Full text
435
FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE REDES
INTERORGANIZACIONAIS: UMA APLICAÇÃO NO ARRANJO PRODUTIVO
LOCAL (A.P.L.) DO SETOR DE CONFECÇÕES NA REGIÃO METROPOLITANA
DE CAMPINA GRANDE /Pb/BRASIL.
Rena o Wal enci da Sil a
Edson An ônio Flo êncio Ne es
Lucia San ana de F ei as
Gesinaldo A aíde Cândido
RESUMO:
Uma das p incipais ca ac e ís icas do a ual ambien e o ganizacional em sido a necessidade das
emp esas a ua em de o ma conjun a e associada, compa ilhando ecu sos, in o mação e
conhecimen o. Nes e con ex o, su ge como possibilidade conc e a pa a o desen ol imen o
emp esa ial, os modelos o ganizacionais baseados na associação, na complemen a idade, no
compa ilhamen o, na oca e na ajuda mú ua, omando como e e ência o concei o de edes. A
ealização des e abalho su giu a pa i da pe cepção de que exis e um conjun o de a o es-cha e no
p ocesso de o mação de edes o ganizacionais do ipo a anjos p odu i os locais, clus e s,
ag upamen os indus iais, e c., os quais o am de idamen e iden i icados e alidados pa a o con ex o
polí ico, econômico e social b asilei o po Cândido (2001). A pa i des as conside ações iniciais, o
abalho em como obje i o e i ica se um conjun o de Fa o es C í icos de Sucesso no p ocesso de
o mação, desen ol imen o e manu enção de edes in e o ganizacionais exis e no segmen o e se o de
con ecções na Região Me opoli ana de Campina G ande.
PALAVRAS-CHAVE: ¨ edes in e o ganizacionais¨ ¨ a o es c í icos de sucesso¨ ¨a anjo p odu i o
local¨.
ABSTRACT:
One o he main ea u es o he cu en o ganiza ional en i onmen has been he need o companies o
ac in a join and associa ed way, sha ing esou ces, in o ma ion and knowledge. In his con ex ,
o ganiza ional models based on associa ions, comple ion, sha ing, and mu ual help comes as a
conc e e possibili y o company de elopmen , ha ing as e e ence ne wo k concep . The ealiza ion o
his wo k ose om he pe cep ion ha he e is a se o key ac o s in he p ocess o o ganiza ional
ne wo k ha a e locally p oduc i e, clus e s, indus ial g oups, e c. p e iously iden i ied and alid in
he poli ical, economical and social con ex o B azil by Cândido (2001). F om hese ini ial
conside a ions, his wo k has as i s objec i e e i y i a se o Success C i ical Fac o s in he
o ma ion, de elopmen and main enance p ocess o in e -o ganiza ional ne wo k exis s in he
con ec ion sec o in he me opoli an egion o Campina G ande.
CITIES IN COMPETITION
436
KEY WORDS: “in e -o ganiza ional ne wo k” “ccess c i ical ac o s” “local p oduc i e se ”
1. INTRODUÇÃO
Uma das p incipais ca ac e ís icas do a ual ambien e o ganizacional em sido a necessidade das emp esas
a ua em de o ma conjun a e associada, compa ilhando ecu sos in o mação e conhecimen o. O an igo modelo
de o ganizações baseado na in eg ação e ical; com elações en e os seus ní eis, g upos e pessoas, pau adas na
au oc acia; na busca da economia de escala; e sem maio es p eocupações com as a iá eis do seu ambien e, não
a ende as necessidades eque idas pelo a ual ambien e de negócios, o qual, eque no os modelos
o ganizacionais baseados na associação, na complemen a idade, no compa ilhamen o, na oca e na ajuda
mú ua, omando como e e ência o concei o de edes ad indos das ciências na u ais e sociais. Pa a Cas els
(1999) o su gimen o das o ganizações em ede oco e como conseqüência de um p ocesso de ees u u ação
capi alis a, oco ida a pa i dos anos 70, que den e ou as implicações, az pa a o con ex o o ganizacional, a
o mação de alianças co po a i as es a égicas en e g andes emp esas e o su gimen o de no as o mas de
a uação pa a a pequena e média emp esa baseada na lexibilidade, a pa i de pa ce ias com ou as o ganizações.
Além disso, o au o apon a que a di usão de um no o pa adigma ecno-econômico, o qual en ol e a associação
en e as ecnologias da in o mação e a mic oele ônica c iou as melho es condições à iabilização pa a as
emp esas a ua em em ede.
