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Relacionamentos universidade – empresa: problemática e perspectivas

Silva Maria José Madeira

Abstract

Nos últimos anos o conceito de inovação alterou-se consideravelmente. Várias abordagens teóricas sustentam que as empresas não inovam isoladas e que a inovação surge como um processo complexo evolucionário e interactivo de aprendizagem, realizado com a contribuição de variados agentes económicos e sociais que possuem acesso a diferentes tipos de informações e conhecimentos. Neste trabalho, evidenciam-se os relacionamentos dos relacionamentos externos no estímulo da inovação empresarial, destacando-se os relacionamentos estabelecidos entre a universidade e o tecido empresarial. Dado que este tipo de relacionamentos proporcionam às empresas vantagens indiscutíveis no âmbito da inovação. No obstante, existem problemas neste tipo de relacionamentos, que urge identificar e solucionar. Assim, esta investigação tem por finalidade apresentar os contributos e as vantagens associadas aos relacionamentos estabelecidos entre as universidades e as empresas, bem como, descrever os principais problemas resultantes desses relacionamentos. Por fim, apresentam-se as perspectivas futuras de desenvolvimento da investigação, com recurso a estudos de caso.

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467 RELACIONAMENTOS UNIVERSIDADE – EMPRESA: PROBLEMÁTICA E PERSPECTIVAS Ma ia José Madei a Sil a RESUMO Nos úl imos anos o concei o de ino ação al e ou-se conside a elmen e. Vá ias abo dagens eó icas sus en am que as emp esas não ino am isoladas e que a ino ação su ge como um p ocesso complexo e olucioná io e in e ac i o de ap endizagem, ealizado com a con ibuição de a iados agen es económicos e sociais que possuem acesso a di e en es ipos de in o mações e conhecimen os. Nes e abalho, e idenciam-se os elacionamen os dos elacionamen os ex e nos no es ímulo da ino ação emp esa ial, des acando-se os elacionamen os es abelecidos en e a uni e sidade e o ecido emp esa ial. Dado que es e ipo de elacionamen os p opo cionam às emp esas an agens indiscu í eis no âmbi o da ino ação. No obs an e, exis em p oblemas nes e ipo de elacionamen os, que u ge iden i ica e soluciona . Assim, es a in es igação em po inalidade ap esen a os con ibu os e as an agens associadas aos elacionamen os es abelecidos en e as uni e sidades e as emp esas, bem como, desc e e os p incipais p oblemas esul an es desses elacionamen os. Po im, ap esen am-se as pe spec i as u u as de desen ol imen o da in es igação, com ecu so a es udos de caso. PALAVRAS CHAVE: Relacionamen os Uni e sidade - Emp esa, Ino ação emp esa ial. 1 - INTRODUÇÃO Nes e abalho, a ino ação não é en endida como algo de espo ádico e u o do acaso, nem como algo que esul a da acção isolada de um único ac o . A ino ação é is a como um esul ado de um p ocesso de ap endizagem in e ac i a, en ol endo que a in e acção en e u ilizado es e p odu o es (Lund all, 1988, 1992), que as in e acções en e emp esas e ou as ins i uições o necedo as de conhecimen o e de o mação (uni e sidades e ins i uições de ensino supe io , consul o es, labo a ó ios come ciais e emp esas de I&D, labo a ó ios do Es ado e ins i u os de I&D go e namen ais), en e ou os pa cei os (Lund all, 1992; Nelson, 1993; Kau mann e Töd ling, 2000, 2001, Lund all e Maskell, 2000). Po an o, conside a-se o p ocesso de ino ação como um p ocesso in e ac i o de ap endizagem, ealizado com a con ibuição de a iados agen es económicos e sociais que possuem acesso