Aprender, Brincar, Conquistar - Intervenção Educativa numa Casa de Acolhimento Residencial
Abstract
Relatório de Estágio do Mestrado em Ciências da Educação apresentado à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
Full text
Inês de Vasconcelos Ma ins
APRENDER, BRINCAR, CONQUISTAR
INTERVENÇÃO EDUCATIVA NUMA CASA DE
ACOLHIMENTO RESIDENCIAL
Rela ó io de Es ágio do Mes ado em Ciências da Educação,
o ien ado pela P o esso a Dou o a Ma ia da G aça Bida a e
ap esen ado à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da
Uni e sidade de Coimb a
julho de 2022
Inês de Vasconcelos Ma ins
APRENDER, BRINCAR, CONQUISTAR
INTERVENÇÃO EDUCATIVA NUMA CASA DE
ACOLHIMENTO RESIDENCIAL
Rela ó io de Es ágio do Mes ado em Ciências da Educação,
o ien ado pela P o esso a Dou o a Ma ia da G aça Bida a e
ap esen ado à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da
Uni e sidade de Coimb a
julho de 2022
“Todos os nossos sonhos se podem ealiza ,
se i e mos a co agem de os pe segui .”
Wal Disney
Ag adecimen os
Ao chega ao im de uma das e apas mais impo an es da minha ida, só pode ia
inicia a edação des e documen o po ag adece a quem me pe mi iu consegui chega
aqui.
À P o esso a Dou o a Ma ia da G aça Ama o Bida a, o ien ado a de es ágio, po
odo o apoio, dedicação, con iança em mim e nas minhas capacidades. Ob igada po me
ensina que sou capaz de mui o mais do que aquilo que eu imagina a. Nada se ia possí el
sem o seu acompanhamen o.
À Educado a Social do Ninho dos Pequeni os, Dou o a Ana Luísa Dinis, que me
o ien ou numa ap endizagem an o pessoal como p o issional, e me concedeu odo o seu
apoio, dedicação, disponibilidade e simpa ia. Ob igada po me e pe mi ido c esce e me
e dado exemplos de g ande p o issionalismo.
À P o esso a Dou o a Piedade Vaz-Rebelo, que me impulsionou na pa ilha de
expe iências e p oje os, ac edi ando nas minhas capacidades como u u a Mes e.
Ob igada po es a p esen e nas minhas conquis as, que não se iam possí eis sem si.
Ao meu pai, ob igada po me pe mi i es semp e segui os meus sonhos, po me
apoia es e po ac edi a es, desde o p imei o dia, que eu e a capaz de udo.
Ao Gus a o, que es e e odos os dias ao meu lado, que me supo ou em odas as
quedas e aplaudiu odas as minhas i ó ias. Ob igada po se es o meu po o segu o.
À minha amiga Sa a, que nunca me deixou desmo i a ou desis i . Ob igada po
es a es p esen e desde semp e.
À minha amiga e companhei a Ad iana. Ob igada po oda a o ça, co agem e
con iança. Se ás uma p o issional inc í el.
À minha colega es agiá ia B una. Sem i, sem a ua companhia e sem a amizade
que c iámos, nada inha sido igual.
À minha amília de p axe e às amizades e dadei as que c iei nes es anos, que
es i e am ao meu lado em odos os acon ecimen os da minha ida uni e si á ia. Longe,
mas semp e pe o.
Po im, e o mais especial, pa a as c ianças que, odos os dias, ossem eles bons
ou maus, i e am semp e o ab aço mais especial pa a da . Foi g aças a ocês que udo oi
ão boni o.
A odos os que não pude menciona , ex emamen e g a a!
Resumo
O p esen e ela ó io expõe o pe cu so ealizado ao longo do Es ágio Cu icula ,
no âmbi o do Mes ado em Ciências da Educação, pela Faculdade de Psicologia e de
Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a, du an e o ano le i o de 2021/2022.
Nes e documen o é ap esen ado um p oje o de in e enção na Casa de Acolhimen o
Residencial (CAR) Ninho dos Pequeni os, u elada pela associação SORRISO –
Associação dos Amigos do Ninho dos Pequeni os, in eg ada nas ins alações da
Ma e nidade Bissaya Ba e o (MBB), em Coimb a, e uma in es igação no âmbi o do
ma e ial didá ico Poly-Uni e se.
Respei an e ao p oje o de in e enção, es e p e ende p omo e o desen ol imen o
de á ios domínios como a linguagem e a cons ução ásica, a mo icidade global e ina
e a au onomia das c ianças en ol idas. Pa a al, e u ilizando uma abo dagem STEAM
(Sciences, Technology, Engenee ing, A s, Ma hema ics), ocada na explo ação plás ica
dos ma e iais, desen ol eu-se um conjun o de a i idades de ca iz lúdico-pedagógico,
a a és da ap endizagem das co es, dos animais, das o mas geomé icas, dos núme os,
da igu a humana e dos sen idos. Foi ainda possí el in e liga es as a i idades com á ios
p oje os eu opeus, como o Au oSTEM, ViduKids e Poly-Uni e se.
No âmbi o do p oje o Poly-Uni e se, o nou-se pe inen e ealiza um es udo de
caso, com uma das c ianças da Ins i uição, en ol endo a manipulação do ma e ial que lhe
es á associado. Es e es udo e e como p incipal obje i o analisa a in e ação de uma
c iança na aixa e á ia dos ês anos com o ma e ial Poly-Uni e se, endo po base ês
obje i os especí icos: (1) ap ende as o mas geomé icas simples (cí culo, iângulo e
quad ado); (2) ap ende as co es (ama elo, azul, e de e e melho); e (3) p omo e a
c ia i idade, a mo i ação in ínseca, a a enção e a pe ceção isual.
Pala as-Cha e: Casa de Acolhimen o Residencial; Educação STEAM; Exp essão
Plás ica; Poly-Uni e se.
Abs ac
This epo desc ibes he pa h aken du ing he Cu icula In e nship as pa o he
mas e ’s deg ee in Educa ional Sciences a he Facul y o Psychology and Educa ional
Sciences o he Uni e si y o Coimb a, du ing he academic yea 2021/2022. This
documen p esen s an in e en ion p ojec in he Residen ial Ca e Home (CAR) Ninho
dos Pequeni os, un by he associa ion SORRISO - Associação dos Amigos do Ninho dos
Pequeni os, in eg a ed in he acili ies o he Ma e nidade Bissaya Ba e o (MBB), in
Coimb a, and an in es iga ion wi hin he Poly-Uni e se eaching ma e ial.
Rega ding he in e en ion p ojec , i aims o p omo e he de elopmen o se e al
a eas such as language and sen ence cons uc ion, global and ine mo o skills and
au onomy o he child en in ol ed. To his end, and using a STEAM (Sciences,
Technology, Enginee ing, A s, Ma hema ics) app oach, ocused on he plas ic
explo a ion o ma e ials, a se o play ul and educa ional ac i i ies we e de eloped,
h ough he lea ning o colo s, animals, geome ic shapes, numbe s, he human igu e and
he senses. I was also possible o in e link hese ac i i ies wi h se e al Eu opean p ojec s,
such as Au oSTEM, ViduKids and Poly-Uni e se.
Wi hin he Poly-Uni e se p ojec , i became pe inen o conduc a case s udy wi h
one o he child en o he ins i u ion, in ol ing he manipula ion o he associa ed
ma e ial. The main objec i e o his s udy was o analyze he in e ac ion o a h ee-yea -
old child wi h he Poly-Uni e se ma e ial, based on h ee speci ic objec i es: (1) lea ning
simple geome ic shapes (ci cle, iangle, and squa e); (2) lea ning colo s (yellow, blue,
g een and ed); and (3) p omo ing c ea i i y, in insic mo i a ion, a en ion and isual
pe cep ion.
Keywo ds: Residen ial Fos e Home; STEAM Educa ion; Plas ic Exp ession; Poly-
Uni e se.
8
Índice
In odução ...................................................................................................................... 15
Capí ulo I - Ca ac e ização da Ins i uição e P oje o de Es ágio ............................... 17
1.1 Enquad amen o His ó ico e Legal do Acolhimen o Residencial em Po ugal 17
1.2 His ó ia, Missão e Valo es da Casa ................................................................. 19
1.3 Si uação Geog á ica, Localização e Recu sos ................................................. 20
1.4 Equipa e papel da Educado a Social ............................................................... 22
1.5 Pe il do público-al o ...................................................................................... 24
1.6 P og ama de Acolhimen o ............................................................................... 28
1.7 Ro ina .............................................................................................................. 30
1.8 Análise das necessidades e á eas de in e enção no âmbi o do p oje o de es ágio
31
Capí ulo II - Fundamen ação, Planeamen o, Implemen ação e A aliação das
A i idades do P oje o “A Co uja Chegou Ao Ninho” ............................................... 35
2.1 Fundamen ação e Enquad amen o .................................................................. 35
2.2 Educação STEAM e Exp essão Plás ica ......................................................... 39
2.3 Au oSTEM, ViduKids e Poly-Uni e se: P oje os de in e enção em educação
41
2.4 P oje o de in e enção “A Co uja chegou ao Ninho” ..................................... 44
2.4.1 Ca ac e ização do público-al o ................................................................... 44
2.4.2 Planeamen o das A i idades ....................................................................... 45
2.4.3 Implemen ação ............................................................................................ 48
2.4.4 A aliação ..................................................................................................... 66
Capí ulo III - À P ocu a da Boa Fo ma com o ma e ial Poly-Uni e se ................... 85
3.1 Con ex ualização e Obje i os da In es igação ................................................ 85
3.2 Me odologia .................................................................................................... 85
9
3.2.1 Pa icipan e .................................................................................................. 85
3.2.2 Ins umen os ................................................................................................ 86
3.2.3 P ocedimen os ............................................................................................. 88
3.3 Análise dos esul ados e Re lexão ................................................................... 95
Capí ulo IV - Ou as A i idades .................................................................................. 97
4.1 A i idades inse idas na dinâmica da Ins i uição ............................................. 97
4.1.1 A i idades de a aliação e acompanhamen o das c ianças em ambien e de
acolhimen o ............................................................................................................. 97
4.1.2 A i idades elacionadas com ani e sá ios e da as comemo a i as ........... 100
4.2 Pa icipação em E en os Cien í icos e A i idades de Fo mação e In e enção
106
4.2.1 O ganização e Pa icipação em E en os Cien í icos ................................. 106
4.2.2 A i idades de o mação e in e enção ...................................................... 108
Conside ações Finais ................................................................................................... 112
Re e ências Bibliog á icas .......................................................................................... 114
Apêndices ..................................................................................................................... 117
Anexos .......................................................................................................................... 149
16
necessidades. É ainda nes e pon o que se ap esen a, de o ma ge al, o P oje o de
In e enção.
O Capí ulo II – Fundamen ação, Planeamen o e A aliação das A i idades do
P oje o “A Co uja chegou ao Ninho”, abo da odas as e apas pelas quais o P oje o
passou, desde a sua elabo ação e planeamen o, a é à implemen ação e a aliação dos
esul ados alcançados.
No Capí ulo III – À P ocu a da Boa Fo ma com o Ma e ial Poly-Uni e se é
ap esen ada a in es igação (que esul ou num es udo de caso), com uma das c ianças da
Ins i uição, en ol endo a manipulação do ma e ial Poly-Uni e se.
No Capí ulo IV – Ou as A i idades, desc e em-se ainda as a i idades em que
oi possí el pa icipa e colabo a , inse idas na dinâmica da Ins i uição, e a pa icipação
em e en os cien í icos e em a i idades de o mação e in e enção.
Po im, ap esen am-se as Conside ações Finais, bem como as Re e ências
Bibliog á icas, Apêndices e Anexos.
17
CAPÍTULO I - CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO E PROJETO DE
ESTÁGIO
1.1 Enquad amen o His ó ico e Legal do Acolhimen o Residencial em
Po ugal
Com a implemen ação da República, nos inícios do século XX, o am
es abelecidas polí icas de apoio à amília que con ibuí am pa a uma mudança das
p á icas, man endo-se ambém medidas pa a o acolhimen o de c ianças (Ma ins, 2014).
A Lei de P o eção de 1911 colocou Po ugal na angua da da p o eção de c ianças,
dis inguindo-a assim do adul o e o Di ei o Penal do Di ei o de Meno es, baseada numa
jus iça assis encialis a e pa e nalis a (Gonçal es & Sani, 2013; Rod igues, 2019;
Vila e de, 2000). Essa lei az e e ência à possibilidade de acolhimen o das c ianças em
ins i uições sem quaisque especi icações quan o à es u u a, o ganização e quan idade.
Algumas e am o ana os ou in e na os, nos quais, de ido sob e udo à pob eza, as
amílias deixa am os seus ilhos pa a que lhes osse assegu ada a alimen ação e pa a
ap ende em algum o ício (Rod igues, 2019).
Em 1956, a San a Casa da Mise icó dia de Lisboa p omo eu a p imei a
ees u u ação do Acolhimen o Residencial no dis i o de Lisboa (Calhei os, Fo nelos &
Dinis, 1993; Rod igues, 2019). Em 1962, su ge uma no a lei designada po O ganização
Tu ela de Meno es, com sucessi as e isões. Após um longo pe íodo de di adu a em
Po ugal, a Cons i uição da República Po uguesa (CRP), de 1976, consag ou que o
Es ado assegu a especial p o eção às c ianças ó ãs, abandonadas ou, po qualque ou a
o ma p i ados de um ambien e amilia no mal (a .º 69.º, n.º 2). Em 1986, uma no a lei
(Dec e o-Lei n.º 2/86, de 2 de janei o) eio egula o acolhimen o esidencial, de endendo
um núme o eduzido de c ianças po ins i uição, com um ambien e amilia ine en e,
p omo endo o seu desen ol imen o pessoal, assim como a in eg ação social na
comunidade (Rod igues & Ba bosa-Ducha ne, 2017).
Po ugal oi um dos p imei os países a a i ica a Con enção dos Di ei os da
C iança (CDC), ado ada a 20 de no emb o de 1989 pelas Nações Unidas, assinada em
Po ugal em 26 de janei o de 1990, en ando em igo a 21 de ou ub o do mesmo ano.
A ap o ação da Lei de P o eção de C ianças e Jo ens em Pe igo (LPCJP), Lei nº.
147/99, de 1 de se emb o de 2001, eio “de ini o egime ju ídico de in e enção social
do Es ado e da comunidade no sen ido de e i a si uações de pe igo e de c ia medidas de
18
p omoção e de p o eção, numa abo dagem in eg ada dos di ei os da c iança e do jo em,
po o ma de ga an i o seu bem-es a e desen ol imen o in eg al” (Dec e o-Lei nº.
164/2019, p. 65).
A LPCJP in eg ou, des e modo, a pe ceção da CDC, de que o desen ol imen o
pleno da c iança en ol e a conc e ização de odos os seus di ei os (sociais, cul u ais,
económicos e ci is), bem como o econhecimen o da mesma como sujei o au ónomo de
di ei os humanos.
As medidas de p omoção dos di ei os e p o eção das c ianças em pe igo, que se
encon am em igo , isam a as a o pe igo em que as c ianças se encon am,
p opo cionando-lhes as condições que pe mi am p o ege , p omo endo o seu
desen ol imen o in eg al e ga an indo a ecupe ação ísica e psicológica de c ianças
í imas de qualque o ma de explo ação e/ou abuso (A . 34º, LPCJP). Uma des as
medidas é o Acolhimen o Residencial.
Es a medida consis e na colocação da c iança aos cuidados de uma en idade que
disponha de ins alações, equipamen o de acolhimen o e ecu sos humanos pe manen es,
de idamen e dimensionados e habili ados, que lhes ga an a os cuidados adequados (A .
49º., LPCJP). De ealça que as ins i uições de acolhimen o podem se públicas ou
coope a i as, sociais ou p i adas com aco do de coope ação com o Es ado.
Es a medida é aplicada po en idades com compe ência em ma é ia de in ância e
ju en ude (T ibunal e CPCJ), en ando semp e e po base a ein eg ação da c iança na
amília de o igem ou em meio na u al de ida. Se al não o possí el, é necessá io
p epa a a c iança pa a as medidas de au onomia de ida ou de con iança com is a a
adoção, nos e mos p e is os da LPCJP.
As Casas de Acolhimen o de em es a o ganizadas em unidades que a o eçam
uma elação a e i a do ipo amilia , uma ida diá ia (pe sonalizada) e a in eg ação na
comunidade. Os pais, o ep esen an e legal ou quem enha a gua da de ac o podem isi a
a c iança, sal o decisão judicial em con á io, e de em semp e azê-lo den o dos ho á ios
e das eg as da ins i uição em que es a se encon a (A . 53º., LPCJP).
Uma Casa de Acolhimen o dispõe necessa iamen e de ecu sos humanos
o ganizados em equipas a iculadas:
• A Equipa Técnica, cons i uída de modo plu idisciplina , in eg ando as
alências de psicologia, se iço social e educação, a quem cabe o diagnós ico
da si uação da c iança e a de inição do seu p oje o de p omoção e p o eção;
19
• A Equipa Educa i a, cons i uída po auxilia es de ação educa i a e de
cuidados de c ianças;
• A Equipa de Apoio, que in eg a colabo ado es de se iços ge ais, como a
medicina, o di ei o e a en e magem.
Embo a não açam pa e do enquad amen o legal em ma é ia de p o eção das
c ianças, demons am-se ins umen os impo an es de abalho: o Manual de Boas
P á icas e o Manual de Ges ão de Qualidade das Respos as Sociais, edições do Ins i u o
da Segu ança Social, IP.
1.2 His ó ia, Missão e Valo es da Casa
O Ninho dos Pequeni os é uma ob a c iada na década de 1930 pelo P o esso
Bissaya Ba e o, endo como p incipal obje i o a p o eção da c iança. O edi ício na P aça
da República, onde ago a se encon a a Associação Académica de Coimb a, oi o local
das p imei as ins alações e, nessa al u a, oi c iado como um local de in e namen o de
c ianças em isco de con ágio, po ube culose da mãe.
