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Serm¯ao

Correa, Antonio, (O.SS.T.)

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Uh QVE PREGOV O Mr R. P. DOVTOR Fr-AntONIO corrha kente de Prima,& Regenre dos eítudos cm o feu Cotkgio da Samiffima Trindade, MM a uiNNirERSAZiA UCCAM DE GZACM f** * tn h ™ Eniuerfdade de Coimbra fre~ fiitoao Tical Comento de Santa Cru^pelU felicif fíma acclamdçao àoj?yemfj imo Tie% Dom Imo o quarto* fregoufíc cm o primeiro de Dezcm&ro de zSj6. dous dias defpois de fe bauercm feiro as execjuias por fua morte.. offbrecido E xev F$ £ N D U SMG SENffOR MANOEL DE SALDanha do Concelno de fua Mageftaae Rtytor dd Vniuerfdade de c °mbra& eleito Bifo Conde, &c. EM COIMBRA Com todas as licenças nece(farias, NàOfficinadc MANDEI. DIAS imprcíTordaV.* Verdade: annotóí7 r “ i H |\ /! >~J x^J- _ f ■ 1 ¥1 „/1 £\ jv»3 ■ — * ;"v : ; ;; ■ 3 y - A 3 , ;l JÍ-0 Õ r\ t U ' X / I Vi . ò T VI 4oD r : *ji , r ; . . •... ^ 7 : : j ?ob rjris; va $/:r:r irt oh -'• • -;; i -AÍVÒJ •>;» ■ ::! • . 2%* ^ : >k- V ' ' Á * ;f ILLVSTRISSIMO, REVERENDÍSSIMO SENHOR. £ a* fontes bufcando ao mar agra¬ decidas mojirão t q ue de haueremdelle rlcebido a origem fc reconhecem obrigadas ; ucndo eu que a vojfa fenhoria iiluRrifstma deue em tudo éíle fermãoa ■ obrigação defeu applauz>o.forcacto me foyrèfiituirlho na eftampa em agradecimento. Vofa fenboria illuHrifsima mandou ao autor que o , tu ja pera que a memória dã liberdade recuperadaferui^edealíuio na morte de feurepÂraãor.tão juftamente fêntida ; ou pera que amuando lena lembrada a generofidade dos que oacclamarão (da qualaipão fabsda coufa he teue toda afamilia de vojfa fenboria HluRriffima a major parte) emulem os ânimos prevueix ar lhespor exemplo. Obedeceoo a °r e f Ser !”«° a <v*f floria lUuJIrifstma emjrt-KjeUo.-não quis com tudo(attsfa&er aogo- $ 1 Ho, ílo‘, dos que o não ouuirão , em imprimido (fera Jem duuidaporque em obras majores quer occuparfe ) porem pode mais minha diligettciaJ doqtiefua cauteda. fhegcu jinalmerite a mi¬ nhas maos, 'Çtf imprimiafob patrocínio devoffa fenhoria Ulujlrifsma , que afsim era dmâa, gj grangearia também de affegurarlhe a eflimafaa. Profpère o Ceo ayojfa fenhoria iduflriffima os annosdevida, que lhe de/ejamos todos peraluBreda Vniuerfidade, (0“ pera credita de Coimbra. Çrêtdo de yoiía íenhotia illuftrifsims , ManoelDlasj Licenças do Santo Officiol O Padre Mcftrc Frey Manoel da Vificaçâo cjualificadorJo Santo Officio, veja o íermáo in- y clufo, & informe com feu parecer, Lisboa?* deIancyrodeid57. - " \ ; Pantaleac Rodrigues Diogo de^oufa. . Pdc bcco. Frey Pedro de Jktagalbats« Luts ^Áluavez^da P.ocba, V í eflefernão que pregou » Muito Reuerendo Pa -' dre Doutor Frey ^ AnionicrCorre-a Lente dePri - wa 9 & Regente dos efludos tm o feu Collegio dei Santifsma Trindade& nciotan couft contra nofa San* tafee^ ou bons eoflums , & me parece mui digno defi jmpnmir, Lisboa emSao Francifco da Cidade ii.de ianeyrode i6jy< . Prcy Manoel da Vifitaçao. O Padre Meftre Frey Chriftouão dv A lmcyda qualificador do Santo Officio veja.o fermáo inclülo 9 & informe com (eu parecer, Lisboa ttf.dcFcuereyroi 65 7 . ~ * ~ - Vtmleao Rodrigues