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Instrumentos e práticas de transparência jornalística: um breve mapeamento

Ferrari, Juliana Naime; Christofoletti, Rogério

Abstract

A transparência é um fenômeno social que afeta governos, empresas e o jornalismo. Desde a década de 1980, a transparência tem servido ao discurso de combate à corrupção e à promoção de abertura pública nos países do Ocidente. Sob este raciocínio, governos transparentes são publicamente responsáveis e podem ser monitorados pelos cidadãos. Já as empresas, se aproximam dos seus públicos e aumentam sua credibilidade no mercado. De forma análoga, também se espera que o jornalismo seja uma atividade mais aberta, conhecida e responsável. Jornalistas e meios de comunicação podem ser mais transparentes quando mostram como obtiveram informações, quando existem possíveis conflitos de interesse e revelam suas fontes ou temas sensíveis para o público. Pode-se dizer que há uma demanda social por mais visibilidade de atos do jornalismo. Este artigo visa a contribuir para a compreensão do tema da transparência oferecendo um breve mapeamento de iniciativas que são respostas do setor jornalístico ao problema da opacidade. Os casos mencionados são inovadores porque contradizem a lógica de ocultamento na indústria e redimensionam as relações do jornalismo com seu público. O mapeamento é exploratório e não exaustivo. Ele foi feito a partir de buscas em bancos de dados na internet, bibliografia de referência e indicações do mercado. O mapeamento se divide em três categorias: ações que levam à prestação de contas, ações que fortalecem a credibilidade jornalística e ações que conduzem a uma mudança nas práticas e procedimentos. Os resultados apontam para uma paisagem variada de iniciativas de transparência, mas ainda insuficientes para tornar o tema um comportamento frequente de jornalistas e meios de comunicação.

Full text

Nº 57 | VERANO 2022 ISSN: 1139-1979 | E-ISSN: 1988-5733 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 Ins umen os e p á icas de anspa ência jo nalís ica: um b e e mapeamen o1 Ins umen s and p ac ices o jou nalis ic anspa ency: a b ie mapping Juliana Naime Fe a i Uni e sidade Fede al de San a Ca a ina | Depa amen o de Jo nalismo – CCE – UFSC – Campus T indade, Flo ianópolis, SC, B asil h p://o cid.o g/0000-0002-5112-2820 · juliananaime e a [email protected] Rogé io Ch is o ole i Uni e sidade Fede al de San a Ca a ina | Depa amen o de Jo nalismo – CCE – UFSC – Campus T indade, Flo ianópolis, SC, B asil h p://o cid.o g/0000-0003-1065-4764 · oge io.ch is o ole i@u sc.b Fechas: Recepción: 01/11/2021 · Acep ación: 10/02/2022 · Publicación: 15/07/2022 Resumen A anspa ência é um enômeno social que a e a go e nos, emp esas e o jo nalismo. Desde a década de 1980, a anspa ência em se ido ao discu so de comba e à co upção e à p omoção de abe u a pública nos países do Ociden e. Sob es e aciocínio, go e nos anspa en es são publicamen e esponsá eis e podem se moni o ados pelos cidadãos. Já as emp esas, se ap oximam dos seus públicos e aumen am sua c edibilidade no me cado. De o ma análoga, ambém se espe a que o jo nalismo seja uma a i idade mais abe a, conhecida e esponsá el. Jo nalis as e meios de comunicação podem se mais anspa en es quando mos am como ob i e am in o mações, quando exis em possí eis con li os de in e esse e e elam suas on es ou emas sensí eis pa a o público. Pode-se dize que há uma demanda social po mais isibilidade de a os do jo nalismo. Es e a igo isa a con ibui pa a a comp eensão do ema da anspa ência o e ecendo um b e e mapeamen o de inicia i as que são espos as do se o jo nalís ico ao p oblema da opacidade. Os casos mencionados são ino ado es po que con adizem a lógica de ocul amen o na indús ia e edimensionam as elações do jo nalismo com seu público. O mapeamen o é explo a ó io e não exaus i o. Ele oi ei o a pa i de buscas em bancos de dados na in e ne , bibliog a ia de e e ência e indicações do me cado. O mapeamen o se di ide em ês ca ego ias: ações que le am à p es ação de con as, ações que o alecem a c edibilidade jo nalís ica e ações que conduzem a uma mudança nas p á icas e p ocedimen