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Aprender, Brincar, Conquistar - Intervenção Educativa numa Casa de Acolhimento Residencial

Martins, Inês de Vasconcelos

Abstract

Relatório de Estágio do Mestrado em Ciências da Educação apresentado à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação

Full text

Inês de Vasconcelos Ma ins APRENDER, BRINCAR, CONQUISTAR INTERVENÇÃO EDUCATIVA NUMA CASA DE ACOLHIMENTO RESIDENCIAL Rela ó io de Es ágio do Mes ado em Ciências da Educação, o ien ado pela P o esso a Dou o a Ma ia da G aça Bida a e ap esen ado à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a julho de 2022 Inês de Vasconcelos Ma ins APRENDER, BRINCAR, CONQUISTAR INTERVENÇÃO EDUCATIVA NUMA CASA DE ACOLHIMENTO RESIDENCIAL Rela ó io de Es ágio do Mes ado em Ciências da Educação, o ien ado pela P o esso a Dou o a Ma ia da G aça Bida a e ap esen ado à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a julho de 2022 “Todos os nossos sonhos se podem ealiza , se i e mos a co agem de os pe segui .” Wal Disney Ag adecimen os Ao chega ao im de uma das e apas mais impo an es da minha ida, só pode ia inicia a edação des e documen o po ag adece a quem me pe mi iu consegui chega aqui. À P o esso a Dou o a Ma ia da G aça Ama o Bida a, o ien ado a de es ágio, po odo o apoio, dedicação, con iança em mim e nas minhas capacidades. Ob igada po me ensina que sou capaz de mui o mais do que aquilo que eu imagina a. Nada se ia possí el sem o seu acompanhamen o. À Educado a Social do Ninho dos Pequeni os, Dou o a Ana Luísa Dinis, que me o ien ou numa ap endizagem an o pessoal como p o issional, e me concedeu odo o seu apoio, dedicação, disponibilidade e simpa ia. Ob igada po me e pe mi ido c esce e me e dado exemplos de g ande p o issionalismo. À P o esso a Dou o a Piedade Vaz-Rebelo, que me impulsionou na pa ilha de expe iências e p oje os, ac edi ando nas minhas capacidades como u u a Mes e. Ob igada po es a p esen e nas minhas conquis as, que não se iam possí eis sem si. Ao meu pai, ob igada po me pe mi i es semp e segui os meus sonhos, po me apoia es e po ac edi a es, desde o p imei o dia, que eu e a capaz de udo. Ao Gus a o, que es e e odos os dias ao meu lado, que me supo ou em odas as quedas e aplaudiu odas as minhas i ó ias. Ob igada po se es o meu po o segu o. À minha amiga Sa a, que nunca me deixou desmo i a ou desis i . Ob igada po es a es p esen e desde semp e. À minha amiga e companhei a Ad iana. Ob igada po oda a o ça, co agem e con iança. Se ás uma p o issional inc í el. À minha colega es agiá ia B una. Sem i, sem a ua companhia e sem a amizade que c iámos, nada inha sido igual. À minha amília de p axe e às amizades e dadei as que c iei nes es anos, que es i e am ao meu lado em odos os acon ecimen os da minha ida uni e si á ia. Longe, mas semp e pe o. Po im, e o mais especial, pa a as c ianças que, odos os dias, ossem eles bons ou maus, i e am semp e o ab aço mais especial pa a da . Foi g aças a ocês que udo oi ão boni o. A odos os que não pude menciona , ex emamen e g a a! Resumo O p esen e ela ó io expõe o pe cu so ealizado ao longo do Es ágio Cu icula , no âmbi o do Mes ado em Ciências da Educação, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a, du an e o ano le i o de 2021/2022. Nes e documen o é ap esen ado um p oje o de in e enção na Casa de Acolhimen o Residencial (CAR) Ninho dos Pequeni os, u elada pela associação SORRISO – Associação dos Amigos do Ninho dos Pequeni os, in eg ada nas ins alações da Ma e nidade Bissaya Ba e o (MBB), em Coimb a, e uma in es igação no âmbi o do ma e ial didá ico Poly-Uni e se. Respei an e ao p oje o de in e enção, es e p e ende p omo e o desen ol imen o de á ios domínios como a linguagem e a cons ução ásica, a mo icidade global e ina e a au onomia das c ianças en ol idas. Pa a al, e u ilizando uma abo dagem STEAM (Sciences, Technology, Engenee ing, A s, Ma hema ics), ocada na explo ação plás ica dos ma e iais, desen ol eu-se um conjun o de a i idades de ca iz lúdico-pedagógico, a a és da ap endizagem das co es, dos animais, das o mas geomé icas, dos núme os, da igu a humana e dos sen idos. Foi ainda possí el in e liga es as a i idades com á ios p oje os eu opeus, como o Au oSTEM, ViduKids e Poly-Uni e se. No âmbi o do p oje o Poly-Uni e se, o nou-se pe inen e ealiza um es udo de caso, com uma das c ianças da Ins i uição, en ol endo a manipulação do ma e ial que lhe es á associado. Es e es udo e e como p incipal obje i o analisa a in e ação de uma c iança na aixa e á ia dos ês anos com o ma e ial Poly-Uni e se, endo po base ês obje i os especí icos: (1) ap ende as o mas geomé icas simples (cí culo, iângulo e quad ado); (2) ap ende as co es (ama elo, azul, e de e e melho); e (3) p omo e a c ia i idade, a mo i ação in ínseca, a a enção e a pe ceção isual. Pala as-Cha e: Casa de Acolhimen o Residencial; Educação STEAM; Exp essão Plás ica; Poly-Uni e se. Abs ac This epo desc ibes he pa h aken du ing he Cu icula In e nship as pa o he mas e ’s deg ee in Educa ional Sciences a he Facul y o Psychology and Educa ional Sciences o he Uni e si y o Coimb a, du ing he academic yea 2021/2022. This documen p esen s an in e en ion p ojec in he Residen ial Ca e Home (CAR) Ninho dos Pequeni os, un by he associa ion SORRISO - Associação dos Amigos do Ninho dos Pequeni os, in eg a ed in he acili ies o he Ma e nidade Bissaya Ba e o (MBB), in Coimb a, and an in es iga ion wi hin he Poly-Uni e se eaching ma e ial. Rega ding he in e en ion p ojec , i aims o p omo e he de elopmen o se e al a eas such as language and sen ence cons uc ion, global and ine mo o skills and au onomy o he child en in ol ed. To his end, and using a STEAM (Sciences, Technology, Enginee ing, A s, Ma hema ics) app oach, ocused on he plas ic explo a ion o ma e ials, a se o play ul and educa ional ac i i ies we e de eloped, h ough he lea ning o colo s, animals, geome ic shapes, numbe s, he human igu e and he senses. I was also possible o in e link hese ac i i ies wi h se e al Eu opean p ojec s, such as Au oSTEM, ViduKids and Poly-Uni e se. Wi hin he Poly-Uni e se p ojec , i became pe inen o conduc a case s udy wi h one o he child en o he ins i u ion, in ol ing he manipula ion o he associa ed ma e ial. The main objec i e o his s udy was o analyze he in e ac ion o a h ee-yea - old child wi h he Poly-Uni e se ma e ial, based on h ee speci ic objec i es: (1) lea ning simple geome ic shapes (ci cle, iangle, and squa e); (2) lea ning colo s (yellow, blue, g een and ed); and (3) p omo ing c ea i i y, in insic mo i a ion, a en ion and isual pe cep ion. Keywo ds: Residen ial Fos e Home; STEAM Educa ion; Plas ic Exp ession; Poly- Uni e se. 8 Índice In odução ...................................................................................................................... 15 Capí ulo I - Ca ac e ização da Ins i uição e P oje o de Es ágio ............................... 17 1.1 Enquad amen o His ó ico e Legal do Acolhimen o Residencial em Po ugal 17 1.2 His ó ia, Missão e Valo es da Casa ................................................................. 19 1.3 Si uação Geog á ica, Localização e Recu sos ................................................. 20 1.4 Equipa e papel da Educado a Social ............................................................... 22 1.5 Pe il do público-al o ...................................................................................... 24 1.6 P og ama de Acolhimen o ............................................................................... 28 1.7 Ro ina .............................................................................................................. 30 1.8 Análise das necessidades e á eas de in e enção no âmbi o do p oje o de es ágio 31 Capí ulo II - Fundamen ação, Planeamen o, Implemen ação e A aliação das A i idades do P oje o “A Co uja Chegou Ao Ninho” ............................................... 35 2.1 Fundamen ação e Enquad amen o .................................................................. 35 2.2 Educação STEAM e Exp essão Plás ica ......................................................... 39 2.3 Au oSTEM, ViduKids e Poly-Uni e se: P oje os de in e enção em educação 41 2.4 P oje o de in e enção “A Co uja chegou ao Ninho” ..................................... 44 2.4.1 Ca ac e ização do público-al o ................................................................... 44 2.4.2 Planeamen o das A i idades ....................................................................... 45 2.4.3 Implemen ação ............................................................................................ 48 2.4.4 A aliação ..................................................................................................... 66 Capí ulo III - À P ocu a da Boa Fo ma com o ma e ial Poly-Uni e se ................... 85 3.1 Con ex ualização e Obje i os da In es igação ................................................ 85 3.2 Me odologia .................................................................................................... 85 9 3.2.1 Pa icipan e .................................................................................................. 85 3.2.2 Ins umen os ................................................................................................ 86 3.2.3 P ocedimen os ............................................................................................. 88 3.3 Análise dos esul ados e Re lexão ................................................................... 95 Capí ulo IV - Ou as A i idades .................................................................................. 97 4.1 A i idades inse idas na dinâmica da Ins i uição ............................................. 97 4.1.1 A i idades de a aliação e acompanhamen o das c ianças em ambien e de acolhimen o ............................................................................................................. 97 4.1.2 A i idades elacionadas com ani e sá ios e da as comemo a i as ........... 100 4.2 Pa icipação em E en os Cien í icos e A i idades de Fo mação e In e enção 106 4.2.1 O ganização e Pa icipação em E en os Cien í icos ................................. 106 4.2.2 A i idades de o mação e in e enção ...................................................... 108 Conside ações Finais ................................................................................................... 112 Re e ências Bibliog á icas .......................................................................................... 114 Apêndices ..................................................................................................................... 117 Anexos .......................................................................................................................... 149 16 necessidades. É ainda nes e pon o que se ap esen a, de o ma ge al, o P oje o de In e enção. O Capí ulo II – Fundamen ação, Planeamen o e A aliação das A i idades do P oje o “A Co uja chegou ao Ninho”, abo da odas as e apas pelas quais o P oje o passou, desde a sua elabo ação e planeamen o, a é à implemen ação e a aliação dos esul ados alcançados. No Capí ulo III – À P ocu a da Boa Fo ma com o Ma e ial Poly-Uni e se é ap esen ada a in es igação (que esul ou num es udo de caso), com uma das c ianças da Ins i uição, en ol endo a manipulação do ma e ial Poly-Uni e se. No Capí ulo IV – Ou as A i idades, desc e em-se ainda as a i idades em que oi possí el pa icipa e colabo a , inse idas na dinâmica da Ins i uição, e a pa icipação em e en os cien í icos e em a i idades de o mação e in e enção. Po im, ap esen am-se as Conside ações Finais, bem como as Re e ências Bibliog á icas, Apêndices e Anexos. 17 CAPÍTULO I - CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO E PROJETO DE ESTÁGIO 1.1 Enquad amen o His ó ico e Legal do Acolhimen o Residencial em Po ugal Com a implemen ação da República, nos inícios do século XX, o am es abelecidas polí icas de apoio à amília que con ibuí am pa a uma mudança das p á icas, man endo-se ambém medidas pa a o acolhimen o de c ianças (Ma ins, 2014). A Lei de P o eção de 1911 colocou Po ugal na angua da da p o eção de c ianças, dis inguindo-a assim do adul o e o Di ei o Penal do Di ei o de Meno es, baseada numa jus iça assis encialis a e pa e nalis a (Gonçal es & Sani, 2013; Rod igues, 2019; Vila e de, 2000). Essa lei az e e ência à possibilidade de acolhimen o das c ianças em ins i uições sem quaisque especi icações quan o à es u u a, o ganização e quan idade. Algumas e am o ana os ou in e na os, nos quais, de ido sob e udo à pob eza, as amílias deixa am os seus ilhos pa a que lhes osse assegu ada a alimen ação e pa a ap ende em algum o ício (Rod igues, 2019). Em 1956, a San a Casa da Mise icó dia de Lisboa p omo eu a p imei a ees u u ação do Acolhimen o Residencial no dis i o de Lisboa (Calhei os, Fo nelos & Dinis, 1993; Rod igues, 2019). Em 1962, su ge uma no a lei designada po O ganização Tu ela de Meno es, com sucessi as e isões. Após um longo pe íodo de di adu a em Po ugal, a Cons i uição da República Po uguesa (CRP), de 1976, consag ou que o Es ado assegu a especial p o eção às c ianças ó ãs, abandonadas ou, po qualque ou a o ma p i ados de um ambien e amilia no mal (a .º 69.º, n.º 2). Em 1986, uma no a lei (Dec e o-Lei n.º 2/86, de 2 de janei o) eio egula o acolhimen o esidencial, de endendo um núme o eduzido de c ianças po ins i uição, com um ambien e amilia ine en e, p omo endo o seu desen ol imen o pessoal, assim como a in eg ação social na comunidade (Rod igues & Ba bosa-Ducha ne, 2017). Po ugal oi um dos p imei os países a a i ica a Con enção dos Di ei os da C iança (CDC), ado ada a 20 de no emb o de 1989 pelas Nações Unidas, assinada em Po ugal em 26 de janei o de 1990, en ando em igo a 21 de ou ub o do mesmo ano. A ap o ação da Lei de P o eção de C ianças e Jo ens em Pe igo (LPCJP), Lei nº. 147/99, de 1 de se emb o de 2001, eio “de ini o egime ju ídico de in e enção social do Es ado e da comunidade no sen ido de e i a si uações de pe igo e de c ia medidas de 18 p omoção e de p o eção, numa abo dagem in eg ada dos di ei os da c iança e do jo em, po o ma de ga an i o seu bem-es a e desen ol imen o in eg al” (Dec e o-Lei nº. 164/2019, p. 65). A LPCJP in eg ou, des e modo, a pe ceção da CDC, de que o desen ol imen o pleno da c iança en ol e a conc e ização de odos os seus di ei os (sociais, cul u ais, económicos e ci is), bem como o econhecimen o da mesma como sujei o au ónomo de di ei os humanos. As medidas de p omoção dos di ei os e p o eção das c ianças em pe igo, que se encon am em igo , isam a as a o pe igo em que as c ianças se encon am, p opo cionando-lhes as condições que pe mi am p o ege , p omo endo o seu desen ol imen o in eg al e ga an indo a ecupe ação ísica e psicológica de c ianças í imas de qualque o ma de explo ação e/ou abuso (A . 34º, LPCJP). Uma des as medidas é o Acolhimen o Residencial. Es a medida consis e na colocação da c iança aos cuidados de uma en idade que disponha de ins alações, equipamen o de acolhimen o e ecu sos humanos pe manen es, de idamen e dimensionados e habili ados, que lhes ga an a os cuidados adequados (A . 49º., LPCJP). De ealça que as ins i uições de acolhimen o podem se públicas ou coope a i as, sociais ou p i adas com aco do de coope ação com o Es ado. Es a medida é aplicada po en idades com compe ência em ma é ia de in ância e ju en ude (T ibunal e CPCJ), en ando semp e e po base a ein eg ação da c iança na amília de o igem ou em meio na u al de ida. Se al não o possí el, é necessá io p epa a a c iança pa a as medidas de au onomia de ida ou de con iança com is a a adoção, nos e mos p e is os da LPCJP. As Casas de Acolhimen o de em es a o ganizadas em unidades que a o eçam uma elação a e i a do ipo amilia , uma ida diá ia (pe sonalizada) e a in eg ação na comunidade. Os pais, o ep esen an e legal ou quem enha a gua da de ac o podem isi a a c iança, sal o decisão judicial em con á io, e de em semp e azê-lo den o dos ho á ios e das eg as da ins i uição em que es a se encon a (A . 