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A João Filgueiras Lima, Lelé: Arquitetura: uma experiência na área da saúde [Reseña]

Farias, Patricia

Abstract

O livro Arquitetura: uma experiência na área da saúde, publicado em 2012, de autoria do arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido por Lelé, apresenta uma reflexão crítica sobre a arquitetura hospitalar brasileira, a partir da experiência da Rede Sarah. O autor propõe uma arquitetura flexível e expansível, capaz de se adaptar às transformações tecnológicas, sanitárias e sociais ao longo do tempo. A flexibilidade se traduz na racionalização construtiva e na modularidade que conferem, aos edifícios projetados por Lelé, adaptabilidade e longevidade funcional. Além disso, a expansibilidade também se apresenta nos projetos do autor, o que garante a ampliação do edifício de uma forma orgânica, sem comprometer sua organização espacial. A publicação, também, se destaca pelo rico acervo gráfico, com desenhos ilustrados e fotografias que evidenciam, com riqueza de detalhes, os conceitos desenvolvidos nos projetos de Lelé. Por fim, João Filgueiras Lima, demonstra que uma arquitetura que funciona como um organismo vivo pode, ao mesmo tempo, inovar tecnicamente e acolher de forma humanizada o usuário.

Full text

reseña bibliográfica TEXTOS VIVOS Nuestra época está sometida a transformaciones hasta ahora insospechadas a cuya aparición no somos ajenos y que afectan a la forma de entender y practicar la arquitectura. El entendimiento y la acción en la nueva arquitectura no deben abordarse solo desde la racionalidad del proyecto sino desde la reconstrucción crítica de la memoria de nuestra cultura y de nuestra participación en ella a lo largo del tiempo y en la evolución de la sociedad. Cada tiempo, y el nuestro también, decide qué arquitectos y cuáles textos y obras han de ser rescatados y recalificados como clásicos. Mediante el diálogo con ellos, los arquitectos actuales nos alinearemos en la tradición arquitectónica de la que, hoy, de manera perentoria, no es posible ni razonable prescindir. PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA destina esta sección a realizar un repaso propositivo y abierto a esos textos. 107 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA 106 P. MARINS FARIAS. “João Filgueiras Lima, Lele: Arquitectura: uma experiência na área da saúde ” . Proyecto, Progreso, Arquitectura. Mayo 2025. E. Universidad de Sevilla. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 Con licencia CC BY–NC–SA 4.0 – DOI: http://dx.doi.org/10.12795/ppa.2025.i32.08 N32_ ARQUITECTURA FLEXIBLE P. MARINS FARIAS. “João Filgueiras Lima, Lele: Arquitectura: uma experiência na área da saúde ” . N32. Mayo 2025. E. Universidad de Sevilla. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 Con licencia CC BY–NC–SA 4.0 – DOI: http://dx.doi.org/10.12795/ppa.2025.i32.08 JOÃO FILGUEIRAS LIMA, LELÉ. ARQUITETURA: UMA EXPERIÊNCIA NA ÁREA DA SAÚDE. São Paulo (Brasil): Romano Guerra Editora, 2012, 336 páginas 18 x 24 cm. ISBN: 978-85-88585-39-3 Patrícia Marins Farias. ( 0000-0001-7264-4014). Dra. arquiteta. Professora Associada do Núcleo de Expressão Gráfica, Simulação, Projeto e Planejamento. Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil. Persona de contacto: [email protected] A obra, publicada em 2012, intitulada Arquitetura: uma experiência na área da saúde, de autoria do arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé, representa uma síntese madura entre técnica, sensibilidade social e inovação no campo da arquitetura hospitalar. Estruturada entre conceitos e apresentação de obras de um dos mais relevantes arquitetos do Brasil, a publicação desenvolve uma reflexão crítica sobre espaços de saúde no país, especialmente a partir da experiência da Rede Sarah. Com clareza metodológica, Lelé articula, de forma ilustrada, teoria e prática ao defender a necessidade de uma arquitetura hospitalar flexível e expansível. De acordo com o autor, a flexibilidade programática e espacial, fundamentada na racionalização construtiva, é um princípio estruturante do projeto para garantir a longevidade funcional dos edifícios. Sistemas industrializados, amplamente utilizados por Lelé, possibilitaram uma racionalização que permitiu a modularidade, conferindo aos projetos adaptabilidade, como pode ser observado no Hospital de Base de Brasília (Distrito Federal) e no Centro de Tecnologia da Rede Sarah (CTRS) de Salvador (Bahia), descritos no livro. No caso do edifício de Brasília, o ponto principal do projeto foi “a adoção de um sistema de circulações independentes e abertas que possibilitasse a execução de modificações ou acréscimos em qualquer setor, sem interferir no vizinho” (Lima, 2012, p. 82). Por outro lado, a experiência do Hospital do Aparelho Locomotor de Salvador, pode ser considerada como basilar para compreender o desenvolvimento da abordagem tecnológica e flexível de Lelé em suas obras. A criação de um centro tecnológico (CTRS) com objetivos bem definidos como produção industrial de unidades funcionais, interlocução com equipes médicas, desenvolvimento de equipamentos próprios e manutenção permanente das instalações demonstra um entendimento sistêmico da arquitetura como ferramenta estratégica da gestão em saúde. Ademais, a implantação do CTRS possibilitou aprimorar e desenvolver experiências acumuladas no campo da industrialização do “concreto armado, da argamassa armada, do aço, dos aglomerados de madeira, dos plásticos injetados e em fibra de vidro” (Lima, 2012, p. 135). A modificação do módulo construtivo do CTRS de (1,10 × 1,10) m para (0,625 × 0,625) m representou um avanço significativo no aprimoramento do rigor dimensional dos espaços projetados. Essa mudança possibilitou maior precisão na modulação dos elementos, otimizando o uso dos materiais industrializados disponíveis no mercado, favorecendo uma maior racionalização dos processos construtivos. Além disso, o novo módulo facilitou a compatibilização entre os diferentes sistemas pré-fabricados, promovendo ganhos em eficiência, redução de desperdícios e maior economia na execução das obras. A produção arquitetônica proposta por esse arquiteto brasileiro se apresenta como um organismo vivo, apto a se expandir, reorganizar e incorporar novas técnicas e equipamentos médicos, confirmando assim, além do conceito de flexibilidade em suas obras, o conceito de expansibilidade. Essa arquitetura abordada no livro, revela edifícios de saúde projetados para crescer de forma orgânica e planejada, sem comprometer sua organização funcional e formal. Assim, entende-se que necessidades