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TESIS DOCTORAL APLICACIÓN DE LOS SISTEMAS DE INFORMACIÓN GEOGRÁFICA (SIG) AL PROYECTO DE REHABILITACIÓN ARQUITECTÓNICA Y URBANA
Imagen de Portada: Reinterpretación de piedra de molino por Recolectores Urbanos, basado en fotografía “Inscripciones en una piedra del Molino da Figueira (Alcoutim)” de Victoria Domínguez Ruiz
TESIS DOCTORAL APLICACIÓN DE LOS SISTEMAS DE INFORMACIÓN GEOGRÁFICA (SIG) AL PROYECTO DE REHABILITACIÓN ARQUITECTÓNICA Y URBANA DOCTORANDA VICTORIA DOMÍNGUEZ RUIZ DIRECTORES Dra. TERESA PÉREZ CANO Dr. JAIME NAVARRO CASAS Dr. FRANCISCO S. PINTO PUERTO Octubre 2015 PROGRAMA DE DOCTORADO: “Teoría y práctica de la rehabilitación arquitectónica y urbana” DEPARTAMENTO DE CONSTRUCCIONES ARQUITECTÓNICAS I ESCUELA TÉCNICA SUPERIOR DE ARQUITECTURA UNIVERSIDAD DE SEVILLA
A mis hijas, por SER; a mi madre, por ESTAR; a mi padre, por PERMANECER.
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Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 7 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA AGRADECIMIENTOS | a | ADPM | Agustín Ortega Esquinca | Alfonso Hortelano Mínguez | Ana Maduro | Andrés Trevilla García | Antonio García Gallardo | António Mestre | Armanda Salgado | b | Bruno Almeida | Bruno Costa | c | Câmara Municipal de Mértola | Campo Arqueológico de Mértola | Casa da Tia Amália | Carlos Paneque Macías | César Martín | CIGeoE | Cláudio Torres | e | Eduardo Mosquera Adell | Ernesto Montiel Domínguez | f | Filipa Medeiros | Francisco Pinto Puerto | Fundação Serrão Martins | g | Gema Ortiz Mesa | Guillermo Machado | i | Ilaria Agostini | j | Jaime García Valera | Jaime Navarro Casas | Joaquín Bérchez Gómez | Jorge Revez | José Carlos Salcedo Hernández | José Manuel Jurado Almonte | José Manuel Sánchez Martín | l | Lígia Rafael | LNEG | m | Maria Fátima Palma | María Pérez Esteban | Marta Palma | Mercedes Villar Liñán | Massimiliano Stefanutti | n | Nelson Margarida | Noelia Araujo Velo | o | Olvido Muñoz Heras | Orlando José | p | Paco Sánchez Quintana | Paula Rosa | r | Rui Carvalho | Rui Mateus | s | Susana Gómez Martínez | t | Teresa Pérez Cano | u | Universidad de Sevilla | v | Verónica López Cantelar | Violeta Cárdenas Gómez Quiero expresar mi sincero agradecimiento a mis directores, por su sabia orientación TPC | JNC | FPP y a las instituciones y personas que cedieron material valioso, en ocasiones inédito, recogidos en la bibliografía; me recibieron y me permitieron comprender una realidad para mí desconocida; respondieron mis correos; compartieron mi entusiasmo y me alentaron en momentos de indecisión; durante la estancia de investigación, demostraron que profesionalidad y estima no están reñidas; me trajeron su grano de arena; en los acasos, me aportaron ideas y conciencia; CAM | CMM | CIGeoE | OJ | AOE | RM EMA | CAM | ADPM | US | CT | SGM | JR | LR | GM | RC MFP | SGM | FSM | JR | CM | AMa | AHM | JCSH | JMJA | JMSM | IA | LNEG MS | EMD | VLC | MVL CAM | CTA | MP | NM | BA | CT | FM | AS | PR | MFP | SGM ATG | MPE | VCG | NAV | VLC | AGG | EMD | MVL | AMe | BC | JGV | GOM | PSQ | OMH |CPM MS | JBG | AOE | EMD
8 RESUMO A articulação entre a escala territorial e a escala do património rural construído subjaz como tema de base, ideia que introduz o arquiteto num panorama de visões sobrepostas e em ligação com outras áreas disciplinares. Propõe-se uma metodologia no âmbito das novas tecnologias de informação como contribuição para um modelo de investigação, conservação e gestão integrada do património construído, através de uma leitura multi-escala e multidisciplinar que permita uma contribuição não apenas à conjuntura disciplinar do arquiteto, mas também para a sociedade. Este projeto centra-se na contextualização dos engenhos hidráulicos do Guadiana e do seu afluente, a Ribeira do Vascão, no território do concelho municipal de Mértola, peças anónimas mas fundamentais para compreender a sociedade passada e avaliar um património rural construído interrelacionado cultura local. O objetivo principal deste projeto é o desenvolvimento, mediante um SIG, de um modelo digital de informação associado ao facto cultural que implica a arquitetura tradicional dos moinhos de água e que possa ser transferido para outros campos arquitetónicos. Entendemos o referido modelo como um sistema aberto em contínua atualização, que recolhe e permite a visualização gráfica quer da sua realidade física, quer da restante informação necessária ao seu conhecimento. A experiência metodológica inclui: a) estruturação de campos de informação numa base de dados georreferenciada; b) recolha de dados gráficos e alfanuméricos heterogéneos e o seu tratamento para integração nos campos temáticos estabelecidos; c) criação de cartografia temática para visualização e consulta. A principal contribuição desenrola-se num Sistema de Informação Patrimonial para os moinhos da Ribeira do Vascão, que apresenta como resultado, para além da visualização de objetos, a inter-relação dos dados tratados e a elaboração de fichas de inventário para os referidos moinhos. A cartografia e fichas apresentadas contribuem para uma leitura correta dos seus significados através da articulação de fatores como os condicionantes físicos, a localização, a tecnologia, os materiais de construção, etc. relativamente à evolução dos processos geradores de arquiteturas anónimas, depositárias dos saberes populares que possibilitaram a sua permanência durante séculos.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA El estudio DEL PAISAJE CULTURAL DE MÉRTOLA A LA ARQUITECTURA DE LOS MOLINOS DE AGUA DE LA RIBERIA DO VASCÃO ÁMBITO DE ESTUDIO DESARROLLO DE LA INVESTIGACIÓN Estructura de la información temática: información bibliográfica y creación de una Base de Datos Geográfica Estructura de la información geográfica: escala territorial y escala arquitectónica Resultados (I): Propuesta de Sistema de Información Patrimonial (SIP) para la puesta en valor de los molinos de agua de la Ribeira do Vascão Conceptualización y características de diseño Modelos de información para interpretar el territorio Resultados (II): Propuesta de fichas de inventario patrimonial de los molinos de agua de la Ribeira do Vascão CONCLUSIONES Conclusiones generales Conclusiones parciales Ítems para futuras investigaciones REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bibliografía consultada y referenciada Bibliografía consultada no referenciada PARTE II 04 05 5.1 5.2 5.3 5.4 06 6.1 6.2 6.3 07 7.1 7.2 135 149 151 161 173 184 231 233 245 271 277 279 291 299 335 365 383 425 ANEXO A: Glosarios técnicos ANEXO B: Documentos de trabajo ANEXO C: Molinos de agua en la Ribera do Vascão. Levantamiento arquitectónico Moinho das Relíquias, Moinho do Alferes, Moinho da Figueira, Moinho da Calçadinha ANEXO D: Molinos de agua en la Ribera do Vascão. Fotografías ANEXO E: Ampliación de casos de estudio. Fichas ANEXOS
16 CAPITULO
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 17 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA PARTE I
18 PARTE I PRESENTACIÓN Nuevas escalas de definición para el territorio Huelva-Algarve-Baixo Alentejo (Felicidades García, 2012) La llamada “sociedad del conocimiento” transmite la información por canales nuevos en constante construcción. La creación, el análisis y la reflexión en y sobre las formas de transmisión de las ideas exigen por tanto la frescura, perspectiva universal e intangibles dosis de libertad de pensamiento. Los que eso hacen con sensibilidad local se erigen en referentes. Sebastián Chávez de Diego. Universidad Internacional de Andalucía. (AAVV, 2004)
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 19 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Introducción APORTACIONES DE LOS SIG AL PATRIMONIO PRESENTACIÓN Tema de estudio: Investigación integrada a través de los S.I.G. sobre la puesta en valor del patrimonio arquitectónico y el proyecto de rehabilitación arquitectónica y urbana Objeto de estudio: La arquitectura rural de los molinos hidráulicos de la Ribeira do Vascão en Mértola, Portugal, desde una perspectiva multiescalar y multidisciplinar Trayectoria investigadora personal vinculada al tema y al objeto de tesis Estructura de contenidos 01 1.1 1.2 1.3 1.4 PARTE I
20 PARTE I APRESENTAÇÃO 1.1. Tema de estudo: Investigação integrada através dos S.I.G. sobre a valorização do património arquitetónico e o projeto de reabilitação arquitetónica e urbana. A evolução das novas tecnologias de informação e a comunicação deram lugar a transformações substanciais nas atividades da sociedade contemporânea; a economia, bem como os campos da aprendizagem, do trabalho e da investigação organizam-se hoje de forma diferente para resolver os problemas da Sociedade da Informação. Para além do salto quantitativo —dada a obtenção de mais informação em menos tempo graças à sistematização dos procedimentos— não muda apenas o formato, que passou de ser de analógico para digital, mas também, as formas de acesso e gestão da informação, permitindo este acesso dinâmico maiores e mais criativas1 possibilidades face ao modelo estático. Basta rever publicações de princípios deste século2 para observar as conclusões dos primeiros estudos sérios interessados na potencialidade das novas tecnologias na envolvente cultural, no âmbito da União Europeia. Para mencionar algumas, podemos constatar: a hibridação dos perfis profissionais envolvidos, a ligação entre disciplinas que anteriormente estavam muito separadas entre si, a unificação de diferentes formatos numa única linguagem, como o hipermédia (áudio, vídeo, texto, imagem), a geração de ambientes virtuais tridimensionais interativos, a modificação dos papéis do profissional e do espetador, este último com uma participação mais ativa... Ao abrigo da Cultura Digital abriamse novas possibilidades para a difusão do património e a investigação. Em suma, a mudança tecnológica das últimas décadas implica uma renovação no acesso à cultura e no modo como gerimos a memória coletiva dos acontecimentos culturais. [ 1 ] Criatividade como técnica para abordar um problema e apresentar soluções, entendida segundo o filósofo Arthur Koestler em 1964 como “conexão de níveis de experiência ou sistemas de referência sem ligação prévia, isto é, para formar um novo conceito ou ideia, deve ocorrer a fusão de dois ou mais conceitos ou experiências – independentes e desligadas”. [ 2 ] Rever alguns dos trabalhos mais relevantes na Europa e Espanha na Revista PH. Boletín del Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico. Nº 46 Especial Monográfico: Patrimonio y TIC. Diciembre 2003 que permite conhecer quais eram as principais linhas de investigação e os seus resultados no início do milénio, conscientes da sua evolução nos próximos anos. 01. APRESENTAÇÃO
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 21 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 1.1. Tema de estudio: Investigación integrada a través de los S.I.G. sobre la puesta en valor del patrimonio arquitectónico y el proyecto de rehabilitación arquitectónica y urbana. La evolución de las nuevas tecnologías de la información y la comunicación ha dado lugar a transformaciones sustanciales en las actividades de la sociedad contemporánea; la economía, así como los campos del aprendizaje, del trabajo y de la investigación se organizan hoy de modo diferente para resolver los problemas de la Sociedad de la Información. Más allá del salto cuantitativo —dada la obtención de más información en menos tiempo gracias a la sistematización de los procedimientos— no sólo cambia el formato, que ha pasado de ser de analógico a digital, sino los modos de acceso y gestión de la información, permitiendo este acceso dinámico mayores posibilidades y más creativas1 frente al modelo estático. No hay más que revisar publicaciones de principios de este siglo2 para observar las conclusiones de los primeros estudios serios interesados en la potencialidad de las nuevas tecnologías en el entorno cultural, en el marco de la Unión Europea. Por citar algunas, podemos constatar: la hibridación de los perfiles profesionales implicados, la conexión entre disciplinas que anteriormente estaban muy separados entre sí, la unificación de distintos formatos en un solo lenguaje, como el hipermedia (audio, vídeo, texto, imagen), la generación de entornos virtuales tridimensionales interactivos, la modificación de los roles del profesional y del espectador, éste último con un papel más activo... Nuevas posibilidades para la difusión del patrimonio y la investigación quedaban abiertas de la mano de la Cultura Digital. En definitiva, el cambio tecnológico de las últimas décadas supone una renovación en el acceso a la cultura y en el modo en que gestionamos la memoria colectiva de los hechos culturales. [ 1 ] Creatividad como técnica para abordar un problema y plantear soluciones, entendida según el Filósofo Arthur Koestler en 1964 como “conexión de niveles de experiencia o marcos de referencia previamente desconectados, es decir, que para formar un nuevo concepto o idea, se deben fusionar dos o más conceptos o experiencias – independientes y desconectadas”. [ 2 ] Ver una revisión de algunos de los trabajos más relevantes en Europa y España en Revista PH. Boletín del Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico. Nº 46 Especial Monográfico: Patrimonio y TIC. Diciembre 2003 permite conocer cuáles eran las principales líneas de investigación y sus resultados al inicio del milenio, conscientes de su evolución en los próximos años. PRESENTACIÓN
22 PARTE I APRESENTAÇÃO No âmbito do Património Arquitetónico, estabelecem-se ainda novos caminhos na evolução do conceito de conhecimento e novas definições de modelos de cultura arquitetónica. A reflexão teórica sobre a proteção da arquitetura considerada de interesse patrimonial vem-se verificando desde princípios do século XX em paralelo com o problema do conhecimento. Resumidamente, destacamos a extensão conceitual do patrimonial, que já não permite contemplar a realidade de forma isolada (Serviço de Proteção do Património Histórico da DGBC, 2003). Como exemplo, nas últimas décadas no nosso país os BIC recorreram frequentemente à figura de Sítio Histórico3 como tipologia coletiva para a proteção, justamente por esta conceção ser mais completa e integradora. Nesta vontade de vincular as pessoas com a sua história surge mais recentemente o designado Património Imaterial, que poderíamos inserir dentro de sistemas de conhecimento que atingem a dimensão filosófica e espiritual do homem, mas que também participam deste entendimento integrado e global do bem. A partir do momento em que identificamos o facto arquitetónico não apenas como realidade material e construída —recetáculo espacial— mas como facto cultural —recetáculo de atividades humanas—, são-nos revelados novos padrões de significação. A investigação necessariamente altera a sua perspetiva com a participação de diferentes especialistas; as estratégias de intervenção patrimonial são reencaminhadas para satisfazer outros fins mais complexos, como a criação de um tecido cultural coletivo para a valorização do Património Arquitetónico numa verdadeira Sociedade do Conhecimento. Este lugar-comum cada vez mais consolidado, situado entre a evolução das teorias de intervenção no património arquitetónico e a evolução dos processos cognitivos, irá permitir-nos delimitar o nosso posicionamento no presente e entender como a memória espacialmente ancorada num suporte físico concreto deve ser interpretada como um sistema de relações em contínua transformação que interatua com a experiência (passada e presente). Nessa evolução –em paralelo, novas tecnologias e teorias cognitivas— promove-se um conceito de conhecimento dinâmico muito interessante que nos serve de base para assentar o tema de estudo. Com a mencionada mudança nos esquemas de proteção patrimonial e, portanto, na reabilitação arquitetónica, tornase necessário rever os mecanismos de valorização do bem; não será suficiente considerar apenas o valor histórico do edifício, mas sim, todos aqueles valores (paisagístico, artístico, geológico, ambiental, científico…) inerentes ao tecido cultural que o contêm. Deste modo, o património arquitetónico é considerado como parte da herança comum de um espaço que deve ser protegido pelas autoridades, divulgado [ 3 ] “Locais vinculados a acontecimentos ou lembranças do passado, a tradições, criações culturais ou da natureza e a obras humanas, que possuam um relevante valor histórico, etnológico, arqueológico, paleontológico ou industrial” segundo BOJA número 248 de 19/12/2007
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 23 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA En el ámbito del Patrimonio Arquitectónico se establecen también nuevos cauces en la evolución del concepto de conocimiento y nuevas definiciones de modelos de cultura arquitectónica. La reflexión teórica sobre la protección de la arquitectura considerada de interés patrimonial viene a discurrir desde principios del siglo XX en paralelo al problema del conocimiento. Resumidamente destacamos la ampliación conceptual de lo patrimonial, que no permite contemplar ya la realidad de manera aislada (Servicio de Protección del Patrimonio Histórico de la DGBC, 2003). Como ejemplo, en las últimas décadas en nuestro país mucho se ha recurrido para la protección desde los BIC a la figura de Sitio Histórico3 como tipología colectiva, precisamente por esta concepción más completa e integradora. En esta voluntad para vincular a cada pueblo con su historia surge más recientemente el llamado Patrimonio Inmaterial, que podríamos insertar dentro de unos sistemas de conocimiento que tocan la dimensión filosófica y espiritual del hombre, pero que también participan de este entendimiento integrado y global del bien. Desde el momento en que identificamos el hecho arquitectónico no sólo como realidad material y construida —contenedor espacial— sino como hecho cultural —contenedor de actividades humanas— nuevos patrones de significación se nos revelan. La investigación muda necesariamente su perspectiva con la concurrencia de distintos especialistas; las estrategias de intervención patrimonial son reencaminadas a satisfacer otros fines más complejos, como es la creación de un tejido cultural colectivo para la puesta en valor del Patrimonio Arquitectónico en una verdadera Sociedad del Conocimiento. Este lugar común cada vez más consolidado, situado entre la evolución de las teorías de intervención en el patrimonio arquitectónico y la evolución de los procesos cognitivos nos permitirá acotar nuestro posicionamiento en el presente y entender cómo la memoria anclada espacialmente a un soporte físico concreto debe ser interpretada como un sistema de relaciones en continua transformación que interactúa con la experiencia (pasada y presente). En esa evolución —en paralelo, nuevas tecnologías y teorías cognitivas— se promueve un concepto de conocimiento dinámico muy interesante que nos sirve de base para asentar el tema de estudio. Con el cambio mencionado en los esquemas de protección patrimonial y, por tanto, en la rehabilitación arquitectónica, se hace necesario revisar los mecanismos de puesta en valor del bien; no será suficiente considerar sólo el valor histórico del edificio, sino todos aquellos valores (paisajístico, artístico, geológico, ambiental, científico…) inherentes al tejido cultural que lo contiene. De este modo es considerado el patrimonio arquitectónico como parte de la herencia común de un lugar que debe ser protegido por los estamentos, divulgado por las [ 3 ] “Lugares vinculados a acontecimientos o recuerdos del pasado, a tradiciones, creaciones culturales o de la naturaleza y a obras humanas, que posean un relevante valor histórico, etnológico, arqueológico, paleontológico o industrial” según BOJA número 248 de 19/12/2007
24 PARTE I APRESENTAÇÃO pelas instituições educativas e conhecido pelas futuras gerações. Neste trabalho de investigação partimos de que, qualquer intervenção num objeto patrimonial, se alimenta de análises arqueológicas, históricas, sociológicas, construtivas, do meio físico e outros muitos, resultando tão complexa como necessária à sua inter-relação e, como tal, deve ser refletida na metodologia a desenvolver. Pela sua parte, os fatores determinantes da revolução das Tecnologias de Informação Geográfica (TIG) —que basicamente são o desenvolvimento tecnológico, a disponibilidade crescente de cartografia digital georreferenciada e a mudança na forma de aceder aos dados— contribuíram para que hoje, em geral, assistamos a uma democratização dos meios de informação; um universal e fácil acesso para o utilizador; umas aplicações para obtenção de informação ao alcance de todos, etc. No entanto, na era digital, na qual já deveriam ter sido ultrapassados os limites de uma informação hermética e setorial, em favor de procedimentos muito mais integradores para benefício de todos, a maior parte das iniciativas que administram e geram informação, ou bem se desenvolvem no âmbito de disciplinas isoladas ou escassamente relacionadas, ou bem não contam com meios verificáveis e versáteis para levar este conhecimento gerado mais além do âmbito concreto ao qual estão dedicados (desenvolvido no capítulo dos antecedentes). A resposta metodológica enquadra-se necessariamente num tipo de investigação integrada, na medida em que a referida evolução das teorias cognitivas já nos remeteu para um conceito de conhecimento dinâmico, interligado em muitas direções, disciplinas e metodologias com o fim de decifrar sistemas de significados que abrangem dos valores mais universais aos locais; em suma, levaram-nos a considerar o objeto arquitetónico como documento. A conclusiva afirmação “O conhecimento privilegiado de dados e o acesso imediato aos mesmos constituíram no nosso passado mais recente, uma das formas de poder mais potentes de todas as culturas”(Fernández Martín & San José Alonso, 2011, p. ), mesmo com o risco de parecer pretensiosa, se a vinculamos a este projeto, prende-se com a nossa hipótese de partida sobre a necessidade de elaborar uma nova metodologia de convergência operativa dos diferentes campos de conhecimento (fisiográfico, tecnológico e construtivo, material, estrutural, histórico, normativo, social, etc.). Adverte-se, portanto, que o tema de estudo não estará limitado à estrita realidade material do edifício. Contudo, seria possível pensar que, se os elementos construtivos e materiais que os formam poderiam ser os únicos a dar-nos uma informação relativamente fiável para o conhecimento de um objeto arquitetónico concreto, como poderemos documentá-los quando o estado de deterioração em que se encontram os seus vestígios é considerável ou grande parte deles já se perderam? Para evitar um estudo fracionário a abordagem passa por uma forma de entender o território a partir de uma abordagem multidisciplinar e não, como vinha sendo realizado em décadas anteriores, baseado na análise PRÓLOGO
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 31 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Por último, la experiencia en el diseño de modelos de datos y también los sistemas informáticos a emplear en este proyecto han sido objeto de estudio en la arqueología desde mucho antes que en arquitectura, donde aún la investigación tiene mucho que decir en este sentido. La elección del caso concreto de estudio tuvo lugar durante una estancia de investigación5 en el Campo Arqueológico de Mértola (en adelante, CAM). Especialmente por ser en este escenario donde se ha desarrollado a lo largo de más de tres décadas una investigación científica en ámbitos diferentes por un equipo de corte multidisciplinar; aparte de un interés directo por la Historia Local y el Patrimonio Histórico, sus grupos de trabajo se dedican a la herencia cultural y artística, Museología y Antropología (Campo Arqueológico de Mértola, 2014). Avalado por su experiencia, comprendemos que se trata de un claro ejemplo de calidad en investigación, conservación, gestión y divulgación del patrimonio cultural en un territorio con unos límites claros y con una casuística suficientemente compleja para que puedan abordarse todos los aspectos indicados del tema de estudio expuesto en el apartado anterior. Con el objetivo principal de conocer y comprender la experiencia del Proyecto Mértola Vila Museu6 desde su inicio —desarrollada en la estancia una labor de análisis sobre cómo había sido la gestión cultural del mencionado proyecto— una vez allí la consulta a algunos de los agentes implicados, el contacto continuado con la realidad de la villa y la constatación de un cambio en las condiciones de contorno en la última década suscitaron otros intereses contiguos. Mértola, como cabecera de comarca, preconiza toda una serie de actuaciones dinamizadoras (económicas y culturales) no sólo en la villa, sino en todo su territorio, que forman parte de un proyecto integrado en el que dinámicas internas —autoridades locales, sector educativo— y externas (como la participación en proyectos nacionales e internacionales) han conseguido un refuerzo de la memoria colectiva y de la identidad de su población, constituyendo una referencia como fuente de conocimiento para quienes la visitan y la estudian, como prueba la producción científica nacional e internacional que desde comienzos de los años 90 tuvo lugar. Sin embargo en los últimos años este proyecto no fue correspondiendo con las expectativas de los mertolenses. Algunas investigaciones recogen estos cambios: [ 5 ] Ver datos de la mencionada estancia en el apartado 1.3. Trayectoria investigadora personal vinculada al tema y al objeto de tesis. [ 6 ] El Proyecto Vila Museu es un proyecto integrado pionero en Portugal con el que Mértola comenzó a construir su futuro a partir de 1978, con el esfuerzo del entonces alcalde, António Serrão Martins, y del Profesor Cláudio Torres. Apartado de otras dinámicas que vinculaban el desarrollo local principalmente al turismo, este equipo da fuerza a un desarrollo local integrado a través de la valorización de su Patrimonio Arqueológico, Histórico y Natural y como base la filosofía de que una intervención pasa por una recuperación social y patrimonial del Centro Histórico, un conjunto de alto valor histórico, patrimonial, estético y vivencial (da Silva Rafael, 2010).
32 PARTE I APRESENTAÇÃO Devemos estar conscientes que a sociedade mudou, as mentalidades e as motivações também pelo que, o projecto tal como foi delineado não poderá ser retomado dentro dos mesmos moldes. Mas uma coisa é certa: é necessário que os agentes locais, públicos e privados, entrem em diálogo, definam estratégias de trabalho em equipa e trabalhem em prol de um objectivo comum: o desenvolvimento de Mértola, tendo como base a valorização patrimonial e o turismo, sempre aliados à comunidade e ao território. (da Silva Rafael, 2010, p.110). Em virtude desta necessidade de contribuir com novos modelos de interpretação, constata-se a oportunidade do tema de tese, um tratamento integral de dados no campo do património arquitetónico e urbano. Para o objeto de estudo, baseamonos num percurso por resultados de investigação fundamentados nos trabalhos de alta qualidade desenvolvidos neste contexto português, para sobre ele propor uma experiência prática delimitada. A decisão de tomar como objeto de estudo os moinhos de água neste afluente do rio Guadiana, surge da necessidade de conhecer uma realidade patrimonial complexa onde a escala territorial e a do objeto construído resultam indissolúveis, o que requer abordagens sobrepostas, interativas. Este trabalho —mais do que demonstrar a idoneidade dos SIG como mera ferramenta informática aplicável em arqueologia ou arquitetura— defende a necessidade da investigação integrada quando se trata de gerar conhecimento para que, nos diferentes níveis de gestão cultural, se estabeleçam critérios de intervenção arquitetónica ou se possam marcar estratégias de desenvolvimento local. Para tal, escolhe-se o património construído destas edificações hidráulicas, adaptadas de forma extrema ao meio físico, nuas de qualquer reivindicação estilística, a meio caminho entre o doméstico e o produtivo, entre o rural e o urbano; que aparecem consideravelmente deterioradas ou, às vezes, tão fragmentadas que quase se mimetizam com a orografia do terreno. À interessante peculiaridade desta arquitetura é preciso acrescentar o esforço por reconhecer e manter por parte das instituições municipais, culturais e meio ambientais a presença, tanto física como social, do Grande Rio do Sul7, e o seu carácter como elemento estruturante que sempre teve na sua passagem por Mértola (como primeira mostra, a classificação da bacia hidrográfica portuguesa do Guadiana como Reserva Natural, objetivo que foi atingido em 1995 com a criação do Parque Natural do Vale do Guadiana). Essa política de ativação global do rio e a sua envolvente, estimulou nos últimos anos a restauração dalguns dos moinhos de água existentes no seu leito, conseguindo juntamente com a recuperação do seu património histórico, a dinamização sociocultural da zona. No entanto, a situação [ 7 ] Designação frequentemente usada em Portugal para designar o Rio Guadiana.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 33 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Devemos estar conscientes que a sociedade mudou, as mentalidades e as motivações também pelo que, o projecto tal como foi delineado não poderá ser retomado dentro dos mesmos moldes. Mas uma coisa é certa: é necessário que os agentes locais, públicos e privados, entrem em diálogo, definam estratégias de trabalho em equipa e trabalhem em prol de um objectivo comum: o desenvolvimento de Mértola, tendo como base a valorização patrimonial e o turismo, sempre aliados à comunidade e ao território. (da Silva Rafael, 2010, p.110). En virtud de esta necesidad de aportar nuevos modelos de interpretación se constata la oportunidad del tema de tesis, un tratamiento integrado de datos en el campo del patrimonio arquitectónico y urbano. Para el objeto de estudio nos basamos en un recorrido por resultados de investigación cimentados en los trabajos de alta calidad desarrollados en este contexto portugués, para sobre él proponer una experiencia práctica acotada. La decisión de tomar como objeto de estudio los molinos de agua en este afluente del Río Guadiana, surge de la necesidad de conocer una realidad patrimonial compleja donde la escala territorial y la del objeto construido resultan indisolubles, lo que requiere de enfoques superpuestos, interactivos. Este trabajo —más que demostrar la idoneidad de los SIG como mera herramienta informática aplicable en arqueología o arquitectura— defiende la necesidad de la investigación integrada cuando se trata de generar conocimiento para que en los distintos niveles de gestión cultural se establezcan criterios de intervención arquitectónica o puedan marcar estrategias de desarrollo local. Para ello se escoge el patrimonio construido de estas construcciones hidráulicas, adaptadas de forma extrema al medio físico, desnudas de toda reivindicación estilística, a caballo entre lo doméstico y lo productivo, entre lo rural y lo urbano; que se nos ofrecen considerablemente deterioradas o a veces tan desmembradas que casi se mimetizan con la orografía del terreno. A la interesante peculiaridad de esta arquitectura se añade el esfuerzo por reconocer y mantener por parte de las instituciones municipales, culturales y medioambientales la presencia, tanto física como social, del Grande Rio do Sul7, y su carácter como elemento vertebrador que siempre tuvo a su paso por Mértola (como primera muestra, la clasificación de la cuenca hidrográfica portuguesa del Guadiana como Reserva Natural, objetivo que fue alcanzado en 1995 con la creación del Parque Natural do Vale do Guadiana). Esa política de activación global del río y su entorno ha propiciado en los últimos años la restauración de algunos de los molinos de agua existentes en su cauce, logrando con la recuperación de su patrimonio histórico la dinamización sociocultural de la zona. Sin embargo la situación para [ 7 ] Designación a menudo empleada en Portugal para designar el Río Guadiana.