Diogo de Seufa. Pacheco , Fr, P edro de Mtgalbaís] L * ,s -Mitarez.da Rocha. § | licenças líí Licenças do lançoOfficip ', V lfla a informação pode/e imprimir oj clufo , & defpois de mpnffo tornará ao conjdho pera fe conferir com o original , fc? fe dar licença fera correr, & Jem ella mo correra. Lisboa , 18, de Uh neiro de 6 ) 7 * Pantakao Rodrigues Pacheco. Frey Pedro de Magalhaes. Diogo deSouÊC Luis Aluarez da Rocha. Licença do 7 aço. Q Ve fe poíía imprimir viftas as licenças do Sara- to Officio , & Ordinária , & defpois dc impreflo virá a mesa pera fe conferir, Sc taxar, & fetn iffo náo correra. Lisboa & de Feuerey- 10657. Fernando de Mattos de Tedro Fernandes Monteirp » Caraalbofa , Diogo Marcbao Tbernde* ■ JBenedjííus 'Domlrws Dem lfrael t q uia<vifitá- Ult > (3* ficit redemptonem plebisfu& & ire-- **t cornii fáfctisrtobis' in domaDMidfttèri' fàificut locutuseft. Luc. i, Illuflrifsimo, Sc Reucrendifsimo Senboi:- Ao fora a ingratidão offenfa, (e o agrade* cimento náoTora diuida. Deue pftentarfe agradecido q uem fe fuíleutanlos inte-r, refles de obrigadojque efquccerte da obri¬ gação he o mayor agrauo do agradecimento, difleo Seneca ingracifiimus omnium tjui oblms &.araj t iU # ^ao hc , porque faltar o prêmio ao merecimento h&bin, c 4^ deígraça, faltar porem a aceitação ao (eruiço ; h e pena: u ua boa eílimação não fe cbegou a aceitarão que aefqueçer, amenoscuftos fe deqç fentit fal r 1 0 ^fetnpenbo â diuida , do que morrer o empe-» t °paleixibrança •, pois ja hoje ferue de coníolaçáot Çtrx ci § ra ç a, porem impoísiuel he acharfc confolação ba poft n a A > a lecn dç outras mos, da h 0n ^ 0 Geo,ha defaíeis annos, não bc menoçque fiuel lla bber dadej & fendo por efta caufa impoL nizara lc^ 0 ^ em P c n b o , fernpre íeíâ acerto etertexto figcadcT^T cJo beneficio; Nãodei que hajaiàQ P^iauxas.mais conformes aoiiiatcncoi da " A que 8 0 Sermão yue p regoa Gilbert, cm figura do pay,diz o feguinte liler effeãus es Ji&er* &'• tajjs.tuencl* de t ater o tibi mcumbit negotium. Olà pro«? digoaduerteqemèftaceremoiiiatédoupor fiurc. E * bem,quando ao feu pefcoço íente onouo jugoentáo ha de entender que logra a liberdade ? íim, quede tal forte tem nelle Rey , qrambemtem pay. Óuçáoao Padre c £eHeremi filio pater obuitis prole ditfitper coiíum eius pia faretna, & iètgttm dulce • Nafce porem húa duuida, &bem grande: fe Deos ama tanto a efte Reyno, como o confefla nofla obri¬ gação,& o ceíiemunha em nos a experiencia , parece que mais deuia cuitarihe o perigo , do que concederlhe o reparoitnais deuia continuarlhe o dominio pro* prio, do qdefpois de perdido libercalio do eftranhov & he difto araziojporque mais he euitar danos futaros do que remediar males paflados , porque em eui¬ tar o dano,que pode vir,publico o cuidado,& a credi¬ to o^ffe&o; porem em remediar o que ja fechegou a fentir,vzo da compaixao, porem nacriiuro do defeuido; & mais venho a obrigar fendo amante compaífí* uo, do que fendo compaíliuo, &defcuidado.Conhe > ço a razío, fatisfaço a duuida: fe fe náo.fabcm os bens,fe nío defpois que fe fentiráo os danos, que prezaíTemos mais a fineza, quis üeos vzar (ó& mitericordiaiaílim parece que o dà a