a di e en es ipos de in o mações e conhecimen os. De en e os á ios elacionamen os es abelecidos com pa cei os ex e nos no âmbi o da ino ação, nes e abalho des acam-se os elacionamen os en e as uni e sidades e as emp esas. Tendo como objec i o ap esen a que os con ibu os, que as an agens associadas a es e ipo de elacionamen os, bem como, desc e e os p incipais p oblemas esul an es desses elacionamen os CITIES IN COMPETITION 468 2 - RELACIONAMENTOS EXTERNOS NO ÂMBITO DA INOVAÇÃO A li e a u a sob e ino ação emp esa ial e idencia a impo ância dos elacionamen os ex e nos no es ímulo da ino ação emp esa ial. Segundo as abo dagens de edes e das elações in e -o ganizacionais, as elações ex e nas que se es abelecem en e os pa cei os ca ac e izam-se po ocas de in o mação ela i amen e abe as, e ais luxos de in o mação podem es imula as ac i idades ino ado as. Po sua ez, as abo dagens sis émicas da ino ação ealçam que as elações ex e nas en e pa cei os se o nam um impo an e meio de di usão de conhecimen o, p incipalmen e do conhecimen o áci o, que não é possí el codi ica . Ainda que o iundo de abo dagens eó icas di e sas, es e co po da li e a u a em demons ado uma conside á el con e gência ao conside a que as elações es abelecidas com pa cei os ex e nos in luenciam o p ocesso de ino ação emp esa ial. Em di e sos países, á ios es udos e idenciam a impo ância dos elacionamen os ex e nos pa a a melho ia da capacidade ino ado a da emp esa (F i sch e Lukas, 1999, 2001; Kau mann e Töd ling, 2000, 2001; Romijn e Albaladejo, 2002). Também em Po ugal, os esul ados ob idos pelo es udo ealizado pelo CISEP/GEPE (1992), pelas in es igações ealizadas po Simões (1997) e po Sil a (2003) es emunham a impo ância dos elacionamen os ex e nos como ac o es in luenciado es do desempenho ino ado das emp esas po uguesas. Nes e abalho de inem-se os elacionamen os ex e nos na á ea da ino ação como “a pa icipação ac i a da emp esa em ac i idades de I&D e em ou as ac i idades de ino ação com ou as o ganizações. Não implica que ambos os pa cei os e i em bene ícios come ciais imedia os do emp eendimen o. A simples con a ação ao ex e io , sem qualque colabo ação ac i a da emp esa, não se conside a coope ação” (CIS III, 2001: 11). A concepção de elacionamen os ex e nos que acabou de se ap esen a , e idencia cla amen e a pa icipação ac i a que a emp esa em de e na in e acção com os á ios pa cei os no âmbi o da ino ação. Es as in e acções só se es abelecem se exis e um clima de con iança en e os pa cei os, pe mi indo a edução do isco associado à ino ação (F i sch e Lukas, 1999, 2001; Kau mann e Töd ling, 2000, 2001, Te he , 2002). Es as in e acções podem e como p opósi o a ob enção de in o mação sob e ecnologias e me cados e ambém ob e ou os inpu s complemen a es ao p ocesso de ap endizagem in e no, que a emp esa só po si não consegue desen ol e (Edquis , 1997; Ho z-Ha , 2000; Romijn e Albaladejo, 2002). Na li e a u a sob e ino ação emp esa ial, exis e uma a iedade de azões pelas quais as emp esas es abelecem elacionamen os com á ios pa cei os ex e nos no âmbi o da ino ação. Mas, de uma o ma gené ica, conside a- se que as emp esas es abelecem ais elacionamen os po que não possuem in e namen e odos os ecu sos e capacidades necessá ios e, ambém, po que ais elacionamen os lhes pe mi em eduzi o isco associado à ino ação (Te he , 2002). 