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Estrutura fatorial e propriedades psicométricas da Escala de Suporte à Transferência de Treinamento

Martins, Lara Barros; Zerbini, Thaís; Medina Díaz, Francisco José

Abstract

O estudo objetivou analisar a estrutura fatorial e as propriedades psicométricas da Escala de Suporte à Transferência de Treinamento (ESTT) e sua relação com a efetividade do treinamento no trabalho. Um total de 1.540 funcionários de um banco estatal brasileiro participou do estudo respondendo à ESTT e à escala de impacto do treinamento no trabalho em amplitude depois de realizar um curso online. Foram realizadas análises de consistência interna, fatorial confirmatória e de regressões múltiplas. Uma estrutura com três fatores foi encontrada, bem como um alto nível de ajuste para os modelos. As medidas apresentam evidências de validade de construto e o suporte percebido pelos participantes esteve positivamente relacionado com a transferência de competências para o trabalho e desempenho geral.

Full text

1 Psicologia: Teo ia e Pesquisa Vol. 34, e3452 doi: h p://dx.doi.o g/10.1590/0102.3772e3452 Psicologia Social, O ganizacional e do T abalho Es u u a Fa o ial e P op iedades Psicomé icas da Escala de Supo e à T ans e ência de T einamen o La a Ba os Ma ins* Uni e sidade de São Paulo, São Paulo, SP, B asil Uni e sidad de Se illa, Se illa, Espanha Thaís Ze bini Uni e sidade de São Paulo, São Paulo, SP, B asil F ancisco J. Medina Uni e sidad de Se illa, Se illa, Espanha RESUMO – O es udo obje i ou analisa a es u u a a o ial e as p op iedades psicomé icas da Escala de Supo e à T ans e ência de T einamen o (ESTT) e sua elação com a e e i idade do einamen o no abalho. Um o al de 1.540 uncioná ios de um banco es a al b asilei o pa icipou do es udo espondendo à ESTT e à escala de impac o do einamen o no abalho em ampli ude depois de ealiza um cu so online. Fo am ealizadas análises de consis ência in e na, a o ial con i ma ó ia e de eg essões múl iplas. Uma es u u a com ês a o es oi encon ada, bem como um al o ní el de ajus e pa a os modelos. As medidas ap esen am e idências de alidade de cons u o e o supo e pe cebido pelos pa icipan es es e e posi i amen e elacionado com a ans e ência de compe ências pa a o abalho e desempenho ge al. Pala as-cha e: educação à dis ância, a aliação, supo e à ans e ência, escala, e e i idade de einamen o Fac o S uc u e and Psychome ic P ope ies o he Scale o Suppo o T aining T ans e ABSTRACT – This s udy aimed o analyze he ac o s uc u e and psychome ic p ope ies o a T aining T ans e Suppo Scale (STTS) and i s ela ionship wi h he e ec i eness o aining a wo k. A o al o 1,540 employees o a public B azilian bank pa icipa ed in his s udy by esponding o he STTS and a measu e o ans e o aining a e aking pa in an online cou se. Reliabili y analysis, con i ma o y ac o analysis, and mul iple eg essions we e conduc ed. A h ee- ac o s uc u e was ound and a high le el o i o he models. E idence o he cons uc alidi y o he measu es was ob ained, and he pa icipan s’ pe cep ion o suppo was posi i e ela ed o he ans e o aining o he wo kplace and o e all pe o mance. Keywo ds: e-lea ning, assessmen , suppo o aining ans e , scale, e ec i eness o aining O desen ol imen o de medidas álidas e con iá eis con ibui pa a que sejam ealizados a anços no campo eó ico-cien í ico, p oduzindo conhecimen os sob e os a o es que ope am pa a a e a a ap endizagem e a pe o mance no abalho (Aguinis & K aige , 2009). Tal desen ol imen o ambém az implicações p á icas no que se e e e às in e enções ei as no con ex o co po a i o. Ca ac e ís icas o ganizacionais e do ambien e social no abalho in luenciam os esul ados de einamen o e podem in e e i no desempenho (Abbad, Ze bini, & Souza, 2010; Al a ez, Salas, & Ga o ano, 2004; Meneses, Ze bini, & Ma ins, 2012; Salas & Cannon-Bowe s, 2001; Tannenbaum & Yukl, 1992). En e as a iá eis con ex uais que ap esen am os mais o es e consis en es elacionamen os com o impac o do einamen o no abalho, des