ente nder o n o jP texto adfacundam mi/encordUm; &hc certo q Venho a deuer a hua vontade na compaixao, cC o X. ?. D. Frey ZAntonio Ccrrea, $ dc meus males,do que no defuello, que moítra ter em meus bens. A concas chamou Deos ao demonio, & ouuindo delle que correra o mundo: circuiui terram > iob & perambulam eam , lhe perguntou o Senhor fe derUla dpantos a fua coníideração o ajuftado procedimé- £ °do fanto Iob: SuiShéid confdtralh Jeruum meum noriüt ei fimilisin terra.Jtmpiex, rcBus , ác ti • ** ens Oeum} Coníiderafte a virtude de lob,& vifte co- 1110 fine ama mais do que os que viuetn em o mundo? porno inimigo comum refpondeo o demonio, auahaudo por mercancia o que fó era fineza: riumejuid !ob fruYtra ttmet Deum? non ne tu vallafti tum ? lobpor ventura Senhor vos obriga quando em amaruos intercça?permitime examinalLó com os enfados,& vere¬ mos então fe continua em os nffeótosj alcançou o dpacho, & executou odeílino. Aquiduuidojfe e°s fe d£ a conhecer por amante delob, porque lhe m ^o. a S tn ° ^ e ^ a s ; Cc r t o , que he fazer violências §° ° o confentiraflicçoes em o amado. Antes digo que a permif s J 0 dos enfados foy aduertencia da ra^ao pera acreditará fineza; affim parece que o difle ftes pezares^ha t? D ° m i n 0 ? Uant «“fâtm e(l: nerome: conU‘Jn ° lhdo DeosofeU agrado Declafendo lane d 1 Uc ° s a na cont i n u a ç a o dos bes, lo dos males ° anior > cra fatisfaçao da juftiça,libcrtaU vinha s (et â ? 0 S V a£ *° dc {cm W T ; , - w. l a ° da fineza j querendo pois moffrâr B ao IO Sermão pegou DT hm, 1. 2 . q. 9 ao mundo o apurado defeu querer pera com lob, fáz que fe defeuida na cainella, pera poder vzar com cl- 1 lede liberalidadeiconfenceemo ver caido pera defpois chegar a libertallo ; que mais bem me faz quem me liura dos males, do que quem me conferua lios bens. Agora entendo eu odizerS.Thomas feguindo aS» „ Agoftinho 3 que mais fazDeos em juftificat a hum impio, do que em crear, & conferuar a hum jufto ^ por¬ que feo juftificarao ímpio he huralo dos males da culpa 3 & conferuar a hum jufto hecontinuarlhe os bens da graça* entende o Santo que he mais a juftificação doimpio* do que a conferuaçao do jufto^cotflP dizendo que mais he libertar dos males do quecQíi" ícruar em os bens. E a razão he, porque fc então eftitno o beneficio em quanto fe conforma mais ao meu gofto, mais bem me faz quem me liura dos males, do quc qiiem me conferua nos bens; porque melhor me heamio não lograr os bens, do que experimentar os danos» Conhecendo Chrifto a hum coração não mçnos aleiuozodo que obrigado (que ha muita .gente cn* íque as obrigações faõ motiuos da crueldade ) romp e piat'26, ts m e f taspalaurasfeuíentimcnto: vahomm ilih ial homem: bonum ey<tt etfinatus ■ non fmffet, oh q ü3 ^ to melhor iheforaonãoaiiernafcido.E bem S ? p , \ faltando o nafeimento faltaua o íer, como v°^ z ^ * . r então â M] X.P. D • Frey *Antomo Coma] ií ^ ^ então melhorar em o logro ? Eu o digo. Nãonaf- « cendo Iudas nao entraua a lograr os fauorcs da graça, 1 F°rcm nafcendo veyo a experimentar os danos da cu ^ p a ) pois neffe fentidojdiz Chrifto: bonum erat ei finttusnmfmfot , melhor lhe fora onaoauer nafeido j porque melhor he n ão lograr os bens do que ex~ P c rimenrar os danos.