34 PARTE I APRESENTAÇÃO para os moinhos do Ribeira do Vascão encontra-se afastada desta realidade e apenas ocasionalmente assistimos à sua integração numa rede de referências culturais ou de educação meio ambiental. Contudo, a inclusão dalguns deles em roteiros de caminhadas reconhecidas pelo PNVG (PR8), itinerários turísticos culturais (Ciclo do Pão) ou atuações privadas de reabilitação (o Moinho do Alferes foi recuperado em 1992 pela Associação para a Defesa do Património de Mértola) estabelecem um ponto de partida interessante para a aproximação a este cenário de menor escala do que o Guadiana e propor a partir desta investigação a integração destas pequenas peças no tecido cultural de Mértola. No parágrafo anterior (1.1. Investigação integrada através dos SIG sobre a valorização do património arquitetónico e o projeto de reabilitação arquitetónica e urbana) fica exposta a existência de novas técnicas e meios digitais disponíveis relativamente às representações de fenómenos complexos. A seguir é exposta qual é a abordagem a levar a cabo com o nosso objeto de estudo, antecipando que o mesmo passa pela busca de novas dimensões do que hoje designamos como paisagem. Queremos destacar a necessidade de leituras transdisciplinares que explicam, por um lado, a sua complexidade e, por outro, a especificidade e a identidade própria destes “artefactos” dispersos pelo território, para assim valorizá-los com base numa definição dos mesmos como paisagem cultural contemporânea. Precisamente, a relação integral desse material diverso existente e a importância que adquire a componente territorial constituem a justificação do emprego de sistemas de informação geográfica como ferramenta integradora básica. Em Arqueologia os SIG são muito utilizados (Parcero Oubiña & Fábrega Alvarez, 2006), nomeadamente para abordar a construção e gestão de inventários. No caso que nos ocupa, será contemplada esta funcionalidade. No entanto, iremos ampliar os objetivos do estudo não apenas aos moinhos documentados arqueologicamente, mas também àqueles elementos que, de forma indireta também sejam susceptíveis de refletir a evolução da paisagem que eles formam: condicionantes climáticas, acessibilidade e orografia, caminhos, proximidades a antigos assentamentos, evolução dos usos do solo, etc. Ainda, para além da existência material ou não de vestígios, considerase fulcral a contribuição de uma grande variedade de fontes de documentação da arquitetura rural que circunda os engenhos hidráulicos apresentados —alguns não recolhidos nas fontes científicas (como estudos de campo publicados, identificação visual de elementos em cartografia oficial, memória oral da comunidade de moleiros que consta de investigações etnográficas, teses doutorais inéditas, consulta a estudiosos locais não vinculados a centros de investigação…), —e que também são consideradas aqui pela sua contribuição para o conhecimento da rede de moinhos farinheiros ao redor do Guadiana. A documentação analisada revela que os edifícios existentes tiveram uma longa história e todos eles passaram por diferentes fases
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 35 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA los molinos del Ribeira do Vascão está alejada de esta realidad y sólo en alguna ocasión asistimos a su integración en una red de hitos culturales o de educación medioambiental. Con todo, la inserción de algunos de ellos en rutas de senderismo reconocidas por el PNVG (PR8), itinerarios turísticos culturales (Ciclo del Pan) o actuaciones privadas de rehabilitación (el Molino do Alferes fue recuperado en 1992 por la Asociación para la Defensa del Património de Mértola) establecen un punto de partida interesante para el acercamiento a este escenario de menor escala que el Guadiana y proponer desde esta investigación la inserción de estas pequeñas piezas en el entramado cultural de Mértola. En el apartado anterior (1.1. Investigación integrada a través de los S.I.G. sobre la puesta en valor del patrimonio arquitectónico y el proyecto de rehabilitación arquitectónica y urbana) queda expuesta la existencia de nuevos técnicas y medios digitales disponibles en relación a las representaciones de fenómenos complejos. A continuación se expone cuál es el planteamiento a llevar a cabo con nuestro objeto de estudio, adelantando que este pasa por la búsqueda de nuevas dimensiones de lo que hoy denominamos como paisaje. Queremos destacar la necesidad de las lecturas transdisciplinares que explican, por un lado, su complejidad y, por otro, la especificidad y la identidad propia de estos “artefactos” dispersos por el territorio, para así ponerlos en valor en base a una definición de éstos como paisaje cultural contemporáneo. Son precisamente la relación integral de ese material diverso existente y la importancia que adquiere la componente territorial las que justifica el empleo de sistemas de información geográfica como herramienta integradora básica. En Arqueología los SIG son muy utilizados (Parcero Oubiña & Fábrega Alvarez, 2006), sobre todo para abordar la construcción y gestión de inventarios. En el caso que nos ocupa se recogerá esta funcionalidad. Sin embargo ampliaremos los objetivos del estudio no sólo a los molinos documentados arqueológicamente, sino a aquellos elementos que de manera indirecta también pudieran reflejar la evolución del paisaje que estos forman: condicionantes climáticas, accesibilidad y orografía, caminos, cercanías a antiguos asentamientos, evolución de los usos del suelo, etc. Aparte, más allá de la existencia material o no de restos, se considera clave la aportación de una gran variedad de fuentes de documentación de la arquitectura rural que rodea a los ingenios hidráulicos presentados —algunos no recogidos en las fuentes científicas (como estudios de campo publicados, identificación visual de elementos en cartografía oficial, memoria oral de la comunidad de moleros recogida en investigaciones etnográficas, tesis doctorales inéditas, consulta a estudiosos locales no vinculados a centros de investigación…)— y que también son consideradas aquí por su contribución al conocimiento de la red de molinos harineros en torno al Guadiana. La documentación analizada denota que los edificios existentes han tenido una dilatada historia y todos ellos han pasado por diferentes fases constructivas, distintas funciones, propietarios, etc. durante los
36 PARTE I APRESENTAÇÃO construtivas, distintas funções, proprietários, etc., durante os últimos séculos. São elementos ricos em história e complexos, como complexo deve ser o seu tratamento, fugindo de uma sistematização de dados globalizadora. A parte desta tese que podemos considerar “experimental”, consistirá no estudo relacional de fatores físicos, construtivos e socioeconómicos, proposto a partir de várias escalas de aproximação (do território do concelho até à realidade material de um moinho) pressupõe, em suma, uma análise das permanências e mutações dos fatores condicionantes do facto arquitetónico, e do qual poder extrair indícios dos traços evolutivos dos processos construtivos, conhecimento que consideramos imprescindível para o binómio proteção-intervenção no património arquitetónico. Através deste exercício aborda-se uma reflexão sobre o conceito de paisagem, onde adquire um grande protagonismo o conceito de escala. Convém esclarecer antes, relativamente à terminologia —sem a intenção de aprofundar teoricamente— que para designar, de forma coletiva, a arquitetura que representa o conjunto de moinhos de água será utilizado, por vezes, o termo Arquitetura Popular. Embora esta tenha sido vítima, não apenas em Portugal, de nostálgicas reduções esteticistas e objeto de uma utilização simbólica no imaginário social, com frequência estereotipada, como campo de investigação a arquitetura popular apresenta soluções específicas que muitas vezes a arquitectura de estilo, mais estudada do ponto de vista dos tratados, acolhe nas suas obras. Outras vezes falamos de Arquitetura Anónima para observar peças construídas que, sem vocação de transcender, querem evocar ações de mera sobrevivência. O arbitrário e o artificioso abrem o caminho a leis simples: “Nas construções primitivas cumprem-se as duas condições essenciais da grande arquitetura: uma arquitetura à medida do homem e a geometria como a linguagem da mente”, permitindo-nos aqui transferir o termo primitivo estabelecido por Le Corbusier (1998) principalmente para o aspecto sociocultural das comunidades rurais. Interessa-nos, portanto, um tipo de arquitetura de sociedades pequenas, onde acontecem menos coisas, acontecem menos intenções e, com segurança, a evolução da relação forma-função chega após de várias gerações; onde “la historia, como en una deriva acumulativa de glaciar permite muy poca intervención consciente que altere la velocidad del cambio” (Kubler, 1998, p.158). Nestas construções mínimas as leis geométricas organizam as peças no espaço por adaptação direta aos requerimentos funcionais; o controlo das formas escapa a conotações simbólicas que vemos na arquitetura “de autor”, também designada como “culta”; o conhecimento de soluções básicas é transmitido para outras gerações para a sua materialização. Para desligar esta arquitetura, anónima mas culta, de certas distorções e abordagens simplistas ao longo do tempo, os seguintes parágrafos descrevem os diferentes pontos de vista acolhidos para este estudo.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 37 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA últimos siglos. Son elementos ricos en historia y complejos, como complejo debe ser su tratamiento, huyendo de una sistematización de datos globalizadora. La parte, que podemos considerar “experimental”, de esta tesis consistirá en el estudio relacional de factores físicos, constructivos y socioeconómicos, planteado desde varias escalas de aproximación (el territorio del término municipal hasta la realidad material de un molino) supone, en definitiva, un análisis de las permanencias y mutaciones de los factores condicionantes del hecho arquitectónico, del que poder extraer indicios de los rasgos evolutivos de los procesos constructivos, conocimiento que consideramos imprescindible para el binomio protección-intervención en el patrimonio arquitectónico. A través de este ejercicio se plantea una reflexión sobre el concepto de paisaje, donde adquiere un gran protagonismo el concepto de escala. Conviene antes aclarar en cuestión de terminología —sin la intención de profundizar teóricamente— que para designar de manera colectiva la arquitectura que representa el conjunto de molinos de agua se empleará a veces el término Arquitectura Popular. Si bien esta ha sido víctima, no sólo en Portugal, de reducciones esteticistas nostálgicas y objeto de una utilización simbólica en el imaginario social a menudo estereotipada, como campo de investigación la arquitectura popular presenta soluciones específicas que muchas veces la arquitectura de estilo, más estudiada desde el punto de vista de los tratados, recoge en sus obras. Otras veces hablamos de Arquitectura Anónima para reparar en piezas construidas que, sin vocación de trascender, quieren evocar acciones de mera supervivencia. Lo arbitrario y lo artificioso dejan paso a leyes sencillas: “En las construcciones primitivas se cumplen las dos condiciones esenciales de la gran arquitectura: una arquitectura a la medida del hombre y la geometría como el lenguaje de la mente”, permitiéndonos aquí trasladar el término primitivo establecido por Le Corbusier (1998) más bien hacia el aspecto socio-cultural de las comunidades rurales. Nos interesa, por tanto, un tipo de arquitectura de sociedades pequeñas, donde suceden menos cosas, ocurren menos intenciones y con seguridad la evolución de la relación forma-función llega al cabo de varias generaciones; donde “la historia, como en una deriva acumulativa de glaciar permite muy poca intervención consciente que altere la velocidad del cambio” (Kubler, 1998, p.158). En estas construcciones mínimas las leyes geométricas organizan las piezas en el espacio por adaptación directa a los requerimientos funcionales; el control de las formas escapan a connotaciones simbólicas que sí vemos en la arquitectura “de autor”, también denominada como “culta”; el conocimiento de soluciones básicas es transmitido a otras generaciones para su materialización. Para desligar a esta arquitectura, anónima pero culta, de ciertas distorsiones y enfoques simplistas a lo largo del tiempo, los siguientes párrafos describen los distintos puntos de vista que cuentan para este estudio.
38 PARTE I APRESENTAÇÃO 1. Defende-se uma visão do moinho posto ao serviço do conhecimento da realidade social. Como referência, Alvarez Llopis, E. (1989), mostra uma interessante análise —no contexto hispano-medieval dos séculos X a XIII— que sustenta que, no estudo dos grandes temas da História foram obviados tradicionalmente os aspectos dos processos produtivos, considerados secundários durante longo tempo e como e quando começam a ser ponderados motivos de índole técnica e socioeconómica com a sua expansão. Esta referência enlaça também, já no âmbito português, com a abordagem dos primeiros estudos sobre geografia histórica iniciados nos anos sessenta que foram recolhidos em Mattoso, J. (1997). A análise da concepção do espaço, tanto no sentido geográfico como na sua percepção social e cultural, combinado com uma cartografia rigorosa, supuseram um avanço decisivo no campo da investigação universitária e um caso exemplar de trabalho interdisciplinar. 2. A arquitetura responde de forma integrada e concreta, segundo a localização, perante as permanências ambientais (Coch Roura & Serra Florensa, 2001). Da premissa de considerar a leitura da paisagem como um contexto espacial onde as arquiteturas estão impregnadas de interesse relacional, tomamos o conjunto dos moinhos como um tecido produtivo composto por todos aqueles elementos necessários para explorar a água como recurso energético e assim surge outra grande variedade de fatores analisados: conhecer soluções tecnológicas de aproveitamento energético, de equilíbrio e respeito pela natureza, de exploração controlada dos recursos. A partir de uma caracterização do território físico, foram recolhidas as variáveis mais relacionadas com as localizações das estações hidráulicas. Em primeiro lugar, deve-se analisar e entender a rede hidrográfica, isto é, a reconstrução formal e hierarquizada das linhas de água do Baixo Guadiana e os seus afluentes. Em concreto, para aprofundar em dados quantitativos e qualitativos da sua bacia portuguesa há estudos sobre permanências ambientais, como as características climáticas, e sobre mutações antrópicas, como a artificialidade dos cursos de água na envolvente dos moinhos, a sua consequente formação de ecossistemas artificiais, etc. (Guita, dir: Moutinho, & Custódio, 2006). A relação entre litologia e outros fatores é interessante; um solo mole é mais fácil de erodir e o arrasto de lamas seria maior, motivando maior limpeza do leito, paralisação da roda ou a existência de um canal derivado construído junto ao moinho. Pela sua parte, a orografia e batimetria são dois parâmetros a considerar, dado que as localizações das estações hidráulicas coincidem com desníveis nos leitos fluviais para serem aproveitados energeticamente; assim podemos encontrar uma agrupação de moinhos em presença de certa pendente; ou o facto de que a casa do moleiro frequentemente prescindia de uma posição mais confortável relativamente às pendentes, de forma a ceder as mais planas para o cultivo de autoconsumo.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 39 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 1. Se defiende una visión del molino puesto al servicio del conocimiento de la realidad social. Como referencia, Alvarez Llopis, E. (1989), muestra un interesante análisis —en el contexto hispano medieval de los siglos X a XIII— que sostiene que en el estudio de los grandes temas de la Historia se ha obviado tradicionalmente los aspectos de los procesos productivos, considerados secundarios durante largo tiempo y cómo y cuándo se comienza a razonar motivos de índole técnica y socioeconómica con su expansión. Esta referencia enlaza también ya en el ámbito portugués con el enfoque de los primeros estudios sobre geografía histórica iniciados en los años sesenta que quedan recogidos en Mattoso, J. (1997). El análisis de la concepción del espacio, tanto en el sentido geográfico como en su percepción social y cultural, combinado con una cartografía rigurosa, supusieron un avance decisivo en el campo de la investigación universitaria y un caso ejemplar de trabajo interdisciplinar. 2. La arquitectura responde de forma integrada y concreta, según el emplazamiento, ante las permanencias ambientales (Coch Roura & Serra Florensa, 2001). De la premisa de considerar la lectura del paisaje como un marco espacial donde las arquitecturas están impregnadas de interés relacional, tomamos el conjunto de los molinos como un entramado productivo compuesto por todos aquellos elementos necesarios para explotar el agua como recurso energético y así surge otra gran variedad de factores analizados: conocer soluciones tecnológicas de aprovechamiento energético, de equilibrio y respeto a la naturaleza, de explotación controlada de los recursos. A partir de una caracterización del territorio físico, aquellas variables más relacionadas con los enclaves de las estaciones hidráulicas han sido recogidas. En primer lugar se ha de analizar y entender la red hidrográfica, esto es, la reconstrucción formal y jerarquizada de las líneas de agua del Bajo Guadiana y sus afluentes. En concreto para profundizar en datos cuantitativos y cualitativos de su cuenca portuguesa hay estudios sobre permanencias ambientales, como las características climáticas, y sobre mutaciones antrópicas, como la artificialidad de los cursos de agua en el entorno de los molinos, su consecuente formación de ecosistemas artificiales, etc. (Guita, dir: Moutinho, & Custódio, 2006). La relación entre litología y otros factores es interesante; un suelo blando es más fácil de erosionar y el arrastre de lodos seria mayor, motivando mayor limpieza del cauce, paralización de la rueda, o la existencia de un canal derivado construido junto al molino. Por su parte, la orografía y batimetría son dos parámetros a considerar, ya que los enclaves de las estaciones hidráulicas coinciden con desniveles en los lechos fluviales para ser estos aprovechados energéticamente; así podemos encontrar una agrupación de molinos en presencia de cierta pendiente; o el hecho de que la casa del molero
40 CAPITULO 3. Porém, o cenário espacial que frequentemente se pressupõe como invariável e estático está muito longe de sê-lo se atendermos à sua componente socioeconómica e cultural, apesar de serem lentas as suas mutações de grande envergadura. Os padrões de ocupação humana do território em relação com os recursos naturais, as soluções técnicas pelas quais as sociedades alteram e criam o meio natural onde existem e se desenvolvem, revelam que é a cultura a que dá lugar à exploração da natureza, o que contribui por sua vez à formação da cultura (Storå, 1994). Assim, um incremento demográfico poderia dar lugar a um aumento da procura e, por conseguinte, o produtor considerar uma mudança de tecnologia e garantir uma maior permanência do moinho. Também neste sentido, a aparição de tecnologias hidráulicas mais modernas e, sobretudo, a adaptação ou pelo contrário a resistência do produtor perante as mesmas, tem um reflexo com muitos outros matizes. Sendo assim, a evolução do tipo de engenho segundo a zona geográfica poderia estar sujeita a questões particulares e derivar finalmente na deterioração dos moinhos —pelo afã dos produtores de extrair o máximo rendimento perante a perda de competitividade produtiva— ou no seu abandono quando não podiam suportar as despesas de reparação. 4. Os fatores históricos e etnográficos também definem a organização da sociedade que utilizava as máquinas hidráulicas8. Alguns critérios são, por exemplo, a rede de circulação entre pontos de povoação, de forma que a proximidade a um grande núcleo garantia ao moinho uma vida mais longa, enquanto em zonas mais isoladas não chegava a tecnologia; a importância da localização de um determinado moinho como ponto de passagem (acusada pelo nível de sofisticação construtiva das calçadas, se existiam, ou pela toponímia), a identificação dos espaços de residência tanto dentro núcleos de povoação (concentrado ou disperso) como o modo em que integram a estação hidráulica; a duração da estação de moagem e, por este motivo, o carácter sazonal da residência em estações em que não se utilizava o moinho; a configuração dos espaços de trabalho e casas de apoio, outras tarefas relacionadas com a exploração hidráulica (hortas, pesca, etc). Ainda, poderiam ser encontrados dados de interesse sobre as causas de expansão ou desativação destes engenhos no conhecimento de hábitos alimentares (número de dias de jejum, dietas monótonas de cereais como causa de doenças, desastres que forçaram o abandono do campo, novas regras alimentares favorecendo hortaliças e leguminosas, referências literárias a receituários, entre outros) que revelavam maior ou menos atividade. 5. Do ponto de vista da componente arquitetónica, a interação de toda esta série de fatores condicionantes para a expansão, permanências ou obsolescência destes [ 8 ] É possível ler reflexões antropológicas dalguns textos fundamentais sobre Mértola em Ortega Esquinca, A., 2012.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 47 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA de trabajo con el que completé algunas aportaciones a congresos17 y contratos de investigación. Tomando como ejemplo un pequeño monumento (un humilladero, construcción religiosa que se levantaba, por lo general, en los cruces de caminos) el objetivo primario era restituir el valor del bien, dejando abierta la posibilidad de su futura restauración. Para ello nos planteamos la obtención de un documento técnico perfectamente válido que posibilitase la consulta de la máxima información acerca de nuestro objeto de trabajo y permitiese el análisis espacial a unos niveles que el cálculo manual no alcanza, por la dificultad de gestionar grandes cantidades de datos. Por otro lado nos preocupaba encontrar una solución instrumental, capaz de vincular una representación gráfica 3D con una base de datos y poder visualizar los resultados de una consulta en tres dimensiones, lo cual era complicado, pues, al tratarse de un dibujo en tres dimensiones aumentaba considerablemente la complejidad de los objetos y el programa era incapaz de definir una topología exitosamente sobre ellos. Fue esta inquietud concreta y la falta de divulgación de trabajos relacionados lo que nos llevó a indagar qué otros investigadores a nivel nacional tenían esta mismas dificultades y cómo la resolvían. Mediante una beca obtenida en 2006 en el IUACC pudimos realizar visitas a los centros de investigación que en aquel momento eran los únicos que desarrollaban sus proyectos en el ámbito de los SIG y Patrimonio y consultar allí las dudas principales de concepción y funcionamiento de los citados proyectos. Así, asistimos al sistema de información para analizar las epigrafías de los paramentos de la Alhambra de Granada, desarrollado en la Escuela de Estudios Árabes (CSIC) en Granada (Dr. D. Antonio Almagro Gorbea); los trabajos en la Catedral Vieja de Santa María de Vitoria, en obras, por el Laboratorio de Documentación Geométrica del Patrimonio de la Universidad del País Vasco (Dr. D. Leandro Sánchez Zufiaurre) y el despliegue instrumental de la Escuela Técnica Superior de Ingeniería Geodésica, Cartográfica y Topográfica de la Universidad Politécnica de Valencia (Dr. D. José Herráez Boquera). En las jornadas de 2003 también pude contactar con el Grupo de investigación HUM799 Estrategias de Conocimiento Patrimonial (de la Universidad de Sevilla) surgiendo colaboraciones dentro de esta línea investigadora que llegan al día de hoy. En 2006, en el Conjunto Arqueológico de Itálica, bajo la dirección del Profesor D. Francisco Sebastián Pinto Puerto, iniciamos el diseño de un sistema de información para la planificación de las actividades de documentación y gestión de los edificios y demás elementos arquitectónicos que forman parte de él. El objetivo era tan [ 17 ] Martín Pastor, A., Domínguez Ruiz, V., Morón Orta, M.E., Aguilar de los Santos, R., Torres Luque, E., González Jiménez, J.M. (2004): “Aplicación de los Sistemas de Información Geográfica a edificios patrimoniales. Caso práctico: el Humilladero de San Onofre y su entorno” in I Jornadas sobre Investigación en Arquitectura y Urbanismo. Martín Pastor, A., Domínguez Ruiz, V., Morón Orta, M.E., Aguilar de los Santos, R., Torres Luque, E., González Jiménez, J.M. (2005): “Avance en la aplicación de los Sistemas de Información Geográfica al estudio de edificios patrimoniales” in Congreso Internacional de Ingeniería Grafica “XVII INGEGRAF-XV ADM”.
48 PARTE I PRESENTACIÓN 3. Proceso de análisis multivariable en el Proyecto de Zonificación Vitícola de la Región con Denominación de Origen Montilla Moriles (Córdoba). Elaboración propia (2002). a: Representación de los pagos vitivinícolas de calidad superior sobre isolíneas de índice heliotérmico de Branas. b: Mapa de altitudes c: Representación de los pagos vitivinícolas de calidad superior sobre isotermas de temperaturas mínimas. d: Índice de contenido en carbonatos para muestras de terreno a distinta profundidad. e: Representación de los pagos vitivinícolas de calidad superior sobre mapa de usos de suelo (viñedo y olivar-viñedo). f: Resultado del estudio por reclasificación: propuesta de zonas de alta calidad .
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 49 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA interesante como ambicioso, dada la complejidad, heterogeneidad y dispersión en el territorio del objeto de estudio. Se hizo un reconocimiento del estado actual de los elementos, un diagnóstico y unas propuestas de actuaciones orientadas a paliar las carencias detectadas en materia de investigación, intervención, conservación y mantenimiento. Focalizado en los edificios públicos y semipúblicos18, el método de trabajo pasaba por un registro de la realidad tanto material como inmaterial, la estructuración en un sistema diseñado exclusivamente para el citado fin y la visualización de la información en distintos niveles de acceso para apoyar labores de difusión del bien, así como investigaciones y la propia gestión interna. La dirección del Conjunto Arqueológico propuso focalizar su implementación en la Casa de Neptuno y estructuras urbanas aledañas. El diseño del sistema de información se ideó con posibilidad de ser integrado dentro de otro de mayor escala, lo que permitiría relacionar la información arqueológica de nuestro sistema con la generada en otros dominios de la gestión administrativa. Para ello se desarrolló una aplicación planteada como un Sistema de Información Geográfica; aprovechando las ventajas de estos y aspirando a ser completado en una fase posterior con la vinculación a una base cartográfica georreferenciada del Conjunto. Considero esta colaboración mi primer contacto con la disciplina de la arqueología preventiva, que lleva a cabo fases de planificación, organización y diagnosis antes de intervenir y que, en Itálica, su ausencia durante mucho tiempo ha sido causante de los principales problemas de conservación. En esa misma línea, implicada en la caracterización pluridisciplinar y multiescalar de los datos que rodean al hecho patrimonial para el análisis, diagnóstico y propuesta de intervención arquitectónica, inicié en 2013 una colaboración como investigadora en un proyecto de mayor alcance denominado “Un Modelo Digital de Información para el Conocimiento y Gestión de Bienes Inmuebles del Patrimonio Cultural”19 cuya finalidad principal es la elaboración de un modelo digital asociado a los bienes inmuebles de nuestro Patrimonio Cultural (PC), entendido como un sistema abierto y en continua actualización, que recoja y permita la visualización tridimensional tanto de su estricta realidad física, como de toda la información necesaria para su conocimiento y, por consiguiente, para la adecuada toma de decisiones sobre los mismos. Estos procesos se aplican sobre La Catedral de Sevilla como edificio que mantiene un intenso uso y un contenido en bienes muebles de gran valor histórico [ 18 ] Contrato Arts. 68/83 LOU “Propuesta de planificación de actuaciones de conservación de edificios en el Conjunto Arqueológico de Itálica”. Finalizado en 2007. Investigador Responsable: Profesor D. Francisco Sebastián Pinto Puerto Financiado por la Consejería de Cultura (Dirección General de Bienes Culturales). [ 19 ] Proyecto de Investigación del Plan Nacional del 2012 (referencia HAR2012-34571). Actualmente en curso. Investigador Responsable: Profesor D. Francisco Sebastián Pinto Puerto. Financiado por el Ministerio de Economía y Competitividad.
50 PARTE I PRESENTACIÓN formando parte de su propio significado. Recoge así una buena parte de la casuística general de estos bienes del PC tanto en lo referente a su investigación y difusión, como a su conservación y gestión a la vez que se da la confluencia de múltiples disciplinas por parte de los investigadores integrantes. Con otros investigadores del equipo del proyecto vengo interviniendo en los últimos tres años en el Máster Oficial en Innovación en Arquitectura: Tecnología y Diseño, con la clase “Nuevas tecnologías en el conocimiento, gestión e intervención en el patrimonio. BIM frente a GIS en la conservación del patrimonio. Algunos ejemplos”. En ella proponemos como ejercicio la creación de las bases de un modelo digital de conocimiento que integre los diversos análisis y enfoques disciplinares (cálculo estructural, análisis de materiales y sistemas constructivos, proyectos, etc.) para familiarizar al estudiante con los procesos de investigación e intervención sobre el patrimonio arquitectónico. Paralela e indisolublemente a este recorrido se fue desenvolviendo mi experiencia docente. Concretamente, relacionada con el tema instrumental de esta tesis, la participación en cursos teórico-prácticos20 que dirigía la profesora Dña. Mª Teresa Pérez Cano, pionera en la introducción de los Sistemas de Información Geográfica como disciplina en la Escuela de Arquitectura de Sevilla, me permitió durante años evolucionar con la herramienta ArcGIS y transmitir lo aprendido. Durante muchos años lo más destacable fue por un lado, las mejoras sucesivas de la arquitectura del software —cada vez más versátil y manejable— y, por otro, el interés creciente de los arquitectos por el empleo de estas herramientas, al inicio totalmente desconocidas. En los primeros cursos, allá por el año 2002, era difícil reconocer entre el alumnado a algún arquitecto; los SIG parecían estar hechos para el apoyo de otras disciplinas como la Biología, la Química o la Ingeniería Agrícola. Junto a ella, continué con la docencia en seminarios instrumentales en diversas ediciones de los Másteres Oficiales de la Universidad de Sevilla “Máster en Ciudad y Arquitectura Sostenibles” y “Máster en Arquitectura y Patrimonio Histórico”, con la clase titulada “Los SIG y el Patrimonio”. Poco a poco, a pesar de ser intervenciones de breve duración, el número de trabajos fin de master que trataban el tema SIG desde la aplicabilidad, bien en el territorio, bien en el patrimonio, se fue incrementando. En cuanto a la docencia reglada, que en mi caso abarca el campo de la Construcción Arquitectónica21 (materiales, sistemas constructivos y acondicionamiento natural) [ 20 ] Diversas ediciones del Curso de Extensión Universitaria “Introducción a los Sistemas de Información Geográfica para el tratamiento y manipulación de información territorial. Aplicaciones en el campo del urbanismo” y la asignatura de libre configuración del plan de estudios de 1998 “Técnicas de análisis espacial para el estudio urbanístico mediante S.I.G.” Desde 2002 a 2005. Curso para profesorado “Arc GIS 1 Sistemas de georreferenciación para Arquitectura”, en el ámbito del 2º Plan de Renovación de Metodologías Docentes de la E.T.S. de Arquitectura de la Universidad de Sevilla. Año 2008. [ 21 ] Profesora Colaboradora en el Departamento de Construcciones Arquitectónicas I de la Escuela Técnica Superior de Arquitectura de la Universidad de Sevilla desde el año 2002.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 51 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA y las instalaciones (urbanas y en edificios), esta trajo consigo la participación en varios contratos y proyectos de investigación. En enero de 2011 tuvo lugar la presentación pública y puesta en marcha de MIRADOR22, un visor web que permite acceder vía Internet a las infraestructuras, equipamientos y servicios de 102 municipios de la provincia de Sevilla. Es una herramienta de consulta de mapas, datos y fotos y análisis para ayuntamientos, instituciones y público en general. Surge de un proyecto de investigación en nuevas tecnologías de la información y de las comunicaciones para desarrollar el Sistema de Información Local de la Provincia de Sevilla23 (SIL) de la Diputación de Sevilla, con la colaboración de la Universidad de Sevilla, en el que participé. Las áreas de docencia descritas se complementan con la línea investigación arquitectónica a la que me vinculo desde el necesario conocimiento de las características constructivas del objeto, la eficacia de la gestión de su documentación y una planificación de estrategias de intervención particularizada en cada caso, siendo la rehabilitación arquitectónica una de las líneas del Grupo de investigación TEP130 Arquitectura, Patrimonio y Sostenibilidad: Acústica, Iluminación, Óptica y Energía, al que pertenezco. Con su responsable, el profesor D. Jaime Navarro Casas, a la cabeza de un estudio del uso eficiente del agua en el entorno urbano andaluz24, colaboré en 2008 realizando un Sistema de Información Geográfica de ámbito autonómico; un trabajo prospectivo sobre las normativas municipales vigentes en poblaciones andaluzas, con el fin de conocer su verdadero alcance en el uso eficiente del agua de uso urbano y su capacidad para servir de base para la elaboración de normativas a nivel autonómico. En el campo de las instalaciones hidráulicas, habiendo realizado en 2003 el Master de Ingeniería del Agua de la US, pude de conocer al equipo de la Escuela Internacional del Ingeniería del Agua de Andalucía. Su filosofía de trabajo se basa en la necesidad de reformar los instrumentos con los que técnicos e investigadores debemos trabajar y sustituirlas por otros que contemplen un perfil multidisciplinar desde la investigación tecnológica, la sostenibilidad y la transmisión del conocimiento. Supuso un abordaje diferente al convencional en respuesta a requerimientos siempre urgentes a través de tecnologías de bajo costo extraídas del conocimiento del pueblo y revalorizadas [ 22 ] Puede visitarse http://mirador.dipusevilla.es [ 23 ] Contratos Arts. 68/83 LOU “Inventario, descripción y evaluación de las infraestructuras y equipamientos locales de la provincia de Sevilla”. OG-008/06. Finalizado en 2006. Y “Sistema de información local de la provincia de Sevilla (SIL), Módulo EIEL”. OG-114/07. Finalizado en 2007. Ambos financiados por la Diputación Provincial de Sevilla y con el Profesor D. José Antonio Barrera Vera como Investigador Responsable. [ 24 ] Contrato Arts. 68/83 LOU “Estudio del uso eficiente del agua en el entorno urbano andaluz: situación y posibilidades de mejora”. (0198/0010). Finalizado en 2008. Investigador Responsable: Profesor D. Jaime Navarro Casas. Financiado por la Agencia Andaluza del Agua.