3 - RELACIONAMENTOS ESTABELECIDOS ENTRE AS UNIVERSIDADES E AS EMPRESAS São á ios os pa cei os no âmbi o da ino ação, nes e abalho des acam-se os elacionamen os es abelecidos com as uni e sidades e ins i uições de ensino supe io . Dado que es e ipo de elacionamen os p opo cionam às emp esas an agens indiscu í eis no âmbi o da ino ação. As uni e sidades, ou as ins i uições de ensino supe io con ibuem de modo signi ica i o pa a o o necimen o de no o conhecimen o cien í ico e ecnológico (Lund all, 1992 e Nelson, 1993). INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 469 Kau mann e Töd ling (2001) salien am o papel c ucial das uni e sidades no es ímulo de a anços ino ado es. Pa a es es in es igado es, as uni e sidades p oduzem desen ol imen os ecnológicos de longo alcance, po que incidem p ima iamen e na c iação de no o conhecimen o independen emen e das conside ações económicas. Também, a in es igação ealizada po Sil a (2003), endo po base emp esas indus iais po uguesas, e idenciou a impo ância dos elacionamen os es abelecidos com as uni e sidades e ou as ins i uições de ensino supe io no desen ol imen o de a anços ino ado es. Des acando que es a o ma de elacionamen os a que mais es imula a emp esa a emp eende a anços ino ado es. Tendo em con a a óp ica emp esa ial, Te he (2002) e Conceição e al (2003) e e em que os elacionamen os com as ins i uições de conhecimen o p opo cionam di e sas an agens, ais como: a emp esa pode acede a conhecimen os écnicos, ecnológicos e cien í icos e ambém ao apoio de especialis as e écnicos (incluindo pe i os e especialis as de equipamen os), como complemen o da I&D in e na. Po ou o lado, as emp esas conside am as despesas de ino ação demasiado dispendiosas pa a as le a a cabo isoladas e usando somen e os seus p óp ios ecu sos; a colabo ação com as ins i uições de conhecimen o pe mi e a edução dessas despesas, ou a é mesmo pe mi i á ap o ei a undos, incluindo os comuni á ios, de o ma a que os con a os coope a i os com a academia su gem, cada ez mais, como uma on e de conhecimen o não dispendiosa e de baixo isco. Não apenas os pa cei os emp esa iais bene iciam da coope ação, mas ambém as ins i uições de conhecimen o, po que exis e uma oca de conhecimen o bi-di eccional, incluindo a ans e ência de conhecimen o da indús ia pa a a uni e sidade (Gibbons e al, 1994; Meye -K ahme and Schmoch, 1998, Kau mann e Töd ling, 2001). Tal como conside a Te he (2002), a ealização de in es igação signi ica p es ígio pa a a uni e sidade e pa a os in es igado es indi iduais e, ambém, pode ep esen a uma on e de inanciamen o. Es as an agens êm enco ajado académicos a uma maio colabo ação com a indús ia e a uma mudança da ge ação de conhecimen o cien í ico adicional (Gibbons e al, 1994 Mod 1 - Conhecimen o) pa a a p odução de conhecimen o endo em is a a esolução de p oblemas (Mod 2 – Conhecimen o). Consequen emen e, as ins i uições que isam es a condu a de em inc emen a que o ní el, que a pa ilha de I&D (Howells e Nede a, 2003). Con udo, exis em p oblemas no elacionamen o en e as emp esas e as uni e sidades em pa icula e, igualmen e, com as ou as ins i uições de conhecimen o, em ge al. Es as ins i uições são is as, equen emen e, como len as pa a a acção e pouco ecep i as às necessidades da indús ia (Te he , 2002). Também o es udo ealizado po Simões (1997) em emp esas indus iais de ec ou ês p oblemas de elacionamen os: di e en e linguagem, di e en es concei os de empo e ausência de con iança. Segundo o mesmo in es igado , os p oblemas de linguagem essal am nos objec i os de in es igação: enquan o os emp esá ios que em um p odu o endá el no me cado, e p e endem, com os meno es cus os, ob e o máximo bene ício, os académicos in e essam-se pela