aca-se o Supo e à T ans e ência, que a alia o apoio ecebido po eg essos de einamen os pa a aplica as no as habilidades adqui idas no abalho (Abbad e al., 2012). O cons u o comp eende ca ac e ís icas si uacionais impo an es, sendo o apoio ma e ial e psicossocial, os p incipais a o es es udados em pesquisas. O supo e psicossocial e e e-se ao apoio ge encial e social (colegas ou pa es) à aplicação de no as ap endizagens no abalho, que se dá po meio do es abelecimen o de me as, o e ecimen o de assis ência (discu i e enco aja o uso de no as compe ências no abalho) e eedback (Abbad e al., 2012; Bu ke & Hu chins, 2007). O supo e ma e ial, po sua ez, a alia os elemen os de apoio ambien al o e ecidos pela o ganização, mensu ando a qualidade, a su iciência e a disponibilidade de ecu sos ma e iais e inancei os disponí eis e a adequação do ambien e ísico do local de abalho à aplicação no abalho das no as compe ências adqui idas em einamen o (Abbad e al., 2012). Desde que Baldwin e Fo d (1988) iden i ica am o supo e como um componen e do ambien e de abalho undamen al pa a a manu enção de compe ências e o p ocesso de ans e ência de einamen o, pesquisas ealizadas em con ex os, einamen os e amos as de pa icipan es * Ende eço pa a co espondência: Faculdade de Filoso ia, Ciência e Le as de Ribei ão P e o, Uni e sidade de São Paulo, Depa amen o de Psicologia, A . Bandei an es, 3900, Bai o Mon e Aleg e, Ribei ão P e o, SP, B asil. CEP: 14.040-901. E-mail: [email p o ec ed] 2Psic.: Teo . e Pesq., B asília, Vol. 34, e3452 LB Ma ins e al. di e en es êm con i mando o papel impo an e exe cido pelo supo e à ans e ência na explicação de impac o de einamen o no abalho. A exis ência de co elações o es e mode adas en e essas a iá eis mos a que a aplicação de no as ap endizagens no abalho depende do apoio o e ecido pela o ganização e pelos seus memb os (che es e pa es) aos eg essos de einamen os (Abbad e al., 2012; Abbad, Pila i, & Pan oja, 2003; Aguinis & K aige , 2009; Bu ke & Hu chins, 2007; Joo, Lim, & Pa k, 2011). Ambos os ipos de supo e, ge encial e de pa es, in luenciam signi ica i amen e a p opensão dos einandos pa a u iliza as no as compe ências no local de abalho (Al-Eisa, Fu ayyan, & Alhemoud, 2009; De mol & Ča e , 2013; G ossman & Salas, 2011; Nijman, Nijho , Wognum, & Veldkamp, 2006; Pham, Sege s, & Gijselae s, 2012), sendo os p edi o es mais consis en es de esul ados de impac o do einamen o no abalho encon ados (Bu ke & Hu chins, 2007; Chiabu u, an Dam, & Hu chins, 2010). Po um lado, os es udos en a izam a impo ância do en ol imen o e da pa icipação dos supe iso es no einamen o pa a p opicia esul ados de ans e ência de einamen o (Blume, Fo d, Baldwin, & Huang, 2010; G ossman & Salas, 2011), pois a sua pos u a e opinião a e am os einandos (Salas, Tannenbaum, K aige , & Smi h-Jen sch, 2012). Há ecomendações de que se de e conside a a possibilidade de a alia não somen e as dimensões de supe isão pós- einamen o (po exemplo, euniões e eedback), mas ambém as in e enções dos supe iso es an es ou du an e o einamen o que podem e in luência sob e o impac o do einamen o no abalho (Velada, Cae ano, Michel, Lyons, & Ka anagh, 2007). An es do início do einamen o, os supe iso es de em guia e p epa a os einandos pa a o einamen o ce o e escla ece as suas expec a i as. Pa a an o, os supe iso es de em se en ol idos no p ocesso p é io de a aliação de necessidades pa a que en endam a necessidade do einamen o e possam o nece in o mações p ecisas e mo i ado as sob e o mesmo (Salas e al., 2012), comunica os obje i os com elação ao desempenho desejado, as condições sob as quais o desempenho de e á oco e no local de abalho e os c i é ios de desempenho conside ado acei á el (Bu ke & Hu chins, 2007). Após o é mino do einamen o, os supe iso es de em ado a uma pos u a posi i a en e ao mesmo, emo e obs áculos e ga an i ampla opo unidade pa a que os eg essos possam aplica o que ap ende am e ecebe eedback (Salas e al., 2012). Po ou o lado, em algumas pesquisas, o apoio de pa