- Rendimentos deuemos criba- Car 3 o amor diuino pois quis pera com noíco oftentar ta nto de apurado, que fe retardou aos lances de mifericordiofo) & fe nâo continuou nos Monarchasdc- He Reyno a geração, foy pera nos vir a dar a hheraade^ não nos conferuou em os bens veyo a lipertanios C1 *i os males. Ou digamos que dilatou efte beneficio pera aflegu* rar mais o remédio: & a razão difto heqporque deípois da perda delRey D. Sebaftião em África das vontades bailas dependeo o gouerno, da Monarchia,-porem a S°íafazdc(afeisannos erão mortas ja as dependen- Clas » ^ eftauão mortificadas as vôtades,& fomos nos taiS > ta iioílo remedio q mais nos aíIeguraDeos o bc. ttosT S uando fó dclle naícCjc!o ^ ^ uanclo , dc nos ou : & M^em depende. Auizão asduasirmãasMartha, mo ^rifto de 4 ^ eu i ™ *0 Lazaro efta enfermor- i Cndo 4 declarou o foberano mcftre cerlhe adiojaos q l Z U S amcus n$ P er * ná ° í e a F £ Km ^ e SMgf % &AeoftinV r ° ^ a s foija defpois dedefuco.Daarazao 49 . *“• b - HhIi t j*nartytpo ff? t refuje iwr£>dilatou o in B z curallo. 11 Sermão <jue pregoa eurallo pera q pudeffc refufcicallo. Que razão he efta? He por ventura pera confirmar o q eu afsima dezia, de que he mayor a fineza de libertar dos males do que a de communicar os bens? Outradeue fer mais ao intcntojremediar a Lazaro viuo aísim podia vir deChrifto,que dependia da vontade de Lazaro^refufcitar po¬ rem a Lazaro morto dependia de Chrifto,nao depen¬ dia de Lazaro ; pois dijtuhtfanarc ipt poJSgc refu/citarâ dilacoulhe o beneficio pera affegurarlhe o remedio ; que noflas melhoras dependendo de nos íe arrifeão, dependendo fò de Deos fe aflegurão. Senão Vejao o que íuccedeo a Chrifto com hum paralidcOjque não íò tinha o achaque nos annos mas também os annos no achaque: tngint* is? o cl o annos . hakens m inji> micate. Pergumoulhe o Senhor (e que¬ ria faude:. 'vis fanmfitrj , homem queresiaitdeBComo aííím meu Deos^eftemiferauel mais parece^ue (ente apretenção daíaudedo quea dillaçaoda.doença; fuperflua pois parece a pergunta. Oh não .he, que he de Chriíloifoy como lediffcra: em duas couías pode en¬ fermar efte homem em afaude^&em a vontade, co¬ mo medico aduertido attendo â doença mayor ,q^ he a do gofto: wj, queres faude? que achando eu apt na fua vontade não tem impedimentos fua melhoí* não faltarei em a cura;que fd então lhe chegaria a hj" tar, feellechegaíIeanãoquerer.AhDeos,^ pa/ mifericordia, quando mais amortecidos os deW° * *3 oM.R.f.D. Frey ysintwio Cerre a. Rcy nos deftes pera nos amparar* quando fóconheciamos Rey pera nos afligir- Mas ay, que venho a encontrar com os pezares na lembrança dos goítos: vejo lagrimas,, quando foi liei* taua a k grias; tropeço com otumulo r quando coníide- ^a o calamo: quando cuidaua a Portugal no berço de inas glorias, experimentoo no tumulo de fuas pe- # fías: a primauera me offerecia as flores: f lores apparuec rtint tn terra noflra, apreçoufe o eftio,aguçou a mor- ^3 fouce^ôe executou o golpe: tempus pucationis aduececidtt carona capins no[iri y wfa eíi in Ivüum cl - tbara noftra, trocaráofe em íutosas galas de hoje , & ^ptaziueíjquecoftumau^ferdeftediajVÍurpou as co- Bes a otenebrofo o r n a t o da meíma noite.Morreo o fefenhor Rey Dora Ioao oquarto, cuja acc laraaçãofehciflima anniuerlariamcme recordamos. r ^ c j ame licito fazer húa breue queftão:fe o ceo nos ^ u * c itou efteRey pera nos regaftar ^ ' afcitanit^ro < re.