52 PARTE I PRESENTACIÓN mediante el término de Ingeniería Posible. En el seno del citado master tuve ocasión de impartir un seminario25 donde aplicar mis conocimientos sobre SIG a esta otra parcela. Posteriormente colaboré con el mismo equipo en una comunicación26 para el I Congreso Internacional de Investigación sobre Paisaje Industrial celebrado en Sevilla, los días 2, 3 y 4 de Noviembre 2011, en una mesa de trabajo dedicada a poner en valor dichos paisajes como patrimonio cultural y su utilización como material de trabajo en los procesos de planeamiento urbano que, en la actualidad, presentan carencias importantes para abordar el carácter de estos paisajes referidas a la ausencia de una visión global, a la incapacidad para potenciar la integración de éstos o a la falta de coordinación de los colectivos implicados al objeto de crear espacios de identidad en unos territorios crecientemente afectados por tendencias globalizadoras en sentido inverso (AAVV, 2012). Nuestra comunicación definía una propuesta de actuaciones para conservar el Patrimonio Minero heredado de Riotinto (Huelva), compensando las perturbaciones de la actividad respecto a la población y el entorno urbano y periurbano del municipio. En último término la propuesta se acoplaba a otras iniciativas existentes de revitalización urbana y recuperación de la “memoria histórica” en un municipio que, irónicamente, tras el cierre de la mina, había pasado de una sociedad industrializada a una sociedad en la que la agricultura comenzaba a ser esencial en su economía. [ 25 ] Seminario de 20 horas de duración “Aplicación de los Sistemas de Información Geográfica a la regeneración de cauces fluviales. Caso práctico: El arroyo Riopudio” en la II Edición del Master de Ingeniería del Agua (2004-2006), Título Propio de la Universidad de Sevilla. [ 26 ] Domínguez Ruiz,V., Franco Tovar,M., Garvi Higueras,D., Lebrato Martínez, J. & Pozo Morales, L. (2012): “Propuesta de actuaciones para la Integración de la mina de Riotinto en un paisaje industrial saludable para los vecinos y respetuoso con el ambiente natural” in I Congreso Internacional de Investigación sobre Paisaje Industrial. Comunicación realizada en colaboración con Grupo TAR. Ingeniería del agua y ambiental. Escuela Politécnica Superior, Universidad de Sevilla. 4. Exposición de fotografías de canteras de mármol en Vila Viçosa, Alentejo (Portugal) Fuente: Pedreiras, carne de dioses. Joaquín Bérchez. Fotografías (2012).
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 53 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA En relación con Portugal, en los últimos cuatro años (2011-2015) años he completado los estudios de lengua portuguesa en el Instituto de Idiomas de la Universidad de Sevilla, correspondiente con el nivel C1 de competencia lingüística definido por el Consejo de Europa en el MCERL. Este hecho junto con mi pertenencia al Centro Cultural Lusófono de Sevilla desde 2013 me ha permitido participar activamente en actividades de acercamiento entre la cultura portuguesa y la andaluza (fotografía, encuentros musicales y literarios, viajes de índole arquitectónica) y en trabajos de investigación de proyección internacional. Fruto de la asistencia a la 1st International Biennial Stone Project: Architecture, Design, land Art, Heritage, Art, en octubre de 2011, surgió la posibilidad de participar como co-comisaria en la exposición de fotografías “Pedreiras, carne de dioses. Fotografías de Joaquín Bérchez27” (Fig 4) realizadas en el entorno de las canteras mármol del eje Vila Viçosa - Borba (Zona dos mármoles, Portugal). La idea central eran las relaciones entre materialidad y naturaleza con una aproximación al paisaje desde la energía y la trasformación del medio físico, como queda plasmado también en el objeto de estudio de esta tesis. El mármol es convertido en elemento integrador entre paisaje artificial y natural, destacando para la muestra la elevada carga enigmática del proceso productivo, si bien mediante la difusión del conocimiento de los materiales y de las técnicas constructivas locales potenciábamos el dinamismo cultural en este caso, recogiendo la singularidad del territorio alentejano en el paisaje que forman sus pedreiras. La exposición se inauguró en el espacio cedido por el Consulado General de Portugal en Sevilla, en mayo de 2012. A continuación, se trasladó al Palazzo Ducale en Camerino, Italia, con motivo del XXII Seminario Internazionale e Premio di Architettura e Cultura Urbana. Naturalmente… Architettura, donde presenté la comunicación “Terra e pietra: materiali costruttivi locali e identità culturale”, que versaba sobre el empleo de materiales naturales en la contemporaneidad dentro del ámbito de la cultura arquitectónica. En mi interés por el intercambio investigador entre Portugal y España finalicé en 2014 una estancia de investigación28 desarrollando “El proyecto Mértola Vila Museu. Aplicación de los Sistemas de Información Geográfica (SIG) al proyecto [ 27 ] Para la exposición contamos con la colaboración y el patrocinio del Consulado General de Portugal en Sevilla, la Cámara Municipal de Vila Viçosa (Portugal), la Universidad de Sevilla (Departamento de Construcciones Arquitectónicas I), la Universidad de Valencia, la Cátedra Cerámica de Valencia, el Comune di Camerino (Italia) y el Centro Cultural Lusófono de Sevilla, entre otros. Se publicó, ampliando la muestra, el catálogo “Pedreiras, carne de dioses. Fotografías de Joaquín Bérchez”. ISBN 978- 84-93962 7-3-9 . Valencia. Ruzafashow. Arte. Cultura. Edición. Estos trabajos fueron realizados en el marco del proyecto I+D referencia HAR2009-13302/12 del Ministerio de Ciencia e Innovación. [ 28 ] Estancia de investigación realizada durante 90 días en el Campo Arqueológico de Mértola, Portugal (Unidade de Investigação 281 da FCT Centro de Estúdios Arqueológicos de las Universidades de Coimbra e Porto), en el ámbito de las Ayudas para la Movilidad Internacional del V Plan Propio de Investigación de la Universidad de Sevilla.
54 PARTE I PRESENTACIÓN integrado de investigación, conservación, gestión y difusión del patrimonio cultural”. El objetivo principal fue definir el objeto de estudio de la presente tesis doctoral. Una vez salvadas ciertas dificultades e indefiniciones iniciales, se consiguió ir fijando las bases para el sistema de información sobre la realidad compleja del patrimonio hidráulico construido de los molinos de la Ribeira do Vascão y una primera simulación del modelo. Los primeros resultados a escala territorial de ese estudio relacional de factores físicos, constructivos y socioeconómicos, planteado desde varias escalas de aproximación (del territorio a la realidad material de un molino) fueron llevados al Congresso Internacional Arquitetura Tradicional no Mediterrâneo Ocidental (CIATMO) con la ponencia “Permanencias y mutaciones: cartografías para la puesta en valor del patrimonio rural arquitectónico del territorio de Mértola”. En definitiva, un proceso de análisis resumido sobre las permanencias y cambios de los rasgos evolutivos de los procesos de construcción del paisaje rural, conocimiento que consideramos imprescindible para el binomio protecciónintervención en el patrimonio arquitectónico.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 55 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 1.4. Estructura de contenidos. De los itinerarios descritos en el punto anterior, no sólo a través del campo de la investigación científica, sino desde la visión como docente y profesional de la arquitectura, surge la vocación integradora del presente proyecto de tesis doctoral. Esta peculiaridad ha marcado no sólo la elección del tema y la definición de objetivos, como más adelante se verá, sino la propia presentación de los contenidos. El documento se organiza en dos secciones de igual peso. La Parte I es un compendio de temas de carácter introductorio y metodológico, donde se realiza una aproximación como arquitecta a otras disciplinas mediante el estudio de casos. Una vez fijadas las necesidades a cubrir en nuestro discurso, detectamos puntos de conexión con sus bases metodológicas y proponemos ser transferidos a la arquitectura en una reflexión sobre el patrimonio rural construido. Equilibrando el peso teórico, la Parte II contiene el desarrollo del estudio enfocado a un ámbito concreto. Tanto los avances como las conclusiones recogidos en esta sección también participan de este enfoque transversal o integrador, hilvanados por la línea temporal pasado-presente- futuro, temáticas de corte pluridisciplinar y la visión multiescalar. Comenzamos tratando de responder a la pregunta compleja contenida en el tema y en el objeto de tesis. Primero de un modo sintético y justificado en la Presentación y después, en los Antecedentes, con un repaso de las principales aportaciones a la investigación, nos posicionaremos en la necesidad de recoger de los diversos ámbitos disciplinares las aportaciones oportunas para conducir el trabajo a lo largo de los capítulos. El desdoble tema - objeto acompaña a los apartados de los capítulos de Presentación y Antecedentes advirtiendo de que el trabajo ha sido planteado desde lo general a lo particular con el objetivo principal de ser de utilidad a futuras investigaciones aplicadas a otros ámbitos arquitectónicos y urbanos. Dentro de esta parte primera, en el espacio dedicado a la Metodología se establecen unas bases previas que explican el carácter híbrido que esta toma, dado que la vocación de los SIG tradicionalmente quedaba lejos de la cuestión patrimonial, jugando entonces otras disciplinas con ventaja sobre la Rehabilitación Arquitectónica. La carga metodológica en esta tesis no se limita al capítulo destinado a ello, sino que se extiende durante todo su desarrollo, para el cual se ha considerado necesario recabar una gran cantidad de proyectos de diversa materias y mantener la mirada abierta a otras metodologías que, de otra forma, correrían el riesgo de ser obviadas. Esto implica que la tesis quede abierta, subrayando su carácter de aportación, pues en la actualidad comparte un campo de trabajo de gran dinamismo y actualidad, tal como muestran los diversos foros de debate sobre el tema que se están produciendo en estos últimos años. Así, una herramienta generalmente
56 PARTE I PRESENTACIÓN vinculada a disciplinas de la tierra, el medio ambiente o la ordenación del territorio tienen mucho que decir en el análisis del patrimonio arquitectónico siempre que, por un lado, concertemos una escala de estudio más adecuada a la arquitectura y, por otro, tornemos las divergencias disciplinares e instrumentales detectadas en el capítulo Antecedentes en una oportunidad para entablar relaciones dialécticas en busca de nuestras variables y procedimientos de estudio. Desde un punto de vista más operativo se incluyen dos bloques, Toma de datos y Tratamiento de datos, de los que destacaría la visión como arquitecta en las labores de organización y gestión de datos, planteadas como aportación disciplinar a investigaciones futuras. Fundamental ha sido también el papel del levantamiento arquitectónico como fuente de información, ya que la realización de la planimetría de los molinos desveló información útil que fue reintegrada en el sistema. Aunque de forma consciente, se ha limitado a los recursos esenciales para su elaboración, pues otros miembros del equipo de investigadores que participan en el proyecto I+D en el que participo se están encargando en este campo de un mayor desarrollo (Angulo Fornos, 2013). Para el Ámbito de estudio se escoge el término administrativo de Mértola (Portugal) como conjunto patrimonial rico, plural y diverso. A través de una lectura multiescalar de su territorio, se contextualizan los ingenios hidráulicos del Ribeira do Vascão (afluente del Río Guadiana), piezas discretas y anónimas pero claves para comprender la sociedad pretérita y valorar un patrimonio rural construido en relación con la cultura local. Se destina el resto de la Parte II al desarrollo experimental del estudio, que podríamos llamar “puesta en carga” del sistema de información. Destinamos varios capítulos a la descripción del Modelo de datos, así como la implementación de la información temática y geográfica, definiendo sus características cuidadosamente para no incurrir en un tratamiento globalizado e indiferenciado de datos (que viene a ser el mayor riesgo de las tesis basadas en estas herramientas informáticas). Como resultados se presenta, por una parte, una propuesta de Sistema de Información Patrimonial para la puesta en valor de los molinos de agua de la Ribeira do Vascão, sistema que posibilitará la adquisición, consulta, análisis, evaluación, estudios, investigación, difusión, etc., de datos tratados (condicionantes físicos, localización, materiales de construcción, etc.). Por otra parte se propone un modelo de ficha de inventario patrimonial de los citados ingenios hidráulicos, aportando una muestra representativa de fichas cumplimentadas en un anexo. El verdadero éxito del sistema se cifra, habiendo sido estas arquitecturas un “laboratorio de prueba”, en la obtención de una metodología operativa de intervención como respuesta a unas
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 63 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA nivel regional, nacional e internacional; y, por último la necesidad de combatir el robo y el tráfico ilícito de bienes culturales a escala mundial (International Council of Museums (ICOM), 1998). Comparativamente, hasta finales de la década de los ochenta, España sufrió un retraso en este tema y eso ha producido un estancamiento en el uso de los SIG, frente a otras zonas donde se siguió el proceso de desarrollo. “Los SIG son grandes consumidores de información geográfica en formato digital. La situación en USA y en algunos países europeos es bastante favorable, un gran número de bases de datos están disponibles en este formato” (Bosque Sendra, 1992). Con este apunte se intuye el carácter reciente del vínculo entre Sistemas de Información Geográfica y Patrimonio creación y su talante duradero ya en adelante, debido a la clara vocación como herramienta para análisis territoriales de amplio alcance. Además, el hecho de que el origen de los SIG no coincida en el mismo escenario geográfico (Norte América) con una tradición patrimonial muy clara ha determinado que las primeras investigaciones al respecto se desarrollen en otros países con más demanda en la gestión patrimonial. En este apartado se establece una selección proyectos de referencia en materia de patrimonio en el seno de instituciones de España y Portugal que siguen las recomendaciones internacionales, centrándonos en sus trayectorias en materia de sistemas de información geográfica integrada correspondientes a las últimas décadas, una vez superadas las carencias iniciales relativas a la casi nula utilización de las tecnologías de la información y a la falta de servicios de informática que apoyasen la creación y el mantenimiento de estos sistemas. Normalmente las bases de datos que constituyen los sistemas de información patrimoniales las acometen equipos de trabajo con integrantes de muy variadas disciplinas: arqueólogos, antropólogos, arquitectos, historiadores, documentalistas… Y se suele plantear su diseño e implementación en fases previas, donde cobran peso labores de informatización de datos existentes en otros formatos, normalización, validación y control de calidad. La Base de Datos de Bienes Inmuebles del Patrimonio Histórico Español3 incorpora los bienes inmuebles incluidos en el Registro de Bienes de Interés Cultural y los que están en trámite de inscripción. La búsqueda de registro se realiza en base a seis campos: localización, nombre del bien inmueble y palabras clave, admitiendo el uso de operadores lógicos para combinar opciones de búsqueda. Una vez localizados los registros deseados, se pueden consultar los datos referentes a su localización exacta, su código de identificación, fecha de declaración y estado de tramitación. [ 3 ] Está disponible en la página web de la Dirección General de Bellas Artes y Bienes Culturales, dependiente del Ministerio de Educación, Cultura y Deporte. http://www.mecd.gob.es/bienes/cargarFiltroBienesInmuebles.do;jsessionid=67AEB77C67D5 2 B 11 A0C67 35 1 935 1 949E?layout=bienesInmuebles&cache=init&language=es
64 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN En España destacamos la administración andaluza como impulsora de actuaciones —llevadas a cabo igualmente por el resto de comunidades autónomas— para convertir a Andalucía en una Sociedad de la Información, apoyando desde finales de los años 90 del siglo XX el desarrollo de sistemas de información ya existentes u otros en vías de desarrollo. El Centro de Documentación del IAPH4, en el contexto de dar cobertura a los objetivos básicos que estableció el Plan General de Bienes Culturales de Andalucía (1989-1995), inició a principios de 1991 el desarrollo del Sistema de Información del Patrimonio Histórico de Andalucía (SIPHA) como un proyecto cuyos objetivos básicos eran normalizar y sistematizar de forma integrada los datos que identificaban y definían la información del Patrimonio Histórico Andaluz. Este sistema se concibió como un instrumento para mejorar el conocimiento del patrimonio histórico, al servicio en primer lugar de la propia administración, pero también de los investigadores y de la sociedad en general, tal como se recoge en el Plan General de 1998. En lo referente a las bases de datos patrimoniales que integran el SIPHA, aún sin componente espacial, destacamos las que se habían ido desarrollando hasta el momento, a modo de punto de partida para los sistemas de información que se describen más adelante: Patrimonio Arquitectónico (SIBIA, 1993), Patrimonio Arqueológico (DatARQUEOS, 1995), Patrimonio Etnológico (ETNO, 1997), Conjuntos Históricos (1998) y Ciudades Históricas (2001) entre otras. A partir de esos años tuvo lugar la transferencia de la información contenida en las referidas bases de datos sectoriales (desarrolladas por otras consejerías) a las Delegaciones Provinciales y a la propia DGBC para la conservación y gestión de los Bienes Culturales que constituyen el Patrimonio Arqueológico Andalucía. Dentro del marco del SIPHA se desarrolla ARQUEOS5 (Sistema de Información del Patrimonio Arqueológico de Andalucía) utilizando instrumentos de tratamiento de datos como el Tesauro de Patrimonio Histórico Andaluz (TPHA)6 como lenguaje documental, una base de datos relacionales y un módulo de gestión SIG. Destaca como proyecto [ 4 ] El Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico (IAPH), como institución de investigación y desarrollo tecnológico, desenvuelve desde 1989 programas de documentación, intervención, comunicación e investigación y formación en el campo del Patrimonio Histórico (Muñoz Cruz, 2006). Destacamos su transferencia de conocimientos generada con la línea editorial destinada a PH cuadernos técnicos, publicaciones monográficas cuya consulta ha sido fundamental para la elaboración de este apartado. [ 5 ] Realizado por el Grupo de Investigación HUM-694 Atlas. Territorios y paisajes en la Prehistoria reciente de Andalucía, coordinado por Leonardo García Sanjuán y dependiente del Dpto de Prehistoria y Arqueología de la Facultad de Geografía e Historia de la Universidad de Sevilla, fue creado a partir de la experiencia ganada dentro del Grupo Sistemas de Información Geográfica y Patrimonio Arqueológico entre 1995 y 2001. [ 6 ] La normalización teminológica que supuso el TPHA fue un gran logro por favorecer la integración de disciplinas patrimonioales y la recuperación de la información de la base de datos. Puede consultarse a través de la Sede del IAPH (http://www.iaph.es/web/canales/conoce-el-patrimonio/tesauropha/)
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 65 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA ambicioso y constituye un ejemplo dentro del bloque de proyectos de investigación que desarrollan un conjunto integrado de información cartográfica y alfanumérica de carácter arqueológico y geográfico vertebrado en torno a tres aplicaciones informáticas: DatARQUEOS (bases de datos BD mayormente georreferenciadas), MapARQUEOS (aplicaciones informáticas para visualización) o GeoARQUEOS (validación de la información de su cartografía). La Base de Datos del Patrimonio Arqueológico de Andalucía (DatARQUEOS) incluye información sobre los yacimientos arqueológicos andaluces y ofrece las prestaciones planteadas para el desarrollo de la aplicación informática: gestión automatizada de la información disponible, sistema ágil de consultas y búsquedas, versatilidad en el diseño, posibilidades de expansión y facilidad de manejo. Se trata de una base de datos relacional resultante del Sistema de Información del Patrimonio Arqueológico (SIPA). La estructura en grupos de campos (referidos a la Identificación, Localización, Descripción, Conservación, Intervenciones entre otros) viene recogida en Fernández Cacho, (2002), p. 202-217, que dedica el capítulo DatARQUEOS Normas de Cumplimentación a detallar cada uno de estos campos de información asignados a las entidades arqueológicas que integran el sistema. Algunas de las fuentes de información que lo forman, determinando así los diferentes niveles de información y su funcionalidad, son: Catálogo de Yacimientos Arqueológicos de Andalucía, Fichas de Diagnóstico de Conservación, Expedientes de Declaración de BIC, Base de Datos de Actividades de Gestión Patrimonial, Planeamientos Urbanos o Territoriales y Documentación Bibliográfica. Por otro lado, el Programa de Creación y Validación de Cartografía Digital del Patrimonio Arqueológico de Andalucía (GeoARQUEOS) se crea en 1999 para facilitar el desarrollo de coberturas temáticas patrimoniales, inexistentes hasta la fecha y complementarias a las suministradas por el entonces Instituto Cartográfico de Andalucía (hoy IECA, Instituto de Estadística y Cartografía de Andalucía). La interesante contribución que traemos al estado del arte fue disponer de una cartografía digital actualizada del Patrimonio Arqueológico de Andalucía, capaz de realizar cruces de información y permitir avances en la tutela patrimonial, como detección de errores de localización (a partir de los datos de coordenadas), defectos en el estado documental de los yacimientos (gracias a los datos de documentación), predicciones de zonas de atención prioritaria (información sobre el estado de conservación) o zonas de alto potencial arqueológico (deducidas de la distribución espacial de registros). El Programa de Consulta del Sistema de Información del Patrimonio Arqueológico de Andalucía (ARQUEOSMapa) presentaba finalmente de forma integrada la
66 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN información cartográfica y alfanumérica descrita anteriormente, permitiendo realizar consultas de carácter espacial. Con la cartografía digital recopilada, actualizada y elaborada (Yacimientos puntuales, Hidrografía, Yacimientos poligonales, Orografía, Buffer de yacimientos, Red de carreteras, Núcleos de población, Red de ferrocarriles, Municipios, Espacios naturales protegidos, Límites Administrativos, Batimetría marina, Puertos, Fondos marinos, Superficies de Agua, Mapa Topográfico de Andalucía) era posible realizar consultas por cualquier campo asociado a la cartografía digital que contiene. Esta cartografía procede del Mapa Digital de Andalucía 1:100.000 elaborado por el Instituto de Cartografía de Andalucía, y conserva tanto sus modelos de datos como sus caracteres gráficos. Del mismo modo, se puede consultar el conjunto de información alfanumérica referida a los yacimientos arqueológicos contenida en DatARQUEOS. Como aportación de ARQUEOS respecto a otros sistemas de información precedentes se considera relevante la aproximación a la información del objeto no en forma de fichas, ni a partir de su denominación, como se venía haciendo, sino mediante cualquiera de los campos mencionados que definen el registro, ya sea de origen alfanumérico o espacial. Asimismo, los resultados pueden ser rescatados como listados, ficha, conjunto de fichas o como mapa de distribución donde se ponen en relación los registros seleccionados con otros elementos que configuran el territorio. Por todo, y a modo de conclusión de los aspectos que nos han interesado de este recorrido, merece ser considerado un referente en el que confluyen en dos objetivos fundamentales: (a) Mantener y acrecentar cuantitativa y cualitativamente la información disponible sobre el Patrimonio Arqueológico de Andalucía para los distintos usuarios que solicitan su consulta y (b) Mejorar la eficacia de la gestión de dicha información en los distintos organismos con competencias en la protección, conservación y difusión del Patrimonio Histórico. No podemos dejar atrás el hecho de que en 2009 se constituye la Red Ibérica de Entidades Transfronterizas de Cooperación (RIET), que viene a reforzar el papel de cooperación transfronteriza en la construcción de territorios y de políticas orientadas a la calidad de vida del ciudadano más allá de las fronteras tanto en España como en Portugal. En ese ámbito, las tres ediciones de las Jornadas Turismo de Frontera, dirigidas por los doctores D. Antonio-José Campesino Fernández, Catedrático de Análisis Geográfico Regional Universidad de Extremadura y D. José Manuel Jurado Almonte, Profesor Titular de Análisis Geográfico Regional Universidad de Huelva presentan un panorama muy activo en cuanto a la aplicación del SIG y las bases cartográficas al turismo y desarrollo local en el ámbito fronterizo luso-español del sur, donde se presentan los resultados de trabajos anteriores de tesis doctorales en el ámbito transfronterizo (Felicidades García, 2012) y la elaboración del Atlas del
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 67 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Suratlántico Peninsular (Márquez Domínguez, 2008), si bien el tratamiento de la información no se lleva a una escala arquitectónica, cuestión que nos preocupa y a la que está dedicada buena parte de los objetivos de esta tesis. En el ámbito portugués los criterios para la elaboración de bases de datos patrimoniales no distan mucho de los ya mencionados en fundamentos y acotación temporal. Como complemento de los casos ya abordados, se procede a una breve sistematización de aquellas soluciones aplicacionales de referencia que encuentran en los SIG una herramienta determinante para la gestión patrimonial, incidiendo en el modo en que es incorporada la arquitectura rural. El primer intento de digitalizar la información arqueológica portuguesa fue en 1989, con la creación de la Carta Arqueológica de Portugal. Sin embargo, no será hasta 1995 cuando, a cargo de la Divisão de Inventário do Instituto Português de Arqueologia, tendrá lugar la constitución, tras varias tentativas, del Sistema de Informação e Gestão Arqueológica (Endovélico), actualmente administrado pelo IGESPAR IP. La implementación con tecnología SIG supuso un salto cualitativo respecto a la carta en lo que respecta al almacenamiento y tratamiento de datos. En esencia es un sistema compuesto por numerosos formularios con informaciones de naturaleza técnica y científica, geográfica, legal y administrativa, interligados e incorporando la georreferenciación de los registros de la carta. El sistema fue evolucionando (con la actualización de datos y corrección de errores, la adquisición de cartografía a escalas de definición más precisas) hasta convertirse en un SIG avanzado, con un módulo de información geográfica para Internet, permitiendo consultas de naturaleza territorial (Divisão de Inventário do Instituto Português de Arqueologia, 2002). El Sistema de Informação para o Património Arquitectónico -SIPA7-, por iniciativa del IHRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana), detalla en sus registros gran parte del acervo patrimonial de la cultura portuguesa en toda su geografía. En su página web (www.monumentos.pt) incorpora un webmapping, llamado Informação Geográfica, que vincula la base de dados del SIPA a la base geográfica de Google Maps,, lo que permite compartir datos espaciales georreferenciados con la ventaja de interactuar con una interfaz amigable y conocida sin salir de la página del [ 7 ] “O IHRU, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, tem por missão garantir a concretização da política definida pelo Governo para as áreas da habitação e da reabilitação urbana, de forma articulada com a política de cidades e com outras políticas sociais e de salvaguarda e valorização patrimonial, assegurando a memória do edificado e a sua evolução. O SIPA — Sistema de Informação para o Património Arquitectónico é um conjunto de recursos e de serviços de informação e documentação arquitectónica, urbanística e paisagística que prossegue, justamente, o referido objectivo do IHRU de promover e disseminar conhecimento sobre o património construído e a sua evolução”.
68 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN SIPA. Esta integración entre bases de datos de distinto origen, así como la profusión en los distintos modos de consulta y recuperación de la información (incluida una aplicación para móviles) es un esfuerzo loable para adaptarse a las necesidades de usuarios con distinto grado de vinculación a la arquitectura patrimonial. Por otro lado existen otras soluciones para su puesta en valor y su estudio realizadas con software libre y de código abierto, que se adaptan a las posibilidades —económicas y de gestión— de las administraciones locales de pequeñas dimensiones, como demuestran algunos estudios recientes en el ámbito portugués (Gonçalves & Dir:Henriques, 2012), donde se reseñan ejemplos y se desarrolla un caso práctico para el municipio de Almeida (Guarda, Portugal). En cuanto al rastreo de los elementos que nos interesan, en Endovélico, desde el Portal del Arqueólogo, podemos encontrar algunos de los sitios de Mértola (http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios.resultados&pag=1). Sin embargo, contrastando con la fácil accesibilidad de estos entornos, de estructura clara y ciertamente manejables, Endovélico (Fig. 5a y 5b) sufre una serie de inconvenientes —por otra parte nada ajenos a otros sistemas antes descritos— entre los que destacamos: problemas de actualización (a nivel de hardware, software y formación), de integración con otros sistemas de miliar tecnología, diferencias de lenguaje entre arqueólogos e informáticos, la cuestión de los derechos de autor de los 5a. Endovélico. Campos de registro. Fuente: http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios.resultados&pag=1
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 69 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA registros informados (Divisão de Inventário do Instituto Português de Arqueologia, 2002). Para el caso que nos ocupa recurrimos por tanto a la carta arqueológica de Mértola (Campo Arqueológico de Mértola, 2012), destacando la colaboración del equipo redactor del CAM en la cesión de datos inéditos de algunos de los molinos, que no se encuentran publicados en la carta. De los esfuerzos por solventar estas dificultades por parte del IGESPAR y el IHRU, deviene la disponibilidad de catálogos siendo, por otro lado, muy desigual el reparto geográfico de la información recuperada como resultado de las búsquedas. En ese sentido, rescatamos por la proximidad temática con nuestro trabajo, la existencia en el SIPA de un conjunto de datos geográficos de molinos de agua en los cauces de los ríos Raia, Tera y Seda8, localizadas en su mayoría en el término municipal de Mor (Évora), perteneciente al Sistema Nacional [ 8 ] Rota dos Moinhos de Água das ribeiras da Raia, de tera e da Seda. Creado en 2013. Descargable en http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SitePageContents.aspx?id=bc77f23b- 1aaf-4579-b96c-81764af43867 5b. Endovélico. Estructura del Sistema de Información. Fuente: Divisão de Inventário do Instituto Português de Arqueologia (2002): p. 280.