es mos ou-se mais o e p edi o do impac o do einamen o no abalho do que os demais (ge encial e o ganizacional). Isso se de e al ez pelo con a o di e o es abelecido, mesmo s a us uncional e con ínuo luxo de in o mações en e colegas de abalho (Chiabu u, 2010). Con udo, ainda há poucas e idências suge indo que um ipo de apoio exe ce uma in luência maio sob e o impac o do einamen o no abalho do que o ou o, ou seja, supe iso e sus pa es (G ossman & Salas, 2011; Van den Bossche, Sege s, & Jansen, 2010). As in es igações mos am o papel impo an e desses a o es in e pessoais enquan o mode ado es da elação en e einamen o-impac o do einamen o no abalho (Aguinis & K aige , 2009; Bu ke & Hu chins, 2007). Esses supo es mais p óximos e conc e os, em compa ação ao mais dis an e e di uso, p o indo da o ganização, possuem in luências posi i as sob e o impac o do einamen o no abalho, ao lado de ou os a o es indi iduais (mo i ação, au oe icácia, o ien ação de me as pa a a ap endizagem e c.) (Chiabu u e al., 2010). Esses achados indicam a g ande impo ância das elações humanas an e as condições ma e iais pa a o sucesso do p ocesso de ansposição do ap endido em einamen os pa a o ambien e de abalho. Ao passo que os supo es à ans e ência ecebidos po eg essos de einamen os pa a aplica as no as habilidades adqui idas no abalho são comp o adamen e a o es que man êm elacionamen o com o impac o do einamen o no abalho, sendo p edi o es que in luenciam na sua explicação, nós elabo amos um ins umen o capaz de mensu á-los, endo como base p incipalmen e a escala de Supo e à T ans e ência de T einamen o de Abbad e Sallo enzo (2001). Ou as escalas ambém o am consul adas como exemplos pa a a c iação dessa no a e são, como a de Supo e Ge encial de Ya nall (1998; es u u a uni a o ial com 5 i ens, α = 0,91), pos e io men e e alidada po Chiabu u e Tekleab (2005) (7 i ens, α = 0,95); e a de T acey e Tews (2005), Gene al T aining Clima e Scale (GTCS; 15 i ens, 3 a o es de supo e: ge encial, abalho e o ganizacional, 0,85 < α < 0,87). Nes e caso, apesa do cons u o a aliado se clima pa a ans e ência, es a a iá el é co ela a a supo e (Abbad e al., 2012), e o ins umen o az alusão e p e ende medi aspec os ela i os ao que se denomina supo e, como é obse ado pela p óp ia nomeação dos a o es ob idos, con endo i ens bas an e simila es aos das escalas an e io men e ci adas. O obje i o des e es udo oi analisa a es u u a a o ial e as ca ac e ís icas psicomé icas da Escala de Supo e à T ans e ência de T einamen o (ESTT) em um con ex o o ganizacional a dis ância. Jus i ica-se a con i mação da es u u a a o ial da ESTT pois á ias pesquisas nacionais êm u ilizando a medida (e.g., Ca alho & Abbad, 2006; Pila i & Bo ges-And ade, 2012), a qual man e e, con inuamen e, boas qualidades psicomé icas e excelen es índices de consis ência in e na. Con udo, odos os es udos possuíam ca á e explo a ó io e, po an o, não ealiza am a análise a o ial con i ma ó ia, man endo esse passo como agenda de pesquisa. Obje i ou-se, ambém, a es a a capacidade conco en e da medida pa a que es a seja u ilizada em ou os con ex os pa a a a aliação do supo e à ans e ência de einamen o. Mé odo Pa icipan es Pa icipa am do es udo uncioná ios de um banco es a al b asilei o, que ha iam ealizado du an e a jo nada de abalho um einamen o online e au oins ucional sob e o ema da p omoção de e iciência ope acional nas a i idades de abalho, denominado “E iciência Ope acional”. As espos as ob idas quan o à ca ac e ização demog á ica e uncional, de 1.639 esponden es, indicam que a maio ia: é do sexo masculino (56,8%), en e 46 e 55 anos de idade 3Psic.: Teo . e Pesq., B asília, Vol. 34, e3452 Escala de Supo e à T ans e ência de T einamen o (26,1%), abalha na Unidade de Apoio aos Negócios e à Ges ão (37,8%), possui expe iência na unção de 1 a 3 anos (20,3%), e com G aduação (33,6%). Ins umen os O ins umen o ESTT con ém 14 i ens, associados a uma escala de equência que a ia de 1 (“Nunca”) a 5 (“Semp e”), que mensu am o supo e o e ecido po supe