pe inência das ques ões colocadas e, mui as ezes, esquecem-se das condicionan es económicas. Di o de ou a o ma, os emp esá ios espe am soluções e os académicos p ocu am p oblemas. A emp esa exige o sigilo enquan o o uni e si á io se a i ma pela di ulgação. O empo ambém se ap esen a como um p oblema os emp esá ios desejam que as no as soluções es ejam disponí eis em cu o espaço de empo, ao passo que os uni e si á ios necessi am de empo pa a amadu ece decisões e en a no as soluções. Simões (1997) salien a que a acumulação das di e gências e e idas esul a num ou o p oblema - a ausência de con iança. Consequen emen e, as emp esas po uguesas não conside am que es as elações sejam p io i á ias, o que se e lec e num eduzido elacionamen o das emp esas com as uni e sidades (Simões, 1997). Também, Sil a e Se asquei o (2004) e e em que exis em p oblemas nos elacionamen os uni e sidade- emp esas de i ados do desconhecimen o exis en e en e ambas as en idades. Po um lado, as uni e sidades CITIES IN COMPETITION 470 desconhecem o que as emp esas necessi am e quais os p oblemas que as emp esas êm po esol e . Po ou o lado, as emp esas desconhecem o que é ei o nas uni e sidades e as suas po encialidades, bem como, a quem se de em di igi pa a ap esen a os seus p oblemas. Não obs an e os p oblemas ap esen ados, nos úl imos anos, as ins i uições de conhecimen o, e sob e udo as uni e sidades, êm sido sujei as a uma conside á el p essão pa a se ap oxima em das emp esas. Os go e nan es p ocu am enco aja essas ins i uições a emp eende in es igação ele an e pa a a emp esa endo em is a a compe i i idade emp esa ial do p óp io país. P e endendo a ealização des e objec i o em Po ugal, o go e no lançou ecen emen e o P og ama Ideia – Apoio à Ino ação Emp esa ial (IDEIA, 2002). Es e p og ama em como objec i o incen i a a ino ação a a és da p omoção e alo ização de esul ados e ans e ência de ecnologias das uni e sidades pa a o sec o emp esa ial. Como e e em F i sch e Schwi en (1999) as uni e sidades são impo an es on es de o necimen o de “inpu s” pa a as ac i idades ino ado as do sec o p i ado. Os in es igado es ac escen am que es as ins i uições abso em e acumulam conhecimen o c iado em si mesmas, ge am no o conhecimen o po que conduzem as suas p óp ias in es igações e di undem o conhecimen o na economia de á ias o mas. Apesa da ansmissão de ce o ipo de conhecimen o se apoia p incipalmen e na in o mação codi icada ( ela ó ios cien í icos e publicações), ou os ipos de conhecimen o, pa a se em ansmi idos, necessi am de in e acção pessoal. Os p incipais canais de ansmissão do conhecimen o des as ins i uições pa a a economia em ge al e pa a as emp esas em pa icula são: • Fo mação dos Es udan es - conside ado o p incipal canal de ans e ência de conhecimen os, pe mi e a di usão do conhecimen o ap eendido nas uni e sidades e ou as ins i uições de ensino supe io . Os indi íduos o mados nes as ins i uições ambém podem se in e mediá ios na elação en e es as ins i uições e a emp esa ou o ganismo onde abalham, es abelecendo a “pon e” en e o mundo académico e o mundo emp esa ial (Simões, 1997; F i sch e Schwi en, 1999). • Realização de pesquisa con a ada - cen a-se undamen almen e na p odução de conhecimen os cien í icos apidamen e come cializá eis, pelo que es á mui o dependen e de conside ações económicas (Kau mann e Töd ling, 2001). • Realização de se iços elacionados com ino ação, ais como, es es, consul o ia e o mação pessoal. Es es se iços são solici ados pelas emp esas, algumas ezes po inicia i a das emp esas