- P ' ^ e ° S ã o Cypriano (con.o dandoa entenderque .ç? foy fctnpre,porem era Rey adormecido^ou mor- ^Mcomo náo lhe deuertio o morrer ? Reípon- ' p er ^ re ^ l ' c i t ° u o pera yzarcom nofeo de fua graça, turc * a &^ U e ^nrrefle^pera quepagaíle ofeudo a na- ^ morrç 0 V üfcitou ' c h r i f t 0 a Lazaro, porem defpois ro p cra a * ai 'o.EbemSenhor,lerefuícitaftesaLaza- Vida de l a Lazaro?0 lueceflo refpondeoida dependia o remedio das irmaas> refof* B5 citou o M Sermão que pregou citoiia pera vzar com ellas dc fua graça’ permitio que moreííe pera moftrar que como homem deuia eííc tributo à natureza. Ou digamos que o refufeitou pe¬ ra íipílo remedioi& permitio que morreíle pera noífocattigo.Cattiuoeilaua opouo dc Iírael , àtao ca^ lejado em as penas , que parece fazia ja vida das def- ^ graças: pedio com tudo a Oeos hum reftaurador, & não ouue mais detença cm lograllo, do que o pedii- ,5, lo : clamauermt ad Dommum , cjui (ujcitauit tis jalMíi* tore.m y @ ' liberaitit eosOtboniel : ncfte reftaurador titierao pay, & tiuerío fenhor, pay que os amaua , fe¬ nhor que os defendia ; foy mui dotado dc virtudes, & canto, que parece tinha o mefmo cfpirito do Senhor: fuitque m eo jpiritus Domim , diz o texto. Com tudo, morreos mortuuAeíl Qtboniel. E bem fc obrigado Deosde fua miíericordia deu eíle reparador a Iírael, como lhe náo dilatou a vida, ao menos are o tempo» em que lhe deixafle de todo fegura a liberdade? a tneti ver o mefmo texto dá logo a razáo: ^ddideruvt dtt* Umjilij ijraeíf acere rtuLlum inconj^eãu Domim , ’ nao vedes, que os Iíraelitas, ainda quando obrigado^ derao em fer criminoíos} & quando fó diuiáo dcfu e J' laríe em dar ao Ceo graças, concinuaráo em offeuddlo com culpas jacodio pois a juftiça pella deíeftiff 1 * ' çáo da miíericordia, & o reftaurador, que tinha f cb*' eitado pera o remedio permitio, que morreíle caftigo. Ah dcfgraça í noflos peccados occaíiofl^ 0 ' R* ?. D. Frey ^Antonio Corrêa . jj 2.) í a morte, aquem Deos pera nolTo remedio hauia da¬ do a vida. « Mof reo o fcrenifsimo Rey Dom Ioao. Porem ^ a ° m ° rreo , nao, poflc como foi r no fepulchro etT1 diiuida, como ellc , logra o berço: SolJem• Pj r Wtrepidas ad fepulchrum noftis cognata conten "^ V ^t lt ’ fciens in ipfo fe habere quòd Viuat , dizSaoZe- Hfurr* 110 : foy reparador , & aífim começou a nafccr, ^ando chegou a morrer. Certo he como dizem ^ Theologos ^ que pera fatisfação iguoal de noíía cuípa dcuia padecer hua peíloa infinita. E porque na ° a do Pay, ou a do Efpirico Santo? varias ref- P°ftas foem darfc* ouçáo a Sao Ioáo Damafceno ao llite n t o; lsgenttiis eft, fu mn gigrnt , fcd jèrnp/t* s. mo &£ n itnr-, -cmque gigni pçrfonalis '-eflyroprietnf : 1 CÕ~ Dama C c * fe differadó â peíToa do filho pertence nafcer fem- Vaüuftl ^ a o mundo pois íó a peíloa do filho baxey porque *-Mar r ft ^ileh* de mQrrcrquemofOuuerdcrepararjtile q