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Os factores que influenciam a adopção do comércio electrónico nas empresas europeias

Babo, Rosalina Maria Ferreira Bessa; Gonçalves, Maria José Angélico; Carvalho, João Álvaro

Abstract

Companies’ competitiveness depends on, among other elements, an increasing use of information and communications technologies. However, in Europe implementation solutions of e-commerce are still at a very early stage. Based on some existent studies, this article presents a comparative analysis on the use of electronic commerce in European companies. The research question to be solved concern factors that influence the adoption of electronic commerce. Given the controversial results among the different countries and the relevant factors that influence the adoption of eCommerce some questions have arisen: The different patterns of eCommerce adoption and its usage in Europe; the influence of national culture on the adoption of eCommerce; If the factors affecting the adoption of eCommerce match the ones behind the adoption of any form of ICT.

Full text

451 OS FACTORES QUE INFLUENCIAM A ADOPÇÃO DO COMÉRCIO ELECTRÓNICO NAS EMPRESAS EUROPEIAS Rosalina Ma ia Fe ei a Bessa Babo Ma ia José Angélico Gonçal es João Ál a o Ca alho ABSTRACT Companies’ compe i i eness depends on, among o he elemen s, an inc easing use o in o ma ion and communica ions echnologies. Howe e , in Eu ope implemen a ion solu ions o e-comme ce a e s ill a a e y ea ly s age. Based on some exis en s udies, his a icle p esen s a compa a i e analysis on he use o elec onic comme ce in Eu opean companies. The esea ch ques ion o be sol ed conce n ac o s ha in luence he adop ion o elec onic comme ce. Gi en he con o e sial esul s among he di e en coun ies and he ele an ac o s ha in luence he adop ion o eComme ce some ques ions ha e a isen: The di e en pa e ns o eComme ce adop ion and i s usage in Eu ope; he in luence o na ional cul u e on he adop ion o eComme ce; I he ac o s a ec ing he adop ion o eComme ce ma ch he ones behind he adop ion o any o m o ICT. KEYWORDS: eComme ce, In o ma ion and Communica ion Technologies, eBusiness, Companies’ success, Eu ope. 1. INTRODUCÃO O comé cio elec ónico (CE), enquan o modelo ino ado de aze negócio, pe mi iu op imiza os p ocessos de negócio e c ia um no o ipo de elacionamen o en e clien es e pa cei os de negócio. Veio e oluciona a o ma como as emp esas anunciam, negoceiam, adminis am os seus negócios e dão assis ência aos seus clien es. O Es udo Eu os a (2004) de ine CE como sendo “As ansacções e ec uadas na In e ne e nou as edes mediadas po compu ado es; Os p odu os são encomendados nessas edes, con udo o pagamen o e/ou a en ega dos p odu os podem se e ec uados online ou o line” (Eu os a , 2004). Decidimos adop a es a de inição de ido ao ac o de se a mais ab angen e. Es e a igo em como objec i o ap esen a uma ap eciação quan i a i a das axas de pene ação das Tecnologias de In o mação e Comunicação (TIC) nas emp esas eu opeias, en endendo-se po axa de pene ação das TIC o nº de emp esas que u ilizam equipamen os elec ónicos, compu ado es e edes de compu ado es, pa a a mazena , p ocessa e ansmi i a in o mação. P e endemos, ambém, iden i ica os ac o es que p omo em e/ou inibem a implemen ação e uso do CE nas emp esas eu opeias. CITIES IN COMPETITION 452 Pa a da mos espos a às ques ões em causa o am analisados ês es udos (Eu os a , 2004; MCT/OCT, 2002; e IEFP-DRN, 2001) que obedece am aos seguin es c i é ios de selecção: P imei o, os es udos p e ende am medi o uso das TIC po pa e das emp esas e iden i ica os ac o es que in luenciam a adopção do Comé cio Elec ónico; Segundo, a ecolha