70 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN de Informação Geográfica (SNIG). El formato del archivo permite su inserción en un mapa elaborado con software SIG, si bien no más allá de la localización geográfica, administrativa y el nombre del molino; su versión descargable para Google Earth recoge además una descripción textual y una fotografía de cada uno (Fig 6). Más interesante por dar a conocer parte de la estructura de la información9 cargada en el SIPA son los tres volúmenes de la colección digital Kits-Património, (concretamente destacamos Patrimonio Arquitectónico General -Kit 01 y Patrimonio Industrial -Kit 03), constituidos en guías de inventario temáticas, resultado de un trabajo conjunto entre el IHRU y el IGESPAR (Vieira (Coord.) & Lacerda (Coord.), 2010a, 2010b). En este caso se encuentran registrados en el SIPA cinco molinos de agua en el territorio de Mértola de los que sólo uno pertenece a las márgenes del Vascão. 2.1.2. Arqueología del paisaje Como ya ha quedado claro, se ha recurrido en esta investigación a la consulta de trabajos originarios de otras disciplinas, extrayendo los elementos más interesantes para trazar una metodología encaminada en última instancia a abrir la perspectiva operativa al arquitecto que interviene en patrimonio construido y a facilitar las vías de integración en equipos multidisciplinares. Es el caso de la Arqueología del Paisaje, consultada aquí por su especial relevancia en el desarrollo de nuevas técnicas y en el perfeccionamiento de una metodología compleja, dos cuestiones fundamentales [ 9 ] Trabajaremos con esta estructura de campos de información, como podrá verse en el desarrollo del estudio, quedando plasmados en parte en la configuración de las fichas de inventario propuestas en los resultados. 6. SIPA. Vínculo con Google Maps y Google Earth para acceso online a sus registros. En este caso se trata de una ruta de molinos de agua en Évora. Fuente: Rota Moinhos de Água das Ribeiras da Raia, de Tera e da Seda.kmz.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 71 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA abordadas en esta investigación. Pese a abordar una línea temporal muy distinta a la que nos ocupa (los asentamientos prehistóricos), esta disciplina considera el espacio como un sistema integrado resultado de las transformaciones humanas a lo largo de la historia de las sociedades y no como un registro más para la restitución geográfica del mismo en un momento determinado. Tradicionalmente la arqueología ha producido una visión algo estática en cuanto a la evolución de la cultura material y también temáticamente sesgada al considerar a veces tan sólo manifestaciones tecnológicas. Sin embargo, el notable desarrollo reciente de la Arqueología del Paisaje parece dar respuesta a cuestiones sobre los asentamientos humanos y lo hace a escala regional, desbordando la escala limitada del propio yacimiento. De los estudios consultados para esta investigación me ha interesado el aporte que supone el establecimiento de patrones de ocupación y la búsqueda de factores de distinta naturaleza que caracterizan los distintos grupos sociales y su acción en el territorio, en un propósito de desprenderse de la visión que homogeneizaba cultural y temporalmente los asentamientos propias de las investigaciones precedentes. Trasladando este enfoque a la investigación que nos ocupa, entre las reflexiones en torno a algunos de los debates en que la arquitectura está inmersa se encuentra la propia definición de paisaje. Según Álvarez González, (1993): Por paisaje entendemos el resultado complejo de la integración del medio físico y de la acción del hombre sobre él a través de la implantación de un hábitat determinado y de la explotación de los recursos naturales que ese medio ofrece de acuerdo con unos fines económicos, sociales o políticos que condicionan el grado de esa explotación. (p. 268). Como resultado de estas relaciones dinámicas hombre-medio existen muestras materiales que los arqueólogos estudian e interpretan en su disciplina. Sin embargo parece necesario añadir una connotación más para el concepto de paisaje, que lo distinga de la noción meramente espacial; desde el momento en que el hombre forma parte de este contenedor de actividades humanas, aparece la subjetividad. La percepción de los hechos por parte del hombre les confiere un carácter de significación. Y es así como hablamos ya de paisaje como sinónimo de medio culturizado: los hechos en una sociedad se suceden diacrónicamente, de ellos los hombres obtienen la experiencia y queda así la memoria anclada espacialmente a un soporte físico, con sus patrones de significación. La arqueología del paisaje se define entonces como una perspectiva concreta, un plano de referencia, desde el que, dentro de unas coordenadas espaciotemporales establecidas, los arqueólogos tratan de descubrir aquellas dinámicas en el pasado a partir de sus trazas materiales (Fernández Fernández, 2010).
72 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN En la misma obra, el Doctor Jesús Fernández se posiciona como arqueólogo dentro de una disciplina en permanente construcción, “como una gran caja de herramientas” disponible, que se nutre del debate aún sin resolverse las controversias suscitadas en ellos: “Así las cosas, en nuestro trabajo, hemos sido tipólogos, tecnólogos, funcionalistas, postprocesualistas… y seguramente alguna otra identidad oculta que se nos quedará en el tintero”. Mi interés por esta disciplina reside en la novedad que aportan, no tanto por ser una ruptura respecto a estudios anteriores, sino por conferir nuevas perspectivas y métodos extrapolables a la arquitectura del territorio para la interpretación del pasado. Es llamativo su planteamiento de si es posible hablar de un paisaje neandertal, cuando los registros arqueológicos con que ellos trabajan a menudo se esparcen por el territorio de manera fragmentada y escasa, por no hablar de la merma que el dinamismo geomorfológico supone para los hallazgos, haciendo que gran parte del éxito del estudio dependa de la capacidad de interpretación del investigador. Esto produce un afinamiento en la definición de objetivos y estrategias que se traduce para esta tesis doctoral en la concreción de criterios para la observación empírica y la obtención de cualquier tipo de información útil a los objetivos planteados. Estos estudios demuestran que hay distintas formas de abordar el rescate de la memoria de un lugar concreto; y que la experiencia interdisciplinar parece la indicada para ello. Dicho de otro modo, la parquedad informativa que puede caracterizar a los estudios arqueológicos en el paleolítico al aire libre está de algún modo también presente cuando abordamos un estudio como el que nos ocupa, pequeñas unidades como los ingenios hidráulicos, no documentadas gráficamente, olvidadas y dispersas en la superficie. La tarea de documentar desde el presente la arquitectura anónima del pasado, cuyos restos, en ocasiones imperceptibles, se diluyen en el territorio, es difícil de afrontar. Pero no es freno para no intentarlo. La labor científica llevada a cabo por el citado investigador se centra en la cuenca del río Trubia, afluente del Nalón, que se sitúa en el sector sur-central de Asturias. Los resultados de los trabajos de una investigación continuada en el tiempo10 que aportan luz no sólo a la formación de asentamientos en época del homo neandertalensis, sino en el modo en que el hombre ha influido en el territorio de las terrazas fluviales que ha ido utilizando desde hace miles de años como lugar de paso y vida, zona de caza de montaña y valle, pesca fluvial y más tarde explotación minera de hierro y carbón, cuyo camino ferroviario llega a nuestros días como ruta turística y de caminantes (la Senda del Oso). Resaltamos por último esta conexión con el presente, fundamental [ 10 ] Por citar los últimos trabajos Estudios multiescalares sobre la Alta Edad Media en el Valle del Trubia (Asturias, España) (2011); The investigation of currently inhabited villages of medieval origin: Agrarian archaeology in Asturias (Spain) (2014); Proyecto de Investigación: La formación de los paisajes agrarios del Noroeste peninsular durante la Edad Media (siglos V al XII) (2013).
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 79 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA año más tarde aparecería el trabajo de Jiménez y Pinto antes citado, avanzando hacia la reivindicación de la importancia de la consideración espacial de la arquitectura y de los sistemas de control formal como nuevos materiales con lo que trenzar los mimbres de una futura metodología interdisciplinar. En Barcelona, el Dr. D. Alberto López Mullor, a partir de 1983, dirige las investigaciones arqueológicas del entonces Servicio de Catalogación y Conservación de Monumentos de la Diputación de Barcelona. Sus trabajos —enmarcados como era habitual en estudios históricos previos a la redacción de los respectivos proyectos de restauración— logran codificar un protocolo de intervención estratigráfica integral de los edificios analizados (López Mullor, 2002). Para su equipo “la discriminación estratigráfica de las fábricas representadas en alzado no constituye el fin último de los trabajos que se orientan en mayor medida, cuando el yacimiento lo permite, a la recuperación volumétrica de las distintas etapas del edificio”. En aquellas situaciones en que esta recuperación resulta imposible no solo por la pérdida de elementos ya irrecuperables, sino por el indudable valor de otras aportaciones históricas que deben ser necesariamente asumidas, el análisis arqueológico ha llevado una propuesta de recreación virtual o con maquetas de distintas fases históricas que permiten no solo transmitir mejor los conocimientos hacia el público no especializado, sino considerar determinados aspectos que resultan difícilmente abordables con los medios hasta entonces usados y que incluyen la valoración de aspectos perceptivos de los espacios y de las formas. La representación de maquetas para monumentos, aunque necesaria, no es en ningún caso una novedad, suscitando especial interés aquellas situaciones donde su evolución, generalmente ligada a la Administración Local conlleva la incorporación de nuevos investigadores (historiadores documentalistas, arqueólogos, historiadores del arte e incluso maquetistas) a una plantilla técnica inicial constituida básicamente por arquitectos, aparejadores y delineantes. Es el caso de la etapa que abre Antoni González Moreno- Navarro como director, en 1981, del Servicio de Monumentos de la Diputación de Barcelona. La maqueta dejaba de ser un complemento a los reportajes fotográficos y a la representación gráfica plana para y resultaba un recurso imprescindible y sistemático para abordar la restauración (Lacuesta Contreras, 2006). Así, junto a las restituciones tridimensionales, esta vertiente de la representación en tres dimensiones permite complementar las series de plantas evolutivas. Algunos planteamientos sobre la comprensión del espacio tridimensional quedan resueltos por López Mullor en sus trabajos desde 1984 (como el conjunto del castillo de Castelldefels). Subrayamos por su parte la labor del Dr. D. Antonio Almagro Gorbea, dirigiendo La Escuela de Estudios Árabes del CSIC en la aplicación
80 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN de la fotogrametría18. En sus publicaciones aborda el levantamiento no como un método de captura métrica y construcción gráfica sino como un “método de investigación pues sus resultados nos ofrecen siempre un mejor conocimiento de nuestro patrimonio” (Almagro Gorbea, 2004) e incluye trabajos realizados en la asignatura de Levantamiento de Edificios impartida en la Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Granada entre los años 1997 a 2003. A pesar de la falta de conciencia y acuerdo detectada por Caballero Zoreda entre los distintos agentes de la gestión patrimonial par la aplicación del método, nace un grupo desarrollado en el Área de Arqueología de la Universidad del País Vasco, que trazará su amplio recorrido vinculado inicialmente a las administraciones locales, en concreto al al Servicio de Patrimonio de la Diputación Foral de Álava. Arqueología de la Arquitectura (actualmente Grupo de Investigación en Patrimonio Construido) es un grupo multidisciplinar, dirigido por el Dr. D. Agustín Azkarate Garai-Olaun, con el objetivo primordial de la creación de instrumentos de gestión y protección del patrimonio edificado, dotando a sus proyectos de una gran sensibilidad para extraer de la propia arquitectura el conocimiento necesario para comprender los contextos históricos, sociales y productivos que la generan. Antes de mencionar algunos proyectos iniciales o en curso, vale la pena destacar su papel en el panorama cognitivo de defensa por la construcción social del conocimiento. Con una decidida apuesta desde el principio por el enfoque investigación - acción en el campo de los paisajes culturales este equipo —en el que están implicados 6 centros universitarios y otros tantos departamentos y áreas de conocimiento de la EHU (Euskal Herriko Unibertsitatea) (fig. 7)— se enfrenta a la visión tradicional de la actividad científica como objetiva y neutral. Por el contrario, participan de la perspectiva CTS19, que defiende otra consideración de las relaciones entre ciencia y sociedad; principalmente la actividad tecnocientífica como un proceso social más y la necesidad de promover la evaluación y el control social de la misma. El eslogan “abierto por obras” que preside el más conocido de los proyectos entre los que han tomado parte (Catedral Vieja de Vitoria-Gasteiz), es toda una declaración de principios sobre la responsabilidad social de la investigación científica (GPAC, 2015). [ 18 ] En 1992 había colaborado en la mencionada investigación y restauración de la iglesia visigoda de Santa Lucía del Trampal, en Alcuescar, Cáceres. Para documentarse sobre algunas reconstrucciones virtuales posteriores ver Almagro Gorbea, A. (2002). El análisis arqueológico como base de dos propuestas: El Cuarto Real de Santo Domingo (Granada) y el Patio del Crucero (Alcázar de Sevilla). Arqueología de la Arquitectura, (1), 175-192. [ 19 ] Los principios del movimiento CTS (Ciencia, Tecnología y Sociedad) son empleados actualmente en la enseñanza de las ciencias para promover el pensamiento crítico de los estudiantes (permitiéndoles interpretar, evaluar evidencia recogida, construir argumentos persuasivos, tomar decisiones, formular problemas e hipótesis, planear investigaciones) (Rodrigues Magalhães & Tenreiro-Vieira, 2006) y también como orientaciones educativas para llevar a la práctica la alfabetización científica y tecnológica de la sociedad (Vázquez Alonso, Acevedo Díaz, & Manassero Mas, 2003).
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 81 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Destacamos por su envergadura el del Plan Director para la restauración de la Catedral Santa María de Vitoria, elaborado por de Azkarate, A., Cámara, L., Lasagabaster, J.I., Latorre, P., en 1996 y publicado en 2001. En el proyecto se contemplaba la realización de un conjunto de investigaciones: primero, elaborar una cartografía tridimensional de todo el edificio que reflejara el estado actual, en segundo lugar, un estudio arqueológico de su arquitectura que identificase las diferentes etapas constructivas y relacionase las deficiencias con las actuaciones que las causaron; complementándolos con un conjunto de estudios multidisciplinares relacionados con aspectos tan diversos de la Catedral como la petrología, biología... Su relevancia recae sobre todo en la fijación de unas metas ambiciosas sin precedentes y un planteamiento metodológico que incluye el modelo 3D. Desde este punto de vista el Plan Director tiene un alto valor documental, además, la labor desarrollada en la realidad se ajusta bastante a los fines propuestos, en el sentido de alcanzar una verdadera vinculación que funcione entre el modelo 3D y la base de datos, frente a otros proyectos precedentes a los que el incipiente desarrollo tecnológico no se lo permitió. En la escala territorial va a primar una estrategia de intervención sobre conjuntos arquitectónicos de distinta entidad y características, que comprenden edificios religiosos rurales, puentes, arquitectura civil, o incluso grandes conjuntos monumentales (Quirós Castillo, 2002). Destacamos tres hitos de productividad relevantes de este grupo que, en España es exponente de la plena integración en el proyectual: (i) el descubrimiento social del patrimonio anónimo alavés de la Alta Edad Media, dando a conocer la evolución de las técnicas edificatorias durante 7. GPAC. Organización en centros universitarios, departamentos y áreas de conocimiento de la Universidad del País Vasco/Euskal Herriko Unibertsitatea. Fuente: GPAC (2015).
82 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN los siglos VIII al XI incluso tratando de sacar a la luz a los responsables de su construcciones; (ii) los estudios sobre patrones arquitectónicos y el desarrollo de los clústeres constructivos homogéneos (Azkarate Garai-Olaun, 2002; Plata Montero, 2003; Azkarate Garai-Olaun & Solaun Bustinza, 2012); (iii) la trasposición de esta metodología a la arquitectura anónima y productiva de las Salinas de Añana (Plata Montero, 2003), cuyo proyecto de recuperación ha resultado ganador en la edición 2015 del Premio Unión Europea de Patrimonio Cultural-Premio Europa Nostra 2015, distinción concedida por la Comisión Europea y Europa Nostra (GPAC, 2015). En ese universo de temáticas y enfoques diversos, la arquitectura doméstica es probablemente una de las parcelas que menos atención ha recibido en la Europa meridional, (más todavía las que se definen como unidades habitacionales de apoyo a actividades productivas, como los ingenios hidráulicos). Desde el panorama europeo20 ha perdurado el debate sobre la aplicación del método estratigráfico si bien en la arquitectura rural se reconoce una aplicación más tipológica sobre todo en los inicios (Quirós Castillo, 2002). Es importante ver los recientes trabajos como óptimos ejemplos han puesto de manifiesto la necesidad de ampliar el campo de estudios, adaptando para ello la metodología expuesta a las especificidades de cada caso. Una de las aportaciones más interesantes en el seno de los instrumentos y estrategias para la puesta en valor de la arquitectura doméstica de los cascos históricos y la arquitectura dispersa del territorio, donde el patrimonio edificado más frágil y más sujeto a transformaciones radicales, es el empleo del análisis estratigráfico constructivo (Mileto & Vegas López-Manzanares, 2004) que, actuando como complemento al estudio histórico documental, proporciona un conocimiento detallado de la materialidad del edificio y de las huellas de sus transformaciones. En el equipo de la Dra. Dña. Camilla Mileto y el Dr. D. Fernando Vegas López-Manzanares la confluencia de numerosos proyectos de restauración realizados por ellos y su labor como docentes en la Universidad Politécnica de Valencia dio su fruto en la reciente publicación del Manual de restauración de arquitectura tradicional, que aglutina un amplio abanico de técnicas constructivas (Mileto & Vegas López-Manzanares, 2014). Enlaza así con otra línea de trabajo hace años iniciada consistente en la elaboración de catálogos y repertorios territoriales de técnicas constructivas. Ya en el año 1995 se había propuesto la elaboración de este tipo de instrumentos para poder fechar los paramentos y analizar las estructuras productivas vinculadas a la arquitectura, pero por aquel entonces Quirós Castillo (2002) advertía un largo camino por recorrer a la vez que identificaba en el desarrollo de estos instrumentos un indicador evidente de la madurez y del desarrollo alcanzado por la propia disciplina en un determinado territorio. [ 20 ] Ampliar información en los números correspondientes a los años 80 y 90 del s.XX de la revista Vernacular Architecture.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 83 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA En 2012 vio la luz una publicación de los arqueólogos Agustín Azkarate Garai- Olaun y José Luis Solaun Bustinza sobre la evolución de la arquitectura y de los espacios construidos en el del universo doméstico del País Vasco altomedieval. Estos resultados de investigación aplicada —donde estudiaban la configuración espacial y técnicas constructivas del principal centro urbano, permitiendo documentar cómo era la trama urbana de la época e identificando distintos modelos de casa unitaria— fueron relevantes por confrontar las homogenizaciones que existían en torno a la arquitectura doméstica. Por su parte, hilvanado al tema de unidades integrando un conjunto mayor, merecen ser mencionados los trabajos para la puesta en valor y la gestión del territorio entre el norte de Portugal y Galicia conducentes a la elaboración del Plan Director de las Fortalezas Transfronterizas del Tramo Bajo del Río Miño. Destacamos su relevancia por la integración de planteamientos procedentes de la Arqueología del Paisaje y la Arqueología de la Arquitectura y por el abordaje de las entidades fortificadas como parte de un todo que las condicionaba, no como construcciones independientes. “Espacio, tiempo, forma, tecnología y hecho histórico, eran las claves de estudio de estas arquitecturas, así como de este territorio arquitecturado” (Blanco Rotea & García Rodriguez, 2005). Con una influencia española determinante, también en Iberoamérica, donde existe una sólida tradición historiográfica de la vivienda rural, se va dando poco a poco el desarrollo de procedimientos metodológicos basados en la Arqueología de la Arquitectura. Así, en el ámbito rural en la provincia de La Rioja (Argentina) destacamos la combinación de diversos instrumentos (la estratigrafía de alzados, las identificación de técnicas constructivas y el estudio tipológico) para el análisis de las características de la arquitectura popular en tierra (Rolón & Rotondaro, 2010) (ver detalles técnicos en Rolón, 2014). Por último, señalar que los distintos grupos españoles que desarrollan su investigación en el ámbito de la Arqueología de la Arquitectura en ocasiones han trabajado de manera coordinada y se han mantenido conectados gozando sus relaciones de buena salud. Es el caso de colaboraciones entre grupos españoles y portugueses. En Portugal Algunos autores sitúan las causas iniciales de la falta de divulgación necesaria por “um desconhecimento geral da disciplina, a situação algo peculiar da falta de interesse da maioria dos arquitectos portugueses pelas matérias relacionadas com o restauro arquitectónico (...), sendo a arqueologia portuguesa deficitária em profissionais que se dediquem ao estudo de períodos mais recentes e reforçando-se a tendência da arqueologia de salvamento em detrimento da arqueologia de investigação, é notória a falta de motivação e sobretudo de tempo e meios económicos disponíveis para avançar com estudos desta natureza” (Magalhães Ramalho, 2004). Con el tiempo han proliferado los estudios y proyectos que han contribuido a la consolidación de la Arqueologia da Arquitectura, ya sea
84 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN de la mano de contratos con entidades que tutelan el patrimonio arquitectónico, IPPAR, a DGEMN y los ayuntamientos (Fontes, Machado, & Catalão, 2004), ya sea en la vertiente de la arqueología urbana (Fontes, Catalão, & Alves, 2010), o en forma de trabajos fin de master (“Arqueologia da Arquitectura. Perspectivas metodológicas”, defendida en la Universidade do Algarve (Portugal) en 2010, publicado tres años más tarde en Santos, 2013). 2.1.4. La frontera entre los SIG y los BIM21 Acabamos de observar, con el estado del arte de las distintas disciplinas técnicas que emplean nuevas tecnologías de la información, el despliegue cada vez más consolidado de enfoques de conocimiento y análisis de la realidad patrimonial. Lo que puede entenderse como un enriquecimiento disciplinar en beneficio de la puesta en valor del patrimonio arquitectónico, suscita al mismo tiempo una preocupante dispersión de datos y una incapacidad de los equipos implicados (del ámbito de la investigación científica, la administración y distintas esferas profesionales) para llevar a buen término sus trabajos o conseguir que estos tengan una adecuada incardinación, seguimiento y mantenimiento por parte de las administraciones públicas o privadas que han podido aplicarlo. A continuación reflejamos cómo es posible materializar la interrelación de la información analizada y generada en apoyo a los trabajos de conservación, gestión y difusión en unos términos de eficacia, eficiencia y calidad. Para ello nos centramos en sendos conjuntos de aplicaciones (SIG y BIM) cuyas afinidades y divergencias permiten que puedan operar tanto juntos como independientemente. Este estado del arte recorre obligadamente, ante la falta de aplicación a la arquitectura anónima, estudios principalmente centrados en monumentos. En 1994 se produce un encargo que marcará el rumbo de posteriores trabajos en los sistemas de información monumentales. La Dirección General del Patrimonio y Promoción Cultural de la Consejería de Educación y Cultura de la Junta de Castilla y León encargó a la sociedad Cartografía de Edificios Latorre y Cámara S.L. el Proyecto de Documentación Fotogramétrica del Acueducto de Segovia. Supuso una gran innovación como sistema de información precursor de actuaciones importantes (el mismo equipo profesional llevó a cabo el proyecto de documentación de la Catedral Vieja de Vitoria, mencionado en el apartado anterior) en la aplicación de bases [ 21 ] El Modelado de Información de Edificios (MIE o BIM en su acrónimo inglés Building Information Modelling) es un sistema que combina el diseño arquitectónico asistido por ordenador con objetos paramétricos programados expresamente para modelar elementos arquitectónicos y la gestión de la información que se asocie a éstos. Con estos elementos se construye un modelo tridimensional que abarca la geometría del edificio, las relaciones espaciales, la información geográfica, así como las cualidades y cantidades de los componentes del edificio.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 85 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA de datos al estudio de edificaciones. Para su realización, utilizaron el programa AutoCAD 12 y la fotogrametría como herramientas gráficas, y se construyó una base de datos en dBase3, aunque la vinculación entre ambos elementos no era muy completa. De este proyecto, cabe destacar la gran complejidad que supuso la fiel representación de la realidad llevada al extremo (hasta el punto de representar incluso las aristas erosionadas de los sillares) y las limitaciones que presentaba la informática de la época. Años después, en la misma línea de contener y gestionar la información generada sobre un monumento histórico basándose en un modelo infográfico, el Grupo de investigación HUM799 Estrategias de Conocimiento Patrimonial (Universidad de Sevilla) ha procurado la interconexión entre las distintas direcciones a través de modelos dinámicos de conocimiento sometidos a una continua actualización. Con el Dr. D. Francisco Pinto Puerto como responsable, algunos de los inmuebles del Conjunto Arqueológico de Itálica ha sido escenario de algunas experiencias piloto teniendo objeto de investigación principalmente el análisis de los aspectos constructivos y de conservación. Los avances están materializándose en varias tesis doctorales entre las que podemos contar la presente, la del profesor Roque Angulo22 enfocada a la estructuración del modelo gráfico BIM a los problemas peculiares de la arquitectura patrimonial, o la del profesor Manuel Castellano23 que enfoca desde este mismo ámbito de los BIM a la gestión del proceso administrativo de protección y su consecuencia en los procesos de análisis y difusión. En la actualidad de estos trabajos convergen en el proyecto HAR2012-3457124 financiado por el Ministerio de Economía y Competitividad, que tiene como ámbito de trabajo la Catedral de Sevilla. Muchos de estos avances están teniendo un foro de difusión en la revista EGA (Revista de Expresión Gráfica Arquitectónica) publicada por la Universidad Politécnica de Valencia, y en la Revista VAR (Virtual Archeology Review) con distinto grado de calidad en los trabajos publicados. La Universidad Politécnica de Valencia (UPV) ha sido muy fecunda en proyectos de investigación aplicando nuevas tecnologías de documentación arquitectónica a distintos ámbitos patrimoniales. El Instituto Universitario de Restauración del Patrimonio es una entidad de investigación vinculada la UPV con una meritoria actividad desarrollada en torno a proyectos [ 22 ] La Catedral Hispalense. Un modelo infográfico como base para el conocimiento y la gestión del patrimonio arquitectónico. [ 23 ] La Cartuja de Nuestra Señora de la Defensión en Jerez de la Frontera: un modelo digital de información para la tutela de bienes inmuebles del Patrimonio Cultural. [ 24 ] Véanse datos del proyecto en la nota núm 20.
86 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN de conservación y restauración del patrimonio histórico-artístico25. Destacamos la etapa de inicios de este siglo, durante la dirección del Dr. D. José Herráez Boquera (responsable del Grupo de investigación Fotogrametría Digital, Sistemas de Información Geográfica y Producción Cartográfica) proliferaron las labores de formación y difusión de trabajos de producción de cartografía general y temática con SIG, documentación de patrimonio, y la aplicación de la fotogrametría a la visualización tridimensional de modelos (cuya productividad puede observarse en la página web). Los últimas publicaciones de Herráez defienden las herramientas de captación de puntos escáner 3d como óptimas y rentables para la documentación arquitectónica, si bien enfatiza la necesidad de desarrollar “nuevas aplicaciones que permitan obtener las representaciones deseadas con equipos de bajo coste” (Bosch Reig, Herráez Boquera, Navarro Esteve, Cortés Alcober, & Serra Lluch, 2006) apostando por técnicas mixtas por combinación de escánes 3D, fotogrametría y videogrametría (Herráez, Martínez-Llario, Coll, Rodríguez, & Martin, 2013). A una escala urbana, el campo de experimentación que supone la documentación y análisis del Cabanyal, considerado Patrimonio en riesgo26, produce resultados exitosos tanto en el levantamiento con herramientas de la ingeniería gráfica —de la lonja del pescado (Navarro Esteve & Navarro Camallonga, 2012)— como, del lado de los SIG, una experiencia interesante de la mano del Instituto Interuniversitario de Desarrollo Local de la Universidad de Valencia, consistente en la evaluación de la accesibilidad existente entre el barrio del Cabanyal-Canyamelar y los distintos campus de la universidad, con el fin de considerar si sería viable ubicar en el barrio equipamientos que puedan contribuir a favorecer su revitalización funcional (Salom Carrasco, Albertos Cano, & Puebla Maestro, 2011). La Universidad de Valladolid cuenta con el grupo LFA-DAVAP27, dirigido por los arquitectos y profesores Dr. D. Jesús San José Alonso y Juan José Fernández, destacando a partir de la presencia en el grupo del Dr. D. José Luís Sainz Guerra (arquitecto urbanista) la elaboración de inventarios a partir de Tecnologías de la Información y la Comunicación. Es el caso del Inventario de los Bienes Inmuebles del Patrimonio Etnográfico –BIPE- en 2007. En esta iniciativa debían cubrir la documentación del patrimonio etnográfico (el más representativo de las [ 25 ] Los arquitectos Dra. Dña. Camilla Mileto y Dr. D. Fernando Vegas López-Manzanares, ya señalados, son investigadores del IRP de la UPV. [ 26 ] Estudio arquitectónico pormenorizado del conjunto de edificios que pertenecen a la cofradía de pescadores de la Marina Auxiliante del Cabanyal. Con el fin de estudiar las posibilidades de reutilización pública de los mismos se analizan aspectos históricos, constructivos y urbanísticos. [ 27 ] Compuesto por el Laboratorio de Fotogrametría Arquitectónica (LFA) y el Grupo DAVAP Documentación, Análisis y Visualización Avanzada del Patrimonio, ambos integrados en el Grupo de Investigación MoBiVAP (Modelización, Biomecánica y Visualización Avanzada) de la mencionada universidad.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 87 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 47 comarcas) con el objetivo de establecer el estado de conservación del edificio; contemplar la forma de intervenir en el edificio para garantizar su continuidad en el tiempo, y proponer nuevos usos, dirigiendo también el desarrollo web de almacenamiento y consulta de datos. En el Inventario del Patrimonio Preindustrial e Industrial de la provincia de Valladolid la finalidad es la dinamización del territorio y su puesta en valor como conjunto mediante la implantación de nuevos usos, para lo cual realizaron labores de documentación que incluían el estado de conservación de elemento. A su vez, en el ámbito universitario no podemos pasar por alto la amplia labor investigadora y docente del Profesor D. Joaquín Bosque Sendra, Doctor en Geografía y vinculado en su inicio a la Universidad Complutense de Madrid y con posterioridad a la Universidad de Alcalá, donde es profesor emérito. Realiza, en su trayectoria dentro del campo de la geografía cuantitativa y el empleo de los SIG en el hábitat rural, modelos de localización de equipamientos y emplea técnicas de evaluación multicriterio para el estudio de problemas sociales y ambientales. Como resultado de su fructífera actividad destacamos la publicación de “Sistemas de Información Geográfica” (Bosque Sendra, 1992), obra de referencia en nuestro país; y su trabajo en el Coloquio Ibérico de Geografía, coordinado por Dra. Dña. Carmen Velasco Bernardo y Dr. D. Antonio Campesino Fernández (Bosque Sendra, 1996). Como ejemplo de iniciativas investigadoras fuera del plano de las administraciones públicas, comienzan a divulgarse trabajos abordan desde múltiples enfoques la aplicación de los SIG al Patrimonio (Freire, Bettencourt, & Fialho, 2012; Gonçalves & Dir:Henriques, 2012). señalamos la relevancia por la aproximación a nuestra temática e interés, la tesis doctoral Avance en el tratamiento de la información de Bienes Culturales adscritos al patrimonio histórico industrial para su implementación en administraciones, museos o centros de interpretación interactivos mediante el empleo de las nuevas técnicas gráficas y de análisis, adscrita al Departamento de Ingeniería Gráfica y Geomática de la Universidad de Córdoba (Castro García, dir: Rojas Sola, & Carranza Cañadas, 2013), que se desarrolla también en varias escalas de trabajo.