iso es (6 i ens), pa es (6 i ens) e o supo e ma e ial o necido pela o ganização (2 i ens) à aplicação no abalho das no as compe ências ap endidas em einamen o. Os seis i ens e e en es ao apoio de supe iso es e de pa es são idên icos na edação, mas de em se espondidos em suas colunas co esponden es (supe iso es e pa es) no ques ioná io ( e Apêndice). Foi adap ado da e são p opos a po Abbad e Sallo enzo (2001), compos a po duas dimensões: Supo e Psicossocial à T ans e ência (11 i ens, α = 0,91; ca gas a o iais: 0,46 a 0,86) e Supo e Ma e ial à T ans e ência (5 i ens, α = 0,86; ca gas a o iais: 0,56 a 0,82). A escala passou pela a aliação de pesquisado es dou o es especialis as da á ea (n = 2), em p ocesso de alidação po juízes, pa a iden i ica e, e en ualmen e, co igi possí eis alhas p esen es no ins umen o de medida e julga sua adequação eó ica. Pa a medi o impac o do einamen o no abalho em ampli ude oi u ilizada uma e são adap ada da Escala de Impac o no T einamen o no T abalho (Pila i & Abbad, 2005), com 7 i ens (α = 0,89 e ca gas a o iais en e 0,62 e 0,86) e al e na i as de espos a pon uadas de 1 (“Não conco do”) a 5 (“Conco do o almen e”). O impac o em ampli ude e e e- se à in luência indi e a do einamen o sob e o desempenho global, a i udes e mo i ação dos eg essos (exemplos de i ens: “Realizo meus abalhos com mais agilidade”, “Melho ou a qualidade do meu abalho”, “Aumen ou minha mo i ação pa a o abalho”). P ocedimen o de Cole a e de Análise de Dados A cole a de dados oi ealizada o almen e a dis ância, po meio da disponibilização conjun a e i ual dos ques ioná ios na página da Uni e sidade Co po a i a do Banco a uma amos a po encial de 3.600 uncioná ios. Tais uncioná ios ha iam pa icipado do cu so mencionado, após seis meses a um ano a pa i do inal do einamen o, pa a possibili a que seus e ei os pudessem se obse ados no ní el indi idual, em e mos de desempenhos ge ais no abalho. Pa a execu a as análises, o SPSS (S a is ical Package o he Social Science) e SPSS 22.0 AMOS o am u ilizados. Análises p elimina es o am ealizadas pa a a iden i icação de dados ausen es (p esen es em menos de 5% dos casos) e ex emos uni a iados (inexis ência de ou lie s), e se espei a am o p essupos o da no malidade (assime ia e cu ose en e -2,0 e 2,0). Os 1.540 casos álidos de espos as a ESTT o am subme idos a análises a o iais con i ma ó ias (AFC; Mé odo de Máxima Ve ossimilhança) e de consis ência in e na (Al a de C onbach: α). Pa a julga a bondade de ajus e do modelo, as medidas inc emen ais de ajus e (Goodness-o - Fi Index [GFI], Compa a i e-Fi Index [CFI] e Tucke Luwis Index [TLI]) de e iam e alo es supe io es a 0,90 (idealmen e > 0,95) e as esiduais (Roo Mean Squa e Residual [RMSR] e Roo Mean Squa e E o App oxima ion [RMSEA]), in e io es a 0,08 (idealmen e < 0,05). O alo do qui-quad ado sob e g aus de libe dade (χ2/gl ou CMIN/ DF) de e ia se in e io a 5 – con udo, amos as mui o g andes in e e em sob e esse alo , que deixa de se um bom indicado de ajus e do modelo (Rios & Wells, 2014). Nos casos em que se ob e e alo es supe io es ao acei á el, os ou os índices ci ados o am le ados em conside ação. O índice de pa cimônia Bayesian In o ma ion C i e ion (BIC) oi usado pa a compa a os ajus es en e modelos (By ne, 2010). Pa a analisa a alidade conco en e da escala, u ilizou-se a análise de eg essão múl ipla, com os ês a o es do ESTT como p edi o es da e e i idade do einamen o no abalho (impac o em ampli ude). Resul ados Análise Teó ica As suges ões p o enien es da alidação po juízes consis i am em pequenas al e ações no layou do ins umen o e na edação do i em 8 (“O local de abalho é adequado à aplicação e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o”), que oi modi icada pa a “É disponibilizado local adequado à aplicação e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o”, man endo o pa alelismo en e os demais i ens, que começam com e bos na e cei a pessoa do plu al pa a e e i -se aos supe iso es e pa es. Análises Desc i i as Como pode se