Astro da Lusitania
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Anno 1822. ASTRO DA Num. 34*. LUSITJNIJ. \ Eu desta vida só Jico contente^ Que aminhá térra amei\¡ eaminha gente. Ferrcira. lLISBOA, 18 14 snoticias obeladas, ultimanientc do Rio de Jaiieii-o, sao boje deiniuia tai i;n»'.or(ancia ,que fazem óasbiimpto^ de todas as coaversa^'óos ,ass:m coirjc <|e admira^áo eesrjanto garul: 4m quaiiio anós , de nada nos admiramos. No Astro i-í'. ar¿5 (de $1< de Dozernbro )escre- \en¡os aií^Mmias rcdlcxocs ,que iki... so^cíU/u aieii.ura das prociámtiydei ,ecartas qu/; fndnía.amcs nos N. 318. e3'20. eeúao di.'scuVr.s nos. vsogr.inie. „Separad ->S pe.'ogTcnde Ooceano, dolbeatrode taes ínaquina:;.oes ,nos naó podemos tidcular ab „certo ,as ra mi ¡¡candes qúe L;¡,ba ]-'-„r:íAdo :as>irh ,, íne.'íTió pooe.nos cíiieidar, qu? l('¡a amaiinitude 5, cure ideas daqueiles, que so iembraru'» oe bern tal 5, piojc;ctü. Na veniade, be' conLecer hem tcuco as ,cüciinstancias do Biazi! ,para en;j'rc!;e!i\.;( roe¿- íaOoIccor aüi Imm Ím¡;erioJ i'Uiiretanlo .mngueni cuvkla ¿jo quanto aamldqaó lie capaz, e(uu4nu¡- ,, tos poyos t<;in sido ein iodos os tcri'’>ós, elogares, vic.tiuias de liuma pídxao, c¡ue c<un rn;,‘is ,<'U-mc ?7 57 5j ‘IOS 101 ^'a ,impera nd coiacau! de iodos osiioaf^is, 5, eiijiiito piiacipalaicnle dr.quoÜes cpie se veem de 5, contnuio ceicados por baixbs ,ocorren ]> idos odu* ,, laCiorcs ,scíii íerern pura ibeSi c'.pjmr os recursos . ,, cpie podetiJ iniíUbi.iar aexpenemaa dos annos, c 5, euescola das desgraras, 5, Que sao do mundo inteiro omelbor mostré, ,, Sa aqueiles que no Rio aconselharao aS. M. , 5? c' sua tao precipitada viagcm para í’ortugal, tives> ”utlerUado nibio, eües nao proporción ariao ocpcasióes ?aia taes escandí. los ,emaquinapóes. ,, Lna verdaoe, nao era ¡oreciso nniita persepicaj)ara onbccer ,que os Aulicos existentes no Rio de Janeiro tramavuo c> projeclo de desmembrar o l;raz¡!, da Idetiojiole ,eesíabelecer alli huma nova ..^mastia. () plano devda apparecer eni Outubro ,e o,5viva oPrincipe Rc^gente N.Si*. ,, nao foi se nao a s()üda pala calcular aopiniao publica, que por entáo nao cstava ansas clisposlíi para amudan^-a; entretaiiío ,porque oMinistro, Pedro ¿\lves Diniz, eo Inleudente, Antonio Luiz da Cuaba, nao se eonforman- <Jb ^^‘büj o¡llano ,qnisessom sustentar ucausa da iiriuio, foiiio iniincdialamente depostos ,eoultimo ate; com ignominia, substituiiido-s'e'íbes licménsm'ais eóníbnnistas. Raqui se ve, que oProjeclo eslava éoi vol. 2. DE MARgO. \ pe', ainda que addiado para melhores circunstancias, fosse qiialquer que íbsse oprocedimento que as Cortes tivessern para com oBrazil. Piin fnn sabe-se das ürdens para que S. A. voitasse para aiiuroiia ,e eis os Aulicos, éos empregados na dura necessidacle de romperem oveo, com que ha milito encobriao óplano seai oqual, voltanáo ao logar de que assuas 'quididades os fazem credores ;ecomo procuradores ém causa projdi.i, lancao máo da imprensa ,eeoíiiecao por fazer resuscitar d’éntre os morios osystbema colonial, como pnidigiosa alávanca capaz de por em agiíacao todos os Brazüeiros, que mui decididos estavao pela causa da uniao ;fazendo alem disso la- Iborar amaiiivella da Lepulaíab de S. léanlo, de aiitcrnao preparada. Se nos leinbrassemos ,-qiie as nossas mcsquiiibas reflcxces baviao de ser lidas pelos Autíiores de lau-: los íblbetos ,ede tantas, calumnias ,nós nao escre-, veriamos huma só letra ,porque bem certos estamos de que onosso tempo era perdido; mas í.dguern rnais as hade 1er no Brazil ,e os seus habitantes nos íuzern aJustina deconfessar, que nós nao queimarnos incensos nem aosantigos, nern aos modernos opjiressores ,deffeiidendo quanto éranos cabe seus iníeicsses , edireitos. Amudanza da Corle para aPuropa nao foi obra das Cortes ,como csses Aulicos muito bóm saberii ;muito pelo contrario, todas as circunstaueirsde.. maiidaváo que S. M.