88 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN 2.2. Sobre el conocimiento del patrimonio arquitectónico tradicional en Portugal. En las páginas anteriores se ha demostrado como necesario y oportuno un planteamiento multidisciplinar para un entendimiento complejo del concepto de “paisaje cultural”, en el que intermedian una gran cantidad de variables tanto materiales como inmateriales. Por otro lado, hemos dedicado especial atención a las potencialidades de las nuevas tecnologías aplicadas al estudio del patrimonio y sus aspectos territoriales. En este subcapítulo abordaremos cómo se ha instaurado en Portugal una nueva forma de interpretar el territorio histórico, comenzando por la revolución que supuso la aportación del Profesor Orlando Ribeiro hasta las más recientes contribuciones de puesta en valor de la arquitectura local en nuestro ámbito de estudio. 2.2.1. La escuela de geografía histórica portuguesa: una aportación a las estrategias del conocimiento local. Heredera de las escuelas cartográficas del Mediterráneo, principales impulsoras de la cartografía en la Edad Media, la representación náutica portuguesa ha sido foco de atención de los historiadores. Sin embargo no se ha dado la misma suerte con la cartografía terrestre. El panorama de trabajos divulgados sobre este tema con un enfoque geográfico era desolador todavía después de la Revolución de 1974, salvando apenas un estudio sobre el mapa de Álvaro Seco publicado por el Centro de Estudios Geográficos de Coimbra (CEG) y datado en 1956 (Alegria, 1977). En este artículo, María Fernanda Alegria encuentra las principales disfunciones en la concepción de la geografía en los antiguos mapas, constatando la separación temática de la producción cartográfica, cuando lo más razonable sería ofrecerla por regiones. Como es de suponer, esta visión contrasta con los objetivos expresos que demanda la sociedad actual y dificulta la eficiencia de los trabajos multidisciplinares sobre el territorio. El primer hito para asistir a un cambio de mentalidad lo marcamos con la figura del Profesor Orlando Ribeiro, para algunos el mayor geógrafo portugués do siglo XX; para todos, un visionario y un pensador de los más influyentes en la Geografía del país. Con la obra Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, publicada en 1945 en Coimbra, donde enseñó, constituyó un cambio de paradigma para las ciencias sociales portuguesas. Por aquel entonces existía el CEG de Coimbra y, al trasladarse a Lisboa, crea el Centro de Estudos Geográficos de Lisboa (CEG-UL) —inaugurado formalmente en 1943—, en el que poco a poco va formando discípulos. Pero no sólo en este centro es donde muestra su espíritu perseverante, sino como profesor
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 95 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA hacia un interés por las relaciones entre sus elementos; por otro, las designaciones sectoriales Paisaje Urbano-Paisaje Rural dejaron de tener sentido conforme se dio el abandono progresivo del campo y de la actividad agraria en zonas que dieron lugar a una ordenación y edificación desestructurada, haciendo irreconocible los rasgos definitorios de cada tipo de paisaje (Magalhães Ramalho, 2007). Esta noción integradora de paisaje —que no es nueva en nuestra exposición— generará unas conexiones interdisciplinares muy fructíferas en el campo de la representación de la arquitectura popular. Con metodologías renovadas, al calor de preceptos como los de la materialización de la cultura (objetificación31), la representación de la arquitectura vernácula incorpora necesariamente la reinterpretación para hacer visible la identidad del lugar; revelar en el dibujo el lugar como símbolo de la cultura local. Esta perspectiva, ya presente en investigadores de otras discilplinas, extiende lo rural al espacio urbano, como interesa a Ribeiro Telles, que concedía un papel relevante a las huertas (argumentando que la ciudad procede de la agricultura) y adelantaba que “(...) O homem do futuro, do século XXI (que está próximo...) não será rural nem urbano: será as duas coisas ao mesmo tempo sem as confundir” Telles (1996) citado en (Xavier, 2007, p. 169). El diálogo creado durante este período entre etnólogos e arquitectos genera una clase de energía que madura en la creación en 1953 del Centro de Estudos de Etnologia Peninsular y más tarde en la publicación del Atlas Etnológico de Portugal (1976). Así, el grupo del Profesor D. Jorge Dias (Universidad de Lisboa) continúa el mismo discurso científico sobre cómo documentar la arquitectura vernácula, enfocándolo al material etnográfico: publicando sobre tecnologías y construcciones populares. Algunos estudios tipológicos publicados basados en la arquitectura rural de Mértola (Agostini & Vannetiello, 1999) se basan en obras ya mencionadas anteriormente (Arquitectura Popular em Portugal, el Inquérito y su publicación de 1961) y en algunas de este grupo (Veiga de Oliveira, Galhano, & Pereira, 1969). Destacamos Tecnologia Tradicional Portuguesa: Sistemas de Moagem (Veiga de Oliveira et al., 1983) y Arquitectura Tradicional Portuguesa (Veiga de Oliveira & Galhano, 1992) en conexión con el objeto de este proyecto de tesis (Fig.12). En la actualidad hay ejemplos de puesta en práctica exitosa de estos preceptos por parte de jóvenes arquitectos. En Gramáticas de pedra. Levantamento de tipologías de construçao (Casella, 2003), con prólogo de Souto de Moura y colaboración de [ 31 ] Objectificar a cultura é “transformar determinados aspectos da vida social em objectos discretos para serem estudados, catalogados e exibidos. Isto envolve selecção e reinterpretação”, según Richard Handler (1988) citado en Xavier, (2007).
96 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN Fernando Varanda, se organiza el levantamiento de tipologías de construcción mural —de una poblada muestra perteneciente a todas las regiones portuguesas— en forma de fichas (con información dimensional, composición química, etc.), fotocomposiciones sencillas donde referencia los materiales que integran la piedra, dibujos alzados y secciones. Mariana Correa hace lo propio para el tapial en el Alentejo (Correa, 2007). De ambas publicaciones destacamos el recorrido sistemático por los distintos aspectos constructivos de ambos materiales. En la misma línea de documentar las técnicas constructivas tradicionales quedan otras publicaciones relevantes por plasmar, tales son las que relacionan aquellas con técnicas y materiales de otras regiones y recogiendo estrategias de intervención en el patrimonio construido (CRAT —Centro Regional de Artes Tradicionais & IEFP— Instituto do Emprego e Formação Profissional, 2010; Teixeira & Belém, 1998). Algunas investigaciones publicadas acometen la triple labor de documentación de la arquitectura tradicional, aplicación de estrategias de intervención patrimonial y transferencia de conocimiento, en forma de guía. En Guia técnico de reabilitação habitacional la perspectiva es la integración de distintos tipos de análisis (de soluciones constructivas, económico, de desarrollo sostenible) y objetivos (conservación patrimonial desde el planeamiento, rehabilitación energética) como refuerzo de la necesidad de una política efectiva de rehabilitación en Portugal (Vasconcelos Paiva, Aguiar, & Pinho, 2006). Todos ellos son estudios a los que hay que atribuirle una gran cuota de empirismo, siendo realmente decenas los foros como congresos, proyectos y publicaciones que se nutren de esta experiencia arquitectónica. La creación del Gabinete Técnico de Apoio às Aldeias do Sotavento (GTAA Sotavento) es una prueba idónea de un equipo 12. Portadas de los libros: Tecnologia Tradicional Portuguesa: Sistemas de Moagem (Veiga de Oliveira, Galhano, & Pereira, 1983). Arquitectura Tradicional Portuguesa (Veiga de Oliveira & Galhano, 1992). Arquitectura Popular em Portugal (AAVV, 2004).
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 97 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA de trabajo que, sobre las bases de una depurada formación teórica en consonancia con fundamentos heredados y un espíritu crítico, demuestra la importancia de este en el desarrollo de la investigación aplicada a la práctica proyectual del arquitecto y, concretamente, contribuye al debate y definición de modelos de intervención en áreas rurales. Recogemos en Patrimonio rural construido do Baixo Guadiana una interesante publicación de trabajos (Costa et al., 2005) —realizados a raíz de un Proyecto Interreg III B Medocc, en colaboración con otros socios europeos (España, Francia, Italia, Marruecos, Argelia)— que acometen la documentación arquitectónica de 12 municipios del Bajo Guadiana a distintas escalas (de 1:4000 a 1:200) mediante el levantamiento (plantas, alzados, secciones) del patrimonio rural construido: viviendas y usos comunes; hornos, lavaderos, pozos, norias… incluyendo testimonios de sus moradores en entrevistas transcritas. Otras publicaciones del mismo equipo plasman experiencias de recuperación del uso y aplicación de los materiales y técnicas de construcción tradicional características de su territorio de acción (Ribeiro, 2008). No podemos obviar un proyecto actualmente en curso que incluye el levantamiento sistemático arquitectónico y urbano en la Villa Vieja de Mértola, a cargo del doctor arquitecto Miguel Reimão Costa32. Participan arquitectos y arqueólogos, entre otros ámbitos disciplinares y desarrollan su estudio en el tejido urbano de la Vila Velha y del arrabal, extendiéndose también al territorio con un caso de estudio de la Almoinha Velha. Comprende, además, las actuaciones siguientes: - Elaboración de um largometraje documental sobre la arquitectura tradicional de la vila y del término de Mértola; - Traducción a la lengua inglesa de los contenidos producidos; - Exposición y edición del catálogo “Arquitetura da Vila e do Termo de Mértola”; - Acciones de sensibilización, divulgación e promoción del turismo de arquitectura en Mértola. Por último, mencionamos la obligada consulta a los fondos de la Biblioteca del Campo Arqueológico de Mértola (CAM)33 (Fig.13), que contiene las publicaciones derivadas de la trayectoria del equipo del Profesor D. Cláudio Torres. Gran parte de las prospecciones arqueológicas de todo el término municipal de Mértola quedan [ 32 ] “Arquitetura tradicional da vila e do termo de Mértola: património construído e turismo cultural” es un proyecto financiado por el programa INALENTEJO del anterior Cuadro Comunitario de apoyo (fondos estructurales de la Unión Europea) al 70% y 30% con fondos propios. Coordinador: Miguel Reimão Costa; participan: Ana Rosado (arquitecta en prácticas), Cláudio Torres, Maria de Fátima Palma, Virgílio Lopes, Maria Ramalho y Susana Gómez, con la colaboración técnica de Adriano Fernandes. [ 33 ] La Biblioteca del CAM es un servicio de información especializado en Historia, Arqueología y Patrimonio con varias decenas de miles de registros distribuidos entre sus tres fondos: fondo General, Fondo Cláudio Torres y Fondo José Mattoso. Sus cerca de quince mil documentos relativos a la Edad Media peninsular le otorga carácter de excepcionalidad convirtiéndola en un servicio de información de referencia en apoyo a la investigación científica sobre la civilización medieval (Medeiros et al., 2012).
98 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN catalogadas en la Carta arqueológica do Concelho de Mértola (Campo Arqueológico de Mértola, 2012) publicación coordinada por la Dra. Maria de Fátima Palma (CAMFCT) en cuyas fichas se refieren algunos de los molinos hidráulicos estudiados (Fig.14). El CAM cuenta también con el Archivo Fotográfico del Campo Arqueológico de Mértola, que conserva fotografías de los levantamientos arqueológicos de todo el término de Mértola realizados en 2005 y 2006. Destacamos otros trabajos — algunos comprenden un ámbito geográfico mayor que el nuestro— que proponen actuaciones para la recuperación de piezas de ribera34, otros de autores locales, como la aportación de Rui Guita35 con datos de carácter muy variado relativos a otros muchos ingenios hidráulicos (datos etnográficos, tecnológicos, energéticos e incluso gráficos) que denotan su conocimiento del territorio y una voluntad de valorizar el patrimonio rural de Mértola (Guita, dir: Moutinho, & Custódio, 2006; Guita, 1999). [ 34 ] Véase Retuerce Velasco, M., Gallego, R., Cuenca, F. J., & Hervás, M. Á. (2009). Plan de recuperación de los molinos hidráulicos de ribera del Alto Guadiana. De los Ojos de Villarrubia al embalse de El Vicario (Ciudad Real). In V Congreso Internacional de Molinología (2005). Alcázar de San Juan. [ 35 ] Rui Guita, antropólogo social vinculado a Mértola durante una etapa de su vida, realizó un reconocimiento de los molinos de su término municipal en 1991 para la ADPM. Por encargo del CAM hizo lo propio con los molinos emplazados en el regolfo del embalse de la Alqueva (1996). 13. Vista de la Biblioteca del CAM desde Além Rio. Fotografía de la autora, 2013. 14. Portada de la Carta Arqueológica do Concelho de Mértola. (Campo Arqueológico de Mértola, 2012).
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 99 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 2.2.3. El Campo Arqueológico de Mértola36 y su gestión del Patrimonio Cultural. Asistimos a una “irreversibilidade da emergência da ciência e da tecnologia na sociedade do conhecimento” de manera que “a economia dependeria menos do trabalho e do capital e mais do factor conhecimento, indispensável para o desenvolvimento das economias regionais” (Vale, 2009, p. 10). De la mano de esta reflexión pretendemos constatar la realidad de las instituciones culturales en Mértola con el objetivo de conocer cómo es su gestión del Patrimonio Cultural y plantear en qué medida su investigación revierte en contribución. Dentro del panorama de la sociedad globalizada han arribado a nuestros días nuevos desafíos para el desarrollo local y regional, que por fuerza demandan no sólo el entendimiento entre instituciones regionales y locales, sino una concepción renovada de las dinámicas entre ambas y el objetivo de proyectarse en un territorio más amplio. En ese sentido, el Campo Arqueológico de Mértola (en adelante, CAM) parece solidarizarse con este planteamiento con sólo observar sus flujos de conexión con otras instituciones de investigación y el alcance de los proyectos recientes37 de ámbito tanto local como regional y nacional. Desde el punto de vista constitutivo también se reflejan diferentes formas de proximidad (local-regional-nacional-internacional). El Centro de Estudios Arqueológicos de las Universidades de Coimbra y Oporto y el Campo Arqueológico de Mértola (CEAUC-CAM) forman desde 2007 la Unidad de Investigación 281 de la Fundación para la Ciencia y la Tecnología (FCT). A pesar de, con el tiempo, [ 36 ] Desde su fundación el profesor Cláudio Figuereido Torres, Doutor Honoris Causa por la Universidad de Évora, dirige el Campo Arqueológico de Mértola. El comité científico del CAM está formado por miembros de reconocida competencia científica. Entre los consultores que integraron este Consejo destacamos José Mattoso, António Borges Coelho (Universidade de Lisboa), Fernando Branco Correia (Universidade de Évora), Manuel Acién Almansa (Universidad de Málaga), Antonio Malpica Coello (Universidad de Granada), Juan Zozaya (Asociación Espanhola de Arqueología Medieval), Guillermo Rosselló-Bordoy (Museu de Mallorca), Christophe Picard (Université de Toulouse) e Pierre Guichard (Université de Lyon) (fuente: site del CAM www.camertola.pt) [ 37 ] Mencionamos sólo algunos: (a) Programa PRODER: a1-Montes da Serra – Filme Documentário. Medida: Melhoria da Qualidade de Vida; a2-Recuperação de duas hortas tradicionais. Medida: Conservação e Valorização do Património Rural. (b) Programa INALENTEJO (Regulamento: Património Cultural): b1- Projeto Integrado de Valorização do Património de Mértola. b2-Entre Roma e o Islão – Projeto de Estudo e Valorização do Património da Antiguidade Tardia no Alentejo. (Eixo: Conectividade e Articulação Territorial). (c) Programa INALENTEJO. Regulamento: Património Cultural. Eixo: Valorização do Espaço Regional: c1-Conservação, valorização e divulgação do património arqueológico da encosta do castelo de Mértola; c2-Arquitetura tradicional da vila e o termo de Mértola: património construído e turismo cultural. (d) Programa INALENTEJO. Regulamento: Promoção da Cultura Científica e Tecnológica e Difusão do Conhecimento: d1-Casa José Mattoso – Centro de Documentação e de Investigação (Eixo: Competitividade, Inovação e Conhecimento). (e) Projeto Estratégico UI281-2011/2014 (PEST). Fundação para a Ciência e Tecnologia. Instituição Proponente: Universidade de Coimbra. (f) Arquiteturas do Mar. Fundação para a Ciência e Tecnologia. Instituição Proponente: Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa (FA/UTL), son sólo algunos proyectos consultados in situ en julio de 2014.
100 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN constituirse equipos diferentes (ADPM, PNVG, CAM) del fundacional38, los principios de conservación y valorización del patrimonio, han sido mantenidos, en virtud de la citada proximidad cognitiva. El CAM está destinado a potenciar y estimular el estudio histórico, artístico y arqueológico en una perspectiva pluridisciplinar (Campo Arqueológico de Mértola, 2014). El centro y su unidad de investigación se configuran como un espacio de confluencia, debate y reflexión sobre los contenidos y metodologías de la investigación en sus múltiples dimensiones geográficas y cronológicas y una plataforma de participación y promoción de las acciones comunes a varios grupos o a elementos de grupos diferentes. Se considera, pues, como marco de referencia de convergencia de la investigación transversal en el interior de la unidad y a escala internacional; y como atracción y encuadre de investigadores, mayormente postdoctorales. En materia de actividad investigadora y producción científica, el CEAUC-CAM es un polo investigador de calidad. Los programas se diseñan formando parte de un conjunto mayor de acciones de investigación desarrollados desde hace casi una década de manera conjunta y actualmente en contacto con investigadores de múltiples disciplinas y nacionalidades. De esta manera se fomenta el intercambio y la actualización de conocimientos y de información científica. Resumidamente destacamos con algunos ejemplos de la sede del CAM, entre otros, la organización de numerosos encuentros internacionales científicos39 y publicación de actas, (Congresso Internacional Arquitetura Tradicional no Mediterrâneo Ocidental40, 2015); las direcciones de tesis doctorales y difusión de resultados de investigación, como prueban numerosos registros del repositorio científico; la creación de comités científicos para exposiciones y la gran carga museológica41 del término municipal), los cursos de formación y de especialización, destacando por éxito [ 38 ] Declarado institución de utilidad pública en 1995, pero gestado en las décadas previas (ver www. camertola.pt). [ 39 ] Destacamos El Seminario Internacional homenaje a Juan Zozaya Stabel-Hansen, celebrado en Mértola, los días 16, 17 e 18 de mayo de 2005 queda recogido en Gómez Martínez (coord.), S. (2006). Al- Andalus, espaço de mudança: balanço de 25 anos de história e arqueologia medievais (Seminario ). Mértola: Campo Arqueológico de Mértola. [ 40 ] AAVV. (2015). Arquitetura Tradicional no Mediterrâneo Ocidental. (M. R. Costa, S. Gómez Martínez, & V. Ribeiro, Eds.) (1o Congres). Lisboa: Argumentum, Campo Arqueológico de Mértola. [ 41 ] Se enumeran a continuación algunos núcleos museológicos, ya diseminados por el centro histórico, arrabalde y Mina de S. Domingos, como en enclaves arqueológicos visitables (Casa Romana, Basílica Paleocristiana, Ermita y Necrópolis de S. Sebastián, Acrópolis romana y Barrio islámico; Iglesiamezquita) o en edificios emblemáticos del casco antiguo recuperados como es el caso de los núcleos del Castillo, sito en la Torre de Homenaje, Museo de Arte Sacra, instalado en la Iglesia de la Misericordia, la musealización de una antigua Forja de herrero, del Telar o el núcleo de Arte Islámico, instalado en un edificio del s. XVIII, antiguo silo de la Casa de Bragança; la Casa del Minero; Centro de recepción de visitantes; Castillo; la Forja del herrero; Centro de Estudios islámicos y del Mediterráneo; Ruta por Beira Rio; Taller de orfebrería; Ruta complementaria por las aceñas del Guadiana.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 101 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA entre el voluntariado y su pervivencia en el tiempo, las sucesivas Campañas de Excavaciones en el Castillo al llegar cada verano. En el ámbito de las publicaciones, constituidos como editorial, han sabido dar continuidad durante largo tiempo a la revista Arqueología Medieval, así como a las publicaciones de catálogos de museos y exposiciones. Destacables son, por la repercusión en el campo investigador, Exposiciones Itinerantes “Mértola, O Último Porto do Mediterrâneo”42 (2006) y “No extremo do al-Ândalus. Mértola e o Guadiana” (2014). Otra de las acciones es la creación y el fortalecimiento de las infraestructuras para investigadores, laboratorios y espacios de trabajo. Especialmente aludimos las valiosas labores de tratamiento documental y estrategias de divulgación de los fondos de la Biblioteca (Medeiros, Salgado, Rosa, & Almeida, 2012). La internacionalidad del equipo de investigadores de este centro se despliega en la participación en distintas ediciones de Másters y cursos de Doctorado en coordinación con otras universidades españolas (Master Universitario en Arquitectura y Patrimonio Histórico MARPH43) y europeas, como l’École Doctorale d’Archéologie de l’Université de Paris I, con quienes desde el curso 2007-2008 se imparte en Coimbra como única universidad portuguesa el Máster “Arqueología y Territorio”. Para aproximarnos al contexto de la gestión patrimonial en Portugal nos asomamos al contexto normativo nacional. La Ley n.º 13/85 del 13 de julio (Lei de Bases do Património Cultural)44, define en su día los instrumentos de clasificación de bienes muebles e inmuebles, introduce la nueva designación de monumentos, conjuntos y sitios, considera que los bienes inmateriales deben ser objeto de protección legal, instituye el régimen específico del patrimonio arqueológico y establece medidas de fomento para la conservación y valorización del patrimonio cultural. En 1996, el XIII Governo Constitucional concedió a la cultura un importante papel que vino a reformular las funciones y la estructura de las instituciones, como expresa en el Decreto-Ley nº 42/97. La década de los 90 es proficua en la publicación de diversos certificados legales sobre la temática del patrimonio que se extienden al patrimonio [ 42 ] Con una primera presentación en el Castelo de São Jorge en Lisboa, en 2006, destacamos la calidad de los tres volúmenes publicados con motivo de esta exposición: Mértola: o último porto do Mediterrâneo. (Macias, 2005). [ 43 ] El MARPH se imparte desde 1995 como título propio y desde 2006 como titulación oficial de la Universidad de Sevilla y cuenta con la relevante colaboración del Instituto Andaluz del patrimonio Histórico (Consejería de Culturajunta de Andalucía) y del patronato de la Alhambra y el Generalife. [ 44 ] Anteriormente, en Portugal, la legislación relacionada con la protección del patrimonio cultural tiene como primeira expresión el Decreto del 26 de Mayo de 1911 y la Ley n.º 1:700, del 18 de Diciembre de 1924 que verán sus principios fundamentales reforzados con el Decreto n.º 20:985, del 7 de Marzo de 1932 y el Decreto-Ley n.º 27:633, del 6 de Abril de 1937, donde se expresa la preocupación del gobierno con la protección y valorización del patrimonio cultural y, donde se encuentra ya bien marcada la preocupación con los bienes arqueológicos (da Silva Rafael, 2010).
102 PARTE I ANTECEDENTES Y ESTADO DE LA CUESTIÓN arquitectónico y arqueológico, al patrimonio subacuático y al mecenazgo cultural, entre otras temáticas. La Ley n.º 107/2001, de 8 de Septiembre – (Ley de Bases de la Política y del Régimen de Protección e Valorización del Património Cultural) establece como responsables del conocimiento, estudio, protección, valorización y divulgación del patrimonio cultural al poder estatal, regional y municipal. La legislación nacional (en concreto Ley n.º 159/9915), relativa a las competencias de los ayuntamientos portugueses, les capacidad de creación y gestión de unidades culturales y científicas como bibliotecas y museos, así como otras acciones para la conservación y valorización del patrimonio natural y cultural en todo su territorio. En Mértola, con una estrategia no muy definida al comienzo, pero siempre en aproximación a la Historia Local, nació un nuevo concepto: promover el patrimonio local y presentar los nuevos hallazgos arqueológicos de la misma forma que se trabajaba la rehabilitación de edificios antiguos. Esto dio lugar a una experiencia sin duda significativa por la repercusión en el desarrollo local45 y que ha estado mantenida en el tiempo por más de tres décadas: el Proyecto Vila Museu. La creación de núcleos temáticos diseminados, primero por el centro histórico de Mértola y, posteriormente, por localidades del término, crearon dinámicas que sirvieron de impulso local (Rafael & Palma, 2013). En la conclusión sobre cómo se desenvuelve la gestión patrimonial en Mértola debemos, por tanto, ser conscientes de que siempre estuvo muy presente en sus inicios la fuerte carga arqueológica y museológica pero con un matiz singular. [ 45 ] Véanse algunos trabajos de reflexión recogidos en la bibliografía donde se caracteriza y analiza el Proyecto Vila Museu, sus acciones, implicaciones y consecuencias en el desarrollo local (da Silva Rafael, 2010; Mateus, 2004).
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 103 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA
104 PARTE I OBJETIVOS Y METODOLOGÍA
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 111 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Dada la posibilidad de alcanzar cierto nivel de sistematización en el manejo de datos, podemos establecer patrones de distribución de elementos a estudiar que permiten generar unidades homogéneas (conjuntos de entidades con iguales características) y resaltar en ellas las discontinuidades halladas, antes invisibles, alarmándonos de nueva información (caracterización constructiva de un edificio y detección de nuevas intervenciones en la historia de su construcción; huellas en el territorio que se rebelan tras la revisión de la información sistematizada). También, a partir de las características (climáticas, topográficas, culturales, etc.) de un hecho concreto, es posible estudiar cómo se esparce por el territorio, permitiendo trabajar con hipótesis comparadas, con la extrapolación datos a otras geografías, etc. (como ejemplo, la constatación y efectos de la traslación de un estilo arquitectónico a otros climas). En aquellas problemáticas donde se dé una componente territorial explícita o implícita (análisis comparativos de hechos en diferentes realidades territoriales, estableciendo las condiciones de partida actuales), por su aptitud de gestionar grandes cantidades de datos de manera rápida y automática interrelacionándolos, los SIG son interesantes para desvelar patrones, clusters de “comportamientos” y características que se nos escapan en el trabajo manual cotidiano. Esto permite hacer nuevas lecturas del territorio, convirtiéndose en catalizadores de nuevas posibilidades o realidades, que pueden derivar en el hallazgo —o revisión— de nuevos recursos (paisajísticos, arquitectónicos…); nuevas hipótesis sobre viejos problemas y una gran capacidad de operar sobre ellos. En lo concerniente al estudio de las relaciones entre el objeto arquitectónico y su contexto, los SIG son útiles en la determinación de la capacidad de acogida de un territorio para una cierta actividad; localización óptima de equipamientos culturales o puntos de interés turístico, por mencionar algunos de los beneficios que podría tener en la identificación de puntos de potencialidad para el desarrollo local. Suponen, por tanto, un lugar de experimentación que ha demostrado una gran utilidad para la gestión de un patrimonio como es el construido, que necesita más mantenimiento y cuenta con menos inversiones económicas, además de presentar una compatibilidad demostrada en el estudio de casos con otros usos, como el uso turístico y cultural. Habiendo hasta aquí expuesto algunas potencialidades de los SIG para el proyecto patrimonial y siendo actualmente favorables a su uso factores como el horizonte de los avances tecnológicos y la disponibilidad cartográfica, son, sin embargo, muchas las iniciativas que no llegan a buen término, o adolecen del mantenimiento necesario para que funcionen. Y no solo por parte de los arquitectos, los menos iniciados
112 PARTE I OBJETIVOS Y METODOLOGÍA (excepto el área de la urbanística y ordenación del territorio, área más poblada de ejemplos por contar desde hace ya décadas con proyectos realizados con SIG), sino en el panorama de los sistemas de información corporativos, perdiendo por tanto la oportunidad de operar a una escala más próxima a la arquitectónica. Tratando de captar el momento en que el arquitecto se aleja de este tipo de soluciones o no se decide a accederla, el planteamiento metodológico que se desarrolla en los sucesivos apartados conseguirá desatar una alternativa. La respuesta final sobre lo que este modo de proceder puede aportar, quizás implique un cambio en la mirada, una revisión en la configuración de necesidades cuando tenemos la oportunidad de estar ante un proyecto de intervención en el patrimonio; redirigir nuestros conocimientos y capacidades a un horizonte conceptual más amplio y, quizás, con objetivos más concretos, participando de otros enfoques disciplinares, valorando otros aspectos no tenidos en cuenta antes.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 113 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 3.2. Objetivos 3.2.1. Objetivos generales Un objetivo global directamente extraído de las líneas anteriores es el de dar en este trabajo una visión compacta del potencial de los SIG que, si bien tradicionalmente han estado vinculados a otras disciplinas —como el medio ambiente o la arqueología— aquí están enfocados como conjunto de tecnologías de apoyo al proyecto de arquitectura y patrimonio (incluyendo ámbitos como el constructivo, tipológico, funcional, simbólico, o de ordenación del territorio). Como se deduce de lo expuesto anteriormente, las diferentes formas de proximidad —geográfica, social, cognitiva y organizativa— influyen en el modo en que se gestan las relaciones que conducen a la adquisición de conocimiento científico y tecnológico2. El primer objetivo será proponer una base metodológica conducente a ello. Hemos visto cómo en Mértola esta dinámica se inició mucho antes de que se considerase una estrategia propia de la Sociedad del Conocimiento de los actuales procesos globalizadores. Sólo desde el conocimiento de nuestros hechos más cotidianos (muchos autores lo llaman microhistoria) se pueden establecer lazos con otras escalas del territorio que nos rodea y, sólo posteriormente, elaborar un análisis global que permita pasar hacia una macroescala (da Silva Rafael, 2010). Se pretende profundizar en las distintas escalas del territorio teniendo como argumento el patrimonio rural construido. Una combinación de redes de conocimiento de alcances tan diferentes debería tener profundas implicaciones para el desarrollo local, pero también para la innovación. Nos fijamos como objetivo general una investigación con enfoque novedoso que complemente a la disciplina arquitectónica a la vez que cubra ciertos vacíos en el tratamiento de un patrimonio concreto casi olvidado. De aquí resulta la necesidad de dirigir los esfuerzos en esta investigación, basada en gran parte en la observación de los acontecimientos de un tiempo pasado, hacia la generación del conocimiento como motor de desarrollo dentro de un modelo cultural diversificado que no dé la espalda a la realidad actual. Al documentar la arquitectura del pasado las personas pueden intentar reconstituir aquello que sucedía un tiempo atrás para mejorar la comprensión del mundo, del presente, y también soñar un futuro. Se hace necesario dar paso a la creatividad para hacer frente al desafío del equilibrio entre [ 2 ] Para ampliar con fundamentos teóricos se recomienda la lectura del artículo Vale, M. (2009). Conhecimento, inovação e territorio. Finisterra: Revista Portuguesa de Geografia, XLIV(88), 9–22.