Em 1963, oi in eg ado na Ob a de Assis ência Ma e no In an il Bissaya Ba e o,
a ualmen e Ma e nidade Bissaya Ba e o (MBB), e em 1988, oi incluído num p oje o
que se aduziu na c iação da Unidade de In e enção P ecoce na Relação Mãe/Filho do
Cen o Hospi ala de Coimb a – MBB, a a és da Po a ia nº 532/91 publicada no Diá io
da República (DR) I Sé ie B a 20 de junho de 1991.
Pos e io men e, em 1990, o am e e uados á ios con ac os com o Cen o
Regional de Segu ança Social de Coimb a e com a Fundação Bissaya Ba e o, que
conduzi am à celeb ação de um aco do de coope ação, o qual eio a se denunciado pela
Fundação a 15 de ab il de 2004. Em ou ub o de 2004, oi celeb ado um p o ocolo en e o
Cen o Dis i al de Segu ança Social de Coimb a e a SORRISO – Associação dos Amigos
do Ninho dos Pequeni os, endo sido a ibuída a es a associação a u ela do Ninho.
Em 2006, a SORRISO oi cons i uída como Ins i uição Pa icula de Solida iedade
Social (IPSS), sem ins luc a i os, econhecida como pessoa cole i a de u ilidade pública
(DR nº 218, II Sé ie, 13 de no emb o de 2006). A ualmen e, a SORRISO em celeb ado
aco do a ípico com o Cen o Dis i al de Segu ança Social de Coimb a, bem como um
P o ocolo com o Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a.
20
Os alo es des a Ins i uição p endem-se com o obje i o de se econhecida como
uma IPSS de e e ência no Dis i o de Coimb a, implemen ando polí icas e p á icas de
e e ência na qualidade e ino ação no acolhimen o in an il. Pa a al egem-se po um
P oje o Educa i o que em “como missão a educação in eg al das c ianças, omen ando o
desen ol imen o do espei o po si e pelos ou os, bem como pelos alo es humanos mais
undamen ais. P i ilegia a abo dagem plu idisciplina e a in e enção indi idualizada,
isando a p omoção e o desen ol imen o global e ha monioso da c iança e a sua
in eg ação na sociedade” (P oje o Educa i o, 2017, p. 7).
Com o obje i o de co esponsabiliza e en ol e a comunidade no
desen ol imen o da sua missão, êm sido es abelecidos p o ocolos de coope ação com
en idades e se iços, bem como, p omo idos di e sos p oje os e inicia i as.
1.3 Si uação Geog á ica, Localização e Recu sos
A Ins i uição localiza-se na F eguesia de Sé No a, do concelho de Coimb a, mais
especi icamen e nas ins alações da MBB, jun o à C uz de Celas. T a a-se de uma zona
cen al da cidade, onde es ão localizados uma g ande a iedade de equipamen os aos
ní eis da saúde, educação, despo o e laze .
Es a es a in eg ada nas ins alações de uma ma e nidade ep esen a uma mais- alia pa a
o Ninho dos Pequeni os no âmbi o dos cuidados de saúde uma ez que, a a és da pa ce ia
com as equipas médicas e de en e magem, pe mi e acolhe c ianças doen es, com
de iciências e po ado as de doenças in eciosas que habi ualmen e mais nenhum cen o
acolhe. Da mesma o ma, a p oximidade ao Hospi al Pediá ico de Coimb a pe mi e a
o imização da qualidade de espos a a es e ipo de acolhimen os.
No que diz espei o à exis ência de á ios equipamen os ao ní el da educação,
es es acili am a in eg ação das c ianças em es abelecimen os de ensino, endo em con a
as suas necessidades especí icas. Des a o ma, o am celeb ados p o ocolos com o
Colégio Dandélio, da Associação Po uguesa de Pais e Amigos do Cidadão Doen e
Men al de Coimb a (APPACDM); com o Cen o Sociocul u al de Nossa Senho a de
Lu des; com os In an á ios da Associação Nacional de In e enção P ecoce (ANIP) e com
os Se iços Sociais da Uni e sidade de Coimb a (SASUC).
No que diz espei o à desc ição es u u al do Ninho dos Pequeni os, podemos
di idi-lo po á eas, sendo es as:
21
• Á ea de do mi (c . Anexo 1), compos a po ês qua os (com um o al de
cinco camas com g ades, qua o camas, dois a má ios pa a a umação
indi idual de cada c iança e es an es pa a li os) e uma casa de banho de apoio
aos qua os que se encon a adap ada às mesmas (possui dois sani á ios, ês
la a ó ios, um chu ei o, uma zona de es i iden i icada pa a cada c iança e
um muda aldas com um a má io de higiene);
• Á ea do be çá io (c . Anexo 2), onde se encon am seis be ços, uma casa de
banho compos a po um muda aldas e um a má io pa a a oupa e higiene, e
uma sala de a i idades ocacionada a é aos quinze meses (com piscina de
bolas, ape es de a i idades e b inquedos);
• Á ea de salas de a i idades, desen ol ida pa a engloba uma sala de
a i idades lúdico-pedagógicas, o ganizada po á eas de in e esse das c ianças
(casinha de bonecas, jogos, abalhos de exp essão plás ica, lei u a e ca os) e
uma sala de es a , p epa ada com um espaço de jogos, li os e b inquedos, e
um espaço de en e enimen o, com ele isão, ídeo e apa elhagem;
Figu a 1 - Sala de A i idades da Ins i uição
• Á ea de salas de isi as, que se di ide numa sala de isi as pa a amilia es
dos bebés compos a po um muda aldas e b inquedos adap ados à aixa
22
e á ia, e numa sala de isi as das c ianças, que com a pandemia oi al e ada
pa a uma pequena sala logo à en ada da Ins i uição, de o ma a cump i com
as no mas es ipuladas pela Di eção Ge al de Saúde (DGS);
• Á ea de e eições (c . Anexo 3), que in eg a uma sala com ês mesas
edondas, cadei as pa a os bebés e dois a má ios de a umação e uma copa
pa a emp a amen o, com igo í ico, ogão, mic o-ondas, ma e ial de
es e ilização de bibe ons e máquina e la a ó io de louça;
• Á ea de gabine es, cons i uída po um gabine e écnico (com a má ios pa a
a umação dos p ocessos indi iduais das c ianças, um compu ado , ma e ial
de esc i ó io e ês sec e á ias), um gabine e adminis a i o (com a má ios
pa a a documen ação ela i a à SORRISO e à con abilidade) e um gabine e de
apoio e igilância, onde se encon a o li o de oco ências, os dossie s com
ins umen os ela i os ao quo idiano das c ianças, os p ocessos clínicos, o
placa d de in o mações e a a mácia;
• Á ea de se iços ge ais, cons i uída po uma la anda ia, uma a ecadação de
ma e ial ho elei o e uma a ecadação poli alen e com es an es e a má ios;
• Á ea do pessoal, p o ida de um es iá io com caci os indi iduais e uma casa
de banho;
• Á ea do ec eio, que inclui uma enda equipada com b inquedos de ex e io .
Figu a 2 – Ex e io da Ins i uição
1.4 Equipa e papel da Educado a Social
O Ninho dos Pequeni os dispõe da colabo ação de uma Equipa Técnica,
o ganizada de modo plu idisciplina , cons i uída po uma Assis en e Social (que acumula
as unções de Di e o a Técnica), uma Educado a Social e uma Psicóloga; de uma Equipa
Educa i a o mada po dez Auxilia es de Ação Educa i a; de uma Equipa de Apoio
23
Adminis a i o e de uma Equipa de Consul ado ia Técnica, onde se encon a uma Médica
Pedia a e uma Médica Psiquia a de In ância e Adolescência. Tal es á explicado no
O ganog ama da Ins i uição (c . Figu a 3).
Pa a além dis o, ainda exis e um aco do com o Cen o Hospi ala e Uni e si á io
de Coimb a, que pe mi e acesso a p o issionais de saúde da MBB.
Figu a 3 - O ganog ama da Ins i uição (Regulamen o In e no, 2017)
Nes e pon o, conside o ele an e menciona as unções de inidas pa a o ca go de
Educado a Social, sendo elas: a in e enção écnica com ca á e educa i o e social; a
p omoção do acolhimen o em con o midade com os di ei os e de e es, p opo cionando-
lhe a a enção que esse momen o pa icula exige; a elabo ação e o ien ação da
conc e ização do p oje o de p omoção e p o eção, en ol endo a c iança desde logo, bem
como a sua amília semp e que possí el; a elabo ação dos planos de in e enção
indi idualizados e a p omoção da sua conc e ização; a pa icipação na conceção e
elabo ação do Plano de A i idades Anual, do Rela ó io de A aliação e de ins umen os
de abalho pa a oda a equipa e a p omoção da pa icipação das amílias, es imulando a
sua in e enção nos a os e a i idades signi ica i as pa a as c ianças (P oje o Educa i o,
pp 60-61, 2017).
Di e o a Técnica
Equipa Técnica
Assis en e Social
Educado a Social
Psicóloga
Equipa Educa i a
Dez Ajudan es de
Ação Educa i a
Equipa de Apoio
Adminis a i a
Equipa de
Consul ado ia
Técnica
Médica Pediá ica
Médica Psiquia a
de In ância e
Adolescência
24
1.5 Pe il do público-al o
Es a Ins i uição em a capacidade de acolhe in e c ianças, endo aco do
es abelecido com a Segu ança Social (SS) pa a quinze. Es as c ianças êm idades
comp eendidas en e os ze o e os seis anos, de ambos os sexos, o iundas de con ex os
amilia es dis uncionais e í imas de maus- a os. São, des e modo, c ianças a quem oi
aplicada medida de p omoção e p o eção pelas en idades compe en es pa a o e ei o,
T ibunal ou CPCJ.
Du an e o pe íodo de es ágio, encon a am-se na Ins i uição 21 c ianças, com
idades comp eendidas en e um mês e qua o anos, como é possí el con e i no Quad o
1, que ap esen a as idades e os sexos das mesmas du an e o pe íodo de es ágio.
Quad o 1 - Dis ibuição das c ianças acolhidas po idade du an e o pe íodo de es ágio
Idades
Sexo
Feminino
Masculino
≤ 1#Mês
0
4
> 1#Mês#e# ≤ 1#Ano
4
2
2#Anos
2
3
3#Anos
1
1
4 Anos
3
0
5 Anos
0
1
Ao longo do pe íodo de es ágio hou e uma lu uação do público-al o, uma ez
que a du ação do acolhimen o é semp e inde inida, como se ap esen a em g á ico (c .
Figu a 4).
25
Figu a 4 - Flu uação do núme o de c ianças na Ins i uição ao longo do pe íodo de es ágio
No início do pe íodo de es ágio (se emb o de 2021) encon a am-se na Ins i uição
11 c ianças (7 do sexo eminino e 4 do sexo masculino), com idades comp eendidas en e
os dez meses e os seis anos de idade. Em janei o o núme o aumen ou pa a 13 c ianças
p esen es na Ins i uição, sendo que o in e alo de idades se al e ou passando dos dezano e
dias aos qua o anos.
Após um mês sem es ágio, ao eg essa , em ma ço, depa amo-nos com um
público-al o comple amen e di e en e. A maio pa e das c ianças mais elhas inham
saído com medida de apoio jun o aos pais, icando uma c iança de qua o anos, uma de
ês, duas de dois, e o es o do g upo es a a abaixo dos dezoi o meses de idade.
No im, em junho, encon a am-se na Ins i uição 13 c ianças (4 do sexo eminino
e 9 do sexo masculino), das quais ês e am bebés com menos de seis meses, e as es an es
dez o am pa icipan es do p oje o.
Todas as c ianças acolhidas es ão ab angidas po uma medida de p omoção e
p o eção, a ibuída pelas en idades compe en es, pois p o êm de um con ex o amilia
dis uncional, nomeadamen e pelos a o es de isco expos os na Figu a 5, que conduzi am
à necessidade de se em e i adas aos p ogeni o es. Uma c iança pode se e i ada po mais
do que um a o de isco.
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
se emb o janei o ma ço junho
Meninas Meninos
32
Após ês meses de obse ação, e endo em conside ação mais dois ins umen os
impo an es, as O ien ações Cu icula es pa a a Educação P é-Escola (OCEPE) e pa a a
C eche, conduzi am à de inição de domínios e á eas de in e enção que, de uma o ma
indi idualizada, endo em conside ação as ca ac e ís icas de cada c iança, me ecem a
maio a enção (c . Figu a 7).
Figu a 7 - Domínios e Á eas de in e enção
Tal como já oi e e ido, é possí el e i ica que há á ias lacunas a se em
colma as no desen ol imen o des as c ianças. Des e modo, p e endeu-se desen ol e ao
longo do p imei o semes e do ano de 2022, a i idades no âmbi o da Educação STEAM
(Science, Technology, Enginee ing, A s, Ma hema ics) que, den o do g ande ema
escolhido pa a es e ano, “A Flo es a”, p omo e am o desen ol imen o de á ias
linguagens, en iquecendo as possibilidades de exp essão e de comunicação.
O p oje o, “A Co uja chegou ao Ninho”, inse e-se no ema do Ano de 2022 da
Ins i uição, in i ulado “A Flo es a” que p e ende le a as c ianças à descobe a da auna
e da lo a, das di e en es espécies de animais que podem encon a , dos habi a s,
ecossis emas e p ese ação dos mesmos. Es e p oje o p e ende ambém i ao encon o de
Linguagem e Cons ução F ásica
+
Mo icidade Global e Fina
+
Au onomia
Da Figu a Humana
Das Co es
Dos Sen idos
Dos Animais
Dos Núme os
Das Fo mas
Geomé icas
PROMOVER
ATRAVÉS DA
APRENDIZAGEM
33
á ios p oje os eu opeus, como o Au oSTEM, ViduKids e o Poly-Uni e se. A o ma
como es es p oje os o am incluídos se á explici ada no p óximo capí ulo.
O p imei o p oje o, o Au oSTEM (Au oSTEM, 2018), p ende-se com a
cons ução de au óma os (b inquedos mecânicos, que mexem), e p e ende desen ol e
nas c ianças di e en es compe ências como a esolução de p oblemas, o abalho em
g upo, a c ia i idade, pa a além dos con eúdos p esen es na Educação STEM.
O p oje o ViduKids (ViduKids, 2020) pe mi e que a c iança se o ne uma pa e
a i a do p ocesso de p odução de ídeos como uma e amen a mo i ado a que ajuda a
ilus a concei os ma emá icos como espaço, núme os e o mas, podendo conec á-las ao
seu quo idiano.
Po im, o p oje o Poly-Uni e se (Saxon, & S e ne , 2019) é um jogo de
desen ol imen o de habilidades geomé icas, c iado pelo a is a plás ico János Szász
Saxon. A no idade do Poly-Uni e se es á na sime ia “scale-shi ing” ine en e às suas
o mas geomé icas e num sis ema de combinação de co es, que pode se usado
uni e salmen e e impac a o sis ema educacional, pa icula men e no ensino de geome ia
e combina ó ia.
O p oje o “A Co uja chegou ao Ninho “ oi plani icado semanalmen e, ha endo
uma lexibilidade de da as endo em conside ação as ou as a i idades e necessidades da
Ins i uição. Con ém ealça que, apesa do ema se “A Flo es a”, algumas a i idades
in e ligam-se com épocas es i as, como a P ima e a, a Páscoa e o Dia da C iança, e com
da as ma can es, como o Dia Mundial da Água.
34
Quad o 4 - C onog ama do P oje o de Es ágio
C onog ama P oje o de Es ágio
OUT
NOV
DEZ
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
Le an amen o de Necessidades
A Co uja Ma uja e os seus amigos chega am
A Co uja lança um desa io
A Casa da Co uja
A Co uja e a P ima e a
A Co uja ap esen a a his ó ia “O Nabo Gigan e”
A Co uja e o Coelho da Páscoa
As cu iosidades da Co uja: A Boa Alimen ação
As cu iosidades da Co uja: Os Núme os
A Co uja e os seus amigos da Flo es a
As cu iosidades da Co uja: As Fo mas Geomé icas
A Co uja ap esen a a his ó ia do “João e o Pé de Feijão”
As cu iosidades da Co uja: O Co po Humano
As cu iosidades da Co uja: Os Sen idos
A Co uja le a-nos a passea
A Co uja que le a um quad o do Ninho
Mês
A i idade
35
CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO, PLANEAMENTO,
IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DO PROJETO “A
CORUJA CHEGOU AO NINHO”
2.1 Fundamen ação e Enquad amen o
2.2.1 Desen ol imen o In an il e sua a aliação
De aco do com a idade das c ianças que equen am a Ins i uição, o na-se
impo an e conside a as elações/in e ações en e o desen ol imen o, a ap endizagem e
a educação. T a ando-se de p ocessos que êm a sua especi icidade é indispensá el pensa
a sua in e ação. No domínio do desen ol imen o, des acam-se au o es como Piage e
Vigos sky que assumem posições di e en es no que se e e e à elação en e
desen ol imen o e ap endizagem (Bida a, 1998; Bida a & Fes as, 2005).
Assim, enquan o pa a Vigo sky (1896-1934) a ap endizagem le a ao
desen ol imen o, numa abo dagem his ó ico-cul u al, endo especial ele ância a
mediação social e a linguagem, pa a Piage (1896-1980), a ap endizagem supõe o
desen ol imen o de es u u as ope a ó ias, sendo a o es do desen ol imen o cogni i o
a ma u ação ísica, a in e ação e ansmissão social, o exe cício e a equilib ação (Bida a,
1998; Bida a & Fes as, 2005). O cons u i ismo Piage iano em la ga in luência na á ea
educa i a, des acando-se o papel da ação na cons ução do conhecimen o, undamen ando
o mé odo da descobe a (Bida a & Fes as, 2005).
