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A educação artística atrás das máscaras, no IX Congresso Internacional Matéria-Prima ISBN 978-989-99822-8-4 Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (CIEBA), Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa Crédito da capa: da comunicação de Michele Dias Augusto, Adereços de figurino de José Maurício Coelho, performer Ester Borges, performance fotográfica do D. Quixote Steampunk, 2018.
A educação artística atrás das máscaras, no IX Congresso Internacional Matéria-Prima Sociedade Nacional de Belas Artes Lisboa, 19 a 21 de julho de 2021 ISBN 978-989-99822-8-4 Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (CIEBA), Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa
Comissão Executiva: João Paulo Queiroz — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) Luís Jorge Gonçalves — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) Ronaldo Oliveira — Universidade Estadual de Londrina, Paraná (UEL). Comissão Científica: Alexsandro dos Santos Machado — Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina, Pernambuco, Brasil. Ana Luísa Paz — Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (IEUL), Portugal. Ana Luiza Ruschel Nunes — Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Paraná, Brasil. Ana Maria Araújo Pessanha — Escola Superior de Educação Almeida Garrett, Universidade Lusófona, Lisboa, Portugal. Ana Sousa — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), Portugal. Analice Dutra Pillar — Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil. António Pedro Ferreira Marques — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), Portugal. António Trindade — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), Portugal. Artur Ramos — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), Portugal. Belidson Dias — Universidade de Brasília (UNB), Brasil. Catarina Martins — Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (FBAUP), Portugal. Christina Rizzi — Universidade de São Paulo (USP), Brasil. Constança Vasconcelos, Instituto de Educação, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Portugal. Consuelo Alcioni Borba Duarte Schlichta — Universidade Federal do Paraná (UFPR) , Brasil. Elisabete Oliveira — Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (IEUL), Portugal. Erinaldo Alves Nascimento — Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Brasil. Fernando Miranda — Universidad de la República, Instituto Escuela Nacional de Bellas Artes (UdeLaR), Uruguai. Francione Oliveira Carvalho — Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, Brasil) Helena Cabeleira — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), Portugal. Ilídio Salteiro (Portugal, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa). Inês Andrade Marques, Instituto de Educação, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Portugal. Irene Tourinho — Universidade Federal de Goiás (UFG), Brasil. Isabela Nascimento Frade — Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Brasil. João Castro Silva (Portugal, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa). João Paulo Queiroz (Portugal, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa). Jociele Lampert — Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Brasil. Jorge Ramos do Ó — Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (IEUL), Portugal. José Carlos de Paiva — Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (FBAUP), Portugal. Lúcia Pimentel — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil. Leonardo Charréu — Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Lisboa, Portugal. Luís Jorge Gonçalves (Portugal, Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa). Luciana Gruppelli Loponte — Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil. María Acaso López-Bosch — Universidad Complutense de Madrid (UCM), Espanha. María Jesús Agra Pardiñas — Universidad de Santiago de Compostela, Espanha. Margarida Calado — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), Portugal. Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva — Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Brasil. Maria João Gamito — Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), Portugal. Marilda Oliveira de Oliveira — Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Brasil. Marta Dantas — Universidade Estadual de Londrina, Paraná (UEL),Brasil. Marta Ornelas — Centro de Investgação e Estudos em Belas Artes, Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa (FBAUL), Portugal. Mirian Celeste Martins — Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo), Brasil. Paloma Cabello Pérez — Universidad de Vigo, Espanha. Rejane Coutinho — Universidade Estadual Paulista (UNESP, Campus São Paulo), Brasil. Ricard Huerta — Universitat de València, España Ricardo Marín Viadel — Facultad de Bellas Artes, Universidad de Granada, Espanha. Ronaldo Oliveira — Universidade Estadual de Londrina, Paraná (UEL), Brasil. Sandra Palhares — Universidade do Minho, Instituto de Educação, Portugal. Sara Bahia — Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (FPUL), Portugal. Teresa de Eça — i2ADS, Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (FBAUP), Portugal. Tiago Assis — Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (FBAUP), Portugal. Umbelina Barreto — Instituto de Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA-UFRGS), Brasil Moderadores dos painéis: Adriana Berardo Ana Patrícia Sousa Andreia César Catarina Nobre Filipa Matos Isabel Albuquerque Jacinto Correia Jacinto Correia Joana Lagos João Paulo Queiroz Manuel Ackerman de Menezes Margarida Basto & Joana Lagos Maria João Ribeiro Rui Martins da Silva Rui Silva Coordenação do Congresso: João Paulo Queiroz (Portugal, Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa);
Organização científica Scientific organization Acolhimento do evento Event hosting Apoio Support IX Congresso Internacional Matéria-Prima: Livro de Atas João Paulo Queiroz (ed.) Edição: Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (CIEBA), Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa e Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) Presidente do CIEBA: Ilídio Salteiro Presidente da Direção SNBA: João Paulo Queiroz Apoio Administrativo CIEBA: Cláudia Pauzeiro Apoio Gestão SNBA: Rui Penedo Apoio Administrativo SNBA: Helena Reynaud, Fátima Carvalho Design: Tomás Gouveia ISBN: 978-989-99822-8-4 Propriedade e serviços administrativos: Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa / Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes — Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058 Lisboa, Portugal T +351 213 252 108 / F +351 213 470 689 Lisboa, julho 2021
16 18-24 26-832 26 35 48 66 75 84 1. Prefácio 2. Programa Matéria-Prima 2021 3. Comunicações apresentadas ao IX Congresso Além da Visita de Estudo: A Sala de Aula no Museu ADRIANA BERARDO Memórias e Ensino da Arte: Territórios de conflitos e potencias de criação ALDO VICTORIO FILHO, PÂMELA SOUZA DA SILVA & RODRIGO TORRES DO NASCIMENTO Constelações afetivas CP2 e as lições de Nise da Silveira: multiversos, saberes e diálogos entre saúde, arte e educação ALEXANDRE GUIMARÃES Na cabeça de um aluno está um mundo em construção: Por uma Educação Artística Ativista ANA CARREIRA & SANDRA PALHARES Processos alternativos: cianotipia, a fotografia para lá da câmara ANA INÁCIO & JOÃO VIEGAS O ateliê de arte com crianças: Encontros, conversas e experiências estéticas ANA CRISTINA CARVALHO PEREIRA & ROSVITA KOLB BERNARDES 1. Foreword 2. Matéria-Prima 2021 Programme 3. Communications presented to the 9th Congress Beyond the Field Trip: The Classroom in the Museum ADRIANA BERARDO Memories and Teaching of Art: Territories of Conflicts and Potential of Creation ALDO VICTORIO FILHO, PÂMELA SOUZA DA SILVA & RODRIGO TORRES DO NASCIMENTO Affective constelations CP2 and the lessons of Nise da Silveira: multiverses, knowledge and dialogues between health, art and education ALEXANDRE GUIMARÃES In a student's mind is a world under construction: For an Activist Arts Education ANA CARREIRA & SANDRA PALHARES Alternative Processes: cyanotype, photography beyond the camera ANA INÁCIO & JOÃO VIEGAS The art atelier with children: Encounters, conversations and esthetic experiences ANA CRISTINA CARVALHO PEREIRA & ROSVITA KOLB BERNARDES