114 PARTE I OBJETIVOS Y METODOLOGÍA lo preexistente y lo moderno; al compromiso y la responsabilidad con el presente y con las futuras generaciones. 3.2.2. Objetivos parciales Con la convicción de la utilidad de las TIG para apoyar dinámicas de desarrollo social, ya sean propuestas por estamentos representativos de la sociedad o por grupos de trabajo más independientes, surge la hipótesis de la oportunidad que tendrían en aquellas líneas dentro de la disciplina arquitectónica más ligadas al patrimonio tradicional construido para su conocimiento y puesta en valor. Para responder a esta cuestión nos marcamos como objetivo diseñar un modelo de información que se beneficie de los procesos automatizados que, queramos o no, se dan en nuestra sociedad (cartografía digital, simuladores de escenarios, etc.), con el reto de aplicarlo a unas piezas arquitectónicas que encierran particularidades y que no soportarían la generalización presente en otros sistemas de información que obvian la escala arquitectónica. Estaríamos aportando así, a través de un modelo digital de información, un mayor conocimiento de algunos de los aspectos que caracterizan a estas piezas, conocidas por jugar un papel clave en el acotado sistema productivo harinero de hace varias décadas, pero a menudo sólo tratadas desde el imaginario visual. Conocido el vínculo que lo popular tiene con lo territorial desde el primer atisbo de concepción de los espacios de desarrollo de la vida cotidiana, buscamos aquellos ítems que puedan contribuir a la interpretación de hechos concretos. Y lo haremos sumergiéndonos en las bases conceptuales y metodológicas de otras disciplinas, estudiadas en el capítulo precedente. Tratando la dimensión antropológica, social, territorial, la historia… podremos definir posibles campos de conocimiento que serán extrapolables gracias a la dimensión territorial de la arquitectura, valiéndonos de la adaptabilidad que la herramienta tiene para las escalas y las posibilidades de versatilidad temática que presenta. En ese sentido, mediante la sistematización de unas categorías de conocimiento de los temas a considerar y la creación un sistema de relaciones entre ellas, se proyecta la implementación el modelo digital integrando los contenidos. Para la consecución de este objetivo es fundamental obtener un alto grado de organización de toda la información gráfica y alfanumérica que encontramos, en origen, dispersa. El desarrollo del proyecto deberá contener los siguientes puntos: - definir una estructuración lógica de campos de conocimiento heterogéneos con el patrimonio construido de uso molinero como denominador común. Dicha estructura
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 115 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA en fases posteriores a esta tesis deberá poder ser adaptada a otras tipologías, en aras de cubrir los objetivos generales marcados. - diseñar una metodología, con la aplicación de las TIG, para implementar un sistema digital de información sobre una realidad compleja: los ingenios hidráulicos de la Ribeira do Vascão. - simulación del modelo; su manejo deberá permitir la obtención de nueva información para, como consecuencia, servir en la adecuada toma de decisiones ante cuestiones relacionadas con la investigación, gestión, conservación y difusión de un bien. La información derivada deberá ser estructurada con el propósito de detectar los puntos frágiles relativos a dichas cuestiones, para proceder a su mejora y así llegar a ser verdaderamente de utilidad. La superposición con los hitos programados en el proyecto I+D+i3 donde intervengo como investigadora, sugiere nuevos objetivos en relación a la transferencia de resultados; en este caso los de índole metodológica, por tratarse de un ámbito de estudio distinto (la Catedral de Sevilla). La determinación de la estructura de datos necesaria para el conocimiento y gestión del patrimonio arquitectónico ha sido también una meta marcada para este otro proyecto. La búsqueda de puntos en común con la estructura que desarrollemos en esta tesis doctoral queda marcada como objetivo, cuestión que será posible una vez que sea verificado y puesto en funcionamiento el sistema de información, con objeto de ampliar la determinación de sus puntos fuertes y débiles. Se dirigirá la producción científica por un lado, a publicaciones de índole gráfica y, por otro, a aquellas otras donde tengan cabida aspectos metodológicos. Por último, los resultados obtenidos serán llevados, como hasta el momento, a la plataforma que supone la enseñanza universitaria que desempeño, en grado y posgrado, como una oportunidad de transmisión de nuevas ideas y argumentos en línea con nuevas posibilidades de investigación y profesionales. [ 3 ] Véanse los datos del proyecto con referencia HAR2012-34571, en la nota 19 del apartado 1.3. Trayectoria investigadora.
116 PARTE I OBJETIVOS Y METODOLOGÍA 3.3. Procedimientos. Herramientas operativas 3.3.1. Trabajo de campo: toma de datos Consulta en bibliotecas: fuentes escritas y de acceso remoto El análisis de documentos —sean aquellos que recogen los proyectos que integran el capítulo Antecedentes de la Parte I, o la consulta de fuentes escritas para recabar datos a integrar en el futuro modelo digital— comprende siempre varias etapas: selección de las principales definiciones terminológicas de la disciplina; encuadre del autor y del grupo de investigación o equipo; extracción de un esquema metodológico; ejemplificación de las experiencias principales. En esta etapa de investigación documental, la permanencia en el centro de documentación del CAM mediante una estancia de investigación es crucial. Conociendo el equipo de trabajo del CAM fue posible tener una idea de su organigrama para poder conducir las dudas surgidas en la estancia y encauzar el estudio, enfocado a las posibles necesidades. Fue necesario familiarizarse con la localización de las distintas sedes museológicas, así como los laboratorios de materiales y los centros de documentación —principalmente la biblioteca— fundamental para programar visitas y entrevistas a los responsables. El conocimiento acerca de este centro de investigación polinuclear, me llevó a poder determinar un primer esquema de bloques temáticos para posibles líneas a desarrollar en el diseño del modelo digital de información, con actuaciones encuadradas en campos como la investigación, divulgación, puesta en valor y conservación atendiendo a las demandas observadas (fig.16). La organización y tratamiento de las fuentes bibliográficas se llevó a cabo en la Biblioteca del CAM, que cuenta con los fondos Cláudio Torres y José Mattoso, consultados presencialmente y mediante el catálogo online (http://bibliopac. camertola.pt:821/bibliopac.htm), con accesos electrónicos independientes a cada sede. Para ello se contó con la orientación del personal de documentación del CAM. Paralelamente se accedió al Repositorio Científico Repositorio común de Acceso Abierto de Portugal (http://projeto.rcaap.pt/), al centro de documentación de la Fundação Serrão Martins, a la biblioteca del Hotel Minas de São Domingos (in situ) y al Repositorio Común del CAM (http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/1619). En las primeras consultas a estos repositorios el objetivo fue indagar los ítems de búsqueda con idea de relacionarlos con unas primeras categorías de información y acotar el ámbito del estudio. Para ello se confeccionaron unas tablas donde se incorporó información bibliográfica relativa al título, autor, resumen, localización
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 117 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA de la fuente, así como un comentario en que se recogía la utilidad, ya fuera temática o metodológica, para el sistema que sería gestado más tarde. Posteriormente se programó una búsqueda más pormenorizada, un barrido por las palabras clave, resultado del sondeo anterior (fig. 17): Património construído, Arquitetura rural, Arquitetura tradicional, Técnicas de construção, Materiais de construção, Arquitetura da habitação, Arquitetura de terra, Arquitetura popular, Desenvolvimento regional, Organização do espaço, Espaço, Religión, Urbanismo, Relações cidade-campo, Mértola (Portugal), Património arquitectónico, Rio Guadiana (Espanha e Portugal), Engenhos hidráulicos, Moinhos de água, Mineria y Geología, Mapas, Itinerários, Caminos, Estradas, Geografia. Más adelante, de estas pesquisas se extraerían categorías que sirvieron para desarrollar tablas de datos. 16. Organigrama para el conocimiento del ámbito de estudio. Establecimiento de la problemática, necesidades y objetivos y fuentes de consulta. Elaborado por la autora en 2013. 17. Ejemplo de ítems manejados durante la búsqueda bibliográfica en el catálogo de la biblioteca del CAM. Indicación del número de registros consultados a enero de 2014.
118 PARTE I OBJETIVOS Y METODOLOGÍA Recopilación de datos temáticos y geográficos: contextualización histórica, social, geográfica, ambiental, constructiva, cartografía digital, etc. La información referida en el epígrafe anterior ya contaba con cierto nivel de organización. En la fase siguiente es sometida a una mayor compartimentación, que se traza en directorios a partir de las líneas generales que utilizamos todos los miembros del equipo del proyecto I+D+i HAR2012-34571. Dichas carpetas de documentos son compartidas y consultadas de forma colaborativa por los miembros del equipo en ALFRESCO (software para la gestión de documentos, registros, imágenes y desarrollo colaborativo de contenidos), como primer paso para la consecución del registro de las fuentes documentales existentes sobre el objetivo en común con dicho proyecto, referido en los objetivos parciales. En un primer gran contenedor, designado Documentos y referencias, se archivan todos los documentos relacionados con la búsqueda de contenidos para la estructura de información. Se ordenan según la naturaleza de las fuentes documentales donde se hayan realizado las búsquedas. Resulta de utilidad en Alfresco la generación automática de listados de históricos de consulta, siguiendo el criterio general fecha_contenido, de forma que pueda contrastarse la incorporación de nuevos documentos a los catálogos. De esa forma, podemos conocer la respuesta sobre consultas acerca de un determinado archivo en una fecha concreta. Durante la dinámica iniciada de consultas diarias a los documentos en las sedes visitadas, se procede al correspondiente registro por escáner de los extractos de mayor interés (incluyendo siempre al menos los créditos, el índice y la bibliografía) y se genera un archivo pdf por cada consulta. Esto permite, por un lado, facilitar la localización y discriminación de registros en otras fases de la investigación. Se establece un orden para los ficheros generados mediante el siguiente método de designación de archivos: (similar al de biblioteca del CAM, pero ampliándolo a otros temas de interés). En primer lugar figurará el tipo de trabajo (podrían aparecer dos) y, en segundo lugar, el tema conforme a los siguientes prefijos (fig.18). Este proceso de documentación, se generaliza acompañando a otras etapas y proyectos relacionados, resultando muy versátil para consultas a fuentes remotas y para recoger los distintos formatos en que encontramos la información, constituyendo una aportación como base para futuras investigaciones más allá del objeto de esta tesis.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 119 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 18. Transposición de campos de conocimiento a la denominación de archivos para la organización y el intercambio de documentos consultados. Documento de trabajo elaborado por la autora hasta 2015.
120 PARTE I OBJETIVOS Y METODOLOGÍA Capítulo aparte lo forma el acceso remoto a fuentes específicas que constituyen un sistema de información digital, entre las que se encuentran las bases de datos patrimoniales. Sobre ellos nos interesaron cuestiones acerca de sus registros como: Enlace, ámbito de actuación, escala, objetivo general, componente alfanumérica, componente gráfica, referencias a fuentes bibliográficas, opciones de búsqueda y exportación de resultados. Se extrajo una primera conclusión, derivada del tratamiento sólo a gran escala de los contenidos: la falta de carga o actualización de registros, lo cual dado el alcance y objetivo del sistema es una tarea ingente. La información se encuentra desigualmente distribuida por el territorio portugués, dando lugar a zonas con mayor concentración documental y zonas con escasa, como es el caso del término de Mértola. El objeto representado en el sistema a menudo difiere del de esta tesis, cuestión aceptable dada la temática general del servicio, pero que descarta toda aproximación a la materia de los molinos en nuestro ámbito de estudio. La componente alfanumérica se reduce en ocasiones a una breve descripción y las posibilidades de rescatar información fuera del sistema para ser integrada en el nuestro son escasas. La noticia durante el verano de 2014 de la integración, por parte de la Biblioteca de la ETSA de Sevilla, de las tesis doctorales leídas en el repositorio institucional en acceso “on line” de la US fue bien recibida y reconducida a la consulta bibliográfica, incluyendo la digitalización por parte del SIC de todas las tesis que existían en soporte papel. (http://encore.fama.us.es/iii/encore/search/C__S%22tesis%20leida%20ETSA%22__ Orightresult__U?lang=spi&suite=cobalt). Adquisición de información cartográfica En fases iniciales se recurrió a los servicios cartográficos portugueses para formar una primera base cartográfica del término de Mértola (fig 19). La adquisición de hasta seis fotografías aéreas USAF del año 1958 en el CiGeoE para un área de unos 30 km lineales en torno a la Ribeira do Vascão fueron reveladoras —a pesar de que su definición (de escala aproximada 1:26000) queda muy alejada para poder realizar estudios de la escala arquitectónica— para obtener una visión global del paisaje. Señalamos que, aparte de su carácter descriptivo, sería interesante recurrir a la fotointerpretación para beneficiarnos del potencial que ofrecen, sobre todo en materia de zonas arbóreas y vegetación, donde se podrían extraer conclusiones acerca de los cambios en el uso del suelo a lo largo del tiempo. No siendo un objetivo marcado en este proyecto de tesis, por quedar fuera del ámbito de capacidades desarrolladas por un arquitecto, sí se han consultado algunos trabajos que han aportado una aproximación metodológica a la autora, con referencias útiles para una posible ampliación de conocimientos en etapas posteriores, como el de (P. J. L. da S. Santos, (2006), que recoge una síntesis de la fotografía aérea desde el ámbito la Arqueología.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 127 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Integración de información cartográfica de distinta procedencia y formatos Como se ha comentado anteriormente, la elaboración de cartografía digital entrañó serias dificultades por no contar con la información que se pretendía. Quedaba fuera de los objetivos realizar un trabajo de digitalización de cartografía antigua o suministrada en papel, de ahí que se aunaran esfuerzos en las peticiones y adquisiciones por compra de documentos. Como dato, al término del último período de estancia (septiembre de 2014) no se tenía cerrada ninguna capa de la cartografía, siendo necesario acotar temáticamente la producción cartográfica del proyecto de tesis, en espera de una respuesta positiva por parte de las diferentes entidades consultadas o de futuras búsquedas más fructuosas. Con todo, independientemente a esta cuestión se acometieron procesos de digitalización de algunas de las capas, georreferenciación de otras (fig. 25) y operaciones de re-proyección en otros sistemas de coordenadas (fig. 26). Discriminación de softwares y elección justificada Los softwares que se manejan en esta investigación son QUANTUM GIS (QGIS, software libre) y Arc GIS de ESRI versión 10 elegidos con el fin de poder contar con beneficios de un software libre y de otro que no lo es. 25. Georreferenciacion de fotografías aéreas. Se señalan en azul los puntos de control. Fuente: USAF (1958). Elaboración propia.
128 PARTE I OBJETIVOS Y METODOLOGÍA 26. Proceso de transformación de localizaciones de puntos en sistemas de coordenadas diferentes (arriba) y ajustes entre diferentes fuentes (abajo). Software del IGEOEP (http://www.igeoe.pt/coordenadas/trans.aspx). Elaboración propia.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 129 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 3.4. Procedimientos. Herramientas operativas La apuesta por un enfoque holístico en la concepción de este proyecto de tesis doctoral da lugar a la profundización en la metodología de otros sistemas de información similares, como ya adelantábamos. Esto conduce, por un lado, a que las fuentes consultadas sean de diversa naturaleza y temática —tesis doctorales y artículos, fuentes cartográficas oficiales, transcripciones de entrevistas, publicaciones de ámbito local, etc.— y, por otro, a que los datos extraídos de ellas precisen de un tratamiento previo de homogenización de criterios y corrección de errores antes de integrar el sistema. A pesar de las eventualidades acaecidas en estas etapas tan diferentes, se insiste en la importancia como objetivo principal nuestro de la búsqueda de una metodología y no tanto de la perfección del grado de calidad o precisión de los datos aportados, asumiendo en muchos casos los datos encontrados como adecuados, y en otros, tratando de mejorar su calidad. En concreto para el estudio de los molinos es importante indicar que se ha recurrido a fuentes primarias (fotografías del trabajo propio de campo, resultados de otras investigaciones científicas), secundarias (libros de diversa índole: tecnologías hidráulicas, arquitectura tradicional portuguesa) y hasta terciarias (consulta a repertorios bibliográficos, sobre todo para documentar la Parte I) a falta de un estudio de campo mayor por parte de la autora, de modo que pudiera no estar la información actualizada o susceptible por tanto de ser completada en fases posteriores a este proyecto de tesis. Si bien hemos puesto ya en relevancia el carácter de aplicación práctica que deberán tener los resultados, así como el empirismo que ha caracterizado a los procesos, en este apartado se quiere también dar a conocer cómo hemos asumido bases disciplinares no únicamente desde el punto de vista instrumental o procesual, sino desde los conceptos teóricos y el pensamiento, con lo que se ha provisto al estudio de nuevos enfoques, desde la creatividad, lo cual ha sido de utilidad para salvar algunos inconvenientes surgidos. Muchas veces, por extraño que parezca, hemos lidiado con la indefinición (o también “definición ficticia” según (Fernández Fernández, 2010), p.20) del objeto de estudio. “Una ciencia no necesariamente ha de tener objeto de estudio. La astrobiología carece de él y, sin embargo, se justifica porque prevé la posibilidad de existencia de vida extraterrestre. Así, numerosos científicos dedican su tiempo a investigar sobre esta probabilidad o sobre las condiciones físicas y medioambientales en que podría darse (…)”. Con esta aclaración J. Fernández fundamenta la oportunidad de una arqueología para los paisajes neandertales. Salvando las distancias, por supuesto, con nuestras piezas, de presencia y materialidad más que contrastada, en nuestro estudio se ha llegado a “cartografiar testimonios”, posicionando sobre un mapa
130 PARTE I OBJETIVOS Y METODOLOGÍA molinos de los que sólo se ha tenido constancia por la memoria oral. Posteriormente, estos puntos en el espacio han sido sometidos al mismo tipo de análisis que el resto. A riesgo de alejarnos del rigor científico, se aclara que se ha procedido al desarrollo del trabajo dándole a cada elemento identificado en la cartografía base el nivel de profundidad de estudio que hemos creído conveniente; siendo así, contamos con 33 ingenios hidráulicos señalados en el mapa, de los cuales, algunos sólo han quedado representados por su localización y una designación por no encontrarse más información en las fuentes, mientras que el otro grupo sí ha sido objeto de una investigación más pormenorizada. Otra cuestión a recoger en este trabajo es la consideración de la escala temporal. El concepto de paisaje va ligado al de tiempo. Distinguiremos entre tiempo y cronología; el tiempo es una magnitud relativa sobre la que nosotros intentamos establecer periodizaciones absolutas que denominamos cronologías. Pero establecer cronologías absolutas ni sería suficiente ni tiene sentido en nuestro ámbito. Diremos que mientras el tiempo geológico requiere de cronologías para ser entendido (sin llegar a ser experimentado por el hombre), el tiempo de las sociedades es diferente a este y al tiempo del individuo. Podemos distinguir un tiempo para el individuo, otro para el género humano y otro para la especie (Delanda, 2006 en Fernández Fernández, J. 2010). Así, el tiempo del individuo no será para nosotros un objetivo, ni encontrar el principio y el fin de las cadenas de acontecimientos. Nos interesa el tiempo de su dinámica cultural, como en un ensamblaje con otros fenómenos de largo recorrido. Para entender cómo abordamos esta cuestión, —el tiempo y sus distintas formas de operar en la arquitectura— nos remitimos al pensamiento kubleriano (recogido sucintamente en 1.2. Objeto de estudio). Y nos permitimos en los siguientes párrafos hacer la transposición del significado del concepto de manufactura, (en este caso contextualizado para Kubler en el campo de la Historia del Arte), al hecho constructivo del molino para tratar de conocer mejor a quienes lo usaban. Cuando la manufactura de las cosas requería esfuerzos tan grandes, como en la vida preindustrial, era más fácil repararlas que descartarlas. Las oportunidades de cambio eran comparativamente menores que en la economía industrial, en la que la producción en serie permitía al consumidor descartar equipo regularmente. Como cada cambio provocado por invención requería demasiado sacrificio en equipo, sólo podía hacerse realidad cuando las convenciones, los hábitos y las herramientas pasaban inadvertidamente fuera de su uso. En otras palabras, la necesidad de conservar las cosas podía muy bien gobernar, más que el deseo de novedad, el ritmo de cambio en las manufacturas humanas. (Kubler, 1998: p.140).
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 131 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA En las sociedades tribales de unos cuantos cientos de familias, donde todos deben cultivar alimentos durante casi todo el tiempo como tarea interminable en un ambiente duro, cara a cara con la naturaleza, las manufacturas muestran cambios, es cierto, pero ese cambio es el cambio de una derivación casual o hábito acumulativo de repetición rutinaria con ligeras variaciones, lo cual produce un patrón característico a través de las generaciones. Pero la progresión, la sucesión y la forma son más silenciosas y menos distintas que en las sociedades más grandes y el paso es más lento. (Kubler, 1998: p.155). Para finalizar, se podría decir que las ideas van por delante de la destreza tecnológica de la autora en esta tesis. En ocasiones, al entrar en el complejo mundo de lo instrumental es cuando constatamos cierta incapacidad de avance del estudio en algunas líneas que nos gustaría desarrollar. Aunque por cuestiones de limitación temporal no se ha ampliado en general la formación instrumental especializada de la doctoranda, sí son mencionados a continuación algunos hitos llevados a cabo durante la redacción de este trabajo, para superar estas dificultades, teniendo una consecuencia directa en los capítulos siguientes a este. - Realización curso de SIG Libre con QUANTUM GIS (QGIS) en Octubre de 2013. De carácter eminentemente práctico, gracias a los conocimientos adquiridos pude discriminar entre este y otros softwares que ya conocía para la futura implementación del modelo. - Estudios de lengua portuguesa en el Instituto de Idiomas de la Universidad de Sevilla, correspondiente con el nivel C1 de competencia lingüística definido por el Consejo de Europa en el MCERL en los últimos cuatro años (2011-2015). - Realización de dos cursos de gestores bibliográficos, RefWorks y Mendeley, en el ámbito de las sesiones formativas que la Biblioteca de la Escuela Técnica Superior de Arquitectura de la US imparte en apoyo a la investigación.
132 CAPITULO
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 133 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA PARTE II
134 PARTE II ÁMBITO DE ESTUDIO Mértola, por Mário Elias, autor local. Fuente: Agenda Cultural de Mértola (www.cm-mertola.pt) Cada raio deste sol é uma pata de demónio agitando nos crânios todas as sortes d’impulsões desencontradas, todas as monomanias mefistofélicas e bizarras. Razão por que saem daqui tantos artistas, tantos relassos, tantos pulhas e tantos doidos. Na vivacidade macabra destos gestos pressente-se já a Andaluzia um poucochinho, terra de amores e assassínios (...). E da minha janela eu contemplo ao longe, por cima duma confusão de telhados, a torre do relógio, vetusta, duma soberba cor caliginosa, em cuja lanterna o sino conta as horas daquela excruciadora calma alentejana. (Fialho de Almeida, 1946)
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 135 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA El estudio DEL PAISAJE CULTURAL DE MÉRTOLA A LA ARQUITECTURA DE LOS MOLINOS DE AGUA DE LA RIBERIA DO VASCÃO ÁMBITO DE ESTUDIO PARTE II 04
136 PARTE II ÁMBITO DE ESTUDIO
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 143 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 32. Molinos de agua y de viento en Portugal en la década de los cincuenta. (Ordem dos Arquitectos, 2011) 1: Molino de viento metálico. Coimbra, 1955; 2: Molino de viento. Beja, 1955; 3: Ficha de la imagen 2 4: Interior de molino de marea. Setúbal, 1955; 5: Molino de viento. Beja, 1955; 6: Ficha de la imagen 5 7: Molino de marea. Setúbal, 1955; 8: Molino de viento en construcción. Leiria, 1955
144 PARTE II ÁMBITO DE ESTUDIO 33.Molinos de agua y de viento en Portugal en la década de los cincuenta. (Ordem dos Arquitectos, 2011) 1 - 2: Molino de agua. Moura, 1955; 3: Ficha de la imagen 2 4 Interior de casa de molino. Beja, 1955; 6: Molino de mano en Monchique. Faro, 1956 8: Detalle de molino de agua. Figueiro Dos Vinhos, 1955; 9: Ficha de la imagen 6
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 145 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA La Arquitectura Tradicional y molinos de agua Como ya comentara José Mattoso (1997), si la definición del espacio en el que se desarrollan los fenómenos históricos representa un factor constantemente necesario para cualquier interpretación, para la Edad Media este principio se vuelve aún más decisivo, por el enfrentamiento a las imposiciones de la naturaleza. Clima, río y relieve se nos revelan en nuestro ámbito de estudio y tendrá que ser el hombre, con el desarrollo de la técnica, quien decida en qué medida intervenir en el territorio. Quizás esta cuestión evidencie a las arquitecturas de los molinos como acciones de impacto mínimo, o con vocación de individualidad o libertad constructiva al estar alejadas de la comunidad. Sin embargo admitimos que fueron concebidas con rotundidad para tener que contender con la fuerza del río. Justo en ello recae el significado que sugieren sus formas desnudas, no improvisadas, y su organización directamente vinculada a la topografía y a las características del lecho fluvial. Al profundizar más en este tema, llegamos a un punto en que se hace necesario recoger el concepto de sistema y estación hidráulicos, que ilustran este aspecto. O sistema hidráulico é o conjunto de estruturações que conduz a água, a partir de uma derivação do leito natural, numa sequência de utilizações, até à reintegração no circuito natural. Um sistema hidráulico pode constituir-se apenas com um uso (um simples moinho com o seu açude e levada ou uma regueira extraída do curso de água natural) ou com os três usos básicos (rega, energia e abastecimento) numa multiplicidade de arranjos, simultaneidade e sequências. O escalão de aproveitamento é o ponto ou superfície em que o uso da água é efectivado. A estação hidráulica é o conjunto de elementos estruturantes que constitui e acompanha a existência de um aproveitamento hidráulico (seja ele para rega, energia ou abastecimento). (Guita et al., 2006: p.183). Estas estructuras no pueden ser obviadas del estudio funcional y constructivo, en línea con la aproximación al concepto de patrimonio construido que proponíamos ver desde diversas miradas. Teniendo en cuenta que nuestro objetivo es crear un sistema de información es que pueda ser particularizado a este territorio, conocer la técnica y las soluciones de aprovechamiento energético, de equilibrio y respeto a la naturaleza, de explotación controlada de los recursos, contribuirá a la puesta en valor de los molinos.
146 PARTE II ÁMBITO DE ESTUDIO 34. Distribución geográfica de materiales constructivos en la arquitectura popular de Bajo Alentejo y Algarve. Leyenda: a. Tapial, b. Mampostería de roca no especificada, c. Mampostería de esquisto, d. Mampostería de rocas calcáreas, e. Mampostería de piedra de Fóia (Monchique), f. Bóvedas de piedra caliza, g. Mampostería de gres de Silves, h. Zona de hornos de ladrillo, i. Adobe. 35. Distribución geográfica de materiales constructivos de casas rurales en el término municipal de Mértola (Vannetiello & Agostini, 1999).
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 147 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 37. Esquema de tecnología de rodezno (rodízio) en molinos de agua tradicionales (Guita, 1999: p.57). 36. Croquis de distintos de ingenios hidráulicos tradicionales en Portugal. (Guita, 1998).