obse ado na Tabela 1, a equência com que supe iso es, pa es e o ganização o e ece am os apoios desc i os nos i ens, segundo a pe cepção dos uncioná ios einados, não a iou mui o en e si, sendo as médias bas an e p óximas (escala de 5 pon os): de 3,62 (DP = 1,12) a 3,94 (DP = 1,01) (supe iso es); 3,42 (DP = 1,08) a 3,70 (DP = 1,02) (pa es); e 3,70 (DP = 1,00) a 3,77 (DP = 1,00) (ma e ial). Po esse mo i o, os esco es médios o am compa ados po meio de Pai ed-Sample T Tes , endo sido ob idos os seguin es esul ados pa a cada pa : 1) Supo e Supe iso es-Supo e Pa es: = 9,07; d = 1291; p < 0,0001 (95% CI = [+0,13; +0,21]); 2) Supo e Supe iso es-Supo e Ma e ial: = 2,69; d = 1259; p < 0,007 (95% CI = [+0,01; +0,11]; 3) Supo e Pa es-Supo e Ma e ial: = -3,75; d = 1212; p < 0,0001 (95% CI = [-0,15; -0,04]). No a-se, po exemplo, que o apoio de supe iso es e pa es no incen i o ao uso no abalho das no as compe ências desen ol idas em einamen o (i em 1) oi pe cebido de manei a simila pelos esponden es, sendo bas an e equen e. Po ou o lado, o o necimen o de eedback pa a a aplicação no abalho das no as habilidades adqui idas em einamen o (i em 5) ap esen ou a meno média, endo sido o apoio menos equen emen e pe cebido pelos uncioná ios, an o ad indo de seus supe iso es, quan o de seus pa es. 4Psic.: Teo . e Pesq., B asília, Vol. 34, e3452 LB Ma ins e al. Va iá el SS SP SM Supo e Supe iso es [SS] - d=0,19 d=0,06 Supo e Pa es [SP] 0,702* - d=0,12 Supo e Ma e ial [SM] 0,481* 0,424* - Média 3,81 3,64 3,75 Des io-pad ão 0,90 0,87 0,87 Tabela 2. Co elações en e os a o es do ins umen o ESTT No a. Todas as co elações são signi ica i as *p < 0,01; d = d de Cohen Modelo χ2 gl CMIN/DF GFI RMSR CFI TLI RMSEA O iginal 2293,272 74 30,99 0,82 0,03 0,89 0,86 0,14 Re-especi icado 1 1811,171 51 35,51 0,84 0,03 0,89 0,85 0,15 Re-especi icado 2 1708,399 49 34,86 0,85 0,03 0,89 0,86 0,14 Tabela 3. Indicado es de ajus e pa a os modelos o iginal e e-especi icados do ins umen o ESTT No as. N=1.540; o modelo e-especi icado 1 não inclui os i ens 3 e 9; o modelo e-especi icado 2 con ém a co elação en e o pa de e os e5-e6, além da exclusão dos i ens 3 e 9. Tipo de Supo e I ens X DP Supe iso es 1. Enco ajam a aplicação no abalho de no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,94 1,01 2. Fo necem as in o mações necessá ias ao uso e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,86 1,00 3. Remo em as di iculdades ao uso e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,79 0,99 4. C iam opo unidades de usa no abalho as no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,74 1,02 5. Fo necem eedback quan o à aplicação no abalho de no as habilidades adqui idas em einamen o. 3,62 1,12 6. Conside am minhas suges ões, em elação ao que oi ap endido em einamen o, no abalho. 3,74 1,03 Pa es 1. Enco ajam a aplicação no abalho de no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,70 1,02 2. Fo necem as in o mações necessá ias ao uso e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,66 0,99 3. Remo em as di iculdades ao uso e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,63 0,96 4. C iam opo unidades de usa no abalho as no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,58 1,00 5. Fo necem eedback quan o à aplicação no abalho de no as habilidades adqui idas em einamen o. 3,42 1,08 6. Conside am minhas suges ões, em elação ao que oi ap endido em einamen o, no abalho. 3,68 0,98 Ma e ial 7. São o necidos os ecu sos ma e iais necessá ios pa a a aplicação e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o. 3,77 0,89 8. É disponibilizado local de abalho adequado à aplicação e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o (po exemplo, espaço ísico, iluminação, mobiliá io, ní el de uído). 