Piage p ocu ou desc e e o desen ol imen o do conhecimen o pa indo da
obse ação sis emá ica e de alhada de c ianças. O se humano pa a si é uma es u u a
dinâmica que se cons ói ao longo da ida, passando po ases de desen ol imen o
quali a i amen e di e en es. Piage concluiu que o desen ol imen o cogni i o se p ocessa
po es ádios/e apas quali a i amen e di e en es. Segundo a eo ia do desen ol imen o
cogni i o, exis em os seguin es es ádios:
a) Es ádio Sensó io-mo o (do nascimen o a é aos dois anos de idade):
ca ac e iza-se a a és da a i idade senso iais e mo o as, o bebé o na-se capaz,
de o ma g adual, de o ganiza a i idades em elação ao ambien e. A p incipal
aquisição é a pe manência do obje o.
36
b) Es ádio p é-ope a ó io (dos dois aos se e anos de idade): ca ac e iza-se po a
c iança desen ol e um sis ema de ep esen ação e u iliza símbolos pa a
ep esen a pessoas, luga es e acon ecimen os. A linguagem e as b incadei as
imagina i as são no mais, sendo a p incipal aquisição a capacidade de usa
símbolos.
c) Es ádio das ope ações conc e as (dos se e aos onze anos de idade):
ca ac e iza-se pela c iança adqui i á ias noções lógicas, ais como, a noção
do núme o, desen ol endo a capacidade de esol e p oblemas lógicos que
incidam sob e aspe os conc e os, mas ainda não em a capacidade de pensa
em e mos abs a os.
d) Es ádio das ope ações o mais (a pa i dos onze anos de idade): ca ac e iza-
se pela c iança já possui a capacidade de pensa em e mos abs a os, lida
com si uações hipo é icas e pensa sob e possibilidades. Nem odos os adul os
a ingem es e es ádio (c . Piage & Inhelde ,1966).
Face ao expos o, con ém e em conside ação que o p ocesso de desen ol imen o
humano é um p ocesso indi idual, sendo pe ei amen e no mal e espe ado que se egis em
a iações ao ní el do desen ol imen o de cada c iança. Pode íamos si ua as condu as
das c ianças que equen am a Ins i uição nos es ádios sensó io-mo o e p é-ope a ó io,
mas o na-se igualmen e impo an e conside a as á ias á eas de desen ol imen o, dadas
as in e ações en e desen ol imen o cogni i o, a e i o e social. Pa a al, conside amos
impo an e salien a as ases de desen ol imen o em que se encon a o público-al o que
a Ins i uição albe ga, expondo suma iamen e as e apas do desen ol imen o in an il.
É nes as idades, nos p imei os anos de ida, que a a qui e u a ce eb al é moldada,
a pa i da in e ação en e a he ança gené ica e in luências do meio en ol en e da c iança
(B an , Je usalinsky & Zannom, 2000). De aco do com os mesmos au o es, e endo em
conside ação a na u eza indi idual do p ocesso, pode a i ma -se que os p imei os anos de
ida são decisi os no p ocesso de desen ol imen o, sendo que o alcance do po encial
depende do cuidado esponsi o às suas necessidades.
O desen ol imen o pode se di idido em domínios especí icos, como mo o , de
linguagem, cogni i o e socio-a e i o. De aco do com B an , Je usalinsky eZannom
(2000), o desen ol imen o mo o di ide-se em mo o ino (e.g. pega em pequenos
obje os) e capacidades mo o as amplas (e.g. subi escadas). É um p ocesso con ínuo que
depende de á ios a o es, mas no malmen e as c ianças começam a anda aos doze meses
37
de idade, subi escadas man endo-se i me aos dezoi o e co em bem aos dois anos.
Con udo, e como já e e ido, a idade pa a a aquisição des as habilidades a ia de c iança
pa a c iança (e.g. não é po ainda não sobe escadas aos 18 meses, que em algum p oblema
pa ológico, pode só ainda não e adqui ido essa compe ência).
A habilidade de comp eensão da linguagem p ecede a habilidade da ala,
de endem os au o es. A maio ia das c ianças consegue p onuncia sons simples (e.g.
papa) aos doze meses, usa á ias pala as e comp eende a his ó ia que lhes é lida aos
dezoi o e o ma ases de duas ou ês pala as com signi icado aos dois anos. Em média,
aos ês, consegue man e uma con e sa e aos qua o, con a his ó ias simples e en ol e -
se numa con e sa com adul os ou ou as c ianças. Quando chega aos cinco anos, alcança
um ocabulá io ex enso e a iado de pala as.
O desen ol imen o cogni i o é o p ocesso que en ol e o apa ecimen o e o
c escimen o da capacidade de pensa , comp eende e, po an o, de ap ende . Nas c ianças
pequenas, es e desen ol imen o é a aliado pela obse ação das ap idões de linguagem,
cu iosidade e habilidades pa a esol e di iculdades. Ge almen e, aos dois anos, as
c ianças já en endem o concei o de empo em e mos amplos (e.g. passado é “on em”,
u u o é “amanhã”) e possuem uma imaginação é il, que lhes o na di ícil dis ingui o
eal da an asia.
A comp eensão mais co e a do empo acon ece po ol a dos qua o, quando já
pe cebem que o dia é di idido em manhã, a de e noi e, e podem a é consegui ap ecia a
mudança das es ações. Depois, a pa i dos se e anos, as suas capacidades in elec uais
o nam-se ainda mais complexas, mas essa aixa e á ia já não es á ab angida po es e
público-al o.
Po im, o desen ol imen o socio-a e i o en ol e a manei a como a c iança
socializa e o modo como lida com as suas p óp ias emoções e desen ol imen o da sua
pe sonalidade. Pa a a alia a qualidade do seu desen ol imen o, de e-se obse a a
in e ação com os pa es, em si uações do dia a dia. Ób io que se o na mais ácil de
comp eende a c iança a pa i do momen o em que es a adqui e a ala, bem como o seu
es ado emocional.
Ao planea in e enções educa i as com es a população de c ianças, é p eciso
p ocede a uma a aliação co e a e igo osa, ponde ando possí eis ca ências e es ições
a que podem e sido subme idas. Nes a a aliação, a a és da Escala de A aliação de
Compe ências no Desen ol imen o In an il, es as podem ap esen a ní eis de
38
desen ol imen o in e io es à sua idade c onológica, e é aí que ecai a in e enção de um/a
Educado /a Social.
De aco do com a O dem dos En e mei os, a A aliação do Desen ol imen o é um
p ocesso concebido pa a aumen a o conhecimen o e a comp eensão das capacidades e
compe ências da c iança. Pe mi e obse a possí eis al e ações ou a iações, que po si
mesmas dão o igem ao apa ecimen o de ce os pad ões que, em ce as idades, pode ão
su gi ou con i ma a p esença de um diagnós ico de desen ol imen o especí ico. Pela
mesma O dem, em se emb o de 2010, oi publicado um Guia O ien ado de Boa P á ica
em En e magem de Saúde In an il – P omo e o desen ol imen o in an il dos 0-5 anos,
a Escala de A aliação de Compe ências no Desen ol imen o In an il (SGS), é um dos
es es iden i icados.
Es a Escala (c . Anexo 4) é u ilizada nas Consul as de Desen ol imen o de á ios
hospi ais po ugueses, incluindo o Hospi al Pediá ico de Coimb a, onde as c ianças da
Ins i uição são acompanhadas. De aco do com Bellman (2003), es a em como obje i o:
o nece um mé odo p eciso e exa o de as eio do desen ol imen o da c iança, desde o
seu nascimen o a é aos cinco anos de idade, pe mi indo compa á-la com o pad ão e em
di e en es empos; es abelece se há a asos (ou não) de desen ol imen o; o nece
indicado es da na u eza do p oblema e indica as á eas o es e as á eas acas da c iança.
A SGS oi publicada pela p imei a ez em Ingla e a, em 1987, po Ma in
Bellman e John Cash, que se basea am no es e STYCAR Sequences de Ma y She idan,
publicado em 1976. Pos e io men e, em 1996, Ma in Bellman, Sunda a Lingam e Anne
Auke ealiza am uma p o unda análise des e documen o. Des a e isão su giu a segunda
edição, que incluiu a análise dos i ens pa a ga an i a sua co e a sequência em pa alelo
com o p ocesso de desen ol imen o. Des a o ma, na Escala de A aliação de
Compe ências no Desen ol imen o In an il, 2º Edição (SGS II), os au o es p eocupa am-
se em melho a as ins uções de aplicação e em u iliza ma e iais a uais e a a i os pa a
as c ianças.
Conside ando os seus p incípios, julgo de ex ema ele ância analisa mais
p o undamen e os domínios de compe ências que es a a alia, sendo es es:
• Con olo Pos u al Passi o (decúbi o do sal, suspensão en al, puxa pa a
sen a , posição sen ada – com apoio);
• Con olo Pos u al A i o (decúbi o en al, posição sen ada – sem apoio e
posição de pé);
• Compe ências Locomo o as (mo imen o e equilíb io, subi e desce escadas);
39
• Compe ências Manipula i as (ap idão manual, cubos, desenho e desenho da
igu a humana);
• Compe ências Visuais ( unção e comp eensão isual);
• Audição e Linguagem ( unção audi i a e comp eensão da linguagem);
• Fala e Linguagem ( ocalização e linguagem exp essi a);
• In e ação Social (compo amen o social e b inca );
• Au onomia Pessoal (alimen ação, higiene e es i ).
É ainda possí el ob e esul ados ela i amen e à á ea cogni i a a pa i de i ens
ele an es, ais como sabe agua da a ez, inse i -se no jogo imagina i o, explo a as
p op iedades e possibilidades dos b inquedos, pa ilha esses mesmos b inquedos,
combina co es, econhece de alhes minúsculos, apon a , p ocu a os b inquedos
escondidos e manipula cubos.
Os esul ados ob idos possibili am compa a a idade c onológica (biológica) da
c iança com a idade co igida (ob ida a a és do esul ado do es e) e comp eende se
c iança se es á a desen ol e segundo um pad ão no mal, ou não.
Es e es e demo a en e dez a in e minu os a aplica , e de em se seguidas as
seguin es eg as: seleciona as á eas ap op iadas pa a a idade da c iança (há á eas com
idades limi e e po an o não aplicá eis a odas as c ianças); não passa exaus i amen e
po odos os i ens (o obje i o é iden i ica o i em mais a ançado em cada g upo de
capacidades den o da mesma á ea); se a qualidade da pe o mance de um i em o
p eocupan e, mesmo que a c iança o cump a de e-se ma ca “Q” na coluna espe i a; se
uma c iança alha um i em mas pa a um ou o pos e io é a pon uação mais ele ada que
con a.
2.2 Educação STEAM e Exp essão Plás ica
STEAM é um ac ónimo pa a Ciência, Tecnologia, Engenha ia, A es e
Ma emá ica. Embo a exis a um co po c escen e de li e a u a cen ada em á ios aspe os
da educação, "o e mo STEAM é ão con es ado na sua comp eensão como di e si icado
na sua p á ica" (Bu na d & G ay, 2021). Pode dize -se que STEAM se e e e a uma
abo dagem educacional que p omo e o ensino e a ap endizagem in eg ados a a és do
es udo de enómenos e ópicos a pa i de múl iplas pe spe i as.
O obje i o p incipal de combina á ias pe spe i as é i além da educação
adicional baseada no assun o e alcança ligações c uzadas, in e , mul i ou
40
ansdisciplina es enquan o se cons ói a expe iência de ap endizagem. As a es e os
p ocessos a ís icos con ibuem di e amen e pa a a in es igação a a és da c iação,
execução e ligação de con eúdos e mé odos cien í icos com con eúdos e pedagogias
baseadas nas a es.
De aco do com San os (2022), “a abo dagem STEAM en a iza o papel a i o da
c iança, co esponsabilizando-a no p ocesso de ap endizagem au ónomo, in eg ando o
ambien e e os desa ios da sociedade, es imulando na esolução de p oblemas do
quo idiano po ia do pensamen o c ia i o, c i ico, a qui e ando soluções pa a ques ões
eais. A ap op iação das ecnologias, das a es, do abalho colabo a i o, da me odologia
de p oje o, do pensamen o lógico-ma emá ico, da in eligência emocional, das
compe ências sociais e de comunicação são alo izadas nes a abo dagem”. No que diz
espei o às a es e às a i idades manuais, es as colabo am no desen ol imen o de
de e minadas á eas do cé eb o, não só ao ní el de mo icidade ina, mas em e mos de
es ímulo global da neu oplas icidade.
A implemen ação des a abo dagem com c ianças em idade de ensino p é-escola ,
pe mi e amilia iza as c ianças com a linguagem cien í ica e in luencia , posi i amen e,
o desen ol imen o de concei os cien í icos e, consequen emen e, do pensamen o
cien í ico (Ande sson & Gullbe g, 2014).
De aco do com Sousa (2003), a Exp essão Plás ica, conside ada uma a i ude
pedagógica dis in a, não se cinge à c iação de ob as de a e, mas sim à c iança, ao seu
desen ol imen o ( an o de capacidades, como de sa is ação das suas necessidades). Es a
de e se is a como uma a i idade na u al, en ando que seja o mais li e e espon âneo
possí el.
A impo ância da a e no desen ol imen o de c ianças ins i ucionalizadas em
indo a se econhecida em polí icas públicas po uguesas (Minis é io da Educação, 2001)
po e oca o jogo, a imaginação, a azão e a emoção, in luenciando a o ma como c ianças
ap endem, comunicam e in e p e am o con ex o em que se inse em.
Assim, a componen e a ís ica assume um papel undamen al no desen ol imen o
da exp essi idade das c ianças e jo ens numa es e a pessoal, social e cul u al e cada ez
mais se econhece na a e a sua componen e educa i a, inclusi a e e apêu ica.
41
2.3 Au oSTEM, ViduKids e Poly-Uni e se: P oje os de in e enção em
educação
Como já e e ido no capí ulo an e io , du an e a plani icação do P oje o de
In e enção, o am p opos os á ios desa ios com o in ui o de inclui a i idades ligadas
a alguns p oje os eu opeus, como o Au oSTEM, o ViduKids e o Poly-Uni e se, os quais
passo ago a a ap esen a . Explici a ei ambém a o ma como es es o am in oduzidos no
p oje o.
Au oSTEM
O Au oSTEM é um p oje o E asmus+, que isa a cons ução de au óma os como
o ma de p omo e a mo i ação dos alunos pa a a educação STEM (ac ónimo c iado
como e e ência a concei os de ciência, ecnologia, engenha ia e ma emá ica), p opondo
o desen ol imen o de compe ências ans e sais, com acesso a um conjun o de ecu sos
u ilizados po p o issionais em Educação.
O que são au óma os? Au óma os são b inquedos mecânicos, que inco po am a
A e Ciné ica. Tal como ou os a e ac os manuais, os au óma os são p oje ados como
disposi i os de comunicação cen ados na c iança e podem se de inidos como “obje os
mecânicos que con am his ó ias”.
De ido à combinação das suas alências, os au óma os ap esen am e sa ilidade
de uso na educação. A cons ução des es b inquedos pode se adap ada endo em
conside ação a aixa e á ia das c ianças, o ema que se p e ende a a e o ipo de
mo imen o que p ocu amos (simples ou complexo).
O p oje o Au oSTEM p omo e uma abo dagem in e disciplina , o que signi ica
que cada au óma o pe mi e à c iança, não apenas expe iencia uma ou mais á eas STEM,
mas ambém descob i ligações e conexões en e as di e en es disciplinas. Assim,
Au oSTEM é pe spe i ado na "in e seção" de ciência, ecnologia, engenha ia e
ma emá ica.
No p oje o, o Au oSTEM oi inse ido a a és da a i idade in i ulada “JellyBi d”,
que se in eg a na na a i a “os amigos da Co uja”. Es e oi o au óma o escolhido po que,
pa a além de se enquad a no ema da Flo es a, e elou-se adequado pa a se cons uído
po c ianças mais pequenas, e pe mi i o conhecimen o das co es e o mas geomé icas.
Es e au óma o, pa a se cons uído, p ecisa de papel e ca ão, algo que as c ianças es ão
48
2.4.3 Implemen ação
Semana 1 - A Co uja Ma uja e os seus amigos chega am
As p imei as sessões do p oje o o am planeadas como sessões in odu ó ias ao
ema. No início da semana, in oduzimos as c ianças à masco e c iada (c . Anexo 5),
explicando-lhes que, após uma longa iagem, a co uja inha indo ao Ninho dos
Pequeni os pa a lhes con a como é i e na lo es a. A Educado a Social, du an e es a
ap esen ação, lançou o desa io de cons ui , naquele p eciso momen o, a his ó ia do
po quê da masco e se chama “Co uja Ma uja”. O desa io oi acei e e bem-sucedido,
esul ando numa his ó ia di e en e, esc i a com o auxílio de emojis (c . Apêndice 1).
Quad o 7 - Domínios e Obje i os da Semana 1
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Au onomia
Escolhe os ma e iais com que que pin a ;
Es a a en o/a à his ó ia;
In e ação Social
E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia;
Agua da pela sua ez;
Linguagem
Adqui i ocabulá io ine en e ao ema da a i idade;
Iden i ica á ios elemen os associados às a e as;
Comp eende concei os simples;
Ve baliza pala as e concei os abo dados;
Responde a pe gun as simples;
Manipulação
Explo a os ma e iais plás icos.
Re omando os obje i os da a i idade, izemos, em conjun o com o g upo, o
le an amen o das di e en es co es da masco e (cas anho – iden i icação de di e en es ons
de cas anho, b anco, p e o, ama elo), da sua o ma de locomoção ( oo), da cons i uição
do seu co po (olhos, asas, bico, pa as e penas) e das suas o inas (do me de dia, i e de
noi e).
As c ianças o am mui o ece i as à Co uja, quise am ab açá-la e lemb a am-se
dela nos dias seguin es, ques ionando “Onde es á a Ma uja?”.