os. Os esul ados apon am pa a uma paisagem a iada de inicia i as de anspa ência, mas ainda insu icien es pa a o na o ema um compo amen o equen e de jo nalis as e meios de comunicação. Palab as cla e: anspa ência, p es ação de con as, jo nalismo. Abs ac T anspa ency is a social phenomenon ha a ec s go e nmen s, companies and jou nalism. Since 1980s, anspa ency has been used as a discou se o igh co up ion and open up publicly in Wes e n coun ies. In his way, anspa en go e nmen s a e accoun able o he public and can be moni o ed by he public. T anspa en companies each ou o 1. Es e a igo é esul ado de pesquisa pa cialmen e inanciada pelo CNPq/B asil, com a concessão de bolsas de p odu i idade em pesquisa (PQ) e de iniciação cien í ica (PIBIC). 158 ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN · Nº 57 · VERANO 2022 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-5733 INSTRUMENTOS E PRÁTICAS DE TRANSPARÊNCIA JORNALÍSTICA: UM BREVE MAPEAMENTO Juliana Naime Fe a i & Rogé io Ch is o ole i hei audiences and inc ease hei c edibili y in he ma ke s. Jou nalism is also expec ed o be a mo e well-known and esponsible ac i i y. Jou nalis s and media can be mo e anspa en when p esen ing he ways in which hey ob ained he in o ma ion, po en ial con lic s o in e es in co e age, and e ealing sensi i e sou ces and issues. The e is a demand o ac ions ha a e mo e isible and less opaque in socie y. This a icle aims o con ibu e o he unde s anding o he subjec wi h a b ie mapping o ini ia i es ha ep esen he esponses o he jou nalis ic sec o o he p oblem o in isibili y. The cases men ioned a e inno a i e because hey con adic he logic o opaci y in he indus y and eshape he ela ionships o jou nalism wi h i s audiences. The mapping is explo a o y and no exhaus i e. I was made om sea ches o jou nalis ic anspa ency ini ia i es in in e ne da abases, e e ence bibliog aphy and ma ke indica ions. The mapping p esen ed is based on h ee ca ego ies: ac ions leading o accoun abili y; ac ions ha s eng hen jou nalis ic c edibili y; and ac ions ha lead o changes in p ac ices and p ocedu es. The indings poin s o a a ied landscape o anspa ency ini ia i es, bu s ill insu icien o make he opic a equen beha io o jou nalis s and media. Keywo ds: anspa ency, accoun abili y, jou nalism. 1. In oducción Desde os anos 2000, os meios de comunicação e o jo nalismo êm es udando o concei o de anspa ência num es o ço de inse i o me cado comunicacional no e eno das exigências e expec a i as sociais (Paulino, 2009; Meie , 2009; C a , 2019; Fengle , 2019). Se exis e um clamo pela anspa ência nas sociedades democ á icas desde os anos 1980 (Lo d, 2006), es a busca se apoia na c ença de que go e nos mais anspa en es p es am con as aos cidadãos e êm suas ações mais isí eis e passí eis de acompanhamen o. Es e con ole social con ibui ia pa a o comba e à co upção e ap oxima ia go e nan es de go e nados, pe mi indo uma saudá el a mos e a de accoun abili y (ações esponsá eis seguidas de p es ação de con as). O a gumen o de que a anspa ência auxilia no comba e à co upção oi acolhido po uma classe polí ica que se assus ou com a queda eloz dos índices de con iança nas ins i uições e com a explosão midiá ica de escândalos (Alloa, Thom, 2018). A acei ação da co elação di e a en e anspa ência e en en amen o da co upção oi uma es a égia de sob e i ência de pa e p eocupada da classe polí ica, mas ambém se iu a se o es o ganizados da sociedade que pediam mais ho izon alidade no diálogo com ocupan es de ca gos públicos e ep esen an es polí icos (Hood, 2010; Schmid , 2018). A ideia de que a anspa ência é posi i a pa a a ida em sociedade se apoia em julgamen os como o do no ó io juiz da Sup ema Co e dos Es ados Unidos, Louis B andeis, pa a quem “a luz do sol é o melho desin e an e”. A ase é a ibuída ao magis ado que a uou a é 1939, mas sua in luência a a essou as décadas, o alecendo a p oximidade en e anspa ência e isibilidade pública. Pa e des e ho izon e é idealizado, e a anspa ência ambém em seus limi es e insu iciências, como qualque solução social. Au o es como Bowles e al (2014), Chul-Han (2017) e Be ge & Owe schkin (2020) são cé icos e c í icos, e mos am