673 690 704 716 728 736 744 759 Las huellas de Al-Ándalus: una experiencia histórica y patrimonial para Educación Infantil OLGA DUARTE PIÑA & SILVIA ÁLVAREZ DE LA ROSA Arte, Tecnologia e Ensino: corpos e mídias em tempo-espaço ludopoético PAULA MASTROBERTI Notas sobre um laboratório de experimentação visual POLIANA DEUSA ALMEIDA CORDEIRO DE JESUS Zine: Recursos e possibilidades para o ensino-aprendizagem das artes visuais ROSANA DE CASTRO & THÉRÈSE HOFMANN GATTI Proposta de unidade de trabalho em Linogravura para a disciplina de Desenho A no Ensino Secundário RUTE LUÍS Virtuosismo técnico e a expressividade individual SARA FAZENDEIRO Camadas de Mim: corpo, desenho e identidade SUSANA LEMOS & MARTA NETO Dinâmicas que (in)fluem nas aprendizagens de práticas criativas TERESA VARELA The traces of Al-Andalus: a historical and heritage experience for pre-school education OLGA DUARTE PIÑA & SILVIA ÁLVAREZ DE LA ROSA Art, Technology and Teaching: bodies and media in ludopoetics space-time PAULA MASTROBERTI Notes on a Visual Experimentation Laboratory POLIANA DEUSA ALMEIDA CORDEIRO DE JESUS Zine: Resources and possibilities for teaching visual arts ROSANA DE CASTRO & THÉRÈSE HOFMANN GATTI Proposition for a work unit in Linocut for the subject of Drawing in High School RUTE LUÍS Technical virtuosity and individual expressiveness SARA FAZENDEIRO Layers of Myself: body, drawing and identity SUSANA LEMOS & MARTA NETO Dynamics that (in)flow on creative practices learning TERESA VARELA
20 DIA II. 20 DE JULHO 2021, TERÇA-FEIRA. 09H00 › 10H30 Moderação: Adriana Berardo A importância do registo das várias etapas na metodologia projetual PT — Joana Delerue Portas Cultura visual, práticas artísticas e intertextualidade: uma proposta transdisciplinar envolvendo atividades expressivas PT — Ana Sarzedas & Leonardo Charréu Motricidade fina e formas de registo plástico de prática desportiva PT — Ana Gonçalves de Sousa Brinquedo Solidário PT — Carolina Martins & Ana Sousa A rua é a caverna de Platão PT — Luís Jorge Gonçalves 10H30 › 12H30 Moderação: Manuel Ackerman de Menezes & Jacinto Correia La fotografía narrativa construida como método de aprendizaje y reflexión visual sobre la igualdad de género y diversidad sexual SP — Bibiana Soledad Sánchez & Amparo Alonso Aprendizagem pela experiência: projeto de integração de alunos problemáticos no ensino profissional PT — Vitória Pinto Las huellas de Al‐Andalus: una experiencia histórica y cultural para Educación Infantil SP — Olga Duarte Piña & Silvia Álvarez de la Rosa Diários d(entre) tempos: aprender (a saber estar) dentro PT — Maria Madalena Figueira Coelho Campos e Ghira & Leonardo Charréu Documentário sobre Interculturalidade na Escola PT — Cláudia Correia
673 Las huellas de Al-Ándalus: una experiencia histórica y patrimonial para Educación Infantil The traces of Al-Andalus: a historical and heritage experience for pre-school education OLGA DUARTE PIÑA* & SILVIA ÁLVAREZ DE LA ROSA** *AFILIAÇÃO: Universidad de Sevilla, Facultad de Ciencias de la Educación, Profesora del Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales y Sociales, calle Pirotecnia s/n 41013, Sevilla, España **AFILIAÇÃO: Universidad de Sevilla, Facultad de Ciencias de la Educación, Alumna interna del Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales y Sociales, calle Pirotecnia s/n 41013, Sevilla, España Abstract: Teaching about the past is not an easy task, especially when it sometimes comes through legends and clichés with no historical basis. The aim of the work we present here is to show how children in pre-school can approach a very distant time, get to know it, understand it and value it through experiences with the culture inherited in their current environment, where musical, literary and historical-artistic heritage become the focus of learning. In this way, it is demonstrated that people during the first years of life have sufficient capacity to learn about their culture thus developing attitudes of interest, respect and care. In order to design the educational project, extensive historical research has been carried out on Andalusian culture, particularly literary, artistic and musical, in order to create a didactic design adapted to the interests and motivations of the Infant Education pupils. Using creativity and experimental activities, we have managed to Resumen: Enseñar a