53º., LPCJP). Uma Casa de Acolhimen o dispõe necessa iamen e de ecu sos humanos o ganizados em equipas a iculadas: • A Equipa Técnica, cons i uída de modo plu idisciplina , in eg ando as alências de psicologia, se iço social e educação, a quem cabe o diagnós ico da si uação da c iança e a de inição do seu p oje o de p omoção e p o eção; 19 • A Equipa Educa i a, cons i uída po auxilia es de ação educa i a e de cuidados de c ianças; • A Equipa de Apoio, que in eg a colabo ado es de se iços ge ais, como a medicina, o di ei o e a en e magem. Embo a não açam pa e do enquad amen o legal em ma é ia de p o eção das c ianças, demons am-se ins umen os impo an es de abalho: o Manual de Boas P á icas e o Manual de Ges ão de Qualidade das Respos as Sociais, edições do Ins i u o da Segu ança Social, IP. 1.2 His ó ia, Missão e Valo es da Casa O Ninho dos Pequeni os é uma ob a c iada na década de 1930 pelo P o esso Bissaya Ba e o, endo como p incipal obje i o a p o eção da c iança. O edi ício na P aça da República, onde ago a se encon a a Associação Académica de Coimb a, oi o local das p imei as ins alações e, nessa al u a, oi c iado como um local de in e namen o de c ianças em isco de con ágio, po ube culose da mãe. Em 1963, oi in eg ado na Ob a de Assis ência Ma e no In an il Bissaya Ba e o, a ualmen e Ma e nidade Bissaya Ba e o (MBB), e em 1988, oi incluído num p oje o que se aduziu na c iação da Unidade de In e enção P ecoce na Relação Mãe/Filho do Cen o Hospi ala de Coimb a – MBB, a a és da Po a ia nº 532/91 publicada no Diá io da República (DR) I Sé ie B a 20 de junho de 1991. Pos e io men e, em 1990, o am e e uados á ios con ac os com o Cen o Regional de Segu ança Social de Coimb a e com a Fundação Bissaya Ba e o, que conduzi am à celeb ação de um aco do de coope ação, o qual eio a se denunciado pela Fundação a 15 de ab il de 2004. Em ou ub o de 2004, oi celeb ado um p o ocolo en e o Cen o Dis i al de Segu ança Social de Coimb a e a SORRISO – Associação dos Amigos do Ninho dos Pequeni os, endo sido a ibuída a es a associação a u ela do Ninho. Em 2006, a SORRISO oi cons i uída como Ins i uição Pa icula de Solida iedade Social (IPSS), sem ins luc a i os, econhecida como pessoa cole i a de u ilidade pública (DR nº 218, II Sé ie, 13 de no emb o de 2006). A ualmen e, a SORRISO em celeb ado aco do a ípico com o Cen o Dis i al de Segu ança Social de Coimb a, bem como um P o ocolo com o Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a. 20 Os alo es des a Ins i uição p endem-se com o obje i o de se econhecida como uma IPSS de e e ência no Dis i o de Coimb a, implemen ando polí icas e p á icas de e e ência na qualidade e ino ação no acolhimen o in an il. Pa a al egem-se po um P oje o Educa i o que em “como missão a educação in eg al das c ianças, omen ando o desen ol imen o do espei o po si e pelos ou os, bem como pelos alo es humanos mais undamen ais. P i ilegia a abo dagem plu idisciplina e a in e enção indi idualizada, isando a p omoção e o desen ol imen o global e ha monioso da c iança e a sua in eg ação na sociedade” (P oje o Educa i o, 2017, p. 7). Com o obje i o de co esponsabiliza e en ol e a comunidade no desen ol imen o da sua missão, êm sido es abelecidos p o ocolos de coope ação com en idades e se iços, bem como, p omo idos di e sos p oje os e inicia i as. 1.3 Si uação Geog á ica, Localização e Recu sos A Ins i uição localiza-se na F eguesia de Sé No a, do concelho de Coimb a, mais especi icamen e nas ins alações da MBB, jun o à C uz de Celas. T a a-se de uma zona cen al da cidade, onde es ão localizados uma g ande a iedade de equipamen os aos ní eis da saúde, educação, despo o e laze . Es a es a in eg ada nas ins alações de uma ma e nidade ep esen a uma mais- alia pa a o Ninho dos Pequeni os no âmbi o dos cuidados de saúde uma ez que, a a és da pa ce ia com as equipas médicas e de en e magem, pe mi e acolhe c ianças doen es, com de iciências e po ado as de doenças in eciosas que habi ualmen e mais nenhum cen o acolhe. Da mesma o ma, a p oximidade ao Hospi al Pediá ico de Coimb a pe mi e a o imização da qualidade de espos a a es e ipo de acolhimen os. No que diz espei o à exis ência de á ios equipamen os ao ní el da educação, es es acili am a in eg ação das c ianças em es abelecimen os de ensino, endo em con a as suas necessidades especí icas. Des a o ma, o am celeb ados p o ocolos com o Colégio Dandélio, da Associação Po uguesa de Pais e Amigos do Cidadão Doen e Men al de Coimb a (APPACDM); com o Cen o Sociocul u al de Nossa Senho a de Lu des; com os In an á ios da Associação Nacional de In e enção P ecoce (ANIP) e com os Se iços Sociais da Uni e sidade de Coimb a (SASUC). No que diz espei o à desc ição es u u al do Ninho dos Pequeni os, podemos di idi-lo po á eas, sendo es as: 21 • Á ea de do mi (c . Anexo 1), compos a po ês qua os (com um o al de cinco camas com g ades, qua o camas, dois a má ios pa a a umação indi idual de cada c iança e es an es pa a li os) e uma casa de banho de apoio aos qua os que se encon a adap ada às mesmas (possui dois sani á ios, ês la a ó ios, um chu ei o, uma zona de es i iden i icada pa a cada c iança e um muda aldas com um a má io de higiene); • Á ea do be çá io (c . Anexo 2), onde se encon am seis be ços, uma casa de banho compos a po um muda aldas e um a má io pa a a oupa e higiene, e uma sala de a i idades ocacionada a é aos quinze meses (com piscina de bolas, ape es de a i idades e b inquedos); • Á ea de salas de a i idades, desen ol ida pa a engloba uma sala de a i idades lúdico-pedagógicas, o ganizada po á eas de in e esse das c ianças (casinha de bonecas, jogos, abalhos de exp essão plás ica, lei u a e ca os) e uma sala de es a , p epa ada com um espaço de jogos, li os e b inquedos, e um espaço de en e enimen o, com ele isão, ídeo e apa elhagem; Figu a 1 - Sala de A i idades da Ins i uição • Á ea de salas de isi as, que se di ide numa sala de isi as pa a amilia es dos bebés compos a po um muda aldas e b inquedos adap ados à aixa 22 e á ia, e numa sala de isi as das c ianças, que com a pandemia oi al e ada pa a uma pequena sala logo à en ada da Ins i uição, de o ma a cump i com as no mas es ipuladas pela Di eção Ge al de Saúde (DGS); • Á ea de e eições (c . Anexo 3), que in eg a uma sala com ês mesas edondas, cadei as pa a os bebés e dois a má ios de a umação e uma copa pa a emp a amen o, com igo í ico, ogão, mic o-ondas, ma e ial de es e ilização de bibe ons e máquina e la a ó io de louça; • Á ea de gabine es, cons i uída po um gabine e écnico (com a má ios pa a a umação dos p ocessos indi iduais das c ianças, um compu ado , ma e ial de esc i ó io e ês sec e á ias), um gabine e adminis a i o (com a má ios pa a a documen ação ela i a à SORRISO e à con abilidade) e um gabine e de apoio e igilância, onde se encon a o li o de oco ências, os dossie s com ins umen os ela i os ao quo idiano das c ianças, os p ocessos clínicos, o placa d de in o mações e a a mácia; • Á ea de se iços ge ais, cons i uída po uma la anda ia, uma a ecadação de ma e ial ho elei o e uma a ecadação poli alen e com es an es e a má ios; • Á ea do pessoal, p o ida de um es iá io com caci os indi iduais e uma casa de banho; • Á ea do ec eio, que inclui uma enda equipada com b inquedos de ex e io . Figu a 2 – Ex e io da Ins i uição 1.4 Equipa e papel da Educado a Social O Ninho dos Pequeni os dispõe da colabo ação de uma Equipa Técnica, o ganizada de modo plu idisciplina , cons i uída po uma Assis en e Social (que acumula as unções de Di e o a Técnica), uma Educado a Social e uma Psicóloga; de uma Equipa Educa i a o mada po dez Auxilia es de Ação Educa i a; de uma Equipa de Apoio 23 Adminis a i o e de uma Equipa de Consul ado ia Técnica, onde se encon a uma Médica Pedia a e uma Médica Psiquia a de In ância e Adolescência. Tal es á explicado no O ganog ama da Ins i uição (c . Figu a 3). Pa a além dis o, ainda exis e um aco do com o Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a, que pe mi e acesso a p o issionais de saúde da MBB. Figu a 3 - O ganog ama da Ins i uição (Regulamen o In e no, 2017) Nes e pon o, conside o ele an e menciona as unções de inidas pa a o ca go de Educado a Social, sendo elas: a in e enção écnica com ca á e educa i o e social; a p omoção do acolhimen o em con o midade com os di ei os e de e es, p opo cionando- lhe a a enção que esse momen o pa icula exige; a elabo ação e o ien ação da conc e ização do p oje o de p omoção e p o eção, en ol endo a c iança desde logo, bem como a sua amília semp e que possí el; a elabo ação dos planos de in e enção indi idualizados e a p omoção da sua conc e ização; a pa icipação na conceção e elabo ação do Plano de A i idades Anual, do Rela ó io de A aliação e de ins umen os de abalho pa a oda a equipa e a p omoção da pa icipação das amílias, es imulando a sua in e enção nos a os e a i idades signi ica i as pa a as c ianças (P oje o Educa i o, pp 60-61, 2017). Di e o a Técnica Equipa Técnica Assis en e Social Educado a Social Psicóloga Equipa Educa i a Dez Ajudan es de Ação Educa i a Equipa de Apoio Adminis a i a Equipa de Consul ado ia Técnica Médica Pediá ica Médica Psiquia a de In ância e Adolescência 24 1.5 Pe il do público-al o Es a Ins i uição em a capacidade de acolhe in e c ianças, endo aco do es abelecido com a Segu ança Social (SS) pa a quinze. Es as c ianças êm idades comp eendidas en e os ze o e os seis anos, de ambos os sexos, o iundas de con ex os amilia es dis uncionais e í imas de maus- a os. São, des e modo, c ianças a quem oi aplicada medida de p omoção e p o eção pelas en idades compe en es pa a o e ei o, T ibunal ou CPCJ. Du an e o pe íodo de es ágio, encon a am-se na Ins i uição 21 c ianças, com idades comp eendidas en e um mês e qua o anos, como é possí el con e i no Quad o 1, que ap esen a as idades e os sexos das mesmas du an e o pe íodo de es ágio. Quad o 1 - Dis ibuição das c ianças acolhidas po idade du an e o pe íodo de es ágio Idades Sexo Feminino Masculino ≤ 1#Mês 0 4 > 1#Mês#e# ≤ 1#Ano 4 2 2#Anos 2 3 3#Anos 1 1 4 Anos 3 0 5 Anos 0 1 Ao longo do pe íodo de es ágio hou e uma lu uação do público-al o, uma ez que a du ação do acolhimen o é semp e inde inida, como se ap esen a em g á ico (c . Figu a 4). 25 Figu a 4 - Flu uação do núme o de c ianças na Ins i uição ao longo do pe íodo de es ágio No início do pe íodo de es ágio (se emb o de 2021) encon a am-se na Ins i uição 11 c ianças (7 do sexo eminino e 4 do sexo masculino), com idades comp eendidas en e os dez meses e os seis anos de idade. Em janei o o núme o aumen ou pa a 13 c ianças p esen es na Ins i uição, sendo que o in e alo de idades se al e ou passando dos dezano e dias aos qua o anos. Após um mês sem es ágio, ao eg essa , em ma ço, depa amo-nos com um público-al o comple amen e di e en e. A maio pa e das c ianças mais elhas inham saído com medida de apoio jun o aos pais, icando uma c iança de qua o anos, uma de ês, duas de dois, e o es o do g upo es a a abaixo dos dezoi o meses de idade. No im, em junho, encon a am-se na Ins i uição 13 c ianças (4 do sexo eminino e 9 do sexo masculino), das quais ês e am bebés com menos de seis meses, e as es an es dez o am pa icipan es do p oje o. Todas as c ianças acolhidas es ão ab angidas po uma medida de p omoção e p o eção, a ibuída pelas en idades compe en es, pois p o êm de um con ex o amilia dis uncional, nomeadamen e pelos a o es de isco expos os na Figu a 5, que conduzi am à necessidade de se em e i adas aos p ogeni o es. Uma c iança pode se e i ada po mais do que um a o de isco. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 se emb o janei o ma ço junho Meninas Meninos 32 Após ês meses de obse ação, e endo em conside ação mais dois ins umen os impo an es, as O ien ações Cu icula es pa a a Educação P é-Escola (OCEPE) e pa a a C eche, conduzi am à de inição de domínios e á eas de in e enção que, de uma o ma indi idualizada, endo em conside ação as ca ac e ís icas de cada c iança, me ecem a maio a enção (c . Figu a 7). Figu a 7 - Domínios e Á eas de in e enção Tal como já oi e e ido, é possí el e i ica que há á ias lacunas a se em colma as no desen ol imen o des as c ianças. Des e modo, p e endeu-se desen ol e ao longo do p imei o semes e do ano de 2022, a i idades no âmbi o da Educação STEAM (Science, Technology, Enginee ing, A s, Ma hema ics) que, den o do g ande ema escolhido pa a es e ano, “A Flo es a”, p omo e am o desen ol imen o de á ias linguagens, en iquecendo as possibilidades de exp essão e de comunicação. O p oje o, “A Co uja chegou ao Ninho”, inse e-se no ema do Ano de 2022 da Ins i uição, in i ulado “A Flo es a” que p e ende le a as c ianças à descobe a da auna e da lo a, das di e en es espécies de animais que podem encon a , dos habi a s, ecossis emas e p ese ação dos mesmos. Es e p oje o p e ende ambém i ao encon o de Linguagem e Cons ução F ásica + Mo icidade Global e Fina + Au onomia Da Figu a Humana Das Co es Dos Sen idos Dos Animais Dos Núme os Das Fo mas Geomé icas PROMOVER ATRAVÉS DA APRENDIZAGEM 33 á ios p oje os eu opeus, como o Au oSTEM, ViduKids e o Poly-Uni e se. A o ma como es es p oje os o am incluídos se á explici ada no p óximo capí ulo. O p imei o p oje o, o Au oSTEM (Au oSTEM, 2018), p ende-se com a cons ução de au óma os (b inquedos mecânicos, que mexem), e p e ende desen ol e nas c ianças di e en es compe ências como a esolução de p oblemas, o abalho em g upo, a c ia i idade, pa a além dos con eúdos p esen es na Educação STEM. O p oje o ViduKids (ViduKids, 2020) pe mi e que a c iança se o ne uma pa e a i a do p ocesso de p odução de ídeos como uma e amen a mo i ado a que ajuda a ilus a concei os ma emá icos como espaço, núme os e o mas, podendo conec á-las ao seu quo idiano. Po im, o p oje o Poly-Uni e se (Saxon, & S e ne , 2019) é um jogo de desen ol imen o de habilidades geomé icas, c iado pelo a is a plás ico János Szász Saxon. A no idade do Poly-Uni e se es á na sime ia “scale-shi ing” ine en e às suas o mas geomé icas e num sis ema de combinação de co es, que pode se usado uni e salmen e e impac a o sis ema educacional, pa icula men e no ensino de geome ia e combina ó ia. O p oje o “A Co uja chegou ao Ninho “ oi plani icado semanalmen e, ha endo uma lexibilidade de da as endo em conside ação as ou as a i idades e necessidades da Ins i uição. Con ém ealça que, apesa do ema se “A Flo es a”, algumas a i idades in e ligam-se com épocas es i as, como a P ima e a, a Páscoa e o Dia da C iança, e com da as ma can es, como o Dia Mundial da Água. 34 Quad o 4 - C onog ama do P oje o de Es ágio C onog ama P oje o de Es ágio OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN Le an amen o de Necessidades A Co uja Ma uja e os seus amigos chega am A Co uja lança um desa io A Casa da Co uja A Co uja e a P ima e a A Co uja ap esen a a his ó ia “O Nabo Gigan e” A Co uja e o Coelho da Páscoa As cu iosidades da Co uja: A Boa Alimen ação As cu iosidades da Co uja: Os Núme os A Co uja e os seus amigos da Flo es a As cu iosidades da Co uja: As Fo mas Geomé icas A Co uja ap esen a a his ó ia do “João e o Pé de Feijão” As cu iosidades da Co uja: O Co po Humano As cu iosidades da Co uja: Os Sen idos A Co uja le a-nos a passea A Co uja que le a um quad o do Ninho Mês A i idade 35 CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO, PLANEAMENTO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DO PROJETO “A CORUJA CHEGOU AO NINHO” 2.1 Fundamen ação e Enquad amen o 2.2.1 Desen ol imen o In an il e sua a aliação De aco do com a idade das c ianças que equen am a Ins i uição, o na-se impo an e conside a as elações/in e ações en e o desen ol imen o, a ap endizagem e a educação. T a ando-se de p ocessos que êm a sua especi icidade é indispensá el pensa a sua in e ação. No domínio do desen ol imen o, des acam-se au o es como Piage e Vigos sky que assumem posições di e en es no que se e e e à elação en e desen ol imen o e ap endizagem (Bida a, 1998; Bida a & Fes as, 2005). Assim, enquan o pa a Vigo sky (1896-1934) a ap endizagem le a ao desen ol imen o, numa abo dagem his ó ico-cul u al, endo especial ele ância a mediação social e a linguagem, pa a Piage (1896-1980), a ap endizagem supõe o desen ol imen o de es u u as ope a ó ias, sendo a o es do desen ol imen o cogni i o a ma u ação ísica, a in e ação e ansmissão social, o exe cício e a equilib ação (Bida a, 1998; Bida a & Fes as, 2005). O cons u i ismo Piage iano em la ga in luência na á ea educa i a, des acando-se o papel da ação na cons ução do conhecimen o, undamen ando o mé odo da descobe a (Bida a & Fes as, 2005). Piage p ocu ou desc e e o desen ol imen o do conhecimen o pa indo da