A ealização des e abalho su giu a pa i da pe cepção de que exis e um conjun o de a o es-cha e no p ocesso
de o mação de edes o ganizacionais do ipo a anjos p odu i os locais, clus e s, ag upamen os indus iais, e c.,
os quais o am de idamen e iden i icados e alidados pa a o con ex o polí ico, econômico e social b asilei o po
Cândido (2001). O au o pa e de uma pesquisa bibliog á ica, no qual oi iden i icado um conjun o de aspec os e
a iá eis que pode iam se conside ados Fa o es C í icos de Sucesso (F.C.S.) no p ocesso de o mação,
desen ol imen o e manu enção de edes o ganizacionais. Es es a o es o am classi icados em qua o g andes
a iá eis, são elas: Ambien e de negócios na localidade, Polí icas mac oeconômicas, P ocesso de Fo mação e
Aspec os An opológicos e Sócio-Cul u ais.
Po an o, o p esen e abalho em como obje i o e i ica se um conjun o de Fa o es C í icos de Sucesso no
p ocesso de o mação, desen ol imen o e manu enção de edes o ganizacionais, exis e no segmen o e se o de
con ecções na Região Me opoli ana de Campina G ande/Pb
A ealização da p esen e pesquisa em sua jus i ica i a baseada no p incípio de que, a o mação de edes no
B asil, pode aze os mesmos bene ícios ad indos da sua aplicação em ou os países, desde que se enha uma
eal p eocupação em adequa o p ocesso pa a o quad o polí ico, econômico e sócio-cul u al b asilei o. Es a
jus i ica i a é con i mada po Humphe y & Schimi z (1997), os quais apon am que a li e a u a sob e o mação
de edes o ganizacionais en oca "his ó ias de sucesso, de inindo des inos, mas não o caminho que p ecisa se
omado pa a alcançá-lo”. Nes e sen ido, o na-se necessá io que sejam iden i icados os meios, os obs áculos e as
di iculdades pa a a c iação, o mação e desen ol imen o des e ipo de modelo o ganizacional.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A p incipal ca ac e ís ica do a ual ambien e de negócios nes e úl imo qua o de século em sido um c escen e
aumen o das p essões sob e as o ganizações, es e êm sido o p incipal desa io a se supe ado pela ges ão dos
NOTES ON STRATEGY, PLANNING AND INTERNATIONALIZATION
437
negócios, o nando-se necessá ia à adoção de um conjun o de mecanismos e ins umen os que sejam capazes de
c ia e man e a e iciência, e icácia e e e i idade das o ganizações.
Nes e sen ido, um conjun o de no as o mas e es u u as o ganizacionais êm su gido, endo como ca ac e ís ica
p incipal, o oco na associação. As alianças es a égicas, as pa ce ias, as usões e aquisições, a o mação de
consó cios e join - en u es en e emp esas, as edes emp esa iais, os aglome ados, e c. As emp esas es ão
descob indo que não podem execu a e icazmen e odo o conjun o das suas ope ações, em unção da dinâmica e
complexidade do ambien e e as suas in e e ências na ges ão emp esa ial. Como esul ado, as emp esas es ão
execu ando apenas as unções nas quais são melho es, deixando pa a e cei os as ou as unções em que es es são
melho es. Su ge en ão, um conjun o de emp esas independen es que man ém elações dinâmicas e bem
especí icas, a qual alguns au o es denominam gene icamen e de "o ganizações em ede".
Pa a Ach ol & Ko le (1999) a o ganização em ede é um mecanismo de me cado pa a aloca pessoas e ecu sos
pa a p oblemas e p oje os de manei a descen alizada numa pe spec i a de lexibilidade e adap abilidade às
mudanças no con ex o o ganizacional. Nes e sen ido, os au o es apon am que, a ede ca ac e iza-se pelo
planejamen o e con ole descen alizado; pelo oco nos elacionamen os la e ais e pela in eg ação en e a
es u u a o mal e as múl iplas o mas de elacionamen os sociais igen e numa o ganização.
2.1. OS CLUSTERS, AGLOMERADOS OU ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS (A.P.L.)
a) Os clus e s, aglome ados ou A anjos P odu i os Locais (A.P.L.) cons i uem-se numa o ma especí ica
de Redes In e emp esa iais, su gida a pa i das mudanças no ambien e de negócios oco idos a pa i de
meados dos anos 70, inse ido num con ex o de ees u u ações capi alis as. Tal modelo de o ganização é
uma al e na i a pa a que as emp esas de um modo ge al supe em suas debilidades e di iculdades e
adqui am às condições de idas pa a a ua num ambien e cada ez mais mu an e e ince o.