conocer el pasado no es tarea fácil, máxime cuando éste, a veces, llega a través de leyendas y tópicos sin base histórica. El objetivo del trabajo que presentamos es mostrar cómo los niños y las niñas de Infantil pueden acercarse a un tiempo muy lejano, conocerlo, comprenderlo y valorarlo mediante experiencias con la cultura heredada en su entorno actual, donde el patrimonio musical, literario e histórico-artístico se convierten en el eje de los aprendizajes. De este modo, se demuestra que las personas durante los primeros años de vida tienen capacidad suficiente para aprender sobre su cultura desarrollando así actitudes de interés, respeto y cuidado. Para diseñar el proyecto educativo, se ha realizado una amplia investigación histórica sobre la cultura andalusí, particularmente, literaria, artística y musical, a fin de realizar un diseño didáctico ajustado a los Submetido: 15/02/2021 Aceitação: 12/07/2021
674 intereses y motivaciones del alumnado de Educación Infantil. Haciendo uso de la creatividad y de actividades experimentales, se ha conseguido que un tema, que a priori puede ser abstracto para crianzas de esta edad, resulte sumamente atractivo y llegue a conectar con sus emociones. Durante dicho proceso, los niños y las niñas intervinieron en todo momento para aportar nuevas ideas y participaron activamente en labores de investigación y producción, siendo el aprendizaje fruto de la construcción de su propio conocimiento. Los resultados de las actividades han sido analizados atendiendo a los aprendizajes conseguidos por los escolares, principalmente el aprendizaje de conceptos, el desarrollo de habilidades artísticas, la expresión de sus emociones y los valores y actitudes alcanzados tras la puesta en práctica del diseño didáctico. Podemos concluir que los niños y las niñas fueron progresivamente interesándose por la temática queriendo vivenciar lo aprendido en los espacios patrimoniales de la ciudad de Sevilla, implicando y comunicando ello a sus familias y, por tanto, no quedando el aprendizaje constreñido al aula donde se genera el conocimiento. Palabras clave: Educación Infantil / educación patrimonial / educación artística / herencia cultural / innovación pedagógica. make a subject, which a priori may be abstract for children of this age, extremely attractive and to connect with their emotions. During this process, the children have been involved at all times to contribute new ideas and have actively participated in research and production work, the learning being the result of the construction of their own knowledge. The results of the activities has been analysed in terms of the learning achieved by the schoolchildren, mainly the learning of concepts, the development of artistic skills, the expression of their emotions and the values and attitudes reached after the implementation of the didactic design. We can conclude that the children became progressively more interested in the subject and want to experience what they have learnt in the heritage sites of the city of Seville, involving and communicating this to their families and, therefore, learning is not confined to the classroom where knowledge is generated. Keywords: Early childhood education / heritage education / arts education / cultural background / educational innovation. 1. Introducción Las autoras de este trabajo, profesora-tutora y alumna en formación para maestra de Educación Infantil, presentan una experiencia formativa que surge, primeramente, en la alumna tras cursar la asignatura “Didáctica del Patrimonio Cultural de Andalucía” en 4º curso del Grado en Educación Infantil, que tiene continuidad a través de la tutorización de sus prácticas docentes en un colegio de la provincia de Sevilla y que han estado vinculadas a su Trabajo de Fin de Estudios (TFE). Para abordar la experiencia formativa hay varias dimensiones-objetivos que se toman como referentes-clave en su desarrollo. El primero de ellos es diseñar y aplicar propuestas de intervención didáctica que se alejen de los modelos
681 Figura 3 ∙ Exploración de yesería traída del palacio y técnica de Frotagge sobre esta. Fuente: propia. Figura 4 ∙ Exploración de yesería traída del palacio y técnica de Frotagge sobre esta. Fuente: propia.