3,70 1,00 Tabela 1. Es a ís icas desc i i as do ins umen o ESTT As co elações en e os ês a o es da ESTT e os alo es do d de Cohen ( amanho do e ei o) podem se isualizados na Tabela 2. Análise Fa o ial Con i ma ó ia e Consis ência In e na Como odos os i ens ap esen am dis ibuição no mal, endo seus alo es de assime ia e cu ose acei á eis (assime ia de Figu a 1. Ca gas a o iais es anda dizadas, coe icien es de co elação e e os pad ão da AFC pa a o ins umen o de Supo e à T ans e ência de T einamen o (modelo hipo é ico inicial). -0,92 a -0,41, e cu ose de -0,26 a 0,58), p ocedeu-se à AFC, usando o Mé odo de Máxima Ve ossimilhança. O modelo hipo é ico inicial (es u u a empí ica com 3 a o es, 14 i ens e 0,85 < α < 0,95) ap esen a alhas na bondade de ajus e (Tabela 3 e Figu a 1), indicando a necessidade de obse a os índices de modi icação e in oduzi as e-especi icações. Logo, com a indicação da p esença de mul icolinea idade en e os mesmos i ens p esen es nos a o es de supo e de supe iso es e de pa es (“Remo em as di iculdades ao uso e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o” e “C iam opo unidades de usa no abalho as no as habilidades ap endidas em einamen o”) – i ens 3 e 4 (supe iso es: = 0,82) e i ens 9 e 10 (pa es: = 0,80) – op ou-se po es a o modelo com a e i ada dos i ens 3 e 9, já que há al os indícios de que os pa icipan es conside a am simila es os a os de “ emo e di iculdades” e “c ia opo unidades”. Faz sen ido 5Psic.: Teo . e Pesq., B asília, Vol. 34, e3452 Escala de Supo e à T ans e ência de T einamen o Figu a 2. Ca gas a o iais es anda dizadas, coe icien es de co elação e e os pad ão da AFC pa a a escala de Supo e de Supe iso es e Ma e ial do ins umen o de Supo e à T ans e ência de T einamen o. Figu a 3. Ca gas a o iais es anda dizadas, coe icien es de co elação e e os pad ão da AFC pa a a escala de Supo e de Pa es e Ma e ial do ins umen o de Supo e à T ans e ência de T einamen o. Modelo χ2 gl CMIN/DF GFI RMSR CFI TLI RMSEA Supo e Supe iso es 230,888 19 12,15 0,96 0,01 0,98 0,97 0,08 Supo e Pa es 217,514 19 11,44 0,96 0,02 0,97 0,96 0,08 Tabela 4. Indicado es de ajus e pa a as escalas do ins umen o ESTT No as. N=1.540; cada modelo, além do a o de supo e supe iso es ou pa es, con ém o a o de supo e ma e ial. eó ico supo que ao c ia opo unidades pa a a aplicação das habilidades ap endidas é necessá io que an es enham sido emo idas as di iculdades que pode iam obs aculiza o uso e icaz das no as compe ências no abalho. Esse modelo (modelo e-especi icado 1) ap esen ou alo es ainda não sa is a ó ios pa a os indicado es de ajus e. Em compa ação com o an e io , o índice de pa cimônia BIC apon a que es e, com a exclusão dos i ens al amen e co elacionados en e si, é mais ajus ado que aquele, com os 14 i ens iniciais na es u u a p opos a (ΔBIC = 511,45). Com is as a melho a o ajus e do modelo, o am analisados os índices de modi icação, que ap esen a am alo es impo an es en e os e os e5-e6 (5 - “Fo necem eedback quan o à aplicação no abalho de no as habilidades adqui idas em einamen o” e 6 - “Conside am minhas suges ões, em elação ao que oi ap endido em einamen o, no abalho”), an o pa a o a o e e en e ao apoio de supe iso es quan o o de pa es, indicando que os pa icipan es p o a elmen e en ende am ais i ens como uma mesma medida. Uma ez in oduzidas as co elações en e esses pa es de e os, os alo es pa a os indicado es ob idos não o am sa is a ó ios (modelo e-especi icado 2). Em compa ação com o an e io , o índice de pa cimônia BIC apon a que es e, com a exclusão dos i ens al amen e co elacionados en e si e a inclusão das co elações en e os e os (e5-e6) em ambos a o es (supe iso es e pa es), é mais ajus ado (ΔBIC = 88,09), mas ainda não ap esen a bons indicado es. De ido à o e e posi i a co elação en e os a o es de supo e de supe iso es e de pa es ( = 0,71) – al ez os a o es não de e iam se es imados em sepa ado, mas como uma única medida, o supo e psicossocial, como p econiza a li e a u a dominan e da á ea – es ou-se um modelo com somen e dois a o es, supo e psicossocial (12 i ens ela i os ao apoio de supe iso es e de pa es) e supo e ma e ial (2 i ens). Es e modelo mos ou o pio ajus e em compa ação aos an e io men e ci ados: n = 1.540, χ2 = 5769,016, gl = 76, CMIN/DF = 75,90, GFI = 0,55, RMSEA = 0,22, RMR = 0,09; CFI = 0,72, TLI = 0,67, BIC = 5981,863 (ac éscimo de 3461,06 em compa ação ao modelo hipo é ico inicial). Ainda o am es ados um modelo bi a o e um de segunda o dem, mas ambos ap esen a am alhas na bondade de ajus e. Finalmen e, ao es a sepa adamen e a escala que a alia o apoio de supe iso es (Figu a 2) da escala de supo e de pa es (Figu a 3), compos as pelos seis i ens iniciais – cada uma associada ao a o que mede o supo e ma e ial (2 i ens) – sem a inclusão de co elações en e pa es de e os ou a sup essão de i ens, ob i e am-se os melho es índices, bem 6Psic.: Teo . e Pesq., B asília, Vol. 34, e3452 LB Ma ins e al. como os alo es dos esíduos baixos, como mos a a Tabela 4. O cômpu o do al a de C onbach pa a as escalas, com 8 i ens cada, esul ou em α = 0,92 pa a a de supo e de supe iso es/ ma e ial e α = 0,90 pa a a de supo e de pa es/ma e ial. In luência da ESTT sob e a E e i idade de T einamen o no T abalho De aco do com as es a ís icas ap esen adas na Tabela 5, o coe icien e de eg essão múl ipla (R) oi signi ica i amen e di e en e de ze o, F(3, 1540) = 85,343, < 0,0001, com limi es de con iança de 95%. Na au oa aliação do einamen o, odos os ipos de apoio con ibuí am signi ica i amen e pa a a explicação de impac o do einamen o no abalho em ampli ude (R2 = 0,17; p < 0,01), p incipalmen e o supo e ma e ial (SM: β = 0,26; p < 0,001), con i mando a in luência posi i a do supo e à ans e ência pa a a oco ência do Va iá el Au oa aliação de IA Co elação com IA Coe icien es B E o Pad ão Be a (β) Sig. S 2 Supo e Supe iso es [SS] 0,085 0,025 0,13* 3,400 0,001 0,007 0,33* Supo e Pa es [SP] 0,078 0,025 0,11* 3,122 0,002 0,006 0,31* Supo e Ma e ial [SM] 0,173 0,020 0,26* 8,546 0,000 0,050 0,37* R2/R2ajus ado R2/R2ajus ado = 0,17* Tabela 5. Supo es à ans e ência como p edi o es da e e i idade de einamen o no abalho No as. *p < 0,01; B = coe icien es de eg essão não pad onizados; β = coe icien es de eg essão pad onizados; = coe icien es de co elação; R2 = R-quad ado da eg essão. enômeno de esul ado do einamen o no desempenho dos eg essos. Do mesmo modo, os di e en es supo es es i e am co elacionados com o impac o em ampli ude (0,31 < < 0,37), sob e udo, mais uma ez, aquele o e ecido pela o ganização [SM]. Discussão A es u u a empí ica encon ada mos a-se adequada an o eó ica quan o empi icamen e e alida a adap ação ei a no ins umen o, na qual os ipos de supo e psicossocial (supe iso es e pa es) o am medidos sepa adamen e, além do supo e ma e ial o e ecido pela o ganização. As escalas ap esen am e idências de alidade e idedignidade, con emplando i ens ep esen a i os de cada a o , e se em como e amen as ú eis pa a mensu a os di e en es ipos de apoio pe cebidos po pa icipan es de einamen o, os quais a e am na ans e ência de compe ências pa a o abalho segundo os esul ados ob idos. A g ande modi icação ealizada no ins umen o de Abbad e Sallo enzo (2001) oi adequa os i ens com oco na ação, já que as medidas, apesa de abo da em conjun amen e o apoio de supe iso es e pa es como p essupõe o concei o de supo e psicossocial à ans e ência, o sepa a am em seus i ens: alguns deles a alia am somen e o apoio o e ecido pelos supe iso es e ou os, em meno núme o, o apoio dos pa es. A escala adap ada ap esen a an agens ao di e encia o supo e psicossocial, pois pe mi e a alia os dois ipos de supo e e em que medida seu o e ecimen o é pe cebido pelos eg essos de einamen os, bem como al sepa ação possibili a a ealização de análises pa a e i ica se há um apoio mais impo an e que o ou o e seus e ei os sob e o impac o do einamen o no abalho. Ou ainda, quando pe inen e, a alia somen e o apoio de supe iso es ou o de pa es. Os e ei os do supo e à ans e ência bem-sucedida das no as compe ências ap endidas em einamen o pa a o abalho o am co obo ados, uma ez que os eg essos que pe cebe am os apoios o iundos da o ganização ( ecu sos ma e iais, condições de abalho e c.) e dos companhei os de abalho (supe iso es e pa es) i e am seus desempenhos ge