A pa i do início dos anos 80, di e sos au o es êm abalhado com o ema e êm de inições bem p óximas pa a
os e mos ag upamen o, aglome ados ou clus e s como Po e (1999) e Amo im, (1998).Po an o, cabe essal a
que os melho es esul ados a se em ob idos pelas emp esas pe encen es ao clus e ai depende da in ensidade
dos ínculos es abelecidos en e os di e sos ipos de agen es en ol idos na cadeia p odu i a e a pa icipação de
ins i uições (públicas e p i adas) apoiando as a i idades emp esa ias do se o econômico en ol ido.
2.2. FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E
MANUTENÇÃO DE REDES INTERORGANIZACIONAIS ENTRE PME'S
O conjun o do explici ado a é aqui, pe mi e in e i que os ag upamen os indus iais êm a aído a a enção de um
g ande núme o de pesquisado es com in e esses e en oques dis in os, expondo suas an agens e a sua
adeqüabilidade ao a ual con ex o o ganizacional, ge ando desen ol imen o econômico nas egiões onde o am
ins alados. No en an o é p eciso que se le e em conside ação algumas ques ões e condições básicas pa a que à
aplicação des e modelo o ganizacional alcance os obje i os p e endidos, o que denomina emos de Fa o es
C í icos de Sucesso (FCS) aqui de inidos como um conjun o de condições i ais de um dado p oje o social, que
quando alhas, aumen am a p obabilidade de insucesso, e, quando sa is a ó ios, assegu a ão o alcance dos
obje i os p e endidos.
CITIES IN COMPETITION
438
O p ocesso de o mação, desen ol imen o e manu enção de edes in e o ganizacionais en e PME's ep esen am
um p ocesso de ino ação que epe cu i á mudanças em um conjun o de a iá eis en ol idas di e a e
indi e amen e. Em qualque p ocesso de mudança o na-se necessá io iden i ica de o ma c i e iosa um conjun o
de a o es-cha e imp escindí eis pa a o sucesso da mudança, o nando possí el co igi as alhas e des ios
ine en es a qualque mudança, an o no que se e e e a ques ões écnicas (a inadeqüabilidade da u ilização de
uma no a ecnologia de p odu o ou p ocesso, po exemplo) quan o a ques ões sócio-compo amen ais, como a
esis ência à mudança.
No caso gené ico da aplicação dos p incípios de edes nos no os o ma os o ganizacionais. Las es (1999) e
Lipnack & S amps (1994) apon am um conjun o de aspec os básicos e imp escindí eis a se em obse ados, são
eles: clima p opício pa a a p á ica da coope ação e colabo ação en e as emp esas exis en es na localidade; que
as emp esas conheçam uma às ou as; conscien ização e conhecimen o dos concei os, an agens e limi ações
deco en es de uma a uação in e emp esa ial conjun a e compa ilhada; en ol imen o e comp ome imen o dos
in eg an es da ede com os obje i os cole i os; a exis ência de polí icas públicas de apoio; a exis ência de boas
condições ge ais de in a-es u u a; pa icipação de ou os agen es e ins i uições que se en ol am di e a e
indi e amen e com as a i idades da ede; que as emp esas, mesmo a uando em ede, ca ac e izada pela p á ica da
coope ação e colabo ação não pe cam a dimensão da sua au onomia e independência; a exis ência de mui os
canais e múl iplas o mas de comunicação, aliada a ci culação de in o mação e conhecimen o en e os di e sos
agen es pa icipan es da ede; a exis ência de pessoas nos di e sos ní eis da ede que enham e exe çam
lide ança pe an e seus pa es; a exis ência de condições pa a a p á ica da ino ação ecnológica e o ganizacional;
que exis a um clima a o á el e es imulan e pa a a p á ica e mani es ação do espí i o emp eendedo na egião.
Pode-se in e i que a a uação das emp esas em ede den o de uma de e minada egião en ol e mudanças
ins i ucionais, o que az a necessidade de polí icas especí icas de desen ol imen o ins i ucional, ocadas
ambém em aspec os an opológicos e sócio-cul u ais. Nes e sen ido, Lund all (2000) explo a os concei os de
capi al social e a necessidade da con iança como condição básica essencial pa a a p á ica da coope ação. A
exis ência do capi al social e a p á ica da coope ação baseada em elações de con iança possibili am a ealização
de ce os obje i os que se iam inalcançá eis se ele não exis isse. Uma cadeia de elações sociais baseadas na
con iança en ol endo ecip ocidade gene alizada e con iança mú ua é a p incipal esponsá el pelo sucesso ou
acasso de expe iências de desen ol imen o ins i ucional, den e as quais a a uação das emp esas em ede,
den o de de e minada egião.
