^ . todos os vaflallos ckfte Princepe , faô dotados de £ ríl <^ des prendas 5 perque a vontade ama, o entendimento difeurfa» * a memória gvarda, o povo ferve, & a nobreza oberkcé; & en ^
D a ÉxhcrtáÇdõ a Ttmtmiâ. 7 cs velhos, foube o mundo, que erão mortaes osmeços; Conftrrexit uÍí^Gckc, ou<?n u' r em f uutn t& interfee,it euttt* A (fim não nos fiemos defte vento, . 4 . íL»,., 0 Venha d° Oriente da mocidade, não nos tras cartas, que nos n? ° ° c c * ^ ente da velhice,pelo que temamos; porque a mofte con- e hos ) ^ contra moços fe tem já hoje armado. - jy 5 .“' i te chorem, &pracidite ramos ejus, adverti, que não (eíatisfez £ >4fítC% losram 3 . c °m mandat cortar íò pelos troncos, fenac;tampuiipe : homen ° S> ^ Corn razao : porque como nas arvores fe repcefemão os Ceo nu Vl ^ e ° b or,í * nes ve ^ ut chores ambulantes , quifnos moftrai niftod * m ° tte nao 1 ° dá o golpe em o tronco da velhice, fenão tamaífim t ° r ani0 da mocidade: Succidite arborem , & praddite ram cs ejus ; ^ tem f Q eaiat7l0s 5 porquefe cfta tem machado para os troncos, tem ram- ( ^ * tos • ^ C e P ara os ramos, com que não corra; sò pelo fazonado ^os fru- ' j ÍQ\\ ] " t ít ^ er S tte f ruólus i fenão, que igualmente corra pelo atavio das e ftam excutlte f°^ x 5 pelo que não nos fiemos nos annos, pois que não foi s ^ ctn nenhuma idade fegurbs: Se fois velho, há machado, & fe A °Ç°> tendes fouce j SucdditeMborem y & p radaiteratnõs ejus. or: pta o ln< ^ a nao cefldu a tempeftade; porque da parte do Occidente fbnos v ütr ° ^ cnt0 contrar l°» a 9 u e chamão,amox proprio , & por levante tai ^‘zendoj não tenteis a Deos com penitencias, foisvejho, tra¬ ta a ref? n ^ - rvar a Vo ^ a v ^ a> S u e D e os nao S uer > c l ue nos matemos,baf- 5 ã 0 j e 0 u Ç ao , que tomaftes em embarcar nefta Nao, aonde tendes hum tomp ^.y ® 0 por guia, que vos porà em porto falvoj affim que em fua Deos a í la *des b em » q u e fe pelos merecimentos de hum. jqfto,perdopú a v òs. r?fj {orna > pelos merecimentos de Ieronymo vos perdoará tambtm bot^ r n que faz muita agoa a Nao, & eftà arrifcada a perderíe j mas nosrn pio fieis, para todos nos falvarmos;•. façamos o que o Piloto 9 Uep a r acudamos ao fogão, que he o Inferno, & confideremos, rec in\ei lto 1Vrar defte, não bafta fò a companhia dos bons, nem os me- * n d áo d 0l , S ^ 0s outros, fenão as virtudes de cada hum; porque juntos *ui tas v * c * zados, & muitas vezes hum fe perde , & outro fe falvaj p^Iher- * CS e ^ c °H le De° s a Lot, & deixa convertida em eftatua delal ^ 3 v id, $r^ n } 0s andão pays, & filhos , & muitas vezes efeolhe Deos a - X aa Abfaláo, tícolhe a Ncè,& deixa a Cão; juntos anv etlt r a - / ■ • J- J - r . . Ma r °' cr i a dos com o mtfmo leite , & nafeidos do meirno ° ,1e 8^ ^ e ' X a a Efauj & finalmente no Apoftolado efeolhe a Pedro, ,’.^.deixa afegar a Indas, queo vende, que na matéria da l0i j po ft) a ° ,ÍT1 p orta a companhia dos bons, nem os merecimenresdos e de Sáo Ieronymo fer Santo, rão íc fegv.e» quenáofejamos 7 B ij nos c °b, ^itast vezes efeolhe Deos a Ifac, & deixa a Ilmael, efeolhe 05 dr - - - '**•'*-** - *