de dados, nos 3 es udos, oi e ec uada sensi elmen e no mesmo pe íodo -anos 2001 e 2002- embo a enham sido publicados em anos di e en es; Te cei o, os ques ioná ios são públicos e, des a o ma, i emos acesso a odos os i ens que neles cons am e po úl imo, as emp esas inqui idas pe encem à União Eu opeia (EU). O es udo Eu os a (2004) analisou 50000 emp esas si uadas nos 15 países que en ão cons i uíam a EU, incluindo a No uega. Os es udos MCT/OCT (2002) e IEFP-DRN (2001) analisa am 4922 e 5000 emp esas po uguesas, espec i amen e. Os ês es udos em que nos baseamos analisa am emp esas com di e en es dimensões. Nos es udos Eu os a (2004) e MCT/OCT (2002) o am inqui idas mic o, pequenas, médias e g andes emp esas. No es udo IEFP-DRN (2001) o am inqui idas apenas mic o e pequenas emp esas. Embo a es e abalho aça apenas e e encia a mic o, pequenas e médias emp esas, a compa ação e elacionamen o dos ês es udos seleccionados pa ece-nos admissí el de ido ao ac o de 99,7% do pa que indus ial eu opeu se cons i uído po mic o, pequenas, médias emp esas (PMEs), ep esen ando 65,9% da emp egabilidade na Eu opa. Na p imei a pa e des e a igo ap esen amos uma pe spec i a de u ilização das TIC nas emp esas eu opeias, nomeadamen e uso de compu ado es, uso de compu ado es com ligação à In e ne , pe cen agem de emp esas que possui página Web, pe cen agem de emp esas que comp am ia In e ne e pe cen agem de emp esas que endem ia In e ne . Na secção seguin e ag upamos e enume amos os ac o es que condicionam ou p omo em o uso do CE. Conside amos odos os i ens cons an es dos ques ioná ios, ealçando os mais apon ados pelos inqui idos. Na úl ima secção des e a igo discu imos, com base em es udos já ap esen ados an e io men e po ou os au o es Ihls om e al (2003), se os ac o es que condicionam a adopção do CE são os mesmos que condicionam o uso das TIC em ge al. Le an amos, ainda, a hipó ese de os aspec os cul u ais dos di e en es países e em in luência nas axas de adopção e uso das TIC, nomeadamen e no CE. 2. O COMÉRCIO ELECTRÓNICO NAS EMPRESAS EUROPEIAS Pa a a alia mos a u ilização das TIC nas emp esas eu opeias u ilizamos os seguin es pa âme os: Uso de Compu ado es; In e ne ; Páginas Web; Comp as On-line; e Vendas On-line. “Uso de Compu ado es” co esponde ao núme o de emp esas que es ão equipadas com compu ado ; “In e ne ” co esponde ao núme o de emp esas que es ão equipadas com compu ado e possuem ligação à In e ne ; “Páginas Web” co esponde ao núme o de emp esas que possuem uma página Web pa a p omo e a emp esa ou pa a e ec ua comp as e/ou endas on-line; “Comp as On-line” co esponde ao núme o de emp esas que comp am ia In e ne ; e “Vendas On-line” co esponde ao núme o de emp esas que endem ia In e ne . De aco do com a Tabela 1, adap ada do es udo Eu os a (2004), que ap esen a dados sob e o uso das TIC nas emp esas eu opeias, e i icamos que quase a o alidade das emp esas eu opeias possuem compu ado es. INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 453 Table 1: Uso das TIC nas Emp esas Eu opeias P opo ção de Emp esa (%) EU-15 BE DK DE EL ES FR IE IT LU NL AT PT FI SE UK NO Usam compu ado es 94 . 98 95 88 95 . 95 95 97 94 93 84 99 99 89 95 Usa am In e ne em 2001 81 . 95 84 64 83 . 83 74 79 85 85 69 96 95 54 82 Possuem Página Web 67 . 80 78 52 46 . 64 62 65 68 75 55 72 84 100 70 Comp am ia In e ne 30 . 49 45 17 8. 46 10 29 37 37 24 54 62 47 . Vendem ia In e ne 13 . 25 19 14 3. 