ue chegue fó a morrer quem ainda na morte C f^ ar a na ^ cer 5 <] u e ^ cm rnzao pareceria, que ournorrer ^ cm na ^ cer S u e m teuc P o r r e r & tremao, ainda os inimigos dePorfc lhe <^ C l ? faenifsimo Rey Dom Ioâo o quarto* Sc ainda nao^ 0 > c l u e chegou a morrer , faibao que fto xeco ttc °- e ua forças pera os deftruir. Morto ChnU os ludeos ao feu Rey dizendo > que mandalíe cut fcitis. E bem , diz A mpilochio, em eftado eftl Ampiloc. Chrifto que poífa guerrear: yuis ynquam vtdit mor - ferm. dt i uam belltperdre? q uis audiuit motuum metum tnimicis fepul jmim tor, ainda morro eftà capaz pera o triumpho, ha de lograr vitorias nas meftnas cinzas. Ou íe não tornemos a dizer que fó ao parecer íoy ifto morte,porque çà nos deixou o eípirito , íememclefiaf lhança de fua vida. Mortuus eíi, dizia o Ecclefiaftico* ftci 3. q ua Ç t non gfl rnortuiM, fimilem emm reh^uit pofi Certo jie entre os Philofophos, q os filhos fao feme- Ihanças dos pays: não morreo pois , porque nos dei" xou a fenzeihança: deixounosa íèmelhança.porq no$ deixou feu filho,& nelie íeusalentos,& leu efpirito. De Elias,diz o fagrado texto,que não morrco,qirt? foy tranlportado fim em hum carro de fogo ao paray* 4,Reg.i' p o: d ^ e n c ht£l ias p gy turbirtem in cálum,' E em que mos que não morreo Elias? A vitima circunftanc# que tcueem a via-pareceque nos dàa refpoíta:dei%0tí a Elifeu com o titulo de filho (que por eftacaufa d 0 " * bradamente o venerou Elifeii'nadefpedida comop a ) ( fendo que antes 0 rdpeitaua como afenhor: deípacho â fupplica de Elifeu : ^ o X. D . Fny ^Antonio Corrêa. xy ; lar à te , çrittihi quod petiíli, ide(l fpiritus . Afsim: Elias deixa filho, & deixa efpirito ,• pois não morreo, não: mudou (Te pera o parayzo. Nelle ,eípcro eu etrç Ocos, que eftâ noflo Rey Dom loaoò quarto 5 pois c °nformandome á boa Theologia^fsim piapaçnce q cre odaboa difpoíição, queteueem fuamorte, & d^ piedade Chrilüa, & amor da juftiça,que experimentat nos todos nelle em fua vida ; & aqui podemos di- 2 eroqueaefcritura de Ioathan: Jedecim anms reg~ , fecitquecjHod erat yUaturn coram Domino , ijf dormiuit cum patníui futs: dezafeis annos reynou, ^brou íempre o que lhe pareceo mais conforme a ju- i entendendo fer cfta a melhor baze do bom go- Uerno( como por vnico legado vemos que o deixou ^íeufilhoj & finaimente morreo na morte dos jutos (q Q C a f sitn cncen j e [ n os expoíitores efta phraze a ermua: ctêm n 4m f a 5 fms ) Òh Como rst h a ... Situanos porem , dcmbnrama y o r grandezanos deixou no (, ™ d f COt)tra Iuto abella prenda que p 0 quero a>£ •r* , • ^ h - ■ s.' -i : ■ - • ■ - ' ' - ■ ' - . ’ '•• r * et)• o'.’: : ■ t ! OH: 3&*!] ■ ,jr :/. ■ l.ãZ: ■ - - . ■ " • 3 ■ - ./ ■ . : . : ■ : ■ K : £rtv*'í o r H / o ^ c ' : ' ! v ? .o- :: ' ■ ' 1 ■ . « Jív j. ; /;,o. ;iv6í :íc •• -í - 1 , ;. olhr j*: sJjpjsif/ora: [prrtod « , -v. • * ; • • : ^ ; o b - . . .' íCs r ■ ' ■ — - • : • J l ‘ • ’ r v- -• '' '-rfivWit . ** •; -jo) ic : :dc3£.aH:>i£' : 9 : \ 4. :j o Wkpjtf nb ? ■ ' f V : : v 'r-naa !r>:frS f ícanr - . ptr: *n r?r. :>l oon.íip. " * •'•••-’ * r *•• 4^ *V.-i- •'v*- , ywso ' : u > x^Gig eh omim c cba -: ■■ # k ; Vy\ * CÍIO . crr; ^ AW