6 !Semam 2 ágoa,ja queategora forão dous pegos da culpa, & âffcpeftdidos tfâ ® < mos dembarcar, que he jà tempo de partir, Eto »«»* ttWfw AC.cepum façamos à imitação do Piloto, força da obrigaçaõ , & da obrigação co£ refpondencia; da correfpondencia primor, & do primor liíonja , & da U' fonja aífeiçâo, & deites degraos formemos a efeada para fubirmos á & cortando a amarra do amor proptio,vamos navegando vento emp° pa,marèderofas. ' 0 Mas em quanto a Nao vay caminhando pelo mar do defeng 30 bem he, que nos defpidamos da terra, dando huma boa viagem ao mu n " do. ADeos Patria, ficai embora recreações,a Deos cafa, ficai embora lícias,a Deos amigos,ficai embora regalos j boa viagem Catolicos, 9r )à as recreaçoens ficão apartadas, jà as delicias fenccèrão, já os regalos cabárão; mas á gavia fieis, que vem là huma nuvem preta, aquecn^ mão o diabo, defpedindo de fi o vei.to das tentaçoens, táo íorte, q u e longe faz tremohras bandeiras, que faõ os penfamentos dos mareante 5 » que jà começão de vacilar configo, dizendo: Quem me mandou en^V «ar em huma Nao, aonde tudo íaõ fufpiros? Não me era mai 3 facil 0 varme etn a corte, aonde tudo faõ paflatempos? Oh que he muyf° r ; cfte vento, 8c aílim para que nos não rafguc de todo as bandeiras > mos o que o Piloto ordena, deitemolas no porão da Nao , aonde vaV P EccltC, l^ftro a morte, que a memória defta nos afiegurará de todo os penf at ^ e 7, tos: memorare novtffima tua, & in tternum non peccabis . Se Abfaláo fe brira da morte, & vira que havião de parat em laços, o que elle . madexas, nunca fe defvanecéra Abfaláoi SeSichem le lembiàra do n * & vira, que fe havião de trocar em lanças,o que o amor forjou em J nunca Sichem quizera a Dinaj Se Nabuco fe confiderara mortal, & v ‘ [ que fe havia de mudar em campo a Corte, h fua pefioa em bruto , p ^ cafeenfoberbecèra Nabuco, Pui; Abíaloens prefumidos, Sichens ‘ manres, Dinasdefvanecidas , 8c Nabucos íoberbos, memorare novtJJ 1 lua,&in dttrnum non peccabis.. Mas nao bafta ainda ifto paraxjue ceife o temporal, porque P‘^ te do Oriente fopra outro vefito rriais rijo, a que chaináo larga vida» •, *dlobiandono$ nas coitas, nos vem dizendo: Quem vos poz ncíTc 5 ^ dados? Sois moço, tempo tendes para chorar voffas culpas , lograi ^ ^ mocidade, que na velhice as chorareis! Oh còmo balança a Nao co ^ Q impullòs deite vento! Mas bom remedio Catolicos, façamos ° °^ qSi Piloro enfina, anilharia iòra, que he o temor de Deos j 8c terpaP í e f i que a morte nos aflalte,porque cila náo íò corta pelo feco, fenão z e í pelo verde; moço era Abel, dí velho.Adam> & querendo a morte r c experiência do íeu poder, Abel foi o alvo dos íeus tires , &' piimeii 0 ^