26 515 40 25 11 17 14 19 27 Fon e: Adap ado de Eu os a (2004) Legenda: I ens a neg i o e elam os melho es esul ados; Células em b anco e elam os pio es esul ados Con udo, há um conjun o de países cuja axa de pene ação é in e io à média - Po ugal (84%) , G écia (88%) , Reino Unido(89%) e Áus ia (92%). Po ou o lado, obse a-se que nos países Nó dicos a axa de uso de compu ado es é quase o al (a Suécia e a Finlândia ap esen am uma axa de 99%). Embo a a axa de uso de compu ado es nas emp esas eu opeias seja conside a elmen e ele ada e ela i amen e uni o me, e i ica-se que a axa de uso da In e ne é bas an e mais baixa. Simila men e ao que se e i ica a com o uso de compu ado es, os mesmos países (Po ugal -69%; G écia -64%) e idenciam axas de uso de In e ne in e io es à média eu opeia (81%). Além des es, ambém a I ália(74%) e o Luxembu go(79%) se encon am na mesma si uação. Des aca-se o Reino Unido (54%) pela ap esen ação de axas de u ilização bas an e in e io es à média eu opeia. Mais uma ez, os países Nó dicos ap esen am as maio es axas de adesão (Finlândia ap esen a uma axa 96%; Suécia e Dinama ca ap esen am axas de 98%), e i icando-se que quase a o alidade das emp esas que possuem compu ado es êm ligação à In e ne . Rela i amen e ao ac o “dimensão da emp esa” cons a a-se que o g au de pene ação da In e ne è p opo cional à dimensão da emp esa (Pequenas(79%); Médias (92%) e G andes(98%))(Eu os a , 2004; Ihls om e al., 2003, p.152). Segundo o es udo Eu os a (2004) 68% das emp esas eu opeias disponibilizam páginas Web. Realça-se a o e p esença do Reino Unido na Web, uma ez que a o alidade das emp esas com ligação à In e ne o e ecem es a uncionalidade. Is o é ão mais pa adigmá ico se pensa mos nas axas de uso de Compu ado es e de uso da In e ne nes e país como sendo das mais baixas da Eu opa. Signi ica á is o que as emp esas inglesas quando esol em ade i a es a no a o ma de negocia o azem com um comp omisso sé io de uma mudança de es a égia emp esa ial? Coe en emen e com as axas de uso de compu ado es e de adesão à In e ne , Po ugal (55%) e G écia (52%) con inuam com alo es in e io es à média no que diz espei o ao núme o de emp esas que disponibilizam páginas Web. Além des es países ambém a I ália (62%), a Dinama ca(65%) e o Luxembu go(65%) ap esen am um núme o de emp esas que disponibilizam Páginas Web, in e io à media eu opeia. Espanha que ap esen a axas de pene ação de compu ado es e de adesão à In e ne ele adas, encon a-se pio posicionada ela i amen e à o e a de páginas Web (46%). CITIES IN COMPETITION 454 De aco do com o es udo Eu os a (2004) ap oximadamen e um e ço das emp esas eu opeias e ec uou comp as ia In e ne (30%). Os países que ap esen am pio es esul ados ela i amen e às axas de uso dos compu ado es e da In e ne ap esen am esul ados simila es ela i amen e à p opo ção de emp esas que comp a ia In e ne , nomeadamen e Espanha (8%), I ália (10%), G écia (17%) e Po ugal (24%). A maio ia das emp esas da Suécia (62%) e da Finlândia (54%) e ec uam comp as ia In e ne . Mais uma ez, os países Nó dicos des acam-se pela posi i a. De uma manei a ge al as emp esas eu opeias u ilizam menos a In e ne pa a ende 155 (13%) do que pa a comp a (30%). Os países que ap esen am um meno núme o de emp esas a e ec ua comp as ia In e ne são os mesmos que ap esen am os pio es esul ados ela i amen e às endas, com a excepção da G écia. Só 3% das emp esas espanholas diz e e ec uado comp as, em páginas Web, no ano 2001. A Holanda embo a não seja dos países com mais emp esas que disponibilizam páginas Web (oi a o luga ), é con udo o país que se des aca, ap esen ando a maio pe cen agem de emp esas que em 2001 ealiza am endas ia In e ne (40%). A I landa ap esen a uma axa de uso da In e ne (83%) supe io à média eu opeia con as ando com um núme o de emp esas que disponibilizam páginas Web (64%) in e io à média das emp esas eu opeias (67%), su p eendendo com o segundo melho esul ado das emp esas