Passos (1999) ao explo a os no os modelos de ges ão ambém apon a alguns aspec os que podem se
conside ados a o es a se em conside ado nas no as o mas de a uação das emp esas. O au o essal a que, o
a o da ques ão das in o mações p ecisa se o mais adequado possí el ao con ex o, p opo cionando a p opulsão
das expe iências le adas a e ei o. Apon ando ainda que, as polí icas públicas con inuam a desempenha papel
undamen al no uncionamen o da no a economia, sendo o p incipal esponsá el pelos in es imen os no acesso a
no as ecnologias e em sis emas de in o mação e comunicação, dando ên ase ao ca á e in e a i o e localizado
do ap endizado e da ino ação, ap o undando as po encialidades o e ecidas pelas ecnologias de in o mação,
in ensi icando a in e conexões en e os di e en es agen es. Mais especi icamen e, ele apon a como a o es: a
in eg ação de di e en es polí icas ( inancei a, indus ial, se iços, de ciência e ecnologia, educacional, e c.); o
apoio à o mação de ambien es capazes de es imula a ge ação, aquisição e di usão de conhecimen os; o es ímulo
pa a que as emp esas, g upos sociais e localidades in is am na capaci ação de seus ecu sos humanos, de o ma a
mobiliza em a habilidade de ap endizagem da população; e, incen i os a capacidade ino a i a da população.
NOTES ON STRATEGY, PLANNING AND INTERNATIONALIZATION
439
2.3. DIRECIONAMENTO E ENCAMINHAMENTO DA PESQUISA
O in e esse em ealiza es a pesquisa su ge a pa i do abalho de Cândido (2001), endo em is a que, os
modelos de compe i i idade e de desen ol imen o egional, apesa de abalha com um conjun o de a iá eis
que podem se conside ados Fa o es C í icos de Sucesso (FCS) pa a o p ocesso de o mação das Redes
in e emp esa iais en e PME's, es es se ap esen am de o ma gené ica e ab angen e, daí su ge a necessidade de
desen ol e um modelo pa a iden i icação dos FCS que sejam especí icos pa a a o mação de Redes en e
PME’s, a pa i dos modelos de compe i i idade e desen ol imen o egional p opos os, pa indo do p incípio de
que es es modelos es ão in imamen e elacionados, ou seja, a compe i i idade egional pode se ob ida a a és de
uma polí ica de desen ol imen o egional que incen i e a c iação de Redes In e emp esa iais de PME's,
con o me igu a abaixo.
1. Figu a 1: A elação en e compe i i idade, desen ol imen o egional e à o mação de edes
in e emp esa iais de PME's
Assim, o p essupos o básico da pesquisa a se ealizada é de que a compe i i idade local se á alcançada a pa i
da exis ência de uma polí ica de desen ol imen o egional que incen i e e/ou apóie à o mação de edes
in e emp esa iais en e PME’s e, em pa icula os do ipo ag upamen os indus iais. Po an o, pôde-se iden i ica
um conjun o de a iá eis, e e ências e ci ações, as quais podem se conside adas Fa o es C í icos de Sucesso no
p ocesso de o mação, desen ol imen o e manu enção de edes in e o ganizacionais e mais especi icamen e, os
ag upamen os indus iais en e PME's. Es es a o es p ecisam necessa iamen e se le ados em conside ação no
p ocesso, como condição pa a que, os in e esses e necessidades de odos os agen es en ol idos sejam alcançados
e supe ados, espec i amen e. Nes e sen ido, os a o es iden i icados o am classi icados em qua o g upos, cada
uma deles com um conjun o de a o es especí ico, os quais se ão disc iminadas em seguida.
2. Figu a 2: Conjun o de a iá eis en ol endo os Fa o es C í icos de Sucesso (FCS) a se em
conside adas no p ocesso de o mação, desen ol imen o e manu enção de Redes in e o ganizacionais
de PME's.