T)dExhôrtdçao h Penitência. 5 V ^ Nao nos divirta não da viagem, a memória de noffas culpa? pr,fiadas; por<] P^ccadoies faõ,os deNinivejôC por quatro lagrymas q verrètão che garao a lucrarfourn mar dp graças; juftos vemos em o Çeo, que também a 0 ^ pcccadottfs uq mundo; mas com eíla differença, que le os peccakvo° S aP ff rC r r ?°- a ^ uma hora da eterna felicidade, a Nao Peniiencia os ° u a ^ * k‘‘ c *dade eterna, navegando por mares de lagrymas, por fe- *“ s ? melhor eftcadadò Ceo. tantas n* K f Dr4 daquelleParaizo, em que logrou; ò primeiro homem cile ma? na terra, não tenhamos hoje no mundo, para tornar a o Gihon a q uel ^s qoatro rio», que dizem defie paraiíodahir* m ° p ç j * 0 ^tifon, o Tigris, & b Eufrates; & a razão he, porque Co- 4 vifta 38 n^ oas dosLuos^le eotendem as lagrymas dos olhos, quer Deos o ar De j 1 110 . t no ^> que para chegarmos ao Ceo,havemos primeironavete a /f 0S * r *°^^ a s '^ a í S ,[ ytnas, chorando noflas culpas paífadas; & afiini tc r p fttâ t,IT ! IOSj P e ^ temor da morte, naveguemos pelo Phrifon,que fe inc 0fT )o ?'****«*, feas choramos por recear a Divina jjuftiça, que nos fere mos no 2 ta}na ' ,e g u e niuspelo Tigris,que fe interpreta/^rt/4,&íe chorafelnte aSc °^ as 3 P^^dèfejo da Pátria, naveguemos pello Gihcn, que *jUe'de P ^ retâ mutat *°> & finaímente.fe choramos noffas culpas pelo amor, que fe ^ emos a< O eos digno fò de ler amado, naveguemos pello Eufçates,. onde c ^ r,r ^ r P rsc ^^» < gí/ tr y de forte, que para chegarmos ao Paraizo, para Deffg p mi . nhamos 5 have mos de navegar por lagrymas; porq sò por cilas ^taizo fe entra, n ° 3 t erd CreVe ° ? v an 6 2 ^ a Saõ Ioaõ a celeíle Ierufalem, & defpois de lt ° a Vat ' e dade de pedras, de que os edifícios fe compunhão, nos butiia ”° Zè P orUs ra ° fetrnafas, que diz elle fer h u m a pérola cada c ftaÇfe l < 7 e c * nt P ort4 ’ duoiecim nmgariu funt i pois vathame Deos fe coda Seitas 6 Var t e dade de pedras fe fabrica, como íò as portas de mar-. Apoc.f, «fttio. ^mpo-m? não era mais acercado, que as efmeraldas, quelu- 2 j , ^HCulos q 110 !*^ 08 Topafios, que refplandectm nos edifícios,& oscar* A? e ^i'?s í nos capiteis, que appartceíTem nas portas, pbr fe- Parece Ontel ^ c ios d^obras, &os fobrefentosqdias grartdezás£ n ***» n í )s'm ( l l,ceau f a ba para que neftas lò matgaritasc le vèjaôS P e d t a s ,dizo Douto Elcobar, fefimbolifaõ as virtudfcs, &c Efcov, ^ a B r v m as; athm? noís fnKiinurmíie os mures db*.trrroic f.ft s lagrymas; athm? pcis fabiiquemfc os muros das mais infeíl. diiQfá? Iav rer^ Cat ° ^ eo asma ‘ s virtudes, potem as 'portas foide margaiw. pon** q u e fe veja’, que no Ceo sò pelas lagtymas Icenua, sunflt lfí 0s ía<ía ^Os U ^ nm : í.Ti, v- . .; ' • Con C eito* ^° lS ro , ^ ° s de hoje em diante,cerno Itb, ccm.csnoffos o* 5 ’ P e P*gt / Whí (m ocultí wcv, pata quektornonciUs B B oa i