obse ação sis emá ica e de alhada de c ianças. O se humano pa a si é uma es u u a dinâmica que se cons ói ao longo da ida, passando po ases de desen ol imen o quali a i amen e di e en es. Piage concluiu que o desen ol imen o cogni i o se p ocessa po es ádios/e apas quali a i amen e di e en es. Segundo a eo ia do desen ol imen o cogni i o, exis em os seguin es es ádios: a) Es ádio Sensó io-mo o (do nascimen o a é aos dois anos de idade): ca ac e iza-se a a és da a i idade senso iais e mo o as, o bebé o na-se capaz, de o ma g adual, de o ganiza a i idades em elação ao ambien e. A p incipal aquisição é a pe manência do obje o. 36 b) Es ádio p é-ope a ó io (dos dois aos se e anos de idade): ca ac e iza-se po a c iança desen ol e um sis ema de ep esen ação e u iliza símbolos pa a ep esen a pessoas, luga es e acon ecimen os. A linguagem e as b incadei as imagina i as são no mais, sendo a p incipal aquisição a capacidade de usa símbolos. c) Es ádio das ope ações conc e as (dos se e aos onze anos de idade): ca ac e iza-se pela c iança adqui i á ias noções lógicas, ais como, a noção do núme o, desen ol endo a capacidade de esol e p oblemas lógicos que incidam sob e aspe os conc e os, mas ainda não em a capacidade de pensa em e mos abs a os. d) Es ádio das ope ações o mais (a pa i dos onze anos de idade): ca ac e iza- se pela c iança já possui a capacidade de pensa em e mos abs a os, lida com si uações hipo é icas e pensa sob e possibilidades. Nem odos os adul os a ingem es e es ádio (c . Piage & Inhelde ,1966). Face ao expos o, con ém e em conside ação que o p ocesso de desen ol imen o humano é um p ocesso indi idual, sendo pe ei amen e no mal e espe ado que se egis em a iações ao ní el do desen ol imen o de cada c iança. Pode íamos si ua as condu as das c ianças que equen am a Ins i uição nos es ádios sensó io-mo o e p é-ope a ó io, mas o na-se igualmen e impo an e conside a as á ias á eas de desen ol imen o, dadas as in e ações en e desen ol imen o cogni i o, a e i o e social. Pa a al, conside amos impo an e salien a as ases de desen ol imen o em que se encon a o público-al o que a Ins i uição albe ga, expondo suma iamen e as e apas do desen ol imen o in an il. É nes as idades, nos p imei os anos de ida, que a a qui e u a ce eb al é moldada, a pa i da in e ação en e a he ança gené ica e in luências do meio en ol en e da c iança (B an , Je usalinsky & Zannom, 2000). De aco do com os mesmos au o es, e endo em conside ação a na u eza indi idual do p ocesso, pode a i ma -se que os p imei os anos de ida são decisi os no p ocesso de desen ol imen o, sendo que o alcance do po encial depende do cuidado esponsi o às suas necessidades. O desen ol imen o pode se di idido em domínios especí icos, como mo o , de linguagem, cogni i o e socio-a e i o. De aco do com B an , Je usalinsky eZannom (2000), o desen ol imen o mo o di ide-se em mo o ino (e.g. pega em pequenos obje os) e capacidades mo o as amplas (e.g. subi escadas). É um p ocesso con ínuo que depende de á ios a o es, mas no malmen e as c ianças começam a anda aos doze meses 37 de idade, subi escadas man endo-se i me aos dezoi o e co em bem aos dois anos. Con udo, e como já e e ido, a idade pa a a aquisição des as habilidades a ia de c iança pa a c iança (e.g. não é po ainda não sobe escadas aos 18 meses, que em algum p oblema pa ológico, pode só ainda não e adqui ido essa compe ência). A habilidade de comp eensão da linguagem p ecede a habilidade da ala, de endem os au o es. A maio ia das c ianças consegue p onuncia sons simples (e.g. papa) aos doze meses, usa á ias pala as e comp eende a his ó ia que lhes é lida aos dezoi o e o ma ases de duas ou ês pala as com signi icado aos dois anos. Em média, aos ês, consegue man e uma con e sa e aos qua o, con a his ó ias simples e en ol e - se numa con e sa com adul os ou ou as c ianças. Quando chega aos cinco anos, alcança um ocabulá io ex enso e a iado de pala as. O desen ol imen o cogni i o é o p ocesso que en ol e o apa ecimen o e o c escimen o da capacidade de pensa , comp eende e, po an o, de ap ende . Nas c ianças pequenas, es e desen ol imen o é a aliado pela obse ação das ap idões de linguagem, cu iosidade e habilidades pa a esol e di iculdades. Ge almen e, aos dois anos, as c ianças já en endem o concei o de empo em e mos amplos (e.g. passado é “on em”, u u o é “amanhã”) e possuem uma imaginação é il, que lhes o na di ícil dis ingui o eal da an asia. A comp eensão mais co e a do empo acon ece po ol a dos qua o, quando já pe cebem que o dia é di idido em manhã, a de e noi e, e podem a é consegui ap ecia a mudança das es ações. Depois, a pa i dos se e anos, as suas capacidades in elec uais o nam-se ainda mais complexas, mas essa aixa e á ia já não es á ab angida po es e público-al o. Po im, o desen ol imen o socio-a e i o en ol e a manei a como a c iança socializa e o modo como lida com as suas p óp ias emoções e desen ol imen o da sua pe sonalidade. Pa a a alia a qualidade do seu desen ol imen o, de e-se obse a a in e ação com os pa es, em si uações do dia a dia. Ób io que se o na mais ácil de comp eende a c iança a pa i do momen o em que es a adqui e a ala, bem como o seu es ado emocional. Ao planea in e enções educa i as com es a população de c ianças, é p eciso p ocede a uma a aliação co e a e igo osa, ponde ando possí eis ca ências e es ições a que podem e sido subme idas. Nes a a aliação, a a és da Escala de A aliação de Compe ências no Desen ol imen o In an il, es as podem ap esen a ní eis de 38 desen ol imen o in e io es à sua idade c onológica, e é aí que ecai a in e enção de um/a Educado /a Social. De aco do com a O dem dos En e mei os, a A aliação do Desen ol imen o é um p ocesso concebido pa a aumen a o conhecimen o e a comp eensão das capacidades e compe ências da c iança. Pe mi e obse a possí eis al e ações ou a iações, que po si mesmas dão o igem ao apa ecimen o de ce os pad ões que, em ce as idades, pode ão su gi ou con i ma a p esença de um diagnós ico de desen ol imen o especí ico. Pela mesma O dem, em se emb o de 2010, oi publicado um Guia O ien ado de Boa P á ica em En e magem de Saúde In an il – P omo e o desen ol imen o in an il dos 0-5 anos, a Escala de A aliação de Compe ências no Desen ol imen o In an il (SGS), é um dos es es iden i icados. Es a Escala (c . Anexo 4) é u ilizada nas Consul as de Desen ol imen o de á ios hospi ais po ugueses, incluindo o Hospi al Pediá ico de Coimb a, onde as c ianças da Ins i uição são acompanhadas. De aco do com Bellman (2003), es a em como obje i o: o nece um mé odo p eciso e exa o de as eio do desen ol imen o da c iança, desde o seu nascimen o a é aos cinco anos de idade, pe mi indo compa á-la com o pad ão e em di e en es empos; es abelece se há a asos (ou não) de desen ol imen o; o nece indicado es da na u eza do p oblema e indica as á eas o es e as á eas acas da c iança. A SGS oi publicada pela p imei a ez em Ingla e a, em 1987, po Ma in Bellman e John Cash, que se basea am no es e STYCAR Sequences de Ma y She idan, publicado em 1976. Pos e io men e, em 1996, Ma in Bellman, Sunda a Lingam e Anne Auke ealiza am uma p o unda análise des e documen o. Des a e isão su giu a segunda edição, que incluiu a análise dos i ens pa a ga an i a sua co e a sequência em pa alelo com o p ocesso de desen ol imen o. Des a o ma, na Escala de A aliação de Compe ências no Desen ol imen o In an il, 2º Edição (SGS II), os au o es p eocupa am- se em melho a as ins uções de aplicação e em u iliza ma e iais a uais e a a i os pa a as c ianças. Conside ando os seus p incípios, julgo de ex ema ele ância analisa mais p o undamen e os domínios de compe ências que es a a alia, sendo es es: • Con olo Pos u al Passi o (decúbi o do sal, suspensão en al, puxa pa a sen a , posição sen ada – com apoio); • Con olo Pos u al A i o (decúbi o en al, posição sen ada – sem apoio e posição de pé); • Compe ências Locomo o as (mo imen o e equilíb io, subi e desce escadas); 39 • Compe ências Manipula i as (ap idão manual, cubos, desenho e desenho da igu a humana); • Compe ências Visuais ( unção e comp eensão isual); • Audição e Linguagem ( unção audi i a e comp eensão da linguagem); • Fala e Linguagem ( ocalização e linguagem exp essi a); • In e ação Social (compo amen o social e b inca ); • Au onomia Pessoal (alimen ação, higiene e es i ). É ainda possí el ob e esul ados ela i amen e à á ea cogni i a a pa i de i ens ele an es, ais como sabe agua da a ez, inse i -se no jogo imagina i o, explo a as p op iedades e possibilidades dos b inquedos, pa ilha esses mesmos b inquedos, combina co es, econhece de alhes minúsculos, apon a , p ocu a os b inquedos escondidos e manipula cubos. Os esul ados ob idos possibili am compa a a idade c onológica (biológica) da c iança com a idade co igida (ob ida a a és do esul ado do es e) e comp eende se c iança se es á a desen ol e segundo um pad ão no mal, ou não. Es e es e demo a en e dez a in e minu os a aplica , e de em se seguidas as seguin es eg as: seleciona as á eas ap op iadas pa a a idade da c iança (há á eas com idades limi e e po an o não aplicá eis a odas as c ianças); não passa exaus i amen e po odos os i ens (o obje i o é iden i ica o i em mais a ançado em cada g upo de capacidades den o da mesma á ea); se a qualidade da pe o mance de um i em o p eocupan e, mesmo que a c iança o cump a de e-se ma ca “Q” na coluna espe i a; se uma c iança alha um i em mas pa a um ou o pos e io é a pon uação mais ele ada que con a. 2.2 Educação STEAM e Exp essão Plás ica STEAM é um ac ónimo pa a Ciência, Tecnologia, Engenha ia, A es e Ma emá ica. Embo a exis a um co po c escen e de li e a u a cen ada em á ios aspe os da educação, "o e mo STEAM é ão con es ado na sua comp eensão como di e si icado na sua p á ica" (Bu na d & G ay, 2021). Pode dize -se que STEAM se e e e a uma abo dagem educacional que p omo e o ensino e a ap endizagem in eg ados a a és do es udo de enómenos e ópicos a pa i de múl iplas pe spe i as. O obje i o p incipal de combina á ias pe spe i as é i além da educação adicional baseada no assun o e alcança ligações c uzadas, in e , mul i ou 40 ansdisciplina es enquan o se cons ói a expe iência de ap endizagem. As a es e os p ocessos a ís icos con ibuem di e amen e pa a a in es igação a a és da c iação, execução e ligação de con eúdos e mé odos cien í icos com con eúdos e pedagogias baseadas nas a es. De aco do com San os (2022), “a abo dagem STEAM en a iza o papel a i o da c iança, co esponsabilizando-a no p ocesso de ap endizagem au ónomo, in eg ando o ambien e e os desa ios da sociedade, es imulando na esolução de p oblemas do quo idiano po ia do pensamen o c ia i o, c i ico, a qui e ando soluções pa a ques ões eais. A ap op iação das ecnologias, das a es, do abalho colabo a i o, da me odologia de p oje o, do pensamen o lógico-ma emá ico, da in eligência emocional, das compe ências sociais e de comunicação são alo izadas nes a abo dagem”. No que diz espei o às a es e às a i idades manuais, es as colabo am no desen ol imen o de de e minadas á eas do cé eb o, não só ao ní el de mo icidade ina, mas em e mos de es ímulo global da neu oplas icidade. A implemen ação des a abo dagem com c ianças em idade de ensino p é-escola , pe mi e amilia iza as c ianças com a linguagem cien í ica e in luencia , posi i amen e, o desen ol imen o de concei os cien í icos e, consequen emen e, do pensamen o cien í ico (Ande sson & Gullbe g, 2014). De aco do com Sousa (2003), a Exp essão Plás ica, conside ada uma a i ude pedagógica dis in a, não se cinge à c iação de ob as de a e, mas sim à c iança, ao seu desen ol imen o ( an o de capacidades, como de sa is ação das suas necessidades). Es a de e se is a como uma a i idade na u al, en ando que seja o mais li e e espon âneo possí el. A impo ância da a e no desen ol imen o de c ianças ins i ucionalizadas em indo a se econhecida em polí icas públicas po uguesas (Minis é io da Educação, 2001) po e oca o jogo, a imaginação, a azão e a emoção, in luenciando a o ma como c ianças ap endem, comunicam e in e p e am o con ex o em que se inse em. Assim, a componen e a ís ica assume um papel undamen al no desen ol imen o da exp essi idade das c ianças e jo ens numa es e a pessoal, social e cul u al e cada ez mais se econhece na a e a sua componen e educa i a, inclusi a e e apêu ica. 41 2.3 Au oSTEM, ViduKids e Poly-Uni e se: P oje os de in e enção em educação Como já e e ido no capí ulo an e io , du an e a plani icação do P oje o de In e enção, o am p opos os á ios desa ios com o in ui o de inclui a i idades ligadas a alguns p oje os eu opeus, como o Au oSTEM, o ViduKids e o Poly-Uni e se, os quais passo ago a a ap esen a . Explici a ei ambém a o ma como es es o am in oduzidos no p oje o. Au oSTEM O Au oSTEM é um p oje o E asmus+, que isa a cons ução de au óma os como o ma de p omo e a mo i ação dos alunos pa a a educação STEM (ac ónimo c iado como e e ência a concei os de ciência, ecnologia, engenha ia e ma emá ica), p opondo o desen ol imen o de compe ências ans e sais, com acesso a um conjun o de ecu sos u ilizados po p o issionais em Educação. O que são au óma os? Au óma os são b inquedos mecânicos, que inco po am a A e Ciné ica. Tal como ou os a e ac os manuais, os au óma os são p oje ados como disposi i os de comunicação cen ados na c iança e podem se de inidos como “obje os mecânicos que con am his ó ias”. De ido à combinação das suas alências, os au óma os ap esen am e sa ilidade de uso na educação. A cons ução des es b inquedos pode se adap ada endo em conside ação a aixa e á ia das c ianças, o ema que se p e ende a a e o ipo de mo imen o que p ocu amos (simples ou complexo). O p oje o Au oSTEM p omo e uma abo dagem in e disciplina , o que signi ica que cada au óma o pe mi e à c iança, não apenas expe iencia uma ou mais á eas STEM, mas ambém descob i ligações e conexões en e as di e en es disciplinas. Assim, Au oSTEM é pe spe i ado na "in e seção" de ciência, ecnologia, engenha ia e ma emá ica. No p oje o, o Au oSTEM oi inse ido a a és da a i idade in i ulada “JellyBi d”, que se in eg a na na a i a “os amigos da Co uja”. Es e oi o au óma o escolhido po que, pa a além de se enquad a no ema da Flo es a, e elou-se adequado pa a se cons uído po c ianças mais pequenas, e pe mi i o conhecimen o das co es e o mas geomé icas. Es e au óma o, pa a se cons uído, p ecisa de papel e ca ão, algo que as c ianças es ão 48 2.4.3 Implemen ação Semana 1 - A Co uja Ma uja e os seus amigos chega am As p imei as sessões do p oje o o am planeadas como sessões in odu ó ias ao ema. No início da semana, in oduzimos as c ianças à masco e c iada (c . Anexo 5), explicando-lhes que, após uma longa iagem, a co uja inha indo ao Ninho dos Pequeni os pa a lhes con a como é i e na lo es a. A Educado a Social, du an e es a ap esen ação, lançou o desa io de cons ui , naquele p eciso momen o, a his ó ia do po quê da masco e se chama “Co uja Ma uja”. O desa io oi acei e e bem-sucedido, esul ando numa his ó ia di e en e, esc i a com o auxílio de emojis (c . Apêndice 1). Quad o 7 - Domínios e Obje i os da Semana 1 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Au onomia Escolhe os ma e iais com que que pin a ; Es a a en o/a à his ó ia; In e ação Social E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia; Agua da pela sua ez; Linguagem Adqui i ocabulá io ine en e ao ema da a i idade; Iden i ica á ios elemen os associados às a e as; Comp eende concei os simples; Ve baliza pala as e concei os abo dados; Responde a pe gun as simples; Manipulação Explo a os ma e iais plás icos. Re omando os obje i os da a i idade, izemos, em conjun o com o g upo, o le an amen o das di e en es co es da masco e (cas anho – iden i icação de di e en es ons de cas anho, b anco, p e o, ama elo), da sua o ma de locomoção ( oo), da cons i uição do seu co po (olhos, asas, bico, pa as e penas) e das suas o inas (do me de dia, i e de noi e). As c ianças o am mui o ece i as à Co uja, quise am ab açá-la e lemb a am-se dela nos dias seguin es, ques ionando “Onde es á a Ma uja?”. 