682 relacionadas con la temática, tales como fotografías, especias o plantas aromáticas. Uno por uno, debían escoger algo y explicar al resto de compañeros la relación que tenía con la cultura andalusí. Seguidamente, se hizo un debate sobre lo que más les había gustado del proyecto y se reflexionó sobre la importancia de apreciar, conservar y comunicar este aprendizaje sobre la riqueza del patrimonio cultural. Además de hablar sobre la valoración de otras culturas y el respeto hacia los musulmanes, quienes muchos de ellos hoy en día viven en nuestro país. 4. Resultados de la experiencia teniendo en cuenta las ideas de los niños y las niñas A continuación, se exponen los resultados de la experiencia, destacando principalmente aquellas actividades y momentos que han provocado un mayor interés en el alumnado y han desencadenado una respuesta relevante por parte de este. En primer lugar, la actividad motivadora fue una de las dinámicas más significativas ya que generó gran motivación y sirvió para crear la curiosidad necesaria para tener ganas de aprender y dejarse cautivar por el encanto de Al-Án- dalus, reflejándose en las caras de emoción y comentarios como el de “quiero descubrir más”. A partir de este momento, el grupo clase se unió para que entre todos averiguaran sobre un tema que desconocían por completo, y a pesar de su complejidad, siguieron el hilo conductor como si de un cuento infantil se tratara. Se involucraron tanto que durante el tiempo libre y de forma voluntaria, dibujaban palacios, naranjos, musulmanes navegando hacia la Península..., y dejaban transcurrir su imaginación durante los recreos mientras jugaban a convertirse en el genio, a pedir deseos a la lámpara mágica, a representar conciertos de música andalusí, a ser cocineros y médicos simulando que utilizan especias para hacer recetas y curar a los demás, incluso a representar “un museo de Al-Ándalus” en el que algunos vendían entradas imaginarias y otros hacían de guía turístico. Además, el grupo clase y las docentes trabajaron unidos para investigar y crear material, teniendo un objetivo común, como fue la construcción del palacio, el cual admiraban mientras lo iban levantando, sintiendo un profundo orgullo de lo que estaban logrando. La implicación del alumnado se vio reflejada en el desarrollo del proyecto, pues como se les invitaba a reflexionar y a dar su opinión en todo momento, sus ideas fueron determinantes para investigar temas de interés, que en principio no estaban planificados, como por ejemplo conocer sobre la escuela de Al- Ándalus, sus materiales para estudiar y sus costumbres, dejándose llevar por la
683 Figura 5 ∙ Dibujos sobre el palacio de Aladino. Fuente: propia. Figura 6 ∙ Preparación de un rincón de aula dedicado al arte andalusí. Fuente: propia.
684 Figura 7∙ Rincón de Las huellas de Al-Ándalus. Fuente: propia. Figura 8 ∙ Alumnos en un concierto de música andalusí celebrado en su colegio. Fuente: propia.
685 curiosidad que les caracteriza al intentar traducir una tablilla en árabe del siglo XIII. También, se hizo notar su protagonismo en base a los objetos que aportaban al aula de forma voluntaria, tales como: ropa de estilo islámico, cuento infantil escrito en árabe, especias, juego de ajedrez, otra versión del cuento de Aladino, té... Todo lo que se traía al aula se añadía al rincón de Las huellas de Al-Ándalus, junto a materiales usados en clase como el azulejo o los pictogramas del poema. También, había una colección de cuentos y libros de poesía y con imágenes sobre arte y costumbres andalusíes a los que el alumnado accedía voluntariamente durante su tiempo libre. Cuando lo hacían, expresaban lo que veían y lo relacionaban con lo que habían aprendido durante el proyecto, mostrando una gran emoción cuando encontraban un elemento que identificaban, como un arco de un palacio. A su vez, nos consta que todo lo que iban aprendiendo se lo iban comunicando a sus familias con entusiasmo, sorprendiéndose del gran conocimiento que sus hijos e hijas estaban adquiriendo, invirtiéndose así los roles de quien enseña y quien aprende ya que muchas de las cosas las familias desconocían: “Mi hija me ha dicho que en Al-Ándalus se tomaban un zumo de cebolla para el dolor de oídos, ¿eso es verdad?” preguntó en una ocasión una madre. Además, debido a lo atractivo que les pareció conocer monumentos de arte andalusí y mudéjar, pidieron a sus familiares que los llevaran a palacios, siendo varios los que fueron al final a Los Reales Alcázares y compartieron con los demás lo que vieron, siendo capaces de reconocer elementos arquitectónicos que habíamos aprendido previamente. Por otro lado, experimentar en primera persona un concierto didáctico de música andalusí teniendo la oportunidad además de observar reproducciones exactas de instrumentos históricos que se encuentran extinguidos en la actualidad, permitió hacer un viaje al pasado y contribuyó considerablemente para conectar las emociones de los niños y niñas con la cultura andalusí. En definitiva, aunque el grupo-clase no haya podido visitar monumentos, se ha hecho todo lo posible para que la cultura en forma de costumbres, música, arte e historia llegue a los niños y niñas de Infantil, siendo acogidos por estos con cariño y entusiasmo. Los resultados demuestran que no solo se han comprometido llevando a cabo las actividades planificadas, sino que han participado sugiriendo ideas en todo momento que han ampliado los conceptos de las actividades iniciales, viviendo Al-Ándalus en su tiempo libre y llevándose los conocimientos a casa para compartir con el resto de personas de su familia lo que han aprendido y disfrutado. Además, han demostrado una gran madurez al querer siempre analizar, cuestionárselo todo y dar una opinión, con juicio