que a anspa ência ambém pode p o oca e ei os indesejados, como a pe pé ua descon iança nas ins i uições, a iolação de di ei os como a p i acidade e a ilusão de que bas a mos a um enômeno pa a ajus á-lo. O clamo social pela anspa ência ex apolou a es e a dos go e nos e chegou ao meio emp esa ial (Oli e , 2004; Ch is ensen, Cheney, 2015; Ch is ensen, Schoenebo n, 2017), e ao jo nalismo, po 159 ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN · Nº 57 · VERANO 2022 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-5733 INSTRUMENTOS E PRÁTICAS DE TRANSPARÊNCIA JORNALÍSTICA: UM BREVE MAPEAMENTO Juliana Naime Fe a i & Rogé io Ch is o ole i ex ensão (Be and, 2002). A aplicação do concei o ganhou las o na adoção de no os concei os ge enciais, como os de ges ão de qualidade e compliance, po exemplo. No jo nalismo, a anspa ência encon ou con o nos adequados a uma p á ica de ca á e polí ico e de g ande impac o social. Seja a ada como um elemen o democ a izado do p ocesso de p odução jo nalís ica (Maia, 2008) ou como “concei o mágico” (embo a p oblemá ico) po Wa d (2014), a anspa ência pa ece anscende os limi es de um alo mo al pa a incidi de o ma decisi a em algumas p á icas da p o issão. Pa a alguns au o es, meios de comunicação e jo nalis as mais anspa en es podem amplia o conhecimen o do público sob e o uncionamen o da mídia (C a & Heim, 2009), podem aumen a a c edibilidade jo nalís ica (Fengle & Speck, 2019) e ambém ajuda no comba e à desin o mação (Ka lsson e al, 2014; Chadha & Koliska, 2015). Es udos egionalizados en a am obse a a anspa ência jo nalís ica como uma len e que ajuda a ca ac e iza o exe cício p o issional em países como No a Zelândia (Rupa , 2006), Uc ânia (G ynko, 2012), Es ados Unidos (Sil e man, 2014), Espanha (Chapa o-Domínguez e al, 2019) e B asil (Ch is o ole i, 2016; Ch is o ole i, 2021a), além da Amé ica La ina (Bas ian, 2019; Ch is o ole i e al, 2021). Pa a Vos & C a (2016), em di e sos con ex os, há uma complexa e so is icada cons ução discu si a da anspa ência jo nalís ica, o que nem semp e se e i ica na p á ica co idiana po di e sos a o es cul u ais, ins i ucionais, polí icos e econômicos (Ka lsson, 2021). P o issionais e o ganizações no iciosas podem aze a anspa ência unciona de di e sas o mas: expondo mé odos de abalho e p ocedimen os ope acionais, mos ando esul ados inancei os, doações e e en uais con li os de in e esse, ap esen ando os alo es que guiam o seu no iciá io, exibindo cla amen e a e i icação de e os, dis inguindo in o mação de opinião ou publicidade, en e ou as ações (F anzoni & Lisboa, 2018; Geh ke, 2018; Ebe wein e al, 2019; Be ge e al, 2021; Ch is o ole i, 2021b). Apesa disso, o jo nalismo não pode se in eg almen e anspa en e po que isso pode le a à iden i icação de on es em si uações de isco, pode comp ome e o eo de ce as in o mações, e expo desnecessa iamen e os p óp ios jo nalis as (Allen, 2008; Ka lsson, 2010; Ka lsson, 2020). Ao mesmo empo, o jo nalismo não pode se u a a se mais anspa en e e abe o ao seu público. Visando con ibui pa a uma comp eensão mais ap o undada do enômeno da anspa ência, es e a igo ap esen a um b e e mapeamen o de inicia i as que ilus am como o se o es á lidando com es e ema, mo i ado pelas p essões da sociedade e a necessidade de inse ção num no o pac o global de con iança. Cons an emen e elacionada a concei os como qualidade e c edibilidade, a anspa ência no jo nalismo pode se obse ada na o ma de ações de ca á e didá ico da p o issão ou mesmo em p oje os que ampliam a isibilidade dos p ocedimen os que espaldam o aze jo nalís ico. O mapeamen o que ap esen amos a segui não é exaus i o e na u almen e es á ci cunsc i o e limi ado à paisagem obse á el nos maio es me cados jo nalís icos do Ociden e (Es ados Unidos e Eu opa) na segunda década do século XXI. Obje i amos con ibui com a discussão sob e abe u as possí eis no jo nalismo o e ecendo uma espécie de o og a ia do enômeno da anspa ência jo nalís ica nes e empo-espaço que habi amos. 160 ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN · Nº 57 · VERANO 2022 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-5733 INSTRUMENTOS E PRÁTICAS DE TRANSPARÊNCIA