49 Mais a de, chegou um pedido da masco e. Sen ia-se sozinha e p ecisa a dos seus amigos, os pássa os. Foi aqui que en ou o p oje o Au oSTEM. Como já e e ido an e io men e, es e consis e na cons ução de au óma os, sendo que o JellyBi d se o nou numa manei a di e ida e en ol en e de as c ianças se em in oduzidas a á ios concei os ma emá icos e ambém concei os elacionados com os pássa os. Como o g upo e a compos o po uma aixa e á ia sem desen ol imen o su icien e pa a manusea uma esou a, os moldes do pássa o o am elabo ados pelo/a adul o/a. Em pequenos g upos, oi explicado às c ianças como é que um co po de um pássa o é cons i uído (bico, asas, cauda, co po), mos ando que, na e dade, a é e am pa ecidos com a Co uja. Indi idualmen e, cada c iança pôde op a pela o ma como quis pin a o co po do animal, podendo escolhe en e pincel, esponja ou com os p óp ios dedos. Pa a as asas, eco emos à colagem de pedaços asgados de uma e is a, p omo endo ou o ipo de manipulação (c . Anexo 6). In elizmen e es a a i idade não pôde se inalizada na al u a p e is a po que se iniciou um su o de COVID-19 na Ins i uição, e hou e a necessidade de abandona o es ágio a é uma possí el oma da e cei a dose da acina. Semana 2 - A Co uja lança um desa io Quad o 8 - Domínios e Obje i os da Semana 2 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Au onomia Escolhe como que b inca ; Explo a um jogo au onomamen e; Linguagem Iden i ica co es e o mas geomé icas; Adqui i no o ocabulá io; Comp eende concei os simples; Ve baliza pala as e concei os abo dados; Associa o mas geomé icas a elemen os do quo idiano; Responde a pe gun as simples; Manipulação Manipula as peças do jogo; Visão Ag upa po amanho, co ou o ma. Após um mês sem pode eg essa ao es ágio, inalmen e em Ma ço udo e omou a sua no malidade. Ao eg essa , o g upo de c ianças e a bas an e di e en e pois cinco 50 c ianças inham ecebido medidas de apoio jun o aos pais (in eg ação na amília biológica), azendo com que o g upo e á io osse comple amen e di e en e (0 – 3 anos) daquele pa a o qual inha sido pensado (2 – 5 anos) e plani icado odo o p oje o. Is o le ou a que osse necessá io al e a o abalho planeado a é ao momen o. Como al, es a semana baseou-se na b incadei a li e com o ma e ial Poly- Uni e se, en ando isualiza como pode ia u iliza es e ma e ial com c ianças ão pequenas. Pa a além da c iança de ês anos, que pos e io men e se á mencionada, como pa icipan e do es udo de caso, mais nenhuma c iança conseguiu manipula o ma e ial de manei a ap op iada. Po exemplo, as c ianças de um ano o am impelidas pa a o jogo endo em conside ação as suas co es chama i as, mas a sua manipulação consis ia em coloca as peças na boca ou a i á-las da esque da pa a a di ei a (c . Anexo 7). O que, mais a de, ez ques iona que al pode ia ambém pode se is o como um eino da sua la e alidade, o que al ez e ele uma es imulação di e en e com o ma e ial. Semana 3 - A Casa da Co uja Quad o 9 - Domínios e Obje i os da Semana 3 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Audição Segui ins uções; Au onomia U iliza di e en es ecu sos plás icos; In e ação Social E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia; Linguagem Iden i ica a á o e e o animal; Adqui i no o ocabulá io ine en e ao ema; Ve baliza pala as e concei os abo dados; Ten a esponde a pe gun as simples; Manipulação Explo a no os ma e iais. Nes a semana, a masco e quis ala com os meninos, pois inha saudades da sua casa, a á o e. Como es a a i idade en ol ia um diálogo mais pe sonalizado com cada c iança, a a i idade oi ealizada indi idualmen e. Pa a explica os cons i uin es das á o es, cada c iança oi le ada à janela, pa a olha pa a as á o es que se encon am no ex e io da Ins i uição (com es a a a cho e , 51 não oi possí el i com a c iança pa a mais pe o), iden i icando as olhas e o onco, onco es e que já se encon a a colado na olha, pois como e a um amo e dadei o, inha que se u ilizada cola quen e. Pos e io men e, e u ilizando sob as de ou os p oje os, oi pedido às c ianças mais elhas que izessem “bolinhas e des” pa a cola em como olhas da á o e. Os que ainda não inham desen ol ido es a compe ência, pude am sen i a ex u a do ma e ial pa a depois o cola . Como não pode ia al a , solici ou-se às c ianças que desenhassem o chão (que se ia do amo pa a baixo), pa a se pode abo da as aízes da á o e, mos ando-lhes uma imagem eal, pa a depois cola mos as aízes da nossa á o e com ios de lã. Depois de udo seco, e de cola com cola quen e o amo onde ica ia pousada a Co uja, oi ealizada a ca imbagem da mão, como o ma de ep esen ação do animal (c . Anexo 8). É cu ioso que, uma das c ianças mais elhas ecusou o oque na in a, p ecisando de e os ou os a aze (como que a ganha a ce eza de que não ia acon ece nada de mal) pa a que e aze ambém. As c ianças mais no as que oca am na in a pela p imei a ez so i am, e ica am mui o cu iosas, que endo a é sabo ea . O abalho inal oi a ixado no placa d da Sala de A i idades. Semana 4 - A Co uja e a P ima e a Quad o 10 - Domínios e Obje i os da Semana 4 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Au onomia Es a a en o/a à expe iência; Escolhe os ma e iais como que pin a ; In e ação Social E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia; Agua da pela sua ez; Linguagem Iden i ica á ios elemen os associados às a e as; Adqui i no o ocabulá io ine en e ao ema; Comp eende concei os simples; Ve baliza pala as e concei os abo dados; Ten a esponde a pe gun as simples; Manipulação Explo a os ma e iais plás icos. Na semana em que se iniciou a P ima e a, es ejámos ambém o Dia Mundial da Água. Nesse sen ido, e após pesquisa sob e expe iências que en ol essem água e a 52 P ima e a, de alguma o ma, encon ámos uma que, a a és da colocação de uma lo echada num pequeno p a o com água, es a desab ocha, mos ando as suas co es. Num p imei o momen o oi pedido às c ianças que pin assem uma olha A4 com ês lo es, usando oda a sua c ia i idade. A única condição e a pin a em com cane as de el o. Depois, num momen o um a um, pe gun ou-se a cada c iança qual e a a lo com que que iam aze a expe iência e es as o am eco adas (inicialmen e o planeado e a e e i á ias espécies de lo es, mas com a al e ação do público-al o oi conside ado algo supé luo). Mais a de, jun ando as c ianças à ol a da mesa, o am colados ês p a os com um pouco de água no undo e pedido que as c ianças, com ajuda, dob assem as pé alas das lo es pa a den o, de modo a o ma um “pequena bola- lo ”. An es de inicia a expe iência, a Educado a Social ques ionou se alguém sabia o que es a a no p a o, ao que esponde am que e a “água”. Es a espos a su giu como mo e de ques iona o que sabiam, en ão, sob e a água, colocando ques ões de espos a “sim” ou não”: • “A água em co ?” – “Não” • “A água em sabo ?” – “Não” • “A água é...?” – “Líquida” Apenas uma das c ianças espondeu a es as ques ões. Depois, um a um, o am colocando as suas lo es na água, e i am as pé alas a ab i . O ascínio oi ge al. 53 Semana 5 - A Co uja ap esen a a his ó ia “O Nabo Gigan e” Quad o 11 - Domínios e Obje i os da Semana 5 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Au onomia Es a a en o/a à na ação; Expe imen a no os sabo es; In e ação Social E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia; Agua da pela sua ez; Linguagem Iden i ica os á ios elemen os p esen es na his ó ia; Adqui i no o ocabulá io; Comp eende concei os simples; Ve baliza pala as e concei os abo dados; Ten a esponde a pe gun as simples; Manipulação Explo a os ma e iais plás icos. Pa a es a semana, a his ó ia “O Nabo Gigan e”, de Aleksei Tols oi e Le in Kipnis, oi o ganizada com an ecipação, pe mi indo c ia as pe sonagens idimensionalmen e, u ilizando apenas igu as geomé icas. Es a a i idade e a pa a se colocada em p á ica com a c iança mais elha da Ins i uição, mas de ido a acon ecimen os alheios ao p oje o, al não oi possí el. Com os animais cons uídos (seis caná ios, cinco gansos, qua o galinhas, ês ga os, dois po cos, uma aca e um a o), a his ó ia oi na ada, endo sido adap ada ao con ex o da Flo es a do qual o p oje o ad ém. Nesse sen ido oi e e ido que o casal p esen e na his ó ia i ia na lo es a e e am izinhos da Co uja, e e a es a que que ia pa ilha com eles a his ó ia an ás ica do nabo gigan e que os izinhos colhe am. Começamos po jun a odas as c ianças no ape e da sala de es a e oi iniciada a na ação da his ó ia. À medida que se iam e e indo os animais e as espe i as quan idades ia-se pousando os espe i os animais no ape e e con ando ao mesmo empo que as c ianças. Es e momen o oi ambém u ilizado pa a desen ol e a con agem eg essi a, mos ando que “como se ai a é ao seis, ambém se eg essa a é ao um”. Quando cada animal e a ap esen ado, e am e e idas as suas ca ac e ís icas e as co es que os iden i ica am. É de no a que, apesa de um dos obje i os des a sessão se o econhecimen o das igu as geomé icas p esen es nas cons uções dos animais, posso conclui que es a se iu como 54 um es ímulo pa a as c ianças con ac a em com es es concei os, pa a i em ap endendo, assimilando. Após a na ação, sepa amos as sílabas de cada nome dos animais, u ilizando a me odologia de ba e palmas, le ando as c ianças a comp eende “po quan as pa es a pala a é cons i uída”. Es a mecânica é algo eco en e em odas as a i idades ealizadas, pois p omo e a consciência onológica. Na his ó ia o am e e idos alguns legumes, como a cenou a, a ba a a, os cogumelos, as e ilhas e o nabo, que as c ianças conheciam como sendo algo no mal na alimen ação da Ins i uição. Con udo, e elemb ando que as c ianças p o êm de ambien es negligen es e p ecisam de se mo i adas e le adas a e expe iências di e si icadas num con ex o en iquecedo , conside ei impo an e que conhecessem es es alimen os como são na ealidade: oca , expe iencia ex u as e p o a no os sabo es. Foi elabo ada uma mesa (c . Anexo 9), com os legumes odeados das pe sonagens da his ó ia e izemos uma sín ese da na ação, pa a p ossegui com a p o a dos alimen os. A adesão das c ianças a es e desa io supe ou as expe a i as. C ianças que no malmen e eagem mal, quando colocadas em si uações com as quais não se sen em segu as, o am das p imei as a que e expe imen a a cenou a e as e ilhas, sem qualque emba aço. Semana 6 - A Co uja e o Coelho da Páscoa Quad o 12 - Domínios e Obje i os da Semana 6 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Audição Es a a en o/a à canção; In e ação Social En ol e -se no jogo simbólico; Imi a os ou os; Linguagem Iden i ica o animal e as suas ca ac e ís icas; Adqui i no o ocabulá io ine en e ao ema; Ve baliza pala as abo dadas; Ten a esponde a pe gun as simples; Locomoção Explo a o espaço en ol en e; Dança ao som da canção; Manipulação Explo a os ma e iais plás icos. 55 Tendo em conside ação a época es i a que se ap oxima a, a “Páscoa”, o am planeadas á ias a i idades, que se in e liga am. Começamos a semana com uma con e sa em g upo, onde a Co uja alou com os meninos, explicando-lhes que se ap oxima a uma da a especial (alguns já sabiam qual e a pois es ão inse idos em C eche e Ja dim de In ância) e que iam ecebe uma su p esa de um g ande amigo dela, o Coelho. E oi nes e momen o que mos amos o coelho gigan e que ínhamos c iado em papel de cená io (c . Anexo 10), pe gun amos se as c ianças lhe que iam da um nome, ao que oi suge ido “O Den uças”, e assim icou. Depois disso, as c ianças dispuse am-se pela mesa e iniciamos um abalho de exp essão plás ica que en ol ia o os da páscoa e c eme de ba bea (c . Anexo 11). Fo am seguidos os seguin es p ocedimen os: • Coloca c eme de ba bea num abulei o (uma po ção gene osa); • Salpica o c eme com in as de á ias co es; • U iliza um ga o (da cozinha de b inca ), em ziguezague, pa a da um e ei o ma mo eado; • Co a ca olinas em o ma o de o o e p essiona pa a den o do c eme de ba bea ; • Re i a a ca olina e os excessos de c eme; • Deixa seca . Depois de secos, e c iando uma dis ibuição alea ó ia de laços colo idos, as c ianças i e am que escolhe uma cane a à so e, que i ia co esponde à co do laço a se colocado no seu o o ma mo eado. Cada c iança colou o seu laço e es es o os o am o e ecidos ao “Coelho Den uças”, icando expos os na Sala de Es a (c . Anexo 12). No dia seguin e, iniciamos a cons ução de coelhinhos com p a os de papel e algodão (c . Anexo 13), algo a que nem odas as c ianças ade i am, pois es anha am a ex u a do algodão nas suas mãos. 56 Semana 7 - As cu iosidades da Co uja: A Boa Alimen ação Quad o 13 - Domínios e Obje i os da Semana 7 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) In e ação Social Es abelece elações com os pa es; Linguagem Iden i ica os alimen os; Comp eende no os concei os simples; Adqui i no o ocabulá io ine en e ao ema; Ve baliza pala as e concei os abo dados; Ten a esponde a pe gun as simples; Manipulação Explo a o ma e ial ap esen ado. Após uma a i idade com a es agiá ia de Animação Socioeduca i a, em que cons uímos a laga a do li o “A Laga inha mui o comilona” (c . Anexo 14), e man endo o mo e dos legumes da his ó ia do “Nabo Gigan e”, oi cons uído um jogo de encaixe pa a as c ianças pe cebe em “pa a onde ai a comida depois de en a na boca” (c . Anexo 15). O obje i o des a a i idade e a ajuda no desen ol imen o das habilidades mo o as inas e da -lhes a conhece alimen os com os quais nunca i e am con ac o. Pa a sua a ealização, o g upo de c ianças euniu-se à ol a da mesa da Sala de Es a e os á ios alimen os o am dispos os pela mesa. As c ianças começa am logo a iden i ica alguns deles, os que azem equen emen e pa e da sua alimen ação (pe a, maçã, cenou a, banana, ananás). Mui os dos ou os alimen os e am desconhecidos, mas o am explicados às c ianças du an e a ealização da ação. Cada c iança, na sua ez, ou ia o alimen o que lhe e a pedido e, en e odos os que es a am espalhados na mesa, inha que o encon a pa a alimen a o boneco. As c ianças que ainda não conseguiam escolhe , inham uma das c ianças mais elhas a escolhe , mas e am elas que execu a am o mo imen o de coloca as peças na boca do boneco. A in e ação das c ianças com es e jogo oi imedia a, endo algumas c ianças supe ado as expe a i as no que diz espei o ao desen ol imen o da pinça pe ei a (pega em pequenos obje os en e o polega e alange dis al do dedo indicado ). No im, e i amos odas as peças da ba iga e di idimo-las em cima da mesa en e u as e legumes, explicando às c ianças as di e enças en e os dois ipos de alimen os. Chegada à ho a de saída, as c ianças pedi am pa a con inua a a i idade, icando as 57 Auxilia es esponsá eis po ge i o g upo. Es a demons ação de in e esse é um bom indício de a aliação posi i a em como a a i idade oi ao encon o do in e esse das c ianças. Es e jogo ambém pode se desen ol ido como um jogo de memó ia, uma ez que ha ia duas peças de cada alimen o. Semana 8 - As cu iosidades da Co uja: Os Núme os Quad o 14 - Domínios e Obje i os da Semana 8 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Au onomia Foca a sua a enção; In e ação Social E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia; Agua da pela sua ez; Linguagem Iden i ica as co es; Usa algumas pala as que iden i icam os núme os; Con a a é seis; Ten a esponde a pe gun as simples; Manipulação Explo a no as o mas de pin a ; In e agi com os ma e iais ap esen ados. De o ma a p omo e a mo icidade ina com as c ianças mais pequenas, oi desen ol ido um jogo de manipulação, en ol endo os núme os a é cinco (o seis e a impossí el de ealiza des e modo), u ilizando um pedaço de ca ão e ampas de sumos de c iança (c . Anexo 16). A cada núme o, oi a ibuída uma co (1 - ama elo; 2 - la anja; 3 – e melho; 4 – oxo; 5 - e de), e es a associação man e e-se du an e odas as a i idades, adicionando o 6, a azul. Con inuando o ema da Laga a, e a con agem a é seis da his ó ia do “Nabo Gigan e”, oi cons uída uma pequena icha pa a que as c ianças pudessem aze a ca imbagem das quan idades, con uindo assim o seu co po (c . Anexo 17). Pa a explica a noção de quan idade, a Educado a Social ajudou a c ia uma dinâmica di e en e, com um jogo que as c ianças es ão habi uadas a manipula na Sala de Es a , sendo que oi dis ibuída uma peça po cada pa icipan e, com núme os do um ao seis. À medida em que íamos a ançando, demons á amos a o ma de ep esen a os núme os com as mãos e pedíamos a quem i esse essa peça, que le an asse a mão. 64 • Rel a sin é ica e de; • Bolas de algodão b anco; • Espá ulas de madei a; • Bolas de es e o i e e olhos de plás ico; • Esponjas da loiça; • Penas azuis; • Res os de ecido; • Massas espi ais g andes ama elas, la anja e e des; • A ames elpudos de á ias co es; • Plás ico bolha; • E a, pa a a conc e ização das le as do nome e da co uja. Es a a i idade oi, pelo eedback ecebido, a que