assistenciais que venham a surgir depois de inaugurada a obra, podem ser incorporadas com fluidez e economia de recursos, fortalecendo o vínculo entre a arquitetura e a sustentabilidade institucional. João Filgueiras Lima propõe que os hospitais possam ser projetados, não como estruturas definitivas, mas como sistemas abertos e dinâmicos. Os conceitos de flexibilidade e expansibilidade, nas obras de Lelé, assumem, portanto, uma dimensão atemporal, permitindo que os edifícios, a qualquer tempo, se atualizem garantindo eficiência do serviço e identidade da sua linguagem arquitetônica. O Sarah Brasília Lago Norte e os postos avançados de Macapá e Belém do Pará são exemplos dessa abordagem, considerando que foram concebidos com possibilidades de expansão, reorganização funcional e incorporação de novas tecnologias. No caso do edifício de Brasília, ao longo de vinte anos de funcionamento, a construção absorveu inovações introduzidas nos diversos tipos de tratamento, viabilizando os conceitos de flexibilidade e expansibilidade dos setores em geral. Os postos avançados se destacaram por serem arquiteturas pensadas como “embriões de futuros hospitais, levando em conta um eventual plano de expansão dos setores existentes, bem como a criação de novos setores não previstos no programa inicial” (Lima, 2012, p. 241). Para além desses conceitos de uma arquitetura flexível e expansível, um dos aspectos mais destacados do livro é a ruptura com modelos projetuais marcados pelo excessivo controle e vigilância. O arquiteto Lelé incorpora a experiência dos profissionais de saúde no desenvolvimento dos seus espaços, promovendo um novo paradigma de projeto em que a colaboração se torna ferramenta para o processo de concepção. Esse “fazer arquitetura” desloca o arquiteto do papel de autoridade absoluta e o coloca no papel de mediador dos múltiplos saberes. Essa postura profissional cria um diálogo contínuo entre o projeto, os profissionais de saúde e a experiência do paciente. A flexibilidade torna-se, assim, uma resposta prática e conceitual à escuta ativa para a concepção de projetos que não apenas se adaptam ao uso, mas nascem a partir do uso e da vivência de quem os ocupa. Assim, os edifícios da Rede Sarah expressam abertura de articulação entre sujeitos e os espaços são ambientes moldados por múltiplas mãos, capazes de responder, com precisão, às exigências operacionais e afetivas do cuidado em saúde. Essa perspectiva participativa, também, confere maior resiliência aos edifícios hospitalares, pois antecipa demandas, melhora fluxos operacionais e assegura maior adaptabilidade ao longo do tempo. A prática projetual, centrada na colaboração interdisciplinar e na capacidade contínua de reconfiguração dos espaços, é sustentada por essa variável técnica denominada flexibilidade. Caracterizada por uma edificação permeável às complexidades e pluralidades do campo assistencial a arquitetura flexível de Lelé, também pode ser observada com relação aos aspectos sensoriais e ambientais como luz natural, ventilação cruzada, percursos intuitivos e conforto térmico. Estes elementos são centrais na experiência hospitalar proposta pelo autor, especialmente ao que diz respeito sobre a humanização nos espaços de cuidado, com a criação de ambientes acolhedores, que fortalecem o vínculo entre