49
Mais a de, chegou um pedido da masco e. Sen ia-se sozinha e p ecisa a dos seus
amigos, os pássa os. Foi aqui que en ou o p oje o Au oSTEM. Como já e e ido
an e io men e, es e consis e na cons ução de au óma os, sendo que o JellyBi d se o nou
numa manei a di e ida e en ol en e de as c ianças se em in oduzidas a á ios concei os
ma emá icos e ambém concei os elacionados com os pássa os.
Como o g upo e a compos o po uma aixa e á ia sem desen ol imen o su icien e
pa a manusea uma esou a, os moldes do pássa o o am elabo ados pelo/a adul o/a. Em
pequenos g upos, oi explicado às c ianças como é que um co po de um pássa o é
cons i uído (bico, asas, cauda, co po), mos ando que, na e dade, a é e am pa ecidos com
a Co uja. Indi idualmen e, cada c iança pôde op a pela o ma como quis pin a o co po
do animal, podendo escolhe en e pincel, esponja ou com os p óp ios dedos. Pa a as asas,
eco emos à colagem de pedaços asgados de uma e is a, p omo endo ou o ipo de
manipulação (c . Anexo 6).
In elizmen e es a a i idade não pôde se inalizada na al u a p e is a po que se
iniciou um su o de COVID-19 na Ins i uição, e hou e a necessidade de abandona o
es ágio a é uma possí el oma da e cei a dose da acina.
Semana 2 - A Co uja lança um desa io
Quad o 8 - Domínios e Obje i os da Semana 2
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Au onomia
Escolhe como que b inca ;
Explo a um jogo au onomamen e;
Linguagem
Iden i ica co es e o mas geomé icas;
Adqui i no o ocabulá io;
Comp eende concei os simples;
Ve baliza pala as e concei os abo dados;
Associa o mas geomé icas a elemen os do
quo idiano;
Responde a pe gun as simples;
Manipulação
Manipula as peças do jogo;
Visão
Ag upa po amanho, co ou o ma.
Após um mês sem pode eg essa ao es ágio, inalmen e em Ma ço udo e omou
a sua no malidade. Ao eg essa , o g upo de c ianças e a bas an e di e en e pois cinco
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c ianças inham ecebido medidas de apoio jun o aos pais (in eg ação na amília
biológica), azendo com que o g upo e á io osse comple amen e di e en e (0 – 3 anos)
daquele pa a o qual inha sido pensado (2 – 5 anos) e plani icado odo o p oje o. Is o le ou
a que osse necessá io al e a o abalho planeado a é ao momen o.
Como al, es a semana baseou-se na b incadei a li e com o ma e ial Poly-
Uni e se, en ando isualiza como pode ia u iliza es e ma e ial com c ianças ão
pequenas. Pa a além da c iança de ês anos, que pos e io men e se á mencionada, como
pa icipan e do es udo de caso, mais nenhuma c iança conseguiu manipula o ma e ial de
manei a ap op iada.
Po exemplo, as c ianças de um ano o am impelidas pa a o jogo endo em
conside ação as suas co es chama i as, mas a sua manipulação consis ia em coloca as
peças na boca ou a i á-las da esque da pa a a di ei a (c . Anexo 7). O que, mais a de, ez
ques iona que al pode ia ambém pode se is o como um eino da sua la e alidade, o
que al ez e ele uma es imulação di e en e com o ma e ial.
Semana 3 - A Casa da Co uja
Quad o 9 - Domínios e Obje i os da Semana 3
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Audição
Segui ins uções;
Au onomia
U iliza di e en es ecu sos plás icos;
In e ação Social
E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia;
Linguagem
Iden i ica a á o e e o animal;
Adqui i no o ocabulá io ine en e ao ema;
Ve baliza pala as e concei os abo dados;
Ten a esponde a pe gun as simples;
Manipulação
Explo a no os ma e iais.
Nes a semana, a masco e quis ala com os meninos, pois inha saudades da sua
casa, a á o e. Como es a a i idade en ol ia um diálogo mais pe sonalizado com cada
c iança, a a i idade oi ealizada indi idualmen e.
Pa a explica os cons i uin es das á o es, cada c iança oi le ada à janela, pa a
olha pa a as á o es que se encon am no ex e io da Ins i uição (com es a a a cho e ,
51
não oi possí el i com a c iança pa a mais pe o), iden i icando as olhas e o onco,
onco es e que já se encon a a colado na olha, pois como e a um amo e dadei o, inha
que se u ilizada cola quen e.
Pos e io men e, e u ilizando sob as de ou os p oje os, oi pedido às c ianças mais
elhas que izessem “bolinhas e des” pa a cola em como olhas da á o e. Os que ainda
não inham desen ol ido es a compe ência, pude am sen i a ex u a do ma e ial pa a
depois o cola .
Como não pode ia al a , solici ou-se às c ianças que desenhassem o chão (que
se ia do amo pa a baixo), pa a se pode abo da as aízes da á o e, mos ando-lhes uma
imagem eal, pa a depois cola mos as aízes da nossa á o e com ios de lã.
Depois de udo seco, e de cola com cola quen e o amo onde ica ia pousada a
Co uja, oi ealizada a ca imbagem da mão, como o ma de ep esen ação do animal (c .
Anexo 8). É cu ioso que, uma das c ianças mais elhas ecusou o oque na in a,
p ecisando de e os ou os a aze (como que a ganha a ce eza de que não ia acon ece
nada de mal) pa a que e aze ambém. As c ianças mais no as que oca am na in a pela
p imei a ez so i am, e ica am mui o cu iosas, que endo a é sabo ea .
O abalho inal oi a ixado no placa d da Sala de A i idades.
Semana 4 - A Co uja e a P ima e a
Quad o 10 - Domínios e Obje i os da Semana 4
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Au onomia
Es a a en o/a à expe iência;
Escolhe os ma e iais como que pin a ;
In e ação Social
E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia;
Agua da pela sua ez;
Linguagem
Iden i ica á ios elemen os associados às a e as;
Adqui i no o ocabulá io ine en e ao ema;
Comp eende concei os simples;
Ve baliza pala as e concei os abo dados;
Ten a esponde a pe gun as simples;
Manipulação
Explo a os ma e iais plás icos.
Na semana em que se iniciou a P ima e a, es ejámos ambém o Dia Mundial da
Água. Nesse sen ido, e após pesquisa sob e expe iências que en ol essem água e a
52
P ima e a, de alguma o ma, encon ámos uma que, a a és da colocação de uma lo
echada num pequeno p a o com água, es a desab ocha, mos ando as suas co es.
Num p imei o momen o oi pedido às c ianças que pin assem uma olha A4 com
ês lo es, usando oda a sua c ia i idade. A única condição e a pin a em com cane as de
el o.
Depois, num momen o um a um, pe gun ou-se a cada c iança qual e a a lo com
que que iam aze a expe iência e es as o am eco adas (inicialmen e o planeado e a
e e i á ias espécies de lo es, mas com a al e ação do público-al o oi conside ado algo
supé luo).
Mais a de, jun ando as c ianças à ol a da mesa, o am colados ês p a os com
um pouco de água no undo e pedido que as c ianças, com ajuda, dob assem as pé alas
das lo es pa a den o, de modo a o ma um “pequena bola- lo ”.
An es de inicia a expe iência, a Educado a Social ques ionou se alguém sabia o
que es a a no p a o, ao que esponde am que e a “água”. Es a espos a su giu como mo e
de ques iona o que sabiam, en ão, sob e a água, colocando ques ões de espos a “sim”
ou não”:
• “A água em co ?” – “Não”
• “A água em sabo ?” – “Não”
• “A água é...?” – “Líquida”
Apenas uma das c ianças espondeu a es as ques ões. Depois, um a um, o am
colocando as suas lo es na água, e i am as pé alas a ab i . O ascínio oi ge al.
53
Semana 5 - A Co uja ap esen a a his ó ia “O Nabo Gigan e”
Quad o 11 - Domínios e Obje i os da Semana 5
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Au onomia
Es a a en o/a à na ação;
Expe imen a no os sabo es;
In e ação Social
E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia;
Agua da pela sua ez;
Linguagem
Iden i ica os á ios elemen os p esen es na
his ó ia;
Adqui i no o ocabulá io;
Comp eende concei os simples;
Ve baliza pala as e concei os abo dados;
Ten a esponde a pe gun as simples;
Manipulação
Explo a os ma e iais plás icos.
Pa a es a semana, a his ó ia “O Nabo Gigan e”, de Aleksei Tols oi e Le in Kipnis,
oi o ganizada com an ecipação, pe mi indo c ia as pe sonagens idimensionalmen e,
u ilizando apenas igu as geomé icas. Es a a i idade e a pa a se colocada em p á ica
com a c iança mais elha da Ins i uição, mas de ido a acon ecimen os alheios ao p oje o,
al não oi possí el.
Com os animais cons uídos (seis caná ios, cinco gansos, qua o galinhas, ês
ga os, dois po cos, uma aca e um a o), a his ó ia oi na ada, endo sido adap ada ao
con ex o da Flo es a do qual o p oje o ad ém. Nesse sen ido oi e e ido que o casal
p esen e na his ó ia i ia na lo es a e e am izinhos da Co uja, e e a es a que que ia
pa ilha com eles a his ó ia an ás ica do nabo gigan e que os izinhos colhe am.
Começamos po jun a odas as c ianças no ape e da sala de es a e oi iniciada a
na ação da his ó ia. À medida que se iam e e indo os animais e as espe i as quan idades
ia-se pousando os espe i os animais no ape e e con ando ao mesmo empo que as
c ianças. Es e momen o oi ambém u ilizado pa a desen ol e a con agem eg essi a,
mos ando que “como se ai a é ao seis, ambém se eg essa a é ao um”. Quando cada
animal e a ap esen ado, e am e e idas as suas ca ac e ís icas e as co es que os
iden i ica am.
É de no a que, apesa de um dos obje i os des a sessão se o econhecimen o das igu as
geomé icas p esen es nas cons uções dos animais, posso conclui que es a se iu como
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um es ímulo pa a as c ianças con ac a em com es es concei os, pa a i em ap endendo,
assimilando.
Após a na ação, sepa amos as sílabas de cada nome dos animais, u ilizando a
me odologia de ba e palmas, le ando as c ianças a comp eende “po quan as pa es a
pala a é cons i uída”. Es a mecânica é algo eco en e em odas as a i idades ealizadas,
pois p omo e a consciência onológica.
Na his ó ia o am e e idos alguns legumes, como a cenou a, a ba a a, os
cogumelos, as e ilhas e o nabo, que as c ianças conheciam como sendo algo no mal na
alimen ação da Ins i uição. Con udo, e elemb ando que as c ianças p o êm de ambien es
negligen es e p ecisam de se mo i adas e le adas a e expe iências di e si icadas num
con ex o en iquecedo , conside ei impo an e que conhecessem es es alimen os como são
na ealidade: oca , expe iencia ex u as e p o a no os sabo es. Foi elabo ada uma mesa
(c . Anexo 9), com os legumes odeados das pe sonagens da his ó ia e izemos uma
sín ese da na ação, pa a p ossegui com a p o a dos alimen os.
A adesão das c ianças a es e desa io supe ou as expe a i as. C ianças que
no malmen e eagem mal, quando colocadas em si uações com as quais não se sen em
segu as, o am das p imei as a que e expe imen a a cenou a e as e ilhas, sem qualque
emba aço.
Semana 6 - A Co uja e o Coelho da Páscoa
Quad o 12 - Domínios e Obje i os da Semana 6
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Audição
Es a a en o/a à canção;
In e ação Social
En ol e -se no jogo simbólico;
Imi a os ou os;
Linguagem
Iden i ica o animal e as suas ca ac e ís icas;
Adqui i no o ocabulá io ine en e ao ema;
Ve baliza pala as abo dadas;
Ten a esponde a pe gun as simples;
Locomoção
Explo a o espaço en ol en e;
Dança ao som da canção;
Manipulação
Explo a os ma e iais plás icos.
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Tendo em conside ação a época es i a que se ap oxima a, a “Páscoa”, o am
planeadas á ias a i idades, que se in e liga am.
Começamos a semana com uma con e sa em g upo, onde a Co uja alou com os
meninos, explicando-lhes que se ap oxima a uma da a especial (alguns já sabiam qual
e a pois es ão inse idos em C eche e Ja dim de In ância) e que iam ecebe uma su p esa
de um g ande amigo dela, o Coelho. E oi nes e momen o que mos amos o coelho gigan e
que ínhamos c iado em papel de cená io (c . Anexo 10), pe gun amos se as c ianças lhe
que iam da um nome, ao que oi suge ido “O Den uças”, e assim icou.
Depois disso, as c ianças dispuse am-se pela mesa e iniciamos um abalho de
exp essão plás ica que en ol ia o os da páscoa e c eme de ba bea (c . Anexo 11). Fo am
seguidos os seguin es p ocedimen os:
• Coloca c eme de ba bea num abulei o (uma po ção gene osa);
• Salpica o c eme com in as de á ias co es;
• U iliza um ga o (da cozinha de b inca ), em ziguezague, pa a da um e ei o
ma mo eado;
• Co a ca olinas em o ma o de o o e p essiona pa a den o do c eme de
ba bea ;
• Re i a a ca olina e os excessos de c eme;
• Deixa seca .
Depois de secos, e c iando uma dis ibuição alea ó ia de laços colo idos, as
c ianças i e am que escolhe uma cane a à so e, que i ia co esponde à co do laço a
se colocado no seu o o ma mo eado. Cada c iança colou o seu laço e es es o os o am
o e ecidos ao “Coelho Den uças”, icando expos os na Sala de Es a (c . Anexo 12).
No dia seguin e, iniciamos a cons ução de coelhinhos com p a os de papel e
algodão (c . Anexo 13), algo a que nem odas as c ianças ade i am, pois es anha am a
ex u a do algodão nas suas mãos.
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Semana 7 - As cu iosidades da Co uja: A Boa Alimen ação
Quad o 13 - Domínios e Obje i os da Semana 7
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
In e ação Social
Es abelece elações com os pa es;
Linguagem
Iden i ica os alimen os;
Comp eende no os concei os simples;
Adqui i no o ocabulá io ine en e ao ema;
Ve baliza pala as e concei os abo dados;
Ten a esponde a pe gun as simples;
Manipulação
Explo a o ma e ial ap esen ado.
Após uma a i idade com a es agiá ia de Animação Socioeduca i a, em que
cons uímos a laga a do li o “A Laga inha mui o comilona” (c . Anexo 14), e man endo
o mo e dos legumes da his ó ia do “Nabo Gigan e”, oi cons uído um jogo de encaixe
pa a as c ianças pe cebe em “pa a onde ai a comida depois de en a na boca” (c .
Anexo 15).
O obje i o des a a i idade e a ajuda no desen ol imen o das habilidades mo o as inas
e da -lhes a conhece alimen os com os quais nunca i e am con ac o.
Pa a sua a ealização, o g upo de c ianças euniu-se à ol a da mesa da Sala de
Es a e os á ios alimen os o am dispos os pela mesa. As c ianças começa am logo a
iden i ica alguns deles, os que azem equen emen e pa e da sua alimen ação (pe a,
maçã, cenou a, banana, ananás). Mui os dos ou os alimen os e am desconhecidos, mas
o am explicados às c ianças du an e a ealização da ação.
Cada c iança, na sua ez, ou ia o alimen o que lhe e a pedido e, en e odos os
que es a am espalhados na mesa, inha que o encon a pa a alimen a o boneco. As
c ianças que ainda não conseguiam escolhe , inham uma das c ianças mais elhas a
escolhe , mas e am elas que execu a am o mo imen o de coloca as peças na boca do
boneco. A in e ação das c ianças com es e jogo oi imedia a, endo algumas c ianças
supe ado as expe a i as no que diz espei o ao desen ol imen o da pinça pe ei a (pega
em pequenos obje os en e o polega e alange dis al do dedo indicado ).
No im, e i amos odas as peças da ba iga e di idimo-las em cima da mesa en e
u as e legumes, explicando às c ianças as di e enças en e os dois ipos de alimen os.
Chegada à ho a de saída, as c ianças pedi am pa a con inua a a i idade, icando as
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Auxilia es esponsá eis po ge i o g upo. Es a demons ação de in e esse é um bom
indício de a aliação posi i a em como a a i idade oi ao encon o do in e esse das
c ianças.
Es e jogo ambém pode se desen ol ido como um jogo de memó ia, uma ez que
ha ia duas peças de cada alimen o.
Semana 8 - As cu iosidades da Co uja: Os Núme os
Quad o 14 - Domínios e Obje i os da Semana 8
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Au onomia
Foca a sua a enção;
In e ação Social
E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia;
Agua da pela sua ez;
Linguagem
Iden i ica as co es;
Usa algumas pala as que iden i icam os núme os;
Con a a é seis;
Ten a esponde a pe gun as simples;
Manipulação
Explo a no as o mas de pin a ;
In e agi com os ma e iais ap esen ados.
De o ma a p omo e a mo icidade ina com as c ianças mais pequenas, oi
desen ol ido um jogo de manipulação, en ol endo os núme os a é cinco (o seis e a
impossí el de ealiza des e modo), u ilizando um pedaço de ca ão e ampas de sumos
de c iança (c . Anexo 16). A cada núme o, oi a ibuída uma co (1 - ama elo; 2 - la anja;
3 – e melho; 4 – oxo; 5 - e de), e es a associação man e e-se du an e odas as
a i idades, adicionando o 6, a azul.
Con inuando o ema da Laga a, e a con agem a é seis da his ó ia do “Nabo
Gigan e”, oi cons uída uma pequena icha pa a que as c ianças pudessem aze a
ca imbagem das quan idades, con uindo assim o seu co po (c . Anexo 17).
Pa a explica a noção de quan idade, a Educado a Social ajudou a c ia uma
dinâmica di e en e, com um jogo que as c ianças es ão habi uadas a manipula na Sala de
Es a , sendo que oi dis ibuída uma peça po cada pa icipan e, com núme os do um ao
seis. À medida em que íamos a ançando, demons á amos a o ma de ep esen a os
núme os com as mãos e pedíamos a quem i esse essa peça, que le an asse a mão.