FONTE: Cândido (2001)
COMPETITIVIDADE
DESENVOLVIMENTO REGIONAL
REDES INTEREMPRESARIAIS DE PME's
FATORES CRÍTICOS DE
SUCESSO
P ocesso de Fo ma
ç
ão
Polí icas Mac oeconômica
As
p
ec os An o
p
oló
g
icos e Sócio-cul u ais
Ambien e de Ne
g
ócios
FONTE: Cândido & Ab eu (2000).
CITIES IN COMPETITION
440
3. O SETOR DE CONFECÇÕES
Du an e a década de no en a, o se o de con ecções no B asil passou po uma sé ie de ans o mações
deco en es, p incipalmen e, da abe u a come cial às impo ações. Tal a o implicou di e amen e na a i idade
indus ial p o ocando signi ica i as mudanças como a ampla disponibilidade de o necedo es ( ib as e
ilamen os), aumen o da conco ência, a busca de melho ia ecnológica isando um pad ão ope acional e icien e
e com ganhos de escala, o aumen o do g au de in eg ação, a mudança de oco da exclusi idade do me cado
in e no pa a ambém a endimen o do me cado ex e no, e c.
Tais a os le a am a uma edução do núme o de áb icas, da mão-de-ob a emp egada, da idade dos
equipamen os, en e ou os. T a ando-se especi icamen e do se o de con ecções, as implicações o am di e en es
às do se o êx il, pois se egis ou uma acen uada en ada de no as indús ias de pequeno po e; um aci ado
p ocesso de e cei ização do p ocesso p odu i o nas emp esas de g ande po e assim como a en ada de no as
ma cas e dis ibuido es in e nacionais; c escimen o dos in es imen os em mode nização, au omação de
p ocessos e einamen o da mão-de-ob a, e c.
T a ando-se do es ado da Pa aíba, a g ande maio ia das emp esas do se o de con ecções a uam em di e sas
linhas de p odu os, den e os quais, moda masculina, eminina e in an il, malhas, moda p aia e ín ima,
a damen os, edes, co inas e an asias. Ap esen am a u amen o anual en e R$ 50.000,00 e R$ 1.000.000,00,
emp egando menos de 50 pessoas po emp esa (Viei a, 2001).
De aco do com es udo ealizado po Viei a (2001), a p odu i idade des e se o no es ado da Pa aíba depende da
implemen ação de melho ias ela i as a despe dício, de ei os, incen i os e aspec os de sazonalidade e maio uso
da capacidade p odu i a ins alada. Po ém cabe essal a que a ecnologia emp egada não é ino ado a, o que
implica di e amen e no alo do p odu o; que não há p og ama de c escimen o e expansão dos negócios; que o
ge enciamen o dos cus os é inadequado; que as polí icas de come cialização não são ag essi as e ino ado as; e
que a al a de capi al de gi o se cons i ui um g ande en a e nos negócios.
T a ando-se especi icamen e da indús ia de con ecções da egião me opoli ana de Campina G ande, compos a,
p edominan emen e, po pequenas emp esas, es a passa po uma p o unda c ise. O acasso do Cen o de Modas
Luiza Mo a, deco en e da c ise econômica, baixa qualidade dos p odu os, má ges ão dos emp eendimen os e
al a de incen i os, mo i os apon ados pelos p óp ios emp esá ios, aliado ao desc édi o de ins i uições como
Seb ae e o Sindica o que ep esen a o se o , o dis anciamen o das uni e sidades locais, a al a de associa i ismo
e coope ação en e as emp esas, em le ado ao ag a amen o do colapso que passa o se o (Sousa, 2002).
Dian e de al con ex o, az-se necessá io a união de es o ços de di e en es ins i uições go e namen ais,
emp esa iais e uni e si á ias na busca do desen ol imen o de es udos e ações que pe mi am ala anca a
compe i i idade do se o e p omo e o desen ol imen o econômico local.
4. METODOLOGIA
A pesquisa a se ealizada pode se ca ac e izada como um es udo explo a ó io, de inido po Ma coni & Laka os
(1990) como es udos que êm como obje i o a o mulação de um p oblema com a inalidade de aumen a a
amilia idade do pesquisado com um ambien e, a o ou enômeno, pa a ealização de pesquisas u u a mais
p ecisa ou modi ica ou cla i ica concei os.