equipe de saúde e paciente. Outro aspecto que enriquece a experiência de leitura do livro é a abundância de material gráfico que acompanha o corpo do texto. Fotografias detalhadas dos projetos executados oferecem ao leitor uma visão integrada dos conceitos abordados. Desenhos elaborados pelo próprio Lelé – incluindo plantas baixas, cortes, fachadas e implantações esquemáticas – apresentam uma precisão notável e revelam, não apenas o domínio técnico do arquiteto sobre os conceitos, mas a sua habilidade em comunicar ideias arquitetônicas com clareza profissional e sensibilidade. Essa riqueza iconográfica transforma o livro em uma fonte visual poderosa, permitindo uma leitura ilustrada e sensorial dos espaços descritos. Ao percorrer os casos apresentados por regiões culturais diferentes do Brasil, constata-se que, embora a linguagem arquitetônica mantenha certa uniformidade na identidade formal, cada edifício é resultado de um cuidadoso processo de contextualização. A flexibilidade e a expansibilidade se manifestam também na estratégia de adaptação ao território, às necessidades locais e às diretrizes institucionais. Existem outros pontos de interesse do livro a serem explorados como, por exemplo, as galerias de instalações e ventilação. A obra de João Filgueiras Lima, entretanto, constitui uma referência imprescritível no debate sobre a produção de arquitetura hospitalar no Brasil. O arquiteto propõe uma alternativa profundamente conectada com a realidade do país, onde a eficiência, a inovação técnica e o compromisso social se entrelaçam. A compreensão da abordagem projetual de Lelé, em sua totalidade, permite perceber como a arquitetura pode ser técnica, ética e transformadora ao mesmo tempo. . BIBLIOTECA TEXTOS VIVOS PPA N04: Jane Jacobs: MUERTE Y VIDA DE LAS GRANDES CIUDADES – Juhani Pallasmaa: LOS OJOS DE LA PIEL. LA ARQUITECTURA DE LOS SENTIDOS – Leonardo Benevolo et alt: LA PROYECTACIÓN DE LA CIUDAD MODERNA PPA N05: Carlo Aymonino: LA VIVIENDA RACIONAL. PONENCIAS DE LOS CONGRESOS CIAM – Le Corbusier: CÓMO CONCEBIR EL URBANISMO – Daniel Merro Johnston: EL AUTOR Y EL INTÉRPRETE. LE CORBUSIER Y AMANCIO WILLIMAS EN LA CASA CURUTCHET PPA N06: Juhani Pallasmaa: THE THINKING HAND: EXISTENTIAL AND EMBOIDIED WISDOM IN ARCHITECTURE – Lewis Mumford: LA CIUDAD EN LA HISTORIA. SUS ORÍGENES, TRANSFORMACIONES Y PERSPECTIVAS – Reyner Banham: LA ARQUITECTURA DEL ENTORNO BIEN CLIMATIZADO PPA N07: Carlos Martí Arís: CABOS SUELTOS PPA N08: Robert Venturi, Denise Scott Brown y Steven Izenour: LEARNING FROM LAS VEGAS – Serena Mafioletti: ARCHITTETURA, MISURA E GRANDEZA DELL’UOMO. SCRITTI 1930–1969 PPA N09: R. D. Martienssen: LA IDEA DEL ESPACIO EN LA ARQUITECTURA GRIEGA PPA N10: Rem Koolhaas: SMALL, MEDIUM, LARGE, EXTRA–LARGE – Rem Koolhaas: DELIRIO DE NUEVA YORK. UN MANIFIESTO RETROACTIVO PARA MANHATTAN PPA N11: G. Asplund, W. Gahn, S. Markelius, G. Paulsson, E. Sundahl, U. Åhrén: ACCEPTERA PPA N12: Manuel Trillo de Leyva: LA EXPOSICIÓN IBEROAMERICANA: LA TRANSFORMACIÓN URBANA DE SEVILLA – Manuel Trillo de Leyva: CONSTRUYENDO LONDRES; DIBUJANDO EUROPA PPA N13: Antonio Armesto (Ed. y Prol.): ESCRITOS FUNDAMENTALES DE GOTTFRIED SEMPER. EL FUEGO Y SU PROTECCIÓN – Daniel García–Escudero y Berta Bardí i milà (Comps.): JOSÉ MARÍA SOSTRES. CENTENARIO – Jorge Torres Cueco (Trad.): LE