JORNALÍSTICA: UM BREVE MAPEAMENTO Juliana Naime Fe a i & Rogé io Ch is o ole i 2. Ma e iais e mé odos Nes e a igo, abo damos o ema da anspa ência jo nalís ica de o ma c í ica, mas con ibu i a. Is o é, en endemos que se o es mais p eocupados da indús ia jo nalís ica êm c iado p oje os e inicia i as pa a aumen a a isibilidade da p á ica jo nalís ica e de seus sus en áculos, e nos p opomos a euni alguns desses casos pa a compo um mosaico de como a anspa ência unciona no jo nalismo. Conscien es de que o mapeamen o se ia um p ocesso explo a ó io, não exaus i o e limi ado a ce os pa âme os empo ais e geog á icos, pa imos dos seguin es ques ionamen os: Como a anspa ência jo nalís ica em assumido a o ma de p á icas ou p oje os no se o na segunda década do século XXI? Que p oje os ou ações de anspa ência se des acam en e as exis en es e alcançá eis na in e ne , e que possam se alçadas à condição de boas p á icas pa a o se o ? A paisagem compos a po esses casos o na a anspa ência uma p á ica abso ida, cons an e, bem dis ibuída e equen e no jo nalismo? Um mapeamen o como o p e endido semp e é incomple o e indicial, pois as inicia i as de anspa ência podem se in e ompidas de epen e ou ou as podem su gi ao longo do empo. P ecisamos conside a ambém que a anspa ência no jo nalismo não é um obje o ci cunsc i o, is o é, não é um im em si mesmo, mas um p ocesso de abe u a, de ho izon alização das elações com o público e ou os g upos de in e esse, e uma possibilidade de p es ação de con as. Reconhecendo esses con o nos e limi ações, o mapeamen o ap esen ado oi elabo ado a pa i de buscas na in e ne , em newsle e s especializadas, bancos de dados e on es de e e ência do se o jo nalís ico. Após a cole a dos casos oi ei a a codi icação de uma abela com i ens que se p opõem en a i as de implemen ação da anspa ência no jo nalismo2. Na p imei a pa e des e p ocesso, a pesquisa se deu em si es especializados sob e o ema da anspa ência jo nalís ica e em bancos de dados digi ais de inicia i as p io izando o con ex o b asilei o, da Amé ica La ina e, po úl imo, em ou as egiões. As buscas o am ei as a pa i de pala as-cha e como “ anspa ência”, “accoun abili y”, “compliance”, “media accoun abili y”, “p es ação de con as”, “ isibilidade”, “bas ido es do jo nalismo”, “boas p á icas”, e co ela as, em suas e sões em po uguês, espanhol e inglês. Fo am a aliadas edições do ano de 2020 de mais de duas dezenas de newsle e s emá icas sob e jo nalismo nos ês idiomas, ex aindo in o mações ou indicações de p oje os sob e anspa ência. Fo am ainda ei as consul as a di e ó ios na in e ne dedicados ao jo nalismo nos ês idiomas, de o ma a pe mi i o ecolhimen o de dados pa a o co pus. De inimos como c i é ios de inclusão na amos a: a) se p oje o ou ação jo nalís ica com obje i o de amplia a anspa ência jo nalís ica; b) se p oje o ou ação acessí el ao público ex e no; c) se p oje o ou ação com p esença, espaço e isibilidade na in e ne , de modo a pode se alcançado e consul ado de o ma li e e ilimi ada. Na segunda ase da pesquisa, a lis a dos p oje os ou ações oi con e ida, aduzida pa a o po uguês, e isada e a ualizada. Esses p ocessos pe mi i am o saneamen o da amos a. Du an e o le an amen o, po exemplo, o am iden i icadas inicia i as de anspa ência pública de go e nos – como as mo i adas pela Lei de Acesso à In o mação (Lei n° 12.527/11)3 do B asil-, ações e deba es sob e a 2. Ag adecemos à bolsis a de iniciação cien í ica Bianca Anacle o F ancisco, que deu início a es a e apa. 3. Nes e sen ido, no B asil, des acam-se o p oje o Achados e Pe didos (h p://www.achadosepedidos.o g.b /home) e a agência 161 ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN · Nº 57 · VERANO 2022 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-5733 INSTRUMENTOS E PRÁTICAS DE TRANSPARÊNCIA JORNALÍSTICA: UM BREVE MAPEAMENTO Juliana Naime Fe a i & Rogé io Ch is o ole i necessidade de maio anspa ência algo í mica po pa e de g andes pla a o mas digi ais – deba e ascenden e desde 2020 -, en e ou os desdob amen os po menos opacidade. Os limi es des e a igo nos le a am a ap esen a apenas os casos e e en es ao jo nalismo, de modo a con ibui pa a a composição de um