4. Sirrium Z L chou fubmergido no inferno; pois fieis, fe hunrcrâsnos faz perder» f e r hum hodie o que nos falve; não nos fiemos no tempo, que hé vario, que hoje,he bonança, como dilfe, pòde fer á manhaã cempeftade. y E m quahto Jacob dormio,logrou favores: Benedicentur in te, & tofi* mine tuo.omnes tnbus tcru.\ porem tanto, que deípercou,teve cuidados; venfque , qum terribtlis eft locus ific\ & com razão: porque em quanto l* 10 durou o íono a Jacob, teve efeada para o Ceo; vidit fcctUm ; porem tan f < J» que tíefpercou, achoufe fem efeada na terra, non efl hie Miud: & ver J 3 * 0 em hú abrir,& fechar dos olhos a fua forte mudada. Oh que he muít° 0(5 temer! p avenfque^qiúm terribilis e(l locus'iile! Por efta efeada fe entende* nofla Naj; porque conforme Hugo, reprefentavaa Penitencia s aííi fi c,s ’ jjug.in Em quanto nosdurarofono da vida, teremos efeada para o Ceo; 2$,Gen. aremos Nao ,* que nos ieve;porcm tanto que defpertarmos á ecernid 3 ^ o qum terribilis efl locus iftel porque não havemos de ter efeada par 3 ^ bir, nem tão pouco Nao para embarcar; porque: non efl hic MM , tifl * t mus Dèi , & porta cMij Pois Catholicos,»«/;<: <•/? tempus ; não efperemos i* 1 ? hora, que pode chegará da morte, & então hea falvação, fenão imP 5 íivel, arrifcada,notay. ' J Delpois de Noe embarcar,lhe fechou Deos à portinhola : inclufit l ( íl r Dominus deforis , & diz São Ioão Chryfoftomo,que foi para que não t c * . Ur *cr. _ . r .?. _ o_ ‘ ■ n . .ao 3 ” Gen.c. 7- lhefle ninguém, & aífim crefcia o diluvio, & com a enchente das 4 °‘f e gritavão os homens de fora, a que lhe valeífeni os'da Nao, deixando° s L quer,embarcar, mas a nenhum deferia Noe; porque tinha a efeotifi 1 * 1 , chada, c o m que todos fe pcrdèfão; Pois valhame Deos , não foi f‘ lbr y da efia Nao, para que todos fe falvaflem : ut fMvetur ferntn univirfa t(t J Não tem duvida; pois como fó Noè nella fe ialva? direi, Ndc cmb 3r ^ i fe com tempo,os mais porem detiverãofe, & fò agora, que fe vem c °; $ morre em os braços, & com a agoa pela barba, he que le querem ^ aíl:m! pois para eítes não ha Naò: hirtuflt emn Dominus dejoris ; pofn ue .jt ífa horahef lalvação, fenão impoilivd, arfifeada. Digao Abláláo > ^ tendo as mãos livres na morte,fenão foube defembaraçar dos cabe^^á' mefm - forte o peccador naquclla hora, ainda,que tenha ConfefI° f [0 > beceira, não labera defatar o laço da culpa; atlim o que importa,! hc,ap veitarmonos do tempo,embarcando defde logo paraNinive.que (ii \ , . uc logo paraiNiniv fcrínozá,p«/fM,Sc não para Tharfis,quç fe interpreta gofto; Contaif • c gtudiji porquegíU a alfândega defta Cidade já tão chea de direi 1 0 ^ 1 ^ quem là vay carregar .de delicias , para a vida , da primeira cV . ^ perde a alma; que lha tomão logo por perdida; aílim para Ninive e ‘ y Mattb. quemo;, aonde,(elevarmos por mercancia as boas obras, feri ,K ' ,rtí e 4 P ,l ? ! nançia táogrande , que çeacopor hum no $ darão, (entupiu " 1 4,1 ^ío
ERMAM D A 6 ~ EXHortaç AM A PENITENCIA; que pregou no Real Convento de Belem, na fegunda feita feira á tarde da Quarefmano annode 1684 . 0 T- Fr. CARLOS DE S. FRANCISCO Drofejfo no mefmo Consento. Offereceo ao feu Prelado mayor. O REVERENDÍSSIMO PADRE JOSEPH DE BARCELLOS, ^tio Geral da Religião do Máximo •^°utor da Igreja, N. P.S. Jeronymo, ^ Prior aótual, no Real Conven¬ to de Belem. OfR LISBOA- ICl n a de ]OAÕ GALRAO Annode 1686, Com todas as licenças neccj[arias :