eu opeias com endas ia In e ne (26%). Quan o à localização do clien e e i ica-se que ao con á io dos es an es países, o Luxembu go ende mais pa a o ex e io do que pa a o seu p óp io país, o que e idencia uma o e es a égia de in e nacionalização associada ao CE. 5% das emp esas da G écia, Holanda e Suécia ealiza am endas ia In e ne supe io es a 50% do seu olume de negócios. Embo a as emp esas da G écia se posicionem nos úl imos luga es ela i amen e aos pa âme os já ap esen ados - Uso de compu ado es; In e ne ; e Web si es - 5% das emp esas da G écia posicionam-se a pa das melho es da Eu opa. Após e mos analisado as comp as e endas on-line das emp esas dos di e en es países que en ão cons i uíam a EU, é impo an e e i ica se essas endas são e lexo do P odu o In e no B u o (PIB) desses mesmos países. Segundo Fo d e al (2003) os “países com economias al amen e desen ol idas possuem melho es in a- es u u as e sis emas ecnológicos. Sendo es es in es imen os mais limi ados em países cujas economias são menos desen ol idas”. Con udo não se e i ica nenhuma p opo ção ao compa a mos o PIB de cada um dos países Eu opeus com o núme o de emp esas desse país que e ec ua am endas on-line, no ano 2001 (Wo ld Economic Ou look Da abase, 2002; Eu os a , 2004). Des acam-se pela posi i a a Holanda, a Áus ia, a G écia e Po ugal que, compa a i amen e com os ou os países, ap esen am um ácio maio en e o PIB e o n.º de emp esas com endas on-line. Ve i ica-se exac amen e o con á io com o Luxembu go, a I ália e a Espanha. O Luxembu go é o país que ap esen a o maio PIB no ano 2001. Con udo, o núme o de emp esas do Luxembu go que endem on-line é in e io ao núme o de emp esas de ou os países cujo PIB é bas an e in e io ao do Luxembu go. Se compa a mos o núme o de emp esas que ap esen am endas on-line, no país com maio PIB (Luxembu go) com as dos países que ap esen am o meno PIB (G écia e Po ugal) e i icamos que as di e enças não são signi ica i as. 155 “Via o mulá io da Web; não incluí pedidos ia e-mail” (Eu os a 2004, pp 108). INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 455 Rela i amen e à dimensão da emp esa e i ica-se que as g andes emp esas eu opeias (17%) ap esen am endas on-line supe io es às PMEs (13%). De uma manei a ge al e i ica-se que as g andes emp esas ecebem mais pagamen os on-line. É igualmen e e e ido nou os es udos (G andon, 2002).o e ei o do pa âme o “dimensão da emp esa” nos esul ados da adopção do CE. G andon e Pea son (2002) ci ando ou os abalhos, e e em que “Mic o e Pequenas emp esas adop am Página Web pa a, numa 1ª ase, publici a a emp esa e p omo e o negócio e só pos e io men e ansacciona ia In e ne ” e que as PMEs “u ilizam, sob e udo, a In e ne pa a comp a e não pa a ende p odu os”. Con udo, “os ges o es de opo e os donos das PME econhecem a impo ância de a sua emp esa e p esença na Web”. Mas, só uma pequena pe cen agem de emp esas usa a In e ne com ins come ciais. 3. FACTORES QUE INFLUÊNCIAM A ADOPÇÃO DO COMÉRCIO ELECTRÓNICO Conhecendo-se casos de sucesso de E-comme ce (Amazon, FedEx (Fa hoomand e . al., 2003), Webboom, Ebay) e obse ados os esul ados es a ís icos na adopção des a o ma de negócio, ainda abaixo das expec a i as, p e ende-se comp eende os ac o es que condicionam e os que p omo em a adopção do CE. Com o objec i o de iden i ica mos os p oblemas e ba ei as associados ao uso do CE analisamos os es udos Eu os a (2004), MCT/OCT (2002) e IEFP-DRN(2001). Seleccionamos, em seguida, os i ens cons an es dos ques ioná ios, que conside amos se em p oblemas e ba ei as associadas ao uso do EC. A Tabela 2 ap esen a uma lis agem dos i ens dos ques ioná ios, que se e ela am comuns aos ês es udos, ag upados