em causa, ou as po exigências dos clien es, mas ge almen e em á eas onde as capacidades da emp esa se e elam insu icien es (Simões, 1997). • P ojec os conjun os de I&D en e emp esas p i adas e ins i uições de conhecimen o isam a ealização de ês ipos de ac i idade: - Desen ol imen o de ac i idades de in es igação aplicada enden es à esolução de p oblemas écnicos ou ecnológicos; - Ac i idades de desen ol imen o expe imen al, endo como objec i o a elabo ação de p o ó ipos; - Desen ol imen o de in es igação undamen al endo em is a a anços ecnológicos; es e ipo de p ojec os conjun os de in es igação é mui o a o, dado que as emp esas “não es ão dispos as a supo a os ele ados iscos sem uma cla a de inição de pe spec i as” (Ma ques e Sil a, 2000: 15). - INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 471 Em Po ugal a ealização de p ojec os conjun os de I&D é enca ada com alguma ese a (Simões, 1997). O mesmo au o ac escen a que “ al pa icipação pa ece se u ilizada pelas emp esas mais como um meio de melho a em a sua imagem e c edibilidade e/ou como um ins umen o de abe u a de “janelas de opo unidade” sob e desen ol imen os ecnológicos u u os; a amen e é is a como uma on e imedia a de ecnologia ou como um mecanismo de solução de p oblemas ecnológicos p esen es” (Simões, 1997: 231). • T oca in o mal de conhecimen os - ap esen ada em di e sas in es igações como o mecanismo mais equen e de elacionamen o com as uni e sidades e as ins i uições de conhecimen o em ge al (F i sch e Schwi en, 1999: Simões, 1997). Es as ligações deco en es, equen emen e, de conhecimen os es abelecidos com an igos alunos que pe du am após a conclusão dos cu sos. Os con ac os in o mais ambém esul am de abo dagens ei as pelos o ganismos uni e si á ios às emp esas pa a pa icipa em em de e minados p ojec os conjun os. • Es as o mas de coope ação e elam-se na p á ica em canais de ansmissão do conhecimen o en e as uni e sidades e as emp esas. 4 - PERSPECTIVAS FUTURAS Tendo em is a comp eende de o ma ap o undada o p ocesso de ino ação emp esa ial e os e ei os que os elacionamen os es abelecidos en e as uni e sidades e as emp esas êm na capacidade ino ado a e, consequen emen e, na compe i i idade emp esa ial, e ec ua -se-á es udos de caso. Es es es udos de caso desen ol e -se-ão a endendo os seguin es pon os. P imei o, p ocede -se-á a ca ac e ização das emp esas pa icipan es. Desc e e -se-á as ca ac e ís icas de cada uma das emp esas, iden i ica -se-á os aspec os mais impo an es da sua undação e os que explicam o pe cu so desen ol ido pela emp esa nos úl imos anos. Em seguida, desc e e -se-á o p ocesso de ino ação emp esa ial, a endendo que é um p ocesso não linea , e olucioná io, in e ac i o de ap endizagem e de elacionamen os en e a emp esa e o seu meio en ol en e. E idenciando-se os seguin es aspec os: o igem e di usão da ino ação; as o mas de coope ação u ilizadas, azões que le am a emp esa a ino a ; elacionamen os ex e nos no âmbi o da ino ação, des acando em pa icula os elacionamen os es abelecidos com a uni e sidade, os p oblemas e as an agens des es elacionamen os. Finalmen e, com base nas in o mações ob idas, p ocu a -se-á iden i ica e desc e e as boas p á icas emp eendidas pelas emp esas no âmbi o da ino ação. BIBLIOGRAFIA CIS III (2001): “Inqué i o Comuni á io à Ino ação”, Obse a ó io da Ciência e da Tecnologia, Minis é io da Ciência e da Tecnologia, Lisboa. CISEP/GEPE (1992): Ino ação da Indús ia Po uguesa – Obse a ó io M.I.E., GEPE, Lisboa. 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