64
• Rel a sin é ica e de;
• Bolas de algodão b anco;
• Espá ulas de madei a;
• Bolas de es e o i e e olhos de plás ico;
• Esponjas da loiça;
• Penas azuis;
• Res os de ecido;
• Massas espi ais g andes ama elas, la anja e e des;
• A ames elpudos de á ias co es;
• Plás ico bolha;
• E a, pa a a conc e ização das le as do nome e da co uja.
Es a a i idade oi, pelo eedback ecebido, a que as c ianças mais gos a am,
es ando a en as à in e ação dos colegas enquan o não e a a sua ez, mos ando cu iosidade
em expe imen a o ape e com di e en es pa es do co po ( endo apenas uma c iança
ecusado u iliza os pés), pedindo á ias ezes pa a que es a osse epe ida. No que diz
espei o aos concei os adqui idos, oi possí el explo a com as c ianças a noção de
“du o” e “ o o”, bem como as co es dos di e en es obje os.
Semana 14 - A Co uja le a-nos a passea
Quad o 20 - Domínios e Obje i os da Semana 14
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Audição
Es a a en o/a aos sons do ex e io ;
Au onomia
Segui eg as simples;
In e ação Social
Es abelece elações com os pa es;
E idencia cu iosidade pelo que o/a odeia;
B inca em conjun o;
Linguagem
Iden i ica os se es i os;
Comp eende concei os simples;
Adqui i ocabulá io ine en e ao ex e io ;
Ve baliza pala as e concei os abo dados;
Ten a esponde a pe gun as simples;
Locomoção
Explo a o espaço en ol en e;
Manipulação
Explo a os ma e iais;
Visão
Ag upa po o ma.
65
Es as a i idades es a am planeadas pa a uma semana especí ica, mas o am
acon ecendo ao longo do pe íodo de es ágio.
Semp e que possí el, dependendo da dinâmica da Ins i uição, das c ianças e das
condições me eo ológicas, a Educado a Social p opo ciona passeios pela zona en ol e à
Ins i uição.
In elizmen e, a a i idade das “Lupas do Ex e io ” (c . Anexo 28) só oi possí el
conc e iza com ês c ianças do p oje o, com um ano de idade, não possuindo ainda os
desen ol imen os necessá ios pa a consegui ag upa po o mas.
Semana 15 - A Co uja que le a um quad o do Ninho
Quad o 21 - Domínios e Obje i os da Semana 15
Domínios de desen ol imen o
em oco pa a a c iança
(segundo a SGS II)
Obje i os especí icos (A c iança de e se capaz
de...)
Linguagem
Iden i ica as co es;
Ve baliza a co com que que pin a ;
Ten a esponde a pe gun as simples;
Manipulação
Explo a o ma e ial ap esen ado com as mãos.
Po se a úl ima a i idade, e de ido à dinâmica da Ins i uição, o empo pa a a sua
conc e ização oi mais escasso do que aquilo que es a a p e is o inicialmen e. Des a
o ma, o p incipal obje i o des a a i idade ocou-se na capacidade de escolhe a co com
que que iam pin a .
As c ianças que já inham a linguagem adqui ida o am capazes de e baliza a
co com que que iam ca imba as suas mãos. Às es an es o am o e ecidas di e en es
co es, endo selecionado au onomamen e a a és do oque a co que que iam.
O esul ado ob ido pode se consul ado no Anexo 29.
66
2.4.4 A aliação
A a aliação do p oje o oi ealizada a a és dos mé odos de obse ação di e a e
pa icipan e, com o auxílio de Checklis s de obse ação (c . Apêndice 2), p e endendo
a e igua se os obje i os açados inicialmen e o am a ingidos, e das a aliações o mais
ealizadas pela Ins i uição, u ilizando a SGS II.
As Checklis s subdi idem-se em dois g upos, um pa a as c ianças que, aquando
do início do p oje o, inham menos de dezoi o meses, e ou o g upo cons i uído pelas
c ianças acima dessa mesma idade. Tendo em conside ação o modelo o mal de a aliação
da Ins i uição e as ases de desen ol imen o em que as c ianças se encon a am, oi
conside ada necessá ia es a di isão, po o ma a pode a alia obje i os eais e
indi idualizados. Tendo is o em conside ação, o na-se necessá io ap esen a o o al de
obje i os pa a cada semana, endo em conside ação as Checklis s c iadas (c . Quad o 22).
Quad o 22 - To al de obje i os po semana, endo em conside ação as Checklis s
Semanas
Nº de To al
de
Obje i os
(<18 meses)
Nº de To al
de
Obje i os
(>18 meses)
Semanas
Nº de To al
de
Obje i os
(<18 meses)
Nº de To al
de
Obje i os
(>18 meses)
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No im de odas as a i idades, oi possí el elabo a a a aliação do p oje o,
de alhando a e olução de cada c iança que pa icipou no mesmo, a a és do núme o de
obje i os alcançados.
67
C iança A
• 2 anos de idade
• Sexo masculino
• Realizou 10 de 15 a i idades do p oje o
• Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI
• Es á inse ida em C eche
• Ap esen a pa alisia ce eb al
Figu a 10 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança A du an e o p oje o
Apesa do p oje o não e sido pensado pa a si uações que en ol em pa alisia
ce eb al, assim que en ou na Ins i uição (03/22) a c iança oi in eg ada no mesmo,
en ando semp e que pa icipasse em odas as a i idades da mesma o ma que as ou as
c ianças. Desde início mos ou se uma c iança cu iosa, capaz de comp eende e
e baliza pala as simples e de esponde a pe gun as de sim ou não. Du an e a
ealização das a i idades oi possí el pe cebe que a c iança eagia mui o posi i amen e
a es ímulos musicais, o que se o nou uma o ma in e essan e pa a p omo e , jun o des a,
as di e en es ap endizagens p e endidas. A única a i idade que a c iança não execu ou oi
a das es adas das o mas geomé icas, que co esponde à semana 10 (c . Figu a 10).
Algo possí el de obse a du an e a ealização das di e en es a i idades oi o
desen ol imen o da au onomia da c iança na execução de abalhos plás icos, sendo
capaz de manusea , sem ajuda do/a adul o/a, os di e en es ma e iais.
Es a c iança não é a aliada pela SGS II. Como é seguida pela Associação de
Pa alisia Ce eb al de Coimb a (APCC) desde o seu nascimen o, é a aliada pela escala
que a p óp ia ins i uição u iliza.
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Semana 1
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Semana 11
Semana 12
Semana 13
Semana 14
Semana 15
Obje i os A ingidos
68
C iança B
• 4 anos de idade
• Sexo eminino
• Realizou 13 de 15 a i idades do p oje o
• Bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI
• Es á inse ida em Ja dim de In ância
Figu a 11 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança B du an e o p oje o
Es a c iança, po ado a da Sínd ome de Ba de -Biedl
3
, es e e inse ida no p oje o
desde o seu início. Foi in e essan e obse a que, ao longo do p oje o, a c iança oi
demons ando e olução ao ní el da comp eensão de ins uções (numa das a i idades oi-
lhe pedido que “desse o dedo”, ao que a c iança espondeu com o le an amen o do
indicado di ei o) e, apesa da sua in lexibilidade pa a com o manuseamen o da plas icina,
oi mui o a i a na a i idade do slime. As únicas a i idades que a c iança não ealizou
(pois não se demons ou in e essada nos ma e iais) oi a do Poly-Uni e se e das es adas
das o mas, que co espondem à semana 2 e 10, espe i amen e (c . Figu a 11).
No que diz espei o à SGS II, oi possí el e i a in o mação da a aliação dos 48
meses, ealizada em ma ço de 2021, e da a aliação dos 60 meses, ealizada em ma ço
des e ano, já com o p oje o a deco e (c . Figu a 12).
3
Uma doença mul issis émica gené ica a a ca ac e izada pela associação a iá el de dis o ia da e ina, obesidade,
polidac ilia, anomalias geni u iná ias e enais, di iculdades de ap endizagem e hipogonadismo, com um amplo espe o
de ou as mani es ações meno es.
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Semana 1
Semana 2
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Semana 10
Semana 11
Semana 12
Semana 13
Semana 14
Semana 15
Obje i os A ingidos
69
Figu a 12 - A aliações do desen ol imen o da C iança B a a és da SGS II
Nas suas a aliações (que já são menos pe iódicas de ido à sua idade), e endo em
conside ação os limi es de uma c iança com es a sínd ome, só se ia de espe a que se
encon asse mui o abaixo do pe il de desen ol imen o adequado à sua idade c onológica.
Des e modo, o que se p e endeu p omo e acima de udo oi a mo icidade global e ina
da c iança ( en ando que es a conseguisse manipula peças de jogos de encaixe sozinha,
po exemplo) a sua au onomia a ní el de concen ação numa a i idade e a manipulação
de di e en es ma e iais.
C iança C
• 2 anos de idade
• Sexo eminino
• Realizou 14 de 15 a i idades do p oje o
• Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI
• Es á inse ida em C eche
70
Figu a 13 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança C du an e o p oje o
Incluída no p oje o desde a p imei a semana, es a c iança oi das mais in e essadas
du an e odo o deco e da in e enção. Du an e es e empo oi capaz de adqui i no o
ocabulá io, começando a e baliza pala as e concei os simples, sendo capaz de
esponde a á ias pe gun as. Nas á ias a i idades oi capaz de iden i ica e u iliza
di e en es pa es do seu co po, iden i ica co es, animais e, du an e algum empo, segui
eg as e ins uções que lhe e am dadas pelos/as adul os/as. A única a i idade que a c iança
não ealizou (pois não se demons ou in e essada no ma e ial) oi a do Poly-Uni e se, que
equi ale à semana 2 (c . Figu a 13).
No que diz espei o à SGS II, oi possí el e i a in o mação da a aliação dos 24
meses, ealizada em dezemb o de 2021, mesmo an es do p oje o inicia , e da a aliação
dos 30 meses, ealizada em junho des e ano, já com o p oje o a e mina (c . Figu a 14).
Figu a 14 – A aliações do desen ol imen o da C iança C a a és da SGS II
Na p imei a a aliação e e uada (24 meses), oi possí el obse a que a c iança se
encon a a den o de um pe il de desen ol imen o no mal pa a a sua idade c onológica,
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Semana 12
Semana 13
Semana 14
Semana 15
Obje i os A ingidos
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es ando um pouco aquém no domínio da ala e da linguagem, algo que se o nou um oco
pa a es imula a c iança. Seis meses depois, em no a a aliação (30 meses) oi possí el
e i ica que a c iança conseguiu adqui i esse domínio no pa âme o co esponden e à
sua idade, mas que, apesa de um dos g andes ocos do p oje o se a manipulação, es a
icou aquém do espe ado. É de no a que, du an e a ealização des a a aliação, a c iança
es e e semp e bas an e inquie a e pouco colabo ado a, o que pode jus i ica es a di e ença
en e a a aliação e a obse ação do/a adul o/a.
C iança D
• 3 anos de idade
• Sexo masculino
• Realizou 15 de 15 a i idades do p oje o
• Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI
• Es á inse ida em Ja dim de In ância
Figu a 15 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança D du an e o p oje o
A c iança deu en ada na Ins i uição em dezemb o, pelo que es á inse ida no
p oje o desde o p imei o dia. Na ap esen ação da Co uja, a c iança mani es ou-se bas an e
con en e e en usiasmada, endo ab açado o peluche com mui o ca inho, algo o a do
comum pa a os compo amen os habi uais da c iança. A manipulação que a c iança
ealizou do ma e ial Poly-Uni e se o nou-se mo e pa a a ealização de uma in es igação
que se á ap esen ada no Capí ulo III.
A ní el das es an es a i idades, a c iança co espondeu a odos os obje i os
p e endidos a pa i do momen o em que ganhou mais con iança em si mesma e no/a
adul o/a que a guia a nes e p ocesso. A sua elação com os pa es ambém melho ou,
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Semana 14
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Obje i os A ingidos
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es ando nas p imei as a i idades mais isolada e com medo de ealiza ce as a i idades,
que só acei ou aze depois de assis i à ealização das mesmas po pa e dos/as colegas.
No que diz espei o à SGS II, oi possí el e i a in o mação da a aliação dos 36
meses, ealizada em dezemb o de 2021, mesmo an es do p oje o inicia (c . Figu a 16).
E a supos o e sido ei a a a aliação dos 48 meses, an es do é mino do pe íodo de
es ágio, mas po mo i os ine en es à dinâmica da Ins i uição, al não oi possí el.
Figu a 16 - A aliações do desen ol imen o da C iança D a a és da SGS II
Es a a aliação (que se iu como diagnós ico pa a le an amen o das necessidades),
demons ou que a c iança se encon a a num pe il de desen ol imen o en e os 24 e os
36 meses. Os domínios que necessi a am de mais in e enção e am a au onomia, a ala e
linguagem e a locomoção. Tendo em conside ação que não oi possí el ealiza no a
a aliação pa a cons a a se es e pe il de desen ol imen o já ia ao encon o da sua idade
c onológica, só podemos e e i aquilo que obse amos. A c iança e minou o p oje o a
consegui cons ui au onomamen e puzzles de in e peças, a econhece e a e baliza
os núme os a é dez e o nome de animais de di e sos habi a s, bem como algumas das
suas ca ac e ís icas.
C iança E
• 6 meses de idade
• Sexo masculino
• Realizou 9 de 15 a i idades do p oje o
• Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI
• Não es á inse ida em con ex o P é-Escola
73
Figu a 17 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança E du an e o p oje o
A c iança já se encon a a na Ins i uição aquando do início do p oje o, mas só oi
inse ida nas a i idades a pa i da quin a semana, quando a ingiu os seis meses de idade,
um pa ama de desen ol imen o su icien e pa a consegui co esponde aos obje i os
delineados.
Em odas as a i idades que pa icipou, demons ou cu iosidade pelos es ímulos ao
seu edo , mani es ando in e esse po obje os e ma e iais ainda seus desconhecidos. Pa a
além das a i idades inicias, a c iança não ealizou as a i idades com núme os e com
o mas geomé icas, que co espondem às semanas 8 e 10 (c . Figu a 17).
No que diz espei o à SGS II, oi possí el e i a in o mação da a aliação dos ês
meses, ealizada em dezemb o de 2021, mesmo an es do p oje o inicia , da a aliação dos
seis meses, ealizada em ma ço des e ano, que ma ca a en ada da c iança no p oje o, e da
a aliação dos oi o meses, conc e izada em maio, já com o p oje o a e mina (c . Figu a
18).
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Semana 13
Semana 14
Semana 15
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Figu a 24 - A aliações do desen ol imen o da C iança H a a és da SGS II
A a és das a aliações e e uadas nes e pe íodo de empo, é possí el e i ica que
os domínios de desen ol imen o da c iança não ão ao encon o da sua idade c onológica.
Na a aliação inal (24 meses), a c iança ap esen a a um pe il de desen ol imen o
en e os 15 ( isão, audição, ala, linguagem e cognição) e os 24 meses (locomoção e
in e ação social).
C iança I
• 2 anos de idade
• Sexo masculino
• Realizou 13 de 15 a i idades do p oje o
• Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI
• Es á inse ida em C eche
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Figu a 25 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança I du an e o p oje o
Assim que en ou na Ins i uição (04/22) a c iança oi in eg ada no p oje o,
pa icipando em odas as a i idades da mesma o ma que as ou as c ianças. A c iança já
inha mui os conhecimen os adqui idos sob e as co es, os núme os e os animais aquando
da sua en ada. Isso acili ou a sua in eg ação. A c iança es e e, em odas as a i idades,
semp e mui o cu iosa em elação ao que e a pa a aze , manipulou semp e os ma e iais
da manei a ap op iada, possuindo já habilidade em cons ui puzzles de in e peças.
Pouco empo depois da sua en ada no p oje o, a c iança oi inse ida em C eche, o que
desen ol eu a sua in e ação social com os pa es. Vá ias ezes demons ou p eocupação
e quis ajuda as c ianças mais pequenas a conc e iza , ambém elas, as di e en es
a i idades.
No que diz espei o à SGS II, apenas oi possí el e i a in o mação da a aliação
dos 30 meses, ealizada em ma ço de 2021, que se iu como a aliação disgnós ica do
desen ol imen o da c iança (c . Figu a 26).
Figu a 26 - A aliações do desen ol imen o da C iança I a a és da SGS II
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Nes a a aliação oi possí el cons a a que a c iança ap esen a um pe il de
desen ol imen o en e os 24 (manipulação, au onomia e cognição) e os 30 meses (os
es an es domínios).
C iança J
• 1 ano de idade
• Sexo eminino
• Realizou 7 de 15 a i idades do p oje o
• Não bene icia de acompanhamen o pelo SNIPI
• Não es á inse ida em con ex o P é-Escola
Figu a 27 - Núme o de obje i os a ingidos pela C iança J du an e o p oje o
Assim que en ou na Ins i uição (05/22) a c iança oi in eg ada no p oje o,
pa icipando em odas as a i idades da mesma o ma que as ou as c ianças. Du an e odas
as a i idades en ou esponde a pe gun as simples, u ilizando ges os pa a aquilo que não
conseguia e baliza , oi a i a em odas as a i idades plás icas, não demons ando
qualque ipo de inibição no manuseamen o de di e sos ma e iais (po exemplo, du an e
a pin u a senso ial, pin ou o seu co po odo e quando lhe e a pe gun ado “se que ia mais
in a”, le an a a o pé como a pedi mais).
A única a aliação e e uada à c iança oi aquando da sua chegada, o que apenas
nos o nece uma in o mação diagnós ica da mesma (c . Figu a 28). Nes a a aliação oi
possí el pe cebe que a c iança ap esen a um pe il de desen ol imen o en e os 24
(locomoção) e os 15 meses ( isão, audição, ala, linguagem e cognição). Após obse ação
da in e ação da c iança com as a i idades que lhe e am p opos as, conside a-se que, se a
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Semana 5
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Semana 10
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Semana 12
Semana 13
Semana 14
Semana 15
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c iança i esse pa icipado no p oje o desde o início, i íamos obse a uma g ande
e olução nes es domínios que necessi am de es ímulos.