^, para osocego, cprosperidade da Monarchia ,alli 'se deinorasse, ese os que. tal medida Ihe aconselharao ,tivesscin tao rectas inten- ^‘oes como elle, lumia tal mudanca nao loria logar por alguns annos. Mas em lini S. Ai. veio para Lisboa, deixando S. A. como Regente no Rio de Janeiro. As Cortes conheciao muito, bem, de quanto erao capazos muito dos Aulicos que láücarao, eos acóntecimenlos de Seteinbro exigiao que se toniasseni promptas medidas para se evitar ,sendo possivel o que boje se está vendo: esta, ('alcm doutras d’economia, econveniencia )aprincipal causa segundo onossó entender ,das Ordens das Cortes, ede neiihuma mancira oprivar oBrazil da Calhegoria de Reino aque foi elevado cin 1815, uem táo pouco oprivallo de Iium ponto de ceniralidade. Se aSede da Aionarchiu deve sor no Brazil, ou eiü Portugal ,be islo bum problema que cada buiu
rcsolvjé segundo osseus interesse particulares: os Aulicos <Jo Brazil dirao que no Rio: os de Portugal em Pisdoa. Mas deixando de parte as rasóes suggeii;das pelo Egüismo ,epela rivalidade, diremos que oimportante servido feito por Portugal ao Brazil ,em Ihes ])roporcionar huma Constitui^ao Liberal ,vale bem apena de se nao tractar huma tal questap. Em quanto as outras arguigoes ,sao pela maior parte tao futeis como ridiculas. Aextincgao dosTribunaes no Rio de Janeiro ,ou areforma da maior parte delles ,he dictada pela rnais desinteressada política ,porque quasl Lodos desnecessarios. Todos sabem que quando alli se estabeleceo aCorte em 1803. , se estabelecerao os mesmos Iribunaes ,as mesmas Juntas ,eem fim todas quantas mstituigoes ruinosas linha Portugal ,eislo só corn ofim d‘empregaraventureiros ociosos, que, em vez de d‘artistas ,eagricultores ,deinandavao as praias do novo Mundo. Hurna nuvem pois d‘empregados ,ao mesmo tempo que sobrecarregava oErario que ihe nao podía dar ordenados suíficientes ,desmoralisava opovo, vendendo osagrado ,eoprofano ,ereduzindo aRio de Janeiro ao estado em que Jugurta encontrou Roma — Ornnia venaÜa. —§Ora traclando-se de huma reforma ,quem diría que taes estabelecirneritos se devino deixar !Se nos os estamos tambera extinguindo entre nós ,porque rasao se nao hao-de extinguir no Brazil? Reformados os Códigos ,estabelecidos os Jurados ,que numero de processos rcstaiia em gráo de revista, que valesse apena de manter tantos Ministros, etantos Desembargadores ?Mas aínda assim o Decreto das Cortes afianza os ordenados inteiros aos grandes Empregados; emetade, aínda que temporariamente, aoi demais :oBrazil precisa dLVgricultores ,edCVi tistas, mas nao de pusseadores do terreiro do Pago. As demais arguigdes sí\o evidentemente calumniosas, eescripias únicamente para ja lispor os ánimos do j)ovo que em 18 deSetembro nao gslava preparado para assistir ao entremez. Onde está aOrdem das Cortes que mandasse vir para Portugal aartilhcria Mas fortalezas do Rio de .laneiro? Naila se passa no Congresso que ventilado nao soja publicamente ,eapesar disso, üinguem teai aquí noticia de huma Ordem láo extravagante: enao nos podendo jiersuadir que ella fosse produegao do Itxm. Torres, nos acontemplamos como huma dessas medidas adoptadas para jlludir oinexperto vulgo, eda natuieza daquellas que Junot erapregava para sustentar os planos de seu amo ambicioso. Os receios fundados sobre arestriegao do Commercio, (eiri omesmo fundamento. Qual seria oDeputado, aínda ode menor senso, que hoje emdia se lembrasse de propor iinma Lei que estabelecesse as nossas rellag ies coimnerciaes no estado em que estaváo c-,n 1808? Gcrtuiiiente nenhuin ;porque todos coulieeeai^ ajnjnstica que nisso havia ;eque aquel- a!íecta;los ,em breves dias se verá, sáo^rTllHÚvos ^estao os trabalhos da ComrnisoMobjecto. mandados sub4d T. existentes no Rio ,sao sirn orequereráo' ‘o porque clles aslavra de os un'indar íe‘tKíJr'°r^''' asuapatugal: com q„e jusiica pok ‘"í‘®S^sse aPor- Onde esta aOrdem ’ oBrazil aprovincia de redusisse tituiguo descrevendo-se as -i^orque na Consoterntorio do Reino coinpunháo provincias do Redno do Brazü ’^^Pe^'hcaráo as uyuna ao B.a.,n Se 1.a ¡nJuM ,trnt ;tambera tera rasao de.se darem por injuriadas as provincias da Boira, eAlem-Tejo porque foráo mencionadas como as da Bahía ,Minas etc. Que grande Publicista nao he oau-' thor do Despertador Braziliense! Todas estas accusagóes que nós lernos no citado Despertador, easoulras que omittirnos ,sao realmente dignas de rizo; mas nao podemos conter nossa indignagáo, quando lemos no mesmo Despertador, oseguinte— onosso Thesouro applicado para as necessidades daquelle exhausto reino.-- Quern nao ve nostas expressóes alingoagein dehum ladráo de estrada, que depois de haver roubado cinanielaclo opacifico viajante, ocobre de insultos, chamando-o pobre , ecobarde? Quem he qu^ ignora, que efii virtude das tramas desle imbécil, eseus protectores, esses áulicos infames ,nós fomos rpubados, edespojados de ludo quanto possuimos, desde 18íM ate 18!20? Quem he que ignora queesse famigerado Conde de Aguiar tentava fazer tiansporlar pira oRio ate amesma térra que aqui pizarnis, oque oarvenégado d’hoinaz de Villa Nova iucommendava C'olonii.s poipor isso que entre nós havia militas fi inilias dcsgiagadas Pi hiun Biencardi ,ou qiiein quer ()ue lie oauihor de tal fo- Iheto, tem oarrojo di' qumer ludibrim-ans com taes expressóes! lufiunes! D’ (]ue mo-lonos fi /estéis hum maior beneficio em no* ajudM' asusi^Milav oestendarte da Liberdade ?Onde osla opo-leroso auxilio que nós recebemos, esern oijual nós ve.riamos onosso nome riscado da lista das nagoes indepeadeotes ? Acaso vos esqucceis, áulicos infames, que desde 1808 ate' 1814 sustentamos huma guerra heroica, dando ao mundo espantado onao visto exemplo de vennosJugirdiante de nós as invenciveis Legióos de Napoleao , em quanto vós flagellaveis os nossos irmáosdo Brozjl com toda asorte de roubos, edcaUentados? Acaso jgnoraes que hum tal povo só precisa de bracos para deffender asna Liberdade? Mas onde está esse 'J'hcsouro, onde esseVclocino de ouro que vós tanto affectaes zellar ?Nao vos’ lembra que elle desappareceo pelos voseos roubos , pela nossa ^malversaguo, eque quando os i’ortnguczes tivessein táo damnadas tengóes, ellas oráo inteiramentc ociosas, porque vós vos anticipastois ?Em que párle do mundo so juntou ja mais hum (ño giande numero de inirnigos da propriedade publica ,^amda particular ?Roubasteis quanto era, uossrs ,clend<’-> o descaramento do nos iiisuliar por nao ¡eriaos mais?