148 PARTE II DESARROLLO DE LA INVESTIGACIÓN Inicio cap 5 desarrollo-resultados El que mira es esencial para el significado encontrado (…). En sí mismas, las apariencias son ambiguas, con múltiples significados. Esta es la razón por la que lo visual es asombroso y la memoria, basada en lo visual, es más libre que la razón. (Berger, Acarreta, & Mohr, 2007) Fuente: (Adagios, proverbios, rifãos, e anexins da lingua portugueza, tirados dos melhores autores nacionaes, e recopilados por ordem alfabetica por F.R.I.L.E.L, 2009) Fuente: Adagios, proverbios, rifãos, e anexins da lingua portugueza, tirados dos melhores autores nacionaes, e recopilados por ordem alfabetica por F.R.I.L.E.L, 2009. El que mira es esencial para el significado encontrado (…). En sí mismas, las apariencias son ambiguas, con múltiples significados. Esta es la razón por la que lo visual es asombroso y la memoria, basada en lo visual, es más libre que la razón. (Berger, Acarreta, & Mohr, 2007)
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 149 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA El estudio DEL PAISAJE CULTURAL DE MÉRTOLA A LA ARQUITECTURA DE LOS MOLINOS DE AGUA DE LA RIBERIA DO VASCÃO DESARROLLO DE LA INVESTIGACIÓN Estructura de la información temática: información bibliográfica y creación de una Base de Datos Geográfica Estructura de la información geográfica: escala territorial y escala arquitectónica Resultados (I): Propuesta de Sistema de Información Patrimonial (SIP) para la puesta en valor de los molinos de agua de la Ribeira do Vascão Conceptualización y características de diseño Modelos de información para interpretar el territorio Resultados (II): Propuesta de fichas de inventario patrimonial de los molinos de agua de la Ribeira do Vascão PARTE II 05 5.1 5.2 5.3 5.3.1 5.3.2 5.4
150 PARTE II DESARROLLO DE LA INVESTIGACIÓN
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 151 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 5.1. Estructura de la información temática: información bibliográfica y creación de una Base de Datos Geográfica Establecer qué elementos estudiar sobre los molinos de agua de la Ribeira do Vascão es una cuestión que puede presentar dificultad, si atendemos a unos objetivos más de carácter metodológico, como sucede en esta tesis, y no tanto enfocados a resolver un problema concreto sobre dichos elementos. El paso que corresponde dar en los siguientes apartados sería recoger las características presentes en ellas, organizarlas de modo que se pueda gestionar la información en bases a fines analíticos. En un proyecto real, los técnicos del equipo se reparten las tareas de fijación de objetivos, selección de ítems a analizar, carga de datos, análisis y recuperación de nueva información. En esta investigación todas estas fases se realizan a través del ojo de quien diseña la estructura de datos. La mirada organiza, interpreta, transforma lo que se ve de acuerdo con la lengua y la cultura visual del espectador (Xavier, 2007). En este sentido, resaltar unas características o elementos presentes en el paisaje o en la arquitectura discreta que las representa, no es nada sencillo y eliminar otras, es inevitable y no sólo por las dificultades surgidas en el estudio, sino también por las propias limitaciones de la autora, razón por la cual esta metodología está abierta a la crítica para la consecución de un objetivo que debe satisfacer un orden superior al del trabajo individual. En adelante, todas las apreciaciones realizadas por la autora son basadas en la indagación en las fuentes bibliográficas seleccionadas, sin negar cierta subjetividad, que llegará sin duda a marcar el diseño de dicha estructura. Se dan múltiples posibilidades para el diseño de la estructura temática de la GDB en la que se asentará el modelo digital de información. En ocasiones consideramos, por ejemplo, desfavorables para la obtención de información, la estructura interna de registros sistematizados en algunos sistemas de información patrimoniales existentes, dadas las limitaciones que estos mantienen (referidas en apartados anteriores y en los antecedentes). Sin embargo, gracias a la constante búsqueda bibliográfica, se tuvo acceso a documentos que incluso reflejaban experiencias de mejora de estos sistemas institucionalizados. DESARROLLO DE LA INVESTIGACIÓN
152 PARTE II DESARROLLO DE LA INVESTIGACIÓN Entre ellos reconocemos, a partir del artículo “A Pré-História Recente na Bacia hidrográfica do Douro. Construção de uma base de dados” (Vieira, 2010), un abordaje de aspectos metodológicos, terminológicos y conceptuales en que se asienta la construcción de una base de datos general de sitios arqueológicos para un entorno concreto. La BD del SIPA tiene la ventaja de estar expuesta a los usuarios, al constituirse como un SIG en línea, incrementando el contraste y posibilidades de mejora entre los investigadores más propositivos. Es por tanto un excelente punto de partida (y en párrafos posteriores haremos continua alusión a ella para el diseño de una parte de la estructura de datos) por contener un registro de elementos con datos como: localización administrativa, período cronológico, tipo de sitio, descripción, referencias bibliográficas. Sin embargo, en la práctica, la información que arroja para según qué registros es limitada y somera. En otra publicación, titulada “Carta arqueológica. O exemplo de Nisa3 e alguns resultados (Fase II)” (Valdez-Tullett, Pinto, Nisa, & Santos, 2012) se señalan como identificados 330 hallazgos patrimoniales romanos y medievales en 2 meses de trabajo. Nos interesa la clasificación que se hace de los mismos en 3 tipos de patrimonio: Arqueología, Etnología y Arquitectura (otras 41 categorías dentro de los tipos no son aludidas). Desde una perspectiva más etnográfica —y siempre primando como objetivo la aproximación metodológica frente a la carga real de datos en el sistema propuesto— un ejemplo de cómo transponer información recabada en las fuentes escritas, hacia unos datos cualitativos precisos, sería el análisis sugerido sobre el régimen de utilización de los molinos y su propiedad. Lamentablemente no hemos obtenido información concreta más que para algún molino aislado de los que se tratan en este estudio, de modo que no extraeremos información relevante para el sistema planteado. Sin embargo, considerando la aplicabilidad de esta tesis para otros proyectos que pudieran contar con mayor cantidad de datos, o bien para nuestro mismo caso si se decidiese ampliar posteriormente el estudio de campo y rastreo de fuentes locales o del registro de la propiedad, recogemos la siguiente argumentación. Algunos estudiosos de los molinos del término de Mértola en general señalan que existían circunstancias en las que un molero podría trabajar por cuenta propia en un molino durante su época de aprovechamiento y, posteriormente, en épocas de falta o exceso de agua, se trasladaban a otro molino con condiciones más favorables para su explotación, o bien a un molino de viento situado en las proximidades, del que también fuese propietario o le fuese conferido bajo algún régimen convenido con otro molero (Guita, dir: Moutinho, & Custódio, 2006). Concretando esta reflexión para nuestro sistema de información digital, las posibilidades de cruce de capas de información de Molinos de agua y Molinos de viento podrían contener
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 255 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01a ∣ Distintos niveles de información para los molinos hidráulicos Los molinos y las fuentes documentales Localización de molinos en la Carta Militar de Portugal SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01a ∣ Distintos niveles de información para los molinos hidráulicos Los molinos y las fuentes documentales Localización de molinos en la Carta Militar de Portugal SÉRIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMÓNIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01a | Distintos niveles de información para los molinos hidráulicos
256 PARTE II CONCLUSIONES SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 257 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico SÉRIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMÓNIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b | El río que une y separa SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico SERIE SIP-01 EL ESTADO DEL CONOCIMIENTO EN EL PATRIMONIO HIDRÁULICO DE LA RIBEIRA DO VASCÃO 01b ∣ El río que une y separa Moinho da Figueira. Perfil transversal. Estudio comparativo de altitudes de los molinos y su enclave. Pertenencia de los molinos a los distintos municipios. Levantamiento fotográfico
258 PARTE II CONCLUSIONES SÉRIE SIP-02 PERMANÊNCIAS E MUTAÇÕES NA OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO Permanências | 02a A continuidade da povoação na envolvente ribeirinha Seguindo a diretriz dos mapas resultantes do sistema de informação Arqueos (Fernández Cacho, 2002), propusemo-nos estudar a sobrevivência crono-espacial do povoamento e a sua relação, não já com os moinhos, cujas evidências materiais refletem construções dentro da modernidade ou contemporaneidade a grande maioria deles, mas sim com o local em que estes são implementados, tratando de restituir algum indício sobre relações passadas com os núcleos populacionais (de tipo comercial, de exploração dos recursos). A importância do processo de integração cartográfica de dados de diferente procedência e com coordenadas segundo diferentes sistemas de projeção, foi fundamental na deteção de relações de proximidade entre os moinhos e outros indícios de colonização do território. Sobre um mapa de densidade de localizações arqueológicas, elaborado a partir dos registos publicados na referida carta arqueológica de Mértola (CAM), concentrámo-nos naqueles classificados como assentamentos (na tabela de atributos, campo de informação: tipo de sítio; valor: povoado) e procede-se ao cruzamento com outro nível gerado especificamente para este estudo, com informação (temática) ampliada procedente doutros estudos no âmbito do CAM relacionados com as continuidades e ruturas nos modelos de povoação (Macias, 2005, p.298 e ss.) e também com uma base digitalizada pelos serviços geográficos locais (CMM) com informação variada atual (caminhos, pontos de interesse, povoações). Mutações | 02b Arquiteturas desaparecidas e arquiteturas recuperadas Embora fosse impossível fazer uma verificação visual do estado de conservação de cada moinho e, nas ocasiões em que contávamos com os dados tratava-se de uma informação desatualizada — as únicas referências a esta questão encontramo-las na ficha de sítio da carta arqueológica para, como vimos, três moinhos, e nos trabalhos de campo de Rui Guita, ambos documentos de 2006— não é difícil recompor, a partir da informação gráfica recolhida, a evidência da sua perda material através dos anos. Realizada uma análise visual da série fotográfica por moinho observamos, como exemplo máximo da boa conservação, o M. do Alferes, cuja recuperação foi levada a cabo em 1992 pela ADPM com o intuito de dar continuidade às técnicas e materiais construtivos anteriores, a partir de conversas com antigos conhecedores do moinho (segundo informação fornecida por Jorge Revez, presidente da ADPM),
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 259 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA SÉRIE SIP-02 PERMANENCIAS Y MUTACIONES EN LA OCUPACIÓN DEL TERRITORIO Permanencias | 02a La continuidad del poblamiento en el entorno ribereño Siguiendo la pauta de los mapas resultantes del sistema de información Arqueos (Fernández Cacho, 2002), nos propusimos estudiar la pervivencia crono-espacial del poblamiento y su relación no ya con los molinos, cuyas evidencias materiales reflejan construcciones dentro de la modernidad o contemporaneidad para la gran mayoría de ellos, sino con el lugar en que estos se implantan, tratando de restituir algún indicio sobre relaciones pretéritas con los núcleos poblados (de tipo comercial, de explotación de los recursos). La importancia del proceso de integración cartográfica de datos de distinta procedencia y con coordenadas según diferentes sistemas de proyección ha sido clave en la detección de relaciones de proximidad entre los molinos y otros rastros de colonización del territorio, dada la aptitud gráfica del software que permite calcular distancias entre puntos. Sobre un mapa de densidad de localizaciones arqueológicas, confeccionado a partir de los registros publicados en la mencionada Carta Arqueológica de Mértola, nos centramos en aquellos clasificados como asentamientos (en la tabla de atributos, campo de información: tipo de sitio; valor: povoado) y se procede al cruce con otra capa generada específicamente para este estudio, con información (temática) ampliada procedente de otros estudios en el ámbito del CAM relacionados con las continuidades y rupturas en los modelos de poblamiento (Macias, 2005, p.298 y ss.) y también con una base digitalizada por los servicios geográficos locales (CMM) con información variada actual (caminos, lugares de interés, poblaciones). En ese sentido, algunas inscripciones con fechas sobre las piedras que componen los muros de las construcciones analizadas sugieren la presencia material de los molinos en décadas pasadas, incluso siglos anteriores. Sin embargo no han sido tenidas en cuenta estas fechas como datos para la carga en el sistema, por considerar que no existen um análisis que arroje más luz. Mutaciones | 02b Arquitecturas desvanecidas y arquitecturas recuperadas Aunque ha sido imposible hacer una comprobación visual del estado de conservación de cada molino y en las ocasiones en que contábamos con el dato se trata de una información desactualizada –las únicas referencias a esta cuestión las encontramos en la ficha de sitio de la carta arqueológica para, como hemos visto, tres molinos y,
260 PARTE II CONCLUSIONES sem que constituísse um objetivo para eles documentar graficamente a reabilitação, motivo pelo qual não existem planimetria do moinho ou da casa. Por outra parte, verificada uma presença material no mínimo reduzida, também não persiste nos nossos dias o valor de uso destas edificações. “Não se está à espera de que os moleiros voltem” (Varanda, 2015, p.87). Os moinhos de água partilhavam protagonismo com outros espaços destinados à transformação do cereal ou, em última instância, à agricultura de um território com pouca aptidão para cultivo: eiras, moinhos de vento, ou moinhos industriais. Em que condições poderia desencadear-se então a sua reativação? Uma resposta justificada das razões para a recuperação foi dada em parte em capítulos anteriores. Sem entrar na elaboração de estratégias concretas de recuperação, destaquemos como exemplo o papel fundamental do conhecimento construtivo dos complexos hidráulicos (que incluem não apenas elementos de superfície como a casa de habitação e o forno, o local para os animais ou o próprio moinho, mas também outros de contenção e canalização da água como açudes, caldeiras ou levadas). Quando foi possível (e referimo-nos a que é praticamente impossível distinguir qualquer destes elementos nas diferentes fotografias aéreas e ortofotografias consultadas; foi traçado um esquema de funcionamento a partir do reconhecimento in situ (Moinhos das Relíquias, Alferes, Figueira e Calçadinha) e consulta a fontes, principalmente dos croquis de implantação de Rui Guita para as estações de Calçadinha, Melão ou M. de Pedro (Guita, 1999). De forma geral, o uso de técnicas construtivas com materiais locais também foi desaparecendo da prática arquitetónica nas povoações rurais (recordando que na parte I abordámos este tema avaliando diferentes iniciativas no campo da investigação e profissional). O sistema SIP elaborado recolhe materiais e técnicas construtivas. Recentemente alguns projetos levados a cabo em matéria de reabilitação de moinhos próximos (M. das Pernadas, Ribeira do Vascão) reutilizam o material pétreo da antiga estação para a configuração construtiva da nova instalação. Em qualquer caso, um dos objetivos deste trabalho propunha-se a facultar, através de um modelo digital de informação, um maior conhecimento dalguns dos aspetos que caraterizam estas peças, conhecidas por desempenharem um papel fundamental no delimitado sistema produtivo há várias décadas atrás. O desenvolvimento dessas informações (relativas à sua configuração formal, estado de conservação — ou de deterioração—, relações de proximidade com outros espaços onde se desenvolvia a vida rural há séculos) foi já demonstrada como resultado do SIP no seu capítulo correspondente e referida neste também. Ainda seria adequada a inserção de
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 261 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA en otros casos, en los trabajos de campo de Rui Guita, ambos documentos de 2006 – no es difícil recomponer, a partir de la información gráfica recabada, la evidencia de su pérdida material a través de los años. Haciendo un análisis visual de la serie fotográfica por molino percibimos en el extremo de la buena conservación el M. do Alferes, cuya recuperación fue llevada a cabo en 1992 por la ADPM con el criterio de dar continuidad a las técnicas y materiales constructivos precedentes, a partir de conversaciones con antiguos conocedores del molino (según información directa suministrada por Jorge Revez, presidente de la ADPM), sin que fuera un objetivo para ellos documentar gráficamente la rehabilitación, motivo por el cual no existen planimetría del molino o de la casa. Por otra parte, constatada una presencia material cuanto menos mermada, tampoco se da la persistencia en nuestros días del valor de uso de estas edificaciones. “Não se está à espera que os moleiros voltem” (Varanda, 2015, p.87). Los molinos de agua compartían protagonismo con otros espacios destinados a la transformación del cereal o, en última instancia, a la agricultura de un territorio con poca aptitud para cultivar: eras, molinos de viento, o molinos industriales. ¿En qué condiciones se desencadenaría entonces su reactivación? Una respuesta justificada de por qué recuperar fue dada en parte en capítulos precedentes. Sin entrar en diseñar estrategias concretas de recuperación, destaquemos como ejemplo el papel fundamental del conocimiento constructivo de los complejos hidráulicos, que incluyen no sólo elementos de superficie como la casa de habitación y el horno, el local para los animales o el propio molino sino otros de contención y encauzamiento del agua como azudes, calderas o levadas. Cuando ha sido posible (y nos referimos a que es prácticamente imposible avistar ninguno de estos elementos en las distintas fotografías aéreas y ortofotografías que se manejan; se ha trazado un esquema de funcionamiento a partir del reconocimiento in situ (Molinos das Relíquias, Alferes, Figueira y Calçadinha) y consulta a fuentes, principalmente los croquis de implantación de Rui Guita para las estaciones de Calçadinha, Melão o M. de Pedro (Guita, 1999). De manera general, ya el uso de técnicas constructivas con materiales locales fue desapareciendo de la práctica arquitectónica también en las poblaciones rurales (recordando que en la parte I hemos abordado este tema valorando diversas iniciativas en el campo de la investigación y profesional). El sistema SIP diseñado recoge materiales y técnicas constructivas. Recientemente algunos proyectos llevados a cabo en materia de rehabilitación de molinos cercanos (M. das Pernadas, Ribeira do Vascão) reutilizan el material pétreo de la antigua estación para la configuración constructiva de la nueva instalación.
262 PARTE II CONCLUSIONES novos dados ou novos campos de informação, que deviam reunir as vantagens das fontes de proveniência ou especialistas (nomeadamente em matéria de qualidade e grau de precisão). Porém, destacamos sobretudo o seu registo num sistema onde a informação pode ir pouco a pouco melhorando a sua precisão, pela sua facilidade de inserção, atualização e divulgação, contribuindo para a valorização patrimonial das peças que eram mais desconhecidas e menos documentadas. Este facto pode desencadear ligações diretas com iniciativas inseridas nas redes de conhecimento científico (recordamos na síntese do capítulo 2 Antecedentes) e a formação profissional e universitária (campos de trabalho, ateliers formativos para o conhecimento de técnicas construtivas locais e materiais). E, indiretamente, suscitar outras dinâmicas relacionadas com o desenvolvimento local (sempre de pequena escala, embora de grande alcance geográfico se atendermos aos países de proveniência dos interessados no turismo patrimonial do nosso âmbito transfronteiriço), cuja proliferação seria interessante seguir, dedicando especial interesse ao conteúdo específico dos programas patrimoniais, naturais e culturais que se possam oferecer.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 263 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA En cualquier caso, este trabajo se propuso en uno de sus objetivos aportar a través de un modelo digital de información un mayor conocimiento de algunos de los aspectos que caracterizan a estas piezas, conocidas por jugar un papel clave en el acotado sistema productivo de hace varias décadas. La ampliación de esas informaciones (relativas a su configuración formal, estado de conservación —o de deterioro—, relaciones de proximidad con otros espacios donde se desarrollaba la vida rural hace siglos), ha sido ya demostrada como resultado del SIP en su capítulo correspondiente y aludida también en este. Asimismo sería reclamable la incorporación de nuevos datos o nuevos campos de información, que deberían reunir las ventajas de las fuentes de procedencia o expertos (sobre todo en materia de calidad y grado de precisión). Pero sobre todo destacamos su registro en un sistema donde la información puede ir poco a poco mejorando su precisión, por su facilidad de ser incorporada, actualizada y divulgada, contribuyendo a la puesta en valor patrimonial de unas piezas antes más desconocidas, menos documentadas. Este hecho puede desencadenar conexiones directas con iniciativas insertadas en las redes de conocimiento científico (recordamos en la síntesis del capítulo 2 Antecedentes) y la formación profesional y universitaria (campos de trabajo, talleres formativos para el conocimiento de técnicas constructivas locales y materiales). E indirectamente suscitar otras dinámicas relacionadas con el desarrollo local (siempre de pequeña escala, aunque de gran alcance geográfico si atendemos a los países de procedencia de los interesados en el turismo patrimonial de nuestro ámbito transfronterizo), cuya proliferación sería interesante seguir, prestando especial interés al contenido específico de los programas patrimoniales, naturales y culturales que se puedan ofertar.
264 PARTE II CONCLUSIONES SERIE SIP-02 PERMANENCIAS Y MUTACIONES EN LA OCUPACIÓN DEL TERRITORIO 02a ∣ La continuidad del poblamiento en el entorno ribereño 02b ∣ Arquitecturas desvanecidas y arquitecturas recuperadas 02c ∣ La evolución del uso del suelo y la conservación del patrimonio SERIE SIP-02 PERMANENCIAS Y MUTACIONES EN LA OCUPACIÓN DEL TERRITORIO 02a ∣ La continuidad del poblamiento en el entorno ribereño 02b ∣ Arquitecturas desvanecidas y arquitecturas recuperadas 02c ∣ La evolución del uso del suelo y la conservación del patrimonio SERIE SIP-02 PERMANENCIAS Y MUTACIONES EN LA OCUPACIÓN DEL TERRITORIO 02a ∣ La continuidad del poblamiento en el entorno ribereño 02b ∣ Arquitecturas desvanecidas y arquitecturas recuperadas 02c ∣ La evolución del uso del suelo y la conservación del patrimonio
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 271 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA 6.3. Ítems para futuras investigaciones No se han desarrollado en este trabajo indagaciones sobre las causas del deterioro de las estaciones hidráulicas. Relacionadas genéricamente con el cese de la actividad cerealífera y la aparición de tecnologías de molienda más avanzadas en zonas cercanas, son sin embargo susceptibles de un estudio más profundo, combinándolas con otros argumentos tan diversos como cambios en el modo de vida al entrar en el siglo XX o la implantación de nuevas políticas económicas, por no mencionar la dureza del medio físico en las implantaciones molineras o el impacto que embalses de nueva construcción pudieran tener sobre la regulación del caudal, verdadero motor de estas instalaciones. La exploración de este y otros aspectos conllevaría una carga y un cruce de datos socioeconómicos1 de la historia reciente con mayor profundidad al desarrollado y sin duda contribuirían a una mejor interpretación de los significados para estos microespacios productivos, como aportación, en definitiva, a la forma de valorar y gestionar el patrimonio y el territorio. Independientemente de que no planteáramos objetivos específicos para el campo de la Arqueología, la inherencia de los elementos estudiados con los sitios arqueológicos, por un lado, y el hecho de que los escasos estudios existentes en Portugal recogen la creación de modelos predictivos, por otro, dan sentido a llevar a cabo un mayor análisis arqueológico del paisaje pretérito ligado a los procesos de asentamientos y variables que históricamente han condicionado la elección de un determinado espacio como lugar de residencia. Nuestro SIP contiene unas bases gráficas vinculadas a información temática que lo permitirían, a lo que se suman las pautas metodológicas dadas según el modo en que la arqueología del paisaje lleva a cabo numerosos estudios (los más interesantes traídos al capítulo de antecedentes). En ese sentido se propone una relación de mapas de indicadores de carácter selectivo en el ámbito de los asentamientos, mencionando las capas a superponer y posibles conclusiones a extraer (algunos realizados en el ámbito del Vascão, susceptibles de ser ampliados al término de Mértola): [ 1 ] Una primera aproximación sin resultados en esta tesis doctoral se inició con la búsqueda de información relacionada con los molinos en los sitios web de los siguientes organismos: -búsqueda de molinos en fuentes del IGEOPT como Patrimonio Protegido (http://www.igeo.pt/WFS/ Patrimonio/PP )y Patrimonio no protegido (http://www.igeo.pt/WMS/Patrimonio/PNP) -indagación en el CGPR (http://www.dgterritorio.pt/cadastro/cadastro_geometrico_da_propriedade_ rustica__cgpr_/pesquisa_de_predios_do_cgpr/) -visualización de documentos de escrituras digitalizados por el Archivo Distrital de Beja (http://digitarq. adbja.arquivos.pt/)
272 PARTE II CONCLUSIONES Nome do mapa Nível de informação Possíveis conclusões Mapa de localizações arqueológicas e hidrografia Hidrografia Altimetria Litologia Sítios arqueológicos Distribuição das localizações arqueológicas no território, assinalando o período histórico, distâncias ao eixo fluvial mais próximo. Formatos: Cartografia, gráficos estatísticos, listagem de nomes de sítios e as localizações. Mapa de distribuição das localizações arqueológicas e litologia Litologia Sítios arqueológicos Conhecimento de que base litológica das máximas concentrações e as mais altas densidades de população Formatos: Cartografia, gráficos estatísticos, listagem de nomes de sítios e as localizações. Mapa de distribuição das localizações arqueológicas Altimetria (curvas de nível) Trechos de altitude com maior concentração populacional ao longo dos períodos históricos. Formatos: Cartografia, gráficos estatísticos, listagem de nomes de sítios e as localizações. Durante o desenvolvimento desta investigação surgiu o interesse pelo emprego de outras técnicas de estudo do território complementares. Concretamente, sobre fotografias aéreas do voo USAF de 1958, que constituíram parte da cartografia base para análises realizadas no nosso estudo, uma fotointerpretação mais rigorosa teria contribuído para a identificação de usos do solo num cenário temporário de funcionamento dos moinhos (dado que até aos anos sessenta, muitos dos moinhos permaneciam em uso). Outras contribuições disciplinares podem ser facultadas pela Arqueogeografia, onde os SIG desempenham atualmente um papel de relevo na análise da memória das formas sobre o território, e que seriam um complemento aos nossos resultados com um estudo comparativo de dinâmicas de ocupação e de caracterização regional dos usos do solo ao longo do tempo. Analogamente, com a exposição nos Antecedentes do papel da Arqueologia da Arquitetura, revelou-se como é que uma nova disciplina, decisiva para o conhecimento patrimonial arquitetónico e histórico, se abria paso. Não isenta de dificuldades e cobrindo um vazio nos procedimentos, aplica uma linguagem comum para os especialistas em intervenção arquitetónica histórica, bem como constitui uma possibilidade real de interligação das Escolas de Arquitetura com os centros de investigação para ser possível a participação nesta experiência metodológica. Nesse sentido, a autora deseja manifestar que, apesar de reconhecer como inatingível qualquer propósito de aplicar a Arqueologia da Arquitetura aos vestígios de construções de moenda na Ribeira do Vascão, encontramos no exposto anteriormente um método válido para, em futuras investigações e, por que não, como aulas práticas de disciplinas universitárias de Arquitetura, aprender como arquitetos a decodificar a evolução de pequenas peças da arquitetura rural
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 273 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Nombre del mapa Capas de información Posibles conclusiones Mapa de localizaciones arqueológicas y hidrografía Hidrografia Altimetría Litología Sitios arqueológicos Distribución de las localizaciones arqueológicas en el territorio, señalando datos como el período histórico, distancias al eje fluvial más próximo, etc. Formatos: Cartografía, gráficos estadísticos, listado de nombres de sitios y sus localizaciones. Mapa de distribución de las localizaciones arqueológicas y litología Litología Sitios arqueológicos Conocimiento de qué base litológica da las máximas concentraciones de sitios y las más altas densidades de población Formatos: Cartografía, gráficos estadísticos, listado de nombres de sitios y sus localizaciones. Mapa de distribución de las localizaciones arqueológicas Altimetría (curvas de nivel) Tramos de altitud con mayor concentración poblacional a lo largo de los períodos históricos. Formatos: Cartografía, gráficos estadísticos, listado de nombres de sitios y sus localizaciones. Durante el desarrollo de esta investigación se ha despertado el interés por el empleo de otras técnicas de estudio del territorio complementarias. Concretamente, sobre fotografías aéreas del vuelo USAF de 1958 —que han constituido parte de la cartografía base para análisis realizados en nuestro estudio—, una fotointerpretación más rigurosa hubiera contribuido en la identificación de usos del suelo en un escenario temporal de funcionamiento de los molinos (dado que hasta los años sesenta muchos de los molinos se encontraban en uso). Otras aportaciones disciplinares pueden venir de la mano de la Arqueogeografia, donde los SIG juegan un papel destacado en la actualidad en el análisis de la memoria de las formas sobre el territorio, y que serían un complemento a nuestros resultados con un estudio comparativo de dinámicas de ocupación y de caracterización regional de los usos del suelo a lo largo del tiempo. Análogamente, con la exposición en los Antecedentes del papel de la Arqueología de la Arquitectura, se vino a mostrar cómo una nueva disciplina crucial para el conocimiento patrimonial arquitectónico e histórico se ha abierto paso, no exenta de dificultades, recogiendo un vacío en los procedimientos y aplicando un lenguaje común para los especialistas en intervención arquitectónica histórica, así como la posibilidad real de conexión de las Escuelas de Arquitectura con los centros de investigación para poder participar de esta experiencia metodológica. En ese sentido, la autora desea reflejar que, aun reconociendo como inalcanzable todo propósito de aplicar la Arqueología de la Arquitectura a los restos de construcciones molineras en la Ribeira do Vascão, encontramos en lo expuesto anteriormente un método válido para, en futuras investigaciones y, por qué no, en prácticas de asignaturas de los estudios universitarios de Arquitectura, aprender como arquitectos a decodificar
274 PARTE II CONCLUSIONES definindo, primeiro, os seus traços morfológicos e construtivos; tratando depois de determinar a funcionalidade dos mesmos; e registando, finalmente, a variabilidade dos diferentes padrões que as unidades adquiriram com o tempo. Em suma, uma forma de intervir em prol da superação de uma série de inferências e generalizações derivadas da aplicação de modelos interpretativos estáticos que não são aplicáveis em absoluto a um tipo de povoação como a que ocorreu no território de Mértola, que se preservou durante séculos, como ficou demonstrado nas investigações referenciadas.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 275 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA la evolución de pequeñas piezas de la arquitectura rural definiendo, primero, sus rasgos morfológicos y constructivos; tratando luego de determinar la funcionalidad de los mismos; y registrando, finalmente, la variabilidad de los distintos patrones que las unidades han adquirido con el tiempo. En definitiva, una forma de intervenir en pro de la superación de inferencias y generalizaciones derivadas de la aplicación de modelos interpretativos estáticos que para nada son aplicables a un tipo de poblamiento como el que se dio en el territorio de Mértola, que fue continuado en el tiempo durante siglos, como se ha demostrado en las investigaciones referenciadas.
276 PARTE II REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS Todos los acontecimientos del pasado se hallan más remotos que las más lejanas galaxias, cuya luz al menos todavía alcanzan los telescopios. Empero, el momento que acaba de pasar se ha extinguido para siempre, a no ser por las cosas hechas mientras duró. (Kubler, 1998)
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 277 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA El estudio DEL PAISAJE CULTURAL DE MÉRTOLA A LA ARQUITECTURA DE LOS MOLINOS DE AGUA DE LA RIBERIA DO VASCÃO REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bibliografía consultada y referenciada Bibliografía consultada no referenciada PARTE II 07 7.1 7.2
278 PARTE II REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 303 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA ANÁLISIS ESPACIAL. El proceso de compren der, extraer o crear información acerca de un conjunto de elementos geográficos. El análisis espacial incluye técnicas que se utilizan para determinar la distribución de uno o varios elementos dentro de una red o un área y las relaciones existentes entre estos elementos. La ubicación, la proximidad y la ordenación de los objetos pueden analizarse mediante un análisis espacial. Resulta útil para evaluar la idoneidad o capacidad, así como para realizar estimaciones y predicciones o interpretar datos. ANÁLISIS GEOGRÁFICO. Técnicas analíticas que identifican las condiciones en una ubicación geográfica, un área espacial o una red lineal, y predicen los efectos de determina dos sucesos futuros en estos elementos. ATRIBUTO. Es una propiedad o característica de las entidades de una base de datos. Ejemplos de atributos son: el nombre, el sexo, la fecha de un examen, la extensión, etc. ATRIBUTO GRÁFICO. Dato alfanumérico que caracteriza a una entidad gráfica (punto, línea, sólido, etc.) generalmente con características sobre e1 estilo en el que se representa esa entidad, tal como color, ancho, trama, etc. BASE DE CONOCIMIENTOS. Componente esencial de un sistema experto que almacena todos los datos y las reglas que debe seguir un razonamiento. BASE DE DATOS. Conjunto de datos organizado, escrito sobre un soporte legible por ordenador. Una base de datos suele estar formada por una o varias tablas, cada una de las cuales está organizada en registros (filas) y campos (columnas). Una base de datos está indexada cuando existe una o varias tablas con las direcciones de las entidades que hay en dicha base de datos. El proceso de indexación es similar a crear un índice para un libro. BASE DE DATOS DISTRIBUIDA. Base de datos cuyos objetos (tablas, vistas, columnas o ficheros residen en más de un sistema en red, y al cual se puede acceder o actualizar desde cualquier otro sistema en la red. GLOSARIO DE TÉRMINOS SIG
304 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS BIBLIOTECA DE CONSULTAS. Conjunto de consultas guardadas en un proyecto. Puede añadir, suprimir y modificar consultas de la biblioteca de consultas. BORRADO. Proceso por el cual se superponen dos redes de polígonos en una única red de tal forma que en la red resultante se borran los polígonos de la primera red, que quedan cubiertos de la segunda red, manteniendo el resto la geometría y lógica original de la primera. BUFER (buffer). Zona trazada alrededor de una entidad georroferenciada, con un ancho determinado. También conocida como área de influencia. BUFFERING. Técnica que permite obtener el área de influencia de una entidad o un conjunto de entidades, es decir, el área que rodea a éstas, definida generalmente a través de una distancia. CAD (Computer Assisted Design). Sistema de dibujo y diseño con ordenador. CAD MAPPING. Sistema informático que permite construir GIS basándose en un sistema de CAD ampliado. CALADO. Proceso de ajuste de un mapa vectorial o imagen sobre otro que se toma como patrón. El calado puede ser lineal o elástico dependiendo del número de puntos que determi nan la transformación. Tres o menos es lineal. Más de tres es elástico. CALIBRACIÓN. Proceso por el cual se ajusta un aparato a una escala de medidas. En informá tica, se ajusta el tablero de digitalización a las coordenadas de mapa o dibujo que tiene pegado sobre el tablero. En los sistemas de CAD se sue len dar sólo dos puntos de calibrado, en los GIS se suelen dar tres o cuatro. CAMPO. Cada una de las partes en las que se divide un registro de una base de datos. Cada campo almacena un dato o atributo de una entidad. Cada entidad se almacena en un registro CAMPO CLAVE. Uno o varios campos de una tabla cuyos valores se utilizan para identificar un registro de forma exclusiva. Para proporcionar vínculos útiles los campos claves individualmente o en su conjunto deben incluir un valor exclusivo para cada registro. CAPA. Sistema de clasificación de entidades de un GIS o CAD que generalmente está asociado a un tipo de entidades por ejemplo, una capa para recintos de
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 305 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA clasificación de suelo, o líneas de infraestructuras. El concepto de capa es distinto de los conceptos topológicos de tema, cobertura o región. La organización en capas es puramente de organización geométrica, no topológica. Una topología, por ejemplo, de polígonos puede estar compuesta por entidades de diferentes capas. El concepto de capa coincide con el de layer, si bien es frecuente analizar ambos para identificar el mismo concepto, pero en distinto sistema. Así, en Autocad se habla de capa y en SDO Spatial se habla de layer. CELDA. Unidad elemental de un tema de tipo GRID, se conoce igualmente por celdilla o cuadrícula. Es un concepto similar al de píxel que es cada uno de los puntos de una imagen ráster. CENTROIDE. Punto de referencia de un polígono que actúa como enlace al registro del polígono. Generalmente es el centro de gravedad o un punto interior al polígono; en algunos sistemas se conoce como etiqueta o label. El centroide contiene información acerca del polígono, como el área, el perímetro, el propietario, el tipo de suelo, etc. CLEANING. Proceso por el cual se preparan conjuntos de entidades gráficas para ser incorporadas a un GIS. Generalmente se componen de cadenas de procesos como filtración, intersección de líneas, eliminación de puntos muy próximos e incluso procesos de creación de topología. Es equivalente al término LIMPIEZA DE MAPAS. CLÚSTER. Técnica de clasificación estadística de celdillas de una imagen con objeto de analizar ésta. COBERTURA. (Coverage). Organización de entidades vectoriales en un sistema ARC-INFO; pueden ser coberturas de puntos, líneas o polígonos. Es un concepto similar al de topología. COLUMNA. Una categoría de información es pecífica de una tabla, como por ejemplo dirección o diámetro. También recibe el nombre de campo. COMPOSICIÓN DE MAPA. Proceso por el cual se crea un mapa con elementos obtenidos por diversas consultas a un GIS. Una composición de mapa impreso da lugar a un mapa en sentido tradicional con su leyenda, escala, una o varias ventanas de cartografía e imágenes o dibujos. CONECTIVIDAD. Propiedad de una estructura topológica que permite pasar de unas entidades a las siguientes mediante un enlace físico. Por ejemplo, permite
306 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS garantizar la unión entre los distintos tramos (arcos), las válvulas de cierre (nodos) y los tramos que salen desde esta válvula, en una red de distribución de agua representada en un GIS. CONSULTA DE BASE DE DATOS. Un con junto de condiciones que especifica la selección de registros de una base de datos. Generalmente se usa el lenguaje SQL para definir estas consultas. En los GIS hay ampliaciones al lenguaje SQL, que posibilitan la definición de consultas median te la proximidad o relación espacial o geométrica rica entre entidades. Son también conocidos como operadores espaciales. CONSULTA DE MAPAS. Un conjunto de condiciones que especifican la selección de objetos de dibujo de los dibujos de origen. Las condiciones de las consultas de mapas se pueden basar en la ubicación o en las propiedades de un objeto, o en los datos guardados en el dibujo o en una tabla de base de datos vinculada. CONSULTA TEMÁTICA. Conjunto de registros guardados que se identifican mediante un nombre exclusivo y se utilizan para generar un mapa temático. La consulta temática especifica qué datos espaciales y de atributos hay que consultar, y cómo mostrar estos. CONSULTA TOPOLÓGICA O ESPACIAL. Una extensión a una consulta de mapas que se aplica sobre las topologías. CONSULTA. Conjunto de criterios para especificar la selección de entidades georreferenciadas o registros para definir mapas temáticos. CONTIGÜIDAD. Propiedad de una estructura topológica que permite investigar, por ejemplo, cuáles son los polígonos que hay a ambos lados de una línea de borde. Si podemos investigar que entidades hay colindantes con una entidad, y aplicamos la misma investigación a la entidad contigua, y así sucesivamente, podremos recorrer todo el territorio en un proceso, por ejemplo, de valoración o análisis. DATO. Es el hecho, noción o instrucción representado bajo una fórmula convencional apropiada para su comunicación, interpretación o tratamiento, sea por el hombre o por medios automáticos. Un dato tiene siempre una entidad a la que se refiere el dato, un atributo y un valor. La entidad es frecuentemente una tabla, o un objeto gráfico en el caso de un GIS. El atributo es el nombre del campo en el que está. DATOS CONTINUOS. Datos que puede tomar cualquier valor real, por ejemplo la superficie o la longitud. Compárese con datos discretos.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 307 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA DATOS DE ATRIBUTOS. Datos de texto que describen las características de los objetos del mapa. Los datos de los atributos se guardan en tablas y base de datos vinculadas a objetos de dibujo seleccionados. Compárese con datos espaciales. DATOS DE OBJETO. Datos de atributos aso ciados a un objeto y guardados en el archivo de dibujo. Compárese con datos externos. DATOS DISCRETOS. Datos que se encuadran en categorías explícitas. En los mapas temáticos, cada uno de los valores aparece de forma distin ta. Por ejemplo, un mapa temático agrario podría mostrar cada plantación con un color distinto. Compárese con datos continuos. DATOS ESPACIALES. Información acerca de la posición y la forma de los elementos geográficos y las relaciones existentes entre ellos. Véase también elementos. DATOS EXTERNOS. Datos de atributos vinculados a un objeto de dibujo que se encuentran en una base de datos independiente del archivo de dibujo. Véase también datos de objeto y datos de atributos. DATOS GEOGRÁFICOS. Datos acerca de los elementos geográficos. Véase elemento. DATUM. Modelo matemático de la esfera terrestre utilizado en los cálculos geodésicos. DEPURAR. Eliminar de un dibujo abierto todas las definiciones de objetos no utilizados. DIGITALIZACIÓN. Es la captura de datos gráficos en técnica vectorial aunque también es digitalización el proceso de captura de imágenes en técnica ráster, e incluso 1a captura de datos alfanuméricos, si bien en ambos casos se suele denominar captura con escáner y perforación, respectivamente. DISOLUCIÓN. Ver fusión de polígonos. DISTRICTING. Proceso que permite agrupar polígonos de un tema con objeto de crear zonas o distritos en función de uno o varios atributos. Este proceso es típico de la gestión territorial y más concretamente, del análisis de áreas urbanas. Así, se puede crear una clasificación de un área urbana en zonas o distritos, en función de la renta, precio del suelo etc. Esta tarea se realiza, con la fusión de polígonos. DM (Desktop Mapping). Aplicación informática que permite crear al profesional no experto un GIS para su uso personal.