ais modi icados. Esses esul ados con i mam achados de in es igações an e io es (e.g., Bu ke & Hu chins, 2007; Blume e al., 2010; Van den Bossche e al., 2010) e indicam pa a a pe inência de se con inua medindo os supo es ma e ial e psicossocial o e ecidos pa a a p odução de consequências posi i as sob e a pe o mance no abalho de pa icipan es de e en os ins ucionais. A impo ância da pe cepção de supo e à ans e ência dos no os conhecimen os e habilidades incide sob e implicações p á icas: o einamen o se á ans e ido pa a o ambien e de abalho à medida que essas condições enham sido a endidas, p incipalmen e quando sa is ei os os aspec os conce nen es ao ambien e ísico de abalho e os ecu sos ma e iais imp escindí eis ao desempenho das unções, ambos de esponsabilidade da o ganização. Recomenda-se a aplicação da escala em o ganizações de abalho, como pa e in eg an e do ins umen al na a aliação de p og amas de einamen o, com is as a ob e in o mações sob e os esul ados dessas ações educacionais e os seus e ei os sob e o impac o do einamen o no abalho. Apesa das con ibuições eó ico-p á icas do p esen e es udo e da amos a com amanho exp essi o, o uso da medida adap ada pela p imei a ez em uma única o ganização, e e en e a um einamen o na modalidade EAD de baixa complexidade e cu a du ação, impede a gene alização dos esul ados pa a ou os con ex os. Po an o, a aliações ealizadas em con ex os e amos as di e en es de em segui a es ando a capacidade p edi i a da escala, podendo ob e esul ados di e en es, a o que ac esce á subsídios à á ea de a aliação de p og amas ins ucionais. É aconselhá el ambém o uso de mais de uma on e de in o mação pa a con as a as opiniões dos a o es en ol idos – inclusi e inclui os clien es como pa e do supo e social em p es ações de se iço, como é o caso do se o bancá io – quan o aos 7Psic.: Teo . e Pesq., B asília, Vol. 34, e3452 Escala de Supo e à T ans e ência de T einamen o aspec os a aliados e cons a a os apoios su icien es ou de ici á ios in luen es sob e os indicado es de e e i idade de einamen o e, consequen emen e, na aplicação e icaz das no as compe ências no abalho. Ag adecimen os: Os au o es ag adecem o apoio da Coo denação de Ape eiçoamen o de Pessoal de Ní el Supe io (CAPES); do G upo To desillas e San ande Uni e sidades; da Fundación Ca olina; do II Plan P opio de Docencia de la Uni e sidad de Se illa; e do Spanish Minis y o Economy and Compe i i eness (MINECO, FEDER; ), núme o de e e ência do auxílio: PSI2015- 64894-P). Re e ências Abbad, G., Pila i, R., & Pan oja, M.J. (2003). 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Leia a en amen e os i ens lis ados e escolha o pon o da escala (1, 2, 3, 4 ou 5) que ep esen a a equência com que supe iso es, pa es e o ganização o e ece am os apoios desc i os em cada i em. Pa a a alia o supo e psicossocial, ma que sua espos a na coluna co esponden e (coluna S = supe iso es e coluna P = pa es) e pa a a alia o supo e ma e ial, egis e sua espos a na coluna à di ei a (No a) aos i ens que desc e em ais aspec os. 1234 5 Nunca Ra amen e Às ezes F equen emen e Semp e I ens Supo e Psicossocial 1. Enco ajam a aplicação no abalho de no as habilidades ap endidas em einamen o. S P 2. Fo necem as in o mações necessá ias ao uso e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o. 3. Remo em as di iculdades ao uso e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o. 4. C iam opo unidades de u iliza no abalho as no as habilidades ap endidas em einamen o. 5. Fo necem eedback quan o à aplicação no abalho das no as habilidades adqui idas em einamen o. 6. Conside am minhas suges ões, em elação ao que oi ap endido no einamen o, no ambien e de abalho. Supo e Ma e ial No as 1. São o necidos os ecu sos ma e iais necessá ios pa a a aplicação e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o. 2. É disponibilizado local de abalho adequado à aplicação e icaz das no as habilidades ap endidas em einamen o (po exemplo, espaço ísico, iluminação, mobiliá io, ní el de uído). APÊNDICE