Figu a 28 - A aliações do desen ol imen o da C iança J a a és da SGS II
De uma o ma ge al, e endo em conside ação o eedback que íamos ecebendo ao
longo da implemen ação do p oje o ( an o da equipa, como do público-al o), es e oi bem-
sucedido. As c ianças ade i am bas an e ao ac o de as a i idades se em p opos as po um
peluche, mos a am in e esse em elação a ma e iais e obje os que e am pa a elas
desconhecidos e o am, a cada semana que passa a, mos ando e oluções e que
assimila am os con eúdos que as a i idades lhes que iam ansmi i .
Segundo as nossas obse ações, as c ianças que e oluí am mais o am as de idade
supe io a 24 meses e que es a am inse idas em con ex o p é-escola , o que e idencia,
po um lado, a impo ância da in e ação en e es es con ex os e, po ou o, a uma maio
adequação do p oje o a es a aixa e á ia, pa a a qual oi inicialmen e concebido.
Ainda assim, podemos iden i ica alguns aspe os a melho a e, como al,
conside amos pe inen e ealiza uma análise SWOT, como a aliação inal do p oje o (c .
Quad o 23).
84
Quad o 23 - Análise SWOT do p oje o
Pon os Fo es
Pon os F acos
Pe inência dos emas;
Di iculdade na a aliação do impac o do p oje o
nas c ianças;
Bom domínio de di e en es
me odologias;
A i idades di e enciadas e lúdicas;
Di iculdade em implemen a a i idades com
g upos e á ios ão dis in os.
Vínculo a e i o posi i o com as
c ianças.
Opo unidades
Ameaças
G upo cu ioso e dispos o a
colabo a nas a i idades;
Flu uação das c ianças e inde inição da du ação
do acolhimen o;
Espaços adequados e p epa ados
pa a as a i idades;
Dinâmica de uma Ins i uição de Acolhimen o;
Apoio da Educado a Social e da
Equipa Educa i a.
Imp e isibilidade no cump imen o de
plani icações.
85
CAPÍTULO III - À PROCURA DA BOA FORMA COM O MATERIAL
POLY-UNIVERSE
3.1 Con ex ualização e Obje i os da In es igação
Como já e e ido no capí ulo an e io , hou e uma c iança que se des acou pela
manipulação e ligações que ez com o ma e ial Poly-Uni e se ( ambém já sup aci ado),
que se iu de mo e pa a a conc e ização de um Es udo de Caso.
Es e es udo em como p incipal obje i o analisa a in e ação de uma c iança na
aixa e á ia dos ês anos com o ma e ial Poly-Uni e se, endo po base ês obje i os
especí icos: (1) ap ende as o mas geomé icas simples (cí culo, iângulo e quad ado);
(2) ap ende as co es (ama elo, azul, e de e e melho); e (3) p omo e a c ia i idade, a
mo i ação in ínseca, a a enção e a pe ceção isual.
O ma e ial Poly-Uni e se já se e elou excelen e pa a o ensino da ma emá ica
jun o de c ianças com idade supe io a seis anos, no que diz espei o ao desen ol imen o
de hábi os c ia i os no ambien e escola . A ques ão a que es e es udo p e ende da
espos a consis e em sabe se es e ma e ial é passí el de se u ilizado nou os ambien es
educa i os (como é o caso do Acolhimen o Residencial), com c ianças a equen a o
Ja dim de In ância, com o in ui o de o na a ap endizagem lúdica e di e ida.
3.2 Me odologia
3.2.1 Pa icipan e
Depois de uma b incadei a li e com o ma e ial com odas as c ianças da
Ins i uição, hou e uma c iança que demons ou especial in e esse e c ia i idade no
momen o do jogo, o que ele ou ainda mais o in e esse pa a a conc e ização des e es udo.
O pa icipan e, en ão, acolhido em ambien e de Acolhimen o Residencial, é do
sexo masculino e aquando do início do es udo inha ês anos de idade, encon ando-se na
Ins i uição há ês meses. Es es ês meses pe mi i am a c iação de um ínculo a e i o
com a c iança, le ando-a a sen i -se mais con ian e e con o á el pa a pa ilha a sua
c ia i idade comigo. Os concei os das o mas geomé icas e das co es ambém o am
86
einados du an e esse empo que ez com que a c iança já demons asse conhecimen os
p é ios no início da manipulação do ma e ial.
3.2.2 Ins umen os
Conside ando que se a a de um es udo de caso, a melho écnica de ecolha de
dados é a obse ação. Is o p o ou se um ins umen o c ucial pa a es e es udo po que nos
pe mi e sabe , de ac o, como a ação e e luga . A obse ação não só in eg a a pe ceção
isual, mas ambém a pe ceção ác il, ol a i a e audi i a. Nes e sen ido, o in es igado
quali a i o u iliza os cinco sen idos pa a ecolhe in o mação, que só ganha sen ido
quando ob ida no seu ambien e na u al (Flick, 2013). Seguindo es a linha de pensamen o,
ao longo des a in es igação, é u ilizada a obse ação pa icipan e e indi e a, pe mi indo
assim uma ecolha de dados mais p ecisa.
A obse ação pa icipan e pe mi e ao in es igado in eg a o ambien e sob
in es igação, " es indo" o papel de a o social, podendo assim e acesso às pe spe i as
de ou os se es humanos quando expe imen am os mesmos p oblemas e si uações
(Amado, 2013). Des a o ma, p ocu amos desen ol e momen os que ão ao encon o
dos gos os e in e esses da c iança, p opo cionando assim o desen ol imen o da sua
c ia i idade e mo i ação.
Segundo Flick (2013), a obse ação pa icipan e oco e a dois ní eis: no p imei o,
o in es igado o na-se pa icipan e, ganhando acesso à pessoa e, no segundo, con inua a
obse ação, concen ando-se mais no obje i o a se in es igado. Assim, no p imei o
plano, en amos conhece a c iança, ganhando a sua con iança e c iando um ambien e
segu o e calmo pa a que ela/ele pudesse exp essa as suas opiniões e emoções (é
necessá io conside a que se a a de uma c iança acolhida de ido a um Aco do de
P omoção e P o eção, pelo que es e p imei o con ac o se o na c ucial). Num segundo
ní el, implemen amos es a égias no desen ol imen o das a i idades que es a am de
aco do com o que oi obse ado an e io men e, concen ando-nos no manuseamen o do
ma e ial po pa e da c iança.
A obse ação indi e a oi ambém um mé odo u ilizado, a a és da cap u a de
o og a ias, pe mi indo o egis o das cons uções da c iança ao longo dos momen os, pa a
u u a obse ação e análise. A o og a ia em como obje i o documen a as p á icas
analisadas, pe mi indo o con on o com as in e p e ações em o ma de ex o,
equen emen e pe cebidas e in e p e adas de um pon o de is a especí ico (Flick, 2013).
87
O papel do jogo no desen ol imen o em sido amplamen e e idenciado nas eo ias
e pesquisas educacionais (po exemplo, Dá dai, 2022, pa a o papel da pedagogia do jogo
na geome ia, Vaz-Rebelo, Bida a. San os, no p elo). Depois de e e o luga do jogo na
educação, Dá dai (2022, 53) e e e "es es poucos exemplos mos am que o papel
educacional do jogo é ago a bem conhecido de séculos de expe iência. É po isso que a
pedagogia do jogo é ago a ensinada em odos os es abelecimen os de ensino com
educado es de in ância, p o esso es do ensino p imá io e p o esso es; exis e uma as a
li e a u a sob e o assun o e os p o esso es in e essados podem ap ende sob e o alo
educa i o dos á ios ipos de jogo - mo imen o, habilidade, desen ol imen o, social, e c.
- não só a pa i de manuais escola es, mas ambém a a és de e en os p o issionais
nacionais e in e nacionais, con e ências e campanhas.”
Em pa icula , os educado es da p imei a in ância comp eendem a impo ância da
b incadei a no desen ol imen o dos seus ilhos. As b incadei as podem e di e en es
ace as e obje i os. O papel do educado du an e o jogo az a dis inção en e jogo li e e
jogo di igido/educa i o (Weisbe g, Hi sh-Pasek, Golinko , Ki edge & Klah , 2016).
Como e e ido em Vaz-Rebelo, Bida a e San os (2022, p. 98) "O jogo li e é espon âneo
à medida que as c ianças pe seguem as suas an asias c ia i as. Enquan o, po um lado, a
b incadei a li e é di igida às c ianças e sem in e enção dos adul os, po ou o lado, a
b incadei a guiada em luga num ambien e in encional que oi cuidadosamen e planeado
pa a es imula e apoia a cu iosidade e c ia i idade da c iança. Enquan o os alunos
in e agem en e si e com os ma e iais, os p o esso es obse am e egis am es a in o mação
pa a planea os p óximos passos. São as c ianças que decidem como i ão explo a e
in e agi com os ma e iais e não os p o esso es. Nas b incadei as guiadas, as
opo unidades de ap endizagem podem se explici amen e es u u adas, mas a a i idade
é semp e conduzida pela c iança.
Uma ques ão-cha e que es á, e e i amen e, em discussão é, en ão, como o ien a
a b incadei a das c ianças, qual pode se o papel dos educado es, a im de man e o
bene ício da b incadei a li e e ambém da o ien ação di e a? Nes e âmbi o, o jogo guiado
su ge como uma o ma de conside a an o o jogo li e como a o ien ação dos educado es
e pode e á ias ace as e ca ac e ís icas (po exemplo, Weisbe g, e al., 2016).
88
3.2.3 P ocedimen os
O p imei o passo pa a a ealização des e Es udo de Caso oi a edação de um
Consen imen o In o mado pa a pedi au o ização pa a pode ealiza es es ela os, à
Di eção da SORRISO (c . Apêndice 3).
Com es e assinado, planeamos aze a in odução do ma e ial em qua o
momen os: (1) cí culos; (2) quad ados; (3) iângulos; e (4) o “p e e ido” da c iança.
Nos momen os iniciais da p imei a sessão, oi pe mi ido à c iança manusea o
ma e ial li emen e, sem qualque in e enção po pa e do/a adul o/a, p omo endo assim
o jogo li e e a sua au onomia. Pos e io men e, op ou-se pelo mé odo de jogo guiado,
es u u ando as ap endizagens que inha como obje i os, mas deixando na mesma a
c iança conduzi a a i idade. Nes a e en e, o/a adul o/a é is o como um/a pa cei o/a
colabo a i o/a que c ia expe iências lexí eis e o ien adas pa a o in e esse da c iança que
es imulam a sua cu iosidade na u al, o en ol imen o a i o e os p ocessos de "sen ido"
(Fishe e al., 2012). Nes e con ex o, o/a adul o/a p o ege a ap endizagem da c iança
comen ando descobe as, b incando com a mesma e c iando sequências de ap endizagem
com ecu so a ma e iais bem planeados.
Todas as sessões o am ealizadas na sala de es a da Ins i uição, num ambien e
neu o, segu o e onde a c iança es a a habi uada a es a e a b inca . Foi semp e e e ido
que es e e a um jogo escolhido pa a ele, mas que odos podiam b inca e manusea o
ma e ial, algo que não oi mui o bem acei e pela c iança no momen o da b incadei a.
A p imei a sessão oco eu passado ês meses da en ada da c iança na Ins i uição,
o que pe mi iu um p ocesso de ap oximação egula e sem c ia algum s ess ou
descon o o. O ma e ial não oi explicado nem demons ado an es, a p imei a u ilização
oi apenas jogo li e e u ilização de conhecimen os p é ios ela i os às o mas
geomé icas, às co es, algo que já inha sido abalhado com a c iança.
Inicialmen e, começou po jun a as me ades de cí culos maio es e in e médios,
azendo uma ligação co e a com as co es, e quando ques ionada sob e a cons ução que
inha ei o disse: “Não se ê logo que é uma laga a?”, o que le ou a uma ga galhada
conjun a. Foi ques ionado se sabia que o mas geomé icas e am es as (com as quais que
ele es a a a abalha ) ao que a espos a oi posi i a, a i mando que se a a a de “cí culos
que pa ecem bolas”.
89
Figu a 29 - P imei a cons ução, "A Laga a"
Du an e a ealização des a cons ução, o am explo ados os obje i os p e endidos,
ques ionando a c iança:
• “Já epa as e que jun as e á ias co es iguais?”;
• “Duas me ades jun as dão um...?”, ao que a c iança espondeu “Cí culo!”;
• “Já is e como há cí culos de an os amanhos di e en es?”.
Is o le ou a que a c iança al e asse a sua cons ução e izesse a ligação de ainda
mais semicí culos, como se pode e na Figu a abaixo.
Figu a 30 - Segunda cons ução, “A No a Laga a”
Após es e momen o, e sendo in e ogado se ha ia algo mais que ele pode ia
cons ui com os cí culos, a c iança conec ou as peças a a és do semicí culo maio , endo
96
no as ligações. De uma o ma ins in i a, se iou as peças po co es, c iou o mas
imaginá ias ou com que pudesse b inca , jun ou g andezas de amanho igual e oi capaz
de c ia no as igu as geomé icas.
O Poly-Uni e se pode se usado em Acolhimen o Residencial, com c ianças com
idade a pa i dos ês anos, de ido à sua simplicidade, à sua uni e salidade e ao seu
aspe o a a i o com co es ib an es. A melho pa e des e jogo pa a a c iança oi o ac o
de não e qualque ipo de eg as, le ando-a a jun a as peças com base no seu p óp io
c i é io e a es imula a sua c ia i idade nas suas mon agens/cons uções.
É do conhecimen o de qualque p o issional no amo educa i o, que b inca é uma
das o mas mais impo an es de ap ende pa a as c ianças. Segundo Piage (1964),
"Quando b inca, a c iança assimila o mundo à sua manei a, sem comp omisso com a
ealidade, pois a sua in e ação com o obje o não depende da na u eza do obje o, mas da
unção que a c iança lhe a ibui”. A pa i do b inca a c iança expande a sua imaginação,
le ando-a a c ia an asias imagina i as, podendo começa a compensa as p essões que
so e na ealidade das suas i ências.
Com es e ma e ial, é possí el p omo e conhecimen os básicos a pa i de
si uações de jogo in o mais como a comunicação e as habilidades sociais; a isão
espacial; a pe cepção em pa e in ei a; o pensamen o algo í mico; as habilidades
senso iomo o as; o pensamen o sin é ico e analí ico; a se iedade; e c. O Poly-Uni e se
des aca-se assim en e os amilia es Lego, jogos de abulei o, cubos de madei a e ou os
jogos lógicos, sendo um jogo que pode se adap ado a di e en es aixas e á ias.
97
CAPÍTULO IV - OUTRAS ATIVIDADES
Pa a além das a i idades plani icadas e desen ol idas no âmbi o do P oje o de
Es ágio e de In es igação, oi ainda possí el pa icipa e colabo a nou as a i idades
inse idas na dinâmica da Ins i uição e da Faculdade, que se ão ap esen adas em seguida.
4.1 A i idades inse idas na dinâmica da Ins i uição
4.1.1 A i idades de a aliação e acompanhamen o das c ianças em
ambien e de acolhimen o
• Con e ências Judiciais
Ao longo do es ágio cu icula , oi possí el assis i a duas sessões de Con e ência
Judicial no T ibunal de Família e Meno es de Coimb a (uma online e uma p esencial)
acompanhando a Educado a Social, con ocada pa a pa icipa nes as con e ências.
• Reuniões e colabo ação em a i idades ine en es ao con ex o P é-Escola
A Educado a Social em como unção se Enca egada de Educação das c ianças,
o que exige a p esença em euniões de acompanhamen o an o com as educado as, como
com as p o issionais do SNIPI que acompanham as c ianças assinaladas.
Pa a além disso, a Educado a Social pa icipa nas es as comemo a i as dos
Equipamen os de Ensino e nas a i idades ealizadas ao longo do ano, abalhando semp e
em a iculação com as educado as.
Du an e o pe cu so na Ins i uição, oi pe mi ido assis i a di e sas euniões
(algumas online e ou as ealizadas em C eches e em Ja dins de In ância), onde e am
abo dados aspe os ela i os ao desen ol imen o das c ianças, ques ões que possam ge a
p eocupação ou conquis as que enham alcançado. Como e e ido, nas euniões de
c ianças assinaladas ao SNIPI, es e e p esen e a educado a esponsá el, podendo discu i
ambém o Plano Indi idual de In e enção P ecoce (PIIP).
• Realização de Rela ó ios de Acompanhamen o
Independen emen e do empo de pe manência de cada c iança em acolhimen o, a
Equipa Técnica elabo a semes almen e um ela ó io de acompanhamen o a se eme ido
98
à CPCJ, ao T ibunal ou à EMAT ou, quando es eja p óxima a da a da e isão da medida
aplicada. Também pode acon ece que qualque uma des as en idades, solici e
in o mações especí icas de cada p ocesso em qualque al u a, median e a e olução de
cada p ocesso.
Nes e ela ó io pode ão cons a p opos as de al e ação da si uação da c iança,
nomeadamen e, al e ação do egime de isi as, pa ece sob e o p oje o de ida, en e
ou os.
• A aliação do Desen ol imen o das C ianças
Foi possí el pa icipa em algumas a aliações do desen ol imen o das c ianças.
Pa a a ealização das mesmas, e já como e e ido an e io men e, a Ins i uição eco e à
SGS II, que é um ins umen o de as eio do desen ol imen o das c ianças dos ze o aos
cinco anos (Seab a-San os, Simões, Almi o & Almeida, 2021), u ilizado em á ios
momen os no deco e do acolhimen o da c iança.
• Elabo ação dos Planos Socioeduca i os Indi iduais
Semp e com o auxílio da Educado a Social, oi possí el pa icipa na elabo ação
de alguns dos Planos Sócios Educa i os Indi iduais (PSEI) das c ianças. Es e, como já
explici ado no Capí ulo I mas elemb ando, é um documen o écnico, cuja unção
p imo dial é acili a a iden i icação das ações e sis ema iza a in e enção que Ins i uição
p e ende desen ol e com de e minada c iança.