686 Figura 9 ∙ Alumnas leyendo libros sobre Al-Ándalus en el rincón-palacio una vez acabado. Fuente: propia.
687 propio, que evidencie sus habilidades y capacidades de interpretar la realidad. Y lo más importante, han desarrollado vínculos hacia el legado andalusí que van a determinar que sean personas sensibles al patrimonio cultural, pues con 4 años de edad han demostrado su interés por comunicarlo y que lo aprendido no quedara encerrado en el aula. Conclusión Es fácil ofrecer una conclusión al diseño y la experiencia formativa en base a los objetivos y el fundamento teórico pues podríamos decir que se han alcanzado y desarrollado, pero no nos va a ser posible conocer hasta dónde han podido llegar los aprendizajes, que han anidado en los conocimientos y sentimientos de los niños y las niñas de 4 años. No obstante, sin ser pretenciosas creemos que el Arte, la Literatura, la Música, a través de una didáctica del patrimonio cultural y del objeto, suscitan emociones nada efímeras y que pueden perdurar. El significado patrimonial actual es heredero de los avatares de nuestra Historia. Este es el motivo por el cual el proyecto educativo se titula Las huellas de Al-Ándalus, porque ya desde el título queríamos que la propuesta didáctica sirviera para que el alumnado aprendiera a interpretar la cultura andalusí en su momento histórico y descubriera sus grandes valores y, podemos afirmar, que ha quedado en ellos una huella difícil de borrar. Consideramos así, que este vínculo afectivo es la clave para formar a una ciudadanía que defienda y proteja su patrimonio, utilizando además el conocimiento como herramienta para superar inseguridades hacia otras culturas y propiciar valores de respeto para una mejora de la sociedad. Agradecimientos Las autoras agradecen a Sara Andújar, tutora del aula de 4 años de Educación Infantil del Colegio Aljarafe, y a los músicos Emilio Villalba y Sara Marina (Fundación de Instrumentos Musicales con Historia).
688 Referencias Abderrahman Jah, C. (2001). Los aromas de al-Ándalus.Alianza. ISBN: 84-206-6798-6 Cava Pagán, M. y Arias Ferrer, L. (2021). Aprendizaje basado en objetos en Educación Infantil: evaluación de una estrategia de intervención. REIDICS, Revista de Investigación en Didáctica de las Ciencias Sociales, 8, 224-242. Doi: https://doi.org/10.17398/2531- 0968.08.224 Cuenca López, J. Mª y Estepa Giménez, J. (2017). Educación patrimonial para la inteligencia territorial y emocional de la ciudadanía. MIDAS, 8, 1-10. https://doi. org/10.4000/midas.1173 Delors, J. (1996). La Educación encierra un tesoro, informe a la UNESCO de la Comisión Internacional sobre la Educación para el Siglo XXI (compendio), 46 páginas. Recuperado desde https:// unesdoc.unesco.org/ark:/48223/ pf0000109590_spa Estepa Giménez, J. y Cuenca López, J. Mª (2006). La mirada de los maestros, profesores y gestores del patrimonio. Investigación sobre concepciones acerca del patrimonio y su didáctica. En Calaf, R. y Fontal, O. (Eds.). Miradas al patrimonio (pp. 51-71). Trea. ISBN: 84-9704-268-9 Duarte Piña, O. y Díaz De Mayorga Ramos, I. (2020). Arte, patrimonio y conciencia emocional en Educación Infantil. Un estudio de caso.Investigación en la Escuela, 102, 140-153. https://doi. org/10.12795/IE.2020.i102.10 Duarte Piña, O. y López Carrasco, C. (2017). «Pintamos nuestro patrimonio»: un proyecto de educación artística y patrimonial para Educación Infantil. Matéria-Prima 