_ líiiii diiiC- ,de qau uorAos irnmos ibazimi Nós estamos bem persuadidos rentes sao os senUmenlo.s do;. ros, mas fossem elles quaesiiuur (pie íossein ,^ quereriamos que elles (ixcpxímeiitasseiu a(!esgraga_f ^ ficarein expostos as innuoncias dos Coumlas Sa raía ntmo Alirandino, ede tantos oulros que aUi divisamos quer 1^ vyuilillj lultv <Uiv>» J}I Foi apresontado ao Soberano Congre='^'V irnciito dos Ofuciaos de Marinha , do promovidos ern 24 de Junho do nev, i qugrimento pertendeni os SuppHcaulos ,q'’'- ooiilia Decreto de 8de Novembro cln mesnjo anuo ,se ui conceda únicamente aparte lionorifuxu que da ¡ < nioguo Ihes resultava ,deslazeudo íuesmo tem os íuadamentos em que aCommissau de jViaim furulameniou oseu parecer. „.r. De hum principio incoutroverso que a ná() só no actal syslheaia, com inuito ina rasao no antigo, he quem teni oPoder dcdespaedi os Empregados, tanto civis, como militares, reg lando-se pelas leis anteriormente estabelccidas sol este olijecto, eque náo estaváo devrogadas na cp cha em que, promogáo íbi feita. Deste jirinoip'*^’ segue ^que aproino(,áü hevah<.^^> F
isso que feita por quem tinha ,etem opoder de a fazer. Nem taopouco se pode dizer que ella he extraordinariamente feita ,esem preceder consulta do Tribunal competente, porque desle mesnio modo forao feitas todas as promogoes deMarinhano Brazil, islo he ,por Elílei ,coin assistencia do Mini&tro respectivo. S. Apromo^ao foi feita ccm aexpressa clausula de que nao tiraría aaiitiguidade áquelles dosOtÍJciaes da Marinlm portugueza ,que nclla nao fováo contemplados, pois que estos, dada huma promo^’ao geral, viríao aíicar nos logares que por tal motivo Ihes competissem, devendo pore'rn notar-se que pela Lei de 13, de INovembro de 1800, huma quarta parte d’Offiéiaes de Marinha ,pode mui bem ser promovida s() pelos seus merecimentos pessoaes, abstiahindo de toda, equalquer antiguidade ;eavista desta con-'' sideragao fica sendo rnuito menor onumero dos Officiacs julgados preteridos ,em quanto se nao fisesse a promoyao gcral. 3, ITc tambern hum principio evidente, que todos os reformadores devein trabalhar em suas deformas por fazer menor numero possivel de descontentes. Epor ventura nao oficariao tantos^ Officiaes, que sem haverem cornettido crime de qualidade alguma ,se virao despojados daEsuas insignias, edaS honras que llies correspondiao segundo agraduagao aque forao ellevados ?Seria preciso suppor ,que esses Officiues deíxavao de ser portuguezes ,emilitares, para, se nao resentirem coui huma tal quebra ;em- . bora se diga que ella Ihes nao proveio por defeito de sua conducta pessoal, mas sim dosarranjos que as reformas fazem indispensaveis ,porque neste systhema viriao eiles asoffrer os rigorosos effeitos de delictos que nao pcrpetiarao. OSoberano Congresso acaba de adoptar para com os Officiaes promovidos na Babia ,por occasiño dos acconteci mentes do dia 10 de Fevereiro, huma medida que aos Supplicantcs se nao pode recusar sem injusti^’a. ACornmissao encarregada de apresentar oseu parecer sobre aquelle objecto, conveio em que se Ihes concedessem as honras correspondentes as Patentes; eporque se nao concederá omesmo aos Officiaes que acompanbarao El-Kei l Estrado da Sessúo do dia 16 Lida eapprovada aacta da precedente Sessáo, oSr. Felgueíras ,dando coala do expediente ,mencioüou os diversos officios do