CORBUSIER. MISE AU POINT PPA N14: Gilles Clément: MANIFIESTO DEL TERCER PAISAJEERA – Marta Llorente Díaz: LA CIUDAD: HUELLAS EN EL ESPACIO HABITADO PPA N15: Federico López Silvestre: MICROLOGÍAS O BREVE HISTORIA DE ARTES MÍNIMAS PPA N16: Begoña Serrano Lanzarote; Carolina Mateo Cecilia; Alberto Rubio Garrido (ED.): GÉNERO Y POLÍTICA URBANA. ARQUITECTURA Y URBANISMODESDE LA PERSPECTIVA DE GÉNERO – Caroline Maniaque–Benton with Merodith Gaglio (EDS.) WHOLE EARTH FIELD GUIDE PPA N17: Rosa María Añón Abajas: LA ARQUITECTURA DE LAS ESCUELAS PRIMARIAS MUNICIPALES DE SEVILLA HASTA 1937 – Alfred Roth: THE NEW SCHOOL – PLAN NACIONAL DE CONSTRUCCIONES ESCOLARES (VOLUMEN I) PROYECTOS TIPO DE ESCUELAS RURALES Y VIVIENDAS DE MAESTROS. PLAN NACIONAL DE CONSTRUCCIONES ESCOLARES (VOLUMNE II) PROYECTOS TIPO DE ESCUELAS GRADUADAS PPA N18: Caroline Maniaque: GO WEST! DES ARCHITECTES AU PAYS DE LA CONTRE–CULTURE – Bernard Rudofsky: ARCHITECTURE WITHOUT ARCHITECTS. A SHORT INTRODUCTION TO NON–PEDIGREED ARCHITECTURE – Iria Candela: SOMBRES DE CIUDAD. ARTE Y TRANSFORMACIÓN URBANA EN NUEVA YORK 1970–1990 PPA N19: John Hejduk: VÍCTIMAS – Kevin Lynch: THE IMAGE OF THE CITY – Carmen Díez Medina; Javier Monclús Fraga (eds): VISIONES URBANAS DE LA CULTURA DEL PLAN AL URBANISMO PAISAJÍSTICO PPA N20: Daniel Movilla VEGA (Ed): 99 YEARS OF THE HOUSING QUESTION IN SWEDEN – Frank Lloyd Wright: EL FUTURO DE ARQUITECTURA PPA N21: Rodrigo Almonacid Canseco: EL PAISAJE CODIFICADO EN LA ARQUITECTURA DE ARNE JACOBSEN – Javier Maderuelo: EL PAISAJE. GÉNESIS DE UN CONCEPTO – Georg Simmel: FILOSOFÍA DEL PAISAJE PPA N22: Klaus Biesenbach y Betina Funcke (ed.): MOMA PS1. A HISTORY – Enrique Jerez Abajo y Eduardo Delgado Orusco: PAISAJE Y ARTIFICIO. EL MAUSOLEO PARA FÉLIX RODRÍGUEZ DE LA FUENTE EN BURGOS. MIGUEL FISAC, PABLO SERRANO – Tomás García García: CARTOGRAFÍAS DEL ESPACIO OCULTO. WELBECK ESTATE EN INGLATERRA Y OTROS ESPACIOS PPA N23: Mario Algarín Comino: ARQUITECTURAS EXCAVADAS: EL PROYECTO FRENTE A LA CONSTRUCCIÓN DEL ESPACIO – Christian Norberg–Schulz: GENIUS LOCI: PAESAGGIO, AMBIENTE, ARCHITETTURA – Vittorio Gregotti: IL TERRITORIO DELL’ARCHITETTURA PPA N23: Mario Algarín Comino: ARQUITECTURAS EXCAVADAS: EL PROYECTO FRENTE A LA CONSTRUCCIÓN DEL ESPACIO – Christian Norberg–Schulz: GENIUS LOCI: PAESAGGIO, AMBIENTE, ARCHITETTURA – Vittorio Gregotti: IL TERRITORIO DELL’ARCHITETTURA PPA N24: Rafael Moneo Vallés: LA VIDA DE LOS EDIFICIOS. LA MEZQUITA DE CÓRDOBA, LA LONJA DE SEVILLA Y UN CARMEN EN GRANADA – Francisco de Gracia: CONSTRUIR EN LO CONSTRUIDO. LA ARQUITECTURA COMO MODIFICACIÓN – Frédéric Druot, Anne Lacaton y Jean Philippe Vassal: PLUS. LA VIVIENDA COLECTIVA. TERRITORIO DE EXCEPCIÓN. PPA N25: Iñaki Ábalos: PALACIOS COMUNALES ATEMPORALES. GENEALOGÍA Y ANATOMÍA – Le Corbusier: ¿CAÑONES, MUNICIONES? ¡GRACIAS! VIVIENDAS… POR FAVOR / Jorge Torres Cueco Juan Calatrava: UNA EXPOSICIÓN, UN PABELLÓN Y UN LIBRO: LE CORBUSIER, 1937–1938 – Victoriano Sainz Gutiérrez: ALDO ROSSI Y SEVILLA. EL SIGNIFICADO DE UNOS VIAJE. PPA N26: Mike Riley, Alison Cotgrave And Michael Farragher (Eds.): BUILDING DESIGN, CONSTRUCTION AND PERFORMANCE IN TROPICAL CLIMATES – Silvia Benedito: ATMOSPHERE ANATOMIES: ON DESIGN, WEATHER AND SENSATION – Donald Leslie Johnson: ON FRANK LLOYD WRIGHT’S CONCRETE ADOBE IRVING GILL, RUDOLPH SCHINDLER AND THE AMERICAN SOUTHWEST PPA N27: Gaia Caramelino; STÉPHANIE DADOUR (A CURA DI). THE HOUSING PROJECT: DISCOURSES, IDEALS, MODELS, AND POLITICS IN 20TH–CENTURY EXHIBITIONS – Gabriel Bascones de la Cruz: FRANCESCO VENEZIA, JOHN HEJDUK Y EL ARTE DE LA MEMORIA – Sarah Williams Goldhagen; Réjean Legault: ANXIOUS MODERNISMS. EXPERIMENTATION IN POSTWAR ARCHITECTURAL CULTURE. 