as c ianças mais gos a am, es ando a en as à in e ação dos colegas enquan o não e a a sua ez, mos ando cu iosidade em expe imen a o ape e com di e en es pa es do co po ( endo apenas uma c iança ecusado u iliza os pés), pedindo á ias ezes pa a que es a osse epe ida. No que diz espei o aos concei os adqui idos, oi possí el explo a com as c ianças a noção de “du o” e “ o o”, bem como as co es dos di e en es obje os. Semana 14 - A Co uja le a-nos a passea Quad o 20 - Domínios e Obje i os da Semana 14 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Audição Es a a en o/a aos sons do ex e io ; Au onomia Segui eg as simples; In e ação Social Es abelece elações com os pa es; E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia; B inca em conjun o; Linguagem Iden i ica os se es i os; Comp eende concei os simples; Adqui i ocabulá io ine en e ao ex e io ; Ve baliza pala as e concei os abo dados; Ten a esponde a pe gun as simples; Locomoção Explo a o espaço en ol en e; Manipulação Explo a os ma e iais; Visão Ag upa po o ma. 65 Es as a i idades es a am planeadas pa a uma semana especí ica, mas o am acon ecendo ao longo do pe íodo de es ágio. Semp e que possí el, dependendo da dinâmica da Ins i uição, das c ianças e das condições me eo ológicas, a Educado a Social p opo ciona passeios pela zona en ol e à Ins i uição. In elizmen e, a a i idade das “Lupas do Ex e io ” (c . Anexo 28) só oi possí el conc e iza com ês c ianças do p oje o, com um ano de idade, não possuindo ainda os desen ol imen os necessá ios pa a consegui ag upa po o mas. Semana 15 - A Co uja que le a um quad o do Ninho Quad o 21 - Domínios e Obje i os da Semana 15 Domínios de desen ol imen o em oco pa a a c iança (segundo a SGS II) Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz de...) Linguagem Iden i ica as co es; Ve baliza a co com que que pin a ; Ten a esponde a pe gun as simples; Manipulação Explo a o ma e ial ap esen ado com as mãos. Po se a úl ima a i idade, e de ido à dinâmica da Ins i uição, o empo pa a a sua conc e ização oi mais escasso do que aquilo que es a a p e is o inicialmen e. Des a o ma, o p incipal obje i o des a a i idade ocou-se na capacidade de escolhe a co com que que iam pin a . As c ianças que já inham a linguagem adqui ida o am capazes de e baliza a co com que que iam ca imba as suas mãos. Às es an es o am o e ecidas di e en es co es, endo selecionado au onomamen e a a és do oque a co que que iam. O esul ado ob ido pode se consul ado no Anexo 29. 66 2.4.4 A aliação A a aliação do p oje o oi ealizada a a és dos mé odos de obse ação di e a e pa icipan e, com o auxílio de Checklis s de obse ação (c . Apêndice 2), p e endendo a e igua se os obje i os açados inicialmen e o am a ingidos, e das a aliações o mais ealizadas pela Ins i uição, u ilizando a SGS II. As Checklis s subdi idem-se em dois g upos, um pa a as c ianças que, aquando do início do p oje o, inham menos de dezoi o meses, e ou o g upo cons i uído pelas c ianças acima dessa mesma idade. Tendo em conside ação o modelo o mal de a aliação da Ins i uição e as ases de desen ol imen o em que as c ianças se encon a am, oi conside ada necessá ia es a di isão, po o ma a pode a alia obje i os eais e indi idualizados. Tendo is o em conside ação, o na-se necessá io ap esen a o o al de obje i os pa a cada semana, endo em conside ação as Checklis s c iadas (c . Quad o 22). Quad o 22 - To al de obje i os po semana, endo em conside ação as Checklis s Semanas Nº de To al de Obje i os (<18 meses) Nº de To al de Obje i os (>18 meses) Semanas Nº de To al de Obje i os (<18 meses) Nº de To al de Obje i os (>18 meses) 1 5 6 9 5 10 2 5 8 10 5 10 3 4 7 11 6 10 4 5 9 12 7 10 5 4 8 13 6 7 6 6 8 14 6 9 7 5 5 15 3 4 8 5 8 No im de odas as a i idades, oi possí el elabo a a a aliação do p oje o, de alhando a e olução de cada c iança que pa icipou no mesmo, a a és do núme o de obje i os alcançados. 67 C iança A • 2 anos de idade • Sexo masculino • Realizou 10 de 15 a i idades do p oje o • Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI • Es á inse ida em C eche • Ap esen a pa alisia ce eb al Figu a 10 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança A du an e o p oje o Apesa do p oje o não e sido pensado pa a si uações que en ol em pa alisia ce eb al, assim que en ou na Ins i uição (03/22) a c iança oi in eg ada no mesmo, en ando semp e que pa icipasse em odas as a i idades da mesma o ma que as ou as c ianças. Desde início mos ou se uma c iança cu iosa, capaz de comp eende e e baliza pala as simples e de esponde a pe gun as de sim ou não. Du an e a ealização das a i idades oi possí el pe cebe que a c iança eagia mui o posi i amen e a es ímulos musicais, o que se o nou uma o ma in e essan e pa a p omo e , jun o des a, as di e en es ap endizagens p e endidas. A única a i idade que a c iança não execu ou oi a das es adas das o mas geomé icas, que co esponde à semana 10 (c . Figu a 10). Algo possí el de obse a du an e a ealização das di e en es a i idades oi o desen ol imen o da au onomia da c iança na execução de abalhos plás icos, sendo capaz de manusea , sem ajuda do/a adul o/a, os di e en es ma e iais. Es a c iança não é a aliada pela SGS II. Como é seguida pela Associação de Pa alisia Ce eb al de Coimb a (APCC) desde o seu nascimen o, é a aliada pela escala que a p óp ia ins i uição u iliza. 0 2 4 6 8 10 12 Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 10 Semana 11 Semana 12 Semana 13 Semana 14 Semana 15 Obje i os A ingidos 68 C iança B • 4 anos de idade • Sexo eminino • Realizou 13 de 15 a i idades do p oje o • Bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI • Es á inse ida em Ja dim de In ância Figu a 11 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança B du an e o p oje o Es a c iança, po ado a da Sínd ome de Ba de -Biedl 3 , es e e inse ida no p oje o desde o seu início. Foi in e essan e obse a que, ao longo do p oje o, a c iança oi demons ando e olução ao ní el da comp eensão de ins uções (numa das a i idades oi- lhe pedido que “desse o dedo”, ao que a c iança espondeu com o le an amen o do indicado di ei o) e, apesa da sua in lexibilidade pa a com o manuseamen o da plas icina, oi mui o a i a na a i idade do slime. As únicas a i idades que a c iança não ealizou (pois não se demons ou in e essada nos ma e iais) oi a do Poly-Uni e se e das es adas das o mas, que co espondem à semana 2 e 10, espe i amen e (c . Figu a 11). No que diz espei o à SGS II, oi possí el e i a in o mação da a aliação dos 48 meses, ealizada em ma ço de 2021, e da a aliação dos 60 meses, ealizada em ma ço des e ano, já com o p oje o a deco e (c . Figu a 12). 3 Uma doença mul issis émica gené ica a a ca ac e izada pela associação a iá el de dis o ia da e ina, obesidade, polidac ilia, anomalias geni u iná ias e enais, di iculdades de ap endizagem e hipogonadismo, com um amplo espe o de ou as mani es ações meno es. 0 1 2 3 4 5 Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 10 Semana 11 Semana 12 Semana 13 Semana 14 Semana 15 Obje i os A ingidos 69 Figu a 12 - A aliações do desen ol imen o da C iança B a a és da SGS II Nas suas a aliações (que já são menos pe iódicas de ido à sua idade), e endo em conside ação os limi es de uma c iança com es a sínd ome, só se ia de espe a que se encon asse mui o abaixo do pe il de desen ol imen o adequado à sua idade c onológica. Des e modo, o que se p e endeu p omo e acima de udo oi a mo icidade global e ina da c iança ( en ando que es a conseguisse manipula peças de jogos de encaixe sozinha, po exemplo) a sua au onomia a ní el de concen ação numa a i idade e a manipulação de di e en es ma e iais. C iança C • 2 anos de idade • Sexo eminino • Realizou 14 de 15 a i idades do p oje o • Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI • Es á inse ida em C eche 70 Figu a 13 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança C du an e o p oje o Incluída no p oje o desde a p imei a semana, es a c iança oi das mais in e essadas du an e odo o deco e da in e enção. Du an e es e empo oi capaz de adqui i no o ocabulá io, começando a e baliza pala as e concei os simples, sendo capaz de esponde a á ias pe gun as. Nas á ias a i idades oi capaz de iden i ica e u iliza di e en es pa es do seu co po, iden i ica co es, animais e, du an e algum empo, segui eg as e ins uções que lhe e am dadas pelos/as adul os/as. A única a i idade que a c iança não ealizou (pois não se demons ou in e essada no ma e ial) oi a do Poly-Uni e se, que equi ale à semana 2 (c . Figu a 13). No que diz espei o à SGS II, oi possí el e i a in o mação da a aliação dos 24 meses, ealizada em dezemb o de 2021, mesmo an es do p oje o inicia , e da a aliação dos 30 meses, ealizada em junho des e ano, já com o p oje o a e mina (c . Figu a 14). Figu a 14 – A aliações do desen ol imen o da C iança C a a és da SGS II Na p imei a a aliação e e uada (24 meses), oi possí el obse a que a c iança se encon a a den o de um pe il de desen ol imen o no mal pa a a sua idade c onológica, 0 2 4 6 8 10 12 Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 10 Semana 11 Semana 12 Semana 13 Semana 14 Semana 15 Obje i os A ingidos 71 es ando um pouco aquém no domínio da ala e da linguagem, algo que se o nou um oco pa a es imula a c iança. Seis meses depois, em no a a aliação (30 meses) oi possí el e i ica que a c iança conseguiu adqui i esse domínio no pa âme o co esponden e à sua idade, mas que, apesa de um dos g andes ocos do p oje o se a manipulação, es a icou aquém do espe ado. É de no a que, du an e a ealização des a a aliação, a c iança es e e semp e bas an e inquie a e pouco colabo ado a, o que pode jus i ica es a di e ença en e a a aliação e a obse ação do/a adul o/a. C iança D • 3 anos de idade • Sexo masculino • Realizou 15 de 15 a i idades do p oje o • Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI • Es á inse ida em Ja dim de In ância Figu a 15 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança D du an e o p oje o A c iança deu en ada na Ins i uição em dezemb o, pelo que es á inse ida no p oje o desde o p imei o dia. Na ap esen ação da Co uja, a c iança mani es ou-se bas an e con en e e en usiasmada, endo ab açado o peluche com mui o ca inho, algo o a do comum pa a os compo amen os habi uais da c iança. A manipulação que a c iança ealizou do ma e ial Poly-Uni e se o nou-se mo e pa a a ealização de uma in es igação que se á ap esen ada no Capí ulo III. A ní el das es an es a i idades, a c iança co espondeu a odos os obje i os p e endidos a pa i do momen o em que ganhou mais con iança em si mesma e no/a adul o/a que a guia a nes e p ocesso. A sua elação com os pa es ambém melho ou, 0 2 4 6 8 10 12 Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 10 Semana 11 Semana 12 Semana 13 Semana 14 Semana 15 Obje i os A ingidos 72 es ando nas p imei as a i idades mais isolada e com medo de ealiza ce as a i idades, que só acei ou aze depois de assis i à ealização das mesmas po pa e dos/as colegas. No que diz espei o à SGS II, oi possí el e i a in o mação da a aliação dos 36 meses, ealizada em dezemb o de 2021, mesmo an es do p oje o inicia (c . Figu a 16). E a supos o e sido ei a a a aliação dos 48 meses, an es do é mino do pe íodo de es ágio, mas po mo i os ine en es à dinâmica da Ins i uição, al não oi possí el. Figu a 16 - A aliações do desen ol imen o da C iança D a a és da SGS II Es a a aliação (que se iu como diagnós ico pa a le an amen o das necessidades), demons ou que a c iança se encon a a num pe il de desen ol imen o en e os 24 e os 36 meses. Os domínios que necessi a am de mais in e enção e am a au onomia, a ala e linguagem e a locomoção. Tendo em conside ação que não oi possí el ealiza no a a aliação pa a cons a a se es e pe il de desen ol imen o já ia ao encon o da sua idade c onológica, só podemos e e i aquilo que obse amos. A c iança e minou o p oje o a consegui cons ui au onomamen e puzzles de in e peças, a econhece e a e baliza os núme os a é dez e o nome de animais de di e sos habi a s, bem como algumas das suas ca ac e ís icas. C iança E • 6 meses de idade • Sexo masculino • Realizou 9 de 15 a i idades do p oje o • Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI • Não es á inse ida em con ex o P é-Escola 73 Figu a 17 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança E du an e o p oje o A c iança já se encon a a na Ins i uição aquando do início do p oje o, mas só oi inse ida nas a i idades a pa i da quin a semana, quando a ingiu os seis meses de idade, um pa ama de desen ol imen o su icien e pa a consegui co esponde aos obje i os delineados. Em odas as a i idades que pa icipou, demons ou cu iosidade pelos es ímulos ao seu edo , mani es ando in e esse po obje os e ma e iais ainda seus desconhecidos. Pa a além das a i idades inicias, a c iança não ealizou as a i idades com núme os e com o mas geomé icas, que co espondem às semanas 8 e 10 (c . Figu a 17). No que diz espei o à SGS II, oi possí el e i a in o mação da a aliação dos ês meses, ealizada em dezemb o de 2021, mesmo an es do p oje o inicia , da a aliação dos seis meses, ealizada em ma ço des e ano, que ma ca a en ada da c iança no p oje o, e da a aliação dos oi o meses, conc e izada em maio, já com o p oje o a e mina (c . Figu a 18). 0 1 2 3 4 5 6 Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 10 Semana 11 Semana 12 Semana 13 Semana 14 Semana 15 Obje i os A ingidos 80 Figu a 24 - A aliações do desen ol imen o da C iança H a a és da SGS II A a és das a aliações e e uadas nes e pe íodo de empo, é possí el e i ica que os domínios de desen ol imen o da c iança não ão ao encon o da sua idade c onológica. Na a aliação inal (24 meses), a c iança ap esen a a um pe il de desen ol imen o en e os 15 ( isão, audição, ala, linguagem e cognição) e os 24 meses (locomoção e in e ação social). C iança I • 2 anos de idade • Sexo masculino • Realizou 13 de 15 a i idades do p oje o • Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI • Es á inse ida em C eche 81 Figu a 25 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança I du an e o p oje o Assim que en ou na Ins i uição (04/22) a c iança oi in eg ada no p oje o, pa icipando em odas as a i idades da mesma o ma que as ou as c ianças. A c iança já inha mui os conhecimen os adqui idos sob e as co es, os núme os e os animais aquando da sua en ada. Isso acili ou a sua in eg ação. A c iança es e e, em odas as a i idades, semp e mui o cu iosa em elação ao que e a pa a aze , manipulou semp e os ma e iais da manei a ap op iada, possuindo já habilidade em cons ui puzzles de in e peças. Pouco empo depois da sua en ada no p oje o, a c iança oi inse ida em C eche, o que desen ol eu a sua in e ação social com os pa es. Vá ias ezes demons ou p eocupação e quis ajuda as c ianças mais pequenas a conc e iza , ambém elas, as di e en es a i idades. No que diz espei o à SGS II, apenas oi possí el e i a in o mação da a aliação dos 30 meses, ealizada em ma ço de 2021, que se iu como a aliação disgnós ica do desen ol imen o da c iança (c . Figu a 26). Figu a 26 - A aliações do desen ol imen o da C iança I a a és da SGS II 0 2 4 6 8 10 12 Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 10 Semana 11 Semana 12 Semana 13 Semana 14 Semana 15 Obje i os A ingidos 82 Nes a a aliação oi possí el cons a a que a c iança ap esen a um pe il de desen ol imen o en e os 24 (manipulação, au onomia e cognição) e os 30 meses (os es an es domínios). C iança J • 1 ano de idade • Sexo eminino • Realizou 7 de 15 a i idades do p oje o • Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI • Não es á inse ida em con ex o P é-Escola Figu a 27 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança J du an e o p oje o Assim que en ou na Ins i uição (05/22) a c iança oi in eg ada no p oje o, pa icipando em odas as a i idades da mesma o ma que as ou as c ianças. Du an e odas as a i idades en ou esponde a pe gun as simples, u ilizando ges os pa a aquilo que não conseguia e baliza , oi a i a em odas as a i idades plás icas, não demons ando qualque ipo de inibição no manuseamen o de di e sos ma e iais (po exemplo, du an e a pin u a senso ial, pin ou o seu co po odo e quando lhe e a pe gun ado “se que ia mais in a”, le an a a o pé como a pedi mais). A única a aliação e e uada à c iança oi aquando da sua chegada, o que apenas nos o nece uma in o mação diagnós ica da mesma (c . Figu a 28). Nes a a aliação oi possí el pe cebe que a c iança ap esen a um pe il de desen ol imen o en e os 24 (locomoção) e os 15 meses ( isão, audição, ala, linguagem e cognição). Após obse ação da in e ação da c iança com as a i idades que lhe e am p opos as, conside a-se que, se a 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 10 Semana 11 Semana 12 Semana 13 Semana 14 Semana 15 Obje i os A ingidos 83 c iança i esse pa icipado no p oje o desde o início, i íamos obse a uma g ande e olução nes es domínios que necessi am de es ímulos. Figu a 28 - A aliações do desen ol imen o da C iança J a a és da SGS II De uma o ma ge al, e endo em conside ação o eedback que íamos ecebendo ao longo da implemen ação do p oje o ( an o da equipa, como do público-al o), es e oi bem- sucedido. As c ianças ade i am bas an e ao ac o de as a i idades se em p opos as po um peluche, mos a am in e esse em elação a ma e iais e obje os que e am pa a elas desconhecidos e o am, a cada semana que passa a, mos ando e oluções e que assimila am os con eúdos que as a i idades lhes que iam ansmi i . Segundo as nossas obse ações, as c ianças que e oluí am mais o am as de idade supe io a 24 meses e que es a am inse idas em con ex o p é-escola , o que e idencia, po um lado, a impo ância da in e ação en e es es con ex os e, po ou o, a uma maio adequação do p oje o a es a aixa e á ia, pa a a qual oi inicialmen e concebido. Ainda assim, podemos iden i ica alguns aspe os a melho a e, como al, conside amos pe inen e ealiza uma análise SWOT, como a aliação inal do p oje o (c . Quad o 23). 