em cinco ca ego ias, nomeadamen e: Adequação a ansacções on-line; U ilização de ansacções on- line; P oblemas de Segu ança; e P oblemas de Logís ica. Os i ens que o am apon ados pelos inqui idos como os mais ele an es encon am-se assinalados com * De uma o ma ge al a maio ia das emp esas inqui idas e ela am que os bens ou se iços não são passí eis de se em ansaccionados a a és da In e ne (Eu os a , 2004; IEFP, 2001; MCT/OCT, 2002) Ou a ba ei a que se salien ou na maio ia das emp esas oi o ac o de os clien es (ou emp esas clien es) não es a em p epa ados pa a aze comp as ia In e ne (Eu os a , 2004; IEFP, 2001). De ac o quando se ala com emp esá ios po ugueses (sob e udo de pequenas e médias emp esas) ace ca dos mo i os da não adesão ao CE, ou e-se com equência a pe gun a: “Pa a que de o aze al in es imen o se a maio ia dos meus clien es embo a enha um e-mail nunca o lê? Mais di ícil se ia sensibilizá-los pa a as an agens das encomendas e comp as elec ónicas.” Após a ase de implemen ação do CE assis e-se a uma o e p eocupação com a ques ão da segu ança e do enquad amen o legal. No es udo IEFP-DRN (2001), embo a a maio pa e dos inqui idos não ealizem comp as ou endas ia In e ne (74,4%), e i ica-se uma o e p eocupação ela i amen e à segu ança nas ansacções. Es a consciência de necessidade de segu ança é comum que en e emp esas que já usam o CE que nas que ainda o não azem. CITIES IN COMPETITION 456 As emp esas eu opeias não iden i ica am os p oblemas de logís ica como os mais ele an es pa a o uso e implemen ação do CE. A Tabela 3 ap esen a os i ens dos ques ioná ios, que se e ela am comuns aos es udos e ec uados em Po ugal (IEFP, 2001; MCT/OCT, 2002). Os i ens que o am apon ados pelos inqui idos como os mais ele an es encon am-se assinalados com * P oblemas e Ba ei as no Negócio Elec ónico (Eu os a , 2004 [1]; IEFP, 2001 [2]; MCT/OCT, 2002 [3]) Adequação a ansacções on-line Os p odu os não se ajus am a endas ia In e ne [1]* Os bens ou se iços po nós p oduzidos não são passí eis de se em ansaccionados a a és da In e ne [2]* O negócio da emp esa não se adap a a ansacções on-line. [3]* U ilização de ansacções on-line (P epa ação pa a…) Os clien es não es ão p epa ados pa a u iliza o comé cio elec ónico [1] [2]* Os clien es não azem comp as na In e ne [3]* As ou as emp esas não usam o comé cio elec ónico [3] P oblemas de Segu ança P oblemas de segu ança elacionados com os pagamen os [1]* Ince eza ace ca das leis nacionais e es angei as que egulam o uso da In e ne pa a ins come ciais [2] [1]* É um meio de negócio que não o e ece mui a con iança. Po que po ência p á icas audulen as [2] A In e ne ainda é um meio pouco iá el [2] A conco ência pode e acesso a in o mação da emp esa [2] As ansacções são menos segu as [3]* P oblemas de Logís ica Fal a de ecu sos humanos quali icados pa a desen ol e , man e e usa es a ecnologia [2] A In e ne é demasiado len a [2] O cus o do in es imen o ecnológico é demasiado ele ado [2] Ele ada exigência ecnológica [3] Há mui a ince eza ace ca dos bene ícios de u ilização des a ecnologia [2] Di iculdade em con ola os cus os de comunicação [3] Ele ada exigência à eo ganização da emp esa [3] A po encial dispe são de clien es le an a p oblemas de o ganização e logís ica [3] Di iculdade em de ini um p ojec o [3] Fal a de RH quali icados [3] P oblemas com a dis ibuição [3] Ele ados cus os de publicidade [3] Necessidade de ele ado in es imen o [3] F aca elação cus o/bene ício [3] *com o e ele ância INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 457 A p eocupação com o ipo de elacionamen o (di ec o) com clien es e o necedo es (IEFP, 2001) oi ou o dos mo i os ap esen ados pelos emp esá