308 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS DNS (Domain Name Service). Sistema de directo rios que permite encontrar direcciones IP a través de nombres. Con este servicio se puede localizar servidores de Internet a través de nom bres; por ejemplo, “www.terra.es” en vez de teclear su número IP, que sería 193.152.174.247. DPI (Dots Per Inch). Puntos por pulgada. Se usa para expresar 1a resolución de una pantalla, o de una salida impresa, como el número de puntos que pueden visualizarse o imprimirse en una pulgada lineal; por ejemplo, 300 dpi. DXF. Formato de un fichero de intercambio de datos gráficos vectoriales en formato ASCII diseñado para el intercambio de datos en los sistemas de Autocad, muy extendido en los sistemas de GIS, si bien, sólo permite el intercambio de entidades gráficas, perdiendo los datos asociados y las relaciones topológicas. Ver MIF/MID. EDICIÓN. Modo de acceso a la base de datos en el que es posible la modificación de los datos. ELEMENTO DE DATOS. Datos almacenados en un formato externo de archivo, como por ejemplo, DGH, MIF O SHP, que proporcionan información textual adicional acerca de los elementos. Véase también datos de atributos. ELEMENTOS GEOGRÁFICOS. Objetos na turales y artificiales representados en un mapa por punta, líneas y áreas. ELIMINACIÓN. Técnica que consiste en eliminar entidades (ver ENTIDAD). ELIPSOIDE. Aproximación a la forma de la Tierra en la que no se tienen en cuenta las variaciones provocadas por las diferencias de densi dad del planeta. Es sinónimo de esferoide. Véase también geoide. EMULACION. Técnica de imitar el funcionamiento de un sistema, dispositivo, periférico o software por medio de software y/o hardware. ENCAPSULACION. Técnica que permite proteger los datos de un objeto. Permitiendo sólo las modificaciones mediante métodos. De esta forma el objeto puede actuar como una caja negra para el ambiente exterior al mismo. ENCUADRAR. Mover la vista activa hacia arriba, abajo o lateralmente para visualizar aquellas áreas del mapa que, con la escala de visualización actual, se encuentran fuera de la ventana.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 309 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA ENTIDAD DE ESCENARIO. Entidad gráfica contenida en una base de datos de un GIS que no está incluida en ninguna topología y se muestra como referencia geográfica. ENTIDAD. Es el objeto personal, cosa o animal del cual se recoge un dato. Ejemplos de entidad son: Una empresa, una persona, una asignatura, un país, etc. ENTIDAD GRÁFICA. Entidad de la base de datos de un sistema gráfico que contiene las coordenadas de su forma o la referencia a una forma incluida en una librería de formas. ENTIDAD TOPOLÓGICA. Entidad gráfica contenida en un GIS que pertenece a una o varias topologías. ENTORNO SQL. Un entorno SQL contiene el sistema de administración de bases de datos, las bases de datos a las que se puede acceder y los usuarios y programas que pueden usar dichas bases el datos. ESCALA. Proporción entre la distancia en papel y la distancia real sobre el terreno. Si en mapa en papel tiene una escala de 1:100.000 (también representada como 1/100.000), una distancia de 1 unidad en el mapa de papel corresponde a 100.000 unidades sobre el terreno. ESCALA DE REFERENCIA. En un mapa digital, la escala de referencia representa la escala del mapa original. También la escala del mapa convencional que tiene la precisión equivalente al mapa digital. ESCÁNER. Periférico de entrada que permite la captura de una imagen en técnica ráster. ESPACIO DE TRABAJO. Ventana que muestra los archivos y las definiciones disponibles en un proyecto, como por ejemplo dibujos de origen asociados, base de datos, consulta y plantillas de vínculos. Es posible cambiar el tamaño de la ventana y colocarla, donde desee. ESQUEMA. En una base de datos SQL, los esquemas contienen nombres y atributos de las tablas de base de datos de un usuario con aplicación. EXTENSIÓN O DOMINIO. Al rectángulo más pequeño que contiene todos los objetos de un mapa, es decir, los contornos externos del mapa.
310 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS EXTRACCIÓN. Acción de copiar un conjunto de entidades de un GIS para su consulta o modificación mediante una ventana definida por coordenadas. También se conoce como consulta. EXTRACCIÓN ALFANUMÉRICA. Acción de copiar un conjunto de datos alfanuméricos de una base de datos para su posterior tratamiento o transferencia a otra base de datos. FICHERO. Es un conjunto organizado de datos almacenados en la memoria periférica, disco o disquete. Cada fichero se identifica con un nombre, el cual debe cumplir las normas sobre denominaciones de ficheros del sistema operativo sobre el que se trabaje. FILA. Un conjunto de datos de una tabla que se refieren a una misma entidad. También recibe el nombre de registro. FILTRACIÓN. La filtración de líneas tiene como misión optimizar el número de vértices de las líneas para que sean más fáciles de procesar y ocupen menos espacio, aproximándose lo mejor posible a su forma original. Se trata de eliminar algunos vértices cuando están muy próximos entre sí, o bien, eliminar los vértices intermedio en tramos rectos. También es conocida como SIMPLIFICACIÓN. FILTRO ESPACIAL. Una selección de objeto del dibujo que especifican los registros que se muestran en la tabla o consulta activa. Si un filtro espacial está activo, el visor de datos sólo muestra aquellos registros que estén vinculados, los objetos seleccionados. FILTRO PRIMARIO. Una serie de expresiones SQL y/o métodos específicos que permiten seleccionar un conjunto de entidades vectoriales. Es un filtro complementario del secundario. FILTRO SECUNDARIO. Una serie de expresiones SQL y/o métodos específicos que seleccionan un conjunto de entidades contenidas en SDO Spatial mediante las condiciones de distancia o relaciones geométricas entre las entidades candidatas y la entidad como herramienta auxiliar de la búsqueda. Por ejemplo, que las entidades candidatas estén dentro de la entidad que está dentro o cruza los bordes. Es un filtro complementario del primario. FILTRO SQL. Una serie de expresiones SQL, que especifica los registros que se van a selec cionar en la tabla o consulta activa. Si un filtro SQL está activo, el Visor de datos muestra solamente aquellos registros que coinciden con los criterios de filtro.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 311 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA FM (Facilities Management). Sistema de información geográfica especializado en gestión de en tidades en bases de datos georreferenciadas, tales como redes de distribución de agua, energía eléctrica, etc. FORMATO. Estructura de un fichero que posibilita su reconocimiento por un programa o periférico. FRACTAL. Forma geométrica formada por múltiples formas básicas con una dimensión fraccional, de tal forma que el nivel de detalle final no puede alcanzarse, aunque se incremente la escala de observación, siempre que se siga regenerando el dibujo. Se utiliza para la creación de tramas para relleno de polígonos en sistemas CAD y GIS. FUNCIÓN. Conjunto de instrucciones de un programa que realiza una tarea específica. Una función es un operador que aplicado a uno o varios que denominaremos argumentos, obtienen un resultado que será almacenado en una variable especial cuyo nombre coincide con el nombre de la función. FUSIÓN DE POLÍGONOS. Proceso de unión de polígonos por eliminación de bordes comunes cuando los polígonos tienen un determinado atributo con el mismo valor. GEOCONTINUIDAD. Se dice que una base de datos de un GIS es geocontinua cuando permite gestionar cualquier cantidad de entidades del GIS sin recurrir a la división del territorio en hojas. Es decir, las entidades no se interrumpen en los cortes de las hojas cartográficas. GEOIDE. Elipsoide con una superficie muy irregular, utilizado para describir la forma de la Tierra. Véase también elipsoide. GEORREFERENCIACIÓN (Geocoding). Pro ceso por el cual se le asignan coordenadas a una entidad de la base de datos alfanumérica, o bien, se manda un dato a una entidad ya referenciada geográficamente. GESTIÓN DE DATOS EN REMOTO. Configuración cliente/servidor donde la base de datos reside en un servidor compartido. GIS (Geographic Information System). Denominación inglesa del Sistema de Información Geográfica. GPS (Global Positioning System). Sistema de posicionamiento global que utiliza como referencia la posición de las estrellas y satélites que orbitan la Tierra. Por extensión,
312 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS también se conoce co mo GPS la parte de este sistema que posibilita a un usuario conocer las coordenadas de un punto, es decir, el instrumento portátil de consulta. GRID. Organización topológica de un tema en técnica ráster que consiste en dividir el territorio en cuadrículas y cada polígono se define como el conjunto de cuadrículas que cuentan con un úni co identificador. Con el GRID es posible realizar comparaciones entre múltiples temas para realizar operaciones de gestión territorial. HARDWARE. Término ampliamente admitido y cuya traducción literal es “ferretería”. Com prende todos aquellos componentes físicos del ordenador, como los componentes electrónicos, los teclados, las pantallas, etc. Se conoce igual mente por equipo informático. HTML (HyperText Markup Language). Lenguaje de marcas hipertextuales. Es el lenguaje que se utiliza para crear sitios Web. Se basa en marcar los elementos que componen un enlace a otro documento. HTTP (HyperText Transfer Protocol). Protocolo de transferencia de hipertexto. Protocolo que se usa para la comunicación entre un navegador Web y un servidor de páginas Web. Este protocolo for ma parte de la familia de protocolos de TCP/IP. INCLUSIÓN. Relación topológica que permite investigar si una entidad está dentro de otra. Por ejemplo, si un poste está dentro de una parcela. ÍNDICE. Fichero o tabla auxiliar de una base de datos que tiene datos sobre las direcciones de las entidades de la base de datos y sirve para lo calizar éstas de forma rápida. ÍNDICE ESPACIAL. Índice de una base de datos que permite localizar de forma rápida una entidad por su posición geográfica. INFORMACIÓN DE VISUALIZACIÓN. Descripción de la apariencia de un objeto de di bujo. Incluye el color, el patrón de sombreado, el tipo de línea, etc. INFORMACIÓN. Es el contenido de un men saje que modifica el estado de conocimiento del receptor. Una información está compuesta por datos; si bien, un conjunto de datos no constituye una información si esos datos no alteran el esta do de conocimiento del receptor. Un ordenador sólo almacena datos; éstos se convierten en in formación cuando un usuario accede a esos da tos y con ello cambia su nivel de conocimiento.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 319 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA SISTEMA CARTOGRÁFICO DE COORDE NADAS. Un sistema de coordenadas que hace referencia directa a un elipsoide. SISTEMA DE ADMINISTRACIÓN DE BASES DE DATOS (DBMS). Sistema informático o aplicación de software que se usa para crear y gestionar una base de datos, por ejemplo de Access o de DBASE. SISTEMA DE INFORMACIÓN GEOGRÁFI CA. Un sistema GIS es un conjunto de recursos que posibilita la gestión y análisis de datos, referenciados espacialmente mediante coordena das, contenidos en una base de datos que su consulta y análisis se realizan fundamentalmente a través de mapas. La denominación SIG no tiene la difusión de GIS, si bien, sería más correcta en español. SISTEMA DE INFORMACIÓN TERRITO RIAL (SIT). Conjunto de medios materiales, legales, de personal y métodos que posibilita la consecución de un sistema de información sobre el territorio para su gestión. La denominación SIT ha sido propuesta por algunas asociaciones profesionales del sector, si bien, todavía no tiene un uso frecuente. SISTEMA ESFÉRICO DE COORDENA DAS. Sistema de coordenadas medido sobre la superficie de una esfera y que se expresa con distancias angulares. SISTEMA EXPERTO. Un sistema experto es un programa o sistema informático que permite archivar el conocimiento que sobre un tema posee un experto, de tal forma que este conocimiento pueda ser consultado por usuarios no expertos en la materia en cuestión. SISTEMA GEODÉSICO DE COORDENA DAS. Un sistema de coordenadas que hace refe rencia directa a una cota de referencia. Es un modelo matemático que proporciona una aproximación ajustada a la superficie terrestre. Todas las cotas de referencia incluyen tanto un elipsoide, que especifica el tamaño y la forma del globo, como un punto base para la longitud y la latitud. También es denominado SISTEMA DE COORDENADAS GEODÉSICO. SISTEMA GLOBAL DE COORDENADAS. Método que convierte las coordenadas esféricas de la Tierra que representan la latitud y longitud en el sistema de coordenadas cartesianas de un dibujo y que tiene en cuenta la curvatura de la superficie terrestre en la proyección. Normalmente, un sistema de coordenadas viene definido por una proyección, una definición de elipsoide, una definición de cota de re ferencia, uno o más paralelos estándares y un meridiano central.
320 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS SISTEMA MULTIUSUARIO. Es un sistema que permite a múltiples usuarios acceder simul táneamente a sus recursos, por ejemplo una CPU, memoria y almacenamiento. SISTEMA OPERATIVO. Es un conjunto de programas que permite usar los recursos físicos y lógicos de un ordenador de una forma eficaz, así como una adecuada comunicación entre la unidad central y los periféricos. SOFTWARE (parte blanda). Comprende el con junto de programas, métodos de trabajo, manuales y conocimientos que permiten que una máquina electrónica pueda procesar datos. SPLIT. El proceso por el cual se superponen dos redes de polígonos en una única red, de tal forma que la red resultante quede recortada in teriormente por los polígonos de la segunda manteniendo la geometría y lógica originales. SQL (Structured Query Language). Lenguaje de consulta estructurado normalizado. Un lenguaje diseñado para estandarizar la comunicación con las bases de datos. TABLA. Conjunto de datos organizados en re gistros (filas) y campos (columnas). Cuando una tabla se muestra en forma de cuadrícula, los re gistros aparecen como filas horizontales y los campos como columnas verticales. TÉCNICA RÁSTER. Técnica de representa ción de gráficos con ordenador que consiste en presentar un dibujo o una imagen con una ma triz de puntos que recobra toda la imagen o el dibujo. Si se trata de una representación en blan co y negro, a cada uno de los puntos se le asigna un bit de información. Por ejemplo, si el punto está en negro, se almacena un uno, y si está en blanco, se almacena un cero. Si la representación debe mantener diferentes tonalidades de gris o colores, se tiene que asignar a cada punto más de un bit. Así, con cuatro bits por punto se pueden representar 16 colores o tonalidades de gris. TÉCNICA VECTORIAL. Técnica de repre sentación de entidades gráficas con ordenador; consiste en almacenar las colecciones de vectores que definen los trazos de un dibujo. TIPO DE DATOS. El tipo de datos que pueden contener los campos de las tablas, por ejemplo testo, fecha, operadores booleanos o entero lar go. E1 tipo de datos determina el tipo y el crite rio de los valores que pueden introducirse en el campo, la cantidad de espacio disponible para su almacenamiento y la cantidad de espacio asigna da en la base de datos para guardar los datos. El tipo de datos se especifica al crear el campo en la tabla.
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 321 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA TOPOLOGÍA DE NODOS. Una descripción de la relación espacial entre los elementos de punto geográficos. Algunos ejemplos de topologías de nodos son los focos de polución y las señales de tráfico. TOPOLOGÍA DE POLÍGONOS. Descripción de la relación espacial entre los elementos geo gráficos de un área. Las topologías de polígonos contienen vínculos, nodos y también centroides geométricos. Algunos ejemplos de topologías de polígonos son los mapas de utilización del terre no y cubierta de terreno, los límites administrati vos, las parcelas y el tipo de suelo. TOPOLOGÍA DE RED. Se dice que un tema tiene una organización topológica de red cuando el conjunto de líneas quebradas (polilíneas) está enlazada entre sí formando una red continua y cada línea quebrada se apoya en un nodo inicial y otro final. Por ejemplo, una topología de red puede representar líneas de tuberías, calles, líneas de transmisión eléctrica y ríos. TOPOLOGÍA. Se dice que un conjunto de en tidades vectoriales forma una topología cuando existen relaciones de vecindad entre éstas, tales como la continuidad y la contigüidad y éstas per miten análisis espaciales complejos. La topología define la forma en que se conectan y relacionan las líneas, los nodos y los polígonos, y crea la ba se para funciones GIS avanzadas, tales como el rastreo de redes, el análisis espacial, el análisis de áreas de influencia, el análisis de sobre posiciones y la disolución de topologías de polígono. TRAMA. Imágenes que contienen puntos indi viduales (denominados píxeles o celdas) con va lores de color que se ordenan en una cuadrícula rectangular con espacios regulares. Las fotografías aéreas y las imágenes de satélite son ejemplos de imágenes de trama utilizadas en cartografía. También diseño elemental de una textura de representación de manchas (zonas o áreas) en un periférico. UNICODE. Codificación de caracteres que usa 16 bits para representar cada carácter, permitien do de esta forma representar casi cualquier alfa beto de la Tierra. UNIÓN. Proceso por el cual se unen dos redes de polígonos en una única red de tal forma que la red resultante cubre la zona en la cual tiene existencia cualquiera de las redes superpuestas. UNIR. Vincular dos o más tablas de una base de datos relacionadas a través de un elemento o campo común. Las uniones se crean utilizando el sistema de administración de bases de datos (DBMS).
322 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS UPDATE. Es el proceso por e1 cual se actualiza un campo de una tabla de una base de datos, bien con un valor fijo o con un valor contenido en otra tabla relacionada con ésta mediante un campo común. También, es el proceso por el cual se unen dos redes de polígonos en una única red de tal forma que la red resultante cubra la zona en la cual tiene existencia cualquiera de las redes superpuestas y la geometría de la segunda preva lece sobre la de la primera red superpuesta. URL (Universal Resource Locator). Forma estándar de referirse a un recurso al que se puede acceder en Internet. Un URL usa un formato de protocolo ://maquina/ruta donde se encuentra. Las URL se almacenan en las tablas DNS. UTM. Sistema de referencia terrestre estableci do en 1936 por la Unión Geodésica y Geofísica Internacional. Esta proyección divide la esfera terrestre en 60 planos o husos de proyección tangentes al Ecuador. España está en los husos 29, 30 y 31 (European Datum 1950). VALOR CLAVE. Valor que se guarda en una entidad del GIS y que especifica el valor que concuerda con el campo clave de una tabla. VALOR. Es cada una de las distintas posibilida des que pueda tener un atributo. Ejemplos de atributos son: Uax, 7 de Julio, 1.69 m. VARIABLE. Un elemento con un nombre que guarda un valor. Toda variable tiene un tipo y un ámbito. VECTOR. Cálculo matemático de un objeto con una dirección y longitud precisa. Los datos vectoriales se almacenan como coordenadas X, Y, que forman puntos, líneas y áreas. Compárese con trama. VERSIONES. Se dice que un GIS permite sis temas de versiones de la base de datos cuando es capaz de gestionar de forma automática la existencia de varias versiones con distinto grado de actualización de una misma entidad. VÉRTICES. Puntos intermedios de una línea quebrada. Nodos son los vértices inicial y final. VÍNCULO (bases de datos externas). La co nexión entre una entidad de dibujo y los datos de su base de datos relacionada. Los datos del vínculo se guardan en una entidad de dibujo vinculado y contienen el nombre de la plantilla de vínculo y del valor clave usados para identificar el registro asociado en la tabla vinculada. Las
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 323 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA entidades pueden tener más de un vínculo. VÍNCULO (geometría). Elemento geométrico que conecta nodos. En una topología de polígonos, un vínculo define un borde de polígono. Los vínculos contienen vértices y arcos, y su pueden representar como una línea, una polilínea o un arco, si bien, en las topologías se aceptan sólo polilíneas. El proceso de limpieza se encarga de convertir los otros tipos a polilíneas. VISTA. Espacio de la pantalla del ordenador en el que se representa una consulta gráfica a la ba se de datos del GIS. WORKSPACE. Conjunto de instrucciones que reconstruyen las condiciones de una sesión de trabajo (corresponde con sinónimo de proyecto). WWW (World Wide Web). Red de ordenadores que, conectados entre sí, forman la red lnternet. XML (Extensible Markup Language). Metalenguaje que permite ampliar las capacidades de HTML para Internet. ZOOM EXTENSIÓN. Aumentar un dibujo teniendo en cuenta su extensión de modo que la vista muestre la mayor parte posible de todos los objetos espaciales. ZOOM. Función típica de un sistema informá tico gráfico que posibilita la modificación del tamaño de las entidades dentro de una vista en la pantalla. En un sistema GIS suele ser la dis tancia en coordenadas de mapa que existe entre el extremo derecho e izquierdo del cuadro visi ble del mapa en la pantalla del ordenador.
324 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 325 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA Realizado a partir de las fuentes: - Córdoba de la Llave, R. (2008). Los molinos hidráulicos del Guadalquivir en la ciudad de Córdoba: estudio histórico y arquitectónico. Cuadernos de investigación / Centro de Estudios Históricos de Obras Públicas y Urbanismo (Vol. 3). Madrid: Centro de Estudios Históricos de Obras Públicas y Urbanismo. - Guita, R. (1999). Engenhos hidráulicos tradicionais. Mértola: ICPNVG. - Guita, R., dir: Moutinho, M., & Custódio, J. (2006). Museologia e ecomusealização global. Propostas para a musealização de engenhos, conjuntos e sistemas hidráulicos. Tesis doctoral inédita. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Departamento de Museologia, Arquitectura, Urbanismo e Geografia, Lisboa. Retrieved from http://www.ceied.ulusofona.pt/pt/formacao-avancada/ mestrados/141-msc-museologia-pt/497-msc-museologia-dissertacoes - Morales González, R. B., & (dir.) Collado Espejo, P. E. (2012). Molino Hidráulico de Las Juntas, Abla, Almería. Estudio y Puesta en Valor del Conjunto. Universidad Politécnica de Cartagena. Escuela de Arquitectura e Ingeniería de Edificación. Retrieved from http://repositorio.bib.upct.es/dspace/handle/10317/2864 Nota de la autora: Para facilitar la comprensión del lector se incluye entre paréntesis y en cursiva, junto al término a definir, su traducción a la lengua portuguesa, dada la existencia de vocablos en este idioma en la bibliografía consultada y referenciada. GLOSARIO DE TÉRMINOS SOBRE MOLINOS
326 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 327 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA ABATANAR. Operación consistente en golpear los paños de lana por medio de grandes mazos, en una mezcla de greda y jabón, para limpiar de grasa y dar resistencia al tejido. ACEÑA (Azenha). Del árabe as-sania (noria de tiro andalusí). Molino hidráulico característico de época medieval, movido mediante una rueda vertical de paletas que, unida a una rueda dentada (entruesga), engrana en un cilindro de varas (carro) para dar movimiento a las piedras de moler. AGUJA (Agulha). Se trata de una guía de hierro, larga y fina, que se encuentra ligada a uno de los extremos de la puente (en la parte inferior del cárcavo) y sube hacia el suelo del molino a través de una abertura prevista en él. A partir de este extremo el molero regula la distancia entre muelas subiendo ou bajando la aguja. ÁLABE. Paletas curvas o cucharas usadas en los rodeznos y en las turbinas sobre las que incide el agua del saetillo. Tradicionalmente eran de madera, su número y tamaño estaba en relación al diámetro del rodezno. También podemos designar a la tabla plana de madera que, colocada en la corona de norias y ruedas verticales, sirve para mover el aparato golpeada por la corriente de agua. ALIVIO O ASIENTO (Aliviadouro). Aliviador, palanca que en los molinos harineros permite regular la separación entre las piedras de moler, al permitir elevar o bajar la puente sobre la que reposa el rodezno. BARANDAL O HARINAL. Cajón de madera situado bajo el echadero, donde se recoge la harina que va saliendo de las piedras una vez molido el grano. BATÁN. Instalación para el abatanado de los paños de lana, integrada por mazos de madera movidos mediante rueda hidráulica vertical. AGUATOCHO o BOTANA (Comporta). Compuerta de madera o hierro colocada al final del saetillo que regula el caudal de agua que incide sobre el rodezno y que se acciona mediante una llave de regulación. GLOSARIO DE TÉRMINOS SOBRE MOLINOS
328 ANEXOS ANEXO A: GLOSARIOS TÉCNICOS AZUDA O AZUD (Açude). Presa de derivación establecida en los ríos para encauzar las aguas hacia los canales de molinos, batanes y norias. BÓVEDA (Abóbada). Sala inferior de las aceñas que acoge el engranaje de la entruesga con el carro. CABRIA. Mecanismo para levantar pesos (grúa), que en los molinos harineros está formada por un fuste vertical de madera apoyado en ambos extremos mediante un sistema de gorrón y gorronera que le permite girar sobre su eje en el que hay suspendido un aguilón, sujeto mediante un tornapuntas, del que pende la tijera. CANAL (Levada). Apertura en la azuda por donde el agua circula de continuo cuando están cerrados los canales de molinos y norias. También se llama así al conducto situado bajo el suelo los molinos de regolfo o en el costado de aceñas y norias, por donde el agua llega a las ruedas hidráulicas. El canal puede ser en calle abierta, calle cerrada o vertical (cubo). CANAL ABIERTO (Cale aberta). Disposición menos eficiente en términos de aprovechamiento energético, que se dispone por tanto cuando se cuenta con suficiente caudal para los desniveles aprovechados. CANAL ALIVIADERO. Apertura en la azuda por donde el agua circula de continuo cuando están cerrados los canales de molinos y norias. CANAL CERRADO (Cale fechada). Disposición del canal cuando la relación entre el desnivel existente y el agua disponible no es tan favorable. CANALETA. Pequeño canalillo por el que sale el grano de la tolva al ojo de la muela. CÁRCAVO (Cabouço). Espacio abovedado que aloja el rodezno y sus complementos. Se sitúa bajo el suelo de los molinos de rampa y cubo, sus dimensiones se ajustan al tamaño de este y del rodezno. Debe ser una estructura muy sólida para soportar las muelas, su construcción puede realizarse conformando bóvedas doveladas en piedra, falsas bóvedas y sistemas adintelados con gruesas vigas de piedra o madera. En algunos casos aparecen varios, asociados al número de rodeznos. CARRO. En las aceñas, cilindro de varas donde engrana la entruesga, encargado de convertir el movimiento rotatorio vertical de la rueda en un movimiento horizontal. CAZ. Canalización o acequia que conduce el agua hasta el molino cuando éste se
Departamento de Construcciones Arquitectónicas I Universidad de Sevilla 335 Tesis doctoral: APLICACIÓN DE LOS SIG AL PROYECTO DE REHABILITACION ARQUITECTÓNICA Y URBANA ANEXO B: DOCUMENTOS DE TRABAJO ANEXOS
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