Ministerio: da Repartigao do Reino, remettendo as plantas que setiraráo dos Carceres da ímpiisÍQao de Lisboa, Pivora ,Coimbra :aCommissao das Artes: da P^azeuda ,com huma participagao da Jimia da P’azenda de Pernamhuco sobre aremessa de huma porgao de Pao brazil :[á Cormnissao da P’azenda :outro com huma consulta da Junta do Comrnercio sobre aisengao de huma multa: ámesma Commissao: outro ,representando os abuzos que se commetem pelo abatimenlo de diroitos ñas materias primas; elembra alguns meios de se evitarem :as Commissdes de Fazenda eArtes ;outro dos Negocios I^ixtraugeiros ,incluindo as notas dos Encaregados de Franga ePrussia ,reclamando contra certas despezas que os seus Cónsules sao obrigados afazer: aCommissao Diplomática. A Camera de Ajjua de Pao na liba de S. Miguel ,dirige as suas felicilogoes as Cortes, agradecendo juntamente adeliberagao tomada ácerca da divizaodaquellas libas: fez-se honrosa mengao. Huma representa.gao da Camera de Chav«s, Oífi« ciaes da sua guarnigao, evarios dos babitantegdaquella Ilha ;em que moslrao de que maneira solemnisarao os dias 26 de Janeiro ,ede Pevereijo. O Prior deS. Thiago, em Torres Vedras ,Joao Ciraides, felicita as Cortes eaSsegura que osPovos daqueílas P'regucsias sao todos ccnsLitucionaes, assim como participa oquanto elle tcm concoiiido para isso; ouvio-se com agrado. ACommissao estacionada em Coimbra para fazer oCodigo Criminal, rejiresenta a necessidade que ha de nomear outro meml^ro para a rnesma Commissao, em logar de Joño P'or! únalo Ramos, eleito Deputado pela Provincia do Espirito Santo: aCommissaode Justiga Criminal. OSr. Deputado J. M. S. Castello Franco ofTerece para as urgencias do Estado, einccenta mil reis mensaes, comegando desde opiimeiro de Margo, durante otempo de Deputado: foi recebida com agrado. Sebastiao Manoel de Gouveia ,Juiz de Fora de Celorico offerece todos os emolumento# que venceo e venqera dos transportes para aTropa :recebeo-se com agrado. OSr. Braancamp entregou huma Representagáo de 310 lavradores enegociantes de Yinhos da Provincia da Estremadura ,em que pedem providencias acertos males que expoem ;deo-se-lhe odevido destino. Omesmo Sr. requereo que do Projeclo mandado hontem imprimir sobre oCommeicio de Portugal eBiazil, se imprimisse hum maior numero, para que opublico conhega ,que antes daquelles povos o representarem ,já oCongresso havia dado providencias :approvado. ODesernbargador José Caetano Paiva, agradecía ao Congresso aattengao que havia feiío da sua nomeagao, em consequencia dos seus servigos, para Desernbargador da Casa da Supplicrgao desta Cidade,e protesta que continuará aseguir avereda da recta Justiga — Procedei^o-se acliamr.da ,se achaiño presentes’ 109, faltando 29 Sis, Deputades. OR. DEM LO DI A. OSr. Picsiueiile declarou ser aordun <’o di«, o^rojecto dos .] orees ,eentra va em discusí-ao oartigo arjdicional ,ou expianagao ao artigo 6do primeiro Fiojecto, ehe oscguintc. Os Foros ,epensdes certas impostas ñas '['erras pelos íoraes, ou pelos Senliorio.s cm coí:seo¡uencia do dominio, que pelos mesinos Eoraes l'nbafr nelies ,sera© reduzidas ámelade, como foiño as quotas incertas. Art. 6. Aobliga gao que ha ém alguns logares de se pegar huma peiisao cata <le medidas ,ou qualquer oulra {neslaguo ,só pelo acto desemear, ou pela qualidade do ler Propriclario narjueile íogar, fica abolida. ' Art. 7. As 'rerras jugad ei ras ,propriamente ditas, isto he ,aquellas cm que ha obrigagao de se pagar certa porgao cíe fnictos, por so laviar ccm hum jugo de bois, ou com lium boi ,cslando, pelo que pertence ao vinho .o]inho, ja reduz!c’'as ;ooitavo na Grd. L. 2, Tit. 33, Serao tambern consideradas como oitaveiras, pelo que pertence aopao,c comolacs reduzidas ámelade, eincluidas ñas nutras disposigoes dos Aitigos antecedentes, excepto se pelo Feral, Olí conveiigao das Partes, já estiver determinzido de outra maneira. OSr. C. de Seabra disse. Este artigodá-me alguns mil crusados ,mas eu liáo oposso approvar por me nao parecer conforme com ajustiga: 1. porcue sendo muitos ,emuí variados os Foros ña quanlidade, equalidade, huma medida geial por ledos como se dft neste artigo jestá na razáo do remedio
umveráal por todas as tnoíestíás ,'S: por que Setfdo' arnaior regalía da iSá^'So Poríugúftóa onao sér colleeíada se náo ná falta de rerídimeüto de bens naciotíaos ,por este artigo díminuindo-se consideravelnícn’te 03 rendimealos dos bens naclonaes ,indirectamente se destroe esta regaba: 3. porque sendo grande o,,dcfc;ÍL., que este, artigo aCcareta ás rendas na- (.ionaes ,por is.-o que abrange todas as reparliyoes da Fazéuda ,necessariarnente sé íiade recorrer áJiurna eoniribtib'cvo partr suprir este déficit,, epor cónsequencia favorece-se liutna porcao de individuos, isto be 03 que possueni bens na'cionaes íi custa de toda anaca u Itericctio mais que isto era huma doacao exuberanie, (|ue rcccíhia inais ern favor dos ricos do que dos Levradores [>ob'res , por occasiáo do que fabou s'o!)re ozelo corn que aIS'acao clhou senipre por estes 'ocris F.adonaes, mostrando iíso com Ca]bt(ílos de Cortes ,ecorn aCatta do Sr. D. Affonso 3. a sea Í!Íüo D. Dini/, phr üccasiao de hurn pedido quetinla fí.úíO nO Conceiho de (JoiYnbra. Observou tarnbem que éste artigo desfruiáde tódo aUniversidade de Coimbra, oniuitoS Jüsiabeleciineiílos dé Beneficencia ^ cUariJade, econduib réprovando oartigo, advertiudo (lue se iiavia aiguns fofeiros que estavao ñas circunstancias „que tinha ponderado liuai ÍHustre Ocjuilado na Sessao p'aásada ,s’e dovianornear liutna lüoárTiiss-io cm éada Provincia para informar sobré essés négó'cios particulares. Tuiiífirao tío meámo sentido o¿ Srs. Camello Fortes resf)ondrmdo aos argunicriícs que se tinhao feito e;n favor do artigo; ePinheiro de A'zevedo, eSoa- TC3 de j'vzevccio, ePcixoto, declarando que ajiezar das ulilidadoi qiié llics provinhu do Artigo, orepróvavab corno eonfcrário ájustica. Foi sustentado oartigo pelos Sfs. Fernandes Tbornaz ,Huu'res .Fiaúico ,eAli randa ,com os fundamentos de que por esta medida se conteatava'o os Füvos ,rnélhorava-se aAgricultura, epor isso nao era do consequeccia odéficit, ñas rendas do Thcsouro; eoSr. Bitancourt acrescentou a!em destos argumentos que até as actuaos circunstancias obriga* vao approvar-so oartigo. Aficiai ,julgaudo-se discutido, üSr. Presidente p-ropoz ávoíanao oprimeiro §. ,efoi approvado tal qual.OSr. Vascóncellos l'eó o parecer da Comniissao de Ti-iarinna ,em resposta ao Oí'iicio do Aíinistro daqueila Reparticao ,om que j)ropunha algumas duvidas áciMCii da ordem do Congresso, em que manda pagar os atrazados ,ate' se pbrein em dia ooiñ otficiaes eí’fcctivos ,aos ofiiciáes reformados :áCommissuo parece que oÍViinistro deverá execatar árisca asobredita ordem :foi approvado o])arecer, ficando para S. feira na dora (ie ¡trolongagáo se observar./ porque se náo