NOTES ON STRATEGY, PLANNING AND INTERNATIONALIZATION
441
A pa i da de inição das p emissas, do p oblema da pesquisa e da o mulação dos obje i os, a pesquisa se á
conduzida a a és da e i icação da exis ência de um conjun o de Fa o es C í icos de Sucesso (F.C.S.) no
p ocesso de o mação, desen ol imen o e manu enção de edes in e emp esa iais do ipo ag upamen os
indus iais en e PME’s, o qual pode se ambém aplicado jun o a A anjos P odu i os Locais (A.P.L.), a sua
aplicação oco e á no se o de con ecções na cidade de Campina G ande - PB. Es es F.C.S. já o am
de idamen e iden i icados e alidados pa a o con ex o polí ico, econômico e social b asilei o em es udos
desen ol idos po Cândido (2001).
O mé odo de abo dagem a se u ilizado é o hipo é ico-dedu i o, uma ez que, a pa i de um de e minado
p oblema, az conjec u as e a a és da pesquisa ai co obo a ou não as conjec u as o muladas. Pa a a
iabilização da pesquisa se ão u ilizadas as écnicas da análise documen al, da obse ação não pa icipan e e da
ealização de en e is as semi-es u u adas com emp esá ios pa icipan es do se o de con ecções na egião
me opoli ana de Campina G ande, obje i ando conhece a es u u a e uncionamen o e, a opinião des es
emp esá ios sob e o conjun o de F.C.S. iden i icados e alidados an e io men e.
Em unção do obje i o da pesquisa, a população en ol e um conjun o de emp esá ios, cujas emp esas açam
pa e dos ag upamen os es udados. A amos a se á do ipo não-p obabílis ica do ipo po ipicidade ou
in encional, a qual consis e em seleciona subg upos da população que, com base nas in o mações disponí eis
possa se conside ado ep esen a i o de oda população.
Pa indo desse p essupos o, oi u ilizado um cadas o especí ico das indús ias de con ecções de Campina
G ande, con endo a lis agem das emp esas do segmen o econômico es udado, o necido pela Fede ação das
Indús ias do Es ado da Pa aíba (Fiep). A pa i desse cadas o, ez-se alguns co es. Con udo, a população
cons ou de 54 emp esas, das quais 31 ecebe am o ins umen o de pesquisa. Em alguns casos, es e mesmo
ques ioná io se iu como e e ência pa a a ealização de en e is as semi-es u u adas. Assim, a quan idade de
ques ioná ios ecebidos pe ez um o al de 15, o que co esponde a 27,8% da população. A amos a é
ep esen a i a, pelo a o da população e um al o ní el de homogeneidade.
Pa a a análise das in o mações quan i a i as o am ado ados pa âme os pe cen uais pa a es abelece as
di e enças en e as pe cepções dos en e is ados. Nessa e apa, oi u ilizado um so wa e es a ís ico denomina do
“Sphinx”. Já as in o mações quali a i as o am analisadas em consonância com a undamen ação eó ica do
abalho e com o conhecimen o abso ido pelos pesquisado es du an e oda a ealização da pesquisa.
5. RESULTADOS DA PESQUISA
A ap esen ação dos esul ados se á di idida em qua o g upos. O p imei o abo da á os Fa o es C í icos de
Sucesso (F.C.S.) quan o ao Ambien e de Negócios na localidade. No segundo g upo, se ão a ados os F.C.S.
quan o às Polí icas Mac oeconômicas. O e cei o e sa á os F.C.S. quan o ao P ocesso de Fo mação. No úl imo
g upo se á demons ado os F.C.S. quan o aos Aspec os Sociológicos e An opológicos. Os dados se ão
ap esen ados, po meio de abelas e g á icos, e analisados. Pos e io men e, se ão ap esen adas as conside açõoes
inais abalho.
CITIES IN COMPETITION
442
GRUPO 1 – Fa o es c í icos de sucesso quan o ao ambien e de negócios na localidade.
Quando ques ionados sob e a exis ência de um clima de iden i icação e a inidade en e as emp esas dos di e sos
se o es p óximos ao de con ecção de Campina G ande, 100% dos en e is ados esponde am nega i amen e.
F en e a es a al a de iden i icação e a inidade, pe gun ou-se se oi es abelecida alguma medida no sen ido de
c ia uma polí ica de in o mação (e e i a e po encial) dos se o es, iden i icação das á eas de a uação e a i idades
das emp esas ins aladas na egião, 87% indica am que não oco eu nenhuma mobilização nes a acepção e 13%
esponde am que sim.
A iden i icação e a a inidade en e as o ganizações de uma de e minada egião acili am a o mação de
conco dâncias en e odos os a o es en ol idos, possibili ando assim, o desen ol imen o egional pa a a
p omoção da compe i i idade das emp esas locais. Essas a iá eis, como a es ado acima, não são is a no
município de Campina G ande e p a icamen e não se ealizou nada no sen ido de c ia um clima p opício a sua
exis ência, in iabilizando o p ocesso de o mação, desen ol imen o e manu enção de edes in e o ganizacionais,
in luenciando na compe i i idade das emp esas.