ios po ugueses como inibido à adopção do CE. Exis e em Po ugal uma o e idelização do clien e e/ou o necedo baseada na empa ia da elação humana exis en e, o que le a á a uma ponde ação mais o e da pe da de um elacionamen o mais di ec o. Alguns emp esá ios po ugueses eceiam que exis a uma pe da de elacionamen o com os clien es de ido ao ac o de as ansacções se em ia In e ne . O i em “Fal a de in o mação” não oi conside ado ele an e pa a a implemen ação e uso do CE pelas emp esas po uguesas. Com o objec i o de iden i ica mos mo i ações associadas ao uso do CE analisamos os es udos Eu os a (2004), MCT/OCT (2002) e IEFP (2001). Seleccionamos, em seguida, os i ens cons an es dos ques ioná ios, que conside amos se em mo i ações associadas ao uso do CE. A Tabela 4 ap esen a uma lis agem dos i ens dos ques ioná ios, que se e ela am comuns aos es udos Eu os a (2004) e IEFP (2001), ag upados em seis ca ego ias, nomeadamen e: Imagem da emp esa; Redução de cus os; E iciência nos p ocessos do negócio; Qualidade dos se iços; P odu os e Se iços; e Expansão da quo a de me cado. Os i ens que o am apon ados pelos inqui idos como os mais ele an es encon am-se assinalados com * Os p incipais ac o es mo i ado es da implemen ação do CE e e idos o am: Assegu a uma imagem de mode nidade à emp esa; Publici a p odu os e se iços; Ob e espos as mais imedia as às necessidades de o necimen o; e Simpli ica e acele a o elacionamen o com as emp esas. Se po um lado se e i ica a exis ência de p eocupações ela i amen e à imagem, comunicação e publicidade da emp esa, po ou o, assis e-se a uma on ade de op imiza os p ocessos ine en es à cadeia de alo emp esa ial e à apidez dos empos de espos a. Table 3. P oblemas e ba ei as elacionados ao CE especí icos das emp esa po uguesas P oblemas e ba ei as elacionados ao CE especí icos das emp esa po uguesas MCT/OCT [2], IEFP [3] Relacionamen o en e Clien es e Fo necedo es P e e ência em man e o ac ual modelo de negócio de elacionamen o di ec o com clien es e o necedo es [2]* Pe da de elacionamen o pessoal com clien es e o necedo es [3]* Fal a de in o mação[3] Há mui a ince eza ace ca dos bene ícios de u ilização des a ecnologia [2] Di iculdade em ob e e e encias das emp esas com que abalha [3] *com o e ele ância CITIES IN COMPETITION 458 4. DISCUSSÃO O comé cio elec ónico in luência a compe i i idade das emp esas e o na-se po isso impo an e analisa e comp eende os p oblemas e as ba ei as associados à sua implemen ação e u ilização. Conside ando a dispa idade dos esul ados es a ís icos e elacionando esses esul ados com a in es igação elabo ada po ou os au o es, su gem dois ópicos de discussão: A. Os ac o es que in luenciam a adopção de qualque TIC se ão os mesmos que in luenciam a adopção do CE? B. A impo ância das di e en es cul u as nacionais e a sua in luência na adopção do CE. Table 4. Mo i ações pa a o uso do CE Mo i ações pa a o uso do CE (Eu os a , 2004 [1]; IEFP, 2001 [3]) Imagem da emp esa P omo e a imagem da emp esa [1] Es a a pa da conco ência [1] Assegu a uma imagem mode na da emp esa [3]* Redução de cus os Redução de cus os [1] Reduzi a o ça de endas [3] E iciência nos p ocessos do negócio Acele a os p ocessos do negócio [1] Simpli ica o elacionamen o com emp esas clien es e o necedo es [3]* Responde às exigências de emp esas clien es [3] Qualidade dos se iços Aumen a a qualidade dos se iços [1] Da espos a imedia a às necessidades de o necimen o[3]*. Encon a o necedo es que espondam melho às necessidades[3] Reduzi p ocessos bu oc á icos nas elações com clien es e o necedo es [3] P odu os e se iços Lança no os p odu os e se iços [1] Desen ol e no os p odu os e se iços [3] Publici a p odu os e