84 Quad o 23 - Análise SWOT do p oje o Pon os Fo es Pon os F acos Pe inência dos emas; Di iculdade na a aliação do impac o do p oje o nas c ianças; Bom domínio de di e en es me odologias; A i idades di e enciadas e lúdicas; Di iculdade em implemen a a i idades com g upos e á ios ão dis in os. Vínculo a e i o posi i o com as c ianças. Opo unidades Ameaças G upo cu ioso e dispos o a colabo a nas a i idades; Flu uação das c ianças e inde inição da du ação do acolhimen o; Espaços adequados e p epa ados pa a as a i idades; Dinâmica de uma Ins i uição de Acolhimen o; Apoio da Educado a Social e da Equipa Educa i a. Imp e isibilidade no cump imen o de plani icações. 85 CAPÍTULO III - À PROCURA DA BOA FORMA COM O MATERIAL POLY-UNIVERSE 3.1 Con ex ualização e Obje i os da In es igação Como já e e ido no capí ulo an e io , hou e uma c iança que se des acou pela manipulação e ligações que ez com o ma e ial Poly-Uni e se ( ambém já sup aci ado), que se iu de mo e pa a a conc e ização de um Es udo de Caso. Es e es udo em como p incipal obje i o analisa a in e ação de uma c iança na aixa e á ia dos ês anos com o ma e ial Poly-Uni e se, endo po base ês obje i os especí icos: (1) ap ende as o mas geomé icas simples (cí culo, iângulo e quad ado); (2) ap ende as co es (ama elo, azul, e de e e melho); e (3) p omo e a c ia i idade, a mo i ação in ínseca, a a enção e a pe ceção isual. O ma e ial Poly-Uni e se já se e elou excelen e pa a o ensino da ma emá ica jun o de c ianças com idade supe io a seis anos, no que diz espei o ao desen ol imen o de hábi os c ia i os no ambien e escola . A ques ão a que es e es udo p e ende da espos a consis e em sabe se es e ma e ial é passí el de se u ilizado nou os ambien es educa i os (como é o caso do Acolhimen o Residencial), com c ianças a equen a o Ja dim de In ância, com o in ui o de o na a ap endizagem lúdica e di e ida. 3.2 Me odologia 3.2.1 Pa icipan e Depois de uma b incadei a li e com o ma e ial com odas as c ianças da Ins i uição, hou e uma c iança que demons ou especial in e esse e c ia i idade no momen o do jogo, o que ele ou ainda mais o in e esse pa a a conc e ização des e es udo. O pa icipan e, en ão, acolhido em ambien e de Acolhimen o Residencial, é do sexo masculino e aquando do início do es udo inha ês anos de idade, encon ando-se na Ins i uição há ês meses. Es es ês meses pe mi i am a c iação de um ínculo a e i o com a c iança, le ando-a a sen i -se mais con ian e e con o á el pa a pa ilha a sua c ia i idade comigo. Os concei os das o mas geomé icas e das co es ambém o am 86 einados du an e esse empo que ez com que a c iança já demons asse conhecimen os p é ios no início da manipulação do ma e ial. 3.2.2 Ins umen os Conside ando que se a a de um es udo de caso, a melho écnica de ecolha de dados é a obse ação. Is o p o ou se um ins umen o c ucial pa a es e es udo po que nos pe mi e sabe , de ac o, como a ação e e luga . A obse ação não só in eg a a pe ceção isual, mas ambém a pe ceção ác il, ol a i a e audi i a. Nes e sen ido, o in es igado quali a i o u iliza os cinco sen idos pa a ecolhe in o mação, que só ganha sen ido quando ob ida no seu ambien e na u al (Flick, 2013). Seguindo es a linha de pensamen o, ao longo des a in es igação, é u ilizada a obse ação pa icipan e e indi e a, pe mi indo assim uma ecolha de dados mais p ecisa. A obse ação pa icipan e pe mi e ao in es igado in eg a o ambien e sob in es igação, " es indo" o papel de a o social, podendo assim e acesso às pe spe i as de ou os se es humanos quando expe imen am os mesmos p oblemas e si uações (Amado, 2013). Des a o ma, p ocu amos desen ol e momen os que ão ao encon o dos gos os e in e esses da c iança, p opo cionando assim o desen ol imen o da sua c ia i idade e mo i ação. Segundo Flick (2013), a obse ação pa icipan e oco e a dois ní eis: no p imei o, o in es igado o na-se pa icipan e, ganhando acesso à pessoa e, no segundo, con inua a obse ação, concen ando-se mais no obje i o a se in es igado. Assim, no p imei o plano, en amos conhece a c iança, ganhando a sua con iança e c iando um ambien e segu o e calmo pa a que ela/ele pudesse exp essa as suas opiniões e emoções (é necessá io conside a que se a a de uma c iança acolhida de ido a um Aco do de P omoção e P o eção, pelo que es e p imei o con ac o se o na c ucial). Num segundo ní el, implemen amos es a égias no desen ol imen o das a i idades que es a am de aco do com o que oi obse ado an e io men e, concen ando-nos no manuseamen o do ma e ial po pa e da c iança. A obse ação indi e a oi ambém um mé odo u ilizado, a a és da cap u a de o og a ias, pe mi indo o egis o das cons uções da c iança ao longo dos momen os, pa a u u a obse ação e análise. A o og a ia em como obje i o documen a as p á icas analisadas, pe mi indo o con on o com as in e p e ações em o ma de ex o, equen emen e pe cebidas e in e p e adas de um pon o de is a especí ico (Flick, 2013). 87 O papel do jogo no desen ol imen o em sido amplamen e e idenciado nas eo ias e pesquisas educacionais (po exemplo, Dá dai, 2022, pa a o papel da pedagogia do jogo na geome ia, Vaz-Rebelo, Bida a. San os, no p elo). Depois de e e o luga do jogo na educação, Dá dai (2022, 53) e e e "es es poucos exemplos mos am que o papel educacional do jogo é ago a bem conhecido de séculos de expe iência. É po isso que a pedagogia do jogo é ago a ensinada em odos os es abelecimen os de ensino com educado es de in ância, p o esso es do ensino p imá io e p o esso es; exis e uma as a li e a u a sob e o assun o e os p o esso es in e essados podem ap ende sob e o alo educa i o dos á ios ipos de jogo - mo imen o, habilidade, desen ol imen o, social, e c. - não só a pa i de manuais escola es, mas ambém a a és de e en os p o issionais nacionais e in e nacionais, con e ências e campanhas.” Em pa icula , os educado es da p imei a in ância comp eendem a impo ância da b incadei a no desen ol imen o dos seus ilhos. As b incadei as podem e di e en es ace as e obje i os. O papel do educado du an e o jogo az a dis inção en e jogo li e e jogo di igido/educa i o (Weisbe g, Hi sh-Pasek, Golinko , Ki edge & Klah , 2016). Como e e ido em Vaz-Rebelo, Bida a e San os (2022, p. 98) "O jogo li e é espon âneo à medida que as c ianças pe seguem as suas an asias c ia i as. Enquan o, po um lado, a b incadei a li e é di igida às c ianças e sem in e enção dos adul os, po ou o lado, a b incadei a guiada em luga num ambien e in encional que oi cuidadosamen e planeado pa a es imula e apoia a cu iosidade e c ia i idade da c iança. Enquan o os alunos in e agem en e si e com os ma e iais, os p o esso es obse am e egis am es a in o mação pa a planea os p óximos passos. São as c ianças que decidem como i ão explo a e in e agi com os ma e iais e não os p o esso es. Nas b incadei as guiadas, as opo unidades de ap endizagem podem se explici amen e es u u adas, mas a a i idade é semp e conduzida pela c iança. Uma ques ão-cha e que es á, e e i amen e, em discussão é, en ão, como o ien a a b incadei a das c ianças, qual pode se o papel dos educado es, a im de man e o bene ício da b incadei a li e e ambém da o ien ação di e a? Nes e âmbi o, o jogo guiado su ge como uma o ma de conside a an o o jogo li e como a o ien ação dos educado es e pode e á ias ace as e ca ac e ís icas (po exemplo, Weisbe g, e al., 2016). 88 3.2.3 P ocedimen os O p imei o passo pa a a ealização des e Es udo de Caso oi a edação de um Consen imen o In o mado pa a pedi au o ização pa a pode ealiza es es ela os, à Di eção da SORRISO (c . Apêndice 3). Com es e assinado, planeamos aze a in odução do ma e ial em qua o momen os: (1) cí culos; (2) quad ados; (3) iângulos; e (4) o “p e e ido” da c iança. Nos momen os iniciais da p imei a sessão, oi pe mi ido à c iança manusea o ma e ial li emen e, sem qualque in e enção po pa e do/a adul o/a, p omo endo assim o jogo li e e a sua au onomia. Pos e io men e, op ou-se pelo mé odo de jogo guiado, es u u ando as ap endizagens que inha como obje i os, mas deixando na mesma a c iança conduzi a a i idade. Nes a e en e, o/a adul o/a é is o como um/a pa cei o/a colabo a i o/a que c ia expe iências lexí eis e o ien adas pa a o in e esse da c iança que es imulam a sua cu iosidade na u al, o en ol imen o a i o e os p ocessos de "sen ido" (Fishe e al., 2012). Nes e con ex o, o/a adul o/a p o ege a ap endizagem da c iança comen ando descobe as, b incando com a mesma e c iando sequências de ap endizagem com ecu so a ma e iais bem planeados. Todas as sessões o am ealizadas na sala de es a da Ins i uição, num ambien e neu o, segu o e onde a c iança es a a habi uada a es a e a b inca . Foi semp e e e ido que es e e a um jogo escolhido pa a ele, mas que odos podiam b inca e manusea o ma e ial, algo que não oi mui o bem acei e pela c iança no momen o da b incadei a. A p imei a sessão oco eu passado ês meses da en ada da c iança na Ins i uição, o que pe mi iu um p ocesso de ap oximação egula e sem c ia algum s ess ou descon o o. O ma e ial não oi explicado nem demons ado an es, a p imei a u ilização oi apenas jogo li e e u ilização de conhecimen os p é ios ela i os às o mas geomé icas, às co es, algo que já inha sido abalhado com a c iança. Inicialmen e, começou po jun a as me ades de cí culos maio es e in e médios, azendo uma ligação co e a com as co es, e quando ques ionada sob e a cons ução que inha ei o disse: “Não se ê logo que é uma laga a?”, o que le ou a uma ga galhada conjun a. Foi ques ionado se sabia que o mas geomé icas e am es as (com as quais que ele es a a a abalha ) ao que a espos a oi posi i a, a i mando que se a a a de “cí culos que pa ecem bolas”. 89 Figu a 29 - P imei a cons ução, "A Laga a" Du an e a ealização des a cons ução, o am explo ados os obje i os p e endidos, ques ionando a c iança: • “Já epa as e que jun as e á ias co es iguais?”; • “Duas me ades jun as dão um...?”, ao que a c iança espondeu “Cí culo!”; • “Já is e como há cí culos de an os amanhos di e en es?”. Is o le ou a que a c iança al e asse a sua cons ução e izesse a ligação de ainda mais semicí culos, como se pode e na Figu a abaixo. Figu a 30 - Segunda cons ução, “A No a Laga a” Após es e momen o, e sendo in e ogado se ha ia algo mais que ele pode ia cons ui com os cí culos, a c iança conec ou as peças a a és do semicí culo maio , endo 96 no as ligações. De uma o ma ins in i a, se iou as peças po co es, c iou o mas imaginá ias ou com que pudesse b inca , jun ou g andezas de amanho igual e oi capaz de c ia no as igu as geomé icas. O Poly-Uni e se pode se usado em Acolhimen o Residencial, com c ianças com idade a pa i dos ês anos, de ido à sua simplicidade, à sua uni e salidade e ao seu aspe o a a i o com co es ib an es. A melho pa e des e jogo pa a a c iança oi o ac o de não e qualque ipo de eg as, le ando-a a jun a as peças com base no seu p óp io c i é io e a es imula a sua c ia i idade nas suas mon agens/cons uções. É do conhecimen o de qualque p o issional no amo educa i o, que b inca é uma das o mas mais impo an es de ap ende pa a as c ianças. Segundo Piage (1964), "Quando b inca, a c iança assimila o mundo à sua manei a, sem comp omisso com a ealidade, pois a sua in e ação com o obje o não depende da na u eza do obje o, mas da unção que a c iança lhe a ibui”. A pa i do b inca a c iança expande a sua imaginação, le ando-a a c ia an asias imagina i as, podendo começa a compensa as p essões que so e na ealidade das suas i ências. Com es e ma e ial, é possí el p omo e conhecimen os básicos a pa i de si uações de jogo in o mais como a comunicação e as habilidades sociais; a isão espacial; a pe cepção em pa e in ei a; o pensamen o algo í mico; as habilidades senso iomo o as; o pensamen o sin é ico e analí ico; a se iedade; e c. O Poly-Uni e se des aca-se assim en e os amilia es Lego, jogos de abulei o, cubos de madei a e ou os jogos lógicos, sendo um jogo que pode se adap ado a di e en es aixas e á ias. 97 CAPÍTULO IV - OUTRAS ATIVIDADES Pa a além das a i idades plani icadas e desen ol idas no âmbi o do P oje o de Es ágio e de In es igação, oi ainda possí el pa icipa e colabo a nou as a i idades inse idas na dinâmica da Ins i uição e da Faculdade, que se ão ap esen adas em seguida. 4.1 A i idades inse idas na dinâmica da Ins i uição 4.1.1 A i idades de a aliação e acompanhamen o das c ianças em ambien e de acolhimen o • Con e ências Judiciais Ao longo do es ágio cu icula , oi possí el assis i a duas sessões de Con e ência Judicial no T ibunal de Família e Meno es de Coimb a (uma online e uma p esencial) acompanhando a Educado a Social, con ocada pa a pa icipa nes as con e ências. • Reuniões e colabo ação em a i idades ine en es ao con ex o P é-Escola A Educado a Social em como unção se Enca egada de Educação das c ianças, o que exige a p esença em euniões de acompanhamen o an o com as educado as, como com as p o issionais do SNIPI que acompanham as c ianças assinaladas. Pa a além disso, a Educado a Social pa icipa nas es as comemo a i as dos Equipamen os de Ensino e nas a i idades ealizadas ao longo do ano, abalhando semp e em a iculação com as educado as. Du an e o pe cu so na Ins i uição, oi pe mi ido assis i a di e sas euniões (algumas online e ou as ealizadas em C eches e em Ja dins de In ância), onde e am abo dados aspe os ela i os ao desen ol imen o das c ianças, ques ões que possam ge a p eocupação ou conquis as que enham alcançado. Como e e ido, nas euniões de c ianças assinaladas ao SNIPI, es e e p esen e a educado a esponsá el, podendo discu i ambém o Plano Indi idual de In e enção P ecoce (PIIP). • Realização de Rela ó ios de Acompanhamen o Independen emen e do empo de pe manência de cada c iança em acolhimen o, a Equipa Técnica elabo a semes almen e um ela ó io de acompanhamen o a se eme ido 98 à CPCJ, ao T ibunal ou à EMAT ou, quando es eja p óxima a da a da e isão da medida aplicada. Também pode acon ece que qualque uma des as en idades, solici e in o mações especí icas de cada p ocesso em qualque al u a, median e a e olução de cada p ocesso. Nes e ela ó io pode ão cons a p opos as de al e ação da si uação da c iança, nomeadamen e, al e ação do egime de isi as, pa ece sob e o p oje o de ida, en e ou os. • A aliação do Desen ol imen o das C ianças Foi possí el pa icipa em algumas a aliações do desen ol imen o das c ianças. Pa a a ealização das mesmas, e já como e e ido an e io men e, a Ins i uição eco e à SGS II, que é um ins umen o de as eio do desen ol imen o das c ianças dos ze o aos cinco anos (Seab a-San os, Simões, Almi o & Almeida, 2021), u ilizado em á ios momen os no deco e do acolhimen o da c iança. • Elabo ação dos Planos Socioeduca i os Indi iduais Semp e com o auxílio da Educado a Social, oi possí el pa icipa na elabo ação de alguns dos Planos Sócios Educa i os Indi iduais (PSEI) das c ianças. Es e, como já explici ado no Capí ulo I mas elemb ando, é um documen o écnico, cuja unção p imo dial é acili a a iden i icação das ações e sis ema iza a in e enção que Ins i uição p e ende desen ol e com de e minada c iança. Cada p oje o é a aliado pa a cons a a se exis e p og esso no cump imen o dos obje i os p opos os. A pe iodicidade dessa a aliação é de inida consoan e a na u eza de cada p oje o. Median e os esul ados ob idos, cada p oje o pode se e o mulado com ou os obje i os, inalizado ou podem su gi no as á eas de in e enção. • Acompanhamen o do p ocesso de uma c iança em ap oximação à amília ado i a Du an e o pe íodo de es ágio oi possí el obse a e pa icipa no p ocesso de adoção de uma c iança. Es a pa icipação consis iu na p epa ação da semana de ap oximação da candida a à c iança, pois es a já se encon a a nos dois anos de idade. 