5(3), 32-42. Espinosa Moreno, C. y Gregorio Olivares, M. (2018). La enseñanza de la Historia en Educación Infantil. Publicaciones Didácticas, 91, 194-200. Disponible en https://core.ac.uk/download/ pdf/235854313.pdf García Pérez, F.F. y Porlán, R. (2017). Los Principios Didácticos y el Modelo Didáctico Personal. En R. Porlán (coord.), Enseñanza universitaria. Cómo mejorarla (pp. 93- 104). Morata. ISBN: 978-84-7112-851-5 Haddock, P. (2004). Aladino. Saldaña. ISBN: 84-7297-903-2 Miralles Martínez, P. y Rivero Gracia, P. (2012). Propuestas de innovación para la enseñanza de la historia en Educación Infantil.Revista Electrónica Interuniversitaria de Formación del Profesorado, 15(1), 81-90. Disponible en http://hdl.handle.net/11162/94548 Proyecto Curricular “Investigación y Renovación Escolar” (IRES), (1991). El modelo didáctico de investigación en la escuela (vol. I). Díada. Depósito legal: SE-325-1991 Puig Gutiérrez, M. (2017). Construyendo el rincón de Historia: análisis de una experiencia con futuros docentes de Educación Infantil. REIDICS, Revista de Investigación en Didáctica de las Ciencias Sociales, 1, 118-131. Doi: https://doi. org/10.17398/2531-0968.01.102
689 Notas biográficas OLGA DUARTE PIÑA es licenciada en Geografía e Historia con especialidad de Antropología y Doctora en Pedagogía por la Universidad de Sevilla. Desde el curso 2009/2010 es profesora en el Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales y Sociales y pertenece al grupo de investigación Didáctica e Innovación Escolar (DIE) y al Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (Faculdade de Belas Artes, Universidad de Lisboa). Imparte docencia en los Grados en Educación Infantil y Primaria y en el Máster Universitario en Profesorado de Educación Secundaria Obligatorio, Bachillerato, Formación Profesional y Escuela de Idiomas (MAES). Participa como formadora en el Programa de Formación e Innovación Docente del Profesorado (FIDOP) y en la Red para la Formación e Innovación Docente (REFID), ambos de la Universidad de Sevilla. Paralelamente, desarrolla una actividad cultural vinculada a proyectos de difusión literaria y fotográfica. Ha sido fundadora del grupo de fotógrafos «Cuerpo de cámara» y editora de la revista de poesía CARMINA «Textos para una lectura» con tres números y de la Serie Libretos de la Lectura con dos poemarios. También está a cargo de «CARMINA» Blog literario (url: revistacarmina.es) ORCID: https://orcid.org/0000-0001-7341-6689 Email: [email protected] Morada: Facultad de Ciencias de la Educación, Profesora del Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales y Sociales, calle Pirotecnia s/n 41013, Sevilla, España SILVIA ÁLVAREZ DE LA ROSA es alumna de 4º curso del Grado en Educación Infantil y alumna interna del Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales y Sociales. Durante sus estudios universitarios, ha estado obteniendo experiencia al ofrecer apoyo educativo a niños y niñas que necesitaban refuerzo. A su vez, ha participado en programas de intercambio cultural, tales como Comenius en Foggia, Italia y la experiencia Aupair en Londres, Reino Unido. Además de su interés por la educación, es una apasionada de los viajes, la naturaleza y la diversidad cultural. Email: [email protected] Morada: Facultad de Ciencias de la Educación, Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales y Sociales, calle Pirotecnia s/n 41013, Sevilla, España