se iços [3]* Desen ol e ou o canal de publicidade pa a p omo e p odu os e se iços [3] Expansão da quo a de me cado Expandi o Me cado geog a icamen e [1] P ocu a no os clien es [1] Vende em me cados dis an es [3] Chega a no os me cados e inc emen a as endas [3] *com o e ele ância INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 459 4.1 . OS FACTORES QUE INFLUENCIAM A ADOPÇÃO DE QUALQUER TIC ABRANGEM OS QUE INFLUENCIAM A ADOPÇÃO DO CE Vá ios es udos ecen es iden i ica am di e sos ac o es que uncionam como ba ei as ao uso ala gado do CE nas emp esas Eu opeias (Eu os a , 2004; IEFP, 2001; MCT/OCT, 2002) É pe inen e le an a a ques ão se os ac o es que a ec am o CE são especí icos pa a es a ecnologia ou se pelo con á io são os mesmos que a ec am a adopção de qualque TIC. Ihls om e al .(2003) abo da am es a ques ão. Es e g upo de in es igado es p e endeu comp eende se as ba ei as ao CE nas PMEs são um enómeno no o c iado pela aga de no as ecnologias pa a a In e ne ou se essas ba ei as são as mesmas que as SMEs en en a am aquando da adopção das á ias TIC, não sendo especí icas das ecnologias pa a a In e ne . Numa p imei a ase do es udo, Ihls om iden i icou na li e a u a um conjun o de ac o es mo i ado es à implemen ação do CE: acesso às bases de dados dos clien es, diminuição dos cus os na ansacção e disseminação de in o mação, possibilidade de alcança no os me cados, melho amen o dos se iços, canais adicionais pa a comunica com os clien es, pesquisa de me cado sob e os pad ões de consumo, diminuição dos cus os de comunicação, despon a de no as opo unidades: no os pa cei os de negócio ou descobe a de edes de negócio; melho coo denação com os pa cei os de negócio ou unidades de negócio in e nas à emp esa, acilidade nas ocas de in o mação den o das o ganizações, c iação de me cados pa a alcança no os clien es, uma o ma pouco dispendiosa de di ulgação da emp esa e de ob enção de no as in o mações, explosão da ac i idade en e emp esas enco ajando a expe imen ação com no as o ganizações e sis emas, aumen o da an agem compe i i a em pequenas emp esas e da espec i a qualidade da in o mação de supo e. Es es ac o es são suscep í eis de se em di ididos em duas classes: Ex e nos e In e nos à o ganização. Os ac o es ex e nos à o ganização são odos aqueles que se encon am “pa a além da es e a de in lência da o ganização”, nomeadamen e: in luência insigni ican e da indús ia, aca campanha de p omoção pela pa e dos endedo es, al a de massa c í ica, al a de segu ança ou pe cepção de al a de medidas de segu ança, ques ões legais, limi ações dos se iços da In e ne . Os ac o es in e nos à o ganização são consequência da limi ação de ecu sos, al a de conhecimen o e odos os aspec os con olá eis den o da o ganização, nomeadamen e: al a de pe cepção de no as opo unidades, au o pe cepção do alo do negócio, al a de a aliação dos ganhos inancei os, al a de conhecimen os ecnológicos e de ecu sos humanos especialis as na á ea ecnológica, al a de pe cepção das écnicas de implemen ação, pe cepção do cus o, p epa ação insu icien e da o ganização, al a de ecu sos humanos e empo pa a in es iga no as ecnologias e sis emas, elu ância na dedicação de empo e ecu sos pa a esol e a al a de habili ações e comp eensão do p ocesso. Ihls om e al. (2003) comp o ou que os inibido es ou ba ei as à o ganização na implemen ação e adopção das ecnologias de CE pelas PMEs são idên icas às apon adas à implemen ação ou uso das TIC em ge al. Rela i amen e às ba ei as ex e nas a i ma não se possí el es abelece o mesmo ipo de compa ação de ido ao ac o de a adopção de SI se uma decisão p incipalmen e in e na à o ganização e po isso menos dependen e de o ças ex e nas.