Pa a que o se o de con ecções ob enha as de idas condição de desen ol imen o se ia necessá io que algumas
condições p é ias exis am na localidade onde ele es eja ins alado. Con o me as condições básicas iniciais
des acadas, obse emos a pe cepção dos en e is ados: (G á ico 1).
3. G á ico 1 – Condições básicas iniciais pa a o desen ol imen o do se o
53%
47%
0%
27%
67%
6%
27%
67%
6%
7%
87%
6%
14%
80%
6%
34%
60%
6%
40%
60%
0%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
1234567
Sim Não Não-Respos a
De aco do com as espos as dos emp esá ios, obse a-se que 53% deles a i ma am que en e as emp esas de
con ecções de Campina G ande exis e uma conco ência e uma i alidade saudá el. Essa pe spec i a é a o á el
ao desen ol imen o do aglome ado, is o que as emp esas de em p ima pela colabo ação e não pela
compe ição. Con udo, 47% apon a am que a compe ição é aci ada en e elas.
Assim, o meio como se p ocedem as elações come ciais en e os pa icipan es deses imula a p á ica e a
mani es ação do espí i o emp eendedo na cidade, ge ando uma a mos e a de baixa au o-es ima en e os
emp esá ios, a i icada pelos 67% que assinala am que exis e um ambien e hos il e des a o á el à concepção e
execução de p oje os que enham a ocasiona an agens compe i i as.
Os elacionamen os en e os di e en es a o es en ol idos são a base pa a a p á ica de a i idades de o ma
associada, po an o, as ins i uições de apoio de em assumi o papel de a iculado es desse p ocesso. En e an o,
1 - Conco ência e i alidade saudá el
2 - Clima a o á el ao emp eendedo ismo
3 - Fo alecimen o dos elacionamen os en e os
agen es en ol idos
4 - Boa ede de comunicação e in e câmbio en e
os bai os
5 - Cul u a emp esa ial que alo ize o
coope a i ismo
6 - T adição de apoio amilia aos no os
emp esá ios
7 - A exis ência de sis emas ins i ucionais de apoio
FONTE: Pesquisa di e a
NOTES ON STRATEGY, PLANNING AND INTERNATIONALIZATION
443
no segmen o examinado, 67% decla a am que não há mecanismos o ganizacionais di ecionados pa a o
o alecimen o dos elacionamen os en e os di e sos agen es pa icipan es, comp o ando mais uma ez a
in iabilidade do es abelecimen o de edes e a baixa compe i i idade do se o .
As in e ações são en aquecidas ambém pela al a de uma boa ede de comunicação e in e câmbio en e os
bai os, e idenciada pelos 87% que e ela am sua inexis ência. Isso explica o isolacionismo da maio ia das
emp esas. A ausência ou a debilidade da comunicação comp ome e a coope ação e, conseqüen emen e, a a uação
das emp esas em ede. Segundo os en e is ados, o p oblema é cul u al, po que 80% deles demons a am a al a
de uma cul u a emp esa ial que alo ize os laços e elacionamen os sociais coope a i os.
Ou o aspec o ele an e, no que diz espei o à coope ação e colabo ação en e emp esas, é o apoio amilia dos
memb os pa icipan es aos no os emp esá ios que desejam en a . Essa p á ica é uma o ma de es imula e
adap a os no a os ao con ex o de negócios do clus e . Po ém, apenas 40% dos emp esá ios ela a am que no
se o de con ecções há uma adição de apoio aos no os emp esá ios. Ao con á io, 60% comp o a am sua
ausência. Esse cená io i ma a posição de a uação isolada, o desno eamen o pa a com algumas si uações e a
al a de a iculação po pa e das ins i uições de omen o.
Apesa de impo an es ins i uições de supo e es a em localizadas no município, 60% dos en e is ados
con i ma am que não exis em sis emas ins i ucionais (público e p i ado) de apoio às a i idades do aglome ado.
No en an o, 40% assinala am posi i amen e. Vale salien a que os o ganismos de omen o às a i idades de um
se o cons i uem um o e elemen o de a iculação, que, a a és de suas ações, podem assegu a a
sus en abilidade e compe i i idade das emp esas.