Cada p oje o é a aliado pa a cons a a se exis e p og esso no cump imen o dos
obje i os p opos os. A pe iodicidade dessa a aliação é de inida consoan e a na u eza de
cada p oje o. Median e os esul ados ob idos, cada p oje o pode se e o mulado com
ou os obje i os, inalizado ou podem su gi no as á eas de in e enção.
• Acompanhamen o do p ocesso de uma c iança em ap oximação à amília
ado i a
Du an e o pe íodo de es ágio oi possí el obse a e pa icipa no p ocesso de
adoção de uma c iança. Es a pa icipação consis iu na p epa ação da semana de
ap oximação da candida a à c iança, pois es a já se encon a a nos dois anos de idade.
99
An es dessa semana, a candida a en iou um peluche e um álbum com di e sas o os da
amília e da casa que a espe a a. Em conjun o com os elemen os da Equipa Técnica, o
álbum oi mos ado à c iança, le ando-a à iden i icação dos que se ão a sua amília.
No p imei o dia, ealizou-se uma eunião com a candida a, a Educado a Social e
a esponsá el da Equipa de Adoção pa a pa ilha de in o mações ela i amen e à c iança.
Depois hou e a p imei a ap oximação en e as duas, e oi mui o g a i ican e obse a que,
a a és do abalho que já inha sido ei o com o álbum, a c iança se demons ou à on ade
com a candida a.
O p ocesso deco eu com a sua no malidade, já explici ada no p imei o capí ulo,
sendo que, no segundo dia, a candida a pôde di igi -se à Ins i uição, b inca com a c iança,
da o almoço e p epa a pa a a sex a; no e cei o dia, pôde i passea com a c iança ao
ex e io , com o apoio de um memb o da Equipa Técnica; no qua o dia, a c iança pôde
passa a noi e no alojamen o da candida a e, no quin o dia, a c iança pôde sai da
Ins i uição.
Con ém ealça que es e p ocesso oi pensado pa a se lexí el e adap á el,
colocando a c iança semp e p imei o luga .
• Ques ioná ios de Ca ac e ização da C iança pelos Pais
Ao longo do es ágio, e com a en ada de no as c ianças, o na-se necessá io
ealiza a endimen os com os pais de o ma a ecolhe in o mação sob e a amília e
dinâmica da mesma. Sendo assim, assis imos a á ios a endimen os, com o obje i o de
ob e espos as ao Ques ioná io de Ca ac e ização da C iança pelos Pais.
• Realização do Manual de Acolhimen o
Tendo em conside ação as cons an es al e ações de eg as impos as pela DGS,
hou e a necessidade de e i ica o Manual de Acolhimen o An e io , algo que, com a
es agiá ia de Animação Socioeduca i a oi ealizado de bom g ado.
100
• P og ama de Ação
Apesa de não e uma pa icipação a i a nes a a i idade, obse amos a
in e enção da Educado a Social. Es e p og ama é “um documen o que p ocede à
iden i icação do conjun o ações a desen ol e pela SORRISO (en idade ges o a da Casa
de Acolhimen o) e pelo Ninho dos Pequeni os, du an e cada ano ci il” (P oje o
Educa i o, 2017, p. 71). É um documen o elabo ado po odos os memb os da Equipa
Técnica, em colabo ação com os elemen os da Di eção da SORRISO.
• Rela ó io de A i idades do Ano
Da mesma o ma que a a i idade an e io , a pa icipação nes e ela ó io oi
me amen e de espe ado /a. Es e é “o documen o em que se encon am desc i as odas as
a i idades que se ealiza am na Ins i uição du an e o ano an e io e a a aliação das
mesmas, p opo cionando uma pe spe i a global do se iço que o Ninho dos Pequeni os
p es a às c ianças acolhidas” (P oje o Educa i o, 2017, p. 72). O Rela ó io incluiu a
desc ição e a aliação de odas as a i idades p e is as (as que se conc e iza am e as que
não o am ealizadas), bem como ou as que não es ando p e is as o am ealizadas no
ano em causa.
4.1.2 A i idades elacionadas com ani e sá ios e da as
comemo a i as
• Ani e sá ios
Fes eja o ani e sá io das c ianças nunca é esquecido pela equipa educa i a. Pa a
além dos ani e sá ios das c ianças es a em semp e a ixados no placa d da Sala de
Re eições, semp e que uma c iança az anos, o momen o é assinalado da o ma mais
amilia possí el, com a en ega de uma p enda e um bolo pa a odos jun os can a em os
pa abéns.
• Dia das B uxas
Pa a comemo a es e dia, oi elabo ada uma g inalda com as mãos de algumas das
c ianças, pa a deco a a po a de en ada. Com ecu so a olos de papel higiénico e ou os
ma e iais eciclados, oi possí el ealiza um abalho de exp essão plás ica, que esul ou
101
na cons ução de um mo cego, eco endo ambém à écnica de ca imbagem com ba a as
pa a aze as abóbo as.
P opo cionamos uma saída emá ica ao Ja dim da Se eia, onde as c ianças
es i am a os alusi os a es e dia (capas, chapéus de b uxa, an enas de abóbo a, e c.) e
pude am b inca pelo ja dim, endo a opo unidade de des u a do baloiço inclusi o que
ali se encon a. Foi ainda ealizado um lanche que p opo cionou a que oda a Equipa
Educa i a, Técnica e c ianças, pudessem des u a de um pequeno con í io (c . Anexo
30).
• Ou ono
Pe o des a al u a, numa das saídas com as c ianças, omos apanhando olhas de
di e en es o ma os e co es que encon á amos caídas no chão. Mais a de, começamos
po pin a o undo do abalho com uma esponja pa a pos e io men e eco emos à
ca imbagem do b aço e mão das c ianças (de o ma a ep esen a o onco de uma á o e).
Fizemos ainda a ca imbagem das olhas, com ca imbos de esponja e com ca imbos das
olhas e dadei as que ínhamos apanhado de an emão (c . Anexo 31). Pos e io men e,
os abalhos o am expos os pa a deco ação da Ins i uição.
• São Ma inho
Pa a comemo a es e dia, e p omo endo a consciência co po al, as c ianças
c ia am a “Dona Cas anha” (c . Anexo 32), u ilizando jo nal e ou os ma e iais
eu ilizados. As di e en es pa es do co po o am nomeadas e elacionadas com o seu
p óp io co po, p omo endo a sua consciência co po al. Foi ainda p omo ido um
momen o de exp essão musical com a canção das cas anhas, com uma co eog a ia alusi a
ao seu con eúdo. Fo am ainda explo ados os concei os de can a al o, baixo, a g i a e
como se es i éssemos a cho a , ab indo ambém o jogo pa a as á ias emoções.
Pa a e mina o dia, oi ealizado um lanche con í io, onde as c ianças pude am
expe imen a cas anhas assadas. Es e momen o oi o magus o do Ninho dos Pequeni os.
102
• Na al
Es a época le ou à cons ução de di e en es a i idades com as c ianças ao longo
do mês de Dezemb o. An es de começa a abalha com as c ianças, oi ealizado o pos al
de Na al da Ins i uição (c . Anexo 33), pa a en io aos associados da SORRISO e, ambém,
en iado digi almen e pa a ou as en idades, desejando as boas es as po pa e do Ninho
dos Pequeni os.
Na p imei a a i idade com os/as meninos/as, cada c iança, com ma e iais
eciclados, cons uiu um en ei e pa a coloca na á o e de Na al da Sala de Es a , sendo
que os mais pequenos ize am o molde da mão pa a as asas de um anjo (c . Anexo 34).
O jogo das cadei as oi u ilizado como um mo e pa a c ia alea o iedade na
a ibuição de di e en es o mas geomé icas pelas c ianças. Colocando música de Na al,
as c ianças co e am à ol a das cadei as (ha endo uma a menos que o núme o o al de
jogado es) e, de cada ez que a música pa asse, inham que se sen a . Quem não se
conseguisse sen a , saía o a do jogo e inha que escolhe uma co (ama elo, la anja,
e melho, oxo, azul, e de), onde es a ia escondida uma o ma geomé ica (cí culo,
iângulo, quad ado, co ação, es ela, losango). Pos e io men e, cada c iança cons uiu
uma p enda, num abalho de exp essão plás ica u ilizando a co e a o ma geomé ica
que lhes e ia calhado an e io men e. Es es abalhos o am u ilizados pa a deco ação da
en ada da Ins i uição (c . Anexo 35).
Con inuando nos abalhos de exp essão plás ica, oi a ez de cons uí em a sua
á o e de Na al. Dessa o ma oi dei ada sob e a olha uma linhas de in a e de que as
c ianças de e iam espalha com um pincel, numa o ma cu ilínea. Enquan o seca a, as
c ianças asga am pedaços de papel me alizado pa a ep esen a as bolhas deco a i as e
co a am um pa alelepípedo em ca olina canelada pa a cola em como o aso. Na
mon agem inal, u iliza am ainda i as p a eadas e ize am a ca imbagem do dedo pa a
en ei a ainda mais as suas á o es (c . Anexo 36).
Ainda pa a deco ação oi elabo ado um pai na al gigan e, pa a coloca na En ada,
um boneco de ne e pa a coloca na po a dos Qua os das c ianças, uma g inalda com
moldes das mãos pa a coloca na po a da Sala de Re eições e uma á o e de olos de
papel e cápsulas de ca é pa a coloca na po a do Gabine e Técnico (c . Anexo 37).
103
• Fes a de Na al
A 17 de dezemb o de 2021, ealizou-se a Fes a de Na al do Ninho dos Pequeni os.
Es a, em empos no mais, se ia abe a a ou as C eches e In an á ios que colabo am com
a Ins i uição, in eg ando mais c ianças, pa a além daquelas acolhidas na Ins i uição.
Como a pandemia con inua e as es ições idem, a Fes a de Na al oi apenas pa a
uncioná ios e memb os da di eção.
Pa a começa a es a, an o as c ianças como as adul as se es i am a igo ,
que íamos p opo ciona um dia di e en e pa a odos. Começamos po ap esen a a
d ama ização da his ó ia “Um beijinho pa a o Pai Na al” (c . Apêndice 4), endo-me a
mim como na ado a, à es agiá ia de psicologia como o Pai Na al e à Educado a Social
como a pe sonagem da Gab iela. Es a his ó ia oi pensada e adap ada pa a pe mi i que
as c ianças ambém pa icipassem du an e a ap esen ação. Pelo eedback ecebido, oi
algo bem-sucedido. Fal ando ainda algum empo pa a o almoço, con inuamos a es a
can ando músicas de Na al popula es com as c ianças.
O almoço e o lanche ambém o am especiais nes e dia. Tan o as uncioná ias,
como as c ianças da Ins i uição almoça am e lancha am odos jun os, le ando a um
con í io bas an e ag adá el. Após o lanche, e le ando as c ianças à abe u a das p endas,
colocamos os sapa os que iden i icam como seus em cima da espe i a p enda que lhes
pe encia, pa a i em ab i ao pé da á o e, na Sala de Es a (c . Anexo 38).
• Dia dos Reis
Es e dia começou po se explicado (de uma o ma b e e) às c ianças pa a que
es as en endessem o concei o do abalho plás ico que i iam ealiza de seguida. Es e
consis iu na colagem do co po dos eis magos ( iângulo mais cí culo pa a a cabeça) e a
sua co oa (semicí culo, iangulo e apézio), sendo que os es an es cons i uin es do co po
humano o am desenhados pelas c ianças, u ilizando e e ências ao seu p óp io co po.
Mais a de, oi colado papel c epe bege no undo pa a simboliza a a eia e ealizada a
ca imbagem da mão, como ep esen ação de um camelo. Como complemen o ao que as
c ianças ize am, colamos uma es ela dou ada a sai da olha, simbolizando o caminho
que es es de em segui . Foi ambém possí el ealiza um lanche emá ico (c . Anexo 39).
104
• “Pa a i, que és especial!”
Tendo em conside ação a equência das c ianças em es abelecimen os de ensino,
e sabendo que, an o o Dia do Pai, como o Dia da mãe, são algo abo dado nes es con ex os,
as c ianças c ia am um pos al alusi o ao ema “A Flo es a”. No in e io do pos al, as
c ianças mais elhas ealiza am um desenho li e e os mais pequenos ize am a
ca imbagem do seu pé, es ando p esen e uma o og a ia de cada um (c . Anexo 39). No
im da elabo ação dos pos ais, é explicado às c ianças que es as pode ão o e ece o pos al
ao pai, à mãe ou a quem quise em, que sin am que é especial pa a elas. Caso não consiga
exp essa a sua opção, o pos al é gua dado na pas a espe i a da c iança.
• P ima e a
Pa a abalha es a es ação do ano oi ealizado um abalho de exp essão plás ica
que esul ou na cons ução de lo es. Pa a a sua ealização oi necessá io p epa a uma
in a agua ela azul, com cane as de el o an igas e água, pa a as c ianças pode em pin a
o undo do abalho. Pos o is o, as c ianças pin a am ma e iais eciclados de e melho
(papoila) e la anja ( ulipa) pa a se em as co as de duas lo es, que mais a de o am
coladas na olha, com uns caules e des e papel celo ane a aze de el a, o que le ou a
uma b incadei a das c ianças po que “podiam e udo e de”.
Es es abalhos o am colocados no e ei ó io, no placa d dos ani e sá ios, pa a
deco ação (c . Anexo 40).
• Deco ações da Casa
A Educado a Social p opôs a ealização de deco ações ela i as ao ema da
Flo es a pa a coloca na En ada da Ins i uição. Le ando ambém em ponde ação a
necessidade de u ilização de ma e iais eciclado, p ocedemos à conc e ização de á ias
á o es eco endo a olos de papel e a sacos de comp as; es os de ca olinas pa a
cons ui á ias olhas, bo bole as, abelhas e ca acóis, dois ou iços, um coelho, um eado,
um esquilo, uma aposa e cápsulas de ca é pa a a colmeia.
Após p opos a da Di e o a Técnica da Ins i uição, p ocedemos à con inuação das
deco ações pelo co edo aden o, explo ando a Flo es a nas di e en es es ações do ano.
105
Es es abalhos são elabo ados com o in ui o de p omo e o maio bem-es a das c ianças
acolhidas e de o na o espaço em que es as i em mais acolhedo (c . Anexo 41).
• Laço Azul Coimb a-P e enção dos Maus-T a os a C ianças e Jo ens
A Ins i uição associou-se à campanha de P e enção dos Maus-T a os a C ianças
e Jo ens. Es a campanha ealiza-se em memó ia daqueles que mo e am como esul ado
de abuso in an il e como o ma de apoia as amílias e o alece as comunidades nos
es o ços necessá ios pa a p e eni o abuso in an il e a negligência.
Tendo em conside ação o símbolo e a co , pensamos no ema pelo qual nos
egemos (A Flo es a) e izemos uma á o e, a a és de ma e iais eciclados (c . Anexo
42).
• Páscoa
A Páscoa é uma das épocas es i as de que as c ianças mais gos am. Pa a além
das a i idades já desc i as no Capí ulo II, cons uímos ces os pa a as c ianças ealiza em
a caça aos o os e uma caixinha de chocola es (pa a cada um ab i no Domingo de Páscoa.
Pa a o na o ambien e mais acolhedo , c iamos uma mesa à en ada da Ins i uição com
os o os gigan es pa a as c ianças, amêndoas, bombons e ou os dona i os ecebidos (c .
Anexo 43).
• San os Popula es
De o ma a assinala os es ejos dos San os Popula es, o am desenhados
manje icos em plás ico bolha, que as c ianças pin a am de e de com o auxílio de uma
esponja. Pa a a ealização dos asos, co amos apézios em ca olina canelada e, com o
auxílio de cada c iança, indi idualmen e, oi udo colado numa olha A3 ama ela. Pa a
além disso, com o auxílio da Educado a Social, da Es agiá ia em Animação
Socioeduca i a e das auxilia es, c iamos quad as pe sonalizadas pa a cada c iança
ac escen a ao seu manje ico. Es es abalhos o am colocados no placa d da Sala de
Es a , pa a deco ação (c . Anexo 44).
112
Conside ações Finais
Como é mino des e documen o, o na-se c ucial e le i e analisa as i ências e
ap endizagens adqui idas ao longo des e ano le i o, an o no con ex o de Ins i uição que
ão bem nos ecebeu, na á ea da educação social, como em con ex os ex e io es à mesma,
a pa i de opo unidades que o am sendo p opo cionadas.
A á ea da Educação Social não oi a p imei a escolha. Su giu como uma opção,
dada a elu ância em es agia em con ex o escola . Pa a além disso, oi ainda possí el
desen ol e a i idade de in es igação cien í ica, o que o iginou uma e olução mui o
maio do que aquela inicialmen e imaginada. Se udo o que oi expos o e a aquilo que se
expec a a no início? Não, mas supe ou as expe a i as de ou a manei a.
Du an e es es no e meses, sen imos que c escemos mui o enquan o u u a
p o issional de Ciências da Educação, mas acima de udo como pessoa. Es a dia iamen e
a ap ende com a Equipa Técnica e a Equipa Educa i a, como lida com si uações que
nos ogem do con olo, ou i his ó ias que não imaginá amos possí eis, en a se o
melho exemplo pa a odos/as, é sem dú ida algo que nos az e olui na es e a pessoal e
que nos o na agen es educa i os mais o es e capazes de ge i si uações p oblemá icas.
A Ins i uição acolheu-nos da melho manei a possí el. O g upo de c ianças oi
bas an e acolhedo e oi ácil c ia uma ligação inicial, que com o passa do empo,
o iginou um ínculo a e i o, que p opo cionou o sucesso da in e enção e do p oje o “A
Co uja chegou ao Ninho”, ansmi indo a e o odos os dias.