painel sob e o enômeno nas p á icas in o ma i as. Na e cei a ase da pesquisa, eag upamos as quase 40 inicia i as de anspa ência em mídia e jo nalismo, e as e-classi icamos em ês ca ego ias: a) ações indu o as de p es ação de con as; b) ações pa a o o alecimen o da c edibilidade jo nalís ica; c) ações que con ibuem pa a a al e ação de p á icas e p ocedimen os co idianos. Pa a ins didá icos, concen amos o co pus em ês ca ego ias que não são absolu amen e es anques, e dialogam en e si. A p imei a ca ego ia eúne p oje os ou ações que não apenas ampliam a isibilidade dos p ocedimen os jo nalís icos, mas es imulam a media accoun abili y do meio que a p opõe ou de seu en o no. A segunda ca ego ia se au o-iden i ica como um ges o que obje i a con ibui pa a um esga e da con iabilidade dos meios, p o issionais ou in o mações di undidas. A e cei a ca ego ia dá sinais cla os de que isa a enco aja a adoção de no as p á icas, al e ando a cul u a jo nalís ica local ou o alecendo p ocessos de anspa ência e p es ação de con as associadas. Po im, izemos um desc i i o de cada p oje o ou ação, desca ando casos descon inuados ou ence ados. 3. Resul ados e discussão Após a cole a dos dados, chegamos uma lis a de p oje os e ações que se dedicam à anspa ência jo nalís ica em dis in os países, con ex os e con o me as ca ego ias que elencamos. O co pus é ap esen ado na Tabela 1 e as inicia i as são desc i as a segui . Tabela 1. Ações e p oje os de anspa ência jo nalís ica Inicia i a Ca ego ia País Achados e Pe didos T anspa ência pública de go e nos B asil Agência Lupa Fo alecimen o de c edibilidade B asil Ask a Repo e Indução à p es ação de con as Es ados Unidos A las da No ícia Al e ação de p á icas e p ocedimen os B asil BBC Indução à p es ação de con as Ingla e a Cen e o Jou nalism E hics Fo alecimen o de c edibilidade Es ados Unidos Cen e o Media Engagemen Fo alecimen o de c edibilidade Es ados Unidos Eldia io.es Indução à p es ação de con as Espanha ÉNois Indução à p es ação de con as B asil En idade Regulado a pa a Comunicação Social (ERC) Al e ação de p á icas e p ocedimen os Po ugal Fiquem Sabendo (h ps:// iquemsabendo.com.b ), que es imulam a p odução de epo agens com base em pedidos de in o - mação e azem le an amen os de uso da LAI. Acesso em 16. Ago.2021 162 ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN · Nº 57 · VERANO 2022 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-5733 INSTRUMENTOS E PRÁTICAS DE TRANSPARÊNCIA JORNALÍSTICA: UM BREVE MAPEAMENTO Juliana Naime Fe a i & Rogé io Ch is o ole i Inicia i a Ca ego ia País Fiquem Sabendo T anspa ência pública de go e nos B asil Folha de São Paulo Fo alecimen o de c edibilidade B asil Gaze a do Po o Indução à p es ação de con as B asil Global Council o Build T us in Media and Figh Misin o ma ion Fo alecimen o de c edibilidade Mundo Global G ound Media Indução à p es ação de con as Mundo/Ásia iMediaE hics Media E hics News and In es iga i e Repo s Indução à p es ação de con as Quênia Jou nalism T us Inicia i e Fo alecimen o de c edibilidade F ança Manual do Usuá io Indução à p es ação de con as B asil Mapa da T anspa ência Al e ação de p á icas e p ocedimen os Espanha Media Accoun abili y and T anspa ency in Eu ope (MediaACT) Indução à p es ação de con as Eu opa, Jo dânia e Tunísia Media Plu alism Moni o (MPM) Al e ação de p á icas e p ocedimen os Eu opa Os p incípios de San a Cla a Al e ação de p á icas e p ocedimen os Es ados Unidos Pode 360 Fo alecimen o de c edibilidade B asil P oje o C edibilidade Fo alecimen o de c edibilidade B asil Public Sou ce Indução à p es ação de con as Es ados Unidos The Co esponden Al e ação de p á icas e p ocedimen os Holanda The News oom T anspa ency T acke Al e ação de p á icas e p ocedimen os Es ados Unidos The Sen inel Indução à p es ação de con as Es ados Unidos The Tip O Indução à p es ação de con as Ingla e a The T us P ojec Fo alecimen o de c edibilidade Es ados Unidos T us and Mis us in Aus alian News Media Fo alecimen o de c edibilidade Au ália T us ing News Fo alecimen o de c edibilidade Es ados Unidos Fon e. Elabo ação p óp ia dos au o es. 3.1. Indução à p es ação de con as Em nosso mapeamen o de