99 An es dessa semana, a candida a en iou um peluche e um álbum com di e sas o os da amília e da casa que a espe a a. Em conjun o com os elemen os da Equipa Técnica, o álbum oi mos ado à c iança, le ando-a à iden i icação dos que se ão a sua amília. No p imei o dia, ealizou-se uma eunião com a candida a, a Educado a Social e a esponsá el da Equipa de Adoção pa a pa ilha de in o mações ela i amen e à c iança. Depois hou e a p imei a ap oximação en e as duas, e oi mui o g a i ican e obse a que, a a és do abalho que já inha sido ei o com o álbum, a c iança se demons ou à on ade com a candida a. O p ocesso deco eu com a sua no malidade, já explici ada no p imei o capí ulo, sendo que, no segundo dia, a candida a pôde di igi -se à Ins i uição, b inca com a c iança, da o almoço e p epa a pa a a sex a; no e cei o dia, pôde i passea com a c iança ao ex e io , com o apoio de um memb o da Equipa Técnica; no qua o dia, a c iança pôde passa a noi e no alojamen o da candida a e, no quin o dia, a c iança pôde sai da Ins i uição. Con ém ealça que es e p ocesso oi pensado pa a se lexí el e adap á el, colocando a c iança semp e p imei o luga . • Ques ioná ios de Ca ac e ização da C iança pelos Pais Ao longo do es ágio, e com a en ada de no as c ianças, o na-se necessá io ealiza a endimen os com os pais de o ma a ecolhe in o mação sob e a amília e dinâmica da mesma. Sendo assim, assis imos a á ios a endimen os, com o obje i o de ob e espos as ao Ques ioná io de Ca ac e ização da C iança pelos Pais. • Realização do Manual de Acolhimen o Tendo em conside ação as cons an es al e ações de eg as impos as pela DGS, hou e a necessidade de e i ica o Manual de Acolhimen o An e io , algo que, com a es agiá ia de Animação Socioeduca i a oi ealizado de bom g ado. 100 • P og ama de Ação Apesa de não e uma pa icipação a i a nes a a i idade, obse amos a in e enção da Educado a Social. Es e p og ama é “um documen o que p ocede à iden i icação do conjun o ações a desen ol e pela SORRISO (en idade ges o a da Casa de Acolhimen o) e pelo Ninho dos Pequeni os, du an e cada ano ci il” (P oje o Educa i o, 2017, p. 71). É um documen o elabo ado po odos os memb os da Equipa Técnica, em colabo ação com os elemen os da Di eção da SORRISO. • Rela ó io de A i idades do Ano Da mesma o ma que a a i idade an e io , a pa icipação nes e ela ó io oi me amen e de espe ado /a. Es e é “o documen o em que se encon am desc i as odas as a i idades que se ealiza am na Ins i uição du an e o ano an e io e a a aliação das mesmas, p opo cionando uma pe spe i a global do se iço que o Ninho dos Pequeni os p es a às c ianças acolhidas” (P oje o Educa i o, 2017, p. 72). O Rela ó io incluiu a desc ição e a aliação de odas as a i idades p e is as (as que se conc e iza am e as que não o am ealizadas), bem como ou as que não es ando p e is as o am ealizadas no ano em causa. 4.1.2 A i idades elacionadas com ani e sá ios e da as comemo a i as • Ani e sá ios Fes eja o ani e sá io das c ianças nunca é esquecido pela equipa educa i a. Pa a além dos ani e sá ios das c ianças es a em semp e a ixados no placa d da Sala de Re eições, semp e que uma c iança az anos, o momen o é assinalado da o ma mais amilia possí el, com a en ega de uma p enda e um bolo pa a odos jun os can a em os pa abéns. • Dia das B uxas Pa a comemo a es e dia, oi elabo ada uma g inalda com as mãos de algumas das c ianças, pa a deco a a po a de en ada. Com ecu so a olos de papel higiénico e ou os ma e iais eciclados, oi possí el ealiza um abalho de exp essão plás ica, que esul ou 101 na cons ução de um mo cego, eco endo ambém à écnica de ca imbagem com ba a as pa a aze as abóbo as. P opo cionamos uma saída emá ica ao Ja dim da Se eia, onde as c ianças es i am a os alusi os a es e dia (capas, chapéus de b uxa, an enas de abóbo a, e c.) e pude am b inca pelo ja dim, endo a opo unidade de des u a do baloiço inclusi o que ali se encon a. Foi ainda ealizado um lanche que p opo cionou a que oda a Equipa Educa i a, Técnica e c ianças, pudessem des u a de um pequeno con í io (c . Anexo 30). • Ou ono Pe o des a al u a, numa das saídas com as c ianças, omos apanhando olhas de di e en es o ma os e co es que encon á amos caídas no chão. Mais a de, começamos po pin a o undo do abalho com uma esponja pa a pos e io men e eco emos à ca imbagem do b aço e mão das c ianças (de o ma a ep esen a o onco de uma á o e). Fizemos ainda a ca imbagem das olhas, com ca imbos de esponja e com ca imbos das olhas e dadei as que ínhamos apanhado de an emão (c . Anexo 31). Pos e io men e, os abalhos o am expos os pa a deco ação da Ins i uição. • São Ma inho Pa a comemo a es e dia, e p omo endo a consciência co po al, as c ianças c ia am a “Dona Cas anha” (c . Anexo 32), u ilizando jo nal e ou os ma e iais eu ilizados. As di e en es pa es do co po o am nomeadas e elacionadas com o seu p óp io co po, p omo endo a sua consciência co po al. Foi ainda p omo ido um momen o de exp essão musical com a canção das cas anhas, com uma co eog a ia alusi a ao seu con eúdo. Fo am ainda explo ados os concei os de can a al o, baixo, a g i a e como se es i éssemos a cho a , ab indo ambém o jogo pa a as á ias emoções. Pa a e mina o dia, oi ealizado um lanche con í io, onde as c ianças pude am expe imen a cas anhas assadas. Es e momen o oi o magus o do Ninho dos Pequeni os. 102 • Na al Es a época le ou à cons ução de di e en es a i idades com as c ianças ao longo do mês de Dezemb o. An es de começa a abalha com as c ianças, oi ealizado o pos al de Na al da Ins i uição (c . Anexo 33), pa a en io aos associados da SORRISO e, ambém, en iado digi almen e pa a ou as en idades, desejando as boas es as po pa e do Ninho dos Pequeni os. Na p imei a a i idade com os/as meninos/as, cada c iança, com ma e iais eciclados, cons uiu um en ei e pa a coloca na á o e de Na al da Sala de Es a , sendo que os mais pequenos ize am o molde da mão pa a as asas de um anjo (c . Anexo 34). O jogo das cadei as oi u ilizado como um mo e pa a c ia alea o iedade na a ibuição de di e en es o mas geomé icas pelas c ianças. Colocando música de Na al, as c ianças co e am à ol a das cadei as (ha endo uma a menos que o núme o o al de jogado es) e, de cada ez que a música pa asse, inham que se sen a . Quem não se conseguisse sen a , saía o a do jogo e inha que escolhe uma co (ama elo, la anja, e melho, oxo, azul, e de), onde es a ia escondida uma o ma geomé ica (cí culo, iângulo, quad ado, co ação, es ela, losango). Pos e io men e, cada c iança cons uiu uma p enda, num abalho de exp essão plás ica u ilizando a co e a o ma geomé ica que lhes e ia calhado an e io men e. Es es abalhos o am u ilizados pa a deco ação da en ada da Ins i uição (c . Anexo 35). Con inuando nos abalhos de exp essão plás ica, oi a ez de cons uí em a sua á o e de Na al. Dessa o ma oi dei ada sob e a olha uma linhas de in a e de que as c ianças de e iam espalha com um pincel, numa o ma cu ilínea. Enquan o seca a, as c ianças asga am pedaços de papel me alizado pa a ep esen a as bolhas deco a i as e co a am um pa alelepípedo em ca olina canelada pa a cola em como o aso. Na mon agem inal, u iliza am ainda i as p a eadas e ize am a ca imbagem do dedo pa a en ei a ainda mais as suas á o es (c . Anexo 36). Ainda pa a deco ação oi elabo ado um pai na al gigan e, pa a coloca na En ada, um boneco de ne e pa a coloca na po a dos Qua os das c ianças, uma g inalda com moldes das mãos pa a coloca na po a da Sala de Re eições e uma á o e de olos de papel e cápsulas de ca é pa a coloca na po a do Gabine e Técnico (c . Anexo 37). 103 • Fes a de Na al A 17 de dezemb o de 2021, ealizou-se a Fes a de Na al do Ninho dos Pequeni os. Es a, em empos no mais, se ia abe a a ou as C eches e In an á ios que colabo am com a Ins i uição, in eg ando mais c ianças, pa a além daquelas acolhidas na Ins i uição. Como a pandemia con inua e as es ições idem, a Fes a de Na al oi apenas pa a uncioná ios e memb os da di eção. Pa a começa a es a, an o as c ianças como as adul as se es i am a igo , que íamos p opo ciona um dia di e en e pa a odos. Começamos po ap esen a a d ama ização da his ó ia “Um beijinho pa a o Pai Na al” (c . Apêndice 4), endo-me a mim como na ado a, à es agiá ia de psicologia como o Pai Na al e à Educado a Social como a pe sonagem da Gab iela. Es a his ó ia oi pensada e adap ada pa a pe mi i que as c ianças ambém pa icipassem du an e a ap esen ação. Pelo eedback ecebido, oi algo bem-sucedido. Fal ando ainda algum empo pa a o almoço, con inuamos a es a can ando músicas de Na al popula es com as c ianças. O almoço e o lanche ambém o am especiais nes e dia. Tan o as uncioná ias, como as c ianças da Ins i uição almoça am e lancha am odos jun os, le ando a um con í io bas an e ag adá el. Após o lanche, e le ando as c ianças à abe u a das p endas, colocamos os sapa os que iden i icam como seus em cima da espe i a p enda que lhes pe encia, pa a i em ab i ao pé da á o e, na Sala de Es a (c . Anexo 38). • Dia dos Reis Es e dia começou po se explicado (de uma o ma b e e) às c ianças pa a que es as en endessem o concei o do abalho plás ico que i iam ealiza de seguida. Es e consis iu na colagem do co po dos eis magos ( iângulo mais cí culo pa a a cabeça) e a sua co oa (semicí culo, iangulo e apézio), sendo que os es an es cons i uin es do co po humano o am desenhados pelas c ianças, u ilizando e e ências ao seu p óp io co po. Mais a de, oi colado papel c epe bege no undo pa a simboliza a a eia e ealizada a ca imbagem da mão, como ep esen ação de um camelo. Como complemen o ao que as c ianças ize am, colamos uma es ela dou ada a sai da olha, simbolizando o caminho que es es de em segui . Foi ambém possí el ealiza um lanche emá ico (c . Anexo 39). 104 • “Pa a i, que és especial!” Tendo em conside ação a equência das c ianças em es abelecimen os de ensino, e sabendo que, an o o Dia do Pai, como o Dia da mãe, são algo abo dado nes es con ex os, as c ianças c ia am um pos al alusi o ao ema “A Flo es a”. No in e io do pos al, as c ianças mais elhas ealiza am um desenho li e e os mais pequenos ize am a ca imbagem do seu pé, es ando p esen e uma o og a ia de cada um (c . Anexo 39). No im da elabo ação dos pos ais, é explicado às c ianças que es as pode ão o e ece o pos al ao pai, à mãe ou a quem quise em, que sin am que é especial pa a elas. Caso não consiga exp essa a sua opção, o pos al é gua dado na pas a espe i a da c iança. • P ima e a Pa a abalha es a es ação do ano oi ealizado um abalho de exp essão plás ica que esul ou na cons ução de lo es. Pa a a sua ealização oi necessá io p epa a uma in a agua ela azul, com cane as de el o an igas e água, pa a as c ianças pode em pin a o undo do abalho. Pos o is o, as c ianças pin a am ma e iais eciclados de e melho (papoila) e la anja ( ulipa) pa a se em as co as de duas lo es, que mais a de o am coladas na olha, com uns caules e des e papel celo ane a aze de el a, o que le ou a uma b incadei a das c ianças po que “podiam e udo e de”. Es es abalhos o am colocados no e ei ó io, no placa d dos ani e sá ios, pa a deco ação (c . Anexo 40). • Deco ações da Casa A Educado a Social p opôs a ealização de deco ações ela i as ao ema da Flo es a pa a coloca na En ada da Ins i uição. Le ando ambém em ponde ação a necessidade de u ilização de ma e iais eciclado, p ocedemos à conc e ização de á ias á o es eco endo a olos de papel e a sacos de comp as; es os de ca olinas pa a cons ui á ias olhas, bo bole as, abelhas e ca acóis, dois ou iços, um coelho, um eado, um esquilo, uma aposa e cápsulas de ca é pa a a colmeia. Após p opos a da Di e o a Técnica da Ins i uição, p ocedemos à con inuação das deco ações pelo co edo aden o, explo ando a Flo es a nas di e en es es ações do ano. 105 Es es abalhos são elabo ados com o in ui o de p omo e o maio bem-es a das c ianças acolhidas e de o na o espaço em que es as i em mais acolhedo (c . Anexo 41). • Laço Azul Coimb a-P e enção dos Maus-T a os a C ianças e Jo ens A Ins i uição associou-se à campanha de P e enção dos Maus-T a os a C ianças e Jo ens. Es a campanha ealiza-se em memó ia daqueles que mo e am como esul ado de abuso in an il e como o ma de apoia as amílias e o alece as comunidades nos es o ços necessá ios pa a p e eni o abuso in an il e a negligência. Tendo em conside ação o símbolo e a co , pensamos no ema pelo qual nos egemos (A Flo es a) e izemos uma á o e, a a és de ma e iais eciclados (c . Anexo 42). • Páscoa A Páscoa é uma das épocas es i as de que as c ianças mais gos am. Pa a além das a i idades já desc i as no Capí ulo II, cons uímos ces os pa a as c ianças ealiza em a caça aos o os e uma caixinha de chocola es (pa a cada um ab i no Domingo de Páscoa. Pa a o na o ambien e mais acolhedo , c iamos uma mesa à en ada da Ins i uição com os o os gigan es pa a as c ianças, amêndoas, bombons e ou os dona i os ecebidos (c . Anexo 43). • San os Popula es De o ma a assinala os es ejos dos San os Popula es, o am desenhados manje icos em plás ico bolha, que as c ianças pin a am de e de com o auxílio de uma esponja. Pa a a ealização dos asos, co amos apézios em ca olina canelada e, com o auxílio de cada c iança, indi idualmen e, oi udo colado numa olha A3 ama ela. Pa a além disso, com o auxílio da Educado a Social, da Es agiá ia em Animação Socioeduca i a e das auxilia es, c iamos quad as pe sonalizadas pa a cada c iança ac escen a ao seu manje ico. Es es abalhos o am colocados no placa d da Sala de Es a , pa a deco ação (c . Anexo 44). 