Apesa de á ias ped as que o am apa ecendo no caminho, conseguimos
cons ui um p oje o coe en e, com capacidade de es imula as c ianças e de lhes
ansmi i no os conhecimen os. Mas acima de udo, conside amos que ajudou no
desen ol imen o da sua au oes ima enquan o c ianças capazes de conquis a mui o mais.
Algo que oi no ó io du an e os p imei os meses de es ágio, oi que as c ianças
mani es a am uma maio mo i ação in ínseca na ealização das a e as p opos as se já
possuíssem algum conhecimen o p é io sob e o ema. Pa a além disso, a b incadei a e
a i idades que lhes pe mi issem explo a no os ma e iais o am semp e al o de maio
a enção e cu iosidade.
É daí que ad êm o í ulo des e ela ó io “Ap ende , B inca , Conquis a ”, le ando,
inicialmen e, as c ianças a i em assimilando alguns conhecimen os p é ios sob e os emas
com que, mais a de, b incam, com a mo i ação ce a pa a se em bem-sucedidas nas
113
a i idades (que, pela o ma como o am planeadas, basea am-se no mé odo de guided-
play, com ên ase na exp essão plás ica), conquis ando esses conhecimen os.
Pa a além do abalho ealizado na Ins i uição, oi possí el pa icipa numa
panóplia de momen os pedagógicos, que en iquece am ainda mais os conhecimen os
adqui idos nes e ano. As di e en es a i idades o na am possí el amplia as pe ceções na
p á ica educa i a e, acima de udo, na á ea cien í ica da educação. A opo unidade de
aze pa e de uma equipa que edigiu um a igo cien í ico pa a uma possí el publicação;
de pa ilha com p o issionais as conquis as do es udo de caso; de ob e c í icas
cons u i as de en endidos/as na ma é ia, ize am com que expe iências ou o a
inimaginá eis, ossem o nadas possí eis e en iquecedo as.
Conside amos que a maio di iculdade du an e es e pe íodo de es ágio oi a
dimensão emocional, mais conc e amen e no con olo das emoções. É ácil apega mo-
nos às c ianças, é di ícil chega mos ao im do dia e comp eende mos que aquela não é a
nossa ealidade. Qualque p o issional em ambien e de Acolhimen o Residencial p ecisa
de abalha a sua in eligência emocional. Des a o ma, ai cons uindo um conjun o de
habilidades men ais que lhe pe mi e conhece e pe cebe as á ias emoções, aciocina e
esol e p oblemas que de i em das mesmas. Ques ionamos se, du an e a o mação
des es p o issionais, não se ia impo an e ha e algum ipo de ap endizagem nes a á ea.
No que diz espei o ao con ibu o de um p o issional em Ciências da Educação
nes e ipo de ins i uições, oi ácil pe cebe a impo ância que em. Ap ende mais sob e
a unção de um/a Educado /a Social pe mi iu comp eende que é necessá io es imula as
c ianças nes as si uações (p incipalmen e numa ase ão impo an e do seu
desen ol imen o), p omo endo o seu desen ol imen o in eg al e pleno, ansmi indo-
lhes um ambien e segu o, de in e ação com os pa es, onde podem se au ónomas e
cons ui a sua p óp ia iden idade.
114
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al e ação à Lei de P o eção de C ianças e Jo ens em Pe igo).
Diá io da República, 1a sé ie- no 99. Lei n.o 23/2017, de 23 de maio. (Qua a al e ação
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117
Apêndices
Apêndice 1 – His ó ia da Co uja
E a uma ez uma ez uma !que i ia numa " na lo es a.
Cu iosa como e a que ia explo a o !. E po que não começa na
imensidão do !? A inal a sua co a o i a a é e a o ".
Enquan o oa a, olhou pa a baixo e iu um # gigan e, mas não um
# qualque ... e a um # de $ ☠! O # do Capi ão Gancho!
E ocês nem ão ac edi a , es a a a ha e uma g ande & no #!
A ! iu ', (, ), *, +... e pe cebeu logo que se a a a de uma
es a de ani e sá io. O Capi ão Gancho azia anos!
Gulosa como e a e e que se ap oxima e oou a é ao omb o do capi ão
po que lhe azia lemb a a sua , na lo es a.
O capi ão, que semp e quis e um -, olhou pa a a !com um . e
disse:
- “Mas que bela companhia que eu a anjei. Vais- e chama
!Ma uja!”.
Fascinada com o que / e 0, a !can ou, dançou, pulou e comeu que
se a ou.
Du an e mui o empo, a ! iajou com o Capi ão e os seus amigos
pi a as. Passa am po mui as a en u as, conhece am no os luga es e ize am
mui os amigos.
118
Tinha mui as saudades de , e apesa de gos a mui o do !, sen ia
al a das suas " com as suas 1 2, os seus amos con o á eis e oncos
o es... oi assim que decidiu ol a pa a ,.
Despediu-se do seu amigo Capi ão Gancho e odos os pi a as e à noi e
(não se esqueçam que as ! êm bem é à noi e), quando a 3 es a a bem lá
no al o e as ✨ b ilha am, a Ma uja iniciou a sua iagem de ol a à lo es a.
Quando chegou a , oi logo con a as suas no as a en u as aos seus
amigos. O 5, o 6, o 7, os 8, o 9...
En ão e não é que um dia, a !Ma uja, de ão en usiasmada com as
suas a en u as, chegou à , da Bá ba a e decidiu con a udo o que exis e no
seu habi a ?
119
Apêndice 2 – Checklis s de Obse ação
Checklis (<18 meses)
Iden i icação:
Idade:
Géne o (ci cula ) F M
Acompanhamen o SNIPI (ci cula ) S N
C eche
Ja dim de In ância
Não se aplica
A i idades
Semana 1 - A Co uja e os seus amigos chega am
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia
In e agiu com o ma e ial ap esen ado
Es e e a en o/a à his ó ia
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 2 - A Co uja lança um desa io
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
Escolheu como quis b inca
Desen ol eu a sua c ia i idade
Explo ou o ma e ial ap esen ado com di e en es pa es do
co po
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 3 - A Casa da Co uja
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
Explo ou no os ma e iais
E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 4 - A Co uja e a P ima e a
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia
Explo ou o espaço en ol en e
Es e e a en o à expe iência
Ten ou esponde a pe gun as simples
120
Semana 5 - A Co uja ap esen a a his ó ia “O Nabo Gigan e”
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
Explo ou no os sabo es e ex u as
Es e e a en o/a à his ó ia
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 6 - A Co uja e o Coelho da Páscoa
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
P es ou a enção à canção
En ol eu-se no jogo simbólico
Explo ou o espaço en ol en e
Explo ou no os ma e iais
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 7 - As cu iosidades da Co uja: A Boa Alimen ação
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
In e agiu com o ma e ial ap esen ado
Explo ou o jogo de encaixe
Es abeleceu elações com os pa es
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 8 - As cu iosidades da Co uja: Os Núme os
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
In e agiu com o ma e ial ap esen ado
E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia
Explo ou no as o mas de pin a
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 9 - A Co uja e os seus amigos da Flo es a
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
En ol eu-se em jogos simbólicos
B incou ao az de con a
E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 10 - As cu iosidades da Co uja: As Fo mas Geomé icas
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
B incou ao az de con a
Explo ou o ma e ial ap esen ado com di e en es pa es do
co po
Es abeleceu elações com os pa es
121
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 11 - A Co uja ap esen a a his ó ia do “João e o Pé de Feijão”
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
Es e e a en o/a à his ó ia
Explo ou no os ma e iais
In e agiu com o b inquedo sono o
Es abeleceu elações com os pa es
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 12 - As cu iosidades da Co uja: O Co po Humano
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
Explo ou no os ma e iais
U ilizou li emen e o co po pa a pin a
Desen ol eu a sua consciência co po al
Desen ol eu a sua c ia i idade
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 13 - As cu iosidades da Co uja: Os Sen idos
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia
In e agiu com o ma e ial ap esen ado
Explo ou o ape e senso ial
Desen ol eu a sua consciência co po al
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 14 - A Co uja le a-nos a passea
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
E idenciou cu iosidade em elação ao que o/a odeia
Es abeleceu elações com os pa es
In e agiu com o meio en ol en e
Ten ou segui eg as simples
Ten ou esponde a pe gun as simples
Semana 15 - A Co uja que le a um quad o do Ninho
Obje i os
Sim
Não
Obse ações
In e agiu com o/a adul o/a
U ilizou a mão pa a pin a
Ten ou esponde a pe gun as simples
128
De pé, mui o di ei o, em en e ao Pai Na al, ele diz:
- Ab acadab a e zás pás ca apás! Com a minha magia, ou enche - e de aleg ia!
Ao Gab iel, ape ece-lhe pula de con en e. O Pai Na al so iu-lhe!
É um so iso pequenino, que se ans o ma num so iso cansado e desapa ece num
ins an e.
O Pai Na al, já de is eza es ampada no os o diz:
- Es ou demasiado is e pa a me di e i ...
Gab iel es á desapon ado. Ele não é mui o bom com a magia. Ele é mui o melho
a desenha ! E isso dá-lhe uma ideia!
Co e a é ao qua o e ol a com uma másca a que acabou de aze . O Pai Na al
põe-na e ans o ma-se num palhaço, um abuloso palhaço de ba ba b anca. Mas é um
palhaço is e, que mu mu a:
- Sabes, meu apaz, não enho jei o pa a aze palhaçadas...
Mas Gab iel ac edi a que um palhaço, mesmo dis a çado, em que se mexe e
sal a e can a e dança . E isso dá-lhe uma ideia!
Aga a no elho e is e pela mão e dep essa es ão a dança que nem uns doidos.
Exaus o, o Pai Na al cai no so á a a a :
- Es ou demasiado cansado pa a dança ! Mas gos a a mui o de ol a a sonha
como sonha a, quando olha a pa a a Lua e me pe dia nos meus pensamen os.
Gab iel ica a pensa nis o um minu o ou dois. Ten a imagina como é que ele
p óp io pode olha pa a a Lua e pe de -se a pensa , sem nunca sai do seu qua o.
Gab iel em uma ideia. “- Cla o, é isso mesmo!”
Como é que não se lemb ou disso an es? Vol a ao qua o, sem aze ba ulho, e
eg essa com os b aços ca egados de li os. Puxa uma cadei a, sen a-se, e começa a le
em oz al a. E lê a noi e in ei a! Ele lê his ó ias de eis e pas o es, de b uxas e bonecas,
de lobos e adas. Não há nada como is o pa a nos aze sonha .
Es á ão dis aído que se esquece de da ao Pai Na al um g ande ab aço de
despedida. A é se esquece de ab i os p esen es. Acaba po ado mece , mui o, mui o
con en e.
O Pai Na al es e e a ou i as his ó ias do Gab iel. A pouco e pouco, ol ou a ica
con en e, com um g ande so iso nos lábios e um b ilhan e nos olhos. A sua is eza
desapa eceu. Cu a-se sob e o menino e dá-lhe um beijo. Depois pa e, adian e. A é
pa ece mais no o.
129
Apêndice 5 – Ap esen ação INFAD
130
131
132
133
134
135
136
137
144
145
146
Apêndice 6 – Pos e BBC
O BRINCAR GUIADO COM O MATERIAL POLY-UNIVERSE
GUIDED-PLAY WITH THE POLY-UNIVERSE MATERIAL
I. Ma ins1, G. Bida a1, P. Vaz-Rebelo1, V. San os2
Oma e ial Poly-Uni e se en ol e conjun os de 24 peças de o mas geomé icas eco es básicas
(quad ado, cí culo e iângulo), que pe mi em cons uções ipo puzzle, ans o mando-se num
jogo geomé ico colo ido, c iado po um a is a plás ico, János Szász Saxon, que combina a
expe iência isual com a educação ma emá ica (h ps://puse.educa ion/). Con udo,
ap esen a po encialidades que p omo em oseu uso em di e en es con ex os, numa
abo dagem mul idisciplina , la gando-se a uma educação STEAM.
2º MOMENTO
1º MOMENTO 3º MOMENTO 4º MOMENTO
Figu a 3 “A Laga a” Figu a 4: “O Pa que de Es acionamen o” Figu a 5: “Os Hexágonos” Figu a 6: “A Es ada”
POLY-UNIVERSE, BRINCAR GUIADO & EDUCAÇÃO STEAM
Figu a 2: Exemplo Conjun o Quad ados
1- Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação de Coimb a
2- Cen o de In es igação Didá ica e Tecnologia na Fo mação de Fo mado es, Uni e sidade de A ei o, Po ugal
OBJETIVOS
Em coope ação com ac iança, disponibilizou-se oma e ial, endo in oduzido p imei o os cí culos,
pos e io men e os quad ados e po im os iângulos, guiando a c iança na explo ação do ma e ial.No
qua o momen o, oi ac iança que escolheu com qual das ês o mas que ia b inca . A obse ação
pa icipan e e a obse ação indi e a (cap u a de imagens), pe mi i am ecolhe os dados necessá ios
pa a es e es udo.
3 Anos de Idade
Sexo Masculino
Início do es udo após ês meses
em Acolhimen o
METODOLOGIA
Nes e con ex o, u ilizou-se es e ma e ial no ambien e de Acolhimen o Residencial, com c ianças ao ní el do p é-escola , eco endo ao
b inca guiado, que se em e elado e icaz nes as aixas e á ias (Fishe , Hi sh-Pasek,Newcombe &Golinko ,2013;Vaz-Rebelo, Bida a &
San os, in p ess), com oobje i o de p omo e oconhecimen o de o mas geomé icas simples, das co es, bem como ap omoção da
c ia i idade, mo i ação in ínseca, a enção epe ceção isual. Op ou-se pelo b inca guiado (Guided-Play), ao in és do jogo li e ou de uma
a i idade com eg as, uma ez que em condição de Acolhimen o Residencial, o ínculo a e i o o na-se c ucial no desen ol imen o das
c iança.
PARTICIPANTE
A a és da obse ação pa icipan e, oi possí el egis a , pa a além do conhecimen o das o mas eco es geomé icas, a a és da sua
nomeação, o desen ol imen o da cu iosidade, mo i ação, a enção epe cepção isual, na colocação de peças em sé ie, com base em
peças da mesma o ma geomé ica e o mas ampliadas da mesma o ma, u ilizando um conjun o maio .Des a o ma, a cu iosidade e o
desejo de ap ende da c iança de am luga a p ocessos in encionais de explo ação do ma e ial ede comp eensão de di e en es concei os
ma emá icos.Foi possí el obse a uma e olução g adual na manipulação do ma e ial, mos ando cada ez mais on ade de aze /descob i
no as ligações, es endendo a ou os ipos de ma e ial.O ganizou au onomamen e as peças po co es, c iou o mas imaginá ias ou com as
quais podia b inca , uniu magni udes de igual amanho e oi capaz de c ia no as igu as geomé icas.
RESULTADOS
Figu a 1: Exemplo Elemen os
Fishe , K., Hi sh-Pasek, K., Newcombe, N., Golinko , R. M. (2013).Taking Shape: Suppo ing P eschoole s’ Acquisi ion o Geome ic Knowledge Th ough Guided Play. Child De elopmen , 84, 6, 1872–1878.
Poly-Uni e se in School Educa ion (2022) PUSE h ps://puse.educa ion/
Vaz-Rebelo, P. Bida a, G., San os, V. (in p ess). Play, play ul lea ning and guided play. In POLY-UNIVERSE in Teache T aining Educa ion. Me hodological s udy and handbook o p e-se ice and in-se ice eache s and s uden s
Es e documen o oi desen ol ido com o apoio da Comissão Eu opeia -P ojec o E asmus+ PUNTE 2020-1-HU01-KA203-078810.
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Apêndice 7 – Plani icação C eche e Ja dim de In ância Mondego
As Fo mas Geomé icas com o ViduKids
Desc ição
As c ianças se ão di ididas em qua o g upos (g upo dos
quad ados, g upo dos cí culos, g upo dos e ângulos e g upo dos
iângulos). Em cima de cada mesa es a á o “caça o mas”
co esponden e, e as o mas geomé icas es a ão den o de um
saco p e o, saco es e que es a á anexado ao “caça o mas”.
De e á se ques ionado às c ianças se conseguem adi inha o
que se encon a den o dos sacos, de endo i e i ando e
dis ibuindo pelas c ianças que se encon am na mesa. Nes e
passo se á pedido a uma das c ianças de cada g upo que aça uma
g a ação do momen o.
Pos e io men e, se á di o às c ianças que, a a és de ocas com
os colegas das ou as mesas, e ão que consegui ob e cada uma
das o mas disponí eis, conseguindo comple a o conjun o
cí culo-quad ado- e ângulo- iângulo. Nes e passo se á a
c ianças di e en es que açam uma g a ação do momen o.
Po im, se á pedido que cada mesa c ie algo com as o mas
geomé icas que jun a am, podendo i p ocu a o mas
geomé icas di e en es no seu espaço en ol en e, podendo
melho a assim as suas cons uções, pa a c ia uma na a i a.
Todos os momen os e as na a i as, se ão g a adas pelas
c ianças.
Obje i os
A c iança de e se capaz de:
• Segui ins uções;
• Media o seu compo amen o median e eg as simples;
• Reconhece as o mas geomé icas;
• Comp eende o concei o de oca;
• Cons ui uma na a i a;
• G a a e/ou o og a a o seu edo ;
• Desen ol e a sua c ia i idade.
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Calenda ização
19/05/2022
Pa icipan es
C ianças da Sala dos 4 aos 6 – C eche e Ja dim de In ância
Mondego
Es agiá ias
Educado a
Auxilia de Ação Educa i a
Recu sos
Ca ões com o mas
geomé icas
Ca olinas com o mas
Ma e ial de g a ação
Sacos p e os
Me odologia
Jogo
Filmagem
Vídeo
Diálogo
A aliação
Obse ação di e a e pa icipan e
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Anexos
Anexo 1 – Á ea dos Qua os da Ins i uição
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Anexo 2 – Á ea do Be çá io da Ins i uição
Anexo 3 – Á ea do Re ei ó io da Ins i uição
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Anexo 4 – Escala de A aliação de Compe ências no Desen ol imen o In an il
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