p á icas po anspa ência no jo nalismo, iden i icamos di e sas inicia i as que se ca ac e izam po mo i a maio abe u a ao público po pa e dos meios e dos jo nalis as, e ambém po incen i a a chamada media accoun abili y. Ao analisa os meios de comunicação em di e sas pa es do mundo, Be and (2002) chamou a a enção pa a p á icas que aumen a am o g au de esponsabilidade da mídia à medida que endiam con as e sa is ações de seus ges os e esul ados ao público em ge al. Essas inicia i as o am ba izadas pelo au o de “Media Accoun abili y Sys ems” (MAS), sis emas de esponsabilização e/ou p es ação de con as da mídia. Tais ações ão da c iação de ca gos como o de ombudsman – como imos nos jo nais b asilei os Folha de S.Paulo e O Po o, po exemplo – à cons i uição de conselhos de usuá ios, passando po blogs de edi o es, blogs de bas ido es da edação, ela ó ios de anspa ência e au oc í ica, en e ou os. 163 ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN · Nº 57 · VERANO 2022 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-5733 INSTRUMENTOS E PRÁTICAS DE TRANSPARÊNCIA JORNALÍSTICA: UM BREVE MAPEAMENTO Juliana Naime Fe a i & Rogé io Ch is o ole i Os esul ados da implemen ação de MAS são a iados, mas alguns pe cebidos são uma maio ap oximação e idelização do público, po exemplo. Nes a en a i a de man e um consis en e elacionamen o com a audiência po meio de mais anspa ência, iden i icamos casos de dimensões e alcances a iados, como os do jo nal espanhol Eldia io.es (Escoba , 2021) e do labo a ó io b asilei o de impulsionamen o de di e sidade ÉNois. Dis in os em suas ocações e geog a ias, ambos o nam públicos seus gas os mensais em seu si e e po meio de um sis ema de en io dos ela ó ios in e nos pa a lei o es. São, po an o, inicia i as de anspa ência inancei a, que pe mi em que o público enha acesso a anuncian es, pa ocinado es e inanciado es, bem como e bas ecebidas, despesas especí icas e ecei as e suas o igens. Es e é ambém um ecu so escolhido po eículos independen es com baixos o çamen os e que êm nas assina u as e no apoio do público sua sus en ação inancei a. Um exemplo é o Manual do Usuá io, si e b asilei o que se dedica à cobe u a c í ica de ecnologia, e que pa a amplia a con iança de assinan es e lei o es a ulsos, publica no p óp io si e suas inanças e con as bancá ias pa a acompanhamen o ge al. Mas nem semp e os eículos es ão dispos os a ab i suas con as, emendo compa ações e ulne abilidades compe i i as. Nosso mapeamen o iden i icou inicia i as de in o mação do público sob e modi icações em manuais de edação, p incípios edi o iais e códigos in e nos de é ica jo nalís ica. A b i ânica BBC, os jo nais es adunidenses The Sen inel e Public Sou ce e o b asilei o Gaze a do Po o são alguns eículos que ie am a público pa a di ulga al e ações na elação dos jo nalis as com seu abalho, explicando como são ei as as epo agens, que alo es seguem, que pos u as ado am em casos polêmicos. A adoção de manuais nem semp e é uma p á ica que anscende os limi es das edações. Há casos de guias que ci culam apenas in e namen e, a endendo à necessidade de no ma iza p á icas e p ocedimen os, sem a p eocupação de socializa com o público ais o ien ações. Nos casos que mencionamos, as o ganizações jo nalís icas não só ado am manuais como ambém os disponibilizam publicamen e, es abelecendo um diálogo pa a além de suas edações. O iMediaE hics Media E hics News and In es iga i e Repo s, po exemplo, oi o p imei o eículo do Quênia a di ulga sua polí ica edi o ial como o ma de se anspa en e e é ico. O Global G ound Media é um g upo independen e que em o p opósi o de cob i assun os de in e esse público em ní el global que acon ecem na Ásia. En e suas polí icas edi o iais es á a anspa ência e abe u a pa a o público de o ma a disponibiliza odos os documen os que egem o abalho como códigos de é ica, manuais de edação e polí icas de inanciamen o. A inicia i a lis a em seu mani es o como um dos seus comp omissos: Se anspa en e na o ma como abalhamos (“T anspa en in he way we wo k”). Também con a com o apoio do público pa a moni o a o abalho dos jo nalis as e en ende se eles es ão abalhando den o dessas polí icas. Ou os eículos