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PPA N32: Ricardo Tapia Zaricueta, Rosendo Mesías González: HÁBITAT POPULAR PROGRESIVO, VIVIENDA Y URBANIZACIÓN – Stephen H. Kendall, John R. Dale (eds): THE SHORT WORKS OF JOHN HABRAKEN – João Filgueiras Lima, Lelé. ARQUITETURA: UMA EXPERIÊNCIA NA ÁREA DA SAÚDE – Robert Kronenburg: FLEXIBLE. ARQUITECTURA QUE INTEGRA EL CAMBIO N10. GRAN ESCALA (mayo 2014) / N11. ARQUITECTURAS EN COMÚN (noviembre 2014) / N12. ARQUITECTOS Y PROFESORES (mayo 2015) / N13. ARQUITECTURA E INFRAESTRUCTURA (noviembre 2015) PpA N01 PpA N02 PpA N03 PpA N04 PpA N05 PpA N11 PpA N10 N01. EL ESPACIO Y LA ENSEÑANZA DE LA ARQUITECTURA (mayo, 2010) / N02. SUPERPOSICIONES AL TERRITORIO (mayo 2010) / N03. VIAJES Y TRASLACIONES (noviembre 2010) / N04. PERMANENCIA Y ALTERACIÓN (mayo 2011) / N05. VIVIENDA COLECTIVA: SENTIDO DE LO PÚBLICO (noviembre 2011) PpA N06 PpA N07 PpA N08 PpA N09 N06. MONTAJES HABITADOS: VIVIENDA, PREFABRICACIÓN E INTENCIÓN (mayo, 2012) / N07. ARQUITECTURA ENTRE CONCURSOS (noviembre 2012) / N08. FORMA Y CONSTRUCCIÓN EN ARQUITECTURA (mayo 2013) / N09. HÁBITAT Y HABITAR (noviembre 2013) PpA N12 PpA N13 PpA N14 PpA N15 PpA N16 N14. CIUDADES PARALELAS (mayo, 2016) / N15. MAQUETAS (noviembre 2016) / N16. PRÁCTICAS DOMÉSTICAS CONTEMPORÁNEAS (mayo 2017) / N17. ARQUITECTURA ESCOLAR Y EDUCACIÓN (noviembre 2017) PPA N17 PpA N18 N18. ARQUITECTURAS AL MARGEN (mayo, 2018) / N19. ARQUITECTURA Y ESPACIO–SOPORTE (noviembre, 2019) / N 20. MAS QUE ARQUITECTURA (mayo, 2019) / N21. PAISAJE DE BANCALES (noviembre 2019) PpA N20 N22. ARQUITECTURA E INVESTIGACIÓN APLICADA. VISIONES HETEROGÉNEAS (mayo, 2020) / N23. LÍNEA DE TIERRA (noviembre 2020) / N24. ARQUITECTURAS AMPLIADAS (mayo 2021)/ N25. EMERGENCIAS DEL ESPACIO COMÚN (noviembre 2021) PpA N19 PpA N21 PpA N22 PpA N23 PpA N24 PpA N25 emergencias del espacio común EDITORIAL UNIVERSIDAD DE SEVILLA AÑO 2021. ISSN 2171–6897 – ISSNe 2173–1616 / DOI http://dx.doi.org/10.12795/ppa EMERGENCIAS DEL ESPACIO COMÚN 25 N26. ARQUITECTURAS PARA TIEMPOS CÁLIDOS (mayo, 2022) / N27. PROCESOS DISRUPTIVOS: ARQUITECTURAS DESDE LOS SESENTA (noviembre 2022) / N28 ESPACIOS DEL DRAMA (mayo 2023) / N29 ARQUITECTURA CON Y PARA LA INFANCIA (noviembre 2023) PpA N26 PpA N27 EDITORIAL UNIVERSIDAD DE SEVILLAEDITORIAL UNIVERSIDAD DE SEVILLA AÑO 2023. ISSN 2171–6897 – ISSNe 2173–1616AÑO 2023. ISSN 2171–6897 – ISSNe 2173–1616 DOI http://dx.doi.org/10.12795/ppaDOI http://dx.doi.org/10.12795/ppa ESPACIOS DEL DRAMA 28 EDITORIAL UNIVERSIDAD DE SEVILLAEDITORIAL UNIVERSIDAD DE SEVILLA AÑO 2023. ISSN 2171–6897 – ISSNe 2173–1616AÑO 2023. ISSN 2171–6897 – ISSNe 2173–1616 DOI http://dx.doi.org/10.12795/ppaDOI http://dx.doi.org/10.12795/ppa ARQUITECTURA CON Y PARA LA INFANCIA 2929 PpA N28 PpA N29 PpA N32 N32. ARQUITECTURA FLEXIBLE (mayo 2025) PpA N30 PpA N31 N30. ECOGRAFÍAS URBANAS (mayo, 2024) / N31. ARQUITECTURAS PARA LA INDUSTRIA (noviembre 2024)