executou aordem do Congresso. Findou abuma 1hora. P.Sr. Redactor, do bsongeiro louvar as boas acedes aoroveiiarV' n*^*^*^^ de que V. m. anana? apasso ede vecorupensa''a "" suapubbca^áo se sabe apreciar dio-name^^ piaticou, over que ella iVjLorrco nesta í’i^ mentó de CavaUena (José sua infeliz viuva ,etrez filhos^u*'^ doBrito) deixando lun-rorosa indigencia ,porque na mais . i°bens patriino- , naes, nao tendo Monte Pió militar, enár»' estando oLitterario de que era Oompromissario em termos de prestar socorros, nenhum recurso llie rcsiava. Resta situagao se achava aquella familia ,seni ao menos ter com que enterrar corn decencia otnorto ,quaudo a Officialidade do mesmo regimentó excitada pelas filantrópicas ideas do Coronel eTcnente Coronel do seu Corpo, fizeráo huma subscrip(;áo para oenterro' daquelle Capiíáo,que ibifeito com decencia, gpara dar ásua rniseravel familia, durante hum armo, If;;^00 rs. mensacs. ' Sr. Redactor, estas acedes cleváo aalma, edevera lanrar hum balsamo consolador sobre fétidas que tantos dimes, einfames aceces, quaes se tem publicado, pela imprensa, devem ter aberlo nos cora^óes sensiveis, eque desejáo ver ahurnanidade lionrar-.3epor actos de virtude, eamor dos homens. Oxala que V. ni. tenha aexhibir rnuitas vezes estas acedes ;assim odeseja. üSeu antigo amigo. OPadre C}qiriano Pereira Alho. Sr. Redactor. You valler-me do seu Aslro, para que eüe ilhimine corrí as suas luzes hum caso', que nao deve ficar na obscuridad e, visto poder servir d’alguma utibdade. OContracto de compra cvenda, que alhe ao j>rinci{)ío da nossa Regenera^'áo poiitica ,cstavu quasi moribundo, parece que ern logar de tomar ulgum alentó, se náo peora ,continua 'naquelle hmientavel estado: pois quem dirá que fazenda fiada , senáo pode vender ,pois gorre risco de ir visitar a Cadea, se areputa por mais do que os pregos que aFolha mercantil denota! Óra ex-aqui oque acconteceo. -Fráo 3horas da tarde, vespera do Natal, que estando conversando corn hum credor de nove mil e tantos cruzados, que corto fallido de ... ,Ihe deve ,ecuja fallencia nao prova ,cx-que somos rodeados por Esbirros que aprésentáo limna ordem dé piisáo, servindo-lhe.de baze oser. —Querella d’usura !!! , pois que os proeos da venda excedendo aos da folha ,bern mostraváq malicioso ocontracto ; quando elle foi espont.anco. Náo he isto, Sr. Redactor, acabar cora odito contracto, pois náo obstante perder-se (cmuitas vezes com dóllo como agora acontece) estar qualquer sujeito apassar por semelhaiiles vexarnes! Se opresente caso [loder servir ,para que possa liaver alguriia cauteila para ofuturo, no modo de oeffectuar, V. m. opublicará no seu Astro; eislo Ihe pede. OSen assiduo Leilor. OImpaciente. No Astro N. 263 publicamos huma cai'^^^ _ J. Luiz da Silva, na qiial, (por occasiáo da publica- ^áo da memoria do ex-Corregedor de Beléiu 5 Ignacio de A’endonga Furtado) suppbcava ao respeita^el Publico, siispendesse oseu juizo, até apublica- ^ao dos documentos que justificassem aí^'Lia honra , táo aleivosarnente atacada jielo ex-Corregedor. As ditficuldades que se cncontráo na iinpressao de qualquer Obra, retardarán apubbca^áo dos documentos, inas em fim concluio-se, ehoje se distribuem pelés hossos Assignantes os excmpiares que para isso noi foráo remettidüs, easua Ici tura mostrara com qú® fundamento ;aquelle homein escreviá que —nunca torcera pe' na estrada da virtucJe. F.. Al. BE. CaM'POS. Anuo 182^