ado a am o mas não con encionais com a in enção de eduzi a opacidade. O Los Angeles Times, po exemplo, c iou o p oje o “Ask a Repo e ” [Pe gun e a um epó e ] que consis e em uma sé ie de ídeos onde os jo nalis as são en e is ados pelo público, pe mi indo a ampliação do conhecimen o de como o jo nalismo é ei o. The Tip O é um podcas que ela a o p ocesso jo nalís ico de in es igações que ica am conhecidas na segunda década dos anos 2000. En e is as expõem os mé odos de cole a, e i icação e apu ação de in o mações e a o ina dos epó e es. Em 2018, o podcas enceu o B i ish Podcas Awa ds. 164 ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN · Nº 57 · VERANO 2022 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-5733 INSTRUMENTOS E PRÁTICAS DE TRANSPARÊNCIA JORNALÍSTICA: UM BREVE MAPEAMENTO Juliana Naime Fe a i & Rogé io Ch is o ole i O Media Accoun abili y and T anspa ency in Eu ope (MediaACT) é um p oje o que analisa o po encial de desen ol imen o e impac o dos MAS. En e ou os esul ados, a pesquisa compa ou países da União Eu opeia, além da Jo dânia e Tunísia, obse ando indicado es de plu alismo midiá ico. 3.2. Fo alecimen o da c edibilidade Pa a além de es ei a laços com o público e p es a con as à sociedade, as inicia i as de anspa ência podem con ibui ambém pa a o o alecimen o de uma condição impo an e pa a a á ea: a c edibilidade jo nalís ica. Nes e mapeamen o, ap esen amos os casos cole ados. O T us and Mis us in Aus alian News Media é um emp eendimen o que az pa e da pla a o ma de pesquisa “Con iança e Compo amen o na Economia Digi al”, undada pelo Cen o Compo amen al Econômico, Social e Tecnológico da Queensland Uni e si y o Technology. A pesquisa en e is ou mais de mil aus alianos pa a medi o ní el de con iança da população no jo nalismo e o esul ado indicou a o es que con ibuem pa a a pe da de c edibilidade, como imp ecisão, al a de anspa ência dos p ocessos e sensacionalismo. Nos Es ados Unidos, T us ing News ambém engloba uma inicia i a de pesquisa que en a p omo e a ol a da con iança e da c edibilidade nas edações jo nalís icas po meio da anspa ência. Pa a isso, ealiza pa ce ias com meios e jo nalis as independen es, além de uni e sidades, pa a desen ol e es udos e comp eende o que le a ao esga e da c edibilidade. É o caso da pesquisa em pa ce ia com o Cen e o Media Engagemen da Uni e sidade do Texas, que e elou que ao mos a o p ocesso de p odução da no ícia, há uma maio con iança do público. Da mesma o ma, o Cen e o Jou nalism E hics é um p oje o da Uni e sidade de Wisconsin-Madison que em um g upo que p omo e deba es sob e as p á icas é icas no jo nalismo e o nece ma e iais sob e o ema em seu si e. O Global Council o Build T us in Media and Figh Misin o ma ion em o obje i o de es au a a con iança na mídia e comba e a desin o mação. A equipe ac edi a se a a de um p oblema global, o que eque uma solução global uni á ia, em qua o en es de a uação: c ia um eposi ó io com dados de no ícias alsas e desin o mação, abalhando inicia i as de comba e a esses dois a o es; conec a pessoas, ins i uições e eículos globais pa a en en a a descon iança na mídia; iden i ica soluções iá eis e ino ado as em ní el global; c ia um espaço pa a a capaci ação de jo nalis as e deba es sob e o assun o. O Jou nalism T us Inicia i e (JTI) é uma ação dos Repó e es Sem F on ei as, ONG in e nacional c iada na F ança em 1985 pa a a de esa da libe dade de imp ensa e que em capí ulos em ou os países e idiomas. O JTI em apoio da Agence F ance P ess (AFP), União Eu opeia de Radiodi usão (EBU) e Rede Global de Edi o es (GEN), e obje i a p omo e a con iabilidade no jo nalismo, c iando adesão a um conjun o aco dado de pad ões. É conhecida como uma inicia i a au o egulado a de mídia ino ado a, endo suas soluções baseadas em 120 especialis as e na consul a pública. O p oje o The T us P ojec é semelhan e no obje i o e na capacidade de desen ol e soluções pa a o inc emen o da c edibilidade po meio da anspa ência. Su giu nos Es ados Unidos quando a undado a Sally Leh man começou a se pe gun a po que a ecnologia não pode ia ajuda na con iabilidade e in eg idade das no ícias ao in és de de ubá-las ladei a abaixo. O