112 Conside ações Finais Como é mino des e documen o, o na-se c ucial e le i e analisa as i ências e ap endizagens adqui idas ao longo des e ano le i o, an o no con ex o de Ins i uição que ão bem nos ecebeu, na á ea da educação social, como em con ex os ex e io es à mesma, a pa i de opo unidades que o am sendo p opo cionadas. A á ea da Educação Social não oi a p imei a escolha. Su giu como uma opção, dada a elu ância em es agia em con ex o escola . Pa a além disso, oi ainda possí el desen ol e a i idade de in es igação cien í ica, o que o iginou uma e olução mui o maio do que aquela inicialmen e imaginada. Se udo o que oi expos o e a aquilo que se expec a a no início? Não, mas supe ou as expe a i as de ou a manei a. Du an e es es no e meses, sen imos que c escemos mui o enquan o u u a p o issional de Ciências da Educação, mas acima de udo como pessoa. Es a dia iamen e a ap ende com a Equipa Técnica e a Equipa Educa i a, como lida com si uações que nos ogem do con olo, ou i his ó ias que não imaginá amos possí eis, en a se o melho exemplo pa a odos/as, é sem dú ida algo que nos az e olui na es e a pessoal e que nos o na agen es educa i os mais o es e capazes de ge i si uações p oblemá icas. A Ins i uição acolheu-nos da melho manei a possí el. O g upo de c ianças oi bas an e acolhedo e oi ácil c ia uma ligação inicial, que com o passa do empo, o iginou um ínculo a e i o, que p opo cionou o sucesso da in e enção e do p oje o “A Co uja chegou ao Ninho”, ansmi indo a e o odos os dias. Apesa de á ias ped as que o am apa ecendo no caminho, conseguimos cons ui um p oje o coe en e, com capacidade de es imula as c ianças e de lhes ansmi i no os conhecimen os. Mas acima de udo, conside amos que ajudou no desen ol imen o da sua au oes ima enquan o c ianças capazes de conquis a mui o mais. Algo que oi no ó io du an e os p imei os meses de es ágio, oi que as c ianças mani es a am uma maio mo i ação in ínseca na ealização das a e as p opos as se já possuíssem algum conhecimen o p é io sob e o ema. Pa a além disso, a b incadei a e a i idades que lhes pe mi issem explo a no os ma e iais o am semp e al o de maio a enção e cu iosidade. É daí que ad êm o í ulo des e ela ó io “Ap ende , B inca , Conquis a ”, le ando, inicialmen e, as c ianças a i em assimilando alguns conhecimen os p é ios sob e os emas com que, mais a de, b incam, com a mo i ação ce a pa a se em bem-sucedidas nas 113 a i idades (que, pela o ma como o am planeadas, basea am-se no mé odo de guided- play, com ên ase na exp essão plás ica), conquis ando esses conhecimen os. Pa a além do abalho ealizado na Ins i uição, oi possí el pa icipa numa panóplia de momen os pedagógicos, que en iquece am ainda mais os conhecimen os adqui idos nes e ano. As di e en es a i idades o na am possí el amplia as pe ceções na p á ica educa i a e, acima de udo, na á ea cien í ica da educação. A opo unidade de aze pa e de uma equipa que edigiu um a igo cien í ico pa a uma possí el publicação; de pa ilha com p o issionais as conquis as do es udo de caso; de ob e c í icas cons u i as de en endidos/as na ma é ia, ize am com que expe iências ou o a inimaginá eis, ossem o nadas possí eis e en iquecedo as. Conside amos que a maio di iculdade du an e es e pe íodo de es ágio oi a dimensão emocional, mais conc e amen e no con olo das emoções. É ácil apega mo- nos às c ianças, é di ícil chega mos ao im do dia e comp eende mos que aquela não é a nossa ealidade. Qualque p o issional em ambien e de Acolhimen o Residencial p ecisa de abalha a sua in eligência emocional. Des a o ma, ai cons uindo um conjun o de habilidades men ais que lhe pe mi e conhece e pe cebe as á ias emoções, aciocina e esol e p oblemas que de i em das mesmas. Ques ionamos se, du an e a o mação des es p o issionais, não se ia impo an e ha e algum ipo de ap endizagem nes a á ea. No que diz espei o ao con ibu o de um p o issional em Ciências da Educação nes e ipo de ins i uições, oi ácil pe cebe a impo ância que em. Ap ende mais sob e a unção de um/a Educado /a Social pe mi iu comp eende que é necessá io es imula as c ianças nes as si uações (p incipalmen e numa ase ão impo an e do seu desen ol imen o), p omo endo o seu desen ol imen o in eg al e pleno, ansmi indo- lhes um ambien e segu o, de in e ação com os pa es, onde podem se au ónomas e cons ui a sua p óp ia iden idade. 114 Re e ências Bibliog á icas Amado, A. (O g.) (2013). Manual de in es igação quali a i a em educação. Coimb a: Imp ensa da Uni e sidade. Ande sson, K. & Gullbe g, A. (2014). Wha is science in p eschool and wha do eache s ha e o know o empowe child en? Cul u al S udies o Science Educa ion, 9(2), 275–296. Associação So iso (2022). Ninho dos Pequeni os. h ps://so iso-ninhodospequeni os.com/index.php/ins i uicao# e icalTab2 Associação So iso (2022). 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(Segunda al e ação à Lei de P o eção de C ianças e Jo ens em Pe igo). Diá io da República, 1a sé ie- no 175. Lei n.o 142/2015, de 8 de se emb o. (Te cei a al e ação à Lei de P o eção de C ianças e Jo ens em Pe igo). Diá io da República, 1a sé ie- no 99. Lei n.o 23/2017, de 23 de maio. (Qua a al e ação de P o eção de C ianças e Jo ens em Pe igo). 115 Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade de Coimb a (s.d.). Teo ia do Condicionamen o Ope an e de B. F. Skinne . h p://www.ma .uc.p /~guy/psiedu2/skinne .pd Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a. Regulamen o dos Es ágios no Âmbi o dos Mes ados Académicos- Á ea das Ciências da Educação. h ps://www.uc.p / pce/no mas/pd s/ egulamen _Ab il.pd Fishe , K., Hi sh-Pasek, K., Newcombe, N., & Golinko , R. M. (2013). Taking shape: Suppo ing p eschoole s’ acquisi ion o geome ic knowledge h ough guided play. Child De elopmen . 84 (6), 1872–1878. Flick, V. (2013). 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O capi ão, que semp e quis e um -, olhou pa a a !com um . e disse: - “Mas que bela companhia que eu a anjei. Vais- e chama !Ma uja!”. Fascinada com o que / e 0, a !can ou, dançou, pulou e comeu que se a ou. Du an e mui o empo, a ! iajou com o Capi ão e os seus amigos pi a as. Passa am po mui as a en u as, conhece am no os luga es e ize am mui os amigos. 118 Tinha mui as saudades de , e apesa de gos a mui o do !, sen ia al a das suas " com as suas 1 2, os seus amos con o á eis e oncos o es... oi assim que decidiu ol a pa a ,. Despediu-se do seu amigo Capi ão Gancho e odos os pi a as e à noi e (não se esqueçam que as ! êm bem é à noi e), quando a 3 es a a bem lá no al o e as ✨ b ilha am, a Ma uja iniciou a sua iagem de ol a à lo es a. Quando chegou a , oi logo con a as suas no as a en u as aos seus amigos. O 5, o 6, o 7, os 8, o 9... En ão e não é que um dia, a !Ma uja, de ão en usiasmada com as suas a en u as, chegou à , da Bá ba a e decidiu con a udo o que exis e no seu habi a ? 119 Apêndice 2 – Checklis s de Obse ação Checklis (<18 meses) Iden i icação: Idade: Géne o (ci cula ) F M Acompanhamen o SNIPI (ci cula ) S N C eche Ja dim de In ância Não se aplica A i idades Semana 1 - A Co uja e os seus amigos chega am Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia In e agiu com o ma e ial ap esen ado Es e e a en o/a à his ó ia Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 2 - A Co uja lança um desa io Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a Escolheu como quis b inca Desen ol eu a sua c ia i idade Explo ou o ma e ial ap esen ado com di e en es pa es do co po Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 3 - A Casa da Co uja Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a Explo ou no os ma e iais E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 4 - A Co uja e a P ima e a Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia Explo ou o espaço en ol en e Es e e a en o à expe iência Ten ou esponde a pe gun as simples 120 Semana 5 - A Co uja ap esen a a his ó ia “O Nabo Gigan e” Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a Explo ou no os sabo es e ex u as Es e e a en o/a à his ó ia Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 6 - A Co uja e o Coelho da Páscoa Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a P es ou a enção à canção En ol eu-se no jogo simbólico Explo ou o espaço en ol en e Explo ou no os ma e iais Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 7 - As cu iosidades da Co uja: A Boa Alimen ação Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a In e agiu com o ma e ial ap esen ado Explo ou o jogo de encaixe Es abeleceu elações com os pa es Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 8 - As cu iosidades da Co uja: Os Núme os Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a In e agiu com o ma e ial ap esen ado E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia Explo ou no as o mas de pin a Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 9 - A Co uja e os seus amigos da Flo es a Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a En ol eu-se em jogos simbólicos B incou ao az de con a E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 10 - As cu iosidades da Co uja: As Fo mas Geomé icas Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a B incou ao az de con a Explo ou o ma e ial ap esen ado com di e en es pa es do co po Es abeleceu elações com os pa es 121 Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 11 - A Co uja ap esen a a his ó ia do “João e o Pé de Feijão” Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a Es e e a en o/a à his ó ia Explo ou no os ma e iais In e agiu com o b inquedo sono o Es abeleceu elações com os pa es Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 12 - As cu iosidades da Co uja: O Co po Humano Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a Explo ou no os ma e iais U ilizou li emen e o co po pa a pin a Desen ol eu a sua consciência co po al Desen ol eu a sua c ia i idade Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 13 - As cu iosidades da Co uja: Os Sen idos Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia In e agiu com o ma e ial ap esen ado Explo ou o ape e senso ial Desen ol eu a sua consciência co po al Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 14 - A Co uja le a-nos a passea Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia Es abeleceu elações com os pa es In e agiu com o meio en ol en e Ten ou segui eg as simples Ten ou esponde a pe gun as simples Semana 15 - A Co uja que le a um quad o do Ninho Obje i os Sim Não Obse ações In e agiu com o/a adul o/a U ilizou a mão pa a pin a Ten ou esponde a pe gun as simples 128 De pé, mui o di ei o, em en e ao Pai Na al, ele diz: - Ab acadab a e zás pás ca apás! Com a minha magia, ou enche - e de aleg ia! Ao Gab iel, ape ece-lhe pula de con en e. O Pai Na al so iu-lhe! É um so iso pequenino, que se ans o ma num so iso cansado e desapa ece num ins an e. O Pai Na al, já de is eza es ampada no os o diz: - Es ou demasiado is e pa a me di e i ... Gab iel es á desapon ado. Ele não é mui o bom com a magia. Ele é mui o melho a desenha ! E isso dá-lhe uma ideia! Co e a é ao qua o e ol a com uma másca a que acabou de aze . O Pai Na al põe-na e ans o ma-se num palhaço, um abuloso palhaço de ba ba b anca. Mas é um palhaço is e, que mu mu a: - Sabes, meu apaz, não enho jei o pa a aze palhaçadas... Mas Gab iel ac edi a que um palhaço, mesmo dis a çado, em que se mexe e sal a e can a e dança . E isso dá-lhe uma ideia! Aga a no elho e is e pela mão e dep essa es ão a dança que nem uns doidos. Exaus o, o Pai Na al cai no so á a a a : - Es ou demasiado cansado pa a dança ! Mas gos a a mui o de ol a a sonha como sonha a, quando olha a pa a a Lua e me pe dia nos meus pensamen os. Gab iel ica a pensa nis o um minu o ou dois. Ten a imagina como é que ele p óp io pode olha pa a a Lua e pe de -se a pensa , sem nunca sai do seu qua o. Gab iel em uma ideia. “- Cla o, é isso mesmo!” Como é que não se lemb ou disso an es? Vol a ao qua o, sem aze ba ulho, e eg essa com os b aços ca egados de li os. Puxa uma cadei a, sen a-se, e começa a le em oz al a. E lê a noi e in ei a! Ele lê his ó ias de eis e pas o es, de b uxas e bonecas, de lobos e adas. Não há nada como is o pa a nos aze sonha . Es á ão dis aído que se esquece de da ao Pai Na al um g ande ab aço de despedida. A é se esquece de ab i os p esen es. Acaba po ado mece , mui o, mui o con en e. O Pai Na al es e e a ou i as his ó ias do Gab iel. A pouco e pouco, ol ou a ica con en e, com um g ande so iso nos lábios e um b ilhan e nos olhos. A sua is eza desapa eceu. Cu a-se sob e o menino e dá-lhe um beijo. Depois pa e, adian e. A é pa ece mais no o. 129 Apêndice 5 – Ap esen ação INFAD 130 131 132 133 134 135 136 137 144 145 146 Apêndice 6 – Pos e BBC O BRINCAR GUIADO COM O MATERIAL POLY-UNIVERSE GUIDED-PLAY WITH THE POLY-UNIVERSE MATERIAL I. Ma ins1, G. Bida a1, P. Vaz-Rebelo1, V. San os2 Oma e ial Poly-Uni e se en ol e conjun os de 24 peças de o mas geomé icas eco es básicas (quad ado, cí culo e iângulo), que pe mi em cons uções ipo puzzle, ans o mando-se num jogo geomé ico colo ido, c iado po um a is a plás ico, János Szász Saxon, que combina a expe iência isual com a educação ma emá ica (h ps://puse.educa ion/). Con udo, ap esen a po encialidades que p omo em oseu uso em di e en es con ex os, numa abo dagem mul idisciplina , la gando-se a uma educação STEAM. 2º MOMENTO 1º MOMENTO 3º MOMENTO 4º MOMENTO Figu a 3 “A Laga a” Figu a 4: “O Pa que de Es acionamen o” Figu a 5: “Os Hexágonos” Figu a 6: “A Es ada” POLY-UNIVERSE, BRINCAR GUIADO & EDUCAÇÃO STEAM Figu a 2: Exemplo Conjun o Quad ados 1- Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação de Coimb a 2- Cen o de In es igação Didá ica e Tecnologia na Fo mação de Fo mado es, Uni e sidade de A ei o, Po ugal OBJETIVOS Em coope ação com ac iança, disponibilizou-se oma e ial, endo in oduzido p imei o os cí culos, pos e io men e os quad ados e po im os iângulos, guiando a c iança na explo ação do ma e ial.No qua o momen o, oi ac iança que escolheu com qual das ês o mas que ia b inca . A obse ação pa icipan e e a obse ação indi e a (cap u a de imagens), pe mi i am ecolhe os dados necessá ios pa a es e es udo. 3 Anos de Idade Sexo Masculino Início do es udo após ês meses em Acolhimen o METODOLOGIA Nes e con ex o, u ilizou-se es e ma e ial no ambien e de Acolhimen o Residencial, com c ianças ao ní el do p é-escola , eco endo ao b inca guiado, que se em e elado e icaz nes as aixas e á ias (Fishe , Hi sh-Pasek,Newcombe &Golinko ,2013;Vaz-Rebelo, Bida a & San os, in p ess), com oobje i o de p omo e oconhecimen o de o mas geomé icas simples, das co es, bem como ap omoção da c ia i idade, mo i ação in ínseca, a enção epe ceção isual. Op ou-se pelo b inca guiado (Guided-Play), ao in és do jogo li e ou de uma a i idade com eg as, uma ez que em condição de Acolhimen o Residencial, o ínculo a e i o o na-se c ucial no desen ol imen o das c iança. PARTICIPANTE A a és da obse ação pa icipan e, oi possí el egis a , pa a além do conhecimen o das o mas eco es geomé icas, a a és da sua nomeação, o desen ol imen o da cu iosidade, mo i ação, a enção epe cepção isual, na colocação de peças em sé ie, com base em peças da mesma o ma geomé ica e o mas ampliadas da mesma o ma, u ilizando um conjun o maio .Des a o ma, a cu iosidade e o desejo de ap ende da c iança de am luga a p ocessos in encionais de explo ação do ma e ial ede comp eensão de di e en es concei os ma emá icos.Foi possí el obse a uma e olução g adual na manipulação do ma e ial, mos ando cada ez mais on ade de aze /descob i no as ligações, es endendo a ou os ipos de ma e ial.O ganizou au onomamen e as peças po co es, c iou o mas imaginá ias ou com as quais podia b inca , uniu magni udes de igual amanho e oi capaz de c ia no as igu as geomé icas. RESULTADOS Figu a 1: Exemplo Elemen os Fishe , K., Hi sh-Pasek, K., Newcombe, N., Golinko , R. M. (2013).Taking Shape: Suppo ing P eschoole s’ Acquisi ion o Geome ic Knowledge Th ough Guided Play. Child De elopmen , 84, 6, 1872–1878. Poly-Uni e se in School Educa ion (2022) PUSE h ps://puse.educa ion/ Vaz-Rebelo, P. Bida a, G., San os, V. (in p ess). Play, play ul lea ning and guided play. In POLY-UNIVERSE in Teache T aining Educa ion. Me hodological s udy and handbook o p e-se ice and in-se ice eache s and s uden s Es e documen o oi desen ol ido com o apoio da Comissão Eu opeia -P ojec o E asmus+ PUNTE 2020-1-HU01-KA203-078810. 147 Apêndice 7 – Plani icação C eche e Ja dim de In ância Mondego As Fo mas Geomé icas com o ViduKids Desc ição As c ianças se ão di ididas em qua o g upos (g upo dos quad ados, g upo dos cí culos, g upo dos e ângulos e g upo dos iângulos). Em cima de cada mesa es a á o “caça o mas” co esponden e, e as o mas geomé icas es a ão den o de um saco p e o, saco es e que es a á anexado ao “caça o mas”. De e á se ques ionado às c ianças se conseguem adi inha o que se encon a den o dos sacos, de endo i e i ando e dis ibuindo pelas c ianças que se encon am na mesa. Nes e passo se á pedido a uma das c ianças de cada g upo que aça uma g a ação do momen o. Pos e io men e, se á di o às c ianças que, a a és de ocas com os colegas das ou as mesas, e ão que consegui ob e cada uma das o mas disponí eis, conseguindo comple a o conjun o cí culo-quad ado- e ângulo- iângulo. Nes e passo se á a c ianças di e en es que açam uma g a ação do momen o. Po im, se á pedido que cada mesa c ie algo com as o mas geomé icas que jun a am, podendo i p ocu a o mas geomé icas di e en es no seu espaço en ol en e, podendo melho a assim as suas cons uções, pa a c ia uma na a i a. Todos os momen os e as na a i as, se ão g a adas pelas c ianças. Obje i os A c iança de e se capaz de: • Segui ins uções; • Media o seu compo amen o median e eg as simples; • Reconhece as o mas geomé icas; • Comp eende o concei o de oca; • Cons ui uma na a i a; • G a a e/ou o og a a o seu edo ; • Desen ol e a sua c ia i idade. 148 Calenda ização 19/05/2022 Pa icipan es C ianças da Sala dos 4 aos 6 – C eche e Ja dim de In ância Mondego Es agiá ias Educado a Auxilia de Ação Educa i a Recu sos Ca ões com o mas geomé icas Ca olinas com o mas Ma e ial de g a ação Sacos p e os Me odologia Jogo Filmagem Vídeo Diálogo A aliação Obse ação di e a e pa icipan e 149 Anexos Anexo 1 – Á ea dos Qua os da Ins i uição 150 Anexo 2 – Á ea do Be çá io da Ins i uição Anexo 3 – Á ea do Re ei ó io da Ins i uição 151 Anexo 4 – Escala de A aliação de Compe ências no Desen ol imen o In an il 152 153