O que se ê na cidade são ins i uições agilizadas e de pouca ep esen a i idade na o mulação de polí icas e
p oje os pa a o se o de con ecções. Essa si uação ainda é ag a ada pela in e e ência de polí icos, que em de esa
de seus in e esses pa a com ce os emp esá ios, a o ecem alguns em de imen o do conjun o.
Quando indagados sob e a exis ência de um clima a o á el pa a a p á ica da coope ação en e as emp esas
pa icipan es do se o , pa indo do p incípio de que odas as emp esas dependem uma das ou as pa a o alcance
das de idas condições de sob e i ência e desen ol imen o, 87% decla a am a inexis ência de al p á ica e 13%
esponde am que sim. Os emp esá ios que ap esen a am espos as nega i as na pe gun a an e io indica am
alguns a o es que in luencia am e di icul a am a p á ica da coope ação en e as emp esas: (G á ico 2).
G á ico 2 – Fa o es que in luenciam e di icul am a p á ica da coope ação en e as emp esas
54%
46%
0%
62%
23%
15%
77%
15%
8%
77%
15%
8%
69%
23%
8%
84%
8%
8%
62%
23%
15%
38%
54%
8%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
12345678
Sim Não Não-Respos a
FONTE: Pesquisa di e a
1 - Fal a de con iança
2 - Descump imen o dos pa cei os dian e dos comp omissos
assumidos
3 - Fal a de hábi o em coope ação en e os emp esá ios locais
4 - Temo e A e são ao isco
5 - Medo da coope ação o ná-las mais ágeis pe an e a
conco ência
6 - Fal a de isão es a égica dos emp esá ios
7 - Fal a de um ó gão ges o dos elacionamen os en e as
emp esas
8 - Fal a de lealdade en e os pa cei os
CITIES IN COMPETITION
450
REFERÊNCIAS
Amo im, M. A.(1998): “Clus e s como es a égia de desen ol imen o indus ial no Cea á¨. Banco do No des e do B asil, Fo aleza.
Cândido, G. A; Ab eu, A, F. (2000) ¨Os concei os de edes e as elações in e o ganizacionais: um es udo explo a ó io¨. Encon o Anual da
Anpad, nº 24, Flo ianópolis.
Cândido, G. A; Ab eu, A, F. (2000) ¨Aglome ados indus iais de pequenas e médias emp esas como mecanismo pa a p omoção de
desen ol imen o egional¨ Re is a Ele ônica de Adminis açao . 6, n. 6, dez. Disponí el em <h p:// ead.adm.u gs.b / ead18/ ead18.h m>.
Cas ells, M. (1999)¨A sociedade em ede¨, São Paulo: Paz e Te a, . 1.
Humphe y, J; Schimi iz, H. (1997): ¨P incípios pa a p omoção de pólos e edes de PME's¨ In: PASSOS, C. F. Desa ios pa a as PME's. São
Paulo: IPT/SEBRAE-SP, p. 139-172.
Las es, H. M. M. (1997): ¨A globalização e o papel das polí icas de desen ol imen o indus ial e ecnológico¨. B asília: IPEA, Tex o pa a
discussão nº 519.
Lins, H. N.(2000): ¨Rees u u ação indus ial em San a Ca a ina: pequenas e médias emp esas êx eis e es ua is as ca a inenses pe an e os
desa ios dos anos 90¨. Flo ianópolis: Edi o a UFSC..
Lipnack, J; S amps, J. (1994): ¨Rede de in o mações¨. São Paulo: Mak onbooks.
Lund all, B. (2000): ¨Inno a ion policy and knowledge managemen in he lea ning economy¨. In e na ional Con e ence on Technological
Policy and Inno a ion, nº 4., Cu i iba: CITS.
Ma coni, M. M.; Laka os, E. M. (1990): ¨Técnicas de pesquisa: planejamen o e execução de pesquisas, amos agens e écnicas de pesquisa,
elabo ação, análise e in e p e ação de dados¨, São Paulo: A las.
Po e , M. E. (1999): ¨Compe ição on compe i ion: es a égias compe i i as essenciais¨ Rio de Janei o: Campus
Schmi z, H.(1995): ¨Collec i e e iciency: g ow h pa h o small scale indus y¨, Jou nal o De elopmen S udies, . 31, n.4.
Sousa, Da con. (2002): ¨Relações In e o ganizacionais no se o indus ial de con ecções na egião me opoli ana de Campina G ande-PB: um
es udo explo a ó io. Disse ação de mes ado. P og ama de Pós-G aduação em Economia da UFPB – Campus II.