T us P ojec em cen enas de pa cei os de no ícias e pla a o mas digi ais com indicado es de anspa ência, inclusi e no B asil, onde é conhecido como P oje o C edibilidade. Os eículos que ade em à inicia i a se comp ome em 165 ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN · Nº 57 · VERANO 2022 h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2022.i57.09 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-5733 INSTRUMENTOS E PRÁTICAS DE TRANSPARÊNCIA JORNALÍSTICA: UM BREVE MAPEAMENTO Juliana Naime Fe a i & Rogé io Ch is o ole i a ado a os indicado es de anspa ência de o ma p á ica, aplicando e ique as às suas ma é ias pa a melho escla ece o público, e al e ando algumas de suas p á icas in e nas. No B asil, eículos como Folha de S.Paulo, Lupa e Pode 360 azem pa e do consó cio, que é lide ado pelo Ins i u o pa a o Desen ol imen o do Jo nalismo (P ojo ) e pelo P og ama de Pós-G aduação em Mídia e Tecnologia da Uni e sidade Es adual Paulis a (Unesp). 3.3. Al e ação de p á icas e p ocedimen os No mapeamen o que aqui ap esen amos, o T us P ojec pode se classi icado como ação pa a o alecimen o da c edibilidade e como p oje o que con ibui pa a ans o mações nas p á icas e p ocedimen os co idianos, nossa e cei a ca ego ia. Exis e uma di iculdade eal pa a a implemen ação de um jo nalismo mais anspa en e, a é mesmo pa a os meios adicionais. Zami h (2019) mos a isso obse ando os jo nais The New Yo k Times e The Washing on Pos . Pa a um con as e, e ambém Pe domo & Rod igues-Roulou (2021). Com dados de 2017, o au o a i ma que essas edações não conseguem se anspa en es sob e os dados que usam, não explicam seus mé odos de cole a ou análise de dados, e não dão ao público acesso aos dados que usa am em suas ma é ias. O Mapa da T anspa ência é um p oje o espanhol que c iou a TJ Tool, “ e amen a pa a o jo nalismo anspa en e”, que é basicamen e um sis ema de in eligência a i icial que a ibui g aus de anspa ência pa a as no ícias. A TJ Tool analisa as ma é ias com base em oi o indicado es de anspa ência edi o ial, como au o ia e da a de publicação. De o ma ponde ada, e ique a os con eúdos: quan o mais a ende aos indicado es de anspa ência, mais con iá el é a ma é ia. Google e a Uni e dad Au ónoma de Mad id apoiam a ação, que em mo i ado edações a ado a p á icas pa a eposiciona seus p odu os con o me essa lógica. Media Plu alism Moni o (MPM) é um p oje o com apoio da Eu opean Uni e si y Ins i u e (EUI) e Cen e o Media Plu alism and Media F eedom (CMPF) que ambém c iou uma e amen a, es a pa a a alia iscos de al a de plu alismo da mídia e da segu ança dos jo nalis as na Eu opa. O es udo mais ecen e - de 2020 - inclui 30 países e a i ma que a anspa ência na p op iedade dos meios de comunicação “ap esen a um isco médio de 52%” e mos a es agnação ge al ou de e io ação em odas as qua o á eas ab angidas: p o eção básica, plu alidade de me cado, independência polí ica e inclusão social. A concen ação de emp esas no se o p eocupa ambém no B asil, onde ci culam poucas in o mações sob e p op ie á ios, quad os di e i os e concessioná ios de se iços de adiodi usão. O p oje o Media Owne ship Moni o ajuda a e uma paisagem menos opaca, e o b asilei o A las da No ícia pe mi e obse a a dis ibuição geog á ica dos chamados “dese os de no ícia”, cidades que não dispõem de inicia i as jo nalís icas que p o eem in o mações locais. The News oom T anspa ency T acke em pa ce ia com The T us P ojec e PEN Ame ica, e é uma ação que compa ilha as publicações jo nalís icas que espei am qua o indicado es de con iabilidade. “O T acke incen i a os meios de comunicação a p es a con as ao público e capaci a o público a aze escolhas in o madas sob e as no ícias que assis em, ou em e lêem”, in o ma o si e que o e ece uma abela com in o mações de quão anspa en es e é icos são os eículos analisados. The Co esponden , po sua ez, demons a g ande au onomia na sua inicia i a. Como meio independen e, sem anúncios e com inanciamen o cole i o, em eg as pa a o p ocesso da no ícia, como po exemplo, escla ece quem são as suas on es, explica mé odos de apu ação e quais pe gun as o am ealizadas nas en e is as, com o obje i o de p omo e a anspa ência.